Você está na página 1de 10

Autor do livro sobre educação financeira “A cabra da minha mãe”, que vendeu

dezenas de milhares de exemplares em português e francês, Ricardo Kaniama é um


empresário, empreendedor e coach financeiro angolano que ficou milionário em
menos de sete anos, a começar quase do nada, graças ao que considera “estratégia
da cabra”.

Depois da licenciatura em Filosofia, em 2005, Ricardo Kaniama não consegue


arranjar um emprego com salário que lhe permitisse ter uma vida estável,
contrariando tudo quanto ouvira da mãe, enquanto criança, de que devia estudar
para ter uma vida melhor. “Encontrei-me numa situação de pobreza, de tal modo
que a vida ficou mais difícil do que quando eu era estudante”, lembra, em
entrevista ao Jornal de Angola.

Como filósofo, começou a reflectir no assunto e chegou à conclusão que algo


estava errado; de que a mãe lhe dissera uma meia verdade. “Se fosse verdade–
porque até fui um bom aluno- deveria ser rico”, pensou na altura.

Interrogou-se porque razão, embora ostentando um grande diploma universitário,


não era capaz de produzir, pelo menos, 100 dólares mensais. Chegou, então, à
conclusão que a escola transmite apenas conhecimento profissional, não ensina
como ganhar dinheiro e tornar-se rico.

As minhas pesquisas, lembra, começaram aí, para saber o que era necessário fazer
para sair da pobreza.

Leu as leis da criação da riqueza de Benjamim Franklim, americano que já em 1709
descobrira a importância da educação financeira e que hoje tem a imagem na nota
de 100 dólares. Este homem, que não estudou muito, mas devido às pesquisas
sobre as leis da criação da riqueza, diz Ricardo Kaniama, tornou-se rico e
posteriormente Presidente dos EUA, foi a primeira pessoa que fez a vulgarização da
educação financeira, conta.Educou o povo americano a entender princípios básicos
para sair da pobreza e enriquecer como a poupança, investimento e ter um
objectivo. “Foi graças a esse trabalho que gradualmente se criou uma classe de
ricos nos Estados Unidos”, sublinha.
Determinado a elaborar uma tese científica sobre a obtenção da riqueza, Ricardo
Kaniama continuou a investigar, para encontrar a resposta, até que deu de caras
com o que considera “maior descoberta do nosso tempo”, feita pelo filósofo e
psicólogo americano William James.

Segundo esse autor, “o homem pode mudar a sua vida mudando a sua maneira de
pensar”, de onde nasce a teoria segundo a qual, “se quiseres ser rico tens que
pensar como os ricos”. A diferença entre o rico e o pobre, explica o empresário,
hoje com 40 anos de idade, está na maneira de pensar.

“Investi tempo para mudar a minha maneira de pensar”, diz Ricardo Kaniama, que
continuou a aprofundar o tema, lendo autores como Napoleon Hill, WallaceWat-
tles, Joseph Murphy, Robert Colier, Jim Rohn e outros.

“Fui estudando tudo o que eles publicaram e daí cheguei à conclusão que os
nossos pais, que não foram à escola, tinham uma cultura de riqueza melhor do que
nós que estudamos”, reconhece, justificando por que escreveu “A cabra da minha
mãe”, publicado inicialmemente em francês, em 2016.
Ricardo Kaniama explica que a mãe, que nunca frequentou uma escola, sabia que
tendo uma cabra, mesmo passando por algumas privações, devia esperar a cabra
procriar e dar mais cabras do que matá-la e perder tudo.

O homem que foi formado na escola convencional, explica, mata a sua cabra
(destina ao consumo tudo o que produz) e não tem como sair da pobreza.

A primeira regra de criação da riqueza, aconselha Ricardo Kaniama, natural de


Caungula, na Lunda-Norte, é que a pessoa deve guardar pelo menos dez por cento
daquilo que ganha, e esses dez por cento devem ser destinados ao investimento.

“É uma lei de Deus. Deus criou as coisas de uma vez. Os antepassados sabiam que
se tiveres dez sacos de milho, qualquer que for a necessidade, não podes consumir
os dez. Podes gastar até nove, mas o décimo deves usar para semear e esperar.
Esta é a grande sabedoria da educação financeira”, sublinha.

Depois de obter esses conhecimentos, Ricardo Kaniama concluiu que tinha as


ferramentas suficientes para sair da situação de miséria, mas integrando já algumas
acções, porque, alerta, “a independência financeira não cai do céu”. “É um percurso
que se faz no dia-a-dia, mês após mês e ano após ano”.
Uma cantina no Benfica
Ricardo Kaniama começou com uma cantina, em 2008, no Benfica, em Luanda. Isto,
depois de passar pela iniciação da poupança, a começar com 15 dólares que
ganhava como professor numa escola secundária, conforme conta no livro.

Para reduzir os gastos e poupar dinheiro, vivia na cantina com a mulher, logo
depois do casamento. “As pessoas à nossa volta não compreendiam que um casal
de jovens universitários pudesse viver numa loja. Viam isso com muito maus olhos”,
escreve no livro.

Os frutos não tardaram. No final do mesmo ano, abriu uma farmácia, também no
Benfica, com três funcionários. Em 2009, mais uma farmácia. Continuou a crescer e
a investir no ramo da Saúde, abrindo um Centro Médico em 2014 e uma clínica em
2016. Nunca recorreu a um crédito bancário, apesar de ter sido distinguido, em
2013 e 2014, como o melhor empreendedor do ano pelo antigo banco Millenium
Angola (hoje banco Millenium Atlântico).

Hoje,além do ramo da Saúde, tem investimentos nos sectores do comércio geral e


prestação de serviços e parcerias em alguns países africanos e em França, como
coach em finanças pessoais, palestrante e autor. É também autor de outros livros
sobre o sucesso como“45 segredos para o sucesso”, “Pode se tornar rico e ir ao
céu”.

“Em Paris chamam-me ‘o Kiyosaki africano’”


O livro “A cabra da minha mãe” deu maior visibilidade a Ricardo Kaniama. Em
Angola, diz o autor, o livro vendeu-se de boca em boca (mais de 30 mil
exemplares). “As pessoas leram, gostaram e sugeriram a outras. Acredito que se
tivesse havido um trabalho de divulgação, o livro poderia vender muito mais.
Porque o povo ainda não entendeu que está aí dentro a solução”, disse.

A versão francesa já vendeu mais de 60 mil exemplares. O autor diz que esses
números precisam de ser actualizados, porque o livro está no site Amazon.com e
todos os dias há encomendas pelo mundo, com a distribuição a ser feita a partir de
Paris. “Constituiu- se uma equipa de africanos, que gostaram muito do livro e
decidiram fazer a promoção. Hoje, quando chego a Paris, chamam-me o ‘Robert
Kiyosaki africano’. Dizem: ‘agora temos o nosso Kiyosaki’, por- que a riqueza
também é cultural”. Robert Kiyosaki é um empresário e autor americano que
escreveu o livro sobre educação financeira “Pai rico pai pobre”.
Se cada angolano poupasse 1 dólar/dia teríamos mais de 20 milhões por dia
Ricardo Kaniama diz que se houvesse educação financeira, o Governo podia
encontrar no país o dinheiro que procura junto de instituições financeiras como o
FMI.

Somos quase 25 milhões de habitantes, explica. Se fizermos a educação financeira


do povo e se cada angolano poupar 1 dólar por dia,seriam mais de 20 milhões de
dólares por dia. Quanto é que isso faria em um mês? 600 milhões de dólares por
mês. “Em um ano, em cinco anos, teríamos o dinheiro que estamos a ir procurar no
estrangeiro”, salienta. “A riqueza de um país não são só recursos naturais. A
primeira riqueza de um país é o homem. Mas um homem sem educação financeira
é (igual) a pobreza. Pode estar no país mais rico em termos de recursos naturais,
mas será o povo mais pobre”, disse.
Ele refuta a alegação de que os ensinamentos sobre a poupança não se aplicam à
realidade angolana, caracterizada por uma depreciação constante da moeda
nacional. A crise, justifica, é o melhor momento para se aplicar o conselho da
“Cabra da minha mãe”. “Porque quando a mãe tinha rebanho, não aplicou o
segredo de guardar a única cabra. Só pensou nisso no tempo da crise, quando o
pai morreu”.
Ricardo Kaniama lembra que é agora, com a crise, que o angolano está a pensar no
valor do dinheiro. Quando o país vivia o “boom” do petróleo, disse, isso não
acontecia. Diz que, no estrangeiro, muitas vezes evitava identificar-se, porque o
angolano fazia subir o preço de tudo. “Quando lhe dissessem ‘o hotel é 50 dólares’
ele dizia ‘isso é barato, este é um hotel de 100 dólares’”.
O empresário insiste que, se quisermos sair da crise, temos que adoptar o princípio
da educação financeira. “Não é fácil, mas é o preço que temos que pagar para um
futuro melhor”, sublinha, apelando ao Governo a criar um seguro de poupança, que
faça com que, havendo uma crise de depreciação da moeda, a poupança não
desvalorize.

A pobreza devia ser considerada uma pandemia


Para Ricardo Kaniama, a pobreza devia ser considerada uma pandemia. Da mesma
forma que envidamos esforços para combater o VIH/Sida, disse, tem que se fazer
esforços para combater a pobreza.

No seu entender, se a pobreza permanece até agora é por ser “uma doença mal
diagnosticada”. Um bom médico, para fazer um bom tratamento, sublinha, primeiro
tem que fazer um bom diagnóstico da doença.

Por nunca se ter feito um bom diagnóstico da pobreza, explica, a forma de


combaté-la nunca foi a mais certa e eficaz. “Cada vez mais há milhões de pessoas
que não conseguem sair da pobreza. Estudam durante 18 anos e trabalham 35
anos, mas mesmo assim não saem do círculo da pobreza”, adianta, concluindo que
a preparação que é dada ao povo para combater a pobreza é insuficiente.

“Qual é a preparação que dão nas nossas escolas? Somos pais e também fomos
crianças. O que é que nos disseram para sobressair na vida? Basta ir à escola. Mas
nós fomos à escola. Amaioria das pessoas afectadas pela pobreza hoje têm
certificados, estudaram, são profissionais”, lembra, acrescentando que a limitação
de conhecimentos em termos financeiros faz com que, mesmo trabalhando, a
pessoa permaneça no estágio de dependência financeira. Porque, quando parar de
trabalhar, também logo cai na pobreza.
“A causa principal da pobreza e da manutenção da pobreza é a pobreza mental. É
por isso que, se quisermos combater a pobreza da melhor forma, não podemos
combater consequências. Isso seria um tratamento paliativo. Devemos combater a
causa, que é a pobreza mental, que consiste no desconhecimento dos princípios
básicos da educação financeira”, apelou.

Ricardo Kaniama propõe uma estratégia que passa pela consciencialização do


povo, pais, líderes e governantes, para terem consciência do verdadeiro problema,
que é a falta de educação financeira.

Para o efeito, sugere que se dê espaço às pessoas que fizeram pesquisas
nesta área, como é o seu caso, tal como se faz quando há uma pandemia, dando-
se a palavra aos médicos e investigadores em ciências da Saúde, para poderem
esclarecer os governantes e os que tomam as decisões e assim enquadrar
estratégias eficazes.
“Nós nos formamos neste ramo e temos competências científicas e investimos
muitos anos de estudo, estamos em condições de trazer a nossa contribuição, que
pode levar o país, primeiro, ao estágio da consciencialização”, sublinhou,
apontando como forma mais rápida de sensibilização a utilização das televisões,
rádios e jornais.

Um segundo estágio é o das formações que são ministradas sobre a matéria.


“Quando formamos as pessoas, damos livros que cada um pode ler, de vez em
quando, e com o tempo consegue, não só aumentar os seus conhecimentos, mas
também mudar a sua cultura e os seus hábitos e comportamentos. Porque são os
maus hábitos que criam a pobreza. Enquanto não mudarem esses hábitos também
a pobreza nunca acabará”.

“Sou a pessoa que mais sofre ao saber que a pobreza pode ser vencida”
No livro a “Cabra da minha mãe”, Ricardo Kaniama partilha a experiência pessoal e
os princípios que lhe permitiram sair da pobreza e tornar-se um homem de
negócios bem sucedido.

O empresário diz que escreveu o livro por amor à Humanidade. Não partilhar a
experiência do sucesso, disse, seria o mesmo que alguém descobrir a cura para o
VIH/Sida e guardar só para si.

A motivação, explica, é o facto de ver tantos adultos a trabalharem e não saírem da


pobreza e crianças a estudarem só para serem pobres amanhã. “Sou a pessoa que
mais sofre ao saber que esse problema (pobreza) tem solução, mas estão aí as
pessoas, o Governo, sem saberem o que fazer. Estão aí os pais a lutarem…, então
você sofre mais porque sabe o que deveria ser feito”.

Segundo Ricardo Kaniama, não partilhar o conhecimento é uma das fraquezas do


africano, que vem dos antepassados. Quando alguém tivesse um conhecimento
sobre como curar uma doença, lembra, guardava segredo, até aos próprios filhos.
Ensinava a um dos filhos antes de morrer. “É assim que o africano perdia
conhecimentos em cada geração”,salienta.
Como exemplo a seguir aponta os Estados Unidos, onde os que têm sucesso
procuram partilhar a sua experiência para beneficiar mais pessoas. “Isso me
motivou bastante, porque dei conta que se não tivesse tido a sorte de cair neste
conhecimento, eu poderia ser uma das pessoas mais pobres do nosso país. Então
porquê guardar uma solução destas e não partilhar com mais pessoas?”, interroga.

O empresário lembra que no princípio dava apenas palestras. Para explicar de uma
forma simples que é possível tornar-se rico a partir do pouco, Ricardo Kaniama
dava o exemplo da cabra que pertencia à mãe, para mostrar que “o nosso
comportamento financeiro joga um papel muito importante”. Nas palestras
começou a ser encorajado a escrever a história da cabra. “Fico feliz porque, hoje, o
livro está em toda a parte de África, em toda a parte da Europa. Todo o tempo as
pessoas estão a encomendar através da Amazon”, sublinha.

“Ter um emprego não é solução definitiva para a saída da pobreza”


Ricardo Kaniama define a pobreza com base na quantidade, no hábito e na forma
de produzir. Se o que a pessoa ganha não é suficiente para viver condignamente,
alcançar os seus sonhos e dar a vida que sempre sonhou para a sua família, então
está com um problema de pobreza.

O hábito tem a ver com a forma como se vive com aquilo que se ganha. No livro “A
cabra da minha mãe”, lembra, existe uma escada para a riqueza. “Se a pessoa fizer
uma auto- avaliação em relação à escada da riqueza e ver como usou os seus
rendimentos nos últimos dez anos; se concluir que gastou tudo que ganhou e que
não constituiu um capital de investimento, esta pessoa é pobre, mesmo quando
ganha um bom salário”.
Sobre a forma de produzir, adianta, se a pessoa é obrigada a trabalhar para ter
renda, então ainda está no estágio da pobreza. Infelizmente, acrescenta, é esta a
forma de produzir que o emprego traz. A pessoa é obrigada a trabalhar
diariamente. A sua renda está ligada à sua energia, tempo, contribuição. Se parar
de trabalhar, a renda também pára. Mas nós somos homens, de uma forma ou
outra pararemos de trabalhar algum dia.
Vimos, com a crise, muitas pessoas perderam o emprego, mesmo sendo
profissionalmente competentes. Encontravam- se na pobreza, porque ainda não
tinham independência financeira”.

Com uma orientação, garante, é possível sair do estágio da dependência para o da


independência financeira. “É esta a solução que trouxemos”, sublinha. “Ter um bom
emprego é uma vantagem, mas ainda não é uma solução definitiva para a saída da
pobreza. Teremos solução definitiva quando tivermos mais pessoas a sair da
dependência e alcançar a independência financeira”, refere.

Programa de apoio à independência financeira


Sensibilizado com as reclamações de muitos cidadãos, que dizem não ter fundos
para iniciar um negócio, Ricardo Kaniama criou o Programa de Apoio à
Indepenência Financeira (PAIF), que acaba de ser lançado em Luanda, através do
Centro Internacional de Treinamento para o Sucesso (ISTC, sigla em Inglês), de que
é presidente. “Não pode- mos esperar tudo do Governo”, afirma. “Nós, cidadãos,
temos que trazer também a nossa contribuição na solução dos problemas que
temos”, sublinha.

Independência financeira é, segundo Ricardo Kaniama, “o estágio em que uma


pessoa pode parar de trabalhar e ainda assim continuar a ter meios para viver”.

O programa dá, aos interessados, a possibilidade de criar um capital de


investimento, através da colaboração na promoção da educação financeira.

O primeiro capital é de 28.500 kz. O segundo é de 104 mil kwanzas, o terceiro é de


1.040.000 kwan- zas e o último é de 9.500.000,00 kwanzas.“Temos este apoio para
ajudar a pessoa a fazer o percurso. Porque sempre achei que o que me ajudou foi o
facto de ter poupado e ter um capital. Então pensei que é minha responsabilidade
criar inovação que ajude as pessoas, de forma simples, a ter um capital”, disse.

Quem atinge o último grau, com o capital de 9.500.000,00 kwanzas, sai da rede de
independência financeira, porque ao longo do percurso já terá recebido bastante
educação financeira.

Ricardo Kaniama justifica que, muitas vezes, o que falta não é dinheiro. “A pessoa
tem dinheiro, mas não usa esse dinheiro da melhor forma. É por isso que insistimos
na educação financeira, onde vamos ensinar às pessoas como aumentar esse
capital com poupança pessoal, mas também aconselhar em que tipo de
investimentos pode apostar”.

O requisito principal para a participação no programa de apoio à educação


financeira é a pessoa aceitar aprender e pro- mover a educação financeira,
mediante o pagamento de 20 mil kwanzas. “O resto do trabalho que faz é
sensibilizar as pessoas sobre a independência financeira e cada vez que mais
pessoas aderem ao Programa, ele se qualifica sucessivamente para o capital 1, 2, 3
e 4”, esclacereu.
“Queremos usar isso para ser uma via mais rápida da educação financeira. Assim,
podemos nos espalhar através do país e fazer uma coisa em duas, capital e
formação do povo. Porque a formação é onde devemos tocar para mudar a vida
das pessoas”, enfatiza.

Ricardo Kaniama saúda o facto de se falar mais de empreendedorismo, mas alerta


que não é toda a gente que pode empreender. “Um profissional que trabalha num
emprego de manhã até à tarde, quando é que vai empreender?”, questiona.

Em vez de empreender, explica, “nós ensinamos como produzir renda passiva –


aquela que vem de lucros-, que tipo de investimentos pode fazer que não precisam
do seu tempo”.

O empresário entende que uma profissão também é uma identidade da pessoa.


“Uma pessoa é jornalista porque tem paixão por aquilo que faz, é a sua missão.
Não precisa necessariamente deixar o jornalismo para fazer o empreendedorismo.
Mas pode permanecer jornalista e ter um plano de independência financeira, uma
renda complementar ou extra, que faz com que alcance a independência
financeira”, esclareceu.
Consumo inteligente
A outra novidade que Ricardo Kaniama traz é o que denomina “consumo
inteligente”, que vai permitir às pessoas que aderirem ter uma outra fonte de renda.

Segundo o empresário, a pobreza vem também do facto de as pessoas fazerem um


consumo de empobrecimento, que tem dois níveis. O primeiro consiste em a
pessoa destinar todo o seu dinheiro ao consumo, sem fazer poupança. O segundo
é a pessoa adquirir os seus bens enriquecendo outro enquanto ela permanece
pobre.

Para tirar as pessoas desse consumo de empobrecimento, explica, damos-lhes a


possibilidade de adquirir bens e ganhar dinheiro, através de um super- mercado
comunitário virtual, fazendo do seu consumo uma fonte de renda. (Jornal de
Angola)

Por: Fonseca Bengui