Você está na página 1de 32

Diálogos

Fernanda Costa  |  Vera Magalhães


8
Língua
Portug
uesa 8
. o ano

Revisão científica  António Moreno  |  Helena Couto Lopes  |  João Veloso

Guiões de Leitura
Os Sonhadores
António Mota 2

O Conto da Ilha Desconhecida


José Saramago 10

Doze de Inglaterra
António Torrado 17

O Colar
Sophia de Mello Breyner Andresen 26

No CD de Recursos existem testes de verificação de leitura para cada uma das obras abordadas.

Notas: Tendo em vista a reutilização deste caderno, todas as atividades e exercícios devem
ser realizados no caderno diário.
Os sites ao longo deste caderno encontravam-se ativos à data de publicação. Considerando
a existência de alguma instabilidade na Internet, o seu conteúdo e acessibilidade poderão
sofrer eventuais alterações.
Oo
Guião de Leitura 1

DIAL8_GL© Porto Editora


Os Sonhadores
António Mota

OP
OBRA DO PROGRAMA

Obra indicada pelo Programa de Português.

Antes da Leitura

A O autor

in http://akademia.comunicamos.org
1. Assiste a um excerto da entrevista a António
Mota, realizada no dia 11 de janeiro de 2010, por
João Paulo Sacadura, no programa Livraria Ideal,
toma notas e completa a barra cronológica.

Aos anos, Em , é publicada a


torna-se professor sua primeira obra, .
primário.

Nasceu em 1957, Aos anos, Em , com apenas O livro Pedro Alecrim,


(onde?) . (o que fazia para conquista, em 1990, o
19 anos, .
ganhar dinheiro?) de Literatura para
. Crianças.

2. Quando procuras informação sobre um autor, deves selecionar os dados mais rele-
vantes e organizá-los esquematicamente. Completa o esquema, no teu caderno, com
base no vídeo e na tua pesquisa.

Episódios infantis Algumas obras


relevantes publicadas

António Mota

Principais temas
Prémios
abordados
conquistados
na sua obra

2
Os Sonhadores 1

B Elementos paratextuais

1. Observa o livro e indica os elementos paratextuais que constam:


1.1. na capa;
1.2. na lombada;
1.3. na contracapa.

2. Na referência bibliográfica de um livro, deves indicar o seu autor, título, editora,
número de edição e ano de publicação.
2.1. Efetua a referência bibliográfica desta obra, consultando a ficha técnica na
página 2*.
2.2. Justifica a importância de uma referência bibliográfica completa.

3. Observa as imagens de duas edições distintas desta obra.


3.1. Indica diferenças e semelhanças.
3.2. Que te sugerem as duas imagens quanto à temática da obra?
3.3. Na tua opinião, qual é a mais apelativa? Justifica.

A B

Leitura

A Análise global

1. Este livro encontra-se dividido em três partes.


1.1. Identifica-as.
DIAL8_GL © Porto Editora

1.2. No final da leitura de cada parte, efetua uma síntese de cada uma delas.

*Nota: A indicação das páginas segue a 5.ª edição da Gailivro, de 2002.

3
1 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

2. No teu caderno, constrói um esquema (Mapa de Personagens) onde expresses a relação
entre as personagens e construas o perfil de cada uma: o seu relevo, ocupação e prin-
cipais caraterísticas.

DIAL8_GL© Porto Editora


Mapa de personagens

Armando Rosas
Personagem principal e
narrador da 1.ª narrativa
Funcionário da
secretaria do tribunal de amigo de
Amarante
Escreve crónicas para o
jornal Flor do Támega
(página 22) e para a Hermenegildo Sousa
Emissora Regional de Personagem principal
Amarante (página 26) Empregado da
secretaria de uma
escola preparatória
(página 21) casado(a) com
Escreveu um livro que
intitula provisoriamente
de A coisa (página 27)








O Encontro

1. Justifica o título da primeira parte do livro.

2. Classifica o narrador quanto à presença (participante/não participante) e à posição


(objetivo/subjetivo).

3. O nome da cidade onde decorre a ação nunca é mencionado. No entanto, através de


algumas referências espaciais, é possível identificá-la. Indica-a.

4
Os Sonhadores 1
Capítulo 1
1. Lê o primeiro capítulo e classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas
(F) ou indeterminadas (I).
a. O taxista era alérgico ao pólen.
b. Armando viajou de táxi até à cidade onde se encontrava.
c. Armando Rosas morava na rua de Santa Luzia.
d. O taxista justificou o seu desconhecimento geográfico, com as características dos
seus clientes habituais.
e. A repetição do pedido de identificação à porta da casa revela que Hermenegildo
Sousa não se lembrava de Armando Rosas.
f. O narrador e Sousa não se viam desde a infância.

2. Transcreve elementos que caracterizem a cidade onde vive o Sousa.


2.1. “[…] gaiolas retangulares, tristes e transparentes.” (página 14)
Indica a figura de retórica presente e comenta o seu valor expressivo.

Capítulo 2
1. Indica o motivo que levou Sousa a contactar Rosas.

2. De que forma foi estabelecido o contacto?


3. “– Deixei-me disso. É o costume. A malta, quanto tem borbulhas, sonha que se farta, e
depois…” (página 22)
Comenta este excerto e debate com os teus colegas:
o papel dos sonhos ao longo da vida;
as diferentes atitudes face aos sonhos;
os motivos que podem levar ao seu abandono.

Capítulo 3
1. No início deste capítulo, o narrador recua no tempo. Indica o seu objetivo.

2. Caracteriza Hermenegildo e Armando na adolescência.

3. Identifica os interesses que partilhavam.


3.1. Que tipo de textos escrevia cada um dos rapazes?

4. Transcreve o excerto que revela o motivo da separação dos dois amigos.


DIAL8_GL © Porto Editora

5. Sousa confessa que tem andado a escrever um livro. Refere os dois motivos que o
levam a não enviar o livro a uma editora.

6. Com que objetivo Sousa entrega o seu livro a Rosas?

5
1 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

O Manuscrito
Trabalho de Grupo
Para o estudo da segunda parte desta obra, sugerimos a divisão da turma em seis gru-
pos. Cada grupo explorará determinados capítulos da segunda parte da obra, apresen-
tando o seu trabalho da forma mais original e interessante possível, em data a definir.
Os trabalhos poderão depois ser divulgados num placard, na biblioteca, num blogue…

DIAL8_GL© Porto Editora


Grupo 1
1. Lê os capítulos 1 a 4.
Aspetos a focar:
a. localização da ação no espaço e sua descrição;
b. relação do avô Zeferino com os restantes membros da família;
c. motivo por que Gilinho se tornou aprendiz de sapateiro – sentimentos expres-
sos e relação com o mestre;
d. os livros como forma de ligação ao mundo;
e. histórias de família – o início da doença do avô Zeferino.

Para além do texto


2. Pesquisa informações sobre António Aleixo e apresenta alguns dos seus poe-
mas, interpretando-os.
3. Pergunta aos teus familiares histórias interessantes da família e reconta-as.

Grupo 2
1. Lê os capítulos 5 a 8.
Aspetos a focar:
a. caracterização de D. Rosinha Pinta, Guilhermino Bicho e Miquinhas e relação
entre eles;
b. identificação do modo como surge a história da infância de Guilhermino; per-
sonagens intervenientes, sua caracterização, objetivo desta história;
c. Zé Carlos – na perspetiva dos jovens e dos adultos;
d. inimizade de Zé Carlos e D. Rosinha Pinta – origem, peripécias e resolução.

Para além do texto


2. Imagina que o Zé Carlos possuía um diário. Escreve uma das suas páginas, rela-
tando alguma das suas aventuras.
3. Pesquisa informação sobre profissões que entretanto desapareceram ou se tor-
naram menos frequentes (engraxador, recoveiro, ardina, aguadeiro…) e expõe o
resultado da pesquisa à turma.

6
Os Sonhadores 1

Grupo 3
1. Lê os capítulos 9 a 14.
Aspetos a focar:
a. Deolinda – sua caracterização, motivo da sua chegada, alteração do compor-
tamento de Gilo;
b. estratégia utilizada por Gilo para cativar Deolinda e reação da sua mãe;
c. descrição do pai de Gilo; justificar a sua referência através de um pronome
pessoal;
d. caracterização do espaço social da aldeia;
e. a ação como forma de atingir a felicidade – Guilhermino e Miquinhas.

Para além do texto


2. Escreve uma carta de amor de Gilinho a Deolinda.
3. Pesquisa a simbologia de elementos associados ao casamento, como o vestido
branco, o arroz atirado aos noivos, a flor de laranjeira, a aliança… Noutros paí-
ses/regiões, as tradições são diferentes. Descobre-as!

Grupo 4
1. Lê os capítulos 15 a 18.
Aspetos a focar:
a. mudança na relação entre Guilhermino e D. Rosinha;
b. funeral de D. Rosinha;
c. caracterização de Zé Carlos – evolução física e psicológica;
d. a vida de Zé Carlos – sonho, dificuldades, realização;
e. revelações sobre o pai de Gilinho.

Para além do texto


2. Pesquisa sobre a cidade do Porto: história, edifícios e locais emblemáticos. De
DIAL8_GL © Porto Editora

seguida, constrói um folheto turístico.


3. Imagina que és o Zé Carlos e que acabaste de chegar ao Porto. Descreve as
primeiras impressões do que viste e sentiste.

7
1 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

DIAL8_GL© Porto Editora


Grupo 5
1. Lê os capítulos 19 a 23.
Aspetos a focar:
a. mudança na vida de Gilo, devido à morte de D. Rosinha;
b. sonho de Gilo – obstáculos à sua realização e adjuvantes;
c. reação de Deolinda;
d. simbologia da viagem até Penafiel – o temporal, a família, o amigo; sentimen-
tos experienciados;
e. pensão e seus habitantes.

Para além do texto


2. Redige a notícia do vendaval que Gilo enfrentou ao sair de Plameiro.
3. Pesquisa informações e imagens sobre a cidade de Penafiel, focando, entre
outros, o Jardim do Sameiro e o quartel, e elabora uma apresentação em Power-
Point ou um pequeno filme.

Grupo 6
1. Lê os capítulos 24 a 27.
Aspetos a focar:
a. novo amigo – Rosas – compreensão, amizade e solidão;
b. motivos para o fim dos estudos;
c. circo;
d. Confronto entre as perspetivas do pai (páginas 220-223) e da mãe (páginas 157-
-161) de Gilo sobre a sua relação;

e. final – aberto ou fechado?

Para além do texto


2. A forma como nos relacionamos com os outros reflete-se nas formas de trata-
mento que usamos. Recolhe as diferentes formas de tratamento presentes ao
longo destes capítulos e justifica-as.
3. Escreve um capítulo final para o manuscrito de Hermenegildo.

8
Os Sonhadores 1

Desencontro
Capítulo 1
1. Indica o objetivo de Armando ao datilografar o livro de Hermenegildo.

2. Que forma escolheu Rosas para fazer chegar a encomenda ao seu amigo?

Capítulo 2
1. O que aconteceu à encomenda que Rosas enviou a Hermenegildo?

2. Como reagiu Sousa ao desaparecimento do manuscrito?

3. Comenta o papel dos sonhos ao longo da obra e a forma como a postura das perso-
nagens (ativa ou passiva) influencia a sua concretização.

B Organização da história

1. O esquema abaixo apresenta as várias narrativas que constituem a obra e as páginas


em que surgem.

Completa o esquema no teu caderno, apontando o narrador da Parte 2 e indicando


títulos e números das páginas em falta.

Narrativa 1
Parte 1 – Reencontro de Rosas e Hermenegildo Narrador: Armando Rosas

Narrativa 2
Parte 2 – A vida de Gilo Narrador:

1 - História dos 2 - 3-


eremitas  (páginas 58-63) (páginas 69-74)
(páginas 43-45)

4 - Zé Carlos no Porto 5 - 6 - O pai de Gilo fala


(páginas - ) (páginas 157-161) sobre a sua vida
(páginas - )
DIAL8_GL © Porto Editora

Parte 3 – O roubo do manuscrito Narrador: Armando Rosas

9
Guião de Leitura 2

DIAL8_GL© Porto Editora


O Conto da Ilha
Desconhecida
José Saramago

OP
OBRA DO PROGRAMA

Obra indicada pelo Programa de Português.

Antes da Leitura

A O autor

1. Observa a fotografia do autor d’O Conto da


Ilha Desconhecida.
1.1. Que característica(s) do escritor sugere
a fotografia?
1.2. O que simbolizará o espelho na mão do
escritor?
Fotografia de Daniel Mordzinski in Os Rostos da Escrita,
ASA, 2.ª ed., 2000.

2. Escuta o texto autobiográfico e completa o quadro no teu caderno.

Nome
Pais
Origem do seu nome
Local e data de nascimento
Mudança de residência
Percurso académico
Relações amorosas / Casamentos
Nascimento da filha
Atividades exercidas
Três obras publicadas
Prémios conquistados
Outras informações relevantes

10
O Conto da Ilha Desconhecida 2

B Elementos paratextuais

1. Repara no título da obra e na ilustração da capa. Sugere possíveis enredos.

2. Que informação surge na badana? Qual o seu objetivo?

C O texto

1. O estilo narrativo de José Saramago distingue-se facilmente de outros autores.


1.1. Expõe duas características do seu estilo.

Páginas 7 a 21*
1. Descreve a ilustração da página 7 e relaciona-a com o início do conto.

2. O rei comporta-se de forma diferente relativamente à porta dos obséquios e à das


petições. Descreve o seu comportamento.

3. Como procediam, habitualmente, os suplicantes?

3.1. Um dia, surge um homem que agiu de forma diferente dos outros pedintes. O
que fez ele?

4. O modo como o homem agiu apresentava benefícios e prejuízos para o rei. Indica-os,
completando o quadro no teu caderno.

Benefícios Prejuízos

4.1. Pesados os prós e os contras, que decisão tomou o rei?

5. Transcreve uma expressão da página 13 que demonstre que o rei age em função das
aparências.

6. Como se comporta o homem perante o rei?


6.1. Que sentimentos provocou a sua atitude no rei?

7. Quando se encontra na porta dos obséquios, o rei senta-se num trono. No entanto,
enquanto fala com o homem, na porta das petições, senta-se numa cadeira de palhinha.
7.1. Relaciona estes objetos com os locais onde se encontram.
DIAL8_GL © Porto Editora

7.2. Confronta o significado destes objetos.

*Nota: A indicação das páginas segue a 4.ª edição da Caminho, de 2010.

11
2 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

8. Compara as perspetivas do rei e do homem relativamente à existência de ilhas desco-

DIAL8_GL© Porto Editora


nhecidas.

9. Transcreve as razões que levaram aqueles que ouviam a conversa a apoiarem o homem.

10. Perante a manifestação de apoio popular ao homem, para impor a ordem, o rei pondera
a. pedir ajuda ao exército.
b. chamar a guarda do palácio.
c. oferecer a todos os suplicantes o que pediram.

11. Seleciona as respostas corretas.


O rei deu o barco ao homem porque
a. a empregada de limpeza lhe disse para o fazer.
b. estava preocupado com a perda de obséquios.
c. era bondoso e pretendia o melhor para o seu povo.
d. tinha uma enorme armada.
e. o povo apoiava o pedinte.
f. queria encontrar a ilha desconhecida.

12. O rei enviou um recado ao capitão do porto (página 19).


12.1. Que características deveria o barco possuir? Por que motivo?
12.2. Sugere motivos para a rápida retirada do rei.

13. Quem decide acompanhar o homem?

14. Que sentimentos experimentam o rei e o homem, ao longo da sua conversa?

15. Ao longo do texto, são criticadas atitudes do governante. Associa cada excerto à crítica
presente. Atenção: Cada excerto pode associar-se a mais do que uma palavra ou expressão.

a.“Também me interessam as desconhecidas 1. delegação de poderes em


quando deixam de o ser” (página 17) assuntos que não eram
de seu interesse
b. “Sou o rei deste reino, e os barcos do reino per-
tencem-me todos” (página 17) 2. superioridade
c. “além de ser indigno da sua majestade, falar com
um súbdito através de uma nesga” (página 13) 3. ganância

d. “já não era pequeno sinal de atenção ao bem- 4. desinteresse pelos proble-
-estar e felicidade do seu povo quando resolvia mas dos seus súbditos
pedir um parecer fundamentado por escrito ao
primeiro-secretário” (página 10) 5. prepotência

12
O Conto da Ilha Desconhecida 2
Páginas 21 (“Andando, andando”) a 26 (“disse o homem, e afastou-se.”)
1. “Andando, andando […]” (página 21)
1.1. Comenta a expressividade da repetição da forma verbal “andando”.
1.2. Localiza a ação no espaço.

2. Que critérios utilizou o homem para descobrir o barco que lhe seria entregue pelo capitão?
2.1. Que embarcações excluiu desta forma?
2.2. Associa cada barco à sua definição.

Paquete Bote Cargueiro

a d
Navio de grandes dimensões que transporta
Navio equipado para o combate.
passageiros, mercadorias e correspondência.

b e
Pequena embarcação com duas velas
Navio que transporta mercadorias.
triangulares.

c f
Pequeno barco utilizado, geralmente,
Barco pequeno à vela ou a remo.
em serviços de navio.

Escaler Falua Navio de guerra


DIAL8_GL © Porto Editora

13
2 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

3. A caravela está associada

DIAL8_GL© Porto Editora


a. a viagens de lazer.
b. à descoberta de novos locais.
c. ao ensino de marinheiros.
3.1. Considerando esta simbologia, justifica a sua associação ao homem.

4. O capitão faz uma pergunta relevante ao homem.


4.1. Transcreve-a.
4.2. O facto de o rei não a ter feito o que poderá revelar sobre ele?

5. O conceito de ilha desconhecida é diferente para o capitão e para o homem. Explicita o


seu significado para cada um deles.

6. “Queres dizer que chegar, sempre se chega” (página 23)


6.1. Explica o significado desta afirmação.

7. Quando o capitão escolheu o navio, a mulher da limpeza


a. demonstrou o seu contentamento.
b. exigiu que lhe dessem o barco.
c. ficou aborrecida porque o navio era antigo.

Páginas 26 (“A mulher de limpeza”) a 33 (“O céu, Sim, o céu”)

1. O homem precisava de uma tripulação. Imagina que ele afixou um anúncio para esse
fim. Redige-o.

2. Indica o motivo que levou as gaivotas a atacarem a mulher. 


2.1. A mulher só atirou para a água alguns ninhos. Porquê?
2.2. O que revela esta atitude sobre a sua maneira de ser?

3. “As velas são os músculos do barco” (página 27)


3.1. Identifica a figura de rétorica presente na citação e comenta a sua expressividade.

4. “Já a ralou, e muito, a falta absoluta de munições de boca no paiol respetivo” (páginas 28-29)
4.1. Explica o significado da frase transcrita.
4.2. Identifica as figuras de rétorica presentes em “munições de boca”.

5. Para o homem, a caravela simboliza


a. uma viagem à descoberta de si próprio.
b. a liberdade para atingir os seus objetivos.
c. a possibilidade de explorar novas ilhas.

14
O Conto da Ilha Desconhecida 2
6. Aponta as três razões apresentadas pelos marinheiros para não se juntarem à tripulação.
6.1. As três razões apontadas podem resumir-se a uma única. Indica qual das alíneas
seguintes a contém:
a. Medo de perder o emprego que lhes permite sustentar os lares.
b. Recusa da troca do certo e confortável pelo desconhecido.
c. Receio do mar tenebroso e do desconhecido.

7. A mulher refere que o filósofo do rei lhe dissera: “Todo o homem é uma ilha” (página 31).
7.1. Explicita o significado desta afirmação.
7.2. Compara-a com a citação do escritor inglês John Donne: “Nenhum homem é uma
ilha, isolado em si mesmo; todo o homem é um pedaço do continente, uma ponte
da terra firme”.

Páginas 33 (“Em menos de um quarto de hora”) a 45


1. Qual o motivo que leva o homem a ponderar a possibilidade de devolver o barco ao rei?

2. “[…] levou toda a noite a sonhar.” (página 38)


2.1. No seu sonho, quem o acompanhava na viagem?
2.2. Qual a razão por que a mulher não participou nessa viagem?
2.3. No seu sonho, a tripulação não se preocupa com a ilha desconhecida.
2.3.1. Que motivo os levou a acompanhar o homem?
2.3.2. Os tripulantes preocupavam-se com
a. prazeres terrenos e condições técnicas.
b. autoconhecimento e inovações técnicas.
c. reflexão e descoberta.

3. Que nome deram o homem e a mulher à embarcação?

4. Tendo em consideração a comparação da ilha ao homem, explicita o significado da


última frase:
“Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida faz-se enfim ao mar,
à procura de si mesma.”
DIAL8_GL © Porto Editora

15
2 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

DIAL8_GL© Porto Editora


Outras atividades

1. Relembra as personagens da obra.


1.1. Caracteriza as seguintes, no teu caderno:

Caracterização
Rei
Homem
Mulher
Capitão

1.2. Além destas, surgem ainda outras que agem em grupo, reagindo da mesma forma
às situações – personagens coletivas.
1.2.1. Identifica duas destas personagens.
1.3. Nesta obra, as personagens são indicadas pela sua profissão, posição social ou
género e não pelo seu nome. Discute com os teus colegas essa opção do autor.

2. Ao longo da obra, encontras inúmeras palavras relacionadas com a área da náutica.
Associa os vocábulos ao seu significado.

1. Cais (página 26) a. Área posterior do navio.


2. Paióis (página 26) b. Pavimento do navio situado sob o convés.

3. Tripulação (página 26) c. Borda da embarcação.


d. Depósito num navio onde se guardam munições, bagagens, ali-
4. Prancha (página 26) mentos ou outros objetos.
5. Amurada (página 26) e. Lado direito do navio, ao olharmos na direção popa-proa.
6. Coberta (página 27) f. Zona portuária com vários cais.
7. Doca (páginas 21, 31 e 36) g. Aparelho que permite dirigir o navio.

8. Popa (página 33) h. Lado esquerdo do navio, ao olharmos na direção popa-proa.

9. Bombordo (página 36) i. Tábua que permite a passagem entre navios ou para o cais.
j. Grupo de pessoas empregadas no serviço de um navio.
10. Estibordo (página 36)
k. Zona de embarque e desembarque na margem de um rio ou de um
11. Leme (página 38) porto de mar.

3. Escolhe um dos diálogos presentes no conto e, com mais dois colegas, prepara a sua
leitura expressiva. Na fase de preparação,
assinala as falas de cada interlocutor e do narrador;
acrescenta os sinais de pontuação que correspondam às diferentes entoações (inter-
rogativa, exclamativa…).

16
Guião de Leitura 3

Doze de Inglaterra
António Torrado

OP
OBRA DO PROGRAMA

Obra indicada pelo Programa de Português.

Antes da Leitura

A O autor

1. Lê as seguintes notas biográficas sobre António Torrado:

A T
 orrado (António) – Escritor português (n. Lisboa, 2.11.1939). Licenciado em Filosofia
pela Univ. de Coimbra, a sua obra abrange diversos géneros (conto, poesia, teatro,
ensaio, guião, recolha), mas é no âmbito da literatura infantil que A. T. mais se tem distin-
guido, como testemunham os diversos prémios com que tem sido galardoado: 1980,
com o Prémio Gulbenkian, pelo livro Como Se Faz Cor de Laranja; em 1983, com o Prémio
da Sociedade Portuguesa de Autores pelo livro De Vítor ao Xadrez, em 1984 e 1986, com
o Prémio de Teatro Infantil da Secretaria de Estado da Cultura, respetivamente por O Ado-
rável Homem das Neves e Zaca Zaca; em 1988, com o Grande Prémio da Fundação
Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da obra; em 1994, com o Prémio da Associação Pau-
lista de Críticos Arte-Brasil por A Donzela Guerreira; em 1996, As Estrelas – Quando os
Reis Magos Eram Príncipes foi distinguido, internacionalmente, como já o tinha sido O
Veado Florido (1974). A. T. foi chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP e
dramaturgo residente de várias companhias teatrais, lecionando também na Escola
Superior de Teatro e Cinema e no ACARTE.

OBRAS PRINC. (além das já citadas): Literatura infantil – A Chave do Castelo Azul, 1969; A
Nuvem e o Caracol, 1971; O Manequim e o Rouxinol, 1975; O Elefante Não Entra na
Jogada, 1985; Histórias Tradicionais Contadas de Novo, 16 vols., 1984-1987; O Mercador
de Coisa Nenhuma, 1995. Teatro – Os Obscuros, 1981; Teatro do Silêncio, 1988; A Ilustre
Casa, 1996; Conte Comigo, 1996. Poesia – Do Agregado Sentimental, 1970; Dos Templos,
DIAL8_GL © Porto Editora

1984; Do Sabugo à Unha, 1993. Ensaio – O Bosque Mínimo, 1990.


Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura, Edição Século XXI, Tomo 28,
Editorial Verbo, Lisboa, São Paulo, 2003

17
DIAL8_GL_02
3 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

DIAL8_GL© Porto Editora


B António Torrado

Escritor português, pedagogo, jornalista, editor, é também produtor e argumentista para


a televisão. Nascido em 1939, é licenciado em Filosofia pela Universidade de Coimbra e
começou a publicar contos para a infância aos 18 anos, sendo a sua atividade profissional
diversa.
Foi coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte
Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, professor responsável pela disciplina de Escrita
Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema e o dramaturgo residente na Compa-
nhia de Teatro Comuna em Lisboa.
Possuindo uma obra bastante extensa e diversificada, integra textos de raiz popular e
tradicional, mas também teatro, poesia e sobretudo contos, e é considerado um dos auto-
res mais importantes na literatura infantil portuguesa. Destacam-se na sua obra, entre
muitas outras: Vamos Contar um Segredo, Hoje Há Palhaços (com Maria Alberta Menéres), O
Mercador de Coisa Nenhuma e O Pajem Não se Cala.
in Infopédia (consultado em 2012-01-16)

Foto de Maria João Fragateiro, in http://letrapequenaonline.blogspot.com

1.1. Compara os dados fornecidos pelas duas entradas, organizando a informação num
quadro como este (que deverás copiar para o teu caderno diário):

Informação comum aos Informação exclusiva Informação exclusiva


dois textos do Texto A do Texto B

1.2. Justifica a importância de recorrer a diferentes fontes.


1.3. Enumera os cuidados a ter com as fontes de informação.

18
Doze de Inglaterra 3
1.4. Em grupos, prepara uma entrevista ao autor, seguindo estes passos:

Fase 1

Recolhe informações sobre António Torrado

Fase 2

Elabora uma lista de perguntas pertinentes, ordenando-as de acordo com o


assunto abordado. Faz perguntas claras, diretas e cujas respostas não encontres
facilmente em enciclopédias ou na Internet.

Fase 3

Redige uma introdução sobre o autor, onde indiques o seu nome, idade, ocupa-
ção e outros dados interessantes.

Fase 4

Dramatiza a entrevista. Neste caso, um será o entrevistado e o outro, o entrevis-


tador.

B Elementos paratextuais

1. Observa a capa do livro.


1.1. Este livro agrupa duas obras dramáticas. Identifica-as.
1.2. Indica as restantes informações fornecidas na capa.
1.3. Atenta na ilustração da capa e no título da obra. O que te sugerem sobre as per-
sonagens e o enredo das peças?

2. Lê agora os textos da contracapa.


2.1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas (F) ou impossí-
veis de determinar (ID).
a. As damas inglesas sentiram-se ofendidas pelos companheiros do Magriço.
b. A beleza das damas inglesas era conhecida em toda a Europa.
c. Os cavaleiros portugueses eram guerreiros exímios.
d. Os onze cavaleiros portugueses são salvos da derrota pelo Magriço.
e. O final da peça é revelado.
2.2. Transcreve das seis primeiras linhas do primeiro texto palavras ou expressões
que permitem localizar no tempo a primeira peça.
DIAL8_GL © Porto Editora

2.3. Atenta, agora, no segundo texto e retira duas opiniões e dois factos.

3. Explicita os objetivos do texto de apresentação da página 15*.


*Nota: A indicação das páginas segue a 2.ª edição da Caminho, de 2003.

19
3 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

1. Descobre, na sopa de letras, as quinze palavras relacionadas com o teatro correspon-

DIAL8_GL© Porto Editora


dentes às definições abaixo.
Observação: As palavras podem ser encontradas em qualquer direção – na horizontal, na verti-
cal, da esquerda para a direita, de cima para baixo ou vice-versa.

A E A T O J L O S R T O Z L R Ç I
Z T L H V R C T A R J I C W T A B
X C Z K X R M L C É W F A D G T Ç
M P A T D P S U B P L T R P W O A
O I R Á N E C L T L S H A T T R L
N R S A U T R J F I W G C M K K U
Ó F K T Q R D E N C X Z T O L F M
L P P S R A T I C A W C E A Y G I
O A Z I W P R S P I M V R D L O N
G T X N Q A P A T C S X I E Z Q O
O S Z I G W T I F S D T Z R Z R T
P A G R N X A L T L I T A E X V É
X L F U Z T R Á P O Á G D C R T C
C P S G M P T C T X L Q O I R T N
E O E I A S C S S Z O R R S W E I
N N T F T W V A R X G T L T Q P C
A O H G E N A D T U O K T A S Y O
P S K J N L T I M J V F D Y X B C
L E N C E N A D O R G B H L G O C

(1) Divisão externa de um texto dramático.

(2) Divisão do ato, assinalada pela entrada e saída de personagens.

(3) Pessoa que interpreta uma personagem.

(4) Responsável pela encenação de um espetáculo teatral.

(5) Resposta à fala de outra personagem.

(6) Responsável pela seleção, disposição e colocação de objetos e adornos decorativos.

(7) Responsável pelo vestuário dos atores.

(8) Discurso proferido por um ator que fala consigo próprio.

(9) Conversa entre duas personagens.

(10) Espaço onde decorre uma peça de teatro.

(11) Responsável pelos sons.

(12) Indicações cénicas.

(13) Fala do ator dirigindo-se apenas ao público.

(14) Responsável pela iluminação.

(15) Responsável pela maquilhagem.


20
Doze de Inglaterra 3

C Análise global

1. Esta peça pode ser dividida em três partes: introdução, conflito e desenlace. Delimita-as.

2. Nas histórias medievais, é comum o herói enfrentar diversos desafios. Também o


Magriço enfrenta várias provas no seu trajeto.
Preenche o quadro no teu caderno, identificando-as.

Provas Cena(s)
1.ª
2.ª
3.ª
4.ª
5.ª

3. Ao longo da obra, Álvaro Gonçalves Coutinho é referido pela sua alcunha: Magriço.
Para o caracterizar, são utilizados diversos termos terminados em -iço. Recolhe-os,
dividindo-os entre os que se referem a traços físicos e psicológicos.

Cenas 1 e 2
1. Identifica as ofensas sofridas pelas damas.

2. Relê a página 23.

O Duque Lencastre procura chamar a atenção dos cavaleiros ingleses.


2.1. Faz um levantamento das várias formas de tratamento que ele utiliza.
2.2. Classifica os registos de língua utilizados.

3. Transcreve elementos que nos permitem localizar temporalmente a ação.

4. O comportamento dos cavaleiros ingleses é contraposto às gerações anteriores.


Completa o quadro no teu caderno, com base nos seus atos e nas informações forne-
cidas pelas damas e pelo Duque de Lencastre.

Cavaleiros antigos Cavaleiros atuais

5. Indica a razão invocada pelo Duque para não castigar pessoalmente os cavaleiros ingleses.
DIAL8_GL © Porto Editora

6. Como solicitam as damas ajuda?


6.1. Imagina e redige a carta de uma dama inglesa, solicitando auxílio a um cavaleiro
português.
21
3 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

7. Apresenta os argumentos utilizados pelo Magriço para persuadir o rei a armá-lo cavaleiro.

DIAL8_GL© Porto Editora


8. Distingue-o dos restantes cavaleiros portugueses.

9. Comenta a relação entre eles.

10. Explicita o motivo que leva o Magriço a desejar efetuar a travessia até Inglaterra por terra.

Cenas 3 e 4

1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).


a. Duas criaturas ameaçam o Magriço porque este as ofendeu.
b. Durante toda a cena, a barreira linguística impossibilita a comunicação entre as cria-
turas e o Magriço.
c. Ao verem o Magriço empunhar a espada, as criaturas mudam de atitude e fogem.
d. As criaturas mostram-se simpáticas para enganar o Magriço e tirar-lhe as suas armas.
e. O Magriço é aprisionado por ladrões.

2. No final da cena 3, uma gaiola aprisiona Magriço e surge uma nova personagem: o Anão.
2.1. O que simbolizam a gaiola e o anão?

3. Lê a cena 4 e transcreve um exemplo de cada um dos tipos de cómico.

A situação que a personagem vive provoca


Cómico de situação
o riso.
O efeito cómico deriva da linguagem, da
Cómico de linguagem
forma como a personagem se expressa.
O cómico é originado pela personalidade da
Cómico de carácter
personagem.

4. Que estratagema utiliza o Magriço para escapar da jaula?

22
Doze de Inglaterra 3

Cenas 5, 6, 7 e 8

1. Completa os espaços de acordo com o texto.

O Magriço, cavaleiro português, dirige-se para [1] .


Pelo caminho, encontra [2] , que procura a
[3] . Como este parece confuso, ajuda-o a
[4] e acompanha-o. Quando chegam àquele local,
encontram vários [5] que discutem [6] .
O [7] coloca-se na fila para encher o seu cantil. Ao
escutar o chamamento das [8] ,o [9]
encaminha-se para o [10] .

2. O Velho iniciou a sua viagem


a. há dez anos.
b. quando era jovem.
c. há um mês.

3. A presença de outros velhos junto à Fonte da Sabedoria sugere que


a. os velhos são mais lentos a efetuar tarefas.
b. a fonte secou.
c. a busca de conhecimento é longa.

4. Aponta o motivo por que o jovem deixou o Velho sozinho na Fonte da Sabedoria.
DIAL8_GL © Porto Editora

5. Identifica o perigo do lago.

6. Enumera os argumentos utilizados pelas ninfas para convencer o Magriço a mergulhar no lago.

23
3 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

7. As ninfas

DIAL8_GL© Porto Editora


a. sugaram a memória ao Magriço.
b. deram água da sabedoria ao cavaleiro português.
c. inspiraram o Magriço.

8. O cavaleiro português desfalece nos braços do Velho. Para que recupere, este
a. dá-lhe um remédio.
b. serve-lhe uma sopa quente.
c. dá-lhe água da Fonte da Sabedoria.

9. A água é apresentada como


a. fonte de vida e símbolo da purificação e regeneração.
b. símbolo da união e da amizade.
c. ideia de equilíbrio.

10. Ao longo das cenas 7 e 8, o Magriço modifica-se.

Caracteriza a personagem, completando o quadro no teu caderno.

Após o mergulho no lago Depois de beber a água da fonte

11. Apresenta a tua opinião sobre a atitude de Magriço em relação ao Velho.

Cenas 9 e 10

1. Identifica a obra de Camões a que se refere o pregoeiro.

2. O pregoeiro apresenta alguns termos que referem realidades inexistentes no tempo de


Magriço (entre os séculos XIV e XV). Indica duas.

3. Transcreve a expressão em que esta personagem convida os espectadores a participar


na peça.

24
Doze de Inglaterra 3
4. Quando o Magriço chegou, o torneio
a. ainda não tinha começado.
b. já decorria.
c. já tinha acabado.

5. Antes de o Magriço chegar, os restantes cavaleiros portugueses


a. ganhavam o torneio.
b. perdiam a disputa.
c. cortejavam as damas.

6. Que desfecho esperavam as damas inglesas? Porquê?

7. O que veio alterar o curso dos acontecimentos?

8. Completa os espaços.

Quando o Magriço chega ao [1] , os [2] ,


que se encontram em superioridade numérica, suplantavam os
cavaleiros portugueses. O valente cavaleiro português derrota
o [3] . Perante a [4] , os cavaleiros
ingleses [5] . Desta forma, a [6] das
damas inglesas foi defendida; por isso, para comemorar, elas
[7] com os cavaleiros portugueses.

9. Discute com os teus colegas a mensagem desta obra.

Outras atividades

1. Ouve a fábula “O Carvalho e o Junco”, de La Fontaine.


1.1. O Magriço é comparado a um caniço. Relaciona o Junco da fábula com o herói do
texto dramático.

Curiosidade: Sabias que o nome próprio Magriço deu origem a um nome comum?
Lê os seguintes verbetes de um dicionário:

magriço1 n.m. pessoa magra, descorada e fraca; magricela (De magro + -iço)
DIAL8_GL © Porto Editora

magriço2 n.m. defensor das mulheres […] (De Magriço, antropónimo, cavaleiro
português do tempo do rei D. João I, 1357-1433)
in Infopédia (consultado em 2012-01-26)

25
Guião de Leitura 4

DIAL8_GL© Porto Editora


O Colar
Sophia de Mello Breyner Andresen

OP
OBRA DO PROGRAMA

Obra indicada pelo Programa de Português e recomendada


pelo Plano Nacional de Leitura para leitura orientada na sala
de aula no 8.º ano de escolaridade.

Antes da Leitura

A A autora

1.  Efetua uma pesquisa e completa, no teu caderno, o Cartão do Autor com as infor-
mações solicitadas.

Nome:

Data / Local de nascimento:

Data / Local de falecimento:

Acontecimentos biográficos mais relevantes:

Obras publicadas e seu género:

Prémios:

Sugestão: Podes construir com os teus colegas de turma uma base de dados de autores,
preenchendo um cartão similar a este para cada autor estudado.
26
O Colar 4

B Elementos paratextuais

1. Consulta a ficha técnica da obra na página 6* e redige a sua referência bibliográfica.

2. Observa a capa.
2.1. Descreve a imagem.
2.2. Indica a resposta correta. Esta imagem possui uma dupla função:
a. revelar que a peça se desenrola durante o Carnaval de Veneza.
b. embelezar a capa e apresentar uma das personagens.
c. localizar a ação em Veneza e sugerir a representação teatral.

C Análise global

1. Ao longo da obra surgem diversas indicações cénicas.


1.1. Como se reconhecem graficamente?
1.2. Indica o seu objetivo.
1.3. Associa cada indicação cénica aos responsáveis pela sua execução.
Atenção: algumas indicações podem estar associadas a mais do que uma pessoa.

1. Ator 4. Figurinista

2. Encenador 5. Cenógrafo

3. Aderecista 6. Sonoplasta

a. “Entretanto, toca a campainha e Bonina entra de novo.” (página 15)

b. “Tira do peito o coração partido em dois.” (página 20)

c. “Ouvem-se barulhos vindos de fora. Vozes, gritos, chamamentos, bater de remos na água, vozes
que cantam, vozes que discutem, risos.” (página 30)

d. “Quarto de Vanina vazio. Cama, cómoda com espelho.” (página 31)

e. “Ouve-se o afinar das violas.” (página 33)

f. “Bruno entra com uma bandeja, onde estão uma carta e uma caixa de pele lavrada.” (página 35)
DIAL8_GL © Porto Editora

g. “Escolhe o chapéu rosa com o véu preto à frente.” (página 30)

*Nota: A indicação das páginas segue a 7.ª edição da Caminho, de 2010.

27
4 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

2. Ordena cronologicamente os acontecimentos apresentados na peça.

DIAL8_GL© Porto Editora


a. O tutor de Vanina comunica-lhe que a sua mão foi pedida em casamento pelo comen-
dador Zorzi.
b. O comendador Zorzi oferece um colar a Vanina.
c. Vanina sofre devido ao desgosto amoroso.
d. O tio de Pietro pede a mão de uma rica herdeira em seu nome.
e. O comendador sente-se indisposto num jantar em sua casa.
f. Vanina e Pietro conhecem-se no baile de Giovanna.
g. O tio de Pietro falece.
h. A prima de Pietro informa Vanina que a família pretende que ele se case para manter
o seu estatuto social.
i. Pietro canta uma serenata a Vanina.
j. Vanina passeia por Veneza com Geraldina, procurando ver Pietro.
k. Pietro e Vanina falam sobre os seus sentimentos.
l. Giovanna, preocupada com Vanina, visita-a.
m. Vanina descobre que Pietro tem problemas financeiros.

3. Associa cada imagem a uma personagem.

1. Vanina 2. Pietro 3. D. Geraldina


4. Bonina 5. Condessa Zeti 6. Comendador Zorzi

a b c

d e f

28
O Colar 4

Prólogo

1. Lê atentamente o prólogo e identifica a sua função.

2. Caracteriza o local descrito pelo Veneziano.

3. Transcreve do prólogo:

a. uma enumeração; b. uma comparação; c. uma metáfora.

I Ato

1. Preenche o crucigrama, no teu caderno.


3.
2.
1. Nome da criada na casa do tutor de Vanina.
2. Relação de parentesco entre o tutor
4. e Vanina.
1.
3. Nome da dama de companhia de Vanina.
6.
4. Pietro ofereceu a Vanina uma...
7. 5. Profissão de Pietro.
5. 6. Nome do pretendente da jovem.
7. Oferta do comendador a Vanina.

2. Seleciona, entre os adjetivos apresentados, aqueles que caracterizam Vanina.

ingénua impetuosa
maquiavélica corajosa
vaidosa desorientada
calma
aborrecida lacrimosa

distraída doce solitária

apaixonada teatral

humilde
madura

3. Reconta, por palavras tuas, o primeiro encontro entre Vanina e Pietro.


DIAL8_GL © Porto Editora

4. Como reagiu Vanina à oferta de Pietro?

a. Sorriu. b. Fugiu. c. Enfureceu-se.


29
4 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

4.1. Ela agiu assim porque se sentia

DIAL8_GL© Porto Editora


a. desapontada e enraivecida.
b. apaixonada e amedrontada.
c. espantada e alegre.

5. “O pobre Pietro, coitado, está afogado em problemas.” (página 18)


5.1. Quem informa Vanina dos problemas de Pietro?
5.2. Preenche os quadros no teu caderno, identificando os seus problemas e as hipóte-
ses de soluções.

Problemas Hipóteses de soluções

5.3. Aponta a solução escolhida por Pietro.


5.4. Indica por que motivo a sua família não concorda com a solução encontrada por este.

6. A frase “tenho o coração partido em dois” (página 20) significa, neste contexto,
a. que foi operada ao coração.
b. que teve um desgosto amoroso.
c. que está triste.

7. Algumas personagens apresentam a sua opinião sobre Pietro. Copia os quadros para o
teu caderno e completa-os com as opiniões de cada personagem.

Giovanna Bonina Tutor

8. Pesquisa, num dicionário de símbolos, a simbologia da rosa vermelha.

9. Indica a razão por que Vanina pretendia passear por Veneza. O seu objetivo foi atingido?

10. Aponta o acontecimento que mudou o estado de espírito da rapariga.

11. A serenata de Pietro gera um mal-entendido.


11.1. Explica de que forma é que Pietro, o Comendador e Vanina interpretam este
momento.

12. Compara os sentimentos de Vanina relativamente a Pietro e ao Comendador Zorzi.

13. Identifica a prenda que o Comendador ofereceu a Vanina, a sua simbologia e objetivo.
30
O Colar 4

II Ato

1. Dois dos familiares do Comendador expressam o seu desacordo face ao casamento


entre ele e Vanina.
1.1. Identifica-os, indicando os motivos de discordância.

2. Transcreve do segundo ato:


a. um aparte;
b. uma didascália relevante para a movimentação dos atores;
c. uma réplica;
d. um monólogo;
e. uma indicação cénica relevante para o aderecista.

3. Ao longo do texto, surgem indícios da incompatibilidade das personalidades do Comen-


dador e de Vanina. Identifica-os.

4. Pelo contrário, outra personagem demonstra afinidades com o Comendador.


4.1. Identifica-a e aponta dois traços em comum.
4.2. Indica um sinal da afeição dessa personagem pelo Comendador.

5. Aponta a origem da indisposição do Comendador.

6. Enquanto conversa com Pietro, Vanina recebe uma carta do Comendador. Aponta, de
entre a seguinte lista, os seus objetivos:
a. reiterar o seu amor;
b. elogiar a destinatária da missiva;
c. libertar Vanina do compromisso assumido pelo seu tutor;
d. criticar o comportamento da jovem;
e. relembrar Vanina do compromisso assumido com o seu tutor;
f. informar Vanina que tenciona casar-se.

7. Vanina e Pietro possuem diferentes perspetivas sobre o Amor. Compara-as, comple-


tando o esquema no teu caderno.

Amor

Vanina Pietro
DIAL8_GL © Porto Editora

8. Indica o que resolveu Segismundo que Pietro deveria fazer e por que motivos.

9. Compara os comportamentos de Vanina e Pietro, desde o seu primeiro encontro.


31
4 Diálogos 8.º ano -- Guiões de Leitura

10. Depois das afirmações de Pietro, Vanina tornou-se menos

DIAL8_GL© Porto Editora


a. ingénua.
b. presunçosa.
c. vaidosa.

III Ato

1. A Condessa Zeti mentiu a Vanina, ao dizer-lhe que


a. o primeiro amor nunca se esquece.
b. um amor é substituído por outro.
c. o primeiro amor se esquece facilmente.

2. Aponta o objetivo de Pietro, segundo a Condessa Zeti, ao falar daquela forma a Vanina.

3. Investiga quem foi Lorde Byron, indicando:

local e data de nascimento;

área em que se distinguiu;

locais que habitou.

4. Indica a opção correta.

A conversa entre Lorde Byron e a Condessa Zeti mostra que


a. o amor é irrelevante.
b. as pessoas se modificam após o primeiro desgosto amoroso.
c. um grande amor é eterno.
d. o primeiro amor se esquece facilmente.

5. Explicita a mensagem desta obra.

Outras atividades

1. Escuta um excerto da obra O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen.


1.1. Identifica os protagonistas dessa história.
1.2. Compara este excerto com O Colar, apontando semelhanças e diferenças.

32