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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 2

2 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL ................................................... 3

3 A HISTÓRIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL ...................................... 5

4 CONCEITO: RESPONSABILIDADE SOCIAL ........................................... 10

5 CRISE SOCIOAMBIENTAL ...................................................................... 12

6 RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS .................................. 16

7 A RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL


21

8 ÉTICA, MORAL E VALORES ................................................................... 25

9 ÉTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL. .................................. 27

10 GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL....................................... 29

10.1 NORMA SA 8000 ............................................................................ 32

11 NORMA NBR 16001 .............................................................................. 34

11.1 Principais pontos da NBR 16001:2004 ........................................... 36

12 ISO 26000 - DIRETRIZES EM RESPONSABILIDADE SOCIAL ........... 38

12.1 Aplicação ISO 26000 ...................................................................... 39

13 CURIOSIDADES ................................................................................... 41

14 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................... 43

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1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!

O grupo educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao


da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno
se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta,
para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse
aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta.
No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão
ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que
lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

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2 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Fonte: amplatitude.com.br

A responsabilidade social e a ética estão diretamente ligadas. A ética é à base


da responsabilidade social e se expressa por meio dos princípios e valores adotados
pela organização na condução dos seus negócios.

Uma rápida retrospectiva histórica permite constatar que, embora tenha


existido desde os primórdios do capitalismo (como atesta, por exemplo, o
clássico de Engels, Situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de 1845),
foi sobretudo a partir do final dos anos 60 que o questionamento ético e social
das empresas ganhou força – justamente numa época em que o sistema
capitalista encontrava-se sob críticas acirradas. A temática suscitou uma
grande variedade de discussões teóricas, tendo acabado por institucionalizar-
se durante os anos 80 sob a forma de três escolas de pensamento: a
Business Ethics, a Business & Society, e a Social Issues Management. É
importante ressaltar que os Estados Unidos ocuparam uma posição
hegemônica (e, durante muitos anos, quase solitária) nesse campo, pois lá
nasceu e desenvolveu-se a maior parte dos estudos sobre o assunto, os
quais somente mais tarde vieram a difundir-se por outras regiões do mundo,
inclusive o Brasil. (KREITLON, 2004, p. 1 apud COSTA, Leandro Giovede ).

Embora a preocupação com a doutrina ética e responsabilidade social exista


desde a origem do capitalismo, tal preocupação ainda está em discussão nos tempos
atuais, pois a ética no mundo dos negócios tem grande influência na tomada de
decisões.
O capitalismo impulsivo tem ocasionado um grande número de excluídos e o
terrorismo, mobilizado por políticas má conduzidas e fanatismos religiosos, vem
3
acentuar esse processo, levando a sociedade a adotar uma nova postura perante as
organizações, sejam elas de natureza governamental, empresarial ou ligadas ao
terceiro setor. O novo consumidor se posiciona de forma mais consciente e exigente.

No mundo dos negócios, a ética influencia o processo corporativo de tomada


de decisões para determinar quais são os valores que afetam os vários
grupos de parceiros e para estabelecer como os dirigentes podem usar tais
valores no dia-a-dia da administração da organização. Assim, a ética nas
organizações constitui um elemento catalisador de ações socialmente
responsáveis da organização por meio de seus parceiros e dirigentes.
(CHIAVENATO, 2005, p. 44 apud COSTA, Leandro Giovede).

A partir dessa nova realidade, as organizações têm encontrado nas ações


sociais estratégias que não apenas contribuem na solução das eventuais dificuldades,
como também geram bons frutos juntos aos stakeholders.
Pode se afirmar que a demanda dos consumidores é decisiva para o
crescimento do movimento das empresas para a gestão socialmente responsável,
orientando as ações de responsabilidade social das empresas.
Com o mundo globalizado e as informações circulando na internet e redes
sociais, é cada vez mais difícil aos profissionais de marketing trabalharem diferenciais
competitivos para seus produtos, serviços e marcas.

Cada inovação tecnológica ou um novo produto lançado são rapidamente


imitados por fabricantes de marcas rivais e cada vez mais solicitadas pelos
varejistas. (PRINGLE E TOMPSON, 2000, p.13 apud COSTA, Leandro
Giovede).

Seja em função da consciência das empresas, dos escândalos corporativos, da


ameaça dos concorrentes ou da importância da fidelidade de marca, o fato é que
investimentos responsáveis estão em alta.
Em resumo, podemos dizer que cada vez mais as empresas arriscam mudar
suas práticas de marketing para conferir-lhes novos contornos e sentidos mais éticos.
Isso em função da valorização dos conceitos de ética e responsabilidade social,
mudança do comportamento do consumidor que passa a ser mais exigentes diante
das corporações para que elas façam mais pela sociedade, além de pagar impostos
e gerar empregos.

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3 A HISTÓRIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

Fonte: hcor.com.br

A Responsabilidade Social já foi reconhecida com vários nomes, como:


Responsabilidade Social Corporativa, Responsabilidade Social Empresarial,
Responsabilidade Socioambiental, Responsabilidade Social e Cidadania,
Empresarial, Responsabilidade nos negócios, Responsabilidade social e
Sustentabilidade.
Pode-se chegar à conclusão de que Responsabilidade Social é um conceito
dinâmico, assim como é a própria sociedade, em permanente evolução e em estado
contínuo de transformação. Este conceito está diretamente relacionado às
expectativas e às necessidades da sociedade, e ao modo como respondemos às
consequências de nossas atitudes e aos impactos que causamos aos indivíduos ou
grupos, bem como ao ecossistema.
No contexto internacional, o debate sobre temas como direitos humanos,
direitos do trabalho, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, entre os países-
membros das Nações Unidas, acarretou a reformulação da ideia de Responsabilidade
Social com relação às organizações de todos os setores sociais.

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A Ética Ambiental busca a conscientização ambiental, a preservação ambiental
e consequentemente à melhoria da qualidade de vida individual e coletiva. A relação
da ética com a sustentabilidade, envolve uma preocupação com as futuras gerações,
garantido que não iremos afetar drasticamente as condições de vida dos que virão no
futuro. Existe a necessidade de se pensar no desenvolvimento sustentável como
prioridade. O desenvolvimento é necessário e inevitável; porém devemos mudar
imediatamente nosso olhar para os recursos naturais.

Ética ambiental corresponde ao comportamento que nós, seres humanos,


devemos ter para com o meio ambiente em que vivemos. A ecologia nos
fornece os elementos para que descubramos como deve ser concretizada a
ética ambiental. (CARVALHO, 2011)

Resgatando acontecimentos mundiais que possivelmente influenciaram o


surgimento da responsabilidade social nas empresas influenciaram o surgimento da
responsabilidade social nas empresas, podemos mencionar:
A expressão "responsabilidade social" foi escrita pela primeira vez em um
manifesto de 120 industriais ingleses. O documento menciona que a responsabilidade
dos que dirigem a indústria é manter um equilíbrio justo entre os vários interesses dos
públicos, dos consumidores, dos funcionários, dos acionistas”. Entretanto, as
primeiras manifestações em defesa dessa ideia surgiram no início do século XX, com
os americanos Charlies Eliot (1906), Hakley (1907) e John Clark (1916), e em 1923
com o inglês Oliver Sheldon (OLIVEIRA, 2000, p. 2 apud BENEDICTO; RODRIGUES;
PENIDO, 2008).
Oliver Sheldon, em 1923, em seu livro “The Philosophy of Management” visava
abranger a totalidade da administração, ou seja, a correlação e posicionamento da
empresa frente a sociedade, numa tentativa de fundir a ética social com a prática da
administração. Sheldon estabeleceu um conjunto de princípios que visava dar
equilíbrio entre a abordagem cientifica da produção e a responsabilidade social da
administração. Nesse processo o autor deixava claro que a mecânica da produção
era secundária em relação ao elemento humano. Desse modo, Sheldon ampliou a
abrangência do conceito de administração, fazendo com que o mesmo não estivesse
mais limitado à produtividade interna da empresa, mas sim a um conjunto de princípios
e valores considerados relevantes pela sociedade (ORCHIS; YUNG; MORALES,
2000, p. 4 apud BENEDICTO; RODRIGUES; PENIDO, 2008).

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O novo direcionamento administrativo ganhou impulso após a Primeira Guerra
Mundial, quando se viu uma cooperação intensa entre a indústria e a comunidade
pautada na necessidade de reconstrução de muitas nações. Nesse período houve um
crescimento das associações de indivíduos na sociedade, a exemplo dos sindicatos,
igrejas e clubes políticos que, além de visarem a melhoria das condições do
trabalhador, desejavam a melhoria geral da sociedade. Esse espírito de ajuda mútua
que se iniciou na sociedade, aliado ao conhecimento científico aplicado à
administração, baseado nas ideias de Sheldon começa a despertar a
responsabilidade social nos objetivos empresariais (ORCHIS; YUNG; MORALES,
2000, p. 4-6 apud BENEDICTO; RODRIGUES; PENIDO, 2008).
Um fato interessante que trouxe a público a discussão sobre a inserção da
empresa na sociedade e suas responsabilidades ocorreu em 1953 nos Estados
Unidos. Nesse período, a empresa A.P. Smith Manufacturing Company enfrentou
problemas com os seus acionistas, que contrariavam a doação de recursos
financeiros à Universidade de Princeton. Neste período, a justiça americana
estabeleceu a lei da filantropia corporativa, determinando que uma corporação poderia
buscar o desenvolvimento social (ASHLEY; COUTINHO; TOMEI, 2000, p. 2-5 apud
BENEDICTO; RODRIGUES; PENIDO, 2008).

Fonte: wikipedia.org

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A década de 1970 chega com a preocupação de como e quando a empresa
deveria responder sobre suas obrigações sociais. A demonstração para a sociedade
das ações empresariais torna-se extremamente importante. Durante essa década, a
doutrina se difunde pelos países europeus, tanto nos meios empresariais, quanto nos
acadêmicos. Na Alemanha percebe-se o rápido desenvolvimento do tema, com cerca
de 200 das maiores empresas desse país, integrando os balanços financeiros aos
objetivos sociais. Isso já na metade da década. Porém é a França que dá o passo
oficial na formalização do assunto nessa mesma década. É o primeiro país a "obrigar
as empresas a fazerem balanços periódicos de seu desempenho social no tocante à
mão de obra e às condições de trabalho” (OLIVEIRA, 2000, p. 2-3 apud BENEDICTO;
RODRIGUES; PENIDO, 2008).
Na década de 1980, o aumento das pressões sobre as empresas pela busca
de alterações nos aspectos econômicos, desponta-se como terreno propício à
discussão e difusão das idéias de responsabilidade social. Mormente nos países em
via de democratização política, esse tema passa a ser associado com a ética
empresarial e com a qualidade de vida no trabalho (DE BENEDICTO, 2002 apud
BENEDICTO; RODRIGUES; PENIDO, 2008).
Com uma maior participação de diversos autores de renome na questão da
responsabilidade social, a década de 1990 apresenta a discussão sobre as questões
éticas e morais nas empresas, envolvendo a questão ambiental, a educação e às
grandes diferenças que caracterizam as injustiças sociais, o que contribui de modo
significativo para a definição do papel das organizações.

Hoje, o tema “responsabilidade social” assume um aspecto ético-empresarial


tão forte, ao ponto de estar transformando-se em uma “doutrina empresarial”,
sem a qual não há sucesso (DE BENEDICTO, 2002 apud BENEDICTO;
RODRIGUES; PENIDO, 2008)

Em resumo, o cenário mundial contemporâneo, promoveu transformações de


ordem social, econômica, política e cultural, as quais se adaptam aos novos modelos
de relações entre mercados e instituições, sociedade e organizações.
No Brasil, a responsabilidade social começou a ser discutida na década de 60,
a partir da criação da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE). Em
1965, essa associação publicou uma carta, a Carta de Princípios do Dirigente Cristão
de Empresas, cujo objetivo maior era mostrar que as empresas possuem função social
perante seus trabalhadores e a comunidade na qual se insere.
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Porém, o conceito de responsabilidade social somente ganhou, efetivamente,
espaço no final da década de 80, consolidando-se nos últimos anos, por meio do
cenário econômico, tendo como pilar a competitividade mundial, insuficiência do
Estado, o aumento das condições de pobreza, a degradação ambiental, o
fortalecimento dos movimentos sociais e as transformações do mundo
contemporâneo, que provocou incerteza e instabilidade, fatores ameaçadores à
sobrevivência das organizações.
A ação de chamadas organizações não-governamentais (ONG’s) ou entidades
do Terceiro Setor foi fator fundamental para instigar a busca por soluções para as
questões ambientais e sociais do país. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais
Econômicas (Ibase) foi o grande destaque nesse setor. Criado pelo sociólogo Hebert
de Souza, até hoje defensor da elaboração e divulgação do balanço social das
empresas.
Em 1997, o Ibase lançou o modelo de balanço social em parceria com o jornal
Gazeta Mercantil (gratuidade na publicação). Criou-se o Selo do Balanço Social,
objetivando estimular a participação voluntária das empresas em projetos sociais.
Nesse mesmo ano, o Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento
Sustentável (CEBDS) surgiu para facilitar o entendimento sobre questões ambientais,
econômicas e sociais entre o setor produtivo, sociedade civil e governo, viabilizando
o desenvolvimento sustentável.
Em termos legais, o tema Balanço Social passou a ser objeto do Projeto de Lei
nº 3.1416, estabelecendo a obrigatoriedade da publicação do balanço social para
empresas privadas com mais de 100 funcionários e para todas as empresas públicas,
concessionárias e permissionárias de serviços públicos.
Em 1998 surgiu o Instituto Ethos, criado por um grupo de empresários e
executivos da iniciativa privada. Ele é um pólo de troca de experiências, organização
de conhecimento e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam empresas a analisar
suas práticas de gestão e aprofundar o compromisso com a responsabilidade social e
o desenvolvimento sustentável.
Com essa perspectiva, o investimento social privado ganha corpo no Brasil,
cujo olhar se centraliza na alocação voluntária de recursos privados, para buscar
retorno alternativo de inclusão social e influenciar nas políticas públicas, organização
e universidade.

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Parece lícito afirmar, então, atualmente as organizações precisam estar atentas
não só a suas responsabilidades econômicas e legais, mas também a suas
responsabilidades éticas, morais e sociais. Responsabilidades éticas correspondem a
atividades, políticas e comportamentos esperados por membros da sociedade, apesar
de não codificados em leis. Elas envolvem série de padrões, normas ou expectativas
de comportamentos para atender ao que os públicos (stakeholders) consideram
legítimo, justo, correto, de acordo com suas expectativas.
As organizações terão de aprender a balancear a necessidade de obter lucros,
obedecer às leis, ter comportamento ético e envolver-se em alguma forma de
filantropia para com as comunidades.
Podemos afirmar que um dos efeitos da economia global é a adoção, por todo
o mundo, de padrões éticos e morais mais rigorosos, seja pela necessidade das
próprias organizações de manter sua boa imagem perante o público, seja pelas
demandas diretas do público para que as organizações atuem de acordo com tais
padrões. Isso tudo é uma resposta dos negócios às novas pressões sociais e
econômicas criadas pela globalização. Essas pressões fazem com que as empresas
se auto-analisem continuamente.

4 CONCEITO: RESPONSABILIDADE SOCIAL

Fonte: dialogusconsultoria.com.br

A responsabilidade social empresarial é entendida como o relacionamento ético


da empresa com todos os grupos de interesse que influenciam ou são impactados

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pela atuação da mesma, assim como o respeito ao meio ambiente e investimento em
ações sociais. Compreende uma expansão e evolução do conceito de empresa para
além do seu ambiente interno. Neste caso, como a empresa está inserida na
sociedade, pode-se vislumbrar uma relação de interdependência entre ambas. No
âmbito comunitário esta responsabilidade se traduz na prática de ações concretas que
tragam benefícios à sociedade, e devolvam, criem ou recriem as condições
necessárias para o desenvolvimento crescente da cidadania.
As definições com respeito à responsabilidade social possuem grande vínculo
com o conceito de cidadania, e mais particularmente, da cidadania participativa.
“As organizações empresárias, graças à riqueza que acumulou e que têm o
potencial de concentrar, trazem em si o grande potencial de mudar e melhorar o
ambiente social. Este poder de transformação tem encontrado na literatura um
conjunto de terminologias que surgem na tentativa de identificá-lo e caracterizá-lo, a
saber: cidadania empresarial, filantropia empresarial, filantropia estratégica,
solidariedade corporativa, responsabilidade social empresarial, organização cidadã”.
Lima (2000, p. 2 apud BENEDICTO; RODRIGUES; PENIDO, 2008)
Não existe uma definição única desse conceito, mas sim, várias definições que
giram em torno da mesma questão: ações para melhoria da qualidade de vida da
sociedade.
Constantemente a responsabilidade social é confundida com filantropia.
Podemos dizer que a responsabilidade social é um estágio mais avançado da
cidadania corporativa, que busca estimular o desenvolvimento do cidadão e fomentar
a cidadania individual e coletiva. Tem sua base na consciência social e dever cívico,
não na caridade. Já a filantropia está baseada no assistencialismo que objetiva
contribuir para a sobrevivência de grupos sociais desfavorecidos, assumidos pelas
empresas por ações de doações a grupos e entidades.
A filantropia é uma simples doação, fruto da maior sensibilidade e consciência
social do empresário, enquanto a responsabilidade social reflete a ação de uma
empresa em prol da cidadania, uma forma de inserção social, uma intervenção direta
em busca da solução de problemas sociais.
Com maiores detalhes, podemos afirmar que a filantropia parte de uma ação
individual e voluntária e tem muitos méritos. Mas a responsabilidade social vai além
das vontades individuais onde constitui um consenso, uma obrigação moral e

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econômica para com todos que vivem na sociedade e seu foco está nos direitos
humanos, sociais, políticos, culturais e econômicos. Ou seja é apenas um tipo de
ação, um estágio preparatório para um contexto mais amplo da responsabilidade
social, estágio pré-responsabilidade social. O fato da empresa realizar ações sociais
não a caracteriza como socialmente responsável: para ser, são necessárias muitas
outras ações e envolvimentos.
Agir responsavelmente significa estar comprometido com uma missão, uma
causa ou ideias baseadas em valores considerados relevantes pela cultura social. Por
isso, é plenamente desejável que a prática socialmente responsável de empresa
esteja inserida em sua filosofia como parte integrante dos objetivos empresariais.
Após o surgimento dessas convicções é necessário um trabalho interno na
empresa objetivando produzir uma cultura grupal socialmente responsável. Caso haja
na empresa uma subcultura pautada em paradigmas contrários à prática da
responsabilidade social a organização, certamente, terá dificuldades para levar à cabo
esse empreendimento.

5 CRISE SOCIOAMBIENTAL

Fonte: 60graus.com

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A chamada crise ambiental, atualmente alcança proporções planetárias. Cada
lugar do planeta experimenta de uma forma ou de outra os efeitos negativos da
exploração da natureza. O agravamento dos problemas ambientais nos leva a
reconhecer que a natureza se faz imprescindível para o desenvolvimento humano e
que os recursos naturais são finitos. Entretanto, a adequação dos sistemas
socioeconômicos a esta realidade parece ser muito lenta. Segundo Lovelock (2004
apud ORSI, 2015), a Terra como um organismo vivo busca de maneira incessante o
seu equilíbrio, porém o ser humano tem quebrado constantemente esse equilíbrio
natural. Dessa forma, o planeta tentando restabelecer o seu sistema provoca eventos
imprevisíveis, colocando em risco a própria civilização.

É a emergência do sujeito consumidor, que terá seu reconhecimento de


cidadão respeitado quanto maior for sua capacidade de consumo. Neste
sentido a corrida que se acelera a cada dia produziu não uma sociedade
capaz de saciar suas necessidades, mas sim de consumo desenfreado e
desnecessário de bens, em níveis comprometedores para a capacidade de
resiliência dos sistemas planetários. (CENCI; BURMANN, 2013, pp. 133 e
134 apud SANTOS, 2017)

As próprias características da crise ambiental fazem sua compreensão ser


confusa e habitualmente associada a uma simples variável de conotação ecológica.
A crise ambiental é vista, principalmente quando analisamos as notícias
veiculadas pelos meios de comunicação em massa, como a falta de água potável, a
contaminação pelo lixo, desflorestamento, assoreamento de rios e vários outros
exemplos que poderíamos citar. Certamente, essas características fazem parte dos
sérios problemas ambientais que a sociedade enfrenta, no entanto é necessário
buscar outros elementos para pensar na crise ambiental e compreendê-la de uma
maneira mais ampla.

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Aspectos que envolvem a crise ambiental

Fonte: Orsi 2006

Em relação ao social destacamos a existência de uma degradação gerada tanto


pela riqueza quanto pela pobreza. Se por um lado, o alto consumo e um padrão de
vida esbanjador das camadas mais abastadas geram uma forte pressão sobre os
sistemas naturais, por outro lado a pobreza também é responsável por uma série de
impactos ambientais.
Em relação ao ecológico é bastante claro que o substrato natural que dá
suporte à sociedade é finito, dessa forma sua utilização com desrespeito aos limites
de recomposição da natureza, fatalmente irá gerar um modelo insustentável de
utilização dos recursos naturais ao longo tempo.
Em âmbito político também destacamos uma crise de legitimidade do Estado.
A tradicional colocação do Estado de redistribuir renda através dos serviços de saúde,
educação e previdência está abalada, pois suas estruturas não conseguem mais
contemplar tais serviços, ou seja, o Estado afasta-se desses serviços, o que é um
fator muito sério principalmente para as camadas mais pobres da sociedade. Ao
mesmo tempo em que o Estado se minimiza como executor de determinados serviços,
ele passa a exercer o papel de regulador e fiscalizador, porém tais funções não são
desempenhadas com eficiência, deixando um vácuo em relação à inúmeras
contingências em seu território. Se o Estado carece de legitimidade e não consegue
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desempenhar funções sociais chave, parece claro que a sociedade como um todo
enfrenta problemas não só ambientais, mas em todos os aspectos que envolvem seu
desenvolvimento.
Em relação à tecnologia as visões também são desiguais, já que ela em si não
representa um problema, mas sim sua utilização, é problemática quando não se
pondera os vários aspectos envolvidos na aplicação de uma técnica, ou ainda quando
esta utilização tem como fundamento atender a interesses específicos e desconsidera
todos os efeitos negativos advindos de sua aplicação. É certo que a humanidade
ganhou muito com o avanço da tecnologia: melhoras na saúde, moradia, saneamento,
transportes, comunicação entre outros fatores.
O plano econômico talvez seja um dos pontos fundamentais para a discussão
sobre a crise ambiental. Primeiro podemos destacar a própria ação dos atores
hegemônicos que comandam os sistemas econômicos em redes globais. Nesta sua
ação, selecionam e excluem territórios e impõem uma dinâmica de produção do
espaço que poucas vezes é compatível com as aspirações da população local ou que
respeitam as características naturais da área. Neste plano econômico, a
competitividade entre os territórios é estimulada e, objetivando atrair investimentos
para suas áreas, estados e municípios, até mesmo nações criam condições ideais
para a reprodução do capital. No entanto, muitas vezes desconsideram os custos a
longo prazo para suas populações e seu desenvolvimento. Se por um lado podemos
destacar esse quadro de uso desigual e exploração do território, por outro podemos
analisar ainda no plano econômico a falta de consenso em determinadas abordagens
a respeito de uma economia ambiental. Essa falta de consenso não se caracteriza
como um aspecto da crise em si, mas dificulta a proposição de novas abordagens no
plano econômico que possam proporcionar novas formas de conduzir as relações
econômicas.
Os aspectos ideológicos/culturais que permeiam a crise ambiental. Apesar da
singularidade apresentada por cada indivíduo nas formas de perceber a natureza e
relacionar-se com ela e com a sociedade a sua volta, um traço é marcante na
sociedade contemporânea: o consumismo e o individualismo. Dentro da lógica
capitalista essas características ganham peso e são aprofundadas transformando as
pessoas em consumidores e mercadorias ao mesmo tempo.

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A dinâmica entre essas esferas produz e reproduz o espaço e se esta estrutura
socioeconômica se encontra abalada de múltiplas formas, fatalmente todo o sistema
sustentado por ela deve sofrer um processo de mudança para aliviar os problemas
mais urgentes que se levantam. As raízes profundas desses problemas impõem
desafios a toda sociedade e o planejamento urbano precisa buscar respostas a estes
desafios para tornar o ambiente urbano um espaço que promova a qualidade de vida
e a equidade de maneira permanente.
A busca pela satisfação e pela felicidade através do consumo resulta em uma
devastação irreparável dos ecossistemas do nosso planeta. O grande acúmulo de lixo
e a questão energética são alguns dos maiores problemas que nossa sociedade
futuramente irá enfrentar. Há, ainda, uma crise de acesso à alimentação e a
desigualdade na distribuição de renda, o que causa exclusão social e fere diretamente
os Direitos Humanos. Sendo assim a relação do ser humano com a natureza precisa
ser repensada. Essa é a única forma pela qual o meio ambiente pode se recuperar
não completamente dos impactos e da devastação causadas pela sociedade
consumista e antiecológica.
Quando caracterizamos a crise ambiental como uma crise multifacetada,
voltamos o nosso olhar para as cidades de outra forma, conscientes da necessidade
de se pensar a produção e a reprodução do espaço a partir de diversos prismas. Os
problemas ambientais urbanos não são somente por conta da natureza física dos
sistemas naturais, da mesma forma que a origem desses problemas não estão
unicamente no local onde ocorrem. Mesmo sendo a escala local onde os problemas
manifestam-se e requerem urgência nas medidas paliativas, outras escalas maiores,
até mesmo de ordem global, podem atuar de forma determinante na geração de um
dado fenômeno.

6 RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS

No aspecto empresarial, pode-se dizer que responsabilidade social são as


ações desenvolvidas para contribuir para uma sociedade mais justa e para um
ambiente mais limpo, numa base voluntária.

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Geralmente, as organizações criam programas sociais, o que acaba gerando
benefícios mútuos entre a empresa e a comunidade, melhorando a qualidade de vida
dos funcionários, e da própria população.

O desenvolvimento da comunidade na qual está inserida, a preservação do


meio ambiente, uma comunicação transparente interna e externa, o
investimento no ambiente de trabalho, no bem-estar dos funcionários, o
retorno aos acionistas, a satisfação dos clientes, os investimentos em
educação, saúde e esportes, são exemplos de ações que caracterizam a
responsabilidade social das empresas. (BENEDICTO; RODRIGUES;
PENIDO, 2008)

A responsabilidade social implica a noção de que uma empresa não tem


apenas o objetivo de fazer lucro e além de trazer benefício financeiro às pessoas que
trabalham na empresa, também deve contribuir socialmente para o seu meio
envolvente. Desta forma, a responsabilidade social muitas vezes envolve medidas que
trazem cultura e boas condições para a sociedade.
Os Estudos e debates sobre o tema responsabilidade social iniciaram nos
Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970, e tiveram como marco a Guerra do
Vietnã. A produção e utilização de armamentos sofisticados provocaram danos à vida
humana e ao meio ambiente, gerando insatisfação na população. Outras questões
também se juntaram a estas, geradas pela discriminação de raças ou de sexo no
ambiente de trabalho, fortalecendo o apelo por uma nova postura de práticas
organizacionais.
No Brasil, foi criada, ainda na década de 1960, a Associação dos Dirigentes
Cristãos de Empresas (ADCE), mas somente a partir de meados da década de 1970
a preocupação com a responsabilidade social começou a se expandir.
Nos anos 1980 consolidaram-se as Organizações Não-Governamentais
(ONGs), fortaleceram-se os sindicatos, e a sociedade passou a participar
efetivamente na luta por melhores condições de vida e salários mais justos. Houve
transformação nas organizações e, também, a necessidade de conscientização do
empresariado, mas, segundo Torres (2001, p. 19 apud TISOTT; OTT; KROETZ, 2006),
“O principal fator que influenciou nessas transformações, foi o crescimento da
participação popular”.
As limitações da ação do estado geram um consenso de que uma política de
desenvolvimento social exige a participação de novos atores. Diante do fenômeno da
exclusão social, observa-se nos últimos anos que as empresas privadas vêm
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mobilizando um volume cada vez maior de recursos destinados a iniciativas sociais.
Os empresários passam a ter cosciência de que governos não podem atender
sozinhos às demandas de ações sociais.
Tal multiplicação de iniciativas privadas com sentido público é um fenômeno
recente. Foi a partir dos anos 80, que as organizações têm-se preocupado com
problemas que envolvem a sociedade e o meio ambiente.
A década de 90 abre caminho para uma percepção de novos rumos de ação
social. A partilha de responsabilidades necessárias ao enfrentar a exclusão social,
pois o bem estar comum depende de uma ação em conjunto de todos os setores da
economia. Nesse cenário, é importante ressaltar a importância das empresas como
um agente de promoção do desenvolvimento econômico e do avanço tecnológico,
grandes possuidoras de capacidade de criação e geração de recursos.
Discordando com o velho paradigma de que empresas somente se preocupam
com a geração de lucros, para que a empresa sobreviva no mercado, é necessário a
prática de preços baixos, oferta de produtos de qualidade e a realização da parte que
lhe cabe na responsabilidade social, pois os consumidores estão cada vez mais
seletivos, preferindo empresas que se integrem à comunidade. É inegável que fazer
o bem e conscientizar-se de sua responsabilidade social vem se tornando um
componente vital para o sucesso dos negócios e, mais do que isso, vem se tornando
uma vantagem competitiva.
Dessa forma, o compromisso pelo comportamento ético, contribuição ao
desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida dos empregados, suas
famílias e comunidade são fatos percebidos nas empresas socialmente responsáveis.
Podemos dizer que a responsabilidade social possui sete vetores, que são:
Vetor 1) Apoio ao desenvolvimento da comunidade na qual atua;
Vetor 2) Preservação do meio ambiente;
Vetor 3) Investimentos do bem-estar dos funcionários e dependentes e em um
ambiente de trabalho agradável;
Vetor 4) Comunicações transparentes;
Vetor 5) Retorno aos acionistas;
Vetor 6) Sinergia com parceiros;
Vetor 7) Satisfação de clientes e consumidores.

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Significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão empresarial com
foco na qualidade das relações e na geração de valores para todos.
Dessa forma, a responsabilidade social depende da compreensão de que a
ação social deve trazer benefícios para a sociedade, proporcionar a realização
profissional dos empregados , promover benefícios para os parceiros e meio ambiente
e trazer retornos para os investidores.

“Começa a haver a percepção de que uma sociedade empobrecida, com


renda mal distribuída, violenta, como a nossa, não é uma sociedade propícia
para os negócios. Henri Ford, quando aumentou o salário de seus
funcionários, queria ter uma sociedade que pudesse ser mais justa. Os
empresários começam a perceber (mas ainda em pouco grau) que uma
sociedade deteriorada ameaça os próprios negócios e que não adianta
demitir os funcionários, pois não terão quem compre, não terão uma
sociedade justa.”
(GRAEJ, O. Responsablidade social nas empresas. Programa Roda Viva/TV
Cultura. São Paulo, setembro, 2001.)

A responsabilidade social nas empresas pode trazer uma série de benefícios


para a empresa, tais como:
 Fortalecimento de sua imagem;
 Capacidade de atrair e reter talentos;
 Maior comprometimento e lealdade dos empregados, que passam a se
identificar melhor com a empresa;
 Maior aceitação pelos clientes, que a cada dia se tornam mais exigentes;
 Maior facilidade de acesso a financiamento, pois é real a tendência de os
fundos de investimentos passarem a financiar apenas empresas socialmente
responsáveis;
 Contribuição para sua legitimidade perante o estado e a sociedade.

Maximiano (2004 apud GONZALEZ, 2009), comenta que não há discussão


sobre o fato de que as organizações, assim como os indivíduos, têm
responsabilidades sociais, à medida que seu comportamento afeta outras pessoas e,
querendo elas ou não, há pessoas e grupos dispostos a cobrar essas
responsabilidades por meio do ativismo político, da imprensa, da legislação e da
atuação nos parlamentos. Porém, há duas correntes a esse respeito, cada uma delas
com argumentos muito fortes, conforme pode ser visto a seguir:

19
a) Doutrina da Responsabilidade Social Essa corrente é a que reconhece a
responsabilidade social das organizações de forma geral e das empresas em
particular. Baseia-se na premissa de que as organizações são instituições sociais, que
existem com autorização da sociedade, utilizam os recursos da sociedade e afetam a
qualidade de vida da mesma. Segundo Maximiano (2004), um dos principais
representantes dessa corrente é Andrew Carnegie, que publicou um livro no qual
estabeleceu os dois princípios da responsabilidade social corporativa: caridade e zelo.
Esses princípios baseavam-se numa visão paternalista do papel do empresário em
relação aos empregados e aos clientes. A seguir:
Princípio da Caridade: esse princípio, diz que os indivíduos mais afortunados
da sociedade devem cuidar dos menos afortunados, compreendendo
desempregados, doentes, pobres e pessoas com deficiência física. Esses afortunados
podem ser auxiliados diretamente ou por meio de instituições como igrejas,
associações, não de sua empresa, e o indivíduo decide qual o valor da caridade que
pretende praticar; e
Princípio do Zelo: esse princípio estabelece que as empresas e os indivíduos
ricos deveriam enxergar-se como depositários de sua propriedade. Segundo
Carnegie, os ricos têm seu dinheiro com a confiança do restante da sociedade e
podem usá-lo para qualquer finalidade que a sociedade julgar legítima. O papel da
empresa é também aumentar a riqueza da sociedade, por meio de investimentos
prudentes e uso cauteloso dos recursos sob sua responsabilidade.
A ideia da responsabilidade social, apesar de ser conhecida, ganhou muita
força quando a deterioração dos ecossistemas, provocada pela poluição, estimulou o
debate sobre os benefícios e malefícios da sociedade industrial. Devido às pressões
que nasceram decorrentes de grupos de ativistas, muitos países estabeleceram
legislações severas sobre essas questões.
A existência dessa legislação é um dos principais fatores que as empresas
devem levar em conta ao tomar decisões que envolvem considerações de ordem
ética.
b) Doutrina do Interesse do Acionista de acordo com Maximiano (2004 apud
GONZALEZ, 2009) a corrente alternativa da responsabilidade social propõe que as
empresas têm obrigações, com seus acionistas. O representante mais conhecido
dessa doutrina é Milton Friedman. Ele afirma que a principal responsabilidade das

20
empresas é maximizar o lucro dos acionistas. De acordo com esse ponto de vista, a
ética das decisões de negócios, consistem em procurar as alternativas que produzam
mais dinheiro, porque essa diretriz promove a utilização mais eficiente e eficaz dos
recursos individuais, organizacionais, sociais e ambientais. Observa-se que tais
doutrinas não contemplam as instituições públicas que prestam serviço público, mas
apenas as instituições privadas, o que explica a ênfase no lucro e a preocupação com
o entorno como meio para atingir aquele objetivo.

7 A RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Fone: www.blog.fipecafi.org

Durante o século XX, o conceito de cidadania se expandiu na sociedade política


e foi incorporado pela sociedade civil (pessoas físicas e jurídicas).
As empresas socialmente responsáveis lidam com o investimento social não só
como caridade, mas como investimento, incorporando-o ao seu planejamento
estratégico.
Hoje, somente fazer doações a entidades filantrópicas não é mais o objetivo
principal dos empresários. Eles estão atentos às novas exigências do mercado:
investir no social. Diferentemente de uma ajuda assistencialista, as empresas
preocupam-se com o resultado de seus investimentos e exigem o monitoramento e a
avaliação das ações.
21
Empresas que podem ser consideradas cidadãs investem no social não só no
que tange ao cumprimento das leis, mas também no sentido de antever necessidades
humanas, para que haja desenvolvimento pleno da sociedade.
Uma prática que, a partir desse cenário, passa a ser desenvolvida, é a
realização do empregado como ser humano, com o aproveitamento máximo de suas
potencialidades. Assim, a empresa ganha, pois funcionários mais satisfeitos,
produzem mais; funcionários ganham, pois investindo no social, a empresa está
investindo na vida particular dele e na comunidade; a sociedade ganha, afinal é nela
que todas estas transformações acontecem.
No meio empresarial brasileiro, pode-se perceber duas visões distintas sobre a
atuação social: a visão pós-lucro da responsabilidade social empresarial e a visão pré-
lucro.
A primeira visão surge da mentalidade clássica da administração de empresas,
a da simples maximização dos lucros, na qual a análise ambiental não é utilizada como
ferramenta estratégica. Neste contexto, as ações normalmente partem após um
acontecimento nas comunidades vizinhas, com repercussões negativas para a
empresa, como desastres ambientais, situações diversas de calamidade, elevados
índices de criminalidade, analfabetismo, péssimas condições de saneamento, dentre
outros diversos tipos de carências sociais.
A segunda visão tem como objetivo maior o desenvolvimento sustentável da
sociedade, fazendo parte do planejamento estratégico da organização, apontando
para o equilíbrio entre performance corporativa ética e compromisso social.
Atualmente, fatores como educação, saúde, meio ambiente, segurança,
cultura, esporte e lazer são responsáveis pela continuidade de um crescente ciclo de
consumo e pelo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva em torno da sociedade.
Não é preciso muito esforço para perceber que as empresas socialmente
responsáveis, que pensam não somente no lucro, mas acima de tudo, no ser humano,
são mais valorizadas e reconhecidas, com a preferência dos seus clientes. Em uma
pesquisa da You & Company com cerca de 2.000 estudantes de MBA revelou que
mais de 50% deles preferiria trabalhar em empresas éticas, mesmo que isso
significasse salários menores. Dessa forma, comprova-se que as empresas com essa
filosofia são capazes de atrair e reter talentos.

22
Nesse contexto apresentado até agora, também temos o marketing societal,
que envolve toda a cadeia que se relaciona com a organização: Colaboradores,
fornecedores, distribuidores e a comunidade, e não mais apenas com a sociedade,
incluindo nesse processo ética nos negócios e respeito ao meio ambiente. Portanto,
relação passa a ir além de atender aos desejos do consumidor, com responsabilidade
a médio e longo prazo. Essa ampliação de estratégias é o que denomina-se
Responsabilidade Social Corporativa.

Fonte: sejadivergente.com

Podemos citar como exemplo:


CORREIOS: PAPAI NOEL
O Papai Noel dos Correios tem como objetivo presentear as crianças que estão
em situação de vulnerabilidade social.
TV GLOBO: CRIANÇA ESPERANÇA
O projeto tem como objetivo a conscientização do público em relação aos
direitos de crianças e adolescentes da nossa sociedade.
MCDONALDS: MCDIA FELIZ
Outro projeto incrível e que faz sucesso em mais de 20 países é o McDia Feliz
idealizado pelo Instituto Ronald McDonald que faz parte da rede fast food McDonalds
com o objetivo de ajudar causas sociais, através de trabalhos sociais.
23
A diferença entre o marketing social e o comercial está no objetivo para o qual
são desenvolvidas tais campanhas.
O marketing social tem o intuito de conscientizar o público frente a determinada
causa ou problema. Esse tipo de campanha está relacionado ao incentivo de
influenciar o comportamento ou mudar a ideia da sociedade em relação às causas do
ambiente social que necessitam cada vez mais de visibilidade.
Isso já vem ocorrendo através das ações de grandes marcas voltadas para
esses problemas, reforçando seus valores, branding e buscado uma sociedade mais
justa.
O segundo trata exclusivamente de vender produtos e serviços e arrecadar
lucros e bons resultados para o ambiente corporativo. O marketing comercial já possui
o foco de vender, encantar clientes e contribuir cada vez mais para o consumo de
produtos disponíveis no mercado.
Responsabilidade social corporativa é um processo contínuo, visando alcançar
desenvolvimento socialmente responsável, econômico e ambientalmente sustentável.
É uma filosofia implantada pela empresa, em primeiro lugar, aos funcionários e
parceiros, a fim de que a ideia seja absorvida e comprada para assim atuarem como
verdadeiros agentes de mudança, contribuindo para a criação da empresa-cidadã.
Com essa percepção, a empresa não só começa a despertar interesse no seu nicho
de mercado, mas sim em outros, com a simples exposição e fortificação da marca.
A responsabilidade social é apenas uma das dimensões da responsabilidade
social corporativa. O exercício da responsabilidade social baseia-se na prática de
ações sociais voltadas para o público interno e externo. Já a responsabilidade social
corporativa é mais abrangente, pois compreende além das ações sociais, práticas e
modelos de gestão ética e socialmente responsáveis. É a somatória da
responsabilidade ética, responsabilidade social e responsabilidade ambiental.

“Responsabilidade Social Corporativa é o comprometimento dos empresários


em adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento
econômico, simultaneamente, a qualidade de vida de seus empregados e de
seus familiares, da comunidade local e da sociedade como um todo.”
(Conselho Empresarial Mundial, 1998).

A busca da responsabilidade social corporativa tem, em resumo, as seguintes


características:

24
É plural: empresas devem satisfações aos acionistas, funcionários, mídia,
governo, setor não-governamental e ambiental e comunidades. Diálogo participativo
nos processos representa mudança de comportamento da empresa e maior
legitimidade social.
É distributiva: a responsabilidade social nos negócios é um conceito que se
aplica a toda a cadeia produtiva. É um conceito de interesse comum, ou seja, deve
ser difundido ao longo de todo o processo produtivo.
É sustentável: responsabilidade social e desenvolvimento sustentável são
conceitos que andam de mãos dadas. Uma atitude responsável garante a não
escassez de recursos. O desenvolvimento sustentável se refere ao ambiente,
promove a imagem da empresa e leva ao crescimento orientado. Uma postura
sustentável é preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros.
É transparente: a globalização demanda transparência. Empresas são
gradualmente obrigadas a publicar relatórios anuais, onde sua performance é aferida
nas mais diferentes modalidades.

8 ÉTICA, MORAL E VALORES

O filósofo Aristóteles acreditava que a ética é caracterizada pela finalidade e


pelo objetivo a ser atingido, que seria viver bem, ter uma boa vida, juntamente e para
os outros.
Neste sentido, pode-se considerar a ética como um tipo de postura e que se
refere a um modo de ser, à natureza da ação humana. Trata-se de uma maneira de
lidar com as situações da vida e do modo como estabelecemos relações com outra
pessoa.
Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser e moral tem sua origem
no latim, que vem de “mores”, significando costumes. Valores, etimologicamente valor,
provém do latim valere, ou seja, que tem valor, custo. As palavras desvalorização,
inválido, valente ou válido têm a mesma origem e, transferindo esses conceitos a
valores humanos, conseguimos entender que valores são ensinamentos do que é
certo e errado e, a partir disso, reproduzimos os valores impostos pela sociedade.
Diante dessas definições, nos confundimos com o verdadeiro significado que
cada uma delas têm e esta confusão pode ser resolvida com o seguinte

25
esclarecimento: moral é um conjunto de normas adquiridas pela educação, tradição e
cotidiano que regulam o comportamento do homem em sociedade; moral tem caráter
obrigatório; já a palavra ética representa um conjunto de valores que orientam o
comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade, garantindo,
assim, o bem-estar social.
Os valores são o que orientam a nossa conduta. Com base neles decidimos
como agir diante das diferentes situações que a vida nos impõe. Relacionam-se,
principalmente, com os efeitos que tem sobre o que fazemos para as pessoas, para a
sociedade ou em nosso ambiente.
A palavra “moral” é originária do termo latino “Morales”, que significa “relativo
aos costumes”, isto é, aquilo que se consolidou como sendo verdadeiro do ponto de
vista da ação.
A moral sempre existiu, pois, todo ser humano possui a consciência moral que
o leva a distinguir o bem do mal. A moral surgiu nas sociedades primitivas, nas
primeiras tribos. Já a ética teria surgido com Sócrates, pois foi exigido um maior grau
de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só
por tradição, educação ou hábito, mas, principalmente, por convicção e inteligência.
A moral não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza,
seres sociais, ou seja, a moral também é um empreendimento social. E esses atos
morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitos,
voluntariamente.
Conceito de ética está vinculado à percepção dos conflitos, autonomia,
coerência. Um indivíduo tornar-se-á ético quando puder compreender e interpretar o
código de ética, além de atuar de acordo com os princípios por ele propostos. Ética é
uma espécie de legislação do comportamento moral das pessoas. Mas a função
fundamental é a mesma de toda teoria, explorar, esclarecer ou investigar uma
determinada realidade.
Ética e moral são os maiores valores do homem. Ambos significam "respeitar
e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, forma seu meio ambiente ou o
destrói, ou ele apoia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode
dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo,
Ética, Moral e valores se formam numa mesma realidade.

26
Ética e moral são discutidos com igual significado. No entanto, em um nível
intelectual, enquanto que a moral tende a ser particular, pela concretude de seus
objetos, a ética tende a ser universal, pela abstração de seus princípios.

9 ÉTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL.

Fonte: definicao.net

O comportamento ético no trabalho, acompanhando de padrões e valores, tanto


na sociedade, quanto na própria organização são essenciais para o alcance da
excelência profissional. Não basta apenas estar em constante aperfeiçoamento para
conquistar credibilidade profissional, é preciso assumir essa postura ética. Através
dela ganhamos confiança e respeito de superiores e demais colaboradores.
Ética profissional é o conjunto de valores, normas e condutas que conduzem e
conscientizam as atitudes e o comportamento de um profissional na organização.
Desta forma, a ética profissional é de interesse e importância da empresa e também
do profissional que busca o desenvolvimento de sua carreira.
A conduta ética contribui também para o andamento dos processos internos,
aumento de produtividade, realização de metas e a melhora dos relacionamentos
interpessoais e do clima organizacional.
É importante que a empresa tenha um código de conduta ética, para orientar o
comportamento de seus colaboradores de acordo com as normas e postura da
27
organização. O código de ética empresarial facilita a adaptação do colaborar e serve
como um manual para boa convivência no ambiente de trabalho.
Considere alguns fatores importantes que auxiliam no processo de
desenvolvimento de carreiras: Honestidade, sigilo, competência, prudência,
humildade e Imparcialidade.
Algumas profissões contam com Conselhos de Representação que têm a
responsabilidade de criar Códigos de Ética específicos para cada área de atuação.
Você já deve ter ouvido falar no Conselho Federal de Medicina (CFM), ou no Conselho
Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Esses Códigos de Ética criados pelos Conselhos existem para padronizar
procedimentos operacionais e condutas de comportamento, garantindo a segurança
dos profissionais e dos usuários de cada serviço. Eles estabelecem princípios ético-
morais de determinada profissão, e preveem penas disciplinares aos trabalhadores
que não obedecerem aos procedimentos e normas de sua área, protegendo a
sociedade de injustiças e desrespeito em qualquer esfera. Por isso, cabe ainda aos
Conselhos a função de fiscalizar o cumprimento dos Códigos de Ética.
Fique atento às normas estabelecidas em sua profissão. Independentemente
de ter ou não um Código específico, todas as profissões exigem o cumprimento de
valores morais e princípios éticos considerados universais como a honestidade, a
competência e a responsabilidade.

28
10 GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

Fonte: aempreendedora.com.br

Nos últimos anos, a responsabilidade social ganhou conhecimento no mundo


inteiro e passou a configurar um modelo de gestão para aproximar o relacionamento
da empresa com seus colaboradores e suas partes interessadas como: Público
interno, fornecedores, clientes, comunidade etc. Esta premissa promove o apoio à
sociedade, gerando diferenciais competitivos no mercado. Neste sentido, as
empresas passaram a ter o seu foco estratégico em atingir e demonstrar
desempenhos ambientais, econômicos e sociais de forma consistente com práticas
reconhecidas no mercado.
A responsabilidade social conclama todos os setores da sociedade a
assumirem a responsabilidade pelos impactos que suas decisões geram na sociedade
e meio ambiente. Nesse sentido, os setores produtivos e empresariais ganham um
papel particularmente importante, pelo impacto que geram na sociedade e seu poder
econômico e sua capacidade de formular estratégias e concretizar ações.
Essa nova postura, de compartilhamento de responsabilidades, não implica,
entretanto, em menor responsabilidade dos governos, ao contrário, fortalece o papel
inerente ao governo de grande formulador de políticas públicas de grande alcance,
visando o bem comum e a equidade social, aumentando sua responsabilidade em
bem gerenciar a sua máquina, os recursos públicos e naturais na sua prestação de
29
contas à sociedade. Além disso, pode e deve ser o grande fomentador, articulador e
facilitador desse novo modelo que se configura de fazer negócios.
O Brasil tem sido protagonista desse movimento, tendo elaborado uma Norma
Nacional de Responsabilidade Social: a ABNT NBR 16001:2004 Responsabilidade
Social – Sistema de gestão - Requisitos, para a qual o Inmetro desenvolveu o
Programa Brasileiro de Certificação em Responsabiidade Social. O Brasil também
liderou, em parceria com a Suécia, o Grupo de Trabalho da ISO (Internatinal
Organization for Standardization) incumbido de elaborar a ISO 26000:2010 - Diretrizes
em responsabilidade social, publicada em 1º de novembro de 2010.
Em decorrência destas ações foi criado o Fórum Governamental de
Responsabilidade Social, do qual o Inmetro é um dos coordenadores.

Fonte: inmetro.gov.br

O Inmetro, por meio da Diretoria de Avaliação da Conformidade, é responsável


pela gestão do Programa e pela definição dos requisitos de certificação, que
estabelece a forma da avaliação. A ABNT, fórum nacional de normalização, é
responsável por coordenar a elaboração das normas técnicas que definem os
requisitos que a organização deve atender.

30
Por meio da Coordenação Geral de Acreditação, o Inmetro também é
responsável pela acreditação das certificadoras que conduzem e concedem a
certificação no Programa. Na gestão do Programa e na normalização, há a
participação de partes interessadas, de diversos segmentos da sociedade, nas ações
da Comissão Técnica do Inmetro e da Comissão de Estudos Especiais na ABNT,
vinculadas ao PBCRS.
A principal referência normativa do Programa é a norma ABNT NBR 16001,
Responsabilidade Social - Sistema de gestão - Requisitos. Essa norma brasileira,
revisada em 2012, teve como base a ISO 26000 - Diretrizes sobre Responsabilidade
Social. A norma estabelece o que a organização deve fazer, quais requisitos devem
cumprir.
Na avaliação do Sistema de Gestão da Responsabilidade Social da
organização, todas as etapas do processo de certificação são conduzidas por um
Organismo de Certificação de Sistema da Gestão da Responsabilidade Social (OCR)
acreditado pelo Inmetro, que avalia a competência dessas certificadoras em realizar
as atividades de avaliação previstas neste Programa.
O Inmetro, portanto, define procedimentos de certificação e realiza a
acreditação de organismos de certificação, que por sua vez realizam auditorias nas
organizações e emitem o certificado para aquelas que estejam cumprindo os
requisitos estabelecidos na norma. Esse certificado leva também a marca do Inmetro.
A certificação no Sistema de Gestão da Responsabilidade Social (SGRS), com
base na ABNT NBR 16001, envolve as três principais dimensões da sustentabilidade:
econômica, social e ambiental. De acordo com esta norma, Responsabilidade Social
é entendida como:
“A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e
atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e
transparente que: Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e
o bem-estar da sociedade; leve em consideração as expectativas das partes
interessadas; esteja em conformidade com a legislação aplicável; seja consistente
com as normas internacionais de comportamento e esteja integrada em toda a
organização e seja praticada em suas relações."

31
A norma estabelece sete princípios que as organizações devem seguir, visando
a um comportamento socialmente responsável. São eles: accountability ou
responsabilização; transparência; comportamento ético; respeito pelos interesses das
partes interessadas; respeito pelo estado de direito; respeito pelas normas
internacionais de comportamento; respeito aos direitos humanos. As organizações
devem também tratar de sete temas considerados centrais da Responsabilidade
Social: governança organizacional, direitos humanos, práticas de trabalho, meio
ambiente, práticas leais de operação, questões relativas ao consumidor e
envolvimento e desenvolvimento da comunidade.

10.1 NORMA SA 8000

A intenção da SA 8000 (Social Accoutability) é oferecer um padrão que se


baseia em normas internacionais de direitos humanos e em leis trabalhistas nacionais
que irão proteger e habilitar todo o pessoal dentro do escopo de controle e influência
de uma empresa, que produzam ou forneçam serviços, incluindo o pessoal
empregado, bem como o pessoal de fornecedores/subcontratados, subfornecedores
e trabalhadores em domicílio.
Lançada em outubro de 1997 pela CEPAA - Council on Economics Priorities
Accreditation Agency, atualmente chamada SAI – Social Accountability International,
organização não-governamental norte-americana, a Social Accountability 8000
(SA8000) é o primeiro padrão global de certificação de um aspecto da
responsabilidade social de empresas. Atualmente a SAI possui o papel de promover
e estimular a implementação da norma no mundo todo, além de credenciar
organizações qualificadas para certificação.
A norma SA8000 é um padrão global de responsabilidade social em função das
boas condições de trabalho, desenvolvida e supervisionada pela organização Social
Accountability International (SAI). Esta norma é fundamentada nos princípios
internacionais dos direitos humanos e nas convenções da Organização Internacional
do Trabalho (International Labour Organization – ILO em inglês), os quais incentivam
a gerência a implementar mudanças sistemáticas e sustentáveis nas operações
comerciais.

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A norma SA8000 tem como objetivo melhorar as condições de trabalho nas
organizações ao redor do mundo ao melhorar as condições dos colaboradores nas
empresas.
A norma abrange os seguintes aspectos:
- Trabalho infantil e trabalho escravo
- Sistemas de Gestão da Saúde e Segurança Ocupacional
- Liberdade de associação e direito à negociação coletiva
- Discriminação
- Práticas disciplinares
- Horas de trabalho
- Remuneração
- Sistemas de Gestão

Além de definir normas de trabalho em todo o mundo, a SA 8000 também


contempla acordos internacionais existentes, incluindo as convenções da
Organização Internacional do Trabalho, a Declaração Universal dos Direitos Humanos
e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
Adotar a certificação SA 8000 significa que a organização deve levar em
consideração o impacto social das suas operações, além das condições sob as quais
seus funcionários, parceiros e fornecedores trabalham. Pode ser aplicada a qualquer
empresa, de qualquer tamanho, em todo o mundo.

Benefícios da norma de certificação SA 8000

 Comprova o compromisso com a responsabilidade social e o tratamento ético


dispensado aos seus colaboradores, em conformidade com os padrões globais.
 Melhora a gestão e o desempenho da cadeia de valor.
 Permite garantir a conformidade com os padrões globais e reduz o risco de
negligência, exposição pública e possíveis ações judiciais.
 Apoia a visão corporativa, construindo e reforçando a lealdade dos seus
colaboradores, clientes e partes interessadas.

33
 Permite demonstração de uma responsabilidade social apropriada nas
licitações de contratos internacionais ou na expansão local para acomodar
novos negócios.
As organizações interessadas em comprovar o atendimento aos requisitos da
norma são submetidas a auditorias por técnicos especializados de renomadas
entidades independentes. O certificado só é concedido àquelas organizações que
cumprem totalmente os requisitos da norma. Para aumentar a credibilidade do
programa a norma exige que os funcionários da empresa elejam um representante
que vai acompanhar a sua implantação, o que não acontece hoje com as normas ISO
9000 e 14000.
Entretanto, devem ser realizadas auditorias internas antes da solicitação de
auditoria externa. É recomendável que seja realizada uma pré-auditoria.
Na auditoria de certificação são então realizadas as visitas de auditoria com a
busca de evidências objetivas do processo implementado, sendo as informações
auferidas em entrevistas com funcionários e stakeholders (partes interessadas).

11 NORMA NBR 16001

A norma NBR 16001 foi redigida de forma a aplicar-se a todos os tipos e portes
de organizações e para adequar-se a diferentes condições geográficas, culturais e
sociais brasileiras. A Responsabilidade Social configurou-se em um modelo de gestão
que aproxima o relacionamento da organização com suas partes interessadas (público
interno, fornecedores, clientes, comunidade de entorno, entre outros). Esta premissa
acarreta o apoio da sociedade, gerando diferenciais competitivos. Neste sentido,
organizações estão cada vez mais preocupadas em atingir e demonstrar
desempenhos ambientais, econômicos e sociais de forma consistente com práticas
reconhecidas no mercado. Com este objetivo, foi criada a norma nacional de gestão
da Responsabilidade Social, a ABNT NBR 16001. Uma análise do seu conteúdo,
portanto, torna-se necessária, uma vez que a mesma pode se constituir num
referencial para adequação dos modelos de gestão de várias organizações brasileiras.
A ABNT NBR 16001 - Responsabilidade social - Sistema da gestão - Requisitos
teve sua primeira edição publicada em novembro de 2004 e a sua segunda versão em
julho de 2012.

34
A versão de 2012 foi baseada na diretriz internacional ISO 26000 publicada em
novembro de 2010.
A revisão da ABNT NBR 16001 ocorreu no âmbito da Comissão Especial de
Estudos de Responsabilidade Social da ABNT, tendo ficado em consulta nacional.
Outros países também têm desenvolvido normas nacionais com o propósito de
certificação à luz da ISO 26000.
A NBR 16001 é uma norma de sistema de gestão, passível de auditória,
estruturada em requisitos verificáveis, permitindo que a organização busque a
certificação por uma terceira parte, o que não ocorre com a ISO 26000 que é uma
norma de diretrizes.
O Inmetro desenvolveu o Programa Brasileiro de Certificação em
Responsabilidade Social de acordo com a NBR 16001, desde a sua primeira versão,
e agora definiu um plano de transição (por meio da Portaria INMETRO / MDIC número
407 de 02/08/2012) para as organizações estabelecendo que:
I. As organizações certificadas com base na norma ABNT NBR 16001:2004
podem, a qualquer tempo, a contar da data de publicação desta Portaria, migrar para
a versão atual da norma, mediante auditoria
II. As solicitações de certificação inicial poderão continuar a ser concedidas com
base na norma ABNT NBR 16001:2004 em até 12 (doze) meses contados da
publicação desta Portaria;
III. As solicitações de recertificação poderão continuar a ser concedidas com
base na norma ABNT NBR 16001:2004 em até 24 (vinte e quatro) meses contados da
publicação desta Portaria;
IV. Todas as certificações vigentes concedidas com base na norma ABNT NBR
16001:2004 deverão ser migradas para a versão atual da norma ou serem canceladas
no prazo de 36 (trinta e seis) meses, contar da data de publicação desta Portaria."
Ou seja:
 Até 02 de agosto de 2013 as organizações poderão solicitar certificação inicial
com base na norma antiga (ABNT NBR 16001:2004);
 As empresas já certificadas na primeira versão poderão solicitar recertificação
até 02 de agosto de 2014;
 A partir de 02 de agosto de 2015 todas as organizações deverão ter migrado
para a versão de 2012.

35
11.1 Principais pontos da NBR 16001:2004

ABNT NBR 16001 estabelece requisitos mínimos relativos a um sistema de


gestão da Responsabilidade Social, permitindo à organização formular e implementar
uma política e objetivos que levem em conta as exigências legais, seus compromissos
éticos e sua preocupação com a promoção da cidadania e do desenvolvimento
sustentável, além da transparência das suas atividades. Segundo Ursine & Sekiguchi
(2005), os pontos mais relevantes desta norma são:
- É aplicável a todos os tipos e portes de organização. Embora o público usual
de normas de sistemas de gestão sejam as grandes corporações, essa norma foi
redigida de forma a aplicar-se também às pequenas e médias empresas, de qualquer
setor, bem como às demais organizações públicas ou do terceiro setor que tiverem
interesse em aplicá-la;
- Entendimento amplo do tema “Responsabilidade Social”. Essa norma
incorporou o conceito mais amplo de Responsabilidade Social, ao aproximá-lo do
desenvolvimento sustentável e incluir em seu cerne o engajamento e a visão das
partes interessadas;
- Necessidade de comprometimento dos funcionários e dirigentes de todos os
níveis e funções. Em diversos pontos da norma ressalta-se a necessidade de
comprometimento dos dirigentes e funcionários de todos os níveis e funções, em
especial os da alta direção, uma vez que se trata de um tema transversal;
- Necessidade de uma política da responsabilidade social e o desenvolvimento
de programas com objetivos e metas. A norma prescreve que a alta administração
deve definir a política de Responsabilidade Social, “consultando as partes
interessadas” e assegurando, dentre outros tópicos, que a mesma “inclua o
comprometimento com a promoção da ética e do desenvolvimento sustentável”. Na
etapa de planejamento, a organização deverá estabelecer, implementar e manter
objetivos e metas da Responsabilidade Social, com o envolvimento de funções e
níveis relevantes dentro da organização e demais partes interessadas.
As organizações devem desenvolver programas (com objetivos e metas) que
deverão contemplar onze temas da Responsabilidade Social. São eles:
 Boas práticas de governança;
 Combate à pirataria, sonegação, fraude e corrupção;

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 Práticas leais de concorrência;
 Direitos da criança e do adolescente, incluindo o combate ao trabalho
infantil;
 Direitos do trabalhador, incluindo o de livre associação, de negociação,
a remuneração justa e benefícios básicos, bem como o combate ao
trabalho forçado;
 Promoção da diversidade e combate à discriminação (por exemplo:
cultural, de gênero, de raça/etnia, idade, pessoa com deficiência);
 Compromisso com o desenvolvimento profissional;
 Promoção da saúde e segurança;
 Promoção de padrões sustentáveis de desenvolvimento, produção,
distribuição e consumo, contemplando fornecedores, prestadores de
serviço, entre outros;
 Proteção ao meio ambiente e aos direitos das gerações futuras;
 Ações sociais de interesse público.

Adota modelo PDCA. Tendo em vista o êxito do modelo PDCA (PLAN, DO


CHECK, ACT – Planejar, Fazer, Avaliar e Agir), utilizado anteriormente pelas normas
ISO 9001 e ISO 14001, foi decidido que a base do sistema dessa norma seria a
mesma, facilitando a integração com os sistemas de gestão já existentes, evitando-se
assim a criação de sistemas e departamentos isolados;
Esclarecimento que o atendimento aos requisitos da norma não significa que
a organização é socialmente responsável, mas que possui um sistema de gestão da
Responsabilidade Social. A norma chega a estabelecer que as comunicações
externas e internas da organização deverão respeitar este preceito. A introdução da
norma traz em seu texto essa preocupação.
Auditabilidade - a norma é estruturada em requisitos, permitindo, portanto, que
a organização busque a certificação de seu sistema de gestão da Responsabilidade
Social junto a uma organização externa.
Em fevereiro de 2006, o Inmetro publicou os critérios de avaliação da
conformidade para as organizações que desejarem implementar um sistema de
gestão conforme a NBR 1600, iniciativa inédita no mundo, uma vez que o Inmetro foi
o primeiro órgão governamental a assumir a coordenação de um programa de

37
avaliação da conformidade baseado em uma norma de gestão da Responsabilidade
Social. Atualmente, existem cerca de 20 empresas certificada. (Fonte Inmetro).

12 ISO 26000 - DIRETRIZES EM RESPONSABILIDADE SOCIAL

Fonte: adsqualidade.com.br

No dia 1º de novembro de 2010, foi publicada a Norma Internacional ISO 26000


– Diretrizes sobre Responsabilidade Social, cujo lançamento foi em Genebra, Suíça.
No Brasil, no dia 8 de dezembro de 2010, a versão em português da norma, a ABNT
NBR ISO 26000, foi lançada em evento na Fiesp, em São Paulo.
Segundo a ISO 26000, a responsabilidade social se expressa pelo desejo e
pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em
seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e
atividades na sociedade e no meio ambiente. Isso implica um comportamento ético e
transparente que contribua para o desenvolvimento sustentável, que esteja em
conformidade com as leis aplicáveis e seja consistente com as normas internacionais
de comportamento. Também implica que a responsabilidade social esteja integrada
em toda a organização, seja praticada em suas relações e leve em conta os interesses
das partes interessadas.
A norma fornece orientações para todos os tipos de organização,
independente de seu porte ou localização, sobre:
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 Conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social;
 Histórico, tendências e características da responsabilidade social;
 Princípios e práticas relativas à responsabilidade social;
 Os temas centrais e as questões referentes à responsabilidade social;
 Integração, implementação e promoção de comportamento socialmente
responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e
práticas dentro de sua esfera de influência;
 Identificação e engajamento de partes interessadas;
 Comunicação de compromissos, desempenho e outras informações
referentes a responsabilidade social.

12.1 Aplicação ISO 26000

A ISO 26000 é uma norma não vinculativa, ou seja, de implementação não


obrigatória, indicada a todo tipo de organização, com foco nas empresas, que desejem
implementar programas de sustentabilidade. Foi elaborada e apresentada pela
International Organization for Standardization – ISO, ou Organização Internacional
para Padronização em tradução para o português.
A norma internacional de responsabilidade social ISO 26000 foi desenvolvida
com o objetivo de fundamentar o tema mundialmente, seu processo de confecção foi
considerado o maior e mais complexo já realizado pela International Organization for
Standardization (ISO). Ao longo da sua elaboração, contou com a participação de 99
países, envolvendo mais de 450 especialistas e 210 observadores. Iniciativa
coordenada pelo Brasil e pela Suécia, teve a representação de diversas partes
interessadas: indústrias, governos, trabalhadores, consumidores, ONGs, serviços de
suporte, academia e consultorias.
Essa norma tem o caráter de orientação, de guia, de consolidação de conceitos,
princípios e temas relevantes relacionados à responsabilidade social, além de sugerir
procedimentos para um sistema de gestão. Ela não objetiva certificação e não propõe
formalmente o sistema de gestão. Por ser uma norma única e diferente da história de
concepção das demais normas da ISO, é imprescindível que seja divulgada,
compreendida, experimentada e aplicada estrategicamente pelas empresas, para
encaminharem suas políticas de sustentabilidade.

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A estrutura da norma está dividida em sete capítulos. Parte da contextualização
do conceito, da identificação dos princípios e dos principais assuntos e questões da
responsabilidade social. Nos primeiros capítulos, a norma fornece conceitos e
princípios fundamentais às atividades da organização, que devem ser internalizados
pela cultura e consequentes operações, estendendo-se a sua cadeia de valor: ética,
transparência, accountability, conformidade legal, diálogo e respeito aos interesses
das partes interessadas. Depois, cita temas centrais, descreve-os e fala de ações e
expectativas sobre cada um. São eles: governança organizacional, direitos humanos,
meio ambiente, práticas leais de operação, questões relativas ao consumidor e
envolvimento com a comunidade e seu desenvolvimento.
O capítulo 7 trata da aplicação dos conceitos citados nos demais capítulos.
Para incorporação da responsabilidade social à gestão da organização, ela deve
passar pelos seguintes tópicos: analisar como algumas características essenciais,
principalmente os temas centrais, relacionam-se com responsabilidade social,
determinar a relevância e significado dos assuntos essenciais para a organização;
avaliar as possibilidades dentro de sua esfera de influência e estabelecer prioridades
para tratar de assuntos e questões essenciais.
Todo sistema de gestão depende da identificação de aspectos que devem ser
acompanhados e da determinação de indicadores. Em se tratando da ISO 26000, para
determinar a esfera de responsabilidade social, é fundamental que se identifiquem as
questões relevantes a suas atividades e decisões, as ações e expectativas
relacionadas e considerem os impactos das atividades e decisões da organização,
tendo em mente os interesses e expectativas das partes interessadas.
Um dos desafios para sua utilização é o processo de avaliação do nível de
adequação à mesma, uma vez que não há certificação. Esse foi um dos grandes
debates que envolveu o seu desenvolvimento, mas, em síntese, podemos considerar
que a norma é um grande acordo global, um retrato do mundo com suas expectativas
impressas em suas páginas, relativas ao que seria a responsabilidade social praticada
pelas organizações.
Sua importância na realidade empresarial é uma questão de decisão interna
das organizações e pressão externa. Acreditamos que serão desenvolvidas maneiras
de se auditar externamente, por entidades independentes, o atendimento às
premissas especificadas na norma.

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13 CURIOSIDADES

Até 2040, França deve banir carros movidos a petróleo e diesel

O governo francês veio a público confirmar um planejamento ambicioso de


metas sustentáveis para o país nos próximos anos. De acordo com o pronunciamento
do ministro do Meio Ambiente, Nicolas Hulot, a França vai banir até 2040 a
comercialização de carros movidos a petróleo e diesel.
A iniciativa faz parte da estratégia do país para diminuir o consumo de
combustíveis fósseis, com o objetivo de fortalecer os compromissos firmados no
Acordo de Paris com as outras partes signatárias. Vale destacar que, em conjunto, o
ministro está inaugurando um plano de cinco anos do governo para incentivar a
energia limpa.
De acordo com Hulot, a expectativa de sucesso do projeto está na grande
capacidade dos fabricantes de automóveis do país, que têm projetos que podem fazer
com que esse objetivo possa ser cumprido.
Inclusive, o grupo PSA, responsável pela fabricação dos modelos da Peugeot
e Citroën, confirmou que os planos anunciados pelo governo vão ao encontro do seu
objetivo, que é oferecer versões híbridas ou elétricas de 80% de sua frota até 2023. A
prefeitura de Paris, por exemplo, já apresentou um projeto de proibição contra veículos
a diesel até 2020.
Outra meta audaciosa dos franceses é a de proibição de automóveis movidos
a gasolina. Esta, porém, é mais complicada, já que modelos que contam com
tecnologias mais limpas ainda não estão disponíveis por preços mais acessíveis no
mercado.
A ótima notícia, no entanto, está sendo analisada com uma certa cautela pela
cúpula internacional. O Greenpeace pediu que o governo francês enviasse um prazo
mais claro para suas ações, já que está preocupado com a possibilidade de os
governos subsequentes abandonarem o esforço de geração com o passar dos anos.
Hulot também propôs uma proibição de novas operações de petróleo e gás em
território francês, além de ter confirmado que o país deixará de produzir energia
proveniente do carvão, que hoje representa 5% do total até 2022.

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Dentre outras ações do planejamento, a sexta maior economia do mundo quer
também reduzir a proporção de seu poder da energia nuclear para 50% até 2025
(diminuindo os atuais 75%). A tributação de poluentes é também uma das estratégias
para incentivar o consumo de energia e tecnologias verdes.
Fonte: pensamentoverde.com.br (Acesso em 15 de fevereiro de 2020).

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14 BIBLIOGRAFIA

ASHLEY, Patrícia Almeida. Ética e Responsabilidade Social nos Negócios. 2. ed. São
Paulo: Saraiva, 2005.

ALMEIDA, Patrícia Ashley de; GOVATTO, Ana Claudia Marques. Ética e


responsabilidade social nos negócios. Comunicação & Inovação, v. 3, n. 5, 2010.

BENEDICTO, Samuel Carvalho De; RODRIGUES, Ângelo Constâncio; PENIDO, Aline


Micheli da Silva. Surgimento e evolução da responsabilidade social empresarial: uma
reflexão teórico-analítica. XXVIII Encontro nacional de engenharia de produção, Rio
de Janeiro, p. 1-13, 16 out. 2008.

CARVALHO, Jeferson Moreira de. Meio ambiente - Ética e Responsabilidade. Carta


Forense, São Paulo, 4 jan. 2011.

COSTA, Leandro Giovede. Ética e responsabilidade social nas organizações. Brasil


escola, [S. l.], 15 jul. 2017.

GONZALEZ, Carmen Izabel Centena. ÉTICA E RESPONSABILIDADE


SOCIAL. Cadernos da Escola Judicial do TRT da 4ª Região, [S. l.], p. 1-7, fev. 2009.

MORAES, Maria Cristina Pavan de; JÚDICE, Josy. Empreendedorismo, ética e


responsabilidade social para micro e pequenas empresas: crescer com foco
social. Revista de Ciências Gerenciais, v. 12, n. 16, p. 121-136, 2015.

ORSI, Rafael A. A crise socioambiental e os novos desafios para o planejamento


urbano. Observatório geográfico América latina, [S. l.], p. 1-8, 2015.

SANTOS, Brenda Martins Ouverney dos. Crise socioambiental: Compreensão e


combate através de uma visão que conecte as esferas individual e coletiva. [S. l.: s.
n.], 2017. ISBN ISSN 2525-698X.

TISOTT, Sirlei Tonello; OTT, Ernani; KROETZ, Cesar Eduardo Stevens. A gestão das
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A IMPORTÂNCIA da Responsabilidade Social. [S. l.]. Disponível em:


https://www4.inmetro.gov.br/. Acesso em: 15 fev. 2020.
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