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CAIC – CENTRO DE APRENDIZAGEM & INTEGRAÇÃO DE CURSOS

LÍNGUA PORTUGUESA

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SUMARIO

CAPÍTULO 01
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO ------------------------------------------------------------03
ESCRITA
CAPÍTULO 02
ORTOGRAFIA ------------------------------------------------------------04
CAPÍTULO 03
CLASSIFICAÇÃO E FLEXÃO DAS PALAVRAS ------------------------------------------------------------16
CAPÍTULO 04
TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DO TEXTO ------------------------------------------------------------23

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CAPÍTULO 01

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO ESCRITA

É sensível no mundo a importância da comunicação escrita no dia a dia. Não é nenhum


segredo que as melhores posições - em todas as profissões - são dadas aos melhores
comunicadores. Para estar sempre à frente é preciso falar, e principalmente escrever
bem.
Atualmente nos comunicamos cada vez mais através da Internet, e-mail, fax,
memorandos e cartas, entre outros, e um texto bem escrito pode ser fundamental em
muitas situações. O profissional, seja ele de qualquer área, precisa conhecer bem seu
idioma e as normas de escrita para que assim possa elaborar textos concisos e bem
estruturados que transmitam de forma clara seu objetivo, ponto de vista ou intenção.

1.1- Regras Fundamentais para Escrever Melhor

Se você costuma ler jornais, revistas, matérias na internet, entre outras publicações;
deve ter percebido que é necessário muito mais que uma ideia na cabeça e uma caneta
na mão para se escrever um bom texto. Muitas vezes paramos a leitura de um texto logo
nos primeiros parágrafos pelo texto ser desinteressante e principalmente por ser mal
escrito.
Algumas regras fundamentais que deverão se tornar um hábito quando você estiver
escrevendo seus textos. São simples, mas que sem dúvida farão uma grande diferença
na produção textual.

1.2- Dicas Rápidas para Fazer um Bom Texto

1) Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.


2) Não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram
dúvidas em seus argumentos.
3) Não fuja do tema proposto.
4) É importante que sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista
acerca da questão proposta.

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5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-


se evitar a utilização da primeira pessoa do singular. Ex: Concluímos que..., Acreditamos
que...; substituir por “É importante ressaltar que...” ,“ De acordo com o que foi visto...”

CAPÍTULO 02

ORTOGRAFIA

É a parte da gramática que trata do emprego correto das letras e dos sinais gráficos, na
língua e na escrita.

2.1- DÍGRAFO

Dígrafo é o grupo de duas letras que representam um só fonema. Ex.: ch (chave), lh


(malha), nh (manha), qu (quero), gu (guerra), rr (carro), ss (passo). Com relação aos
dígrafos rr e ss, prescreve o pequeno vocabulário. Escrevem-se rr, ss quando, entre
vogais, representam os sons simples do r e s iniciais: morro, garra, massa, passo.

2.2 - EMPREGO DAS INICIAIS MAIÚSCULAS

Emprega-se letra inicial maiúscula:

1ª As formas onomásticas que entram na composição de palavras do vocabulário comum


escrevem-se com inicial minúscula quando constituem, com elementos a que se ligam
por hífen, uma unidade semântica; quando não constituem unidade semântica, devem
ser escritas sem hífen e com inicial maiúscula: água-de-colônia, João-de-barro, Maria-
rosa (palmeira), etc.: além Andes, aquém, Atlântico, etc.
2ª os nomes de povos escrevem-se com inicial minúscula, não só quando designam
habitantes, distritos, mas ainda quando representam coletivamente uma nação:
amazonenses, baianos, estremenhos, fluminenses, guarapuavanos, jequienses, paulistas,
pontalenses, romenos, russos, uruguaios, venezuelanos, etc. Meses do ano: janeiro,
dezembro.

3° nos nomes próprios de eras históricas e épocas notáveis: Hegura, Idade Média,
Quinhentos (o século XVI), Seiscentos (o século XVIII), etc.

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4° nos nomes de vias e lugares públicos: Avenida Rio Branco, Beco do Carmo, Largo da
Carioca, Praia do Flamengo, Praça de Bandeira, Rua Larga, Rua do Ouvidor, Terreiro de
São Francisco, Travessa do Comércio, etc.

5° nos nomes que designam altos conceitos religiosos, políticos ou nacionalista: Igreja
(Católica Apostólica Romana), Nação, Estado, Pátria, Raça, etc.

6° nos nomes que designam artes, ciências ou disciplinas, bem como nos que sintetizam,
em sentido elevado, as manifestações do engenho e do saber, Agricultura, Arquitetura,
Educação, Física, Filosofia Portuguesa, Direito, Medicina, Engenharia, História do Brasil,
Geografia, Matemática, Pintura, Arte, Ciência, Cultura, etc.

2.3 - NOÇÕES LÉXICAS

2.3.1 - ACENTO

a) Acento Agudo ( ´ ) é o sinal que se põe sobre vogais para indicar que elas são abertas
e tônicas: pára (v.), pé, mágoa.
b) Acento Grave ( ` )é o que se usa para assinalar a contração da preposição a com o
artigo a ou com a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aquilo; à, às, àquele,
àquela, àquilo.
c) Acento Circunflexo ( ^ ) é o que se coloca sobre vogais para indicar que elas são
fechadas: sêde, (avô)
O emprego das notações léxicas, de acordo com as instruções que acompanham a
atualização das regras da N.G.B. (Novíssima Gramática Brasileira). Obedece às seguintes
regras:

2.3.2 - CEDILHA ( Ç )

Cedilha é o sinal que se coloca sob c antes de a, o, u, para lhe dar valor de sê: raça,
paço, açude.

2.3.3. HÍFEN ( - )

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Hífen é um pequeno traço horizontal, que se emprega nos seguintes casos:


a) Para indicar divisão de vocábulo no fim de linha;
b) Para indicar formas verbais com pronomes enclíticos ou mesoclíticos: dê-se-lhe,
mandar-lhe-ei, escrever-lhe-ia. Também liga o pronome lo, la à palavra eis, dando ei-lo,
ei-la;
c) Para ligar elementos de palavras compostas e também certos prefixos e sufixos:
amor-perfeito, pé-de-meia, anti-higiênico, capim-açu.
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico
Prefixo antes de uma palavra iniciada pela letra H, sempre será coloca o hífen.

Exemplos:
Sobre-Humano
Super-Homem

A única exceção é no caso de SUBUMANO.


Quando usamos um prefixo terminado em uma vogal que seja diferente da vogal com
que se inicia o segundo elemento, não usamos hífen.

Exemplos:
Anteontem
Autoescola

Prefixo terminado em vogal e o segundo elemento começado com consoante, que não
seja R ou S, não se usa o hífen.

Exemplos:
Antipedagógico
Autopeça
Atenção: no caso do prefixo VICE, não se aplica esta regra, pois com VICE sempre se usa
o hífen.

Exemplos:
Vice-Rei
Vice-Campeão
Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar por R ou S, não se
usa o hífen, mas duplica-se o R ou S.

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Exemplos:
Antirrugas
Biorritmo
Se tivermos um prefixo terminado em vogal e o segundo elemento começar pela mesma
vogal, teremos que utilizar o hífen.

Exemplos:
Anti-imperialista
Contra-Ataque
Um caso semelhante acontece quando o prefixo terminar por consoante, e o segundo
elemento começar pela mesma consoante. Neste caso, também se usa o hífen.

Exemplos:
Inter-Racial
Super-Resistente
Mas nos demais casos, de prefixos terminados por consoante, mas com os segundos
elementos não começando com a mesma consoante, aí não se usa o hífen.

Exemplos:
Hipermercado
Intermunicipal
Porém, existem exceções. Quando aparecer o prefixo SUB diante de palavra iniciada pela
letra R, temos que usar o hífen.

Exemplos:
Sub-Raça
Sub-Região

E quando aparecem os prefixos CIRCUM e PAN, usamos o hífen antes de palavras


iniciadas por M, N e VOGAL.

Exemplos:
Circum-Navegação
Pan-Americano

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Quando tivermos uma palavra cujo prefixo termina por consoante e o segundo elemento
começar por vogal, não devemos usar o hífen.

Exemplos:
Hiperativo
Superamigo
Temos que usar o hífen quando aparecerem os prefixos EX, SEM, ALÉM, AQUÉM, PÓS,
PRÉ, PRÓ.

Exemplos:
Ex-Professor
Além-Túmulo
Pré-História

E quando aparecerem palavras indígenas, de origem tupi-guarani, como sufixo, temos


que usar hífen.
Amoré-Guaçu
Capim-Açu
Quando temos duas ou mais palavras que são ocasionalmente ligadas, formando
encadeamentos vocabulares, devemos usar o hífen.

Exemplos:
Ponte Rio-Niterói
Eixo Rio-São Paulo

No caso de algumas palavras que já perderam a noção de composição, não precisamos


mais usar o hífen.

Exemplos:
Pontapé
Girassol
TIL ( ~ )

O til é empregado para indicar nasalidade de vogal isolada ou que forme ditongo: irmã,
irmão. Segundo o Vocabulário Ortográfico, seu uso está assim prescrito:

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1° para indicar nasalização, valendo como acento tônico se outro acento não figurado no
vocábulo: afã, capitães, coração, devoções, põem, etc.
TREMA ( ¨ )

O Trema são dois pontos que se colocam sobre o u que se pronuncia depois de g ou q,
seguindo de e ou i: agüentar, argüição, eloqüente, tranqüilo, etc. (De acordo com a
mudança Ortográfica não se usa mais trema nessas palavras, as únicas exceções são
palavras estrangeiras que originalmente já possuam o trema)

SIGLAS
Sigla é o conjunto de letras que representam as iniciais de nomes próprios ou expressões
equivalentes

Vejamos aqui em ordem alfabética, algumas siglas mais interessantes:


A.B.E. – Associação Brasileira (de) Educação.
A.B.I. – Associação Brasileira (de) Imprensa.
B.C.G. – Bacilo (de) Calmette (e) Guérin (empregado na vacinação contra a tuberculose).
D.A.S.P. – Departamento Administrativo (do) Serviço Público.
D.I.P. – Departamento (de) Imprensa (e) Propaganda.
E.U.A. – Estados Unidos (da) América.
F.A.B. – Forca Aérea Brasileira.
I.A.P.I. – Instituição (de) Aposentadoria (e) Pensões (dos) Industriais.
I.H.S – Jesus Hominum salvator

3.4 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A acentuação gráfica obedece às seguintes regras:


1° Assinalam-se com o acento agudo os vocábulos oxítonos que terminam em a aberto, e
semi-abertos, ( Segundo a nova regra ortográfica prefixos que terminam em vogal e o
segundo elemento começa em consoante em consoante não são mais separados em
hífen) e com acento circunflexo os que acabam em e e o semifechados, seguidos, ou não,
de s: cajá, hás, jacaré, pés, seridó, sós, dendê, lês, trisavô, etc.

Na sílaba tônica figuram a aberto, e ou o semi-abertos, i ou u; com acento circunflexo


quando nela figuram a, e, o semifechados, lápis, beribéri, miosótis, íris, etc.

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Observações: 1° não se coloca o acento agudo no i ou u quando, precedidos de vogal


que com eles não forma ditongo, são seguidos de l,m,n ou z que não iniciam sílabas e,
ainda, nh; Adail, contribuinte, demiurgo, juiz, Paul, retribuirdes, etc. 2° também não se
assinala com acento agudo a base dos ditongos tônicos iu e ui quando precedidos de
vogal: atraiu, contribuiu, pauis, etc. 3° Não se acentuam graficamente os vocábulos
paroxítonos finalizados por em ou ens: ontem, origem, imagens, jovens, nuvens, etc.
4° A terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos, ter, vir, e seus
compostos recebem acento circunflexo no e da sílaba tônica; (eles) contêm, (elas)o
convêm, (eles) tem, (elas) vêm, etc.
3° Conserva-se, por clareza gráfica, o acento circunflexo do singular crê, dê, lê, vê no
plural: crêem, dêem, lêem, vêem (Pela nova regra essas palavras não levam mais acento
circunflexo) e nos compostos desses verbos, como descrêem, relêem, revêem, etc.
Mudanças nas Regras de Acentuação (Novo Acordo Ortográfico)
As palavras paroxítonas, aquelas que têm o acento tônico na penúltima sílaba, e que
tiverem os ditongos abertos ÉI e ÓI, não são mais acentuadas.

Exemplos:
Ideia
Boia
Colmeia
Geleia

Mas Atenção!!! Esta regra vale apenas para as palavras paroxítonas. As palavras
oxítonas terminadas em ÉIS, ÉU, ÉUS, ÓI e ÓIS continuam sendo acentuadas normal-
mente.

Exemplos:
Papéis
Heróis
Troféu
Nas Paroxítonas que tiverem I ou U tônicos e vierem depois de um ditongo, não se usa
mais o acento.

Exemplos:
Bocaiuva
Feiura

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Não se usa mais acento também nas palavras terminadas em ÊEM e ÔOS.

Exemplos:
Abençoo
Creem
Também não se usa mais a acento diferencial aos pares: PÁRA (verbo) de PARA
(preposição); PÊLO (substantivo) de PELO (preposição); e também PÉLA e PELA, PÓLO
de POLO e PÊRA de PERA.
No caso de PÔDE, como forma do passado do verbo PODER, o acento continua existindo.
Assim ele diferencia de PODE, que é a forma de presente do indicativo do mesmo verbo
PODER. Continua existindo de PÔR (verbo). Da mesma forma, o acento para diferencia a
forma singular do plural dos verbos TER e VIR.

Exemplo:
Ele tem um cachorro.
Ele têm vários cachorros.
Esta regrinha também é válida para os verbos derivados de TER e VIR, como MANTER,
DETER, RETER, CONTER, CONVIR, INTERVIR, ADVIR, etc.

Exemplo:
Ele mantém o macaco preso.
Eles mantêm o macaco preso.
Os verbos ARGUIR e REDARGUIR não leva mais acento nas formas do presente do
indicativo.

Exemplos:
Tu Arguis
Eles arguem

2.5 – PONTUAÇÃO

2.5.1 - SINAIS PAUSAIS E SINAIS MELÓDICOS


A língua escrita não dispõe dos inumeráveis recursos rítmicos e melódicos da língua
falada. Para suprir esta carência, ou melhor, para reconstruir aproximadamente o
movimento vivo da elocução oral, serve-se da pontuação.
Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos;

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O primeiro grupo abarca os sinais cuja função essencial é marcar a MELODIA, a


ENTOÇÃO: ( Palavra digitada errada)
a) os dois-pontos (:)
b) o ponto de interrogação (?)
c) o ponto de exclamação (!)
d) as aspas (“ ”)
e) as reticências (...)
f) os parênteses ( () )
g) os colchetes ( [ ] )
h) os travessão ( - )

Observações:
1° Esta distinção, didaticamente cômoda, não é, porém, rigorosa. Em geral, os sinais de
pontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.
2° outros sinais podem ter valor expressivo: o Hífen, o Parágrafo, o emprego de letras
maiúsculas e o uso de diversos tipos e cores dos caracteres de imprensa (Itálico, Versal,
Versalete, Negrita, etc.).

2.5.2 - SINAIS QUE MARCAM SOBRETUDO A PAUSA


A VÍRGULA ( , )

A vírgula marca uma pausa de pequena duração. Emprega-se não só para separar
elementos de uma oração, mas também orações de um só período.
1. No interior da oração serve:
a) Para separar elementos que exercem a mesma função sintática (sujeito composto,
complementos, adjuntos), quando não vêm unidos pelas conjunções e, ou e nem.
Observação: Quando as conjunções e, ou nem vêm repetidas numa enumeração,
costuma-se separar por vírgula os elementos coordenados.
b) Para separar elementos que exercem funções sintáticas diversas, geralmente com a
finalidade de realçá-los.
Em particular, a vírgula é usada:
1 ) Para isolar o aposto, ou qualquer elemento de valor meramente explicativo:
Alice, a menina, estava feliz.
A meu pai, com efeito, ninguém faz nada
2) Para isolar o vocativo:
que ideias tétricas, minha senhora!

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3) Para isolar os elementos repetidos:


nada, nada – dizia Vilaça todo amável – cá nosso solzinho (digitado errado) português
sempre é melhor.
4) Para isolar o adjunto adverbial antecipado:
lá fora, a chuvada (digitado errado) despenhou-se por fim.

Observação:
Quando os adjuntos adverbiais são de pequeno corpo (um advérbio, por exemplo),
costuma-se dispensar a vírgula. A vírgula é, porem, de regra quando se pretende realçá-
los. Comparem.
c) Emprega-se ainda a vírgula no interior da oração:
1) Para separar, na datação de um escrito, o nome do lugar:
Paris, 22 de abril de 1983
2) Para indicar a supressão de uma palavra (geralmente o verbo) ou de um emprego
No céu azul, dois fiapos de nuvens.
O PONTO ( . )
O Ponto assinala a pausa máxima da voz depois de um grupo fônico de final
descendente.
Emprega-se, pois, fundamentalmente, para indicar o término de uma oração declarativa,
seja ela absoluta, seja ela derradeira de um período composto:
Quando os períodos (simples ou compostos) se encandeiam pelos pensamentos que
expressam, sucedem-se uns aos outros na mesma linha. Diz-se, neste caso, que estão
separados por um ponto simples.
Observação: O Ponto tem sido utilizado pelos escritores modernos onde os antigos
poriam ponto e vírgula ( ; ), ou mesmo vírgula ( , ). Trata-se de um eficiente recurso
estilístico, quando usado adequado e sobriamente.
Sem a segmentação de períodos compostos em orações absolutas, ou com a
transformação de termos destas em novas orações, obriga-se o leitor a ampliar as pau-
sas entre os grupos fônicos de determinado texto, com o que lhe modifica a entoação e,
consequentemente, (não leva mais trema pelo novo acordo ortográfico) próprio sentido.
As orações assim criadas adquirem um realce particular; ganham em afetividade e, não
raro, passam a insinuar ideias (palavras paroxítonas com acento tônico nos ditongos ÉI e
ÓI não são mais acentuadas pela nova regra) e sentimentos, inexprimíveis numa
pontuação normal e lógica. Leiam-se, por exemplo, estes passos: “Era, na verdade, um
mestre, o mestre. Mestre Goeldi” “A tua presença provocou em mim o sentimento inédito
que buscava. Fiquei transposto. Outro. Como desejava”.

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Quando se passa de um grupo a outro grupo de ideias, costuma-se marcar a


transposição com um maior repouso da voz, o que, na escrita, se representa pelo ponto
parágrafo. Deixa-se, então, em branco o resto da linha em que termina um dado grupo
ideológico, e inicia-se o seguinte na linha abaixo, com recuo de algumas letras.
Ao ponto que encerra um enunciado escrito dá-se o nome de ponto final.
Como o nome indica, este sinal serve de intermediário entre o Ponto e a Vírgula,
podendo aproximar-se ora mais daquele, ora mais desta, segundo os valores pausais e
melódicos que representa no texto. No primeiro caso, equivale a uma espécie de ponto
reduzido; no segundo, assemelha-se a uma vírgula alongada.
Esta imprecisão do ponto-e-vírgula faz que o seu emprego dependa substancialmente do
contexto. Entretanto, podemos estabelecer que, em princípio, ele é usado:
1° Para separar num período as orações da mesma natureza que tenham certa extensão;
2° Para separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja subdivida por
vírgula.
Observações: O ponto-e-vírgula divide longos períodos em partes menores à semelhança
da cesura, ou deflexão interna de um verso longo. Às vezes, os elementos separados são
simétricos, e disso resulta um ritmado encadeamento do período, muito ao gosto do
estilo oratório. Em lugar da vírgula, costuma-se empregar o ponto-e-vírgula antes das
conjunções.

2.5.3 - SINAIS QUE MARCAM SOBRETUDO A MELODIA

I - OS DOIS-PONTOS ( : )
Os dois-pontos servem para marcar, na escrita, uma sensível suspensão da voz na
melodia de uma frase não concluída. Emprega-se, pois, para anunciar:

1° uma citação (geralmente depois de verbo ou expresso que signifique dizer, responder,
perguntar e sinônimos):
a) em certos casos, o tom enfático aconselha mesmo o uso do ponto em tal posição. É o
que ocorre, por exemplo, neste passo de Rui Barbosa; “Qual é a doença reinante?
Bubões. Logo, tarântula cubensis. Porque a mordedura desse aracnídeo gera sintoma de
peste. Logo, a previne. Logo, há curá-la”.
b) uma enumeração explicativa: Ex: Lá vimos de tudo: casa, barco, floresta, rio, e tudo
mais.
c) um esclarecimento, uma síntese ou uma concernência do que foi enunciado: Ex:
Carlos disse: gosto de viajar!

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II - O PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )

1° é o sinal que se usa no final de qualquer interrogação direta, ainda que a pergunta
não exija resposta.
2° nos casos em que a pergunta envolve dúvida, costuma-se fazer seguir de reticências
o ponto de interrogação.
3° nas perguntas que denotam surpresas, ou naquelas que não tem endereço nem
resposta, empregam-se por vezes combinados o ponto de interrogação e o ponto de
exclamação.
Ex: Maria irá para o CAIC hoje?
Observações: Há escritores, que para acentuar nos diálogos a atitude de expectativa de
um dos interlocutores, usam reduzir a sua réplica ao ponto de interrogação, seguido às
vezes do ponto de exclamação.
Esses recursos de pontuação não têm apenas valor linguístico; visam a indicar também a
expressão do corpo e do espírito que acompanha e valoriza a pausa linguística.

III - PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )

É o sinal que se pospõe a qualquer enunciado de entoação exclamativa. Mas, como a


melodia das exclamações apresenta muitas variedades, o seu valor só pode ser
depreendido do contexto. Cabe, pois, ao leitor a tarefa, extremamente delicada, de
interpretar a intenção do escritor; de recriar, com apoio em um simples sinal, as diversas
possibilidades de inflexão exclamativa e, em cada caso, escolher dentre elas a mais
adequada – se trata de uma expressão de espanto, de surpresa, de alegria, de
entusiasmo, de cólera, de dor, de súplica, ou de outra natureza.
Tão variado como seu valor melódico é o valor de pausa do ponto de exclamação. Para
acentuar a inflexão da voz e a duração das pausas perdidas por certas formas
exclamativas – ou para sugerir a mímica emocional que as acompanha -, alguns
escritores usam de artifícios semelhantes aos que apontamos no emprego do ponto de
interrogação.
Ex: João, porque não gosta da minha pessoa?!!!
Ah! A vida é bela!

IV - AS RETICÊNCIAS (...)

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As reticências marcam uma interrupção da frase.

CAPÍTULO 03
CLASSIFICAÇÃO E FLEXÃO DAS PALAVRAS

3.1 - MORFOLOGIA

a) SUBSTANTIVOS
Substantivo é a palavra que designamos os seres em geral.
a.1) CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO:

Os substantivos podem ser: concreto ou abstratos, próprios ou comuns.


Substantivo concreto – é o que designa o ser que tem existência independente ou
própria; pessoa, animal, planta, lugar ou objeto. Exemplos: aluno, gato, bananeira,
Brasil, livro.
Substantivo abstrato – é o que designa propriedade, qualidade ou ação, considerada
como independentes dos seres a que pertencem. Exemplos. Honestidade formosura,
declaração, etc.
Substantivo próprio – é o que designa um ou alguns seres de uma mesma espécie.

Exemplo: Mário, Brasil, Jornal do Comércio.


Substantivo comum – é o que designa todos os seres de uma mesma espécie, ou de uma
abstração.

Exemplo:
cadeira, aluno, alma, anjo.

a.2) FORMAÇÃO DO SUBSTANTIVO:

Quanto à formação, os substantivos podem ser. Primitivos ou derivados simples ou


compostos.
São primitivos os que servem para formação de outros substantivos, que se chamam
substantivos derivados.
Assim, dos primitivos, pedra e caminho, formaram-se respectivamente os derivados,
pedreira, pedregulho, pedraria, etc.
Simples: são os constituídos de uma só palavra: casa, fruta, caneta.

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Compostos: são os constituídos de mais de uma palavra.


Designando uma só coisa: casa modelo, fruta pão, caneta tinteiro.

a.3) NÚMERO DO SUBSTANTIVO

Dois são os números do substantivo: singular e plural.


O singular indica um único ser: aluno, caderno, armário.
Plural indica mais de um ser: alunos, cadernos, armários.

3.2 - SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM

Forma-se o plural da seguinte maneira:


a) se o substantivo terminar em al, el, ol e ul.
b) se terminar em il tônico muda o L em S
c) se terminar em il átono muda essa terminação em eis,
d) se terminar em s e for paroxítono, não se modifica no plural.

3.3 - PLURAL DE COMPOSTOS

Nos compostos constituídos de dois substantivos e um adjetivo, de um adjetivo e um


substantivo ou de um numeral e um substantivo, ligados por hífen, ambos os elementos
vão para o plural:
Se os compostos são constituídos de dois adjetivos, ligados por hífen, geralmente só o
ultimo vai para o plural.
Quando os elementos da composição estiverem reunidos formando um todo, apenas o
ultimo vai para o plural.
Se os compostos são formados de verbo e substantivos, ligados por hífen, somente o
último recebe a flexão do plural.
Quando os compostos são formados de dois substantivos, ligados por preposição, só o
primeiro vai para o plural.
Nos compostos em que o segundo elemento determina o primeiro, com ideia de
finalidade ou semelhante, somente o primeiro recebe a flexão do plural.

3.4 – ARTIGO

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Artigo é a palavra variável que se antepõe o substantivo, para indicar que ele é tomado
em sentido precioso ou vago.
Qualquer palavra precedida de artigo passa a ser substantivo.
O viver é lutar. Prefira um não sincero a um sim com falsidade.

3.4.1 - CLASSIFICAÇÃO DO ARTIGO

Classifica-se, pois, o artigo em:


a) Definido – o, a, os, as, se o substantivo é tomado em sentido determinado, preciso.
b) Indefinido – um, uma, uns, umas, se o substantivo em sentido é tomado em sentido
impreciso ou vago.
Assim, quando se diz: “coloque o copo sobre a mesa”.
Compreende-se que se faz referência a um determinado copo, entre outros, o qual
deverá ser colocado sobre uma mesa já conhecida ou especificada pelas circunstâncias.

3.4.2- FLEXÃO DO ARTIGO

O artigo, como palavra variável que é, acomoda-se ao gênero e ao número do


substantivo que a se refere.
Assim, diremos: o aluno, a aluna, os alunos, as alunas, um menino, uma menina, uns
meninos, umas meninas.

3.5 – ADJETIVOS

3.5.1 - CLASSIFICAÇÃO DO ADJETIVO

Adjetivo á a palavra que exprime qualidade ou modo de ser do substantivo a que seja
junta. Ex. lápis vermelho, casa velha.
O adjetivo pode ser restritivo ou explicativo.
É restrito quando indica qualidade acidental do substantivo.

Ex: dia chuvoso e água morna.


É explicativo quando qualidade essencial ou inerente substantivo. Ex. Inverno frio, pedra
dura e fogo quente.

3.5.2 - FORMAÇÃO DO ADJETIVO

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O adjetivo, quanto à formação, pode ser: primitivo, derivado, simples e composto.


Primitivo: é aquele de que se formam os derivados.
Assim, do primitivo fino forma-se finório; de grande, grandioso, de novo, novato.
Simples: quando constituído de uma só palavra: azul, brasileiro, francês, claro, escuro.

Composto: quando constituído de duas ou mais palavras:


azul-claro, luso-brasileiro, franco-belga, claro-escuro, franco-ítalo-brasileiro.

3.5.3 - GRAU DO ADJETIVO:

Dois são os graus do adjetivo: comparativo e superlativo

a) COMPARATIVO
O comparativo exprime a qualidade de um ser em comparação com a de outro ser.
O comparativo pode ser de igualdade de superioridade ou de inferioridade.
Para formar-se o comparativo de igualdade antepõe-se ao adjetivo na forma o advérbio
tão, pospondo-lhe as conjunções quanto ou como: Mário é tão trabalhador como (ou
quanto) Pedro.

b) SUPERLATIVO
Grau superlativo é o que eleva ao máximo ou reduz ao mínimo a qualidade dos seres.
Superlativo relativo é o que exprime a qualidade exagerada para mais ou para menos,
mas em comparação com a totalidade dos seres que tenham a mesma qualidade.
Forma-se o superlativo relativo com anteposição do artigo definido à forma dos
comparativos.
O superlativo absoluto admite duas formas:
1) Sintética – quando é expressa por uma só palavra: altíssimo Analítica – quando é
expressa por mais de uma palavra:
muito alto

3.5.4 - LOCUÇÃO ADJETIVA

Locução Adjetiva é a reunião de duas ou mais palavras que equivale a um adjetivo,


como: menino leva e traz; rapaz cara de gato.

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3.6 – NUMERAL

Numeral é a palavra que exprime ideia de número.

3.6.1 - CLASSIFICAÇÃO DO NUMERAL


Classifica-se em: cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário.
Os cardinais exprimem os números básicos: um, dois, três etc.
Os ordinais dão ideia de ordem em série: primeiro, segundo, terceiro etc.
Os multiplicativos dão ideia de número multiplicado:
duplo, triplo, quádruplo etc.
Os fracionários dão ideia de número dividido: meio, um terço, um quarto etc.

3.6.2 - FLEXÃO NUMERAL

Os numerais cardinais (um, dois,) e as centenas a partir de duzentos variam em gênero,


isto é, têm forma masculina e feminina: um, uma, dois, duas, duzentos, duzentas,
trezentos, trezentas, etc.
São variáveis em número os cardinais, milhão, bilhão e trilhão, etc.
Os ordinais variam em gênero e número: primeiro, primeira, primeiros, primeiras, etc.

3.6.3 - EMPREGO DE NUMERAIS

Cento, em composição numérica de cem a duzentos, funciona como substantivo e é


invariável:
Cento e vinte e cinco Cento e noventa e nove
Empregamos porem, o ordinal, quando nos referimos ao primeiro dia. Primeiro de
dezembro.

3.7 – PRONOME

3.7.1 - CLASSIFICAÇÃO DO PRONOME


Há seis espécies de pronomes; pessoais (reto, oblíquo e de tratamento), possessivos,
demonstrativo, indefinidos, interrogativos e relativos.

a) PRONOME PESSOAL
Pronomes pessoais são os que designam as pessoas gramaticais.

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São três as pessoas gramaticais:


1a é que fala: eu, nós.
2a é com quem se fala: tu, vós.
3a é de quem se fala: ele, eles.
Os pronomes de tratamento Você, Vossa Excelência (V. Exª), Vossa Senhoria (V. S.ª),
Vossa Majestade (V. M.), etc.

b) PRONOME POSSESSIVO
Os pronomes possessivos indicam a pessoa gramatical a que as coisas pertencem.

Assim, os possessivos relativos à 1ª pessoa são: meu, minha, meus, minhas, nosso,
nossa, nossos, nossas.
Os relativos à 2ª pessoa são: teu, tua, teus, tuas.
Os relativos à 3ª pessoa são: seu, sua, seus, suas.

c) PRONOME DEMONSTRATIVO OU DÊITICO


Os pronomes demonstrativos são os que indicam o lugar em que uma pessoa ou coisa se
encontra.
Assim, este, esta, isto, referem-se ao que está perto da pessoa com quem se fala;
aquele, aquela, aquilo, referem-se ao que está afastado de quem fala e de quem ouve.
d) PRONOME INDEFINIDO
Os pronomes Indefinidos são os que se referem à pessoa ou coisas, de modo vago ou
impreciso; algum, alguém, nenhum, ninguém, todo, tudo, outro, outrem, muito, nada,
pouco, cada, certo, vários, qualquer, fulano, sicrano, beltrano.

e) PRONOME INTERROGATIVO
Os pronomes interrogativos são os indefinidos que, quem, qual, quanto, seguidos de
interrogação; que fizeste? Quem me procurou? Qual o teu nome? Quanto tens?

f) PRONOME RELATIVO.
Pronomes Relativos são os que se referem aos termos anteriores; quem, que, o qual,
cujo.
“O livro que me deste é bom.”
“Amigo a quem muito prezo.”

3.8 - LOCUÇÃO PRONOMINAL

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Locução pronominal é o conjunto de palavras que equivale a um pronome: cada um,


cada qual, qualquer que, quem quer que, todo aquele que, seja quem for, seja qual for,
comigo, contigo, etc.
Na frase: Este livro é meu e o outro é teu – vemos que o demonstrativo este é pronome
adjetivo, junto do substantivo livro, a quem se refere; ao passo que meu outro e teu, são
pronomes adjetivos, mas com o mesmo substantivo subentendido.

3.9 - VERBO

Verbo é a palavra que exprime ação, estado, fato, ou fenômeno, flexionando-se em


tempo, modo, voz, numero e pessoa.

Exemplos:
“O jardineiro cortou as árvores” (ação; voz ativa)
“As arvores foram cortadas pelo jardineiro” (ação; voz passiva)
“O menino está doente” (estado transitório)
“O menino é doente” (estado Permanente)
“O aluno recebeu prêmios” (fato)

3.10 - ADVÉRBIO

É uma palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo Assim, os possessivos


relativos à 1ª pessoa são: meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas.
Os relativos à 2ª pessoa são: teu, tua, teus, tuas.
Os relativos à 3ª pessoa são: seu, sua, seus, suas.

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CAPÍTULO 04

TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DO TEXTO

4.1- Texto Dissertativo – é aquele que se caracteriza pela exposição de um fato, sendo
que o autor comenta, defende sua opinião, apresenta argumentos e leva o leitor a refletir
sobre determinada situação e ideia. A linguagem deve ser formal, com estrutura bem
definida (introdução, desenvolvimento, conclusão) e escrita respeitando a norma culta.
Não se admite gírias em dissertações, tampouco informações irreais. É um texto sério e
informativo.

4.2- Texto Denotativo - As palavras são empregadas em sua significação literal. A


denotação é encontrada em textos de natureza informativa.

Um texto deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão.

a) A introdução traz a ideia principal,

b) O desenvolvimento deve explicar a ideia principal, apresentar argumentos ou


explicações ou ainda dados comprovados para convencer o leitor de algo.

c) A conclusão deve fechar o assunto, apresentando uma solução ou concluindo que é


impossível solucionar o problema.

4.3 - As qualidades de um texto

a) CONCISÃO - Um texto conciso é um texto direto, objetivo.

b) CORREÇÃO - A linguagem utilizada deve estar de acordo com a norma culta e, para

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isso, é indispensável ter um conhecimento básico de ortografia e um bom dicionário em


mãos.

c) CLAREZA - Um bom texto deve ser claro, o leitor deve entender o que o autor quis
dizer. Por isso, expresse suas ideias de forma que possam ser rapidamente
compreendidas pelo leitor.

d) ELEGÂNCIA - consiste numa leitura de texto agradável. É obtida quando existe além
do conteúdo, correção, clareza e concisão. Lembre-se de que a elegância deve começar
pela própria apresentação do texto.

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REFERÊNCIAS

http://www.blogodorium.com.br/aprenda-a-elaborar-atas-de-reunioes-veja-modelos/.
Acesso: 06.02.13, às 20:30

http://www.mundovestibular.com.br/articles/344/1/A-IMPORTANCIA-DA-
COMUNICACAO-ESCRITA/Paacutegina1.html. Acesso: 06.02.13, às 18:00 h

http://professordiegolucas.blogspot.com.br/2009/09/tecnicas-para-elaboracao-do-
texto.html. Acesso: 06.02.13, às 18:50 h

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