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TEMA:

Moisés e as pragas

Êxodo 3: 1-10
Ao final desta aula você deverá ser capaz de:
 Entender as circunstancias do Chamado de Moisés.
 As Característica indispensáveis de um líder.
 As Pragas no Egito e as propostas de faraó.

Introdução:
Deus escolheu Moisés para conduzir seu povo à Terra Prometida.
Esta missão não seria possível se o Eterno não lhe moldasse o
caráter, mediante o exercício da paciência. (At 7.30). Por quarenta
anos, Moisés viveu como um príncipe no Egito recebendo instrução e
preparo na arte de liderar (At 7.22). Todavia, a humildade, tão urgente
à sua grandiosa incumbência, só viria após quarenta anos de exílio em
Midiã. Período igual de peregrinação no deserto ainda seria
necessário para que Deus
completasse a obra em sua
vida.
I. Sua Infância e
chamado.
1. A infância. Para
salvar a vida do pequeno
Moisés, sua mãe,
Joquebede, o colocara num
cesto, às margens do Nilo. O
que ela não poderia imaginar
é que ali, bem perto, banhando-se no rio, estava a filha de Faraó
para ampará-lo (At 7.21). Assim, a princesa deu-lhe o nome de
Moisés, “porquê das águas o tenho tirado” (Êx 2.10). Os planos de
Deus jamais podem ser frustrados. A filha de Faraó se afeiçoou
tanto ao menino que prontamente o adotou. Além disso, O Senhor
providenciou tudo a fim de que a própria mãe de Moisés fosse
contratada para criá-lo. Foi nessas circunstâncias que Deus agiu
propiciando a Moisés formação espiritual através dos seus pais e,
mais tarde, formação “acadêmica” no Egito (At 7.22).

2. Sua chamada. Estando Moisés em Midiã, Deus o fez subir ao


monte Horebe. Ali, o Anjo do Senhor apareceu-lhe no meio de
uma sarça ardente. Deus o chamou pelo nome e fez-lhe saber
seus propósitos. O Todo-Poderoso escolhera seu servo para
libertar os israelitas da escravidão do Egito.

II. Característica indispensável de um líder.


1- Amor. Ao saber do pecado de Israel pelo próprio Senhor,
Moisés demonstrou-lhe todo seu amor e lealdade. Deus
propôs-lhe ser o líder de uma nova nação, com todas as
honras e benefícios que isto poderia trazer. Porém, Moisés
não pensou em si mesmo e no seu próprio bem-estar. Ao
contrário, intercedeu pelo povo por duas vezes (Êx 32.30-33;
33.12-17). Ele não se contentou com a salvação física do
povo e pelo seu perdão completo, queria a presença do
Senhor entre eles. Chegou a pedir ao Senhor que tirasse o
seu nome do Livro da Vida em troca do perdão que almejava
para o povo. Moisés ensina, com sua atitude, que é possível
abrir mão de certos interesses para beneficiar pessoas que
estão ao nosso redor ou sob nossa orientação (1 Co 13.5).
Seu grande equívoco foi acreditar que a retirada do seu nome
do Livro da Vida viabilizaria o perdão do povo, algo que só
Deus pode fazer.

2- Humildade e mansidão (Nm 12.3). Todo líder, qualquer que


seja sua área de atuação, corre o risco de desgastar-se no
exercício da liderança, quando não delega responsabilidades.
Trata-se daqueles que julgam ser capaz de fazer tudo
sozinho. Todos precisam de cooperadores (Rm 16.3; 1 Co
3.9). Caso contrário, não faltará exaustão e estresse. Isso
aconteceu com Moisés que pretendia conduzir o povo
sozinho. Todavia, seu sogro, um homem cheio de sabedoria,
aconselhou-o a utilizar um método eficaz de liderança (Êx
18.17-24). Moisés poderia simplesmente não aceitar o
conselho de Jetro. No entanto, não foi assim que agiu! Hoje
em dia muitos jovens não querem ouvir os conselhos dos
mais velhos, pois se julgam autossuficientes. A Palavra de
Deus nos diz que na multidão de conselheiros há sabedoria
(Pv 11.14).

III. As Pragas enviadas e as primeiras


propostas de faraó.

1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19 — 12.33). Deus ordenou que

Moisés e Arão fossem até o palácio de

Faraó para pedir-lhe que deixasse o

povo hebreu partir. Diante de Faraó

Moisés fez alguns milagres, para que

este contemplasse uma amostra do

poder do Altíssimo e liberasse o povo

de Deus. Faraó era considerado um deus, por isso foi

necessário que Moisés se apresentasse diante dele com

sinais e maravilhas. Porém, Faraó endureceu o seu coração e

não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35;

4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das

pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó


decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e

Arão.
2. A primeira proposta (Êx 8.25). Esta proposta exigia que Israel

cultuasse a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos

deuses. O ecumenismo também parte deste princípio, porém,

a Palavra de Deus nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu,

o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes


meus” (Lv 20.26). A proposta de Faraó era para Israel servir a

Deus sem qualquer separação do mal. Todavia, “sem

santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo

separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo

misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo,

seria uma abominação ao Senhor. Deus requer santidade do

seu povo. Nestes últimos dias antes da volta de Cristo, o

pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte,

como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver

tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a

iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

Precisamos ser mais santos e consagrados a Deus!

3.  continuou endurecido. A segunda praga incomodou o

Faraó, pois a terra ficou infestada de rãs, que para os

egípcios tinha uma conexão muito forte com o deus Hapi.

Na terceira praga, há uma infestação de piolhos.


Interessante que os piolhos saíram do pó da terra; isto

porque o pó da terra era considerado sagrado pelos Egito.

Sabendo disso, Deus mostra que Ele era maior que o solo

sagrado egípcio. 
4. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28). “Somente que indo,
não vades longe”. Isso resultaria em o povo de Deus sair do

Egito, mas o Egito não sair deles, como acontece ainda hoje

com o crente mundano (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15). Assim fez a

mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do

seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc

17.32). O propósito de Faraó ao ordenar “não vades longe” era

vigiar e controlar os passos do povo de Israel. “Não vades

longe” significa para o crente hoje o rompimento parcial com

o pecado e com o mundo. É a vida cristã sem profundidade,

sem expressão e por isso sempre vulnerável. “Não vades

longe” (Êx 8.28) equivale ao crente viver sem compromisso

com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a

santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a Deus

e ao seu serviço.
5. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7). Essa proposta atingia
os chefes de família e demais adultos. Os demais membros

da família ficariam no Egito. O povo de Israel vivia organizado

por famílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A família é


universalmente a unidade básica da sociedade humana. A

saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no

fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. O

propósito de Deus é sempre abençoar toda a família, no

sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e

saudável.
6. A proposta de Faraó traria resultados nefastos para o povo
de Deus. Vejamos:

a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem

proteção, sem direção.

b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e

as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do

casamento (Êx 1.16). Oremos por um avivamento

espiritual sobre os casais que servem ao Senhor.

c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel

sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam

com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens

deixadas no Egito se casariam com os incrédulos

egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus

como povo do Senhor.

7. A situação caótica do Egito. A praga das trevas acabara de

ocorrer, e todo o Egito durante três dias seguidos ficou sem


luz. Só havia luz nas casas dos hebreus (10.21-23). Faraó teve

muitas oportunidades, mas não deu ouvidos à voz do Senhor

e não atendeu aos apelos de Moisés. A cada praga o coração

de Faraó se tornava mais endurecido. O rei do Egito escolheu

resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas. Quem

pode resistir ao Senhor? Se Deus está falando com você,

atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os


milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem

duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um

preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que Deus

fala.

8. A quarta e última proposta. A situação era tão caótica no

Egito que o próprio Faraó procurou Moisés (Êx 10.24) e fez a

sua última proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as

ovelhas e vossas vacas” (v.24). A ovelha e a vaca eram

animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de

sacrifícios a Deus na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16).

Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria

entrega ao Senhor. Segundo a Bíblia Explicada, esta proposta

também significa “os nossos negócios e interesses materiais,

não santificados e não sujeitos à vontade de Deus” (10.24). O

crente precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus,


mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é

um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios.

Conclusão
À medida que Moisés permitiu que seu caráter fosse

trabalhado, Deus o usou na concretização de seus

planos em relação ao povo de Israel, fazendo-os entrar

em Canaã (Êx 6.4). Moisés e Arão seguiram firme no

projeto de Deus rejeitando s propostas de faraó. Deus

agirá do mesmo modo com qualquer cristão que Ele

escolher para realizar qualquer projeto no seu Reino,

basta seguir esses belos exemplos que a palavra dele

nos apresenta.

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