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Relatório de
Sustentabilidade
2009
>>
d e s t e
Tema rio
R e l a t ó
Com o objetivo de tornar mais
instigante a apresentação das realizações da
CAIXA no campo da sustentabilidade, este relatório
desenvolveu uma solução criativa que visa, ao
mesmo tempo, surpreender o leitor e estimular sua
curiosidade para que tome contato com o conteúdo.

A exemplo do que fazem aqueles bem-humorados e


tradicionais cartões de Natal ou de aniversário, em
que a mensagem inscrita em sua capa é sucedida,
em suas páginas internas, por um complemento de
conteúdo totalmente inesperado, o Relatório de
Sustentabilidade da CAIXA também faz uso de
determinados “elementos-surpresa” para atrair o
leitor e, com isso, garantir a visibilidade desejada às
iniciativas da empresa.

Com esse objetivo, cada abertura de capítulo traz


uma pergunta, de certa forma enigmática e
aparentemente sem relação com os assuntos que
serão abordados nas páginas seguintes. São
questões alegóricas, bem-humoradas, escolhidas
entre tantas que, a exemplo da CAIXA, fazem parte
do dia a dia das pessoas. Ainda que de maneira não
literal, cada uma delas busca também estabelecer
uma associação entre seu conteúdo e a mensagem
do capítulo a que pertence.
Relatório de
Sustentabilidade
2009
Apresentação

04
Missão, Visão e Valores

06
Síntese de Desempenho

08
Estratégia e Análise

10

Su m á r i o Públicos de Relacionamento da CAIXA

12
Mensagem da Presidenta

2 Relatório de Sustentabilidade 2009


14 84
desempenho
perfil econômico-financeiro

28
governança
e gestão Indicadores
92
40
Tabela Ibase

relacionamento com
o público interno 94
Sobre este Relatório

56
relacionamento com
96
Indicadores GRI

o público externo

102
Parecer da Auditoria Externa

70
desempenho
ambiental

Relatório de Sustentabilidade 2009 3


Apresentação

Missão
Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável
do País, como instituição financeira, agente de políticas públicas e
parceira estratégica do Estado brasileiro.

Visão
A CAIXA será referência mundial como banco público integrado,
rentável, socialmente responsável, eficiente, ágil, com
permanente capacidade de renovação e consolidará sua posição
como o banco da maioria da população brasileira.

Valores
• Sustentabilidade econômico- • Reconhecimento e valorização
-financeira e socioambiental. das pessoas que fazem a CAIXA.
• Valorização do ser humano. • Eficiência e inovação nos serviços,
• Respeito à diversidade. produtos e processos.
• Transparência e ética com o cliente.

4 Relatório de Sustentabilidade 2009


Relatório de Sustentabilidade 2009 5
te s e d e D e s e m p e n h o
Sín
síntese de desempenho econômico (em R$)
Receita bruta Lucro líquido

— 40 —4

— 30 —3
40,6 3,9
— 20 35,2 bilhões —2 bilhões
bilhões 44,8 3
bilhões 2,5 bilhões
— 10 —1
bilhões

2007 2008 2009 2007 2008 2009

Ativos totais Patrimônio líquido

— 400
— 14

— 300
— 12

— 200
— 10
295,7 341,8 12,7 13,1
— 100
249,6 bilhões 10,5 bilhões
bilhões bilhões —8 bilhões
bilhões

2007 2008 2009 2007 2008 2009

síntese de desempenho social


Investimentos internos Investimentos externos

—4 —4

—3 —3

—2 3,41 —2
3,17
2,78 bilhões bilhões
—1 —1
bilhões 1,16 1,08 1,92
bilhão bilhão bilhão

2007 2008 2009 2007 2008 2009

síntese de desempenho ambiental


Investimentos em programas
e/ou projetos externos Total dos investimentos em meio ambiente

—5 —8

—4 —6

—3 —4
3,21 4,62
—2 —2 milhões 4,26
milhões milhões 2,26
1,94 2,09
milhão milhões milhões
2007 2008 2009 2007 2008 2009

6 Relatório de Sustentabilidade 2009


geração e distribuição de riqueza e renda

1. Geração de Riquezas (em milhares de R$) 2007 2008 2009


(A) Receita bruta 35.272.167 40.626.955 44.878.300
(B) Despesas de intermediação financeira 15.863.011 18.324.003 19.625.268
(C) Bens e serviços adquiridos de terceiros 8.670.841 8.839.469 11.210.755
(D) Valor adicionado bruto (A - B - C) 10.738.315 13.463.483 14.042.277
(E) Retenções (depreciação, amortização, exaustão) 383.330 469.082 605.205
(F) Valor adicionado líquido (D - E) 10.354.985 12.994.401 13.437.072
(G) Transferências
Resultado da equivalência patrimonial
237.071 254.420 324.835
Resultado de participações societárias
Receitas financeiras
(H) Valor adicionado a distribuir (F + G) 10.592.056 13.248.821 13.761.907

2. Distribuição por partes interessadas 2007 2008 2009


Governo
Impostos expurgados os subsídios (isenções) 1.094.115 1.009.071 1.824.494
empregados
Salários 4.636.913 5.481.689 5.946.145
Encargos previdenciários 309.813 352.966 399.975
Previdência privada 194.188 264.502 322.022
Benefícios 1.045.949 1.271.401 1.196.078
Participação nos resultados 310.781 432.675 449.990
financiadores
Remuneração de capital de terceiros 490.198 553.228 623.496
acionistas
Juros sobre capital próprio e dividendos 1.111.537 1.573.488 662.233
retido
Lucros retidos/prejuízo do exercício 1.398.561 2.309.801 2.337.473

indicadores de produtividade (em %) 2007 2008 2009


Margem bruta 33,64 34,94 33,60
Margem líquida 9,36 12,02 8,68
Giro dos ativos 0,03 0,04 0,03
Retorno sobre ativo médio (ROA) 1,01 1,31 0,88
Índice de endividamento 0,96 0,96 0,96
Índice de liquidez 1,03 1,03 1,02

itens de investimento (em milhares de R$) 2007 2008 2009


Aumento da capacidade produtiva 337.593.956,10 438.023.056,00 462.341.775,00
Educação/treinamento 58.672.895,91 65.396.510,86 58.416.593,00

Distribuição do Valor Adicionado (DVA) 2007 2008 2009


10,33% governo, 7,62% governo, 13,26% governo,
61,34% colaboradores(as), 58,90% colaboradores(as), 60,41% colaboradores(as),
10,49% acionistas, 11,88% acionistas, 4,81% acionistas,
4,63 % terceiros 4,18% terceiros 4,53% terceiros
e 13,20% retido e 17,43% retido e 16,99% retido
e A n á l i s e
Estratégia
que fornecem os parâmetros necessários 2003, o engajamento dos profissionais
Como banco público, a CAIXA exerce à definição dos Desafios Estratégicos e no processo de formulação do conteúdo
papel fundamental na promoção de suas respectivas metas de curto, foi significativamente ampliado no
da cidadania e no desenvolvimento médio e longo prazos. ano passado.
econômico, social e ambiental do
país. Suas iniciativas têm funções A edição 2009-2015 apresenta um A elaboração do Plano foi realizada
amplas e diferenciadas, atendendo aos conjunto de compromissos importantes em duas etapas. A primeira delas, a
compromissos e às responsabilidades a serem contemplados pela Adminis- fase consultiva, teve como objetivo
que são inerentes à sua condição como tração. Além de enfatizar o papel da acolher e processar as contribuições
organização vinculada ao governo empresa como agente indutor de individuais e coletivas, com vistas à
federal, instituição financeira e parceiro desenvolvimento e a sua importância consolidação de uma proposta básica.
na viabilização de políticas públicas. para a sociedade, o Plano Estratégico Para possibilitar ampla participação
evidencia também a preocupação dos colaboradores, a CAIXA promoveu
Para que seus objetivos sejam corporativa com o tema da sustentabili- uma pesquisa eletrônica, que alcançou
alcançados, a CAIXA conta com uma dade, bem como o propósito de buscar cerca de 25% de seus profissionais,
série de recursos e ferramentas de a melhoria, a simplificação e a agilidade além de realizar oficinas que reuniram
gestão. Um deles é o Plano Estratégico, de processos para que os objetivos cerca de 800 pessoas. A seleção de
que é o registro das escolhas, definições prioritários sejam alcançados. colaboradores para essas atividades
e conclusões mais relevantes ocorridas presenciais levou em conta a ampla
no processo de formulação da Esse conjunto de princípios passou diversidade existente na empresa –
estratégia corporativa. Ele expressa por atualização em 2009, com o obje- geográfica, étnica, racial, de gênero,
ainda as formas de articulação tivo de manifestar, mais claramente, de negócios, de cargo (ou função
com os demais instrumentos de o papel da organização no novo con- ocupada) e de tempo de serviço.
planejamento, de acompanhamento texto econômico e social do país e de
dos processos internos e de avaliação preparar a empresa para os desafios As sugestões consolidadas serviram de
dos resultados da empresa. dos próximos anos. referência para as discussões estratégicas
promovidas pelo Conselho Diretor
O Plano Estratégico define as responsa- Uma das particularidades que distin- na fase seguinte, denominada etapa
bilidades de cada área para o alcance guem a elaboração do Plano Estratégico deliberativa. Ao final, uma proposta
das metas programadas. É constituído da CAIXA é o processo participativo, de Plano Estratégico foi submetida
ainda pelo conteúdo da Missão, dos que inclui ativo envolvimento dos ao Conselho de Administração para
Valores e da Visão de Futuro da CAIXA, colaboradores. Prática iniciada em aprovação e homologação.
Desafios
Estratégicos
Além da atualização da Missão, dos Valores e
da Visão de Futuro, o Plano promoveu também
a revisão dos Desafios Estratégicos da CAIXA,
que explicitam o que deve ser realizado e os
resultados econômicos, sociais e ambientais
esperados. Seu conteúdo reflete a análise das
oportunidades, ameaças, forças e fraquezas da
CAIXA com vistas a alcançar a Visão de Futuro.

Uma das inovações de 2009 foi a incorporação


de um desafio relacionado à responsabilidade
social empresarial. Outra prioridade selecionada
diz respeito à intensificação do apoio da empresa
ao desenvolvimento regional sustentável.

Entre outros objetivos, a inclusão desse novo desafio


visou:

• e
 videnciar a preocupação da CAIXA com a questão
da sustentabilidade nas dimensões econômica, social
e ambiental;

• f omentar na instituição a adoção de práticas socialmente


responsáveis e o alinhamento de seus negócios aos
princípios de desenvolvimento sustentável;

• r eforçar o compromisso da CAIXA com o progresso regional


e a minimização das desigualdades, numa manifestação do
equilíbrio entre a atuação em âmbito nacional e a atenção às
especificidades regionais e locais.

Relatório de Sustentabilidade 2009 9


PRODUTORES
CULTURAIS

l i c o s d e
Púb da
men to
c i o n a
R e l a
xa GOVERNO FEDERAL

Cai centrais
sindicais

MINISTÉRIOS

EMPRESAS
PÚBLICAS

GOVERNOS
ESTADUAIS

GOVERNOS
MUNICIPAIS

TRIBUNAL DE
CONTAS DA
UNIÃO

poder público

público interno

sociedade

ADOLESCENT
APRENDIZE

BANCO
CENTRAL
DO BRASIL PRESTADORES
DE SERVIÇO
EMPREGADOS
CAIXA JO
APRENDIZE

10 Relatório de Sustentabilidade 2009


MICROS E
ORGANISMOS PEQUENAS
INTERNACIONAIS EMPRESAS

ORGANISMOS
AMBIENTAIS
COMUNIDADES
FORNECEDORES
ENTIDADES
DE DEFESA DO ENTIDADES
CONSUMIDOR DO SETOR
BANCÁRIO

PARCEIROS

MÍDIA
UNIVERSIDADES

BENEFICIÁRIOS
DE PROGRAMAS
SOCIAIS

CAIXA OUTROS
BANCOS

ENTIDADES
DESPORTIVAS
ONGs

CLIENTES
UNIDADES TRABALHADORES
LOTÉRICAS

ESTAGIÁRIOS

NTES ENTIDADES DE
S REPRESENTAÇÃO entidades
SINDICAL comunitárias

CORRESPONDENTES
BANCÁRIOS
OVENS
APRENDIZES
APOSENTADOS
CAIXA

Relatório de Sustentabilidade 2009 11


Mensagem
da Presidenta

n ç o s s e g u r o s
Ava
na dire ç ã o d a
s t e n t a b i l i d a d e
s u
12 Relatório de Sustentabilidade 2009
Iniciativas de
2009 desafiam a
CAIXA a assumir
compromissos
ainda maiores
com as pessoas,
a cidadania e o
A
CAIXA vem assumindo com firmeza e determinação
a natureza e o destino que lhe foram atribuídos
pela sociedade brasileira: o de ser um banco
integralmente público, socialmente orientado. Em
2009, a empresa avançou de forma significativa na afirmação
meio ambiente
dessa identidade, promovendo, inclusive, atualização em sua
Missão, que passou a ter como foco prioritário a promoção organização financeira na área de concessão de crédito, que
da cidadania e do desenvolvimento sustentável, a partir da agora terá condicionantes quanto à observância de critérios
condição de instituição financeira, agente de políticas públicas sociais e ambientais.
e parceira estratégica do Estado brasileiro.
Ao fortalecer seus compromissos com uma nova cultura de
Na crise financeira de 2008, a CAIXA reafirmou a particularidade inclusão, tolerância, respeito e valorização das pessoas, a CAIXA
de banco público que tem papel estratégico para o Estado na promoveu também ampla discussão interna sobre equidade
operacionalização de políticas sociais, na democratização do de gênero e diversidade, por meio da atuação de comissões
crédito e na execução de importantes projetos de investimentos regionais dedicadas a esses temas. Nessa mesma linha, têm
integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). sido desenvolvidas campanhas de combate à violência
contra a mulher, de enfrentamento da discriminação racial, de
Some-se a isso a bem-sucedida implementação do Programa defesa da livre orientação sexual, de inclusão de pessoas com
Minha Casa Minha Vida, a maior iniciativa de habitação social deficiência e de estímulo à criação de oportunidades iguais a
da última década. Como parceira do programa, a CAIXA homens e mulheres nos cargos de gestão.
tornou-se um dos principais responsáveis pela retomada
do desenvolvimento sustentável do país. Em menos de um Os resultados apresentados neste relatório traduzem o
ano, contratamos mais de 275 mil unidades habitacionais. empenho dos empregados e da direção da CAIXA para dar
Acreditamos encerrar 2010 com 1 milhão de novas moradias efetividade ao princípio da sustentabilidade. Eles demonstram
contratadas e/ou em obras, exatamente o total previsto que é possível realizar uma gestão empresarial eficiente
pelo programa. com base nos valores da responsabilidade social e do
desenvolvimento sustentável. Acima de tudo, revelam que
Ainda em 2009, a CAIXA deu novos e importantes passos o horizonte da sustentabilidade é ainda mais amplo, o que
na direção de se consolidar como instituição voltada para a desafia a CAIXA a superar limites e a assumir compromissos
sustentabilidade e, portanto, para o futuro das pessoas, de nosso maiores com a promoção da cidadania e a construção de
país e do planeta. Um exemplo foi a nossa adesão, no mês de uma relação mais positiva e harmônica entre o ser humano e
novembro, aos Princípios do Equador, conjunto de exigências o meio ambiente.
socioambientais definidas pelo setor bancário internacional
para a concessão de financiamentos a projetos de infraestrutura
com valor superior a US$ 10 milhões. Tal decisão contribui Maria Fernanda Ramos Coelho,
para qualificar melhor nossa atividade fundamental como presidenta da CAIXA

Relatório de Sustentabilidade 2009 13


A gen
te já
se co não
nhece
algum de
lugar
?
perfil
Mais do que banco,
somos uma instituição
pública sempre próxima
dos brasileiros, o que
nos possibilita, há quase
150 anos, contribuir
decisivamente para o
desenvolvimento do país

A
CAIXA está presente no cotidiano dos brasileiros há 149 anos.
Mais do que um banco, trata-se de um patrimônio nacional,
de uma instituição cuja principal marca de identidade é o jeito
especial de se relacionar com a população, contribuindo para
seu desenvolvimento econômico e social. Fundada em 12 de janeiro de 1861
pelo imperador Dom Pedro II, nasceu para estimular o hábito da poupança
e oferecer empréstimos sob penhor – e, desde então, nunca mais parou de
ampliar seu leque de atribuições e de assumir responsabilidades perante o país.
Hoje, como aliada estratégica do governo federal na implementação e
execução de políticas públicas, a CAIXA desempenha papel de protagonista
nas áreas de financiamento habitacional, desenvolvimento urbano, crédito
comercial, loterias federais e repasse de benefícios sociais aos cidadãos.
Todo brasileiro, direta ou indiretamente, mesmo sem ser cliente, tem um
pouco da CAIXA em sua vida.

Instituição 100% pública, com sede e foro em Brasília (DF), a CAIXA é vinculada
ao Ministério da Fazenda, subordinando-se às suas decisões e disciplina
normativa. Integrante do Sistema Financeiro Nacional, tem seu desempenho
acompanhado e fiscalizado pelo Banco Central e por outros entes de Estado,
o que assegura permanente prestação de contas de seus atos à sociedade.
Relatório de Sustentabilidade 2009 17
Capital da CAIXA
A grandiosidade da instituição pode ser expressa também
pelos números que cercam suas operações e estrutura. A
começar, por exemplo, pelo porte de seu capital autorizado,
que, em 2009, chegou ao volume expressivo de R$ 13,5
bilhões. O capital social, que é exclusivamente integralizado
pela União, somou R$ 8 bilhões. Anualmente, o capital social
é aumentado até o limite autorizado. Isso ocorre mediante a
incorporação do saldo das reservas de capital.

Com atuação em todo o território nacional, a empresa tem Essa ampliação, com a devida incorporação de outras reservas
liberdade para criar e suprimir sucursais, filiais ou agências, e do saldo de lucros acumulados após a destinação do
escritórios, dependências e outros pontos de atendimento resultado do exercício, bem como com a absorção de
no país e no exterior, prerrogativas que contribuem para a eventuais prejuízos (com a utilização das reservas de lucros),
dinamização de seus processos de gestão e para o desenvol- é realizada apenas com aprovação do ministro da Fazenda,
vimento de iniciativas de conteúdo estratégico, fundamentais depois de deliberação das respectivas propostas pelo
num ambiente de concorrência acirrada, como é o caso do Conselho de Administração e de consulta ao Conselho Diretor
mercado bancário do país. e ao Conselho Fiscal da CAIXA.

Em sua atividade cotidiana e na interação com a sociedade, a Presença nacional


CAIXA é detentora de múltiplos papéis. Realiza não apenas as A fim de dar conta de seu vasto leque de funções, a CAIXA
atividades próprias de seu setor econômico, mas também um dispõe de um grupo de profissionais altamente qualifica-
extenso conjunto de iniciativas em nome do governo federal. dos e motivados, que se ocupam da tarefa de atender a
Como resultado, a empresa disponibiliza à sociedade ampla população com inigualável senso de responsabilidade e
variedade de produtos e serviços (a relação completa pode cidadania. Em 2009, a empresa mantinha um quadro de
ser consultada no portal da CAIXA na internet, no endereço 123.650 colaboradores, entre empregados concursados,
http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/caixa/estatuto_caixa/ estagiários, jovens aprendizes, jovens adolescentes e
Decreto_6473.pdf). prestadores de serviço.

Tal abrangência de atuação dá à empresa uma posição de Presente em todo o território nacional, a CAIXA encerrou o
destaque entre os mais sólidos bancos e agentes de desenvol- ano passado com 30.374 unidades de atendimento em plena
vimento do país. Por seu enraizamento geográfico e por sua operação, total 21% maior do que o existente em 2008. A
capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade, expansão da rede física sinaliza a vocação da empresa para o
a CAIXA assume a linha de frente na disseminação de práticas crescimento, além de expressar o compromisso corporativo
de responsabilidade social e ambiental e na propagação dos de proporcionar maior comodidade aos clientes pela oferta
princípios do desenvolvimento sustentável. progressiva de mais e melhores canais de atendimento.

REDE DE ATENDIMENTO DA CAIXA


Tipo de unidade 2007 2008 2009
Agências 2.051 2.074 2.084
Postos de Atendimento Bancário (PAB) 445 470 482
Postos de Atendimento Eletrônico (PAE) 1.053 1.095 1.187
Correspondentes lotéricos 8.853 8.910 10.226
Correspondentes CAIXA Aqui 8.074 9.914 13.685
Salas de autoatendimento 2.513 2.533 2.710
Total 22.989 24.996 30.374

18 Relatório de Sustentabilidade 2009


Internet Banking CAIXA e caixas eletrônicos são exemplos
da oferta progressiva de canais de atendimento que visam
oferecer maior comodidade aos usuários

A constituição dessa subsidiária abriu novas oportunidades


de realização de negócios, por meio da aquisição de ações
ou de participações societárias em instituições financeiras
sediadas no Brasil (públicas ou privadas) e em empresas do
ramo securitário, previdenciário, de capitalização e de
A infraestrutura tecnológica de autoatendimento também atividades complementares às do setor financeiro, entre
desempenha importante papel no esforço organizacional de outros empreendimentos.
oferecer conveniência à clientela. Além de agregar agilidade e
flexibilidade a uma extensa variedade de serviços, esse canal A primeira aquisição de grande impacto da CAIXAPAR,
proporciona a vantagem adicional de desonerar a capacidade anunciada em dezembro do ano passado, envolveu a compra
produtiva das agências físicas, que, assim, podem se concentrar de 35,54% do capital social do Banco PanAmericano, organi-
no contato direto com os clientes e os cidadãos – na prestação zação bancária especializada no financiamento ao consumo
de serviços e na prospecção e realização de negócios. de pessoas físicas das classes B, C, D e E. Com mais de 203
pontos de atendimento, o banco mantém extenso portfólio
Como resultado, os mais de 20.500 equipamentos instalados de produtos e serviços, como crédito direto ao consumidor,
e em operação em caixas eletrônicos de todo o país já são crédito consignado, cartões, seguros, leasing e consórcios.
responsáveis pela impressionante média de 92 milhões de
transações bancárias mensais, desempenho muito próximo A operação de compra movimentou mais de R$ 739 milhões,
daquele alcançado pelas agências, unidades CAIXA Aqui e com os quais a CAIXAPAR adquiriu a participação acionária de
Internet Banking CAIXA. 49% do capital votante do banco. Com o negócio, a CAIXA
ganhou assento na estrutura de governança do PanAmericano,
Aquisições com direito a indicar membros para o Conselho de
Sempre presentes no horizonte de curto, médio e longo Administração. A Presidência desse órgão colegiado será
prazos da empresa, as ambições de crescimento foram alternada anualmente, também com indicação da CAIXAPAR e
contempladas em 2009 com uma novidade de grande da holding Silvio Santos, controladora da instituição.
importância estratégica. Pelos efeitos da Medida Provisória
nº 443/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.908/2009, A aquisição possibilitará à CAIXA, particularmente, ampliar sua
a estrutura operacional da CAIXA passou a contar com a participação na área de crédito imobiliário, especialmente nas
CAIXA Participações (CAIXAPAR). modalidades nas quais o PanAmericano tem expertise.

Relatório de Sustentabilidade 2009 19


Repasses aos municípios A remessa de valores para contas da CAIXA é um serviço
Num desdobramento de suas disponível em todo o mundo. Nos Estados Unidos, no Japão e
funções como agente de em Portugal, a empresa oferece uma facilidade adicional – a
execução de políticas públicas de contar com bancos parceiros, que apresentam condições
cabe à CAIXA a responsabilidade mais favoráveis para a realização das operações. São eles o
de promover a redistribuição de japonês Iwata Shinkin Bank, o português Millennium bcp e os
determinados recursos federais. Isso norte-americanos Citibank e Millennium bcpbank.
acontece sob a forma de transferência
de benefícios aos cidadãos e de investi- Com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e
mentos que farão a diferença no desenvolvi- o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
mento das comunidades. (Sebrae), a CAIXA desenvolveu o projeto Remessas de
Recursos e Capacitação para Emigrantes Brasileiros, direcio-
Nessa última categoria está alocado, por exemplo, o repasse nado a concidadãos que vivem na região de Massachusetts,
de recursos (próprios e governamentais) aos municípios nos Estados Unidos, e a seus familiares residentes na
brasileiros. São valores que impulsionam a infraestrutura microrregião de Governador Valadares (MG).
urbana, como o saneamento básico e a habitação, possibi-
litam a geração de empregos, facilitam a interiorização de O projeto oferece educação financeira e empreendedora, com o
programas sociais e contribuem para a capacitação da objetivo de orientar as famílias na adequada utilização dos frutos
gestão pública, entre outros benefícios. Em 2009, a título do trabalho de seus parentes em terra estrangeira. O princípio
de repasse às cidades do país, a CAIXA destinou um total de geral é que o investimento dos recursos remetidos pelos
R$ 12,1 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão em repasses de progra- emigrantes deve propiciar a melhoria da qualidade de vida das
mas habitacionais e R$ 10,8 bilhões em repasses de programas pessoas e das comunidades nas quais elas estão inseridas.
de saneamento e infraestrutura, incluídos os recursos destina-
dos à saúde e ao apoio à gestão pública. O programa ressalta o compromisso da CAIXA com os
brasileiros no exterior e reforça a identidade social da empresa,
Atuação no exterior mediante a aproximação com a comunidade brasileira residente
O compromisso em associar negócios à melhoria da qualidade nos Estados Unidos – além de proporcionar capacitação a
de vida dos brasileiros – estejam eles onde estiverem – inspira pessoas que desejam empreender um negócio próprio.
a CAIXA a também atuar fora das fronteiras nacionais. A
empresa oferece a cidadãos brasileiros residentes no exterior Credibilidade internacional
o serviço de remessa de recursos ao Brasil, com possibilidade Ser uma organização que se preocupa com o progresso
de crédito direto em contas da CAIXA ou de saque em e o futuro do país estimula a CAIXA a, obviamente, manter
dinheiro, dentro do país. elevados seus padrões de excelência na execução das
atividades de natureza bancária.

20 Relatório de Sustentabilidade 2009


Considerada pelo próprio mercado uma das instituições
financeiras de ponta na gestão de recursos financeiros, a
CAIXA teve seu trabalho na gestão de ativos de terceiros
reconhecido, mais uma vez, pela agência Moodys Investors
Service com o “Rating Máximo em Qualidade (MQ1)”.

Segundo relatório da Moodys, a classificação refletiu a


excelente capacidade de gestão, as práticas operacionais
eficazes, a qualidade do processo de decisão de investimen-
tos e os resultados alcançados pela CAIXA.

a r t es
s e p
o
Grup essadas
inter
Ao dar conta de um
arco tão extenso de atribuições, a
CAIXA tem de cultivar relacionamentos que
contemplem grande variedade de públicos. Essa
necessidade de interlocução permanente com diferentes
setores tem contribuído para amadurecer um pensamento
empresarial que, cada vez mais, vê o desenvolvimento
sustentável como resultado da equilibrada interdependência
entre pessoas, organizações e o meio que todos compartilham.

Daí o dever que a CAIXA se impõe de estabelecer diálogos


pautados pela transparência e espírito de parceria tanto com
sua equipe de colaboradores (o chamado público interno)
quanto com organizações da sociedade, que configuram o
público externo da empresa. Somados, esses dois grandes
segmentos compõem a enorme teia de relacionamentos
mantidos pela CAIXA em todo o país.

Compõem o público interno os agrupamentos formados


pelos empregados ativos, aposentados, adolescentes e jovens
aprendizes, estagiários, prestadores de serviços, correspon-
dentes bancários e unidades lotéricas.

O público externo da empresa, por sua vez, reflete a própria


diversidade de funções desempenhadas pela CAIXA, abran-
gendo, entre outros segmentos, de clientes a beneficiários de
programas do governo federal, de fornecedores a parceiros
comerciais, do poder público a instituições comunitárias.

Os correspondentes bancários CAIXA Aqui e as unidades lotéricas espalhadas por


todo o país se unem aos colaboradores na composição do público interno da empresa

Relatório de Sustentabilidade 2009 21


i o s e t o s
Pr êm i m en
h e c
recon No desempenho de
sua missão empresarial
na formação e no treinamento de
jovens profissionais, colaborando para
Best Performance MasterCard
A CAIXA foi agraciada com três prêmios
e social, a CAIXA é constantemente sua inserção no mercado de trabalho. Best Performance MasterCard, iniciativa
reconhecida pela excelência de suas que reconhece as melhores práticas de
práticas. Em 2009, novamente, tal Corporate University Best marketing e o desempenho de bancos
reconhecimento se materializou sob a in Class (CUBIC) Awards – emissores de cartões da bandeira.
forma de prêmios e homenagens, entre Brasil 2009
os quais se destacam: O trabalho realizado pela CAIXA na área A CAIXA conquistou o 1º lugar na
de capacitação e desenvolvimento de categoria “Credenciamento de
Melhor Gestor de Fundos de colaboradores foi reconhecido pelo Estabelecimentos” e a 2ª colocação nas
Investimentos de Renda Fixa – International Quality & Productivity categorias “Case de Marketing – Cartão
Gestão Ativa Center (IQPC) do Brasil, que concedeu à de Débito”, com a campanha “Usou,
Pelo 6º ano consecutivo, a CAIXA marcou Universidade Corporativa da empresa o ganhou”; e em “Operações de Crédito”,
presença no Guia Exame de Investimentos 2º lugar no prêmio “Excelência em pelo desempenho em “disponibilidade
Pessoais 2009 como o “Melhor Gestor de Educação Corporativa”, promoção que e aprovação de transações com cartões
Fundos de Investimentos de Renda Fixa – reúne organizações nacionais e de crédito” da operadora.
Gestão Ativa”. internacionais com atuação no país.
Melhores Práticas da A3P
Melhores Empresas Marcas de que Eu Gosto O Programa Agenda Ambiental na
para Estagiar 2009 Promovido pelo jornal Diário de Administração Pública (A3P), do Ministério
Iniciativa do Centro de Integração Pernambuco, o Prêmio Marcas de que do Meio Ambiente, concedeu à empresa
Empresa Escola (CIEE), em parceria com eu Gosto elegeu a CAIXA, pelo 6º ano premiação nas categorias “Inovação da
o Ibope Inteligência e a Seccional São consecutivo, como o banco mais Gestão Pública”, pela iniciativa Agenda
Paulo da Associação Brasileira de apreciado pela população do estado. Tal CAIXA para a Sustentabilidade; e “Gestão
Recursos Humanos (ABRH), o prêmio distinção tem sido concedida à empresa de Energia”, pela iniciativa Etiquetagem
distingue organizações que investem desde a criação do prêmio, em 2004. em Prédios Públicos.

22 Relatório de Sustentabilidade 2009


A CAIXA é reconhecida pela excelência na prestação de serviços não só no
atendimento oferecido em suas agências, mas também na gestão da poupança e
dos investimentos de seus clientes

Prêmio Abrarec Prêmio Qualidade do Amazonas (PQA)


A Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente A CAIXA foi contemplada com o Troféu Prêmio Qualidade
(Abrarec) escolheu a CAIXA como a instituição financeira de Amazonas (PQA) – Faixa Ouro, distinção máxima na modali-
“Melhor Atendimento” ao público, ao considerá-la uma das dade Gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
empresas do setor que mais investiram no relacionamento (FGTS). Em 2008, a empresa já havia conquistado o PQA –
com a clientela após a promulgação do Decreto nº 6.523 Faixa Prata.
(Lei do SAC).
Organizado pela Federação das Indústrias do Estado do
Foram levados em consideração critérios como inovação, Amazonas (Fieam) e pelo Serviço de Apoio às Micro e
criatividade, apresentação, originalidade e efetividade no Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM), o PQA
relacionamento com a população. homenageia organizações que atuam em favor da qualidade,
da produtividade e da competitividade. A premiação abrange
as modalidades “Gestão” e “Processo” em sete setores:
governo, educação, indústria, construção, serviço/comércio,
saúde e fins não lucrativos.

Relatório de Sustentabilidade 2009 23


ção a o
o
Evolu p N
este século e meio de atividades, a

m
CAIXA só ampliou sua participação

T e
na vida brasileira, assumindo

Longo do
responsabilidades perante a
sociedade e o país que evidenciaram seu papel
como agente do Estado a serviço do progresso e
do desenvolvimento nacional.

1861
Criação, pelo imperador D. Pedro II, da
CAIXA Econômica Federal e Monte Socorro,
com o objetivo de conceder empréstimos
1931
Início das operações de carteira
e incentivar a poupança popular hipotecária (para aquisição de
bens imóveis)

1874 1934
Determinação governamental
Início da expansão nacional de exclusividade da CAIXA em
da CAIXA, com a abertura de operações de empréstimos
unidades nas províncias de em consignação
São Paulo, Rio Grande do Sul,
Paraná, Pernambuco e Alagoas
1961
1970
Início das operações de
loterias federais sob a
responsabilidade da CAIXA

Instituição da Loteria Esportiva

1980
1969 Inauguração do
Conjunto Cultural da CAIXA,
em Brasília, o primeiro
Unificação das 22 Caixas de uma série de espaços
Econômicas Federais do culturais da empresa
país, que passam a atuar
de forma padronizada

Relatório de Sustentabilidade 2009 25


1986
Extinção do Banco Nacional da
Habitação (BNH) e incorporação

1996
de suas atribuições, o que tornou
a CAIXA o maior financiador
da casa própria do país e um
dos mais relevantes agentes de
desenvolvimento urbano Início das atividades de
operacionalização da
aplicação de recursos
do Orçamento Geral da
União concedidos pelo
governo federal

1989 2001
Centralização de todas as
contas do FGTS mantidas em
76 instituições bancárias criação da universidade
corporativa caixa

26 Relatório de Sustentabilidade 2009


2008
Consolidação de um novo

2003 modelo de gestão, norteado


pela premissa de “fazer
o simples para fazer mais
e melhor”
ADESãO DA CAIXA AO
PACTO GLOBAL DA ONU

2009
2006
Revisão da Missão
institucional da CAIXA

Lançamento do programa CAIXA


objetivos de desenvolvimento do
milênio (CAIXA ODM)

Relatório de Sustentabilidade 2009 27


080
0
Como estou
dirigindo?

Governança e Gestão
u
to ?
es o
o d 01
m gin 01
Co ri 26
di 0 7
Conduzimos
nossas operações,
nossos negócios e o
relacionamento com a
coletividade baseados nos
mais elevados princípios
de transparência,
ética e eficácia

30 Relatório de Sustentabilidade 2009


C
omo empresa conectada com os anseios e as necessidades da população brasileira, a CAIXA busca fazer da
atividade empresarial uma permanente fonte de geração de valor para todos os públicos de relacionamento
— colaboradores, clientes, setor público, parceiros, beneficiários de programas sociais do governo e, por
extensão, toda a sociedade brasileira.

Para tanto, enfatiza o aperfeiçoamento contínuo de suas práticas de governança corporativa. O objetivo é materializar
os valores fundamentais da gestão contemporânea – transparência, ética e responsabilidade administrativa — no cotidiano
dos negócios, na relação com as partes interessadas, na prestação de contas e na conjugação das próprias estratégias
empresariais com os planos governamentais de desenvolvimento nacional.

Parceira do Estado brasileiro na execução de políticas públicas, notadamente na área de crédito para habitação,
infraestrutura e saneamento básico e na atividade de gerenciamento dos recursos de programas federais de alcance
social, a CAIXA tem sua atividade-fim intimamente vinculada à promoção da cidadania e à construção de um modelo
de progresso sustentável. Objetivos que continuaram sendo perseguidos em 2009, quando a empresa deu sequência à
estruturação do Sistema de Governança Corporativa e ao alinhamento da arquitetura organizacional e do modelo de
gestão com as mais modernas referências de mercado.

E, nesse campo, uma das principais realizações do ano foi a disseminação, entre os colaboradores e públicos prioritários,
da sua Política de Governança Corporativa, aprovada em 2008 para orientar a atuação da empresa e os processos decisórios
segundo determinado conjunto de princípios e diretrizes.

Relatório de Sustentabilidade 2009 31


Implementada em 2008, a
Política de Governança
Corporativa orienta a
atuação da empresa e os
processos decisórios
segundo um conjunto claro
de princípios e diretrizes

Política de Governança
Corporativa
• Transparência, equidade, prestação de contas, responsabilidade social empresarial, conformidade,
gestão estratégica de riscos e sustentabilidade.

Diretrizes
• A Missão, os Valores, a Visão do Futuro, a estratégia, os Desafios Estratégicos e os objetivos corporativos
são estabelecidos e comunicados para toda a organização.

• São estabelecidas e garantidas linhas claras de responsabilidade e autoridade dentro da organização.

• Os tomadores de decisão são nomeados e qualificados para suas posições, têm claro entendimento das
premissas e princípios de governança corporativa, estão adequadamente informados e fazem prevalecer
nas suas decisões o interesse da CAIXA.

• As metas e os incentivos são consistentes com os valores éticos, desafios estratégicos, objetivos corpora-
tivos, com as estratégias e o ambiente de controle da CAIXA.

• Os mecanismos de controle são implementados e monitorados para possibilitar a governança da CAIXA.

32 Relatório de Sustentabilidade 2009


A estrutura de governança em vigor favorece o planejamento de longo prazo,
os atos de gestão, as ações operacionais e o atendimento à população

Também se mostrou de grande relevância a aprovação, pelos O nível executivo é constituído pela Presidência, pela
conselhos Diretor e de Administração, dos critérios e das totalidade das Vice-Presidências, pelo Conselho Diretor e
regras para disciplinar as políticas de atuação de CAIXA. A pelos comitês de Gestão de Ativos de Terceiros e de Fundos
decisão teve como objetivo contribuir para a prevalência da Governamentais. As atividades de nível operacional, por sua
agilidade, da clareza e da transparência em todas as decisões vez, estão sob o comando das Vice-Presidências, individual-
estratégicas. Ao longo do ano, também foram implementados mente, e das unidades organizacionais.
projetos de fortalecimento da excelência no atendimento, de
ampliação da capacidade de distribuição e de consolidação, Conselho de Administração
no ambiente interno, dos valores e das práticas da responsa- Instância máxima de orientação geral dos negócios da
bilidade social empresarial e do desenvolvimento sustentável. CAIXA, o Conselho de Administração responde pela
definição das diretrizes, dos desafios e objetivos corporativos
Tiveram início também estudos para a reformulação do estratégicos, assim como pelo monitoramento e pela
Estatuto da CAIXA, com vistas a incorporar tópicos de apoio avaliação dos resultados empresariais. Essa instância é
ao desenvolvimento de projetos e a investimentos de caráter formada por sete conselheiros: cinco deles são indicados
socioambiental, como forma de favorecer a viabilização de pelo ministro da Fazenda (dentre eles, o presidente do
parcerias estratégicas com gestores públicos e organizações órgão); um, pelo ministro do Planejamento, Orçamento e
sociais (a íntegra do Estatuto da CAIXA está disponível no Gestão; e o sétimo é o próprio presidente da CAIXA, a quem
endereço http://www.caixa.gov.br/acaixa/estrutura_organiza- cabe exercer a Vice-Presidência do Conselho.
cional.asp).
Cada conselheiro tem mandato de três anos, com direito a
exercer suas funções por até dois períodos consecutivos. Um
ex-conselheiro só está apto a retornar ao colegiado depois

o
de decorrido pelo menos um ano do término de seu último

n h
Des izacional
e mandato.

organ
Entre outras atividades, o Conselho de Administração tem
como atribuições:
A estrutura de governança da CAIXA • atuar como organismo de interlocução entre a CAIXA e o
está organizada em três níveis, que são responsáveis Ministério da Fazenda e opinar, quando solicitado pelo
por favorecer o planejamento de longo prazo, os atos decisó- ministro, sobre questões ligadas ao desenvolvimento
rios e as ações operacionais. O nível estratégico é formado econômico e social do país e às atividades da CAIXA;
pelo Conselho de Administração, pela Presidência e pelo • aprovar o modelo de gestão e suas atualizações;
Conselho Diretor (que inclui nove das 11 Vice-Presidências • definir as diretrizes, os desafios e objetivos corporativos;
da empresa). • aprovar o Plano Estratégico e acompanhar sua implantação;

Relatório de Sustentabilidade 2009 33


Entre as diretrizes da Política de Governança da
CAIXA está a de que as metas e os incentivos
estão em linha com os valores éticos, os desafios
estratégicos, os objetivos corporativos e as
estratégias da organização

• monitorar e avaliar os resultados;


• aprovar as políticas de atuação;
• estabelecer e aperfeiçoar o Sistema de
Governança Corporativa;
• autorizar a contratação de auditores
independentes e a rescisão dos
respectivos contratos;
• aconselhar a Presidência nas questões
que dizem respeito às linhas orienta-
doras da atuação da empresa; maioria simples dos votos, cabendo ao regimento interno e submetidos à
• fiscalizar a execução da política geral presidente, em caso de empate, o aprovação do Conselho. (A descrição
dos negócios e serviços; e acompa- direito ao voto de qualidade além do das funções e atribuições das demais
nhar e fiscalizar a gestão da voto ordinário. instâncias da governança corporativa
Presidência, das Vice-Presidências e da CAIXA aparece no Estatuto da
do diretor Jurídico. Instâncias de apoio à gestão empresa, disponível para consulta no
A CAIXA também conta em sua endereço http://www.caixa.gov.br/
Presidência estrutura organizacional com órgãos de acaixa/estrutura_organizacional.asp).
Cabe à Presidência representar a CAIXA apoio à gestão – dois conselhos, cinco
e responder pelos atos e decisões de comitês de assessoramento e uma Participação nas
suas instâncias de gestão. Entre outras comissão. São eles: decisões estratégicas
atribuições, a Presidência desenvolve o • Conselho de Gestão de Ativos de O modelo de governança da CAIXA
modelo de administração empresarial, Terceiros; pressupõe a possibilidade de
em colaboração com o Conselho • Conselho de Fundos Governamentais acolhimento de contribuições dos
Diretor, e encarrega-se de aprová-lo no e Loterias; colaboradores com vistas ao aperfei-
Conselho de Administração. • Comitê de Auditoria; çoamento dos processos de gestão. A
• Comitê de Risco; Ouvidoria Interna tem a responsabili-
Supervisionar o cumprimento dos • Comitê de Prevenção contra os Crimes dade de receber as manifestações dos
desafios e dos objetivos corporativos, de Lavagem de Dinheiro; colaboradores e redirecioná-las aos
prestando contas ao Conselho, e • Comitê de Compras e Contratações; gestores específicos.
coordenar as atividades das 11 • Comitê de Avaliação de Negócios e
Vice-Presidências também são Renegociação; Conforme a pertinência das mensa-
atribuições próprias da Presidência. • Comissão de Ética. gens, as sugestões nelas contidas
(O conteúdo completo dessas atribuições podem se desdobrar em propostas a
aparece expresso no artigo 21 do Ressalvados os casos especificados em serem incorporadas pelo sistema de
Estatuto da CAIXA). lei, tais colegiados são compostos por governança. Por sua vez, proposições
até cinco membros indicados pela ao Conselho de Administração
Conselho Diretor Presidência da CAIXA ou, no caso do devem ser feitas pelos gestores
Órgão colegiado responsável pela Comitê de Auditoria, pelo Conselho de estratégicos da empresa, mediante
gestão da CAIXA, o Conselho Diretor é Administração. voto. Somente após análise e
liderado pelo presidente da empresa e aprovação por esse colegiado, elas
composto por nove vice-presidentes. A composição e o funcionamento passam a constar como Resolução de
Suas deliberações são tomadas por dessas instâncias são disciplinados por Diretoria e a ter efeito institucional.

34 Relatório de Sustentabilidade 2009


A CAIXA faz uso de indicadores de performance
setoriais e diagnósticos de desempenho corporativo
com o objetivo de manter uma cultura de gestão
focada na eficiência operacional e na boa prestação
de serviços à sociedade

es t ão
r o le da g
Co n t
O monitoramento e a fiscalização externos do de Administração, realiza, ao final de cada semestre, um
processo de gestão consistem em atividades indispensáveis ao levantamento das demonstrações financeiras certificadas
exercício da governança corporativa. A própria condição de pelos auditores independentes.
entidade financeira pública impõe à CAIXA diversas modalida-
des de acompanhamento e controle, que são realizadas por Em sintonia com as normas do Conselho Monetário Nacional
instituições como Ministério da Fazenda, Banco Central, e do Banco Central, a prática contribui para a tomada de
Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União, decisões e a formulação e o ajuste de desafios estratégicos e
Ministério Público, Departamento de Coordenação e Controle metas. Em caso de necessidade ou para o cumprimento de
das Empresas Estatais e Congresso Nacional. legislação específica, demonstrações financeiras adicionais,
intermediárias ou extraordinárias podem ser produzidas.
Instâncias de controle interno, contudo, também são
essenciais para a CAIXA. Daí a existência do Conselho Fiscal, Gestão de riscos
que tem a missão de fiscalizar os atos administrativos, conferir Entre os exemplos que configuram uma boa governança,
o cumprimento dos deveres legais e estatutários, opinar a gestão de riscos situa-se entre as práticas de maior rele-
sobre a prestação anual de contas, estudar balancetes e vância, dada a sua ligação direta com o desempenho
demonstrativos contábeis e emitir pareceres a respeito da empresarial e a credibilidade corporativa. Uma boa gestão
situação econômico-financeira da organização. nessa área deve pressupor, portanto, a aplicação de mode-
los e instrumentos confiáveis de identificação e mensura-
A empresa possui, ainda, uma Auditoria Interna. Vinculada ao ção de riscos, de modo a assegurar a adoção de medidas
Conselho de Administração, dedica-se a monitorar as preventivas e, quando necessário, a pronta correção dos
determinações do Comitê de Auditoria e a verificar a legali- problemas detectados.
dade e legitimidade dos atos administrativos.
Como órgão de assessoramento da alta direção, o Comitê
Autoavaliação de Desempenho de Risco assume tal papel, dedicando-se a acompanhar a
Faz parte da cultura de gestão da CAIXA não só o monitora- evolução da empresa e a propor inovações e aperfeiçoamen-
mento de indicadores setoriais de performance, mas tos na gestão. Seu trabalho tem importância estratégica,
também a promoção de diagnósticos mais amplos sobre o uma vez que possibilita, por meio da análise de cenários
desempenho corporativo. De modo a cumprir suas obriga- econômicos e da matriz de riscos globais, a avaliação
ções estatutárias e assegurar equilibrada atuação econômico- permanente dos níveis de exposição a ameaças presentes
-financeira, a empresa, sob responsabilidade do Conselho nas operações e iniciativas empresariais.

Relatório de Sustentabilidade 2009 35


A Política de Gestão de Risco possibilita aos gestores também As ações preventivas e de correção implementadas pela
identificar o comprometimento de capital para fazer frente aos CAIXA têm possibilitado avanços significativos nesse campo.
riscos inerentes ao desenvolvimento de produtos, serviços e Os níveis de inadimplência são bons termômetros da eficácia
operações, além de mensurar os impactos sobre os resultados do modelo. O índice de não pagamento de empréstimos
finais e decidir sobre os limites de exposição aceitáveis. habitacionais, por exemplo, saiu de 1,7 (em 2008) para 1,8
(ao final de 2009), mesmo com o aumento de 105,2% nos
A CAIXA mantém na sua estrutura organizacional uma empréstimos concedidos, inclusive, repasses. Na área de
Vice-Presidência dedicada ao gerenciamento da mitigação crédito comercial, houve diminuição na inadimplência, cujo
de riscos. Entre as suas atribuições nessa área específica, índice passou de 4 para 3,4.
destacam-se as de:
• gerenciar os riscos corporativos e a alocação de capital da Conflitos de interesse
CAIXA; Sustentado por uma estrutura organizacional comprome-
• monitorar o cumprimento dos limites de exposição a riscos; tida com as melhores práticas administrativas, o modelo de
• reportar os riscos corporativos interna e externamente; governança da CAIXA dispõe de mecanismos de inibição de
• monitorar o risco de coligadas controladas e patrocinadas; eventuais conflitos de interesse entre as suas diversas
• atender aos requisitos legais no que se refere aos riscos instâncias de gestão.
corporativos;
• realizar a integração de riscos; Incluídas no Estatuto da empresa, as determinações relativas
• disseminar a cultura de controle de riscos; ao tema adotam como princípio geral a orientação segundo
• desenvolver e monitorar modelos de integração de risco a qual os órgãos de administração devem observar, no âmbito
corporativo. de suas respectivas competências e atribuições, regras que
assegurem a efetiva segregação de funções. (Tais informações
estão disponíveis para consulta e download no portal http://
www.caixa.gov.br/acaixa/estrutura_organizacional.asp).

O modelo de governança, cujos princípios também estão expressos


no Estatuto da empresa, pressupõe a manutenção de uma estrutura
organizacional baseada nas melhores práticas administrativas

36 Relatório de Sustentabilidade 2009


Relatório de Sustentabilidade 2009 37
ação
r t i ci p çõ es
Pa ssocia
em a A CAIXA está institu-
cionalmente representada em • Asociación Latinoamericana de Instituiciones Financeiras
mais de 300 entidades – governamentais para El Desarrollo (Alide);
e não governamentais, de caráter federal e regional, • Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro
de abrangência nacional e internacional. Além disso, a defesa e de Capitais (Anbima);
dos interesses da empresa e a sua contribuição institucional • Associação Brasileira dos Bancos (Assban);
para a formulação e execução de políticas e programas • Brazilian-American Chamber of Commerce (BACC);
governamentais ocorrem por meio da ocupação, por • Confederação das Associações Comerciais e Empresariais
empregados da CAIXA, de mais de mil postos de representa- do Brasil (CACB);
ção em instâncias diversas, como entidades de classe ou • Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC);
órgãos do poder público, atuando na condição de titulares ou • Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC);
de suplentes. • Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ);
• Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU);
Entre organismos com os quais a CAIXA mantém vínculos • Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento
podem-se destacar: Sustentável (CEBDS);
• Associação Brasileira de Anunciantes (ABA); • Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri);
• Associação Brasileira de Instituições Financeiras de • Aliança de Cidades – Cities Alliance;
Desenvolvimento (ABDE); • Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF);
• Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base • Comitê de Entidades de Combate à Fome e pela Vida
(Abedib); (Coep);
• Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e • Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social;
Poupança (Abecip); • Federação Nacional dos Bancos (Fenaban);
• Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito • Fundação dos Economiários Federais (Funcef);
(Abecs); • Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec);
• Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental • Institute of Internacional Center for Local Credit (ICLC);
(Abes); • International Function Point Users Group (IFPUG);
• Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN); • The Institute of International Finance (IIF);
• Associação Brasileira de Ouvidores (ABO); • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD);
• Associação Nacional das Instituições de Crédito, • World Lotery Association (WLA);
Financiamento e Investimento (Acrefi); • World Savings Banks Institute (WSBI).

38 Relatório de Sustentabilidade 2009


Código de Ética
A governança, a gestão, as operações e o relacionamento da
CAIXA com os vários públicos são balizados pelo Código de
Ética, documento baseado na afirmação e na prática de cinco
valores fundamentais: respeito, honestidade, compromisso,
transparência e responsabilidade.

Instrumento criado para sistematizar os valores sobre os quais


se assentam os negócios, as ações e os relacionamentos da
CAIXA, o Código de Ética tem papel ativo na conversão
definitiva da entidade em espaço de promoção de melhores
condições de vida e de disseminação da responsabilidade
Respeito, honestidade, compromisso, transparência e responsabilidade
são os cinco valores fundamentais inseridos no Código de Ética da CAIXA e social. (O conteúdo do Código de Ética está disponível para
cuja prática é incentivada no dia a dia de atuação comercial e da prestação consulta no portal www.caixa.gov.br/acaixa/codigo_etica.asp).
de serviços à comunidade

Relatório de Sustentabilidade 2009 39


e i t a
A c é ?
c a f
um
e i t a
A c é ?
c a f
um
Ao acolher as diferenças,
dar oportunidades e
valorizar o conhecimento,
formamos não só bons
profissionais, mas também
cidadãos conscientes de
sua missão perante os
clientes e a sociedade

A
CAIXA entende que a sustentabilidade e a perenidade de sua
atuação dependem não só do êxito nas operações e negócios,
mas, em grande parte, da qualidade de sua relação com os
diversos públicos – e, particularmente, com os colaboradores,
linha de frente na execução das iniciativas corporativas e no relaciona-
mento com a população.

Assim, além de atuar na conformidade das legislações específicas ao seu


negócio, a CAIXA busca implementar as melhores práticas de gestão no que
diz respeito ao ambiente de trabalho. Essa determinação se traduz numa
organização cada vez mais comprometida com a valorização, a qualificação
e o bem-estar dos colaboradores.

Diálogo transparente, respeito ao indivíduo e à diversidade e estímulo


constante ao desenvolvimento humano são os pilares da Política de Gestão
de Pessoas da CAIXA.

relacionamento com
o público interno
Incluída entre os maiores
empregadores do país,
a CAIXA busca manter
com seus quase 124 mil
colaboradores em todo
o país uma relação
transparente, respeitosa
e de permanente estímulo

Com presença nacional, a empresa faz parte da vida


dos brasileiros – e, não por coincidência, reúne em seu

go
quadro de colaboradores um microcosmo dessa popula-

pr e
Em
ção. Trata-se de uma mescla de raças, credos e culturas que
reflete a riqueza de um povo que formou sua identidade a A CAIXA é um dos principais
partir do acolhimento generoso das diferenças, sinalizando empregadores do país, tendo ampliado em
um exemplo de tolerância para o mundo. 4% seu quadro de empregados concursados em 2009,
na comparação com o ano anterior. Os profissionais admi-
Ao fim de 2009, o patrimônio humano da CAIXA era com- tidos por concurso público ocupavam 81.306 vagas, for-
posto por mais de 81 mil pessoas, considerando-se apenas mando a ampla maioria de uma cadeia de valor composta
o total de empregados concursados. Contabilizadas outras por trabalhadores classificados segundo legislação especí-
categorias de colaboração, o número eleva-se para quase fica e em conformidade com os interesses da empresa.
124 mil brasileiros, público com o qual a empresa compar-
tilha a responsabilidade de elaborar os melhores produtos,
prestar os melhores serviços e oferecer o melhor aten- PERFIL DOS COLABORADORES DA CAIXA
dimento à população. Daí a importância estratégica de Tipo total 2008 total 2009
aperfeiçoar continuamente seu relacionamento com a
força de trabalho. Empregados concursados 78.175 81.306
Estagiários 11.755 12.103
Signatária do Pacto Global – iniciativa da Organização das Prestadores de serviço¹ 28.549² 26.358
Nações Unidas (ONU) com vistas a disseminar um novo Adolescentes aprendizes 3.710 3.736
padrão ético para a atividade empresarial –, a CAIXA
Jovens aprendizes* - 147
busca fazer de seus colaboradores, também, parceiros
Total 122.189 123.650
na construção de um modelo de desenvolvimento sus-
*
Programa lançado em 2009.
tentável. Um modelo que, além de profissionais bem
¹ São considerados prestadores de serviço aqueles cuja métrica de contratação seja feita
formados e treinados, demanda cidadãos conscientes da por postos de trabalho e somente os permitidos por lei ou por força do compromisso
assumido com a assinatura do TAC/TC nº 063/2004.
importância de desempenhar bem seus múltiplos papéis ² Em 2008, o quantitativo de 28.549 corresponde à soma de 4.851 postos a serem
desligados por força do TAC/TC nº 063/2004 e de 23.698 postos de serviço de vigilância,
– na empresa, na família, na comunidade e na interação limpeza e manutenção, brigada contra incêndio, copeiras, ascensoristas, carregadores,
com o meio ambiente. garagistas, garçons e operadores de máquina copiadora, entre outros.

44 Relatório de Sustentabilidade 2009


Todos os empregados da CAIXA são admitidos
exclusivamente por meio de concurso público; em
2009, cerca de 5 mil profissionais foram contratados
por meio dessa modalidade

ATRAÇÃO, RETENÇÃO E ROTATIVIDADE DE PROFISSIONAIS DA CAIXA


Itens total 2008 total 2009
Total de empregados no final do período 78.175 81.306
Total de desligamentos no período 2.420 1.722
Total de admissões no período 5.818 5.061
% de desligados acima de 45 anos de idade em relação ao total de demitidos 66,03 48,84
Rotatividade (%) 3,09 2,11

A empresa encerrou o exercício passado contabilizando Em 2009, a empresa admitiu 5.061 novos empregados por
26.358 prestadores de serviço, número inferior em 7,6% meio de concurso público. Considerando-se também as con-
ao apurado em 2008. Esse total resulta da aplicação de um tratações feitas em 2008 e os desligamentos efetuados nesses
plano de ação que, ao longo de cinco anos, promoveu o dois últimos anos, resulta como saldo do período a abertura
ajuste da terceirização de serviços na CAIXA. de 6.737 novos postos de trabalho, contribuição adicional ofe-
recida pela CAIXA ao país num momento em que o setor pro-
A medida atende ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e ao dutivo vivia a expectativa de agravamento dos efeitos da crise
Termo de Conciliação (TC) celebrados em 2004 – e adita- financeira internacional no mercado de trabalho.
dos pela última vez em 2008 – entre a CAIXA e o Ministério
Público do Trabalho. Estão incluídos nesse acordo os presta- A comparação entre os números de 2008 e 2009, no que se
dores de serviço; os colaboradores terceirizados nos postos refere à composição do quadro profissional da CAIXA, per-
de vigilância, limpeza e manutenção; membros da brigada mite demonstrar uma inequívoca evolução na capacidade
contra incêndio; copeiras; ascensoristas; carregadores; de retenção de talentos pela empresa. Como exemplo, basta
garagistas; garçons e operadores de máquina copiadora, observar a queda de 28% nos desligamentos ocorridos no
entre outros. período, em comparação com o exercício anterior.

Relatório de Sustentabilidade 2009 45


RELAÇãO ENTRE O MENOR SALÁRIO DA CAIXA
E O SALÁRIO MíNIMO NACIONAL (em R$)

Ano Menor salário pago Proporção


2008 1.369,00 3,29
2009 1.452,00 3,12

Outra comparação relevante diz respeito tas garantidas por lei ao trabalhador, Liberdade de associação
à variação entre o maior e o menor salá- a CAIXA tem como regra oferecer os O ACT firmado pela CAIXA com as
rio pagos aos empregados no ano, um mesmos benefícios, indiscriminada- representações sindicais baseia-se nos
indicador de equilíbrio na estrutura de mente, a todos os empregados. Isso pressupostos da liberdade de asso-
remuneração da empresa. Em 2008, a ocorre, por exemplo, com os planos de ciação e da negociação coletiva. Em
diferença salarial entre a função posicio- previdência privada administrados pela respeito a ele, a empresa assegura a
nada no primeiro degrau da carreira (a Fundação dos Economiários Federais liberação de até 189 empregados de
de técnico bancário novo) e o cargo de (Funcef), com o plano de assistência seu quadro para o exercício de mandato
presidente da CAIXA era de 22,8 vezes. médico-hospitalar Saúde CAIXA e com o sindical. Esses dirigentes são eleitos
Ao final de 2009, a distância havia encur- Auxílio-alimentação/Cesta-alimentação. pelos empregados, observando-se cri-
tado para 20,7 vezes. Um dos itens que térios de proporção: um delegado sin-
contribuiu para essa diminuição foi a Da mesma forma, a abrangência do dical para cada 100 empregados, dois
desconsideração do pro labore no salário Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), delegados para grupos de 101 a 200
dos dirigentes. negociado com entidades represen- empregados, e assim por diante, até a
tativas dos trabalhadores, estende-se relação de cinco delegados para repre-
a toda a comunidade profissional da sentação de mais de 401 empregados.
Benefícios empresa. Qualquer alteração de pro-
A retenção de bons profissionais cedimentos operacionais decidida por Na interação com as entidades repre-
demanda também uma política que negociação coletiva ou permanente só sentativas dos empregados, a CAIXA
some à remuneração competitiva um é adotada e comunicada aos colabora- ainda assegura:
atraente “salário indireto”, na forma dores depois da assinatura do Acordo • o direito de utilização, pelas entida-
de benefícios. Para além das conquis- Coletivo ou de algum aditivo. des sindicais, dos quadros de avisos

A CAIXA investe na formação e retenção de talentos


profissionais como parte de sua missão de bem
atender os brasileiros

46 Relatório de Sustentabilidade 2009


de suas dependências para comunicações oficiais de inte-
resse dos empregados, com exceção de conteúdo político-
partidário ou ofensivo a quem quer que seja;
• a livre utilização de malotes da empresa, pelas entidades
sindicais, para circulação de publicações e comunicados,

n ça
com exceção de conteúdo político-partidário ou ofensivo a
quem quer que seja;
s egu r a
• o direito de realização de reuniões de natureza sindical no
d e e
local de trabalho, em conformidade com as condições esta-
Saú a l ho
a b
belecidas em comum acordo entre a gerência da unidade e
o representante da entidade sindical;
• a realização de campanha de sindicalização cada 12 meses, no t r A totalidade dos emprega-
em dia, local e horário previamente acordados com a dire- dos da CAIXA está representada por cerca de
ção da empresa. 80 Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) que,
entre outras atividades regulares, organizam debates, cam-
Ouvidoria interna panhas e iniciativas de esclarecimento sobre a importância
Criado para uso exclusivo do público interno, o canal de da prevenção no ambiente profissional e dos cuidados com a
Ouvidoria acolhe e registra todas as reclamações, sugestões, saúde. Além dessas comissões, o Acordo Coletivo estabelece
críticas, denúncias e elogios feitos por empregados da desde 2004 a instituição de um grupo de trabalho com atua-
CAIXA e a eles responde. Trata-se de um valioso instrumento ção focada em saúde e segurança no ambiente laboral.
de integração profissional, uma vez que permite a coleta de
contribuições individuais que repercutem no sucesso Por conta do perfil das atividades desempenhadas pela
corporativo. As manifestações recebidas subsidiam a melhoria empresa e da cultura preventiva existente entre os empre-
dos processos internos e o aperfeiçoamento de produtos e gados, o nível de acidentes manteve-se estável, com uma
serviços oferecidos ao cliente e à sociedade. média de ocorrências próxima do zero ponto percentual.

LESÕES, DOENÇAS E ABSENTEíSMO NO TRABALHO (2009)


Ocorrência Total Taxa de dias Perdidos Taxa de absenteísmo
Absenteísmo 75.997 782.470 2,62%
Acidentes de trabalho 1.749 149.417 0,50%
Doenças no trabalho 1.338 133.014 0,44%

Relatório de Sustentabilidade 2009 47


A Universidade Corporativa é responsável
pelo desenvolvimento da equipe de
colaboradores da CAIXA por meio de
atividades presenciais ou cursos online

Mais abrangente em seus objetivos é o Programa Qualidade


de Vida CAIXA, que tem a missão de promover a valorização
das pessoas e a disseminação de um estilo de vida mais sau-
dável, com vistas à garantia de bem-estar e de um ambiente
Assistência de trabalho harmonioso e produtivo. Lançado em junho de
Acordos formais com sindicatos profissionais garantem a todos 2005, o programa atua nas seguintes dimensões de saúde:
os empregados acesso ao Saúde CAIXA, plano de saúde da física, emocional, intelectual, social e profissional.
empresa, com abrangência nacional. Administrado em regime
de autogestão, o Saúde CAIXA é o 5º maior do gênero no país, Entre as atividades realizadas em 2009, destacaram-se
com 244.672 beneficiários, entre empregados, aposentados, a implementação de convênios com instituições promotoras
pensionistas e dependentes. de atividades físicas, o custeio parcial de tratamento
contra o tabagismo, a aplicação de programa de orientação
Além de assistência médico-hospitalar, o plano oferece cober- nutricional, a oferta de ginástica laboral e a organização
tura para atendimento odontológico, de psicologia e de de campanha de vacinação contra a gripe.
fonoaudiologia, além de serviços de home care e remoções
terrestres e aéreas. Sua rede de atendimento possui 23 mil
unidades credenciadas em todo o Brasil. PERFIL DAS HORAS TRABALHADAS E DE ACIDENTES
Ocorrência 2008 2009
A preocupação da CAIXA com o bem-estar do colaborador Média de horas extras por empregado/ano 93 90,57
também se manifesta na forma de programas corporativos de
educação e sensibilização. Na área de segurança do trabalho, Média de acidentes de trabalho por
0,0076 0,0059
empregado/ano
cinco iniciativas se destacaram em 2009. Foram elas:
• Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e Índice de absenteísmo 2,69 2,62
Medicina do Trabalho (SESMT); % dos acidentes que resultaram em
afastamento temporário de empregados 0,99 0,84
• Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO); % dos acidentes que resultaram
• Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); em afastamento permanente
0,024 0,025
• Programa de Reabilitação Ocupacional (PRO); do empregado decorrentes de Lesão
de Esforço Repetitivo (LER)
• Brigada Voluntária de Incêndio.

A preocupação com a saúde e o


bem-estar dos colaboradores se
manifesta também em atividades
de integração

48 Relatório de Sustentabilidade 2009


ção e
a
Educinamento
tre A Universidade Corporativa PARTICIPAÇÕES EM CURSOS SUPERIORES, WORKSHOPS E SEMINÁRIOS
CAIXA centraliza a responsabilidade
atividades 2006 2007 2008 2009
pelo desenvolvimento pessoal e profissional
da equipe de colaboradores. Seus objetivos Cursos na Universidade
233.371 394.354 868.047 690.510
consistem em incentivar a evolução do Corporativa
trabalhador tanto na educação formal quanto Pós-graduação lato senso
213 347 656 253
em programas de formação e capacitação em strictu senso
sua área de atuação. Os empregados dispõem Ensino Superior 1.063 855 1.065 840
ainda de uma série de ações educacionais Workshops e seminários 31.373 19.781 71.004 28.387
abrangendo temas como excelência em atendi-
Total 266.019 415.337 940.772 719.990
mento e responsabilidade social empresarial.

As atividades didáticas da Universidade são


realizadas de maneira presencial, em espaço físico
situado na cidade de São Paulo, e remotamente, AÇÕES EDUCACIONAIS EM EXCELÊNCIA DE ATENDIMENTO E RESPONSABILIDADE SOCIAL
por meio de ações de e-learning acessíveis pelo EMPRESARIAL (2009)
“campus virtual” da instituição na internet. Curso Participações Carga horária Total de horas
Libras 2.089 60 125.340
A demanda por atividades de educação formal
Direitos do Consumidor 31.877 6 191.262
atingiu seu pico em 2008, quando se registra-
ram mais de 940 mil participações em cursos de Responsabilidade Social
10.569 15 158.535
pós-graduação e de Ensino Superior, workshops, Empresarial – Indicadores
seminários e cursos da Universidade CAIXA Responsabilidade Social
8.654 15 129.810
– o dobro do índice registrado em 2007. Empresarial – Conhecendo
Já em 2009, até por conta do amplo atendi- Auditoria Ambiental 3.295 40 131.800
mento à demanda reprimida no ano anterior,
o número caiu para 719.990 participações.
De maneira semelhante, a carga horária média
de treinamentos por empregado também TREINAMENTOS POR CATEGORIA FUNCIONAL (2009)
teve queda na comparação com 2008,
passando de 125,7 horas para 104,8 horas. Tipo de cargo Carga Total de Média por
Participações
comissionado horária empregados empregado
Ainda assim, o desempenho da Universidade
Chefia/gerência 166.684 1.839.448 15.573 118,12
CAIXA impressiona pelo porte de suas opera-
Assessoramento 44.722 447.044 4.270 104,69
ções. No ano que passou, na soma do tempo
em que cada um dos 81 mil colaboradores Especializada 96.776 947.961 11.038 85,88
esteve envolvido com ações de aperfeiçoa- Assessoramento
170 1.913 34 56,26
mento profissional, mais de 8,5 milhões de estratégico
horas de treinamentos foram totalizadas, Técnico de
46.586 463.265 5.244 88,34
significando 800 mil participações – 166 mil nível médio
em atividades dirigidas a empregados ocupan-
Técnico de
tes de cargos de chefia e de gerência e 351 mil 93.751 987.976 11.766 83,97
nível superior
em cursos destinados a empregados sem
Empregado sem cargo
cargos comissionados. Juntas, essas programa- 351.186 3.845.404 33.483 114,85
comissionado
ções responderam por 67% da carga horária
de treinamentos aplicada no ano. Total 799.875 8.533.011 81.408 104,81

Relatório de Sustentabilidade 2009 49


Empregabilidade No âmbito do programa, são realiza- credenciado e custeadas integralmente
e fim de carreira das as chamadas Oficinas Vida Futura, pela CAIXA. Em caso de comprovada
As ações educacionais da Universidade encontros presenciais de quatro dias necessidade de extensão do período de
Corporativa têm impacto direto sobre o (com seis horas de duração diárias) aconselhamento, o empregado passa
grau de empregabilidade dos colabora- que buscam estimular os participan- a ter os atendimentos de psicoterapia
dores, atualizando-os para as demandas tes a construir projetos de vida de cobertos pelo Saúde CAIXA.
atuais e futuras do mercado de trabalho longo prazo. As oficinas destinam-se,
e assegurando desenvolvimento contí- prioritariamente, a colaboradores que Outra iniciativa importante do pro-
nuo das potencialidades profissionais. estão em via de obter a aposentadoria grama é o auxílio prestado aos ges-
integral pelo INSS e a empregados que tores na preparação das etapas de
Esse compromisso com a evolução dos têm contrato ativo com a CAIXA, mas sucessão para os diversos postos de
colaboradores se estende à gestão do que já estão aposentados pelo sistema trabalho de suas áreas. Esse apoio se
fim de suas carreiras. Com essa finali- público de previdência social. dá por meio do compartilhamento de
dade, a CAIXA dispõe do Programa Vida conhecimentos e experiências, da sis-
Futura, criado em 2007 para dissemi- A preparação para o encerramento tematização de informações e proces-
nar entre os empregados a cultura do da vida laboral também inclui 12 ses- sos de trabalho e da identificação dos
planejamento de vida e da preparação sões de aconselhamento psicológico perfis pessoais adequados à ocupação
para a aposentadoria. individual, realizadas por profissional dos cargos que ficarão disponíveis.

A empresa assume como princípio o tratamento


equânime a todos os colaboradores e a valorização
da diversidade de gênero, raça e pessoas no
ambiente de trabalho
d e e
e r s i da e de
Div ualdad es
ig nidad
p o r t u
o O respeito às diferenças
individuais, particularmente no
equidade de gênero, cada estado constituiu sua própria comis-
são regional, com participantes eleitos localmente.
ambiente de trabalho, é um valor absoluto para a
CAIXA, que desenvolve ações como forma de sedimentar na Tratamento equânime
cultura corporativa os princípios da valorização do ser Estabelecer relações equânimes entre homens e mulheres no
humano e da tolerância nas relações pessoais e ambiente de trabalho é um objetivo de atenção crescente da
profissionais. CAIXA. Uma amostra disso está no aumento da participação
do contingente feminino nos processos seletivos internos,
Incluídos no Planejamento Estratégico 2009-2015, esses valores que passou de 34,9%, em 2008, para 39,3%, no ano passado.
já são, de longa data, praticados na empresa, que conta com o A intensidade dessa procura teve reflexo nos resultados
Programa CAIXA de Diversidade, criado em 2005 para orientar alcançados pelos concorrentes. Em 2008, as mulheres repre-
políticas e implementar iniciativas no ambiente corporativo. sentavam menos de 30% do total de colaboradores aprova-
dos. Em 2009, o êxito feminino elevou-se a mais de 50%.
A gestão da diversidade dedica atenção particular às ques-
tões relacionadas a gênero, raça, pessoas com deficiência O resultado teve a contribuição de dois fatores que só rea-
e ao segmento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e firmam os progressos da CAIXA no campo da diversidade
transexuais). – a mudança na composição das bancas de entrevistado-
res na fase de avaliação de competências, que passou a ser
A fim de viabilizar as ações afirmativas de forma integrada e dividida de forma equânime entre homens e mulheres; e a
envolver a totalidade dos empregados, o programa está orga- abolição do critério de indicações pessoais para a ocupação
nizado em comissões nacionais temáticas. Em relação ao tema de posições na empresa.

PERFIL DA DIVERSIDADE NA CAIXA (GÊNERO, RAÇA, DEFICIÊNCIA E IDADE)

Grupo 2008 2009


% de mulheres em relação ao total de empregados 46,64 46,48
% de mulheres negras (pretas e pardas) em relação ao total de empregados 7,20 7,33
% de homens negros (pretos e pardos) em relação ao total de empregados 10,38 10,61
% de mulheres negras (pretas e pardas) em cargos de gerência em relação ao total de cargos gerenciais 4,33 4,35
% de homens negros (pretos e pardos) em cargos de gerência em relação ao total de cargos gerenciais 9,02 9,13
% de negros em chefia de unidades em relação ao total de cargos de chefia de unidade 11,61 11,69
% de mulheres em chefia de unidades em relação ao total de cargos de chefia de unidade 26,46 27,21
% de mulheres em cargo de gestão em relação ao total de gestores 39,64 39,75
% de homens negros (pretos e pardos) em cargos de diretoria em relação ao total de cargos de diretoria 0,00 0,00
% de mulheres negras (pretas e pardas) em cargos de diretoria em relação ao total de cargos de diretoria 25,00 20,00
% de pessoas com deficiência em relação ao total de empregados 0,57 0,54
% de pessoas com deficiência em cargos gerenciais em relação ao total de cargos gerenciais 0,29 0,25
% de pessoas com deficiência em cargos de diretoria em relação ao total de cargos de diretoria 0,00 0,00
% de pessoas acima de 45 anos em relação ao total de empregados 35,67 37,12
% de pessoas acima de 45 anos em cargos gerenciais em relação ao total de cargos gerenciais ND* 43,67
% de pessoas acima de 45 anos em cargos de diretoria em relação ao total de cargos de diretoria ND* 100
*
Não disponível

Relatório de Sustentabilidade 2009 51


DIVERSIDADE NA CAIXA

Grupo 2008 2009


Nº de mulheres que trabalham na empresa 36.463 37.787
Empregados(as) acima de 45 anos 27.892 30.181
% de cargos de chefia ocupados por mulheres 39,64 39,75
Nº de negros(as) que trabalham na empresa 12.095 14.584
% de cargos de chefia ocupados por negros(as) 13,35 13,48
Nº de portadores(as) de deficiência ou necessidades especiais 449 438

Acordo com a Funai possibilitou o preenchimento


de vagas do Programa de Estágio da CAIXA com
estudantes indígenas do Ensino Médio e do
Ensino Superior

colaboradores na relação com colegas Em outra iniciativa de grande relevân-


Por norma, o processo seletivo interno portadores de deficiência. cia, a empresa tornou-se, em junho
passou a ser obrigatório para todos os de 2009, o primeiro banco do país a
cargos (exceto para os de alto escalão), Dentro do esforço de erradicar toda e estender a concessão de 180 dias de
favorecendo o incremento da participa- qualquer manifestação discriminatória licença-adoção para empregados sol-
ção feminina. nas unidades de trabalho, a Comissão teiros ou em relação homoafetiva está-
de Ética da CAIXA acolheu, em 2009, vel, independentemente de gênero.
O ano também foi de significativos três denúncias feitas por emprega-
avanços na abordagem da igualdade dos, promovendo a devida análise do A intenção foi garantir a igualdade
racial, com o desenvolvimento de ampla mérito dessas ocorrências e dando de direitos – até então, homens que
programação de palestras e fóruns de o encaminhamento adequado dos adotassem crianças tinham 30 dias
discussão. A fim de enfatizar o com- assuntos dentro da estrutura de gestão de licença – e enfatizar a firmeza cor-
promisso com a valorização da diversi- da empresa. porativa em relação à diversidade no
dade de raças, a CAIXA incluiu alusões ambiente de trabalho, quebrando
a indígenas e a afrodescendentes em Licenças estigmas e preconceitos.
peças publicitárias veiculadas nacional- O respeito à legislação e à equipe pro-
mente pelo rádio e pela TV. Em 2009, fissional norteou a decisão da CAIXA A licença-adoção para pessoas soltei-
em cumprimento a um protocolo de de beneficiar as empregadas que tive- ras ou em união homoafetiva varia de
intenções assinado no ano anterior ram filhos com a licença-maternidade acordo com a idade do filho: 180 dias,
com a Fundação Nacional do Índio ampliada, de 120 dias para 180 dias, no caso de bebês com até um ano de
(Funai), a CAIXA preencheu diversas atendendo ao propósito de assegurar o vida; 120 dias, para crianças de um a
vagas do Programa de Estágio com aleitamento materno e o bom desen- quatro anos; 75 dias, se a idade variar
estudantes indígenas do Ensino Médio volvimento dos bebês. Para os homens, entre quatro e oito anos. Se os dois
e do Ensino Superior. o período de licença-paternidade parceiros da relação homoafetiva forem
dobrou, passando de cinco para dez empregados da CAIXA, apenas aquele
Por sua vez, a inclusão profissional de dias não consecutivos. que detiver a paternidade legal da
pessoas com deficiência e a acessibili- criança poderá ter direito ao benefício.
dade aos locais de trabalho na CAIXA No ano, a empresa também aderiu à ter-
foram temas de uma cartilha distribuída ceira edição do Programa Pró-Equidade Desde 2006, a empresa também admite a
a todos os empregados em 2009 – uma de Gênero, da Secretaria Especial de possibilidade de o colaborador cadastrar
edição especial, com instruções especí- Políticas para as Mulheres, do governo o companheiro de mesmo sexo como seu
ficas, circulou exclusivamente entre os federal. A CAIXA já havia conquistado dependente tanto no plano de assistência
gestores da empresa. Com esse tipo de anteriormente, por duas edições, o Selo médico-hospitalar Saúde CAIXA como
material, buscou-se orientar o time de Pró-Equidade de Gênero. nos planos de previdência complementar.

52 Relatório de Sustentabilidade 2009


OPORTUNIDADES
PARA JOVENS
Abrir as portas do mundo do trabalho para adolescentes e jovens é uma tarefa que a CAIXA vem desenvolvendo
com sucesso nos últimos anos. Tudo começou com a iniciativa pioneira do Programa Adolescente Aprendiz, lan-
çado em 2003 como uma alternativa de iniciação profissional oferecida a adolescentes de 15 a 17 anos de idade,
oriundos de famílias com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo.

Mediante a comprovação de escolaridade mínima equivalente à 7ª série do Ensino Fundamental e de frequência


às aulas, o adolescente aprendiz é capacitado em serviços bancários e administrativos, sob a coordenação de um
empregado da CAIXA, encarregado de transmitir-lhe orientações básicas sobre o cotidiano de trabalho e a cidada-
nia. Seu desempenho é avaliado ao longo de toda a trajetória na empresa. Ao final de 2009, o Programa Adolescente
Aprendiz reunia 3.736 participantes.

A partir do sucesso dessa primeira iniciativa, a CAIXA lançou em 2009 o Jovem Aprendiz, programa que resulta da
cooperação técnica entre a empresa e o Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo consiste em proporcionar
a jovens de 18 a 24 anos capacitação em serviços bancários que contemplem as funções de escriturário, contínuo,
atendente de agência e caixa de banco. O público-alvo é o de baixa renda. Em seu primeiro ano de operação, o pro-
grama resultou na contratação de 147 jovens aprendizes em Fortaleza, Recife, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte.

O Programa de Estágio da CAIXA, por sua vez, configura-se como oportunidade a estudantes que estejam cursando
o Ensino Médio e o Ensino Superior. Em sintonia com as políticas públicas educacionais, a empresa mantém convê-
nio com o Ministério da Educação em prol da inserção de bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) no
mercado de trabalho. A iniciativa prevê a reserva de 20% das vagas de estágio para esse público. De 2008 para 2009,
o número de estagiários na empresa cresceu de 11.755 para 12.103. No ano passado, a CAIXA tornou-se a primeira
empresa do Brasil a se adequar à nova Lei de Estágio (Lei nº 11.788/2008), que estabeleceu benefícios como o direito
a recesso remunerado e a pagamento de vale-transporte aos estagiários em atuação no país.

Projeto ViraVida
Outra mobilização social assumida pela CAIXA recentemente se deu ao contribuir para erradicar o trabalho escravo
de jovens submetidos ou vulneráveis à exploração sexual. Ainda que não haja risco de incidência de tal prática em
suas unidades, a empresa firmou parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) no Projeto ViraVida, voltado à
reintegração de adolescentes e jovens vitimados pelo problema.

Desenvolvido em 2009 como projeto-piloto, o ViraVida atendeu no ano 400 jovens (entre 16 e 21 anos de idade) em
situação de vulnerabilidade à exploração sexual. A iniciativa ofereceu bolsa-auxílio, vale-transporte, reforço escolar e
capacitação profissional, a fim de garantir a esse grupo oportunidades de trabalho digno.

A CAIXA complementou a ação, destinando metade das vagas de seu Programa


Jovem Aprendiz aos jovens egressos do ViraVida, nas capitais dos estados
atendidos: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Pará. No ano passado,
31 ex-participantes do ViraVida foram contratados como aprendizes da empresa.

Programa Adolescente Aprendiz propõe


iniciação profissional a jovens adolescentes
de 15 a 17 anos de idade

Relatório de Sustentabilidade 2009 53


o
Público Intern
A teia de relacionamentos que caracteriza o público interno da CAIXA vai
além do universo de empregados concursados, evidenciando a amplitude
do arco de interações sociais que a empresa mantém no desempenho
de suas responsabilidades econômicas e no atendimento à população.
Conheça quem são os segmentos que compõem o público interno da CAIXA: Jovens
Aprendizes
Aposentados Jovens de 18 a 24 anos de idade que ingressam
na CAIXA por meio do programa de
aprendizagem, no intuito de exercer atividades
Ex-empregados que, após décadas de colaboração
com a CAIXA, conquistaram o direito de em grau mais elevado de responsabilidade na
afastamento remunerado do trabalho, com comparação com as desenvolvidas pelos
usufruto de benefícios do INSS e do plano de adolescentes aprendizes. Não há limite etário
previdência complementar da empresa. para portadores de deficiência física.
Orywa Campos, 61 anos, ex-gerente de Padrões Kasley França Santos, 22 anos, jovem aprendiz
e Planejamento da CAIXA em Brasília (DF) e lotado na agência Setor Comercial Sul, em
aposentado desde 2002 Brasília (DF)

Empregados
São os profissionais integrantes do
quadro permanente de colaboradores
Adolescentes
da CAIXA, que ingressam na empresa
mediante aprovação em concurso
público, exercendo cargos da carreira
Aprendizes
Jovens de 15 a 17 anos e 11 meses que recebem formação técnico-
administrativa ou profissional.
-profissional e orientação especializada. Os participantes são
Valéria Regina Cruz Santos, 30 anos, oriundos de populações de baixa renda, inclusive de comunidades
atendente da agência da CAIXA do indígenas e quilombolas. Têm prioridade jovens de famílias
Largo da Concórdia, em São Paulo (SP)
cadastradas em programas de inclusão social do governo federal.
José Lucas Soares da Silva, 18 anos, adolescente aprendiz, lotado na
Gerência de Filial de Serviços Sociais da CAIXA, em Brasília (DF)

54 Relatório de Sustentabilidade 2009


Prestadores Unidades
de Serviços Lotéricas
Colaboradores de empresas contratadas
Permissionários escolhidos por
para a execução de serviços contínuos (de
licitação para atuar nas seguintes
necessidade permanente) nas dependências
categorias de unidades lotéricas
da CAIXA ou em instalações de terceiros que
da CAIXA: Casa Lotérica, Casa Lotérica
sejam indicadas pelo banco.
Avançada, Casa Lotérica Avançada
Christiane Alves Ferreira, 35 anos, telefonista, Temporária e Unidade Simplificada
lotada na Gerência de Material Permanente,
de Loterias.
em Brasília (DF)
Luís Fernando Rockstroh, 59 anos,
permissionário lotérico (Bresser Loterias),
em São Paulo (SP)

Estagiários Correspondentes
Estudantes matriculados em cursos do Ensino Médio
e do Ensino Superior, e que, comprovadamente,
tenham frequência escolar. Alunos do Ensino Médio
Bancários
Estabelecimentos varejistas que atuam em nome da CAIXA.
cumprem seu estágio em agências e postos de serviços Podem fazer parte mercearias, quitandas, panificadoras,
da CAIXA; alunos do Ensino Superior, em unidades mercados, supermercados, hipermercados e locais que
administrativas. vendam itens da cesta básica. Em municípios sem unidades da
Stefani da Silva Souza, 22 anos, estagiária, com atuação CAIXA, empresas como postos de gasolina e lojas de material
na Gerência Nacional de Responsabilidade Social de construção também podem participar.
Empresarial, em Brasília (DF)
Ricardo Monteiro Siqueira, 34 anos, correspondente bancário
CAIXA Aqui, em São Paulo (SP)

Relatório de Sustentabilidade 2009 55


Relacionamento com
o público externo
sa n do
Pr eci
de a juda?
Graças à nossa ampla
capacidade de interação
comunitária, prestamos
serviços diversos, atendemos
à população, influenciamos
comportamentos e ajudamos
o Brasil a promover a
inclusão social e os valores
da cidadania

A
diversidade que a CAIXA tanto valoriza em seu quadro de colaboradores se manifesta também
no amplo e heterogêneo grupo de interlocutores que forma seu público externo. Nessa
classificação enquadram-se, entre outros, clientes, beneficiários de programas do governo
federal, fornecedores, parceiros, entidades da sociedade civil e órgãos do setor público.

Com eles, a CAIXA procura cultivar um relacionamento de longo prazo, baseado no diálogo transparente,
respeitoso e construtivo. O objetivo: combinar esforços para o enfrentamento dos grandes desafios
em comum, como atender aos interesses da sociedade, promovendo a inclusão social, a cidadania e o
desenvolvimento sustentável.

A CAIXA desdobra-se em suas múltiplas facetas para dialogar com cada público. Aos olhos do cliente, a
instituição é referência em qualidade de atendimento para todos – nenhum outro banco do país tem clientela
tão diversificada do ponto de vista socioeconômico. Isso se explica pelo fato de a CAIXA ser a grande executora
financeira de políticas públicas federais, por meio de atividades como crédito habitacional e pagamento de
benefícios como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e o
programa de integração social (PIS). Já para a sociedade civil, a CAIXA é sinônimo de atuação empresarial
responsável, como banco preocupado com a valorização da cidadania, a defesa dos direitos humanos e o
apoio ao esporte e à cultura como vetores de inclusão social.

Diante dos fornecedores, a CAIXA cumpre o papel de balizadora de atitudes e comportamentos, influenciando
sua cadeia produtiva para a adoção de práticas éticas de negócios sob os prismas econômico, social e
ambiental. A empresa tenta estabelecer paradigmas a tais segmentos, de modo a fazer com que todos, juntos,
avancem rumo à realidade sustentável. Isso significa dar exemplo. E, pelo exemplo, fazer a diferença na vida
de seu público externo.
Com o Programa Minha Casa Minha Vida e com ações de
financiamento habitacional, a CAIXA tem contribuído
decisivamente para a redução do deficit de moradias no país

en t o
ci o n am úblico
Rela o poder p
com Tradicionalmente, a CAIXA coloca
sua estrutura operacional e sua experiência
governamentais e políticas públicas, a CAIXA mantém estrei-
ta relação com estados e municípios, responsáveis, em suas
à disposição de projetos estratégicos do governo federal. áreas geográficas, pela efetivação de parcela importante das
Na qualidade de principal contratadora de obras de mora- ações destinadas a beneficiar a população.
dia, infraestrutura e saneamento no âmbito do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), a empresa teve em 2009 Recursos das loterias
atuação destacada na implementação do Programa Minha para programas sociais
Casa Minha Vida – iniciativa que conjuga esforços do poder Além de acalentar os sonhos de milhões de brasileiros, as lo-
central, de estados, municípios e empresas para a construção terias federais administradas pela CAIXA são fonte segura e
de 1 milhão de casas e apartamentos destinados a famílias permanente de arrecadação de recursos, que são revertidos
com renda mensal de até dez salários mínimos. em favor de programas sociais do governo federal e de enti-
dades não governamentais.
Além de facilitar o acesso à casa própria, reduzindo o defi-
cit habitacional do país, o programa impulsiona o setor de As loterias da CAIXA arrecadaram R$ 7,4 bilhões no ano.
construção civil e, por consequência, melhora a geração de Somente com a Mega-Sena foram R$ 3,5 bilhões. Do total
empregos no território nacional. Entre os fatores que favore- arrecadado, R$ 2,7 bilhões foram destinados ao governo
cem seu desempenho estão o subsídio à população de baixa federal e aos demais beneficiários legais para aplicação em
renda, o acesso ampliado a crédito pelo FGTS e a redução programas nas áreas de seguridade social, educação, cultura,
do risco de financiamento. Como boa parte do êxito de suas esporte, saúde e segurança. Os prêmios de todas as modali-
ações está no campo do desenvolvimento de programas dades das loterias somaram R$ 2,5 bilhões.

DESEMPENHO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA (2009)


Pessoa FÍsica Pessoa Jurídica Contratação total
Público-Alvo total de Valor Total total de Valor Total total de Valor TOTAL
unidades (em R$) unidades (em R$) unidades (em R$)
0 A 3 SM 19.006 1.124.792.000,00 147.166 6.151.564.000,00 166.172 7.276.356.000,00
3 A 6 SM 35.052 2.654.409.000,00 50.368 2.872.105.000,00 85.420 5.526.515.000,00
6 A 10 SM 3.564 251.409.000,00 20.372 2.143.351.000,00 23.936 2.394.760.000,00
Total 57.622 4.030.612.000,00 217.906 11.167.020.000,00 275.528 15.197.632.000,00

60 Relatório de Sustentabilidade 2009


n a m en to
Relacio clientes
com os Ouvidoria Externa
A participação da
CAIXA na vida dos brasileiros Criada com a atribuição de contribuir
semanal com cerca de 10% dos clientes
que tiveram suas demandas finalizadas
começa pela busca da satisfação de para a correção dos motivos de queixas na semana anterior. Em novembro de
seus 49,4 milhões de clientes. À procura mais frequentes nos canais de aten- 2009, o resultado foi que 70% dos entre-
pela excelência na prestação de servi- dimento, a Ouvidoria Externa ajuda a vistados reconhecem como ótimo/bom
ços e na oferta de produtos bancários e CAIXA na melhoria de seus produtos, o atendimento prestado pela Ouvidoria
financeiros, a empresa agrega o moni- serviços e processos, configurando-se da CAIXA.
toramento constante da percepção como importante aliada para o cumpri-
de sua clientela a respeito dos rumos mento das disposições legais referentes Com o objetivo de buscar constante-
operacionais. à defesa do consumidor. mente a melhoria do atendimento pres-
tado por suas unidades, a CAIXA utiliza
Realizada periodicamente nos diferen- Com base na análise das reclamações os dados da Ouvidoria em seu Sistema
tes canais de contato com o público, a recebidas, a Ouvidoria propõe às áreas de Avaliação de Desempenho. As uni-
Pesquisa de Qualidade de Atendimento gestoras medidas corretivas ou de dades recebem sinalização positiva ou
(PQA) avalia os níveis de satisfação em aprimoramento de procedimentos e negativa, de acordo com o atendimento
relação ao atendimento oferecido, além rotinas. Em 2008 e 2009, um total de prestado e a qualidade dos subsídios
de consolidar dados que permitem a 58 propostas de melhoria dos servi- encaminhados para a solução definitiva
comparação de desempenho com os ços de atendimento foi apresentado das demandas.
bancos concorrentes. pelo órgão, resultando em avanços em
diversas áreas. As Superintendências Regionais respon-
Sintonizada com os princípios da dem pela gestão dos negócios e da rede
Política de Atendimento ao Cliente, ins- Para a interação com o público, a CAIXA de pontos de venda em suas respectivas
tituída pela CAIXA em 2008, a PQA con- dispõe da Central de Atendimento da áreas de influência geográfica, atuando
templa seis modalidades: pessoa física; Ouvidoria, que funciona nos dias úteis, sob a coordenação da estrutura central
pessoa jurídica; pessoa jurídica pública; das 8 horas às 18 horas, pelo telefone da empresa. Já as Superintendências
Poder Judiciário; segmento social; e 0800 725 7474. O canal também dispo- Nacionais são responsáveis pela propo-
ambientes de atendimento de agências nibiliza no portal da empresa na inter- sição de políticas, diretrizes e estra-
e sinalização interna. net (caixa.gov.br) um formulário para tégias que viabilizem os negócios da
a manifestação do público. O tempo CAIXA em todo o país.
No que se refere a casos de não-confor- médio de resposta às ocorrências é de
midade em relação ao cumprimento de 19 dias (inferior ao prazo exigido pela A partir de 2009, por força da Resolução
leis e regulamentos específicos pelos Resolução CMN nº 3.477/07, que é de nº 3.477, a Ouvidoria Externa con-
serviços de atendimento, a CAIXA regis- 30 dias). O índice de resolubilidade é centrou a tarefa de atuar como última
trou até dezembro de 2009 um total de de 90%. instância de
954 ocorrências. O tempo gasto com
espera em filas foi a menção de maior A Ouvidoria realiza
incidência, com 861 manifestações. pesquisa de satisfação

Relatório de Sustentabilidade 2009 61


Loterias federais administradas pela CAIXA têm parte de seus
recursos destinados a programas sociais do governo federal
e de organizações da sociedade civil

processos e produtos a partir do con- O objetivo da Ouvidoria, agora, é


teúdo das reclamações recebidas. qualificar a gestão da informação
resultante das reclamações e
intermediação entre a empresa e o Essa nova forma de atuação resultou denúncias, mas sempre imbuída do
cliente nas reclamações não solucio- em drástica redução na quantidade de compromisso de garantir os direitos
nadas pelas unidades e pelo SAC e nas atendimentos na comparação com os da clientela e mediar soluções que
denúncias feitas à CAIXA. Além disso, o números registrados nos anos anterio- contemplem a evolução constante dos
órgão tem de propor às áreas gestoras res, quando a Ouvidoria era respon- serviços e produtos da CAIXA, sob a
e aos conselhos deliberativos medi- sável pelo acolhimento de todas as perspectiva de quem mais importa:
das de correção e aprimoramento de reclamações dos clientes. os próprios clientes.

ATUAÇÃO DA OUVIDORIA EXTERNA


2006 2007 2008 2009
Atendimentos 210.199 230.000 262.355 18.864
% de reclamações em relação ao total de atendimentos 93,48 93,5 93,05 87,35
A discrepância entre o total de atendimentos nos exercícios deve-se à revisão efetuada na Ouvidoria por força da Resolução nº 3.477. Todas as ocorrências registradas na Ouvidoria
são respondidas. Não há, portanto, percentual de não atendimento.

Segurança Para tanto, faz questão de enfatizar Para os casos de contestação de


A atenção dada pela CAIXA a seus orientações expressas de segurança, alguma movimentação em conta de
clientes não se limita ao contato principalmente no que se refere à depósitos, realizada por meio de cartão
pessoal no interior das agências, utilização de senhas de acesso aos de débito e do Internet Banking CAIXA,
estendendo-se aos demais canais de serviços disponíveis. a empresa adota diretrizes, padrões
atendimento. A segurança é um tema e procedimentos para assegurar ao
de interesse permanente da empresa, Pessoal e intransferível, a senha com- cliente os devidos reparos.
que adota uma série de cuidados põe-se de quatro dígitos numéricos.
visando à diminuição dos riscos O acesso do cliente às transações do Em 2009, a empresa registrou um
quando da utilização pelos clientes Autoatendimento CAIXA se dá pela total 147 ocorrências comprovadas
dos sistemas de auto-atendimento. combinação do uso do cartão, da senha de violação da privacidade do sigilo
e da identificação positiva. bancário de seus clientes. Em relação
a esses casos, a CAIXA promoveu a
apuração dos fatos, com a adoção
de medidas corretivas para as situações
de sua responsabilidade.
m en to
ci o n a o r es
a
Rel fornece d
com
Dada a abrangência de sua Em 2009, as contratações totalizaram R$ 4,2 bilhões.
atuação e a presença em todo o país, Já os valores efetivamente desembolsados superaram
a CAIXA é uma importante consumidora dos mais os R$ 7,1 bilhões, recursos que ajudaram a dinamizar a
diversos tipos de insumos, produtos e serviços. E usa seu conside- economia das capitais de nove estados, tanto pela geração
rável poder de compra como ferramenta em prol da dissemina- de emprego em esfera local, como pela injeção direta
ção dos valores éticos que regem a atividade produtiva moderna. de R$ 68,6 milhões nos municípios somente a título de
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
Seu modelo de gestão contempla a realização de contrata- A cidade de Brasília concentrou o maior volume de contra-
ções por região e a escolha dos fornecedores por licitação, tações: R$ 4,2 milhões, quase 59,53% do total investido pela
com base, sempre, no critério de menor preço ou de técnica CAIXA nacionalmente.
e preço, em razão do objeto a ser licitado, na forma da legis-
lação vigente.

CONTRATAÇÃO DE FORNECEDORES em 2009 (em R$)


ISSQN REPASSADO
REGIÃO VALORES CONTRATADOS % VALORES DESEMBOLSADOS % %
AOS MUNICÍPIOS
São Paulo 487.895.307,65 11,60 740.609.825,85 10,32 11.444.661,71 16,68
Bauru não houve contratações – 259.922.501,26 3,62 4.288.222,96 6,25
Belo Horizonte 202.490.183,86 4,81 306.779.154,76 4,27 4.613.809,28 6,73
Brasília 2.567.929.493,27 61,06 4.274.144.666,40 59,53 18.748.452,01 27,33
Fortaleza não houve contratações – 37.652.344,17 0,52 1.011.114,26 1,47
Curitiba 200.031.657,27 4,76 295.369.521,09 4,11 4.537.095,55 6,61
Recife 228.660.422,3 5,44 227.499.672,36 3,17 5.546.469,96 8,08
Goiânia 98.125.012,65 2,33 268.421.039,31 3,74 5.305.685,57 7,73
Porto Alegre 123.296.238,07 2,93 190.717.352,02 2,66 3.223.135,87 4,70
Rio de Janeiro 169.794.528,52 4,04 382.598.486,27 5,33 5.606.161,01 8,17
Salvador 127.239.260,5 3,03 196.134.077,38 2,73 4.279.320,69 6,24
Total 4.205.462.104,09 100 7.179.848.640,87 100 68.604.128,87 100

Os editais de licitação da CAIXA dispensam tratamento dife- contratuais alinhadas aos princípios de responsabilidade
renciado à contratação de micros e pequenas empresas em social empresarial.
caso de empate entre propostas dos licitantes, conforme
a Lei Complementar nº 123/2006 e o Decreto nº 6.204/2007. As licitações para aquisição ou substituição de bens,
por exemplo, sempre devem incluir especificações que
Os mesmos instrumentos legais preveem outro incentivo ao favoreçam a economia de insumos e energia, que resultem
segmento: a participação exclusiva de pequenos negócios em em menor produção de poluentes ou que estimulem o uso
licitações de valor até R$ 80.000,00. de tecnologias limpas.

Outra medida adotada pela CAIXA consiste em enfatizar, na Ao solicitar a contratação de bens ou serviços, os gesto-
especificação do objeto licitado, determinadas condições res da CAIXA têm de estar atentos aos diversos aspectos

Relatório de Sustentabilidade 2009 63



relativos à sustentabilidade, exigindo do potencial fornece- A fim de contribuir para minimizar o grave problema social da
dor ações como descarte planejado, tratamento de resíduos exploração do trabalho infantil, a CAIXA destina 1% do impos-
e obras, substituição de equipamentos e estudos de logística to de renda devido, a título de renúncia fiscal, para o Fundo dos
inversa e reversa. Direitos da Criança e do Adolescente.

Trabalho forçado ou análogo Outra questão – fundamental para uma empresa que mantém
Os contratos firmados com esses parceiros contemplam ain- contato estreito com o público – diz respeito ao treinamento de
da cláusulas alusivas aos direitos humanos, particularmente profissionais por parte das empresas fornecedoras de serviços
no que diz respeito ao combate do trabalho infantil, degra- de segurança. É de suma importância que a contratação desse
dante ou análogo ao escravo. A CAIXA determina que seus tipo de serviço preveja a absorção, pelo fornecedor, dos princí-
gestores interrompam relações de negócios com pessoas pios da Política de Responsabilidade Corporativa da CAIXA.
físicas e/ou jurídicas cujos nomes constem na lista de patro-
cinadores de trabalho escravo, elaborada pelo Ministério do Em dezembro de 2009, a instituição iniciou um ciclo de reu-
Trabalho e Emprego. A consulta à lista é feita por intermédio niões nos pontos de venda para disseminar procedimentos
de sistema especialmente adotado pela empresa para per- para a prestação de um bom atendimento a clientes especiais
mitir rápida verificação. – pessoas com deficiência, idosos, gestantes ou adultos com
crianças de colo. Cerca de 80% dos profissionais das empresas
No âmbito específico da atuação da empresa, vale ressaltar de segurança que atuam para a CAIXA foram sensibilizados
que é nulo o risco de ocorrência de trabalho infantil em qual- pela iniciativa, que alcançou quase 2.500 unidades.
quer uma de suas dependências, uma vez que os empregados
que trabalham na CAIXA são todos admitidos por concurso
público. Os demais colaboradores ou são prestadores de ser-
viço ou participam de programas de aprendizagem em estrito
en to
cumprimento às legislações específicas.

o n a m de
ci a
Rela a socied
Por sua vez, os fornecedores de bens ou serviços estão
subordinados a contratos com cláusula específica, que

com
adverte para a obrigatoriedade de manter relações
empregatícias/trabalhistas, de forma direta ou indireta, O conhecimento íntimo da realidade
apenas com maiores de 18 anos de idade – exceção feita à brasileira, sobretudo daquela vivida pelos segmen-
categoria de aprendiz, cuja idade mínima é 14 anos. tos menos favorecidos da população, sempre foi um dos
mais importantes diferenciais da CAIXA. É isso o que torna a
empresa ainda mais identificada com o Brasil. Parceira desde
A CAIXA enfatiza a seus clientes orientações de sempre da população, a CAIXA faz da sua inserção na vida das
segurança no que se refere ao uso dos canais comunidades um meio para a universalização da cidadania e
de autoatendimento
o resgate social.

Veja a seguir algumas das ações desenvolvidas pela empresa


em seu relacionamento com a sociedade.

Programa CAIXA ODM


Instituído em 2006, o Programa CAIXA ODM – Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio vem permitindo à empresa
ampliar sua participação em iniciativas de impacto sobre a
qualidade de vida nas comunidades de baixa renda. O pro-
grama trabalha com as seguintes metas:
• fomentar o desenvolvimento local sustentável;
• contribuir para a inclusão social e a promoção da cidadania;
• promover o desenvolvimento e o fortalecimento do capital
social, dos empreendedores, das competências criativas e
das lideranças, no âmbito das comunidades;

64 Relatório de Sustentabilidade 2009


Inserida na vida das comunidades, a CAIXA
apoia programas e projetos de alcance social

• e stabelecer parcerias com organizações da sociedade, Com o objetivo de sanar deficiências institucionais do pro-
empresas, universidades, entidades públicas, redes e grama, aprimorar suas práticas e sistematizar uma metodologia
movimentos sociais com o objetivo de somar esforços e de seleção e implementação de projetos sociais nas comunida-
encaminhar soluções às demandas das comunidades; des de baixa renda, a CAIXA assinou em novembro de 2009 um
• contribuir para que o Brasil alcance os Objetivos de acordo de cooperação técnica tripartite com o Programa das
Desenvolvimento do Milênio e os compromissos do Pacto Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério
Global da ONU, do qual a CAIXA é signatária. das Relações Exteriores.

O CAIXA ODM tem como público-alvo moradores de comuni- Documentação civil básica
dades de baixa renda (em especial aqueles que atendem aos Outra expressão do trabalho em favor da cidadania reali-
critérios de inclusão do Programa Bolsa Família, do governo zado pela CAIXA está na emissão gratuita às comunidades
federal), populações em situação de vulnerabilidade social carentes do cartão de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da
(como os catadores de material reciclável), indígenas, quilom- Receita Federal. O documento possibilita ao cidadão acesso
bolas e artesãos. a diversos serviços para os quais a apresentação do número
de CPF é imprescindível – inclusive aos benefícios sociais do
Os projetos nessas comunidades são viabilizados graças ao governo federal.
envolvimento espontâneo de cerca de 1.100 empregados da
CAIXA e a ações de patrocínio financeiro, suporte logístico e A estratégia para incluir o maior número possível de brasilei-
transferência de competências técnicas de gestão para apoiar ros no cadastro da Receita passa pela realização de mutirões
o desenvolvimento local. em comunidades carentes, remotas ou de baixa renda.

Os investimentos diretos e indiretos resultam em capa-


citação profissional, avanço nas condições de habitação, emissões e regularizações de CPF
construção e melhoria de espaços comunitários e acesso Ano 2008 2009
à documentação civil (como o CPF). Os recursos aplicados
Total 720.526 531.677
asseguram também organização de bibliotecas públicas;
doação de alimentos; livros e itens de vestuário; inclusão
digital e bancária; formalização de cooperativas e associa-
ções e estruturação de atividades em regime de economia Inclusão digital
solidária, entre outros efeitos benéficos. O esforço brasileiro pela inclusão digital é apoiado pela
CAIXA por intermédio da doação de equipamentos
A informalidade das organizações comunitárias ainda se revela usados de informática, com prioridade às iniciativas
um obstáculo para a plena realização do programa, pois consti- ligadas ao governo federal. Dessa forma, cerca de 70% dos
tui impeditivo legal para o acesso a recursos públicos. A fim de equipamentos doados, de acordo com a política interna
mitigar a questão, a CAIXA investe também na formalização de da CAIXA, são destinados a entidades públicas e civis sem
entidades comunitárias representativas dos interesses coletivos fins lucrativos que realizam programas de inclusão digital
e que organizam formas de economia solidária. orientados pela empresa ou com a parceria dela.

Relatório de Sustentabilidade 2009 65


en t os
o n a m
ci
Rela tucionais Combate à lavagem de dinheiro

i n st i
A exemplo do Na qualidade de um dos maiores bancos do país, a CAIXA
que promove na interação está atenta para o risco de ter suas operações, serviços ou
com colaboradores e clientes, a CAIXA produtos indevidamente utilizados em favor de ativida-
busca imprimir conduta ética irrepreensível em des ilícitas, como a lavagem de dinheiro. A fim de prote-
todos os seus relacionamentos institucionais, assegurando ger e informar seus empregados acerca dessa ameaça, a
lisura às operações, aos negócios e à interação com organi- empresa promove regularmente a capacitação profissional
zações econômicas, políticas e sociais. Essa maneira de agir em práticas anticorrupção. No ano passado, 5.663 empre-
é pautada pelos princípios do Código de Ética corporativo. gados foram capacitados, o equivalente a 7% do quadro
funcional. Em âmbito corporativo, a CAIXA delega a uma
Pela natureza de entidade pública e baseada no Decreto de suas Vice-Presidências a responsabilidade por imple-
nº 99.509/90, a CAIXA não faz qualquer tipo de doação a mentar e fazer cumprir a legislação referente ao tema.
políticos, partidos políticos ou instituições relacionadas.
Prêmio Melhores Práticas em Gestão Local
Como expressão de seu comportamento em favor da A vocação cidadã da CAIXA também transparece nas ações
honestidade, transparência e responsabilidade empresarial, de valorização de práticas comunitárias que gerem benefícios
a CAIXA não pratica qualquer forma de concorrência sociais em larga escala. Inspirada no programa Best Practices
desleal, como pôde ser comprovado mais uma vez, and Local Leadership Programme (Melhores Práticas
em 2009, quando não houve registro de nenhum tipo e Lideranças Locais, organizado pela ONU/Habitat),
de episódio dessa natureza. a empresa mantém desde 1999 o Programa CAIXA
Melhores Práticas em Gestão Local, com o objetivo de
Prevenção a casos de corrupção identificar, documentar, premiar e disseminar as melho-
De forma a prevenir casos de corrupção em seu ambiente res experiências nessa área desenvolvidas no país.
interno, a CAIXA também proíbe seus empregados de rece-
ber remuneração, presentes, comissões, favores ou vanta- Do programa deriva um prêmio de alcance nacio-
gens por conta do exercício de suas atividades profissionais. nal aberto a iniciativas inclusivas, inovadoras e sustentá-
veis desenvolvidas em parceria com a empresa. O objetivo é
Na ocorrência de algum caso que mereça investigação, o identificar projetos bem-sucedidos, reconhecer o mérito de
colaborador envolvido é tratado de acordo com os procedi- suas ações e disseminá-las, estimulando sua replicação, de
mentos e as sanções previstos no Regulamento de Pessoal, modo que se tornem referência para gestores públicos, pri-
a ele sendo assegurado amplo direito de defesa. Nenhuma vados e para toda a sociedade. Na edição 2009 do prêmio,
penalidade (advertência, suspensão ou rescisão de contrato) foram inscritos 200 projetos de todas as regiões do Brasil.
pode ser aplicada sem a prévia audiência do empregado.
A rescisão de contrato pode ser aplicada na ocorrência de: Dos 35 finalistas, dez receberam prêmios nas áreas de habita-
ção, gestão ambiental/saneamento e desenvolvimento local/
• c rime contra a administração pública, em geral, e inclusão social, e outros dez na área de gestão municipal.
contra a administração da CAIXA, em particular;
• crime praticado no exercício ou em Ajuda emergencial
decorrência do cargo ou função; Até fevereiro de 2009, a CAIXA realizou o pagamento do FGTS
• improbidade; às vítimas das enchentes que, no ano anterior, causaram enor-
• incontinência de conduta ou mau procedimento; mes prejuízos à população de Santa Catarina. A ação destacou
• negociação habitual por conta própria ou alheia, sem a importância da empresa como executora de iniciativas do
permissão, e quando constituir ato de concorrência governo federal em situações de urgência social.
ou for prejudicial ao serviço;
• prática de jogos de azar. Outros casos de emergência ou de calamidade pública em dife-
rentes estados – Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Santa
Pelo exercício irregular de suas atribuições, o empregado Catarina – também demandaram a pronta ação da instituição,
deverá responder a processos civil, penal e administrativo. desta vez valendo-se do instrumento da concessão de crédito.
Apurada a sua responsabilidade, deverá ser providenciado, As regiões afetadas foram beneficiadas com crédito consignado
quando for o caso, o ressarcimento do prejuízo. com carência de até seis meses e taxas de juro diferenciadas,
além de acesso à linha Construcard, de financiamento de
material de construção, com prazo de 60 meses.

66 Relatório de Sustentabilidade 2009


o l í t ica í nios
P atroc
de p
Respeito e valorização do ser Em 2009, o volume de recursos cresceu 178% na comparação
humano, promoção do desenvolvimento com o ano anterior, quando se apurou um total de R$ 34,7
sustentável, atendimento das expectativas da socie- milhões em apoio ao esporte e à cultura – os recursos volta-
dade. Esses são alguns dos valores preponderantes da política dos ao meio ambiente, que ficaram fora da conta de patro-
de patrocínios CAIXA, que, em 2009, movimentou R$ 95 milhões cínios no levantamento de 2008, somaram R$ 1,6 milhão no
em investimentos nas áreas de esporte, cultura e meio ambiente. ano passado.

INVESTIMENTOS DA CAIXA EM PATROCÍNIOS


PATROCÍNIOS ESPORTIVOS Investimentos (em R$)
Confederação Brasileira de Atletismo 13.500.000,00
Confederação Brasileira de Ginástica 3.688.000,60
Confederação Brasileira de Lutas Associadas 750.000,00
Comitê Paraolímpico Brasileiro 6.800.000,00
Circuito CAIXA de Maratoninha 5.900.000,00
Circuito Corridas da CAIXA 2.560.000,00
Corridas de rua 6.940.000,00
Projeto Clube dos DescalSOS 250.000,00
Projeto Futuro Olímpico 2009 200.000,00
Projeto Londrina Atletismo - Sercomtel 2009 250.000,00
Jogos dos Povos Indígenas 115.000,00
Campeonato Brasileiro de Atletismo das Américas 185.000,00
Total 41.138.000,00
PATROCÍNIOS AMBIENTAIS Investimentos (em R$)
Total 1.609.847,50
PATROCÍNIOS CULTURAIS Investimentos (em R$)
Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais 2.000.000,00
Programa CAIXA de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro 1.360.000,00
Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro 1.000.000,00
Programa CAIXA de Apoio a Festivais de Teatro e Dança 3.490.000,00
Programa de Ocupação dos Espaços CAIXA Cultural 22.850.000,00
Patrocínio a projetos culturais por escolha direta 23.200.000,00
Total 53.900.000,00

Total Geral 96.648.769,90

Há tempos, a CAIXA instrumentaliza o patrocínio esportivo, promoção do bem-estar físico da população, seja pelo
artístico e cultural como ferramenta para efetivar a universa- suporte a atletas de nível internacional, capazes de obter
lização da cidadania. Por meio do apoio a um diversificado conquistas importantes para o país e divulgar modalidades
conjunto de projetos, os Espaços CAIXA Cultural têm propor- ainda não massificadas no território nacional.
cionado estímulo à produção de artistas brasileiros e ao inter-
câmbio internacional de ideias e experiências, oferecendo Além disso, os resultados obtidos por nossos astros e estre-
ao público espetáculos de alto nível, em nome do resgate de las do atletismo, da ginástica e dos esportes paraolímpicos
nossas tradições culturais. resultam em imensurável exposição institucional para a marca
CAIXA. Em 2009, a CAIXA investiu em patrocínios 177,9% a
A CAIXA também colhe frutos no que diz respeito ao desen- mais do que no ano anterior.
volvimento da cultura esportiva no Brasil, seja por meio de
atividades amadoras com o viés da inclusão social e da A seguir, alguns destaques da política de patrocínios da empresa.

Relatório de Sustentabilidade 2009 67


A política de patrocínios esportivos da CAIXA inclui apoio a
confederações e atletas de alto desempenho e a iniciativas
voltadas para a integração social

po r te
Es
Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) Comitê Paraolímpico Brasileiro
Patrocínio que visa à construção de uma estrutura esportiva Iniciada em 2004, a parceria da CAIXA com o Comitê
capaz de, continuamente, identificar talentos, formar atletas Paraolímpico tem promovido a inclusão social de deficientes
e preparar campeões, bem como despertar o interesse da físicos pela via do esporte, além de assegurar o desenvolvi-
população para a prática esportiva. A massificação do esporte mento do potencial de atletas de alto nível – os resultados
no país passa também pela realização de competições inter- obtidos pelo Brasil em competições internacionais são a
nacionais de alto nível, como o Grande Prêmio Brasil CAIXA comprovação do êxito da iniciativa. Os recursos repassados
de Atletismo, que ajudam a divulgar os valores do esporte em ao Comitê têm sua origem no Fundo para o Desenvolvimento
todo o território nacional. das Loterias.

Circuito CAIXA de Maratoninha Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)


Incluído entre os principais eventos patrocinados pela CAIXA, Incluído entre os responsáveis pela ascensão da ginástica bra-
o Circuito proporciona grande integração entre prefeituras, sileira no cenário mundial, o patrocínio da CAIXA possibilita
escolas e associações desportivas. As provas compõem o também a inclusão social e o desenvolvimento do esporte em
maior evento de corrida infantil do Brasil, convertendo a prá- todo o país.
tica esportiva numa oportunidade única de fortalecimento
das relações entre pais e filhos. Os recursos destinados pela CAIXA para a CBG propiciam
ajuda de custo mensal a atletas de alto rendimento e a imple-
Projeto Clube dos DescalSOS mentação de projetos de instalação e de expansão de centros
Iniciativa desenvolvida pelo Instituto Joaquim Cruz, o projeto de excelência de ginástica, com estrutura de equipamentos
social Clube dos DescalSOS utiliza o atletismo para abrir as para a iniciação em ginástica artística e rítmica. O objetivo
portas da cidadania a crianças e adolescentes de 12 a 17 anos principal é atender a crianças que não têm acesso a acade-
moradores de Brasília (DF) e do seu entorno. O programa mias e/ou clubes.
conta com núcleos de desenvolvimento instalados em Águas
Lindas de Goiás, Brazilândia, Ceilândia, Recanto das Emas e Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA)
Sobradinho. Iniciado em 2007, o apoio da CAIXA à Confederação beneficia
três seleções nacionais de estilo greco-romano, livre mascu-
Os beneficiados são introduzidos na prática esportiva e nos lino e livre feminino, garantindo sua participação em torneios
seus valores: disciplina, sociabilidade, solidariedade, com- no Brasil e no exterior. O patrocínio contribui ainda na evolu-
panheirismo, desenvolvimento físico e motor. O Clube dos ção de projeto social da CBLA de incentivar a prática des-
DescalSOS inclui ainda a capacitação de líderes comunitários portiva de crianças selecionadas a partir de avaliação de seu
para a execução de projetos e ações no terceiro setor. perfil socioeconômico.

68 Relatório de Sustentabilidade 2009


l t u r a
Cu
Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro
Valorizar, preservar e divulgar o patrimônio cultural brasileiro. Com foco na valorização do artesanato tradicional e no
Essa é a razão de ser dessa iniciativa da CAIXA, que patrocina desenvolvimento e sustentabilidade de comunidades artesãs,
instituições sem fins lucrativos e as auxilia na execução de o programa contempla, com seu incentivo financeiro, todo o
projetos. Dentre as iniciativas apoiadas, destacam-se a recu- processo produtivo – da aquisição de matéria-prima à comer-
peração, catalogação e informatização de acervos; a implan- cialização dos produtos.
tação ou modernização de laboratórios de conservação ou
restauro e a aquisição de obras para expansão de coleções. Selecionadas em processo público, aberto a todas as regiões
do Brasil, as produções artesanais têm de evidenciar o manejo
Programa CAIXA de Revitalização de Patrimônio responsável de matérias-primas, a adequação das unidades
Histórico e Cultural produtivas aos princípios da economia solidária, o caráter tra-
Revitalizar o patrimônio histórico e cultural do País implica dicional do produto final e o impacto social do projeto sobre
atuação simultânea em duas frentes: de um lado, na manu- a população local.
tenção e no desenvolvimento dos museus existentes; de
outro, no fomento à criação de novos processos de produção Programa de Apoio a Festivais de Teatro e Dança
e institucionalização das memórias que constituem nossa Por meio dessa iniciativa, a CAIXA ajuda a viabilizar projetos
diversidade social, étnica e cultural. Por meio deste programa, de teatro e dança de alta qualidade artística, selecionados de
a empresa incentiva a valorização, a preservação e também a forma transparente por meio de editais públicos.
fruição das riquezas históricas e culturais nacionais, até como
dispositivo de promoção da inclusão social e da cidadania. Programa de Ocupação dos Espaços CAIXA Cultural
O programa consiste na utilização da rede de centros cultu-
Com seu patrocínio, a empresa auxilia na execução de proje- rais mantidos pela empresa em cinco capitais do país para a
tos de recuperação, catalogação e informatização de acervos, apresentação de espetáculos de teatro, dança e música, além
bem como na implantação e modernização de laboratórios da exibição de filmes e mostras de artes visuais, entre outras
de conservação ou restauro. manifestações. Essa ocupação se dá por meio de processo
seletivo aberto a produtores culturais de todo o Brasil.
O programa favorece ainda a aquisição de obras para expan-
são de coleções, a pesquisa, a implementação/ampliação de
reservas técnicas e a introdução/reformulação de módulos Com sedes em cinco capitais do país, as unidades do
expositivos de longa duração. Espaço CAIXA Cultural oferecem programação que
inclui, entre outras atividades, espetáculos de dança,
shows musicais, exposições de arte, mostras de
filmes, todos eles selecionadas por meio de editais
públicos abertos a produtores de todo o país
, n é?
uen tou
Esq
responsabilidade
desempenho ambiental
Com nossas ações de
responsabilidade ambiental,
estamos ajudando a melhorar
a qualidade de vida das pessoas
e a preservar o planeta para as
próximas gerações

A
CAIXA está alinhada com o compromisso do governo federal
de buscar a inserção definitiva do país na rota da sustentabi-
lidade. Seja como banco comercial, seja como operador de
grandes projetos públicos de desenvolvimento urbano, a
empresa tem responsabilidades estratégicas no alcance desse objetivo.
Para tanto, não só desenvolve ações concretas em suas áreas de atuação,
mas também desempenha o papel de disseminador dos princípios das boas
práticas socioambientais entre seus colaboradores e a ampla cadeia de
relacionamentos externos.

O portfólio de produtos e serviços da CAIXA tem se ampliado para atender


a atividades e a projetos que contemplem tais práticas, ao mesmo tempo
em que a estrutura interna tem aumentado o rigor dos critérios de
sustentabilidade que condicionam a liberação de crédito ao setor
produtivo. Como resultado, a CAIXA se destaca em diversas frentes
fundamentais para o futuro do país, entre elas as que contemplam a
redução do desmatamento, a ecoeficiência, a geração de energia a partir
de fontes renováveis e o impulso ao conceito de habitações sustentáveis.

A CAIXA já possui um histórico de realizações no terreno ambiental,


engajamento formalizado em 1995, quando firmou sua inclusão no
Protocolo Verde – documento por meio do qual grandes instituições
financeiras do país se comprometeram a seguir práticas bancárias
pautadas pela responsabilidade socioambiental. Revisto e renovado
em 2008, o Protocolo Verde incorporou metas ainda mais desafiadoras
aos bancos signatários.
í pi o s
Princ uador
do Eq Nos últimos anos, a CAIXA
amplificou o alcance de sua atuação, dando
Também em 2009, a CAIXA aderiu à Business and Biodiversity
Initiative, criada pelo governo alemão com o objetivo de
maior consistência e profundidade ao trabalho realizado. envolver o setor empresarial em torno dos objetivos da
A adesão, em 2009, aos Princípios do Equador, conjunto de Convenção sobre Diversidade Biológica, principal fórum
exigências socioambientais definidas pelo setor bancário internacional voltado à definição de marcos legais e políticos
internacional para aplicação em concessões de financiamen- sobre o tema.
tos de projetos, representou importante avanço da CAIXA na
área da sustentabilidade. A CAIXA é a primeira instituição do setor financeiro na
América a abraçar a causa, tendo assinado a “Declaração
Ao subscrever essas regras, a empresa assumiu o compro- de Liderança”, documento por meio do qual as empresas se
misso de, no prazo de um ano, implementar política interna, comprometem a incluir a proteção e o uso sustentável da
procedimentos e processos para que a concessão de crédito biodiversidade em seus sistemas produtivos e de gestão.
a grandes projetos de infraestrutura – com valores superiores
a US$ 10 milhões – seja subordinada à análise de parâmetros
de responsabilidade social e ambiental.
Como signatária dos Princípios do Equador, a CAIXA assumiu compromisso de
implementar procedimentos para que a concessão de crédito a grandes
projetos de infraestrutura esteja subordinada a parâmetros de responsabilidade
social e ambiental

7474Relatório
Relatório
de Sustentabilidade
de Sustentabilidade
2009 2009
a pa ra
a t é g i n te
Es t r bi e
e i o am
om No dia a dia, a CAIXA tem suas ações
balizadas pela Política Ambiental Corporativa,
Madeira Legal
Fruto de parceria com o Ministério do Meio Ambiente
que visa orientar os negócios e processos internos, de (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos
modo a integrar a temática às práticas administrativas e às Naturais Renováveis (Ibama), a ação Madeira Legal é um
decisões empresariais. A fim de concretizar esse propósito – exemplo do êxito do trabalho realizado pela CAIXA em 2009.
e, ao mesmo tempo, disseminar o princípio da responsabili- Com a atribuição de colaborar para a redução do desmata-
dade ambiental no âmbito dos negócios –, foi instituída, em mento nas florestas nativas brasileiras, a iniciativa consiste
dezembro de 2008, a Estratégia CAIXA para o Meio Ambiente, na exigência de comprovação da procedência legal de
que prevê a consecução de um plano de ações até o fim de madeiras utilizadas em empreendimentos financiados
2010. Com perspectiva de obtenção de resultados no médio pelo banco.
e longo prazos, a Estratégia mobiliza todos os níveis hierár-
quicos e setores, buscando fazer com que a empresa cumpra Até o final de suas obras, toda construtora ou entidade res-
os seguintes objetivos: ponsável pela construção de edificação financiada pela
• dispor de portfólio de serviços ambientais; CAIXA está obrigada a apresentar o Documento de Origem
• implementar, de forma integrada com as áreas afins, as Florestal (DOF) das madeiras nativas, bem como uma
diretrizes socioambientais da nova Política de Crédito; declaração informando os volumes e o destino final da
• ser o principal agente financeiro executor das políticas matéria-prima. Além de empreendimentos habitacionais,
públicas de meio ambiente; a Ação Madeira Legal abrange obras de construção ou
• ser o principal agente indutor do desenvolvimento de reforma de edifícios e agências da CAIXA.
cidades sustentáveis;
• desenvolver um programa de gestão para a sustentabili- Entende-se como “madeira legal” aquela originada de
dade ambiental. espécies nativas com corte autorizado por meio do Plano de
Manejo Florestal Sustentável ou da Autorização de Desmate
Sua implementação tem permitido à CAIXA integrar diferen- para Uso Alternativo do Solo, devidamente licenciados pelo
tes áreas em torno de metas comuns, o que contribui para Ibama ou pelo órgão estadual competente. Aplicada em
amadurecer as relações entre as pessoas envolvidas com a caráter educativo no primeiro semestre de 2009, a iniciativa
instituição. Em seu primeiro ano, esse trabalho resultou em da CAIXA está em vigor desde 1º de julho.
importantes conquistas. Alguns exemplos:
• implementação da Ação Madeira Legal;
• lançamento do Selo Casa Azul; Selo Casa Azul
• inserção de critérios socioambientais na construção de Erguer habitações sustentáveis implica, de um lado, respeitar
novos prédios administrativos e de agências da CAIXA; os limites dos recursos naturais e, de outro, proporcionar níveis
• implementação da Agenda CAIXA para Sustentabilidade, dignos de conforto, salubridade e adaptabilidade às necessi-
com 90% das equipes focadas em pensar e planejar a dades atuais e futuras de seus usuários.
sustentabilidade de suas ações;
• realização do inventário das emissões de gases Com o objetivo de estimular a construção de edifícios
geradores de efeito estufa, relativo a seis processos internos segundo essa lógica, a CAIXA criou em 2009 uma metodolo-
da CAIXA. gia de classificação da sustentabilidade de projetos habitacio-
nais. Ela está baseada em seis critérios de avaliação: inserção
urbana; projeto e conforto; eficiência energética; conservação
de recursos materiais; uso racional da água e práticas sociais.

O empreendimento que atender a tais quesitos de análise


ganha direito ao Selo Casa Azul – marca de qualidade criada
pela empresa para distinguir projetos ambientalmente cor-
retos. Para 2010, estão previstas a elaboração do Guia do
Proponente, para detalhamento da metodologia empregada,
e a primeira capacitação do público interno, como preparação
para a entrada em vigor do Selo Casa Azul.

Relatório de Sustentabilidade
Relatório 7575
2009 2009
de Sustentabilidade
Com a criação da Agenda
CAIXA para Sustentabilidade,
a empresa busca envolver
gestores e equipes no
estabelecimento de
iniciativas inovadoras em
todas as unidades

Empregados Treinados em Programas


de Educação Ambiental Educação socioambiental
A Escola de Cidadania é uma das ferramentas disponíveis na
— 20.000 Universidade Corporativa da CAIXA, ambiente de educação a
distância que pode ser acessado por todos os colaboradores
e, em alguns casos, mediante convênio, também por parcei-
— 15.000
ros externos. A temática socioambiental é enfocada em três
cursos: Conhecendo a Responsabilidade Social Empresarial,
Indicadores de Responsabilidade Social Empresarial e
Auditoria Ambiental. Em 2009, mais de 20 mil empregados
— 10.000 passaram por essas capacitações.

— 5.000
8.928 Agenda para Sustentabilidade
20.919 Fomentar as iniciativas socioambientais em todas as unidades
de trabalho, a fim de enraizar no dia a dia os princípios da res-
4.143
ponsabilidade social e do desenvolvimento sustentável. Essa
— 1.257* é a finalidade da Agenda CAIXA Para Sustentabilidade, instru-
mento criado em 2008 para oxigenar a cultura da empresa e
2006 2007 2008 2009
abrir espaço à consolidação de ações inovadoras.
*
O Curso de Responsabilidade Ambiental nos Negócios, responsável pelo treinamento
de 5.928 empregados em 2007, foi suspenso para revisão em fevereiro de 2008, o que
acarretou a diminuição do número de treinandos naquele ano.
A ideia é envolver gestores e equipes na formulação
dessas ações, que, somadas, vão subsidiar a elaboração de
uma programação corporativa capaz de orientar, organizar e
Redução de despesas otimizar o esforço coletivo em buscar a sustentabilidade.
Criado em 2002 e em funcionamento desde 2003, o Programa
de Racionalização de Gastos e Eliminação de Desperdícios Além da fase inicial de sensibilização das equipes, a
(Proged) busca a constante otimização de processos, ativida- implementação da Agenda CAIXA para Sustentabilidade
des e rotinas da CAIXA, a fim de reduzir despesas. Expressão contempla as etapas de adesão, diagnóstico e elaboração de
da responsabilidade social empresarial, preconiza o rigor na plano de trabalho. Em 2009, cerca de 90% das 3.250 unidades
gestão dos recursos públicos. de atendimento da empresa aderiram ao projeto, superando,
inclusive, a previsão para 2010, que era de 70%. Quase 2 mil
As ações no âmbito do Proged permitiram no último ano a unidades cumpriram a etapa de diagnóstico e mais de 30%
economia de R$ 831 milhões. delas elaboraram seus planos de trabalho.

7676Relatório
Relatório
de Sustentabilidade
de Sustentabilidade
2009 2009
Em Brasília, o Projeto Carona Solidária contribui
para conscientizar os colaboradores sobre a
importância do transporte compartilhado como
forma de diminuir o tráfego urbano e a poluição
gerada por veículos
CONSUMO E RECICLAGEM DE MATERIAIS Um dos destaques foi a ação desenvol-
Outra preocupação importante da vida em parceria com a ONG Moradia
CAIXA diz respeito ao uso racional de e Cidadania, de Brasília, e a empresa
materiais e insumos no trabalho. Num Lexmark. Acordo firmado em 2006 entre
ano em que registrou o consumo de as partes instaurou a logística reversa de Além disso, cada unidade de cartucho
19.800 m3 (ou 7.400 toneladas) dos cartuchos de impressão utilizados pela reciclada equivale a uma remuneração
361 itens constantes de seu cadastro, CAIXA em seus edifícios centrais, o que de R$ 15,00 para essa ONG, que desen-
a empresa desenvolveu iniciativas que permite reduzir a geração de lixo e eco- volve projetos nas áreas de educação,
mesclaram retorno social e economia nomizar energia e recursos naturais, por geração de trabalho e renda, inclusão
no uso de insumos naturais. meio da reciclagem do material. digital e qualificação profissional.

etapas de implementação da agenda caixa para sustentabilidade


Total: 3.250 unidades

adesão elaboração do plano de trabalho diagnóstico

— 100%

— 75%

2.982

— 50% 1.965

— 25%
1.013

Relatório de Sustentabilidade
Relatório 7777
2009 2009
de Sustentabilidade
Programa de Racionalização do Consumo e dos
Gastos de Energia Elétrica prevê para os prédios
administrativos ações como desligamento
de microcomputadores ao final do expediente
e das luzes após as 20 horas

Com essa nova forma de gerir a impressão e o controle de


insumos, a CAIXA obteve um corte de mais de R$ 580 mil
nas despesas mensais. Considerando-se que são realizadas
no período de um ano cerca de 528 milhões de transações
desse tipo, pode-se estimar uma economia de quase 348 mil
bobinas, o que significa poupar a vida de 972 árvores e evi-
tar a emissão de mais de 67 toneladas de gases geradores
do efeito estufa na atmosfera.

Desde novembro do ano passado vigora também a inibi-


ção automática de impressão de relatórios nos pontos de
venda da CAIXA. Ao custo de R$ 0,05 por página impressa
(somando os custos de papel, toner e manutenção de
impressoras), o potencial ganho de eficiência econômico-
-financeira supera os R$ 15.000,00 por dia útil. Somente nos
dois últimos meses de 2009, portanto, houve redução de
R$ 615 mil com esse tipo de despesa.

Outra medida racionalizadora consistiu na eliminação da


Entre 2006 e 2009, a ONG recebeu o repasse de mais de produção de bilhetes da Loteria Instantânea com valor de
R$ 1,2 milhão, valor resultante do recolhimento de 67 comercialização de R$ 0,50. Implantada em abril de 2009,
toneladas de carcaças de cartucho, cuja reciclagem gerou a ação gerou economia de R$ 471 mil na comparação com
toneladas de subprodutos usados como matéria-prima na o período abril-dezembro de 2008. Cerca de 18 milhões de
fabricação de novos insumos. No mesmo período, o subsídio bilhetes de papel deixaram de ser impressos.
garantido pelo fabricante resultou, para a CAIXA, em uma
redução média de 40% em gastos para a compra de cartuchos. No âmbito interno, a CAIXA implementou também em
2009 o arquivamento eletrônico de contracheques, a fim
A inclusão no cadastro do Sistema de Material de Consumo de estimular os empregados a consultar, pelo computador,
de itens de origem reciclada – em 2009, nenhum produto dados relativos à sua vida funcional. O passo seguinte é
com essas características foi adquirido – assume a condição adotar em 2010 a inibição completa da impressão automá-
de desafio ainda a ser contemplado, no futuro, pela área de tica mensal dos contracheques de todos os colaboradores
compras da empresa. – mais uma forma de promover a conscientização ambien-
tal ao mesmo tempo em que se otimiza o uso dos recursos
da empresa.
Economia de papel
Desde maio de 2009, está em vigor na CAIXA a iniciativa de
inibir a impressão de comprovante adicional de pagamentos CONSUMO DE ENERGIA
de INSS e FGTS e de contas de consumo de concessionárias A redução do consumo de eletricidade e a conquista de
de água e energia elétrica feitos aos cidadãos pelas unida- maior eficiência energética são outras metas perseguidas
des lotéricas. O objetivo é racionalizar o consumo de bobi- permanentemente pela CAIXA, que lança mão de ações
nas termossensíveis de papel de segurança. Até então, uma variadas para o alcance desses objetivos. Para além da con-
segunda via de cada comprovante era impressa, por medida tenção de despesas internas, tais medidas têm impacto
de segurança, para o caso de perda das informações regis- relevante para o país, uma vez que contribuem para não
tradas no arquivo eletrônico. aumentar a pressão sobre a produção energética nacional.

7878Relatório
Relatório
de Sustentabilidade
de Sustentabilidade
2009 2009
Uso racional
Como o Programa de Racionalização do
Consumo e dos Gastos de Energia Elétrica
em seus edifícios administrativos, a CAIXA
tem alcançado resultados significativos, • acordo de Cooperação Técnica com habitação. No ano passado, além de
valendo-se de atitudes simples adotadas a GTZ para doação de até ¤$ 500 mil estabelecer diretrizes para o uso de SAS,
pelos colaboradores, como manter acesas destinados à instalação de siste- a CAIXA realizou a capacitação especí-
as lâmpadas dos prédios somente até as mas de aquecimento solar (SAS) em fica de técnicos que atuam nas regiões
20 horas, desligar microcomputadores ao empreendimentos habitacionais; de maior deficit habitacional do país.
fim do expediente, desativar o sistema de • doação de recursos, pela Celesc, para
climatização 30 minutos antes do início a instalação de aquecedores solares Com a ação, o banco espera estimu-
do “horário de ponta” (em geral, no início de água de baixo custo (ASBC) para lar construtoras, governos estaduais
da noite, período em que acontece o pico empreendimento do Programa de e municipais e entidades organizado-
de solicitação simultânea por eletricidade Aceleração do Crescimento (PAC) em ras a adotarem em grande escala nos
em todo o país). Florianópolis; empreendimentos habitacionais.
• participação na construção da
Eficiência energética metodologia de etiquetagem com Limpa, gratuita, inesgotável e abun-
Tanto em suas unidades como em Eletrobrás/Procel e conquista da eti- dante no país, a energia solar é con-
empreendimentos por ela financia- queta Procel-Edifica nível A por duas siderada uma excelente alternativa
dos, a CAIXA trabalha em favor da unidades da CAIXA; para o aquecimento de água. Seu uso
eficiência energética. Seu intuito é • assinatura de Acordo de Cooperação contribui para reduzir a demanda por
contribuir para a preservação dos Técnica com a Eletrobrás, com energia elétrica nos horários de pico
recursos naturais, por meio da interveniência do Ministério do Meio de consumo e também para diminuir
redução em escala do consumo Ambiente, para ações de eficiência em até 30% as despesas de cada lar
nacional de energia elétrica, de modo energética de prédios próprios e com eletricidade.
a gerar vantagens à própria empresa, empreendimentos financiados pela
na forma de menores custos operacio- CAIXA; Voltado a famílias com renda de até
nais e, principalmente, às famílias • assinatura de Acordo de Cooperação três salários mínimos, o Programa
beneficiárias dos programas habita- Técnica com a Neoenergia para Minha Casa Minha Vida também con-
cionais, com economia significativa doação de lâmpadas econômicas, templa subsídios para a adoção de
nas contas de luz. substituição de geladeiras antigas por SAS, cujo valor é acrescido ao custo de
modelos mais econômicos e instalação construção do imóvel sem repasse ao
O esforço em prol da eficiência ener- de Sistemas de Aquecimento Solar beneficiário. A meta é instalar SAS em
gética é efetivado por parcerias com o (SAS) de água em empreendimentos até 10% das habitações financiadas
Ministério das Minas e Energia, a Eletro- do Programa Minha Casa Minha Vida pelo programa.
brás, as concessionárias Bandeirantes/SP, na Bahia, em Pernambuco e no Rio
Neoenergia (Coelba/BA, Cosern/RN Grande do Norte. As trocas e doações
e Celpe/PE), Celesc/SC e a Agência de acontecerão em 2010, assim que os BIODIVERSIDADE
Cooperação Técnica Alemã (GTZ). empreendimentos forem entregues. Por meio de suas atividades, a CAIXA
busca assegurar o direito humano e
Iniciado em 2009, esse trabalho tem constitucional de acesso à moradia.
como público-alvo as construtoras, os Aquecimento solar Com isso, e ao priorizar a população de
governos municipais e estaduais e as Desde 2009, os SAS são itens financiá- baixa renda, contribui não só para redu-
entidades organizadoras, além da pró- veis em todos os programas e linhas de zir a carência habitacional, mas também
pria comunidade CAIXA, de construto- financiamento da CAIXA. É a forma que para diminuir os impactos ambientais
ras, governos municipais e estaduais e a empresa encontrou de popularizar a negativos provocados por ocupações
as entidades organizadoras. Os princi- tecnologia, que permite baixar drastica- irregulares em áreas de risco e preserva-
pais resultados do ano foram: mente o consumo de eletricidade numa ção natural.

Relatório de Sustentabilidade
Relatório 7979
2009 2009
de Sustentabilidade
A CAIXA está presente em todos • o financiamento de projetos de sane- Destinado a reduzir as atuais taxas
os municípios brasileiros, por meio amento e infraestrutura é precedido de perda de biodiversidade, o Probio
de agências, prédios administrati- de análise e avaliação da sustentabili- II é fruto de parceria entre o ministé-
vos e correspondentes bancários, os dade socioambiental, a fim de detec- rio, a CAIXA e o Fundo Brasileiro para
quais são localizados em áreas urba- tar riscos e recomendar medidas a Biodiversidade (Funbio). Os recur-
nas, mediante autorização de fun- mitigadoras e compensatórias. Os sos vêm do Fundo Mundial para o Meio
cionamento dos órgãos municipais projetos habitacionais são submeti- Ambiente (GEF), tendo o Banco Mundial
competentes. A empresa não possui dos a uma metodologia de avaliação como agência implementadora no
edificações em áreas protegidas ou ambiental de terrenos com potencial Brasil. O projeto constitui uma contribui-
adjacentes, nem fora delas, em pontos de contaminação. A metodologia foi ção relevante do Brasil para o alcance
de alto índice de biodiversidade. desenvolvida pelo Projeto Revita, em das metas de 2010 da Convenção sobre
parceria com o Ministério do Meio Diversidade Biológica (CDB).
Da mesma forma, o trabalho da CAIXA Ambiente e a agência alemã GTZ;
não exerce qualquer influência nega- • o uso de madeira legal tem de ser O Probio II defende a priorização e
tiva ou oferece perigo a espécies em comprovado por parte das cons- a integração da conservação e do
risco de extinção. Isso não desobriga o trutoras e empresas do segmento uso sustentável da biodiversidade nas
banco, contudo, de incentivar a integri- imobiliário interessadas em obter principais estratégias de planejamento
dade e a diversidade biológica da natu- financiamento da CAIXA para seus e nas práticas dos setores públicos e
reza, comungando dos propósitos da empreendimentos habitacionais; privados em nível nacional.
International Union for Conservation of • desde 2008, a CAIXA realiza análise
Nature (IUCN). socioambiental dos clientes pes-
soas jurídicas (empresas de médio e Corredores ecológicos
grande porte) nas operações de cré- Criado pelo Ministério do Meio
Concessão de crédito dito com valores iguais ou superio- Ambiente, o Projeto de Corredores
O sentido de preservação do planeta res a R$ 10 milhões. Em 2009, foram Ecológicos envolve instituições federais
é o que orienta a CAIXA na busca por executadas 77 análises em operações (com o Ibama), governos estaduais
minorar o impacto das obras de cons- que totalizaram R$ 9,67 bilhões. e municipais e ONGs num esforço
trução que financia. Para isso, incorpora compartilhado pela conservação de
critérios socioambientais ao processo “corredores” de ecossistemas florestais
de análise de risco para a liberação Probio II que interliguem as áreas de mata exis-
de financiamentos, contemplando as A CAIXA desenvolveu um sistema tentes, de modo a prevenir ou reduzir
seguintes diretrizes: de gestão financeira com o Instituto sua fragmentação.
• a concessão de crédito no Bioma Chico Mendes de Conservação da
Amazônia está condicionada a Biodiversidade e o Ministério do Meio
garantias de que as atividades finan- Ambiente, solução que consiste na
ciadas não contribuirão para o des- prestação de serviço remunerado para
matamento ilegal; realizar a gestão da execução finan-
• a Licença Ambiental é condição ceira do Projeto Nacional de Ações
básica para todos os financiamentos Integradas Público-Privadas para a
de atividades ou empreendimentos Biodiversidade (Probio II).
potencial ou efetivamente poluido-
res, ou que utilizem recursos naturais
no processo produtivo;

8080Relatório
Relatório
de Sustentabilidade
de Sustentabilidade
2009 2009
Essa ação conservacionista passa pelo uso planejado dos Primeira instituição pública brasileira a destinar recursos
recursos naturais e do solo, de modo a fazer da proteção da para o fomento do ciclo completo de MDL, a CAIXA financia
natureza também uma atividade rentável às comunidades projetos nos segmentos de resíduos sólidos e energia, além
que habitam essas áreas. A CAIXA atua no projeto prestando de oferecer serviços de análise da viabilidade técnica de
serviços de apoio às estratégias de planejamento participa- empreendimentos, orientação para sua implantação e ope-
tivo, orientando os investimentos produtivos e gerindo os ração, apoio na comercialização dos créditos (na forma de
recursos de custeio das iniciativas em cada corredor. Reduções Certificadas de Emissões – RCE) e no fechamento
de câmbio.

Carbono CAIXA Desde dezembro de 2009, a CAIXA atua como “participante


No exercício de sua atividade-fim, a empresa demonstra sua vendedor” do Carbon Partnership Facility (CPF), plataforma
adesão ao esforço mundial pela sustentabilidade do planeta, mundial de negociação destinada a aproximar comprado-
por meio de iniciativas como o Carbono CAIXA, linha de finan- res e vendedores de créditos de carbono. O CPF é gerido pela
ciamento direcionada para atender a empreendimentos da Carbon Finance Unit, unidade do Banco Mundial responsável
área de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). pela gestão dos fundos de carbono.

Criado no âmbito do Protocolo de Quioto, o MDL prevê a


implementação, por países em desenvolvimento, de projetos Carona Solidária
em prol do desenvolvimento sustentável e que resultem em A queima de combustíveis fósseis por veículos é a princi-
redução ou captura de emissões de gases do efeito estufa. pal responsável pelo agravamento dos índices de poluição
Essas reduções são convertidas em créditos de carbono, atmosférica nos centros urbanos. Desde 2008, na cidade de
adquiríveis no mercado global por países industrializados, Brasília, o Projeto Carona Solidária da CAIXA oferece sua con-
a fim de ajudá-los a cumprir as próprias metas de redução tribuição para diminuir o problema, ao incentivar entre seus
de emissões. colaboradores a cultura do transporte compartilhado. Além
de ajudar a diminuir a poluição e o tráfego de veículos pelas
ruas, a medida permitiu a otimização do uso das vagas de
garagem nos edifícios administrativos Matriz Sede I e II da
CAIXA, beneficiando um maior número de empregados.
A CAIXA mantém em sua sede um bicicletário
como forma de estimular o uso de meios
alternativos de transporte A CAIXA incentiva também os colaboradores a utilizar meios
alternativos de transporte como a bicicleta, dispondo em sua
sede, de local para sua guarda durante o expediente.

Relatório de Sustentabilidade 2009 81


As agências sustentáveis são exemplos da
preocupação da CAIXA com a construção de
unidades cujos projetos incluam instrumentos
voltados à racionalização no uso de insumos
naturais e à eficiência energética

Festival Lixo & Cidadania


Evento anual voltado à reciclagem, com sede em Belo
Horizonte (MG), tem como protagonistas os catadores de
materiais recicláveis e a população de rua. A programa-
Investimentos em Iniciativas Ambientais ção cultural do festival reúne diferentes estéticas, técnicas,
A CAIXA acredita que preservação da natureza é responsabi- conteúdos e intervenções, com realização de oficinas para
lidade de todos. Cada cidadão, governante ou empresa deve educadores e estudantes, apresentações teatrais de gru-
ter a consciência de que cuidar bem do meio ambiente signi- pos formados por catadores e ex-moradores de rua, e shows
fica exercer sua responsabilidade social e ambiental perante com artistas que orientam seus trabalhos pela ideia da reci-
as gerações atual e futura. clagem musical.

De sua parte, procura contribuir também na viabilização de Realizado desde 2002, o festival é hoje referência mundial
projetos de propagação de conhecimento e conscientização e em questão de reciclagem do lixo conjugada com constru-
no incentivo à ampliação do debate sobre temas relacionados ção da cidadania.
ao desenvolvimento sustentável. No ano que passou, o banco
investiu R$ 2,2 milhões em iniciativas dessa natureza. Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas
Concebido pela Agência Nacional de Águas (ANA), o
Desse total, R$ 175 mil foram destinados a programas de programa prevê o aporte de recursos consignados no
capacitação interna, produção de materiais de comuni- Orçamento Geral da União, na forma de pagamento pelo
cação para treinamentos e utilização nas agências e para esgoto tratado a prestadores de serviço que investirem na
patrocínios e plantio de árvores. A parcela de R$ 1,6 milhão implantação de estações de tratamento em bacias hidrográ-
teve como destino o apoio à realização de diversas inicia- ficas com elevado grau de poluição hídrica.
tivas de natureza institucional. As principais atividades
foram as seguintes: Além reduzir os níveis críticos de poluição, a ideia é estimu-
lar a implantação de sistemas de gerenciamento de recursos
VI Encontro Cultivando Água Boa hídricos nessas áreas. Para acolher investimentos, foi criado
Por meio de oficinas, palestras, mesas-redondas e distribuição o Fundo de Investimento CAIXA Despoluição de Bacias
de materiais, esse programa da Itaipu Binacional tem a meta Hidrográficas Renda Fixa Longo Prazo, sob a forma de con-
de estabelecer critérios e condições para orientar iniciativas domínio aberto e prazo indeterminado de duração.
relacionadas à conservação dos recursos naturais. A CAIXA
apoia o encontro, realizado anualmente em Foz do Iguaçu (PR), Máquinas e Equipamentos para Produção Mais Limpa
e que se inspira na gestão participativa para a formulação de Trata-se de uma iniciativa baseada em linhas de crédito para
políticas públicas. Em 2009, o Cultivando Água Boa envolveu o financiamento de projetos de ampliação, recuperação e
associações de moradores, cooperativas, ONGs e entidades modernização de empreendimentos voltados à produção,
do poder público. ao comércio, aos serviços e à infraestrutura. Elas possibilitam

8282Relatório
Relatório
de Sustentabilidade
de Sustentabilidade
2009 2009
a aquisição de máquinas e equipamentos para melhorar a Parceria com Ministério Público
eficiência energética, o controle de emissões de efluentes e A CAIXA firmou parceria com o Ministério Público Federal –
poluentes e a instalação de sistemas de aquecimento solar. Seção São Paulo – e com o Ministério Público do Estado de
São Paulo para repassar recursos de compensação ambiental
FIP CAIXA Ambiental decorrentes de acordo judicial com a Companhia Energética
É um fundo de investimento em participações constituído de São Paulo (Cesp). O valor total é de R$ 119 milhões e deve
sob a forma de condomínio fechado (sem resgate de cotas) impulsionar projetos socioeconômicos e ambientais de inte-
e que tem como objetos o setor de saneamento ambien- resse regional: nove municípios serão beneficiados.
tal, a geração de energia e projetos de Mecanismos de
Desenvolvimento Limpo (MDL). Gestão das Emissões de Gases de Efeito Estufa
As nações estão diante de um grande desafio: o crescente
Fundo de Investimento em Empresas Socialmente Responsáveis agravamento do aquecimento global. A questão das mudan-
Configura um tipo de aplicação financeira baseada em ati- ças climáticas afeta a economia e impõe às empresas uma
vos que ofereçam rentabilidade compatível com a variação nova postura de atuação: o desenvolvimento de novos
do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de conhecimentos e novas competências, a exemplo da evo-
Valores de São Paulo (Bovespa). O produto “CAIXA FI Ações lução da noção da governança corporativa que evolui para
ISE” possibilita ao investidor a opção de investir em ações de governança climática. Esse novo conceito, mais amplo, intro-
empresas socialmente responsáveis. duz os aspectos socioambientais no planejamento estratégico
corporativo, visando habilitá-los a uma nova lida empresarial,
FIC Compensação Ambiental com responsabilidade social e gestão dos ativos ambientais.
Fundo de Investimento criado pela CAIXA em parceria com
o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Nesse contexto, a elaboração dos inventários de emissão de
no intuito de viabilizar a gestão financeira e a execução dos gases de efeito estufa representa um passo importante na
recursos da compensação ambiental para a implantação e gestão ambiental das empresas, contribuindo para sua pere-
manutenção de unidades de conservação ou áreas de preser- nidade em uma economia de baixo carbono.
vação ambiental.
A CAIXA realizou inventário de emissões de seus processos
A facilidade é oferecida a empreendedores que precisam rea- internos e busca a redução dessas emissões por meio de
lizar a compensação ambiental por força do licenciamento de medidas de ecoeficiência, racionalização de gastos, revisão
projetos. O FIC CAIXA Compensação Ambiental iniciou ope- de processos e sensibilização dos empregados.
rações em 2007, com a participação de três empreendedores
e aportes de R$ 1,2 milhão. Em 17 de dezembro de 2009, seu
saldo era de R$ 38,9 milhões.

Emissões Totais da caixa por Processo


Toneladas CO2e
Escopos 2008 2009
Emissões diretas ND* 200,86
Emissões indiretas 2.411,16 1.247,79
Outras emissões indiretas 59.863,23 51.251,12
Total 62.274,39 52.699,77
* Não disponível

Relatório de Sustentabilidade 2009 83


Crédito
ou dé
bito?
desempenho
econômico-financeiro
Crédito
ou dé
bito?
Nossa atuação só poderá
ser considerada sustentável
se aos bons resultados
econômicos e empresariais
conseguirmos unir o
atendimento às necessidades
mais urgentes da sociedade

M
ais um ano de atuação empresarial balizado por resultados operacionais que
consolidam a CAIXA como instituição voltada à excelência no atendimento dos
clientes e ao cumprimento de suas responsabilidades como agente financeiro
e, acima de tudo, como organização 100% pública a serviço dos interesses
maiores da sociedade.

Assim pode ser definido o exercício econômico de 2009, período em que, na contramão da
crise mundial, a CAIXA alinhou-se à ação afirmativa do governo federal, desenvolvendo um
amplo conjunto de ações que se revelaram decisivas para o êxito do enfrentamento, pelo
Brasil, dos efeitos negativos da crise financeira internacional.

desempenho
econômico-financeiro
r cei r o n ta l
Pa rname
gove
Nesse contexto, a política de crédito a juros baixos praticada pela empresa
mostrou-se uma iniciativa ousada e de inegável contribuição para a rápida retomada
do crescimento econômico. Tal comportamento só evidenciou as responsabilidades superiores que
ditam a atuação da CAIXA como parceiro principal do poder público federal na gestão de recursos vinculados a
programas e políticas sociais e na execução de iniciativas que conduzem ao desenvolvimento sustentável.

A CAIXA foi além da atuação convencional esperada de uma instituição bancária, atuando fortemente na ampliação da oferta
de crédito ao cidadão e a variados setores econômicos e na redução significativa dos juros oferecidos ao tomador final. Da
mesma forma, ratificou a posição de protagonista na área de financiamentos habitacionais e de infraestrutura, revelando agi-
lidade na liberação dos recursos diante da crescente demanda e das necessidades mais urgentes do país.

l t a d os
Resu istentes
cons
Num ano em que a superação Ao longo do ano, a CAIXA reduziu nada menos do que sete
da crise internacional colocou o Brasil na vezes as taxas de juros das linhas de crédito comercial para
linha de frente entre as nações que melhor souberam pessoas físicas e jurídicas, além de diminuir também os juros
conduzir suas economias, a CAIXA encerrou o exercício com em empréstimos habitacionais com recursos do Sistema
resultados que só reforçam a grandiosidade de sua relevân- Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
cia na vida nacional. Detentora de ativos totais da ordem
de R$ 341,8 bilhões, 15,5% superiores aos de 2008, a CAIXA Em 2009, a CAIXA, mesmo diante da crise mundial que pode-
fechou 2009 com patrimônio líquido de R$ 13,1 bilhões, ria repercutir nos seus resultados finais, demonstrou que, na
o que significou expansão de 3,5% na comparação com o sua gestão, não só a maximização de lucros está em pauta,
período anterior. Os valores dos repasses com tributos e mas também o compromisso com a sociedade brasileira.
encargos sociais à União, aos estados e municípios, por sua
vez, somaram R$ 3 bilhões. Foram destinados ainda R$ 662,2
milhões a título de dividendos e juros sobre capital próprio.

A CAIXA obteve lucro líquido de R$ 3 bilhões em 2009, ante os


R$ 3,9 bilhões de 2008. O retorno sobre o Patrimônio Líquido
foi de 22,8%, enquanto que em 2008 foi de 30,6%.

A CAIXA administrou em 2009 um total de


R$ 261,8 bilhões em fundos de investimentos,
montante 17,7% superior ao de 2008
Desempenho dos principais indicadores patrimoniais e de resultado da CAIXA (em %)
Itens 2008 (em %) 2009 (em %)
Eficiência 71,4 71,5
Índice de Cobertura – Administrativa 55,9 60,2
Índice de Cobertura – Pessoal 88,3 95,9
Margem Financeira Bruta* 34,9 33,6
Retorno Sobre Patrimônio 30,6 22,8
Retorno Sobre Ativos 1,3 0,9
Provisão / Operações de Crédito 8,6 7,1
Índice Basileia 20,6 17,5
Índice de Imobilização 12,0 16,6
*
Resultado da intermediação financeira/receitas de intermediação financeira.

No ano passado, a CAIXA prosseguiu no esforço de amplia- Números como esses premiaram a CAIXA com 34,1% de
ção de sua presença no dia a dia dos brasileiros. Como participação de mercado, resultado que assegurou ao
resultado, chegou ao final do exercício com uma base de banco a 1ª colocação no segmento de poupança do país1.
49,4 milhões de clientes, entre correntistas e poupadores
de todas as faixas de renda – crescimento de 5,2% em rela- Os depósitos a prazo, por seu turno, registraram saldo de
ção a dezembro de 2008. No encerramento do ano, o banco R$ 43,8 bilhões, enquanto os depósitos à vista totalizaram
somava 17,9 milhões de contas-correntes ativas, 19,8% a R$ 16,7 bilhões (crescimento de 26,5% em relação a 2008).
mais do que no período precedente. O patrimônio líquido total dos fundos de investimentos
administrados pela CAIXA, considerados os produtos de
Os depósitos totais alcançaram saldo de R$ 180,7 bilhões, rede, os exclusivos, as carteiras e o Fundo de Investimento do
o que significou um incremento de 8,8% em relação à soma Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI FGTS), o Fundo
consolidada em 2008. O destaque ficou para os R$ 108,7 de Investimento do Fundo de Arrendamento Residencial (FI
bilhões mantidos em poupança, valor 17,5% maior do que FAR), o Fundo de Investimento do Fundo de Desenvolvimento
o gerido pelo banco um ano antes. A captação líquida de Social (FI FDS) e o Fundo de Investimento de Fundo de
recursos oriundos de poupadores, por sua vez, alcançou Investimento em Cotas (FIC), apresentou aumento de 17,7%,
neste último exercício o patamar de R$ 9,8 bilhões. passando dos R$ 222,5 bilhões contabilizados em dezembro
de 2008 para R$ 261,8 bilhões de 2009.
1
Fonte: http://www.bcb.gov.br

Relatório de Sustentabilidade 2009 89


r éd i to
r ça do c
A f o A CAIXA completou o ano,
novamente, como a instituição que oferece
Essa performance pode ser justificada pelo amplo arco de
parcerias nesse setor mantidas pelo banco com ministérios,
os menores juros entre os grandes bancos do Brasil. governos estaduais e prefeituras e pela firme aplicação das
Muito mais do que uma simples estratégia de diferenciação diretrizes do governo federal que visam, até o final de 2010,
empresarial, esse posicionamento a favor da estabilidade reduzir a 14% o atual deficit de moradias no país. Um dos
econômica e produtiva do país recebeu da sociedade ampla principais instrumentos para que esse fim seja alcançado é o
resposta de aprovação, com reflexo direto nas contratações de Programa Minha Casa Minha Vida, iniciativa lançada em 2009
operações de crédito comercial, cujo volume cresceu 26,7% no e que já beneficiou com crédito mais de 276 mil famílias.
período de um ano, totalizando R$ 88,1 bilhões.
Com tamanho volume de financiamentos contratados no ano,
Foram preponderantes as operações comerciais destinadas a carteira de recursos habitacionais da CAIXA alcançou o saldo
ao segmento de pessoas jurídicas, com R$ 46,8 bilhões recorde de R$ 70,5 bilhões, valor 56,5% superior ao do ano de 2008.
contratados e evolução de 23,8% na comparação com 2008.
Os recursos para pessoas físicas também tiveram aumento Ao longo de 2009, os desembolsos efetivos da CAIXA em
expressivo – 30,3% –, o que significou empréstimos da ordem crédito habitacional somaram R$ 47,3 bilhões ou R$ 49,3
de R$ 41,3 bilhões para o cidadão comum. bilhões, se forem incluídos os valores oriundos de repasses e
consórcios. Esse resultado foi 105% superior ao de 2008.
Ramo de atuação de importância fundamental dentre os que
distinguem os serviços prestados pela CAIXA ao Brasil, o cré- Para se ter uma ideia da importância dessa irrigação de recur-
dito imobiliário foi um dos que expressaram com maior vigor sos na economia brasileira durante o ano, o montante dispo-
o esforço corporativo do período em prol do aquecimento da nibilizado pela CAIXA representou nada menos do que 77,3%
atividade econômica nacional. Como consequência, o ano de todo o crédito imobiliário efetivamente oferecido pelo
que passou assegurou à CAIXA a maior contratação de finan- mercado bancário brasileiro, um feito ainda mais represen-
ciamentos habitacionais de toda a sua história, num total tativo quando comparado aos 69,3% de participação que a
de R$ 49,03 bilhões. empresa possuía nesse segmento em 2008.

Do total de recursos habitacionais emprestados em 2009,


R$ 23 bilhões tiveram como origem a caderneta de pou-
pança (aumento de 120,7% na comparação com o exercício
precedente), enquanto os financiamentos oriundos dos
saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS),
incluindo subsídios, foram responsáveis por R$ 18,4 bilhões,
num crescimento de 61,8% no cotejo com os números do
ano anterior.

Segmento em que a contribuição da CAIXA ao desenvolvi-


mento nacional se mostra igualmente importante, as opera-
ções de saneamento e infraestrutura consolidaram no ano
um volume contratado da ordem de R$ 17,1 bilhões. Esse
montante incluiu recursos de saúde e os relacionados ao
Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal
dos Estados e Municípios (PNAFM). Com isso, o saldo da car-
teira de crédito de saneamento e infraestrutura da empresa
ampliou-se em 51,9%, totalizando R$ 8,3 bilhões.

Como operador das contas de FGTS em todo o país, a CAIXA


registrou em 2009 arrecadação superior a R$ 54 bilhões
(12,3% a mais do que em 2008), tendo como contrapartida
um volume de saques de R$ 48,7 bilhões, que foram realiza-
dos por cerca de 30 milhões de trabalhadores.
Responsável pelas menores taxas de juro entre
os grandes bancos, a CAIXA é um dos mais
importantes provedores de crédito no país,
especialmente na área habitacional

A CAIXA foi responsável ainda pelo pagamento à popula-


ção de 117,8 milhões de benefícios a título de Previdência
Social, Abono Salarial, Seguro-Desemprego e PIS Quotas e
Rendimentos, desempenho que representou uma transferên-
cia de recursos à sociedade da ordem de R$ 65,8 bilhões no
período janeiro-dezembro de 2009.

Na condição de gestor dos recursos provenientes dos progra-


mas de transferências de renda do governo federal, a CAIXA
contabilizou no ano o pagamento de 133,2 milhões de bene-
fícios à população. Isso representou a distribuição de um total
de R$ 12,5 bilhões, valor 17% acima do de 2008. Somente em
nome do Bolsa Família, mais importante programa de transfe-
rência de renda do governo federal, a CAIXA efetuou o paga-
mento de mais de 128 milhões de benefícios, consolidando
um desembolso de R$ 11,5 bilhões.

Dos R$ 7,4 bilhões arrecadados em apostas pelas loterias


CAIXA no ano, R$ 2,7 bilhões foram destinados ao governo
federal e aos demais beneficiários legais para aplicação em
programas de seguridade social, educação, cultura, esporte,
saúde e segurança. Outros R$ 718,3 milhões foram repassa-
dos ao poder público a título de imposto de renda. Os prê-
mios pagos por todas as modalidades das loterias da empresa
somaram R$ 2,5 bilhões.
IndicadBoArSeEs
Tabela I
2009 2008
1. Base de cálculo Valor (mil R$) Valor (mil R$)
Receita líquida (RL) 47.749.351 42.708.445
Resultado operacional (RO) 2.901.130 2.992.271
Folha de pagamento bruta (FPB) 7.086.248 6.088.625

2. Indicadores sociais internos Valor (mil R$) %Sobre FPB % Sobre RL Valor (mil R$) %Sobre FPB % Sobre RL
Alimentação 611.446 8,63 1,28 548.832 9,01 1,29
Encargos sociais compulsórios 1.676.636 23,66 3,51 1.467.411 24,10 3,44
Previdência privada 322.022 4,54 0,67 264.502 4,34 0,62
Saúde 215.948 3,05 0,45 313.518 5,15 0,73
Segurança e medicina no trabalho 9.750 0,14 0,02 7.119 0,12 0,02
Educação 18.402 0,26 0,04 20.037 0,33 0,05
Cultura 21.939 0,31 0,05 22.836 0,38 0,05
Capacitação e desenvolvimento profissional 50.996 0,72 0,11 69.869 1,15 0,16
Creches ou auxílio-creche 37.211 0,53 0,08 32.894 0,54 0,08
Participação nos lucros ou resultados 449.990 6,35 0,94 432.675 7,11 1,01
Outros
Total – Indicadores sociais internos 3.414.340 48,18 7,15 3.179.693 52,22 7,45

3. Indicadores sociais externos Valor (mil R$) %Sobre RO % Sobre RL Valor (mil R$) %Sobre RO % Sobre RL
Educação 569 0,02 0,00 855 0,03 0,00
Cultura 53.900 1,82 0,11 36.220 1,21 0,08
Saúde e saneamento 487 0,02 0,00 705 0,02 0,00
Esporte 41.138 1,39 0,09 37.700 1,26 0,09
Combate à fome e segurança alimentar 293 0,01 0,00 267 0,01 0,00
Outros 0 0,00 0,00 0 0,00 0,00
Total das contribuições para a sociedade 96.387 3,25 0,20 75.747 2,53 0,18
Tributos (excluídos encargos sociais) 1.824.494 61,59 3,82 1.009.071 33,72 2,36
Total – Indicadores sociais externos 1.920.881 66,21 4,00 1.084.818 36,25 2,54

4. Indicadores ambientais Valor (mil R$) %Sobre RO % Sobre RL Valor (mil R$) %Sobre RO % Sobre RL
Investimentos relacionados com a produção/
172 0,01 0,00 2.318 0,08 0,01
operação da empresa
Investimentos em programas e/ou projetos externos 2.090 0,07 0,00 1.949 0,07 0,00
Total dos investimentos em meio ambiente 2.262 0,07 0,00 4.267 0,14 0,01
Quanto ao estabelecimento de metas anuais para (X) não possui metas (X) não possui metas
minimizar resíduos (3), o consumo em geral na ( ) cumpre de 51% a 75% ( ) cumpre de 51% a 75%
produção/operação e aumentar a eficácia na ( ) cumpre de 0% a 50% ( ) cumpre de 0% a 50%
utilização de recursos naturais (4), a empresa: ( ) cumpre de 76% a 100% ( ) cumpre de 76% a 100%

5. Indicadores do corpo funcional 2009 2008


Nº de empregados(as) ao final do período 81.306 78.175
Nº de admissões durante o período 5.061 5.818
Nº de empregados(as) terceirizados(as) 26.358 4.851
Nº de Adolescentes Aprendizes 3.736 3.710
Nº de estagiários(as) 12.103 11.755
Nº de empregados(as) acima de 45 anos 30.181 27.892
Nº de mulheres que trabalham na empresa 37.787 36.463
% de cargos de chefia ocupados por mulheres 39,75 39,64
Nº de negros(as) que trabalham na empresa 14.584 12.095
% de cargos de chefia ocupados por negros(as) 13,48 11,98
Nº de portadores(as) de deficiência ou
438 449
necessidades especiais

92 Relatório de Sustentabilidade 2009


6. Informações relevantes quanto ao
exercício da cidadania empresarial 2009 2008
Relação entre a maior e a menor remuneração
20,70 22,08
na empresa
Número total de acidentes de trabalho 1.749 679
Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela [ ] direção [ ] direção
empresa foram definidos por: [x] direção e gerências [x] direção e gerências
[ ] todos(as) empregados(as) [ ] todos(as) empregados(as)
Os padrões de segurança e salubridade no [ ] direção e gerências [ ] direção e gerências
ambiente de trabalho foram definidos por: [ ] todos(as) empregados(as) [ ] todos(as) empregados(as)
[x] todos (as) + Cipa [x] todos(as) + Cipa
Quanto à liberdade sindical, ao direito de [ ] não se envolve [ ] não se envolve
negociação coletiva e à representação interna [ ] segue as normas da OIT [ ] segue as normas da OIT
dos(as) trabalhadores(as), a empresa: [x] incentiva e segue a OIT [x] incentiva e segue a OIT
A previdência privada contempla: [ ] direção [ ] direção
[ ] direção e gerências [ ] direção e gerências
[x] todos(as) empregados(as) [x] todos(as) empregados(as)
A participação nos lucros ou resultados contempla: [ ] direção [ ] direção
[ ] direção e gerências [ ] direção e gerências
[x] todos(as) empregados(as) [x] todos(as) empregados(as)
Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões [ ] não são considerados [ ] não são considerados
éticos e de responsabilidade social e ambiental [x] são sugeridos [x] são sugeridos
adotados pela empresa: [ ] são exigidos [ ] são exigidos
Quanto à participação de empregados(as) em [ ] não se envolve [ ] não se envolve
programas de trabalho voluntário, a empresa: [x] apoia [x] apoia
[ ] organiza e incentiva [ ] organiza e incentiva
Número total de reclamações e críticas de Na empresa No Procon Na Justiça Na empresa No Procon Na Justiça
consumidores(as): 4.411 5.627 41.581 244.139 2.112 36.068
Na empresa No Procon Na Justiça Na empresa No Procon Na Justiça
% de reclamações e críticas solucionadas:
90,55% 98% 28% 100% 100% 30,08%
Valor adicionado total a distribuir (em mil R$): Em 2009 Em 2008
Distribuição do Valor Adicionado (DVA): 13,26% governo; 60,41% colaboradores(as); 4,81% 7,62% governo; 58,90% colaboradores(as); 11,88%
acionistas; 4,53% terceiros e 16,99% retido acionistas; 4,18% terceiros e 17,43% retido

7. Outras Informações
Caixa Econômica Federal, empresa do ramo financeiro com sede em Brasília (DF), CNPJ: 00360305/0001-04.

A CAIXA não utiliza mão de obra infantil ou trabalho escravo, não tem envolvimento com prostituição ou exploração sexual de crianças ou adolescentes e não está
envolvida com corrupção. A empresa valoriza e respeita a diversidade interna e externa com ações e políticas próprias sobre o tema.

Empregados Terceirizados
A posição da informação referente ao quantitativo de postos de serviços objeto do TAC/TC de 2008 é do mês de outubro de 2008.

Maior e Menor Salário


Relação entre o cargo efetivo de Técnico Bancário Novo, referência 201 – PCS 98, estrutura salarial unificada 2008 da carreira administrativa, e o cargo efetivo
de Presidente.

Reclamações na Justiça
O total refere-se às ações judiciais propostas contra a CAIXA relativas a crédito imobiliário, poupança, perdas e danos e outras (posição de dezembro de 2009).

O percentual corresponde a ações extintas e ativas em relação às ações extintas – arquivadas na Justiça (posição de dezembro de 2009 – acumulado).

Reclamações no Procon
O percentual se refere às ocorrências encerradas até dezembro de 2009.

NOTAS:
• Com relação às reclamações na Justiça, os valores considerados são cumulativos, tanto para ações em andamento quanto solucionadas.
• No que se refere às ações em andamento, considera-se apenas em primeira instância.

Relatório de Sustentabilidade 2009 93


Sobre este
RelatórioCAIXA apresenta
Pelo terceiro ano consecutivo, a
aos diversos públicos
A despeito de ter anunciado em 2009 como um propósito de
curto prazo, a CAIXA não pôde aplicar para esta edição de seu
de relacionamento e à sociedade em geral seu Relatório de relatório o teste de materialidade, procedimento que consiste
Sustentabilidade, construído com base nas diretrizes da numa consulta formal a stakeholders sobre os assuntos que
Global Reporting Initiative (GRI), organização internacional devem, prioritariamente, integrar o conteúdo do material.
multistakeholder responsável pelo desenvolvimento de um
modelo de relato sobre desempenho corporativo nos campos Como forma de absorver contribuições externas específicas,
econômico-financeiro, social e ambiental. A CAIXA utiliza a a CAIXA realizou pesquisa eletrônica (veja explicação na
mais recente versão das diretrizes, conhecida como G3. página ao lado) com representantes de segmentos com os
quais mantém relacionamento institucional, parte do rol de
Este documento, que abrange o período de 1º de janeiro a públicos de interesse previamente mapeados (colaborado-
31 de dezembro de 2009, tem como objetivo prioritário res, parceiros, clientes, coligadas, órgãos governamentais,
expressar às partes interessadas os esforços, os desafios e os organizações da classe bancária, fornecedores, formadores
progressos organizacionais na implementação de políticas e de opinião e instituições da sociedade).
práticas voltadas à sustentabilidade.
Tal mapeamento ainda não caracteriza o princípio da
Na comparação com a edição de 2008, o presente relatório materialidade. No entanto, a CAIXA caminha para o atendi-
apresenta avanços consolidados no que diz respeito ao mento desse princípio, de tal sorte que o engajamento de
conjunto de indicadores GRI e à exposição das estratégias públicos de seu interesse possa influenciar na elaboração do
de gestão das dimensões econômica, ambiental e social. Relatório de Sustentabilidade, um dos principais documen-
Essa evolução quantitativa e qualitativa possibilita à CAIXA tos de prestação de contas à sociedade.
declarar seu relatório como integrante do nível B+ na escala
GRI. O símbolo “+” refere-se à verificação externa das Este relatório foi editado em português, inglês e, pela
informações editadas, realizada por auditoria independente. primeira vez, em espanhol. Apresenta ainda uma versão

Relatórios Níveis de Aplicação C C+ B B+ A A+

Responder aos itens: Responder a todos os critérios


1.1; elencados para o nível C mais:
Perfil da G3 2.1 a 2.10; 1.2; O mesmo exigido para o nível B.
3.1 a 3.8, 3.10 a 3.12; 3.9, 3.13;
4.1 a 4.4, 4.14 a 4.15. 4.5 a 4.13; 4.16 a 4.17.
Conteúdo do Relatório

Com verificação externa


Com verificação externa

Com verificação externa

Informações sobre a forma de Forma de gestão divulgada


Informações sobre a
Não exigido. gestão para cada categoria de para cada categoria de
Forma de Gestão da G3
indicador. indicador.

Responder a um mínimo de 20
Responder a um mínimo Responder a cada indicador
Indicadores de indicadores de desempenho,
de dez Indicadores de essencial da G3 e do Suplemento
Desempenho da G3 incluindo pelo menos um de
Desempenho, incluindo Setorial* com a devida consideração
& Indicadores de cada uma das seguintes áreas
pelo menos um de cada ao princípio da materialidade de
de desempenho: econômico,
Desempenho do uma das seguintes áreas uma das seguintes formas: (a)
ambiental, direitos humanos,
Suplemento Setorial de desempenho: social, respondendo ao indicador ou (b)
práticas trabalhistas, sociedade,
econômico e ambiental. explicando o motivo da omissão.
responsabilidade pelo produto.

* Suplemento Setorial em sua versão final.

94 Relatório de Sustentabilidade 2009


Engajamento de
partes interessadas
impressa com conteúdo reduzido e outra em formato para Esta edição do Relatório de Sustentabilidade da CAIXA apresenta uma
pendrive. Deficientes visuais têm acesso ao relatório por importante novidade no que se reflete ao processo de definição de seus
intermédio de uma versão em CD de áudio. A íntegra deste conteúdos. Ainda que não tenha conseguido, como havia planejado, realizar
documento também está disponível no portal da CAIXA na teste formal de materialidade com as partes interessadas, a CAIXA promo-
internet (caixa.gov.br). veu consulta eletrônica a alguns de seus públicos prioritários (fornecedores,
clientes, público interno e governo federal) sobre a inclusão no Relatório
A elaboração do presente relatório foi coordenada pela 2009 de determinados assuntos relacionados à sustentabilidade.
Gerência Nacional de Responsabilidade Social Empresarial
(Gerse), com a contribuição de diversas áreas da empresa. O levantamento de opiniões teve como base um questionário de múltiplas
escolhas remetido por e-mail a 314 pessoas, entre colaboradores da CAIXA
As informações apresentadas a respeito da gestão da e representantes de stakeholders externos. O processo de consulta
sustentabilidade abrangem exclusivamente as atividades da abrangeu o período de 22 de dezembro de 2009 a 27 de janeiro de 2010. O
CAIXA, não incluindo dados e indicadores sobre operações de questionário foi elaborado pela Gerência Nacional de Responsabilidade
subsidiárias, coligadas, autorizadas, permissionárias ou outras Empresarial, organismo vinculado à Superintendência Nacional de
instituições que exerçam influência sobre as atividades e Responsabilidade Social e Relacionamento com o Empregado da CAIXA.
operações da CAIXA. Ao todo, foram enviados questionários a 234 colaboradores da empresa,
31 representantes do governo federal, 24 fornecedores e 25 clientes.
Outras informações relevantes sobre o desempenho
da CAIXA em 2009 podem ser encontradas no Relatório Com base nos indicadores de sustentabilidade da Global Reporting
da Administração 2009, disponível no portal da empresa Initiative (GRI), cada participante pôde escolher até dez itens de
na internet. uma relação de 29 temas selecionados pela CAIXA. Da tabulação das
89 respostas devolvidas, chegou-se à seguinte relação de assuntos
Caso deseje obter informações adicionais sobre este considerados prioritários:
documento ou apresentar críticas e sugestões, o leitor
poderá contatar a Gerse, por meio dos telefones (61)
3206-5557 e (61) 3206-5009. Se preferir, poderá enviar e-mail
Os 10 Temas de Sustentabilidade mais Votados
aos cuidados de Luiz Márcio Carvalho de Andrade
(luiz.m.andrade@caixa.gov.br) e José Humberto da Silva Assunto Votos
(jose-humberto.silva@caixa.gov.br). No índice remissivo Programas de uso consciente de recursos naturais (água, energia
(página 96) aparecem identificadas as páginas nas quais 63
elétrica etc.)
cada indicador GRI está relatado, bem como observações Impactos econômicos indiretos para a comunidade (melhoria da
sobre o atendimento, pela empresa, dos indicadores 60
qualidade de vida)
relativos ao nível B+.
Iniciativas de diminuição ou eliminação dos impactos ambientais 59
Desempenho econômico (receitas, custos, remunerações, doações
52
e outros investimentos na comunidade)
Participação da empresa na proposição e elaboração de políticas
36
públicas com o objetivo de promover a sustentabilidade
Ações voltadas às práticas anticorrupção 33
Ações para evitar qualquer forma de discriminação (gênero, raça,
29
religião, orientação sexual etc.)
Medidas tomadas para contratar fornecedores que respeitem os
26
direitos humanos
Ações de conscientização para o “crédito bancário”, a fim de
25
possibilitar o uso racional de recursos
Medidas tomadas em resposta à ocorrência de casos de corrupção
20
na empresa
Total 89
Todos os temas incluídos neste ranking estão, de alguma forma, contemplados no conteúdo do Relatório.

Relatório de Sustentabilidade 2009 95


G RI
Indicadores
PERFIL

1. Estratégia e Análise
1.1. Declaração do detentor do cargo com maior poder de decisão na organização sobre a relevância da sustentabilidade
para a organização e sua estratégia. páginas 4, 8, 9, 12, 13

1.2. Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades. páginas 8, 9, 12, 13

2. Perfil Organizacional
2.1. Nome da organização. página 16

2.2. Principais marcas, produtos e/ou serviços. páginas 16, 18, 19, 20

2.3. Estrutura operacional da organização, incluindo principais divisões,


unidades operacionais, subsidiárias e joint ventures. páginas 18, 19, 20

2.4. Localização da sede da organização. página 16

2.5. Número de países em que a organização opera e nome dos países em que suas principais operações estão
localizadas ou são especialmente relevantes para as questões de sustentabilidade cobertas pelo relatório. página 16

2.6. Tipo e natureza jurídica da propriedade. página 16

2.7. Mercados atendidos (incluindo discriminação geográfica, setores atendidos e tipos de clientes/ beneficiários). páginas 18, 19, 20

2.8. Porte da organização. páginas 6, 7, 16, 18

2.9. Principais mudanças durante o período coberto pelo relatório referentes a porte, estrutura ou participação acionária. página 19

2.10. Prêmios recebidos no período coberto pelo relatório. páginas 22, 23

3. Parâmetros para o Relatório

Perfil do relatório
3.1. Período coberto pelo relatório (como ano contábil/civil) para as informações apresentadas. página 94

3.2. Data do relatório anterior mais recente (se houver). página 94

3.3. Ciclo de emissão de relatórios (anual, bienal etc.). página 94

3.4. Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório ou seu conteúdo. página 95

Escopo e abrangência do relatório


3.5. Processo para definição do conteúdo do relatório, incluindo: determinação da materialidade, priorização dos temas
dentro do relatório e identificação de quais stakeholders a organização espera que usem o relatório. páginas 94, 95

3.6. Limite do relatório (como países, divisões, subsidiárias, joint ventures, fornecedores, etc.) páginas 94, 95

3.7. Explicações sobre quaisquer limitações específicas quanto ao escopo ou ao limite do relatório. páginas 94, 95

3.8. Base para a elaboração do relatório no que se refere a joint ventures, subsidiárias, instalações arrendadas, operações terceirizadas
e outras organizações que possam afetar significativamente a comparabilidade entre períodos e/ou entre organizações. páginas 94, 95

3.10. Explicação das consequências de quaisquer reformulações de informações fornecidas em relatórios anteriores e as razões para
tais reformulações (tais como fusões e aquisições, mudança no período ou ano-base, na natureza do negócio, em métodos de medição).
Obs.: Não houve mudanças significativas em relação a informações que possam dificultar a comparação entre o Relatório de Sustentabilidade 2009 e a edição de 2008.

3.11. Mudanças significativas em comparação com anos anteriores no que se refere a escopo, limite ou métodos de medição aplicados no relatório. páginas 94, 95

96 Relatório de Sustentabilidade 2009


Sumário de conteúdo GRI
3.12. Tabela que identifica a localização das informações no relatório. Identificação dos números das páginas
ou links para páginas na internet em que se podem encontrar os seguintes itens. páginas 96, 97, 98, 99, 100, 101

3.13. Política e prática atual relativa à busca de verificação externa para o relatório. páginas 94, 95

4. Governança, Compromissos e Engajamento

Governança
4.1. Estrutura de governança da organização, incluindo comitês sob o mais alto órgão de governança
responsável por tarefas específicas, tais como estabelecimento de estratégia ou supervisão da organização. páginas 32, 33, 34

4.2. Indicação caso o presidente do mais alto órgão de governança também seja um diretor executivo
(e, se for o caso, suas funções dentro da administração da organização e as razões para tal composição). páginas 33, 34

4.3. Para organizações com uma estrutura de administração unitária, declaração do número
de membros independentes ou não executivos do mais alto órgão de governança. páginas 33, 34

4.4. Mecanismos para que acionistas e empregados façam recomendações


ou deem orientações ao mais alto órgão de governança. página 8

COMPROMISSOS COM INICIATIVAS EXTERNAS


4.13. Participação em associações (como federações de indústrias) e/ou organismos nacionais/internacionais de defesa
em que a organização: possui assento em grupos responsáveis pela governança corporativa; integra projetos ou comitês;
contribui com recursos de monta além da taxa básica como organização associada; considera estratégica sua atuação como associada. página 38

Engajamento dos stakeholders


4.14. Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização. páginas 10, 11, 21, 54, 55

4.15. Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais se engajar. páginas 10, 11, 21, 54, 55, 94, 95

4.16. Abordagens para o engajamento dos stakeholders, incluindo a frequência do engajamento por tipo e por grupos de stakeholders. páginas 94, 95

4.17. Principais temas e preocupações que foram levantados por meio do engajamento dos stakeholders
e que medidas a organização tem adotado para tratá-los. páginas 94, 95

Relatório de Sustentabilidade 2009 97


ECONÔMICO

Indicadores de Desempenho Econômico

DESEMPENHO ECONÔMICO
EC1. Valor econômico direto gerado e distribuído, incluindo receitas, custos operacionais, remuneração de empregados, doações
e outros investimentos na comunidade, lucros acumulados e pagamentos para provedores de capital e governos. páginas 6, 7, 67, 92, 93

EC2. Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para as atividades da organização devido a mudanças climáticas. (Parcialmente respondido). páginas 67, 75

EC3. Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício definido que a organização oferece. página 46

EC4. Ajuda financeira significativa recebida do governo.


Obs.: No período coberto por este relatório, a Caixa não necessitou de ajuda nem recebeu qualquer aporte financeiro do governo federal.

PRESENÇA NO MERCADO
EC5. Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao salário mínimo local em unidades operacionais importantes. página 46

EC6. Políticas, práticas e proporção de gastos com fornecedores locais em unidades operacionais importantes. página 63

EC7. Procedimentos para contratação local e proporção de membros de alta gerência


recrutados na comunidade local em unidades operacionais importantes.
Obs.: Todo e qualquer empregado da Caixa só é admitido mediante aprovação em concurso público.

ASPECTO: IMPACTOS ECONÔMICOS INDIRETOS


EC8. Desenvolvimento e impacto de investimentos em infraestrutura e serviços oferecidos, principalmente
para benefício público, por meio de engajamento comercial, em espécie ou atividades pro bono. páginas 60, 75, 88, 90

EC9. Identificação e descrição de impactos econômicos indiretos significativos, incluindo a extensão dos impactos. página 67

AMBIENTAL

Indicadores de Desempenho Ambiental

Materiais
EN1. Materiais usados por peso ou volume. página 77

EN2. Percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem. páginas 77, 78,

ENERGIA
EN5. Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência. (Parcialmente respondido). página 79

EN6. Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia, ou que usem energia gerada
por recursos renováveis, e a redução na necessidade de energia resultante dessas iniciativas. páginas 75, 79

EN7. Iniciativas para reduzir o consumo de energia indireta e as reduções obtidas. páginas 78, 79

Biodiversidade
EN11. Localização e tamanho da área possuída, arrendada ou administrada dentro de áreas protegidas,
ou adjacente a elas, e áreas de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas. páginas 79, 80

EN12. Descrição de impactos significativos na biodiversidade de atividades, produtos e serviços em


áreas protegidas e em áreas de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas. páginas 74, 75, 80

EN13. Habitats protegidos ou restaurados. páginas 80, 81

EN14. Estratégias, medidas em vigor e planos futuros para a gestão de impactos na biodiversidade. páginas 74, 75, 81

EN15. Número de espécies na Lista Vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com
habitats em áreas afetadas por operações, discriminadas pelo nível de risco de extinção. página 80

98 Relatório de Sustentabilidade 2009


EMISSÕES, EFLUENTES E RESÍDUOS
EN16. Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa, por peso. (Parcialmente respondido). página 83

EN18. Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as reduções obtidas. páginas 78, 79, 81, 83

Produtos e serviços
EN26. Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e serviços e a extensão da redução desses impactos. páginas 75, 79, 80, 81, 82, 83

geral
EN30. Total de investimentos gastos em proteção ambiental, por tipo. páginas 81, 82, 83

Desempenho Social

Indicadores de Desempenho Referentes a Práticas Trabalhistas e Trabalho Decente

EMPREGO
LA1. Total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de trabalho e região. páginas 44, 45

LA2. Número total e taxa de rotatividade de empregados, por faixa etária, gênero e região. página 45

LA3. Benefícios oferecidos a empregados de tempo integral que não são oferecidos a empregados
temporários ou em regime de meio período, discriminados pelas principais operações. página 46

RELAÇÕES ENTRE TRABALHADORES E A GOVERNANÇA


LA4. Percentual de empregados abrangidos por acordos de negociação coletiva. página 46

LA5. Prazo mínimo para notificação com antecedência referente a mudanças operacionais,
incluindo se esse procedimento está especifi cado em acordos de negociação coletiva. (Parcialmente respondido). página 46

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO


LA6. Percentual dos empregados representados em comitês formais de segurança e saúde, compostos por gestores e por
trabalhadores, que ajudam no monitoramento e aconselhamento sobre programas de segurança e saúde ocupacional. página 47

LA7. Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, absenteísmo e óbitos relacionados ao trabalho, por região. páginas 47, 48

LA8. Programas de educação, treinamento, aconselhamento, prevenção e controle de risco em andamento para
dar assistência a empregados, seus familiares ou membros da comunidade com relação a doenças graves. página 48

LA9. Temas relativos a segurança e saúde cobertos por acordos formais com sindicatos. páginas 48, 52

TREINAMENTO E EDUCAÇÃO
LA10. Média de horas de treinamento por ano, por funcionário, discriminadas por categoria funcional. páginas 48, 49

LA11. Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua que apoiam a continuidade
da empregabilidade dos funcionários e para gerenciar o fim da carreira. página 50

DIVERSIDADE E IGUALDADE DE OPORTUNIDADES


LA13. Composição dos grupos responsáveis pela governança corporativa e discriminação de empregados
por categoria, de acordo com gênero, faixa etária, minorias e outros indicadores de diversidade. páginas 51, 52

Relatório de Sustentabilidade 2009 99


Direitos Humanos

Indicadores de Desempenho Referentes a Direitos Humanos

PRÁTICAS DE INVESTIMENTO E DE PROCESSOS DE COMPRA


HR1. Percentual e número total de contratos de investimentos significativos que incluam cláusulas referentes
a direitos humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos. página 64

HR2. Percentual de empresas contratadas e fornecedores críticos que foram submetidos a


avaliações referentes a direitos humanos e as medidas tomadas. página 64

HR3. Total de horas de treinamento para empregados em políticas e procedimentos relativos a aspectos de
direitos humanos relevantes para as operações, incluindo o percentual de empregados que recebeu treinamento. página 49
Obs.: Os treinamentos em responsabilidade social empresarial abordam temas relacionados aos direitos humanos.

NÃO DISCRIMINAÇÃO
HR4. Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas. página 52

LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO E NEGOCIAÇÃO COLETIVA


HR5. Operações identificadas em que o direito de exercer a liberdade de associação e a negociação coletiva
pode estar correndo risco significativo e as medidas tomadas para apoiar esse direito. páginas 46, 47
Obs.: Não há risco de tal ocorrência, uma vez que a liberdade de associação é parte do Acordo Coletivo de Trabalho firmado com as representações sindicais.

TRABALHO INFANTIL
HR6. Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência de trabalho infantil
e as medidas tomadas para contribuir para a abolição do trabalho infantil. páginas 53, 64
Obs.: Não há risco de trabalho infantil nas operações da CAIXA.

TRABALHO FORÇADO OU ANÁLOGO AO ESCRAVO


HR7. Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou análogo ao
escravo e as medidas tomadas para contribuir para a erradicação do trabalho forçado ou análogo ao escravo. páginas 50, 64
Obs.: Não há risco de ocorrência de trabalho forçado ou análogo ao escravo nas operações da CAIXA.

DIREITOS INDÍGENAS
HR9. Número total de casos de violação de direitos dos povos indígenas e medidas tomadas. página 52
Obs.: Não há registro de casos de violação de direitos dos povos indígenas.

Sociedade
Indicadores de Desempenho Social Referentes à Sociedade

COMUNIDADE
SO1. Natureza, escopo e eficácia de quaisquer programas e práticas para avaliar e gerir os
impactos das operações nas comunidades, incluindo a entrada, operação e saída. páginas 65, 66

CORRUPÇÃO
SO3. Percentual de empregados treinados nas políticas e procedimentos anticorrupção da organização. página 66
Obs.: Foco no combate à lavagem de dinheiro.

SO4. Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção. página 66

100 Relatório de Sustentabilidade 2009


POLÍTICAS PÚBLICAS
SO5. Posições quanto a políticas públicas e participação na elaboração de políticas públicas e lobbies. página 16
Obs.: A CAIXA atua alinhada com as políticas públicas do governo federal, e nos seus relacionamentos institucionais prevalecem a ética e a transparência.
A CAIXA defende no Congresso Nacional a aprovação ou rejeição de matérias de seu interesse e do país.

SO6. Valor total de contribuições financeiras e em espécie para partidos políticos, políticos
ou instituições relacionadas, discriminadas por país. página 66

CONCORRÊNCIA DESLEAL
SO7. Número total de ações judiciais por concorrência desleal, práticas de truste e monopólio e seus resultados. página 66
Obs.: A CAIXA não pratica concorrência desleal sob nenhuma forma em que ela possa existir.

Responsabilidade pelo Produto


Indicadores de Desempenho Referentes à Responsabilidade pelo Produto

SAÚDE E SEGURANÇA DO CLIENTE


PR1. Fases do ciclo de vida de produtos e serviços em que os impactos na saúde e segurança são avaliados
visando melhoria, e o percentual de produtos e serviços sujeitos a esses procedimentos. página 62

PR2. Número total de casos de não conformidade com regulamentos e códigos voluntários relacionados aos impactos
causados por produtos e serviços na saúde e segurança durante o ciclo de vida, discriminados por tipo de resultado. página 61

ROTULAGEM DE PRODUTOS E SERVIçOS


PR5. Práticas relacionadas à satisfação do cliente, incluindo resultados de pesquisas que medem essa satisfação. páginas 47, 61, 66

CONFORMIDADE
PR8. Número total de reclamações comprovadas relativas à violação de privacidade e à perda de dados de clientes. página 62

Relatório de Sustentabilidade 2009 101


Parecer da erna
xt
Auditoria E
Relatório de asseguração limitada dos auditores independentes sobre
o Relatório de Sustentabilidade 2009 da Caixa Econômica federal - CAIXA.

Aos Srs. Administradores


Caixa Econômica Federal - CAIXA

Introdução

Fomos contratados com objetivo de assegurarmos o Relatório de Sustentabilidade 2009 da Caixa Econômica Federal - CAIXA,
preparado sob a responsabilidade da administração da CAIXA. Esta responsabilidade inclui o desenho, a implementação e a
manutenção de controles internos para a adequada elaboração e apresentação do Relatório de Sustentabilidade 2009. Nossa
responsabilidade é emitir um relatório de asseguração limitada das informações divulgadas no Relatório de Sustentabilidade
da Caixa Econômica Federal - CAIXA do exercício de 2009.

Procedimentos Aplicados

O trabalho de asseguração limitada foi realizado de acordo com as Normas e Procedimentos da Asseguração - NPO-01, emitida
pelo IBRACON, Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, e compreendeu: (i) o planejamento dos trabalhos, conside-
rando a relevância e o volume das informações apresentadas no Relatório de Sustentabilidade 2009 da Caixa Econômica Federal
- CAIXA; (ii) a obtenção do entendimento dos controles internos; (iii) a constatação, com base em testes, das evidências que dão
suporte aos dados quantitativos e qualitativos do Relatório de Sustentabilidade 2009; (iv) entrevistas com os gestores respon-
sáveis pelas informações; e (v) confronto das informações de natureza financeira com os registros contábeis. Dessa forma, os
procedimentos aplicados acima foram considerados suficientes para permitir um nível de segurança limitada e, por conseguinte,
não contemplam aqueles requeridos para emissão de um relatório de asseguração mais ampla, como conceituado nas Normas e
Procedimentos de Asseguração – NPO-01.

Escopo e Limitações

Nosso trabalho teve como objetivo verificar e avaliar se os dados incluídos no Relatório de Sustentabilidade 2009 da Caixa
Econômica Federal - CAIXA, no que tange à obtenção de informações qualitativas, à medição e aos cálculos de informações
quantitativas, se apresentam em conformidade com os seguintes critérios: (i) a Norma Brasileira de Contabilidade NBC T 15 –
Informações de Natureza Social e Ambiental; e (ii) as diretrizes para relatórios de sustentabilidade do Global Reporting Initiative
(GRI G3). As opiniões, informações históricas e informações descritivas e sujeitas a avaliações subjetivas não estão no escopo
dos trabalhos desenvolvidos.

102 Relatório de Sustentabilidade 2009


Conclusão

Com base em nosso trabalho de asseguração limitada, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva
ser procedida nas informações contidas no Relatório de Sustentabilidade 2009 da Caixa Econômica Federal - CAIXA relativas
ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2009, para que essas informações estejam apresentadas adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, em relação aos critérios utilizados descritos acima (Escopo e Limitações).

Brasília, 29 de abril de 2010

PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5”F”DF

Douglas Souza de Oliveira


Contador CRC 1SP 191325/O-0

Relatório de Sustentabilidade 2009 103


I nformações
Corporativas
Presidente da República Federativa do Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Fazenda
Guido Mantega

Presidenta da CAIXA
Maria Fernanda Ramos Coelho

Endereço da CAIXA
SBS, Quadra 4 Lote 3/4, 70092-900,
Brasília (DF)

caixa.gov.br

104 Relatório de Sustentabilidade 2009


Créditos
Textos e Edição
Buscato Informação Corporativa

Projeto Gráfico e Produção Gráfica


Adesign

Fotos
Arquivos CAIXA, FotoContexto/Gustavo Ferri, Neoarte/
Filipe Berndt

Impressão
Litokromia