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SPN

PROF. FÚLVIO LEITE

QUIETISMO
HPC II
MIGUEL DE MOLINOS
DONEC QUIS NUNC

• Miguel de Molinos nasceu na Espanha; foi ordenado sacerdote em


1652 e enviado a Roma em 1663. Em Roma dedicou-se ao
aconselhamento espiritual e conseguiu grande estima por seus
escritos de espiritualidade e mística.
MIGUEL DE MOLINOS
DONEC QUIS NUNC

• O que ensina o Quietismo

• Costuma-se conceituar o quietismo como uma doutrina e atitude


espiritual que põe a perfeição na passividade ou quietude da
alma, na supressão do esforço humano, de forma que a ação da
graça divina possa atuar totalmente.
MIGUEL DE MOLINOS
DONEC QUIS NUNC

• O que ensina o Quietismo

• O crente deve desaparecer, deixar morrer seu próprio “eu” e se


perder em Deus. Nenhum ativismo, seja do corpo ou do espírito,
é admitido.
MIGUEL DE MOLINOS
DONEC QUIS NUNC

• O que ensina o Quietismo

• O crente deve ficar quieto, nada fazer pela sua santidade cristã
porque Deus fará tudo. É um estado de perfeita quietude no qual
a alma se perde em Deus.
MIGUEL DE MOLINOS
DONEC QUIS NUNC

• O que ensina o Quietismo

• O quietismo sempre enfatiza a contemplação, à qual se outorga


superioridade, sobre todos os atos morais e religiosos, e ao qual
lhe concede a única possibilidade de uma visão estática e direta
do ser divino.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• Miguel de Molinos retoma o princípio de que a vontade humana


deve esvaziam-se diante da Transcendência divina; propunha,
supostamente, o amor puro a Deus e a entrega absoluta à
vontade divina.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• A tal ponto que propugnava o desinteresse absoluto de qualquer


valor e até mesmo da própria salvação.

• A verdadeira oração será inspirada pela fé e dirigida para a


contemplação numa passividade total, estado em que se calam
todas as potencialidades da alma humana.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• Afirma Molinos, que qualquer presunção de fazer algo em prol da


sua salvação será uma ofensa a Deus, pois a genuína atitude do
homem perante Deus há de ser a de um corpo morto; a atividade
do homem seria inimiga da graça divina e impediria o acesso à
autêntica perfeição espiritual; aniquilando-se dessa maneira, a
alma voltaria ao seu princípio, que é Deus. Assim divinizada, a
alma e Deus já não seriam dois seres, mas um só.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• AO CONTEMPLAR A DEUS, A ALMA DEVERIA ABSTER-SE DE


QUALQUER REFLEXÃO, POIS ESSA SERIA UMA OFENSA A
DEUS.

• QUEM ENTREGOU A DEUS SEU LIVRE ARBÍTRIO, NÃO SE DEVE


PREOCUPAR COM SEUS DEFEITOS E AS TENTAÇÕES AO
PECADO.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• SE, INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER ANSEIO DA


CRIATURA, A ALMA HUMANA SENTE DESEJOS CARNAIS, QUE
SEJAM ESTES PERMITIDOS ATÉ CHEGAR A ATOS SEXUAIS;
ESTES ATOS NÃO DEVEM SER ATRIBUÍDOS AO SUJEITO
HUMANO, MAS AO DEMÔNIO, POIS QUEM ESTA NO ESTADO
DE PERFEIÇÃO NÃO PODE PECAR.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• EIS ALGUMAS DAS 68 PROPOSIÇÕES DE MOLINOS


CONDENADAS PELA BULA CAELESTIS PASTOR, de 1682):
SÍNTESE DA DOUTRINA

• 1. É necessário aniquilar as faculdades da alma.

• 6. Chama-se via interna aquele estado em que a alma não conhece


nem luz nem amor nem resignação. Nem a Deus devemos
procurar conhecer mediante nossas faculdades.

• 7. Não deve a alma pensar nem em prêmio nem em punição nem


no paraíso nem no inferno nem na morte nem na eternidade.

• 11. Quando alguém concebe dúvidas sobre a retidão do seu


comportamento, não queira refletir sobre tal questão.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• 15. Não se deve pedir a Deus coisa alguma nem se lhe devem
agradecimentos, pois uma e outra atitude é ato da vontade
própria.

• 28. O tédio a respeito dos valores espirituais é uma atitude boa,


pois assim se purifica o amor próprio.

• 38. A cruz das mortificações voluntárias é tarefa pesada e estéril;


por Isto não deve ser praticada.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• 39. As obras virtuosas e os atos de penitência praticados pelos


Santos não têm eficácia para provocar o desapego das criaturas.

• 57. Pela contemplação chega a alma ao estado de não mais pecar


nem mortal e nem venialmente (pecado leve).

• (livro Guia espiritual). 


SÍNTESE DA DOUTRINA

• Charles Hodge escreve o seguinte sobre o Quietismo:

• “Tal estado deve ser alcançado pela forma prescrita pelos místicos
mais antigos; primeiro pela negação ou abstração; isto é, a
abstração da alma de tudo o que está fora de Deus, da criatura, de
todo interesse, preocupação ou impressão dos objetos sensíveis.
Daí a conexão entre o misticismo, nessa forma, e o ascetismo. Não
só deve a alma tornar-se assim abstraída da criatura, mas deve
estar morta para si mesma. Deve perder todo e qualquer respeito
pelo ego. Não pode haver nenhuma oração, pois a oração é a
busca de algo para o ego; nenhuma ação de graça, pois a ação de
graça implica gratidão pelo bem feito ao ego”.
SÍNTESE DA DOUTRINA

• John Macarthur define o Quietismo como uma oposição ao


Pietismo. Assim afirma Macarthur:

• “O quietismo afirma que o cristão deve ser passivo no crescimento


espiritual. Devemos deixar que Deus faça tudo, pois nosso frágil
esforço só faz atrapalhar a ação de Deus. Devemos apenas
“render-nos” ao Espírito Santo, e Ele nos dará a vitória...
SÍNTESE DA DOUTRINA

• John Macarthur define o Quietismo como uma oposição ao


Pietismo. Assim afirma Macarthur:

• O oposto do quietismo é o “pietismo”, que ensina que os crentes


devem trabalhar muito e praticar uma autodisciplina extrema para
conseguirem piedade pessoal. Devemos fazer estudos bíblicos
enérgicos, ser auto-disciplinados, obedientes, diligentes para
conseguirmos vidas santas. Mas não pára aí; adota padrões
legalistas no seu modo de vestir, de comer, no seu estilo de vida,
etc.”.


CONCLUSÃO

• O quietismo brotou na França, principalmente no caso de *Fénelon


e de Madame *Guyon.

• Movimentos paralelos de quietismo encontram-se nos movimentos


*pietistas e nos “quackers” protestantes, embora não sejam
idênticos.
CONCLUSÃO

• Molino foi alvo de denúncias junto ao Santo Oficio, que o mandou


encarcerar, para grande descontentamento de seus adeptos.

• Foi processado, suas ideias foram condenadas em 1682; Molinos


se retratou em 1687, após ter sido considerado herege mediante
a Bula Caelestis Pastor, do Papa I nocéncio XI.
CONCLUSÃO

• Molino morreu na prisão. Gonzáles diz que “Molinos passou os


onze anos restantes de sua vida encarcerado, sempre dando
mostras de continuar na contemplação que antes propusera”.
REFERÊNCIAS

• http://www.popflock.com/learn?s=Quietist

• https://christianhistoryinstitute.org/study/module/quietists

• https://m.facebook.com/milagreseucaristicos/photos/a.
284747391672327/700126350134427/?type=3

• http://m.historiadaigreja-com.webnode.com/o/quietismo/

• http://pastorgilsonsoares.blogspot.com/2013/03/um-pequeno-
estudo-sobre-o-quietismo.html