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ANAFAS

ANÁLISE DE FALTAS
VERSÃO 7.4 – MAR / 21
MANUAL DO USUÁRIO
ANAFAS
PROGRAMA DE ANÁLISE DE FALTAS SIMULTÂNEAS
VERSÃO 7.4 – MAR / 21

MANUAL DO USUÁRIO
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

PREFÁCIO
O ANAFAS é uma ferramenta interativa e amigável para análise de faltas em
sistemas elétricos de qualquer porte, permitindo a modelagem fiel do sistema
(carregamento pré-falta, proteção MOV e disparo de gap de capacitores série,
eólicos full-converter e fotovoltaicas modelados por fontes de corrente
controlável, mútuas entre trechos de linha etc.) e a simulação de diversos tipos
de defeito, que podem ser compostos para definição de faltas simultâneas.
Além disto, oferece outras funções auxiliares como: cálculo de equivalentes de
curto-circuito, análise de superação de disjuntores, pontos de monitoração,
diversos tipos de relatórios de dados, geração de arquivos de alteração por
comparação de configurações, evolução de nível de curto-circuito e escolha
interativa das remoções mais efetivas para a redução do nível de curto em uma
barra. Pode também ser processado de forma “batch”, através de um arquivo
de comandos (ver o Manual de Processamento “Batch”).
O ANAFAS é flexível, permitindo a execução de estudos individuais, onde o
usuário define cada caso; e de estudos macro, onde os casos são gerados
automaticamente pelo ANAFAS; ambos com solução orientada a ponto-de-
falta, cujo relatório de resultados apresenta as tensões e correntes de falta e
de contribuição; e solução orientada a ponto-de-monitoração, cujo relatório de
resultados apresenta o valor de grandezas definidas pelo usuário (combinação
linear de medições).
O ANAFAS tem baixo custo de instalação, ou seja, tem poucos requisitos de
“hardware” e “software”.
O desenvolvimento do ANAFAS é patrocinado pela ELETROBRAS e suas
concessionárias, que contribuem decisivamente na gestão e execução desse
projeto.
Esperamos continuar contando com a colaboração e crítica de todos os
usuários para poder melhorar sempre o nosso produto e nos colocamos à
disposição para o esclarecimento de eventuais dúvidas com relação à
utilização do ANAFAS.

CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica


Sergio Porto Roméro: tel.: (21) 2598-6409; e-mail: anafas@cepel.br
Juan Ignácio Rossi: tel.: (21) 2598-6445

www.anafas.cepel.br

Av. Horacio Macedo, 354 - Cid.Universitária


21941-911 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2598-6235
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

ÍNDICE
ITEM PAG.
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1
1.1 NOVIDADES EM RELAÇÃO À VERSÃO 7.2.7 ............................................... 2
1.2 ALGORITMO DE SOLUÇÃO ........................................................................ 3
1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 4
2. MODELAGEM DO SISTEMA ELÉTRICO .............................................................. 5
2.1 DEFASAMENTO EM TRAFOS DELTA-ESTRELA ............................................ 6
2.2 CARREGAMENTO PRÉ-FALTA ................................................................... 7
2.3 UTILITÁRIO ANAANA ............................................................................. 9
2.4 CAPACIDADE .......................................................................................... 9
2.5 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA ........................................................... 10
2.6 RELATÓRIOS DE DADOS DO SISTEMA ..................................................... 11
2.7 ACOPLAMENTO MÚTUO ENTRE TRECHOS DE LINHA ................................. 21
2.8 GERADORES EÓLICOS .......................................................................... 22
2.8.1 GERADORES EÓLICOS DE INDUÇÃO................................................. 22
2.8.2 GERADORES EÓLICOS DE INDUÇÃO COM DUPLA ALIMENTAÇÃO ......... 23
2.8.3 GERADORES EÓLICOS SÍNCRONOS COM CONVERSOR ...................... 23
2.9 PROTEÇÕES MOV DE CAPACITORES SÉRIE ............................................. 32
3. MODELAGEM DAS FALTAS ............................................................................ 34
3.1 CURTO-CIRCUITO “SHUNT” .................................................................... 34
3.2 CURTO-CIRCUITO SÉRIE ........................................................................ 35
3.3 ABERTURAS ......................................................................................... 36
3.4 REMOÇÃO ............................................................................................ 37
3.5 BARRAS FICTÍCIAS ................................................................................ 38
4. MODOS DE ESTUDO ..................................................................................... 39
4.1 ESTUDO INDIVIDUAL .............................................................................. 39
4.2 ESTUDOS MACRO ................................................................................. 39
4.2.1 CONJUNTO DE FALTAS ................................................................... 40
4.2.2 CONJUNTO DE PONTOS-DE-FALTA .................................................. 40
4.2.3 CONTINGÊNCIAS ............................................................................ 41
4.3 ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE DISJUNTORES ............................................. 41
4.3.1 DADOS PARA O ESTUDO ................................................................. 42
4.3.2 CONJUNTO DE BARRAS A SER ANALISADO ........................................ 43
4.3.3 EXECUÇÃO DO ESTUDO ................................................................. 44

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4.3.4 OPÇÕES DO ESTUDO ..................................................................... 51


4.4 EQUIVALENTES PARA CURTO-CIRCUITO.................................................. 52
4.4.1 EQUIVALENTE COM ERRO PRÉ-DEFINIDO E MINIMIZAÇÃO DE LIGAÇÕES
CRIADAS 55
4.4.2 RELATÓRIO DE IMPEDÂNCIAS DA BARRA DE INTERESSE .................... 67
4.5 COMPARAÇÃO DE CONFIGURAÇÕES ....................................................... 72
4.6 EVOLUÇÃO DE NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO ............................................. 72
4.7 IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE ENTRE 2 BARRAS ........................................ 73
4.8 GERADOR AUTOMÁTICO DE ARQUIVO DE ALTERAÇÃO .............................. 74
4.9 REDUÇÃO DO NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO .............................................. 75
4.10 FERRAMENTA PARA SECCIONAMENTO DE LINHAS .................................... 79
4.11 ARQUIVOS COMTRADE PARA TESTES DE RELÉS .................................. 86
5. MODOS DE SOLUÇÃO ................................................................................... 96
5.1 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO DE FALTA .............................................. 96
5.1.1 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-FALTA ................ 96
5.2 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO............................... 101
5.2.1 RELATÓRIO DE DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO................. 104
5.2.2 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO . 105
6. VERSÃO GRÁFICA - INTERFACE E NAVEGAÇÃO ............................................ 106
6.1 MENU ARQUIVO .................................................................................. 106
6.2 MENU EXIBIR ..................................................................................... 107
6.3 MENU DADOS ..................................................................................... 112
6.4 MENU ANÁLISE ................................................................................... 113
6.5 MENU FERRAMENTAS ......................................................................... 115
6.6 MENU AJUDA ..................................................................................... 119
6.7 BARRA DE FERRAMENTAS ................................................................... 119
6.8 APLICAR CURTO-CIRCUITO POR ATALHO .............................................. 124
7. VERSÃO TEXTO - INTERFACE E NAVEGAÇÃO ................................................ 127
7.1 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE E FORMATAÇÃO DOS RELATÓRIOS ......... 127
7.2 ENTRADA / ESPECIFICAÇÃO DE DADOS INTERATIVA ............................... 128
7.2.1 ALTERAÇÃO DE DADOS DO SISTEMA ............................................. 129
7.2.2 RENUMERAÇÃO AUTOMÁTICA DE BARRAS....................................... 129
7.2.3 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE BARRAS .............................. 129
7.2.4 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE CIRCUITOS .......................... 131
7.3 ARQUIVOS DE ENTRADA E SAÍDA DE DADOS ......................................... 131
7.4 SELEÇÃO E CÓPIA DE TEXTOS ............................................................. 134
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7.5 TRATAMENTO DE ERROS E AVISOS ...................................................... 135

APÊNDICE

1. DADOS DO SISTEMA....................................................................................... 1
1.1 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA ............................................................. 1
1.1.1 TIPO DE MODELAGEM E FORMATO DO ARQUIVO ................................. 2
1.1.2 TÍTULO E COMENTÁRIOS .................................................................. 3
1.1.3 BASE DE POTÊNCIA ......................................................................... 3
1.1.4 DADOS DE BARRA ........................................................................... 4
1.1.5 DADOS DE CIRCUITO........................................................................ 8
1.1.6 DADOS DE IMPEDÂNCIA MÚTUA ...................................................... 22
1.1.7 DADOS DE PROTEÇÕES MOV......................................................... 25
1.1.8 DADOS DE SHUNTS DE LINHA ......................................................... 27
1.1.9 DADOS DE GERADOR EÓLICO SÍNCRONO ........................................ 30
1.1.10 DADOS DE ÁREA ........................................................................... 34
1.2 CASOS-EXEMPLO ................................................................................. 35
1.2.1 SISTEMA EM REPOUSO (EXEMPLO 1) ............................................... 35
1.2.2 SISTEMA CARREGADO (EXEMPLO 2) ................................................ 37
2. ARQUIVO DE ESPECIFICAÇÃO DE MACRO ....................................................... 39
3. CONJUNTOS DE BARRAS E CIRCUITOS .......................................................... 42
4. DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO ....................................................... 44
4.1 DADOS DE PONTO ................................................................................ 45
4.2 DADOS DE GRANDEZA........................................................................... 45
4.3 DADOS DE FATOR ................................................................................. 47

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1. INTRODUÇÃO
O ANAFAS é um programa para solução de faltas de diversos tipos e
composições, em sistemas elétricos de grande porte. As suas principais
características funcionais são:
 facilidade e flexibilidade na definição dos casos, permitindo a modelagem de
faltas compostas (simultâneas), aplicadas sobre barras e/ou pontos
intermediários de linhas de transmissão; modelagem de diversos tipos de
defeito, incluindo curtos-circuitos “shunt” e série, com ou sem impedância; e
de aberturas (interrupção) de circuito;
 grande capacidade, permitindo a solução direta de curtos-circuitos em
sistemas elétricos de grande porte, aliada a alta eficiência computacional,
devido ao uso intensivo de técnicas de esparsidade (matrizes e vetores
esparsos), resultando em execução rápida, independentemente do porte do
sistema elétrico;
 permite modelagem fiel do sistema elétrico, com possibilidade de
representação do carregamento pré-falta (tensão pré-falta, cargas, “tap” dos
transformadores fora da posição nominal, capacitância das linhas),
defasamento de transformadores, mútuas entre trechos de linhas, proteção
MOV e disparo de gap de capacitores série, eólicos full-converter modelados
por fonte de corrente controlável etc;
 execução de estudos macro (conjunto de casos gerados automaticamente),
especificados pelo usuário;
 solução orientada a ponto-de-falta ou a ponto-de-monitoração, onde o
usuário define as grandezas a serem observadas a partir da combinação
linear de medições;
 outras funções auxiliares como: cálculo de equivalentes de curto-circuito,
estudo de superação de disjuntores, diversos tipos de relatórios de dados –
alguns com saída em formato .CSV, geração automática de arquivos de
alteração a partir da comparação entre duas configurações, evolução de
nível de curto-circuito e escolha interativa das remoções mais efetivas para
a redução do nível de curto em uma barra.
 possibilidade de processamento “batch” através de arquivo de comandos;
 possibilidade de conversão de arquivos de dados de fluxo de potência
através do utilitário ANAANA;
 baixos requisitos de “hardware” e “software”.

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1.1 NOVIDADES EM RELAÇÃO À VERSÃO 7.3

O programa ANAFAS, buscando atender cada vez melhor as necessidades


das empresas do Setor, procura sempre incorporar novas facilidades e
melhorias. A atual versão (7.4) apresenta as seguintes novidades em relação
à versão anterior (7.3):

 Armazenamento automático dos curtos individuais executados para


poderem ser repetidos de forma rápida, através de escolha em lista
ordenada situada na toolbar da janela principal da interface gráfica;

 Cálculo e exibição, no relatório texto orientado a ponto de falta, da corrente


em Amperes subindo pelo neutro de autotrafos de 3 enrolamentos com
ligação Yn nos terminais primário e secundário (novo campo no bloco
DBAR pra indicar que a barra midpoint pertence a um autotrafo);

 Novo esquema para injeção (apenas corrente reativa) dos geradores do


bloco DEOL, ao longo do processo iterativo de solução, em função da
tensão terminal de sequência positiva (novo campo no bloco DEOL pra
indicar se é para usar o novo esquema - disponível apenas para casos com
modelagem sem carregamento pré-falta por enquanto);

 Melhorias de ordem geral no programa.

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1.2 ALGORITMO DE SOLUÇÃO


A metodologia utilizada (ref.1,2,3) combina a representação em componentes
de seqüência para o sistema balanceado com a representação trifásica para a
parte desbalanceada do sistema (defeito). Esta combinação permite a
representação acurada de faltas assimétricas simultâneas e MOVs em um
algoritmo de solução geral, sem comprometimento da eficiência
computacional.
A rede elétrica é modelada por duas matrizes de admitâncias de barra
esparsas, uma assimétrica com estrutura simétrica para a seqüência positiva
(a de seqüência negativa é a transposta desta) e uma simétrica para a
seqüência zero.
O algoritmo geral de solução, para qualquer situação de falta, segue os
seguintes passos:
1. construção de equivalentes em coordenadas de seqüência referentes às
barras envolvidas na falta;
2. alterações balanceadas nos equivalentes (criação das barras fictícias
devido às aberturas e às faltas intermediárias);
3. construção de equivalente trifásico contendo somente as barras afetadas
pela falta (barras terminais de proteções MOV em condução – passo 8 –
são incluídas neste equivalente);
4. alteração do equivalente trifásico para representar as alterações
desbalanceadas referentes às faltas;
5. solução do sistema equivalente trifásico (caso haja MOVs em condução –
passo 8 – é feito um processo iterativo);
6. transformação novamente para os equivalentes em componentes de
seqüência, obtendo injeções correspondentes às correntes de curto;
7. obtenção, a partir das injeções de corrente, das tensões pós-falta em todas
as barras do sistema desejadas;
8. comparação das correntes nos capacitores série com proteção MOV com
seus níveis protetivos (retorna-se ao passo 3 caso haja MOVs em
condução).
Os equivalentes do passo 1 do algoritmo de solução são modelados por duas
matrizes cheias de dimensões reduzidas, uma assimétrica para a seqüência
positiva e uma simétrica para a seqüência zero.
Na construção dos equivalentes (passo 1 do algoritmo de solução) e para
obtenção das tensões pós-falta (passo 6 do algoritmo de solução), são
utilizadas técnicas de vetores esparsos (ref.4), que garantem a eficiência
computacional do algoritmo de solução.
Como conseqüência da utilização de equivalentes de dimensões reduzidas e
de técnicas de esparsidade, o tempo total gasto na simulação de uma falta é
quase independente do porte do sistema, dependendo basicamente do
número de barras em que se deseja calcular grandezas pós-falta.

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As transformações fase-seqüência e seqüência-fase que são feitas pelo


programa, seguem as seguintes expressões (ref.5):

Vabc = T V012

onde: Vabc - vetor de tensões ou correntes de fase (a, b, c);


V012 - vetor de tensões ou correntes de seqüência (0, 1, 2);

1 1 1
T  1 a 2 a a  1  120o = -0.5 + j 0.866
 
1 a a 2 

V012 = T-1 Vabc

onde:
1 1 1
1
T 1
 1 a a2 
3 
1 a 2 a 

1.3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


1. V.Brandwajn & W.F.Tinney - “Generalized Method of Fault Analysis”, IEEE Transactions on
Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-104, No. 6, pp. 1301-1306, Junho de 1985.
2. F.L.Alvarado, S.K.Mong & M.K.Enns - “A Fault Program with Macros, Monitors and Direct
Compensation in Mutual Groups”, IEEE Transactions on Power Apparatus and Systems,
Vol. PAS-104, No. 5, pp. 1109-1120, Maio de 1985.
3. M.A.El-Kady & G.L.Ford - “An Advanced Probabilistic Short-Circuit Program”, IEEE
Transactions on Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-102, No. 5, pp. 1240-1248, Maio
de 1983.
4. W.F.Tinney, V.Brandwajn & S.M.Chan - “Sparse Vector Methods”, IEEE Transactions on
Power Apparatus and Systems, Vol. PAS-104, No. 2, pp. 295-301, Fevereiro de 1985.
5. W.D.Stevenson Jr. - “Elementos de Análise de Sistemas de Potência” - Ed. McGraw-Hill do
Brasil - 1974.
6. S.P.Roméro & P.A.Machado - “ANAFAS - Programa de Análise de Faltas Simultâneas”,
IV STPC, Fortaleza, Maio de 1993.
7. D. L. Goldsworthy - “A Linearized Model for MOV-Protected Series Capacitors”, IEEE
Transactions on Power Systems, Vol. PWRS-2, No. 4, Novembro de 1987.
8. S.P.Roméro, J. Rossi & F. Hevelton - “Modelagem de Capacitor Série com Proteção MOV
em Programas Modernos de Simulação de Curtos-Circuitos”, IX SEPOPE, Rio de Janeiro,
Maio de 2004.
9. S.L.Varricchio, S.Gomes Jr., F.C.Véliz, I.F.Albuquerque & L.R.Araujo, “Método de Newton-
Raphson para Utilização de Dados de Fluxo de Potência na Modelagem de Linhas de
Transmissão para Estudos de Comportamento Harmônico de Sistemas de Potência”, Anais
do V SBQEE, Aracaju, Brasil, 2003, v.1, p.103–108.

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2. MODELAGEM DO SISTEMA ELÉTRICO


O sistema elétrico é modelado por redes de seqüência positiva e zero, através
de 6 grupos de dados:
 dados de barra: identificação, tensão-base* e pré-falta* (opcionais) etc.
 dados de circuito: identificação (no.barras terminais e no.circuito), tipo de
circuito*, resistência e reatância de seqüência positiva e zero (em %)*, tipos
de conexão etc.
 dados de mútua: identificação dos trechos de linha acoplados, resistência e
reatância de acoplamento (em %)*.
 dados de shunts de linha: identificação do circuito com shunts de linha,
potência reativa gerada por cada shunt etc.
 dados de MOVs: identificação do circuito protegido, corrente de proteção,
etc (o circuito protegido precisa ser um capacitor série).
 dados de geradores eólicos síncronos com conversor de freqüência:
identificação da barra, corrente máxima, tensão mínima, fator de potência de
curto etc.

*Notas:
 A especificação da tensão-base das barras, possibilita a expressão dos
resultados em unidades físicas (kV, A, etc.). O ANAFAS verifica a
consistência da tensão-base, ou seja, se cada conjunto de barras
interligadas possui a mesma tensão-base (ver apêndice 1.1.4).
 A especificação da tensão pré-falta permite a modelagem de ramos de
circuito “shunt” que não sejam “geradores”, bem como da capacitância das
linhas (“line charging”) e de transformadores com “tap” fora da posição
nominal (1:a).
 O ANAFAS permite a classificação dos ramos de circuito em 6 tipos:
 linha de transmissão;
 transformador (ramo série e ramo “shunt”);
 gerador;
 capacitor / reator série;
 capacitor / reator “shunt” (ligados a uma barra);
 carga (impedância constante);
 transformador de aterramento.
Essa classificação pode ser definida pelo usuário ou deduzida pelo
ANAFAS, em função do tipo de ligação e da impedância do ramo de circuito,
e serve para análise de consistência dos dados e para apresentação em
relatórios.
 O ANAFAS permite a especificação da base de potência trifásica (MVA) do
sistema, e a especificação da tensão-base dos diversos subsistemas.

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A especificação da base de potência possibilita o escalamento (%) mais


adequado dos dados (impedância) do sistema, o que é especialmente útil
para o estudo de sistemas de menor potência de curto-circuito, tais como os
sistemas de distribuição e industriais, onde a base de 100 MVA (“default”),
pode ser muito elevada.
Os dados do sistema elétrico são apresentados nos Relatórios de Dados (ver
item 2.6, abaixo).
Os dados do sistema são analisados. Os eventuais erros são classificados em
2 tipos, conforme o nível de gravidade: “aviso” e “erro”. Todos os erros são
reportados pelo ANAFAS (ver item 6 - Versão Gráfica - Interface e
Navegação).
 Os “avisos” se referem a situações que podem ser resolvidas pelo ANAFAS
e que não impedem o prosseguimento da execução do programa. Apesar de
não impedirem a execução, estes avisos muitas vezes se referem a
situações que não são ideais. Portanto, é recomendável buscar a causa de
cada um e solucioná-la, de maneira que o programa execute, se possível,
sem emitir nenhuma mensagem.
 Os “erros” invalidam a modelagem do sistema, como por exemplo, a
ultrapassagem da capacidade do programa. Nesses casos o ANAFAS
cancela a leitura do caso e todos os dados são perdidos.

2.1 DEFASAMENTO EM TRAFOS DELTA-ESTRELA


A modelagem do defasamento em trafos com ligação delta-estrela permite a
correta determinação dos módulos e ângulos de fase para as tensões e
correntes em qualquer ponto do sistema, mesmo que entre este e o ponto de
curto existam trafos delta-estrela. O defasamento, ou a falta de seu
preenchimento, afeta os casos em que se executa uma falta de um lado do
transformador delta-estrela e se deseja observar as correntes em algum ponto
do outro lado do transformador.
Por exemplo, quando se efetua uma falta fase-terra no lado estrela de um trafo
delta-estrela, o que se vê no lado delta se parece com uma falta fase-fase,
com corrente entrando por uma fase e saindo pela outra. Este comportamento
só pode ser corretamente calculado pelo programa caso o valor de
defasamento do trafo esteja preenchido.
O valor do ângulo de defasamento é fornecido no bloco de dados de circuito
(ver apêndice 1.1.5). O ângulo de defasamento é definido como a diferença
angular introduzida pelo trafo delta-estrela nas tensões fase-neutro do lado da
barra “para” em relação ao lado da barra “de”. Por ex.: se o ângulo da barra
“para” está adiantado de 30° em relação ao ângulo da barra “de”, então o
ângulo de defasamento será de +30°. A presença destes defasamentos (ditos
implícitos) define as regiões do sistema com diferentes referências de ângulo.
Utiliza-se como referência angular (0o) a região com o nível de tensão mais alto
do sistema. Os valores das referências de ângulo aparecem no relatório de
dados de barra. Durante o cálculo dos curtos-circuitos, a referência de (0o) é
temporariamente deslocada para o ponto em curto de maneira que o ângulo de
fase das correntes de curto não fiquem com valores diferentes dos usuais.

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O valor do ângulo de defasamento depende do tipo de conexão entre os


enrolamentos do primário e do secundário. A convenção mais usual diz que o
ângulo do lado de “alta” está adiantado de 30° em relação ao ângulo do lado
de “baixa” do transformador.

TIPO DE CONEXÃO DOS ENROLAMENTOS


Tensão de delta Tensão de delta Tensão de delta Ângulo de
associada a VA associada a VB associada a VC defasamento
VAB VBC VCA 30°
VBC VCA VAB -90°
VCA VAB VBC 150°
VBA VCB VAC -150°
VCB VAC VBA 90°
VAC VBA VCB -30°
A tabela acima mostra a correspondência entre os diversos tipos de conexão
possíveis e seus respectivos valores de defasamento, supondo que o lado da
barra ”de” está ligado em delta e o lado da barra “para” está ligado em estrela.
Na tabela, convenciona-se que a tensão VAB = VA-VB , VBC = VB-VC e VCA
= VC-VA.

DEFASAMENTOS EXPLÍCITOS (TRANSFORMADORES DEFASADORES)

É possível a representação de defasamentos explícitos (transformadores


defasadores) no ANAFAS. Estes defasamentos são os mesmos que são
modelados nos programas de fluxo de potência e, diferentemente dos
anteriormente descritos (defasamentos implícitos), não afetam as referências
de ângulo das barras do sistema e, em vez disto, provocam um aumento no
fluxo que circula pelo transformador.
Estes transformadores defasadores podem ser fixos ou variáveis, e são ligados
entre barras de mesma referência angular, introduzindo assim um
defasamento explícito entre suas barras terminais.
Os defasamentos explícitos só podem ser representados quando se utiliza
modelagem com tensão pré-falta (item 2.2), pois acarretam fluxos de corrente
pré-falta e, portanto, são recomendados para casos oriundos de programas de
fluxo de potência.
O valor do ângulo de defasamento explícito também é fornecido no bloco de
dados de circuito (ver apêndice 1.1.5), seguido da letra “E” (“Explícito”).

2.2 CARREGAMENTO PRÉ-FALTA


O ANAFAS permite a representação de sistemas com o carregamento pré-falta
(código TIPO - modelagem tipo ANAFAS com tensão pré-falta).
A representação do carregamento pré-falta fornece resultados (correntes e
tensões durante as faltas) mais próximos da realidade, em função de utilizar

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uma modelagem mais fiel do sistema. Porém, deve-se tomar alguns cuidados
quando da utilização da modelagem com carregamento. Deve-se representar
o sistema da maneira mais próxima possível da representação utilizada no
fluxo de potência (“load-flow”) de onde vieram as tensões pré-falta.
A simples inclusão das tensões pré-falta em um arquivo de dados com
modelagem tipo PECO não significa melhoria dos resultados obtidos, pelo
contrário, a qualidade dos resultados pode piorar, pois estar-se-ia utilizando
tensões pré-falta de um modelo em um conjunto de dados de outro modelo.
Assim sendo, deve-se representar os taps fora da posição nominal, os “line-
charging” das linhas, os reatores e capacitores shunt, as potências geradas
pelos geradores e as cargas tipo impedância constante. As demais cargas e
injeções nodais, assim como os mismatchs de corrente em cada barra, ficam
automaticamente modelados como injeções de corrente constante. Estas
injeções nodais de corrente permanecem constantes durante a simulação de
qualquer falta (obs.: os ângulos de fase destas injeções também permanecem
constantes).
Recomenda-se que as cargas sejam modeladas como impedância constante,
pois caso contrário virarão injeções de corrente constante em módulo e ângulo.
As injeções de corrente constante podem ser consultadas no relatório de
dados de injeções de corrente pré-falta (mismatchs de corrente e potência por
barra). Os fluxos pré-falta nos circuitos podem ser consultados no relatório de
dados de fluxos pré-falta.
O programa automaticamente calcula, para todos os geradores do sistema, as
tensões internas pré-falta. Estas tensões são obtidas a partir das tensões
externas mais a queda de tensão provocada pela corrente pré-falta no gerador
(tensão atrás da reatância). A corrente pré-falta do gerador é obtida a partir da
potência gerada informada. A reatância usada neste cálculo é a impedância
(R+jX) de seqüência positiva do gerador, informada nos dados de circuitos.
As tensões internas dos geradores permanecem constantes durante a
simulação de qualquer falta. No caso de não estar-se utilizando a modelagem
com tensão pré-falta (como, p.ex., na modelagem PECO), todas as tensões
internas são iguais a 10° (tensão de referência).
As tensões internas dos geradores podem ser consultadas no relatório de
dados de geradores.
Quando se está utilizando a modelagem com tensão pré-falta, passa a ser
diferente a remoção de um circuito no arquivo de dados e a remoção do
mesmo circuito como uma falta individual tipo remoção. No primeiro caso
aparecerão duas injeções de corrente, nas barras terminais do circuito,
correspondentes à corrente que fluía no circuito removido. No segundo caso, o
programa recalcula todas as tensões nodais de modo que o carregamento
continue a ser atendido sem a presença do circuito removido (análise de
contingência linear mantendo constantes as tensões internas - “atrás da
reatância” - dos geradores).

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

2.3 UTILITÁRIO ANAANA


Uma maneira de se montar um arquivo de dados de curto-circuito com
modelagem com tensão pré-falta a partir de um arquivo de dados de fluxo de
potência é através da utilização do programa utilitário de conversão ANAANA,
que converte arquivos de dados do ANAREDE para ANAFAS e é instalado no
mesmo diretório que o ANAFAS.
O ANAANA lê um arquivo de dados do ANAREDE e gera um outro arquivo de
dados para o ANAFAS com modelagem com tensão pré-falta. Neste arquivo
estarão representados todos os equipamentos shunt, todas as cargas
(impedância constante), taps e defasamentos de transformadores e line-
charging. Os capacitores série (bloco DCSC) são também copiados.
O programa ANAANA é de fácil utilização e sua operação é auto-explicativa.
Com ele é possível também gerar-se arquivos de curto-circuito com
modelagerm PECO, ou seja, sem carregamentos e tensões pré-falta. Neste
caso, a criação de cargas e shunts, somente na sequência zero, é opcional.
O ANAANA converte todos os dados de sequência positiva, que sejam
modeláveis pelo ANAFAS, encontrados no arquivo de fluxo de potência. Os
dados de sequência zero são inicializados com valores iguais aos de
sequência positiva e devem ser corrigidos manualmente após a conversão. Os
dados de acoplamentos mútuos, as indicações de barras mid-point e os
“caminhos para a terra” de sequência zero dos transformadores devem ser
acrescidos manualmente após a conversão.
As impedâncias dos geradores não fazem parte dos dados de fluxo de
potência, porém podem ser convertidas automaticamente de arquivos de
dados do ANATEM contendo dados de máquinas (bloco DMAQ) e dados de
modelos de máquinas (bloco DMDG). O usuário pode escolher se deseja
converter os valores transitórios (X’d) ou sub-transitórios (X”d). As impedâncias
de geradores não encontrados nos arquivos do ANATEM são inicializadas com
um valor elevado (9999.98 j %). Caso não seja fornecido um arquivo de dados
do ANATEM, todos os geradores terão suas impedâncias inicializadas com
este valor elevado.
Informações mais detalhadas sobre o utilitário ANAANA podem ser
encontradas em seu manual, distribuído junto com ANAFAS.

2.4 CAPACIDADE
O ANAFAS tem grande capacidade permitindo a modelagem completa e
detalhada de grandes sistemas. Os principais limites são:
 20000 barras;
 40000 circuitos, incluindo:
 até 20000 ramos de transformadores;
 até 8000 ramos de geradores.
 60 circuitos por barra;
 8000 acoplamentos (impedâncias mútuas), envolvendo até 8000 linhas;

9
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 4000 grupos de acoplamentos, cada um com até 30 linhas;


 400 proteções MOV;
 4000 shunts de linha;
 400 geradores eólicos síncronos com conversor de freqüência;
 999 áreas no bloco DARE.
Notas:
 Os valores dos principais limites aparecem no Relatório “Sumário de
Dados”.
 Se algum limite for ultrapassado, o ANAFAS reporta o erro, indicando o
limite excedido e impede a leitura do caso.
 Embora os limites previstos sejam bastante elevados, podem surgir
situações que requeiram a sua expansão. Esses casos devem ser
reportados para o CEPEL, para que seja providenciada a solução.

2.5 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA


Os dados do sistema podem ser fornecidos através de um arquivo texto
(arquivo “primário”), editado pelo usuário, ou de um arquivo binário (arquivo
“histórico”), criado pelo ANAFAS.
O arquivo primário pode ser escrito em 2 formatos: PECO ou ANAFAS.
 O formato PECO é baseado no do programa Network Fault Analysis1, ou
seja, o ANAFAS lê um arquivo (“deck”) de dados desse programa sem
alteração nos dados, requerendo somente que o bloco de dados de barra
preceda o de dados de circuito.
 O formato ANAFAS permite uma representação mais realista do sistema
elétrico, considerando as tensões pré-falta e incluindo a modelagem da
capacitância das linhas (“line charging”), equipamentos “shunt”, cargas tipo
impedância ou corrente constante, trafos com “tap” fora da posição
nominal, defasagem (ligação delta-estrela) etc.
Os dados adicionais incluídos no formato ANAFAS são incluídos em
campos livres do arquivo de dados no formato PECO, permitindo o
aproveitamento de arquivos existentes.
A estrutura do arquivo “primário” e o formato dos dados do sistema são
apresentados no Apêndice 1.1.
Além da configuração básica do sistema, o usuário pode especificar
configurações alternativas, através de alterações à configuração básica, que
podem ser definidas interativamente ou através de arquivo, contendo somente
os dados alterados.

1
O programa Network Fault Analysis foi desenvolvido pela Philadelphia Electric Company
(PECO).

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2.6 RELATÓRIOS DE DADOS DO SISTEMA


O ANAFAS provê diversos relatórios de dados, que podem ser consultados
interativamente ou gravados em arquivo. Os principais relatórios (barra, nível
de curto etc.) são também fornecidos no formato .CSV , permitindo assim a
sua visualização diretamente pelo Excel® ou pelo gerenciador de dados do
Sapre.
 Sumário de Dados: estatística dos elementos do sistema, indicando
também os limites do programa e estatística das matrizes de representação
e índices de esparsidade, com as seguintes informações:
 ELEMENTOS YPRIM: no de elementos na parte triangular superior da
matriz de admitâncias primitivas de seqüência zero = no de pares de
circuitos acoplados, direta ou indiretamente.
 ELEMENTOS ORIG.YBUS: no de elementos na parte triangular superior
das matrizes de admitâncias de barra, de seqüência positiva e zero = no
de pares de barras ligadas direta ou indiretamente (acopladas).
 FILL-IN EM YBUS: no de novos elementos incluídos na parte triangular
superior das matrizes de admitâncias de barra, de seq.positiva e zero,
após a fatoração (LU).
 ELEMENTOS YBUS: no total (original + “fill-in”) de elementos na parte
triangular superior das matrizes de admitâncias de barra, de seqüência
positiva e zero, após a fatoração.
 CAMINHO MÁXIMO / MÉDIO: no máximo/médio de linhas das matrizes de
admitância de barra, de seq.positiva e zero, que são utilizadas na solução
de uma barra de contribuição. Este no é função do porte e da esparsidade
do sistema e é uma medida do tempo que é necessário para determinar a
solução para cada barra de contribuição.
 CAMINHO FINAL: no de linhas das matrizes de admitância de barra, de
seq.positiva e zero, que são utilizadas na solução da maioria das barras
de contribuição. Este no corresponde à dimensão da porção final cheia
das matrizes ao final do processo de fatoração, e é função do porte e da
esparsidade do sistema.
 Relatório de Barras: número, nome, tipo (normal, fictícia de transformador
ou auxiliar/derivação), tensão pré-falta (módulo e ângulo), referência
angular, base de tensão, capacidade de interrupção do menor disjuntor
conectado à barra, números da área, subárea, ilha topológica da barra e
classificações (interna – deduzida pelo programa – e externa – fornecida no
arquivo de dados) com relação a ser ou não barra de fronteira de Rede
Básica segundo critérios definidos pelo ONS.
 Relatório de Geradores: dados dos ramos de circuito identificados como
geradores, incluindo a tensão interna (atrás da reatância), calculada pelo
ANAFAS em função da potência gerada pelos mesmos. Em casos com
modelagem sem carregamento a tensão interna será sempre igual a 1 / 0o .
 Relatório de Circuitos: dados de impedâncias, tipos de conexão,
defasamento, tap, capacidade de interrupção etc, de cada ramo de circuito.

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Após a ocorrência de um circuito tipo linha, os eventuais reatores de linha


conectados à extremidade “de” são informados também neste relatório.
 Relatório de Transformadores: dados dos ramos de circuito identificados
como pertencentes a transformadores, destacando a relação de
transformação, o defasamento e o TB TC quando aplicável (apenas em
circuitos de tipo transformador, ligando uma barra que não seja tipo “mid-
point” à terra).
 Relatório de Mútuas: dados de acoplamento mútuo entre trechos de linha.
 Relatório de Grupos de Mútuas: dados dos blocos de circuitos acoplados
direta ou indiretamente.
 Relatórios de Impedâncias e Admitâncias Primitivas: matrizes de
impedância e admitância primitivas de seqüência zero (blocos diagonais
simétricos). Os blocos correspondentes a grupos com muitas linhas
acopladas, podem ser truncados em 8 linhas (na tela ou em arquivo no
formato de 80 colunas) ou em 15 linhas (em arquivo no formato de 132
colunas).
 Relatório de Impedâncias de Barra: apresenta a diagonal da matriz de
impedância de barra (Zbarra) de sequência positiva e zero (impedâncias
equivalentes da barra), o valor do Reator de Curto equivalente, para auxiliar
na simulação de faltas monofásicas com o programa ANATEM (transitórios
eletromecânicos), e o valor da tensão de seqüência positiva para o curto-
circuito fase-terra ( V+_FT ), que permite comparar com o valor de V+ obtido
pelo Anatem e avaliar se eventuais diferenças entre as configurações
usadas por ambos os programas são significativas ou não. O valor de
V+_FT só aparece na opção de gravação em arquivo (com 132 colunas), na
qual é possível obter o relatório com maior precisão numérica (até 11 casas
decimais).
A impedância do reator de curto vale Z0+Z2 (impedância equivalente de
sequência zero da barra + impedância equivalente de sequência negativa),
e pode ser calculado em admitância(%) ou impedância(%), em coordenadas
polares ou retangulares.
Caso se queira saber o valor do reator em MVAr, como é usual, deve-se
pedir o reator em admitância e coordenadas retangulares (opção 1 da lista),
o valor de “B%” equivale ao valor em MVAr (a susceptância percentual será
igual ao valor em MVAr sempre que a base de potência do sistema for
100MVA, o que também é usual).
Uma falta monofásica também pode ser simulada utilizando o valor do reator
em impedância em coordenadas retangulares (opção 3) e executando uma
falta através de impedância no ANATEM. Pode-se ver um exemplo de
cálculo de reator de curto no Manual Tutorial do ANAFAS.
 Relatório de Injeções de Corrente Pré-falta: indica as injeções de corrente
pré-falta (mismatch de corrente) nas barras, além dos mismatchs de
potência (P e Q). O ideal é que estes mismatches fiquem próximos de zero.
Valores grandes indicam que o sistema utilizado para calcular as tensões
pré-falta é muito diferente do sistema onde se pretende calcular curtos-

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circuitos ou que um ou mais equipamentos que estavam presentes no fluxo


de potência não estão no curto-circuito.
Só são apresentadas as ocorrências cujo módulo de injeção de corrente
esteja acima do limite definido pelo usuário.
 Relatório de Fluxo Pré-falta: indica o fluxo de corrente e potência pré-falta
nos circuitos.
 Relatório de Níveis de Curto-circuito: fornece, para as barras
selecionadas, módulo e ângulo dos níveis de curto-circuito total trifásico,
monofásico e bifásico-terra (este apenas para a versão 132 colunas) e as
respectivas relações X/R (obs.: para o cálculo da relação X/R relativa ao
curto bifásico-terra são utilizadas tensão pré-falta e corrente de curto de
seqüência positiva ao invés dos valores das fases B ou C). Além do módulo
da corrente inicial simétrica, é informado também o maior valor possível do
primeiro pico de corrente assimétrica, conforme exemplo abaixo:

Na barra selecionada, o valor rms da corrente inicial simétrica vale 26,45 kA.
Multiplicando por raiz de 2, chega-se ao valor de pico da componente
simétrica (37,40 kA), representada em vermelho na figura abaixo.

Em azul pode-se ver a componente DC da corrente de curto-circuito, com o


maior valor inicial possível e decaindo de acordo com a relação X/R.
A soma das duas componentes resulta na corrente total (assimétrica) em
verde, cujo primeiro pico vale 67,84 kA. Este último valor é informado na
coluna correspondente do relatório.
O módulo da corrente simétrica pode ser fornecido em MVA ou em kA.
Pode-se, opcionalmente, filtrar resultados de barras fictícias e/ou auxiliares,
da seguinte maneira:

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a) Opção “NAF”: O programa mostra resultados de todas as barras


escolhidas;
b) Opção “NA”: O programa filtra resultados de barras fictícias de
transformador, mostrando apenas os níveis em barras de tipo Normal ou
de tipo Auxiliar;
c) Opção “N”: O programa filtra resultados de barras fictícias de
transformador e barras auxiliares, mostrando apenas os níveis em barras
de tipo Normal.
Pode-se escolher entre duas formas de cálculo dos níveis de curto: por
simulação ou por fórmulas padrão calculadas a partir de elementos da
matriz Zbarra. O cálculo por simulação produz resultados mais precisos
quando da existência de algum elemento não linear no sistema (p.ex.:
proteções MOV e geradores eólicos modelados por fonte de corrente
controlada), caso contrário ambos os métodos produzirão sempre resultados
idênticos.
Quando do uso do cálculo por fórmulas padrão, as barras vizinhas de
capacitores série são destacadas com um asterisco (“*”), sinalizando que o
valor calculado por este relatório não leva em consideração eventuais
dispositivos de proteção de capacitores, como MOVs e gaps.
 Relatório de Dados de Curto-circuito: fornece, para as barras
selecionadas, as impedâncias equivalentes de sequência positiva e zero, os
níveis de curto-circuito total (módulo em MVA e ângulo) trifásico, monofásico
e bifásico-terra (este apenas para a versão 132 colunas), as relações X0/X1
e R0/X1, o módulo da tensão fase-neutro da fase sã durante o curto
monofásico (maior valor entre fase B e C) em kV (somente se a base de
tensão tiver sido especificada) e a condição de aterramento (ATR, ARS ou
ARE) obtida a partir das relações descritas acima de acordo com a seguinte
convenção:
- ATR (efetivamente aterrado): X0/X1  10 e R0/X1  1
- ARS (aterrado por resistência): X0/X1  10 e R0/X1  1
- ARE (aterrado por reatância): X0/X1  10
 Relatório de Geradores Eólicos: dados dos geradores eólicos síncronos
com conversor de freqüência.
 Relatório de Capacitores Série Protegidos por MOV: dados das
proteções MOV, identificação do circuito que está sendo protegido (o
capacitor série ao qual está conectada a proteção MOV), base de tensão
das barras terminais do capacitor, corrente “Ipr” a partir da qual a proteção
começa a conduzir, corrente máxima que pode ser suportada pelo conjunto
capacitor+MOV (Imax), energia máxima suportada pelo MOV (Emax), e
potência instantânea máxima suportada pelo conjunto (Pmax).
 Relatório de Modelos de Linha para Religamento Monopolar: fornece,
para cada circuito selecionado, o modelo PI equivalente de sequência
positiva para 7 casos de abertura monopolar (abertura de apenas uma fase
da linha), para uso em programas de análise de transitórios eletromecânicos
como o ANATEM.

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Parâmetros iniciais de sequência positiva do circuito selecionado:

BF R1 + j X1 BT

Seq. positiva
Line Charging de
sequência positiva

Os valores iniciais da linha são mostrados no relatório, a título de referência.

Equivalentes para cada tipo de evento:

1) Abertura Dupla PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a

b =>
SHUNT SHUNT
c “DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

2) Abertura Simples barra “De” PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a

b =>
SHUNT SHUNT
c “DE” “PARA”
Fases abc
Seq. positiva

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3) Abertura Simples barra “Para” PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a

b =>
c SHUNT SHUNT
“DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

4) Abertura com Aterramento barra “De” PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a
FT
b =>
c SHUNT SHUNT
“DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

5) Abertura com Aterramento barra “Para” PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a
FT
b =>
c SHUNT SHUNT
“DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

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6) Abertura barra “De” com


PI Equivalente
Aterramento barra “Para”

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a
FT
b =>
c SHUNT SHUNT
“DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

7) Abertura barra “Para” com


Aterramento barra “De” PI Equivalente

BF BT BF RAMO SÉRIE BT
a
FT
b =>
c SHUNT SHUNT
“DE” “PARA”

Fases abc Seq. positiva

O ramo série equivalente é sempre fornecido em impedância (%). Já os


shunts podem ser fornecidos em admitância(%), impedância(%) ou
impedância(pu). As unidades escolhidas aplicam-se também aos valores
originais da linha impressos no relatório.
Sugestão de uso no ANATEM:
- Usando MDCI, alterar a impedância série do circuito para o valor de RAMO
SÉRIE e zerar o line charging.
- Usando APCB, aplicar uma falta através de impedância na barra BF com o
valor de SHUNT DE (em impedância %).
- Usando APCB, aplicar uma falta através de impedância na barra BT com o
valor de SHUNT PARA (em impedância %).
Note que, se o estudo monopolar for em uma linha com reatores, estes
devem ser removidos no Anatem pois o seu efeito elétrico já estará
considerado nos ramos equivalentes criados pelo Anafas.
Observações:

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- O valor do equivalente de uma linha com abertura monopolar depende


do restante do sistema. Se houver qualquer alteração próxima
(remoção ou inclusão de geradores, tranformadores, linhas, etc), o PI
equivalente de sequência positiva da linha precisará ser calculado
novamente.
- Se a base de potência do sistema for 100MVA e os shunts estiverem em
admitância(%), o valor do B(%) equivalente coincidirá com o valor em MVAr.
- O line charging de sequência positiva de um circuito com uma fase aberta
não é o mesmo que se tem com as três fases conduzindo. E, se apenas um
terminal estiver aberto, a susceptância deste em geral será diferente da do
terminal oposto (sem abertura).
- Se a linha não tiver line charging (ou se este não estiver representado), os
modelos equivalentes das aberturas dupla e simples (aberturas sem
aterramento) serão apenas um ramo série, sem shunt “de” ou shunt “para”.
- Apesar de que os shunts iniciais (line charging) fornecidos ao programa
serão sempre puramente capacitivos, os shunts equivalentes podem
apresentar também parcela resistiva.
- Os resultados obtidos usando o modelo 4 (Abertura com Aterramento barra
“De”) não são os mesmos obtidos usando o ramo série do modelo 2
(Abertura Simples barra “De”) e aplicando um curto com impedância Z0+Z2
(impedâncias de sequência zero e negativa) na barra BF. Ou seja:

PI Equivalente, situação 4 RAMO SÉRIE Equivalente, situação 2


BF RAMO SÉRIE BT BF RAMO SÉRIE BT


SHUNT SHUNT Z0 + Z2
“DE” “PARA”

Seq. positiva Seq. positiva

A descrição do método utilizado para o cálculo dos equivalentes se encontra


no artigo anexo “Modelo de Seqüência Positiva de Linhas com Abertura
Monopolar para Estudos de Estabilidade Transitória”, ao final deste manual.
 Relatório de Shunts de Linha: dados dos elementos shunt associados a
linhas (bloco de dados DSHL). Estes elementos diferem dos shunts de barra
pois são removidos juntamente com a linha, caso haja abertura de circuito, e
suas correntes são embutidas na corrente da linha.
 Relatório de Elementos de Zbarra: dados de elementos de seqüência
zero, positiva e negativa da matriz de impedâncias de barra. O número
máximo de barras que podem ser fornecidas de cada vez pelo usuário é de
seis barras (submatriz 6 x 6). Caso o usuário forneça um número de barras

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maior do que este valor, serão consideradas apenas as seis primeiras


barras fornecidas. O relatório pode ser impresso em coordenadas polares
ou retangulares.
 Relatório de Coluna de Zbarra: elementos de uma coluna escolhida da
matriz de impedâncias de barra, para as seqüências zero, positiva e
negativa, com as opções de coordenadas retangular ou polar. Na opção de
gravação em arquivo é possível obter o relatório com maior precisão
numérica (11 casas decimais).
 Relatório de Áreas: número e nome das áreas existentes no caso.
 Relatório de Ilhas Topológicas: barras de cada ilha isolada
topologicamente do sistema principal. Barras isoladas eletricamente através
de ligações com impedância infinita não caracterizam ilhas isoladas. Para
cada ilha é informado também se possui ou não alguma referência nas
seqüências positiva e zero. É considerada como referência qualquer ligação
para a terra com impedância finita. Uma ilha pode ter referência mas conter
barras isoladas eletricamente. Para cada barra listada, são apresentados:
número, nome, tipo, base de tensão e número de área.
 Relatório de Trechos de Linha: para todas as linhas que possuem mais de
um trecho (todas exceto as que não possuem acoplamentos mútuos ou
possuam apenas acoplamentos envolvendo toda a linha – 0 a 100%) são
exibidos: a identificação e comprimento da linha original; as posições (% e
km) e tensão pré-falta dos pontos terminais de cada trecho da linha
(acoplado ou não); e os parâmetros (resistência, reatância e susceptância
de seq. positiva e zero; comprimento (% e km); número de acoplamentos
mútuos; número do grupo acoplado; tipo dos parâmetros do trecho:
C=calculado pelo programa como uma fração dos parâmetros totais da
linha, ou I=informado explicitamente ao programa no bloco de dados DMUT;
resistência e reatância por quilômetro de seq. positiva e zero) de cada
trecho da linha (acoplado ou não). Ao final de cada seqüência de trechos
relativos a uma linha, são exibidos (apenas para a versão 132 colunas) os
parâmetros da linha original e os totais dos parâmetros dos trechos que a
compõe.
Todos os relatórios, exceto Sumário de Dados, Áreas e Ilhas Topológicas,
podem ser completos ou orientados a barra, ou seja, contendo somente as
ocorrências ligadas às barras definidas pelo usuário. Por exemplo: o Relatório
de Transformadores para as barras 1, 10 e 5, conteria somente os trafos
ligados a essas barras. O conjunto de barras pode ser fornecido via arquivo
(arquivo com extensão .BAR) ou interativamente.
Pode-se ainda selecionar as barras de interesse através de seu nome, ou
de partes de seu nome, teclando “X”, como se pode ver na sequência de
figuras a seguir:

1) Na tela “RELATÓRIOS DE DADOS”, seleciona-se um relatório qualquer,


neste exemplo o Relatório de Circuitos. Em “TIPO DE RELATÓRIO”, Relatório
por Barra;

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2) Em “Especificação do Conjunto de Barras”, deve-se teclar <X> e <enter>;

3) Surgirá a tela “SELEÇÃO DE BARRA(S)”. Deve-se digitar o nome da barra


desejada, ou parte de seu nome. Neste exemplo, digita-se <iva> (parte do
nome das barras de Ivaiporã, entre outras) e <enter>;

4) Na tela seguinte, pode-se ver uma série de barras que contém a expressão
“iva” no nome. Deve-se selecionar as barras desejadas da lista com a tecla
<tab> e teclar <enter>;

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

5) Surgirá novamente a tela “Especificação do Conjunto de Barras”. Deve-se


teclar <enter>. O relatório resultante mostrará as informações referentes às
barras selecionadas.

2.7 ACOPLAMENTO MÚTUO ENTRE TRECHOS DE LINHA


O programa permite a especificação de acoplamentos mútuos de seqüência
zero entre trechos de linha, definidos por percentuais inicial e final do
comprimento das linhas. Caso os percentuais não sejam preenchidos, é
considerado acoplamento entre linhas inteiras.
Isto permite a correta modelagem dos acoplamentos sem a necessidade da
criação de barras auxiliares e da divisão das linhas em trechos menores. As
linhas são fornecidas inteiras (com seus parâmetros totais) e somente suas
barras terminais são incluídas no caso. Nos dados de impedâncias mútuas
são fornecidos os valores de percentagem do comprimento total da linha
correspondentes às posições inicial e final de cada trecho acoplado.
O programa internamente cria as barras auxiliares necessárias, dividindo as
linhas nos seus diversos trechos para modelar os acoplamentos mútuos
existentes no caso. Isto é feito de forma transparente para o usuário do
programa, que só enxerga as barras originais do caso e suas linhas completas.
Para a obtenção dos parâmetros (R, X, S) dos trechos de linha é feito um
procedimento de cálculo em 3 etapas: primeiro os parâmetros nominais totais
da linha são obtidos a partir dos parâmetros fornecidos nos dados de entrada
(modelo PI equivalente) [Ref.9]; em seguida os parâmetros nominais totais são

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divididos de forma proporcional aos diversos trechos da linha; finalmente, para


cada trecho, é feita uma nova correção hiperbólica para obter seus parâmetros
equivalentes (modelo PI equivalente).
A definição das percentagens inicial e final que delimitam os trechos de linha
mutuamente acoplados não afeta os valores de nível de curto total nas barras,
nem as respectivas contribuições nas extremidades das linhas, porém é
necessária para a correta simulação de curtos intermediários envolvendo a
terra (p.ex. curto fase-terra) nas linhas que possuam algum acoplamento
mútuo. Exemplos podem ser vistos nas tabelas dos casos do Apêndice 1.2 .

2.8 GERADORES EÓLICOS


Atualmente existem tipos diferentes de geradores movidos a energia eólica.
Cada tecnologia apresenta vantagens e desvantagens, tanto técnicas quanto
econômicas, e pode ou não necessitar de uma modelagem especial em
estudos de curto-circuito.
Algumas tecnologias comuns são:
 Geradores de Indução
 Geradores de Indução Duplamente Alimentados (Doubly-Fed Induction
Generators – DFIG)
 Geradores Síncronos com Inversor

2.8.1 GERADORES EÓLICOS DE INDUÇÃO

Os Geradores de Indução podem ser representados da mesma forma que


motores de indução, através de uma fonte de tensão ideal atrás de uma
impedância:
E R1+jX1
- +

R0+jX0

Uma característica importante das máquinas de indução, no que diz respeito à


análise de curto-circuito, é que o campo magnético interno destes
equipamentos precisa ser alimentado pela rede. Uma falta próxima pode
reduzir a tensão terminal e eliminar a alimentação da rede, fazendo que o

22
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campo interno da máquina desapareça rapidamente. Portanto, é possível que


a máquina de indução contribua para uma falta apenas nos instantes iniciais.
Geradores eólicos fabricados com esta tecnologia podem ser representados
sem necessitar de nenhum tratamento especial no programa.

2.8.2 GERADORES EÓLICOS DE INDUÇÃO COM DUPLA


ALIMENTAÇÃO
Estes equipamentos, também chamados de DFIGs (Doubly-Fed Induction
Generator) consistem de uma máquina de indução que tem seu rotor
alimentado por um retificador/inversor conectado à rede.

Apesar da presença do conversor que alimenta o rotor, a máquina também


pode ser representada em estudos de curto-circuito por uma fonte de tensão
atrás de uma impedância.
E R1+jX1
- +

R0+jX0

Os sistemas de proteção do equipamento podem estar preparados para


desconectar a máquina durante uma queda de tensão significativa.

2.8.3 GERADORES EÓLICOS SÍNCRONOS COM


CONVERSOR
As máquinas eólicas síncronas são conectadas à rede através de um
retificador/inversor. Isto se faz necessário pois a tensão gerada pela máquina
síncrona pode ter qualquer valor de freqüência, já que esta é proporcional à
rotação do eixo e o vento pode girar a hélice a qualquer velocidade entre zero
e sua velocidade máxima admissível. Diferentemente de uma usina
hidrelétrica, onde se pode regular a vazão de água que passa por uma turbina,
a velocidade do vento não pode ser controlada. A rede elétrica, entretanto,

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opera com um valor fixo de freqüência, de 60 ou 50 Hz. O conversor retifica a


tensão do gerador síncrono e a inverte para a mesma freqüência da rede. Ao
contrário do que ocorre com os DFIGs, toda a potência da máquina passa pelo
conversor.

O conversor tem as seguintes características:


 Possui controle que busca manter constante durante a falta a potência
elétrica ativa de saída, assim como um valor de fator de potência
especificado
 Contribui apenas com corrente de seqüência positiva, mesmo em faltas
desequilibradas
 Possui limite máximo de corrente de contribuição
 Se desconecta caso a tensão caia abaixo de limites pré-determinados

Sendo assim, estes equipamentos, durante uma falta, se comportam como


fontes de corrente de seqüência positiva, ao contrário dos demais geradores
do sistema, representados por fontes de tensão.

I
- +

Considerando que estes equipamentos se comportam como fontes de corrente


e que sua contribuição depende do valor de tensão terminal, é necessário
efetuar um processo iterativo para obter a solução.
Os dados necessários para a simulação são descritos abaixo:
 Identificação da barra terminal do gerador eólico síncrono;
 Potência inicial (opcional): Indica o valor de potência ativa gerada pelo
equipamento antes do curto-circuito;
 Imax: Valor máximo de corrente que pode ser injetada pelo inversor;
 Vmin: Valor mínimo de tensão. Caso qualquer fase, durante a falta, fique com
tensão abaixo deste valor, a sua injeção de corrente será nula;

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 Vmax: Valor máximo de tensão. Caso qualquer fase, durante a falta, fique
com tensão acima deste valor, a sua injeção de corrente será nula, mesmo
que a sobretensão tenha sido causada pela injeção do próprio eólico ou de
outros vizinhos (na prática a sobretensão será sempre causada pela injeção
de algum eólico, pois eólicos com tensão terminal acima de 0,99 pu nem
são considerados no processo de solução – ver explicação sobre o limite de
0,99 pu mais abaixo);
 Fator de potência de curto (cos φcc): indica o fator de potência especificado
para o gerador durante o curto; geralmente é utilizado o mínimo fator de
potência admissível pelo controle do inversor da máquina; o processo
iterativo tentará mantê-lo constante durante o defeito; tendo em vista que
durante uma falta desequilibrada cada fase pode ter um fator de potência
diferente, são monitoradas corrente e tensão de seqüência positiva; caso
não seja possível encontrar uma solução atendendo ao fator de potência de
curto especificado, p.ex. um curto trifásico isolando um radial onde se
conecta o eólico – situação na qual a impedância entre o gerador e o ponto
de curto é quem dita o fator de potência – então o programa considera um
ângulo para a injeção de corrente que esteja defasado de φcc em relação ao
ângulo da tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da barra terminal
do eólico; isto é feito para evitar que, nestas situações, os eólicos para os
quais não foi possível obter uma solução atendendo ao fator de potência de
curto especificado fiquem sem um valor de injeção de contribuição para o
curto;
 Fator de potência pré-falta (cos φpré) (opcional): indica o fator de potência de
operação do gerador (pré-falta); este valor só é utilizado para obter a injeção
de corrente pré-falta do gerador quando a potência inicial também é
fornecida e o caso é com carregamento pré-falta; este valor não é utilizado
para obter a contribuição de corrente do gerador durante os curtos-circuitos.

Para evitar que todos os geradores eólicos representados no sistema sejam


considerados no processo iterativo de solução (o que oneraria
desnecessariamente o custo computacional do processo), geradores eólicos
que estejam distantes do(s) ponto(s) em curto não são considerados. Estes
geradores manterão o valor de injeção de corrente que já possuíam na
condição pré-falta. Como critério para determinar se o eólico está distante do
curto foi considerado que nenhuma de suas tensões de fase sofra
afundamento maior que 0,01 pu em relação ao valor pré-falta. Em casos sem
carregamento pré-falta, onde todas as tensões de barra são iguais a 1,0 pu,
este critério corresponde a todas as tensões de fase terem valor acima de 0,99
pu. Na determinação das tensões a serem consideradas na aplicação deste
critério, utiliza-se os resultados da primeira iteração do processo iterativo, que
corresponde a uma solução na qual os eólicos permanecem na sua condição
inicial (ver explicação sobre a condição inicial dos eólicos logo abaixo).
Contudo, durante a solução do processo iterativo, podem surgir sobretensões
com valores acima de 0,99 pu, causadas pelas injeções do próprio eólico ou de
outros vizinhos. Isso faz com que possam aparecer tensões terminais de fase
com valor acima do valor do parâmetro Vmax, o que provocaria o desligamento
do eólico (o valor da sua injeção fica nulo, independente da sua condição
inicial (ver explicação sobre a condição inicial dos eólicos logo abaixo).

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Os geradores eólicos síncronos precisam ser fornecidos em um bloco de


dados à parte (DEOL). O formato dos dados de entrada é descrito no apêndice
deste manual.
A condição inicial do gerador dependerá do tipo de representação utilizado.
Nos casos sem carregamento pré-falta, a corrente inicial será
necessariamente zero. Nos casos com carregamento pré-falta, a corrente
inicial poderá ser diferente de zero.
O gerador pode se comportar de 4 formas diferentes, dependendo do tipo de
representação (com ou sem carregamento pré-falta) e de haver ou não um
valor fornecido para a potência inicial. Obs.: nos gráficos correspondentes a
cada uma das 4 situações descritas a seguir, não aparece o parâmetro Vmax
mas, sempre que alguma das tensões terminais de fase do eólico ficar com
valor acima do valor do parâmetro Vmax, o mesmo é desligado (o valor da sua
injeção fica nulo, independente da sua condição inicial).
Obs.: por favor, consultar o apêndice deste manual que descreve o bloco de
dados de geradores modelados por fontes de corrente (bloco DEOL) para a
descrição do novo modelo (opcional) de comportamento desses geradores, no
qual sua contribuição para o curto sofre uma alteração de corrente reativa,
determinada por uma curva em função do valor da tensão terminal de
sequência positiva (campo K do bloco). Consequentemente, sua contribuição
durante os curtos deixa de depender dos parâmetros “Fator de potência de
curto” (sempre) e “Potência inicial” (nos casos sem carregamento pré-falta).
Na atual versão do programa, este novo modelo só está disponível para casos
com modelagem sem carregamento pré-falta. O uso deste novo modelo,
descrito no apêndice, substitui o comportamento inicialmente implementado no
programa, mostrado nos itens numerados de 1 a 4, a seguir:

1. Caso sem carregamento pré-falta e sem fornecimento de P0


Se o sistema estiver representado sem carregamento pré-falta e um
determinado gerador eólico síncrono não tiver potência inicial fornecida, seu
comportamento será descrito pelo gráfico abaixo.
Como o sistema não tem carregamento, antes do momento da falta a corrente
injetada pelo gerador vale zero.
Durante a falta, caso qualquer das tensões de fase caia a um valor menor que
Vmin, o gerador se desconectará da rede e sua corrente de contribuição valerá
zero, situação representada pelo segmento (1).
Caso ao menos uma tensão de fase fique abaixo de 0,99 pu, porém as três
fases fiquem acima de Vmin, o gerador passará a injetar sua corrente máxima, o
que é representado pelo trecho (2). Isto ocorre porque, na ausência da
informação da potência inicial, o programa não tem como calcular a corrente
necessária para manter a potência constante. Isto ficará mais claro nas
condições 2 e 4, descritas mais adiante.
Caso nenhuma tensão de fase fique abaixo de 0,99 pu, o gerador manterá o
valor de corrente inicial, que neste caso vale zero, como mostra o
segmento (3).
O ângulo de fase da corrente injetada será dado pelo fator de potência de curto
informado e pela tensão terminal pós-falta de seqüência positiva, de maneira a
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manter constante o fator de potência. Por exemplo, se a tensão terminal pós-


falta de seqüência positiva valer 0,87 pu com ângulo -0,5 graus, e o fator de
potência de curto informado for 0,98 indutivo (corrente atrasada em relação à
tensão) o ângulo da corrente injetada será:
I ang  Vang  arccos cc   0,5 o  arccos0,98  11,97 o

Corrente

Imax

(2)

(1) (3)

Vmin 0,99 Tensão (pu)

A corrente injetada pelo gerador irá alterar sua tensão terminal. Durante o
processo iterativo, o gerador (ou os geradores, caso haja mais de um destes
equipamentos na região afetada pela falta) terá corrente e tensão variando a
cada iteração, tanto em módulo quanto em ângulo de fase, até atingir a
convergência final.
Caso não seja possível encontrar uma solução atendendo ao fator de potência
de curto especificado, p.ex. um curto trifásico isolando um radial onde se
conecta o eólico – situação na qual a impedância entre o gerador e o ponto de
curto é quem dita o fator de potência – então o programa considera um ângulo
para a injeção de corrente que esteja defasado de φcc em relação ao ângulo da
tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da barra terminal do eólico.

2. Caso sem carregamento pré-falta e com fornecimento de P0


Se o sistema estiver representado sem carregamento, mas um determinado
gerador eólico tiver o valor de potência inicial preenchido, seu comportamento
será o da figura seguinte.
Da mesma forma que na situação (1.), antes do momento da falta o gerador
não injeta corrente, pois a representação não tem carregamento pré-falta.
Durante o curto, caso a tensão de qualquer fase fique abaixo do valor Vmin
fornecido nos dados de entrada, o gerador se desconectará e sua corrente de
contribuição durante a falta será zero, o que é representado pelo segmento (1).
Caso ao menos uma das tensões de fase fique abaixo de 0,99 pu e as três
tensões de fase fiquem acima de Vmin, o módulo da corrente injetada será
calculado de maneira a manter a potência ativa inicial. Ou seja:

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P
I ( ) 
V(  ) . coscc 

Onde “V(+)“ representa a tensão de seqüência positiva, “P” a potência ativa


inicial, “cos(φcc)” o fator de potência de curto especificado e “I(+)” a corrente
injetada pelo gerador eólico, que, pelas características do inversor, terá apenas
componente de seqüência positiva.
Corrente

Imax

(2)

(1) (3)

Vmin 0,99 Tensão (pu)

Como o produto de “V” e “I” precisa se manter constante, quanto menor a


tensão terminal durante o curto, maior deverá ser a corrente injetada. Caso a
tensão fique muito reduzida, a corrente atingirá o seu limite máximo, Imax.
O Segmento (2) mostra o módulo da corrente injetada, calculada pela
expressão acima. Quando a tensão é reduzida, a corrente atinge Imax e não
passa deste valor.
Caso nenhuma tensão de fase fique abaixo de 0,99 pu, o gerador manterá a
sua corrente pré-falta, que neste caso vale zero por ser um sistema sem
carregamento, como mostra o segmento (3).
O ângulo de fase da corrente injetada também será dado pela expressão:
I ang  Vang  arccos cc 

de maneira a manter constante o fator de potência de curto, com relação à


tensão de seqüência positiva.
Como mencionado no item anterior, os valores de corrente injetada e tensão
terminal do gerador podem variar durante o processo iterativo, tanto em
módulo quanto em ângulo de fase, até atingir a convergência final.
Caso não seja possível encontrar uma solução atendendo ao fator de potência
de curto especificado, p.ex. um curto trifásico isolando um radial onde se
conecta o eólico – situação na qual a impedância entre o gerador e o ponto de
curto é quem dita o fator de potência – então o programa considera um ângulo
para a injeção de corrente que esteja defasado de φcc em relação ao ângulo da
tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da barra terminal do eólico.

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Além disso, neste caso o módulo da injeção de corrente será calculado a partir
do módulo da tensão pré-falta em vez do módulo de V(+) .

3. Caso com carregamento pré-falta e sem fornecimento de P0


Se o sistema estiver representado com carregamento pré-falta, mas o gerador
eólico síncrono não tiver valor fornecido para potência ativa inicial (P0), seu
comportamento será o da figura seguinte.
Corrente

Imax

(2)
Ipré

(3)

(1)

Vmin 0,99 Tensão (pu)

Antes da falta, o gerador estará injetando um valor de corrente que dependerá


de seu despacho.
Durante a falta, caso qualquer tensão de fase caia abaixo do valor de Vmin, o
gerador se desconectará da rede e passará a ter corrente nula. Neste caso,
diferentemente das situações abordadas nos dois itens anteriores, a corrente
passará de um valor pré-falta (diferente de zero) para zero. Isto é
representado pelo segmento (1).
Caso ao menos uma tensão de fase caia abaixo de 0,99 pu durante a falta e
todas as tensões de fase fiquem acima de Vmin, o gerador passará a injetar sua
corrente máxima. Isto ocorre pela ausência do valor de potência inicial. O
segmento (2) representa esta situação.
Neste caso, o ângulo de fase da corrente injetada será atribuído de maneira a
manter o fator de potência de curto informado, de acordo com a expressão:
I ang  Vang  arccos cc 

Se nenhuma tensão de fase cair abaixo de 0,99 pu, o gerador manterá sua
corrente pré-falta (módulo e ângulo de fase), como mostra o segmento (3).
Obs.: na verdade, o limite de 0,99 pu de tensão só é usado para casos sem
carregamento pré-falta, onde todas as tensões de barra são iguais a 1,0 pu.
Nos casos com carregamento pré-falta, onde a tensão pré-falta das barras
pode variar dentro de uma faixa de valores em torno de 1,0 pu, o limite que é
usado corresponde ao valor da tensão pré-falta menos 0,01 pu, o que dá 0,99
pu caso a tensão pré-falta da barra seja exatamente igual a 1,0 pu.

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Como mencionado no item anterior, os valores de corrente injetada e tensão


terminal do gerador podem variar durante o processo iterativo, tanto em
módulo quanto em ângulo de fase, até atingir a convergência final.
Caso não seja possível encontrar uma solução atendendo ao fator de potência
de curto especificado, p.ex. um curto trifásico isolando um radial onde se
conecta o eólico – situação na qual a impedância entre o gerador e o ponto de
curto é quem dita o fator de potência – então o programa considera um ângulo
para a injeção de corrente que esteja defasado de φcc em relação ao ângulo da
tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da barra terminal do eólico.

4. Caso com carregamento pré-falta e com fornecimento de P0


Por último, se o sistema for representado com carregamento pré-falta e o
gerador eólico síncrono tiver potência inicial (P0) fornecida, seu comportamento
se dará da seguinte forma:
Antes do momento da falta, o gerador fornece determinado valor de corrente
pré-falta. Durante a falta, caso a tensão de ao menos uma fase caia abaixo do
valor Vmin fornecido, o gerador se desconectará da rede e sua contribuição
cairá para zero (segmento (1)).
Corrente

Imax

(2)
Ipré

(3)

(1)

Vmin 0,99 Tensão (pu)

Se a tensão de ao menos uma fase ficar abaixo de 0,99 pu e as três fases


mantiverem tensão acima de Vmin, o módulo da corrente será o necessário
para manter a potência ativa constante, segundo a equação:

P
I ( ) 
V(  ) . cos cc 

Onde “V(+)” representa a tensão pós-falta de seqüência positiva, “cos(φcc)” o


fator de potência de curto e “P” a potência ativa pré-falta. A corrente injetada
pelo inversor terá apenas componente de seqüência positiva,
independentemente do tipo de falta.

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Como o produto de corrente e tensão precisa se manter constante, quanto


menor a tensão, maior será a corrente correspondente. O maior valor de
corrente admissível será Imax, fornecido nos dados de entrada. Isto é
representado pelo segmento (2).
O ângulo de fase da corrente injetada será atribuído de forma a manter
constante o fator de potência de curto:
I ang  Vang  arccos cc 

Se nenhuma tensão de fase cair abaixo de 0,99 pu, o gerador manterá sua
corrente pré-falta (módulo e ângulo de fase), como mostra o segmento (3).
Obs.: na verdade, o limite de 0,99 pu de tensão só é usado para casos sem
carregamento pré-falta, onde todas as tensões de barra são iguais a 1,0 pu.
Nos casos com carregamento pré-falta, onde a tensão pré-falta das barras
pode variar dentro de uma faixa de valores em torno de 1,0 pu, o limite que é
usado corresponde ao valor da tensão pré-falta menos 0,01 pu, o que dá 0,99
pu caso a tensão pré-falta da barra seja exatamente igual a 1,0 pu.
Como mencionado no item anterior, os valores de corrente injetada e tensão
terminal do gerador podem variar durante o processo iterativo, tanto em
módulo quanto em ângulo de fase, até atingir a convergência final.
Caso não seja possível encontrar uma solução atendendo ao fator de potência
de curto especificado, p.ex. um curto trifásico isolando um radial onde se
conecta o eólico – situação na qual a impedância entre o gerador e o ponto de
curto é quem dita o fator de potência – então o programa considera um ângulo
para a injeção de corrente que esteja defasado de φcc em relação ao ângulo da
tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da barra terminal do eólico.
Além disso, neste caso o módulo da injeção de corrente será calculado a partir
do módulo da tensão pré-falta em vez do módulo de V(+) .
Os geradores eólicos síncronos precisam ser fornecidos em um bloco de
dados à parte (DEOL). O formato dos dados de entrada é descrito no apêndice
deste manual.
Por favor, consultar este apêndice para a descrição do novo modelo (opcional)
de comportamento dos geradores modelados por fonte de corrente (eólicos e
fotovoltaicos – bloco DEOL), no qual sua contribuição para o curto sofre uma
alteração de corrente reativa, determinada por uma curva em função do valor
da tensão terminal de sequência positiva (campo K do bloco).
Consequentemente, sua contribuição durante os curtos deixa de depender dos
parâmetros “Fator de potência de curto” (sempre) e “Potência inicial” (nos
casos sem carregamento pré-falta). Na atual versão do programa, este novo
modelo só está disponível para casos com modelagem sem carregamento pré-
falta.

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2.9 PROTEÇÕES MOV DE CAPACITORES SÉRIE


No SIN, existe uma quantidade considerável de capacitores série instalados.
Estes equipamentos têm como uma de suas finalidades a redução da distância
elétrica percebida em linhas de transmissão muito longas, de maneira a
melhorar a estabilidade transitória do sistema.
Os capacitores série, assim como qualquer outro equipamento instalado,
podem ser submetidos a correntes de curto-circuito de valor elevado.
Estas correntes, ao passarem pelo capacitor, provocam quedas de tensão
elevadas entre os terminais que podem violar seu isolamento, danificando o
equipamento.
Para proteger os capacitores, é usual a instalação em paralelo de um conjunto
de dispositivos que pode ser formado por um varistor, um gap centelhador e/ou
um bypass. O varistor, também chamado de MOV (Metal-Oxide Varistor) é um
semicondutor que apresenta resistência que varia de acordo com a tensão
aplicada aos seus terminais. Quando a queda de tensão é menor, a condução
de corrente pelo MOV é extremamente reduzida. A partir de determinado valor
de tensão, o varistor começa a conduzir valores significativos de corrente,
desviando para si a corrente que de outra forma passaria pelo capacitor.

Os varistores apresentam como uma de suas principais vantagens o fato de


remover apenas parcialmente o capacitor do sistema, mantendo ainda algum
grau de compensação durante a falta. Entretanto, quando os MOVs conduzem,
dissipam calor. Caso a corrente de curto seja muito elevada, os MOVs podem
ser danificados por superaquecimento. Nestes casos, é necessário remover
também o varistor. Isto é feito por um gap, que atua removendo
temporariamente toda a compensação série da linha de transmissão.
No programa, é possível representar estas proteções através do bloco de
dados “36” ou “DMOV”. A representação destes equipamentos permite obter
resultados mais realistas, uma vez que a entrada em operação de um MOV ou

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de um gap reduz parcial ou totalmente a compensação série, o que reduz as


correntes de falta.
As proteções representadas podem ter varistor e gap ou apenas um gap. Os
dados necessários, que também são apresentados no Apêndice deste manual,
são:
 Identificação do capacitor série protegido: O capacitor série precisa
estar presente no bloco de dados de circuitos. No bloco de proteções
MOV é necessário identificá-lo informando suas barras terminais;
 Corrente de Proteção – Ipr: Valor de corrente circulando pelo capacitor
que faz o MOV atingir seu limite de tensão a partir do qual começa a
conduzir corrente;
 Tensão de Proteção – Vpr: Valor de tensão a partir do qual o MOV
começa a conduzir corrente;
 Corrente Máxima – Imax: Valor de corrente a partir do qual o gap é
acionado, removendo a compensação série;
 Energia Máxima – Emax: Valor máximo de energia que pode ser
dissipada pelo varistor;
 Potência Instantânea Máxima – Pmax: Valor máximo de potência que
pode ser dissipado pelo MOV;
 Tipo de disparo: Indica se o gap dispara sempre nas três fases ou se
dispara apenas nas fases com corrente superior a Imax.

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3. MODELAGEM DAS FALTAS


O ANAFAS suporta a modelagem dos seguintes tipos de defeito:
 curto-circuito “shunt” em barras e em pontos intermediários de circuitos;
 curto-circuito série;
 abertura de fases;
 remoção de circuitos.

3.1 CURTO-CIRCUITO “SHUNT”


O curto-circuito “shunt” é uma ligação, sólida ou através de impedância, entre
fases (de uma mesma barra) ou entre fase(s) (de uma mesma barra) e terra.
Os tipos básicos de falta shunt sólida (FT, FF, FFT, FFF) podem ser
especificados de forma direta. Os curtos-circuitos não-sólidos são definidos
pelo usuário, através da especificação de um conjunto de impedâncias (R+jX)
(em p.u. ou Ohm) entre fases, entre fases e neutro e entre neutro e terra, como
mostrado na figura abaixo.
b
a c

Os valores das impedâncias de curto-circuito são inicializados como  e


podem assumir qualquer valor, inclusive 0 (zero), ou seja, ligação sólida.
Os curtos-circuitos “shunt” podem ser aplicados em barras e em pontos
intermediários de linhas de transmissão, como mostrado abaixo, e também em
pontos fictícios associados a aberturas, como descrito adiante.
No caso de aplicação em pontos intermediários, a localização da falta é
definida como um percentual (%) da linha, a partir da barra definida como barra
de origem (barra “de”) na especificação da falta. A barra fictícia criada para
aplicação da falta é designada como “barra interna”:
Barra Barra Barra
“de” “Interna” “para”
%

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3.2 CURTO-CIRCUITO SÉRIE


O curto-circuito série envolve uma ou mais fases de dois diferentes pontos do
sistema, que podem estar ou não em níveis de tensão e/ou referências
angulares diferentes. Este tipo de curto-circuito é útil para simular curtos entre
linhas que se cruzam ou compartilham as mesmas torres e curtos entre
terminais de um transformador ou capacitor série.
No caso de um curto série sólido envolvendo pontos que estejam em
diferentes níveis de tensão, as tensões destes pontos ficarão iguais apenas
quando expressas em kV e não quando expressas em pu. As correntes de
curto nos dois pontos também só serão as mesmas (obviamente com sentidos
opostos) quando expressas em Ampère e não quando expressas em pu.
Os pontos envolvidos no curto série podem ser barras, pontos intermediários
de linhas de transmissão ou terminais abertos de um equipamento qualquer.
No caso de pontos intermediários ou terminais abertos, estes devem ter sido
criados por outros defeitos (intermediário e/ou abertura) simultâneos ao curto
série.
Os tipos básicos de curto série sólido (monofásico, bifásico e trifásico) podem
ser especificados de forma direta (sempre envolvendo as mesmas fases dos
dois pontos envolvidos: A com A, B com B e/ou C com C). Os curtos série
não-sólidos são definidos pelo usuário, através da especificação de um
conjunto de impedâncias (R+jX) (em p.u. ou Ohm) entre as 3 fases dos dois
pontos envolvidos, num total de até 9 valores de impedância diferentes, como
mostrado na figura abaixo:
A A

B B

C C

Os valores das impedâncias de curto-circuito são inicializados como  e


podem assumir qualquer valor, inclusive 0 (zero), ou seja, ligação sólida.
Para maiores detalhes com relação à especificação dos curtos série, inclusive
os formatos para entrada dos dados, consulte o Código de Execução DDEF no
Manual de Processamento “Batch” que, como este, acompanha a instalação
do programa ANAFAS.
Obs.: os curtos-circuitos tipo série só estão disponíveis no modo de
processamento “batch” do ANAFAS ( utilizado também pelo SAPRE ) e,
portanto, não estão disponíveis para uso pelo modo interativo.

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3.3 ABERTURAS
A abertura é a interrupção do ramo de circuito e pode ser feita em uma ou mais
fases, especificadas pelo usuário, junto à barra, ou num ponto intermediário de
uma linha de transmissão, como mostrado na figura abaixo:

Abertura Simples

Obs: No algoritmo de solução, as aberturas são sempre trifásicas (alteração


balanceada). As fases não abertas são posteriormente representadas como
curtos-circuitos (alterações desbalanceadas). Abaixo é mostrada uma abertura
monofásica, na qual, para a representação no programa, duas fases são curto-
circuitadas (eletricamente, as duas situações se equivalem):

No caso de aplicação em pontos intermediários, a localização da falta é


definida em percentual (%) do circuito, a partir da barra definida como barra de
origem (barra “de”) na especificação da falta. A barra fictícia mais próxima da
barra definida como de origem (barra “de”) na especificação da falta, é
designada como “barra de abertura” e a outra, como “barra interna”:
Barra Barra
“Abertura” “Interna”

%
Barra Barra
“de” “para”

As aberturas podem ser associadas a curtos-circuitos sólidos para terra nas


fases abertas (Abertura com Aterramento), ou a curtos-circuitos “shunt”,
inclusive com impedâncias, envolvendo quaisquer fases, abertas ou não:

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Abertura com Aterramento

Abertura Simples associada a Curto-circuito “Shunt”

No caso de aberturas intermediárias, o defeito associado é aplicado na “barra


de abertura”.
No caso da abertura de um ramo série de transformador delta-estrela de dois
enrolamentos representado sem barra mid-point junto à barra terminal, o ramo
“shunt” associado ao ramo série afetado pela abertura é transferido para o nó
fictício criado pela abertura, acompanhando o ramo “série”:

TB TB
TC TC

3.4 REMOÇÃO
A remoção é a retirada completa de um ramo de circuito e dos respectivos
acoplamentos. O efeito da remoção é equivalente ao da exclusão de um ramo
de circuito da configuração do sistema (CHNG=1), mas a remoção é
temporária, ou seja, só existe durante a simulação da falta, enquanto a
exclusão é permanente, ou seja, é válida para todas as faltas simuladas na
configuração alterada.
Na remoção de um ramo série de trafo delta-estrela, o ramo “shunt” associado
através dos campos TB e TC é automaticamente removido, mas a recíproca
não é verdadeira, ou seja, a remoção de um ramo “shunt” não implica na
remoção do ramo série associado, como mostrado na figura abaixo.

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Remoção do Ramo Série Remoção do Ramo “Shunt”

TB TB
TC TC

3.5 BARRAS FICTÍCIAS


As barras fictícias, necessárias para simulação das aberturas e curtos-circuitos
intermediários, são criadas pelo ANAFAS e só existem durante a simulação da
falta. Os acoplamentos mútuos entre o(s) ramo(s) de circuito afetado(s), são
considerados na reconfiguração temporária.

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4. MODOS DE ESTUDO
O ANAFAS suporta 3 modos de estudo:
 Estudo Individual: cada caso consiste de 1 ou mais faltas simultâneas,
especificadas diretamente pelo usuário.
 Estudo Macro: cada caso consiste de 1 única falta (curto-circuito), aplicada
sobre 1 barra ou num ponto intermediário de 1 circuito (do tipo linha) e que
pode ser associada a 1 contingência simples, dupla ou tripla.
 Estudo de Superação de Disjuntores: através de simulações de diversas
faltas seguindo critérios que serão detalhados adiante, detecta disjuntores
com capacidade de interrupção superada ou próximos de a terem superada.

4.1 ESTUDO INDIVIDUAL


Nesse modo de estudo, o usuário especifica diretamente cada caso, composto
por 1 ou mais faltas simultâneas, até os seguintes limites por caso:
 8 curtos-circuitos “shunt” + 4 curtos-circuitos série + 10 remoções e/ou
aberturas (simples ou com aterramento);
 3 faltas (curto-circuito “shunt” ou abertura) intermediárias. Cada ramo de
circuito poderá conter, no máximo, 2 barras fictícias, ou seja, uma abertura
intermediária (simples ou com defeito “shunt” associado), ou até 2 defeitos
“shunt” intermediários.

4.2 ESTUDOS MACRO


Nesse modo de estudo os casos são gerados pelo ANAFAS, através da
combinação de tipos de curto-circuito, pontos-de-falta e contingências,
definidos pelo usuário, como mostrado na figura abaixo.
Estrutura dos Casos de um Estudo Macro
caso

P.Falta P.Falta P.Falta


#1 ... #p ... # Np
conj. p. falta

Falta Falta Falta


#1 ... #f ... # Nf
conj. faltas

Contig. Contig. Contig.


#1 ... #c ... # Nc
conj. contig.

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4.2.1 CONJUNTO DE FALTAS


O conjunto de faltas é formado pela seleção de curto-circuitos sólidos pré-
definidos (a-terra, bc, bc-terra, 3).
O conjunto de faltas pode ser definido interativamente ou através de arquivo-
texto, especificado no Apêndice 2.

4.2.2 CONJUNTO DE PONTOS-DE-FALTA


As faltas podem ser aplicadas sobre barras ou em pontos intermediários de
circuitos, sendo a escolha feita interativamente.
 No caso de faltas em barra, o conjunto de pontos-de-falta é o conjunto de
barras onde serão aplicadas as faltas.
 No caso de faltas intermediárias, o conjunto de pontos-de-falta é a
combinação do conjunto de circuitos que sofrerão as faltas com o conjunto
de pontos intermediários (percentuais) onde as faltas serão aplicadas.
O conjunto de pontos-de-falta pode ser especificado interativamente, como
descrito nos itens 7.2.3 e 7.2.4, ou através de um arquivo-texto, definido no
Apêndice 3.
Nota: no caso de um Estudo Orientado a Ponto-de-Monitoração, os pontos de
falta, também podem ser definidos automaticamente, na vizinhança dos
Pontos-de-Monitoração, dentro dos respectivos raios-de-observação.

Conjunto dos Pontos Intermediários (%)


Os pontos de falta intermediária, são especificados através dos percentuais do
comprimento do circuito, correspondentes à distância até o terminal mais
próximo. Cada circuito pode conter vários pontos de falta. Os percentuais são
especificados interativamente, através da definição do intervalo de aplicação
(% inicial e final), entre 0 e 50%, aplicado simetricamente em relação ao centro
do circuito, e do intervalo entre pontos (%), de 1 a 50%.
Exemplos de Especificação de Pontos de Falta em Circuito
Intervalo % Pontos de Falta (%)
10% 30% 5% 10, 15, 20, 25, 30, 70, 75, 80, 85, 90%

0% 50% 25% 0 25 50 75 100%

20% 20% - 20 80%

50% - - 50%

10% 25% 10% 10 20 80 90%

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4.2.3 CONTINGÊNCIAS
Para os curtos-circuitos em Barra, podem ser simulados os seguintes tipos de
contingência automática:
 Desligamento dos Circuitos Adjacentes: abertura e aterramento das 3 fases
de ambos terminais do circuito ( Deslig ).
 Remoção dos Circuitos Adjacentes: eliminação do circuito e dos respectivos
acoplamentos mútuos de seq. zero com outros circuitos ( Remoção ).
 Curto no Fim das Linhas Adjacentes: o terminal remoto da linha adjacente é
aberto nas 3 fases e o curto-circuito especificado é aplicado no terminal
aberto ( FimLinha ).
 Abertura do Terminal Remoto dos Circuitos Adjacentes: o terminal remoto
do circuito adjacente é aberto nas 3 fases ( AbTerRem ).
 Abertura Dupla dos Circuitos Adjacentes: ambos terminais do circuito
adjacente são abertos nas 3 fases ( AbDupla ).

Para os curtos-circuitos Intermediários, podem ser simulados os seguintes


tipos de contingência automática:
 Desligamento dos Circuitos Adjacentes e/ou Acoplados ( Deslig );
 Remoção dos Circuitos Adjacentes e/ou Acoplados ( Remoção ).

Nota: o desligamento só difere da remoção se a linha afetada pela


contingência for acoplada a outra(s), pois no caso do desligamento
poderá fluir corrente de seqüência zero na linha desligada (o ANAFAS
informa este valor caso exista).
Nota: a abertura dupla só difere da remoção se a linha afetada pela
contingência for acoplada a outra(s) e o valor da susceptância shunt de
seq. zero tiver sido especificado, caso em que haverá caminho para fluir
corrente de seqüência zero pela linha aberta.
Nota: quando o circuito a sofrer contingência (desligamento, remoção ou
abertura) está ligado à uma barra tipo “mid-point”, todos os demais
ramos de circuito ligados à esta barra “mid-point” também sofrem a
contingência (desligamento, remoção ou abertura).
Nos casos de desligamento, remoção ou abertura de circuitos, é necessário
definir o grau máximo das contingências, que podem ser só simples, simples e
duplas, ou então simples, duplas e triplas, isto é, afetar no máximo 1, 2 ou 3
circuitos simultaneamente.
O conjunto de contingências desejadas pode ser definido interativamente ou
através de arquivo-texto, especificado no Apêndice 2.

4.3 ESTUDO DE SUPERAÇÃO DE DISJUNTORES


O Estudo de Superação de Disjuntores tem como objetivo principal detectar
disjuntores com problemas de superação. É composto de duas etapas: na
primeira, faz uma análise preliminar comparando o nível de curto-circuito total
de cada barra com seu disjuntor de menor capacidade de interrupção de
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corrente simétrica, buscando barras que possam ter problemas de superação.


Na segunda etapa, executa simulações de forma a encontrar o maior valor de
corrente que pode circular por cada terminal de circuito das barras suspeitas.
Este estudo foi implementado seguindo critérios e padrões definidos no
relatório "Estudos de Curto-Circuito - Período 2004-2007", elaborado e
distribuído pelo ONS, e é descrito em detalhes nos itens seguintes.

4.3.1 DADOS PARA O ESTUDO


Na primeira etapa, o programa necessita da menor capacidade de interrupção
de corrente simétrica de cada barra de interesse. Na segunda, é necessário
fornecer as capacidades de interrupção dos disjuntores em cada terminal de
circuito a ser analisado.
As capacidades de interrupção de cada terminal de circuito devem ser
fornecidas no bloco de dados de circuitos (código DCIR). O formato de dados é
descrito no Apêndice deste manual, Dados de circuitos, item 1.1.5. A menor
capacidade de interrupção de cada barra será deduzida automaticamente pelo
programa a partir das capacidades de cada terminal de circuito.
É possível ainda, caso não se possua todos os dados de capacidade, fornecer
a menor capacidade de interrupção da barra no bloco de dados de barra
(código DBAR), com a formatação descrita no item 1.1.4 do Apêndice deste
manual. Desta forma, todos os terminais de circuito desta barra que não
tenham sua capacidade preenchida no bloco de circuitos serão considerados
como tendo capacidade de interrupção igual à menor capacidade da barra
(bloco DBAR). Apesar de ser possível preencher os dados no bloco de barras,
recomenda-se que estes sejam preenchidos apenas no bloco de circuitos para
evitar erros.
A seguir são mostrados alguns exemplos de preenchimento.
No exemplo a seguir, uma barra de número “67” está conectada a duas linhas
de transmissão, um transformador e um gerador. Cada um destes circuitos
possui disjuntores em seus terminais. As capacidades de interrupção de
corrente simétrica em cada terminal são informadas na figura.

Barra 66 Barra 67

40,00 kA 41,00 kA 22,00 kA


Barra 224 Barra 129

22,00 kA 22,00 kA 25,50 kA 25,00 kA

Estas capacidades de interrupção são representadas no bloco de dados de


circuitos da seguinte forma:
37
(---------------------Dados de Circuitos------------------------------------
( BF C BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1_PgS0_Qg TAP TB TCIA DEFE

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KM DJ_BF DJ_BT
(----= ===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-
==== ------ ======
( Gerador
67 0 1.5 2.6 1
22
( Linhas de transmissão
66 67 .05 1.29 .6 2.6 1
40 41
67 129 .03 1.4 .4 2.7 1
25.5 25
( Transformador
67 224 T 1.6999999999999 1
22 22
0 67 T999999999999 1.6 99224 1 1
( Fim de bloco
99999

A partir destas informações, o programa determinará automaticamente a


menor capacidade de interrupção de cada barra. Neste exemplo, a menor
capacidade de interrupção da barra 67 vale 22 kA.

Conforme mencionado anteriormente, em caso de ausência de dados, é


possível também fornecer explicitamente a menor capacidade de interrupção
de uma barra no bloco de dados de barras, como se vê abaixo:
38
(NB C M BN VBAS DISJUN IA
(--- - - ------------ ---- ------ --
67 BARRA 67 500 22 1
99999

Entretanto, desta forma o programa entenderá que todos os terminais de


circuitos conectados à barra 67 que não tenham seus dados de capacidade
especificados no bloco de dados de circuitos terão capacidade de interrupção
igual ao valor especificado no bloco de barras.
Barra 66 Barra 67

40,00 kA 22,00 kA 22,00 kA


Barra 224 Barra 129

22,00 kA 22,00 kA 22,00 kA 25,00 kA

4.3.2 CONJUNTO DE BARRAS A SER ANALISADO


O Estudo de Superação será feito em um conjunto de barras definido pelo
usuário. Pode ser uma porção do sistema definida através de expressões de
conjunto (item 7.2.3 deste manual), ou mesmo todo o sistema. Pode-se
fornecer o conjunto interativamente ou através de arquivo de barras (item 3 do
Apêndice). Após a definição do conjunto de barras pelo usuário, o ANAFAS
apresentará a opção de gravá-lo em arquivo.

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As barras a serem analisadas precisam ter base de tensão especificada, pois


são feitas comparações em kA. As que não tiverem base de tensão válida
serão ignoradas, e o ANAFAS emitirá um aviso identificando cada uma destas.
Barras fictícias ou auxiliares/derivação serão ignoradas neste estudo.

4.3.3 EXECUÇÃO DO ESTUDO


A execução é divida em duas etapas, que serão detalhadas a seguir

4.3.3.1 PRIMEIRA ETAPA


Inicialmente, é feito um estudo macro no conjunto de barras fornecido. São
simuladas faltas trifásica, monofásica e bifásica-terra em todas as barras
definidas pelo usuário, e seus níveis de curto totais são comparados com seu
disjuntor de menor capacidade. No caso do curto bifásico-terra é considerado
o maior nível de curto entre as fases B e C.
O princípio básico aplicado nesta etapa é:
Nos locais onde o nível de curto total da barra for inferior à capacidade de
interrupção do menor disjuntor, fica descartada a possibilidade de haver
superação.
Nos locais onde o nível de curto total for próximo ou superior à menor
capacidade de interrupção, existe a possibilidade de haver problemas de
superação (não quer dizer que necessariamente haja algum disjuntor
superado). Estas barras suspeitas terão suas contribuições analisadas na
segunda etapa do estudo, para verificar se realmente há ou não superação.

As barras definidas pelo usuário são separadas em subconjuntos de acordo


com seu nível de superação e relação X/R. Na tabela a seguir são descritos os
critérios utilizados para incluir uma barra em um ou outro subconjunto:

Maior X entre 1F,3F,2FT Nivel de curto


Subconj. Maior % entre 1F,3F,2FT
R Cap. de interrupção

(a) Menor que 16,96 > 90%


(b) 16,96 ~ 22,62 > 85%
(c) 22,62 ~ 28,28 > 80%
(d) 28,28 ~ 45,24 > 70%
(e) Maior que 45,24 Qualquer
(f) Qualquer 90% - 100%
(g) Qualquer > 100%
(h) Qualquer > “X” %

O subconjunto (h) é o de barras que serão analisadas na segunda etapa do


estudo (todas as barras com mais de “X” % de superação). O valor padrão de
“X” é de 100%, mas o usuário pode definir um outro valor qualquer, por
exemplo 95% (o ANAFAS perguntará o valor de X logo antes de começar a
execução do estudo.

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Os subconjuntos de (a) a (e) seguem critérios estabelecidos pelo ONS.


O subconjunto (f) guarda todas as barras com superação entre 90 e 100%, ou
seja, barras em estado ALERTA, independentemente de seus X/R. O
subconjunto (g) guarda as barras com mais de 100% de superação, barras em
estado SUPERADO.
Uma barra pode estar em apenas um dos subconjuntos (a), (b), (c), (d) e (e).
Pode estar em apenas um dos subconjuntos (f) e (g), podendo, entretanto,
estar simultaneamente em um dos subconjuntos de (a) a (e), em um dos
subconjuntos (f) e (g) e no subconjunto (h). Por exemplo, uma barra que tenha
o maior X/R igual a 25,00 e nível de superação igual a 98%, será incluída no
subconjunto (c), será também incluída no subconjunto (f) e, se o usuário definir
“X” como 95%, estará também em (h).
Cada subconjunto tem impressos sua descrição e os dados de cada uma de
suas barras:
número, nome, área, base de tensão, X/R monofásico, trifásico e bifásico-terra,
nível de curto (em kA) monofásico, trifásico e bifásico-terra, capacidade do
menor disjuntor (kA), percentual de superação e situação (90 - 100% =>
ALERTA ; >100% => SUPERADO)

Exemplos de saídas do estudo (obs.: nos exemplos abaixo só aparecerão os


valores referentes aos curtos monofásico e trifásico mas, a partir da versão
6.5.1 do Anafas, o curto-circuito bifásico-terra também é considerado e tem
seus valores exibidos nos diversos relatórios do estudo):

- Considerando a base de dados de curto-circuito do ONS BR0712PL.ANA (de


02/09/2004), a barra 25 (ITUMB. 345) tem X/R monofásico igual a 22,5 e X/R
trifásico igual a 22,1. Logo, seu maior X/R é 22,5.
Seus níveis de curto monofásico e trifásico são, respectivamente, 23,6 e 22,8
kA. Logo seu maior nível de curto vale 23,6 kA., o que representa 99,2% da
capacidade de interrupção de seu menor disjuntor (23,80 kA).
Sendo assim, esta barra será incluída no subconjunto (b) (X/R entre 16,96 e
22,62, e superação maior que 85%). Será também incluída no subconjunto (f),
e talvez no subconjunto (h), dependendo do valor que for adotado para “X”.
A seguir, pode-se ver como será impresso o subconjunto (b) no arquivo,
inclusive a linha referente à barra 25. O conjunto analisado neste exemplo é o
das barras da área 16:

1.B) Barramentos com constante de tempo entre 45ms e 60ms (X/R: 16,96 - 22,62)
e corrente de curto superior a 85% da capacidade do menor disjuntor:
Total: 6
Superados: 5 (>100%)
Em alerta: 1 (90% - 100%)
Ok: 0 (<90%)
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Relação X/R Nível CC Menor Maior %
(kA) Cap. da
Barra 16,96 - 22,62 > 85% Disjun. Cap.

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Num. Nome Área VBase Monof. Trif. Monof. Trif. (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
10 L.C.BAR.345 16 345.0 17.9 18.1 26.6 25.5 25.00 106.3 SUPERADO
25 ITUMB. 345 16 345.0 22.5 22.1 23.6 22.8 23.80 99.2 ALERTA
28 ITUMB. 230 16 230.0 19.9 18.4 22.1 20.6 19.00 116.6 SUPERADO
43 B.SUL 138 16 138.0 20.2 20.2 22.2 18.8 16.00 138.9 SUPERADO
62 MOGI-F 345 16 345.0 11.9 17.6 24.1 25.8 23.80 108.3 SUPERADO
155 T.PRETO 345 16 345.0 15.9 19.5 52.3 46.9 50.00 104.6 SUPERADO

São impressas a descrição do subconjunto e os dados de cada barra: número,


nome, área, base de tensão, X/R monofásico e trifásico, nível de curto (em kA)
monofásico e trifásico, capacidade do menor disjuntor (kA), percentual de
superação e situação (90 - 100% => ALERTA ; >100% => SUPERADO)

- Exemplo de impressão do subconjunto (e):


1.E) Barramentos com constante de tempo acima de 120ms (X/R: > 45,24):
Total: 8
Superados: 0 (>100%)
Em alerta: 0 (90% - 100%)
Ok: 1 (<90%)
ND: 7
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Relação X/R Nível CC Menor Maior %
(kA) Cap. da
Barra > 45,24 Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Monof. Trif. Monof. Trif. (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
3 FURNAS 13A 16 13.8 1981.4 1302.0 19.4 19.8 ND
4 FURNAS 138 16 138.0 2204.8 1758.3 1.7 1.5 ND
6 FURNAS 13B 16 13.8 1990.9 1298.6 19.3 19.7 ND
29 S.MESA 138 16 138.0 142.1 142.7 7.1 6.1 31.50 22.6
210 IguacuDC500 16 500.0 99.6 306.1 27.7 21.8 ND
246 BAND-CE1 10 16 10.0 ****** 105.9 4.7 39.2 ND
248 BAND-CE2 10 16 10.0 ****** 105.9 4.7 39.2 ND
2360 P.ANGICAL138 16 138.0 41.3 46.1 19.1 16.9 ND

O subconjunto (e) independe da capacidade de superação. Portanto, mesmo


barras sem dados de capacidade de interrupção são incluídas (“ND” = “Não
disponível”)

- Exemplo de impressão do subconjunto (f):

Relação de barras em estado ALERTA:


(Nível de curto entre 90 - 100% da capacidade do menor disjuntor)
Total: 2
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
9 M.MORAES138 16 138.0 13.1 10.6 12.4 8.5 13.50 97.1 ALERTA
25 ITUMB. 345 16 345.0 23.6 22.5 22.8 22.1 23.80 99.2 ALERTA

Pode-se ver que a barra 25 aparece simultaneamente nos subconjuntos (b) e


(f).

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4.3.3.2 SEGUNDA ETAPA


As barras incluídas no subconjunto (h) (na opção padrão, todas aquelas com
mais de 100% de superação) podem apresentar problemas de superação de
seus disjuntores. É necessário analisar a contribuição dos circuitos destas
barras para saber se há realmente ou não problemas. Para cada circuito de
cada barra do subconjunto (h) são simuladas três condições de falta, ilustradas
a seguir:

Condição Representação
Barra do
subconjunto (h)

Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do

(1) Circuito 1
Corrente considerada
Circuito 4
Circuito 1

Icc

Barra do
subconjunto (h)

Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do
(2) Circuito 1
Corrente considerada
Circuito 4
Circuito 1

Icc

Barra do
subconjunto (h)

Circuito 3 Circuito 2
Outra extremidade do
(3) Circuito 1
Corrente considerada
Circuito 4
Circuito 1

Icc

47
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Nas três situações, observa-se a corrente que passa pelo disjuntor. Na


condição (1), há curto na barra e se verifica a contribuição do circuito. Na
condição (2), há curto na saída da linha, e na condição (3), há curto na saída
da linha enquanto o outro terminal do circuito está aberto (três fases abertas).
As três simulações são feitas para os curtos monofásico, trifásico e bifásico-
terra (no total, são nove simulações por circuito ligado à barra).
Cada barra do subconjunto (h) tem todos os seus circuitos analisados, um por
vez, verificando a contribuição mais severa entre as três condições acima
para o curto monofásico, a pior condição para o curto trifásico, e a pior
condição para o curto bifásico-terra. Nas faltas monofásica e trifásica é
observada a fase A, enquanto que na falta bifásica-terra é considerado o maior
valor entre as fases B e C.
A condição (3) é a mais severa na maioria dos circuitos. Em circuitos com
ligação para a terra e em alguns circuitos série, a corrente da condição (2)
pode chegar a ser substancialmente maior do que a da condição (3) no curto
monofásico e ligeiramente maior no curto trifásico. A condição (1) prevalece
em poucos casos, notadamente em barras que possuem alimentação apenas
por um lado (se este lado for aberto, a contribuição zera totalmente).

As correntes de cada situação são calculadas pelo programa da seguinte


maneira:
(1) => (Contribuição calculada diretamente pelo programa);
(2) => (Corrente de curto da barra) - (Corrente de contribuição do circuito);
(3) => (Corrente de curto da barra) - (Corrente de contribuição = 0, circ. remov)
= (Corrente de curto na barra).

O maior valor de corrente de contribuição de cada terminal de circuito será


comparado com a capacidade de interrupção de corrente simétrica do
respectivo disjuntor. Circuitos com percentual de superação acima de 100%
terão a indicação “SUPERADO” e entre 90 e 100% “ALERTA”.
No relatório de saída será impressa uma relação das barras que pertencem ao
conjunto (h) e, logo em seguida, a análise das contribuições de cada uma
destas barras. A impressão das barras pertences ao subconjunto (h) funciona
como índice para a segunda etapa, e, se for usada a opção padrão (X =
100%), será bastante parecida com a impressão do subconjunto (g) (barras em
estado SUPERADO).

- Exemplo de impressão do subconjunto (h) (obs.: no exemplo abaixo só


aparecerão os valores referentes aos curtos monofásico e trifásico mas, a
partir da versão 6.5.1 do Anafas, o curto-circuito bifásico-terra também é
considerado e tem seus valores exibidos nos diversos relatórios do estudo):

Relação de barras que terão suas correntes de contribuição analisadas na


etapa a seguir deste estudo:

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(Todas as que tiverem nível de curto acima de 100.0 %


da capacidade do menor disjuntor)
Total: 16
X---------------------------X-------------X-------------X------X------X---------X
Identificação da SE Nível CC Menor Maior %
Cap. da
Barra Monofásico Trifásico Disjun. Cap.
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R (kA) Nominal Situação
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X------X------X---------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0 22.00 109.7 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 16 345.0 26.6 17.9 25.5 18.1 25.00 106.3 SUPERADO
12 P.CALDAS345 16 345.0 16.8 10.2 22.7 12.2 22.00 103.1 SUPERADO
28 ITUMB. 230 16 230.0 22.1 19.9 20.6 18.4 19.00 116.6 SUPERADO

São impressos um cabeçalho identificando o valor de X especificado para o


estudo e, em seguida, a relação de dados das barras: número, nome, área,
tensão base, nível de curto (kA) e X/R monofásicos, nível de curto (kA) e X/R
trifásicos, capacidade do menor disjuntor (kA), percentual de superação
(relativo ao maior nível de curto entre o monofásico, o trifásico e o bifásico-
terra) e a situação da barra (90 - 100% => ALERTA ; >100% => SUPERADO).

- Exemplo de impressão de resultados de contribuição para a barra 2-


FURNAS (obs.: nos exemplos abaixo só aparecerão os valores referentes aos
curtos monofásico e trifásico mas, a partir da versão 6.5.1 do Anafas, o curto-
circuito bifásico-terra também é considerado e tem seus valores exibidos nos
diversos relatórios do estudo):
X---------------------------X---------------------------X
Identificação da SE Nível CC
Barra Monofásico Trifásico
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0
X-----------------------------X------X-----------------------X---------------X---------X
Identificação do Cap. Corrente de contribuição Relação
Circuito Interr. ICC ICC/ICCS
ICCS Monofásico Trifásico (%)
N BT Nome BT NC NomeCI T (kA) (kA) Cond. (kA) Cond. Monof. Trif. Situação
X----X------------X--X------X-X------X-------X---X-------X---X-------X-------X---------X
1 T#FU 345 13A FCE T 22.00 22.49 2 23.37 3 102.23 106.25 SUPERADO
5 T#FU 345 13B FCE T 22.00 22.52 2 23.38 3 102.35 106.28 SUPERADO
7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 FCE 22.00 22.50 3 22.34 3 102.25 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 FCE 22.00 22.53 3 22.34 3 102.41 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 2 FCE 22.00 22.54 3 22.35 3 102.45 101.61 SUPERADO
71 ITUTINGA345 FCE 22.00 23.16 3 23.28 3 105.25 105.80 SUPERADO
71 ITUTINGA345 2 FCE 22.00 23.14 3 23.23 3 105.19 105.58 SUPERADO
389 PIMENTA 345 FCE 22.00 22.78 3 23.04 3 103.53 104.72 SUPERADO
0 REFERENCIA FCE G 22.00 16.12 2 19.27 2 73.26 87.60
389 PIMENTA 345 2 NOVA 22.00 22.75 3 22.96 3 103.40 104.35 SUPERADO

Primeiro são impressas as informações relativas à barra em questão: número,


nome, área, base de tensão, nível de curto (kA) e X/R monofásicos, e nível de
curto (kA) e X/R trifásicos.
Em seguida são impressas as informações de cada circuito conectado à barra:
 número e nome da outra barra terminal;
 número do circuito (“NC”), para circuitos em paralelo (em branco se só
houver um circuito);
 nome do circuito;
 tipo do circuito (em branco se for LINHA; “T” = transformador; “G” =
gerador; “H” = Shunt de barra; “S” = capacitor série; “C” = carga);
 capacidade de interrupção do disjuntor deste circuito, em kA;

49
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 maior corrente de curto monofásico passando pela fase A do disjuntor, em


kA (considerando as três situações citadas anteriormente);
 Número da pior condição para o curto monofásico (situação 1, 2 ou 3);
 maior corrente de curto trifásico passando pela fase A do disjuntor, em kA
(considerando as três situações citadas anteriormente);
 Número da pior condição para o curto trifásico (situação 1, 2 ou 3);
 Percentual de superação para o curto monofásico;
 Percentual de superação para o curto trifásico;
 Situação (superação abaixo de 90% => em branco; superação entre 90 e
100% => ALERTA; superação acima de 100% => SUPERADO)

Ou seja, tomando como base as informações destacadas abaixo, referentes ao


circuito entre as barras 2 (FURNAS 345) e 7 (M.MORAES 345):

X---------------------------X---------------------------X
Identificação da SE Nível CC
Barra Monofásico Trifásico
Num. Nome Área VBase Ncc(kA) X/R Ncc(kA) X/R
X----X------------X---X-----X------X------X------X------X
2 FURNAS 345 16 345.0 23.8 15.4 24.1 16.0
X-----------------------------X------X-----------------------X---------------X---------X
Identificação do Cap. Corrente de contribuição Relação
Circuito Interr. ICC ICC/ICCS
ICCS Monofásico Trifásico (%)
N BT Nome BT NC NomeCI T (kA) (kA) Cond. (kA) Cond. Monof. Trif. Situação
X----X------------X--X------X-X------X-------X---X-------X---X-------X-------X---------X
1 T#FU 345 13A FCE T 22.00 22.49 2 23.37 3 102.23 106.25 SUPERADO
5 T#FU 345 13B FCE T 22.00 22.52 2 23.38 3 102.35 106.28 SUPERADO
7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO
10 L.C.BAR.345 FCE 22.00 22.50 3 22.34 3 102.25 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 FCE 22.00 22.53 3 22.34 3 102.41 101.54 SUPERADO
12 P.CALDAS345 2 FCE 22.00 22.54 3 22.35 3 102.45 101.61 SUPERADO
71 ITUTINGA345 FCE 22.00 23.16 3 23.28 3 105.25 105.80 SUPERADO
71 ITUTINGA345 2 FCE 22.00 23.14 3 23.23 3 105.19 105.58 SUPERADO
389 PIMENTA 345 FCE 22.00 22.78 3 23.04 3 103.53 104.72 SUPERADO
0 REFERENCIA FCE G 22.00 16.12 2 19.27 2 73.26 87.60
389 PIMENTA 345 2 NOVA 22.00 22.75 3 22.96 3 103.40 104.35 SUPERADO

FURNAS 345 FALTA MONOFÁSICA


2 Pior situação de curto: 3 (falta
com outra extremidade aberta)

M.MORAES 345
22,26 kA
7

1F

50
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FURNAS 345 FALTA TRIFÁSICA


2 Pior situação de curto: 3 (falta
com outra extremidade aberta)

M.MORAES 345
22,21 kA
7

3F

7 M.MORAES345 FCE 22.00 22.26 3 22.21 3 101.18 100.94 SUPERADO

A linha destacada mostra que a situação de curto monofásico mais severa


para o disjuntor posicionado junto à barra 2 (FURNAS 345), no circuito que vai
para a barra 7 (M. MORAES 345) se dá na condição “3” (falta logo após o
disjuntor, com a outra extremidade do circuito aberta) e o valor da corrente
passando pelo disjuntor é de 22,26 kA. Mostra também que a pior situação
de curto trifásico também é a condição “3”, com corrente de 22,21 kA. O
percentual de superação para o caso monofásico é de 101,18% e para o caso
trifásico 100,94%. O maior valor entre os dois é 101,18%, que é maior que
100%, logo o disjuntor é considerado SUPERADO.

4.3.4 OPÇÕES DO ESTUDO


O Estudo oferece algumas opções para configurar o relatório de saída, como
se pode ver na figura abaixo:

51
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O padrão do programa é imprimir o relatório completo, com todas as


informações. No entanto pode-se:
 Não imprimir as tabelas referentes aos subconjuntos (a), (b), (c), (d) e
(e) (ou são impressas as cinco, ou nenhuma das cinco);
 Não imprimir as tabelas referentes aos subconjuntos (f) e (g) (barras
com estado ALERTA, barras com estado SUPERADO). Ou as duas
tabelas são impressas, ou nenhuma das duas;
 Alterar o valor de “X” (percentual de superação para a segunda etapa do
estudo). Se for reduzido, mais barras serão incluídas na segunda etapa
e terão suas contribuições analisadas;
 Não imprimir a tabela referente ao subconjunto (h) (índice de barras
para o segundo estudo);
 Imprimir, na segunda etapa do estudo, APENAS circuitos com estado
ALERTA ou SUPERADO (evita-se a impressão de informações
desnecessárias);
 Imprimir valores calculados com vírgula ao invés de ponto decimal (torna
mais fácil a importação pelo Microsoft Excel).

Pode-se ativar ou desativar livremente qualquer uma destas opções. As


opções selecionadas são evidenciadas no início do relatório de saída,
permitindo que se saiba posteriormente o que foi impresso.

4.4 EQUIVALENTES PARA CURTO-CIRCUITO


O cálculo de equivalentes é útil quando se deseja realizar estudos apenas em
uma região do sistema elétrico (área interna ou retida), sem interesse no que
acontece fora dela (área externa ou equivalentada).
O sistema equivalente não contém explicitamente a área externa, porém o seu
efeito nas grandezas calculadas na área interna é considerado através das
ligações equivalentes (série e shunt) que surgem na construção do sistema
equivalente, além das fontes de corrente equivalentes criadas (bloco DEOL).
A porção do sistema interno que está conectada ao sistema externo é
chamada de fronteira, e apenas entre as barras da fronteira e a referência são
criadas as ligações equivalentes. As fontes de corrente equivalentes também
são criadas sempre em barras de fronteira. Normalmente, surgem ligações
equivalentes entre a maioria dos pares de barras fronteira possíveis. Assim
sendo, para equivalentes cujo número de barras retidas seja grande (de
dezenas a centenas), o número de ligações equivalentes série criadas pode
ser muito grande, sendo que a maioria, geralmente, são ligações de alta
impedância, que poderiam ser desprezadas (ver alguns parágrafos abaixo)
sem grande influência nos resultados obtidos.
Obs.: durante o cálculo de equivalentes, o programa preserva todos os
circuitos série originais ligados às barras de fronteira e, opcionalmente,
também os circuitos shunt. Assim sendo, poderão ser criadas ligações
equivalentes paralelas àquelas já existentes originalmente.

52
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A área retida pode ser especificada de 2 formas: pelo conjunto das barras a
serem retidas; ou pelas suas interligações com o sistema externo. Na primeira
forma (recomendável quando a área retida possui poucas barras), deve-se
especificar um conjunto de barras contendo todas as barras da área retida (o
conjunto de barras pode ser especificado interativamente, como descrito no
item 7.2.3, ou através de um arquivo-texto, conforme definido no Apêndice 3).
Na segunda forma (recomendável quando a área retida possui muitas barras),
deve-se especificar um conjunto contendo todas as interligações (pares de
barras de fronteira interna-externa) da área retida com o sistema externo (o
conjunto de interligações só pode ser especificado através de um arquivo-
texto, conforme definido no Apêndice 3).
Nesta segunda forma, existe a opção de incluir automaticamente na área retida
as barras de fronteira externas. Ainda nesta forma, caso a lista de
interligações fornecida não divida o sistema em duas regiões isoladas, o
programa informa uma lista de barras formando um caminho mínimo, paralelo
a alguma interligação, ligando uma barra de fronteira interna a uma externa.
Ao se definir a área retida, deve-se tomar o cuidado de não “partir” grupos
mutuamente acoplados, ou seja, deixar alguma linha do grupo dentro da área
retida e alguma outra fora. Caso isto ocorra, as contribuições de sequência
zero nos circuitos do grupo que foi partido, calculadas com o sistema
equivalente, ficarão diferentes das que seriam obtidas com o sistema original.
No entanto, as correntes totais de curto nas barras, assim como as tensões
pós-falta, estarão corretas (iguais às calculadas com o sistema original). O
cálculo de curtos-circuitos com contingências em alguma linha de um grupo
que foi partido também leva a resultados diferentes daqueles obtidos com o
sistema original. Para ajudar o usuário a lidar com este problema, existe uma
opção para que o programa automaticamente impeça que grupos mutuamente
acoplados sejam partidos. Neste caso, o programa inclui na área retida as
barras terminais das linhas acopladas a alguma linha retida que, de outra
forma, ficariam fora do equivalente resultante.
Como todo processo de cálculo numérico, o cálculo de equivalentes também é
afetado por problemas de precisão numérica. Assim sendo, pequenas
diferenças (geralmente desprezíveis) poderão ocorrer entre grandezas
calculadas com o sistema equivalentado e o sistema original.
Outra fonte de diferenças nos resultados, controlada pelo usuário, acontece
quando se despreza ligações equivalentes de alta impedância. Como dito
anteriormente, é muito freqüente o surgimento de ligações equivalentes de
grande impedância (principalmente ligações série), que podem ser
desprezadas sem grande comprometimento da precisão dos resultados.
Assim sendo, existe uma relação de compromisso entre precisão e número de
circuitos equivalentes criados.
Para o cálculo do equivalente, o usuário define um valor máximo (Zmáx) de
módulo de impedância, acima do qual a ligação equivalente é desprezada (não
é criada). Para uma ligação equivalente ser desprezada, os módulos de sua
impedância, tanto de sequência positiva como de sequência zero, devem ser
maiores que Zmáx. Apenas ligações equivalentes série podem ser
desprezadas de acordo com Zmáx. Ligações equivalentes ligadas à referência

53
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são geralmente mantidas, exceto se seu valor de módulo de impedância, em


ambas as seqüências, for superior a um limite fixo (99999 %).
O melhor valor de Zmáx a ser utilizado dependerá das necessidades de cada
usuário. Porém, para auxiliá-lo nesta tarefa, o programa informa, após o
cálculo de um equivalente, os erros máximos (sistema equivalente comparado
com sistema original) de módulo (%) e ângulo (°) das impedâncias
equivalentes (Thévenin) de cada barra retida, tanto na sequência positiva como
na sequência zero. Assim sendo, se o erro máximo estiver acima do aceitável
para o usuário, ele poderá refazer o equivalente utilizando um valor de Zmáx
maior.
Após o cálculo de um equivalente, o programa informa uma estatística que
contém, além dos erros máximos, o número de circuitos equivalentes série e
shunt (criados e desprezados) e os totais de barras, circuitos e grupos
acoplados (internos e fronteira) que sobraram na área retida.
Além disso, são informados no arquivo ANAFAS.LOG os valores das
impedâncias equivalentes de barra (seq. positiva e zero) do sistema original e
do equivalente, além do erro de módulo e ângulo, para todas as barras em que
houver alguma diferença, conforme mostrado no trecho abaixo.

LISTA DE DIFERENCAS DE IMPEDANCIA DE BARRA ( pu / gr )

IDENTIFICACAO SEQ.POS.ORIG. SEQ.ZER.ORIG. SEQ.POS.EQUIV. SEQ.ZER.EQUIV. ERRO SEQ.POS. ERRO SEQ.ZERO


NUM. NOME MOD. ANG. MOD. ANG. MOD. ANG. MOD. ANG. EP(%) AP(gr) EZ(%) AZ(gr)
5301 MIMOSO 138 0.0668 73.31 0.2414 83.40 0.0670 73.34 0.2414 83.40 0.31 0.03 0.00 0.00
5304 A.CLARA 138 0.1276 74.31 0.6153 71.54 0.1280 74.34 0.6153 71.55 0.31 0.03 0.00 0.00
5305 SGABRIEL138 0.2422 71.83 0.1999 86.04 0.2422 71.83 0.1999 86.04 0.01 0.00 0.00 0.00
5308 RIOVERDE138 0.4230 70.51 0.8932 76.35 0.4230 70.51 0.8932 76.35 0.01 0.00 0.00 0.00
5315 CUIAB-ER138 0.0675 74.33 0.1520 75.22 0.0676 74.34 0.1520 75.22 0.09 0.02 0.00 0.00
5316 LAGEADO 138 0.0548 77.80 0.1030 76.32 0.0548 77.82 0.1030 76.32 0.10 0.02 0.00 0.00
5317 M.COUTO 138 0.0533 76.35 0.1555 74.60 0.0533 76.37 0.1555 74.60 0.11 0.02 0.00 0.00
5319 A.SCAFFA138 0.0658 75.41 0.1652 74.81 0.0659 75.43 0.1652 74.81 0.09 0.02 0.00 0.00
5320 CENTR-ER138 0.0736 73.81 0.1923 72.89 0.0737 73.83 0.1923 72.89 0.07 0.02 0.00 0.00
5321 ALMOXAR.138 0.0652 76.48 0.1051 76.02 0.0653 76.49 0.1051 76.02 0.08 0.02 0.00 0.00

Obs.: após o cálculo de um equivalente, o sistema retido resultante, além de


ser gravado na forma de arquivo de dados, substitui o original na memória do
programa, podendo, assim, ser gravado em um arquivo histórico, por exemplo.
A seguir, é mostrada uma tabela com a variação do erro máximo em função do
parâmetro Zmáx. Foi utilizado um arquivo de dados representando o SIN, e foi
retida uma área de 196 barras.

Zmáx(%) # Circuitos # Circuitos Erro máx.(%) Erro máx.(%)


série criados série despr. seq. positiva seq. zero
999900. 106 14 0,03 0,01
99900. 89 31 0,05 0,02
9900. 70 50 0,33 0,35
3300. 56 64 1,25 1,00
900. 48 72 3,75 2,31

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4.4.1 EQUIVALENTE COM ERRO PRÉ-DEFINIDO E


MINIMIZAÇÃO DE LIGAÇÕES CRIADAS

Até a versão 7.1 do Anafas, a única forma de controlar o erro máximo em


relação ao caso original e o número de ligações equivalentes a serem criadas
era através da mudança do parâmetro Zmáx, conforme descrito no item
anterior.
O objetivo da implementação descrita neste item foi prover o cálculo de
equivalentes de uma forma mais direta e controlada para se gerenciar o
número de ligações criadas mantendo os erros nos níveis de curto das barras
dentro de valores aceitáveis.
O objetivo do método é obter um equivalente que atenda aos valores de "Erro
Máximo Permitido" por barra com um mínimo de circuitos equivalentes criados.
 Os valores de "Erro Máximo Permitido" por barra podem ser especificados
via arquivo, como uma segunda coluna nos arquivos já usados atualmente
(arquivos com extensão .BAR) informando o valor para cada barra ao lado
do seu respectivo número (ver Fig. 1), ou pelo diálogo “Cálculo de
Equivalentes” da versão com interface gráfica do Anafas, onde pode-se
fornecer um valor único a ser usado para todas as barras retidas através do
campo ao lado da opção “Especificar Erro Máximo Por Barra” (ver Fig. 2).
 Na versão com interface gráfica do Anafas pode-se utilizar os
botões “Importar” e “Exportar” do diálogo “Cálculo de Equivalentes”
para executar, respectivamente, as funções de ler e gravar um
arquivo de conjunto de barras (com extensão .BAR) contendo os
valores de "Erro Máximo Permitido" por barra como uma segunda
coluna (ver Fig. 3).
 Caso se deseje trabalhar com um único valor de "Erro Máximo
Permitido" para todas as barras da região retida, a forma mais fácil é
utilizar o campo próprio no diálogo “Cálculo de Equivalentes” da
versão com interface gráfica (ver Fig. 2).
 Caso se deseje trabalhar com valores distintos de "Erro Máximo
Permitido" por barra, é indicado preencher no diálogo o valor mais
freqüente entre todas as barras da região retida e em seguida
gravar o arquivo de barras usando o botão “Exportar”. Em seguida,
deve-se editar e salvar o arquivo gravado alterando nele os valores
de "Erro Máximo Permitido" desejados, e por fim usar o botão
“Importar” do diálogo de “Cálculo de Equivalentes” para executar o
cálculo com os valores diferenciados (obs.: nesta situação de
importar um arquivo de barras, o valor que estiver escrito no campo
ao lado da opção “Especificar Erro Máximo Por Barra” não é
utilizado, valendo os valores contidos no arquivo importado).
 O valor default para o "Erro Máximo Permitido" é 5%, tanto no
diálogo da versão com interface gráfica quanto na leitura via arquivo.

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ANAFAS.BAR
Arquivo gerado pelo Anafas
5301 03.000
5304 03.000
5305 03.000
5306 03.000
5307 03.000
5308 03.000
5310 03.000
5311 03.000
5312 03.000
5315 03.000
5316 03.000
5317 03.000
5319 03.000
5320 03.000
5321 03.000
5322 03.000
5323 03.000
5324 03.000
5325 03.000
5326 03.000

Fig. 1 – Exemplo de arquivo de barras com 3% de "Erro Máximo Permitido" para todas
as barras retidas

Fig. 2 – Usando um valor único de "Erro Máximo Permitido" para todas as barras
retidas pelo diálogo

56
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

Fig. 3 – Botões “Importar” e “Exportar” para ler e gravar um arquivo com conjunto de
barras

 Para obter o erro de uma barra são simulados 3 tipos de curto (monofásico,
bifásico-terra e trifásico) no sistema original e no equivalente, e considerado
o maior erro percentual entre eles.
 Na Etapa Inicial o cálculo é feito normalmente, porém o parâmetro Zmáx é
aumentado para 10000%, a não ser que já possua um valor superior a este,
caso em que é mantido nesse valor superior.
 Zmáx define um limite no valor de impedância acima do qual os
circuitos equivalentes série são desprezados (somente se superar
Zmáx nas sequências positiva e zero).

57
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

 Ao término do cálculo do equivalente normal com Zmáx valendo


pelo menos 10000%, é criada uma grande quantidade de circuitos
equivalentes série (entre barras de fronteira).
 Estes circuitos equivalentes série formarão um conjunto de circuitos
chamados de "candidatos", que poderão ser ligados ou desligados
ao longo das 2 etapas seguintes do método.
 Na Etapa 1 do método é feita uma filtragem inicial dos circuitos candidatos,
por valor de impedância, em função de um valor crescente de Zmáx, até
que os erros de todas as barras retidas estejam abaixo dos valores
informados de Erro Máximo Permitido e ainda atendendo a uma "Folga
Mínima Relativa" pré-definida.
 O valor da Folga Mínima Relativa é expresso como uma
percentagem do valor dos erros máximos permitidos para as barras.
O seu valor default é bem baixo (0,1%) mas pode ser alterado para
qualquer valor entre este e 99% com o uso da constante FOLM
dentro do bloco de constantes DCTE (ou no campo “Folga Mínima
Inicial” da janela “Avançado” do diálogo “Cálculo de Equivalentes” da
versão com interface gráfica do Anafas – ver Figs. 4 e 5).
 Por exemplo, uma barra com um Erro Máximo Permitido de 5% terá
que, ao final da Etapa 1, ter um erro de até 4,995% (5% menos a
folga de 0,005% que corresponde a 0,1% de 5%).
 O aumento da Folga Mínima Relativa é indicado apenas quando se
desejar que o número de candidatos ligados ao término da Etapa 1
seja maior do que aquele obtido com o valor default deste
parâmetro.
 O processo de aumento do valor de Zmáx na Etapa 1 é feito da
seguinte forma:
o inicia com um valor de 20% de impedância para Zmáx ;
o liga apenas os candidatos com impedância menor ou igual a
Zmáx ;
o avalia os erros das barras considerando também a Folga
Mínima Relativa ;
o caso alguma barra não esteja atendendo ao seu Erro Máximo
Permitido então o valor de Zmáx é multiplicado por 2 (novos
candidatos são ligados) e a avaliação dos erros é refeita.
o o processo encerra quando todas as barras estiverem
atendendo ao seu Erro Máximo Permitido, considerando a
Folga Mínima Relativa.
 Caso não seja possível atender, o valor da Folga Mínima Relativa é
reduzido para o seu valor default de 0,1% (caso estivesse maior) e
nova avaliação é feita. Se ainda assim não for possível atender, o
caso é considerado inviável e o equivalente fica com todos os
circuitos equivalentes criados com o valor original de Zmáx, e não é
gravado em arquivo.

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 Caso a Etapa 1 tenha sido concluída com sucesso (caso não


inviável), então é executada em seguida a chamada Etapa 2 do
método.

Fig. 4 – Ativando a janela “Avançado” do diálogo “Cálculo de Equivalentes”

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Fig. 5 – Alterando o valor da Folga Mínima Relativa da Etapa 1 do método pelo


diálogo

 Na Etapa 2 é tentado, de forma otimizada, o desligamento do maior número


de circuitos candidatos que tenham sido ligados na Etapa 1, sem contudo
que nenhuma barra passe a ter erro maior que o valor máximo permitido.
 Nesta etapa NÃO é considerada a Folga Mínima Relativa, que só é
utilizada na Etapa 1.
 Para se definir o melhor circuito candidato a ser desligado a cada
iteração da Etapa 2, é utilizado um critério de mérito que pode ser:
o a menor folga entre todas as barras (opção FMIN) (ou opção
“Folga Mínima” no diálogo da versão com interface gráfica –
ver Fig. 6);
o a soma das folgas de todas as barras (opção FTOT que é o
default) (ou opção “Folga Total” no diálogo da versão com
interface gráfica – ver Fig. 6);
o a soma quadrática das folgas de todas as barras (opção
FTO2) (ou opção “Folga Total Quadrática” no diálogo da
versão com interface gráfica – ver Fig. 6).
o folga aqui significa a diferença, obrigatoriamente maior ou igual
a zero, entre o Erro Máximo Permitido para a barra e o seu
erro atual.
 A opção COER (ou opção “Assumir Coerência” na janela
“Avançado” do diálogo “Cálculo de Equivalentes” da versão com
interface gráfica – ver Fig. 7) assume coerência elétrica na Etapa 2,
fazendo com que circuitos candidatos que causem inviabilidade ao
se tentar desligar em alguma iteração não sejam mais tentados nas
iterações seguintes.

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o Nos testes realizados a coerência foi observada, ou seja, o uso


da opção não afetou em nada o resultado da simulação, com
a vantagem de uma redução de quase 50% no tempo de
processamento da Etapa 2.
o Esta opção é especialmente interessante de ser usada nos
casos de simulações repetidas (descrito a seguir), quando o
tempo de simulação é maior e quase todo gasto na Etapa 2.
 A opção GRSP (ou opção “Soluções Repetidas” no diálogo da
versão com interface gráfica – ver Fig. 8) executa a Etapa 2
repetidas vezes, mas com um fator de variabilidade no processo de
definição do melhor circuito candidato a ser desligado a cada
iteração. Esta modalidade utiliza dois parâmetros adicionais: o
número de simulações repetidas desejado (constante NSIM ou
campo “Número de Tentativas” no diálogo da versão com interface
gráfica – ver Fig. 9, com valor default igual a 20), e o nível de
variabilidade desejado (constante LGUL ou campo “Variabilidade da
Busca” no diálogo da versão com interface gráfica – ver Fig. 10, com
valores possíveis entre 2 e 50 e valor default igual a 5). Ao final das
repetidas soluções, será preservada a que levou a um menor
número de candidatos ligados, com desempate pela solução que
tiver o maior valor para a menor folga entre todas as barras.
 A opção RAND (ou opção "Randomizar" no diálogo da versão com
interface gráfica – ver Fig. 11) promove uma aleatoriedade no
processo de soluções repetidas, de modo que diferentes execuções
do programa com parâmetros idênticos possam levar a resultados
diferentes.

Fig. 6 – Critérios de mérito que podem ser utilizados pela Etapa 2 do método

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Fig. 7 – Opção do diálogo para assumir coerência elétrica na Etapa 2 do método

Fig. 8 – Opção do diálogo para executar a Etapa 2 do método repetidas vezes

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Fig. 9 – Definindo o número de simulações repetidas desejado para a Etapa 2 do


método

Fig. 10 – Definindo o nível de variabilidade desejado nas simulações repetidas da


Etapa 2 do método

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Fig. 11 – Opção do diálogo para promover aleatoriedade nas soluções repetidas da


Etapa 2 do método

 Ao término de todo o cálculo, os circuitos candidatos que permaneceram


desligados são eliminados do caso, de modo que restem apenas aqueles
que permaneceram ligados. Assim sendo, na memória do programa ao
término do cálculo restarão apenas circuitos equivalentes ligados.
 Um resumo com os principais parâmetros das Etapas 1 e 2 é exibido antes
das estatísticas do equivalente criado (ver Fig. 12). Um relatório com os
níveis de curto originais e finais em kA e o maior erro percentual e o tipo de
curto onde ocorreu, para cada barra da região retida, é escrito no arquivo
de mensagens do programa (ver Fig. 13).

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Fig. 12 – Relatório com o resumo dos principais parâmetros das Etapas 1 e 2 antes
das estatísticas

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Fig. 13 – Relatório com os níveis de curto originais e finais em kA e o maior erro


percentual por barra

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4.4.2 RELATÓRIO DE IMPEDÂNCIAS DA BARRA DE


INTERESSE
O Relatório de Impedâncias da Barra de Interesse pode ser solicitado ao
executar um cálculo de equivalentes. Permite avaliar a distância elétrica entre
uma barra de interesse previamente escolhida na área retida e cada barra de
fronteira. A barra escolhida pode ser, p.ex., a barra terminal de algum
equipamento que se deseje analisar em um programa de transitórios
eletromagnéticos.
Supondo que se retenha a primeira vizinhança em torno da barra de interesse
“A” teríamos o seguinte:

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Os resultados até as barras de fronteira B, C e D são mostrados no relatório


abaixo:

BARRA DE INTERESSE: ( 129) A

X----------------------X------------------------X-----------------X
BARRA DE FRONTEIRA IMPEDÂNCIA FRONTEIRA POR
NUM. NOME MOD(%) ANG(gr) ACOPLAMENTO MÚTUO
X----------------------X------------------------X-----------------X
32688 # 0.4459 87.10 *
32712 # 0.4586 86.80 *
2311 B 0.4764 87.05
142 D 0.5118 89.64
32759 C 0.5232 86.78

As duas primeiras barras foram consideradas fronteira por conta de


acoplamentos mútuos de sequência zero, o que é indicado pela coluna
“Fronteira por Acoplamento Mútuo”, e serão discutidas mais adiante.
A impedância encontrada entre a barra de interesse A e a barra de fronteira B
foi de 0,4764%. Isso significa que, caso se calculasse um equivalente retendo
apenas estas duas barras, surgiria entre elas um circuito série com impedância
de sequência positiva com módulo igual a 0,4764% (neste caso, R1=0.024%;
X1=0.47%).

O mesmo vale para a barra D. Se for calculado um equivalente retendo apenas


as barras A (interesse) e D (fronteira), o circuito série equivalente entre as
barras terá impedância de módulo 0.5118%.
Neste relatório, a menor impedância encontrada para as barras de fronteira foi
a da barra B. Isso indica que esta se encontra eletricamente mais próxima da
barra de interesse que as demais.
Caso o usuário julgue que o valor de 0,4764% é pequeno, indicando que os
equivalentes de 60 Hz calculados pelo Anafas estarão demasiadamente

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próximos dos equipamentos estudados no ATP, pode-se aumentar a área


retida em mais uma vizinhança e solicitar novamente o relatório:

BARRA DE INTERESSE: ( 129) A

X----------------------X------------------------X-----------------X
BARRA DE FRONTEIRA IMPEDÂNCIA FRONTEIRA POR
NUM. NOME MOD(%) ANG(gr) ACOPLAMENTO MÚTUO
X----------------------X------------------------X-----------------X
32688 # 0.4459 87.10 *
32712 # 0.4587 86.80 *
2311 B 0.4764 87.05 *
69 I 0.4796 87.06
142 D 0.5119 89.64 *
32759 C 0.5232 86.78 *
170 O 0.5961 86.83
32785 J 0.7682 86.72
32668 # 0.7824 86.79
950 N 0.9268 85.34
2252 # 1.0333 86.26
32790 Q 1.1724 87.05
80 K 1.2496 84.52
32760 S 1.6041 87.55
954 # 2.1902 82.21
955 # 2.2915 82.06
19775 P 2.3709 85.88

No novo relatório, a barra B deixou de ser uma barra de fronteira convencional


e passou a ser fronteira por acoplamento mútuo, podendo ser desconsiderada
por agora.

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A primeira fronteira convencional do relatório é a barra I, com impedância de


0,4796 % até a barra de interesse, maior que o valor anterior de 0,4764 % do
relatório com apenas uma vizinhança. Isso mostra que, ao aumentar a região
retida, afastando as fronteiras da barra de interesse, a tendência é que os
equivalentes de 60 Hz calculados pelo Anafas fiquem a uma distância elétrica
cada vez maior, tornando os resultados dos estudos de transitórios
eletromagnéticos mais confiáveis.
Nos estudos de transitórios eletromagnéticos, geralmente a área retida não
deve ser nem grande demais, pois a representação dos dados fica mais
trabalhosa e a simulação mais demorada, nem pequena demais, podendo
prejudicar a precisão dos estudos. Esta ferramenta pode auxiliar na definição
ótima da região retida pois, às vezes, apenas o número de vizinhanças não
garante uma distância elétrica mínima aceitável porque podem haver circuitos
de baixa impedância (jumpers) dentro da vizinhança.

Quanto às fronteiras por acoplamento mútuo, o que ocorre é que, ao separar a


região interna e externa do equivalente, podem ser eliminados acoplamentos
mútuos entre linhas internas e linhas externas que são removidas pelo cálculo,
criando ligações equivalentes de sequência zero que podem surgir em
qualquer ponto da região retida, diferentemente das fronteiras convencionais
que tem comportamento mais intuitivo. Um equivalente deste tipo pode surgir
próximo da barra de interesse e não necessariamente desapareceria com o
aumento da região retida.
Nos exemplos anteriores podemos ver que, ao reter apenas uma vizinhança,
surgem equivalentes por acoplamento mútuo nas barras 32688 e 32712. Ao
reter duas vizinhanças, surgem equivalentes nas barras B, C, D, 32688 e
32712. Ou seja, ao aumentar uma vizinhança, dois equivalentes por
acoplamento mútuo permaneceram no caso e surgem outros três. Ao
aumentar ainda mais a região retida, os equivalentes próximos eventualmente
desapareceriam, mas isso ocorre de maneira difícil de prever, já que os
acoplamentos podem envolver diversas linhas, inclusive de níveis de tensão
diferentes. Veja nas figuras abaixo as barras de fronteira classificadas por
conta de acoplamentos mútuos.

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Sendo assim, o relatório informa todas as barras de fronteira, discriminando


quais delas foram assim classificadas por conta de acoplamentos mútuos de
sequência zero. Cabe ressaltar que, se for utilizada a opção de não partir
grupos mutuamente acoplados, não surgirá nenhuma barra classificada como
fronteira por conta de acoplamentos mútuos.

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4.5 COMPARAÇÃO DE CONFIGURAÇÕES


A ferramenta de comparação de configurações foi implementada com o
objetivo de facilitar a tarefa de comparação entre dois diferentes arquivos de
dados como, por exemplo, um arquivo antes e depois de ser editado para
alterações.
A comparação fornece relatórios com as diferenças encontradas entre os dois
arquivos. A comparação é feita em três blocos, a saber: dados de barra,
dados de circuito e dados de mútua. Para cada bloco são emitidos dois
relatórios: um com as diferenças encontradas entre as ocorrências que
existirem nos dois arquivos e outro com as ocorrências exclusivas do primeiro
arquivo, ausentes no segundo, perfazendo um total de seis relatórios.
Em cada bloco de dados, são comparados todos os tipos de dados existentes
naquele bloco, porém, a comparação de alguns tipos de dados é opcional,
sendo os demais sempre comparados. Os tipos de dados opcionais em cada
bloco são os seguintes:
 Dados de barra: nome, tipo, área, tensão pré-falta (módulo e ângulo);
 Dados de circuito: nome, área, tap, defasamento;
 Dados de mútua: área.
Para executar a comparação, o usuário deve carregar na memória do
programa o primeiro arquivo de dados e, em seguida, efetuar a operação de
comparação de configurações fornecendo o nome do segundo arquivo de
dados.
Os seis relatórios gerados pela comparação são escritos em um arquivo cujo
nome é fornecido pelo usuário.

4.6 EVOLUÇÃO DE NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO


A ferramenta de evolução de nível de curto-circuito foi implementada com o
objetivo de facilitar a tarefa de comparação entre duas configurações distintas
de um mesmo sistema. São comparados os módulos dos valores (em kA)
trifásico (seq. positiva), monofásico (fase A) e bifásico-terra (maior entre as
fases B e C) das correntes totais de curto-circuito em cada barra e das suas
contribuições de primeira vizinhança. O programa, normalmente, identifica as
barras pelo número, porém, opcionalmente, pode identificar por número e
nome. Neste caso, só fará comparações entre barras de mesmo número e
nome.
São gerados seis relatórios, que são escritos em um arquivo cujo nome é
fornecido pelo usuário.
No primeiro relatório aparecem, para todas as barras onde houve variação
maior que um limite fornecido pelo usuário, a identificação da barra, os
módulos das correntes totais de curto-circuito trifásico, monofásico e bifásico-
terra (nas duas configurações), e as variações percentuais dos módulos
(trifásico, monofásico e bifásico-terra). Uma variação de 9999 % indica que o
módulo passou de zero para um valor maior que zero; uma variação de –100%

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indica que o módulo passou de um valor maior que zero para zero. O relatório,
opcionalmente, pode ser ordenado de forma decrescente de variação, ou seja,
da maior para a menor.
Nos dois relatórios seguintes aparecem, respectivamente, as identificações das
barras exclusivas da primeira e segunda configurações.
No relatório seguinte aparecem as evoluções (maiores que um limite fornecido
pelo usuário) nas contribuições de primeira vizinhança de todas as barras
incluídas no estudo. O relatório, opcionalmente, pode ser ordenado de forma
decrescente de variação, ou seja, da maior para a menor.
Nos dois últimos relatórios aparecem, respectivamente, as identificações das
contribuições exclusivas da primeira e segunda configurações.
Para executar a evolução de nível de curto-circuito, o usuário deve,
previamente, executar, para cada uma das duas configurações, um estudo
macro (curtos monofásico, bifásico-terra e trifásico sem contingências em todo
o sistema ou só na região de interesse) orientado a ponto de falta com saída
em formato de tabela e NBACK=1. O usuário pode escolher o nome dos
arquivos que conterão as duas tabelas. Há também uma opção para só
reportar variações do tipo aumento, desconsiderando eventuais variações do
tipo redução.
Ao efetuar a operação de cálculo de evolução, o programa consultará as
informações contidas nas tabelas e escreverá os relatórios de saída no arquivo
especificado pelo usuário.

4.7 IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE ENTRE 2 BARRAS


Esta função calcula a impedância equivalente de seqüência positiva entre duas
barras quaisquer do sistema.
O usuário deve, primeiramente, optar pela desconsideração ou não dos
geradores do sistema que, por consistirem em impedâncias para a referência
na seqüência positiva, afetam o valor da impedância equivalente calculada.
A seguir, deve ser digitado o número ou nome da primeira barra, ou
simplesmente escolher a barra desejada na lista de barras do sistema. Logo
em seguida, o mesmo procedimento deve ser feito para a determinação da
segunda barra utilizada no cálculo.
Sendo as duas barras conhecidas, o próximo passo é o de definir em que
coordenadas os resultados devem ser impressos, retangulares ou polares.
O cálculo da impedância equivalente é feito a partir dos valores de alguns
elementos da matriz de impedâncias de barra do sistema. Denominando-se a
primeira barra de barra k e a segunda barra de barra l, o cálculo da impedância
equivalente é feito através da seguinte expressão:

Z eq  Z kk  Z kl  Z lk  Z ll

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4.8 GERADOR AUTOMÁTICO DE ARQUIVO DE


ALTERAÇÃO
Este recurso do programa permite comparar dois arquivos de dados (.ANA) e
gerar automaticamente um arquivo de alterações (.ALT) que transforme a
primeira configuração na segunda.
É necessário carregar um arquivo de dados normalmente (arquivo tipo .ANA),
que será guardado como configuração inicial. Em seguida deve-se acessar a
opção “Criar arquivo de alterações”, no menu de Manipulação de Dados de
Sistema.

Será solicitado um arquivo com a segunda configuração.

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Por último, deve-se selecionar o nome do arquivo de alterações a ser criado.

4.9 REDUÇÃO DO NÍVEL DE CURTO-CIRCUITO


Esta função do programa permite que sejam elencados de forma rápida os
circuitos que, se desligados, acarretem as maiores reduções no maior nível de
curto (1Ft, 2Ft ou 3Ft) em uma determinada barra do sistema.

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O programa simula a remoção (uma a uma) de todos os circuitos dentro de


uma vizinhança especificada da barra em estudo e lista as remoções mais
efetivas em ordem decrescente, juntamente com o maior nível de curto após a
remoção de cada um dos circuitos listados. O número de remoções mais
efetivas listadas é especificado pelo usuário.
O usuário pode, então, escolher qualquer um dos circuitos e o programa efetua
a sua remoção (alterando seu estado operativo para desligado) e exibe uma
nova lista de remoções mais efetivas a partir da remoção do circuito escolhido.
O processo pode seguir enquanto o usuário desejar continuar removendo mais
circuitos e reduzindo o maior nível de curto na barra em estudo. A qualquer
momento o usuário pode também desfazer a última remoção comandada e
prosseguir com o processo.
Ao terminar o uso da função, são listados todos os circuitos escolhidos para
remoção desde o início do processo, e o usuário pode optar por mantê-los
desligados no caso ou religá-los todos mantendo inalterada a configuração
previamente em memória.
Para consultar as instruções de uso desta função durante a execução do
programa, basta digitar a tecla de auxílio F1 para que seja exibido um texto de
ajuda, com a explicação tanto conceitual como de operação da função.
A seqüência de telas abaixo mostra um exemplo de utilização da função de
redução do nível de curto-circuito, usando a barra de número 2:

Passo 1: escolha da função no menu

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Passo 2: escolha da barra para redução do nível de curto (barra 2)

Passo 3: definição dos parâmetros de execução (2 vizinhanças em torno da


barra 2 para definição das remoções a serem analisadas; e exibição das 20
remoções mais eficazes a cada etapa do processo)

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Passo 4: o programa exibe a lista das remoções mais eficazes e é escolhida a


primeira opção da lista (linha Furnas-Pimenta 345 kV circuito 1)

Passo 5: o programa exibe a lista das remoções mais eficazes após a


remoção escolhida no passo anterior (o maior nível de curto na barra 2 cai de
24,498kA para 21,420kA); em seguida é escolhida a opção <Esc> para
encerrar o processo de escolhas interativas das remoções mais eficazes

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Passo 6: o programa exibe a lista das remoções escolhidas até o momento e


pede confirmação para efetivá-las ou não no caso em memória

4.10 FERRAMENTA PARA SECCIONAMENTO DE LINHAS

Uma dificuldade de ordem prática que surge quando da necessidade do


seccionamento de uma linha é a sua correta representação no arquivo de
dados de curto-circuito previamente existente, onde a linha estava
representada inteira. A quantidade de alterações necessárias neste arquivo
em função do seccionamento da linha pode ser muito grande, principalmente
quando a linha possui trechos acoplados com diversas outras. Além disso
ainda há a grande possibilidade de introdução de erros neste processo,
quando feito de forma manual.
Em função disso, e atendendo à demanda de alguns usuários do programa, o
Cepel implementou uma ferramenta de seccionamento automático de linhas,
que efetua as respectivas alterações necessárias nos dados prévios para
representar o efeito do seccionamento tanto na impedância própria da linha
como nas mútuas, especialmente a redefinição da incidência percentual dos
acoplamentos mútuos correspondentes aos trechos acoplados envolvidos.
O objetivo da implementação foi desenvolver uma ferramenta de
seccionamento de linhas na qual basta a definição da linha, o valor percentual
do ponto de seccionamento em relação à extensão total da linha e os dados
(número, nome e tipo) da nova barra a ser criada no ponto do seccionamento.
Para a implementação da nova ferramenta de seccionamento de linhas foi
criado um novo comando em processamento batch (veja o Manual de
Processamento Batch), chamado SECC, no qual pode-se fornecer todas as

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informações necessárias para comandar um novo seccionamento de linha, a


saber: identificação da linha (barras terminais e número do circuito), valor
percentual do ponto de seccionamento em relação à extensão total da linha e
os dados (número, nome e tipo) da nova barra a ser criada no ponto do
seccionamento.
Para uso na versão com interface gráfica do programa, foi implementado um
novo diálogo contendo estas mesmas informações, com o qual é possível
comandar de forma rápida um novo seccionamento em uma das linhas do
caso em memória.
Caso a linha selecionada para seccionamento esteja desenhada no diagrama
unifilar do programa, a sua representação gráfica é automaticamente
substituída pela nova configuração: a linha original desaparece, a nova barra é
posicionada em uma localização próxima à barra “de” especificada no diálogo,
e as duas novas linhas criadas pelo seccionamento são desenhadas
conectando a nova barra às barras terminais da linha original. Ao final deste
processo é necessário um ajuste manual do desenho criado automaticamente
caso, p.ex., se deseje que o traçado da linha original fique preservado na nova
configuração.
A figura abaixo mostra um exemplo do novo diálogo criado para comandar o
processo de seccionamento de uma linha. Nele pode-se observar a presença
das informações mencionadas anteriormente, necessárias para a definição do
seccionamento desejado.

As figuras abaixo mostram a situação da linha que liga as barras 30860


(TAMOIO 138) e 30000 (STA TEREZ 138) antes e depois do seu
seccionamento a 50%, no qual foi criada uma nova barra com número 90001.
A linha seccionada possuía 2 acoplamentos mútuos: o primeiro envolvendo o
trecho de 0% a 9% da sua extensão (a partir da barra 30000) e o segundo o
trecho de 82% a 97%.
Portanto, como o seccionamento foi a 50%, ele ocorreu em uma parte da linha
não abrangida por nenhum acoplamento mútuo. Mesmo assim, pode-se
observar que o seccionamento acarretou a redefinição da incidência percentual
dos acoplamentos mútuos da linha: o trecho de 0% a 9% passou para 0% a
18% na nova linha criada, e o trecho de 82% a 97% passou para 65% a 93%.

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A próxima situação é quando o seccionamento ocorre no meio de um trecho


acoplado. Neste caso, além da redefinição da incidência percentual, ocorre
também a repartição dos acoplamentos envolvendo o trecho afetado, ou seja,
cada mútua daquele trecho é repartida em duas novas.
As figuras abaixo mostram uma situação destas, onde foi feito um
seccionamento na mesma linha utilizada anteriormente, mas agora a 90% da
sua extensão (a partir da barra 30000), o que acarreta a divisão em dois do
trecho de 82% a 97% da linha original. Veja que o acoplamento que existia
envolvendo o trecho de 82% a 97% da linha original (de valor 0,85+j4) foi
dividido em dois outros, agora envolvendo trechos das duas novas linhas
criadas pelo seccionamento.

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Note que no caso da repartição do acoplamento mútuo ocorre também a


repartição da incidência percentual na outra linha acoplada. No caso, o trecho
acoplado original da linha 30730-30860-1, que era de 35% a 89%, foi dividido
em dois: um de 35% a 64% e outro de 64% a 89%.
A próxima situação apresentada é quando ocorrem 2 seccionamentos
sucessivos envolvendo linhas acopladas entre si. As figuras abaixo mostram
esta situação, onde são consideradas duas linhas paralelas e os
seccionamentos foram feitos no mesmo ponto percentual, no caso a 50% de
ambas as linhas, criando as novas barras de números 90001 e 90002.

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Vejam que a mútua original foi dividida em duas novas, de metade do valor
cada (o que foi feito já após o primeiro seccionamento), e que o segundo
seccionamento não causou qualquer nova repartição de mútua, pois o ponto
percentual era o mesmo (50%).
Quando os seccionamentos ocorrem em pontos percentuais diferentes das
linhas paralelas, a mútua original é repartida duas vezes (o segundo
seccionamento redivide uma das mútuas criadas pelo primeiro), acarretando
ao final o surgimento de 3 mútuas, conforme pode ser verificado nas figuras
abaixo, onde os seccionamentos foram feitos a 25% e 75% das linhas
originais.

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Para terminar, será mostrado o efeito da opção presente no diálogo de


seccionamento de linha chamada Eliminar Reatores. Quando essa opção está
desmarcada, o processo de seccionamento preserva nos locais originais
(próximos às barras terminais da linha original) quaisquer reatores presentes
na linha original, passando eles a estarem conectados nas novas linhas
criadas pelo seccionamento, conforme é mostrado nas figuras abaixo, onde
aparece uma linha com reatores em ambos os lados, respectivamente antes e
depois do seccionamento a 50%.

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Caso se deseje, pode ser escolhida a opção Eliminar Reatores e o processo


de seccionamento eliminará do caso em memória todos os reatores que
existiam na linha original. A figura abaixo mostra a mesma situação anterior
após o seccionamento, mas com esta opção ativada.

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Pode-se observar que com esta opção ativada os reatores existentes na linha
original foram eliminados do caso ao término do processo de seccionamento
da linha.

4.11 ARQUIVOS COMTRADE PARA TESTES DE RELÉS

Introdução

Uma das formas de se testar a correta atuação dos relés frente a determinadas
ocorrências de curto-circuito é através das chamadas malas de teste, que
injetam valores de tensões e correntes nos relés, representativos dos que eles
receberiam quando ligados aos TP e TC do ponto de proteção em que estão
ligados.
Uma das maneiras de alimentar essas malas de teste é através de arquivos no
padrão (formato) COMTRADE, contendo as formas de ondas de tensões e
correntes que seriam recebidas pelo relé. Os dados no arquivo são
organizados na forma de pontos, segundo uma taxa de amostragem pré-
definida. A mala de teste então recompõe as formas de onda analógicas de
tensões e correntes para serem injetadas no relé.
Esta implementação no Anafas consiste na possibilidade de gerar estes
arquivos de teste, em formato COMTRADE, relativos a uma situação qualquer
de curto-circuito que tenha sido simulada no programa.

Características Gerais da implementação

A implementação no Anafas se baseia na última situação de curto-circuito


simulada pelo programa. Assim sendo, o arquivo gerado sempre se referirá ao
último curto especificado ou simulado.

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O arquivo de teste pode ser composto por até três períodos distintos: pré-falta,
falta e pós-falta. O período de falta é obrigatório e os demais são opcionais. O
arquivo de teste conterá sempre informações relativas a nove canais
analógicos: tensão de barra nas 3 fases, corrente nas 3 fases, tensão de linha
nas 3 fases.
Para gerar um arquivo de teste em formato COMTRADE, deve se utilizar o
diálogo próprio, no qual se define basicamente a localização do relé, o nome e
a pasta do arquivo a ser criado, e uma série de parâmetros que definirão os
detalhes do teste a ser gravado no arquivo, como valor da corrente pré-falta a
ser considerada; duração dos diferentes períodos do teste; taxa de
amostragem; relações de transformação de TP e TC etc.. No tópico seguinte
será mostrado de forma individual cada um desses parâmetros.
O programa gera o arquivo em formato COMTRADE (arquivos com extensão
.CFG e .DAT) com o nome e a pasta fornecidos pelo diálogo, e emite também
um relatório em formato texto com os parâmetros utilizados e principais
informações do cálculo. É criado também um arquivo tipo .CSV com mesmo
nome e na mesma pasta que o arquivo .CFG especificado.

Detalhamento do Diálogo para Comando de Saída COMTRADE

O diálogo para comandar a criação de um arquivo de saída COMTRADE está


acessível através da respectiva opção no menu Análise do programa,
conforme mostrado a seguir.

A primeira informação a ser fornecida é a localização do relé, que consiste na


definição do terminal de circuito no qual ele está conectado, onde serão feitas
as medições de tensões e correntes. Deve se especificar o tipo do
equipamento, suas barras local e remota (ou só a barra se for um equipamento
tipo shunt) e o número do circuito (ou grupo se for tipo shunt).

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Pode-se definir o valor da corrente pré-falta a ser considerada para o teste,


assim como a unidade em que está expressa (A primário ou MVA) e o seu
fator de potência, que pode estar atrasado ou adiantado em relação à tensão.
Existe também a opção de não somar a corrente pré-falta fornecida na de
curto, caso em que ela será usada apenas para o período de pré-falta.

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Existe também a opção de usar para o período de pré-falta a própria corrente


pré-falta do caso, mas esta opção só está habilitada para casos com
carregamento pré-falta.
A próxima etapa é definir a duração (em ciclos) dos diferentes períodos do
teste. Os períodos pré-falta e pós-falta são opcionais e vêm inicializados com
o valor zero. O período de falta é de preenchimento obrigatório. Para os
períodos pré-falta e pós-falta, caso existam, deve-se especificar o seu tipo, que
pode ser “Sem falta” ou “Disjuntor aberto”.
O tipo “Sem falta” considera a situação pré-falta, tanto para as tensões de
barra e de linha quanto para as correntes. O tipo “Disjuntor aberto” considera
que os disjuntores da linha em curto já abriram (tensões de linha e correntes
iguais a zero, e tensões pré-falta na barra). Por padrão, o tipo do período pré-
falta é “Sem falta” e o tipo do período pós-falta é “Disjuntor aberto”, mas pode-
se utilizar qualquer um dos tipos para os períodos.
Existe também uma opção, que por padrão vem marcada, que simula a
abertura dos contatos de cada fase do disjuntor (para a transição entre o
período de falta e o período de pós-falta do tipo “Disjuntor aberto”) apenas
quando a respectiva corrente passa pelo zero, de modo que não haja
descontinuidade nas correntes quando da transição entre estes períodos.
Neste caso as correntes nas três fases não são zeradas ao mesmo tempo.

Os próximos valores que podem ser alterados são a freqüência de


amostragem (em kHz) para gerar os pontos do arquivo, que por padrão vem
preenchida com 10kHz, e a freqüência de operação do sistema (em Hz), que
por padrão vem preenchida com 60Hz.

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O próximo bloco de dados a serem informados no diálogo diz respeito às


relações de transformação de TP e TC e demais informações correlatas. Os
campos RTP e RTC devem ser preenchidos. Em princípio os denominadores
das relações já vêm preenchidos com 1 e 5 respectivamente, mas esses
valores podem ser alterados se desejado. O campo chamado “Step RTC” (que
já vem preenchido com o valor 5, mas pode ser alterado) determina o valor
incremental usado para o aumento automático do numerador de RTC caso
alguma corrente de secundário esteja acima do limite informado no campo
“Imáx Sec.”, que define o limite de corrente suportável pelo relé ou pela mala
de teste que será utilizada no teste. Assim sendo, se necessário, este
aumento será feito de forma automática pelo programa usando múltiplos do
valor fornecido no campo “Step RTC”, e essa alteração será informada no
relatório de saída em formato texto.

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Nesta parte do diálogo podem ser fornecidas também as seguintes


informações: tipo de conexão do TC para fins de obtenção dos valores de
corrente no secundário (opções: estrela-estrela, estrela-delta com a fase A da
estrela conectada ao AB do delta, estrela-delta com a fase A da estrela
conectada ao AC do delta); seqüência de fases adotada para o sistema
(opções: ABC, ACB); referência angular usada para as grandezas fasoriais
(opções: referência do sistema, tensão de secundário na fase A, B ou C,
corrente de secundário na fase A, B ou C). As figuras a seguir mostram estas
opções no diálogo.

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A última informação que deve ser fornecida pelo diálogo é o nome e a pasta do
arquivo em formato COMTRADE que se deseja criar. Para tal, basta clicar
sobre o ícone de abrir pasta (ao lado direito do campo do nome do arquivo)
para que uma outra janela de seleção de pasta e arquivo seja aberta e permita
a seleção da pasta e o fornecimento do nome desejado. A extensão .CFG já
vem selecionada como filtro padrão.

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Após o preenchimento de todos os dados necessários pelo diálogo e clicar no


botão Executar, o arquivo COMTRADE é gerado na pasta e com o nome
fornecidos. Além disso, é gerada uma saída texto contendo a descrição da
falta e dos parâmetros utilizados, os valores dos fasores de falta e de pré-falta,
e os valores de todos os pontos da amostragem considerada, incluindo um
contador seqüencial, o tempo em segundos e em ciclos, e os nove canais
analógicos considerados. Nas figuras abaixo é mostrado um exemplo com o
diálogo preenchido e a respectiva saída texto produzida.

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É criado também um arquivo com extensão .CSV (na mesma pasta e com o
mesmo nome do arquivo COMTRADE) contendo os valores de todos os pontos
da amostragem considerada, para caso se deseje fazer alguma importação por
uma planilha eletrônica.

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5. MODOS DE SOLUÇÃO
A solução de um Estudo Individual ou Macro, pode ser orientada a Ponto-de-
Falta ou a Ponto-de-Monitoração

5.1 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO DE FALTA


Nesse modo de solução, o ANAFAS determina a tensão e a corrente nos
pontos-de-falta, a tensão nas barras-de-contribuição, a tensão nas barras
vizinhas a elas, as correntes nos circuitos delas para as barras de contribuição
e, caso o circuito seja uma linha de transmissão, a impedância aparente vista
no terminal da barra-de-contribuição.
As barras de contribuição podem ser determinadas diretamente, como um
conjunto de barras especificado pelo usuário (ver item 7.2), ou indiretamente,
como uma vizinhança em torno dos pontos de falta, sendo o grau de
vizinhança (“NBACK”) definido pelo usuário.
A solução de um estudo pode ser apresentada sob o formato de relatório ou de
tabela. Ambos contém as mesmas informações, porém o formato relatório é
mais adequado para leitura humana, enquanto que a tabela é mais adequada
para exportação para outros programas, tais como, planilhas eletrônicas
(Microsoft Excel, etc.). O relatório pode ser apresentado interativamente ou
gravado em arquivo, enquanto que a tabela só pode ser gravada.

5.1.1 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-


DE-FALTA
O relatório e a tabela da solução orientada a ponto-de-falta são compostos
pela descrição das faltas e pela solução nos pontos-de-falta e nas barras-de-
contribuição.

Descrição da Falta:
 No caso de um Estudo Individual, é a descrição do tipo e ponto de
aplicação de cada um dos defeitos que compõem a falta.
 No caso de um Estudo Macro, é o numero do caso, o tipo e ponto-de-
aplicação da falta e a descrição da contingência associada.

Solução no(s) Ponto(s)-de-Falta e na(s) Barra(s)-de-Contribuição:


 A solução nos pontos-de-falta é expressa pela tensão e corrente através da
falta.
 A solução nas barras-de-contribuição é expressa pela tensão nas barras-de-
contribuição e nas suas vizinhas, pela corrente destas para ela e pelas
impedâncias aparentes nos terminais dos circuitos que forem linhas de
transmissão.
Obs: Quando a falta provoca condução de proteções MOV, há também um
relatório sobre seus estados. No modo iterativo, sua visualização é opcional.
Na saída em arquivo, este é emitido automaticamente, entre as duas soluções
descritas acima.

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A tensão e a corrente nos pontos-de-falta e nas barras-de-contribuição podem


ser apresentadas em coordenadas de fase (a-b-c) e/ou de seqüência (0-1-2)2.
A amplitude (valor eficaz) das tensões e correntes pode ser expressa em p.u.
ou em unidades físicas (kV e A ou “MVA” ).
 A apresentação em kV e A depende da definição da tensão-base (VBASE)
das barras-de-contribuição {ver Apêndice 1.1.3}. Caso a tensão-base não
tenha sido definida corretamente, a grandeza é expressa em p.u., mesmo
que tivesse que ter sido expressa em unidades físicas.
 Os valores de corrente expressos em MVA correspondem aos valores em
p.u., multiplicados pela base de potência.
O ângulo de fase é opcional e é dado em graus, sendo que o da tensão é dado
em todo o círculo trigonométrico (-180o a +180o) e o da corrente pode ser dado
ou em todo o círculo (-180o a +180o) ou, pressupondo que ela seja indutiva, no
semi-círculo negativo (-180o a 0o).
A tensão do(s) ponto(s)-de-falta e das barras-de-contribuição é a tensão nodal,
fase-neutro. No caso das faltas que envolvem mais de uma barra (curto-circuito
série, aberturas e remoções), é apresentada a tensão nodal nos 2 terminais da
falta.
A corrente de falta é a corrente nodal, arbitrada como positiva quando está
saindo do ponto-de-falta. A corrente de contribuição é arbitrada como positiva
quando estiver incidindo na direção da barra-de-contribuição.
As contribuições de reatores de linha são apresentadas também na forma de
contribuições separadas, apesar do seu valor já estar considerado no valor de
contribuição da linha na extremidade em que este esteja conectado.
Os pontos-de-falta, as barras-de-contribuição e os circuitos de contribuição
(barra vizinha  barra-de-contribuição) são identificados pelos respectivos
nomes e números. No formato de “relatório”, as barras fictícias recebem uma
numeração seqüencial com sinal negativo, ou seja, são identificadas pelo
número “-#”, onde # é um contador de barras fictícias criadas na falta corrente.
No caso de contribuições vindas de geradores eólicos ou fotovoltaicas
modelados por fontes de corrente (bloco de dados DEOL), o número da barra
vizinha é preenchido com o valor zero e o seu nome é preenchido de acordo
com o status do eólico, conforme mostrado abaixo (ver o item 2.8.3 para
maiores detalhes sobre a modelagem dos eólicos e seus diversos parâmetros):
-“FON.CORRENTE”: indica que o gerador modelado por fonte de corrente está
contribuindo normalmente para o curto-circuito;
-“FON.COR.FORA”: indica que o gerador não foi considerado no processo
iterativo de solução da falta pois está fora da região de influência (afundamento
de tensão menor que 0,01 pu em todas as fases, o que equivale, nos casos
sem carregamento pré-falta, a tensão terminal maior que 0,99 pu);

2
As opções de relatório são pré-definidas, mas podem ser modificadas pelo usuário. Estas
opções não afetam a saída no formato “tabela”, no qual as grandezas são sempre expressas
em p.u. (a tensão-base é indicada num campo da tabela) e nos 2 sistemas de coordenadas
(fase e seqüência).

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-“FON.COR.Vmin”: indica que a injeção da fonte (gerador) foi anulada pois a


tensão terminal em alguma fase ficou abaixo do valor do parâmetro Vmin;
-“FON.COR.Vmax”: indica que a injeção da fonte (gerador) foi anulada pois a
tensão terminal em alguma fase ficou acima do valor do parâmetro Vmax;
-“FON.COR.ISOL”: indica que a injeção da fonte (gerador) foi anulada pois a
sua barra terminal ficou isolada na situação de curto considerada;
-“FON.COR.Vpre”: indica que não foi possível encontrar uma solução
atendendo ao fator de potência de curto (φcc) especificado, p.ex. um curto
trifásico isolando um radial onde se conecta o gerador (situação na qual a
impedância entre o gerador e o ponto de curto é quem dita o fator de potência)
e o programa considerou a tensão pré-falta (em vez da tensão convergida) da
barra terminal da fonte para determinar o valor da sua injeção de corrente.

No diagrama unifilar da versão gráfica do programa, o status aparece (exceto


se o gerador estiver contribuindo normalmente para o curto-circuito) ao lado do
valor na legenda da contribuição de corrente do gerador, apenas as 4 últimas
letras dos exemplos mostrados acima (FORA, Vmin, Vmax, ISOL, Vpre).

Se o somatório das correntes que chegam a uma barra-de-contribuição tiver


magnitude maior que 0.005 p.u. em qualquer uma das seqüências, então este
valor de “mismatch” de corrente é escrito no relatório. Isto não significa
qualquer erro do programa, e indica que existe um problema de precisão
numérica perto desta barra-de-contribuição. Geralmente o problema de
precisão deve-se à presença de algum circuito com valor de impedância muito
baixo ligado à barra-de-contribuição. O usuário deve procurar evitar a
presença de circuitos de impedância muito baixa no arquivo de dados.
No formato de “relatório” os resultados para cada ponto-de-falta e para cada
barra-de-contribuição são apresentados em campos separados.
No formato “tabela”, os resultados são dados por circuito (uma linha para cada
circuito), identificados pelo número da barra “de”, barra “para” e número do
circuito:
 nos pontos-de-falta “shunt”, a barra “para” recebe a numeração 99999 ;
 as barras fictícias recebem a mesma numeração dada na descrição da falta;
 a tensão nas barras-de-contribuição é dada numa linha em que a barra de
“contribuição” = barra “de” = barra “para”.

Impedâncias Aparentes
As impedâncias aparentes simulam o cálculo de um relé de distância e são
fornecidas apenas para linhas de transmissão. Elas representam a impedância
“vista” pelo relé a partir de um terminal da linha. Para o seu cálculo é feita a
divisão de uma tensão por uma corrente e o resultado informado em ohms. Por
simplicidade, podemos supor inicialmente a tensão da fase A (Va) e a corrente
da mesma fase (Ia). Esse valor pode ser comparado com a impedância de
sequência positiva da linha (Z1). Por exemplo:

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Linha de transmissão com R1 = 0,17 % e X1 = 2,00 %

Impedância em componentes polares


Z1 = R1 +j X1 = 0,17 + j 2,00 % = 2,007 /_ 85,0 %

Impedância em ohms
Vbase = 500 kV
Sbase = 100 MVA
Zbase = Vbase2 / Sbase = (500 kV)2 / 100 MVA = 2500 ohms
Z1 = (2,007 / 100) . 2500 ohms = 50,19 /_85,0 ohms

Portanto, a impedância de sequência positiva da linha vale 50,19 ohms, com


ângulo de 85 graus.

Supondo curto trifásico no terminal B


Ia = 3484,5 /_ -86,0 A, saindo do terminal A
Va = 174,9 /_ -1,0 kV

Za = Va / Ia = 50,19 /_ 85,0 ohms, igual ao Z1 da linha

99
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Supondo agora curto trifásico na metade da linha


Ia = 4998,3 /_ -86,5 A, saindo do terminal A
Va = 125,4 /_ -1,5 kV

Za = Va / Ia = 25,10 /_ 85,0 ohms, igual a Z1/2

O valor da impedância aparente, em proporção ao Z1 da linha, pode indicar a


distância entre o ponto de falta e o terminal da linha de transmissão. Quanto
mais distante, maior a impedância.

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São informados 6 valores, definidos abaixo:


Zab = Va-Vb / Ia-Ib
Zbc = Vb-Vc / Ib-Ic
Zca = Vc-Va / Ic-Ia
Za = Va / (Ia + K0.I0) , onde K0 = (Z0-Z1) / Z1
Zb = Vb / (Ib + K0.I0)
Zc = Vc / (Ic + K0.I0)

Dependendo do tipo de falta aplicada, algumas impedâncias terão valores que


poderão ser comparados com o Z1 da linha e outras terão valores sem relação
com a distância, como infinito, por exemplo. As impedâncias adequadas para
cada tipo de falta são listadas abaixo:
Zab => Faltas A-B, A-B-T, A-B-C
Zbc => Faltas B-C, B-C-T, A-B-C
Zca => Faltas A-C, A-C-T, A-B-C
Za => Faltas A-T, A-B-C
Zb => Faltas B-T, A-B-C
Zc => Faltas C-T, A-B-C

O valor calculado não é necessariamente igual ao que um relé apresentaria,


pois cada fabricante implementa esta operação de uma forma, usando
diferentes tensões de polarização. No entanto, pode ser usado como um valor
de referência.

5.2 SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-DE-MONITORAÇÃO


Os Pontos-de-Monitoração são pontos de observação do sistema, através de
Grandezas Monitoradas, definidas pelo usuário.
Cada Ponto-de-Monitoração é definido pela sua localização e pelo respectivo
conjunto de Grandezas Monitoradas.
Os Pontos-de-Monitoração são “instalados” em qualquer terminal de quaisquer
circuitos. A localização de um Ponto-de-Monitoração é definida pelo número
das respectivas barras (local e remota) e pelo número do circuito, como
mostrado na figura abaixo.

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PONTOS-DE-MONITORAÇÃO
B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12
6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV

LT.13 LT.34-1 LT.24


G  Y Y  G

GER.1 TRF.1 LT.34-2 TRF.2 GER.2

Ponto 3:4:1 B.5


Ponto 4:3:2
LT.35 230 kV

LT.17 LT.26
LT.56

Ponto 6:8:1
LT.56
LT.78

LT.68
B.7 B.8 B.6
230 kV 230 kV 230 kV

As Grandezas Monitoradas são definidas pela combinação linear de Fatores:


 Fi
GK i
 Fj
j

 G: grandeza monitorada
 K: ganho constante (opcional)
 Fi: fatores numerador
 Fj: fatores denominador (opcional) .
Os Fatores podem ser medições (opcionalmente multiplicadas por ganhos
constantes), ou outras Grandezas (opcionalmente multiplicadas por
constantes), ou ainda, simples constantes:
K. M

F  K. G
K

 M: medição (tensão / corrente / potência)


 G: grandeza monitorada (por qualquer ponto)
 K: ganho constante .
As Medições podem ser feitas em qualquer ponto do sistema, independente da
localização do Ponto-de-Monitoração ao qual a respectiva Grandeza esteja
associada.
As medições de tensão, corrente e potência podem se referir aos regimes pré
e pós-falta.
As Medições de Tensão podem se referir à qualquer barra do sistema, exceto
as do tipo “mid-point” e à barra de referência.
As Medições de Corrente e de Potência se referem a um terminal de qualquer
circuito do sistema, inclusive de circuitos “shunt”. A medição é polarizada na

102
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direção do terminal de medição para o outro terminal do circuito, como


mostrado na figura abaixo:

a b

+I, +P -I,-P

As Medições de Potência feitas em coordenadas de seqüência são


implicitamente multiplicadas por 3, sendo invariantes em relação às medições
em coordenadas de fase, ou seja: P012  3 V012 I012* e Pabc  Vabc Iabc*; assim
sendo, a soma das potências nas 3 seqüências será sempre igual à soma das
potências nas 3 fases.
As Medições de Tensão, Corrente e Potência são sempre feitas em unidades
físicas (kV, kA e MVA), requerendo, portanto, a definição da tensão-base das
respectivas barras. No caso de medição de corrente ou de potência, junto à
uma barra do tipo “mid-point” (ramo de transformador) ou à barra de referência
(ramo “shunt”), o ANAFAS utiliza a tensão base da outra barra terminal do
ramo correspondente à medição. As medições podem ser definidas em
coordenadas de fase (a,b,c,n,bc,ca,ab) e/ou de seqüência (0,1,2).
As Grandezas podem ser mono ou tripolares, isto é, cada uma pode ter 1 ou 3
unidades de saída (x,y,z). Por exemplo, uma Grandeza pode ser a impedância
entre as fases a-b (Zab), ou entre todas as fases (Zbc, Zca, Zab).
As constantes utilizadas na especificação das grandezas, podem ser reais ou
complexas(K = Kr + j.Ki).

Monitoração das Grandezas


A magnitude, o ângulo de fase, a parte real ou a parte imaginária de cada
unidade de saída de uma Grandeza podem ser monitorados, contra limite(s)
inferior e/ou superior, definidos pelo usuário. No caso de especificação de
ambos os limites (inferior e superior), se o limite inferior for menor que o
superior, a faixa monitorada é interna aos limites, caso contrário, isto é, se o
limite inferior for maior que o superior, a faixa monitorada é externa aos limites,
como indicado na figura abaixo.

Inf Sup Sup Inf

A monitoração do ângulo de fase é feita do limite inferior para o superior, no


sentido anti-horário, ou seja, a condição de monitoração é atendida, se o
ângulo estiver avançado em relação ao limite inferior e atrasado em relação ao
limite superior, como ilustrado na figura abaixo.
OBS.: os ângulos das grandezas são expressos na faixa de (-180o a
+180o) e os valores limites para monitoração de ângulo devem também
ser fornecidos nesta faixa de valores.

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Sup Inf

Inf Sup

Se somente o limite inferior do ângulo de fase tiver sido especificado, o limite


superior é considerado, implicitamente, como o ângulo 180o avançado em
relação ao limite inferior e vice-versa, ou seja, se somente o limite superior for
especificado, o limite inferior é considerado, implicitamente, como o ângulo
180o atrasado em relação ao limite superior, como mostrado na figura abaixo.

Inf Inf Sup Sup

Sup Sup Inf Inf

Raio de Observação e Controle dos Pontos-de-Monitoração


Cada Ponto-de-Monitoração pode observar (“ser ativado”) por faltas em
quaisquer pontos do sistema, ou somente na sua vizinhança, definida pelo
respectivo “raio-de-observação”. Por exemplo, se o Ponto-de-Monitoração
3:4:1, tiver “raio-de-observação” = 1, ele será ativado para faltas nos circuitos
1:3:1, 3:4:1, 3:4:2 e 3:5:1 e nas respectivas barras terminais, ou seja, para
faltas que ocorram na sua 1a vizinhança. O “raio de observação” é definido
para cada Ponto-de-Monitoração e pode ser alterado interativamente, durante
a execução do estudo.
O usuário também pode controlar (habilitar/desabilitar), o estado dos Pontos-
de-Monitoração. Enquanto estiver desabilitado o Ponto-de-Monitoração
permanecerá inativo para qualquer falta, independentemente do seu “raio-de-
observação”.
Os Pontos-de-Monitoração podem ser definidos interativamente ou através de
um arquivo-texto, descrito no Apêndice 4.

5.2.1 RELATÓRIO DE DADOS DOS PONTOS-DE-MO-


NITORAÇÃO
A imagem da especificação dos Pontos-de-Monitoração é apresentada no
Relatório dos Pontos-de-Monitoração, que pode ser consultado interativamente
e/ou gravado em arquivo-texto.
A verificação da especificação dos Pontos-de-Monitoração é fortemente
aconselhada, pois a crítica feita aos dados não significa que eles sejam
realmente o que o usuário tinha em mente, mas apenas que a sintaxe está
correta.

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5.2.2 RELATÓRIO DA SOLUÇÃO ORIENTADA A PONTO-


DE-MONITORAÇÃO
Os resultados de um Estudo Orientado a Ponto-de-Monitoração, apresentados
sob a forma de Relatório e/ou de Tabela, são o valor e o estado (“condição-de-
monitoração”) das unidades de saída das grandezas associadas a cada ponto.
O valor das grandezas é apresentado em coordenadas polares, isto é,
magnitude e ângulo de fase, sendo esse último opcional (pode ser omitido).
O Relatório de Resultados dos Pontos-de-Monitoração pode ser visualizado
interativamente e/ou gravado como arquivo-texto. A Tabela de Resultados dos
Pontos-de-Monitoração pode ser somente gravada como arquivo-texto e o seu
formato é simplificado, sem títulos e com os campos delimitados por “;”.

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

6. VERSÃO GRÁFICA - INTERFACE E NAVEGAÇÃO


A versão gráfica do ANAFAS apresenta menus e modos de operação que
podem ser selecionados livremente.

6.1 MENU ARQUIVO


O Menu Arquivo permite ler e gravar arquivos utilizados pelo programa.

Os tipos de arquivos indicados são:


 Anafas (.ANA): arquivo com os dados elétricos do sistema.
 Alterações (.ALT): arquivo com alterações de dados (inclusão, remoção ou
alteração de dados de equipamentos). Tem estrutura igual à dos arquivos
de dados .ANA.
 Ponto de Monitoração (.PMN): arquivo com dados de pontos de
monitoração.
 Tela (.LST): arquivo com dados gráficos do diagrama unifilar (posição,
tamanho e rotação de cada equipamento). Os equipamentos só aparecerão
no diagrama se existirem eletricamente. Caso se leia um LST sem que haja
dados elétricos na memória do ANAFAS, nenhum equipamento será
desenhado. Caso se leia um LST após um ANA, os equipamentos do LST
que existirem no ANA serão desenhados e os que existirem no ANA e não
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

no LST não serão desenhados. Os equipamentos que existirem


eletricamente serão considerados em todos os cálculos, estando
desenhados ou não. Um mesmo LST pode ser lido sobre diversos arquivos
ANA diferentes (por exemplo, um LST com diagrama de uma configuração
do ano 2020 pode ser lido sobre um ANA de 2017, 2025, 2020 ou qualquer
outro ano).
Algumas opções do menu:
 Carregar alterações Anafas (ALT): aplica as alterações descritas em um
arquivo de alterações (ALT) à configuração presente na memória do
programa.
 Aplicar alterações Anafas (ALT) a um arq. de dados (ANA): aplica as
alterações descritas em um arquivo de alterações (ALT) a um arquivo de
dados (ANA), criando um novo arquivo de dados (ANA) com nome
informado pelo usuário. Não altera o caso que estiver na memória do
programa.
 Gerar alterações Anafas (ALT): compara dois arquivos de dados (ANA) e
cria automaticamente um arquivo de alterações (ALT) que transforma o
primeiro caso fornecido no segundo caso fornecido.
 Imprimir: imprime o diagrama unifilar e suas legendas e resultados.

6.2 MENU EXIBIR


O Menu Exibir apresenta opções de exibição do diagrama unifilar.

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 Desenho Normal: exibição normal do diagrama. (opção padrão)


 Elementos Não Desenhados: destaca no diagrama as barras que tenham
pelo menos um equipamento conectado que ainda não tenha sido
desenhado. As barras que tenham todos seus equipamentos vizinhos
desenhados ficam sem destaque.
 Linhas com Mútuas: destaca linhas de transmissão que tenham
acoplamento mútuo de sequência zero com ao menos uma outra linha. As
que não tenham nenhum acoplamento mútuo aparecerão sem destaque.
 Esquemático: as barras do diagrama aparecem representadas como
círculos de tamanho fixo.
 Unifilar: as barras aparecem representadas como retângulos de largura fixa
e altura variável. (opção padrão)
 Opções de Legenda: abre um diálogo que permite alterar unidades de
grandezas do diagrama, assim como filtrar o que será exibido.

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 Unidades de Correntes: altera a forma de exibição das correntes de


curto-circuito que surgem no diagrama unifilar ao simular uma falta.

 Parâmetros R1/X1 R0/X0: exibe no diagrama as impedâncias dos


equipamentos no formato R1/X1 (superior) e R0/X0 (inferior), com
valores em %, considerando a base de potência do sistema e as bases
de tensão de cada barra.

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 Unidades de Tensão: altera a forma de exibição das tensões das


barras durante o curto-circuito.

 Base de Tensão: indica a base de tensão de cada barra.

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 Barras Fictícias de Curto: altera a forma de exibição da tensão das


barras que surgem em um curto-circuito intermediário ou abertura.

 Identificação de Barras: altera exibição de número e nome das barras


do diagrama.
 Identificação de Equipamentos: exibe no diagrama o número de
circuito de cada equipamento.
 Dados de Transformadores: exibe defasamento angular e/ou tap de
transformadores.
 Dados de Compensadores Série: exibe no diagrama a reatância de
capacitores série.

 Transformadores Opacos: quando desativada, auxilia a detecção de


transformadores desenhados de maneira invertida deixando-os
transparentes. Se o transformador estiver invertido, aparecerá uma linha
sobreposta.
Invertido:

Correto:

 Preview de Dados de Elemento: ao passar o mouse sobre um equipamento,


mostra sua identificação (somente no Modo Informação).
 Indicação do Sentido das Correntes: mostra no diagrama o sentido das
correntes de curto-circuito.
 Definir Zoom: mostra o nível de zoom atual do diagrama e permite alterá-lo.

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6.3 MENU DADOS


O Menu Dados apresenta opções relacionadas aos dados elétricos do
programa.

 Rede: acessa dados dos diversos tipos de equipamentos.


 Grupos: acessa dados de áreas e bases de tensão.

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 Gerenciador de dados: permite consulta e edição de dados elétricos por


meio de tabelas organizadas por tipo de equipamento.

 Opções: consulta e alteração do grau de vizinhança (NBACK) usado nos


relatórios textuais e consulta da base de potência do sistema.
 Propriedades: consulta título e comentários do caso na memória do
programa.

6.4 MENU ANÁLISE


O Menu Análise apresenta opções relacionadas à execução de cálculos e
estudos pelo programa. Para maiores informações a respeito das diversas
funções deste menu, consultar os respectivos itens diretamente no índice
deste manual.

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

 Relatórios: gera relatórios de dados e relatórios calculados, textuais ou


tabulares (descrito no item 2.6).
 Estudo Individual: simula um ou mais defeitos aplicados simultaneamente,
apresentando os resultados no diagrama unifilar e, opcionalmente, em um
relatório textual (descrito no item 4.1).
 Estudo Macro: aplica uma falta por vez em um conjunto de barras,
opcionalmente com um conjunto de contingências. Pode-se definir vários
tipos de defeito. A lista de resultados (um para cada situação) pode ser
visualizada no diagrama unifilar e, opcionalmente, em um relatório textual. É
possível aplicar faltas macro em barras ou em pontos de linhas de
transmissão, sendo esta última forma chamada de Macro Intermediária
(descrito no item 4.2).
 Evolução de Níveis de Curto-Circuito: avalia duas configurações e indica os
aumentos ou reduções de níveis de curto-circuito, ordenados por severidade
(descrito no item 4.6).
 Superação de Disjuntores: avalia a superação de disjuntores por corrente
simétrica de curto-circuito em cada terminal de equipamento (descrito no
item 4.3).
 Cálculo de Equivalentes: reduz o sistema para um conjunto de barras
selecionadas, eliminando as barras e equipamentos externos e criando
circuitos equivalentes de maneira a manter os mesmos resultados de curto-

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

circuito na região reduzida. A região retida pode ser especificada por


conjunto de barras ou por circuitos de interligação entre a região externa e
interna, sendo esta última forma mais adequada quando se deseja reter
uma região consideravelmente grande. Os circuitos equivalentes podem ser
utilizados também em um programa de transitórios eletromagnéticos
(descrito no item 4.4).
 Níveis de Curto-Circuito no Diagrama: indica os níveis de curto-circuito de
cada barra simultaneamente no diagrama unifilar. Opcionalmente, pode-se
visualizar também as contribuições de primeira vizinhança que seriam
obtidas com o curto em cada barra.
 Impedância Equivalente entre Duas Barras: calcula a impedância
equivalente de sequencia positiva entre duas barras (descrito no item 4.7).
 Menor Caminho entre Duas Barras: indica a menor sequência de barras
necessária para conectar duas barras selecionadas.
 Executar Modo Batch: executa script de comandos. Pode ser aplicado sobre
o caso que estiver na memória ou de maneira independente. Se for aplicado
ao caso em memória, qualquer mudança que seja feita poderá ser
visualizada no diagrama unifilar (por exemplo, se uma barra for removida
pelo script, ela desaparecerá do diagrama). Os comandos são descritos no
Manual do Modo Batch.

6.5 MENU FERRAMENTAS


O Menu Ferramentas apresenta opções complementares do programa.
 Barra de Ferramentas: ativa a barra de ferramentas para desenho do
diagrama unifilar.
 Definir Cores: altera cores de legendas, fundo de tela e outros elementos
gráficos.
 Definir Fonte: altera tamanho das legendas de resultados e de identificação
de barras.
 Definir formatação de textos livres: altera tamanho e cor dos textos livres.
 Copiar para Área de Transferência: copia o diagrama unifilar para a área de
transferência do Windows.
 Separar/Unir Barras: divide uma barra em duas, permitindo selecionar quais
equipamentos da barra original serão transferidos para a nova barra. Pode
ser feito o processo oposto, unindo duas barras de mesmo nível de tensão
em uma só, com transferência dos equipamentos da barra eliminada para a
barra remanescente.

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 Buscar Barras em outras telas (.LST): procura uma determinada barra em


um conjunto de diagramas (arquivos .LST em uma pasta) e informa em
quais deles a barra está presente.
 Renumerar Barras de uma tela (.LST): troca os números de barra que
constam em um arquivo LST, seguindo uma listagem que informa as
correspondências (número antigo - número novo). É útil para utilizar um LST
criado para uma base de dados de fluxo de potência (.PWF) sobre uma
base de dados de curto-circuito (.ANA).
 Unificar Grupo Base de Tensão (.LST): atribui as mesmas definições de cor
e espessura de linha de um conjunto de bases de tensão para diferentes
arquivos LST.
 Renomear Terminais (.LST): altera parte da identificação dos terminais
existentes em um conjunto de telas (arquivos .LST) presentes em uma pasta
definida pelo usuário. Permite alterar, por exemplo, vários terminais com
identificação atrelada a um ano para outro ano.
 Localizar Terminal: mostra os terminais presentes no diagrama unifilar e
permite centralizar um deles na tela.
 Exportar Posições de Barras: exporta um arquivo texto com as coordenadas
gráficas (X e Y) de cada barra do diagrama.
 Detalhe de Barra: exibe uma barra selecionada e todos os equipamentos da
sua subestação e mais uma vizinhança, mesmo que não estejam
desenhados no diagrama unifilar.

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 Carregar Resultados de Curto: recupera o cálculo de uma falta, trazendo os


valores de correntes e tensões de volta para o diagrama, sem a
necessidade de especificar novamente o defeito. O resultado se refere à
configuração elétrica presente no momento da falta, não refletindo nenhuma
modificação feita posteriormente (caso se desligue equipamentos ou se
altere valores de impedâncias, o resultado obtido com esta opção continuará
o mesmo).
 Salvar Resultados de Curto: grava em um arquivo o resultado de um curto-
circuito (legendas de correntes, tensões etc), permitindo carregá-lo
posteriormente para o diagrama sem necessidade de especificar novamente
a falta. O resultado se refere à configuração elétrica presente no momento
da falta, não refletindo nenhuma modificação que seja feita posteriormente.
 Limpar Resultados de Curto: retira do diagrama os resultados de faltas que
estejam sendo exibidos (correntes, tensões etc).
 Carregar Arquivo .CSV: carrega para uma tabela o conteúdo de um arquivo
com campos separados por ponto e vírgula.
 Gravar Log de Comandos: após selecionar esta opção, o programa irá
gravar em um arquivo cada comando que execute cálculos ou que modifique
dados elétricos (alterações gráficas não são registradas). O arquivo tem o
nome “Log de comandos Modo Batch.txt” e fica na pasta de arquivos
temporários “%AppData%\CEPEL\Anafas\”.
Esta opção é útil para construir arquivos de comandos para o Modo Batch,
bastando executar pela interface as tarefas desejadas e copiar os comandos
gerados pelo Programa.
 Preferências: opções diversas do programa.

 Centralizar curto-circuito automaticamente: centraliza o diagrama sobre


o símbolo de curto-circuito após a simulação de uma falta.
 Multiplicar por 3 as grandezas de seq. zero: multiplica I0 e V0 por três
ao exibir resultados no diagrama (3I0 e 3V0).

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 Exibir indicação do sentido das correntes: exibe setas nos terminais


dos equipamentos série do diagrama que indicam para onde a corrente
de curto-circuito flui.
 Exibir tooltip de identificação dos elementos: no modo Informação,
exibe identificação dos equipamentos do diagrama ao passar o
ponteiro do mouse sobre cada um.
 Desenhar mútuas: exibe a representação das impedâncias mútuas de
sequência zero entre linhas de transmissão no diagrama unifilar no
modo de exibição Linhas com Mútuas.
 Inserir gerador verticalmente: com esta opção marcada, ao inserir ou
desenhar um gerador no diagrama, este aparecerá inicialmente na
vertical. Se a opção estiver desmarcada, aparecerá na horizontal.
 Inserir transformador verticalmente: com esta opção marcada, ao
inserir ou desenhar um transformador no diagrama, este aparecerá
inicialmente na vertical. Se a opção estiver desmarcada, aparecerá na
horizontal.
 Recuperar último caso de trabalho ao abrir o programa: ao abrir o
programa, carrega automaticamente a configuração (dados elétricos e
dados gráficos) que havia ao encerrar o programa pela última vez.

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6.6 MENU AJUDA


O Menu Ajuda apresenta informações sobre o Anafas, o Modo Batch e o
número da versão do programa.

 Anafas: abre a ajuda do Anafas.


 Modo Batch: abre a ajuda do Modo Batch do Anafas (execução por scripts
de comando).
 Sobre Anafas: indica o número da versão do Anafas.
 Verificação de novas versões: consulta os servidores do Cepel e informa se
existe versão mais recente disponível para download.

6.7 BARRA DE FERRAMENTAS


A Barra de Ferramentas da Interface Gráfica permite acessar diversos
recursos.

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 Desfazer/Refazer Operação Gráfica: desfaz ou refaz qualquer alteração


gráfica, como desenhar, apagar ou mover equipamentos. Não afeta os
dados elétricos.

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 Modo Informação: acessa dados dos equipamentos do diagrama unifilar.


 Modo Inserir: insere dados de novos equipamentos (dados elétricos e
desenho) ou permite desenhar equipamentos que já existam eletricamente.
 Modo Remover: elimina dados gráficos e elétricos dos equipamentos
selecionados.
 Modo Apagar: apaga dados gráficos dos equipamentos selecionados, sem
alterar seus dados elétricos.
 Modo Girar: gira 90o no sentido horário o desenho do equipamento
selecionado.
 Modo Espelhar: espelha o desenho do equipamento selecionado na vertical
e na horizontal.
 Modo Mover: move o desenho de um ou mais equipamentos. Permite
também mover o ponto de conexão dos equipamentos nas barras.
 Modo Zoom: aumenta ou diminui a escala do diagrama. Pode-se também
manter a tecla control pressionada e usar as setas cima/baixo do teclado.
 Modo Mover Diagrama: move todo o diagrama desenhado. Pode-se usar
também as setas de direção do teclado.
 Modo Alinhar: alinha o desenho dos equipamentos selecionados às linhas
de grade.
 Modo Redimensionar: aumenta ou diminui o comprimento das barras e
modifica o ponto de conexão dos equipamentos nas barras.

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 Modo Dividir Barra: divide uma barra em duas, permitindo selecionar quais
equipamentos da barra original serão transferidos para a nova barra.
 Modo Unir Barra: une duas barras de mesmo nível de tensão, eliminando a
segunda barra e transferindo seus equipamentos para a primeira.

 Localizar barra: localiza uma barra no diagrama, fornecida por nome ou por
número.
 Ajustar diagrama à página: ajusta o nível de zoom de maneira que todo o
diagrama desenhado apareça na tela.
 Ativar/Desativar linhas de grade: ao ativar, permite posicionar equipamentos
apenas em pontos específicos do diagrama, organizando melhor o desenho.

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 Gerenciador de Dados: atalho para abrir o Gerenciador de Dados.


 Exibir fase A/B/C: após calcular um curto-circuito, alterna a exibição no
diagrama de resultados de cada fase.
 Exibir sequência Zero/Positiva/Negativa: após calcular um curto-circuito,
alterna a exibição no diagrama de resultados de cada sequência.
 Exibir impedância aparente Zab/Zbc/Zca: após calcular um curto-circuito,
alterna a exibição, nos terminais de linhas de transmissão do diagrama, de
resultados de cada impedância aparente entre fases (descritas no item
5.1.1).
 Exibir impedância aparente Zan/Zbn/Zcn: após calcular um curto-circuito,
alterna a exibição, nos terminais de linhas de transmissão do diagrama, de
resultados de cada impedância aparente fase-neutro (descritas no item
5.1.1).
 Exibir descrição do curto-circuito: após calcular um curto-circuito, exibe as
características da falta simulada.
 Selecionar casos do Estudo Macro: após executar um Estudo Macro, lista as
faltas simuladas, permitindo navegar pelos casos, mostrando um por vez no
diagrama unifilar.
 Relatórios: atalho para abrir diálogo de Relatórios.
 Iniciar gravação de alterações: inicia o registro das alterações elétricas que
sejam feitas no caso.

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 Parar gravação de alterações: termina o registro das alterações elétricas


que tenham sido feitas, gerando automaticamente um arquivo de alterações
(ALT), que permite aplicá-las posteriormente a um arquivo de dados (ANA).
 Iniciar Anafas Versão Texto: executa uma instância da versão texto do
Anafas, sem encerrar a instância com interface gráfica.

6.8 APLICAR CURTO-CIRCUITO POR ATALHO


Uma forma rápida de aplicar defeitos é o uso de atalhos. Em todos os Modos,
exceto no Modo Inserir, ao manter pressionada a tecla Control, o cursor do
mouse ficará acompanhado de um raio vermelho:

Basta clicar com o botão esquerdo em uma barra ou em uma linha de


transmissão para abrir o diálogo de seleção de falta.
Deve-se selecionar o tipo de defeito desejado (monofásico, trifásico etc) e
clicar em Executar. Opcionalmente, pode-se solicitar um relatório textual
marcando a opção correspondente.

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Após executar, os resultados serão mostrados no diagrama:

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É possível aplicar faltas por atalho de três formas:


 Falta em uma barra: manter pressionada a tecla control e clicar com o botão
esquerdo sobre uma barra.
 Falta em um ponto de uma linha de transmissão: manter pressionada a tecla
control e clicar com o botão esquerdo sobre uma linha.
 Falta no terminal de uma linha de transmissão: manter pressionada a tecla
control e clicar com o botão esquerdo próximo do terminal de uma linha.
 Falta em vários pontos de uma linha de transmissão: manter pressionada a
tecla control e clicar com o botão direito sobre uma linha.

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7. VERSÃO TEXTO - INTERFACE E NAVEGAÇÃO


O controle da execução da versão texto do ANAFAS é interativo, baseado em
Menus de manuseio intuitivo. Não obstante, a operação do ANAFAS é
auxiliada por textos explicativos (“help”) contextuais, definindo e/ou
comentando o modo de utilização e as opções que podem ser feitas a cada
etapa.
A navegação através da árvore de menus é bidirecional, avançando segundo
as opções, ou retrocedendo, através do comando ESC .

7.1 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE E FORMATAÇÃO DOS


RELATÓRIOS
O usuário pode configurar as cores da tela, bem como o formato (número de
linhas e colunas) dos relatórios de dados e de resultados e o título (nome da
empresa) aplicado em todas as telas e relatórios.
O usuário também pode controlar a apresentação dos relatórios, definindo as
seguintes opções:
 Tipo: relatório/tabela (somente para os relatórios de resultados - ver itens
5.1.1 e 5.2.2).
 Formato: número de linhas (60 ou 100, ou ainda, “Sem paginação”. Nesta
última opção, o programa imprime apenas um cabeçalho, no início do
arquivo, tornando a saída mais limpa – opção padrão do programa a
partir da versão 4.2 do ANAFAS) e colunas (80 ou 132).

 Modo de Representação e Unidades (somente para o relatório de resultados


da solução orientada a ponto-de-falta - ver 5.1.1): correntes e tensões
podem ser representadas em coordenadas de fase e/ou de seqüência e
podem ser expressas em p.u. ou em grandezas físicas, isto é, as tensões
em “kV” e as correntes em “A” ou “MVA” (MVA = p.u. x potência-base). Há
ainda a opção “Impressão de Barras Fictícias”, que permite suprimir
das saídas de estudos orientados a ponto-de-falta blocos referentes a

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

barras fictícias e barras auxiliares ou de derivação, que normalmente


são desnecessários, tornando os relatórios mais limpos – opção
padrão a partir da versão 4.2 do ANAFAS.

A expressão do valor de uma grandeza em “kV” e “A” requer que a


respectiva tensão-base tenha sido definida e aceita (ver item 2 e apêndice
0).
 Faixa do Ângulo de Fase: a apresentação do ângulo de fase é opcional nos
relatórios de resultados.
No relatório da solução orientada a ponto-de-falta, o ângulo de fase é
expresso em  180o. No caso das correntes o ângulo de fase também pode
ser expresso de 0 a -180o ( “ângulo indutivo” ), invertendo o sinal da
magnitude, se necessário. Essa forma de apresentação é conveniente pois
as correntes de defeito são, tipicamente, indutivas e, usualmente, tem
ângulo de fase negativo.
 Impressão condicionada: no relatório da solução orientada a ponto-de-
monitoração, o usuário pode inibir a apresentação das grandezas cuja
condição de monitoração não tenha sido atendida. Essa opção pode ser
bastante útil no caso de um estudo extenso, no qual o usuário só está
interessado nos resultados de determinadas Grandezas, se estes
atenderem às respectivas condições de monitoração.
A configuração da interface e a formatação dos relatórios são registradas pelo
ANAFAS, no arquivo ANAFAS.CFG, e automaticamente carregadas quando o
programa é inicializado. Caso esse arquivo não seja encontrado, o ANAFAS
carrega um conjunto de opções pré-definidas (“default”).

7.2 ENTRADA / ESPECIFICAÇÃO DE DADOS INTERATIVA


Todos os dados de entrada para o ANAFAS podem ser fornecidos e/ou
alterados interativamente, através de menus e diálogos auto-explicativos,
exceto para os dados de sistema e na definição de um conjunto de barras ou
de circuitos, que seguem outras formas de especificação interativa, detalhadas
a seguir.

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

7.2.1 ALTERAÇÃO DE DADOS DO SISTEMA


Os dados de barra, circuito, mútua e MOVs, bem como o título e os
comentários do caso, podem ser alterados, excluídos e incluídos
interativamente. A alteração utiliza o mesmo formato do arquivo de dados,
sendo o tipo de modificação indicado através do código de alteração (“change-
code”). A entrada dos dados é auxiliada por uma máscara de edição. As
alterações podem também ser fornecidas via arquivo, contendo os blocos de
dados de alteração.

7.2.2 RENUMERAÇÃO AUTOMÁTICA DE BARRAS


Através do bloco DREB, fornecido em um arquivo de alterações, é possível
trocar a numeração de umas ou mais barras, de maneira automática e com
efeito sobre todos os blocos de dados do Anafas (dados de barras, dados de
circuitos, de mútuas etc).
Basta fornecer o número atual da barra e o novo número, separados por ao
menos um espaço em branco.
Por exemplo, caso se deseje alterar o número das barras 2301, 5212 e 34230
para, respectivamente, 103, 6154 e 88115 deve-se criar um arquivo de
alterações com o código DREB, a numeração atual das barras seguida pela
nova numeração, separadas por ao menos um espaço em branco, e o
indicador de fim de bloco, que pode ser a letra F ou o número 99999, como se
pode ver abaixo:
DREB
2301 103
5212 6154
34230 88115
F
Deve-se carregar o arquivo de dados original no Anafas e, em seguida,
carregar este arquivo de alterações. É possível, após o procedimento, gravar
um novo arquivo de dados, já com a nova numeração.

7.2.3 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE BARRAS


Um conjunto de barras é especificado pela enumeração das barras que o
compõe, através de uma lista ou faixa de numeração:
 B 1,3,6,7 ou 1,3,6,7 barras 1, 3, 6 e 7;
 B 1:4 ou 1:4  barras 1 a 4.
Um conjunto de barras também pode ser especificado pela enumeração das
respectivas áreas ou níveis de tensão:
 A 1,10,23  barras das áreas 1, 10 e 23;
 A 1:5  barras das áreas 1 a 5;
 V 69, 500, 230  barras de 69, 500 e 230 kV;

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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

 V 6:400  barras de 6 a 400 kV.


As barras de um conjunto também podem ser selecionadas
interativamente, numa lista (menu), compreendendo as barras cujo nome
contenha uma cadeia de caracteres definida pelo usuário, ou todas as
barras do sistema, utilizando o nome “default” (“*”):
 X  lista de barras selecionadas interativamente (ver exemplo no item
2.6 deste manual).
Finalmente, um conjunto também pode incluir todas as barras do sistema:
 U  todas as barras do sistema (conjunto “universo”).
Um conjunto de barras também pode incluir as barras vizinhas às enumeradas:
 B 1,2@2  barras 1 e 2 + as barras incluídas na 1a e 2a vizinhança delas;
 A 10@1  barras da área 10 e a 1a vizinhança delas.
Um conjunto de barras pode ser combinado com outros, através de união (+),
interseção (&) e /ou exclusão (-):
 B 1,3,7 + A 10  barras 1, 3 e 7 + barras da área 10;
 A 20,30 & V 230  barras das áreas 20 e 30, com tensão-base de 230 kV;
 B 1:8 + A 20 & V 6:138  barras 1 a 8 + barras da área 20, com tensão-
base entre 6 e 138 kV;
 A 20 - V 230  barras da área 20, exceto as de 230 kV.
As expressões para definição do conjunto de barras podem ser agrupadas por
parênteses3:
 B 1:8 + (A 20,30 & V 230)  barras 1 a 8, mais as barras de 230 kV das
áreas 20 e 30.
Notas:
 O conjunto de barras de falta pode ser formado, no máximo, por 50
subconjuntos de barras;
 O total de itens especificados através do número da barra / nível de tensão /
número da área, pode ser no máximo de 500 / 100 / 100, respectivamente.
O número de itens é o número de elementos utilizados na especificação do
subconjunto, que é igual ao número de elementos no caso de enumeração
direta, mas é igual a 2, no caso de especificação através de faixa de
valores.

3
Esta versão do ANAFAS suporta somente 1 nível de parênteses.

130
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

7.2.4 ESPECIFICAÇÃO DE UM CONJUNTO DE CIRCUITOS


Um conjunto de circuitos (linhas) para curto deslizante é definido pelos
conjuntos das respectivas barras terminais. Por exemplo:
 Subconjunto de circuitos  linhas que ligam as barras 1, 3 e 7 às barras da
área 20:
 barras locais  B 1,3,7;
 barras remotas  A 20.
 Subconjunto de circuitos  linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20, às barras da área 30:
 barras locais  A 20 & V 138;
 barras remotas  A 30.

 Subconjunto de circuitos  linhas internas à área 20:


 barras locais  A 20;
 barras remotas  A 20.
Nota: nesse caso (conjunto das barras remotas = conjunto das barras
locais), o conjunto das barras remotas pode ser especificado por “*”.
 Subconjunto de circuitos  linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20, ao restante do sistema:
 barras locais  A 20 & V 138;
 barras remotas  U - (A 20 & V 138).
 Subconjunto de circuitos  linhas de 138 kV, que interligam as barras da
área 20 entre si e ao restante do sistema:
 barras locais  A 20 & V 138;
 barras remotas  U.
Nota: O conjunto de circuitos de falta pode ser formado, no máximo, por 100
subconjuntos de circuito.
Para evitar redundância, no caso de 2 circuitos paralelos idênticos, não
acoplados com outros e sem pontos-de-monitoração, somente um deles é
incluído no conjunto de circuitos.

7.3 ARQUIVOS DE ENTRADA E SAÍDA DE DADOS


Todos os dados de entrada para o ANAFAS podem ser fornecidos através de
arquivos-texto e, no caso dos dados do sistema, também através de arquivo
histórico (binário).
Reciprocamente, todos os dados alterados e/ou especificados interativamente,
também podem ser gravados em arquivos-texto e, no caso dos dados do

131
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

sistema, também em arquivo histórico ou em formato XML (este último para ser
usado no programa FormCepel®, que auxilia na elaboração de relatórios).
Se for realizada a gravação de um caso em formato XML, para uso no utilitário
FormCepel®, serão apresentadas duas opções, descritas a seguir:
a) Incluir Sup. Circuitos: Esta opção faz que o programa calcule e inclua no
XML gravado resultados de Estudo de Superação de Disjuntores orientados a
circuitos, o que corresponde à segunda etapa do estudo, onde se faz a análise
de faltas imediatamente após o disjuntor das linhas, com a outra extremidade
em aberto etc. Estas informações adicionais aumentam pouco o tamanho do
arquivo gravado, razão pela qual a opção padrão do programa é sempre incluir
estes dados (observação: o FormCepel® disponibilizará, de qualquer forma,
resultados de superação de disjuntores orientados a barras, avaliando o menor
disjuntor frente à corrente total de curto de cada barra, sem executar faltas na
saída dos disjuntores, com a outra extremidade em aberto etc);
b) Incluir Rel. Monopolar: Quando esta opção é ativada, o programa calcula e
inclui no arquivo gravado dados relativos ao Relatório de Modelos de Linhas
para Religamento Monopolar. Este relatório é bastante específico e aumenta o
tamanho do arquivo gravado. Sendo assim, o programa tem como opção
padrão não incluir estes dados no arquivo XML.
Havendo ou não dados relativos aos relatórios de Superação de Disjuntores ou
de Religamento Monopolar, o utilitário FormCepel® reconhecerá os dados
disponíveis automaticamente.
É possível gravar casos que originalmente tinham formato PECO (sem
carregamento pré-falta) no formato ANAFAS (com carregamento pré-falta) e
vice-versa.

Quando se grava um caso que tinha formato PECO usando o formato


ANAFAS, o programa preenche automaticamente os tipos dos circuitos e as
demais informações necessárias (em termos elétricos, a rede fica idêntica à
original).
Quando se grava um caso que tinha formato ANAFAS para o formato PECO,
todas as ligações para a terra na sequência positiva, exceto as de geradores,

132
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passam a ter valor infinito, e todas as barras passam a ter tensão pré-falta
igual a 1/0 pu, entre outras alterações (ou seja, a rede resultante não é
eletricamente idêntica à original);
Também todos os relatórios produzidos pelo ANAFAS podem ser gravados em
arquivos-texto.
O nome e a localização (disco e diretório) dos arquivos de dados e de
relatórios são definidos interativamente pelo usuário, sem qualquer restrição,
exceto que os nomes de arquivo “ANAFAS.xxx” são reservados para os
arquivos utilitários do ANAFAS.
O ANAFAS registra o nome e a localização (“path”) dos diversos arquivos de
dados e relatórios, no arquivo ANAFAS.CFG, que é carregado na inicialização
do programa, sendo a opção “default” para identificação dos respectivos
arquivos.
A opção “default” para o “path” e nome do arquivo pode ser aproveitada no
todo, ou em parte, isto é, o usuário fornece o nome do arquivo, aproveitando
somente o “path” da opção “default”.
O usuário também pode fornecer um novo “path” (completo ou parcial) ou
ainda, optar por nenhum arquivo, o que, no caso da leitura de arquivo,
acarreta, se for o caso, a inicialização da especificação interativa dos
respectivos dados.
Uma opção importante é a seleção de arquivos através de um “diálogo” em
padrão Windows®, ativado pela tecla F4. Se assemelha ao processo de
seleção de arquivo de um programa padrão Windows®, como pode ser visto
abaixo:

Finalmente, o usuário também pode simplesmente cancelar a abertura do


arquivo, através do comando ESC.
Os exemplos abaixo, ilustram as diversas opções, supondo a leitura das barras
de falta na especificação de um estudo macro, com a seguinte opção “default”:
 C:\ANAFAS\EXEMPLO\MACRO.BAR

133
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Exemplos:
Opção Arquivo Selecionado Obs.
ENTER C:\ANAFAS\EXEMPLO\ MACRO.BAR utiliza “default” completo
ARQ.BAR C:\ANAFAS\EXEMPLO\ ARQ.BAR utiliza o “path” “default”
..\DIRET\ ARQ.BAR C:\ANAFAS\DIRET\ ARQ.BAR utiliza parte do “path” “default”
\DIRET\ ARQ.BAR C:\DIRET\ ARQ.BAR utiliza só o “drive” “default”
X:\DIRET\ ARQ.BAR X:\DIRET\ ARQ.BAR não utiliza o “default”
“-” - especifica conjunto de barras
ESC Nenhum cancela abertura do arquivo

7.4 SELEÇÃO E CÓPIA DE TEXTOS


É possível selecionar e copiar trechos de telas do ANAFAS para o Clipboard
do Windows, através da barra de ferramentas na parte superior do programa:

Em qualquer tela do ANAFAS, deve-se escolher a opção “Selecionar Texto”;

Em seguida, com o mouse, selecionar o que se deseja copiar;

134
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Por último, utilizar a opção “Copiar”.

O texto será copiado para o Clipboard, ficando disponível para uso em


qualquer editor.
ATENÇÃO: não usar Ctrl+C para copiar, pois tal comando fecha o programa
sem aviso.

7.5 TRATAMENTO DE ERROS E AVISOS


Os avisos e erros de dados e de operação são indicados através de
mensagens de uma linha de texto, que indicam o nível de gravidade (erro ou

135
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aviso), o módulo e a rotina do programa que detectaram o erro, o no e a


descrição do erro.
Para os erros mais complexos, ou cuja descrição contida na mensagem de
erro pode ser insuficiente, o ANAFAS provê um diagnóstico, indicado por “{*}”
na própria mensagem de erro, que pode ser consultado interativamente. A lista
completa de erros com os respectivos diagnósticos, pode ser acessada através
do “menu” principal.
Os erros detectados durante a instalação de um caso (dados do sistema), ou
durante a instalação dos pontos-de-monitoração, ou ainda, durante a solução
de uma falta, são registrados no arquivo ANAFAS.LOG, aberto na inicialização
do ANAFAS e que pode ser consultado durante a execução.
Foi desenvolvido também um esquema de mensagens adicionais que permite
informar de forma mais completa a incidência da situação ocorrida, por
exemplo, número das barras e circuitos envolvidos. Optou-se por utilizar
mensagens adicionais, para poder manter o esquema original de mensagens
em apenas uma linha de texto. As mensagens adicionais consistem em novas
mensagens, também de uma linha cada, porém com alguns campos em
branco, para caracterizá-las como complementação da mensagem original
anterior.
As mensagens adicionais são especialmente úteis em ocorrências envolvendo
acoplamentos mútuos, onde é necessário especificar até dois trechos de linha,
cada um com duas barras, um número de circuito e dois valores percentuais
(início e fim), para poder situar o problema (ver exemplo na figura abaixo).

136
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APÊNDICE
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1. DADOS DO SISTEMA
Esta seção apresenta a estrutura dos arquivos de dados de entrada, utilizados
pelo ANAFAS:
 Dados do Sistema;
 Pontos-de-Monitoração;
 Macro (Especificação de Defeitos);
 Pontos de Falta em Barra (execução de Macro);
 Pontos de Falta em Circuito (execução de Macro).

1.1 ARQUIVO DE DADOS DO SISTEMA


O arquivo primário (formato texto) de dados do sistema é composto pelos
seguintes blocos de dados:
 Formato do Arquivo (opcional se o formato do arquivo for PECO);
 Título (opcional);
 Comentários (opcional, max.20);
 Base de Potência (opcional se a base for 100 MVA);
 Dados de Barra;
 Dados de Circuito;
 Dados de Mútua (se houver);
 Dados de MOVs (se houver);
 Dados de Shunts de Linha (se houver);
 Dados de Geradores Eólicos Síncronos com Conversor (se houver);
 Dados de Área.

Cada bloco de dados é precedido por um número identificador que especifica o


tipo de dado, no formato I3 (número inteiro com 3 algarismos, colunas 1 a 3).

Identificadores
Bloco de Dados Bloco de Dados
Modelagem 0 ou TIPO Dados de Mútua 39 ou DMUT
Título* 1 ou TITU Dados de MOVs 36 ou DMOV
Comentários* 2 ou CMNT Shunts de Linha 35 ou DSHL
Base de Potência 100 ou BASE Dados de Eólicos DEOL
Dados de Barra 38 ou DBAR Dados de Área DARE
Dados de Circuito 37 ou DCIR Fim de Caso* 99 ou FIM
* Notas:
 Os blocos de Título (1) e de Comentários(2), incluem outros parâmetros,
detalhados adiante.

A1
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 O identificador de “fim-de-caso” é opcional, servindo para marcar o final dos


dados antes do final do arquivo. Por exemplo, se o usuário desejar
desconsiderar os dados de mútua, o cartão 99 seria inserido antes dos
dados de mútua (antes do cartão DMUT).
 O arquivo pode conter linhas em branco ou com comentários, em qualquer
número e posição, exceto após os identificadores de Título (1 ou TITU) ou
de Comentário (2 ou CMNT). As linhas de comentário são iniciadas pelo
caracter “(“ (parêntese).

1.1.1 TIPO DE MODELAGEM E FORMATO DO ARQUIVO


 FMT: Formato do Arquivo:
 P: Formato PECO (default).
 A: Formato ANAFAS  permite a especificação de dados relativos à
condição pré-falta (tensão pré-falta, geração e cargas), além de parâmetros
adicionais, tais como o tap de transformadores e line-charging de linhas.
 TPF: Especificação da Tensão Pré-Falta (requerido no formato ANAFAS)
 0: tensão pré-falta = 10o p.u.(default)  sem carregamento pré-falta.
 1: tensão pré-falta especificada no próprio arquivo de dados (ver Dados
de Barra).
 2: tensão pré-falta, especificada no arquivo histórico do ANAREDE4 .

Coluna 1 3
Dado FMT TPF*
Formato A1 I1
Unidade - -
Valores P,A 0,1,2
Default P 0

OBS: “A1” significa “caracter 1”, ou seja, 1 caracter (neste caso, a letra “P” para
formato PECO ou a letra “A” para formato ANAFAS). “I1” significa “inteiro 1”, ou
seja, um número inteiro com apenas 1 algarismo (neste caso, o número “0”, ou
o número “1”, ou o número “2”).

Exemplos:
0 (“0” => indica especificação do tipo do arquivo)
A 1 (“A” => formato ANAFAS; “1” => tensão pré-falta)

ou
0 (“0” => indica especificação do tipo do arquivo)
P (“P” => formato PECO)

4
não disponível nessa versão do programa

A2
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1.1.2 TÍTULO E COMENTÁRIOS


O título e os comentários são textos de até 80 caracteres, reproduzidos nos
Relatórios de Dados e de Resultados.
Os comentários só são considerados (incluídos nos Relatórios), se indicado no
identificador do título o parâmetro {incluir comentário} = 1. (na coluna 10). O
comentário é excluído (desconsiderado) se o texto do comentário for
“DELETE”.
Os comentários poderão ser numerados, para referência. A numeração dos
comentários deverá ser dada no formato I2 (“inteiro 2”) (Colunas 9 e 10). Se o
número do comentário já tiver sido dado a um comentário anterior, ele será
substituído pelo comentário atual. Se não for fornecido nenhum número, ou se
o número dado for zero, ou ainda, se o número do comentário for maior que o
número atual de comentários, o comentário será acrescentado após o último.

Por exemplo, se o bloco de título/comentários for preenchido desta maneira:

1 1
CONFIGURACAO DEZ/2005 = VERSAO 30/11/2004
2 1
==============================================================================
2 2
BASE DE DADOS BR05.ANA GERADA A PARTIR DA BASE DE DADOS BR04.ANA
2 3
APLICANDO-SE OS ARQUIVOS DE ALTERACOES NNE5.ANA;SE5.ANA
2 4
E SUL5.ANA
2 5
==============================================================================

Nas saídas do programa será impresso o seguinte cabeçalho:

CONFIGURACAO DEZ/2005 = VERSAO 30/11/2004


==============================================================================
BASE DE DADOS BR05.ANA GERADA A PARTIR DA BASE DE DADOS BR04.ANA
APLICANDO-SE OS ARQUIVOS DE ALTERACOES NNE5.ANA;SE5.ANA
E SUL5.ANA
==============================================================================

1.1.3 BASE DE POTÊNCIA


A especificação da Potência Base é opcional e deve preceder a especificação
dos dados de barra (37) e circuito (38).

A3
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Coluna livre
Dado Sbase
Formato livre
Unidade MVA
Valores >0
Default 100

Exemplo (especificando base de potência de 20 MVA):


100 (Bloco de Base de Potência)
20.0000000 (Valor da nova base de potência)

OBS: A base de potência do sistema pode ser consultada no Relatório


Sumário de Dados.

1.1.4 DADOS DE BARRA


 NB: no da barra. A numeração das barras não precisa ser contígua. A barra
de referência (NB = 0) é incluída automaticamente pelo ANAFAS e não
deve ser especificada pelo usuário.
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir barra. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir barra (código adequado para arquivos de alteração de
dados ou para alterações interativas, item 7.2.1). A exclusão de uma barra
acarreta a exclusão automática de todos os circuitos incidentes e das
respectivas mútuas.
 2 ou 4 ou “M”: Modificar dados de barra (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 7.2.1). Somente os
dados alterados precisam ser especificados.
 E: estado operativo da barra. Indica se a barra está ligada ou desligada.
Caso a barra esteja desligada, tanto ela própria quanto todos os elementos
do sistema que estejam conectados a ela são desconsiderados
eletricamente. Pode ser preenchido com os seguintes valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
 MP: tipo da barra:
0: barra “normal”. Código “0” é padrão, seu preenchimento é opcional.
1: barra fictícia de transformador (“mid-point”), utilizada na representação de
trafos (de 2, 3, 4 enrolamentos). Obs: O ANAFAS permite a representação
de trafos de 2 enrolamentos sem barra fictícia, com o uso dos campos Tipo
de Conexão e Impedância de Aterramento, que serão vistos no item 1.1.5.

A4
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2: barra auxiliar ou derivação (“line-tap”). Utilizada para representação de


um ponto de derivação em linhas de transmissão, ou barras de capacitores
série, ou pontos de alteração dos parâmetros dos cabos de uma linha etc.
As barras “mid-point” e auxiliares não são computadas pelo ANAFAS na
determinação das “barras de contribuição” (barras para as quais são
indicadas a tensão pós-falta e a corrente de contribuição para a falta),
evitando a necessidade de sobre-especificação do grau de vizinhança
(NBACK) para alcançar as barras normais vizinhas.
 AT: indicador de autotrafo (só deve ser preenchido se barra for “mid-point”):
0: não é autotrafo. Código “0” é padrão, seu preenchimento é opcional.
1: a barra fictícia (“mid-point”) pertence a um auto-transformador. Obs: este
indicador serve pra indicar ao programa que o trafo desta fictícia é um
autotrafo. Isso serve para que o programa possa informar a corrente no
neutro (em Ampères) após a informação de corrente de contribuição, tanto
do primário quanto do secundário deste trafo, na saída texto em arquivo.
 BN: nome da barra (até 12 caracteres). Opcional.
Nota: Se os 4 últimos caracteres do nome da barra forem numéricos, serão
interpretados como a tensão base da barra, caso esta não seja fornecida
explicitamente no campo VBASE (logo abaixo).
 VPRE e ANG: módulo e ângulo da tensão pré-falta (valor eficaz, fase-fase).
Opcionais e interpretados no formato ANAFAS com tensão pré-falta (código
“A 1”).
 VBASE: tensão-base (valor eficaz, fase-fase). Opcional. O valor de VBASE
é utilizado para apresentação dos resultados em unidades físicas (“A”, “kV”
etc), sendo opcional no caso de Estudos Orientados a Ponto-de-Falta, mas
essencial nos Estudos Orientados a Ponto-de-Monitoração.
Caso VBASE não seja fornecido, o ANAFAS interpreta os 4 últimos
caracteres do nome da barra (BN), se forem numéricos, como a tensão-
base. Os valores obtidos dessa forma são checados através da lista de
níveis de tensão que o ANAFAS considera plausíveis, definida no arquivo
ANAFAS.VBA (a lista de bases de tensão pode ser alterada pelo usuário,
incluindo, excluindo ou alterando qualquer linha de ANAFAS.VBA). Caso o
valor de tensão não seja encontrado em ANAFAS.VBA, o programa
desconsidera a informação e a barra fica sem base especificada.
Importante: números inteiros junto de letras podem confundir a leitura do
programa, por exemplo na barra “FURNAS 13A”. É recomendável
preencher o campo VBASE, para garantir a correta especificação.
 O ANAFAS verifica a consistência das tensões base especificadas para
cada subsistema, isto é, se as tensões base de todas as barras de cada
subsistema são iguais entre si.
O ANAFAS grava no “registro de erros” (ANAFAS.LOG) as barras cuja
tensão-base for inconsistente (por exemplo, uma barra de 500 kV
conectada diretamente a outra de 230 kV por uma linha de transmissão,
sem trafo), indicando o nome e o número da barra, a tensão-base que foi
definida para a barra, a tensão-base do subsistema no qual ela se

A5
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

encontra e a identificação dos circuitos onde foi detectada a


inconsistência.
A eventual inconsistência é indicada através de uma mensagem de erro,
podendo o usuário optar por anular ou manter a tensão-base dos
subsistemas onde foi encontrada inconsistência.
É recomendável optar pela anulação da tensão-base inconsistente, uma
vez que ela pode invalidar os resultados expressos em unidades físicas
(A e kV) e os resultados dos pontos-de-monitoração.
 DISJUN: Valor da capacidade de interrupção, em kA, do disjuntor de menor
capacidade ligado à barra (Dado opcional usado no Estudo de Superação
de Disjuntores. Recomenda-se deixar este valor em branco e fornecer as
capacidades de interrupção de cada terminal de circuito no bloco de dados
de circuitos).
 DATA_I: Data de entrada em operação da barra. Opcional. Define o dia
e/ou mês e/ou ano a partir do qual a barra passa a ser considerada
eletricamente no sistema. Em datas anteriores à data informada neste
campo, tanto ela própria quanto todos os elementos do sistema que estejam
conectados a ela são desconsiderados eletricamente. Se as posições
correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é assumido
o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições correspondentes ao
número do mês forem deixadas em branco, é assumido o mês número 01
(primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes ao número do ano
forem deixadas em branco, é assumido que a data não foi fornecida e
considerado que a barra sempre existiu (data de entrada igual a 00000000).
 DATA_F: Data de saída de operação da barra. Opcional. Define o dia e/ou
mês e/ou ano a partir do qual a barra deixa de ser considerada
eletricamente no sistema. Em datas iguais ou posteriores à data informada
neste campo, tanto ela própria quanto todos os elementos do sistema que
estejam conectados a ela são desconsiderados eletricamente. Se as
posições correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é
assumido o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições
correspondentes ao número do mês forem deixadas em branco, é assumido
o mês número 01 (primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes
ao número do ano forem deixadas em branco, é assumido que a data não
foi fornecida e considerado que a barra existirá para sempre (data de saída
igual a 99999999).
 IA: no da área (subsistema). Opcional.
 SA: no da sub-área. Opcional.
 F: Classificação da barra como fronteira da Rede Básica segundo critérios
definidos pelo ONS. São aceitos os seguintes valores: N (especificado pelo
usuário como sendo uma barra não de fronteira), F (especificado pelo
usuário como sendo uma barra de fronteira), A (classificada pelo programa
como fronteira), G (classificada pelo programa como barra de geração – não
é fronteira), C (classificada pelo programa como barra de síncrono – é
fronteira) e em branco (classificada pelo programa como não sendo barra de
fronteira nem de geração). Os valores N e F são mantidos pelo programa
ao gravar o caso em arquivo. Os demais valores podem ser alterados pelo

A6
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ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

programa se ele classificar de forma diferente da correspondente ao valor


lido neste campo. O programa cria automaticamente na mesma pasta onde
se encontra o arquivo ANAFAS.EXE um arquivo de nome “ANAFAS -
FRONTEIRAS.TXT” contendo todas as eventuais discrepâncias entre o
valor lido e o classificado (deduzido) pelo programa. São consideradas
barras de fronteira (classificação A) os terminais de transformador com
tensão inferior a 230 kV desde que um dos seus enrolamentos tenha tensão
igual ou superior a este valor (Rede Básica). Se a tensão da barra for
menor ou igual a 30 kV e tiver gerador conectado a ela, então é classificada
como barra de geração (G), exceto se houver um secundário acima de 30
kV (neste caso a barra é um terciário com compensador síncrono –
classificação C).

Formato dos Dados de Barra

Coluna 1-5 6 7 8 9 10-21 23-26 27-30


Dado NB CHNG E MP AT BN VPRE ANG
Formato I5 I1 A1 I1 I1 A12 F4.3 F4.0
Unidade - - - - - - Pu graus
Valores 099998 0/1/4 L/D 0/1/2 0/1 - 0.51.5 -180o180o
Default 0 0 L 0 0 - 1.0 0o

Coluna 32-35 37-42 53-60 61-68 70-72 74-75 77


Dado VBASE DISJUN DATA_I DATA_F IA SA F
Formato F4.0 F6.0 I8 I8 I3 I2 A1
Unidade kV Ka ddmmaaaa ddmmaaaa - - -
Valores >0 >0 qq. data qq. data 1998 198 N,F,
A,G,
C,’ ‘
Default - 9999999 00000000 99999999 1 0 ‘ ‘

Nota: Os dados sublinhados só são lidos no formato ANAFAS.

Exemplos:

Arquivo de dados – Bloco de barras.


DBAR
(NB CEMA BN VBAS DISJUN DDMMAAAADDMMAAAA IA SA
(----=-=-============ ---- ------ --------======== --- --
1 1 T#FU 345 13A 1206200712062009 16 3
2 FURNAS 345 345 22 16
3 D FURNAS 13A 13.8 062007 062009 16
4 FURNAS 138 138 16 4
5 1 T#FU 345 13B 2007 2007 16 4
6 FURNAS 13B 13.8 16
F

A7
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Arquivos de alterações

Remoção – Removendo barra 2, o código “1” indica remoção. Não é


necessário preencher os demais dados da barra que será removida.
DBAR
(NB CEMA BN VBAS DISJUN DDMMAAAADDMMAAAA IA SA
(----=-=-============ ---- ------ --------======== --- --
21
F
Alteração - Alterando área da barra 6 para “20”, usando código “4”. É
necessário preencher apenas o que será modificado.
DBAR
(NB CEMA BN VBAS DISJUN DDMMAAAADDMMAAAA IA SA
(----=-=-============ ---- ------ --------======== --- --
64 20
F

1.1.5 DADOS DE CIRCUITO


 BF: no da primeira barra terminal (barra “de”) do ramo.
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir circuito. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir circuito (código adequado para arquivos de alteração de
dados ou para alterações interativas, item 7.2.1). A exclusão de um
circuito acarreta a exclusão automática das respectivas mútuas.
 2 ou 4 ou “M”: Modificar dados de circuito (código adequado para
arquivos de alteração de dados ou para alterações interativas, item 7.2.1).
Somente os dados alterados precisam ser especificados.
 E: estado operativo do circuito ou grupo. Indica se o circuito/grupo está
ligado ou desligado. Caso o circuito esteja desligado, tanto ele quanto os
seus eventuais acoplamentos mútuos de seqüência zero e shunts de linha
(caso seja um circuito tipo linha de transmissão) são desconsiderados
eletricamente. Capacitores série bypassados são substituídos por um
jumper de baixa impedância e seus eventuais dados de proteção (MOV e
gap) são desconsiderados. O estado bypassado serve para desconsiderar
tempora-riamente a compensação, sem remover o capacitor série do caso e
os seus dados originais. O campo pode ser preenchido com os seguintes
valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
B: bypassado (válido apenas para circuitos tipo capacitor série – TIPC = S)

 BT: no da segunda barra terminal (barra “para”) do ramo.


 NC: no do circuito (circuitos série) ou do grupo de unidades idênticas
(circuitos shunt). Serve para identificar circuitos série paralelos ligados entre
as mesmas barras ou grupos distintos de equipamentos shunt de mesmo
tipo (gerador, shunt de barra etc.) ligados na mesma barra. Opcional. Se
NC não for fornecido e houver mais de um circuito série ou grupo ligados
na(s) mesma(s) barra(s), o ANAFAS atribui “NC” automaticamente aos

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circuitos/grupos lidos, de acordo com a ordem em que estiverem no arquivo


de entrada.
 TIPC: tipo do circuito ou grupo:
 G: gerador.
 L: linha de transmissão.
 T: transformador.
 C: carga de impedância constante (R+jX).
 H: reator ou capacitor “shunt”.
 S: capacitor série.
 Z: transformador de aterramento (zig-zag)
 E: compensador estático
O tipo do circuito/grupo é obrigatório no formato ANAFAS. No formato
PECO, o tipo do circuito e opcional e, quando não fornecido, é inferido pelo
ANAFAS, utilizando o algoritmo mostrado na figura a seguir. Ao gravar o
arquivo de dados, o tipo dos circuitos é sempre preenchido, mesmo que não
tenha sido lido de forma explícita e inferido pelo programa.

Definição
Tipo de Circuito

Barra BF ou BT
S TRAFO
é MIDPOINT?

Barra BF ou BT é X1 < 0, X0 < 0,


N S CAPACITOR- SÉRIE
REF.? R1 = 0, R0 = 0?

S N

GERADOR N Z 1=  ? Z 0 = ? S TRAFO

S
N

REATOR SHUNT S R0 = 0 ? LINHA

CARGA

 R1, X1, R0, X0: resistência e reatância de seqüência positiva e zero do


circuito ou de cada unidade idêntica do grupo. Obs: caso R1 e X1 de um
circuito/unidade sejam simultaneamente menores que 0.0001%, o programa
emitirá um aviso e passará X1 para 0.0001%. O mesmo vale para R0 e X0.
O objetivo é impedir perda de precisão em determinadas situações de curto.
 CN: nome do circuito/grupo. Opcional. Utilizado livremente, tanto para dar
um nome ao circuito, como para outras identificações.
 S1/Pg , S0/Qg: susceptância total da linha (“line charging”) nas seqüências
positiva e zero ou potência ativa e reativa gerada por cada unidade idêntica

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do grupo de geradores. Estes campos só devem ser preenchidos no caso


de circuitos tipo linha ou gerador. No caso de geradores, a tensão interna
dos mesmos é obtida a partir dos valores de potência ativa e reativa gerada
fornecidos nestes campos. Opcional e válido somente no formato ANAFAS
(com carregamento pré-falta).
 TAP: relação de transformação (TAP : 1). Valor em p.u. em relação à
primeira barra terminal (barra “de”). Opcional e válida somente no formato
ANAFAS (com carregamento pré-falta).
 TB: no da barra do trafo delta-estrela onde se encontra o lado delta
(preenchido no ramo shunt, ver figura abaixo). Usado no modelo antigo de
representação de trafos delta-estrela, que ainda é encontrado nas bases de
dados oficiais. A modelagem atual utiliza os campos de tipos de conexão
mostrados mais adiante, ao invés dos campos TB TC.
 TC: no do circuito do ramo série associado ao ramo shunt*, que está sendo
especificado (ver figura abaixo). Caso não seja especificado, é presumido
TC = 1. Usado no modelo antigo de representação de trafos delta-estrela,
que ainda é encontrado nas bases de dados oficiais. A modelagem atual
utiliza os campos de tipos de conexão, mostrados mais adiante.
TB e TC são válidos para a especificação de um ramo shunt de
transformador associado a um ramo série. Este recurso é utilizado na
modelagem antiga de transformadores delta-estrela de 2 enrolamentos sem
barra “mid-point”, que ainda está presente nas bases de dados oficiais. A
modelagem atual utiliza os campos de tipos de conexão mostrados mais
adiante, ao invés dos campos TB TC. Os trafos modelados por dois ramos,
com o uso dos campos TB e TC, são convertidos automaticamente, ao
serem lidos, para a representação nova que usa campos de tipo de conexão
de modo que, ao ser gravado, já aparece na nova representação, que usa
apenas uma linha de dados (cartão) para representar o transformador.
Abaixo, pode-se ver um exemplo de especificação de trafo delta-estrela
utilizando os campos TB e TC. Mais adiante são mostrados exemplos de
representação usando os campos de tipo de conexão, que é a
representação recomendada atualmente. O preenchimento de “TB” e “TC”
do circuito shunt mostrado abaixo permite ao ANAFAS entender que ambos
circuitos (série e shunt) representam um único transformador. Sendo assim,
caso o trafo seja removido numa contingência automática, ambos circuitos
serão removidos. Além disso, para obter a corrente de contribuição do
transformador, o programa soma automaticamente a corrente dos dois
ramos.
TB
TC

*
REF

Exemplo:

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Considerando os dois trafos delta-estrela representados abaixo, entre as


barras 5978 e 5980, com o delta conectado à barra 5978;

Pode-se representar cada trafo utilizando dois circuitos: um ramo série com
impedância de seq. positiva finita e com impedância infinita na seqüência zero,
e um ramo ligado à terra no lado em estrela, com impedância infinita na seq.
positiva e com impedância de seq. zero infinita. Os trafos modelados por dois
ramos, com o uso dos campos TB e TC, são convertidos automaticamente, ao
serem lidos, para a representação nova que usa os campos de tipo de
conexão de modo que, ao ser gravado, já aparece na nova representação, que
usa apenas uma linha de dados (cartão) para representar o transformador.

5978 5980

Os campos TB e TC permitem associar cada ramo shunt ao ramo série de seu


transformador. No bloco de dados de circuitos, estes transformadores seriam
representados da seguinte maneira (supondo X1 = 11,88%, X0 = 10,88% e
defasamento de 30o):
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN TB TCIA DEF KM
(----=-===== --=------======------======------ -----==---=== ====
( Trafo 1
5978 5980 1 1188999999999999 3 30
0 5980 999999999999 1088 5978 1 3
(Trafo 2
5978 5980 2 1188999999999999 3 30
0 5980 999999999999 1088 5978 2 3

Assim, o primeiro ramo shunt (0:5980:1), tendo TB = 5978 e TC = 1, será


associado ao trafo 5980:5978:1. O segundo ramo shunt, (0:5980:2), com
TB = 5978 e TC = 2, será associado ao trafo 5980:5978:2.
OBS1: Se NC for igual a 1, não precisa ser preenchido. O mesmo vale para TC.

A11
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 IA: no da área do circuito/grupo. Opcional.


 DEF: defasagem de trafo -Y. Opcional. Valor, em graus, de quanto as
tensões da barra “para” estão adiantadas em relação às tensões da barra
“de”.
 IE: indicador de defasamento explícito (item 2.1). A letra ‘E’ indica que o
defasamento fornecido no campo DEF é explícito, caso contrário não.
 KM: comprimento do circuito, no caso de linhas de transmissão, em km.
Não é utilizado nos cálculos, apenas armazena o dado.
 CD: Tipo de conexão do terminal “de” do circuito (barra definida no campo
BF). Pode assumir os valores “YN” (estrela aterrado), “Y” (estrela não-
aterrado) ou “D” (delta). Se for deixado em branco, o valor padrão será YN.
Pode ser preenchido em trafos, geradores e circuitos shunt. Não pode ser
preenchido em linhas de transmissão, capacitores série, no terminal
conectado à terra (BF = 0) ou no terminal conectado em barra mid-point,
quando se tratar de um trafo de 3 enrolamentos. É usado na representação
atual de transformadores, substituindo a representação com TB TC.
Exemplos de uso são mostrados mais adiante.
O tipo de conexão afeta a impedância de sequência zero do circuito, sendo
indiferente para a sequência positiva. Se for YN, a impedância de sequência
zero utilizada nos cálculos do programa será a informada nos campos R0 e
X0 acrescida de 3 vezes a fornecida nos campos de RN e XN
(Z0 = R0 +j X0 + 3 (RN +j XN) ). Se for Y ou D, a impedância de sequência
zero será considerada infinita.
Além disto, caso o programa detecte uma conexão YNd ou Yd (estrela
aterrado-delta ou estrela delta), este irá esperar um valor de defasamento
diferente de zero e emitirá aviso caso isto não ocorra. Caso detecte uma
conexão YNyn, ou YNy, ou Yy, ou Dd, o programa irá esperar que o
defasamento seja igual a zero e emitirá aviso caso contrário.
 RNDE: Resistência de aterramento do terminal “de”, em %, válida apenas
para conexões YN. Por estar conectada no neutro, influenciará apenas a
sequência zero do circuito, sendo multiplicada por 3 pelo programa. Se for
deixada em branco, o valor padrão assumido é zero na conexão YN e
infinito nas demais conexões. Pode ser preenchida em trafos, geradores e
circuitos shunt. Não pode ser preenchida em linhas de transmissão,
capacitores série, no terminal conectado à terra (BF = 0) ou no terminal
conectado em barra mid-point, quando se tratar de um trafo de 3
enrolamentos. É usada na representação atual de transformadores,
substituindo a representação com TB TC. Exemplos de uso são mostrados
mais adiante.
 XNDE: Reatância de aterramento do terminal “de”, em %, válida apenas
para conexões YN. Por estar conectada no neutro, influenciará apenas a
sequência zero do circuito, sendo multiplicada por 3 pelo programa. Se for
deixada em branco, o valor padrão assumido é zero na conexão YN e
infinito nas demais conexões. Pode ser preenchida em trafos, geradores e
circuitos shunt. Não pode ser preenchida em linhas de transmissão,

A12
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capacitores série, no terminal conectado à terra (BF = 0) ou no terminal


conectado em barra mid-point, quando se tratar de um trafo de 3
enrolamentos. É usada na representação atual de transformadores,
substituindo a representação com TB TC. Exemplos de uso são mostrados
mais adiante.
 CP: Tipo de conexão do terminal “para” do circuito (barra definida no campo
BT). Pode assumir os valores “YN” (estrela aterrado), “Y” (estrela não-
aterrado) ou “D” (delta). Se for deixado em branco, o valor padrão será YN.
Pode ser preenchido em trafos, geradores e circuitos shunt. Não pode ser
preenchido em linhas de transmissão, capacitores série, no terminal
conectado à terra (BT = 0) ou no terminal conectado em barra mid-point,
quando se tratar de um trafo de 3 enrolamentos. É usado na representação
atual de transformadores, substituindo a representação com TB TC.
Exemplos de uso são mostrados mais adiante.
O tipo de conexão afeta a impedância de sequência zero do circuito, sendo
indiferente para a sequência positiva. Se for YN, a impedância de sequência
zero utilizada nos cálculos do programa será a informada nos campos R0 e
X0 acrescida de 3 vezes a fornecida nos campos de RN e XN
(Z0 = R0 +j X0 + 3 (RN +j XN) ). Se for Y ou D, a impedância de sequência
zero será considerada infinita.
Além disto, caso o programa detecte uma conexão YNd ou Yd (estrela
aterrado-delta ou estrela delta), este irá esperar um valor de defasamento
diferente de zero e emitirá aviso caso isto não ocorra. Caso detecte uma
conexão YNyn, ou YNy, ou Yy, ou Dd, o programa irá esperar que o
defasamento seja igual a zero e emitirá aviso caso contrário.
 RNPA: Resistência de aterramento do terminal “para”, em %, válida apenas
para conexões YN. Por estar conectada no neutro, influenciará apenas a
sequência zero do circuito, sendo multiplicada por 3 pelo programa. Se for
deixada em branco, o valor padrão assumido é zero na conexão YN e
infinito nas demais conexões. Pode ser preenchida em trafos, geradores e
circuitos shunt. Não pode ser preenchida em linhas de transmissão,
capacitores série, no terminal conectado à terra (BT = 0) ou no terminal
conectado em barra mid-point, quando se tratar de um trafo de 3
enrolamentos. É usada na representação atual de transformadores,
substituindo a representação com TB TC. Exemplos de uso são mostrados
mais adiante.
 XNPA: Reatância de aterramento do terminal “para”, em %, válida apenas
para conexões YN. Por estar conectada no neutro, influenciará apenas a
sequência zero do circuito, sendo multiplicada por 3 pelo programa. Se for
deixada em branco, o valor padrão assumido é zero na conexão YN e
infinito nas demais conexões. Pode ser preenchida em trafos, geradores e
circuitos shunt. Não pode ser preenchida em linhas de transmissão,
capacitores série, no terminal conectado à terra (BT = 0) ou no terminal
conectado em barra mid-point, quando se tratar de um trafo de 3
enrolamentos. É usada na representação atual de transformadores,
substituindo a representação com TB TC. Exemplos de uso são mostrados
mais adiante.

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Exemplos de representação de equipamentos utilizando os campos de tipo de


conexão:

Trafos de 2 enrolamentos

 Conexão YNd
Considerando novamente dois trafos delta-estrela entre as barras 5978 e 5980,
com X1=11,88%, X0=10,88% e 30 graus de defasamento, sua representação
no bloco de circuitos será:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Trafo 1
5978 5980 1T 1188 1088 3 30 D
YN

(Trafo 2
5978 5980 2T 1188 1088 3 30 D
YN

OS DADOS DE CADA EQUIPAMENTO DEVEM FICAR EM UMA LINHA


APENAS. AQUI APARECEM OCUPANDO DUAS LINHAS POR CONTA DA
FORMATAÇÃO DO MANUAL.

Ao contrário da representação antiga, com TB TC, não é necessário definir um


ramo separado conectado à terra, nem é necessário preencher impedâncias
com valores infinitos. Basta informar o tipo de conexão do terminal “De” (D) e o
do terminal “Para” (YN).

Os tipos de conexão podem ser preenchidos tanto com letras maiúsculas


quanto com minúsculas (“YN”, “yn”, “Y”, “y”, “D” ou “d”).
Se o campo de tipo de conexão for deixado em branco, o valor padrão adotado
será “YN”.

 Conexão YNyn
Para representar um trafo estrela aterrado - estrela aterrado, deve-se
preencher os dados de conexão como se vê abaixo:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA

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------==------======

( Trafo 1
5978 5980 1T 1188 1088 3 YN
YN

Este tipo de conexão não apresenta defasamento.

 Conexão YNyn com resistência de aterramento


Para representar um trafo YNyn com 20000% de resistência de aterramento no
lado “De” (barra 5978), deve-se preencher o valor no campo correspondente:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Trafo 1
5978 5980 1T 1188 1088 3 YN20000.
YN

O valor de resistência de aterramento se refere à base de potência do sistema


(usualmente em 100 MVA, podendo ser modificada) e não deve ser
multiplicada por 3, pois o programa se encarregará de fazer isso.
A impedância de aterramento só pode ser informada para terminais
conectados em YN (estrela aterrado).

 Conexão YNd com resistência de aterramento


Para representar um trafo YNd com 20000% de resistência de aterramento no
lado “Para” (barra 5980), onde está a conexão estrela-aterrada, deve-se
preencher o valor no campo correspondente:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Trafo 1
5978 5980 1T 1188 1088 3 30 D
YN20000.

 Conexão YNy
Para representar um trafo estrela aterrado - estrela não-aterrado, deve-se
preencher os campos de conexão como se vê abaixo:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Trafo 1
5978 5980 1T 1188 1088 3 YN
Y

 Outros tipos de conexões

A15
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Basta preencher os campos de tipo de conexão, impedâncias de aterramento e


defasamento da maneira correspondente.
Os trafos modelados por dois ramos, com o uso dos campos TB e TC, são
convertidos automaticamente, ao serem lidos, para a representação nova que
usa campos de tipo de conexão de modo que, ao ser gravado, já aparece na
nova representação, que usa apenas uma linha de dados (cartão) para
representar o transformador.

Geradores

 Conexão YN com resistência de aterramento


Pode-se especificar um gerador com resistência de aterramento utilizando os
campos de conexão. Supondo gerador conectado à barra 40001, com conexão
em estrela, X1 = 18%, X0 = 3%, Rn =110000% (ou 1,1 x 105), na base de
potência do sistema (100 MVA):
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Gerador
0 40001 1G 18. 3. 1
YN 1,1E5

Caso a ordem das barras seja invertida, deve-se inverter também os dados de
conexão:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Gerador
40001 0 1G 18. 3. 1 YN 1,1E5

 Conexão D

Para representar um gerador com conexão em delta, basta preencher o campo


correspondente:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Gerador
0 40001 1G 18. 3. 1
D

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 Conexão YN

Para representar um gerador com conexão estrela aterrada, basta preencher o


campo correspondente:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Gerador
0 40001 1G 18. 3. 1
YN

Pode-se também deixar o campo em branco, já que a conexão padrão é YN:


(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Gerador
0 40001 1G 18. 3. 1

Shunts

Pode-se representar também o tipo de conexão de equipamentos shunt.


Supondo um reator de barra com X = 100%, conexão estrela aterrada,
resistência de aterramento de 20000% em um sistema sem carregamento pré-
falta, o registro seria:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Reator
0 40001 1H999999999999 100. 1
YN20000.

Se o sistema for representado com carregamento pré-falta, deve-se preencher


o valor de X1 ao invés de deixar o parâmetro infinito:
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE
(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA

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------==------======

( Reator
0 40001 1H 100. 100. 1
YN20000.

Trafos de 3 enrolamentos

 Conexão estrela aterrado - estrela aterrado - delta

Pode-se representar um trafo de 3 enrolamentos utilizando os campos de


conexão, evitando a necessidade de criar um circuito extra com sequência zero
conectado à terra e dispensando a utilização de parâmetros infinitos. O trafo
acima, com Zprim = 18%, Zsec = 5% e Zterc = -3%, primário e secundário com
conexão estrela aterrada, terciário em delta, com 30o de defasagem angular,
deve ser representado da seguinte forma no bloco de dados de circuitos:

(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN S1 S0 TAP TB TCIA DEFE KM CD RNDE


(----=-===== --=------======------======------=====-----=====-----==---===-====--======
XNDE CP RNPA XNPA
------==------======

( Primário, estrela aterrado


40001 40004 1T 18. 18. YN

( Secundário, estrela aterrado


40002 40004 1T 5. 5. YN

( Terciário, delta
40003 40004 1T -3. -3. 30 D

Não se deve atribuir tipo de conexão à barra fictícia.

A18
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 SA: no da sub-área do circuito/grupo. Opcional.


 NUN: Número total de unidades idênticas que compõe o grupo. Este campo
só deve ser preenchido quando o circuito representar um grupo de unidades
idênticas de equipamentos shunt de mesmo tipo (gerador, shunt de barra
etc.) ligados na mesma barra. Para circuitos série (linhas, trafos,
capacitores série), este campo deve ser deixado em branco.
 NOP: Número de unidades do grupo que estão em operação. Somente este
número de unidades é considerado eletricamente, sendo as demais
desconsideradas. Este número deve ser no mínimo igual a 1 e no máximo
igual ao número total (NUN). Para circuitos série (linhas, trafos, capacitores
série), este campo deve ser deixado em branco.
 DJBF: Capacidade de interrupção do disjuntor localizado no terminal “DE”
do circuito/grupo. No caso do circuito ser um grupo de unidades idênticas
de equipamentos shunt de mesmo tipo (gerador, shunt de barra etc.) ligados
na mesma barra, a capacidade de interrupção fornecida deve ser relativa a
cada unidade idêntica do grupo.
 DJBT: Capacidade de interrupção do disjuntor localizado no terminal
“PARA” do circuito/grupo. No caso do circuito ser um grupo de unidades
idênticas de equipamentos shunt de mesmo tipo (gerador, shunt de barra
etc.) ligados na mesma barra, a capacidade de interrupção fornecida deve
ser relativa a cada unidade idêntica do grupo.
 DATA_I: Data de entrada em operação do circuito/grupo. Opcional. Define
o dia e/ou mês e/ou ano a partir do qual o circuito passa a ser considerado
eletricamente no sistema. Em datas anteriores à data informada neste
campo, tanto ele próprio quanto os seus eventuais acoplamentos mútuos de
seqüência zero e shunts de linha (caso seja um circuito tipo linha de
transmissão) são desconsiderados eletricamente. Se as posições
correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é assumido
o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições correspondentes ao
número do mês forem deixadas em branco, é assumido o mês número 01
(primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes ao número do ano
forem deixadas em branco, é assumido que a data não foi fornecida e
considerado que o circuito sempre existiu (data de entrada igual a
00000000).
 DATA_F: Data de saída de operação do circuito/grupo. Opcional. Define o
dia e/ou mês e/ou ano a partir do qual o circuito deixa de ser considerado
eletricamente no sistema. Em datas iguais ou posteriores à data informada
neste campo, tanto ele próprio quanto os seus eventuais acoplamentos
mútuos de seqüência zero e shunts de linha (caso seja um circuito tipo linha
de transmissão) são desconsiderados eletricamente. Se as posições
correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é assumido
o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições correspondentes ao
número do mês forem deixadas em branco, é assumido o mês número 01
(primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes ao número do ano
forem deixadas em branco, é assumido que a data não foi fornecida e
considerado que o circuito existirá para sempre (data de saída igual a
99999999).

A19
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 MVA: Potência nominal ou capacidade do circuito (depende do tipo de


circuito) ou de cada unidade idêntica do grupo. Opcional. Para todos os
tipos de circuito tem caráter apenas informativo, exceto para os shunts de
barra e compensadores estáticos, em que serve como forma alternativa de
fornecer o seu valor em Mvar, como no Anarede. Neste caso, esse valor
tem prioridade sobre qualquer valor de reatância informado nos campos X0
ou X1, e inclusive altera os valores de reatância fornecidos, para ficarem
compatíveis com o valor de Mvar do shunt ou estático fornecido neste
campo. Assim, no caso dos shunts de barra e compensadores estáticos,
esse valor altera o resultado dos curtos.
 NOME: Nome extenso do circuito/grupo (até 20 caracteres). Opcional.
Utilizado livremente, tanto para dar um nome ao circuito, como para outras
identificações.

Formato dos Dados de Circuito

Coluna 1-5 6 7 8-12 15-16 17


Dado BF CHNG E BT NC TIPC
Formato I5 I1 A1 I5 I2 A1
Unidade - - - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 L/D/B 0…99998 1…99 nota 1
Default 0 0 L 0 nota 2 “L”

Coluna 18-23 24-29 30-35 36-41 42-47


Dado R1 X1 R0 X0 CN
Formato F6.2 F6.2 F6.2 F6.2 A6
Unidade % % % % -
Valores nota 3 nota 3 nota 3 nota 3 -
Default 0 0 0 0 -

Coluna 48-52 53-57 58-62 63-67 68-69


Dado S1/Pg S0/Qg TAP TB TC
Formato F5.2 F5.2 F5.4 I5 I2
Unidade Mvar / Mvar pu - -
MW
Valores nota 4 nota 4 0.8…1.2 1…99998 1…99
Default 0 0 1.0 - 1

Coluna 70-72 73-75 76 77-80


Dado IA DEF IE KM

A20
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Formato I3 I3 A1 real, 4
colunas
Unidade - Graus - km
o o
Valores 1…998 0 360 ‘ ‘ ou ‘E‘ 0...1E99
o
Default 1 0 ‘ ‘ 0

Coluna 81-82 83-88 89-94


Dado CD RNDE XNDE
Formato 2 real, 6 colunas, real, 6 colunas,
caracteres vírgula na vírgula na
segunda casa segunda casa
Unidade - % %
Valores YN, Y, D Nota 3 Nota 3

Default YN 0 0

Coluna 95-96 97-102 103-108


Dado CP RNPA XNPA
Formato 2 real, 6 colunas, real, 6 colunas,
caracteres vírgula na vírgula na
segunda casa segunda casa
Unidade - % %
Valores YN, Y, D Nota 3 Nota 3

Default YN 0 0

Coluna 109-111 116-118 119-121 123-128 132-137


Dado SA NUN NOP DJBF DJBT
Formato I3 I3 I3 REAL REAL
Unidade - - - kA kA
Valores >0 >0 {1..NUN} >0 >0
Default - 1 1 999999 999999

Coluna 161-168 169-176 178-184 200-219


Dado DATA_I DATA_F MVA NOME
Formato I8 I8 REAL A20
Unidade ddmmaaaa ddmmaaaa MVA/Mvar -
Valores qq. data qq. data Nota 5 -

Default 00000000 99999999 0 -

A21
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Notas:
1. Para definição do tipos de circuito, ver descrição.
2. A numeração de circuitos/grupos paralelos é feita seqüencialmente.
3. O valor das impedâncias (R1,X1,R0,X0) deve ser dado na base de potência
especificada. No caso dos trafos, as impedâncias devem ser dadas para o
“tap” nominal, mesmo que outro “tap” seja especificado (TAP). O valor
999999, ou o caracter “X” em qualquer posição do campo, significa que o
valor correspondente (R ou X) é ““ (impedância infinita ou admitância nula).
O menor valor admissível pelo programa é 0.00001%, tanto para R quanto
para X, em qualquer das seqüências.
4. O valor em Mvar da susceptância total da linha (S1, S0), deve ser dado para
a tensão nominal, mesmo que o valor da tensão pré-falta tenha sido
especificada.
5. O campo MVA só aceita valores positivos para todos equipamentos, exceto
shunt de barra e compensador estático, que aceitam valores positivos
(capacitor) e negativos (indutor). O valor 0 (zero) é o mesmo que campo
não preenchido.

Exemplos:
DCIR
(BF CE BT NCT R1 X1 R0 X0 CN TB TCIA DEF KM
(----=-===== --=------======------======------ -----==---=== ====
652 654 516 904 1015 2353CER 1
812 655 -89 -89CER 1
813 655 -184 -184CER 1
651 656 25 65 545 212CER 1
811 656 263 668 583 2248CER 1
0 657 999999999999 4063CER 1
0 658 23090 6240CER 1
0 658 2 52600 7600CER 1
657 658 -480 -480CER 1
658 D 660 1685 3481 3326 11480CER 1
658 661 2537 3551 4232 11866CER 1
661 d 662 1526 2016 2546 7138CER 1
662 663 3071 4058 5124 14369CER 1
F

1.1.6 DADOS DE IMPEDÂNCIA MÚTUA


 BF1, BF2: no da primeira barra da linha 1/2
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir mútua. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir mútua (código adequado para arquivos de alteração de
dados ou para alterações interativas, item 7.2.1).
 2 ou 4 ou “M”: Modificar dados de mútua (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 7.2.1). Somente os
dados alterados precisam ser especificados.

A22
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 E: estado operativo da mútua. Indica se a mútua está ligada ou desligada.


Caso a mútua esteja desligada, ela é desconsiderada eletricamente. Pode
ser preenchido com os seguintes valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
 BT1, BT2: no da segunda barra da linha 1/2.
 NC1, NC2: no do circuito da linha 1/2. Opcional se os circuitos não tiverem
outros paralelos.
 RM: parte resistiva da impedância mútua (seqüência zero).
 XM: parte reativa da impedância mútua (seqüência zero).
O sinal de RM e XM é determinado pela polaridade da queda de tensão
induzida (por exemplo: VBF2-BT2) em relação à direção da corrente indutora
(por exemplo: iBF1-BT1), como mostrado na figura abaixo. O sinal será positivo
sempre que ambas as linhas forem definidas de forma geograficamente
coerente, ou seja, quando BF1-BT1 estiver no mesmo sentido que BF2-BT2.

NC1
I
BF1 BT1

RM+jXM
NC2
BF2 BT2

V

RM+jXM = V/ I

 %I1, %I2: percentagem inicial a partir da primeira barra (BF1 ou BF2) do


trecho acoplado da linha 1/2.
 %F1, %F2: percentagem final a partir da primeira barra (BF1 ou BF2) do
trecho acoplado da linha 1/2.
 IA: no da área da mútua. Opcional.
 SA: no da sub-área. Opcional

Formato dos Dados de Impedância Mútua

Coluna 1-5 6 7 8-12 13-16


Dado BF1 CHNG E BT1 NC1
Formato I5 I1 A1 I5 I4
Unidade - - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 L/D 0…99998 1…99
Default 0 0 L 0 1

A23
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Coluna 17-21 24-28 29-32 33-38 39-44


Dado BF2 BT2 NC2 RM XM
Formato I5 I5 I4 F6.2 F6.2
Unidade - - - % %
Valores 0…9998 0…9998 1…99 notas 1, 2 notas 1,2
Default 0 0 1 0 0

Coluna 46-51 52-57 58-63 64-69 70-72 74-75


Dado %I1 %F1 %I2 %F2 IA SA
Formato F6.0 F6.0 F6.0 F6.0 I3 I2
Unidade % % % % - -
Valores nota 3 nota 3 nota 3 nota 3 1…998 1…98
Default 0 100 0 100 1 0

Notas:
1. O valor da impedância mútua (RM,XM) deve ser dado na base de potência
do sistema.
2. Deve-se atentar para a “polaridade” do acoplamento mútuo, ou seja, a
indicação de quais são as primeira e segunda barras de cada linha. Se
estas não estiverem definidas de forma geograficamente coerente, ou seja,
BF1-BT1 não estiver no mesmo sentido que BF2-BT2, o valor da
impedância mútua (RM,XM) deve ser negativo para que os resultados dos
curtos-circuitos envolvendo a terra não fiquem errados.
3. Os valores de % inicial devem obrigatoriamente ser inferiores aos
respectivos valores de % final. É permitida a sobreposição entre trechos de
uma mesma linha envolvida em diferentes acoplamentos, p.ex., uma linha
pode estar totalmente acoplada a uma outra linha e estar apenas
parcialmente acoplada a uma terceira linha, sem a necessidade de dividir o
primeiro acoplamento em dois.

Exemplos:
DMUT
(BF1 CE BT1 N1 BF2 BT2 N2 RM XM %I1 %F1 %I2 %F2 IA SA
(----=-===== ==----- ===== ==------====== ------======------======--- ==
143 863 801 863 1234 5552 1
652 D 822 652 827 190 1121 10 20 30 40 1
652 868 652 870 1228 5635 1 10
656 865 884 865 349 2059 50 60 70 80 1
658 660 660 738 163 766 1
658 664 658 661 1696 7712 1 10
658 664 661 662 1020 4640 1 20
658 664 662 663 901 4097 50. 1
F

A24
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1.1.7 DADOS DE PROTEÇÕES MOV


 BF: no da primeira barra terminal (barra “de”) do circuito protegido (o circuito
protegido precisa ser um capacitor série).
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir proteção MOV. O código “0” é o padrão, seu
preenchimento é opcional.
 1 ou “E”: Excluir proteção MOV (código adequado para arquivos de
alteração de dados ou para alterações interativas, item 7.2.1). Apenas a
proteção MOV será removida, não o capacitor série à qual está
associada.
 4 ou “M”: Modificar dados de proteção MOV (código adequado para
arquivos de alteração de dados ou para alterações interativas, item 7.2.1).
Somente os dados alterados precisam ser especificados.
 E: estado operativo da proteção MOV. Indica se a proteção está ligada ou
desligada. Caso a esteja desligada, será desconsiderada eletricamente.
Pode ser preenchido com os seguintes valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
 BT: no da segunda barra terminal (barra “para”) do circuito protegido
(capacitor série).
 NC: no do circuito protegido, caso haja capacitores série em paralelo.
Opcional.
 VBAS: base de tensão do circuito protegido.
 IPR: Corrente de Proteção. Valor da corrente circulando pelo capacitor série
no instante em que a queda de tensão entre seus terminais atinge o nível de
proteção do MOV.
 IMAX: valor de corrente que provoca o disparo do gap.
 EMAX: energia máxima que o MOV pode absorver. Opcional.
 PMAX: valor de potência instantânea dissipada no MOV que provoca o
disparo do gap. Opcional.
 VPR: Tensão entre os terminais do MOV a partir da qual o varistor começa a
conduzir valores significativos de corrente. Extraído da curva característica
do MOV. Se VPR for fornecido, o valor de IPR será calculado
automaticamente pela expressão:
Vpr _ pico
Ipr _ rms 
j 2 Xc
 D: Tipo de disparo do gap. Pode valer:
“1”: Disparo por fase. Somente as fases com corrente de curto acima de
IMAX serão afetadas pelo bypass;
“3”: Disparo trifásico. Mesmo que apenas uma ou duas fases excedam o
valor de IMAX, as três fases do capacitor série serão afetadas pelo bypass.

A25
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 TD: Tipo de dado. Permite verificar a origem do dado informado. Pode valer:
PL: Dado planejado
PR: Dado de projeto
CO: Dado de comissionamento
 NOME: Nome extenso da proteção MOV (até 20 caracteres). Opcional.
Utilizado livremente, tanto para dar um nome ao equipamento, como para
outras identificações.

Formato dos Dados de Proteções MOV

Coluna 1-5 6 7 8-12 13-16 18-21


Dado BF CHNG E BT NC VBAS
Formato I5 I1 A1 I5 I4 F4.0
Unidade - - - - - KV
Valores 0…99998 0/1/4 L/D 0…99998 1…5000 >0
Default 0 0 L 0 1 -

Coluna 23-30 32-39 41-48 50-57 59-66 74


Dado IPR IMAX EMAX PMAX VPR D
Formato F8.0 F8.0 F8.0 F8.0 F8.0 1 caractere
Unidade A (rms) A (rms) MJ/fase MW/fase kV pico -
Valores >0 >0 >0 >0 >0 1/3
Default - 9999999,9 999999,99 999999,99 - 3

Coluna 110-111 200-219


Dado TD NEXT
Formato 2 caracteres 20 caracteres
Unidade - -
Valores PL/PR/CO
Default

Exemplos:
DMOV
(BF CE BT NC VBAS Ipr Imax Emax Pmax Vpr D
(----=-===== -- ==== -------- ======== -------- ======== -------- -
3400 3403 500 4528 6222 12.8 140.8783
3400 3404 500 4528 6222 12.8 140.8783
4000 4015 500 3328 6434 11.5 75.30404
F

A26
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1.1.8 DADOS DE SHUNTS DE LINHA


 BF: no da primeira barra terminal (barra “de”) do circuito ao qual o shunt de
linha está associado. O circuito só será aceito se for uma linha.
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir shunt. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir shunt. A linha à qual o shunt está associado permanece
intacta.
 4 ou “M”: Modificar dados de shunt. Somente os dados alterados
precisam ser especificados.
 E: estado operativo do shunt. Indica se o equipamento está ligado ou
desligado. Caso esteja desligado, será desconsiderada eletricamente. Pode
ser preenchido com os seguintes valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
 BT: no da segunda barra terminal (barra “para”) do circuito ao qual o shunt
está associado.
 NC: no do circuito. Opcional. Caso não seja preenchido, o programa adotará
NC igual a 1.
 T: terminal do circuito onde o shunt está conectado. Pode valer:
D ou branco: terminal “De” (se lido em branco é gravado como D)
P: terminal “Para”
 NG: número de grupo do shunt ou de um conjunto de shunts com
parâmetros idênticos. Permite diferenciar shunts que estejam em um mesmo
terminal de circuito. Se for deixado em branco, o programa irá atribuir o
menor valor disponível de maneira automática.
 QPOS: Potência reativa nominal gerada pelo equipamento. Deve ser
negativa para reatores ou positiva para capacitores.
 L: Tipo de conexão do shunt de linha. Os valores possíveis são os
seguintes:
D: Shunt conectado em Delta
N: Shunt com conexão tipo estrela não-aterrado
Y ou branco: Shunt conectado em estrela aterrado. Será considerado
aterramento sólido a menos que se preencha os campos seguintes, Rn e Xn
 Rn: Resistência de aterramento. Deve ser informada em %, na base de
impedância do sistema. A impedância de seqüência zero total do
equipamento será acrescida de 3.Rn + j 3.Xn.
 Xn: Reatância de aterramento. Deve ser informada em %, na base de
impedância do sistema. A impedância de seqüência zero total do
equipamento será acrescida de 3.Rn + j 3.Xn.

A27
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 E: Estado do aterramento. Válido para shunts conectados em estrela com


aterramento. Pode valer:
N ou branco: Aterramento operando normalmente
B: Aterramento curto-circuitado (bypass). Neste caso, o aterramento será
considerado sólido, mesmo que sejam preenchidos Rn ou Xn.
 NOME: Identificação do equipamento.
 NUN: Número total de unidades do grupo. Caso seja um conjunto de
unidades com os mesmos parâmetros, pode-se especificar a quantidade
total de equipamentos do grupo.
 NOP: Número de unidades em operação. Caso se informe um valor maior
que 1 em “NUN”, indicando que há mais de um shunt no conjunto, pode-se
variar a quantidade de equipamentos conectados. Os demais serão
considerados desconectados do sistema.
 IA: Número de área do shunt de linha.
 SA: Identificação de sub-área do shunt de linha.
 TD: Tipo de dado. Permite verificar a origem do dado informado. Pode valer:
PL: Dado planejado
PR: Dado de projeto
CO: Dado de comissionamento
 Nome extendido: Nome extenso do shunt de linha (até 20 caracteres).
Opcional. Utilizado livremente, tanto para dar um nome ao circuito, como
para outras identificações.

A reatância do shunt de linha valerá, em pu:


1
X 
Q
Assim, a impedância de seqüência positiva do equipamento terá valor infinito,
caso o sistema esteja representado sem carregamento pré-falta, ou valerá Z+
caso seja um sistema com carregamento pré-falta, sendo Z+ definido por:
Z   0  jX
Já impedância de seqüência zero terá valor infinito, caso a conexão do
equipamento seja delta ou estrela não-aterrada, ou valerá Z0 caso a conexão
seja estrela aterrada, sendo Z0 descrito pela equação abaixo:
Z 0  3.Rn  j  X  3. Xn 
Se o aterramento for sólido, Z0 valerá:
Z 0  0  jX
A corrente dos shunts de linha será somada à corrente da linha de transmissão
do terminal onde se encontram conectados.

A28
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Por exemplo: Considerando a linha abaixo, caso se peça a corrente de


contribuição no terminal esquerdo, a corrente informada será Itotal, que é a
soma das correntes da LT e do shunt de linha.
Itotal ILT
ooo

Ishunt

Caso se peça a corrente de contribuição no terminal direito, será informada a


corrente da LT normalmente, sem somar a contribuição do shunt.
ILT
ooo

Ishunt

Formato dos Dados de Shunts de Linha

Coluna 1-5 6 7 8-11 15-16


Dado BF CHNG E BT NC
Formato Inteiro, 5 Inteiro, 1 1 caractere Inteiro, 5 Inteiro, 2
Unidade - - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 L/D 0…99998 1…99
Default 0 0 L 0 1

Coluna 17 18-19 21-26 28 29-34 35-40


Dado T NG QPOS L Rn Xn
Formato 1 caractere Inteiro, 2 Real, 6 1 caractere Real, 6 Real, 6
Unidade - - MVAr - % %
Valores D/P 1...99 nota D/N/Y
Default D 1 0 Y 0 0

Coluna 41 42-47 49-51 52-54 70-72 74-75


Dado E NOME NUN NOP IA SA
Formato 1 caractere 6 caracteres Inteiro, 3 Inteiro, 3 Inteiro, 3 Inteiro, 2
Unidade - - - - - -
Valores N/B 1...999 1...999 1...999 1...99
Default N 1 1 1 1

A29
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Coluna 110-111 113-132


Dado TD NEXT
Formato 2 caracteres 20 caracteres
Unidade - -
Valores PL/PR/CO
Default
Nota:
O valor de potência reativa (MVAr) dos Shunts de Linha deve ser dado para a
tensão nominal (1 pu) e será sempre negativo para reatores de linha.
Exemplo:
Dois reatores de linha, cada um de 150MVAr, conectados nas LTs 6229-6350
e 6229-6499, ambos no terminal da barra 6229. Um dos reatores tem reatância
de aterramento de 26,6%.
DSHL
(BF CE BT NCLNG Qpos L Rn Xn E Nome NunNop IA SA
(====-=----- ==-== ====== =------======-====== ===--- === ==
6229 6350 1 -150
6229 6499 1 1 -150 25.6
F

1.1.9 DADOS DE GERADOR EÓLICO SÍNCRONO


 NB: número da barra onde o gerador eólico está conectado.
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir gerador. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir gerador eólico síncrono.
 4 ou “M”: Modificar dados de gerador eólico. Somente os dados alterados
precisam ser especificados.
 E: estado operativo do gerador eólico. Indica se o equipamento está ligado
ou desligado. Caso esteja desligado, será desconsiderado eletricamente.
Pode ser preenchido com os seguintes valores:
L ou branco: ligado
D: desligado
 K: indicador de usar curva de delta Iq por Vp para obter a injeção durante a
solução dos curtos. Pode ser preenchido com os seguintes valores:
0 ou branco: usa FPCC fixo (valor fornecido no campo FP_CC)
1: injeção obtida pela curva de variação da corrente reativa em função da
tensão terminal de sequência positiva (nesta versão do programa, disponível
somente para os casos sem a consideração do carregamento pré-falta)
 NG: no do grupo. Opcional. Caso não seja preenchido, o programa adotará
NG igual a 1. Exemplos: Se houver duas máquinas eólicas com parâmetros
idênticos conectadas em uma determinada barra, pode-se representar

A30
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apenas um grupo (NG=1), com duas unidades (NUN=2, NOP=2), ou dois


grupos de uma unidade cada (NG=1 com NUN=1 e NOP=1, e NG=2 com
NUN=1 e NOP=1).
 Pinic: Potência ativa injetada pelo gerador eólico antes da falta, em MW.
 Imax: Valor máximo de corrente que pode ser injetado pelo conversor, em
ampéres rms.
 Vmin: Valor mínimo de tensão, em pu. Caso qualquer tensão de fase caia
abaixo deste valor, o gerador se desconectará da rede.
 Vmax: Valor máximo de tensão, em pu. Caso qualquer tensão de fase caia
acima deste valor, o gerador se desconectará da rede.
 FP_CC: Fator de potência de curto (cos φcc). Geralmente é utilizado o
mínimo fator de potência admissível pelo controle do inversor da máquina.
Deve-se fornecer um valor positivo para fatores de potência indutivos ou
negativo para fatores de potência capacitivos, mesmo para ângulos
localizados no primeiro quadrante. O sinal é apenas uma convenção, pois o
cosseno de um ângulo do primeiro quadrante não poderia ser negativo.
 NOME: Identificação do gerador eólico síncrono.
 NUN: Número total de unidades do grupo. Caso seja um grupo de unidades
com os mesmos parâmetros, pode-se especificar a quantidade total de
equipamentos do grupo.
 NOP: Número de unidades em operação. Caso se informe um valor maior
que 1 em “NUN”, indicando que há mais de um gerador no grupo, pode-se
variar a quantidade de equipamentos conectados. Os demais serão
considerados desconectados do sistema.
 FP_pre: Fator de potência pré-falta (cos φpré). Opcional. Fator de potência
de operação do gerador. Este valor só é utilizado para obter a injeção de
corrente pré-falta do gerador quando a potência inicial também é fornecida e
o caso é com carregamento pré-falta. Este valor não é utilizado para obter a
contribuição de corrente do gerador durante os curtos-circuitos. Deve-se
fornecer um valor positivo para fatores de potência indutivos ou negativo
para fatores de potência capacitivos, mesmo para ângulos localizados no
primeiro quadrante. O sinal é apenas uma convenção, pois o cosseno de um
ângulo do primeiro quadrante não poderia ser negativo.
 IA: Número de área do gerador eólico.
 SA: Identificação de sub-área do gerador eólico.
 DATA_I: Data de entrada em operação do gerador. Opcional. Define o dia
e/ou mês e/ou ano a partir do qual o equipamento passa a ser considerado
eletricamente no sistema. Em datas anteriores à data informada neste
campo, este é desconsiderado eletricamente. Se as posições
correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é assumido
o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições correspondentes ao
número do mês forem deixadas em branco, é assumido o mês número 01
(primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes ao número do ano
forem deixadas em branco, é assumido que a data não foi fornecida e

A31
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considerado que o gerador sempre existiu (data de entrada igual a


00000000).
 DATA_F: Data de saída de operação do gerador. Opcional. Define o dia
e/ou mês e/ou ano a partir do qual o equipamento deixa de ser considerado
eletricamente no sistema. Em datas iguais ou posteriores à data informada
neste campo, este é desconsiderado eletricamente. Se as posições
correspondentes ao número do dia forem deixadas em branco, é assumido
o dia número 01 (primeiro dia do mês). Se as posições correspondentes ao
número do mês forem deixadas em branco, é assumido o mês número 01
(primeiro mês do ano). Se as posições correspondentes ao número do ano
forem deixadas em branco, é assumido que a data não foi fornecida e
considerado que o gerador existirá para sempre (data de saída igual a
99999999).
 MVA: Potencia nominal do equipamento, em MVA.
 Nome extenso: Identificação do equipamento, com até 20 caracteres.

Curva de variação da corrente reativa em função da tensão

A determinação da injeção de cada gerador, em função da sua tensão terminal


de seqüência positiva, é feita ao longo do processo iterativo de solução dos
curtos. À cada iteração o valor da injeção é alterado em função de V+
terminal, segundo a curva apresentada abaixo. A curva define a variação na
injeção de corrente reativa em relação ao valor pré-falta. Em casos sem a
consideração do carregamento pré-falta, o valor indicado pela curva será a
injeção total, visto que o valor pré-falta é nulo. O valor de corrente nominal (In)
é obtido a partir do valor de potência nominal fornecido no campo MVA. Na
ausência deste, é considerado o valor do campo Imax em vez de In. Para
ativar esse esquema, deve ser preenchido o campo K no cartão de dados com
o valor 1. Nesta versão do programa, esta funcionalidade só está disponível
para casos com modelagem sem carregamento pré-falta.

∆Iq/In
1,0

V+(pu)
0,5 0,85

A32
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Formato dos Dados de Gerador Eólico Síncrono

Coluna 1-5 6 7 10 15-16


Dado BF CHNG E K NG
Formato Inteiro, 5 Inteiro, 1 1 caractere Inteiro, 1 Inteiro, 2
Unidade - - - - -
Valores 0…99998 0/1/4 L/D 0/1 1…99
Default 0 0 L 0 1

Coluna 18-23 24-29 30-35 36-41 42-47


Dado Pinic Imax Vmin FP_CC NOME
Formato Real, 6 Real, 6 Real, 6 Real, 6 6 caracteres
Unidade MW A rms pu - -
Valores 0 a 0.9 -1.0 a 1.0
exceto 0.0
Default 0 1.0

Coluna 49-51 52-54 56-61 63-68 70-72 74-75


Dado NUN NOP FP_pre Vmax IA SA
Formato Inteiro, 3 Inteiro, 3 Real, 6 Real, 6 Inteiro, 3 Inteiro, 2
Unidade - - - pu - -
Valores 1...999 1...999 -1.0 a 1.0 ≥1.1 1...999 1...99
exceto 0.0
Default 1 1 1.0 9999 1 1

Coluna 87-91 93-100 101-108 113-132


Dado MVA DATA_I DATA_F NEXT
Formato Real, 5 Inteiro, 8 Inteiro, 8 20 caracteres
Unidade - ddmmaaaa ddmmaaaa -
Valores qq. data qq. data
Default 00000000 99999999

Exemplo:

Gerado eólico conectado na barra 99998, com potência inicial de 2 MW


(deverá ser mantida constante durante a falta), limite máximo de corrente de
3600 Amperes rms (valor máximo de corrente que o gerador poderá injetar na
rede), limite mínimo de tensão de 0,15 pu (se a tensão de qualquer fase cair
abaixo deste valor, o gerador se desconectará), fator de potência de curto de
0,9 indutivo (será mantido constante durante os curtos-circuitos, considerando

A33
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a tensão de seqüência positiva), identificação “Gerad1”, 25 unidades idênticas,


25 delas conectadas à rede (caso atinja a corrente máxima, a usina injetará na
barra 99998 o total de 3600 A x 25 unidades = 90 kA), fator de potência pré-
falta unitário, pertencente à área 3 e à sub-área 1.
Bloco de dados correspondente:
DEOL
(NB CE K NG P_inic I_max V_min FP_CCNNNNNN NunNop FP_pre V_max AAA SA
(====-=--- -- ======------======------====== ---=== ------ ====== --- ==
99998 1 1 2 3600. 0.15 0.90Gerad1 25 25 1.0 3 1
F

1.1.10 DADOS DE ÁREA


 NUM: número da área.
 CHNG: código de atualização:
 0 ou “A”: Incluir área. O código “0” é o padrão, seu preenchimento é
opcional.
 1 ou “E”: Excluir área.
 4 ou “M”: Modificar dados de área. Somente os dados alterados precisam
ser especificados.
 NOME: Identificação da área.

Formato dos Dados de Área

Coluna 1-3 6 18-54


Dado BF CHNG NOME
Inteiro, 1 36
Formato Inteiro, 3
caracter, 1 caracteres
Unidade - - -
0/1/4
Valores 1…999
A/R/M
Default 0

Exemplo:

Área 121 com o nome CEPEL


Bloco de dados correspondente:
DARE
(NX C NOME )
(-- = ------------------------------------)
121 CEPEL
F

A34
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1.2 CASOS-EXEMPLO
1.2.1 SISTEMA EM REPOUSO (EXEMPLO 1)
AREA 10 AREA 30 AREA 20

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV
LT.13 LT.34-1 LT.24
G  Y Y  G

GER.1 TRF.1 LT.34-2 TRF.2 GER.2

B.5
230 kV
LT.35

LT.17 LT.26
LT.56

LT.56
LT.78

LT.68
B.7 B.8 B.6
230 kV 230 kV 230 kV

DIAGRAMA SEQ.POSITIVA

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV

E E

B.9 B.11
M.P. M.P.
B.5
230 kV

B.7 B.8 B.6


230 kV 230 kV 230 kV

DIAGRAMA SEQ.ZERO

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV

B.5
B.9 230 kV B.11
M.P. M.P.

B.7 B.8 B.6


230 kV 230 kV 230 kV

A35
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Barras
Barra Vbase (kV)
1 B.HUM Normal 230.0
2 B.DOIS Normal 230.0
3 B.TRES Normal 230.0
4 B.QUATRO Normal 230.0
5 B.CINCO Normal 230.0
6 B.SEIS Normal 230.0
7 B.SETE Normal 230.0
8 B.OITO Normal 230.0
9 B.NOVE Mid-point 230.0
10 B.DEZ Normal 6.6
11 B.ONZE Mid-point 230.0
12 B.DOZE Normal 6.6

Circuitos (Impedâncias Próprias em %, SBASE = 100 MVA)


Elemento R1 X1 R0 X0
GER.1 0 5.27  
GER.2 0 4.47  
TRF.1 4.58 4.58 4.58 4.58
TRF.2 3.78 3.78 3.78 3.78
LT.13 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.17 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.24 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.26 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.34-1/2 0.08 1.75 0.17 3.46
LT.35 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.56 0.16 3.68 0.49 10.23
LT.68 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.78 0.16 3.68 0.49 10.23

Impedâncias Mútuas (%, SBASE = 100 MVA)


Circuito 1 Trecho 1 Circuito 2 Trecho 2 RM XM
LT.34-1 (34) 0% - 100% LT.34-2 (34) 0% - 100% 0.52 2.19
LT.35 (53) 0% - 50% LT.56 (56) 0% - 25% 0.32 1.12
LT.56 (56) 50% - 100% LT.68 (68) 0% - 100% -0.58 -2.88

A36
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1.2.2 SISTEMA CARREGADO (EXEMPLO 2)


AREA 10 AREA 30 AREA 20

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV
LT.13 LT.34-1 LT.24
G  Y Y  G

GER.1 TRF.1 LT.34-2 TRF.2 GER.2

B.5
230 kV
LT.35

LT.17 LT.26
LT.56

LT.56
LT.78

LT.68
B.7 B.8 B.6
230 kV 230 kV 230 kV

DIAGRAMA SEQ.POSITIVA

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV

E E

B.9 B.11
M.P. M.P.
B.5
230 kV

B.7 B.8 B.6


230 kV 230 kV 230 kV

DIAGRAMA SEQ.ZERO

B.10 B.1 B.3 B.4 B.2 B.12


6.6 kV 230 kV 230 kV 230 kV 230 kV 6.6 kV

B.5
B.9 230 kV B.11
M.P. M.P.

B.7 B.8 B.6


230 kV 230 kV 230 kV

A37
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Barras
Barra Vbase (kV) Vpré (pu) Pot. Inj. (MVA)
o
1 B.HUM Normal 230.0 0.953 -6.2 -
2 B.DOIS Normal 230.0 0.954 -6.1o -
o
3 B.TRES Normal 230.0 0.948 -6.8 -
4 B.QUATRO Normal 230.0 0.950 -6.6o -
o
5 B.CINCO Normal 230.0 0.935 -8.3 -120 -j60
o
6 B.SEIS Normal 230.0 0.948 -7.1 -
7 B.SETE Normal 230.0 0.946 -7.5o -60 - j30
o
8 B.OITO Normal 230.0 0.949 -7.8 -45 -j40
9 B.NOVE Mid-point 230.0 0.963 -4.7o -
o
10 B.DEZ Normal 6.6 0.974 -3.2 -
o
11 B.ONZE Mid-point 230.0 0.964 -4.6 -
12 B.DOZE Normal 6.6 0.974 -3.2o -

Circuitos (Impedâncias Próprias em %, SBASE = 100 MVA)


Elemento R1 X1 R0 X0
GER.1 0 5.27  
GER.2 0 4.47  
TRF.1 4.58 4.58 4.58 4.58
TRF.2 3.78 3.78 3.78 3.78
LT.13 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.17 0.12 2.80 0.22 4.80
LT.24 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.26 0.10 1.92 0.20 3.92
LT.34-1/2 0.08 1.75 0.17 3.46
LT.35 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.56 0.16 3.68 0.49 10.23
LT.68 0.15 3.47 0.53 10.63
LT.78 0.16 3.68 0.49 10.23
CAP.SH.8 0 -166.67 0 -166.67

Impedâncias Mútuas (%, SBASE = 100 MVA)


Circuito 1 Trecho 1 Circuito 2 Trecho 2 RM XM
LT.34-1 (34) 0% - 100% LT.34-2 (34) 0% - 100% 0.52 2.19
LT.35 (53) 0% - 50% LT.56 (56) 0% - 25% 0.32 1.12
LT.56 (56) 50% - 100% LT.68 (68) 0% - 100% -0.58 -2.88

A38
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2. ARQUIVO DE ESPECIFICAÇÃO DE MACRO


O arquivo de especificação de faltas para um estudo macro é um arquivo-texto,
contendo a definição do tipo de defeito (faltas em barras ou faltas
intermediárias em circuitos), a definição das respectivas contingências
(remoção de circuitos adjacentes, aberturas de terminal etc), e a definição dos
curto-circuitos (fase-terra, fase-fase, fase-fase-terra, trifásico, através de
impedâncias).
OBS: normalmente é mais fácil especificar os parâmetros da macro no
ANAFAS e salvar em arquivo do que editá-lo manualmente.
Estrutura do Arquivo de Especificação de Macro

{Zn}

{Z2}
{Z1}
{Opções de CC}

{Contingências}

{Tipo de Defeito}

{Título}

ANAFAS.MAC

Tipo de Defeito
Coluna 2
Dado Tipo
Formato I1
Unidade -
Valores 1, 2*
Default -
*Nota: tipos de macro: 1: faltas em barra, 2: faltas intermediarias.

Tipos de Contingência (para faltas em barra)


Coluna 2 4 6 8 10
Dado Deslig Remoção FimLinha AbTerRem AbDupla
Formato L1 L1 L1 L1 L1
Unidade - - - - -
Valores T/F* T/F T/F T/F T/F
Default - - - - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).

A39
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Tipos de Contingência (para faltas intermediárias)


Coluna 2 4
Dado Deslig Remoção
Formato L1 L1
Unidade - -
Valores T/F* T/F
Default - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).

Opção de Aplicação da Contingência (só para faltas intermediárias)


Coluna 2 4
Dado LnAdj LnAcopl
Formato L1 L1
Unidade - -
Valores T/F* T/F
Default - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).

Grau das Contingências (para Deslig , Remoção , AbTerRem e AbDupla)


Coluna 2
Dado GRAU
Formato I1
Unidade -
Valores 1, 2, 3
Default -

Opção dos Tipos de Curto-circuito


Coluna 2 4 6 8 10
Dado FT FF FFT FFF Z
Formato L1 L1 L1 L1 L1
Unidade - - - - -
Valores T/F* T/F T/F T/F T/F
Default - - - - -
*Nota: T = “true” (sim), F = “false” (não).

A40
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Impedâncias de Falta {R,X} (para faltas tipo “Z” – através de impedâncias)


Coluna 1-10 11-20 21-30 31-40 41-50 51-60 61-70 75
Dado Zan Zbn Zcn Zbc Zca Zab Zng Unid.
Formato 2xF5.0 2xF5.0 2xF5.0 2xF5.0 2xF5.0 2xF5.0 2xF5.0 I1
Unidade p.u./Ω p.u./Ω p.u./Ω p.u./Ω p.u./Ω p.u./Ω p.u./Ω -
Valores 0,1
Default * * * * * * * 0
Obs.: na definição das unidades das impedâncias, 0=p.u. e 1=ohm.

*Nota: na definição das impedâncias, os campos em branco são tratados como


infinito a não ser que o outro componente da impedância (resistência ou
reatância) tenha sido fornecido, neste caso o campo em branco é tratado como
zero.

Exemplos:

ANAFAS.MAC (identificador de arquivo de macro)


Testando (título do arquivo de macro)
1 (macro em barra)
F T F F F (Desl=FALSE; Rem=TRUE; FimL=FALSE; AbTR=FALSE; AbD=FALSE)
1 (contingência em 1 circuito de cada vez)
T F F T F (FT=TRUE; FF=FALSE; FFT=FALSE; FFF=TRUE; Z=FALSE)

ANAFAS.MAC (identificador de arquivo de macro)


Teste2 (título do arquivo de macro)
2 (macro em circuito)
F F (Desligamento=FALSE; Remoção=FALSE)
F F (circs. adjacentes=FALSE; circs. acoplados=FALSE)
F T T F T (FT=FALSE; FF= TRUE; FFT= TRUE; FFF=FALSE; Z=TRUE)
5. 0. 5. 0. 1
(5 ohms entre a fase A e o neutro + 5 ohms entre o neutro e a terra)

Nota: para uma descrição detalha de cada um dos tipos de contingência


automática implementados no ANAFAS, veja o item 4.2.3.

A41
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3. CONJUNTOS DE BARRAS E CIRCUITOS


Arquivo de Especificação de Conjunto de Barras
O arquivo de especificação de um conjunto de barras é um arquivo-texto,
contendo a lista das barras que compõem o conjunto.
OBS: É mais simples utilizar ou editar um arquivo de barras já criado pelo
ANAFAS do que criar um manualmente.
Arquivo do Conjunto de Barras
{# barra}

{# barra}
{Título}
ANAFAS.BAR

 O código ANAFAS.BAR, deve ser escrito em maiúsculas, iniciando na col.1.


 O título pode ter até 80 caracteres. A linha de título é obrigatória, mesmo
que o título seja deixado em branco.

Coluna livre
Dado Barra
Formato I5
Unidade -
Valores 1 ... 99998
Default -

Exemplo:

ANAFAS.BAR (identificador de arquivo de barras)


Teste barras (título do arquivo de barras)
2 (número das barras)
3
2333
2360
2361

A42
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Arquivo de Especificação de Conjunto de Circuitos / Interligações


Este arquivo é usado para 2 finalidades distintas. A primeira é fornecer
circuitos tipo linha de transmissão para efetuar curto deslizante. A segunda é
fornecer pontos de interligação entre a área retida e a área externa para
cálculo de equivalentes.
O arquivo com o conjunto de circuitos / interligações é um arquivo-texto,
contendo a lista de linhas (barra local, barra remota, número do circuito) para
curtos deslizantes ou a lista de interligações (pares de barras de fronteira
interna-externa) para cálculo de equivalentes (quando se usa a opção de
fornecer a área retida através das suas interligações com o sistema externo).
Arquivo do Conjunto de Circuitos
{#b.local #b.rem. #circ.}

{#b.local #b.rem. #circ.}

{Título}
ANAFAS.CIR

 O código ANAFAS.CIR, deve ser escrito em maiúsculas, iniciando na col.1.


 O título pode ter até 80 caracteres. A linha de título é obrigatória, mesmo
que o título seja deixado em branco.

Coluna livre livre livre


Dado B.Loc. B.Rem. N.Circ.*
Formato I5 I5 I2
Unidade - - -
Valores 1 ... 99998 1 ... 99998 1 ... 99
Default - - 1
*Nota: o número do circuito só é requerido se
houverem circuitos paralelos e for
arquivo de linhas para curto deslizante.

Exemplo:

ANAFAS.CIR (identificador de arquivo de circuitos)


Arquivo teste (título do arquivo de circuitos)
2 7 1 (circuito: barra 2 – barra 7 – circuito 1)
2 10 1 (circuito: barra 2 – barra 10 – circuito 1)
2 12 1 (circuito: barra 2 – barra 12 – circuito 1)

A43
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4. DADOS DOS PONTOS-DE-MONITORAÇÃO


Os Dados dos Pontos-de-Monitoração são organizados hierarquicamente,
como mostrado na figura abaixo:
Estrutura de Dados de Pontos de Monitoração

Ponto de Monitoração

Grandeza Grandeza ... Grandeza

numerador Fator numerador Fator numerador Fator

denominador Fator denominador Fator denominador Fator

O ANAFAS suporta até 100 Pontos-de-Monitoração, 600 Grandezas, 600


Fatores e tantos Pontos de Medição de Tensão quanto barras e tantos Pontos
de Medição de Corrente e de Potência quanto terminais de circuitos.
Estrutura do Arquivo de Dados de Ponto-de-Monitoração

***

{Dados Ponto "n"} grandezas


ponto "n" ===

***
outros
pontos
{Dados Grandeza "1.n"}
fatores
grandeza 1.n

{Dados Ponto #1} grandezas


{Título} ponto 1
=== {Dados Fator 1.1.n}
outras
ANAFAS.PMT grandezas

{Dados Fator #1.1.j}

fatores
{Dados Grandeza #1.1}
fatores --- denom.
gradeza 1.1 {Dados Fator 1.1.i}

{Dados Fator #1.1.1}

fatores
numerador

O arquivo de dados de Ponto-de-Monitoração é iniciado por um “cartão” de


identificação e um de título, seguido dos blocos de dados dos Pontos-de-
Monitoração.

A44
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
ANAFAS - Análise de Faltas Simultâneas - versão 7.4 Manual do Usuário

Cada bloco de dados de um Ponto-de-Monitoração é composto pelos


respectivos Dados de Ponto, seguido pelos blocos de dados das respectivas
Grandezas. Os blocos de dados de Pontos-de-Monitoração são delimitados por
um indicador de “Fim de Ponto-de-Monitoração” = “***“ (col.1:3).
O bloco de dados de cada Grandeza é composto pelos respectivos Dados de
Grandeza, seguido dos dados dos fatores do numerador e do denominador, se
houver. Os dados dos fatores do numerador são delimitados dos dados dos
fatores do denominador, por “---” (col.1:3). Os blocos de dados das
Grandezas são delimitados por “===“ (col.1:3).
O arquivo pode conter linhas em branco, ou linhas de comentário (indicadas
por “(” na col.1), em qualquer posição após a linha de Título.
O Arquivo EXEMPLO.PMN, na pasta “Exemplos”, contém diversos exemplos
de especificação de Pontos-de-Monitoração.

4.1 DADOS DE PONTO


 Localização: número da barra local, da barra remota e do circuito. O no do
circuito é opcional.
Notas:
 Os Pontos-de-Monitoração podem ser instalados em qualquer tipo de
circuito, inclusive em ramos “shunt”, mas não podem ser instalados junto à
barra de referência, nem junto às barras “mid-point” ;
 Cada terminal de circuito, só pode ser associado a um único Ponto-de-
Monitoração;
 Raio-de-Observação: grau de vizinhança máximo em relação aos pontos-
de-falta para ativação do Ponto-de-Monitoração. (Opcional). Se não for
especificado, a área de cobertura do Ponto-de-Monitoração engloba todo o
sistema.

Coluna 1-5 6 - 10 11 - 14 16
Dado B.Loc. B.Rem. Circ. Raio
Formato I5 I4 I4 I1
Unidade - - - -
Valores 1 … 99998 1 … 99998 1 … 99 0…3
Default - - 1 -

4.2 DADOS DE GRANDEZA


 Nome: identificação da grandeza. Em cada Ponto-de-Monitoração, a
identificação das Grandezas deverá ser unívoca, ou seja, não é permitido ter
mais de uma Grandeza com o mesmo nome num mesmo Ponto-de-
Monitoração. A identidade da Grandeza inclui os eventuais espaços em
branco do nome.

A45
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 Ganho: constante real ou complexa, que multiplica todos os fatores da


Grandeza. (Opcional). O ganho deve ser  0.
 Componente Monitorada: (Opcional)
 M: magnitude do valor da grandeza.
 F: ângulo de fase do valor da grandeza.
 R: parte real do valor da grandeza.
 I: parte imaginária do valor da grandeza.
 Limites de Monitoração: limites inferior e/ou superior do valor da
componente monitorada. Os limites de monitoração da magnitude  0.
Quando ambos os limites, inferior e superior, forem especificados, o limite
inferior tem que ser  limite superior, exceto no caso da monitoração do
ângulo de fase, quando esta restrição não se aplica.

Coluna 1-12 14-25 27-32


Dado Nome |Ganho| Ganho
Formato A12 E12.0 F6.0
Unidade - - -
Valores - >0  180o
Default - 1.0 0o

Coluna 34 36-47 49-60


Dado Monitoração Lim. Inferior Lim. Superior
Formato A1 E12.0 E12.0
Unidade - - -
M 0 0
Valores F  180o  180o
R, I - -
Default - - -

A46
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4.3 DADOS DE FATOR


 Polaridade: sinal do fator (). O sinal positivo é opcional.
 Tipo do Fator:
 K: constante (Opcional).
 Vc, V: tensão pré-falta, pós-falta.
 Ic, I: corrente pré-falta, pós-falta.
 Pc, P: potência pré-falta, pós-falta.
 @grandeza referida: saída de outra grandeza definida anteriormente,
inclusive em outro ponto-de-monitoração (especificação recursiva). são
admitidos até 2 níveis de recursão, isto é, uma grandeza pode se referir a
outra que se refere a uma terceira, que não se refere a nenhuma outra, mas
não há limite quanto ao número de fatores que se referem a outras
grandezas.
Nota: O tipo do fator pode ser especificado em maiúsculas ou minúsculas
indiferentemente, exceto se o fator for a saída de outra grandeza, que
deverá ser especificado como ela foi especificada, incluindo os
eventuais espaços entre caracteres.
 Unidades de Medição: tipo das unidades de medição correspondentes às
unidades de saída da grandeza:
 A, B, C, F: medições de tensão fase-neutro ou corrente de linha. O tipo F
corresponde à especificação da trinca de medições A, B, C para as
unidades X, Y, Z da grandeza.
 BC, CA, AB, FF: medições de tensão entre-fases ou de corrente de delta. O
tipo FF corresponde à especificação da trinca de medições BC, CA, AB para
as unidades X, Y, Z da grandeza.
 N: medição de tensão ou corrente de neutro e medição de potência trifásica.
 0, 1, 2, S: medições de tensão ou corrente em coordenadas de seqüência.
O tipo S corresponde à especificação da trinca de medições 0, 1, 2 para as
unidades X, Y, Z da grandeza.
 X, Y, Z: saídas da grandeza referida (especificação recursiva). (Opcional.
Ver notas abaixo).
Notas:
1. Todos os fatores deverão ter o mesmo número de unidades de medição,
isto é, se a grandeza for tripolar, então para todos os fatores deverão ser
especificadas as unidades de medição correspondentes às unidades X, Y e
Z da grandeza. Se a grandeza for monopolar, então todos os fatores
deverão ter somente uma unidade de medição.
2. A especificação das unidades de medição é obrigatória, exceto no caso do
fator se referir à outra grandeza (especificação recursiva). Nesse caso, se
as unidades de medição não forem especificadas, é feita uma adaptação do
número de unidades de saída da grandeza referida ao da grandeza

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especificada, isto é, se a grandeza referida for monopolar e a grandeza


especificada for tripolar, então a saída X da grandeza referida é utilizada
nas unidades X, Y e Z da grandeza especificada; se a grandeza referida for
tripolar e a grandeza especificada for monopolar, então somente uma das
saídas (X, Y ou Z) da grandeza referida é utilizada na unidade X da
grandeza especificada; se a grandeza referida e a especificada tiverem o
mesmo número de unidades de saída, isto é, se ambas forem monopolares
ou tripolares, então as saídas da grandeza especificada corresponderão às
unidades da grandeza referida.
3. As unidades de medição podem ser especificadas em maiúsculas ou
minúsculas.
 Localização do Ponto de Medição:
 Pontos de Medição de Tensão: No Barra.
 Pontos de Medição de Corrente: No Barra Local, No Barra Remota e No
Circuito.
 Ponto-de-Monitoração (especificação recursiva): No Barra Local, No Barra
Remota e No Circuito.
Nota: Se a medição for local, isto é, se estiver localizada sobre o respectivo
Ponto-de-Monitoração, então a especificação da localização do ponto
de medição, é opcional.
 Ganho: Magnitude e Ângulo de Fase do fator. Opcional, se o fator não for
constante (K).
Nota: O sinal da Magnitude do Ganho é independente da Polaridade do
Fator, sendo que o fator será aditivo se ambos porem iguais (ambos
positivos ou ambos negativos) e, caso contrário, o fator será subtrativo.

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Formato dos Dados


Coluna 1 2:14 16:17 19:20 22:23
Dado Polaridade Tipo Med.X Med.Y Med.Z
Formato A1 A13 A2 A2 A2
K - - -
Valores +/- Vc, V, Ic, I, Pc, P nota nota nota
@grandeza nota nota nota
Default + K - - -

*Nota: As medições X, Y e Z podem se referir à grandezas de fase específicas


(A,B,C,N) ou genericamente (F); à grandezas entre-fases específicas
(BC,CA,AB) ou genericamente (FF); ou à grandezas de seqüência
específicas (0,1,2), ou genericamente (S).

Coluna 25-29 30-34 35-38 40-51 53-58


Dado B.Loc.Med. B. Rem.Med. N.Cir.Med. |Ganho| Ganho
Formato I4 I4 I4 E12.0 F6.0
Unidade - - - -
Valores 1:99998 1:9998 1:5000 -  180O
Default 1 0O

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