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O Uso De Armadilhas De Pegadas Na Amostragem Da Mastofauna Em Duas Unidades


De Conservação Nos Biomas Cerrado E Mata Atlântica

Valeska Buchemi de Oliveira


Minas Gerais
Neste estudo objetivou-se avaliar a eficiência do método de parcelas de areia na
amostragem da mastofauna de médio e grande porte em uma área de Cerrado e uma de
Mata Atlântica, além de verificar diferenças na frequência de registros de pegadas em
parcelas posicionadas em trilhas pré-existentes e em transectos montados para este
estudo, através da abordagem de diferentes unidades amostrais (parcelas e transectos).
Buscou-se ainda testar uma proteção de iscas contra remoção por insetos (formigas e
cupins) e o uso de coberturas sobre as parcelas contra a incidência de chuvas.
Neste estudo os pesquisadores desejavam avaliar se o método de armadilhas de pegadas
seria eficiente para coletar amostras de pegadas da mastofauna. No texto o autor cita
que esse método já foi utilizado em outros experimentos, porém os estudos foram feitos
com pequenos mamíferos. Também deve-se atentar para seu emprego em trabalhos de
comunidade onde espécies com diferentes abundâncias e distribuições espaciais são
amostradas simultaneamente. No caso de mamíferos de médio e grande porte podem
usar estradas e trilhas de origem antrópica e até o momento um único trabalho verificou
diferenças na frequência de registros de pegadas em armadilhas dispostas em trilhas pré-
existentes e interior de mata. Então eles desejavam testar este método com animais de
médio e grande porte. Eles ressaltam que os resultados podem ser diferenciados pois foi
conduzido em um ambiente diferentes do anteriores. sendo que até o dado momento
nenhum estudo comparativo envolvendo estes dois biomas tinha sido conduzido. Foram
colocadas iscas em dois locais, algumas protegidas (cobertas) e outras sem proteção.
Então eles partiram do pressuposto de que em qual dos dois locais do experimento a
coleta de amostragem seria maior e em qual período (seco ou chuvoso). O sucesso de
captura de espécies foi ligeiramente maior no PESB do que no PERP e em ambas as
reservas, o sucesso foi maior na estação chuvosa. Em ambas as reservas se nota uma
maior riqueza de espécies na estação chuvosa. Embora no PESB um maior número de
espécies tenha sido registrado no período da seca (oito espécies contra quatro na estação
chuvosa), o esforço amostral foi bastante diferenciado entre estes períodos, sendo que
proporcionalmente, o sucesso de captura de espécies foi maior na estação chuvosa. No
PERP, foram registradas sete espécies neste período e três espécies na estação seca,
sendo que no mês de Julho, apenas Cerdocyon thous foi registrada nas parcelas de areia.
Sabe-se que em períodos chuvosos a oferta de alimentos tende a aumentar, pois também
aumenta a abundância de insetos, frutos, sementes e de recursos de uma maneira geral.
A riqueza em espécies amostradas nas parcelas de areia foi apenas uma fração das
espécies presentes potencialmente amostráveis pelo método, tanto no Cerrado quanto na
Mata Atlântica. Deste modo, quando rastros são utilizados para levantamento de
riqueza, observações oportunísticas também devem ser conduzidas em locais não
amostrados pelas parcelas; No PESB, a metodologia apresentou um maior sucesso de
captura de espécies e amostrou uma maior parte da mastofauna de médio e grande porte
de hábitos terrícolas presente, demonstrando que o método foi mais eficaz nesta área;
No PERP, o método amostrou uma fração menor das espécies que ocorrem no parque,
muito provavelmente pelo fato do mesmo ter sido empregado somente em áreas de
cerrado stricto sensu.

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