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Jornada da Vida através do Autismo:

Um guia educacional para Asperger Síndrome

Por

8737 Colesville Road, Suite 1100


Silver Spring, MD 209 10
( 301 ) 565-2142

www.danya.com

&

Organization fo Autism Research


2111 Wilson Boulevard, Suite 600
Arlington, VA 22201
(703)351-5031

www.researchautism.org

Principais Autores :

Brenda Smith Myles, Ph.D.


Kristen Hagen, M.S. , University of Kansas
Jeanne Holverstott, M.S. , University of Kansas
Anastasia Hubbard, M.S., University of Kansas Diane Adreon, M.A.,
University of Miami, Center for Autism and Related Disabilities
Melissa Trautman, M.S., Blue Valley Public Schools, Overland Park, Kansas.

Através de um generoso suporte do American


Legion Child Welfare Foundation, a produção e
distribuição do Guia do Educador de pessoas com
a Síndrome de Asperger tornou-se possível.

Esta publicação designa-se a informar, acurada e imperativamente, o que se refere


ao título acima. Ela foi publicada entendendo-se que a Organização de Pesquisa
sobre Autismo ( Organization for Autism Research, Inc. ) não engaja-se na
representação de qualquer serviço profissional, seja médico ou oficialmente legal.
Requerendo-se tais assistências, deve-se buscar os serviços competentes.
Copyright © 2005 Organization for Autism Research, Inc. Todos os direitos
reservados. Nenhuma parte dessa obra deve ser reproduzida ou transmitida de
nenhuma forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia
e gravação, ou através de qualquer sistema de informação armazenada em disco ou
reedição, sem o conhecimento prévio e autorização da Organization for Autism
Research, Inc à não ser quando copiar for expressamente permitido pela lei Federal
dos direitos autorais. Endereçar todas as questões para Organization for Autism
Research, Inc., 2000 North 14 Street, Suite 480, Arlington, VA 22201.

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Organização de Pesquisa sobre


o Autismo
Pesquisa e recursos que ajudam as famílias hoje em dia!

01/06/2005

Caros Educadores,

A Organização de Pesquisas sobre Autismo ( Organization Autism Research –


OAR ) foi fundada em 2001 com a intenção de levantar fundos para pesquisas, assim
como de mudar vidas. Os fundos de pesquisa OAR sustentam valores práticos para as
famílias de hoje em dia, respondendo as questões que estas enfrentam diariamente.
Como parte dessa missão, lutamos para colocar as informações nas mãos daqueles
que mais precisam – parentes, professores, e outros profissionais. As primeiras duas
publicações na série Jornada da Vida através do Autismo, relacionadas às pesquisas
sobre o autismo e educação, são voltadas para crianças com autismo cursando o
primário. Este guia, “Educator’s Guide to Asperger Syndrome”, dirige-se as
necessidades específicas dos alunos com a síndrome de Asperger, um distúrbio do
espectrum autista (ASD).

A educação é um assunto importante para todos os pais, e torna-se até mais crítica
quando a criança tem ASD. Conforme desenvolvemos o primeiro livro, “Educator’s
Guide to Autism,”, tornou-se claro que as questões enfrentadas pelas crianças com
autismo clássico na escola diferem significativamente daquelas experimentados pela
criança com a Síndrome de Asperger. Assim, decidimos separar os dois distúrbios
focalizando um livro inteiro em cada um. O livro “ Autismo, um Guia para
Educadores ” (The Educator’s Guide to Autism) foi distribuído para mais de 4.000
professores e famílias, e recebemos de volta feedbacks positivos de sua utilidade
nas salas de aula. A minha esperança é que este guia seja igualmente útil e
informativo.
A síndrome de Asperger apresenta miríades de desafios no ambiente da classe de
aula. Ela afeta o modo da criança pensar, sentir e comportar-se. Crianças com esta
desordem mostram lacunas significativas na habilidade cognitiva e social, as quais
podem gerar um impacto negativo nas relações com os colegas. Este guia designa-se
a dar aos professores e outros profissionais uma introdução da síndrome de
Asperger, algumas de suas características e diversas estratégias educativas que
podem ser usadas em classe de aula. Ele é pensado para servir como um ponto de
partida para o avanço no aprendizado; ele não tem a intenção de responder todas as
questões. Cada criança com a síndrome de Asperger é diferente; este livro ajuda a
reconhecer os desafios específicos enfrentados pela criança com a síndrome de
Asperger na sua classe, e também como preparar as aulas apropriadamente.

Somos bastante afortunados por poder trabalhar com a Dra. Brenda Myles, uma das
melhores especialistas da síndrome de Asperger, e gostaríamos de agradecer sua
equipe de estudantes graduados na Universidade de Kansas, seus colegas
profissionais e a ela mesma pelo tempo dedicado, voluntariamente, para escrever
este guia. Além da Dra. Myles e de sua equipe, também contamos com a
colaboração de Danya International para o design e layout do guia, e agradecemos a
eles por suas várias contribuições. Especiais agradecimentos vão para o pessoal do
OAR e para Sergio Visaggio, um parente voluntário, cujo insight e experiência
provou ser de inestimável valor durante a edição e revisão do guia. Eu também
gostaria de agradecer os parentes, professores, e outros que revisaram os esboços
preliminares do livro provendo feedbacks para melhorá-lo. Seus comentários
ajudaram a completar o conteúdo, tornando-o mais pessoal, prático e objetivo.
Obrigada por todo seu esforço.

Como pai de quatro crianças, duas delas com autismo, sei, de primeira mão, o
impacto que um professor pode ter na vida de seus alunos. A minha esperança é a
de que este guia os ajude a fazer uma diferença na vida de uma criança com a
síndrome de Asperger.

Sinceramente,

James M. Sack
Presidente
AGRADECIMENTOS

Argadecimentos especiais à Brenda Myles, Ph.D., à sua equipe de estudantes


graduados da Universidade de Kansas e colegas, pela liderança nos escritos dessa
publicação. Equipes da Organization of Autism Research ( OAR ) e Danya
International, Inc. ( Danya ), junto ao Dr. Myles supervisionaram a publicação desse
livro guia. O OAR dedica-se a prover informação prática para aqueles que vivem com
os desafios do autismo – indivíduos, familiares, educadores e outros profissionais.
Danya é uma companhia de comunicação saudável, devotada a formar um futuro
saudável para as crianças, famílias e comunidades no mundo todo através do uso
criativo da tecnologia e pesquisa.

Kristen D. Holtz, Ph.D.


Amanda K. Ziegert
Cynthia D. Baker, Ph.D.
Emily Glaeser
Yen-Wen Chau
Suzanne Willis
Kathleen Cooke
Direção

Michael V. Maloney, Executive Director


Sarah C. Snow, Project Coordinator

Um especial agradecimento a você Serge Visaggio, que serviu como voluntário


coordenando a contribuição dos parentes neste projeto e ajudando a formar o
conteúdo dessa publicação.

Além dos membros do Board of Directors, Scientific Council e staff, especiais


agradecimentos vão para as seguintes pessoas por sua contribuição em relação ao
conteúdo e edição deste guia ( Educator’s Guide to
Asperger Syndrome ) : Ellen Chambers, Kristine Fagler, Kori Gaddis, Wayne and
Peggy Harvey, Doreen Hathaway, Beth Kimlick, Steve and Betty Moss, Rosy
McGuinness, Anne Quigley, Marie Roake, Kirsten Sneid, Tom and Kathleen Stanek,
Tracy Talley, Alisa Varga, Amy Vincent, Kathy Welty, and Polly Zagone.

Organização para a Pesquisa sobre Autismo


Grupo dos Diretores

James M. Sack, President James Jacobsohn


Great Falls, VA Chicago, IL

Madeline Millman, Vice President Lori Lapin Jones


Englewood, NJ Great Neck, NY

Dean Koocher, Treasurer Thomas Schirmer


White Plains, NY Castle Rock, CO

William Donlon Edward Schwallie


Hicksville, NY Manasquan, NJ
Anthony Ferrera Robert S. Segal
Hillsborough, NJ Dublin, OH

Peter F. Gerhardt, Ed.D. Gregory Smith


Baltimore, MD Lorton, VA

Conselho Científico

Peter F. Gerhardt, EdD, Chairman Brenda Smith Myles, PhD Gerhardt


Autism/Asperger Consultation Group Associate Professor, Special
Education University of Kansas

Glen Dunlap, PhD Michael Powers, PsyD


Mental Health Institute Center for Children with
University of South Florida Special Needs
Tolland, CT

Michael Fabrizio, MA, BCBA Shahla Ala’i-Rosales, PhD, BCBA


Fabrizio/Moors Consulting Department of Behavior Analysis
Seattle, WA University of North Texas

Joanne Gerenser, PhD Robert Sprague, PhD


Executive Director, Eden II Programs Professor Emeritus, Community
Staten Island, NY Health, Kinesiology
University of Illinois

Suzanne Letso, MA, BCBA Luke Tsai, MD


Chief Executive Professor of Psychiatry and
Connecticut Center for Child Development Pediatrics. University of Michigan

Michael Londner, MD, MPH, MBA Ann Wagner, PhD


Director of Clinical Operations Program Director, Autism and
Johns Hopkins University Pervasive Developmental
Disorder Intervention Research
Program
James A. Mulick, PhD National Institute of Mental Health
College of Social Behavioral Sciences
Ohio State University
Direção

Michael V. Maloney Caitlin A. McBrair


Executive Director Development Associate

Allison F. Chance Sarah C. Snow


Development Associate Development Associate

ÍNDICE REMISSIVO

INTRODUÇÃO.................................................. 1
HISTÓRICO ........................................................................ 5
O que é Síndrome de Asperger ?...................................................5
Com o que se parece a Síndrome de Asperger? .................................6
Quais são os desafios em classe de aula na Síndrome de Asperger ?.........7
Como a Síndrome de Asperger afeta uma criança ?............................ 8

PLANO EM SEIS PASSOS....................................................... 13


1 Passo : Eduque a si mesmo .....................................................13
2 Passo : Comunique-se com os parentes .......................................16
3 Passo : Prepare a classe ...................................................... 17
4 Passo Eduque os colegas e promova metas sociais...........................17
5 Passo : Colabora com a Implementação de um Programa Educacional ...18
6 Passo : Administre os desafios comportamentais ............................20
Aplique isso tudo junto ............................................................ 21

ANEXOS ..............................................................................23
A: Anote as Necessidades Sensoriais..............................................25
B: Suporte Acadêmico e Ambiental................................................29
C: Informações para Trocar com os Parentes....................................45
D: Suportes Sociais ..................................................................51
E: IEP e Planejamento de Transição...............................................61
FONTES...............................................................................77
Fontes por tópicos....................................................................79
Fontes gerais..........................................................................81
REFERÊNCIAS ......................................................................85

INTRODUÇÃO

Como professor, você é responsável pela formação de jovens, você os prepara para
que eles tenham sucesso na vida adulta. Seus alunos podem vir de diferentes
histórias familiares e vão deixar sua classe seguindo diferentes futuros, mas agora
eles passam uma significativa parte de sua juventude com você. Depois dos pais e
dos parentes próximos, você tem a grande oportunidade e potencial para influenciar
suas vidas positivamente. Para fazer isso com sucesso, você precisa compreender e
ser capaz de ir ao encontro das necessidades dos alunos. Você já sabe que somando-
se à inteligência, paixão e entusiasmo, ensinar requer paciência, sensitividade e
criatividade. Ter uma criança com a síndrome de Asperger na sua classe representa
desafios singulares para você enquanto professor, mas também lhe dá a
oportunidade de aprender novos meios de ensinar aos jovens recursos acadêmicos e
sociais que os acompanharão por toda a vida.

A Síndrome de Asperger é um
A síndrome de Asperger foi identificada em 1940 pelo dos cinco distúrbios do espectrum
físico vienense Hans Asperger. Ele notou que quatro autista. As principais diferenças entre a
meninos, com inteligência e desenvolvimento da síndrome de Asperger e o autismo
linguagem normal, exibiam comportamentos se encontram nas áreas da linguagem e
semelhantes àqueles das crianças com autismo, tais da cognição. Crianças com a
como empobrecimento nas relações sociais, dificuldades síndrome de Asperger não tem atraso
na comunicação, e insistência na mesmice. Em 1944, no desenvolvimento da linguagem,
ele publicou uma nota descrevendo suas observações; as diferentemente das crianças com
pessoas no começo pensaram que o distúrbio era um autismo. Também, as crianças com a
tipo de autismo de alto funcionamento. Hoje já Síndrome de Asperger mostram uma
sabemos que a síndrome de Asperger é diferente do inteligência média ou acima da média.
autismo, apesar dos dois distúrbios existirem no mesmo Assim como para o autismo, não existe
espectrum e dividirem características similares. Em
1944, o termo “ Síndrome de Asperger” foi adicionado ao American Psychiatric
Association’s Diagnostic Manual of Mental Disorders, 4th Edition ( DSM-IV ) e existe
atualmente no DSM-IV Text Revision ( DSM-IV TR ) publicado em 2000.
O diagnóstico da síndrome de Asperger entre crianças está aumentando. Não está
claro se isto é devido, de fato, a mais crianças tendo a síndrome de Asperger ou se é
devido à desordem existente entre os profissionais da saúde. Estimativas sobre o
número de crianças com a síndrome de Asperger são amplamente discutidas. Por
exemplo, o DSM-IV TR relata que não existem dados de prevalência definitivos.
Outras fontes estimaram que ( as many as) tantas quanto 48 entre 10.000 crianças
podem ter a síndrome de Asperger.

Com o evento do Individuals with Disabilities Education Act ( IDEA ), em 1975, e


subsequente legislação, à todas as crianças com inabilidades é garantida, sem ônus,
uma educação pública apropriada. Classes sem discriminação, onde na educação
geral crianças com todos tipos de inabilidades são incluídas, meio período ou
período integral, são hoje a norma nas escolas públicas. Dado ao aumento de
crianças diagnosticadas com a síndrome de Asperger, você tem boas chances de ter
uma criança com o distúrbio na sua escola e, em algum momento, na sua classe.

Ter uma criança com a síndrome de Asperger na sua classe vai trazer um impacto no
ambiente educacional e social da aula. Crianças com a síndrome de Asperger tem
competências e incompetências acadêmicas como toda criança, mas os efeitos do
distúrbio requerem diferentes estratégias de ensino para que as competências sejam
descobertas tornando-se vantajosas, facilitando assim o sucesso do aprendizado.
Crianças com a síndrome de Asperger também enfrentam muitos obstáculos para
serem bem sucedidas nas interações sociais e para criar laços de amizade,
elementos essenciais da experiência escolar para os jovens. Como professor, você
pode ajudar a assegurar que a criança com a síndrome de Asperger esteja
plenamente integrada nas aulas e seja capaz de participar socialmente com seus
colegas nas atividades do dia a dia da vida escolar.

Ao ensinar uma criança com a síndrome de Asperger, o seu primeiro desafio é


reconhecer isso como um sério e mútuo desafio. Pode ser muito enganoso, num
primeiro momento quase invisível para o olhar destreinado. Crianças com a
síndrome de Asperger podem ser parecidas e agir como seus colegas, e muitas vezes
realizam-se tão bem ou mesmo melhor academicamente, assim mascarando os
efeitos potenciais da síndrome de Asperger.

O propósito deste guia é ajudar você a entender e ser capaz de responder


efetivamente as necessidades da criança com a síndrome de Asperger num ambiente
de classe não discriminativo. É claro que cada criança com a síndrome de Asperger é
diferente – como toda criança – e você precisará encontrar seu próprio estilo para
apoiar a experiência de cada um dos alunos na aula. Este guia é pensado para
orientá-lo nos desafios e skills habilidades dos alunos com a síndrome de Asperger e
delinear estratégias que possam facilmente prover suas necessidades. Mais
especificamente, as metas deste guia são para :

*Educá-lo e ajudá-lo no preparo para ter um aluno com a síndrome de


Asperger em classe. O guia começa com a informação do histórico das
características da síndrome de Asperger, uma descrição da variedade de
comportamentos que a criança com este distúrbio pode causar, e um breve
sumário de sugestões de assistência educativa.

*Descrever o uso de estratégias acadêmicas e ambientais apropriadas para


promover sucesso nas aulas de um estudante com a síndrome de Asperger.
Uma variedade de sugestões está incluída no guia para ajudar os professores
e pessoas de outras escolas a encontrar as necessidades acadêmicas e
ambientais de um estudante com a síndrome de Asperger nas aulas.

*Promove o desenvolvimento e uso de estratégias que encorajam, com


êxito, o relacionamento com os colegas e as interações sociais de um
estudante com a síndrome de Asperger. O guia descreve várias
aproximações que podem ser úteis para conduzir os desafios que a síndrome
de Asperger apresenta. A importância da educação dos colegas é também
discutida, com recursos dados para melhorar as interações sociais entre um
aluno com a síndrome de Asperger e os colegas tipicamente desenvolvidos...
(and typically developing peers.)

*Encorajar a comunicação e a colaboração dos pais de um aluno com a


Síndrome de Asperger.Os pais são a melhor fonte de informação sobres os
comportamentos que mais preocupam e quais estratégias e tratamentos mais
efetivos. Assim como qualquer criança a quem você ensina, a criança com a
síndrome de Asperger vai se beneficiar mais quando o professor e os pais
caminharem a passos juntos e os esforços em casa e na escola tornarem-se
um suporte mútuo.

O coração deste documento é um plano de seis passos que você e sua equipe podem
usar para preparar a inclusão de uma criança com a síndrome de Asperger na classe.
Os seis passos são simples e altamente flexíveis – pense neles como ações contínuas
e muitas vezes coexistentes.

Além disso, o Anexo na parte de trás deste guia oferece estratégias detalhadas para
desenvolver e providenciar suportes acadêmicos, ambientais e sociais para crianças
com a síndrome de Asperger nas aulas. Para ajudar o professor, também informamos
sobre como conduzir as necessidades sensoriais da criança com a síndrome de
Asperger, como trabalhar com os pais e outros profissionais para desenvolver
Programas de Educação Individualizados ( Individualized Education Programs – IEPs )
e planejar as transições relacionadas com a escola e com a vida futura.

HISTÓRICO

O que é Síndrome de Asperger ?

Síndrome de Asperger é uma inabilidade de desenvolvimento complexo, marcada


por um decréscimo na socialização, na comunicação, na cognição e na sensação.
Como o autismo clássico, a síndrome de Asperger é um distúrbio neurológico que
afeta a habilidade da pessoa para comunicar e relacionar-se com os outros. É um
distúrbio que dura a vida toda trazendo problemas de comportamento consideráveis
e de longa duração. Embora as características da síndrome de Asperger diferem de
pessoa para pessoa, os efeitos comuns do distúrbio incluem :

 Dificuldade de compreender ( códigos ) sociais e estílos de linguagem na


conversa.
 Uma inflexível aderência à uma rotina ou ritual desfuncional.
 Repetição de movimentos ou de palavras ou frases.
 Dificuldades com os recursos do controle motor fino e integração sensorial.
 Preocupação persistente com objetos, ou tópicos de interesse estreitamente
focalizados.

A síndrome de Asperger pode ser diagnosticada quando uma pessoa exibe padrões de
comportamento repetitivos atípicos de interesses e atividades, tais como os
exemplos citados acima. Alguns desses traços são comuns à todos, mas é a presença
excessiva dessas características que torna a vida um desafio para os indivíduos com
a síndrome de Asperger. Também é importante notar que esses comportamentos são
neurologicamente fundamentados e não representam uma desobediência proposital
ou uma desconformidade. Como a síndrome de Asperger é um distúrbio neurológico,
indivíduos com o distúrbio muitas vezes tem dificuldade em controlar certos
comportamentos. É importante entender os fundamentos psicológicos subjacentes e
clínicos do distúrbio para desenvolver uma estratégia de ensino efetiva, assim como
para ajudar o indivíduo a controlar melhor esses comportamentos.

A Síndrome de Asperger é um dos cinco Distúrbios Este guia focaliza,


Invasivos do Desenvolvimento - Pervasive especificamente, o ensino de
crianças com a Síndrome de
Developmental Disorders ( PDD ) que varia na
Asperger. Ele não se dirige para as
severidade dos sintomas, idade em que se inicia, questões do ensino de crianças
e presença de outros distúrbios, como retardo com autismo ou outros distúrbios
mental. Visto que o decréscimo da linguagem não do espectrum autista. Por favor
é um sinal invariavelmente presente na síndrome recorra ao OAR’s Educator’s Guide
de Asperger, o distúrbio pode não ser to Autism desta série e consulte
diagnosticado na criança até que ela frequente a informações e recursos extras
escola e outros sintomas emerjam. Outros PDDs sobre o ensino de crianças com
incluem autismo, Distúrbio Rett’s, Distúrbio autismo ou outros Distúrbios
Desintegrativo Infantil e Distúrbio Invasivo de Invasivos do Desenvolvimento
Desenvolvimento – Não Especificado de Outra
Maneira Not Otherwise Specified (PDD-NOS). A causa do PDDs, incluindo a síndrome
de Asperger, é desconhecida.

O termo Distúrbio do Espectrum Autista ( ASD ), o qual é frequentemente usado no


campo e na literatura profissional, não é um termo médico. ASD é normalmente
usado para descrever três tipos de PDDs – síndrome de Asperger, autismo e PDD-
NOS– porque esses três distúrbios dividem características iguais que se manifestam
num continuum de brando a severo. Crianças com a síndrome de Asperger tem, por
definição, uma inteligência média ou acima da média, enquanto que as crianças com
autismo ou PDD-NOS podem ter uma escala de desempenho intelectual que vai
desde abaixo até acima da média.

Com o que se parece a Síndrome de Asperger ?

Como mencionado acima, a principal característica da síndrome de Asperger envolve


uma decréscimo na socialização, na comunicação, na cognição e na sensação. Estas
características existem num continuum, variando de severas inabilidades para
agravamentos relativamente menores. Cada indivíduo com a síndrome de Asperger é
diferente e, como tal, vai apresentar seus singulares desafios. Particularmente
desafiador para os professores é o fato de que os sintomas podem variar
amplamente dia a dia. Muitas vezes pode parecer que o aluno para quem você
ensina hoje é completamente diferente do aluno que você ensinou ontem. O quadro
de referências abaixo exemplifica as características que uma criança com a
síndrome de Asperger pode exibir e que podem causar um impacto na experiência
da classe. Cada uma dessas áreas é descrita em mais detalhes nas páginas seguintes.
No entanto, como enfatizado previamente, cada criança com a síndrome de
Asperger é única e pode mostrar algum, muitos ou nenhum desses comportamentos.

Características comuns nas pessoas com a Síndrome de Asperger


Desafios sociais

 Falta de compreensão dos códigos e sutilidades sociais.


 Interpretação literal do que os outros dizem.
 Dificuldade de engajar-se numa conversa recíproca.
 Tendência de falar com uma franqueza excessiva não considerando o efeito
de suas palavras nos outros.
 Aplicação universal das regras sociais para todas as situações.
 Foco num único tópico de interesse que pode não ser do interesse dos
outros.
Desafios na Comunicação
 Dificuldade de compreender as nuances sociais tais como sarcasmo ou
metáfora.
 Ecolália – pode repetir as ultimas palavras ouvidas sem considerar o
significado.
 Julgamento falho do espaço – pode ficar muito perto dos colegas.
 Inflexão e contato visual anormais.
 Expressões ou gestos faciais inapropriados.
 Dificuldade de interpretar os sinais na comunicação não verbal.
Desafios na Cognição

 Escassez de recursos para organização e resolução de problemas.


 Pensamento concreto, literal.
 Dificuldade em diferenciar entre informação relevante e irrelevante.
 Interesse obssessivo e restrito por algo definido.
 Dificuldade em generalizar e aplicar o conhecimento e recursos
aprendidos quando está em diferentes situações, lugares e com
diferentes
Desafios pessoas.
sensoriais e motores
 Excesso ou falta de sensibilidade a diferentes estímulos sensoriais, incluindo
dor.
 Dificuldade com o controle motor fino, tal como escrever a mão.
Quais são os Desafios na Classe de Aula ?
As características da síndrome de Asperger que acabamos de descrever traduzem-se
em desafios no aprendizado, no comportamento e na socialização da criança
portadora do distúrbio, trazendo o mesmo tanto de dificuldades substanciais para o
professor em termos de ensinamento, controle de comportamentos e suporte do
ambiente na classe, ou seja tudo o que conduz todos os alunos ao aprendizado,
incluindo a criança com a síndrome de Asperger. O quadro abaixo serve como um
guia resumido de referência para algumas das dificuldades que a criança com a
síndrome de Asperger tem em classe.

Dificuldades Comuns daqueles com a Síndrome de Asperger na Sala de Aula :

Interesses limitados à tópicos específicos Baixa tolerância à frustração

Insistência numa mesma coisa. Dificuldade com Falta de estratégias ao ( coping )


mudanças na rotina ( falta de jogo de cintura )

Inabilidade para fazer amizades Interesses restritos

Dificuldades em conversas recíprocas Dificuldade na escrita, problemas


motores

Palavra pedante Pouca concentração

Socialmente ingênuo e pensador literal Dificuldades acadêmicas

Tende a se isolar Vulnerabilidade emocional


Dificuldade de aprender em grupo Organização sofrível

Dificuldade com conceitos abstratos Tende a parecer normal para os


outros
Pouca habilidade para solucionar problemas Falta de coordenação motora

Vocabulário extenso mas pouca compreensão Questão sensorial


Porque essas crianças tem muitas aptidões, é fácil que as inaptidões passem
desapercebidas. Além disso, alguns de seus comportamentos podem ser mal
interpretados, por exemplo como “indulgência” ou “manipulação,” resultando na
enganosa impressão de que a criança com a síndrome de Asperger seja provocadora
ou “causadora de problemas”.

É importante para os professores reconhecerem que comportamentos inapropriados


em geral são devidos à ( function of poor coping skills ), falta de recursos funcionais,
baixa tolerância à frustração, e dificuldades em ler os códigos sociais. Grande parte
das estratégias de ensino, efetivas para os alunos com autismo ( estrutura,
consistência, etc. ) também funciona com alunos com a síndrome de Asperger. No
entanto, como essas crianças muitas vezes sabem que são diferentes e podem ser
auto conscientes disso, os professores precisam usar sutilezas em seus métodos de
intervenção.

Nota : Extraído do livro Inclusive Programming for the Elementary Students With
Autism, by Sheila Wagner, M.Ed.

Como A Síndrome de Asperger Afeta uma Criança?

Socialização
Crianças com a síndrome de
Inaptidão social, um traço marcante da síndrome
Asperger querem interagir
de Asperger, é um dos maiores desafios dos alunos
socialment, mas elas não
com este distúrbio. Apesar de querer ter amigos,
aprendem olhando e fazendo
o déficit dos recursos de socialização, muitas vezes,
como as outras crianças. Muitas
isola o aluno de seus colegas. Construir e manter
vezes as interações sociais com
relacionamentos sociais e amizades pode ser
grupos pequenos e com
problemático por causa da falta de compreensão
supervisão de adultos tem mais
dos códigos sociais, da interpretação
sucesso com estas crianças.
literal daquilo que os outros dizem, e dos problemas
Explicar uma sequência de
de compreensão da linguagem. Esta falta de recursos eventos, dando até mesmo um
na socialização muitas vezes pode ser motivo de troça, exemplo de script, pode fazer
vitimização e intimidações da parte dos colegas, com que elas se saiam bem”
especialmente no ensino médio e superior onde as
diferenças sociais se tornam mais evidentes e passam Mãe de uma criança de 12 anos
a ter grande importância dentro dos grupos. As diagnosticada com a Síndrome de
dificuldades de socialização comum experimentadas Asperger.
pelos alunos com a síndrome de Asperger são
descritas abaixo :
 Estilo de conversação : Indivíduos com a síndrome de Asperger, tipicamente,
exibem na interação social um estílo unilateral marcado por uma inflexão
anormal e por palavras e frases que não complementam aquelas do seu
parceiro na conversa. Ao conversar com um indivíduo com a síndrome de
Asperger a pessoa tem a impressão de estar sendo falada e não participando
de uma conversa recíproca. È comum que a informação compartilhada pelo
indivíduo com a síndrome de Asperger seja um tópico fascinante para ele,
desconsiderando os interesses ou contribuição do outros.
 Rudeza : Pessoas com a síndrome de Asperger tem a tendência de falar
exatamente o que vem na mente, o que pode fazê-los parecer rudes e
insensíveis. ( Utterances ) Elocuções tais como “ estas calças te deixam
gordo” ou “ você tem mal hálito” são exemplos de como um aluno com a
síndrome de Asperger pode afirmar uma observação de maneira
extremamente honesta e indiscreta. É importante para os outros entenderem
que a criança com a Síndrome de Asperger não tem a intenção de ser maldosa
quando ele diz coisas assim.
 Regras Sociais : Aos alunos com a síndrome de Asperger falta a capacidade de
ler nas entrelinhas. Muitas vezes eles aprendem os recursos sociais sem
compreender plenamente quando e como devem usá-los.

O hábito de arrotar é um comportamento aceitável para meninos quando junto de seus colegas. A
maioria dos meninos sabe que arrotar repetitivamente em público não é algo polido nem
aceitável. Max, que tem a síndrome de Asperger, observa os alunos e soltando puns alto e rindo
nos corredores durante o recreio e antes da escola. Porém, Max não entende a mudança do
contexto social. Para sua grande surpresa, ele foi punido por soltar puns altos e repetidamente
durante a aula. Ele entendera que arrotar ( etc. ) era algo socialmente aceitável.

Numa tentativa de entender o espaço social, eles, tipicamente, aplicam regras


universais e inflexíveis em todas as situações sociais. Muitas vezes, é uma estratégia
que não tem sucesso, causando muitos problemas para o aluno com a Síndrome de
Asperger. Nuances do espaço social, às quais referimos-nos como o “curriculum
oculto”, são aspectos da socialização que as crianças aprendem normalmente
através da experiência diária, e que não precisam ser ensinadas. A maioria das
crianças com a síndrome de Asperger não aprende desta maneira e não compreende
o “ curriculum oculto.” Portanto, elas devem aprender esses recursos. Cada classe,
escola e sociedade tem um curriculum oculto. É da incumbência do professor, em
colaboração com os pais do aluno com a síndrome de Asperger, identificar
elementos chave deste curriculum e desenvolver um plano para ensinar àqueles que
não se dão conta naturalmente.
Comunicação

Embora crianças com a síndrome de Asperger geralmente tenham uma boa


gramática e um vocabulário que parece igual ou até mesmo supera os de seus
colegas tipicamente desenvolvidos, eles experimentam déficits da comunicação
tanto verbal quanto não verbal. A extensão e natureza desses déficits coloca os
indivíduos com a síndrome de Asperger em evidente desvantagem na compreensão
das situações sociais e pode aumentar a susceptibilidade da criança com a síndrome
de Asperger à intimidação de seus colegas. Os professores devem estar à par dos
desafios comuns da comunicação que uma criança com a síndrome de Asperger
enfrenta, tais como :

* Aspectos sociais da linguagem: Alunos com a


A frase, “ Não se pode chorar
síndrome de Asperger muitas vezes acham difícil sobre o leite derramado” faria
manter uma interação que não envolva áreas uma criança com a síndrome
definidas de interesse num tópico restrito. de Asperger pensar que alguém
derramou leite, quando de fato
Eles podem discutir longamente um único tópico quer dizer “ O que está feito
está feito” .
que é de pouco ou nenhum interesse para os outros
e falar com exageradas inflexões ou de uma maneira monótona. Esta linguagem
parecida com a de um adulto pedante pode fazer com que eles sejam considerados
desagradáveis ou “ estranhos” por seus colegas, exarcebando ainda mais seu
isolamento social. Ecolalia, ou a repetição de palavras e frases com pouco ou
nenhum significado, pode ser um outro ponto problemático para os alunos com a
síndrome de Asperger durantes as conversas.

* Conceitos abstratos : Os efeitos da síndrome de Asperger podem dificultar a


compreensão de muitos conceitos abstratos que se apresentam numa conversa,
incluindo diferentes significados da mesma palavra. Devido ao seu estílo de
aprendizado concreto, os alunos com a síndrome de Asperger muitas vezes lutam
com a linguagem que envolve metáforas, idiomas, parábolas, alegorias, ironia,
sarcasmo, e questões de retórica.

* Comunicação não verbal : Crianças com a Síndrome de Asperger, muitas vezes,


tem dificuldade em usar comportamentos de comunicação não verbal de maneira
efetiva e apropriada. Exemplos desses deficits incluem expressões facias e gestos
inapropriados, linguagem corporal desajeitada, dificuldade com aproximação social
( ficando muito perto ou muito longe durante uma conversa ), e olhar fixo peculiar.
Alunos com a Síndrome de Aspeger tambem tem dificuldade de ler, interpretar e
compreender as expressões faciais e linguagem corporal dos outros.
Cognição

Em geral, indivíduos com a Síndrome de Asperger tem uma inteligência média ou


acima da média. Muitas vezes eles se interessam e falam sobre tópicos de uma
maneira que vai além de seu nível de idade. No entanto, a síndrome de Asperger
também cria déficits cognitivos que podem causar dificuldades sociais e
acadêmicas. Exemplos comuns e os efeitos desses déficits são descritos abaixo.

 Desafios acadêmicos : Mesmo tendo uma inteligência no mínimo normal,


alunos com a Síndrome de Asperger muitas vezes experimentam dificuldades
cognitivas que se tornam impactantes na realização acadêmica. Estas
dificuldades podem resultar de :

* Escassos recursos para resolver problemas e para se organizar.


* Pensamento concreto, literal – dificuldade em compreender conceitos
abstratos.
* Dificuldade em diferenciar entre informação relevante e informação
irrelevante.
* Interesses que são obssessivos e estreitamente definidos.
* Pouca frequência social entre os colegas.

 Emoções e stress : A Síndrome de asperger afeta como o indivíduo pensa,


sente e reage. Quando sob stress, pessoas com a síndrome de Asperger
experimentam um aumento de dificuldades e tendem a reagir
emocionalmente antes do que logicamente. Para alguns, é como se o “centro
do pensamento” do cérebro se tornasse inativo, enquanto que o “centro do
sentimento” se torna altamente ativo. É muito comum alunos com a síndrome
de Asperger reagirem sem pensar. Esta inabilidade para inibir os impulsos
emocionais pode levar a comportamentos irados. Mesmo quando eles
aprendem comportamentos mais aceitáveis, sob estress ele podem ser
incapazes de reparar e usar o novo comportamento aprendido. Ao invés disso,
eles optarão pelo comportamento estabelecido que muitas vezes é
inapropriado.

 Habilidade para generalizar o conhecimento : Outro desafio cognitivo que


os alunos com a síndrome de Asperger muitas vezes enfrentam, é a habilidade
de generalizar e aplicar o conhecimento e recursos aprendidos através das
situações, lugares e pessoas. Apesar de haver uma memória para decorar
acima da média, pessoas com a Síndrome de Asperger, tipicamente,
armazenam informação como fatos desconectados de seu lugar. Isto, muitas
vezes, causa nos outros uma falsa impressão de que elas dominam a
informação ou recurso por serem capazes de recitar as regras ou conjunto de
procedimentos. No entanto, os alunos com a síndrome de Asperger,
tipicamente, experimentam dificuldades na aplicação da informação.

 “Teoria da Mente” : Este conceito refere-se à idéia de que pessoas com a


síndrome de Asperger não compreendem que outras pessoas tem seus
próprios pensamentos e sentimentos. Como resultado esses indivíduos muitas
vezes tem dificuldade de interpretar ou predizer as emoções ou sentimentos
dos outros. Por eles não “se colocarem na pele do outro”, indivíduos com a
síndrome de Asperger podem parecer desafeiçoados ou egocêntricos, mas não
existe evidência para sustentar que eles se sentem superior aos outros.

 Funcionamento Executivo : Funcionamentos executivos são os processos


neurológicos que nos ajudam a tomar decisões, iniciar ações e planejar
eventos futuros. Eles também representam uma parte no controle dos
impulsos, pensamento estratégico, e a habilidade de uma pessoa de focalizar
em duas ou mais atividades. Estas funções estão ausentes ou enfraquecidas
nas pessoas diagnosticadas com a síndrome de Asperger, o que pode ter um
sério impacto no comportamento e performance em classe. Esses alunos tem
dificuldade de reconhecer o tópico mais importante nas leituras e materiais
de leitura, e podem falhar na compreensão do “ quadro geral ” de uma dada
tarefa ou projeto.

Questões Sensoriais

Indivíduos com a síndrome de Asperger podem ter problemas para processar a


informação de um ou mais dos sete sistemas sensoriais : sistema táctil ( toque ),
vestibular ( equilíbrio ), proprioceptor ( movimento ), visual ( olhar ), auditivo
( ouvir ), paladar ( gosto ), e olfato ( cheiro ). Esses processos acontecem num nível
inconsciente, e eles trabalham juntos para ajudar a atenção e o aprendizado. Cada
sistema tem receptores específicos os quais levam a informação passada ao cérebro.
As características sensoriais dos indivíduos com a síndrome de Asperger podem ser
responsáveis por muitos comportamentos negativos e emoções desagradáveis.
Reações aos estímulos sensoriais dos indivíduos tipicamente desenvolvidos muitas
vezes tornam-se respostas de estress para pessoas com a síndrome de Asperger.
O Impacto do Sistema Sensorial nos indivíduos com a Síndrome de Asperger

Sistema Tátil – toque


O sistema tátil provê informação sobre os obetos do ambiente. O mecanismo de
defesa tátil pode envolver desconforto físico quando entrando em contato com
alguém ou algo que o outros podem não registrar. Permanecer na fila, tomar um
banho, receber um toque inesperado - toque nem muito leve nem muito pesado - e
usar um bastão de cola, são coisas que podem representam situações estressantes
para a defesa tátil dos indivíduos. Em contraste, indivíduos que são híposensíveis
falham em responder ao toque dos outros, ainda assim muitas vezes usam do toque
para explorar o entorno em busca do input desejado
Sistema Vestibular - equilíbrio

O sistema vestibular é estimulado pelo movimento e mudanças na posição da cabeça.


Indivíduos com hípersensibilidade vestibular tem baixa tolerância ao movimento e
exibem dificuldades com mudança de velocidade e direção. Eles podem sentir náusea
ao girar rapidamente e tem dificuldade em permanecerem sentados ; outros podem
mostar insegurança gravitacional. Alguns podem buscar fora o input vestibular
batendo-se nas coisas ou balançando, podem ser considerados desajeitados, ou ter
dificuldades na ” mudança de marchas ”.
( “switching gears”. )
Sistema proprioceptivo - movimento

O sistema proprioceptivo é o que nos faz carregar múltiplos objetos ( i.é., pacotes,
livros, instrumentos musicais )down a packed hallway possible by providing provendo informações
sobre o lugar e o movimento de uma parte do corpo. Para alguns, esses movimentos
não vem naturalmente. Problemas no sistema proprieceptor podem resultar numa
postura indevida, falta de coordenação, e fatiga crônica acompanhando a atividade
física. Alguns alunos não recebem uma acurada informação de seus corpos sobre o
quão forte ou fraco eles estão batendo ou empurrando alguém. Isto pode resultar
numa diminuição ou num aumento de força quando eles ( tagging - tocar num jogo de
baseball ) tocam num colega ou chutam uma bola.

Sistema Visual - olhar


Comparado com as outras áreas sensoriais, o sistema visual parece de uma força relativa
nos indivíduos com a Síndrome de Asperger. O problema que se levanta, muitas vezes está
relacionado com uma hípersensibilidade à luz, pobre coordenação das mãos e
olhos/percepção de profundidade, e hiposensitidades que tornam muito difícil encontrar
um objeto que se encontra“ em plena vista ”. Alguns estudantes podem ter uma visão
perfeita 20/20 e ainda assim ter dificuldades com trecking ( rastreamento e convergência ).

Sistema Auditivo - ouvir

Tendo habilidades auditivas intactas, as crianças com a síndrome de


Asperger podem não interpretar satisfatóriamente a informação oral. Elas
podem ser híper ou hiposensitivas aos barulhos, respondendo negativamente
a barulhos fortes ou leves e falhando em responder quando são chamadas.

Sistema gustativo e olfativo– sabor e cheiro

As questões relacionadas ao sistema gustativo manifestam-se na recusa de


certos alimentos, alimentando-se dentro de uma dieta restrita e ou sendo
muito exigente com comidas. Proximamente relacionado ao sentido do
sabor, o sistema olfativo nas narinas é muitas vezes caracterizado por uma
híper sensibilidade aos vários cheiros que agradam ou que nem são notados
pelos outros. – Taste
and Smell

Indivíduos com a Síndrome de Asperger variam na sua sensitividade a certos


estímulos sensoriais – com alguns indivíduos sendo sensitivos demais e outros sendo
insensíveis. Para complicar, thresholds as liminares ocorrem num continuum e
podem ser flutuantes. Quando os sistema sensorial está sobrecarregado, uma pessoa
com a síndrome de Asperger muitas vezes experimenta uma reação de “ Luta ou
Vôo”. Exemplos de como conduzir as necessidades sensoriais da criança com a
síndrome de Asperger se encontram no Anexo A na página 25.

Parte Motora

A maioria dos alunos com a síndrome de Asperger tem desafios com as habilidades
do controle motor fino, incluindo escrever. A escrita dos alunos com a síndrome de
Asperger muitas vezes é ilegível devido à muita pressão, pouco espaço, ou tamanho
das letras que podem ser tanto muito grandes como muito pequenas. Muitos alunos
com a síndrome de Asperger não gostam ou se recusam de completar tarefas que
requeiram a escrita, ou mesmo que demorem para ser completadas. Para qualquer
pessoa não familiarizada com a síndrome de Asperger ou que não saiba que a
criança tem o distúrbio, a recusa em escrever pode parecer inapropriada, um
comportamento descompromissado. No entanto, isto raramente é o caso. Escrever
pode de fato ser desconfortável e mesmo doloroso, assim como emocionalmente e
fisicamente exaustivo para a criança com a síndrome de Asperger. Para o aluno com
a síndrome de Asperger, muitas vezes é necessário separar os atos criativos de
escrever dos mecânicos, de maneira que a criatividade do aluno não seja tolhida
pelo esforço motor requerido na escrita.
Disposições que occorrem paralelamente

Para completar a complexidade do distúrbio, indivíduos com a síndrome de Asperger


podem ter outras complicações, incluindo anorexia nervosa, ansiedade, déficit de
atenção, híperatividade ( ADHD), borderline personality desorder, depressão,
obssessão compulssiva ( OCD ) e Síndrome de Tourette ( TS ). A complicação mais
comum nos adolescentes com a síndrome de Asperger é a depressão. Os professores
do ensino médio e do ensino superior devem estar particularmente atentos aos
sinais iniciais de depressão no grupo com esta idade.

O PLANO DE SEIS PASSOS

Seguir o plano de seis passos, detalhado abaixo, vai ajudar você a se preparar a ter
uma criança com a síndrome de Asperger em sua classe, e também preparar a escola
para dar um acolhimento. Os passos são : 1) educar a si mesmo, 2) contatar os pais,
3) preparar a classe, 4) educar os colegas e promover metas sociais, 5) colaborar na
implementação de um programa educativo, e 6) lidar com os desafios
comportamentais.

Passo 1 : Educar a si mesmo

Como pessoa responsável pela educação e comportamento de todos os seus alunos,


incluindo uma criança com a síndrome de Asperger, você deve ter uma compreensão
operante da síndrome de Asperger e dos comportamentos associados.
Comportamentos diferentes são um caso à “Alunos com a Síndrome de Asperger
parte na síndrome de Asperger. Quando as beneficiam-se com organização e
crianças com a Síndrome de Asperger não estrutura. O professor que investiu
respondem ao uso da linguagem ou agem fora criando um ambiente organizado
e estruturado para o aluno não
de sintonia com a classe, em geral não é por somente vai proporcionar um
estarem ignorando-o, ou tentando bancar o melhor ambiente de aprendizado,
palhaço, ou gastando o tempo de aula. Estes mas também vai sentir-se mais
comportamentos podem estar mais relacionados relaxado e competente.”
com a síndrome de Asperger, implicando em
− Programa de um especialista em Autismo
dificuldades para interpretar a linguagem e
expressar as necessidades de maneira socialmente aceitável. É importante
encontrar meios para criar um ambiente confortável para os seus alunos com a
síndrome de Asperger de forma que eles possam participar significativamente da
aula.
Aprender com a síndrome de Asperger em geral, e sobre as características
específicas de seus alunos vai ajudá-lo a orientar melhor este comportamento, e a
ensinar a classe. Você já começou sua educação ao ler este guia. Abaixo seguem
algumas sugestões práticas que podem guiar o dia a dia escolar de seus alunos com a
síndrome de Asperger. Elas podem ser aplicadas aos indivíduos com a síndrome de
Asperger durante os anos escolares e são aplicáveis a quase todos os ambientes.

Opere em “ tempo Asperger”

“Tempo Asperger” significa o dobro do tempo, ( half as much done ). Alunos com a
síndrome de Asperger muitas vezes necessitam de tempo adicional para completar
tarefas, reunir os materiais, e se orientarem durante as transições. Conceda esse
tempo ou modifique os requerimentos de modo que eles possam se acomodar no
tempo reservado e acompanhar os colegas. Evite apressar uma criança com a
síndrome de Asperger, já que isso, em geral, faz com que a criança
se feche. Quando o tempo contado acrescenta-se à um dia já estressante, o aluno
pode tornar-se emocionalmente oprimido e imobilizado .

Trabalhe o ambiente.

Quaisquer mudanças – particularmente mudanças inesperadas – podem aumentar a


ansiedade de um aluno com a Síndrome de Asperger; mesmo mudanças consideradas
como menores podem causar um estress considerável. Sempre que possível,
providencie um planejamento consistente e evite mudanças repentinas. Prepare a
criança para as mudanças conversando com ela antes, prenunciando uma narrativa
social da mudança, ou mostrando uma imagem da mudança. O ambiente também
pode ser manejado pela incorporação das preferências do aluno que podem servir
para diminuir seu estress. Por exemplo, se a classe for viajar para o campo, reserve
um assento ao lado dos colegas de sua preferência. Ou, se na viagem é incluído o
lanche, o aluno pode ter acesso ao cardápio um dia antes de modo que ele possa
planejar o que comer. Informações adicionais estão incluídas na seção Provendo
Suportes Acadêmicos e Ambientais ( Providing Academic and Environmental Supports)
( Anexo B ), página 29.

Crie uma agenda equilibrada.

Faça um planejamento visual que inclua atividades diárias para os alunos com a
síndrome de Asperger. É essencial que as demandas do planejamento diário de
certas classes ou atividades sejam monitoradas e reestruturadas conforme
necessário. Por exemplo, o “tempo livre”, considerado divertido para os jovens
tipicamente desenvolvidos, pode ser um desafio para os alunos com a síndrome de
Asperger por causa dos níveis de barulho, acontecimentos imprevistos e problemas
de socialização. Para uma criança com a síndrome de Asperger, o tempo livre deve
ser estruturado com atividades recomendadas para reduzir o estress e a ansiedade.
Um bom planejamento estratégico é alternar atividades preferidas e não preferidas
com períodos no planejamento para descanso. É importante distinguir tempo livre
de tempo para descanso. Tempo livre refere-se a períodos durante o dia na escola
quando os alunos estão engajados em atividades não estruturadas, com diferentes
demandas sociais e pouca supervisão dos professores. A hora do lanche, o tempo
passado entre uma aula e outra e o tempo na escola antes das aulas começarem de
fato, isso tudo vai de encontro ao critério de tempo livre. Estas atividades são
estressantes para muitos alunos com a síndrome de Asperger. O tempo de descanso,
por outro lado, dá a oportunidade para a criança ou jovem com a síndrome de
Asperger de relaxar ou de se livrar das tensões. O tempo livre dos alunos pode
incluir o uso de itens sensoriais, desenho, ou ouvir música para aliviar o estress.
Durante o tempo de descanso, não são feitas demandas excessivas aos alunos.

Compartilhe a agenda

Alunos com a síndrome de Asperger tem dificuldades para distinguir a informação


essencial da não essencial. Além disso, eles muitas vezes não lembram da
informação que muitos de nós aprendemos com as experiências passadas, ou que
para outros vem como senso comum. Por isso, é importante afirmar o óbvio. Uma
maneira de fazer isso é “ viver à viva voz”. Dizer o que você está fazendo ajuda a
criança com a síndrome de Asperger juntar corretamente o que você está fazendo
com os porque e como. Além disso, “ viver à viva voz” ajuda o aluno a permanecer
na tarefa e antecipar o que vai acontecer depois.

Simplifique a linguagem

Mantenha sua linguagem simples, concisa, e fale devagar, controle o ritmo. Não
espere que um aluno com a Síndrome de Asperger possa “ler nas entrelinhas”,
compreender conceitos abstratos como sarcasmo, ou saber o que você quer dizer
usando somente expressões faciais. Seja específico ao dar instruções. Assegure-se
de que a criança com a Síndrome de Asperger sabe o que fazer, como fazer, e
quando fazer. Seja claro e esclareça sempre que necessário.

Maneje a mudança de planos.

Quando planejar atividades, esteja certo de que o aluno com a síndrome de


Asperger saiba quais as atividades estão sendo planejadas, e também que ainda não
se sabe se vão acontecer. Os alunos com a síndrome de Asperger precisam
compreender que atividades podem ser mudadas, canceladas, ou reagendadas. Além
disso, planeje substituições e compartilhe-as com as crianças com a síndrome de
Asperger. Quando uma situação inevitável ocorre, seja flexível e reconheça que a
mudança é estressante para pessoas com a Síndrome de Asperger; adapte
expectativas e sua linguagem de acordo com os planejamentos. Por exemplo, um
professor pode afirmar : “ Está planejado que nossa classe vai ao parque amanhã. Se
chover, você pode ler seu livro favorito sobre dinossauros.” Prepare os alunos para
mudanças sempre que for possível; conte para eles sobre as assembléias, treinos de
salvamento em incêndios, palestras com convidados, e testes de planejamento.
Além das mudanças durante o dia escolar, as transições recorrentes, tais como as
férias e o começo ou fim do ano escolar podem fazer com que uma criança com a
síndrome de Asperger fique ansiosa com a mudança. Alunos com a síndrome de
Asperger podem requerer tempo adicional para ajustar-se ao novo plano e ou
ambiente.

Reforce a certificação.

Como os alunos com a Síndrome de Asperger não podem predizer eventos futuros,
muitas vezes ele ficam incertos sobre o que devem fazer. Reforce frequentemente a
informação e a certificação, de maneira que o aluno saiba que está se movendo na
direção certa, ou completando a tarefa de maneira correta. Use frequentes registros
para monitorar o progresso e estress do aluno.

Seja generoso com aprovações.

Encontre oportunidades durante o dia para dizer aos jovens com a síndrome de
Asperger o que eles fizeram direito. Invista em elogios, realce os resultados
positivos. Seja específico ao certificar o aluno com a síndrome de Asperger para que
ele saiba porque o professor o elogia.

Nota : Especiais agradecimentos à Dena Gitlitz e


Diane Adreon por nos permitirem adaptar o material, acima citado, para o
Educator’s Guide to Asperger Syndrome.

Professores que empregam as técnicas acima Os professors são capazes de


influenciar amplamente
tem mais chances de ter sucesso numa classe de ao motivar a criança com
inclusão, e seus alunos com a síndrome de a Síndrome de Asperger. Eu penso
Asperger vão estar mais aptos para aprender o que uma maneira efetiva de
material das aulas. Além desses métodos, é fazer isso é provendo contribuições
também essencial reconhecer a importância de contínuas e positivas ao aluno.
No caso do meu filho, mesmo um
esclarecer o estilo de ensino ao aluno. Crianças pequeno elogio do professor
com a síndrome de Asperger geralmente anima-o por muito tempo.
respondem bem aos professores que são - Pai de um jovem de 14 anos com
pacientes e compassivos, flexíveis em seus estilos a Síndrome de Asperger.
de ensino, e que falam com calma e
quietamente. Sempre que possível, os alunos com a síndrome de Asperger devem ser
colocados nesse tipo de ambiente de classe.

2 Passo : Contate os Pais


É de vital importância desenvolver um trabalho de cooperação com os pais de seu
aluno com a síndrome de Asperger. Eles são sua primeira e a melhor fonte de
informação sobre a criança e sobre como a síndrome de Asperger se manifesta no
seu comportamento e atividades cotidianas. Idealmente, esta cooperação vai
começar com encontros antes do ano escolar. Depois disso, durante o ano escolar é
crucial estabelecer uma acordo mútuo com a família sobre os modos e padrões de
comunicação.

Sua primeira conversa com a famíla deve focalizar as características individuais do


aluno , identificando ( strenghts ) aptidões e áreas de desafio. A familia pode ter
algumas sugestões de acomodações práticas que podem ser feitas em classe para
ajudar a criança a funcionar em seu mais alto potencial. Nessas conversas, é crucial
estabelecer um tom de mútuo respeito mantendo expectativas realistas no decorrer
do ano.

Estabelecer uma relação de confiança com os


pais é muito importante. A comunicação com a A comunicação aberta é
família a respeito do progresso do aluno deve essencial entre os professores
e pais das crianças.
ser contínua. Se possível, planejar encontros
mensais para discutir o progresso da criança e The child’s IEP happens only once a year
qualquer problema que ela possa estar for most children, but needs to be
enfrentando. Se telefonemas regulares ou implemented daily.”
encontros são difíceis de planejar, cartas, e- Os exames de fim de
ano, IEP, devem ser repassados sempre.
mails ou gravações podem ser trocadas com a
família. Quando a informação que você troca − Mãe de uma criança com 12 anos de idade
frequentemente focaliza os desafios que diagnosticada com a sindrome de Asperger
ocorrem em classe, as estratégias empregadas,
as idéias de soluções alternativas, não esqueça de incluir o gabarito das realizações
e pontos alcançados. A família pode responder com sua perspectiva do problema e
sua sugestão para soluções. Em casa, a família também pode dar um suporte às
metas do comportamento social que você pretende que o seu aluno com a síndrome
de Asperger alcance.

Uma comunicação aberta e contínua com as famílias dos alunos com a síndrome de
Asperger cria uma poderosa aliança. Esteja consciente de que algumas famílias
podem ter tido experiências negativas com outras escolas ou professores no
passado. Você terá que ajudá-las a superar isso. Se você fizer um esforço para se
comunicar com a família, falando sobre o progresso da criança e ouvindo os seus
conselhos e sugestões, eles o aceitarão como advogado de seu filho ou filha, dando-
lhe assim total suporte.

O Anexo C, na página 45, contém um questionário que você pode usar nos encontros
iniciais com as famílias. Também está incluido um papel que pode ser usado pelos
professores e pais na comunicação diária ou semanal à respeito da performance ou
progresso das crianças.

3 Passo : Prepare a classe


“Sem uma classe e um professor
apoiando, um aluno AS tem poucas
Tendo aprendido sobre as chances de chegar ao fim do dia sem
sensibilidades e características de estar ansioso ou irritado. A educação dos
seu aluno com a síndrome de professores e funcionários é fundamental.Os
Asperger, você agora tem a comportamentos que se mostram quando uma
informação que precisa para criança está frustrada, confusa ou lidando com
organizar sua classe suas tendências OC são muitas vezes mal
apropriadamente. Existem interpretados por professores não treinados.
meios de manejar os aspectos Poucas crianças são capazes de falar para um
físicos da sua classe e meios de professor que a razão de estarem chateadas é por
colocar as crianças com a síndrome terem entendido errado as orientações e agora
elas estão obssessiva e compulssivamente
de Asperger dentro da classe para
precisando alcançar o entendimento da tarefa.
que elas fiquem mais confortáveis Muitas vezes as crianças com AS são punidas
sem sacrificar seus planos para a pelo comportamento ao invés de receberem ajuda
classe em geral. O Anexo C contém para descobrir a raiz do estress. Professores e
informações de específicas outros funcionários precisam ser treinados para
aproximações para estruturar o reconhecer os déficits e traços do espectrum de
ambiente acadêmico e físico, para modo a acomodar ou ajudar um aluno AS”
orientar os comportamentos
particulares, as sensitividades, e − Pai de um jovem de 15 anos com a síndrome
características de seu aluno de Asperger.
individual com a síndrome de Asperger.

4 Passo : Eduque Os Colegas e Promova Metas Sociais

Talvez o mito mais comum sobre a criança com a síndrome de Asperger é o de que
elas não tem habilidade, motivação ou desejo de estabelecer e manter
relacionamentos significativos com os outros, incluindo amizade com os colegas.
Isto, em grande parte, não é verdade. Não há dúvidas de que as crianças com a
síndrome de Asperger tem déficits sociais que dificultam suas tentativas de fazer
amizades característicamente desenvolvidas por outras crianças. No entanto, com
uma assistência apropriada, crianças com a síndrome de Asperger podem engajar-se
com os colegas estabelecendo relacionamentos mutamente prazerosos e duradouros.
È crucial que os professores de crianças com a síndrome de Asperger acreditem nisso
e esperem que os alunos com a síndrome de Asperger façam e mantenham amizades
significativas com os adultos e com as outras crianças na classe.Recursos sociais,
comportamentos e objetivos previamente anunciados, devem ser parte do IEP e
avaliados regularmente para o progresso.

Enquanto que provocações podem ser uma ocorrência comum na experiência dos
jovens no dia a dia escolar, crianças com a síndrome de Asperger, muitas vezes, não
conseguem discriminar entre brincadeiras e provocações feitas para valer.
Educadores e pais podem ajudar a criança com a síndrome de Asperger a reconhecer
a diferença e responder apropriadamente. Uma forma mais séria de provocação é a
intimidação. É importante que os professores e os funcionários da escola saibam que
os alunos com a síndrome de Asperges são, potencialmente, alvos preferidos de
intimidação e fiquem vigilantes para qualquer sinal dessas atividades de forma a
proteger a auto estima e a segurança da criança.

Uma estratégia para educadores poderia ser escolher um “ camarada”, ou um aluno


que não vacila na classe. Dessa maneira, o aluno com a síndrome de Aspeger teria
um amigo para ouví-lo e que assim pudesse relatar qualquer possível conflito com os
outros alunos. Os educadores também deveriam, rotineiramente, verificar com o
aluno com a síndrome de Asperger e / ou com os pais
para assegurar o seu conforto na classe. Além da “Como a interação social
estratégia do “camarada” descrita acima , talvez é o maior deficit das
também seja importante educar os alunos tipicamente crianças com
desenvolvidos sobre os traços e comportamentos a Síndrome de Asperger, o
comuns da criança com a síndrome de Asperger. As apoio no
características da síndrome de Asperger podem fazer ambiente de classe é
com que os colegas percebam a criança com o distúrbio essencial para que
como estranho ou diferente, o que leva à situações que elas não se fechem ou se
envolvem provocação ou intimidação. Pesquisas isolem.
mostram que os colegas tipicamente desenvolvidos tem Para proporcionar tal apoio
mais atitudes positivas, aumento de compreensão e na classe,
grande aceitação de crianças com a síndrome de todos envolvidos deveriam
Asperger quando providos de informações claras, ser educados
precisas e diretas sobre o distúrbio. A educação sobre a sobre a Síndrome de
síndrome de Asperger, e sobre as específicas estratégias Asperger, mesmo
de como interagir efetivamente com crianças os colegas das crianças”.
portadoras da síndrome, resulta em interações sociais
mais frequentes e positivas. Mãe de um jovem com 12
anos de idade
Muitas das interações sociais ocorrem fora da classe de Diagnosticado do a Síndrome
aula, na cafeteria e no pátio. Sem um planejamento de
prévio e uma ajuda extra, os alunos com a síndrome de Asperger.
Asperger podem acabar sentados num canto durante
esse tempo sem estruturação. Para assegurar que isso
não aconteça, você deve considerar um rodízio de alunos camaradas para
acompanhar o aluno com a Síndrome de Asperger. O aluno, então, terá uma chance
de observar e modelar um comportamento social adequado para diferentes colegas
de classe durante o ano. Este “círculo de amizades” também pode ser encorajado
fora da escola.

O sucesso acadêmico e social de jovens com a síndrome de Asperger pode ser


amplamente melhorado quando o ambiente da classe apoiar seus desafios
particulares.
.
As intervenções na educação dos colegas, tais como aquelas listadas na seção de
Recursos deste guia, podem ser usadas com pouco treino e foram mostradas para
melhorar os resultados tanto entre os jovens tipicamente desenvolvidos como entre
os jovens com distúrbios do desenvolvimento tais como autismo e síndrome de
Asperger. Estratégias específicas, que podem ser usadas para apoiar as interações
sociais dos alunos com a síndrome de Asperger, são descritas no Anexo D, página 51.

5 Passo : Colabore no Desenvolvimento do Programa Educativo

A chave do próximo passo das suas preparações será participar do desenvolvimento


e melhoria de um programam educativo para alunos com a síndrome de Asperger. É
crucial desenvolver este plano baseado na avaliação atualizada dos recursos
acadêmicos da criança e de suas metas na educação, conforme definido pelo IEP.

Uma Breve História Legislativa

O Congresso aprovou o Ato da Educação de Todas as Crianças Deficientes em 1975 e


foi re-autorizado em 1990 como IDEA. Esta legislação garante que todas as crianças
com incapacidades receberão uma educação gratuita e apropriada nas escolas
públicas ( FAPE _ Free appropriate public education ). Também estabelece que os
alunos com incapacidades devem ser colocados no ambiente o menos restritivo
( LRE_Least restrictive environment ), onde eles possam progredir em direção às
suas metas IEP, significando que, o quanto for possível, as crianças com
incapacidades devem ser educadas junto das crianças capazes.
Finalmente, estabelece que os alunos com incapacidades devem ter um IEP, o qual
descreva o atual nível de funcionamento do aluno, suas metas para o ano e como
essas metas vão ser apoiadas através de serviços especiais. O IEPs é um importante
ponto no plano de seis passos, o qual, mais adiante, é discutido detalhadamente.

Como os desafios associados com a síndrome de Asperger afetam muitos aspectos


chave do desenvolvimento, o impacto do distúrbio na educação e no aprendizado é
profundo. Consequentemente, as crianças com a síndrome de Asperger são
consideradas incapacitadas pelo conselho oficial do IDEA e tem legalmente direito à
um plano IEP e acomodações apropriadas da escola para ajudá-las a alcançar suas
metas de desenvolvimento acadêmico.
Programa de Educação Individualizado
O IEP é desenvolvido pelos professores
das crianças, que tem pouco tempo
O IEPs é criado por uma equipe multidisciplinar para incrementá-lo, pais que gostariam
de educadores profissionais junto com os pais de trazer melhores resultados mas
das crianças, e é feito para servir as comumente não imaginam ter voz ativa
necessidades individuais do aluno. O IEP é um na mesa, e especialistas que provavelmente
plano de ação que envolve tudo o que tem pouco conhecimento sobre a criança,
acontecerá com a criança no próximo ano assim como administradores que avaliam
escolar. Professores gerais e especialistas, os custos. Depois que o melhor plano para a
terapeutas da linguagem e fonoaudiólogos, criança é feito, na maioria das vezes ele
terapeutas ocupacionais, psicólogos da escola e não é melhorado. O pai tem que se tornar
um advogado da criança e assegurar-se
familiares formam a equipe IEP que mantém
de que o plano é melhorado ou mudado se
encontros regulares para discutir os progressos as idéias originais não estiverem funcionando
do aluno nas metas do IEP. para a criança”

Antes do encontro da equipe do IEPs, uma -Mãe de uma criança de 12 anos diagnosticada
equipe julgadora reúne informações sobre o com a Síndrome de Asperger.
aluno para fazer uma avaliação e recomendação.
O psicólogo da escola, aquele que se ocupa com
serviço social, o professor da classe, e / ou o fonoaudiólogo, são exemplos de
educadores profissionais que conduzem os julgamentos educativos. Um neurologista
pode conduzir uma avaliação médica, e um audiologista pode completar testes de
audição. O professor da classe também informa sobre o progresso acadêmico e o
comportamento do aluno em classe. Os pais contribuem informando cada
profissional através do processo. Nesse momento, uma pessoa na equipe de
avaliação coordena todas as informações e essa equipe se reúne para fazer
recomendações à equipe do IEP. A equipe do IEP, que são as pessoas da escola que
trabalham com os alunos e famílias, então se reúne para escrever o IEP baseado na
avaliação e sugestões dos membros da equipe.

O IEPs sempre inclui metas anuais, objetivos a curto prazo, e serviços de educação
especial requerido pelo aluno, assim como uma avaliação anual para ver se as metas
foram alcançadas. Metas anuais devem explicar comportamentos mesuráveis de
modo que fique claro qual progresso foi feito no final do ano. Os objetivos a curto
prazo devem conter passos cada vez mais largos e sequenciais ao encontro de cada
meta anual. Metas anuais e objetivos a curto prazo podem ser sobre
desenvolvimentos na socialização e na comunicação, ou sobre como reduzir
problemas de comportamento. O Anexo E ( pág. 61 ) traz mais informações à
respeito do IEP e do planejamento de transição para os alunos com a síndrome de
Asperger, inclusive objetivos na escrita e desenvolvimento de metas IEP
mensuráveis.

Como um professor de educação geral, você vai ser responsável por retornar para a
equipe do IPE o relatório do progresso do aluno nos encontros voltados para as
específicas metas e objetivos acadêmicos, sociais e comportamentais,
conforme delineados no IEP. Também vai responder, sugerindo novas metas de
desenvolvimento para o aluno em encontros subsequentes de reavaliações do IEP. O
calendário de um aluno - o qual pode ser melhor adptado para um aluno individual -
usado para documentar o progresso da criança em direção a metas específicas e
mensuráveis, também está incluído no Anexo E. Este recurso pode diminuir o tempo
gasto para documentar a performance do aluno de maneira abrangente.

6° Passo : Manejo dos Desafios Comportamentais

Muitos alunos com a Síndrome de Asperger consideram a escola como um ambiente


estressante. Em geral as situações acadêmicas e sociais podem apresentar diversos
fatores estressantes para esses alunos que são intensamente sequenciais. Exemplos
desses fatores inclui:

 Dificuldade em prever os acontecimento por haver mundanças nos planos.

 Ajustar os sentidos compreendendo as orientações do professor.

 Interagir com os colegas.

 Antecipar mudanças, tais como luzes que se acendem na classe, sons,


barulhos, odores, etc.

Alunos com a síndrome de Asperger raramente indicam abertamente que estão


estressados ou experimentando dificuldades ( of coping ). De fato, nem sempre eles
podem saber que estão perto do estágio de uma crise. No entanto, a extrema raiva
não chega sem aviso. Existe um padrão de comportamento, o qual às vezes é sutil,
que pode indicar um posterior colapso comportamental. Por exemplo, um aluno que
não está piscando pode bem estar neurologicamente tão atribulado que ele “sai
fora do ar”. De fato, pode parecer que os alunos com a síndrome de Asperger
estejam ouvindo a lição, mas nada está entrando.

Os tantrums1, a raiva, e os meltdowns 2( falências emocionais ) (termos que são


usados permutavelmente) ocorrem tipicamente em três estágios que podem variar
de duração. Abaixo descrevemos estes estágios e intervenções associadas. A melhor
intervenção para essas erupções comportamentais é prevení-las através do uso
apropriado de apoios acadêmico, ambiental, social, sensorial assim como de
modificações no ambiente e expectativas.
O Ciclo dos Tantrums, Raiva, Meltdowns ( falências emocionais ), e Intervenções
Associadas.

Fase inicial
Durante o estágio inicial, os jovens com a síndrome de Asperger exibem mudanças
específicas no comportamento, que podem parecer insignificantes, tais como roer unhas,
tensionar os músculos, ou outras indicações de desconforto. Durante esse estágio, é
imperativo que um adulto intervenha sem tormar parte numa luta.
Intervenção
Intervenções efetivas durante esse estágio incluem : ( antiseptic bouncings ) retirar o aluno
da situação estressante, controlar a proximidade, apoiar através da rotina e base
familiar.Todas essas estratégias podem ser efetivas, parando o ciclo dos tantrums, raiva e
falências emocionais, e podem ajudar a criança retomar o controle com o mínimo suporte
adulto.
Raiva
Se o comportamento não for tão aparente nesse estágio inicial, o jovem pode mudar para o
estágio da raiva. Nesse ponto, a criança se desinibe e age impulsivamente,
emocionalmente, às vezes explosivamente. Esses comportamentos podem ser
externalizados ( i.e. gritando, mordendo, batendo, destruindo as coisas, ou auto injuriando-
se ) ou internalizados ( i.e. retraindo-se, negando-se ). Falências emocionais são
despropositais, e uma vez que o estágio da raiva se inicia, a maioria das vezes ele segue seu
curso.
Intervenção
A ênfase deve ser colocada na segurança da criança, do colega, e do adulto, assim como
numa proteção na escola, no lar e pertences pessoais. O importante aqui é ajudar o
indivíduo com a síndrome de Asperger voltar a ter controle e a preservar a dignidade. Os
adultos desenvolveram planos para a) obter assistência dos educadores, tais como um
professor ou diretor para os momentos de crise; b) remover o aluno da área ( tirar o aluno
de perto de seus colegas é bem menos memorável do que tirar o grupo de perto do aluno );
ou c) reforçar com uma restrição terapeutica, se necessário. Especialmente na escola
primária ou no primeiro grau, todo esforço deve ser feito para prevenir os efeitos da
falência emocional na frente dos colegas, pois esses comportamentos tendem a “definir” o
aluno na mente dos colegas anos depois.
Recuperação
Depois de uma falência emocional, muitas vezes a criança com a Síndrome de Asperger não
se lembra totalmente do que ocorreu durante o estágio da raiva. Alguns podem ficar
carrancudos, fechados, ou negar que um comportamento inadequado tenha occorrido.
Outros indivíduos ficam tão exaustos fisicamente que eles precisam dormir.
Intervenção
Durante o estágio de recuperação, muitas vezes as crianças não estão prontas para
aprender. Assim, é importante que os adultos trabalhem com eles para ajudá-los a
retomarem a rotina da qual fazem parte. Quase sempre isso acontece da melhor maneira se
o jovem é direcionado para uma tarefa de grande motivação, que pode ser facilmente
realizada, tal como uma atividade relacionada com um interesse especial. Se apropriado,
quando o aluno estiver calmo o suficiente, “ processe” o incidente com ele. Os funcionários
devem analisar o incidente para identificar se o ambiente, as expectativas, ou o
comportamento dos funcionários representaram um papel na precipitação do incidente.
Colocando Tudo Junto

O plano de seis passos, discutido nas páginas precedentes, apresenta uma


construtiva armação de como aproximar-se da inclusão de uma criança com a
síndrome de Asperger na sua classe. Estratégias específicas para desenvolver e
reforçar apoios acadêmicos, ambientais e sociais são dados nos Anexos deste guia.

Sua classe já é um lugar diferente, inclui muitos alunos com variados históricos,
talentos, dificuldades e interesses. Com o acréscimo da inclusão de alunos com a
síndrome de Asperger, os desafios associados com controlar uma classe
diversificada, no ambiente educacional de hoje, vão crescer. Assim como cada
criança com a síndrome de Asperger é diferente, cada ambiente escolar é diferente.
É bem possível que hajam constrangimentos ambientais, interpessoais, financeiros e
administrativos no caminho que podem fazer você melhorar as aproximações
sugeridas no Guia.

Apesar dos desafios, seu trabalho duro faz uma diferença nas vidas de todas as
crianças da classe. No entanto, é claro que a criança com a síndrome de Asperger
pode precisar de mais ajuda e suporte do que alguns de seus alunos tipicamente
desenvolvidos. O investimento de tempo e energia com as estratégias listadas acima
pode ter um valor dez vezes maior, não somente para a criança com a síndrome de
Asperger, mas também para todos os jovens alunos na comunidade escolar.

“ Aprendi muito com a


Você também vai se beneficiar. Conforme você vai minha primeira experiência
aprendendo mais sobre crianças com diferenças, e sobre ensinando uma criança com
como apoiar a sua inclusão na classe, você vai se tornando autismo, e isso não
um mentor para outros educadores que podem estar só beneficiou a minha
maneira de ensinar
enfrentado este desafio pela primeira vez. Muitos dos
alunos com autismo, mas
recursos que o tornam um educador em potencial vão ajudá- também o meu trabalho
lo a ter sucesso nas tarefas que você deve enfrentar. Sua com todos os meus alunos.”
curiosidade vai dinamizar sua educação sobre a síndrome de
Asperger e outros distúrbios do espectrum autista ; seus - Professor geral
recursos de comunicação vão ajudá-lo a criar uma
significativa aliança com os pais da criança com a síndrome de Asperger durante o ano escolar.
A recompensa pela sua paciência, gentileza e profissionalismo trará um senso de satisfação
único por saber que você ajudou uma criança com uma necessidade especial e que isso vai
fazer uma diferença na vida daquele jovem !

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