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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL

DA COMARCA DE ANANINDEUA/PA

Marcenildes Joaquina de Andrada Silva, estado civil, profissão, cadastrada no


CPF sob o nº, endereço eletrônico, residente e domiciliada no endereço
completo. Vem respeitosamente perante Vossa Excelência com fundamento no
artigo 539 do CPC e artigos 334 e 335 do CC, apresentar AÇÃO DE
CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. Em face de Ermenegildo André de Lima
Silva, estado civil, cadastrado no CPF sob o nº, endereço eletrônico, residente
e domiciliado no endereço completo. Pelos fatos e fundamentos jurídicos a
seguir expostos.

DOS FATOS

A autora, Marcenildes adquiriu um carro do requerido através de contrato de


compra e venda no valor de R$ 30.000,00 com o réu Ermenegildo. Para tanto
pagou um sinal no valor de R$ 10.000,00, e o restante foi divido em dez
parcelas de R$ 2.000,00 a serem pagas a cada 30 dias. Até a oitava parcela,
foram pagas normalmente até que a autora ficou desempregada e não
conseguiu pagar as duas últimas parcelas, foi quando entrou em contato com o
réu explicando tal situação e o mesmo disse que por meio whatsapp (via
anexo) que aguardaria o pagamento das parcelas.

Em seguida a autora conseguiu o dinheiro para efetuar o pagamento das duas


últimas parcelas, e tentou em contato com o réu, porém não conseguiu entrar
em contato com o mesmo. Além do fato de que Ermernegildo antecipou o
vencimento do contrato em cinco dias, tendo causado prejuízos a Marcenildes,
pois teve o seu nome incluso ao Serviço e Prestação ao Crédito, além da perda
de uma oportunidade de emprego.

A autora fez o pagamento, o qual foi realizado na data correta e em


estabelecimento oficial, e houve recusa.
DO DIREITO

Com base no Art. 539 do CPC, a autora possui direito de ter sua pretensão
alcançada tenho em vista que agiu de boa-fé em querer fazer o pagamento das
parcelas do contrato com réu, conforme é demonstrado por meio das
conversas com réu anexadas, e que por não obteve êxito por negativa
infundada quanto ao recebimento por parte de seu credor, o réu.

Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou


terceiro requerer, com efeito de pagamento, a
consignação da quantia ou da coisa devida.

§ 1º Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor


ser depositado em estabelecimento bancário, oficial onde
houver situado no lugar do pagamento, cientificando-se o
credor por carta com aviso de recebimento, assinado o
prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa.

§ 2º Decorrido o prazo do § 1º, contado do retorno do


aviso de recebimento, sem a manifestação de recusa,
considerar-se-á o devedor liberado da obrigação, ficando
à disposição do credor a quantia depositada.

§ 3º Ocorrendo a recusa, manifestada por escrito ao


estabelecimento bancário, poderá ser proposta, dentro de
1 (um) mês, a ação de consignação, instruindo-se a inicial
com a prova do depósito e da recusa.

§ 4º Não proposta a ação no prazo do § 3º, ficará sem


efeito o depósito, podendo levantá-lo o depositante.

Por diversas vezes a autora tentou sem sucesso, entrar em contato com o reú,
estando o credor em lugar desconhecido e incerto, como esclarece o artigo
335, III do CC.

Por se tratar de obrigação em dinheiro, podendo ser depositado em banco


oficial no lugar do pagamento de acordo com Art. 539 § 1º do CPC. Além do
fato de que a autora e o réu alteraram o contrato acrescentando o prazo de
favor em benefício da devedora hora autora, estendendo o prazo de
vencimento das duas últimas parcelas somente para a data final do contrato,
mudança comprovada por mensagens de texto em anexo, conforme
recomenda o artigo 133 do CC.

Foi realizada a consignação em pagamento de R$6.000,00 como determina o


artigo 539 do CPC, que ocorreu no dia do vencimento da última parcela em
uma agência bancária de estabelecimento oficial na cidade de Ananindeua.

O réu ciente do depósito, cinco dias após seu conhecimento, o recusou-o,


imotivadamente, mediante carta endereçada ao estabelecimento bancário. E
assim deixando de modo notório o direito da autora. Ocorrendo a recusa,
manifestada por escrito ao estabelecimento bancário, poderá ser proposta,
dentro de 1 (um) mês, a ação de consignação, instruindo-se a inicial com a
prova do depósito e da recusa.

De acordo com o artigo 539 § 1º do CPC. Juntamente com a notificação do


credor, e posteriormente a imotivada recusa.

E com o objetivo de solucionar a problemática dada a recusa infundada de


receber pagamento requer a citação do réu para oferecer resposta, de acordo
com determinação legal do Art. 542. Na petição inicial, a autora requererá:

I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5


(cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3º;

II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação;

Conforme dispositivo legal do CPC citado acima se faz necessário do deposito


no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) por tanto requerer a consignação no
lugar do pagamento, cessando para o devedor, à data do depósito, os juros e
os riscos, salvo se a demanda for julgada improcedente.

DA TUTELA ANTECIPADA DE URGÊNCIA

Com base na legislação em vigor, a qual prevê que a tutela será concedida
quando houver probabilidade de direito e risco de dano.
Portanto na situação exposta o direito de quitação e extinção da obrigação, já
cumprida pela autora não resta dúvidas, pois demonstrando os requisitos de
seu direito pleiteado, caracterizando o fumus boni iuris, tendo por base o Art.
539 do CPC.

E com relação ao periculum in mora, aos danos causados, com a demora em


remover o nome da autora do Serviço de Proteção ao Crédito, pode gerar
grande prejuízo, pois a autora já perdeu a oportunidade de trabalho. Diante do
exposto pede-se tutela antecipada de urgência.

DOS PEDIDOS

Diante do exposto requer-se:

1 - A concessão da tutela antecipada de urgência, para a retirada do nome da


autora do Serviço de Prestação de Crédito.

2 - A citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação, com


fundamento no artigo 542, II do CPC.

3 - A confirmação da tutela antecipada de urgência, com fundamento no artigo


300 do CPC.

4 - Declarar a presente demanda procedente, extinguindo a obrigação e


condenar da autora no pagamento de custas e honorários advocatícios. Como
estabelece o artigo 546 do CPC.

5 - Junto aos autos o contrato de compra e venda e comprovante de depósito e


recusa.

6 - E protesto por todos os meios de provas admitidos em direito.

Dá-se a causa o valor da causa de R$ 4.000,000 (quatro mil reais)


Local, data.

Advogado

OAB