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CLARETIANO – REDE DE EDUCAÇÃO

MARCUS DANILO FERREIRA DA SILVA


RA 8142457

FUNDAMENTOS E MÉTODOS DO ENSINO DE LÍNGUA


PORTUGUESA E MATEMÁTICA

PORTFÓLIO - CICLO 2

OSASCO-SP
2021
INTRODUÇÃO
No processo de alfabetização as práticas utilizadas são, muitas vezes, baseadas na
junção de silabas simples, com a utilização da fonética e dos sons para a formação das
palavras.
Segundo Ferreiro (2017) “O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida,
em um ambiente social (Teoria de Vygotsky). Mas as práticas sociais assim como as
informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças.”. Atualmente, muitos
professores ainda definem erroneamente o processo de alfabetização como sinônimo de uma
técnica. De acordo com suas experiências com crianças, Ferreiro (2015), esquematiza
algumas propostas fundamentais sobre o processo de alfabetização inicial. – Restituir a língua
escrita seu caráter de objeto social; – Desde o início (inclusive na pré-escola) se aceita que
todos na escola podem produzir e interpretar escritas, cada qual em seu nível; – Permite-se e
estimula-se que a criança tenha interação com a língua escrita, nos mais variados contextos; –
Permite-se o acesso o quanto antes possível à escrita do nome próprio; – Não se supervaloriza
a criança, supondo que de imediato compreendera a relação entre a escrita e a linguagem.
Ferreiro (2015) afirma que a alfabetização não é um estado ao qual se chega, mas um
processo cujo início é na maioria dos casos anterior a escola, ou seja, a criança começa a ser
alfabetizada no ambiente familiar e no convívio social, comunitário, e não termina ao finalizar
a escola primária.

DESENVOLVIMENTO

1- Contextualização do Trabalho
Os vídeos criados por Magda Soares, discute as concepções de alfabetização e
letramento, afirmando que a aprendizagem do sistema de escrita deve ocorrer
contemporaneamente à aprendizagem dos usos sociais desse sistema. Nesse mesmo sentido,
Magda Soares aborda a questão das teorias e práticas voltadas à alfabetização, explica que não
deve haver um único método a ser seguido. Magda Soares aborda a teoria da Psicogênese da
língua escrita, desenvolvida por Ferreiro e Teberosky (1999), apresentando evidências de
todos os estágios que compõem essa teoria através de exemplos produzidos por alunos em
processo de alfabetização. Magda Soares evidencia em sua fala a tentativa de articulação entre
a
Linguística e a Educação.
2- Reflexão da pratica alfabetizadora
Escrita 1 – Antônio: Nível 4- silábico alfabético.

Escrita 2 – Odirley: Nível 2- pré-silábico.

Escrita 3 – Fernando: Nível 4- silábico alfabético

Escrita 4 – Pedro: Nível 4- silábico alfabético.

Escrita 5 – Daiana: Nível 2: pré-silábico.

Escrita 6 – Talita: Nível 3- silábico sem valor sonoro.

Escrita 7 – Cleonilda: Nível 3- silábico com valor sonoro.

Escrita 8 – Taís: Nível 3- silábico sem valor sonoro.

Escrita 9 – Ricardo: Nível 3- silábico com valor sonoro.

Escrita 10 – Fábio: Nível 2- pré-silábico.

CONSIDERAÇÕES
A alfabetização é a habilidade de ler e escrever pequenos textos de maneira coerente,
já o letramento está relacionado as práticas sociais da leitura e da escrita. Com base nestes
conceitos, o alfabetizar letrando possibilita além do aprender a ler e escrever. Dando enfoque
na prática da leitura e escrita conforme a realidade social em que os sujeitos estão inseridos.
Sendo assim, o papel do educador é de mostrar aos sujeitos atuantes que, aprender a ler e
escrever é importante para cada um em sua própria formação como cidadão no contexto
social. Ler e escrever não é para a escola nem para o educador, mas sim para que cada sujeito
se constitua, desenvolva e perceba sua prática no dia a dia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRO, Emília. Alfabetização em Processo. - São Paulo: Cortez, 2017.

FERREIRO, Emília. Com todas as letras. - São Paulo: Cortez, 2015.

FERREIRO, Emília. Reflexões Sobre Alfabetização. - São Paulo: Cortez, 2018.


FERREIRO, Emília; TOBEROSK, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. - São Paulo: Penso,
1999.