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DISTÚRBIOS

HIDROELETROLÍTICOS

• DESIDRATAÇÃO

• DISTÚRBIOS ELETROLÍTICOS

PROF. CARLOS AIRES


DESIDRATAÇÃO
◼ 1. CONCEITO

◼ 2. ETIOLOGIA

◼ 3. CLASSIFICAÇÃO

◼ 4. FISIOPATOLOGIA

◼ 5. QUADRO CLÍNICO

◼ 6. TRATAMENTO

PROF º: DR. CARLOS AIRES


DESIDRATAÇÃO
◼ Conceito: distúrbio hidroeletrolítico agudo

◼ Metabolismo hídrico na infância:

*RN /água = 79 % e LEC > LIC

*2 meses: água cai para 70%/ LEC > LIC


(40/30)

*CEC/contração: LEC = LIC

*Puberdade/inversão: água corpórea / 58%


LIC > LEC (40/18)
DESIDRATAÇÃO

CÉLULA (TRANSPORTE PASSIVO)

EC citoplasma membrana
IC núcleo plasmática

Hipotônica H20 + E Hipertônica


DESIDRATAÇÃO

CÉLULA (TRANSPORTE ATIVO)

EC Citoplasma
IC (BOMBA IÔNICA)
núcleo

Hipotônica Hipertônica
H2O + E
DESIDRATAÇÃO
FISIOPATOLOGIA

◼ CONTRAÇÃO DO COMPARTIMENTO EXTRACELULAR

QUEDA PA HIPOVOLEMIA

FLUXO PLASMÁTICO RENAL

SECREÇÃO HAD FILTRAÇÃO GLOMERULAR ACIDOSE METABÓ

REABSORÇÃO DE SÓDIO E ÁGUA

OLIGÚRIA COM URINA HIPERTÔNICA


DESIDRATAÇÃO

◼ FATORES PREDISPONENTES

- Idade e constituição da criança


- Desnutrição protéico-calórica
- Macro e Micro clima
- Condições de vida
DESIDRATAÇÃO
◼ FATORES DESENCADEANTES

- Falta de oferta de água


- Diarréia, vômitos e outras
perdas GI
- Febre e sudorese
- Taquipnéia
- Poliúria
- Queimaduras
- Drenagem de secreções
DESIDRATAÇÃO
* CLASSIFICAÇÃO
- 1° GRAU ou LEVE
- 2° GRAU ou MODERADA
- 3° GRAU ou GRAVE

* PERDA % DE PESO

- 2,5 a 5%
- 5 a 10%
- > 10%
DESIDRATAÇÃO

◼ CLASSIFICAÇÃO:
CONCENTRAÇÃO DO IC / EC

◼ ISOTÔNICA
◼ HIPOTÔNICA
◼ HIPERTÔNICA
DESIDRATAÇÃO
◼ CLASSIFICAÇÃO: CONCENTRÇÃO DE
SÓDIO OSMOLARIDADE

◼ ISONATRÊMICA OU ISOOSMOLAR
◼ HIPONATRÊMICA OU HIPOOSMOLAR
◼ HIPERNATRÊMICA OU
HIPEROSMOLAR
DESIDRATAÇÃO
◼ ISONATRÊMICA ou ISOTÔNICA

- 75% a 80 % dos casos


- perda proporcional de H2O/ELETRÓL.
- contração do LEC
- Na+ plasmático = 130 a 150 meq/l
- eutrófico
DESIDRATAÇÃO
◼ HIPONATRÊMICA ou HIPOTÔNICA

- 30% dos casos


- LEC/contrai/ perda de eletrólitos
- LIC absorve água do EC (edema
celular)
- desnutridos graves
- hipotensão, letargia, convulsões e
coma
+
- Na plasmático < 130 meq/l
DESIDRATAÇÃO
◼ HIPERNATRÊMICA ou HIPERTÔNICA

- 5% dos casos ( EUA/ 25 a 30%)

- mais grave/obesidade

- perda de água > eletrólitos

- desidratação celular

- Rigidez de nuca, hipertonia, convulsões

- Na+ plasmático > 150 meq/l


DESIDRATAÇÃO
◼ QUADRO CLÍNICO/GRAUS
DESIDRATAÇÃO
◼ CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DA DESIDRATAÇÃO

SINAIS CLÍNICOS SEM DESIDRATAÇÃO ALGUM GRAU DESIDRATAÇÃO G.

CONSCIÊNCIA ALERTA IRRITADA DEPRIMIDA


COM SEDE COMATOSA

CIRCULAÇÃO <3SEG 3 A 10 SEG >10 SEG

PULSO PERIF. CHEIO FINO IMPALPÁVEL

ELAST. PELE NORMAL DIMINUÍDA DIMINUÍDA

OLHOS NORMAIS FUNDOS FUNDOS

FONTANELA NORMAL DEPRIMIDA DEPRIMIDA

MUCOSAS ÚMIDAS SECAS SECAS


DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
◼ TRATAMENTO- PLANO A
(Prevenção)

- oferecer líquidos à vontade


- não utilizar SRO (OMS)
- manter alimentação habitual
- orientação aos pais
DESIDRATAÇÃO
◼ TRATAMENTO - Plano B

- paciente desidratado – internar

- SRO 50-100 ml/kg em 4 a 6 hs


.
- Suspender alimentação habitual exceto LM

- Reavaliar de 1/1 hora

- Após 4 horas reavaliar e se não houver


melhora:
1. manter tratamento
2. gastróclise 3. H. VENOSA
DESIDRATAÇÃO
◼ TRATAMENTO - PLANO C

* REIDRATAÇÃO VENOSA

- Desidratação grave
- Pacientes que não podem ser
hidratados por VO
- Insucesso com a hidratação
oral
DESIDRATAÇÃO

◼ HIDRATAÇÃO PARENTERAL

- 1ª fase - reparação (rápida)

- 2ª fase – manutenção

- 3ª fase - reposição
DESIDRATAÇÃO
◼ 1ª FASE – REPARAÇÃO

1. Expansão dos espaços hídricos

2. Corrigir o déficit hidroeletrolítico

3. Restabelecimento da volemia e da
FUNÇÃO RENAL
- 50 a 100 ml/kg em 1 a 2 horas
- S.G a 5% + S.F a 0,9% (1:1)
- S.F a 0,9% - 20 ml/kg em 20/30
min em BIC (Bomba de infusão contínua)
DESIDRATAÇÃO
◼ Término da 1ª fase/REPARAÇÃO

- Desaparecimento dos sinais


clínicos de desidratação GRAVE

- Restabelecimento da função
renal:
* 2 a 3 micções claras e
abundantes
* densidade urinária = ou <
1010
DESIDRATAÇÃO
◼ 2ª FASE – MANUTENÇÃO

- Repor as perdas fisiológicas


(pele e pulmões)

- Regra de HOLLIDAY-SEGAR
p/100 calorias necessita-se:
*100 ml de água
* 3 mEq de sódio
* 2-2,5 mEq de potássio
* 5-8 gramas de GLICOSE
DESIDRATAÇÃO
◼ NECESSIDADES HÍDRICAS DIÁRIAS

* até 10 kg = 100 ml/kg/dia

* > 10 kg até 20 kg = 1000 ml + 50


ml/kg para cada kg acima de 10 kg

* > 20 kg = 1500 ml + 20 ml/kg para


cada kg acima de 20 kg
DESIDRATAÇÃO
◼ NECESSIDADES ELETROLÍTICAS

- Na+ = 3 a 5 mEqs/kg/dia

+
-K = 2 a 3,5 mEqs/kg/dia

++
- Ca = 0,5 a 1 mEq/kg/dia

++
- Mg = 0,3 a 0,5 mEq/kg/dia

-
- HC0 = 1 a 1,5 mEq/kg/dia
DESIDRATAÇÃO

◼ CÁLCULO DO PESO CALÓRICO

PC= TH/100
PC= Peso calórico
TH= Taxa hídrica
DESIDRATAÇÃO
◼ 3ª FASE - REPOSIÇÃO (12 hs pós 2ª)

- PERDAS ANORMAIS/H20 e ELETRÓLITOS

1. Febre - 15 ml/100 cal/dia/grau

2. Hiperventilação - 15 a 45 ml/100cal/d

3. Diarréia moderada - 40 ml/100cal/dia

4. Diarréia grave - 60 a 80 ml/kg/dia

5. Suor mod/grave - 40 a 60 ml/kg/dia


DESIDRATAÇÃO
◼DESNUTRIDO GRAVE
*NÃO CONFUNDIR SINAIS DE:
DESNUTRIÇÃO COM DESIDRATAÇÃO

*SINAIS DE DESNUTRIÇÃO:

*olhos encovados
*taquicardia (FC > 100 bpm)
*PAS < 80 mm Hg
*desidratação hipotônica (Na<130 mEq/l)
DESIDRATAÇÃO
◼ DESNUTRIDO GRAVE

1. SORO GLICOFISIOLÓGICO
ou SG a 5% + SF a 0,9% (2:1) + KCl19,1%
0,2 ml/100 ml de solução

2. Volume: 40 a 50 ml/kg/24 horas

3. Velocidade: 20 ml/kg/hora

4. Plasma: 10 a 15 ml/kg em 1h
DESIDRATAÇÃO

◼ DESNUTRIDO = fim da fase de


reparação

- NORMALIZAÇÃO DA FONTANELA
- FC < 100
- PA = 80-100 mm Hg (sist.)
- DIURESE CLARA
DESIDRATAÇÃO
◼ RECÉM NASCIDO (Taxas hídricas)

1° dia - 60/80 ml/kg

2° dia – 80/100 ml/kg

3° dia - 100/120 ml/kg

> 3° dia - 120 ml/kg (máximo)


DESIDRATAÇÃO
RN NECESSIDADES ELETROLÍTICAS

++
- Ca ( 1° dia) * 0,5 a 1meq/kg/dia

+
- Na ( 2° dia) * 2 meq/kg/dia >35 sem.
* 3 a 4 meq/kg/dia <35 s

+
-K ( 2° dia) * RNAT: 1meq/kg/dia
* RNPT: 2meq/kg/dia

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