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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE ENGENHARIA NAVAL

RIO DE JANEIRO, RJ.


Em 10 de dezembro de 2001.

ENGENALMARINST N° 30-07

Assunto: Iluminação Principal de Navios de Superfície - Métodos de Cálculo e Qualidade da


Iluminação.

Anexo: PROCEDIMENTO PARA ILUMINAÇÃO PRINCIPAL DE NAVIOS DE


SUPERFÍCIE - MÉTODOS DE CÁLCULO E QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO.

1 - PROPÓSITO
Especificar métodos de cálculo e requisitos aplicáveis ao sistema de iluminação principal
(iluminação branca de compartimentos) de navios de superfície, para a obtenção de níveis de
iluminamento satisfatórios e de qualidade na iluminação, necessários ao correto desempenho das
tarefas a bordo dos navios da MB.

2 - ANTECEDENTES TÉCNICOS
A necessidade de se reunir em um único documento os procedimentos empregados para o
cálculo de iluminação de navios de superfície, que até então se encontravam dispersos por vários
documentos existentes, relativos ao assunto, originou a elaboração da presente
ENGENALMARINST, aplicável aos projetos da iluminação principal dos navios de superfície da
MB.

3 - NORMAS
Deverá ser observado o procedimento estabelecido no documento anexo.

4 - VIGÊNCIA
Esta ENGENALMARINST entra em vigor a partir da presente data.

5 - CANCELAMENTO
Esta ENGENALMARINST cancela a norma PRC-0028.

ROBERTO DA SILVA LEGEY


Contra-Almirante (EN)
Diretor
Distribuição:
Listas: 811, 821, 831, 841, 851, 861, 881, 9160.
AMRJ, BNRJ, BNA, BNN, BNVC, CPN, IpqM, CvCaboclo, CvPurus, NPaGuaratuba,
NPaGravataí, NHiArgos, NBGSampaio, NBTenCastelo, NBFMSeixas, NBComteVarella,
NHoAValle, NSSFPerry, NBTenBoanerges e NBComteManhães, DAdM e SDM (Arq MB).
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

PROCEDIMENTO PARA ILUMINAÇÃO PRINCIPAL DE NAVIOS DE SUPERFÍCIE -


MÉTODOS DE CÁLCULO E QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO

SUMÁRIO

Página

PREFÁCIO ....................................................................................................................................... 2

INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 2

1 OBJETIVO .................................................................................................................................... 3
2 DEFINIÇÕES ................................................................................................................................ 3
3 REQUISITOS ................................................................................................................................ 4

APÊNDICES

A DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS PARA SE EVITAR OFUSCAMENTO ............................ 10


B TIPOS DE LÂMPADAS USADAS NOS COMPARTIMENTOS .............................................. 11
C NÍVEIS DE ILUMINAMENTO .................................................................................................. 12
D VALOR NUMÉRICO DO ÍNDICE DO LOCAL (K) ................................................................. 14
E FÓRMULAS PARA O MÉTODO PONTO-POR-PONTO ......................................................... 15
F DISTRIBUIÇÃO FOTOMÉTRICA ............................................................................................. 18
G BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................... 19

OSTENSIVO 1 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

PREFÁCIO

Este procedimento foi preparado pelo Departamento de Sistemas Elétricos e de Automação da


Diretoria de Engenharia Naval e estabelece os procedimentos para Iluminação Principal de Navios
de Superfície - Métodos de Cálculos e Qualidade da Iluminação.

Os apêndices A, B, C, D e E apresentados no presente procedimento, são normativos.

Os apêndices F e G , apresentados no presente procedimento, são informativos.

O presente procedimento cancela e substitui a norma PRC-0028 - “Iluminação Principal de Navio


de Superfície Métodos de Cálculos e Qualidade da Iluminação”.

INTRODUÇÃO

Considerando que os requisitos e procedimentos empregados no cálculo de iluminação de navio de


superfície se encontram dispersos por vários documentos existentes relativos ao assunto, este
procedimento, aplicável aos projetos de navio de superfície da MB, foi elaborado de forma a conter
aqueles requisitos e procedimentos necessários ao atendimento do propósito citado, apresentando-os
de forma metódica e sistemática a fim de facilitar sua compreensão e a subsequente aplicação dos
mesmos.

OSTENSIVO 2 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

PROCEDIMENTO PARA ILUMINAÇÃO PRINCIPAL DE NAVIOS DE SUPERFÍCIE -


MÉTODOS DE CÁLCULO E QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO

1 OBJETIVO

Este procedimento especifica métodos de cálculo e requisitos aplicáveis ao sistema de iluminação


principal (iluminação branca de compartimentos) de navios de superfície para a obtenção de níveis
de iluminamento satisfatórios e de qualidade na iluminação necessários ao correto desempenho das
tarefas a bordo dos navios da MB.

2 DEFINIÇÕES

Para os efeitos do presente procedimento, aplicam-se as seguintes definições:

2.1 PLANO DE TRABALHO: plano que coincide com a superfície de trabalho e é limitado pelo
compartimento. Para fins de padronização admite-se plano de trabalho como sendo horizontal e
situado a uma altura de 75 cm em relação ao piso.

2.2 ÁREA DE TRABALHO OU ÁREA ÚTIL: área obtida subtraindo-se da área do plano de
trabalho a área ocupada pelos objetos que interceptam o plano de trabalho. A unidade empregada é
o metro quadrado (m2).

2.3 FLUXO LUMINOSO (Ø): potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e capaz de
produzir uma sensação de luminosidade através do estímulo da retina ocular. Em outras palavras, é
a potência de energia luminosa de uma fonte percebida pelo olho humano. A unidade é o lúmen
(lm).

2.4 FLUXO LUMINOSO TOTAL INSTALADO (ØT): somatório dos fluxos luminosos obtido
com a multiplicação do fluxo luminoso de cada tipo de lâmpada pelo número total de lâmpadas de
mesmo tipo instaladas. O fluxo luminoso total a ser instalado deve ser função do nível de
iluminamento desejado, da área a ser iluminada e do coeficiente de utilização empregado. A
unidade empregada é o lúmen (lm).

2.5 NÍVEL DE ILUMINAMENTO ( E ): relação entre o fluxo luminoso incidente sobre uma
superfície e a área desta superfície. O nível de iluminamento está relacionado com o esforço visual
necessário para realização das atividades dentro do compartimento a ser iluminado. A unidade
empregada é o lux.

2.6 INTENSIDADE LUMINOSA (I): intensidade luminosa de uma fonte de luz em uma
determinada direção é igual a relação entre o fluxo luminoso contido em um ângulo sólido qualquer,
cujo vértice coincida com a fonte e o eixo de simetria com a direção considerada, e o valor deste
ângulo sólido. A unidade empregada é a candela (cd).

2.7 ÍNDICE DO LOCAL (K): parâmetro adimensional diretamente relacionado com as dimensões
do compartimento, com a altura de montagem da luminária a partir do piso e com a forma de

OSTENSIVO 3 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

incidência do fluxo luminoso que pode ser predominantemente direta (sem muitas reflexões) ou de
forma predominantemente indireta (grande parcela do fluxo é refletida no teto, em anteparas e
objetos interpostos em seu percurso desde a luminária até o plano de trabalho). Na iluminação
principal de navios é considerada apenas a iluminação do tipo direta. O índice do local pode ser
dado sob a forma de um valor alfabético ou de um valor numérico correspondente, e é usado na
obtenção do coeficiente de utilização.

2.8 COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (µ): relação entre o fluxo luminoso recebido pelo plano de
trabalho e o fluxo luminoso total instalado. Este coeficiente indica a percentagem do fluxo luminoso
total instalado que realmente incide no plano de trabalho. O coeficiente de utilização depende do
índice do local, das características óticas do compartimento e do tipo de luminária a ser utilizada.

2.9 FATOR DE DEPRECIAÇÃO (D): relação entre o fluxo luminoso produzido por uma luminária
no fim do período de manutenção (tempo decorrido entre duas limpezas consecutivas de uma
luminária) e o fluxo emitido pela mesma luminária no início do seu funcionamento.

2.10 REPRODUÇÃO CROMÁTICA: aspecto cromático que apresentam os corpos iluminados com
a mesma, em comparação com o aspecto cromático que apresentam sob uma luz de referência, com
a qual se consegue uma reprodução cromática ideal.

A reprodução cromática está relacionada com a composição ou distribuição espectral da fonte


luminosa.

2.11 DISTRIBUIÇÃO FOTOMÉTRICA: curva que fornece o valor da intensidade luminosa de


uma fonte em uma determinada direção a partir dessa fonte. O apêndice F apresenta um exemplo
dessa curva. Cada tipo de lâmpada ou luminária apresenta uma diferente distribuição fotométrica.

3 REQUISITOS

3.1 REQUISITOS DE QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO

Para que um compartimento possa ser considerado adequadamente iluminado para o tipo de
atividade a que se destina, é necessário que o sistema alcance, além de um nível de iluminamento
médio satisfatório, certos requisitos sobre a qualidade da iluminação. A maior ou menor
importância a ser dada a qualquer um desses requisitos, deve levar em consideração a finalidade do
compartimento que se deseja iluminar. Estes requisitos são:

3.1.1 Características Óticas do Compartimento

Nem todo o fluxo luminoso que chega ao plano de trabalho, o faz de forma direta. Parte deste fluxo
sofre inúmeras perdas por reflexão, absorção e transmissão nos objetos, teto, anteparas, etc. que
encontra em seu percurso, antes de atingir o plano de trabalho. O valor numérico destas perdas é,
pois, altamente influenciado pelas características óticas do compartimento e de tudo o que ele
contiver. É necessário, portanto, conhecer os fatores de reflexão do compartimento a ser iluminado.
Estes fatores são apresentados em 3.2.1 (d).

OSTENSIVO 4 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

3.1.2 Uniformidade

Para que uma instalação alcance uniformidade luminosa satisfatória, devem ser observados os
seguintes requisitos :

a) as luminárias devem ser localizadas de modo a se obter a máxima iluminação possível sobre as
superfícies de trabalho;

b) o espaçamento entre luminárias e anteparas deve ser menor ou igual a metade do espaçamento
entre luminárias;

c) as luminárias devem ser dispostas de modo a se evitar sombras sobre as superfícies de trabalho,
devido a obstruções ou ao próprio pessoal de bordo no desempenho de suas tarefas normais no
compartimento;

d) a razão entre o nível de iluminamento máximo (sob as luminárias) e o nível de iluminamento


mínimo (entre duas luminárias adjacentes ou em pontos isolados do compartimento) não deve ser
maior que dois para um (2:1). Se o número de luminárias escolhido fornecer uma razão maior,
deve ser instalado maior número de luminárias ou devem ser rearranjadas as luminárias instaladas.

3.1.3 Controle de Ofuscamento

O ofuscamento é um fenômeno fisiológico que reduz a capacidade visual, devido a um excesso de


luminância a que o olho não pode adaptar-se. O ofuscamento pode produzir-se diretamente, quando
a própria fonte de luz se encontra dentro do campo visual, e indiretamente quando aquela se acha
fora do campo visual mas sua luz chega ao observador refletida por superfícies que possuem um
alto grau de reflexão. Para controle do ofuscamento devem ser observados os requisitos a seguir:

a) as luminárias devem ser localizadas de modo a se eliminar fontes de ofuscamento do campo


normal da visão. Ver ilustração no apêndice A.

b) no caso de ofuscamento produzido indiretamente pode-se pintar as superfícies polidas com tinta
difusora ou tinta fosca em lugar de rearranjar as luminárias.

c) as luminárias em compartimentos de controle devem ser localizadas de modo que, com


operadores em sua posição normal, sejam eliminados reflexos provenientes dos visores dos
instrumentos. Se tais reflexos não podem ser completamente eliminados pelo posicionamento
adequado das luminárias ou dos instrumentos, devem ser instalados anteparos nas luminárias ou
nos visores dos instrumentos, ou ainda, os visores dos instrumentos devem ser substituídos por
outros de material não refletor.

3.1.4 Ambiente Cromático

Um bom ambiente cromático é aquele no qual as cores estão perfeitamente harmonizadas e


adaptadas à função visual ou ao trabalho a se desenvolver. O conhecimento da curva de distribuição
fotométrica das fontes de luz é imprescindível para se conseguir o efeito cromático desejado. A
escolha do tipo de lâmpada a ser utilizada nos compartimentos deve levar em consideração este
fato.

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OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

O apêndice B apresenta uma tabela discriminando o tipo de lâmpada a ser utilizada nos diversos
compartimentos de navios da MB.
3.2 MÉTODOS DE CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO

Os métodos aplicáveis para cálculo de iluminação são o método dos lumens, o método Ponto por
Ponto, e o simplificado. O método dos lumens é utilizado para o projeto de iluminação de interiores.
O método Ponto por Ponto se aplica ao projeto de iluminação de áreas externas e é utilizado
também para obtenção do nível de iluminamento em pontos determinados de uma superfície, neste
caso podendo ser aplicado a compartimentos. O método simplificado é mais usado nas fases
preliminares de um projeto, quando ainda não se dispõe dos dados necessários ao emprego do
método dos lumens.

3.2.1 Método dos Lumens

O método dos lumens tem como objetivo a determinação do número de luminárias necessário a um
compartimento, através do cálculo do fluxo luminoso total requerido para iluminá-lo, baseado na
aplicação da fórmula abaixo :

3.2.1.1 - Cálculo do Fluxo Luminoso Total

( E x A)
φt =
µxd
Onde:
φ t = Fluxo Luminoso Total, em Lumens

E = Nível de iluminamento médio inicial, em lux

A = Área de trabalho, em m2

µ = Coeficiente de utilização

d = Fator de Depreciação

a) O nível de iluminamento médio inicial ( E ) para os diversos compartimentos deve ser obtido na
tabela do apêndice C.

b) Quando um compartimento servir a duas ou mais funções, o nível de iluminamento deve ser
provido para a função prioritária do compartimento.

c) O coeficiente de utilização (µ) deve ser obtido do catálogo do fabricante da luminária escolhida.
Este coeficiente depende da determinação do índice local (K) que deve ser obtido pela aplicação da
fórmula do apêndice D, e dos fatores de reflexão do compartimento descritos no item (d) abaixo.

d) Os fatores de reflexão representativos para os compartimentos, estão descritos abaixo:

- Teto Branco-75%
- Teto Claro-50%

OSTENSIVO 6 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

- Antepara Branca-50%
- Antepara Clara-30%
- Antepara média-10%
- Piso Claro-30%
- Piso Escuro-10%

Para maior simplicidade, estes fatores nos fornecem as refletâncias de anteparas e teto,
independente das cores.

e) O fator de depreciação (d) deve ser obtido da tabela 1 abaixo quando não existir informação
sobre a depreciação das lâmpadas e luminárias.

Tabela 1

Categoria do Fator de depre-


recinto ciação
limpo 0,8
médio 0,7
sujo 0,6

3.2.1.2 - Cálculo do Número de Luminárias

O número de luminárias do compartimento deve ser determinado aplicando-se a fórmula abaixo:

φt
NL =
( N 1 x φ 1)

N L = Número de luminárias

φ t = Fluxo luminoso total instalado, em lumens

N 1 = Número de lâmpadas de mesmo tipo da cada luminária

φ 1 = Fluxo de uma das lâmpadas de mesmo tipo

a) Os tipos das lâmpadas a serem utilizadas nos compartimentos devem ser obtidas da tabela do
apêndice B.

b) O fluxo luminoso das lâmpadas deve ser obtido através do catálogo do fabricante da lâmpada
escolhida.

NOTA:

Para o cálculo do número de luminárias deve ser escolhido, a priori, o número de lâmpadas da
luminária e a potência da lâmpada. Para isso, deve-se levar em consideração que :

OSTENSIVO 7 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

- quanto maior o número de lâmpadas por luminária, menor a uniformidade


luminosa;

- quanto menor o número de lâmpadas por luminária, maior o custo da instalação;

- quanto maior a potência da lâmpada, menor o número de lâmpadas total instaladas;

Na disposição das luminárias no compartimento deve ser levado em consideração o arranjo do


mesmo conforme apresentado apêndice A e os requisitos apresentados em 3.1.2 e 3.1.3.

Caso o cumprimento do exposto no parágrafo anterior obrigue a modificar o número de luminárias,


a potência das lâmpadas ou o número de lâmpadas por luminária escolhida deve ser alterado e o
número de luminárias recalculado.

3.2.2 Método Ponto por Ponto

Este método é utilizado, para efeitos deste procedimento, para avaliar o nível de iluminamento em
um ponto P qualquer de uma superfície, o qual é obtido pela aplicação das fórmulas descritas no
apêndice E.

A intensidade luminosa deve ser obtida da curva de distribuição fotométrica da luminária fornecida
pelo fabricante da mesma; (Vide exemplo no apêndice F).

Para obter-se o nível de iluminamento em qualquer ponto sobre uma superfície devem ser somados
os iluminamentos contribuídos por todas as luminárias.

3.2.3 Método Simplificado

Este método fornece o número de luminárias para um determinado compartimento a partir da


potência por metro quadrado necessária para iluminá-lo.

O número de luminárias do compartimento deve ser obtido pela aplicação da fórmula abaixo:
W
[ 2 XA]
m
NL = ___________
(P1 X N1)

N L = Número de luminárias

W
m2 = Potência por metro quadrado
A = Área de trabalho, em m2

P1 = Potência da lâmpada

N1 = Número de lâmpadas da luminária

Este método envolve a escolha inicial da potência, da quantidade e do tipo de lâmpada a ser
utilizada nas luminárias.

OSTENSIVO 8 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Anexo

A potência por metro quadrado (W/m2) necessária a obtenção do nível de iluminamento adequado a
cada compartimento deve ser obtida da tabela do apêndice C.

OSTENSIVO 9 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice A

APÊNDICE A (normativo)

DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS PARA SE EVITAR OFUSCAMENTO

Certo Errado
Figura A.1

Certo Errado
Figura A.2

OSTENSIVO 10 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice B

APÊNDICE B (normativo)

TIPOS DE LÂMPADAS USADAS NOS COMPARTIMENTOS

Tabela B.1

LÂMPADA COMPARTIMENTO

PAIÓIS EM GERAL
CONVÉS EXPOSTO
INCANDESCENTE

CÂMARA E ANTE-CÂMARA FRIGORÍFICA


ESCOTEIRA
ROUPARIA
OFICINA DE TORPEDOS
PRAÇA DE MUNICIAMENTO
COMPARTIMENTO DE CONTROLE DE ALÇA
COMPARTIMENTO DE BATERIAS
COMPARTIMENTO DO SISTEMA HIDRAÚLICO DO CANHÃO
COMPARTIMENTO DO HALON
COMPARTIMENTO E ESTAÇÃO DE REBASTECIMENTO DE JP-5
ACESSO A ESTAÇÃO DE DESCONTAMINAÇÃO
BRANCA FRIA E SUAVE DE LUXO

CAMAROTE
FLUORESCENTE

ALOJAMENTO
(NOTA 1)

PRAÇA D'ARMAS
ISOLAMENTO (ENFERMARIA)
COMPARTIMENTO DE RECREAÇÃO
LUZ DO DIA
(NOTA 2)

DEMAIS COMPARTIMENTOS

NOTAS
1 Neste compartimento também pode ser usada lâmpada fluorescente branca fria ou luz do
dia simultameamente com a lâmpada suave de luxo, caso seja desejavél um maior nível de
iluminamento.

2 Neste compartimento deve ser instalada lâmpada fluorescente do tipo branca fria de luz do
dia simutaneamente, para que o espectro luminoso resultante se aproxime do espectro da luz
natural.

OSTENSIVO 11 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice C

APÊNDICE C (normativo)

NÍVEIS DE ILUMINAMENTO

Tabela C.1

VALORES
NÍVEL APROX. DE
POTÊNCIA
(W/m2)
COMPARTIMENTO MÉDIO INCAN- FLUORES-
DESCEN- CENTE
TE
(LUX) BF SL
A) SALA DE CIRURGIA (SEM A LUMINÁRIA PARA
CIRURGIA) 300 60 20 25
COZINHA
B) ESTAÇÃO RÁDIO, CENTRO DE CONTROLE DE
MAQUINAS (CCM)
OFICINAS
LAVANDERIAS, COPAS
REFEITÓRIO, SALAS DE ESTAR, SALAS DE AULA
CAMARIM DE NAVEGAÇÃO 200 45 15 18
COMPARTIMENTO DA GIRO (ESTAÇÃO DE
COMANDO ABRIGADA)
SECRETARIA
PRAÇA D'ARMAS
C) PASSADIÇO, COMPARTIMENTO DE MÍSSEIS
COMPARTIMENTO NÃO GUARNECIDO CONTENDO
EQUIPAMENTOS DE ACIONAMENTO E CONTROLE
TAIS COMO: PÇA DE MÁQS., COMPTO. MÁQ. LEME,
COMPTO MÁQ. AUXILIARES, COMPTO DE
CONVERSORES, ETC.
ESCRITÓRIOS EM GERAL (DE AVIAÇÃO, DE
MÁQUINAS, DE ARMAMENTO, INTENDÊNCIA, ETC)
ESTAÇÕES DE NBQ E DESCONTAMINAÇÃO
COMPARTIMENTO DE COMUNICAÇÕES
INTERIORES 150 35 10 13
HANGAR
ENFERMARIA (SEM A LUMINÁRIA PARA CIRURGIA)
CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO E MÉDICO
COMPARTIMENTO DO QUADRO ELÉTRICO
CANTINA
BARBEARIA
COMPARTIMENTO DA GIRO
CENTRO DE OPERAÇÕES DE COMBATE (COC)

OSTENSIVO 12 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice C

D) CAMAROTE EM GERAL E ALOJAMENTO


CORREDORES, CIRCULAÇÕES E ACESSOS, CÂMARA
DE PASSAGEM (AIR LOCK)
ISOLAMENTO (PARA ENFERMARIA)
BANHEIROS E SANITÁRIOS 100 25 7 9
PAIÓIS EM GERAL, FRIGORÍFICA
PRAÇA DE MUNICIAMENTO, ESCOTERIA
UNIDADE DE CONDICIONAMENTO DE AR,
ESTAÇÃO DE FILTRAGEM
E) COMPARTIMENTOS MENORES CUJA UTILIZAÇÃO
REQUEIRA APENAS UM ILUMINAMENTO MÍNIMO, 40 10 3 4
COMO POR EX.COMPARTIMENTO DE BATERIAS
NOTAS:
1 - BF - BRANCA FRIA
SL - SUAVE DE LUXO

2 - NAS PROXIMIDADES DOS QUADROS ELÉTRICOS E PAINÉIS DE CONTROLE O


NÍVEL DE ILUMINAMENTO MÍNIMO DEVE SER 250 LUX. ESTE NÍVEL PODE SER
ALCANÇADO PELA POSIÇÃO ADEQUADA DO NÚMERO DE LUMINÁRIAS
OBTIDAS NO CÁLCULO GERAL DE ILUMINAÇÃO DO COMPARTIMENTO.

3 - NAS FASE PRELIMINARES DE UM PROJETO, QUANDO O ARRANJO É


DESCONHECIDO, DEVE-SE UTILIZAR UM FATOR DE REDUÇÃO DA ÁREA TOTAL
DO COMPARTIMENTO POR COMPARAÇÃO, COM NAVIOS DE MESMA CLASSE
PARA OBTENÇÃO DA ÁREA ÚTIL. ESTA ÁREA DEVE SER UTILIZADA NO
CÁLCULO DOS W/m² DE CADA COMPARTIMENTO.

OSTENSIVO 13 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice D

APÊNDICE D (normativo)

VALOR NUMÉRICO DO ÍNDICE DO LOCAL (K)

ILUMINAÇÃO DIRETA E SEMI-DIRETA

A
K =
h O (a + b)

A - ÁREA DO COMPARTIMENTO (m2)


a - COMPRIMENTO DO COMPARTIMENTO (m)
b - LARGURA DO COMPARTIMENTO (m)
hO - ALTURA DA LUMINÁRIA AO PLANO DE TRABALHO (m)

OSTENSIVO 14 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice E

APÊNDICE E (normativo)

FÓRMULAS PARA O MÉTODO PONTO-POR-PONTO

E.1 Ponto no plano horizontal abaixo da luminária

Luminária

I
E=
d d2

Onde:

E = Nível de iluminamento, em lux


I = Intensidade luminosa, em candelas
d = Distância da luminária ao ponto P

OSTENSIVO 15 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice E

E.2 Ponto no plano horizontal distante da luminária

Luminária

α d r
sen α =
d

h
h
cos α =
d

r P

I x cosα Ixh
E= ou E = ou
d2 d3

I x cos3α I x h x r3
E= ou E =
h2 sen3α
Onde:

E = Nível de iluminamento, em lux


I = Intensidade luminosa, em candelas
d = Distância da luminária ao ponto P
r = Distância do ponto P ao plano vertical que passa pela luminária
h = Distância de luminária ao plano horizontal
a = Ângulo entre a vertical à superfície receptora e d

OSTENSIVO 16 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice E

E.3 Ponto no plano vertical distante da luminária

LUMINÁRIA

α
d r
sen α =
d

h
h
cos α =
d

P
r

I x sen α Ixr
E = 2
ou E = 3 ou
d d

I x sen α x cos 2 α
E =
h2
Onde:

E = Nível de iluminamento, em lux


I = Intensidade luminosa, em candelas
d = Distância da luminária ao ponto P
r = Distância do ponto P ao plano vertical que passa pela luminária
h = Distância de luminária ao plano horizontal
α = Ângulo entre a vertical à superfície receptora e d

OSTENSIVO 17 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice F

APÊNDICE F (informativo)

DISTRIBUIÇÃO FOTOMÉTRICA

Figura F.1 - Lâmpada de 200W -3700 LUMENS

OSTENSIVO 18 ORIGINAL
OSTENSIVO ENGENALMARINST N° 30-07 - Apêndice G

APÊNDICE G (informativo)

BIBLIOGRAFIA

G.1 - E - Anlagen - Beleuchtungsanlagen , positionslaternen und


Signallichter - BV 35; Setembro - 1981

G.2 - Instalações Elétricas - Hélio Creder - 13o edição

G.3 - Lighting on Naval Ships NAVEA-0964-000-2000

G.4 - Instalações Elétricas - Julio Niskier/A. J. Macintyre - 2º edição

OSTENSIVO 19 ORIGINAL

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