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Sub-projecto:

Igualdade de
Oportunidades

Manual do Formador
Manutenção de Têxteis e
Vestuário
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Gestão de Iniciativas Comunitárias do Emprego e
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Conteúdos programáticos
Carga Horária
Temas
Teórica Prática
Lavagem da roupa 2
Lavagem mecânica
Molhagem
Pré-Lavagem ou 1ª Lavagem
Lavagem
Ciclos de lavagem separados
2
1ª Passagem por água
2ª Passagem por água
Centrifugação
Branqueamento

Detergente
Detergente em pó para máquina 2
Detergente para lavagem à mão
Carregamento da máquina 2
Lavagem à mão 2
Temperatura da água
A água
Definição de dureza da água
Inconvenientes da dureza da água
2
Passagem com lixívia
Condições aconselhadas na utilização
de lixívia
Amaciador
Nódoas
Aspecto visual
Cor
Cheiro 2
Tacto
Localização da nódoa
Nódoas profissionais
Tratamentos especiais 2 2
Segurança no trabalho 1
Limpeza das máquinas
Máquina de lavar 2
Máquina de secar
Passar a ferro 2 18
Secagem, dobragem, arrumação 2 2
Limpeza periódica 1
As etiquetas 2
Pequenos arranjos de costura 4 16
Índice

Conteúdos programáticos 1

A LAVAGEM DA ROUPA 6

LAVAGEM MECÂNICA 8
MOLHAGEM 8
PRÉ-LAVAGEM OU 1ª LAVAGEM 8
LAVAGEM 8
CICLOS DE LAVAGEM SEPARADOS 8
1ª PASSAGEM POR ÁGUA 8
2ª PASSAGEM POR ÁGUA 8
CENTRIFUGAÇÃO 9
BRANQUEAMENTO 9

DETERGENTE 10
Detergente em pó para a máquina 10
Detergente para lavagem à mão 10
Roupa branca 10
Roupa de côr 10
Roupa delicada 11

CARREGAMENTO DA MÁQUINA 11

LAVAGEM À MÃO 15
HIGIENE 16
Roupa limpa: 16
Roupa suja: 17

TEMPERATURA DA ÁGUA 18
A ÁGUA 18
DEFINIÇÃO DE DUREZA DA ÁGUA 18
INCONVENIENTES DA DUREZA DA ÁGUA 18
PASSAGEM COM LIXÍVIA 19
CONDIÇÕES ACONSELHADAS NA UTILIZAÇÃO DA LIXÍVIA 20
AMACIADOR 20

REMOÇÃO DE NÓDOAS 21
ASPECTO VISUAL 21
COR 21
CHEIRO 21
TACTO 22
LOCALIZAÇÃO DA NÓDOA 22
NÓDOAS PROFISSIONAIS (DE TRABALHO) 22

TRATAMENTOS ESPECIAIS 24
Bombazina 24
Bordado inglês 24

2
Ganga 24
Linho 24
Seda 24
Tecidos impermeáveis 24

SEGURANÇA NO TRABALHO 26

LIMPEZA DAS MÁQUINAS 27


Máquina de lavar 27
Máquina de secar 27

PASSAR A FERRO 28

SECAGEM, DOBRAGEM E ARRUMAÇÃO 31

LIMPEZA PERIÓDICA 34

AS ETIQUETAS 36

PEQUENOS ARRANJOS DE COSTURA 37


COMPOSIÇÃO DE UM ESTOJO DE COSTURA 37
PREPARAÇÃO DA MÁQUINA DE COSTURA. 38
PONTOS DE COSTURA DIVERSOS 40
COLOCAÇÃO DO DEDAL, POSIÇÃO CORRECTA DA AGULHA 41
PREGAR UM BOTÃO 41

3
Introdução

O saber evolui continuamente. Tal acontece também em


relação ao tratamento e manutenção das roupas, pois a
natureza dos têxteis muda, utilizam-se novos materiais,
experimentam-se novos produtos e, por isso, os cuidados
têm de evoluir qualitativamente.

Não haverá, certamente, resposta para todas as dúvidas,


mas este manual será sim uma base útil para o desempenho
das tarefas de lavandaria, da manutenção dos têxteis e do
vestuário, assim como das máquinas e equipamento
necessários.

4
Para mais fácil assimilação e localização, foram utilizados
alguns símbolos ao longo deste manual, tais como:

PRECAUÇÔES PONTOS
CURIOSIDADES ACTIVIDADES SUGESTÕES
E A
PRÁTICAS
PERIGOS RETER

5
A LAVAGEM DA ROUPA
A lavagem, é uma operação que visa devolver à roupa o seu
aspecto e textura originais.

Nunca se deve proceder à lavagem de uma peça de roupa,


seja ela do lar ou de vestuário, sem se conhecer a origem
dos têxteis e estes podem ser de origem natural ou química.

Os de origem natural, podem ser de:


Origem animal - Lã ou seda
Origem vegetal - Algodão, linho, ráfia, etc.

Os de origem química podem ser:


Têxteis artificiais (seda artificial)
Têxteis sintéticos (acrílicos, polyester, nylon, etc.)

Para um tratamento adequado das roupas, há que ter


conhecimento sobre:
- Produtos
- Materiais
- Desenvolvimento de métodos de trabalho eficazes
- Sensibilização para a crescente preocupação higiénica

A conveniente aplicação dos conhecimentos é muito


importante, para que a roupa mantenha a forma e qualidade
iniciais.

Para tal ser obtido, há que passar por diversas etapas, no


tratamento dos tecidos:
- Eliminar as nódoas
- Preservar as fibras e as cores
- Manter a macieza e a elasticidade

Estes objectivos obtêm-se recorrendo a:


- Máquinas
- Produtos adequados
- Métodos ajustados, em função de:
- Natureza da fibra
- Tipo de sujidade
- Tipo de água
- Produtos a utilizar
- Programa adequado
- Execução prática

6
As máquinas mais usuais para tratamento de têxteis, são:
- Máquina de lavar
- Secadora
- Prensa - serve para engomar peças direitas.

A qualidade de uma lavagem mecânica, depende de 4


factores:
- Tempo
- Acção mecânica
- Temperatura
- Acção química

7
LAVAGEM MECÂNICA
Num ciclo de lavagem mecânica, encontramos as seguintes
operações:

MOLHAGEM
Operação destinada a eliminar as poeiras e sujidades,
rapidamente solúveis e dispersas em água fria.

PRÉ-LAVAGEM OU 1ª LAVAGEM
Operação destinada à eliminação das sujidades solúveis em
água morna, em meio alcalino.

LAVAGEM
Operação destinada a eliminar todas as sujidades residuais.
Este processo efectua-se através das acções físicas e físico-
químicas do detergente e por saponificação.

CICLOS DE LAVAGEM SEPARADOS


Utilizando diversos ciclos de lavagem curtos, a sujidade vai
sendo eliminada através da substituição da água e do
detergente. Se o ciclo de lavagem escolhido for longo, a
roupa circula sempre na mesma água e solução sujas, não
facilitando a lavagem.

1ª PASSAGEM POR ÁGUA


Operação destinada a eliminar parte dos produtos
detergentes e alcalinos, assim como a água suja retirada da
roupa.

2ª PASSAGEM POR ÁGUA


Operação complementar da anterior, destinada à diminuição
da temperatura da roupa, antes da operação de
branqueamento.

8
CENTRIFUGAÇÃO
Operação destinada a eliminar o máximo possível de água
retida nas fibras.
O tempo de centrifugação varia segundo:
- Quantidade de roupa
- Natureza das fibras
- Tratamento seguinte

Em regra, o tempo de centrifugação varia entre os 7 e os 10


minutos.
A roupa centrifugada não deve conter um peso de água
superior a 50% do seu peso quando seca.

BRANQUEAMENTO
A operação de branqueamento, pode ser feita até à
temperatura de 65º. Após esta temperatura, o branqueador
pode começar a destruir as fibras dos tecidos.

Não se usa branqueador em roupa de cor.

9
DETERGENTE
A escolha do detergente, é um primeiro passo muito
importante para uma lavagem bem sucedida.
Esta escolha terá de ser feita em função do tecido.

Há diversos tipos de detergente:

Detergente em pó para a máquina


Não deve ser utilizado para lavagens à mão, pois além de
não ser adequado, faz mal à pele pois é muito forte. Apesar
de ser eficaz na remoção da sujidade e das nódoas, pode
descolorar os tecidos de cor.

Detergente para lavagem à mão


Líquido - Utilizado em lãs e tecidos delicados, tais
como cambraia ou sedas (sintéticas ou naturais)
Pó - Deverá ser bem dissolvido na água, antes de
mergulhar a roupa.

Estes dois tipos de detergente são os mais indicados para a


lavagem de lãs e tecidos delicados.
Não deve utilizar-se este tipo de detergente na máquina.

Há ainda detergentes concentrados, que são utilizados em


menor quantidade que os outros.
Ao detergente para lavagem manual pode adicionar-se, se
necessário, um pouco de lixívia, se a roupa for branca.

Roupa branca
A escolha dos detergentes é muito importante, pois
principalmente os de máquina, têm branqueador incorporado
que pode descolorar a roupa.
Este tipo de detergente é usado na lavagem de lençóis,
turcos, toalhas de mesa ou panos de cozinha, se forem em
cores claras, mas não deve usar-se em sedas ou lãs, mesmo
que a lavagem mecânica seja feita a baixa temperatura. Há,
por isso, que ter detergentes diversos, adaptados às
necessidades.

Roupa de côr
Há detergentes em pó ou líquidos, apropriados para a
lavagem de peças de côr, à máquina.

10
Há lixívias sem cloro, apropriadas para este tipo de roupa.

Roupa delicada
Para lã, seda e outra roupa delicada, há detergente líquido,
que pode ser utilizado na máquina. No entanto, é preferível a
lavagem à mão com este tipo de detergente, pois é mais
eficaz.

PRECAUÇÃO
É muito importante usar as quantidades certas de
detergente, para não haver acidentes.

CARREGAMENTO DA MÁQUINA
A roupa deve ser sacudida e aberta, antes de ser introduzida
na máquina.

É muito importante não sobrecarregar a máquina. A roupa


com espaço para se mover, ficará muito mais bem lavada. É,
portanto, indispensável verificar se o peso da roupa (seca)
metida na máquina, é compatível com as capacidades desta.
Para isso, é importante saber o peso de cada peça de roupa.

O carregamento da máquina varia segundo:


- O tipo de fibra
- O volume do tambor
- O estado de sujidade da roupa

Por exemplo, numa máquina com capacidade para 5 Kg de


roupa, introduzem-se:
- 5 Kg de algodão
- 3,5 Kg de polyester-algodão

Para não exceder a capacidade da máquina, é necessário


proceder à pesagem da roupa e, para facilitar a tarefa,
metem-se as peças dentro de um saco de plástico ou de uma
fronha.
Outra forma, é saber o peso de cada peça e encher a
máquina com o número de peças que perfaça o peso
correcto.

11
PRECAUÇÃO
A roupa com aplicações deve ser lavada do avesso, para
que estas não estraguem as outras peças.
Devem verificar-se e esvaziar-se os bolsos antes da
lavagem, assim como fechar os fechos de correr.

12
A lista que se segue, indica o peso aproximado das peças
mais usuais (secas):

PESO DAS PEÇAS DE ROUPA


Peso (em
Peças de roupa Tipo de tecido
gramas)
Vestuário
Calças de ganga Algodão 700
Vestido Algodão 500
mistura sintética 350
algodão/mistura
Camisa de homem 200
sintética
Meias (1 par) - 50
T-Shirt Algodão 100
Roupa interior (por artigo) - 50
Blusa de senhora algodão 150
mistura sintética 100

Roupas de casa
Toalhão de banho - 700
Capa de edredão (casal) mistura sintética 1000
Capa de edredão (pessoa
mistura sintética 700
só)
Fronha - 150
Lençol (casal) - 500
Lençol (pessoa só) - 450
Toalha de mesa (grande) - 700
Toalha de mesa
- 250
(pequena)
Pano de cozinha - 100

Devem ter-se sempre um ou dois alguidares para o


acondicionamento da roupa ao ser retirada da máquina, até
ser estendida ou colocada na secadora.

A máquina deve ser carregada com peças pequenas e


grandes, para que estas não se enrolem entre si.

A roupa deve ser separada antes da lavagem, quer


esta seja manual ou na máquina, tal como mostra a
foto junto.

Não devem lavar-se em conjunto, peças de roupa de


cores diferentes, pois podem debotar durante a
lavagem.

13
Quando se metem peças na máquina com indicação de
lavagem a diferentes temperaturas, opta-se por uma
lavagem à temperatura mais baixa exigida na etiqueta.

Não deve, no entanto, lavar-se sempre a roupa a uma


temperatura inferior à indicada, pois esta não ficará, com a
continuação, bem lavada.

É nesta fase que a roupa deve ser cuidadosamente


verificada, para ver se tem nódoas, que deverão ser
removidas antes da lavagem geral, pois a água quente ou o
detergente podem fixar a nódoa, tornando-a impossível de
remover.

A roupa sensível deve ser lavada dentro de um saco de rede


apropriado.

A roupa deve ser retirada da máquina logo após a lavagem,


para não se desenvolverem fungos que provocam maus
cheiros e para não ficar muito vincada, o que dificultaria a
passagem a ferro ou a dobragem.

Quando a roupa estiver muito suja, a solução não é pôr mais


detergente e sim escolher o programa adequado: pré-
lavagem, temperatura da água, programa mais longo ou
enérgico ou uma sabonária prévia.

CURIOSIDADE
A roupa engordurada (da cozinha, por exemplo) deverá
ser primeiro lavada em água fria, para que a gordura não
“coza”, após o que se procede à lavagem normal.

14
LAVAGEM À MÃO
Esta lavagem é aconselhada para roupa sensível à
movimentação da máquina de lavar ou para peças que
debotem.

O detergente deve ser bem dissolvido antes de se introduzir


a roupa.

Se a roupa for lavada com água morna, deverá ficar de


molho meia hora. Se for com água fria, pode ficar de molho
durante toda a noite.

Se a roupa estiver debotada, deve adicionar-se um pouco de


vinagre à água, pois ajuda a avivar a cor e também a fixá-la.

Para que um detergente de lavagem à mão actue


convenientemente, deve esfregar-se bem a peça.

A roupa deve mergulhar-se completamente na água com o


detergente já dissolvido e deixar-se um pouco de molho,
antes de lavar.

Se a peça a lavar for muito grande, poderá ser lavada na


banheira, para que fique completamente imersa.

Se pretender aproveitar-se a água da lavagem de roupa de


cores diferentes, devem lavar-se primeiro as peças de cores
claras e depois, aproveitando a água, as de cores escuras.

Após a lavagem, devem fazer-se vários enxaguamentos,


para retirar quaisquer resíduos de detergente.

A roupa lavada à mão pode ser ligeiramente centrifugada na


máquina, para que não pese tanto quando se estende,
correndo o risco de se deformar e também para que seque
mais depressa.

Quando se estende, a roupa deve ser ligeiramente esticada,


para readquirir a forma inicial e deve ser estendida em local
arejado, para que seque mais depressa devido à renovação
do ar e para não criar cheiros.

CURIOSIDADE
Um bom processo de dissolução do detergente para
lavagem à mão, é fazê-lo em água morna e juntá-lo
então à água fria.

15
Se for espremida à mão, a roupa deverá ser pressionada
entre as mãos e não torcida.
A roupa delicada deve ser estendida na horizontal, sobre
uma toalha branca, tal como exemplificam as fotos.

Certos tecidos de cor vermelha ou amarela debotam com


muita facilidade. Para se certificar se a cor debota, deve
molhar-se o tecido num sítio escondido e pressionar sobre
essa superfície um pano branco ou passar com o ferro morno
sobre o pano. Se passar cor para o pano, é sinal de que têm
de tomar-se precauções na lavagem desse tecido.

PRECAUÇÃO
Na lavagem da roupa à mão, devem usar-se luvas de
borracha para proteger a pele. No entanto, se a água a
utilizar na lavagem for quente, deverá verificar-se a
temperatura antes da sua colocação, pois com elas é difícil
a avaliação.

HIGIENE

Roupa limpa:

- Devem lavar-se as mãos antes de mexer-lhe


- Deve colocar-se sempre em superfícies limpas,
protegendo-a da sujidade e da poeira

16
Roupa suja:

- Quando se remove, deve colocar-se de imediato


num cesto ou saco próprios
- Nunca a deixar de qualquer maneira
- Lavam-se as mãos muito bem, depois de lhe mexer
- Se a roupa suja tiver sido utilizada por alguém
doente, deverá ser separada e tratada à parte

17
TEMPERATURA DA ÁGUA
A temperatura da água é muito importante, pois há certas
reacções químicas que só se produzem a partir de uma
determinada temperatura, assim como a eficiência dos
detergentes.
No entanto, há certas fibras que podem ser deterioradas pelo
calor da água.

A ÁGUA
A água pode parecer um componente trivial. Contudo, não se
pode passar sem ela e a lavagem de roupa seria impossível
sem água. As propriedades de uma determinada água têm
grande influência nos resultados da lavagem.

DEFINIÇÃO DE DUREZA DA ÁGUA


A dureza da água indica, globalmente, a concentração de
sais de cálcio e magnésio dissolvidos, que se encontram na
água.
Uma água que tem em solução um teor elevado de sais de
cálcio e magnésio e portanto tem uma dureza elavada, é
uma água DURA.
No caso contrário, é uma água MACIA.
Uma água MACIA, contém poucos ou nenhuns sais de cálcio
ou magnésio dissolvidos.

A água macia lava melhor que a dura, embora enxague com


mais dificuldade.

São muito importantes os controlos da temperatura da água


e do tempo de lavagem.

INCONVENIENTES DA DUREZA DA ÁGUA


Quando a água é dura, a roupa torna-se acinzentada, com
mau odor e há dificuldade na penetração da água fazendo,
por isso, gastar mais detergente.

A água dura é também prejudicial para a máquina de lavar,


pois o calcário no seu interior provoca:
- Desperdício de energia, pois é mau condutor do
calor
- Reduz o tempo de vida das resistências
- Maus acabamentos, pois torna a roupa acinzentada,
áspera e difícil de engomar.

18
PASSAGEM COM LIXÍVIA
A passagem com lixívia é uma operação de branqueamento,
efectuada depois da lavagem.

A lixívia é um agente de branqueamento que se deve utilizar


correctamente, sob pena de deterioração grave e definitiva
da fibra, quer seja algodão ou fibra animal.

19
CONDIÇÕES ACONSELHADAS NA UTILIZAÇÃO
DA LIXÍVIA
O tempo de actuação deverá ser entre os 5 e os 10 minutos
(em média 7 minutos), a uma temperatura máxima de 35ºC,
de modo a manter as condições de mínimo desgaste químico.
Se a temperatura sobe, aumenta este desgaste, que destrói
a resistência da fibra.
Cada subida de 10ºC na temperatura, acima dos 35ºC,
duplica o desgaste químico da roupa.

Na lã, não pode utilizar-se lixívia nem água quente. A lixívia


amarelece-a e destrói-a.

No algodão e no linho, pode ser utilizada em solução muito


diluída (1 parte de lixívia para 10 de água) e com precaução.
Usada assim, embranquece a roupa.

Se for muito concentrada, sem precaução, com temperatura


alta demais ou enxaguamento insuficiente, deteriorará a
roupa.

A lixívia pode ser substituída, com vantagem, pela adição de


perborato durante a lavagem ou pela utilização de um pó
completo, de que resulta uma economia de tempo, energia e
água.
Neste caso, o branqueamento das fibras é feito pelo oxigénio
libertado pelo perborato, a uma temperatura de 80ºC.
O único problema na utilização do perborato, é que só pode
ser utilizado em tecidos de algodão, têxtil capaz de suportar
uma temperatura tão elevada.

AMACIADOR
Torna a roupa mais macia, facilitando a passagem a ferro,
evitando assim a aderência ao mesmo. Dá-lhe um cheiro
muito agradável (há cheiros diversos), torna-a mais fofa e
não fica tão amarrotada durante a secagem.
Nas fibras sintéticas, retira-lhes a electricidade estática, que
atrai a sujidade.
Aumenta o volume da roupa, o que no caso dos turcos é
muito agradável, pois ficam mais fofos e macios.
Na máquina, coloca-se na gaveta correspondente. À mão,
adiciona-se à última água do enxaguamento.

20
REMOÇÃO DE NÓDOAS
Quanto mais depressa se remover uma nódoa (antes de
secar), mais possibilidade há de que a operação seja
perfeitamente conseguida.

Se se verificar que alguma nódoa resistiu à lavagem, não


deve engomar-se, pois o calor fixa a nódoa.
Remove-se a nódoa convenientemente e depois volta a
proceder-se à lavagem normal para o tipo de fibra em
questão.

Para remover bem uma nódoa é importante saber:


- Origem da nódoa
- Tipo de tecido
- Fixidez da cor

A parte mais importante do processo, consiste num exame


cuidado. Deve tentar saber-se o máximo possível, acerca da
origem da nódoa.

As pistas mais comuns são provenientes de:


- Perguntas directas ao utilizador da peça
- Conhecimento do tipo de utilização dado à peça
- Cuidadoso exame ao aspecto da nódoa

As etapas que se seguem, definem o processo lógico a usar


na identificação da origem das nódoas:

ASPECTO VISUAL
O aspecto físico da nódoa, pode revelar a sua origem -
alimentar ou não.
Pode ainda permitir saber se é superficial ou se foi absorvida,
se tem aspecto brilhante ou baço.

COR
A cor permite, em muitos casos, diagnosticar a origem. Por
exemplo, se se trata de sangue ou tinta.

CHEIRO
Se o aspecto e a cor não forem suficientes, o cheiro pode
permitir a identificação. As manchas de perfume e algumas
nódoas de comida podem ser identificadas deste modo.

21
Para acentuar o odor de uma nódoa e, consequentemente,
melhor a identificar, pode aplicar-se vapor (por ex: uma
chaleira com água a ferver).

TACTO
A sensação de dureza, rigidez, suavidade ou flexibilidade
podem também ser indicadores que permitem conclusões
sobre a origem da nódoa.

LOCALIZAÇÃO DA NÓDOA
A localização da área atingida, pode constituir uma pista
importante: manchas nas mangas e nas axilas, são
provavelmente originadas por perfumes ou desodorizantes.
Uma mancha na baínha das calças, pode ser graxa dos
sapatos.
O forro dos bolsos dos casacos, é uma área típica para
nódoas de tinta de escrever.

NÓDOAS PROFISSIONAIS (DE TRABALHO)


As roupas de trabalho, batas ou uniformes, apresentam
normalmente nódoas típicas da ocupação.

A maneira mais fácil de não se “perder” o sítio de uma


nódoa, é marcá-la com um pouco de linha branca antes de
mergulhar a peça na água. As fotos abaixo exemplificam
mostrando a da direita, em pormenor, essa marcação.

Se a nódoa for sólida, deve remover-se cuidadosamente o


excesso. Se for líquida, deve limpar-se o excesso com um
pano (ou papel) absorvente. O pano deverá ser branco, de
preferência, para não largar cor.

O excesso das nódoas gordurosas remove-se com pó de


talco.

As pastilhas elásticas removem-se através do frio - um cubo


de gelo, por exemplo. Há também sprays apropriados, à
venda nos bons supermercados.
22
Quando se aplicar um removedor de nódoas, deverá fazer-se
uma experiência num sítio escondido (baínha ou costura),
para ver a reacção do tecido.

Se não se conseguir identificar a natureza da nódoa, deve


começar-se com um tratamento suave, água fria de
preferência, pois a quente pode “cozer” a nódoa e o
detergente fixá-la irremediavelmente.

A limpeza de uma nódoa deverá ser feita do bordo para o


interior, para a sujidade não se espalhar.

Após a eliminação da nódoa, mesmo que com removedor,


deve proceder-se sempre à limpeza da superfície com água
fria, para neutralizar a actuação do produto utilizado.

É muito importante secar-se a superfície tratada, o melhor e


mais depressa possível.

Os removedores são venenosos e bastante inflamáveis, por


isso devem ser utilizados com cuidado, longe de uma chama
e, de preferência, num local arejado por causa dos vapores,
devendo ser rolhados imediatamente a seguir à utilização.

23
TRATAMENTOS ESPECIAIS

Bombazina
Lava-se e engoma-se do avesso. No fim, passa-se com um
pano macio, para alisar o pêlo.

Bordado inglês
Deve lavar-se dentro de um saco apropriado, para que a
outra roupa não o danifique. Ao passar-se a ferro, deverá
haver cuidado para não deformar os orifícios do bordado.

Ganga
Deve lavar-se à parte, do avesso, até haver a certeza de que
não desbota. Engomar húmida.

Linho
Há linhos que não podem ser lavados com detergente. Neste
caso, faz-se uma sabonária com sabão azul e branco ou
neutro. Passa-se a ferro ainda húmido, de preferência com
um pano fino por cima, se tiver bordados. A primeira
lavagem de linhos coloridos deve ser feita à parte, como
medida de precaução.

Seda
A maior parte da seda, por ser artificial, pode ser lavada na
máquina. Deverá ser cuidadosamente passada húmida, com
o ferro não muito quente.

Tecidos impermeáveis
Escovam-se, pois as suas características fazem com que a
sujidade permaneça à superfície. No entanto, se for
necessária uma limpeza mais profunda, deverá ser feita com
um produto especial, para que o efeito impermeável não
desapareça.

24
CURIOSIDADE
As meias brancas, especialmente as das crianças,
utilizadas com ténis, têm por vezes, sujidade difícil de
remover. Para tal, adiciona-se à água da lavagem, um
pouco de bicarbonato de sódio. Na água do
enxaguamento, podem adicionar-se umas gotas de sumo
de limão.

25
SEGURANÇA NO TRABALHO
Quem trabalha com máquinas, deve ser cauteloso, para
evitar problemas que podem ser gravíssimos.

Nunca deve abrir-se uma máquina com ela em


funcionamento, embora hoje as máquinas já tenham
abertura retardada, precisamente para evitar acidentes.

Devem seguir-se escrupulosamente as instruções técnicas,


para evitar acidentes pessoais ou avarias nas máquinas.
Ao notar qualquer deficiência mecânica, deve recorrer-se a
um técnico, para não se sofrerem acidentes e também para
não agravar o problema.

PRECAUÇÕES
As mãos devem estar sempre secas ao mexer em aparelhos
eléctricos

26
LIMPEZA DAS MÁQUINAS

Máquina de lavar
Quando não está a funcionar, a porta deve ficar entreaberta,
para evitar maus cheiros.
Deve limpar-se o pó exteriormente, com um detergente
suave, passando depois com um pano seco. Se houver partes
em metal, deve aplicar-se um produto próprio para a sua
limpeza e polimento.
Periodicamente, deve verificar-se o filtro, lavar-se a gaveta
do detergente, pois nela se acumulam resíduos e fazer um
ciclo completo de lavagem com a máquina vazia, com um

produto anticalcário, para prolongar a vida da resistência.

A gravura mostra a gaveta da máquina com os três


compartimentos:
No da esquerda coloca-se o dertergente para a pré-lavagem,
no do meio o dertergente para a lavagem e no da direita o
amaciador.

Máquina de secar
Limpar, exteriormente, como a máquina de lavar.
Após cada utilização, o filtro deve ser despejado e limpo. Se
a secadora for de mangueira de saída de ar quente, esta
deverá ser limpa periodicamente, para retirar o pó do seu
interior (e exterior). Se for de gaveta, esta deve ser
esvaziada após cada utilização, pois com ela cheia, a roupa
não seca.

Após cada utilização, o filtro deve ser despejado e limpo,


para não acumular resíduos, tal como mostra a gravura.
Os cromados de ambas as máquinas devem ser limpos
regularmente com um polidor de metais.

27
PASSAR A FERRO
As tábuas de engomar devem estar forradas com um pano
apropriado, que mantenha o calor do ferro e que facilite a
passagem da roupa.

Há ferros de engomar a vapor e normais. Nos ferros a vapor,


deverá ser utilizada água destilada, para que o interior do
ferro não se danifique.

É muito importante controlar-se a temperatura do ferro, pois


esta deve ser em função dos tecidos que vão ser engomados.
A base dos ferros tem de estar sempre limpa, para não sujar
a roupa que vai ser passada ou impedir que o ferro deslize
com suavidade.

A qualidade final de uma passagem a ferro, depende da


humidade da peça, da temperatura do ferro, da pressão
exercida e do número de passagens.

Os ferros a vapor, facilitam a passagem e dão um certo


brilho à roupa, deixando-a com aspecto de nova.
Os ferros eléctricos normais, utilizam-se em trabalhos mais
minuciosos.

É durante a passagem a ferro que se apercebem as nódoas


que não saíram.
Ao acontecer uma situação destas, deve pôr-se a peça de
lado para ser de novo tratada. Se se persiste na passagem, a
nódoa poderá fixar-se e já não sair.
28
A roupa mais
apropriada para ser
passada na prensa,
é a roupa direita
(lençóis, fronhas,
toalhas de mesa,
etc.).
Há certas peças,
tais como batas
camisas ou calças,
que têm de ser
acabadas de passar com o ferro.

CURIOSIDADE
Na passagem a ferro devem deixar-se as peças mais
simples (panos da louça, panos das mãos, camisolas
interiores, etc.) para o fim, pois pode desligar-se o ferro
um pouco antes e aproveitar o calor do mesmo.

Certa roupa de cor, principalmente se tiver lã na sua


composição, pode ganhar “lustro” durante a passagem a
ferro. Deverá, por isso, engomar-se do avesso se o modelo e
a finalidade o permitirem ou então engomar com um pano
por cima.
O pano utilizado deverá ser relativamente fino, para deixar
passar o calor e sem costuras. Será branco, de preferência,
para não debotar.

Para as mangas, há tábuas apropriadas, que


facilitam a tarefa.
As mangas dos camiseiros das senhoras não
se vincam.

O vinco das mangas das camisas dos


homens, determina-se através da costura ao
longo do comprimento da mesma.
As carcelas, os punhos e os colarinhos devem
ser passados, primeiro do avesso e depois do
direito.

As calças de ganga e bombazina (masculinas e femininas)


habitualmente não se vincam.

O vinco das calças


determina-se, unindo
as costuras interna e
externa das pernas
das calças, indo
acabar na pinça da
cintura ou prega.

29
Quando uma saia for de pregas, estas poderão ir sendo
fixadas por pequenos alfinetes para facilitar a passagem,
sem que a peça se desloque, correndo o risco de ser vincada
fora de sítio. A última passagem com o ferro, deve porém ser
feita após os alfinetes serem retirados, para não ficarem
marcados.

Uma t-shirt ou uma camisola polo deve ser engomada


enfiada na tábua para que os remates do decote não fiquem
marcados na parte da frente.

Se a roupa estiver muito seca, deverá ser borrifada com um


borrifador e deixada a repousar um pouco, para ficar
uniformemente húmida.

A roupa deve esfriar sempre antes de ser arrumada nos


armários ou roupeiros.

Se for roupa de casa, deverá ser colocada no fundo da


prateleira para não ser utilizada de imediato, para que
repouse e se faça uma rodagem equilibrada de toda a roupa
e assim se prolongar a sua duração.

CURIOSIDADE
Se uma camisola de malha ou um casaco de fazenda
forem arejados após a utilização, sacudidos, bem
escovados e convenientemente dobrados ou pendurados,
evitarão algumas lavagens e passagens a ferro, não
violentando tanto a estrutura da fibra

30
SECAGEM, DOBRAGEM E
ARRUMAÇÃO
A dobragem é muito importante e, por isso, a roupa deve ser
dobrada assim que se acaba de engomar.

Dobra-se sempre da mesma maneira, para facilitar a


arrumação e utilização. Os vincos dos lençóis ajudam a fazer
uma cama com maior rapidez e perfeição, assim como uma
toalha dobrada correctamente, proporciona uma mesa mais
equilibrada e agradável.

Se houver secadora, a roupa que não é engomada (turcos),


dobra-se assim que acaba o ciclo de secagem e ainda
quente, puxando um pouco as costuras para ficar direita.

Quando não há secadora e a roupa é estendida, há que


estendê-la convenientemente para facilitar a
passagem a ferro.

Deve estender-se por tipos, no mesmo sentido


e correctamente colocada para não deformar.

As
camisolas, por
exemplo, devem ficar
com as molas nas
costuras sob as
mangas (no sítio das
axilas), para não
fixarem marcas e
também para o peso
da camisola ficar
equilibrado, não a deformando.

Os peúgos devem ser esticados antes de estendidos, para


lhes dar a forma correcta, presos pelas biqueiras, para não
estragar os elásticos dos canhões e pendurados todos na
mesma posição, o que facilitará a dobragem e arrumação.

A roupa de cor deve ser estendida do avesso, para que o


sol não a descolore.

31
As peças que estejam deterioradas devem ser reparadas,
antes da anomalia se agravar.
Se o estrago for irreparável pela sua gravidade, poderá dar-
se outra utilidade à peça. Um lençol de casal pode
transformar-se num lençol para cama individual, para cama
de bébé, pano para os copos, pano de tabuleiro ou
simplesmente para as limpezas (são óptimos para limpar
vidros, espelhos ou loiças sanitárias).

Um turco estragado, transforma-se num pano de cozinha,


num pano para as mãos, numa pega ou num pano para
limpezas (são óptimos para limpar bancadas, loiças sanitárias
ou chão, quando já têm um certo uso).

Mesmo que a utilização final de uma peça estragada seja as


limpezas, deve embaínhar-se, pois além de ficar mais
agradável, não largará pêlos, que dificultariam a limpeza
final.

Não é conveniente misturar-se na secadora, roupa de


texturas diferentes, pois até secar a mais grossa, a mais fina
ficará excessivamente seca, o que dificultará a passagem a
ferro ou a dobragem.
O mesmo acontece com as cores, pois até secarem, as peças
de roupa debotarão entre si.

As camisas, quando se dobram para arrumar na gaveta,


devem sê-lo criteriosamente, pois uma má dobragem
estragará todo o trabalho executado.

A figura junta, ajudará à dobragem correcta.

32
Quando a roupa vai ser engomada numa prensa ou numa
calandra, deverá ir húmida. Se for passada a ferro, deverá
estar seca (não excessivamente).

Na arrumação, deverá haver o cuidado de colocar a roupa


nas prateleiras ou gavetas, por tipos, e com as dobras todas
para o mesmo lado, ficando os festos para a frente. Além de
esteticamente ficar mais agradável, a roupa será mais
facilmente manuseada.

Quando se guardam roupas de uma estação para a outra,


deverão ser tomados certos cuidados. Lavam-se, se for o
caso, mas deve evitar-se o amaciador para não favorecer o
aparecimento de bolores. Não é preciso engomar para serem
guardadas.
O local de arrumação deve ser seco e deve colocar-se um
repelente de traças.

33
LIMPEZA PERIÓDICA
É muito importante a limpeza periódica das máquinas e dos
locais onde estas estão implantadas, assim como dos
armários onde se arrumam as roupas, para evitar o
aparecimento de insectos.

Durante a limpeza, as roupas devem ser retiradas das


prateleiras e protegidas.

As forras das tábuas de engomar devem ser retiradas para


serem lavadas.

A base dos ferros é limpa (com um produto próprio)


enquanto estes estão ainda quentes e depois esfregam-se
com papel pardo. Em seguida limpam-se (à volta) com um
pano húmido e depois com uma flanela seca. Esta operação é
feita com o ferro desligado.

SEGURANÇA

Ao terminar o trabalho de lavagem, passagem e arrumação


de roupa, devem lavar-se e enxaguar-se muito bem as mãos e
aplicar-se um bom creme, pois os detergentes, lixívias e
sabões, secam muito a pele.

34
AS ETIQUETAS

Todas as peças de vestuário têm, por lei, uma etiqueta com símbolos, que nos indica a forma de tratamento
mais adequada - lavagem, secagem, passagem a ferro, limpeza a seco, etc.
O quadro que se segue, traduz os símbolos das etiquetas:

L AV AG E M P AS S AR A F E R R O

S ím b o lo S ig nific a d o e d e s criç ão d e pro c es s o P ara q ue tip o d e ro upa ? S ím b olo S ig nificad o

Tem peratura m áxim a de A lgodão ou linho. E ngom ar a um a tem peratura elevada (m áxim o 200º C ).
95 lavagem : 95º C , 60º C ou 40º C . 60º C - 90º C : roupa branca e E ngom ar a vapor ou usar um pano húm ido.

60 P rogram a norm al: acção algum a de cor. A rtigos em algodão ou linho puro.
m ecânica e extracção de água 40º C : roupa de cor. P assar a um a tem peratura m édia (m áxim o 150º C ).
40 norm ais. C arga norm al. E ngom ar a vapor ou usar um pano húm ido.
Tem peratura m áxim a de Tecidos sintéticos, m istura de E ngom ar a um a tem peratura m édia (m áxim o 110º C ).
lavagem : 95º C , 60º C ou 40º C . fibras, vestuário com aplicações E ngom ar a vapor pode estragar a roupa.
95
P rogram a m oderado: acção que não podem ser passadas a
N ão passar a ferro.
m ecânica e extracção de água ferro.
60
reduzidas. C arga reduzida.
A tem peratura de
40 enxaguam ento desce
progressivam ente. S E C AG E M N A M Á Q U IN A, D E P O IS D A L AV AG E M
Tem peratura m áxim a de Lã e algum as peças delicadas.
S ím b olo S ig nificad o
lavagem : 30º C . C arga m uito reduzida.
P rogram m uito m oderado: acção P ode secar na m áquina.
30 m ecânica e extracção de N ão há restrições relativam ente à tem peratura.
água m uito reduzidas.
P ode secar na m áquina, m as a um a tem peratura m oderada.
E nxaguam ento norm al.
Lavar à m ão, a um a tem peratura A lguns tecidos delicados de
N ão secar na m áquina.
m áxim a de 40º C . seda ou lã.
N ão esfregar (ou fazê-lo m uito
suavem ente), não torcer.
D issolver previam ente o
detergente na água.
N ão lavar. V estuário que só pode ser L IM P E Z A A S E C O
lim po a seco.
S ím b olo S ig nificad o

B R AN Q U E AM E N T O C O M L IX ÍV IA
P odem ser utilizados todos os solventes usuais.
S ím b o lo S ig nific a d o
P U tilizar percloroetileno.
P ode branquear com lixívia diluida em água fria.
P A lgum as restrições ao m odo de lim peza (agitação m ecânica,
N ão branquear nem tirar nódoas com produtos à base de cloro. tem peratura e adição de água ao solvente).
E m princípio, pode branquear com água oxigenada. A lã, a seda e
N ão lim par a seco. C uidado com a utilização de tira-nódoas.
as outras fibras anim ais não podem ser branqueadas.
PEQUENOS ARRANJOS DE
COSTURA

Qualquer peça de roupa com anomalias, quer seja de


vestuário ou da casa, deve ser reparada de imediato, a fim
de não agravar o problema.

Para a execução dos pequenos arranjos de costura, são


necessários materiais e instrumentos diversos, conhecer
algumas técnicas e saber aplicá-las na prática.

Para tal, é necessário existir um estojo apetrechado com o


essencial para pequenos consertos -coser uma baínha, um
fecho, um botão, um estofo rasgado, etc.

COMPOSIÇÃO DE UM ESTOJO DE
COSTURA
- Linhas pretas
- Linhas brancas
- Linhas com as cores mais usuais
- Linhas brancas de alinhavar
- Alfinetes
- Agulhas diversas
- Fita métrica
- Tesoura
- Dedal
- Botões diversos em tamanhos e cores

Uma máquina de costura, por mais simples


que seja, ajuda muito nos trabalhos de
costura.

37
PREPARAÇÃO DA MÁQUINA DE
COSTURA.
Para coser à máquina, sem que o ponto rebente, a máquina
e a bobina ou "canela" têm de ser enfiadas correctamente
(fig. 1).
A linha é enfiada na "canela", (fig. 2 e 3) que se coloca na
parte inferior da "cabeça" da máquina, tal como mostra a
foto (fig. 4).

Fig.1 Fig.12

Fig.1 Fig. 2

Fig. 3 Fig. 4

38
A transformação de peças de roupa velha ou deteriorada, em
panos de limpeza ou da louça, ficará mais perfeita, se
executada à máquina.
Os forros das mangas ou bolsos, os fechos das calças ou das
saias ficarão mais resistentes e perfeitos se cosidos à
máquina, assim como o interior das baínhas das calças e das
saias deverá ser chuleado (à máquina), antes destas serem
executadas (à mão).

39
PONTOS DE COSTURA DIVERSOS
Os pontos de costura mais usuais são:

Alinhavo Chuleio Guarnecer


Para fixar o tecido para Para proteger a orla do Para execução de uma
ser correctamente cosido tecido para que a bainha bainha à mão.
à máquina ou à mão. não desfie.

Atrás Espinhado
Para coser costuras Para coser bainhas de calças

Passajar Casear
Para contornar uma "casa" para
Para coser rasgões
que não desfie

Os trabalhos de costura mais aplicados no dia a dia na


reparação e manutenção de têxteis e que requerem
conhecimento de alguma técnica na sua aplicação prática
são:
- Coser um fecho
- Coser botões
- Coser bolsos
- Coser forros
- Colocar joelheiras e cotoveleiras

40
COLOCAÇÃO DO DEDAL, POSIÇÃO
CORRECTA DA AGULHA

As fotos seguintes mostram a forma correcta de pegar na


agulha e de colocar o dedal.

PREGAR UM BOTÃO
Um botão, desde que seja para abotoar, deverá ter sempre
um "pé", que se executa tal como a foto mostra.

41
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta!

1 - A rapidez com que se remove uma nódoa facilita a


operação

V† F†

2 - O mais importante para a remoção de uma nódoa é


conhecer o tipo de tecido

V† F†

3 - O aspecto da nódoa poderá dar pistas sobre a sua origem


ou natureza

V† F†

4 - Não deve passar-se a ferro uma peça com uma nódoa,


pois o calor fixá-la-á

V† F†

5 - Logo após aplicar um removedor de nódoas, deve


engomar-se a peça

V† F†

6 - A bombazina engoma-se do avesso

V† F†

7 - A maior parte dos tecidos em seda podem ser lavada na


máquina, usando um programa sensível

V† F†

8 - A ganga, por ser de algodão, engoma-se bem seca, para


facilitar a tarefa

V† F†

9 - Após utilizar o removedor, deve limpar se a superfície


com água fria

V† F†

10- As pastilhas elásticas removem-se com água fria

V† F†

42
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta!

1 - Ao mexer em aparelhos eléctricos, as mão têm de estar


completamente secas

V† F†

2 -O sistema retardador de abertura da porta da máquina de


lavar, é uma medida de precaução

V† F†

3 - Deve abrir-se a porta da máquina de lavar roupa, assim


que acaba o ciclo de lavagem

V† F†

4 - Habitualmente, só se chama um técnico quando a varia é


muito grave

V† F†

5 - Mesmo conhecendo a máquina, as instruções técnicas são


muito importantes

V† F†

6 - O filtro da secadora deve ser limpo após cada utilização

V† F†

7 - O filtro da máquina de lavar deve ser limpo


periodicamente

V† F†

8 - Semanalmente utiliza-se um produto anti-calcário na


máquina

V† F†

9 - Não deve limpar-se o interior da mangueira de saída de


ar quente da secadora, para não entupir

V† F†

10- Os cromados das máquinas devem ser limpos com um


pano felpudo e bem seco
V† F†

43
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta

1 - As mangas podem ser passadas em tábuas especiais

V† F†

2 - Vincam-se as mangas, em todas as camisas de manga


comprida

V† F†

3 - A prensa é óptima para engomar saias

V† F†

4 - A roupa borrifada deve repousar sempre um pouco antes


de ser engomada

V† F†

5 - Na passagem de calças escuras deve pôr-se sempre um


pano grosso a proteger do calor do ferro

V† F†

6 - As calças de ganga ficam mais perfeitas com um vinco

V† F†

7 - A roupa deve ser rodada na sua utilização, para ter


tempo de repousar a fibra

V† F†

8 - Camisolas e casacos devem ser escovados e arejados


com frequência

V† F†

9 - As calças de bombazina não se vincam

V† F†

10- As saias de pregas só devem ser engomadas num casa


especializada

V† F†

44
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta!

1 - Estender a roupa por tipos, facilita a passagem a ferro e


a dobragem

V† F†

2 - Os vincos correctos num lençol ou numa toalha de mesa


facilitam muito a sua utilização

V† F†

3 - Quando uma toalha turca está estragada deve deitar-se


fora, pois fica feia para utilizar

V† F†

4 - A roupa seca na secadora deve esfriar, já dobrada, antes


de ser arrumada

V† F†

5 - Um lençol velho, rasga-se em bocados e utiliza-se como


panos para diversos fins

V† F†

6 - Na secadora podem meter-se peças com texturas


diferentes

V† F†

7 - Na secadora podem misturar-se peças de cores


diferentes, desde que o tecido seja fino

V† F†

8 - A roupa destinada ao ferro, deve estar seca

V† F†

9 - A roupa destinada à prensa ou à calandra deve estar


húmida

V† F†

10- A melhor água para o ferro a vapor é a mineral

V† F†

45
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta!

1 - As etiquetas facilitam a manutenção dos têxteis

V† F†

2 - A colocação de etiquetas nas peças de roupa, é


obrigatória por lei

V† F†

3 - O local onde estão as máquinas deve ser limpo, após a


sua utilização

V† F†

4 - Periodicamente os armários das roupas devem ser limpos


por dentro

V† F†

5 - A base dos ferros deve ser limpa com eles ainda quentes
e ligados, para facilitar

V† F†

6 - As forras das tábuas devem ser lavadas de vez em


quando

V† F†

7 - O ferro não deve poisar-se em cima da forra da tábua e


sim no descanso próprio

V† F†

8 - As mãos devem ser lavadas antes de mexer em roupa


limpa e suja

V† F†

9 - Nas etiquetas está indicado, por código, o tipo de


tratamento adequado

V† F†

10- No fim da lavagem da roupa deve aplicar-se um bom


creme

V† F†

46
AVALIAÇÃO SUMATIVA

Marque com um X a opção correcta!

1 - Um estojo de costura deve ter linhas pretas e brancas,


agulhas e tesoura

V† F†

2 - Uma peça deteriorada deve ser posta à parte para ser


reparada

V† F†

3 - Para reparações de costura é necessário conhecerem-se


algumas técnicas

V† F†

4 - Os panos para limpezas, derivados de lençóis velhos,


embaínham-se à mão

V† F†

5 - Um botão, ao ser cosido, deve ficar bem rente ao tecido,


para não cair com facilidade

V† F†

6 - O dedal só se usa para coser roupa muito espessa

V† F†

7 - A baínha de uma saia chuleia-se e depois guarnece-se

V† F†

8 - Um dos pontos de costura mais usuais é o ponto atrás

V† F†

9 - Há certos trabalhos de costura que só podem ser


executados à mão

V† F†

10- Para que a máquina de costura cosa bem, é necessário


que a canela esteja bem cheia

V† F†

47
Participaram neste trabalho os formadores abaixo referidos
que cederam os respectivos direitos de propriedade e
autoria:

Maria Helena Rochinha

48