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Relatório 6 – Termopares

Bianca Torres Lamas – NºUSP - 11217242


Júlia Mendonça Margatho – NºUSP - 11217343

Introdução:
Os termômetros de resistência têm excelente precisão, e funcionam pela variação da resistência ôhmica em função
da temperatura empregada. Já o termopar, é capaz de medir amplas faixas de temperaturas. Apresentam dois metais
distintos em sua composição, que são conectados entre si. A temperatura pode influenciar de tal modo, que é capaz
de causar três tipos de efeitos em metais. O primeiro é o Efeito Seebeck, que se trata de um circuito fechado, feito
por materiais condutores diferentes, em que há uma corrente elétrica, desde que as emendas dos diferentes
materiais estejam em temperaturas diferentes. O segundo, Efeito Peltier, é a produção ou absorção de calor,
produzida por uma corrente elétrica que percorre a junção de dois metais distintos. O terceiro e último, Efeito
Thompson, fala sobre o gradiente de potencial elétrico que existirá em um material condutor, sempre que existir um
gradiente de temperatura no mesmo. O objetivo deste experimento é compreender o funcionamento detalhado
desses dois aparelhos de medida, que são utilizados em laboratórios e até mesmo na área industrial.

Resultados e discussões:
Para esse experimento, primeiramente deve-se construir o termopar, onde temos a junção de dois fios metálicos
diferentes, a partir da fusão localizada na união dos mesmos.

Em seguida, deve-se realizar a calibração do termopar e conectar o termopar à unidade amplificadora e


posteriormente ao voltímetro, isso irá possibilitar que as pequenas voltagens produzidas no termopar sejam medidas
por um voltímetro de sensibilidade moderada. Por fim, realizar a curva de calibração do termopar utilizando um
termômetro de mercúrio e água em diferentes temperaturas.
Realizando os processos descritos anteriormente para o termopar de cobre-constantan e o de ferro-constantan,
pode-se coletar os seguintes dados:

Com os dados coletados nas tabelas anteriores, considerando 2 temperaturas diferentes como referência, 0°C e
24°C, pode-se plotar os seguintes gráficos, a fim de relacionar a ddp e a temperatura dos termopares, e relacionar
suas constantes termoelétricas.
Gráfico 1 – temperatura ref = 0°C (Cobre-constantan)

ddp (mV) vs Temperatura


5

ddp (mV) 3

1 y = 0,0472x - 0,1353
R² = 0,9985
0
0 20 40 60 80 100

TEMPERATURA °C

Gráfico 2 – temperatura ref = 0°C (Ferro-constantan)

ddp (mV) vs Temperatura


6
5
4
ddp (mV)

3
2 y = 0,0594x - 0,037
R² = 0,999
1
0
0 20 40 60 80 100
TEMPERATURA °C

Gráfico 3 – temperatura ref = 24°C (Cobre-constantan)

ddp (mV) vs Temperatura


3

2,5

1,5
ddp(mV)

0,5 y = 0,0469x - 1,1733


R² = 0,9981
0
0 20 40 60 80 100
TEMPERATURA °C
Gráfico 4 – temperatura ref = 24°C (Ferro-constantan)

ddp (mV) vs Temperatura


4
3,5
3
2,5
ddp (mV) 2
1,5 y = 0,0606x - 1,4888
1 R² = 0,9982
0,5
0
0 20 40 60 80 100
TEMPERATURA °C

A partir da correlação da f.e.m em função da temperatura, observa-se que cada tipo de termopar possui sua curva de
calibração característica, isso pois cada junção terá suas propriedades especificas. Seguindo o efeito Thompsom é possível
concluir a relação linear e progressiva do gradiente de potencial elétrico e do gradiente de temperatura.

Observando o efeito Seebeck, através da equação do gráfico pode-se obter os coeficientes para cada material
utilizado, sendo o coeficiente angular da reta igual o coeficiente de Seebeck:

Para o cobre-constantan (ref.0°C) = 0,0472 (mV/°C)

Para o cobre-constantan (ref.24°C) = 0,0594 (mV/°C)

Para o ferro-constantan (ref.0°C) = 0,0469 (mV/°C)

Para o ferro-constantan (ref.24°C) = 0,0606 (mV/°C)

Pode-se analisar o valor da temperatura de referência, também através da equação da reta, da seguinte maneira:

Y=ax+b
ɛ =ꭤT - ꭤTr
Tr= b/a

Obtendo assim a temperatura de referência através da divisão do coeficiente linear pelo coeficiente angular

Gráfico 1 ~ 2,87°C

Gráfico 2 ~ 0,62°C

Gráfico 3 ~ 25,02°C

Gráfico 4 ~ 24,57°C

No caso dever-se-ia encontrar uma temperatura de referência próxima a 0°C no primeiro caso e próxima a 24°C no
segundo caso, o que só é observado para todos os casos menos o primeiro caso onde ocorre um erro maior da
medida esperada.
No caso desse experimento utiliza-se termopar do tipo T e do tipo J.

TERMOPAR TIPO T (COBRE - CONSTANTAN)

Características: Pode ser utilizado em atmosferas inertes, oxidantes ou redutoras. Devido à grande homogeneidade
com que o cobre pode ser processado, possui uma boa precisão. Em temperaturas acima de 300°C, a oxidação do
cobre torna-se muito intensa, reduzindo sua vida útil e provocando desvios em sua curva de resposta original.

Termoelemento positivo (TP): Cu100%

Termoelemento negativo (TN): Cu55%Ni45%

Faixa de utilização: -270°C a 400°C

f.e.m. produzida: -6,258 mV a 20,872 mV

TERMOPAR TIPO J (FERRO - CONSTANTAN)

Características: Pode ser utilizado em atmosferas neutras, oxidantes ou redutoras. Não é recomendado em
atmosferas com alto teor de umidade e em baixas temperaturas (o termoelemento JP torna-se quebradiço).Acima de
540°C o ferro oxida-se rapidamente. Não é recomendado em atmosferas sulfurosas acima de 500°C.

Termoelemento positivo (JP): Fe99,5%

Termoelemento negativo (JN): Cu55%Ni45%

Faixa de utilização: -210°C a 760°C

f.e.m. produzida: -8,096 mV a 42,919 mV

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