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CENTRO DE ESTUDOS

PRESBITERIANO
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INTRODUÇÃO
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À HERMENÊUTICA BÍBLICA
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Uma Abordagem
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Exegética & Literária .

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Rev. João Ricardo Ferreira de França.

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Teresina, 2013

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www.centrodeestudospresbiteriano.blogspot.com

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO: .................................................................................... 4

I - DEFINIÇÕES NECESSÁRIAS: HERMENÊUTICA E EXEGESE. ......... 6

1.1 - Definição de Hermenêutica: ...................................................... 6

1.2 - Definição de Exegese: ............................................................... 7

II - A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA. ......................................... 9

2.1 - As Duas Naturezas da Bíblia:.................................................... 9

2.1.2 - A Bíblia como Livro Humano. ............................................... 10

a) O Problema do contexto Histórico: ............................................... 10

b) O Problema da cultura: ............................................................... 10

c ) O Problema da Língua: ............................................................... 11

2.1.3 - A Bíblia como livro divino: ................................................... 12

III - A QUESTÃO DOS PRESSUPOSTOS: É POSSÍVEL SER NEUTRO NA


LEITURA DA BÍBLIA? ........................................................................ 12

3.1 - A Doutrina da Revelação: ........................................................ 13

3.2 - A Doutrina da Inspiração Verbal e Plenária ............................. 13

3.3 - A Autoridade das Escrituras ................................................... 14

3.4 - A Doutrina da Suficiência das Escrituras ................................ 15

3.5 - A Preservação das Escrituras .................................................. 15

IV - A HERMENÊUTICA VETEROTESTAMENTÁRIA............................ 16

4.1 - As Narrativas Veterotestamentárias: ....................................... 16

4.2 - Trabalhando com as Narrativas: ............................................. 17

4.3 - Os Gêneros Proféticos: ............................................................ 19

4.4 - Os Gêneros Poéticos. .............................................................. 23

V - HERMENÊUTICA NEOTESTAMENTÁRIA. ..................................... 26

5.1 - Os Evangelhos: ....................................................................... 26

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Prof. Rev. João Ricardo Ferreira de França

5.2 - As parábolas: .......................................................................... 26

5.3 - As Cartas ou Epístolas:........................................................... 28

Conclusão: ........................................................................................ 30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ..................................................... 31

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INTRODUÇÃO:
Vivemos em uma época na qual a busca por significados é
preponderante. Temos uma cultura pós-moderna que não consegue
entender o porquê das coisas, se perdeu a intenção original de uma
mensagem, de um texto, de uma passagem.

Aditemos a ideia de que há vários significados em um único texto.


Ou seja, lidamos não apenas com a questão da hermenêutica como um
processo objetivo de busca pela intenção autoral, mas também lidamos
agora com a questão de que não existe nada no texto para ser buscado,
e o sentido depende do leitor do texto.

Este é o nosso desafio neste momento. É o real desafio que temos


diante de nós. Todos aqui, desde os líderes eclesiásticos até os membros
das Igrejas precisamos conhecer a arte da interpretação. Não apenas a
arte, mas também essa ciência bíblica.

Os presbíteros de nossa denominação carecem de um


entendimento maturacional a respeito da interpretação verdadeira do
texto sagrado. Isso só é possível quando nos dispomos a recorrermos às
ferramentas que podem nos ajudar a entender o texto sagrado com
maior facilidade.

Esperamos que o nosso encontro aqui possa nos ajudar a


entender com mais singeleza o texto sagrado. Pois, este é o nosso
objetivo ao falar sobre este assunto. Quero vos mostrar que
hermenêutica não é para os acadêmicos nas salas de aulas. E nos
congressos sobre este tema. Mas, pelo contrário é um tema e uma
matéria para a igreja.

Imagine que você está em casa. De repente toca a campinha, sua


mãe vai atender a porte, lá está uma carta. Você pergunta:

Vc - Mãe, o que é?

Mãe responde - é uma carta?

Vc pergunta - Quem mandou?

Mãe responde - um tal de João.

Vc pergunta - de onde?

Mãe responde - do Ibura.

Vc pergunta - para quem?


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Prof. Rev. João Ricardo Ferreira de França

Mãe responde - para você.

Vc pergunta - Qual a data?

Mãe responde - 26/05/2010.

Vc Pergunta - o que diz a carta?

Mãe responde - fala do seu aniversário!

Notaram como fazemos isso com freqüência, estes são os passos


necessários para uma hermenêutica. O processo e o caminho é esse.

Nós temos um documento (livro, carta) procuramos saber quem é


o seu autor. Depois, o local de onde procede tal livro ou carta, para
quem foi endereçada, a data da escrita, qual o conteúdo e o propósito.
Nós fazemos isso constantemente e nem percebemos. Isso é
hermenêutica! Vivemos interpretando o mundo que nos cerca, a vida, e
as suas circunstâncias, mas quando tentamos fazer isso com o texto
sagrado parece ser algo difícil.

A razão encontra-se no fato de que muitos presbíteros professores


e alunos na igreja acham que a hermenêutica é uma disciplina sagrada!
Quase que intocável. Digo-lhes que não é. Hermenêutica é uma
ferramenta teológica e apologética. Para que nós possamos ouvir a voz
de Deus no meio de um barulho ensurdecedor de nosso tempo.

Neste breve estudo nós abordaremos perspectivas essenciais na


interpretação bíblica. Iniciaremos abordando uma definição clara e
necessária desta disciplina. Mostrando que existe uma relação clara
entre Hermenêutica e a exegese; depois, seguiremos para a necessidade
da disciplina em apreço.

A terceira consideração que faremos diz respeito à questão dos


pressupostos indagando se é possível ser neutro na leitura e
interpretação da Bíblia; seguindo para a questão da hermenêutica
veterotestamentária abordando as narrativas do AT com os oráculos
proféticos e poéticos, e na quinta consideração abordamos a realidade
da hermenêutica do Novo Testamento.

Esperamos que esta breve apostila ajude aos nossos leitores a


compreenderem mais o evangelho de Jesus Cristo.

Prof. João Ricardo Ferreira de França.

5
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I - DEFINIÇÕES NECESSÁRIAS: HERMENÊUTICA E


EXEGESE.
Nós precisamos ter uma compreensão adequada do que seja
hermenêutica. Precisamos definir a disciplina:

1.1 - Definição de Hermenêutica:

O que é hermenêutica? Esta pergunta é fundamental para que


possamos prosseguir em nossa abordagem. A resposta que damos a
esta questão nos ajudará no entendimento adequado da problemática
enunciada neste trabalho. Para compreendermos o que significa a
hermenêutica precisamos analisar lexicamente o termo:

O termo hermenêutica deriva-se do verbo grego


e`rmhneu,w(hermeneuo), ‘eu traduzo’, ‘interpreto’, ‘significo’
Ermhneu,w,(hermeneuo), e os termos correlatos e`rmhnei,a(hermeneía) ,
‘interpretação’; diermhneu,w(diermeneuo), ‘interpreto’, ‘significo’;
meqaermhneu,w / omai (methaermeneuo ou methaermeneuomai),
‘interpreto’, ‘significo’; e`rmhneuth,j (hermeneutes), ‘intérprete’; e
1
dusermh,neutoj (dysermeneutos), ‘de difícil interpretação’[..]

Então, qual o significado basilar de hermenêutica? É explicar. Isto


é curioso, pois, esta é a função básica do ministro da palavra. Isto
significa que a hermenêutica não deve ser divorciada do púlpito. “Até
meados do século XIX, hermenêutica era uma disciplina associada à
pregação. Os pregadores eram intérpretes por excelência das
Escrituras.”2

Outro escritor sumariza para nós uma definição básica de


hermenêutica:

em seu significado técnico, muitas vezes se define a


hermenêutica como a ciência e arte de interpretação bíblica.
Considera-se a hermenêutica como ciência porque ela tem
normas, ou regras, e essas podem ser classificadas num
sistema ordenado. É considerada como arte porque a
comunicação é flexível, e, portanto uma aplicação mecânica e
rígida das regras às vezes distorcerá o verdadeiro sentido de
uma comunicação3

1
ANGLADA, Paulo Roberto Batista. Introdução à Hermenêutica Reformada – Correntes Históricas,
pressuposições, Princípios e Métodos Lingüísticos, Ananindeua: Knox Publicações, 2006, p.21.
2
Ibid, p.20
3
VIRKLER, Hermenêutica – Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. [ hoje com o título de
Hermenêutica Avançada] Tradutor: Luiz Aparecido Caruso, São Paulo: Vida, 1987, p.9.
6
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A palavra “hermenêutica” é significativa. Isto se deve pelo fato de


que deriva do vocábulo que significa interpretar. A “definição tradicional
da palavra é ‘ciência que define os princípios ou métodos para a
interpretação do significado dado por um autor especifico’.4

Em síntese pode-se dizer que se trata de “uma codificação dos


processos que normalmente empregamos em um nível consciente para
entender o significado de uma comunicação”.5 Este tem sido o
significado do termo “hermenêutica”.

1.2 - Definição de Exegese:

A primeira realidade que se precisa compreender é a


conceitualização do termo “Exegese”. O termo pode ser compreendido a

partir da língua hebraica, no uso da palavra vr:*d< (derash) que tem uma
gama de significados entre os quais temos: “tirar informações, indagar,
procurar, buscar, preocupar-se, examinar, inquirir, pesquisar, exigir;
ansiar”6; este verbo quando se encontra no niphal tem o sentido de
“deixar-se ser interrogado, ou deixar-se ser procurado”.
No uso deste verbo no niphal somos informados que uma
clarificação do seu sentido encontra-se naquilo que é conhecido como
construção de tolerância e tem sido definida com propriedade como

aquela [construção] que combina a noção reflexiva com a


noção de permissão. O sujeito permite que um agente
implícito produza sobre ele a ação indicada pelo verbo: ‘X
(sujeito) se permite ser Y (verbo).’ Se uma voz passiva do
sujeito é um não-voluntário e na reflexiva o sujeito é
voluntário, então na tolerativa o sujeito é meio-
voluntário. O hebraico muitas vezes usa o Niphal em tais
construções. Uma tradução passiva desses tipos de
Niphal muitas vezes é possível; [...] O Niphal de
tolerância muitas vezes envolve o elemento de
eficácia: o que o sujeito permite acontecer realmente
pode ser realizado. Deste modo Paul Joüon comenta

4
OSBORNE, Grent R. A Espiral Hermenêutica – uma nova abordagem à interpretação bíblica.
Tradução: Daniel Oliveira, Robinson N. Malkomes, Sueli da Silva Saraiva. São Paulo: Vida Nova, 2009,
p.25.
5
VIRKLER, Hermenêutica – Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. [ hoje com o título de
Hermenêutica Avançada] Tradutor: Luiz Aparecido Caruso, São Paulo: Vida, 1987, p.12.
6
SCHWANTES, Milton. Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português – São Paulo: Editora
Sinodal, 2003, p.51
7
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vr:d>nIcomo ‘deixar-se ser interrogado’ e isto tão


eficazmente que praticamente signifca ‘responder’
(quando se fala de Deus); [...]7.

Alguém já definiu exegese sob os seguintes termos:

O termo deriva-se da palavra grega evxh,ghsij (exegesis), que


tanto pode significar apresentação, descrição ou narração
como explicação e interpretação. Quando se fala de
exegese bíblica, entende-se o termo sempre no segundo
sentido aludido, ou seja, como explicação / interpretação.
Exegese é, pois, o trabalho de explicação de um ou mais
textos bíblicos8

Na conceitualização apresentada acima se percebe que a Exegese


parece confundir-se com a Hermenêutica; todavia, tal perspectiva pode
gerar em nós um entendimento equivocado da prática de cada
disciplina, por isso, entende-se esta disciplina (Exegese) como um
aspecto mais preciso, pois “trata-se de uma interpretação ‘minuciosa’
como assinala acima Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, ou seja, de
uma explicação que procura fazer uso de vários recursos e
instrumentos científicos para entender o texto das Sagradas
Escrituras.”9
Isto nos leva para outra problemática: Qual é a relação entre
Exegese e Hermenêutica? Sabemos que a tarefa da Hermenêutica é a
interpretação do texto.
“Contudo, deve-se salientar uma diferenciação: a hermenêutica
bíblica designa mais particularmente os princípios que regem a
interpretação dos textos; a exegese descreve mais especificamente as
etapas ou os passos que cabe dar em sua interpretação”10
Outro autor nos diz que “a verdadeira exegese deve valer-se pelo
menos, da leitura e interpretação dos textos em suas línguas originais,

7
WALTKE, Bruce & O’CONNOR, Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico, São Paulo: Editora
Cultura Cristã, 2006, p.389-390
8
WEGNER, Une. Exegese do Novo Testamento – Manual de Metodologia, São Leopoldo: Sinodal; São
Paulo: Paulus, 1998, p.11 – ênfase dele
9
Idem
10
Idem
8
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e isso exige do intérprete conhecimento das línguas originais da Bíblia


para uma abordagem cientifica do texto”11

II - A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA.
A pergunta que se tenciona responder é: Quem precisa de
hermenêutica? Diríamos que apenas os peritos em Bíblia. Mas a nossa
confissão de fé diz que a interpretação é necessária, visto que nem tudo
é igualmente claro a todos:

Todas as coisas, por si mesmas, não são igualmente claras nas


Escrituras, nem igualmente evidentes a todos; não obstante,
aquelas coisas que precisam ser conhecidas, cridas e
observadas para a salvação são tão claramente expostas e
visíveis, em um ou outro lugar da Escritura, que não só os
doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios
ordinários, podem alcançar um suficiente entendimento delas.
(CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER, Capítulo 1,
seção 7)
Ainda que a nossa confissão reconheça a doutrina da
perspecuidade (clareza) das Escrituras, é pertinente entender que nem
tudo o que há na escritura é claro igualmente a todos. O que é claro a
todos são questões que podem conduzir o homem ao caminho da vida e
da piedade.
Quando nos aproximamos da Bíblia percebemos que sua
mensagem em muitas partes é difícil de compreender; os salmos, os
provérbios, eclesiastes, os profetas menores, crônicas, juízes. São livros
que nos parecem estar em outro mundo.

2.1 - As Duas Naturezas da Bíblia:

Ao estudarmos sobre este assunto. Devemos nos concentrar na


ideia de que a hermenêutica se faz necessária por causa da natureza
dupla das Escrituras. A Bíblia tem sido reconhecida como um livro
divino e humano. Ou como coloca um biblista “Palavra de Deus em

11
FERREIRA, Fabiano Antônio. As Lentes do Tradutor e do Exegeta: Um ensaio em Metodologia
Exegética Aplicada ao Antigo Testamento com Estudo de Caso em Jeremias 1.11-12. In: FIDES
REFORMATA, Julho – Dezembro de 2007, Vol.XII, pp.27-41, p. 30
9
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palavras humanas”.12 É neste patamar que precisamos estar para


compreender a mensagem do evangelho de Deus revelado na Bíblia.

2.1.2 - A Bíblia como Livro Humano.

Lidar com essa característica tem sido muito difícil pelos


evangélicos de nossos dias. Mas antes de tudo queremos dizer que o
“objetivo dessa parte introdutória é levantar alguns aspectos da
natureza da Bíblia que tornam indispensável um esforço consciente
para interpretá-la”.13
A necessidade de interpretação bíblica situa-se no fato de que a
Bíblia foi escrita por pessoas comuns, mas estas pessoas viveram em
outra época, cultura, costumes, políticas diferentes dos nossos.

a) O Problema do contexto Histórico:

Há passagens nas Escrituras que para ser, devidamente


interpretadas, precisamos conhecer o contexto no qual cada
declaração foi usada e dita. Um exemplo clássico é quando
olhamos o livro do profeta Jonas no qual fica figurada a antipatia
dele pelos ninivitas - e o contexto histórico nos mostra que o
problema estava vinculado ao fato de que aquele povo era
extremamente cruel.

b) O Problema da cultura:

A Bíblia como livro vindo da lavra humana tem perspectivas


culturais significativas. Ler o livro de Gênesis e perceber fatos como no
capítulo 15 - o dividir os animais ao meio - e saber que culturalmente
era assim que se processava na cultura de então ao afirmar uma
aliança; ajuda-nos a entender porque Deus não permitiu que o
patriarca passe no meio daqueles pedaços partidos. Alguém já disse que
12
SILVA. Cássio Murilo Dias. Metodologia de Exegese Bíblica. São Paulo: Editora Paulinas, 2000, p.11.
13
LOPES, Augustus Nicodemos, A Bíblia e Seus Intérpretes, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001,
p.23
10
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cada “um de nós vê a realidade através dos olhos condicionados pela


cultura e por uma variedade de outras experiências.”(VIRKLER,1987,
p.12)

c ) O Problema da Língua:

A Bíblia foi escrita em outra língua que não é a nossa. As


Escrituras foram redigidas em três idiomas diferentes e até
desconhecido para a maioria de nós:
Texto Grego. Texto Hebraico14.

João 1:1-7 Gênesis 1:1-5


VEn avrch/| h=n o` lo,goj kai. o`
lo,goj h=n pro.j to.n qeo,n kai. qeo.j
`#r<a'(h' taeîw> ~yIm:ßV'h; taeî ~yhi_l{a/ ar"äB' tyviÞarEB.
h=n o` lo,goj 2 ou-toj h=n evn avrch/|
pro.j to.n qeo,n 3 pa,nta di auvtou/ x:Wråw> ~Ah+t. ynEåP.-l[; %v,xoßw> Whboêw" ‘Whto’ ht'îy>h'
evge,neto kai. cwri.j auvtou/ evge,neto #r<a'ªh'w> 2
ouvde. e[n o] ge,gonen 4 evn auvtw/| `~yIM")h; ynEïP.-l[; tp,x,Þr:m. ~yhiêl{a/
zwh. h=n kai. h` zwh. h=n to. fw/j
tw/n avnqrw,pwn\ 5 kai. to. fw/j `rAa*-yhiy>w:) rAa= yhiäy> ~yhiÞl{a/ rm,aYOðw: 3
evn th/| skoti,a| fai,nei kai. h`
6 rAaàh' !yBeî ~yhiêl{a/ lDEäb.Y:w: bAj+-yKi rAaàh'-ta,
skoti,a auvto. ouv kate,laben
~yhi²l{a/ ar.Yô:w: 4
VEge,neto a;nqrwpoj avpestalme,noj
para. qeou/ o;noma auvtw/| VIwa,nnhj\ `%v,xo)h; !ybeîW
7
ou-toj h=lqen eivj marturi,an i[na
br<[,î-yhiy>w:) hl'y>l"+ ar"q"å %v,xoßl;w> ~Ayë ‘rAal' Ÿ~yhiÛl{a/
marturh,sh| peri. tou/ fwto,j i[na
ar"’q.YIw: 5
pa,ntej pisteu,swsin di auvtou/
p `dx'(a, ~Ayð rq,boß-yhiy>w):

Há uma necessidade de compreendermos essas línguas para que


possamos tem um melhor entendimento da mensagem bíblica. É esse o
nosso desafio quando estudamos a hermenêutica.

14
O texto hebraico se ler da direita para a esquerda.
11
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2.1.3 - A Bíblia como livro divino:

Se nos aproximamos da Bíblia com a consciência voltada para o


fato de que ela é o livro de Deus; então, ela tem “relevância eterna” (FEE
& STUART, 1985, p. 15). A necessidade de interpretação desse livro se
dá porque há uma mensagem nele que confronta os nossos pecados; e
que por isso, somos em casos específicos incapazes de interpretá-lo - a
nossa condição e totalmente depravados; isso nos impõe limites
significativos na hora da interpretação bíblica.

III - A QUESTÃO DOS PRESSUPOSTOS: É POSSÍVEL SER


NEUTRO NA LEITURA DA BÍBLIA?
Essa é a pergunta fundamental para se entender a temática da
hermenêutica bíblica. A neutralidade da leitura bíblica encontra-se
marcada pela ideia de que para se fazer uma verdadeira interpretação
precisa-se largar seus pressupostos. Você vai à Bíblia com a mente
vazia.
Essa indagação deve-se a um artigo de Bultmann onde ele
vislumbra a ideia de que a interpretação e a exegese não são livres ou
neutras. Ele não estava dizendo que o exegeta decidisse de antemão o
significado específico do texto15. Ninguém vem ao texto sem algum
pressuposto.
Essa abordagem do erudito em Novo Testamento já era conhecida
dos segmentos reformados por homens como Abraham Kuyper e
Cornelius Van Til este último que desenvolveu, com base na filosofia de
Kuyper, um sistema apologético conhecido como pressuposicionalismo
onde o papel das pressuposições era fundamental16
Esses pressupostos são pertinentes e precisamos deles, pois, na
hermenêutica bíblica o pressuposto é de significativa importância.

15
KAISER JR., Walter & SILVA, Moisés. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo: Ed. Cultura
Cristã, 2002, p. 222
16
Ibid, p.222-223.
12
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Carregamos conceitos sobre a Bíblia e devemos ficar cientes destes para


uma compreensão adequada e verdadeira dos textos sagrados. Quais
pressupostos são estes?

3.1 - A Doutrina da Revelação:

Deus se revela por meio de sua criação(Sl 19. 1-4; Rm. 1. 18-20),
da consciência humana(sensus religiones) (Rm. 2. 12-15); mas a criação
é insuficiente para salvar, embora seja suficiente para tornar o homem
sem desculpas acerca de Deus. A isto é chamado de Revelação Natural.
Por não ser suficiente para salvação de ninguém, aprouve a Deus
revelar-se diretamente. Deus preparou um povo para revelar-lhe
diretamente o conhecimento necessário à salvação e vida do ser
humano. Isto foi feito de modo direto e sobrenatural por meio do Seu
Espírito Santo, por Revelação direta, por teofanias, por anjos, sonhos,
visões, inspiração e Seu Filho Jesus(Ex. 3. 16; Sl 147. 19, 20; Hb. 1.
1,2; Gl. 1. 11, 12). Para preservação e para que pudesse permanecer
disponível as verdades necessárias à salvação, santificação, culto,
serviços, e obedecidas, Deus mesmo inspirou os autores bíblicos, a fim
de que, por meio do Espírito Santo, pudessem escrever a Revelação
Especial de Deus, sem erro algum, tornando as Escrituras do Antigo e
do Novo Testamento indispensáveis(Ex. 34. 27; Is 30. 8; Jr. 30. 2; 36. 2,
28; Itm. 3. 16, 17; IIPd 1. 19, 20; Ap 1. 19; 21. 5)

3.2 - A Doutrina da Inspiração Verbal e Plenária

Este é outro pressuposto teológico fundamental para uma


hermenêutica sadia. Colocá-la em dúvida significa duvidar a autoria
divina Escrituras. É convicção do Povo de Deus que as palavras
registradas nas Escrituras é Palavra de Deus, inspirada e infalível. Esta
doutrina é “o fundamento da hermenêutica e da exegese protestantes
históricas”.17 A Doutrina é confirmada pela Unidade Interna que torna

17
ANGLADA, Paulo Roberto Batista. Introdução à Hermenêutica Reformada – Correntes Históricas,
pressuposições, Princípios e Métodos Lingüísticos, Ananindeua: Knox Publicações, 2006, p.137.

13
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as Escrituras UM livro, mesmo tendo sido escrita por diversos autores


humanos, com suas culturas, classes, etc. As Escrituras tratam da
mesma história: a história da redenção e converge para uma única
pessoa: Jesus Cristo. É confirmada também por sua Mensagem, pois,
só as Escrituras explicam a origem, o propósito e o estado do homem e
do mundo. Jamais o homem poderia inventar um Deus como o Deus da
Bíblia e não conceberia a si mesmo como totalmente corrupto e
completamente culpado por causa do pecado. Alias o homem tende a
negar o pecado. O plano de salvação exposto na Bíblia ao ser
comparado com outros livros religiosos o faz sobressair sobre todos,
pois, é próprio do homem buscar seu meio de salvação através de
algum rito, obras ou qualquer outro esforço para assim poder gloriar-se.
Ao contrário a Bíblia diz que Deus é quem providencia e salva o homem
através de Sua graça. A própria Escritura (Evidência Interna) dá
testemunho de si como inspirada por Deus (Ex. 4. 22; Jz 6. 8; Is 43. 14;
ISm 15. 23; Jr. 1. 4; Mt 5. 17, 17; Jo 10. 35; Hb. 3. 7ss). A Doutrina da
Inspiração não revoga as características pessoais de cada autor
humano das Escrituras, pois, Deus Espírito Santo guiou, dirigiu e
supervisionou os autores humanos, a fim de garantir que tudo quanto
escrevessem como revelação fosse escrita sem erro e fosse perfeitamente
à revelação de Deus. No entanto, Deus usou as características quanto
ao caráter, temperamento, dons, cultura, educação, vocabulário, estilo,
etc, ou seja, o que era peculiar a cada um deles. Por Inspiração Verbal
queremos dizer que cada palavra das Escrituras foi igual e plenamente
inspirada por Deus, sendo um registro fiel do que Deus revelou (Mt. 5.
17. 18).

3.3 - A Autoridade das Escrituras

Como sabemos este é outro pressuposto base, pois, por serem


divinamente inspiradas, inerrantes e verídicas são fonte infalível de fé e
prática. Isto quer dizer que não há autoridade, seja clerical, seja
Tradição, seja novas Revelações supostas do Espírito, sejam escritos,

14
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etc. que suplantem ou complemente as Escrituras (Sl 119. 98-100; Pv


30. 6; Mt 4. 4, 6, 7, 10; Mt 22. 29. Its 2.13)

3.4 - A Doutrina da Suficiência das Escrituras

Este aspecto também nos põe no pressuposto correto, isto porque


ela pressupõe que as Escrituras possuem tudo quanto é necessário à Fé
e Prática, ou seja, tudo quanto aprouve a Deus revelar sobre o que o
homem deve crer e o que Deus requer do homem, “nelas o homem
encontra tudo o que deve saber e tudo o que deve fazer a fim de que
possa ser salvo, viva e modo agradável a Deus, o sirva e adore”18 ( ver
Mq. 6. 8; Sl. 147. 19, 20; Jo 20. 30, 31; IIPd 1. 3, 4). Sendo assim, nada
precisa ser acrescentado às Escrituras nem por Novas Revelações(Gl 1.
8), nem por Tradições Humanas. Tudo quanto diz respeito à vida e a
piedade pode ser deduzido explicita ou implicitamente das Escrituras
do Antigo e Novo Testamento.

3.5 - A Preservação das Escrituras

é o último pressuposto teológico importante, pois, de que adiante


Deus ter inspirado e não ter preservado Suas palavras? Certamente
esta doutrina é a que gera mais polêmica, mas ela é exposta na própria
Escritura (Icr 16. 15; Sl. 12. 6, 7; 19. 7, 8; 33. 1; 100. 5; 119.98; Is
40.8; 59. 21; Mt 4.4; 5. 18; 24. 35; Ap. 22. 18, 19). A Doutrina diz que o
Antigo e Novo Testamentos “sendo inspirados imediatamente por Deus
e, pelo seu singular cuidado e providência conservados puros ao longo
de todos os séculos, são, portanto, autênticos”(CFW, I § VIII). Isto
decorre porque Deus mandou guardar (preservar) a Sua palavra (Deut.
4. 2; 12. 32; Pv. 30. 5, 6; Ap. 22. 18, 19); Deus vela por Sua Palavra(Jr.
1.12) e Deus é imutável e eterna a Sua palavra(Sl 111. 7, 8; 119. 89,
152; Is 40. 8; IPd 1. 23-25).

18
Ibid, p.146
15
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IV - A HERMENÊUTICA VETEROTESTAMENTÁRIA.

Neste momento nós precisamos nos concentrar na perspectiva da


abordagem veterotestamentária para uma hermenêutica sadia do Antigo
Testamento. Nós seguiremos três abordagens aqui: 1) abordaremos as
narrativas; 2) em segundo lugar os profetas e por último 3) os poéticos.

4.1 - As Narrativas Veterotestamentárias:

Como interpretar os textos nas narrativas? O passo para se


interpretar qualquer texto Bíblico é o conhecimento dos recursos
literários que a Bíblia nos oferece.

Alguém já disse que “ler é mais importante que estudar”, esta é de


fato uma observação passível de avaliação.

Uma leitura correta de qualquer texto bíblico levará, antes de


mais nada, a fazer algumas distinções, por vezes, espontâneas:
Estamos diante de um texto em prosa ou em poesia? Trata-se
de um ralato ou de um discurso? Com isso, estamos
praticando um princípio de distinção entre Gêneros Literários.
As respostas a tais perguntas nos oferecem a orientação
elementar para classificarmos o texto.19

A isto nós chamamos de gêneros literários é algo importante para


a interpretação do texto sagrado. “É de importância decisiva, na leitura
de texto, a constante e rigorosa determinação do conjunto literário, os
limites dentro dos quais se deve dar a interpretação do texto”.20

O que é Gênero Literário? O Gênero é “um tipo de composição


literária que pode ser distinguido por aspectos como o conteúdo de uma
forma específica”21 (KAISER; SILVA, 2002, p. 276 – ênfase nossa).

O gênero literário é composto por três características. Que


precisam ser memorizados:

a) Forma: “É a estrutura ou o formato de uma passagem ou


unidade individual, enquanto nesta maneira pode ser descrito
sem referência ao conteúdo da passagem”(J. BARTON). Nota-se

19
SILVA. Cássio Murilo Dias. Metodologia de Exegese Bíblica. São Paulo: Editora Paulinas, 2000,
p.187-188.
20
BRUGGEN, Jakob Van. Para Ler a Bíblia. Tradutor: Theodoro J. Havinga. São Paulo: Cultura Cristã,
1998, p.23
21
KAISER JR., Walter & SILVA, Moisés. Introdução à Hermenêutica Bíblica. São Paulo: Ed. Cultura
Cristã, 2002, p. 276
16
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que é por causa da estrutura ou forma que “um Salmo de


Lamento deve ter uma queixa ou petição, seguida de descrição;
uma narrativa deve ter um enredo”

b) Conteúdo: “Saber o gênero a que uma passagem pertence


pode ou não revelar alguma coisa significante sobre o
conteúdo. Todavia, o conteúdo é ainda a segunda marca na
determinação do gênero”

c) Função: Quando um autor quer impressionar o leitor, faz com


que o seu texto funcione para provocar esta impressão sobre o
leitor.

4.2 - Trabalhando com as Narrativas:

Precisamos entender como trabalhar com o gênero literário da


narrativa. Alguém já disse que a “Bíblia é um livro sagrado, mas é um
livro. Deus não criou um meio de comunicação para falar com seu povo.
A língua hebraica não foi inventada especialmente para uso divino.
Deus falou numa língua que as pessoas já conheciam.”. Isto implica
dizer que a “Bíblia é parecida com outros livros e, por isso, devemos
estudá-la, tendo em mente muitas das mesmas questões que temos
quando estudamos literatura em geral”22. Tomemos como exemplo o
texto de Gênesis 12. 10-20 o intérprete deve observar este texto com
muita cautela e buscar nele o centro de sua mensagem, ou seja, deve
buscar o telos (tema) que o texto reserva.

Problemas: Gênesis 12.10 – Abraão muda-se temporariamente para o


Egito por causa da fome

Ação Crescente: Gênesis 12.11-16ª – Abrão e sara são presos pelos


Egípcios

Ponto Crítico (Telos) – Gênesis 12.16b, 17 – Abraão é abençoado e


Faraó amaldiçoado.

Ação decrescente: Gênesis 12.18,19 – Abraão e Sara são libertados


pelo Faraó

Resolução: Gênesis 12.20 – Abraão deixa o Egito com riquezas.

22
13. LONGMAN III, Tremper. Como Ler Genesis. Tradutor: Marcio Loureiro Redondo. São Paulo:
Vida Nova, 2009, p.24.
17
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Se o intérprete estiver atento perceberá que há um movimento na


narrativa acima. “O movimento de viagem / cativeiro / intervenção /
libertação” (PRATT JR, 2004, p.125). Esta observação nos lembra
alguma coisa, não? Quando consideramos o texto como um todo nós de
fato nos lembramos que este texto está sendo usado para fundamentar
a libertação do povo do Cativeiro Egípcio sob a liderança de Moisés.

Como podemos estruturar a dinâmica da narrativa? Podemos


estruturar da seguinte forma:

I.Exposição

A. Circunstâncias Gerais

B. Personagens principais

C. Eventos que criam 'relacionamentos

II. Complicações

A. Problemas nos relacionamentos

B. Eventos relacionados que criaram a crise

III. Resolução

IV. Desenvolvimento

A. Relaxamento das tensões

B. Eventos reconciliados.

Greidanus nos mostra como ocorre esse processo:

18
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(GREIDANUS, 2006, p.246).

A estrutura quiástica é muito marcante nos textos narrativos do


Antigo Testamento. Esta estrutura pode ajudar aos pregadores
contemporâneos na aplicação precisa da mensagem do Antigo
Testamento na vida da Igreja de nossos dias.

O Pacto de Deus com Abraão

Gênesis 17:1-25

A A idade de Abraão (1a)

B O SENHOR aparece a Abrão (1b)

C A Primeira fala divina (1b-2)

D Abraão cai sobre o seu rosto (3)

E A segunda fala divina

(Abraão tem o nome mudado,reis procederão dele; 4-8)

X A terceira fala divina (O Pacto da Circuncisão ; 9-14)

E' A quarta fala divina

(O nome da Sara é mudado, reis procederão dele; 15-16)

D' Abraão cai sobre o seu rosto (17-18)

C' A quinta fala divina (19-21)

B' Deus "sobe" diante de Abraão (22)

A' A idade de Abraão (24-25).

4.3 - Os Gêneros Proféticos:

Nos Livros Proféticos encontram-se “hinos fúnebres” (Am 5.1),


“ais” (Is 5. 8ss), “parábolas” (Is 5. 1 – 7; Ez 24), “ditos de sabedoria” (Am

19
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3. 3ss), “lamentos”, “diálogos”, “oráculos” etc. (GREIDANUS, 2006,


p.291).

Na Antiguidade tanto a mensagem em si mesma como seu estilo


têm uma grande importância; antes, no Oriente Próximo, se identificam.
A mensagem consta de três partes:

1 A Missão do Mensageiro

2 A Entrega da Mensagem

3 A Execução da Mensagem

Como é formado este ato da missão profética? Ou como é


organizado o ato da proclamação profética no período
veterotestamentário? “O ato da missão é formado pelo encargo confiado
ao mensageiro (Botenauftragung), pela fórmula da mensagem
(Botenformel) e pelo conteúdo (dito) da mensagem (Botenspruch)”
(FIORENZA, 2004, p. 476).

Estas características o conduzirão até o sentido e intenção da


mensagem. Vejamos isso detalhadamente:
A. A Fórmula do Mensageiro.
1. (Isaías 7.7)hwIhy> yn"doa] rm;a' hKo - ko 'amar 'adonay ELOHIM -

“assim diz o Senhor Yahweh”.

2. (Isaías 8.11) hw"hy> rm;a' hKo – ko 'amar YHWH - “Assim diz

Yahweh”.
B. A Fórmula da Comissão.

1. (Isaías 6.9) hZ<h; ~['l' T'r>m;a'w> %le – lek ve'amartha la‘am hazeh
– Vai e dize a este povo
2. Observação: A caracaterística geral é “Vai a X e dize a X”
C. A Fórmula da Proclamação.

1. (Isaías 1.10) - hw"hy>-rb;d> W[m.vi – shim‘u devar-YHWH - “Ouvi a

Palavra de Yahweh”.
É usada especialmente nas visões de instruções de Isaías (Isa
28.23) e nas instruções da lei neste livro. (Isa 49.1; 51.4).
20
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Isto nos leva para a realidade de que existem dentro destes


discursos proféticos duas variações fundamentais que podem ajudar os
pregadores na tarefa da exposição bíblica. Estes tipos são conhecidos
como “Oráculo de Salvação” e “Oráculo de Julgamento”.

“Oráculo de Salvação”

Jr 32. 36 – 44
Fórmula do lae_r"f.yI yheäl{a/ hw"ßhy> rm:ïa'-hKo) !kEl' hT'[;w> (v.
Mensageiro
36) “e por isso agora, diz a palavra do Senhor, Deus de
Isael”

A segurança
tAcêr"a]h'ä-lK'mi ‘~c'B.q;m. ynIÜn>hi(v. 37ss. Cf. v. 27, 17,
confirmada 44) “Eis que os congregarei de toda a terra….”
novamente.

O Compromisso
`hw")hy>-~aun> ~t'ÞWbv.-ta, byviîa'-yKi((v. 44c) “Pois eu
os farei voltar de seu cativeiro, palavra do Senhor [ pois
eu mudarei a sua sorte]”

O Oráculo de Salvação possui uma forma, tem um conteúdo e


tem uma função; quanto à forma podemos dizer que há dois aspectos:
1. Há uma palavra do Senhor – que confirma novamente a segurança
redentiva - de que Deus ouviu o clamor de seu povo; 2. Existe também
uma afirmação do compromisso de Deus para com suas promessas.

O conteúdo deste Oráculo de Salvação possui dois elementos


significativos: 1. Salvação; 2. Bênção. E quanto a sua função estão
presentes três elementos básicos e fundamentais: 1. Prover
conhecimento da vitória de Deus; 2. Prover Esperança para a
Consumação Final; 3. Apresentar a Extensão da Bênção.

“Oráculo de Julgamento”

O segundo tipo de variação no gênero profético é o conhecido


“Oráculo de Julgamento”. É uma palavra classificada como uma
21
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“ameaça que anuncia uma desgraça, imediatamente acompanhada de


justificativa ou sem ela, por causa do pecado dos homens”.23

Pode ser comunicada contra:

1. Nações Estrangeiras (Is 14. 3 – 20; 28. 1 – 19; Dn 4. 19 – 27; Na 2 –


3)

2. Contra o Povo da Aliança (Jr 2. 1 – 3. 5; 36. 29 – 31; 23. 9 – 40; Ez


16; 23;)

3. Contra Indivíduos (Jr 28.13,14; Am 7. 16ss; Ez 30. 1 – 7; )

Este Gênero é composto de duas Partes

1. Acusação

2. Anúncio do julgamento

Dentro destes aspectos, fala-se em “Oráculo de Desgraça” e


“Processo Jurídico”. Este é bastante comum nos livros proféticos onde
se manifesta a ira de Deus contra o pecado do homem de maneira
gritante. Este tipo de gênero pode ser estruturado conforme mostramos,
abaixo:
Jr 28. 13,14

Envio do Mensageiro
rmoªale hy"÷n>n:x]-la, T'’r>m;a'w> •%Al “Vai e dize a Ananias,
dizendo:” (v. 13a)

Fórmula do Mensageiro
hw"ëhy> rm:åa' hKo… “Assim diz o Senhor” (13b)

Acusação
`lz<)r>B; tAjïmo !h<ßyTex.t; t'yfiî['w> T'r>b"+v' #[eÞ tjoïAm
“Jugo de madeira quebrastes em pedaços, mas em seu lugar,
farás jugo de ferro”(13c)

Fórmula da laeªr"f.yI yheäl{a/ tAaøb'c. hw"“hy> •rm;a'-hko) yKiä “assim


Mensagem
diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel”(v14a)

Anúncio dbo±[]l; hL,aeªh' ~yIåAGh;-lK' ŸraW:åc;-l[; yTit;øn lz<³r>B;


;lb,ÞB'-%l,m,( rC:ïan<d>k;bun>-ta, “jugo de ferro dei sobre
todas estas nações para servir a Nabucodonozor, rei da
Babilônia”

23
FORHER, G. & SELLIN, E. Introdução ao Antigo Testamento. Santo André. São Paulo – SP: Ed.
Academia Cristã / Paulus Editor, 2007, p. 498.
22
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4.4 - Os Gêneros Poéticos.

É verdade que a Bíblia como livro de literatura é marcada por


uma variação de gêneros, todavia, o tipo de literatura que tem gerado
algumas dificuldades na vida de muitos pregadores é a poética. E a
razão para isto é que a literatura poética foge em muitos casos da
gramática hebraica.24 O nosso estudo neste momento se limitará ao
conteúdo encontrado no livro de Salmos25.

Há vários aspectos deste gênero que devem ser levados em


consideração quando chegamos diante do texto do Antigo Testamento
para pregarmos; sabemos que existe no livro dos Salmos um recurso
literário que chamamos de paralelismo26

Salmo de Lamentação do povo

Salmo 80.

I. Petição introdutória. 80.1-3

II. Lamento 80.4-7, 12-13

III. Dito de Confiança. 80.8-11

IV. Petição 80.14-15, 16-17

V. Juramento de Louvor 80.18-19

Salmo do Lamento do Indivíduo.

I. Petição introdutória. 38.1-2

24
Vale salientar que existe a licença poética que é universalmente aceita, pois, os poetas tem a liberdade
de escrever, sem necessariamente ficarem atados às regras gramaticais do discurso direto.
25
Se o leitor desejar se aprofundar na questão do livro dos Salmos e de sua configuração poética
indicamos a obra de PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento.
São Paulo: Ed. Hagnos, 2006, pp.449-501.
26
Para maiores esclarecimentos sobre o paralelismo remetemos o leitor para a obra de SILVA, Cássio
Murilo Dias. Leia a Bíblia como Literatura, São Paulo: Edições Loyola, 2007, p. 35,77-80.
23
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II. Lamento 3-12

III. Dito de Confiança 13-20.

IV. Petição Final 21,22 :

Para este tipo de salmo temos o seguinte esquema básico:

a) Convite ao Louvor

b) Descrição da libertação

c) Sacrifício ou Oração

Salmo de Ações de Graça.

I. Introdução 30.1-3

A. Intimação Judicial 30.1a

B. Sumário Inicial 30.1b-3

II. Chamada ao Louvor 30.4-5

III – descrição narrativa. 30.6-12a

A. Crise na retrospectiva 30.6-7

B . Resgate 30.8-12a

"Eu chorei" 30.8

"Você Ouviu" 30.9-10

"Você interveio" 30.11-12a

IV Louvor/Juramento para Louvor. 30.12b

24
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Salmo 117.

hw"hy>â-ta, Wlål.h;( 1.a LOUVAI o SENHOR


Convite
Yhwh - eth hal lu e a

~yI+AG-lK' Nações todas

giym-kol ab

WhWxªB.v;÷ ba Exaltai-o

shabehuhu

`~yMi(auh'-lK' Povos todos.


bb
ha’umim-kol Motivação
2.a
ADªs.x; Wnyle’[' rb:Üg"¬ yK Porque é forte por nós seu amor,
a
hasddo ‘aliynu gavar ki

~l'ªA[l. hw"ïhy>-tm,a/w<) E a fidelidade do SENHOR é para


ab sempre.
e
l ‘olam yhwh ve’emeth
Aleluia! Novo Convite
`Hy")Wll.h;(
ag
halelu-yah

25
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V - HERMENÊUTICA NEOTESTAMENTÁRIA.

O novo testamento requer também uma à atenção concernente à


hermenêutica. Precisamos considerar alguns aspectos específicos do
Novo pacto para termos uma compreensão adequada da mensagem da
Bíblia.

5.1 - Os Evangelhos:

A grande questão quer precisamos considerar é a respeito do


gênero dos evangelhos é que precisamos compreender. A grande
pergunta que é que feita é a seguinte: Os evangelhos são história ou
perspectiva teológica?

Poderíamos dize que os evangelhos são ambas as coisas, cada


evangelho tem um público específico. Mateus seu público é judeu;
Marcos seu público é judeu; Lucas seus público é gentílico e o de João é
judeu.

Uma das abordagens com qual podemos nos aproximar dos


evangelhos é observarmos primeiramente os sinóticos: um grande uso
equivocado do evangelho tem sido apresentado quando não se observa a
leitura sinótica dos evangelhos. Por exemplo, o sermão escatológico de
Jesus: Mateus 24; Mc.13 e Lc.21. Muitas pessoas dizem que a grande
tribulação ali descrita refere-se a:

a) Uma tribulação futura.

b) Uma tribulação tanto para a epoca dos judeus


como para o futuro.

c) Um tribulação somente para a nação do pacto no


primeiro século.

Na avaliação sinótica entendemos que o último caso é o que


se aplica a passagem. Ou seja, a grande tribulação fora para os
judeus que tiveram seu templo destruído pelo General Tito no
Ano 70 d.C quando invadiu Jerusalém.

5.2 - As parábolas:

Dentro dos evangelhos encontramos outros gêneros como


por exemplo, as parábolas. “Ao longo de boa parte da história da
igreja, as parábolas de Jesus foram mal interpretadas,

26
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reconfiguradas, abusadas e destruídas. Muitas vezes e ainda o


são hoje”.27

As parábolas possuem algumas características que podem


nos ajudar a compreendê-las.

a) Concretude: Jesus sempre usou figuras concretas para


comunicar suas verdades aos eleitos por meio da
parábolas (moedas perdida, fermento, o filho pródigo), na
natureza ele usou (semente de mostarada, ervar-
daninha) - em muitas delas precisamos conhecer um
pouco da geografia do local onde se está concentrando
os evangelhos.

b) Concisão: As parábolas são simples. Raramente há mais


de dois ou três personagens, eo enredo contém poucos
subenredos. Alguns eruditos tem dito que as parábola
tem apenas uma perspectiva no enredo. Isso não é
verdade. A parábola do filho pródigo tem o enredo
principal (a depravação do filho seguida de seu
arrependimento, perdão e restabelecimento), mas existe
a perspectiva do amor do pai e o ciúme do irmão mas
velho.

c) Enfase na quilo que é mais importante ou não: As


parábolas estão sempre enfatizando algo que deve ser
ressaltado e coisas que podem ser discutivel na margem
da interpretação.

d) Repetição: é usada para enfatizar o climax ou tema da


paráboloa, isso pode ser percebido na dupla confissão do
filho pródigo (“Pai, pequei contra o céu e contra ti; não
sou mais digno de ser chamado teu filho” (Lucas.15.21)

e) Conclusão Final: na leitura que fazemos das parábolas


vemos Cristo dizer: “Assim é aquele que ajunta tesouros
para si” (Lc 12.21). Ou as vezes usa perguntás retóricas:
“Qula desses três te parece ter sido próximo? (Lc.10.36).

Gostaria de mostrar um exemplo com qual interpretamos mau as


parábolas. Lucas 15.3-7. Interpretamos essa parábola de um modo

27
OSBORNE, Grent R. A Espiral Hermenêutica – uma nova abordagem à interpretação bíblica.
Tradução: Daniel Oliveira, Robinson N. Malkomes, Sueli da Silva Saraiva. São Paulo: Vida Nova, 2009,
p.371
27
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curioso: O pastor vai atrás da ovelha que se perdeu deixando 99 no


deserto, e, depois, ele volta com ovelha para o deserto para junto das 99
que ficaram.

Mas, o texto não diz isso. O texto diz o contrário: o texto começa
no versículo 1 a 3 que diz: “ E CHEGAVAM-SE a ele todos os publicanos
e pecadores para o ouvir. 2 E os fariseus e os escribas murmuravam,
dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. 3 E ele lhes propôs
esta parábola, dizendo:”

Então, esta parábola é uma resposta aos fariseus e escribas. As


noventa e nove representa os fariseus - que aos seus olhos são justos e
não carecem de arrependimento - e ovelhinha representa o pecador que
precisa do perdão do Pai.

5.3 - As Cartas ou Epístolas:

Nossa última consideração a ser feita será a questão das cartas.


Há grandes discordâncias sobre o termo ‘carta’ ou ‘epístola’. Isto se deve
ao fato de que alguns “estudiosos desejam fazer uma distinção e entre
epístola e carta. Afirmam que as cartas apresentam temporalidade,
enquanto as epístolas demonstram permanência e universalidade.
Outros, porém, consideram os termos como sendo sinônimos”. 28 Os
termos devem ser entendidos como sendo sinônimos em seu número
gênero e grau.

As epístolas do Novo Testamento “se configuram entre carta


privada e o tratado, tendo elementos de ambos unidos às características
retóricas tiradas de formas helenísticas e judaicas”.29

Toda a correspondência no mundo antigo consistia de “três


seções: a abertura, o corpo da carta e o encerramento. Enquanto a
abertura e o encerramento seguiam rigorosamente padrões

28
KISTEMAKER, Simon.Comentário do Novo Testamento – Tiago e Epístolas de João. São Paulo: Ed.
Cultura Cristã,2006, p.11.
29
OSBORNE, Grant. O. A Espiral Hermenêutica – Uma nova abordagem à Interpretação Bíblica. São
Paulo: Vida Nova, 2009, p.404.
28
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convencionais”, isto é uma implicação lógica nas cartas “ o corpo era


bastante variado”30.

Estas cartas antigas podem nos ajudar a entender o contexto das


cartas neotestamentárias. Por exemplo., as saudações nas cartas
refletiam em muito caso a condição social do povo. Um exemplo, as
cartas digiridas entre pessoas do mesmo status poderia incluir uma
benção mais geral ou um desejo de bem estar. Na correspondeência
aramaica do primeiro a.C. muitas vezes usavam sobrenomes para
indicar o grau de relação com: Senhor, pai ou mãe, usados para
superiores; irmão ou irmã para iguais; e servo, filho ou filha para
inferiores.

Neste tipo de correspondência era incluído a noção de “paz”


(shalom) ou de bênção (bêrak). Há muitos destes elementos nas cartas
do Novo Testamento. Todavia nas cartas de Paulo ele parece fugir
muito desses padrões. Ele por exemplo combina o grego Kharis com o
aramaico shalom, mas acrescentava a ambos uma profundidade
teológica que anteriormente não tinha. Pois, ao usar os dois termos ele
estava mostrando a doutrina da kononia.

A saudação passou a ser uma promessa escatológica realizada.


Em outras palavras: o que você queria ao dizer ‘Graça’ ou ‘Paz’ agora o
recebe por Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo!”

30
Ibid, p.399.
29
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Conclusão:
Concluímos esse nosso breve apanhado sobre a hermenêutica
indicando que a melhor forma de lutarmos contra os falsos
ensinamentos, é primeiramente nos dedicarmos a compreender a
palavra de Deus.

Ler a Bíblia tê-la como nossa autoridade final em qualquer


disputa teológica. Ter como pressuposto básico de que a Palavra de
Deus é sua revelação ao homem, inspirada e inerrante.

A segunda atitude é ler manuais de interpretação bíblica, ler as


escrituras com os pais da Igreja, nunca abandonar a santa tradição
patrística que nos oferece boas lentes para olharmos com mais nitidez o
ensino do nosso Deus.

30
Prof. Rev. João Ricardo Ferreira de França

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

• ANGLADA, Paulo Roberto Batista. Introdução à Hermenêutica


Reformada – Correntes Históricas, pressuposições, Princípios e
Métodos Lingüísticos, Ananindeua: Knox Publicações, 2006.
• BRUGGEN, Jakob Van. Para Ler a Bíblia. Tradutor: Theodoro J.
Havinga. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
• FERREIRA, Fabiano Antônio. As Lentes do Tradutor e do Exegeta:
Um ensaio em Metodologia Exegética Aplicada ao Antigo
Testamento com Estudo de Caso em Jeremias 1.11-12. In: FIDES
REFORMATA, Julho – Dezembro de 2007, Vol.XII, pp.27-41, p. 30
• FORHER, G. & SELLIN, E. Introdução ao Antigo Testamento.
Santo André. São Paulo – SP: Ed. Academia Cristã / Paulus
Editor, 2007
• KAISER JR., Walter & SILVA, Moisés. Introdução à Hermenêutica
Bíblica. São Paulo: Ed. Cultura Cristã.
• KISTEMAKER, Simon.Comentário do Novo Testamento – Tiago e
Epístolas de João. São Paulo: Ed. Cultura Cristã,2006, p.11.
• LONGMAN III, Tremper. Como Ler Genesis. Tradutor: Marcio
Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 2009.
• LOPES, Augustus Nicodemos, A Bíblia e Seus Intérpretes, São
Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001.
• OSBORNE, Grant. O. A Espiral Hermenêutica – Uma nova
abordagem à Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2009.
• OSBORNE, Grent R. A Espiral Hermenêutica – uma nova
abordagem à interpretação bíblica. Tradução: Daniel Oliveira,
Robinson N. Malkomes, Sueli da Silva Saraiva. São Paulo: Vida
Nova, 2009.
• PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. Foco e Desenvolvimento no Antigo
Testamento. São Paulo: Ed. Hagnos, 2006.

31
www.centrodeestudospresbiteriano.blogspot.com

• SCHWANTES, Milton. Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-


Português – São Paulo: Editora Sinodal, 2003.
• SILVA, Cássio Murilo Dias. Leia a Bíblia como Literatura, São
Paulo: Edições Loyola, 2007.
• ____________________. Metodologia de Exegese Bíblica. São Paulo:
Editora Paulinas, 2000, p.187-188.
• VIRKLER, Hermenêutica – Princípios e Processos de Interpretação
Bíblica. [ hoje com o título de Hermenêutica Avançada] Tradutor:
Luiz Aparecido Caruso, São Paulo: Vida, 1987.
• WALTKE, Bruce & O’CONNOR, Introdução à Sintaxe do Hebraico
Bíblico, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2006.
• WEGNER, Une. Exegese do Novo Testamento – Manual de
Metodologia, São Leopoldo: Sinodal; São Paulo: Paulus, 1998

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32

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