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EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM


ENSINO MÉDIO INTEGRADO

Walfrido Farias Gomes


Professor do Ensino Médio Integrado
E n f e r m e i r o C O R E N /C E 312 . 517

EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA


Reriutaba/Ce 2021
EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
ENSINO MÉDIO INTEGRADO

Assistê ncia
ao PARTO
SAÚDE DA MULHER
Walfrido Farias Gomes
Professor do Ensino Médio Integrado
E n f e r m e i r o C O R E N /C E 312 . 517

9 EEEP FRANCISCA CASTRO DE MESQUITA


Reriutaba/Ce 2021
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CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
Enfermagem WALFRIDO FARIAS GOMES
ENSINO MÉDIO INTEGRADO Saúde da Mulher COREN/CE 312.517 Enfermeiro

Como está DIVIDIDO o peso da gestante


no FINAL da gravidez
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Trabalho de Parto
Definição

D ef i n i d o p e l a P R ES E N Ç A :
1. Contrações uterinas dolorosas, rítmicas (no

mínimo duas em dez minutos);

2. Dilatação do colo uterino (3 cm nas

prímíparas e 2 cm nas multíparas);

3. Apagamento do colo (principalmente

primíparas);

4. Formação de bolsa das águas;

5. Perda de tampão mucoso.


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Trabalho de Parto
Definição

O Trabalho de Parto GERALMENTE é precedido

pelo Período PREMONITÓRIO (pré-parto)

caracterizado:

1. Pela descida do fundo uterino;

2. Contrações uterinas IRREGULARES e

dolorosas;

3. Início do processo de amadurecimento

cervical, com amolecimento, apagamento e

dilatação lenta do colo.


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R E C O M E N D A Ç Õ E S PA R A
A S S I S T Ê N C I A A O PA R T O

•Qualidade e Humanização: •Recomendações essenciais:


 Recursos humanos, físicos e  Assistência com intervenções
materiais, garantia de mínimas e essenciais (MBE)
atendimento  Reduzir medicalização e
 Organização de rotina tecnologia
 Assistência integral,
 Procedimentos multidisciplinar, centrada na
comprovadamente família
benéficos (Lei 11.108, de abril de 2005)
 Relações éticas, garantia
de privacidade e  Garantia de privacidade,
autonomia dignidade e confidencialidade
(Ministério da Saúde, 2005) (OMS 2005)
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Incidência – ano 2010


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Incidência – ano 2017


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Pa r t o s Va g i n a i s x Pa r t o s C e s á r e o s – a n o 2 0 1 9
41,4% 58,4%
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Partos Cesáreos
R E P O R TA G E M
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Partos Cesáreos
R E P O R TA G E M
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CONDIÇÕES DE RISCO
MATERNAS: FETAIS (HIPÓXIA):
• Cardiopatias • Hipersistolia e taquisistolia
• Síndromes hipertensivas • Trabalho de parto prolongado
• Distócia intra-parto
• Nefropatia,
• Apresentação pélvica
• Cardiopatia, • Hipoxemia por doença materna
(cardiopatia, anemia grave, pneumopatias, estado
• Doenças auto-imunes, febril)
trombofilias, • Gemelaridade
• Diabetes, • Insuficiência placentária crônica
• Insuficiência placentária aguda
• Infecções
• (DPP)
• Cirurgias uterinas prévias • Fluxo sanguíneo insuficiente
• Descolamento prematuro da (acidentes de cordão, oligoidrâmnio)
• Diminuição reservas fetais: anemia
placenta
fetal, CIUR, prematuridade
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Trabalho de Parto
PROPRIAMENTE DITO

Pode ser classicamente DIVIDIDO em


três períodos:

1. Primeiro (dilatação);

2. Segundo (expulsivo);

3. Terceiro (secundamento).

Há autores que CONSIDERAM a existência do


quarto período,

4. de Greenberg (primeira hora do pós-parto).


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Trabalho de Parto
PROPRIAMENTE DITO

É D I V I D I D O n a s f a s e s L AT E N T E e AT I V A :

1. Fase latente começa com o início das contrações regulares e termina quando há

um aumento na velocidade de dilatação cervical em geral 3 a 4 cm de dilatação.

2. Fase ativa é caracterizada por aumento na dilatação cervical e pela descida da

apresentação fetal. Ela termina com a dilatação cervical completa.


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Trabalho de Parto
PROPRIAMENTE DITO

A Fa s e AT I VA p o d e s e r d i v i d i d a e m :

1. Fase de aceleração: aumento na velocidade


de dilatação

2. Fase de aceleração máxima, o período do


trabalho de parto com a maior aceleração da
dilatação cervical.

3. Fase de desaceleração: durante a porção


terminal da fase ativa, a dilatação parece
ficar mais lenta, até dilatação cervical
completa.
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Trabalho de Parto
Fases Latente e Ativa
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ASSISTÊNCIA DURANTE O
T R A B A L H O D E PA R T O N AT U R A L

1 . O T R A J E TO D O
PA R TO O U C A N A L D E
PA R TO :
É a passagem que o
feto percorre ao nascer,
desde o útero à abertura
vulvar. É formado pelo
trajeto duro e mole.

A) TRAJETO DURO:
conjunto dos ossos ilíaco,
sacro e cóccix - que
compõem a pequena bacia
pélvica.
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ASSISTÊNCIA DURANTE O
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B. TECIDOS MOLES:
Composto:

 Segmento uterino
inferior;
 Colo uterino;
 Canal vaginal;
 Região vulvo-perineal.
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MODIFICAÇÕES NO ORGANISMO
M AT E R N O D U R A N T E O T R A B A L H O D E PA R T O

1 . N O T R A J E TO D U R O :
a principal alteração é o aumento da mobilidade nas
articulações (sacroilíaca, sacrococcígea, lombo-sacral, sínfise
púbica), auxiliado pelo hormônio relaxina.
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MODIFICAÇÕES NO ORGANISMO
M AT E R N O D U R A N T E O T R A B A L H O D E PA R T O

2 . N O T R A J E TO M O L E :
Ocorrem as seguintes
alterações:
 aumento do útero;
 amolecimento do colo para
apagamento e dilatação;
 hipervascularização e
aumento do tecido elástico
da vagina, facilitando sua
distensão;
 aumento das glândulas
cervicais para lubrificar o
trajeto do parto.
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MODIFICAÇÕES NO ORGANISMO
M AT E R N O D U R A N T E O T R A B A L H O D E PA R T O

3. EM RELAÇÃO AO FETO :
tem importante participação na
evolução do trabalho de parto,
pois realiza: os mecanismos de
flexão, extensão e rotação,
permitindo sua entrada e
passagem pelo canal de parto. Este
fenômeno facilitado pelo
cavalgamento dos ossos do crânio,
ocasionando a redução do
diâmetro da cabeça e facilitando a
passagem pela pelve materna.
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Perguntas básicas a serem respondidas


na admissão do Trabalho de Parto

 A gestante está em trabalho de parto?

 Qual a idade gestacional?

 Qual a estática fetal?

 Quais as condições maternas?

 Quais as condições fetais?

 Como evolui o trabalho de parto?

 Como conduzir o trabalho de parto?


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ASSISTÊNCIA DURANTE
O T R A B A L H O D E PA R T O N AT U R A L

Parto normal:
O parto normal é o DESFECHO NATURAL de uma gravidez, de
início ESPONTÂNEO, baixo risco, durante todo o processo,
pois é um tipo de parto cuja recuperação é mais rápida e que
NÃO REQUER procedimentos invasivos.
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ASSISTÊNCIA DURANTE
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O b j e t i v o s :
Mãe e criança saudáveis com o mínimo de intervenção
compatível com a segurança. (OMS, 1996).

Recuperação é mais rápida e as chances de surgirem


hematomas e infecções na mãe e no bebê são muito
menores, pois o parto normal é o término natural de uma
gravidez.
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RECOMENDAÇÕES DA OMS

Cesárea deve corresponder a no máximo 15% dos


partos no BRASIL: 38% dos partos (2000), 41,8% (2005),
55,6% (2016);

 Segunda taxa mais alta de cesarianas do mundo, só


suplantada pela República Dominicana: 56,4% (2016);

 Discreto declínio no setor público nos últimos anos


(40,2%), no serviço privado em torno de 85,5%.
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T R A B A L H O D E PA R T O

S i t u a ç ã o At u a l :
 Desinformação da sociedade – parto como processo
natural;

 Despreparo psicológico e cultural da mulher para o


parto vaginal;

 Falha na qualidade de informações durante pré-


natal;

 Medo de sentir dor;

 Valorização da formação cirúrgica do obstetra;

 Comodidade / controle.
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Campanha contra a Violência Obstétrica


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Diferenças
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ASSISTÊNCIA DURANTE
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ANAMNESE E EXAME OBSTÉTRICO:


 Identificação;
 DUM (data da última menstruação);
 IG (idade gestacional);
 Dados do TP (trabalho de parto);
 Alergias prévias;
 PA (pressão arterial);
 BCFs (batimentos cardiofetais);
 Exame de Toque Vaginal;
 Contrações Uterinas
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I N Í C I O - T R A B A L H O D E PA R T O
FA S E L AT E N T E

CONTRAÇÕES:

O útero começa a se contrair em


intervalos REGULARES as contrações iniciais
acontecem a cada cinco minutos ou mais e
são curtas, durando entre 30 e 40 segundos. E
vão ficando cada vez mais dolorosas, o que
não acontecia com as contrações de
treinamentos (ou de Braxton Hicks), que eram
irregulares, presente quase todo o período da
gravidez e não chegavam a doer muito.
Dando inicio ao processo de dilatação
LENTA do colo uterino até inferior a 3 cm.
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1 º P E R Í O D O - T R A B A L H O D E PA R T O
F A S E A T I VA O U PA R T O P R O P R I A M E N T E D I T O

T R A B A L H O D E PA R T O AT I V O :

Nessa fase o colo do útero já possuir DILATAÇÃO de 3 a 4


centímetros. As contrações vão ficando mais fortes e mais
frequentes, e talvez mais longas. Elas podem chegar a intervalos
de três a quatro minutos, e durar de 60 a 90 segundos.
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A PA G A M E N T O E D I L ATA Ç Ã O D O
COLO DO ÚTERO:

Como resultado das contrações


uterinas, a cabeça do feto vai
gradualmente descendo no canal pélvico
e, nesse processo, rodando lentamente.

Essa descida, auxiliada pela pressão da


bolsa amniótica, determina uma pressão
maior da cabeça sobre o colo uterino,
que vai se apagando.
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APAGAMENTO E DILATAÇÃO DO COLO


DO ÚTERO:
Nas PRIMÍPARAS, a dilatação se
processa em cerca de 1cm por hora, para a
dilatação ficar completa demora em torno
de 10h. Já a MULTÍPARAS, levam em média
de 6 a 8 horas para dilatação completa.
Este é o período em que a
parturiente experimenta desconfortos e
sensações dolorosas e pode apresentar
reações diferenciadas como exaustão,
impaciência, irritação ou apatia, entre
outras
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Período de expulsão inicia-se com a completa


dilatação do colo uterino ( 10 cm) e se encerra com
a saída do feto, podendo durar até 50 minutos nas
primíparas e 20 minutos nas multíparas.
Neste período e mulher podem apresentar:
 Sangramento devido a laceração dos capilares no
colo uterino.
 Náuseas e vômitos podem estar presentes por
ação reflexa.
 Ocorre distensão dos músculos perineais e
abaulamento do períneo e o ânus dilata-se
acentuadamente.
 A parturiente refere pressão no reto e urgência
urinária.
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Esses sinais iminentes do parto devem ser


observados pelo técnico de enfermagem e
comunicados ao enfermeiro e ao médico obstetra.

O exame do toque deve ser realizado e,


constatada a dilatação total, deve encaminhar a
parturiente à sala de parto, em cadeira de rodas ou
deambulando.

Enquanto estiver sendo conduzida à sala de


parto, a parturiente deve ser orientada para respirar
tranquilamente e não fazer força.
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A R Q U I T E T U R A P É LV I C A

A) POSIÇÃO DO FETO INTRA-ÚTERO ANTES DE INICIAR O TRABALHO


DE PARTO:
Normalmente, a posição de um feto é de cabeça para
baixo (apresentação cefálica) e posição longitudinal (reto) e
face do feto virado em direção às costas da mãe com o
pescoço flexionado.
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A R Q U I T E T U R A P É LV I C A

B) APRESENTAÇÕES ANORMAIS:
Uma posição menos COMUM é aquela na qual o face
do feto está voltado para frente da mãe. As apresentações
anormais incluem a de face, a de fronte, a pélvica (de
nádegas) e a de ombro.
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A R Q U I T E T U R A P É LV I C A

C) COMO AVALIAR A ARQUITETURA PÉLVICA: as apresentações e a


posição do feto em relação a mãe pode ser avaliada e
constado pelo enfermeiro ou médico obstetra usando as
manobras do Leopold ou fazendo o toque vaginal.
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P E LV I M E T R I A M AT E R N A

Sutura sagital

Promontório
Fontanela
anterior

Borda inf. sínfise púbica

Espinhas ciáticas
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R E F E R Ê N C I A S C L Í N I C A S P R I N C I PA I S
Borda inferior
Sínfise Púbica

Promontório
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M E C A N I S M O D E T R A B A L H O D E PA R T O :
É nesse estágio que o útero EMPURRA por meio de
contrações o feto pelo canal de parto. E durante o
percurso o feto realiza as seguintes etapas antes
de nascer:
• Insinuação (encaixe)
• Flexão
• Descida
• Rotação Interna
• Deflexão e desprendimento cefálico
• Extensão
• Rotação Externa
• Desprendimento da cintura escapular e restante
do corpo (expulsão)
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INSINUAÇÃO:
Passagem do MAIOR diâmetro da
apresentação FETAL através do
ESTREITO SUPERIOR da bacia
MATERNA.
Quando a porção mais baixa da
cabeça fetal está no nível das
espinhas isquiáticas ou abaixo
dela, o feto geralmente está
encaixado.
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FLEXÃO (ÂNTERO-POSTERIOR):

Flexão cefálica ântero-posterior


RESULTANTE da pressão axial da
contração uterina sobre o feto.
Acavalgamento dos OSSOS do
crânio.
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FLEXÃO (ASSINCLITISMO):

Movimentos de flexão LATERAL


da cabeça.
Um osso parietal atravessa o
estreito superior antes do outro.
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DESCIDA:
Descida é a passagem entre as dois
estreitos: superior e inferior. Tempo que
se inicia com o TRABALHO DE PARTO e
termina com a EXPULSÃO FETAL. É a
progressão do feto pelo canal do parto e
decorrente dos seguintes fatores:
• Pressão do líquido amniótico
• Pressão direta do fundo uterino sobre
a pelve
• Contração dos músculos abdominais
• Extensão e retificação do corpo fetal

Movimento de ESPIRA descendente da


cabeça fetal.
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ROTAÇÃO INTERNA:

É um fenômeno que ocorre


CONCOMITANTE com a descida, e
está baseado nos movimentos de
rotações angulares que o feto produz
no canal do parto.
Com OBJETIVO de atingir o menor
diâmetro (occipito-direita anterior) ou
seja a sutura lambda vai se posicionar
embaixo do púbis).
Bregma

Lambda
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DEFLEXÃO E DESPRENDIMENTO CEFÁLICO:

Locação do suboccipício no subpúbis materno.


O desprendimento do feto é feito fazendo uma deflexão. O que ajuda neste
mecanismo é a retropulsão do cóccix.
Hipomóclio: movimento de deflexão da cabeça fetal para sua
expulsão.
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FASE DE EXTENSÃO: COROAMENTO DA CABEÇA.


Geralmente nesse período em algumas mulheres é
necessário realizar a episiotomia (incisão cirúrgica
da região do períneo feita por tesoura ou bisturi,
durante o final da dilatação ou início do
desprendimento fetal), comum nas primíparas para
evitar possíveis lacerações do canal do parto.
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EPISIOTOMIA E EPISIORRAFIA
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ROTAÇÃO EXTERNA:
Movimento de RESTITUIÇÃO da cabeça (espontâneo):
retorno do occipício fetal para o lado materno em que se
encontrava antes da rotação interna.
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DESPRENDIMENTO DA CINTURA ESCAPULAR:

 Apoio do ombro anterior no subpúbis;


 Movimento de flexão lateral do tronco;
 Desprendimento do ombro anterior;
 Movimento de flexão desprende ombro posterior;
 Restante do feto: sem resistência ao nascimento.
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EXPULSÃO:

 Está constituída da saída da cintura escapular, das


espáduas, inserção braquial do deltoide ou seja os
ombros do feto e posteriormente a pelve e membros
inferiores do feto.

Feto desprendendo o ombro anterior Feto desprendendo o ombro posterior


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EXPULSÃO:

 Após o coroamento e exteriorização da cabeça, é importante


assistir ao desprendimento fetal espontâneo. Caso esse
desprendimento não ocorra naturalmente, a cabeça deve ser
tracionada para baixo, visando favorecer a passagem do ombro.
Com a saída da cabeça e ombros, o corpo desliza facilmente.
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EXPULSÃO:

O cordão umbilical só deve ser


pinçado e laqueado quando o recém-
nascido estiver respirando. A
laqueadura é feita com material
adequado e estéril, a uns três
centímetros da pele. A mulher deve
ser incentivada a iniciar a
amamentação nas primeiras horas
após o parto, o que facilita a saída da
placenta e estimula a involução do
útero, diminuindo o sangramento
pós-parto.
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PARTO EMPELICADO:
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DEQUITAÇÃO:

Inicia-se após a expulsão do


feto e termina com a SAÍDA da
placenta e membranas (amniótica e
coriônica).
 MECANISMO DE deve ser
DEQUITAÇÃO:

ESPONTÂNEO e sem compressão


uterina.
Normalmente pode
 TEMO DE DURAÇÃO:

durar de alguns minutos a 30


minutos.
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MORFOLOGIA DA PLACENTA: A placenta deve ser EXAMINADA com


relação à sua integridade, local de inserção (O lado materno, a placenta
gruda do parede uterino e esta dividida em vários cotilédones. O lado fetal
tem contato com a cavidade ovular e é coberta pela membrana amniótica,
tem cor azulado da pra ver os vasos do cordão umbilical. Do lado fetal,
normalmente se insere central o cordão umbilical) . Deve –se também
verificar o número de vasos sanguíneos deste (1 artérias e 2 veias).
LADO MATERNO LADO FETAL
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PLACENTA:
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Manobras Palpatórias –
Despreendimento Placentário:

 Manobra de Fabre (ou pescador):


Consiste em movimentos delicados de
massagem em fundo uterino com a
mão dominante e ao mesmo tempo, o
profissional mantem com a mão
dominante uma suave tração e rotação
no cordão umbilical.

 Manobra de Jacon-Dublin: Consiste


na apreensão bimanual da placenta e
segue com movimento rotatório da
placenta que já está fora da cavidade
uterina, para facilitar o desprendimento
das membranas ovulares.
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Formas de Dequitação:
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F U N Ç Õ E S B Á S I C A S D A P L A C E N TA :

 Respiratória: Transporta O2 da gestante ao feto e CO2 do feto à


gestante.

 Nutricional: Transfere ao feto os nutrientes necessários para ele


crescer e desenvolver-se. Além disso, a placenta realiza funções
similares às do fígado enquanto o mesmo ainda não estiver
desenvolvido no bebê, modificando algumas substâncias antes de
chegar ao feto e regulando a glicemia.

 Hormonal: A placenta gera os hormônios femininos como os


estrogênios e a progesterona. Indispensável para a evolução da
gestação.

 Excretora: A placenta filtra para a corrente sanguínea da mãe os


resíduos que serão eliminados através dos rins.

 Imunitária: Transmite anticorpos da mãe e gera imunidade para


determinadas doenças infecciosas.
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C U I D A D O S – D U R A N T E A D E Q U I TA Ç Ã O :

 Nessa fase é IMPORTANTE atentar para as perdas


sanguíneas, que NÃO devem ser superiores a 500
ml. ( risco pra hemorragia)

 Examina-se o canal vaginal, o colo uterino e a


região perineal, com vistas à identificação de
rupturas e lacerações;

 Caso tenha sido realizada episiotomia, proceder à


sutura do corte (episiorrafia) e/ou das lacerações.
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Corresponde às primeiras duas horas


após o parto, fase em que ocorre a
LOQUIAÇÃO e se avalia a involução
uterina e recuperação da genitália
materna. É considerado um período
perigoso, devido ao risco de hemorragia;
por isso, a puérpera deve permanecer no
centro obstétrico, para criterioso
acompanhamento.
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Assistência
durante o
Parto Cesáreo

O parto cesáreo ou cesariana é

um procedimento cirúrgico,

invasivo, que requer anestesia.

Nele, realiza-se uma incisão no

abdômen e no útero, com

exposição de vísceras e perda de

sangue, por onde o feto é

retirado.
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I N D I C A Ç Ã O – PA R T O C E S Á R E O :
Condições clínicas da gestante e/ou do feto, que tenham
CONTRA INDICAÇÃO do parto normal, tais como:
 Desproporção céfalo-pélvica;
 Apresentação anômala;
 Descolamento prematuro da placenta (DPP);
 Pós-maturidade;
 Diabetes Materno;
 Sofrimento fetal agudo ou crônico;
 Placenta prévia total ou parcial;
 Toxemia gravídica;
 Prolapso do cordão umbilical
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RECOMENDAÇÕES (OMS):

 Avaliar risco anestésico (anestesia geral);

 Avaliar necessidade de repor as fontes de


energia para garantir o bem-estar materno e
fetal;

 Permitir ingesta à gestante de baixo-risco


(líquidos claros, alimentos leves);

 Respeitar as concepções populares regionais


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C U I D A D O S N O PA R T O C E S Á R E O :
 A equipe deve ESCLARECER as dúvidas da parturiente com relação aos
procedimentos pré-operatórios, tais como retirada de próteses e de
objetos (cordões, anéis, roupa íntima);
 Realização de tricotomia em região pubiana, manutenção de acesso
venoso permeável, realização de cateterismo vesical e colheita de
sangue para exames laboratoriais (solicitados e de rotina).
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C U I D A D O S N O PA R T O C E S Á R E O :
 Após verificação dos sinais vitais, a parturiente deve ser encaminhada
à sala de cirurgia, onde será confortavelmente posicionada na mesa
cirúrgica, para administração da anestesia.
 Durante toda a técnica a equipe de enfermagem deve estar atenta
para a segurança da parturiente e, juntamente com o anestesista,
ajudá-la a se posicionar para o processo cirúrgico, controlando
também a pressão arterial.
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D E S VA N TA G E N S D O PA R T O C E S Á R E O :
 Esse procedimento EXPÕE o organismo às infecções, tanto
pela queda de imunidade em vista das perdas sanguíneas
como pelo acesso de microrganismos através da incisão
cirúrgica (porta de entrada);

 Leva maior tempo de recuperação.


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D E S VA N TA G E N S D O PA R T O C E S Á R E O :
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TIPOS DE ANESTESIA NO PARTO CESÁREO:


Nesta intervenção cirúrgica, as anestesias mais utilizadas
são a raquidiana e a peridural, ambas aplicadas na coluna
vertebral.
1. ANESTESIA RAQUIDIANA:
Usa um volume muito MENOR de anestésico, tem ação
praticamente imediata e é dada de uma vez só, levando à perda
temporária de sensibilidade e movimentos dos membros
inferiores, que retornam após passado seu efeito.
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EFEITO COLATERAL DA ANESTESIA RAQUIDIANA:

 Cefaleia intensa no período pós-anestésico.

PREVENÇÃO: deve-se MANTER a puérpera deitada por


algumas horas (com a cabeceira a zero grau e sem
travesseiro), orientando-a para que não eleve a cabeça e
estimulando-a à ingestão hídrica.
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2. ANESTESIA PERIDURAL:

Utiliza uma quantidade maior de


anestésico, é administrada
continuamente por um cateter
que fica nas costas, durante o
tempo que for necessário.
VANTAGEM: não produz o
incômodo da dor de cabeça.
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CUIDADOS NO PÓS- PARTO :

 Logo após a dequitação, deve verificar a pressão arterial da


puérpera;
 Antes de transferir a puérpera para a cadeira ou maca,
deve-se, utilizar luvas estéreis, realizar antissepsia da área
pubiana ou realizar curativo no local da cirurgia para evitar
risco de contaminação
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CUIDADOS NO PÓS- PARTO :

 Colocar um absorvente sob a região perianal e


pubiana.
 Puérpera que esteja em boas condições clínicas, será
encaminhada, juntamente com o recém-nascido, para
o alojamento conjunto, acompanhados de seus
prontuários, prescrições e pertences pessoais
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As anestesias, hemorragias graves e Complicações


consequente necessidade de
transfusões sanguíneas, infecções,
danos nos órgãos localizados perto
do útero (como a bexiga), problemas
de coagulação do sangue e o bloqueio
de vasos sanguíneos nos pulmões com
líquido amniótico, o que pode resultar na
morte da mãe e/ou do bebê.

Um risco comum das cesarianas é dor


crônica na zona onde foram feitas as
incisões ou insensibilidade ao toque
nas zonas acima ou abaixo das incisões.
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Bibliografia:

• Protocolos de Obstetrícia da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará SOCEGO,


2014

• Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Assistência ao Trabalho de Parto,


Universidade de São Paulo, 2012

• Obstetrícia Fundamental. Carlos Antônio Barbosa Montenegro; Jorge de


Rezende Filho. 13. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
OBRIGADO!
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