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Disponibilização: Eva

Tradução: Equipe Sweet Club Book’s

Revisão Inicial: Ana Paula

Revisão Final: Vitória

Leitura Final: Faby

Formatação: Eva
Lily LeBlanc não nasceu
para ter sexo casual, mas depois
de sair de um relacionamento
horrível de sete anos, ela
definitivamente está disposta a
dar uma chance. E o que é
melhor do que experimentar isso
com o melhor amigo do
namorado da sua melhor amiga?
O que poderia dar errado? Nada
mesmo.
O jogador da NHL,
Randy Ballistic, vive como o seu
último nome no gelo e no quarto
(Balístico). Seu melhor amigo e
colega de equipe, recentemente
desistiu das Puck Bunnies e as
trocou por uma namorada de
verdade. Acontece que ela tem
uma amiga muito quente se
recuperando de um término de
namoro. E Randy está mais do
que feliz em ser uma aventura
para Lily e a ajudar a voltar para a
cena do namoro.
O sexo casual é apenas
casual, até que coisas como
ligações e emoções se envolvam.
Uma vez que isso acontece,
alguém é obrigado a acabar com
isso.
Prólogo
Memórias, malditas sejam.

LILY

"Eu tenho uma faixa marrom em karatê."


"E eu tenho uma faixa preta em chutar a porra da sua bunda."
Estas são as palavras que se repetem mais e mais na minha cabeça.
Junto com as promessas de Randy: "Eu posso fazer você esquecer os seus
problemas se você quiser." E "Eu aposto que alguns orgasmos vão fazer
você esquecer tudo sobre o otário do seu ex. Quer saber se eu estou certo?"
Arrasto a minha mão no meu rosto e verifico o relógio. São quatro
da manhã. Tenho tentado a dormir nas últimas cinco horas. Entre as duas e
as três consegui não olhar para o teto ou para o meu relógio, mas acordei
com a minha mão na minha maldita calcinha. Mais uma vez.
Coloco a minha cabeça debaixo do travesseiro, como se fosse uma
barreira entre meu cérebro e as memórias. Não estou surpresa com a minha
falta de sucesso. Então desisto. Se parar de lutar contra as fantasias, talvez
eu seja capaz de dormir esta noite. Rolo sobre as minhas costas, fecho os
olhos e deixo vir as imagens. Sou imediatamente transportada para o
passado.
Ok, isso não é nem remotamente verdade, mas me lembro, com uma
clareza surpreendente, a minha apresentação à superestrela da NHL Randy
"Balls" Ballistic, a mais recente adição à equipe de Chicago.
Eu estava acampando no norte do deserto canadense com Benji, meu
namorado bunda mole; Sunny, a minha melhor amiga; e Kale, o melhor
amigo de Benji e o ex de Sunny. A experiência não tinha sido tão agradável.
Depois de sete dias sem água corrente, estava desesperada para desaparecer
na floresta e relaxar sob as maravilhas da ducha quente na casa de campo
do irmão de Sunny, em Muskoka. Também precisava enfrentar a bagunça
que era os meus pelos.
Antes da viagem cancelei o compromisso com minha depiladora. Ela
era o cara, e eu precisava do dinheiro para comprar mantimentos para a
viagem. Também estava zangada com Benji, então deixei os meus pelos
crescer para irritá-lo. Benji tinha deixado crescer um horrível, desigual e
feio bigode, então eu tinha feito o mesmo nas minhas pernas, para ver se ele
gostava quando eu esfregasse por todo o seu rosto maldito. Não que ele me
tenha dado oportunidade para fazer isso muitas vezes.
De qualquer forma, quando estava prestes a enfrentar o muppet1
peludo vivendo na minha vagina, a porta do banheiro se abriu.
Eu esperava que os únicos a entrar fossem Sunny, ou talvez o babaca
do Benji, Não era nem um nem outro.
Em vez disso, me deparei com um homem amplo, bem construído,
muito quente, com a mão em seu short. O seu cabelo escuro estava puxado
para trás num daqueles pequenos e bonitos coques, e os seus olhos eram da
cor de mel. Ele ostentava uma barba grande, mas era bonita, e funcionava
nele. A mão dentro de seu short fazia parte de um braço com uma manga
tatuada completa.
Eu gritei, como parecia apropriado, considerando que um cara muito
quente que eu nunca tinha visto antes na minha vida, somente na TV
durante os jogos de hóquei, mas fora desse contexto, não o reconheci
quando estava parado na porta do banheiro. A sua enorme estrutura
bloqueou a minha única saída. Além disso, estava completamente nua,
coberta de loção barbear do tornozelo à coxa, e a minha virilha extra
peluda.
Os seus olhos se arregalaram, me observando. "Você provavelmente
deveria trancar a porta."
"Quem diabos é você? Saia! O que está fazendo aqui?" Prendi a
minha toalha para cobrir todas as minhas partes.
Ele deu um passo para trás, as mãos levantadas como se estivesse
pedindo desculpa, mas o seu sorriso engraçadinho dizia o contrário.
"Calma, querida. Estava apenas procurando um banheiro." Ele se afastou da
porta, rindo.
Eu estava furiosa. Envergonhada e não completamente racional, me
cobri com a toalha e procurei por uma arma no banheiro. O suporte de papel
higiênico tinha uma extremidade sem corte se eu precisasse bater no intruso
sexy. Por alguma razão, em vez de ficar na segurança do banheiro, eu o
persegui, empunhando a minha arma improvisada, e consegui dar, mais uma
vez, um lampejo da minha vagina. A sua diversão era irritante.
Como se já não fosse mau o suficiente, menos de uma hora depois,
me encontrei presa na cozinha com ele. Sozinha. Sunny e o seu atual
namorado Miller "Buck" Butterson, tinham desaparecido na floresta para
"resolver as coisas." Randy era amigo de Miller e seu companheiro de
equipe da NHL. Então lá estava eu, forçada a me aproximar de um jogador
de hóquei insanamente quente. Apesar do constrangimento anterior, estar
presa com Randy era melhor do que acabar sozinha com Benji, que tinha
passado de ser meu namorado para ser o meu ex ao longo da semana
passada e ainda não tinha tomado a dica e ido embora.
Ele e eu tínhamos discutido sem parar enquanto estávamos
acampando, uma viagem que supostamente era para ser relaxante. A
situação vinha piorando por um longo tempo, mas, finalmente, ficou
incontrolável. Eu estava feita de muitas maneiras. Depois de sete anos, a
persistente e irritante negatividade de Benji havia se tornado uma âncora,
me puxando para baixo, e me mantendo presa a uma história que não estava
ficando melhor.
Enquanto me debatia com o resultado das minhas pobres escolhas de
vida, Randy tinha sentado à mesa, comendo tigela após tigela de Corn Pops
e lendo a seção de esportes do jornal. Benji tinha me seguido por toda a
casa, empurrando cada um de meus botões. Sem se importar com o nosso
público, ele não desistia. Eu já tinha lhe dito de forma inequívoca que
terminamos, mas, às vezes, ele era cabeça dura. Ou ele pensou que era um
jogo. Nós tínhamos terminado antes. Várias vezes.
E então Benji me chamou puta.
Foi um golpe. Foi humilhante, pois ainda aconteceu na frente de um
espectador.
Randy tinha deixado cair a colher no seu prato. Salpicando o leite
pela mesa e sua camisa. "Que porra você disse a ela?" Ele perguntou
enquanto empurrava a cadeira para trás. Que caiu, fazendo barulho no chão.
Randy limpou a boca com as costas da mão tatuada.
E então ele caminhou até Benji e ameaçou chutar a bunda dele,
mesmo que eu, mais cedo, tenha ido atrás dele com um suporte de papel
higiênico.
Então fiz o que uma mulher canadense de sangue quente faria
quando um jogador de hóquei quente ou não, ameaça alguém com violência
extrema em seu nome: Peguei o seu rosto e enfiei a minha língua em sua
boca.
Parecia que eu estava fazendo isso para fazer ciúmes a Benji. Mas
não foi isso. Eu, principalmente, queria beijar Randy pelo que ele tinha
feito. Joguei um pouco de hóquei de amígdalas com ele. Aleguei insanidade
por um minuto.
A sua barba era suave onde ela me tocou nos lábios e queixo. A sua
boca tinha sabor de Corn Pops. A sua língua, oh meu Deus, a língua dele.
Apesar do meu ataque inesperado, ele me beijou de volta. Benji passou de
fera para desaparecer no fundo. Sunny e Miller devem ter retornado de seu
"passeio na floresta" em algum momento entre o insulto de Benji e o meu
ataque a Randy, porque quando abri os olhos lá estavam eles,
testemunhando o meu ataque.
Mortificada, me tranquei num quarto pelo resto da tarde. Disse a
Sunny que precisava ficar sozinha. Durante esse tempo, revivi o beijo mais
e mais, querendo saber se foi tão elétrico porque Randy me defendeu,
porque eu estava com raiva de Benji, ou porque Randy era tão
malditamente quente.
Prometi a mim mesma que eu não voltaria a atacá-lo como um leão
faminto por um bife. Mas, no jantar, Benji tinha ido embora, e os seus
textos furiosos cimentavam a minha convicção que tínhamos terminado e
não voltaríamos. Chamar-me "puta traidora sem seios" não ganhava um
ponto no meu livro.
E ainda aqui estava Randy. Lindo. Pretensioso. Cavalheiresco.
Talvez um pouco arrogante. Um excelente beijador e um flerte absoluto. Eu
precisava de uma distração, e ele parecia ser uma boa. Acabamos dando uns
amassos na cozinha. Mais tarde, ele veio ao meu quarto com promessas de
diversão e orgasmos. Sem compromisso. Sem amarras. Apenas uma
aventura casual. Com as inibições soltas pelas bebidas e hormônios em
fúria devido a todo o flerte, eu não podia dizer não. Eu não queria, também.
Randy manteve a sua promessa de me distrair dos meus problemas.
Os orgasmos foram algo fora deste mundo. Intergalácticos.
Mas não tivemos relações sexuais.
Randy concordou em ser um substituto, mas ele traçou a linha na
porra da vingança. Não perguntei qual o critério de um para ou outro, mas
receber muitos orgasmos sem penetração, eu mal podia reclamar. No
momento. Os arrependimentos vieram mais tarde.
Pensei que ele era tão doce. Até que ele e Miller foram para uma
lavagem de carros de caridade na manhã seguinte, deixando Sunny e eu na
casa de campo. Os caras ficariam ausentes apenas por algumas horas, e
Randy prometeu mais orgasmos quando voltasse. E eu tinha planos de
envolver penetração.
Então as coisas se complicaram. Antes de eles voltarem, fotos de
Randy e Miller com o que parecia serem modelos em topless se tornaram
virais.
Eu fiquei com um pouco puta.
Puta porque fui enganada, peguei um marcador permanente preto e
com a ira de mil mulheres com TPM, numa lua cheia. Desfigurei cada par
de cuecas de Randy com a mesma mensagem: PAU PEQUENO. Era uma
mentira. Uma invenção. Baseado no que tinha sentido na noite anterior,
estava muito escuro para ver, ele possuía um pau enorme em seu short.
Dei às suas camisas um tratamento semelhante, decorando-as com a
palavra IDIOTA, então ele sabia como me sentia sobre a besteira que ele
tinha feito. Como se eu fosse deixá-lo me dar mais orgasmos depois que
alguma Puck bunny2 esteve por todo o pau dele, provavelmente montando-
o, porque eu não tinha tido permissão.
Rolando na minha cama, suspiro e pisco para afastar as memórias.
Afinal foi tudo um mal-entendido. Quando descobri a história real, já era
tarde demais. O estrago já estava feito. Não poderia fazer nada sobre a
destruição da roupa.
Passou um mês desde que tudo isso aconteceu. Um mês revivendo as
horas que passei na cama com ele. Um mês de constrangimento pela minha
reação exagerada. Um mês horrorizada por deixar toda a situação acontecer
em primeiro lugar. Hoje à noite há um jogo para a caridade e Randy vai
jogar. Sunny está me obrigando a ir com ela porque o seu namorado, Miller,
organizou tudo. Então tenho que ver Randy novamente. Não tenho certeza
do que é pior: a minha mortificação residual ou o fato de que, pelo menos,
duas vezes por semana eu acordo à beira de um orgasmo, com o rosto e o
corpo impressionante de Randy queimado na parte de trás das minhas
pálpebras. O meu corpo está claramente interessado em receber o prazer
que ele generosamente disponibilizou de novo. E de novo.
E de novo.
Mas isso é muito ruim porque eu o odeio. Bastardo presunçoso.
O odeio mais porque não posso satisfazer o meu corpo. Era suposto
ele ser uma distração. Uma aventura. Transar pelo prazer e nada mais. Ele é
o último homem que eu deveria querer. Ele é um jogador. Ele vive para o
jogo. No gelo, fora do gelo, é tudo a mesma coisa. E não quero cometer o
erro de enfiar a minha língua na sua garganta mais uma vez. Já me
envergonhei o suficiente quando se trata de Randy Ballistic.
Capítulo 1
Corra, corra, corra!

LILY

O jogo acabou, e Sunny, formalmente conhecida como Sunshine


Waters, a minha melhor amiga desde a primeira série, está neste momento
projetada no telão para toda a arena ver. Miller a beija com vigor enquanto
"Walking on Sunshine" explode no sistema de som em comemoração a
vitória da sua equipe. Na verdade, o verdadeiro vencedor é um menino de
doze anos de idade chamado Michael e a sua família. Os lucros deste
evento de arrecadação de fundos vão para o seu tratamento. Michael tem
um tumor no cérebro.
A exposição de Miller e Sunny na tela é excessivamente carinhosa e
seria bonita se eu não fosse uma vadia invejosa. Agora odeio todos que
estão em relacionamentos felizes, incluindo Sunny.
Ok, isso não é inteiramente verdade. Se alguém merece ser amada
por tudo que ela é, é Sunny. Antes de Miller, o seu namorado era
desagradável.
Miller, contudo, é um grande cara. Eu não pensava assim no início,
mas agora ele subiu no meu conceito. Olho para longe do telão enquanto
eles continuam se beijando, examinando os jogadores que patinam no gelo.
Estou à procura de um jogador em particular, apenas para me torturar.
Eu localizo Randy a cerca de 20 metros de distância, com o seu
capacete debaixo do braço. Sua barba é grande e mágica, e seu sorriso é a
coisa mais linda que eu já vi. Ele passa a mão suada pelo seu cabelo, tirando
do seu rosto. Está molhado. Provavelmente encharcado de suor. Eu deveria
achar isso nojento. Mas não. Em vez disso, começam umas batidas rítmicas
no meu clitóris. Como se um DJ tivesse uma casa na minha calcinha e
minha vagina é onde todos os batuques residem. Porraaaa! Porque é que
ele tem de ser tão quente? Porque é que fui tão idiota da última vez que o
vi? A pequena vibração no meu estômago se transforma em um enxame de
borboletas. Calor se espalha da minha vagina para o meu corpo, explodindo
nas minhas bochechas.
"Vamos, Lily!" Daisy Waters, a mãe de Sunny e a minha "Mamãe
dois", como a tenho chamado ao longo dos anos, agarra o meu braço.
"Vamos lá para cima, para o bar comprar uma bebida antes de todos
chegarem lá!"
Afasto o olhar da gostosura insana, fechando os meus pensamentos
antes de derreter no chão e perder a capacidade de falar.
"Posso ter um refrigerante? E eu posso pedir alguma comida?" Brett,
o meu primo de treze anos pergunta. A sua fome é infinita, e ele está
comigo esta noite porque ele é amigo de Michael, e ele diria que é de Miller
e Randy também, depois de ter frequentado o acampamento de hóquei em
que eles foram voluntários neste verão.
"Há toneladas de comida! Não se preocupe!" Daisy bagunça o
cabelo dele.
Brett sai de debaixo da mão de Daisy e apressadamente reorganiza o
seu penteado. No mês passado, ele deixou de usar calças de treino
desgastadas e não se importa de gastar quarenta e cinco minutos no
banheiro, arrumando o seu cabelo e espirrando spray corporal. Poderia ser
pior. Ele podia cheirar como a maioria dos meninos pré-adolescentes: mais
porco do que humano.
Daisy liga o braço dela ao meu, conversando sobre a festa de
noivado que ela vai dar em duas semanas para o irmão de Sunny, Alex, e
sua noiva, Violet. Daisy divaga sobre o quão excitada ela está. Esta festa
tem sido um tema constante de conversa durante o último mês. É
praticamente o assunto que todos falam, isso e esta angariação de fundos.
O irmão mais velho de Sunny também joga hóquei profissional.
Alex é o central e o capitão da equipe do Chicago, a equipe onde Miller e
Randy também jogam. Violet, a noiva de Alex, é, na verdade, meia-irmã de
Miller. É um círculo estranho do amor, quase como uma novela, mas com
atletas e sem namoro coletivo ou troca de casais.
Passei uma quantidade excessiva de tempo na casa de Sunny
enquanto criança, e ela e eu irritávamos o inferno de Alex nas raras
ocasiões em que ele estava em casa. Ele passou a maior parte da sua vida na
arena. Alex é um pouco estranho, e eu o conheci antes da sua fama do
hóquei, então estou ciente de seu status de nerd na escola. Acho Alex é
quente, mas não consigo vê-lo mais do que um irmão substituto, que
ajudava eu e Sunny com as lições de casa.
Daisy ainda está falando, mas não estou prestando atenção. Estou
muito preocupada com o fato de que estamos prestes a passar por todos os
jogadores, e Randy ainda está lá, com um sorriso em seu lindo rosto suado.
"Claro que você vem com a gente. você pode ficar de folga no fim
de semana?" Daisy pergunta.
"Ah, sim, com certeza." Eu aceno distraída.
"Isso é uma notícia maravilhosa! Sunny não tinha certeza se você ira
conseguir. Sei que você é muito ocupada com dois empregos e tudo, mas
vamos cuidar da sua passagem para Chicago. Alex tem muito espaço em
sua casa, assim você pode ficar com a gente lá. Vai ser um grande final de
semana!" Ela aperta o meu braço. "Oh! Ali está Miller e os seus pais e Alex
e todos os meninos! Vamos dizer olá! Sunny está com eles. Vamos!" Daisy
começa a me arrastar em direção ao grupo de jogadores, que contém Randy.
Afundo meus calcanhares no piso de borracha e tiro os dedos dela do
meu braço, tenho certeza que o meu corpo vai me trair quando chegar perto
de Randy. Daisy sabe sobre a situação com Randy, ou pelo menos ela sabe a
versão moderada, a versão para menores de idade3, mas eu não o posso
explicar nada para ela. "Oh... uh... Eu preciso usar o banheiro. Vou
encontrar vocês lá em cima, no bar."
"Apenas vamos dizer olá, querida." Daisy me dá um de seus sorrisos
de ‘a mamãe sabe tudo’.
"Eu realmente preciso usar o banheiro, mamãe dois."
"Ah, vamos lá, Lily. Michael está ali." Brett geme na sua desafinada
voz que está ficando mais rouca.
"Você vem comigo, Brett." Daisy coloca a mão no seu ombro e pisca
para mim. "Nos encontramos lá em cima."
Aceno vigorosamente. "Certo. Ótimo! Vejo-os em um minuto!"
Passei a maior parte da minha vida patinando nesta arena, Alex usou
as suas conexões aqui em Guelph para reservar o espaço para o jogo de
exibição e agora eu trabalho aqui, dando lições de patinação. Sei onde estão
todos os melhores banheiros, incluindo um secreto não muito longe do bar
onde o pós-festa será realizada.
Não sei no que estava pensando quando concordei em vir. Não posso
lidar em ver Randy. Tenho muitas emoções conflitantes, como luxúria,
constrangimento e autopreservação, se isto é uma emoção. Ignoro o
elevador cheio e subo as escadas. Subo os degraus de dois em dois e vou
para a direita, em vez de ir para a esquerda em direção ao bar, no topo, me
dirijo para o banheiro secreto no final do corredor.
Abro a porta, acendo a luz, e me tranco, exalando um longo suspiro.
Ligo a torneira, e lavo as minhas mãos sob o jato frio, esperando que vá
esfriar o resto do meu corpo. Randy porra Ballistic é um maldito problema.
Há um milhão de coisas na minha vida de que me arrependo. Ficar
com Benji durante sete anos é uma delas. Não ter Randy fodendo o inferno
fora de mim, enquanto eu tinha uma desculpa decente para fazê-lo é outro.
Agora, não posso ter certeza do que teria acontecido, se as coisas
progredissem de forma diferente, mas agora eu tenho que adivinhar isso.
A pior parte é que me atirei no Randy, oferecendo o meu corpo em
uma bandeja de prata, o que totalmente não é a minha coisa. Sou
responsável. Eu fico com o seguro e confortável. E então ele se recusou a
fazer sexo comigo porque eu estava emocionalmente "vulnerável". Mas
Randy mais do que compensou a falta de penetração, mas isso não nega o
meu constrangimento, especialmente desde que eu destruí todas as suas
roupas, o que provou que eu tinha ido de "vulnerável" à instável em questão
de horas. Também não diminui o meu pesar. Aquele homem pode comer
uma buceta como ninguém. Os seus dedos, e sua boca, e Jesus eu preciso
parar de pensar nele quase nu e me tocando.
Gemo e olho para o meu reflexo. Pareço um lixo. Quase nunca uso
maquiagem e as únicas coisas que tenho são para as competições de
patinação artística. Pensei em passar algo esta noite, mas não quero parecer
como um palhaço de rua. Além disso, a porcaria em pó dá coceira na minha
pele. O meu cabelo é liso assim como o meu peito. Olho para meu decote
patético. Preciso ganhar cinco quilos, nos meus seios. Não há nada que eu
possa fazer com os meus pobres coitados, que quase nem chegam ao
tamanho médio.
Vasculho a minha bolsa, em busca de algo além de protetor labial. Qualquer
coisa com uma pitada de cor seria melhor do que a forma como pareço
agora. Aposto que mamãe dois tem um suprimento infinito de gloss
brilhantes na bolsa. Ela usa uma quantidade insana de maquiagem. E spray
de cabelo. Daisy tem usado o seu cabelo da mesma forma desde que me
lembro. Não tenho certeza se ela simplesmente amou Dallas e não pode
deixá-lo ir, mas seu cabelo é um tipo especial de moda infeliz.
Encontro um batom no fundo da minha bolsa. A tampa saiu, e há
todos os tipos de sujeira preso ao batom. Pegando alguns pedaços de papel
higiênico do rolo, para remover a sujeira de flocos de barra de granola antes
de passar nos meus lábios. É um tom claro, um rosa detestável. Passo o
papel higiênico para tirar a maior parte da minha boca, mas tudo que faço é
manchar ao redor da minha boca.
"Droga." Pego mais papel do rolo. Passo-a debaixo de água,
bombeio um pouco de sabão com espuma sobre ele e esfrego os meus
lábios, tentando tirar a sombra rosa. O sabão entra na minha boca, o sabor
químico quase me faz vomitar.
Alguém bate na porta. Quase ninguém sabe sobre este banheiro.
"Eu saio em um minuto!" Grito sobre a água corrente. Toda a
lavagem deixou uma vermelhidão ao redor da minha boca. Agora tenho que
me esconder num canto escuro até a minha pele acalmar. Passo um gloss
transparente brilhante nos meus lábios que também está escondido no fundo
da minha bolsa, desligo a água, e abro a porta.
Sunny está do outro lado com os braços cruzados sobre o peito. Ela é
bonita sem esforço. Ela pode rolar para fora da cama com seu cabelo loiro
perfeito numa bagunça emaranhada, e ela ainda parece pronta para a
passarela. Atualmente ela veste uma enorme camiseta de hóquei, um par de
calças de ioga preta da Lululemon, é claro, porque é isso que o seu irmão
lhe compra, e um par de chinelos. Ela é uma modelo. Se não a amasse, eu a
odiaria.
Violet, sua futura cunhada está ao lado dela. Ela chega somente ao
ombro de Sunny. Ela é uma pequena coisa com peitos enormes e esse
cabelo longo surpreendente que não é nem marrom, nem vermelho, mas em
algum lugar no meio. Os seus olhos são uma sombra fabulosa de verde.
Nenhuma delas usa maquiagem, tanto quanto eu posso dizer, e ambas são
lindas. Ao lado de Violet está outra garota. Eu a vi uma vez antes, mas não
consigo me lembrar do nome dela. Ela também é impressionante. Todas
elas são fabulosas.
"Sabia que você estaria escondida aqui." Sunny joga seu cabelo
sobre o ombro.
"Não estou me escondendo."
Sunny levanta uma sobrancelha.
"O que aconteceu com seu rosto?" Violet pergunta, se inclinando
mais perto. "Está todo vermelho."
"Passei uma coisa. Estava tentando esfregá-la e só piorei.”
"O que você colocou nele?" Violet fica ainda mais perto; ela está
dentro do meu espaço pessoal.
Já a encontrei algumas vezes. Ela é totalmente louca, no bom
sentido, estou acostumada com as pessoas que evitam me enfrentar. Isso é
provavelmente porque eu dou uma vibração mal-humorada ou o que quer
que seja. Violet parece imune a isso.
"Só..." hesito um segundo, tentando chegar a uma mentira. Não
quero dizer que eu estava colocando batom, porque Sunny saberá que estou
tentando ficar bonita para Randy. "… alguma coisa."
"Coisa?" Violet pergunta.
"Não é importante. Nós provavelmente devemos ir para o bar antes
que esteja lotado."
"Havia um cara lá com você? Você quer dizer esse tipo de coisa?"
Violet passa por mim e abre a porta do banheiro.
A menina, cujo nome eu não pude lembrar balança a cabeça. "Basta
ignorá-la. Ela está perturbada."
"Eu não perdi isso, Char! É uma pergunta totalmente legítima."
Violet olha para mim como se eu fosse confirmar a legitimidade de ter uma
reação na porra do meu rosto. No meu silêncio, ela continua a sua
explicação. "Às vezes, quando Alex come muitas asas de frango frita, a sua
porra deixa o meu peito vermelho."
Sunny se encolhe, porque Alex é seu irmão, eu assumo. "Acho que
preciso de um mojito."
"Ohh! Bom plano!" Violet enfia o braço pelo braço de Char e vai
para o corredor. "Vamos, senhoras, vamos beber demais e compartilhar
histórias de porra."
"Ela é sempre assim?" Murmuro.
"Ela está estressada sobre a festa de noivado. De acordo com
Charlene, ela esteve bebendo durante todo o jogo." Sunny torce uma mecha
de cabelo em torno de seu dedo. "Estou preocupada com ela." Ela vira a sua
atenção para mim. "E quanto a você? Você está bem? Pensei que você disse
que estaria bem em ver Randy."
"Estou bem. Está tudo bem. Não é grande coisa." Aceno com a
minha mão no ar um pouco histérica. "Nós nos divertimos. Nada mais."
Sunny inclina a cabeça. "Lily."
"Realmente, Sunny. Está tudo bem. Provavelmente devo me
certificar que Brett está bem e não incomodando os jogadores.”
"Você está usando gloss?"
"O quê? Não. Vamos." Viro a cabeça para o lado e limpo a boca na
minha manga quando nós seguimos Violet e Charlene para o bar.
Isso é muito diferente do que a cena depois dos jogos reais. Há um
monte de crianças correndo ao redor, porque este é um evento familiar. Eu
estive em alguns jogos do Toronto com Sunny. As pós-festas habituais
podem ser altas e avassaladoras. Há sempre um milhão de meninas nojentas
tentando chegar aos jogadores. Não é assim esta noite.
Sigo Sunny até o bar e peço a mesma coisa que ela está bebendo.
Porque ela é a namorada de Miller, e eles querem fazer uma comanda para
ela, mas Sunny recusa, dando vinte dólares. Sei que ela não vai me deixar
pagá-la, então vou comprar a sua próxima bebida e ficamos quites.
Movo-me quando Sunny sai com a bebida na mão, fico um pouco
atrás dela para que possa me esconder se necessário. Sunny está alheia a
minha ansiedade, parando para conversar e me apresentando a todos que ela
conhece que é um monte de gente. Fico quieta e bebo a minha bebida. É
deliciosa. Hortelã e limão e a quantidade perfeita de doce.
Olho ao redor do bar, vendo todas as pessoas atraentes e bem
vestidas. É fácil de entender porque as mulheres se penduram em todos
esses caras. Muitos deles estão levando a sério as carteiras recheadas.
Alguns deles são quentes. Miller lembra-me um boneco Ken, mas ele é
atraente.
E depois há Randy. Eu suspiro, gemo, e tusso só de pensar nas
tatuagens que cobre seu sólido braço, bem construído, em seu V profundo
de músculo, e os abs... Faço um som de sorver terrível, que me tira dos
meus pensamentos.
"Ha! Eu devo ter estado com sede." Seguro o copo vazio, próximo
ao meu rosto que está em chamas. "Vou pegar outra bebida. Tanta sede!
Quer outra bebida?"
"Estou bem por agora." Sunny mantém a sua bebida na metade.
Deixo-a com os seus amigos e volto para o bar. Entraram mais
pessoas e os jogadores juntos. Deslizo até o final do bar e peço outro
mojito. Mantenho a minha cabeça baixa, deixando o cabelo cobrir o meu
rosto. Ele só chega ao meu queixo, então não há muito para esconder. De
vez em quando, observo aqueles enormes, homens bem construídos
cumprimentarem a todos com sorrisos simpáticos. Hoje à noite nenhum
deles parece se importar se estavam na equipe vencedora ou perdedora.
"Ei! Aí está você!" Violet bate o seu quadril curvilíneo contra o meu.
Ela está usando a mesma camisa que eu, e a maioria das pessoas neste
evento, exceto que ela a preenche muito melhor do que eu na região do
peito. Violet joga o braço em volta do meu ombro. Ela está um pouco
suada. "Vamos tomar umas doses!"
"Eu realmente não..."
"Que tal uns mamilos escorregadios e orgasmos estrondosos?"
"Estou de acordo com esses!" Diz Charlene, andando ao seu lado.
"Ainda se divertindo?" Violet pergunta.
Concordo com a cabeça. Para não ter que gritar para falar.
"Então, Buck me disse que você e Randy tinham uma coisa. Como
foi isso? Ouvi todos os tipos de coisas sobre esse cara. Quer dizer, mais do
que o grande jogador que ele é, como ele vai assumir a posição de Alex, e
todas as outras merdas que as pessoas dizem."
Ela acena a sua mão ao redor e me cutuca no ouvido. Ela está
definitivamente bêbada. Porém, não acho que isso afeta as coisas que saem
de sua boca.
"De qualquer forma, ouvi dizer que ele faz jus ao seu nome, se você
sabe o que quero dizer?" Violet diz dando uma piscadela. "Certo?"
"Eu, uh..."
"Aí está você!" Alex vem atrás de nós e coloca um braço em torno
de ambos os nossos ombros. Ele me dá um aperto. "Ei, pequena Lily! Como
você está? Já faz muito tempo!" Odeio esse apelido. Sinto-me com doze
anos.
"Estou bem. Bom... Bom jogo esta noite. Lamento que você perdeu
para Miller."
"Tudo certo. É tudo por uma boa causa."
"Vou fazer você esquecer que você perdeu mais tarde, baby." Não
acho que Violet quis dizer isto tão alto quanto disse isso.
Alex ri. "Shh. Nós não precisamos dizer a todos o que vai acontecer
mais tarde."
"Eu!" Violet levanta a mão. "Eu vou lá embaixo mais tarde."
Ele coloca um dedo sobre os lábios, ainda rindo. "Quanto você
bebeu, Violet?"
"Apenas uma bebida."
Alex olha para mim, como se eu soubesse de algo que ele não sabe.
Eu encolho os ombros. Que é o momento exato em que o barman define
duas fileiras de doses na nossa frente. Alex pega os de Violet antes que ela
os possa beber. Pego o meu para impedir Violet de roubar. Tento pagar as
minhas bebidas, mas Alex me dá um olhar. Não luto com ele. Ele é muito
consciente da situação financeira da minha família. É apenas a minha mãe e
eu, e às vezes isso é difícil. De vez em quando, encontro alguns milhares de
dólares depositados em minha conta poupança. Sei que é ele. Alex nunca
mencionou, e nem eu. Isso machuca o meu orgulho, mas ajuda quando as
coisas ficam apertadas. Como no ano passado, quando precisávamos de um
carro novo.
Lembro-me que tenho o meu primo comigo, então me desculpo, não
que isso é necessário uma vez que Violet passou a tentar apalpar Alex, e ele
está ocupado impedido suas mãos de irem a lugares que não devem em
público.
Aperto meu mojito, me mantendo no canto do bar, enquanto procuro
Brett. Encontro-o exatamente onde não quero que ele esteja: com Randy e
Miller e Michael, o garoto para quem Miller criou este evento, sentado a
uma mesa rodeada por pratos cheios de comida. Eles estão sorrindo e rindo
e Miller tem seu braço sobre o ombro de Michael. Ele tem uma conexão
pessoal com a situação de Michael; sua própria mãe morreu quando ele era
um garoto, ela tinha um tumor inoperável.
Fui uma verdadeira cadela para Miller quando ele começou a
namorar Sunny. Os relatórios da mídia eram altamente desfavoráveis; ele
foi negociado para Chicago na última temporada por transar com a sobrinha
do seu treinador anterior num banheiro. Eu estava preocupada com ela. Mas
desde o pós-acampamento de fim de semana, e na casa de campo de Alex,
vi um lado muito diferente dele que a mídia não conhece. Ele é apaixonado
por Sunny, ele faria qualquer coisa por ela. Como nomear uma fundação
com o nome dela. As camisetas que todos estão vestindo hoje? Eles dizem
Sunshine Project.
De acordo com Sunny e os meios de comunicação, Randy, que
acontece de ser o melhor amigo de Miller, ajudou a organizar este evento. O
envolvimento de Randy não muda o que sinto por ele, apesar de tudo. Só
porque ele é bom para Michael não significa que ele não é um jogador
prostituto. No entanto, pateticamente, ainda quero montá-lo como um touro
de rodeio.
No fundo, não acredito que Randy seja um cara ruim. Na verdade,
estou inclinada a dizer o contrário. Um jogador? Definitivamente.
Prostituto? Cento e dez por cento. Mas, sou a única que se jogou para ele, e
não o contrário. O que mais me incomoda é que, apesar de saber disso, eu
não me arrependo do que aconteceu na casa de campo, além de não ter tido
relações sexuais com ele. O que lamento. A parte sem sexo. E odeio que
lamento o meu pesar, porque me faz sentir como uma bunny, o que eu
nunca quis ser.
Deveria estar feliz que as minhas ações no mês passado garantiram
que nada vai acontecer entre Randy e eu. Não só escrevi coisas terríveis em
todas as suas roupas com um marcador permanente, mas o evitei todas as
vezes que ele me ligou. Ele não deixou mensagem, então não tenho ideia do
que ele queria.
Porque todo o conflito sobre um jogador de hóquei? Volte para a
minha concepção. O meu pai, que nunca encontrei, jogou hóquei
profissional. Ele engravidou a minha mãe quando ela tinha dezoito anos e,
em seguida, voltou para a sua boa vida: viajar pelo país, jogar o disco no
gelo, e foder Puck Bunnies que estupidamente abrem as pernas para ele,
deixando a minha mãe para me criar sozinha.
Ironicamente, a minha mãe se enquadrou na categoria Puck Bunny
por um tempo muito curto. Ela nunca namorou outro jogador de hóquei, e
ela me bate na cabeça com uma vara proverbial para eu não cair na mesma
armadilha. No entanto, ela parece ser boa em encontrar caras em linhas de
trabalho que o salário é enorme. Tem sido uma porta giratória de idiotas
instáveis na minha casa toda a minha vida. Apesar disso, eu não sou cínica.
Assusto-me de novo quando tudo o que encontro é ar no meu
canudo, em vez de mojito. Olho para o meu copo, franzindo a testa com a
falta de líquido. Como é que a bebida desapareceu tão rapidamente? Eu
olho para trás, para Brett. Ah Merda. Randy me viu. Um sorriso maroto
puxa os cantos de sua boca sexy. Ele diz algo a Brett e lhe dá um tapinha no
ombro, em seguida, empurra a cadeira para trás. Finjo estar envolvida no
meu celular. Sinto-me enjoada de tantas vezes que eu olhei a tela quando
estava na mesa.
Oh Deus. Ele está vindo até aqui. Não estou pronta para isso. Faço
uma varredura no bar freneticamente à procura de Sunny. Não consigo vê-la
em qualquer lugar, então faço a coisa mais lógica do mundo: fugir do bar,
para longe de Randy. Há uma porta de saída que não deveria usar desse
lado. O alarme deve estar desligado. Ela vai me tirar daqui e me levar para
o banheiro, onde me escondi anteriormente. Posso me trancar lá e descobrir
como gerir isso.
Abro a porta contra fogo, aliviada que o alarme ainda esteja
desligado, e corro rapidamente pelo corredor. Viro à direita rapidamente.
Maldito seja. Randy está me seguindo. O que ele poderia querer? Sorrir
para mim um pouco mais? Fugir deve ser um sinal que não estou
interessada em qualquer tipo de confronto ou discussão, ou até mesmo ficar
nua, se ele estiver pensando nisso. Ok, a última parte eu totalmente quero
fazer. É por isso que deveria me manter em movimento.
"Ei, Lily!" Randy chama. "Espere!"
Os meus joelhos quase dobram ao som de sua voz. O que é que ele
quer? Desvio de uma mancha úmida e evito cair de bunda. Randy está logo
atrás de mim. Empurro a maçaneta da porta do banheiro e derrapo, quase
caindo novamente. Abrindo-a, eu me atiro para dentro de forma
extremamente dramática. Mas antes que eu possa fechar a porta, Randy
consegue deslizar o seu enorme corpo musculoso na abertura.
"O que você está fazendo?" Eu guincho quando a porta se fecha atrás
dele, nos trancando no escuro. "Não consigo ver nada!"
Randy ri. A luz acende e pisco contra o brilho repentino. "Você não
me ouviu chamando você?"
Planto minhas mãos nos meus quadris. "Você não me viu correr de
você?"
Ele ri novamente. Isto é um belo som. "Uh, sim. Imaginei que talvez
você realmente tivesse que usar o banheiro."
"Eu fiz. Eu faço. Agora sai, ou vou fazer xixi bem na sua frente!"
Estou gritando. É agudo e totalmente desnecessário, já que estou de pé a
cerca de quatro centímetros dele. Poderia estar falando e cuspindo em seu
peito. Seu peito muito musculoso.
Suas mangas estão enroladas até os cotovelos, deixando todas as
tatuagens no antebraço direito em exibição. E ainda tem uma tatuagem na
parte traseira de sua mão. É quase tridimensional na forma como foi
colocada na sua pele: a flor frisada deslumbrante com orvalho, com um
pequeno crânio intrincado dentro da gota caindo. É tão durão. Lembro-me
de quão incrível era os dedos ligados a essa mão, que está ligado ao braço
coberto de tinta, estavam dentro de mim, bombeando até que eu gozei. Eu
dou um gemido estrangulado.
"Você gemeu?"
"O quê? Não." Meus olhos se levantam para os dele.
Aquele sorriso irritante faz os seus olhos diminuírem. Mesmo o seu
piscar de olhos é quente. "Eu acho que você fez."
"Foi um grasnar. Isso é muito diferente de um gemido."
Randy se inclina contra a porta, bloqueando a minha saída. "Oh sim?
Quer explicar isso para mim?"
"Não tenho de explicar nada para você. Agora saia para que eu possa
usar o banheiro! Em particular. Sozinha." A minha voz ainda é super
estridente. Preciso parar de agir como uma idiota. Também preciso que ele
saia do banheiro antes de eu fazer algo que vá lamentar, mas provavelmente
não. Ele não parece nem de perto de chateado como que pensei que ele
estaria.
Empurro o ombro dele numa tentativa de fazê-lo sair. Randy se
move talvez uma fração de uma polegada. Ele tem um cheiro fantástico,
como se ele tivesse tomado banho e passado um desodorante. O seu braço é
tão sólido, nada como Benji era. Continuo a empurrar, e poderia ter dado ao
seu bíceps um pequeno aperto.
"O que há com você invadindo o banheiro?" Digo, não gritando
agora.
Sinto o meu rosto aquecer com a memória dele me vendo no
banheiro na casa de campo, quando as minhas partes de garota estava em
exposição e a sua mão em seu short. Droga. Agora eu estou pensando sobre
o quase sexo que fizemos, novamente.
Randy ainda está sorrindo como um idiota. Acho que ele disse algo e
eu perdi muito ocupada estando mortificada. E ligada.
"O quê?" Pergunto.
A sua língua varre seu lábio inferior. Randy tem grandes lábios. Eles
são cheios, suaves e excelentes para ser beijados. Ele escova o cabelo do
meu rosto, seus dedos roçando a minha bochecha. Todos os meus músculos
apertam. Eu tenho certeza que poderia gozar só de pensar sobre as coisas
que ele fez para mim. O que é louco, porque eu sempre acreditei que
reações como essas são besteira total.
"Estava apenas dizendo que a última vez que estivemos juntos em
um banheiro você estava usando muito menos." O seu olhar vagueia por
cima de mim e os seus olhos cor de mel, ou areia de praia, ou quem diabos
se importa, caem abaixo da minha cintura. Randy aponta para a minha
virilha. "Como está a sua depilação nesses dias? Você conseguiu a sua
situação resolvida lá?"
A minha boca fica aberta. Fecho-a rapidamente, em seguida, abro-a
novamente, à espera de alguma resposta atrevida de retaliação, mas nada
chega. Não tenho que ter uma boa resposta, ou qualquer coisa que dizer
sobre isso, porque a resposta honesta é não. Não tive oportunidade de
resolver o problema.
Só depilei as minhas partes de menina no último mês.
Não sou muito boa nisso. Quando tento passar uma navalha, a minha
virilha constantemente fica com manchas de sombra em cinco horas.
"Você não gostaria de saber!"
"Quer me mostrar?"
"Você é um porco!"
Na realidade, meio que quero mostrar a ele, mesmo que não seja o
melhor trabalho de depilação no mundo. Na verdade, gostaria de levá-lo de
joelhos, deixar cair às calças, colocar uma perna em cima da borda da pia e
empurrar o seu rosto direito para minha vagina, para que Randy possa ter
uma visão de perto e pessoal do inferno que eu tenho que passar a fim de
fazer a minha vagina apresentável para ninguém, porque sou a única pessoa
que vai vê-la.
Acho que posso precisar ter relações sexuais em breve. Com algo
diferente do que meu vibrador.
"Odeio seu rosto perfeito!" Eu assobio. Literalmente, soou como
uma cobra. Pego as lapelas de sua camisa de botão. Então enfio a minha
língua na sua boca.
Merda. Este é o oposto do que deveria acontecer.
Capítulo 2
O que acontece no banheiro permanece no banheiro. Ou não.

RANDY

Encontro-me pressionado contra a porta, a maçaneta espetando a


parte inferior das minhas costas, enquanto Lily força a sua língua na minha
garganta. Ela quebra o beijo, se você poderia até chamá-lo assim e se
distancia de mim, mas ela ainda está segurando a minha camisa. As suas
narinas se abrem um pouco, e os seus olhos, um tom de castanho tão escuro
que quase não posso ver onde termina sua íris e começa sua pupila, estão
vidrados.
Não tenho ideia porque a segui para este banheiro. O meu único
plano era ter algum tipo de discussão, uma vez que a última vez que
tivemos algumas palavras acabou com ela me chamando idiota, bem como
uma série de outros insultos criativos, e ela não respondeu às minhas
ligações. Lily também escreveu em todas as minhas roupas com um
marcador permanente. Eu meio que merecia. Gosto que ela é meu tipo de
louca.
Lily balança a cabeça e afasta o seu cabelo escuro na altura do
queixo, que está caindo em seus olhos. O seu peito se ergue a cada
respiração. Ela parece quente esta noite. Os seus jeans acentuam as linhas
finas e magras do seu corpo. A camiseta do evento está acomodando sua
estatura esbelta.
Ela é muito bonita ofegante. Isso me lembra muito da maneira como
ela soou quando comi sua buceta na casa de campo de Waters. Isso foi há
semanas. Não parei de pensar nisso. Não sei por quê. Quer dizer, eu posso
comer uma buceta sempre que eu quiser. Chupar alguém é íntimo e as Puck
Bunnies geralmente são rodadas. Não estou colocando minha boca onde um
milhão de outros paus tenham estado.
Hipócrita? De modo nenhum. Não deixo as Puck Bunnies colocarem
a boca em mim também... Por muitos motivos. Mas Lily não é uma bunny,
e ela precisava ser cuidada. Devidamente. Então eu fui para baixo nela.
Coloquei limites em foder com ela, embora, porque não queria me sentir
culpado se ela só me deixasse fodê-la para se vingar de seu ex-imbecil.
Foi a coisa certa a fazer, mas ainda me arrependo. Especialmente
desde que eu sei que ela não voltou com aquele inútil. Não que eu tenha
perguntado ou qualquer coisa. Miller ofereceu as informações. E agora tudo
entre ela e eu parece estar confuso. Ou estava até cerca de trinta segundos
atrás. De qualquer forma, depois de ter tido meus dedos dentro Lily, posso
dizer, sem dúvida, o sexo seria estelar. Ela é um pequeno foguete.
Lily arrasta a minha boca para baixo e faz uma pausa quando nossos
lábios estão quase se tocando. Sinto a maçaneta por trás de mim e a tranco.
Não quero quaisquer interrupções no momento. Eu puxo-a contra mim,
prendendo suas mãos entre nós. Então eu escovo a ponta do meu nariz
contra o dela, de forma suave.
Ela solta este pequeno gemido. Isto é apenas um som; Ela inclina a
cabeça para cima, e empurra os seus quadris contra os meus. Lily tem que
ser capaz de sentir o meu pau duro. Seria impossível não o sentir. Corro
minha língua pelo meu lábio, sobre a cicatriz de um taco que levei no rosto
há muito tempo. Lily segue o movimento. Quando ela levanta os olhos, eu
tomo sua boca.
Desta vez, quando Lily tenta empurrar a língua pelos meus lábios, eu
forço de volta com a minha própria. As mãos dela deixam minha camisa, os
dedos fechando em torno de meus pulsos enquanto ela luta para entrar na
minha boca. Não vai acontecer. Ainda não. É difícil dar um beijo e sorrir,
mas eu consigo.
Lily corre as mãos pelos meus cabelos. Arrancando o elástico que o
prende, ela o joga no chão. Não tenho nenhuma ideia onde ele caiu, mas
tenho certeza que não irei pegá-lo do chão do banheiro.
Nos giro em torno de modo que ela está contra a porta e trabalho um
joelho entre as pernas. Então começo basicamente a transar com ela ainda
usando roupas. Não sei o que há de errado comigo. Este é um evento de
caridade. Há famílias e crianças, e aqui estou eu, trancado em um banheiro
com uma menina que escreveu PAU PEQUENO na maior parte das minhas
boxers. Estou usando um par esta noite porque meio que esperava vê-la e
que isto acontecesse.
Seguro a bunda dela, aperto bem forte e a levanto. Lily tem, talvez,
1.68m ou, 1.70m na melhor das hipóteses, e eu tenho quase 1.90m, então
sou mais alto do que ela e tenho provavelmente mais de 50 quilos a mais.
Ela é esbelta, compacta, possui alguns músculos e com seus quadris
estreitos até a sua caixa torácica. Lily envolve com força os seus pés ao
redor da minha cintura, borbulhando mais um daqueles gemidos
estrangulados.
Se fosse possível um ser humano devorar o outro, nós estaríamos
fazendo isso agora. Ela solta o meu cabelo e procura a barra da minha
camisa. As suas unhas arranham os meus abs. Mordo a língua dela em
retaliação. Lily afasta o rosto do meu, batendo a cabeça contra a porta.
"Você está bem?" Pergunto.
Ela aperta o meu mamilo, então eu mordo o seu pescoço. "Faça isso
novamente e vou chupar até deixar uma marca." Advirto, separando os
meus lábios contra a sua pele. É salgado e doce e muito, muito quente.
"Você não faria isso."
"Oh, eu definitivamente faria." Aplico um pouquinho de sucção e ela
suspira suas mãos voltando para o meu cabelo, e suas unhas cavando o meu
couro cabeludo.
Ajusto o meu aperto e moo contra Lily enquanto beijo ao longo de
sua garganta para a sua mandíbula. Estou tão duro agora. Gostaria que ela
estivesse usando algo diferente de jeans apertados. A única maneira de
poder estar dentro dela é a virá-la e levá-la por trás. Não é a minha posição
favorita.
Sei exatamente como parece o rosto de Lily quando goza. Se irei
transar com ela, quero os seus olhos nos meus quando se perder em todo o
meu pau. De qualquer forma, um banheiro público provavelmente não é o
melhor lugar para isso acontecer, mesmo que seja acessível a cadeiras de
rodas e bastante limpo. Banheiros públicos são mais um movimento do
Miller, ou um movimento de Miller-pré-Sunny, de qualquer maneira.
Continuo rolando os meus quadris e aqueles pequenos ruídos dela
ficam mais altos, então cubro sua boca com a minha novamente.
As suas mãos se transformam em punhos, agarrando o meu cabelo
com tanta força que estou quase preocupado que ela vai arrancá-lo da raiz.
"Meu Deus", ela geme contra os meus lábios. Afasto-me, verificando para
ter a certeza que ela está bem. Lily joga a cabeça para trás, batendo na porta
com um baque baixo. Nós estamos fazendo uma enorme quantidade de
barulho aqui, mas pelo menos é um banheiro que está longe da festa.
Empurro-a firmemente contra a porta, com os meus quadris, para
que não tenha que usar as duas mãos para segurá-la. Dessa forma, posso
impedir que a cabeça dela batesse contra a porta. Se Lily continuar assim,
ela vai ter uma contusão. Se eu não soubesse melhor, eu acho que ela está
quase gozando, o que deve ser impossível já que eu não fiz nada, mas me
esfregar nela.
"Lily?"
Os seus olhos rolam para baixo para encontrar os meus, o seu
choque substituído por êxtase. A sua boca cai aberta. "Isso não é... Não
posso..."
"Você está gozando?" Apesar da falta de probabilidade, eu tenho que
perguntar.
Ela balança a cabeça furiosamente e gagueja um não.
A sua expressão é suspeita. Eu não a comprei. Agarrando a sua
bunda, eu oscilo em giro assim nós estamos olhando para a parede. Então
eu a baixo para o chão. As suas unhas correm para o lado do meu pescoço,
e ela agarra a minha camisa.
"Porque você está parando?" Lily jorra o ar uma vez e oscila
instável.
Ando com ela para trás até que ela bate na parede. Lily
imediatamente começa a esfregar a sua buceta na minha coxa. Há melhores
lugares para ela fazer isso. Ela tenta puxar a minha boca de volta para a
dela, mas tenho outros planos. Puxo a sua camisa sobre a cabeça e penduro-
a na maçaneta. A sua bolsa está no chão perto dos meus pés, suas coisas
espalhadas por todo o lugar. Não que isso importe agora.
O seu sutiã não é provocador, cheio de laços, ou qualquer coisa
especial. É simples, de cetim pálido. Posso ver o contorno dos seus mamilos
através dele. Vou chegar a isso mais tarde. Enquanto Lily monta a minha
perna, abro o botão dos seus jeans e puxo o zíper para baixo. A sua calcinha
corresponde ao sutiã, cetim mais simples e pálido.
Enfio a minha mão em sua calça. Ela cuidou das coisas. Encontro
pele lisa e macia. Mas os seus jeans são tão apertados que não posso passar
a minha mão na crista de sua pélvis. Posso sentir o quão quente ela está,
mas não posso chegar a toda a sua umidade. Em minha defesa, as minhas
mãos são grandes, de modo que isso só contribui para o problema.
Lily se atrapalha com a minha fivela do cinto e depois o meu zíper.
A minha ereção força contra os meus boxers. Ela congela os olhos correndo
para os meus em estado de choque. Não porque o meu pau é aterrorizante,
embora, tipo, ele é, mas porque Lily pode ler o PAU PEQUENO, que ela
escreveu sobre o material rosa quente em letras maiúsculas, com marcador
permanente preto.
Lily morde o lábio e faz uma careta, não tendo a certeza se ela quer
rir, ficar constrangida ou pedir desculpa, ou talvez todos os três. Ela desliza
sobre minha cintura talvez querendo enfiar sua mão dentro. "Por que você
ainda tem isso?"
"Ela é o meu par favorito."
"Mas," Lily empurra o tecido e esfrega minha perna ao mesmo
tempo. Os seus olhos rolam para cima e ela estremece novamente.
"Acho que nós dois estamos bem conscientes de que é propaganda
enganosa." Afasto a mão dela que está cobrindo o meu pau e dou um passo
atrás. Então me ajoelho e arranco os seus jeans dos seus quadris, junto com
a calcinha que está úmida. É como estivesse colada ao seu corpo.
"O que você..."
Deslizo a mão entre suas pernas, cortando as palavras que ela ia a
dizer. Deslizo sobre o seu clitóris e empurro dois dedos dentro dela. Quero
saber se estou certo sobre o espontâneo orgasmo sem tocar. Lily cai contra a
parede e tenta separar suas pernas, mas os seus estúpidos jeans apertados
torna impossível. O seu corpo inteiro treme, e ela grita quando eu enrolo os
meus dedos. Foi quando eu o senti: o pulsar em torno da minha mão.
"Você está gozando." Olho para ela, sem camisa, a alça de seu sutiã
pendurada no braço em vez de estar no seu ombro, as palmas das mãos
contra a parede atrás dela.
"Sem merda..." Lily ofega.
"Quase não toquei em você."
"Estou tão confusa quanto você."
"Dobre os joelhos e afaste as pernas." Eu ordeno.
"O qu..."
Movo minha mão entre suas coxas, provocando um som
desanimado. Agarrando-a pela cintura, eu passo sob seu joelho e enfio a
minha cabeça através da abertura estreita por isso estou cara a cara com sua
buceta. Não é fácil, mas eu consigo. Então a levanto de modo que ela está
sentada nos meus ombros com as pernas penduradas sobre minhas costas.
Agarro a sua coxa esquerda e deslizo a outra mão até ao seu
estômago e sob o seu sutiã. Seus seios surgem, seus mamilos em picos,
enquanto eu escovo o meu polegar sobre um. Cubro o inchaço macio com a
palma da mão, apertando, enquanto a seguro contra a parede. Não tenho
muito espaço para me mexer, mas ela já se trabalhou o suficiente, então eu
chupo o seu clitóris, o circulando com a minha língua.
"Santa merrrrrr-" As suas pernas apertam em torno da minha cabeça.
Abandono seu seio e cubro a boca dela. Não acho que ela tem capacidade
para controlar o seu volume agora, ou qualquer outra parte dela,
considerando a forma como que está se debatendo. Não sei se já estive com
uma garota que pode vir tão rápido e duro com tão pouco contato. Na
última vez Lily gozou bastante, mas não foi assim. Talvez seja porque
estamos num lugar público e ela esteja na coisa exibicionismo.
Seja qual for a razão, estou fazendo isso acontecer novamente. Ela
geme o meu nome na minha palma e morde a parte carnuda, contorcendo-se
contra o meu rosto. O tremor começa de novo. É seguido por um barulho
que quase soa como um soluço.
Levanto a minha cabeça, a minha barba roçando seu clitóris. Vou
precisar de xampu para lavar a porra mais tarde. Um tremor violento sacode
o seu corpo inteiro dispara através dela. "Lily, querida, você está bem aí
dentro?"
A sua cabeça inclina para frente, a sua respiração vem em rajadas
curtas. Tudo o que ela faz é um som. Os seus olhos estão caídos e vítreos.
Lily parece alta como uma pipa.
"O quê?"
"Você está bem?"
Ela balança a cabeça e pisca um monte de vezes, como se estivesse
tentando limpar a névoa. "Tanta coisa para vir." É meio confuso.
Estou a ponto de voltar a comer sua buceta para que eu possa fazer
isso acontecer de novo, quando uma batida na porta nos assusta.
"Lily? Você está aí de novo?" É Sunny, a namorada de Miller. Ela e
Lily são melhores amigas. Esta é uma situação interessante.
Os olhos de Lily se arregalam, o seu pânico cômico. "Estarei aí fora
em um minuto!"
Ela se esforça para sair dos meus ombros, quase nos derrubando.
Isso não seria tão ruim se não estivéssemos em um banheiro. É limpo, mas
não tão limpo. Pego as mãos dela e mordo o interior de sua coxa, chupando
duro a sua pele.
"Ai!"
"Está tudo bem aí?" Sunny pergunta.
"Está bem. Estou bem. Só bati o meu dedo do pé!"
Levanto uma sobrancelha, e ela sussurra o quê? Mas deixa de se
mexer para que eu possa colocar os seus pés no chão e saio de entre as
pernas desça. Ela quase perde o equilíbrio, mas eu seguro os seus quadris e
a mantenho em pé. Antes de puxar para cima a sua calcinha pressiono um
beijo acima da fenda de sua vagina, em seguida, adiciono sucção suficiente
para deixar uma contusão fraca e roxa para combinar com o interior de sua
coxa.
"Pare com isso!" Ela sibila em meio a um sussurro, tentando
empurrar o meu rosto.
Sou mais forte do que ela, porém, ela muda os seus quadris para
frente, mesmo quando ela puxa o meu cabelo, como se secretamente
buscando a minha língua novamente. Lambo o seu clitóris inchado uma
última vez, assistindo sua pele tremer, em seguida, deslizo cuidadosamente
a calcinha sobre os seus quadris. Lily sobe o seu jeans, conseguindo com
muito mais facilidade do que eu quando os tirei. Lily ajusta o seu sutiã para
que os seus mamilos estejam cobertos novamente e puxa a sua camisa sobre
a cabeça. Seu cabelo é uma bagunça bonita.
Uma vez que todas as melhores partes dela estão escondidas, mudo o
meu pau duro e dolorido para o lado para que possa fechar a minha calça.
"Oh, Deus." Lily estende a mão, em seguida, para. "Você está tão
duro. Eu nem mesmo..."
"Não se preocupe." Eu pisco. "Isso vai ser cuidado mais tarde."
"Tenho de levar Brett pra casa."
Encolho os ombros. "Eu posso esperar."
Sua boca cai aberta, que parece ser uma reação que extraio dela com
frequência. "Meu Deus! Você é um idiota arrogante!”
"Você não acabou de gozar três vezes?"
"Duas e meia, e não o forcei a comer a minha buceta!"
"Você foi a única que me beijou, e você com certeza não parecia se
importar comigo comendo você."
Lily joga os itens caídos em sua bolsa e abraça-a ao peito. Dando-me
uma cotovelada nas costelas, ela me empurra para fora do caminho. Não
entendo como ela pode ir da felicidade orgásmica para estar com raiva, mas
também eu honestamente não a conheço muito bem. Talvez Lily tenha uma
personalidade bipolar ou algo assim.
"Qual é o problema?"
Ela destranca a porta e se vira para mim, em pânico. "Tenho de ir.
Preciso ir embora..."
Lily abre a porta e dispara para o corredor. "Aproveite o resto da sua
noite!" Ela faz um gesto para a minha virilha. "Espero que a sua, uh, a
situação se resolva!"
"Eu ainda estava esperando por alguma ajuda com isso." Eu saio
atrás dela, abotoando a calça. Sunny olha de mim para Lily e vice-versa.
Miller está atrás dela com uma expressão sombria.
"Foda-se você e obrigada pelos muitos orgasmos." Lily bate uma
mão sobre a boca, como não acreditando que ela disse isso.
"Isso é a próxima coisa na minha lista de afazeres." Sou um burro
tão antagônico.
"Acho que você perdeu essa oportunidade. Novamente." Lily se
encolhe e murmura algo mais.
Estava sendo atencioso, não transando com ela no Chalé de Waters.
Parece que talvez ela não apreciasse tanto assim. "Eu poderia corrigir isso,
se você quiser voltar para o meu quarto de hotel." Estou sorrindo. Não
consigo evitar.
"Eu faria isso..." Seus olhos se fecham por um momento. "Preciso
encontrar meu primo!" Lily gira nos calcanhares e corre para longe.
"Um... Eu vou lidar com ela." Sunny aponta na direção de Lily e
corre atrás dela, se cabelo loiro agitando-se.
"O que diabos está errado com você, Ballistic?" Miller fala.
Fecho as minhas calças e inalo bruscamente, quase prendendo a
minha cueca no zíper. Agora quero encontrá-la novamente antes de sair.
Não resolvi nada. Todo o ponto de segui-la era falar, não comê-la caralho.
"Eu deveria ir atrás dela."
Dou um passo na direção Lily, mas Miller me para com o braço.
"Uh, cara. Não antes de você se limpar." Ele acena para o banheiro.
Balanço a cabeça, frustrado, mas volto para o banheiro e verifico o
meu reflexo. Eu rio. "Oh, merda." O meu cabelo está uma bagunça; tipo,
bagunçado em todas as direções. O meu rosto, bem isso é outra história.
Definitivamente preciso lavá-lo, uma vez que Lily gozou sobre ele. Posso
sentir o cheiro dela. Também tenho marcas de arranhões a partir do lado da
minha mandíbula para a gola da minha camisa. Procuro no chão o elástico
de cabelo que Lily arrancou. Acho-o ao lado do vaso sanitário. Não tenho
nenhuma outra opção agora, assim que eu o pego do chão e amarro o meu
cabelo. Vou precisar de um banho quando voltar para o hotel.
"Não entendo cara. Você esteve fora da cena no último mês, e, de
repente, você está de volta. De todos os lugares, aqui? Droga, isso é um
evento beneficente, Randy, e não uma das festas de Lance."
"Sei disso." Lance "Romance" Romero é outro de nossos
companheiros. Ele é famoso por festas cheias de bebidas e Puck Bunnies.
Abro a torneira e lavo Lily do meu rosto e da minha barba.
"Sério? Porque parece que talvez você tenha esquecido. De todas as
meninas que você decidiu que queria transar em um banheiro, por que é que
tem de ser Lily?"
"Não foi isso o que aconteceu."
Ele cruza os braços sobre o peito.
"É sério. Eu não a fodi aqui. Quero dizer, nós estávamos brincando,
mas porra não aconteceu mais nada." Então acrescento. "Só tive um pouco
de sobremesa é tudo."
Miller esfrega o rosto com a palma da mão. "É melhor você tomar
cuidado, Ballistic. Lily é muito ligada com a família Waters. Alex é como
um irmão para ela, e se ele descobrir que você está enroscando com Lily,
você vai ser o próximo no seu radar de nariz quebrado."
"Não é assim." Fecho a água me viro para Miller. "Honestamente,
Miller, tudo o que queria fazer era falar com ela. Vamos ver um ao outro em
um par de semanas na festa de noivado do Waters. Achei que seria bom
para limpar o ar..."
"Comendo a sua buceta num banheiro?"
Dou-lhe um grande sorriso. "Aprendi com o melhor."
Miller balança a cabeça. "Sim. Não é engraçado, idiota. Eu parei
com esta merda, lembra?"
"Sinto muito. E só que, nos deixamos levar." Faço alguns gestos
aleatórios enquanto tento descobrir o que quero dizer.
"Você não pode foder e chutar Lily da maneira como você faz com
as Puck Bunnies, Randy. Não é legal."
"Não vou fazer isso com ela. Estamos apenas tendo algum
divertimento."
"Vou em frente e dizer que não acho que a sua versão de diversão e a
de Lily é a mesma coisa."
"Vou ver como ela está e me certificar que estamos bem."
O celular do Miller vibra. Ele tira-o do bolso e digita o código de
desbloqueio. As suas sobrancelhas se unem quando ele lê tudo o que está na
tela. Miller é disléxico, portanto, a leitura é trabalhosa para ele. Depois de
alguns segundos, ele aperta o botão de função de áudio-texto e uma garota
britânica lê a mensagem em voz alta:
"Eu não consigo fazer com que Lily me diga o aconteceu. Ela está
levando Brett para casa."
"Vou encontrá-la."
"Ela tem o seu primo pequeno com ela, o amigo de Michael. O que
vai dizer com ele lá?"
"Não sei, mas vou descobrir." Eu caminho para o bar. Sunny está de
pé na entrada com seu celular na mão, enrolando uma mecha de cabelo em
torno de seu dedo. "Onde está Lily?"
"Ela se foi." Sunny deixa cair o seu cabelo e suspira. "O que você
fez com ela?"
Não acho que a honestidade vai funcionar para mim aqui, então em
vez de dizer que a comi com a língua até que ela veio no meu rosto, eu vou
com: "Acho que houve uma falha de comunicação."
Um garoto vem até mim, com um olhar familiar de idolatria. "Randy
Ballistic?"
Eu sorrio. "Sim, cara, como vai?"
"Posso pegar o seu autógrafo?" Ele estende um daqueles livros de
fotos caseiras. Ele até tem um dos meus cartões de estreante numa carteira
especial de proteção.
"Sim, claro, é claro."
A sua mãe está de pé atrás dele, sorrindo. "Muito obrigado. Ele te
ama. Ele quer ser como você quando crescer."
Normalmente, isso é algo que eu gostaria de ouvir, mas agora isso
não me faz sentir bem. Não com base no que aconteceu naquele banheiro.
Capítulo 3
Reação exagerada intencional

LILY

Ok, então o jeito que tratei aquela situação poderia ter sido melhor.
Mas a insinuação de Randy que eu ia cuidar do seu pau mais tarde me
assustou, mesmo que eu fui a única a tocar no assunto. Porque ele está
certo. Eu teria, se o universo não intervisse, embora nada disso deveria
supostamente acontecer. Especialmente com Randy.
Depois, há toda a parte onde tive um orgasmo apenas me esfregando
através de sua calça. Não houve sequer um toque. Não no começo. Isso
nunca aconteceu antes. Posso ter tido um orgasmo, mesmo antes de ele
começar a esfregar a perna nas minhas partes de menina. Aquilo foi uma
coisa pequena, nada mais do que uma versão de espirro reprimido, mas
ainda assim. Como é que isso aconteceu?
Eu levo Brett fora da arena e ligo para a minha tia, que nos pega.
Brett definitivamente não está feliz em sair, mas ele tem treze e já passa das
dez e meia, que é mais tarde do que ele geralmente fica fora. Na volta para
a casa estou totalmente distraída, o que é bom porque Brett não pode parar
de falar sobre o quão incrível Miller e Randy são e como ele quer
totalmente ser um jogador de hóquei profissional.
A minha tia balança a cabeça e sorri e faz os comentários positivos
apropriados, mas quando olha para os meus olhos no espelho, sei que isso
vai decepcioná-lo. Brett é um de seis filhos. A minha tia ficou em casa para
criá-los, e meu tio tem um bom trabalho, mas tem um monte de bocas para
alimentar. Quatro deles são rapazes entre três e quinze anos. As contas de
mercado naquela casa tem que ser ultrajantes.
A minha tia e o meu tio mal podem gerir os custos associados com o
hóquei recreativo de Brett. O tempo que leva para assistir a todos os jogos
fora de casa, para não mencionar o dinheiro, fará com que seja impossível
para ele ir mais longe. Hóquei é um esporte caro. Assim como a patinação
artística.
O meu coração se parte um pouco. Conheço a sua decepção iminente
pessoalmente. Quatro anos atrás, eu estava à beira da qualificação para os
Jogos Olímpicos. Isso significava patrocínio e a oportunidade de avançar
naquela carreira. A patinação artística era a única coisa que eu sabia e o
meu maior sonho. Mas o meu pai, o idiota caloteiro que ele é, parou de
pagar a pensão alimentícia. Ele deve a minha mãe algo como oitenta mil.
Ele também me deve o meu maldito sonho de volta. Mas não sou amarga
sobre isso. Em vez disso fui para a Universidade de Guelph.
No momento em que minha tia me deixa em casa, já não estou tão
tonta dos mojitos e doses, e o meu corpo já não parece que vai explodir.
Procuro na minha bolsa a chave e entro no lobby do edifício de
apartamentos. A minha mãe e eu vivíamos em uma pequena casa. Era
pequena, mas era nossa. Quando o meu pai parou com o apoio à criança,
tivemos que mudar. O apartamento não é ruim. É num bairro agradável,
porque Guelph é geralmente uma cidade agradável, mas é pequeno, e eu
sinto falta de ter um quintal.
Chamo minha mãe quando entro no apartamento, mas sou recebida
pelo silêncio. A minha mãe não está em casa, que pode ou não ser uma
coisa boa. Ela tem a noite de folga, então ela pode estar com mais um de
seus amigos ou ela pode estar num encontro. Vou para a cozinha. Preciso de
água. Muita. Não bebo muito, não gosto de estar fora de controle, e não é
preciso muito para me deixar bêbada. Talvez isso explique os orgasmos
espontâneos.
Escavo nos armários por algo para comer. Preciso comprar
mantimentos amanhã. Isto me deixa poucas escolhas. Acho um saco de
pipocas de microondas com manteiga extra e vejo-o girar por noventa
segundos. Uma vez pronto, derreto a margarina e despejo-a na pipoca.
Tenho dificuldade em manter o peso, por isso quanto mais gordura
consumir, mais provável é que fique onde eu deveria estar.
Enfio a tigela debaixo do braço, encho o meu copo, pego a minha
bolsa no balcão, e vou para o meu quarto. É pequeno; a cama de casal
ocupa quase metade do espaço. Caio no colchão e abro o meu laptop, que é
um dos mais antigos de Sunny. É muito bom. O meu telefone vibra dentro
da minha bolsa. O pego e meu estômago faz alguns sapateados quando eu
leio as mensagens.
Tenho vários textos de Sunny, o que não é incomum. Nós somos
muito próximas, exceto quando ela está na escola, ensinando yoga, ou no
trabalho voluntário no abrigo de animais e eu não estou trabalhando num
dos meus dois empregos. São as mensagens de Randy que fazem o meu
estômago parecer como se estivesse tentando saltar para fora da minha
garganta.
Ignoro todos elas para testar a meu autocontrole e faço login no meu
computador. Assim que o navegador abre, digito "orgasmos espontâneos."
Não encontro informação útil. Na maior parte é um monte de bobagens e
porcaria hipotética. Um artigo é sobre uma mulher que tem mais de cem
orgasmos por dia. Soa terrível, e embaraçoso. Não posso imaginar o que
seria se eu tivesse orgasmos não provocados cada vez que visse Randy. Ou
talvez eu possa.
Todo o meu corpo fica quente e os meus dedos do pé enrolam com a
memória da sua boca em mim. Será que eu realmente o deixei me comer
num banheiro? Na arena onde eu trabalho? Nunca vou ser capaz de usar
esse banheiro novamente sem ter algum tipo de lembrança quente.
Engulo a minha água e faço outra pesquisa, desta vez com "Randy
Ballistic" e "namorada." Estive perseguindo o cara virtualmente desde que
arruinei a sua cueca e ele arruinou a minha buceta com os dedos e a sua
boca.
Aqui estão alguns fatos interessantes sobre Randy: ele é um pegador
de curto prazo. A partir da pesquisa/perseguição que eu fiz, descobri um
grupo online para as meninas que tiveram "encontros" com Randy e foram
abandonadas. Quatro delas têm o seu nome tatuado em algum lugar em seu
corpo. O quadril parece ser popular. Uma menina foi tão longe a ponto de
ter seu rosto tatuado em seu seio, só que é uma tatuagem feia e ele se parece
mais com uma caricatura daquele cara de Sons of Anarchy do que com o
Randy. Eu me sentiria mal por ela, mas ela é uma bunny, por isso é sua
própria maldita culpa.
A mensagem é desconcertantemente consistente: Randy é incrível na
cama. Ballistic é definitivamente um último nome apropriado. Ele tem um
grande senso de humor. Ele tem dedos surpreendentes. Ele tem força
impressionante. O seu pau é enorme, poderia haver algum exagero aqui.
Não tenho certeza sobre isso desde que ainda tenho que ver isso. Com base
nas minhas carícias, é substancial. Elas parecem ter perdido o fato de que a
língua é uma arma de destruição sexual em massa.
O mais interessante é este boato: ele só tem sexo com as luzes
apagadas.
Quando estávamos brincando no chalé de Alex, a luz no banheiro
estava ligada, por isso não estava totalmente escuro, mas ele puxou as
cobertas sobre nós. Pensei que era bonito, porque ele queria me manter
aquecida. Em agosto. Agora tenho coisas a ponderar, será um fetiche? Ele
está pensando em alguém em particular ao fazer sexo? Se sim, quem?
São muitas perguntas para as quais não tenho resposta. Não que
precise delas. Não vou ficar presa num banheiro com ele novamente. Pelo
menos, a minha intenção é evitar aquele cenário no futuro. A minha falta de
autocontrole é humilhante.
Tenho duas semanas para me preparar para a festa de noivado de
Alex e Violet. Até lá deverei ter ganhado alguma força de vontade. Nada de
bom pode vir em ser uma Puck bunnies, então vamos ter esperança.
O meu telefone vibra novamente. É Randy.

Ainda chateada comigo?


Silêncio, hein? Você segura um longo rancor. Você tem que saber
que a lavagem do carro foi um mal entendido. Eu queria explicar para
você no banheiro, mas você pulou em mim, então eu não tive uma chance
;)

A carinha piscando me irrita quase tanto como ser acusada de saltar


nele. E ser lembrada das fotos estúpidas da lavagem de carro que me fez
perder as estribeiras. Eu decido ser insolente.

Quem é?

Os pontos digitando aparece imediatamente.

O cara cujo rosto você gozou mais cedo.

Cada músculo abaixo da minha cintura aperta. O sangue corre para o


meu rosto e então se move mais baixo, seguido de formigamento. Mastigo a
minha unha, sem saber se quero jogar este jogo com ele. Eu deveria
dispensá-lo. A trilha de Puck bunnies emocionalmente rejeitadas com o seu
nome tatuado em seus corpos deveria ser o equivalente a fita de
CUIDADO. Mas aqueles orgasmos...
O meu telefone toca, me assustando. Eu respondo antes que possa
adequadamente pesar em minhas opções.
Não há nenhum Olá, apenas a voz profunda baixa e sexy de Randy
no meu ouvido. "Ainda um pouco nebulosa, Lily? Tendo um tempo difícil
para lembrar? Quer vir para o meu hotel para que eu possa refrescar sua
memória?"
Mordo os meus dedos para me impedir de dizer sim. De todas as
más ideias, ir ao hotel definitivamente está no topo da lista. Eu estou
acostumada em tomar todos os tipos de más decisões. Incluindo o que eu
quero mais fazer, que é deixá-lo entrar em mim. Não sei se é normal estar
assim tão atraída por outro ser humano.
Eu vou com o desagradável, porque é seguro. "Então, suponho que
você não encontrou uma bunny para montar o seu pau?"
Randy ri. "Não. O meu pau me disse que não queria uma bunny. Ele
está esperando por você."
Rolo os meus olhos, mesmo que ele não possa me ver. "E essa coisa
funciona?"
"Não é uma coisa. Eu e meu pau estamos concordamos. Tivemos
uma conversa muito séria."
Eu rio. "Bem, você deve dizer-lhe para não prender a respiração. Ele
vai ficar azul."
"Ele já está azul. Você deve vir para o meu hotel e ver."
"Você pode me enviar uma foto." Estou quase esperando que ele
faça.
"Não é o mesmo. E se eu for até aí em vez disso?"
Não posso imaginar alguém como Randy num quarto como o meu.
"Você é persistente, não é?"
"Você está dizendo que sim?"
Hesito por um segundo, sabendo muito bem que, se concordar será
uma rapidinha. "Não posso. Eu tenho que lavar o meu cabelo."
"Oh, cara. A desculpa de lavar o cabelo? E eu aqui pensando que nos
divertimos juntos. Bem, se não consegui convencê-la a vir me ver, eu vou
cuidar do meu próprio problema. Noite, Lily. Vejo-te em algumas semanas."
O lembrete de que nós vamos nos ver na festa de noivado é mais
uma razão pela qual eu não deveria manter essa possibilidade de dormir
com Randy.
"Noite, Bolas Azuis." Eu atiro de volta.
"Tão inteligente. Não por muito tempo. Vou pensar em você."
Randy desliga. Eu envio-lhe um meme de uma velha senhora sem
dentes com a legenda "Vamos curtir."
Dez minutos depois, recebo uma de volta do seu dedo médio com a
tatuagem. Esse dedo esteve dentro de mim recentemente. Ele tirou a foto
enquanto estava deitado na sua cama de hotel com apenas um lençol
cobrindo-o da cintura para baixo. O seu abs apertado e profundo, o V
musculoso foi capturado lindamente. Posso ver muito claramente uma
protuberância que se assemelha a forma de seu pênis sob o algodão branco.
Também posso ver seu reflexo borrado no espelho. O seu cabelo está solto e
confuso escovando seu queixo. Ele é a imagem de relaxamento absoluto.
Não envio uma resposta. Em vez de isso, desligo o meu computador,
bloqueio a porta, pego a minha varinha mágica4. Eu puxo as cobertas sobre
a minha cabeça, e fico olhando para a droga da foto no meu celular.
Capítulo 4
O que no inferno é normal de qualquer maneira?

LILY

Na manhã seguinte o meu celular me acorda. Procuro-o na minha


cabeceira. Não está lá. Encontro-o é debaixo do meu travesseiro, onde o
deixei após me masturbar olhando para o dedo médio de Randy. Três vezes.
Acho que tenho um problema.
"Ei?" Murmuro.
"Você ainda está dormindo?" Sunny pergunta.
"Não mais." Sunny se levanta estupidamente tão cedo, mesmo nos
dias em que ela não tem que trabalhar. Tenho sorte que ela esperou tanto
tempo para me ligar.
"Ótimo! Se vista. Estou te pegando em quinze minutos. Fiz bolinhos
de canela, e nós estamos tendo um brunch5 de família. E certifique-se de
trazer um maiô, uma vez que todos os meus ficam largos em você."
"Está congelando lá fora."
"Está quase congelando, Lily. Hoje vai fazer dezoito graus."
"Isso não é um clima de piscina."
"Nós ligamos o aquecedor de água. É como uma sauna."
"Espera. E Randy? Será que ele vai estar lá?" A minha vagina fica
toda animada com a ideia.
"Ele voou de volta para Chicago esta manhã. Você vai me dizer o
que aconteceu ontem à noite. Vejo-te em breve." Sunny desliga.
Fico lá por um minuto e olhando para o teto, arranjando energia para
sair da cama e tomar um banho rápido. Em vez disso, verifico as minhas
mensagens da noite passada. Não só para olhar para o dedo do meio de
Randy e peito nu, ou a sugestão do seu pênis sob o lençol branco. Embora
isso seja parte da razão. Tenho uma mensagem dele. E outra foto. É um
close-up do seu pescoço e mandíbula. Ele está vestindo uma camiseta.
Linhas vermelhas viajam de sua orelha e desaparecem sob o seu colarinho.
Foi enviada às seis da manhã.

Estou cobrando pelos danos na próxima vez que eu te ver.

Oh, cara. Esses são arranhões. Que eu fiz. Gostaria de saber


exatamente o que ‘‘Estou cobrando pelos danos’’ implica. Também não
tenho coragem de perguntar. Estou certa que a resposta vai me fazer se
arrepender de não ter aceitado a sua oferta de fazer uma visita na noite
passada.
Lanço o meu celular para o lado e rolo para fora da cama. Cambaleio
por todo o corredor para o banheiro. O apartamento está calmo. Obtenho
um vislumbre de mim no espelho quando ligo o chuveiro. O meu cabelo
está espetado por todo o lado. Pensando bem, se Randy acordasse ao meu
lado desse jeito, seria o último convite que eu receberia.
Menos de dez minutos depois, estou de banho tomado. Abro a porta
do banheiro e grito. Há um homem em pé no corredor com um par de, por
favor, Deus, por quê?, cueca justa. Estimo que ele esteja entre o final dos
trinta e início dos cinquenta anos. Ele está realmente em uma forma
razoável, embora tenha alguns cabelos grisalhos e calvície de padrão
masculino. Também tenho dificuldade em manter os olhos em seu rosto,
porque na frente de sua cueca está uma proeminente ereção da manhã.
"Que merda!" Grito quando ele está lá, de boca aberta. "Mamãe! Há
um homem quase nu no corredor! ele é seu?"
Ela sai do seu quarto em um de seus vestidos de cetim. Tento me
manter calada, sabendo que provavelmente ela estava obtendo uma ação
que eu deveria ter tido na noite passada. Ela passa a mão pelo seu cabelo de
sexo. "Pensei que você fosse ficar na casa de Sunny na última noite."
"Então ele é seu." Eu aponto para o homem silencioso de pé, a dois
pés de mim. Ele ainda tem uma ereção, mas ele colocou as mãos para baixo
para cobri-la. "Apenas verificando se algum pervertido louco seminu não
estava passeando em nosso apartamento com um pau duro..."
"Lily!"
"O quê? É verdade. E isso aconteceu antes."
"Sr. Van Winkle não é um pervertido. Ele é idoso. Às vezes, ele se
esquece de onde ele vive."
"Sim, bem, ele também se esquece de usar roupas." A julgar pelo
que acontece em sua cueca flácida, o Sr. Van Winkle foi provavelmente um
sucesso com as mulheres nos seus dias de glória. Viro de lado e deslizo pelo
encontro da noite passada da minha mãe. Felizmente, eu sou magra o
suficiente para que não tenha que o tocar, já que ele parece ser incapaz de se
mover para fora do caminho.
Eu tranco a porta e visto um par de leggings e um moletom com
capuz. Enfio um traje de banho na minha mochila e o meu equipamento de
patinação limpo, uma vez que tenho aulas para dar esta noite. Estou
apostando que Sunny será capaz de me levar para a pista. O meu telefone
emite um sinal sonoro quando estou escovando o meu cabelo. É Sunny me
deixa saber que está aqui. Ela sabe o suficiente para não chegar a menos
que eu a convide. A minha mãe é faladora. Ela pode nos manter aqui por
horas com chá e palestras sobre os homens. Embora isso não seja provável
que aconteça hoje, por causa do seu amigo.
Abro uma fenda da porta e espreito para fora. O hall está vazio.
Ando nas pontas dos pés, enfio os pés nas sapatilhas, tiro as minhas chaves
do gancho, e abro a porta.
"Estou indo para Sunny e depois vou trabalhar. Volto mais tarde!"
Deixo a porta fechar atrás de mim antes da minha mãe me parar com
pedidos de mantimentos.
A Sunny está esperando na frente do meu prédio em seu Prius. Foi
um presente de aniversário do seu irmão. Eu não tenho o meu próprio carro.
O transporte público e a minha bicicleta são os únicos transportes da minha
escolha. Guelph não é grande, e não moro muito longe do trabalho. Além
disso, os carros são caros; a minha mãe e eu compartilhamos necessidade.
Escorrego para o banco do passageiro e espero até que Sunny entre
no tráfego antes de verificar o meu celular tocando.
Sunny olha para mim e depois de volta para a estrada, com as duas
mãos no volante como elas deveriam estar. O GPS seguindo o nosso
movimento, mesmo que ela foi ao meu apartamento pelo menos duas mil
vezes. Sunny é uma motorista diferente. E ela é muito diligente em seguir
as regras da estrada.
"Quem está ligando para você? Randy? E o que aconteceu naquele
banheiro?"
"É a minha mãe. Ela provavelmente quer me dar uma lista de coisas
para levar para casa. Não sei por que ela não me manda texto." Deixei a
chamada ir para o correio de voz e empurro-o de volta na minha bolsa.
"Então, veja só, a minha mãe trouxe para casa o seu encontro."
"Na noite passada? você o conheceu?"
"Sim, esta manhã."
"Não!" Os olhos de Sunny se arregalam.
"Sim. Ele estava usando uma cueca apertada e mostrando o seu pau
duro."
"Oh meu Deus!" A mortificação de Sunny combina com a minha
própria.
"Tão elegante certo? De qualquer forma, a minha mãe pensou que eu
estava em sua casa, então acho que ela achou que seria seguro levar ele."
"Sinto muito, Lily."
Encolho os ombros e faço uma piada com isso. "Acho que a coisa
boa é, que há uma baixa probabilidade de voltar a vê-lo novamente."
Sunny não entende o que é viver em uma casa com uma porta
giratória de namorados. Os seus pais têm estado juntos desde sempre.
Não tenho ideia se meu pai foi o primeiro atleta profissional que a
minha mãe transou, mas ele foi o único que a engravidou. Assim, desde
então, enquanto o cara não jogar hóquei, é um jogo justo. Acho que isso é
louco, porque qualquer indivíduo pode ser um caloteiro, não apenas os
jogadores de hóquei. Ainda assim, se alguma vez ela trouxer para casa um
jogador de hóquei, eu vou ouvir sobre isso. Daí a razão da minha mãe
nunca saber sobre a minha brincadeira com Randy.
"Como foi o resto da sua noite?" Pergunto a Sunny depois dela não
ter respondido. Quero dizer realmente, o que há para dizer? "O evento foi
tão bom. Miller fez bem. Como Michael estava sentindo no final?"
Definitivamente é uma mudança sutil do tema, mas Sunny parece não
perceber, ou talvez ela não queira me fazer infeliz em falar sobre o pau do
encontro da minha mãe.
"Foi incrível, não foi? Michael é um soldado. Embora, ele esteja
cansado hoje. Miller ligou para ver como ele está. Ele realmente é
maravilhoso, não é? Estou tão apaixonada por ele. Não posso nem explicar
isso. Na noite passada, ele conseguiu driblar Titan para que pudéssemos ter
algum tempo sozinhos. Eu não posso esperar que este semestre acabe."
Sunny bate no volante e salta no seu assento.
"Como é que ele conseguiu driblar o Titan?" O pequeno Papillon de
Sunny é super protetor.
"Cookies." Sunny ri. Esse é o apelido que Miller deu para vagina
dela. Sunny acha que é hilário quando as pessoas se referem as outras com
nomes de alimentos.
Sunny mencionou mudar para Chicago mais de uma vez desde que o
segundo semestre começou. Isso me deixa nervosa. Nós deveríamos mudar
para um apartamento ou uma casa pequena depois que terminar a faculdade.
Recebi o meu bacharel em cinesiologia em abril passado, mas os postos de
trabalho na minha área não são os melhores se eu não continuar em um grau
de mestrado, o que é caro. Também não quero desistir de ensinar patinação
artística, isso tem sido minha vida desde que comecei a andar. De qualquer
forma, Sunny trocou de curso no ano passado, por isso vai demorar mais
para acabar, mas morar juntas tem sido um plano nos últimos três anos.
Não sei o que vou fazer sem ela, se ela for para Chicago.
Especialmente desde que terminei com Benji, e honestamente não quero
voltar para ele. Estivemos separados mais de um mês. Tenho evitado todas
as suas ligações, além daquele dia onde eu disse que não estava brincando
sobre ter terminado. Ele tinha algumas palavras escolhidas, muitas,
nenhuma das quais foram agradáveis, e reforçou todas as razões pelas quais
não quero estar mais com ele. O que cimentou tudo foi Benji ter dito que
sou uma "vadia cretina que merece que o próximo perdedor me foda e me
mande embora."
De qualquer forma, Benji está fora, e se Sunny vai embora, outro
laço se cortará. Não quero que a minha mãe seja a única coisa que me resta.
"Sabe, Lily, nós poderíamos nos mudar para Chicago, no final do
semestre de outono. Entre Alex e Miller, vamos ter um local resolvido no
inverno. Seria a maneira perfeita de começar um novo ano." Sunny olha
para mim antes de se concentrar na estrada novamente. "Alex está olhando
para comprar uma casa pequena, e eu vou pagar aluguel ou algo assim. Ele
acha que seria um bom investimento. Alex tem muitos contatos, e há todos
os tipos de oportunidades em Chicago. Você poderia ensinar patinação pré-
hóquei, ou patinação artística. Além disso, você tem dupla cidadania, de
modo que não há nada prendendo você, especialmente desde que você e
Benji terminaram de vez, certo?"
"Não sei. Não posso simplesmente deixar a minha mãe aqui." Corro
o meu dedo sobre uma protuberância na minha leggings. É uma desculpa
esfarrapada, mas nunca fui muito boa em fazer mudança. Ficar com Benji,
mesmo que ele fosse um terrível namorado, é um bom exemplo disso.
Mudar-me para Chicago seria uma grande mudança. Além disso, Randy
está lá. A minha vagina já está consciente e animada.
"A sua mãe pode cuidar de si mesma. Não acho que seria uma má
ideia para você, pelo menos, considere. Teríamos tanta diversão."
"Por que você não vai morar com Miller?" Pergunto.
"Nós não namoramos por muito tempo, e quero viver sozinha pela
primeira vez. Não quero mudar para a sua casa e apenas tentar me ajustar
lá, sabe?"
"Mas você vai, eventualmente, mudar para a casa dele."
"Provavelmente, mas não precisa acontecer imediatamente. Alex é o
único que gosta de apressar as coisas."
"Ele está realmente empurrando para que este casamento aconteça,
não é?" É estranho. Mas, em seguida, Alex é também.
Sunny suspira. "Eu acho que ele pode empurrar Violet demais."
Violet e Alex estão juntos, mais ou menos, há nove meses. Desde
que ele colocou um anel no seu dedo neste verão, a mãe de Sunny os tem
perseguido para marcar uma data. Violet não se comprometeu com nada
ainda. A única coisa que ela permitiu até agora foi esta festa de noivado que
eu, evidentemente, concordei em ir. Não que esteja reclamando. Na maioria
das vezes.
"De qualquer forma, você ainda não me disse o que aconteceu com
você e Randy naquele banheiro na noite passada."
"Nada aconteceu. Ele invadiu o banheiro como o idiota que é e me
impediu de fazer xixi."
"Não foi isso que Miller disse."
"O quê?" O grito já é muito revelador.
"Vamos, Lily. Sei que algo aconteceu lá dentro. Não é nada para se
sentir mal. Quer dizer, os banheiros são tipo, nojentos, mas aquele é mais
limpo do que a maioria. Contanto que você usou proteção e lavou as mãos
depois, tenho certeza que estará bem."
"Não fizemos sexo! Randy disse que tivemos relações sexuais?"
"Não. Acho que eu assumi. Quero dizer, pela forma como você
estava a enlouquecendo quando saiu."
"Eu não estava enlouquecendo."
Sunny me olha.
"Ok, eu estava enlouquecendo."
Sunny estaciona na garagem de seus pais. Lá já estão cinco carros.
Sunny não é a melhor motorista. Nem em estacionar. Ela parece que sempre
acaba atropelando as flores de sua mãe, que é exatamente o que acontece.
"Vamos falar sobre isso mais tarde." Passo encima de uma flor
esmagada e caminho para a porta da frente. Sunny não tem opção a não ser
me seguir.
A casa tem um cheiro fabuloso; o aroma pungente de canela me dá
água na boca. Tiro os meus sapatos, e Alex imediatamente me pega com um
abraço.
"Pequena Lily! Não consegui ver você muito na noite passada. Estou
feliz por você estar aqui."
"Você está me esmagando!" Eu rio e o abraço de volta de qualquer
maneira. Sinto falta dele, como eu sentiria de um irmão real. Sunny e eu
costumávamos irritar a merda de Alex quando ele era um adolescente.
Provavelmente, eu mais do que Sunny. Ele patinou com todos os rapazes
um nível acima do meu na patinação artística, e alguns deles eram tão
bonitos. Prostitutos, mas bonitos. Eu estava constantemente à procura de
razões para sair com o grupo de Waters. Uma vez eu fiquei com um deles,
estava apenas na nona série e foi antes de começar a namorar Benji. Alex
ficou louco quando descobriu, e tive um sermão sério do irmão mais velho.
A minha mamãe dois sai da cozinha no seu avental de babados dos
anos oitenta. Tenho quase certeza que a sua blusa tem ombreiras. O seu
cabelo é puxado para cima num clipe de banana, e a sua franja foi
esfumaçada para que se assemelhe a uma esponja de banho. Nem sabia que
ainda faziam grampos de banana.
Sou puxada para mais abraços calorosos. Não sou uma pessoa de
abraços, mas a família Waters é. E com Sunny é mais um hábito do que
qualquer outra coisa. Ela é uma das poucas pessoas que não me importo de
ter no meu espaço pessoal.
Miller está na cozinha, sentado no balcão de café com o pai de
Sunny, Robbie e Darren Westinghouse, ele é o melhor amigo de Alex e
outro colega da equipe de Chicago. Robbie tem essencialmente preenchido
o papel de pai ausente na minha vida. Ele é um maconheiro sério, mas ele é
brilhante, e eu o adoro.
Os meninos estão comendo frutas e falando sobre o treino. Miller
gira no banco do bar e abre os braços com um enorme sorriso no rosto.
"Lily!"
Dou-lhe um rápido tapinha no ombro e faço o mesmo com Robbie.
Ofereço-me para ajudar com o brunch, mas já está tudo pronto, por isso,
colocamos a comida para a mesa e nos sentamos para comer.
O brunch da família Waters é sempre um evento. Sunny é vegana,
por isso há uma variedade de pratos preparados especialmente por ela. O
resto da família Waters ama carne, então há pilhas de bacon e salsicha e
ovos e os bolos de canela, waffles caseiros e panquecas de chocolate.
Violet e Charlene se sentam à minha frente e Sunny e mamãe dois à
direita de Violet. Ela ainda está falando sobre a festa de noivado.
Depois que nos enchemos tolamente, as meninas colocam biquínis e
caminham para fora. Honestamente não está quente o suficiente, mas
estamos todos com roupões de banho, de modo que ajuda. Os caras vão
para um jogo de golfe, então eles estão arrumando o carro e se preparando
para ir. Daisy tem planos para se juntar a nós um pouco, uma vez que ela
vai fazer o jantar. Esta mulher poderia passar toda a sua vida na cozinha.
Ela é como uma edição dos anos oitenta de June Cleaver.
"Isso é vapor?" Pergunto quando chego à piscina.
Violet mergulha o dedo do pé. "Isto é como uma banheira de
hidromassagem. Não posso sequer imaginar o valor da fatura do
aquecimento."
"Alex diz que vai pagar." Sunny desata o seu roupão e o joga em
uma espreguiçadeira. Ela treme e depois salta. "Oh! Uau! Isto é ótimo.
Venham, meninas!"
Violet desfaz o robe e esfrega sua barriga nua. "Veja isso! Não
deveria ter colocado chantilly em meus waffles. Agora sabemos o que vou
parecer com três meses após Alex me engravidar."
Sunny volta do fundo da água, pegando apenas o fim do comentário.
"Você está grávida?"
"O quê? Deus, não! Não estou tendo bebês bonitos de Alex. Ainda
não, de qualquer maneira. Primeiro temos que fazer a coisa do casamento.
Então, preciso ser uma esposa por um tempo. Depois bebês. Nesta ordem.
Com anos entre todas aquelas coisas." Ela empurra o estômago ainda mais.
"Eu só estou apontando o stress que esta droga de festa de noivado está
causando. Agora estou ostentando esta barriga de laticínios bruta."
Charlene dá pancadinhas na barriga de Violet, e Violet a empurra
para água, mas não antes dela agarrar a mão de Violet e a puxar também.
Antes de eu entrar, vou para a casa da piscina e pego algumas boias. Deixo
cair meu roupão em uma cadeira com uma daquelas lâmpadas de
aquecimento ao lado dele, em seguida, me sento na beira da piscina.
"Fala sério. Como isso é justo?" Violet se movimenta para mim.
"O que é o justo?" Eu olho para mim mesma.
"Você comeu tanto quanto eu. Onde está o seu bebê de comida?"
Corro uma mão autoconsciente sobre a minha barriga. "Bebê de
comida?"
"Sim. Bebê de comida. Você não tem um."
"Humm..."
"Não dê ouvidos a ela. Ela está de mau humor por causa da festa de
noivado."
"E Alex não transou comigo na noite passada. Não se esqueça dessa
parte." Violet nada para agarrar uma boia. Exceto que ela para na minha
frente e agarra os meus joelhos. "Puta merda!" Ela os afasta. "Isso é um
chupão?"
Acima no interior da minha coxa está uma marca grande púrpura
avermelhada. Eu totalmente teria trazido o meu maiô com a tanga se eu
tivesse pensado nisso. "É uma contusão." Feita pela boca de Randy.
"Mentirosa!" Violet enfia a cabeça entre as minhas pernas e diz.
"Isso é totalmente um chupão! Será que Balls6 lambeu a sua buceta? Você
deixou Balls enfiar as bolas em você?"
"Meu Deus! Você é a pior!" Estou rindo mesma estando
envergonhada, porque Violet é o ser humano mais ridículo do mundo.
Coloco a mão na testa dela, com a intenção de afastá-la.
"Uh, Violet?" A voz profunda de Alex nos faz girar.
As mãos de Darren estão enfiadas nos bolsos, e ele tem um sorriso
secreto. Ele olha para Charlene e levanta uma sobrancelha. Ela faz o mesmo
em troca. O que é isso?
A expressão de Miller não tem preço. A sua boca está aberta. "Que
merda vocês meninas fazem quando não estamos por perto?"
"Pare de ser um pervertido, Buck! Ela tem um ch-"
Eu aperto a mão sobre a boca de Violet.
"Não posso ver isso. Sinto-me sujo agora. Estou esperando no
carro." Miller se vira e caminha de volta para a casa.
"Baby venha cá." Alex dobra um dedo e acena.
Violet rema como um cachorrinho para ele, e Alex se agacha para
encontrá-la. Os seus olhos imediatamente caindo para os peitos flutuantes
dela. O seu olhar voltando para cima. "Existe alguma coisa que você acha
que precisa me contar?"
"Sobre o quê?"
"Não sei; talvez você fizesse algumas experiências na faculdade?"
"Oh meu Deus, você é tão mau como Buck! Lily tem um chupão!
Perto de sua buceta!"
"É uma contusão!"
Violet olha sobre o seu ombro para mim. "Bem. É uma contusão.
Feita por Balls de 'bolas batendo em suas coxas!"
Alex olha na minha direção, com o cenho franzido. Aproveito a
oportunidade para deslizar na água e evitar olhar para ele. Não preciso que
ele saiba nada sobre o que aconteceu ou não com as bolas de Randy.
Charlene vem em meu socorro. "Não a ouça, Alex. Ela está
chateando Lily. E ela gosta de dizer bolas, embora eu tenha certeza que
você está familiarizado com a boca dela. Nas suas."
"Bom, Char." Violet se volta para Alex. "Dê-me beijos e depois vá
bater algumas bolas com varas com cabeças gordas."
Alex coloca as mãos debaixo dos braços e a levanta para fora da
água até a cintura. Isto é impressionante. Ele sussurra alguma coisa para ela.
"Você pode deslizar o seu pau monstro entre eles mais tarde, se você
acariciar minha Beaver7."
Alex sorri e a deixa cair de costas na água. Violet mergulha e depois
volta cuspindo. "Sem sexo e peitos para você mais tarde! A minha Beaver
está escondida em sua caverna para o resto do fim de semana!"
"Uh-huh. Isso nós vamos ver."
Darren ainda tem aquele meio sorriso. Ele pisca para Charlene. "A
gente se vê depois, sexy."
Charlene sopra um beijo e morde o lábio enquanto ele se afasta com
Alex. Darren está sempre tão calmo. Isso me faz pensar qual é o negócio
dele.
Violet desliza uma boia sob os seus joelhos e outra debaixo dos
braços. Em seguida, ela fecha os olhos e inclina a cabeça para trás. "Esta
festa de noivado está arruinando a minha vida sexual."
Flutuo no meu estômago com uma boia debaixo dos meus braços,
porque os meus peitos são nada em comparação com as montanhas de
Violet. "Você não deveria estar animada com isso?"
"Alex está mais do que animado por nós dois, e assim estão as
nossas mães. É loucura. Quem já ouviu falar de uma festa de noivado com
uma lista de convidados de mais de duzentas pessoas?" Violet aperta o seu
braço. "Vou fazer alguma coisa para envergonhar a mim e Alex."
"Você vai ficar bem, Vi." Charlene a tranquiliza.
Violet lhe dá um olhar. "Sério? Você se lembra mesmo do casamento
da minha mãe?"
"O que aconteceu no casamento da sua mãe?" Sunny pergunta.
"Oh, você sabe, o de sempre. Eu me humilhando na frente de todos
os amigos dos meus pais."
"Tenho certeza de que não foi tão ruim assim." eu ofereço.
"Eu disse à minha mãe que não queria fazer um discurso, porque eu
não me sinto confortável em falar na frente de muitas pessoas. Mas ela
estava convencida de que ia ficar tudo bem porque conhecíamos todas as
pessoas." Violet balança a cabeça. "Quando foi a minha vez, me levantei,
tropecei na barra do meu vestido, e cai de cara no lixo de Buck.
Desencadeei uma reação de desastre. Ele tropeçou no pódio e o derrubou,
caindo no topo do bolo! Arruinei o casamento da minha mãe."
"Você não o arruinou, Vi. Foi apenas um incidente." diz Charlene.
Vi se vira para mim e Sunny. "Isso não foi mesmo a pior parte! O
meu seio saiu do meu vestido e todo mundo viu! Havia cerca de três
centenas de pessoas no casamento!"
"Havia apenas setenta e cinco. Era pequeno." corrige Charlene.
"Bem, pareciam trezentas!" Suspira Violet. "Toda a equipe está
vindo para a festa de noivado! Todos eles. E todos eles me viram nua. Ou
partes de mim nua. É embaraçoso. E se tiver outro acidente com a minha
roupa? E se eu disser algo estúpido ou falar sobre o pau de Alex, que todos
sabemos que é altamente provável."
No ano passado circularam rumores que Alex tinha feito sexo
no vestiário com uma menina desconhecida. As afirmações não foram
fundamentadas. Todos nós sabemos a verdade, embora; Alex foi expulso de
um jogo, e Violet foi ver se ele estava bem. No final do terceiro tempo. A
equipe entrou no vestiário logo depois que terminou, ou pelo menos é o que
Sunny me disse.
Aparentemente Miller e Alex quase lutaram ali mesmo. Não gosto
muito de violência, mas pagaria para ver essa luta. Eu consegui ver Miller
socar Alex na TV nacional, e então vi Alex devolver o favor na vida real, de
modo que é alguma coisa.
"Sim, mas você esteve em torno de todos eles uma tonelada desde
então. Tenho certeza que eles nem sequer se lembram deste momento." diz
Sunny.
"Oh, eles se lembram bem. Esse cara, Kirk, menciona cada vez que o
vejo."
"O Kirk? Ele é um porco." responde Charlene.
"Certo?" Sunny balança a cabeça. "Miller me diz para nunca estar
em um quarto sozinha com ele."
"Porque é que ele disse isso?" Pergunto. Não tenho nenhuma ideia
de quem elas estão falando.
"Kirk é um dos caras da equipe. Ele é um canalha. Ele está se
divorciando porque ele não pode manter o seu pau em suas calças." explica
Charlene.
"Ele não virá para a festa de noivado, não é?" Sunny pergunta.
"Oh, claro que vai. Alex não queria convidá-lo, mas nós não
poderíamos deixá-lo de fora uma vez que o resto da equipe vem." Violet
esfrega em um ponto em seu estômago. "Droga! Estou com urticária
novamente. Precisamos conversar sobre outra coisa." Ela aponta para mim.
"O que está acontecendo com você e o saco de tesão?"
"Quem?"
"Randy Balls. Vamos. Derrame. Ele claramente tinha o rosto em sua
buceta. Alex está todo preocupado e merda, eu estaria com ciúmes se ele
não se referisse constantemente a você como a sua ‘outra irmãzinha’ e se os
meus seios não fossem muito maiores do que os seus."
Consciente, eu cubro os meus seios bem abaixo do tamanho normal.
Benji sempre disse que eles não serviam para nada e que eu deveria arranjar
um bom trabalho para que eu pudesse me dar ao luxo de pagar por uma
melhora. Ele amava apontar meninas com mais decote do que eu. Violet
preenche o top do biquíni de uma maneira que eu não poderia mesmo se
usasse um daqueles sutiãs com super bojos. Comprei um desses uma vez e
Benji riu de mim. Deus, ele era um idiota.
"Eu não estou sendo cruel," acrescenta Violet depois de um
momento, provavelmente porque eu não disse nada. "Apenas sendo
honesta. Alex ama seios, muito. Ele tenta usar os meus como travesseiros
todas as noites. Talvez ele tenha sido desmamado do peito muito cedo ou
algo assim. Não sei. De qualquer forma, eu estava falando de quê? Oh,
certo, Balls."
Ela me olha com expectativa.
"Não há nada acontecendo."
"Vamos, Lily." Sunny me chuta na água.
Eu suspiro. "Nós brincamos. É isso aí. Não é grande coisa."
"Sua mentirosa!" Violet grita. "Você está da cor de um tomate. Como
foi o sexo? Ouvi dizer que você estava fazendo no banheiro na noite
passada."
"Nós não tivemos o sexo no banheiro!" Gostaria de poder afundar na
piscina no momento. Não gosto de falar sobre esse tipo de coisa com
ninguém além de Sunny, muito menos pessoas que não conheço muito bem.
Sou uma pessoa privada. Aparentemente, exceto quando estou trancada em
um banheiro com Randy.
"Não estou julgando. Fiz sexo em um vestiário e todos os
companheiros de equipe do Alex ouviram os meus gemidos e orgasmos.
Todo mundo precisa de um pouco de amor de vez em quando. Às vezes é
bom ficar com alguém apenas por ficar com alguém. Além disso, esse cara
Benji com quem você estava antes parece ser um verdadeiro pau. Randy é
um substituto perfeito: ele é quente, bem construído, e provavelmente pode
meter como um garanhão."
Só então, Daisy aparece em seu maiô rosa quente com enormes
flores sobre ela, pondo um fim à conversa.
Mas, talvez Violet esteja certa. Estive olhando tudo errado. Contanto
que seja inteligente sobre o assunto, usar Randy como um estepe é
exatamente o que eu e meus seios precisamos para esquecer Benji de vez.
Capítulo 5
Correndo em círculos

RANDY

Uma semana após o jogo de exibição, estou de volta a Chicago,


sentado numa espreguiçadeira perto da piscina no pátio de Lance. Tem
estado excepcionalmente quente, mas é provável que hoje seja a última vez
este calor antes da queda de temperatura me levar de volta a calças jeans e
mangas compridas. Então, estou curtindo o sol. ou pelo menos tentando.
Lance convidou um monte de pessoas. Inevitavelmente, isso
significa Puck bunnies. Ultimamente, ele tem estado melhor sobre isso, mas
ele ainda é Lance, por isso há sempre, pelo menos, meia dúzia em volta, à
espera de alguém para atirar uma cenoura, e por cenoura quero dizer pau.
Há uma menina que está deitada na cadeira ao meu lado, zombando
de quem... Porra se importa. Ela não vai parar de falar. O problema não é o
seu fluxo constante de palavras, o que é irritante, mas tolerável porque
posso ignorar. A verdadeira questão é que dormi com ela antes, e com base
na maneira como ela mantém aproximando a sua espreguiçadeira da minha,
ela deve achar que vai acontecer novamente.
Não vou fazer isso. Ou ela. Claro, ficamos nus, mas eu não lhe liguei
ou respondi a quaisquer comentários na minha mídia social depois, acho
que a mensagem é muito clara. Foi o que foi, e agora acabou. Infelizmente,
ela não está recebendo a dica.
Envio um texto a Miller para ver o que ele está fazendo. Ele se afasta
de Lance, quando as bunnies estão ao redor. Isso significa que fazemos
exercícios e em seguida, Miller vai embora, a menos que tenhamos guerras
de Xbox. O que não acontece com muita frequência. Lance normalmente
fica impaciente depois de algumas horas e chama reforços.
A mensagem de Miller chega quase imediatamente, me falando que
ele está na casa de Waters, em Chicago. Isto ainda é estranho para mim,
uma vez que não há muito tempo esses caras estavam quebrando os narizes
uns dos outros para defender a honra de suas irmãs. Eles resolveram as
coisas desde então, mas ele estar na casa de Waters é um novo
desenvolvimento.
Com Miller ocupado, parece que tenho duas opções: ficar e deixar a
bunny me irritar, ou ir para casa e estar no meu próprio quintal, sem piscina
para me refrescar. Tenho um borrifador se existir um problema real... A
segunda opção tem mais apelo do que a primeira, então me desculpo e vou
para o banheiro. Uma vez lá dentro, pego o meu casaco e as chaves da
prateleira da cozinha e me dirijo para a porta da frente.
"Ei, cara, onde você está indo?" Lance pergunta, vestindo de novo
seu short quando ele sai do banheiro do piso principal. Uma Puck bunny
aleatória aparece atrás dele, ajustando o top do biquíni. Os seus olhos estão
vidrados e as faces coradas. Ela parece bem cuidada.
"Estou com dor de cabeça. Vou embora."
"Há muitas curas para as dores de cabeça aqui." Lance dá um
tapinha na bunda da moça enquanto ela passa por ele. Ela pula e ri, em
seguida, volta-se para esperar. Ele levanta o queixo na direção da piscina.
"Estarei fora em um minuto." Lance espera até que ela foi. "Está tudo bem
com você?"
"Sim, tudo bem. Estou acabado hoje. Tem sido uma semana agitada
com a volta ao treinamento."
Há uma breve hesitação pelo lado de Lance, como se ele não tem
certeza se acredita em mim. Então me dá um tapa no ombro. "Entendi. Vejo
você amanhã."
"Com certeza." Ele volta para a piscina e para a sua companhia.
A minha caminhonete está estacionada ao lado de um Fiat. Aperto o
botão de desbloqueio e ligo o motor. Então ouço uma voz.
"Randy! Posso obter uma carona para casa?" É a menina da piscina.
Ela ainda está em seu biquíni, mas ela tem uma bolsa enorme, ou
mala, ou o que quer que é chamado pendurada no braço. As suas pernas são
como varas, metade dos seus peitos estão pendurados para fora de seu top.
Ela entrar no meu carro não é uma grande ideia.
"Eu, uh, vou fazer algumas coisas." É uma desculpa esfarrapada, e
ela não desiste.
"O meu apartamento é, tipo, a cinco minutos daqui. Você não se
importa, não é? Os meus amigos vão ficar, e eu meio que quero ir."
Arranho a parte de trás do meu pescoço. "Já estou atrasado."
"Sério, cinco minutos. Por favor? Não tenho dinheiro comigo para
um táxi." Ela deixa cair a cabeça e morde o lábio, olhando para mim com os
olhos lacrimejantes.
"Sim, Ok, vou levá-la."
Ela faz um pequeno gesto e corre para o lado do passageiro. A sua
cabeça aparece na janela. Ela realmente é pequena. Exceto os peitos dela.
Aqueles estão quase explodindo. "Posso ter um pouco de ajuda aqui? É
alto."
Sim. Aqui vamos nós. Posso sentir o arrependimento quando circulo
a frente da minha caminhonete. Pego sua bolsa e a atiro no banco de trás,
em seguida, toco no estribo com o pé. "Dê um passo para cima."
Ela faz o que eu peço, mas ela está de frente para mim, assim os
seios dela estão em meu rosto. É preciso uma força infinita de controle
muscular para não rolar os meus olhos. Depois de pegá-la e a colocar no
banco, espero que ela balance as pernas para dentro da cabine. Quando tudo
que ela faz é me dar um olhar vazio, ligo um dedo sob a parte traseira de
seu joelho e o movo para que possa fechar a porta.
Isso vai ser uma grande merda de diversão. Subo para o banco de
motorista e desloco o caminhão em marcha à ré. A menina, acho que seu
nome pode ser Mary, ou Miranda, definitivamente tem um M e um R, tenta
se aproximar. Felizmente, o console central está no caminho, assim ela não
pode se aproximar muito.
Ela praticamente se arrasta sobre ele. Não noto o celular até que ela
me beija na bochecha e um flash dispara. Coloco a mão para não me cegar.
"É sério?"
"Desculpa! Todas as minhas fotos da última vez ficaram escuras.
Queria uma melhor. "
"Estou dirigindo aqui! E é bom você perguntar primeiro." Tento não
ser mal-humorado, mas a maneira como ela se encolhe me diz que fui mal
sucedido. Porque concordei com isso? Sinto-me como Miller quando estava
no começo do namoro. Isso só parece ruim.
"Você quer que eu apague?" Os seus olhos estão largos e tristes.
Talvez esteja sendo paranoico. Nada vai acontecer; Eu sei disso.
"Está tudo bem. Só não esperava isso." Eu paro no final da rua. "Para onde
é que vou?"
"Oh, certo! Duh!" Ela me dá indicações para a sua casa. Não são
cinco minutos; são quinze de acordo com o meu GPS, mas ela já está no
carro.
Ela brinca com o seu telefone por um minuto, provavelmente para
postar a foto. Uma vez que termina, ela o larga no banco e passa a mão
sobre o painel.
"Este é uma boa caminhonete. É a única coisa que você dirige? Você
também tem um carro esportivo? Lance tem um monte de carros, não tem?"
Ela não podia ser mais óbvia se usasse um sinal de “Puck bunny" no
pescoço. "Tenho um Audi. E sim, Lance gosta de seus carros." Ele tem uma
coleção. Não tenho certeza como ele faz as coisas funcionarem com todo o
dinheiro que ele gasta, mas não é meu problema para gerir.
A menina, cujo nome começa com M, fuça através de sua bolsa-
mala e tira uma camisa. Penso que ela vai colocar em cima do seu biquíni.
Isso não é o que acontece. Em vez disso, ela puxa o laço em volta de seu
pescoço e das costas e o material cai em seu colo. Olho para ela e depois de
volta para a estrada, segurando o volante apertado. Eu sabia que levar esta
garota para casa era má ideia.
"O que você está fazendo?"
"Me trocando. Você não se importa, não é? O meu biquíni ainda está
um pouco úmido, e não gosto da maneira como me sinto com ele."
Tento manter o meu tom uniforme. "Mais uma vez, estou dirigindo
Você não pode ficar nua no meu carro."
"As janelas são matizadas. Ninguém pode ver." Ela puxa a camisa
sobre a cabeça. É quase transparente, mas é melhor do que olhar para os
seus mamilos. O meu pau começa a ficar com a ideia errada sobre o que vai
acontecer aqui e começa o processo de ficar duro.
Em seguida, a minha passageira tira a sua parte de baixo. Agora há
buceta nua no meu carro. Diretamente no meu assento. Ela fuça ao redor da
sua bolsa um pouco mais, procurando um short, talvez. Não faço ideia. Não
como isso seja importante. Normalmente, este cenário não seria um
problema, mas tenho enviado textos para Lily esta semana, e ela tem me
respondido. Vou vê-la no próximo fim de semana, e com base no conteúdo
dos nossos textos, tenho quase certeza que ela está disposta a ficar nua e ter
algum divertimento. Lily já deixou claro para mim e para uma boa parte das
minhas roupas que ela não gosta de compartilhar.
Agora é o seguinte: Não entro em relacionamentos sérios. Com base
no que eu vi acontecer com os meus companheiros de equipe, e meu
próprio pai idiota, é que todos os relacionamentos causam dor de cabeça.
Viajo o tempo todo, e assisti toda a minha vida os relacionamentos
de longa distância falhar. Eu tinha um lugar na primeira fila para o fiasco
que era o casamento dos meus pais. O meu pai era um jogador de hóquei
profissional, decente o suficiente para estar na equipe de fazenda8* e jogar
um par de temporadas como profissional. Mas ele não pôde manter o seu
pau em suas calças quando estava longe de casa.
Aparentemente sou exatamente como meu pai, onde o hóquei está
em causa, só que eu sou um jogador melhor. Aos vinte e quatro anos, estou
na minha sexta temporada da NHL. Ele conseguiu três temporadas, mas
nunca na primeira linha. Ainda assim, foi martelado em mim que sou como
o senhor Randy. Nós temos a mesma personalidade, o mesmo rosto, o
mesmo conjunto de habilidades, o mesmo estilo no gelo, tudo o mesmo. E
tenho passado tempo suficiente com ele para saber que é verdade.
Então isso significa uma coisa: há uma boa chance que vou ferrar
alguém como ele ferrou a minha mãe. Pode não ser intencional, mas isso
vai acontecer. Então eu não me envolvo. Normalmente, saio com a mesma
garota por um tempo, em vez de uma bunny. Nos divertimos até que ela fica
muito envolvida e eu corto isso, e então nos separamos e seguimos nossos
caminhos.
Na maioria das vezes, funciona bem. Mas algumas meninas se
envolvem muito rápido. Houve algumas bunnys ao longo do caminho que
queriam mais de mim, mas eu deixo bem claro que não é assim que as
coisas vão rolar. Não é minha culpa que elas acreditam mais nisso do que
deveriam. Houve uma que fez uma tatuagem do meu rosto em seu seio, e
isso foi depois de eu cortar os laços. Assim que vejo isso, eu saio. Não
quero ferir sentimentos ou quebrar corações; Só quero sexo incrível e
algumas noites.
Exceto que isto é, na verdade, um monte besteira, porque com toda a
honestidade, se eu não estivesse em risco de estragar a porra da vida de
outra pessoa, eu poderia querer uma namorada real. Posso ver o apelo. Mas,
definitivamente não é esta garota atualmente ocupando espaço no meu
carro.
Com Lily, tenho que ser ainda mais consciente do que eu estou
fazendo e com quem porque ela está ligada a Miller e Alex. Não quero fazer
uma confusão de merda e fazer a minha vida ou a deles mais difícil. Ela é
muito divertida, embora, ela parece gostar de mim, então estou pensando
que podemos passar algum tempo a nos conhecermos um ao outro sem
roupa.
Rio com a memória da expressão de Lily quando viu a minha cueca
no banheiro no último fim de semana. Pretendo usá-la no próximo fim de
semana para ver como Lily reage novamente.
A garota M deve confundir a minha risada como algum tipo de luz
verde para começar a brincar com o meu pau. Ela ainda está sem calças. Ela
ajusta a alça de seu cinto de segurança e se inclina tão longe quanto
possível. A sua palma da mão na minha coxa superior se move devagar para
o meu pau traidor que infla devagar.
Olho para baixo e depois para ela. "O que você está fazendo?"
"Pensei que talvez pudesse agradecer pela carona."
"Segurando o meu pau?"
"Estava pensando mais em chupar."
Exalo fortemente pelo nariz e movo a sua mão de cima de mim.
Estamos a menos de dois minutos de sua casa agora. "Eu realmente não
tenho tempo para isso."
"Posso ser muito rápida. Dou boquetes surpreendentes."
Quero dizer a ela que não é algo de que ela deveria estar se gabando.
Faço a próxima curva um pouco rápido demais, quase derrapando. Ela
desliza sobre o assento e esbarra na porta do passageiro.
"Desculpa."
"Está tudo bem." Ela volta para o lugar quando eu viro outra
esquina. Preciso das duas mãos no volante, então ela aproveita a
oportunidade para deslizar a sua mão no meu short.
O seu lugar está a cerca de duzentos metros de distância. Eu paro em
frente de sua casa, é um lugar agradável, e então ela faz um movimento
para mim novamente.
"Não!" Eu grito, agarrando seu pulso.
Os seus olhos se arregalam, e ela puxa a mão como se tivesse sido
mordida.
Fecho os meus olhos por um segundo e respiro. Quando olho para
ela de novo estou calmo. Já dei este discurso um monte de vezes, por isso
não é nada novo. "Olha, você é uma menina agradável, e nos divertimos,
mas a nova temporada está prestes a começar, e não posso entrar em
qualquer coisa agora. Tenho que manter minha cabeça no jogo, você sabe?"
"Oh." Ela torce as suas mãos.
Merda. Espero que ela não comece a chorar. "Não é pessoal. Preciso
manter o foco." Um boquete no caminhão à luz do dia não vai acontecer
(ainda uma novidade para o meu pau), mas pelo menos a desculpa é em
grande parte verdade.
"Certo. Certo. Eu entendo."
Ela desata o cinto de segurança e se inclina como se ela estivesse
esperando algum de beijo de despedida. Só passei uma noite com ela. Acho
que fizemos sexo duas vezes. Foi decente se me estou certo, mas não tenho
certeza. Levanto o meu queixo e, assim, alcanço a testa dela em vez de sua
boca.
Eu puxo para trás e sorrio. Ela devolve, mas tem aquela qualidade
aquosa novamente. Ela estende a mão para a porta, que é quando percebo
que ela ainda não está usando calça.
"Ei."
Ela para com a mão na porta, e sua expressão de esperançosa me faz
sentir uma merda.
Olho para baixo e tenho um vislumbre de buceta. "Você
provavelmente deve colocar um shorts, querida."
"Oh! Oh meu Deus!" Suas bochechas coram, e ela murmura um
pedido de desculpas quando vasculha a sua bolsa. Leva uma eternidade para
encontrar o seu short. Ela enfia os pés através dos furos e os puxa, em
seguida, atirando todo o resto de suas merdas de volta.
Ela abre a porta sem olhar para mim. "Obrigado pela carona."
Minha garganta parece que tem algo. "Sem problemas."
Ela desce muito bem sem qualquer ajuda. Quando está prestes a
fechar a porta, eu noto o seu celular no banco.
"Espere!"
Ela levanta a cabeça, a mesma expressão esperançosa aparecendo
novamente. Só que ela usa o dorso da mão para esfregar os olhos. Eu a fiz
chorar. Não acho que esta situação poderia ficar mais esquisita.
Estendo o celular. "Você quase se esqueceu disso."
"Merda." Ela sobe de volta para pegar. "Obrigado. Não quero que
você tenha que voltar aqui ou qualquer coisa."
Qualquer simpatia que eu tinha sentido se dissolve com a mordida
afiada de seu comentário. Ela sai da caminhonete e bate a porta. Espero até
ela entre antes de me afastar. Assim que chego em casa, verifico os meus
feeds de mídias sociais. Ela postou a foto. O nome dela é Marcie. Ela
também postou esta:

RBBRs: Beijos na testa são os piores.

Ela faz referência a um grupo chamado Puck Bunnies Rejeitadas por


Randy Ballistic. Aparentemente, é onde as meninas com quem estive mais
de uma vez trocam histórias. Fico longe dessa porcaria, mas sei que isso
existe.
Abaixo do post está uma série de comentários de outras meninas.
Reconheço alguns de seus nomes e rostos de suas fotos de perfil. É estranho
que a minha rejeição é como um rito de passagem.
Pego uma cerveja na geladeira, retiro a tampa, e dou um longo gole.
Está um clima muito bom me sentar no quintal, então vou para fora para a
porta do fundo, coloco algumas músicas e relaxo. Dura somente três
minutos. Não sou bom em ficar sentado por muito tempo. Também me sinto
uma merda sobre o que aconteceu com Marcie.
Não é minha culpa que ela tenha romantizado uma noite, mas nunca
me sinto bem em fazer uma garota chorar. Fiz Lily chorar, mas isso era
diferente, e acho que, neste momento, isso foi resolvido. Pesco o seu
contato. Enviei mensagens para ela há alguns dias e ela respondeu que
estava no trabalho. Não ouvi nada desde então. O próximo fim de semana
estará chegando em breve, então acho que é uma boa ideia começar algo
um pouco mais consistente. Dessa forma posso obter um bom indicador
sobre se Lily está no clima ou não.

O que você está fazendo?

A sua mensagem vem menos de dois minutos depois.

Arrumando-me para o trabalho. Você?

Isso é tudo que ela sempre parece fazer.

Bebendo cerveja em minha varanda, atrás de casa.

A próxima vem mais rápida. Há um emoticon franzindo a testa


anexado a ele.
Não esfregue isso na minha cara.

Sorrio enquanto digito a próxima mensagem.

Consigo pensar em muitas coisas que eu gostaria de esfregar em


você.

Há uma pausa mais longa, e me preocupo se empurrei longe demais


ou rápido demais. Estou prestes a enviar uma mensagem dizendo que estou
brincando quando os pontos aparecem no meu feed.

Você está tentando fazer sexo por telefone?

Perfeito. Esta é a resposta exata que eu estou procurando.

Talvez. Você quer fazer sexo por telefone?

Não tenho que esperar muito tempo para sua resposta.

Estou prestes a dar uma aula. Não é um bom momento.

A minha próxima mensagem é carregada:

Quando você sai?


Ela ou perde a insinuação ou ignora.

22h.

Posso esperar.

Vou fazer sextexting com você mais tarde.

Infelizmente, bebo cerveja demais e tomo muito sol, assim acabo


desmaiando no meu sofá muito mais cedo do que pretendia. Acordo à meia-
noite e envio uma mensagem para Lily, mas não tenho resposta depois de
dez minutos, assim suponho que ela já está dormindo ou me ignorando.
Isto é legal, apesar de tudo. Tenho toda a semana para sextexting
com ela, já me preparando para o fim de semana.
Capítulo 6
Sexo por celular

LILY

Gostaria de dizer não estava esperando por mensagens de sexo de


Randy quando cheguei em casa do trabalho. Mas isso pode ser uma
mentira. Enquanto vou para o meu quarto, não esperando por Randy, faço o
que venho fazendo desde nós nos encontramos pela primeira vez: o persigo
em mídia social. Não é difícil de fazer. O seu rosto está em todo o lugar. O
seu lindo rosto e o seu corpo super quente.
Novidades vieram à tona hoje, incluindo algumas dele descansando
à beira de uma piscina em um par de shorts. Mesmo relaxado ele tem um
pacote de seis. Há também um dele com alguma Puck bunny vagabunda
sentada no que parece ser um carro. O seus peitos ocupam noventa por
cento da foto. Ok, isso é um pouco de exagero, mas eles preenchem mais do
que os meus fariam.
O meu estômago faz aquela coisa estranha de cair. Isto é o mesmo
sentimento que costumava ter quando Benji flertava com outras meninas na
minha frente. Ele fazia isso de propósito para me irritar. Ele também
apontava todas as meninas com melhores seios do que eu na praia. Eu tentei
não o deixar chegar a mim, mas raramente fui bem sucedida.
Geralmente acabamos por ter uma grande discussão. Eu terminava
com ele, ele ameaçava namorar outra garota, eu diria a ele para ir em frente,
ele iria embora. Às vezes eu o perseguia e chorava, outras vezes eu o
deixava ir. Benji eventualmente sempre se desculpava e voltávamos a ficar
juntos. O que odiava mais era a parte do choro. Não gosto de me sentir
fraca. Não estar com ele é muito menos estressante.
Esta não é, de todo, a mesma situação. Randy não é meu; estamos
fazendo o que estamos fazendo. Ele tem enviado mensagens um pouco,
então ele parece ter aceitado a minha decisão de lhe dar uma tentativa.
Casual brincando ao redor, eu acho. Possivelmente sexo casual, dependendo
do que acontecer na próxima semana.
Ele finalmente me envia mensagem à meia-noite. Olho para o meu
celular por um bom tempo, debatendo se eu quero responder. Violet fez um
bom ponto sobre Randy ser um substituto divertido. Com base em toda a
minha investigação/ perseguição, sei o que está acontecendo entre nós não
vai ser sério. Acho que posso lidar com isso. Quero ser capaz de lidar com
isso. Estive com Benji durante sete anos, então não tenho ideia se posso
lidar com isso. Mas vou tentar.
Randy e eu temos uma química incrível, e ele me dá orgasmos
incríveis, mas também não estou interessada em ser uma foda por celular
após a foda da bunny. Sobras ainda são medíocres, mesmo se forem
virtuais.
Quando lhe respondo no dia seguinte, faço um ponto ligando
enviando a foto dele com a menina dos peitos, para que ele saiba que não
sou uma idiota. O meu celular toca imediatamente. O meu estômago vira
quando atendo a chamada. "Oi."
"Você está me perseguindo?" O toque de brincadeira em sua voz faz
a sensação de aperto ainda pior.
Merda. Talvez a perseguição na mídia social esteja ficando fora de
controle. Eu vou com a indiferença. "Só é perseguição se eu tiver um
santuário para você."
Randy ri. Pergunto-me como seria essa sensação do som contra a
minha vagina. "Aquela garota era uma das amigas de Lance."
"Quem?"
"Um dos meus companheiros de equipe. Ouça, preciso que você tire
uma foto de seu quarto para mim."
A sua explicação inesperada e o pedido me atordoa. "Por quê?"
"Para que eu possa ver o seu santuário." Posso praticamente ouvir a
sua arrogância.
É a minha vez de rir. "Não posso. Estou no trabalho."
"Tire uma foto de qualquer maneira."
"Qual é o ponto, se você não pode ver o meu santuário?" Eu mordo
minha junta para parar o riso.
A sua voz é baixa. "Então posso te ver."
Meu Deus. Agora as minhas partes de menina estão pirando. Fiz um
ponto enviando mensagens para ele quando eu sabia que não teria muito
tempo para brincadeiras. "Tiro uma antes de eu chegar ao ringue."
"Promete?"
"Prometo."
"Estou ansioso por isso. Falo com você em breve, ok?"
"Ok."
Randy termina a chamada e fico em frente do espelho no meu
equipamento de patinação. É um simples collant preto contornado com
meias neutras. Nada de espetacular. Seguro a câmera para o alto como
Sunny, sorrio, tiro uma foto e envio sem olhar para ela. Tento não pensar na
tempestade de borboletas no meu estômago. Ou no zumbido entre as
minhas coxas.
Lanço o meu telefone no meu armário, fecho-o, e vou para a arena.
Tenho cerca de 15 minutos para aquecer antes de minhas meninas
chegarem. Após esta sessão da manhã, vou passar a tarde trabalhando no
café, em seguida, volto para fazer uma aula de noite na arena com as
crianças mais velhas.
Tirar o próximo fim de semana para a festa de noivado tem sido uma
dor na minha bunda. Estou trabalhando turnos extras em ambos os trabalhos
esta semana para compensar que vou faltar três dias. É agitado, mas vai ser
bom ter uma pausa. Faço algumas voltas ao redor do gelo para aquecer. O
cara do som coloca na minha música, e eu pratico a rotina que estou
trabalhando com as meninas hoje. É simples, porque elas são jovens, mas
algumas delas são tão talentosas. Vê-las evoluir para dançarinas é tão
doloroso como inspirador.
Não tenho tempo para verificar o meu telefone novamente quando
chego em casa naquela noite. Estou exausta, mas Randy enviou mensagens,
então desabo na minha cama e percorro-as.
A primeira é uma captura de tela da garota vagabunda que tirou a
selfie com Randy, mas ele apontou o seu comentário, que eu não li antes,
porque os seus peitos foram meu ponto focal. Ele a rejeitou. Isso me faz
sentir melhor do que deveria.
A próxima é uma foto do que é, obviamente, a mão de Randy na
frente de sua cueca. É a boxer rosa de novo, com o meu lindo aviso: PAU
PEQUENO.

Você se masturbou olhando o meu equipamento de patinação?

A resposta é imediata:

Sim.

Tenho certeza que ele está brincando:

Pervertido.

Rio de sua resposta:


Sim. Eu ainda quero um foto sua no quarto. Para ter certeza que
você não é uma perseguidora.

Tiro a minha camisola, estou vestindo uma regata e leggings.


Procuro no meu armário por qualquer coisa que eu tenho que seja redonda.
Encontro bolas de golfe, mas não são grandes o suficiente. Eventualmente,
encontro um conjunto de bolas de tênis que não combinam. As enfio na
minha camisa, e faço pose em frente do espelho, e tiro uma foto do pescoço
para baixo. Eu rio quando pressiono enviar.
O meu telefone toca. "Olá?"
"Você está me matando; você sabe disso, certo?"
A sua voz profunda vai direto para a minha vagina. Caio para baixo
no meu colchão. "Você gosta dos meus novos seios?"
"Não mexa com seus seios. Eles são perfeitos do jeito que são.
Especialmente quando eles estão na minha boca."
A sua franqueza me desarma, e tudo o que posso fazer é fazer um
barulho de gemido.
"Você está lembrando como foi?"
"Não."
"Sim está."
"Tenho de ir. Está tarde. Tenho de trabalhar na parte da manhã."
"Quanto você trabalha?"
"Muito. Tenho turnos duplos esta semana por causa da festa de
noivado."
"Bem, isso é uma merda." Há algum farfalhar no fundo e o som de
uma porta fechando. "Onde você vai ficar hospedada enquanto estiver em
Chicago?"
"Na casa de Alex."
"Você acha que pode ficar uma noite longe da família Waters,
enquanto estiver aqui?"
"Não sei. Talvez. Por quê?"
"Porque estava pensando que talvez pudéssemos ir jantar ou algo
assim."
"Uh... Hum..." Isso soa muito como um encontro. Ou talvez seja a
maneira de Randy de me seduzir para ficar nua: jantar em primeiro lugar,
em seguida, sexo.
"A menos que você tenha tudo reservado. sei que vai ser um fim de
semana ocupado. Foi só um pensamento."
"Posso falar com você sobre isso depois?"
"Certo. Não se preocupe se você não puder."
Randy é tão fácil sobre isso. Não posso decidir se isso é bom ou mau
até que ele fala novamente.
"De uma forma ou de outra vou te pegar sozinha neste fim de
semana, nem que tenha que te trancar em um banheiro."
A parte nua está implícita.
Capítulo 7
Lições de Xbox

RANDY

O estado distraído de Miller está me permitindo chutar a sua bunda


no Xbox. Além disso, sou melhor no jogo do que ele. Não que ele vá
admitir isso. De qualquer maneira, a falta de concorrência é insatisfatória. O
seu celular toca no meio de um nível, e ele pausa o jogo para atender a
chamada.
"Ei, baby! Como foi o voo? Isso é bom, não posso esperar para te
ver. Você acha que vai estar na casa do seu irmão dentro de uma hora?
Legal. Eu te encontro lá. Sim. Sim. Estou com ele agora. Ah, é?" Ele me dá
um olhar de soslaio. "Isso está certo? Ok. Também amo você, Sunny
Sunshine".
Desligo o jogo sem o salvar e faço gestos de boquete para ele.
"Eu estava ganhando naquele nível!" Miller aponta para a tela em
branco.
"Ganhei de você seis vezes seguidas," o lembro. "Nem é mais
divertido. Além disso, ouvi que você está saindo em breve." Não pergunto
sobre Lily, embora saiba que ela voou com Sunny. Ela não me respondeu
sobre nos jantarmos. Também não insisti. Não preciso perseguir meninas.
Se ela não está interessada, vou deixá-la sozinha. Amanhã saberei melhor, a
menos que receba um convite para ir à casa dos Waters hoje à noite.
Contudo, não estou contando com isso.
"Acho que precisamos falar sobre amanhã à noite." Miller se recosta
contra o sofá e estica um braço.
Pego minha cerveja. "A situação de Lily está sob controle. Tenho
falado com ela desde o jogo de caridade. Estamos bem."
"É com isso que estou preocupado. O que bem significa?"
"Significa que temos conversado. Estamos bem um com o outro."
Não tenho conversado totalmente com Miller sobre Lily, mas então, não há
nada que precise compartilhar. Estamos apenas nos falando, e espero que
este fim de semana estejamos fodendo.
"Sunny diz que você tem lhe enviado mensagens toda a semana."
"Bem, sim. Vou vê-la, por isso achei que seria uma boa ideia me
certificar que estamos bem. E nós estamos. Então, problema resolvido. Ela
não vai tentar me bater com um taco de hóquei ou arruinar mais as minhas
roupas. Você não tem nada para se preocupar." Esqueci que as meninas
falam. É claro que Lily vai dizer coisas a Sunny, que vai dizer a Miller.
"Randy, cara, conversamos sobre isso; você não pode transar com
ela e com outras."
"Eu não vou transar ao redor. Estamos apenas nos divertindo. Ela
vive no Canadá, pelo amor de Cristo. Quantas vezes posso vê-la?"
Ele me dá um olhar. Sunny também vive no Canadá.
"Sim, mas vocês têm um plano. A Sunny vai se mudar para cá e
vocês estão todos sérios e toda essa merda. Isso não vai acontecer com Lily.
Eu sou um substituto. Se eu achar que está indo em uma direção que não
deve, vou recuar ok?"
Miller coça a parte de trás do seu pescoço. "Só não fique muito
confortável com ela se você vai fazer a rotina habitual."
Eu nunca fico muito confortável."
"Sim." Miller parece ter mais a dizer, mas ele dá um tapa em suas
coxas e levanta. "Tenho que ir. Tenho que pegar algumas coisas na minha
casa antes de ir aos Waters. Obrigado pela hospitalidade, Balls."
"Sempre que você quiser a sua bunda chutada, você vem me ver e o
meu Xbox."
Assim que ele vai, verifico meu celular para mensagens. Nada de
Lily.
Mando mensagem a Lance para ver o que ele está fazendo. Acontece
que ele está em um bar, o que não é incomum. Não tenho nada melhor para
fazer, então chamo um táxi e me junto a ele.

***

Acabei ficando na casa de Lance, graças às bebidas que


consumimos. Ele não trouxe Puck bunnies para casa. É a primeira vez que
isso aconteceu desde que eu me lembre, embora o tenha conhecido há
apenas alguns meses.
Lance e eu fomos para a academia à tarde num esforço para suar a
bebida residual. Não ouvi de Lily durante todo o dia, com exceção de um
texto rápido me dizendo que ela está em Chicago e vai me ver mais tarde.
Miller continua a me enviar fotos da mãe de Waters. Ela tem o cabelo mais
fodido que eu já vi. É insano. No fundo de algumas fotos que posso ver Lily
e Sunny. Elas estão desfocadas, mas obviamente se divertindo. Se eu tivesse
recebido um convite mais cedo, Lily e eu poderíamos ter encontrado um
lugar privado para dizer oi, nus e com orgasmos.
"Você precisa de um corte de cabelo, mano." Lance diz no caminho
para casa, me afastando dos meus pensamentos pornográficos.
"Não há nada de errado com o meu cabelo."
"Essa besteira homem-coque tem que ir. Parece que você tem um
grosso rabo de Dobermann pendurado na parte de trás de sua cabeça."
Eu rio. "As senhoras gostam."
"Sim, bem, você parece um idiota."
Na mesma nota útil, Lance me deixa em minha casa para que possa
ficar pronto. Ele vai voltar para me pegar esta noite, já que estou no
caminho para os Waters. Não é um evento formal, mas é suposto parecer
decente, com a coisa toda de ter um jantar servido. Coloquei a minha cueca
favorita que Lily decorou e a cobri com calças pretas e uma camisa. Não
estou lidando com uma gravata esta noite se não for obrigatório, mas coloco
uma no bolso apenas no caso.
Lá pelas seis e meia Lance ainda não chegou. Ele é muito parecido
com Miller a este respeito, então estou acostumado a ele estar atrasado, mas
esta noite eu gostaria de chegar em ponto. Ou pelo menos perto da hora.
Sento na minha varanda da frente e tamborilo no braço da cadeira. Já lhe
enviei um par de mensagens. Lance garante que está a caminho e que Tash
é que estava atrasada. Não vejo como isso é possível, Tash é quase tão sem
vaidade como uma garota pode ser. Nunca tinha visto ela em outra coisa
senão roupas atléticas e um rabo de cavalo.
Passam outros quinze minutos antes deles finalmente chegarem aqui.
Lance está dirigindo o seu Hummer. É verde limão. Ele gosta de fazer uma
declaração. Tash sai do lado do passageiro, e, por um segundo, não a
reconheço. Ela está com um vestido preto colado, não vagabunda, apenas
justo. Abraça todas as curvas incríveis de seu corpo muito tonificado. O seu
cabelo está ondulado e solto. E ela está usando maquiagem.
"Puta merda."
Ela me mostra o dedo do meio. "Mantenha as suas opiniões para si
mesmo." Tash ajusta seu vestido e toca seu cabelo. "Você pode ficar no
banco da frente. Há mais espaço para as pernas."
Balanço a minha cabeça. "De jeito nenhum. Fique parada. Há muito
espaço na parte de trás no carro deste imbecil."
Estendo minha mão, e me ofereço para ajudá-la a entrar. Ela esta
usando saltos. Não tenho certeza que é algo que ela faz com frequência
baseado na forma como ela agarra o meu braço.
"Você está quente, Tash." Eu bato levemente sua mão.
Ela me dá o olhar malvado; e então aparece uma sugestão de um
sorriso. "Obrigado, Randy."
"É melhor você proteger a si mesma esta noite, menina. Você vai
precisar de todas as habilidades de luta ninja para manter os caras longe de
você."
"Entra no maldito carro, Ballistic. Já estamos atrasados." Lance diz.
"Acalme sua bunda, mano. Isso não é culpa minha."
"Também não é minha." diz Tash.
Há algo lá em seu tom e a forma como ela olha para Lance. Um
tempo atrás Miller perguntou se eu achava que estava acontecendo algo
entre eles. Agora estou começando a me perguntar se ele estava sabendo de
algo. Lance está olhando para ela, e não um olhar irritado, mas o olhar é de
foda.
Entro no banco de trás e deslizo para o meio para que possa pôr a
minha cabeça entre eles e ser um pau. "Então, de quem é a culpa que
estamos tão atrasados?"
Tash olha para Lance, um sorriso tímido puxando seus lábios.
Ele mantém os olhos na estrada. "Tash teve problemas de roupas."
"Se você diz." ela vira o visor para baixo e verifica sua maquiagem.
Leva trinta e cinco minutos para chegar à casa dos Waters. A entrada
está lotada de carros, e há um cara em um terno orientando na rua. Lance
nos deixa sair e, em seguida, estaciona o carro para que Tash não tenha que
andar um longo caminho nos seus saltos.
Olho para ela de soslaio. Natasha faz aquela coisa inquieta que as
garotas fazem quando sabem que você está olhando para elas e elas ficam
autoconscientes sobre isso.
"O quê?" Ela pergunta.
Dou de ombros. "Nada. Você está um pouco inquieta esta noite ou
algo assim?"
"Não. Estou bem." Ela ajusta o seu vestido novamente.
Tash tem sido treinadora da equipe por cerca de dois anos, de acordo
com Miller. Só estou em Chicago há alguns meses, não a conheço muito
bem. Ela é boa em seu trabalho, nos empurra duro, e é divertida para sair,
mas esta noite ela parece fora.
"Você quer esperar por Lance ou quer ir para dentro?"
"Ele sabe onde estaremos. Vamos." Tash vira o cabelo sobre o ombro
e começa andar na a entrada de automóveis.
Garçons nos recebem na porta com cocktails. Cada um de nós toma
uma e inspeciona a casa. Está cheia de pessoas, mas posso ver a partir do
hall de entrada todo o caminho para as portas deslizantes que se abrem na
parte de trás. Elas levam direto para o quintal, que também está cheio.
"Santo inferno, Waters sabe como dar uma festa." Tash toma um
gole de sua bebida. "Não me deixe ter muitas destas; Sou capaz de subir em
uma mesa e fazer um striptease."
"Não acho que você iria ter muitas queixas sobre isso. Exceto,
talvez, a partir daquela ali." Aponto para uma velhinha sentada no sofá,
segurando um copo de vinho com as duas mãos.
"Oh Deus. Existem avós aqui. Espero que a equipe não faça nada
para envergonhar Violet."
Eu ronco. "Certeza que ela pode fazer isso tudo por conta própria."
Violet é difícil. Ela é provavelmente pior do que a maioria dos caras
da equipe com o que sai da sua boca. Não tenho certeza se ela é uma pessoa
nervosa ou meio louca, mas Violet é divertida de estar por perto.
Como se ela nos ouvisse falando sobre ela, Violet vem
perambulando pela multidão. Ela é todas as curvas com uma cintura
minúscula. Ela está usando um vestido vermelho. É uma daquelas coisas
sensuais, então tem um monte de decote. Violet tem um busto enorme,
especialmente num corpo tão pequeno quanto o dela. É difícil não olhar.
"Tash!" Violet grita e acena. Há um ligeiro desequilíbrio em seus
passos. Quando Violet me vê, ela tem aquele mesmo olhar em seu rosto que
ela sempre faz. Enfio as mãos nos bolsos e suprimo um sorriso. Já sei o que
está vindo. Violet não pode lidar com o meu nome. Miller encurta o meu
último nome para Balls, uma espécie de piada interna, que ele não tem
permissão para compartilhar com ninguém ou vou matá-lo e o cérebro
maluco dela transformou-o em algo sujo. Embora, eu acho que dada a
minha reputação com as mulheres, não está tão longe.
Violet para há três metros de nós. Ela fecha os olhos e toma algumas
respirações profundas. O copo vazio que ela está segurando treme. Após
mais alguns segundos, ela abre os olhos e sorri. "Oi, Randy." diz ela com os
dentes cerrados.
"Isto está te matando, não é?" Normalmente há alguma ação de
empurrão que acompanha a pronuncia do meu nome.
"Você não tem ideia. É garantido que esta noite vou dizer algo
embaraçoso. Até agora só acidentalmente me referi ao pau de Alex uma
vez."
"Oh, Deus." Tash abafa uma risada.
Violet ergue uma mão reconfortante. "Está tudo bem. Não acho que
a minha avó escutou; ela não está usando os seus aparelhos auditivos. Eu
estou pensando antes falar para que eu possa controlar a minha boca o resto
da noite, mas não é o meu forte." Um dos garçons vem para tomar o copo
vazio. Violet pega uma nova bebida de sua bandeja e levanta um dedo para
que ele não sair. Ela engole tudo em um só gole, entrega o copo e estende a
mão para o outro.
"Violet, baby, você está ai." Alex chega por trás dela e arrebata o
copo antes que ela possa levar aos lábios. "Aqui. Você deve tentar isso." Ele
dobra sua mão em torno do novo copo e nos reconhece. "Ei pessoal. Ainda
bem que conseguiram vir. Natasha, você está deslumbrante."
"Ooooh! O que é isso?" Violet mantém a taça de champanhe. A
mistura é rosa, com pequenas frutas flutuantes. Um palito enfiado com
doces está na parte superior.
"Charlene disse que iria amá-lo."
Violet toma um gole e lambe os seus lábios. Ela está definitivamente
bêbada. Hoje a noite deve ser interessante. "Isso é maravilhoso. Você é o
melhor, baby." Ela passa a mão no peito de Alex.
Alex a pega antes que possa ir muito baixo. "Qualquer coisa para
você, linda."
Ela se inclina para dentro dele e agarra a sua camisa, puxando-o para
baixo. Ele nos dá um olhar de desculpa antes que Violet diga, mais alto do
que ela provavelmente pretendia, "Esta noite vou montar o seu pau como se
estivéssemos no Calgary Stampede."
"Shh," ele murmura. "Podemos falar sobre isso mais tarde."
"Certo. Shh!" Ela coloca seu dedo sobre os lábios. "Falando de
montar coisas..." Ela solta a camisa e aponta de Alex para mim. "Você pode
querer encontrar Lily. Ela está quente esta noite. Se não estivesse me
casando com este pedaço sexy de bunda, e não amasse o seu pau monstro,
tanto quanto amo, poderia estar interessada nela. Só que ela é uma menina.
Então, não estou. Mas há um monte de caras com tesão que estão." Ela se
vira para Alex e se encolhe. "Isso foi longe demais, não foi?"
"Sim, querida." Ele balança a cabeça. "Você viu a linha e esmagou-
a."
"Eu disse que esta festa não era uma boa ideia. Precisamos fugir."
Ela engole o resto de sua bebida. "Preciso de mais uma dessas."
"Deixe-me cuidar disso para você." Alex leva o copo e coloca um
braço em volta dela. "Vou falar com vocês daqui a pouco. Sintam-se em
casa." Ele a orienta enquanto ela agarra a sua bunda.
Tash e eu olhamos para o outro. "Tenho a sensação de que vai ser
uma noite interessante."
"Você pode dizer isso." Tash concorda.
Lance ainda não chegou, então fazemos o nosso caminho através da
multidão. Estou em uma missão para encontrar Lily, especialmente após o
relatório de Violet. Embora ela esteja bêbada, então pode estar exagerando.
Não vejo Lily em qualquer lugar, então envio um texto dizendo que estou
aqui e pergunto onde ela está.
Quando Tash e eu saímos para o deck no quintal, o seu salto fica
preso entre duas placas. Eu a pego antes que ela possa cair.
"Oh droga! Estes sapatos foram uma ideia estúpida."
"Você está bem. Tenho você."
Ela coloca a mão no meu ombro e se curva de modo que ela possa
ver o que a está mantendo presa no deck.
"Droga. Está realmente preso!" Tash empurra o pé um par de vezes.
"Deixe-me ver se eu posso tirá-lo."
Assim quando me curvo vejo Lily. Ela está usando um pequeno
vestido azul, as pernas magras em exposição. Isso me lembra de suas
roupas de patinação artística. É leve e flutuante, cobrindo tudo, e não o
suficiente ao mesmo tempo. E a porra do Kirk está falando com ela. Ele é
um cão.
Eu agarro o tornozelo de Tash e puxo. O seu salto se liberta, e o seu
cotovelo sobe rapidamente. Não tenho tempo suficiente para reagir. Ele se
conecta com o meu nariz.
"Ah, foda-se!" Eu resmungo e dobro para frente.
"Oh, merda!" Fora do equilíbrio e do inesperado golpe de direita,
Tash tropeça em mim, a sua bebida espirra no meu sapato.
Gostaria de me importar, mas o meu rosto está latejando, e meus
olhos estão lacrimejando, assim que a bebida não importa.
"Você está bem?" Tash me tira o copo e o coloca no deck.
Estou surpreso que ainda o estava segurando. Tudo o que posso é
fazer um som gemido.
"Você tem palavras?" Ela o pega meu rosto em suas mãos. "Randy?"
Desta vez, sai mais do que um ruído. "Pooooorra."
"Sinto muito."
Endireito-me e tento removê-la. "Estou morrendo."
Ela ri, mas cara, um golpe direto no nariz dói.
"Ei, caras." A voz de Lance permeia a névoa de dor. Viro-me para
olhar para ele, processando a sua confusão, que rapidamente se transforma
em raiva, que ele dirige para Tash. "O que diabos está acontecendo?"
Tudo fica subitamente tranquilo no deck.
Tash revira os olhos. "Acalme-se, Lance."
Ele aponta uma mão na minha direção. "Por que está você toda
encima do Ballistic?"
"Eu bati nele."
Lance parece mais perturbado por esta revelação do que o
necessário. "Você o quê? Quando?"
"Como dois segundos atrás." responde Tash.
"Como é possível?" Ele olha de mim para ela. "Você fez uma parada
em um banheiro antes de vir aqui?"
"O quê?" Tash parece confusa.
"Huh?" Tudo que quero é colocar um saco de gelo no meu rosto.
Estas pessoas são loucas.
"Você é um verdadeiro pedaço de trabalho, Tash. Eu não posso
deixá-la sozinha por cinco minutos sem que você salte em alguém."
Os olhos de Tash se arregalam, e a sua boca cai. Sua mão se ergue
no modo tapa.
Fico na frente dela antes que ela possa seguir com a bofetada, que
Lance pode realmente merecido. "Não foi isso que ela quis dizer com
bater," digo a ele. "Por acidente, ela me deu uma cotovelada no nariz."
"O quê?" Lance agarra a parte de trás do seu pescoço.
Tash balança a cabeça. "Sabia que isso era uma má ideia."
Ela empurra passando por ele e vai para dentro.
"Porra. Merda. Tash espere!" Ele vai atrás dela.
Bem, acho que Miller tem razão. Há algo definitivamente
acontecendo. Ou estava.
Capítulo 8
O que há com banheiros?

LILY

Este cara assustador chamado Kirk não me deixa sozinha. Não sei
onde Sunny foi. Ou Miller. Examino a multidão novamente quando ele fala
sobre o quão incrível ele é. Ele é velho, ou mais velho de qualquer maneira.
Ele tem alguns cabelos brancos nas têmporas e algumas rugas ao redor dos
olhos. Eu acho que ele pode ser calvo, mas eu não tenho a certeza, porque
sou muito mais baixa do que ele. Eu o colocaria nos trintas. Mas ele não
está usando um anel de casamento, então também posso estar errada sobre
isso.
Neste momento eu grudaria em mamãe dois, se isso significasse
ficar longe desse cara. A comoção no deck atrai a minha atenção, já
dividida, para longe de seu monólogo. Randy está fora das portas francesas.
Oh Deus. Ele parece tão, tão bom. Ele está vestindo calça preta e uma
camisa de botão escuro. É azul, quase da mesma cor que o meu vestido.
Nós combinamos, e nem sequer planejamos.
Depois, há uma mulher alta incrivelmente construída, muito bonita,
com as mãos no rosto dele. Ela parece preocupada. Ele parece, além de
quente, intenso. A sua mão está no ombro dela, e eles estão próximos
enquanto falam.
Tenho essa sensação, a mesma que tenho quando eu cometo um erro
em competição. Todo o meu corpo aquece e esfria ao mesmo tempo. O meu
estômago dá nós.
"Sinto muito." Eu me viro para Kirk, que ainda está falando. "Você
vai ter que me desculpar."
Não espero sua resposta. Dirijo-me para a casa. Felizmente, não
tenho que passar por Randy no caminho para dentro uma vez que há outra
porta. Entro pela cozinha e corro para Sunny.
"Aí está você! Estive procurando você em todos os lugares." Ela
exclama.
Miller está contra o balcão, enchendo a sua boca de aperitivos. Ele
tem um olhar de satisfação no rosto. Aposto que eles desapareceram em
algum lugar para transar. Eles têm feito isso o dia todo.
"Randy ainda não está aqui?" Miller puxa o seu celular do bolso de
trás e verifica as suas mensagens. "Ele diz chegou aqui, tipo, há dez
minutos."
"Sim, mas ele está com uma garota." Tento soar como se não
importo, mesmo que pareça que alguém me chutou.
"O quê?" Os olhos de Miller se estreitam.
A menina com quem Randy estava no deck rompe pela casa.
Eu aponto. "É ela."
"Tash?" Agora Miller parece confuso.
"Não sei o nome dela, mas eles tinham as mãos um no outro." Eu
agito minha bebida.
"É a treinadora da equipe." diz Sunny.
Reconheço o jogador de hóquei, penso que o seu nome é Lance, nos
calcanhares dela chamando-a.
"Acho que talvez haja um mal-entendido, porque se alguém está
com Tash, é Lance, não Randy."
Sunny acena. "Totalmente. Randy está todo sobre você nos dias de
hoje."
Miller olha para ela.
"Não foi isso que você disse antes?" Ela torce o seu cabelo em torno
de seu dedo.
"Ei, Balls." O olhar de Miller levanta sobre a minha cabeça.
"Ei."
A sua voz profunda faz meu interior líquido, mas não líquido Ebola,
líquido sexy. Posso praticamente sentir o calor do seu corpo atrás de mim.
Ok, isso não é verdade, mas ele corre um dedo pela minha nuca todo o
caminho até a base da minha espinha, e posso definitivamente sentir isso. O
meu corpo aperta com antecipação. Todo o sangue parece ser sugado direto
para o meu clitóris. Só a partir de seu dedo. Não entendo. Agora tudo o que
quero fazer é saltar para ele, embora menos de cinco minutos atrás alguma
garota o estava tocando.
Respiro fundo e viro. O seu cabelo está puxado para trás em um
coque. Normalmente, acho que homens de coques são estúpidos. Por
alguma razão, nele é sexy.
"Ei, Lily. Não vai fugir de mim desta vez?" O seus lábios se curvam
em um meio sorriso.
Sua barba é tão perfeita. Assim como o resto do corpo. Quero correr
os meus dedos por ele. Acariciá-lo. Ele. Também posso querer montar seu
rosto. Mais uma vez. Jesus. O que há de errado comigo? Percebo que estou
olhando e ele fez um comentário sarcástico. Abro a boca e tudo o que sai é
um suspiro.
O seu sorriso se torna maior. Todo arrogante. "Sinto muito, o que
disse?"
Tomo um gole da minha bebida. Isto é forte, seja ela qual for. Viro a
cabeça e tusso. Quando olho para trás de novo, estou um pouco mais
composta. "Não vejo o ponto, pois você provavelmente vai me seguir de
qualquer maneira."
"Há uma boa chance." Randy desliza sobre o meu ombro com a
ponta dos dedos. "Isso é bonito."
"Obrigada." A etiqueta ainda está ligada a este vestido. Ela está
dobrada dentro, e a pequena coisa de plástico está me cutucando na axila.
Custa mais de cem de dólares. Não posso dar ao luxo de mantê-lo, por isso
o meu plano é usá-lo hoje à noite, limpá-lo a seco, e devolvê-lo à loja na
segunda-feira. É desonesto e dissimulado, mas eu queria ter boa aparência
esta noite. O último vestido formal que comprei foi para o meu baile de
formatura e isso foi há anos.
Paramos e ficamos olhando um para o outro por um tempo muito
longo, sem dizer nada. Gostaria de ter o abraçado de imediato ou algo
assim, mas parece estranho agora. Todas as mensagens que temos enviado
durante a semana passada fazem a minha pele aquecer. É muito mais fácil
flertar e ameaçar fazer sextexting quando não tenho que olhar para o seu
rosto.
"Então, o que está acontecendo com Tash e Lance?" Pergunta Miller.
"Quem sabe. Eles estão agindo estranho. Não tenho certeza qual é o
problema, mas Tash me deu uma cotovelada no rosto, e Lance entendeu
mal, e agora eles estão chateados um com o outro."
"Você está bem?" Sunny pergunta, parecendo genuinamente
preocupada.
"Estou bem, apenas um pouco ferido por alguns minutos. Obrigado
por perguntar." Randy dirige o seu sorriso para mim.
Miller toma um gole de sua cerveja e balança a cabeça. "Ainda não
entendo por que ela estaria interessada nele. Ele coloca o seu pau em todos
os lugares."
"Você costumava colocar seu pau em todos os lugares." Sunny se
intromete. Ela não está com raiva, apenas honesta.
"Nunca fui tão ruim assim."
Randy levanta uma sobrancelha. Sunny faz o mesmo.
"Fala sério. Eu não era tão ruim assim."
Sunny lhe dá um tapinha no rosto, em seguida, substitui a mão dela
com os seus lábios. "Está tudo bem, Miller. Só estou dizendo, eu ainda lhe
dei uma chance, mesmo que você era um prostituto e olha o que deu certo?
As pessoas mudam, ou pelo menos as coisas que eles querem poder mudar."
Miller beija a ponta dos dedos dela. "Tive que trabalhar realmente
duro para convencê-la que eu estava falando sério sobre você, baby."
Sunny bate seus cílios. "Você fez um trabalho tão bom, também."
Randy faz um barulho de engasgos. "Vocês são piores do que um
filme de romance. Vocês precisam levar essa merda para outro lugar."
"Eles estão levando isso para outro lugar durante todo o dia
maldito." murmuro para o meu copo.
Miller e Sunny se separam. "Não temos não!" A voz de Sunny é alta,
como quando fica quando ela está mentindo ou envergonhada.
"Está tudo bem, baby. Não se sinta mal em querer um pedaço disto."
Miller aponta para si mesmo, mais especificamente para a sua virilha.
"Estarei de volta em um minuto. Eu preciso usar o banheiro." Coloco
o meu copo no balcão e me volto para Randy. "Mantenha um olho sobre
estes dois; eles continuam desaparecendo."
"E isso é um problema por quê?"
Rolo meus olhos e ando para o banheiro. Preciso me recompor. Eu
não gosto de quão territorial me sinto sobre Randy e nem sequer dormimos
juntos. Lembro que isso não vai ser sério. Ele vive em Chicago. Eu vivo no
Canadá. Nós estamos tendo um pouco de diversão. Preciso de uma pausa de
coisa sério de qualquer maneira. Mereço isso e posso totalmente lidar com
isso.
Tranco-me no banheiro, surpresa e um pouco desapontada que
Randy não me seguiu desta vez. Ligo a torneira enquanto faço o meu
negócio, em seguida, verifico o meu reflexo no espelho. Violet e Charlene
me maquiaram. Não as deixei fazer muita coisa, mas estou usando rímel e
sombra nos olhos. Desenhei uma linha com batom e enchi com gloss.
Retiro um pacote de lenços de minha bolsa e o abro. Cheira a menta
e pepino. Violet deu para mim hoje e disse para lhe agradecer mais tarde.
Deixo cair a minha calcinha, que é feita de renda, e me dou um pouco de
massagem. Quero estar preparada para tudo que acontecer, ou não, hoje à
noite. A hortelã faz tudo formigar.
Lanço o lenço no lixo, lavo as mãos, arrumo o meu cabelo
novamente, e abro a porta.
"Demorou muito tempo." Randy entra e nos fecha.
"O que há com você e banheiros?" Respiro até que bato na parede.
Ele dá um passo mais perto. "O que há com você sempre fugindo de
mim?"
"Não estava fugindo. Tive que usar o banheiro." Se pudesse cavar as
minhas unhas no gesso atrás de mim, eu o faria. Estou lutando contra o
impulso de correr as minhas mãos sobre o seu muito duro e muito grande
corpo. Se arquear as minhas costas toda, partes de mim vai tocar partes
dele.
"Acho que talvez você estivesse procurando um motivo para me
fazer segui-la." Randy estende o seu antebraço contra a parede ao lado da
minha cabeça. A sua camisa se estende apertada sobre o seu bíceps. Deus,
ele é quente.
"Então e se eu estivesse?"
"Isso é uma admissão?"
"Você tem me enviado sextexting toda a semana; precisa de uma
admissão?" deslizo as mãos atrás da minha bunda, para não fazer algo
estúpido, como pegar seu rosto e colocar a minha língua na garganta dele.
Mais uma vez.
O seu joelho repousa contra as minhas coxas, procurando ficar entre
elas. Se ele fizer isso, garanto que vou começar a transar a seco. As
mantenho apertadas juntas. Se ele ficar lá, eu perco este jogo. Realmente
gostaria de ser capaz de me controlar até que possamos fazê-lo em um local
que não seja um banheiro.
"Você é a única a enviar todas as fotos picantes." Os seus olhos caem
para a minha boca.
O jogo começou. "Fotos picantes? Você quer dizer de mim vestida
com a roupa de patinação?"
"E a aquela de você fodendo a minha visão com aquelas bolas de
tênis de baixo sua camisa."
Selfies de decotes não são a minha especialidade. Especialmente em
comparação com aquela cadela vagabunda da semana passada. Não que eu
esteja fixada nisso, ou qualquer coisa.
Estou tão ferrada esta noite. Qualquer esperança de tomada de
decisão racional voou pela janela fora. Não que eu estivesse honestamente
pensando em tomar decisões racionais e inteligentes.
A pressão contra as minhas coxas aumenta, então eu aperto mais
forte. A respiração de Randy o deixa com um suspiro pesado. Ele cheira
vagamente a alguma bebida frutada. Inclino o meu queixo para cima;
estamos tão perto e sinto que estivesse começando a desabar.
"Essa roupa de patinação me deu horas de diversão." A sua boca
desce na minha.
Assim que os nossos lábios se conectam, abro os meus dou as boas-
vindas a sua língua. Também separo as pernas e dou as boas-vindas à sua
coxa moendo contra como se eu estivesse dançando pole dance. Randy não
parece ter um botão de aquecimento. Ele acaricia o exterior da minha perna,
chegando à barra da minha saia.
"Por favor, me diga que isso significa que estamos transando esta
noite." ele geme em minha boca.
"Uh-huh."
Nós estamos nos esfregando um sobre o outro como gatos no cio.
Nem sequer sei o que diabos está acontecendo. As suas mãos estão por todo
o lugar: debaixo da minha saia a amassando minha bunda, por cima do meu
vestido apalpando meus seios.
"Preciso levá-la para uma cama." Randy murmura.
"Eu tenho um quarto no andar de cima."
"Porque estamos aqui, então?"
"Porque você me seguiu como um assediador assustador."
Randy para o nosso beijo. "Assediador assustador? É isso que você
realmente pensa?"
O seu olhar é intenso. Vejo a tensão em sua postura e passo uma mão
macia no lado de seu pescoço. "Não."
"Não?"
Decido que agora é um bom momento para ser vulnerável. Não
estou tentando tirar vantagem da situação, porque vamos enfrentá-lo, este
homem sabe o seu caminho para o corpo de uma mulher. A minha
experiência é limitada a Benji, que eu estou descobrindo não era
impressionante, e os poucos caras com quem peguei enquanto estávamos
em nossas pausas.
"Eu estou desviando."
"Desviando o quê?"
"Não quero ser uma decepção."
As mãos em meus seios continuam, juntamente com o joelho entre
as minhas pernas. "Decepção? Como diabos isso é possível?"
Eu tremo. "Não sei por que disse isso. Você torna difícil pensar."
Gostaria de poder parar de me envergonhar.
"Você não precisa pensar em outra coisa senão o quão bem eu vou
fazer você se sentir assim que chegar a uma cama." Randy acaricia a minha
bochecha com a palma da mão, ela é áspera, quente e macia, tudo ao o
mesmo tempo. "Onde está o seu quarto?"
Digo o melhor que posso em frases cortadas e nervosas.
"Encontro-te lá em cinco minutos." Randy me beija de novo, duro.
Quando ele termina de possuir minha boca, ele abre a porta, verifica as
coisas e me deixa sair primeiro.
Capítulo 9
Sem decepções

RANDY

Preciso de um minuto para me recompor.


Assisto Lily virar a esquina enquanto ajusto o meu pau duro. O seu
vestido está me deixando louco. Quando tinha dez anos tive um ano de
patinação artística. Eu e Miller fomos juntos. Achamos que era estúpido.
Nós já sabíamos andar de patins; Nós não precisávamos aprender a pular, a
girar e rodopiar.
Então, encontramos a nossa treinadora e paramos de pensar que era
um desperdício de tempo. O nome dela era Deanna. Ela era muito rigorosa,
e era quente como pecado. Ela provavelmente tinha apenas dezessete ou
dezoito anos na época, mas era a primeira garota por quem eu tive uma
ereção, e, eventualmente, ela foi a razão por trás do meu primeiro sonho
molhado. Lily ainda é mais quente, e desta vez eu vou chegar a viver a
fantasia, não apenas fazer uma bagunça em meus lençóis pensando nisso.
Lily é um foguete, e ela tem sido tão legal em nossas mensagens
durante toda a semana. Então vim hoje à noite com uma ideia preconcebida
de como isso iria acontecer. E então ela deixa cair esta pequena joia: "Eu
não quero ser uma decepção."
É um momento que eu deveria travar os pneus. Não acho que já
dormi uma garota, pelo menos não desde que fui concebido, que parecia
preocupada com a sua capacidade de me agradar, e muito menos expressar
preocupação com me decepcionar potencialmente.
Na maioria das vezes, as mulheres que se deitam comigo têm zero
inibições. Elas ficam nuas e se oferecem de qualquer maneira que eu quiser.
É um pouco fodido, para ser honesto. Lily não se encaixa no molde de uma
Puck bunnies. Então, estou tendo algumas reservas sobre o que está prestes
a acontecer, mas não o suficiente para voltar atrás, mas o suficiente para que
eu precise reavaliar a minha estratégia.
Não entendo como alguém que se parece com Lily e se move como
Lily possa ter tão pouca autoconfiança como ela. A menos que ela esteja
jogando jogos mentais. Eu não vejo Lily fazendo isso, apesar de tudo.
Também sinto que talvez eu precise bater em seu ex-namorado um pouco.
Ou muito. Aposto que ele está diretamente relacionado, a instável
autoestima dela.
Durante toda a semana eu estive fixado em chegar a este ponto:
aquele em que ela está nua novamente. Mas desta vez eu vou ser
privilegiado o suficiente para experimentar esse corpo pequeno apertado
por dentro. Hoje à noite tem que ser mais do que um bom tempo. Lily
precisa sair desta situação e se sentir como uma maldita estrela pornô, ok,
talvez não uma estrela pornô, mas ela precisa se sentir sexy. Isso precisa ser
bom para ela. E acima de tudo, isso precisa ser divertido.
Verificando o corredor de novo, desligo a luz do banheiro e me dirijo
para as escadas, faço uma curva no topo e contando as portas. Waters tem
uma boa casa em Bridgeport. Quando eu chego ao quarto certo, olho por
cima do meu ombro para me certificar que ninguém está no corredor antes
de eu girar a maçaneta.
"Psst."
Viro-me e encontro Lily espreitando na porta do quarto no lado
oposto do corredor. Oops. Ao mesmo tempo, ouço passos. Corro para a
porta, e Lily agarra a minha camisa e me puxa para dentro, fechando a porta
com um clique silencioso. Em seguida, ela furtivamente gira a fechadura.
Eu apago as luzes.
"O que você está fazendo? Não consigo ver nada!" Sussurra.
"Alguém estava subindo as escadas." eu sussurro de volta.
"Oh." Suas mãos se movem sobre o meu peito. "Quem era?"
"Não sei. Não esperei para descobrir."
"Sunny pode estar procurando por mim." Lily murmura quando
encontra a barra da minha camisa e a puxa das minhas calças.
"Isso é li-"
Ela passa a mão sobre o meu rosto e quase enfia o dedo no meu
nariz. Lambo a palma da mão dela e sinto as suas unhas fazerem cócegas
em minhas costelas. Agarro o seu antebraço antes que ela possa alcançar os
meus mamilos, então Lily esfrega a palma da mão úmida sobre o meu rosto
em seu lugar. Também pego a mão e agora ela não tem nenhuma livre.
Juntando-as atrás das costas, deixo cair meu queixo e acerto o topo de sua
cabeça.
"Ai!" Ela sussurra e começa a me morder através de minha camiseta.
Nos quinze segundos, ou assim, desde que as luzes foram apagadas,
me acostumei com a escuridão. Do outro lado do quarto eu posso ver um
conjunto de portas que parecem levar a um armário e outra porta suponho
ser um banheiro. Eu giro Lily de volta, solto as suas mãos, prendo uma das
minhas sobre a boca para impedi-la de arruinar os meus planos, e envolvo o
outro braço em volta de sua cintura.
Lily faz barulhos irados que poderiam ser palavras quando a levo por
todo o quarto. Abro a porta com o ombro. O piso é escorregadio sob os
meus pés me diz que adivinhei certo, de fato, estamos dentro de um
banheiro. Lily morde minha mão, mas não a coloco no chão até que tenho a
porta fechada, e estamos mais uma vez submersos na escuridão.
"Que diabos?" Lily tateia a parede até encontrar o interruptor de luz,
nos cegando. "Isso era necessário?"
"Você disse que Sunny podia vir procurar por você. Estou
resolvendo o problema. Pensei que você que estaria grata, mas você tinha
de ir e morder a merda da minha mão." Levanto a minha mão para que ela
possa ver as marcas de dentes que deixou para trás. Estou sorrindo, porém,
mesmo soando irritado.
Não vou mentir. Acho que é muito quente. Agora, tenho uma grande
ereção.
As suas bochechas ficam vermelhas e Lily abaixa a cabeça. Leva
três segundos para a rebeldia dela para voltar. "O que há com você sempre
desligando as luzes?"
Eu vou para p interruptor e apago a luz. "Define o humor."
"E aqui estava eu a pensando que, assim, você poderia fingir que eu
era uma supermodelo enquanto estamos transando." ela responde.
Acendo as luzes novamente.
Lily levanta as mãos para cobrir os olhos. "Pare com isso!"
Eu as afasto de seu rosto. "Olhe para mim." Não quero que soe como
uma ordem do que um pedido, mas eu quero Lily saiba, com certeza
absoluta, que estou seriamente excitado sobre o que está acontecendo aqui.
"Estava apenas b-"
"Você estava apenas o quê?" Eu me dirijo para entre os seus joelhos.
"Brincando." A resposta é quase inaudível.
"Espero que sim." Libero as suas mãos e seguro no fundo de sua
cabeça. "Você é malditamente linda, Lily."
Lily pisca como se não acreditasse. Inclino-me e coloco a minha
boca na dela. Pela primeira vez, não é uma guerra completa de línguas no
segundo em que os nossos lábios se conectam. Os seus dedos suaves e
quentes apertam meus pulsos, e ela faz um pequeno o ruído plangente
quando belisco seu lábio inferior. Fiquei assim, beijando, e me esfregando
nela por um longo tempo. Eu abro os olhos e vejo o nosso reflexo no
espelho.
O cabelo escuro de Lily é curto, para que eu possa ver a nuca de seu
pescoço fino e o arco de suas omoplatas com destaque para o V profundo
na parte de trás do vestido. É tão baixo que eu não acho que ela está usando
um sutiã.
Lily coloca a mão no meu peito e me empurra, afastando as nossas
bocas. "Você beija com os olhos abertos!"
"Não, eu não."
"Você acabou de fazer."
"Bem, isso não significa que você beija com os olhos abertos,
também?"
"Você parecia distraído. Estava verificando para ter certeza de que
você não estava entediado ou algo assim."
"Entediado?"
"Bem, não sei!" Lily acena com a mão ao redor. "Agora estou
constrangida sabendo que você está me observando enquanto estamos
beijando."
Eu rio. "Não estava te observando. Bem, não o seu rosto." Gesticulo
para o espelho atrás de nós.
Ela olha por cima do ombro. "Você estava assistindo a si mesmo?
Bom ego."
"Na verdade," Eu movo um dedo da nuca para baixo dos cumes de
sua espinha ao zíper. "Eu estava pensando que você não pode ter um sutiã
sob este vestido."
"Oh."
"E realmente gostaria de saber se estou certo." Lily senta ereta
quando arrasto o zíper para baixo e se arrepia quando os meus dedos
escovam a sua pele. "Parece que eu estou." Beijo o ponto sensível na base
do seu pescoço, puxando a alça larga por cima do ombro. Lily treme, e sinto
o calor de sua expiração na minha bochecha. Ela inclina a cabeça para o
lado, então fecho a minha boca sobre a pele quente e adiciono um pouco de
sucção. Não o suficiente para deixar uma marca, mas o suficiente para que
ela sabia que eu podia.
Eu beijo toda sua clavícula do outro lado, repetindo a mesma ação,
deslizando o seu vestido para baixo dos braços. Os seus seios aparecem.
Estou prestes a ficar animado, porque amo mamilos. Especialmente os
agradáveis. Acho que cada homem tem o seu gosto. Alguns caras gostam de
seios enormes, alguns caras não. Alguns caras se preocupam mais com as
pernas, ou bundas, ou outras partes do corpo. Eu gosto de todo o pacote, e
gosto de coisas proporcionais. Se Lily tivesse seios enormes, ela não ficaria
bem. E os dela são inchados ou qualquer coisa. Lily é definitivamente uma
mulher; eles ficam de pé por conta própria. Estamos falando de um bojo M
sólido. Estou bem com isso.
E, assim como todas as outras partes dela, os mamilos de Lily são
delicados. Exceto que agora eles estão cobertos com band-aids. "Uh..."
"Oh, merda!" Ela cobre os peitos dela.
Eu puxo as mãos e vejo as suas bochechas corarem. "O que esta
acontecendo aqui?"
"Eu não queria ter meus mamilos como faróis acesos."
Levanto uma sobrancelha, e ela levanta uma volta.
"Mamilos duros."
"Certo. Devo ter perdido essa lição na educação sexual."
"Tenho certeza que você não precisa de nenhuma dessas lições." Lily
murmura e pega na borda de um Band-Aid.
"Quer ajuda com isso?"
"Eu consigo." Ela aperta a mão acima de seu peito e rasga o Band-
Aid fora.
Eu tremo. "Vá devagar com isso."
"Está tudo bem." Lily aperta o seu mamilo. "Veja?"
"Não seja tão rude. Estou tendo dores por simpatia." Empurro a sua
mão para fora do caminho do seu seio, sussurrando: "Não se preocupe, vou
mantê-lo seguro."
Lily solta uma risada. "Você é ridículo."
A sua risada se transforma num gemido quando cubro o mamilo com
a boca e dou uma boa chupadela. As mãos dela vão para o meu cabelo, e ela
puxa o elástico, libertando-o. Eu lambo e mordisco, em seguida, uso os
meus dentes na ponta.
Os seus dedos apertam no meu cabelo. "Não se atreva!"
Olho para cima e coloco um pouquinho de pressão sobre o seu muito
duro, e atrevido mamilo.
"Randy." Soa como um aviso, mas também como se ela quisesse que
eu a morda.
Eu não. Beijo a ponta e dou a minha atenção para o outro mamilo
ainda coberto de bandagem. Sou cuidadoso quando tiro o adesivo. Então
vou em frente e chupo aquele, também. Eu verifico Lily. Os seus olhos têm
aquele olhar suave, vítreo. Os seus lábios macios estão separados e os
joelhos pressionam com força contra os meus lados. Aposto que se apertar
um pouco mais Lily vai começar a esfregar em mim.
Lambo ao redor do mamilo, em seguida, fazendo aquela coisa de
quase mordida novamente. Sua mandíbula se fecha, e ela move os seus
quadris.
"Nós vamos ter tanta porra de divertimento hoje à noite, Lily. Você
nem sabe."
"Oh, eu acho que poderia."
Cubro a sua boca com a minha, rolando os mamilos entre os dedos.
Aperto um pouco. Ela grita e agarra meus pulsos.
A puxo para mais perto, e passo meus lábios em seu pescoço até sua
orelha. "Você não gosta disso?" Mordo o lóbulo e moo os meus quadris
contra os dela.
Qualquer tipo de protesto morre. Lily travas suas pernas em volta
das minhas costas e faz exatamente o que eu esperava: começa a esfregar
contra mim, toda desesperada e quente. Lily pega o meu rosto com as mãos
e me puxa para sua boca. Os meus dentes atingem o lábio, sinto o sabor de
sal e cobre.
"Você está bem?"
Ela faz um barulho e empurra no meu peito, olhando ao redor do
espaço. "É sério. Por que nós sempre acabamos em banheiros?"
"Não faço ideia. Vamos ficar nus na cama, já que é a razão porque
nos deixamos o outro banheiro."
"Plano muito melhor."
Abro a porta e apago a luz. Lily acende de novo, então eu desligo-a
novamente. "Nós estamos tentando estar incógnitos aqui, não estamos?"
"Mas não consigo ver nada."
"Os seus olhos vão se ajustar." Junto nossos dedos e dou alguns
passos na direção da cama. E com o som de vozes no corredor faço uma
pausa; é Lance e Tash. Ele parece irritado.
"Alguém está discutindo?" Lily sussurra. Ela não parece muito
preocupada e começa a desabotoar a minha camisa.
"É Tash e Lance. Aparentemente, eles estão fodendo um ao outro."
sussurro de volta. Uma porta bate, em seguida há passos pesados se
afastando.
"A mulher quente que estava segurando o seu rosto antes? Aquela
com peitos grandes?" Ela está no quarto botão.
"Tash não tem peitos grandes."
"Todo mundo tem peitos grandes comparados aos meus."
Eu aperto os seios dela. "Veja isso?"
Lily olha para baixo. "Eles eram tão impressionantes quando eu
tinha doze anos."
Os seus mamilos espiam entre os meus dedos indicador e médio. "Os
seus seios são impressionantes. Você não tem que usar um sutiã, e não tem
qualquer silicone para mantê-los para cima."
"Isso é porque não há nada para manter."
Inclino-me até que nossos lábios estão quase se tocando. "Aceite a
porra de um elogio, Lily."
Toda a bravata cai, e ela parece quase inocente. "Desculpa. Não
estou acostumada a ouvir coisas agradáveis sobre os meus seios. Benji
costumava tirar sarro da minha falta deles."
"Esse cara é um idiota." Estou fora da minha zona de conforto. Puck
Bunnies não ficam constrangidas. Percebo agora porque Miller era tão
inflexível sobre ser cuidadoso. O ex-namorado dela fez algum dano. O meu
trabalho agora é desfazer o que puder, sem ficar muito envolvido.
Agora como está, estou feliz por ser o substituto de Lily. Podemos
ter alguns momentos de diversão antes que ela encontre um cara que vai dar
o que ela precisa, que é mais do que uma boa dose de pau.
Lily desata o último botão na minha camisa e a empurra sobre os
meus ombros. Os seus dentes pressionam o seu lábio enquanto puxo as
mangas e deixo cair no chão. Ela suspira e corre as suas mãos sobre meus
abs para o meu peito, seguindo um caminho para os meus ombros e em
seguida, pelos meus braços, parando naquele tatuado.
"Eu malho."
"Sério? Eu não poderia dizer. O seus seios são quase tão grande
quanto os meus."
Eu toco um peito. "Você quer dizer peitos de homem, né?"
Lily segura os seus próprios seios e os balança, em seguida, faz o
mesmo com o meu peito. "Quase o mesmo."
"É isso aí. Eu tive o suficiente dessa boca." Nos jogo na cama, e
monto suas pernas e corro as minhas mãos por seus lados.
Lily grita e ri quando encontro um local de cócegas em suas costelas.
Coloco a minha boca ao lado de sua orelha. "Shh! Alguém vai ouvi-
la e arruinar o nosso bom tempo."
Ela pressiona o rosto contra meu peito, abafando o riso. Afasto suas
pernas com o joelho e me estabeleço entre elas, o meu pau exatamente onde
quero. O humor fácil se torna intenso, em seguida, quente quando passo a
minha mão acima da sua coxa, levantando a sua saia.
Deslizo a mão sob sua bunda, sentindo o tecido de cetim. Lily toca
os meus braços com as pontas dos dedos, em seguida, os enfia no meu
cabelo, empurrando-o para cima para não fazer cócegas em suas bochechas
quando eu a beijar. Moemos um no outro até que eu esteja cansado de ter
muita roupa no caminho de todas as partes boas.
Sento em meus joelhos e Lily se senta, indo direto para o meu cinto.
Não a impeço. Planejei perder as calças de qualquer maneira, então não há
nenhum dano em ajudar. Ela desfaz a fivela, abre o botão abaixa minha
calça. Antes que ela possa enfiar a mão na minha cueca, eu recuo e saio da
cama.
"Aonde você vai?" As suas mãos vão imediatamente para os seios,
cobrindo-os.
Incomoda-me que ela faça isso. "Pare de esconder seu corpo de
mim."
Os seus olhos se arregalam, e ela morde o lábio, mas afasta as mãos
de seu peito e as enfia sob suas pernas. "Desculpa. É um hábito."
"Por causa do ex?" Lily não precisa dizer nada; a forma como os
seus olhos se abrem me diz o que preciso saber. "Se eu ver aquele cara de
novo vou bater no seu maldito pau com o meu bastão de hóquei."
Lily dá uma risada aguda.
Puxando a minha carteira, abro-a e atiro um par de preservativos e
dou para ela.
Lily os pega e lê o rótulo. "Sério?"
"Sério o quê?" Chuto as minhas calças e tiro minhas meias. Odeio
sexo com meias.
"Estes são os maiores?"
"Você teve a sua mão no meu pau antes, isso não deve ser uma
surpresa."
"Ver e sentir não é a mesma coisa."
"Você não acha?" Salto sobre o colchão antes de Lily poder pensar
sobre acender uma das luzes de cabeceira. As persianas deixam iluminação
suficiente para que possa vê-la sem ter que ficar acendendo luzes.
"Ok, estou pronto." Fico em cima dela e começo a dançar, porque
sou estúpido às vezes. E é engraçado.
"O que está fazendo?" Lily está rindo novamente. Eu gosto muito
desse som.
"Shh. Não tão alto."
Nos rolo para o topo da cama, por isso, estou preso nos travesseiros,
empurro as cobertas até metade e nos enrolo, nos mexendo até podermos
entrar nas cobertas. Giro para colocar Lily em cima, abrangendo os meus
quadris. A parte superior do vestido trava solta em volta da cintura, e a saia
levantada. Encontro o zíper e puxo o resto do seu vestido.
"Levante os braços, linda."
Lily os levanta sob a cabeça, e puxo o vestido, escovando
propositadamente os mamilos no caminho. Sou extremamente cuidadoso; O
vestido parece ser frágil, então não quero destruí-lo.
Estou certo sobre a calcinha; ela é definitivamente de cetim, ou algo
parecido. Há uma linha de delicadas rendas em torno de todos os lados, e
são claras. Bonita. Suave. Exatamente como Lily.
Acaricio os seus lados, apreciando as linhas estreitas e curvas finas.
Lily é magra e forte. Ela tem um pacote de quatro por baixo do vestido.
Enfio um dedo no cós da calcinha dela, puxando-a para que possa espiar
dentro. Está escuro, embora, e não consigo ver muita coisa, então chego
mais perto.
"O que você está verificando? Você teve os seus dedos em minha
calcinha antes; você sabe o que está lá dentro."
Eu olho para cima, vendo o olhar complacente em seu rosto radiante.
"Tive muito mais do que os meus dedos lá dentro." Dirijo a palma da mão
sobre seu estômago e deslizo a mão sobre a pele lisa, molhada e quente.
"Parece que você visitou sua depiladora."
"Você estava esperando pelo visual natural?"
Lily está toda sarcástica até que esfrego o seu clitóris. Então o seu
queixo cai, e solta uma respiração ofegante. A empurro para trás de modo
que ela está deitada sobre a pilha de cobertores entre as minhas pernas com
a cabeça perto dos meus pés. A renda elástica de sua calcinha estica e um
som rasgando fraco faz com que Lily agarre o meu pulso.
"Não destrua a minha calcinha! Acabei de comprar!"
Retirando a minha mão com cuidado, inclino para frente e beijo o
seu estômago. "A comprou para mim?"
"Não. Precisava de novas."
"Não acho que acredito em você." Chupo a sua pele enquanto vou
mais para baixo.
"Isso é porque o seu ego é tão grande quanto o seu pau." As palavras
saem um pouco sem fôlego.
"Assim, agora você admite que eu tenho um pau grande? "
"Seria estúpida não para amaciar o seu ego enorme, com seu rosto
onde está."
Rio e beijo o meu caminho até o laço da calcinha, em seguida, afasto
o seu corpo do meu, para que possa ficar de frente para sua buceta. Deslizo
minhas mãos sob sua bunda, forçando-a a levantar os seus quadris. Lambo
um caminho lento ao longo de onde a calcinha encontra a junção da coxa.
Lily agarra as minhas pernas através dos cobertores. Se não fosse
pela cobertura de tecido, garanto que suas unhas teriam cortando minha
pele. Ela levanta os quadris, buscando a minha boca.
Deslizo um dedo sob o material e círculo o clitóris com a minha
língua. Lily vira a cabeça para o ombro e abafa um gemido. Mantenho
circulando, beijando o interior de sua coxa e chupando como eu faria se
minha boca estivesse onde está o meu dedo.
Lily dobra os joelhos, os dedos dos pés se enrolando em minhas
costelas. Ela engancha os seus polegares em sua calcinha e os empurra
sobre os seus quadris. "Não acho que temos tempo suficiente para toda essa
provocação. Alguém vai perceber que desaparecemos. Você provavelmente
deve entrar lá e fazer a sua coisa."
Olho para cima. O seu sorriso insolente vacila um pouco, e a sua
garganta ondula com o que poderia ser um engolir nervoso, ou
possivelmente antecipação. "Você está me apressando?" Pergunto.
"Só estou dizendo." Ela puxa a sua calcinha para baixo um pouco
mais, até que atinge o meu nariz. "Nós sempre podemos vir aqui novamente
mais tarde. Não é como se esta fosse a única oportunidade. Certo?"
"Assim espero."
Capítulo 10
Faça isso no escuro

LILY

Randy arranca a minha calcinha. A destrói apenas com as suas mãos.


Ok, não, ele não o faz. Pedi para não o fazer. Mas ele me olha atentamente
enquanto a remove, lentamente. É quase enervante. É também muito
quente. Estou toda nua. Não há nada, a não ser pele e as mãos dele. As
sombras se movem através da parede enquanto as luzes piscam no exterior,
destacando todos seus músculos definidos, insanamente quentes
flexionando em seus braços.
Os ombros largos de Randy estão bem entre as minhas coxas, e
aquela sua boca está prestes a atingir o meu local aquecido. Estou tão
pronta. Também estou um pouco preocupada com o quão rápido eu vou
gozar. Tudo já está começando a apertar, e tenho aquela sensação de
formigamento familiar. Também não é dos lenços de hortelã e pepino. Não
quero dar-lhe mais nada para se gabar. Randy é presunçoso o suficiente
normalmente.
Ele alisa suas mãos ásperas sobre o interior das minhas coxas. Deus,
aquele braço tatuado é sexy como o inferno. Espero que os dedos desse
braço sejam aqueles a entrar em mim. Aparentemente, Randy me leva a
sério sobre o negócio de restrição de tempo; Ele não me incomoda me
provocando mais. Em vez disso, levanta minha bunda e deixa cair a sua
cabeça.
Não sei o que esperar. Talvez um beijo nos lábios em primeiro lugar,
ou uma dessas lambidas de teste no local antes do ataque, ou até mesmo
esfregar o nariz. Mas certeza que não é o que recebo. Randy fecha a boca
sobre o meu clitóris e suga se ele fosse um rei do sexo oral. Tenho zero
controle sobre a reação do meu corpo. Eu me sacudo como se tivesse sendo
eletrocutada. E, honestamente, parece que estou sendo eletrocutada na
buceta.
Arqueio para fora da cama e luto para ficar pelo menos um pouco
composta. A última vez que ele fez isso, contra a parede de um banheiro
enquanto eu estava sentada sobre os ombros, não pude parar o orgasmo
filho da puta que me golpeou pela magia de sua língua. Randy me levanta
mais e faz um redemoinho louco com a sua língua.
Já não tenho mais tração; os meus pés mal estão tocando o colchão.
Mexo-me um pouco e viro a cabeça para as cobertas para que possa gemer
sem deixar ninguém no corredor saber o quanto eu estou gostando de ser o
jantar, ou sobremesa de Randy, ou o seu maldito buffet do sexo. Os seus
dentes tocam o meu clitóris enquanto ele retoma a sucção. Não posso lidar
com isso. Estou bem na borda no momento, batendo na porta do orgasmo.
"Puta Mer..." Eu mordo o lado da minha mão para reprimir todos os
sons. Que é quando o tremor começa. Cada célula do meu corpo está
eletrificada. Gostaria que houvesse mais luz. A sua cabeça está
principalmente na sombra e seu cabelo que continua fazendo cócegas em
minhas coxas, aumentando a sensação. Não que isso importe agora, o
mundo inteiro fica branco. O edredom enche em minhas mãos. Sei que me
estou me contorcendo, provavelmente, o que torna difícil para Randy
manter a sua boca em mim, mas não posso ajudá-lo. É o melhor orgasmo
que já tive em toda a minha vida.
Há movimentos na cama que não estão associados com o meu corpo
vergonhoso. As pernas de Randy já não estão em ambos os meus lados,
estão sob as cobertas, me impedindo de me atirar para fora da cama no meu
zelo orgástico. Não se preocupe, porém, agora ele está bem no meu rosto.
Randy passa as costas de sua mão na boca e, em seguida, os seus lábios
estão nos meus: duro, exigente e oh tão quente.
Nem sequer tenho tempo para recuperar. Randy encontra o meu
clitóris molhado e inchado, pelo menos suponho que está inchado com base
na sucção dele e começa a esfregar novamente. Acho que nem mesmo
terminei de ter um orgasmo e ele já ele está incitando outro. É insano.
Apenas quando tenho certeza que não posso lidar com mais, Randy
desliza um dedo dentro de mim. Depois de dois golpes lentos, acrescenta
um segundo. Eu diria que é uma preparação desnecessária, mas com base
nas camisinhas que está na embalagem, acho que é sábio deixar que ele
enfie os dedos primeiro. Além disso, quem sou eu para dizer não a mais um
orgasmo? Randy quebra o nosso beijo e se senta em seus joelhos. Mesmo
com a abaixo da média, posso ver que ele está duro em suas boxers. E sim,
ele estava usando os dedos do braço tatuado dentro de mim.
Não sei por que é tão sexy. Nunca gostei de tatuagens antes. Ou
barba. Ou homem de coque. Não odeio qualquer um dos acessórios
mencionados acima, embora as tatuagens pareçam ter um monte de dor e
um compromisso grande em tê-las. Mas todas as suas tatuagens torna o
passeio do orgasmo muito melhor. Empurro para cima em meus braços, na
esperança de obter uma melhor visão do que está acontecendo entre as
minhas pernas.
A maneira como o corpo de Randy está posicionado torna mais, e
não menos, difícil ver o que está acontecendo. É melhor do que não ver
nada, suponho. O que realmente quero fazer é alcançar a lâmpada de
cabeceira, mesmo que isso signifique que as pessoas vão saber que estamos
aqui. Em vez disso, vou para a outra coisa quero, quase tanto como uma boa
visão: o pau de Randy. É estranho passar os seus boxers, mas estou
determinada a colocar minha mão sobre Randy enquanto ele tem seus dedos
em mim. Então, talvez uma tentativa de chupá-lo.
Assim que toco sua cintura, Randy agarra o meu pulso gentilmente,
mas com firmeza e balança a cabeça. "Não preciso de distração."
"Talvez eu precise." Tento novamente com a outra mão, mas ele
também a pega.
"Você vai ter o suficiente disso em breve." Randy tem esse olhar
escuro e intenso em seu rosto.
Então ele enrola os seus dedos e atinge esse ponto em que tenho de
trabalhar tão duro para chegar sozinha. Desisto de tentar chegar ao seu pau
em sua cueca e o deixo me dar mais um orgasmo enervante. Quando acabo
de gozar, descubro que fui magicamente reposicionada na cama então a
minha cabeça está sobre um travesseiro. Randy passa a mão sobre o
edredom até que ouço farfalhar.
Ele agarra um dos invólucros de ouro. "Você ainda está interessada
nisto?"
"Tenho certeza que é por isso que vim aqui."
"Você é sempre tão sarcástica?"
"Principalmente." Não menciono que em parte são os nervos e por
estar fora da minha zona de conforto. Nenhum dos caras com quem estive
no passado é qualquer coisa como Randy. Não tão quente, não tão bem
dotado, não tão qualificado, não tão suave.
"Gosto disso." Ele puxa as cobertas de algodão sobre nós, ou o que
quer que estes lençóis muito suaves sejam feitos. "Na maioria das vezes."
Ouço, em vez de o ver rasgar o invólucro. Randy deve ser um mestre
em rolar o preservativo porque ele de repente está entre as minhas pernas.
Não sei como ele perdeu suas boxers, mas sinto apenas pele quente contra
pele quente. E látex, é claro. Randy corre a cabeça de seu pau ao longo da
minha fenda algumas vezes.
"Vou entrar." ele sussurra.
Eu rio, depois expiro drasticamente à medida que a cabeça do seu
pau se desloca para dentro, apenas a ponta, apesar de tudo.
"Ok. Estou dentro."
Eu ronco.
Randy empurra um pouco mais longe. "Isso é tudo o que eu tenho."
Mordo o seu ombro, ou uma parte dele. Eu não posso ver uma vez
estamos cobertos. "Sério, Ballistic? O que você fez, também colocou as
suas bolas dentro do preservativo?"
Ele faz um ruído reprimindo riso. "Você não está me sacaneando,
enquanto estou fodendo com você, não é? Isso é um não vai acontecer no
futuro novamente, na certa." Randy se apoia em seus braços.
"Acho que você está esquecendo que eu tive a minha mão sobre esse
pau. Sei que há mais do que um botão em um arbusto." Envolvo os meus
braços em volta do pescoço e engancho os meus tornozelos em sua cintura.
Essencialmente ele está fazendo uma flexão comigo presa ao seu corpo
agora. Inclino os meus quadris e, apesar de estar suspensa no ar, consigo
levá-lo a ir um pouco mais fundo.
"Não tenho um botão escondido no arbusto."
Tenho quase certeza que ele está rangendo os dentes. "É uma figura
de linguagem."
"É agora?"
Tenho dezoito anos de patinação artística em meu cinto. Sou forte,
apta e ágil. Posso fazer coisas com o meu corpo que a maioria das pessoas
não pode, inclusive permanecer suspensa no ar por um período de tempo
significativo. Também sou mais pesada do que pareço. Eu poderia ser o que
as meninas chamam de "magra", mas sou cem por cento muscular. Ok, não
exatamente, mas, sério, tenho baixa gordura corporal. E tenho de zero
celulite. As meninas odeiam a minha bunda. Literalmente, ela é perfeita. Eu
tenho uma bunda agradável, em vez de peitos agradáveis; é uma troca justa,
acho.
"Ok, talvez seja mais um eufemismo, mas não sei por que importa.
Porque você não está me fodendo como tem falado em fazer no último
maldito mês?"
Randy abaixa minhas costas, e atinjo o colchão novamente e o seu
peito está pressionado contra o meu. Em seguida, ele muda os quadris para
frente. "Você quer dizer assim?"
E aí está. A razão para as... Santa Mãe de todas as coisas sagradas,
ele já está preparado. Acho que poderia gemer. Não tenho certeza.
"Ou você quer dizer mais como isto?" Ele começa a se mover me
enchendo e recuando, mais e mais, mais e mais duro.
"Oh meu Deus." É definitivamente mais um gemido do que palavras,
não que isso importe. Tenho certeza que a maneira que estou me agarrando
a ele é um indicador razoável do que exatamente eu quero dizer.
Randy tira as cobertas, o que é um alívio porque eu estou ficando
suada sob estes cobertores, e estou usando maquiagem. Não quero que
comece a derreter. Pelo menos os cobertores são escuros, por isso não vai
ter manchas da maquiagem. Randy se inclina para a esquerda, e o ângulo é
além de espetacular.
De repente sou cegada pela luz. Não a luz do orgasmo, mas a luz da
lâmpada de cabeceira. Randy embala a minha cabeça, a palma da mão
descansando na minha nuca.
"Agora você quer as luzes acesas?"
"Quero ver seu rosto quando te fodo."
Não ouso fechar os olhos. Piscar quase não é uma opção. Qualquer
comentário sarcástico morre quando Randy para de empurrar e começa a
moer. Puta Merda. Não estou preparada para isso. Nunca mesmo. Nunca vi
alguém tão... Primal? Como se ele quer... Devastar-me? Consumir?
A mão que não está segurando a minha cabeça desliza para o meu
quadril e se prende atrás do meu joelho, puxando-o para cima até parar em
suas costelas, fazendo-o ir ainda mais fundo. Acho que posso realmente
explodir quando esse orgasmo vier. Posso sentir isso, percorrendo minha
espinha, se espalhando como dedos elétricos em toda a minha pele. Acho
que poderia muito bem ir um passo além e descansar o meu tornozelo em
seu ombro.
E aí está. As minhas células são granadas. As minhas terminações
nervosas explodem como pequenas minas terrestres, centradas no meu
clitóris. O tremor em meu corpo é incontrolável. É uma falha de todo o
sistema. O gemido que sai de mim é tão alto que me assusto. Eu estou
tentando manter os meus olhos abertos, mas nada se registra além do
orgasmo.
E Randy continua estocando, e retirando, e estocando, com os
quadris me bombeando e os músculos esticando enquanto ele se mantém
em cima de mim. Pelo menos posso ver de novo, por agora. A sua
mandíbula está apertada, os olhos em chamas, a respiração jorra no meu
rosto com determinação. Randy está tão perto, ainda me observando. Jesus.
Este homem com certeza sabe como foder.
Acho que estou totalmente recuperada do último orgasmo, até que o
seu pau toca o meu clitóris. O seu nome sai todo ilegível. Seguro em seu
cabelo, em seguida, me preocupo com a minha falta de controle que eu o
vou arrancá-lo, então agarro os seus ombros em vez disso. Aqueles eu não
posso arrancar.
O seu impulso constante se transforma em irregular e duro, a
coordenação hesita. Os seus olhos rolam e vibram, fechando brevemente
quando este som sai dele, é exatamente o barulho que vou associar a
orgasmos de homem para o resto da minha vida.
Quando Randy abre os olhos de novo, eles estão pesados e cheios de
luxúria. Ele afunda em mim, o seu peso empurrando-me para os
travesseiros e colchão como se ele estivesse tentando se aprofundar no
interior, o que não é possível, porque estou tão cheia como eu posso ficar. A
Garagem buceta da Lily está com a capacidade máxima de pau.
A boca de Randy cai sobre a minha, a sua língua empurrando pelos
meus lábios. Não tenho certeza se ele teve um sério longo orgasmo, ou ele
está tendo, ou não quer parar, mas Randy ainda continua se movendo. Ele
para de estocar para um lento movimento de quadril. Eventualmente, Randy
para de se mover e quebra o beijo.
Randy se apoia em seus braços, seus músculos se contorcendo.
"Como foi isso?" Isso sai rouco. Mesmo a sua voz pós-sexo é quente.
Eu limpo minha garganta. "Uh, bem bom."
Suas sobrancelhas sobem. "bem bom?"
Eu deixo sair um suspiro. Ele empurra o seu cabelo do rosto. É quase
o mesmo comprimento do meu quando não está na sua coisinha de coque.
Dou de ombros. Bem, tento, mas não é tão fácil com a maneira como estou
deitada, a minha cabeça meio afundada entre dois travesseiros. "Sim, bem
bom parece certo. Daria um sete em cada dez."
"Sete?" Soa como um palavrão vulgar.
Oh Deus. Ele olha parecendo irritado. Isto é muito divertido.
Provavelmente deveria parar a tempo, mas não posso. "Sete ponto dois?"
"Não se iluda, Lily. Isso foi um dez ponto zero. Sem perguntas. "
"Você acha que é tão bom de cama, não é?"
"Não estou falando sobre o meu desempenho; Estou falando sobre o
seu." Ele põe a boca no meu ouvido. "Oooh, Raaandy..."
Isto na verdade, é uma impressão razoável de mim, embora
altamente constrangedora.
"Mas, falando sério, você se divertiu?" Os seus dedos são suaves na
minha bochecha.
"Sim, me diverti."
Randy sorri, e é lindo. "Bom. Isso é o que eu quero. Contanto que
você esteja tendo um bom tempo comigo. Nós apenas estamos indo para
nos divertir um pouco, certo? Se isso mudar, ou, como, se o sexo cair
abaixo de nove pontos, oh ou as coisas começarem a ficarem muito intensas
ou o que quer que seja, você me avise. "
Penso que isso já é intenso, mas entendo o que Randy está dizendo
sem ter que soletrar. Estamos apenas curtindo um ao outro, só isso, o que
estamos fazendo agora é o máximo do que vai acontecer. O que eu já sabia.
Uma batida na porta me impede de responder.
Randy abre a boca para falar, então faço a coisa mais razoável que
posso fazer, agarro o seu cabelo e puxo o seu rosto para o meu. Ele ainda
tenta falar, mas é muito mais difícil com a minha língua em sua boca.
Randy não luta contra o beijo. Ao contrário, ele começa a responder
com a transar novamente. Não estou tão cheia como estava antes, estou
assumindo que é porque ele está ficando mole, mas ele ainda se sente bem.
Esqueço que há uma razão para a tomada espontânea até que outra batida
mais vigorosa me assusta.
"Lily? Você está aí?"
Randy se afasta e sorri. Coloco a mão sobre a sua boca para impedi-
lo de falar.
Depois de alguns segundos de silêncio Sunny diz: "Eles estão prestes
a servir o jantar."
Então ela está falando com alguém no corredor. "Não faço ideia. Eu
a vi a última vez que você a viu. Estou ligando para ela."
"Pelo menos ela esperou até tudo acabar." Randy sussurra
através da minha mão.
"Shh!"
Ele enfia a língua entre os meus dedos. Puxo minha mão e pressiono
o meu rosto em seu ombro, mordendo-o para não rir.
De repente o meu celular começa a tocar. Empurra o peito de Randy,
e ele rola para fora de mim. Tropeço para o outro lado do quarto para obtê-
lo, mesmo que seja tarde demais.
"Sei que você está aí, Lily! Posso ouvir seu celular!" Sunny balança
a maçaneta.
Cortei a chamada, que é inútil. Olho para Randy e tenho a certeza
que os meus olhos estão arregalados. Não sei por que estou tão preocupada.
Não é como se Sunny não soubesse que estava planejando fazer algo sujo
com Randy. Ela deu a sua opinião, o que é que eu deveria tratá-lo como
uma aventura, porque, logicamente, é o que é, e Randy confirmou isso.
Estou bem com isso. Não é minha coisa usual, mas estou vivendo um
pouco.
"Nos dê um minuto!" Randy grita em sua voz de sexo ainda rouca.
"Balls?" Miller pergunta.
"Sim."
"É sério? Vocês dois não poderiam esperar até mais tarde para
fazerem sexo? "Nós estávamos conversando." Randy responde de volta.
"Mentira!" Miller balança a porta desta vez.
"Miller! Você vai quebrar a maçaneta!"
"Estou brincando, baby."
Randy puxa sua boxers para cima e se afasta. Não tenho muito
vislumbre do seu pau antes de Randy se vestir. Ele pega o meu vestido do
chão, o seu olhar vagando sobre o meu corpo completamente nu. Randy se
aproxima de mim e belisca um dos meus mamilos, enquanto as minhas
mãos estão ocupadas. Chupo uma respiração, e ele sorri. Então ele
destranca a porta.
"O que você está fazendo? Estou nua!" Eu sussurro quase gritando,
agarrando o seu braço. O único coberto de tatuagens. Aquele com os dedos
que estavam dentro de mim há não muito tempo.
"Não vou deixá-los entrar. Só vou falar com Miller, não vou fazer
isso através de uma porta."
Nós estamos tão suados. O meu cabelo está úmido. Aqui cheira a
sexo e látex. O cabelo de Randy está uma bagunça. Tenho certeza que a
minha vagina está vermelha por causa da sua barba. Ele tem arranhões e
marcas de mordida em seus ombros. Aparentemente sou agressiva durante o
sexo.
"Bem, espere até eu me vestir, por favor!" O vestido está do avesso,
e à luz da lâmpada não torna mais fácil de descobrir como arrumar isso.
Randy acende a luz do quarto para ajudar.
"Isso ainda tem a etiqueta." ressalta.
"Eu sei. Vou devolver quando chegar em casa."
"O quê? Por quê? Você está gostosa nesse vestido."
"Não é como se eu vou ter qualquer lugar para usá-lo novamente."
Randy se aproxima e tira a etiqueta. "Você pode usá-lo amanhã à
noite, quando eu a levar para jantar."
Ele amassa a etiqueta no e vira a maçaneta, abrindo a porta.
Enfio minhas mãos através das alças e puxo o topo para cima para
que os meus seios não fiquem em exibição. Sunny pode tê-los visto antes,
mas não preciso de Miller me verificando.
"Cara!" Diz Miller. "Você não poderia nem mesmo colocar roupas?
Sunny, não olhe."
"Não é como se eu não o vi em cueca antes. Oh, uau. Você pode
querer fazer algo com..." Ela faz um som e, em seguida, para de falar.
"Onde está Lily?" Miller não parece feliz.
"Estou bem aqui." Eu saio de trás de Randy, ele é amplo e alto o
suficiente para me esconder atrás. "Você pode subir o zíper?"
"Claro que sim." Randy puxa o zíper, deslizando em minha espinha
ao longo do caminho. Eu tremo na prensa suave de seus lábios entre os
meus ombros.
Miller faz um barulho impressionado.
"Oh, não." Sunny bate uma mão sobre sua boca.
"O quê?"
"Seu cabelo!"
"O que tem ele?" Eu o toco na frente. Agora está bagunçado em vez
de suave, mas isso não é um grande negócio. Sempre posso o corrigir.
"Não, a parte de trás!" Sunny empurra passando por Miller e Randy
e pega a minha mão, me levando para o banheiro. Ela acende a luz, bate a
porta fechada e a trava. Levando-me pelos ombros, ela me vira para
enfrentar o espelho.
"Oh, merda!" A parte de trás do meu cabelo é como um pavão. Ele
dá um novo significado ao cabelo de cama. Há um monte de nós e bagunça.
O estado do meu cabelo reflete isso. A minha pele está corada, e o resto do
meu cabelo começou a enrolar para fora nas extremidades, embora, não
pareço tão ruim, eu acho que não, de qualquer maneira.
"Tudo bem aí, senhoras?" Pergunta Miller.
Sunny abre a porta e aponta um dedo em direção a Randy. "Estou
arrumando cabelo de sexo de Lily, não graças a você!"
Ele já está de calças e está encolhendo os ombros em sua camisa.
Está muito amassada agora. Sunny fecha a porta e a tranca novamente, em
seguida, começa penteando os nós com os dedos.
"Ai!"
"Pare de choramingar e me ajude! O jantar já começou e as pessoas
estão se perguntando onde os dois estão."
"Aposto que ninguém sequer notou."
"Alex notou." Ela abre a torneira e abaixa a voz. "Você sumiu há
mais de uma hora!"
"Nós não sumimos."
"Ah sim. Vocês sumiram. São quase oito horas."
"De jeito nenhum."
"Sim, verdade." Os seus dedos pegam no meu cabelo emaranhado, e
ela se esforça para retirá-los. "Então?"
"E daí?"
Ela abaixa a voz ainda mais. "Não diga e daí comigo. Como foi?"
"Lembra que eu te falei do orgasmo espontâneo que tive antes?"
"Será que isso aconteceu novamente?" Sunny diz isso mais alto do
que deveria.
"Shh!"
Sunny se desculpa. "Aconteceu?"
"Não, mas foi o mesmo tipo de orgasmo. Tão intenso. Nem sei como
descrever isso. Deus, Sunny, o sexo foi incrível."
"Melhor do que com Benji?"
"Não há nem mesmo uma comparação."
"Veja? Eu sabia que um caso era exatamente o que você precisava.
Às vezes não há substituição para o sexo quente."
"Sim. Totalmente." Sem compromisso. Sem apego. Apenas um
monte de orgasmos impressionantes.
Capítulo 11
Todas as frustrações

RANDY

Miller está puto comigo. Não vejo o por que. Não somos qualquer
pessoa, e é Lily que vai dormir naqueles lençóis de sexo. E ninguém se
importa que nós desaparecêssemos. Não somos essenciais para a festa.
"Acho que você podia esperar até o final da noite antes de se trancar
com Lily em um quarto para ter o seu pau molhado, não é?" Miller
resmunga quando descemos as escadas.
Aperto o meu punho e aliso a mão pela minha camisa. Está
amassada por ficar no chão, mas não sou o foco esta noite, por isso duvido
que as pessoas irão notar. "Qual é o seu problema, cara? Lily diz que os
dois desapareceram durante todo o dia. Se você tivesse me convidado para
vir mais cedo, talvez eu lhe pudesse ter feito companhia."
Ele range os dentes. "Sério, Ballistic, não estou com disposição para
isso agora. Violet está bêbada, e estamos tentando deixá-la sóbria para que
não diga algo mais estúpido do que ela normalmente faz. Não tenho tempo
para policiar você e o seu pau. Lily é parte da família de Sunny. Alex é
quase tão protetor com ela como é com Sunny. Você vê como você não está
ajudando com as coisas?"
"Alex tem uma coisa por ela?" Um sentimento quente dispara
através da minha espinha.
"Pela Lily? Não."
"Alguma vez ele teve?"
"Como eu deveria saber? Isso não é relevante de qualquer forma,
considerando que ele vai se casar com a minha irmã. O meu assunto agora é
que vai ficar mal para Lily você estar fugindo para transar com ela por toda
a casa. Alex não vai gostar. Trabalhei muito duro para acalmar as coisas
com ele para você estragar por foder com Lily por perto."
"Já lhe disse, não vou estragar tudo."
Miller esfrega sua testa. "Sei que você não está tentando, é só ter um
pouco de bom senso. Você está na casa dos Waters. Ele já está estressado.
Ele não precisa de uma razão para explodir."
Lily e Sunny saem do banheiro, terminando a nossa conversa. Lily
parece tão linda como antes de eu a deixar nua e ter feito um ninho de rato
em seu cabelo. Ainda está um pouco confuso, mas não acho que alguém
perceba.
Honestamente, tudo o que quero fazer é ir embora desta festa, levar
Lily para a minha casa, e transar muito até que ela tenha que ir para o
Canadá. Lily tem tudo o que gosto em uma mulher e mais, e ela patina. E
está em recuperação. Então, não sou mais nada, só uma passagem para o
próximo cara. É a combinação perfeita. Miller está ficando com as suas
bolas em um nó por nada.
Os olhos de Lily param nos meus. Eles têm perguntas. Lily
provavelmente quer saber o que eu disse a Miller, enquanto ela e Sunny
estavam no banheiro. Lily segura o braço de Sunny, enquanto ela desliza os
seus pés nos saltos.
Miller me dá um olhar, que ignoro. Ligo o meu braço no de Lily.
"Pronta para o jantar?"
"Onde está a minha calcinha?" Sussurra.
Não faço ideia. Uma vez que sai não tinha interesse em colocá-la
novamente. "Você não precisa dela."
"Mas eu-"
"Precisamos chegar lá. Charlene continua enviando mensagem.
Acho que Violet está tendo um tempo difícil." Sunny diz ao verificar o seu
celular.
"Nós vamos encontrá-los mais tarde." Aperto a parte de trás do seu
pescoço e Lily se inclina contra mim, segurando o meu braço quando ela
cantarola. Não sei do que se trata, mas eu gosto do jeito que a afeto. Aposto
que poderia ficar duro novamente agora sem muito trabalho.
O jantar vai ser muito divertido.
Deixei Lily ir em frente com o Sunny e sigo Miller para fora da sala.
Ele ainda está com um humor. Presumo que ele está preocupado com Vi.
Aqueles dois são muito ligados por serem meio-irmãos. Eles são
exatamente como os irmãos devem ser exceto que eles compartilham muito.
E não o tipo que você quer saber de alguém que você está relacionado.
Uma tenda coberta enorme com mesas e luzes brilhantes foi
montada no quintal. Todos já estão sentados, por isso é um pouco
chamativo quando nós chegamos à mesa que nos foi atribuída. Ganhamos
alguns olhares quando fazemos o nosso caminho através do labirinto de
convidados. Lance está na nossa mesa quando chegarmos lá. Tash parece
menos do que impressionada agora. Ela está empurrando salada em torno
de seu prato e conversando com uma menina que não conheço. A cadeira ao
lado dela está vazia, embora pareça que alguém esteve lá com base na
colocação do guardanapo.
Tomo o assento ao lado de Lance e mantenho o outro para Lily. Ela
passa as mãos no interior de suas coxas enquanto se senta, lembro que o
tecido frágil é a única coisa que toca sua doce buceta quente. A puxo para
mais perto da mesa e da minha cadeira.
"O que você andou aprontando?" Lance me dá um sorriso maroto.
"Apenas uma excursão pela casa. Nós perdemos alguma coisa?"
Estico o meu braço sobre o encosto da cadeira de Lily.
Lily cruza as pernas e puxa sua cadeira um pouco mais perto, mas
não olha em minha direção. Ela está focada em Sunny e seu celular.
"Nada ainda, mas tenho uma sensação que algo está fermentando. A
menina de Waters está bêbada." As suas sobrancelhas se levantam, como se
estivesse animado para o show.
Verifico a mesa principal, não muito longe de nós. Não é diferente
do que a nossa. Violet e Alex, Darren e sua menina, se sentam com os pais.
É uma coleção estranha de pessoas. A mãe de Violet parece exatamente
como ela, apenas mais velha. Elas têm o mesmo corpo, o mesmo rosto, os
mesmos maneirismos. Sidney, o pai de Miller, se parece muito com Miller,
mas com o cabelo mais escuro e menor. Violet tenta se servir de um copo de
vinho, mas a sua amiga muda a garrafa para uma diferente. Waters se
inclina e diz algo e Violet lhe dá uma expressão triste.
Quando Waters inclina seu queixo para cima, olho para longe. Miller
expressou sua preocupação em várias ocasiões que esta festa de noivado
poderia ser um pouco demais para Violet. Ele diz que ela fica nervosa na
frente das pessoas. Deve haver uma história lá, mas ele não se ofereceu para
contar. Miller derrama um copo de vinho para Sunny. Passo um dedo pelo
lado do pescoço de Lily. Ela inala uma respiração trêmula e arrepios sobem
ao longo de sua pele.
"Frio?" Está quente para o final de setembro e lâmpadas de calor
foram colocadas em todo o lugar, mas Lily não têm muita gordura corporal.
Ela me dá um sorriso tenso. "Estou bem."
"Você quer algo para beber?"
"Está tudo bem. Eu posso pegar." Liga se inclina para pegar a garrafa
de vinho no centro da mesa. Quando ela se levanta, a parte de trás do
vestido sobe. Levanto-me e me movo atrás dela para que ninguém tenha
uma visão que não deveria.
"Está tudo bem, baby, deixe-me fazer isso por você." Coloco as
minhas mãos em seus ombros, os polegares alisam o topo de sua espinha, os
dedos acariciando a sua clavícula. Lily cai para trás em sua cadeira, os seus
dedos roçando com os meus, perto de sua garganta. Todo mundo está
olhando para mim. Ou ela.
Não sei por que é um negócio tão grande que sou atencioso o
suficiente por pegar ao meu encontro uma maldita bebida. Sirvo-lhe um
copo de vinho, então ofereço a todos para fazer um ponto antes de me
sentar. Kirk cai no assento vazio do outro lado da mesa. Ele arrasta a
cadeira para perto da menina loira que está sentada tão perto dele que ele
pode usá-la como um apoio de braço. Ela quase derrama o vinho em todo o
vestido. Felizmente, é preto, e ela não parece se importar. Ele descansa o
cotovelo no encosto da cadeira. Ele tem manchas nas axilas. E sua testa está
suada.
"Vocês se perderam no banheiro ou algo assim?" Kirk pisca para
Lily.
"Eles estavam fazendo um tour pela casa." Tash diz, depois volta a
conversar com a loira ignorando Lance.
Aproximo a minha cadeira de Lily e coloco um braço ao redor dela.
Não que eu sinta que ela é algum tipo de propriedade, ou a necessidade de
uma reivindicação, ou que nós estamos tendo uma competição de mijo;
Kirk é um total cara de pau. Ele é o tipo de cara que eu não quero nunca me
tornar.
Ele está se aproximando do fim de sua carreira. Ganhar a Copa do
ano passado comprou-lhe uma temporada extra. Mas está quase acabado.
Agora que sua esposa finalmente o deixou e levou os seus filhos, ele quer
ter alguma ação com quase todas as Puck bunnies.
Ele não cometeu um erro uma ou duas vezes; ele cometeu todo o
maldito tempo. Como se estar longe de casa fosse uma razão para foder
alguém que não seja a pessoa com quem se casou.
Lembro-me das discussões que os meus pais costumavam ter quando
pensavam que eu estava dormindo. As noites em que o meu pai chegava em
casa, dos jogos fora, foram sempre as piores. Quando eu tinha idade
suficiente, poderia ter ficado na casa de Miller, mas então teria deixado a
minha irmã para lidar com isso sozinha e ela era muito jovem. Foram
muitos anos ouvindo disputas de gritos e lágrimas antes da minha mãe
finalmente ter tido o suficiente da besteira. Não vejo muito o meu pai. Ele
não tem muito uso para mim. A minha irmã se mudou para a Austrália no
ano passado para a faculdade, então a vejo ainda menos.
Lily coloca a mão na minha coxa e me puxa do espiral escuro dos
meus pensamentos. Percebo que estou olhando furiosamente para Kirk e
dou a minha atenção para ela. O seu sorriso é apertado, questionando. "Você
está bem?" Lily sussurra.
Movo a sua cadeira para que ela esteja bem ao meu lado e escovo o
meu nariz contra sua bochecha. Ela treme. "Vou ficar melhor depois que o
jantar acabar."
"Você não está com fome?" Lily cutuca a sua salada.
Acho que ela não comeu nada. Com base em quão magra ela é, ativa
e incrivelmente flexível, não acho que é aconselhável que ela perca
quaisquer refeições.
"Estou com fome, mas não para isto." Esfaqueio um pouco de alface,
então como um bom exemplo, e empurro em minha boca, mastigando
devagar.
Lily come uma folha solitária e me olha, pensativa. "De quem é que
você está com fome?"
"Você. Venha para casa comigo esta noite." Não considero as
palavras antes delas saírem. Só as digo. Se ela fosse uma bunny a resposta
seria sempre sim.
"Eu-eu-" Ela retira a mão da minha perna. "Não posso. O que iria
dizer aos pais de Sunny?"
"Você não tem de lhes dizer qualquer coisa."
"Fui convidada para ficar com Alex e sua família no fim de semana.
Temos algum tipo de coisa de compras que estamos fazendo amanhã."
"Vou deixá-la mais cedo, em seguida, venho buscá-la para jantar
depois."
Você não acha que é meio rude sair para que possa ter o meu cérebro
fodido?"
"É isso que você acha que eu quero fazer?"
"Não é?" Lily arqueia a sobrancelha.
"E se eu só quiser conversar?"
"Através de gemidos?"
Eu rio. Lily é uma mulher engraçada. Realmente quero foder o seu
cérebro, sem ter que me preocupar com qualquer interrupção ou qualquer
um de nós ficarmos quietos. "Se você não se sentir confortável voltando
para casa comigo esta noite, você deve pelo menos planejar passar a noite
amanhã."
"Você está determinado em me levar de novo para a cama." Lily
apunhala outro pedaço de alface e dá uma mordida.
"A cama não é a parte mais importante; É a parte de você ficar nua
outra vez." Traço um dedo na parte de trás de seu vestido de ombro a
ombro.
Lily treme. "Não posso fazer uma festa do pijama. O meu voo será
muito cedo na segunda-feira. E tenho que trabalhar no período da tarde."
Ela olha para mim, o lábio inferior preso entre os dentes. "Você pode dormir
aqui esta noite."
"Eu não fui convidado."
"Ninguém vai notar."
Passo o resto do jantar tentando colocar a minha mão debaixo da
saia de Lily enquanto ela tenta comer. É quase impossível por causa de
quão perto estamos sentados. É uma boa coisa é que sou canhoto e ela é
destra, caso contrário teria que deixar mais espaço. Lily se desculpa para ir
ao banheiro, e acho que vai ser a oportunidade perfeita a seguir para uma
rapidinha, mas Sunny vai com ela.
Nunca vou entender por que as meninas têm que ir ao banheiro
juntas. Não faz sentido. E isso está mexendo com a minha capacidade de
voltar para dentro de Lily. Tanto faz. Posso esperar até depois da
sobremesa. Após a refeição haverá definitivamente oportunidade para
desaparecer novamente.
Infelizmente, quando o jantar acaba, todas as meninas
desapareceram por causa de alguma emergência relacionada com Violet.
Miller, Lance, e eu estamos em pé ao redor, bebendo cerveja enquanto
esperamos por elas para descobrir qual é o problema. Miller continua
recebendo textos de Sunny e passando o celular para mim. Apesar do fato
de que eles estão namorando há quase seis meses, Sunny ainda usa um
monte de gírias em seus textos, e isso não funciona para Miller.
A maneira abreviada combinada com números e vogais ausentes
torna a mensagem difícil para ele ler. Na maioria das vezes eu lhe envio
mensagens de voz. É a maneira mais fácil. Ele tem uma memória de uma
armadilha de aço se ele ouvir a informação ao invés de ter que a ler.
"Diz algo sobre desarranjo." Eu passo o telefone de volta.
"O que é desarranjo?" Pergunta Lance.
"Violet não pode lidar com produtos lácteos; dá-lhe problemas."
Miller me dá o seu celular novamente. Há mais mensagens de Sunny.
"Problemas?"
"Isso a faz sentir mal." diz Miller.
Lance faz uma careta. "Isso é nojento. Porque ela iria comer
laticínios se a faz doente?"
"Ela faz isso para se punir ou algo assim. As meninas são estranhas.
Não entendo. Também não entendo porque ela iria comer laticínios hoje, de
todos os dias. Talvez não tenha sido intencional." Ele esfrega a cabeça
enquanto vejo os novos textos. Eles não param de chegar. O último é
pessoal e se refere as atividades de mais tarde, então eu devolvo a
mensagem deixando-a saber que estou a lendo por causa de toda a gíria. Ela
envia de volta um oops e um rosto vermelho.
"Violet está cheia de urticaria. Além disso, Sunny está ansiosa para
comer cookies mais tarde."
Miller puxa o seu celular da minha. "Isso não vai acontecer se não
pudermos ter Violet sob controle. Quero saber quem lhe deu laticínios."
Miller parece preocupado, o que tem sido a sua expressão na maior parte da
noite. "Acho que preciso falar com Waters. Ele tem que parar de empurrar a
porcaria de casamento para ela. Eles estão vivendo juntos. Ele precisa
recuar um pouco e dar-lhe algum maldito espaço para respirar. Vi não está,
obviamente, pronta para esta merda." Ele drena a sua cerveja e a coloca
sobre a mesa mais próxima. "Eu vou encontrá-lo."
"Eu vou com você." É mais para manter o dois longe um do outro do
que qualquer outra coisa. Miller é protetor de Violet, mesmo que eles não
estejam relacionados por sangue. Ele é assim, embora, muito leal. Miller
não deixa ninguém mexer com as pessoas que são importantes para ele.
"Você vem ou fica?" Pergunto a Lance.
Ele dá de ombros. "Poderia muito bem ver o que está acontecendo."
Miller lhe dá um olhar. "Afinal, há quanto tempo é que essa merda
com Tash vem acontecendo?"
"O que você está falando?" Lance fica muito interessado em olhar
para a sua cerveja.
"Romero, vamos lá." diz Miller.
"Um tempo."
"É melhor ter cuidado. Se o treinador descobre ele vai ficar puto." eu
digo, seguindo Miller pela casa.
"Ele não vai. Tash está mais à procura de uma carona para sua
carreira do que qualquer coisa." Ele drena o resto de sua cerveja. "Ela só
quer toda a publicidade."
Lance soa amargo, o que é estranho, porque Lance é provavelmente
o maior jogador do campeonato. Após Miller ficar sério com Sunny, nós
saíamos e ele constantemente pegava as garotas de um de nós. Lance
sempre foi bom em tomar mais do que uma. Eu não gosto de ter minha
atenção dividida.
Encontramos Lily, Tash, e Alex do lado de fora de uma porta no topo
das escadas. Sunny deve estar no quarto. Alex continua tentando a
maçaneta, mas está claramente fechada.
"O que está acontecendo?" Pergunta Miller.
Lily se vira; o seu olhar para em mim por um segundo, e sua mão
trêmula vai para sua garganta. "Violet não está se sentindo bem."
"Eu sei. Sunny tem me enviado mensagens." Miller segura o seu
celular.
"Ela não vai me deixar entrar." Alex parece destruído. A gravata está
meio pendurada.
"Continuo dizendo a você, Waters, você está a empurrando
muito. Vi odeia esse tipo de coisa, e você deixou a minha mãe e a sua correr
com isso. Agora elas vão esperar algo ainda maior quando se tratar do
maldito casamento."
"Ela disse que estava tudo bem." Alex se defende.
Miller zomba. "Você sabe mesmo com quem você vai se casar? Você
se lembra da primeira vez que você a conheceu e ela mostrou a cada
membro da equipe o seu sutiã?"
"Ela não fez isso de propósito."
Eu só ouvi esta história em segunda mão, mas ao que parece foi
épica.
Miller joga as mãos para o ar. "Exatamente! Esse é o ponto. Porcaria
embaraçosa acontece com ela o tempo todo. Vi não quer ser humilhada. Ela
provavelmente acha que isso vai ser exatamente como o casamento da mãe
dela."
"Você quer dizer outro acidente de roupa?" Pergunta Lily.
"Acidente de roupa? Do que você está falando?" Alex pergunta.
Eu estou perguntando a mesma coisa.
As sobrancelhas de Miller sobem. "Ela nem sequer lhe disse?"
"Disse-me o quê?" Alex parece confuso e irritado.
Miller deixa escapar um longo suspiro e balança a cabeça. "Gostaria
que Vi malditamente aprendesse a falar sobre merda." Miller bate na porta.
"Vi, abra. Precisamos ter uma discussão sobre não dizer ao seu noivo
informações altamente importantes."
Após um minuto ou dois, Sunny finalmente sai. "Ela diz que vai
falar com você." Ela não está olhando para Alex, porém, ela está olhando
para Miller.
"Você pode me agradecer mais tarde." Miller desaparece dentro do
quarto.
Waters esfrega sua testa. "Tudo que deveríamos fazer era agradecer a
todos por terem vindo."
"Você tem certeza que quer passar por todo negócio de se casar?"
Pergunta Lance. "Parece um tipo de dor na bunda."
Tash revira os olhos. "Você é um babaca, Romero."
"Você parecia gostar bastante mais cedo." ele dispara de volta.
A boca de Tash cai aberta.
Lily levanta a mão e rebate: "Chega, vocês dois." Ela se vira para
Alex. "Por que você não vai e agradece? A menos que você gostaria que eu
fizesse isso em seu nome. Então podemos começar a arrumar as coisas e
tirar as pessoas daqui. Isso pode ajudar Violet a ficar menos estressada."
Ele bate na porta, olhando Lily por um longo tempo. "Eu queria que
isso fosse divertido para ela."
Lily esfrega seu ombro. "Você não pode fazer todos felizes, Alex. Eu
amo a sua mãe, mas você tem que controlá-la se você não quer que Violet
desmorone agora com este casamento."
Sua cabeça cai e ele suspira. "Foda-se, eu sou um maricas."
Lily ri. "Não, você não é. Você está tentando fazer muitas pessoas
felizes ao mesmo tempo. Violet tem que ser sua prioridade número um o
tempo todo agora. Acima de tudo."
Eventualmente, eles conseguem convencer Vi a sair do quarto, mas
ela está cheia de urticária. Alex desce as escadas para lidar com os
convidados, e as meninas estão todas amontoadas no quarto para dar apoio
moral, ou seja, o que for garotas fazem quando uma delas tem um colapso
emocional e acaba com urticária.
Ninguém parece questionar a ausência de Violet na festa.
Lily me envia mensagem um pouco mais tarde para me deixar saber
que vai ficar com Violet. Não me surpreende considerando a quão ligada ela
é com a família Waters. Acabo pegando carona para casa com Lance e Tash.
É estranho; ninguém realmente fala. Tash parece chateada, toda calma e
meditativa no banco da frente. Lance me deixa em primeiro lugar, o que eu
esperava.
Ando até a minha entrada e pego meu celular, digitando o código na
minha porta e a desbloqueio. Definitivamente não era como eu pensei como
esta noite ia acabar. Estou contente porque consegui um pouco de tempo
sozinho com Lily. E pelo menos eu tenho amanhã.
Estou em estado de alerta no segundo que entro na casa. A TV está
ligada na sala de estar, e há um corpo no meu sofá, sapatos pendurados para
fora. Garrafas de cerveja e meio litro de vodka na minha mesa de café. Uma
das garrafas foi derrubada e a cerveja pinga no chão. Definitivamente não
estou com humor para isto. O corpo no meu sofá geme e se empurra para
uma posição sentada.
É como se tivesse entrado numa máquina do tempo e eu estou
olhando para uma muito menos apta, versão mais antiga de mim. Sem
tatuagens. Randall Ballistic Sênior caiu no meu sofá.
"Como você entrou aqui?" Não é uma saudação amigável, mas não
gosto muito de meu pai.
"Tentei o código em sua casa em Nova Iorque. Lugar agradável,
garoto. Eles estão lhe pagando melhor do que a mim." Ele é um vagabundo
bêbado.
Não menciono que sou um jogador melhor do que ele. "Não sabia
que você estava na cidade."
Ele ignora a pergunta indireta. "Você está chegando em casa tarde."
Ele se empurra para cima e tenta se levantar, mas acaba caindo de volta para
baixo em sua bunda.
Enfio as mãos nos bolsos. Agora, gostaria de ter sido convidado para
ficar nos Waters. "Estava em uma festa."
"E nenhuma bunny? Você está perdendo o seu toque?"
"Não era esse tipo de festa."
"É sempre esse tipo de festa." Ele pega uma garrafa da mesa e
verifica se ainda tem há alguma coisa.
Vou para a cozinha para lhe pegar um copo de água e um pano para
limpar a bagunça que ele fez. É a história de vida do meu pai. Ele é um
perdedor em todos os sentidos da palavra. Voltando à sala de estar, limpo a
cerveja derramada e defino a água sobre a mesa.
Ele pega o copo e franze a testa. "Onde está a bebida?"
"Não acho que você precisar dela." Recolho as garrafas vazias.
"Olha, você é bem-vindo para ficar a noite e dormir, mas tenho planos para
amanhã à noite, então você tem que ir embora de manhã."
"Não vi você em seis meses, e é assim que você trata o seu pai? Não
seja tão desrespeitoso."
"É uma da manhã, e o encontro deitado no meu sofá, estragando a
minha casa e você está falando sobre desrespeito?"
"Preciso de um lugar para dormir por alguns dias. Tenho que deitar.
Tenho alguns negócios que preciso resolver antes de ir para casa."
"Você ainda está em Boston?"
"Estou entre vários lugares agora."
Corro a mão pelo meu cabelo. "Então, o que você quer dizer
exatamente um par de dias?"
"Uma semana, talvez duas, no máximo."
Definitivamente não quero o meu pai aqui para a próxima semana,
muito menos duas, mas ele está bêbado, de modo que discutir isso agora é
inútil. Eu iria colocá-lo num hotel, mas da última vez que fiz isso, ele
acumulou uma conta de serviço de quartos de dois mil dólares. Metade
disso era pornografia. Não é que não tenho o dinheiro para pagar, é um
maldito princípio. E ele é geralmente um pau.
"Certo. Vamos falar sobre isso na parte da manhã. Tenho que dormir.
Tenho um treino às dez." Isso é uma mentira, mas falar com meu pai neste
estado não é produtivo. Também não é tão útil quando ele está sóbrio.
Parece que o resto do meu fim de semana foi para merda.
Capítulo 12
Medo de olhos oscilantes

LILY

À uma e meia da manhã, quando volto ao meu quarto na enorme


agradável casa de Alex. Sozinha. A urticária de Violet finalmente melhorou
depois de muito Benadryl, e todo mundo foi para a cama. Provavelmente
para ter sexo incrível. Aposto que, até mesmo Violet e Alex estão fazendo
sexo, embora ela ainda tenha algumas marcas no rosto. Odiaria estar assim
tão estressada sobre casar.
Coloco em um par de calças com um furo na virilha e uma das
minhas camisetas do ensino médio. Ela ainda se encaixa exatamente desde
que o meu corpo não mudou nem um pouco desde então em qualquer lugar.
Não tenho de puxar para baixo os lençóis porque já estão desarrumados de
mais cedo.
Ainda não posso acreditar que fiz isso. Bem, eu posso. Era parte do
meu plano, mas não tão no início da noite. Achei que seria mais tarde, como
agora. Toco em algo meloso e grito. Saltando para trás, encontro o
preservativo usado.
"Tão nojento." murmuro para mim mesma. Pelo menos ele teve a
cortesia de amarrá-lo em um nó, de modo que a porra não escorresse para
fora e acabasse entre os meus dedos. Tiro uma foto disso ao lado do meu pé
e a envio para Randy com um rosto carrancudo. Não recebo nada de volta
imediatamente, o que é uma espécie de decepção.
Lanço o meu celular na cama e vasculho a minha bolsa, procuro por
algo para lavar o rosto, que é a minha rotina noturna, ainda amarga que todo
mundo está recebendo ação agora, menos eu. Deixo a luz acesa no banheiro
e deixo a porta entreaberta, deixando um pouco de iluminação para me
guiar para a cama. É claro que passo sobre o preservativo estúpido
novamente.
Caio no edredom, o invólucro do preservativo vazio está preso
debaixo de mim. Rolo, o encontro e o lanço no chão. Agora tenho a
porcaria de espermicida terrível em minhas mãos. Provavelmente deveria
tomar um banho, mas não estou com vontade. Amasso o meu rosto nos
travesseiros. O cheiro da colônia de Randy ainda persiste. Fecho meus
olhos, e os arrepios começam quando penso sobre o sexo incrível.
Infelizmente, agora eu sei o quão medíocre com era com Benji e
como o seu pau médio parece em comparação. Não sei se todos os
jogadores de hóquei têm varas de homem gigantes, mas parece ser o caso, a
partir dos relatórios de Sunny e do que eu acidentalmente vi de Alex
quando eu era adolescente.
Quando estou refletindo sobre o tamanho do apêndice mais útil do
homem, o meu telefone toca. Eu o pego e meu estômago faz aquela coisa
oscilante. É Randy. Me ligando. Deixo tocar mais duas vezes antes de
responder. "Obrigada pelo presente de borracha."
"Desculpe, esqueci isso. Costumo me limpar depois, mas a
interrupção me fez desleixado. Da próxima vez, vou ser o bom escoteiro
que sou."
Tento imaginar Randy como um escoteiro. Tudo que vejo é uma
imagem dele aos doze anos com uma barba. "Bastante presunçoso assumir
que haverá uma próxima vez."
"Você não se divertiu?"
"Foi bom." Esfrego as minhas pernas juntas, pensando sobre o quão
bom tudo foi.
Randy ri. "Você é terrível para o meu ego. Você sabe disso, certo?"
"Se ele é tão grande como o seu pau, você não precisa de ajuda nessa
área de qualquer maneira."
"Elogio agradável. Vou aceitar. Como está Vi?"
"Ela está bem agora. Acho, de qualquer maneira. É difícil dizer
como ela está. Alex está preocupado, mas isso é como ele é. Sinto muito
que você teve que ir embora."
"Sim, eu também."
"Se quiser, ainda podemos sair para jantar amanhã." Falo isso como
se fosse uma pergunta.
"Sim, sobre isso-"
O meu estômago afunda, e fico com aquela sensação de espessura na
minha garganta.
"Alguma coisa meio que surgiu."
"Oh sim, é claro." Talvez Randy mentiu sobre o meu desempenho
ser um dez ponto zero.
"É coisa de família. Caso contrário..."
"Você não tem que me explicar."
"Não quero que você pense que estou te dispensando. O meu pai
apareceu hoje à noite, e eu não estava esperando por isso."
O meu alívio me preocupa. "Você não parece muito feliz com isso.
Está tudo bem?"
"Sim. Vai ficar tudo bem, uma vez que ele for embora. Ele é uma
espécie de idiota, e não sei por quanto tempo vou ter que lidar com ele antes
que ele vá, no entanto."
"Sinto muito."
"É o que é. Gostaria muito mais sair com você."
"Será que faria você se sentir melhor se lhe dissesse que teria sido
difícil sair de qualquer maneira? Amanhã vamos ter algum tipo de terapia
de compras para fazer Violet se sentir melhor e que provavelmente vai
durar todo o dia."
Randy ri. "Eu diria que sim, mas estaria mentindo. Acho que nós
vamos ter de tentar novamente em outra hora."
"Certo."
"Talvez na próxima vez em que eu jogar em Toronto ou algo assim."
"Isso seria divertido."
"Não se sinta obrigada ou qualquer coisa. Estou tendo um bom
tempo com você, Lily, mas se não gostar, ou achar que isso está começando
a ser demais, me avise, ok?"
"Demais como? Como, muitos orgasmos?" A minha boca fica seca,
e as minhas mãos ficam úmidas.
"Como, ficando sério ou qualquer outra coisa. Não quero fazer disto
algo que não é, sabe?"
"Certo. Claro." Tento não ficar ofendida pelo lembrete.
"Legal." Randy é tão indiferente sobre isso. "Desculpe sobre
amanhã. Vou ligar se alguma coisa mudar, ok?"
"Certo. Sim." Não quero criar esperanças.
"Boa noite, Lily."
"Boa noite, Randy."
É provavelmente melhor que ele não possa me levar para jantar. Isto
se seria muito parecido com um encontro ao invés de ser essa coisa casual
onde somente fodemos.

***
Passo todo o domingo no shopping com as meninas. É desgastante.
Além disso, não tenho dinheiro para gastar em porcaria frívola,
especialmente desde que não posso devolver aquele vestido. Violet compra
para nós todas nós o almoço e esbanja dinheiro em garrafas de champanhe
que custam mais de um mês do meu salário. Estou acostumada a estar perto
da família de Sunny, mas isto é extravagante.
Violet se recusa a entrar em quaisquer lojas de noivas. Ela começa a
se coçar assim que estamos a cinco metros de qualquer loja com vestidos
brancos. No caminho para a Victoria Secret, passamos em uma loja infantil
com uma vitrine cheia daquelas bonecas que a minha prima está sempre
falando.
"Elas são tão caras para um plástico." murmuro.
Violet olha para a loja e começa a gritar como se estivesse pronta
para ser assassinada. "Meu Deus! Por que elas existem?" Ela coloca a mão
sobre os olhos e grita para Charlene. "Tire-me daqui!"
"O que está acontecendo?" Pergunto a Sunny, que encolhe os
ombros com a doidice dela.
"Talvez ela tenha realmente perdido o juízo?"
"Pare de se debater, vou levá-la para longe destas bonecas."
"Não diga essa palavra!" Violet esconde o rosto contra o ombro de
Charlene. "Diga-me quando for seguro."
Não tenho certeza se é cômico ou não. Sunny e eu seguimos Char e
Violet para Victoria Secret.
"Ok. Estamos bem. Vamos comprar sutiãs, calcinhas e coisas
sensuais." Charlene garante a ela.
"Não há olhos oscilantes?" Violet ainda está cobrindo o rosto.
"Não. Nenhum."
Ela espia entre os seus dedos, os olhos se lançando frente e para trás,
avaliando ao redor. Violet deixa cair sua mão tremendo. "Odeio essas
coisas. São tão assustadoras."
"Faça..." Charlene faz um movimento de corte, cortando Sunny.
"Vamos lhe arranjar alguns sutiãs novos."
Violet acena. Nós a distraímos com uma pilha de roupas sensuais.
Enquanto ela está no vestiário, pergunto a Charlene o que era aquilo tudo.
"Ela tem medo de bonecas. Acho que ela via muito Chucky quando
era pequena. Buck usava isso para atormentá-la quando eram adolescentes.
Ele as colocava ao lado da cama por isso, quando ela acordava de manhã, a
boneca estava olhando para ela."
Sunny faz uma carranca. "Isso não é muito agradável."
"Eles eram crianças."
Alex liga, enquanto Violet está no vestiário, e eles têm um bate-papo
de vídeo que todos estão a par. Sunny deixa o local, desinteressada em ouvir
Alex dizer a Violet quão sexy ela está.
Randy não liga, e enquanto estou decepcionada, não posso deixar de
pensar que é definitivamente melhor assim. Se ouvir dele em uma base
regular, não vai mais ser casual. É bom ter alguma distância. Sexo é apenas
sexo. Sentimentos não tem que fazer parte de qualquer coisa.
Voo de volta para Toronto com os Waters na segunda-feira de
manhã. Tivemos que estar no aeroporto ridiculamente cedo, então estou
mal-humorada e cansada quando chego em casa. Estou no meu limite.
Tenho um turno no café ao meio-dia, e então vou direto para a arena às seis.
Entro e saio rapidamente de casa em quinze minutos e Sunny me leva ao
trabalho. E depois vou sozinha para a arena depois disso, mas não é um
problema. Os ônibus são frequentes nesta cidade.
Verifico minhas mensagens no caminho para casa no final do meu
dia. Randy enviou uma, verificando se cheguei bem em casa. Envio uma
breve resposta, mas não convido para mais conversa.
É perto de meia-noite quando chego em casa. Depois de um voo, um
turno de cinco horas fazendo café para cretinos arrogantes, e quatro horas
ensinando as crianças a andar de patins, estou exausta. Penduro as minhas
chaves no pequeno gancho no corredor da frente, tiro os sapatos, e caminho
para a cozinha. Preciso de um lanche saudável.
Grito com a visão de um homem com cabelo para trás e um par de
cuecas boxer cinza roendo um osso de galinha.
"Quem diabos é você?" Eu luto para tirar minha mochila. Os meus
patins estão lá. E mais nada, eles são pesados, por isso, se baterem seu rosto
vai doer. Se puder tirá-los rápido o suficiente, vão ser uma arma decente.
"Lily!" A minha mãe agarra a minha mochila da minha mão antes
que eu possa bater no cara aleatório na cozinha.
"Que diabos?" Dirijo-me a ela, gesticulando entre eles selvagemente.
Percebo que é o mesmo cara da última vez, o que me pegou saindo do
chuveiro ostentando ereção matinal. Merda. A minha mãe tem um novo
namorado. Pergunto-me quanto tempo este irá durar.
"Este é o Tim. Ele é um amigo meu."
"Porque você está de cueca?" Ainda estou gritando. Neste momento,
parece que meu coração estivesse prestes a bater para fora do meu peito. É
então que percebo a minha mãe está vestindo seu roupão. Aposto que ela
está nua. Eca.
Estou velha demais para lidar com isso. Não preciso saber quem
fode com a minha mãe. Se Sunny não estivesse falando sobre se mudar para
Chicago, eu diria que devíamos ter um apartamento agora. Não quero ficar
presa aqui, testemunhando a minha mãe ter mais ação do que eu. Tenho o
suficiente de economias para pagar o primeiro e o último mês do aluguel.
Posso fazer isso sozinha se tiver que fazer. A minha mãe está falando
enquanto eu estou pensando em um plano para me mudar.
"Não achei que você estaria em casa até amanhã."
"Eu disse que voltaria hoje. Está no calendário." Eu aponto para os
gatinhos adoráveis que rolam no canteiro. Em vermelho estão marcados os
dias estou fora. Hoje está marcado com um grande V que chego em casa.
"Devo ter entendido mal as datas."
"Tanto faz. Estou cansada. Estou indo para a cama. Prazer em
conhecê-lo, Tom."
"É Tim." minha mãe diz.
"Noite, Tim. Por favor, use calças no futuro."
"Uhhh..."
Não espero por respostas. Pego minha mochila da minha mãe e a
levo para o meu quarto. Se isso acabar por ser mais do que meia dúzia de
encontros, vou ter que considerar as minhas opções. Não posso passar por
outros ciclos de namorados da minha mãe. Os caras que ela escolhe fazem
Benji parecer em um maldito santo.

***

Durante a próxima semana não ouço muito de Randy. Gostaria de


dizer que não pensei muito sobre isso, mas eu faço. E me masturbo muitas
olhando para seu rosto bonito. Não é difícil encontrar uma foto dele na
mídia social. Visito a sua página no Facebook, mas lhe pedir para sermos
amigos nos levaria do casual para outra coisa. Não queremos fazer isso, até
chegar o ponto de parar.
Setembro transforma-se em outubro, e as folhas ficam em um belo
tom de vermelho, seguido por laranja e amarelo. O outono é uma estação
interessante. É linda, mas todas aquelas cores bonitas representam a morte
das folhas depois. Realmente, é algo macabro.
Entro em minha rotina normal: trabalho no café e dou aulas de
patinação, saio com Sunny, quando eu não estou fazendo nenhuma dessas
coisas e ela está disponível. Agora que o treino é longo e a estação de
hóquei regular começou, Miller não consegue visitá-la muito. Sunny está
falando mais e mais sobre se mudar no final de dezembro, depois de
terminar o curso de seu programa de relações públicas. As colocações de
estágio podem ser feitas em qualquer lugar, e ela já tinha ido ao
coordenador do programa para discutir as opções nos Estados Unidos. Não
sei se eu gostaria de mudar toda a minha vida por outra pessoa, mas a
minha experiência relacionamentos tem sido limitado.
Sobre meu ex-namorado Benji, ele começou a ligar novamente.
Reconheço o padrão. O máximo de tempo que estivemos separados no
passado foi oito semanas, o suficiente para eu ir a alguns encontros;
algumas vezes ter sexo sem sentido e me sentir culpada depois, e, em
seguida, voltamos a ficar juntos. Terminamos novamente. E depois fazemos
tudo de novo.
Tento tão duro não responder ou encorajá-lo, mas Benji tem uma
caixa de sua porcaria na minha casa, e ele tem coisas minhas, incluindo o
meu jeans favorito. Vê-lo é inevitável. Benji e eu passamos por muitas
coisas juntos. Foram muitos anos, ele estava lá quando perdi meu sonho
olímpico. No passado, foi o suficiente para me empurrar de volta para ele
depois de uma de nossas brigas de rompimento. Mas não desta vez. Entre
outras coisas, agora que eu tive muito, muito e melhor do sexo, como do
tipo extraordinário, a minha posição é menos vulnerável. Ainda assim,
gostaria de evitá-lo por tanto tempo quanto possível.
Hoje estou puxando oito horas no café e correndo para a pista para
ensinar três horas de aulas. Estou no horário número seis, e há um intervalo
entre os clientes. Faz o dia parecer muito mais longo. Os meus pés doem, e
estou cansada. Também estou muito irritada.
O meu telefone vibra contra a minha bunda, sinalizando um texto.
Desde que sou por vezes, a gerente, não vou ficar em apuros por ir lê-la,
mas tento evitar fazer isso na frente de outros empregados em caso que lhes
dar a impressão de que está tudo bem para eles fazerem também.
Faço uma varredura no café, uma vez que eu tenho certeza que
ninguém está prestando atenção em mim, tiro o meu celular. Eu suspiro
quando o nome do Benji surge, juntamente com três novas mensagens. Ele
quer me encontrar, presumivelmente para me dar minhas coisas de volta,
mas ele é vago. Cometo o erro de dizer que estou trabalhando, então não
posso escapar.
Meia hora depois, Benji aparece. O balcão é uma grande barreira, o
impedindo de me abraçar. Ele parece o mesmo do que a última vez que o vi,
que foi há quase um mês atrás, quando ele veio aqui com alguma garota.
Fui para a parte de trás e fiz uma das outras meninas servi-lo. Benji mandou
uma mensagem pedindo mil desculpas depois e disse que ela era uma de
suas colegas de trabalho. Eu sei melhor. Ele fez isso para me fazer ciúmes.
Ele continua a deixar crescer aquela horrível coisa que não é
realmente uma barba. É um monte de pelos irregulares e desleixados. Não é
atraente. Ele está vestindo uma camisa que lhe dá dois anos há mais. Benji
não tem com ele um saco ou uma caixa ou qualquer coisa com ele, mas
poderia estar em seu carro.
"Ei, Lily."
"Oi, Benji."
Ele enfia as mãos nos bolsos. "Você parece ótima."
"Obrigada." Rolo para trás em meus calcanhares e espero.
O silêncio constrangedor se arrasta e o seu rosto começa a ficar
vermelho. "Acho que você pode fazer uma pausa?"
"Já fiz."
Ele suspira, e os meus dedos do pé enrolaram no meu lugar, como se
eles quisessem o socar nos joelhos.
"Você não é meio que a gerente? você não ter tomar uma sempre que
você quer?"
"Estamos com pouco pessoal." É uma mentira. Existem apenas três
pessoas na loja e duas outras pessoas estão trabalhando comigo. Uma das
meninas está na parte de trás fazendo verificação de inventário; e a outra
está limpando mesas.
Benji olha incisivamente para a garota do outro lado do café.
"Vamos, Lily."
"Não posso. A sua pausa será em cinco minutos. Ela tem que ter
uma. De outra forma é injusto."
"Bem, a que horas você sai?"
"Em uma hora. Tenho que ir direto para a arena depois disso."
"Vou levá-la." Benji sabe que não tenho um carro e que vai demorar
quase uma hora de ônibus para chegar do centro da arena na universidade.
"Ok. Certo."
"Ótimo." Benji sorri.
Eu costumava achar que era charmoso; agora parece mais falso.
Benji acha que vai me convencer a voltar com ele. Ele pede um café e um
bolinho e senta em um dos sofás. E me observa enquanto eu trabalho o que
acho muito inquietante. Não gosto disso hoje. Mas suponho que agora é um
momento tão bom quanto qualquer outro para que ele saiba que, realmente,
acabou.
Às cinco horas bato o ponto. Benji está bem lá, abrindo a porta para
mim, sendo todo doce. Ele é bom em fingir ser agradável, assim como em
atribuir a culpa e em manipular. É um jogo que ele gosta de jogar. Acho que
tinha ficado tão acostumada depois de sete anos, que parecia normal. Mas
vendo Sunny e Miller juntos, e até mesmo Violet e Alex, eu estou ficando
com uma noção muito melhor de quão disfuncional o meu relacionamento
com Benji realmente era.
Ele põe a mão em minhas costas, me guiando para fora do café.
"Você ensina as seis, certo?"
Ando um pouco mais rápido para ficar longe de sua mão. "Sim." O
seu carro está estacionado no parque.
Aqui está um fato interessante sobre Benji: ele se veste como se
fosse sem-teto, mas a sua família está muito bem. Ele dirige um novo Jetta.
E não pagou por isso, apesar de tudo. Os seus pais pagaram, assim como
pagam todo o resto.
Benji aperta o botão na chave e o desbloqueia. Pego a maçaneta
antes que ele possa e deslizo para o assento do passageiro. Ele fecha a porta
para mim, o seu sorriso vacilando um pouco enquanto caminha ao redor do
carro. Então está de volta ao seu sorriso falso agradável, no momento em
que ele chega no banco do motorista.
"Como você está?" Pergunta, se afivelando.
"Bem. E quanto a você?"
"Ah você sabe, me mantendo ocupado." Isso é código Benji para
comer outras meninas, ou tentando me fazer pensar que tenha. Não me
importo se é verdade.
"Isso é bom."
Benji olha para mim, os lábios franzidos sob o bigode ralo. E
estende o braço sobre as costas do meu acento enquanto dá ré para fora do
local. Ele quase atinge um cliente e tem a audácia de mostrar o dedo quando
puxa para a rua. Encosto-me no meu lugar para que ele não possa me ver. É
uma viagem de dez minutos para a arena no campus. Estou esperando que
nós possamos nos controlar para não ter um jogo de gritos.
"Você sabe, sempre pode me ligar se precisar de carona." Os seus
dedos acariciam a parte de trás do meu pescoço.
Eu vou para frente. "Obrigado. No entanto, provavelmente não é
uma boa ideia."
"Vamos, Lils. Quanto tempo você está planejando ficar com raiva de
mim desta vez? Sei que não sou perfeito, mas nem você é. Tivemos uma
briga. Acontece. Acabou agora. Sei que você estava com raiva de mim
quando estávamos acampando, e é por isso que você beijou aquele imbecil
do hóquei. Vou te perdoar por isso."
É disto que estou falando. Este é o tipo de porcaria que Benji puxa,
colocar toda a culpa em mim. Nem sempre foi assim. Benji foi um grande
namorado nos primeiros quatro anos, amoroso, gentil e doce. Às vezes um
pouco demais de todas essas coisas. Estávamos sólidos até o último ano; em
seguida, houve um par de solavancos e separações curtas. Nada terrível.
As coisas ficaram duras após o ensino médio. Fui para a
universidade com bolsa integral em vez de perseguir o meu sonho. Benji foi
para a faculdade para obter um diploma em vadiagem. Foi revelador estar
em turmas com outros caras que manifestaram interesse em mim. Benji não
gostou; ele tem problemas de insegurança. Percebi que ele os projetava em
mim constantemente me dizendo que não era boa o suficientemente. Os
golpes eram sutis no início, mas no final ele descaradamente me colocava
para baixo.
Não sei por que fiquei por tanto tempo. Talvez estivesse com muito
medo de não ter ninguém além de Sunny, uma vez que a maioria dos nossos
amigos deixaram Guelph após o ensino médio. Talvez estivesse com medo
que terminaria como a minha mãe, com uma porta giratória de namorados
perdedores. Independentemente disso, é um ciclo que precisa ser quebrado,
desta vez para sempre.
"Não estou pedindo para ser perdoada por beijar Randy."
"Bem. Então também não vou pedir para ser perdoado por trair
você."
"Trair-me? Benji, nós não estamos juntos. Você pode foder qualquer
uma que bem entender. Não é da minha conta."
Ele fica em silêncio pelo resto do passeio, chateado, eu acho. Seguro
a minha mochila no meu colo, desejando que tivesse ido com o meu
intestino e pegado o ônibus, mesmo que isso significasse ter que me
apressar para chegar ao trabalho.
Benji puxa em frente da arena.
"Obrigado pela carona."
"Então é isso? Isso é tudo que você tem a dizer?" À medida que a
sua ira se expande, o mesmo acontece com o seu volume.
"Não sei o que mais você quer que diga. Não nos falamos em dois
meses além do tempo que você veio ao café com aquela garota com quem
você aparentemente trabalha. Já dissemos tudo o que precisamos dizer um
ao outro ao longo dos anos. Nós devemos estar bem neste ponto, não acha?"
"Porque não pode admitir que cometeu um erro com o filho da puta?
Porque está tão empenhada em se tornar em sua mãe?"
E assim, ele me faz sentir com dois centímetros de altura. Tomo uma
respiração profunda, me preparando para mais insultos. "Não traga minha
mãe para isso."
"Por quê? Porque você não gosta da verdade?"
Não respondo; Não tenho tempo suficiente para brigar. E não quero.
"Você tem as minhas coisas com você?"
"Coisas?"
"As minhas roupas? As que estão em sua casa?"
"Não achei que você ia jogar este jogo comigo, Lily. Pensei que
íamos resolver as coisas."
"Deixa pra lá. Tenho que ir."
Estendo a mão para a maçaneta da porta, e Benji agarra meu pulso.
"Deixe-me ir."
Ele afrouxa seu aperto. "Vamos, Lily. Sinto Muito. Foi sem intenção.
Você sabe que não quis dizer isso. Sinto falta de você. Estou preocupado
com você."
O meu celular toca. O tiro do meu bolso. São cinco e meia. Demora
uns bons dez minutos para me trocar, e ainda preciso me aquecer antes das
crianças chegarem para a aula às seis.
"Não responda a isso, Lily."
Estou farta de me dizerem o que devo ou não fazer. A tela se acende,
o nome piscando em alerta. De todas as pessoas a ligarem neste momento.
Puxo o meu braço do aperto de Benji, e abro a porta, e sou empurrada de
volta pelo cinto de segurança. Bato o meu dedo no botão e caio para fora do
carro, caindo com a minha bunda em uma poça. Nem sequer choveu, então
não tenho certeza de onde a água veio. "Obrigado novamente pela carona."
"Vamos, Li..."
Aperto o botão verde e levo o celular para o meu ouvido,
encontrando o olhar irritado de Benji. "Oi, Randy." Bato a porta, levanto do
chão e caminho mancando em direção ao edifício.
Isso era provavelmente uma péssima ideia. Nada como cutucar um
ninho de vespas quando se está sentado ao lado. Benji aperta a buzina e
desce o vidro. Começo a correr e não estou interessada em ouvir o vômito
verbal. O meu coração bate no meu peito enquanto empurro as portas de
arena, deixando Benji irado.
"Ei, gostosa. Como vai'?"
"Ei. Bem. Ótima. E quanto a você?" Estou sem fôlego, por isso, cada
palavra sai desgastada.
"Excelente. Será que liguei em um momento ruim?"
"Hã. O quê? Não. Não. Não é um mau tempo." A briga desagradável
com Benji é imediatamente esquecida. ok, não esquecida, mas se tornou
muito menos pior só pelo baixo e profundo timbre da voz de Randy. Faz
minhas partes de menina formigarem como se tivessem sido mergulhadas
em enxaguante bucal.
"Tem certeza? Você parece sem fôlego."
"Estou no meu caminho para a arena."
"Isso é lamentável. Eu aqui pensando que talvez te pegasse com a
mão em sua calça."
Eu rio. "Provavelmente seria presa se fizesse isso agora."
"Que pena. É uma imagem agradável." Randy faz um som, como um
suspiro com um zumbido ligado a ele. "Então, estou supondo que você está
mentindo sobre isso não ser um mau momento."
Abro a porta do vestiário com o ombro. Está vazio além de mim.
Coloco a ligação no viva-voz. "Tenho alguns minutos antes de dar aula."
"Impressionante. Como tem estado?"
"Bem. Você?"
"Sim. Tudo certo. O meu pai abusou das bem-vindas; Só me livrei
dele há alguns dias."
"Sinto muito por isso. Não soa como uma boa situação."
"Não foi. Não é. Mas de qualquer forma. Não o vi muito, então devo
estar bem por mais seis meses antes que ele venha foder com a minha vida
de novo."
"Acho que é uma coisa boa?"
"Sim."
Quando Randy não elabora, mudo de assunto. "Como está indo a
temporada?"
"Estou me acostumando com a minha nova equipe. É bom, mesmo
que seja diferente. Você sabe como é."
"Posso entender isso. É como uma curva de aprendizagem, certo?
Descobrir como todos trabalham juntos e outras coisas. É provavelmente,
como se acostumar a um novo parceiro para dança, mas com muito mais
pessoas envolvidas." Tiro minha camisa pela cabeça e chuto meus sapatos.
"Sim. Essa é uma comparação razoável. O que você está fazendo? O
que é todo esse barulho?"
"Estou me trocando."
"Não brinca. Você está nua?" Juro a sua voz reduz a duas oitavas.
"Você não gostaria de saber." Cada parte de mim se aquece com a
lembrança das coisas que ele fez para mim na última vez que estava nua.
"Com certeza faria."
Eu rio.
"Você não vai me dizer?"
"Você não pode me ver, então não tenho certeza se isso importa."
"Pode ter uma possibilidade."
"Bem. Estou nua."
"Não, você não está."
"Não. Eu não estou."
"Que pena. Olha, falando de ficar nu, tenho um jogo em Toronto no
final da semana. Então você pode me ver. Posso lhe arranjar bilhetes, e
então podemos passar a noite juntos."
"Uau. Isso que é ir direto ao ponto." Não tenho certeza do que
esperar não ter tido notícias dele há semanas. O seu pai estando lá pode ter
tido algo a ver com isso, entretanto. Estou um pouco chocada com a sua
ousadia, embora talvez não devesse estar. Poderia ser assim que isso
funciona.
"É no final de uma série, então posso ficar uma noite extra, se você
estiver interessada. Podemos ficar muito nus. Vou até levá-la para jantar
como era suposto da última vez."
Oh Deus. Horas de tempo ininterrupto com Randy. Uma noite em
uma cama, sem restrições e sem ninguém para nos interromper. Ainda
assim, não quero dizer sim imediatamente e fazer parecer que se estou
disposta a largar tudo por ele. "Vou ter que verificar o meu calendário."
"Faça isso."
"Certo. Vou deixar você saber logo souber."
"Parece bom. Vou ter a certeza que as minhas boxers especiais de
falsa publicidade estejam limpas para você."
Eu tremo ainda envergonhada. "Você pode se livrar daquelas a
qualquer momento."
"Gosto mais delas agora do que antes de você as decorar."
Não vou admitir, mas meio que gosto que ele as manteve. O alarme
dispara no meu celular, sinalizando que preciso estar no gelo. "Tenho de ir.
Tchau, Randy."
"Mais tarde, Lily."
Desligo e começo a laçar os meus patins. Outra dose de Randy é
exatamente o que eu mereço para finalmente conseguir Benji fora da minha
vida para sempre.
Capítulo 13
Persistência para o pagamento

RANDY

É o meio do terceiro tempo, Nova York está na frente, e estamos


com um ponto atrás. Nem sempre é fácil de ficar com um bom espaço livre
durante os jogos fora de casa. Estar na estrada significa dormir em camas
que não são a minha e falta de privacidade. Miller e eu dividimos quarto
nos hotéis, como fizemos desde que jogamos hóquei amador e tínhamos
torneios longe de casa. Normalmente, o pai de Miller nos levava desde que
a minha mãe tinha que trabalhar e não podia se dar ao luxo de estar um
tempo fora. Uma vez que fomos adolescentes, íamos com os nossos
treinadores.
Miller e eu não entrávamos em muitos problemas até o penúltimo
ano do ensino médio. Estávamos jogando hóquei de rua, e um garoto
acertou Miller bem no rosto com um disco. Bateu em seus dentes da frente
e alguns outros. Acabou por ser uma coisa boa depois que ele conseguiu
superar a dor. Miller tinha dentes ruins quando criança, e um monte de
parafusos de titânio e implantes resolveram o problema após o acidente.
Embora ele tenha que ser muito cuidadoso no gelo agora. Se
qualquer um desses for nocauteado, Miller terá que usar dentadura até que a
sua carreira de hóquei termine. Talvez para o resto de sua vida.
De qualquer forma, Miller era um pouco tímido com as meninas até
que o problema com os seus dentes foi resolvido. Honestamente, elas
provavelmente ficariam em cima de seu pau independentemente, mas ele é
um pouco sensível sobre ter as suas deficiências percebidas. Tipo como eu
sou sobre o meu. Todos encontramos formas de gerir, embora.
Estou inquieto, esperando a minha vez de entrar no gelo. Ainda não
tenho jogado muito, porque ainda estou me acostumando com a equipe e a
aprender como eles interagem uns com os outros. Deixa-me louco. Waters
está de mau humor com o placar do jeito que está e a defesa está
fragmentada, o que torna difícil para manter o disco em jogo. Os árbitros
são permissivos. Isso está me irritando.
Waters acaba recebendo dois minutos por tropeçar9*, o que me deixa
fora do banco. Eles o trocam por mim, e eu voo pelo gelo, pronto para
tomar de volta o disco. Tenho uma vantagem hoje à noite. Estamos jogando
com a equipe de onde eu fui negociado na primavera. Conheço a maioria
dos jogadores e como eles se movem. Alguns deles podem ser meus
amigos, mas em termos de jogo e de vitórias, não faz diferença.
Prendo o disco a partir do seu centro, patinando mais rápido. Teço
através dos jogadores, o meu objetivo claro: levar o disco para a rede de
New York. Faço a varredura para os jogadores perto de mim. Westinghouse
está livre e à procura de um passe; envio o disco em sua direção pouco
antes de New York tentar roubá-lo. Ganhando velocidade, faço o meu
caminho em direção ao goleiro, mantendo um olho no disco. Patinando em
torno atrás da rede, Westinghouse troca com o pé direito antes de levar um
golpe. Patino ao redor do cara procurando me soltar, beijo o disco com a
minha lâmina, e o envio navegando entre os patins do goleiro.
Marcar contra a minha antiga equipe é um sentimento fantástico,
especialmente com a gente tendo um jogador a menos por conta da
penalidade de Walters. Westinghouse e eu tocamos as luvas e nos
preparamos para a próxima jogada. Volto com tapinhas ao longo do
caminho. Não posso conter o sorriso quando enfrento o meu velho capitão.
Nada supera a emoção de marcar um gol.
Esta é a emoção para qual eu vivo, a sensação de que sou invencível.
O apito sopra e o disco cai. O afasto do centro de Nova Iorque.
Westinghouse está sobre ele. Ele é um ala incrível. New York obtém
controle, mas Miller é o dono da defesa, mantendo o disco longe do nosso
gol.
Waters está de volta no gelo uma vez que sua penalidade acabou, e
eu estou no banco, mas estou bem com isso. Fiz a minha parte. Estamos
amarrados, e temos três minutos para o fim do jogo. Waters é um escavador
lá fora. Ele está em um tumulto, cortando o gelo com o disco, o seu foco
singular. Ele engana a outra equipe, as suas habilidades de patinação é tão
refinada, que ele pode fazê-los tropeçar sem sequer lhes tocar. O disco bate
na rede novamente com apenas quinze segundos para o fim do jogo. E nós
vencemos. Não há volta para Nova York.
A energia é maníaca no vestiário. Há uma tonelada de emoção e
muita aprovação dos meus companheiros de equipe. Paramos no bar depois
para comemorar a vitória e comer. As Puck bunnies estão em todo o lugar,
procurando fisgar alguém. Eu tomo o lugar ao lado de Miller.
Ainda estou à espera que Lily me ligue, então não vou tão inclinado
em pegar uma Puck bunnies. No entanto, eu poderia definitivamente me
masturbar. Estou nervoso e reprimido pra porra. Não tive sexo desde a festa
de noivado. Normalmente não iria me opor a uma ligação, depois de uma
longa seca, especialmente desde que Lily não tinha me enviado mensagens
por um par de dias, mas com ela sendo amiga próxima de Sunny, preciso
ser razoável sobre isso.
Lance puxa uma cadeira vazia ao meu lado, girando ao redor, e cai
nela. Ele olha Miller, Westinghouse e para Waters. "O que estes bucetas
chicoteadas por cadelas estão fazendo aqui?" Ele me pergunta.
"Que elegante Romero." Westinghouse lhe dá um olha e toma um
gole de sua cerveja.
"Há já alguns rumores interessantes flutuando por aí sobre você
desde a minha festa de noivado." diz Waters.
"Ah, é?" Lance gira a cerveja sobre a mesa.
"Você pode querer se olhar um pouco melhor." Waters acrescenta.
Lance franze a testa. "Não sei o que você está falando."
"Se você diz." Waters encolhe os ombros. "Mas se o treinador
descobrir, o melhor cenário é você ser colocado no banco. O pior caso é
você acabar negociado. Isso seria uma verdadeira vergonha, deixando seu
ego de lado você é um bom jogador." Ele baixa a sua cerveja e define a
garrafa sobre a mesa. "Vou terminar a noite."
Westinghouse deixa a sua cerveja meio cheia, empurra a cadeira para
trás e acena para nós. "Vejo vocês no ônibus."
Lance espera até que ele desapareça antes que se vire para nós.
"Quem diabos disse a Waters?"
"Disse o quê?" Inclino para trás em minha cadeira e olho para Miller,
que está verificando o seu celular pela septuagésima quinta vez. Ele olha
para cima e franze a testa. "Você está falando sobre o que está acontecendo
com você e Tash?"
"Sim cara. Você disse algo?" O seu sotaque aparece. Normalmente, o
vago indício de sotaque escocês é indetectável, além de quando Lance está
chateado com alguma coisa.
Miller desliga o celular, que emite um sinal sonoro e cruza os braços
sobre o peito. "Por que eu iria dizer a Alex?"
"Não sei. Vocês dois estão todos amiguinhos agora, ensaboam as
costas um do outro no chuveiro."
"Foda-se, Lance. Ele vai ser o meu cunhado. Estou saindo com sua
irmã. Não tenho muita escolha a não ser que queira fazer a minha vida mais
difícil. Além disso, ele é um cara bom. Uma pessoa estranha, mas isso não é
muita surpresa, considerando que ele está com Vi e tudo."
"Bem, alguém disse algo a ele." Lance gira a garrafa entre as palmas
das mãos. "Não é como se fosse um grande negócio."
"Se você diz, mas você deve ser cuidadoso. Tash não pode foder os
jogadores que está treinando, se é isso que está acontecendo." O telefone de
Miller toca, então ele o verifica. "Eu tenho que atender isso."
Isto é, obviamente, Sunny. Ele atende a chamada e cobre o receptor.
"Vou até ao quarto. Vejo vocês mais tarde."
Lance o olha a sair. "Você acha que eu deveria estar preocupado?"
"Miller tem um ponto. Não é profissional. E faz as coisas parecerem
mal."
Lance toma o resto de sua cerveja. "Acho que estou feito por esta
noite."
"Sim. Bom plano. Vamos acordar amanhã muito cedo." O ônibus sai
as nove, e a viagem de Nova York para Toronto para o nosso próximo jogo
é de cerca de oito horas mais as pausas. Vamos estar na estrada durante todo
o dia.
Lance e eu pegamos nossos caminhos separados. Quando chego ao
quarto, Miller está no banheiro falando em seu celular. Digito na minha
senha e encontro uma nova mensagem de Lily.

Belo gol.

Foi enviada há mais de uma hora atrás. Estou surpreso que eu perdi.
Eu respondo a mensagem.

Obrigado. Você está acordada?

Deito-me na cama, que não está coberta com as roupas descartadas


de Miller e espero por uma resposta. Estaremos em Toronto amanhã à noite
e quero saber quais vão ser os meus planos.
Já tinha reservado um quarto melhor do que aqueles em que
normalmente ficamos durante jogos fora de casa, apenas no caso de eu
precisar de privacidade. Estou esperando. O meu plano é exigir privacidade,
tanto quanto eu possivelmente puder no pouco tempo que teremos.
Tiro a minha camisa e perco as minhas calças, deixando-a cair no
chão ao lado da cama. Estou cansado. E com necessidade de liberação.
O meu celular vibra com uma mensagem.

Preparando-me para dormir.

Eu disparo uma de volta.

Foto por favor.

Recebo uma poucos segundos depois, uma da sua cama vazia.


Parece pequena. Não é suficientemente grande para as coisas que eu
gostaria de fazer com ela.

De você. Não da sua cama.


Não espero muito tempo para sua resposta seca.

Não.

Eu sorrio.

Porque não?
Os pontos demoraram a aparecer.

O meu rosto parece horrível.

Uma imagem apareceu. Lily está usando um saco de papel sobre a


sua cabeça com olheiras embaixo de seus olhos. Eu amo que ela não me
envie automaticamente fotos nuas. Aperto o botão de chamada. Lily
responde ao primeiro toque. Já está tarde. Depois da meia-noite.
"Você pode pedir o que quiser. Não estou enviando uma foto."
"Eu tenho um ingresso para o jogo na sexta-feira. Não vou pedir
nenhuma foto, se isso significa que vou te ver."
"Sobre isso..."
Tenho este sentimento se afundando baixo no meu estômago. Isto
não é algo a que estou acostumado. As meninas geralmente se curvam para
mim, literalmente, para conseguir o que estou oferecendo. Eu decido
perguntar. "Você não quer vir?"
"Não é isso. Tenho que trabalhar. Não consigo me livrar dos meus
turnos."
"Ligue e diga que está doente."
"Não posso."
"Certamente você pode. É fácil. Você finge que tem gripe, e você
liga. Então vem para o jogo. Então, ficamos nus e eu faço você gozar."
Lily ronca quando ri. "Você faz parecer tão atraente. Eu queria que
fosse assim tão simples."
"Já tenho um quarto reservado. Posso alugar um carro e levá-la de
volta na manhã seguinte para onde quer que você tenha de estar."
"Você já reservou um quarto? Uau, isso é presunçoso."
Não posso dizer se ela está ofendida. "É uma ilusão, não presunção.
Vamos, Lily. Tive um monte de diversão última vez, você não teve?"
"Bem, sim, mas-"
"Mas o quê? Tenho esperado ansiosamente para te deixar nua
novamente. Podemos até mesmo transar no banheiro, já que é a nossa
coisa."
Desta vez, recebo uma risada real dela. "Oh meu Deus, você é
sempre assim?"
"Bastante. Então você vai ligar e dizer que está doente. Vou enviar o
ingresso por e-mail."
"Eu adoraria, mas já pedi um tempo fora, e não vai funcionar. Eu
tenho aulas para dar que não terminam até às oito e meia da noite do jogo, e
ensino novamente na manhã seguinte."
Toda a emoção sobre o meu plano desaparece. "E depois das aulas
no período da manhã?"
"Também tenho um tuno no final da tarde."
"Você trabalha demais." Eu não pretendo soar irritado.
Lily é ágil em troca. "Não tenho escolha."
"Desculpa. Isso foi idiota." Corro uma mão frustrada pelo meu
cabelo. "Só queria ver você. A que horas são todos os seus turnos no dia
seguinte?"
"Ensino patinação das sete às onze e meia da manhã. O meu outro
turno é das cinco às dez no café. "
"E depois disso?"
"Vou para casa dormir e me levantar para um turno às nove horas na
arena. Então trabalho no café novamente à tarde."
Eu deixo sair um sopro e esfrego uma mão sobre o meu rosto.
"Porra."
"Sinto muito, Randy. Parece que não vai funcionar desta vez. Talvez
quando você estiver de volta em Toronto, se planejar adiantadamente e você
ainda quiser que eu vá para um jogo..." A sua voz fica suave no final.
"Isso é daqui a um mês."
"Oh."
Pelo menos Lily parece desapontada. "Nós vamos descobrir alguma
coisa." digo a ela.
"Sim. Certo. Eu provavelmente deveria ir. Tenho que levantar em
menos de seis horas."
"Certo. Ok. Falo com você em breve."
"Boa sorte na sexta-feira. Noite, Randy."
E termina a chamada. Bato a cabeça contra a cabeceira e amaldiçoo.
Miller sai do banheiro, com o rabo a mostra. "O que você está
fazendo no quarto? E por que você está batendo a cabeça?"
"Lily não virá para o jogo de Toronto."
Ele meio que sorri antes de suavizar a sua expressão. "Lily
dispensou você?"
"Ela tem que trabalhar, a menos que seja uma desculpa."
Miller tosse, joga o celular na cama e coça a perna, ao lado de suas
bolas. "Provavelmente não é uma desculpa. Sunny mencionou que ela
trabalha muito. Pega turnos duplos o tempo todo e outras coisas."
"Você deve colocar uma boxer ou algo assim." Mantenho os meus
olhos na tela da TV em branco.
"Estou me arejando."
"Nós não estamos no vestiário."
"Você sabe, Balls, você pode fazer também. Ninguém dá à mínima
se o seu pau é um pouco torto."
"Foda-se, cara."
"Não estou sendo um imbecil. Estou falando sério. As cicatrizes
fazem você pareceu um gangster."
"Não preciso de uma sessão de terapia sobre isso."
Miller é sensível sobre a sua dislexia; Eu sou sensível sobre o meu
pau. Mas, quase perder metade dele quando criança pode fazer isso com um
cara.
"Eu estava lá, homem. Vi tudo acontecer. Você não é o único que
tem pesadelos sobre isso."
"Esquece isso, Buck." Eu raramente o chamo pelo apelido imbecil
que as lhe deram na escola, então ele sabe que estou falando sério.
Miller levanta as mãos. "Considere isso esquecido."
Quando éramos crianças, costumávamos jogar hóquei na lagoa
abaixo da estrada no inverno. Nunca usávamos capacetes ou coquilha ou
qualquer coisa; estávamos apenas brincando sobre o gelo. Às vezes,
participávamos de jogos com adolescentes mais velhos que jogavam como
amadores querendo ficar olhado para os menores. O pai de Miller estava
sempre à procura de novos talentos.
Uma vez, estávamos jogando com eles e eu roubei o disco, mesmo
pequeno então eu era melhor do que a maioria das crianças. Era uma das
vantagens de ter um pai profissional. Ele conhecia caras que poderiam me
treinar da maneira que eu precisava para fazer uma carreira no hóquei
profissional. De qualquer forma, alguma criança não gostou e decidiu me
colocar no meu lugar. Ele ficou um pouco mais áspero do que deveria, e
acabei com um patins na virilha.
Os apêndices vasculares sangram muito. Uma cirurgia de
emergência reparou o dano, mas o resultado final foi muito foda
perturbador. O meu pau parece que pertence a Frankenstein. Estive fora do
gelo por alguns meses, enquanto me recuperava. Pontos no pau não são
divertidos, especialmente com todo o negócio de início de puberdade
quando as ereções são espontâneas e incontroláveis.
Tudo ainda funciona, obviamente, mas há questões residuais de
sensibilidade, muitas cicatrizes, e uma curva que de outra forma, não teria
estado lá. O lado positivo: Ainda tenho todo o meu pau, em vez da metade.
Mas não o balanço livre no vestiário porque não gosto de responder
perguntas, ou fazer as pessoas desconfortáveis.
Desligo essas memórias desagradáveis e volto a interrogar Miller
sobre a situação do trabalho de Lily. "Ela ensina patinação artística. Não
paga bem o suficiente? Porque ela precisa de um segundo emprego?" Está
interferindo seriamente com a minha capacidade de vê-la.
"Há benefícios lá. Acho que ela ajuda a sua mãe. Sunny mencionou
um par de vezes que as coisas são apertadas. Ela tem empréstimos
estudantis e outras coisas. O seu pai é um caloteiro. Acho que ele foi um
jogador profissional de hóquei, e ele engravidou sua mãe e foi embora."
"Essa merda é séria." Isso também soa meio familiar.
"Não é? Lily estava se preparando para as olimpíadas, mas não tinha
dinheiro para apoiá-la, então ela teve que abandonar."
"Como você sabe de toda essa merda sobre ela?"
"Porque Sunny é minha namorada, e falamos tanto quanto nós
fodemos."
Interessante. Quando falo com Lily, que é principalmente fazer
sextexting com ela, ou brincando sobre coisas estúpidas. Se as coisas
fossem diferentes, eu poderia saber tudo isso também, sem ter que pedir a
Miller.
Miller pega o controle remoto e liga a TV, trocando os canais até que
encontra os destaques do jogo de hoje à noite. "Talvez não seja uma coisa
ruim, Lily não poder vir a Toronto."
Olho para ele, esperando uma explicação.
"Vamos, Randy. Você tem que saber que não vai acabar bem. Nunca
acaba."
"O que isso significa?"
"Nada. Deixa pra lá. Esqueça que eu disse qualquer coisa. Oh,
merda." Ele aponta para a tela. "Isso foi uma asneira séria por Cockburn10.
Acho que ele tentou se mover a cada maldito jogo e isso nunca funcionou."
Sou sugado para os destaques e vejo os erros das outras equipes,
como eles poderiam ter conseguido um defensor melhor, quem perdeu o
gol, quem está fazendo as melhores jogadas, mas não esqueço o que Miller
disse sobre as coisas que terminam mal. E isso me irrita, porque é verdade,
e não quero que seja.
Capítulo 14
Doce Balls

LILY

Gostaria de dizer que vou para o trabalho na noite seguinte e não


desconto nas minhas meninas porque estou faltando a um jogo de hóquei e
a uma oportunidade de ver Randy. No entanto, isso seria uma mentira.
Quase fiz uma delas chorar. Foi quando eu controlei a indignação e parei de
empurrá-las.
Peço para o cara na cabine de som colocar alguma música otimista, e
fazemos e estilo livre nos últimos quinze minutos de aula. Elas têm uma
programação de treino para manter e passos para aprender, mas, às vezes, é
importante patinar por puro prazer. Além disso, estou lutando para me
concentrar, sabendo que poderia ter ido ao jogo que agora está quase no
fim. Ainda mais importante é o fato de que, em vez de dormir no meu
apartamento de baixa qualidade, poderia ter sido capaz de dormir em uma
cama de hotel macia com Randy. Ou não dormir. Muito. E agora tenho que
ir para casa lidar com a minha mãe e trabalhar na parte da manhã.
Estou mal humorada.
E talvez um pouco sexualmente frustrada. Ou muito.
Repreendo-me por não ter uma espinha dorsal todo o caminho para
casa. Deveria ter empurrado mais difícil para ter uma folga. Nunca tiro
folga. Nunca. Então verifico as minhas mensagens para ver se Randy me
enviou alguma coisa. Ele não enviou, mas Sunny me enviou cinquenta fotos
do jogo. Metade delas está borrada. A maior parte delas mostra Randy
sobre o gelo. Elas não me fazem se sentir melhor.
Tenho certeza que por não ser capaz de ir para o jogo, significa que
perdi minha chance de voltar para sua cama, ou qualquer cama que esteja
disponível. Ou banheiro. Os homens têm períodos curtos de atenção. Como
resultado, tenho certeza que Randy vai foder alguma bunny esta noite.
Coloco o meu celular no modo avião e me escondo debaixo das
cobertas. Leva uma eternidade para adormecer, então me masturbo até que
eu goze, então, finalmente, apago.

***

O meu humor não melhora na manhã seguinte. Durante a minha


viagem de ônibus para a arena, persigo Randy nas mídias sociais como uma
stalker obcecada. Todas as fotos são dele com Miller e Alex. Não há
meninas exceto Sunny e Violet. Odeio como estou aliviada. E ciumenta.
Também odeio que estou preocupada com o fato de que Sunny não tem me
enviado mensagens desde a noite passada, e hoje tenho que trabalhar o dia
todo em vez de gastar ficando nua com Randy.
Droga.
Lá se vai minha mente.
Passo as próximas quatro horas sobre o gelo fingindo que amo
ensinar as crianças como girar e rodopiar e ser tão impressionante, se não
melhor do que eu há um par de anos atrás. A maioria dos dias eu amo o que
faço. Hoje ainda estou mal-humorada. Desejo que eu não estivesse. As
crianças podem sentir o meu humor como uma matilha de lobos. Eu fico
controlada, no entanto, porque a noite passada não estava, e não posso
passar dois dias seguidos maus.
Até o momento eu que chego às minhas meninas mais velhas, estou
mais focada. O que é bom, porque elas são tudo sobre a competição, e
precisam de mim para ajudar. Pelo menos uma menina está destinada para
os Jogos Olímpicos. Ela tem apoio financeiro para conseguir, então eu a
impulsiono. Às vezes, e difícil vê-las, sabendo que o meu sonho perdido é
algo que elas podem ter e podem não querer.
Estou no meio de mostrar as meninas o final da nova rotina quando
elas se distraem. Corro através dos movimentos, terminando com o laço do
dedo do pé, mas elas não estão olhando para mim. Em vez disso, elas estão
focadas nas arquibancadas.
Eu paro para ver o que as tem tão perturbadas. O meu estômago vira.
Lá está um homem parece distintamente como Randy sentado. Ele levanta a
mão e acena. As minha vagina quase desmaia.
"Oh meu Deus!" Uma das minhas meninas dá um meio grito.
"Aquele é Randy Ballistic? De Chicago? Por que ele está aqui?"
"Eu já volto." murmuro e patino em direção a ele.
As garotas estão pirando. Acho que eu também estou, só que eu sou
melhor em me controlar. Pelo menos do lado de fora. Paro na frente dele,
um pequeno jato de gelo soprando para fora da minha lâmina. Um sorriso
faz os seus olhos se enrugarem. Randy tem uma pequena covinha perto de
sua bochecha esquerda. Eu queria tocar nela, sua covinha parece ter um
botão que faz as mulheres se despir.
"Ei." Estou tranquila, apoiando a mão no meu quadril e inclinando a
cabeça para o lado. Seria melhor, se não estivesse bufando de esforço. "O
que você está fazendo aqui?"
"Surpresa." Randy balança as mãos em um gesto desconsiderando,
enquanto me olha de cima a baixo.
Sinto-me nua. E quente. E sexualmente frustrada. "Com certeza é."
Minha voz soa rouca, como se eu tivesse tido um orgasmo.
Seu lábio se revira. Quero lamber seu rosto depois de beijá-lo. Ou
sua bunda.
"Achei que, se você não poderia vir para mim, eu poderia vir para
você."
A sugestão é intencional. Eu ignoro. Por agora. "Como você sabe-"
Eu balanço minha cabeça. "Sunny disse que eu trabalho aqui?"
"Ela me deu as direções na noite passada."
"É um milagre que ela fez isso." Eu rio. Sunny não é uma mulher em
dar direções. Às vezes ela se perde vindo para a minha casa.
Olho por cima do ombro; as meninas estão girando em um pequeno
grupo. Elas estão fazendo isso se aproximando de nós. Uma das meninas dá
um passo na frente das outras. Ela balança o braço de sua amiga com os
olhos arregalados e fascinados.
"Você foi reconhecido. Prepare-se para as fãs."
Randy acena às meninas. Eles estouram em risos. Dou-lhe um olhar.
"Você não deve incentivá-las."
"Por que não?"
Uma das meninas finalmente toma coragem para se aproximar. Ela
olha para Randy e depois para mim, torcendo as mãos, em seguida, jogando
com a ponta do seu longo rabo de cavalo. "Senhorita Leblanc, hum...
deveria, uh..." Ela olha para Randy novamente. "Devemos praticar mais
uma vez ou nos trocar?"
Olho para o relógio. São quase onze e meia. "Oh! Meninas podem se
trocar."
"Ok." Ela balança a cabeça freneticamente e depois dá a Randy um
olhar de lado novamente.
"A menos que todas queiram mostrar a Randy a nossa rotina. Ele
não é um patinador artístico, mas ele joga hóquei para o Chicago."
"Oh meu Deus!" Ela olha para as outras meninas, que estão fingindo
não nos ver, e guincham, a cerca de seis centímetros do meu ouvido: "Você
estava certa!"
Tremo ao guincho animado. Pelo os próximos dez minutos, Randy é
bombardeado por meninas de treze anos. Ele é mais doce que as tortas de
manteiga de bordo, enquanto ele assina pastas, cadernos e mochilas que as
meninas pegaram no vestiário.
Em seguida, os seus pais aparecem e fazem a mesma coisa. As mães
são as piores. Especialmente as bonitas. Eles colocavam as suas mãos em
seu braço e o elogiam sorrindo. Isso me faz querer vomitar. Isso também me
faz querer perfurar um o seio de um par delas. Eu finjo me manter ocupada
verificando a minha prancheta. Depois de um tempo, é claro que não vai a
lugar nenhum, e ainda preciso de me trocar, tomar banho e agora que Randy
está aqui. Normalmente, faço isso em casa, como os chuveiros de vestiário
são questionáveis.
Estou um pouco preocupada de qual será o plano. Não tenho carro,
então teria que pegar o ônibus para casa, mas não quero levar Randy lá por
uma infinidade de razões. A minha mãe não vai aprovar. Além disso, o cara
de cueca tem está mais do que muito lá. Ele coloca calça agora, mas anda
bastante sem camisa. É desagradável.
Pego a minha mochila e começo a ir em direção ao vestiário. Randy
agarra o meu pulso. "Espere um minuto, ok?"
"Vou me trocar."
"Tem alguém no gelo depois disso?"
"Há outra aula em menos de meia hora."
Randy franze a testa. "Isso é ruim. Eu queria ver você patinar."
"Em outra hora. Estarei de volta em breve." Eu o deixo com os pais.
Randy está acostumado a lidar com esse tipo de atenção, e não parece se
importar com isso.
Assim que estou no vestiário eu ligo para Sunny, mas a ligação vai
para o correio de voz. Eu ouço sua mensagem sobre chili e karma sendo seu
amigo e espero pelo sinal sonoro.
"Não posso acreditar que você não me avisou que Randy estava
vindo aqui! Nem sequer depilei minha vagina, e agora vou ter que... nem
sequer eu sei. Não é bom. A minha situação é terrível aqui. O meu jardim
precisa ser podado. Não, não podado, cortado. Estou brava com você até a
segunda ordem! Deus, ele está tão quente." acrescento no final.
Desligo e ligo novamente para me desculpar. Isto não é tão ruim
assim. Definitivamente preciso raspar tudo de uma vez só com uma
navalha, mas não está uma selva ou qualquer coisa. Lanço o celular na
minha bolsa e a vasculho. Não tenho condicionador ou sabonete. Nem
sequer tenho uma toalha, o que é uma merda, mas as opções são limitadas.
Não posso sair daqui sem tomar banho. Felizmente, encontro shampoo e
uma navalha. É velha, com marcas de ferrugem, mas vai ter que servir.
Ligo a água, tiro os patins, e tiras. Estou acabada ao fim de quatro
horas sobre o gelo. A água é uma sensação fantástica, então fico sob o spray
durante alguns segundos, aproveitando o calor. Tento manter o meu cabelo
para fora da água, tanto quanto possível, de modo que não tenha que mexer
nele. Jorro um pouco de xampu na minha mão e o esfrego por toda a minha
vagina. As minhas pernas também precisam ser depiladas, mas a vagina é
mais importante. Tenho melhorado um pouco desde o meu último trabalho
de me depilar a casa.
A navalha não ajuda em nada. É terrível. Não posso acreditar o quão
pouco de pelo que removi na primeira passagem. Passo várias vezes e tiro a
maior parte, mas podia definitivamente estar mais suave. Passo para as
minhas pernas; a navalha piorou, e quase não faço progresso. Poderia muito
bem estar usando uma faca de manteiga.
Vou pedir para Randy parar em uma loja no caminho para onde
estamos indo. Tenho que resolver o meu problema de pelos antes que ele
me veja nua. Desisto das minhas pernas, que agora estão vermelhas nos
pontos onde raspei.
Uso o shampoo para lavar o resto do meu corpo e me seco com um
dos meus collants. É altamente ineficaz. Seco a maior parte, mas ainda
estou úmida, o que torna se vestir uma merda. Tudo gruda. E não tenho um
dos meus bons sutiãs, apenas um velho sutiã esportivo. Foi lavado tantas
vezes que é cinza em vez de branco.
Tão animada como estou por ver Randy, me sinto totalmente
despreparada, além do fato de que minha buceta e pernas estão úmidas.
Puxo as minhas calças, a única coisa que tenho além das minhas roupas de
trabalho que cheiram como torrada queimada. Verifico o meu reflexo no
espelho; Pareço como uma sem-teto.
Tem buracos nos joelhos da minha calça. Se olhar de perto, posso
ver a pele de uma ervilha no meu quadril. Espero que Randy não perceba.
Visto o sutiã esportivo e a antiga camisa da Universidade de Guelph com
manchas de água sanitária sobre ela, eu puxo o meu capuz. Gostaria de
dizer que esta é uma melhoria na minha camiseta. Não é. Penteio meu
cabelo, sem escova, é claro. Estou uma bagunça quente hoje.
Jogo tudo em minha bolsa, consciente de que estou levando muito
tempo. Meio que esperava encontrar Randy me esperando no corredor. Na
verdade, estou um pouco surpresa que ele não acabou aqui comigo. Quando
viro a esquina para encontrá-lo, me deparo com alguém que eu
definitivamente não queria ver.
"Benny!" Saio do caminho antes de acabar em uma colisão frontal.
Benny é o irmão mais velho de Benji. Eles têm apenas um ano de diferença,
e eles quase poderiam passar por gêmeos. Não tenho a menor ideia do que
seus pais estavam pensando nomeando-os com nomes tão semelhantes.
"Ei, Lily. Como vai?" Ele está carregado caixas pesadas.
"Uh, bem." Digo olhando por cima do ombro dele. "Não sabia que
você estava trabalhando aqui."
"Peguei um par de turnos esta semana, porque precisavam de alguma
ajuda. Você parece..." Ele olha para a minha roupa horrível. "Bem."
"Obrigado. Você também." Isso é tão estranho.
"Então, estou supondo que, desta vez, terminou de vez com Benji,
hein?"
Eu sabia que a pergunta estava chegando. Não tenho visto Benny
desde antes da viagem para o acampamento.
"Sim."
Benny balança a cabeça. Parece que ele está prestes a dizer algo,
mas o seu walkie talkie toca. "Merda. Tenho que ir. Eles precisam disso no
andar de cima, tipo, há dez minutos. Acho que vou vê-la por aí." Benny me
dá um sorriso fraco e corre fora do corredor.
Dou um suspiro de alívio que essa conversa foi breve.
Eventualmente, vou ter que pegar minhas coisas no Benji, mas isso não é
minha preocupação no momento. Há um jogador de hóquei seriamente
quente esperando por mim.
Randy ainda está falando com os pais quando volto para a arena.
Agora ele está discutindo algo com um pai cujo filho, que não pode ter mais
do que oito, está olhando para Randy como se ele fosse um deus. Eu
entendo totalmente o sentimento só que de uma perspectiva muito diferente.
Randy sorri para mim, em seguida, olha para o pai e filho. "Tem sido
um prazer conhecê-los, mas temos que ir. Você mantém isso amigo, e eu
vou vê-lo nos profissionais em poucos anos, hein?" Randy estende o punho,
e o garoto bate nele, com um sorriso aberto.
Uma vez que eles se foram, Randy se vira para mim. "Quer sair
daqui?"
"Sim."
Ele desliza um dedo sob a alça da minha mochila e a levanta do meu
ombro. "Deixe-me levar isso para você."
Tenho duas sacolas e uma bolsa, então o deixo ser um cavalheiro.
Essa é a pesada de qualquer maneira, e é doce Randy se oferecer.
"Vocês jogaram incrível na noite passada. O gol que você marcou foi
impressionante."
"Você assistiu?"
"Eu vi os destaques. Estive no trabalho até tarde."
"Certo." Randy balança a cabeça. "Gostaria que você pudesse ter
estado lá. Nós teríamos tido um bom tempo na noite passada." O seu sorriso
é lascivo.
Tenho um arrepio de antecipação. Espero que hoje possamos ter a
mesma quantidade de diversão, embora espere que a pós-vitória deve levar
a algum sexo incrível. Dedos cruzados para desfrutar em algum momento
no futuro. Casualmente, é claro.
"Você tem um carro aqui?" Randy pergunta quando abre a porta.
Sou atingida com uma rajada fria de vento. O fim de outubro deixa
as temperaturas mais frias. Devia ter trazido a minha jaqueta de frio, mas
pensei que hoje iria esquentar, não ficar mais frio. "Não. Eu planejo pegar
um ônibus."
"Isso funciona bem." Randy coloca a mão no bolso e tira um
conjunto de chaves do carro de aluguel, girando em torno de seu dedo.
"Claro que sim."
O sigo até um jipe com janelas seriamente matizadas. Randy abre a
porta e me ajuda. Ele nem sequer tentou me apalpar, embora haja crianças e
pais no estacionamento, de modo que poça ser por isso. O interior é frio,
mas, pelo menos, não há vento. Randy joga a minha mochila no console,
em seguida, sobe e liga o motor. Música country soa através dos alto
falantes.
Randy se apressa para abaixar e o ar condicionado liga, usando um
sorriso tímido. "Sinto muito por isso."
"Country, hein? Não imaginava que é o seu tipo."
"Não?" Ele liberta o elástico de seu cabelo, em seguida, reúne os fios
caídos, puxando-o de volta para um coque. "Que tipo de música você acha
que eu iria ouvir?"
"Eu não sei. Pop? Coisas animadas."
"Sério? Huh." Randy move a minha bolsa para o banco de trás. "Por
que você acha isso?"
"Não sei. Você está sempre no bar, e é isso que eles tocam lá."
"Não estou indo para o bar recentemente." Randy escava seu bolso
de trás e joga sua carteira no assento ao lado dele. "Você não tem que
trabalhar até cinco, certo?"
"Certo."
Randy estende o braço sobre o encosto de cabeça e passa os dedos
pelo meu cabelo. Ele provavelmente parece uma merda. Muito parecido
com o resto de mim. "Então nós temos algumas horas para matar."
"Sim." O meu estômago está fazendo todos os tipos de acrobacias.
Parece que há um parque de diversões lá dentro, e estou em todos os mais
loucos brinquedos. Aquele que eu quero Randy sentado ao meu lado.
"Você quer ir comer alguma coisa? Você deve estar morrendo de
fome." Agora ele está desenhando linhas no meu pescoço, ou algo assim.
Pequenas correntes de prazer como linhas de rádio estão passando pelo meu
corpo. Ligadas a um satélite em minha calcinha se eu estivesse usando uma.
Não estou muito focada em suas palavras. Em vez disso estou olhando para
a sua boca.
"Lily? Você quer ir almoçar? Por minha conta."
Pulo do meu transe induzido pela vagina, e olho para a minha roupa.
"Certo. Nós podemos passar em um drive-thru ou algo assim."
"Drive thru? Estava pensando em um restaurante real."
Eu estou pensando no quão matizadas são as janelas no banco de trás
deste Jeep. Randy nem sequer tentou me beijar ainda. Que tipo de negócio
de sexo casual é este?
"Não posso ir a um restaurante vestida assim, a menos que você
queira um almoço de baixa qualidade. Então vou me encaixar com os
vagabundos e maconheiros. Deve ter muitos desses lá."
Randy me olha. Acendendo todas as minhas partes especiais. "Você
parece ótima."
Olho para o meu velho moletom com capuz e minhas calças com
buracos e olho depois para ele. "Você não foi atingido na noite passada, não
é?"
"O quê? Não por quê?"
"Você vê o que eu estou usando, certo? Não posso sair em público
assim. Especialmente com você parecendo todo..." Eu aponto para a sua
gostosura.
"Parecendo todo o quê?"
Dou um olhar zombeteiro. "Você está seriamente pescando elogios?
Como se você já não tivesse um enorme ego de estrela de hóquei. Você
precisa que eu também o acaricie agora?"
A sua língua espreita para fora para tocar a cicatriz em seu lábio
superior, a que gosto de correr a minha língua antes de beijá-lo. Estou tão
excitada agora. Preciso comprar uma navalha e corrigir as minhas pernas
estilo floresta. Além disso, preciso transar com este homem novamente.
Estou tão ocupada pensando sobre o que eu quero fazer com ele, que quase
perco a sua resposta mordaz.
"Eu tenho coisas que precisam ser mais acariciadas do que meu
ego."
Não deveria querer me lançar para ele por ser um bastardo arrogante,
mas faço. Viro-me para me recompor o suficiente para não me oferecer para
comer o seu pênis no almoço.
Em vez de isso respondo com um sorriso, porque é mais aceitável.
Para mim. "Você gostaria que o deixasse sozinho por alguns minutos para
que você possa cuidar disso?"
Randy sorri. "Eu estou bem. Posso esperar até depois do almoço.
Então em sua casa, assim você pode se trocar, se não for muito longe."
Nada em Guelph está longe. Tudo está mais ou menos a vinte
minutos. Mas não há nenhuma maneira no saco de bolas peludas de Satanás
que estou deixando Randy ver onde moro. Não tenho vergonha do meu
apartamento, mas eu sei exatamente o quanto um jogador de hóquei
profissional faz em um ano. É um monte de dinheiro. Randy veste roupas
bonitas. Boxers caras, eu as arruinei sabendo disso. E aposto que ele dirige
um carro de luxo com bancos de couro.
Não preciso que Randy saiba que a minha vida não é tão fácil quanto
a sua. Então, ele pode sentir que precisa "me salvar" ou "cuidar de mim" ou
algo parecido. As coisas já estão estranhas com o sexo casual que,
aparentemente, inclui encontros para almoçar. Preciso aprender mais sobre
como isso funciona.
Se começar a contar a Randy sobre a minha vida e as coisas de baixa
qualidade, estão não vai ser um tempo divertido. Também não preciso disso.
Além disso, não tenho ideia se minha mãe está em casa, e ela
definitivamente não pode conhecer Randy. Nunca. E o fato de que estou
com quase vinte e dois anos, terminei a universidade, e ainda vivo com a
minha mãe é outra razão pela qual não quero parar para trocar de roupa,
mesmo que preciso disso.
Faço uma expressão que espero que seja convincente. "Moro do
outro lado da cidade. Leva uma eternidade para chegar lá. Além disso, há
obras, e você teria que ir pelo caminho mais longo. Nem estou com fome."
Randy bate no encosto de cabeça ao lado da minha orelha. "Nós
poderíamos voltar para o meu quarto de hotel e pedir serviço de quarto."
"Você tem um quarto de hotel?"
Ele dá de ombros. "Achei talvez você gostaria de sair novamente
depois do seu segundo turno, então tenho um quarto."
"Sair para curtir? Em seu quarto de hotel?"
Não posso dizer se o seu sorriso é tímido ou presunçoso. "Nós
poderíamos ficar nus em uma festa do pijama, com uma luta de almofadas e
tudo."
"Essa é a minha opção favorita!" Bato palmas e salto no meu lugar.
"Incrível." O seu sorriso se alarga. "A minha também."
Mas, falando sério, se Randy quer ter uma luta de almofadas nu
comigo, estou entrando isso. Após raspar as minhas pernas.
Randy mexe com o seu celular e o GPS, e pega a estrada. Estou
muito nervosa. Isso é diferente das sessões de amassos espontâneos no
banheiro, seguidas por sexo. Isto é planejado. Por parte dele.
Peço-lhe para parar em uma farmácia, o equivalente canadense de
um CVS. Compro um pacote de três lâminas de barbear agradáveis,
sabonete, óleo para as minhas partes sensíveis, desodorante, chicletes, um
pacote pequeno de Listerine, uma escova de dente, um pacote desses
insanamente enormes preservativos que Randy usa, uma escova de cabelo,
e alguns doces, apenas porque sim. Se eles vendessem roupa íntima, eu
estaria pronta. Passo pelas fraldas adultas e considero, por um segundo, se
são melhores do que ir sem calcinha. Não. Nunca. Talvez possa lavar o meu
par sujo na pia e os deixar secar durante a noite.
Oh Deus. Estou tendo uma festa de pijama com Randy. Duvido que
vá dormir muito. Corro de volta para o jipe, a minha bolsa cheia de coisa
importante.
"Tem tudo o que você precisava?" Randy pergunta quando subo
banco passageiro.
"Sim."
"Impressionante. Vamos para o hotel." A forma como Randy diz,
combinado com a maneira como ele está olhando me olhando, me faz
pensar que o serviço de quarto vai ser o último da lista de coisas a fazer.
Guelph não é um lugar grande. Não se vangloria muito em hotéis de
qualidade, por isso o melhor que pode ter é o Hilton, mas Randy conseguiu
garantir o quarto mais bonito. Ele tem uma enorme cama king size e um
sofá que não tenho certeza se vamos precisar, considerando a cama enorme
e uma TV na parede em frente. Podemos assistir enquanto fizermos pausas
na nossa maratona de sexo.
O segundo em que a porta se fecha, Randy me tem pressionada
contra a parede com meu rosto em suas mãos. A sua boca cai na minha, sua
língua deslizando ao longo dos meus lábios. Ele geme um som profundo e
necessitado. Doce mãe da vagina molhada, eu vou precisar lavar esse suar
assim que nós terminarmos.
Como é típico de Randy, seu joelho entra contra o meu, e ele
imediatamente começa a fazer círculos lentos no meu quadril. Se não o
impedir, Randy vai tirar a roupa. Eu estaria totalmente bem com isso se não
tivesse necessidade de resolver os meus problemas nas pernas primeiro.
Empurro seu peito. Ele recua imediatamente, saindo do meu espaço
pessoal e exala uma respiração forte. "Merda. Desculpa."
"Está tudo bem. Quer dizer, eu tenho meio que esperando que isso
aconteça". Levou um tempo longo para ele me beijar. Imaginei que Randy
teria pelo menos tentado transar comigo no carro, ou agarrar os meus seios.
"Só preciso usar o banheiro."
"Posso ir com você se precisar de ajuda em segurar alguma coisa."
"É uma oferta boa, mas eu posso lidar com isso sozinha. Só vou
levar um minuto." Eu pego minha bolsa do chão, onde a deixei cair, graças
à breve pegação.
"Estarei esperando." Randy ajusta sua ereção, no caso de eu estar
confusa sobre o que ele estava esperando.
Fecho a porta, tranco-a e ligo o secador, mas ele não funciona.
Droga. Como é que vou me arrumar se não tenho um segador? Ligo a água
e despejo o conteúdo da minha bolsa. O pacote de lâminas de barbear é à
prova de crianças, porque tenho de lutar para abri-lo. Não sei por que eles
os tornam tão difíceis de abrir.
Finalmente consigo tirar uma lâmina e tiro as minhas roupas. Acho
que o meu melhor plano aqui é fazer a depilação e sair do banheiro nua.
Isso vai me salvar de problemas com a minha falta de calcinha e sutiã
esportivo feio. Não é o meu estilo tomar essa iniciativa, mas pareço ter
problemas em manter os meus lábios e outras partes do corpo controladas
quando Randy está em causa, e que me fez voltar a seu quarto de hotel e o
propósito que temos de ter relações sexuais, então porque não ser de
descarada sobre isso?
Randy claramente já esteve aqui e configurou todas as suas coisas.
Ele é um cara arrumado com base na linha organizada de produtos homem.
Dou uma olhada em sua pequena caixa preta, e diz de creme de barbear.
Bingo! Ele tem um desses recipientes de viagem pequenos. Agito o
conteúdo e o aperto em minha palma. Verifico as minhas pernas antes de
ensaboá-las. A velha lâmina de barbear que usei na arena deixou marcas
vermelhas em minhas canelas.
Estou quase com medo de verificar a minha vagina, mas ela não
parece tão massacrada, felizmente. Podemos apagar as luzes (é claro), e
espero que vá estar muito escuro para Randy não ver o que eu fiz para as
minhas pernas.
Randy bate na porta. "Tudo bem aí? Tem sido mais do que um
minuto."
"Está tudo bem." Estendo a mão e lavo a navalha. "Vou estar ai num
instante."
Dois minutos mais tarde, Randy bate novamente. "A água correu por
um longo tempo. Tem certeza que está bem?"
"Só mais um minuto!"
Consigo ter a perna direita feita e só me cortei duas vezes. Estou no
meio da outra perna, quando a porta se abre.
"Que diabos? É este o Dia da Marmota?" É exatamente como a
primeira vez que nos encontramos, a não ser totalmente diferente, porque
naquela época eu não queria fazer sexo com ele.
Randy me olha por cima. "O que você está fazendo?"
"Executando um ritual vodu. O que parece que estou fazendo?"
Considero cobrir a minha nudez, e ser modesta, mas Randy já
mencionou que é um fã de mim sem roupa, então não me incomodo. Ele
enfia a mão no bolso e faz alguma reorganização. Então, estou pensando o
fato de que uma das minhas pernas está coberta do tornozelo ao joelho com
loção de barbear não é uma grande preocupação.
"Você está usando o meu creme de barbear?"
"Talvez." Eu arrasto a navalha pela minha perna e me corto
novamente.
"É por isso que paramos naquela loja?" Ele aponta para o meu monte
de coisas que comprei.
"Não estava esperando vê-lo. Achei que você gostaria de encontrar
uma boa Puck bunny disposta a estar em sua cama na noite passada. A
última coisa que eu esperava era você aparecendo no meu trabalho e
pedindo para passar a tarde nua em seu quarto de hotel. As minhas pernas
estavam impróprias para ver ou tocar."
"Tenho certeza de que não era tão ruim."
"Eu te asseguro, era assim tão mau." Não foi tão ruim assim.
Randy dá um passo mais perto. O banheiro é espaçoso, mas ele tem
pernas longas, então ele está bem em cima de mim. "Eu gostaria de
salientar que me ofereci para te levar a almoçar; o meu objetivo não era só
sexo."
"Você é a pessoa que começou a se esfregar em mim no segundo em
que a porta se fechou."
"Você é a pessoa que sugeriu vir aqui em primeiro lugar."
"Eu não! Sugeri um drive-thru!"
Randy pega a navalha de mim e franze a testa. "O que você está
fazendo para as minhas pernas?" Ele toca um local onde o sangue brotou.
Todas as minhas partes ficam animadas com a referência possessiva.
"Elas são as minhas pernas, e eu estava em uma corrida graças a toda a sua
pressa."
Ele define a navalha para baixo e me levanta para o balcão. A
porcelana está fria na minha bunda. Uma onda de arrepios irrompe através
da minha pele.
"O que você está fazendo?"
"Ajudando." Randy puxa a camisa sobre a cabeça e joga no chão em
cima da minha pilha descartada.
Os seus olhos permanecem nos meus enquanto ele descansa as suas
palmas nas minhas coxas, acima dos joelhos. Eu particularmente não me
importo se nós tivermos sexo, enquanto ainda estou coberta de loção de
barbear, mas vai ser confuso. Não que não tenha um chuveiro aqui. Os seus
olhos fecham, e ele dá minhas coxas um aperto, os dedos cavando. Eu me
seguro. Randy está focado na minha vagina. Ela parece boa, sem os cabelos
dispersos fazendo uma confusão.
Tenho uma vagina linda quando cuidada. Ela tem um tom bonito de
rosa, e apenas uma pequena amostra do clitóris espreita para dizer oi.
Quando estou muito ligada, obviamente, ele fica pouco mais proeminente.
Como agora.
Os seus olhos se levantam pesados com a luxúria, ou necessidade, ou
simplesmente velho desejo. De qualquer maneira que eu olhe, ele está
excitado. A alternativa seria Randy me chupar muito. Por alguns segundos,
acho que ele vai cair de joelhos e colocar o rosto entre as minhas coxas. O
que seria totalmente bem-vindo. Em vez disso, Randy para o seu aperto e
levanta a perna coberta de creme.
Randy repousa a sola do meu pé contra o centro de seu peito. Estou
um pouco confusa até ele pegar a navalha. Tento puxar minha perna, mas
Randy agarra o meu tornozelo firmemente.
"Você não confia em mim?"
"Para acabar a minha floresta?"
Aquele o seu sorriso faz os meus dedos enrolarem. Deus, ele é sexy.
E estou nua, totalmente à mostra para ele. Quando foi que me tornei essa
prostituta?
"Sou bom em fazer a barba. Aposto que vou fazer menos danos do
que você tem feito."
"Você não precisa nem fazer a barba." Eu aponto para a barba.
"Eu com certeza faço a barba e corto, muitas vezes." Randy me
mostra o lado de seu pescoço e a linha perfeita, onde a barba termina e a
pele começa.
"Basta ter cuidado."
Ele pressiona um beijo no meu tornozelo, onde não há creme de
barbear. Em seguida, ele coloca a lâmina na minha perna e lentamente
desliza afastando da loção. Com o braço com a tatuagem. Não vou mentir.
É uma espécie de quente ter este enorme durão jogador de hóquei, tatuado
raspando a minha perna para mim.
Randy por cima da minha canela em primeiro lugar, em seguida,
levanta para que ele possa voltar. "Você é flexível, não é?"
"É toda a patinação artística."
"Eu amo patinação artística."
Eu rio sem constrangimento.
"É sério, é sexy. Eu teria gostado de ver. Talvez eu possa te assistir
amanhã antes de sair."
"Se você quiser. Eu ensino às nove."
"Isso é meio cedo para um domingo."
"É melhor do que às seis da manhã para jogar hóquei."
Randy acena com concordância e faz outra passagem com a navalha.
Terminando, ele a joga na pia e passa uma toalha sob a água morna. Em
seguida, a passa sobre a minha pele, a limpando toda.
"Acho que fiz um bom trabalho." Randy dá outro beijo no meu
tornozelo. "Você não acha?"
"Acho que você fez muito bem. Obrigado por não me cortar." Isso
sai sem fôlego.
Randy abaixa a minha perna e se encaixa entre minhas coxas.
Infelizmente, ele ainda está vestindo calças e um cinto, de modo que, para
ficar no mesmo estado de nudez vai me levar mais do que um puxão rápido.
Randy desliza os dedos através do meu cabelo e inclina minha
cabeça para trás. Ele não vai direto para um daqueles beijos de guerra de
língua. Em vez de isso, os seus lábios tocam a borda da minha mandíbula,
em seguida, no meu queixo. É bom, doce, inesperado.
Fecho os olhos e espero que os seus lábios alcancem os meus. Posso
sentir a sua respiração no meu rosto; cheira a goma de canela. Sinto um leve
escovar de lábios e depois... Nada. Os meus olhos se abrem. Ele já não está
no meu rosto. Ao contrário, está de joelhos.
Randy me puxa para frente até que estou oscilando à beira do balcão.
O balcão faz um ruído de rangido fraco. Espero que quem o instalou tenha
feito um trabalho digno ao anexá-lo à parede. Não tenho tempo para me
preocupar com isso. Randy morde o interior da minha perna e suga com
força. No meu suspiro, ele libera. Então ele beija a minha coxa, a barba
fazendo cócegas na pele já sensível.
Randy para por alguns longos segundos, suas costas expandindo e
contraindo com respirações profundas pesadas, como se tentando se
recompor. Não faço ideia. Tudo o que sei é que ele é sexy como o inferno
de joelhos na minha frente.
Puxo o elástico, soltando o seu cabelo. Seus beijos molhados fazem
caminho mais perto de onde sua boca irá proporcionar mais prazer. A
primeira lambida no clitóris é suave, seguida por um círculo de sua língua.
Eu gemo. Isto é alto, ou talvez soe muito mais alto do que realmente
é porque estamos, de novo, em um banheiro, e o eco é assassino. Os seus
olhos levantam até os meus, e ele faz aquela coisa de sugar. Doce Senhor.
Não posso nem imaginar quanta prática ele teve em comer buceta.
Randy para o suficiente para dizer, "Não tanto quanto você pensa."
"Eu disse isso em voz alta?" Faço uma expressão que é
provavelmente pouco atraente. Não tenho certeza se deveria pedir desculpa
por esse comentário ou não.
"Não, eu posso ler mentes."
Aperto as minhas pernas juntos e ele ri. "Estou surpreso que você
ainda não gozou."
"Se você parar de falar e começar a lamber, vou chegar lá muito
mais rápido."
"Assim?" Randy me lambe.
Quase dobro para frente, mas estou muito perto da borda do balcão,
e vou cair, se o fizer. Em vez disso, fico grudada eu seu cabelo com uma
mão e planto a palma da mão livre sobre o balcão. Gostaria de me deitar,
mas as torneiras estão atrás de mim. Ele suga o meu clitóris, seguindo com
os dentes raspando.
E o show acabou. Venho com tanta força que tenho certeza que as
minhas células cerebrais começam a morrer. Estou gemendo o seu nome e
resistindo contra ele. O balcão faz um som correspondente. Gostaria de sair
dele, mas não tenho controle da minha função motora, então estou contando
com Randy para me impedir de quebrá-lo, enquanto venho por todo o seu
rosto.
Randy deve perceber que está colocando muita pressão sobre o
balcão. De repente, não me sento mais. Estou de pé, bem, isso é falso.
Randy está com um braço em volta da minha cintura, me impedindo de cair
no chão. Desta vez, quando ele me beija é o tipo que espero dele: exigente,
duro, dominante.
Ainda não tenho capacidade para lutar com a minha língua. Ainda
estou tremendo. Os meus músculos ainda estão se contraindo, como se eles
estivessem agarrando um pau que ainda não está lá. Apalpo sua calça, à
procura de seu cinto para que eu ou possa retribuir o favor, ou começar.
Leva-me algumas tentativas para obter a fivela desfeita, mas estou
determinada a abrir sua calça. Eu gerencio o botão e o zíper também.
Antes que possa colocar a minha mão dentro de sua calça, Randy me
gira de costas. E pressiona os seus quadris contra mim, o zíper cavando a
bochecha da minha bunda. Ele aperta seu antebraço tatuado em meu peito e
mordisca o meu ombro até o meu pescoço, encontrando o meu olhar no
espelho. "Quer me assistir foder você?"
Tudo o que sai é um gemido.
Aquele sorriso atrevido aparece por um segundo. "Eu quero me
assistir fodendo você."
Eu registro suas palavras depois de um momento. "Parece divertido."
Agora recebo um sorriso real. "Eu gosto de diversão." Randy joga
um preservativo sobre o balcão. "Abra isso para mim?"
"Claro que sim, capitão Ballistic".
"Odeio quando você faz um apelido com o meu sobrenome." Ele
morde meu ombro.
"Desculpa Randy." digo docemente e sem fôlego, como imagino que
as Puck bunnies fazem para ele.
Rasgo o invólucro, puxo o anel de látex para fora. "Posso colocá-lo,
se quiser."
"Eu tenho isso." Randy puxa a calça para baixo, mas não se
incomoda em tirá-la. Ele ainda tem um braço preso em meu peito. E não me
solta enquanto rola preservativo com uma só mão. Não entendo por que ele
não vai me deixar fazer isso, no entanto, a sua habilidade é impressionante.
Uma vez que o preservativo está onde deveria estar, ele retira o
braço do meu peito e passa as mãos pelos meus braços. Os seus lábios estão
na minha nuca quando ele pressiona as palmas das mãos contra o balcão.
Olho por cima do ombro, na esperança de ter uma olhada… em
alguma coisa. Ele cutuca a minha bochecha com seu nariz. "Mantenha os
seus olhos nos meus, baby."
Olho para cima e pego seu olhar quente. Santa mãe de todas as
coisas úmidas, ele tem um inferno de uma combustão lenta acontecendo.
Randy mantém uma mão em cima da minha e agarra o seu pênis com a
outra. Espalhando os meus joelhos, ele se inclina, e então o sinto: a cabeça
de seu pau deslizando sobre o meu clitóris. Olho para baixo, uma vez que
desaparece de vista. E então ele está empurrando dentro de mim, lento e
controlado. É tão, tão bom. Risca isso. Bom não se encaixa. É mais como
mágico de Oz.
Eu arqueio, empurrando para trás, em busca de mais. E com certeza
o obtenho. Randy se enterra completamente em um suspiro profundo.
Os seus olhos tremem e ele geme. "Bom pra caralho."
"Totalmente de acordo."
Randy corre uma palma na minha espinha, os dedos enrolando em
volta da parte de trás do meu pescoço. Posso considerar que está é uma ação
altamente dominante, e todos os meus músculos ficam tensos. Ele segue
esta indicação, usando o meu cabelo para puxar minha cabeça para trás.
Não é duro, apenas com firmeza. Em seguida, pressiona o beijo mais suave,
mais quente abaixo da minha orelha. Não há nenhuma maneira de saber o
que está vindo em seguida.
"Pronta, baby?"
"Uh-huh." Aceno de cabeça, mas ele ainda está segurando o meu
cabelo.
O seu sorriso envia um arrepio na espinha e um tiro de puta merda
ao meu clitóris. Randy puxa a minha cabeça para o lado para que tenha
acesso à minha boca. Desta vez é a batalha de línguas é dos dois lados. Eu
agarro o seu cabelo. Quanto mais o aperto, mais difícil ele beija. Mas ele
ainda não está se movendo, embora. Estou repleta de seu pau, mas sem o
atrito, não há nenhuma maneira de alcançar a terra da felicidade.
Randy quebra o beijo em um grunhido e a foda começa. É uma
experiência de vale tudo, que até os pequenos shampoos começam a caírem
e rolarem para o chão. E Randy não desvia os seus olhos dos meus, além do
olhar ocasional uma fração de segundo para baixo enquanto ele sai e
empurra para dentro de mim de forma lenta. Apenas adivinhar quando eu
gozar, eu suponho.
Eu estou perto de gozar. Algumas fricções e o orgasmo quase dispara
pelo meu corpo. O problema é que estou com medo de levantar minha mão
com a maneira como Randy está batendo em mim. A única razão pela qual
ainda estou em pé é porque ele está segurando os meus quadris e os meus
braços estão agindo como vigas de suporte. instáveis, mas estou
conseguindo. Por agora.
"Randy?" Sai bastante coerente, apesar do bater vigoroso.
"Sim, baby?"
O meu clitóris praticamente se acende em chamas. A voz dele parece
como sexo.
O seu próximo impulso é mais suave. "Você precisa que eu reduza a
velocidade?"
Balanço minha cabeça. "Eu preciso gozar."
"Porra, com certeza você precisa." Ele solta um lado do meu quadril,
e quase planto o rosto na pia. A sua ampla palma cobre o meu esterno, o
polegar e o indicador se espalhando por toda a minha clavícula. Randy me
puxa contra ele. A sua outra mão desliza para baixo na parte de trás da
minha perna, enganchando sob o meu joelho. Não tenho a menor ideia do
seu plano, mas ele é basicamente responsável por transportar todo o meu
peso corporal.
Seguro a parte de trás do seu pescoço, por isso tenho uma âncora.
Estou de pé sobre ele. E posso ver o anel de látex na base do seu pênis no
reflexo. E as suas bolas. Elas estão puxadas, apertadas. Há também uma
longa cicatriz pálida na parte interna da coxa.
Que definitivamente não é o meu ponto de foco, apesar de tudo. Esta
posição é quase uma reminiscência de uma pose de patinação artística.
Exceto que estamos nus e o seu enorme, fabuloso pau está dentro de mim, o
que definitivamente não aconteceria no gelo.
Randy é um homem coordenado, porque ele é capaz de me
masturbar e me segurar enquanto ainda me fode. É insano. E quente. Então,
é claro que eu gozo. Isto é o apocalipse dos orgasmos. Eu lamento tão alto
que coloco uma mão na boca. Caso contrário, eu estou preocupada que
alguém que estivesse andando pelo corredor poderia pensar que estou sendo
assassinada.
Randy para com a mágica fricção no clitóris e move a minha mão da
minha boca. "Nem fodendo. Quero ouvir você gozar tanto quanto eu quero
ver. Torne os seus dedos úteis."
Não tenho certeza se vou ser uma cadela sarcástica ou se ainda fico
mais ligada. Estou principalmente o último. "As pessoas podem me ouvir."
"Como se me importasse quem ouve você."
Randy desloca até que o meu joelho fica em cima do balcão. Então,
ele se move e bate a porta. "Agora você pode fazer todo o barulho que
quero."
Ele guia a minha mão entre minhas pernas, me incentivando a
assumir a masturbação. Leva-me meio minuto para ter outro orgasmo.
Randy volta para o agressivo, empurrando duro, e eu continuo esfregando e
tentando não gritar o seu nome ou alimentar o seu ego mais do que eu já fiz.
Não sabei como é possível ele aumentar mais a velocidade, mas ele
faz. O balcão começa a ranger com cada impulso frenético. Gozo outra vez
e desisto de me acariciar, apoiando uma mão no espelho em vez disso.
Definitivamente vou deixar uma marca de mão suculenta para trás. Que
tenho certeza Randy vai adorar.
"Porra. Porra. Foda-se." A sua cabeça cai no meu ombro, e ele
morde até o meu pescoço. "Durante toda a noite, Lily. Vou estar dentro de
você cada porra de minuto que você estiver aqui comigo."
"Soa como um bom tempo." digo, e, em seguida, porque não posso
me ajudar, "Mas isso provavelmente vai ficar um pouco estranho quando
estivermos dormindo."
"Tão, porra, atrevida." Desta vez, ele usa mais dentes, e eu suspiro.
Um sorriso aparece em sua boca, mas é breve. Ele está muito perto de gozar
para fazer mais piadas.
Randy faz círculos com os quadris, e espalmada a mão sobre o peito
que sobe um pouco mais alto, descansando abaixo da base da minha
garganta. "A sua boca, Lily. Quero isso."
Viro a cabeça e ele me beija profundo. A sua outra mão cai, me
aconchegando. Randy faz o mesmo som que fez da última vez que ele
gozou. Então nós gozamos.
Estamos ambos respirando como se estivéssemos fugindo da polícia.
E nós estamos suados. Eu já estaria tentando me mover agora, mas estou
muito saturada pelo orgasmo para me importar.
Randy tira cuidadosamente a minha perna do balcão. Tento usar o
balcão para ajudar a me preparar, mas nós definitivamente fizemos algum
dano. Ela está um pouco longe da parede. Pendurado.
Seguro o seu braço. As minhas pernas estão seriamente instáveis
após essa foda completa.
"Olha o que você fez." Empurro o balcão com um dedo, e oscila.
"Olha o que eu fiz? Olha o que você fez." Randy o sacode. Parece
que pedaços de gesso caem no chão. E, possivelmente, um azulejo.
"Pare! Você vai fazê-lo cair! Como você vai explicar isso?"
"Por que estou explicando isso? É sua culpa."
"Minha culpa? Como é minha culpa? Você é o único que me
interrompeu. Como isso aconteceu, afinal? Eu tranquei a porta! Você foi
algum tipo de delinquente juvenil quando era pequeno? Aquelas suas são
tatuagens de prisão?"
Randy ri.
"Pare!"
Ele leva o meu queixo entre o polegar e o dedo se inclinando. "Você
é tão bonita Não posso nem suportar isso."
"Não sou bonita." Empurro sua mão. Ele deixa ir, se vira, e puxa
para cima sua calça. Randy está todo dobrado dentro e escondido enquanto
tenta se arrumar, embora sua boxer esteja baixa e as calças ainda estão
desfeitas.
Randy tem o que poderia ser uma cicatriz de apendicectomia, mas
parece o lugar errado para isso. Ele joga o preservativo usado no lixo. Em
seguida, se move em torno de mim para ligar a torneira, me prendendo
contra o balcão.
"E você também é sexy, então você não deve estar muito chateada
sobre ser bonita."
Bonito é um tutu rosa e filhotes de cachorro, não mulheres
crescidas."
"Mmm. Eu vejo." Randy acaba de lavar as mãos e pega o meu rosto
entre as mãos molhadas.
"Ah! Que inferno, Randy!"
Ele não responde apenas me beija enquanto sorri. Paro de lutar e o
beijo, mesmo que ele esteja molhando o meu rosto. Randy se inclina, e as
rachaduras do balcão soam alto. "Você não me pode dizer que foi nada além
de um sexo com qualificação excelente dez em dez."
"Provavelmente até onze. Preciso de um banho."
Ele me dá algum espaço. "Vou pedir algum serviço de quarto."
"Você não quer se juntar a mim?"
"Outra hora. Estou com fome, e você tem que estar morrendo de
fome."
"Mas você está todo suado."
"Estou acostumado a ficar suado; mais estou totalmente feliz
cheirando assim."
Randy me dá um tapinha na bunda e liga a água. Enquanto lavo o
meu cabelo ele espreita através da cortina e lê para mim o cardápio. E
demoro um pouco no chuveiro. Não tenho nada limpo para vestir, então uso
um dos robes que o hotel oferece para os hóspedes que alugam os quartos
agradáveis. Acho Randy estás deitado na cama, assistindo um canal de
esportes.
Ele Ainda está de calça jeans sem camisa. Randy dá um tapinha na
cama. "Vem deitar comigo."
Deito no monte de almofadas e ele desliza um braço atrás das
minhas costas, me puxando para perto. É confortável, o que é um pouco
enervante. Estou toda confortável ao seu lado e fecho os olhos. Estou tão
cansada. Ter dois trabalhos é cansativo, e também orgasmos múltiplos e
sexo incrível.
Devo ter adormecido, porque de repente Randy está encima do meu
rosto, usando os meus seios para me acordar. Abro os olhos com uma
careta.
Randy está sorrindo. "A comida está aqui!"
"Agradável."
Nos sentamos de pernas cruzadas sobre a cama, e devoro a pizza que
ele pediu para mim. Eram apenas seis fatias. "Eu estou tão cheia." Me
inclino para trás contra os travesseiros e esfrego a minha barriga através do
robe. "Eu estou morrendo de sono."
"Então, tire um cochilo."
Verifico o relógio. Já são três e meia. "Tenho que sair em uma hora."
Randy me olha com sobrancelha franzida. "E em que momento você
sai?"
"Não até dez."
"Você deve ligar é falar que está doente."
"Não posso fazer isso."
"Porque não?"
"Porque não estou doente."
"Sério? Ligue para eles." Randy se arrasta até o meu corpo e fica em
frente de mim. "Não tenho outro jogo em Toronto por um mês, e duvido
que você possa ter um fim de semana inteiro de folga para vir a um jogo de
Chicago."
Corro os dedos pelos cabelos, debatendo.
"Você pode tirar uma soneca, e então podemos usar o resto da caixa
de preservativos." Ele traça a borda do manto e o desamarra o cinto. "Eu
prometo que vai ser mais divertido do que trabalhar." Ele abre meu robe e
circula um mamilo com a ponta do dedo. Que endurece sob seu toque.
Eu não deveria faltar. Deveria trabalhar o meu turno, mas ele está
certo, não posso logicamente coordenar o tempo livre com os dois
empregos, e não há nenhuma garantia de que Randy ainda vai estar
interessado daqui a um mês. Isso poderia ser a minha última oportunidade
de fazer sexo desinibido.
Eu suspiro. "Ok."
"Você vai ligar?"
"Sim."
"Vou pegar o celular." Randy sai da cama e corre para o banheiro.
Ele volta com a minha bolsa e o saco de guloseimas que comprei. E segura
a caixa de preservativos que comprei. "Você é uma garota escoteira, não é?"
"É o guia para as meninas no Canadá."
"Bom saber. É melhor ligar rápido para o trabalho. Temos vinte e
três preservativos para gastar hoje à noite. Temos que começar a fazer isso
imediatamente."
Espero até Randy abaixar o volume na TV antes de ligar. Uma vez
estou ao celular com meu chefe, Randy passa as mãos em minhas canelas.
Quando atinge os joelhos, eu chuto para ele. Ele agarra minhas pernas e as
espalha me puxando para a borda da cama. Sussurro para ele parar, mas
Randy me puxa apertado, moendo contra mim. Ele Já está duro. Posso ver e
sentir através de seu jeans.
"Sinto muito. Eu sei. Deve ter sido alguma coisa que comi. Peguei
algo para a viagem na noite passada e estive doente durante todo o dia."
Tusso para cobrir o meu gemido quando Randy esfrega contra o meu
clitóris. "Pensei que já teria passado até agora, mas não acho que é uma boa
ideia ir trabalhar em torno dos alimentos, se há possibilidade de ser
contagiosa. Deveria ter ligado mais cedo. Sim, é claro. Vou ligar amanhã e
o deixo saber. Ok, obrigado." Peço desculpa novamente.
Eu desligo o celular. "Você não poderia ter esperado eu terminar
antes de começar a transar?"
"Que graça teria sido?" Randy pega o celular e o joga na cama, em
seguida, sobe em mim.
"Pensei que era suposto tirar uma soneca."
"Foda em primeiro lugar. Dormir mais tarde."
"Você é insaciável."
Puxo sua boca para baixo na minha, e os únicos sons são gemidos de
aprovação.
Fiel à sua palavra, Randy me mantém a maior parte da noite
acordada. Estou nua o tempo todo, e a única razão para sair da cama é para
me lavar ou usar o banheiro.
Randy encomenda vinho, queijo e frutas para nós lancharmos em
entre o sexo. Acho que nunca fui tão saciada em minha vida, nem com sexo
e nem com atenção.
Randy tem alguns hábitos sexuais interessantes que agora posso ver
referências com os seus grupos de Puck bunnies: ele sempre começa com as
cobertas e então as perdemos mais tarde. Randy gosta das luzes apagadas
no início, e então ele gosta de ser capaz de me ver quando gozo.
Randy também fica um pouco estranho sobre eu tocar seu pênis. Não
tenho ideia porque, mas qualquer ação de mão, masturbando é de curta
duração e sempre enquanto as luzes estão apagadas. E quando me ofereço
para ir para baixo sobre ele, ele me diz uma e outra vez que ele está com o
gosto de látex.
Não estou a ponto de arruinar todos os orgasmos incríveis e sexo que
estamos tendo fazendo perguntas pessoais, assim o deixo sozinho.
É depois das cinco da manhã quando, finalmente, terminamos uma
caixa de preservativos, menos uma. Preciso de pelo menos três horas
sólidas de sono ou vou ser uma confusão na arena. Randy desliza um braço
debaixo do meu travesseiro e me puxa para ele. Ainda estou nua, assim
como ele, mas não tenho mais energia para sexo. A minha vagina vai cair
do meu corpo. Randy parece ter terminado por agora, por isso, desta vez,
quando adormeço, não sou acordada por sua boca junto ao meu ouvido, me
perguntando se ainda quero ter mais diversão.
Capítulo 15
Apenas uma diversão

LILY

As oito horas da manhã chega horrivelmente rápido. Desligo o meu


alarme e olho para Randy, ainda fora do ar. Os seus lábios cheios estão
separados, o seu braço tatuado jogado para fora para o lado. Há uma cena
de hóquei capturada em seu antebraço, e um emblema do Toronto, bem
como um de Nova York. Ainda está muito escuro para que eu veja o resto.
O deixo onde ele está e vou na ponta dos pés até o banheiro. O meu
cabelo é uma confusão. Parece que transei todo o caminho daqui até o Polo
Norte. Pareço frescamente como uma forma barata de prostituta bem usada
e fodida. Também cheiro a uma grande pilha de sexo. Tomo um banho
rápido e chamo um táxi. Não quero acordar Randy para ele me levar.
Visto minha calça de baixa qualidade e moletom com capuz, grata
que tenho o equipamento de patinação de reposição no meu armário. Não
há nada que possa fazer sobre a falta de calcinha, desde que me esqueci de
lavar a minha, mas já lidei com problemas piores.
Pego a minha mochila e corro, sabendo que eu já estou ficando
atrasada. Debato se devo ou não sair sem dizer adeus. Decido que não
quero. Mas eu não gostaria se Randy fizesse isso comigo. Embora eu seja
uma menina, e nós bem somos diferentes.
Rastejo do seu lado da cama. O meu plano é sussurrar um adeus e
obrigado, mas noto os lençóis com uma tenda em sua cintura. Randy está
dormindo com uma ereção. Levanto o algodão macio com cuidado, mas
estou desapontada ao descobrir que ele está vestindo a sua boxers. É como
o maldito monstro de Lago Ness. Todo mundo diz que é real, mas eles
nunca provaram nada.
Chego debaixo das cobertas, pronta para dar uma espiada, mas
Randy arrebata a minha mão. "Se você quiser, tudo que você tem a fazer é
pedir." Ele me puxa para baixo e rola em cima de mim.
"Eu estava dizendo adeus. Tenho que sair para o trabalho."
Randy fuça o seu rosto no meu pescoço e roça através dos lençóis e
minhas roupas. "Não. Não vá."
"Eu tenho."
"Quero te foder um pouco mais."
Eu rio. Ele está todo grogue, mas na moagem do quadril. Isso está
muito coordenado. "Chamei um táxi. Ei tinha que sair, tipo, há dois
minutos."
"Vou levá-la."
"Você nem mesmo está consciente."
"O meu pau está. Ele vai dirigir."
Empurro seu peito, mas Randy não se move. "Se eu estiver
atrasada poderia perder o meu emprego."
Randy para de moer e rola para fora de mim. "Agora tenho que
lidar com isso sozinho." Ele dá um tapinha em sua ereção.
"Basta voltar a dormir; ela vai embora."
"Você sai a que horas?"
"Uma, mas tenho um turno no meu outro trabalho às quatro."
"Vou pegar você."
"Você não precisa voltar para Chicago?"
"Vou voar ou algo assim." Ele enfia a mão na frente de seus boxers.
"Vejo você, suja Lily."
"Tudo o que você diz, raivoso Randy." Me dirijo para a porta.
"Espere."
"Hmm?"
Randy toca a bochecha preguiçosamente. "Eu quero um beijo antes
de sair."
Eu me inclino e planto um lá, em seguida, deixo cair outro em seus
lábios. "Obrigado por toda a diversão."
"A qualquer hora."
***

Desde que Randy estava meio dormindo quando saí esta manhã,
realmente não esperava que ele fosse aparecer no meu trabalho. Então,
quando ele chega ás onze e meia com café e um saco e se senta nas
arquibancadas, todas as borboletas do mundo passam a residir no meu
estômago.
Nós tivemos uma quantidade insana de sexo. Nunca em minha vida
tinha utilizado uma caixa inteira de preservativos em uma noite. Três
preservativos talvez, mas nunca mais do que isso. Todos os meus músculos
doem, mas eu não me importo com a dor.
No final da aula, patino até Randy. Ele parece fresco, limpo, e
muito menos desgrenhado do que eu esta manhã. "Eu trouxe uma coisa."
Ele me passa o saco.
Eu dou uma olhada dentro. "Você me comprou roupas?"
"Acho que só temos um par de horas antes de você ter que ir para o
trabalho, e você vai querer trocar de roupa. Imaginei o tamanho. Sei que o
seu vestido era um quatro na festa." Randy enfia as mãos nos bolsos.
Um cara lembrando o tamanho de um vestido parece épico. "Isso é
doce, mas você não precisava fazer isso. Tenho as minhas roupas de
trabalho. Estava indo trocar para eles."
"Bem, pensei que eu poderia levá-la para almoçar, uma vez que
isso não aconteceu ontem."
"Você não quer voltar para o seu hotel?" Sou um pouco atrevida, e
meio que não.
"Eu tive que verificar." Randy cruza para trás seus calcanhares. "O
banco de trás do jipe é espaçoso, apesar de tudo."
Não posso dizer se ele está falando sério. Um dos pais vem me
fazer um par de perguntas, e, claro, outra mãe reconhece Randy e começa a
surtar. Ela tem que ter quase quarenta anos, e está definitivamente o
despindo mentalmente. Eu conheço o olhar. Sorte para mim que não tenho
que trabalhar para imaginá-lo sem roupa. Bem, exceto por uma parte.
Ando para o vestiário, tomo uma ducha, e coloco as roupas novas.
Randy é bom a adivinhar. E também tem um gosto caro. Um par de
leggings cinza, uma camiseta longa em azul Royal, e uma nova calcinha
cheia de laços, e muito delicada, e que custa mais de cento e cinquenta
dólares, de acordo com a etiqueta de preço. O recibo não está no saco, então
não há nenhuma maneira de devolvê-las.
Randy leva-me a um bom restaurante. Tudo é caro. Benji e eu não
saíamos em encontros muito frequentemente. Se o que fizemos, foi ver
alguma banda hippie local. Ele iria comer batata frita e se queixar de seus
pais não colocarem dinheiro suficiente em sua conta bancária. Era irritante,
mas ele sempre pagava para mim, por isso, nunca disse nada. Benji gostava
de jogar coisas como essa para mim assim eu sentia que lhe devia alguma
coisa. Ele também gostava de manipular por cavar em minhas inseguranças.
Benji citava a nossa desigualdade, o que não funciona para mim. Eu não
acho que não funciona para qualquer um.
Randy apenas parece querer sair para um bom almoço. Ele pede
uma cerveja e eu um copo de vinho, mesmo que eu tenha de trabalhar em
algumas horas. Estou morrendo de fome, o que faz o almoço muito mais
surpreendente. Provavelmente por causa de todo o sexo.
Nós pedimos sobremesa, mas não vamos compartilhar porque eu
quero a minha própria e assim Randy aceita.
"Você trabalha muito, né?" Randy diz enquanto coloca um bocado
de torta de pêssego em sua boca. A sua sobremesa é uma escolha é irônica.
Pedi sorvete com banana frita. Também irônico.
"Sim. Terminei a escola em abril. Gostaria de fazer um mestrado
em fisioterapia, mas o programa é caro, então preciso poupar por um tempo.
Trabalho no café desde o colegial. Não existem posições de treinador de
patinação em tempo integral a menos que mude de cidade, então eu faço
ambos por agora."
"Mestrado, hein? Então você é inteligente."
Balanço a minha cabeça. "Na verdade não. Quer dizer, acho que
sou decente em ciência e essas coisas. Tive que trabalhar duro para manter a
minha bolsa. A escola não foi fácil ou qualquer coisa."
"Então, você tem uma casa por perto? Temos mais de uma hora
antes de você ter que ir para o trabalho." Randy tem aquele olhar em seu
rosto.
Agora, mais do que nunca, desejava ter o meu próprio apartamento.
Ou que partilhasse com Sunny para que pudesse levá-lo lá para uma última
maratona de sexo e orgasmos antes de ter que ir trabalhar e Randy ter que
partir para Chicago.
"Eu, uh... um... Não vivo sozinha."
"Você tem uma companheira de quarto?" Estamos sentados ao lado
um do outro. O seu braço está envolto em toda a parte traseira do meu
assento, e ele continua correndo os dedos para baixo em ambos os lados da
minha espinha, a meu couro cabeludo para a gola da minha camiseta. Posso
sentir isso bem no meu sino magia. Que eu amaria que Randy me tocasse
novamente.
"Uh, sim."
"Você acha que ela estará em casa?" Agora Randy está correndo
um único dedo ao longo da gola da minha camiseta. Que ele comprou para
mim. Então não tenho que lidar em vestir roupas sujas. Também não estou
usando sutiã desde que tudo o que eu tinha era um muito feio esportivo.
Os meus mamilos estão duros e óbvios através da minha camisa.
Randy notou. Ele toca a cicatriz em seu lábio com a ponta da língua. Quase
posso ouvir os seus pensamentos. E ele tem uma ereção óbvia em suas
calças. Está inclinado em direção a minha vagina como uma seta direcional.
Isso ajuda com a leitura da mente.
"Eu não sei. Às vezes, ela trabalha em horários estranhos." Não é
uma mentira total. O trabalho da minha mãe nem sempre é previsível,
alguns dias ela trabalha em casa. Além disso, é domingo, então quem sabe o
que poderia estar fazendo.
"Bem, ela não vai se importar se voltarmos e usarmos o seu quarto,
certo?" Randy se inclina e coloca a boca ao meu ouvido. "Você sempre
pode morder o travesseiro se está preocupada em ser barulhenta."
Imagino a cena que pode me obrigar a fazer isso. Qualquer uma das
muitas posições de ontem à noite definitivamente se qualifica.
"Por que não pago a conta e podemos sair daqui?" Randy fuça o
meu pescoço e meu clitóris se acende como se fosse um outdoor piscando
uma pontuação vencedora. Gostaria de pular em cima dele agora. Nesta
mesa. Independentemente da audiência.
Porém eu tenho que falar a verdade. Não posso arriscar de trazê-lo
para o meu apartamento e minha mãe estiver lá.
"A menos que você não esteja interessada." Era para sair como
sarcástico ou arrogante, mas há um vacilo em seu sorriso, e o que posso
dizer um pouco de insegurança.
Estou experimentando um alto nível de constrangimento. É quase
tão ruim quanto a primeira vez que eu o conheci, e estava pelada, com a
minha buceta peluda à mostra, ou pior, um longo período de tempo depois
que tirei a calcinha e antes dele me comer no banheiro. "Não é que não
estou interessada; é só que..." Tento não fazer uma careta, mas posso dizer
que sou mal sucedida.
"Na noite passada foi demais para você?" Novamente Randy diz
isso com o humor/sarcasmo.
Não há nenhuma maneira de dizer isso, que não vai soar horrível,
então deixo escapar: "A minha mãe é a minha companheira de quarto."
Randy inclina a cabeça para o lado. Então faço uma pequena
oração. É algo como isto: Querido Deus, sou eu, Lily. Eu provavelmente fiz
isso três vezes no total na minha vida, e você nunca parece estar on-line
quando eu estou, mas seria muito incrível se você batesse na cabeça de
Randy para que ele não se lembre de todo este episódio. Obrigado.
Isso não funciona. Em vez disso, Randy começa o olhar que estou
acostumada agora: meio idiota arrogante, bastardo e metade quente. "Você
vive com a sua mãe?"
"Estou economizando para um apartamento." Não importa o quão
boa é a razão, ainda me sinto uma perdedora.
Estou muito consciente de que esta geração, dos vinte e poucos
anos, às vezes fica em casa mais tempo do que era normal no passado,
graças ao custo da educação e ao fato de que os empregos não são tão fáceis
de arrumar. Há também aquela pessoas como Benji, que está mais do que
feliz em montar o trem de graça o maior tempo possível. Não é por isso que
fico. Estou lá, principalmente, para manter um olho em minha mãe quando
os seus relacionamentos inevitavelmente falham. E, de qualquer maneira,
Sunny e eu temos um plano, que não vai acontecer agora que ela está
pensando seriamente em Chicago. A não ser que eu vá com ela. Isso está
parecendo cada vez mais atraente o tempo todo.
"Então, é só você e sua mãe, né? Não há outros colegas de quarto?"
Isto é uma forma indireta de fazer uma pergunta pessoal. Não
tivemos muitas conversas sobre família, além do que ele disse sobre o seu
pai. Mas, em seguida, nós estivemos muito ocupados fazendo nosso sexo
casual para falar.
"Não. Não há outros colegas de quarto."
Randy balança a cabeça, pensativo, mas não empurra para mais
informações. Se começarmos a falar de coisas sérias, a última rodada de eu
montar o seu pau não vai acontecer.
"Há um banheiro aqui."
Já tinha considerado isso. Não vou lhe dizer apesar de tudo. "Tão
clássico."
"Podemos sempre encontrar um desses quartos de hotel por hora."
"Essa é a pior ideia de sempre na história das ideias, Randy. Prefiro
transar na parte de trás do jipe do que um quarto de hotel que se parece com
um teste de Rorschach11* sob uma luz negra."
Randy ri. "Banco de trás então."
Não tenho certeza se Randy está brincando, mas ele paga a conta, e
nós saímos para o jipe. Ainda tenho uma hora e meia antes do meu turno, e
Randy não parece apressado para viajar, então sugiro darmos um passeio.
Estacionamos no meio do nada em uma trilha que leva a quem sabe o quê.
Aparentemente Randy está totalmente sério sobre o banco de trás, porque
acabo com minha calça abaixada e minha camiseta empurrada para cima
com Randy dentro de mim novamente.
Pelo que o tempo em que terminou a nossa rodada maratona de
sexo, tenho vinte e sete minutos para chegar ao café. Me troco para meu
uniforme no banco de trás com Randy me ajudando, o que consiste,
principalmente, em carícias e algumas apalpadas, e me leva para o trabalho.
Estou nervosa sobre o adeus. Não sei o que esperar. Isto não é
como qualquer um de nossos encontros sexuais anteriores. Ele estaciona o
jipe no estacionamento e se vira para mim. As minhas mãos estão úmidas.
Não vou o ver novamente por, pelo menos, um mês. É provavelmente uma
coisa boa, me impede de ficar ligada, ou muito confortável.
"Tive um monte de diversão com você, Lily. Definitivamente a
melhor classificação de diversão dez ponto zero."
Ainda estou nervosa, mas sua brincadeira faz com que a tensão se
dissipe um pouco. "Eu também."
O seu sorriso de resposta faz minha calcinha querer sair
novamente. "Vamos nos encontrar na próxima vez que eu ter um jogo de
Toronto? Vou guardar a outra caixa de preservativos até lá."
Eu mordo uma risada. "Contanto que eu consiga um tempo fora,
com certeza."
"Ótimo. Vou lhe enviar uma mensagem com a data que eu possa
entrar em você de novo."
Eu rolo meus olhos. "É melhor eu ir. O meu turno começa em dez,
e pretendo aproveitar você por pelo menos cinco minutos antes de deixar
este carro." Não espero por Randy fazer um movimento. Desato o cinto de
segurança e planto a minha boca na dele.
Randy segura a parte de trás do meu pescoço enquanto o beijo. Não
é frenético, porque nós dois sabemos que isso não vai levar a nada, mas
ainda faz os meus dedos dos pés enrolarem. Paramos depois de alguns
minutos, ambos ofegantes.
Randy exala um longo e lento suspiro. "Vou pegar um café para a
viagem."
"Certo. Ok."
Randy sai do jipe e vem para me ajudar com a minha mochila cheia
de roupas que cheiram a sexo. O Jeep também cheira a sexo, e estou certa
que eu também. Ele abre a porta do café como se estivesse sendo todo
cavalheiresco. Só que ele dá um tapinha na minha bunda.
Entro no café e paro na porta. Que porra é essa? Sentada em uma
das mesas está a minha mãe.
Aqui é vai uma coisa, a minha mãe quase nunca vem me visitar no
trabalho. Na maioria das vezes ela não presta atenção na minha agenda.
Não que ela precise. Sou uma adulta; Posso controlar minha própria vida.
Geralmente tentamos ficar fora do negócio uma da outra. Então não tenho
ideia do que iria trazê-la aqui, hoje de todos os dias. Ela não está sozinha
também. Ela tem um cara com ela. Ele está de costas para mim, então não
tenho ideia de quem ele é, ou porque no mundo que ela teria um encontro
no meu trabalho.
O meu primeiro instinto é empurrar Randy de volta para fora da
porta. Mas o sino maldito soou, alertando todos na loja a nossa chegada. A
minha mãe olha para cima e faz um movimento na direção do café.
Ela sorri e acena.
"Ah merda."
"Alguns clientes loucos?" Randy passa os dedos pela parte de trás
do meu cabelo, pegando poucos nós ao longo do caminho. Nem sequer
pensei em verificá-lo antes de sair do jipe.
"Essa é a minha mãe. Não sei o que ela está fazendo aqui."
"Oh merda. Aquele é o seu pai?"
"Não. Meu pai é um pau. Nunca o vi." Não quero dar qualquer
outra informação.
"Hã. Bem, meu pai é um pau, também. Nós temos isso em
comum." Randy me empurra para frente. "Devemos ir dizer olá."
"Eu sinto muito."
"Tudo bem. Só não gema o meu nome ou qualquer coisa quando
você me apresentar."
"O seu ego é o pior do mundo." Dou uns passos hesitantes,
tentando descobrir o que vou dizer.
"Passarinho Lily!" A minha mãe se levanta os olhos correndo atrás
de mim para Randy e depois de volta, querendo claramente algum tipo de
apresentação.
Tenho certeza que dizer que ele é o cara com quem estou
casualmente transando e que fornece os melhores orgasmos que eu já tive
não rolar. "Ei, mãe, que estranho você estar aqui agora. Este é meu amigo
Randy." Eu movo a mão entre eles. "Randy, esta é a minha mãe, Iris."
"Randy, oi! Prazer em conhecê-lo." Ela estende sua mão.
Ele a sacode com o que tem estado dentro de mim na última hora.
"Oi, Iris. Parece que eu estou cercado por todas as mais belas flores12."
Isto foi uma cantada muito brega como um poutine, com queijo
duplo e molho extra, mas minha mãe ri como se tivesse quinze anos. Rolo
os meus olhos e Randy me dá um sorriso.
"Puta merda!" O cara com a minha mãe grita.
Eu quase tinha esquecido que ele estava aqui, graças ao meu medo
em apresentar Randy para a minha mãe. Pelo menos ela ainda não o
reconheceu.
"Randy Ballistic?" O cara se atira para fora de sua cadeira e
empurra a mão.
"Ei." Randy aperta sua mão, e o cara que agora percebo é Tom, ou
Tim, ou qualquer que seja o seu nome, tudo o que eu sei é que estou feliz
que ele está usando mais do que cueca desta vez, e dá as pessoas apertos de
mão entusiasmados.
Ele continua a balançar a mão de Randy tanto que quase espero que
a boca de Randy abra e espirre água para fora. "Iris, você sabe quem é
este?"
A minha mãe levanta os ombros num gesto de desculpas.
"Este é Randy Ballistic. Ele é o novo jogador do Chicago que
costumava jogar pelo Nova York. Este jogo de sexta-feira foi assassino.
Você realmente mostrou o seu valor para a equipe. "
O seu sorriso congela. "Você é um jogador de hóquei?" O tom dela
parece que Randy tinha cometido assassinado.
"Uh, sim. É legal se você torcer para Toronto. Não vou usar isso
contra você. Eu costumava jogar para eles, também."
"Hum, eu adoraria conversar, mas eu tenho que começar meu
turno." Eu aceno para trás de mim para o balcão, onde não há clientes
atualmente esperando.
"Eu preciso usar o banheiro das mulheres." a minha mãe diz entre
dentes. Ela enfia o braço no meu, me agarrando duro quando me orienta em
direção à parte de trás da loja.
"Um jogador de hóquei, Lily? O que há de errado com você?"
Eu não posso lidar com a minha mãe agora, então preciso de uma
história um plausível e ninguém pode refutar. "Relaxe, mãe, ele é um amigo
de Alex. Fiquei a última noite com Sunny, e Alex esteve em casa para uma
visita. Ele trouxe um casal de amigos com ele. Randy estava saindo e me
ofereceu uma carona."
"Oh, eu tenho certeza que ele fez."
"Mamãe, Randy me levou para o trabalho. Ele é legal."
Ela olha para mim difícil por alguns segundos. "Eles todos parecem
bons no começo."
Eu amo a minha mãe, mas às vezes a hipocrisia dela é frustrante.
"Eu preciso começar o meu turno. É esse cara Tom que estará em casa
quando eu chegar lá hoje à noite?"
"Seu nome é Tim. Talvez. Provavelmente. Por quê?"
"Você pode, por favor, se certificar que ele use mais do que cueca
fora do seu quarto?"
Minha mãe me dá um olhar azedo.
"Tenho que ir. Eu deveria já estar trabalhando."
"Vamos falar sobre isso mais tarde."
"Não há nada para falar, mãe. Foi apenas uma carona." Quero dizer
literalmente e figurativamente.
A minha mãe vai para o banheiro, e eu largo a minha mochila no
escritório do gerente e corro para obter o meu avental então estou fora antes
da minha mãe ter saído do banheiro.
Randy e Tim-Tom ainda estão falando. Bem, Tim-Tom está
falando, e Randy está acenando com a cabeça. Tim-Tom segue Randy para
o balcão e para de latir tempo suficiente para Randy pedir um café, um de
especialidade.
O meu estômago está em todos os tipos de nós. Preciso que Randy
saia antes da minha mãe voltar, mas com base em Tim-Tom, isso não é
provável que aconteça. Passo o café para Randy, junto com um saco de
biscoitos, e tento não o deixar pagar, mas ele continua empurrando o
dinheiro para mim.
Randy cobre a minha mão com a dele ignorando descaradamente o
falatório de Tim-Tom. A minha mãe volta no momento em que Randy me
beija no rosto e sussurra: "Obrigado por toda a diversão."
A minha mãe dispara feixes de laser dos seus olhos.
Pelo menos nós estamos em público e ela não pode fazer uma cena.
Capítulo 16
Problemas com o treinador e outros problemas

RANDY

Faltei a uma sessão de treino, porque não voltei para Chicago até
tarde no domingo. Depois de deixar Lily parei para ver Michael, o garoto
para quem fizemos o jogo de exibição em setembro, antes de pegar um voo
para casa. Miller tinha ido vê-lo ontem, como eu imaginei que faria. Não
podemos estar tão perto e não o visitar. Falo com Michael no Facebook,
mas não é o mesmo do que pessoalmente. É difícil visitar sempre um garoto
doente de treze anos de idade, mas o seu tratamento está indo bem, e a
cirurgia está prevista para o início de dezembro.
Estou ignorado meu celular desde que saí de Toronto para Guelph.
Porque o desliguei, tenho sete mensagens quando o ligo novamente. Três
são claramente áudios de Miller porque não fazem sentido. O resto são
mensagens de voz. Só tenho que ouvir uma para saber que ele está
estressado.

"Cara. Você precisa me ligar. Merda está prestes a ir para baixo. O


treinador está chateado. Quero dizer muito puto. Você não tem ideia. Onde
diabos você está? Temos uma reunião de equipe ás oito amanhã. É melhor
você não perder isso ou você vai ser suspenso. Você pode ser de qualquer
maneira por faltar hoje."
Isso é cedo para um dia do jogo. É já é depois das onze. E acabo de
chegar em casa após voltar do Canadá. Deveria ligar para Miller para
descobrir o que está acontecendo, provavelmente vai matar o zumbido que
ainda estou sentindo. Em vez disso, eu jogo um pouco de comida no
microondas e envio uma mensagem a Lily enquanto aquece.

Cheguei a Chicago. Eu prefiro estar em você.

Nós usamos uma caixa inteira de preservativos. Todos os doze, e o


último no Jeep. Que recorde. Nunca tive muitas ereções consecutivas e
conseguir transar o tempo todo.
Se isto continuar acontecendo, vou desenvolver algum tipo de
problema de dependência a Lily. Eu olho para baixo. Estou duro. Mais uma
vez. Está tudo hipersensível depois de tanta ação em um curto período de
tempo. Estou quase inclinado a imitar Miller e andar nu para manter o atrito
longe. Se eu acabar batendo uma esta noite, vou precisar de algum tipo de
lubrificante para impedir que seja desagradável.
Os microondas apita, eu pego o prato queimando os meus dedos.
Procuro um pano de prato ou algo assim e tomo e como na sala de estar
para que possa assistir aos destaques esportivos. Também ligo para Miller
na chance de ele ainda estar acordado. Provavelmente deveria saber para o
que eu estou andando na parte da manhã.
Ele responde no terceiro toque. "Foda-se por me chamar tão tarde,
idiota."
"O que está acontecendo?"
"Temos uma reunião na porra da madrugada de amanhã, e um jogo
amanhã à noite, e você está me ligando para me perguntar o que está
acontecendo? Vai se foder, Balls. Você vai descobrir na parte da manhã." E
desliga na minha cara.
Eu ia ligar de novo, mas ele parece irritado. Miller é geralmente um
cara tranquilo. Ele não estava exatamente feliz sobre eu ir a Guelph para
visitar Lily. Ele não disse nada, mas posso perceber pela sua atitude.
Verifico as minhas mensagens de novo, mesmo que o celular não
tenha apitado. Lily está definitivamente dormindo. Tenho certeza que é por
causa deste fim de semana. Ela aguentou, apesar de tudo. É difícil encontrar
alguém que possa gerir o meu apetite sexual. Eu meio que queria que ela
morasse mais de perto.
Desde então é tanto tempo entre vermos um ao outro, eu deveria
ser capaz de esticar as coisas um pouco mais do que o habitual com ela.
Que é fantástico desde o sexo é fora deste mundo. Além disso, Lily não é
pegajosa. Normalmente, após uma maratona de sexo como o que tivemos, a
garota começa a mandar texto sem parar, perguntando sobre a próxima
noite. Lily não é assim. Eu aprecio e não aprecio isso. A sua falta de
comunicação me faz adivinhar como ela está se sentindo sobre o que ela
está sentindo.
Esfrego as mãos sobre meu rosto e prometo parar de pensar em
Lily e começar a me perguntar o que eu perdi na sessão de treino esta tarde.
Provavelmente estou com problemas, mas tenho certeza que o treinador vai
entender que o meu voo atrasou, o que não chegou acontecer, porque estou
mentindo.
Ligo para Lance, mas recebo o seu correio de voz. Não deixo
mensagem. Tento uma última pessoa. Aperto o botão de chamada e me
arrependo imediatamente. Waters e eu não somos próximos ainda, mas ele
parece gostar muito de mim. Como o capitão da equipe, ele poderia estar
disposto a me dar a informação que Miller não quer.
Vou ter sorte se ele não estiver mentindo. Quando estou prestes em
desligar alguém atende. "Saco de bolas, por que você está ligando para o
meu noivo a esta hora?" É Violet. Eu não tenho certeza se deveria estar
aliviado.
"Eu sinto muito."
"Você tem estado dentro de uma canadense não é?" Ela pergunta.
"O quê?"
"Você está se desculpando, e você nem sabe por quê. Você
definitivamente tem estado dentro de uma canadense."
"Eu não-"
"Se você me disser que não sabe do que estou falando, vou chutar o
seu traseiro."
Eu decido que não qualquer razão para mentir sobre isso. Além
disso, não há nenhuma maneira de Violet poder chutar a minha bunda.
"Miller me deixou uma mensagem e disse que alguma merda tinha ido para
baixo. Ele não atende o celular agora, e não quero entrar às cegas na
reunião de amanhã."
"Você transou com Lily."
Eu não tenho ideia do porque isso importa para Violet. Ela não é
próxima de Lily, pelo menos não que eu saiba.
"Eu não vejo como isso-"
"Importa?" Violet não espera que eu responda. "Você não vê a
importância de foder a melhor amiga da namorada de seu melhor amigo?
Sério, Balls, eu pensei que você fosse mais esperto do que isso."
"Mais esperto do que o quê? Como é que você ainda tem essa
informação?"
"Honestamente? Eu vivo com Alex. Sunny é sua irmã, e nós somos
meninas. Nós falamos. Em detalhe. Às vezes até demais."
"Não é grande coisa. Sou um caso. Eu e Lily estamos tendo um
pouco de diversão."
"Se você diz, Balls. Enfim, se você quer saber o verdadeiro
problema aqui, você provavelmente deve conversar com Romero ou Tash,
mas duvido que qualquer um deles vai atender o celular agora."
"O que aconteceu com Lance e Tash?"
"Nada de bom. Você vai obter o relatório completo de manhã.
Estou cansada, e meu noivo já está dormindo, então vou me aconchegar a
ele e dormir um pouco. Boa sorte amanhã."

***

Estou adiantado dez minutos para a reunião de cedo. Estou cansado


e no limite porque não sei o que está acontecendo. A maioria da equipe já
está lá, e acho Miller sentado ao lado de Waters. Eles estão em uma
conversa profunda, e seus joelhos saltando duro. Eu sento no banco ao lado
Miller.
"Que bom você aparecer, Balls."
Ignoro o sarcasmo. "O que está acontecendo? Onde está Lance?"
"É melhor ele chegar aqui em breve." diz Waters. Ele está de mau
humor. Na maioria das vezes ele não é ruim de lidar. Mas quando Alex está
chateado, é aconselhável ficar fora do seu caminho.
"Acho que ele já está fodido de qualquer forma." Miller murmura.
"Eu disse a ele para olhar a si mesmo, mas ele não fez. Agora ele
ferrou toda a equipe." Alex responde.
"O que aconteceu-"
Um apito, e todo mundo para de falar. O técnico fica no meio da
sala com Lance e algum cara novo. O treinador diz a Lance para sentar, e
ele cai para baixo no final de um banco. Lance descansa os cotovelos nos
joelhos e aperta as mãos, mantendo os olhos para baixo.
Alguns sussurros começam, e o treinador pigarreia silenciando a
sala. "Este é Evan Smart, o novo treinador da equipe. Ele vem treinando
atletas profissionais durante os últimos sete anos. Ele tem um grande
histórico, e estamos felizes em tê-lo a bordo. Tudo o que ele diz acontece.
Vocês vão trabalhar com ele como uma equipe. Se há um treino
programado, você vai estar lá. A menos que tenha algum tipo de lesão, ou
de uma situação de vida ou morte que eu e Evan estejamos cientes com
antecedência, você vai estar em formação. Todo mundo entendeu?"
Há um murmúrio de reconhecimento.
"Qualquer um que perde uma sessão de treino sem notificar a mim
e Evan será suspenso por um jogo." O treinador me dá um olhar duro.
"Ballistic, você perdeu ontem, assim você estará esquentando o banco esta
noite."
"Sim, treinador. Desculpe treinador." Argumentar seria uma má
ideia, com base no humor sombrio na sala. Além disso, o fato de Tash ter
sido substituída é um choque.
O treinador suspira, tira o boné, e corre a mão pelo cabelo ralo
antes de colocá-lo de novo. "Todos vocês vão levar para casa um livro com
as regras e regulamentos da equipe e lê-lo, para que eu possa ter certeza que
vocês entendem o que significam. Haverá um teste. Se vocês vão agir como
se estivessem na escola, vou tratá-los como se estivessem na escola.
Gostaria que vocês prestassem muita atenção à política de confraternização
com pessoal de apoio." Ele olha para Lance. "Romero, você está suspenso
por três jogos."
Lance olha para cima e lhe dá um breve aceno de cabeça. O
músculo em sua mandíbula aperta. "Sim, treinador."
O treinador bate as mãos. "Vistam-se e vão para o gelo." Quando
Lance não se move, o treinador estala os dedos. "Você também, Romero.
Você não joga, mas com certeza você precisa aprender a ser parte desta
equipe, se você quiser permanecer nela."
"Sim, treinador. Desculpe treinador."
"Qualquer coisa que você quer dizer, Romero?"
Lance balança a cabeça. "Não, treinador."
"Então se mexa."
A sala está tranquila como quando estamos nos preparamos para
jogar. Tenho dúvidas, mas não posso perguntar agora. A prática não é fácil.
Estamos todos fora e isso aparece na forma que jogamos. Não tenho muita
fé que vamos vencer o jogo hoje a noite.
Lance vai embora depois sem falar com ninguém. Espero até ficar
sozinho com Miller antes de fazer qualquer pergunta. "Como o treinador
descobriu?"
"Eles estavam transando no vestiário. O treinador foi quem os
pegou, então Tash foi demitida e eles trouxeram esse cara novo."
"Merda."
"Sim."
"Como está Lance?"
"Nada bem. Ele não está respondendo as ligações. Eu acho que isso
vem acontecendo a muito mais tempo do que qualquer um de nós percebeu.
A carreira de Tash foi baleada, pelo menos em termos de trabalhar com
qualquer equipe profissional." Miller para na frente de seu carro e gira as
chaves em torno de seu dedo.
"Isso é um desastre."
"Sim cara. Lance tem sorte que não está sendo negociado. Ele vai
ter que arrebentar a sua bunda agora. O treinador está seriamente chateado.
Tash tem sido treinadora da equipe por dois anos. Esses caras tinham uma
rotina, e agora eles têm que se acostumar com um novo. Não pode haver
mais besteira como esta ou vamos ter mais do que questões de novo com o
treinador."
"Isso é meio hipócrita vindo de você, hein?"
Miller zomba. "Até mesmo eu sei que é melhor nunca começar a
foder os funcionários." O seu celular toca. "Espere." Miller atende e se
afasta de mim, com voz baixa. Eu posso dizer que é Sunny desde que ele a
chamou de baby.
Estou pensando que poderia ser uma boa ideia visitar Lance mais
tarde, se ele ainda não responder as ligações. Lance não é bom quando fica
chateado. Ele tem uma tendência de sair dos trilhos. E beber demais. Quero
ter certeza de que ele não está caído no chão do banheiro ou qualquer coisa.
Envio-lhe um texto enquanto espero por Miller terminar de falar
com Sunny. Miller está fazendo um monte de gestos. Espero que as coisas
estejam bem lá. A última coisa que eu preciso é de mais drama de garota
com meus companheiros. Há mais do que suficiente para durar um ano.
Esta é uma das razões pelas quais sou cauteloso sobre relacionamentos; eles
mexem com a cabeça das pessoas.
Vi isso acontecer com a minha mãe de vez em quando. Acho que
ela tentou namorar um par de vezes, mas depois da forma como meu pai a
ferrou, e, às vezes, ainda a faz se sentir uma verdadeira idiota, ela não
confia em homens. Também não a posso culpar.
Percorro as minhas mensagens. Não tenho nada de Lily. E sinto
uma pontada na parte de trás do meu pescoço. Esfrego-o, mas não adianta.
Deve ser bom que Lily não envie mensagens no dia seguinte. Isso significa
que ela não está imaginando algo que não é.
Guardo o meu celular quando Miller se vira. "Está tudo bem?"
Pergunto.
"Sim. Bem. Sunny está apenas preocupada. Acho que ela falou
com Violet e ouviu a história dela. Agora elas estão falando com Tash e ela
está toda chateada. Ainda não entendo por que eles estavam malditamente
transando no vestiário." Miller solta uma respiração. "Esta situação está
seriamente confusa."
"Vou parar na casa de Lance e ver como ele está."
"Bom plano. Vou com você."
"Comida primeiro, certo?"
"Isso mesmo."
Nós paramos em um restaurante e nos enchemos de carboidratos
assim estamos prontos para a noite do jogo; então nós dirigimos para a casa
de Lance. Sabemos o código para entrar, mas a trava de segurança está
ligada, por isso não podemos passar pelo portão. Não importa quanto tempo
nós tocamos à campainha; ele não está respondendo.
"Vou escalar o muro." Miller anuncia.
"Isso provavelmente não é o melhor plano." A cerca de Lance é um
daqueles trabalhos em ferro forjado, coberta de hera e com coisas
pontiagudas na parte superior.
"Vai ficar tudo bem." Miller anda até o muro e salta para cima,
pegando dois postes. Miller planta os seus pés nas barras, mas ele está
usando sapatos patinadores, e eles não têm tração. Miller também é um cara
grande. Ele é robusto, como um defensor normalmente é, e ele tem uns
bons trinta quilos a mais do que eu, talvez um pouco mais. Eu tenho que
trabalhar duro para aumentar minha massa muscular, e se não fizer acabo
perdendo todo o peso que ganho na pré-temporada assim que começamos a
treinar pesado.
Miller luta um par de vezes e eu assisto, reprimindo uma risada.
"Quer um impulso?"
"Como se você pudesse levantar minha bunda. Vou dar um impulso
para você."
"De maneira nenhuma. Você vê como essa merda é pontiaguda?"
Faço gesto para as pontas como espadas. As minhas bolas ficam doloridas
só de pensar em estar perto delas.
"Você vai ficar bem. Sério Balls, elas não são navalhas anexadas ao
topo."
Miller está certo. Eu sei disso. Mas prefiro impulsioná-lo, mesmo
que eu consiga pular. Ele entrelaça os dedos e dobra para baixo o suficiente
para usá-los como degrau. Não posso discutir. Ele vai encher a merda fora
de mim. Miller sabe que tenho medo irracional sobre o estado das minhas
bolas.
Ou talvez não considerando como eu quase as perdi, e metade do
meu pau também, quando tinha onze anos.
"Foda-se, Buck," murmuro e coloco o meu pé na sua ponte mão.
"Espero que eu tenha pisado na merda de cachorro."
"Vou limpá-lo em sua bunda quando içar você."
"Você faz, e vou chutar o seu rosto."
"E vou te encher de soco, por isso vamos estar quites."
"Só me impulsione, imbecil."
"Em três."
"Sim."
Miller conta até três e me lança. Consigo ter o meu pé em cima do
trilho.
"Bom trabalho! Agora para baixo e depois para cima." Miller pega
o meu tornozelo.
É mais fácil dizer do que fazer. Há talvez quinze centímetros entre
as barras de ferro, ou qualquer que seja o regulamento para que as crianças
não possam subir ou ter as suas cabeças presas. E não me dá muito espaço
para manobra, não com um desses picos perto de minhas bolas, o outro
quase na minha bunda.
"Cara, é sério, vou quebrar os seus malditos dentes falsos."
Miller me solta e anda para trás, o que seria bom se eu estivesse
preparado, mas não estou, então quase acabo caio e fico balançando para
ambos os lados. Há um monte de palavrões, mas, eventualmente, eu pulo a
cerca da morte e pulo no jardim de Lance, esmagando suas flores. Não que
ele vai perceber ou se importar.
Eu seguro minhas bolas pelo hábito enquanto me levanto. "Foda-
se, Butterson."
"Porque você está com raiva de mim? Ajudei a sua bunda."
"Você sabe o quê, quando você quase perde metade do seu pau,
você não pode ser indiferente sobre essa merda. Mas até então você precisa
ser um pouco mais sensível, porra."
"Sensível?" Miller ri. "Você saiu com Vi ultimamente? Ou Waters?
Você sabe como soletrar isso?"
"Eu te odeio." Ando em direção ao portão do pátio. É melhor que
estejam abertas.
Eu paro no portão e o destravo para que Miller possa entrar. Então
continuo a andar irritado. Puxo a maçaneta da porta, meio que esperando
que ela esteja bloqueada, mas abre facilmente.
"Oh, merda." Miller está atrás de mim, observando a mesma cena
que eu.
Isto não é bom. Claramente o nosso amigo perdeu sua mente com
base no estado de sua sala de estar.
"Lance? Cara? Você está aqui?" Eu chamo. Tenho que passar por
cima de uma coisa quebrada e em torno de um monte de outras merdas
esmagadas para andar através de sua sala de estar.
"Tem certeza que está pronto para isso? Isso vai ser confuso."
Miller segue atrás de mim, balançando a cabeça.
Lance teve um colapso. Eles são épicos no gelo; fora do gelo são
destrutivos. Checo a cozinha e depois o resto do piso principal e não
encontro nada. Não tiramos os sapatos no nosso caminho para o segundo
andar. Há vidro no chão e muita coisa quebrada. Música está tocando lá em
cima. É pesada, e grita coisas com raiva.
Faço uma pausa no patamar. Há um monte de merda no corredor.
Roupas de mulher. Algumas calcinhas. E um monte de buracos nas paredes.
E mais vidro quebrado.
Lance não é um cara mau. Ele é realmente uma pessoa decente sob
todas as besteiras e brigas, mas ele tem um complexo. Ninguém sabe por
que, ou o que ele está tentando provar, porque mesmo que ele nos convide
para sua casa, para as festas, nenhum de nós está perto o suficiente para
saber por que ele faz as coisas que faz. Tudo o que sei é que o seu
relacionamento com sua família na Escócia não é bom. O resto deles está
em Connecticut, e ele também não os vê muito.
Miller passa na minha frente. "Romance? Você aqui em cima?"
Lance tropeça para o corredor, com o ombro batendo na parede. Ele
está segurando uma garrafa de bebida alcoólica, e os dedos estão
sangrentos. Lance é definitivamente responsável por todos os buracos nas
paredes, não que houvesse qualquer outra possibilidade.
Miller corre para ele e agarra a garrafa antes que ele perca o
controle. Lance aponta um dedo acusatório para nós. "Por que ninguém me
avisou?" Tecendo na parede, ele vai em direção ao banheiro. Lance tropeça
quando chega, e bate na pia.
Deixá-lo sóbrio antes do jogo vai ser divertido.

***

Durante as próximas semanas, Miller e eu mantemos um olho em


Lance. Ele não vai para os bares, e não está dando festas, o que é uma
surpresa. Imaginei que ele com certeza ia foder as Puck bunnies para sair da
depressão, mas, de qualquer maneira, Lance não está interessado em nada,
além de treino e bebidas. Depois de sua suspensão de três jogos, eu tinha
certeza que Lance iria se meter em brigas no gelo, mas ele conseguiu se
controlar na maior parte. Lance ainda leva alguns minutos de penalidade,
mas pelo menos ele não está provocando tantas brigas.
Não tenho ouvido nada de Lily. Deve ser uma coisa boa, mas me
incomoda. Decido que vou ser o único a quebrar o silêncio, quando percebo
que o nosso próximo jogo em Toronto está chegando. Desta vez eu a quero
no jogo, e depois na minha cama para o resto da noite. Infelizmente, o jogo
não é no final de uma série, então não tenho tempo para ficar. Mas pelo
menos podemos ter a noite e o café da manhã ou algo assim antes de eu
voar de volta para Chicago.
Lily responde no quarto toque. "Olá?" Sua voz é rouca, como
quando eu a acordei no meio da noite, repetidamente para voltar para dentro
dela.
"Ei, acordei você?"
Lily faz um barulho que não é realmente uma palavra.
"Vou tomar isso como um sim. Você quer que ligue amanhã?" Eu
não quero, mas acho que deveria dar uma opção uma vez que é meio tarde.
Nem sei se ela quer falar comigo. Talvez depois da última vez Lily não
esteja muito interessada. Apesar de considerar que estava, eu ficaria
surpreso.
"Não, está tudo bem. Posso dormir mais tarde. Como você está?"
Eu rio dela resmungando. "Você estava morta."
"Deveria estar. Que horas são?"
"Onze."
"Uau. Eu estive fora por horas." As palavras são mais claras agora,
não mais com o resmungo do sono.
"Muito trabalho de novo?"
"Sim. Bom gol no último jogo."
"Você viu isso?" Sorrio.
"Os destaques, mas sim. Como é o novo treinador? Sunny me
contou o que aconteceu com Lance. É meio que uma novela, não é?"
"Sim. Eu acho. Estamos todos nos ajustando." Há alguns segundos
de silêncio, então decido quebrá-lo. "Já que você mencionou jogos e marcar
gols, estaremos em Toronto dentro de algumas semanas. Quer vir me ver
jogar?"
"Você quer me ver de novo?"
Eu a coloco na viva-voz. "Bem, sim. Estarei em Toronto. Porque
você parece tão surpresa?"
"Não sei. Não ouvi de você desde a última vez." Lily está muito
quieta.
"Você não me mandou nenhuma mensagem."
"Bem, eu não sei como isso funciona. Acho que é suposto ser tudo
casual e outras coisas."
Às vezes esqueço que isso é diferente. Ela não é uma Puck Bunny.
"Você ainda pode enviar mensagem para mim e enviar fotos de si mesma.
Eu gosto mais de nudes." Ajusto o travesseiro atrás da minha cabeça. "Na
verdade, acho que você deve me enviar uma agora."
"Não estou te enviando fotos nuas. Vão acabar na internet."
"Prometo que vou mantê-las para mim." Eu não esperava que Lily
me enviasse fotos nuas, embora já tenha tido muitas mulheres fazendo isso.
"Ainda assim não."
"Você não pode me culpar por tentar. Acho que você só precisa vir
para o meu jogo para que possamos ficar pelados na vida real depois."
Várias memórias, incluindo o sexo no banheiro do hotel, fazem o meu pau
ganhar vida.
"Não sei Randy. Acho que ainda estou me recuperando da última
vez."
"Três semanas depois?"
"Nós usamos uma caixa inteira de preservativos." A sua voz sai um
pouco fraca, como se talvez esteja revivendo um pouco disso também.
"Eu me lembro. Foi fantástico. Nós devemos definitivamente tentar
quebrar esse recorde."
"O que faz você pensar que eu quero fazer você gozar de
novamente?"
"Você me fazer gozar? Oh baby, tenho certeza que era eu fazendo
você gozar, não o contrário." Lily bufa, e eu rio. "Se eu disser que você me
fez, em vez do contrário vai me ajudar a deixar você nua?"
"Talvez. Quando é o jogo?"
"Não nesta sexta-feira, mas a próxima."
"Deixe-me verificar minha agenda." O silêncio se segue, e em
seguida, alguns segundos depois, "Randy?"
"Ainda aqui. E esperando um nudes."
"Ainda não vai acontecer. Tenho algumas más notícias."
"Não me diga que você não pode vir." Eu não gosto da decepção.
"Eu posso ir ao jogo. Acho que você deve saber disso agora."
Minha voz abaixa. "Porra, eu tenho certeza que sim, e tenho planos
para fazer isso acontecer várias vezes em menos de duas semanas."
"Isso parece divertido, mas não vou ser capaz de ir depois do jogo."
"Por causa do trabalho? Basta ligar e dizer que está doente."
"Eu gostaria, mas temos uma performance de férias, e esse é o
nosso ensaio geral. Não posso perder. Você pode fazer o que você fez da
última vez e vim para Guelph."
"Não posso. Temos um jogo no domingo, em Chicago. Tenho que
voar de volta com a equipe."
"Oh."
"Foda-se." Eu corro a mão pelo meu cabelo. "Eu quero te ver."
"Quer dizer que me quer nua."
"Isso também."
"Bem, Sunny tem falado sobre mudar para Chicago, e Alex já fez
uma oferta em uma casa para ela, por isso parece que eu poderia ter uma
razão para visitar você, mais cedo ou mais tarde."
"Miller mencionou isso."
Ele mais do que mencionou. Miller está contando os dias. Ele já
encontrou um estágio para Sunny, para que ela possa terminar a faculdade
aqui em vez de no Canadá. Miller já pesquisou o que é preciso para obter a
sua cidadania e tudo. A princípio, Miller pensou que ele tê-la executando a
fundação que ele criou ajudaria, mas são muito mais coisas envolvidas do
que qualquer um deles percebeu, então ele e Alex conseguiram garantir a
Sunny algo em uma organização sem fins lucrativos.
"Estou meio surpreso que ela não está indo morar com ele, com a
forma que de como ele é chicoteado." acrescento.
"Ela acabará indo. Sunny quer a sua própria casa por um tempo. E
continua tentando me convencer a ir com ela."
"Você deve. Isso seria muito mais conveniente para mim." Estou
meio que brincando. Mas também estou pensando em ter acesso a ela mais
vezes.
Lily ri. "Sei sobre isso se tornar mais conveniente para você. Já vou
começar a fazer as malas."
"Agora é sério, embora, é difícil ter um visto de trabalho?"
"Eu tenho dupla cidadania, de modo que não é realmente um
problema."
"Sério?"
"Sim. O meu pai não me deu muito, mas me deu isso."
"Então, é perfeito; você se muda para Chicago com Sunny, e
podemos transar todo o maldito tempo. Vai ser incrível."
"Exceto pelo fato que não vou ter um emprego."
"Você ensina patinação. Aqui é Chicago. As pessoas são loucas
pelo hóquei aqui. Todo mundo quer ser profissional, e tem que fazer um ano
de patinação artística para construir habilidades no gelo. Aposto que eu
poderia fazer uma ligação e arrumar isso." Estalo os dedos. Então considero
a ideia de Lily em um dessas pequenas saias de patinar com meninos pré-
adolescentes babando em cima dela. Eles não vão ser o problema. E sim os
pais.
"Alex já se ofereceu para fazer isso."
Eu tenho esse sentimento na parte de trás do meu pescoço
novamente. "Então você deve aceitar."
Lily ri. "Não sei."
"O que você não sabe?" Não tenho ideia porque estou empurrando
tão duro. Talvez seja porque não tive relações sexuais em três semanas e
estou totalmente pensando em ter um monte na próxima sexta-feira. Com
Lily. Acho que poderia estar desenvolvendo um pequeno problema, não que
isso importe desde que não vou ter o que quero.
"Não é como se Sunny fosse ficar naquela casa para sempre. Eu
vou dar seis meses no máximo. Ou talvez Miller se mude, e vou ter que
encontrar o meu próprio lugar. Além disso, realmente não conheço ninguém
em Chicago."
"Isso não é verdade. Você conhece Alex e Violet, e seu amigo
Westinghouse, e o mais importante, você me conhece." A minha voz abaixo
quando coloco a minha mão dentro da minha calça e ajusto o meu pau duro.
"Pense em toda a diversão que nós poderíamos ter Lily."
"Oh, estou muito familiarizada com toda a diversão que
poderíamos ter."
"Então você deve definitivamente considerar isso. Quer dizer, o
quão incrível seria se pudéssemos ter sexo no banheiro de casa, bem como
em hotéis e arenas."
"Nós poderíamos ter tido sexo de banheiro na cada do Alex."
"É verdade, mas a cama era muito melhor. Porra. Temos que parar
de falar sobre sexo em banheiros."
"Por quê? Isso está te estressando?"
"Está me fazendo duro."
"Você deve enviar uma foto."
"Vou desligar e ligar depois." Fala sério não tenho nenhuma ideia
do que há de errado comigo. Não é como se não pudesse cuidar dessa
merda sozinho. Ou eu poderia ligar para alguma garota aleatória e ter alívio,
mas então teria que lidar com Miller e possivelmente Walters em cima do
meu caso.
"O quê? Por quê?"
"Quero fazer uma vídeo chamada com você."
"Vídeo chamada?"
"Sim. Está tudo bem com isso?"
"Sim. Sim. Uh-huh."
Lily desliga primeiro que eu.
Capítulo 17
Mão na calça

LILY

Jogo o meu celular na cama e corro para o espelho para verificar o


meu reflexo. Estou vestindo uma camiseta e um par de shorts. Mais sexy
seria melhor, mas não há tempo. Abaixo o meu short e examino a minha
calcinha. É horrível. O meu celular já está tocando. Aceito a chamada, em
seguida, corro de volta até ao meu armário e arranco a gaveta superior com
todas as minhas calcinhas.
"Ei. Dê-me um segundo." Não tenho certeza o que exatamente
Randy tem em mente, mas se vamos ter uma vídeo chamada, e sexo com
mútua masturbação, preciso estar usando uma calcinha mais agradável.
Também garanto que a minha porta está trancada e encontro os meus fones
de ouvido.
"Por que estou olhando para o teto?" Pergunta Randy.
"Apenas espere."
"Oh, já estou esperando."
A onda de calor que inunda o meu corpo, se fixando abaixo no meu
estômago. Tudo o que Randy tem que fazer é falar, e já fico ligada. Ele é
um afrodisíaco humano. Remexo através da minha gaveta até encontrar o
par que ele comprou pra mim. Verifico minha vagina. Eu cuidei dos
negócios ontem, por isso, tudo está arrumadinho. Assim estão as minhas
pernas. Depois do primeiro incidente no banheiro com Randy, tenho estado
mais regular em me depilar.
Arrumo o meu cabelo com os dedos, acendo a luz na minha
cabeceira, e desligo a luz sobre do quarto para ajudar a definir o clima.
Então tenho uma ideia.
Eu fui o Jason no Halloween deste ano. Foi um traje barato e fácil:
uma máscara e um macacão azul. Também não é uma brincadeira, que é
uma das coisas que me incomoda sobre esse feriado em especial. É como
uma licença para se vestir como uma promíscua, em seguida, ficar toda
chateada sobre os caras que esfregam o pau em suas bundas em bares. Eu
não saio no Dia das Bruxas se puder evitá-lo, especialmente não em uma
cidade universitária como Guelph.
Remexo do meu armário para procurar a máscara.
"O que está acontecendo no Canadá?" Randy pergunta do seu lugar
na minha cama. Se ao menos ele estivesse aqui. E minha mãe não estivesse
na sala assistindo algum programa de TV estúpido com Tim-Tom. Ele
parece ter se tornado um novo elemento permanente.
"Estou apenas começando a me arrumar para você!" Eu respondo.
"Seriamente espero que isso signifique que você esteja nua."
Deslizo a máscara sobre o meu rosto, respiro fundo e pego o meu
celular.
"Ei." Eu posso ver minha própria imagem na caixa de vídeo
pequena no lado direito da tela. Tudo o que Randy atualmente pode ver é o
meu rosto de filme de terror inspirado.
"Merda porra, Lily. Você está brincando com isso?" Randy parece
angustiado.
Aperto o celular contra o peito para abafar a sua voz que explodiu
em um ataque de risos.
"Sério, Lily. Isso não é uma aparência sexy."
"E quanto a isso?" Seguro o celular mais longe para que ele possa
ver o resto da minha roupa. Perdi os shorts quando eu troquei de calcinha.
Randy geme. O som faz os meus mamilos ficarem duros e todos os
meus lugares sensíveis formigar. "Você precisa tirar essa máscara. Ela está
seriamente me enlouquecendo."
Eu a atiro no chão, em seguida, caio no colchão, segurando o
celular para o meu rosto. "Melhor?"
Randy está deitado em sua cama, sem camisa, o seu braço tatuado
escondido atrás de sua cabeça. Deus, ele é bonito. Há muito braço e peito e
sexy em curso, é difícil não suspirar. O seu cabelo não está puxado para trás
e está mais curto, atingindo as maçãs do rosto, em vez de seu queixo. Ele
aparou a barba. Lembro-me de como o senti entre as minhas coxas a
primeira vez que ele me chupou. Randy é lindo.
"Você precisa me mostrar toda aquela roupa que você tem sem a
máscara." diz ele com aquela voz rouca que faz a minha buceta piscar como
uma árvore de Natal.
Mostro o meu corpo, em seguida, o trago de volta para o meu rosto.
"Isso é tudo o que você está recebendo."
"Se você vivesse em Chicago, eu estaria em seu lugar em um
minuto."
"Você faria?"
"Definitivamente. Portanto, você deve considerar seriamente se
mudar para cá." Randy levanta a cabeça e passa a mão no peito, seguindo a
ação com o seu celular. Ele está usando um par de cuecas que estraguei. E
tem uma grande ereção. Eu posso ver o cume da cabeça através do algodão
azul. "Imagine, Lily, tudo isso poderia ser seu, quantas vezes você quiser."
Randy desliza a mão no cós da cueca, e eu gemo. Ele tem um
problema sério. Eu sei o que ele está escondendo lá e como me sinto com
isso dentro de mim. Repetidamente.
Randy move o celular de volta para seu rosto antes de eu ter um
vislumbre de qualquer coisa boa. Bem, além de seu corpo seriamente
quente. "Você gosta disso?"
"Gosto mais quando seu pênis não está confinado por coisas
estúpidas como cuecas. Também gosto mais quando ele está dentro de mim,
em vez de centenas de quilômetros de distância em um quarto onde não
posso chegar."
"Então você vê como o meu argumento é sólido?"
"Eu vi como algo estava sólido. Pelo menos parecia sólido. A
menos que você tenha enfiado uma vareta em forma de pau na sua cueca.
Você deve me mostrar de novo."
"Vou mostrar o meu se você me mostrar o seu." Ele sorri e sua
língua espreita para fora para tocar a cicatriz em seu lábio.
"Já mostrei a minha."
"Não sem alguma coisa a cobrindo. Você quer mais de mim, você
precisa me dar mais de você." Randy tem aquele sorriso maldito de novo.
Deixa-me louca.
"Não vou ficar nua em uma vídeo chamada. Como eu sei que você
não vai tirar um print?" Pergunto.
"Como vou fazer isso com a minha mão em minha cueca?"
Fico olhando para o seu rosto linda e observo que o seu braço está
se movendo. De uma forma muito rítmica.
"Você está se masturbando?" Minha pergunta sai toda baixa e
ofegante.
"Quer me ajudar se eu estiver?"
Aqui está um fato interessante: nunca tive sexo por telefone, muito
menos sexo por vídeo chamada. Com base no nível de conforto de Randy,
estou supondo que ele já fez isso antes. Então, tão quente como isto é, estou
me sentindo um pouco fora do meu elemento.
"Estou brincando com você, Lily garota. Só queria ver esse seu
rosto lindo para ficar fresco em minha cabeça para mais tarde."
"Mais tarde, como depois de desligar?" Aperto minhas coxas
juntas. A pressão aumenta quando o imagino se acariciando com a mesma
agressividade que Randy usa quando está perto de gozar, uma e outra vez.
"Sim. Esse é o plano, de qualquer maneira."
Tenho a sensação de que esse não era o seu plano em tudo, mas
estou obviamente nervosa o suficiente para que ele esteja recuando.
Gostaria de ter coragem de seguir adiante agora. Mordo meu lábio,
considerando-o.
"Vou deixar você ir para que eu possa cuidar das coisas. Certo
Lily?"
"Vou fazer o mesmo aqui." A minha mão já está se arrastando para
baixo em minha calcinha. Na minha cabeça, eu digo: ‘ou podemos fazer
isso juntos.’
"Deixe-me saber como isso vai." Os seus olhos são pesados e seu
peito sobe e desce mais rápido. "Noite."
"Talvez nós..." eu digo, mas Randy já desligou. "Porra. Merda."
Tive a chance de ter sexo por celular sexy, e o arruinei por não ser ousada o
suficiente. O que há de errado comigo? Poderia ter assistido Randy gozar.
Poderia ter dito coisas sujas para ele. Exceto que eu nunca falei sujo a
menos que, oooh, foda-me mais duro e isso não é uma conta tão boa. Não
acho que isso vale.
Decido fazer algo realmente ousado ou estúpido. Provavelmente,
ambos. Enfio a mão na frente da minha calcinha e deslizo dois dedos
dentro. Então tiro uma foto, mas apenas da minha mão em minha calcinha.
E a envio para Randy.
Quero levá-la de volta assim que o faço. É assim que as pessoas
acabam famosas por tirarem fotos nuas, estampadas nas capas de mídia
social. Mas o meu rosto não está na foto. Ninguém pode realmente provar
que sou eu. Bem, Randy poderia provar isso, e, possivelmente, Benji
porque ele viu todas as minhas partes de perto, embora ele nunca foi muito
um lambedor mágico de vagina, por isso, talvez não. Ele foi mais um cara
de enfiar o pau, espirrar seu leite e terminar.
Paro de pensar sobre Benji, porque ele é um idiota e não alguém
que gostaria de imaginar, enquanto a minha mão está em minha calcinha.
Eu recebo uma mensagem Randy um minuto depois.

Eu vejo como é. Agora você não estava tímida.

Isto é seguido por uma imagem. Não é uma foto do seu pau, mas é
perto. O pulso de Randy espreita para fora do cós da cueca. Ele está
claramente bombeando seu pênis, e a cabeça está espreitando para fora,
bem, apenas um pouquinho. Está principalmente na sombra, mas está lá.
Fale sobre oportunidades perdidas. Eu gozo com essa imagem. Não
leva muito tempo, então vou para a segunda rodada. Uma vez que eu estou
saciada, puxo um par de shorts, desbloqueio a porta do quarto, e espreito
para o corredor para me certificar de que está livre para ir ao banheiro e
lavar as mãos.
Estou tão decepcionada que não vou conseguir ver Randy no
próximo fim de semana. Talvez se eu pudesse pegar o carro para a noite e
eu poderia dirigir a Toronto e me encontrar com ele depois. Não custa
perguntar.

***

Na manhã seguinte encontro minha mãe na cozinha com Tim-Tom.


Ele está usando calças xadrez de pijama, e está sem camisa. Não preciso ver
seu peito nu e peludo como a primeira coisa na parte da manhã. Ou nunca.
Faço um bate-papo sem sentido por alguns minutos para aparecer
social, mesmo que não estou na parte da manhã, especialmente com o
cheiro de sexo velho no ar e Tim-Tom dando a minha mãe um olhar de
cachorrinho.
"Você acha que vai precisar do carro na próxima sexta-feira à
noite?" pergunto, balançando o saquinho de chá em torno da minha caneca.
"Trabalho no próximo sábado às sete da manhã."
"E se eu pudesse trazê-lo de volta, então?" Estou tentando ficar
indiferente.
"Você não tem alguma coisa na patinação na sexta à noite? As suas
meninas não estão se apresentando?" Ela olha para o calendário. Está
marcado com um enorme quadrado vermelho, no sábado, já que é o dia da
apresentação.
"Sim, mas Sunny me convidou para ir Toronto, e pensei que talvez
pudesse ir."
"O que há em Toronto?"
"Chicago não está jogando em Toronto? Esse jogo vai ser
fantástico." Tim-Tom se intrometeu.
Eu o odeio.
"Isto é para você poder ver aquele rapaz? Aquele com as
tatuagens?"
"Já lhe disse, ele é um amigo de Alex, e ele me deu uma carona."
Mão estabelece sua caneca. "Ele beijou você!"
"Na bochecha!"
"Na minha frente. Aposto que se eu não estivesse ali a sua língua
teria ido para baixo de sua garganta."
"Ele é um jogador de hóquei, não um idiota brega, sem classe."
"Tenho certeza de que é isso que ele quer que você acredite."
Levanto minhas mãos para impedi-la. "Deixa pra lá. Esqueça que
pedi."
Não estou no clima para outra palestra sobre o quão sujos são os
jogadores de hóquei profissional. Já tive mais de uma vez desde a
apresentação de Randy. A suposição da minha mãe é que ele só quer uma
coisa, e uma vez que ele receber vai me deixar de lado como um taco meio
comido. Ela não usou esta analogia exata, não acho, mas parei de ouvir
assim que ela começou.
Ela não está exatamente errada. Mas o ponto é, também quero
apenas uma coisa de Randy, e é esse seu impressionante pau dentro de mim.
Mas não posso dizer isso a ela. Minha mãe acha que preciso de uma pausa
depois de Benji. Ele ainda está ligando e isso a preocupa. Ele enviou alguns
textos e deixou um par de mensagens de voz, o que já esperava vindo de
Benji: as palavras eram doces, mas o tom não.
Parece que estou sem opções, onde ver Randy está em causa.
Tenho certeza que ele vai se cansar de me perseguir e acabará fodendo uma
Puck bunny. Se ele já não estiver fazendo isso. Simplesmente não vi nada
dele através de mídias sociais, ainda. Está destinado a acontecer. Não posso
ser a única pessoa com quem ele está se fodendo, visto que há muito tempo
entre as sessões de foda. E isso é parte da diversão casual, certo? Eu
também poderia foder outra pessoa.
Eu não quero que isso me incomode. Mas isso faz. Muito. Talvez
se Benji não tivesse sido um namorado tão horrível, eu não estaria em risco
de ficar ligada ao primeiro cara que é remotamente bom para mim.
Capítulo 18
Planos desfeitos

RANDY

Estamos em Toronto, ganhamos o jogo, e eu deveria estar pelado,


no meu quarto de hotel, com Lily debaixo de mim. Ou em cima de mim.
Verifiquei mais duas vezes para ver se algo havia mudado, mas ela não
conseguia encontrar uma maneira de fazer funcionar. Hoje, olhando uma
foto dela em seu traje de patinação, não sei porquê, mas essa pequena saia
me deixa tão duro.
Então, ao invés de ter as bolas profundas dentro dessa doce buceta
quente, eu estou sentado no bar, em uma mesa, com Lance. Ele agora já
passou a fase, ou, pelo menos, está agindo como se já superou. Ele está
levando as Puck bunnies casa ou para os quartos de hotel. E porque elas
sabem, um par encontrou o seu caminho para a nossa mesa. Lance lhes
comprou bebidas, o que significa que me sinto obrigado a ficar e conversar.
Talvez eu devesse ter ido para Guelph esta noite. Poderia ter
chamado um táxi, reservado um quarto de hotel por algumas horas e, em
seguida, chamar um táxi para voltar a tempo para meu voo cedo. Mas não o
fiz. Então, estou aqui ouvindo essas meninas conversar e falar sobre o
quanto amam o hóquei.
A que está sentada ao meu lado está vestindo um top decotado e
tem um monte de maquiagem nos olhos. Acho que os cílios podem ser
falsos, ou são apenas insanamente longos. Ela continua movendo a sua
cadeira mais perto até que está quase no meu colo, então ela coloca a mão
no meu braço.
"Uau! A sua arte é incrível! Onde você fez?"
"Vou a um lugar no centro de Chicago." Estou acostumado a
garotas sensuais. Normalmente não me incomoda, mas estou de mau humor.
Queria Lily neste fim de semana, e não cheguei a tê-la. Eu sou um pirralho.
"Sério? Tenho amigos em Chicago! Estive pensando sobre fazer
uma nova tatuagem, e eu estou procurando por alguém bom. Como se
chama o lugar?"
"Inked Armor. Eles têm a agenda cheia então tem que marcar de
seis meses a um ano de antecedência, e não fazem walk-in13*. Faço com o
Hayden. Ele é um artista mestre. Mal-humorado pra caralho, mas todo o seu
trabalho é incrível."
"Oh, Uau. Bom saber." Ela balança a cabeça como se isto
significasse alguma coisa para ela. "Então..." Ela morde o lábio e me dá o
que suspeito ser suposto ser um sorriso tímido. "Você tem alguma outra
tinta que está escondendo?"
Luto com um rolar de olhos. "No momento, só tenho a manga."
"Será que percorre todo o caminho pelo seu ombro?" Os seus dedos
deslizam sob meu braço. Ela está tentando seguir, e estou muito preocupado
com o fato de que ela não é Lily e porque importa ou avaliar o que está
vindo.
"Sim. É completo."
Ela se inclina até os seus seios estarem pressionados contra o meu
braço e seus lábios estão no meu ouvido. "Talvez você queira voltar para o
seu quarto e posso lhe mostrar a minha tattoo?"
Miller está muito longe com Sunny. Waters e Westinghouse estão
juntos no quarto uma vez que suas namoradas estão em Chicago. Não há
ninguém aqui para me dar qualquer sofrimento sobre como curtir. Lily e
não somos nada. Não a vi em mais de um mês, e ela não parece se importar
que não vá me ver. Não deve ser um problema para mim encontrar uma
garota aleatória e liberar um pouco da tensão reprimida que fui acumulando
desde o maldito mês passado.
Não deveria. Então, não sei por que parar em vez de dizer sim
imediatamente.
"Está tudo bem se você tiver um companheiro de quarto. Eu não
sou tímida." Ela pisca seus anormalmente longos cílios.
"Não tenho um companheiro de quarto."
"Ótimo. Então posso ter você só para mim." Ela conecta a bolsa por
cima do ombro, olhando para mim com expectativa.
Lance tem seu braço em volta da outra menina, a sua mão descansa
perto dos seios dela. Ele olha para mim, depois para ela, em seguida, de
volta para mim. "Você está fora, Ballistic?"
"Uh, não." eu deveria sentir algo diferente de conflito, como talvez
algum tipo de reação em meu jeans, mas não há nada. Nem mesmo uma
pitada de ereção acontecendo.
Os olhos de Lance estão nela novamente. "Você leu suas
mensagens ultimamente?"
Não sei por que ele está me perguntando isso. Tenho essa sensação
estranha no estômago como se eu tivesse bebido demais. Isso poderia
explicar a falta de ação em minha calça, exceto que tive apenas três
cervejas. Isso não é nada. Posso beber pelo menos seis antes de começar a
sentir o zumbido.
Mexo atrás de mim para o meu casaco e sinto em torno do bolso
para o meu celular. A menina que pensa que vai transar comigo põe a mão
na minha coxa e aperta. "Você pode verificar as suas mensagens no
caminho para o seu quarto, certo?"
Eu a ignoro e ela vaga sua mão, e olho para o meu celular.
Verifiquei algumas horas atrás, após o jogo no caminho para o bar, mas não
tinha nada, nem mesmo uma mensagem de boa sorte de Lily, esse tipo de
merda. Agora há quinze novas mensagens, todas têm aparecido na última
meia hora. Não sei qual é o problema com o sinal aqui no Canadá. Miller
me avisou que pode ser instável, às vezes. É estranho como este país coloca
o celular no limbo.
Algumas das mensagens são de Miller, mas o seu contato é
desconhecido, com outro número em vez de seu nome. Várias outras são de
outro número que é vagamente familiar. A menina ao meu lado ainda está
falando. A sua mão ainda está na minha coxa. Eu a movo porque é
perturbador. "Me dê um minuto."
Ignoro as mensagens de Miller e verifico as outras.

Responda-me quando você ver isso. Eu posso pegar um Uber para


te ver.

Eu ñ sei qual hotel você está.

Sunny não está respondendo.

Vai direto para sua caixa postal.

Tenho o endereço de hotel. No meu caminho, ok?

"Foda-se." Um horrível sentimento bate em mim como um disco na


virilha. "Foda-se, foda-se, Porra." Esfrego a palma da mão sobre meu rosto.
A menina coloca a mão no meu braço. "Está tudo bem? Porque não
podemos ir lá em cima?"
"Você pode recuar?" Eu falei muito alto. E com raiva. Por uma
série de razões que não entendo.
Ela pisca algumas vezes, seus cílios falsos vibrando. "Qual é o seu
problema?"
O meu celular emite um sinal sonoro com outra mensagem:

Aqui.

"Eu tenho que ir." Empurro a minha cadeira para longe da mesa.
"Pago a você as bebidas amanhã, sim?" digo a Lance.
"Claro que sim, Ballistic. Você está bem?"
"Não sei ainda."
A menina, sem noção, se levanta como se estivesse pronta para vir
comigo. Seguro-a, me preparado para dispensá-la, mas Lance a agarra pelo
pulso e a puxa para perto. "Ele tem merda para cuidar. Você pode ficar aqui
com a gente, linda."
Ela faz aquela coisa de piscar de novo, mas parece muito atordoada
ou talvez confusa para discutir. Lance a puxa para baixo na cadeira ao lado
dele. Devo-lhe uma.
Agarrando o meu casaco, faço o meu caminho para a saída. Não
quero que Lily veja Lance com as meninas. Nada aconteceu, mas isso não
significa que não me sinto como merda sobre o que poderia ou não ter
acontecido se eu não tivesse visto suas mensagens. Bato o botão de
chamada e levo o celular para o meu ouvido.
"Olá?" Sua enche o meu ouvido.
Lily está no lobby, perto dos elevadores. Está usando uma saia e as
suas pernas estão nuas. A sua camisa tem um brilho bonito e suave. O meu
pau levanta como se tivesse sido eletrocutado. Atravesso o lobby, aperto o
botão do elevador, e deslizo o braço ao redor de Lily por trás.
E baixo a minha boca para sua orelha. "Você veio."
Lily engasga e o seu celular cai no chão acarpetado. "Você assustou
o inferno fora de mim!"
Ela se vira e levanta as mãos como se fosse me empurrar, mas eu
aperto forte, esmagando-a contra o meu peito.
"Sério, por não-"
Não lhe vou dar a chance de terminar a pergunta. Inclino a cabeça
para trás e tomo a sua boca. Já que já está aberta, então não tenho que lutar
para conseguir a minha língua para dentro. Ela tem um gosto doce, como se
estivesse comendo doces. Lily para de tentar me afastar e se agarra à minha
camisa. Não dou a mínima que estamos no meio do lobby e tenho a minha
língua em sua garganta. Também posso ter a minha mão na bunda dela.
Ouço o meu nome e vejo o flash de uma câmera, me lembrando
que, enquanto estou bem com esta foto de exibição pública de afeto, as
fotos de Lily postadas em todo os sites Puck bunnies, comigo a apalpando,
não vai cair bem para Waters ou Miller. Estou mais preocupado com
Waters.
Movo a minha mão até a cintura e quebro o beijo, pressionando a
minha testa contra a dela. "Oi."
"Oi de volta." diz ela, sem fôlego.
"Você veio."
"Bem, ainda não. Mas, com base neste cumprimento,
provavelmente acontecerá em breve." A risada é instável, atada com
nervosismo talvez, ou incerteza.
O elevador apita. Apanho o seu celular, pego a mão dela e a puxo
para dentro, batendo o meu polegar contra o botão de porta fechada várias
vezes antes que alguém possa entrar em conosco. Nós quase
compartilhamos o espaço com outro casal. Assim que estamos sozinhos,
pressiono o botão para o vigésimo segundo andar. Então a prendo contra a
parede com os braços.
"Não achei que você viria." Não quero parecer chateado, ou como
se fosse uma acusação, mas acho que eu faço. Não entendo o que diabos
está acontecendo, ou porque estou me sentindo tão confuso. Não é como se
tivéssemos alguma coisa. Lily não é minha namorada. Sou o cara que ela
fode, ou eu fodo ela, de vez em quando.
"Nem eu." Lily engole em seco.
Suas mãos estão no meu peito, aqueles olhos castanhos escuros
lindos presos nos meus. Os seus lábios cheios estão separados, sua
respiração ainda é rápida.
"Estou muito feliz que você veio." Me inclino para baixo, com
intenção de beijá-la, mas o elevador apita. Um grupo de rapazes se junta a
nós, me obrigando a recuar.
Lily inclina a cabeça e olha para os seus sapatos. Ela está calçando
sapatilhas. Os dedos estão arranhados. A manga de sua jaqueta tem um
barbante pendurado nela, e um dos botões está faltando. Ela está carregando
o que eu chamaria de uma bolsa de tamanho de garota14. É desgastada ao
ponto que parece que vai desmoronar.
Lily nunca fala sobre dinheiro comigo, mas, em seguida, a maioria
de nossas conversas não inclui um monte de fatos pessoais. Baseado em
minhas discussões com Miller, sinto que a coisa de ter dois empregos é
mais do que poupar a escola. Há empréstimos para isso.
Lily teve que pegar um Uber para chegar aqui, e isso custa
dinheiro. Que eu tenho muito, e claramente ela não tem. Mas Lily não disse
nada sobre isso, nunca. Talvez ela não confie em mim, ou está
envergonhada. Ambas as possibilidades me incomodam. Normalmente isto
não é algo com o qual eu estaria preocupado, mas tornar as coisas mais
fáceis para Lily tornaria as coisas mais fáceis para mim.
É mais do que isso, porém, se eu for honesto. A quase ausência de
Lily esta noite quase me levou a fazer uma escolha, a qual eu não gostei.
Nem tenho certeza se deveria não gostar. Quero dizer que eu não teria feito
isso, que não teria trazido aquela menina para o meu quarto e pegado ela.
Mas não sei se é verdade, e, por algum motivo, isso está mexendo com a
minha cabeça.
Coloco um braço em torno do ombro de Lily e a puxo para mim,
porque um dos caras continua olhando para ela, e eu não gosto. Olho para
ele, e ele deixa cair o olhar para o chão. Felizmente, a próxima vez que o
elevador para nós descemos; caso contrário eu seria responsável em
começar algo que não deveria. Estou realmente ansioso, e não acho que vai
ficar melhor até que esteja dentro de Lily. Verifico o cara por cima do
ombro, porque ele é um idiota e não se moverá para tornar mais fácil para
Lily passar por ele.
Pegando sua mão, a guio para o meu quarto. Insiro o cartão na
porta e olho por cima do meu ombro. Lily está de pé atrás de mim,
mexendo nervosamente na correia desgastada da sua bolsa. Os seus olhos se
arregalam quando olha para mim, provavelmente por causa da minha
expressão. Imagino que é bastante porra intensa. "Espero que você não
esteja pensando em conseguir dormir esta noite."
"E eu que pensava que íamos dar um cochilo." Um sorriso oscilante
puxa seus perfeitos lábios deliciosos. As suas palavras são destinadas a ser
sarcásticas, mas sua voz é suave. "Claro que não planejo dormir," Lily
acrescenta. "Qual diabos seria o ponto de vir até aqui para isso?"
Isto é o que eu preciso, a confirmação de que ela está aqui por uma
razão e a única razão é: ser fodida.
Capítulo 19
Todos os incêndios do mundo

LILY

Dou três passos para dentro do quarto e salto ao ouvir o som da


porta se fechando. Viro-me para encontrar Randy trancando a porta. Ele
avança para mim, e eu dou um passo cauteloso para trás. Eu não sei por
que, tudo bem, eu sei. Os seus olhos são queimando com a luxúria, mas por
alguma razão Randy parece com raiva. Além disso, as suas mãos estão
fechadas em punhos. Ele deve notar eu olhando para eles porque flexiona
para liberá-los um par de vezes, então rola a cabeça em seus ombros. Não
tenho certeza se sou a razão para o seu estado atual, mas há algo
emocionante sobre ter um homem como Randy parecendo como se
estivesse prestes a perder o controle. É também um pouco enervante.
Tenho que fazer xixi, mas estou pensando que ele não vai estar
interessado em me deixar ir agora. Aproximo-me da parede, e Randy para
de vir em minha direção quando estamos a 15 centímetros de distância. O
seu hálito quente de hortelã lava o meu rosto.
"Tentei ligar para você esta tarde e ontem." As suas palavras são
pesadas, saindo duras.
"Tentei ligar também. E enviei mensagens."
"O Canadá fode com meu celular."
"Nós somos assim. Passivo do lado de fora, brincando com todos
no lado de dentro." Estou nervosa, mais do que já estive antes com Randy.
Não posso ler seu humor e ele surgiu inesperadamente.
Randy parece tão delicioso agora. Ele usando um par de jeans
pretos com uma camisa de botão branca, os dois primeiros botões
desabotoados. A sua gravata vermelha está solta, e as mangas estão
enroladas até os cotovelos. Sua tatuagem me deixa louca.
Olhar para ele é como dar um soco no rosto da Medusa. Ele é o
tipo de beleza que faz com que as mulheres se transformem em Puck
bunnies enlouquecidas por sexo. Agora eu entendi. Eu tive esse homem
dentro de mim. Randy pode foder como um campeão. Esta é a razão pela
qual eu vim de Uber até aqui. Tenho que sair em cinco horas, e estou certa
que Randy não está brincando sobre não dormir esta noite. Não me importo.
Posso lidar em ficar cansada. É para isso que o café e as bebidas energéticas
foram criadas.
O meu olhar se encontra com o dele, e fica preso lá. Sinto como se
estivesse trancada em um quarto com uma pantera, não um homem. Randy
se inclina um pouco mais perto e a sua língua desliza nos lábios, sua pele
brilhando sob a luz fraca. Eu observo, mais uma vez, com a luz do quarto
apagada, menos a luz do banheiro. Randy está sempre definindo o humor.
Ajo por instinto e o ataco. Literalmente, como um gato, eu pulo nele.
Enfio os dedos pelo seu cabelo, e ele vem facilmente desta vez, já
que não está preso. É grosso, lindo e escuro. Segurando a parte de trás do
seu pescoço, me impulsiono para cima, os nossos lábios colidindo e os
dentes se chocando.
Randy agarra a minha bunda e pressiona os seus quadris nos meus,
me prendendo contra a parede. Sempre acabo presa contra alguma coisa. As
camas são as mais gentis, desde que são macias. Randy geme e começa a
balançar os quadris, como se estivesse planejando me foder através de
nossas roupas, não que eu esteja vestindo muitas. As minhas pernas estão
frias graças à saia estúpida. Esqueci-me de trazer leggings, mas não ia parar
em casa para pegar alguma.
Ele espalma a minha bunda com uma mão e segura a parte de trás
da minha cabeça com a outra. No começo acho que é para me proteger de
qualquer tipo de impacto. Mas ele enrola os seus dedos no meu cabelo e
puxa a cabeça para trás. Não é gentil, mas não é áspero também.
Levanto meu queixo, e sua boca desce na minha garganta. Os seus
lábios são tão suaves; os seus dentes me fazem tremer. "Eu preciso de você
nua. Agora."
"Não estou parando você."
Randy me leva até a cama, o que é um alívio. Estive no gelo
durante todo o dia e uma posição deitada é muito bem-vinda. Randy
encontra a barra da minha camisa e a puxa sobre a minha cabeça. Os seus
olhos perfuram o meu peito. Comprei um sutiã novo dois dias atrás, quando
comecei a pensar na ideia de vir aqui de táxi.
"Este parece novo."
"Não tenho usado muito."
"Será que ele ainda tem etiquetas?" Randy desliza um dedo sob a
alça em minhas costas e beija ao longo da borda rendada.
"Haha. Por que você não o tira e descobre."
Randy olha para mim, ainda com aquela expressão ardente. Com
experiência, ele abre o fecho. Faço um ruído que se transforma em um
gemido quando ele tira a taça do caminho e imediatamente suga um mamilo
na boca. Oh Deus. Tinha esquecido como é bom ter as mãos e a boca dele
em mim.
Ok, não, eu não tinha. Mas tenho tentado esquecer pelas últimas
quatro semanas, porque não tenho tanta certeza se estou controlando essa
coisa casual muito bem.
Tenho morrido de vontade de vê-lo durante todo esse tempo,
dolorida para ter a sensação dele em mim, perto de mim, dentro mim. Se
fosse apenas sexo, eu estaria bem, mas não é. Acho que poderia realmente
gostar dele, como um ser humano. Uma pessoa. Um homem. Se ele não
vivesse em outro país, eu poderia querer namorá-lo. E isso é uma coisa ruim
de querer, porque Randy não namora. Eu sei disso.
Quando minha mãe não me deu o carro para a noite eu fiquei
chateada, e talvez um pouco aliviada. Mas então comecei a pensar sobre
isso. E Randy. E como esta podia ser a última vez que eu ia ter uma
oportunidade de ficar transar com ele. Randy parece estar acostumado
nestes encontros que temos, mas ele poderia me tirar de sua lista a qualquer
momento. O sexo é incrível. Não queria acabar lamentando não fazer
novamente. Apenas no caso. É tão patético, mas não vou focar nisso agora.
Em vez disso, vou me concentrar na sensação da boca de Randy no meu
mamilo.
Também estou indo trabalhar em deixá-lo nu. Enfio as mãos sob
sua camiseta até chegar aos seus peitorais. Dou aos seus mamilos um
aperto, mas não muito forte, porque não sei como ele vai reagir. Invertendo
o movimento, corro as minhas unhas para baixo no seu estômago apertado.
Todo o seu corpo faz esta coisa de vibrar, como se ele estivesse sendo
eletrocutado, e quebra a sucção. "Os seus mamilos... Poooorra!"
Não é uma grande explicação. Randy senta sobre os joelhos e
trabalha em tirar sua camiseta. Ele não se incomoda com botões, apenas
puxa a sua gravata pela cabeça. Eu vou para a fivela do cinto, mas ele chega
lá primeiro. Ele é tão agressivo com isso, como estava com a camisa. Randy
puxa o cinto.
Olho para o cinto. Randy ainda está segurando. "Não gosto de
espancamentos."
"E se eu fizer?" Ele o desliza ameaçadoramente ao longo de sua
palma.
"Então você pode fazer isso, e depois eu vou fazer o meu melhor
para não me sentir mal por bater em você com isso."
Algo do clima pesado se dissipa, e Randy racha um sorriso. "Não
se preocupe, Lily gostosa, essa não é a minha coisa. No entanto, puxões de
cabelo é uma história totalmente diferente."
"Gosto disso, de puxar o cabelo."
"Eu sei." Randy abre o botão na calça e a desliza sobre os seus
quadris, chutando-a fora.
Randy não está usando sua cueca favorita, talvez porque ele não
estava me esperando. Antes que possa enfiar a mão em sua cueca e obter
uma olhada nele, ele puxa a minha saia para cima. Sou recompensada com
um dos seus gemidos surpreendentes. A minha vagina aplaude esse som, e
o meu sino mágico15 se acende como se tivéssemos ganhado um prêmio de
um milhão de dólares. E ter relações sexuais com Randy é quase tão bom
que isso.
"Você comprou isso para mim." Randy não está perguntando, e sim
afirmando.
Eu poderia mentir, mas é inútil. Além disso, reconheço que
provavelmente vou ganhar o que quero mais rápido. Que é o seu pênis
dentro de mim. "Eu fiz."
"Prometo que não vou destruí-las com os meus dentes, mas
realmente quero fazer isso." Randy balança a cabeça e olha para a minha
buceta como se fosse uma sobremesa que ele está morrendo de vontade de
comer, mas não pode. O que é ridículo, porque ele pode tê-la de qualquer
maneira que quiser. Bem, quase de qualquer maneira. Não vou o deixar
tentar enfiar a sua maldita mão inteira lá, ou qualquer coisa bizarra.
Randy passa as mãos lentamente no exterior das minhas coxas,
tomando algumas respirações profundas. Ele está resmungando para si
mesmo algo. Talvez seja uma conversa de vitalidade.
"Está tudo bem ai em cima?" Mais uma vez, estou sendo sarcástica,
mas ainda estou um pouco desnorteada por quão intenso que ele está sendo,
por isso é mais fácil ser sarcástica.
"Tudo porra fantástico." Randy morde o lábio inferior e exala um
par de respirações profundas. Os seus dedos deslizam sob o elástico da
calcinha.
Choramingo quando ele não fica lá, mas desliza de volta para baixo
dos joelhos. Abro minhas pernas, dando-lhe mais espaço para Randy enfiar
tudo o que quiser, os dedos, sua língua, seu pau. Qualquer um deles é bem-
vindo na garagem da vagina de Lily.
No próximo deslizar para cima faço algo para encorajá-lo,
levantando os meus quadris para fora da cama para que a minha buceta
fique mais perto de seu rosto. Estava preocupada do estado dele no
elevador, ou como sua mandíbula estava fazendo aquela coisa tic de vez em
quando. Agora Randy parece melhor. Talvez a minha nudez o acalme, como
um sedativo.
Lanço o meu sutiã para o lado da cama e empurro a minha calcinha
sobre meus quadris, mas Randy cobre minhas mãos com as suas, me
parando.
"Ainda não."
"Mas eu-"
"Estou saboreando, Lily. Têm sido trinta e quatro malditos dias.
Trinta e quatro dias desde que eu lambi sua buceta. Que estive dentro de
você. Fiz você gozar. Não me apresse."
Tudo o que Randy precisa é falar para me pôr perto da borda.
Pergunto-me se isso é normal. Não penso assim. Randy é como um
encantador de serpentes, exceto que ele é o encantador de tirar orgasmos de
mim, em vez de répteis.
Na passagem seguinte, ele viola a calcinha. Randy vira a mão e
arrasta uma única junta ao longo da minha fenda. Estou tremendo como
uma viciada em crack procurando uma dose. É insano. Mordo meu lábio
para reprimir todas as palavras. Alguns gemidos aleatórios escapam, mas
mantenho as frases presas como "foda-me" e "oh Deus, quero gozar tão
duro" e "Serei sua escrava sexual para sempre se você continuar a me dar
orgasmos como este para o resto da minha vida" dentro da minha cabeça.
Em vez de dizer qualquer uma dessas coisas, eu gemo seu nome e continuo
com os ruídos incoerentes.
Randy puxa a minha calcinha para o lado. Não tenho ideia por que
ele não a arrancou ainda, provavelmente seria mais fácil, mas desde que ele
continue a esfregar o meu clitóris, mesmo como isso deve ser difícil para
ele.
A sua ereção está cutucando a sua cueca boxer. Se meus braços
fossem mais longos, e eu já não estivesse à beira de gozar, tentaria dar uma
mão para ele. Randy cuida do problema, enfiando a mão livre na frente, ao
mesmo tempo em que empurra dois dedos dentro de mim. Libero um
daqueles suspiros agudos. Tudo que quero fazer é jogar a cabeça para trás e
deixar ir, mas não posso tirar os olhos de sua mão se movendo, cursos
rápidos agressivos atrás da sua cueca. Porque ele não os empurra para baixo
para que eu possa ver melhor? Não posso nem gerir a pergunta para fazer
isso acontecer.
Noto a cicatriz novamente. A única em seu quadril é uma linha reta
ao longo de sua pele perfeita até o V profundo. A sua mão se desloca, e
tenho um vislumbre da cabeça do seu pau. O seu grande punho, os seus
dedos longos e a tatuagem linda que cobre a parte traseira de sua mão, está
apertado em torno da base. A cabeça, Oh Deus, é espessa, brilhante e lisa. E
brilhante, embora não há muita luz para refletir a umidade que escoa a
partir da ponta. Randy está quase gozando só em me fazer gozar, o que é
tão, tão sexy.
Sei o suficiente para perceber que Randy é uma raça rara e especial
de homem, que pode ser parte da razão de eu continuar a voltar para mais.
Ele para de acariciar seu pau. Mantendo a minha calcinha puxada para o
lado, ele enrola o dedo e abaixa sua cabeça. A sua boca está em mim, e
estou perdida, perdida, perdida... Em espiral para baixo e flutuando para
cima. É o mais incrível delírio.
Assim que os meus sentidos e visão retornam, ele remove a minha
calcinha e instala uma coxa entre as minhas. Estou nua. Ele não. Essa boxer
estúpida ainda está no caminho. Randy rola os seus quadris, a sua ereção
pressionada com força contra meu estômago. Quero tudo dele entre minhas
pernas. Quero aquele pau duro e quente empurrando dentro de mim.
Ele está apoiado em braço no colchão macio. Randy abre a mão
sobre a minha barriga, a movendo para cima até entre os meus seios. A sua
palma repousa abaixo do meu esterno, e o seu polegar e dedo indicadores
espalhados por minhas clavículas.
Randy está de volta com o olhar intenso. "Estou tão feliz por você
estar aqui." Ele muda para o cotovelo e morde ao longo do meu ombro,
passando sua língua quente e molhada na minha pele.
Roço seu braço seguindo os contornos do músculo sobre o ombro.
"Desculpe-me por não deixá-lo saber mais cedo."
Randy faz um barulho, nem positivo nem negativo, e, finalmente se
move então fica entre as minhas pernas. Todo o seu peso cai sobre mim.
"Tudo o que importa é que você chegou a tempo."
"A tempo do quê?" Uma inquietação vibra no meu estômago. Não
posso controlar, no entanto. Estou muito consumida pela sensação dele.
A sua língua percorre o lado do meu pescoço, e morde a ponta do
meu queixo. Randy aperta o meu seio, fazendo um ruído de lamento. "A
tempo de eu entrar em você."
Os seus dedos deslizam pelo cabelo na minha nuca, e ele embala a
minha cabeça, amassando a parte de trás do meu crânio. Se apoiando em
um braço de novo, ele levanta a cabeça, sua respiração o deixando rígidas e
afiadas.
Raios de luz fraca atravessam a fresta da porta do banheiro, criando
uma linha pálida do outro lado da sala. Isso e uma pequena lacuna nas
cortinas fornecem iluminação suficiente para eu ver o seu rosto fortemente
sombreado. A sua mandíbula aperta, e Randy engole em seco.
Coloco uma palma contra sua bochecha e sinto os músculos
saltarem sob o meu toque. "Você está bem?"
Randy vira o rosto para a minha mão. "Sim. Não, não sei. Apenas
pensei... que você não viria, e agora você está aqui. Eu realmente precisava
de você aqui."
Uma terrível, sensação escura me toma, o medo empurrando o seu
caminho em minhas cordas vocais, fazendo minhas palavras tremerem.
"Bem, estou aqui agora, então isso é bom, não é?"
"Sim. Eu quase, não pude-" Randy deixa cair o seu olhar e morde a
parte carnuda da palma da minha mão. Todo o sangue no meu corpo corre
para baixo enquanto ele se desloca contra mim.
O nó em minha barriga se move para a minha garganta. "Randy?"
Ele traz a outra mão de volta para o meu esterno e pressiona o
polegar para baixo, varrendo para trás contra a base da minha garganta. "Eu
preciso estar dentro de você agora, Lily."
O desejo fervendo por trás de seus olhos e o aperto de todos os
músculos do seu corpo me faz querer fazer mais perguntas. Mas não faço,
porque algo me diz que eu não deveria. Estamos mantendo as coisas bem
simples. "Então, é onde você deve estar."
Trago a sua boca para a minha. O beijo não é uma união suave e
lenta. É desesperado e intenso. A língua de Randy varre a minha boca, e os
seus quadris se movem duro entre minhas pernas. As suas ondulações com
um arrepio, quando empurro a sua cueca para baixo. Randy levanta os
quadris para me ajudar a fazer isso, e se instala contra mim, o seu pênis
deslizando sobre o meu clitóris.
Randy quebra o beijo. O nariz dele escova o meu, sua respiração
sobre os meus lábios. Ele continua moendo contra mim, nu e suado e a sua
boca quase me leva a um orgasmo. "Só quero ficar com você." O seu corpo
inteiro está tremendo. "Só quero estar em você." Randy continua rolando
seus quadris. É rítmico e implacável e oh Deus, eu quero.
Tão delirante e necessitada como estou, há algo em suas palavras e
sua expressão, na forma como ele está agressivo, mas suave, faz minha pele
formigar. Não entendo o que está acontecendo, mas tudo está mudando,
girando sobre o eixo.
"Então fique comigo. Esteja em mim."
Estendo minha mão na parte inferior de suas costas e movo para
baixo para adicionar mais atrito. Randy se mova mais para baixo, e a cabeça
cutuca a minha entrada. Ele hesita. Isto é compreensível. Sexo sem
preservativo é um terreno perigoso e escorregadio. Isso indica tanto
estupidez e uma crença que é mais do que duas pessoas fodendo às vezes.
Estou preocupada que está se tornando mais do que deveria para mim. O
pior é que eu o quero.
Gostaria de culpar a minha falta de protesto em algo diferente de
hormônios e desejo. Gostaria de dizer a Randy que precisamos parar porque
é óbvio que algo está muito errado e esta é uma terrivelmente não
inteligente má ideia. Mas eu não digo. Porque sou uma idiota, iludida com
falsa segurança por tomar pílula.
Não usar proteção com alguém como Randy é estúpido. Idiota. Ele
dormiu com uma legião de mulheres. Mas, no momento, ele parece oh tão
bom. E o olhar no seu rosto quando ele desliza um pouco mais fundo torna
impossível dizer não ao que está acontecendo entre nós.
A sua boca se abre, e sua testa franze quando a dor se funde com
euforia. Suas mãos tremem contra minhas bochechas e seus olhos rolam
para cima. Randy exala uma respiração rápida, colocando o rosto em meu
pescoço.
"Preservativo." Randy fala.
Ele sai de mim num piscar de olhos, varrendo o chão a procura do
jeans. A perda repentina do seu calor me faz tremer e fechar as pernas. Mas
não discuto com seu pensamento. O farfalhar de tecido acompanha algumas
palavras bem escolhidas de frustração. Randy deve encontrar o que está
procurando, porque não há um baque suave e a dobra distinta e a abertura
de uma embalagem de preservativo.
Alguns segundos depois, Randy se vira para mim, batendo nos
meus joelhos, solicitando para eu abri-los para ele. Eu faço, o meu olhar
fixo em seu pênis envolto.
"Olhe para mim, Lily."
"Eu estou."
"Aqui em cima." Ele estala os dedos, em seguida, facilita entre as
minhas pernas mais uma vez.
Não há nenhuma transição lenta. Randy empurra para dentro, sua
mandíbula aperta, seus olhos brilhando. Ele deixa cair sua cabeça, o cabelo
macio fazendo cócegas no meu rosto. Descanso a minha mão na parte de
trás do seu pescoço, esperando eu me ajustar à maravilhosa plenitude.
Randy tem seus lábios abertos no meu ombro, sua língua varrendo ao longo
da pele. O calor é substituído pela impressão dura dos dentes. E então ele
começa a se mover.
Randy levanta os meus quadris para fora da cama então começa a
se mover. Ele me morde mais forte até que choramingo, e depois beija até
ao longo do meu pescoço, Randy me morde e depois faz uma sucção até
levantar sua boca para minha, tirando a minha respiração, que está quase no
fim.
Isso é duro e rápido. Randy me beija com a necessidade frenética,
gemendo em minha boca. Deslizando os braços sob os ombros ele o move
para trás até minha bunda e repousar sobre minhas coxas. Randy me move
sobre ele, observando o seu pau deslizando para dentro e para fora, mais e
mais. Olho para baixo, querendo a mesma visão.
Mais uma vez observo a linha espessa e pálida viajar todo o
caminho para sua virilha. Quero saber que tipo de cirurgia Randy fez para
adquirir isso. Mas então ele beija minha boca novamente e me pede para
gozar. Eu caio no poço do desejo, e gozo enquanto ele engole os meus
gemidos. Randy sussurra que ele vai me fazer gozar uma e outra vez até que
eu seja a única pessoa que mais gozou na vida.
Capítulo 20
Quase Verdades

RANDY

Estou fodendo Lily como se fosse a última vez que estou fazendo
sexo para o resto da minha vida. É como parece. Quase pensei em não usar
preservativo. Ok, não quase. Totalmente pensei em não usar proteção com
Lily, mas então eu teria que explicar sobre os exames de sangue e como eu
nunca estive com ninguém sem proteção, nunca, nem mesmo na escola
quando os caras tomam decisões notoriamente ruins, dizendo coisas como
que não podem sentir nada com um preservativo.
Isso é um monte de merda. Os caras podem se sentir bem através
de látex. Será que a sensação é diferente? Sim, claro. Mas não é uma coisa
ruim, considerando o quão rápido eu explodiria se não estivesse usando um.
Pelo menos quando Lily está envolvida.
Não sei o que há sobre ela. Não sei por que não paro de pensar
nela, mas sei que ainda há uma tempestade de conflito acontecendo dentro
de mim sobre essa garota estúpida no bar. Quase disse a Lily antes que
estivesse dentro dela, o que provavelmente teria ferrado as coisas,
prejudicaria o nosso caso. Paro de me preocupar com coisas que não
aconteceram e me concentro na sensação de Lily em torno de mim.
Lily está gemendo o meu nome e arranhando minhas costas e
ombros. Ela está prestes a gozar. A onda de arrepios e seu aumento de
volume me dizem isso. Eu alcanço entre nós e belisco o seu clitóris. Lily
joga a cabeça para trás e grita. Se eu tivesse uma mão livre, desenharia uma
linha longa e suave em sua garganta. Mas a estou impedindo de cair para
trás na cama agora. Eu a quero perto.
Enfiando os dedos em seus cabelos, eu pego os fios de cetim,
forçando o queixo para baixo. Os seus olhos estão vibrando de emoção, o
seu som baixo de desejo me empurra para mais perto da borda. Sua buceta
contrai em torno de meu pau, então esfrego o seu clitóris até que ela cobre
minha mão em um pedido silencioso para parar.
Mantenho uma mão agarrada em seu cabelo, pressionando a outra
contra o sua clavícula. Movimento-a sobre mim, mais forte, mais rápido até
que todo o universo chega a uma parada brusca com a força do meu
orgasmo. É como um furacão maldito, explodindo através do meu corpo,
me soprando para longe.
Quando paro de gozar, pressiono o meu rosto em seu pescoço. Lily
está suada, mas tem um cheiro doce. Ela empurra os dedos pelo meu
cabelo, mais e mais.
"Randy? Você está bem?" Sussurra.
Estremeço e balanço a cabeça em vez de acenar com a cabeça
como era suposto.
"O que há de errado?" Lily afaga pelas minhas costas.
Não sei como me sinto sobre sua gentileza. Eu quero isso. Gosto
disso. E não estou acostumado a isso. Seguro-a com mais força. "Houve
uma Puck bunny no bar."
Todo o seu corpo fica rígido. Isto é compreensível. Ainda estou
dentro dela. Não sei por que me sinto obrigado a revelar isso.
"Ela viria para o meu quarto comigo."
A sua resposta é calma e reservada. "Você não tem que me dizer."
Soa quase como se Lily estava implorando para não dizer nada.
Mas não posso parar.
"Nada aconteceu... Eu a ignorei. Então, finalmente recebi as suas
mensagens." O meu rosto ainda está enterrado contra seu pescoço. "E então
você chegou, e isso é tudo o que eu queria."
A sua voz oscila. "Então estou feliz que pude vir."
Ergo a minha cabeça e coloco o seu rosto em minhas mãos. "Eu
também."
Não digo as coisas que eu quero dizer: que não estive com ninguém
desde que ficamos na casa de campo de Alex. Isso foi há meses, e nós nem
sequer tivemos relações sexuais. Não digo a Lily que penso sobre nela o
tempo todo e tenho que me controlar para não enviar mensagens de texto
em uma base diária. Ou que, por um minuto, considerei dormir com aquela
garota no bar porque estava com raiva que ela não poderia fazer esta noite
funcionar. Não vou dizer que minhas quase ações me deixaram assustado,
porque elas são outra maneira de eu ser como meu pai. Eu não digo nada
sobre como quero que seja mais do que apenas diversão, mas não pode
acontecer porque sou muito parecido com o meu pai.
Uma noite, Lily não estará lá para me salvar de fazer a escolha
errada, e eu vou fazer com ela o que meu pai fez com a minha mãe. Não
quero ser responsável por destruir a vida de ninguém, a não ser a minha
própria.
Então, ao invés de beijá-la, pego outro preservativo, e faço o que
deveria. O que combinamos. A mantenho acordada toda a noite, lhe
proporcionando orgasmos múltiplos. As cinco e quarenta e cinco da manhã,
Lily chama um Uber. Ela parece exausta. Ela tem olheiras sob os olhos.
Deixei um monte de chupões em seu peito, pelo menos não é no seu
pescoço. Visto um par de calças e uma camisa enquanto a assisto se vestir.
Então decido que quero mais uma rapidinha. A dobro sobre a cômoda,
levanto sua saia e puxo a calcinha para o lado o suficiente para que possa
estar dentro dela, e fazê-la vir. Uma vez que termino de endireitá-la, e a sigo
pelo corredor.
"Você não tem que descer comigo; Estou bem sozinha."
"Eu sei. Eu não estou."
"Oh." Lily parece confusa, o que é compreensível, já que não
expliquei nada.
No elevador, a puxo contra mim e descanso minha bochecha no
topo da cabeça dela. Vou ficar mal-humorado com a falta de sono. Não me
importo agora, embora.
Uma vez que chego à recepção a levo para as portas da frente.
"Pensei que você disse que não estavam saindo." Lily fala.
Dou de ombros, segurando a porta aberta, e a sigo. Lá está um
pequeno sedan com um cara encostado no capô. Abro a porta do passageiro,
atiro sua bolsa para dentro, e a conduzo. Ela parece um pouco
decepcionada, até que deslizo ao lado dela.
"O que você está fazendo?"
"Indo junto para que possa ficar mais tempo com você."
"Você é louco. Você não está voltando para Chicago esta manhã?"
"Não até mais tarde. Estarei de volta com tempo de sobra."
"Você não precisa dormir?"
"Vou fazer isso no avião. Vem aqui." Abro os braços, e Lily se
aconchega em mim. A puxo para o meu colo me estico no banco de trás.
Sei que isto é um problema. Quero fazer mais do que apenas sexo
com ela. Quero fazer um problema pior. "Você deve se mudar para
Chicago."
Lily ri. É um som cansado e ela está só meio acordada. "Alex
comprou a Sunny uma casa na semana passada. Ela está se mudando
durante as férias."
"Você deve se mudar, também. Pense em todos os orgasmos livres
que vêm junto com isso."
Recebo outra risada. Lily se aconchega mais perto. "Estou cansada
de orgasmos agora."
"Eu sou capaz de distribuí-los regularmente em vez de tudo de uma
vez, se você viver mais de perto."
"Parece bom. Ainda preciso encontrar um emprego, apesar de
tudo."
"Estou feliz em fazer uma ligação. Como eu disse antes, há muita
oportunidade em Chicago para instrutores de patinação. Você é incrível em
habilidade olímpica."
Lily faz esse barulho, com raiva.
"É verdade."
"Eu quase fui para as provas." Lily fala calmamente.
"Quase? O que aconteceu?" Espero que ela me diga mais do que
Miller.
"É um esporte caro, como o hóquei. O meu pai parou de pagar a
pensão alimentícia e não havia dinheiro para treinar, mesmo com
patrocinadores."
"Merda, Lily. Isso é só... Perder sua chance por causa de dinheiro
parece uma merda."
"Merda?"
"Isso não é realmente uma palavra forte o suficiente. O que seria
necessário para você voltar?" Me pergunto que tipo de cordas eu poderia
puxar para fazer isso acontecer para ela.
Lily ri e levanta a cabeça. "Estou muito velha, e não tenho um
parceiro. Levaria anos para voltar para onde eu estava. Além disso, ainda há
o dinheiro."
"Você não pode tirá-lo do seu pai? Onde ele está? Quer que eu o
cace?"
Lily ri. É ofegante e envergonhado agora. "Provavelmente, você
pode procurá-lo nas listas de hóquei. Ele jogou para a NHL. A minha mãe
teve um caso de uma noite e acabou grávida. Ela me manteve, e ele fugiu."
"Qual é o sobrenome dele?"
"Head. Jogou na Carolina do Norte por cerca de cinco anos. Ele era
bom, mas não ótimo jogador substituto. A última vez que ouvi, ele estava
vivendo em uma ilha em algum lugar, e ele tinha gastado a maior parte do
seu dinheiro, daí a falta de pagamento."
"Isso não está tudo bem." Estou com raiva que o seu potencial foi
desperdiçado.
"Nem todo mundo vive o seu sonho, Randy." Os seus olhos são
suaves quando olha para mim. "Não sinta pena de mim. Tenho mais do que
um monte de gente que já o faz. Estamos quase na arena, você deve me
beijar até chegarmos lá."

***

Durmo todo o caminho de volta para o hotel. Tenho apenas tempo


suficiente para pegar as malas e encontrar todos no ônibus.
Miller se atrapalha, deixa cair sua bolsa, e suspira. "Preciso
seriamente dormir."
"Sim." Não sou capaz de conversar com palavras completas.
"Não posso esperar até que Sunny esteja em Chicago
permanentemente." ele murmura.
"Não falta muito tempo agora." Ponho as minhas mãos nos bolsos,
pensando na conversa com Lily no carro.
"Só mais algumas semanas. Como foi a sua noite?"
"Ficou muito melhor quando Lily apareceu."
"Definitivamente uma opção melhor do que a bunny que tirei de
suas mãos." Lance fala.
Miller olha para mim, sua expressão ficando dura. "Você ia foder
uma Puck bunny?"
Atiro a Lance um olhar. "Não. Ela era persistente e não poderia
tomar uma dica."
Miller belisca a ponte de seu nariz. "Você precisa observar a si
mesmo, Balls."
"Não estou tentando fazer a vida dela mais difícil, Miller. Lily veio
se divertir. É isso aí."
Miller toma um par de respirações profundas e passa a mão pelo
cabelo, fazendo com que os fios curtos fiquem em pé. "Não é com a minha
vida que estou preocupado. Estou muito cansado para lidar com isso agora."
Ele me deixa de pé ali e vai se sentar.
Não me incomodo em sentar ao lado dele, uma vez que temos
muito espaço. Tomo um assento na frente. E tento dormir todo o caminho
para o aeroporto, mas não posso. Tudo o que posso pensar é o que poderia
ter acontecido se Lily não tivesse aparecido.
Eu estava alterado na noite passada, mas hoje eu sei por quê.
Enfio os meus fones de ouvido e toco o vídeo de trinta segundos
que fiz ontem à noite, quando Lily adormeceu em mim. Então o defino em
repetição.
Não se trata apenas de diversão mais. Não para mim de qualquer
maneira.
Capítulo 21
A briga

LILY

A porta do meu quarto está trancada e minha mãe está gritando


comigo por isso. E batendo. Se ela quebrar a mão, não vou me sentir mal.
Ok, vou me sentir um pouco mal, mas isso é ridículo. Sou uma
adulta. Posso tomar as minhas próprias decisões, sejam boas ou más.
Não falei que fui ver Randy após ensaio geral na noite passada. Os
chupões e marcas de mordida que decoram meu peito me denunciaram. Eu
não os notei, extremamente exausta da minha noite de sexo estelar, até que
minha mãe os apontou em voz alta.
Enfio um monte de roupa em uma bolsa e ligo para Sunny. Ela tem
dificuldade de ouvir sobre discurso aos gritos da minha mãe.
"O que está acontecendo? Essa é a sua mãe?"
"Ela descobriu que fui ver o Randy."
"E ela está enlouquecendo tanto assim? Uau."
"Posso ir dormir em sua casa por alguns dias?"
"Claro. Quer que a vá te buscar?"
Sunny é uma amiga tão impressionante. "Seria ótimo."
"Estarei aí em quinze minutos. Devo entrar?"
"Provavelmente não."
"Ok."
Termino a ligação e continuo empurrando roupas e coisas na minha
bolsa. Não posso ir ao banheiro para pegar meus produtos de higiene
pessoal, mas posso voltar mais tarde. Abro a porta e dou um passo para trás
no caso de minha mãe decidir entrar voando.
Ela coloca as mãos nos quadris. "Onde você pensa que está indo?"
"Para a casa de Sunny. Vou ficar lá por alguns dias."
"Oh, não, você não vai! Essa menina é nada além de problemas
para você. Nunca deveria ter deixado você sair com ela quando eram
adolescentes. Deveria ter visto isso chegando. É totalmente minha culpa.
Você está se transformando em uma dessas vagabundas fãs do hóquei sem
cérebro!"
Eu recebo o meu talento dramático da minha mãe. Espero não ser
assim tão má. "Fã vagabunda do hóquei sem cérebro? Eu não sou uma Puck
bunny, mãe. Temos passado um tempo juntos."
Ela aponta para o meu peito, mesmo que agora esteja coberto.
"Passando um tempo nua!"
"Sou uma adulta. Se eu decidir que quero dormir com alguém, eu
posso. Estou me divertindo."
"Diversão? Diversão? Você está se divertindo?"
A repetição está ficando irritante. "Essa conversa não é produtiva, e
você está sendo uma hipócrita total. Sunny não é uma má influência e nem
todos os jogadores de hóquei são maus. Alex está noivo e o namorado de
Sunny é provavelmente o ser humano mais doce sobre a face da terra."
"Isso são dois em centenas! Milhares!"
"Não posso acreditar em você. Você nem ouve o que está dizendo?
Você mesmo percebe o quão ridículo isso é? Não é como se você fosse um
excelente modelo a seguir." Aponto para Tim-Tom sentado no sofá. Ele está
usando com calça de pijama e é isso. Como sempre. "Você não possui
camisetas?" Eu pergunto.
Ele olha para seu peito nu.
"Não fale com Tim assim!"
E decido que é melhor sair antes de dizer algo que vou me
arrepender. "Tenho que ir. Sunny está me pegando."
"Bem. Vá! Saia! Só não vá ficar grávida e arruinar a sua vida como
eu arruinei a minha." Ela suga a respiração, apertando a mão sobre a boca
como se estivesse tentando empurrar as palavras de volta. "Eu não quis
dizer isso, Lily."
Quando minha mãe dá um passo para frente, dou um para trás,
longe do seu toque, e o seu pedido de desculpas. Nesse momento, ela
alimenta todas as minhas inseguranças, que não sou o suficiente, que nunca
vou ser querida, que não valho a pena o esforço para amar. O seu
arrependimento é uma marca que não posso apagar.
"Essa é uma coisa infeliz sobre as palavras, mãe. Uma vez que
você as coloca para fora, você não pode levá-las de volta."
Minha mãe tenta agarrar o meu pulso quando a empurro passando
por ela, mas me liberto.
"Não quero que você cometa o mesmo erro que eu."
"Que erro é esse? Aquele em que você ficou grávida, ou aquele em
que você decidiu me manter?"
"Você é o melhor erro que eu já fiz, Lily."
"Mas ainda sou um erro." O meu celular vibra no meu bolso.
Verifico a mensagem. É Sunny. "A minha carona está aqui."
Ela não tenta me impedir de sair. O que é bom. Estou à beira das
lágrimas, e odeio quando minha mãe me vê chorar.
***

Duas horas mais tarde, Sunny e eu estamos deitadas em sua cama.


Estamos na metade de uma garrafa de vinho branco que compramos na loja.
Nós duas estamos já estamos bêbadas, desde que nós não estamos
acostumadas a beber. Também encontramos o esconderijo de Cookies do
seu pai.
Robbie Waters é um químico. Ele trabalha para um laboratório de
maconha aperfeiçoando estirpes para uso médico. Ele faz um monte de
‘Testes’.
Eu chorei feio, e Sunny derramou lágrimas de simpatia. É uma das
muitas razões porque a amo; ela é a melhor, a melhor amiga do mundo.
Sunny ri comigo, chora comigo, fica brava quando ela pode comigo, o que
não é sempre, mas o pensamento está sempre lá.
"Você quer saber o que eu acho que você deveria fazer?" Sunny
pergunta quando levanta as pernas para cima no ar e as deixa cair em
direção à cabeça. Os dedos dos pés batem no colchão atrás dela, e as pernas
ainda estão em linha reta. Sunny é mais flexível do que eu, e isso não é
pouca coisa, porque sou muito flexível. Posso praticamente me dobrar ao
meio para trás.
"Fazer ioga para que possa ter sexo super flexível como você e
Miller?"
"Isso é uma coisa que você deve fazer. Só que você não pode ter
relações sexuais com Miller, nem comigo. No entanto, você pode ter
relações sexuais com Randy." Ela está definitivamente bêbada.
Eu bato na bunda dela.
"Ow!" Sunny sai de sua pose e rola em seu lado. "Acho que você
deveria mudar para Chicago comigo."
"Já conversamos sobre isso. Não tenho um emprego lá."
"Mas seria tão fácil para você para conseguir um. Alex diz que não
vai ser um problema encontrar um lugar como treinadora de patinação, e
que o dinheiro seria muito melhor do que aqui. Além disso, você receberia
o pagamento em dólares americanos, e não canadenses, por isso, se você
decidir voltar para cá, a sua economia valeria mais."
"Gosto do meu trabalho aqui." Embora não o ame como costumava
fazer. Ultimamente gosto cada vez menos.
Sunny leva uma mecha de cabelo e esfrega a ponta sobre os lábios.
Isto é algo que ela sempre fez quando está pensando, ou está nervosa.
Sunny fez isso muito no início de seu relacionamento com Miller. Ainda me
sinto mal sobre a maneira que eu o julgava antes que o conhecer. Ele é
realmente muito, muito bom para ela.
"Vou dizer uma coisa, e eu não quero que você fique com raiva de
mim por isso, ok?"
Eu rio. "Vou fazer o meu melhor."
"Sei que você ama trabalhar com essas meninas, mas Lily, não sei
se é a melhor coisa para você. Às vezes acho que deixa você tão triste do
que feliz. É um grande lembrete do que você perdeu."
Sunny está certa. Ensino patinação na mesma arena onde
costumava me preparar para competições e às vezes dói. Talvez seja porque
fico mais e mais longe do meu sonho, enquanto essas meninas se
aproximam. "É uma grande decisão."
"Eu sei, mas às vezes a mudança é boa. Eu amo a sua mãe, e ela te
ama, apesar das coisas que ela disse, mas é meio como eu e minha mãe,
sabe?"
Eu concordo. Daisy é muito divertida, mas ela tem ideias arcaicas
sobre relacionamento e trabalho. Nunca ocorreu a ela que Sunny iria querer
uma carreira e todas as outras as mulheres no século XXI se esforçam.
"No mínimo, você deve tirar algum tempo fora do trabalho e vir
comigo para Chicago durante as férias. Veja se você gosta."
"Não posso fazer isso." É uma resposta automática.
"Porque não? Você está autorizada a tirar férias, Lily, e,
francamente, você precisa disso. Você trabalhou em dois empregos nos
últimos três anos, e até abril você também estava na escola em tempo
integral. Você precisa de uma pausa. Miller tem uma do dia treze ao dia
dezoito. As suas alunas têm uma pausa na patinação, certo?"
Há sempre um intervalo de duas semanas entre as sessões nesta
época do ano. "Sim. Ainda tenho o café, apesar de tudo."
"Não há nenhuma razão para que ele não lhe dê folga, e se ele não
der, você deve parar. Você não deveria estar se matando por míseros doze
dólares por hora que eles estão pagando."
Sunny está certa. Mais uma vez. É só que eu trabalhei lá por um
longo tempo, e é familiar. Mas acho que este é o problema. É como eu
sempre fiz as coisas. Fiquei com Benji porque ele era familiar e eu sabia o
que esperar, mesmo que não fosse bom. Continuei a viver no apartamento
com a minha mãe, em parte, porque sinto que ela precisa de ajuda
financeira e talvez emocionalmente, mas também porque é o que estou
acostumada, e o mesmo com o trabalho na arena e no café.
Sou chata e previsível. Exceto quando Randy está em causa. Com
ele eu faço coisas que nunca pensei que em fazer na minha vida. Como
deixá-lo me comer contra uma parede em um banheiro público, com a porta
trancada, mas ainda assim. Ou pegar um Uber até um hotel em Toronto,
para nos divertir por algumas horas.
"Além disso, Randy vai estar por perto."
"Ele veio viajou para Guelph comigo esta manhã."
"O quê? Mas eles não voaram para Chicago hoje?"
"Foi cedo. Ele queria vir para um passeio, e então voltou para o
hotel."
"De jeito nenhum! Ele está tão em você." Sunny senta e derrama o
vinho nela e no edredom.
"Ele está tão querendo fazer sexo comigo, você quer dizer." Não
vou admitir em voz alta que estou querendo mais do que devia.
Especialmente se estou pensando em mudar para Chicago.
Sunny me dá uma olhada. "Você está vindo para Chicago comigo.
Alex diz que a casa estará pronta até lá, e estamos fazendo uma festa em
sua casa, e você precisa de um tempo longe de tudo. Então você está vindo.
Está decidido. Estou decidindo."
"Bem desse jeito. Você é a minha chefe, né?"
"Sim. Isso mesmo." Sunny incha o peito. "Veja quão maravilhosa
eu posso ser?"
Lanço um travesseiro, e ela desvia.
Há uma batida na porta. Andy, o seu grande cão Dinamarquês, salta
para cima de seu lugar no chão. Titan, o seu pequeno Papillon, se levanta
uma orelha, mas pelo contrário, não se move.
"Entre," Sunny grita.
Daisy mete sua cabeça. Bem, é mais como apenas o seu rosto,
porque seu cabelo não cabe na fenda da porta. "Só verificando para ver o
que vocês meninas estão fazendo." Ela olha a garrafa de vinho. "Oh. Parece
que está indo muito bem." Daisy estende um saco de batatas fritas. "Vocês
provavelmente poderiam comer isso se estão planejando terminar aquilo."
Daisy se convida para o quarto de Sunny para ficar com a gente.
Nenhuma de nós se importa. Daisy é uma ótima mãe, mesmo se ela é um
pouco antiquada. As suas histórias de namoro sobre Robbie são loucas.
Além disso, olhar para o seu cabelo é sempre fascinante.
Passa da meia-noite quando tropeço pelo corredor até o quarto de
hóspedes. Poderia dormir com o Sunny, mas às vezes ela tenta dormir de
conchinha. Também quero verificar minhas mensagens. Não que espero ter
uma de Randy. Ele é imprevisível com a sua comunicação.
Puxo as cobertas e deslizo sob eles. O meu estômago faz um pouco
de vibração estúpida por causa das três mensagens dele.
Estou em casa.

Mude-se para Chicago.

Eu tenho três banheiros em que eu posso foder você.

A última mensagem não foi enviada há muito tempo, talvez vinte


minutos. Estou bêbada o suficiente para que ligar pareça ser uma ótima
ideia.
Randy responde no segundo toque. "Ei." Soa como se ele estivesse
dormindo.
A sua voz áspera desperta o meu corpo. "Isso poderia acontecer."
"Você está se vendendo?"
"Tão sedutor." Há um pequeno insulto em minhas palavras. Randy
pega.
"Você está bêbada?"
"Não."
"Você totalmente está."
"Sunny e eu podemos ter tido um pouco de vinho. Vou ficar na casa
dela por alguns dias." Não sei por que digo isso. É completamente
irrelevante.
"Tudo bem?"
"Sim. Bem. De qualquer forma, vou ficar na casa de Sunny durante
as férias." "Quer dizer que você está vindo visitar os meus banheiros?"
"Esses, também."
"Vamos ter uma festa de pijama."
"Festa de pijama com você até agora não incluiu muito sono."
"Quanto tempo você vai ficar aqui? Alguns dias? Uma semana?"
"Sunny disse algo sobre do dia treze ao dia dezoito, mas posso ficar
mais tempo. Não sei ainda."
"Você não vai passar o Natal com sua mãe?"
"Nós não estamos exatamente nos olhando nos olhos agora. E ela
provavelmente vai passar as férias com Tim-Tom."
"Quem?"
"O seu novo namorado."
"Ele é a razão para a briga?" Pergunta Randy.
"Parte disso." Porque não posso mentir como pessoas normais?
"Qual é a outra parte?"
"Não voltar para casa na noite passada."
"Você está em apuros por não voltar para casa? Você está mentindo
sobre sua idade ou algo assim? Você realmente tem dezessete anos e parece
mais velha, porque você usa maquiagem, mas não parece que você está
usando maquiagem?"
Eu ronco. "Isso explicaria o meu corpo de pré-adolescente."
"Não fale merda sobre seu corpo. Porra, eu amo seu corpo.
Especialmente quando você está nua e estou em cima de você, e ainda mais
quando estou dentro de você. Merda. Agora estou duro. Mais uma vez.
Você pensaria que depois da noite passada e esta manhã eu teria terminado
com as ereções."
"O seu pau está lhe dando problemas?" Isso é mais fácil do que
conversar sobre a minha família. Toda a sua atenção não é porque ele quer
me namorar. Nós apenas temos uma química louca, e Randy querer me dar
um milhão de orgasmos.
"As minhas fantasias são sobre você, é isso que está dando
problemas no meu pau. Se você mudar para cá, não será preciso fantasiar;
Vou começar a vivê-las todo o maldito tempo. Em seguida, o meu pau não
seria um problema para mim."
"Se eu estivesse em Chicago ia colocar o seu pau no bloqueio."
Tenho que fazer uma pausa e sufocar uma risada. "Na minha prisão de
vagina."
"Em quanto tempo você pode chegar aqui?"
"Não por mais duas semanas."
"Droga. Prisão nunca soou tão acolhedora antes."
"Eu vou mantê-lo trancado o tempo todo que estiver em Chicago,
se quiser. Poderíamos realmente parar na prisão real, porém, se temos que
sairmos em público. E isso pode tornar os nossos amigos desconfortáveis."
"Miller e eu somos muito abertos. Tenho certeza que ele não vai se
importar."
Eu coro e rio silenciosamente. "De qualquer forma, já é tarde. Eu
deveria ir."
"Porque você tem que trabalhar cedo?"
"Sim."
"Certo. Vou enviar uma às fotos que tirei de você enquanto você
estava dormindo na noite passada."
"Mentira! Não adormeci."
"Você dormiu sim. Por cerca de dez minutos. Noite, menina Lily.
Estou ansioso para passar um tempo na prisão de vagina."
Menos de um minuto depois, recebo um texto. É uma imagem de
mim com a minha cabeça no peito dele. Eu definitivamente estou dormindo.
E nós estamos nus. A minha mão está enrolada embaixo do meu queixo, os
meus lábios estão separados, e meu cabelo está úmido perto da minha testa.
Randy está sorrindo, e seus deslumbrantes olhos cor de mel estão na
câmera.
Outra mensagem dele:

Olhe como você estava linda.

A minha barriga treme. Ele é um flertador sedutor.


Chega outra mensagem. Desta vez é um vídeo. É exatamente a
mesma cena da foto, só que não é uma foto.
Com os olhos ainda na câmera, Randy arrasta um dedo pela minha
bochecha. "Lily, Lily, Lily, acorde para mim."
Lamento em meu sono, mas levanto a cabeça em direção à sua voz.
"Vamos, baby, abra os olhos para mim."
Assisto a minha pálpebra abrir, outro suave o som escapa. Randy
não está mais olhando para a câmera, está focado em mim. "Aí está você.
Eu não disse a você? Não há tempo para dormir esta noite."
"Não há tempo." murmuro.
"Está certa. Onde é que vou estar agora?" A sua voz é silenciosa, o
seu peito subindo e descendo rapidamente quando levanto a cabeça,
piscando os olhos turvos para ele.
Os meus lábios se curvam em um sorriso tímido. "Dentro de mim."
O vídeo fica borrado quando sua boca encontra a minha. O gemido
é a última coisa que ouço antes da tela ficar escura.
Eu estou tão ligada agora. E um pouco mortificada. Mas,
principalmente ligada. Santo inferno. Randy fez um vídeo enquanto eu
estava dormindo. Ele poderia usá-lo para fazer chantagem. Só que não faz
sentido. Não tenho nada que ele queira. Além da minha prisão de vagina.
Acho que foi a terceira vez que fizemos sexo. Ou a quarta. Perdi a
noção depois de um tempo. Foram todas incríveis. Mas uma vez, Randy foi
realmente doce. Tão macio. Suave. Era diferente. Ele me colocou no topo.
É tudo é tão nebuloso, e agora estou realmente excitada.
Recebo outro texto:

Posso excluir se você quiser, mas queria que você se visse como
eu vejo.

Deveria dizer para excluí-los. Definitivamente. Mas eu não posso.


Em vez disso envio uma mensagem curta de volta:

Está tudo bem. Você pode mantê-los. Embora apenas para você.

A resposta é rápida:

Ninguém vê você nua, somente eu.

Eu deslizo a minha mão sob as cobertas e entre as minhas pernas e


assisto ao vídeo várias vezes até que eu goze. Não quero imaginar coisas,
mas tudo isso, as mensagens de Randy, as ligações e agora este vídeo,
parece algo perigosamente real.
Capítulo 22
Patins desamarrados

LILY

Quatro dias depois da minha discussão com a minha mãe, ela


aparece na casa de Sunny. Estive ignorando suas mensagens. No segundo
em que nos vemos explodimos em lágrimas. Felizmente, ninguém está em
casa para testemunhar a exibição épica de meninas. Nos sentamos no sofá
na de sala de estar dos Waters, com as pernas cruzadas, em frente uma da
outra.
"Sinto muito, Lily."
"Sei que você não quis dizer aquilo." Passo a palma da mão sobre a
minha panturrilha. Estou usando a legging que Randy comprou para mim.
"Mas eu disse, e não deveria ter dito. Não posso levá-lo de volta e
desejo que pudesse porque tão forte como você é, sei que dói você se sentir
como um erro." Ela enfia o meu cabelo atrás da minha orelha. "Você pode
não ter sido planejada, mas você sempre foi a melhor escolha que fiz. A
única coisa que lamento é não ter sido capaz de lhe dar mais. Não quero que
você nunca sinta que não é amada."
"Sei que você me ama mãe." Odeio esse tipo de conversas. Elas são
difíceis. Emocionais. Fazem-me sentir pior e melhor ao mesmo tempo.
"Não foi sua culpa que ele não queria qualquer uma de nós."
Passei anos enviando cartas, fotos da escola, cartões de aniversário.
A única resposta que já recebi foi o cheque da pensão alimentícia pelo
correio antes dela ter sido cortada. Quando eu tinha dez anos, já tinha
desistido.
Mamãe acaricia o meu cabelo, com os olhos cheios de remorso.
"Eu fiz um trabalho terrível tentando te dar boas figuras paternas."
"De qualquer maneira, Robbie meio que sempre preencheu esse
papel."
"Também não quis dizer o que eu disse sobre Sunny. Sei que ela
tem sido uma amiga incrível para você. E a família Waters foi tão
importante. Sei que não pode ser fácil com o Sunny indo para Chicago e
você rompendo com Benji."
"Benji e eu estávamos feitos muito antes do relacionamento ter
terminado."
Ela balança a cabeça. "Eu sei. Eu podia ver isso. Ele não era bom
para você há um longo tempo."
É engraçado como é fácil ver algo errado do lado de fora. "Desejo
que você tivesse dito alguma coisa. Talvez eu o tivesse chutado mais cedo
para o meio-fio."
Minha mãe me dá um daqueles sorrisos. "Você sabe que não é
verdade. Tinha que ser a sua decisão, não influenciada por mim ou qualquer
outra pessoa."
Ela está certa. "Vou ajudar Sunny com a mudança para a sua casa
nova em Chicago, durante as férias." Traço a extremidade do sofá,
esperando.
"Não posso dizer que estou surpresa." Ela põe a mão na sua
bochecha. "Você também está pensando em se mudar para lá?"
"Sunny quer que eu vá."
"O que você quer?"
"Mudar, eu acho? Algo novo. Alex pode me arranjar trabalho,
ensinando aulas de patinação. Um que paga bem." Espero por sua reação.
"Ele é um bom garoto."
"Ele não é mais um garoto, mãe. Ele vai se casar."
"Hmm. Isso é verdade. O seu amigo do hóquei vai estar lá?
Randy?"
"Não em Sunny, mas ele vai estar por perto quando não estiver na
estrada."
"Então você vai vê-lo?"
"Não sei. Talvez. É apenas casual, mamãe. Não é um
relacionamento. Não estou querendo algo sério agora, não depois de Benji."
Não sinto que as palavras são verdadeiras.
A minha mãe suspira. "Você está se protegendo?"
"Claro." Penso sobre aquela vez que quase não usamos camisinhas.
Com pílula ou sem pílula, teria sido uma má escolha.
"Ok."
"Ok? É isso? Sem sermão?"
A minha mãe ri. "Você está com quase vinte e dois. Já não posso te
dizer o que fazer. Basta ter cuidado com o seu coração, Lily. Não o dê a
alguém que não o merece e não sabe cuidar dele."

***

Mesmo que minha mãe e eu tenhamos resolvido as coisas, decido


ficar na Sunny um pouco mais. Os seus pais estão fora em uma conferência
e é quase como viver por conta própria. Estou tratando isso mais ou menos
como um teste.
Randy e eu trocamos mensagens no próximo par de semanas. Ele
envia muitos textos sujos e, às vezes, até mesmo de voz. Essas são as
minhas favoritas. Muitas vezes eu as ouço durante as sessões de me tocar.
Também coloco os meus fones de ouvido e repito o vídeo de trinta
segundos.
Eu consegui tirar duas semanas inteiras fora do trabalho. Não acho
que tinha tido mais de dois dias de folga seguidos nos últimos três anos.
Não sei como lidar com a liberdade. Sunny continua tentando me vender a
mudança para Chicago. Estou começando a pensar que não é má ideia.
Benji ressurgiu com a aproximação das férias. O que cara não faz sentido.
Não estivemos separados para qualquer celebração significativa nos últimos
sete anos.
Parte de mim acha que eu deveria sentir falta dele, pelo menos um
pouco. Mas não sinto. Estou muito animada para festa de pijama com
Randy enquanto estiver em Chicago. Ele mencionou várias vezes que eu
deveria aproveitar o sono enquanto puder.
Ajudo Sunny a embalar o seu quarto, e enviamos o caminhão da
mudança dois dias antes de nós irmos. Todas as coisas dela estarão lá
quando chegarmos de avião na manhã do dia treze. Miller, Alex, Randy, e
Darren não vão voltar do jogo fora, do outro lado do Canadá até mais tarde
naquela noite. Eles estão no final de uma série, por isso aposto que eles
estarão cansados, não que isso vá me impedir de saltar em Randy assim que
tiver a oportunidade.
Estou um pouco preocupada com o meu nível de excitação. Não
era suposto os sentimentos estarem envolvidos, e eu sei que tenho que lhe
dizer quando estivessem, mas não sou corajosa o suficiente. Não quero que
Randy acabe com isso. Às vezes, me convenço de que ele deve ter
sentimentos também, mas eu sei o seu padrão, e Randy tem sido muito claro
com o que disse, não importa como ele age. De qualquer forma, vou ter que
lidar com isso, mas quero esta semana com ele.
Sunny e eu levamos o meu primo Brett para visitar Michael, antes
de partir para Chicago. A sua cirurgia foi bem sucedida, que é o melhor
presente que qualquer um de nós poderia ter pedido. Miller e Randy têm
planos para visitá-lo no ano novo, da próxima vez que estiverem em
Toronto. Com um pouco mais de tempo de recuperação, eles estão
esperando que Michael esteja de volta ao gelo em breve, fazendo o que ele
mais ama.
Violet nos pega no aeroporto dirigindo um carro esportivo vintage
louco. É laranja brilhante com listras. Ela sai e nos abraça com entusiasmo.
Os seus seios enormes significam que ela tem que se inclinar muito.
"Oh meu Deus!" Exclama Sunny, Violet se esforça para encontrar
uma maneira de abrir o porta-malas. "Não posso acreditar que Alex permite
que você dirija o seu carro!"
Violet enfia a cabeça pela janela e se atrapalha ao redor. O porta-
malas se abre. "Eu chupo o pau monstro dele regularmente e nem sequer
reclamo sobre o reflexo de vomito ou o potencial bloqueio de mandíbula.
Ele me deixa fazer o que eu quiser."
"Uau. Você deve ser muito boa para colocar aquela coisa na sua
boca." eu falo, em seguida, percebo como isso soou.
"Você já o viu?" Violet pergunta. Ela me olha de cima a baixo,
como se de repente eu fosse uma competição.
"Por acaso, quando eu era adolescente."
"Oh." Violet acena e relaxa. "Só pode tê-lo, tipo, até o meio do
caminho, mas é a cabeça que conta e a ação da língua."
Sunny não diz nada. Estou assumindo que é porque nós estamos
falando sobre o pênis de seu irmão e sobre Violet colocá-lo na boca. Ela
gira o seu cabelo loiro em torno de seu dedo e inclina a cabeça. "Posso
conseguir quase todo pau de Miller na minha boca, mas não tenho reflexo
de vômito, de modo que ajuda muito."
"Ok." Bato palmas. "Qual é o plano? Para onde estamos indo em
primeiro lugar?"
"Para casa, é claro!" Sunny diz.
"Isso aí! Estamos pegando Charlene no caminho." Violet entra no
banco do motorista.
Sunny e eu entramos no banco de trás e, depois de meia hora,
paramos em um edifício de condomínio muito bonito perto do lago.
Charlene vem descendo as escadas da frente e salta para o banco da frente.
"Você está tentando fazer que Alex peça de volta o anel?"
"O quê?" Violet lhe dá um olhar.
"Por que você está dirigindo O Coronel?"
"Não é mais O Coronel. Eu mudei para Maxine, e Alex não sabe
que eu estou dirigindo." Violet acena sua mão no ar. "Ele não vai estar em
casa até tarde, o que é bom."
"Pensei que você disse que ele permitia que você fizesse o que
quiser?" eu digo.
Violet me olha pelo espelho retrovisor. Não estou com medo dela.
Violet late, mas não morde. Ela vira o seu rabo de cavalo por cima do
ombro e abre a boca para falar.
"Qualquer coisa, exceto conduzir este carro. Você não o riscou da
última vez?" pergunta Charlene.
"Aquilo não foi minha culpa! Aquele hidrante veio do nada."
Violet vira e aponta uma unha bem cuidada para nós. "Não digam nada a
Alex sobre eu dirigir este carro, a menos que vocês queiram que eu coloque
laticínios em seu jantar hoje à noite."
"Eu não sou vegana. Apenas Sunny."
"E isso seria uma coisa terrível de se fazer, Violet. Não comi nada
que vem de qualquer coisa com um rosto em cinco anos." Sunny cruza os
braços sobre o peito.
"Eu realmente não iria fazer isso. Só estou dizendo, não diga Alex
ou ele vai ficar puto, e então ele não vai me dar lambidas na minha
Beaver16 nua, e isso é a minha coisa favorita."
"Violet!" Charlene a segura pelo braço.
"Ai! O quê?"
"Sunny está aqui! Ela não quer ouvir o sobre seu irmão lambendo a
sua Beaver."
"A minha Beaver nua."
"Ninguém se importa se a sua Beaver está nua, se tem um moicano
ou se você o deixa crescer para participar no Movember17*." diz Charlene.
Não digo nada. Estou completamente entretida.
Sunny não está mesmo prestando atenção. Ela está muito ocupada
verificando por novas mensagens em seu celular. "Boo! Seu voo não chega
até às cinco. Oh espere. Talvez seja duas. Miller mistura muito as coisas.
Alguém pode verificar?"
"Não importa a que horas eles chegam. Já temos planos para esta
noite." diz Violet.
"Planos?" Sunny e eu perguntamos ao mesmo tempo.
"Nós estamos tendo uma noite de meninas e enviando os meninos
para fora por algumas horas."
"Mas eles estão apenas voltando."
"Há um jogo hoje à noite, e eles estão jogando com a equipe na
próxima semana. Eles vão se sentar na frente da TV durante três horas e
falar de estratégias como sempre fazem. Não estou interessada em ouvir
essa porcaria. Assim, o plano é o seguinte: os caras vêm para casa, os
enviamos para o pub durante o jogo-"
"Ou para Darren, já que ele mora lá na rua." exclama Charlene.
"Ou Darren. Onde quer que tenha cerveja e comida boa. Eles
voltam após o jogo, e todos nós podemos desaparecer nos quartos e
desfrutar de algum tempo sozinhas."
Sunny levanta a mão.
"Você não tem de levantar a sua mão, Sunny. Você é livre para falar
a qualquer hora." Violet diz .
"Não vi Miller em duas semanas. Gostaria de ter algum tempo a
sós antes dele ir para o bar. Ou Darren."
"Sem tempo sozinho antes do bar." diz Violet.
"O quê? Porque não?"
"Porque é isso que eles esperam. Olha, eu sei que você está toda
animada sobre a mudança para cá, Sunny, e você está super apaixonada por
Buck, ou Miller, ou o que você o queira chamar, mas confie em mim; você
precisa fazê-lo esperar por isso."
"Ela está certa." Charlene balança de acordo.
"Só tenho um pouco mais de uma semana aqui, então não tenho
certeza de qual é o sentido de fazer Randy esperar." eu digo.
Violet para num sinal vermelho e aponta para mim. Suas unhas são
realmente legais. "Você especialmente precisa fazê-lo esperar."
"Não vejo o porquê."
"Porque você precisa ter certeza que Randy entenda que você não é
um capricho dele, que sua Beaver é um floco de neve e deve ser tratada
como tal."
Violet não faz sentido agora. Paro de discutir e deixo com o seu
discurso. Poucos minutos depois, chegamos a casa mais doce que já vi. São
dois andares de madeira branca com jardins adoráveis que revestem a
varanda da frente. Dois painéis solares estão ligados ao telhado. O quintal é
modesto em comparação com o dos seus pais, em Guelph, e não há piscina,
mas foi instalado um canil e uma pequena estufa de vidro que está na parte
de trás da propriedade.
Sunny chora. Violet lhe dá um tapinha nas costas e a dirige para
dentro, onde estouramos uma garrafa de champanhe e fazemos uma
excursão pela casa de quatro quartos. É acolhedora e exatamente o tipo de
lugar que Sunny ama. Plantas vivas habitam em todas as janelas e camas
caninas estão configuradas na sala de estar e no quarto de Sunny, que foi
equipado com uma cama nova de dossel e com uma cortina completa. É
romântico e lindo.
"De maneira nenhuma que Alex escolheu este material." Sunny diz
através de uma nova rodada de soluços.
"Buck ajudou e assim como eu Charlene, porque você sabe como
os rapazes são." O sorriso de Violet diz tudo.
"Como você encontrou tempo para fazer isso?" Sunny não pode
parar as lágrimas.
Violet a abraça novamente. "Alex contratou alguém para decorar.
Tudo o que fiz foi supervisionar, decidir sobre móveis e me certificar que
tudo não terminasse com as cores da equipe de Chicago."
"Vocês são os melhores."
Quando Sunny para de chorar, retomamos a turnê. No quarto do
fim do corredor, perco a batalha e me junto na brigada de colapso
emocional. Voltando para Sunny e Violet, eu olho para o quarto, mas não
tenho palavras, então continuo apontando, esperando que elas consigam
perceber o que eu não sou capaz de falar.
"Eu queria estar preparada para o que você decidir," Sunny diz
suavemente. "E você precisa de um quarto aqui, não importa o quê."
"Onde você conseguiu tudo isso?" Ao longo de uma parede estão
fotos minhas principalmente patinando. Minhas. Como adolescente à beira
de entrar para na competição das Olimpíadas. Nunca fiz, é claro, mas as
imagens são lindas, o movimento capturado de forma perfeita.
"A minha mãe costumava tirá-las o tempo todo." Sunny esfrega
minhas costas e coloca um braço em volta do meu ombro. O seu sorriso é
triste. "Não quero fazer isso sem você."
Estar aqui, nesta belíssima casa, sabendo da permanência de Sunny,
e eu ter que voltar para Guelph no final das férias, me faz avaliar seriamente
minhas opções.
"Ok. Isto é muita TPM para mim," diz Violet. "Precisamos de mais
bebidas!"
"Totalmente!" Charlene concorda.
Acabamos gastando muito mais tempo do que pretendíamos na
casa nova de Sunny, em parte porque bebemos o resto do champanhe.
Violet teve apenas um copo, mas ela está paranoica sobre conduzir o carro
de Alex. Assim ficamos na sala de estar de Sunny enquanto Violet toma
café e o resto de nós continua bebendo. Não é até que todos os celulares
começam a tocar que percebemos que já é final da tarde.
"Oh, droga!" Violet salta para seus pés. "Temos que ir! Os caras já
estão em seu caminho para casa!"
Charlene, Sunny, e eu engolimos o resto das nossas bebidas e as
deixamos na mesa de café.
"Por que é que o inverno é tão doloroso? Porque existem tantos
zíperes!" Violet diz quando lutamos, tentando colocar as nossas botas.
"As nossas malas ainda estão no porta-malas." Sunny diz quando
subimos para o banco traseiro.
"Você vai passar a noite na casa de Alex de qualquer maneira.
Todos nós vamos estar bêbados demais para ir a qualquer lugar."
"Mas eu quero dormir na minha cama nova."
"Vocês vão ter muitas oportunidades, confie em mim." Violet puxa
e rasga descendo a rua.
Ela é uma ameaça maldita na estrada. Sunny e eu nos seguramos
firme todo o caminho para Alex. Recebo um texto no meio do caminho. É
de Randy:

Eu não posso esperar para a prisão de vagina.


Os outros celulares começam a tocar dez minutos depois. Sunny
confere as suas mensagens. "Eles já estão no Alex, Vi."
"Santa Foda."
"Sempre posso dizer a Alex que lhe pedi para nos pegar no carro
divertido." Sunny sugere.
"Ele não vai acreditar em você, e eu não posso mentir."
Estou realmente interessada em ver como isso vai acabar. Às vezes,
Alex tem um temperamento. Não posso vê-lo ficando muito chateado sobre
o carro, mas então talvez seja um problema maior do que eu percebo. Ou
Violet está sendo dramática. Qualquer opção é possível.
Nós chegamos à entrada e Violet aperta o botão da garagem. Ela
entra, verificando o lado do espelho um milhão de vezes. O carro sacode
quanto ela bate os freios repetidamente, avançando para frente até quase
bater na lata de lixo em frente do carro.
Violet estaciona e desliga o motor. Tirando o casaco, ela se agita.
"Estou tão suada." Em seguida, abre os dois primeiros botões de sua
camiseta xadrez preta e vermelha. "Vejam como se faz, senhoras."
Alex abre a porta que dá acesso a garagem e Violet sai do carro.
"Ei, baby!" Ela exclama. "Perdemos totalmente a noção do tempo. Estou
tão feliz que você está em casa!"
Violet corre até ele. Isto é estranho; ela tem os ombros para trás e
os seios empurrados para fora. E quase tropeça três vezes no caminho para
encontrar Alex quando ele se aproxima. Violet pula nele, jogando os braços
em volta do pescoço. Ela está praticamente arrancando sua camisa.
"Oi, baby." Alex não está olhando mais para o carro. Os seus olhos
estão bem onde Violet os queria. Ele corre as mãos por seus lados e para em
sua bunda.
Talvez eles tenham esquecido que estamos todas aqui.
Olho para Charlene e Sunny. Como de costume, Sunny está focada
em seu celular. Charlene está sorrindo. Abro a boca para fazer uma
pergunta, mas ela coloca seu dedo sobre os lábios, sinalizando para eu
esperar.
Violet beija a parte inferior do queixo de Alex, tão alto quanto ela
pode chegar, mesmo na ponta dos pés. "Senti a sua falta."
Alex faz um barulho, mas mergulha a cabeça e beija seus lábios.
"Eu também. Odeio ter ido por mais que uma semana." Ele esfrega o nariz
no dela. É tão doce que eu quero vomitar. "Você sabe que eu não dirijo O
Coronel no inverno, baby."
"Mudei de bolsa e não conseguia encontrar minhas chaves. Sinto
muito." Violet empurra para longe dele e os olhos dele voltam para seus
seios. "Oh, os botões nesta camisa são os piores. Vou tirar ela mais tarde."
Ela pisca.
"Eu posso ajudar." Alex coloca o dedo em seu decote.
Charlene me dá uma sobrancelha levantada e bate a porta do carro
quando fecha. Alex salta, como se só agora percebesse que estamos todas
aqui. "Ei! Oi!" Ele coloca as mãos no bolso e se vira para o lado. Alex não
consegue esconder o que está acontecendo em suas calças. Então puxa a
camisa para se cobrir.
Há uma enxurrada de ação e abraços, em seguida, Alex grita por
uma mão para ajudar para levar as malas para dentro. Quando estou na
metade do corredor, sou atacada/abraçada por Randy. Ele me levanta até
meus pés não atingirem o chão, e enterra o rosto no meu pescoço.
"Oi." Eu rio ou gemo ao sentir sua barba e os lábios contra a minha
pele.
"Não posso esperar para ir para a prisão de vagina." Randy
murmura no meu ouvido.
E assim, eu estou pronta para tirar a roupa e fazer isso. Exceto que
estamos em pé no corredor de Alex, e nossos amigos estão aqui. Randy gira
ao redor e, por um segundo, acho que estou indo para acabar contra uma
parede. Em vez disso, ele me leva pelo corredor.
Todos estão olhando. Lance está de queixo caído. Miller tem uma
carranca e a expressão de Alex corresponde. Darren ergue uma sobrancelha.
"De jeito nenhum, Balls!" Miller grita. "Você e Lily não são
permitidos a irem ao banheiro juntos!"
Randy não ouve. Ele passa por uma porta. Não é um banheiro,
embora; é uma lavanderia. Ele tenta fechar a porta, mas Miller está
encostado nela. Ele faz Alex parecer pequeno e Randy magro, o que eles
definitivamente não são.
Randy se inclina para trás, com os braços tensos. "Preciso de um
pouco de algo aqui." Randy me põe para baixo e bate seus lábios nos meus.
Empurro os meus dedos em seus cabelos. Eles cresceram nas
últimas duas semanas, estão batendo abaixo de suas maçãs do rosto.
Levanto-me na ponta dos pés e pressiono um beijo suave na boca.
"Sério, Balls, você não pode esperar, tipo, cinco minutos?" Miller
pergunta.
"Só estou dizendo olá, e estou procurando um pouco de
privacidade para fazer isso." Randy dá à porta um forte empurrão com o
ombro. Miller grita e Randy tranca a porta. "E agora nós temos alguma."
O seu sorriso não detém nada além de humor quando me levanta e
me põe sobre a secadora. É a altura perfeita. Abro minhas pernas e inclino
para frente para tentar sentir o seu pau duro, que está definitivamente duro.
Randy deixa beijos molhados no meu pescoço enquanto faz o caminho até a
minha boca.
"Você é terrível."
"Eu sei. Não podemos ficar muito aqui, talvez quinze minutos, e
depois podemos voltar para a minha casa onde podemos brincar até você ter
que voltar para o Canadá."
Miller bate na porta. Ou talvez Alex. Não me importo. Tudo o que
sei é que a língua de Randy está na minha boca, procurando algo para se
emaranhar.
"Por que você está vestindo calça? Elas são tão inconvenientes."
Ele reclama.
Rio contra sua boca e coloco minhas pernas em volta de sua
cintura. Ele está me deixando molhada, e a costura da calça está atingindo o
ponto certo. Como daquela vez no banheiro, no jogo de exibição, tenho o
brilhante sentimento que, se continuarmos, provavelmente vou gozar.
Randy encontra o seu caminho sob a minha camisa. Faz cócegas ao longo
das minhas costelas, e desliza o dedo sob o meu sutiã até atingir o meu
mamilo.
"Eu seriamente preciso de você nua. Não é brincadeira."
Continuo me esfregando nele, a moagem fica mais difícil. Estou
choramingando e puxando o seu cabelo. Randy quebra o beijo para olhar
para mim. "Você vai gozar, não é?"
"Uh-huh."
Randy me dá aquele sorriso que eu costumava amar e odiar, e
agora só quero sugar o seu rosto. Com a minha vagina. "Eu deveria estar
dentro de você para isso."
Isso é tudo que eu preciso, o atrito e a maneira como ele aperta o
meu mamilo. O orgasmo bate em mim como um linebacker a cem por hora.
É um ataque muito embaraçoso de entorpecimento mental e o meu corpo
tremendo. Tento não fazer um som, porque há pessoas do outro lado da
porta e se eu os posso ouvir eles certamente também me podem ouvir, mas
eu falho. E sai um gemido agudo que inclui o nome de Randy.
Não estou nem perto de me recuperar quando a porta bate aberta.
Todos os meus músculos estão congelados como se tivessem sido
mergulhados em nitrogênio líquido. Randy nem sequer se preocupa em
olhar para elas, o seu foco é singular: Eu.
Mordo o meu lábio, o tremor no meu corpo inteiro fazendo os meus
olhos rolarem.
"Oh, uau." Isso é Sunny.
"Eles estão..." Charlene começa.
"Oh, definitivamente," Violet interrompe. "Confira os dedos dos
pés."
O comentário mata o final do orgasmo. Olho para as três olhando
para nós. Randy está totalmente imperturbável. Porra, na verdade ele está
presunçoso.
"Hum... É melhor você ficar ai. Vocês dois." Sunny segura sua mão
para o lado. Lance colide com ela, e ela o empurra para trás. "Todos vocês."
Violet admira. "Sinto que eu só assisti um pornô."
"Feche a maldita porta!" Finalmente resmungo, caindo contra o
peito de Randy.
Ele está rindo. Estou tão envergonhada que poderia morrer.
"Isso é inútil agora, não acha?" Violet pergunta. "Sete minutos no
céu18 acabou, Balls. Espero que as suas não estejam muito azuis agora. Ou
isso, ou você precisa de uma mudança de calças, e eu preciso de uma
bebida." Ela se vira. "Alex, baby, você pode me trazer aquela coisa que eu
gosto? Os que você chama de removedores de calcinha?"
Quando olho para trás, Sunny está girando o cabelo em torno de
seu dedo e escovando em seus lábios. Randy me ajuda a descer da secadora.
Deslizo para baixo na frente de seu corpo e sinto sua ereção contra o meu
estômago. Não sei como ele ainda pode sorrir assim. Ele dá um tapinha na
minha bunda quando saímos da lavanderia. Felizmente, a maioria da
multidão já seguiu em frente. Estão apenas Miller e Sunny. Ele dá a Randy
um olhar, em seguida, coloca o braço no ombro de Sunny e a orienta pelo
corredor.
O meu rosto parece como se tivesse a pior queimadura solar no
mundo. Geralmente sou uma pessoa privada. Privada sobre sexo, sobre a
minha vida, sobre praticamente tudo, saber que todas essas pessoas me
ouviram no meio do êxtase, porque isso é exatamente o que era, é o auge do
embaraço. Randy me levanta e coloca em um banco no bar café da manhã
de Alex, então me abraça por trás. Não sei o que pensar sobre todo esse
carinho. Aparentemente, nem ninguém, porque não sou eu que estou
recebendo olhares estranhos, apesar do meu orgasmo alto, é Randy. Talvez
eu não seja a única pensando que essa coisa entre nós não parece casual.
Alex faz doses para todos, e nós bebemos. Em seguida, os caras
têm cervejas, e Violet nos oferece coquetéis ou vinho. Desde que nós já
bebemos vinho, decidimos que é mais seguro ficar com o mesmo. Sinto-me
um pouco mal por Lance, já que ele é o único sem uma garota, não que eu
seja a garota de Randy ou qualquer coisa. Mesmo ele pensando um pouco
que eu sou.
Violet menciona seu plano para se livrar dos caras. Há alguns
sérios protestos sérios, principalmente por parte de Randy, mas também de
Miller. Violet sussurra algo para Alex e as sobrancelhas dele sobem. Ele dá
um tapa em suas coxas e se levanta. "Tudo bem, rapazes, acho que vamos
sair para assistir ao jogo desde que as meninas estão assistindo Magic Mike
2."
"É o XXL." Violet corrige.
"Não gosto muito de suas amigas agora." Randy murmura no meu
ouvido.
"Estarei aqui quando você voltar." Eu acaricio o seu rosto e saio do
banco.
Ele me dá uma olhada. "Sem dormir esta noite."
"Eu estou de acordo totalmente."
Uma vez que eles desaparecem, encomendamos comida, nos
trocamos para roupas confortáveis e voltamos a beber vinho.
Um pouco mais tarde, Violet está esparramada no chão, esfregando
a barriga depois de devorar uma caixa inteira bolinhas de frango. "Espero
digerir isso antes de Alex voltar, caso contrário eu poderia vomitar na hora
do boquete desta noite."
Charlene bufa. "Não é sexy quando você vomita em um pau."
"Isso já aconteceu com você?" Sunny pergunta com olhos
arregalados.
"Não. Graças a Deus." Violet faz uma careta. "Mas talvez se o meu
estômago não se acalmar, acontecerá em breve. Você não acha que havia
laticínios em nada disso, não é?"
"É comida chinesa. Não acho que eles fazem com laticínios."
Charlene responde. "Você comeu demais."
"Eu totalmente fiz." Acena Violet.
"Uma vez engasguei com um pelo do Kale." diz Sunny, enrugando
o seu nariz. Qualquer coisa relacionada ao seu ex-namorado, Kale, justifica
essa reação.
Violet se apoia sobre um cotovelo. "Quer dizer um fio nas bolas?"
"Ai credo. Não. Nunca teria colocado as bolas de Kale na minha
boca. Eram muito peludas."
"Então, o que você quer dizer, um arbusto? Será que ele não
aparava?"
"Não. Estou falando sobre o pelo no eixo. Ele ficou preso na parte
de trás da minha garganta. Foi tão nojento."
Falar sobre Kale me faz pensar sobre Benji e sua semelhante falta
de preparação no departamento de pau.
"Segure o celular." Violet levanta a mão. "Ele tinha pelos no eixo.
Como cabelo no eixo do seu pênis."
"Uh-huh." Acena Sunny. "Miller é tão bom em fazer manutenção
dos pelos, apesar de tudo. Não me importo em chupar as suas bolas."
Violet cospe o vinho. "Podemos não falar sobre bolas de Buck?"
Sunny dá de ombros. "Estou apenas dizendo. É legal. E Miller ama
o meu trabalho de boquete. Ele diz que sou incrível, e ele sempre come o
meu cookie19 depois, porque ele aprecia tanto."
Charlene está rindo tão forte que está enrolada numa bola
segurando o seu estômago. Violet parece um pouco verde, mas não posso
dizer se é porque ela comeu demais, se bebeu demais, ou porque Sunny está
falando de chupar Miller. Mais uma vez.
"E você, Lily? Você gosta de chupar as bolas do Balls?" Violet está
rindo tanto que o seu vinho espirra e aterra em seus seios. Ela franze a testa
e a esfrega em seguida, olhando para mim com expectativa.
"Uhhh..."
"Vamos lá, você não tem que ser tímida. Todos nós já ouvimos
você gozar." acrescenta.
Acho que isso foi destinado a ser encorajador. Na maior parte é
embaraçoso. Há muitas coisas que compartilhei com o Sunny ao longo dos
anos, mas um lugar na primeira fila para o meu orgasmo não era uma das
coisas que tinha que colocar na lista. Solto para fora uma respiração.
"Bem... uh, nunca lhe dei um boquete."
Todo mundo fica em silêncio. Levanto os olhos do meu copo para
encontrá-las olhando para mim. Eu bebo o meu vinho.
"Como você conseguiu fugir disso?" Charlene pergunta.
"Não é como se não tivesse oferecido, ele só... Não sei... Talvez
não seja a sua coisa?" Não tenho ideia do que dizer a isso.
"Não é a sua coisa? Todo cara gosta de boquetes." Violet parece
mortificada.
Charlene e Sunny acenam de acordo.
Levanto um ombro e depois bebo o resto do conteúdo no meu
copo. Salto para cima do sofá. "Preciso de mais vinho. Alguém precisa de
mais vinho?"
"Precisamos falar sobre isso." Violet fala.
"Acho que todas nós precisamos de mais vinho," Charlene diz.
"Especialmente se Violet acha que precisamos falar de boquetes." Charlene
coloca a mão em Sunny. "Sinto muito pelas coisas que você está prestes a
ouvir. Eu sei que pertencem ao seu irmão, e provavelmente vai ser
perturbador. Tenho o nome de um grande terapeuta, se acontecer de você
precisar mais tarde."
"Tenho certeza que vai ficar bem. Alex e eu estamos ligados e
Violet faz isso toda vez que nós saímos. Estou acostumada com isso."
Charlene dá a Sunny outro tapinha lado simpático e se senta na
cadeira, suas sobrancelhas levantadas em minha direção. "Então, como,
você quer dizer que ele não gozou em sua boca? ele é mais um cara do tipo
colar de pérolas?"
Sunny levanta a mão. Penso que é uma reação inconsciente. "Hum.
O que colares tem a ver com boquetes?"
Sou grata que ela faz a pergunta, porque não tenho coragem de
fazer.
Violet olha de mim e para Sunny e vice-versa. Então ela olha para
Charlene. "Você sabe o que um colar de pérolas, certo?"
Charlene revira os olhos. "Claro."
"Só verificando" O seu olhar volta para mim. "Vocês duas estão me
dizendo que você não está familiarizada com colares de pérolas?"
Sunny e eu acenamos. Sinto que perdemos muitos anos de
conhecimento sexual e formativo. Sunny está claramente retificando isso
agora. Então só eu estou sozinha, com o meu amigo jogador de hóquei de
sexo casual que aparentemente não gosta de boquete. Que agora suspeito
que seja estranho, juntamente com algumas das outras peculiaridades
sexuais, as luzes desligadas e as cobertas em cima. De qualquer maneira,
porque ele quer encobrir toda a sua gostosura?
Violet sorri. É um sorriso diabólico horrível em seu rosto bonito.
Ela torce o seu rabo de cavalo em torno de sua mão. "Você começa a chupar
e o cara goza no seu peito e garganta."
Devo fazer uma careta.
"Não julgue até você experimentar. Alex fica tão animado quando
o deixo entrar em meus seios. Então ele me chupa; é incrível. E às vezes
estou muito dolorida para lidar com o pau monstro. Além disso, porra tem
gosto horrível, então o deixar gozar em todo o meu peito é uma opção
decente."
O horror de Sunny é compreensível. Não posso culpá-la. É um
monte de informação sobre Alex que ela não precisava.
"Então, supondo que Balls não é o tipo de cara de colar de pérolas.
Hmm. Talvez ele pense que vai sufocá-la com seu pau se os rumores são
verdadeiros." Na minha falta de confirmação ou negação, ela continua.
"Com base em sua emissão após a sua sessão de amassos, estou supondo
que é." Violet bate em seus lábios com uma unha brilhante. "Considero, que
se você pensar sobre isso, ele não devia querer que você engasgasse com o
seu pau."
Dou de ombros. "Mas você não acha que é normal um cara não
querer um boquete se é oferecido?"
Mas sou respondida com mais silêncio e olhares. Violet pega o
celular e começa a digitar.
"O que você está fazendo?" Charlene pergunta.
"Ligando para Alex."
"O quê? Por quê?" Corro para impedi-la, mas ela rola sobre o
encosto do sofá. Seria graciosa se ela não pousasse em sua bunda.
Ela aparece de volta para cima, sorrindo. "Olá baby!"
Violet fez uma vídeo chamada, para que todas possamos ouvir e
vê-lo. "Você está bêbada?" Alex pergunta.
"Pode apostar o seu grande PM que estou. Quando vocês voltarem
de sua noite divertida, a minha beaver vai devorar sua madeira, tipo,
muito."
"Não acho que a minha irmã precisa saber disso."
"Ela não se importa. De qualquer forma, eu tenho uma pergunta."
"Dispara."
"Você gosta de boquetes?"
"Uhhh..."
"Não é uma pergunta capciosa. Responda sim ou não. Você gosta
boquetes?"
"Claro que gosto boquetes."
"Ótimo. Obrigado. Dê o celular a Buck."
"Mas..."
"Faça isso e eu vou fazer do seu pau um pirulito mais tarde."
Há algumas conversas no fundo, em seguida, o rosto de Buck
aparece na tela. "Buck. Pergunta rápida. Você gosta de boquetes?"
"Foda-se, sim. A boca de Sunny é a melhor." Há um ruído alto.
"Porra! Waters, sai fora! "
"Coloque Lance no celular."
Há um pouco mais de barulho e um ruído alto antes do celular ser
finalmente passado para Lance. Violet tem que acalmar Alex, apontando
que ele é um hipócrita em ficar bravo com Miller por gostar de boquetes.
O cabelo de loiro avermelhado de Lance aparece à vista. "Você não
precisa mesmo repetir a pergunta. A resposta é definitivamente sim.
Desistiria de pizza para o resto da minha vida se pudesse ganhar um
boquete todo dia."
"Boa sorte para encontrar uma noiva que corresponde e queira
cumprir esse sonho. Coloque Darren no celular."
Darren aparece. Violet faz a mesma pergunta. Darren está usando
aquele escuro, sorriso secreto novamente. "Charlene pode responder a isso."
"Impressionante. Já sabemos que você gosta de colar as pérolas na
minha melhor amiga."
Olho para Charlene, que está corando. "O que dizem sobre os mais
quietos?"
"Você não tem ideia." diz ela com um sorriso diabólico similar.
Violet revira os olhos. "Passe o celular para Balls, Sr. Grey."
Há uma rodada de risadas. Não quero nem sei se isso é uma piada.
Saio de vista assim Randy não pode me ver, mas ainda posso vê-lo.
"Balls." Violet pontua o seu nome com um único golpe de quadril.
"Você gosta de boquetes?"
Sua mão surge a passa no seu cabelo, seu antebraço e bíceps se
movendo. "Eles são bons, eu acho."
"Eles são bons? Só isso? Você está me dizendo que, ter os lábios de
uma mulher envolvidos em torno do seu pênis enquanto você fode a boca
dela não faz nada para você?"
Randy se move para o lado por um segundo antes do rosto de Alex
aparecer na tela. "Violet, baby, você não pode dizer coisas como esta para
os outros caras. Nunca. Certo?"
Ouvimos Buck rir no fundo.
"É sobre o seu Frankenstein, Ballistic?" Isso soa como Lance.
"Cale a boca, cara!" Há um estrondo. "Isso é sob o cone de
maldição."
"Ei! Você vai nos fazer ser expulsos!" Alex grita. O seu rosto
reaparece. "Tenho que ir. Ballistic e Romero estão prestes a arrancar a
cabeça um do outro. Nos vemos daqui a pouco, querida." A tela fica escura,
e todo mundo olha para mim.
Violet levanta uma sobrancelha. "Frankenstein?"
Dou de ombros. "Não sei o que isso significa."
"Bem, você já viu o pau dele, certo? Será que parece normal? É
grosso como o do Alex? Quero dizer, ele é monstruoso." Ela estende o
braço e aponta para o seu pulso. "Mais grosso do que isso, certeza."
"Violet." Charlene a chuta.
"O quê?"
"Sunny está aqui."
"O que isso interessa? Tenho certeza que ela viu acidentalmente o
pau dele em algum ponto. Quer dizer, sei como parece o de Buck, mesmo
que eu não queira." Violet está bêbada. Ela fica mais alta quando fica
animada. "Além disso, você não entrou no quarto de Alex e roubou o seu
estoque de preservativos, Sunny? Você tem que saber que Alex está
embalando um canhão."
Sunny apenas dá de ombros.
"De qualquer forma, não é o pau de Alex que importa; é o de
Randy. Volte para isso. Então, o que é isso de Frankenstein?"
Elas continuam me olhando atentamente. "Eu-eu não sei."
"O que quer dizer você não sabe? A cabeça tem um formato
estranho? Meu Deus! Será que Randy tem um pau perfurado?"
"Ele não tem um piercing no pau." Eu sentia isso.
"Que pena, eu ouvi que são impressionantes. Então qual é o
problema?" Violet aponta para eu continuar.
Dou de ombros. "Nunca o vi."
Recebo três pares de olhares em branco em resposta.
"Está sempre escuro."
"Escuro? Sério? Hã. Mas você, tipo, o segurou, certo?"
"Bem, sim, é claro."
"Então tem nódulos ou uma curva grave?"
"Nódulos?"
"Você sabe, como as porcas e parafusos que furam para fora da
cabeça de Frankenstein esse tipo de coisa."
"Não existem nódulos. Ele é definitivamente circuncidado, apesar
de tudo."
"Hmm." Violet torce os seus lábios. "Muito ruim sobre o prepúcio;
ele é muito divertido de brincar. Sunny, você deve enviar um texto para
Buck."
"Por quê?"
"Porque ele e Balls se conhecem desde sempre. Buck tem que saber
do que se trata."
"Porque você se importa?" Sunny pergunta. "Talvez seja pessoal.
Talvez Randy seja sensível sobre isso."
"Ele é um cara. Quão sensível ele pode ser?"
"Alguns deles são muito." Sunny não puxa imediatamente o seu
celular.
Violet olha ao redor da sala, em busca de apoio. "É sério? Não
posso ser a única que está curiosa sobre isso. Aqui você tem esse jogador de
hóquei gostoso, uma lenda em caçar Puck bunnies, desculpe Lily, mas é
verdade, e se você é amiga de foda e nem sequer viu o pau dele. E não
colocou os lábios em torno dele e chupou um pouco quando ele fica
animado e vai muito profundo."
"Nós não somos amigos de foda."
"Você está fodendo ele, não é?"
"Bem, sim..."
"Seu castor come a sua madeira?" No meu silêncio ela acena com a
mão em torno de sua virilha. "Menos de três segundos depois que você
entrou pela porta ele a puxou em minha lavanderia e fez algum vodoo
mágico para fazer você gozar completamente vestida."
"Estamos apenas nos divertindo." digo sem jeito.
"Então você está fodendo, mas você não está namorando."
"Sim. Não. Mas nós... eu..."
"Essa é a definição de um amigo de foda no século XXI. Não se
sinta mal com isso. Não faz de você uma vagabunda. Quero dizer, merda,
você passou sete anos namorando aquele imbecil Benji. Você merece a
porra de um parceiro, ou sete." Ela aponta os polegares sobre o ombro para
Charlene. "Se alguém é vagabunda aqui, é esta. Ela tinha três amigos
acontecendo ao mesmo tempo no nosso último ano de faculdade."
Charlene dá de ombros. "Foi uma fase. Estou muito além disso
agora."
"De qualquer forma." Violet se vira para mim. "Então vocês só
fazem sexo com as luzes apagadas, você só teve a sua mão sobre seu pau, e
ele não gosta de boquete. Qualquer outra pessoa não acha isso estranho?"
"Acho que é estranho." Charlene concorda.
"Talvez ele seja tímido." Sunny diz.
"Uh, você não leu nada sobre que as meninas dizem sobre Balls?"
Violet pergunta.
"Você sabe que eu não pesquiso nada na mídia social. Isso cria
problemas." Sunny responde.
"Verdade. Mas alguns têm mérito." Violet pondera enquanto toma
seu vinho. "Quão grande é o seu pau? Sei o que as Puck bunnies dizem,
mas todas gostam de exagerar."
"É grande."
"Como, um martelo ou um grande?"
"Um, nós usamos os preservativos de ouro, não os regulares."
"Bem. Isso é, uh..." Violet acena com a aprovação. "Toque aqui,
namorada." Eu dou um high Five nela. "Então ele tem um pau grande, e
estou supondo que ele funciona muito bem."
"Nós usamos uma caixa inteira de preservativos a última vez que
ele veio para Guelph." Eu poderia ser um pouco arrogante sobre isso.
"Puta merda. Em quantos dias?"
"Um."
Violet coloca as mãos nos meus ombros. "Será que a sua Beaver
tem super poderes? É feita de titânio?"
"Hum, não."
"Isso é insano. Como você conseguiu andar no dia seguinte?"
"Cuidadosamente."
"Ok, então vamos alinhar os fatos e ver o que sabemos."
"Isto é como o jogo do indício, mas sobre o pênis de Randy."
Sunny diz.
"Exatamente!" Violet exclama, batendo palmas. "Então, uma vez
que a madeira está revestida, as luzes se acendem e as cobertas saem.
Nenhuma oferta de boquete, mas sem problemas com a longevidade, e ele é
bem dotado. Eu estou certa, Lily?"
"Praticamente." Individualmente, estas coisas não pareciam muito
estranhas. Mas agora, falar sobre isso com as meninas, particularmente
Violet e Charlene, que parecem ter uma riqueza muito maior de experiência
neste departamento do que eu, faz-me querer saber exatamente qual é o
problema. Todos juntos, os caprichos sexuais de Randy adicionam um
grande QUE PORRA É ESSA.
"Existe alguma coisa que você pode pensar que possa nos fornecer
pistas de qual é a verdadeira questão?" Violet pede.
"Oh!" Me sento em frente. "Ele tem uma cicatriz. Parece que
poderia ser de uma apendicectomia, mas muito baixa, e parece que ele teve
um açougueiro do que um cirurgião. Randy tem outra cicatriz no lado de
dentro da perna. Vi uma vez que... deixa pra lá, essa parte não importa."
"Então, ele tem cicatrizes perto do pau, é?" Violet torce os seus
lábios novamente.
"Sobre o pau, mas isso não significa que um está relacionado com
o outro."
Sunny está em seu celular. Ela olha para cima e diz. "Acidente de
hóquei."
"Porque você pensaria isso?"
"Porque é o que Miller disse. Eu enviei mensagens para sobre isso.
Ele não vai me dar detalhes, mas disse que foi de um acidente de hóquei e
que Randy não gosta de falar sobre isso."
"Uau. Deve ter sido por causa do acidente que ele acabou com um
apelido como esse." Violet fala.
"É um apelido bastante horrível." diz Sunny.
"Sinto muito, Lily. Não teria feito uma piada se eu soubesse que
Lance estava falando sério e não sendo apenas um idiota." Violet realmente
parece arrependida.
"Está tudo bem. Quer dizer, eu também estou curiosa. Não sabia
que era algo tão..."
"Sensível?" Diz Sunny.
"Sim." Agora também me sinto mal.
"Bem, mistério resolvido, eu acho." Violet se recuperou. Ela rola
para fora do sofá e abre um conjunto de portas de armário. "Devemos jogar
Scrabble!"
"Eu odeio Scrabble." Sunny reclama.
"Vamos jogar com parceiros." Eu ofereço.
"E vamos fazer isso sujo. As únicas palavras que são permitidas
são pervertidas." Violet define o jogo no chão porque a mesa de café está
muito cheia de coisas.
A primeira palavra de Sunny é prostituta. Ninguém diz nada sobre
a ortografia.
À meia-noite, os caras finalmente chegam bem, quase todos. Lance
está ausente. Presumo que ele pegou uma bunny e voltou para sua casa.
Randy é o último a entrar. Ele fica na parte de trás do grupo, com as mãos
enfiadas nos bolsos. Ele olha para mim, me dá um pequeno sorriso tenso, e
os seus olhos vagam em torno da sala.
Estou bêbada, então não tenho muito filtro, mas Randy parece
desconfortável.
Alex examina a sala de estar. A mesa de café está coberta de
garrafas de vinho vazias e tigelas meio comidas de batatas-fritas e pipoca.
Pedaços de restos comida estão no chão. O jogo Scrabble ainda está
configurado e coberto de palavras sujas.
"O que vocês meninas fizeram hoje à noite?" Alex se inclina para
Violet e beija sua testa. Em seguida, ele ajusta a sua blusa para que ela não
esteja mostrando muito decote.
"Nós conversamos sobre paus e boquetes. O de sempre." Violet
envolve seus braços em volta do pescoço e tenta ter um pé enganchado ao
redor de sua cintura, mas ela está bêbada e desleixada. "Você deveria me
levar lá em cima para que possa lhe mostrar um novo truque."
Alex ri. "Shh, baby, voz baixa, lembra?"
"Isso não foi um sussurro, hein?"
"Nem de perto." disse Miller do outro lado da sala. Ele se estica e
faz um grande show de bocejar. "Sunny, você quer vir se aconchegar
comigo?"
Sunny olha para mim, como se tivesse medo de me deixar sozinha.
Não é como se ela precisasse de permissão. Estou esperando que tudo o que
esteja acontecendo com o clima sombrio de Randy possa ser corrigido por
alguma prisão de vagina.
Dois a dois, todo mundo sobe as escadas para a cama. E então
ficamos eu e Randy. E por alguma razão, é estranho. Talvez porque todo
mundo é um casal, e nós não somos. Talvez por causa da conversa no início
da noite, ou Violet o ter mencionado no segundo os caras entraram pela
porta.
Desdobro as pernas e empurro e me levanto do sofá. Assim que ele
está perto o suficiente, eu abraço sua cintura. Randy está rígido. E não em
suas calças. O seu corpo inteiro. Eu deslizo a mão pelo peito e até a parte de
trás do seu pescoço. Ele não resiste quando o puxo para baixo. Não vou
para um beijo; em vez disso, levo meus lábios ao seu ouvido e sussurro no
que espero que seja a minha voz mais sexy: "Quer ir para a prisão?"
Randy desliza as mãos o meu lado, suave como asa de borboleta.
Ele vira a cabeça e para que sua bochecha escove o meu rosto. A sua voz é
um sussurro rouco. "Sim, por favor. Eu tenho esperado toda a noite pela
prisão."
Há um peso em suas palavras, a piada entre nós tem algo de mais
escuro atado. Pego sua mão e o levo até às escadas familiares para o mesmo
quarto onde fizemos sexo pela primeira vez. Randy apaga as luzes, logo que
estamos dentro e tranca a porta. Não tento acender de novo. Nos movemos
em direção à cama, e assim que estamos a um pé de distância, ele me agarra
por trás e nós damos um grande mergulho sobre o colchão.
Grito e rio, então suspiro quando os seus lábios encontram o meu
pescoço. "Você se divertiu com as meninas hoje à noite?" Ele pergunta.
"Uh-huh. Você se divertiu com os meninos?"
"Eu preferia estar aqui com você. Ou na minha casa com você."
"Você está aqui comigo agora."
Os seus quadris estão pressionados contra a minha bunda. Posso
senti-lo, mas Randy não parece duro. Pelo menos não acho que ele está.
Não posso dizer por todas as camadas infelizes de roupas, e ele não está
fazendo a sua rotina normal de moer contra mim. Tento virar debaixo dele
para que eu possa ver o seu rosto, mas ele pressiona os seus quadris em
mim, me mantendo o rosto para baixo. Agora posso senti-lo. Randy
definitivamente não está tão animado como de costume.
Ele senta novamente me abraçando, e desliza as mãos debaixo da
minha camisa. As suas ásperas mãos quentes deslizam pesadamente em
minhas costas. Ele dá à minha camisa um puxão, e eu levanto os braços
sobre a minha cabeça para que possa tirar.
A próxima coisa que sinto são os lábios na parte superior da minha
espinha, seguido pela impressão de seu rosto entre as minhas omoplatas. É
íntimo e doce e confuso. Não sei o que está acontecendo hoje à noite.
Começamos bem ou, pelo menos, eu fiz e agora me sinto incerta sobre tudo.
Randy beija o caminho pelas minhas vértebras e segura, por um lado
enrolado em volta do meu ombro, o seu polegar escovando para cima e para
baixo ao longo da minha nuca.
Deveria estar desfrutando deste contato macio, sem pressa, mas é
incomum e estando em torno de três mulheres em relacionamentos
altamente sérios torna muito óbvio que não é o que eu tenho. Ou não é o
que temos dito que temos. Neste momento, estou perdida, porque o meu
relacionamento anterior tinha muito pouco deste envolvimento. Não deve
importar. Eu deveria apenas me divertir, mas não estou acostumada a esse
tipo de status indefinido. Quanto mais o mantemos, é mais difícil é manter
as minhas emoções separadas.
Empurro para trás as preocupações sobre o que está vindo após este
feriado e me concentro em estar com ele enquanto puder.
"Randy?" Levanto para olhar para ele, mas tudo o que vejo é a sua
mão tatuada na minha visão periférica.
"Mmmm?"
"Me solta."
Ele congela. "O quê?"
"Eu quero virar."
Randy hesita. E suspira. Em seguida, levanta o suficiente para que
eu possa me virar. Sou muito rápida, deslizando para fora como uma cobra
antes que ele possa me prender novamente. Randy parece preocupado, e,
pela primeira vez, vulnerável. Talvez se eu ficar nua em primeiro lugar, ele
vai querer me seguir.
Puxo minha calça sobre os meus quadris, em seguida a minha
calcinha. Agora estou nua e ele ainda está completamente vestido. Os seus
olhos estão em mim, quentes, necessitados. Este é o Randy que eu estou
acostumada, aquele que é mais animal do que homem na cama. Eu posso
trabalhar com isso.
Levanto-me de joelhos, espelhando a sua posição. Exceto que sou
mais baixa que ele uns seis centímetros, então estou olhando para seu peito.
O seu peito coberto pela camiseta. Resolvo esse problema, puxando-a por
cima da sua cabeça. Randy assume quando chego aos ombros, puxando-a e
jogando-a para o lado da cama. Gostaria de ir direto para o cinto, mas estou
pensando que vou deixá-lo nervoso. Além disso, é hipócrita da minha parte,
acho que posso abrir mão das preliminares, uma vez que Randy sempre é o
primeiro a dar o passo.
Corro minhas mãos pelo peito dele, circulo os seus pequenos
mamilos com as minhas unhas e sigo com os meus lábios. Sou
recompensada com um dos seus gemidos profundos. Agradável. Randy
deve gostar muito isso. Quando o distraio com minha boca, consigo ter o
seu cinto desfeito. Cuidadosamente aperto o botão de sua calça jeans e
arrasto o zíper para baixo.
Olho para cima, os dedos escovam a cabeça do seu pênis através do
seu boxers. "Posso tirar isso?"
Mais uma vez, há hesitação. Eventualmente, ele balança a cabeça, e
empurro o seu jeans sobre os seus quadris, deixando a sua cueca boxer.
Randy tenta me puxar para cima dele, mas eu desvio e coloco uma mão no
centro de seu peito. Circulando os meus quadris, me inclino lentamente e
escovo os meus lábios sobre os dele. "Randy."
Ele aperta os meus lados. "Hmm?"
Não sou uma faladora suja. Nunca me senti confiante o suficiente
para falar. Vou tentar agora, no entanto. "Quero o seu pau na minha boca."
Randy arregala os seus olhos que incendeiam com o pânico. "Você
não precisa fazer isso." Isso sai brusco.
"Eu sei, mas eu quero." Mordo meu lábio. Definitivamente estou
me sentindo menos confiante com a maneira como Randy parece tão
incerto. Não tenho certeza como vou me sentir se for rejeitada.
"Isso realmente não é ne-"
"Por favor?" Se alguém me dissesse que eu ia implorar para dar um
boquete, muito menos para um jogador de hóquei profissional, eu teria rido
delas. Antes era a curiosidade que me fazia querer realizar esse ato, agora é
um desejo genuíno de devolver todos os favores.
Randy olha por cima no o banheiro, onde a luz filtra através,
cortando uma linha sobre a cama. Quando ele não diz sim ou não, eu
começo a beijar um caminho para baixo de sua garganta, indo mais baixo,
parando em seus mamilos antes de continuar para a besta misteriosa em sua
cueca.
Alcanço sua cintura e olho para ele. A sua expressão é apertada,
uma combinação de antecipação e o que parece ser terror. Não consigo
entender o que seria aterrorizante sobre a ter cabeça do seu pau chupada, a
menos que os dentes afiados estejam envolvidos. Eu beijo a cicatriz pálida a
alguns centímetros de seu quadril esquerdo e empurro a sua cueca para
baixo.
Ele está semiereto. Cada outro músculo em seu corpo está tenso.
Suas mãos estão fechadas em punhos ao seu lado.
"Não sei se isso é uma boa ideia." Randy cerra os dentes e fecha os
olhos, exalando um longo suspiro.
"Você acha que eu chupá-lo é uma má ideia?" Estou contente que
está escuro, porque estou corando com as minhas próprias palavras.
Randy geme.
Deixo dou um beijo molhado em sua cicatriz. Em vez de empurrar
sua cueca mais para baixo, escovo o meu nariz ao longo ereção semiereta
através do material. Quando chego à cabeça pressiono a minha língua
contra o algodão e chupo. Os abs de Randy apertam, e as suas mãos
flexionam no seu quadril.
Repito a mesma série de movimentos, eventualmente, deslizando
os dedos dentro da cueca para o tocar. Desta vez, Randy não protesta
quando empurro o cós um pouco mais baixo e sigo a cicatriz. Ela para
abruptamente alguns centímetros de sua pélvis.
"Lily." Randy fala.
Pego sua mão antes que ele possa tomar a minha. Mordo os nós dos
dedos, em seguida, a beijo, lambendo o dedo imitando o que pretendo fazer
para o seu pau. Se ele me deixar.
"Por favor, Randy?" Deito a minha bochecha sobre o tecido úmido,
direto sobre a sua ereção.
O barulho que Randy faz é doloroso, mas ele desliza o dedo na
minha boca, então giro minha língua em torno dele. Empurro a cueca para
baixo novamente até que a cabeça espreita para fora. Mantendo os olhos
nos dele, eu beijo a ponta.
Randy exala um suspiro trêmulo, e os seus olhos se fecham. Faço o
que eu fiz para o polegar, rodando com a minha língua. Com a mudança de
seus quadris, cubro a cabeça com a minha boca, aplicando a mais suave
sucção.
"Ah merda."
Eu o deixo. "Tudo bem?"
Randy assente.
"Posso fazer isso de novo?"
"Sim. Seria ótimo."
Repito o mesmo padrão de beijar, fazer redemoinho, chupar
algumas vezes antes de perguntar: "Posso tirar isso agora?"
A sua expressão é de partir o coração. É óbvio que ele quer dizer
que sim, mas está com medo. Alguém deve ter feito ou dito algo terrível
para ele. A suas pálpebras estão fechadas no que parece ser renúncia, por
isso, sussurro: "Olhe para mim, baby."
Randy abre os olhos, focando em mim enquanto movo lentamente
a cueca sobre os seus quadris. Coloco os meus lábios em sua pele e
mantenho a conexão. A ereção de Randy pula em seu estômago.
Olho para baixo. Mesmo na luz fraca posso ver muito claramente a
cicatriz que atravessa o seu abdômen inferior. Há uma lacuna de dois
centímetros em seu estômago, onde a cicatriz deixa de existir.
Foi quando eu noto a cicatriz muito pálida, muito significativa
cortando uma linha que atravessa o centro de seu pênis. Os meus olhos
levantam até o encontrar me olhando atentamente. É como se ele esperasse
que eu pirasse ou algo assim.
Não vou mentir, o meu estômago torce. Não de repulsa, embora;
Estou atordoada. Esta lesão foi causada por um patins. E com base no dano,
vou ter que assumir que Randy tem sorte de ter tudo ainda preso ao seu
corpo. É um maldito milagre que ainda funcione.
Voltando a olhar para Randy, aperto o seu pênis e pressiono um
beijo suave no topo da cicatriz em seu quadril. Não tenho de olhar para ele
para senti-lo debaixo dos meus lábios. Continuo beijando até o meu queixo
bater em seu pênis. Então olho para baixo.
Não quero pensar muito sobre o quão horrível deve ter sido. A
linha através de seu pênis se parece com uma careta. Pressiono os meus
lábios nela, e Randy estremece. "Se sente bem?" Eu sussurro contra a pele
macia.
"Sim." Randy pigarreia. As suas mãos estão em punhos novamente.
De esta vez separo os meus lábios e lambo o seu eixo. Randy
grunhe, o que tomo como um bom sinal. O seu pau palpita na minha mão,
crescendo um pouco.
Eu continuo beijando, me movendo da base à ponta. Circulando a
cabeça com a minha língua, faço o meu caminho de volta para baixo. O seu
cenho tornou-se uma linha reta. E Randy também está mais duro agora.
Na minha próxima viagem, chupo toda a cabeça. Ele continua
crescendo, ficando mais duro a cada golpe. O solto e lambo ao redor da
cabeça, em seguida, para baixo o eixo novamente. Acho que Randy pode
estar totalmente duro agora. Ele se sente muito sólido.
O levo de volta na minha boca e continuo indo até a cabeça bate no
fundo da minha garganta. Randy enfia a mão no meu cabelo. Faço uma
pausa e encontro o seu olhar quente.
"Tudo bem?" Pergunto com a boca cheia de pau.
Randy parece entender. "Bom pra caralho." grunhe.
Sorrio, tanto quanto eu posso com um pau na minha boca.
Capítulo 23
Boquetologia invertida

RANDY

A boca de Lily é a felicidade. Aqueles lábios molhados estão


esticados em torno de meu pau, e ela está chupando como uma maldita
campeã. Não posso tirar os olhos dela enquanto me deixa guiá-la.
Lily geme e o som vibra através do meu corpo. Continuo indo mais
profundo, mais duro, mais rápido e ela não pareceu se importar nem um
pouco. Ela aperta o eixo e acaricia minhas bolas. A sensação é muito mais
intensa do que jamais me lembro, embora tenha sido muitos anos desde que
tive um boquete, por isso as minhas memórias são vagas na melhor das
hipóteses.
Estou ficando perto de gozar, mais rápido do que o habitual. Uma
das vantagens de ter perdido quase metade do meu pau é que eu posso
transar por um longo tempo graças a alguma perda de sensação. Mas agora,
ver a boca de Lily faz tudo hipersensível.
"Lily, baby, eu vou gozar em breve." Acho que deveria avisá-la
para que ela possa tomar uma decisão sobre onde ela quer que isso
aconteça.
O seu olhar vira encontra meu, e Lily me leva mais profundo,
sugando mais difícil. Eu não aguento mais. O orgasmo me empurra para a
borda. Estremeço violentamente com a sensação. E Lily engole, Deus a
abençoe, o que torna ainda melhor.
Quando termino, Lily lentamente se afasta. O ar frio é um choque.
Lily corre um dedo gentil em meu pau. Ela deve tocar a cicatriz, porque a
sensação é suave.
Ela ri.
"O que é engraçado?"
Ela repousa a cabeça no meu quadril. "Você sabia que quando você
está mole a sua cicatriz parece com um olhar severo, mas quando você está
duro é um sorriso?"
"O quê?"
"A cicatriz faz seu pau parecer feliz quando está duro."
Eu dou uma risada.
Lily levanta se apoiando pelo meu corpo e me beija na bochecha.
"Obrigado por me deixar fazer isso."
"Você está me agradecendo por deixá-la explodir o meu pau
fodido?"
"Não é fodido."
"Com certeza não é bonito."
Lily inclina a cabeça para o lado. "Quem disse? Faz você muito
durão."
"Você acha?"
"Mmm-hmmm." Lily circunda o meu mamilo com a ponta do
dedo. "Deve ter sido muito doloroso."
"Foi."
"Você não tem que falar sobre isso."
"Está tudo bem. É uma velha lesão de hóquei. Éramos crianças
brincando no lago. Briguei com um cara um par de anos mais velho que eu.
Não estava usando protetor, e, bem, quase tive o meu pau decapitado."
"Deve ter sido terrível. Quantos anos você tinha?"
"Onze."
"Oh Deus. Deve ter sido traumatizante."
"Eu estava muito assustado, ia ficar só com metade de um pau."
Lily bufa. "Sua metade é a média da maioria das pessoas."
"Estou feliz que eu tenho tudo então."
Corro uma mão para cima e para baixo na sua coluna, pensando em
como as coisas desabaram após o acidente. "A cirurgia foi brutal. A minha
mãe ficou no hospital o tempo todo porque meu pai estava ausente. Ele só
veio me ver uma vez e me apavorou. Ele estava menos preocupado com os
meus sentimentos sobre a lesão e mais preocupado sobre como estava indo
para impactar a minha capacidade de jogar hóquei. Quando saí do hospital,
o meu pai tinha ido embora."
Lily levanta a cabeça do meu peito, o seu desgosto quase calmante.
"O quê?"
"Não foi por causa do que aconteceu." Eu olho para o teto. Não sei
por que estou dizendo isso, mas eu quero. "Ele teve um tempo difícil sobre
colocar o seu pau onde não pertencia quando ele estava viajando. Acho que
minha mãe teve o suficiente. O meu acidente foi uma boa razão para
colocar finalmente um fim a isso."
"Sinto muito. Deve ter sido difícil."
"Ele era muito distante, de qualquer maneira, não o via muito. As
coisas eram muito menos estressantes uma vez que ele estava fora de
cogitação." Coloco o meu braço em torno Lily e a viro de modo que ela está
debaixo de mim. Não sei como essa conversa ficou tão séria, ou porque me
sinto compelido a falar toda essa merda pessoal. Não é algo que costumo
fazer, mas, em seguida, boquetes também são incomuns. "Nós deveríamos
estar nos divertindo, não é?"
"Pensei que estávamos nos divertindo." Lily passa os dedos pelo
meu cabelo.
"Devemos ter mais." Cubro a dela boca com a minha. Então a faço
gozar com a minha boca antes de eu entrar nela como eu queria nas duas
últimas semanas. Normalmente mantenho os meus olhos nos dela quando
eu gozo, mas desta vez eu enterro o meu rosto contra o seu pescoço. É
simplesmente demais.

***

No dia seguinte sequestro a Lily da casa do Waters e a levo de volta


para a minha casa. Passamos o dia inteiro a fodendo nossos miolos. Lily me
chupa no chuveiro e na sala de estar enquanto estou tentando assistir os
destaques esportivos. Sinto que eu estou compensando todos os anos de
boquetes perdidos em uma semana.
Não fico com ela o tempo todo que está aqui, o que é uma merda,
mas o tempo que temos é incrível e nem sempre estamos fodendo. Embora,
estamos fodendo muito. Dois dias antes de eu estar programado para viajar
para o próximo jogo fora, recebo uma mensagem de Miller dizendo que
Waters tinha marcado um tempo no gelo, e precisamos começar mover as
nossas bundas na arena e para levar Lily junto.
Nós estamos na cama. Lily está descansando no meu peito,
mudando de canais. Ela está nua. Como é a minha preferência.
"Você trouxe seus patins com você, certo?" Pergunto, roçando o
contorno de seu quadril. O pensamento dela em suas roupas de patinação
me deixa instantaneamente duro. Eu faço uma tenda nas cobertas.
Lily puxa as cobertas fora de meu pau, e ele salta livre, esticado
para cima. Bem, na maior parte em linha reta. Eu tenho uma curva na
cicatriz.
"Tenho um par reserva na casa da Sunny. Porquê?" Lily circula a
cabeça com a ponta do dedo e o vê saltar. Ela acha que a minha cicatriz é
sexy. É interessante como a reação de uma pessoa poderia mudar a minha
perspectiva tão rapidamente. Lily beija do meu pescoço para o meu queixo.
"Porque vamos patinar."
Ela faz uma pausa na sua missão de enfiar a língua na minha boca.
"Porque vamos fazemos isso quando podemos fazer o nosso exercício aqui?
Deveríamos estar fodendo."
Eu rio. "Waters marcou um par de horas no gelo hoje. Miller e
Sunny vão estar lá. Vai ser divertido fazer algo diferente do que foder."
"Foder é o mais divertido."
"Vamos fazer isso de novo mais tarde." Tento rolar para fora da
cama, mas Lily joga a dela perna sobre a minha.
"Tudo bem, mas já que estamos nus, e você está duro, então
devemos fazer algo sobre isso antes de irmos a qualquer lugar. Caso
contrário, você vai se envergonhar com isso."
Lily me acaricia um par de vezes. Tiro a caixa de preservativos do
armário e jogo uma para cima da cama. Lily rasga aberto e a enrola. Eu a
jogo de costas, fico dentro dela e a faço gozar como eu sempre faço. Depois
nos vestimos. Convenço Lily a usar um dos seus equipamentos de
patinação, porque acho que são quentes. E chegamos à arena cerca de 20
minutos mais tarde do que deveríamos. Mas Waters alugou por duas horas,
então temos tempo de sobra. Miller me disse que Waters quer ensinar Violet
a patinar, e ele imaginou que esta seria a única maneira de isso acontecer.
Quando chegamos lá, Waters e Westinghouse já estão no gelo com
Sunny e Charlene. Lily é rápida para colocar os seus patins e ir para a pista.
Violet está sentada no banco com Miller, que está ajustando os seus patins.
"Ei, cara, você está atrasado." Ele diz. "Uma vez que Vi aprenda as
coisas, vamos jogar garotas contra caras."
Violet bufa. "Num dia frio no inferno."
"Você vai ficar bem. É fácil. Você vai se casar com um jogador de
hóquei. Você tem que aprender a andar de patins."
"Não existem patins com lâminas duplas? Não posso aprender
nesses?"
"Esses são para crianças, Vi. Eles não os fazem para o seu
tamanho." Miller dá um tapinha em seu ombro. "Você vai ficar bem.
Vamos. Vamos fazer isto."
"Me dê um minuto. Estou me preparando psicologicamente."
"Isso é o que tem dito nos últimos vinte minutos."
"Isso leva um monte de psicologia, Buck." Em seguida, ela bate e
sua têmpora e mexe os seus pés. "Estou vestindo um conjunto de lâminas.
Nos meus pés. É perigoso. Alguém poderia morrer."
"Ninguém vai morrer."
"Eu poderia dilacerar alguém."
Miller olha para mim e se encolhe.
"Talvez todos nós deveríamos usar protetores." eu digo, em grande
parte brincando.
"Pode não ser uma má ideia." Miller olha para Violet. "Estou
enviando Waters aqui para buscar você se não estiver no gelo em dois
minutos. Ele está sendo muito paciente, Vi. Você provavelmente está
ferindo os seus sentimentos."
"Tanto faz. Nada que um boquete não vá resolver."
Miller aponta um dedo para seu rosto. "É muito para você
compartilhar hoje. Não há mais brindes."
"Você ganhou o concurso de muita informação hoje, quando me
disse que o seu pau estava muito esfolado pelo cookie da Sunshine."
"Vocês dois perceberam que estou aqui, ouvindo isso."
Ambos olham para mim.
"E o seu ponto é?" Violet pergunta.
"Só deixá-los saber que é uma conversa privada."
"Miller vai pagar por suas contas de terapia." Ela se vira para seu
irmão. "Vê? Eu usei o seu nome real. Me dê mais cinco minutos. Então eu
vou sair."
Miller dá de ombros, dá passos para o gelo e se vai. Sento no banco
para que possa ajustar os meus laços. Violet tem patins de hóquei, em vez
dos do tipo de patinação artística. Lily acena enquanto patina por nós,
fazendo um pouco de giro e um salto.
Violet faz uma carranca. "Fala sério. Não tenho nenhuma ideia de
como ela faz isso."
Nós a vemos fazer o seu caminho ao redor da pista, pulando e
girando. Lily é graciosa e suave. Exatamente como ela é na cama. Porra, eu
amo isso.
"Você está pensando em ter relações sexuais com ela," sussurra
Violet. "Eu posso dizer."
Eu olho para ela. "Porque você pensaria isso?"
"Seu pau." Ela aponta para a minha virilha.
Olho para baixo, embora não esteja duro.
Violet começa a rir. "Oh meu Deus, Balls, você é o mais
engraçado." Ela o pontua com um de seus golpes de quadril. Ela tem
tentando não o fazer muito ultimamente.
Balanço a cabeça e amarro os meus patins. "Qual é o seu rancor
com a patinação?"
"Não tenho rancor. Sou descoordenada. Não posso nem mesmo
fazer ioga sem cair no meu rosto. Não sei por que Alex pensa que eu
preciso aprender a andar de patins. Eu provavelmente vou cometer
homicídio acidental e acabar na prisão. Eles nem sequer têm uma
biblioteca, e se o fazem, só vai ter os clássicos e nenhum dos livros
obscenos que eu gosto de ler por diversão. Não que vou querer ler
obscenidades sem um pau por perto. Veja porque isso é uma má ideia?" Ela
cruza os braços sobre o peito, olhando para todo mundo sobre o gelo.
Eles estão no meio da pista. Miller desapareceu em algum lugar. De
repente, a música explode através do sistema de som.
Sunny bate palmas. "Oh! Alex e Lily, vocês se lembram da rotina
que vocês faziam?"
Lily e Waters compartilham um olhar. Não gosto da sensação
quente no meu pescoço. Eles riem. Não posso ouvir o resto da conversa
sobre a música, mas Lily e Waters enfrentam um ao outro. Parece que eles
estão se preparando para dançar, mas depois começam a falar, movem os
pés em pequenos círculos empolados, fazem gestos com as mãos.
"O que está acontecendo lá?" Pergunta Violet.
"Não tenho certeza." Me lembro de que Lily e Waters se conhecem
suas vidas inteiras. Eles são como irmão e irmã, um pouco como Miller e
Violet, exceto que eu espero que não sejam tão abertos.
Waters estende a mão e Lily a pega. Eles patinam pelo gelo. Juntos.
Ela não olha para mim quando passa; os seus olhos estão colados a Waters,
quando eles iniciam uma rotina. Olho para Violet, que está olhando para
mim com algo parecido com o pânico no rosto.
Verifico o gelo novamente. Waters está definitivamente
enferrujado. Ele é um patinador impressionante, mas ele tem estado no
hóquei profissional nos últimos seis anos, assim que todo o negócio
artístico não foi muito uma prioridade. Mas ele ainda é mais elegante do
que a maioria dos caras no gelo, e agora entendo o porquê.
Na sua terceira patinação, ele encontrou o seu ritmo. Lily patina em
círculos em torno dele e faz essa coisa de giro incrível. Então as coisas
ficam sérias. Eles têm as suas mãos um sobre o outro. As dele estão na
cintura dela e as dela no ombro dele. Não estou tão animado com eles se
tocando.
Os seus rostos estão próximos, e Lily acena de cabeça. Não sei o
que significa até que Waters a joga no ar. O corpo dela arqueia numa pose
perfeita. O conjunto de emoções me bate. De repente, estou triste, mais uma
vez, porque Lily perdeu a chance de ir aos Jogos Olímpicos. Ela teria sido
incrível. Estou em êxtase, porque ela é muito linda. Também estou
irracionalmente irritado que Waters está tocando-a. Reconheço a emoção
como ciúme. Não consigo pensar muito sobre isso, no entanto, porque de
repente Violet dá cotoveladas no meu lado.
"Talvez você deva ir lá. Vá buscar a sua garota."
"Eles estão fazendo algum tipo de performance." Respondo de
forma uniforme, apesar de sentir algum nível de pânico.
"Observe quão íntima esta performance é. Observe como eles são
bons nisso?"
"Provavelmente porque eles já o fizeram um milhão de vezes."
"Então, você não tem um problema com a maneira como eles estão
se tocando?"
Olho para Violet para ver se ela está séria. Parece. "Você?"
"Eles cresceram juntos, por isso, provavelmente, está tudo bem,
certo?" Violet os observa por alguns segundos antes de perguntar: "Será que
Lily fode como patina?"
Abro minha boca para lhe dizer que não vou responder isso, mas
ela me corta com um aceno de sua mão. "Deixa pra lá. Já sei a resposta para
essa pergunta. Caras como você não repetem sexo se não for estelar. Aposto
que ela fode como uma prostituta maldita com esteroides. Aposto que sua
buceta é como Fort Knox. Você acha que Lily já transou com Alex?"
"Duvido."
"Você tem certeza?" Violet pergunta.
A verdadeira resposta é que não. Estou supondo. E já,
mentalmente, me fiz essa pergunta. Abro a boca, mas Violet dá uma de suas
tangentes.
"Preciso ter aulas de stripper para que possa me mover como ela.
Lily pode ter seios pequenos, mas poderia colocar silicone para ter seios
como os meus e tentar seduzir o meu homem."
"Isso não vai acontecer e os seios de Lily não são pequenos."
Violet me dá mais um dos seus olhares enquanto se levanta e oscila
em seus patins.
"Ela não vai. E eles são bons."
"Bons e pequenos. Não há nada de errado com isso." Ela coloca a
mão no meu ombro e me olha bem nos olhos. "Não pense por um segundo
que eu compro que você não se preocupa com o que está acontecendo lá
fora, Balls." Violet oscila, mas não cai. "Vejo como você olha para ela. Eu
estava lá quando você transou a seco com ela na minha lavanderia, e vi a
expressão no seu rosto quando você a fez gozar. Você quer fingir que o que
está fazendo é ser amigo de foda, vá em frente, mas vejo através de você
como água porra. Agora me ajude a chegar ao gelo, para que Alex possa me
ensinar como andar de patins." Ela agarra o meu braço. "E eu estou
segurando você, só para saber, não porque quero que ele fique com ciúmes,
mas porque tenho certeza que, de outra forma, vou cair de cara no chão."
Levanto uma sobrancelha.
"Ok, quero que Alex fique um pouco ciumento, mas não
preocupado que eu quero transar com você nem nada. Porque eu não. Agora
me ajude."
"Não se preocupe. Eu tenho você." Violet puxa o meu ombro.
Então enfio o meu nos dela. Não há nenhuma maneira de evitar escovar o
lado de seu seio; é tão grande. Finjo que não aconteceu.
Saio para o gelo em primeiro lugar e a dirijo para segurar a borda
até que ela esteja em pé. "Você nunca patinou antes?"
"Eu já patinei. Eu era uma criança. Tudo o que lembro foi que não
gostei, e me machuquei e minha mãe não me fez fazer novamente. Eu
evitava esportes. Em seu lugar, fiz acampamento de matemática. Ah, e aulas
de culinária, porque eu amo comer."
Uma vez que Violet põe os dois pés no gelo, ela congela.
"Ok. Hora de deixar ir." digo a ela.
"Sem você?"
"Não, pela parede."
Violet faz o que eu digo, mas a sua atenção está dividida entre eu, o
gelo, Lily e Waters. Ele não consegue concentrar e tropeça, terminando em
seus braços. Eles estão rindo, e Sunny bate palmas novamente. Se eu tivesse
uma mão livre e uma câmera pronta, faria uma grande foto. Só que não
quero fotos dela e Waters.
Então Violet se agita, e os seus pés vão para direções diferentes.
Ela realmente é a pessoa mais descoordenada que já conheci. Talvez os seus
seios tirem o seu senso de gravidade. Ela me agarra com as duas mãos, me
chutando na canela com um de seus patins no processo. Dói, mas já fui
chutado muito pior, então tento não fazer uma careta ou qualquer coisa. A
agarro sob os braços, enquanto ela grita e tenta obter os seus patins sob
controle. Tudo o que consegue fazer é chutar os meus pés debaixo de mim.
Rolo à minha volta quando vamos para baixo, me certificando que
ela esteja em cima, então não a esmagarei quando pousar.
Waters coloca Lily para baixo, me atirando um olhar sujo. "Baby, o
que você está fazendo? Eu teria ido buscar você!"
"Eu quero que você me gire desse jeito!" Violet me deixa e me dá
um sorriso diabólico. Ela abaixa a voz. "Só para você saber, eu estava
totalmente fodendo com você. Não estou preocupada com Alex e Lily. Ele e
eu somos sólidos. Mas a sua resposta me disse tudo o que eu já sabia. É
muito óbvio que Lily é mais do que apenas sua amiga de foda. Talvez você
deva ser um homem, se levante e faça algo sobre isso."
Estou a ponto de rir quando Waters patina até nós e ajuda Violet,
Lily logo atrás dele. Violet sorri quando Alex a mantém contra ele e Lily
me um dá olhar de Puta merda, parando ao meu lado enquanto me levanto.
As suas bochechas estão cor de rosa, e ela está respirando pesado.
Lily pressiona o seu corpo ao meu. "Você está bem? Violet é uma
ameaça."
"Estou bem. Você parecia boa dançando." Não vou admitir que não
gostei mãos de Waters sobre ela, ou que Violet pode estar ligada a algo.
"Obrigado. Alex e eu praticamos juntos algumas vezes. Venha, vou
te ensinar alguns movimentos." Ela me circula, pedindo para segui-la. E eu
faço.
Passamos a próxima hora no gelo. Lily é incrivelmente talentosa.
Entre ela e Waters, que finalmente ensinou até ponto em que Violet pode
patinar ao redor da pista sem cair. Ela ainda tem que se segurar a alguém,
mas pelo menos não está caindo na bunda dela. Depois da patinação vamos
para um restaurante buffet self service. É o único lugar para ir com
jogadores de hóquei; opções ilimitadas e nenhum ponto de interrupção são
o melhor.
Lily e eu acabamos sendo convidados para voltar para casa de
Waters, o que significa que não há sexo até mais tarde. E eu estou bem com
isso. É um bom dia, mesmo que isso não inclua uma transa.
Estaciono na entrada da casa de Waters. Conseguimos chegar aqui
primeiro, por isso temos que esperar que eles apareçam. Eu brinco com a
mecha de cabelo de Lily que está saindo do fora. Ela sempre parece fazer
isso. "Posso te perguntar uma coisa?"
"A resposta é não. Sunny e eu nunca experimentamos uma a outra."
Lily fala imediatamente.
Eu engasgo com tosse. "De onde diabos veio isso?"
"Era isso que você estava imaginando, não é?"
Eu rio. "Não é resposta certa para isso, Lily."
"Talvez você goste mais da ideia de eu e Violet. Os seus seios são
enormes e temos quase a mesma altura."
"Jesus."
"Desculpa. Vou parar. Você tinha uma pergunta."
"Isso significa que você já pensou em experimentar com Sunny?"
"Ai credo. De jeito nenhum. Ela é minha melhor amiga. Violet,
talvez, por causa de seus seios. Ok. Pergunta. Atire."
Leva-me alguns segundos para me lembrar. É uma pergunta digna
de qualquer maneira. "Já teve alguma coisa por Waters?"
"Alex?"
"Sim. Como quando você era adolescente, você alguma vez teve
uma queda por ele? Você sabe, se apaixonar pelo irmão de sua melhor
amiga ou qualquer outra coisa?" Tento parecer casual, mas tenho certeza
que falho, com base na expressão de Lily.
"Se eu já tive uma queda por Alex? Oh meu Deus, não! Ele era um
idiota na escola. Quero dizer, ele sempre foi muito bom comigo, mas tão,
tão nerd. Não posso mesmo explicar. Por quê?"
Eu dou de ombros. "Apenas curioso."
"Apenas curioso? Isso é por causa daquela coisa da patinação?"
"Vocês pareciam saber como cada um se move. Imaginei que talvez
você soubesse mais sobre Alex do que apenas como ele é no gelo."
"Eu cresci com ele, e Sunny é a minha melhor amiga. Eu nunca
teria feito algo como isso com ela."
Concordo com a cabeça. Principalmente estou aliviado. E
reconheço que não é necessariamente uma coisa boa, mas senti algo muito
parecido com ciúme esta tarde quando eles estavam no gelo. Isso significa
que estou ficando ligado. Confortável. Não sei exatamente quando
aconteceu.
Eu disse a Lily para me dizer se as coisas ficassem muito intensas,
mas não tenho ideia do que fazer comigo mesmo.
Capítulo 24
Uma facada no coração

LILY

Passei a maior parte do meu tempo em Chicago com Randy, além


do feriado e as horas em que ele teve práticas ou treino. Tivemos um ótimo
tempo juntos. E não apenas o sexo, o que ainda é tão, tão incrível. Mas esta
semana passamos tanto tempo em grupo quanto sozinhos. Ele e Sunny se
dão muito bem. Violet está quase se controlando quando diz seu nome, e
ele, Alex, Darren e Miller são hilariantes estar ao redor. Ainda estou
tentando descobrir sobre Lance.
É véspera de Ano Novo. Sunny e eu estamos sentadas na sala de
estar, pintando as nossas unhas. Charlene e Violet estão colocando sombra
azul nos olhos e agindo como idiotas.
"Alex diz que ele pode conseguir uma entrevista para uma posição
de treinadora, se você quiser." diz Sunny.
Eu paro de pintar e me sento, balançando os dedos dos pés. Estive
pensando sobre isso toda a semana. Quero desesperadamente aceitar a
oferta; mas estou preocupada que seja pelas razões erradas.
"A sua mãe ficará bem sem você. É apenas uma hora e meia de
voo. Você pode voltar quando quiser."
"Eu sei." Sunny está certa. Esse cara Tim-Tom realmente parece
decente, além de ficar sem camiseta. Ele é dono de uma pequena academia,
é bom para ela, e ela está feliz, mais feliz do que esteve em um longo
tempo. Minha mãe conheceu a família dele no Natal. Falou sobre ir morar
com ele. Sei que ela vai dizer que está tudo bem para eu ir junto, mas já é
hora de sair.
"Então o que está prendendo você? Não as mensagens de Benji, eu
espero."
"Seu ex-imbecil?" Pergunta Violet.
"Sim, esse ex, e não, ele definitivamente não é um fator na
decisão." Benji enviou vários textos e deixou um par de mensagens de voz
durante a semana passada. Mandei um texto de volta, porque não sou uma
total cadela de coração frio, mas não sinto falta de estar com ele. Ainda
tenho de lhe dar suas coisas de volta, embora neste momento eu não tenha
me preocupado com as minhas. Seria fácil o suficiente largar o seu lixo em
sua casa e terminar com isso. Já tive meu o encerramento.
"Ok. Bem. Apenas verificando." Sunny desenha uma pequena taça
de champanhe em seu dedão do pé em prata. Ela é incrível em desenhos nas
unhas.
"Você pode consertar o meu quando terminar?" Violet levanta um
pé. Parece que há esmalte em todos os lugares, menos em suas unhas dos
pés.
"Claro. Você quer combine com a loucura que você está colocando
em seu rosto?" Sunny pergunta.
"Sim! Não posso esperar para enviar fotos para Alex do que ele
está perdendo esta noite." Violet sorri, e tem batom vermelho em seus
dentes. Ela é selvagem, o melhor dos tempos, mas esta noite está mais do
que o habitual, com Alex e os caras em um jogo fora. Todas nós teríamos
ido, mas eles estão voando de volta amanhã, por isso, decidimos adiar a
celebração oficial. Os pais Sunny e de Alex também vieram para o feriado,
e houve mais conversa sobre o casamento. Hoje à noite Violet e Charlene
decidiram recriar a maquiagem de pré-casamento que Daisy sugeriu. Há
garrafas de spray de cabelo na mesa. Sunny diz que Violet não tem
permissão para usá-las porque têm aerossol e são más para o meio
ambiente.
"Então é por causa de Randy?" Pergunta Charlene.
Todas as três meninas olham, esperando.
"Não."
"Mentirosa!" Violet aponta para mim.
"Randy não é a razão pela qual não tenho certeza."
"Ele pode não ser a razão, mas aposto que ele é uma razão." Violet
responde. "O seu sobrenome é Leblanc, certo?"
"Sim." Não sei o que isso tem a ver com Randy, mas, em seguida,
Violet não costuma se agarrar a uma linha de pensamento.
"O sobrenome é da sua mãe ou do seu pai?" Pergunta.
"Minha mãe. Eu nunca sequer conheci o meu pai. Não há nenhuma
maneira que eu tenha o seu sobrenome." Não quero parecer mal-humorada.
"Você nunca conheceu o seu pai?" Pergunta Violet. "Uau, isso é
louco. Nem eu."
"Sério?" Pergunto.
"Sério." Violet acena. "Aparentemente, ele é um babaca. A minha
mãe diz que foi um romance rápido. Acho que isso significa que ela teve
uma fase de vagabundagem e não decidiu me dar para a adoção."
"Uau." Sunny e eu dizemos em uníssono.
"Não é nada demais." Ela encolhe os ombros. "A minha mãe me
criou sozinha."
"Assim como Sidney criou Miller." Sunny fala. E fica com um
olhar melancólico em seus olhos. "É como se o destino tivesse juntado os
seus pais."
"Na verdade, acho que ele acidentalmente roubou o seu café um
dia, e foi como eles se conheceram, mas sim, eles se amam." Violet
concorda. "Então, qual é a história com o seu pai?"
"Ele era um jogador profissional de hóquei e minha mãe era uma
Puck bunny que ficou grávida." Dou de ombros. "Ele pagou pensão
alimentícia até que deixou de pagar."
"Uau. Como se sente a sua mãe sobre você foder um NHL?"
Pergunta Violet.
"Considerando que ela não tem uma opinião sobre isso." respondo.
"Justo o suficiente." Violet diz. As três ficam em silêncio por
alguns segundos. "Espere! Então, você nunca conheceu o seu pai, e o pai de
Randy é um ex-NHL que não pode manter o seu pau em suas calças? Não
foram os seus pais que se divorciaram?"
"Uh, sim."
"Puta merda!" Ela define o seu copo para baixo e agarra a borda da
mesa de café. "E se vocês os dois são parentes? E não como eu e Buck,
meio irmão e irmã e outras coisas. Como, seria estranho, mas tudo bem se
nós ficarmos juntos, mas vocês seriam irmão e irmã de verdade.
Poderíamos fazer um reality show disto."
"O pai de Randy não é o meu pai."
"Como você sabe?"
"Porque o seu nome não está na minha certidão de nascimento."
"E se for uma falsa?"
"Violet, você está sendo uma imbecil." Charlene diz.
"O último nome do meu pai é Head." digo.
"Qual é o seu primeiro nome? Dick?" Violet pede.
"Na verdade, o nome dele é Richard."
"Você está falando sério? O nome do seu pai é Dick Head20*?"
"Se ele for por Dick, sim."
Violet fica em silêncio por alguns segundos, então começa a rir
histericamente. "Oh meu Deus, isto é inestimável." Quando ela se acalma
um pouco, levanta um dedo. "Então, se você e Randy se casarem, o seu
nome será Lily Leblanc Balls. (Lírio branco bolas!)" E cai na gargalhada.
Quero achar engraçado, mas não consigo. Em vez disso estou triste.
"Sim, isso nunca vai acontecer."
Nós ficamos muito bêbadas e recebemos o ano novo com
champanhe. Recebo duas mensagens à meia-noite: uma de Benji dizendo
que sente a minha falta e outra de Randy dizendo que desejava estar dentro
de mim. Não posso fingir que não faz o meu peito doer quando percebo,
mais uma vez, que toda a coisa começa uma hora termina.

***

Acontece que Alex não me dá uma escolha sobre se vou ou não


fazer a entrevista de emprego. Ele marcou uma entrevista para mim e me
diz quando estou repugnantemente de ressaca que vou ter que estar na arena
na manhã seguinte.
Randy e eu passamos a maior parte do ano novo em sua cama. Não
me senti muito bem, por isso não fizemos sexo. Em vez disso, bebo cerveja
de gengibre, e nos abraçamos. As coisas parecem estar estranhas. Ou talvez
eu esteja desligada, porque estou de ressaca.
Na manhã seguinte, quando estou preparando para a minha
entrevista, noto a boxer rosa estragada de Randy no chão do quarto. A pego
e a empurro para a minha bolsa enquanto ele está no banheiro. Não sei por
que, ou talvez eu saiba. Esta semana tem sido incrível, mas essa coisa com
Randy está ficando muito grande. Eu quero mais do que ele diz ter para dar.
Alex me pega para me levar para a entrevista, e Randy lambe e
fode o inferno fora de minha boca antes que me deixe entrar no carro.
Tenho que ir para casa amanhã, possivelmente para arrumar minhas coisas,
então Randy está me levando para jantar hoje à noite. O que, para mim,
parece como um encontro real. Eu não mencionei isso.
"Eu sei que não é da minha conta..." Alex diz quando se afasta.
"É apenas casual."
"Você tem certeza disso?"
"Tenho certeza. Não iria mudar para outro país por um cara, Alex.
Eu estive com Benji por sete anos. Estou tendo um pouco de diversão e
Randy é um cara divertido." As palavras soam automáticas.
"E ele sente da mesma maneira."
"Sim. Randy sente da mesma maneira." Eu puxo os dados
pendurados no espelho retrovisor.
"Você tem certeza disso também?"
Eu penso sobre a mensagem de Ano Novo. E sobre meus
sentimentos. Vou ter o meu coração arrancado. "Sim. Estou totalmente
certa. Podemos falar de outra coisa? Como esta entrevista? Sinto-me
despreparada."
Alex deixa o assunto morrer e me diz o que esperar na arena. Tem
sido um longo tempo desde que eu estive em uma entrevista. Estou
legitimamente nervosa, mas devo ter feito bem, porque eles me oferecem o
trabalho no local. Em resultado, o plano de Randy de me manter para ele
mesmo é anulado e acabamos saindo a um jantar para comemorar com todo
o grupo. É quase uma coisa boa, porque agora que sei que eu estou vindo
para Chicago, tenho que fazer algo que tenho adiado.
Depois de comermos, Sunny e Miller voltam para a casa dele, que
dá a mim e Randy toda a noite sozinhos na casa de Sunny. Será a minha
casa também, em três semanas. É o tempo que tenho antes de começar o
novo trabalho, na minha nova cidade.
Exceto que não quero mudar para cá e continuar fazendo o que
estou fazendo com o Randy. Não sou boa com sexo casual. Sei disso agora.
Eu continuo a ver quão apaixonadas Violet, Sunny e Charlene estão. Posso
convidá-lo esta noite, mas isto não vai ajudar em nada. Ainda vou me sentir
da maneira que sinto, e ainda vou ser apenas a garota que Randy fode.
Como um campeão. É o cenário perfeito para alguém que não sou eu. Eu
deveria ter dito a ele que não estava funcionando para mim há muito tempo,
mas a parte do sexo estava funcionando tão bem que eu não queria. Acho
que vou vomitar.
Randy estaciona em frente de casa e desliga o motor.
Desafivelando o seu cinto de segurança, começa a abrir a porta e então
percebe que não me estou me movendo. Ele inclina a cabeça. "E aí? Porque
é que ainda está sentada ai? Aposto que posso ter você nua em menos de
um minuto, quando chegarmos lá dentro. A menos que esteja sentindo que
sexo na rua é mais a sua coisa esta noite."
Dou uma meia risada, mas a torção no meu estômago torna o som
falso.
O seu sorriso cai.
Olho para o meu colo, exalando uma respiração profunda. Eu
deveria ter parado isto assim que a diversão começou a se transformar em
sentimentos. Mas não parei, e agora estou sentada aqui, engasgando com as
minhas palavras, porque não as quero dizer o que eu quero.
"Você está bem?" Randy estende a mão, escovando o cabelo do
meu rosto.
Eu quero me inclinar para aquele toque. Quero me enrolar em torno
dele e nunca o deixar ir. Mas se eu continuar fazendo isso, ele vai quebrar o
meu coração. Bem, isso já está prestes a acontecer, mas pelo menos tenho
algum controle sobre esta decisão.
Eu reprimo o desejo de pular em cima dele, o que agora sei que não
é só porque Randy é muito incrível no sexo. Nós temos uma conexão
quando estamos transando e quando não estamos. É mais do que orgasmos;
Estou me apaixonando por ele.
E não apenas as partes nuas dele; é o seu senso de humor, a sua
doçura, sua generosidade. É tudo. Mas é apenas uma questão de tempo
antes que faça para mim o que fez com todas as outras garotas antes. Ele vai
se assustar e cortar os laços. Sei que isso está chegando. Estamos nos
aproximando muito. Está se tornando muito real. Randy tem que sentir isso
também.
Esta estrada termina como um daqueles velhos desenhos animados
dos coelhos: há um penhasco onde eu, eventualmente, vou cair. Só que eu
não irei levantar e afastar a sujeira, como se nada tivesse acontecido. Se eu
fizer isso agora, a queda não será tão profunda.
Pelo menos é o que digo a mim mesma quando afirmo: "Não acho
que você deveria entrar."
Randy gira as chaves na ignição. "Você quer voltar para a minha
casa em vez de ficar aqui?"
"Também não acho que é uma boa ideia."
Randy franze a testa. "Porque não?"
A minha garganta se aperta e meu estômago começa a rolar. O
incrível jantar que comi parece querer fazer outra aparição. "Não acho que
nós deveríamos fazer mais isso."
Ele arranha a parte de trás do seu pescoço. "O quê?"
"Isso." Eu faço movimento entre nós. "Não acho que esteja
funcionando."
Os seus ombros apertam e um meio sorriso aparece. "Você não está
gostando mais dos orgasmos múltiplos? Pensei que estávamos nos
divertindo."
Randy está revidando com o sarcasmo, e pela primeira vez não
retruco de volta. "Nós estávamos."
"Então qual é o problema?"
Ele foi pego desprevenido. Também fui pega com a guarda baixa.
Só depois de ter arrumado um trabalho é que realmente percebi que estive
me enganando. Tudo o que eu conseguia pensar era que viver em Chicago
significaria mais tempo com Randy. Mas não apenas em sua cama, com os
amigos, em encontros, nos divertindo. Todas as coisas que não estão sobre a
mesa. Ou não era suposto estarem. Mexo em minha bolsa e respondo com
suas palavras, do começo desta coisa que temos feito. "Não é apenas mais
divertido para mim, Randy."
"Não entendo." Ele passa as mãos em suas coxas. "Achei que você
teve um bom tempo esta semana."
"Eu fiz. Eu..." Tomo uma respiração profunda. Não quero chorar na
frente dele. Não quero ser fraca. Randy me disse o que isto era. Não é culpa
dele se não fui honesta antes de isso acontecer. "Isso é o que era suposto ser,
certo? Apenas diversão. Parece que está ficando muito... sério. E eu não
pude..."
"Muito serio?"
Eu torço as mãos, sem saber o que fazer com elas. "Eu deveria ter
dito algo mais cedo."
"O que você está falando?" Randy parece irritado.
"Não posso me mudar para cá e fazer esta coisa casual com você."
"Porque não?"
"Para mim já não é apenas sobre o sexo."
"Mas eu sou só um substituto." A confusão dele me deixa triste.
"Não posso fazer com que os sentimentos vão embora, Randy."
Olho para ele, para o seu rosto lindo, o pânico e a raiva, e sei que estou
certa. Era apenas uma questão de tempo. Pelo menos não me humilhei e
disse sem rodeios que estou apaixonada por ele.
"Você deveria ter me dito que estava começando a ser demais."
Randy passa a mão pelo cabelo, a sua frustração evidente. "Não entendo.
Você acabou de sair de um relacionamento de sete anos. Era para ser
simples."
"Eu não quis que isso acontecesse. Desculpe-me por não ter dito
nada. Não queria que as coisas mudassem. Talvez pudéssemos ver-"
Ele me corta antes que eu possa terminar a frase. "Eu não posso ser
seu namorado, Lily. Eu quase transei com uma garota porque você não pode
vir a um maldito jogo."
"Mas você não o fez. E isso foi..."
A sua raiva é uma onda em ascensão. Não sei se ela está dirigida a
mim ou a si mesmo, mas suas palavras me atingiram como estilhaços de
vidro. "A única razão porque não fiz foi porque você apareceu. Eu vou
fodê-las. É isso que você quer?"
"Não, Randy. Isso não é o que eu quero."
Ele gira a chave na ignição e inicia o caminhão. "Então acho que é
isso."
"Eu acho que é. Eu diria que nós ainda poderíamos ser amigos, mas
não tenho tanta certeza que isso iria funcionar muito bem". Deixo de fora o
resto, o que seria algo como isso: porque estou apaixonada por você e vou
definhar e chorar se você dormir com outra garota.
"Provavelmente não." Randy está olhando para frente.
"Se deixei algo em seu lugar-"
"Eu vou dar a Miller para lhe devolver. Ele vai estar por aqui o
tempo todo."
"Ok." Abro a porta para sair, mas mais uma vez, esqueci-me de
desatar o cinto de segurança, que me puxa para trás.
Randy se estica e o liberta com o polegar. Ele ainda não está
olhando para mim.
Inclino-me e pressiono os meus lábios contra sua bochecha. A
sensação é elétrica. Ele congela. Afasto-me antes que tome mais decisões
erradas, como o convidar para entrar para uma última sessão de sexo. Ou
me despir em seu caminhão. "Tchau, Randy. Obrigado pela carona."
"Todas elas, ou esta em particular?"
É uma facada. O meu coração parece que é feito de arenito, e ele
está se desintegrando em pó dentro do meu peito. Nunca me senti assim em
nenhum dos meus rompimentos com Benji.
"Todas elas, com exceção desta." digo.
Escorrego para fora do caminhão. Randy espera até que eu abra a
porta de casa. Em seguida, desce a rua sem um aceno de despedida.
Entro dentro da casa vazia e fecho a porta atrás de mim. A ausência
de Randy parece como se cacos de vidro estivessem enterrados no meu
peito. Nem chego a tirar os meus sapatos. Sento no chão, coloco o meu
rosto em minhas mãos e choro.
Capítulo 25
Diversão não é o meu nome do meio

RANDY

Fui para casa no piloto automático. Não me lembro de parar nos


sinais ou entrar na minha garagem, mas estou sentado aqui, olhando para a
minha porta da frente, então devo ter obedecido às regras de trânsito. Caso
contrário, haveria sirenes piscando no meu retrovisor.
Desligo o motor, mas não me mexo. A minha caminhonete ainda
cheira a Lily, então quero ficar aqui um pouco mais. Não entendo o que
aconteceu. Na minha cabeça, repito o tempo com Lily em Chicago,
tentando descobrir onde eu errei, como perdi os sinais. Ou talvez não os
perdi em tudo. Talvez tenha decidido não os ver, porque isso significaria
admitir mais do que eu poderia.
Fui um idiota para ela.
Fico sentado aqui até que posso ver a minha respiração e começo a
tremer. Marchando até minha porta, coloco o meu polegar no teclado e giro
o botão. A primeira coisa que faço é tomar um tiro generoso de vodka.
Tenho que voar às sete e meia da manhã para um jogo fora. A última coisa
que devo fazer é ficar bêbado para gerir tudo o que aconteceu. Mas estou
me sentindo uma merda sobre isto, assim o álcool é o agente anestésico de
escolha.
Eu fico bom e bêbado e assisto aquele pequeno vídeo que fiz
quando visitei Lily em Guelph, quando a acordei no meio da noite para
fazer sexo. Não o vejo, porque me quero masturbar. Quero dizer, sim, isso
me deixa duro mesmo tão bêbado como estou, mas é a forma como Lily
está tão desprotegida. Ela está olhando para mim como se eu fosse mais do
que apenas alguém com quem está passando um tempo e trocando
orgasmos. Eu sabia que, mesmo assim, era mais do que o que era suposto
ser, e eu deixei continuar acontecendo. Porque eu queria. Eu a queria. E
agora não a tenho mais.

***

A batida em minha porta ecoa a sensação horrível na minha cabeça.


Abro os olhos e gemo.
"Balls! Temos que ir!" É Miller.
Empurro-me do sofá e o mundo gira tanto que eu caio para frente
sobre a mesa de café. Não tenho grande coordenação, a minha reação
acontece, provavelmente porque ainda estou bêbado, e me assustei quando
acordei. Bato o rosto no chão e sinto o gosto de sangue.
Leva-me um par de tentativas para levantar a minha bunda.
Tropeço para o saguão, e me atrapalho com o bloqueio, abro a porta da
frente, que quase me bate na cara.
"Ah Merda. O que aconteceu?" Miller olha por cima do ombro
como se esperasse que alguém estivesse atrás de mim. Talvez a pessoa
responsável pelo meu lábio partido.
"Eu caí." Me inclino contra a parede.
Miller franze a testa. "Você está bêbado?"
"Você me acordou."
"Você cheira a bebida."
"Estou bem."
O celular de Miller começa a tocar. Ele olha para ele, depois para
mim. "Pegue a sua merda. Precisamos estar no aeroporto. Você deve estar
pronto para ir."
Tento andar, mas não está funcionando. Eu bato na parede.
"Sério Balls, qual é o problema? Baby, posso chamá-la de volta? O
quê? Ela o quê? Não entendo; ela deveria estar aqui, não lá..."
Eu sei que eles estão falando sobre Lily. Viro-me e caminho pelo
corredor, deixando cair uma imagem no chão.
"Vou chamá-la de volta em poucos... Eu também te amo, Sunny
Sunshine."
Estou desnecessariamente com ciúmes do seu relacionamento. Sei
exatamente como não é fácil ser um jogador de hóquei profissional
dedicado a uma pessoa. Assisti à luta de Miller com o Sunny. Vi Lance
quase destruir sua carreira. Testemunhei o impacto sobre a minha própria
mãe e irmã. Mas agora, tudo o que quero é alguém por quem lutar, e eu
estraguei isso, também.
Chego ao meu quarto e pego a minha mochila. A minha merda do
hóquei deve estar na garagem. Eu espero. Tudo que preciso são roupas.
Miller não está atrás de mim como imaginei que ele estaria. Ele apareceu
alguns segundos depois com um copo de água e comprimidos.
Miller estende o copo e a palma da mão. "Beba isso e tome-os."
Eu faço o que ele me diz. Então olho em volta do meu quarto. A
evidência da semana passada está em toda parte. Três caixas vazias de
preservativos estão no meu criado mudo. Uma garrafa meio vazia de
lubrificante caído pingou no meu tapete. A minha cama está desfeita. O
meu quarto tem aroma distinto de sexo e Lily. Ainda posso ver o olhar em
seu rosto quando eu disse a ela que eu iria fodê-la. Esta devastação é
exatamente o que não quero causar a alguém.
Miller estala os dedos. "Cara, temos que ir."
"Certo. Ok." Eu aceno, mas ainda não me movo.
Miller balança a cabeça e empurra três pares de calças, três
camisas, um terno e um par de gravatas em minha bolsa. Em seguida, ele
vai para o meu armário e joga em alguns boxers extras e meias. Uma
calcinha de Lily deve ter acidentalmente acabado ali, porque ele os joga na
cama. "Se troque Balls. Você cheira como um bar. Eles não vão deixá-lo
entrar no avião, se souberem que está bêbado." Miller me passa um par de
boxers, em seguida, vai para o meu armário e pega um par de jeans do chão.
Eu tenho que sentar para que isso aconteça, mas consigo vestir
roupas limpas. Pego a calcinha de Lily do edredom e a empurro no meu
bolso. Não sei por que, mas preciso dela.
Miller me força a ir para o banheiro e me faz escovar os dentes.
Assim que pego a minha carteira, ele me leva de volta para o saguão. Tenho
que me encostar à parede para colocar meus pés nos meus sapatos.
Miller empurra o meu casaco para mim, balançando a cabeça, e me
leva para fora da porta. Subo para o ridículo Hummer de Lance e me estico
por todo o banco de trás. Verifico os meus bolsos pelo o meu celular, mas
não está lá. "Espere. Não tenho o meu celular. Tenho que voltar."
"Eu tenho." Miller o atira para mim. Tento desbloquear a tela
inicial, mas ela permanece apagada.
"Vocês dois demoraram muito. Porque demoraram? Você pegou
Balls fazendo o que faz de melhor?" Lance coloca o veículo em marcha.
"Você quer me dizer o que aconteceu? Sunny me ligou pirando
sobre Lily." Miller fala.
Fecho os meus olhos, com a esperança de fazer a náusea ir embora.
"Lily terminou comigo." O carro para, e eu caio do banco de trás para o
chão. "Que porra, cara?"
"Terminou com você?" Lance está olhando para mim como se eu
lhe tivesse dito que aliens realmente existem.
Consigo colocar a minha bunda de volta no banco. Desta vez eu me
afivelo. "Ou eu terminei com ela. Não sei. Ela disse que não quer me ver
mais."
"Pensei que vocês dois estavam apenas se divertindo." Há uma
mordida no tom de Miller.
"Nós estamos." Balanço a minha cabeça. "Ou estávamos. Na noite
passada, Lily disse que não era mais divertido. Que estava ficando sério.
Então é isso. Está feito."
Miller e Lance trocam um olhar. Miller se vira para que possa me
olhar. "Então você está me dizendo que Lily terminou as coisas?"
"Foi isso. Sim. A levei após o jantar, e eu ia passar a noite, ou o
tempo que pudesse, mas ela disse que eu não deveria, e que não queria me
ver mais, e foi isso. Podemos não falar sobre isso agora?" Deixo cair a
minha cabeça contra o assento e fecho os olhos novamente. Estou deixando
de fora um monte de detalhes, mas falar sobre isso não me faz sentir
melhor.
Nenhum deles diz qualquer outra coisa, então mantenho os meus
olhos fechados. Tudo que eu quero é cair no sono novamente e desligar
todos os pensamentos na minha cabeça, o embrulho no meu estômago, e
estes sentimentos brutais que não sei como gerir. Antes de Lily, assim que
as coisas começavam a ficar intensas eu caia fora. Mas com Lily, as coisas
foram intensas desde o início, talvez por isso, levou mais tempo para eu
perceber o que estava acontecendo. Ou talvez isso seja uma desculpa.
"Ei, baby. Sim. Nós estamos no nosso caminho para o aeroporto.
Uh-huh. Temos ele. Ele ainda está bêbado." Miller diz.
"Eu posso ouvir você, Butterson. Você sabe disso, certo?" Eu abro
um olho.
Ele me mostra o dedo. "Balls diz que ela foi a única a cortar as
coisas."
"Você quer encontrar uma forma diferente para nomeá-lo?"
Murmuro.
Lance solta uma risada. Miller dá um tapa em seu braço.
"Desculpe, mano, você sabe que eu não quis dizer isso assim."
Miller volta a falar com Sunny. "Não entendo, porque Lily está tão chateada
se foi ela que terminou?" Miller fica em silêncio por um longo tempo,
durante o qual a voz angustiada de Sunny é filtrada, mas as suas palavras
são perdidas nos sons do tráfego. "Oh. Certo. Ok. Acho que faz sentido.
Certo. Eu também te amo. Ligo quando aterrissar."
Miller termina a chamada. "As mulheres são confusas."
Lance bufa. "Elas são perversas. É o que são."
Eu não digo nada, porque o que há a dizer? É provavelmente
melhor que terminamos agora de qualquer maneira, especialmente com Lily
se mudando para Chicago. Eu iria querer vê-la o tempo todo, e tentaria ser o
namorado dela, e iria estragar tudo transando com outra pessoa. É todo o
cenário da maçã não cai longe da árvore.
No momento em que chego à segurança, eu estou sentindo a minha
ressaca. Tenho os suores e acho que vou vomitar. Também não estou muito
firme em meus pés. Tiro o meu casaco e os sapatos e os jogo numa das
caixas. Sigo com o meu cinto e celular. Então esvazio o conteúdo dos meus
bolsos, começando com a minha carteira.
Eu encontro a calcinha de Lily enrolada. É o par que eu comprei a
ela quando a surpreendi em Guelph. Lily parecia tão bem nela. E fora dela.
Esfrego a renda macia entre os dedos.
Lance está atrás de mim. E me dá uma cotovelada no lado. "Balls,
ponha a sua lembrança longe."
"Não é uma lembrança porra." Eu rosno.
Ele coloca a mão no meu ombro. "Se recomponha homem."
Lanço a calcinha na caixa. A garota da segurança me dá um olhar,
mas estou muito lento para me importar. Espero que o cara me libere, e em
seguida, recolho todas as minhas coisas, empurrando a calcinha no bolso
antes de qualquer coisa.
Não falo com ninguém durante a viagem de avião, principalmente
porque me sinto como um saco de merda, fisicamente e mentalmente. Estou
grato pela hora de sono eu consegui. O cochilo me faz sentir um pouco
melhor. No momento em que chegamos, a náusea passou na maior parte,
mas toda a outra merda ainda está lá.
Assim que chego ao hotel, sequestro o banheiro e o chuveiro para
me livrar do cheiro da bebida. Miller está deitado em sua cama, observando
os destaques esportivos. "O seu celular esteve tocando."
Eu o verifico, mas não é Lily. É a minha mãe, me desejando boa
sorte para o jogo. Sinto-me culpado que não a vi durante as férias,
especialmente desde que a minha irmã não voltou para casa, mas eu estava
com Lily. Acho que foi uma coisa boa não tê-la convidado para conhecer
minha mãe.
"Não era quem você queria que fosse?" Pergunta Miller.
"Não." Eu Lanço o celular na cama. Deveria ligar para a minha
mãe, mas eu não quero falar com ninguém. Esfrego o meu peito, irritado
com a dor estranha.
"Você poderia chamá-la, você sabe."
Deixo-me cair no colchão e deito contra os travesseiros. "Qual
seria o ponto? Não posso fazer disto algo que não é suposto ser."
"O que isso quer dizer?"
"Ela disse que não estava se divertindo mais, fim da história." Não
quero dizer a ele o que eu disse. Como a fiz sentir uma merda. Como a
culpei quando era a minha maldita culpa.
"Lily disse o porquê já não estava se divertindo?" Pergunta Miller.
"Ela disse que estava ficando muito intenso. Olha, estou em um
humor de merda. Sei que você está tentando ajudar, Miller, mas falar sobre
isso me faz sentir pior. Só quero focar na estratégia para o jogo, ok?"
"Sim, claro. Vou para o chuveiro, e depois podemos ir comer algo
com a equipe."

***

Estou sentado no banco, esperando o apito para que eu possa entrar


no gelo e soltar um pouco desta agressividade. Nós estamos com um ponto
a menos e Waters tem algo no braço com que lança. Ele tem estado
esfregando o ombro cada vez que fica fora do gelo. Assim que é a minha
vez, corro para o gelo atrás do disco.
Coloco todo o meu foco em me aproximar da rede. Westinghouse
está paralelo a mim. Passo o disco, mas um dos caras do Colorado consegue
fazê-lo tropeçar com uma jogada suja e ganha o controle. Contudo, ele não
o mantém por muito tempo. Miller tem as coisas sob controle e consegue
obter o disco de volta.
Acampo em frente da rede, sabendo que se Miller o conseguir jogar
de volta para Westinghouse, ele o passa para mim. A defesa do Colorado
também sabe disso. O número sessenta e três está sobre mim, me cutucando
na parte de trás com o seu bastão. Não estou no clima para bobagens esta
noite.
Fico atrás dele e dou um pequeno empurrão por trás. Então ele me
acotovela, mudo o meu pé entre os seus e empurro a parte de trás do joelho,
o desequilibrando. Nós caímos no gelo. Espero até que ele agarre a minha
camisa antes eu pegar a sua. À medida caímos eu nos viro.
Quando estou numa superfície lisa com lâminas em meus pés e
estou perto de cair, há uma regra essencial: estar sempre no topo. Ele está
cuspindo obscenidades, chateado, porque eu puxei um movimento obscuro.
Mas ele tem sido um problema todo o jogo. Apesar de tudo, o meu plano é
não lutar. Tudo o que quero é tirá-lo das minhas costas. Mas ele começa a
vir em minha direção, então não tenho escolha, mas desviar.
Ele agarra o meu capacete.
Há muito poucas coisas que realmente me irritam no gelo. Jogo
agressivo é uma delas. Defesa idiota é outra. E agarrar o capacete me faz
ver vermelho. Seguro o capacete com as duas mãos, prendendo a cabeça
contra o gelo. Continuo tentando ter uma tração, mas ele ainda está
segurando o meu capacete com uma mão, e tentando me dar um soco com a
outra, então os meus pés continuam deslizando por debaixo de mim.
Levo três tentativas para me levantar. A multidão está
enlouquecendo. Os fãs do Colorado estão gritando com os árbitros para
fazer algo. Os fãs do Chicago estão tão selvagens. Afasto o cara quando
apito soa. Não estou surpreso com a penalidade, mas pelo menos Colorado
recebe uma também.
"Elevação no gelo agradável, Balls. Isso vai ficar impressionante
nos destaques." Miller me dá um tapinha no ombro no meu caminho para o
banco de penalidade.
Acabamos por perder o jogo por um. No bar uma garota se oferece
para me fazer sentir melhor. Ela tem o cabelo escuro como Lily, mas é mais
longo. Os seus lábios são vermelhos e seus seios são maiores. Os olhos dela
são azuis. Poderia tentar trepar um pouco da raiva e tudo o que está
acontecendo dentro de mim, mas acho que iria ter o efeito oposto.
Canso-me e me dirijo para o quarto lugar. Miller já está lá. Ele está
deitado, fazendo o que sempre faz depois de um jogo: assistindo aos
destaques.
"Veja isto." Aponta para a tela.
Lá estou eu, ferrando o cara do Colorado no gelo. Não admira que
ele estivesse tão louco. "Ele estava sendo um idiota; Ele mereceu."
"Não discuto isso."
Miller rola para fora da cama e vai ao banheiro. Dou de ombros
fora do meu terno e o deixo cair no chão, muito preguiçoso para dar uma
merda. Verifico o meu celular, mas não tenho quaisquer novas mensagens
de Lily. Normalmente, depois de um jogo, ela envia uma.
Puxo para cima o seu contato e ligo para ela. Toca um monte de
vezes e vai para o correio de voz. Fecho os olhos ao ouvir o som de sua voz,
dizendo para deixar uma mensagem após o sinal.
Tomo uma respiração profunda após o sinal. No começo considero
desligar, mas então acho que ela vai saber que sou eu a partir do número, e
tudo que eu fiz até agora foi um respirar como um pervertido. Miller sai do
banheiro quando começo a falar. "Uma garota queria transar comigo hoje à
noite. Ela parecia como você. Bem, só o seu cabelo, mas não mesmo..."
"O que diabos está errado com você?" Miller tira o celular da
minha mão.
"Estou deixando uma mensagem."
Tento pegar o meu celular, mas Miller me empurra para fora do
caminho. Bato na mesa de cabeceira, e a lâmpada cai.
"Sobre estar com outra garota?" Ele grita.
"Eu não fodi outra garota. Essa é a questão!"
Miller pega o telefone e o coloca no ouvido. O levo para o chão, e
lutamos, eu tentando obter o telefone enquanto ele tenta socar os botões.
Ele coloca a mão no meu rosto. "Pare de ser um idiota, Balls. Estou
tentando apagar a mensagem."
"Vou excluí-la." O acotovelo nas costelas e, finalmente, obtenho o
meu celular, mas devo apertar o botão errado, porque não tenho a opção de
excluir ou enviar. "Merda."
"Não me diga que você enviou isso." Miller me empurra para fora.
Eu deito no chão, ofegante. "Acho que enviei. Devo enviar
mensagem e lhe dizer para excluí-la sem ouvir?"
Miller balança a cabeça. "Você sabe, eu pensava que eu não tinha
esperança com relacionamentos, mas você me faz parecer o maldito
Einstein. Vou ligar para Sunny."
"Que bem ligar Sunny vai fazer?"
"Ela pode, pelo menos, falar com Lily." Miller soca em seu celular,
as sobrancelhas franzidas em concentração. "Estou recebendo o correio de
voz." Miller espera mais alguns segundos. "Ei, baby. Eu estou supondo que
você está dormindo. Se você tiver uma chance, pode me ligar? Randy
deixou uma mensagem estúpida para Lily, e seria melhor se ela não a ouvir.
Te amo. Mal posso esperar para voltar para casa..." Ele abaixa a voz, então
não posso ouvir o resto.
Decido que, provavelmente, é melhor enviar mensagem a Lily,
desde Miller não conseguiu falar com Sunny.

Se você receber uma msg de mim pode excluí-la? Não saiu do


jeito certo.

Não recebo nada de volta dela.


O sono foi uma porcaria. Na parte da manhã eu tenho uma
mensagem.

Você não é meu, então você pode foder quem você quiser.

Esta não é uma conversa que quero ter por mensagens. Tento ligar
de novo, mas vai para o correio de voz. Não deixo outra mensagem desde
que a última sugou as minhas bolas.
Uma vez que estou de volta em casa, largo a minha merda na porta
e vou para o meu quarto. Tudo que eu quero é deitar e cheirar Lily. É
estranho, e talvez um pouco confuso. Mas, a governanta deve ter vindo,
porque os lençóis estão limpos. As roupas que Lily deixou para trás estão
dobradas em uma pilha em seu lado da cama.
A maldita dor no meu peito está de volta. Esfrego o local, odiando
a dor fantasma.
É quando percebo que o que estou sentindo é desgosto. Estou
sempre preocupado em ferir alguém; Eu nunca pensei em mim mesmo. E é
minha própria maldita culpa.
Mas tentar mais com Lily só vai acabar lhe causando dor no final.

***

"Porque você não vai vê-la,se ela não responde às ligações?" Lance
está chutando a minha bunda no NHL Hockey no Xbox. Embora, não esteja
tentando muito duro.
"Não há nenhum ponto nisso." Passaram duas semanas e não ouvi
nada dela.
Ele me bate pela terceira vez, então passo o controle para Miller.
"Você acordou." Devo tê-lo jogado com mais força do que pretendia,
porque o controle bate em sua garganta.
"Sério, cara." Miller esfrega o seu pescoço.
"Desculpa."
"Agora, você é pior que uma adolescente de TPM."
"Não sou assim tão mau."
"Uh, sim, você é. Você teve penalidades em cada jogo nas duas
últimas semanas. Você é quase tão mau quanto eu." diz Lance.
Ele está certo sobre isso. Tenho sido muito mais agressivo do que o
habitual. Quase fui expulso do último jogo por brigar. "Ver Lily não vai
mudar isso."
"Você não pode saber até que tente." diz Miller. Ele tem estado em
cima de mim para arrumar esta merda, mas não há nada para arrumar. Lily
não me enviou mensagens desde que mandei aquele correio de voz, e não
tenho bolas para tentar novamente. Não sei no que eu estava pensando em
primeiro lugar. Ela vai se mudar para Chicago em breve, mas não vou
encontrá-la o tempo todo. A menos que ela vá aos jogos. Então vou querer
falar com ela quando eu realmente deveria deixá-la sozinha.
De acordo com Sunny, Lily voa para Chicago na próxima semana.
Alex não queria que ela dirigisse uma van da U-Haul no meio de janeiro,
então ele terá a sua mudança enviada para a casa. Odeio que estou com
ciúmes de um cara com uma noiva.
"Não é como se falar sobre isso fosse mudar alguma coisa."
"Como você sabe disso?" Pergunta Miller.
Frustrado, eu corro uma mão pelo meu cabelo. "Porque era suposto
ser apenas diversão e agora não é para ela."
"Você pode explicar isso?" Miller pergunta.
"Estava ficando muito sério." resumo.
"Para quem?" Miller coça sua barba de semanas por fazer.
Já discutimos isso antes. Não vejo porque estamos tendo a mesma
conversa novamente. "Para ela."
"Então, tudo o que ela queria era um pau?" Miller pergunta.
"Bem, sim. Tivemos uma conversa logo no início sobre que seria
apenas diversão e manteríamos as coisas leves."
"Podemos voltar por um segundo, porque ainda estou confuso.
Sunny diz que Lily está uma porra de uma confusão sobre isto. Não entendo
porque ela estaria tão chateada se só estava nisso por um pau."
"Eu sou o seu estepe. Não achei que ia se transformar num caso de
sentimentos."
"Sou o único aqui que está reconhecendo que você está falando de
Lily como vocês estivessem em um relacionamento?" Lance pergunta.
"Não, nós estávamos..."
"Só se divertindo. Nós sabemos." Lance revira os olhos.
"Bem, o que mais poderia razoavelmente ser com ela no Canadá e
eu viajando a metade do ano? Além disso, ela acabou de sair de um
relacionamento de sete anos."
"A partir do som disso, aquele relacionamento já tinha terminado
muito antes disso." diz Miller.
"Não é como se importasse. É melhor assim. Terminar a merda
antes foi inteligente antes de eu arruiná-lo fazendo algo estúpido." Merda.
Eu sou uma adolescente de TPM.
"O que você está falando?" Pergunta Miller.
"Ela está se mudando para cá, e eu iria querer que isso fosse algo
que não pode ser." Eu acho que deve estar claro agora quem eu sou.
"Você quer dizer um relacionamento?" Pressiona Miller. Lance está
olhando para o seu controle do Xbox.
"Sim."
"Não entendo porque não pode ser exatamente isso, especialmente
com ela se mudando para Chicago. Essa é a maneira mais fácil de gerir do
que com ela vivendo no Canadá. Eu saberia. Parece ser isso que você quer."
"Sim, mas eu vou foder com ela eventualmente."
"Como você pode saber? Eles substituíram as suas bolas para umas
de cristal? você pode ver o futuro?" Miller parece extremamente confuso.
"Isso foi o que meu pai fez. Ele fodeu minha mãe. Repetidamente.
Não quero nunca fazer isso com outra pessoa. Não quero machucar alguém
assim."
"Você não é seu pai." argumenta Miller.
"Eu sou exatamente como ele."
"Não, você não é."
"Sim. Sou."
"Uh, cara, eu cresci com você. Sei como é o seu pai, e enquanto
você pode parecer como ele e pode jogar hóquei como ele fez, exceto que
joga melhor, é aí que as similaridades terminam. Você passou a sua vida
inteira tentando não ser como ele. Você nunca faria para outra pessoa o que
ele fez com sua mãe. Você é uma pessoa melhor do que ele é."
"Eu quase transei outra menina na última vez que estive em
Toronto. A única razão porque não o fiz, foi porque Lily apareceu."
"Você não teria pegado a bunny." Lance diz calmamente.
"Você não sabe disso. Se você não tivesse dito alguma coisa, eu
não teria verificado as minhas mensagens, e eu teria levado aquela garota
para o meu quarto."
"Não significa que você teria fodido ela. Eu não teria deixado isso
acontecer." responde Lance.
"Não vejo como você tinha sido capaz de me parar. E esse é o
ponto, não é? Não tenho capacidade para estar com uma pessoa."
"Você nunca sequer tentou saber," Miller dispara de volta. "Você
sempre cortou quando começa a ficar intenso, exceto que você não fez com
Lily."
"Olha quão bem tem funcionado! E quando ela me disse como se
sentia, eu disse a ela que iria foder de novo. Porque diabos é que Lily iria
querer ter alguma coisa comigo depois de eu ter dito algo assim?"
Lance está balançando a cabeça agora, mas ainda olhando para o
chão.
Miller passa as palmas das mãos sobre as coxas. "Olha o quanto eu
estraguei tudo com o Sunny no início, quando ainda estava indo a festas e
havia todas essas fotos e merda. Tivemos discussões, e falamos. Seguimos e
frente e fizemos funcionar. Você não pode saber qual é o negócio com Lily,
a menos que você a veja e converse. E se ela já não estiver na mesma
página, bem, pelo menos você tentou em vez de estar aqui no seu sofá,
fazendo com que todos ao seu redor lidem com a porra da sua miséria."
Ele não está errado. E isso é uma porcaria.
"Nós todos te vimos com Lily," Lance entra na conversa, o sotaque
escocês fica mais grosso quando continua. "Há sentimentos lá. De ambos os
lados. Não deixe que as más escolhas de outra pessoa sejam a razão para
você desistir de algo que poderia ser bom."
"Ele tem um ponto." diz Miller.
Não posso acreditar que estou prestes a aceitar um conselho sobre
relacionamento de Lance.
Capítulo 26
Ansiando: Não apenas por árvores

LILY

Não sou uma coitada. Não me sento e chafurdo. Bem, não


costumava sentar e chafurdar. Mas isso é o que tenho feito entre embalar e
formar uma nova treinadora. Ela é fantástica e vai fazer um trabalho
incrível. Mas deixar as minhas meninas é difícil. Tenho trabalhado com
algumas delas há um longo tempo, as observei se tornarem belas
patinadoras. A mudança deve ser boa, embora. Vai ser boa. Quando eu parar
de suspirar.
Continuo a ter momentos de puro pânico em que me vejo dirigindo
para Randy, batendo em sua porta, e pedindo-lhe para me segurar/me
foder/me amar. O cenário do meio não é o que mais prevalece. Chocante, eu
sei.
Continuo seguindo sobre a minha decisão de me mudar e me
lembrando de que, agora, estou realmente fazendo isso pelas razões certas.
Todo o ponto de acabar as coisas com Randy era porque assim teria alguma
perspectiva, e para garantir que não estava a fazer uma enorme escolha de
vida baseada em querer algo que não posso ter. Ainda o quero, mas pelo
menos não estou fingindo e me segurando em algo que não era nem mais
mesmo real.
No final, não posso dizer que me estou me mudando por todas as
razões certas, mas eu sei que não quero nunca voltar a ficar com Benji, e
viver em uma cidade grande será definitivamente uma experiência. Além
disso, a minha mãe vai morar com Tim-Tom, então, de uma forma ou de
outra, eu teria que encontrar um novo lugar para morar.
Coloco minha mala na minha cama e a abro. É nova. A comprei há
dois dias em uma expedição de compras com a minha mãe. Ela está bem
com a mudança. Ela não está mesmo sabendo a totalidade da minha
situação com Randy, embora isso possa ser, em parte, devido aos meus
ataques épicos de soluçar quando terminei de me divertir.
Eu aprendi algumas coisas sobre mim nos últimos seis meses: Não
estou talhada para sexo casual. O meu exterior, por vezes, cadela é a minha
armadura, alego contra o quão sensível eu sou. Se eu tivesse sido tão
perspicaz antes de cair por Randy, eu poderia ter saído disto com um pouco
menos de angústia. Ou talvez não. Havia um monte de sinais mistos, eu
estou começando a perceber. Ele foi o único que insistiu que seria
"divertido", mas aquela semana com ele em Chicago... Não posso deixar de
sentir que não era só eu. Independentemente disso, acabou e estou triste
com isso.
Ordenadamente arrumo a minha mala, começando com as minhas
meias. Descubro que tenho um monte de meias, e está faltando o par da
metade delas. Considerando que parece bastante kármico. O fodido karma
ás vezes é uma vadia.
Coloquei uma música emo, é claro, para combinar com o meu
humor constantemente flutuante, e passo para a minha gaveta de calcinhas.
Metade das minhas calcinhas precisa ser substituída porque ou estão velhas
ou caindo aos pedaços. Ainda tenho as que Randy comprou para mim
durante as férias.
Nós não trocamos presentes de Natal, mas trocamos roupas
íntimas. Ainda falta o par bonito azul com o laço, mas tenho o par de boxer
rosa que eu vandalizei. Um presente de despedida para me lembrar dele. É
um pouco stalker assustador, mas eu estou bem com isso. Também sou
culpada de pesquisar as suas contas de mídia social e vasculhar os grupos
de Puck Bunnies prostitutas. Até agora não há relatos de Randy ser
“balistic” ou sobre quaisquer novas Puck Bunnies. É uma terrível forma de
tortura, esperar que aconteça e me quebrar mais uma vez.
Há uma batida na minha porta, e escondo a boxer de Randy sob
uma pilha de meias. "Entre."
A minha mãe enfia a cabeça para dentro. "Como está indo?"
"Bem. Vou terminar esta em breve, e então eu posso ajudá-la com a
cozinha." Fecho a gaveta vazia. Sinto algo molhado em meu rosto e percebo
que estou chorando. Mais uma vez. As emoções do caralho explodem. E o
fodão do Randy fica assustado pra caralho. Pensar nisso definitivamente
não para as lágrimas.
A minha mãe me dobra em seu abraço magro. Nós somos tão
magras, por isso não é nada como abraçando digamos, Randy, que é todo
homem de linhas duras e musculares e, merda, realmente preciso parar de
pensar nele.
A minha mãe acaricia meu cabelo, como costumava fazer quando
eu era pequena. Isto é calmante. "É porque você está se mudando para longe
de mim, ou porque você ainda está triste sobre o seu menino do hóquei?"
"Não sei. Ambos, eu acho." Fungo. É patético.
Ela me deixa ir e toma o meu rosto entre as mãos. O seu sorriso é
triste. "Ele é um idiota por não querer você."
"Ele me quer, não apenas da maneira que eu o quero." Tento
sufocar um daqueles horríveis de soluços de meleca. Mas não tenho
sucesso.
"Você tem certeza disso?" Ela pergunta baixinho.
"Randy deixou claro desde o início, sempre iria ser casual."
"Os sentimentos podem mudar, Lily."
"Os dele não." Eu penso sobre aquele correio de voz, sobre a
menina no bar que se parecia comigo. Em uma questão de horas Randy já
estava pensando em me substituir. "Ele disse que, eventualmente, ia me
machucar."
A minha mãe suspira. "Às vezes, quando as pessoas estão com
medo do que eles estão sentindo, elas afastam as pessoas."
"Talvez. Não sei. Randy não tentou me ligar ultimamente nem
enviou textos. Acho que acabou."
Ela me dá outro abraço magro. "Não vou dizer que há uma
abundância de peixe no mar, apesar de existir. E você encontrará aquele que
é certo para você, no momento certo."
No momento, não sinto como se fosse encontrar outro peixe. Eu
fungo. "Você provavelmente não deveria desde que completou quarenta e o
veredicto ainda está em Tim-Tom."
"É Tim, querida, e ele é bom para mim."
"No entanto, Tim-Tom soa bem para ele."
A minha mãe ri, e, em seguida, fala séria. "Eu sei que cometi um
monte de erros ao longo do caminho, e fiz um monte de más escolhas, mas
quero que você saiba que eu não tenho arrependimentos quando se trata de
você. Bem, isso não é verdade. Eu gostaria de poder te dar mais. Você
merecia muito mais do que você tem, mas eu fiz o melhor que pude..."
Ela engasga o resto das palavras. O que provavelmente é uma coisa
boa. A minha mãe e eu, não temos essas conversas profundas, de coração,
provavelmente porque acabamos chorando feio.
A acaricio. "Você fez muito bem, mãe."
"Sinto muito sobre o menino do hóquei."
"O nome dele é Randy também. O sexo era realmente incrível."
"Eu definitivamente não preciso saber disso."
"Eu vi a ereção de Tim-Tom".
"Acho que devemos tomar uma bebida."
Sigo-a até a cozinha, onde ela derrama um copo de vinho e vemos
o jogo de hóquei. Toronto está jogando contra Chicago. A barba de Randy é
linda. Ele parece fantástico. E marca um gol. O meu celular vibra cerca de
meia hora depois que o jogo termina. Não vou mentir; todo o meu ser quer
que seja Randy, dos meus folículos capilares à minha Garagem Vagina da
Lily.
Não é.
É Benji. Eu devolvi as suas coisas há alguns dias. Correu um pouco
melhor do que eu esperava. Ele tentou me convencer que eu estava
cometendo um erro ao me mudar para Chicago, e que devemos voltar a
ficar juntos. Apontei a ele definitivamente que não iríamos funcionar
comigo me mudando. Benji ficou bravo e depois chorou. Poderia ter sido
muito pior. Mas, na minha pressa para sair, eu esqueci a minha caixa.
Eu gemo e verifico a mensagem. Ele está me deixando saber que
Benny está passando pela manhã com as minhas coisas.
Há algum alívio em não ter que lidar diretamente com ele de novo.
Temos um monte de história, e estou um pouco triste com a forma como
está terminando, mas também estou ciente que estarei de volta e, às vezes, o
tempo e a distância torna mais fácil tornar amigos. Quem sabe se isso
alguma vez vai acontecer com a gente.
Vou dormir com a minha mala ocupando metade da minha cama, e
acordo com o meu celular tocando. É Benny. Esqueci-me de definir o
alarme.
"Vou descer." digo a ele.
Puxo um moletom com capuz sobre a minha parte superior da
regata e enfio os pés em minhas pantufas. São enormes e pesadas, mas pelo
menos são quentes. Sunny me deu no Natal. Não me incomodo em verificar
o meu reflexo no espelho antes de descer. Francamente, não dou a mínima
como pareço.
Fecho meus olhos para o passeio no elevador. Estou com dor de
cabeça. Só tive um copo de vinho, mas foi um grande.
O carro de Benny está estacionado na frente do meu prédio. Eu
atravesso a calçada com neve em minhas pantufas de alces. Vou ter que as
colocar para secar, mas não quero que Benny se ofereça para trazer as
minhas coisas para cima.
Benny sai do carro. Ele tem uma barba crescendo. É mais limpa do
que a de Benji, mas quando ambos têm uma, eles poderiam passar por
gêmeos. Ele levanta uma sobrancelha para a minha roupa. "Parece que eu
acordei você. Eu poderia te encontrar na porta."
"Está tudo bem. Eu precisava levantar de qualquer maneira. Muita
arrumação para fazer." Não tenho muito assunto, mas ainda tenho algo a
dizer.
"Então você está se movendo para Chicago, né?"
Enfio as mãos no bolso do meu moletom. "Sim."
Benny balança a cabeça. "Sair de Guelph vai ser bom para você."
"Acho que sim. Como está Benji?" Não pergunto por que me sinto
obrigada; Sinceramente estou preocupada, especialmente porque ele enviou
Benny em seu lugar.
Benny dá de ombros. "Você sabe como ele é. Ele precisa começar a
descobrir a vida. Você se mudar pode acabar também acabar sendo uma
coisa boa para ele."
Nós deixamos o resto não dito. Benji precisa crescer. "Espero que
sim."
"Eu também." Ele suspira. "Deixe-me pegar suas coisas. Tenho que
começar a trabalhar e a neve está se tornando difícil hoje."
"Sim, é claro." Estou aliviada que ele não pode ficar e conversar.
Além disso, estou congelando e os meus pés estão dormentes.
Benny abre a porta do passageiro e tira uma caixa do banco. Está
cheia de porcarias praticamente inúteis. Há uma foto minha e de Benji na
formatura. Nós terminamos naquela noite depois um dos caras do time de
futebol me ter pedido para dançar e Benji ter surtado. É incrível como sete
anos de memórias podem ser reduzidas a uma caixa de papelão.
Coloco-a debaixo do braço e dou a Benny um abraço desajeitado.
Quando eu estou fazendo isso, noto um SUV dirigindo em marcha lenta. A
neve range sob os pneus, enquanto para ao lado do carro de Benny.
O homem no banco da frente faz contato visual enquanto me afasto
de Benny. Sinto que poderia estar tendo alucinações, porque com certeza se
parece Randy. O carro começa a andar novamente, como se prestes a sair. O
que não faz sentido se ele dirigiu todo o caminho de partir de Toronto.
Estou usando uma calça de pijama com estampa de alces, as
minhas pantufas de alces, e um capuz com manchas. Não escovei os dentes
e está congelando, mas não há nenhuma maneira que ele está saindo antes
de eu descobrir porque veio todo o caminho até aqui. Se for Randy. Caso
contrário, vou estar envergonhada com o que estou prestes a fazer.
"Desculpe, Benny, eu tenho..." Deixo cair a caixa na neve, faço
gestos descontrolados selvagens, e começo a correr. É tão escorregadio
como uma piscina de lubrificante, mas estou determinada a pegar o cara
antes que passe o sinal de pare Espero que não esteja ficando louca e que
seja realmente Randy.
Felizmente ele dirige com cautela devido à neve pesada,
imprevisível. Nunca estive tão grata pela má manutenção da cidade. Ele
chega a um impasse no sinal de pare, ao mesmo tempo em que me jogo
sobre o capô. Agarro o para-brisa e olho para cima para encontrar o rosto
chocado de Randy olhando para mim.
Deslizando para fora, abro a porta do passageiro e entro. Decido
jogar com calma. Fecho a porta e me inclino contra ela, sendo casual,
embora esteja respirando como se tivesse corrido uma maratona, a minha
camisa está embebida em uma capa de neve, e eu estou usando pantufas de
alces. "Ei."
Randy parece sexo enrolado em bacon e mergulhado em xarope de
bordo. O seu cabelo está seriamente fodido. Está mais longo outra vez, mas
não está puxado para trás e a outra metade está pendurada em sua face. A
barba é toda barba e tudo o que quero fazer é me enrolar em torno dele.
"Você tem alguma ideia de como perigoso isso foi?" Ele aponta
para o capô e depois para mim.
"Você estava indo embora." Eu digo em uma defesa ofegante.
"Você voltou com aquele imbecil?" Randy empurra o polegar na
direção de Benny, exceto ele já está em seu carro, então Randy está
apontando para o espaço vazio.
"É o irmão de Benji, Benny. Eles são muito parecidos com a barba.
E não, não há nenhuma maneira que eu iria voltar com ele."
"O nome do seu irmão é Benny?"
"Os seus pais são uns idiotas."
"Obviamente."
Nós olhamos um para o outro por alguns longos segundos, tempo
em que eu considero todas as maneiras de ficar nua.
Randy bate no volante, e eu paro mentalmente de despi-lo para que
eu possa ouvir as suas palavras. "Então as coisas estão terminadas com
ele?" pergunta.
"Sim. Totalmente acabadas. Benny trouxe as minhas coisas que
estavam com Benji. Foi mais fácil do que vê-lo. Quer dizer, eu posso gerir
em vê-lo, mas ele não consegue me ver. Benji ainda quer que voltemos a
ficar juntos, e eu não, por isso é estranho." Mais ou menos como esta
conversa.
"Isso é bom. Você pode fazer melhor que esse idiota." Randy
mastiga o interior de seu lábio enquanto balança a cabeça lentamente.
"Ele é inseguro."
"Não lhe dá o direito de te tratar como merda ou subestimá-la."
Deus, ele é sexy, e a maneira como está falando me lembra de
quando o conheci na casa de campo de Alex. Randy era tão arrogante, e me
defendeu, e eu enfiei a minha língua em sua garganta. Não posso acreditar
que foi há quase seis meses atrás. Não posso acreditar que sou apaixonada
por ele, e ele está sentado aqui, e eu não tenho ideia do por que.
"Então, o que você traz a Guelph às oito horas da manhã?"
Pergunto, mais uma vez tentando ser casual.
Randy estende o braço sobre o assento. "Você."
Bem, isso é direto ao ponto. "Eu... uh..."
"Não quero te ver mais." Randy deixa escapar isso como um
vômito.
"Hum..." Não tenho ideia do que isso significa. Se ele está aqui
para uma rapidinha, eu acho que o poderia socar. Não vou ter sexo casual
com ele, nem mesmo que eu queira.
Randy passa a mão pelo cabelo. "Desculpa. Ontem a noite foi
longa."
"Eu assisti ao jogo."
"Sim?"
"Você esteve acumulando muitos minutos de penalidades
recentemente."
"Estive de mau humor. Acontece quando a garota com quem eu
quero estar rompe comigo porque já não sou divertido."
Fale sobre colocar tudo para fora. "Eu não disse que você não era
mais divertido. Espere. Romper com..."
"Você disse que não era mais divertido para você. Isso não é a
mesma coisa?"
Isso é na verdade, muito, muito diferente, mas ainda estou obtendo
a minha cabeça em torno do comentário “rompimento’’. Preciso dizer
alguma coisa. Não posso olhar para ele, assim deixo cair o meu olhar no
meu colo. Merda. Não estou vestida para esta conversa. Aposto que o meu
cabelo está uma bagunça. Esta é a mais falhada reunião de sempre. Se é o
que isso é.
"Lily?"
"O sexo não deixou de ser divertido..."
"Estou feliz que o meu pau fodido é útil." Randy soa tão amargo.
Olho para ele. "Eu amo o seu pau fodido."
"No entanto, não o suficiente para querer montá-lo mais."
Eu estou com raiva que ele veio até aqui e ainda estamos apenas
falando de sexo. "Seu pau não é fodido, e isto é mais do que sexo, Randy!"
Eu grito. Não quero, mas esta conversa não está indo em uma direção útil, e
agora tudo o que posso pensar é montar o seu pau.
Um carro dispara a sua buzina atrás de nós. Randy desce a janela e
mostra o dedo à pessoa. Que no caso é Benny.
"Estamos sentados em um sinal de Pare." Eu aponto para o sinal
vermelho.
Randy liga a seta e vira a esquina. Ele dirige em torno do bloco até
parar mais na frente do meu apartamento e liga os pisca alertas. Ele acaricia
a sua barba, com expressão pensativa. "Pensei que eu estava apenas sendo a
sua aventura. Não esperava que se transformasse noutra coisa."
Volto a olhar para as minhas pantufas de alces. "Olha, talvez eu
devesse ter dito algo muito antes, mas o sexo casual não funciona para mim,
e você já deixou claro sobre o que você faz."
Randy franze a testa. "Então você não é boa com casual, e isso é
tudo o que você achava que isso era."
"Sim." Finalmente, acho que estamos chegando a algum lugar.
Suspiro e empurro as minhas mãos entre os joelhos. "Tudo estava bem no
início, quando eu meio que odiava e gostava de você, e você comia a
Garagem Vagina em banheiros públicos. Então você começou a me levar
para almoçar, e me comprou roupas e brincou sobre eu me mudar para
Chicago. Passar tempo com você durante as férias mudou as coisas, parecia
que as coisas também tinham mudado para você. Comecei a sentir que era
algo mais, mas você me disse que não era."
Randy olha para frente, apertando e soltando o volante. "Foi toda a
conversa sobre você se mudar para Chicago?"
"Você brincando? Mudar-me não é a questão, Randy."
Ele aperta a sua mandíbula. "Entendo." O seu queixo cai para o seu
peito e ele fecha os olhos. "E se o que estávamos fazendo não era apenas
casual?"
"Acho que a palavra casual precisa ser banida do resto desta
discussão. Pode me explicar o que você quer dizer?"
"E se estivéssemos fazendo o que estávamos fazendo mas com
sentimentos."
"A maioria das pessoas chama isso de um relacionamento, Randy."
Randy morde um dedo. Ele parece um animal encurralado.
"Se você não pode mesmo dizer a palavra, não é algo para o qual
você está pronto."
"Eu posso dizer isso."
"Então faça."
"Relacionamento." Ele ainda está mastigando o seu polegar, então
sai tudo ilegível.
Não sei se rio ou choro. Os meus estúpidos olhos decidem por mim
e começam a encherem de água. Odeio chorar. "Eu não posso..." Eu alcanço
a maçaneta.
"Espere!" Randy agarra o meu pulso. É a primeira vez que ele me
tocou desde que entrei no veículo. A sua pele é quente e áspera. Ainda é
elétrica. O meu coração dói tão mal e o meu sino mágico está ficando
louco.
Ele lambe os lábios e engole em seco, os olhos correm para mim e
se afastam. "Olha, toda a minha vida todo mundo me comparava com o
meu pai. Como pareço com ele, falo como ele, como ajo, sou bom no
hóquei como ele, sou mesmo como ele. E ele arruinou a minha mãe com
todo o seu foder ao redor. Ela nunca superou isso e minha irmã se mudou
para o outro lado do mundo para ficar longe dele. Eu não quero nunca fazer
a alguém, o que ele fez para elas e para mim. Não quero fazer ninguém
passar por isso."
A dor que isso lhe causou é clara nos seus olhos, no conjunto rígido
de seus ombros, no tremor em sua voz. Este homem, tão confiante no gelo e
na cama, está se debatendo com seus sentimentos.
Varro o meu polegar sobre os nós dos dedos dele. "Você não tem
que repetir os mesmos erros, Randy. Você é a sua própria pessoa. Você
controla suas ações."
Randy diz calmamente, "Eu não estive com ninguém além de você
desde que nós brincamos no verão. Ninguém."
"Ninguém?" Eu estou meio atordoada. Ok, eu estou muito
atordoada.
"Houve uma menina no bar que ficava tocando o meu braço, mas
tudo o que eu conseguia pensar era em você, e então você apareceu. Fiquei
tão aliviado e aterrorizado, ao mesmo tempo, porque sabia que eu era a sua
aventura. Eu acho que eu queria que fosse algo mais, mesmo naquela
época; Só não tinha percebido isso ainda. Ou não queria ver." Ele exala um
longo e lento suspiro. "Eu não deveria ter reagido da maneira que fiz
quando você disse como as coisas estavam ficando intensa, mas disse que
iria dizer algo se fosse demais e você não fez, e nem eu, e entrei em
pânico."
"Vejo isso agora."
"Não sei se você ainda tem esses sentimentos, ou se o que eu disse
os fez desaparecer, mas eu ainda quero você. Quer dizer, eu quero estar com
você e não apenas para o sexo. Se isso está se movendo muito rápido e você
precisa que isso não tenha um rótulo, podemos fazer isso." Ele faz uma
pausa, os olhos arregalados, e então balança a cabeça. "Isso não é verdade.
Eu quero um rótulo. Quero estar em um relacionamento com você."
"Um relacionamento?" Eu soo como uma idiota. Ainda estou
cambaleando sobre o fato que, muitas vezes, passamos mais de um mês sem
nos vermos e ele não esteve trepando com Puck bunnies. Quero dizer, é
claro que eu esperava que ele não estivesse com elas, mas eu não esperava
exclusividade, sendo casual ou não, aparentemente, de ambos os lados.
"Sim." Randy acena com a cabeça uma vez.
"Você não esteve com nenhuma Puck bunnies desde o verão?"
"Nenhuma."
"Por quê?"
"Porque eu só queria estar com você. Desculpe, eu quero dizer
quero, tempo presente. "
"Uau. Que loucura, você esteve semanas sem sexo."
"Mas me masturbei muito."
"Eu aposto." Olho para baixo em sua virilha. Ele definitivamente
tem algo feliz acontecendo lá embaixo. E ainda está segurando o meu pulso,
e seu polegar escova para trás sobre a pele, calmante, aquecendo. "Então
você quer me namorar?"
"Não, eu quero que você seja a minha namorada."
"Você vai já para a arma grande de rótulos, né?"
"Sim, arma grande ou ir para casa, certo?" Randy me puxa para ele.
"Assim? Você quer me dar uma chance?"
"Ok."
"Ok?"
"Sim. Definitivamente."
O seu sorriso faz o meu coração derreter. Não percebo que ele está
vindo para um beijo até que sua boca está quase na minha. Deslizo a mão
entre nossos rostos assim Randy beije meus dedos, em vez dos meus lábios.
"Não escovei meus dentes ainda."
"Realmente não me importo."
"A minha boca tem gosto de queijo de pau."
"Como você sabe que gosto tem queijo de pau?"
"Você viu Benji. A sua barba corresponde às suas bolas." Tenho
certeza que arruinei o que é suposto ser o nosso primeiro beijo oficial de
casal falando sobre o saco do meu ex com bolas desgrenhadas.
Randy faz uma careta. "Porra, isso é desagradável."
"Desculpe, finja que eu não disse isso."
"Muito tarde."
Ele puxa um pacote de balas do bolso, tira uma, a empurra uma
minha boca. Mastigo um par de vezes esfregando todos os pedacinhos
hortelã sobre a minha língua e engulo. Água seria bom, mas desde que eu
não tenho nenhuma, vou ter que gerir. Abaixo minha mão. "Certo. Pronta."
Randy me dá aquele sorriso sexy que faz a minha calcinha querer
rastejar fora de meu corpo e ir para seu bolso. Exceto que não estou usando
uma. Todo o meu corpo formiga, assim que ele segura o meu rosto entre
suas mãos. Randy passa o polegar ao longo do contorno do meu lábio
inferior, limpando uma migalha de hortelã. Então se inclina.
Não posso me ajudar. Eu ainda não entendo o que tem ele, mas
tudo o que quero é pular encima dele no segundo em que começar a me
tocar. Imediatamente enfio a minha língua em sua boca e gemo. O seu riso é
abafado pelos meus impulsos de língua.
Tanto faz. Isto Tem sido um par de semanas, e eu estive toda
deprimida e de coração partido. Agora estou excitada e animada. Tenho um
namorado quente, com um pau de cara feliz e durão. Seguro a parte de trás
do seu pescoço e o acaricio através de seu jeans.
Randy está duro, e o quero sentir entre as minhas pernas, desde que
agora ele é meu. Exclusivamente. Lanço minhas pantufas e me preparo para
qualquer ataque a ele ou o puxar para baixo. Ambos irão funcionar bem.
A batida na janela me lembra de que estamos em um carro, e são
oito da manhã, por isso não há cobertura da escuridão. Também estamos
estacionados na frente do meu prédio. Afasto o meu rosto de Randy, pronta
para xingar quem está interrompendo a nossa sessão de amasso. Exceto que
é a minha mãe.
Ao invés de xingá-la, rolo a janela para baixo. "Ei mãe."
Ela aperta a mão contra o peito e solta o que parece ser um suspiro
aliviado. "Por um segundo eu pensei que era Benji."
"Uh, não." Eu aceno para Randy. "Como você pode ver,
definitivamente não é Benji."
A minha mãe olha-o enquanto ele limpa a boca com as costas da
mão. "Não. Definitivamente não."
Randy acena. "Oi." O seu rosto está vermelho como beterraba.
"Mãe, você se lembra de Randy. Randy, você se lembra da minha
mãe, Iris." Uau. Fale sobre clima estranho.
"Claro que me lembro de Randy. Que surpresa agradável. Vocês
dois devem ir para dentro. Eu sei que o apartamento está um pouco confuso,
mas está frio aqui fora."
O jeito que ela fala não nos dá muita opção, então Randy desliga o
motor, sub-repticiamente reorganiza a sua ereção, fecha sua jaqueta e sai. A
minha mãe me dá um beijo na bochecha. "Prazer em vê-lo novamente,
Randy. Espero que isso signifique que seremos capazes de nos ver outra
hora."
"Aonde você vai?" Pergunto.
"Trabalho, mel. É segunda-feira."
"Oh."
"Vocês dois se comportem." Ela dá um tapinha no braço de Randy
e nos deixa sozinhos.
Randy pega a caixa que deixei cair quando o persegui e enfia
debaixo do braço. Então entrelaço meus dedos nos seus.
Randy me segue para o elevador. Somos as únicas duas pessoas
dentro dele, então tiro vantagem da situação, fodendo a língua na sua boca
novamente. Randy aperta minha bunda e puxa contra ele, fazendo o que faz
de melhor: transar vestida. Nos afastamos quando o elevador apita. A porta
abre e o pego pela mão de novo, arrastando-o pelo corredor. Atrapalho-me
com a chave, lutando para colocá-la na fechadura.
"Deixe-me fazer isso." Randy murmura.
Deixo ir e ele assume, deslizando a chave na fechadura e abrindo a
porta aberta. Assim que entramos estou em cima dele de novo, puxando a
sua jaqueta, tentando abrir a calça.
Randy coloca as mãos sobre os meus ombros. "Lily."
"O inverno obriga muitas camadas."
Randy me empurra para trás. "Você ouviu isso?"
"Ouvi o quê?" Eu deslizo o seu cinto livre do fecho.
Ele põe a mão sobre a minha, como se isso fosse me parar. "Quê?"
Eu não ouço nada, então dou uma resposta atrevida. "É o som da
minha buceta chorando por seu pau."
Randy ri, então geme quando eu abro no botão e deslizo a minha
mão dentro de sua cueca, encontrando-o ereto. "Há água correndo."
Faço uma pausa, ainda segurando seu pau, e ouço atentamente.
"Merda."
"Quem está aqui?"
“Tim-Tom”.
"Quem."
"O meu outro namorado."
A expressão de Randy fica sombria.
"Desculpa. Desculpe isso foi uma piada terrível. Nunca, nunca vou
dizer nada disso novamente. É o namorado da minha mãe. Achei que ele foi
para casa ontem à noite." Ainda estou segurando o seu pau, e vou na ponta
dos pés pelo corredor e espreito ao virar da esquina. Ele não tem escolha a
não ser seguir.
A água ainda está correndo, então podemos definitivamente chegar
ao meu quarto, sem Tim-Tom saber que estamos aqui. Solto o pau de
homem de Randy e movo a porta do outro lado do corredor do banheiro.
Ando na ponta dos pés furtivamente e Randy anda pesadamente pelo chão
de tacos com as suas botas. É inteligente para não deixar evidências de sua
presença para trás, além de deixar impressões molhadas.
O puxo para o meu quarto pela sua jaqueta, tranco a porta e o dispo
freneticamente. "O que está fazendo?" Pergunta.
"Deixando você nu. Com o que se parece?" Tipo, duh.
"O namorado da sua mãe está aqui."
"E então? Eles transam o tempo todo quando estou aqui. Nós
vamos ficar quietos. Se eu ficar escandalosa você pode colocar uma mão na
minha boca; Eu meio que gosto disso."
Randy fica lá piscando para mim como se eu talvez tenha
enlouquecido um pouco, então puxo o meu moletom e a parte superior da
regata sobre a minha cabeça e empurro as minhas calças de flanela de alces
para baixo sobre os meus quadris. E pronto, estou nua. Isso faz o truque.
Randy dá de ombros ao seu casaco e tira o capuz e camiseta. Puxo sua calça
e cueca para baixo de suas coxas e caio de joelhos.
"Olhe para ele! Ele está tão feliz em me ver, sorrindo como um
bobo."
Randy ri e inala quando traço a cicatriz com um dedo suave.
Não me preocupo com um aquecimento. É desnecessário e um
desperdício de tempo. Tudo que quero é lubrificar o seu pau e o ter dentro
de mim. A melhor maneira de conseguir isso é babando todo ele. Ou
colocar tanto dele quanto posso na minha boca e o sugo, o que soa incrível.
Lambo ao longo do eixo e engulo a cabeça. Olho para ele. A boca
de Randy cai aberta, e as suas mãos vão para o meu cabelo. Seguro o seu
traseiro e ele embala a minha cabeça. Chupo como se o boquete fosse um
evento olímpico e estou indo para a medalha de ouro.
"Puta merda, Lily." Randy coloca uma mão na parede para se
firmar.
Os seus joelhos se curvam no meu barulho alto. Caras são tão
engraçados sobre ter o seu pau na boca, e com base em experiências
anteriores de Randy, estou me transformando em sua deusa do boquete.
Todo o meu corpo quente está se iluminando como uma máquina
de jogos em Vegas, quando os punhos de Randy puxam meu cabelo. Uma
série de saliva liga a cabeça ao fundo ao meu lábio. Da minha perspectiva é
bruto, mas Randy é um cara, e por qualquer motivo, eles parecem gostar de
todos os sons de sucção e fluídos corporais.
Randy se inclina sobre mim, ofegante, comos músculos tensos. O
seu pênis está a centímetros do meu rosto. Ele ainda segurando a parede
com uma mão e meu cabelo com a outra. Não vou mentir. É muito quente.
Posso estar de joelhos, mas eu sou definitivamente aquela com todo o
poder. Corro as minhas mãos para cima em suas coxas e mordo o meu lábio
inferior, sendo tímida. Sigo a linha branca em seu quadril, depois varro um
único dedo todo o caminho até ao seu eixo, sobre a cicatriz de sorriso, para
a ponta. Os olhos de Randy rolam para cima e ele estremece.
"Você vai me foder agora?" Eu pergunto docemente.
Randy me puxa para cima, pelos cabelos, e esmaga a boca na
minha. Oh, cara. Isso vai ser um sexo sério agora que voltamos e sou sua
namorada. Ele deve esquecer que sua calça ainda está em torno de seus
tornozelos, porque ele tropeça e se embaralha para a cama. Caímos em uma
pilha no colchão. O meu edredom é uma bagunça amarrotada e nem sequer
me preocupei em colocar a minha mala no chão antes de ir para a cama na
noite passada, então tive que dormir em um ângulo estranho.
Nós deslizamos e caímos da cama, então metade dos nossos corpos
está pendurada para fora. Randy está pesado em cima de mim. O seu pênis
está aninhado entre as minhas pernas. E, claro, ele já começou com o
empurra, empurra.
Neste momento não deixei de ser surpreendida com a rapidez com
que ele me faz vir. Acho que é apenas a maneira que nós estamos juntos.
Com o próximo movimento de seus quadris, a cabeça de esfrega o meu
clitóris. Cavo as minhas unhas em sua bunda e arqueio. Randy desliza
baixo. A cabeça viola porta da frente da Garagem Vagina.
Randy quebra o beijo, e nós olhamos fixamente. Não precisamos
de palavras reais para transmitir a pergunta que ambos estamos fazendo em
silêncio. Está tudo bem? Podemos fazer isso sem camisinha? Randy não
teve relações sexuais com outra pessoa em um longo tempo.
"Eu estou limpo." Randy se encolhe, envergonhado. Diz mais do
que o seu reassegurar. "Vou pegar um preservativo."
"Está bem."
"Você tem certeza." Ele afunda um pouco mais.
"Eu tenho tomado a pílula desde sempre."
As mãos de Randy estão no meu rosto. Ele vai profundo, talvez
testando se sou séria ou não. Não o paro, então, Randy continua afundando.
O gemido é alto e baixo. "Não me julgue se eu vier rápido."
"Enquanto eu gozar antes que você, estamos bem."
"Sem promessas."
As suas costas se expandem e se contraem com cada respiração.
Randy definitivamente não está no controle. O seu corpo inteiro está
tremendo. Tranco as minhas pernas em torno de seus quadris e roço o seu
rosto com meus dedos. "Ei."
Seus olhos viram para os meus.
"Fique comigo."
Ele libera uma exalação afiada e começa a mover-se. Não é uma
besteira gentil, do tipo vamos fazer amor. São estocadas duras, cama
rangendo, sexo de reconciliação, foda completa. Não há nenhuma maneira
de sermos tranquilos. Vou ficar surpreendida se não quebrar a minha cama.
Felizmente, não preciso dela em Chicago.
Não podemos nos beijar porque a batida é muito vigorosa. Tudo o
que posso fazer é segurar enquanto ele me fode. É incrível. Gozo duas
vezes e mordo a merda fora de seu ombro. Nós estamos agitando muito a
cama e a minha mala cai no chão com um estrondo.
Randy retarda os movimentos com a batida na minha porta. "Tudo
bem aí?" É Tim-Tom. Acho que ele saiu do chuveiro.
"Está tudo bem. Deixei cair a minha mala!" Respondo.
O rosto de Randy está enterrado em meu pescoço e os seus ombros
estão tremendo.
"Precisa de ajuda?"
"Não. Estou bem! Obrigado, Tim!"
"Ok. Estou indo ao trabalho. Vejo você mais tarde."
Randy circula seus quadris, lento e apertado, enquanto esperamos
que Tim saia, mas mesmo depois da porta se fechar, ele não volta para o
bater vigoroso e intenso. Ao contrário, Randy permanece lento e me beija
profundamente. Quando ele goza, é como se ele estivesse tentando subir
dentro do meu corpo e ficar lá para sempre.
Passo a mão pelas suas costas, sorrindo para o arrepio que eu crio.
Randy levanta a cabeça na dobra do meu pescoço, com olhos suaves e
quentes. "Isso foi muito divertido."
Rio e toco os seus lábios, roçando a cicatriz. "Com certeza foi.
Devemos fazê-lo novamente."
Epílogo
Confissões de Sofá

LILY

Três meses depois

Deixo-me cair no sofá de Randy e jogo as minhas pernas sobre o


seu colo, embalando a minha tigela.
Ele se inclina e aponta para tigela. "Que diabos é isso? Por que está
vermelho?"
"São batatas fritas de ketchup."
Randy faz uma careta. "Ketchup?"
A minha mãe mandou um pacote de cuidados. Adoro viver em
Chicago, mas há algumas coisas que sinto falta do Canadá. Batatas fritas de
ketchup é uma delas, a minha mãe é outra, e bacon com sabor de bordo,
completa a lista.
Estalo uma em minha boca e faço um som semelhante ao que faço
quando o rosto de Randy ou os dedos ou o seu incrivelmente pau está entre
as minhas pernas. "Elas são tão boas."
Randy olha para a minha boca, observando enquanto mastigo.
Engulo, em seguida, tomo um gole do copo de cidra que ele serviu para
mim. É o meu favorito, não muito doce, com o nível perfeito de amargo.
Assim que coloco o meu copo para baixo, Randy tira a tigela da minha
mão, coloca sobre a mesa de café, e me aborda, me deitando no sofá para as
almofadas.
Randy tem algumas habilidades incríveis de ser capaz de ter o seu
joelho entre as minhas pernas, sem eu perceber até que começamos a
transar. Ele segura a minha nuca seus dedos me apertando. Eu não sei por
que isso me faz tão quente; é como se estivesse me segurando, então não
posso ficar longe de sua boca. Não que eu queira.
Randy aperta os seus lábios nos meus, farejando. E recua, me
oferece um olhar estranho. Então ele me dá outro beijo, um pouco mais
desta vez. E suga o meu lábio, passando a língua ao longo dele e se afasta.
"Ketchup?" Diz ele.
"São as melhores."
Randy volta a me beijar, e desta vez ele desliza a sua língua em
minha boca. Depois de alguns segundos de exploração, ele quebra o beijo e
balança a cabeça. "Não. Não gosto. Você precisa escovar os dentes. Tem
gosto de merda."
Randy ainda tem um joelho entre a minha perna e está empurrando
contra minha pélvis. Posso sentir o seu pau duro. Não pode estar
negativamente afetado pelo meu mau hálito.
"Apenas tente um." Me movo e pego uma batata da tigela,
trazendo-a a sua boca.
Ele se inclina e cheira novamente, enrugando o seu nariz.
"Coma"
"Prefiro comer você."
"Tenho certeza que o cheiro da batata de ketchup é melhor do que o
cheiro de vagina."
"Isso é discutível. Adoro o cheiro da sua buceta."
"Como se fosse feita de bordo?"
"Exatamente."
"Abra a boca." Pressiono o chip contra seu lábio inferior, mas
Randy o mantém fechado. Continuo empurrando até quebrar a batata, que
se desintegra na barba dele e no meu peito. Algumas migalhas caiem no V
da minha camisa.
"Oh! Olhe para isso. A minha camisa está suja agora; ela precisa ir
para a lavanderia." Randy pega a parte superior e a puxa sobre a minha
cabeça. Estou sem sutiã, o que é normal quando estou em casa, a sua ou a
minha.
"Pensei que estávamos assistindo a um filme."
"Nós poderíamos fazer o nosso próprio." Randy levanta as
sobrancelhas, com o seu sorriso diabólico. "Preciso de um novo para a
próxima semana."
Randy sai de manhã para uma série de jogos fora de casa. Ele vai
ficar fora por dez dias. Vai ser a nossa separação mais longa desde que me
mudei para Chicago. Passamos a maior parte do nosso tempo livre juntos. É
quase uma coisa boa que ele tenha que viajar; caso contrário, eu sinto que
nós estaríamos imersos apenas um no outro o tempo todo. Desta forma,
posso estar com Sunny, Violet e Charlene.
Randy puxa a camisa sobre a cabeça, de modo que o nosso nível de
nudez se corresponde. Em seguida, se instala entre as minhas pernas. Em
vez da guerra de língua, ele escova os lábios suavemente sobre o meu.
"Quando eu voltar desta série, vamos falar sobre você se mudar."
A mudança de tema me deixa surpresa, tendo passado de odiar
batatas de ketchup, a querer sexo. "Você quer que eu viva com você?"
Randy lambe os lábios e acena. "Miller vai pôr o condomínio dele
no mercado no final da temporada, o que significa que ele vai se mudar para
Sunny, então você deve mudar para cá."
Ele está tão certo. "Porque é lógico ou porque você me quer aqui?"
Pergunto.
"Opção dois. A menos que você não esteja pronta." Ele apoia o
queixo sobre o punho, parecendo um pouco inseguro de si mesmo.
"Você tem a certeza que me quer e o meu hálito de batata de
ketchup no seu espaço o tempo todo?"
"Vou lidar com o hálito de batata de ketchup se isso significar que
você está aqui o tempo todo." Ele deixa cair um beijo quente em meus
lábios. "Sabe o que faz os jogos fora suportáveis?"
"Sexo por vídeo chamada?"
Randy sorri. "Esse é o número dois na lista. O número um é saber
que você vai estar aqui quando eu voltar."
"É muito impressionante quando eu abro a porta nua, não é?"
"Tão legal. Só que uma vez Lance estava comigo."
Eu tremo. "Ele teve um olho cheio." Tudo o que eu estava usando
era uma fita em volta do meu pescoço, amarrada em um pequeno arco.
Após Lance ir embora, Randy me fez colocar a fita de volta, e tivemos um
intenso sexo de vaidade no banheiro. Ele não gostou que Lance tivesse me
visto nua.
Randy faz um som, como um rosnado. A sua versão territorial é
sexy combinada com vulnerável. "Então você vai mudar?"
"No fim da temporada?"
"Ou quando estiver pronta. Apesar de tudo, sem pressão."
Seguro o seu rosto em minhas mãos e trago a dele boca para a
minha. "Eu te amo."
Randy sorri e pega o celular da mesa de café, em seguida, senta
sobre os joelhos. "Pode repetir, por favor."
"Eu te amo."
Ele passa o celular para mim, e o seguro, registrando a vasta
extensão de músculo e tatuagem. Randy é tão impressionante.
"Você é a coisa mais linda na minha vida." diz ele.
Tremo quando ele puxa a calça para baixo e a joga para o chão.
Inflamo quando ele abaixa a cabeça e coloca a boca em mim.
Tudo sobre a minha relação com Randy é intensa, do sexo à nossa
forma de amar um ao outro. Continuo esperando a novidade das emoções
profundas desaparecerem, mas não aconteceu. Estar com Randy é como ter
a primeira e última mordida da minha sobremesa favorita: é cheio de
expectativa tonta e saciedade feliz.
Não sei se vamos ser sempre assim, ou se as coisas vão mudar com
o tempo e familiaridade, mas por agora, estamos vorazmente no amor.

RANDY & LILY

PARA SEMPRE.
Notas
[←1]
Muppet são fantoches.
[←2]
Puck Bunny é mulher fã do Hóquei, e o único interesse no esporte é a atração sexual pelos jogadores, ao
invés do jogo em si. Significa Coelhinhas do Hóquei.
[←3]
NR – Versão Parent Guided (PG) no original. Está relacionado com o sistema de classificação de filmes nos
EUA.
[←4]
O vibrador dela.
[←5]
Brunch - É uma refeição de origem britânica que combina o café-da-manhã (pequeno-almoço; breakfast, em
inglês) com o almoço (lunch, em inglês). É normalmente realizada aos domingos, feriados ou datas
comemorativas, quando toda a família se reúne entre 10 e 14 horas (por tempo indeterminado) em volta da
mesa.
[←6]
O sobrenome de Randy é Ballistic (Balístico). Violet lembra que Balls em português é Bolas.
[←7]
O nome que Violet deu a sua vagina.
[←8]
* Equipe da fazenda: É geralmente uma equipe ou clube cujo papel é o de proporcionar experiência e
formação para os jovens jogadores, com um acordo que todos os jogadores de sucesso podem passar para
um nível mais elevado em um determinado ponto.
[←9]
* Tropeçar: Tropeçar no hóquei de gelo é chamado pelo árbitro quando um jogador bate no adversário com a
sua vara, ou usa seus patins contra os outros jogadores, fazendo-a perder o equilíbrio e cair ("pé de série").
[←10]
Cockburn significa garoto de origem escocesa.
[←11]
* Rorschach: O teste de Rorschach (popularmente conhecido como "teste do borrão de tinta") é uma técnica
de avaliação psicológica pictórica, comumente denominada de teste produtivo, ou mais recentemente de
método de autoexpressão.
[←12]
Lily em português é Lírio, uma flor que simboliza a pureza e a inocência. E a mãe dela também.
[←13]
* Walk-in: Um Walk-in é uma tatuagem onde o cliente literalmente entra na loja, sem compromisso, e sai com
uma tatuagem.
[←14]
Bolsa grande, onde que cabe de tudo.
[←15]
Lily chama o seu clitóris de Sino mágico.
[←16]
Nome que Violet deu para a sua vagina.
[←17]
* Movember: Realizado em novembro, este é o mês em que as pessoas deixam os pelos crescerem e se
reúnem para comparar os pelos.
[←18]
Sete minutos no céu é uma brincadeira feita por adolescentes em festas. Duas pessoas são escolhidas para
passar sete minutos sozinhos em um local fechado e escuro. Durante este tempo, elas fazem o que
quiserem. Beijar, conversar, fazer sexo, etc.
[←19]
Nome que Miller deu a vagina de Sunny.
[←20]
* Dick Head: Literalmente “Cabeça de Pau”, mas usado como: babaca, estúpido, idiota, retardado, paspalho
e por ai vai.

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