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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de educação à Distância

Actividades II

Nelson Chande Ibraimo

Código: 708181520

Curso: Educação Física


Disciplina: Fisiologia de
Exercícios (4º Ano)
Grupo: 3º
Turma: C

Nampula, 2021
0
Folha de Feedback

Classificação
Categoria
Indicadores Padrões
s Pontuação Nota do Subt
máxima tutor otal
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico
3.0
(expressão escrita
Conteúdo
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e  Revisão
discussão bibliográfica
nacional e
2.0
internacional
relevante na área
de estudo
 Exploração dos
2.5
dados
 Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas

Referênci Normas APA 6ª  Rigor e coerência


as edição em das
2.0
Bibliográfi citações e citações/referência
cas bibliografia s bibliográficas

Recomendações de melhoria:
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Índice
Folha de Feedback................................................................................................................2

Recomendações de melhoria:.......................................................................................................3

1. Introdução........................................................................................................................4

1.1. Objectivos....................................................................................................................5

1.1.1. Objectivo Geral........................................................................................................6

1.1.2. Objectivos Específicos.............................................................................................6

1.2. Metodologia.................................................................................................................6

1.2.1. Pesquisa Bibliográfica..............................................................................................6

2. Nutrição para a actividade física.......................................................................................6

2.2. Gasto energético na actividade física............................................................................8

2.3. O consumo de alimentos em geral eleva o metabolismo energético.............................9

2.4. Recursos Ergogenicos..................................................................................................9

3. Exercícios em altitudes...................................................................................................11

3.1. PO2 alveolar em diferentes altitudes...........................................................................11

3.2. Efeitos agudos da hipóxia...........................................................................................11

3.3. Aclimatação à baixa PO2............................................................................................12

3.4. Aumento da ventilação pulmonar...............................................................................12

3.5. Aumento das hemácias e concentração e hemoglobina..............................................13

3.5.2. Aumento da capilaridade tecidual (ou angiogênese) durante aclimatação..............13

3.6. Aclimatação natural dos seres humanos que vivem em altas altitudes........................13

3.7. Doença aguda das montanhas.....................................................................................14

3.8. Doença crónica das montanhas...................................................................................14

3.9. Exercício físico...........................................................................................................15

4. Conclusão.......................................................................................................................17

5. Referencias Bibliográficas..............................................................................................18

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1. Introdução
O presente trabalho teórico do campo tem como tema os nutrientes e seu papel nos
exercícios físicos e exercícios em altitude. Cada tipo de exercício físico utiliza
diferentes quantidades de energia, dependendo de sua intensidade, duração e frequência.
Outros factores que devem ser considerados são a idade, sexo, altura, grau de
maturidade e suas características individuais.

A alimentação dependerá do tipo e quantidade de exercício praticado. Quanto mais


activa a pessoa, maiores suas necessidades calóricas, podendo variar de 1.200Kcal a
3.000 Kcal diárias. É necessário, contudo, cuidar para que não haja o consumo de
calorias em excesso, pois, esse excesso será armazenado em forma de gordura, gerando
o excesso de peso e a obesidade.

É preciso, entretanto, tomar cuidado com o excesso de proteína, pois, podem gerar
sobrecarga hepática, problemas no rim, entre outras complicações.

O trabalho segue a seguinte estrutura: introdução onde estão apresentados algumas


informações sobre os temas tratados, desenvolvimento por onde constam mais detalhes
sobre o tema, conclusão e referencias bibliográficas.

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1.1. Objectivos
Objetivo significa um fim a atingir, uma meta de pesquisa, propósito de pesquisa, ou
seja, é a finalidade de um trabalho de pesquisa, que indica o que o pesquisador vai
desenvolver. Para Marconi &Lakatos (2002, P.24) “toda pesquisa deve ter um objetivo
determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar. ” Definir
objetivos de pesquisa é um requisito para desenvolver uma pesquisa científica.

1.1.1. Objectivo Geral


O objetivo geral “está ligado a uma visão global e abrangente do tema. ” Esta visão
permite ao pesquisador compreender o todo da pesquisa. Para Andrade (2009) o
objetivo geral está ligado ao tema de pesquisa.

 Compreender sobre os nutrientes e o seu papel no exercício físico;

1.1.2. Objectivos Específicos


De acordo com Marconi &Lakatos (2003, P.219) os objetivos específicos “apresentam
caráter mais concreto. [...], permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro,
aplicá-lo a situações particulares. ” Portanto, os objetivos específicos são o
desmembramento do objetivo geral, facilitando o percurso da pesquisa

 Explicar os nutrientes e o seu papel no exercício físico;


 Relacionar os nutrientes com exercicios fisico;
 Descrever exrcicios em altitudes

1.2. Metodologia
Gil (2008) diz que metodologia descreve os procedimentos a serem seguidos na
realização da pesquisa.

1.2.1. Pesquisa Bibliográfica


Na visão de Fonseca (2009, P.37), a pesquisa bibliográfica é feita a partir do
levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios eletrônicos,
como livros e artigos científicos, páginas web sites. Qualquer trabalho cientifico inicia-
se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se
estudou sobre o assunto. Para se realizar a pesquisa vou recorrer numa leitura
interpretativa de obras diversas que abordam o assunto e usarei alguns artigos
disponibilizados na internet

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2. Nutrição para a actividade física
A nutrição adequada é fundamental tanto para indivíduos envolvidos com a prática de
exercícios físicos, como desportiva, e colabora para a promoção e manutenção da saúde,
além de favorecer o funcionamento de vias metabólicas associadas ao exercício físico.
As recomendações dietéticas para indivíduos fisicamente activos devem levar em conta
as necessidades energéticas de uma determinada actividade ou exercício físico, além de
considerar as preferências dietéticas individuais.

Nesse sentido, o planeamento e avaliação quanto à ingestão alimentar devem obedecer a


directrizes nutricionais apropriadas. Sendo assim, o desequilíbrio na ingestão de
líquidos, nutrientes e energia afecta profundamente a função termorreguladora, a
disponibilidade de substratos, a capacidade de realizar exercícios, a recuperação após
um exercício e a responsabilidade ao treinamento. Entretanto, pessoas que se exercitam
regularmente com o objectivo de manter a boa aptidão física não necessitam de
nutrientes adicionais além daqueles existentes em uma dieta balanceada (Mc ARDLE,
KATCH & KATCH, 2013).

2.1. Os princípios para uma boa alimentação incluem variedade,


equilíbrio e moderação

Em 2005, o governo americano readequou uma pirâmide alimentar na tentativa de


equilibrar nutrição e exercício, denominada de “Minha Pirâmide”, além de
disponibilizar também um site complementar destinado a proporcionar materiais
personalizados e suplementares quanto a ingestão de alimentos.

A eficiência do processo digestivo influencia, ainda, o rendimento energético final dos


macronutrientes alimentares. O coeficiente de digestibilidade indica o percentual de
alimentos ingeridos que acaba sendo digerido e absorvido realmente para atender às
necessidades metabólicas do organismo. Nesse sentido, dos macronutrientes digeridos e
absorvidos, o percentual relativo em média é de 97% para carboidratos, 95% para os
lipídios e 92% para as proteínas (GUEDES & GUEDES, 2006).

Além disso, os valores energéticos médios podem ser arredondados para números
inteiros designados como factores gerais de At water, que indicam a energia
metabolizáveis global que o organismo pode dispor a partir dos alimentos ingeridos. O
calor energético global, denominado de factores gerais de At water, indica de modo

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geral e aproximado, que proteínas representam 4 kCal/g, lipídios 9 kCal/g e carboidratos
4 kCal/g (McARDLE, KATCH & KATCH, 2013).

Com base nos factores gerais de At water, o cálculo do peso percentual e das
quilocalorias de cada macro nutriente em um determinado alimento permite tomar
decisões sensatas na escolha dos alimentos.

Não obstante, a qualidade nutricional do indivíduo diz respeito não apenas ao que se
ingere, mas também à quantidade de ingestão do alimento. Além disso, é fundamental
considerar que tanto o dispêndio energético como a ingestão calórica de atletas e não-
atletas provavelmente será bastante divergente. Assim, o equilíbrio na dieta não otimiza
apenas o desempenho físico mas ajuda a manter a massa corporal magra, a
responsividade ao treinamento e a função imune e reprodutiva. Além disso, o nível de
atividade física representa o fator mais importante que exerce impacto sobre o dispêndio
diário de energia.

2.2. Gasto energético na actividade física


Conforme Mc ArdlE, Katch & Katch (2013), cada indivíduo necessita de um nível de
energia para desempenhar as funções vitais no estado acordado. Essa demanda de
energia denominada taxa metabólica basal (TMB), reflecte a produção de calor pelo
corpo. O termo Taxa Metabólica de Repouso (TMR) substitui com frequência e
costuma ser usado como sinónimo para TMB. A TMB é ligeiramente inferior à TMR,
dependendo de factores como dimensão corporal, massa muscular, idade, condição de
saúde/aptidão, estado hormonal e temperatura corporal. Nesse sentido, o conhecimento
da TMB/TMR permite estabelecer a importante linha basal energética necessária para
elaborar estratégias prudentes de controlo do peso através de restrição alimentar,
exercício regular ou suas combinações.

De maneira específica, é importante salientar que as mulheres apresentam dispêndio


energético associado ao metabolismo basal por volta de 5 a 10% menor que os homens,
por causa das diferenças metabólicas específicas relacionadas ao sexo. Em indivíduos
adultos, com o passar dos anos e em razão da quantidade de células metabolicamente
activas diminuírem, verifica-se que o metabolismo basal tende a reduzir entre 2 a 5% a
cada década de vida (FERRARO et al. 1992).

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Todos os processos metabólicos no corpo acabam resultando na produção de calor. A
velocidade de produção de calor pelas células do corpo reflecte o ritmo do metabolismo
energético. Por sua vez, a utilização da energia no processo de contrair as fibras
musculares não pode ser directamente medido, porém, existem numerosos métodos
laboratoriais indirectos, que podem ser utilizados para calcular o gasto energético de
todo o corpo, seja em repouso ou durante o exercício físico. A utilização de equações
preditivas, por exemplo, é bastante aceita e permite estimar o dispêndio energético
(KENNEY, WILMORE, & COSTILL, 2013).

2.3. O consumo de alimentos em geral eleva o metabolismo energético.


A termogênese induzida pela dieta consiste de dois componentes:

1) termogênese obrigatória, que é a energia necessária para digerir, absorver e


assimilar os nutrientes alimentares;
2) termogênese facultativa, relacionada à activação do sistema nervoso simpático e
sua influência sobre a taxa metabólica.

As estimativas em relação ao dispêndio energético com a utilização da unidade de


medida MET (equivalente metabólico) são também bastante aceitas.
Convencionalmente, admite-se que o custo energético em repouso de qualquer avaliado
torna-se igual a 1 MET (GUEDES & GUEDES, 2006).

Não obstante, o dispêndio energético das actividades físicas pode ser expresso em
múltiplos do equivalente metabólico de repouso, permitindo estimar, ainda que de modo
subjectivo, o custo energético da actividade física realizada. São universalmente aceitas
estimativas de 3,5 ml de oxigénio utilizado por kg de peso corporal, a cada minuto, para
cada MET. Além disso, ocorre a liberação de energia de aproximadamente 5 kCal
quando uma dieta mista de carboidratos, proteínas e lipídios é “queimada” em 1 litro de
oxigénio. Esses valores podem ser transformados em mililitros (ou litros) de oxigénio
por quilograma de peso corporal por minuto (ml/kg/min) (GUEDES & GUEDES,
2006).

1000 ml O2 = 5 kcal

200 m O2 = 1 kcal

1 MET = 3,5 ml O2 /kg/min

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2.4. Recursos Ergogenicos
A utilização de substâncias que supostamente melhoram a resposta orgânica ao
exercício físico é cada vez mais comum entre as pessoas. Diversos indivíduos, sejam
atletas ou não-atletas, já receberam de um amigo ou treinador dicas sobre recursos
ergogênicos e presumiram que a informação fosse precisa. Entretanto, nem sempre este
é o caso. O uso indiscriminado de substâncias ergogênicas faz aumentar a probabilidade
de efeitos colaterais adversos, que variam desde um desconforto físico até episódios
capazes de ameaçar a vida! Muitos dos compostos não obedecem às exigências de
rotulagem que permitiriam identificar correctamente o valor dos ingredientes do produto
e seus contaminantes. E, apesar da lista de recursos auxiliares potencialmente
ergogênicos ser longa, o número daqueles que realmente têm propriedades ergogênicas
é bem pequeno (KENNEY, WILMORE, & COSTILL, 2013).

Estudos nessa área são essenciais para diferenciar entre uma resposta ergogênica
verdadeira e uma resposta pseudoergogênica, na qual o desempenho melhora
simplesmente por causa da expectativa de melhora do atleta.

Conforme Kenney et al., (2013) o fenómeno pelo qual as expectativas de um indivíduo


a respeito de certa substância determinam uma resposta de seu corpo a essa substância é
chamado efeito placebo. Inúmeras pessoas, seja com fins de performance desportiva,
estética ou outro, consomem suplementos nutricionais. Muitas dessas pessoas assumem
estar ingerindo uma substância que reflecte exactamente os ingredientes listados na
embalagem do produto, e nem sempre isso mostra-se verdadeiro. A indústria da nutrição
desportiva cresceu tanto que actualmente existem lojas especializadas e sites na internet
que vendem produtos nutricionais. Entretanto, várias das declarações contidas nesses
produtos não foram confirmadas por estudos científicos (KENNEY, WILMORE, &
COSTILL, 2013).

Pesquisas têm demonstrado que, em alguns casos, os produtos não contêm as


substâncias listadas no rótulo, ou então, podem ter até 150% da dose listada. Ainda,
muitos dos suplementos investigados apresentaram contaminação por substâncias como
esteroides anabólicos, efedrina e cafeína (MAUGHAN, 2004).

Apesar da preocupação com a saúde e estética ser notavelmente crescente, ainda existe
um déficit quanto à busca por informações. Orientações profissionais em relação à
nutrição ideal por praticantes de exercícios físicos são escassas e, frequentemente, tais

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pessoas apresentam hábitos alimentares inadequados ou fazem uso errado de
suplementos alimentares (DURAN et al. 2004).

Nesse sentido, a prática de exercícios físicos regulares, prescritos e orientados por


profissionais de Educação Física, e a orientação dietética individualizada, prescrita por
profissionais de Nutrição, com o objectivos de consumir refeições adequadas e
equilibradas, certamente facilitam o alcance de resultados satisfatórios sob vários
aspectos, tanto voltados à performance desportiva como para a aptidão física e
promoção da saúde.

3. Exercícios em altitudes

3.1. PO2 alveolar em diferentes altitudes


Duran et al. (2004), o dióxido de carbono (CO2) nas grandes altitudes continua indo do
sangue dos pulmões para os alvéolos. A água que se vaporiza para o ar inspirado
oriundo das superfícies respiratórias e junto ao CO 2 dilui o oxigénio nos alvéolos,
reduzindo a sua concentração nesse local. É importante saber que em altitudes elevadas,
a pressão parcial de CO2 fica reduzida para valores abaixo de 40 mmHg, sendo que em
uma pessoa adaptada a esse meio, a PCO2 tem uma queda em seu valor, chegando a
cerca de 7 mmHg, em virtude do aumento da frequência respiratória.

No topo do Everest, a pressão é cerca de 253 mmHg. Já ao nível do mar, estamos


falando de 760 mmHg. Desses 253 mmHg no pico da montanha, supõe-se que 47
mmHg sejam de vapor d’água e os 206 mmHg restantes são dos outros gases. Em uma
pessoa aclimatada, isto é, ajustada ao meio, 7 mmHg – dito anteriormente -, dos 206
mmHg referentes aos gases, são de CO2, restando 199 mmHg. Desse valor final, o
conteúdo de oxigénio alveolar está continuamente sendo absorvido pelo sangue,
representando 35 mmHg nos alvéolos.

Somente pessoas habituadas a ambientes assim conseguem, por terem maior aumento da
ventilação alveolar, sobreviver. Até cerca de 3 mil metros de altitude, a saturação de
oxigénio arterial fica em torno de 90%. A partir dessa altitude, a saturação de O 2 arterial
cai, chegando a cerca de 70% em 6 mil metros e assim por diante.

3.2. Efeitos agudos da hipóxia


A hipóxia em locais de grande altitude é um fenómeno fisiológico que ocorre em
indivíduos não aclimatados a essa condição. Geralmente sintomas como sonolência,

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fadiga mental e muscular (a capacidade de trabalho de todos os músculos, não apenas
esqueléticos, mas também os cardíacos, está bastante diminuída), cefaleia, náuseas e
euforia podem estar presente na pessoa não aclimatada aos níveis de baixo Po2 em
altitudes com cerca de 3600 metros. A redução de PO2 acarreta hiperventilação (devido
ao baixo estímulo de O2 nos receptores periféricos), mas em altitudes muito altas a
resposta ventilatória à hipóxia é de curta duração. O sinal mais precoce da hipóxia é a
redução da visão nocturna. Quando chega a mais de 5 mil metros, pode apresentar
abalos musculares e convulsões. A consciência reduzida é um dos efeitos mais
importantes e perigosos, pois dificulta o julgamento, a memória e os movimentos
motores individualizados

3.3. Aclimatação à baixa PO2


Conforme Guedes & Guedes (2006), a aclimatação é há um aumento de tolerância e
melhora do desempenho do indivíduo em um período naquele local. Se o indivíduo
permanecer por um período longo de dias ou semanas em uma altitude elevada, ele
ficará cada vez mais adaptado à baixa PO2, trazendo menos efeitos nocivos ao seu
corpo. Para isso, existem cinco meios principais pelos quais ocorre essa aclimatação:
aumento significativo da ventilação pulmonar, aumento do número de hemácias,
elevação da capacidade de difusão dos pulmões, aumento da vascularização dos tecidos
mais periféricos e capacidade aumentada das células teciduais utilizarem O 2, embora
esteja com baixa PO2.

3.4. Aumento da ventilação pulmonar


A queda da PO2 estimula os quimiorreceptores arteriais, e isso faz com que a ventilação
alveolar aumente cerca de 1,65 vezes o normal. Se a pessoa permanecer muito tempo,
eles são capazes de elevar a ventilação cerca de cinco vezes o normal para compensar.
A elevação dessa ventilação, faz com que grandes quantidades de CO 2 sejam expelidas,
reduzindo a PCO2 e aumentando, portanto, o PH dos líquidos corporais. Isso faz com
que o centro respiratório lá no tronco cerebral seja inibido, contrapondo-se à resposta
dos quimiorreceptores anteriormente citada. Contudo, esse efeito acontece somente de 2
a 5 dias, fazendo com que os quimiorreceptores consigam, de fato, reverter a hipóxia
gerada e aumentar a ventilação.

Acredita-se que esse quadro inibitório seja pela redução da concentração de íons
bicarbonato no líquido cefalorraquidiano e nos tecidos cerebrais. Por consequência

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disso, há queda do pH nos líquidos que circundam os neurónios quimiossensíveis do
centro respiratório, aumentando a actividade desse mesmo local. Os rins respondem à
PCO2 elevada e são responsáveis por reduzir a secreção de íon hidrogênio e aumentar a
excreção de bicarbonato. Após essa compensação, o centro respiratório responde mais
ao estímulo dos quimiorreceptores.

3.5. Aumento das hemácias e concentração e hemoglobina


O principal estímulo para que ocorra aumento da produção de hemácias é a hipóxia.
Quando o indivíduo fica exposto durante várias semanas a um ambiente com baixa
oferta de oxigénio ocorre:

I. Aumento do hematócrito
II. Aumento da concentração de hemoglobina.
III. Também é comum ocorrer aumento do volume sanguíneo
III.5.1.Aumento da capacidade de difusão

Durante o exercício e em altas altitudes, a capacidade de difusão pode atingir até três
vezes a sua capacidade, sendo que o seu valor normal é cerca de 21 mL/mmHg. Isso
ocorre, em parte, porque o volume sanguíneo capilar pulmonar aumenta, expandindo os
capilares e aumentando a área de superfície pela qual o O 2 se difunde para o sangue.
Somado a isso, ocorre elevação do volume de ar pulmonar, expandindo ainda mais a
área de contato alvéolo-capilar, além de aumento da pressão arterial pulmonar, levando
mais sangue para partes menos perfundidas, como os ápices pulmonares (Maughan,
2004),

III.5.2.Aumento da capilaridade tecidual (ou angiogênese) durante aclimatação


O débito cardíaco aumenta quando a pessoa vai para grandes altitudes e depois de
alguns dias ou semanas, ele retorna ao seu valor normal, à medida que o hematócrito vai
se elevando. Ocorre, também, aumento de capilares sistémicos em tecidos não
pulmonares, evento chamado de angiogênese ou simplesmente capilaridade tecidual
aumentada. Isso acontece principalmente em quem tem seu habitat ao longo da vida em
grandes altitudes, sendo que essas pessoas possuem mitocôndrias e sistemas
enzimáticos oxidativos celulares mais abundantes que aquelas que vivem ao nível do
mar. Portanto, são indivíduos que estão sujeitos a uma hipóxia crônica, com aumento da
capilaridade acentuada (GUEDES & GUEDES, 2006).

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III.6.Aclimatação natural dos seres humanos que vivem em altas altitudes
Guedes & Guedes (2006) a aclimatação dos nativos que vivem em grandes altitudes
como no Himalaia e nos Andes começa na infância, por isso, eles são muito bem
adaptados à essa condição. Eles possuem um tórax com tamanho aumentado e um
tamanho corporal menor, resultando em uma maior capacidade ventilatória. Além disso,
desde o nascimento, o coração bombeia quantidades extras de débito cardíaco que são
relativamente maiores quando comparado ao daqueles que vivem ao nível do mar. É
possível notar também que a pO2 nesse grupo de pessoas é de apenas 40 mmHg, mas
como eles têm maior quantidade de hemoglobina, a concentração de oxigénio no sangue
arterial deles é maior do que naqueles que estão em altitudes mais baixas.

III.7.Doença aguda das montanhas


Maughan (2004), ocorre, em pequena percentagem, em pessoas que vão rapidamente
para grandes altitudes. Geralmente as consequências surgem em torno de algumas horas
até dois dias após a subida, e incluem: edema cerebral agudo, resultado da dilatação dos
vasos sanguíneos cerebrais causada pela hipóxia. Esse evento permite o aumento do
fluxo sanguíneo nos capilares com elevação da pressão nos mesmos, extravasando
líquido para os tecidos cerebrais.

Além disso, pode ocorrer edema pulmonar agudo, que acredita-se ser porque a hipóxia
grave leva à constrição das arteríolas pulmonares, sendo que isso ocorre de forma mais
significativa em algumas regiões dos pulmões, fazendo com que esse fluxo sanguíneo
passe cada vez mais por aquelas poucas arteríolas que não estão contraídas. Isso faz
com que a pressão capilar nesses locais fique cada vez mais alta, levando ao edema.
Esse indivíduo pode inclusive morrer se não receber O 2 ou for removida rapidamente
para altitude mais baixa.

III.8.Doença crónica das montanhas


De acordo Maughan (2004), ocorre quando a pessoa permanece em grandes altitudes
por um longo período de tempo. Tanto o número de hemácias, quanto o hematócrito
ficam elevados. A pressão arterial pulmonar se eleva, as câmaras direitas cardíacas
ficam aumentadas, a pressão arterial periférica cai e vai dando origem à insuficiência
cardíaca congestiva, podendo chegar à fatalidade.

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Esse quadro acontece porque a viscosidade sanguínea fica grande pela alteração das
hemácias, que acarreta a queda do fluxo sanguíneo tecidual, diminuindo o fornecimento
de oxigénio. Também ocorre vasoconstrição arteriolar por causa da hipóxia, que permite
o desvio de sangue dos alvéolos pouco oxigenados para os que são muito oxigenados.
Contudo, chega um momento em que todos os alvéolos estão com pouco oxigénio, as
arteríolas contraídas, a pressão arterial pulmonar elevada e o lado direito mostrando
sinais de insuficiência, além de espasmo arterioalveolar, que leva ao desvio sanguíneo
para áreas de sangue pouco oxigenado, agravando a situação.

III.9. Exercício físico


Kenney, Wilmore, & Costill, (2013), a principal função do nosso sistema respiratório é
garantir a troca gasosa adequada. Essa troca gasosa deve acontecer independentemente
da situação que nos encontramos, seja em grandes altitudes ou até mesmo em
actividades físicas intensas. Quando o indivíduo pratica actividade física, ocorre
trabalho conjunto de dois sistemas principais: sistema respiratório e o sistema
cardiovascular. Tanto o consumo de oxigênio quanto a liberação de gás carbônico vai
ser aumentados de acordo com a demanda metabólica exigida. Para suprir essa demanda
ocorrem alterações como:

1) Aumento da ventilação alveolar

2) Elevação do débito cardíaco

3) Redistribuição do débito cardíaco aos músculos esqueléticos

Com o início do exercício, a ventilação aumenta muito rapidamente nos primeiros 20-
30 segundos e, após cerca de 2 minutos, continua a aumentar um pouco mais
vagarosamente.

Apesar da ventilação poder ser controlada voluntariamente, ventilar é um ato


involuntário ocorrendo de maneira rítmica e contínua. A entrada e a saída do ar dos
pulmões são reguladas pela frequência e amplitude ventilatória. A ventilação é
necessária para manter a pressão parcial de oxigénio nos capilares alveolares ao nível do
mar, em cerca de 100 mmHg, equivalendo a uma saturação da molécula de
hemoglobina de 100%.

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O aumento da ventilação alveolar promove uma maior oferta de oxigénio a ser trocado
com o CO2, originando uma hematose mais frequente e intensa durante o exercício
físico.

O ponto neural que controla a respiração, denominado centro de controlo respiratório,


encontra-se localizado no tronco cerebral e determina a frequência e a amplitude da
ventilação. O centro respiratório humano inclui vários núcleos onde caso algum não
funcione, o outro assume o lugar desempenhando a mesma função. Existem também
receptores localizados no músculo, tendões e articulações, que são responsáveis por
enviar sinais para o córtex sensorial que integra o estímulo enviando informações para o
centro respiratório.

Durante o exercício, a frequência e a amplitude ventilatória se elevam com o intuito de


atender os aumentos proporcionais do débito cardíaco e manter a concentração de
oxigénio arterial suficiente para suprir as necessidades teciduais. É importante lembrar
que esse débito cardíaco é dado pelo produto entre a frequência cardíaca e o volume
sistólico, ou seja, quanto maior a frequência cardíaca, maior o volume sistólico ejectado
e distribuído para o corpo. De uma forma geral, é a quantidade de sangue ofertada por
minuto para o corpo (KENNEY, WILMORE, & COSTILL, 2013).

Como durante a actividade física, existe uma maior demanda de oxigénio, o aumento do
débito cardíaco garante uma melhor perfusão tecidual. No entanto, não é suficiente
apenas a elevação do débito cardíaco, ele precisa ser distribuído de forma adequada. Os
músculos esqueléticos, que estão com essa alta demanda metabólica de oxigénio, vão
necessitar desse aporte sanguíneo de forma eficaz para que se consiga executar as
acções pretendidas.

Em uma condição basal, sem esforço físico, a capacidade que o indivíduo tem de
promover a ventilação adequada é alta, pois existe pouca demanda. Qualquer alteração
na mecânica ventilatória pode ser um factor determinante na limitação dessas
actividades. É importante lembrar que a taxa de ventilação pulmonar alcançada durante
o exercício depende da intensidade dele, do nível de condicionamento do indivíduo e
dos agrupamentos musculares utilizados. A ventilação pulmonar aumenta linearmente
desde o repouso até o exercício de intensidade moderada, até atingir o platô. Assim, o
valor de cerca de 5 litros por minuto observado em repouso, na taxa ventilatória
pulmonar, em jovens adultos, pode aumentar 35 vezes durante o exercício (de 5 para

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190 litros por minuto) sendo muito maior do que a capacidade humana de aumentar o
débito cardíaco que, em repouso, também é de 5 litros por minuto. De fato, mesmo
atletas altamente treinados só conseguem aumentar o débito cardíaco em 6 a 8 vezes
desde o repouso até o máximo (de 5 para 30 ou 40 litros por minuto). Após atingir o
platô, ocorre uma fase de recuperação, retornando aos valores normais de repouso, ao
que chamamos de níveis basais. Já os exercícios físicos de alta intensidade, chamados
também de anaeróbicos, eles acontecem em um contexto com pouca quantidade de
oxigénio sendo fornecida, ocorrendo produção de ácido lático pela via anaeróbica da
glicólise. O ácido é capaz de reduzir o PH, podendo levar a efeitos deletérios para o
organismo. Como resposta a esse quadro, ocorre a hiperventilação, com o intuito de
eliminar o excesso de CO2. Além disso, ocorre a queda da pressão parcial de gás
carbónico arterial, pois está ocorrendo a eliminação dele através dessa maior taxa de
ventilação pulmonar.

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4. Conclusão
A nutrição adequada é de suma importância para praticantes de actividades desportivas,
atletas e também não-atletas com o objectivo de melhorar a aptidão física e promoção
da saúde. Uma dieta balanceada garante energia tanto para a prática de exercícios
físicos, como para a completa recuperação do esforço físico. Entretanto, apenas uma
pequena parte das pessoas envolvidas com programas de exercícios físicos regulares
tem acompanhamento nutricional elaborado por profissional de nutrição. Além disso, o
fácil acesso a produtos ergogênicos ou pseudoergogênicos, tem favorecido a ingestão de
substâncias que, além de não realçar o estado nutricional, acabam por prejudicar o
quadro de saúde do indivíduo. Não obstante, é fundamental que profissionais da área da
saúde estejam engajados no trabalho multidisciplinar, em específico nesse caso,
profissionais de Educação Física e Nutrição têm papel fundamental na promoção da
saúde das pessoas. Sobretudo no esclarecimento de informações sobre boas práticas que
podem levar ao bem-estar físico, mental e social.

Pode-se concluir que todos os nutrientes, em suas quantidades adequadas, são essenciais
para a boa performance do atleta. Deve-se seguir uma alimentação balanceada e
procurar ingerir todos os nutrientes nas quantidades correctas.

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5. Referencias Bibliográficas
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Trabalhos na Graduação. 9. ed. São Paulo: Atlas

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