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joaopjteixeira@gmail.

com
Síndrome da Veia Cava Superior
Síndrome de Compressão Medular
Derrame/Tamponamento Pericárdico
Obstrução Intestinal
Obstrução Urinária
Estruturais/ Obstrução Biliar Maligna
Obstrutivas Hipertensão Intracraniana
Convulsões
Carcinomatose Meníngea
Leucostase Pulmonar e Intracerebral
Hemoptises
Obstrução da Via Aérea

EMERGÊNCIAS
Hipercalcemia
Metabólicas/ Síndrome de Secreção Inapropriada de ADH

ONCOLÓGICAS Hormonais Acidose Lática


Hipoglicemia
Insuficiência suprarrenal

Síndrome de Lise Tumoral


Neutropenia e Infeção
Relacionadas
Enterocolite Neutropénica
Cistite Hemorrágica
com o tratamento Reações a Infusão de Anticorpos Humanizados
Reações de Hipersensibilidade a Fármacos
Infiltrados Pulmonares
Síndrome Hemolítico-Urémico
Estruturais/Obstrutivas
Síndrome da Veia Cava Superior

Clínica de obstrução da Veia Cava Superior (VCS) com redução


importante do retorno venoso proveniente da cabeça, pescoço
e membros superiores à aurícula direita.

Etiologia
• Compressão intraluminal: trombose (dispositivos iv), infiltração tumoral…
• Compressão extrínseca: cancro pulmão (principal causa maligna – 80%),
linfoma NH, cancros metastáticos (+ cél. germinativas)…
Diagnóstico é essencialmente CLÍNICO!
Clínica e Imagiologia
Edema, dilatação venosa e cianose dos membros superiores, cabeça e pescoço. Também dispneia e tosse.
Rx tórax com alargamento do mediastino superior à direita sendo a TC com contraste (ou a RM) o exame de eleição.

Tratamento

RT (Ca pulmão N Peq. Cél.), Quimio (Ca pulmão de Peq. Cél.) e stent (se doença grave na apresentação ou recidiva).
Estruturais/Obstrutivas
Síndrome de Compressão Medular

A Síndrome de Compressão Medular (SCM) maligna é definida como compressão


da medula espinhal e/ou cauda equina por uma massa tumoral extradural.

Etiologia

Cancro do pulmão, próstata e mama. A coluna torácica é o segmento mais afetado.

Clínica e Imagiologia

Doente oncológico com dor lombar deve ser avaliado para possível SCM.
Alterações no exame neurológico obrigam à administração imediata de Dexametasona iv seguida de RM da coluna.
SCM por Cancro primário oculto deve ser investigado com Rx tórax, TC abdominal, PSA (homem) e mamografia (mulher).

Tratamento

Corticoide iv, RT (+/- estereotáxica) e cirurgia de estabilização se presença de instabilidade mecânica.


Ca do pulmão é uma causa frequente! Classificadas como
Estruturais/Obstrutivas Hemoptises
massivas se >200-600mL/24h de sangue ou se risco de vida.
Colocar em decúbito lateral com o lado da hemorragia para
BAIXO. Se HD estável fazer Angio-TC. Angiografia com
embolização é o Tx de primeira linha (segundo Harrison).

No doente oncológico é freq/ causada por recidiva local ou invasão do tumor (sobretudo Ca
Obstrução intestinal colorretal e ovário) mas também por causas benignas como bridas ou ileus paralítico.
TC: útil no Dxdf. A abordagem inicial deve incluir avaliação pela equipa de Cirurgia Geral.

RM é superior à TC na avaliação de metástases cerebrais e HIC.


Hipertensão Clínica: cefaleias (+++ matinais, agravam com a Valsalva, associadas a náuseas e vómitos…),
Intracraniana alterações neurológicas progressivas, papiledema, convulsões…
Dexametasona é o melhor Tx inicial para TODOS os doentes sintomáticos.

Carcinomatose Sinais e sintomas neurológicos multifocais. Prognóstico desfavorável (10-12S).


Meníngea PL com citologia é diagnóstica e deve ser repetida se 1ª citologia negativa mas clínica sugestiva.

Doença metastática para o SNC é a causa mais comum (+++ focais +/- com generalização 2ª).
Convulsões
Profilaxia NÃO está recomendada! Tratar com Levetiracetam (+++) ou Topiramato.

Leucostase Pulmonar e Associada sobretudo a tumores hematológicos (+++ LMA).


Intracerebral Clínica neurológica e respiratória. Tx: hidroxiureia se assx e leucoferese se sintomático.
Metabólicas/Hormonais HIPERCALCEMIA MALIGNA HIPERPARATIROIDISMO 1º
Hipercalcemia ▪ PTH ↓ ▪ PTH ↑
▪ Neoplasia conhecida ▪ Acidose Metabólica (↑Cl-)
Aumento dos níveis séricos de cálcio no contexto de ▪ Níveis ↑↑↑ Ca2+
doença maligna. Freq/ surge como hipercalcemia ▪ Inicio recente de hiperCa2+
severa [Ca2+] > 14mg/dL associada a carcinomas ▪ Alcalose Metabólica
escamosos (+++ cabeça e pescoço, esófago e pulmão).
Hipercalciuria
↑ PTHrp Ø PTHrp
Hipofosfatemia
Etiologia
• Produção ectópica de PTHrP (o mecanismo mais comum): +++ Ca escamosos
• Aumento da 1,25-vitD: linfomas (tmb surge nas doenças granulomatosas!)
• Produção de citocinas inflamatórias e osteolíticas: menos relevante…

Clínica A síndrome paraneoplásica


Maioria surge como achado incidental laboratorial. mais comum!
Se sintomas: “Stones, Bones, Groans, Moans and Thrones”
Tratamento
Imediato: soro isotónico [NaCl 0,9%] + calcitonina (atua em 6h) + bifosfonato (efeito ao fim de 2d).
Diuréticos de ansa (furosemida) apenas se fluid overload (+ICC). +/- Corticoides se linfoma. Diálise se [Ca2+] > 18 mg/dL.
Metabólicas/Hormonais
Síndr. da Secreção Inapropriada de ADH

Corresponde a um aumento da secreção de ADH inapropriada para os níveis


séricos de Na+. É a causa mais comum de hipoNa+ no doente oncológico.

As características diagnósticas da produção


Etiologia
D ectópica de vasopressina são
Produção ectópica de ADH por tumores com características as mesmas de outras causas de SIADH!
neuroendócrinas (+++ Ca pulmão de Peq. Células e carcinoides)
HipoNa+ + Hiposmolaridade sérica +
Clínica Osmolaridade urinária N/↑ (>100 mosm/Kg)

Maioria surge como achado incidental laboratorial.


Se sintomas: +++ clínica neurológica, fraqueza, letargia, náuseas, alteração do estado de consciência…

Tratamento
O pilar do tratamento é a restrição hídrica.
Deve corrigir-se gradualmente a hiponatremia (máximo 10-12 mEq/dia) para prevenir a mielinólise pôntica central.
Relacionadas com o tratamento

Síndrome de Lise Tumoral Neutropenia e Infeção

Surge 1-5 dias após quimioterapia sobretudo em Contagem absoluta de neutrófilos <500/μL
tumores com elevadas taxas proliferativas (Burkitt,
outros linfomas e leucemias). Raram/ tumores sólidos. Tx deve ser iniciado imediatamente após hemoculturas
com AB largo espetro (Ceftazidima ou Cefepima) que
Prevenção com hidratação iv agressiva + deve ser mantido até resolução da neutropenia.
alopurinol/rasburicase (se alto risco).

-- DIAGNÓSTICO --
HIPERuricemia
HIPERcaliemia
HIPERfosfatemia
HIPOcalcemia

LESÃO RENAL AGUDA


Ocorre frequentemente!
joaopjteixeira@gmail.com
NPO é uma neoplasia comprovada por biópsia,
na qual a localização anatómica do tumor primário não foi
determinada, apesar de uma investigação detalhada.
Os cancros (= neoplasias malignas) podem dividir-se em:
carcinoma, linfoma, leucemia, mieloma, sarcoma e melanoma.

Por definição, NPO corresponde a CARCINOMA!

A comunicação com o Anatomopatologista é essencial!

1. Avaliação por microscopia óptica


2. Imunohistoquímica

Esta avaliação permite confirmar que se trata de NPO e excluir NÃO- A biópsia deve ser preferencialmente obtida por
agulha grossa ou incisional/excisional!
carcinomas potencialmente tratáveis (linfoma, sarcoma, melanoma…).
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Marcadores Tumorais

Maioria tem baixa especificidade (exceções: PSA e Tiroglobulina).

Clínica

Sintomas +++ inespecíficos e relacionados com a localização das metástases.

TC TAP com contraste


Gold standard na pesquisa do tumor primário

PET não está indicada por rotina!


(exceções: considerar na adenopatia cervical e metástase única)

Adenopatias axilares de Mamografia Se negativas,


Provável Carcinoma Mama
adenocarcinoma + Ecografia RM mamária

Metástases osteoblásticas de
Provável Carcinoma Próstata Avaliar PSA
adenocarcinoma

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