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ATIVIDADE INDIVIDUAL
Matriz de atividade individual

Disciplina: Contabilidade Financeira Módulo: Atividade Individual

Aluno: Rafael Testolin - A58339421 Turma: 0521-1_30

Tarefa: Análise das Demonstrações Contábeis – Magazine Luiza

Introdução

Esta atividade tem como objetivo apresentar a análise das demonstrações contábeis das Lojas
Magazine Luiza, evidenciando importância e relevância da análise econômico-financeira através da
análise do Balanço Patrimonial (BP), que é o responsável por proporcionar informações referentes à
posição patrimonial e financeira da empresa e também através da análise do Demonstrativo do
Resultado do Exercício (DRE).
Falando um pouco da empresa, a Magazine Luiza, ou Magalu, é uma empresa de tecnologia e
logística voltada para o varejo. A partir de um varejista tradicional do interior de São Paulo com foco
em bens duráveis para a classe média brasileira, a Companhia transformou-se em uma empresa de
tecnologia, fornecendo uma ampla gama de produtos e serviços para brasileiros de todas as classes. O
Magalu possui uma forte presença geográfica, com vinte e três centros de distribuição
estrategicamente localizados que atendem uma rede de mais de 1.300 lojas distribuídas em 21
estados. No centro do sucesso do Magalu está uma plataforma de varejo multicanal, capaz de alcançar
clientes através de aplicativos, site e lojas físicas. Uma grande parte do sucesso da empresa também
se deve à sua equipe interna de desenvolvimento, o Luizalabs, que é composto por mais de 1.500
desenvolvedores e especialistas. Entre outras coisas, o Luizalabs utiliza tecnologias como big data e
machine learning para criar aplicativos para as diversas áreas da Companhia, como atendimento,
logística, financeiro e gestão de estoque, com o objetivo de eliminar qualquer fricção no processo do
varejo, melhorando a rentabilidade, os prazos de entrega e a experiência do cliente. A empresa tem
estado na vanguarda da adoção do e-commerce na América Latina e a operação online, incluindo o
marketplace , representa mais de 60% das vendas totais. O Magalu também possui um modelo logístico
único e inovador. As operações logísticas online e offline são 100% integradas, e permitem que a
Companhia aproveite sua presença física para reduzir radicalmente os custos e os prazos de entrega no
Brasil. (Magazine Luiza: Informações Financeiras / Central de Resultados, 2021)

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Desenvolvimento

Primeiramente será apresentado o BP e o DRE da empresa e com base nas informações


apresentadas nestes será elaborado os critérios de análise econômico-financeira: análise vertical e
análise horizontal juntamente com suas análises. Também será apresentado os cálculos e análises dos
Indicadores econômico-financeiros: índices de líquidez, índices de estrutura de capital, índices de
lucratividade e índices de rentabilidade.
Nos quadros abaixo segue o balanço patrimonial e o demosntrativo do resultado das lojas
Magazine Luiza referentes aos exercícios sociais de 2019 e 2020, que serão base de informações ao
longo deste trabalho.

BALANÇO PATRIMONIAL (em milhares de reais)


31/12/2020 31/12/2019
Ativo Total 22.296.830 18.611.817
Ativo Circulante 14.799.483 12.157.015
Caixa e equivalentes de caixa 1.281.569 180.799
Aplicações Financeitas 1.220.095 4.446.143
Contas a Receber 3.460.711 2.769.649
Estoque 5.459.037 3.509.334
Tributos a Recuperar 594.782 777.929
Despesas Antecipadas - -
Outros Ativos Circulantes 2.783.289 473.161

Ativo Não Circulante 7.497.347 6.454.802


Realizável a Longo Prazo 1.585.551 1.491.070
Investimentos 1.705.072 1.240.664
Imobilizado 3.613.297 3.196.199
Intangível 593.427 526.869

Passivo e Patrimônio Líquido 22.296.830 18.611.817


Passivo Circulante 11.512.179 7.203.042
Obrigações Sociais e Trabalhistas 294.314 309.007
Fornecedores 7.679.861 5.413.546
Obrigações Fiscais 331.113 307.695
Empréstimos e Financiamentos 1.666.243 8.192
Dividendos e JCP a Pagar - -
Outras Obrigações 1.540.648 1.164.602

Passivo não Circulante 3.459.364 3.843.838


Empréstimos e Financiamentos 17.725 838.862
Arrendamento Mercantil 2.156.522 1.893.790
Tributos Diferidos - 3.725
Provisões Fiscais Previdenciárias 998.250 767.938
Lucros e receitas a apropriar 286.867 339.523

Patrimônio Líquido 7.325.287 7.564.937


Capital Social Realizado 5.952.282 5.952.282
Reservas de Capital - 213.037 198.730
Reservas de Lucros 1.574.891 1.410.757
Outros Resultados Abrangetes 11.151 3.168

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DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (em milhares de reais)


31/12/2020 31/12/2019
Receita Líquida de Bens ou Serviços 26.130.544 18.491.861
Custo dos Bens ou Serviços Vendidos - 19.672.090 - 13.464.405
Lucro Bruto 6.458.454 5.027.456

Despesas/Receitas Operacionais - 5.753.929 - 3.745.083


Despesas com vendas - 4.476.887 - 3.134.586
Despesas gerais e administrativas - 1.295.041 - 972.582
Perdas pela não recuperabilidade de ativos - 100.388 - 69.676
Outras receitas operacionais 81.834 352.031
Res. De Equivalência Patrimonial 36.553 79.730
Resultado antes das Receitas e Desp Financeiras 704.525 1.282.373

Receitas Financeiras 201.463 647.421


Despesas Financeitas - 526.543 - 714.410
Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro 379.445 1.215.384

Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro 12.264 - 293.556

Lucro Líquido do Exercício 391.709 921.828

Cálculos Análise Horizontal e Vertical

Segue abaixo os quadros com os valores calculados da análise horizontal e vertical do balanço
patrimonial e do demosntrativo de resultado do exercício, referente aos exercícios sociais de 2019 e
2020.

BALANÇO PATRIMONIAL (em milhares de reais)


31/12/2020 A.V. (%) A.H. (%) 31/12/2019 A.V. (%) A.H. (%)
Ativo Total 22.296.830 100,00% 20% 18.611.817 100,00% 100%
Ativo Circulante 14.799.483 66,37% 22% 12.157.015 65,32% 100%
Caixa e equivalentes de caixa 1.281.569 5,75% 609% 180.799 0,97% 100%
Aplicações Financeitas 1.220.095 5,47% -73% 4.446.143 23,89% 100%
Contas a Receber 3.460.711 15,52% 25% 2.769.649 14,88% 100%
Estoque 5.459.037 24,48% 56% 3.509.334 18,86% 100%
Tributos a Recuperar 594.782 2,67% -24% 777.929 4,18% 100%
Despesas Antecipadas - 0,00% - 0,00%
Outros Ativos Circulantes 2.783.289 12,48% 488% 473.161 2,54% 100%

Ativo Não Circulante 7.497.347 33,63% 16% 6.454.802 34,68% 100%


Realizável a Longo Prazo 1.585.551 7,11% 6% 1.491.070 8,01% 100%
Investimentos 1.705.072 7,65% 37% 1.240.664 6,67% 100%
Imobilizado 3.613.297 16,21% 13% 3.196.199 17,17% 100%
Intangível 593.427 2,66% 13% 526.869 2,83% 100%

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31/12/2020 A.V. (%) A.H. (%) 31/12/2019 A.V. (%) A.H. (%)
Passivo e Patrimônio Líquido 22.296.830 100,00% 20% 18.611.817 100,00% 100%
Passivo Circulante 11.512.179 51,63% 60% 7.203.042 38,70% 100%
Obrigações Sociais e Trabalhistas 294.314 1,32% -5% 309.007 1,66% 100%
Fornecedores 7.679.861 34,44% 42% 5.413.546 29,09% 100%
Obrigações Fiscais 331.113 1,49% 8% 307.695 1,65% 100%
Empréstimos e Financiamentos 1.666.243 7,47% 20240% 8.192 0,04% 100%
Dividendos e JCP a Pagar - 0,00% - 0,00%
Outras Obrigações 1.540.648 6,91% 32% 1.164.602 6,26% 100%

Passivo não Circulante 3.459.364 15,52% -10% 3.843.838 20,65% 100%


Empréstimos e Financiamentos 17.725 0,08% -98% 838.862 4,51% 100%
Arrendamento Mercantil 2.156.522 9,67% 14% 1.893.790 10,18% 100%
Tributos Diferidos - 0,00% -100% 3.725 0,02% 100%
Provisões Fiscais Previdenciárias 998.250 4,48% 30% 767.938 4,13% 100%
Lucros e receitas a apropriar 286.867 1,29% -16% 339.523 1,82% 100%

Patrimônio Líquido 7.325.287 32,85% -3% 7.564.937 40,65% 100%


Capital Social Realizado 5.952.282 26,70% 0% 5.952.282 31,98% 100%
Reservas de Capital - 213.037 -0,96% -207% 198.730 1,07% 100%
Reservas de Lucros 1.574.891 7,06% 12% 1.410.757 7,58% 100%
Outros Resultados Abrangetes 11.151 0,05% 252% 3.168 0,02% 100%

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (em milhares de reais)


31/12/2020 A.V. (%) A.H. (%) 31/12/2019 A.V. (%) A.H. (%)
Receita Líquida de Bens ou Serviços 26.130.544 100% 41,31% 18.491.861 100% 100%
Custo dos Bens ou Serviços Vendidos - 19.672.090 75,28% 46,10% - 13.464.405 72,81% 100%
Lucro Bruto 6.458.454 24,72% 28,46% 5.027.456 27,19% 100%

Despesas/Receitas Operacionais - 5.753.929 -22,02% 53,64% - 3.745.083 -20,25% 100%


Despesas com vendas - 4.476.887 -17,13% 42,82% - 3.134.586 -16,95% 100%
Despesas gerais e administrativas - 1.295.041 -4,96% 33,15% - 972.582 -5,26% 100%
Perdas pela não recuperabilidade de ativos - 100.388 -0,38% 44,08% - 69.676 -0,38% 100%
Outras receitas operacionais 81.834 0,31% -76,75% 352.031 1,90% 100%
Res. De Equivalência Patrimonial 36.553 0,14% -54,15% 79.730 0,43% 100%
Resultado antes das Receitas e Desp Financeiras 704.525 2,70% -45,06% 1.282.373 6,93% 100%

Receitas Financeiras 201.463 0,77% -68,88% 647.421 3,50% 100%


Despesas Financeitas - 526.543 -2,02% -26,30% - 714.410 -3,86% 100%
Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro 379.445 1,45% -68,78% 1.215.384 6,57% 100%

Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro 12.264 0,05% -104,18% - 293.556 -1,59% 100%

Lucro Líquido do Exercício 391.709 1,50% -57,51% 921.828 4,99% 100%

Avaliação da Análise Vertical e Horizontal

Na análise vertical observamos que a proporção dos ativos circulantes (AC) é maior do que a
dos ativos não circulantes (ANC), sem grandes variações nos períodos. Quanto às contas
separadamente, destacam-se como mais relevantes contas a receber, estoques e imobilizado.
Na análise horizontal, o total de ativos cresceu 20% em 2020, em comparação com o ano base
2019. O AC, em valores absolutos, aumentou 22%. Quanto ao ANC, o crescimento acumulado no
período é de 33,63%.

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Os investimentos mais relevantes dos exercícios de 2019 e 2020 estão relacionados às contas a
receber (15,52% em 2020 e 15,88% em 2019), que representam as vendas a prazo da organização e
estão diretamente ligadas à gestão do capital de giro e à geração de caixa operacional. O segundo
investimento relevante diz respeito aos estoques (24,48% em 2020 e 18,86% em 2019), que
representa os estoques disponíveis para venda. O terceiro investimento relevante é a conta caixa e
equivalente de caixa, podemos observar que houve um aumento de 609% em 2020 em relação a 2019
e representa 5,75% do ativo em 2010, recurso este poderia ser melhor alocado em aplicações
financeiras, gerando benefícios para a Magazine Luiza relacionados a rentabilidade de aplicações
financeiras.
O ativo não circulante aumentou 16% do exercício de 2019 para 2020. Esse aumento
corresponde ao investimento realizado na conta do ativo investimentos, que representa um aumento
de 37%, porém este não é o mais relevante. O segundo investimento de maior representatividade é o
de imobilizado que teve um aumento de 13% de 2019 para 2020 e pela análise vertical podemos
verificar sendo também o investimento mais relevante dos exercícios analisados (16,21% em 2020 e
17,17% em 2019).
Falando agora da variação das origens de recursos de terceiros de curto prazo, representadas
pelo grupo do passivo circulante, apresentaram aumento de 60% entre os exercícios, e a captação
mais relevante foi a de fornecedores (34,44% em 2020 e 29,09% em 2019), que corresponde à
compra de estoques a prazo.
Outra origem relevante está no empréstimo e financiamentos (7,47% em 2020 e 0,04% em
2019), que representa a origem de recursos financeiros para o ativo da organização. A terceira conta
origem relevante está em outras obrigações (6,91% em 2020 e 6,26 em 2019).
Quanto ao PNC que seriam as dívidas a longo prazo, pela análise horizontal, houve uma
redução de 10% com destaque para a conta de “Empréstimos e Financiamentos” que pela análise
vertical, houve uma redução, 4,51% em 2019 para 0,08% em 2020. Quanto ao PL, pela análise
horizontal, percebe-se uma redução de 3% em 2020 em relação ao exercício de 2019 e como destaque
podemos citar a conta de “Reserva de Capital”.
Na estrutura do passivo mais PL, pela análise vertical, temos o PL representando com uma
queda na representatividade de 3%, o PC passou de 38,70% em 2019 para 51,63% em 2020 e o PNC,
de 20,65% para 15,52%. Ainda na análise vertical, destacam-se as contas de “Fornecedores” e
“Empréstimos e Financiamentos”, que em 2020 totalizam 42% dos recursos utilizados para o
financiamento dos ativos.
Na análise vertical do DRE, a receita líquida das vendas é o referencial para comparação com
tipos de lucros. A relação entre o lucro bruto e a receita líquida de vendas (margem bruta) subiu
2,47%, de 27,19% para 24,72%. A relação entre o lucro antes do resultado financeiro e dos impostos
e a receita líquida de vendas (margem operacional) caiu 4,23 pontos percentuais, de 6,93% para

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2,70% e, finalmente, a relação entre o lucro líquido e a receita líquida de vendas (margem líquida) caiu
3,49 pontos percentuais, de 4,99% para 1,5%, o que justifica uma análise mais profunda das causas
dessas reduções na lucratividade da empresa.
A análise horizontal começa com a observação da variação na receita líquida, que registrou
aumento em relação a 2019. A receita líquida de 2020 foi 41,31% maior do que a de 2019. Entretanto
os custos aumentaram 46,1% e as despesas operacionais aumentaram 53,64%. No período, o
resultado financeiro líquido foi desfavorável para o lucro, já que as receitas financeiras foram menores
do que as despesas financeiras. O resultado financeiro líquido caiu 68,78% de 2019 para 2020.
Nota-se que a empresa obteve aumento de 28,46%, em 2020, de lucro bruto (margem bruta),
e grande parte dessa margem foi consumida pelas despesas administrativas (20,25%), além de um
gasto de 6,93% em despesas financeiras.
A empresa, embora apresente Lucro Líquido positivo, poderia melhorar as receitas financeiras,
caso ela opte por diminuir o valor disponível em caixa e aplicar em fundos de renda fixa, por exemplo.
O custo com os vens está bem elevado e isso devido aos altos volumes de estoque que a empresa
possui no AC.

Cálculo dos índices de liquidez

Também conhecido como liquidez instantânea, o objetivo da liquidez imediata é indicar o


quanto um empresa está preparada para honrar com os seus deveres, mesmo que nenhum centavo
extra de fontes externas advenha. Como a liquidez imediata é menor do que 1, se entende que a
empresa não possui capital imediato suficiente para arcar com as suas obrigações de curto prazo,
porém houve uma melhora de 367% de 2019 para 2020, ou seja, passou de R$0,03 para R$0,11 de
recursos disponíveis (caixa e bancos) para pagar cada $ 1,00 de dívidas de curto prazo (passivo
circulante).

A liquidez corrente é um indicador utilizado para medir a capacidade que uma empresa possui,

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a curto prazo, de arcar com todas as suas obrigações.


Como o índice é maior do que 1, se entende que a empresa possui capital disponível suficiente
para arcar com as suas obrigações de curto prazo, ou seja, com capacidade de solvência. Porém
notamos uma queda de 201 9 para 2020, mas ainda apresenta capital de giro suficiente para honrar
suas dívidas circulantes.
A nível de investimento, em 2019 a folga no capital para a organização cobrir a remuneração
dos acionistas, além das outras incumbências, e honrar com esse compromisso era maior do que em
2020. Assim sendo, em 2019 a Magazine Luiza era mais segura para os investidores do que em 2020,
devido a liquidez maior.

A liquidez seca é um parâmetro do meio empresarial, utilizado para quantificar a capacidade


que uma companhia tem de quitar as suas obrigações a curto prazo.
Para tanto, apenas o capital que pode ser transformado em dinheiro rapidamente, ou seja, tem
alta liquidez, é considerado como fonte financeira. Em 2019 a liquidez seca é maior do que 1, se
entende que a empresa possui capital disponível suficiente para arcar com as suas obrigações de curto
prazo. Em 2020 a liquidez seca é menor do que 1, significa que a empresa não possui, hoje, capital
suficiente para arcar com todas as suas obrigações.

A liquidez geral é um indicador utilizado para medir a capacidade que uma empresa tem de
honrar com as suas obrigações de curto e longo prazo. Na liquidez geral todas as movimentações
financeiras atuais e futuras são somadas. Não importa se a dívida vence em 5 dias ou 5 anos, nem se o
recebimento de uma transação ocorrerá em 1 ano ou em 20, desde que os compromissos já estejam
firmados. Por isso, aqui, o cálculo do ativo inclui tanto os ativos circulantes (de até um ano) quanto os
não-circulantes (que vão além de um ano).
A liquidez geral da Magazine Luiza é maior do que 1, se entende que a empresa possui capital
disponível suficiente para arcar com todas as suas obrigações, porém este capital diminui em 2020 em
relação a 2019, passando de R$1,24 disponível para R$1,09.

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Cálculo da estrutura de capital

A Magazine Luiza apresenta um endividamento geral (EG) de 59,35% em 2019 e 67,155%


em 2020. Logo, pode-se concluir que: a empresa deve, em curto e longo prazos, o correspondente a
59,35% de seu ativo em 2019, aumentando para 67,15% em 2020. Há uma predominância de capital
próprio no financiamento do ativo, muito embora a captação de recursos de terceiros venha
aumentando ao longo dos anos analisados. Dos recursos investidos no ativo, 59,35% em 2019 provêm
de terceiros (fornecedores, bancos, governo) e o restante (40,65%) são provenientes de recursos
próprios (patrimônio líquido). Em 2020, a dependência de capital de terceiros aumentou para 67,15%,
reduzindo assim a participação de capital próprio para 32,85%.
Esse não é um resultado muito bom, pois espera-se que as empresas apresentem um nível de
endividamento abaixo de 50%. Isso garante que os ativos são suficientes para pagar as dívidas, e
que a maior parte do lucro é proveniente de recurso próprio.

==> Composição do Endividamento

2019 2020
Resultado 65,20% 76,89%

O índice de composição do endividamento tem o objetivo de demonstrar a política adotada


quanto à forma de captação de recursos de terceiros, ou seja, se a empresa concentra a maior parte
de suas dívidas no curto ou no longo prazo. Admite-se que quanto maior a concentração de
endividamento no curto prazo, maior será o risco oferecido pela empresa a seus credores. Por outro
lado, um endividamento com perfil de longo prazo, principalmente para o financiamento do ativo não
circulante, propicia à empresa situação mais confortável, podendo sinalizar, portanto, eficiente política
de captação de recursos.
A Magazine Luiza apresenta uma composição do endividamento (CE) de 65,2% em 2019, ou
seja, 65,2% do endividamento da empresa concentram-se no curto prazo. Ou, ainda, de cada
R$100,00 de dívidas totais, R$65,2 estão concentradas no passivo circulante, o que configura elevado
endividamento de curto prazo. Já em 2020, a composição da dívida é de 76,89%, demonstrando
crescimento da concentração do endividamento no curto prazo. Pode-se, então, concluir que, das

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dívidas totais da empresa, 76,89% vencerão dentro dos próximos 12 meses.

==> Imobilização do C apital P róprio

2019 2020
Resultado 65,61% 80,70%

O índice exprime o quanto dos ativos investimentos, imobilizado e intangível da empresa é


financiado pelo seu patrimônio líquido, evidenciando, dessa forma, a maior ou menor dependência de
aporte de recursos de terceiros para manutenção de seus negócios.
Quanto menor o índice, melhor. Isso porque o PL serve essencialmente para a formação do
Ativo Circulante, de maior liquidez, e do Ativo Permanente. Se a empresa gasta mais recursos no AP,
tenderá a buscar capital de terceiros (dívida) para as suas atividades diárias.
A Magazine Luiza apresenta uma imobilização do capital próprio de 65,61% em 2019, o que
indica que a empresa está imobilizando a parte do seu capital, não necessitando complementar tais
investimentos com recursos de terceiros. Já em 2020, ficou em 80,70% o que indica que ainda não há
dependência por capital de terceiros para complementar investimentos.

==> Imobilização de Recursos não Correntes

2019 2020
Resultado 43,51% 54,82%

Este Indicador demonstra qual o percentual de recursos não correntes (PNC e PL) que foi
revertido para aplicação nos ativos investimentos, imobilizado e intangível. Na prática, esse indicador
tem papel fundamental quando o PL se demonstra insuficiente para cobrir aplicações de recursos
efetuadas em investimentos, imobilizado e intangível, o que faz com que a empresa necessite captar
recursos de terceiros em longo prazo para financiar tal aplicação.
A Magazine Luiza demonstra um IRNC de 43,51% em 2019. Como os recursos próprios haviam
sido suficientes para cobrir os investimentos efetuados nos ativos investimentos, imobilizado e
intangível, não houve necessidade de recorrer a capital de terceiros de longo prazo para complementar
tais investimentos. Pelo indicador apresentado, podemos concluir que os recursos próprios são
suficientes para complementar os investimentos efetuados nos ativos investimentos, imobilizados e
intangíveis, não havendo necessidade de envolver recursos de terceiros de curto prazo no
financiamento desse ativo, o que demonstra adequação na alocação de recursos. Em 2020, o índice
apresenta-se em 54,82%, demonstrando a mesma situação identificada em 2019.

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==> Passivos Onerosos Sobre o Ativo

2019 2020
Resultado 4,55% 7,55%

O Passivo Oneroso sobre o Ativo é o conjunto de gastos mensais e obrigatórios , o que envolve
taxas, juros e outras despesas, como empréstimos e financiamentos, que revela a dependência da
empresaporinstituições financeiras.
A Magazine Luiza apresentou um passivo oneroso sobre ativo (Posa) de 4,55% em 2019, o que
significa que 4,55% das aplicações efetuadas no ativo estão sendo financiados por recursos onerosos
de terceiros (empréstimos). Em 2020 apresentou um Posa de 7,55% o que indica que ela aumentou o
percentual de financiamento por recursos de terceiros. Porém também temos que avaliar o custo
incidente sobre o PNC, que se referem a financiamento a longo prazo, onde neste caso há uma brecha
de tempo maior para quitação, o que é vantajoso até certo ponto - especialmente se o passivo
significar um ganho posterior para a empresa no futuro.

Cálculo da lucratividade

Este indicador nos revela o percentual remanescente do faturamento líquido após a dedução
do custo dos produtos vendidos para cobrir as despesas operacionais.
O percentual de Margem Bruta indica a lucratividade sobre o produto comercializado, ou seja, o
que sobre do faturamento líquido para arcar com as despesas operacionais e gerar lucro. Sendo assim,
houve uma queda da margem Bruta em 2020 em relação a 2019, o que demonstra uma redução de
lucratividade sobre o produto e menor parcela de faturamento líquido para absorção das despesas
operacionais, de 27,19% em 2019 para 24,72% em 2020.

==> Margem Operacional

2019 2020
Resultado 6,93% 2,70%

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