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MANUAL DE ENGENHARIA DO CRÉDITO IMOBILIÁRIO

Financiamento à Produção
Pessoa Jurídica – SBPE e
PMCMV Faixas 2 e 3
Versão 2 – janeiro/2016

Unidade de Serviços em Infraestrutura – USI


Gerência de Serviços de Arquitetura e Engenharia – GESAE
Divisão de Engenharia e Avaliações do Crédito Imobiliário – DENAV

BANCO DO BRASIL S.A.


Versão 2 – janeiro/2016

APRESENTAÇÃO

No Manual de Engenharia do Crédito Imobiliário - MECI estão descritas as regras, exigências, normas e
detalhamentos quanto às atividades de uso exclusivo de Engenharia do Crédito Imobiliário para Aquisição de
Imóveis, Financiamento à Produção de Empreendimentos enquadrados nos sistemas SBPE e Programa
Minha Casa Minha Vida (PMCMV) Faixas 2 e 3, e Produção de Empreendimentos enquadrados no Programa
Minha Casa Minha Vida – FAR (Faixa 1).
Estes manuais são exclusivos do Crédito Imobiliário para serviços contratados através da modalidade de
credenciamento.

Os Manuais estão subdivididos da seguinte forma:

MECI AVALIAÇÃO DE IMÓVEL:


- Pessoa Física.

MECI FINANCIAMENTO À PRODUÇÃO PESSOA JURÍDICA:


- Financiamento à Produção Pessoa Jurídica – SBPE; e
- Financiamento à Produção Pessoa Jurídica – PMCMV Faixas 2 e 3.

MECI PRODUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS FAIXA1:


- Produção de Empreendimentos – PNHU-FAR (PMCMV Faixa 1).

As versões serão atualizadas de acordo com a necessidade e frequência estabelecidas pela área técnica
normatizadora do Banco.

Resumo das alterações desta versão:

- Inclusão dos itens: 6.5.5, 14.2, 14.4.3.3 e 14.5.2

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ...........................................................................................................................2

MECI AVALIAÇÃO DE IMÓVEL: ......................................................................................................2

MECI FINANCIAMENTO À PRODUÇÃO PESSOA JURÍDICA:..............................................................2

MECI PRODUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS FAIXA1: ......................................................................2

1. OBJETIVO ............................................................................................................................7

2. ASPECTOS GERAIS ...............................................................................................................8

2.1. SIGLAS .................................................................................................................................... 8

2.2. DEFINIÇÕES E ATRIBUIÇÕES ..................................................................................................... 8

2.3. DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES........................................................................................... 9

2.4. CONCEITOS DA ABNT NBR 14.653 ............................................................................................ 9

3. ORIENTAÇÕES ................................................................................................................... 11

3.1. CONCEITO ............................................................................................................................. 11

3.2. CONDOMÍNIOS...................................................................................................................... 11

3.3. PARCELAMENTO DE SOLO URBANO ....................................................................................... 11

3.4. VEDAÇÕES............................................................................................................................. 12

4. AVALIAÇÕES ...................................................................................................................... 13

4.1. CONCEITO ............................................................................................................................. 13

4.2. REGRAS E EXIGÊNCIAS ........................................................................................................... 13

4.3. FUNDAMENTAÇÃO ................................................................................................................ 13

4.4. VISTORIA PRÉVIA................................................................................................................... 13

4.5. LAUDO DE USO RESTRITO ...................................................................................................... 14

5. PROJETOS.......................................................................................................................... 15

5.1. CONCEITO ............................................................................................................................. 15

5.2. TIPOS DE PROJETOS ............................................................................................................... 15

6. ACESSIBILIDADE ................................................................................................................ 17
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6.1. CRITÉRIOS E PARÂMETROS .................................................................................................... 17

6.2. ABNT NBR 9050:2015 ............................................................................................................ 17

6.3. DEFINIÇÕES DA ABNT NBR 9050:2015 .................................................................................... 17

6.4. EMPREENDIMENTOS ENQUADRADOS NO PMCMV FAIXAS 2 E 3 ............................................. 17

6.5. ENQUADRAMENTO DO EMPREENDIMENTO ........................................................................... 18

6.5.2. EXIGÊNCIAS DO PMCMV RELACIONADAS À ACESSIBILIDADE .................................................................. 19

6.5.3. REGRA 1 - 3% DE UNIDADES ADAPTÁVEIS ................................................................................................ 19

6.5.4. REGRA 2 - 3% DE UNIDADES ADEQUADAS ............................................................................................... 22

6.5.5. ADAPTAÇÃO DAS VAGAS DE GARAGEM ................................................................................................... 25

6.5.6. ÁREAS DE USO COMUM DO EMPREENDIMENTO .................................................................................... 25

7. CONCESSIONÁRIAS ............................................................................................................ 27

7.1. CRITÉRIOS E PARÂMETROS .................................................................................................... 27

7.2. DECLARAÇÕES DE VIABILIDADE.............................................................................................. 27

7.2.2. QUANDO DEPENDER DA CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS ............................................................................. 27

8. LICENÇA AMBIENTAL ......................................................................................................... 28

8.1. DEFINIÇÕES ........................................................................................................................... 28

8.2. SITUAÇÕES DE RESTRIÇÃO........................................................................................................................ 28

8.3. TIPOS DE LICENÇAS ................................................................................................................................... 28

8.4. LICENCIAMENTO AMBIENTAL – ESTADO DE SÃO PAULO ......................................................................... 29

9. INDÍCIOS DE ÁREA CONTAMINADA .................................................................................... 30

9.1. IDENTIFICAÇÃO ..................................................................................................................... 30

10. PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DO HABITAT - PBQP-H ........... 31

10.1. CONCEITOS ........................................................................................................................... 31

10.2. METAS .................................................................................................................................. 31

10.3. OBJETIVOS ............................................................................................................................ 31

10.4. OBJETIVOS DETALHADOS....................................................................................................... 31

10.5. DOCUMENTAÇÃO .................................................................................................................. 32

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10.6. PROCEDIMENTOS PARA CERTIFICAÇÃO ................................................................................................... 32

11. SISTEMA CONSTRUTIVO INOVADOR .................................................................................. 33

11.1. CONCEITO ............................................................................................................................. 33

11.2. REFERÊNCIA PARA CONSULTAS E PESQUISAS .......................................................................................... 33

11.3. ABREVIATURAS E DETALHAMENTO .......................................................................................................... 33

11.4. TERMO DE EXTENSÃO DE GARANTIA ....................................................................................................... 34

12. ORÇAMENTO..................................................................................................................... 35

12.1. CONCEITO E ELABORAÇÃO..................................................................................................... 35

12.2. TIPOS DE ORÇAMENTOS ........................................................................................................ 35

12.3. CARACTERÍSTICAS E PADRONIZAÇÃO ....................................................................................................... 35

12.4. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS...................................................................................... 36

12.5. DESENVOLVIMENTO E PREENCHIMENTO ............................................................................... 36

12.5.4. CUSTOS UNITÁRIOS .................................................................................................................................. 36

12.5.5. MATERIAIS ................................................................................................................................................ 37

12.5.6. EQUIPAMENTOS ....................................................................................................................................... 37

12.5.7. MÃO-DE-OBRA.......................................................................................................................................... 37

12.5.8. CUSTO DE MÃO-DE-OBRA: ....................................................................................................................... 38

12.5.9. BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS - BDI ................................................................................................ 38

12.6. REGRAS DE PREENCHIMENTO E APRESENTAÇÃO DA PLANILHA DE ORÇAMENTO .................... 39

12.6.4. RESUMO ................................................................................................................................................... 40

13. CRONOGRAMA.................................................................................................................. 41

13.1. CONCEITOS E OBJETIVOS ....................................................................................................... 41

13.2. REGRAS DE PREENCHIMENTO E APRESENTAÇÃO DA PLANILHA DE CRONOGRAMA FÍSICO-


FINANCEIRO ....................................................................................................................................... 41

13.3. APRESENTAÇÃO .................................................................................................................... 42

13.4. REPACTUAÇÃO DE PRAZO DE OBRA ....................................................................................... 42

14. ACOMPANHAMENTO DE OBRA.......................................................................................... 43

14.1. CONCEITOS E OBJETIVOS ....................................................................................................... 43

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14.2. FLUXO DE VISTORIA............................................................................................................... 43

14.3. VISTORIA............................................................................................................................... 43

14.4. PLANILHA DE LEVANTAMENTO DOS SERVIÇOS - PLS ............................................................... 44

14.4.2. ETAPAS DO PREENCHIMENTO .................................................................................................................. 44

14.4.2.1. PREENCHIMENTO PRÉVIO – PROPORCIONALIDADE..................................................................... 44

14.4.2.2. PREENCHIMENTO – MEDIÇÃO ...................................................................................................... 44

14.4.3. DISPONIBILIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES ................................................................................................... 45

14.4.4. ELEVADORES ............................................................................................................................................. 46

14.4.5. PLACA DE OBRA ........................................................................................................................................ 46

14.4.6. FINAL DE OBRA ......................................................................................................................................... 46

14.4.7. CONCLUSÃO DE OBRA .............................................................................................................................. 46

14.5. RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DO EMPREENDIMENTO – RAE ....................................... 47

15. SEGURANÇA NO TRABALHO – NORMAS REGULAMENTADORAS ......................................... 48

15.1. CONCEITOS E OBJETIVOS ....................................................................................................... 48

15.2. LEGISLAÇÕES E NORMATIVOS ................................................................................................ 48

15.3. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA .................................................... 49

15.4. ACIDENTES DE TRABALHO: .................................................................................................... 49

15.5. PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO


– PCMAT ............................................................................................................................................ 49

15.6. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA ................................................. 49

15.7. EXIGÊNCIAS ........................................................................................................................... 50

15.8. OUTRAS REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 50

16. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART E REGISTRO DE RESPONSABILIDADE


TÉCNICA – RRT ........................................................................................................................... 51

16.1. ART: ...................................................................................................................................... 51

16.2. RRT: ...................................................................................................................................... 51

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1. OBJETIVO
1.1. O principal objetivo deste Manual é auxiliar os engenheiros e arquitetos que prestam serviço
para o Banco do Brasil representando-o nas áreas específicas do Crédito Imobiliário e parceiros
nas áreas de negócio.
1.2. Aqui estão definidos os principais aspectos técnicos adotados pelo Banco, formas de
preenchimento, recebimento e envio de documentação, e padronização nas informações.
1.3. Com isso, todos os intervenientes técnicos do fluxo estarão alinhados com as regras
estabelecidas pelo Banco no mercado da construção civil.

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2. ASPECTOS GERAIS
2.1. SIGLAS
• ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas;
• ART – Anotação de Responsabilidade Técnica;
• BB – Banco do Brasil;
• BDI – Bônus e Despesas Indiretas
• CAIXA – Caixa Econômica Federal;
• CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo;
• CENOP Imobiliário – Centro de Serviços de Apoio aos Negócios e Operações do Crédito
Imobiliário;
• CONFEA – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
• CREA – Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia;
• CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente;
• FAR – Fundo de Arrendamento Residencial;
• FRE – Ficha Resumo do Empreendimento;
• FIT – Ficha de Informações do Terreno;
• FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação;
• GPS - Global Positioning System: sistema de posicionamento global;
• NBR – Norma Técnica Brasileira;
• OS – Ordem ou Autorização de Serviço;
• OCC – Organismos Certificadores Credenciados
• PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat
• PMCMV – Programa Minha Casa Minha Vida;
• PTS – Projeto Trabalho Social;
• RGI – Registro Geral de Imóveis no Cartório de Registro de Imóveis;
• RT – Responsável Técnico;
• RRT – Registro de Responsabilidade Técnica;
• SECOVI – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis;
• SIGDU - Sistema de Gestão do Desenvolvimento Urbano;
• SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e índices da Construção Civil;
• SINDUSCON – Sindicato das Indústrias da Construção Civil;
• TCU – Tribunal de Contas da União
2.2. DEFINIÇÕES E ATRIBUIÇÕES
2.2.1. Os serviços de engenharia consistem nos estudos de viabilidade técnica e acompanhamento de
obra dos empreendimentos propostos ao Banco, e englobam atividades como: avaliação,
análise de projetos, verificação de orçamentos, vistoria e observância aos requisitos previstos
em programa habitacionais com diretrizes específicas.
2.2.2. A análise de engenharia não se sobrepõe ou questiona os órgãos públicos no tocante às suas
competências legais de análise e licenciamentos, cabendo ao proponente (cliente) a
observância de todas as exigências dos intervenientes legais inerentes à constituição do
empreendimento.
2.2.3. Os serviços de engenharia relacionados às operações de crédito imobiliário são atribuições
exclusivas do Cenop Imobiliário, e são conduzidos por seus assessores de engenharia e
arquitetura.
2.2.4. A Divisão de Engenharia e Avaliações para o Crédito Imobiliário (Denav) é responsável pela
normatização e pelo planejamento estratégico dos assuntos relacionados à engenharia do
crédito imobiliário.
2.2.5. Cabe à Dinop/Denav definir a forma, os prazos, parâmetros e critérios a serem observados,
além do acompanhamento e das deliberações, sob consulta, nos casos excepcionais.

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2.2.6. Todo material e documentação exigida para análise de engenharia estão pautados na
necessidade técnica de compreensão e análise dos processos, bem como visam atender aos
normativos técnicos e legais vigentes.
2.2.7. A função do parecer técnico de engenharia do Cenop Imobiliário é retratar as condições do
material analisado para a viabilidade do empreendimento, consignando no parecer eventuais
ausências ou deficiências, bem como registrando os riscos e as implicações que poderão
inviabilizar o empreendimento.
2.2.8. De posse do parecer técnico, as áreas negociais poderão exercer a tomada de decisão,
mediante análise de risco, critérios de conveniência e oportunidade administrativa, assumindo a
aprovação e contratação do empreendimento.

2.3. DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES


2.3.1. Os serviços de engenharia consistem nas análises de viabilidade técnica e acompanhamento de
obra dos empreendimentos propostos ao Banco, e englobam atividades como:

Fluxo de Análise de Viabilidade Técnica

Fluxo das Medições

Fluxo das Avaliações de Desligamento

2.4. CONCEITOS DA ABNT NBR 14.653


Análise técnica realizada por profissional habilitado, para identificar o valor de um
bem, seus custos, frutos e direitos, bem como determinar indicadores da
Avaliação de bens:
viabilidade de sua utilização econômica para determinada finalidade, situação e
período.
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Registro da edificação existente ou realizada sobre um terreno, na matrícula do


terreno no Registro Geral de Imóveis (RGI), normalmente com descrição da
Averbação da
tipologia da edificação e suas áreas. Em se tratando de empreendimentos, a
edificação:
descrição é mais detalhada e poderá abranger, adicionalmente, para os
empreendimentos condominiais, as frações ideais das unidades autônomas.
Imóveis urbanos e bens No contexto do presente normativo, referem-se ao conjunto dos bens objetos de
correlatos urbanos: avaliação.
Aspectos inerentes ao próprio imóvel e ao seu terreno, como: área, dimensões,
Características posição, confrontações, benfeitorias existentes, partido arquitetônico, padrão,
intrínsecas do imóvel:
conservação, divisão interna, etc.
Características Aspectos não intrínsecos do imóvel ligados ao logradouro, bairro, cidade, região,
extrínsecas do imóvel: bem como contexto em que está inserido como mercado, economia, legislação.
Para fins do presente normativo é o valor de mercado para locação, que
Valor locativo de corresponde à quantia mais provável pela qual se aluga voluntariamente e
mercado: conscientemente um bem, numa data de referência, dentro das condições de
mercado vigentes.
Para fins do presente normativo é o valor de mercado para compra/venda, que
Valor venal de corresponde à quantia mais provável pela qual se compra/vende voluntariamente
mercado: e conscientemente um bem, numa data de referência, dentro das condições de
mercado vigentes.
Servidão: Encargo específico que se impõe a uma propriedade em proveito de outrem.
Área de servidão: Parte do imóvel serviente diretamente atingida pela servidão.
Imóvel dominante: Imóvel que impõe restrição a outro por servidão (por exemplo: lote encravado).
Imóvel serviente: Imóvel que sofre restrição imposta por servidão.

Observações: As análises de engenharia não se sobrepõem ou questionam os órgãos públicos no tocante


às suas competências legais de análise e licenciamentos, cabendo ao proponente (cliente) a observância de
todas as exigências dos intervenientes legais inerentes à constituição do empreendimento.

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3. ORIENTAÇÕES
3.1. CONCEITO
3.1.1. Uma habitação é normalmente uma estrutura artificial constituída essencialmente por paredes,
geralmente com fundações e uma cobertura que pode ser, ou não, um telhado.
3.1.2. Uma habitação serve, em termos mais pragmáticos, para providenciar abrigo contra a
precipitação, vento, calor e frio, além de servir de refúgio contra ataques de outros animais (ou
de outros seres humanos) e serve também como local de repouso.
3.2. CONDOMÍNIOS
3.2.1. Definidos como edificações ou conjuntos de edificações de um ou mais pavimentos (horizontal
ou vertical), construídos sob a forma de unidades isoladas entre si, destinadas a fins residenciais
ou não residenciais, e constituindo-se, cada unidade, por propriedade autônoma nos termos da
Lei Federal 4.591 de 16/12/1964.
3.2.2. As unidades autônomas que se constituem em casas térreas ou assobradadas têm discriminada
a parte do terreno ocupada pela edificação e, também, aquela eventualmente reservada como
de utilização exclusiva dessas casas, como jardim e quintal, bem como a fração ideal do todo do
terreno e de partes comuns, que correspondem às unidades.
3.2.3. Já as unidades autônomas que constituem edifícios de dois ou mais pavimentos têm
discriminada a parte do terreno ocupada pela edificação, correspondente às unidades do
edifício, e, ainda, a fração ideal do todo do terreno e de partes comuns, que correspondem a
cada uma das unidades.
3.2.4. Na elaboração de memoriais são discriminadas as partes do total do terreno que podem ser
utilizadas em comum pelos titulares de unidades autônomas, bem como são discriminadas as
áreas que se constituem em passagem comum para as vias públicas ou para as unidades entre
si.
Condomínios Constituídos de unidades habitacionais térreas, assobradadas ou sobrepostas,
horizontais: geminadas ou não;
Condomínios
Constituídos de edifícios de apartamentos;
verticais:
Condomínios Constituídos por unidades habitacionais térreas, assobradadas ou sobrepostas,
mistos: geminadas ou não, juntamente com edifícios de apartamentos.

3.3. PARCELAMENTO DE SOLO URBANO


3.3.1. Somente é admitido em zonas urbanas, de expansão urbana ou de urbanização específica,
regido pela Lei 6.766 de 19/12/1979, e assim definido pelo plano diretor ou aprovado por Lei
Municipal.
3.3.2. Pode ser executado mediante loteamento ou desmembramento, observadas as disposições das
legislações municipais, estaduais e federais pertinentes:
É a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com abertura de novas
Loteamento: vias de circulação e logradouros públicos ou prolongamentos, modificação ou
ampliação das vias existentes.
É o terreno servido de infraestrutura básica cujas dimensões atendam aos índices
Lote: urbanísticos definidos pelo plano diretor ou Lei Municipal para a zona em que se
situe.

Infraestrutura São os equipamentos urbanos destinados ao escoamento das águas pluviais,


básica: iluminação pública, redes de esgoto sanitário e abastecimento de água potável,
redes de energia elétrica pública e domiciliar, além de vias de circulação

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(pavimentadas ou não).
É a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do
sistema viário existente, desde que não implique em abertura de novas vias e
Desmembramento:
logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já
existentes.

3.4. VEDAÇÕES
3.4.1. As vedações constantes na lei são de caráter sanitário e de segurança pública, assim, não será
permitido parcelamento de solo nos seguintes casos:
Em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o
escoamento das águas; as várzeas (leito maior sazonal dos rios) devem ser preservadas e consideradas
nos projetos de parcelamento do solo como áreas non aedificandi, respeitando-se as faixas de
preservação permanente existentes em seu entorno; não serão admitidos lotes e arruamentos em áreas de
várzeas, as quais poderão compor a área verde.
Em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente
saneados/remediados;
Em terrenos com declividade igual ou superior a 30%, salvo se atendidas as exigências específicas das
autoridades competentes;
Em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação;
Em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis,
até a sua correção.

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4. AVALIAÇÕES
4.1. CONCEITO
4.1.1. A execução das avaliações é de competência exclusiva dos profissionais legalmente habilitados
pelo Sistema Confea/Crea ou CAU, de acordo com o Decreto Federal 23.569, de 11/12/33, com
as Leis Federais 5.194, de 24/12/66, Lei 12.378 de 31/12/2010 e Resoluções 218/73 e 345/90
do Confea.
4.1.2. A avaliação de bens é uma atividade realizada por arquiteto de avaliações ou engenheiro de
avaliações que identifica o valor de um bem, de seus custos, frutos e direitos, assim como
determina, em situação, data e finalidade específica, indicadores da viabilidade de sua utilização
econômica, seguindo metodologias estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).
4.2. REGRAS E EXIGÊNCIAS
4.2.1. Para a elaboração de laudos de avaliação devem ser observadas as seguintes normas ABNT:
PARTE 1 – Procedimentos Gerais
NBR 14.653 PARTE 2 – Imóveis Urbanos
PARTE 3 - Empreendimentos
Avaliação de Custos Unitários e Preparo de Orçamento de Construção
NBR 12721:2006 (NB-140)
para Incorporação de Edifício em Condomínio
6.766/79 e 9785/99, que dispõem sobre o parcelamento do solo urbano e
Leis Ferderais
dão outras providências
9760/46, que dispõe sobre os terrenos de marinha e acrescidos de
Decreto-lei
marinha
Código de Ética Profissional Resolução 1002/02 do Confea

4.2.2. Nas avaliações para identificação do valor de mercado deve ser adotado, sempre que possível,
o Método Direto Comparativo de Dados de Mercado – MCDDM.
4.2.3. A especificação da avaliação é estabelecida em razão do prazo demandado, dos recursos
despendidos, bem como da disponibilidade de dados de mercado e da natureza do tratamento a
ser empregado.
4.3. FUNDAMENTAÇÃO
4.3.1. As avaliações devem ser especificadas quanto à fundamentação e precisão:
• A fundamentação é função do aprofundamento do trabalho avaliatório, com o envolvimento
da seleção da metodologia em razão da confiabilidade, qualidade e quantidade dos dados
amostrais disponíveis.
• A precisão é estabelecida quando for possível medir o grau de certeza e o nível de erro
tolerável numa avaliação; depende da natureza do bem, do objetivo da avaliação, da conjuntura
de mercado, da abrangência alcançada na coleta de dados (quantidade, qualidade e natureza),
da metodologia e dos instrumentos utilizados.
4.3.2. O não atendimento dos níveis mínimos de fundamentação e precisão deve ser submetido à
apreciação do Cenop Imobiliário/Engenharia.
4.4. VISTORIA PRÉVIA
4.4.1. É a vistoria que tem por objetivo identificar o nível de complexidade do trabalho, subsidiar as
tarefas de planejamento da avaliação, propiciar aos técnicos responsáveis, maior segurança na
condução dos processos e reduzir o risco da operação à qual o bem está vinculado.

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4.5. LAUDO DE USO RESTRITO


4.5.1. Documento de uso interno do Banco do Brasil. Não é permitida sua disponibilização a terceiros.

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5. PROJETOS
5.1. CONCEITO
5.1.1. O projeto é a representação gráfica de estudos arquitetônicos e urbanísticos que se traduzem
em espaços habitacionais, partindo de uma concepção que otimize o seu desempenho e
propicie habitabilidade adequada.
5.1.2. Habitabilidade pressupõe a existência de condições adequadas de conforto, salubridade e
segurança, que permitam a ocupação e utilização do imóvel para o fim a que se destina.
5.1.3. É um plano para a realização de um ato e também pode significar desígnio, intenção, esboço.
5.1.4. Esta é uma palavra oriunda do termo em latim projectum que significa “algo lançado à frente”.
Por esse motivo, projeto também pode ser uma redação provisória de uma medida qualquer que
vai ser realizada no futuro.
5.1.5. Um projeto pode ser um plano geral de uma determinada obra, consta de peças desenhadas,
memória descritiva, medições, orçamento e caderno de encargos e é constituído por um
conjunto de documentos que contêm as instruções e determinações necessárias para definir a
construção de um edifício ou outra obra.
5.1.6. No que diz respeito aos bens imóveis públicos, é imprescindível que os projetos sejam
documentos fiéis em relação ao produto, para que possibilitem a realização de trabalhos de
manutenção corretiva e preventiva após a ocupação da obra.
5.1.7. Isto implica numa sistematização de procedimentos durante a execução de uma obra, como
identificação fiel das alterações ocorridas e tempestivo registro nos projetos correspondentes.
5.1.8. O registro das alterações dos projetos denomina-se Projeto “Como Construído” ou “As Built” ou
Projeto Definitivo.
5.1.9. Todos os projetos devem permitir funcionalidade e adequabilidade em relação ao público-alvo e
à região em que será inserido.
5.1.10. Deve atender no que for pertinente à Norma de Desempenho – ABNT NBR 15.575:2013
(Edificações Habitacionais) e a Norma de Acessibilidade – ABNT NBR 9050:2015.
5.2. TIPOS DE PROJETOS

Representação do local exato da obra, onde ocupará no lote,


bem como a representação do lote dentro da quadra e toda
zona que envolve o terreno onde será edificada a construção
projetada com a finalidade de identificar o formato, as
dimensões do lote e a amarração deste no quarteirão em que
se localiza.

PROJETO DE Deverá conter a locação do empreendimento dentro do


PROJETOS IMPLANTAÇÃO terreno, contorno do terreno ou gleba, contorno dos
ARQUITETÔNICOS quarteirões (zona urbana), trechos dos quarteirões (zona
urbana), acessos e elementos topográficos (zona rural),
orientações geográficas (norte), dimensões lineares e
angulares do lote ou gleba (cotas do terreno), distância à
esquina mais conveniente (zona urbana), nomes dos
logradouros (zona urbana), nomes dos acessos e elementos
topográficos (zona rural).
PLANTA DE Vista aérea do telhado de um empreendimento, acrescida de
COBERTURA informações do sistema de escoamento pluvial.

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Devem detalhar em escalas as medidas das paredes


(comprimento e espessura), portas, janelas, o nome de cada
ambiente e seu respectivel nível.
PLANTA BAIXA
Em construções projetadas com vários pavimentos, é
necessária uma planta baixa para cada pavimento distinto
arquitetonicamente.
Deve indicar as dimensões verticais, resultado da interseção
CORTES do plano vertical com o volume e pode ser transversais ou
longitudinais.
São todas as faces de uma edificação e podem ser externas
FACHADAS OU
(principal é a frente, depois a lateral e as do fundo) ou
ELEVAÇÕES
secundárias (internas, corredor e portas).
Levantamento de dados de natureza científica que tem com objetivo a
representação gráfica posicional e quantitativa, sem considerar o relevo, dos
PROJETO DE elementos naturais ou artificiais existentes num terreno urbano ou rural, tais
LEVANTAMENTO como: benfeitorias limítrofes (cercas, muros, marcos, etc), Construções,
PLANIMÉTRICO Equipamentos de infraestrutura urbana (rede elétrica, rede drenagem, sistema
viário, etc), Recursos naturais (Mancha de mato, arroios, açudes, corpos d’água,
rios, lagos, etc).
PROJETO DE Representação fiel do terreno de acordo com a escala exigida, detalhado por
LEVANTAMENTO taludes e curvas de nível (linhas que assinalam pontos com uma mesma cota,
PLANIALTIMÉTRICO altura e altimétrica).
RELATÓRIO DE Investiga, caracteriza e amostra materiais geológicos em profundidade (solos,
SONDAGEM rochas, etc.), identificar nível de água subterrânea, etc.
PROJETO DE Deve conter a planta de locação e carga dos pilares, planta das formas e
FUNDAÇÃO armação, e deve indicar as cargas e momentos nas fundações.
Deve conter compatibilidade de eixos e níveis com o Projeto Arquitetônico e com
PROJETO os demais projetos, apresentando nomenclaturas, dimensionamentos,
ESTRUTURAL detalhamento de todas as peças estruturais e elementos estruturais específicos
(escalas, reservatórios, contenções, muros de arrimo, etc).
PROJETO DE Deve ser elaborados como planta construtiva, de obra ou em planta especial,
INSTALAÇÕES detalhando os pontos luminosos do forro, na parede, interruptores, tomadas,
ELÉTRICAS pontos de telefone, quadros de distribuição, ligação em paralelo, etc.
PROJETO DE
Deve ser elaborado detalhando a distribuição de água, rede de esgotos,
INSTALAÇÕES
alimentação de gás e recolhimento das águas pluviais.
HIDRO-SANITÁRIAS
PROJETO DE
INSTALAÇÕES DE Deve ser elaborado utilizando a apresentação dos sistemas de proteção contra
PREVENÇÃO E incêndio das edificações ou áreas de risco, de acordo com as normas específicas
COMBATE À do Corpo de Bombeiros do local.
INCÊNDIO

PROJETO DAS Deve ser elaborado detalhando os sistemas, a localização e as especificações de


ESTAÇÕES acordo com as normas específicas exigidas pelas leis e normas do local.

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6. ACESSIBILIDADE
6.1. CRITÉRIOS E PARÂMETROS
6.1.1. As práticas exigidas pelo BB neste quesito são extraídas da ABNT NBR 9050:2015, que
estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção,
instalação e adaptação de edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos às
condições de acessibilidade.
6.2. ABNT NBR 9050:2015
6.2.1. De acordo com a NBR 9050:2015, no estabelecimento desses critérios e parâmetros técnicos
foram consideradas diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente, com ou sem
a ajuda de aparelhos específicos, como:
• próteses;
• aparelhos de apoio;
• cadeiras de rodas;
• bengalas de rastreamento;
• sistemas assistivos de audição; ou
• qualquer outro que venha complementar necessidade individual.
6.2.2. Essa Norma visa proporcionar à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de
idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção, a utilização de maneira autônoma e
segura do ambiente, edificações, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos.
6.2.3. Todos os espaços, edificações, mobiliários e equipamentos urbanos que vierem a ser
projetados, construídos, montados ou implantados, bem como as reformas e ampliações de
edificações e equipamentos urbanos, devem atender ao disposto nessa Norma para serem
considerados acessíveis.
6.2.4. Edificações e equipamentos urbanos que venham a ser reformados devem ser tornados
acessíveis e, em reformas parciais, a parte reformada deve ser tornada acessível.
6.2.5. As edificações residenciais multifamiliares, condomínios e conjuntos habitacionais devem ser
acessíveis em suas áreas de uso comum, sendo facultativa a aplicação do disposto nessa
Norma em edificações unifamiliares.
6.2.6. As unidades autônomas acessíveis devem ser localizadas em rota acessível.
6.2.7. As entradas e áreas de serviço ou de acesso restrito, tais como casas de máquinas, barriletes,
passagem de uso técnico etc., não necessitam ser acessíveis.
6.3. DEFINIÇÕES DA ABNT NBR 9050:2015
Espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento cujas características
Adaptável:
possam ser alteradas para que se torne acessível.

Espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento cujas características


Adaptado:
originais foram alteradas posteriormente para serem acessíveis.

Espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento cujas características


Adequado:
foram originalmente planejadas para serem acessíveis.

6.4. EMPREENDIMENTOS ENQUADRADOS NO PMCMV FAIXAS 2 E 3


6.4.1. Os projetos enquadrados no PMCMV Faixas 2 e 3 devem ser desenvolvidos sob o ponto de
vista técnico e urbanístico, observando as seguintes especificações:

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• Ministério das Cidades para o PMCMV (Legislação Geral do PMCMV) -


http://www.cidades.gov.br/index.php/minha-casa-minha-vida; e
• Financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
6.4.2. Devem ser verificadas a funcionalidade e a habitabilidade das edificações e, no que couber, as
diretrizes do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat - PBQP-H -
http://pbqp-h.cidades.gov.br.
6.5. ENQUADRAMENTO DO EMPREENDIMENTO
6.5.1. Para que um empreendimento esteja apto a se habilitar às vantagens do enquadramento nas
condições de financiamento do PMCMV Faixas 2 e 3, deve atender às seguintes
regulamentações:

Dispõe sobre as diretrizes e procedimentos visando atender a demanda


Portaria
habitacional proveniente da situação de emergência ou de calamidade pública
Interministerial nº 1,
reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional, por meio do Programa
de 24 de julho de
Nacional de Habitação Urbana, integrante do Programa Minha Casa Minha Vida
2013
(PMCMV).

Portaria n° 610, de 26 Dispõe sobre os parâmetros de priorização e o processo de seleção dos


de dezembro de 2011 beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV.
Portaria
Interministerial nº 326, Dispõe sobre o Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR, integrante do
de 31 de agosto de Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV.
2009
Portaria
Interministerial nº 395, Dispõe sobre o Programa Nacional de Habitação Rural - PNHR, integrante do
de 26 de agosto de Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV.
2011
Lei nº 11.977, de 7 de
Dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV.
Julho de 2009
Altera as Leis nos 10.836, de 9 de janeiro de 2004, 12.462, de 4 de agosto de
Lei nº 12.722, de 3 de 2011, e 11.977, de 7 de julho de 2009; dispõe sobre o apoio financeiro da União
Outubro de 2012 aos Municípios e ao Distrito Federal para ampliação da oferta da educação
infantil; e dá outras providências.

Decreto n° 7.499, de Regulamenta dispositivos da Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, que dispõe
16 de junho de 2011 sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida.
Decreto nº 7.825, de Altera o Decreto nº 7.499, de 16 de junho de 2011, que regulamenta dispositivos
11 de Outubro de da Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009, que dispõe sobre o Programa Minha
2012 Casa, Minha Vida.
Altera o Decreto nº 7.499, de 16 de junho de 2011, que regulamenta dispositivos
Decreto nº 7.795, de
da Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009, que dispõe sobre o Programa Minha
24 de Agosto de 2012
Casa, Minha Vida - PMCMV.

Lei n° 12.424, de 16 Altera a Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, que dispõe sobre o Programa
de junho de 2011 Minha Casa, Minha Vida - PMCMV, e outras.

Lei n° 10.931, de 2 de Dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias.


agosto de 2004

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Portaria nº 140, de 5 Dispõe sobre os critérios de elegibilidade e seleção dos beneficiários do


de abril de 2010 Programa Minha Casa Minha Vida - PMCMV

Resolução CONAMA Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de novos


nº 412, de 13 de maio
empreendimentos destinados à construção de habitações de Interesse Social.
de 2009
Dispõe sobre o regime especial de tributação aplicável às incorporações
Instrução Normativa imobiliárias e sobre o pagamento unificado de tributos aplicável às construções
nº 934 (RFB), de 27
de unidades habitacionais contratadas no âmbito do Programa Minha Casa,
de abril de 2009
Minha Vida.

6.5.2. EXIGÊNCIAS DO PMCMV RELACIONADAS À ACESSIBILIDADE


6.5.2.1. Conforme disposto no Art.73 da Lei 11.977 de 07/07/2009, no PMCMV são asseguradas:
• condições de acessibilidade a todas as áreas públicas e de uso comum;
• disponibilidade de unidades adaptadas ao uso por pessoas com deficiência, com mobilidade
reduzida e idosos, de acordo com a demanda.
6.5.2.2. Na ausência de legislação municipal ou estadual acerca de condições de acessibilidade que
estabeleçam regras específicas, devem ser seguidas as regras:
6.5.3. REGRA 1 - 3% DE UNIDADES ADAPTÁVEIS
6.5.3.1. Para empreendimentos que possuam sistemas construtivos, cujas características estruturais,
hidráulicas, elétricas, etc. possam tornar o projeto adaptável, ou seja, cujas características
originais possam ser alteradas posteriormente para serem acessíveis, deve ser assegurado que:
• 3% (três por cento) das unidades habitacionais sejam adaptáveis (espaço, edificação,
mobiliário, equipamento urbano ou elemento cujas características possam ser alteradas para
que se tornem acessíveis) ao uso dos cadeirantes;
• 97% (noventa e sete por cento) das unidades habitacionais sejam adaptáveis ao uso por
pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida e idosos, exceto cadeirantes.

Observações: Para estes casos, devem ser apresentados à Engenharia do Banco, além dos
projetos arquitetônicos com o detalhamento das unidades que irão sofrer as adaptações, os
seguintes documentos complementares:

• Projeto estrutural;
- Deve apresentar o tipo do sistema construtivo;
- Detalhamento das vigas pilares e paredes;
- Indicação das paredes que existentes, a demolir e a construir; e
- Detalhamento das unidades que irão sofrer as adaptações.
• ART do calculista estrutural (com o respectivo comprovante de pagamento);
• Declaração de Responsabilidade;
- Deve mencionar que está atendendo as exigências do PMCMV Faixas 2 e 3;
- Deve especificar as características do empreendimento;
- Deve se responsabilizar pela adaptação das unidades construídas com características estruturais
que possam sofrer as alterações;
- Deve se responsabilizar pelo controle da demanda e comunicação ao Banco quando ocorrer a
necessidade de adaptação;
- Deve se responsabilizar pelas adaptações das vagas PNE;
- Deve se responsabilizar pelos custos das reformas de adaptação; e
- Deve mencionar que haverá engenheiro responsável pelas reformas.

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6.5.3.1.1. ESPECIFICAÇÕES DAS UNIDADES ADAPTÁVEIS AO USO EXCLUSIVO DOS


CADEIRANTES (3%)
- Devem ser projetados com espaço livre de obstáculos em frente às portas de,
no mínimo, 1,20 m.
- Deve ser possível inscrever, em todos os cômodos, o módulo de manobra
sem deslocamento para rotação de 180° definido pela NBR 9050:2015 (1,20 m
x 1,50 m), livre de obstáculos.
- Todas as portas devem ter vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de
Em todos os cômodos:
2,10 m, independente do tipo de abertura.
- Em portas de duas folhas ou mais, pelo menos uma delas deve ter vão livre
de 0,80 m.
- As portas devem proporcionar condições de serem abertas com um único
movimento e suas maçanetas devem ser do tipo alavanca, instaladas a uma
altura entre 0,90 m e 1,10 m.
- Dimensões mínimas de 1,50 m x 1,70 m;
- Área com giro adequado de 180º;
- Área de transferência lateral, e diagonal ou perpendicular para o vaso
Sanitários devem sanitário e para o boxe para usuários de cadeira de rodas;
garantir:
- Altura de instalação da bacia sanitária: a borda superior da bacia sanitária
deverá estar a uma altura entre 0,43 e 0,45m medidas a partir do piso acabado.
Quando a bacia tiver altura inferior à estipulada, deve ser ajustada com a
elevação de sua base com instalação de sóculo.
- Área de aproximação frontal para usuários em cadeiras de rodas;
- Altura entre 0,78 m e 0,80 m do piso em relação a sua face superior e altura
Lavatórios devem livre mínima de 0,73 m, para o uso de pessoas em cadeiras de rodas.
seguir:
- Para isso, devem ser suspensos, sem colunas ou gabinetes;
- Dispositivos de proteção para o sifão e a tubulação.

Boxes para chuveiro e - Área de transferência externa ao boxe, permitindo a aproximação paralela da
ducha devem prever: pessoa em cadeira de rodas.

6.5.3.1.2. ESPECIFICAÇÕES PARA AS UNIDADES ADAPTÁVEIS AO USO POR PESSOAS COM


DEFICIÊNCIA, MOBILIDADE REDUZIDA E IDOSOS, EXCETO CADEIRANTES (97%)
- Puxador horizontal na porta do banheiro: na face interna da porta do banheiro
Em todos os cômodos:
deve ser instalado puxador horizontal associado à maçaneta.
- Válvula de descarga de leve pressão;
- Barras de apoio junto ao vaso sanitário, instaladas conforme ABNT NBR
9050:2015, nas seguintes opções:
Os sanitários devem
- uma barra articulada e uma barra fixa na parede de fundo da bacia;
garantir:
- barras articuladas na parede de fundo da bacia;
- uma barra articulada na parede de fundo e uma barra fixa na parede lateral
da bacia.
Barras de apoio no boxe - três barras fixas, sendo duas barras verticais e uma horizontal;
do chuveiro, instaladas
- duas barras fixas, sendo uma barra vertical e uma barra em L.
conforme ABNT NBR
9050:2015, nas opções: - Papeleira ao alcance da pessoa sentada no vaso;

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- Altura de instalação da bacia sanitária: a borda superior da bacia sanitária


dever estar a uma altura entre 0,43 e 0,45m medidas a partir do piso acabado.
Quando a bacia tiver altura inferior à estipulada, deve ser ajustada com a
elevação de sua base com instalação de sóculo.
- comandos de torneiras do tipo monocomando, alavanca ou célula fotoelétrica;
Os lavatórios devem
- barras de apoio acompanhando o desenho do lavatório;
seguir:
- espelho em posição vertical a uma altura de no máximo 0,90 m.
- banco com cantos arredondados, dimensões mínimas de 0,70 m x 0,45 m, e
superfície antiderrapante impermeável, articulado para cima ou removível;
- no caso da existência de portas no boxe, esta não deve interferir no
movimento de transferência;
Boxes para chuveiro e - barras de apoio vertical, horizontal ou em “L”, conforme ABNT NBR
ducha devem prever: 9050:2015;
- torneiras do tipo monocomando acionadas por alavanca;
- ducha manual;
- saboneteiras e porta toalhas em alturas adequadas.
Fita refletiva para - no caso da unidade unifamiliar ser casa sobreposta, village ou sobrado,
sinalização de degraus prever a instalação de fita antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da
ou escadas: escada, de modo a garantir sua visualização e facilitar sua utilização.

6.5.3.1.3. TIPOS DE DEFICIÊNCIAS


- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso de a unidade
unifamiliar ser casa do tipo sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação
de fita antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização;
- rebaixamento de lavatórios e pias: os lavatórios e pias de cozinha devem ser
instalados de forma que sua borda superior fique a uma altura de 0,70m do piso
acabado;
- rebaixamento do chuveiro: o chuveiro deve estar a uma altura de 1,70 m do
piso acabado;
- rebaixamento da torneira do chuveiro: a torneira do chuveiro deve estar a
uma altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento dos metais do banheiro: os metais do banheiro devem estar a
Nanismo:
uma altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento do quadro de luz: o quadro de distribuição deve estar a uma
altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento dos acionadores elétricos: interruptores, campainha e interfone
(quando instalado na parede), deverão estar a uma altura de 0,80m do piso
acabado.
- torneira longa com acionamento por alavanca: as torneiras do banheiro,
cozinha e tanque deverão ter acionamento por alavanca e deverão estar a uma
altura de 0,80m do piso acabado.
Observações: em razão da especificidade dos componentes do kit, as
alterações devem ser consultadas com antecedência à família selecionada e
podem ou não ser realizadas de acordo com sua manifestação de vontade.
- campainha com sinalização luminosa estroboscópica e vibração em todos os
Deficiência auditiva: cômodos: deve ser previsto um circuito de iluminação composto por luzes
estroboscópicas instaladas junto à iluminação do ambiente (sala/cozinha,
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quartos e banheiro) de forma que quando acionada a campainha ou o interfone,


estas luzes funcionam como indicação de que alguém aguarda ser atendido.
- interfone com vídeo.
- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso da unidade
familiar ser casa sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação de fita
antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização;
- contraste de cor entre piso, parede e porta: aplicar cores distintas em
paredes, pisos e portas, permitindo uma diferenciação entre os planos e
superfícies;
- acionadores elétricos com sinalização em relevo e instalação padrão: deve
Deficiência visual: ser feita uma faixa de pintura, em cor distinta ao seu entorno, ao redor de
tomadas, interruptores, campainha, interfone e quadro de luz, de forma a
permitir a sua diferenciação. Em todas as tomadas, interruptores e disjuntores
devem ser colados adesivos em braile indicando a voltagem, no caso de
tomadas, e no caso de interruptores e disjuntores, indicando o sentido em que
este se encontra, seja ligado ou desligado, convencionando a posição em todos
os cômodos.
- fixador de portas: em todas as portas devem ser instalados fixadores, de
forma que seja possível mantê-las abertas.
- torneiras com acionamento por alavanca: as torneiras do banheiro, cozinha e
tanque devem ter acionamento por alavanca.
- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso da unidade
familiar ser casa sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação de fita
Deficiência mental: antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização.
- contraste de cor entre piso, parede e porta: aplicar cores distintas em
paredes, pisos, portas e dispositivos de comando e acionamento, permitindo a
diferenciação entre planos e superfícies.

6.5.4. REGRA 2 - 3% DE UNIDADES ADEQUADAS


6.5.4.1. Para empreendimentos que possuam sistemas construtivos, cujas características estruturais,
hidráulicas e elétricas não permitam tornar o projeto adaptável, ou seja, cujas características
originais não possam ser alteradas posteriormente para serem acessíveis, deverá ser
assegurado que:

• 3% (três por cento) das unidades habitacionais sejam adequadas (Espaço, edificação,
mobiliário, equipamento urbano ou elemento cujas características foram originalmente
planejadas para serem acessíveis) ao uso dos cadeirantes; e
• 97% (noventa e sete por cento) das unidades habitacionais sejam adaptáveis ao uso por
pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida e idosos, exceto cadeirantes.

Observações: Para estes casos, devem ser apresentados à Engenharia do Banco, projetos
arquitetônicos com o detalhamento das unidades que serão adequadas, de acordo com as
normas da ABNT.
6.5.4.2. As unidades adequadas (3%) devem ter seu projeto e sua execução em tipologia arquitetônica
que atenda às condições de acessibilidade, no que couber, seguindo as especificações da
ABNT NBR 9050:2015 indicadas neste manual, e que, de acordo com a demanda, sejam
complementadas com acessórios, conforme tabela de itens de especificações abaixo:

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6.5.4.2.1. ESPECIFICAÇÕES DAS UNIDADES ADAPTÁVEIS AO USO EXCLUSIVO DOS


CADEIRANTES (3%)
- Devem ser projetados com espaço livre de obstáculos em frente às portas de,
no mínimo, 1,20 m.
- Deve ser possível inscrever, em todos os cômodos, o módulo de manobra
sem deslocamento para rotação de 180° definido pela NBR 9050:2015 (1,20 m
x 1,50 m), livre de obstáculos.
- Todas as portas devem ter vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de
Em todos os cômodos:
2,10 m, independente do tipo de abertura.
- Em portas de duas folhas ou mais, pelo menos uma delas deve ter vão livre
de 0,80 m.
- As portas devem proporcionar condições de serem abertas com um único
movimento e suas maçanetas devem ser do tipo alavanca, instaladas a uma
altura entre 0,90 m e 1,10 m.
- Dimensões mínimas de 1,50 m x 1,70 m;
- Área com giro adequado de 180º;
- Área de transferência lateral, e diagonal ou perpendicular para o vaso
Sanitários devem sanitário e para o boxe para usuários de cadeira de rodas;
garantir:
- Altura de instalação da bacia sanitária: a borda superior da bacia sanitária
deverá estar a uma altura entre 0,43 e 0,45m medidas a partir do piso acabado.
Quando a bacia tiver altura inferior à estipulada, deve ser ajustada com a
elevação de sua base com instalação de sóculo.
- Área de aproximação frontal para usuários em cadeiras de rodas;
- Altura entre 0,78 m e 0,80 m do piso em relação a sua face superior e altura
Lavatórios devem livre mínima de 0,73 m, para o uso de pessoas em cadeiras de rodas.
seguir:
- Para isso, devem ser suspensos, sem colunas ou gabinetes;
- Dispositivos de proteção para o sifão e a tubulação.

Boxes para chuveiro e - Área de transferência externa ao boxe, permitindo a aproximação paralela da
ducha devem prever: pessoa em cadeira de rodas.

6.5.4.2.2. ESPECIFICAÇÕES PARA AS UNIDADES ADAPTÁVEIS AO USO POR PESSOAS COM


DEFICIÊNCIA, MOBILIDADE REDUZIDA E IDOSOS, EXCETO CADEIRANTES (97%)
- Puxador horizontal na porta do banheiro: na face interna da porta do banheiro
Em todos os cômodos:
deve ser instalado puxador horizontal associado à maçaneta.
- Válvula de descarga de leve pressão;
Barras de apoio junto ao vaso sanitário, instaladas conforme ABNT NBR
9050:2015, nas seguintes opções:
Os sanitários devem
- uma barra articulada e uma barra fixa na parede de fundo da bacia;
garantir:
- barras articuladas na parede de fundo da bacia;
- uma barra articulada na parede de fundo e uma barra fixa na parede lateral
da bacia.
Barras de apoio no boxe - três barras fixas, sendo duas barras verticais e uma horizontal;
do chuveiro, instaladas
- duas barras fixas, sendo uma barra vertical e uma barra em L.
conforme ABNT NBR
9050:2015, nas opções: - Papeleira ao alcance da pessoa sentada no vaso;

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- Altura de instalação da bacia sanitária: a borda superior da bacia sanitária


dever estar a uma altura entre 0,43 e 0,45m medidas a partir do piso acabado.
Quando a bacia tiver altura inferior à estipulada, deve ser ajustada com a
elevação de sua base com instalação de sóculo.
- comandos de torneiras do tipo monocomando, alavanca ou célula fotoelétrica;
Os lavatórios devem
- barras de apoio acompanhando o desenho do lavatório;
seguir:
- espelho em posição vertical a uma altura de no máximo 0,90 m.
- banco com cantos arredondados, dimensões mínimas de 0,70 m x 0,45 m, e
superfície antiderrapante impermeável, articulado para cima ou removível;
No caso da existência de portas no boxe, esta não deve interferir no movimento
de transferência;
Boxes para chuveiro e - barras de apoio vertical, horizontal ou em “L”, conforme ABNT NBR
ducha devem prever: 9050:2015;
- torneiras do tipo monocomando acionadas por alavanca;
- ducha manual;
- saboneteiras e porta toalhas em alturas adequadas.
Fita refletiva para - no caso da unidade unifamiliar ser casa sobreposta, village ou sobrado,
sinalização de degraus prever a instalação de fita antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da
ou escadas: escada, de modo a garantir sua visualização e facilitar sua utilização.

6.5.4.2.3. TIPO DE DEFICIÊNCIAS


- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso de a unidade
unifamiliar ser casa do tipo sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação
de fita antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização;
- rebaixamento de lavatórios e pias: os lavatórios e pias de cozinha devem ser
instalados de forma que sua borda superior fique a uma altura de 0,70m do piso
acabado;
- rebaixamento do chuveiro: o chuveiro deve estar a uma altura de 1,70 m do
piso acabado;
- rebaixamento da torneira do chuveiro: a torneira do chuveiro deve estar a
uma altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento dos metais do banheiro: os metais do banheiro devem estar a
Nanismo:
uma altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento do quadro de luz: o quadro de distribuição deve estar a uma
altura de 0,80m do piso acabado;
- rebaixamento dos acionadores elétricos: interruptores, campainha e interfone
(quando instalado na parede), deverão estar a uma altura de 0,80m do piso
acabado.
- torneira longa com acionamento por alavanca: as torneiras do banheiro,
cozinha e tanque deverão ter acionamento por alavanca e deverão estar a uma
altura de 0,80m do piso acabado.
Observações: em razão da especificidade dos componentes do kit, as
alterações devem ser consultadas com antecedência à família selecionada e
podem ou não ser realizadas de acordo com sua manifestação de vontade.
- campainha com sinalização luminosa estroboscópica e vibração em todos os
Deficiência auditiva: cômodos: deve ser previsto um circuito de iluminação composto por luzes
estroboscópicas instaladas junto à iluminação do ambiente (sala/cozinha,
quartos e banheiro) de forma que quando acionada a campainha ou o interfone,
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estas luzes funcionam como indicação de que alguém aguarda ser atendido.
- interfone com vídeo.
- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso da unidade
familiar ser casa sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação de fita
antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização;
- contraste de cor entre piso, parede e porta: aplicar cores distintas em
paredes, pisos e portas, permitindo uma diferenciação entre os planos e
superfícies;
- acionadores elétricos com sinalização em relevo e instalação padrão: deve
Deficiência visual: ser feita uma faixa de pintura, em cor distinta ao seu entorno, ao redor de
tomadas, interruptores, campainha, interfone e quadro de luz, de forma a
permitir a sua diferenciação. Em todas as tomadas, interruptores e disjuntores
devem ser colados adesivos em braile indicando a voltagem, no caso de
tomadas, e no caso de interruptores e disjuntores, indicando o sentido em que
este se encontra, seja ligado ou desligado, convencionando a posição em todos
os cômodos.
- fixador de portas: em todas as portas devem ser instalados fixadores, de
forma que seja possível mantê-las abertas.
- torneiras com acionamento por alavanca: as torneiras do banheiro, cozinha e
tanque devem ter acionamento por alavanca.
- fita refletiva para sinalização de degraus ou escadas: no caso da unidade
familiar ser casa sobreposta, village ou sobrado, prever a instalação de fita
Deficiência mental: antiderrapante reflexiva na borda dos degraus da escada garantindo sua
visualização e facilitando sua utilização.
- contraste de cor entre piso, parede e porta: aplicar cores distintas em
paredes, pisos, portas e dispositivos de comando e acionamento, permitindo a
diferenciação entre planos e superfícies.

6.5.5. ADAPTAÇÃO DAS VAGAS DE GARAGEM


Todas as vagas de
garagem (privativas ou - devem atender as exigências e especificações da ABNT NBR 9050:2015.
de uso comum):
Vagas de garagem de - devem atender as exigências e especificações do código de trânsito
uso público: municipal.

6.5.6. ÁREAS DE USO COMUM DO EMPREENDIMENTO


6.5.6.1. Deve ser garantida, obrigatoriamente, a rota acessível em todas as áreas públicas e de uso
comum no empreendimento, observando-se sinalização, inclinações, corrimãos e demais
adequações nessas áreas, atendendo integralmente a todas as regulamentações da ABNT NBR
9050:2015.
- Todas as portas que compõem a rota acessível, inclusive de elevadores,
devem ter vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de 2,10 m, independente
Portas: do tipo de abertura.
- Em portas de duas folhas ou mais, pelo menos uma delas deve ter vão livre
de 0,80 m.
- Os projetos devem recomendar cuidados específicos para as camadas de
Acabamento: acabamento de sistemas de pisos aplicadas em escadas ou rampas (acima de
5% de inclinação) e nas áreas comuns.
Playgrounds: - Recomenda-se o emprego de arestas arredondadas, pisos esportivos de
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borracha e outros, de forma a minimizar o risco de ferimentos nas quedas das


crianças. Devem, ainda, ser atendidas às respectivas Normas da ABNT, em
especial a NBR 15.575 nos seus itens:
- A superfície do piso deve ter a maior planicidade possível, apresentando
quedas suaves em direção a ralos ou canaletas de drenagem.
- Em geral, as normas prescritivas limitam a 1 mm os dentes entre
componentes adjacentes (tacos de madeira, placas cerâmicas, placas de rocha,
etc).
- Recomenda-se limitar o caimento no máximo a 2%; nas demais áreas, no
Áreas de box de máximo a 1%.
chuveiro ou em pisos - Pisos de quadras esportivas e outros devem impedir empoçamentos de água
externos: que possam provocar escorregamentos em atividades exercidas sob ou logo
após chuvas ou garoas leves.
- Devem ser limitadas a 4 mm, sendo que acima disso há risco, por exemplo, de
Frestas entre introdução de saltos de sapatos femininos, prejuízos ou riscos de acidentes
componentes de pisos com velocípedes, triciclos, skates e outros brinquedos.
internos e externos: - Juntas com abertura superior a 4 mm devem ser vedadas com selantes,
cobrejuntas e outros.
- Quando houver mais de 14 degraus no mesmo lance deve ser introduzido um
patamar intermediário, contendo corrimão na altura de 80 a 90 cm e guarda-
Escadas: corpo sempre que houver lateral livre.
- Deve ser mantida a mesma altura (espelho) e mesma largura (piso ou pisada)
para todos os degraus de uma mesma escada.
- O empreendimento deve possuir, no mínimo, um elevador de passageiros
adequado para atender pessoas com deficiências, seguindo a Norma Técnica
Elevadores:
NM 313/2007, caso haja unidades adequadas a deficientes físicos em andares
acima do térreo e devem atender às normas da ABNT.
- Pavimentação, redes elétricas, drenagem, abastecimento de água e
esgotamento sanitário.

Infraestrutura interna: - Os projetos devem atender às diretrizes do PMCMV, bem como às exigências
e recomendações constantes das declarações de viabilidade operacional das
concessionárias de energia, de água e esgoto, e devem ser projetados,
construídos e mantidos de forma a minimizar as alterações no ambiente.

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7. CONCESSIONÁRIAS
7.1. CRITÉRIOS E PARÂMETROS
7.1.1. A contratação de empreendimentos habitacionais lastreados com recursos do FGTS fica
condicionada à existência de solução de abastecimento de água potável, esgoto e águas
pluviais, atendendo ao inciso III, do Art. 1º da Portaria 363 de 11 de agosto de 2011, objetivando
dar cumprimento à determinação contida na Ação Civil Pública – 2000.61.08.004308-3/SP.
7.1.2. Em cada região devem ser verificadas as regras e exigências estabelecidas, que poderão ser
geridas por concessionárias, prefeituras ou agentes estaduais. As aprovações dos Projetos
dependerão das exigências estabelecidas pelos órgãos responsáveis.
7.1.3. Caso o município de localização do empreendimento tenha estação de tratamento de esgotos
em operação (rede coletora) que possua capacidade instalada para receber e tratar os esgotos
produzidos pelo empreendimento em análise, cuja comprovação é aferida por intermédio de
declaração de diretriz emitida pela concessionária, considera-se atendida a exigência.
7.1.4. Outras alternativas, que não sejam a construção de estação de tratamento de esgoto, podem
ser aceitas desde que estejam subordinadas à legislação municipal local pertinente e que sejam
compostas de conjunto fossa e filtro ou outra estrutura regulamentada.
7.2. DECLARAÇÕES DE VIABILIDADE
7.2.1. São emitidas pelas concessionárias de saneamento e de energia elétrica, e devem conter as
seguintes informações:

• Local e data da solicitação


• Assunto (Viabilidade de fornecimento de energia elétrica / água / esgoto);
• Nome da empresa/construtora/incorporadora solicitante;
• Nome do Empreendimento;
• Endereço do Empreendimento;
• Dados do empreendimento;
• Condições da Concessionária para fornecimento de água e esgoto;
• Exigências e responsabilidades;
• Datas e prazos para a execução dos serviços;
• Informações complementares;
• Conclusão e esclarecimentos;

• Assinatura dos responsáveis pela concessionária.


7.2.2. QUANDO DEPENDER DA CONSTRUÇÃO DE SISTEMAS
7.2.2.1. Nos casos em que a viabilidade depender da construção de sistemas de saneamento,
abastecimento ou rede de energia elétrica:

- O projeto técnico deve atender às diretrizes da concessionária;


- A concessionária ou o poder concedente poderá responsabilizar-se pela operação e manutenção do
sistema a ser implantado; e
- Deverá ser fornecido todas as informações necessárias para a execução do sistema.

Custo: Cronograma: Responsável(is) Técnico(s): Engenheiro


R$ Data de início e de conclusão ou Arquiteto

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8. LICENÇA AMBIENTAL
8.1. DEFINIÇÕES
8.1.1. O licenciamento ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental autoriza
a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras
de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que,
sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.
8.1.2. O licenciamento ambiental é um importante instrumento de gestão da Política Nacional de Meio
Ambiente. Por meio dele, a administração pública busca exercer o necessário controle sobre as
atividades humanas que interferem nas condições ambientais.
8.1.3. Desta forma tem, por princípio, a conciliação do desenvolvimento econômico com o uso dos
recursos naturais, de modo a assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas em suas
variabilidades físicas, bióticas, sócio-culturais e econômicas.
8.1.4. Deve, ainda, estar apoiado por outros instrumentos de planejamento de políticas ambientais
como a avaliação ambiental estratégica; avaliação ambiental integrada; bem como por outros
instrumentos de gestão – zoneamento ecológico econômico, planos de manejo de unidades de
conservação, planos de bacia, etc.
8.1.5. O licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer
empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e tem
como função principal evitar riscos e danos ao ser humano e ao meio ambiente sobre as bases
do princípio da precaução.
8.1.6. É regido pelas Resoluções CONAMA Nº 1, de 23/01/86 e Nº 412 de 13/05/09.
8.1.7. O Licenciamento Ambiental ou Autorização Ambiental podem ser emitidos também pelos
Municípios, conforme Lei Complementar nº 140, de 08.12.2011.
8.2. SITUAÇÕES DE RESTRIÇÃO
8.2.1. São situações previstas em leis e regulamentos, e referem-se a localizações que abrangem
áreas de preservação permanente, unidades de conservação, questões de saúde pública, sítios
de ocorrência de patrimônio histórico e arqueológico.
8.3. TIPOS DE LICENÇAS
Licença de
LI Para empreendimentos habitacionais
Instalação
Para casos específicos, que se referem a empreendimentos habitacionais de
Licença interesse social com pequeno potencial de impacto ambiental e objetos de
LS
Simplificada parcelamento de solo com área de até 100 ha (cem hectares), considerando
inclusive áreas contíguas.
Deve ser solicitada antes de o empreendimento entrar em operação, pois é essa
licença que autoriza o início do funcionamento da obra/empreendimento. Sua
concessão está condicionada à vistoria a fim de verificar se todas as exigências e
Licença
LO detalhes técnicos descritos no projeto aprovado foram desenvolvidos e atendidos
Operacional
ao longo de sua instalação e se estão de acordo com o previsto nas LP e LI. O
prazo de validade é estabelecido, não podendo ser inferior a 4 (quatro) anos e
superior a 10 (dez) anos.

8.3.1. As análises realizadas pelo BB não se sobrepõem ou questionam os órgãos públicos no tocante
às suas competências legais de análise e licenciamentos, cabendo, portanto, à construtora a
observância de todas as exigências e intervenientes legais aplicáveis à constituição do
empreendimento.
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8.3.1.1. A licença ambiental, por se tratar de autorização oficial para a realização das intervenções, tem
fundamental participação na manifestação de viabilidade do empreendimento.
8.3.1.2. Caso a manifestação do órgão ambiental contenha condicionantes/restrições que interfiram no
conteúdo da documentação do empreendimento em análise, deve ser solicitada a devida
adequação da proposta.
8.3.1.3. Os aspectos relativos ao atendimento da legislação ambiental são de responsabilidade dos
órgãos ambientais, a quem cabe a definição das exigências para cada tipo de empreendimento.
8.4. LICENCIAMENTO AMBIENTAL – ESTADO DE SÃO PAULO
8.4.1.1. Expedido pelo GRAPROHAB - Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do
Estado de São Paulo, órgão reestruturado por meio do Decreto Estadual nº. 52.053, de 13 de
agosto de 2007, vinculado à Secretaria da Habitação, que centraliza e agiliza a tramitação dos
projetos de parcelamento do solo para fins residenciais e de núcleos habitacionais a serem
implantados.
8.4.1.2. Cabe ao GRAPROHAB, de acordo com Decreto, analisar e deliberar sobre os projetos e emitir
Certificado de Aprovação acompanhado de respectivo termo de compromisso.
8.4.1.3. Para os empreendimentos não enquadrados nos critérios de análise, nos termos do Decreto
supracitado, portanto, dispensados de aprovação pelo GRAPROHAB, o proponente deverá
solicitar PARECER TÉCNICO DE VIABILIDADE DE LOCALIZAÇÃO emitido pela CETESB –
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, órgão responsável competente pelas
ações de controle ambiental no Estado de São Paulo, ou poderá requerer a análise e apreciação
ao Corpo Técnico da Secretaria Executiva do GRAPROHAB.

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9. INDÍCIOS DE ÁREA CONTAMINADA


9.1. IDENTIFICAÇÃO
9.1.1. Histórico de utilização do terreno ou entorno, com intuito de identificação de área potencialmente
contaminada, observando indícios de agentes poluentes ou de eventuais passivos ambientais
causados por:
9.1.2. - terreno onde no passado se desenvolveu atividade industrial ou comercial com potencial
poluidor, tais como galpões industriais, postos de combustíveis, garagens de ônibus e/ou
caminhões, frigoríficos, instalações de infraestrutura ferroviária e portuária;
9.1.3. - terreno livre sem ocupação formal no passado e com suspeitas de uso anterior como área de
descarte de resíduos, lixo ou outras atividades com potencial poluidor;
9.1.4. - terrenos em cuja vizinhança imediata (até 200 m) existam fontes com potencial poluidor para
as águas subterrâneas, tais como postos de combustíveis, armazéns de líquidos nocivos e
industriais e depósito de resíduos sólidos.
9.1.5. No caso de identificação da possibilidade de contaminação do terreno, devem ser realizados
estudos técnicos por profissional qualificado e especializado, sob a responsabilidade do
proponente, para confirmar ou descartar a contaminação do solo e/ ou águas subterrâneas,
compreendendo:
• Levantamento Básico - consiste num estudo contemplando o histórico dos usos da área e as
observações da vistoria, visando detectar possíveis fontes de contaminação;
• Investigação Confirmatória - refere-se a uma investigação técnica do terreno, incluindo
sondagens, coleta e análises químicas de amostras e interpretação dos resultados. O plano
deve ser realizado a partir das etapas anteriores, especialmente do levantamento básico.
9.1.6. Para os casos de confirmação de contaminação do solo e/ou águas subterrâneas é obrigatória a
apresentação de projeto de Remediação, com a manifestação conclusiva do Órgão Ambiental
tendo em vista: a intervenção; a suficiência e adequação do projeto; prazo das obras; as
recomendações sobre a saúde do trabalhador e condições para obtenção do Habite-se.

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10. PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE DO HABITAT - PBQP-H


10.1. CONCEITOS
10.1.1. O PBQP-H é um instrumento do Governo Federal para cumprir os compromissos firmados pelo
Brasil quando da assinatura da Carta de Istambul (Conferência do Habitat II/1996).
10.2. METAS
10.2.1. A sua meta é organizar o setor da construção civil em torno de duas questões principais: a
melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva.
10.2.2. A busca por esses objetivos envolve um conjunto de ações, entre as quais se destacam:

- avaliação da conformidade de empresas de serviços e obras;


- melhoria da qualidade de materiais;
- formação e requalificação de mão de obra;
- normalização técnica;
- capacitação de laboratórios;
- avaliação de tecnologias inovadoras;
- informação ao consumidor; e
- promoção da comunicação entre os setores envolvidos.

10.2.3. O PBPQ-H visa o aumento da competitividade no setor, a melhoria da qualidade de produtos e


serviços, a redução de custos e a otimização do uso dos recursos públicos.
10.2.4. Planeja criar um ambiente de isonomia competitiva, que propicie soluções mais baratas e de
melhor qualidade para a redução do déficit habitacional no país, atendendo, em especial, a
produção habitacional de interesse social.
10.3. OBJETIVOS
10.3.1. O objetivo geral do PBQP-H é elevar os patamares da qualidade e produtividade da construção
civil, por meio da criação e implantação de mecanismos de modernização tecnológica e
gerencial, contribuindo para ampliar o acesso à moradia, em especial para a população de
menor renda.
10.4. OBJETIVOS DETALHADOS
- Universalizar o acesso à moradia, ampliando o estoque de moradias e melhorando as existentes;
- Fomentar o desenvolvimento e a implantação de instrumentos e mecanismos de garantia da qualidade de
projetos e obras;
- Fomentar a garantia da qualidade de materiais, componentes e sistemas construtivos;
- Combater a não conformidade técnica intencional de materiais, componentes e sistemas construtivos;
- Estruturar e animar a criação de programas específicos visando à formação e requalificação de mão de
obra em todos os níveis;
- Promover o aperfeiçoamento da estrutura de elaboração e difusão de normas técnicas, códigos de
práticas e códigos de edificações;
- Coletar e disponibilizar informações do setor e do Programa;
- Apoiar a introdução de inovações tecnológicas;

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- Promover a melhoria da qualidade de gestão nas diversas formas de projetos e obras habitacionais;
- Promover a articulação internacional com ênfase no Cone Sul.

10.5. DOCUMENTAÇÃO
10.5.1. A construtora executante da obra deve possuir um dos documentos abaixo:
10.5.2. Declaração de Adesão ao PBQP-H válido para a especialidade técnica execução de obras -
subsetor obras de edificação, aprovada e com prazo de validade vigente, cuja consulta deve ser
feita no sítio www4.cidades.gov.br/pbqp-h/projetos_siac_empresas.php.
10.5.3. Certificação PBQP-H válida para a especialidade técnica execução de obras - subsetor obras de
edificação, níveis A ou B, com prazo de validade vigente, cuja consulta deve ser feita no sítio
acima mencionado.
10.5.4. Certificado NBR ISO 9001 emitido por Organismo de Avaliação da Conformidade (OAC) e que
tenha logomarca da Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia,
Qualidade e Tecnologia (CGCRE) ou de outro organismo de acreditação signatário do Acordo
de Reconhecimento Multilateral do Fórum Internacional de Acreditação - International
Accreditation Forum (IAF), cujo escopo seja compatível com escopo do SiAC, pode ser aceito
para efeito de equivalência ao SiAC desde que o OAC responsável pela sua emissão verifique e
ateste o atendimento aos requisitos específicos do SiAC, em particular os Requisitos
Complementares, cabíveis no nível ou estágio de certificação pretendido.
10.6. PROCEDIMENTOS PARA CERTIFICAÇÃO
10.6.1. O processo deve ser submetido à Comissão de Certificação da Especialidade Técnica do
Comitê Nacional de Desenvolvimento da Habitação (CTECH), quando pertinente. Caso
necessário, deve ser realizada auditoria complementar para verificar a conformidade aos
requisitos específicos, que evidencie o seu perfeito atendimento.
10.6.2. A duração de um ciclo de certificação, que envolve auditorias de certificação e auditorias de
supervisão, em quaisquer dos níveis do SiAC, é de 36 meses. O prazo de validade de um
certificado de conformidade é de 12 meses.

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11. SISTEMA CONSTRUTIVO INOVADOR


11.1. CONCEITO
11.1.1. É todo sistema construtivo que incorpora uma nova concepção e representa uma alternativa à
tecnologia convencional, que não é objeto de norma brasileira prescritiva e não tem tradição de
uso no território nacional (conceito SiNAT).
11.2. REFERÊNCIA PARA CONSULTAS E PESQUISAS
• http://pbqp-h.cidades.gov.br/
• http://pbqp-h.cidades.gov.br/projetos_sinat.php

11.3. ABREVIATURAS E DETALHAMENTO

É a maior parte funcional de uma - Convencional: aquele executado com


edificação, sendo o conjunto de tecnologia já normalizada ou consagrada
elementos, instalações e pelo uso;
Sistema: componentes destinados a compor
um todo, capaz de atender aos
requisitos funcionais. Pode ser - Inovador: aquele executado com
classificado em: aperfeiçoamento tecnológico, ainda sem
normalização prescritiva.

É o resultado de atividades de pesquisa, aplicado ao processo de produção da


Inovação: habitação, buscando a melhoria de desempenho, de qualidade, redução de custo
e de agressão ao meio ambiente.
Documento de Avaliação Técnica: documento síntese de divulgação dos
DATec: resultados da avaliação técnica do produto, realizada por uma Instituição Técnica
Avaliadora, com a chancela SiNAT.
PSQ: Programa Setorial de Qualidade
SiAC: Sistema de Avaliação da Conformidade de Serviços e Obras
SiMAC: Sistema de Qualificação de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos
SiNAT Sistema de Avaliação Técnica de Produtos Inovadores.
Instituição Técnica Avaliadora: instituição técnica participante do SiNAT, com a
função principal de conduzir a avaliação técnica, elaborar relatórios técnicos de
ITA
avaliação de produtos inovadores da construção civil e propor diretrizes para
avaliação técnica de produtos e documentos de avaliação técnica.
Proponente
Pessoa física ou jurídica que solicita a avaliação técnica no SiNAT e é quem vai
(conceito do
obter o DATec do produto.
SiNAT):
Documento de referência contendo diretrizes para avaliação técnica de sistemas
Diretriz SiNAT: construtivos e produtos, incluindo requisitos e critérios de desempenho, bem como
métodos de avaliação a serem adotados na avaliação técnica.
Relatório Técnico de Avaliação: documento técnico elaborado e emitido pela ITA,
RTA:
de acesso restrito, que contém os resultados da avaliação do produto.
Norma brasileira homologada pela ABNT, que trata dos requisitos e critérios de
ABNT NBR 15.575:
desempenho de edifícios habitacionais.
Requisitos de Condições qualitativas que devem ser cumpridas pelo produto em uso, a fim de
Desempenho: que sejam satisfatórias ao usuário.
Método de Método padronizado adotado para verificação do atendimento aos diferentes
Avaliação de critérios de desempenho. Os métodos de avaliação consideram a realização de
Desempenho: ensaios laboratoriais, provas de carga, simulações (modelos matemáticos),

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cálculos, protótipos, análises qualitativas e inspeções técnicas.


Atestado de habilitação concedido às inovações que comprovem desempenho
satisfatório para todos os requisitos da NBR 15.575 (segurança estrutural,
segurança ao fogo, conforto térmico, conforto acústico, conforto lumínico,
Habilitação:
estanqueidade, durabilidade, etc) junto ao SiNAT, com apresentação do
respectivo DATec, complementados pelo Monitoramento da Obra e por Avaliação
Técnica em Uso.
Atividade que tem por objetivo atestar a conformidade dos serviços realizados e
materiais empregados em relação à documentação apresentada para análise da
viabilidade da inovação. A atividade deve ser contratada pelo proponente da
Monitoramento da
operação e compreende: plano de monitoramento, vistorias, emissão de relatórios
Obra:
parciais e relatório final conclusivo efetuado por instituição técnico-científica
(laboratório, universidade ou instituto de pesquisa), com reconhecida competência
e participante do SINAT.
Atividade que tem por objetivo comprovar o desempenho do sistema construtivo
em uso e após decorrido o prazo mínimo de 24 meses da emissão do respectivo
auto de conclusão (Habite-se). A atividade compreende vistoria técnica, entrevista
Avaliação Técnica
com os moradores e emissão de relatório conclusivo sobre as condições de
em Uso (avaliação
habitabilidade e manutenção, bem como sobre a ocorrência de patologias e suas
pós-ocupação):
causas. Deve ser contratada pelo proponente da operação ou pelo detentor dos
direitos sobre o sistema e efetuada por instituição técnico-científica, participante
do SINAT.
11.4. TERMO DE EXTENSÃO DE GARANTIA
11.4.1. Caso a empresa a qual foi atribuído o DATec, pelo SiNAT, relativo a um sistema inovador, seja
distinta da empresa construtora que irá contratar a operação com o Banco, deverá ser
obrigatoriamente firmado o Termo de Extensão de Garantia contra Riscos Sistêmicos de
Empreendimento Habitacional (modelo disponibilizado pelo BB).

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12. ORÇAMENTO
12.1. CONCEITO E ELABORAÇÃO
12.1.1. Define-se como orçamento, para fins da presente instrução, o documento de registro das
operações de cálculo para fornecimento de materiais e execução de serviços, que melhor
traduza determinados projetos e especificações.
12.1.2. Durante a elaboração dos orçamentos deve ser observada a norma NBR 12.721 - Avaliação de
Custos Unitários e Preparo de Orçamento de Construção para Incorporação de Edifício em
Condomínio, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
12.1.3. Os modelos adotados pelo BB são padronizados e devem ser preenchidos de modo a detalhar
as características do que será efetivamente utilizado nas obras (o mais próximo possível),
possibilitando que as medições sejam mais precisas e objetivas.
12.2. TIPOS DE ORÇAMENTOS
12.2.1. Os orçamentos de obras classificam-se em função da finalidade a que se destinam e dos
elementos disponíveis para sua elaboração:
Orçamento paramétrico Utiliza como base para cálculo, parâmetros genéricos tais como: área e
ou tabelado: grandeza global estimada, tipo ou padrão geral, custo unitário básico;
Montado a partir de anteprojetos ou projetos incompletos, especificações
Orçamento estimado:
genéricas e parâmetros similares aos que serão realizados;
Montado a partir dos projetos executivos, especificações definidas,
composições de custo para valoração de itens orçamentários e coleta de preços
Orçamento base:
de insumos de fonte consagrada (fornecedores no varejo ou publicações
especializadas);
Montado a partir dos projetos executivos, detalhamentos complementares,
especificações precisas, composições de custo específicas, coleta individual de
Orçamento detalhado:
preços de insumos em fonte consagrada e específica (fornecedores no atacado
e fabricantes);
Montado a partir dos mesmos elementos necessários para execução do
Orçamento analítico:
orçamento detalhado, porém ajustado ao planejamento do evento.

12.3. CARACTERÍSTICAS E PADRONIZAÇÃO


12.3.1. São elaborados em modelos padronizados pelo BB, composto por:
Edificações do empreendimento.

Habitação

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Arruamento, guias, calçadas, redes de água, esgoto, água pluvial, eletricidade, etc.

Infraestrutura
Interna

Guaritas, salão de festas, churrasqueiras, quando não estiver dimensionado na


projeção da(s) torre(s) ou edificação.

Equipamentos de
Uso Comum

12.4. APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS


12.4.1. Devem ser apresentados individualmente, sendo compostos dos custos incidentes diretos
(serviços e insumos), custos indiretos (despesas complementares e de legalização) e,
separadamente, o BDI (Bônus de Despesa Indireta) da obra.
12.5. DESENVOLVIMENTO E PREENCHIMENTO
12.5.1. Nos orçamentos de empreendimentos propostos ao Banco é recomendado evitar a utilização de
unidades de medida imprecisas, tais como "verbas", para valoração dos itens orçamentários, a
sua utilização deverá ser justificada.
12.5.2. Todas as unidades de medida utilizadas devem explicitar as quantidades de serviços estimadas
para as obras a serem orçadas.
12.5.3. Para o desenvolvimento dos orçamentos propostos devem ser verificados e pesquisados índices
e custos praticados no mercado (mão-de-obra, materiais, impostos, etc), índices CUB (Custo
Unitário Básico) publicado para cada estado, o índice PINI ou o índice SINAPI.
12.5.4. CUSTOS UNITÁRIOS
12.5.4.1. Para o cálculo dos custos unitários é necessário que seja conhecida a quantidade de material
que será utilizada, o número de horas de pessoal qualificado e não-qualificado, e o número de
horas de equipamento a ser utilizado, por unidade desses serviços.

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12.5.4.2. A quantidade de material, de horas de equipamento e o número de horas de pessoal, gastos


para a execução de cada unidade desses serviços multiplicando respectivamente pelo preço dos
materiais, do aluguel horário dos equipamentos e pelo salário-hora dos trabalhadores,
devidamente acrescidos dos encargos sociais, são chamados de composição dos custos
unitários.
12.5.4.3. Os custos unitários multiplicados pelas quantidades correspondentes constituem os custos de
cada um dos serviços componentes da obra. Devem ser levados em consideração os custos,
serviços, insumos e logística da região, evitando sobrecarga nos valores informados em cada
subitem e, durante o desenvolvimento, os itens e subitens devem corresponder às informações
detalhadas no Memorial Descritivo e Projetos.
12.5.4.4. No mercado podem ser encontradas algumas leituras sobre o assunto, mas a mais conhecida é
a TCPO – Tabela de Composição de Preços da PINI, onde podem ser encontrados parâmetros
de quantitativos e horas necessárias para a composição dos principais serviços utilizados na
construção civil e predial. Grandes empresas costumam avaliá-los através de constante
Apropriação Analítica de Custos de Obra realizada, de modo a ter maior segurança na sua
política de preços.
Observação: Os Custos Unitários mais o BDI, calculado em função deles, transformam-se em
Preços Unitários. Portanto, é importante não confundir Custos Unitários com Preços Unitários.
12.5.5. MATERIAIS
12.5.5.1. São aqueles utilizados para a composição dos custos unitários e podem se apresentar de forma
natural, como areia a granel, forma semiprocessada, como brita e madeira, ou industrializada,
como cimento, aço de construção, fios elétricos, cerâmicas, etc., produtos acabados para
instalações hidráulicas e elétricas, etc.
12.5.5.2. Podem ser apresentados por unidades de medida, em volumes, em áreas, em comprimentos,
em pesos, etc.
12.5.5.3. Nos custos dos materiais, devem ser considerados os fretes (se o fornecedor não entregar na
obra), impostos e taxas que incidem sobre o produto.
12.5.5.4. Os materiais comprados à vista ou faturados, capital próprio ou financiado, devem ser objeto de
uma análise financeira acurada por envolver questões de capital de giro próprio, juros bancários,
descontos à vista, projeção da inflação futura e, principalmente, o período de tempo irreajustável
do contrato, pois, pela legislação atual o reajuste, mesmo previsto, para obras acima de um ano,
ocorrerá somente depois de 12 meses após assinatura do contrato ou do 1º mês de referência
do orçamento.
12.5.6. EQUIPAMENTOS
12.5.6.1. O custo do transporte e movimentação dos materiais e pessoas dentro da obra, tais como
elevadores, gruas, caminhões, escavadeiras, tratoras, etc., podem ser propriedade do construtor
ou alugado no mercado e geralmente incluem o custo horário dos operadores. As revistas
especializadas trazem o custo do aluguel horário dos mais diferentes equipamentos.
12.5.6.2. Quando de propriedades do construtor, são considerados a depreciação dos equipamentos,
juros do capital investido na compra, óleo, combustível e os custos de manutenção com
reposição de peças e outras despesas eventuais.
12.5.7. MÃO-DE-OBRA
12.5.7.1. O custo deste item é representado pelo salário dos trabalhadores que manuseiam os materiais,
acrescidos dos encargos sociais e outros gastos que envolvem a participação dos trabalhadores
na obra.

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12.5.7.2. Os operários da produção são em geral remunerados pelas horas trabalhadas em função das
características do trabalho que muitas vezes exigem um prolongamento ou redução na carga de
trabalho.
12.5.8. CUSTO DE MÃO-DE-OBRA:
12.5.8.1. É a soma dos salários mais os encargos sociais. Nos custos de mão-de-obra, além das Leis
Sociais, devem também ser computados os encargos referentes aos gastos de alimentação,
transporte, EPI – equipamento de proteção individual e ferramentas de uso pessoal.
12.5.9. BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS - BDI
12.5.9.1. Benefício e Despesas Indiretas é uma taxa que se adiciona ao custo direto de uma obra ou
serviço para cobrir as despesas indiretas do executor, mais o risco do empreendimento, as
despesas financeiras ocorridas, os tributos incidentes na operação, despesas de
comercialização, o lucro do empreendedor.
12.5.9.2. Seu resultado é fruto de uma operação matemática, baseado em dados objetivos envolvidos em
cada obra.
12.5.9.2.1. COMPOSIÇÃO

São gastos específicos da administração Central, diretamente ligados a uma


determinada obra, tais como gerente de contrato, engenheiro fiscal e as
respectivas despesas de viagem e alimentação, e o rateio de todas as despesas
Despesas Indiretas: da administração central constituídos por salários de todos os funcionários, pró-
labore de diretores, apoio técnico-administrativo e de planejamento, compras,
contabilidade contas a vencer e a pagar, almoxarifado central, transporte de
material e de pessoal, impostos, taxas, seguros, etc.

Se aplica para cobrir riscos de eventuais incertezas decorrentes de omissão de


Taxa de risco do serviços, quantitativos irrealistas ou insuficientes, projetos mal feitos ou
empreendimento: indefinidos, especificações deficientes, inexistência de sondagem do terreno,
contingências, etc.
É devida para pagamentos à prazo e compreende uma parte pela perda
Despesa financeira do monetária decorrente da defasagem entre a data do efetivo desembolso e a data
Capital de giro: da receita correspondente e a outra parte, de juros correspondentes ao
financiamento da obra paga pelo executor.
São os impostos federais incidentes sobre o valor da fatura ou do lucro e o
Tributos: imposto municipal incidente sobre a parcela de serviços no local de execução da
obra ou serviços.
São gastos necessários para a promoção comercial da empresa, não
Taxa de
relacionados com determinadas obras específicas e que não se enquadram com
comercialização:
custos diretos nem como despesas indiretas.
É a remuneração desejada pela empresa para garantir o retorno do
Benefício ou Lucro:
empreendimento.
12.5.9.2.2. ADMINISTRAÇÃO
12.5.9.2.2.1. Ao estabelecer as taxas correspondentes e cada um dos componentes de BDI, deve-se justificar
a origem em função dos diferentes tipos de porte de obras, analisar e exigir a qualificação e a
quantificação de estrutura mínima das empresas que participam de uma licitação.
12.5.9.2.3. TAXA
12.5.9.2.3.1. Não pode estar sujeita à vontade subjetiva e arbitrária da Administração, dos legisladores, dos
órgãos de fiscalização e controle, como forma de tabelar o preço final do serviço a ser
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contratado. Deve possuir uma clara demonstração de como foi composta e calculada, com total
transparência, garantida pela Constituição, pela legislação em vigor e pelas regras de conduta
ética profissional.
12.5.9.3. Essas informações não são necessárias para a apresentação ao BB, mas poderão ser
solicitadas, a qualquer tempo, se houver necessidade por parte da equipe de Engenharia do
Banco.
12.6. REGRAS DE PREENCHIMENTO E APRESENTAÇÃO DA PLANILHA DE ORÇAMENTO

12.6.1. As planilhas de Orçamentos são padronizadas e possuem versões que devem ser utilizadas
conforme orientações da Engenharia do Cenop Imobiliário. Essas planilhas não podem ser
desbloqueadas, sob pena de não serem aceitas pelo Banco.
12.6.2. Todas as informações devem ser preenchidas nos documentos, retratando os serviços e
atividades que serão executados na obra.
12.6.3. O nível de detalhamento dessas planilhas auxilia as análises e as medições realizadas pela
Engenharia do Banco.

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12.6.4. RESUMO

12.6.4.1. No resumo, estarão replicadas, de forma automática, todas as informações preenchidas nos
orçamentos.

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13. CRONOGRAMA
13.1. CONCEITOS E OBJETIVOS
13.1.1. O cronograma refere-se à programação do desenvolvimento da obra durante o prazo de
construção, traduzindo a sua evolução física em recursos financeiros, servindo para orientar os
desembolsos dos recursos e acompanhamento nas medições das obras.
13.1.2. Os cronogramas possuem modelos padronizados pelo BB.
13.1.3. Durante seu preenchimento deverá ser observada, prioritariamente, a coerência da distribuição
dos serviços ao longo do tempo, a sequência lógica das etapas de obra, a relação entre os
serviços programados e os respectivos prazos, a compatibilidade da capacidade técnica da
empresa, a possibilidade de intempéries climáticas e a logística da região.
13.1.4. Em empreendimentos propostos por fases, a execução dos equipamentos de uso comum é
prevista na primeira fase, devendo ser executada, ainda, toda a infraestrutura necessária para
conferir habitabilidade, acesso independente e funcionalidade às unidades, inclusive durante a
construção dos módulos subsequentes.
13.1.5. Os empreendimentos que serão internalizados no BB e que já possuem obra executada deverão
ter preenchido o campo próprio destinado a este tipo de informação no Cronograma.
13.1.6. Os detalhes e exemplos para preenchimento estão destacados no Manual de Preenchimento,
disponível na opção “downloads” do site do BB (www.bb.com.br > outros sites > compras,
contratações e vendas de imóveis > compras e contratações > downloads > Manual de
Preenchimento (verificar a versão)).
13.2. REGRAS DE PREENCHIMENTO E APRESENTAÇÃO DA PLANILHA DE CRONOGRAMA
FÍSICO-FINANCEIRO
13.2.1. As planilhas de Cronogramas são padronizadas e possuem versões que devem ser utilizadas
conforme orientações da Engenharia do Cenop Imobiliário. Essas planilhas não podem ser
desbloqueadas, sob pena de não serem aceitas pelo Banco.
13.2.2. Todas as informações devem ser preenchidas nos documentos, retratando os serviços e
atividades que serão executados na obra.
13.2.3. O nível de detalhamento dessas planilhas auxilia as análises e as medições realizadas pela
Engenharia do Banco.
13.2.4. Os serviços devem ser distribuídos de forma a não haver sobrecargas.

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13.3. APRESENTAÇÃO

13.4. REPACTUAÇÃO DE PRAZO DE OBRA


13.4.1. Quando da constatação de atraso de obra que indique o comprometimento do prazo de
conclusão do empreendimento, o Proponente/construtor deve apresentar a Engenharia do
Cenop, justificativas pelo atraso, além de plano de ação para sua recuperação e/ou ajuste no
cronograma, indicando possíveis impactos no prazo final do empreendimento.
13.4.2. As alterações propostas para o cronograma ou outro documento técnico integrante do contrato
devem ser obrigatoriamente, submetidas à análise técnica de engenharia, sendo formalizadas e
justificadas pelo interessado, previamente à sua execução.

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14. ACOMPANHAMENTO DE OBRA


14.1. CONCEITOS E OBJETIVOS
14.1.1. A atividade de acompanhamento de obras e serviços de engenharia refere-se à gestão técnica
do desenvolvimento do empreendimento, de maneira a garantir a conformidade da execução do
contrato em relação aos objetivos previamente estabelecidos e às normas da ABNT.
14.1.2. Os objetivos são: acompanhar e verificar a situação do objeto contratado, a qualidade da obra, o
desempenho da construtora, a evolução física dos serviços e o cumprimento das etapas de
execução do cronograma físico-financeiro.
14.1.3. Para a realização do acompanhamento, o engenheiro/arquiteto deve ter conhecimento da
Planilha de Levantamento dos Serviços – PLS e de toda documentação que subsidiou a análise
técnica de engenharia, bem como das peças técnicas que consolidaram alterações posteriores à
elaboração da análise e que compõem a pasta de obra, em conjunto com todos os documentos
técnicos.
14.1.4. As vistorias consistem na quantificação objetiva, global e específica, dos diferentes trabalhos e
encargos definidos, visando a apuração do volume de obra executado e sua correspondente
compatibilidade com a quantidade de recursos aportados, bem como verificação do
cumprimento do prazo de obra acordado.
14.2. FLUXO DE VISTORIA

14.3. VISTORIA
14.3.1. Durante a vistoria para aferição dos serviços executados, o representante do Banco deverá
verificar:
• porte do empreendimento;
• etapa executiva;
• desenvolvimento da obra;
• atendimento às normas da ABNT;
• atendimento às normas de Segurança do Trabalho;
• atendimento às exigências estabelecidas pelo Banco e programas habitacionais;
• preenchimento correto da Planilha de Levantamento de Serviços – PLS.
14.3.2. No momento da vistoria à obra, o engenheiro representante do Banco e o engenheiro
responsável pela obra devem conferir a PLS, estando ambos de acordo com a aferição
apontada pela Construtora. O documento deve ser assinado e enviado pelo representante à
área de Engenharia do Banco, que fará a conferência das informações.

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14.4. PLANILHA DE LEVANTAMENTO DOS SERVIÇOS - PLS

14.4.1. Planilha padronizada pelo Banco, desenvolvida com a finalidade de otimizar as medições nas
obras, devendo ser preenchida conforme orientações a seguir:
14.4.2. ETAPAS DO PREENCHIMENTO
14.4.2.1. PREENCHIMENTO PRÉVIO – PROPORCIONALIDADE
14.4.2.1.1. Atividade realizada no início do estudo de viabilidade do empreendimento. Consiste no
preenchimento das informações dos formatos e percentuais a serem medidos. Pode ser
preenchida durante a fase do estudo de viabilidade, ou antes, da 1ª medição na obra. Seu
preenchimento é de responsabilidade do incorporador.
14.4.2.1.2. Devem ser fornecidas todas as informações necessárias para facilitar o acompanhamento das
medições. Para cada empreendimento, faz-se necessário o detalhamento na PLS, que deriva do
Orçamento. Por este motivo, a importância do preenchimento e detalhamento corretos na
composição dos valores (realizados no início dos estudos).
14.4.2.1.3. O preenchimento correto dos documentos (Orçamento e Cronograma) previamente às
medições, possibilita a realização de uma medição mais clara e objetiva. É necessário que a
execução da obra siga a mesma sequência definida no Cronograma, evitando, assim, atrasos e
discrepâncias nas informações de prazo de obra.
14.4.2.2. PREENCHIMENTO – MEDIÇÃO
14.4.2.2.1. Atividade exercida durante as vistorias. O responsável técnico pela obra deve preencher a PLS
previamente a visita do representante do Banco. Este, por sua vez, deve fazer a conferência das
informações preenchidas no documento e verificar se a execução da obra está atendendo aos
requisitos estabelecidos pelo Banco e ao que foi proposto previamente pelo
proponente/construtor e deverá ser descrita no Relatório de Acompanhamento do
Empreendimento – RAE.
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14.4.2.2.2. O Banco realiza a medição utilizando o critério de ‘efetivamente executado’, independentemente


do que foi apontado no período pelo Cronograma Físico-financeiro.
14.4.2.2.3. Durante a visita e aferição da PLS pelo representante do Banco, é necessário que os
equipamentos e serviços estejam executados para que sejam medidos e aplicados no
documento de medição.
14.4.2.2.4. A substituição ou retirada de equipamentos e/ou serviços deve ser informada à Engenharia do
Banco previamente às medições, a fim de identificar os possíveis impactos na obra ou garantia
do Banco.

14.4.3. DISPONIBILIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES


14.4.3.1. O detalhamento das especificações e o formato de preenchimento estão disponíveis na opção
“downloads” do site do BB (www.bb.com.br > outros sites > compras, contratações e vendas de
imóveis > compras e contratações > downloads > Manual de Preenchimento (verificar a
versão)).
14.4.3.2. A cada visita, os responsáveis que acompanharam a vistoria devem assinar o documento.
14.4.3.3. A equipe de engenharia do Cenop Imobiliário enviará para a construtora, cópia do resultado da
medição realizada.

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14.4.4. ELEVADORES
14.4.4.1.1. O(s) contrato(s) do(s) elevador(es) deve(m) ser apresentado(s) à área de Engenharia do Cenop
Imobiliário.
14.4.4.1.2. Os cálculos das liberações não levam em consideração o valor do contrato dos elevadores
(Vce).
14.4.4.1.3. Os cálculos levam em consideração o valor do orçamento aprovado (Orç) e homologado pelo
BB durante os estudos e seguem os seguintes critérios:
14.4.4.1.4. 70% do valor mediante a apresentação das faturas pagas (Fp), ou seja: ((Fp/Vce) x Orç x 0,7) =
valor proporcional mediante a apresentação de fatura paga.
14.4.4.1.5. 30% do valor mediante a medição física na obra, sendo composto por:
14.4.4.1.5.1. guias montadas - peso equivalente a 5%;
14.4.4.1.5.2. carro em funcionamento - peso equivalente a 10%;
14.4.4.1.5.3. Habite-se ou alvará de funcionamento dos Bombeiros - peso equivalente a 15%.
14.4.4.1.6. Devem ser apresentadas ao terceirizado, no momento de cada medição, as faturas com o(s)
respectivo(s) comprovante(s) de pagamento.
14.4.4.1.7. O terceirizado deve realizar os cálculos na PLS e informar no RAE o percentual e valor
proporcional dos elevadores medido em obra, conforme orientado acima.
14.4.4.1.8. O não fornecimento da fatura no momento da medição implica na não medição ou congelamento
do item.
14.4.5. PLACA DE OBRA
14.4.5.1. A placa de obra deverá ser afixada em local visível, preferencialmente na entrada do local onde
estiver sendo executado o empreendimento.
14.4.5.2. Deve ser observada, obrigatoriamente, a colocação de placa alusiva ao financiamento nos
empreendimentos com financiamento Imobiliário, seguindo o modelo de Placa de Obra
normatizado pela área negocial do Banco.
14.4.6. FINAL DE OBRA
14.4.6.1. Ao final de cada obra (>95%), o representante do Banco deve identificar os serviços e atividades
faltantes para a conclusão. Também deve ser identificada a existência de serviços que não
serão mais executados a pedido do construtor ou clientes.
14.4.6.2. Caso seja confirmado este tipo de situação, o construtor deve fornecer ofício declarando os
serviços que serão abstraídos da obra, identificando a procedência do pedido e as ações para
que a obra não tenha problemas futuros estruturais e de acabamento.
14.4.6.3. A partir da confirmação e autorização dos setores técnico, jurídico e negocial é que deverá ser
fornecido novo Orçamento e Cronograma, com os novos valores. Não podem ser reduzidos ou
retirados serviços ou atividades já executados ou medidos em 100%.
14.4.7. CONCLUSÃO DE OBRA
14.4.7.1. O representante do Banco deve identificar se a obra possui ou não serviços a serem concluídos
e atividades a serem executadas. Não podem ser aferidos 100% do item ou da obra, se
existirem atividades pendentes de execução ou correção, como, por exemplo, reformas ou
retificações no acabamento interno;
14.4.7.2. Observação: A apresentação do documento Habite-se não significa obra concluída.

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14.5. RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DO EMPREENDIMENTO – RAE


14.5.1. É preenchido pelo representante do Banco (engenheiro da empresa terceirizada ou do quadro
interno do Banco). Neste documento devem ser registradas as características verificadas no
momento da vistoria à obra, percentuais efetivamente executados, fotos das vistorias
correspondentes à fase da medição.
14.5.2. O RAE deve ser levado à obra para aferição das informações.
14.5.3. Este documento deve estar acompanhado da PLS e ser enviado à Engenharia do Banco
somente após sua conclusão.

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15. SEGURANÇA NO TRABALHO – NORMAS REGULAMENTADORAS


15.1. CONCEITOS E OBJETIVOS
15.1.1. O objetivo é estabelecer diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização,
que visem à implementação e à manutenção de medidas de controle e sistemas preventivos de
segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da
construção.
15.2. LEGISLAÇÕES E NORMATIVOS
15.2.1. O amparo legal se dá pela Legislação do Ministério do Trabalho, Lei 6.514/77 e Portaria
3.214/78 e suas atualizações, cabendo à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) a
responsabilidade pela fiscalização do seu cumprimento.
15.2.2. A Portaria 3.214/78 dispõe de Normas Regulamentadoras (NR) que devem ser observadas para
a implementação dos programas preventivos, dentre as quais se destacam:
NR 1 Disposições Gerais;
NR 2 Inspeção Prévia;
NR 4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;
Estabelece a implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA),
NR 5
constituída de representantes de empregados e empregadores;
Obriga as empresas ao fornecimento gratuito de Equipamento de Proteção Individual
NR 6
(EPI) adequado e em perfeito estado de conservação e funcionamento;
Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, pelo empregador, de
NR 7
Programa de Controle Médico de saúde Ocupacional (PCMSO);
Estabelece os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações
NR 8
visando segurança aos que ali trabalham;
Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, pelo empregador, de
NR 9
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);
NR 10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade;
NR 11 Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais;
NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;
NR 15 Atividades e Operações Insalubres;
NR 16 Atividades e Operações Perigosas;
NR 17 Ergonomia;
Institui a obrigatoriedade de implantação, pelo empregador, de Programa de Condições
NR 18 e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), em locais onde
trabalhem vinte trabalhadores ou mais;
NR 19 Explosivos;
NR 20 Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis;
NR 21 Trabalhos a céu aberto;
NR 23 Proteção Contra Incêndios;
NR 24 Condições Sanitárias e de Conforto nos locais de Trabalho;
NR 25 Resíduos Industriais;
NR 26 Sinalização de Segurança;
NR 28 Fiscalização e Penalidades;
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NR 33 Segurança e Saúde;
NR 35 Trabalho em Altura.

15.3. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA


15.3.1. Tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, mediante
controle dos riscos presentes no ambiente, nas condições e na organização do trabalho, de
modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com preservação da vida e promoção da
saúde do trabalhador.
15.4. ACIDENTES DE TRABALHO:
15.4.1. Acidente de Trabalho: a Lei 8.213/91 define como aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a
serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou
perda ou redução (permanente ou temporária) da capacidade para o trabalho.
15.4.2. Os acidentes de trabalho são classificados em três espécies:
• doenças do trabalho: aquelas que não têm no trabalho sua causa única ou exclusiva, mas as
condições do trabalho determinam a quebra de resistência orgânica, eclodindo ou agravando a
doença;
• doenças profissionais: têm no trabalho a sua única causa, eficiente por sua própria natureza, ou
seja, a insalubridade;
• acidentes de trajeto: ocorridos durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de
trabalho; possuem causa e efeito imediato, ao contrário das doenças que possuem
progressividade.
15.4.3. Na maioria das vezes, as causas de acidentes estão relacionadas a problemas como: falta de
planejamento; falha de projeto; materiais, ferramentas ou equipamentos inadequados; execução
de obras sem procedimentos operacionais claros ou treinamento adequado aos trabalhadores.
15.5. PROGRAMA DE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA
CONSTRUÇÃO – PCMAT
15.5.1. A exigência do PCMAT tem o objetivo principal de assegurar que as empresas da construção
desenvolvam um programa preventivo de acidentes e doenças do trabalho, garantindo a saúde
e a integridade dos trabalhadores.
15.5.2. O programa deve conter, no mínimo:
• memória descritiva de segurança;
• projeto de proteções coletivas;
• especificações técnicas dos equipamentos de proteção individual;
• cronograma de implantação das medidas preventivas;
• leiaute do canteiro de obras e áreas de vivências;
• programa educativo.
15.5.3. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional de segurança do trabalho habilitado.
Existe parecer emitido pela Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho do
CREA considerando que cabe, exclusivamente, ao engenheiro de segurança elaborar, nas
empresas, programas relacionados às exigências da NR 09.
15.6. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA
15.6.1. Este manual visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle de ocorrências de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração
a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

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15.6.2. Para efeito deste Manual, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e
biológicos existentes no ambiente de trabalho que, em função de sua natureza, concentração,
intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos á saúde do trabalhador.
15.6.3. Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO
15.6.4. Esta norma objetiva a promoção e preservação da saúde do conjunto de seus trabalhadores,
bem como o levantamento de dados relacionados aos riscos à saúde.
15.7. EXIGÊNCIAS
15.7.1. Todos os programas implementados no campo de segurança e saúde dos trabalhadores, são
integrantes do conjunto de iniciativas da empresa, e devem estar articulados com as exigências
e dispositivos nas normas regulamentadoras.
15.7.2. O representante do Banco deve identificar se a obra, durante a vistoria, está cumprindo com as
exigências e normas destacadas neste capítulo. O descumprimento de qualquer uma delas,
deve ser apontado e descrito no RAE.
15.8. OUTRAS REFERÊNCIAS
• Legislação específica de alçada municipal e estadual;
• Código sanitário;
• NBR 7678 - Segurança na Execução de Obras e Serviços de Construção.
Observação: As recomendações contidas neste Manual não desobrigam o atendimento às
demais legislações em vigor.

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16. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART E REGISTRO DE


RESPONSABILIDADE TÉCNICA – RRT
16.1. ART:
16.1.1. A ART, de acordo com a Lei nº 6.496/77, é obrigatória para obras e serviços sujeitos à
fiscalização do Sistema Confea/Crea.
16.1.2. Para o profissional, o registro da ART garante a formalização do respectivo acervo técnico, que
possui fundamental importância no mercado de trabalho para comprovação de sua capacidade
técnico-profissional.
16.1.3. Documento que define, para os efeitos legais, os responsáveis técnicos pelo desenvolvimento
de atividade técnica no âmbito das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea.
16.1.4. Fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica no Crea todo contrato para execução de
obra ou prestação de serviço de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia,
bem como para o desempenho de cargo ou função para a qual sejam necessários habilitação
legal e conhecimentos técnicos nas profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea.
16.1.5. A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante de
pagamento ou conferência no site do Crea.
16.1.6. O profissional e o contratante deverão guardar as vias assinadas da ART com o objetivo de
documentar o vínculo contratual.
16.1.7. O profissional deverá manter uma via da ART no local da obra ou serviço.
16.1.8. Deve atender as exigências contidas na NBR 15.575:2013 da ABNT.
16.2. RRT:
16.2.1. A RRT é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico -profissionais,
nos diversos empreendimentos sociais.
16.2.2. Para o profissional, o registro da RRT garante a formalização do respectivo acervo técnico, que
possui fundamental importância no mercado de trabalho para comprovação de sua capacidade
técnico-profissional.
16.2.3. A RRT é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante de
pagamento ou conferência no site do Cau.
16.2.4. O profissional e o contratante deverão guardar as vias assinadas da RRT com o objetivo de
documentar o vínculo contratual.
16.2.5. O profissional deverá manter uma via da RRT no local da obra ou serviço.
16.2.6. Deve atender as exigências contidas na NBR 15.575:2013 da ABNT.
16.3. Para todos os trabalhos de avaliação que tenham sido realizados pelos profissionais do quadro
do Banco ou por empresas credenciadas, devem ser providenciadas as ARTs junto aos CREA
ou os RRTs junto aos CAU, respeitados os prazos regulamentares estabelecidos pelos
respectivos conselhos, seja individualmente ou conjuntamente (através de ART múltipla ou RRT
múltiplo).
16.4. Deve ser fornecida uma cópia da guia de ART ou RRT sempre que houver solicitação por parte
do demandante ou esteja previsto contratualmente.

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