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A commision’ ered seat ~~ Nafrernn tn SosPreven? puddin Atle bes Comomainis Efe Coy: prrepe ie as ot Bn Ts = 2 Men yao Paved pee Soo, i SUF AEE a ' = ¥ A. Assembléa Legis! Provincial de $. Paulo, decrera : DA vaneegio 19 asino Art. 12 A direcgio do ensino sublice da provincia compete ao presidente da provincia e 20 con-tho sperior, que a exer cerao pelo director da instrucgao publica © conselhos mu: acs. DO CONSELKO sMrER ION Art, 2.0 O conselho superior d. instrucgio publica, com- pBetsse de nave membros effectivos. a saber! 1 400 director da instrucgao polica. 28 0. director da Escola Normal. 3. Quatro membros eleitas gel: < camaras municipaes. 4.0 Tres nomeados pelo presi te da provincia, Art. 3.0. Os membros do conseliio superior eleitos @ no= meados servirio por tres annos, poicnlo ser reeleitos © recone duzidos. | Art, 40 © conselha superior clegerd annualmente, na primeira reunido, um presidente e um secretario, por maioria de votos. 5 1.2 Na falta do presidente cabe a presidencia a0 membro mais velho. 5 2.0 © steretario serd substitvide yor escolha do presi- dente. Art. 5. O ebaselho superior seri divitido em secgSes, cu jus aterbuigdes especnes serdo determinadas pelo. proprio con: selho. Art, 8.0 Compete av conselho superior : __ 3.4% Consultar sobre todas as_medidas necessarias 4 direc: Gfe fisalisngdo dorensino, adopgio ve methodo & instrucgfo lo professorado. 5 2.0 Tomar conhecimento dos recursos nos processos ad- ministrativos que oceorrerem contra os professares @ julgal-os os termos desta lel, formar 0 processo d que se refere 0 artigo 84 § 3°_com exclusda, em todos estes casos, dos directores da instrueg&o publica ¢ da’ Escola Normal. §, 3:0 Consultar sobre creacao, classificacdo, remogio, sup- piessio de escolas ¢ quaesquer reformas relativas ¢ instruccia ensino publico. BO DIRECTOR DA INSTRUGCTO PUBLICA Art, 7.2 0 director da instruccio publics &0,funcsianacio encarregado da execticio das deliberacdes do presidente da pro- vincia & do consetho superior, é a chete da reparticéo de ins trucedo publica e oencarregado das funcgdes especiaes que Ihe so incumbidas pela presente lei. page as | ee ve wn Fray teh . aachgenh wm Sigg ted ote. eye bE bie Laut Lb. Dye, pre aoe — dest 2t, fi ae oe Bere J Tot eteecee a ret ps es ae cae . fame [S 14,0-sargo deditector é incompativel com qualquer ou tro Smprego provin § 2.6 O director da instraccdo perderd o lugar si aceitar cargos de eleigéo popular ou le nomeacia do gaverno geral © nao poderd exercer 0 magisteiio particular. Art. 8. O director da instruccao publica serdé nomeado pelo Presidente da provincia d’entre og cidadaos que reunirem as condigdes seguintes : 119 Ser graduado era qualquer faculdade ou escola scienti= fica réconhecida no paiz. | 2.0 Ter exercido cargos no magisterio ou na direccfo da inseruceo publica ou haver se Uistinguido em estates relatives aia. Art, 9.° Incumbe ao director da instrucsio 1.0 Inspeccionar e fiscalisar as escolas € estabelecimentos de instrucgao da provincia. 2.0 Presidir os exames ¢ concursos para o magisterio pus blico. _, 3:0 Marcar aos professores que forem nomeados ou remo= vidos praso no qual assumam 0 exercicio de suas cadeir 4.° Conceder avs professores publicos e aos empregadoe de sua Yepsrticéo licenga por causa justificada até 15 dias, com or= dénado ou Sem elle, : 5.0 Instaurar pracesso contra os professores publicos, pti- marios ¢ secuadarios. 6° Prapor as candidates para provimento das cadeiras, a nomeagio ¢ demissdo dos empregados, da repartigto da instruc do publica, a aposentadoria forgada dos professores. 7.0 Nomear o porteiro ¢ contmuo da Secretaria da instruc~ so publica, © Iniormar todos os requerimentos dirigidos ao presiden- te da provincia em aysumpto de sur competencia, todas as peti 8es € mais papels em que fapouvilo pelo conselho superior. ‘99 Mandar fechar as ef@6las que nao tiverem 25 alumnos frequentes nas cidades e 20 ns outros lugares, quando (6r esta eedida reclamada pelo conselho municipal, exigindo as infoypa~ ‘ges que’ julgar necéssarias, ‘Art, 10, © secretario da instruc¢io publica substituird 0 director nos seus impedimnentos, quando estes nao excederem de 15.dias ; quando excederem,o presidente da provincia nomeard quem o Substitua. DOS CONSELHOS MUNICK'ARS Art. 11. Haverd em cada municipio um consethe dé ins~ ‘trucso publica denominado—corsciho municipal—composto de 3 membros, dos quaes 2 serdo eleitas pelas camaras municipacs, por maioria de votos, 1 pelo presidente da provincia sob pro= posta do director da insteucgsa publica. ae '§ Unico. O membro nomeado pelo presidente da provincia serd-0 presidente do consetha. ae Art, 12. Os membros do conselho, que poderdo ser tirados dentre os vereadores, servisdo pot 3 annos, podendo set recleitos: ereconduzidos. ‘Art. 3, Ag conselbo municipal compete? i 10 Inspeccionar todas as instituigécs de ensino do muni- cipio, 3. Abrir, numerar, rubricur ¢ encerrar por um de seus membros os livres de estripturacio das escélas publicss. 3.0 Autorisar 08 respectivos professores a expulsar das es Slag publicas os shumnos reconhecidamente incorrigivels. 0. Determinar a época dos exames geraes nas escélas pu= plicas do municipio ¢ nomear os examinadores, PyeEEe! 3.0. Dar cumprimento aos actus do conselho superior ¢ di~ rector da inSirucgao ° Dar attestad0. ee IID 208, rofesso- res para receberem seus vencimenios @ abonar-Ihes.até duas faltas mensalmente por motivo justificayel- : 7 7.© Propor & Assembléa Provincial, por'intermedio do di- rector da instrucgéo publica a creacio, supgressdo ¢ remagaa de escélas no municipio. i $.0 Organisar o orgamento da receita « despeza cam 0 ses- vigo da instruccao no respective municipio. (9° Communicar em tempo dcaliectacia os pagamentos @ oe fazer das despezas orgadas de conformidade com a lei eas ure gentes sob a responsabilidade solidaria de seus membros.” 10, Organisar onnualmente, até 2 mezes antes da reuniao’ da Assembléa Provincial, ur relatorio sobre o estado da ins~ ‘regio publica no municipio, estado dus escdlas, suas necess dades, trequencia ¢ adiantamento ds alumnos ¢ todos os mais esclarecimentos 4 bem da instruccfo publica e dirigilo ao di rector da instracgio publica 1. Remetter wimensalmente a0 director da instrucgao publica um mappa contendp o movimento de cada uma das es- €6las do municipio ara Art. 14. Os conselhos muntcipaes serio ovvidos sobre to= dos 0s sssumptos referentes 4 instruccio do municipio. Art. 15. ‘Os attestados, a qi fore 0 § 6. tecedente deverao ser passados pelo membro para isso commiss) Art. 16, Os conselhos muni por intermedio do director da instrucyio até $1 de Dezembro 6 Seu orgamento e todos os esclarecimentos que julgar tonvenien- tes a bem da instrucgéo no municipio. DA SECRETARIA DA INSTRUCGKO PUBLICA Art. 17.. A secretaria da tes empregados ‘Um secretario. Dois officiaes. truco publica terd os seguin« © secretario, os officiges ¢.amanucnses sio nomeados pelo governo, sob proposta do virecter-da insteucgao. DOs PROFESSORES PUDLICOS Art. 18, Os professores publicos #0! Rénteados\pelerprester= dente da provincia, mediante concypsaXeito.perante a secgao competente do conselho superior. = i Art. 19 O-profesiegagemalista seré considerado vitalicio tres annos depois, a@eweeto dia em que entrar na regencia de sua causiva. Art. 20. Os actuaes professores, nfo normalistas, que nfo tenham ya adquirido direito 4 vitaliciedade, $6 poJerdo adqui- ril-a si fizerein exames das materias do 10 griiu perante a secgao comp:iente do consellio superior e forem approvados. Arca. A vitaliciedade, neste caso, Ihe sera conferida tres annos u° 30'S, @ contar do dia em que entrarem na regencia de suas -sueiras. ‘Att. a2, Estes professores, como o§ ja vitalicios, que fize Fem vvamaes das materias do 10’grau perante a secgio do cons Tho superior e forem upprovades, terdo o ordenado ¢ gratifica= Gao d. cen, mil réis mensaes, Art, 23. Salvo 0 caso de exame e approvagio perante 0 consi -uperior, 0s actuaes professores nao vitalicios seréo dyspeisrases da vegencia de suas éadciras depois de quatro annos dap sine. uo da presentg lei e as caveiras declaradas vagas. Art. 24 Os professofes vitalicios, cujas cadeiras forem sup- Drimicss, continuarao a perceber o seu ordenado sem a gratifi~ cate, ciequanto néo tes fr designada uma outra cadeira, 5 Unico Se feita a designagao nao aceitarem a cadeira, cardio raisin. privedos do otdenado AL 23 Os professores nio vitalicios, cujas cadeiras forem supptis, bévs, aay terde direito a vencimento aigum, mas deverto ser pre. los ém outtas cadeiras. . __ AN 30, Gs professoies 56 poderio ser removidos a seu pe ido, e cain annurneia dos conselhos municipaes. ___ Wit. a7. O cargo de professor publico primario incompa- tivel ve. qualquer outro eraprego provincial, com o magisterio- fie partict or = com o.exereicio de sutras profissbes. i: 4 ‘+0 professor pubtico perder a cadeira sl aceitar cargo poputlar ow nomeagio do governo geral. ‘A.i 1% Nes impedimentos temporarios dos professores que nao x (som de 3o'dias, o conselho municipal nomeard quem os Fr stata, aes §,Unico. Nos impedimentos que excederem de 30 dias @ ‘substituto sera nomeado pelo director da instrucgao, sob prox posta do conselho municipal Art. 29, Os professores publicos cumprirao todas as obrie gagbes que, de conformisae com esta lei, forem determinadas pelos regulamentos do governo, instruccoes e ordens do conse Yho superior, director da insteucgao publica e conselhos munici~ aes. PPCtre. 30. Nao serd permittida 9 permutagao da cadeira mes- mo entre protessores de yal categoria, “sendo d pedido com tanto que ésteiam em effectivo excrcicio e Com annuencia moti= vada dos respectivos consclius municipaes ¢ do director da ins— trucgio publics rtoB1, OS actuaes professores observar3o, desde jd, os desta lei, “nfo Sendo, porém, meas fas accrescidas para cujas disci< nas ngo tenham sido habilitados. ‘Art. 32. O conselho municinni poderd, quando julgar con- venienté @ com apgrovacio vo ir ctor da insteucgao, crear um curso nociurno para adultos, comprehendendo as mesmas ma- terias ieccionadas nas escolas de 1° grdu, com excepgao de gym~ nastica § Unico. Para regencix visste corso serd designado pelo con selho municipal um professor publice do logar, com a Bratificas do mensal de 18000 por alumno frequente. 0 a» BSCOLAS Art, 33. A escola creads por acto lepistativo $6 serd provi~ da, dadas as condigdes deterrvinads nesta lei e oavido 0 conse~ the siunicipel, Cot injor=nscaayde director da instrueglo pox ica 4 Art. 34. N iguintes regras : As escolas,megos freyuentadas serdo de preferencia ope “— tobias) degleygircumstancias quanto 4 frequencia de alunos sed BREE ogita pelo professor kis mo" derno em exercicio do cargo. Art. 35. © professor’ 4a vseéln poderd recorrer a0 conselho superior por intermedi do director da instrucgao. ‘Art, 36. Nbs logares, 2m que poputagao escolar exigida no art. 33 puder ser formada com alumnos de ambos 0s sexos, a escola seta mixta & regida pot um, prafessoca. ‘Art. 37. Nas cidades e villas haverd tantas escolas do se> yando ged’ quantas permittir a estatistica, tomando-se para se a frequencia de 23 aluinnos de g a 16 annos, e do terceiro gréa Tamas quanias forem wcessirias, tomando-se para cada toma a base de vince alamnos nas condicées anteriores. § Unico. Neshum alumno poileré matricular-se nas-esco- tas do 20 € 30 gréu sem que prove estar habilitado nas escolas de grav immediatamente inferior. E essa prova é condigao dc base para cteagao de escolas de ve ego grad. rt 38. A. proposta de-creagio de escolas seré acompa- ahada da'estatistiea da paputicdo escolar organisada pelo con- selho municipal. iz ‘Art. 39. Ficam subsistindo como escolas de 1° gréu todas as escolas actuaes de instruccio primaria que nfo forem suppri- enidas em.victude desta lei ‘Art. 40. As escolas publicas d> cada localidade funcciona~ Go nos Jogares designados pelos conselhos municipacs: Art. 41. Nos hairros agricolas, onde no seja possivel pela disseminacao dos alumnos 4 cseéla ficar collocada em ponto,de~ terminado, 0 respectivo professor percorrerd, durante 0 auno lectivo determinados pontos dos mesmos bairros e demorando-se em cada um delles 0 tempo preciso, reunir4 0s. meninos e meni- ‘aas da visishanga e thes, durs 0 ensino primarjo do 19 gréuy porém ‘de modo que nenhuim alumao deixe de’ ser leccionade om intervallo maior de oito vias, . Art. 42. Verificada a impassinitidade de ser collocada a escéla em ponto determinadin, 0 cons*lho municipal determinaré a zona que o professor tem de ercorrer. : Art 43. As escolas do 1" griu serdo regidas por normali das escolas observar-se-hiio as se~ Soe tas, ¢ na falta destes, por pessoas habilitadas em coneurso feito perante a secsio coin etente do conseiho superior Art. 44." AS escolas de 20 ¢ 3° grdu scrdo providas median. te concurso feito perante a secqia do cons iho superior, podendo inscrever-se como concurrente 0s que se juslgarem habilitadas. Art. 45. Si concorrer um 6 normilista 20 concurso para Provimento das cadeiras de 10 gréu seri este nomeado, ficando © concurso prejudicado, § Unico. Quando concorrerem dois 01 mais normalistas, 0 concurso se realisars com exclusdo dos concurrentes néo nor. malistes, Art. 46. Qs alumaos da extincta iscdla Normal de 1874, 08 professores estes equiparados por leis espaciaes, os clerigos ¢ bacharcis em direito que jd estiverem exzrcenio 0 magisterio, 86 poderio reger cadcira de'10 grau. DOS CONCURSOS B EXAMES HHILACOS Art. 47. Para provimento em qualyucr das escolas de en- sino publico e primario da provincia seri »ber¥9-0 cancurso, que versard sobre as materias de ensino detcrmiaudas por esta tel. $ Unico. Este concurso serd mandaslo ubrir pelo presidente 4a provincia de seis em seis mezes, precciido pac edital publi« cado no jorndl official com antecedencia «lv trinta dias € conse ewtivamente. Art. 48. O conselho superior organisari @ fard publicar 0 programma do concurso que se refere 0 artigo aatecedente. Arc. 49. O concurso se elfectuard sol a prosidencia do di- rector da" instrucgao. com tees examinadcres, nomeados pelo consetho superior, e de um membro da so¢a0 conapetente do mesmo conselho. Art, 50, Concluido © concourse, © director da instrucedo publica remetterd ao conselho superior copia da acta do exame © as provas escriptas dos examinan fox, con as observagdes que julgar convenientes. Estas provas, a cépia da acta ¢ observacdes do director sero submetidns a0 conseino superior para dar parecer sobre a valie dade do concurse, merito das provas ragularidade da classic eacdo dos candidstos, e remetidas, no prazo snaximo de 30 dias, 30 presidente da provincia, para fizer a nomeaga Art. 51. Todos os aunos, em lias que forem mareados pelo conseliio municipal da respectiva localidde, haveré exames etaes nas escolas publicas Art. 52. Compario a commissia de exame o professor, 9 presidente ou'um dos membros do consellio municipal, ¢ Aous cidadias escolhidos pelo mesmo conselh para cxaminadores, ‘eabendo a presidencia do acto a0 presilente ou membro do con* selho municipal. ‘Act 53.0 professor, por determinacio do consetho, antes dda prova oral, procedera a um exame geval das gmaterias leccio~ nadas, conforme o programma de ensino ¢ 5 ‘instrucgées em vvigar, cabendo depois aos examinadores particularisarem ‘mais 0 éxame relativamente a cada wna das materias. ak ‘Art. St O exame versard sobre toi. as _materias ensi-W wadas ¢ x, § Lo _ No caso de habilitagéo do alumno de uma escolf gradi inferior, o presidente do acto 0 declara. dambuaag habit {ado para passar para a escola de grdu superiar. $2 | No caso de habilitagio em.todas as materias do_pro- gramma de ensino, se dard 20 alumno um cerdificado assigaado los membros do canselho municipal, do qual conste que esti Rabiltado, deslarandorse 0 grau de spprovacio. § 3° Nenhum alamo poderd receber 0 certificada de que falla'0 § antecedente, nem melhorar de classe si tiver sido repro~ vader qualquer dis muatzrias de que fizerexames ‘Art 35. Alem destes exames finaes, o professor sujeitard 5 seus alumnos a outros, sempre que ordenar 0 cunselho mu- sicipal, ‘ Art. 58 Nenhum gidadio, qualquer que «jag dale seien tifica, poderd ser provido em cadeira de qusiquer grdu, si néo tiver o diploma da Escola Normal da provincis ou si nao fOr ap- provado em concurso na forma desta lei e vespactivo regula~ mento. eg DO ERSINO PYRTICULAR, Art. 57. O ensino primario ¢ secundario poderd ser livre mente exercido por particulares, salvas as restriccdes constantes desta lei. ‘Art. 58 _Nenhum collegio ou escola poderd funccionar sem prévia participagio ao conselho municipal e a0 director, da ins- Irucgdo do dia da installacdo, nome do proprietario, do ditector, Jogar da escola ou collegiv, programma do ensino, numero de- seputlas, pessoal do professorado. ‘ Art. 59 Os directores de collegios e os professores dé aulas avulsas ou escolas sao cbrigados $ 1° A enviar ao dircetor da instrucego publica até o dia 81 de Outubro um relatorio sobre a marcha do collegio ou esco- Ja, numero de alumnos matriculados e frequentes, materias en- sinadas, estado de adiantamento, edade de cada alumno e corpo. docente, se tratar-se de colegio. $2 A nfo mudar a séde do collegio ou escola sen parti 10 40 conselhio municipal. Art. 60. Os proprictarios ou directores de collegios ¢ esco> Jas ¢ os professores de aulas avulsasque faltarem a essas obri- gagbes soffrerdo a multa de 503600 a 2003000 e o dobro na rein- cidencia. ‘Art. 61 Na imposic‘o das multas e no _processo, inclusive: 08 recursos, se observuriio as disposigées desta lei. os VENCIMENTOS DOS PROFESSORES Art, 62 Os vencimentos dos professores so os determina- dos na tabetla anena a esta Ii Art. 63 Os professures nomeados depois da publicagio desta lei (e de accérdo com ella! que exercerem o magisterio por 25 annos com zelo, ‘ proticiencia ¢ moralidade terao mais 200§ annuses de gratincogao § Unicor Esta grat para'as aposentadorite, : ‘Arc. 64 Feita a liquidagao do tempo pele thesovro provin= cial, na forma das leis em vigor, e yerificada a assiduidade, zelo- ¢ moralidade do professor por attestagdes dos conselhos supe rior ¢ municipal, o direcer da instrucgdo publica informaré ao presidente da provincia para mandar contar o augmento. Art. 6 Os professures perdem em parte ou in totum os vencimentos nos sepuintes caso § Le. Quando obtivcrem licenca por motivo justficavel de moltstia de Ba6 mezes, caso em que soffrem deséonto da 5,* parte do ordenado. § 2 Quando a licenca no caso do § antecedente for de Ba 9 mezes, sera o desconto da mecide do ordenado. § 8.9 Quando no mesmo c.so daquelle § 4 ficenca for de mais de 9 mezes cessariio 08 vencimentos, § 4.9 Quando%a licenca, sendo por qualquer outro motivo- attendivel, fér até3 mezes, haverd o desconto da 4 * parte do ordenado "Quando a licenca, na hypathese do § 4.0 for de 3. a 6 mezes, sera CESS, da metade do ordenado. §8® Quando a licenga, na mesma hypothese do § 4.0 for POF mais dep megesycessatao todos os vencimentos. $7.0. Quando Torem sucpeaves, porque # suspensio pric yards io ordenado durenceo tempo delta z § 8.0 Perderio as grtificacies os professores que obtiveremy qualquer licenca, seja qual fore seu motivo $9.9 Quando derem no mz mais de duas faltas, sem cau sa particlpada e abonada pelo conselho municipal, soffrerao o desconto correspondente w#0s dius de falta. ‘Art. 66, Os venetmeitos s-1do pagos mediante attestado do membro competente dos conscihes municipaes, devendo con- ter o numero dos alunos m:triculados e frequentes @ 0 das faltas dadas pelo professor no mez, multas em que tenha in= corrido, com especificacio dos motives della. Art. 67. Os professores substitutos perceberdo a gratifi- cagio€ mais a terga parte do ordenade que competir aos subs- thidos Art. 68. © professor publico para obter attestado de fre- quencia, afim de receber seus vencimentos, offereceré, como cagio env caso algum seré contada. -1— ‘base, a0 conselho municipal ou a quem suas yezes fizer um mappa dos alumnos matriculados em suas respzctivas escolas, cam declaracdo dos frequentes, sua edade, filiagao, faltas pelos dias do mez, © 56 Avista deste’ mappa, verificada @ frequencia egal, poderd obter o attestsdo solicitado. Art. 69. O pagamento dos vencimentos do professor sé: terd loger nos tetmos finaes do artigo antecedente, seb pena ara 05 exactores provinciaes, além da sesponsabiiidate de pere der 9 quantis indevidamente paga, que no iles seri abonada, © para 0 professor glém dg responsabilidade crimiaal em que possa incorrer, na de suspensio ou de perda de cadeira, segue do fr convencido de ignorancia ou falsidade na especie. Art. 70. No caso de recusa de attestado por parte do membro do tonsetho municipal haverd recurso para @ mesmo conselho e deste para 0 conselho superior % DO ENSINO PRIARIO. Art. 71. A. instruccdo_primaria nas escolas publices da Provincia se divide em 3 gréus apropriados «i cdade e desen~ Volvimento intellectual les alumnos, comprehzndendo as se- guintes materias 19 oRiv Wducogio civica; 2. educagio relisiosa, facultative paPBMbiticliccs; 30 ligdo: de causes cont observassen ase pontanen. 2.0, Leitura, exsine groporcionado 20 desenvolvimento das facuhidaes do alussnos até oponto de lar correcamente, pres: tando 0 professor attencao @ prosodia. : 3.0 [Exereicio de analyse sobre pequenos tirchos lidos de modo a poder o aldcono comprenendel-os e ficir, sem decorar Fogras grammuticoes, ‘conhecendo a construc,io' de ;nrases © senuengas. ‘4.2. script gradvata com applicagio das rgras fo ortho rapa. erate Arithmetica elementar, inclujado as quatro overages fandamentses, facgocs ordinarias e decimaes € regre de tres simples. : cont exercicios praticos ¢ problemss graduados we uso comarama. ‘60 Ensing pratico do systema legal de pesos e medidas. 7.2 Desenho linear de mio livre ¢ calligrapbia, &o Exercicio de redsegao de cartas, conias, facwras come merciaes 9.0 Noses de geographia geral e geographia physica, cone cernente 208 phenomenos de evaporagas, formagao das nuvens. Gas chuves, do vento, das serras ¢ montanhas, cle sus iofluene tia na formacdo dos rlos, etc., guiando 08 alunos 80 conhie~ cimento do mappa 6a provincie To. Gymnastica, it) Canto choral. 2.0 oriv 4° Continuacio de igo de cousas. 2° Leiturs de autores nacioaaes com mais apurads obsor~ vagGo da prosodia e manejo dos lexicons. i 3.0 Escrivta com attencao ds regras de orthogriphia. 4.2 Continuacia do estudo de arithmetics, con prehendendo mais’: regra de trez composta, regra de juras si nples e com= posta, formacio e extraccao de raizes, reducgao 4 anidade, div: S80 et pattes proporcionzes, incluindo-se as réeras de sociedade ¢ mistura média, com problema de applicagao ii vida commum, regras sobre conversay de moedas e sobre cambio © Grammatica elementar da lingua ‘nacions| easinada em exercicios praticose analyse dos prosadores ¢ povias modernos. 6.9 Continuagao do éstudo de geogrephia phssica com ex= plicagdo acerca da formagao de montanhas, volcics, dos rios, mares, ithas e contiaentes, especialmente o estudo das bacias do “Amazonas e do Prata, sob’ ponto de vista commercial, conhe= cimento do mappa do'trazil cestudo de sua divisho adminis wativa, 7.8 Algebra até equagio e problemas do prim geometria plana, ro grit e —8— . 3.0 Desertho linear, incluiado elementos de projecgio geo= metrica e deseaho topo yhico eiementar e calligraphia. < 9.0 Exercicios de composi 30 craw, Lo Leitura de autoces classicas da liagus nacional com anae lyse para conhecimento da syntax 2.0 Grammatica da jingua nacional. _ 3° Contistiagio do estado de algebra até as equagSes do 20 gF4u, com problemas e continuacdo do estado de peometria. 42 Desenho com applicagie’ és artes. 5.0 Geographia physica e geral com maior desenvolvimento quanto ao Brazil, no tocviate a suas rélagSes industriaes e com= mMerciaes com os guteos paizes. Nogdes elementares e praticas de physica e chimica. 7.2 NosGes de cosmoseaphia. pauft? Historia do Brazile’ esgecintmente da provincia de Sio auto, # Exercicios de dectamacia e extyle. rt, 72, Nas escdlas para o sexo. feminino haverd mai: Nas do s*'gréu : costura simples ; nasdo 2°; costura, crochet, cértes sobce moldes, Livores mais communs e economia domes- tica ; nas do 3.0; castura, cdrtes ¢ levantamento de moldes & Wabalhos diversos de aguihs, bordados utels e econcaliailiae mestic Art. 73. Os alamnos cin cada éscola serio divididos em sfasses confirme o gréu de insteuccia que receberem. AS ligdes sero mais em,iricas do que theoricas ¢ 0 profes sor 80 esforgard pot transm ttir aos seus discipalos nogoes claras eexactas da materia, provecando 0 desenvolvimento gradual das faculdades. DAS PEWAS, DO PROCESO HA: SUA IMPOSIGZO Epos RECURSOS Ast. 74, Os prafersaces publicas sia sujeitos ds seguintes penas : § 1.0 Admoestacio. § 210 Reprehensio. § 3.0 Malte. @ ys Suspensio. § 5.0 Perda da cadeira. Art. 75. A pena de advaozstagio serd imposta quando o professor : : § 1 Trajar sem a devida decencia, § 2.0 Exercer a discipline wom criterio. § 3.0 Infringir qualquer disposigio desta lei ¢ seus regala- menios. ‘4.4.9 Faltar em geral ao cumprimento de seus deveres. Art. 76. A pena de reprehensio 6 applicavel aos mesmos casos de admoestagéo, quando oconsetho municipal jalgar esta insufficiente. z ‘Aft. 77. A pena de multa s> impord nos casos seguintes : So Quando os professores wzsrem de livros o8 exemplac ses para oensino nao autorizados competentemente, casoem que serio multados em 108009. $2.8 Quando deixarem de remctter wo devida cempo os livros, relatorios e mappas de que trata esta Jel, caso em que serio ‘nultados em 208000. i § 3.2 Quando sem licenca deixarem o exercicio da escéla serio multados no dobro dos vencimentos correspéndentes’ ao tempo.do abandono. Art. 78. Os professores que, reprehendidos nos _termos desta ei, flncidirem na meso falc, serdo, muleados em 25$000. ‘Art. 79 Nasoutras reincidencias, as multas serdodobradas. Art. 8) A pena de multa nunca excedera de 2003000, Ast. SL [rapbe-se-d pana de suspensai § 1° Depois de ter sido imposta por tres vezes.a de multa, fio se mostrando o professor corrigido. . $2 Quando faltar orespeito devid>aosseus superiores ou desobedecer a suas ordens, : : $32 Asusponsio serd de a 20 dias coaforme a gravidade da falta ~9— Art. 83 A pena de perda de cadeira serd imposta : $18 Qaradodepois da tmposigdoda pena de malta ou suse ‘pensto par um wex, o professor so ‘astrar Incorregivel. $28 Quando'o professor desobedecer formalmente 4s ar- dens dos seus superiorcs. §3° Quando tiver mau procedimento moraljisto éseentre ‘os alumaos fomentar immoralidade, ow tiver comportamento