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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
METODOLOGIA DO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E
ESPORTE

JOANNA PITOMBO TEIXEIRA

FORMAÇÃO E ATUAÇÃO PROFISSIONAL


NO ÂMBITO DO ESPORTE DE AVENTURA

SALVADOR
2007
1

JOANNA PITOMBO TEIXEIRA

FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL


NO ÂMBITO DO ESPORTE DE AVENTURA

Monografia apresentada ao curso de


especialização em Metodologia do
Ensino da Educação Física e Esporte da
Universidade do Estado da Bahia em
cumprimento parcial aos requisitos para
obtenção do título de Especialista.

Orientador: Prof. Dr. Cesar Leiro

SALVADOR
2007
2

Para Ícaro.
3

AGRADECIMENTOS

Agradeço, em primeiro lugar, aos meus pais, pelo apoio e incentivo na


realização desse trabalho, bem como em toda a trajetória do curso de pós-
graduação e todos os cursos da vida.

A Márcio Muller, por estar ao meu lado, ontem, hoje e sempre.

Ao meu orientador, César Leiro, pelas sugestões, pelas discussões e pelo


incentivo na realização desse trabalho.

A toda a comunidade acadêmica que pesquisa e estuda os esportes de


aventura. Pelas bibliografias enviadas, pelas sugestões dadas e principalmente
pela busca da inclusão dos esportes de aventura no contexto escolar e
acadêmico.

Aos colegas do MEFE5, que contribuíram com as suas particularidades para


um crescimento pessoal e acadêmico.

E a todos que de alguma forma contribuíram na construção desse trabalho.


4

Só o prazer do risco vale a vida;


o medo é real,
mas medíocre.

(Roberto Freire)
5

RESUMO

Este estudo, realizado a partir de uma pesquisa de campo, busca


investigar qual o espaço/tempo destinado às discussões acerca do tema
esporte de aventura nos cursos de graduação em Educação Física da cidade
de Salvador. Além disso, procuramos também conhecer a formação
profissional dos instrutores dos diversos esportes de aventura praticados nesta
cidade. Assim, este estudo tem como objetivo verificar quais os profissionais
que estão à frente dos Esportes de Aventura e como este tema está sendo
debatido nos cursos de graduação em Educação Física em Salvador. Para
atender aos objetivos acima mencionados foram realizadas entrevistas com 20
instrutores de diversos esportes de aventura praticados em Salvador. Além
disso, visitamos os sites das 7 instituições de ensino superior que tem o curso
de graduação em Educação Física afim de reconhecer a grade curricular do
curso e verificar a existência ou não de uma disciplina específica que discuta o
esporte de aventura. Na ausência da grade curricular no site da instituição
recorremos a uma visita pessoal a faculdade. Os dados desta pesquisa
mostram a pouca participação do professores de Educação Física no âmbito do
esporte de aventura o que pode ser resultado da pouca discussão deste tema
nos cursos de Educação física, já que foi encontrada em apenas 2 das 7
faculdades pesquisadas uma disciplina específica para discussão do tema.
Acreditamos, portanto, que uma maior ênfase no esporte de aventura nos
cursos de Educação Física se faz necessário na medida em que esse é mais
um campo de atuação profissional em que o professor de Educação Física
pode estar se inserindo.

Palavras-chave: Esporte de aventura, Educação Física, Atuação Profissional


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SUMÁRIO

1. ENTENDENDO A TRILHA ....................................................................................... 7

2. ADRENALINA TEÓRICA........................................................................................ 10

3. NA TRILHA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ................................................... 14

4. SEGUINDO A TRILHA: metodologia ...................................................................... 17

5. PEGANDO FÔLEGO: a análise dos dados ............................................................... 22

6. ENFIM, OS ULTIMOS PASSOS .............................................................................. 25

REFERÊNCIA ............................................................................................................... 27
7

1. ENTENDENDO A TRILHA

A idéia de fazer uma pesquisa sobre Esporte de Aventura surgiu em

virtude da minha proximidade com tais modalidades. Pára-quedista desde

2000, sempre procurei ação e aventura. Fiz curso de surf e de rapel, pratiquei

bungee jump, um pouco de escalada indoor e principalmente o trekking, pela

proximidade com a natureza. Minha vivencia num curso de licenciatura em

Educação Física me fez entender o Esporte de Aventura como mais que uma

prática para momentos de lazer, mas como um fenômeno recente passível de

ser discutido e pesquisado. Desta forma, a minha proximidade com o Esporte

de Aventura, e mais ainda com as discussões acerca do tema no âmbito

acadêmico, despertou o interesse em pesquisar algo que fosse familiar e ao

mesmo tempo inquietante. O tema deste estudo surgiu de forma a avançar um

estudo anterior, que culminou na produção de uma monografia no final do

curso de graduação intitulado Esporte de Aventura e Meio Ambiente:

Tematizando esses Conhecimentos na Educação Física. Tal estudo sugere

como o Esporte de Aventura pode ser inserido no cotidiano escolar, mais

precisamente nas aulas de Educação Física (TEIXEIRA, 2005).

Buscando ampliar os estudos sobre esporte de aventura, o presente

trabalho monográfico visa conhecer qual a formação dos profissionais que

ministram cursos, orientam práticas e/ou praticam Esporte de Aventura em

Salvador e qual o espaço/tempo que esse tema ocupa nos currículos dos

cursos de graduação em Educação Física nas faculdades desta cidade.

Em todas as modalidades de esporte de aventura que eu pratiquei

observei que o instrutor não era um profissional de Educação Física. No


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entanto a minha vivencia é modesta diante da diversidade de esportes

praticados em Salvador e da quantidade de grupos de cada modalidade. Daí

surgiu o interesse em pesquisar de forma sistemática o real envolvimento dos

profissionais de Educação Física com os esportes de aventura.

Reconhecendo o Esporte como conteúdo da Educação Física, faço um

recorte no Esporte de Aventura trazendo a possibilidade de ser mais um campo

de atuação ao profissional de Educação Física, passando esse tema ser de

relevância pública, política, econômica e social. Desta forma este estudo

estabelece como temática central de investigação discutir como o profissional

de Educação Física vem se inserindo neste mercado e quais as discussões

geradas acerca do tema nos cursos de Educação Física da cidade de Salvador

com fim de estimular o interesse do profissional pelo Esporte de Aventura e

subsidiar a atuação deste nesta prática.

Estabelecemos como objetivos do presente trabalho verificar quais os

profissionais que estão a frente dos Esportes de Aventura e como este tema

está sendo debatido nos cursos de graduação em Educação Física em

Salvador.

Para atender aos objetivos propostos, dividimos o trabalho em seis

capítulos. Os próximos capítulos apresentam-se organizados da seguinte

maneira:

O segundo capítulo, Adrenalina teórica, destaca as principais

características que compõem o esporte de aventura, passando por conceitos,

nomenclaturas e classificações. O terceiro trás um breve histórico da formação

profissional em Educação Física. O quarto capítulo mostra a metodologia

utilizada para o desenvolvimento do trabalho, assim como todos os passos


9

percorridos para a realização do mesmo. No quinto analisamos os resultados

encontrados e o sexto se compõe de notas conclusivas.


10

2. ADRENALINA TEÓRICA

Muito se tem falado sobre esportes de aventura, mas são poucos os

estudos acadêmicos que discute e investiga esse assunto. A partir de 1990

eles se tornaram mais evidentes na nossa sociedade apesar de existirem

desde a década de 70 nos paises mais desenvolvidos. Na década atual os

esportes de aventura emergem como uma alternativa no tempo livre para um

setor da população (BETRÁN, 2003). Para isso o homem passa a buscar

ambientes naturais e artificiais para realizar essa prática.

Como este é um fenômeno ainda recente, a própria terminologia

ainda vem sendo socialmente construída, longe ainda de estar consolidada.

Podemos, portanto, enumerar algumas terminologias encontradas em diversos

seguimentos: esportes radicais, de ação, esportes extremos, esportes outdoor,

de risco ou ainda novos esportes, contrapondo os esportes tradicionais que são

praticados em espaço e tempo pré-definidos (JESUS, 2003). Para o presente

estudo, concordando com Marinho (1999), opta-se pelo termo esportes de

aventura por ser o de maior aceitação geral, apesar de existir uma terminologia

utilizada por intelectuais e estudiosos da área pela. Estamos falando das

Atividades Físicas de Aventura na Natureza (AFAN) (BETRÁN, 2003).

Não há também uma conceituação precisa sobre os esportes de

aventura. Segundo Romani e Umeda (apud MORAIS, 2005) esportes de

aventura “é toda e qualquer modalidade esportiva praticada na natureza que

envolve um treinamento prévio do participante e equipamentos específicos e de

segurança”. No entanto, se entendermos os esportes de aventura como o


11

conceito acima o que seriam então práticas como escalada indoor ou rapel

urbano? Desta forma para contemplar todas as modalidades praticadas na

cidade de Salvador entre as diversas definições encontradas na bibliografia

estudada compactuo com a idéia de Paiva (1999) que entende os esportes de

aventura como “aqueles que não possuem limitação de tempo e espaço, e sem

regras para sua prática, eles somente seguem normas de segurança

necessárias para cada modalidade”. Ainda assim é uma definição bastante

abrangente, mas percebemos com muita facilidade as diferenças entre os

esportes de aventura e os esportes tidos como tradicionais. A primeira delas é

em relação ao espaço destinado a prática, tendo em vista que os esportes

tradicionais, diferente dos de aventura, se realizam em espaços “fechados” ou

artificiais. Entende-se por ambiente fechado “todas as edificações destinadas

ao uso esportivo, tais como estádios, autódromos, campos de golfe, piscinas

olímpicas, velódromos, pistas de atletismo, ginásios, hipódromos, etc.” (JESUS,

2003, pg. 79). Nesses espaços há uma garantia do controle no desenvolver

das atividades assim como atender a indústria da espetacularização esportiva.

Outra diferenciação importante é quanto ao objetivo da prática. Os praticantes

de esportes de aventura buscam experimentar emoções diferentes,

prazerosas, que ofereçam risco, mesmo que este seja fictício ou calculado.

Enquanto os praticantes de esportes tradicionais procuram desempenho e isso

“requer desde o treinamento, repetições constantes e praticamente sem

alterações de forma, volume ou intensidade” (TAHARA, 2004, pg. 39).

Assim, os esportes de aventura permitem que o praticante confronte-

se com ele próprio, superando limites, ultrapassando barreiras e vencendo

desafios. Mas, não podemos deixar de perceber que antes do surgimento


12

desses esportes já existiam práticas que envolvem desafios e aventura, mas

que não podiam ser caracterizadas como esporte, pelo menos não como se

entende o esporte hoje.

Essa busca pelos esportes de aventura evidencia uma nova

tendência no cenário esportivo, a de trazer os esportes do espaço fechado para

o espaço aberto, para a natureza. Essa tendência pode estar retratando uma

nova dimensão do relacionamento homem-natureza (DARIDO, 2005, pg. 183).

É notória a expansão das atividades de aventura tanto no que diz

respeito ao número de praticantes de cada modalidade quanto ao crescente

surgimento de novas modalidades (CANTORANI; PILATTI, 2005). A opção por

tais atividades, pode ser traduzida pelo desejo de aproximação maior e mais

intensa com o meio natural, movido por inúmeros ideais. Os esportes de

aventura oferecem a possibilidade de vivenciar sentimentos de prazer, em

função de suas características que promovem, inclusive, a ampliação do senso

de limite da liberdade e da própria vida. Essa expansão pode ser conseqüência

do afastamento do homem da natureza pela própria estrutura da sociedade

capitalista em que vivemos hoje, onde muitos “preferem acumular riquezas ao

invés de perder tempo (já que tempo é dinheiro) numa comunicação com a

natureza” (BRUHNS, 1997).

Em relação à classificação dos esportes de aventura há também

algumas divergências entre os autores. Betrán (2003) em sua recente obra traz

uma classificação bastante complexa. Ele os classifica de acordo com suas

características estruturais: meio físico, características psicomotrizes, as


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práticas, o impacto sobre o meio ambiente e a implicação sociopráxica1. Para

este estudo iremos optar por uma classificação mais simples elaborada por

Pereira (2006). Este autor classifica os esportes de aventura em relação ao

ambiente de sua prática, com isso teremos esportes aquáticos, aéreos,

terrestres ou ainda mistos e urbanos. Nos esportes aquáticos podemos citar o

surfe, windsurf e kitesurf. Nos aéreos, pára-quedismo e vôo livre. Nos

terrestres, sandboarding, técnicas verticais, escalada e trekking. Esportes de

aventura do tipo misto são aqueles realizados em mais de um ambiente.

Podemos exemplificar um esporte misto com a corrida de aventura, em que o

praticante pode realizar atividades em ambiente aquático e terrestre. E por fim

os esportes urbanos são os realizados nas cidades, utilizando de pontes,

escadas, prédios como seus obstáculos. Entre eles podemos citar o skate,

escalada indoor, e rapel urbano.

1
Para melhor compreensão da classificação elaborada por Betrán, consultar o artigo intitulado Rumo a
um novo conceito de ócio ativo e turismo na Espanha: as atividades físicas de aventura na natureza, 2003.
14

3. NA TRILHA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A história Educação Física no Brasil se confunde em muitos

momentos com instituições militares, que entendia a Educação Física como

forma de garantir o corpo forte e saudável e contribuir com a indústria e a

prosperidade da nação. Paralelo a isso as instituições médicas, com seu

discurso médico higienista, trás a sua contribuição para a concepção

dominante na Educação Física preocupando-se com a higiene e a saúde,

valorizando o desenvolvimento do físico e da moral a partir do exercício.

Apesar de a Educação Física ter sito oficialmente inserida na escola

em 1851 é apenas em 1920 que ela passa a ser realizada em vários estados

brasileiros, muitas vezes sob o nome de ginástica. Neste momento o intuito

maior da Educação Física era a educação do físico com a errônea idéia de que

o exercício físico por si só, se realizado da maneira correta, resultará em

saúde.

Na década de 60 o esporte passa a ter uma função importante na

formação de corpos fortes, saudáveis, obediente e submisso à ordem social

vigente, o que não é de se estranhar levando em conta o contexto e o

momento político em que vivia o país. É neste contexto que o esporte amplia

suas bases para se configurar como prática hegemônica na educação física,

espaço ocupado nas primeiras décadas do século XX pela ginástica.

(TEIXEIRA, 2005)

Nas décadas de 70 e 80 a formação profissional é eminentemente

esportiva. O currículo das faculdades que preparam o professor de Educação


15

Física tem uma predominância de disciplinas técnico-esportivas o que resulta

em uma falta de embasamento teórico que impede a transformação da prática

dos professores (DAÓLIO apud DARIDO, 2003). Com a inserção da Educação

Física na escola como disciplina, aspectos de formação humana foram

incorporados ligando-a também à área educacional.

O professor de Educação Física atua hoje nos mais diversos

seguimentos: escolas, academias, hotéis, hospitais, empresas, festas infantis,

entre outros. Isso mostra o crescimento do campo de trabalho do professor que

até a década de 80 só era visto basicamente em escolas, clubes e praças.

Essa ampliação é reflexo do surgimento de novas atividades como a ginástica

laboral e o treinamento personalizado (SCHERER, 2005).

Os campos de atuação do professor de Educação Física podem ser

separados em quatro seguimentos distintos: o da Educação Física escolar, o

do esporte de alto rendimento, da saúde e do lazer. Para garantir a intervenção

do profissional em todas essas áreas foi necessária a construção de novas

diretrizes curriculares para o curso de graduação que abrangesse todas essas

novas possibilidades e habilitasse o professor a atuar nos diversos

seguimentos de mercado existentes ( SCHERER, 2005). As Diretrizes

Curriculares Nacionais homologadas pelo Parecer 138/1987 inova com uma

estrutura curricular diferenciada para os cursos de bacharelado, preparando o

profissional para atuar nos seguimentos de trabalho realizados fora do

ambiente escolar, voltado para a saúde, lazer e qualidade de vida. Mas o fato

de os licenciados poderem atuar em todos os seguimentos, escolar ou não, e

os bacharéis ficarem restritos ao seguimento não escolar fez com que o curso

de bacharelado não obtivesse sucesso.


16

Essa discussão se encerra com a Resolução 9/2001 que regulamenta

uma formação específica para a atuação no ensino básico, a licenciatura em

Educação Física não sendo mais possível uma formação generalista que

possibilite o trabalho em dois mercados distintos. Por outro lado, os cursos de

graduação em Educação Física preparam o profissional para atuar em

diferentes áreas não escolares.


17

4. SEGUINDO A TRILHA: metodologia

Para alcançar os objetivos propostos de entender o perfil dos

profissionais que estão à frente dos Esportes de Aventura em Salvador e qual o

papel que este tema vem ocupando nas instituições de ensino superior de

Educação Física desta cidade é que optamos por um estudo qualitativo a partir

de uma pesquisa de campo. Demo (2000) descreve um estudo qualitativo

como aquele que tem interesse no lado subjetivo dos fenômenos, onde

depoimentos dos sujeitos podem se tornar dados relevantes.

Segundo Santos (2002, p.28) “a pesquisa de campo é aquela que

recolhe os dados in natura, como percebidos pelo pesquisador”. Nela o

pesquisador coleta seus dados investigando os pesquisados no seu meio

(PRESTES, 2002). Na maioria dos casos uma pesquisa de campo se faz por

meio de levantamento, observação direta ou estudo de caso. O procedimento

de coleta escolhido para esta pesquisa foi o levantamento. Tal procedimento

caracteriza-se por “perguntar diretamente a um grupo de interesse a respeito

dos dados que se deseja obter” (SANTOS, 2002, p. 30). Para fazer um

levantamento primeiro seleciona-se uma amostra significativa, depois aplicam-

se questionários, formulários ou se faz entrevista a depender do objetivo do

estudo.

Uma pesquisa de campo não se limita a simples coleta de dados, sendo

isto apenas uma de suas fases. A partir da análise desses dados procuraremos

responder perguntas e alcançar objetivos, seja uma hipótese que se queira


18

comprovar ou a descoberta de novos fenômenos. (MARCONI; LAKATOS,

1982).

O primeiro passo para desenvolvimento desse trabalho foi uma pesquisa

bibliográfica, por meio da qual procuramos aprofundar as questões

identificadas e ampliar o conhecimento em relação ao tema da pesquisa. Todas

as pesquisas exigem “um levantamento bibliográfico prévio a fim de contribuir

substancialmente para a relevância da própria pesquisa em questão, no

sentido de haver um exame e análise do que já se produziu sobre determinado

assunto acadêmico científico” (TAHARA, 2004, p. 54). A revisão foi feita em

diversas fontes tais como: artigos, livros texto, dissertações, etc. Fizemos

também, pesquisas na Internet, onde tivemos acesso aos dados de diversas

instituições de ensino superior do país, como também periódicos eletrônicos da

área da educação física. Para fazermos a busca utilizamos palavras-chaves

como: esporte de aventura, esportes radicais, formação profissional, etc.

Paralelamente a este processo, procuramos definir os sujeitos da

pesquisa de campo e para recortar o espaço pesquisado, definimos a cidade

de Salvador como campo de pesquisa. Desta forma as instituições

pesquisadas foram todas as faculdades de Educação Física da cidade de

Salvador. Como critério oficial de reconhecimento dos cursos tomamos para

efeito desta pesquisa os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Educacionais. Segundo o INEP as faculdades de Educação Física da cidade

de Salvador são:

- Faculdade Delta – FACDELTA

- Faculdade Jorge Amado – FJA

- Faculdade Regional da Bahia – FARB (UNIRB)


19

- Faculdade Social da Bahia – FSBA

- Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC

- Universidade Católica de Salvador – UCSAL

- Universidade Federal da Bahia – UFBA

Inicialmente foi proposta a coleta das grades curriculares dos cursos de

Educação Física através dos sites das referidas instituições. No entanto,

constatamos que estes sites não contemplavam todas as informações

necessárias à pesquisa. Desta forma surgiu a necessidade de uma visita às

faculdades para ter acesso as grades curricular do curso de Educação Física a

fim de perceber a existência ou não de alguma disciplina que trate do tema

esportes de aventura2.

E quanto aos esportes de aventura, definimos uma amostragem por

conveniência, selecionando, portanto, todos os esportes de aventura praticados

em Salvador dos quais tivemos conhecimento, num total de 12 modalidades:

- Canioning3

- Canoagem

- Corrida de Aventura

- Corrida de Orientação

- Enduro a Pé

- Kite Surf

- Mergulho

- Rapel

- Surf

2
As grades curriculares dos referidos cursos se encontram em anexo ao final do presente trabalho.
3
Algumas modalidades são denominadas sem tradução para o português dada a sua difusão em inglês.
20

- Vôo Livre

- Wake Board

- Wind Surf

No caso de mais de um grupo de uma mesma atividade, optamos por

incluir todos os grupos na pesquisa. Desta forma, a amostragem da pesquisa

foi composta de 20 sujeitos que orientam a prática dos esportes acima

mencionados na cidade de Salvador – BA.

Para saber qual a formação profissional dos indivíduos que orientam a

prática dos esportes de aventura optamos por fazer uma entrevista semi-

estruturada com os instrutores de diversos esportes praticados em Salvador de

que tivemos conhecimento. Esta entrevista foi composta de três perguntas

abertas:

- Como se tornou instrutor?

- Qual a sua formação profissional?

- Que curso poderia ser feito para um melhor desenvolvimento do

trabalho realizado?

A entrevista foi realizada pessoalmente pelo pesquisador, de forma

individual com cada sujeito participante do estudo. Segundo Richardson (apud

TAHARA, 2004) quando a entrevista é realizada pelo próprio pesquisador, há

uma menor possibilidade de o sujeito não responder a alguma pergunta, além

disso, nesse contato o pesquisador tem a oportunidade de explicar e discutir os

objetivos da pesquisa podendo também responder a possíveis dúvidas a

respeito da mesma.
21

De posse dos dados dessa entrevista fizemos uma análise dos depoimentos no

intuito de retirar deles os dados necessários a presente pesquisa. A análise desses dados

será mais bem sistematizada no capítulo seguinte.


22

5. PEGANDO FÓLEGO: a análise dos dados

Em relação a presença de uma disciplina que discuta a respeito do

esporte de aventura foi encontrada apenas em 2 faculdades das 7 existentes

na cidade de Salvador. Em outras palavras, apenas 29% dos cursos de

Educação Física oferece uma disciplina específica para a discussão do esporte

de aventura.

Faculdades de Educação Física

29%

71%

Com esporte de aventura no currículo


Sem esporte de aventura no currículo

Gráfico 1: Faculdades que discutem ou não os esportes de aventura

Vale ressaltar que os dois cursos em que o esporte de aventura consta

como disciplina no currículo são cursos relativamente novos: um deles iniciado

em 2000 e o outro em 20044, este ultimo ainda não formou a sua primeira

turma. O que significa que a maioria dos alunos que obtiveram conhecimentos

específicos sobre esporte de aventura ainda não se encontra no mercado de

trabalho. Esse fato pode ser um dos motivos da pouca participação de

4
Fonte: INEP
23

professores de Educação Física na orientação do esporte de aventura. Dado

este constatado na nossa entrevista. Dos 20 sujeitos entrevistados apenas 3

deles são professores de Educação Física, 2 deles são estudantes do curso de

Educação Física e os outros 15 (75%), a grande maioria, tem as mais variadas

profissões, são eles: engenheiros, biólogos, administradores, advogados,

comerciantes, entre outros.

Formação Profissional
15%

10%

75%

Professores de Educação Física


Estudantes de Educação Física
Outra Formação

Gráfico 2: Formação profissional dos instrutores de esportes de aventura

A maioria deles pensou em fazer um curso de Educação Física, mas por

motivos diversos não colocaram em prática esse desejo. Fato este que deve

ser levado em consideração, pois mostra a importância dada a um curso de

Educação Física pelos entrevistados. Foi muito comum durante a entrevista

falas como: “eu sempre tive vontade de fazer um curso de educação física,

mas não liguei muito não”, “um curso de Educação Física ia ajudar na
24

abordagem pedagógica” ou ainda “uma coisa é praticar o esporte, outra coisa é

saber ensinar”.

As falas acima explicitam a necessidade de uma formação adequada

para a instrução do esporte de aventura. Muitas vezes cursos são ministrados

por pessoas sem a devida formação.

A maioria dos entrevistados se tornou instrutor devido a anos de prática

no esporte. Algumas modalidades exigem cursos específicos, como é o caso

do mergulho, onde há toda uma hierarquia e uma graduação necessária para

se tornar instrutor. No entanto, em outras modalidades como o rapel, por

exemplo, não existem pré-requisitos nem curso específico para um praticante

se tornar instrutor.

Esse fato mostra a falta de regularização do esporte, o que trás a

possibilidade de pessoas sem a devida instrução estar se aproveitando da

disseminação dessas novas modalidades para ter uma nova fonte de renda.

Desta forma fica impossível garantir a segurança na prática desses esportes.

Mas isso é tema para uma nova monografia.


25

6. ENFIM, OS ULTIMOS PASSOS

“Só há fim,
quando cessa a emoção!”
(Sérgio de Andrade)

Após a realização desta pesquisa ficou evidente a confirmação das

hipóteses feitas no inicio do trabalho. A falta da discussão acerca do tema

esporte de aventura nas faculdades de Salvador é algo claro. Talvez, em algum

momento do curso, em alguma outra disciplina não específica, o esporte de

aventura seja abordado como tema de uma aula. Mas isso limita o

entendimento do esporte de aventura, pois não o abrange como um todo, em

seus mais variados aspectos e inter-relações. É verdade que esse fenômeno é

algo novo e as faculdades mais antigas podem ainda não ter acompanhado as

mudanças no cenário esportivo.

Portanto, fica registrada aqui a sugestão de se inserir a disciplina

esporte de aventura no currículo de todas as faculdades de Salvador. Ele

precisa ser tematizado e discutido com mais ênfase no meio acadêmico para

respaldar a atuação do professor de Educação Física neste âmbito.

A falta da disciplina esporte de aventura nas faculdades de Salvador

recai na falta de profissionais habilitados para tratar com a instrução e

orientação dos esportes de aventura praticados na cidade. Os próprios

instrutores entrevistados em muitos momentos falaram da falta que faz uma

graduação em Educação Física. Mas é claro que só a graduação não


26

resolveria essa carência já que a maioria dos cursos de Educação Física não

tematiza o esporte de aventura em suas disciplinas.

Desta forma os professores de Educação Física vêm perdendo, ou não

estão se dando conta de que existe mais um campo de trabalho a ser

explorado. Campo este que vem sendo ocupado por pessoas das mais

diversas profissões. Vejo, portanto, neste trabalho a possibilidade de estar

alertando os profissionais de Educação Física sobre este novo campo de

trabalho que se encontra em crescente desenvolvimento.

Com a conclusão desta monografia, espero estar dando mais um passo

no sentido de fazer perceber o esporte de aventura como um tema de

discussão pertinente no contexto escolar e acadêmico. Fica registrado o desejo

de vê-lo inserido no currículo de todas as faculdades de Educação Física de

Salvador.
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REFERENCIA

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natureza: investindo na qualidade de vida. Lecturas: educación física y
deportes: Revista Digital. Buenos Aires, ano 8, n 56, mar. 2003. Disponível em
<http://www.efdeportes.com /efd58/avent.htm>. Acesso em 27 out. 2006.

TEIXEIRA, Joanna P. Esportes de Aventura e Meio Ambiente: tematizando


esses conhecimentos nas aulas de Educação Física. Monografia de Final de
Curso. Salvador, Faculdade Social da Bahia, 2005.
29

ANEXO – Grades curriculares dos cursos de Educação Física da cidade de Salvador


30

FACULDADE DELTA – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre
Medidas e Seminário de
Anatomia Fisiologia Fisiologia do Emergência em Planejamento da
Avaliação em Monografia II
Humana Humana Exercício Educação Física Atividade Física
Educação Física
Didática do
Bases da Biomecânica do Fundamentos em
Bases da Biologia Nutrição e Seminário de Ensino na
Bioquímica Movimento Atividades
Humana Atividade Física Monografia I Educação Física
Humana Humano Aquáticas
III
Aprendizagem, Educação Física
Introdução à Treinamento Políticas Públicas
Fundamentos de Crescimento e Esportes de Especial
metodologia do Neuromuscular e Ética
Ginástica Desenvolvimento Aventura
trabalho científico Aplicado á Escola Profissional
Humano
Fundamentos dos Fundamentos de Didática do Didática do Optativa II
Fundamentos da Psicologia da
Esportes Esportes Ensino na Ensino na
educação física Educação
Coletivos II Individuais I Educação Física I Educação Física II
Fundamentos de Fundamentos de Estágio
Fundamentos de Administração em Estágio Estágio
esportes coletivos Recreação e Lazer Supervisionado
Lutas Educação Física Supervisionado I Supervisionado II
I II III
Fundamentos
Fundamentos dos
Fundamentos de Sócio-
Esportes Optativa I
recreação e lazer I antropológicos da
Individuais II
Educação Física
DISCIPLINAS OPTATIVAS: Educação Física e Práticas Corporais Alternativas I; Prescrição do Exercício Personalizado para Grupos
Especiais; Aprofundamento em Dança; Aprofundamento em Natação e Atividades Aquáticas; Expressão Corporal, Educação Motora e
Corporeidade; Ginástica para Grupos Especiais; Educação Física na Idade Adulta e Terceira Idade; Espaços, Equipamentos e Planejamento em
Recreação e Lazer; Voleibol – Aprofundamentos; Basquetebol – Aprofundamentos; Atletismo – Aprofundamentos; Handebol –
Aprofundamentos; outras temáticas que os alunos selecionarem.
Disponível em: <http://www.facdelta.edu.br/graduacao-edfisicalic.htm>
31

UNIVERSIDADE CATOLICA DO SALVADOR – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre
Comunicação e Práxis motoras Psicologia Ginástica Planejamento Introdução a
Futebol I Handebol
expressão e coletivas Geral Olímpica de ensino informática
Ludomotricidade Anatomia Ginástica Treinamento Administração Ética
Sociologia Teologia
Básica Humana analítica desportivo desportiva profissional
Didática da
Metodologia Psicologia da Capoeira Ginástica de
Natação I Cinesiologia Educação Antropologia
Científica Educação desportiva musculação
Física
Estrutura e Lesões do Metodologia da
Recreação lazer Metodologia da
Bioquímica Introdução a funcionamento aparelho pesquisa em
Nutrição e cultura Educação
Básica Filosofia de ensino I e II locomotor e sua Educação
popular Física especial
graus reabilitação I Física
Medidas de
Fisiologia Fisiologia do Biometria Prática de
Atletismo I Biologia Saúde e Optativa
Humana exercício humana ensino
urgência
Introdução a Ginástica
motricidade Rítmica gestual Basquetebol Voleibol Rítmica Optativa
humana desportiva I
Optativa Optativa
DISCIPLINAS OPTATIVAS: Atividade Física na 3 idade; atividade física e qualidade de vida na empresa; atividade física na promoção da
saúde; dança de salão; futebol de salão; futebol II; GRD II; introdução ao direito desportivo; ludomotricidade na pré-escola; metodologia da
iniciação desportiva; metodologia do jogo na educação física; natação II; personal training; tênis de campo; triathlon; voleibol II, vôlei de praia;
yoga; culturas motoras orientais; antropometria; recreação II; flexibilidade e alongamento; surf; hidroginástica; lesões do aparelho locomotor e
sua reabilitação II; massagem desportiva; marketing desportivo; educação física: projeto pedagógico; marketing esportivo.
Disponível em: <http://www.ucsal.br>
32

FACULDADE JORGE AMADO – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre
Fund. Anatomofisiologicos Fisiologia do Medidas e avaliação Fundamentos do
Mídia esporte e lazer Tópicos especiais I
do movimento humano movimento humano em educação física treinamento
Educação física
Prática de ensino / Política e gestão da
Capoeira Educação e cultura escolar II / prática de Tópicos especiais II
iniciação esportiva educação física
ensino
Metodologia do Metodologia do ensino do Metodologia do Metodologia do Fundamentos do Educação física
ensino do esporte I / esporte II / prática de ensino do esporte III ensino do esporte IV jogo e da ludicidade escolar III / prática
prática de ensino ensino / prática de ensino / prática de ensino / prática de ensino de ensino
Fundamentos
Cinesiologia e
filosóficos, Atividade física e o Atividade física / Educação para o
Didática biomecânica do
corporeidade e idoso prática de ensino lazer
movimento humano
educação
Fundamentos da Educação física
educação física e do Educação física escolar I especial e inclusão Estágio I Estágio II Estágio III
esporte social
Seminário I / Seminário II /
Praticas de pesquisa
Leitura e produção Metodologia do trabalho Apresentação da Apresentação da
em educação física e Eletiva
de textos científico versão preliminar e versão final e
no esporte
orientação do TCC orientação do TCC
Disponível em: <http://www.fja.edu.br/Default.html>
33

UNIRB – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre
Educação física
Fundamentos e Psicologia da Educação física
Esporte educacional IV / escolar III / ensino
concepções da Educação e saúde educação, escolar IV / ensino
natação e hidroginástica fundamental – 5 a 8
educação física e do corporal desenvolvimento e médio / prática de
/ prática de ensino serie / prática de
esporte aprendizagem ensino
ensino
Fundamentos da
Fundamentos
Esporte educacional ludicidade,
filosóficos da Políticas públicas em Expressão corporal, Seminário II TCC /
III / voleibol / prática brinquedo e
educação e da educação básica ritmo e movimento versão final
de ensino brincadeira / prática
educação física
de ensino
Esporte educacional Abordagem sócio- Educação física Acompanhamento
I / Basquetebol e antropológica da escolar I / educação metodológico / Seminário I TCC / Estágio III / ensino
handebol / prática de educação e educação infantil / prática de orientação da versão preliminar médio
ensino física ensino monografia
Esporte educacional Educação física escolar Avaliação do
Fundamentos da Metodologia do ensino Estágio II / ensino
II / futsal e futebol de II / ensino fundamental processo ensino e
ginástica e atletismo da capoeira / prática fundamental – 5 a 8
campo / prática de – 1 a 4 série / prática de aprendizagem em
/ prática de ensino de ensino série
ensino ensino educação física
Atividade física Educação física e
Produção e leitura de Estágio I / educação Gestão da educação
Didática nutrição, e saúde inclusão social /
texto infantil e 1 a 4 série física e do esporte
coletiva prática de ensino
Fundamentos
Práticas de pesquisa
anátomo-fisiologicos Metodologia do Metodologia do
em educação física, Educação e lazer Tópicos especiais
do movimento trabalho científico ensino da dança
esporte e lazer
humano
Disponível em: <http://www.unirb.edu.br/CursosGraduacaoEducacaoFisicaApres.asp>
34

FSBA – Faculdade Social da Bahia – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre
Fundamentos Fundamentos Fisiologia do Treinamento Educação e saúde
Socorros de urgência
biológicos fisiológicos exercício esportivo coletiva
Políticas publicas em
Fundamentos Aprendizagem e Fundamentos Seminário de projeto Seminário de
educação, esporte e
anatômicos desenvolvimento cinesiológicos de pesquisa monografia
lazer
Fundamentos Fundamentos sócio-
Educação e lazer Mídia, esporte e lazer Optativa Optativa
históricos antropoligicos
Fundamentos Metodologia da Conhecimento e Conhecimento e
Didática Estágio III
filosóficos pesquisa científica metodologia do jogo metodologia da dança
Conhecimento e Conhecimento e Conhecimento e
Conhecimento e
metodologia das Metodologia do metodologia do Estágio II
currículo na escola
atividades aquáticas esporte I esporte II
Conhecimento e Conhecimento e
Introdução ao Prática
metodologia da metodologia da Estágio I
trabalho cientifico interdisciplinar V
ginástica capoeira
Abordagens teórico-
Tecnologias em metodológicas da Educação física e Pratica
educação Educação Física e PNEE interdisciplinar IV
avaliação
Prática Prática Prática
interdisciplinar I interdisciplinar II interdisciplinar III
35

UFBA – Universidade Federal da Bahia – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre
Base biológica Aprendizagem,
do Fundamento desenvolvimento Socorros de Medidas e
Fisiologia I Optativa Eletiva
desenvolvimento alim. nutrição humano e urgência II avaliações
humano educação
Higiene
Fisiologia do Treinamento
Anatomia Cinesiologia Futebol I Handebol I Optativa Educação e
exercício desportivo
saúde
Ginástica Organização e Estágio Estágio
Ginástica
Rítmica Atletismo rítmica Capoeira I administração supervisionado supervisionado
especial
desportiva desportiva I II
Dimensão
Ginástica
Voleibol I estética da Basquete Recreação Didática Seminário I
escolar
educação
Educação e História da
Introdução à Filosofia e
Ginástica identidade Natação educação
filosofia educação
cultural brasileira
Fundamentos Organização
Introdução à Sociedade e
psicológicos da Currículo educação Optativa
sociologia educação
educação brasileira
DISCIPLINAS OPTATIVAS: Ginástica estética; ginástica rítmica desportiva II; atletismo II; natação II; voleibol II; basquetebol II; futebol II;
handebol II; capoeira II; yoga; musculação; dança folclórica I; dança folclórica II; expressão corporal
36

FTC –Faculdade de Tecnologia e Ciências – Licenciatura em Educação Física


1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre
Atividade Trabalho de
Biologia Fisiologia Fisiologia do Treinamento Treinamento
Bioquímica física e lazer na conclusão de
humana humana exercício esportivo neuromuscular
terceira idade curso II – TCC
Medidas e Prescrição de Tópicos
Sociologia Nutrição, Atividade
Metodologia da avaliações em exercício para especiais III –
aplicada aos Cinesiologia atividade física física na
ginástica atividade s grupos reabilitação
esportes e saúde empresa
físicas especiais neuromuscular
Tópicos
Unidade de Higiene e Esportes e
especiais II – Unidade de
estudo primeiros Crescimento e atividades
Jogos e Metodologia do Atividades estudo universal
universal I – socorros nas desenvolvimento físicas na
recreação basquete aquáticas na II – liderança e
filosofia e ética atividades motor infância e
promoção da empreendorismo
nos esportes físicas adolescência
saúde
Administração
Atividades Trabalho de
Metodologia da Psicologia dos Metodologia da Metodologia do e gestão e Estágio
físicas conclusão de
dança esportes natação voleibol atividades profissional II
adaptadas curso I – TCC
físicas
História da Bioestatística Eco esporte e
Metodologia da Metodologia do Metodologia do Metodologia do
educação física aplicada aos esporte de
capoeira handebol futebol atletismo
e esporte esportes aventura
Tópicos
Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho
Anatomia especiais I – Estágio
interdisciplinar interdisciplinar interdisciplinar interdisciplinar
humana personal profissional I
dirigido I - TID dirigido II dirigido III dirigido IV
training
Metodologia do
judô