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relatório anual 2009

relatório anual 2009


70 anos de história
1939 Anos 1940 Anos 1950 Anos 1960 Anos 1970 Anos 1980 Anos 1990 Século XXI

Março 1940-41 1955-65 1962-78 1971-74 1980-96 1992 2002


• Criação da • Primeiro contrato • Construção da • Construção das usinas • Construção da Ponte • Construção • Início de operação do • Aquisição do controle da Alpargatas.
Camargo, Corrêa & de empreitada: primeira usina hidrelétricas de Jupiá Presidente Costa e do Aeroporto segundo forno da fábrica
Companhia Limitada terraplenagem da hidrelétrica: Euclides (MS) e Ilha Solteira (SP) Silva (Rio-Niterói), Internacional de de cimento de Apiaí (SP). 2003
– Engenheiros e estrada do Banhado da Cunha, em São José – maior hidrelétrica do com 13,3 km, a Cumbica (SP). • Inauguração da fábrica de cimento de Ijaci (MG).
Construtores. Grande, Apiaí (SP). do Rio Pardo (SP). Brasil e uma das três segunda maior ponte 1993
maiores do mundo do mundo à época. 1982 • Inauguração da fábrica de 2005
1943-44 1956 na época. • A Camargo Corrêa cimento da Camargo Corrêa • Compra da cimenteira Loma Negra, na Argentina.
• Terraplenagem e • Aquisição da 1971-76 se torna acionista Industrial, em Bodoquena (MS). • Construtora vence licitação para realizar as obras da Rodovia
pavimentação da Base Companhia Auxiliar 1963-67 • Construção da da Alpargatas. Interoceânica, no Peru, e da Hidrelétrica Porce III, na Colômbia.
Aérea de Santos (SP). de Viação e Obras – • Construção da primeira linha do 1996 • Constituição do Estaleiro Atlântico Sul.
CAVO. Rodovia Presidente Metrô de São Paulo, 1984 • Camargo Corrêa obtém em
1946 Castello Branco (SP). a Norte-Sul. • A Camargo Corrêa consórcio as concessões 2006
• Empresa adota o 1957-63 se torna acionista da ponte Rio-Niterói e da • Lançamento da “Carta da Sustentabilidade: O Desafio da Inovação”.
nome Construções e • Terraplenagem, 1968 1972-77 da Alcoa. Via Dutra, as duas primeiras
Comércio Camargo pavimentação de • Fundação da Camargo • Construção da do Programa Federal de 2007
Corrêa S.A. ruas e avenidas Corrêa Industrial, Rodovia dos Imigrantes Concessões Rodoviárias. • Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário – CCDI inicia
e construção da hoje Camargo Corrêa (São Paulo-Santos). • Constituição da holding negociação de suas ações na Bovespa.
1948 barragem de Paranoá Cimentos. Camargo Corrêa S.A. • Constituição da A-port.
• Fundação da em Brasília. 1974-75 • Camargo Corrêa S.A. passa
Companhia Jauense • Construção da rodovia a fazer parte do grupo 2008
Industrial, empresa Transamazônica. controlador da Usiminas. • Construtora dá início à construção da Hidrelétrica Jirau,
de fiação. no rio Madeira.
1975-79 1997 • Inauguração do Estaleiro Atlântico Sul.
• Construção da • Compra da Cimento Cauê. • Aquisição da Alpargatas Argentina.
Ferrovia do Aço • Por intermédio da VBC, o
(Minas Gerais). Grupo adquire participação 2009
na Companhia Paulista de • A-port conclui a compra de 51% da concessão do Aeroporto
1975-83 Força e Luz – CPFL. de Curaçao.
• Construção das usinas • Grupo passa a deter 100% da VBC.
hidrelétricas de Itaipu 1998 • Construtora inicia as obras da Mina de Carvão Moatize,
(PR), Tucuruí (PA) • Camargo Corrêa participa em Moçambique.
e Guri (Venezuela), da criação da Companhia de
três das maiores Concessões Rodoviárias – CCR. 2010
hidrelétricas do mundo. • Camargo Corrêa torna-se acionista da Cimentos de Portugal – CIMPOR.
2000 • O Estaleiro Atlântico Sul entrega o primeiro navio petroleiro,
• Criação do Instituto marco na retomada da indústria naval brasileira.
Camargo Corrêa.
70 anos de história
1939 Anos 1940 Anos 1950 Anos 1960 Anos 1970 Anos 1980 Anos 1990 Século XXI

Março 1940-41 1955-65 1962-78 1971-74 1980-96 1992 2002


• Criação da • Primeiro contrato • Construção da • Construção das usinas • Construção da Ponte • Construção • Início de operação do • Aquisição do controle da Alpargatas.
Camargo, Corrêa & de empreitada: primeira usina hidrelétricas de Jupiá Presidente Costa e do Aeroporto segundo forno da fábrica
Companhia Limitada terraplenagem da hidrelétrica: Euclides (MS) e Ilha Solteira (SP) Silva (Rio-Niterói), Internacional de de cimento de Apiaí (SP). 2003
– Engenheiros e estrada do Banhado da Cunha, em São José – maior hidrelétrica do com 13,3 km, a Cumbica (SP). • Inauguração da fábrica de cimento de Ijaci (MG).
Construtores. Grande, Apiaí (SP). do Rio Pardo (SP). Brasil e uma das três segunda maior ponte 1993
maiores do mundo do mundo à época. 1982 • Inauguração da fábrica de 2005
1943-44 1956 na época. • A Camargo Corrêa cimento da Camargo Corrêa • Compra da cimenteira Loma Negra, na Argentina.
• Terraplenagem e • Aquisição da 1971-76 se torna acionista Industrial, em Bodoquena (MS). • Construtora vence licitação para realizar as obras da Rodovia
pavimentação da Base Companhia Auxiliar 1963-67 • Construção da da Alpargatas. Interoceânica, no Peru, e da Hidrelétrica Porce III, na Colômbia.
Aérea de Santos (SP). de Viação e Obras – • Construção da primeira linha do 1996 • Constituição do Estaleiro Atlântico Sul.
CAVO. Rodovia Presidente Metrô de São Paulo, 1984 • Camargo Corrêa obtém em
1946 Castello Branco (SP). a Norte-Sul. • A Camargo Corrêa consórcio as concessões 2006
• Empresa adota o 1957-63 se torna acionista da ponte Rio-Niterói e da • Lançamento da “Carta da Sustentabilidade: O Desafio da Inovação”.
nome Construções e • Terraplenagem, 1968 1972-77 da Alcoa. Via Dutra, as duas primeiras
Comércio Camargo pavimentação de • Fundação da Camargo • Construção da do Programa Federal de 2007
Corrêa S.A. ruas e avenidas Corrêa Industrial, Rodovia dos Imigrantes Concessões Rodoviárias. • Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário – CCDI inicia
e construção da hoje Camargo Corrêa (São Paulo-Santos). • Constituição da holding negociação de suas ações na Bovespa.
1948 barragem de Paranoá Cimentos. Camargo Corrêa S.A. • Constituição da A-port.
• Fundação da em Brasília. 1974-75 • Camargo Corrêa S.A. passa
Companhia Jauense • Construção da rodovia a fazer parte do grupo 2008
Industrial, empresa Transamazônica. controlador da Usiminas. • Construtora dá início à construção da Hidrelétrica Jirau,
de fiação. no rio Madeira.
1975-79 1997 • Inauguração do Estaleiro Atlântico Sul.
• Construção da • Compra da Cimento Cauê. • Aquisição da Alpargatas Argentina.
Ferrovia do Aço • Por intermédio da VBC, o
(Minas Gerais). Grupo adquire participação 2009
na Companhia Paulista de • A-port conclui a compra de 51% da concessão do Aeroporto
1975-83 Força e Luz – CPFL. de Curaçao.
• Construção das usinas • Grupo passa a deter 100% da VBC.
hidrelétricas de Itaipu 1998 • Construtora inicia as obras da Mina de Carvão Moatize,
(PR), Tucuruí (PA) • Camargo Corrêa participa em Moçambique.
e Guri (Venezuela), da criação da Companhia de
três das maiores Concessões Rodoviárias – CCR. 2010
hidrelétricas do mundo. • Camargo Corrêa torna-se acionista da Cimentos de Portugal – CIMPOR.
2000 • O Estaleiro Atlântico Sul entrega o primeiro navio petroleiro,
• Criação do Instituto marco na retomada da indústria naval brasileira.
Camargo Corrêa.
Sebastião Camargo
(1909-1994)

Perfil corporativo

Camargo Corrêa é um grupo privado de controle familiar, que se diferencia pela


excelência em desempenho, governança e gestão de negócios.

Há 70 anos iniciou-se o sonho do fundador, Sebastião Camargo - “Não basta amar


o Brasil, é preciso construir o Brasil do futuro”. A partir dessa visão ergueu-se
um legado transmitido e praticado pelos acionistas da segunda e terceira gerações
e também pela alta liderança de nossos negócios.

A empresa original Camargo, Corrêa & Companhia Limitada – Engenheiros e


Construtores transformou-se numa das marcas corporativas mais respeitadas nos
mercados em que atua. Com mais de 58 mil profissionais, atuando em 18 países,
o Grupo Camargo Corrêa é reconhecido por sua capacidade de realização
e de superação.

A base da filosofia empresarial da Camargo Corrêa é a busca incessante de


inovação, eficiência, criação de valor e sustentabilidade para o desenvolvimento
dos negócios nos diversos setores em que participa.

Somos um grupo empresarial diversificado, com forte atuação na cadeia de valor


de infraestrutura, com engenharia, construção, geração e distribuição de energia,
concessão de serviço público, incorporação imobiliária, indústria naval e óleo e gás.

No setor industrial, atuamos em cimento, siderurgia, calçados e têxtil.

Relatório Anual 2009 | 1


A. C. Reuter, Carlos Pires Oliveira Dias, Luiz Roberto Ortiz Nascimento
e Vitor Hallack (a partir da esquerda) compõem
o Conselho de Administração da Camargo Corrêa S.A.
Mensagem dos Acionistas

Construir o futuro, para nós, significa investir, acreditar, crescer, criar valor e evoluir. Nosso maior
compromisso com o futuro é fazer parte dele e contribuir positivamente para isso, como uma família
empresária empreendedora que trilhará o caminho com inovação, conquistando resultados positivos
para os acionistas, clientes, colaboradores e sociedade.

Nosso sonho de investimento em infraestrutura e energia em prol de um mundo melhor conta com
sólido legado, que acaba de completar 70 anos. Assegurar a continuidade da obra e a perpetuação
de nosso legado é um desafio instigante e um estímulo vigoroso para todas as pessoas que forjam o
nosso sucesso – clientes e colaboradores.

Temos compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil e de todos os países em que o


Grupo atua. Acreditamos que esse patamar de evolução dos negócios só é possível em harmonia com
o meio ambiente e com toda a sociedade. Abraçamos, desde sempre, o desafio da inovação, levando
em consideração o princípio da sustentabilidade como fator de decisão.

Nossa filosofia empresarial sempre se sustentou na valorização de todos os nossos profissionais.


Formamos hoje um grupo de pessoas que se projeta pela excelência e é capaz de atrair, desenvolver
e inspirar novos talentos.

Todo esse legado distingue as novas gerações de acionistas com a determinação de fortalecer ainda
mais o Grupo Camargo Corrêa. Quanto mais sólido financeiramente, quanto mais união em nosso time
de profissionais, mais capazes seremos de contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos
países em que operamos.

Impulsionados por uma identidade empresarial vencedora rompemos as fronteiras do Brasil, com
o estabelecimento de operações em 18 nações da América Latina, Europa e África. Nessas regiões,
já somos reconhecidos como parceiros locais, capazes de assimilar diferentes culturas e de ajudar
na evolução dessas comunidades.

A trajetória nacional e internacional de conquistas do Grupo Camargo Corrêa se diferencia pelo


aproveitamento das oportunidades que marcaram os ciclos de expansão econômica até hoje e pela
cautela e pragmatismo nos momentos de retração. Quase duas décadas depois da estabilização
da economia brasileira, num cenário internacional ainda de incertezas do sistema financeiro, as
perspectivas apresentam-se mais promissoras do que nunca para o Grupo Camargo Corrêa.

Buscamos posição de destaque em mercados selecionados ao focar nossa atuação em grandes


negócios, intensivos em capital e com grande potencial de crescimento. Por meio de alianças
estratégicas e investimento de capital próprio erguem-se novas frentes de geração de valor,
desenvolvendo negócios dentro e fora do Brasil.

Relatório Anual 2009 | 3


Em empreendimentos com maior abrangência geográfica, perseguimos o posicionamento da liderança
– o que exige de nós a capacidade de propor mudanças e ditar novos ritmos de transformação.

Jamais abriremos mão dos valores e da ética inabaláveis que sempre foram pilares de Sebastião
Camargo e que estão integrados por uma visão de longo prazo, condição fundamental para sermos
bem-sucedidos na geração de riqueza para investidores, acionistas, profissionais, parceiros e para a
própria sociedade.

Essa filosofia sedimentou a reputação da empresa familiar, profissional e bem-sucedida. Familiar no


que tange aos valores humanos, tradição de compromisso inflexível com a perpetuidade do negócio.
Profissional no que se refere à governança, à meritocracia e à orientação para a excelência. Bem-
sucedido no que diz respeito à sustentabilidade, à rentabilidade superior e à capacidade de sermos
catalisadores do progresso e da melhoria da qualidade de vida onde quer que se estabeleça a marca
Camargo Corrêa.

4 | Camargo Corrêa
Mensagem da Administração

O ano de 2009 apresentou os primeiros sinais de recuperação da crise financeira internacional.


Se por um lado a economia dos países desenvolvidos ainda se ressentia de seus efeitos, por outro
a consistência dos mercados domésticos dos países emergentes demonstrou força e um horizonte
ainda largo de potencialidades. Foi nesse cenário desafiador que o Grupo Camargo Corrêa conquistou
espaços, cresceu de maneira expressiva e se credenciou como uma das maiores organizações focadas
no setor de infraestrutura e industrial.

Foram fatores decisivos nesse processo a visão empresarial de longo prazo, comprovada solidez
financeira e capacidade de gestão combinada com trabalho em equipe. Em 2009 a Receita Líquida
consolidada cresceu 23% e somou R$ 16,2 bilhões. Ao final do período, a força de trabalho era de
58 mil empregados diretos, 6,5% maior do que em 2008.

Em conjunto, os quatro negócios da área de infraestrutura do Grupo – Engenharia e Construção,


Cimento e Concessões de Energia e de Transporte – aumentaram seu peso na Receita Líquida
consolidada da corporação. De 67% em 2008, essa participação subiu para 72%, resultado consistente
com o objetivo de concentrar e ampliar as atividades nesses setores, considerados estratégicos. Esses
avanços foram propiciados tanto por aquisições como pela expansão de operações existentes.

Um marco para a Camargo Corrêa foi a compra, no início de 2009, dos outros 50% do capital da VBC
Energia, assumindo então controle total da companhia. Com essa aquisição, o Grupo Camargo Corrêa
dobrou para 25,7% a participação na CPFL Energia, tornando-se o acionista privado de referência do
bloco de controle da empresa, que terá importante papel na consolidação do setor elétrico brasileiro.

A CCR, que administra oito concessionárias de rodovias, registrou novo recorde no movimento
das estradas da rede, atingindo 700 milhões de carros em trânsito durante o ano passado. Outro
destaque foi o sucesso da operação de aumento de capital da CCR que captou R$ 1,2 bilhão com a
emissão de ações. A aquisição de 45% do capital da Controlar, empresa responsável pela inspeção
veicular ambiental na cidade de São Paulo, amplia o interesse na prestação de serviços de mobilidade
urbana, já demonstrado por meio das participações na Sem Parar, gestora de sistemas de pagamento
eletrônico para veículos, e na ViaQuatro, concessionária que vai operar a partir de outubro deste ano
a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.

A linha de negócios de Engenharia e Construção também merece destaque com o aumento de 21%
na Receita Líquida, somando R$ 5,8 bilhões – dois terços dos quais advindos de contratos com
clientes privados. Esse resultado é fruto de bem-sucedido processo de reestruturação, iniciado há três
anos, e calcado no princípio de que o diferencial competitivo da Camargo Corrêa é a capacidade de
execução de obras complexas de grande porte. A boa reputação da construtora, decorrente de mais de
70 anos de participação intensa no desenvolvimento do país e da confiança de seus clientes, permitiu
que se preservasse o ritmo normal de negócios em mais um ano de muitos desafios.

Relatório Anual 2009 | 5


Já a Camargo Corrêa Cimentos, graças ao aumento de capacidade de suas fábricas, elevou a oferta
de seu produto em mercados regionais com demanda reprimida e aumentou em 8,5% o volume de
vendas no Brasil.

A Loma Negra, líder do mercado de cimentos na Argentina, avançou com seu plano de investimentos,
com empréstimo concedido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), garantido pela
Camargo Corrêa Cimentos. Redução de custos e aumento de produtividade ajudaram a superar os
impactos provocados pela crise e a proteger a saúde financeira da companhia.

No início de 2010, outro marco na expansão internacional do Grupo Camargo Corrêa foi estabelecido
com a compra de participação acionária na CIMPOR, uma das dez maiores cimenteiras do mundo.
A Camargo Corrêa Cimentos investiu 1,4 bilhão de euros na aquisição de aproximadamente 33% de
participação no capital da multinacional portuguesa, tornando-se seu maior acionista. Antes, em 2009,
outro avanço importante foi o estabelecimento, em associação com parceiros investidores, de uma
nova fábrica do produto no Paraguai, a Yguazú Cementos.

A diversificação que caracteriza o portfólio de negócios do Grupo Camargo Corrêa proporciona


flexibilidade para explorar oportunidades em diferentes setores, mesmo num cenário econômico
ainda marcado por oscilações e dificuldades em mercados específicos.

Em 2009, a Alpargatas atuou na racionalização de custos e ganhos de eficiência em operações de


diferentes mercados, consolidando seu processo de internacionalização com bases na América
Latina, Estados Unidos e Europa. A Havaianas, carro chefe da companhia, continuou sua estratégia de
expansão da marca para outras categorias. Em 2009/2010 lançou a linha Soul Collection de calçados
fechados, tipo tênis, em que o solado é igual ao da sandália e a parte superior é feita de lona. A partir
de sua plataforma de gestão de marcas, a Alpargatas relançou e unificou o posicionamento da marca
Topper em todos os países em que atua.

No segmento de gestão ambiental, liderado pela CAVO, o crescimento da Receita Líquida foi de
10% em relação ao ano anterior. No segmento de siderurgia, que sofreu retração provocada pela
crise internacional, a Usiminas levou adiante um programa de modernização, com investimentos de
R$ 2,1 bilhões no período. O principal foco da empresa foi agregar mais valor às operações com a
estruturação de quatro pilares de negócios: Mineração e Logística, Siderurgia, Transformação do Aço
e Bens de Capital.

O crescimento das receitas em novos segmentos de atuação mostrou o acerto do Grupo Camargo
Corrêa, que optou por investir em empresas com excelentes perspectivas de expansão nos próximos
anos. O Estaleiro Atlântico Sul – EAS, do qual a Camargo Corrêa é acionista fundadora, foi projetado
para atender à forte demanda do setor de Óleo e Gás, com o avanço da exploração das reservas
do pré-sal. O EAS prevê entregar em 2010 o casco da plataforma marítima P-55 e o primeiro navio
petroleiro de um total de 22 unidades encomendadas pelo Sistema Petrobras. Esses empreendimentos
representam a geração de mais de 24 mil empregos diretos e indiretos.

6 | Camargo Corrêa
A A-port, que adicionou ao portfólio de negócios o Aeroporto de Curaçao, no Caribe, agora está
presente em dez aeroportos na América Latina. Com experiência comprovada em gestão aeroportuária
também na Colômbia, no Chile e em Honduras, a A-port terá muito a contribuir para atender à
demanda no presente e no futuro, gerada pelo crescimento da economia brasileira e pela realização
da Copa do Mundo de Futebol no país, em 2014, e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

No ramo de Incorporação, a CCDI e a controlada HM Engenharia cresceram 9% em 2009,


respondendo especialmente aos estímulos do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
Esse segmento de imóveis para famílias de baixa renda continuará ganhando espaço e deverá
participar com mais de 50% dos novos lançamentos da empresa, cumprindo importante papel de
inclusão social de milhares de famílias brasileiras.

No campo da sustentabilidade, dois avanços merecem registro. A incorporação, na definição da


remuneração variável dos executivos, de metas específicas e o lançamento da Agenda Climática
do Grupo Camargo Corrêa, alinhada com o esforço global de preservação ambiental, que mobiliza
empresas em todo o mundo.

O primeiro trimestre de 2010 registrou nova retomada do crescimento da economia brasileira,


reforçando expectativas positivas para o ano, porém ainda existem sinais de instabilidade nos
mercados internacionais que requerem cautela na condução dos negócios.

Uma vez mais, o Grupo Camargo Corrêa renova sua crença na eficiência sustentável como a melhor
alternativa de evolução e perenização empresarial. A Administração agradece a confiança de cada
um dos clientes, a determinação dos profissionais e o apoio incondicional dos acionistas do Grupo
Camargo Corrêa.

Vitor Hallack
Presidente do Conselho de Administração
Camargo Corrêa S.A.

Relatório Anual 2009 | 7


8 | Camargo Corrêa
Relatório Anual 2009

Sumário

70 anos de história ..................................................................................................................... Contracapa


Perfil corporativo ....................................................................................................................................... 1
Mensagem dos Acionistas ....................................................................................................................... 3
Mensagem da Administração ................................................................................................................... 5
Valores do Grupo Camargo Corrêa .......................................................................................................... 10
Governança corporativa ........................................................................................................................... 11
Estrutura societária ................................................................................................................................... 12
Negócios do Grupo Camargo Corrêa ...................................................................................................... 13
Indicadores financeiros consolidados ..................................................................................................... 14
Desempenho econômico-financeiro ........................................................................................................ 17
Indicadores de sustentabilidade .............................................................................................................. 22
Sustentabilidade no Grupo Camargo Corrêa .......................................................................................... 25
Avanços no Relatório Anual ..................................................................................................................... 27
Perfis e desempenho econômico e operacional
• Cimento ............................................................................................................................................ 28
• Concessões de Energia .................................................................................................................... 34
• Concessões Rodoviárias ................................................................................................................... 40
• Engenharia e Construção ................................................................................................................ 44
• Calçados .......................................................................................................................................... 54
• Concessão Ferroviária ...................................................................................................................... 58
• Meio Ambiente ................................................................................................................................. 62
• Siderurgia ......................................................................................................................................... 66
• Incorporação .................................................................................................................................... 70
• Naval ................................................................................................................................................ 74
• Operações Aeroportuárias ................................................................................................................ 78
Gestão social ............................................................................................................................................. 82
Gestão ambiental ...................................................................................................................................... 86
Prêmios e reconhecimentos ..................................................................................................................... 90
Compromissos institucionais ................................................................................................................... 92
Certificações 2009 .................................................................................................................................... 94
Índice Remissivo Global Reporting Initiative ........................................................................................... 95
Informações corporativas ......................................................................................................................... 98
Demonstrações financeiras consolidadas ............................................................................................... 99

Relatório Anual 2009 | 9


GRI 4.8
VALORES DO GRUPO CAMARGO CORRÊA

Respeito às pessoas e ao meio ambiente


Agir sempre correta e justamente em relação a acionistas, profissionais, clientes,
fornecedores, governos, comunidades locais e sociedade em geral. Atuar com
responsabilidade em relação ao meio ambiente.

Atuação responsável
Atender ao estabelecido na legislação onde quer que atuemos, agindo de forma íntegra.
Respeitar a diversidade de acordo com as normas universais de boa convivência humana,
sem discriminação de raça, sexo, credo, religião, cargo, função ou outra.

Transparência
Fornecer informações claras e abrangentes sobre as atividades, as realizações, as políticas
e o desempenho do Grupo, de maneira sistemática e acessível.

Foco no resultado
Buscar sempre maximizar o desempenho do Grupo, como forma de garantir sua perenidade,
seus investimentos, o retorno aos acionistas e as condições adequadas aos profissionais.

Qualidade e inovação
Garantir a qualidade de serviços e produtos e investir continuamente no aperfeiçoamento
dos profissionais e das empresas.

10 | Camargo Corrêa
Governança corporativa

Transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade


social são os pilares que pautam a governança corporativa do
Grupo Camargo Corrêa na busca da perenidade e de altos níveis
de eficiência.

A Camargo Corrêa S.A. é a holding do Grupo, criada em 1996 para comandar o ciclo de expansão dos
investimentos e a diversificação do portfólio de negócios. É a acionista de referência em várias empresas
de capital aberto, das quais três estão listadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores, Mercadorias &
Futuros de São Paulo – CPFL, CCR e CCDI. Adicionalmente, na CPFL é aplicada a lei Sarbanes-Oxley (SOX).

A Camargo Corrêa S.A. tem diretrizes para a conduta ética no relacionamento entre seus profissionais,
clientes, acionistas, fornecedores, concorrentes e comunidades, expressas em seus Valores, Princípios
de Sustentabilidade e Código de Conduta.

A holding Camargo Corrêa S.A. pertence à Participações Morro Vermelho S.A., empresa que reúne as
três famílias de acionistas.

A estrutura de governança do Grupo é liderada pelo Conselho de Administração, composto pelo


presidente, Vitor Hallack, e três vice-presidentes, A. C. Reuter, Carlos Pires Oliveira Dias e Luiz Roberto
Ortiz Nascimento. O Conselho de Administração da Camargo Corrêa S.A. centraliza o DNA da estratégia
e da governança corporativa, além de privilegiar o foco na gestão das Divisões de Negócios e assegurar
o aproveitamento de sinergias por meio dos comitês de assessoramento ao Conselho de Administração
e das funções corporativas.

Conselho de
Administração

Vitor Hallack
A.C. Reuter
Luiz R.O. Nascimento
Carlos Pires O. Dias

Corporação Comitê Executivo

Comitê de Comitê Financeiro


Recursos Humanos de Auditoria

Divisão
Divisão
Divisão Concessões de Divisão Incorporação e
Engenharia e Construção Energia e Rodoviárias e Cimentos e Calçados Meio Ambiente
Investimento em Infraestrutura

Antonio Miguel Marques Francisco Caprino Neto José Édison Barros Franco José Diniz

Relatório Anual 2009 | 11


Estrutura societária

Posição em 31 de dezembro de 2009.


CIMPOR: participação adquirida em 2010.

T = Total
Obs. - Usiminas e VBC: participação direta e indireta da Camargo Corrêa S.A., Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. e Camargo Corrêa Investimentos em Infraestrutura.

12 | Camargo Corrêa
Negócios do Grupo Camargo Corrêa

Negócios que concentram o capital empregado e respondem pela maior parte da receita do Grupo.

CIMENTO CONCESSÕES CONCESSÕES ENGENHARIA


DE ENERGIA RODOVIÁRIAS E CONSTRUÇÃO
A Camargo Corrêa O Grupo Camargo Corrêa A Camargo Corrêa A Construções e Comércio
Cimentos participa do detém a maior participação Investimentos em Camargo Corrêa atua em
mercado brasileiro de privada no bloco de controle Infraestrutura participa construção, projetos e gestão
cimento e concreto com a da CPFL Energia, que atua no controle da Companhia de obras de infraestrutura.
marca Cauê. Na Argentina, é em geração, distribuição de Concessões Está presente na América
líder de mercado com a Loma e comercialização de Rodoviárias – CCR. do Sul e na África.
Negra. Em 2010, tornou-se energia elétrica. É líder na construção
acionista da portuguesa de hidrelétricas.
CIMPOR, presente em
13 países.

Negócios plenamente estabelecidos, nos quais o Grupo tem participação.

CALÇADOS CONCESSÃO MEIO AMBIENTE SIDERURGIA


FERROVIÁRIA
A Alpargatas, controlada A Loma Negra A gestão ambiental de O Grupo Camargo Corrêa
pela Camargo Corrêa, atua controla a Ferrosur Roca, resíduos, águas e efluentes participa no grupo de
nos segmentos de calçados concessionária de é realizada por meio da controle da Usiminas, maior
e artigos esportivos, com as transporte ferroviário empresa CAVO Serviços produtora de aços planos
marcas Havaianas, Topper, de cargas na Argentina. e Saneamento, que detém do país.
Rainha, Mizuno, Timberland participações na Essencis,
e Dupé. Tem fábricas no na UTR e na Loga.
Brasil e na Argentina.

Negócios em desenvolvimento alinhados com a estratégia de longo prazo do país.

INCORPORAÇÃO NAVAL ÓLEO E GÁS OPERAÇÕES


AEROPORTUÁRIAS
A Camargo Corrêa A Camargo Corrêa é acionista Unidade de negócios Operações, investimentos e
Desenvolvimento Imobiliário do Estaleiro Atlântico Sul, em dedicada ao setor de administração aeroportuárias
– CCDI atua na incorporação Suape (PE), maior empresa serviços em exploração na América Latina e no
de imóveis residenciais e do setor de construção naval e produção de petróleo Caribe, por meio da A-port.
comerciais; e controla a HM no hemisfério Sul; e da QUIP e gás.
Engenharia, que é focada no S.A., empresa especialista
segmento de baixa renda. em implantar projetos
de plataformas de
petróleo offshore.

Relatório Anual 2009 | 13


Indicadores financeiros consolidados

GRI 3.6, 3.7 e 3.10 As informações econômico-financeiras deste Relatório Anual incluem
integralmente os valores da holding Camargo Corrêa S.A. e de suas controladas.
Os dados das empresas coligadas são considerados na proporcionalidade da
participação da holding nos respectivos patrimônios líquidos.

Para expressar com maior clareza os resultados do Grupo foram feitos


GRI 2.9

ajustes gerenciais nas informações societárias. Os principais são relacionados à


adequação das estruturas de capital das aquisições, adequação dos resultados por
negócio e avaliação de investimentos em outras sociedades.

Receita Bruta Consolidada Receita Líquida Consolidada Lucro Bruto Consolidado


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
19.063,0

3.539,0
16.182,9
15.383,0

13.167,1

2.767,2
12.421,2

10.484,0

2.255,7
9.915,3

1.864,3
8.367,8
7.958,5

1.508,4
6.577,7

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

Ebitda Consolidado Lucro Líquido Consolidado Investimento Consolidado


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
4.666,3
3.214,5

1.629,7
1.476,1
2.428,6

3.049,8
1.910,7
1.607,6

981,9

1.845,7
863,9

1.629,6
1.191,8

1.271,1
190.7

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

14 | Camargo Corrêa
Distribuição do Capital Empregado (%)
2009 2008
Cimento 19,8 24,7

Concessões de Energia 29,2 16,1

Concessões Rodoviárias 6,8 6,0

Engenharia e Construção 7,6 8,8

Calçados 7,0 8,3

Concessão Ferroviária 1,0 1,3

Meio Ambiente 1,1 1,4

Siderurgia 7,2 7,5

Incorporação 4,9 6,1

Naval 3,6 1,4

Operações Aeroportuárias 1,1 0,6

Outros negócios 10,7 17,8

Participações na Receita Líquida


consolidada do Grupo Camargo Corrêa (%)
2009 2008
Cimento 14,1 15,4

Concessões de Energia 18,6 11,9

Concessões Rodoviárias 3,3 3,7

Engenharia e Construção 35,6 36,2

Calçados 12,5 15,0

Concessão Ferroviária 0,6 0,8

Meio Ambiente 2,4 2,7

Siderurgia 4,3 6,9

Incorporação 3,9 4,4

Naval 2,6 0,9

Operações Aeroportuárias 0,6 0,2

Outros negócios 1,5 1,9

GRI EC1 Distribuição do Valor Adicionado

Camargo Corrêa e controladas


(R$ milhões)
2009 2008 2007
Remuneração dos empregados 2.019,1 1.353,5 847,0

Governos 3.708,5 3.093,1 2.824,2

Financiadores 1.323,7 1.262,3 938,3

Lucros retidos 1.238,6 342,2 1.057,7

Relatório Anual 2009 | 15


16 | Camargo Corrêa
Desempenho econômico-financeiro

GRI 2.8 Receita Líquida cresce 23% em 2009


A Receita Líquida consolidada foi de R$ 16,2 bilhões em 2009, 23% superior à do ano anterior
(R$ 13,2 bilhões). Contribuiu para esse avanço, principalmente, o crescimento dos resultados tanto no
segmento de Energia, que dobrou em 2009, em relação ao obtido em 2008, ao atingir R$ 3,0 bilhões;
como dos negócios de Cimento e Engenharia e Construção.

Em consequência, a participação de Energia no total da Receita Líquida consolidada evoluiu de 12%,


em 2008, para 19% em 2009. A principal razão para essa evolução foi o fato de a Camargo Corrêa ter
ampliado de 50% para 100% a participação no capital da VBC Energia, dona de 25,7% do capital total
da CPFL Energia e maior acionista privada de seu bloco de controle.

Na composição da Receita Líquida também se destacam dois outros negócios: Engenharia e Construção,
que somou R$ 5,8 bilhões, com crescimento de 21% em relação a 2008 e 36% de participação no
resultado consolidado de 2009; e Cimento, com R$ 2,3 bilhões e crescimento de 12% em relação a 2008
(R$ 2,0 bilhões), o que resultou em participação de 14% no total consolidado.

A Receita Líquida de Concessões Rodoviárias alcançou total de R$ 537,8 milhões em 2009, 10% superior
ao de 2008. Esse valor representou 3% do resultado consolidado do Grupo. Isso foi possível, em um ano
em que se reduziu a circulação de veículos comerciais, graças aos resultados oriundos da participação em
novos negócios – empresa Controlar –; da contabilização de um ano nos resultados do Rodoanel Oeste,
que iniciou operação em dezembro de 2008; e da participação na Renovias, adquirida em junho de 2008.

Tanto os negócios de Calçados como os de Siderurgia foram afetados pela crise no primeiro semestre
de 2009. Calçados, no entanto, recuperou o fôlego dos negócios no segundo semestre e alcançou R$ 2,0
bilhões, com crescimento discreto de 2% na Receita Líquida em comparação com 2008, e participação
de 12% no resultado consolidado. A área de Siderurgia recupera-se mais lentamente, o que fez sua
participação na Receita Líquida consolidada baixar de 7%, em 2008, para 4% em 2009.

O negócio de Meio Ambiente se ressentiu dos efeitos da crise no setor industrial, mas assim mesmo registrou
crescimento de 10% na Receita Líquida do exercício. Em Concessão Ferroviária houve queda de 5%.

A área Naval continua em crescimento e começa a formar expressiva carteira de encomendas em


consequência, principalmente, das perspectivas de exploração das jazidas de petróleo do pré-sal
brasileiro¹. A área mais que triplicou sua Receita Líquida em relação ao resultado de 2008, com a entrada
em operação das instalações industriais do Estaleiro Atlântico Sul e a aquisição de 27,25% da QUIP,
construtora de plataformas offshore² para extração de petróleo e gás.

¹P ré-sal: faixa de rochas localizada abaixo de uma extensa camada de sal, com potencial para o acúmulo de petróleo de alta qualidade, em
profundidades que podem chegar a mais de 7 mil metros abaixo do nível do mar.
² Plataformas de produção offshore são projetadas para funcionar como base da extração de petróleo em alto-mar.

Relatório Anual 2009 | 17


Já no negócio de Operações Aeroportuárias, em 2009 a A-port finalizou o processo de transferência de
ativos, iniciado em 2008, entre as empresas associadas. Por essa razão, não devem ser comparados os
resultados de 2009 com os do ano anterior (saiba mais nas páginas 78 e 79).

A área de Incorporação retomou sua trajetória de crescimento dos últimos anos – depois de se
ressentir do efeito da crise no primeiro semestre – ao realizar a venda do segundo edifício Ventura
Corporate Towers, no Rio de Janeiro, e voltar seu foco para o programa de habitação Minha Casa,
Minha Vida. A Receita Líquida de Incorporação cresceu 9% em 2009, em comparação com a de 2008.

Ebitda cresce 32%


A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation
and Amortization ou “lucro antes dos juros, impostos sobre lucro, depreciação e amortização”), foi
de R$ 3,2 bilhões.

Esse resultado, 32% superior ao de 2008, contou com expressiva contribuição dos seguintes negócios:
• Engenharia e Construção, que cresceu 93% em 2009, aumentou para 28% sua participação no Ebitda
consolidado (era de 19% em 2008), graças à contínua melhoria da qualidade dos projetos captados,
além do permanente esforço para otimizar operações e custos.
• Energia, que ampliou sua participação no Ebitda para 22% (era de 18% em 2008).
• Cimento, que participou com 19% do total consolidado.
• Concessões Rodoviárias contribuiu com 11%.
• Calçados participou com 9%.

Eventos
As comparações entre resultados de 2009 e 2008 devem levar em conta os seguintes fatos: GRI 2.9 GRI 3.7 e 3.8

• Em 30 de janeiro de 2009, o Grupo Camargo Corrêa adquiriu a participação da Votorantim na VBC
Energia, passando a controlar essa empresa integralmente. A VBC Energia detém 45,3% do bloco de
controle e 25,7% do capital total da CPFL Energia.

• A partir de 2009 a área de Cimento passou a incorporar gerencialmente os resultados das


participações que detém nas usinas hidrelétricas de Machadinho (MAESA) e Barra Grande (BAESA).
Para o correto alinhamento desse demonstrativo, os resultados de MAESA e BAESA deixam de
fazer parte da área de Energia. Essa decisão alinha-se com a disposição de espelhar os resultados
societários de tais operações e também de refletir os benefícios estratégicos do investimento em
autogeração de energia, um dos principais itens de custo na produção de cimento.

• Em dezembro de 2009 foi realizada, na Argentina, a aquisição de 100% do controle acionário de La
Preferida de Olavarría S.A, empresa dedicada à exploração de pedra granítica, insumo essencial para
a elaboração de concreto, o que fortalece a Lomax em seu mercado e contribui para ampliar
a fidelização de seus clientes.

18 | Camargo Corrêa
O Ebitda do Grupo cresceu
32% em relação a 2008.

• Os resultados de 2009 incluem 12 meses da CNEC Engenharia, vendida em dezembro.

• Em 2009 houve redução de 17,9% para 16,35% da participação da Camargo Corrêa na CCR,
decorrente da emissão primária de ações ao mercado realizada pela companhia.

• A Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR concluiu a aquisição de 45% do capital social da


Controlar S.A., responsável pela inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo.

• Em abril de 2009, o Grupo Camargo Corrêa adquiriu 3.593.308 ações Ordinárias Nominativas (ONs)
adicionais da Usiminas pelo valor de R$ 144 milhões. Dessa forma, o Grupo passou a deter 6,47% do
total de ações, 12,98% das ações ordinárias e 20,34% das vinculadas ao bloco de controle da Usiminas.

• O s resultados da A-port, em 2008, refletiam apenas a operação do estacionamento do Aeroporto


de Congonhas. Em 2009, passaram a abranger a concessão do Aeroporto de Curaçao e os
resultados advindos de operações no Chile, na Colômbia e em Honduras, porque a A-port
finalizou o processo de transferência de ativos, iniciado em 2008 e realizado em conjunto com
suas empresas associadas.

• Em 2009, a área de Cimento considerou resultados de 12 meses da Companhia Industrial e Mercantil
de Cimentos – Cimec, uma das maiores indústrias do setor no Nordeste, cujo controle foi assumido
em março de 2008 (nesse ano foram considerados nove meses de resultados).

Lucro Líquido
Em 2009, o Lucro Líquido consolidado refletiu principalmente o crescimento operacional e atingiu
R$ 1,6 bilhão, 66% mais em relação a 2008. Naquele exercício, o maior impacto das despesas
financeiras e alterações nos critérios de contabilização para convergência com práticas internacionais
levaram à redução de 33% do Lucro Líquido.

Com o resultado de 2009, o Lucro Líquido superou o patamar de 2007. As áreas que mais
contribuíram para o consolidado foram Engenharia e Construção, com participação no total de 39%;
Cimento, com 22%; Concessões Rodoviárias, com 18%; e Energia, com 9%.

Investimentos
Em 2009 os investimentos consolidados orgânicos (sem incluir aquisições de companhias) somaram
R$ 1,7 bilhão e mantiveram o mesmo patamar de 2008.

Os investimentos privilegiaram os negócios da área Naval, que ficou com 22% do total, seguida por
Concessões de Energia, Cimento e Engenharia e Construção.

Os investimentos inorgânicos – aplicados em aquisições – atingiram recorde histórico no Grupo


Camargo Corrêa em 2009 e foram os seguintes:

Relatório Anual 2009 | 19


• R$ 2,7 bilhões no aumento de participação na CPFL Energia.
• R$ 144 milhões para o aumento de capital da Usiminas.
• R$ 52 milhões para concluir a aquisição de 51% de participação na concessionária do Aeroporto
de Curaçao, nas Antilhas Holandesas.
• Aquisição de 27,25% das ações da QUIP S.A. GRI 2.9

Eventos subsequentes
• Em fevereiro de 2010 foi realizado investimento de € 1,4 bilhão na aquisição de aproximadamente
33% do capital da CIMPOR, empresa portuguesa fabricante de cimento. Com esse investimento, a
Camargo Corrêa Cimentos tornou-se a maior acionista individual da CIMPOR.
• A Companhia de Concessões Rodoviárias inicia, em 2010, a operação da Linha 4-Amarela do Metrô.
• Em março de 2010 foi encerrada a Oferta Pública de Ações (OPA) da Alpargatas S.A.I.C. na Argentina,
por meio da qual a São Paulo Alpargatas adquiriu mais 10,3% do capital dessa subsidiária. Com isso, a
participação detida pela companhia no capital total da Alpargatas S.A.I.C. atingiu 70,32%.

Perspectivas GRI 1.2

O Brasil atravessa um momento único, caracterizado pela estabilidade política e econômica, e pela
combinação dos atuais programas de incentivos governamentais com as boas perspectivas que os
eventos esportivos – Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) – e a exploração do pré-sal trazem
para a economia brasileira. Esse conjunto de acontecimentos reforça o potencial de crescimento do
Grupo, especialmente nos segmentos relacionados à infraestrutura.

A conjuntura é favorável a todos os negócios do Grupo, em especial Engenharia e Construção,


Cimento, Concessões de Energia e Rodoviárias, e os negócios de Incorporação, Óleo e Gás, Operações
Aeroportuárias e Naval. Para os negócios de Calçados, Meio Ambiente e Siderurgia a expectativa
também é de crescimento, com recuperação de margens e investimentos que agreguem valor aos seus
produtos ou ampliem suas respectivas ofertas de serviço e produtos.

No mercado argentino, em que o Grupo tem presença importante em negócios de Cimento,


Engenharia e Construção e Calçados, o cenário é promissor, com previsão de moderado crescimento,
motivado por melhores resultados do forte setor agropecuário argentino, muito embora ainda existam
desafios importantes a superar nessa economia.

Como ainda paira sobre a economia mundial a possibilidade de desdobramentos da crise financeira,
o Grupo se mantém atento para fazer frente a eventuais mudanças de cenário, seja para evitar
impactos negativos, seja para aproveitar novas oportunidades.

20 | Camargo Corrêa
Gestão corporativa de riscos
GRI 1.2 O mapeamento corporativo de riscos abrange as principais unidades de negócios para as quais são
efetuados trabalhos de Auditoria Interna. Seu objetivo é auxiliar a administração na definição do Plano
de Auditoria Interna para o exercício. Para tanto, é utilizada a metodologia Internal Audit Methodology
(IAM), com a qual se assiste cada empresa na avaliação de seus riscos.

Os trabalhos são conduzidos em três fases:


1. Entrevistas com os líderes da empresa
2. Identificação dos principais riscos corporativos da empresa, de acordo com a natureza,
da seguinte forma:

• Informações estratégicas e confidenciais • Alianças e aquisições


Estratégicos • Market share e valor da marca • Satisfação dos clientes
• Imagem

• Vendas (expedição e distribuição) • Saúde e segurança


Operacionais • Recursos humanos • Uso de ativos
• Tecnologia da informação

• Fraude • Crédito e cobrança


Financeiros • Registro contábil • Mercado (valor da empresa)
• Impostos • Continuidade

• Legais (leis governamentais) • Código de Ética e de Conduta


Regulamentares • Contratuais • Meio Ambiente
• Normas internas

3. Classificação em riscos brutos e riscos residuais, por processo:


• Riscos brutos – Quando há possibilidade de eventos ou circunstâncias que possam impedir a
empresa de atingir seus objetivos, não levando em consideração o efeito mitigador quando há
existência de controles internos.
• Riscos residuais – São os riscos remanescentes, após considerar o efeito mitigador.

Relatório Anual 2009 | 21


Indicadores de sustentabilidade

O levantamento sobre tipos de contrato de trabalho e distribuição por


região apresentado nos quadros a seguir abrange, em 2009, 47.377
empregados do total de 57.864 empregados e 156 estagiários do Grupo
Camargo Corrêa. Em 2008, o levantamento abrangia 46.553 do total de
54,4 mil empregados da companhia.

GRI LA1 Total de empregados próprios, por regiões e por tipo de contrato

Distribuição por Contrato de trabalho 2009 Contrato de trabalho 2008


região geográfica
CLT Estatutários* Estagiários CLT Estatutários* Estagiários
Brasil
Norte 8.981 - 8 5.533 - 75
Nordeste 10.361 - 13 11.599 - 20
Centro-Oeste 5.758 2 4 4.249 2 1
Sudeste 10.412 74 122 10.158 55 214
Sul 4.517 - 3 7.121 - 12
Subtotal - Brasil 40.029 76 150 38.660 57 322

Outros continentes
América (exceto Brasil) 7.213 4 6 7.317 4 10
Empregados no final do período*
Europa 40 - - 15 1 -
(em mil)
África 15 - - 499 - -

57,9
56,8

54,4
Subtotal 7.268 4 6 7.831 5 10
Total 47.297 80 156 46.491 62 332
41,4

* Estatutários: administradores e dirigentes que representam a empresa estatutariamente.


34,2

GRI LA1 Total de empregados com registro CLT e


profissionais estatutários, por período de trabalho
2005 2006 2007 2008 2009
Tipo de contrato de trabalho
Distribuição por região geográfica *T
 otais anuais abrangem empregados do
Abaixo do Grupo Camargo Corrêa, incluindo empresas
Período integral período integral controladas (na totalidade); consórcios
Brasil     (somente aqueles em que a Camargo Corrêa
é líder, proporcionalmente à sua participação);
Norte 8.971 10 e obras no exterior. Não são considerados
estagiários, terceiros e trabalhadores de
Nordeste 10.345 16 empresas de controle compartilhado (CPFL
Energia, CCR, Usiminas, Essencis, Loga e
Centro-Oeste 5.726 34 Estaleiro Atlântico Sul).

Sudeste 10.413 301

Sul 4.513 4
Terceiros*
Subtotal 39.698 365
2008 5.144
Outros continentes
2009 4.414
América (exceto Brasil) 7.259 -
Europa 40 - *T
 erceiros: empregados registrados
em empresas prestadoras de serviços
África 15 - especializados, contratadas pelo Grupo
Subtotal 7.314 - Camargo Corrêa para realização de atividades
caracterizadas como acessórias ou de suporte
Total 47.012 365 à atividade principal, tais como limpeza
e segurança.

22 | Camargo Corrêa
Investimentos e resultados sociais

GRI EC8 Instituto Camargo Corrêa - ICC


2009 2008
Recursos investidos 11,8 milhões 9,2 milhões
pelo Grupo Camargo Corrêa1
Recursos de organizações parceiras 6 milhões 5,4 milhões
Nº. de projetos em andamento 73 43
Nº. de cidades com projetos 42 30
em andamento
Público direto beneficiado2 18 mil 17,5 mil
Público indireto beneficiado3 65 mil 28,2 mil
1
Projetos iniciados em 2008.
2
Público objeto da ação. Exemplo - Programa Escola Ideal: professores.
3
Público beneficiado pelas ações. Exemplo - Programa Escola Ideal: alunos.

Doações e patrocínios 2009


Doações: R$ 1.455.734,20
Patrocínios*: R$ 7.566.653
* Recursos Incentivados: Lei Rouanet, Lei de Incentivo ao Esporte, Fundo da Infância e Adolescência.

GRI EC8 Instituto Alpargatas


2009 2008
Recursos investidos R$ 1,8 milhão R$ 1,5 milhão
Nº. de projetos realizados 132 136
Nº. de cidades com projetos realizados 10 11
Público beneficiado (direto e indireto) 39.757 70.819

GRI EC8 Fundación Loma Negra


2009 2008
Recursos investidos R$ 276,5 mil R$ 558,5 mil
Recursos de organizações parceiras R$ 256,0 mil R$ 396,2 mil
Nº. de projetos em andamento 18 29
Público beneficiado 6.400 17.000

Indicadores ambientais
GRI EN22 Destinação de resíduos – 2009
Volume consolidado: 175,1 mil toneladas
Volume destinado à reciclagem: 33,9 mil toneladas 19,4%

Volume não reciclado: 141,2 mil toneladas 80,6%

GRI EN8 Fontes de água GRI EN3 Fontes de energia – 2009


Volume consolidado: 14,1 milhões de m³ Consumo energético: 34,6 milhões de GJ
Em %

Gás natural 35%


21 20 Água subterrânea
Coque 31,6%

Energia elétrica 12,8%

Carvão mineral 2,1%


71 72 Água superficial

Moinha 6,8%

Diesel 8,4%

Gasolina 0,3%
8 8 Água de fornecedores

2009 2008 Outros 3,0%

Relatório Anual 2009 | 23


24 | Camargo Corrêa
Sustentabilidade no Grupo Camargo Corrêa

Há três anos os acionistas do Grupo Camargo Corrêa desafiaram seus executivos e parceiros a inovar
na condução dos negócios e na forma de garantir a perenidade da companhia. Essa atitude partiu da
constatação de que é preciso aprimorar a capacidade de atender a diferentes anseios de toda a sociedade.

Em síntese, estava claro que, para manter e incrementar a sustentabilidade das empresas do Grupo,
tornava-se indispensável identificar e reconhecer os impactos econômicos, ambientais e sociais de suas
atividades e adotar a abordagem sistêmica dessas dimensões em todas as decisões nos negócios.

Um dos caminhos para colocar em prática essa abordagem foi o fortalecimento da governança
corporativa, vital para a solidez da gestão. Outro, foi explicitar os compromissos que tornaram a agenda
de sustentabilidade do Grupo uma realidade a ser cobrada e compartilhada.

Ao mesmo tempo, os valores que sustentam o Grupo – respeito às pessoas e ao meio ambiente, atuação
responsável, transparência, foco no resultado, qualidade e inovação – formaram os alicerces que levam a
companhia a superar os constantes desafios.

Os princípios que orientam a sustentabilidade no Grupo Camargo Corrêa foram postos à prova na
conjuntura econômica de 2009 e mostraram resultados. Basta verificar a forte expansão do Grupo, cuja
solidez econômica sustentou seu crescimento em setores estratégicos como os de energia, de produção
de cimento e de construção naval.

Por meio do diálogo com os públicos internos e externos e da coragem nas realizações, a agenda de
sustentabilidade do Grupo deu saltos importantes e integrou-se às estratégias de suas empresas.

Guardiões na trajetória da sustentabilidade


O Comitê de Sustentabilidade – composto pelos mesmos integrantes do Comitê Executivo do Grupo –
reuniu-se no decorrer do ano para deliberar sobre estratégias, metas e indicadores de avaliação.

O Fórum de Diretores-Guardiões, formado por 17 diretores de todas as empresas do Grupo, realizou a


troca de informações e o estabelecimento de diretrizes para os desafios da sustentabilidade comuns às
empresas da Camargo Corrêa. Os Grupos de Afinidade – nos campos da gestão ambiental, da saúde e
segurança e da comunicação – contaram com a colaboração de especialistas em temas específicos, para
garantir a pertinência e materialidade da agenda a ser adotada.

As políticas corporativas de meio ambiente, de recursos humanos e de saúde e segurança foram revisadas à luz
das diretrizes da sustentabilidade. E o mesmo ocorre com a política de sustentabilidade.

Agenda Climática alinha-se ao esforço global


Foi criada a Agenda Climática para as empresas do Grupo, lançada em evento formal em 25 de
novembro de 2009 e firmada pelas lideranças da companhia. A Agenda consolida diretrizes e elenca
nove compromissos, destinados a orientar todas as empresas do Grupo sobre a redução e mitigação
das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). São compromissos reais, alinhados com o esforço global
necessário para conter o agravamento do fenômeno de aquecimento no planeta.

Relatório Anual 2009 | 25


Mais de 200 líderes
das empresas do Grupo Camargo Corrêa foram
envolvidos em workshops e oficinas internas sobre
as questões climáticas, em 2009.

Inspirada em iniciativas desenvolvidas por suas empresas há tempos (saiba mais no capítulo sobre
Gestão Ambiental), a estruturação da Agenda Climática em 2009 envolveu ampla mobilização de
públicos internos e externos.

Por representar um passo concreto em direção a significativas transformações na maneira como


os negócios e as atividades são desenvolvidas, a Agenda Climática foi apresentada na Conferência
sobre o Clima, a COP-15, realizada no final de 2009 em Copenhague, na Dinamarca, na ocasião do
relançamento, no evento internacional, da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas.

Carta ao Brasil GRI 4.12

Em 25 de agosto de 2009, o Grupo Camargo Corrêa subscreveu a Carta Aberta ao Brasil sobre
Mudanças Climáticas, iniciativa lançada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade
Social e pela Fundação Amazônia Sustentável, que conta com 27 empresas signatárias. Na Carta, os
empresários se comprometeram, voluntariamente, a reduzir as emissões de carbono.

A holding Camargo Corrêa, a construtora e as empresas de cimento também se filiaram ao programa


Empresas pelo Clima (EPC), conduzido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação
Getulio Vargas, do qual participam executivos de 30 empresas. O objetivo do EPC é dar aos
participantes orientações e ferramentas para as práticas de gestão das emissões de GEEs e colaborar
na construção do marco regulatório sobre mudanças climáticas.

Metas influem na remuneração


O planejamento estratégico e operacional das empresas do Grupo incorpora metas e planos de ação
elaborados com base nos resultados do Radar da Sustentabilidade. O Radar resulta de questionário
preparado com base em indicadores do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bolsa de
Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), do Instituto Ethos e do Guia Exame
de Sustentabilidade. As respostas de cada empresa geram gráfico em formato de Radar, que permite
avaliar o próprio estágio nas principais dimensões da sustentabilidade e desenvolver planos de ação
e melhorias, com horizonte de cinco anos.

Dessa forma, o Radar tornou-se forte aliado dos gestores do Grupo Camargo Corrêa que, desde 2009,
têm parte da remuneração variável relacionada às metas de sustentabilidade.

Perspectivas
O Grupo Camargo Corrêa tem clareza quanto à direção em que deve avançar. Por isso, alguns temas
têm prioridade nos processos de sustentabilidade em 2010, especialmente: a segurança no trabalho;
as questões a serem desenvolvidas na cadeia de valor, por meio de programas para fornecedores e
clientes; a educação continuada em sustentabilidade para o público interno; e a inclusão de pessoas
com deficiência e de aprendizes. Parcerias estão sendo estabelecidas para realizar esses objetivos.

26 | Camargo Corrêa
Avanços no Relatório Anual

GRI 3.1 Esta é a segunda vez que o Relatório Anual segue as diretrizes do modelo Global Reporting Initiative,
versão G3, que observa diretrizes reconhecidas no mundo e no Brasil para apresentar os desempenhos
econômico, social e ambiental.

GRI 3.2, 3.5, 3.11 Esta edição também incorporou oportunidades de melhoria percebidas em avaliações do Relatório
Anual anterior, feitas pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e obtidas em consultas
ao público interno.

Para facilitar a localização, os Indicadores GRI aparecem sinalizados ao longo dos textos, com selos
coloridos que identificam o número e o segmento do indicador:

GRI 1.1 a 1.2 Estratégia e análise GRI EN1 a EN30 Desempenho ambiental

GRI 2.1 a 2.10 Perfil organizacional GRI LA1 a LA14 Práticas trabalhistas

GRI 3.1 a 3.12 Parâmetros para o RA GRI HR1 a HR9 Direitos humanos

GRI 4.1 a 4.17 Governança e compromissos GRI SO1 a SO8 Desempenho junto à sociedade

GRI EC1 a EC9 Desempenho econômico GRI PR1 a PR9 Responsabilidade pelos produtos

No final, o Índice Remissivo GRI contém informações complementares. Foi possível


constatar que este Relatório atende ao nível B de Aplicação do modelo GRI – G3¹,
com indicadores sobre riscos e oportunidades, escopo do Relatório, governança,
formas de gestão e mais de 20 indicadores de desempenho.

¹A
 versão G3 admite um dos três níveis de aplicação a seguir:
C, com número mínimo de indicadores, útil para empresas iniciantes; B, intermediário; e A, completo.

Relatório Anual 2009 | 27


PERFIL

Cimento
A Camargo Corrêa Cimentos controla o terceiro maior complexo
GRI 2.1, 2.4, 2.5, 2.6 e 2.7

cimenteiro da América Latina, com capacidade para produzir mais de


10 milhões de toneladas de cimento ao ano.

São sete fábricas no Brasil, onde a empresa ocupa o terceiro


GRI 2.2 e 2.3

lugar do setor, com as marcas Cauê e Cimento Brasil. Na Argentina,


sua controlada Loma Negra é líder de mercado e opera nove fábricas.
As empresas também estão entre as líderes no segmento de concreto.
O Grupo detém cerca de 33% do capital da cimenteira portuguesa CIMPOR.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


As vendas totais de cimento
Vendas de cimento atingiram 10,2 milhões de toneladas.
2009 2008 2007
(milhões de toneladas)
Brasil e Argentina 10,2 10,1 8,8

GRI 2.9 Energia própria


Vendas de concreto 2009 2008 2007
(milhões de m3) Os resultados das participações nas Usinas Hidrelétricas MAESA
Brasil e Argentina 2,5 2,5 2,2 e BAESA passaram a ser consolidados nos indicadores da
empresa em 2009, de forma a refletir os benefícios estratégicos e
financeiros do investimento em autogeração de energia, um dos
Empregos diretos 3,9 3,9 3,2
principais insumos da indústria do cimento. Anteriormente, esses
(milhares)
resultados eram consolidados nos negócios do Grupo em Energia.

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
2.909,5

597,2
2.276,3
2.480,9

2.028,8

357,0
463,9
1.869,0

1.545,3

377,1
371,8
1.582,2

1.294,2

217,7
1.156,1

251,6

150,9
896,6

84,3
-3,3

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

28 | Camargo Corrêa
Waldinei Pinto da Silva é técnico de Segurança
do Trabalho na unidade de Ijaci (SP).
Seu desafio diário é prevenir, eliminar e
controlar os riscos de acidentes e impactos
no ambiente de trabalho, preservando a
integridade física e mental das pessoas.

Gestão e desempenho econômico e operacional


Em 2009, sob o impacto da crise financeira global, o mercado brasileiro de cimento manteve-se estável,
praticamente sem crescimento em relação ao ano anterior. No Brasil, foram consumidos 51 milhões de
toneladas de cimento, com a indústria operando com 85% de sua capacidade máxima, o que contribuiu
para ligeira alta dos preços. Na Argentina, o mercado, mais afetado pela crise, recuou 5%.

A área de Cimento enfrentou esses desafios com a estratégia de investir no aumento da capacidade
produtiva e elevar a oferta de seus produtos em mercados regionais com demanda reprimida, o que
permitiu aumentar suas vendas e sua participação no mercado brasileiro. Na Argentina, o forte trabalho
de redução de custos e melhoria da produtividade contribuiu para preservar a rentabilidade e compensar
a queda nas vendas da Loma Negra.

Com a gestão dos movimentos do mercado, a área de Cimento assegurou o crescimento, no conjunto,
de 12,2% da Receita Líquida e de 28,7% do caixa, medido pelo Ebitda, que registraram os valores
de R$ 2,3 bilhões e R$ 597,2 milhões, respectivamente. O Lucro Líquido somou R$ 357,0 milhões, valor
quatro vezes superior ao resultado de 2008, que foi de R$ 84,3 milhões.

As vendas no Brasil atingiram 5,1 milhões de toneladas, com aumento de 8,5% em relação a 2008, em
GRI 2.8 volume. Com isso, a participação da empresa no mercado brasileiro subiu a 9,9% – antes era de 9%.
A Loma Negra registrou queda de 6,7% nas vendas, mas manteve a liderança no mercado argentino,
com participação um pouco menor do que 50%.

No segmento de concreto, a ligeira queda do volume vendido, tanto no Brasil como na Argentina,
deveu-se principalmente à retração do setor imobiliário, maior consumidor do produto.

Investimentos
A ampliação da capacidade de produção, tanto de cimento como de concreto, consumiu a maior parte
dos investimentos de R$ 277,3 milhões realizados em 2009, 40% superiores aos de 2008. Desse montante,
R$ 22,6 milhões foram destinados à gestão ambiental. Nas operações brasileiras, o principal investimento
foi feito na reativação do segundo forno da fábrica de Apiaí, no interior de São Paulo, que duplicou a
capacidade de produção daquela unidade para 2 milhões de toneladas anuais.

Relatório Anual 2009 | 29


Fábrica de cimento em Ijaci, interior de Minas Gerais.
Nas operações argentinas, destacou-se a instalação de dois novos moinhos de cimento nas fábricas
L’Amalí e Catamarca, nas províncias de Buenos Aires e Catamarca, respectivamente, que acrescentaram
1,8 milhão de toneladas na capacidade de moagem de cimento, para abastecer a demanda das
respectivas regiões.

Além da expansão das operações existentes, a Loma Negra adquiriu, em 2009, o controle integral de La GRI 2.9

Preferida de Olavarría S.A., empresa dedicada à exploração de calcário, insumo essencial para a elaboração
de concreto. Com isso, fortaleceu sua atuação nesse segmento, que se dá por intermédio da Lomax.

Oportunidades no Brasil e no exterior


As perspectivas do mercado de cimento apontam para crescimento expressivo do consumo no Brasil, GRI 1.2

em 2010, da ordem de 8% (cerca de 4,1 milhões de toneladas), acompanhando o aquecimento geral da


economia no país. Para os anos seguintes, espera-se a continuidade dessa tendência no ritmo de 6% ao ano.

Fundamentam essa expectativa de crescimento a forte atividade esperada no setor habitacional,


estimulada por programa do governo federal brasileiro para construção de imóveis populares, e
também a demanda por obras de infraestrutura, incluindo os empreendimentos necessários para o
Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016.

A Argentina, por sua vez, deverá ter a economia e o consumo geral favorecidos pelos bons resultados
que se esperam do setor agrícola em 2010, o que alimenta a expectativa de retomada do consumo de
cimento, tanto nas obras do setor privado como nas de infraestrutura pública.

O cenário é propício, portanto, para a estratégia de crescimento do negócio Cimento, tanto no Brasil
como na Argentina. A meta geral do Grupo é posicionar-se entre os 20 maiores produtores mundiais GRI 2.8

de cimento.

Nos demais países que estão no foco de atuação da Camargo Corrêa, seja na América do Sul, seja no sul
da África, as perspectivas são igualmente positivas, principalmente em razão da escassez de oferta local.
No Paraguai, estão em andamento investimentos na empresa Cementos Yguazú, para a construção de
uma nova fábrica de cimento, em sociedade com empresas locais. A nova unidade produzirá 400 mil
toneladas/ano de cimento a partir de 2012.

Em Angola, na África, também em sociedade, a empresa investe na construção de uma fábrica em


Lobito. O produto será comercializado com a marca Palanca e o início da produção está previsto para
2013. O mercado angolano tem fortes perspectivas de crescimento, principalmente tendo em vista o
projeto de reconstrução nacional daquele país, ainda marcado pelo longo período de guerras civis de
sua história recente.

Camargo Corrêa chega à Europa


No início de 2010, a Camargo Corrêa adquiriu participação de aproximadamente 33% na empresa GRI 2.9

portuguesa CIMPOR, uma das maiores fabricantes mundiais de cimento, tornando-se sua maior
acionista individual. O investimento total, de € 1,4 bilhão, refletiu o preço de € 6,50 pago por ação.

A aquisição, realizada num momento de grandes turbulências no mercado financeiro mundial,


representa um marco histórico na trajetória do Grupo Camargo Corrêa, pois cria condições para lançar
as bases de um projeto de longo prazo e de elevada criação de valor para todos os seus públicos.

32 | Camargo Corrêa
Cresceu para 9,9% a participação
da Camargo Corrêa no mercado
brasileiro de cimento.

Visão e sustentabilidade na área de Cimento


As decisões e atividades cotidianas são sempre orientadas pela Visão da área de Cimento, que enfatiza
a necessidade de maximizar o valor dos negócios de forma sustentável; de atuar com responsabilidade
ambiental, social e empresarial; contribuir para o desenvolvimento de recursos locais em países
emergentes e trabalhar com altos padrões de segurança.

Em um ano e meio (2008 a 2009) foram dados passos fundamentais para atender à essa Visão, com
a inserção das questões de sustentabilidade no Plano Estratégico para os próximos cinco anos e a
introdução de metas de sustentabilidade na remuneração variável dos executivos da área de Cimento.

Entre outras ações realizadas para atender à Visão de Sustentabilidade, destacam-se os inventários
de emissão de Gases de Efeito Estufa referentes a 2007, 2008 e 2009, já concluídos e realizados de
acordo com metodologias internacionais: Greenhouse Gases Protocol (GHG) e Cement Sustainability
Initiative (CSI). O inventário 2007 foi verificado externamente por consultoria independente
(leia mais em Gestão Ambiental, na página 87). Também foram estabelecidas as políticas de
Sustentabilidade e de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) comuns a todas as operações.

Gestão de riscos
GRI 1.2 Em continuidade às ações destinadas a disseminar as melhores práticas de sustentabilidade em
suas atividades, em 2009 a companhia comunicou sua Política Corporativa de Gestão de Riscos,
estruturada com base nas melhores práticas internacionais.

As principais características que norteiam o processo de gestão de riscos estão na identificação,


avaliação e priorização dos riscos dos negócios; no estabelecimento das estratégias de gerenciamento
apropriadas; na definição das tolerâncias; no estabelecimento de ferramentas para gerenciar e mitigar
os riscos. O Mapa Geral dos Riscos está em elaboração e a implementação da metodologia foi iniciada
nos processos de Suprimentos e Logística.

Meio ambiente
GRI SO1 Desde seu planejamento estratégico, tanto a Camargo Corrêa como a Loma Negra têm como foco de
suas atenções medidas que visam minimizar os impactos da atividade produtiva sobre o meio ambiente,
através de investimento em tecnologia, controles de processos, gestão de riscos e ações específicas.

GRI EN26 A redução dos gases de efeito estufa, por exemplo, é objeto de ações como a crescente utilização
de escória, subproduto da indústria siderúrgica, na produção do cimento, o que permite sensível
redução nas emissões de CO2. Há, ainda, o coprocessamento, que consiste no uso, como combustível,
de materiais oriundos de outros processos produtivos, como óleos, graxas e resíduos sólidos, em
substituição a combustíveis fósseis. Na Argentina, foram feitos investimentos para que as fábricas
pudessem substituir o tradicional coque de petróleo pelo gás natural, muito menos poluente.

Foram estabelecidas metas para atingir padrões de classe mundial em todas as operações até 2012,
e o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Comitê de Saúde, Segurança e Meio Ambiente
(SSMA) foi incluído como um dos fatores que impactam na remuneração variável dos gestores de
todas as operações. A área de Cimento é filiada à Cement Sustainability Initiative (CSI), iniciativa
internacional, em que tem oportunidade de compartilhar as melhores práticas e discutir os principais
desafios do setor.

Relatório Anual 2009 | 33


PERFIL

Concessões
de Energia
GRI 2.8 A CPFL Energia atua em geração, distribuição e comercialização de
energia elétrica. É líder do mercado de distribuição no Brasil, com 13%
de participação, e líder do mercado de comercialização, com 22%.
GRI 2.1 e 2.2 O Grupo Camargo Corrêa é o acionista privado de referência do
bloco de controle da empresa, que está listada no Novo Mercado da Bolsa
de Valores, Mercadorias & Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) e na Bolsa
de Nova York (NYSE).

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Distribuição
(milhares de GWh)
2009 2008 2007
Mercado Cativo +TUSD* 48,6 49,0 46,5 19 milhões é a população
Mercado livre 10,7 8,5 8,9 atendida pela CPFL Energia.

Municípios atendidos 568 568 568

Clientes (milhões) 6,4 6,4 6,3 GRI 2.3, 2.5, 2.7 Abrangência
População atendida
(milhões de habitantes) 19 18,7 18,7 • Distribuição: 568 municípios localizados principalmente
nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
* TUSD - Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Distribuição. • Geração: a capacidade instalada alcançou 1.737 MW.

Receita Bruta* Receita Líquida* Ebitda* Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
3.014,9

227,3
715,9
4.052,2

187,1
510,3

143,0
449,0

141,1
1.563,8
2.095,0

1.532,0
2.104,3

384,2

109,5
1.266,2
1.642,5

1.125,0
1.463,8

291,8

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

*V
 alores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa na CPFL Energia.
Os resultados das participações nas Usinas Hidrelétricas MAESA e BAESA passaram a ser consolidados nos indicadores da área de Cimento em 2009 e deixam
de fazer parte dos indicadores de Concessões de Energia.
1
O Novo Mercado estabelece regras de listagem diferenciadas e avançadas para companhias, seus administradores e acionista controlador.

34 | Camargo Corrêa
Edson Durães dos Santos é eletricista de
transmissão da CPFL Energia, em Campinas (SP).
Troca linhas e cabos e verifica se há defeitos
na rede. Seu cargo exige atenção e habilidade,
seja pela altura em que trabalha, seja pela alta
voltagem dos fios e equipamentos.

Gestão e desempenho econômico e operacional


Em 2009, o desempenho da CPFL Energia apresentou evolução importante, mesmo tendo em vista
os reflexos da crise econômica mundial em setores da economia brasileira. A Receita Líquida atingiu
R$ 10,6 bilhões, com crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O Ebitda ficou em R$ 2,8 bilhões,
com redução de 1,5%. O Lucro Líquido alcançou R$ 1,3 bilhão, 0,8% acima do obtido em 2008.

Em 2009, o consumo residencial de energia nas áreas de concessão da CPFL cresceu 6% e o consumo
comercial aumentou 5,3%. Juntas, as classes residencial e comercial representaram 51,7% do total
consumido pelos clientes cativos das distribuidoras da CPFL. O consumo da classe industrial caiu 5%.

O crescimento do consumo residencial e comercial foi impulsionado pelo maior uso de aparelhos para
amenizar os efeitos do calor, mais elevado do que em 2008, e pelo resultado acumulado de fatores como
aumento da massa salarial, ampliação do acesso ao crédito e incentivos às vendas de eletrodomésticos, que
beneficiaram o comércio varejista. Ao mesmo tempo, o setor industrial ressentia-se dos efeitos da crise
econômica internacional, sobretudo no que diz respeito às exportações e à produção de bens de capital.

No segmento de distribuição foram aplicados R$ 746 milhões, prioritariamente na ampliação e no


fortalecimento do sistema elétrico, para atender ao crescimento do mercado das distribuidoras, em
que foram conectados 141,8 mil novos clientes.

Geração cresce e diversifica fontes de energia


Evolui a passos bem-sucedidos a estratégia da CPFL Energia para aumentar a participação de fontes
renováveis no volume de geração de energia elétrica, seja a partir da biomassa, cujo insumo é o bagaço
de cana-de-açúcar, ou a partir da energia eólica, que provém do vento. As ações decorrem da postura
empresarial que privilegia projetos de menor impacto ambiental.

GRI 2.9 Em outubro de 2009 foi constituída a CPFL Bio Formosa, que assinou contrato de parceria com o Grupo
Farias, para o desenvolvimento de projeto de geração a biomassa. Trata-se da implantação, até 2011, da
Usina Termelétrica Bio Formosa, com potência para 40 MW/25 MW médios/safra, na cidade de Baía
Formosa (RN).

Com novos projetos desenvolvidos desde então, em 2010 a CPFL já soma cinco empreendimentos em
biomassa, dos quais quatro no interior paulista. Com os projetos em andamento, a CPFL atingirá a curto
prazo 150 MW de capacidade disponível para comercialização dessa energia no sistema interligado
brasileiro, do total de 500 MW que objetiva alcançar até 2015.

Relatório Anual 2009 | 35


Área rural de Nova Petrópolis, Serra Gaúcha (RS),
abastecida pela RGE Energia.
No campo da energia eólica, em setembro de 2009 houve a aquisição das sociedades que compõem
o Complexo Eólico Santa Clara, empreendimento com potencial instalado de 188 MW, a ser
implementado no Rio Grande do Norte.

A CPFL Energia também foi vitoriosa no primeiro leilão de energia eólica realizado pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em dezembro de 2009, em que conseguiu comercializar 100%
da energia assegurada, correspondente a 76 MW médios, dos sete parques eólicos a serem instalados
no Rio Grande do Norte.

O projeto receberá investimentos de R$ 770 milhões e deverá entrar em operação em 2012.


O empreendimento é considerado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL1) e vai gerar
comercialização de Créditos de Carbono.

Os investimentos de 2009 também resultaram na entrada em operação da Usina Hidrelétrica (UHE)


14 de julho, a terceira do Complexo Rio das Antas (Ceran2), e no avanço nas obras de implantação da
UHE Foz do Chapecó (855 MW), que entra em operação no terceiro trimestre de 2010.

Em setembro de 2009 a CPFL Geração adquiriu 51% de participação na Epasa, empreendimento que GRI 2.9

compreende a implantação de duas termelétricas – Termoparaíba e Termonordeste – no Estado da


Paraíba, para gerar energia a partir da queima de óleo combustível. Esse empreendimento entrará em
operação no segundo semestre de 2010 e vai representar acréscimo de 174 MW na potência instalada
da CPFL (equivalentes a seus 51% de participação).

Como resultado dos projetos de geração de energia em curso, a capacidade instalada da CPFL
aumentará 49,5% até 2012.

Comercialização sobe 15%


Em 2009, a CPFL alcançou êxito no objetivo de fortalecer sua posição no mercado brasileiro de
comercialização de energia. Com atuação em todo o território nacional, as vendas de energia,
compreendendo o suprimento a clientes livres e contratos bilaterais, atingiram 10.243 GWh, com
crescimento de 15% em relação a 2008.

Créditos de carbono
Em 2009, a CPFL Energia evoluiu em suas iniciativas de comercialização de Créditos de Carbono
provenientes de duas fontes. A repotenciação das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) resultou
na comercialização de 112 mil certificados de Redução de Emissões de CO2 (RCEs³). A repotenciação
resulta da modernização e instalação de novos equipamentos, que permitem o aumento da geração
de energia sem impactos ambientais.

1
 riado pelo Protocolo de Kyoto, o MDL visa contribuir para o avanço sustentável de países em desenvolvimento, a partir da implantação
C
de tecnologias mais limpas. Os projetos de MDL podem ser baseados em fontes renováveis e alternativas de energia, em eficiência
e conservação de energia ou em reflorestamento. Existem regras claras e rígidas para aprovação de projetos no âmbito do Conselho
Executivo do MDL, órgão internacional.

2
As três UHEs que compõem o Complexo Ceran, no Estado do Rio Grande do Sul, são: Monte Claro, Castro Alves e 14 de Julho.

³P
 aíses em desenvolvimento que implementem projetos capazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável, e que apresentem
redução ou captura de emissões de gases causadores do efeito estufa, podem obter as Reduções Certificadas de Emissões (RCEs),
(ou, na sigla em inglês, CERs). As RCEs emitidas pelo Conselho Executivo do MDL podem ser negociadas no mercado global. Países
industrializados podem adquirir as RCEs de empreendedores de projetos sediados em países em desenvolvimento, para completar suas
próprias cotas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

38 | Camargo Corrêa
10.243 GWh
foi o total de vendas de energia
pela CPFL em 2009.

Outras 952 mil RCEs foram geradas pela UHE Monte Claro, primeira usina do Complexo Ceran e
primeiro negócio no mundo proveniente da comercialização de Créditos de Carbono de uma UHE
a fio d’água (sem represamento do rio).

O projeto da UHE 14 de Julho – terceira usina do complexo Ceran – foi registrado para futura
comercialização de 118 mil RCEs por ano, para o período de 2009 a 2016.

Estratégia
O principal vetor estratégico da CPFL Energia é o fortalecimento de sua liderança no segmento da
distribuição, por meio de iniciativas orientadas para o contínuo aumento da eficiência das operações
e por meio das oportunidades de consolidação existentes no setor.

No segmento de geração, a estratégia está focada no aumento relevante da capacidade instalada no


médio prazo, por meio da ampliação do lastro de geração a partir de fontes alternativas de energia,
bem como da participação nos leilões de projetos estruturantes.

Vantagens competitivas da CPFL Energia


Com operações de distribuição de energia em importantes polos econômicos e industriais do país –
nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais – a CPFL Energia destaca-se pela
qualidade dos serviços oferecidos aos consumidores, como atestam os reconhecimentos recebidos.

Um dos mais recentes foi o Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) 2009, da Fundação Nacional da
Qualidade, concedido para a CPFL Piratininga (vencedora) – a Rio Grande Energia foi finalista. Outro
foi o Prêmio da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) para a CPFL
Paulista, como Melhor Distribuidora Nacional; e para RGE, como Melhor Distribuidora da Região Sul.

A CPFL tem larga experiência no planejamento, administração e implementação de projetos de


geração de energia e bem-sucedidos negócios de comercialização. Preparada para evoluir com as
oportunidades oferecidas pelo mercado brasileiro, tornou-se a maior companhia privada do setor
elétrico brasileiro.

Relatório Anual 2009 | 39


PERFIL

Concessões
Rodoviárias
A Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR, listada no Novo
GRI 2.1, 2.2, 2.4, 2.5 e 2.8

Mercado da BM&FBovespa, atua nos segmentos de operação de rodovias,


transportes urbanos e negócios relacionados, no Brasil. É a maior empresa
de concessões desse segmento na América Latina.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Veículos pedagiados Concessionárias da CCR
(milhões)
2009 2008 2007 Extensão das rodovias
Concessionárias CCR 700 598 552 RodoNorte 567,8 km
Mercado brasileiro 1.105 768 707 Rodovia Presidente Dutra 402 km
Rodovia dos Lagos 60 km
Ponte Rio-Niterói 23 km
Sistema Anhanguera-Bandeirantes AutoBAn 317 km
Sistema Castello Branco-Raposo Tavares 162 km
Rodoanel Mário Covas 32 km
Concessionárias da CCR Renovias 345,6 km
operam 1.922 km de rodovias. ViaQuatro 12,8 km

Total 1.922,2 km

GRI 2.3 e 2.7 Outros segmentos


Além de oito concessionárias de rodovias, a CCR detém 58% da ViaQuatro, responsável pela operação e
manutenção da Linha 4-Amarela do Metrô paulistano; 38% da STP, administradora do sistema Sem Parar
(pedágios e estacionamentos); e 45% da Controlar S.A., empresa responsável pela inspeção veicular ambiental
na cidade de São Paulo.

Receita Bruta* Receita Líquida* Ebitda* Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
591,5

537,8

359,0

290,8
529,5

330,7
488,7
475,2

437,4
428,8

276,4
394,1
374,5

232,2
345,7

188,6

127,4
104,0
99,0
79,4

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

* Valores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa na CCR.

40 | Camargo Corrêa
Eliane de Oliveira Carpini é supervisora
de arrecadação nos pedágios controlados
pela CCR. Há oito anos na empresa, lidera
a equipe para garantir a qualidade do
atendimento nos postos de pedágios.

Desempenho econômico e operacional

A Receita Líquida da CCR foi de R$ 3,1 bilhões em 2009, 13% maior em relação ao período anterior
(R$ 2,7 bilhões). O Ebitda foi de R$ 1,9 bilhão, com crescimento de 13,6%, e o Lucro Líquido foi de
R$ 635 milhões, 11% menor que o de 2008. O principal motivo para a redução do Lucro Líquido foi o
impacto de R$ 84 milhões sobre o resultado, reflexo da adesão ao programa de parcelamento de débitos
federais no âmbito da Lei 11.941. A Camargo Corrêa detém 25% do bloco de controle da CCR e 16,4%
do capital total da companhia, portanto, os resultados que registra são proporcionais.

De forma geral, observou-se crescimento de 2,4% no tráfego de veículos de passeio, o que compensou
a redução de 1,6% no tráfego de veículos comerciais, causada pela queda da atividade industrial, reflexo
da crise econômica global na economia brasileira.

O crescimento da receita da CCR deveu-se à inclusão dos resultados da Renovias e do Rodoanel, a partir
de junho e em dezembro de 2008, respectivamente. Na média, houve crescimento de 0,2% no tráfego
total nas rodovias administradas pela companhia.

GRI 2.9 Entre as principais realizações da CCR em 2009 destacaram-se: a aquisição da participação de 45% na
empresa Controlar, que realiza o controle de emissões veiculares; e a bem-sucedida emissão de novas
ações da CCR, em outubro, que resultou na captação de R$ 1,2 bilhão, o que preparou a companhia para
mais um salto de crescimento qualificado.

Rodoanel e metrô
Ressaltou-se ainda a conclusão da contratação de financiamento para a Concessionária do RodoAnel
Oeste, no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e no Japan Bank for International
Cooperation (JBIC) e em bancos comerciais, no valor total de US$ 500 milhões. Essa operação fez parte
do equacionamento de recursos para pagamento de outorga e realização de investimentos na concessão
do trecho oeste do Rodoanel.

Outro acontecimento foi a chegada dos primeiros trens no porto de Santos, no final de 2009, para
a Linha 4–Amarela do Metrô paulistano, o que viabiliza o início da operação, em 2010.

Investimentos crescem 23,6%


A CCR investiu R$ 860 milhões em 2009, 23,6% a mais do que em 2008, conforme previsto nos
cronogramas de investimentos das concessionárias.

Relatório Anual 2009 | 41


Rodoanel Mário Covas: concessionária da CCR.
PERFIL

Engenharia e
Construção
A Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. realiza
GRI 2.1, 2.2, 2.3, 2.5 2.6 e 2.7

obras de infraestrutura no Brasil, na América Latina e na África. É líder


mundial na construção de usinas hidrelétricas. Atua em construção civil,
gerenciamento de projetos, montagem eletromecânica e operação de
plantas industriais.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Obras em execução, em 2009 US$ 10 bilhões é o valor

10
1
usinas hidrelétricas

eclusa
10 da carteira de contratos
da Divisão de Engenharia
e Construção.
4 termelétricas
51 km metrô
426 km rodovias Número de empregados
42 km ferrovias (milhares)

1 estaleiro 2009 2008 2007


3 refinarias 31,7 26,6 27,6

2 pontes
1.757 km dutos
1,5 milhão de m 2
edificações
Mudanças organizacionais
15 obras de infraestrutura urbana
A partir de 1º. de julho de 2009, a área de
GRI 2.9
7 obras de saneamento
Engenharia e Construção passou a organizar-se em
5 unidades de mineração
quatro segmentos de negócio: Energia, Óleo e Gás,
3 obras de dragagem
Montagens Industriais e Infraestrutura.

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
5.758,2

893,1
4.765,5
6.128,4

642,1
5.081,4

2.992,9
3.197,1

462,4
1.896,5

280,1
2.024,9

1.201,4

173,4
1.282,6

147,1

115,0
112,7

64,4
39,0

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

44 | Camargo Corrêa
Suzeli Acacio da Silva é responsável
pela sinalização no canteiro da
Hidrelétrica Jirau (RO), por onde passam
os caminhões carregados de materiais.
Faça chuva ou faça sol, está sempre
alerta para evitar acidentes na obra.

Gestão e desempenho econômico e operacional


O crescimento de 21% da Receita Líquida da Construções e Comércio Camargo Corrêa, que somou
R$ 5,8 bilhões em 2009, foi acompanhado de melhorias significativas em outros indicadores. O Lucro
Líquido cresceu 129%, e a geração de caixa medida pelo Ebitda, 93%.

A sólida carteira de contratos (backlog) da divisão Engenharia e Construção, que soma cerca de
US$ 10 bilhões, permitiu o aumento da receita em 2009, apesar da crise financeira mundial, e assegura
um crescimento sustentado no futuro. A crise afetou o desempenho econômico de vários segmentos
no mundo todo, especialmente o industrial, mas seu impacto foi atenuado no Brasil, em vários setores,
devido ao estímulo dado pelo governo federal aos investimentos em infraestrutura, que contaram também
com participação de empreendedores e de recursos privados. Esse é o caso de diversas obras para
geração de energia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em 2009, integravam a carteira de negócios da construtora mais de 50 obras em todo o Brasil, todas de
grande porte, entre projetos públicos e de clientes privados, e mais 11 obras no exterior.

Com esses resultados, a construtora atingiu suas metas econômico-financeiras, de sustentabilidade e


de gestão ambiental para o período. O exercício indicou a necessidade de providências no sistema de
saúde e segurança laboral, que motivaram a pronta revisão dos respectivos processos de gestão (leia mais
detalhes adiante, neste capítulo).

Modelo de gestão
Entre as principais realizações de 2009, destacou-se a consolidação do modelo de gestão da Construções
e Comércio Camargo Corrêa, que levou a resultados expressivos, como o recorde em faturamento e em
geração de empregos.

Com a nova estrutura organizacional, que começou a vigorar em setembro de 2008, a área de Engenharia
e Construção passou a concentrar negócios e atividades em projetos e obras de grande porte, alta
complexidade e desafios tecnológicos, nos segmentos de Energia (construção de hidrelétricas e outros
projetos relacionados); Óleo e Gás (refinarias e dutos de gás e petróleo); Montagens Industriais; e projetos
complexos de Infraestrutura.

Outro destaque do exercício de 2009 foi a entrega de projetos relevantes, como o sistema integrado
de produção de bauxita, em Juruti (PA), uma das maiores minas desse metal no mundo; a obra do
Aproveitamento Hidrelétrico Salto Pilão (SC); a Usina Hidrelétrica (UHE) 14 de Julho, terceira do Complexo
Energético Rio das Antas (Ceran), (RS); e a Termelétrica de Ipatinga (MG), empreendimento para Usiminas.

Relatório Anual 2009 | 45


Ponte sobre o rio Negro, em Manaus (AM).
42 mil empregos
diretos e indiretos são gerados na
construção da Hidrelétrica de Jirau.

Principais empreendimentos
A construtora Camargo Corrêa reúne em seu portfólio atual obras distribuídas por todo o território
brasileiro, que empregam cerca de 32 mil profissionais. Atua, ainda, em vários empreendimentos no
exterior. Entre as realizações de 2009, destacam-se:

Refinaria Abreu e Lima


O início da construção da refinaria, conhecida como RNEST-UCR, consolida a presença da construtora
no segmento de Óleo e Gás. Trata-se da primeira refinaria situada no Nordeste do país, localizada em
Ipojuca (PE), projetada para processar petróleo nacional.

Mina de Juruti
Em setembro de 2009 foi realizado em Juruti (PA) o carregamento do primeiro navio no porto local, ou
seja, a conclusão da última etapa do empreendimento contratado pela Alcoa World Alumina Brasil. Ali, a
Camargo Corrêa construiu para a Alcoa uma das maiores minas de bauxita do mundo, cuja capacidade
é de 2,6 milhões de toneladas por ano; um porto, um retroporto e uma linha ferroviária de 65 km.

UHE Salto Pilão


A construtora Camargo Corrêa finalizou, em dezembro de 2009, a hidrelétrica localizada no Vale do
Itajaí (SC). A usina está apta para produzir 182,3 MW de energia, o que equivale ao aumento
de 7% na capacidade de eletricidade do Estado de Santa Catarina.

UHE Serra do Facão


Em dezembro de 2009 foi iniciado o enchimento do reservatório da hidrelétrica. Esse foi o primeiro
passo para garantir a geração comercial do empreendimento. Com importância estratégica para
a região de Goiás, a usina hidrelétrica tem capacidade para gerar 210 MW, energia suficiente para
abastecer uma cidade com 1,2 milhão de habitantes.

UHE Jirau
O BNDES e o consórcio Energia Sustentável do Brasil assinaram, em 29 de junho de 2009, os contratos
de financiamento de R$ 7,2 bilhões, que estão sendo aplicados na construção da usina hidrelétrica,
no rio Madeira (RO). Esse valor é parte do total de R$ 10 bilhões que serão investidos na obra.

UHE Foz do Chapecó


Localizada na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é a primeira barragem
no Brasil a ser construída com massa asfáltica compactada em seu núcleo de vedação, tecnologia que
reduz a agressão ao meio ambiente, devido à menor utilização de equipamentos de terraplenagem
movidos a óleo diesel. A Camargo Corrêa é líder do consórcio fornecedor e responsável direta pelas
obras civis, montagem eletromecânica e gerenciamento das interfaces do empreendimento.

UHE Batalha
Em agosto de 2009, a obra da usina hidrelétrica, situada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, recebeu
a certificação de Responsabilidade Social de acordo com a norma NBR 16001, da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT). Isso significa que o Sistema Integrado de Gestão de Obras está em pleno

48 | Camargo Corrêa
1 milhão
de pessoas
serão atendidas diariamente na
Linha 4 do Metrô de São Paulo.

funcionamento.O empreendimento já é certificado em Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde,


o que situa a Camargo Corrêa como a única construtora brasileira a ter a quádrupla certificação.
Também conseguiram a quádrupla certificação, em 2009, as obras de modernização e ampliação da
Refinaria Henrique Lage (REVAP), em São José dos Campos (SP), executadas por consórcio liderado
pela Camargo Corrêa (veja outros reconhecimentos no capítulo Prêmios e reconhecimentos).

Metrô
Atualmente, a empresa está presente em três obras do Metrô paulistano. A primeira é a Linha 2–Verde,
que liga a Estação Alto do Ipiranga à Estação Sacomã e ao Pátio Tamanduateí, que se destaca pelo
prazo de entrega: 31 de dezembro de 2009, antecipado em 13 meses. Em seguida, outra obra
importante entrou em atividade: a Via Permanente, que prevê o assentamento de trilhos e o sistema
de alimentação elétrica dos trens. A principal novidade é o Sistema de Massa Mola, responsável por
amortecer as vibrações nas edificações localizadas em torno da linha. Também está em fase final a
Linha 4–Amarela, que liga a Estação da Luz, no centro da cidade, à Vila Sônia, na zona oeste.

Rodoanel
A Camargo Corrêa construiu um dos lotes do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. A obra,
encomendada pelo Governo do Estado de São Paulo, tem objetivo de aliviar o intenso trânsito da
cidade de São Paulo. Simulações indicam que o Trecho Sul permite reduzir em 37% o tráfego de
caminhões na Avenida dos Bandeirantes e 43% na Marginal Pinheiros.

Complexo Viário Anhanguera


Reorganizar o trânsito na chegada e na saída da cidade de São Paulo e criar novos acessos para o
interior da capital paulista é um dos objetivos do complexo viário. Em setembro de 2009, a última
das três pontes em balanços sucessivos foi concluída, com destaque ao Ramo 900, que possui três
vãos de 100 metros cada e um com 125 metros, executados em curva e apoiados nos pilares de forma
excêntrica. Trata-se da única ponte no Brasil feita nessas condições.

Cidade administrativa
O maior vão livre suspenso do mundo em obras prediais foi construído em Belo Horizonte (MG), por
meio de consórcio liderado pela construtora Camargo Corrêa. Trata-se de prédio com vão livre de
147,5 metros, para a sede administrativa do governo de Minas Gerais. O empreendimento compreende
a construção da infraestrutura (canteiro e praça cívica), do Auditório e do Palácio do Governo.
A estrutura do Palácio do Governo, que apresentou o grande desafio de transformar os traços curvos,
feitos em papel pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na realidade do concreto armado, recebeu o prêmio
Destaque, da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (ABECE).

Ponte sobre o rio Negro


A obra da ponte estaiada sobre o rio Negro, do consórcio Camargo Corrêa e Construbase, localizada
em Manaus (AM), foi certificada pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat
(PBQP-H), no nível A, atendendo aos requisitos da norma ISO 9.001:2000 de qualidade, específicos
da construção civil. Com término previsto para dezembro de 2010, o empreendimento tem aquecido
a economia do Estado. Atualmente é o que mais emprega no Amazonas: já foram contratados 2.500
trabalhadores diretos e indiretos.

Relatório Anual 2009 | 49


Mineroduto Minas-Rio
Para atender à necessidade de transportar minério de ferro da cidade de Conceição do Mato Dentro
(MG) até São João da Barra (RJ), a construtora Camargo Corrêa trabalha firme no mineroduto.Trata-se
de um dos maiores do mundo em construção: são 525 km de extensão, ao longo de 32 municípios.
O término está previsto para 2012.

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus
Produzir energia limpa, gerar empregos, contribuir para a expansão da economia do país. São essas as
diretrizes do megaempreendimento Urucu-Coari-Manaus, gasoduto de 661 km, pronto em novembro
de 2009, para abastecer a Região Norte com gás natural, que reduz significativamente a emissão
de gases poluentes. A obra resulta de parceria entre a construtora Camargo Corrêa e a Skanska do
Brasil, que formaram o Consórcio Gasoduto Amazônia (CGA). O gás natural – destinado à produção
de energia elétrica em oito termelétricas da região – substituirá o diesel e o óleo combustível usados
atualmente, proporcionando economia anual de R$ 1,2 bilhão.

Termelétrica Cubatão
Entrou em operação a usina termelétrica nas instalações da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC),
em Cubatão (SP), e que fará parte do Parque de Geração da Petrobras. Movida a gás natural, gerará
210 MW de energia e 1 milhão de m³ de vapor. O empreendimento, realizado em consórcio integrado
pela Camargo Corrêa e pela Skanska LA, foi declarado disponível para geração comercial
de 160 MW em Ciclo Aberto (Turbo Gerador a Gás), a partir de 17 de novembro de 2009.

Fosfértil
O consórcio Fosfértil Fase III, liderado pela construtora Camargo Corrêa, desenvolveu estudos
técnicos e econômicos que demonstraram a viabilidade do projeto de ampliação do Complexo
Industrial da Fosfértil, em Uberaba (MG). A Fosfértil, maior produtora de matérias-primas para
a indústria de fertilizantes do Brasil, emitiu em maio de 2009 autorização para que o consórcio
implemente o projeto com novas unidades de ácido sulfúrico e fosfórico, bem como utilidades
de produção associadas.

50 | Camargo Corrêa
Usina Hidrelétrica Jirau, em Rondônia.

Porto do Itaqui
Agregar valor ao transporte marítimo e incrementar a economia é o objetivo da obra de dragagem
e aterro hidráulico do Porto do Itaqui, localizada em São Luiz (MA). O consórcio empreendedor,
liderado pela construtora Camargo Corrêa, está incumbido de ampliar e melhorar a estrutura
portuária, o que vai estimular a navegação de embarcações maiores.

Presença internacional
A presença da Camargo Corrêa avançou no cenário internacional em 2009, com empreendimentos
e projetos na Argentina, na Colômbia, no Peru, na Venezuela, em Angola e em Moçambique. Ao todo
são 11 obras em andamento, que geram mais de 5 mil empregos diretos, além de dar trabalho a
terceirizados e estagiários. Entre essas obras, destacam-se:

UTE Berazategui
A estação de tratamento de esgoto faz parte de um grande projeto do governo argentino, que visa
recuperar o rio da Prata, bastante prejudicado pelo lançamento de esgoto. A obra, cujo consórcio
é liderado pela construtora Camargo Corrêa e tem a participação da Esuco S.A., viabilizará a
implantação de uma unidade de pré-tratamento de esgotos.

UHE Porce III


A hidrelétrica em Medellín, na Colômbia, vai gerar energia para uso local e para exportação. Um dos
aspectos interessantes é que o recurso hídrico utilizado na obra é tratado antes de sua devolução, seja
para rios, lagoas ou fontes.

Barragem Cuira
Foi assinado em junho de 2009, pela construtora Camargo Corrêa e pelo Ministério do Poder Popular
para o Ambiente da Venezuela, o contrato para início das obras da Barragem Cuira, Estação de
Bombeamento e Linha de Transmissão, no Estado de Miranda, a 110 km de Caracas, na Venezuela.
O prazo para entrega desse projeto é de 48 meses. O empreendimento vai beneficiar toda a
população de Caracas, principalmente a de baixa renda.

Relatório Anual 2009 | 51


525 km de extensão
terá o mineroduto Minas-Rio, que a Camargo
Corrêa constrói para a Anglo American.

Estrada Interoceânica
Integração regional é o objetivo da estrada interoceânica, denominada Corredor Vial Interoceânica
Sul, obra do Consórcio Intersur, do qual participa a construtora. Compreende 306 km e está localizada
na região de Puno, na província Carabaya, sul do Peru. A estrada permitirá unir o litoral do Oceano
Pacífico ao litoral do Oceano Atlântico.

Saneamento
O Consórcio Huachipa, formado pela Camargo Corrêa (líder) e Veolia Water Systems Brasil, é
responsável pela construção e operação da maior obra de saneamento de Lima, no Peru. A primeira
fase do projeto prevê tratamento de água, que atenderá a região norte da cidade de Lima. A obra
recebeu mais de 11 mil toneladas de tubos de ferro fundido vindos dos Estados Unidos, operação
que necessitou de complexo esquema logístico até o destino. Outro carregamento de tubos foi
proveniente da França.

Mina Moatize e UHE Mphanda Nkuwa


Em Moçambique, na África, os investimentos na construção do Projeto Carvão Moatize e na Usina
Hidrelétrica Mphanda Nkuwa devem atingir US$ 8 bilhões, valor superior ao Produto Interno (PIB) desse
país. Localizado na província de Tete, o Projeto Carvão Moatize, iniciado em 2008, foi contratado pela
companhia Vale e será a maior mina de carvão do mundo, com capacidade de extração de 12 milhões
de toneladas por ano. Em 2009, a obra empregava 3.300 profissionais diretos, sendo 92% provenientes
da região. Em 2010, são 4 mil profissionais. A hidrelétrica, que duplicará a capacidade instalada de
geração de energia hídrica existente, é objeto de estudos para viabilizar o financiamento. A obra também
compreenderá uma linha de transmissão, para ligar o norte ao sul do país.

Linha de Transmissão Uíge-Maquela do Zombo


Em 24 de outubro de 2009 foi concluída, em Angola, na África, a montagem das estruturas metálicas
da Linha de Transmissão de 220 KV (unidade de tensão elétrica) Uíge-Maquela do Zombo. Ao longo
dos 193 quilômetros da Linha de Transmissão foram montadas 376 estruturas, sendo 292 estaiadas
e 84 autoportantes, com altura média de 45 metros. O encerramento do cronograma original foi
antecipado em 30 dias. Em janeiro de 2010 foi concluída a etapa de lançamento dos cabos ao longo
da linha, o que a disponibilizou para entrega provisória ao cliente.

Decisões estratégicas são compartilhadas GRI 1.2

O novo modelo de gestão da construtora tem propiciado maior compartilhamento de decisões


estratégicas entre as lideranças dos segmentos em que atua.

Entre outras áreas fundamentais para a gestão da construtora estão:


• A diretoria de Suporte Operacional (DSO), que foi reforçada e ganhou mais vigor e agilidade para
apoiar o ciclo de vida dos projetos. A DSO também colabora para a implementação do Padrão
Camargo Corrêa, dá suporte a propostas e planos de inovação e faz a gestão do conhecimento.

• A gerência de Planejamento Estratégico garante que o planejamento aconteça de acordo com as


melhores práticas e que seja desdobrado em ações concretas. Entre as atividades está a condução
do Ciclo de Planejamento, composto pelo Plano Plurianual (PA) e pelo Plano Orçamentário (PO).

52 | Camargo Corrêa
Entre as 27 hidrelétricas
construídas pela Camargo Corrêa, quatro
estão entre as cinco maiores do mundo.

• A Auditoria de Gestão é constituída pelas áreas de Auditoria Interna e Compliance. Apoia as áreas de
negócio, gerência e alta administração, atua na mitigação de custos desnecessários ou na prevenção de
não conformidades em relação às políticas da organização; na validação dos resultados; na determinação
de custos, inventários e perdas; na avaliação dos processos de compras e contratações; e na prevenção a
riscos e fraudes. A área de Compliance analisa os controles internos e verifica se atendem aos requisitos
previstos na lei americana Sarbanes Oxley, referência de governança no mundo inteiro.

GRI 1.2 Gestão de riscos, saúde e segurança


O Sistema de Gestão de Riscos foi reestruturado em 2009. Desde a preparação da proposta para os
clientes, elenca todos os riscos, quantifica-os, estabelece os sistemas de prevenção, avalia os meios
de mitigá-los e estabelece os planos de contingências, seja para impactos ambientais, sociais,
econômicos ou inerentes ao desenvolvimento das obras.

Todos os processos de provisão de recursos, de trabalho e de serviços precisam ter a Análise


Prevencionista da Tarefa (APT), realizada por equipe multidisciplinar, que levanta todos os riscos
possíveis. Depois de aprovada a proposta, o cumprimento de todos os procedimentos previstos é
verificado, no decorrer do empreendimento, pelo Board de Riscos, grupo interno detentor de alta
expertise nessa auditoria.

Foi feito levantamento detalhado dos riscos externos e de gestão, que permite identificar caminhos
para evitar ou mitigar seus efeitos. Com base nesse mapeamento, foram identificadas oportunidades
de ação que, por exemplo, incluem criar e implantar política de qualificação de fornecedores,
importante providência para evitar problemas no âmbito Regulatório; preparar-se para atender às
demandas relacionadas com as mudanças climáticas, o que reduz riscos no âmbito Físico; prover
novos serviços e soluções integradas para os clientes, relacionadas até mesmo às mudanças climáticas,
de forma a garantir a competitividade; intensificar práticas de referência que são características das
empresas do Grupo Camargo Corrêa, para agregar valor à companhia e gerir sua reputação.

Visão de futuro
Com o objetivo de sempre aprimorar os métodos de gestão e de construir uma empresa de referência
e de classe mundial foi realizado o workshop de Alinhamento, em julho de 2009, em São Paulo.

O evento reuniu diretores da construtora e teve como principal objetivo redefinir a visão de futuro
de suas unidades de negócio e deixar claro onde cada uma deve chegar nos próximos anos.

GRI 1.2 Estratégia


A construtora Camargo Corrêa concentra sua estratégia no objetivo de tornar-se empresa global
de construção civil, por meio da especialização nos quatro segmentos de negócios em que realiza
empreendimentos no Brasil, na América do Sul e na África: Energia, Óleo e Gás, Montagens Industriais
e Infraestrutura.

Relatório Anual 2009 | 53


PERFIL

Calçados

Os produtos da São Paulo Alpargatas chegam ao mercado com


GRI 2.1, 2.2, 2.7

as marcas Havaianas, Dupé, Topper, Rainha, Mizuno,Timberland e Sete


Léguas. Além do Brasil, estão nos mercados da Ásia, Américas, Europa,
Oceania e África. GRI 2.6 A Alpargatas integra o Nível 1 de Governança
Corporativa da BMF&Bovespa.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Número de empregados
(milhares) 11º. lugar como “Marca mais Valiosa
2009 2008 2007 do Brasil” é o posto da Havaianas,
15,7 17,5 18,3 segundo a revista Época Negócios.

Comercialização de calçados Exportação


(milhões de pares) (milhões de pares)

2009 2008 2007 2009 2008 2007


210,0 222,8 185,9 19,4 28,7 25,3

Marcas fortes
 avaianas: lançou no início de 2010 uma linha de tênis em lona e borracha, com características próprias
H
da marca. Topper: novo visual marcou o posicionamento Coração Manda, lançado em 2009.
Rainha: reposicionada, voltou-se para o estilo casual. Mizuno: lidera o segmento de tênis para corrida.
Timberland: presente no mundo com nova coleção. Dupé: chega aos mais distantes mercados brasileiros.

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
2.427,5
2.414,2

297,6
292,2
293,0
2.015,1
1.978,0

90,3
89,3
82,2
1.659,4

215,4
1.595,0

204,8
1.404,7

67,6
1.370,1
1.300,7
1.139,3

50,0

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

* Valores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa na São Paulo Alpargatas.

Obs.: O
 s indicadores refletem a realização de ajustes gerenciais nas informações societárias, principalmente os relacionados à adequação das
estruturas de capital das aquisições e à adequação dos resultados.

54 | Camargo Corrêa
Valter Ferreira de Almeida conhece como
ninguém os produtos da Alpargatas. Há 16
anos começou sua carreira em uma das
fábricas da empresa. Hoje, essa experiência
é fundamental para atender bem aos
clientes, em sua atuação como operador da
loja da companhia Meggashop Mooca (SP).

Desempenho econômico e operacional


No segundo semestre de 2009, a área de Calçados superou a retração da atividade, registrada em todo
o setor calçadista no primeiro semestre e causada pela crise econômica internacional. Dessa forma,
terminou o ano com Receita Líquida de R$ 2,0 bilhões e Ebitda de R$ 297,6 milhões, montantes 1,9%
superiores aos de 2008 em ambos os indicadores.

Os resultados positivos foram possíveis não só pela reativação do mercado, mas também pela ampla
reestruturação promovida em toda a companhia, com redução de despesas, de custos de produção e de
estoques, revisão de processos, investimentos para aumento da produtividade e ênfase na geração de caixa.

O exercício também revelou outra constatação positiva: a consolidação das operações internacionais.
Em 2009, 22% da receita da companhia foram provenientes das unidades localizadas no exterior.

Entre as principais realizações de 2009, destacaram-se:


• Ampliação da presença da marca Havaianas no mercado externo, com expansão de vendas nos Estados
Unidos e na Europa, e abertura de escritórios em Bologna (Itália), que vem se somar a outros três: em
Londres, Paris e Madri, a sede da Alpargatas na Europa.
• Inauguração da loja-conceito Espaço Havaianas, na famosa via de compras de São Paulo (SP), a rua Oscar Freire.
• Novo posicionamento da marca Topper, no Brasil e na Argentina.
• Melhoria do Ciclo de Conversão de Caixa, indicador medido em dias, para mostrar o período de tempo
em que os recursos da empresa se encontram comprometidos entre o pagamento dos insumos e o
recebimento pela venda dos produtos acabados.
• Início do processo de venda da empresa Locomotiva, fabricante de lonas e tecidos, em dezembro de 2009.

Oferta pública
GRI 2.9 Em 15 de março de 2010 foi concluída a oferta pública para a aquisição de ações ordinárias e ações
preferenciais em circulação do capital social da Alpargatas A.S.A.I.C. A São Paulo Alpargatas passou
a deter 70,3% do capital da empresa argentina. Com essa aquisição, a companhia espera otimizar as
sinergias existentes entre as operações brasileiras e argentinas, de forma a impulsionar o desempenho
internacional da marca Topper.

Relatório Anual 2009 | 55


Loja conceito da marca Havaianas,
na rua Oscar Freire, na cidade de São Paulo.
PERFIL

Concessão
Ferroviária

A Ferrosur Roca S.A. é empresa de transporte de carga


GRI 2.1, 2.2, 2.3, 2.4, 2.5, 2.6, 2.7

(cimento, pedra, produtos químicos, combustíveis, entre outros), que opera,


por concessão do governo, na região central da Argentina (Buenos Aires,
La Pampa, rio Negro, Neuquén).

Os serviços ferroviários da Ferrosur representam diferencial competitivo


para a Loma Negra, por realizarem a ligação direta entre as suas unidades
produtoras de cimento e os mercados consumidores.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Rede ferroviária: 3.181 km

Carga transportada Número de empregados


(mil toneladas)
2009 2008 2007 2009 2008 2007
A Ferrosur transportou 5.142 mil
toneladas de carga em 2009. 5.142 5.560 5.519 920 947 869

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
33,9
106,9
129,9

101,2

14,5
30,0

13,3
29,4
95,4
94,2
108,9
97,2
96,0

22,2

6,7
13,8
42,0
42,8

1,0
-6,9

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

58 | Camargo Corrêa
Sobre os trilhos ou conferindo a passagem
dos vagões, Miguel Alfredo Del Valle trabalha
como fiscal de ferrovia. Ele é responsável pelo
engate de vagões e pela composição de trens da
Ferrosur Roca, na Argentina.

Desempenho econômico e operacional


Em 2009, a Ferrosur se ressentiu dos reflexos da crise internacional no desempenho da economia
argentina. A empresa apresentou redução de 5,4% na Receita Líquida, que foi de R$ 101,2 milhões,
ainda assim uma queda bem menor do que a registrada pelo setor, que caiu 11% no período.

Entre as realizações de 2009, destacaram-se:

• Consolidação do Sistema de Gestão Integrado replicável.


• Recertificação do Sistema de Gestão de Qualidade pela norma ISO 9.001, versão 2.000. A Ferrosur
é a primeira ferrovia de cargas da Argentina a receber a certificação.
• Alinhamento de ferramentas de gestão e de desenvolvimento de recursos humanos com as existentes
na área de Cimento, entre as quais se destacam: implementação de Pesquisa de Clima Organizacional,
avaliação de desempenho e programa de capacitação de lideranças.
• Aplicação de programa de padronização de processos, de treinamento de pessoal operacional e de
verificação de sua efetividade, com o objetivo de otimizar operações e reduzir acidentes.

Esse programa de capacitação e aprendizagem contínua das equipes somou 3.692 horas de treinamento
técnico para 162 profissionais operacionais. O desenvolvimento do Programa de Liderança, para chefes
e líderes, somou outras 1.584 horas.

Pesquisa
GRI PR5 Em 2009, a Ferrosur iniciou a implementação de planos de ação motivados pela pesquisa de Satisfação
dos Clientes, realizada pela primeira vez em 2008 e repetida em 2009. O objetivo é continuar
monitorando a avaliação dos serviços anualmente.

Além disso, em 2009 foi lançado programa que incentiva a manifestação dos clientes e um outro, para
realizar reuniões capazes de gerar valor nos relacionamentos com os principais clientes.

Gestão social
Nas comunidades próximas, o tema dos direitos à segurança esteve presente, em 2009, em:
• 83 palestras promovidas pela Ferrosur em instituições de ensino de 87 localidades, sobre atitudes
de prevenção na travessia de ferrovias, com a presença de 8.554 pessoas entre alunos e professores.
• Difusão de ações e procedimentos a serem adotados em caso de acidentes ferroviários.
• Difusão da política de sustentabilidade e de voluntariado corporativos.

Relatório Anual 2009 | 59


Composição de trens da Ferrosur Roca, na Argentina.
PERFIL

Meio Ambiente

A CAVO Serviços e Saneamento e suas coligadas atuam em projetos


GRI 2.2

para soluções ambientais sustentáveis; na gestão ambiental de companhias


de grande porte e de municípios; no tratamento de resíduos de serviços
de saúde; e na implantação e operação de aterros sanitários. Atuam,
ainda, em remediação de áreas contaminadas; na destinação de resíduos
industriais, como coprocessamento e incineração; em projetos de Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL) e em auditorias ambientais.

GRI 2.8 Indicadores de desempenho


Resíduos Número de empregados
(milhares de toneladas) (milhares)
2009 2008 2007

Coleta domiciliar (CAVO e Loga) 2.150 2.018 1.966 2009 2008 2007

Disposição em aterro sanitário (Essencis) 4.441 4.400 3.481 3,1* 3,1* 3,0*

Gestão de resíduos de serviços de saúde (UTR) 54 51 50 * Empresas: CAVO e UTR.

Gestão de resíduos industriais (CAVO) 1.190 767 458

GRI 2.3 Coligadas


Essencis Soluções Ambientais S.A., Unidade de Tratamento de
Resíduos de Saúde – UTR e Logística Ambiental de São Paulo – Loga.

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
386,7

94,4
350,8

87,7
428,9

68,5
399,7

292,0
287,3
333,0
321,0

64,2
237,8
266,7

42,9
41,4
37,9

11,2
9,1

2,9

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

62 | Camargo Corrêa
Fidelcino Severino Fernandes é encarregado do
Serviço Operacional da CAVO, em Curitiba (PR).
Comanda e distribui a frota de caminhões de
limpeza para as equipes, controla a qualidade do
serviço e monitora a prática de segurança
no trabalho.

Desempenho econômico e operacional


Apesar de se ressentir dos efeitos da retração das atividades industriais, a unidade Meio Ambiente reagiu
e obteve Receita Bruta de R$ 429 milhões em 2009, 7,3% superior à do ano anterior. A Receita Líquida
foi de R$ 387 milhões, com crescimento de 10,2% em relação a 2008. O Ebitda teve crescimento de 7,6%,
atingindo R$ 94,4 milhões. O Lucro Líquido caiu 37,3%, para R$ 42,9 milhões (R$ 68,5 milhões em 2008),
em razão da reversão de provisões realizadas em 2008, o que não se repetiu em 2009.

Entre os investimentos realizados destaca-se o da Essencis, que iniciou a operação de novo equipamento
em Caieiras (SP), que amplia em 50% sua capacidade para tratamento de solos contaminados com
resíduos de hidrocarbonetos (derivados de petróleo). A empresa também fez aquisição de novo
equipamento, a ser instalado em 2010 em outra localidade.

Vantagens competitivas
Líder no mercado de tratamento de resíduos industriais e presença destacada no setor de limpeza urbana,
a CAVO investe em novas tecnologias e melhorias de processos. Além disso, atesta a qualidade dos
serviços com as certificações ISO 9.000, de qualidade dos processos, ISO 14.000, de gestão ambiental,
e OHSAS 18.000, de saúde e segurança do trabalho, em diversas unidades.

GRI PR5 Satisfação dos clientes


A CAVO faz pesquisas semestrais junto a todos os clientes e, com base nos resultados, realiza seus planos
de ação. A Loga é avaliada pela prefeitura paulistana e mantém um Serviço de Relacionamento com os
Consumidores (SAC), cujo número de telefone pode ser visto nas carrocerias de seus caminhões.

Relatório Anual 2009 | 63


Área em que a limpeza urbana é feita pela CAVO,
em Curitiba (PR).
PERFIL

Siderurgia
A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas, com sede em
GRI 2.1, 2.2, 2.4, 2.6

Belo Horizonte (MG), é o maior e mais moderno complexo siderúrgico de


aços planos da América Latina. É empresa de capital aberto, com ações
negociadas nas Bolsas de São Paulo (BMF&Bovespa), Nova York (NYSE)
e Madri (Latibex).

No mercado interno, a Usiminas atende a setores diversificados.


GRI 2.5, 2.7

Também exporta, principalmente para mercados das Américas do Sul


e do Norte, Europa e Ásia.

GRI 2,9 Grupo aumenta participação GRI 2,8 Indicadores de desempenho


Em abril de 2009, o Grupo Camargo Corrêa adquiriu Produção de aço bruto
(milhões de toneladas)
3.593.308 ações da Usiminas, ampliando sua participação 2009 2008 2007
para 12,98% das ações ordinárias e 20,34% das vinculadas
ao bloco de controle da companhia.
Sistema Usiminas 5,6 8,0 8,7

Vendas de produtos acabados


GRI 2,9 Incorporação da Cosipa (milhões de toneladas)
Sistema Usiminas 2009 2008 2007
Em 30 de abril de 2009, a Companhia
Mercado interno 4,0 6,0 6,1
Siderúrgica Paulista – Cosipa foi
Mercado externo 1,6 1,2 1,9
incorporada ao patrimônio da Usiminas.
Consumo total 2009 2008 2007
Brasil* 26,5 33,7 33,8
Mundo* 1.219 1.329 1.351

* Fonte: World Steel Association.

Receita Bruta* Receita Líquida* Ebitda* Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
185,7
182,7
904,7

361,2
1.220,1

796,3
1.066,4

297,4

141,5
687,8
934,5

107,6
530,9

196,4
699,8

470,8

181,6
615,8

87,7
93,9

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

* Valores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa na Usiminas.

66 | Camargo Corrêa
Maurício Ricardo Bartolomeu faz o
acompanhamento do processo de produção do
aço, desde a chegada da matéria-prima. Seu
maior desafio é garantir a entrega do produto no
prazo, de acordo com a necessidade do cliente.
Maurício é supervisor de Planejamento e Controle
da Produção e trabalha há 21 anos na Usiminas.

Desempenho econômico e operacional


Os impactos da crise financeira internacional foram severos no setor brasileiro de bens de capital, que
apresentou forte retração na demanda de chapas grossas, o que afetou negativamente o desempenho da
Usiminas, principalmente no primeiro semestre de 2009. Nesse período, a companhia registrou queda
de 41% no volume de vendas e paralisou três dos cinco altos-fornos.

Com a retomada da atividade econômica no segundo semestre, dois altos-fornos foram ligados em julho,
mas isso não foi suficiente para compensar o primeiro semestre: 2009 encerrou-se com redução de 21,7%
no volume comercializado.

A Receita Bruta consolidada da Usiminas foi de R$ 14,8 bilhões em 2009, com redução de 30% em
comparação com 2008. Esse desempenho é decorrente da conjugação do menor volume de vendas
no mercado interno e de menores preços praticados, tanto no mercado interno, quanto no externo.
A Receita Líquida totalizou R$ 10,9 bilhões em 2009, o que também representou redução de 30%
em relação a 2008.

Mercados interno e externo


Mesmo com a recuperação do final do ano, houve redução de 32% nas vendas, no mercado interno, em relação
a 2008. O mercado nacional absorveu 72% da produção de aço, pouco mais de 4 milhões de toneladas.

A Usiminas implementou ações para enfrentar a queda de demanda – como melhorias de produtividade,
reestruturação da logística, redução de custos e replanejamento de investimentos. Foi necessário, ainda,
reduzir estoques a níveis mínimos e seguros, e lidar com a inevitável e indesejável adequação da força
de trabalho, para minimizar o impacto social. As exportações corresponderam a 28% das vendas físicas.
Foram exportadas 1,579 milhão de toneladas em 2009, um aumento de 29% em relação ao ano anterior.

Mineração e logística
Em 2009, as usinas do Grupo utilizaram com mais intensidade o minério extraído das minas próprias. Com isso,
a produção de minério aumentou cerca de 44% e a usina de Cubatão (SP) foi abastecida com minério próprio.

Foram produzidas 5,476 milhões de toneladas de minério, das quais 390 mil toneladas foram vendidas
para terceiros; 1,418 milhão de toneladas transferidas para Ipatinga (MG); e 3,506 milhões de toneladas,
para Cubatão (SP).

Investimentos
A Usiminas fez ajustes na curva de desembolso para assegurar os investimentos estratégicos e preservar
a liquidez e investiu, em 2009, o maior valor da sua história em um único ano: R$ 2,1 bilhões.

Relatório Anual 2009 | 67


Unidade da Usiminas, em Minas Gerais.
PERFIL

Incorporação

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário – CCDI atua em


GRI 2.1, 2.2

três grandes segmentos de mercado. O segmento de baixa renda, que


reúne unidades de até R$ 130 mil e é desenvolvido por intermédio da HM
Engenharia; o segmento tradicional, composto de unidades residenciais
com preços que variam de R$ 130 mil a mais de R$ 1 milhão e por pequenas
salas comerciais; e o desenvolvimento de lajes corporativas no padrão Triple A.

A CCDI tem ações negociadas no Novo Mercado da BMF&BOVESPA


GRI 2.4, 2.6

desde 2007.
GRI 2.8 Indicadores de desempenho
Incorporação e comercialização
2009 2008 2007
Unidades incorporadas 3.045 7.322 4.206
Unidades comercializadas 4.991 5.905 1.130

Número de empregados*
2009 2008 2007 CCDI comercializou 4.991
1.205 993 760 unidades em 2009.
* CCDI, HM, Viveiro e Rodobens.

Receita Bruta Receita Líquida Ebitda Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
38,1
100,8

37,1
652,6

632,0
601,4

579,3

51,0
240,1

230,2

13,3

3,8
160,6

153,3

-16,0

1,7
- 6,1

- 8,8
43,4
44,6

2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009 2005 2006 2007 2008 2009

* Valores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa na Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário.
Obs.: O
 s indicadores refletem a realização de ajustes gerenciais nas informações societárias, principalmente os relacionados à adequação das
estruturas de capital das aquisições e à adequação dos resultados.

70 | Camargo Corrêa
Samantha Cristina Puig é coordenadora de
Empreendimento da CCDI. Ela contribuiu
para desenvolver o edifício residencial
In Berrini, no Brooklin, bairro do município
de São Paulo. As vendas dos apartamentos
esgotaram-se em apenas um dia.

Desempenho econômico e operacional


A Receita Líquida da área de Incorporação foi de R$ 632 milhões, 9,1% superior ao ano anterior e o Ebitda,
de R$ 100,8 milhões, quase o dobro de 2008. O desempenho econômico e operacional da CCDI reflete a
mudança estratégica ocorrida no terceiro trimestre de 2009, quando passou a ter o seu foco direcionado ao
segmento de baixa renda; ao segmento tradicional; e, também, ao segmento de lajes corporativas no padrão Triple A.

Principais realizações
Em 2009, a CCDI, por meio de sua subsidiária HM Engenharia, passou a fazer parte do grupo das 13
grandes construtoras parceiras da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida, lançado
pelo governo federal no início de 2009. O programa tem como objetivo reduzir o déficit de habitações
populares no Brasil.

Em dezembro de 2009, a CCDI vendeu por R$ 247 milhões sua participação na SPE Projeto Rio, empresa
responsável pelo desenvolvimento do Ventura Corporate Towers Fase II, empreendimento comercial
de padrão Triple A, em construção no Rio de Janeiro. O Ventura Corporate Towers Fase I foi
comercializado em 2008.

Medidas federais aquecem o mercado imobiliário em 2009


O lançamento do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, do qual a CCDI participa
significativamente, por meio da HM Engenharia, foi o principal acontecimento do mercado imobiliário em
2009. Outro fato marcante foi o aumento do limite de saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) para uso na aquisição de imóvel.

GRI PR5 Satisfação dos clientes


Em 2009, a CCDI realizou dez pesquisas durante programas de visitas de clientes às unidades. Foram
promovidas nos empreendimentos ID Jardim Sul, Jardins de Vila Rica, Viveiro Marília Vogt, Vila Marina,
Eco’s Natureza, Porto Pinheiros, Wave, Corcovado e Cyprae.

Os principais temas abordaram: a qualidade do atendimento aos clientes, a qualidade dos produtos e
o processo de personalização das unidades oferecido pela empresa. A média geral de classificação foi
situada na avaliação denominada “boa”.

Estratégia
GRI 1.2 A estratégia planejada para 2010 busca melhorar a rentabilidade, manter o foco no atendimento aos
clientes e na integração de processos internos da CCDI e da HM Engenharia.

Relatório Anual 2009 | 71


Empreendimento da HM Engenharia,
em Cosmópolis, interior de São Paulo.
PERFIL

Naval

O Grupo Camargo Corrêa atua no setor naval, por meio do Estaleiro


GRI 2.1

Atlântico Sul - EAS, e no setor de plataformas offshore, com a empresa


especializada QUIP.

O EAS, que tem a coreana Samsung Heavy Industries como


GRI 2.2, 2.3, 2.4, 2.5, 2.7

parceira tecnológica, está localizado no Complexo Industrial Portuário


de Suape (PE). Suas instalações permitem produzir todos os tipos de
navios cargueiros de até 500 mil toneladas de porte bruto (TPB), além de
embarcações e plataformas de perfuração e exploração de petróleo. A QUIP
está instalada no cais do Porto Novo, em Rio Grande (RS).

GRI 2.8 Indicadores de desempenho GRI 2.9 Participações


A Camargo Corrêa participa no capital
Número de empregados do EAS e da QUIP com 40% e 27,25%,
2009 2008 respectivamente.
Estaleiro Atlântico Sul 3.423 1.500
QUIP 221 380

160 mil toneladas de


Capacidade de processamento no EAS chapas de aço por ano:
Toneladas de chapas de aço por ano 160 mil essa é a capacidade de
processamento do EAS.

Receita Bruta* Receita Líquida* Ebitda* Lucro Líquido*


(R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões) (R$ milhões)
53,9
428,4

428,3

84,6
123,2

123,2

9,6

4,3
- 3,1
6,1

0,4
6,1

2007 2008 2009 2007 2008 2009 2007 2008 2009 2007 2008 2009

* Valores proporcionais à participação do Grupo Camargo Corrêa no Estaleiro Atlântico Sul e na QUIP (nessa última, a partir de 2009).

74 | Camargo Corrêa
Mychele Patrícia Bezerra da Silva é responsável
por compras e suprimentos do departamento
de Pintura no Estaleiro Atlântico Sul. Há dois
anos na empresa, acompanha a construção do
primeiro navio.

Desempenho econômico e operacional


A consolidação da unidade Naval revela o acerto do Grupo de investir no reerguimento da indústria naval
brasileira, setor que ganhou ainda mais importância após a descoberta de jazidas de petróleo na camada
pré-sal do litoral brasileiro.

A carteira do Estaleiro Atlântico Sul - EAS ampliou-se em 2009 com os contratos para a construção de quatro
navios petroleiros Suezmax e três Aframax, equipados com sistema de posicionamento dinâmico. Subiu,
assim, para 22 o número de embarcações encomendadas pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, dentro
dos Programas de Modernização e Expansão da Frota (Promef I e II). Além dos navios tanques, o EAS está
construindo também um casco de plataforma de exploração. Ao todo, as encomendas somam US$ 3,4 bilhões.

A QUIP, por sua vez, tem em carteira contratos para a construção de três plataformas: P-53, P-55 e P-63 – esta
última contratada em janeiro de 2010, no valor de US$ 1,3 bilhão. A carteira total da QUIP é de US$ 2,0 bilhões.

Principais realizações em 2009


Em 11 de setembro foi realizado o batimento de quilha (cerimônia que marca o início da construção da
embarcação no dique seco) da primeira embarcação construída no EAS – um Suezmax com capacidade
para transportar 1 milhão de barris de petróleo, a ser entregue em agosto de 2010.

Tão logo possa contar com o segundo superguindaste do tipo Goliath em sua linha de produção – o que deverá
ocorrer em 2010 – o EAS reduzirá substancialmente o tempo de execução de um navio, figurando no seleto
time das plantas navais de quarta geração, considerada a vanguarda da construção naval mundial.

Formação de profissionais
A operação do EAS está gerando 3,7 mil empregos diretos (em abril de 2010), sendo 3 mil ocupados
por moradores da região. Os investimentos em treinamento devem chegar a R$ 12 milhões em 2010.
Para a formação industrial básica, o EAS contratou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
A especialização dessa mão de obra acontece no Centro de Treinamento Engenheiro Francisco C. E.
Vasconcelos, a primeira escola técnica naval construída no Nordeste, que recebeu investimentos de
R$ 3,5 milhões. Até 2009, cerca de 1.700 trabalhadores foram contratados, treinados e encaminhados para
as diversas funções na área industrial do estaleiro.

Tendências
Para os próximos anos, os mercados de construção naval e de plataformas offshore devem registrar forte
demanda de plataformas de produção e de unidades de perfuração (DRUs), além de navios de grande porte.
As encomendas previstas até 2014 correspondem a cerca de US$ 65 bilhões. O EAS e a QUIP participam desses
mercados, preparados para o desafio de entregar embarcações e plataformas nos valores e prazos contratuais.

Relatório Anual 2009 | 75


Navio Suezmax em construção, em Suape (PE).
PERFIL

Operações
Aeroportuárias

Sediada em São Paulo, a A-port S.A. investe em aeroportos


GRI 2.4

e infraestrutura aeroportuária na América Latina e no Caribe.

O portfólio atual de negócios da A-port S.A. contempla três


GRI 2.2, 2.5 e 2.7

concessões de aeroportos no Chile (Puerto Montt, La Serena e Calama);


a concessão do Aeroporto de Curaçao, nas Antilhas Holandesas; Acordos
de Serviços Técnicos (TSA) no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá,
e nos aeroportos de Tegucigalpa, San Pedro Sula, La Ceiba e Roatán, em
Honduras; bem como a concessão do estacionamento de Congonhas (SP).

GRI 2.8 Indicadores de desempenho GRI 2.1 e 2.6 Associação


Fluxo de passageiros em aeroportos - 2009 A A-port S.A. surgiu em 2008, da associação do
(milhares)
Grupo Camargo Corrêa (80%) com a operadora do
Concessões e operações da A-port aeroporto de Zurique (Suíça), Flughafen Zürich AG.
Curaçao (Antilhas Holandesas) 1.466 (15%) e com a Gestión e Ingeniería IDC S.A., Chile (5%).
Calama (Chile) 473
La Serena (Chile) 318
Puerto Montt (Chile) 803
Tegucigalpa (Honduras) 421
San Pedro Sula (Honduras) 697
La Ceiba (Honduras) 171
Roatán (Honduras) 172
Bogotá (Colômbia) 11.175
Total 15.696 Os aeroportos operados
pela A-port tiveram
Estacionamento do Aeroporto de Congonhas movimento de 15,6 milhões
Fluxo de automóveis em 2009 1,1 milhão de passageiros em 2009.

78 | Camargo Corrêa
Omar Becerra acumula 25 anos de experiência
no segmento de aeroportos. É gerente de
Operações e supervisiona as atividades da
A-port no aeroporto de Puerto Montt, no Chile.
Está sempre atento à possibilidade de novos
negócios aeroportuários.

Gestão e desempenho operacional


Em 2009, a A-port finalizou o processo de transferência de ativos, iniciado em 2008, entre as empresas
associadas. Por essa razão, não devem ser comparados os resultados de 2009 com os do ano anterior.

Com essa transferência finalizada, a empresa está pronta e estruturada para participar das oportunidades
que devem surgir no setor aeroportuário nacional e internacional.

Para isso, a A-port acompanha de perto o desenvolvimento do Marco Regulatório de Concessões de


Aeroportos no Brasil e as possíveis licitações na América Latina e no Caribe.

Principais realizações em 2009


GRI 2.9 • Em janeiro de 2009 a A-port S.A. adquiriu 51% das ações da Curaçao Airport Partners N.V. (CAP),
concessionária do Hato Aeroporto Internacional, de Curaçao. Na mesma data, a A-port Operaciones
assinou um acordo de Operação e Manutenção (O&M) com esse aeroporto.

• A Flughafen Zürich AG.*, sócia da A-port, ganhou pela sexta vez consecutiva o prêmio World Travel
Award, na categoria Melhor Aeroporto da Europa em termos de conforto para passageiros.

Investimentos em 2010
Estão sendo investidos recursos em:
• Inauguração da expansão do terminal de passageiros do aeroporto de Puerto Montt, no Chile.
• Reforma e melhoria da área comercial do aeroporto de Curaçao.

Definir metodologia é meta para monitorar emissões


GRI EN18 • Uma das metas para 2010, relacionada à sustentabilidade, é a criação do modelo de cálculo de emissões
de CO2 e sua aplicação em pelo menos um dos ativos em que a A-port é concessionária.
• Outras metas relacionadas à Política de Sustentabilidade da A-port incluem a disseminação do Código de
Conduta e melhoria da satisfação de passageiros, empregados, usuários, comunidades e investidores.

*A
 partir de abril, a Unique, empresa suíça operadora do aeroporto de Zurique, renomada no campo da gestão de aeroportos, passou a ser
denominada Flughafen Zürich AG.

Relatório Anual 2009 | 79


Aeroporto de Puerto Montt, no Chile.
Gestão social

O Instituto Camargo Corrêa é o responsável pelo investimento


social do Grupo e mantém quatro programas voltados à educação
e formação de crianças, adolescentes e jovens. Além de atuar de
maneira integrada com o Instituto, as empresas do Grupo realizam
diversas ações visando ao desenvolvimento social, seja de seus
profissionais, seja das comunidades.

Em 2009, o Instituto Camargo Corrêa – ICC orientou e apoiou o investimento social de 11 empresas do
Grupo em 42 municípios brasileiros e em Luanda, capital de Angola. O Instituto Alpargatas e a Fundación
Loma Negra, instituições criadas pelas empresas do Grupo, são parceiras do ICC nessas realizações.

Programas do Instituto Camargo Corrêa


em parceria com empresas do Grupo – 2009
Programas Nº. de cidades Nº. de projetos

Infância Ideal 8 24
Escola Ideal 8 26
Futuro Ideal 26 23
Total 42 73

Programa Ideal Voluntário


O Programa tem o objetivo de criar condições para que profissionais do Grupo possam desenvolver
trabalhos voluntários. Para organizar a atividade, em cada unidade da companhia existe o Grupo de
Ação Ideal Voluntário (GAIV), composto de cinco a dez profissionais. Cada grupo seleciona e adota uma
instituição social, que recebe atenção e trabalho voluntário permanente.

Dia do Bem Fazer


Para marcar a comemoração dos 70 anos da Camargo Corrêa foi instituído, em 2009, o Dia do Bem Fazer,
dedicado às atividades voluntárias dos trabalhadores do Grupo. O Dia do Bem Fazer, que passou a integrar
o calendário anual de eventos da companhia, foi realizado em 16 de agosto e resultou em 78 ações em 61
localidades do Brasil, da Argentina e de Angola (África), com a participação de 6,6 mil voluntários.

Foram realizadas ações diversificadas, com parceiros locais, como casamento coletivo, reformas em
escolas e creches, melhorias e limpeza em instituições, atividades de lazer para crianças e idosos, doação
de materiais, livros, alimentos e roupas, entre outras. Cerca de R$ 1 milhão foi investido no total (recursos do
Instituto, de parceiros e de poderes públicos locais).

Programa Escola Ideal


Lançado em 2008 a partir da parceria entre o Instituto Camargo Corrêa e o Instituto Alpargatas, o
Programa Escola Ideal realizou em 2009 o Projeto Pró-Bibliotecas, em parceria com a Associação
Riograndense de Bibliotecários. Foram desenvolvidos kits móveis, com rodas, equipados com 250 livros
cada um, para 273 escolas de seis cidades da Paraíba. O projeto incluiu a capacitação de 80 professores,
como incentivadores da leitura.

Além disso, há outros três projetos no Programa Escola Ideal: o Sistema de Gestão Integrado,
que capacita diretores e professores para a gestão da escola e da sala de aula; o Jornal Escolar,

82 | Camargo Corrêa
34,7 mil alunos
foram beneficiados, em 2009,
por 80 projetos de Educação
por Meio do Esporte.

desenvolvido em 70 escolas da Paraíba, com edições feitas pelos alunos em software facilitador da
diagramação; e Juntos pela Escola Ideal, que promoveu reformas e melhorias em mais de 30 escolas
das mesmas seis cidades da Paraíba. Foram elaborados, também, o Guia de Iniciativas do Governo
Federal voltadas à educação e o Cuidando da Escola, guia focado na preservação do patrimônio
público escolar.

Programa Infância Ideal


O programa se desenvolve por meio da atuação integrada entre o Instituto e as unidades de negócio.
Seu objetivo é complementar ações desenvolvidas pelo poder público. Até o momento foram
implantados 24 projetos em sete diferentes municípios, beneficiando 10.400 pessoas.

Programa Futuro Ideal


Esse Programa incentiva o empreendedorismo e projetos de geração de renda: 23 desenvolveram-se
em 2009, nas mais variadas possibilidades, respeitando sempre a vocação local. O Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é parceiro do Instituto Camargo Corrêa nas ações
em nove Estados.

Há projetos sendo desenvolvidos em São Carlos (SC), Águas de Chapecó (SC) e Alpestre (RS), nos
arredores da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, em construção. Foi criado um fundo de microcrédito
familiar, gerido por uma cooperativa, para financiar pequenos produtores de laranja, uva e gado, entre
outros produtos.

Junto às obras da Hidrelétrica Jirau, em Rondônia, o Sebrae selecionou três cooperativas de produtores
de banana, abacaxi e açaí, com as quais desenvolveu um plano de trabalho e de industrialização das frutas.

Ainda em Jirau, está em andamento o programa Geração Sustentável, de capacitação de mão de obra,
uma parceria entre o Instituto Camargo Corrêa, a construtora e o SENAI. O programa é composto de dez
tipos de cursos e até outubro de 2009 já possuía 1.257 formados.

Compromissos com as comunidades


Construtora alfabetiza crianças em Angola
Projeto Kukinguila – que significa Esperança, em dialeto africano – é o nome da nova ação implantada
pela Camargo Corrêa em Angola, na África, para alfabetizar 225 crianças, em parceria com a comunidade
Lifuni Anapasso.

GRI EC9 Loma Negra investe em Jovens Empreendedores


A Fundación Loma Negra apoia, técnica e financeiramente, projetos das comunidades que tenham
o objetivo de promover nos jovens a capacidade de criar, inovar e transformar. Como parte desse
compromisso, em novembro de 2009, realizou a Jornada para a Juventude, em Buenos Aires (Argentina),
para incentivar a consciência associativa, identificar metodologias juvenis e inovadoras, com vistas ao
melhor uso dos ativos locais. A Jornada contou com 150 participantes.

Instituto Alpargatas educa por meio do esporte


A área de Calçados reuniu suas iniciativas no Instituto Alpargatas – IA, a partir de 2003, com objetivo
de aprimorar a qualidade do ensino por meio da prática de esportes. No total, as ações do IA, com o
Programa de Educação por Meio do Esporte e do Voluntariado Corporativo, estão presentes em 14
cidades nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Amazonas, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Relatório Anual 2009 | 83


10 mil pessoas
estão envolvidas em projetos de
capacitação profissional e de
geração de renda, em Rondônia.

Outro projeto, o Ação Pós-Escola, promove atividades culturais, recreativas e sociais fora do
horário escolar. Em 2009, 40 projetos incluíram aulas de capoeira, dança, pintura, teatro, música,
e beneficiaram 2.600 estudantes.

Estaleiro atende a expectativas regionais


O Estaleiro Atlântico Sul desenvolve programas variados, de acordo com as expectativas regionais.
Um deles é o Programa Tatuoca, que investe na comunidade vizinha a suas instalações. Educação e
incentivo à leitura, qualificação profissional, geração de emprego e renda e educação ambiental são GRI EC9

as diretrizes do programa.

Além disso, o Projeto nas Ondas da Leitura busca democratizar o acesso à leitura entre os empregados,
familiares e moradores. Os trabalhadores participam doando ou fazendo empréstimos de livros.

CAVO investe em educação ambiental


A CAVO lançou o projeto Escola Sustentável, em parceria com o Instituto Camargo Corrêa e a
Secretaria da Educação de Curitiba (PR), com o objetivo de fortalecer as práticas de educação
ambiental nas escolas da rede municipal, por meio da capacitação de professores, desenvolvimento de
materiais pedagógicos e de projetos escolares e comunitários.

Empresas investem na diversidade


A construtora Camargo Corrêa investe no Programa Conviver com as Diferenças para reforçar suas
equipes profissionais. O principal resultado foi o aumento no número de contratações de pessoas
com deficiência: em dezembro de 2009 havia 210 contratados, quase o dobro dos 110 de janeiro.

Na Usina Hidrelétrica Jirau, em Porto Velho (RO), além da contratação de 33 pessoas com deficiência
em 2009, houve um trabalho de sensibilização, para que os demais profissionais entendessem como
é ter uma necessidade especial. O Estaleiro Atlântico Sul também criou o Programa de Gerenciamento
da Diversidade, para contratar e reter profissionais técnicos.

Construtora forma Jovens Profissionais


Em 2009, 37 alunos concluíram a pós-graduação em Gerenciamento de Projetos de Engenharia e
Construção, primeira turma do Programa Jovens Profissionais, promovido pela construtora Camargo
Corrêa. A maioria das aulas foi ministrada por profissionais da Camargo Corrêa e, 20% delas, por
professores da Universidade Mackenzie (SP).

Como suporte ao Programa, gestores são preparados para acompanhar os profissionais em início
de carreira, durante os primeiros 15 meses na companhia. Em dezembro de 2009, um novo processo
de recrutamento selecionou outros 30 jovens.

Média de horas de treinamento, por profissional, do Grupo Camargo Corrêa – 2009 GRI LA10

Quantidade de Média de horas


Horas de treinamento
profissionais treinados por profissional treinado
TOTAL 510.648 38.028 13,43

84 | Camargo Corrêa
Celso Ricardo Carvalho de Lima, analista de
Recursos Humanos da Camargo Corrêa Cimentos,
é um dos representantes do Instituto Camargo
Corrêa – ICC em Apiaí, interior de São Paulo. Celso
contribuiu para desenvolver vários projetos do
ICC, como a recuperação do Centro Municipal de
Educação Infantil Vovó Maria Bilesky.

Parceria capacita fornecedores


GRI EC6 Engenharia e Construção
Com o objetivo de capacitar fornecedores para atender às exigências socioambientais da companhia, a
construtora Camargo Corrêa iniciou, em agosto de 2009, o Programa de Parcerias para a Sustentabilidade.

O primeiro grupo a participar foi constituido por fornecedores da área de Energia. Em 2010 estão
previstos encontros com fornecedores da área de Óleo e Gás e obras do setor privado.

Cimento
A área de Cimento apoia o desenvolvimento de fornecedores locais nas regiões em que tem
operações por meio da capacitação e da transferência de conhecimentos. Entre outras realizações,
a área unificou as exigências de requisitos socioambientais, bem como padronizou o processo de
homologação dos fornecedores nos departamentos de Suprimentos das operações no Brasil e na
GRI HR1 Argentina. Foi iniciado processo de verificações periódicas dos fornecedores.

Alpargatas
Em 2009, 100% dos fornecedores de matérias-primas da Alpargatas foram submetidos a avaliações
GRI HR1 de práticas de gestão responsável, baseadas na ética e na transparência. Assinaram carta de
compromissos que abrange: a não utilização do trabalho infantil ou trabalho forçado; a garantia de
segurança, saúde e direitos aos trabalhadores; a não tolerância à discriminação e a manutenção de
práticas adequadas de remuneração e de relacionamento com os trabalhadores.

Relatório Anual 2009 | 85


Gestão ambiental

A visão de sustentabilidade orienta estratégias e ações que as


empresas do Grupo desenvolvem em suas atividades relacionadas
à gestão ambiental.

Agenda climática
Os nove compromissos assumidos pelo Grupo Camargo Corrêa na sua Agenda Climática, tornada pública
em novembro de 2009, traduzem-se, em cada empresa, num mapa estratégico de atuação, em que se
define o modelo de gestão das emissões e os seus projetos prioritários (mais detalhes no capítulo
sobre sustentabilidade na pág. 25).

A referência, para definição dos próximos passos, é o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa
(GEEs1), que cada empresa deve realizar. Os focos de ação são a redução e a mitigação das emissões.

O valor das parcerias


A adoção de uma agenda própria para a questão do clima converge para iniciativas comuns com outras
empresas e parceiros estratégicos. Assim, a organização participa do programa Empresas pelo Clima
(EPC) e do fórum das companhias signatárias da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas.

O programa Empresas pelo Clima foi lançado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação
Getúlio Vargas (GV-Ces), com o objetivo de constituir plataforma empresarial brasileira de estímulo
ao desenvolvimento econômico de baixo carbono. A holding Camargo Corrêa é um dos membros
fundadores do programa, ao qual a construtora e as unidades de cimento também aderiram.

A Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas, assinada por 27 empresas, entre as quais o Grupo
Camargo Corrêa, é uma iniciativa do setor privado, com o apoio do Fórum Amazônia Sustentável e do
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. As signatárias se comprometeram a realizar
inventários de emissões de gases poluentes e a criar mecanismos, em suas instâncias, para orientar
o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Construções e Comércio Camargo Corrêa inventaria emissões


A construtora Camargo Corrêa iniciou inventários dos gases do efeito estufa em 2009 (ano-base 2008),
que se estenderão a todas as suas obras no Brasil, a partir de 2010.

O tema da gestão de carbono passará a integrar suas propostas comerciais e serão realizados “orçamentos
de carbono” para cada novo projeto. Com isso, a Camargo Corrêa se propõe a oferecer soluções
relacionadas a mudanças climáticas integradas aos projetos que executa para seus clientes.

Os projetos-piloto de inventário de GEEs foram implementados em 2009 na Usina Hidrelétrica Foz


do Chapecó, no Rodoanel Mário Covas, nas obras dos consórcios Revap, Gastau e Juruti e do Centro
Educacional Unificado (CEU), situado em São Paulo.

Os inventários em andamento seguem a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol e da norma


ISO 14.064, a mais utilizada por empresas e governos para identificar, quantificar e gerenciar as emissões.

No inventário-piloto realizado na UHE Foz do Chapecó, o primeiro a ser concluído, verificou-se que 77% GRI EN18

das emissões referem-se a insumos utilizados durante o processo construtivo, como cimento e aço.
Isso reforça a necessidade de envolver a cadeia de suprimentos nos planos de redução de emissões.
¹ GEEs: São considerados Gases de Efeito Estufa pelo Protocolo de Kyoto: dióxido de carbono (CO2 ), metano (CH4 ), óxido nitroso (N2O),
hidrofluorocarbonos (HFCs), perfluorocarbonos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF6 ).

86 | Camargo Corrêa
23%
foi a redução de emissões obtida
na UHE Foz do Chapecó.

GRI EN18 Algumas ações implantadas na UHE Foz do Chapecó contribuíram para a redução estimada das
emissões em 23%, como a diminuição do desmatamento para a implantação do canteiro, substituição
de combustíveis fósseis e a utilização de equipamentos de transporte como telebelt e correias, que
minimizaram o uso de veículos e, portanto, de combustível.

GRI EN26 A construtora criou o Manual do Canteiro Sustentável, que oferece um modelo de canteiro ecoeficiente,
para minimizar o impacto ambiental das construções temporárias no meio ambiente.

Camargo Corrêa Cimento e Loma Negra: gestão do carbono


Faz parte da governança da área de Cimento um grupo de trabalho permanente sobre mudanças
climáticas, multidisciplinar, composto de profissionais de diversas áreas do Brasil e da Argentina. Seu
objetivo é implementar o modelo de gestão de carbono e contribuir para que a empresa se mantenha
entre as filiadas à Cement Sustainability Initiative (CSI) que têm menores padrões de emissão de GEEs,
considerando os índices global e regional.

O modelo de gestão contempla o monitoramento dos riscos e das oportunidades, o desdobramento


do tema nas rotinas da companhia, a gestão de inventários de Gases do Efeito Estufa (GEEs) e o
estabelecimento de metas internas de redução desses gases.

Os inventários de emissão de GEEs referentes a 2007, 2008 e 2009 foram realizados de acordo com
o protocolo da CSI e do GreenHouse Gases Protocol (GHG Protocol), e submetidos à verificação
externa por uma terceira parte independente (ICF Consulting).

GRI EN18, EN26 Com o objetivo de reduzir a emissão de GEEs, a empresa tem recorrido ao uso de aditivos na
produção do cimento e à utilização de combustíveis menos poluentes para gerar energia. Em 2009,
o uso de aditivos, como escória de alto-forno da indústria siderúrgica e gesso químico da indústria
de fertilizantes, em substituição ao clínquer, representou 25% da energia utilizada nos fornos para
a produção de cimento.

Alpargatas economiza água e reduz emissões


GRI EN26 No negócio Calçados, várias iniciativas desenvolvidas pela Alpargatas contribuem para evitar e diminuir
impactos ambientais decorrentes das atividades industriais e de serviços. Entre as providências destacam-se
as que promoveram redução de 12,8% no consumo de água em 2009, em comparação com 2008; e
a reutilização de 5% da água usada na fabricação de sandálias. Para o aquecimento das caldeiras foi
providenciada a substituição de óleo combustível por gás natural, menos poluente, com resultado
positivo no monitoramento de emissões atmosféricas.

Anualmente são definidas metas para reduzir a geração de resíduos e diferentes processos são utilizados
na destinação adequada, como reciclagem, coprocessamento e reutilização, entre outros. A empresa
GRI EN6 também está focada na eficiência e na diminuição do consumo de energia elétrica, por meio de diversas
ações. São envolvidos nos cuidados desde os empregados, que recebem educação ambiental em todas
as unidades fabris, até os fornecedores, que passam por auditoria ambiental e de qualidade.

CCDI: projetos sustentáveis na construção


GRI EN26 Os princípios de sustentabilidade envolvem os projetos da área de Incorporação, desde a criação até o
uso e a ocupação dos edifícios. Há prédios em que se aproveita a água da chuva para uso na irrigação dos
jardins e na lavagem de pisos. Outros possuem espaço para o armazenamento e triagem de lixo, para a
coleta seletiva e para a destinação adequada dos resíduos.

Relatório Anual 2009 | 87


O Ventura Corporate Towers
recebeu a certificação LEED® em 2009.

No segmento de lajes corporativas, o empreendimento Ventura Corporate Towers, no Rio de Janeiro,


recebeu, em agosto de 2009, a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED®)
para a primeira torre. A segunda torre também está a caminho da certificação – a principal para
empreendimentos comerciais que incorporam características socioambientais, interna
e externamente.

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário mantém as cartilhas Sustentabilidade: pequenos


gestos rumo a grandes mudanças e Sustentabilidade: construindo um futuro melhor. A primeira
é destinada a usuários dos imóveis e, a segunda, a fornecedores.

Unidades da CAVO têm certificação ambiental


Na CAVO, empresa dedicada à gestão ambiental, a minimização dos impactos das atividades está entre
os princípios de ação. Diversas unidades são certificadas pela ISO 14.000, de gestão ambiental.

A CAVO é parceira do Projeto Pomar, que busca revitalizar as margens do rio Pinheiros, em São Paulo,
por meio da implantação de canteiros e jardins. Como patrocinadora e prestadora de serviços desde
o início do projeto, a CAVO implantou seis trechos e hoje mantém três deles.

Anualmente, com o apoio do Instituto Camargo Corrêa, a CAVO promove o Dia do Voluntariado
Amigos do Futuro. Em todas as unidades da companhia, profissionais de diversos setores levam
conceitos de educação ambiental a crianças e jovens de comunidades carentes.

Estratégia e ações em Energia, Transporte e Siderurgia


Empresas em que a Camargo Corrêa compartilha o controle, como CPFL Energia e CCR, do negócio
Concessões, e Usiminas, de Siderurgia, têm suas próprias políticas ambientais, igualmente orientadas
pelo esforço de incorporar a visão de sustentabilidade à estratégia e gestão dos negócios.

CPFL Energia
Na CPFL, o planejamento integrado das ações de sustentabilidade tem como focos a educação para GRI EN18

o consumo consciente, a definição de metas de redução de consumo de água e energia e a destinação


responsável de resíduos. Entre as iniciativas adotadas estão os diagnósticos das emissões de gases
agravantes do efeito estufa, a adesão a projetos de neutralização das emissões e a elaboração
e implantação de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo.

Também estão contempladas no planejamento a reestruturação do Programa de Arborização Urbana,


com vistas à convivência adequada das redes de energia com a vegetação; a utilização de madeira
proveniente de fontes certificadas; programas de conservação da fauna e flora; e projetos de Pesquisa
e Desenvolvimento com foco em geração de energia por fontes alternativas, além de projetos de
eficiência energética (saiba mais no site www.cpfl.com.br).

Concessões Rodoviárias
Entre as concessionárias de rodovias controladas pela CCR, as ações vão desde o treinamento para
manejo de animais silvestres ao longo das estradas, na ViaOeste, até a utilização de materiais como
o asfalto ecológico, produzido com pneus usados, o que reduz o descarte de resíduos e o uso
do asfalto convencional, pela concessionária RodoNorte. Entre outros benefícios gerados pela
tecnologia estão o aumento da vida útil do pavimento e a diminuição de ruídos.

88 | Camargo Corrêa
10%
foi o percentual de substituição calórica na
matriz energética dos fornos de cimento,
por meio do coprocessamento de resíduos
industriais e de biomassa.

Usiminas
Pioneira do setor siderúrgico brasileiro – e a segunda no mundo – a obter a ISO 14.001, certificação
internacional de gestão ambiental, a Usiminas prioriza ações que vão de investimentos em tecnologia
para a gestão ambiental à educação sobre o tema.

Na companhia, grande parte dos resíduos gerados são reaproveitados. As usinas de Ipatinga e Cubatão
trabalham com o eficiente Programa de Gestão de Resíduos Sólidos, que utiliza o conceito de “Reduzir,
Reutilizar, Reciclar e Recuperar”.

Entre os diversos projetos realizados pela Usiminas, está o conjunto de ações para dar melhor
destinação às lamas de aciaria e altos-fornos. Esses resíduos são comercializados para outras indústrias,
como a de cerâmica, e também podem ser reaproveitados como matéria-prima na produção de sínter.

Relatório Anual 2009 | 89


Prêmios e reconhecimentos – 2009

Construtora
• O consórcio BCV-Revap, formado pela construtora Camargo Corrêa (líder), Promon e MPE, recebeu,
em 26 janeiro de 2010, o Prêmio Petrobras Engenharia de Qualidade, Segurança e Meio Ambiente, na
categoria Construção e Montagem. Esse prêmio representa o reconhecimento, por parte da Petrobras,
de que os Sistemas e Práticas de Gestão da construtora estão entre os melhores de sua base de
fornecedores. As várias certificações recebidas, as melhores práticas do mercado e os Boletins de
Avaliação de Desempenho (BADs) da construtora contribuíram para a indicação do Consórcio.

• Em 15 de dezembro 2009, o Consórcio Camargo Corrêa – Promon, responsável pela obra da Refinaria
Presidente Getúlio Vargas – Repar, em Araucária, Paraná, foi homenageado pela Petrobras,
em reconhecimento pelas três milhões de homens-horas trabalhadas sem acidente com afastamento.

• A Petrobras concedeu o Prêmio de Melhor Empresa em Segurança e Saúde do Trabalho, Meio Ambiente,
Comunicação e Responsabilidade Social para o Consórcio (construtora Camargo Corrêa e Skanska do
Brasil) que produziu o Gasoduto Amazônia, entregue em novembro de 2009.

• A obra da ponte no rio Negro, no Amazonas, recebeu o reconhecimento Nível A no Programa Brasileiro
de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H).

• Prêmio de Gestão Ambiental, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado


de Goiás, para UHEs Batalha e Serra do Facão.

• Prêmio Socioambiental Chico Mendes para UHE Jirau, em obras no rio Madeira, em Rondônia.

• As obras das UHEs Batalha e Serra do Facão (GO) foram reconhecidas pelo Prêmio CREA-GO de Meio
Ambiente, pelo Programa Cidadania e Consciência através da Educação Ambiental, que prevê
a conservação do cerrado e a produção de mudas nativas, nos viveiros instalados nos Centros Integrados
de Educação Ambiental de ambas.

CPFL Energia1
• Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), para CPFL Piratininga (vencedora) e Rio Grande Energia –
RGE (finalista).

• Prêmio Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) para CPFL Paulista, como
Melhor Distribuidora Nacional; e Rio Grande Energia – RGE, como Melhor Distribuidora da Região Sul.

Concessões Rodoviárias1
• Melhor Operação de Financiamento do Setor de Transportes, prêmio concedido pela revista inglesa
Project Finance International, de Londres.

• Prêmio Deal of the Year, concedido pela revista Project Finance Magazine, de Nova York, Estados Unidos.

Calçados
• Prêmio Leão de Ouro no Lions International Advertising Festival, em Cannes, na França, para a
campanha de construção da imagem visual da marca Havaianas.

¹ Saiba mais nos sites www.cpfl.com.br e www.grupoccr.com.br.

90 | Camargo Corrêa
Prêmio Petrobras
Engenharia de Qualidade, Segurança e Meio
Ambiente para o consórcio BCV-Revap
liderado pela Camargo Corrêa.

• Prêmio Leão de Prata no mesmo Festival, em Cannes, para o convite da marca Havaianas na
São Paulo Fashion Week.

• 12º. Prêmio de Mídia do jornal O Estado de S. Paulo, para a campanha Tem Festa na MTV,
da marca Havaianas.

• Prêmio Colunistas São Paulo, na categoria Anunciante do Ano, para marca Havaianas.

• Prêmio El Ojo de Iberoamérica, na Argentina, como Melhor Anunciante.

• Prêmios Pássaro Dourado para Havaianas Slim Ouro e Pássaro Prateado para Havaianas Slim Prata,
concedidos por El Ojo de Iberoamérica, em sua 12ª. edição em Buenos Aires, na Argentina.

• Prêmio Executivo de Valor, do jornal Valor Econômico, para Márcio Utsch, presidente da São Paulo
Alpargatas S.A.

• Prêmio Ordem do Mérito Industrial, da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP).

• Homenagem Prêmio Valor 1000, do jornal Valor Econômico, para São Paulo Alpargatas S.A., como
empresa Melhor do Setor Têxtil, Couro e Vestuário.

• Prêmio Marketing Best, promovido pela Fundação Getulio Vargas, pela Editora Referência
e Madiamundomarketing, para a Alpargatas.

• Prêmio Melhores do Agronegócio, no Setor Couro e Calçados, da revista Globo Rural, para a Alpargatas.

• A marca Havaianas foi citada nos livros de moda internacionais The One Hundred – A guide to the
pieces every stylish woman must own (Os Cem Mais – Um guia de peças que toda mulher com
estilo deve ter), de Nina Garcia, e How to Have Style (Como ter estilo), de Isaac Mizrahi.
As publicações são da Editor’s Choice, do jornal New York Times (EUA).

• Prêmio Running Performance, da revista americana Runners World, para marca Mizuno.

Incorporação
• HM Engenharia figurou em 7º. lugar na relação das 13 grandes empresas, formulada pela Caixa
Econômica Federal.

• Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário foi eleita a empresa de maior prestígio no Brasil, na
categoria Construção, Incorporação e Locação, segundo apuração realizada pela revista Época Negócios.

Siderurgia
• Usiminas foi incluída entre as oito empresas listadas na carteira de ações do Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BMF&Bovespa.

Relatório Anual 2009 | 91


Compromissos institucionais

A holding Camargo Corrêa e as empresas do Grupo endossam e


participam de iniciativas da sociedade que valorizam e defendem
princípios do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos,
da preservação ambiental e de melhoria da qualidade de vida nas
regiões em que atuam. São as seguintes as iniciativas com as quais
as empresas do Grupo Camargo Corrêa estão integradas:
Compromissos corporativos em 2009
• A holding Camargo Corrêa, a construtora e as empresas de cimento filiaram-se ao programa Empresas
pelo Clima (EPC), conduzido pela Fundação Getulio Vargas, em parceria com a Associação Brasileira de
Desenvolvimento de Lideranças (ABDL), para envolver os altos executivos de 30 empresas. O objetivo
é colaborar na construção do marco regulatório sobre mudanças climáticas.

• O Grupo Camargo Corrêa subscreveu a Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas, documento
lançado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e pela Fundação Amazônia
Sustentável, que conta com 22 empresas signatárias. Na Carta, os empresários se comprometeram,
voluntariamente, a reduzir as emissões de carbono e a publicar anualmente os respectivos inventários
de emissões.

• A holding Camargo Corrêa é signatária do Movimento Nossa São Paulo, composto de dezenas de
organizações da sociedade civil, que tem como objetivo promover iniciativas que possam recuperar
para a sociedade os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa.

• Aderiu ao Programa de Diversidade de São Paulo – iniciativa da Secretaria do Estado de Relações


Institucionais do Governo de São Paulo, que visa incentivar empresas públicas e privadas, instituições
do terceiro setor, da sociedade civil e dos movimentos sociais a valorizarem a diversidade no mercado
de trabalho. E participa do Fórum de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, lançado no Estado
de São Paulo.

• A holding é filiada ao Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

Cimento
• A área de Cimento é signatária do Pacto Global, iniciativa das Nações Unidas criada com o objetivo de
mobilizar a comunidade empresarial internacional a adotar valores fundamentais nas áreas de direitos
humanos, relações trabalhistas, meio ambiente e combate à corrupção. O Pacto conta com 6.900
signatários de mais de 150 países, a maioria empresas, além de sindicatos, organizações da sociedade
civil, governos e agências das Nações Unidas.

• A área de Cimento é filiada à Cement Sustainability Initiative (CSI), braço do setor cimenteiro
do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

• Desde que passou a integrar a CSI, a empresa assumiu uma série de compromissos que devem ser
cumpridos até 2012. Atualmente, a área de Cimento participa ativamente dos Grupos de Trabalho de
Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Concreto e dos fóruns de discussão e tomada
de decisão da CSI buscando, em conjunto com outras empresas, entender e responder aos principais
desafios de sustentabilidade do setor.

92 | Camargo Corrêa
• A área de Cimento é membro da Federação Interamericana de Cimento (Ficem), instituição
independente que reúne e representa a maioria das empresas e institutos da indústria de cimento
nas Américas.

• No Brasil, também participa do Programa na Mão Certa, Iniciativa da World Child Foundation, que
visa combater a exploração sexual infantil.

• A Loma Negra faz parte do Consejo Empresario Argentino para El Desarrollo Sostenible (CEADS), braço
argentino do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD).

• A Loma Negra também faz parte do Convenio de Lucha contra El Trabajo Infantil, assinado junto
ao Ministério del Trabajo, Empleo y Seguridad Social de La Nación, da Argentina.

• A Fundación Loma Negra é filiada à RedEAmérica, formada por organizações privadas que trabalham
pela redução da pobreza e pela inclusão social.

Instituto Camargo Corrêa


• O Instituto Camargo Corrêa é filiado ao Grupo de Institutos, Fundações e Empresas de Investimento
Social (Rede GIFE), o primeiro da América do Sul a reunir empresas, institutos e fundações que realizam
investimento social privado para fins públicos, por meio de projetos sociais, culturais e ambientais,
de forma planejada, monitorada e sistemática.

• É integrante, ainda, do movimento Todos pela Educação, que tem como objetivo contribuir para que
o país consiga garantir educação de qualidade para todos os brasileiros.

• Participa da RedEAmérica, criada em 2002 em Miami (EUA) e formada por organizações privadas que
trabalham pela redução da pobreza e pela inclusão social.

Construção
• A construtora Camargo Corrêa é integrante do Programa na Mão Certa, criado pelo Instituto Childhood –
Brasil, em parceria com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, para mobilizar governos,
empresas e organizações na luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.

• A construtora Camargo Corrêa é signatária do Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças
e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, uma ação do Programa na Mão Certa.

Calçados
• Alpargatas e Timberland do Brasil participam anualmente do Serv a Palooza, ação global realizada
em todos os países nos quais a marca está presente, confirmando seu compromisso com comunidades
de baixa renda.

• A marca Havaianas mantém parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE). Sete por cento
da renda líquida arrecadada com a venda dos modelos IPE são repassados ao Instituto.

Relatório Anual 2009 | 93


Certificações 2009

Construtora
• Tornou-se pioneira em seu setor ao receber certificações em quatro normas para Usinas Hidrelétricas
(UHEs): saúde e segurança, qualidade, responsabilidade social e gestão ambiental¹. O feito ocorreu em
agosto de 2009, quando a UHE Batalha, situada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, recebeu a quarta
certificação, de Responsabilidade Social, de acordo com a norma ABNT² NBR 16.001. Isso significa que
o Sistema Integrado de Gestão de Obras está em pleno funcionamento. A UHE Batalha já estava certificada
em Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde e foi a primeira obra da construtora a obter a NBR 16.001.

• Em São José dos Campos (SP), as obras de modernização e ampliação da Refinaria Henrique Lage
também receberam a quádrupla certificação: de Qualidade, Saúde e Segurança, Gestão Ambiental
e Responsabilidade Social.

• A construtora foi homenageada pela Fundação Vanzolini pela obtenção das quatro normas, feito inédito
no setor. A Fundação é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada, mantida e gerida pelos
professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo. Tem como objetivo desenvolver e disseminar conhecimentos científicos e tecnológicos inerentes
à Engenharia de Produção, à Administração Industrial, à Gestão de Operações e às demais atividades
correlatas que realiza, com total caráter inovador.

• Certificações ISO 9.001:2008, OHSAS 18.001:2007 e recertificação ISO 14.001:2004 para UHE Foz do Chapecó.

• Recertificações ISO 9.001:2008 e ISO 14.001:2004 para UHE Serra do Facão.

• Manutenção das certificações ISO 9.001, 14.001 e 18.001 nas obras dos dutos de Gastau, em Taubaté,
interior de São Paulo.

Cimento
• Das 16 unidades da área de Cimento no Brasil e na Argentina, 14 detêm certificação ISO 9.001. Cinco
unidades estão certificadas com ISO 14.001. Em 2009, as unidades de Pedro Leopoldo, no Brasil, e as de
Lamalí e Lomaser, na Argentina, receberam a certificação pela primeira vez.

CAVO
• Foram ratificadas as certificações obtidas em períodos anteriores e novas certificações foram conquistadas
nas unidades dos clientes Novelis (ISO 9.001, ISO 14.001 e OHSAS 18.001); Petrobras Macaé, no Rio de
Janeiro (ISO 9.001 e OHSAS 18.001); e Embraer Botucatu e Araraquara, em São Paulo (ISO 9.001).

Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário


• A primeira torre do Ventura Corporate Towers, complexo comercial em construção no centro do Rio
de Janeiro (RJ) com participação da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário – CCDI, recebeu a
certificação do Selo Verde – Green Building, no nível Gold, concedida pelo U. S. Green Building Council,
dos Estados Unidos. A certificação segue o sistema LEED® – Leadership in Energy and Environmental
Design (Liderança em Projeto Energético e Ambiental). Essa é a principal certificação para
empreendimentos comerciais e foi a primeira a ser concedida no Rio de Janeiro e a segunda na América
Latina. A segunda torre do empreendimento já recebeu a pré-certificação LEED® e será avaliada para
obter o certificado definitivo. A CCDI vendeu suas participações nos dois edifícios.

¹ ISO 9.001 é a certificação emitida para o Sistema de Gestão da Qualidade da empresa ou da obra.
ISO 14.001 é a certificação para a empresa que consegue identificar impactos ambientais e elaborar um programa para reduzi-los.
OHSAS 18.001 é o padrão internacional que estabelece requisitos relacionados à gestão da segurança e saúde, por meio dos quais é possível
melhorar o conhecimento dos riscos existentes.
² A NBR 16.001 é a adaptação para realidade brasileira da norma internacional SA 8.000, sobre responsabilidade social corporativa, feita pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas.

94 | Camargo Corrêa
Índice Remissivo

Global Reporting Initiative – Versão G3

Em fundo cinza claro: indicadores essenciais. Em fundo cinza escuro: indicadores adicionais.

Perfil, estratégia e análise GRI 3.10 Explicação das consequências de quaisquer GRI 4.7 Processo para determinação das
reformulações de informações fornecidas qualificações e conhecimentos dos
GRI 1.1 Declaração do detentor do cargo com maior poder de em relatórios anteriores e suas razões. membros do mais alto órgão de
decisão sobre a relevância da sustentabilidade para a governança.
organização e sua estratégia. R. Pág. 14.
R. Os integrantes do Conselho são
R. Págs. 3 a 7. GRI 3.11 Mudanças significativas em comparação com indicados pelos representantes dos
anos anteriores no que se refere a escopo, limite acionistas e têm mandato renovável
GRI 1.2 Descrição dos principais impactos, riscos e ou métodos de medição aplicados no Relatório.
oportunidades. de dois anos.
R. Págs. 14 e 27.
R. Págs. 20, 21, 32, 33, 52, 53 e 71. GRI 4.8 Declaração de Missão e Valores, códigos
GRI 3.12 Tabela que identifica a localização de conduta e princípios internos relevantes
das informações no Relatório. para o desempenho econômico, ambiental
Perfil organizacional R. Este Índice Remissivo. e social, assim como o estágio
GRI 2.1 Nome da organização. de implementação.
GRI 3.13 Política e prática atual relativa à busca R. Pág. 10. Em 2009, a maior parte das
R. Camargo Corrêa S.A. de verificação externa para o Relatório. unidades de negócios do Grupo Camargo
GRI2.2 Principais marcas, produtos e/ou serviços. R. O Relatório Anual do Grupo Camargo Corrêa intensificou a divulgação do
Corrêa é enviado para avaliação da Código de Conduta corporativo entre
R. Veja em perfil corporativo e em todos Associação Brasileira das Companhias
os perfis das unidades de negócios nas seus profissionais. Na holding também
Abertas (Abrasca). As Demonstrações aconteceram palestras de professores
págs. 1, 28, 34, 40, 44, 54, 58, 62, 66, 70, Financeiras, publicadas nesta mesma
74 e 78. de renomadas instituições de ensino
edição do Relatório, foram auditadas superior, para todos os executivos, sobre
GRI 2.3 Estrutura operacional da organização, incluindo principais pelos Auditores Independentes Deloitte a utilização do Código de Conduta nas
divisões, unidades operacionais, subsidiárias e joint Touche Tohmatsu. atividades. O Código de Conduta define
ventures. os padrões de comportamento esperados
R. Págs. 28, 40, 44, 58, 62 e 74. dos profissionais no desempenho de suas
Governança funções. Também informa sobre os direitos
GRI 2.4 Localização da sede. dos empregados.
GRI 4.1 Estrutura de governança, incluindo comitês.
R. Rua Funchal, 160, Vila Olímpia, São R. Pág. 11. GRI 4.9 Procedimentos do mais alto órgão
Paulo – SP. de governança para supervisionar a
GRI 4.2 Indicação caso o presidente do mais identificação e gestão, por parte da
GRI 2.5 Número e nomes de países em que a organização opera. alto órgão de governança também seja organização, do desempenho econômico,
R. Págs. 3, 28, 34, 40, 44, 54, 58, 66, 74 e 78. diretor executivo. ambiental e social, incluindo riscos e
GRI 2.6 Tipo e natureza jurídica da propriedade. R. O presidente do Conselho de oportunidades relevantes, assim como
Administração não é Diretor Executivo a adesão ou conformidade a normas
R. Sociedade Anônima de capital fechado, da Camargo Corrêa S.A. internacionais, códigos de conduta
Veja também perfis das unidades de e de princípios.
negócios; e estrutura societária na página 12. GRI 4.3 Para organizações com estrutura de R. Pág. 11. As Demonstrações
administração unitária, declaração do Financeiras são auditadas pelos auditores
GRI 2.7 Mercados atendidos. número de membros independentes ou
R. Págs. 28, 34, 44, 54, 58, 66, 74 e 78. independentes Deloitte Touche Tohmatsu.
não executivos do mais alto órgão de
governança. GRI 4.10 Processos para autoavaliação do
GRI 2.8 Porte da organização.
R. Pág. 11. desempenho do mais alto órgão de
R. Págs. 17, 28, 29, 32, 34, 40, 44, 54, 58, governança.
62, 66, 70, 74, 78 e 79. GRI 4.4 Mecanismos para que acionistas e R. O Conselho de Administração
empregados façam recomendações é analisado pelos acionistas.
GRI 2.9 Principais mudanças durante o período coberto pelo ou deem orientações ao mais alto órgão
Relatório, referentes a porte, estrutura ou participação de governança.
acionária. Compromissos com
R. Págs. 14, 18, 20, 28, 32, 35, 38, 41, 44,
R. Acionistas fazem sugestões e iniciativas externas
recomendações ao Comitê Executivo
55, 66, 74 e 79. (Comex), liderado pelo presidente do GRI 4.11 Explicação de se e como a organização
GRI 2.10 Prêmios recebidos no período coberto pelo Relatório. Conselho de Administração da holding. aplica o princípio da precaução.
Entre outros foros de trocas de informações R. Pág. 21.
R. Pág. 90. estão reuniões regulares, relatórios de
desempenho e os sites para acionistas GRI 4.12 Cartas, princípios ou outras iniciativas
em empresas de capital aberto que desenvolvidas externamente de caráter
Perfil do Relatório integram o Grupo Camargo Corrêa. A econômico, ambiental e social que a
GRI 3.1 Período coberto pelo Relatório. companhia é controladora de empresas organização subscreve ou endossa.
que estão presentes no Novo Mercado da R. Págs. 26, 92 e 93.
R. Pág. 27. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de
GRI 3.2 Data do Relatório anterior. São Paulo (BM&FBovespa). A participação GRI 4.13 Participação em Associações
no Novo Mercado exige as melhores R. A holding tem oportunidade de se
R. Pág. 27. práticas de governança e de comunicação comunicar com diversos públicos – ouvir
GRI 3.3 Ciclo de emissão de Relatórios. com os acionistas. Para a comunicação e expor pontos de vista – ao participar de
com o público interno, a holding mantém: instituições como a Associação Brasileira
R. Anual. a Intranet Nós.com, portal específico para de Infraestrutura e Indústria de Base
GRI 3.4 Dados para contato em caso de perguntas os empregados da companhia; e a Linha (Abdib), a Federação das Indústrias do
relativas ao Relatório ou a seu conteúdo. Ética, pela qual profissionais e terceiros Estado de São Paulo (em que participa do
R. comunicacao.corporativa@ podem solicitar pedidos de consultas ou Conselho e da diretoria); do Instituto Ethos
camargocorrea.com.br fazer denúncias sobre fatos em desacordo de Empresas e de Responsabilidade Social
com o Código de Conduta Empresarial do (é associada e participa de comitês),
GRI3.5 Processo para definição do conteúdo Grupo Camargo Corrêa, com anonimato. entre outros.
do Relatório. Trata-se de serviço que conta com linha
R. Pág. 27. telefônica e e-mail sob responsabilidade da Engajamento dos públicos
PricewaterhouseCoopers. As informações
GRI 3.6 Limite do Relatório. recebidas são enviadas para a Comissão GRI 4.14 Relação de grupos de stakeholders engajados
de Ética da holding, que as encaminha para pela organização.
R. Pág. 14.
resolução nas unidades. R. A holding Camargo Corrêa relaciona-se
GRI 3.7 Declaração sobre quaisquer limitações com: acionistas, clientes, governos,
específicas quanto ao escopo ou ao GRI 4.5 Relação entre remuneração para membros instituições da sociedade civil,
limite do Relatório. do mais alto órgão de governança, entidades de classe, instituições
diretoria executiva e demais executivos financeiras, empregados, fornecedores,
R. Págs. 14 e 18. e o desempenho da organização comunidades, imprensa, organizações não
GRI 3.8 Base para a elaboração do Relatório no (incluindo desempenho social e ambiental). governamentais, sindicatos nacionais e
que se refere a joint ventures, subsidiárias, R. As empresas do Grupo oferecem internacionais.
instalações arrendadas, operações remuneração variável, de acordo com
terceirizadas e outras organizações o desempenho organizacional. Veja GRI 4.15 Base para identificação e seleção
que possam afetar significativamente também a página 26. de stakeholders.
a comparabilidade entre períodos. R. A identificação e o engajamento
GRI 4.6 Processos em vigor no mais alto órgão desses públicos decorre das atividades
R. Pág. 18. Veja também informações de governança para assegurar que conflitos
em perfis das unidades de negócios. desenvolvidas pelo Grupo e, também,
de interesse sejam evitados. da sua atuação socioambiental.
GRI 3.9 Técnicas de medição de dados e as bases R. A holding Camargo Corrêa é uma
de cálculos. sociedade anônima (S.A.) com capital
R. Foram usados os sistemas e técnicas fechado.
em vigor no Brasil e, em geral, nos países
do Ocidente.

Relatório Anual 2009 | 95


GRI 4.16 Abordagens para engajamento dos GRI EN12 Descrição de impactos significativos na Saúde e segurança no trabalho
stakeholders, incluindo a frequência do biodiversidade de atividades, produtos e GRI LA6 Percentual dos empregados representados
engajamento. serviços em áreas protegidas e em áreas em comitês formais de segurança
R. Todos os públicos mencionados no de alto índice de biodiversidade fora das e saúde, compostos de gestores e
indicador anterior encontram meios para áreas protegidas. por trabalhadores, que ajudam no
se expressar dentro do Grupo e são R. A unidade de cimento em Pedro monitoramento e aconselhamento
envolvidos, ainda, em eventos internos e Leopoldo (MG), localizada dentro sobre programas de segurança e saúde
externos relacionados com os negócios da Área de Proteção Ambiental Carste ocupacional.
e as atividades empresariais. As áreas de Lagoa Santa¹, atende a condicionantes R. Em 2009, 134 comitês no Brasil e 17
de Construção, Cimento, Incorporação, específicas para sua operação, como a no exterior estavam ativos nas empresas
Concessões Ferroviárias e Meio Ambiente, realização de estudos espeleológicos da do Grupo Camargo Corrêa.
assim como outras empresas controladas, área a ser minerada, para levantamento
realizam pesquisas de satisfação, para da relevância histórica, paleontológica GRI LA8 Programas de educação, treinamento,
identificar oportunidades de melhorias. e arqueológica; possui projetos de aconselhamento, prevenção e controle de
Os empregados contam com Pesquisa recuperação de áreas degradadas, de risco em andamento para dar assistência
de Clima Organizacional, a cada dois acordo com os biomas predominantes; a empregados, seus familiares ou membros
anos; e as comunidades próximas são e realiza programa de educação ambiental da comunidade com relação a doenças
atendidas por: Instituto Camargo Corrêa, contínuo na região, para conscientizar graves.
Instituto Alpargatas, Fundación Loma Negra, a comunidade do entorno quanto à R. A construtora realiza campanhas
programas de voluntariado desenvolvidos preservação ambiental. e palestras nas obras, tanto com
pelos empregados e canais de comunicação ¹ O Carste de Lagoa Santa é considerado berço enfoque na segurança quanto na saúde
com gestores das operações. da paleontologia, arqueologia e espeleologia, por dos profissionais. Os temas mais
tratar-se da região do país onde se registra o maior frequentes, além dos ocupacionais –
GRI 4.17 Principais temas e preocupações que foram número de cavernas.
levantados por meio do engajamento dos como conservação auditiva e proteção
stakeholders e que medidas a organização respiratória – são os referentes às
tem adotado para tratá-las.
Emissões, efluentes e resíduos doenças endêmicas, à AIDS, às doenças
sexualmente transmissíveis (DSTs) e ao
R. Pág. 27. Veja também indicador GRI 4.16. GRI EN18 Iniciativas para reduzir as emissões de alcoolismo. As informações também
Gases de Efeito Estufa e as reduções chegam aos familiares. Na área de
obtidas. Calçados, os empregados são envolvidos
Indicadores de R. Págs. 79, 86, 87 e 88. em programa de controle de pressão
desempenho econômico arterial; em campanha de vacinação contra
GRI EN21 Descarte total de água, por qualidade rubéola e contra a gripe; em programas
Desempenho econômico e destinação. de planejamento familiar; na distribuição
GRI EC1 Valor econômico direto gerado e R. O total de água captada é destinado, mensal de preservativos e em programas
distribuído, incluindo receitas, custos após o uso, para as redes municipais de de orientação sexual; assim como
operacionais, remuneração de empregados, coleta de esgoto, nos vários municípios em orientação mensal para gestantes
doações e outros investimentos na onde atuam as empresas. Algumas (funcionárias e esposas de funcionários).
comunidade, lucros acumulados e iniciativas de reúso de água estão em Nas unidades fabris de Cimento no Brasil,
pagamentos para provedores de capital e curso, como ocorre na CAVO, que reutiliza além de ginástica laboral, acontecem
governos. água para lavagem de caminhões. palestras de prevenção a doenças como
R. Pág. 15. hipertensão, diabetes, LER, entre outras.
GRI EN22 Peso total de resíduos, por tipo e método Na Argentina, a área de Cimento realiza
GRI EC2 Implicações financeiras e outros riscos de disposição. capacitações e campanhas para os
e oportunidades para as atividades da R. Pág. 23. profissionais sobre: dengue, gripe A, álcool,
organização devido a mudanças climáticas. drogas e tabagismo; hipertensão arterial,
R. Págs. 25 e 86. Produtos e serviços colesterol e hábitos saudáveis; e fatores de
risco cardiovascular. Na Ferrosur acontece
GRI EC3 Cobertura das obrigações do plano GRI EN26 Iniciativas para mitigar os impactos o programa de capacitação em primeiros
de pensão de benefício definido que a ambientais de produtos e serviços e a socorros; capacitação em ergonomia
organização oferece. extensão da redução desses impactos. (levantamento de peso e manipulação
R. Veja informação no indicador GRI LA3. R. Págs. 33 e 87. A construtora tem de materiais) e em uso de elementos
buscado evoluir em sistemas (como o que de proteção pessoal (auditiva, visual,
Presença no mercado substitui materiais nas formas de concreto), mãos e pés).
para a redução do consumo de madeira.
GRI EC6 Políticas, práticas e proporção de gastos Também acontecem ações para o uso GRI LA9 Temas relativos a segurança e saúde
com fornecedores locais em unidades racional da água em canteiros de obras e cobertos por acordos formais com
operacionais importantes. instalações industriais. A área de Cimento sindicatos.
R. Pág. 85. tem por princípio minimizar os impactos R. As empresas de Cimento incluem temas
ambientais decorrentes de suas operações relativos a segurança e saúde nos acordos
e das atividades em que mantém formais com os sindicatos, por decisão da
Impactos econômicos indiretos prestadores de serviços. Para tanto, busca própria área. A CAVO, por sua vez, mantém
GRI EC8 Desenvolvimento e impacto de a permanente evolução tecnológica. As médicos e engenheiros de segurança no
investimentos em infraestrutura e serviços seis mais representativas das 16 operações trabalho, com assistência bem além da
oferecidos, principalmente para benefício de Cimento obtiveram certificações pela prevista pelos sindicatos.
público, por meio de engajamento norma ISO 14.001, de gestão ambiental, o
comercial, em espécie ou atividades que pressupõe melhoria contínua em seus Treinamento e educação
pro bono (gratuitas). métodos e desempenho. Na operação da
Argentina são disponibilizadas orientações GRI LA10 Média de horas de treinamento por ano, por
R. Pág. 23. aos clientes no site www.lomanegra.com.ar, profissional, discriminadas por categoria
GRI EC9 Identificação e descrição de impactos a respeito do uso mais econômico funcional.
econômicos indiretos significativos, de cimento, com o objetivo de reduzir R. Pág. 84.
incluindo a extensão dos impactos. o impacto do produto no meio ambiente.
GRI LA11 Programas para gestão de competências
R. Págs. 83 e 84. e aprendizagem contínua, que apoiam
Indicadores de desempenho a continuidade da empregabilidade dos
Indicadores de referentes a práticas trabalhistas funcionários e para gerenciar o fim da
e trabalho decente carreira.
desempenho ambiental R. As empresas contam com programas
Energia Emprego específicos para atender a esses objetivos.
GRI LA1 Total de trabalhadores, por tipo de A Alpargatas, por exemplo, tem programa
GRI EN3 Consumo de energia direta, discriminado de avaliação de desempenho; plano de
por fonte de energia primária. emprego, contrato de trabalho e região.
desenvolvimento individual; programa de
R. Pág. 23. R. Pág. 22. incentivo aos estudos. Outro exemplo é
GRI LA3 Benefícios oferecidos a empregados de o programa de avaliação de desempenho
GRI EN6 Iniciativas para fornecer produtos e aplicável a profissionais da construtora
serviços com baixo consumo de energia, tempo integral, que não são oferecidos
a empregados temporários ou em regime com formação universitária, que identifica
ou que usem energia gerada por recursos os pontos fortes e as oportunidades de
renováveis, e a redução na necessidade de meio período, discriminados pelas
principais operações. desenvolvimento para cada profissional.
de energia resultante dessas iniciativas. Com base nos resultados gerais são
R. Pág. 87. R. O Grupo Camargo Corrêa oferece definidos novos programas de treinamento,
Plano de Previdência, em parceria com além dos que já existem corporativamente.
Água instituição privada. O benefício é oferecido Há uma política que orienta a oferta
para os profissionais das empresas de subsídio a programas externos de
GRI EN8 Total de retirada de água por fonte. 100% controladas no Brasil. O Plano da treinamento, de curta e longa duração, e
R. Pág. 23. Alpargatas tem características específicas. o apoio a cursos de idiomas. Veja também
resposta ao GRI LA10.
Biodiversidade Relações entre trabalhadores e
governança Diversidade e igualdade
GRI EN11 Localização e tamanho da área possuída,
GRI LA4 Percentual de empregados abrangidos de oportunidade
arrendada ou administrada dentro de áreas
protegidas, ou adjacente a elas, e áreas de por acordos de negociação coletiva. GRI LA13 Composição dos grupos responsáveis pela
alto índice de biodiversidade fora das áreas R. Até o fim de 2009, 278 sindicatos governança corporativa e discriminação
protegidas. abrangiam 46.557 empregados, 98% de empregados por categoria, de acordo
R. A unidade de Cimento em Pedro do total analisado (47.377). com gênero, faixa etária, minorias e outros
Leopoldo (MG), localizada dentro da Área indicadores de diversidade.
de Proteção Ambiental (APA) Carste de R. Veja quadro na página 97.
Lagoa Santa, atende a condicionantes
específicas para sua operação
(veja a seguir).

96 | Camargo Corrêa
Indicadores referentes Práticas de segurança Indicadores de desempenho
a direitos humanos GRI HR8 Percentual do pessoal de segurança referentes à responsabilidade
Práticas de investimento submetido a treinamento nas políticas ou pelo produto
e de processos de compra procedimentos da organização, relativos a
aspectos de direitos humanos que sejam Saúde e segurança dos clientes
GRI HR1 Percentual e número total de contratos relevantes às operações. GRI PR1 Fases do ciclo de vida de produtos e
de investimentos significativos, que incluam R. Aproximadamente 90% dos vigilantes serviços em que os impactos na saúde
cláusulas referentes a direitos humanos da área de Cimento, na Argentina, e segurança são avaliados visando a
ou que foram submetidos a avaliações receberam treinamento em direitos melhoria, e o percentual de produtos e
referentes a direitos humanos. humanos. Somente os recém-admitidos serviços sujeitos a esses procedimentos.
R. Na holding, na construtora, nas não passaram por esse treinamento. R. A construtora utiliza procedimentos,
empresas de cimento, na Alpargatas planos, programas, laudos ergonômicos
e na CAVO todos os contratos com os e controles operacionais específicos para
fornecedores possuem cláusulas sobre Indicadores de desempenho cada uma das obras. Esses documentos
proibição de trabalho infantil e trabalho referentes à sociedade visam ao levantamento e à classificação
forçado. No Estaleiro Atlântico Sul, os de riscos à saúde e segurança em cada
contratos realizados com a Petrobras e Comunidades etapa da atividade, e orientam quanto à
a Transpetro contêm cláusulas proibindo GRI SO1 Natureza, escopo e eficácia de quaisquer implementação dos controles operacionais,
o uso de mão de obra infantil pela programas e práticas para avaliar e gerir os como Análise Prevencionista da Tarefa
contratada e todos os seus fornecedores. impactos das operações nas comunidades, (APT), Plano de Atendimento a Emergência
Veja também a página 85. incluindo a entrada, operação e saída de (PAE), ginástica laboral, campanhas,
materiais. entre outros. São realizados, também,
GRI HR3 Total de horas de treinamento para o levantamento e a classificação dos
empregados em políticas e procedimentos R. Na construtora, um dos requisitos do
sistema de gestão de responsabilidade resíduos, efluentes e emissões gerados.
relativos a aspectos de direitos humanos Para cada um emprega-se técnica distinta
relevantes para as operações, incluindo social é identificar e tratar os impactos
das operações, não só na comunidade, de monitoramento, controle e destinação,
o percentual de empregados que recebeu para mitigar ou eliminar riscos à saúde.
treinamento. mas também nas demais partes
R. Em 2009 houve grande campanha envolvidas, como os fornecedores. Em
2009, 40 obras iniciaram o processo de Rotulagem de produtos e serviços
interna no Estaleiro Atlântico Sul
voltada à diversidade cultural, racial, implantação desse sistema de gestão e GRI PR3 Tipo de informação sobre produtos e
política, de opinião e de orientação cerca de 50% implantaram os requisitos serviços exigida por procedimentos de
sexual, culminando no Programa de para identificação e tratamento desses rotulagem, e o percentual de produtos e
Gerenciamento da Diversidade. Há também impactos. Em 2009, duas obras (Revap serviços sujeitos a tais exigências.
no EAS forte trabalho da coordenação e UHE Batalha) foram certificadas na
norma NBR 16001 de Responsabilidade R. Na Alpargatas, todos os produtos
de responsabilidade social, voltado para possuem etiquetas de identificação,
prevenção de assédio moral e sexual, Social. A área de Cimento possui sistemas
de controle ambiental, que realizam o conforme legislação vigente. Algumas
por meio de campanhas de comunicação linhas de produtos têm, em suas etiquetas,
e palestras. monitoramento de ruídos, da qualidade do
ar do entorno das operações, da qualidade instruções sobre manuseio e utilização,
de águas superficiais e subterrâneas, das bem como a composição dos materiais,
Liberdade de associação emissões atmosféricas de fontes fixas e de acordo com os padrões da norma ABNT
e negociação coletiva de veículos, e da qualidade dos efluentes NBR ISO 37.582:2006
GRI HR5 Operações identificadas em que o direito pluviais, oleosos e sanitários. Veja também GRI PR5 Práticas relacionadas à satisfação dos
de exercer a liberdade de associação e a a página 33. clientes, incluindo resultados de pesquisas
negociação coletiva pode estar correndo GRI SO3 que medem essa satisfação.
risco significativo e as medidas tomadas Percentual de empregados treinados nas
políticas e procedimentos anticorrupção da R. Págs. 59, 63 e 71.
para apoiar esse direito.
organização.
R. O Grupo Camargo Corrêa busca manter Comunicações de marketing
relação de respeito com as entidades R. As empresas do Grupo promoveram
sindicais e não pratica qualquer tipo de ações para reforçar a utilização do GRI PR6 Programas de adesão às leis, normas
discriminação junto aos profissionais Código de Conduta Empresarial da e códigos voluntários relacionados a
sindicalizados (texto do Código de companhia, sólida referência a respeito comunicações de marketing, incluindo
Conduta). do comportamento que se espera de seus publicidade, promoção e patrocínio
profissionais e colaboradores e sobre ética
no trabalho. R. A construtora possui práticas
Trabalho forçado ou (tanto na sede, como nas obras)
análogo ao escravo Políticas públicas que buscam zelar para que as ações
de comunicação respeitem regras e
GRI HR7 Operações identificadas como de risco normas existentes. Há cláusulas de
GRI SO5 Posições quanto a políticas públicas e
significativo de ocorrência de trabalho confidencialidade nos contratos.
forçado ou análogo ao escravo e as participação na elaboração de políticas
medidas tomadas para contribuir para a públicas e lobbies.
erradicação do trabalho forçado ou análogo R. Por meio da atuação do Instituto
ao escravo Camargo Corrêa em programas sociais,
R. O processo de qualidade assegurada a companhia envolve-se ativamente com
das operações de Cimento exige e o setor de ensino público e em programas
incentiva a obtenção de certificações voltados à infância e à juventude (leia mais
internacionais nas operações dos no capítulo sobre Gestão Social).
fornecedores, o que torna ainda mais difícil A holding Camargo Corrêa, a construtora
o já baixo risco de ocorrência de trabalho e as empresas de cimento também se
forçado nessas empresas. Na construtora, filiaram ao programa Empresas pelo Clima.
eficiente controle de turnos, de acordo com A companhia firmou, ainda, compromissos
a legislação, afasta esse risco. ambientais na Agenda Climática do
Grupo Camargo Corrêa, que marca seu
posicionamento e alimenta a expectativa de
influir positivamente para o engajamento de
outras empresas e setores em providências
para a redução de emissões de Gases do
Efeito Estufa.

GRI LA13 Empregados por cargos, gênero e faixa etária*


Faixa etária

Cargos Menos Entre Entre Entre Acima Total


de 18 anos 18 e 29 anos 30 e 45 anos 46 e 55 anos de 55 anos Total
geral
Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem.
Executivos - - 1 - 31 2 45 2 45 - 122 4 126
Gerentes de 1º. nível - - 6 1 172 35 115 8 54 2 347 46 393
Gerentes de 2º. nível - - 23 11 280 83 153 14 77 4 533 112 645
Técnicos - - 446 131 833 160 369 40 197 8 1.845 339 2.184
Administrativos 24 13 1.600 1.039 2.066 823 876 138 433 55 4.999 2.068 7.067
Operacionais 12 10 14.051 1.475 12.739 2.109 4.413 518 1.513 122 32.728 4.234 36.962
TOTAL 36 23 16.127 2.657 16.121 3.212 5.971 720 2.319 191 40.574 6.803 47.377
* O levantamento abrange, em 2009, 47.377 empregados do total de 57.864 do Grupo Camargo Corrêa.

Relatório Anual 2009 | 97


Informações corporativas*

CAMARGO CORRÊA S.A. Unidade de Negócio Unidade de Negócio DIVISÃO INSTITUIÇÕES SOCIAIS
Conselho de Administração Argentina - Loma Negra Operações INCORPORAÇÃO E Instituto Camargo Corrêa
Aeroportuárias MEIO AMBIENTE Diretor Presidente
Presidente Loma Negra C I A S A
Vitor Hallack Presidente Vitor Hallack
Diretor Geral A-port S.A. Jose Alberto Diniz
Vice-Presidentes Ricardo F. de Mendonça Lima Diretor Executivo
Diretores
A.C. Reuter Unidade de Negócio Francisco de Assis O. Azevedo
Roberto Deutsch
Carlos Pires Oliveira Dias Diretores Executivos Henrique César Geovanini Incorporação www.institutocamargocorrea.org.br
Luiz Roberto Ortiz Ariel Damiano Marcelo Lucon Camargo Corrêa Instituto Alpargatas
Nascimento Eduardo Blake Desenvolvimento Diretor Presidente
Comitê Executivo Enrique Romulo Morad Telefone: +55 11 3841-5511 Imobiliário S.A. - CCDI Márcio Luiz Simões Utsch
Presidente Juan Masjoan www.a-port.aero Diretor Superintendente
Vitor Hallack Luis Roberto G. Irlicht Francisco Sciarotta Neto Diretor Executivo
Osvaldo Jorge Schutz José Berivaldo Torres Araujo
Membros
DIVISÃO ENGENHARIA Diretores
E CONSTRUÇÃO www.institutoalpargatas.com.br
Antonio Miguel Marques Telefone: +54 11 4319-3000 Claudio André Sayeg
Francisco Caprino Neto www.lomanegra.com.ar Leonardo de Paiva Rocha Fundación Loma Negra
Presidente
José Alberto Diniz Maurício Tavares Barbosa Presidente
Antonio Miguel Marques
José Édison Barros Franco Unidade de Negócio Ricardo F. de Mendonça Lima
Telefone: +55 11 3841-5511
Diretoria Concessão Ferroviária Diretores Corporativos www.ccdi.com.br Vice-Presidente
André Clark Enrique Romulo Morad
Diretor Superintendente Ferrosur Roca S.A. HM Engenharia e
Marcio Garcia de Souza Francisco Borin Graziano
Construções Ltda. www.fundacionlomanegra.org.ar
Gerente Geral José Florêncio R. Neto
Diretores Pablo Martin Terradas Diretores
Ney Mauro de S. da Silva
Adalgiso Fragoso de Faria Henrique E. de O. Bianco
Raggi Badra Neto Marcos Antonio Feliciani
Bruno Machado Ferla Telefone: +54 11 4319-3900
Carla Duprat www.ferrosur.com.ar Mauro Rocha Bastazin
Vice-Presidente
Fernando Dias Gomes Telefone: +55 17 3321-0777
de Relações Institucionais
José Francisco de Campos Unidade de Negócio João Ricardo Auler www.hmengenharia.com.br
Kalil Cury Filho Calçados
Luiz Augusto Klecz Unidade de Negócio
Marcello Antonio D’ Angelo São Paulo Alpargatas S.A.
Unidade de Negócio
Meio Ambiente
Marco Antonio Zangari Engenharia e Construção
Presidente CAVO Serviços e
Roberto Navarro Evangelista
Rodrigo Cardoso Barbosa Márcio Luiz Simões Utsch Operação Saneamento S.A.
Diretores Diretor Superintendente Diretor Superintendente
Rua Funchal, 160 – Vila
de Operações Carlos R. Ogeda Rodrigues
Olímpia Adalberto Fernandes Granjo
04551-903 – São Paulo – SP Carla Schmitzberger Celso Ferreira de Oliveira Diretor
Telefone: +55 11 3841-5511 Fernando Beer João Carlos David
www.camargocorrea.com.br Diretores
José Roberto Lettiere
Arnaldo C. de Souza e Silva Telefone: 11 3841-5511
Itamar René Ros www.cavo.com.br
Curt Herweg
DIVISÃO CIMENTO Márcia do Nascimento Costa
Dalton dos Santos Avancini
Presidente Rogério Bastos Shimizu Centro de Soluções
Marco A. de Araujo Costa
José Édison Barros Franco Compartilhadas – CSC
Telefone: +55 11 3847-7211 Marco Antonio Bucco
Diretores Corporativos www.alpargatas.com.br Diretor
Cleber Acurcio Machado Desenvolvimento Comercial Ricardo Gomes de Castro
Jorge Eduardo Martinez Alpargatas S.A.I.C. – Diretores
Nelson Tambelini Jr. Argentina Superintendente
Eduardo Hermelino Leite Maron Marcel Guimarães
Diretor Geral Emílio Eugênio Auler Neto
Unidade de Negócio Telefone: +55 11 3841-551
Cristino Javier Goñi José Cesar Gazoni Martins
Cimento Brasil - Cauê
Luiz Eduardo Appendino
Diretor Superintendente Telefone: + 54 11 4303-0041 Outros Negócios
Marcelo Sturlini Bisordi
Humberto Junqueira de Farias www.alpargatas.com.ar Arrossensal Agropecuária e
Camargo Corrêa Angola Industrial S.A.
Diretores
André Gama Schaeffer DIVISÃO CONCESSÕES Diretor Negócios Diretor Superintendente
Armando Sérgio A. da Silva Internacional - África Luiz Antonio Felippe
Presidente
Claudio Borin Guedes Palaia Amauri Rodrigues Pinha Diretor
Rubens Prado Valentin Júnior Francisco Caprino Neto
Laércio Donizete Trentino
Camargo Corrêa Telefone: +55 11 3841-5511
Unidade de Negócio www.cccc.camargocorrea.com.br Telefone: +55 65 3642-6396
Crescimento Investimentos em www.arrossensal.com.br
Infraestrutura S.A.
Diretores Unidade de Negócio Morro Vermelho
Diretores
Ricardo F. Buarque Barbosa Naval Táxi Aéreo Ltda. - MVTA
Daniela Corci Cardoso Divulgação das Informações
Sergio Bandeira Administradores
Ian Mansini M. de Andrade Diretor Superintendente da Camargo Corrêa S.A.
Camargo Corrêa José Alberto Diniz
Gustavo Pelliciari de Andrade Carlos Reynaldo Camerato Diário Oficial de São Paulo
Cimentos S.A. Francisco Sciarotta Neto
Marcelo Pires Oliveira Dias Jornal Valor Econômico
Telefone: +55 11 3718-4330 Telefone: +55 11 3841-5511 Telefone: +55 11 5591-1700
www.caue.com.br Telefone: +55 11 3841-5511 www.cccc.camargocorrea.com.br www.mvta.com.br * Situação em 30 de abril de 2010

98 | Camargo Corrêa
Camargo Corrêa S.A.
e Controladas

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Referentes aos Exercícios Findos em
31 de Dezembro de 2009 e de 2008 e
Parecer dos Auditores Independentes

Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes

Relatório Anual 2009 | 99


100 | Camargo Corrêa
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

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Demonstrações Financeiras 2009 | 101


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102 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 103
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104 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 105


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106 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 107


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108 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 109
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Demonstrações Financeiras 2009 | 111


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Demonstrações Financeiras 2009 | 113
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Demonstrações Financeiras 2009 | 115
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116 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 117
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118 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 119
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120 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 121


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122 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 123
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124 | Camargo Corrêa
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Demonstrações Financeiras 2009 | 125
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UMBNDES: cesta de moedas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social - BNDES.

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Demonstrações Financeiras 2009 | 127
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128 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 129


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130 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 131


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132 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 133


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134 | Camargo Corrêa


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(a) O saldo de previdência privada é substancialmente composto por valores das controladas em conjunto diretas e indiretas: (i) a CPFL Paulista, a CPFL
Piratininga e a CPFL Geração mantêm programas de suplementação de aposentadoria e pensões para seus empregados, caracterizado pelo plano de
benefício definido, plano de benefício suplementar proporcional saldado e plano de contribuição definida; (ii) Usiminas e Cosipa - Companhia
Siderúrgica Paulista possuem dois planos de benefícios previdenciários, caracterizados como benefício definido (em processo de liquidação) e
“contribuição definida”; e (iii) Alpargatas S.A. e Loma Negra possuem plano de benefício definido.
(b) Refere-se, substancialmente, a saldos a pagar por aquisições de imóveis para a construção de empreendimentos imobiliários pela controlada CCDI.
(c) Referem-se, na controlada VBCE, aos passivos regulatórios, que englobam as variações acumuladas negativas entre os custos específicos não
gerenciáveis pela controlada e os custos estabelecidos no último reajuste tarifário anual, a ser repassado às tarifas através do mecanismo da
Recomposição Tarifária Extraordinária - RTE, com base no Acordo Geral do Setor Elétrico homologado pela ANEEL.

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Demonstrações Financeiras 2009 | 135


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136 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 137


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138 | Camargo Corrêa


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Demonstrações Financeiras 2009 | 139


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