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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA

CÍVEL DA COMARCA DE XXXXXXX

PRIORIDADE PROCESSUAL – IDOSO (ART. 1211-A DO CPC)

XXXXX, brasileiro, aposentado, portador do RG nº XXXXX e CPF nº XXXXX,


residente e domiciliado a Rua XXXXXXX, estado do Paraná, CEP 86.400-000,
por intermédio de sua advogada que esta subscreve (procuração em anexo),
XXXXX, inscrita nos quadros da OAB/PR sob o nº XXXXX, portadora do RG nº
XXXXX e CPF XXXXX telefone (43) XXXXX, email: XXXXXcom endereço
profissional a Rua XXXXXXX, vem, respeitosamente a presença de Vossa
Excelência, com fundamento no art. 319 do Código de Processo Civil, propor

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MATERIAIS


C/C DANOS MORAIS

em face do XXXXXX, Pessoa Jurídica de Direito Público, inscrita no CNPJ nº


XXXXX, com endereço na Rua XXXXXX, na pessoa de seu representante
legal, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas

DA JUSTIÇA GRATUITA
O Requerente é pobre na acepção jurídica da palavra, sendo assim
incapaz de possuir condições de arcar com os encargos decorrentes do
processo sem que ocorra prejuízo de seu sustento e de sua família, conforme
declaração de hipossuficiência em anexo.

De acordo com o art. 98, do CPC o autor faz jus à justiça gratuita, por
enquadrar-se nos requisitos exigidos para o deferimento desse benefício. A
alegação da autora de insuficiência de recursos para arcar com o processo
presume-se verdadeira, consoante art. 99, § 3º, do CPC.

Diante do exposto, requer o deferimento da Justiça Gratuita em favor do


autor.

DOS FATOS

O autor é morador do bairro Vila Rural nesta cidade de XXXXXX, e possui


uma propriedade na Rua XXXXXX.

No dia 07 (sete) de dezembro de 2020 (dois mil e vinte), o autor encontrava-


se em sua residência juntamente com sua esposa doente e acamada, fazia
seus serviços diários de roçagem na propriedade, quando ouviu um grito de
sua esposa e foi correndo para ver o que havia acontecido. Quando adentrou a
residência, a casa estava toda tremendo, “o fogão pulando”, “os quadros da
parede caindo”, e começou a ver rachaduras surgirem nas paredes,
imediatamente correu para fora do imóvel e avistou uma máquina da prefeitura
(um rolo compressor de potência máxima), deu com a mão para que o
motorista parasse e contou o que estava acontecendo, que sua residência
estava rachando pois esse tipo de maquinário não era próprio para aquele
local, mas sim para estradas de rodagem.
O autor pediu com a maior educação que o maquinista (não sabe
informar o nome) parasse de utilizar a máquina pois estava tremendo sua
residência e causando rachaduras, e foi tratado de forma muito hostil e mau
educada. O maquinista ainda informou que estava cumprindo ordens e que não
pararia seu serviço, que era pro autor procurar a prefeitura, mais precisamente
o Sr. Carlinhos Lopes. Diante das palavras do maquinista e de um rapaz
conhecido por Magrão (operador de patrol) disse que procuraria o Sr.
Carlinhos.

Após esses fatos, o autor se dirigiu até a Prefeitura afim de conversar


com o Sr. Carlinhos, e assim aconteceu, explicou a situação, o que acontecerá
com sua residência e solicitou que enviassem algum perito para medir os
danos, Sr. Carlinhos de prontidão disse que resolveria e mandaria alguém
avaliar a residência, mas, até a presente data não apareceu ninguém, a
residência encontra-se do mesmo jeito, com rachaduras, com as vigas a ponte
de desabar.

Na casa ao lado o pedreiro Aguinaldo Silva realizava o assentamento de


pisos em sua construção, soltou todos os pisos que havia colocado com a
vibração do maquinário da Prefeitura, que o Sr. Aguinaldo presenciou toda a
conversa do autor com o operador da máquina.

Que é comum a Prefeitura utilizar um rolo compressor, pois a rua não


tem asfalto (fotos em anexo), então quando chove fica difícil passar automóvel
no local, mas que nunca havia acontecido esse tipo de coisa, que no dia em
questão usaram um maquinário mais pesado.

Que o autor foi muito lesado, tanto material quando moralmente, pela
falta de educação do operador da máquina, se sentiu muito humilhado, que sua
esposa estava acamada e nem isso levaram em consideração para parar de
utilizar as maquinas que vibravam a residência toda.
Até o presente momento, não recebeu a visita de nenhum representando
ou engenheiro da Prefeitura e nada foi resolvido, não obteve êxito e sua
tentativa de conciliação foi frustrada.

Nesse diapasão, o autor não tem condições de arcar com a perícia


técnica (engenheiro), tendo em vista sua insuficiência de recursos.

Sendo assim, diante da inércia do Poder Público, não restou alternativa


ao autor, a não ser promover a presente ação no Judiciário para ter seu direito
assegurado como medida de justiça que se impõem.

DO MÉRITO

DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

Diversas definições do conceito de danos morais ressaltam que a


indenização tem por intento compensar, amenizar o abalo moral, o sofrimento,
a humilhação e o constrangimento imposto ao ofendido.

Importante ressaltar, que a situação descrita nos autos, certamente


ultrapassa o mero aborrecimento, ingressando diretamente na esfera moral da
parte autora, pois, após tentar resolver de forma amigável o problema junto a
ré, não logrou êxito.

Assim como é dever dos cidadãos respeitar funcionário público ou quem


estiver em serviço mesmo que terceirizado, também é dever dos funcionários
tanto públicos como prestadores de serviços do Município em suas funções
respeitares os cidadãos.
O autor foi perturbado em seu sossego, assim como sua esposa
acamada, que faz tratamento de saúde, teve seu imóvel danificado, e ao
reclamar e pedir para que suspendessem o serviço que ali estava sendo
executado foi tratado de forma hostil e totalmente desrespeitado.

Ademais, o autor amarga por MAIS DE DOIS MESES a espera do


representante da Prefeitura Municipal que ficaram de mandar até sua
residência para avaliar os prejuízos, sofre todos os dias com receio de que o
teto desabe sobre seus família, pois as rachaduras comprometeram o forro da
casa.

Os arts. 186 e 927, do Código Civil prescrevem in verbis:

  

“Art. 43. As pessoas jurídicas de direito


público interno são civilmente responsáveis
por atos dos seus agentes que nessa
qualidade causem danos a terceiros,
ressalvado direito regressivo contra os
causadores do dano, se houver, por parte
destes, culpa ou dolo.”

 “Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão


voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda
que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.”

DO QUANTUM INDENIZATÓRIO
Para fixar o valor indenizatório do dano moral, deve o juiz observar as
funções ressarcitórias e putativas da indenização, bem como a repercussão
do dano, a possibilidade econômica do ofensor e o princípio de que o dano
não pode servir de fonte de lucro. Nesse sentido, esclarece Sérgio Cavalieri
Filho que:

“(...) o juiz, ao valor do dano moral, deve


arbitrar uma quantia que, de acordo com
seu prudente arbítrio, seja compatível com
a reprovabilidade da conduta ilícita, a
intensidade e duração do sofrimento
experimentado pela vítima, a capacidade
econômica do causador do dano, as
condições sociais do ofendido, e outras
circunstâncias mais que se fizerem
presentes”.

A jurisprudência fornece elucidativos precedentes sobre à utilização


dos citados critérios de mensuração do valor reparatório:

(...)” A indenização do dano moral deve ser


fixada em termos razoáveis, não se
justificando que a reparação venha a
constituir-se em enriquecimento sem
causa, com manifestos abusos e exageros,
devendo o arbitramento operar-se com
moderação, proporcionalmente ao grau de
culpa e ao porte econômico das partes,
orientando-se o juiz pelos critérios
sugeridos pela doutrina e pela
jurisprudência, com razoabilidade,
valendo-se de sua experiência, e do bom-
senso, atendo à realidade da vida e às
peculiaridades de cada caso. Ademais,
deve ela contribuir para desestimular o
ofensor repetir o ato, inibindo sua conduta
antijurídica (RSTJ 137/486 e STJ-RT
775/211).” (...)

Portanto, requer a fixação dos danos morais a título de reparação no


valor de 2 (dois) salários mínimos, totalizando R$2.200,00 (dois mil e duzentos)
reais, afim de que episódios como esse não mais aconteçam, e
desestimulando a ré a repetir tais ações, sendo em treinamento para os
funcionários em como agir em determinadas situações com os cidadãos, seja
no âmbito administrativo, resolvendo os conflitos de forma célere evitando
demandas judiciárias.

DOS DANOS MATERIAIS

O município é responsável por qualquer acidente ou dano causado a


terceiro em via pública, quando não oferece as condições necessárias de
infraestrutura. Responsabiliza-se o ente público por danos resultantes de falha
no serviço público, pois é seu dever, de manter as vias públicas em perfeito
estado de conservação, prerrogativa do poder público no zelo pelo bem-estar
da comunidade.

No entanto, o autor invoca o direito de ser indenizado materialmente


pela parte ré, ainda, aponta a responsabilização objetiva da ré prevista no
artigo 37, § 6º da CF, que segundo a majoritária doutrina pátria, impõe ao
Estado-Administração indenizar os danos causados aos cidadãos, resultantes
da sua atuação, bastando para tanto a configuração do nexo causal entre o
dano e o ato lesivo, sem a consideração da culpa do agente público no caso
concreto. Este, aliás, é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
CONSTITUCIONAL.CIVIL.RESPONSABILIDA
DE CIVIL DO ESTADO. C.F., 1967, art. 107.
C.F./88, art. 37, par-6. I. A responsabilidade
civil do Estado, responsabilidade objetiva,
com base no risco administrativo, que
admite pesquisa em torno da culpa do
particular, para o fim de abrandar ou
mesmo excluir a responsabilidade estatal,
ocorre, em síntese, diante dos seguintes
requisitos: a) do dano; b) da ação
administrativa; c) e desde que haja nexo
causal entre o dano e a ação administrativa.
A consideração no sentido da licitude da
ação administrativa é irrelevante, pois o que
interessa, é isto: sofrendo o particular um
prejuízo, em razão da atuação estatal,
regular ou irregular, no interesse da
coletividade, é devida a indenização, que se
assenta no princípio da igualdade dos ônus
e encargos sociais. II. Ação de indenização
movida por particular contra o Município,
em virtude dos prejuízos decorrentes da
construção de viaduto. Procedência da
ação. (STF - RE 113.587 - SP - 2ª T. - Rel.
Min. Carlos Velloso - DJU
03.04.1992).

As fotos anexas demonstram claramente a existência de diversas


rachaduras, fendas e trincas em várias áreas da residência, tornando evidente
a existência do dano.
Cabe salientar que compete à Administração Pública o dever de
conservação e manutenção das vias públicas, garantindo a incolumidade física
dos que ali transitam, conforme leciona CAHALI:

"(...) A conservação e fiscalização das ruas,


estradas, rodovias e logradouros públicos
inserem-se no âmbito dos deveres jurídicos
da Administração razoavelmente exigíveis,
cumprindo-lhe proporcionar as necessárias
condições de segurança e incolumidade às
pessoas e aos veículos que transitam por
eles. A omissão no cumprimento desse
dever jurídico, quando razoavelmente
exigível, e identificada como causa do
evento danoso sofrido pelo particular, induz
a responsabilidade indenizatória do estado
(...)." (CAHALY, Youssef Said.
Responsabilidade Civil do Estado. Ed. Rt. 4ª
ed. 2012. Pg 229).

Desta maneira, já decidiu este Tribunal de Justiça: Note-se que, os


elementos caracterizadores da responsabilidade civil estão presentes, portanto,
deve o Município de Jacarezinho arcar com o pagamento de indenização
decorrente dos prejuízos experimentados pela autora, tendo em vista que
somente ocorreram em razão da omissão do ente público, em realizar a
adequada manutenção do da via pública ou pela ausência de realizar
pavimentação asfáltica.

“APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
INUNDAÇÃO DA RESIDÊNCIA DO
AUTOR.SERVIÇO DE LIMPEZA E
MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE
ESCOAMENTO DA REGIÃO NÃO
REALIZADO. DEVER DE CONSERVAÇÃO
DAS VIAS PÚBLICAS. AUSÊNCIA DE
PROVIDÊNCIAS PARA O CORRETO
ESCOAMENTO DAS ÁGUAS. OMISSÃO DO
MUNICÍPIO CARATERIZADA.
RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. DANO
MORAL QUE NO CASO SE CONFIGURA „IN
RE IPSA‟.INDENIZAÇÃO DEVIDA.REDUÇÃO
DA QUANTIA ARBITRADA, EM
OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DA
PROPORCIONALIDADE. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. INTELIGÊNCIA
DO ART. 20, § 4º, DO CPC/1973. RECURSO
CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.”
(TJPR - 2ª C.Cível - AC - 1510478-2 - Curitiba
- Rel.: Carlos Mauricio Ferreira - Unânime -
DJ. 24.08.2016)

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE


INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E
MATERIAL. RACHADURAS EM IMÓVEL.
PLEITO DE APLICAÇÃO DA
RESPONSABILIDADE SUBJETIVA.
POSSIBILIDADE. OMISSÃO. DEFEITO NA
PAVIMENTAÇÃO DEFRONTE A
RESIDÊNCIA DOS AUTORES. PERÍCIA QUE
ATESTA O NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE
A FALHA NO CALÇAMENTO E OS
PREJUÍZOS EXPERIMENTADOS.
CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS
VIAS PÚBLICAS. DEVER DO MUNICÍPIO.
COMPROVAÇÃO DOS ELEMENTOS
CARACTERIZADORES DA
RESPONSABILIDADE CIVIL. OBRIGAÇÃO
DE INDENIZAR. SENTENÇA MANTIDA, POR
FUNDAMENTO DIVERSO. RECURSO NÃO
PROVIDO. (TJPR - 2ª C.Cível - 0004304-
66.2015.8.16.0108 - Mandaguaçu - Rel.:
Stewalt Camargo Filho - J. 27.11.2018)

Como se vê, tanto a doutrina como a jurisprudência dominantes nos


Tribunais, já assentaram o entendimento de que o Município deve responder
pelos danos sofridos pelos particulares, em razão do mau funcionamento das
atividades públicas.

Desse modo, as irregularidades nas vias públicas, em principal, a rua do


autor, que carece de pavimentação asfáltica, criando dificuldades, impedindo a
passagem de veículos e pedestres, caracterizam a omissão desidiosa do Poder
Público, sendo responsável pelo dano imputado ao autor.

Pois bem, Excelência, caso não for seu entendimento no que tange a
responsabilidade objetiva do presente autos, em sede subsidiária, o autor vem
confirmar que estão presentes todos os requisitos da responsabilidade objetiva
adotada como regra, tais como: a culpa, nexo de causalidade e o dano.

A culpa é nítida, vez que a parte ré não realizou a pavimentação


asfáltica na Rua do autor, bem como não realiza manutenção adequada e, por
isso, quando necessita de reparo, os maquinários que são enviados pela
Prefeitura, causam danos ao autor.

O Dano se percebe pelas imagens anexas do interior da residência da


autora, com várias trincas, fendas e rachaduras distribuídas por todos os
cômodos do imóvel, problema que vem se agravando e comprometendo toda a
estrutura, causada em virtude de “benfeitorias” realizadas pela Prefeitura.

O nexo de causalidade é auto evidente, sendo que o dano imputado à


autora foi causado em virtude da utilização de máquinas pesadas, na qual a
Prefeitura se utiliza para reparos na rua. Assim, presente a relação de causa e
efeito.

O autor requer a realização de perícia no local de seu imóvel, por perito


especializado na área, no intuito de elaborar parecer técnico confirmando o
nexo de causalidade, bem como quantificando o valor do dano material que
ficará para reparação do imóvel.

Diante do exposto, requer a condenação da parte ré a indenização por


danos materiais. Frisa-se que, a autora deixa de indicar o valor certo e
determinado a sua pretensão, por não ser possível, desde logo, determinar as
consequências do ato, necessitando de conhecimento técnico especializado,
enquadrando-se no conceito de pedido genérico, nos termos do artigo 324, §
1º, II, do CPC.

DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, requer:

a) O benefício da justiça gratuita, por ser economicamente


hipossuficiente, conforme declaração anexa;
b) A condenação da ré aos danos morais ao equivalente de 2 (dois)
salários mínimos, no valor de R$2.200,00 (dois mil e duzentos
reais) a título de reparação e medida da mais lidima justiça pelos
transtornos sofridos;

c) No mérito, que a ré seja condenada a indenização por danos


materiais no valor arbitrado pelo perito;

d) A citação da Ré, na pessoa de seu representante legal, no


endereço declinado, para, no prazo, oferecer defesa, sob pena de
revelia e confissão quanto à matéria de fato (artigo 344 do
CPC/2015).

e) Na falta de resposta, requer julgamento antecipado da lide


(Artigo 355, II do CPC/2015);

f) Havendo contestação, requer, se digne designar audiência de


conciliação e, não obtida esta, fixe os pontos controvertidos,
deferindo as provas, tempestivamente, requeridas, designando
audiência instrução e julgamento.

g) Requer a condenação da ré ao pagamento das custas processuais


e honorários;

h) A realização de perícia técnica no local do imóvel do autor, para


constatar o nexo de causalidade, bem como quantificar o dano
material ocasionado a parte autora.

Protesta pela produção de todas as provas em direito permitidas,


notadamente, o depoimento pessoal do autor e da empresa ré, através de seu
representante; a oitiva de testemunhas; e a juntada de novos documentos que
se fizerem necessários.
Dar-se-á causa o valor de R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos) reais para
os devidos fins legais.

ROL DE TESTEMUNHAS
XXXXXX

Nestes termos,

Pede e espera deferimento.

CIDADE, DATA

ADVOGADA

OAB N°

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