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Centro Universitário Leonardo da Vinci
PAPER#
INTRODUÇÃO À PESQUISA#

Anna Sylvanice Carvalho Cerqueira Moreira


Daniele Machado Miranda
Inaja Cristina Lima de Andrade
Rafaela Viviane Lisboa Santos Farias
# Disciplina: Prática Interdisciplinar
Tutor externo: Flágila Marinho da Silva Lima
2020

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A construção de uma efetiva parceria entre a escola e a família requer
necessidades participativas e constantes e que harmonicamente produzam um
envolvimento indissociável de ambas. Conforme Chalita (2001, p. 20), a família tem
a responsabilidade de: “formar o caráter, de educar para os desafios da vida, de
perpetuar valores éticos e morais”. Assim, as funções das instituições escola e
família precisam ser ressignificadas, pois, embora possuam papéis diferentes a
serem desempenhados, tornam-se únicas no processo de formação do sujeito.
Nesse contexto, a escola desponta como uma instituição fundamental para
o indivíduo e sua constituição, assim como para a evolução da sociedade e da
humanidade (DAVIE, 1997). Chalita (2001, p. 120) destaca que: “a responsabilidade
de educar não é apenas da escola, é de toda a sociedade, a começar pela família”.
Assim, mais uma vez, evidencia-se a necessidade de uma maior integração entre a
família e a escola, em que esta última necessita estar preparada para atender as
diferentes realidades e mudanças que a sociedade atravessa.

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Escola e Família: Desafios e Possibilidades

Nesse sentido, a educação se insere como responsabilidade de todos e


não apenas da escola, como podemos perceber no artigo 227 do capítulo VII da
Constituição Federal, que afirma o seguinte:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente,
com absoluta prioridade, o direito à vida, saúde, alimentação, educação, ao lazer,
profissionalização, cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência
familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
A escola é a responsável por organizar e estruturar a parceria com a família,
pois conforme destaca Parolin (2007, p. 14): “sabemos que a família está precisando
da parceria das escolas, que ela sozinha não dá conta da educação e socialização
dos filhos”. A família é a primeira instituição que deve conceder a criança
mecanismos que a instruam em seu caminhar, porém a parceria com a escola é fator
importantíssimo nesse processo, pois o fator construtivo de ensino e reflexão do
ambiente escolar oportuniza a esses jovens seu crescimento pessoal, assim como
desenvolvimento social, ambos necessários em seu progresso como cidadão.
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Fonte: https://www.colegiosoledade.com.br/canal-pais-alunos.php

A imagem representa uma complementação para a formação de um todo, ou seja, um


complementa o outro, há um “encaixe” para que algo seja formado, nesse caso, a
formação do estudante. Diante do exposto é preciso entender a participação da
participação da família na vida escolar dos filhos pode ocorrer de inúmeras
maneiras, e é de suma importância para seu desempenho escolar, pois, quando existe
essa parceria em todo o processo de desenvolvimento educacional, os filhos
estudantes se sentem valorizados por seus pais.
O envolvimento da família no processo educacional da criança promove a melhoria do
ensino aprendizagem, consequentemente, a imagem da escola e o fortalecimento dos
vínculos afetivos. Sabendo-se que não é somente na escola que se aprende, uma
educação de sucesso perpassa pela relação harmoniosa e colaborativa entre escola e
família, como podemos observar na imagem acima escolhida para representar essa
relação, um elemento completa o outro e todos formam o conjunto final, dessa forma,
cada agente tem seu papel no “quebra-cabeça’ do processo de formação de um sujeito.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Diante da reflexão abordada no decorrer do trabalho foi possível perceber que a


família é parte importante no contexto escolar, sendo também responsável pelo
acompanhamento do processo escolar de seu filho, valorizando a escola e
contribuindo com a formação de valores e limites.
O acompanhamento diário da vida escolar dos filhos tem resultados satisfatórios no
dia a dia escolar. Infelizmente o que se constata é que muitos pais por questões
socioeconômicas e culturais não receberam orientação de seus pais no sentido da
importância da família valorizar a escola como socializadora do saber científico e
emancipadora das classes populares, assim, como estes, também não têm o aporte
necessário para a ruptura tão necessária. A história cultural de muitas famílias
revela uma grande ruptura na escolaridade dos pais. A maioria deles trabalha fora,
vive uma instabilidade socioeconômica e as mães que trabalham fora destacam
sobrecarga de trabalho, o que dificulta sua participação efetiva na escolarização
dos filhos.
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Cabe à escola, por sua vez, fazer o chamamento dos pais para a ciência desta
realidade, repassando orientações necessárias. Os pais precisam saber motivar os
filhos e acompanhar o seu desenvolvimento e, quando necessitarem de ajuda, devem
procurar a escola para uma orientação adequada.
É evidente que o envolvimento da família no processo educacional da criança promove
a melhoria do ensino aprendizagem, consequentemente, a imagem da escola e o
fortalecimento dos vínculos afetivos. Sabendo-se que não é somente na escola que se
aprende, uma educação de sucesso perpassa pela relação harmoniosa e colaborativa
entre escola e família.
Vale ressaltar que a construção da relação entre família e escola se faz pelo
diálogo e pelo respeito aos valores que as famílias possuem e que a escola precisa
reconhecer e valorizar, e vice-versa. Família e escola são a garantia de formação
integral do indivíduo, mas, para que isso seja possível, é fundamental haver
parceria, momentos para discussão, análise e comprometimento entre estas duas
instituições imprescindíveis para o sucesso do aluno

REFERÊNCIAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023. Informação e
documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 7. ed.; São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2001.
CHALITA, Gabriel. Educação: A solução está no afeto. São Paulo: Gente, 2001.
CASTRO, Margareth; REGATTIERI, Marilza (Org.). Interação escola-família: subsídios
para práticas escolares. Brasília: UNESCO, MEC, 2010.
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia
científica. São Paulo: Ed. Pearson, 2006.
DAVIES, D.; MARQUES, R. ; SILVA P. Os professores e as famílias: A colaboração
possível. 2. ed. Lisboa: Livros Horizontes, 1997.
FERREIRA, Gonzaga. Redação científica: como entender e escrever com facilidade. São
Paulo: Atlas, v. 5, 2011.
MÜLLER, Antônio José (Org.). et al. Metodologia científica. Indaial: Uniasselvi,
2013.
PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 1997.
PAROLIN, Isabel Cristina Hierro. Pais e Educadores: quem tem tempo de educar? Porto
Alegre: Mediação, 2007.
PEROVANO, Dalton Gean. Manual de metodologia da pesquisa científica. Curitiba: Ed.
Intersaberes, 2016.
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de
aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.

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