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1.

3 Introdução contábil aplicada ao Terceiro Setor;

Normas das Demonstrações Contábeis e Financeiras

É de fundamental importância que as entidades do terceiro setorna elaboração do


balanço, ao implementar sua contabilidade observem, os procedimentos de
escrituração das transações econômico-financeiras praticadas pelas Entidades de
Interesse Social no Brasil.

Em alguns aspectos, diferem dos utilizados para as demais entidades jurídicas, em


face da lei comercial e as organizações conforme disciplinado pelas Normas
Brasileiras de Contabilidade NBC T 10.4 – Fundações e posteriormente a Norma NBC
T 10.19 – Entidades sem finalidades de lucros, elaboradas pelo CFC (CFC, 2003).

As citadas NBCs reconhecem que estas entidades de interesse social são diferentes
das demais entidades de cunho comercial e recomendam a adoção de terminologias
específicas para as contas de Lucros, Capital e para a denominação da Demonstração
do Resultado, com a finalidade de adequação dessas terminologias ao contexto das
referidas entidades.

Poderão ser observadas pelas entidades, no que couber, com a finalidade de


orientação e, jamais, de padronização. Contudo, no que se refere aos profissionais de
Gestão Contábil, é obrigatória por ser uma normatização do CFC, também há
obrigatoriedade quanto à sua observância, por se tratar de normas e procedimentos
técnicos, disciplinam a contabilização a ser aplicada às entidades do terceiro setor.

As Normas acima estabelecem que as demonstrações contábeis a serem adotadas


são:
a. Balanço Patrimonial;
b. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE, que passa a ser chamada de
Demonstração do Superávit ou Déficit;
c. Demonstração das Mutações do Patrimônio Social – DMPS;
d. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR, que passa a para
Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC;

A Resolução n. 837/99 - NBC T 10.4 e a Resolução n. 877/00 - NBC T 10.19


estabelecem que as estruturas devam ser elaboradas como complemento às
demonstrações contábeis e financeiras, além das notas explicativas para divulgação e
prestação de contas.
Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado

Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei
indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) I – demonstração
dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e
equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos:
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007);
b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007);
c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) ;

II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a


sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riquez a,
tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a
parcela da riqueza não distribuída. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Contabilidade Divisional

O sistema de gerenciamento contábil setorial é muito flexível e depende totalmente da


visão que a entidade tem seus objetivos sociais. Assim, tanto podemos fazer uma
contabilidade para gerenciamento setorial por divisões (centro de responsabilidade),
como podemos fazer uma contabilidade setorial (centro de custos - segregada) por
origem de recursos ou fundos, bem como uma segmentação ainda mais detalhada.

Quando se fala em contabilidade divisional, está se falando em contabilidade por


responsabilidade e, por isso, está se falando de motivação gerencial (controle). De
modo geral, os conceitos de gerenciamento setorial são conceitos de contabilidade por
responsabilidade. Deve-se acompanhar, controlar e prestar contas baseado em
responsabilidades atribuídas na legislação.

Como por exemplo, a segregação dos grandes grupos de origem das receitas:
1. Área de Saúde;
2. Área da Educação;
3. Área da Assistência Social.

Chamamos de Contabilidade Divisional as técnicas que segmentam o resultado global


da entidade, pelas divisões básicas em que ela é constituída. Não necessariamente é
preciso que as divisões sejam explicitadas dentro do sistema. Além disso, podem -se
identificar outros segmentos de grandes grupos de origem de receitas, para os quais a
entidade quer um tipo de acompanhamento e prestação de contas em face da lei.

Da segregação por atividade, Araújo (2005, p. 76) explica que a norma “Em
conformidade com o disposto no item 10.19.25 na NBC T 10, quando a organização
tiver mais de um tipo de atividade, como educação, saúde, assistência social,
pesquisa, ou outras atividades, deve registrar de forma segregada as receitas, as
despesas e os resultados dessas atividades”.

10.19.2.5 – Os registros contábeis devem evidenciar as contas de receitas e


despesas, superávit ou déficit, de forma segregada, quando identificáveis por tipo de
atividade, tais como educação, saúde, assistência social, técnico-científica e outras,
bem como comercial, industrial ou de prestação de serviços.

A contabilidade de custos é importante na segregação dos custos indiretos entre


asatividades de captação de recursos e os programas desenvolvidos pela entidade.
Nesse sentido, é interessante que as atividades desenvolvidas pela entidade sejam
classificadas em atividades-fim e atividade-meio. A realização da atividade-meio pode
ser relacionada à administração geral da entidade ou à obtenção de fundos para
mantença da entidade.

Exemplos para aplicação específica:


Nos Grupos Patrimoniais

Grande Grupo – Ativo


Grupo – CirculanteSubgrupo – Disponibilidades (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Bancos c/Movimento – Assistência Social (Centro de Custo)
Conta Analítica – Banco do Brasil S/A – Assistência Social (Segregação)
Conta Analítica – Banco Bradesco S/A – Assistência Social (Segregação)

Conta Sintética – Bancos c/Movimento – Educação (Segregação)


Conta Analítica – Banco do Brasil S/A – Educação (Segregação)
Conta Analítica – Banco Bradesco S/A – Educação (Segregação)
______________________
Grande Grupo – Passivo
Grupo – CirculanteSubgrupo – Projetos Sociais (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Fornecedores – Projeto de Assistência Social (Centro de Custo)
Conta Analítica – Alfa Distribuidora Ltda – Assistência Social (Segregação)
Conta Analítica – Atacadão Verde Mata Ltda – Assistência Social (Segregação)

Grupo – Circulante
Subgrupo – Projetos Educacionais (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Fornecedores – Projeto de Educacional (Centro de Custo)
Conta Analítica – ABC Distribuidora de Livros Ltda – Educacional (Segregação)
Conta Analítica – Á & C Gráfica e Editora Ltda – Educacional (Segregação)
______________________
Grande Grupo – Receitas
Grupo – Receitas Operacionais
Subgrupo – Receitas de Projetos Sociais (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Receitas de Projetos Sociais (Centro de Custo)
Conta Analítica – Receitas de Subvenção Econômica (MPAS) (Segregação)
Conta Analítica – Receitas de Subvenção Econômica (Secretaria da Educação)
(Segregação)

Subgrupo – Receitas de Projetos Sociais (Centro de Responsabilidade)


Conta Sintética – Receitas de Projetos Sociais (Centro de Custo)
Conta Analítica – Receitas de Contribuição (Pessoa Física) (Segregação)
Conta Analítica – Receitas de Contribuição (Pessoa Jurídica) (Segregação)

_____________________
Subgrupo – Receitas de Artesanatos (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Receitas de Artesanatos (Centro de Custo)
Conta Analítica – Receitas de Bazares (Pessoa Física) (Segregação)
Conta Analítica – Receitas de Brinquedos Pedagógicos (Pessoa Jurídica)
(Segregação)
______________________
Grande Grupo – Custos e Despesas (Resultado)
Grupo – Despesas Operacionais
Subgrupo – Despesas de Projetos Sociais (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Despesas com Projetos Sociais (Centro de Custo)
Conta Analítica – Despesas com Projeto de Capacitação jovens/adultos (Segregação)
Conta Analítica – Despesas com Projeto de Capacitação infantil (Segregação)
______________________
Subgrupo – Despesas de Projetos Educacionais (Centro de Responsabilidade)
Conta Sintética – Despesas com Projetos Educacionais (Centro de Custo)
Conta Analítica – Despesas com Projeto de Alfabetização (Segregação)
Conta Analítica – Despesas com Projeto de Ensino à Distância (Segregação)
______________________

Relatórios por divisão

Além dos relatórios dos resultados por centros de responsabilidade e custos, é


imprescindível ter informações adicionais para o constante posicionamento dos
recursos patrimoniais e econômico-financeiros por origem divisionais.

Desta forma, juntamente com os relatórios, balancetes analíticos por centro de custo,
balancetes sintéticos por centro de responsabilidade, Balanço Patrimonial consolidado,
deveremos apensar uma quantidade mínima de informações que são evidenciadas em
Notas
Explicativas da entidade.

O mais importante desse sistema de contabilidade gerencial é que cada atividade


social é responsável pelos seus resultados e não pelos seus custos. Os custos de
cada atividade são apenas recursos consumidos para gerar os produtos artesanais e
serviços sociais que são de responsabilidade de cada atividade.
Contabilização de Receitas, Subvenções, Contribuições e Doações

Os aspectos contemplados dizem respeito à metodologia de reconhecimento,


avaliação e mensuração dos elementos patrimoniais, típicos das entidades do terceiro
setor. De maneira geral, devem seguir os Princípios Fundamentais da Contabilidade –
PFC e as Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC, elaboradas pelo Conselho
Federal de Contabilidade – CFC, disciplinadas pelas NBC T 10.4 e NBC 10.19.
Temos:

10.19.2.3 – As doações, subvenções e contribuições para custeio são


contabilizadas em contas de receita. As doações, subvenções e
contribuições patrimoniais, inclusive as arrecadadas na constituição da
entidade, são contabilizadas no patrimônio social.
10.19.2.4 – A receitas de doações, subvenções e contribuições para
custeio ou investimento devem ser registradas mediante documento
hábil.
10.19.2.5 – Os registros contábeis devem evidenciar as contas de
receitas e despesas, superávit ou déficit, de forma segregada, quando
identificáveis por tipo de atividade, tais como educação, saúde,
assistência social, técnico-científica e outras, bem como comercial,
industrial ou de prestação de serviços.
10.19.2.6 – As receitas de doações, subvenções e contribuições,
recebidas para aplicação específica, mediante constituição ou não de
fundos, devem ser registradas em contas próprias, segregadas das
demais contas da entidade.

Devido às características da entidade sem fins lucrativos, para manutenção de um


projeto social é necessário o ingresso de recursos oriundo, das mais diversas fontes.
Para o custeio das atividades existem 4 (quatro) grupos de receitas, como segue:

a. Subvenção – É um auxílio pecuniário, em geral concedido pelo Poder Público,


pode ser subdivida em: a) subvenção econômica – registra-se na DRE como
ingresso em dinheiro, b) subvenção patrimonial – registra-se no PS como ingresso
de bens patrimoniais;

2. Contribuição – Ato de contribuir. Quantia com que cada um entra para uma
despesa contínua, pode ser subdividida em: a) contribuição de pessoa jurídica, b)
contribuição de pessoa física, ambas registram-se na DRE como ingresso em dinheiro;

3. Doação – Ato ou efeito de doar espontaneamente qualquer valor ou bens, pode ser
subdivida em: a) subvenção econômica – registra-se na DRE como ingresso em
dinheiro, b) subvenção patrimonial – registra-se no PS como ingresso de bens
patrimoniais;
4. Receitas de Artesanatos – São operações conhecidas como bazares, com vendas
de pequenos objetos, tricô, brinquedos, roupas etc. Registra-se na DRE como
ingresso em dinheiro.

O principal ponto a ser formado é uma divisão no grupo de receitas:


a) receitas de custeio;
b) receitas de artesanato;
c) receitas administrativas;
d) atendimento de projetos.

Os lançamentos abaixo representam tipos de registros segregados pela


responsabilidade (Origem) e com os dados da segregação (Fonte) no Sistema de
Informações Contábeis – SIG, devidamente controlados por números atribuídos aos
centros.

1. Lançamentos de Receitas de Custeio e Patrimonial:

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
C – Receitas de Subvenção Econômica (Secretaria da Educação) (Segregação) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de subvenção conf. ordem bancária n. 001 da
Secretaria de Educação, no valor de R$ 15.500,00.

______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Veículos (Segregação) (AImob)
C – Receitas de Subvenção Patrimonial (MEC) (Segregação) (PS)
Hp. Valor referente ao recebimento de subvenção patrimonial de um veículo marca
Kombi ano 80, placa JJJ 1234 DF, conf. portaria do Ministério da Educação e Cultura -
MEC, no valor de R$ 10.000,00.
______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
C – Receitas de Contribuição Econômica (Pessoa Jurídica) (Segregação) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de contribuição da Petrobrás S/A, conf. a
mensalidade do projeto adote uma criança, ordem bancária n.002, no valor de R$
1.000,00.
______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
C – Receitas de Contribuição Econômica (Pessoa Física) (Segregação) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de contribuição da Sra.Maria da Silva, referente à
mensalidade associativa, conf. recibo n.003, no valor de R$ 10,00.
______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Caixa (Fundo Geral) (AC)
C – Receitas de Doação Econômica (Pessoa Física) (Fundo Geral) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de doação do Sr. José da Silva, no valor de R$
1,00.
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Computador e Periféricos (Fundo Geral) (AImob)
C – Receitas de Doação Patrimonial (Pessoa Física) (Fundo Geral) (PS)
Hp. Valor referente ao recebimento de subvenção patrimonial de um Notebook
Positivo no valor de R$ 500,00.
2. Contabilização de Receitas de Artesanato ou Fundos:

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Caixa (Fundo Geral) (AC)
C – Receitas de Artesanato (Fundo Geral) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de artesanatos do Sr. Mario José, conf. recibo 006,
no valor de R$ 25,00.
______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – Caixa (Fundo Geral) (AC)
C – Receitas de Artesanato (Fundo Geral) (DRE)
Hp. Valor referente ao recebimento de bazar de natal, conf. recibo 007, no valor de R$
44,00.
______________________
Enfatiza CFC (2003) que, de forma geral, uma das atividades mais significativas das
Entidades de Interesse Social é a prestação de serviços de interesse social à
coletividade, sem a finalidade lucrativa. Nesse sentido, essas entidades devem prestar
serviços sem contrapartida financeira, em contraposição à ideia do lucro.

São exemplos de gratuidade: a prestação de serviço não-oneroso, a concessão de


bolsas de estudo, a distribuição de cestas básicas, a doação de roupas e
medicamentos à população carente, entre outros. A existência de uma contrapartida
financeira para fazer jus ao benefício descaracterizaria a gratuidade.

Para algumas entidades, o registro contábil da gratuidade é de fundamental


importância. Outro aspecto que é necessário levar em consideração é a classificação
da gratuidade. E aí há dois componentes a serem considerados. Um é oconsumo de
ativo na geração do benefício a ser cedido gratuitamente.

Outro é a quantificação monetária do serviço ofertado. Para os dois componentes,


uma das alternativas de registro contábil é a classificação como despesas do
exercício. Entretanto, assumindo que a gratuidade concedida é uma renúncia de
receita e, por isso, assemelha-se ao consumo de ativo.

3. Contabilização de Gratuidade:

a. Pelo consumo de ativo na geração do serviço objeto da gratuidade

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Despesas – Projeto de Educação (Segregação) (DRE)
C – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
Hp. Valor referente a despesas com projetos de educação, empresa Educacional Ltda
conf. Nf.
012, no valor de R$ 1.500,00.
______________________
b. Pelo prestação do serviço objeto da gratuidade

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Gratuidade – Renuncia de Receitas (Segregação) (AC - Créditos)
C – Atividade Educacional (Segregação) (DRE – Grupo de receitas)
Hp. Valor referente à prestação de serviço com gratuidade do projeto de educação, no
valor de
R$ 1.500,00.
_____________________
c. Pela colocação do serviço à disposição do beneficiário (assistido)

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Despesas – Projeto de Educação (Segregação) (DRE)
C – Gratuidade – Renuncia de Receitas (Segregação) (AC - Créditos)
Hp. Valor referente pela colocação do serviço à disposição do beneficiário, no valor de
R$ 1.500,00.
______________________
Outro aspecto que é relevante para o CFC (2003) é que na contabilização da
gratuidade está relacionada com a obtenção da renúncia fiscal detributos. O benefício
da renúncia fiscal carece de registro para que a informação seja evidenciada nas
demonstrações contábeis.

A renúncia fiscal abordada está relacionada somente com a contribuição patronal à


previdência social. A sugestão de registro contábil da renúnciafiscal dos tributos
contextualizados é a que se segue:
4. Contabilização da contribuição patronal à previdência social como se devida fosse:

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Despesas – INSS (Segregação) (DRE)
C – INSS a Pagar – Renuncia Fiscal (Segregação) (PC – Vinculado a Obrigação
Tributária)
Hp. Valor referente à apropriação do INSS gratuidade, no valor de R$ 500,00.
______________________
Brasília-DF, 01 de julho de 2010
D – INSS a Pagar – Renuncia Fiscal (Segregação) (PC – Vinculado a Obrigação
Tributária)
C – Gratuidade – Renuncia de Receitas (Segregação) (AC - Créditos)
Hp. Valor referente ao reconhecimento do benefício donão-pagamento da contribuição
patronal do INSS gratuidade, no valor de R$ 500,00.
______________________
Contratos, convênios e termos de parceria, para o CFC (2003) são instrumentos
jurídicos e operacionais utilizados pelas entidades na consecução de seus objetivos. É
relevante observar nesses instrumentos as cláusulas de prestação de contas e as de
remuneração.
Normalmente, os convênios são firmados com entidades públicas enão admitem
cláusula de remuneração. Contratos podem ser firmados tanto com entidades públicas
como privadas e admitem remuneração.

Termos de parceria são firmados entre órgãos públicos e entidades que possuem a
qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. O registro
contábil dessas transações pode ser assim efetuado:

5. Contabilização de Contratos, Convênios e Termos de Parceria:

a. Pelo registro do contrato de parceria

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Atendimentos a Receber (Segregação) (AC)
C – Recursos de Entidades Públicas - (Secretaria da Educação) (Segregação) (PC)
Hp. Valor referente à apropriação de contrato de subvenção da Secretaria de
Educação, no valor de R$ 10.000,00.
_____________________
b. Pelo recebimento de recursos do contrato

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
C – Atendimentos a Receber (Segregação) (AC)
Hp. Valor referente ao recebimento de subvenção conf. parcela do contrato, ordem
bancária n.
022 da Secretaria de Educação, no valor de R$ 10.000,00.
______________________
c. Pela devolução de recursos do contrato

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Recursos de Entidades Públicas - (Secretaria da Educação) (Segregação) (PC)
C – Banco do Brasil S/A (Segregação) (AC)
Hp. Valor referente à devolução de subvenção conf. parcela docontrato da Secretaria
de
Educação, no valor de R$ 2.000,00.
______________________

O que se chama de contrapartida no contexto das entidades é ocompromisso de a


entidade conveniada ou contratada aportar recursos adicionais aos aportados pela
conveniente ou contratante para atingir os objetivos do projeto.

Estes recursos devem fazer parte do plano de trabalho e são quantificados,


normalmente, como materiais, serviço, apoio ou, até mesmo, em espécie. Constando
esses recursos do termo celebrado entre as partes devem ser registrados em rubrica
específica e destacados na prestação de contas.

O registro contábil dessa transação deve ser efetuado a débito de conta específica,
individuando a natureza dos recursos alocados e a crédito, quando não for à espécie,
de conta retificadora de onde os recursos foram transferidos.

6. Contabilização de Contrapartidas da Entidade Conveniada ou Contratada:

a. Pelo registro da contrapartida de pessoal

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Pessoal e Encargos – Despesas Extraordinárias (Segregação) (DRE)
C – Recursos Humanos – Despesas com Pessoal (Conta Retificadora) (Segregação)
(DRE)
Hp. Valor referente à apropriação de encargos pessoais e sociais ref. Mês 07/10, no
valor de R$ 600,00.
______________________
b. Pelo registro da contrapartida de material

Brasília-DF, 01 de julho de 2010


D – Material de Uso e Consumo – Despesas Extraordinárias (Segregação) (DRE)
C – Apoio Administrativo (Conta Retificadora) (Segregação) (DRE)
Hp. Valor referente à apropriação de material de uso e consumo, conf. Nf 033, no valor
deR$ 140,00.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Aplicação do Método Direto

É uma demonstração contábil elaborada pelas entidades do terceiro setor, que vem
indicar as movimentações financeiras das origens de todo dinheiro que circulou nas
disponibilidades, bem como aplicação de todos os recursos financeiros que saíram no
mesmo período.

O método direto exige que se tenha à mão os documentos que d ão origem aos
registros contábeis, ordenados de acordo com a natureza da operação, arquivadona
tesouraria da entidade. O controle de tesouraria é instrumentalizar o acompanhamento
de recebimentos e
pagamentos diários, disponibilizando informações gerenciais para prover em caixa ou
em bancos recursos suficientes para os compromissos diários.

A tesouraria abrange dois termos que são: Tesouraria Positiva e Tesouraria Negativa.
a. Tesouraria Positiva é a realização das contas do Ativo Circulante classificadas
para compor a tesouraria, transforma-se em disponível mais do que suficiente
para liquidar as contas do Passivo Circulante, expressa uma Folga Financeira.

b. Tesouraria Negativa é a realização integral das contas do Ativo Circulante,


classificadas para compor a tesouraria, não é suficiente para pagar a
exigibilidade expressa nas contas do Passivo Circulante, expressa uma
Exposição Financeira.

Método Direto - é a descrição do fluxo de caixa de entradas e saídas,


representada no
disponível durante o exercício social, evidencia entradas e saídas de
numerários das atividades, divididas em três grupos:

1. Grupo de operacionais;
2. Grupo de investimentos;
3. Grupo de financiamentos.

Demonstração do Fluxo de Caixa

A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC é conceituado como sendo um dos


instrumentos de vital importância na gestão de uma entidade, nele são
demonstradas todas as entradas e saídas de recursos financeiros, de forma
contábil, em relatórios financeiros estruturados, em determinado período de
tempo. Podendo ser segregado e com períodos compreendidos por quinzena
ou até mensal.

Divide-se em dois períodos:

a. Fluxo em Tempo Real – É o produto final da integração das contas a


receber com as contas a pagar, de tal forma que, quando se comparam, tem-
se o fluxo de caixa realizado.

b. Fluxo Projetado – É o produto futuro da necessidade de recursos para a


mantença de suas atividades, para que com isso possa atingir sua
programação financeira.

A Demonstração do Fluxo do Disponível deverá apresentar, de


formasegregada, as transações relacionadas com as atividades próprias da
entidade (operacionais), as relacionadas com financiamento e as relacionadas
com investimentos.
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - MÉTODO DIRETO

(Prof. Cesar. Inovações contábeis da Lei 12.101/09 e seus reflexos na contabilidade das
entidades sem fins lucrativos. Federação Nacional das Apaes. Brasília, Outubro de 2010.)

Depois de finalizada a leitura deste conteúdo, dirija-se à plataforma do TelEduc, e


acesse a ferramenta do “fórum de discussão” para realizar o exercício referente ao
tema estudado. Lembre-se que as atividades possuem pontuação. Verifique o prazo
da realização dos exercícios.