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PROJETO: ANÁLISE E QUALIFICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (escala 1: 100.000):


subsídios ao zoneamento ecológico-econômico.

COORDENAÇÃO GERAL: ANA LUIZA COELHO NETTO

INTERVENIENTE: FUNDAÇÃO COPPETEC / PROJETO IGEO-10599

RELATÓRIO DA ETAPA 4:
CONSTRUÇÃO METODOLÓGICA/GERAL E ESPECÍFICAS
I. INTRODUÇÃO 1
I.1. O Estado do Rio de Janeiro e sua Faixa de Fronteira com os
Estados Vizinhos (Escala 1:250.000) 2
I.2. A Bacia de Drenagem como Recorte Espacial do Ciclo
Hidrológico 3
II. BASE DE APOIO TEMÁTICO 10
II.1. Cartografia 10
II.1.1. Base cartográfica de referência 10
II.1.2. Material cartográfico disponível 11
II.1.3. Avaliação das bases existentes 13
II.1.4. Proposta metodológica 16
II.1.5. Projeto cartográfico 19
II.1.6. Definição de escalas 21
II.1.7. Metadados 22
II.1.8. Procedimentos para criação de metadados 25
II.2. Considerações Finais Sobre a Base de Apoio Temático 28
III. RECORTES ESPACIAIS DE ANÁLISE 30
III.1. Critérios para Delimitação das Bacias Hidrográficas ou Sistemas
Hidrográficos (1:250.000) 30
III.2. Critérios de Inserção dos Municípios das Bacias ou Sistemas
Hidrográficos 31
IV. BANCO DE DADOS 32
V. DIAGNÓSTICO GEOBIOFÍSICO – ESCALA 1:250.000 33
V.1. Metodologia 33
V.1.1. Domínios geomorfológicos (1:250.000) 33
V.1.2. Uso do solo e cobertura vegetal 38
V.1.3. Domínios geo-hidroecológicos (1:250.000) 40
V.1.4. Emissões de CO2Eq 42
V.1.5. Qualidade do ar 42
V.1.6. Levantamento e análise da precipitação 1:250.000 46
V.1.7. Qualidade de águas fluviais 48
V.1.8. Propagação de enchentes 52
V.1.9. Caracterização das vazões 53
VI. RESULTADOS 56
VI.1. Emissões de CO2Eq 56
VI.2. Dados de Poluição do Ar nas Bacias Aéreas 57
VI.3. Análise da Precipitação 1:250.000 58
VI.4. Análise de Vazões 60
VI.4.1. Vazões médias 60
VI.4.2. Vazões específicas 62
VI.4.3. Vazões e trechos susceptíveis a inundações 63
VI.5. Qualidade da Água 70
VI.6. Geomorfologia, Cobertura Vegetal e Uso do Solo e Mapa de
Geo-hidroecologia 73
VI.6.1. Sistema hidrográfico do estado do Rio de Janeiro 73
VI.6.2. Descrição de uso do solo por bacia hidrográfica 79
VII. DIAGNÓSTICO SÓCIO-ECONÔMICO – ESCALA 1:250.000 143
VII.1. Introdução 143
VII.2. Quadro de Referência Conceitual do Vetor Socioeconômico 145
VII.2.1. Conceitos interdisciplinares: Sistemas complexos 145
VII.2.2. Conceitos geográficos 147
VII.3. Resultados – Escala 1:250.000 147
VII.3.1. Bacias e Sistemas Hidrográficos – Indicações para o
Zoneamento Ecológico-Econômico 153
VIII ESTRUTURA METODOLÓGICA PARA ANÁLISE E QUALIFICAÇÃO
SÓCIO-AMBIENTAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (ESCALA 1:
100.000), COMO SUBSÍDIO AO ZONEAMENTO ECOLÓGICO-
ECONÔMICO (ZEE-RJ) 172
VIII.1. Recortes Espaciais em Análise 174
VIII.2. Estrutura Metodológica (1:100.000) 174
IX REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 179
X ANEXOS 182
ANEXO 1 Relatório Equipe Suplementar 182
ANEXO 2 Lista dos municípios inseridos no recorte espacial adotado na
análise na escala 1:250.000, por Bacia ou Sistema Hidrográfico 198
ANEXO 3 Valores de precipitação média anual para a série temporal de 1977
a 2000, com médias de precipitação dos meses mais chuvosos
(dezembro, janeiro e fevereiro) e dos meses menos chuvosos
(junho, julho e agosto). 204
ANEXO 4 Concentrações médias de O2 dissolvido (mg/L) para os períodos de
1992 – 1996 e 2002 – 2007. 208
ANEXO 5 Concentrações mínimas de O2 dissolvido (mg/L) para os períodos
de 1992 – 1996 e 2002 – 2007. 209
ANEXO 6 Descrição das variáveis do diagnóstico socioeconômico
(1:250.000). 210
I. INTRODUÇÃO

A definição metodológica para o diagnóstico e as análises que subsidiam o


Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Rio de Janeiro apóia-se em
abordagem analítico-integrativa, em associação aos dados e informações obtidas
junto às instituições (ver relatório 3) e às diretrizes institucionais da ALERJ, da
SEA-RJ e do programa ZEE-Brasil. Os procedimentos metodológicos estão
voltados para a integração espacial e temporal dos componentes ambientais em
abordagem sistêmica, seguindo de três linhas de estudo principais: (a) definição
da base de apoio temático; (b) elaboração dos temas geobiofísicos e (c)
elaboração de temas socioeconômicos. Vale ressaltar que a definição
metodológica para a integração espacial dos temas necessitou de um pré-
tratamento dos dados e informações geobiofísicas e socioeconômicas, de modo a
haver uma compatibilidade em uma base de apoio cartográfica, de modo a
permitir estabelecer as relações funcionais dos elementos do ambiente. Outro
aspecto importante é que esta integração também envolve a necessidade de
compatibilização de dados e informações registrados em diferentes datas, obtidas
por diferentes técnicas amostrais, métodos ou interpretações, na maioria dos
casos realizados por equipes profissionais de distintas especialidades. Desta
forma, além da coletas de dados e informações especificamente, houve um
significativo esforço para a realização de ajustes nas séries temporais acessadas,
assim como para a avaliação e compatibilização dos bancos de dados, imagens
de satélite, mapas de base e mapas temáticos.
As escalas espaciais adotadas foram relacionadas às necessidades de
entendimento das influências geobiofísicas e socioeconômicas que ocorrem tanto
do entorno para o interior do território do Estado do Rio de Janeiro (1:250.000),
como no território do estado em si (1:100.000). Metodologicamente, estas escalas
terão que ser trabalhadas em distintas etapas do projeto, ou seja, nesta etapa
foram verificadas as influências dos arredores em direção ao estado, discutidas

1
ao longo do presente relatório (etapa 4), enquanto o diagnóstico e as análises
para o território fluminense serão realizadas no decorrer das etapas 5, 6 e 7. O
diagnóstico e as análises na escala 1:250.000 foram realizados para o recorte
espacial composto pelas bacias dos rios Paraíba do Sul e Itabapoana, em
conjunto com sistemas hidrográficos que drenam para o litoral fluminense.
Logicamente, este recorte exigiu o acesso de dados e informações referentes aos
estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Seguindo esta premissa, foi essencial a elaboração de ajustes nas séries
temporais acessadas, nos bancos de dados, na distribuição espacial de dados, no
tratamento de imagens de satélite, na compatibilização cartográfica dos mapas de
base e no refinamento e generalização de mapas temáticos. Já na presente fase
alguns levantamentos de campo foram necessários. Tais levantamentos foram
principalmente para aferição de parâmetros cartográficos, a fim de se ter a
definição da base de apoio temática nas escalas 1:250.000 e 1:100.000, uma vez
da inexistência de bases nestas escalas e com abrangência nas áreas
mencionadas. Os trabalhos de campo também envolveram a checagem das
classes de uso do solo e cobertura vegetal, previamente estabelecidas por
sensoriamento remoto.
Também foram realizadas diversas reuniões com integrantes técnicos e
políticos de várias instituições, principalmente da SEA-RJ, assim como
representantes de Secretarias do Estado do Rio de Janeiro, da ALERJ, de
prefeituras fluminenses, da Fundação IBGE e de órgãos federais vinculados ao
ZEE-RJ e ao ZEE-Brasil.

I.1. O Estado do Rio de Janeiro e sua Faixa de Fronteira com os Estados


Vizinhos (Escala 1: 250 000)

Conforme havia sido mencionado no relatório anterior, os limites jurídico-


administrativos em geral se sobrepõem e cortam artificialmente elementos

2
geográficos espacialmente contíguos. O estado do Rio de Janeiro não é uma
exceção. Neste estado, bacias hidrográficas têm nascentes localizadas em
estados vizinhos, onde atividades socioeconômicas e interações socioambientais
vinculam-se em graus diferenciados com o Rio de Janeiro.
Assim, na medida em que as relações de vizinhança com os estados de São
Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo podem interferir na qualidade sócio-
ambiental do estado do Rio de Janeiro, as análises na escala 1:250.000 serão
desenvolvidas levando-se em consideração os municípios desses estados
contidos pelos limites das bacias hidrográficas.
A escolha desse critério resulta na incorporação de municípios cujos limites
não coincidem com o da bacia. Para resolver este problema foram incorporados
para cada bacia os municípios que tem mais de 1/3 de seu território no interior da
bacia. Posteriormente, quando for feita a análise na escala de 1:100.000 é
provável que outros ajustes tenham que ser feitos.

I.2. A bacia de drenagem como recorte espacial do ciclo hidrológico

A distribuição e movimentação da água podem ser expressas através do Ciclo


Hidrológico. A distribuição espacial e temporal da água se dá através de interação
de fenômenos variados, envolvendo componentes e processos específicos
relacionados com a hidrosfera, atmosfera, biosfera, homosfera e litosfera. A
identificação da distribuição da água na paisagem, bem como sua quantificação, é
difícil de ser estabelecida na escala global do ciclo hidrológico. Por outro lado, a
consideração do ciclo hidrológico em escalas regionais ou locais apenas permite
adequá-lo como um sistema aberto, parte do todo, onde há entrada e saída de
matéria (água) e energia, sendo, portanto, visto como um sub-sistema do ciclo
hidrológico global. Desta maneira, para que seja possível quantificar a entrada e
saída da água nestes sub-sistemas regionais ou locais, é necessário que se tenha
uma área com limites topográficos bem definidos, ou seja, a bacia de drenagem
ou hidrográfica (Coelho Netto e Avelar, 2007).

3
Bacia de drenagem ou hidrográfica - Área que drena fluxos
líquidos, sólidos e solúveis para uma saída comum através de um
canal ou de uma rede de canais (Coelho Netto, 1994). Elas
constituem uma unidade geomorfológica fundamental, que opera
como um sistema aberto, aonde os impulsos das chuvas acionam
os processos hidrológicos e erosivos que regulam as
transformações morfológicas e a evolução interna da bacia
(Chorley, 1962). Estes processos, por seu turno, são regulados
pelos componentes internos relacionados ao substrato rochoso,
aos solos, a morfologia superficial, a cobertura vegetal e ao uso da
terra. Significa, portanto, que alterações numa parte do sistema
podem afetar outras partes ou mesmo todo o sistema de
drenagem, modificando o balanço das entradas de chuvas e as
saídas ou descargas residuais da bacia.

Coelho Netto e Avelar (op. cit.) destacam que enquanto as partes do sistema
bacia de drenagem estiverem bem ajustadas entre si, as respostas hidrológicas e
erosivas emitidas pela bacia aos diferentes impulsos de chuvas deverão manter
certa proporcionalidade e o sistema se manterá estável. Porém, na medida em
que ocorram mudanças externas ou internas do sistema de drenagem, numa tal
ordem de magnitude que o sistema não consiga absorver e manter-se estável,
então, ocorrerá um tempo de desajuste entre estes impulsos climáticos e as
respostas hidrológicas da bacia. Até quando? Até que as partes, anteriormente
modificadas, retornem a uma nova condição de ajuste entre seus componentes e
os impulsos incidentes, mas não necessariamente reproduzindo as mesmas
condições anteriores. Neste contexto podemos indagar: qual o papel dos eventos
extremos de chuvas no desencadeamento e na intensidade dos processos
erosivos, especialmente quando os sistemas de bacias de drenagem passaram

4
por transformações e apresentam desajustes internos nas relações entre suas
partes componentes?
A degradação dos biomas terrestres reflete um rastro histórico, e ainda atual,
de transformações induzidas, principalmente, pela apropriação, uso e ocupação
das terras. Diante da exploração econômica e predatória dos recursos da
natureza, pode-se considerar que grande parte dos sistemas de bacias
hidrográficas encontra-se instável. Esta instabilidade resulta no aumento da
vulnerabilidade do meio que habitamos, onde as ameaças e os riscos de
desastres relacionados à água tendem a intensificar e a se tornarem cada vez
mais freqüentes. Isto se acentua aonde o adensamento populacional é maior e
especialmente entre os mais pobres, os quais geralmente habitam as áreas de
maior risco, quer seja no domínio das encostas íngremes, sujeitas a altos índices
de erosão por ação gravitacional (deslizamentos), quer seja no domínio das
planícies fluviais interiores ou flúvio-marinhas da zona costeira, sujeitas,
naturalmente, às enchentes.
O domínio de planíces flúvio-marinhas geralmente não possui uma topografia
que permita a delimitação da área de contribuição, embora a rede de canais de
bacias hidrográficas delineadas à montante possam atravessar esse domínio em
direção ao seus reservatórios terminais(lagoas, lagunas, baías, oceano). Nesses
casos pode-se estruturar o sistema hidrográfico pelo conjunto de bacias
independentes entre si, porém integradas ao nível de base do reservatório
terminal comum.

Hierarquia de Bacias Hidrográficas e Articulação da Rede de Canais

A área de abrangência das bacias de drenagem pode ter tamanho muito


variado, não sendo possível estabelecer uma categorização precisa quanto ao
tamanho. Podem possuir milhões de quilômetros quadrados, apresentando
dimensões continentais, tais como: a bacia do rio Amazonas (6,15 milhões km2),
a bacia do rio Paraná (2,58 milhões de km2), dentre outras. Quando incorporam

5
centenas de milhares de quilômetros quadrados, são tratadas como de
dimensões nacionais como, por exemplo, a bacia do rio São Francisco (617 mil
km2). Já as bacias que apresentam dezenas de milhares de quilômetros
quadrados são consideradas como regionais, tais como: a bacia do rio Paraíba do
Sul (56 mil km2) e a bacia do rio Tietê (72 mil km2). As bacias de menor porte
podem apresentar centenas ou milhares de hectares, caracterizando-se como
bacias de dimensões locais, conforme a bacia do rio Carioca, RJ (112 mil ha). Por
fim, é também possível caracterizar pequenas bacias de apenas alguns milhares
ou centenas de metros quadrados, geralmente nas zonas de cabeceiras de
drenagem, as quais se constituem em domínios preferenciais de expansão
regressiva da rede de canais (Coelho Netto e Avelar, 2007).
Assim como qualquer sistema, no interior de uma bacia de drenagem é
possível delimitar outras sub-bacias, que são escolhidas conforme as
necessidades das análises que se pretende fazer. A fim de estabelecer um
ordenamento da rede de canais que drenam uma bacia, alguns autores
propuseram critérios de hierarquização de bacias. Dentre os critérios mais
utilizados destacam-se o de Horton (1933) e o de Strahler (1952). Cabe ressaltar
que para qualquer critério é necessário que seja mencionada a escala espacial a
qual a rede de canais se refere (exemplo: 1:50.000 ou 1:100.000). Isto por que,
conforme se amplia o detalhe da escala, maior é quantidade de canais
observados e maior deverá ser a hierarquia da bacia. Portanto a mesma bacia na
escala 1:50.000 deverá ter maior ordem do que na escala 1:100.000. Para
estudos aplicados de bacias regionais ou locais, o ideal é ajustar o mapeamento
da rede de canais com apoio de sensoriamento remoto em escala adequada.
Uma vez obtido o melhor traçado da rede de canais nas bacias de drenagem do
Estado do Rio de Janeiro, o critério de Strahler será adotado nos estudos afins
às análises ora pretendidas em escala 1:100.000. Este critério é estabelecido a
partir dos seguintes princípios: (A) canais que não possuem afluentes são canais
de 1ª ordem; (B) Quando dois canais de mesma ordem se encontram, o canal
resultante aumenta uma ordem e (C) Quando canais de ordens diferentes se

6
encontram, o canal resultante mantém o valor de maior ordem. Neste critério,
cada segmento de canal existente na rede hidrográfica recebe uma determinada
ordem, sendo que a bacia como um todo assume a ordem do canal de maior valor
(figura I.1).

1
1
1
1
1 1
2
1 2
1 1
1
1 2 2
2 2
2 1
3 2
1

3
3
N
4

A 0 10 km

Figura I.1 – Exemplo de uma bacia de drenagem de 4ª ordem definida a partir dos critérios
de hierarquia de Strahler.

O balanço hidrológico é feito a partir da mensuração e cálculo das entradas de


água (I, entrada), saídas (O, saída) e da variação da estocagem subterrânea ( ∆S ,
estocagem), conforme a equação:
I-O= ∆S

Deste modo, na área da bacia de drenagem consideram-se como entradas


(valores positivos) as precipitações (P), como saídas (valores negativos) o
conjunto formado pela evaporação (E), evapotranspiração (ET) e a vazão do
canal na saída ou desembocadura (V) e como resultado do balanço as variações
do nível da água subterrânea (∆ES), podendo ser negativo ou positivo.
Analisando nesta perspectiva, a equação anterior pode ser reescrita da seguinte
forma:

P – E – ET – V = ∆ ES

7
Assim como a água se distribui dentro de uma bacia de drenagem das partes
mais elevadas (montante) para as partes mais baixas (jusante), também é
possível considerar da mesma maneira sua distribuição ao longo das encostas
(figura I.2). Como já citado no capítulo anterior, nas encostas a água que provém
da precipitação poderá infiltrar-se e/ou escoar na superfície do terreno, neste
caso, caracterizando-se como fluxo superficial hortoniano (definido por Horton,
1933) ou fluxo superficial saturado (definido por Dunne, 1970).

PRECIPITAÇÃO
solo
Zona Não-Saturada

rocha
1
nível freático 2 3
Zona Saturada

Figura I.2 – Distribuição dos fluxos d’água nas encostas: (1) fluxo superficial; (2) fluxo
subsuperficial raso; (3) fluxo superficial de saturação e (4) fluxo subsuperficial profundo ou
fluxo subterrâneo (Dunne e Leopold, 1978, modificado).

O fluxo hortoniano ocorrerá em qualquer parte das encostas sempre que a


intensidade de chuva for mais elevada que a capacidade de infiltração do solo e
após o preenchimento das micro-depressões na superfície do terreno. Já o fluxo
dunneano é característico de solos pouco profundos e saturados de água,
especialmente nos fundos de vales: esta condição propicia a exfiltração do
escoamento subsuperficial de montante, o qual, junto com a precipitação sobre a
zona saturada, alimenta este tipo de escoamento nas encostas. A partir da
infiltração, é possível ocorrer fluxos subsuperficiais rasos, aproximadamente

8
paralelos à superfície do solo, como decorrência de variações da capacidade de
transmissão de água (condutividade hidráulica) no perfil do solo. A continuidade
de percolação vertical da água no perfil do solo, ou através de fraturas das rochas
subjacentes, alimenta os reservatórios de água (aqüíferos), cujo movimento
lateral, em direção aos canais, tende a ser cada vez mais lento com a
profundidade: são os chamados fluxos subsuperficiais profundos (ou fluxos
subterrâneos). Ambos os fluxos atingirão os canais de drenagem situados nos
fundos de vale.

9
II. BASE DE APOIO TEMÁTICO

Este tópico abrange os procedimentos para a avaliação dos mapas e


elementos cartográficos acessados pela equipe, direcionados para definição da
metodologia e especificação de referências cartográficas para fins dos
mapeamentos temáticos na escala 1:100.000. Os mapas e elementos
cartográficos para escala 1:250.000 foram obtidos em mapas digitais de diversas
fontes, a serem identificadas no decorrer do texto. Além desta abrangência, a
avaliação realizada também se direcionou para as definições cartográficas a
serem utilizadas para a elaboração do mapa de uso e cobertura do solo, tanto na
escala 1:250.000, como na 1:100.000, no âmbito do ZEE-RJ.

II.1. Cartografia

II.1.1. Base cartográfica de referência

Uma base cartográfica pode ser conceituada como o documento cartográfico


que representa um determinado espaço geográfico, apresentando características
e especificações apropriadas em termos de escala, sistema de referência e
projeção, completude, atualização e precisão, para representar com qualidade o
espaço geográfico e ser capaz de receber informações temáticas sobre os mais
diversos assuntos. No âmbito do Projeto ZEE-RJ este conceito se aplica dada à
necessidade de informações geomorfológicas, geoecológicas, hidrográficas,
sócio-econômicas, entre outras, que venham permitir a realização de avaliações e
análises integradas.
A qualidade de uma base cartográfica é dependente não apenas dos fatores
escala, projeção e sistema geodésico de referência, que estabelecem
características de precisão de representação e posicionamento das informações,
assim como o seu relacionamento com o mundo real. Também devem ser

10
considerados os aspectos de atualização dos elementos representados, assim
como a existência de todos os elementos considerados importantes para
aplicações específicas. Desta forma, a qualidade de bases cartográficas pode ser
diferenciada considerando objetivos diversos.
Em atendimento às demandas do Projeto ZEE-RJ, os dados cartográficos
necessários deverão atender à escala definida de 1:100.000, que de acordo com
o Padrão de Exatidão Cartográfico (PEC), classe C (adequado a mapeamentos
temáticos), apresenta tolerância planimétrica de 100m.
A transformação de sistemas geodésicos de referência (SGR) para o Estado
do Rio de Janeiro é um dos pontos críticos que podem afetar o posicionamento
espacial da base cartográfica, em alguns trechos localizados, notadamente, onde
foram realizados mapeamentos de atualização de algumas folhas. A mudança de
SGR é efetuada, então, somente nas folhas atualizadas, e não no seu entorno
(exemplo: folha Baía de Guanabara, Vila Militar e Santa Cruz). Pode ocorrer
nesses casos, a existência de vazios cartográficos, ou seja, faixas horizontais ou
verticais, nas quais não existe informação mapeada.

II.1.2. Material cartográfico disponível

Pode-se dizer que para o Estado do Rio de Janeiro, reflexo da situação


vigente em quase todo o país, não existe uma base cartográfica que atenda às
demandas mais variadas de aplicações temáticas, por diferentes razões, tal como
exposto a seguir.

Características do mapeamento do IBGE e DSG na escala 1:50.000:

• O mapeamento é composto por 52 (cinqüenta e duas) folhas, onde


praticamente todas se encontram no sistema geodésico Córrego Alegre,
ocorrendo apenas cerca de 6 (seis) folhas no sistema SAD/69;

11
• O mapeamento como um todo se encontra totalmente defasado e
desatualizado, datado da década de 70 para a maioria das folhas, com apenas
algumas delas tendo sido realizadas no início dos anos 80;
• Todas as folhas foram construídas através de processos analógicos, que
na época atendiam às necessidades cartográficas, porém não são competitivos
com as tecnologias atuais, deixando a desejar em termos de precisão de
posicionamento;
• O mesmo pode ser colocado em termos do material digital que se encontra
disponibilizado, uma vez que este material foi elaborado por digitalização
matricial dos plásticos de gravação das folhas analógicas e subseqüente
vetorização por processos semi-automáticos.

No entanto, deve ser frisado que é o melhor produto que se dispõe e que deve
ser utilizado na falta de material de maior precisão e qualidade, apesar de, na
maioria dos casos, os usuários finais sentirem a necessidade de efetuar edições
sobre o dado original. A partir destas cartas topográficas, o Instituto Estadual de
Florestas (IEF) fez uma agregação na escala 1:50.000 e a Fundação CIDE
também o fez na escala 1:400.000, oferecendo estes produtos agregados
disponíveis para a equipe de trabalho do ZEE-RJ, tal como descrito a seguir.
Além disso, também foi feita a análise de um mapa de rodovias, executado pelo
Instituto Militar de Engenharia (IME), o DER-RJ e Polícia Militar – RJ, conforme
será mencionado abaixo.

Base Cartográfica Compilada do IBGE pelo IEF:

A base cartográfica elaborada pelo IEF a partir das folhas existentes na escala
1:50.000 do IBGE/DSG está em fase final de estruturação, não se encontrando
ainda totalmente disponibilizada. Recentemente foram entregues para verificação
as feições referentes ao Sistema Viário e Hidrografia. Os dados se encontram em

12
formato shape, referenciados na projeção Cilíndrica Equirretangular e no datum
Sirgas 2000.
Apresenta a vantagem de se encontrar unificada em um arquivo para cada
categoria de feição, apesar de não ter sofrido edições visando a sua atualização,
somente a complementação de atributos em banco de dados no sistema ArcGIS.

Base Cartográfica 1:450.000 da Fundação CIDE:

Outra base cartográfica existente e disponível é a da Fundação CIDE, que se


encontra em uma escala menor, 1:450.000, e que por esse motivo será adotada
unicamente para apoio na elaboração de layouts de mapas temáticos. Neste
caso, a generalização dos elementos cartográficos passa a ser adequada,
garantindo a não poluição dos mapas finais.

Rodovias do Estado do RJ

Através de um projeto integrado entre o DER-RJ, IME-RJ e PM-RJ, executado


em 1999, foram levantadas as rodovias principais do estado (BR e RJ) através de
tecnologia DGPS. Esta base, estruturada originalmente em Microstation, formato
DGN, se encontra na projeção Cilíndrica Equirretangular, sistema geodésico
SAD/69. Apresenta precisão e atualização adequadas às demandas do ZEE-RJ.
A disponibilização dos dados se dará através do IME-RJ.

II.1.3. Avaliação das bases existentes

Base Compilada pelo IEF

Parte da base cartográfica que está sendo trabalhada pelo IEF, na escala
1:50.000, foi testada no Norte e Noroeste Fluminense, bem como nas
proximidades da Baía de Guanabara e Região dos Lagos, através de pontos de
controle e caminhamentos (trackings) levantados no trabalho de campo realizado
no período de 21 a 26 de maio do presente ano. Foram utilizados equipamentos

13
GPS de navegação, cuja precisão associada é de pelo menos 20m (para o caso
de pontos de controle efetuou-se o rastreio de várias observações com
fechamento pela média, priorizando uma variação inferior a 5 metros). O sistema
geodésico de referência adotado para os trabalhos de campo foi o WGS84.
Os testes realizados identificaram a existência de deslocamentos
(deformações), não regulares no comportamento das feições, extrapolando a
tolerância estabelecida para a escala 1:100.000, classe C (PEC), igual a 100m,
encontrando-se, em alguns casos, afastamentos maiores que 160m (figura II.1).
Os resultados das avaliações induziram à efetuação de novos testes, desta
vez a partir da comparação dos dados compilados pelo IEF com as folhas
originais do IBGE/DSG. Desta forma, baixando-se diretamente do site do IBGE a
folha Itaboraí, de modo a garantir que não houvesse alterações em relação ao
dado original, aplicou-se os parâmetros de transformações oficiais e
transformação de sistema projetivo (UTM para projeção equirretangular e Córrego
Alegre para Sirgas 2000). O resultado alcançado apresentou diferença
significativa em relação ao produto final do IEF, em alguns locais maiores do que
60m.
Neste caso, considerando a análise de uma única folha, as diferenças foram
uniformes, sugerindo a possibilidade de que as transformações tenham sido
efetuadas com os parâmetros padrões disponibilizados nos softwares comerciais,
como o ArcGIS, que podem causar essas diferenças em um processo de
transformação continuada (figura II.2).
Por outro lado, dentro das áreas verificadas, existe uma variação entre áreas
oriundas de diferentes folhas, referentes, originalmente, a diferentes sistemas
geodésicos (Córrego Alegre e SAD/69). Desta forma, não é possível a realização
do caminho inverso, sendo necessário o resgate das folhas originais e processos
efetuados.
Assim, a opção sugerida foi a de não utilização da base gerada pelo IEF, dado
que esta não apresenta precisão adequada às necessidades do projeto.

14
100 m

120 m

Diferença de
posicionamento

Diferença de
130 m posicionamento

Figura II.1 - Diferenças de posicionamento entre o levantamento GPS e a base cartográfica


compilada pelo IEF 1:50.000.

Diferença de
posicionamento

60 m

60 m

Figura II. 2 - Diferenças de posicionamento e desatualização entre a base cartográfica do


IBGE 1:50.000 e a base compilada pelo IEF 1:50.000.

15
Folhas 1:50.000 do IBGE/DSG

A opção de resgatar as 52 folhas originais que compõem o Estado do Rio de


Janeiro apresenta como fatores limitantes, o tempo e recursos disponíveis para o
Projeto, dado que seriam necessárias várias operações de manipulação que
permitissem a junção das folhas, a efetuação de transformações de sistemas
geodésicos e projeção cartográfica, bem como toda a compatibilização em uma
única base.
Entretanto, mesmo que houvesse a possibilidade de realização desse
trabalho, a base gerada continuaria apresentando problemas em relação à
atualização da rede viária, limites urbanos, retificação e canalização de elementos
da rede hidrográfica e falta de uniformidade na densidade da rede de drenagem
em algumas áreas (como por exemplo, entre as folhas Maricá/Saquarema e Piraí/
Cava). Os mesmos testes com relação aos dados obtidos em campo foram
efetuados, apresentando também diferenças, embora de ordem menor, com
valores máximos em torno de 80m (para a folha Itaboraí). Apesar de ser inferior à
tolerância estabelecida pelo PEC classe C (figura II.3), os demais fatores
referentes à falta de atualização e uniformidade dificultam a sua adoção.

II.1.4. Proposta metodológica

Será necessária a entrada das seguintes informações, que deverão estar


inclusas ou com possibilidades de serem extraídas da base cartográfica de apoio:
• relevo;
• hidrografia, incluindo-se a linha de costa;
• rodovias;
• divisão territorial municipal.

Os dados de relevo são necessários para a determinação dos limites das


bacias hidrográficas, ainda não definidas se de segunda ou terceira ordem, de
acordo com a classificação de Strahler, e para a elaboração de indicadores

16
geomorfológicos e mapas temáticos. Será adotado o modelo digital de elevação
(MDE) do SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), disponibilizado pela NASA,
que apresenta precisão compatível com PEC A para a escala 1:100.000, de
acordo com publicações científicas recentes (Barros et al, 2005; Barros, 2006;
Barros & Cruz, 2007; Gonçalves et al., 2005; Heipke et al, 2002; Santos, 2005;
Slater et al, 2006).

Diferença de
Diferença de posicionamento
posicionamento

80 m
85 m

Mudança de traçado
(desatualização)

Figura II.3 - Diferenças de posicionamento e desatualização entre o levantamento GPS e a


base cartográfica do IBGE 1:50.000.

A drenagem é fundamental para a extração das informações que terão


atuação direta sobre os índices geomorfológicos, além da própria detecção de
bacias. Esta é uma das principais carências da base, que deverá ser minimizada
através de modelos aplicados sobre o MDE do SRTM, ajustados às informações
da base cartográfica do IBGE (quando possível) e validados através de trabalhos
de campo e interpretação de fotografias aéreas (quando e se disponibilizadas).
Esta operação, apesar de não se encontrar validada para a geração de bases

17
cartográficas, pode atender à uniformização da hidrografia, tão necessária para a
geração de indicadores. As feições obtidas através deste procedimento não serão
disponibilizadas na forma de rede hidrográfica, servindo, exclusivamente, para a
obtenção de dados temáticos em etapas internas do projeto. A classificação do
uso e cobertura do solo também proverá a base com algumas feições
hidrográficas, como lagoas, ilhas, linha de costa e rios de margem dupla.
As rodovias serão extraídas da base do IME-RJ. Apesar de se tratar somente
das principais, seu nível de atualização e precisão valida plenamente a sua
utilização. A generalização passa a ser adequada para uma base de apoio
temático, de forma a não poluir os layouts finais.
Em relação ao limite externo do estado, divisas com os Estados de São Paulo,
Minas Gerais e Espírito Santo, será adotado o limite definido pelo IBGE, para que
se evite alguma forma de conflito com os estados limítrofes.
Os limites intermunicipais serão os adotados pela Fundação CIDE. Justifica-se
esta adoção por serem os limites oficialmente adotados pelo Estado do Rio de
Janeiro e se encontrarem mais detalhados que os definidos pelo IBGE. Mesmo
que haja divergências entre as duas bases, manter-se-á a divisão adotada pelo
CIDE.
A linha de costa será compatibilizada pelo limite obtido através do processo de
segmentação sobre as imagens LANDSAT-5 utilizadas para o mapeamento do
Uso e Cobertura do Solo, ajustadas geometricamente para a escala 1:100.000
através de pontos de controle obtidos em campo.
O sistema de projeção adotado será a projeção cilíndrica normal
equiretangular ou “Plate Carrée”. Justifica-se esta projeção por ser a que mais se
adapta a sistemas CAD, oferecendo a visualização de coordenadas diretamente
em graus decimais, seja para longitude ou latitude, em intervalos igualmente
espaçados. Apesar de apresentar valores de distorção ligeiramente maiores que a
projeção cônica conforme de Lambert, não são significativos ou impactantes para
a escala e a finalidade do trabalho desenvolvido.

18
Ressalta-se aqui a impossibilidade de mapeamento contínuo do Estado na
projeção UTM, apesar da escala estar condizente com esta projeção, devido ao
fato do estado estar dividido pelos fusos 23 e 24, através do meridiano de - 42º de
longitude, na altura da cidade de Barra de São João.
Toda a Cartografia será desenvolvida através da elaboração de um Plano
Cartográfico, no qual serão encontradas todas as especificações para cada uma
das escalas de mapeamento que serão utilizadas no projeto ZEE, seja em
mapeamento intermediário de apoio ou de produto a ser entregue.

II.1.5. Projeto cartográfico

O projeto cartográfico tem uma grande importância para desenvolvimento da


Cartografia, seja ela de base, de apoio, ou ainda para a simples geração de
relatórios, dentro do processo cartográfico que será estabelecido para o Projeto
ZEE. Dentro do contexto exigido para os documentos cartográficos que servirão
de apoio, serão gerados um número ainda não contabilizado de mapas, os quais
apresentarão temáticas variadas, mas que deverão possuir, em muitos casos,
feições cartográficas comuns.
É bastante comum, quando acontece uma situação semelhante, ocorrerem
diferentes estruturas de representação para mesmas feições, o que pode
ocasionar confusões e distorções na interpretação das representações. Dessa
forma a comunicação exige o estudo conjunto das diversas variáveis gráficas
envolvidas (linhas, tons, cores, padrões etc), onde a palavra gráfica, tal como a
linguagem escrita, exige clareza, assertividade, beleza e precisão de
representação do que está sendo apresentado. Os princípios da comunicação
gráfica, cartográfica e de visualização científica devem então, em todos os
momentos, serem considerados para que não haja problemas relativos à
comunicação.
O objetivo principal dos mapas é portar a representação de algum tipo de
informação geográfica para um usuário. Assim, os processos de compilação,

19
simbolização, definição de escala e projeção cartográfica, são orientados para
esse fim.
A forma de apresentação conjunta dos componentes de um mapa deve ser
integrada como um todo, para atingir aos objetivos propostos. Deve, portanto,
considerar as propriedades essenciais dos dados, incluindo a acuracidade de
posicionamento geográfico, dado que se o mapa não for cuidadosamente
projetado será um mapa pobre em termos de comunicação de informação.
O projeto de mapeamento pode ser comparado a um projeto de engenharia ou
de arquitetura, pois procura encontrar soluções para novos problemas e/ou novas
soluções para velhos problemas.
O objetivo em si é trazer à imaginação, o ambiente apropriado para atender a
finalidade do mapa, se for da comparação de detalhes de um mapa geral ou de
caracterização estrutural de uma distribuição, caso seja temática.
O processo do Projeto Cartográfico será definido pelas seguintes fases:
• Anteprojeto;
• Planejamento gráfico;
• Planejamento específico e especificações.

O anteprojeto é o primeiro elemento a ser definido. Serão abordadas as


diversas possibilidades de representação dos mapas elaborados no Projeto ZEE,
considerando-se e estabelecendo-se diferentes formas de tratamento dos
problemas, procurando-se visualizar diferentes soluções.
Nesta fase, resultando da idéia geral da abordagem, envolvendo decisões, tais
como: o relacionamento do mapa com outros documentos, cartográficos ou não, o
formato (tamanho, forma), o layout básico, organização gráfica dos componentes,
escala e projeção cartográfica adequada, etc.
A segunda fase envolve o estabelecimento do planejamento gráfico específico.
São ponderadas as diversas alternativas dentro dos limites do planejamento
geral. As decisões são tomadas em consideração a tipos especiais de

20
simbolismo, uso de cores, relacionamentos topográficos, dimensões de elementos
gráficos (linhas, limites, etc) e como todos eles graficamente se ajustam.
A terceira fase é definida pelo detalhamento do projeto, compreendendo
basicamente:
• A preparação da tabela de compilação, onde tudo será colocado em um
relacionamento planimétrico próprio;
• A preparação das especificações de detalhamento para a arte final:
dimensões de linhas, valores de cores, tamanho de letras, etc.

II.1.6. Definição de escalas

Em apoio ao Zoneamento Ecológico-econômico do estado, todas as bases


serão trabalhadas através de mapeamentos em meio digital na escala 1:100.000,
projeção equirretangular cilíndrica normal e sistema geodésico de referência
SIRGAS 2000.

Mapeamento do Estado (apoio e visualização)

Disponibilização na escala 1:450.000, para os anexos do Relatório Final.


Projeção equirretangular e SGR SIRGAS 2000.

Mapeamento Intermediário

A ser utilizado para as regiões de trabalho:


1- Norte e Noroeste Fluminense;

2 – Médio Paraíba, Centro Sul e Serrana;

3 – Costa Verde, Metropolitana e Baixada Litorânea.

A escala definida é 1:250.000, projeção equirretangular e SGR SIRGAS 2000.


Será definido para cada região um layout próprio, devido à conformação de cada
uma delas.

21
Layout de Relatório

Será definido um layout para mapas em tamanho A4, específico para


utilização nos relatórios de acompanhamento.

A escala definida para o Estado é 1:850.000, projeção equirretangular e SGR


SIRGAS 2000.

II.1.7. Metadados

Os metadados incorporam as informações que caracterizam os dados a que


se referem, informando sobre a existência de um conjunto de dados ou de alguma
outra forma de informação. Eles são utilizados para fornecer documentação sobre
os dados produzidos e disponibilizados, descrevendo as suas características, tais
como conteúdo, qualidade, formato, mídia de intercâmbio, informações geradoras,
origem dos dados e informações, características cartográficas, etc.
As principais utilizações dos metadados podem ser estabelecidas dentro das
seguintes abordagens:
• Disseminar a existência das informações geográficas em utilização de
projetos específicos;
• Fornecer informação sobre os dados produzidos, visando à formação de
catálogos de dados geoespaciais;
• Fornecer a informação necessária para processar e interpretar os dados
recebidos através de transferência de fontes externas ou internas;
• Criar um padrão para o tratamento e referenciamento dos dados e
informações geoespaciais e geográficas;
• Ainda no caso em pauta, fornecer uma possibilidade de ser adicionada
informações sobre os dados de sensibilidade ambiental de cada local específico,
bem como as suas peculiaridades.

22
O conteúdo dos metadados deve obedecer a normas, que orientem seu
emprego pela organização, sendo, em geral, caracterizadas por três regras
gerais:
• Fornecimento de informações necessárias para a determinação dos
conjuntos de dados existentes sobre a localização de uma informação
geográfica ou sobre um assunto específico;
• Fornecimento das informações necessárias para acesso e/ou aquisição de
um conjunto de dados específicos;
• Fornecimento de informações que sejam necessárias ao processamento e
utilização de um conjunto de dados.

A ordem de avaliação dessas regras, incluindo a importância relativa aos


metadados, não é a mesma para todos os usuários. Diferentes usuários utilizando
os mesmos metadados deverão avaliar as suas necessidades e escolher o que
terá maior importância dentro da estrutura existente. Se um conjunto de dados
tiver que ser utilizado por diferentes profissionais, com diferentes objetivos, os
metadados referentes ao conjunto comum de dados, devem fornecer a
informação apropriada e adequada a todos os especialistas.
Na implementação de uma cultura de metadados é importante que as
instituições ou organizações analisem o valor dos seus conjuntos de dados
georreferenciados, estabelecendo prioridades para estruturar a documentação
relativa aos seus conjuntos de dados. Uma grande vantagem do esforço de
documentação dos metadados pode ser vista pela rediscussão dos conjuntos de
dados existentes, apresentada desde a metodologia empregada para a sua
obtenção, transformação e análise dos dados, bem como, a forma de seu
armazenamento. Definir a solução a adotar, dependerá de uma série de fatores
específicos, inerentes a cada instituição ou organização, bem como ao tipo de
informação que está sendo trabalhada.
O USGS apresenta algumas sugestões (USGS, 1997):

23
• Não deve ser criado um padrão próprio, pois mudanças sutis podem
implicar, a longo prazo, em uma estrutura confusa sobre os metadados
armazenados;
• Não deve haver confusão entre os dados propriamente ditos e os
metadados;
• Deve-se verificar se o conjunto de dados pode ser documentado sob outro
conjunto de dados;
• Deve existir uma priorização ou hierarquização dos dados: dados que
devem ser documentados em primeiro lugar serão definidos por aqueles que
terão uso corrente ou futuro, que sejam básicos para a geração de outros
conjuntos de dados ou que venham a representar um alto investimento, em
termos de esforço ou custo;
• Deve-se documentar a um nível venha a preservar a importância dos
dados dentro da organização.

O uso de padrões de metadados amplamente aceitáveis é essencial a uma


fácil, eficiente e rápida transferência de informação, pois tanto emissores como
receptores dos dados ou informações estarão trabalhando sob uma estrutura de
documentação que permitirá o conhecimento de todos os seus elementos
componentes. Existe atualmente, uma infinidade de padrões de metadados,
sendo os seguintes os mais conhecidos:
- CSDGM (Content Standards for Digital Geospatial Metadata): padrão de
metadados estabelecido pelo Comitê de Dados Geográficos Federais dos
Estados Unidos (FGDC - US Federal Geographic Data Committee). Este padrão
serviu de modelo para o esforço de documentação de metadados do governo dos
Estados Unidos.

É um padrão bastante complexo consistindo de 334 elementos diferentes.


Apresenta 119 desses elementos, como elementos compostos, existindo apenas
para conter outros elementos. Entretanto, esses elementos compostos são

24
importantes por descreverem os relacionamentos ou funcionalidades entre os
demais elementos.

O padrão FGDC especifica na realidade, o conteúdo do dado, não


especificando o formato dos arquivos digitais que contêm os metadados. Uma das
grandes vantagens atuais reside no fato de poder ser exportado para o padrão
ISSO, recentemente lançado.

- USMARC (United States Machine Readable Cataloging): é um padrão utilizado


para a representação e comunicação de informação bibliográfica, numa estrutura
que possa ser lida por máquina dedicadas. É utilizado nos Estados Unidos por
praticamente todas as bibliotecas que possuam um catálogos online. Esse padrão
sofreu alterações e fora dos Estados Unidos, foram criados padrões com estrutura
semelhante, tais como: UNIMARC, CANMARC, UKMARC.

- DIF (Directory Interchange Format): embora não seja um padrão oficial, foi um
padrão desenvolvido pela NASA (National Aeronautics and Space Administration)
para apoiar o Diretório Principal da NASA (NASA Master Directory) e o Diretório
Principal de Mudança Global (Global Change Master Directory).

Consiste em uma coleção de campos que detalham informações específicas


sobre os dados, sendo compatível com o padrão do FGDC.
Existem outros padrões de metadados no Canadá (CGSB - Directory
Information Describing Digital Geo-referenced Sets) , na Europa (Method of
Describing Data Sets), na Austrália e Nova Zelândia (ANZLlC - Australian and
New Zealand Land Information).

II.1.8. Procedimentos para criação de metadados

Algumas premissas básicas devem ser seguidas para a geração de


metadados, considerando-se tanto as características da organização, como

25
também a estrutura dos dados a serem tratados. Duas diretivas principais são
sugeridas:
• Priorização dos dados. Os primeiros dados que devem ser documentados
deverão pertencer ao conjunto que tenha uso corrente ou futuro, básicos para a
geração de outros conjuntos de dados ou que representem um alto
investimento, em termos de esforço ou custo;
• Preservação da importância dos dados. Deve-se documentar a um nível
que preserve o valor dos dados dentro da instituição ou organização.

Assim, os passos para a criação de metadados por uma instituição ou


organização, devem ser constituídos por um conjunto de etapas ordenadamente
dispostas, a serem vencidas para se alcançar um determinado fim. Os passos
que serão seguidos nessa proposta são os seguintes:
• Deve-se começar com algum padrão de metadados já existente. Pode-se
procurar na Internet lugares onde são apresentados padrões de metadados, por
exemplo - Projeto de Padrões de Metadados Científicos, da Agência de
Proteção Ambiental dos EUA (EPA - Scientific Metadata Standards Project),
onde são listadas as principais instituições e organizações norte-americanas
que disponibilizam padrões de metadados. Dessas, pode-se identificar as que
possuam conjuntos de dados semelhantes aos que serão desenvolvidos nesse
projeto. Verificação da instituição ou organização em que se está estudando a
adoção de metadados, verificando as extensões que podem servir de modelo,
de maneira a não se desperdiçar a massa crítica já despendida no assunto,
como por exemplo, o padrão do FGDC ou o padrão CPRM (padrão de
metadados adotado na CPRM para os documentos cartográficos digitais). Será
também analisado o padrão desenvolvido pela CONDER, do Governo da Bahia.
• Todas as seções e elementos desse(s) padrão(ões) devem ser
apresentados ao pessoal ou grupos de discussão, para a sua avaliação, criação
de novas extensões e validação da estrutura.

26
• A adoção de um padrão genérico não beneficiará a organização, devido ao
seu caráter específico de dados a serem empregados. A adoção de uma
estrutura voltada para os dados espaciais, cartografia e imagens de
sensoriamento remoto, abre espaço para a vinculação dos dados ambientais e
das suscetibilidades e impactos que possam causar á flora e fauna de uma área
geográfica, causados pelos derramamentos de óleo. Entretanto, para fins de
utilização por um grupo de instituições ou organizações, novos elementos
podem ser indexados com a terminologia de elementos padrão, permitindo,
assim, que eles sejam pesquisados de forma uniforme.
• Pode ser citada, como exemplo, a disponibilização na CPRM - Serviço
Geológico do Brasil, pela Internet, da base de dados de Água Subterrânea e o
padrão de metadados do CONDER, Bahia. Embora essas bases não sejam só
de metadados, podem servir como exemplo.
• Freqüentemente é admitido que os produtores dos dados necessitem gerar
seus próprios metadados. Entretanto, existem duas possibilidades quanto à
implantação de uma cultura de preenchimento de metadados, descritas a seguir.
Definir qual estrutura a ser seguida, depende de uma reflexão interna da
instituição ou organização que possui os dados e, desde que aplicada com bom
senso, produzirá bons resultados.
• Alocação de um profissional como responsável pelos metadados. Segundo
esta visão, não deve ser assumido que todo profissional de Geociências seja
capaz de criar adequadamente os seus próprios metadados. Certamente, eles
podem fornecer documentação informal e não estruturada, mas eles não devem
necessariamente ter que percorrer toda a estrutura totalmente montada e
rigorosa de um conjunto de metadados formal. Deve ser assegurado um bom
canal de comunicação entre o responsável pelos metadados e o produtor dos
dados.
• Estabelecer que os próprios produtores dos dados preencham seus
próprios metadados. No caso do projeto em pauta, deverá ser criado um

27
software, que será disponibilizado para os produtores da informação. Esse
programa poderá ser desenvolvido com ferramentas simples de banco de dados
e o pessoal treinado para o seu preenchimento. Para o padrão do FGDC
existem dezenas de softwares, alguns gratuitos, que podem ser obtidos na
Internet.

Como é necessário conhecer detalhadamente o documento para o qual estão


sendo criados os metadados, esta visão é a que mais se adeqüe a um metadado
consistente.

II.2. Considerações finais sobre a base de apoio temático

Uma afirmação importante que deve ser colocada, principalmente para


esclarecer dúvidas que possam estar surgindo sobre o aspecto de utilização de
uma base cartográfica, é o fato de que este projeto, em relação ao pessoal e
Laboratórios envolvidos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, não tem a
menor pretensão em desenvolver uma base cartográfica do Estado do Rio de
Janeiro, substituindo o trabalho e a competência legal e técnica dos órgãos
gestores da cartografia no Brasil e no Estado.
O único objetivo que se procura no projeto é ter um documento cartográfico de
apoio que permita receber as informações temáticas que estão sendo
trabalhadas, analisadas e geradas, com a precisão que se faz necessária para os
objetivos estabelecidos. Esta sim é a competência técnica a que se reservam os
responsáveis pelo desenvolvimento e apresentação das informações.
O ideal seria que todas as bases e documentos cartográficos fossem aqueles
disponibilizados e validados pelo IBGE ou pelos órgãos gestores do Estado, uma
vez que em termos de Cartografia Digital, a multiplicidade de documentos
cartográficos de apoio, sugeridos como base cartográfica, podem muitas vezes
estabelecer um trabalho suplementar de adequação para a adaptação a outros
documentos.

28
No entanto, em se tratando do Projeto ZEE-RJ, as informações geradas têm
um caráter dinâmico, pois com as alterações sofridas ao longo dos anos dos
aspectos sócio-econômicos, sobre uma base física que pouco se altera, podem
ocorrer mudanças nas delimitações estabelecidas para o zoneamento.
Assim, em um futuro que se espera próximo, a elaboração de bases oficiais
em escalas diferenciadas, precisas e atualizadas, possibilitará que todas as
informações temáticas que venham a ser geradas sejam ajustadas às novas
bases de referência em um processo continuado de monitoramento.

29
III. RECORTES ESPACIAIS DE ANÁLISE

Conforme descrito no relatório referente à Etapa 2, o recorte espacial de


análise para o entendimento dos fluxos que influenciam o estado do Rio de
Janeiro, e que será fruto da análise na escala 1:250.000, engloba todo o sistema
de drenagem que abrange o estado. Para este recorte foi elaborada a Base de
Apoio Temático para o presente projeto (mapa 1), sobre a qual foram definidos os
recortes internos de análise.

III.1. Critérios para Delimitação das Bacias Hidrográficas ou


Sistemas Hidrográficos ( 1:250.000)

Foram utilizados os recortes espaciais de bacias hidrográficas do nível 4 da


Agência Nacional de Águas e as regiões hidrográficas do Estado do Rio de
Janeiro como base para delimitação das bacias e sistemas hidrográficos a serem
analisados nesta escala (mapa 2 e tabela III.1). Não foi possível a utilização direta
destes arquivos vetoriais por terem sido produzidos em outras escalas e não se
adequarem ao modelo digital do terreno gerado a partir do SRTM.
Portanto, a partir do modelo digital de terreno obtido com o SRTM, foram
geradas bacias automaticamente através da ferramenta “Basin”, referente ás
análises hidrológicas do ARCGis 9.2. Porém, este modelo automatizado também
não se ajustou adequadamente, de acordo com a escala 1:250.000, aos recortes
espaciais pretendidos, a partir das avaliações da equipe do projeto. Esta limitação
foi superadas através da geração de curvas de nível com eqüidistância de 100m
a partir do SRTM. Sobre estes layers foram traçadas, através da interpretação
visual e manualmente, os limites das bacias e sistema hidrográficos a serem
utilizados na análise.

30
Tabela III.1 – Bacias e Sistemas Hidrográficos
Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba
Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio Paraitinga
Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba
Bacia do Médio Vale do Paraíba
Bacia do Rio Dois Rios
Bacia do Rio Itabapoana
Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras
Bacia do Rio Muriaé
Bacia do Rio Paraibuna
Bacia do Rio Piabanha
Bacia do Rio Pomba
Bacia do Rio Preto
Bacia do Rio São João e Região dos Lagos
Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande
Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e bacias meridionais
adjacentes
Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba
Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia
Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba

III.2. Critérios de Inserção dos Municípios nas Bacias ou Sistemas


Hidrográficos

A classificação dos municípios seguiu, preferencialmente, o critério da


extensão territorial nas diferentes bacias e sistema hidrográficos. Nos casos de
municípios que possuem áreas equivalentes em mais de uma bacia, utilizou-se
como critério de classificação a localização da sede municipal. (Ver Anexo 2: Lista
de Municípios por Bacias e Sistemas Hidrográficos e Mapa: Municípios, Bacias e
Sistemas Hidrográficos).

31
IV. BANCO DE DADOS

O trabalho de construção do banco de dados é um processo que necessita ser


desenvolvido ao longo de todas as etapas do projeto, de modo que sua
formatação final se torne uma ferramenta adequada para a gestão ambiental.
Sendo assim, o banco de dados irá refletir o andamento do projeto desde o seu
início, contemplando informações organizadas e com referencias de autorias,
datas e métodos de obtenção e análise.
A composição deste banco de dados traz uma série de produtos que formarão
um conjunto das ferramentas de análise elaboradas no âmbito do projeto, de
forma que os de produtos para a análise na escala 1:250.000 já foram
elaborados, como demonstra a tabela IV.1.

Tabela IV.1: Produtos Elaborados


Dados Compilação / Geração Integração
organização
Base de Apoio Temático
MDT – SRTM – 1:250.000
Domínios geomorfológicos
Uso do Solo e Cobertura Vegetal
Geohidroecológico
Bacias e Sistemas Hidrográficos
Precipitação
Vazões Médias e Eventos Extremos
Trechos Mais Sujeitos a Inundações
Qualidade do Ar
Qualidade da Água (O2 Dissolvido)
Dados Sócio-econômicos
* a lista completa das variáveis será apresentada
no item VII deste relatório.

32
V. DIAGNÓSTICO GEOBIOFÍSICO - ESCALA 1:250.000

V.1.Metodologia

A metodologia para construção de mapas temáticos geobiofísicos a ser


adotada para a escala 1:100.000 está diretamente relacionada com os mapas
temáticos elaborados na escala 1:250.000, uma vez que vários temas estão
associados a escalas próximas a esta. No decorrer do texto a metodologia será
abordada, em acordo aos produtos de mapeamentos elaborados até o momento,
na escala 1:250.000.

V.1.1. Domínios geomorfológicos (1:250.000)

Obtenção da topografia através de mosaico SRTM 2

A topografia adotada para a construção do modelo digital de elevação (MDE)


ou modelo digital do terreno (MDT) que subsidiou a elaboração do mapa de
domínios geomorfológicos foi extraída de imagens de satélite. Esta topografia foi
extraída de imagens baixadas em composição SRTM-2 - Shuttle Radar
Topography Mission (em formatos *.hgt) diretamente do site da NASA
(http://www2.jpl.nasa.gov/srtm/cbanddataproducts.htm). A partir da aquisição
destas imagens foram realizados os seguintes procedimentos:

• Correção de pixels com valores nulos ou negativos


• Conforme apontado por Barros (2006), foi utilizado para correção destas
inconsistências o aplicativo Blackart, disponibilizado gratuitamente
(TERRAINMAP, 2004).
• Composição do mosaico de elevação

33
• Os modelos foram inseridas no programa GlobalMapper para a
composição do mosaico e exportação no formato GRID para utilização no
ARCGis 9.2.
• Correção de pequenas imperfeições em dados da superfície raster
• O mosaico de elevação foi submetido à ferramenta “Fill” do pacote de
ferramentas para análises espaciais “Hidrology” do ARCGis 9.2.
• Este procedimento foi necessário para que fosse possível gerar modelos
de delimitação de bacias, direção dos fluxos hídricos, acumulação dos fluxos
hídricos, curvas de nível, hipsometria, declividades, orientação das encostas e
etc.

Geração do Índice de Posicionamento Topográfico – TPI (Jennes, 2006)

A partir de um Modelo Digital de Elevação do Terreno (GRID), este índice


classifica formas de relevo de acordo com posicionamento topográfico de pixels
nas encostas. O algoritmo aplicado é simplesmente à diferença entre o valor de
elevação de um determinado pixel e a média de pixels vizinhos; valores positivos
significam que este pixel esta em altitude mais alta e valores negativos que este
pixel está em altitude mais baixa. O quanto este pixel é mais alto ou mais baixo
que seus vizinhos, somado ao seu valor de declividade pode ser utilizado para
classificar seu posicionamento nas encostas. Se for significantemente mais alto
que seus vizinhos, deve estar localizado próximo ao topo ou no topo de uma
montanha; sendo significantemente mais baixo que seus vizinhos, deve estar
localizado próximo ao fundo de vale ou no próprio fundo de vale. Valores
próximos a 0 significam que este pixel pode estar localizado em uma área plana
ou de baixa ou média encosta; valores de declividade podem diferenciá-los
(tabela V.1).
Este índice depende inteiramente da escala utilizada para a análise da
paisagem. Neste caso a escala de análise está relacionada com o número de
pixels vizinhos a ser avaliado, ou por um raio de análise ao pixel avaliado.

34
A figura V.1 ilustra esta discussão; no cenário A o resultado entre as
diferenças do pixel para seus vizinhos é nulo, ao contrário do cenário B onde seus
vizinhos tem altitude menor do que o pixel analisado, portanto o TPI deste pixel é
maior que 0. No último cenário os pixels vizinhos são mais elevados que o pixel
analisado, este terá portanto um TPI menor que 0.

A B C

TPI ~ 0 TPI > 0 TPI < 0

Raio de análise
Pixels vizinhos

Pixel analisado

Figura V.1 - Esquema ilustrativo do índice de posicionamento topográfico (JENNES, 2006)

A elaboração deste procedimento na escala 1:250.000 envolveu as bacias do


rio Paraíba, do rio Itabapoana e o sistema hidrográfico costeiro do Estado do Rio
de Janeiro, sendo utilizados três raios de análise. O procedimento realizado com
estes raios de análise teve como objetivo a identificação de compartimentos de
relevo diferentes: 3 Km para identificação de morros, 10 Km para maciços
elevados e 20 Km para montanhas escarpadas. As classes de posição
topográfica utilizadas estão apresentadas na tabela abaixo e brevemente
descritos em seguida.

35
Tabela V.1 – Associação entre as formas de relevo e os valores de índice de
posicionamento topográfico (TPI).
Classes de
N. Formas de TPI - Padrão Declividade
Relevo
1 Topo ou crista >1 não estabelecida
2 Alta encosta ≤ 1 e >0,5 não estabelecida
3 Média encosta ≤ 0,5 e > 0 > 5º
4 Plano ≤ 0,5 e > 0 ≤ 5º
5 Baixa encosta ≤ 0 e ≥ -1 não estabelecida
6 Fundo de vale < -1 não estabelecida

• TPI – 3 Km: Este resultado foi utilizado para identificar as áreas de fundo
de vale, baixa encosta, áreas planas e morros ou áreas colinosas (média e alta
encosta e topo ou crista). O resultado obtido foi intersectado com o mapa
hipsométrico com o objetivo de identificar áreas de planícies com altitudes
menores ou maiores do que 20m; permitindo uma classificação entre planícies
costeiras e outras.
• TPI – 10 Km: Este resultado foi utilizado para identificar maciços elevados
(média e alta encosta e topo ou crista). As áreas identificadas por este raio de
análise superiores aos 1200m de altitude foram classificadas como montanhas.
• TPI – 20 Km : Este resultado foi utilizado para identificar montanhas e
áreas escarpadas (média e alta encosta e topo ou crista) e foi sobreposto aos
anteriores consolidando o resultado final da aplicação desta ferramenta para
análise.

Cálculo do desnivelamento topográfico e elaboração do Mapa de Relevo

A partir da ferramenta ZonalStats do ARCGis, foram estabelecidos os


desnivelamentos de cada polígono mapeado. Todos os polígonos com desnível
superior a 300m foram classificados como pertencente aos domínios
montanhosos ou de maciços isolados, enquanto àqueles com desnivelamentos
inferiores a 300m foram interpretados e reclassificados como domínios colinosos.

36
A união das classes de polígonos de TPI com os valores de desnivelamento
resultou na confecção do mapa de relevo.

Agrupamento das classes do Mapa de Domínios Geomorfológicos do Estado do


Rio de Janeiro (1:250.000/ ZEE-RJ).

O Mapa de Domínios Geomorfológicos foi realizado a partir da superposição


das classes de relevo com a agregação das categorias existentes no Mapa
Geológico publicado pela CPRM (2000). As classes identificadas representam
processos funcionais geomorfológicos dos diferentes domínios:
• Domínio I (montanhoso/ escarpas/ desnivelamento > 300 m);
• Domínio II (morros elevados/ inselbergs/ desnivelamento > 300 m);
• Domínio III (maciços costeiros/ desnivelamento >300 m);
• Domínio IV (colinas/ desnivelamento < 300 m);
• Domínio V (planícies fluviais / declividades < 5º);
• Domínio VI (planícies flúvio-marinhas / declividades < 5º);
• Dunas, cordões arenosos e restingas;
• Corpos d’água.

Este mapa representa o produto final do geoprocessamento e é base para a


integração com o mapa de vegetação e uso do solo para identificação de
Domínios Geo-hidroecológicos a serem utilizados nas etapas de análises de
vetores de transformação da paisagem em escala de 1:250.000.

37
Superposição do Mapa de Relevo com o Mapa Geomorfológico do estado do Rio
de Janeiro (CPRM)

Com o objetivo de confrontar resultados e validar análises, foi realizado um


cruzamento do resultado final do TPI com o mapa geomorfológico do Rio de
Janeiro (CPRM, 2002). Anteriormente ao cruzamento, foi realizado um
agrupamento de classes no mapa do CPRM em bases funcionais, a partir da
interpretação de processos geomorfológicos predominantes em cada classe
mapeada.
Este cruzamento serviu para validar a metodologia desenvolvida, já que as
classes tiveram grande correspondência espacial, além de contribuir para uma
definição de legendas e alguns ajustes espaciais.

V.1.2. Uso do solo e cobertura vegetal

A elaboração do mapa de uso do solo e cobertura vegetal partiu da


interpretação e classificação de imagens LANDSAT, conforme foi explicado no
item II.3. As unidades estabelecidas neste mapa estão listadas abaixo. Todavia,
tendo em vista a elevada quantidade de classes e a similaridade funcional de
algumas delas, associado ao futuro interesse de superposição ao mapa
geomorfológico, mostrou a necessidade de agrupamento funcional e
simplificação.
• Formações florestais (Florestas + Reflorestamentos);
• Vegetação Secundária Inicial
• Agropasto + Vegetação Secundária Inicial
• Formações Herbáceas (Pastagens + Várzeas + Enclaves de Savanas
Gramíneo-Lenhosas);
• Agricultura;
• Áreas Urbanas;
• Outras Áreas Antrópicas Indiscriminadas;

38
• Mangues;
• Dunas, Cordões Arenosos e Restingas;
• Corpos D'água;
• Não Classificada.

Deste modo, a fim de proporcionar uma simplificação de classes e também


apresentar as principais formações vegetais e se uso do solo, das unidades acima
foram agrupadas as seguintes classes:
• Vegetação Secundária Inicial;
• Agropasto + Vegetação Secundária Inicial e
• Formações Herbáceas (Pastagens + Várzeas + Enclaves de Savanas
Gramineo-Lenhosas).
• Áreas Urbanas;
• Outras Áreas Antrópicas Indiscriminadas.

Áreas não classificadas pelo sensoriamento remoto foram mantidas para


posterior eliminação pelo vizinho de maior perímetro de contato no mapa geo-
hidroecológico. As classes utilizadas para a integração foram:
• Refúgios vegetacionais;
• Formações florestais;
• Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária;
• Agricultura;
• Áreas Urbanas e Outras Áreas Antrópicas Indiscriminadas;
• Mangues;
• Dunas, Cordões Arenosos e Restingas;
• Corpos D'água;
• Não Classificada.

39
V.1.3. Domínios geo-hidroecológicos (1:250.000)

O mapa de domínios geo-hidroecológicos (mapa 18) foi elaborado pela


superposição do mapa de cobertura vegetal e uso do solo com o mapa
geomorfológico. Informações de caráter geomorfológico contidas no mapa de
vegetação e uso do solo foram inseridas no mapa de domínios geomorfológicos.
Neste sentido, dunas, restingas, cordões arenosos e corpos d’água identificados
no sensoriamento remoto foram inseridos no mapa de domínios geomorfológicos.
Devido à necessidade de diminuir o número de classes para possibilitar
análises e ao funcionamento hidroerosivo semelhante no contexto da área de
estudo; os domínios I (montanhoso/ escarpas/ desnivelamento > 300 m), II
(morros elevados/ inselbergs/ desnivelamento > 300 m) e III (maciços costeiros/
desnivelamento >300 m), foram agrupados para a integração com o mapa de
vegetação e uso do solo.
Deste modo, restaram quatro domínios geomorfológicos e duas classes
(dunas, cordões arenosos e restingas e corpos d’água) comuns aos mapas
geomorfológico e de vegetação e uso do solo para serem integradas:
• Domínio I (Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs);
• Domínio II (Colinas);
• Domínio III (Planícies fluviais);
• Domínio IV (Planícies flúvio-marinhas).

Os dois mapas foram integrados com a utilização da ferramenta “Intersect” das


análises de sobreposição espacial do ARCGis 9.2.
Foram geradas, inicialmente, 34 classes. As áreas não classificadas foram
eliminadas, sendo agrupadas no vizinho de maior perímetro de contato, gerando
um mapa com 30 classes. Posteriormente, foram eliminadas as situações
espaciais impossíveis e classes de baixa expressão espacial em relação à área

40
total e aos demais domínios. O resultado da integração contém 20 classes de
domínios geo-hidroecológicos:

• Montanhas, Maciços costeiros, Morros elevados e Inselbergs - Refúgios


vegetacionais;
• Montanhas, Maciços costeiros, Morros elevados e Inselbergs - Formações
florestais;
• Colinas - Formações florestais;
• Planícies fluviais - Formações florestais;
• Planícies flúvio-marinhas - Formações florestais;
• Montanhas, Maciços costeiros, Morros elevados e Inselbergs - Formações
herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária;
• Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária;
• Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação
secundária;
• Planícies flúvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação
secundária;
• Montanhas, Maciços costeiros, Morros elevados e Inselbergs – Agricultura;
• Colinas – Agricultura;
• Planícies fluviais – Agricultura;
• Planícies flúvio-marinhas – Agricultura;
• Montanhas, Maciços costeiros, Morros elevados e Inselbergs - Áreas
urbanas, Outras áreas antrópicas indiscriminadas;
• Colinas - Áreas urbanas, Outras áreas antrópicas indiscriminadas;
• Planícies fluviais - Áreas urbanas, Outras áreas antrópicas indiscriminadas;
• Planícies flúvio-marinhas - Áreas urbanas, Outras áreas antrópicas
indiscriminadas;
• Planícies flúvio-marinhas – Mangues;

41
• Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões arenosos e
restingas;
• Corpos d'água - Corpos d'água.

V.1.4. Emissões de CO2eq

A análise da emissão deste poluente é a única possível para o conjunto do


estado, em função dos dados disponíveis. Estes foram obtidos a partir do
Inventário de emissões de gases de efeito estufa do Estado do Rio de Janeiro,
SEA (2007). Os dados, relativos às regiões do estado, são referentes ao ano de
2005 e estão indicados na tabela V.2.
Com base nestes dados foi produzido o mapa de emissões de CO2 Eq., que
foi elaborado utilizando a GCS/WGS84.

V.1.5. Qualidade do ar

Além das informações sobre CO2eq, foi possível levantar apenas informações
sobre a qualidade do ar na região metropolitana do Rio de Janeiro e realizada
breve análise sobre estas áreas.

Mapa de Bacias Aéreas

A limitação de abrangência da análise é decorrente da existência de dados


somente para algumas porções do estado, onde há definição de Bacias Aéreas.
Os dados relativos às bacias aéreas foram levantados a partir do Relatório Anual
de Qualidade do AR – 2006 – FEEMA (2007). De acordo com este estudo, só há
dados relativos às bacias aéreas para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Os parâmetros utilizados foram SO2, NOx, CO, HC e MP10. As informações
abaixo descritas foram extraídas do relatório da FEEMA.

42
Definição das Bacias Aéreas da RMRJ:

• Bacia Aérea I - com uma área de 730 km2, compreende os distritos de


Itaguaí e Coroa Grande, no município de Itaguaí; os municípios de
Seropédica, Queimados e Japerí e as regiões administrativas de Santa
Cruz e Campo Grande, no município do Rio de Janeiro.
• Bacia Aérea II - com uma área de cerca de 140 km2, envolve as regiões
administrativas de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, no município do Rio de
Janeiro.
• Bacia Aérea III - ocupa uma área de cerca de 700 km2. Abrange os
municípios de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Mesquita; os distritos de
Nilópolis e Olinda, no município de Nilópolis; os distritos de São João de
Meriti, Coelho da Rocha e São Mateus, no município de São João de
Meriti; os distritos de Duque de Caxias, Xerém, Campos Elíseos e Imbariê,
no município de Duque de Caxias; os distritos de Guia de Pacobaíba,
Inhomirim e Suruí, no município de Magé e as regiões administrativas de
Portuária, Centro, Rio Comprido, Botafogo, São Cristóvão, Tijuca, Vila
Isabel, Ramos, Penha, Méier, Engenho Novo, Irajá, Madureira, Bangu, Ilha
do Governador, Anchieta e Santa Tereza, no município de Rio de Janeiro.
• Bacia Aérea IV - com área de cerca de 830 km2, abrange parte do
Município de Niterói, além dos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Magé
e Tanguá.

Poluentes Atmosféricos:

A Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA 03, de 28


de junho de 1990, define como poluente atmosférico qualquer forma de matéria
ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou
características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou
possam tornar o ar:
• Impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde;

43
• Inconveniente ao bem estar público;
• Danoso aos materiais, à fauna e à flora;
• Prejudicial à segurança, ao uso e ao gozo da propriedade e às atividades
normais da comunidade.

Numerosos esquemas de classificação podem ser delimitados para a


variedade de poluentes que podem estar presentes na atmosfera. Podemos
classificar os poluentes de acordo com sua origem em duas categorias:
• Primários: aqueles emitidos diretamente pelas fontes de emissão.
• Secundários: São aqueles formados na atmosfera como produtos de
alguma reação. Um poluente que está presente na atmosfera reage com
algum outro material, que pode ser um componente natural da atmosfera
ou outro poluente. A reação pode ser fotoquímica ou não.

Podemos classificar, também, de acordo com o seu estado como:


• Gasosos: comportam-se como o ar, uma vez difundidos, não tendem mais
a se depositar.
• Partículas: névoas de compostos inorgânicos e orgânicos sólidos, que
permanecem em suspensão, por períodos mais longos.

A determinação da qualidade do ar está restrita a um grupo de poluentes, quer


por sua maior freqüência de ocorrência, quer pelos efeitos adversos que causam
ao meio ambiente. São eles: dióxido de enxofre (SO2), partículas total em
suspensão (PTS), partículas inaláveis (PI), monóxido de carbono (CO), oxidantes
fotoquímicos expressos como ozônio (O3), hidrocarbonetos totais (HC) e óxidos
de nitrogênio (NOX) (tabela V.2).

44
Tabela V.2: Caracterização dos poluentes quanto à fonte de emissão e efeitos à saúde.
Fonte: Relatório Anual de Qualidade do AR – 2006 – FEEMA (2007).

Fontes de Emissão

As fontes de poluentes do ar são classificadas em três grandes classes:


• Fontes estacionárias – representadas por dois grandes grupos: um
abrangendo atividades pouco representativas nas áreas urbanas, como
queimadas, lavanderias e queima de combustíveis nas padarias, hotéis,
hospitais, tidas usualmente como fontes de poluição não industriais; e outro
formado por atividades individualmente significativas, em vista à variedade
ou intensidade de poluentes emitidos, como a poluição dos processos
industriais.
• Fontes móveis – compostas pelos meios de transporte aéreo, marítimo e
terrestre, em especial os veículos automotores que, pelo número e
concentração, passam nas áreas urbanas a constituir fontes de destaque
frente à outra.
• Fontes naturais – são os processos naturais de emissão caracterizados
pela atividade de vulcões, do mar, da poeira cósmica, do arraste eólico,
etc. (tabela V.3)

45
Tabela V.3: Poluente do ar e respectivas fontes de emissão. Fonte: Relatório Anual de
Qualidade do AR – 2006 – FEEMA (2007).

Em suma, é a interação entre as fontes de poluição e a atmosfera que vai


definir a qualidade do ar. As condições meteorológicas determinam uma maior ou
menor diluição dos poluentes, mesmo que as emissões não variem. Por esse
motivo é que a qualidade do ar é pior durante o inverno, quando as condições
meteorológicas são mais desfavoráveis à dispersão de poluentes.

V.1.6. Levantamento e análise da precipitação 1:250.000

Os dados das séries históricas de chuvas foram obtidos através de um


levantamento feito no Sistema de Informações Hidrológicas da rede de
monitoramento da Agência Nacional de Águas (ANA). O acesso aos dados se deu
através do site Hidroweb (hidroweb.ana.gov.br). Foi encontrado um universo de
849 estações para o recorte de análise do projeto (Estado do Rio de janeiro,
bacias do rio Paraíba do Sul, Itabapoana e Costeiras). Em decorrência da falta de
séries contínuas de longo período amostral, principalmente nos anos recentes,

46
estabeleceu-se um período para análise dos dados de precipitação
correspondente a 1977 a 2000.
Através do auxílio do software Hidro 1.0.8 obteve-se acesso aos dados de
chuva referentes à série analisada. Estes dados apresentam-se como dados
consistidos (passados por refinamento estatístico) e dados brutos. Foi feita uma
relação dos dados disponíveis nessas séries. Priorizando-se os dados
consistidos.
Durante o processo de aquisição dos dados, houve muita dificuldade para
conseguir os mesmos, correspondentes as estações da Secretaria Estadual de
Rios e Lagoas (SERLA), que, em sua maioria, compreendem a região
metropolitana do Rio de Janeiro e não apresentam séries atualizadas no sistema
hidroweb. Por fim, foram recebidos os dados brutos de 15 estações, onde
somente a estação da Capela Mayrink, localizada na Floresta da Tijuca, foi
utilizada, dada a grande quantidade de falhas amostrais das séries de outras
estações.
Os dados de chuvas referentes ao Estado de São Paulo foram obtidos através
da base de dados do Sistema de Informações para o Gerenciamento de Recursos
Hídricos do Estado de São Paulo, disponível para download no servidor
www.sigrh.sp.gov.br. A maioria das estações localizadas na área de interesse
iniciou suas operações recentemente e por isso, possuem poucos dados. Desta
forma, foram utilizadas 4 estações desse sistema.
Os dados básicos de precipitação deram origem a um banco de dados, com
valores mensais de precipitação, onde se calculou os valores médios mensais,
acumulado anual, média anual. Foram utilizados histogramas para médias
mensais de chuva.
Frente à obtenção de dados, compôs-se uma tabela em Excel, para o cálculo
com os valores de chuva acumulada, média de chuva mensal, e média de chuva
acumulada para o período amostral de 108 estações. Estações com mais de três
anos de falha nos dados médios anuais não foram incluídas no levantamento. A
partir desses dados, foram confeccionados gráficos de média mensal de chuva

47
para o período anual, período chuvoso e chuva acumulada anual relacionada com
a média acumulada anual.
Elaborou-se uma relação contendo os nomes e códigos das estações
inseridas na série amostral, com os cálculos de chuva acumulada anual, média
dos três meses mais chuvosos, e três meses mais secos, latitude e longitude.
Estes dados foram interpolados através do método de “krigagem”, pelo software
Arcgis e georreferenciados, dando origem a três mapas com isoietas de chuvas.
Os mapas construídos foram referentes a isoietas de média de chuva acumulada
anual, média mensal do período mais chuvoso (dezembro, fevereiro e janeiro) e
média mensal do período mais seco (junho, julho e agosto).

V.1.7. Qualidade de águas fluviais

Os dados relativos à qualidade de águas fluviais foram obtidos a partir de duas


fontes: o sistema Hidroweb (com dados originados pelos órgãos CPRM e
FURNAS) e também os relatórios sobre a qualidade da água na bacia do rio
Paraíba do Sul publicados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro (1998a;
1998b; 1998c) e pelo MMA (1999) - (relatórios PS-RE-048-R1, PS-RE-062-R0,
PS-RE-026-R3, PPG-RE-013-R0), cujos dados são referentes tanto da
Cooperação França-Brasil quanto da FEEMA. Após a análise, os dados destes
relatórios não foram utilizados, uma vez que as estações de monitoramento da
qualidade de água na bacia do rio Paraíba do Sul apresentavam sobreposição
com as estações do Hidroweb.
Recorte temporal:
• 1992-1996 - dados dos Relatórios da COPPE e da Hidroweb;
• 2002-2007 – dados da Hidroweb;

Recorte espacial das bacias hidrográficas consultadas:


• Rios Itapemirim, Itabapoana (código Hidroweb 57), sendo necessário “clipar”
somente as estações na bacia do rio Itabapoana;

48
• Paraíba do Sul (58);
• Litorâneas (59);

Projeção dos dados: LAT/LONG em SIRGAS2000


Procedimento
• Estações com dados baixados do site Hidroweb;
• Avaliação do banco de dados do Hidro;
• Definição do período de amostragem para cada uma das estações;
• Escolha das estações que atendiam com no máximo 2 anos de falha
amostral para os períodos de 1992-1996 e 2002-2007. Esses dois períodos
foram selecionados, já que o intervalo entre essas séries apresentam grande
falha no registro de dados. Com esses dois períodos, pretendeu-se analisar
a qualidade da água em dois momentos diferentes e com a melhor
consistência de dados possível.
• Definição do posicionamento de cada estação através de SIG;
• Registrou-se o fato de que existem dados de temperatura, pH, condutividade
e oxigênio dissolvido (OD) para a grande maioria das estações, enquanto
outros parâmetros são raramente mensurados nas amostragens de
qualidade de água. Entretanto, chegou-se à conclusão que o parâmetro que
melhor representaria a qualidade da água seria o OD;
• Colagem dos dados em planilha Excel e cálculo estatístico da média, desvio
padrão, máxima e mínima dos parâmetros para cada estação por período
(1992-1996 e 2002-2007). Utilização desses valores para a elaboração de
shapefiles com tabela associada. Foram definidas 37 estações para o
período de 1992-1996 e 104 estações para o período de 2002-2007 que
atendiam aos critérios de escolha. Desse total, apenas 27 eram comuns aos
dois períodos, sendo estas as que foram utilizadas para a análise de
alteração temporal da qualidade da água;

49
• Definiu-se que seria realizada uma análise de alteração da qualidade da
água baseado nas 27 estações que atendiam aos dois períodos. Para isso,
utilizou-se como parâmetro os níveis de OD das 4 classes da CONAMA.
Entretanto, chama-se a atenção que, por mais que tenham sido utilizados os
limites de cada classe CONAMA nº 357/2005 para o oxigênio dissolvido, isto
não implica no fato de que o corpo hídrico, numa determinada estação
fluviométrica, apresentava-se numa classe de uso e apresentou mudança da
classe de enquadramento em virtude das alterações do OD, isto porque as
classes de uso da CONAMA 357/2005 baseiam-se em:
“(...) enquadramento dos corpos de água deve estar baseado não
necessariamente no seu estado atual, mas nos níveis de qualidade que
deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade;”

Também define-se na CONAMA 357/2005:


“classe de qualidade: conjunto de condições e padrões de qualidade de água
necessários ao atendimento dos usos preponderantes, atuais ou futuros;”
“enquadramento: estabelecimento da meta ou objetivo de qualidade da água
(classe) a ser, obrigatoriamente, alcançado ou mantido em um segmento de
corpo de água, de acordo com os usos preponderantes pretendidos, ao longo
do tempo;”

Explicado isto, partimos para a classificação da qualidade do água através da


concentração do OD, tendo como critério os seguintes limites apresentados na
tabela V.4:

Tabela V.4: Classificação da qualidade de água de acordo com o OD


Classe [OD para atender à classe (mg/L)
1 Maior ou igual a 6,0
2 Menor que 6,0 e maior ou igual a 5,0
3 Menor que 5,0 e maior ou igual a 4,0
4 Menor que 4,0 e maior ou igual a 2,0
Abaixo de 4 Menor que 2,0

50
Na comparação entre os dois períodos analisados, observou-se que cada
estação apresentou uma das três situações: estabilidade (E) – não mudou de
classe, melhora (M); piora (P) de classe. Isso foi feito tanto para a análise da
concentração média de OD, como também para a concentração mínima de OD.
Através da comparação de todas as alterações de classe que ocorreram, realizou-
se a seguinte valoração das alterações (tabelas V.5 e V.6)

Tabela V.5: Análise temporal da concentração média de OD


Análise dos dados Médios de OD
Classe 1992-1996 Classe 2002-2007 Situação Valor
1 1 E1 4
2 2 E2 3
1 2 P 1-2 2
4 3 M 4-3 1
4 4 E4 0

Tabela V.6: Análise temporal da concentração mínima de OD


Análise dos dados Mínimos de OD
Classe 1992-1996 Classe 2002-2007 Situação Valor
1 1 E1 10
2 2 E2 9
1 2 P 1-2 8
Abaixo de 4 3 M <4-3 7
2 3 P 2-3 6
1 3 P 1-3 5
Abaixo de 4 4 M <4-4 4
4 4 E4 3
2 4 P 2-4 2
1 4 P 1-4 1
Abaixo de 4 Abaixo de 4 E<4 0

51
Para caracterizar o estado atual dos corpos hídricos fez-se apenas a
classificação das estações para o período de 2002-2007 dentre às cinco classes;

V.1.8. Propagação de enchentes

As informações a respeito dos eventos de cheias excepcionais situados no


interior do recorte do projeto foram buscadas em relatórios disponíveis para
download no site do Laboratório de Hidrologia e Estudos do Meio Ambiente
(COPPE - UFRJ), que foram solicitados pelo Governo do Estado do Rio de
Janeiro (1996, 1997, 1998d, 1998e, 1998f) e pela ANA (2002).
Dentre os relatórios consultados, foram selecionados para a extração de
dados os listados a seguir:
• Enchentes e Drenagem Urbana (Sub-regiões A, B e C), Programa Estadual
de Investimentos da Bacia do Rio Paraíba do Sul - RJ;
• Relatório R-8, TOMO V – Plano Diretor de Drenagem – Janeiro de 1998,
Macroplano de Gestão e Saneamento Ambiental na Bacia da Baía de Sepetiba;
• Relatório Final, Volume I – Plano Diretor, Plano Diretor de Recursos
Hídricos da Bacia do Rio Iguaçu-Sarapuí (Ênfase: Controle de Inundações);
• Diagnóstico da Situação Atual dos Recursos Hídricos, Volume 1, Plano de
Recursos Hídricos para a Fase Inicial da Cobrança na Bacia do Rio Paraíba do
Sul.

Tais relatórios foram executados a partir de diferentes procedimentos


metodológicos. Porém ambos realizam curvas de permanência para o trecho
considerado, onde se relaciona a probabilidade da ocorrência de vazões extremas
ao longo do tempo. Na maioria dos casos tais dados foram plotados em bases
1:50.000 já existentes do IBGE, ou, em alguns casos em bases mais precisas. No
primeiro caso, em especial, foram executados perfis batimétricos os quais foram
amarrados com as réguas linimétricas existentes nas estações consideradas. A
compilação das informações de interesse extraídas desses relatórios foi feita

52
através de vetorização no software ArcGIS 9.2 dos trechos sujeitos a inundações
representados nos mapas contidos nesses relatórios sobre a base hidrográfica na
escala 1:250.000 a qual faz parte do conjunto de arquivos da base espacial do
projeto. Tais dados foram plotados no Mapa de Propagação de Enchentes.
Um dos problemas encontrados na execução deste procedimento foi o
desaparecimento de alguns canais com trechos sujeitos a inundação na
passagem das escalas das fontes dos dados para a escala de trabalho. Neste
caso, estes trechos não puderam ser representados.
Outro problema diz respeito à disponibilidade de dados, pois não foram
encontradas informações para a porção referente à bacia do rio Itabapoana e, no
caso da porção relativa às bacias costeiras, foram encontradas apenas
informações para as bacias do rio Iguaçu-Sarapuí e da Baía de Sepetiba.
De um modo geral, considera-se que as informações encontradas foram
poucas, frente ao recorte espacial abordado no projeto. Em ambos os relatórios
observa-se o ajuste dos estudos à existência de séries históricas completas de
poucas estações de vazão, sendo os dados coletados com a SERLA ou com a
ANA.

V.1.9. Caracterização das vazões

A análise aqui proposta, em escala 1:250.000, objetiva alcançar uma visão


geral da capacidade de vazão dos principais rios considerados na área recorte do
ZEE-RJ, sejam eles: Rio Paraíba do Sul e seus principais afluentes, Rio
Itabapoana e Rios costeiros, como os Rios Macaé e São João.
Foram consideradas 43 estações de vazão na área recorte sendo 40
adquiridas no site Hidroweb da Agência Nacional de Águas (centralizando
estações próprias e ainda de FURNAS e da CPRM) e 3 estações do DAEE-SP,
adquiridas no site do próprio departamento. Os critérios de escolha das estações
foram sua localização nos principais cursos da água da área estudada e seu
enquadramento no período amostral de 1997 a 2000, com dados já consistidos e

53
sem falhas amostrais. Tal período foi o mesmo considerado para o estudo de
pluviometria neste relatório. Os dados foram obtidos em m³/s e são relativos à
vazão total diária de uma dada estação.
Para uma análise geral das vazões nos principais cursos da água, foram
considerados os parâmetros de vazão média das médias para cada estação,
vazões mínimas e máximas diárias absolutas da série amostral, vazão média
específica, vazão específica dos meses de Janeiro e Junho e, ainda, para as
estações selecionadas nos canais mais representativos, são representadas
vazões médias mensais plotadas conjuntamente com mínimas e máximas diárias
absolutas, para cada mês dentro da série amostral.
As vazões médias das médias são obtidas a partir das médias gerais dos
dados diários da estação. Quando comparados com outras estações, tais dados
podem demonstrar somente áreas com maior e menor vazão média na série
amostral, em dados absolutos, ao passo que para este cálculo não é considerada
a área de drenagem da bacia. A plotagem dos dados médios foi feita
conjuntamente com os eventos mínimos e máximos absolutos da série histórica,
possibilitando uma análise qualitativa da amplitude de carga de vazão de cada
estação que está contida nos gráfico e no mapa de vazões médias (Q-Máximas e
Q-Mínimas). Considerando as datas de eventos extremos, pode-se obter uma
análise da propagação de vazões extremas dentro de um mesmo canal.
A vazão específica representa melhor que a vazão média a capacidade de
carga de cada bacia, pois pondera a vazão a partir da divisão do valor de vazão
média pela área da bacia. Os dados de soma das vazões médias mensais
permitem uma comparação com os dados mensais de pluviometria e demonstram
que, em sua maioria, janeiro representa o mês de maior vazão média e Julho o
mês de menor vazão média. Desta forma foram calculadas as vazões específicas
destes dois meses para cada estação, com objetivo de apresentar o efeito de
sazonalidade, e foram plotadas conjuntamente com os dados de vazão específica
em gráfico (Q-específico: média, janeiro e julho) e no respectivo mapa de
plotagem destes dados. Para as estações mais representativas, principalmente ao

54
longo do Rio Paraíba do Sul e de seus principais afluentes, ainda foram
elaborados gráficos de vazão média para todos os meses, com plotagem das
máximas e mínimas diárias absolutas para cada mês.
Na próxima fase de execução do projeto serão considerados parâmetros de
regionalização de vazão com a utilização de todas as estações da área de
estudos, assim como contido no Diagnóstico e Prognóstico do Plano de Recursos
Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul (COPPETEC, 2002).

55
VI. RESULTADOS

VI.1. Emissões de CO2eq

As emissões de CO2eq de três regiões do Estado do Rio de Janeiro


(Metropolitana, Médio Paraíba e Norte Fluminense) correspondem a cerca de
90% das emissões totais do estado (mapa 4). A Região Metropolitana é
responsável por mais da metade de todas as emissões do estado, enquanto o
Médio Paraíba por cerca de 28% e o Norte Fluminense por pouco mais de 10%
(tabela VI.1).
Na Região Metropolitana, o setor que mais contribui é o de transportes,
responsável por 41% de todas as emissões dessa área. Já no Médio Paraíba é o
setor industrial (81%), que é bastante importante para a economia regional. No
Norte Fluminense, o setor energético é responsável por 76% das emissões, em
função da existência de termoelétricas importantes.
Todas as outras regiões do estado apresentam importância global reduzida
em relação à emissão de CO2eq, sendo que nenhuma delas ultrapassa 3,5% do
total emitido. Além disso, nas demais regiões, as emissões são mais equilibradas
entre os setores, com exceção da Baía de Ilha Grande, onde 41% das emissões
são ligadas ao setor energético, fato decorrente do consumo das usinas nucleares
de Angra. Além deste, na região serrana, o setor industrial (33%) e o de
transportes (32%) são as principais fontes, com um importante predomínio sobre
os demais.

56
Tabela VI.1: Emissões de CO2eq por região do Estado do Rio de Janeiro. Fonte: Inventário
de emissões de gases de efeito estufa do Estado do Rio de Janeiro (2007).
Região Emissão de CO2eq (Gg) (%)
Metropolitana 19.742,0 51,8
Médio Paraíba 10.741,3 28,2
Norte Fluminense 4.035,3 10,6
serrana 1.280,6 3,4
Baixadas Litorâneas 1.156,6 3,0
Centro-Sul 464,7 1,2
Baía de Ilha Grande 382,9 1,0
Noroeste Fluminense 311,6 0,8
TOTAL 38.115,0 100,0

VI.2. Dados de Poluição do Ar nas Bacias Aéreas

Uma análise do mapa com a taxa de material particulado por cada uma das
três bacias aéreas definidas (mapa 5), que abrange, basicamente, a Região
Metropolitana, permite perceber uma maior concentração na zona industrial
existente no município de Itaguaí e no bairro de Santa Cruz, município do Rio de
Janeiro. Nesta porção, denominada Bacia Aérea I, esta taxa atinge 5900 ton/ano.
Na Bacia Aérea II, onde está o grande aglomerado urbano da cidade do Rio de
Janeiro, esses valores são menores, atingindo 2500 ton/ano, enquanto na Bacia
Aérea IV, do outro lado da Baía de Guanabara, também área de aglomerado
urbano denso, este valor é ainda menor. A Bacia localizada na área litorânea da
cidade do Rio de Janeiro, basicamente contida nos bairros da Barra da Tijuca e
Recreio dos Bandeirantes, apresenta os menores valores (tabela VI.2).
Três outros parâmetros analisados no trabalho da FEEMA têm comportamento
semelhante, com maior concentração de emissão na Bacia I e Bacia III, sendo
que SO2 e HC estão basicamente restritos a essas áreas.

57
As informações relativas à intensidade e direção de ventos e sobre os
registros diários da qualidade do ar não foram aqui analisadas em decorrência da
falta de disponibilidade dos dados.

Tabela VI.2: Emissão de poluentes por bacia aérea (1000 ton/ano). Fonte: Relatório Anual de
Qualidade do AR – 2006 – FEEMA (2007).

VI.3. Análise da Precipitação 1:250.000

O mapa de precipitação média anual (mapa 6) destaca as áreas altas do


recorte territorial como aquelas com maior média pluviométrica, em função,
basicamente, do efeito orográfico. Nesse contexto, destaca-se a serra da
Bocaina, na costa Sul Fluminense, o alto da serra da Mantiqueira, no divisor de
águas que define as bacias e sistemas hidrográficos que drenam o estado do Rio
de Janeiro, e a serra do Mar, próximo ao litoral. Nestas duas últimas áreas há
porções do terreno com médias superiores a 2.200 mm de precipitação, como a
estação da Represa do Paraíso, que alcança 2.480 mm de precipitação média
(anexo 3). A proximidade das frentes úmidas provenientes do Atlântico também
ajuda a explicar a maior quantidade de precipitação no litoral. Além destes pontos
extremos, nessas áreas elevadas predominam condições de precipitação em
torno de 2000 mm.

58
Nas porções inferiores, onde o efeito das chuvas orográficas é pouco
significativo, mesmo no litoral há menor índice pluviométrico, apesar das médias
mensais serem ainda bastante significativas.
Já no Vale do Rio Paraíba do Sul a situação é distinta, com uma grande parte
da região com médias anuais entre 1000 e 1300 mm e uma pequena área
apresentando média entre 700 e 1000 mm, este último um valor
significativamente menor no que diz respeito aos processos relacionados à
agricultura e ao desenvolvimento florestal. Esta mesma média anual é encontrada
no extremo leste da área de estudo, na região denominada Norte Fluminense.
Entretanto, a média anual é um dado que deve ser observado associado ao
conhecimento da distribuição da precipitação ao longo do ano, pois períodos
prolongados de seca ou altas taxas de precipitação concentradas são fatores
relevantes para a determinação de potencialidades e restrições ambientais.
Assim, foi produzida uma análise da precipitação para os períodos secos e
úmidos, visando entender essa dinâmica climática.
Ao observar o mapa de precipitação média para os três meses mais chuvosos
(mapa 7), observou-se que há maiores valores no alto da serra da Mantiqueira,
que teve precipitação média maior que 300 mm, na costa Sul Fluminense, em
particular na serra da Bocaina (serra do Mar), na serra dos Órgãos (serra do Mar)
e Região dos Lagos. Porém, mesmo no vale do Paraíba do Sul as médias
encontradas são relativamente altas. A única exceção é, novamente, o extremo
leste do recorte territorial, onde a média de precipitação é a mais baixa (entre 60 e
100 mm/mês). Já observando o mapa dos três meses mais secos (mapa 8),
destacou-se o Vale do Paraíba do Sul, particularmente o seu baixo curso, com
uma faixa seca média entre 0-20mm para o período, o que demonstra um regime
sazonal marcante. O mesmo ocorre com o extremo norte do recorte analisado, já
no estado de Minas Gerais, parte alta das cabeceiras que drenam a parte norte
do estado do Rio de Janeiro. Vale ressaltar a região litorânea, que apresenta uma
média pluviométrica relativamente alta, reduzindo-se o efeito do período de seca,
em comparação com as outras áreas. Todas as demais áreas do recorte,

59
inclusive o extremo leste da área estudada, tiveram valores entre 20 e 60mm de
média mensal no período seco.

VI.4. Análise de Vazões

VI.4.1. Vazões médias

A tabela VI.4 traz as vazões médias e o mapa correspondente (mapa 9), assim
como o gráfico apresentado na figura VI.1, permitem comparar a vazão média ao
longo dos rios e seus respectivos dados máximos e mínimos absolutos. Neste
caso, destacam-se as estações ao longo da calha do rio Paraíba do Sul que,
apesar de terem médias mais elevadas, possuem amplitude menor que as
demais, localizadas em bacias com menor vazão. Exceção se faz à estação de
Pindamonhangaba, com vazão extremamente reduzida, pelo fato de ser a
primeira estação analisada a jusante da barragem de Santa Branca.
Outra observação pode ser feita sobre as estações Itatiaia e Paraíba do Sul
(RN), ambas no rio Paraíba do Sul. A primeira possui uma vazão média maior que
a segunda, mesmo estando a montante, pelo motivo de haver uma transposição
de parte da água do Paraíba do Sul, na altura do município de Barra do Piraí.
Em se tratando dos tributários do rio Paraíba do Sul, observa-se que as
estações localizadas na sua margem esquerda, nos rios Paraíbuna, Preto, Pomba
e Muriaé possuem maior amplitude relacionando dados médios e mínimos diários,
do que as bacias localizadas na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, que
apresentam a característica inversa, ou seja, uma maior amplitude dos dados
máximos diários em relação aos dados médios. Para o primeiro casos, podem-se
citar as estações de Zelinda no rio Preto e Chapéu d’Uvas no rio Paraíba do Sul e
para o secundo caso pode-se citar as estações de Pedro do Rio e Moura Brasil,
ambas no rio Piabanha. Tal característica pode ser explicada devido ao fato de os
tributários da margem esquerda do rio Paraíba do Sul drenarem compartimentos

60
mais montanhosos do que os rios aqui considerados como margem direita, que
estão localizados, em sua maioria, em áreas de colina ou baixada. O mesmo
pode ser observado com relação às estações localizadas nas bacias do
Itabapoana, que drena um compartimento montanhoso, em relação às bacias
costeiras, como a do Macaé, por exemplo, quando drenam compartimento
colinosos ou de baixadas.
Outra análise possível é a propagação das vazões extremas ao longo da calha
dos rios, a partir da observação das datas correspondentes às chuvas de maior
vazão. Para isto escolheram-se 19 estações ao longo das calhas dos principais
rios. Porém, tomando-se como base apenas a indicação das datas de maior
vazão absoluta não é revelada relação direta entre propagação de vazões.
Tomando-se como exemplo as máximas das estações Paraíba do Sul RN e São
Fidelis, respectivamente no Rio Paraíba do Sul, no dia 26/01/1985 e ainda as
estações Bicuiba, no Rio Gloria, no dia 28/01/1985 e no Rio Santa Cruz, na Bacia
do Itabapoana, no dia 20/01/1985, percebe-se que a resposta às vazões estaria
mais ligada à distribuição de algum evento extremo de chuva na porção Nordeste
do Estado do que à propagação de vazões na calha do Paraíba do Sul, o que
explicaria a mesma data para vazões extremas em diferentes bacias ou em
diferentes compartimentos da mesma bacia.
Para o caso da calha do rio Paraíba do Sul, tomando-se como base a vazão
máxima da estação de Cruzeiro em 04/01/2000, observa-se na estação de Itatiaia
no dia 08/01/2000 uma variação da vazão de 200 m³/s no início do mês, que é
próximo à média, para 779 m³/s, que é próximo ao dado máximo desta estação,
lembrando que esta resposta lenta pode estar ligada ao fato de as estações de
Cruzeiro e Itatiaia estarem separadas pela barragem do Funil. Tal crescimento da
carga de vazão é representado na estação de Paraíba do Sul (RN), a montante
da desembocadura do rio Preto ainda no dia 04/01/2000, quando a vazão passa
de 286 m³/s no início do mês, que é próximo à média, para 1234 m³/s, bem
próximo à vazão máxima. Na estação Anta, já a jusante da desembocadura do rio
Preto, a vazão passa de 286 m³/s no início do mês, que é próximo à média, para

61
1234 m³/s ainda no dia 04/01/2000. Na estação São Fidelis a vazão passa de 624
m³/s no início do mês, um pouco abaixo da média para 2960m³/s, no dia
05/04/2000. Por fim, na estação Campos, que representa a foz do rio Paraíba do
Sul a vazão passa de 734 m³/s no início do mês, um pouco abaixo da média para
3075 m³/s, que é inferior a máxima de 5739 m³/s em 7/1/1997, porém, a vazão
pode ter sido amortecida pelo fato de a área de captação ser muito grande neste
compartimento da bacia. A mesma relação é observada tomando-se outras datas
de chuvas extremas como base.
É importante ressaltar, porém, que aparentemente há uma resposta muito
rápida por parte da foz do rio Paraíba do Sul em relação ao aumento de vazão do
rio Muriaé, que drena a serra da Mantiqueira na parte Nordeste do estado, com
foz muito próxima a foz do rio Paraíba do Sul. Em 04/01/1997 ocorre a vazão
absoluta máxima na estação Itaperuna, no rio Muriaé, que também é anotada
pouco a montante, na estação patrocínio do Muriaé, onde a vazão chega a 600
m³/s no mesmo dia, muito próximo a vazão máxima absoluta. Tal ampliação da
vazão culmina na anotação da vazão máxima para a série amostral na foz do rio
Paraíba do Sul no dia 07/01/1997 da ordem de 5739m³/s. Tal efeito não é
observado nas estações do rio Paraíba do Sul que estão a montante da foz do rio
Muriaé para o mesmo ano, o que indica que esta ampliação da vazão pode estar
relacionada a chuvas localizadas na parte Nordeste do Estado.

VI.4.2. Vazões específicas

A tabela VI.4, o mapa 10 e o gráfico apresentado na figura VI.2 demonstram


as vazões específicas dos meses mais úmidos e mais secos da série amostral,
respectivamente janeiro e julho. Tal amostragem representa melhor a realidade
da bacia em relação a sua capacidade de vazão, pois é o resultado da divisão
entre vazão e área de captação relativa à estação.
No gráfico e no mapa equivalente observa-se que as estações relativas ao rio
Paraíba do Sul estão entre as estações com vazões específicas mais baixas e

62
com boa amplitude entre os meses seco e úmido, excetuando-se aquelas
estações que estão sob a influência de barragens, como Guaratinguetá, Cruzeiro
e Itatiaia, onde demonstra-se uma variação Sazonal muito pequena. Há também
uma marcada diferença entre as vazões específicas das estações localizadas nas
margens direita e esquerda do rio Paraíba do Sul, porém tal diferença parece
estar muito mais ligada ao regime de chuvas do que a área da bacia. Tomando-se
como exemplo as estações de Chapéu d’Uvas, no rio Paraibuna e Correntezas,
no rio São João, as duas possuem áreas muito próximas, respectivamente
367km² e 404km² porém vazões específicas muito diferentes, respectivamente
0.0203 M³/s/km² e 0.0389 M³/s/km². Quando observam-se os mapas de
precipitação média anual para o mesmo período amostral, neste relatório,
percebe-se que, na maioria dos casos, uma maior vazão específica é controlada
por uma maior concentração de chuvas, como é o caso dos rios que drenam a
margem direita do Médio Vale do rio Paraíba do Sul, especificadamente as
estações localizadas nas cabeceiras do rio Preto neste estudo e também nas
estações localizadas entre os rios Muriaé, Piabanha, Grande, Macaé, São João e
Macabu, coincidentes a área de concentração de chuvas a nordeste da Bahia de
Guanabara. Tal efeito é mais aparente em Janeiro, quando há amplitudes
maiores, devido a Maior concentração de chuvas fortes, do que em Julho, onde
as chuvas ficam mais esparsas e homogêneas em toda a área, havendo menor
diferença de vazão específica entre as estações neste mês.

VI.4.3. Vazões e trechos susceptíveis a inundações.

Comparando-se os mapas gerados de vazão média e vazão específica com o


mapa gerado a partir da coleção de dados de trechos susceptíveis a inundações
(mapa 11) são poucas as relações observáveis. A série de áreas identificadas
como alagáveis na calha do rio Paraíba do Sul, a montante da foz dos rios
Preto/Paraibuna não apresenta relação com os dados de vazão média ou com as
áreas de maior precipitação mensal. Quanto aos rios Iguaçu e Sarapuí,

63
localizados nas bacias costeiras, e que são demonstrados como áreas com
grande incidência de trechos susceptíveis a inundações, não é possível
estabelecer comparação com os dados deste relatório, pois não obteve-se acesso
aos dados de vazão das estações controladas pela SERLA/RJ.
Pode-se traçar um paralelo entre as áreas identificadas como susceptíveis a
inundação e os dados de vazão média e específica gerados neste relatório em
dois casos: na bacia do rio Muriaé que drena a serra da Mantiqueira na porção
Leste do Estado, quando foram analisados os dados de vazão média, máxima e
mínima observou-se uma rápida resposta a eventos extremos de chuva o que
pode facilitar os alagamentos. No caso das bacias da margem esquerda, sejam
elas dos rios Piabanha e Negro observou-se altas taxas de vazão específica,
relativas à concentração de chuvas nesta zona, principalmente nos meses de
verão. Uma amplitude de relevo relativamente baixa associada a grandes aportes
de chuva na estação chuvosa explicariam as áreas susceptíveis a inundações.

64
Tabela VI.4: Vazão média obtida a partir dos valores diários médias, máxima e mínima extraídas da série temporal de 1977 a 2000.
Também apresenta os valores de Vazão Específica Média dos meses de janeiro e de julho.
CÓDIGO ÁREA Q-MÉD Q-MÁX Q-MÍN Q-ESPEC Q-E-JAN Q-E-JUL
NOME DA ESTAÇÃO RIO BACIA HIDROGRÁFICA AGÊNCIA
ESTAÇÃO (KM²) M³/S M³/S M³/S M³/S/KM² M³/S/KM² M³/S/KM²

58060000 PONTE ALTA 1 RIO PARAIBUNA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 276 8.5608 509.00 2.2300 0.0310 0.0453 0.0211
1D-008 PINDAMONHAMGABA RIO DO PINHÃO RIO PARAIBA DO SUL DAEE/SP 81 0.8220 20.75 0.0300 0.0101 0.0169 0.0054
2D-006 GUARATINGUETÁ RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL DAEE/SP 10696 150.0408 399.89 67.1800 0.0140 0.0169 0.0140
2D-005 CRUZEIRO RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL DAEE/SP 12075 214.5422 809.09 77.7200 0.0178 0.0215 0.0161
58242000 ITATIAIA RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL ANA/FURNAS 13494 206.4390 925.00 70.7000 0.0153 0.0172 0.0136
58380001 PARAIBA DO SUL-RN RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 19300 169.7487 1450.00 27.6000 0.0088 0.0140 0.0058
58630002 ANTA (ANTA G) RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 30579 392.1823 2710.00 126.0000 0.0130 0.0214 0.0081
58880001 SAO FIDELIS (PCD INPE) RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 46731 653.7347 5146.00 124.0000 0.0144 0.0250 0.0087
CAMPOS-PONTE
58974000 MUNICIPAL RIO PARAIBA DO SUL RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 55500 782.6894 5739.00 197.0000 0.0146 0.0259 0.0083
58530000 PONTE DO SOUZA RIO PRETO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 299 12.6736 190.00 2.5000 0.0426 0.0784 0.0212
58535000 ZELINDA RIO PRETO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 412 16.6666 182.00 0.0280 0.0411 0.0770 0.0208
58550001 RIO PRETO RIO PRETO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 1804 54.2676 516.00 14.1000 0.0302 0.0521 0.0171
58470000 CHAPEU D'UVAS RIO PARAIBUNA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 367 7.4520 58.60 0.2500 0.0203 0.0266 0.0175
58480500 JUIZ DE FORA-JUSANTE RIO PARAIBUNA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 981 21.5649 247.00 7.7000 0.0225 0.0367 0.0147
58500000 USINA BRUMADO RIO BRUMADO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 142 3.1030 39.40 0.8090 0.0219 0.0347 0.0155
58516500 FAZENDA SANTO ANTONIO RIO DO PEIXE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 2238 48.1051 382.00 12.3000 0.0219 0.0374 0.0134
58512000 TORREOES RIO DO PEIXE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 1711 37.0111 279.00 11.4000 0.0216 0.0343 0.0144
58520000 SOBRAJI RIO PARAIBUNA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 3645 77.5183 591.00 23.8000 0.0217 0.0354 0.0139
58755000 RIO NOVO (PCD INPE) RIO NOVO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 798 17.1580 137.00 1.9000 0.0221 0.0367 0.0151
58730001 PENTAGNA RIO BONITO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 1642 34.4714 325.00 0.1500 0.0217 0.0374 0.0134
58735000 ASTOLFO DUTRA RIO POMBA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 2342 39.9900 338.00 12.4000 0.0177 0.0314 0.0109
58770000 CATAGUASES (PCD INPE) RIO POMBA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 5858 91.3050 1145.00 14.9000 0.0163 0.0301 0.0090
58790000 SANTO ANTONIO DE PÁDUA RIO POMBA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 8245 123.9223 2094.00 28.5000 0.0159 0.0304 0.0087
58916000 BICUIBA RIO GLORIA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 395 10.0967 95.20 2.2800 0.0266 0.0490 0.0117
58930000 CARANGOLA RIO CARANGOLA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 768 13.5479 333.00 1.0800 0.0189 0.0390 0.0081
58920000 PATROCINIO DO MURIAE RIO MURIAE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 2659 47.7619 657.00 2.3400 0.0188 0.0360 0.0083
58940000 ITAPERUNA RIO MURIAE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 5812 79.1303 1383.00 5.7600 0.0144 0.0292 0.0063
58405000 PEDRO DO RIO RIO PIABANHA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 413 13.0777 790.00 4.1000 0.0317 0.0382 0.0079

65
58440000 MOURA BRASIL RIO PIABANHA RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 2049 37.2477 790.00 4.1000 0.0182 0.0382 0.0079
58857000 ALDEIA-RV RIO NEGRO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 340 10.1258 165.00 1.4200 0.0303 0.0458 0.0203
58870000 BARRA DO RIO NEGRO RIO NEGRO RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 1123 11.4279 215.00 1.8000 0.0109 0.0218 0.0057
58825000 PONTE EST. DN MARIANA RIO GRANDE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 235 7.5732 212.00 1.4000 0.0342 0.0664 0.0160
58827000 BOM JARDIM RIO GRANDE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 556 14.5648 221.00 3.1900 0.0277 0.0534 0.0136
58850000 PIMENTEL RIO GRANDE RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 1816 32.6314 483.00 7.1800 0.0190 0.0359 0.0095
59100000 MACABUZINHO RIO MACABU RIO PARAIBA DO SUL ANA/CPRM 626 9.2589 145.00 1.5600 0.0154 0.0265 0.0069
57700000 CAIANA RIO SAO JOAO RIO ITABAPOANA ANA/CPRM 447 7.0445 116.00 1.7000 0.0158 0.0311 0.0087
57830000 PONTE DO ITABAPOANA RIO ITABAPOANA RIO ITABAPOANA ANA/CPRM 2854 45.6570 636.00 7.7200 0.0160 0.0325 0.0083
57930000 SANTA CRUZ RIO ITABAPOANA RIO ITABAPOANA ANA/CPRM 3781 57.3272 434.00 12.5000 0.0152 0.0290 0.0081
RIOS MACAE,SAO
59135000 PILER RIO BONITO JOAO ANA/CPRM 75 3.3889 35.40 0.4740 0.0464 0.0761 0.0264
RIOS MACAE,SAO
59125000 GALDINOPOLIS RIO MACAE DE CIMA JOAO ANA/CPRM 101 4.0840 64.80 1.2500 0.0422 0.0789 0.0218
RIOS MACAE,SAO
59120000 MACAE DE CIMA RIO MACAE DE CIMA JOAO ANA/CPRM 67 2.7013 49.80 0.5530 0.0417 0.0721 0.0219
RIOS MACAE,SAO
59240000 PARQUE RIBEIRA RIO MACACU JOAO ANA/CPRM 287 10.9631 230.00 1.5700 0.0394 0.0617 0.0225
RIOS MACAE,SAO
59180000 CORRENTEZAS RIO SAO JOAO JOAO ANA/CPRM 404 15.4667 288.00 0.4790 0.0389 0.0604 0.0224

66
Tabela VI.5: Datas das máximas diárias e valores absolutos durante a série temporal de 1977 a 2000.
CÓDIGO ESTAÇÃO RIO Q MÁXIMA DATA
2D-005 CRUZEIRO RIO PARAÍBA DO SUL 214,5422 809,09 4/1/2000
58242000 ITATIAIA RIO PARAÍBA DO SUL 206,4390 925,00 30/3/1991
58380001 PARAÍBA DO SUL-RN RIO PARAÍBA DO SUL 169,7487 1450,00 26/1/1985
58630002 ANTA (ANTA G) RIO PARAÍBA DO SUL 392,1823 2710,00 17/1/1978
58880001 SAO FIDÉLIS (PCD INPE) RIO PARAÍBA DO SUL 653,7347 5146,00 26/1/1985
58974000 CAMPOS-PONTE MUNICIPAL RIO PARAÍBA DO SUL 782,6894 5739,00 7/1/1997
58530000 PONTE DO SOUZA RIO PRETO 12,6736 190,00 3/1/2000
58535000 ZELINDA RIO PRETO 16,6666 182,00 12/1/1978
58550001 RIO PRETO RIO PRETO 54,2676 516,00 22/11/1996
58755000 RIO NOVO (PCD INPE) RIO NOVO 17,1580 137,00 25/1/1992
58735000 ASTOLFO DUTRA RIO POMBA 39,9900 338,00 25/1/1992
58790000 SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA RIO POMBA 123,9223 2094,00 7/2/1979
58916000 BICUÍBA RIO GLÓRIA 10,0967 95,20 28/1/1985
58920000 PATROCÍNIO DO MURIAÉ RIO MURIAÉ 47,7619 657,00 5/2/1979
58940000 ITAPERUNA RIO MURIAÉ 79,1303 1383,00 4/01/1997
58827000 BOM JARDIM RIO GRANDE 14,5648 221,00 29/1/1977
58850000 PIMENTEL RIO GRANDE 32,6314 483,00 7/02/1979
57700000 CAIANA RIO SÃO JOÃO 7,0445 116,00 13/11/1981
57930000 SANTA CRUZ RIO ITABAPOANA 57,3272 434,00 20/1/1985

67
Q (1997-2000) MÉDIAS, MÁXIMAS E MÍNIMAS

10000,00

1000,00

100,00
m³/s

10,00

1,00

0,10

0,01

Estações

Figura VI. 1 - Gráfico de vazões médias, máximas e mínimas (absolutas diárias). Ps: rio Paraíba do Sul; RP: rio Preto; PRBN: rio
Paraibuna; POM: rio pomba; MUR: rio Muriaé; PIA: rio Piabanha; NEG: rio Negro; RG: rio Grande; MCB: rio Macabu, ITAB: rio
Itabapoana; MCE: rio Macaé.

68
Q_ESPECÍFICO(1997-2000) MÉDIA, JANEIRO e JULHO

0,100
m³/s/km²

0,010

0,001

Estações

Figura VI. 2 - Gráfico de vazões específicas médias e de janeiro e julho (meses úmido e seco, respectivamente). Ps: rio Paraíba
do Sul; RP: rio Preto; PRBN: rio Paraibuna; POM: rio Pomba; MUR: rio Muriaé; PIA: rio Piabanha; NEG: rio Negro; RG: rio
Grande; MCB: rio Macabu, ITAB: rio Itabapoana; MCE: rio Macaé.

69
VI.5. Qualidade da Água

Além das análises quantitativas, entender a qualidade da água que é drenada


para o estado do Rio de Janeiro é essencial para a definição de potencialidades e
restrições ambientais nas diferentes áreas.
Para o presente projeto esta análise se restringiu à concentração de oxigênio
dissolvido, pois foram os dados que estavam disponíveis para o conjunto do
estado, com exceção da região metropolitana, como apresentado nos anexos 4 e
5. Para esta área, não foi possível realizar este tipo de análise para as estações
fluviométricas por carência de dados com disponibilidade de acesso e que
atendessem aos recortes temporais estipulados.
As análises das concentrações médias de oxigênio dissolvido (OD) para o
período de 2002-2007 (mapa 12) apontam que a maioria das estações encontra-
se na classe 1 (OD ≥ 6 mg/L). Apenas nove estações enquadram-se na classe 2
(5 ≤ OD < 6 mg/L), estando localizadas tanto na bacia do rio Paraíba do Sul
quanto na bacia do rio Itabapoana. A estação de Conselheiro Paulino, no
município de Nova Friburgo/RJ (Código 58832000), na bacia do rio Dois Rios,
afluente do rio Paraíba do Sul, apresenta baixa concentração média de OD, com
valor de 4,76 mg/L, que a define como uma estação de classe 3 (4 ≤ OD < 5
mg/L). A estação que apresenta dados médios mais críticos é a estação
fluviométrica localizada à jusante de Juiz de Fora/MG (Código 58480500), na
bacia do rio Paraibuna, afluente do rio Paraíba do Sul, com concentração de 2,73
mg/L. Na região metropolitana do Rio de Janeiro não foram encontrados dados
compatíveis com o mesmo recorte temporal, por isso não são apresentadas
estações nessa área.
Para a análise de situações mais críticas foram utilizados os dados mínimos
de OD para o período de 2002-2007 (mapa 13). Foi possível observar que muitas
estações que se apresentavam como classe 1 ou 2 na análise das médias
acabaram apresentando momentos de baixa concentração de OD, chegando

70
inclusive a atingir valores da classe 4 (2 ≤ OD < 4 mg/L). As estações de Santa
Branca (Código 58099000), Jacareí SAEE (58110002) e Pindamonhangaba
(58183000) são as que apresentaram menores valores mínimos de OD na porção
paulista da bacia do rio Paraíba do Sul, sendo enquadradas como classe 4 (2 ≤
OD < 4 mg/L) As águas destas bacias drenam para o estado do Rio de Janeiro.
Já na porção fluminense da bacia deste mesmo rio as estações de Resende
(58250000), Conselheiro Paulino (58832000) e Itaperuna (58940000) também
apresentaram concentrações mínimas de OD compatíveis com esta mesma
classe.
Chama a atenção o fato da maioria das estações dos estados de MG e ES,
que também drenam para o estado do RJ, apresentarem baixa qualidade de
água, com concentrações mínimas de OD preponderantemente nas classes 3 e 4.
A estação mais crítica foi, mais uma vez, a estação Juiz de Fora – Jusante
(58480500), que apresentou dado que não permite enquadrá-la em nenhuma
classe, pois os valores encontrados para os parâmetros de classificação estão
abaixo dos mínimos para serem, enquadrados na classe de rios de pior
qualidade, que é a classe 4, com concentração mínima de OD de 0,5 mg/L em
Agosto de 2002. Entretanto, a jusante desta estação percebe-se uma melhora na
qualidade da água, com o valor mínimo de OD na estação de Sobraji (58520000)
de 6,1 mg/L, o que a enquadra como classe 1. Outro dado que deve ser
ressaltado é o fato de nenhuma estação na bacia do rio Itabapoana apresentar-se
como classe 1 ou 2.
Na análise de variação temporal da qualidade de água, comparando os
períodos de 1992-1996 e 2002-2007 (mapa 14), percebe-se que, com relação aos
dados médios, poucas estações apresentaram modificação de classe. A estação
de Santa Branca (Código 58099000), Resende (58250000), Itaperuna (58940000)
e Patrocínio do Muriaé (58920000) apresentaram piora na qualidade de água,
saindo da classe 1 (OD ≥ 6 mg/L) passando para a classe 2 (5 ≤ OD < 6 mg/L).
Numa tendência contrária, de melhora, observa-se a estação de Conselheiro
Paulino em Nova Friburgo/RJ (58832000), que no período de 1992-1996 era

71
classe 4 (2,2 mg/L) e no período de 2002-2007 foi para a classe 3 (4,8 mg/L).
Mais uma vez a estação que apresentou o pior índice foi a estação a jusante de
Juiz de Fora, que manteve-se como classe 4, com concentração média de OD de
2,9 mg/L em 1992-1996 e 2,7 mg/L em 2002-2007.
A variação temporal dos dados de concentração mínima de OD para os
mesmos períodos citados acima apontam uma maior variabilidade de situações
que os dados médios (mapa 15). Sete das 27 estações que atenderam aos dois
períodos analisados apresentaram estabilidade na classe 1 (OD ≥ 6 mg/L), o que
as coloca como as que apresentam melhor condição da qualidade da água. São
elas a estação Moura Brasil (Código 58440000), Sobraji (58520000), Visconde de
Mauá (58525000), Paquequer (58648001), Itaocara (58680001), Três Irmãos
(58795000) e Dois Rios (58874000), todas no estado do RJ, com exceção de
Sobraji, que se localiza no estado de MG. Duas estações mantiveram-se na
classe 2 (5 ≤ OD < 6 mg/L), estando ambas localizadas na porção média da bacia
do rio Paraíba do Sul na porção fluminense. São elas a estação de Volta Redonda
(58305001), que apresentou concentração mínima de OD de 5,6 mg/L no período
de 1992-1996 e 5,5 mg/L entre 2002-2007, e a estação de Barra do Piraí
(58321000), com concentrações mínimas de 5,0 mg/L e 5,3 mg/L, nos respectivos
períodos.
Algumas estações apresentaram piora na qualidade de água, como as
estações rio Preto (58550001) e Barra do rio Negro (58870000), que pioraram da
classe 1, no período de 1992-1996, para a classe 2, no período 2002-2007,
enquanto a estação Chapéu D´uvas (58470000) apresentou piora da classe 2
para a 3. Piora mais expressiva foi observada nas estações Queluz (58235000),
Paraíba do Sul (58380001), Anta G (58630002), Guarani (58730001), Cataguases
(58770000), Cardoso Moreira RV (58960000) e Campos - Ponte Municipal
(58974000), que saíram da classe 1 para a classe 3. Mais significativa ainda foi a
alteração na qualidade de água que ocorreu na estação Itaperuna (58940000),
que apresentou dado de concentração mínima de OD no período de 1992-1996
de 6,1 mg/L (classe 1) e caiu para a classe 4, com concentração mínima de 3,5

72
mg/L no período de 2002-2007. Apenas duas melhoras foram detectadas no
estudo, sendo a mais significativa ocorrida na estação de Porciúncula (58934000),
onde os valores mínimos estavam abaixo da classe 4 no primeiro período e
apresentaram uma melhora para a classe 3. A outra melhora se deu na estação
Conselheiro Paulino (58832000), de valores abaixo da classe 4 para esta classe.
A estação que continuou em situação crítica foi a estação Juiz de Fora – Jusante
(58480500), que permaneceu com valores mínimos de 0,5 mg/L em ambos os
períodos analisados, portanto abaixo da classe 4.

VI.6. Geomorfologia, Vegetação e Uso do Solo e Mapa de Geo-


Hidroecologia

VI.6.1. Sistema hidrográfico do estado do Rio de Janeiro

A área estudada abrange não apenas o estado do Rio de Janeiro, mas o


conjunto de Bacias Hidrográficas que drenam o seu território, buscando os fluxos
que chegam ao estado.
A geomorfologia que caracteriza este recorte espacial é diversificada,
abrangendo desde áreas montanhosas até planícies costeiras. Há também uma
vasta área ocupada por planícies fluviais, que dominam 30,5% de toda a área
estudada (figura VI.3). Essas formações ocorrem nos fundos de vale em toda a
região estudada, com exceção das planícies costeiras, onde predominam as
formações flúvio-marinhas, que ocupam cerca de 7,6% de todo o recorte, como
demonstra o Mapa Geomorfológico do Sistema Hidrográfico do Estado do Rio de
Janeiro (mapa 16).
Há ainda cinturões de Domínio Colinoso no entrono de algumas áreas de
Domínios Montanhosos e de Morros Elevados e Pães de Açúcar, sobretudo na
porção sudoeste da área estudada, onde está a área da serra do Mar que ocupa
a faixa central do estado do Rio de Janeiro.

73
É nesta área que se concentra boa parte do Domínio Montanhoso, que ocupa
quase 25% de todo o recorte. Além dessa porção, o extremo sudoeste da área de
estudo, onde a serra do Mar mergulha no oceano, também possui vastas áreas
classificadas dessa forma. Há ainda pequenas áreas desse Domínio Montanhoso
em todo o recorte espacial estudado, com exceção das planícies flúvio-marinhas.
Os demais domínios tem pouca representatividade para o conjunto geral, mas
grande representatividade para determinadas áreas. O Domínio de Morros
Elevados e Pães de Açúcar, por exemplo, ocupa somente 2,5% do recorte, mas
tem grande importância nas bacias dos rios Dois Rios e Médio-Baixo Vale do
Paraíba, no reverso da serra do Mar. Do mesmo modo, o Domínio de Maciços
Costeiros ocorre em apenas 1,5% da área, mas são importantes nas regiões
litorâneas em função da rápida chegada de elementos destes para as planícies.

Geomorfologia

35

30,5 30,5
30

24,9
25

20
%

15

10
7,6

5
2,6
1,5 1,3 1,2

0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros fluviais costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.3 - Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico do Sistema Hidrográfico do


Estado do Rio de Janeiro.

74
O mesmo vale para as Dunas e Cordões Arenosos, que ocupam 1,3% da
área, mas cuja conservação daquelas áreas que ainda mantém características
originais é essencial do ponto de vista da conservação da biodiversidade. Há
ainda 1,2% de áreas ocupadas por corpos hídricos, incluindo reservatórios para
abastecimento e as lagoas costeiras.
Em relação à vegetação e uso do solo, há um predomínio da classe de
Formações Herbáceas, que ocupa mais de 47% do recorte estudado (figura VI.4).
Essas formações dominam boa parte das planícies da porção sudoeste da área
estudada (mapa 17), junto aos Sistemas Hidrográficos da Baía de Guanabara e
Região dos Lagos, além da vasta área na porção noroeste, na bacia do rio
Paraíba do Sul. Nesta bacia, o Domínio de Formações Herbáceas segue até a
porção sudoeste do recorte, mas restrito às áreas mais baixas do relevo.
Outro Domínio de grande relevância é o de Formações Florestais, que ocupa
28,7% da área de estudo, possuindo espacialização bastante característica. As
florestas ocorrem em grandes manchas no Corredor de Biodiversidade da serra
do Mar, formando um “cinturão” de fragmentos de maior porte que segue do
extremo sudoeste da área de estudo até a porção sudeste, já no Sistema
Hidrográfico a Lagoa Feia. Este cinturão é interrompido em vários pontos, muitas
vezes por barreiras grandes e intransponíveis para a maior parte dos seres vivos.
Nestes pontos amplia-se o nível de fragmentação da floresta. Há ainda
concentração de florestas na porção oeste da área de estudo, nas encostas da
serra da Mantiqueira. Ademais, há diversas áreas com grande concentração de
pequenos fragmentos, como a porção central, no reverso da serra do Mar, áreas
na porção centro-norte, sobretudo nas bacias dos rios Preto e Paraíbuna, e no
extremo norte da área de estudo, já no estado do espírito Santo.

75
Uso e Cobertura do Solo
60

50 47,6

40

30 28,7
%

20

9,7
10
6,2
2,8
1,3 1,3 0,6 1,3
0,2 0,2 0,0
0

Áreas Antrópicas
Agricultura

Arenosos e Restingas

Áreas Urbanas
Vegetacionais

Formações Florestais

Vegetação Secundária

Vegetação Secundária

Formações Herbáceas

Corpos D'água

Não Classificada
Mangues

Indiscriminadas
Refúgios

Dunas, Cordões
Agropasto +
Inicial

Inicial

Figura VI.4 – Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema
Hidrográfico do Estado do Rio de Janeiro.

A terceira classe de maior representatividade espacial é a de Agropasto +


Vegetação Secundária Inicial, que cobre pouco menos de 10% da área total e
concentra-se nas áreas de intercessão dos fragmentos florestais com as
gramíneas. Esta mesma situação pode ser descrita para as formações
caracterizadas como Vegetação Secundária Inicial, que recobrem apenas 1,3%
do recorte.
Há ainda uma área importante de agricultura, que abrange mais de 6% do
recorte. Esta agricultura localiza-se em especial no extremo leste da área
estudada, onde o plantio de cana de açúcar é significativo, e no extremo oeste, no
Vale do Paraíba, onde está associada aos municípios paulistas. Há ainda
pequenas áreas agrícolas em diversos pontos do recorte, em especial nas bacias

76
que formam a bacia do rio Paraíba do Sul. As áreas urbanas cobrem 2,5% do
recorte estudado e se concentram na Região Metropolitana do estado do Rio de
Janeiro, além de outras cidades importantes espalhadas em todas as porções da
área de estudo.
Restingas e Mangues, com recobrimento de 1,32% e 0,58%, respectivamente,
tem pouca importância espacial, mas são estratégicos do ponto de vista da
conservação. As restingas localizam-se, sobretudo na costa leste do estado,
enquanto os mangues ocupam pequenas áreas nas Baías da Guanabara e
Sepetiba.
Ao integrar a geomorfologia com o uso e cobertura do solo, temos uma análise
que permite entender o papel do relevo sobre as formações vegetais e os
diferentes tipos de solo e o desdobramento desta interação sobre a
funcionalidade dos elementos da paisagem. O Mapa Geo-hidroecológico para o
Sistema Hidrográfico do Estado do Rio de Janeiro (mapa 18) apresenta esse
cruzamento para o recorte analisado e a figura VI.5 detalha as proporções de
recobrimento de cada classe do mapa.

25
21,1
20,3
20

15 14,0
13,4
%

10 8,3
5,8
5 4,1
2,3
1,0 1,3 1,6 1,3 1,3 1,3
0,5 0,5 0,9 0,5
0,2 0,2
0
Colinas - Formações florestais

Planícies fluviais - Formações florestais

Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto

Colinas - Agricultura

Planícies fluviais - Agricultura

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões

Corpos d'água - Corpos d'água


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


- Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária

- Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

antrópicas indiscriminadas
Vegetação secundária

indiscriminadas

arenosos e restingas
e Vegetação secundária
- Refúgios vegetacionais

- Formações florestais

indiscriminadas
secundária

- Agricultura

Figura VI.5 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema Hidrográfico do Estado
do Rio de Janeiro.

77
Chama atenção o domínio de formações herbáceas nas partes baixas do
relevo, já que essas formações ocorrendo sobre as planícies fluviais ocupam mais
de 21% de todo o recorte estudado e sobre as colinas, ocupam mais de 20%. Nos
dois casos, estas formações ocorrem por toda a área onde há planícies fluviais,
com exceção de algumas áreas de cabeceiras de drenagem, e em todas as áreas
onde há domínio de colinas. As formações herbáceas também predominam sobre
as planícies flúvio-marinhas (4,7% do total).
Quando focamos no conjunto das planícies fluviais, percebe-se que uma
pequena parte é recoberta por formações florestais, o que está associado às
cabeceiras de drenagem, já que nas partes mais baixas praticamente não há
florestas. Esta classe de mapeamento recobre apenas 5,8% da área de estudo.
Sobre essas planícies há ainda importantes áreas de agricultura (2,2% do total),
concentradas nos extremos leste e oeste da área de estudo, e áreas urbanas
(1,3%).
O mesmo padrão é observado para as planícies flúvio-marinhas, que além da
proporção de formações herbáceas já apresentada, possui uma área significativa
coberta por agricultura, no extremo leste da área de estudo, e importantes áreas
urbanas, incluindo a Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro.
No domínio de colinas, além das formações herbáceas, há importante
representatividade das áreas florestais. Geralmente as colinas cobertas por
florestas estão associadas ao sopé das áreas montanhosas ou a áreas
fragmentadas no interior do vale do Paraíba, em especial na porção centro-norte
da área de estudo.
Agricultura sobre as colinas ocupam pouco mais de 1% da área de estudo e
concentram-se no oeste da área de estudo, no Vale do Paraíba paulista. Há áreas
urbanas nos domínios de colina também no Vale do Paraíba.
Conforme o esperado, quando se analisa as áreas montanhosas, percebe-se
a concentração de florestas nessa região, em função do acesso difícil e da
impossibilidade de utilização de muitas dessas áreas para muitas das atividades
econômicas existentes ao longo da história do Brasil. Essas formações ocupam

78
mais de 14% de toda a área de estudo e localizam-se, sobretudo, nas escarpas
de falha da serra do Mar, mas também no reverso desta serra e em áreas d serra
da Mantiqueira. Também nos domínios montanhosos, há importantes áreas de
formações herbáceas, que ocupam mais de 13% de todo o recorte.
Agricultura e áreas urbanas são pouco representativas espacialmente. Merece
destaque os refúgios vegetacionais, que apesar de ocuparem somente 0,24% da
área, estão todos concentrados nas áreas montanhosas e são áreas de alto
interesse para a conservação biológica.

VI.6.2. Descrição de uso do solo por bacia hidrográfica

Para facilitar a descrição das bacias hidrográficas e a comparação entre cada


uma delas foram gerados gráficos de distribuição de cada classe de uso e
cobertura do solo, que são representados nas figuras a seguir na seguinte
seqüência: Formações Florestais; Formações Herbáceas; Agropasto/Vegetação
Secundária Inicial; Agricultura E Áreas Urbanas. São apresentados dois tipos de
gráfico. Em um, são mostrados os valores proporcionais de cada tipo de cobertura
na relação interna da bacia. Este gráfico não tem resultado de 100% na soma dos
valores, pois em uma bacia as florestas podem representar 90% da cobertura, em
outra 30% e em uma terceira 40%. O segundo tipo de gráfico apresenta a
proporção que cada bacia possui no total do recorte espacial adotado, para cada
tipo de uso. Deste modo, este segundo tipo de gráfico deve apresentar sempre a
soma dos valores igual a 100%, que corresponde ao total de determinado tipo de
uso no recorte espacial geral.
Quando se observa o gráfico sobre as áreas florestadas (figura VI.6) percebe-
se que a bacia/sistema hidrográfico que possui a maior proporção de área
florestada é o da Ilha Grande, seguido pela bacia do Vale do rio Paraíba –
Pirapitinga e pela bacia do Piabanha. Já a Zona Deltáica do Paraíba do Sul
apresenta as menores proporções de floresta, seguido das bacias dos rios Pomba
e Médio-baixo Paraíba do Sul. Porém, ao se analisar o gráfico com a proporção

79
de cada bacia em relação a área florestada total (figura VI.7), nota-se uma
diferença, com a bacia do Alto Paraíba – Pirapitinga representando mais de 12%
do total, seguido da bacia do Alto – Médio Paraíba.

Formações Florestais

100

90 86,9

80

70

60
51,2 51,3
50
%

43,8
39,5
40 36,4
34,4
32,7
28,5
30 26,9
25,0
22,2 22,9
20,9
20 15,5
13,1 12,2
10
1,5
0
Bacia do Alto - Médio

Bacia do Rio Preto

Zona Deltáica - Foz do


Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio São João e

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da
Bacia do Médio - Baixo

Bacia do Médio Vale do

Bacia do Rio Macaé e

Bacia do Rio Muriaé


Bacia do Alto Vale do

Baía da Ilha Grande


lagoas costeiras

Baía de Guanabara
Vale do Paraíba

Região dos Lagos


Vale do Paraíba

Baía de Sepetiba

Rio Paraíba
Lagoa Feia
Paraíba

Figura VI.6 - Distribuição do uso e cobertura de Formações Florestais. Mapeado para toda a
área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Deve ser ressaltado que as proporções
apresentadas referem-se aos valores internos a cada bacia.

Neste caso, percebe-se que o sistema hidrográfico da Ilha Grande continua


com grande importância, com cerca de 8% do total de floresta do recorte, mas
não é a área com maior quantidade de floresta, pois trata-se de um recorte
espacial bem menor que a maior parte dos demais (figura VI.7).

80
Formações Florestais (Florestas + Reflorestamentos)
14
12,3
11,9
12

10
8,0 8,3
8 7,0
6,8
%

5,9
6 5,4 5,3
4,7 4,4
3,8 3,8
4 3,4
3,0 3,0 2,9

2
0,2
0

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia

Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba


Bacia do Rio Dois Rios
Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba

Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba

Bacia do Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio Preto

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba


Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos

bacias meridionais adjacentes


Figura VI.7 - Distribuição do uso e cobertura de Formações Florestais mapeado para toda a
área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Os valores referem-se a proporção de cada
bacia no total da classe de uso e cobertura vegetal.

A análise do gráfico de formação herbácea (figura VI.8) mostra claramente a


grande proporção desta classe em quase todas as bacias/sistemas hidrográficos
analisados, com exceção da sistema hidrográfico da Baía da Ilha Grande, onde
recobre apenas 3,7% do total. O sistema hidrográfico da Baía de Guanabara é o
segundo onde há menor proporção de herbáceas, com 10% de cobertura. Todos
os demais recortes possuem pelo menos 27% de área coberta com esta
formação, sendo que no Médio-Baixo Paraíba do Sul esta proporção atinge 72,5%
e na bacia do rio Pomba 74%.

81
Formações Herbáceas

80
74,1
72,5

70
61,7
59,6 59,4
60 57,2

51,2 51,3
50
44,4
40,6
38,5
40 37,3
%

36,6
31,5 31,0
30 27,5

20
10,4
10
3,7

0
Bacia do Alto - Médio

Bacia do Médio - Baixo

Bacia do Médio Vale do

Bacia do Rio Preto

Zona Deltáica - Foz do


Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Macaé e

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio São João e

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da
Bacia do Alto Vale do

Baía da Ilha Grande


lagoas costeiras

Baía de Guanabara
Vale do Paraíba

Região dos Lagos


Vale do Paraíba

Baía de Sepetiba

Rio Paraíba
Lagoa Feia
Paraíba

Figura VI.8 - Distribuição do uso e cobertura de Formações Herbáceas mapeado para toda a
área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Deve ser ressaltado que as proporções
apresentadas referem-se aos valores internos a cada bacia.

Essa grande proporção de formação herbácea na bacia do rio Pomba se


reflete também na proporção de cada bacia em relação a área total dessa classe
(figura VI.9). Percebe-se que esta bacia responde por mais de 16% do total de
cobertura herbácea do recorte, pois além da grande proporção interna dessa
classe, trata-se de um recorte territorial amplo, quando comparado com grande
parte das demais bacias/sistemas hidrográficos. Do ponto de vista da proporção
de cobertura herbácea em relação ao total dessa classe o recorte geral, merecem
destaque também as bacias dos rios Muriaé e Médio-baixo vale do rio Paraíba do
Sul, que tem cerca de 10% de suas áreas cobertas com esta formação.

82
Formações Herbáceas
20

16,2

15

10,7
10,0
10
%

8,5 8,2
7,0
5,3 5,5 5,2 5,1
4,6
5 3,4
3,1
2,2 2,1
1,4 1,3
0,2
0
Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos


Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio

Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara

Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba


Bacia do Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia


Bacia do Rio Preto

e bacias meridionais adjacentes


Paraitinga

Figura VI.9 - Distribuição do uso e cobertura de Formações Herbáceas mapeado para toda a
área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Os valores referem-se a proporção de cada
bacia no total da classe de uso e cobertura vegetal.

Quanto ao Agropasto + Vegetação Herbácea, a maior representatividade


interna a um sistema hidrográfico está na Baía de Guanabara, onde esta classe
atinge quase 32% do total de área (figura VI.10). As bacias dos rios Itabapoana e
Muriaé também têm proporções significativas, enquanto as bacias / sistema
hidrográficos do rio Preto, Ilha Grande e a Zona Deltáica do Paraíba do Sul não
possuem esse tipo de cobertura. Há outras bacias onde essa classe é
desprezível.

83
Agropasto + Vegetação Secundária Inicial

35
31,9

30 27,9 27,7

25

20
%

15 13,5 13,4
11,4

10 9,2

4,9 5,1 5,3 5,1


5 3,5

0,2 0,8 0,8


0,0 0,0 0,0
0
Bacia do Alto - Médio

Bacia do Médio - Baixo

Bacia do Médio Vale do

Bacia do Rio Preto

Zona Deltáica - Foz do


Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Macaé e

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio São João e

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da
Bacia do Alto Vale do

Baía da Ilha Grande


lagoas costeiras

Baía de Guanabara
Vale do Paraíba

Região dos Lagos


Vale do Paraíba

Baía de Sepetiba

Rio Paraíba
Lagoa Feia
Paraíba

Figura VI.10 - Distribuição do uso e cobertura de Agropasto + vegetação Secundária Inicial


mapeado para toda a área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Deve ser ressaltado
que as proporções apresentadas referem-se aos valores internos a cada bacia.

Além de terem as maiores proporções de Agropasto + Vegetação herbácea,


as bacias / sistemas hidrográficos da Baía de Guanabara e rios Muriaé e
Itabapoana respondem por mais de 57% de toda essa classe de cobertura
(gráfico VI.11). As demais bacias / sistemas hidrográficos que possuem essa
classe de cobertura tem uma representatividade bem menor no total da área de
estudo, não chegando a 6%.

84
Agropasto + Vegetacao Secundaria Inicial
30
28,4

25

19,3
20
17,0

15
%

10
5,6 5,6
4,3
5 3,5 3,7 3,6 3,4
2,2 2,3
0,2 0,6 0,0 0,0 0,4 0,0
0
Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba

Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras


Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba

Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio Preto

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia

Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba


Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos

bacias meridionais adjacentes


Figura VI.11:Distribuição do uso e cobertura de Agropasto + Vegetação Secundária Inicial
mapeado para toda a área analisada por bacia/sistema hidrográfico. Os valores referem-se a
proporção de cada bacia no total da classe de uso e cobertura vegetal.

Uma análise das informações sobre a agricultura (figuras VI.12 e VI.13)


possibilita perceber que a mesma não possui uma expressão espacial tão
significativa para a maioria das bacias / sistemas hidrográficos, chegando mesmo
a ser inexistente no sistema que drena para a Baía de Guanabara e a valores
próximos de zero nos sistemas do rio São João e Região dos Lagos e do rio
Macaé e Lagoas Costeiras. Grande representatividade interna, a agricultura tem
na zona Deltáica – Foz do Paraíba do Sul, relacionada, sobretudo, ao cultivo da
cana de açúcar.

85
Agricultura

40
37,0

35

30

25

20
%

16,2

15
12,4

9,3 9,8
10
7,6 7,1
5,1 5,7
5 4,0
2,4 2,7 2,2 2,7
0,7 0,1 0,5 0,0
0
Bacia do Alto - Médio

Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio São João e

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da
Bacia do Médio - Baixo

Bacia do Médio Vale do

Bacia do Rio Preto

Zona Deltáica - Foz do


Bacia do Rio Macaé e

Bacia do Rio Muriaé


Bacia do Alto Vale do

Baía da Ilha Grande


lagoas costeiras

Baía de Guanabara
Vale do Paraíba

Região dos Lagos


Vale do Paraíba

Baía de Sepetiba

Rio Paraíba
Lagoa Feia
Paraíba

Figura VI.12 - Distribuição do uso e cobertura de Agricultura mapeado para toda a área
analisada por bacia/sistema hidrográfico. Deve ser ressaltado que as proporções
apresentadas referem-se aos valores internos a cada bacia.

Ao se analisar o gráfico da classe Agricultura que demonstra as proporções de


cada bacia em relação ao total, percebe-se que a Zona Deltáica – Foz do rio
Paraíba continua sendo a mais importante, respondendo por mais de 18% de toda
essa classe. Em menor escala, é importante também o sistema hidrográfico da
Lagoa Feia, também em função da cana e as bacias dos rios Piabanha, onde a
produção de hortigranjeiros é importante, Dois Rios e Alto-Médio Paraíba do sul.

86
Agricultura
20 18,9

15
12,9
11,9
11,3

10
%

8,0
6,1 6,4
5,1 5,0
5 4,3
2,6 3,0
2,1 1,8
0,3 0,1 0,2 0,0
0
Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos


Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio

Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara

Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba


Bacia do Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia


Bacia do Rio Preto

e bacias meridionais adjacentes


Paraitinga

Figura VI.13 - Distribuição do uso e cobertura de Agricultura mapeado para toda a área
analisada por bacia/sistema hidrográfico. Os valores referem-se a proporção de cada bacia
no total da classe de uso e cobertura vegetal.

A proporção de área urbana para cada bacia (figura VI.14), como esperado, é
expressivamente maior no sistema hidrográfico da Baía de Guanabara, onde está
concentrada a região metropolitana do Rio de Janeiro. O sistema hidrográfico da
Baía de Sepetiba também apresenta uma urbanização importante, assim como
Bacia do rio São João e Região dos Lagos. Mas nesses últimos a urbanização é
muito mais localizada que no entorno da Baía de Guanabara. No caso de
Sepetiba, as áreas urbanas estão localizadas, sobretudo, na capital e demais
municípios da região metropolitana.

87
Áreas Urbanas

20 18,9

18

16

14

12
%

10

8
6,1
6
4,3
4 3,5
2,9
1,9 2,1 1,8 2,1
2 1,4
0,9 0,9 1,0
0,3 0,3 0,6
0,2 0,1
0
Bacia do Alto - Médio

Bacia do Médio - Baixo

Bacia do Médio Vale do

Bacia do Rio Preto

Zona Deltáica - Foz do


Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Macaé e

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio São João e

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da

Sistema Hidrográfico da
Bacia do Alto Vale do

Baía da Ilha Grande


lagoas costeiras

Baía de Guanabara
Vale do Paraíba

Região dos Lagos


Vale do Paraíba

Baía de Sepetiba

Rio Paraíba
Lagoa Feia
Paraíba

Figura VI.14 - Distribuição do uso e cobertura de Áreas urbanas mapeado para toda a área
analisada por bacia/sistema hidrográfico. Deve ser ressaltado que as proporções
apresentadas referem-se aos valores internos a cada bacia.

Porém, a maior parte das bacias ou sistemas hidrográficos apresenta pouca


representatividade das áreas urbanas em termos de extensão, sendo que oito dos
dezoito recortes territoriais tem 1% ou menos de cobertura por essa classe de uso
do solo, a despeito destas áreas terem papel fundamental na organização
espacial das demais classes do mapeamento.
Na comparação da representatividade de cada bacia no total de áreas urbanas
(figura VI.15), torna-se ainda mais relevante o papel do sistema hidrográfico da
Baía da Guanabara, onde estão mais de 40% de toda essa classe. Sepetiba e a
bacia do Alto-Médio Vale do Paraíba tem grande representatividade, neste último
caso em função da urbanização dos municípios paulistas que ocupam essa
porção da bacia.

88
Áreas urbanas
45
40,3
40

35

30

25
%

20

15
11,0 10,3
10 7,1 7,4

3,6 4,4 3,7


5 2,1 1,9 1,7 2,4
0,8 1,3 0,7 0,8 0,3 0,1
0
Bacia do Médio - Baixo Vale do Paraíba

Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras


Bacia do Alto - Médio Vale do Paraíba

Bacia do Alto Vale do Paraíba - Rio Paraitinga

Bacia do Médio Vale do Paraíba

Bacia do Rio Itabapoana

Bacia do Rio Muriaé

Bacia do Rio Paraibuna

Bacia do Rio Piabanha

Bacia do Rio Pomba

Bacia do Rio Preto

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia

Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba


Bacia do Rio Dois Rios

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos

bacias meridionais adjacentes


Figura VI.15 - Distribuição do uso e cobertura de Áreas urbanas mapeado para toda a área
analisada por bacia/sistema hidrográfico. Os valores referem-se a proporção de cada bacia
no total da classe de uso e cobertura vegetal.

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande


Este sistema hidrográfico possui 216.002 hectares, na escala 1:250.000, drena
diretamente para o mar e está localizado na porção centro-sul da área de estudo.
Do ponto de vista da geomorfologia, esse sistema hidrográfico é dominado
pelas montanhas, que ocupam mais de 53% de toda a área (figura VI.16), pois
neste ponto da costa a serra do Mar se aproxima do oceano Atlântico. Este
domínio ocupa toda a porção norte e oeste deste sistema hidrográfico, e mesmo
áreas na porção leste e no extremo sudoeste. Cortando as montanhas, há o
Domínio de Planícies Fluviais, que é representativo, ocupando quase 20% da
área. Há ainda 14% da área recoberta por colinas, associadas ao sopé das
montanhas, quase 9% de áreas classificadas como maciços costeiros, no caso
representados pelas Ilhas Grande e Japuíba. Apenas 3,4% da área é recoberta

89
por planícies flúvio-marinhas, que são muito estreitas nessa área. Formações
arenosas são espacialmente insignificantes.

Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande

60

53,2

50

40
%

30

19,5
20
14,9

8,9
10

3,4
0,0 0,0 0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.16: Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico do Sistema Hidrográfico da


Baía da Ilha Grande.

Quando foca-se na vegetação e uso do solo (figura VI.17), percebe-se a


grande importância da região do Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande
para a conservação das florestas, já que quase 87% dessa área é recoberta por
essas formações. Quando soma-se a este valor as formações secundárias,
chega-se a mais de 92% de formações de Mata Atlântica. As áreas de floresta,
portanto, dominam quase toda a região. Formações herbáceas ocupam pouco
mais de 3% da área, sobretudo no entorno das áreas urbanas dos municípios de
Angra dos Reis e Paraty, que ocupam 1,7% da área.

90
Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande
100

90 86,9

80

70

60

50
%

40

30

20

10 5,1 3,7
0,7 0,5 0,3 1,8 0,9
0,0 0,0 0,0 0,0
0

Áreas Antrópicas
Agricultura

Áreas Urbanas

Corpos D'água
Secundária Inicial

Secundária Inicial
Vegetacionais

Formações Florestais

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Não Classificada
Herbáceas

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.17 – Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema
Hidrográfico da Baía da Ilha Grande.

O cruzamento dos mapas descritos acima possibilita perceber o papel das


formações montanhosas na conservação dessa área, pois quase 54% da área é
recoberta por florestas em montanhas (figura VI.18). Além das áreas de
montanha, há uma massa de florestas significativa sobre as planícies fluviais
(15% do total), sobretudo aquelas existentes nos vales do alto das montanhas, e
nas áreas de colina (13%).
Quanto as formações herbáceas, apesar de ocorrerem também nas
montanhas, percebe-se que possuem maior representatividade nas áreas de
planície e de colina. Mas mesmo nessas áreas não possuem grande importância
espacial. Os demais domínios apresentaram ou nada recobrem, ou recobrem
áreas insignificantes para a análise.

91
Sistema Hidrográfico da Baía da Ilha Grande
70

60 57,6

50

40
%

30

20 15,3
13,1

10
3,8 2,6
0,7 1,7 1,1 1,1 0,1 0,1 0,3 0,1 0,1 0,3 1,1 0,3 0,2 0,0 0,7
0 Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

Corpos d'água - Corpos d'água


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

Colinas - Formações florestais

Planícies fluviais - Formações florestais

Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

Colinas - Agricultura

Planícies fluviais - Agricultura

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Inselbergs - Formações florestais

Inselbergs - Agricultura

antrópicas indiscriminadas
Vegetação secundária

indiscriminadas

arenosos e restingas
e Vegetação secundária

indiscriminadas
secundária
secundária

Figura VI.18 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema Hidrográfico da Baía da
Ilha Grande.

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba


Esta área também drena diretamente para o mar e é adjacente ao Sistema
Hidrográfico da Baía da ilha Grande, porém sua área de 216.483,63 hectares
possui características distintas.
A geomorfologia também se caracteriza pela predominância do Domínio
Montanhoso, mas em menor escala, já que o mesmo ocupa pouco mais de 31%
da área (figura VI.19), concentrados nas porções oeste, centro sul e nordeste.O
Domínio de Planícies Fluviais é significativo (27%), pois a planície associada ao
rio Guandu e tributários ocupa grande parte da região central da bacia. Há ainda
importantes planícies fluviais nas proximidades do divisor com o Vale do Paraíba.
Outra classe relevante é a de colinas, que concentram-se na porção centro-norte
da área, em especial no entorno do reservatório de água de ribeirão das Lages.
As planícies flúvio-marinhas também são significativas, e concentram-se na parte
baixa dos rios Guandu, Guandu-Mirim e da Guarda. Merece destaque as dunas e

92
cordões arenosos, que só ocupam 0,8% da área, mas tem importância
fundamental na formação da Baía de Sepetiba.

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

35
31,3

30
27,3

25
22,3

20
%

14,6
15

10

5
2,8
0,8 0,9
0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.19; Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico do Sistema Hidrográfico da


Baía de Sepetiba.

Os dados sobre vegetação e uso do solo apontam um domínio das formações


florestais, que recobrem 51% da área (figura VI.20), concentrados nas porções
oeste, centro-norte e nordeste. Há mais de 31% de áreas cobertas por formações
herbáceas, concentradas no alto vale do rio Guandu e, sobretudo, no entrono das
áreas urbanas. Estas são significativas, ocupando grande parte da porção
sudeste e recobrindo mais de 6,5% da área do Sistema Hidrográfico da Baía de
Sepetiba. Há importantes áreas agrícolas, no entorno das áreas urbanas,
formando mosaicos com fragmentos florestais e formações herbáceas. Há
mangues e restingas, sendo que os primeiros são significativos, quando
comparados com outras áreas do recorte territorial analisado.
Nessa área, as florestas também se concentram nas montanhas (figura VI.21),
devido ao acesso mais difícil a essas áreas. Essa combinação de formações
montanhosas e florestas ocupa mais de um quarto da área (26,8%). Há ainda

93
florestas nas áreas de colina (12,8%), planícies pluviais (9,5%) e mesmo nas
planícies flúvio-marinhas (2,5%). O padrão de distribuição das formações
herbáceas é bem distinto, com as mesmas predominando nas partes mais baixas
do relevo, em especial nas planícies flúvio-marinhas (13,1%) e colinas (8,4%).

Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba


60

51,3
50

40

31,5
30
%

20

10
5,7 6,1

1,3 0,8 0,8 1,0 1,1


0,0 0,2 0,0
0

Áreas Antrópicas
Agricultura

Áreas Urbanas
Secundária Inicial

Secundária Inicial
Vegetacionais

Formações Florestais

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Corpos D'água

Não Classificada
Herbáceas

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.20 - Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema
Hidrográfico da Baía de Sepetiba.

O mesmo ocorre com as áreas agrícolas, que são significativas nas planícies
flúvio-marinhas e planícies fluviais, assim como as áreas urbanas. Nas colinas e
montanhas essas classes são menos importantes.
Vale ressaltar a existência de mangues e restingas nos domínios das planícies
flúvio-marinhas.

94
%

0
5
10
15
20
25
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e 30

0,0
Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Sepetiba.
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Formações florestais
26,8

de habitantes.
Colinas - Formações florestais

12,8
Planícies fluviais - Formações florestais
9,5

Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

2,5
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação
6,4

secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação


8,5

secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
13,1

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto


5,5

e Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


0,7

Inselbergs - Agricultura

Colinas - Agricultura
0,5

Planícies fluviais - Agricultura


1,8

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura


2,6

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


Sistema Hidrográfico da Baía de Sepetiba

0,2

Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,4

indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


2,9

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


3,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


1,0

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


0,8

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


1,0

concentrando-se na parte central da bacia, no entrono da Baía de Guanabara.


Sistema Hidrográfico da Baía da Guanabara e Regiões Meridionais Adjacentes

95
Esta área possui cerca de 483.611,38 hectares e se caracteriza por concentrar

geomorfológicos significativos espacialmente. O mais significativo é o Domínio de


A geomorfologia desta área é diversificada, possuindo variados domínios
geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema Hidrográfico da Baía de

Planícies Flúvio-marinhas, que recobre cerca de 28% da área (figura VI.22),


a Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro e seus mais de 10 milhões
Figura VI.21 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa
Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e bacias meridionais adjacentes

30
28,0

25,2
25

20
18,0
%

15 14,2
13,2

10

1,0
0,0 0,3
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.22 - Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico do Sistema Hidrográfico da


Baía de Guanabara e Bacias Meridionais Adjacentes.

Há uma proporção importante do Domínio de Planícies Fluviais, que recobrem


mais de 26% do Sistema Hidrográfico da Baía da Guanabara e Regiões
Meridionais Adjacentes. Esta classe do mapa ocorre no entorno do domínio
montanhoso (que recobre cerca de 18% da área) e formando um mosaico com o
domínio de colinas (que ocupa pouco mais de 13%). De significativo, há ainda o
Domínio de Maciços Costeiros, que ocorrem na porção meridional das área, nas
proximidades do mar e das lagoas costeiras.
Em termos de cobertura vegetal (figura VI.23), mais uma vez as formações
florestais são as mais significativas espacialmente, ocupando mais de 34% da
área, sobretudo na porção norte do recorte territorial. Porém, as formações
degradas tem grande importância na área, já que 31% são de formações de
agropasto e vegetação secundária e outros 10% são formações herbáceas. Isto
significa mais de 41% de áreas de vegetação degradada. Essas formações
ocorrem, em especial, ao sul das áreas de floresta, na porção central do sistema

96
hidrográfico. Merecem destaque as áreas urbanas, já que os 10% de cobertura
desta classe representa a maior proporção entre todas as bacias estudadas e é
fruto da intensa urbanização da região Metropolitana do estado do rio de Janeiro.
Estas áreas urbanas concentram-se ao redor da baía de Guanabara. Nesta área
há uma parcela significativa de mangues, quando comparada com as demais
bacias. Merece destaque a parca ocupação por áreas agrícolas, como é comum
ás regiões urbanas.
Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e bacias meridionais adjacentes
40

34,4
35
31,9

30

25

20 18,9
%

15
10,4
10

5
1,9 1,4
0,3 0,8
0,0 0,0 0,0 0,0
0
Áreas Antrópicas
Agricultura

Áreas Urbanas

Corpos D'água
Secundária Inicial

Secundária Inicial
Vegetacionais

Formações Florestais

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Não Classificada
Herbáceas

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.23 - Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema
Hidrográfico da Baía de Guanabara e Bacias Meridionais Adjacentes.

A ocorrência das florestas na porção norte está associada às áreas mais


elevadas existentes nessa porção, já que as florestas da bacia ocorrem
preferencialmente nos domínios montanhosos ou de maciços costeiros (figura
VI.24). Esta cobertura de florestas sobre as montanhas ocupa mais de 21% da
área. As florestas ocorrem em menores proporções sobre as planícies fluviais
(6,8%), sobretudo naquelas localizadas nas partes superiores do relevo, e nas
áreas de colina (3,9%). Já em relação às formações vegetais degredadas, mais

97
%

0
5
10
15
20
25
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,0

Esta
Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


Inselbergs - Formações florestais

21,9
Colinas - Formações florestais

3,9

área,
espacial (1,6%).
Planícies fluviais - Formações florestais

6,8

com
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

1,8
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

8,6
secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

cerca
6,6
secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária

12,4

de
Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto
e Vegetação secundária

14,8

Guanabara e Bacias Meridionais Adjacentes.


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,0
Inselbergs - Agricultura

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos


Colinas - Agricultura

0,0

388.730
Planícies fluviais - Agricultura

0,0
Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

1,6
Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

hectares,
Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas
2,7

indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


6,0

indiscriminadas

possui
Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas
9,4

antrópicas indiscriminadas
Sistema Hidrográfico da Baía de Guanabara e bacias meridionais adjacentes

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


1,9

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


0,3

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


1,3
marinhas (9,4%) e sobre as planícies fluviais (6%), mas também ocorrem sobre
degradadas sobre colinas e mesmo sobre as áreas montanhosas. O mesmo

98
mais representativas e ocupam mais de 31% de toda a área (figura VI.25),

grande representatividade (25,3%), ocupando grande parte das áreas mais


caracterizada pelo domínio das áreas baixas. As planícies flúvio-marinhas são as
flúvio-marinhas (14,8%) e planícies fluviais (12,4%). Há ainda formações
uma vez o resultado é inverso, com grande proporção nas áreas de planícies

geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo do Sistema Hidrográfico da Baía de

concentradas nas áreas costeiras. Além dessas, as planícies fluviais também tem
ocorre com as áreas urbanas, que são significativas sobre as planícies flúvio-

geomorfologia
colinas e montanhas, sendo que sobre essas últimas possui pouca importância

Figura VI.24 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


afastadas do litoral. O domínio de colinas (14%) também se distribui nessa
mesma área, sendo entrecortado pelo domínio de planícies. As áreas
montanhosas também são significativas, cobrindo quase 20% de toda a área,
sendo 11,8% de Domínio Montanhoso e quase 85 de áreas de maciços costeiros.
O primeiro está presente no extremo norte e no estremo oeste da área de estudo,
enquanto os maciços costeiros ocorrem nas proximidades das lagoas, na porção
sul e sudoeste. Merece destaque ainda a grande proporção de corpos d’água,
que ocupam quase 7,5% da área, em especial devido a Lagoa de Araruama. Há
importantes formações arenosas no litoral.

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos

35
31,6

30

25,3
25

20
%

15 14,0

11,7

10
7,7 7,5

5
2,3

0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços costeiros Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de-açúcar costeiras flúvio- arenosos e
marinhas Restingas

Figura VI.25 - Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico da Bacia do rio São João e
Região dos Lagos.

A maior parte desta área é recoberta por formações degradas, em especial


formações herbáceas, que ocupam mais de 51% deste recorte espacial (figura
VI.26). Essa formação está espraiada por toda a área de estudo, com exceção
das áreas próximas aos divisores de água na porção noroeste. Há ainda 11,5%

99
de áreas de vegetação secundária e agropastos, geralmente nas bordas da
floresta, no contato com as formações herbáceas. As florestas, por sua vez,
ocupam pouco mais de 20% da área, concentrando-se nas proximidades dos
divisores, em especial na porção noroeste. Áreas urbanas ocupam algumas áreas
importantes no entorno da Lagoa de Araruama e no Litoral, representados pelos
núcleos urbanos de Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Rio das Ostras,
entre outros.

Bacia do Rio São João e Região dos Lagos


60

51,3
50

40

30
%

20,9
20

11,4
10 7,8
4,3
2,3
0,3 0,3 1,1
0,0 0,1 0,1
0
Vegetação Secundária

Agropasto + Vegetação

Agricultura

Dunas, Cordões Arenosos e

Corpos D'água

Não Classificada
Refúgios Vegetacionais

Formações Florestais

Formações Herbáceas

Mangues

Áreas Urbanas

Áreas Antrópicas
Indiscriminadas
Secundária Inicial
Inicial

Restingas

Figura VI.26 - Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso da Bacia do rio São
João e Região dos Lagos

Conforme a figura VI.27, as florestas se localizam, sobretudo, nas formações


montanhosas (11,7%), tanto dos domínios montanhosos da porção sudoeste,
como nos maciços costeiros. Há ainda florestas nas áreas de colinas (3%), nas
Planícies Fluviais (4,2%), em especial nos vales das áreas montanhosas, e nas
planícies flúvio-marinhas. As formações herbáceas, por sua vez predominam nas
planícies flúvio-marinhas e fluviais, onde ocupam, 25 e 20,7%, respectivamente,

100
0
5
10
15
20
25
30
%

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,0
Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

dos Lagos
marinhas.

11,7
Inselbergs - Formações florestais

Colinas - Formações florestais

3,1
Planícies fluviais - Formações florestais

4,2

do Rio de Janeiro.
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

1,8
áreas de fácil acesso.

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e

7,7
Vegetação secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

10,0
secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e

20,7
Vegetação secundária

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, 25,0


Agropasto e Vegetação secundária

Bacia do Rio Macaé e Lagoas Costeiras


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,0
Inselbergs - Agricultura

Colinas - Agricultura

0,1
Planícies fluviais - Agricultura

0,0
Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas
0,1
Bacia do Rio São João e Região dos Lagos

indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,7

indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,3

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


4,4

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


0,3

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


2,3

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


7,7

101
enquanto as áreas urbanas estão, predominantemente, nas planícies flúvio-

Janeiro e tem um perfil alongado, no sentido oeste-leste. Trata-se da região foco


localiza-se na porção sudeste do Sistema Hidrográfico do estado do Rio de
Esta área, que drena diretamente para o mar e possui 211.019 hectares,
demonstrando estreita relação entre os processos de degradação florestal e as

geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo da Bacia do rio São João e Região

da economia do petróleo, que é responsável por grande parte do PIB do estado


reforçando o argumento anterior e 7,65 em áreas montahosas. A agricultura é
basicamente insignificante em todos os compartimentos geomorfológicos,
Há ainda 10% de formações herbáceas em colinas,

Figura VI.27 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


O principal compartimento geomorfológico, do ponto de vista da abrangência
espacial, é o Domínio Montanhoso (41,8% da área), que ocupa grande parte da
porção oeste da bacia, além de uma importante área na porção central, onde há
um avanço da escarpa em relação ao mar. O segundo domínio mais significativo
é o de planícies fluviais (21,2%), que ocupam os fundos de vale das áreas
montanhosas e colinosas. As planícies flúvio-marinhas também ocupam vastas
áreas (16,9%), pois nessa porção do litoral houve grande deposição de
sedimentos despejados pelo rio Paraíba do Sul, quando a foz do mesmo era nas
proximidades da foz atual do rio Macaé, levanto a um afastamento da serra do
Mar em relação ao Atlântico. O domínio colinoso cobre 8,5% da área, localizados
entre as montanhas e as planícies fluviais da parte baixa do relevo e se
aproximando do mar à nordeste da área. Há uma proporção bastante significativa
de formações arenosas 9,1%, no extremo nordeste, que representam
testemunhos da antiga deposição de sedimentos do Paraíba do Sul (figura VI.28).

Bacia do rio Macaé e lagoas costeiras

45
41,8

40

35

30

25
%

21,2

20
16,9

15

9,1
10 8,5

5
1,6
0,8
0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços costeiros Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de-açúcar costeiras flúvio- arenosos e
marinhas Restingas

Figura VI.28 - Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico da Bacia do rio Macaé e
Lagoas Costeiras.

102
As formações herbáceas representam aquelas de maior amplitude espacial
nesta área, ocupando 40,6% do total (figura VI.29), concentrados nas áreas
próximas à costa, mas alcançando a maior parte da bacia. Porém, nas áreas mais
interioranas, estas formações aparecem entremeadas por diversos fragmentos
florestais, que somados às florestas das porções superiores da paisagem, fazem
este domínio cobrir 32,7% de toda a área. A classe de agropastos e vegetação
secundária, que domina mais de 13,5% da área, faz parte da sistemática de
manejo das baixadas, que ora são utilizadas para pastoreio de gado, ora são
abandonadas. Mas essa formação também está associada às bordas florestais.
As restingas também têm grande importância, encobrindo os cordões arenosos
da porção noroeste. As demais classes são de pouca importância espacial,
apesar da enorme relevância da dinâmica da área urbana de Macaé para a
definição da vegetação e uso do solo na região.

Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras


45
40,6
40

35 32,7

30

25
%

20

15 13,5

9,1
10

5
0,7 0,9 0,9 0,5 0,9
0,0 0,2 0,0
0
Vegetação Secundária

Agropasto + Vegetação

Agricultura

Dunas, Cordões Arenosos e

Corpos D'água

Não Classificada
Refúgios Vegetacionais

Formações Florestais

Formações Herbáceas

Mangues

Áreas Urbanas

Áreas Antrópicas
Indiscriminadas
Secundária Inicial
Inicial

Restingas

Figura VI.29 - Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso da Bacia do rio Macaé e
Lagoas Costeiras.

103
0
5
10
15
20
25
30
%

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,0
Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Costeiras.
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

25,5
Inselbergs - Formações florestais

Colinas - Formações florestais

2,2
Planícies fluviais - Formações florestais

4,2
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,7
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e

17,4
Vegetação secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

6,1
secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e

16,5
Vegetação secundária

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas,

14,6
Agropasto e Vegetação secundária

demais classes tem pouca significância.


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,4
Inselbergs - Agricultura

Colinas - Agricultura

0,0
Planícies fluviais - Agricultura

0,3
Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas Bacia do Rio Macaé e lagoas costeiras

0,3
indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

0,2
indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

0,2
indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas

0,7
antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues

0,9
Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões
9,1

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


0,8
(17,4%), o que é atenuado pelo fato das áreas montanhosas serem mais vastas.

104
contribuição para a cobertura total da área (14,6 e 16,5%, respectivamente). As
combinação de vegetação sobre compartimento geomorfológico tem grande
área analisada é coberta por esta combinação de montanha e formação herbácea
montanhoso há grande proporção de formações herbáceas e que grande parte da
íngremes e de difícil acesso. Porém, é possível perceber que mesmo no domínio
basicamente, estão nos domínios montanhosos, sendo de pouca significância nos

geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo da Bacia do rio Macaé e Lagoas


As áreas de gramínea prevalecem nas planícies flúvio-marinhas e fluviais e esta
O cruzamento da vegetação com a geomorfologia demonstra que as florestas,

demais domínios (figura VI.30). Localizam-se, basicamente, nas encostas

Figura VI.30 - Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


Bacia do Rio Piabanha
Esta é uma das menores bacias deste estudo, possuindo 205.096 hectares.
Localiza-se no reverso da serra do Mar, drenando em direção ao médio vale do
rio Paraíba do Sul
Sua geomorfologia se caracteriza pelo domínio das Montanhas. O Domínio
Montanhoso ocupa cerca de 50% da bacia (figura VI.31), em todas as suas
porções, enquanto o domínio de Pães de Açúcar e Morros Elevados ocupa mais
17,8% da área, na porção leste, totalizando mais de 67% de áreas montanhosas.
O outro domínio significativo é o de Planícies Fluviais, que ocupa ¼ da área da
bacia. Há ainda uma área de colinas (7,3%) que domina a porção baixa da bacia,
no extremo noroeste.
A formação vegetal de maior significância a ocupar a região são as formações
florestais: 43,8%, (figura VI.32), que se concentram no alto das serras, na porção
sul da bacia, reverso da serra do Mar. Há ainda muitos fragmentos de menor
porte na porção central, mesmo em áreas com grande urbanização.

Bacia do Rio Piabanha

60

49,9
50

40
%

30
25,0

20 17,8

10 7,3

0,0 0,0 0,0 0,0


0
Montanhas Morros elevados Maciços costeiros Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de-açúcar costeiras flúvio- arenosos e
marinhas Restingas

Figura VI.31 - Proporções das Classes do Mapa Geomorfológico da Bacia do Rio M


Piabanha.

105
Bacia do Rio Piabanha
50

45 43,8

40

35

30 27,5

25
%

20

15 13,4
12,4

10

5
2,1
0,4 0,0 0,0 0,0 0,3 0,0 0,0
0

Áreas Antrópicas
Agricultura

Áreas Urbanas

Corpos D'água
Secundária Inicial

Secundária Inicial
Vegetacionais

Formações Florestais

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Não Classificada
Herbáceas

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.32 -Proporções das Classes do Mapa de Vegetação e Uso da Bacia do rio
Piabanha.

Também na porção central, mas sobretudo na porção sudoeste da bacia,


situam-se grande parte das formações herbáceas, que recobrem mais de 27,5%
da área. Agropastos e vegetação secundária é outra formação importante (13,4%)
novamente associada aos pastos e às áreas de floresta. Nesta bacia as áreas
agrícolas são bastante representativas, ocupando 12, 4% da área total,
localizados em diversas sub-bacias, como as dos rios Bomfim, Jacó e Caxambu,
entre outros. Há ainda uma área urbana significativa (2,1%), que corresponde aos
municípios de Petrópolis e Teresópolis, importantes pólos da Região Serrana do
estado do Rio de Janeiro.
Mais uma vez, as formações florestais concentram-se nas áreas montanhosas
(34,5% da bacia são áreas montanhosas com floresta), sendo pouco significativas
nos demais compartimentos geomorfológicos. Mesmo as Planícies Fluviais onde
há uma proporção grande de florestas, são basicamente aquelas localizadas nas

106
%

0
5
10
15
20
25
30
35
40
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

0,3
Inselbergs - Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e


Inselbergs - Formações florestais

34,5
Colinas - Formações florestais

1,0
Planícies fluviais - Formações florestais

8,4

Bacia do rio Dois Rios


Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e
Inselbergs - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

24,2
secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

5,4
secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária

11,5
Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto

0,0
e Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

7,3
Inselbergs - Agricultura

Colinas - Agricultura

0,9
Bacia do Rio Piabanha

Planícies fluviais - Agricultura

4,0
Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e

1,4
Inselbergs - Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas

0,0
indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


1,0
indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


0,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


0,0

geomorfológico e o mapa de Vegetação e Uso do Solo da Bacia do rio Piabanha.


Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões
0,0

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


0,0
e nas planícies fluviais, o mesmo ocorrendo com as áreas urbanas (figura VI.33).

107
A bacia do rio Dois Rios possui 3.171 Km2, sendo composta basicamente por

fluviais (32,0%), como visto na figura VI.34. As montanhas desta bacia


complexo. As formações herbáceas são significativas também nas áreas de
parte dos agropastos e vegetação secundária, associados ao grande número de

colinas (esta combinação recobre mais de 5% da área total da bacia) e,

correspondem ao reverso da escarpa da serra do Mar e estão localizadas


áreas montanhosas (40,6% da área total), morros elevados (21,1%) e planícies
Merece destaque ainda a agricultura, que predomina nos domínios montanhosos
fragmentos das porções central e norte da bacia, formando um mosaico bastante
áreas altas do relevo. Também nas áreas montanhosas se encontram grande

principalmente, nas planícies fluviais (11,5%) da bacia são planícies fluviais.

Figura VI.33: Proporções das Classes do Mapa resultante do cruzamento do mapa


principalmente ao sul e leste da bacia. Os morros elevados estão na parte central
da bacia, enquanto as principais planícies fluviais correspondem às áreas ao
redor dos rios Negro e Grande. As colinas cobrem apenas 6,0% da área da bacia,
estando localizadas na porção baixa da bacia, próximas à confluência com o rio
Paraíba do Sul.

Bacia do Rio Dois Rios

45
40,6
40

35
32,0

30

25
%

21,1
20

15

10
6,0
5

0,0 0,0 0,0 0,2


0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros fluviais costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.34 - Proporções das classes dos domínios geomorfológicos da bacia do rio Dois
Rios.

As formações herbáceas cobrem 57,2% da bacia do rio Dois Rios, compondo


a matriz da paisagem e demonstrando a ampla abrangência da atividade
agropastoril nesta bacia. As formações florestais (22,2%) estão mais
concentradas na porção alta da bacia, enquanto na porção alta-média os
fragmentos são menores e mais numerosos, ocorrendo um decréscimo da
densidade dos fragmentos para jusante. Verifica-se que a agricultura, que cobre
9,8% da área, está distribuída de forma esparsa ao longo de toda a bacia, o que

108
caracteriza esta bacia como a quarta mais recoberta por agricultura dentre todos
os sistemas/bacias hidrográficos (figura VI.35).

Bacia do Rio Dois Rios


70

60 57,2

50

40
%

30
22,2

20

9,2 9,8
10

0,1 0,1 0,0 0,0 0,9 0,2 0,2 0,0


0

Áreas Antrópicas
Agricultura

Áreas Urbanas
Secundária Inicial

Secundária Inicial
Vegetacionais

Formações

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Corpos D'água

Não Classificada
Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.35 - Proporções das classes de uso e cobertura do solo da bacia do rio Dois Rios.

As áreas urbanas (0,9%) estão quase em sua totalidade localizadas nas


planícies fluviais, destacando-se a cidade de Nova Friburgo como principal núcleo
urbano, com 177.376 habitantes. As formações herbáceas, agropasto e
vegetação secundária inicial localizam-se nas áreas montanhosas e morros
elevados (36,7%), que podem constituir importantes áreas fontes de sedimentos
pros canais coletores, e nas planícies fluviais (25,1%). A agricultura é realizada
tanto em locais de grande declividade, como as áreas montanhosas e morros
elevados, como também nas planícies fluviais, potencializando a geração de
sedimentos e o transporte de elementos hidro-solúveis (nutrientes dos
fertilizantes, compostos dos herbicidas e inseticidas) para os canais coletores
caso não sejam utilizadas as técnicas e manejos adequados para cada tipo de
plantio. No que diz respeito às formações florestais, verifica-se que às áreas mais

109
%

0
5
10
15
20
25
30
35
40
VI.36).
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

0,1
Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

rio Dois Rios.


Formações florestais

18,9
Colinas - Formações florestais

0,3
Planícies fluviais - Formações florestais

2,9

Bacia do Rio Pomba

visto na figura VI.37.


Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária
36,7

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação

5,1
secundária

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
25,1

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e

0,0
Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

5,6
Agricultura

Colinas - Agricultura
0,6
Bacia do Rio Dois Rios

Planícies fluviais - Agricultura


3,4

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura


0,0

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,3

Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,0

indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,8

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


0,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


0,0

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


0,0

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


0,2

isoladas com orientação NE-SW que ocupam, no total, 17,5% da bacia, como
As colinas formam o principal domínio geomorfológico da bacia do rio Pomba,

110
Figura VI.36: Proporções das classes resultantes do mapa Geo-hidroecológico da bacia do

cobrindo 44,9% dos 8.604 Km2 de área da bacia, sendo seguida pelo domínio de
localizados nas planícies fluviais ocupando 2,9% da área total da bacia (figura
preservadas estão nas áreas montanhosas (18,9%), favorecidas pela existência
do Parque Estadual de Três Picos, embora existam fragmentos florestais

planícies fluviais (37,3%). O domínio montanhoso é caracterizado por serras


Bacia do Rio Pomba

50
44,9
45

40
37,3

35

30
%

25

20 17,5

15

10

5
0,0 0,0 0,0 0,0 0,2
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.37: Proporções das classes dos domínios geomorfológicos da bacia do rio
Pomba.

Os dados de uso e cobertura do solo apontam, como visto na figura VI.38, as


formações herbáceas como constituintes da matriz desta bacia, ocupando 74,1%
da área total, a maior ocupação por este tipo de uso/cobertura na comparação
com as demais áreas. Por esses dados é possível concluir que se trata de uma
bacia extremamente desmatada, com grande potencial de geração de altas
cargas de sedimentos para os principais rios coletores. Verifica-se a existência de
pequenos fragmentos florestais em quase toda a bacia, mas com pequena
ocorrência a nordeste da cidade de Ubá. Os maiores fragmentos localizam-se na
porção central da bacia, na serra do Descoberto. Na comparação com as demais
bacias, a bacia do rio Pomba é a penúltima em ocorrência de formações
florestais, superando apenas a foz do rio Paraíba do Sul, que apresenta apenas
1,5% de sua área com esse tipo de uso/cobertura. A agricultura é encontrada ao
longo de toda bacia cobrindo 7,1% da área total da bacia, com concentração a
oeste e também na porção baixa da bacia. Do total de áreas utilizadas para a

111
agricultura nas áreas mapeadas, observado na figura VI.38, esta bacia é a
terceira que mais apresentada áreas com esse uso/cobertura, destacando sua
importância no que diz respeito a esta atividade econômica. As principais áreas
urbanas correspondem às cidades de Ubá/MG (94.228 hab.), Cataguases/MG
(67.384 hab.) e Leopoldina/MG (49.915 hab.), ocupando 1,0% da área total.
Bacia do Rio Pomba
80
74,1

70

60

50

40
%

30

20
12,2

10 7,1
5,3

0,0 0,0 0,0 0,0 1,0 0,1 0,2 0,0


0

Áreas Antrópicas
Vegetacionais

Formações

Agricultura

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Áreas Urbanas

Corpos D'água

Não Classificada
Secundária Inicial

Secundária Inicial

Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.38: Proporções das classes de uso e cobertura do solo da bacia do rio Pomba.

As áreas de formação herbácea, agropasto e vegetação secundária inicial


dividem-se em dois domínios geomorfológicos: em áreas de colinas, ocupando
37,2% da área da bacia, e nas planícies fluviais (31,2%). Chama a atenção que
as áreas de domínio montanhoso estão em sua maior parte ocupadas por
formações herbáceas, agropastos e vegetação secundária inicial, que pode ser
um indicativo degradação ambiental desta bacia, pois essas áreas normalmente
são as últimas a serem desmatadas dentre todos os domínios geomorfológicos. O
restante das áreas montanhosas é coberto por formações florestais e por áreas
de agricultura. As áreas florestadas ocupam mais áreas de colinas (5,1%) que de

112
%

0
5
10
15
20
25
30
35
40
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

0,0
Refúgios vegetacionais

rio Pomba.
efluentes.
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

4,5
Formações florestais

Colinas - Formações florestais

5,1
Planícies fluviais - Formações florestais

2,3

Bacia do Rio Muriaé


Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária

11,5
Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação
secundária

37,2
Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e
Vegetação secundária

31,2
Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e

0,0
Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

1,4
Agricultura

Colinas - Agricultura

2,3
Bacia do Rio Pomba

Planícies fluviais - Agricultura

3,2
Planícies fluvio-marinhas - Agricultura

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

0,0
Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,3
indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,8

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


0,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


0,0

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


0,0

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


0,2

planícies flúvio-marinhas , com 1,8% da área total da bacia, aparecem somente

113
Figura VI.39: Proporções das classes resultantes do mapa Geo-hidroecológico da bacia do

Na bacia do rio Muriaé (8.178 Km2) os domínios geomorfológicos estão


cidades nessa posição é justificada pela maior facilidade de ocupação e obtenção
VI.39. A agricultura é realizada com maior ocupação nos fundos de vale, que
montanhas (4,5%), e em menor grau as planícies fluviais (2,3%), visto na figura

da área total. As montanhas ocupam 26,9% da área da bacia, enquanto as


de água para as atividades da cidade, como também para o despejo dos
localizadas nas planícies fluviais do principal rio da bacia. A localização dessas

enquanto as planícies fluviais são a segunda mais abrangente, ocupando 34,9%


colinas e montanhas. As cidades desta bacia estão em sua grande maioria
correspondem às planícies fluviais, mas também é praticada no domínio de

proporcionalmente bem distribuídos. As colinas ocupam 36,1% da área da bacia,


no baixo rio Muriaé, nas proximidades da confluência com o rio Paraíba do Sul
(figura VI.40).

Bacia do Rio Muriaé

40
36,1
34,9
35

30
26,9

25
%

20

15

10

5
1,8
0,1 0,0 0,0 0,3
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.40 – Proporções das classes dos domínios geomorfológicos da bacia do rio
Muriaé.

O uso e cobertura predominante é o de formações herbáceas, que está


localizada na porção média e baixa da bacia, enquanto o agropasto e a vegetação
secundária inicial formam a segunda classe mais abrangente, com localização
preponderante na parte alta da bacia (figura VI.41), ao norte. Esta bacia possui a
segunda maior área com formações herbáceas dentre todos os sistemas/bacias
hidrográficos analisados, sendo superado apenas pela bacia do rio Pomba, que
engloba 74,1% das áreas destinadas a este uso/cobertura. Próximo a essas áreas
estão localizadas as formações florestais, que encontram-se bastante
fragmentadas e respondem por 15,5% da área total da bacia. As principais
cidades desta bacia são Muriaé, localizada no estado de Minas Gerais e que
possui 95.548 habitantes, além de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro com
92.852 habitantes. Todas as áreas urbanas em conjunto ocupam 0,6% da bacia.

114
Já as áreas de agricultura abrangem 4,0% da área total, localizando-se de forma
fragmentada na porção média da bacia, enquanto nas áreas próximas ao rio
Paraíba do Sul a agricultura é realizada de forma mais adensada.

Bacia do Rio Muriaé


60

51,2
50

40

30
%

27,7

20
15,5

10
4,0

0,1 0,5 0,0 0,0 0,6 0,0 0,3 0,0


0

Áreas Antrópicas
Vegetacionais

Formações

Agricultura

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Áreas Urbanas

Corpos D'água

Não Classificada
Secundária Inicial

Secundária Inicial

Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.41 - Proporções das classes de uso e cobertura do solo da bacia do rio Muriaé.

Essa agricultura é, em sua maior parte, realizada em planícies flúvio-marinhas


e fluviais, aproveitando-se dos menores desnivelamentos do relevo e dos solos
mais férteis encontrados nesses locais. As colinas são majoritariamente cobertas
por formações herbáceas, agropastos e vegetação secundária, que são os usos e
coberturas predominantes na bacia, superando as áreas de colinas cobertas por
formações florestais. A mesma tendência é seguida pelo domínio montanhoso,
que apresenta-se bastante desmatado e com a predominância de formações
herbáceas. As áreas urbanas vem seguindo uma tendência geral da ocupação no
vale do rio Paraíba do Sul, localizam-se nas planícies fluviais, beirando os
principais canais da bacia, como visto na figura VI.42.

115
%

0
5
10
15
20
25
30
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs - 35

0,1
Refúgios vegetacionais

rio Muriaé.
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

6,8
Formações florestais

Colinas - Formações florestais

5,3
Planícies fluviais - Formações florestais

3,1
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,0
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária
19,5

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação


secundária
29,9

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
30,1

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia


Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e
0,5

Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,6

Agricultura

Colinas - Agricultura
0,9
Bacia do Rio Muriaé

Planícies fluviais - Agricultura

localizados próximos à lagoa Feia (figura VI.43).


1,3

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura


1,3

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,0

Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas indiscriminadas


0,1

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,5

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


0,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


0,0

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões arenosos


0,0

e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


0,3

116
Figura VI.42 - Proporções das classes resultantes do mapa Geo-hidroecológico da bacia do

que compõem parte da restinga de Jurubatiba, recobrem 3,8% da bacia e estão


sistema hidrográfico observa-se um conjunto de colinas, que cobrem 15,5% da
montanhas correspondentes à escarpa da serra do Mar. Na porção média do
Na parte alta do sistema hidrográfico da lagoa Feia verifica-se a ocorrência de

rios percorrem áreas de planícies costeiras flúvio-marinhas. Cordões arenosos,


entalharam seu leito, enquanto nas áreas mais baixas do sistema hidrográfico os
área total. Planícies fluviais estão próximas às montanhas, nos locais onde os rios
Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia

35

29,7
30
26,7

25

20 18,9
%

15,5
15

10

5,5
5 3,8

0,0 0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.43 - Proporções das classes dos domínios geomorfológicos do sistema


hidrográfico da lagoa Feia.

A lagoa Feia é o maior corpo d’água deste sistema hidrográfico e a maior


laguna do Norte fluminense, podendo também ser observado um outro corpo
d´água a noroeste, a lagoa de Cima. Não são observadas áreas urbanas nesse
sistema hidrográfico, mas existem outros tipos de uso da terra, como a
agricultura, que possui um papel relevante nesse sistema, ocupando
preferencialmente áreas ao norte da lagoa Feia e cobrindo 16,2% da área total, a
segunda maior ocupação por esse uso/cobertura dentre todas as áreas
estudadas, superada apenas pela foz do rio Paraíba do Sul, que apresenta 37,0%
se suas áreas utilizadas por esta atividade. Os mangues estão localizados ao
longo dos principais rios que fluem para a lagoa Feia, sendo necessário a mistura
da água salobra da lagoa com a água doce dos rios para a formação desse tipo
de vegetação. Formações herbáceas estão na parte central do sistema
hidrográfico, enquanto agropastos e a vegetação secundária inicial estão na
proximidade das áreas de agricultura e das formações florestais. Estas, por sua

117
vez, recobrem 25,0% da área total e estão localizadas a oeste do sistema
hidrográfico (figura VI.44).

Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia


40
37,3

35

30

25,0
25

20
%

16,2

15

10
6,2
5,1 5,5
5 3,8

0,3 0,6 0,1 0,0 0,0


0
Agricultura

Áreas Urbanas

Áreas Antrópicas
Vegetacionais

Formações

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Corpos D'água

Não Classificada
Secundária Inicial

Secundária Inicial

Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.44 - Proporções das classes de uso e cobertura do solo do sistema hidrográfico
da lagoa Feia.

Observa-se que a maior parte das formações florestais, visto na figura VI.45,
estão localizadas no domínio montanhoso, que são as áreas mais preservadas
desse sistema. As formações herbáceas, agropastos e vegetação secundária
estão bem distribuídos entre os diversos domínios geomorfológicos (montanhas,
colinas, planícies fluviais e planícies flúvio-marinhas). A agricultura é realizada
basicamente nas planícies flúvio-marinhas que se estendem do rio Paraíba do sul
a lagoa Feia.

118
%

0
5
10
15
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs - 20

0,2
Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


Formações florestais
17,2

Colinas - Formações florestais

2,3
Planícies fluviais - Formações florestais

Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais


4,4

1,1

hidrográfico da lagoa Feia.


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
8,4

Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação


secundária
10,3

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
12,6

Zona Deltáica – Foz do Rio Paraíba


Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e
Vegetação secundária
12,0

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


1,0

Agricultura

também um domínio colinoso (figura VI.46).


Colinas - Agricultura
2,6

Planícies fluviais - Agricultura


1,7

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura


11,0
Sistema Hidrográfico da Lagoa Feia

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,0

Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,0

indiscriminadas

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,0

indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas


0,0

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


5,8

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões


3,8

arenosos e restingas

Corpos d'água - Corpos d'água


5,5

119
A geomorfologia da foz do rio Paraíba do Sul é caracterizada por formações

proporcionaram a progradação da linha de costa. A sua área total é de 2.622 Km2

continente, especialmente ao norte desta área, são observadas planícies fluviais e


de dinâmica fluvio-marinha e também por depósitos sedimentares que

e as planícies costeiras flúvio-marinhas ocupam 42,5% desta área, enquanto os


Figura VI.45 - Proporções das classes resultantes do mapa Geo-hidroecológico do sistema

cordões arenosos e restingas recobrem 23,2%. Em direção ao interior do


Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba do Sul

45
42,5

40

35

30

25
%

23,2
21,0
20

15
12,0

10

5
1,1
0,2 0,0 0,0
0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.46 - Proporções das classes dos domínios geomorfológicos da foz do rio Paraíba
do Sul.

Os corpos d’água dessa área são compostos basicamente pelo próprio rio
Paraíba do Sul e uma série de lagunas costeiras. O uso e cobertura
preponderante é o de agricultura, recobrindo 37,0% da área e que se estende em
um arco norte - sul, enquanto as formações herbáceas estão mais localizadas ao
norte e também no extremo sul. A foz do rio Paraíba do Sul é a área que
apresenta a maior cobertura por agricultura e também a que responde por 18,9%
de todas as áreas com agricultura da área mapeada. Campos dos Goytacazes, a
maior cidade do Norte fluminense com 426.154 habitantes, cobre 2,1% da área
total do recorte, sendo também expressiva nessa área a cobertura de dunas,
cordões arenosos e restingas (23,2% da área total). Mangues são encontrados
próximo à algumas lagunas ao sul do recorte, enquanto os fragmentos florestais
são pouco numerosos e expressivos na área, destacando-se o maior fragmento
ao norte rodeado por plantios (figura VI.47).

120
Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba do Sul
40
37,0

35
31,0
30

25 23,2

20
%

15

10

5 3,3
1,5 2,1 1,9
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
0
Agricultura

Áreas Urbanas

Áreas Antrópicas
Vegetacionais

Formações

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Corpos D'água

Não Classificada
Secundária Inicial

Secundária Inicial

Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.47 - Proporções das classes de uso e cobertura do solo da foz do rio Paraíba do
Sul.

As áreas de agricultura estão localizadas, em sua maior parte, nas planícies


flúvio-marinhas, que são locais de mais fácil plantio por serem menos declivosos.
Com menos freqüência, a agricultura também é realizada em planícies fluviais e
sobre colinas. O sítio urbano de Campos dos Goytacazes está assentado sobre
colinas e planícies flúvio-marinhas, aproveitando a disponibilidade de água do rio
Paraíba do Sul. Formações herbáceas, agropasto e vegetação secundária estão
localizadas em planícies flúvio-marinhas, colinas e planícies fluviais, porém mais
distantes em relação à cidade de Campos dos Goytacazes que as áreas de
agricultura (figura VI.48). Esse maior distanciamento está provavelmente
relacionado com a priorização da atividade sucro-alcooleira nesta área, que ocupa
as áreas mais próximas aos centros de beneficiamento da cana-de-açúcar.

121
%

0
5
10
15
20
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
25

0,0
Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

0,0
Formações florestais

Colinas - Formações florestais

0,8

rio Paraíba do Sul.


Planícies fluviais - Formações florestais

0,1
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,5

Bacia do Rio Itabapoana


Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

0,2
Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação


secundária
11,0

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


5,2

Vegetação secundária

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
14,9

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,0

Agricultura

Colinas - Agricultura
7,4

Planícies fluviais - Agricultura


6,6

Planícies fluvio-marinhas - Agricultura


23,1
Zona Deltáica - Foz do Rio Paraíba do Sul

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -


0,0

Área urbanas e áreas antrópicas indiscriminadas

Colinas - Área urbanas, Outras áreas antrópicas indiscriminadas


1,4

Planícies fluviais - Área urbanas, Outras áreas antrópicas


0,0

indiscriminadas

menores desnivelamentos em toda a bacia, visto na figura VI.49.


Planícies fluvio-marinhas - Área urbanas, Outras áreas
0,7

antrópicas indiscriminadas

Planícies fluvio-marinhas - Mangues


2,8

Dunas, cordões arenosos e restingas - Dunas, cordões arenosos


e restingas
23,3

Corpos d'água - Corpos d'água


1,9

domínio de montanhas que cobre 25,9% da área da bacia e que ao sul atua como

122
Figura VI.48 - Proporções das classes resultantes do mapa Geo-hidroecológico da foz do

bacia do rio Itapemirim. As áreas mais dissecadas representam as colinas (42,2%

encontradas na desembocadura do rio Itapemirim e são as áreas que apresentam


A bacia do rio Itabapoana (4.887 Km2) é composta basicamente por um

da área da bacia) e planícies fluviais. As planícies flúvio-marinhas são


divisor de água em relação à bacia do rio Paraíba do Sul e ao norte em relação à
Bacia do Rio Itabapoana

45
42,2

40

35

30
25,9 25,3
25
%

20

15

10
6,1
5

0,0 0,0 0,3 0,2


0
Montanhas Morros elevados Maciços Colinas Planícies fluviais Planícies Dunas, Cordões Corpos D'água
e Pães-de- costeiros costeiras flúvio- arenosos e
açúcar marinhas Restingas

Figura VI.49 - Proporções das classes dos domínios geomorfológicos da bacia do rio
Itabapoana.

As formações florestais cobrem 22,9% da área total da bacia, com numerosos


fragmentos em toda a bacia, mas com um adensamento ao norte, no Parque
Nacional do Caparaó, e uma rarefação em direção ao sul. Os agropastos e a
vegetação secundária inicial localizam-se na parte norte da bacia cobrindo 27,9%
da área total da bacia, enquanto as formações herbáceas são encontradas na
porção média e baixa da bacia. Na comparação com as demais áreas estudadas,
a bacia do rio Itabapoana é a segunda com maior abrangência de agropastos e
vegetação secundária inicial, superada apenas pelo sistema hidrográfico da baía
de Guanabara, com 31,9% de sua área utilizada por este tipo de uso/cobertura
(figura VI.50).

123
Bacia do Rio Itabapoana
50
44,4
45

40

35

30 27,9

25
%

22,9

20

15

10

5
2,2
1,3
0,4 0,3 0,0 0,3 0,0 0,2 0,0
0
Agricultura

Áreas Urbanas

Áreas Antrópicas
Vegetacionais

Formações

Formações

Dunas, Cordões

Mangues

Corpos D'água

Não Classificada
Secundária Inicial

Secundária Inicial

Herbáceas
Florestais

Indiscriminadas
Arenosos e
Refúgios

Agropasto +

Restingas
Vegetação

Vegetação

Figura VI.50 - Proporções das classes de uso e cobertura do solo da bacia do rio
Itabapoana.

As principais cidades dessa bacia estão localizadas nas planícies fluviais,


como é o caso de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, com 33.888 habitantes, e
Guaçuí/ES, com 25.761 habitantes. As formações florestais dividem-se
basicamente no domínio de montanhas, como no caso das áreas do Parque
Nacional do Caparaó, e no domínio de colinas. Formações florestais em planícies
fluviais são menos freqüentes (3,4% da área total). As colinas desta bacia são
recobertas basicamente por formações herbáceas, agropasto e vegetação
secundária, tendo uma porção pequena de sua área utilizada para a agricultura
(1,4% da área da bacia). Essas formações herbáceas, agropastos e vegetação
secundária também recobrem a maior parte das planícies fluviais, montanhas e
quase a totalidade das planícies flúvio-marinhas.

124
%

0
5
10
15
20
25
30
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs - 35

0,4
Refúgios vegetacionais

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -

9,5
Formações florestais

rio Itabapoana.
Colinas - Formações florestais

9,4
Planícies fluviais - Formações florestais

3,4
Planícies fluvio-marinhas - Formações florestais

0,4
Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -
Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação secundária
16,1

Colinas - Formações herbáceas, Agropasto e Vegetação


secundária
31,2

Planícies fluviais - Formações herbáceas, Agropasto e


Vegetação secundária
21,6

Planícies fluvio-marinhas - Formações herbáceas, Agropasto e

Bacia do Alto Vale do Paraíba do Sul


5,2

Vegetação secundária

Montanhas, Maciços costeiros, Morros Elevados e Inselbergs -