Você está na página 1de 26

Fundição e Soldagem

Prof. Temístocles de Sousa Luz


Tópicos

Fusão e vazamento nos processos de


fundição

Limpeza e rebarbação

Inspeção e controle das peças fundidas

Avaliação dos processos de fundição

Defeitos em peças fundidas


Fornos

Elétricos

Combustível
Fornos Elétricos

A arco (direto e indireto)

Indução (canal e cadinho)

Resistência elétrica
Fornos a combustível

Carvão/coque

Óleo combustível

G.L.P.

Gás natural
Fusão

Perdas por fusão


Perdas por oxidação

Perdas por volatilização

Fundibilidade
O conceito engloba fluidez e tensão
superficial.
Fusão
Gases nos metais

H2 - Principal problemas nas ligas de


alumínio.

N2 - Utilizado como carreador desses gases

Gases complexos como CO (em aços) e H2O e


SO2 - Presença de oxigênio interage com o
carbono na liga, ou impurezas e umidade
nos demais casos.
Fusão

Eliminação dos gases

Oxidação - redução

Pré-solidificação

Borbulhamento de um gás

Refino a vácuo
Rotinas de Fusão

Ferro Fundido

A norma ABNT estabelece para FoFo cinzentos,


o modelo FCxx, onde: xx é o valor mínimo do
limite de resistência mínimo em kg/mm2 para
uma barra padrão de diâmetro igual a 30 mm
bruta e 20 mm após usinagem

Para os FoFo nodulares adota-se Fexx0yy,


onde xx é o limite de resistência mínimo (em
kg/mm2) e yy à porcentagem de elongação.
Fusão do Ferro
Fundido
É feita a partir de de ferro-gusa,
retorno de fundição e sucata de aço,
devidamente balanceados para obtenção
da composição desejada.

São adicionados ferro-ligas para


correção de teores dos elementos

Pode haver inoculação para


homogenização microestrutural
Fusão do Ferro
Fundido
A produção de ferros fundidos nodulares tem
crescido - propriedades próximas a do aço

Conseguido com a adição de Mg que apresenta


baixo ponto de fusão e de volatilização,
baixa densidade, é um dessulfurante forte,
além de ser extremamente oxidável

O grau de nodulização dependerá do conteúdo


residual de Mg
s indicam n o a n o 2000.
a ra cerca d e 8 4 k g
u lo em 1 9 9 6 p
Ligas à base de
67kg/veíc
4 d íg it o s s e n d o que o
a s li g a s d e a lu m ínio por
m A s so ciatio n d esigna b e la IV .2 . Os
u a
alumínio
AA lu m in e m ostrado n a T
ip a l, c o n fo rm
a o e le m e n to d e liga princ q u a n to que o
meir o s e re fe re lumínio na li g a , e n
a p ro x im a d o d e a
s s e refe re m ao teor
s dígitos seg u inte
d id o s e 1 p a ra lin gotes.
díg it o as suAm e 0 para fun Association designa as ligas de
Aluminum
arto
alumínio por 4 dígitos L U M IN U M A S SOCIATION
D A S L IG A S S E GUNDO A A
IV .2 - D ESIGNAÇÃO
TA B E L A
a l O u tro s Elementos
ã o E le m e n to Princip
Designaç io n ã o -l ig a d o --
alumín
1xx.x --
c o bre
2xx.x Mg e/ou Cu
x .x silício --
3 x
silíc io
4xx.x --
m ag n é s io
u e /o u M g e /o u C r e/ou Mn
5xx.x C
z in c o
7xx.x o
--
es ta n h
8xx.x : M e ta ls H a n d b o ok, vol. 1
Fonte

ção de pe
Ligas à base de
alumínio
A fusão das ligas de alumínio é feita
sob atmosfera neutra com fluxo
protetor que minimize a oxidação do
banho e a absorção de hidrogênio.

Para a desgaseificação adiciona-se à


panela pastilhas de hexacloretano,
que liberam gás cloro, promovendo um
arraste do gás hidrogênio.
Ligas à base de
magnésio
As ligas à base de
magnésio mais
empregadas hoje em dia
incorporam em sua
composição zircônio
e terras raras ou
tório para aumentar a
resistência à fluência
Ligas à base de
magnésio
Similar a de ligas de alumínio com o
agravante que os fluxos utilizados
para proteção do banho metálico
precisam ser menos densos

A proteção do banho de magnésio


também pode ser feita com a adição de
enxofre em pó a fim de criar uma
atmosfera protetora rica em SO2
Ligas à base de
cobre
,+%-.&%&/"/(0
!"#$%&" '%(#()*+ 7%"11&8&9":;+0<=,066
12%&/"034"*506
7+.>(0+-0%&?"0/(0"%*+0
@@@@@@@@@@ @@@@@@@@@@@ 70ABBBB
*(+>0/(09+.>(

70GBBBBH07EBBBBH0
C"*;+ D) EF 70IBBBBH070JJIBB0
"070JKLBB

M>+)N(0(0.>+)N(0
,) K 70PBBBB
O+1O+>+1+
M>+)N(@"%-#$)&+ Q% AK 7JBBBB0@07JIGBB

M>+)N(@1&%$9&+ ,& L 7JIFBB0@07JJABB

7+.>(@=$R-(%0+-07-@=&@
=& ABB 70FBBBB
D)03"%S"9"5
Ligas à base de
cobre
ligas de alta condutividade:

Cu - 0,9%Cd

Cu - 2,4%Co - 0,6%Si;

Cu - 0,5%Cr - 0,05%Si

latões

latão com chumbo (ou 85-5-5-5, Cu/Zn/


Pb/Sn) - a liga mais utilizada
Ligas à base de
cobre
Bronzes:
bronze de estanho: Cu - 20%Sn;

bronze fosforoso: Cu - 8%Sn - lO%Pb - 0,8%Zn - 0,35%P;

bronze Manganêes (latão especial): Cu - 26%Zn - 3%Fe -


5,5%AI - 3,5%Mn;

bronze de Silício: Cu - 14%Zn - 3,5%Si;

bronze de Alumínio: Cu - lO%AI - (1 a 4)%Ni;

bronze de berílio: Cu - 1%AI - 2,5%Be;

Alpaca: Cu - (1 - 5)%Sn - (1 - 9)%Pb - (2 - 20)%Zn


- (12 - 25%)Ni
Ligas à base de
zinco
O nome Zamac é derivado das iniciais dos metais
usados na liga (Z de zinco, A de alumínio, MA de
magnésio e C de cobre)

É uma das ligas não ferrosas que possuem maior


utilização, devido às suas propriedades físicas,
mecânicas e à fácil capacidade de revestimento
por eletrodeposição

O seu baixo ponto de fusão (aproximadamente


400°C) permite uma maior durabilidade do molde,
permitindo uma maior produção de peças em série
fundidas
Acabamento e
Inspeção

Depois da solidificação as peças são


desmoldadas e acabadas.

A desmoldagem pode ser feita


manualmente ou com o auxílio de
desmoldadores vibratórios.
Acabamento
As etapas de acabamento compreendem

Seccionamento dos canais (por impacto,


prensa ou corte)

Limpeza da peça por jateamento de areia ou


de granalha de aço

Rebarbação

Tratamento térmico (opcional)

Acabamento (usinagem, furação, etc.).


Inspeção
Visual

Dimensional (traçagem): tolerância de ! 2% para peças


comuns e < 0,5% para peças de precisão

Controle composicional (qualitativos ou quantitativos)

Pesagem: tolerância de ! 2,5%

Metalúrgica: dureza, ensaio de tração e


microestrutura.

Líquidos penetrantes ou partículas magnéticas.

Ultra-som ou Raios-X .
o d e n o v o s c a s os. Alé s d e ser
na elucidaçã u en o número d e p e ç a s a n te
n u m p e q
s e r te s ta d a p ri m eiramente XTaErRoNsOSd e fe it o s em
de v e te p 2 emos clas
VoI.d.1 - D E FE IT O S
s E
if ic
rm alm e n
Defeitos
lo te de peças. F o
ntada e m to d o o
s e m a c h o s (F ig ura VI.1): de
ixa
. M o v imentação de ca
ou internos:
A
ao sucateamento
dem levar a peça

R NOS
DEFEITOS EXTE
Defeitos externos en d o de s u a e xte nsão po-
ho s (F ig ura V I. 1): depend
n taç ã o d e c a ix a s e mac
ime
s u c a Movimentação
te a m en to de
var a peça a o
caixas e Figu
ad
u ra VI. 1 a - M o vi mentação da Caix
Fig
Moldagem
de la Fundicion
Movimentação de Fonte: Tecnologia

machos
nto:
B. Mau acabame
108
Defeitos
Rechupe

axial

angular

Bolhas

Poros

Fissuras a quente

Fissuras a frio
Defeitos
Vazamento interrompido e dobras - não
ligação das frentes líquidas (metal
fundido frio)

Segregações

Inclusões

Superfície deformada

Deformações localizadas
V I. 3 ) o u fo rm a r um sulco
v o re c e n d o a e ro são (Figura nsão da dila
fa g ic o q u e a e xte
a d o n a F ig u ra VI.4. É ló
s tr
rato" - como mo je to d o fun d id o , que pod
to e do pro
Defeitos ra d e v a z a m e n
eratu
também da temp
superaquecidas.

o rr e n te de Lavag em
ão do M o ld e D e c
Figura VI.2 - Eros
Fonte: Ibidem

Você também pode gostar