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UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA

CAMPUS DE PINHALZINHO
CURSO DE BACHAREL EM DESIGN
COMPONENTE CURRICULAR DE SEMIÓTICA
ALUNO: IDELINO MARQUES NETO

Elementos de Comunicação

Conceito de informação

Nos estudos de teoria da informação costuma-se fazer uma distinção entre


informação e significação.Para ambas serem distinguidas, é necessário deixar
de lado o aspecto do significado e ver a informação como algo ligado à dúvida.
Não interessa à análise informacional saber o que está sendo transmitido em
uma mensagem mas sim, quantas dúvidas ela eliminará, podendo assim
mudar o comportamento de seu receptor.
Ainda que esta não seja uma distinção pacificamente aceita, há uma tendência
no sentido de encarar a Teoria da Informação como um estudo da estruturação
da mensagem formalmente considerada e a Teoria da Comunicação como o
estudo do relacionamento mensagem-fonte-receptor. Em outras palavras: a
Teoria da Informação trata do sistema (conjunto de elementos e suas normas
de combinação) do qual a Comunicação é o processo (sequência de atos
espaço-temporalmente localizados).
A Teoria da Informação, portanto, preocupa-se antes de mais nada com a
elaboração de uma dada mensagem, capaz de promover em seus receptores
uma alteração do comportamento. Essa mensagem tende a ser um grupo
ordenado de elementos de percepção extraídos de um repertório e reunidos
numa determinada estrutura. Sem estrutura não há mensagem ou
informação.Por outro lado, uma estrutura sempre existirá em uma mensagem,
variando apenas o grau de dificuldade em sua identificação ou proposição.
Isso ainda se relaciona ao repertório do emissor comparado ao do receptor
desta mensagem, pois a diferença de repertório afeta diretamente na
audiência da mesma.

Comunicação e Linguagem

Matriz da semiologia

A teoria linguística tem por objetivo a formulação de um modelo de descrição


através do qual o homem informa seus atos, vontades, sentimentos, emoções
e projetos. Essa teoria teve diversas correntes e está ligada a vários campos
como o da arte, da arquitetura, do cinema e do teatro,da psicanálise, da
sociologia e entre outras áreas. os gregos a definiram somente como
"gramática" já na filologia ela teve diversos tipos de uso e estudos.
Mas foi somente com os estudos de Saussure que a linguística pode sair do
pequeno círculo dos estudos das línguas naturais.
Saussure, visualizava uma disciplina que estudaria os signos no meio da vida
social enquadrando-se nos limites traçados pelo positivismo. Sendo assim,
Saussure a nomeou de semiologia, ou ciência geral de todos os sistemas de
signos dos quais estabelece-se a comunicação entre os homens. A semiologia
também se ocuparia do estudo das linguagens e com isso seria o gênero de
que a linguística é a espécie.

Signo, símbolo e sema

Uma mensagem qualquer é composta pelo falante/emissor a partir de uma


seleção promovida num repertório de signos, pode-se dizer que signo é tudo
aquilo que representa outra coisa, segundo Charles Peirce, é algo que está no
lugar de outra coisa.
Segundo Saussure, o signo pode ser analisado em duas partes, o significante
que é toda a parte material do signo e o significado que é o conceito ligado a
essa parte material.Para Saussure a designação signo deve ser entendida
como signo linguístico, este é arbitrário e difere do símbolo que, segundo ele,
nunca é completamente arbitrário.
Ainda neste mesmo campo devemos nos alertar a existência em certos
sistemas teóricos do sema.Etimologicamente, sema e signo designaram uma
mesma coisa, porém, chama-se de sema um signo particular de um sistema
não-lingüístico cujo significado não corresponde exatamente a um signo mas a
um enunciado, isto é, a uma sucessão de signos.

Funções das Linguagens

Significado e valor

A significação de um símbolo nunca deve ser confundida com o significado do


mesmo. O significado é o conceito. A significação é a efetiva união entre um
certo significado e um certo significante.Em uma questão individual a
significação de um símbolo está localizada no tempo e no espaço, enquanto o
significado depende apenas do sistema e, sob este aspecto, está antes e
acima do ato individual.
Uma mensagem pode ser composta por diversos signos os quais têm um
valor uns em relação aos outros (o valor de um signo pode ser determinado
por tudo aquilo que está a sua volta), sendo que cada um é dividido por sua
vez em duas partes que, estas unidas, constituem a significação.
A significação conduz aos fenômenos de denotação e conotação, que
aprofundam ainda mais os estudos sobre os diversos significados que um
símbolo pode ter e/ou passar para um receptor.