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deles à exposição solar. Conheça os fototipos e suas características na tabela


4.

Tabela 4: Fototipos

No início da micropigmentação tínhamos que identificar qual a melanina


da cliente, se ela é quente ou fria e então escolher o pigmento baseando nisso
para amornar o pigmento.

Por exemplo: se a melanina da cliente é fria, ou seja um foto tipo IV, por
exemplo, teríamos que aplicar um pigmento o contrário da melanina dela, ou
seja, um pigmento quente. E se a melanina for quente, aplicar um pigmento frio.

O problema de identificar a melanina da cliente é que não há interação


química entre o melanócito/melanina e o pigmento, a partícula do pigmento não
consegue ser incorporada pelos melanócitos. Não temos comprovação de que a
partícula de pigmento entra no melanócito e faz uma reação química que altera
a temperatura do pigmento.

Outro motivo de não funcionar é porque existem inúmeros fatores que


podem alterar essa definição como: descendência dessa pessoa, qual a origem
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familiar e toda corrente genealógica sem contar que em nosso país temos uma
imensa mistura de raças que faz com que não consigamos identificar
corretamente o fototipo. Além disso deve-se considerar a alimentação, se pratica
esportes, se é fumante, se existe problemas hormonais e se toma alguma
medicação.

Como descobrir se um pigmento é frio ou quente

O primeiro passo é conhecermos as cores e descobrir se o pigmento é


quente ou frio. A melanina você não precisa saber se é fria ou quente, mas as
cores sim. Porque isso vai influenciar diretamente no resultado. E para começar
precisamos conhecer as cores que são produzidos os pigmentos. Também é
correto chamá-los de tinta. Afinal os pigmentos são usados para compor a tinta
usada no procedimento. Pigmento é a matéria prima, tinta é produto final.

Segundo a pigmentologia, são 4 as cores básicas que um fabricante utiliza


para compor um pigmento: branco, amarelo, preto e vermelho. O preto é uma
cor fria, o vermelho uma cor quente, o branco tem a função de deixar o pigmento
mais claro ou mais leitoso e o amarelo para definir a sua temperatura vai
depender da quantidade de preto e de vermelho.

Mas todos os pigmentos possuem essa mistura de quatro cores? Sim, o


fabricante usa essas quatro cores em proporções diferentes podendo resultar
em diversas possibilidade de castanhos, desde os mais claros até os mais
escuros.

As misturas dessas cores em pares geram uma terceira cor:


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E a soma de 3 delas geram uma quarta cor:

Agora que conhecemos as cores que misturadas formam os pigmentos


que usamos na micropigmentação, precisamos descobrir se este pigmento é frio
ou quente. Lembre-se que o preto em maior quantidade torna a cor formada fria.
O vermelho torna ela quente. E o amarelo? O amarelo é a única cor dessas
quatro cores, que será frio ou quente dependendo da quantidade de preto e
vermelho.

Primeiro exemplo: se o amarelo está com o preto, significa que é frio,


porque temos uma maior quantidade de preto do que de vermelho, e o preto é
uma cor fria, logo o amarelo se torna frio nessa composição.

Segundo exemplo: se o amarelo está com o vermelho, significa que é


quente, porque temos uma maior quantidade de vermelho do que de preto. E o
vermelho é uma cor quente, logo o amarelo se torna quente nessa composição.
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O branco é uma cor que torna a cor leitosa e mais clara.

6.1. Exercício prático de pigmentologia.

É importante identificar qual a base dominante dos pigmentos. Assim


saberemos se o pigmento é quente ou frio.

Em uma folha de papel pingue uma gota e espalhe com um cotonete


úmido. Quando abrimos o pigmento desmembramos as cores que formam o
pigmento e percebemos nesse exercício qual a cor dominante de cada pimento.
Independente da marca que você utiliza, esse exercício serve para TODAS as
marcas de pigmentos. Assim você não ficará refém de marcas porque você já
tem receitas prontas para utilizar os pigmentos. Aprendendo esse exercício você
fica livre para usar a marca que você quiser. RECOMENDO FORTEMENTE QUE
VOCÊ FAÇA ESSSE EXERCÍCIO PARA APRENDER SOBRE
COSMETOLOGIA.

Sempre que trocar de marca faça esse exercício, você precisa conhecer
a base principal de cada pigmento e precisa conhecer o pigmento que você usa.

 Estrela de Oswald

Na micropigmentação os fabricantes não seguem os parâmetros da


estrela, pois a estrela de Oswald define como cores secundárias algumas cores
que na verdade são primárias na matéria prima utilizada para produzir
pigmentos. (Explicação em vídeo aula).

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 Quais as características de um bom pigmento?

Estabilidade: apresentar uma grande estabilidade durante o armazenamento;

Facilidade de aplicação: deve espalhar com bastante facilidade, deixando uma


película uniforme.

Rendimento e cobertura: a tinta deve cobrir completamente uma superfície


com o menor número de passadas.

Durabilidade e resistência: isso se mede pelo tempo que esta resiste sobre a
ação do sol, agentes químicos e/ou poluentes, ou seja, dos agentes agressivos
quando em contato com ela.

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7- CICATRIZAÇÃO

Falando de cicatrização a quimiotaxia é o processo mais importante que


acontece na micropigmentação. No momento que é inserido o pigmento, a pele
começa a trabalhar num processo inflamatório. O sistema imunológico é ativado
e vários tipos de células são chamadas para proteger a pele deste corpo
estranho (pigmento) e começam as fases da cicatrização.

O processo de cicatrização é dividido em fases para melhor entendimento,


porém, as fases podem acontecer simultaneamente.

Fase inflamatória: se inicia imediatamente após a lesão.

Fase proliferativa: por volta do quarto dia após a lesão e pode se estender até
o término da segunda semana. Esta fase é constituída de quatro etapas
fundamentais: epitelização, angiogênise, formação de tecido de granulação e
formação de colágeno. A resposta da epitelização vai depender da intensidade
da lesão pois se as células da camada basal estiverem intactas elas somente
aceleram a divisão celular, podendo ser normal a descamação da pele após a
micropigmentação.

Fase de maturação ou remodelagem: o colágeno que vinha sendo formado de


maneira desorganizada começa a ser mais organizado recuperando as
características iniciais do tecido lesionado.

Naturalmente nos sete primeiros dias, todo pigmento em excesso, aquele


que não foi fagocitado, se desprenderá em forma de crosta (conjunto de células
inflamatórias, hemácias, plasma e fibrina misturados com resíduos epiteliais
sobre a superfície epidérmica).

Levando a um clareamento de 50% da pigmentação, muitas vezes


ocorrendo falhas e a necessidade de uma avaliação a partir de 30 dias após a
primeira aplicação.

Obs.: o pigmento pode clarear, mas nunca mudar a cor.

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É normal na região ter dor, rubor e inchaço. Quanto mais passar a agulha
neste local e machucar a pele pior vai ficar o estado. Mais inchada, dolorida e
com vermelhidão. E o processo inflamatório será mais intenso.

Sabe aquela “aguinha” que sai, conhecido como plasma ou linfa? O nome
verdadeiro dele é de exsudato serosanguinolento composto de: líquido
intersticial e juntamente com este líquido estão as células de defesa (os
neutrófilos) que morreram ao tentar fagocitar (ingerir) o pigmento. Como os
neutrófilos não conseguem quebrar completamente o pigmento, são chamados
os macrófagos e linfócitos para ajudar neste processo de defesa do organismo.

Uma célula do sistema imunológico não consegue envolver totalmente


uma partícula de um pigmento, uma vez que a partícula é muito maior que as
células de defesa do sistema imunológico. O sistema imunológico vai tentar
fagocitar uma pequena parte do pigmento.

Dica* não é para sair sangue enquanto faz o procedimento, mas pode sair essa
“aguinha rosada”. Aqui entra a técnica de alta precisão, onde você implanta o
pigmento no local correto com o mínimo de passadas possíveis. A inflamação
que vai acontecer lá no início no momento que você está fazendo o procedimento
é que vai definir a durabilidade daquele pigmento a médio e longo prazo, é o que
define a visualização do pigmento do lado de fora, no tempo que tem que durar
este procedimento. O corpo do ser humano é uma estrutura química e partir do
momento que foi implantado o pigmento, não é possível mais ter o controle do
que realmente aquilo pode acontecer.

O que fazer para o procedimento durar mais tempo com uma


qualidade melhor?

Provocar o mínimo possível de inflamação.

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7.1. Fatores que podem afetar a cicatrização

Fatores técnicos:
1. Equipamentos: um dermógrafo com precisão faz com que o pigmento
seja depositado sempre na mesma profundidade.
2. Agulhas: devem ser novas e devemos sempre analisar se a ponta dela
não está defeituosa. ATENÇÃO!!!! AGULHA NUNCA DE DEVEM SER
REUTILIZADAS NEM MESMO NA MESMA CLIENTE.
3. Pigmentos: devemos escolher pigmentos que tenham tecnologia em sua
produção. Um pigmento é formado de um pó e esse pó possui grânulos,
esses grânulos são partículas muito pequenas e equilibradas, não podem
ser menores que seis micras e nem superior a dez micras.
4. Anestésicos: devem ser tópicos e com pH equilibrado em 7,4, pois
podem alterar as características da pele e do pigmento.
5. Peso da mão: as mãos devem ter o peso correto, devemos aprender a
dosar o peso de nossas mãos para não causar traumas e sangramentos
excessivos. Mãos muito leves também prejudicam a implantação correta
dos pigmentos.
6. Velocidade de trabalho: ajustar a velocidade correta da máquina. Cada
dermógrafo pede um ajuste e velocidades particulares e o fabricante deve
oferecer um manual detalhado para usar o equipamento. As mãos devem
trabalhar sempre devagar para dar tempo da agulha realizar seu ciclo de
implantação na pele.

Fatores Sistêmicos:

1. Fatores locais: Baixa circulação sanguínea (isquemia) dificultando a


nutrição do tecido e a migração das células de cicatrização. Infecção ou
algum corpo estranho que tenha entrado na ferida. Por isso é importante
um bom processo de antissepsia antes do início do procedimento e
também no final.
2. Fatores sistêmicos: Diabetes mellitus – o diabético pode realizar o
procedimento de micropigmentação, mas o ideal é que estejam com a
taxa de glicose sanguínea controlada, caso contrário poderemos nos

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deparar com problemas não só de cicatrização, mas de fixação do


pigmento e inserção do mesmo.
3. Deficiência vitamínica e desnutrição
4. Hipotireoidismo, insuficiência hepática, renal e respiratória: essas
patologias deixam o sistema imune do paciente debilitado, podendo
prolongar o tempo de cicatrização e fixação do pigmento.
5. Alterações da coagulação ou uso de Ácido Acetil Salicílico (AAS):
problemas que podem atrapalhar a cicatrização deixando-a mais
prolongada e interferir na fixação do pigmento.
6. Idade: o profissional deve observar se a pele tem condições de saúde
para receber a micropigmentação e peles maduras devemos sempre
prolongar o prazo para o retoque.
7. Trauma grave ou queimaduras: o profissional deve avaliar
cuidadosamente o local pois a cicatrização está de forma irregular,
podendo fazer com que a fixação do pigmento também fique de forma
irregular gerando áreas de tons diferentes.
8. Tabagismo: os fumantes possuem uma grande carga de radicais livres
circulantes que atrapalham processo de cicatrização e fixação do
pigmento.
9. Consumo de álcool: vilão no processo de cicatrização deixando-o mais
lento. Ingerir bebida alcoólica no dia anterior ao procedimento diminui a
capacidade de regeneração da pele nos dias posteriores.
10. Radioterapia, medicamentos imunossupressores e corticoides são
medicamentos que debilitam o organismo da pessoa inclusive o processo
cicatricial.

A micropigmentação tem como principal característica o efeito natural e


opaco causado na imagem da pigmentação. Este efeito é essencial para os
seus objetivos, que são realce dos traços naturais, correção e
embelezamento estético. Este efeito é explicado pelo nível de introdução do
pigmento. A permanência do pigmento na pele está ligada a um processo de
cicatrização eficaz, isto é, livre de irritação, infecção e perda mínima de
tecido.

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8- CUIDADOS E CONTRA INDICAÇÕES NA MICROPIGMENTAÇÃO

Alguns tópicos abaixo são contraindicações totais, outras contraindicações


momentâneas e outras apenas temos que tomar um cuidado maior.

 Depressão avançada;
 Glaucoma;
 Gravidez e Lactantes;
 Ácidos cosméticos;
 Alergias a cosméticos ou corantes
 Epilepsia, hepatite, HIV, hemofilia;
 Aspirina;
 Período Menstrual
 Diabetes
 Hipertensão
 Queloide
 Câncer
 Cirurgias
 Acne nas sobrancelhas
 Verrugas e pintas
 Botox

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