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QUÍMICA GERAL

2. Gases, líquidos e soluções

Agostinho Cachapa
Gases, Líquidos e Soluções Agostinho Cachapa
2. Gases, líquidos e soluções
2.1. Propriedades dos gases.
2.2. Leis elementares dos gases
2.3. Equação dos gases ideais
2.4. Propriedades dos líquidos.
2.5. Mudanças de fases e diagramas de fases
2.6. Natureza e tipos de soluções.
2.7. Concentração de uma solução.
2.8. Propriedades coligativas das soluções de não electrólitos
2.9. Coloides
Glossário
Exercícios
Bibliografia

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Gases, Líquidos e Soluções Agostinho Cachapa
Objectivos:
1. Descrever as principais características dos gases;
2. Aplicar a lei de Boyle, de Charles e de Avogadro, assim como a equação
de estado dos gases ideais na resolução de problemas práticos;
3. Assinalar a que se deve o comportamento dos líquidos;
4. Assinalar as propriedades mais importantes dos líquidos;
5. Interpretar o diagrama de fases de uma substância e predizer que
mudanças experimentará quando variem a pressão e a temperatura;
6. Expressar as concentrações das soluções em distintas unidades e
distinguir entre soluções não saturadas, saturadas e sobresaturadas;
7. Definir e aplicar as propriedades coligativas das soluções de solutos não
voláteis;
8. Diferenciar soluções, dos coloides e as suas propriedades.

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2. Gases, líquidos e soluções

2.1. Propriedades dos gases.


1. Não têm forma definida. Se expandem até encher os recipientes que os
contêm, adoptando a forma dos mesmos;
2. Se podem comprimir a volumes mais pequenos, por efeitos de pressão;
3. Se misturam completamente em todas as proporções e difundem
rapidamente;
4. São muito menos densos que os sólidos e líquidos. A sua densidade
varia muito com a pressão e temperatura; aumenta ao aumentar a
pressão e diminui ao aumentar a temperatura. A sua densidade é
directamente proporcional a sua massa molar.

2.2. Leis elementares dos gases


2.2.1. Relação entre a pressão e o volume: Lei de Boyle-
Mariotte
A lei de Boyle-Mariotte estabelece o seguinte:
“Num recipiente fechado a temperatura constante e para uma certa quantidade
de substância, o produto da pressão pelo volume é constante”

P1V1=P2V2

O gráfico a seguir mostra a forma gráfica da expressão da Lei de Boyle-


Mariotte.

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Figura II.1. Relação pressão volume.

2.2.3. Relação entre o volume e a temperatura: Lei de Charles 1 e de


Gay-Lussac 2
Esta lei estabelece o seguinte:
A pressão constante, o volume ocupado por uma quantidade definida de um
gás, é directamente proporcional a sua temperatura absoluta em graus Kelvin

V1 V2
=
T1 T2

2.2.4. Lei de Avogadro


O enunciado desta é a seguinte:

A pressão e temperatura dadas, o volume ocupado por um gás é directamente


proporcional ao número de moles 3 do referido gás

1
Jacques Charles (1746-1823), físico francês conhecido pelos trabalhos sobre a influência da variação da
temperatura na pressão e no volume de um gás.
2
Louis-Joseph Gay-Lussac (1778-1850) físico francês. Além de trabalhos sobre dilatação dos gases,
estabeleceu as leis das combinações químicas dos gases.

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V1 n1
=
V2 n 2

2.3. Equação dos gases ideais


O seguinte quadro mostra um resumo das leis dos gases estudadas até agora

• Lei de Boyle Vα 1 quando n e T são constantes


P
• Lei de Charles Vα T quando n e P são constantes
• Lei de Avogadro Vα n quando P e T são constantes

Combinando a três leis, temos a equação dos gases ideais:


PV = nRT
Quando se maneja uma determinada massa de gás em dois conjuntos de
condições diferentes, temos a expressão que se conhece equação geral dos
gases:

P1V1 P2V2
=
nT1 nT2

2.3.1. Aplicação da equação dos gases ideais


Determinação da massa molar de um gás
m mRT mRT
Como n = e PV = se deduz que M =
M M PV

A fórmula empírica de um composto indica o número relativo de átomos


distintos que existe numa molécula
A fórmula molecular indica o número real de átomos na molécula

Determinação da densidade de um gás


m MP
d= =
V RT

3
Mol é a quantidade de matéria que contém o número de Avogadro, NA, de partículas unitárias. NA se
determina experimentalmente e o seu valor é igual a 6,023x1023

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2.4. Propriedades dos líquidos


O estado líquido é um estado de agregação da matéria intermédio entre o
estado sólido e o estado gasoso.
Os líquidos apresentam as seguintes propriedades:
Têm um volume fixo e são muito pouco compressíveis;
Não têm forma definida e podem fluir como os gases, apesar de que a
menor velocidade devido a que a sua viscosidade é muito menor.

A grandeza da tensão superficial na interfase sólido-líquido depende de dois


tipos de forças:
• Forças de adesão, que são forças entre moléculas diferentes (S-
L);
• Forças de coesão, que são forças entre moléculas semelhantes
(S-S) e (L-L).

2.5. Mudanças e diagramas de fases


Mudanças de fases
Ao produzir-se uma reacção é frequente que ocorra uma mudança de estado
ou fase, com absorção ou libertação de energia.
• As mudanças de estado sólido-líquido ou líquido-vapor necessitam
energia, geralmente em forma de calor. Processos endotérmicos;
• As mudanças de estado gás-líquido ou líquido-sólido são mudanças
exotérmicas, se desprende energia.

Na figura II.2 se representam as distintas mudanças de estado e como se


denominam:
Condensação a sólido
Fusão
SÓLIDO LÍQUIDO VAPOR SÓLIDO

Solidificação Sublimação

Vaporização

LÍQUIDO VAPOR

Condensação

Figura II.2. As diferentes mudanças de estado.

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Equilíbrio líquido-gás:
Se denomina vaporização ao passo do estado líquido ao estado gasoso. Se
trata de um processo endotérmico.
O processo inverso, isto é, o passo do vapor a líquido se denomina
condensação. É um processo exotérmico.
ΔHcondensação= -ΔHvaporização

Equilíbrio sólido-líquido:
À mudança de estado sólido-líquido se denomina fusão. O processo inverso, se
chama congelação ou solidificação.
ΔHfusão= -ΔHsolidificação

Equilíbrio sólido-gás:
Se denomina sublimação o passo da fase sólida a fase gasosa. O processo
contrário, se denomina condensação a sólido ou deposição.
ΔHsublimação= ΔHfusão + ΔHvaporização

Diagrama de fase
É uma forma gráfica de representar as condições de pressão e temperatura
sob as quais são estáveis os diferentes estados físicos de uma substância. Na
figura II.3. abaixo se representa o diagrama de fases da água, no qual se
podem diferenciar:
¾ Três regiões delimitadas por três curvas que representam as condições
de pressão e temperatura onde é estável uma só fase da substância,
sólida, líquida ou vapor.
¾ Três curvas representam as condições de pressão e temperatura nas
quais existem em equilíbrio as fases sólido-líquido; líquido-vapor e
sólido-vapor, respectivamente.
¾ O ponto X onde se cruzam as três linhas se denomina ponto triple e
representa as condições de pressão e temperatura nas quais podem
existir em equilíbrio os três estados de agregação da substância.

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Figura II.3. Diagrama de fases da água

2.6. Natureza e tipo de soluções


Uma solução é uma mistura homogénea de um soluto (substância a ser
dissolvida) distribuída através de um solvente (substância que efectua a
dissolução).

1. Quanto ao estado físico dos componentes, as soluçoes podem ser:


a) Sólidas:
Exemplo: Muitas ligas metálicas são soluções sólidas, como a moeda
de 25¢ (25% de Ni, 75% Cu) dos EUA. (USD);
b) Líquidas:
Exemplo: As soluções mais familiares são aquelas no estado líquido,
especialmente as que usam água como solvente;
c) Gasosas:
Exemplo: Ar é uma solução gasosa de N2, O2 e quantidades muito
menores de outros gases.

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2. Atendendo a sua capacidade para dissolver um soluto, as soluçoes
classifcam-se em:
a) Não-saturadas;
b) Saturadas;
c) Sobresaturadas

Para entendermos esses conceitos, primeiramente precisamos saber o que é


Coeficiente de Solubilidade (S). Ele é definido como a máxima quantidade de
soluto que é possível dissolver numa quantidade determinada de solvente, a
uma determinada temperatura.
Se vai definir sómente, os conceitos com base na última classificação, assim
sendo:
¾ Solução Insaturada (ou não saturada) - É quando a quantidade de soluto
usado se dissolve totalmente, ou seja, a quantidade adicionada é inferior
ao coeficiente de solubilidade.
¾ Solução Saturada - É quando o solvente (ou dispersante) já dissolveu
toda a quantidade possível de soluto (ou disperso), e toda a quantidade
agora adicionada não será dissolvida e ficará no fundo do recipiente.
¾ Solução Sobressaturada (ou superssaturada) - Isto só acontece quando
o solvente e soluto estão numa temperatura em que seu coeficiente de
solubilidade (solvente) é maior, e depois a solução é resfriada ou
aquecida, de modo a reduzir o coeficiente de solubilidade. Quando isso
é feito de modo cuidadoso, o soluto permanece dissolvido, mas a
solução se torna extremamente instável. Qualquer vibração faz precipitar
a quantidade de soluto em excesso dissolvida.

2.7. Concentração das soluções


Concentração significa quanto soluto está presente em um volume ou massa
específica.
Existem diversas maneiras como os químicos exprimem a concentração de
uma solução, a continuação descreveremos as formas mais comuns de
expressar concentração.

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1. Percentagem em massa (% m)
É a massa do soluto presente em 100 g de solução. É adimensional.
Exemplo: Uma solução à 10% é aquela que possui 10g de soluto em 100g de
solução.
Ou ainda:
msoluto
%m = 100
m
Quando a grandeza não estiver definida (soluto, solvente ou solução) admite-
se que o valor se refere a solução.

2. Percentagem em volume (% V)
É o volume de soluto presente em 100 mL de solução. É adimensional.
Exemplo: Uma solução 20% v é aquela que possui 10 mL de soluto em 100 mL
de solução.
Ou ainda:
Vsoluto
%V = 100
V

3. Concentração másica (ρ)


É o quociente da massa do soluto (em gramas) pelo volume da solução (em
litros). A unidade é g/L.
m
ρ=
V
Exemplo: Determine a concentração, em g/L , de uma solução de ácido nítrico
que apresenta 36 g de soluto em água suficiente para 500 mL de solução.
O volume deve estar em litros. Assim, 500 mL = 0.5 L
ρ = 36/0,5 ... ρ = 72 g/L

4. Molaridade ou Concentração Molar (M ou C)


É o quociente do número de moles de soluto pelo volume da solução (em
litros). A unidade é mol/dm3 ou mol/L.

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n
c= (1)
V
m
n= (2)
M
Substituindo (2) em (1), temos:
m
c=
M .V
Quando uma solução tiver, por exemplo, molaridade igual a 2 mol/L, diremos
que a solução é 2 molar; e quando M = 1 mol/L, diremos simplesmente que a
solução é molar.
Dizemos que uma solução é decimolar quando a sua molaridade vale 0,1
mol/L.

⎛X⎞
5. Molalidade (m ou b⎜ ⎟ )
⎝d⎠
Expressa a quantidade de substância de soluto contido num 1 kilograma (1000
g) de dissolvente. Se expressa em mol/kg.

⎛s⎞ n
b⎜ ⎟ = s (1)
⎝ d ⎠ md
m
ns = s (2)
Ms
Substituindo ns em (1) por (2), temos:
⎛s⎞ ms
b⎜ ⎟ =
⎝ d ⎠ md .M s

Calcule a molalidade de uma solução de ácido sulfúrico (H2SO4) que contém


410, 3 g de soluto em 833 g de água.
Dados:
⎛X⎞
b⎜ ⎟ = ?
⎝d⎠
ms=410,3 g
md=833 g=0,833 kg
Ms=98 g/mol

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⎛X ⎞ ns ms
b⎜ ⎟= =
⎝d ⎠ md M s .md
⎛X ⎞ 410,3 g
b⎜ ⎟=
⎝d ⎠ 98 g / mol.0,833kg

⎛X⎞
b⎜ ⎟ = 5,02mol / kg
⎝d⎠
R: A molalidade da solução é 5,02 mol/kg.

2.8. Propriedades coligativas das soluçoes de não-electrolitos


Propriedades coligativas das soluções são propriedades que surgem pela
presença de um soluto e dependem única e exclusivamente do número de
partículas que estão dispersas na solução, não dependendo da natureza do
soluto.
Estas propriedades são quatro:
ƒ Abaixamento da pressão de vapor ou Tonoscopia;
ƒ Abaixamento do ponto de congelação ou Crioscopia;
ƒ Aumento do ponto de ebulição ou Ebulioscopia;
ƒ Pressão osmótica ou Osmocopia.

Abaixamento da pressão de vapor ou Tonoscopia


Quando se agrega um soluto não volátil a um solvente puro, a pressão de
vapor deste na solução diminui.
P solução < P solvente puro

ΔP = P° - P

Lei de Raoult
A pressão de vapor exercida pelo líquido é proporcional a sua fracção molar
numa solução.

PA = χA P°A

Onde:
PA : Pressão de vapor do componente A

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XA : Fracção molar de A
P°A : Pressão de vapor de A puro

Para um soluto não volátil:


ΔP = P°A χB B

onde:
ΔP : Abaixamento da pressão de vapor
χB : fracção molar do soluto B não volátil
B

P°A : pressão de vapor do solvente A puro

Abaixamento do ponto de congelação ou Crioscopia


Quando se agrega um soluto não volátil a um solvente puro, o ponto de
congelação deste diminui.

Pto. Cong. solução < Pto. Cong. Solvente puro

ΔTc = Kc.m

Onde:
ΔTc = Diminuição do ponto de congelação;
Kc = Constante crioscópica (ºC.Kg.mol-1);
m = molalidade da solução.

ΔTc = Tc solvente – Tc solução

Aumento do ponto de ebulição ou Ebulioscopia


Quando se agrega um soluto não volátil a um solvente puro, o ponto de
ebulição deste aumenta.

Pto. Eb. solução > Pto. Eb. solvente puro

ΔTe = Ke .m

Onde:

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ΔTe = Aumento do ponto de ebulição;
Ke = Constante molal do ebulioscópica (ºC.Kg.mol-1);
m = molalidade da solução.
ΔTe = Te solução - Te solvente

Pressão osmótica ou Osmocopia


Se denomina osmose ao passo, de forma espontânea, de moléculas do
solvente a través de uma membrana semipermeável desde uma solução diluida
a outra de maior concentração.

π> P

Agua pura Disolução

Osmose Normal

Figura II.4. Representação da osmose normal

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π< P

Agua pura Disolução

Osmose Inversa

Figura II.5. Osmose inversa

Se define a pressão osmótica como a pressão externa que compensa o


nRT
processo de osmose, e se expressa como: π=
V
R= 8,31 J/(mol K)
Depende da concentração da solução e pode calcular-se segundo a equação:
Como n/V é molaridade (M), então:
π = M.R.T

2.9. Coloides
Coloides são misturas heterogéneas de pelo menos duas fases diferentes, com
a matéria de uma das fases na forma finamente dividida (sólido, líquido ou
gás), denominada fase dispersa, misturada com a fase contínua (sólido, líquido
ou gás), denominada meio de dispersão.

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A ciência dos colóides está relacionada com o estudo dos sistemas nos quais
pelo menos um dos componentes da mistura apresenta uma dimensão no
intervalo de 1 a 1000 nano metros (1 nm = 10-9 m).
Sistemas coloidais estão presentes no quotidiano desde as primeiras horas do
dia, na higiene pessoal — sabonete, champô, pasta de dente e espuma ou
creme de barbear —, maquilhagem, — cosméticos —, e no café da manhã, —
leite, café, manteiga, cremes vegetais e geleias de frutas. No caminho para o
trabalho podemos enfrentar neblina, poluição do ar. No almoço, temperos,
cremes e maionese para saladas. No entardecer, ao saborear cerveja,
refrigerante ou sorvete estamos ingerindo colóides. Os colóides ainda estão
presentes em diversos processos de produção de bens de consumo, incluindo
o da água potável, os processos de separação nas indústrias, de biotecnologia
e de ambiente. São também muito importantes os colóides biológicos, tais
como o sangue.

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Glossário
Viscosidade é a resistência que apresenta o fluido, a fluir. Depende da
densidade do fluido e geralmente diminui com o aumento da temperatura.
Tensão superficial é a energia necessária para aumentar a superfície
de um líquido por unidade de área.

1 atm = 760 mmHg;


1 Torr = 1 mmHg

No SI: 1 atm=1,01.105 Pa = 1,01.102 kPa

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Exercícios
1. Calcular o volume de 50 kg de amoníaco, medidos a 300C e 760 mmHg.
2. Completar a seguinte tabela para soluções aquosas de glicose C6H12O6.
massa soluto moles soluto Vol. solução Molaridade
a) 12,5 g 219 ml
b) 1,08 0,519
c) 1,62 L 1,08

3. As pesquisas sobre materiais utilizados em equipamentos desportivos são


direccionadas em função dos mais diversos factores. No ciclismo, por
exemplo, é sempre desejável minimizar o peso das bicicletas, para que se
alcance o melhor desempenho do ciclista. Dentre muitas, uma das
alternativas a ser utilizada seria encher os pneus das bicicletas com o gás
hélio, He, por ser bastante leve e inerte à combustão. Qual será a massa de
hélio, necessária para inflar um pneu de 0,4 L de volume, com a pressão
correspondente a 6,11 atm, a 25o C.
Constante universal dos gases: R = 0,082 L.atm.mol-1.K-1

4. Uma solução que contém 8 gramas de uma determinada substância em 100


gramas de éter etilico, entra em ebulição a 36,9ºC, enquanto o éter puro
entra em ebulição a 35,6ºC. Determine a massa molar da substância
dissolvida?
(ke=2,02ºC.Kg.mol-1).

5. Calcule a temperatura que deve cristalizar a solução que contém 54 gramas


de glucose (C6H12O6) em 250 gramas de água.
(kc = 1,86 0C.Kg.mol-1).

6. A pressão osmótica da solução, 250 ml da qual contém 3 gramas de açúcar


a 12ºC, é igual a 83,14 kPa. Determinar a massa molar molar do açúcar.
(R=8,31 J.mol-1.K-1).
7. Ao dissolver 2,76 gramas de glicerina em 200 gramas de água, a
temperatura de congelação baixou em 0,279ºC. Determinar a massa molar
da glicerina.

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(kc=1,86ºC.Kg.mol-1).

8. Diga qual solução de ureia tem maior pressão osmótica, uma de


concentração molar 0,3 mol.L-1 ou outra de de concetração molar 0,2 mol/L.
Se ambas se põem em contacto a través de uma membrana
semipermeável. Em que sentido sentido ocorre a osmose?

9. Uma soluçao de 7,41 gramas de um composto em 100 gramas de água,


ferveu, à presao normal, a 100,52ºC.
Determine a massa molar desse composto. (ke=520ºC. Kg-1.mol-1).

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Bibliografia
1. Júnior, J. M.; Varanda, L. C. O mundo dos colóides, Química nova na
escola, nº.9, Maio de 1999;
2. Hang, R. Química, 5ª Ed., McGraw-Hill, Portugal, 1994

3. Ruiz, M. P.B.; Naranjo, A. C.; Novoa, O. F.; Fernández, G. G.: Sánchez,

E. O.; Miche, R. V.; Castaño, G. V. Guías de clases prácticas de

Química General, Editorial Pueblo y Educación, Cuidad de la Habana,

1985.

4. Miranda, M.; Ramírez, M.; Santos, S.; León, C.; Garcia, C.; Castillo, D.

Bases Químicas del Medio Ambiente, Universidad Nacional de

Educación a Distancia, Madrid, 2004.

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