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Elementos do 5º Grupo

Ivonalda Alberto Luís Felizardo

João Alberto Vasco

José Amilton Lucas Alberto

Juma Rosário Artur

Personalidade e características do professor e actividade de ensino e


aprendizagem

- Stresse na actividade do aprendizado

(Licenciatura em Educação Visual)

Universidade Rovuma

Nampula

2021
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Elementos do 5º Grupo

Ivonalda Alberto Luís Felizardo

João Alberto Vasco

José Amilton Lucas Alberto

Juma Rosário Artur

Personalidade e características do professor e actividade de ensino e aprendizagem

- Stresse na actividade do aprendizado

(Licenciatura em Educação Visual)

Trabalho de carácter avaliativo da cadeira de


Psicologia de Aprendizagem, curso de Educação
Visual 2º Ano, a ser entregue no departamento da
FECT, ao docente:

MA. Glória da Conceição Damião

Universidade Rovuma

Nampula

2021
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Índice

Introdução................................................................................................................................. 4
1. Personalidade e características do professor e actividade de ensino e aprendizagem ......... 5

1.1. Personalidade do professor................................................................................................ 5


1.2. Características da personalidade do professor e actividade de ensino e aprendizagem ... 6
1.3. Stresse na actividade do aprendizado…………………………………….......................10
Conclusão………………………………………………………………………................... 13
Bibliografia…………………………………………………………………………..............14
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Introdução

O trabalho tem como tema Personalidade e características do professor e actividade de


ensino e aprendizagem – stresse na actividade do aprendizado.

A qualidade do ensino é, também, reflexo da troca interativa ao binômio professor-aluno, e se


existir alguma barreira, esta troca pode ficar prejudicada.

O professor pela função que exerce e posição que ocupa, influencia a vida dos seus alunos,
podendo contribuir para o seu amadurecimento e desenvolvimento pessoal. Partindo deste
pressuposto, é necessário conhecer um pouco mais sobre o papel deste profissional e a
importância dos factores da sua personalidade no processo de aprendizagem.

A interação professor- aluno é fundamental para uma adaptação escolar.

Objetivos

Objectivo geral

 Conhecer a personalidade do professor na actividade de ensino e aprendizagem.

Objetivos específicos

 Identificar as características do professor;


 Argumentar sobre o stresse na actividade de ensino e aprendizagem.

Para elaboração deste trabalho usou-se o estudo bibliográficos, consulta de alguns manuais.
Este, está estruturado da seguinte forma:

 Introdução;
 Desenvolvimento;
 Conclusão e:
 Bibliografia.
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1. Personalidade e características do professor e actividade de ensino e aprendizagem


1.1.Personalidade do professor

A personalidade do professor serve como modelo para o jovem. Modelo diferente do


apresentado pela família, modelo este que poderá mostrar outras formas de ser, positivas e
negativas. O ser do professor não pode solucionar os problemas do aluno mas pode mostrar
uma esperança, uma escapatória de um ambiente neutro, psicótico ou mesmo marginal.

Quando se fala da personalidade do professor, nos referimos a toda gama de características


pessoais que podem afectar no modo como os professores realizam suas tarefas, partindo dos
seus sentimentos, emoções, pensamentos, atitudes, comportamentos, motivos, tomadas de
decisão e até projecto da vida.

A personalidade é uma formação psicológica que se institui como resultado das


transformações das actividades que pautam a relação do indivíduo com o meio físico e social.
Tal facto exige a superação de concepções centradas na proposição de uma estrutura natural
interna na personalidade, que se desenvolverá nos limites da história particular do indivíduo
e na dependência de seus esforços pessoais.

Os estudos que têm conferido destaque à subjectividade, identidade e personalidade do


professor adotam como pressuposto geral que a sociedade contemporânea passaria por um
processo de aceleradas mudanças, o que exigiria do professor a competência para acompanhá-
las. Neste sentido, as novas proposições parecem ter como objectivo central esse
desenvolvimento.

Por diferentes estratégias, tais como a afirmação de que não é só por meio da escola que se
ensina e que se aprende, pela apologia dos conhecimentos adquiridos experiencialmente, pela
importância atribuída à reflexão crítica da própria prática, pelo primado do conhecimento que
a vida proporciona, pela necessária criatividade da actividade docente etc., ratifica-se a
cotidianidade do contexto escolar, bem como a particularização e individualização do ensino.

Essas novas referências, apresentadas por discursos bastante sedutores sobre a valorização da
pessoa e sua subjectividade, destacam como figura central do cenário educacional a formação
pessoal particular do professor. Todavia, consideramos que este destaque pode ter duas
consequências muito nefastas para a educação escolar. A primeira delas representa o
deslocamento da atenção do conhecimento para o autoconhecimento, facto já experienciado
com o movimento escolanovista e que teve como resultado a baixa qualidade de ensino,
decorrente da despreocupação para com a transmissão do saber historicamente sistematizado.
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1.2.Características da personalidade do professor e actividade de ensino e aprendizagem

As características do professor estão muito ligadas a sua personalidade e ao seu carácter como
pessoa.

Estas características são individuais e dependentes da situação da matéria, geralmente os


educadores estão de acordo com as qualidades necessárias.

 Conhecer a matéria profundamente a ensinar;


 Preparar cada aula de forma especifica, identificando claramente o objectivo de cada lição
e aula;
 Explicar aos alunos o objectivo de cada lição;
 Criar um ambiente agradável para o aprendizado;
 Gostar de trabalhar com alunos;
 Dar instruções claras e bem organizadas;
 Apresentar o conteúdo da matéria com modelo e exemplo;
 Exigir muito dos seus alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo;
 Ser dedicado e exigente de si mesmo;
 Ser criativo na maneira de ensinar, possuir novas ideias e novos materiais para fazer
entender o aluno;
 Ser bem-humorado e energético aceitando as ideias dos alunos;
 Notificar o aluno quanto ao seu aproveitamento;
 Ser flexível, estar sempre disposto a dar e a receber (aconselhar e escutar);
 Prever oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar
embaraços, isto é, adaptar o ensino segundo as necessidades individuais do aluno;
 Estimular a sala de aulas para que haja respeito mútuo e cooperação (pesquisa em grupo);
 Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva;
 Encoraja os alunos a ter um bom conceito de si mesmo;
 Cooperar com os outros professores;
 Ter um relacionamento amigável com os alunos mantendo a disciplina;
 Vestir-se de forma adequada;
 Usar métodos de ensino comprovados;
 Continua o seu desenvolvimento profissional;
 Conhecer bem a matéria;
 Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável;
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 Ser exigente e manter a disciplina.

Qualquer discussão das características do professor funde-se a uma discussão da afectividade


do professor em geral, suscita a questão de “bom” professor.

Geralmente o professor bem sucedido tende a ser:

 Afetuoso, compreensivo, amistoso, responsável, sistemático, imaginativo e


entusiástico;
 Outra qualidade de professor bem sucedido é sua maturidade emocional, o que
significa não só apresentar os comportamentos defendidos anterior, mas também se
deixar envolver em pequenas brigas e discussões com crianças individualmente ou em
grupo.

A segurança emocional está ligada a força do ego que é composta de níveis altos de auto-
estima, auto-confiança e auto-controle. A força do ego também permite aos professores
superar fracassos e decepções.

Além dos aspectos da personalidade do professor apontados anteriormente os professores bem


sucedidos possuem “atitudes profissionais desejáveis”. Isso significa que têm atitudes
positivas em face da responsabilidade e do trabalho, têm uma atitude positiva perante as
disciplinas e a posição do professor na sociedade.

Assim, antes de examinarmos a personalidade do professor, é indispensável analisarmos a sua


afectividade, o que, por sua vez, suscita a questão do que entendemos por “bom” professor.
Experientes educadores de professores não chegaram a um acordo entre si no que diz respeito
às respostas para essa pergunta. Um bom professor é uma pessoa que ajuda o desenvolvimento
socioemocional das crianças, ou seu desenvolvimento cognitivo, ou que lhes transmite
conhecimentos ou que as faz passar nos exames.

Alguns professores podem ser muito bem-sucedidos, por exemplo, ao estimular o


desenvolvimento socioemocional em determinado grupo de crianças, mas pode ter menos
êxito com outro grupo em que os problemas, embora não mais extremos, são de um tipo
diferente. E a simples presença de um único aluno muito perturbador na classe pode afectar
de forma substancial o desempenho do professor com os demais.

Os estudos mais ambiciosos da personalidade do professor e de sua relação com a efectividade


dele foram realizados há mais de trinta anos por Ryans, nos Estados Unidos. Ryans construiu
uma Escala de Pontuação de Características do Professor especial e descobriu que o professor
bem-sucedido tende a ser afectuoso, compreensivo, amistoso, responsável, sistemático,
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imaginativo e entusiástico (um assustador catálogo de excelência), mas que a importância


dessas qualidades parece decrescer com a idade dos alunos. Em outras palavras, alunos de
cursos secundários parecem capazes de se ajustar melhor a professores que não se destaquem
tanto nessas qualidades do que alunos de cursos primários. Isso faz sentido, porque,
normalmente, quanto mais velhas as crianças ficam, mais capazes se tornam de assumir
responsabilidade por seu próprio trabalho, e mais flexíveis em suas relações com os adultos.
Essas descobertas, ratificadas, de modo geral, por trabalhos mais recentes, são de grande
importância no que se refere a refutar o argumento de que é “mais fácil ensinar crianças
pequenas do que crianças mais velhas”, mas devemos lembrar, por questão de justiça, que
Ryans não se preocupou com a importância do conhecimento de disciplinas especializadas,
que pode desempenhar um papel mais importante no sucesso global do professor com alunos
de cursos secundários do que de cursos primários (embora professores primários possam
argumentar, com razão, que precisam conhecer mais sobre uma ampla variedade de assuntos
do que seus colegas de curso secundário).

Apesar da natureza ampla da pesquisa de Ryans, as correlações entre as qualidades indicadas


e o sucesso do professor não foram muito grandes. Isso significa que, mesmo na escola
primária, alguns professores sem altas pontuações nessas qualidades produziram, ainda assim,
resultados satisfatórios. Voltando aos pontos já discutidos, isso poderia ter acontecido porque
eles haviam trabalhado com crianças particularmente bem-motivadas ou flexíveis, ou também
pode ser que os aspectos adversos de sua influência sobre as crianças demorem para aparecer
e, em consequência, não se manifestem até que essas crianças tenham passado para a
responsabilidade de outro professor.

Pesquisas de Rosenshine e de outros sobre as relações pai-filho e professor-aluno indicam que


uma abordagem razoavelmente não-crítica do trabalho da criança pode ser uma dessas
qualidades. Já falamos o bastante a respeito de auto-estima e dos efeitos devastadores de
fracassos constantes sobre a criança para entender por que isso pode ser verdade. Crianças
criticadas com frequência por um professor, em especial se já forem inclinadas a ter uma baixa
auto-estima, perderão a confiança em sua própria capacidade e tenderão, em consequência, a
ter um desempenho inferior ao que poderiam. Assim, um professor escrupuloso que acredite
ser válido pressionar as crianças a alcançar certos padrões pode, a longo prazo, causar mais
danos ao progresso de crianças particularmente vulneráveis do que um professor que pareça
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menos escrupuloso e mais inclinado a deixar as crianças descobrirem o que às vezes é descrito
como “seu próprio nível”.
Pesquisas também indicam que professores bem-sucedidos costumam preparar melhor as
aulas do que aqueles com menos sucesso, gastar mais tempo em actividades extraclasse e
demonstrar mais interesse pelas crianças como indivíduos. Observe-se, porém, que esta última
qualidade não significa que eles se envolvam emocionalmente com as crianças. Professores
que se apoiam em sua relação com os alunos para compensar privações emocionais em sua
vida pessoal fora da escola estão sendo injustos tanto consigo mesmos como com as crianças
em questão. Esse comportamento torna difícil para os primeiros agir sempre com
objectividade profissional, enquanto as últimas podem sentir que lhes são feitas exigências
que as constrangem e confundem. O professor deve, sem dúvida, ter apreciação e afecto por
seus alunos, sem esquecer o distanciamento profissional e o sentido de responsabilidade.
Outra qualidade de professores bem-sucedidos é sua maturidade emocional, o que significa
não só apresentar os comportamentos defendidos no parágrafo anterior, mas também não se
deixar envolver em pequenas brigas e discussões com crianças individualmente ou em grupos.
Mais difícil ainda, isso significa não se irritar com o comportamento das crianças mesmo
quando, como às vezes acontece, pareça haver motivos razoáveis para tanto. As crianças
podem por vezes ser muito grosseiras em seu trato com o professor, em particular com
professores inexperientes ou que tenham a fama de incapazes de manter a ordem. Na verdade,
"grosseiras" pode ser considerado por alguns um eufemismo, mas é duvidoso que uma
linguagem mais forte possa ser justificável, já que as crianças não têm experiência suficiente
para poder compreender de fato a dificuldade que tais professores estão enfrentando.

De qualquer maneira, seja como for, o facto de os professores se mostrarem irritados só


complica as coisas, pois as crianças agora irão provocá-los de propósito com uma espécie de
prazer maldoso. Por outro lado, professores que não se abalam nem mesmo com as estratégias
mais maquiavélicas montadas contra eles logo vêem que essas estratégias perdem a graça para
as crianças, e tornam-se capazes de lidar de forma rápida e efectiva com qualquer nova
tentativa esporádica subsequente. A segurança emocional desse tipo está ligada ao que, em
psicologia, é chamado de força do ego. A força do ego é composta de níveis altos de auto-
estima e autoconfiança que correspondem à realidade, e de um autocontrole subjacente que
permite abordar os problemas com calma e objectividade.
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Isso se aplica, no caso do professor, não só aos problemas quotidianos de sala de aula, mas a
muitos outros desafios da vida profissional, como relações com os pais dos alunos e com os
colegas, decisões sobre questões de carreira e promoções, crises repentinas (sejam acidentes
no pátio ou visitas de conselheiros e inspectores) e trato com directores e secretários de ensino.
A boa aula expositiva também envolve a capacidade de fazer perguntas tanto do tipo factual
como do tipo trampolim, e de formular perguntas adequadas ao nível de capacidade, interesse
e conhecimento prévio das crianças. O estilo de ensino "indagador", o qual se apoiava de
forma particular no emprego de perguntas pertinentes, centradas na tarefa e apropriadas feitas
pelo professor, mostra-se muito bem-sucedido, em especial na escola primária.
Os professores podem ser bons para falar e bons para escutar em qualquer método que estejam
usando. Também não há razão para que não variem seus métodos de acordo com a matéria
que estiver sendo ensinada.
Esses argumentos deixam claro que há outra qualidade do professor para a qual devemos
chamar atenção, a flexibilidade, a capacidade de adequar os métodos ao assunto e às crianças
para as quais se está leccionando. Se os professores forem rígidos demais, ou tiverem uma
crença doutrinária de que seus métodos são certos e os de qualquer pessoa que discorde deles
são errados, estarão privando as crianças de uma gama de possíveis experiências de
aprendizado, para desvantagem de todos. A maioria dos professores nunca para de aprender e
está sempre pronta a considerar os méritos de novas ideias e novas técnicas.

1.3.Stresse na actividade do aprendizado


O stress em seres humanos tem sido definido de várias maneiras, mas, em essência, é uma
exigência feita às capacidades adaptativas da mente e do corpo. Essa definição implica que:
 O stress em si não é nem bom nem mau;
 Ele se torna bom ou mau como consequência indirecta da força do agente stressante e
como consequência directa de nossa capacidade psicofísica de resistência.
Assim, alguns agentes stressantes são desafios estimulantes, outras são pequenas irritações, e
outros são pressões devastadoras. Similarmente, enquanto alguns indivíduos conseguem
enfrentar muitos agentes stressantes, outros são esmagados por eles. Em todos os casos, o
corpo tenta se adaptar a esses agentes; lidará com eles por um intervalo de tempo maior ou
menor dependendo do indivíduo em questão, mas, se o stress for sério e prolongado, acabará
ocorrendo algum tipo de colapso nessa reacção.
Se o nível de stress for brando, ou se a pessoa tiver alta resistência natural ou for hábil em
adaptação, o terceiro estágio poderá nunca ser atingido. Alguns indivíduos enfrentam o stress
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com sucesso por longos períodos, e afirmam até beneficiar-se com ele. Mas o stress cobra seu
tributo, e é importante saber tanto quanto possível sobre ele para evitá-lo quando pudermos e
lidar com ele com sucesso quando for inevitável.
O stresse no processo educacional pode suceder de causas internas e externas, tornando-se
mais dificil para diagnosticar sua fonte e estabelecer estratégias para combatê-lo. Professores
e alunos estão cada dia mais susceptíveis a estes acontecimentos, seja emocional ou
fisicamente.
Os professores enfrentam uma gama constante de pressões das crianças, dos colegas, dos pais
e de políticos e administradores, muitas delas conflitantes e quase impossíveis de atender. Os
professores têm o desafio contínuo de manter o controle da classe. Não têm limites claros de
horário de trabalho. Boa parte de seu trabalho é levada para casa, o que torna difícil desligar
no fim do dia.
São afectados emocionalmente pelos sucessos e fracassos de seus alunos. E, talvez acima de
tudo, têm seu próprio senso de padrões profissionais e sofrem as frustrações decorrentes de
não conseguir alcançá-los.
Confrontado com esses agentes stressantes, o professor vai seguindo em frente, muitas vezes
com pouca ou nenhuma oportunidade de apoio externo. Trabalhando o dia todo com crianças
e em relativo isolamento de outros adultos, o professor tem um campo limitado para buscar
conselhos ou discutir dificuldades com os colegas. Isso pode soar estranho mas, em vários
aspectos, o ensino é uma profissão muito solitária, com cada professor fechado com seus
problemas do início ao fim de cada aula. O apoio e incentivo de pessoas envolvidas na mesma
tarefa e com um entendimento das dificuldades mútuas pode fazer muito para ajudar os
indivíduos a se adaptar ao stress, assim como o pode o auxílio de profissionais especialmente
preparados para aconselhar sobre questões específicas (psicólogos educacionais e
conselheiros de ensino). No mínimo, esse apoio e conselhos ajudam o indivíduo a se sentir
menos abandonado, menos exposto. Mas, no caso da profissão de professor, os recursos
escassos fazem que a grande maioria das pessoas tenha de se defender sozinha a maior parte
do tempo.
Estudos mais gerais do stress constatam que hostilidade (raiva, agressão, impaciência com os
outros) também pode tornar o indivíduo particularmente propenso aos efeitos adversos do
stress, e as frustrações e os conflitos amiúde presentes na situação de ensino parecem
claramente activar esse traço de personalidade em pessoas susceptíveis. Estudos da
Personalidade Tipo A (caracterizada por competitividade extrema, impaciência, insegurança,
irritabilidade e incapacidade de relaxar) indicam que a repressão da raiva, necessidade
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frequente na situação de ensino para indivíduos com alta hostilidade (e mesmo para seus
colegas mais passivos!), pode ser ainda mais prejudicial do que sua expressão.
De acordo com Yepes, (2002, p.57), “no seio familiar podem ser geradas diversas situações
que alteram o desenvolvimento normal da criança, tais como: agressividade, isolamento, medo
e problemas familiares. Tudo isso causa nas crianças ansiedade, desconfiança e
desesperança.” A família precisa exercer a funcao de buscar mecanismos que garantam o bem
estar da criança no âmbito familiar. Nos dias de hoje, onde os pais precisam passar grande
parte do tempo trabalhando, as pessoas mais próximas, como o professor, podem perceber a
mudança de humor e comportamento da criança e uma possível alteração emocional devido o
stresse, é primordial que neste momento, relate aos pais o que está acontecendo de normal no
dia-a-dia dessa criança. É de grande importância que os educadores, que tem uma percepção
mais aguçada, passem a observar a criança que apresenta comportamento diferente do
habitual, ou quando a mesma passar por alguma situação que possa desencadear crises de
stresse, e relatar a família. Após um diagnóstico bem realizado é necessário entender as
alterações, sintomas e manifestações advindas do stresse.
A família precisa exercer a função de buscar mecanismos que garantam o bem estar da criança
no âmbito familiar. Nos dias de hoje, onde os pais precisam passar grande parte do tempo
trabalhando, as pessoas mais próximas, como o professor, podem perceber a mudança de
humor e comportamento da criança e uma possível alteração emocional devido o stresse, é
primordial que neste momento, relate aos pais o que está acontecendo de normal no dia-a-dia
dessa criança. É de grande importância que os educadores, que tem uma percepção mais
aguçada, passem a observar a criança que apresenta comportamento diferente do habitual, ou
quando a mesma passar por alguma situação que possa desencadear crises de stresse, e relatar
a família. Após um diagnóstico bem realizado é necessário entender as alterações, sintomas e
manifestações advindas do stresse.
Por mais dedicada que seja uma criança, será difícil para ela ir bem na escola durante uma
crise de stresse, pois certamente, terá sua atenção, concentração e memória afectados por ele.
Torna-se necessário observar quando a criança apresenta sinais de stresse em casa e na escola.
Quando este é tratado adequadamente, a criança apresenta significativas melhoras com uma
considerável melhora no rendimento escolar e socialização.
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Conclusão
Personalidade é um conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de
pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém ou qualquer pessoa.
A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo.
O aspecto dinâmico da personalidade reflete-se a medida em que cada pessoa está
constantemente em interacção com o meio envolvente, sendo esta apenas interrompida com a
morte.
O professor considera o aluno e a matéria a ensinar e a si mesmo como parte inspiráveis de
um contexto sociável, isto é, de uma sociedade historicamente estruturada em estratos
dominados, na sociedade.
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Bibliografia
FALCAO, Gerson Marinho. Psicologia da Aprendizagem. 10ed. São Paulo: Editora Ática,
2002
LIPP, Marilda E. Novaes. Crianças estressadas: causas, sintomas e soluções. 3.ed.
Campinas: Papyrus, 2004.
MANHIÇA, Carlos. Manual de Psicologia da Aprendizagem. Maputo: MINED, 1996
YEPES, Hernando Duque. Como Prevenir e Controlar o Estresse: Síndrome do Século
XXI, 2.ed. São Paulo: Paulinas, 2002.
https://www.autoresassiados.comhttps://blogdocape.wordpress.com

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