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Bases Neurológicas

do Desenvolvimento
Infantil
1. Desenvolvimento Humano 4
Importância do Estudo do Desenvolvimento Humano 5
Fatores que Influenciam o Desenvolvimento Humano 5
Princípios do Desenvolvimento Humano 5
Aspectos do Desenvolvimento Humano 6

2. O Desenvolvimento Cognitivo e Social 9


O Desenvolvimento da Inteligência 9
Conceito Tradicional de Inteligência 11
Inteligência do Ponto de Vista Interacionista 13
Estágios do Desenvolvimento Segundo Piaget 13

3. Inteligência Emocional 17
Teoria das Inteligências Múltiplas 19
O Desenvolvimento do Comportamento Social:
O Processo de Socialização 22

4. Referências Bibliográficas 25

02
03
BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

1. Desenvolvimento Humano

Fonte: Psicursos1

D esenvolvimento humano se es-


tabelece através da interação
do indivíduo com o ambiente físico e
racterizarão um estado de equilíbrio
superior em relação à inteligência, à
vida afetiva e às relações sociais. Al-
social. Caracteriza-se pelo desenvol- gumas estruturas mentais podem
vimento mental e pelo crescimento permanecer ao longo de toda a vida,
orgânico. como, por exemplo: a motivação.
O desenvolvimento mental se Outras estruturas são substi-
constrói continuamente e se consti- tuídas a cada nova fase da vida do in-
tui pelo aparecimento gradativo de divíduo. A obediência da criança é
estruturas mentais. As estruturas substituída pela autonomia moral
mentais são formas de organização do adolescente. A relação da criança
da atividade mental que vão se aper- com os objetos que, se dá primeiro
feiçoando e se solidificando, até o apenas de forma concreta se trans-
momento em que todas elas, estan- forma na capacidade de abstração.
do plenamente desenvolvidas, ca-

1 Retirado em http://www.psicursos.com.br/

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Importância do Estudo do Maturação Neurofisiológica: É


Desenvolvimento Humano o que torna possível determinados
padrões de comportamento. Por
Cada fase do desenvolvimento exemplo, o aluno para ser, adequa-
humano: pré-natal, infância, adoles- damente, alfabetizado deve ter con-
cência, maturidade e senescência; dições de segurar o lápis e manejá-lo
apresentam características que as com habilidade, para tanto, é neces-
identificam e permitem o seu reco- sário um desenvolvimento neuroló-
nhecimento. O seu estudo possibi- gico que uma criança de dois anos
lita uma melhor observação, com- ainda não possui.
preensão e interpretação do com- Meio Ambiente: Conjunto de in-
portamento humano. Distinguindo fluências e estimulações ambientais
como nascem e como se desenvol- que alteram os padrões de compor-
vem as funções psicológicas do ser tamento do indivíduo. Uma criança
humano para subsidiar a organiza- muito estimulada para a fala pode
ção das condições para o seu desen- ter um vocabulário excelente aos 3
volvimento pleno. O desenvolvi- anos e não subir escadas bem por-
mento humano é determinado pela que não vivenciou isso.
interação de vários fatores.
Princípios do Desenvolvimen-
Fatores que Influenciam o De- to Humano
senvolvimento Humano
O ser humano, no seu processo
Hereditariedade: Cada criança ao de desenvolvimento, apesar das di-
nascer herda de seus pais uma carga ferenças individuais, segue algumas
genética que estabelece o seu poten- tendências que são encontradas em
cial de desenvolvimento. Estas po- todas as pessoas. Seis delas serão
tencialidades poderão ou não se de- destacadas:
senvolver de acordo com os estímu- 1. O desenvolvimento humano é
los advindos do meio ambiente. um processo ordenado e contínuo,
Crescimento orgânico: Com o dividido em quatro fases principais:
aumento da altura e estabilização do infância, adolescência, idade adulta
esqueleto, é permitido ao indivíduo e senescência;
comportamentos e um domínio de 2. O desenvolvimento humano se
mundo que antes não eram possí- realiza da cabeça para as extremida-
veis. des; sequência céfalo-caudal: a cri-
ança sustenta primeiro a cabeça,

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

para só então levantar o tronco, sen- Humano


tar e andar; progride do centro para
a periferia do corpo; sequência pró- O desenvolvimento deve ser
ximo distal: a criança movimenta entendido como uma globalidade;
primeiro os braços, para depois mo- mas, em razão de sua riqueza e di-
vimentar as mãos e os dedos; versidade, é abordado, para efeito de
3. O indivíduo tende a responder estudo, a partir de quatro aspectos
sempre de forma mais específica as básicos:
estimulações do meio. Cada vez Aspecto físico-motor: Refere-se
mais vão se especializando os movi- ao crescimento orgânico, à matura-
mentos do corpo para respostas es- ção neurofisiológica, à capacidade
pecíficas. A fala se torna mais abran- de manipulação de objetos e de exer-
gente em relação aos objetos a serem cício do próprio corpo.
designados etc. O desenvolvimento Aspecto intelectual: Incluem os
se dá do geral para o específico; aspectos de desenvolvimento liga-
4. Os órgãos não crescem de ma- dos as capacidades cognitivas do in-
neira uniforme. Enquanto o cérebro, divíduo em todas as suas fases. Co-
por exemplo, desenvolve-se rapida- mo quando, por exemplo, a criança
mente na infância, as outras partes de dois anos puxa um brinquedo de
do corpo seguem ritmos diferencia- baixo dos móveis ou adolescentes
dos, às vezes de forma lenta em ou- planeja seus gastos a partir da me-
tras aceleradamente; sada.
5. Cada indivíduo se desenvolve Aspecto afetivo emocional: É a
de acordo com um ritmo próprio que capacidade do indivíduo de integrar
tende a permanecer constante se- suas experiências. São os sentimen-
gundo seus padrões de hereditarie- tos cotidianos que formam nossa es-
dade, se não for perturbado por in- trutura emocional. Envolvem os as-
fluências externas, como má alimen- pectos relacionados ao convívio em
tação; ou internas, como doenças; sociedade.
6. Todos os aspectos do desen- Aspecto social: é a maneira como
volvimento humano são inter-relaci- o indivíduo reage diante das situa-
onados, não podendo ser avaliados ções que envolvem outras pessoas.
sem levar em conta essas mútuas in- Exemplo: na sala de aula, é fácil ob-
terferências. servar que algumas crianças procu-
ram outras para a realização de suas
tarefas enquanto outras permane-
Aspectos do Desenvolvimento cem sozinhas.

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Todos esses aspectos estão Todas as teorias do desenvol-


presentes de forma concomitante no vimento humano partem deste pres-
desenvolvimento do indivíduo. Uma suposto de indissociabilidade desses
criança com dificuldades auditivas quatro aspectos, mas, podem estu-
poderá apresentar problemas na dar o desenvolvimento global a par-
aprendizagem, repetir o ano letivo, tir da ênfase em um dos aspectos.
se isolar e por esta causa se tornar A psicanálise, por exemplo,
agressiva. Após tratada pode voltar a toma como princípio o aspecto afe-
ter um desenvolvimento normal. tivo- emocional. Piaget, o desenvol-
vimento intelectual.

As Etapas Do Desenvolvimento Humano

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

2. O Desenvolvimento Cognitivo e Social

Fonte: Playandlearn2

O Desenvolvimento da In- Spearman (1863-1945) era um


teligência conhecido proponente do ponto de
vista da capacidade ser única.

S e os muitos psicólogos que pes-


quisam o funcionamento men-
tal fossem solicitados a definir inte-
Concluiu que todas as tarefas
mentais solicitavam duas qualida-
des: inteligência e perícias específi-
ligência, haveria uma grande quan- cas para o item individual. Resolver
tidade de diferenças de opinião. Al- problemas de álgebra, por exemplo,
guns psicólogos comportamentais exige inteligência geral mais um en-
propõem que a inteligência é essen- tendimento de conceitos numéricos.
cialmente uma capacidade geral Spearman supôs que as pessoas es-
única. Outros argumentam que a in- pertas tivessem uma grande dose do
teligência depende de muitas capa- fator geral.
cidades separadas.

2 Retirado em https://playandlearn.ie/

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

L.L. Thurstone (1887-1955), para se adaptar ao ambiente? A inte-


um engenheiro eletricista ameri- ligência deve ser visualizada como
cano que se tornou um eminente fa- uma faculdade inteiramente cogni-
zedor de testes, esposava o ponto de tiva ou deve-se levar em conta a mo-
vista das “capacidades separadas”. tivação? Até que ponto a hereditari-
Alegava que o fator de abrangência edade influencia a inteligência?
geral de Spearman na realidade se Os primitivos psicólogos esta-
constituía em sete habilidades: vam muito mais interessados em in-
1. Somar, subtrair, multiplicar e ventar testes que pudessem diferen-
dividir; ciar entre estudantes embotados e
2. Escrever e falar com facili- rápidos, para que pudessem ser de-
dade; signados para um currículo escolar
3. Compreender ideias em forma apropriado. Por esta razão, as ques-
de palavras; tões teóricas foram facilmente pos-
4. Reter impressões; tas de lado. A inteligência passou a
5. Resolver problemas comple- ser definida operacionalmente em
xos e tirar proveito da experiência termos dos testes destinados a medi-
passada; la. Em outras palavras, o que quer
6. Perceber corretamente relaci- que os testes meçam era chamado de
onamentos de tamanho e espaciais; inteligência. Conceitos práticos co-
7. Identificar objetos rápida e mo estes dominaram a pesquisa psi-
exatamente. cológica sobre a inteligência até bem
recentemente, quando os cientistas
Embora Thurstone conside- comportamentais começaram a ree-
rasse que estas capacidades eram re- xaminar seus pressupostos.
lacionadas até certo ponto, ele enfa- Aqui, distinguimos inteligên-
tizava suas diferenças. Outras con- cia medida e inteligência. Por inteli-
trovérsias sobre a natureza da inteli- gência medida, queremos dizer de-
gência dividem os psicólogos em sempenho em uma situação especí-
campos opostos: A inteligência deve fica de teste, sempre baseada em re-
ser conceituada como uma capaci- alizações: hábitos e habilidades ad-
dade (ou capacidades) para apren- quiridos. Em contraste, definimos
der em situações acadêmicas ou do- inteligência como uma capacidade
minar matérias conceituadas abs- para atividade mental que não pode
tratas ou, mais geralmente, como ser medida diretamente. Assumire-
uma capacidade (ou capacidades) mos o ponto de vista de que a inteli-

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

gência consiste em muitas capacida- Por isso, Galton começou a


des cognitivas separadas, inclusive avaliar tais características, como
as envolvidas em percepção, memó- acuidade visual e auditiva, sentido
ria, pensamento e linguagem. Em- da cor, julgamento visual e tempo de
bora até certo ponto todos os seres reação. Media as atividades moto-
humanos possuam estas capacida- ras, inclusive a “vigor do puxar e do
des, parece haver muita variabili- apertar” e a “força do sopro tam-
dade na eficiência de cada processo. bém”. Em breve, muitos outros psi-
Também fazemos a suposição de cólogos estavam igualmente empe-
que a inteligência se aplica no ajus- nhados em procurar criar testes de
tamento de cada processo. Também capacidades intelectuais. O proble-
fazemos a suposição de que a inteli- ma da mensuração da inteligência
gência se aplica no ajustamento em foi resolvido adequadamente, pela
todas as esferas da vida. Já que as in- primeira vez, pelos psicólogos fran-
vestigações de inteligência se ampa- ceses Binet e Simon.
ram fortemente em testes, é crucial Em 1904, estes psicólogos fo-
compreender como os psicólogos ram encarregados pelo governo
têm medido as capacidades mentais. francês para auxiliarem a resolver o
problema do baixo rendimento esco-
Conceito Tradicional de Inteli- lar, do grande número de reprova-
gência ções nas escolas primárias france-
sas. Binet atribuiu o problema ao
O cientista comportamental
fato das classes serem heterogêneas,
britânico Francis Galton provavel-
isto é, em uma única classe havia
mente foi a primeira pessoa a pensar
alunos bem-dotados e pouco dota-
seriamente em testar a inteligência.
dos intelectualmente. Assim, tor-
Galton estabeleceu um pequeno la-
nava-se a selecionar as crianças pelo
boratório em um museu de Londres,
grau de inteligência, para formar
expressamente para o propósito de
classes homogêneas. Admitiu-se,
medir as capacidades humanas. Ad-
também, que o simples julgamento
mitindo que as pessoas com desvan-
dos professores não seria uma me-
tagens mentais pudessem ter falta
dida muita objetiva porque eles se-
de acuidade sensorial, ele decidiu
riam influenciados pelas suas sim-
que as capacidades intelectuais e
patias, preconceitos, pelos pais das
perceptuais poderiam estar alta-
crianças ou outros fatores.
mente relacionadas. Se assim fosse,
uma poderia proporcionar um ín-
dice da outra.

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Abandonando o problema da em um teste. Compara o desempe-


definição da inteligência, Binet per- nho de uma pessoa com o de outras
guntou- se simplesmente: “O que fa- da mesma idade. Os Q.I. podem ser
zem os sujeitos brilhantes que a mé- calculados de diferentes maneiras.
dia não consegue fazer?” Para res- Terman usou o Q.I. para descrever o
ponder à questão, Binet e Simon de- relacionamento entre o nível mental
senvolveram uma grande variedade e a idade cronológica, tendo rejei-
de tarefas que enfatizavam diferen- tado a medida de Binet, ou seja, a di-
tes aspectos como julgamento, com- ferença entre os dois.
preensão, raciocínio, atenção, me- Na Escala de Inteligência
mória e outros. Uma criança de seis Stanford-Binet, como foi denomi-
anos que conseguisse resolver ape- nada a revisão de Terman, inicial-
nas os testes da idade de quatro anos mente o Q.I. era calculado desta ma-
tinha, portanto, uma idade mental neira: a pessoa que estava sendo tes-
de quatro anos. A criança que resol- tada recebia o crédito de um número
vesse os testes próprios para a sua preciso de meses para cada resposta
idade e também os de idade superior correta. Os pontos eram somados e a
à sua era considerada de inteligência soma recebia o rótulo de idade men-
normal. Este teste foi traduzido para tal (IM). Os valores dos pontos da-
todo o mundo e despertou especial dos para cada tarefa eram escolhidos
atenção nos Estados Unidos da de modo que os escores das idades
América, onde foram feitas várias mentais médias das pessoas fossem
revisões e apareceram outras formas iguais à sua idade cronológica. De-
de testes. A mais famosa é a de Ter- pois, a idade mental era dividida pe-
man. Lewis Terman (1877-1956), la idade cronológica (IC) e o resulta-
um psicólogo americano que traba- do multiplicado por 100. Em outras
lhava na Stanford University, produ- palavras, dizia-se que Q.I. = (MI/IC)
ziu uma versão amplamente aceita x 100. Uma criança de dez anos de
do teste de Binet para americanos idade que conseguisse um escore de
em 1916 e foi quem primeiro se uti- idade mental de Onze obtinha um
lizou do conceito de “quociente inte- Q.I. de 110 (11/10 x 100 = 110). O Q.I.
lectual” (QI), atribuído ao psicólogo refletia a suposição de que uma ida-
alemão Willian Stern, como um in- de mental um ano abaixo da idade
dicador de inteligência. cronológica da pessoa mostra uma
O Q.I. é um índice numérico desvantagem maior aos cinco anos
que descreve o desempenho relativo de idade do que aos quinze. Hoje, os

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Q.I. Stanford-Binet são calculados Inteligência do Ponto de Vista


de modo ligeiramente diferente. No- Interacionista
ta: Não cometa engano de equacio-
nar Q.I. e inteligência. A teoria do conhecimento de-
Inteligência, como a defini- senvolvida por Jean Piaget, não teve
mos, é uma capacidade global para como princípio a intenção pedagó-
atividades mentais. Q.I. é um nú- gica. Porém ofereceu aos educadores
mero que diz como uma pessoa se importantes princípios para orien-
desempenhou em um determinado tar sua prática ao mostrar a forma
teste em comparação com outras na como o indivíduo estabelece desde
mesma faixa etária. As ideias de Bi- nascimento uma relação de intera-
net a respeito de testar a inteligência ção com o meio. Relação esta - com
foram geralmente adotadas no mun- o mundo físico e social - que promo-
do inteiro porque seu modelo “fun- ve seu desenvolvimento cognitivo.
cionava” em um sentido prático.
Permitia aos psicólogos designar à Estágios do Desenvolvimento
inteligência um número que parecia Segundo Piaget
razoável. E o número podia ser facil-
mente calculado por um estranho Piaget acredita que existem,
absoluto depois de interagir com o no desenvolvimento humano, dife-
sujeito durante uma idade aproxi- rentes momentos: um pensamento,
madamente. Alguns cientistas com- uma maneira de calcular, certa con-
portamentais tentaram aperfeiçoar clusão, podem parecer absoluta-
a escala de Binet. Outros construí- mente corretos em um deter-
ram novos testes seguindo linhas se- minado período de desenvolvimento
melhantes às de Binet. A fim de pou- e absurdos em outro.
parem tempo e dinheiro, os psicólo- Para Piaget, a forma de racio-
gos desenvolveram instrumentos cinar e de aprender da criança passa
que podiam ser ministrados a gru- por estágios. Por volta dos dois anos,
pos de indivíduos. Foram criados ela evolui do estágio sensório motor,
testes para categorias especiais de em que a ação envolve os órgãos sen-
pessoas, inclusive bebês, adolescen- soriais e os reflexos neurológicos bá-
tes, adultos, cegos e mudos. Atual- sicos - com sugar o seio materno - e
mente há quase uma centena de tes- o pensamento se dá somente sobre
tes de inteligência usados pelos edu- as coisas presentes na ação que de-
cadores. senvolve, para o pré-operatório.

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Nessa etapa, a crianças e torna capaz as possibilidades já construídas,


de fazer uma coisa e imaginar outra. através da acomodação, mas tam-
Ela faz isso, por exemplo, quando bém sirvam de ponto de partida para
brinca de boneca e representa situa- novas construções. Para Lev Vygo-
ções vividas em dias anteriores. tsky, o indivíduo não nasce pronto
Outra progressão acontece por nem é cópia do ambiente externo.
volta dos sete anos, quando ela passa Em sua evolução intelectual há uma
para o estágio operatório concreto. interação constante ininterrupta en-
Ela consegue refletir sobre o inverso tre processos internos e influências
das coisas e dos fenômenos e, para do mundo social. Vygotsky em um
concluir um raciocínio, leva em con- posicionamento que se contrapunha
sideração às relações entre os obje- ao pensamento inatista, segundo a
tos. Percebe que 3-1=2 porque sabe qual as pessoas já nascem com ca-
que 2+1=3. Finalmente, por volta racterísticas, como inteligência e es-
dos doze anos, chega ao estágio ope- tados emocionais, pré-determina-
ratório formal. É quando o adoles- dos. Da mesma forma, enfrentou o
cente começa a desenvolver ideias empirismo, corrente que defende
completamente abstratas, sem ne- que as pessoas nascem como uma
cessitar da relação direta com a ex- folha de papel em branco e que são
periência concreta. Ele compreende formadas de acordo com as experi-
conceitos como: amor, democracia, ências às quais são submetidas.
liberdade, etc. Vygotsky, no entanto, entende
O conhecimento e o desenvol- que o desenvolvimento do conheci-
vimento da inteligência seriam mento é fruto de uma grande in-
construídos na experiência, a partir fluência das experiências do indiví-
da ação do sujeito sobre a realidade. duo. Mas que cada um proporciona
Não sendo imposto de fora para um significado particular a essas vi-
dentro, por pressão do meio. Mas, vências. A apreensão do mundo se-
alcançadas pelo indivíduo ao longo ria obra do próprio indivíduo. Para
do processo de desenvolvimento, ele, desenvolvimento e aprendizado
processo este entendido como su- estão intimamente ligados: nós só
cessão de estágios que se diferen- nos desenvolvemos se e quando
ciam um dos outros, por mudanças aprendemos. Além disso, o desen-
qualitativas. Mudanças que permi- volvimento não dependeria apenas
tam, não só a assimilação de objetos da maturação, como acreditavam os
do conhecimento compatíveis com inatistas. Apesar de ter condições

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

maturacionais para falar, uma cri- Dessa forma, o que é zona de


ança só falará se participar ao longo desenvolvimento proximal hoje se
de sua vida do processo cultural de torna nível de desenvolvimento real
um grupo, se tiver contato com uma amanhã. O bom ensino, portanto, é
comunidade de falantes. o que incide na zona proximal. Pois,
ensinar o que a criança já sabe é
pouco desafiador e ir além do que ela
pode aprender é ineficaz. O ideal é
partir do que ela domina para am-
pliar seu conhecimento.
O professor, de posse desses
conceitos pode proporcionar aos
alunos, com o aperfeiçoamento de
sua prática através da teoria, de con-
teúdos pedagógicos proporcionais à
sua capacidade. Democratizando as
relações de aprendizagem, a partir
das características de desenvolvi-
mento de conhecimento de cada alu-
A ideia de um maior desenvol- no, para formar sujeitos autônomos.
vimento quanto maior for o aprendi-
zado suscitou erros de interpreta-
ção. Várias escolas passaram a en-
tender o ensino como uma transmis-
são incessante de conteúdos enciclo-
pédicos. Imaginando que assim os
alunos se desenvolveriam mais. No
entanto, para serem assimiladas as
informações têm de fazer sentido.
Isso acontece quando elas incidem
no que Vygotsky chamou de Zona de
desenvolvimento proximal, a distân-
cia entre aquilo que a criança sabe
fazer sozinha - o desenvolvimento
real - e o que é capaz de realizar com
a ajuda de alguém mais experiente -
o desenvolvimento potencial.

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

3. Inteligência Emocional

Fonte: Consumidor Moderno3

D aniel Golemam, psicólogo PhD


de Harvard, é o autor de Inteli-
gência Emocional. Afirma que te-
Quem não entende sentimentos está
à mercê deles. Quem entende pilota
melhor sua vida. Faz opções acerta-
mos dois tipos de inteligências dis- das sobre com quem casar ou que
tintas. A tradicional que pode ser emprego aceitar.
medida através de testes de QI e a Administração das emoções:
inteligência emocional QE. Afirma habilidade de controlar impulsos,
que o sucesso se dá: 20% devido ao dispersar a ansiedade ou direcionar
QI e 80 % dividem ao QE. a raiva à pessoa certa, na medida
Autoconhecimento: capacidade certa e na hora certa.
de reconhecer os próprios sentimen- Automotivação: habilidade de
tos usando-os para tomar decisões persistir e se manter otimista mes-
que resultem em satisfação pessoal. mo diante de problemas.

3 Retirado em https://www.consumidormoderno.com.br/

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Empatia: habilidade de se colocar mais de 150 pessoas foi pedido que


no lugar do outro, de entender o ou- apontassem os colegas mais produ-
tro e de perceber sentimentos não tivos e mais eficientes. Não foram
verbalizados num grupo. apontados os de QI mais altos e sim
Arte do Relacionamento: capa- os que sabiam conviver com os de-
cidade de lidar com as reações emo- mais, que estavam sempre motiva-
cionais dos outros, interagindo com dos, otimistas e pareciam confiáveis.
tato. A capacidade de criar relações de
Ainda não existem testes cien- companheirismo falou mais alto.
tíficos capazes de mensurar o QE. O Na Metropolitam Life, uma
QI, medido em testes há quase um das maiores seguradoras america-
século, pode avaliar a capacidade ló- nas, o psicólogo Martim Seligman,
gica e a de raciocínio, mas não dá da Universidade da Pensilvánia,
conta de mensurar as demais vari- aplicou teste sobre otimismo em
antes que podem fazer a diferença 15000 candidatos ao cargo de ven-
numa carreira ou num casamento. dedor (além dos testes tradicionais
QI pode lhe dar um emprego X aplicados pela empresa). Os resulta-
QE garantirá promoções. É a habili- dos apontaram que os otimistas ven-
dade de perceber sentimentos ocul- deram 37 % mais apólices nos dois
tos e falar o que um grupo quer ou- primeiros anos de trabalho do que
vir, que fazem de uma pessoa um lí- os pessimistas. Os pessimistas pedi-
der e garantem que alguém seja re- ram demissão o dobro que os otimis-
conhecido e promovido. tas.
Na hora de contratar leva-se QE não é hereditário. Apren-
em conta a sensibilidade, equilíbrio de-se a lidar com as emoções no de-
emocional, flexibilidade de lidar correr da vida. Emoções fortes como
com pessoas diferentes. raiva ou ansiedade criam um blo-
O executivo do futuro terá de queio na região frontal do cérebro
basear seu trabalho em equipes e se responsável pelo raciocínio.
impor pela competência, não pela Se você quer fechar um negó-
força. É necessário saber guiar. O lí- cio, precisa tentar sempre ver o lado
der moderno é cada vez mais orien- humano da pessoa que está à sua
tado pelo consenso e pelo entendi- frente ouvindo mais do que falando.
mento. Em uma divisão de enge- As decisões nunca são totalmente
nheiros eletrônicos, numa equipe de técnicas.

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Teoria das Inteligências Múlti- capacidades. Para ele “inteligência é


plas a capacidade de resolver problemas
ou elaborar produtos valorizados em
A Teoria das Inteligências um ambiente cultural ou comunitá-
Múltiplas foi elaborada a partir dos rio”. Identificou oito tipos de inteli-
anos 80 por pesquisadores da uni- gência, mas não considera esse nú-
versidade norte americana de Har- mero definitivo.
vard, liderados pelo psicólogo Ho- Lógico-Matemática: Habilidade
ward Gardner. Acompanhando o de- para o raciocínio dedutivo, para a
sempenho de pessoas que haviam compreensão de cadeia de raciocí-
sido alunos fracos, Gardner se sur- nios, além da capacidade para solu-
preendeu com o sucesso obtido por cionar problemas envolvendo nú-
vários deles. O pesquisador passou meros e demais elementos matemá-
então a questionar a avaliação esco- ticos. É associada diretamente ao
lar, cujos critérios não incluem a pensamento científico e, portanto, à
análise de capacidades que são im- ideia tradicional de inteligência.
portantes na vida das pessoas. Con-
cluiu que as formas convencionais
de avaliação apenas traduzem a con-
cepção de inteligência vigente na es-
cola, limitada à valorização da com-
petência lógico-matemática e da lin-
guística.
A Teoria das Inteligências
Múltiplas sustenta que cada indiví-
duo possui diversos tipos de inteli-
Fonte: https://exame.com/
gência, o que chamamos em lingua-
gem comum de dom, competência
Os componentes centrais des-
ou habilidade.
ta inteligência são descritos por Gar-
Gardner demonstrou que as
dner como uma sensibilidade para
demais faculdades também são pro-
padrões, ordem e sistematização. É
duto de processos mentais e não há
a habilidade para explorar relações,
motivos para diferenciá-las. Assim,
categorias e padrões, através da ma-
segundo “uma visão pluralista da
nipulação de objetos ou símbolos, e
mente”, ampliou o conceito de inte-
para experimentar de forma contro-
ligência única para o de um feixe de

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

lada; é a habilidade para lidar com maior intensidade pelos poetas. Em


séries de raciocínios, para reconhe- crianças, esta habilidade se mani-
cer problemas e resolvê-los. É a inte- festa através da capacidade para
ligência característica de matemáti- contar histórias originais ou para re-
cos e cientistas Gardner, porém, ex- latar, com precisão, experiências vi-
plica que, embora o talento cienti- vidas.
fico e o talento matemático possam Musical: Capacidade de produzir e
estar presentes num mesmo indiví- apreciar ritmo, tom e timbre; apreci-
duo, os motivos que movem as ações ação das formas de expressividade
dos cientistas e dos matemáticos musical. Permite a organização de
não são os mesmos. sons de maneira criativa, a partir da
Enquanto os matemáticos de- discriminação dos elementos musi-
sejam criar um mundo abstrato con- cais. Normalmente não precisam de
sistente, os cientistas pretendem ex- aprendizado formal para exercê-la.
plicar a natureza. A criança com es- Esta inteligência se manifesta atra-
pecial aptidão nesta inteligência de- vés de uma habilidade para apreciar,
monstra facilidade para contar e fa- compor ou reproduzir uma peça mu-
zer cálculos matemáticos e para sical. Inclui discriminação de sons,
criar notações práticas de seu racio- habilidade para perceber temas mu-
cínio. sicais, sensibilidade para ritmos,
Linguística: Habilidade para lidar texturas e timbre, e habilidade para
criativamente com palavras nos di- produzir e/ou reproduzir música. A
ferentes níveis de linguagem, tanto criança pequena com habilidade
na forma oral como na escrita. Sen- musical especial percebe desde cedo
sibilidade aos sons, estrutura e sig- diferentes sons no seu ambiente e,
nificados e funções das palavras e da frequentemente, canta para si
linguagem. Os componentes cen- mesma.
trais da inteligência linguística são Espacial: Capacidade de formar
uma sensibilidade para os sons, rit- um modelo mental preciso de uma
mos e significados das palavras, situação espacial e utilizar esse mo-
além de uma especial percepção das delo para orientar-se entre objetos
diferentes funções da linguagem. É a ou transformar as características de
habilidade para usar a linguagem um determinado espaço. Percepção
para convencer, agradar, estimular com exatidão do mundo viso espa-
ou transmitir ideias. Gardner indica cial e de realizar transformações nas
que é a habilidade exibida na sua próprias percepções espaciais. Espe-

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cialmente desenvolvida em arquite- atlética ou uma coordenação fina


tos, navegadores, pilotos, cirurgiões, apurada.
engenheiros e escultores. Gardner Interpessoal: Capacidade de dis-
descreve a inteligência espacial cernir e responder adequadamente
como a capacidade para perceber o aos estados de humor, temperamen-
mundo visual e espacial de forma tos, motivações e desejos de outra
precisa. É a habilidade para manipu- pessoa. Capacidade de dar-se bem
lar formas ou objetos mentalmente com as outras pessoas, compreen-
e, a partir das percepções iniciais, dendo e percebendo suas motiva-
criar tensão, equilíbrio e composi- ções ou inibições e sabendo como sa-
ção, numa representação visual ou tisfazer suas expectativas emocio-
espacial. É a inteligência dos artistas nais. Esta inteligência pode ser des-
plásticos, dos engenheiros e dos ar- crita como uma habilidade pare en-
quitetos. Em crianças pequenas, o tender e responder adequadamente
potencial especial nessa inteligência a humores, temperamentos motiva-
é percebido através da habilidade ções e desejos de outras pessoas. Ela
para quebra-cabeças e outros jogos é mais bem apreciada na observação
espaciais e a atenção a detalhes visu- de psicoterapeutas, professores, po-
ais. líticos e vendedores bem-sucedidos.
Corporal-Cinestésica: Capacida- Na sua forma mais primitiva, a inte-
de de controlar os movimentos do ligência interpessoal se manifesta
próprio corpo e de manipular obje- em crianças pequenas como a habi-
tos habilmente. Esta inteligência se lidade para distinguir pessoas, e na
refere à habilidade para resolver sua forma mais avançada, como a
problemas ou criar produtos através habilidade para perceber intenções e
do uso de parte ou de todo o corpo. desejos de outras pessoas e para re-
São a habilidade para usar a coorde- agir apropriadamente a partir dessa
nação grossa ou fina em esportes, percepção. Crianças especialmente
artes cênicas ou plásticas no con- dotadas demonstram muito cedo
trole dos movimentos do corpo e na uma habilidade para liderar outras
manipulação de objetos com des- crianças, uma vez que são extrema-
treza. A criança especialmente do- mente sensíveis às necessidades e
tada na inteligência cenestésica se sentimentos de outros.
move com graça e expressão a partir Intrapessoal: Acesso à própria
de estímulos musicais ou verbais de- vida de sentimento e capacidade de
monstra uma grande habilidade discriminar as próprias emoções;

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conhecimento das forças e fraquezas reais ou mentais. Segundo Gardner


pessoais. Competência para conhe- “Sempre envolvemos mais de uma
cer-se e estar bem consigo mesma, habilidade na solução de problemas,
administrando seus sentimentos e embora existam predominâncias”.
emoções a favor de seus projetos. As inteligências se integram. Exce-
Esta inteligência é o correlativo in- tuados os casos de lesões, todos nas-
terno da inteligência interpessoal, cem com o potencial das várias inte-
isto é, a habilidade para ter acesso ligências. A partir das relações com
aos próprios sentimentos, sonhos e o ambiente, incluindo os estímulos
ideias, para discriminá-los e lançar culturais, desenvolvemos mais algu-
mão deles na solução de problemas mas e deixamos de aprimorar ou-
pessoais. É o reconhecimento de ha- tras.
bilidades, necessidades, desejos e
inteligências próprias, a capacidade O Desenvolvimento do Com-
para formular uma imagem precisa portamento Social: O Processo
de si própria e a habilidade para usar de Socialização
essa imagem para funcionar de
forma efetiva. Como esta inteligên- O ser humano é um ser gregá-
cia é a mais pessoal de todas, ela só rio, não vive isolado. Ao contrário,
é observável através dos sistemas ele participa de vários grupos entre
simbólicos das outras inteligências, os quais está a família, onde se de-
ou seja, através de manifestações senvolve a socialização primária os
linguísticas, musicais ou cenestési- companheiros, a escola, a comuni-
cas. dade religiosa etc.
Naturalista: Perícia em distinguir
entre membros de uma espécie, em
reconhecer a existência de outras es-
pécies próximas e mapear as rela-
ções, formalmente ou informalmen-
te, entre várias espécies. Kátia Smo-
le, em sua dissertação de mestrado
sobre o tema, amplia a proposta de-
fendendo a classificação da habili-
dade de desenhar como outra inteli-
gência. Fonte: http://www.cbvweb.com.br/
Pictórica: Faculdade de reprodu-
zir, pelo desenho, objetos e situações

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BASES NEUROLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Com os quais desenvolve a so- brincar da mesma forma como fa-


cialização secundária. Em cada zem seus irmãos mais velhos. Isso
grupo ele deve desempenhar um pa- mostra que os elementos da família
pel, ou seja, um modo estruturado se transformaram em modelos cuja
de comportar-se em um grupo. Rea- conduta pode ser imitada.
lizando aquilo que se espera que um
indivíduo faça quando ocupa uma
posição no grupo.
Assim, existe um padrão de
comportamento para o aluno, para o
professor, para o noivo, para o pai
etc. Além disso, existem padrões de
comportamento que são considera-
dos adequados para as diferentes
idades e gêneros. O papel de profes-
sor, tradicionalmente aceito, inclui
explicar, fornecer informações, diri-
gir uma discussão, questionar, ava-
liar, aconselhar etc. O papel de mãe
inclui o cuidado com a casa e com a
alimentação da família, a criação, a
proteção e a orientação das crianças.
Do pai espera-se que oriente os fi-
lhos, trabalhe e forneça o sustento
para todos. Da criança exige-se
afeto, obediência e respeito a seus
pais e irmãos.
Ao mesmo tempo em que uma
criança desempenha o seu papel,
aprende os papéis de seu pai, de sua
mãe e dos demais familiares. Uma
criança, depois de fazer uma coisa
errada, pode chamar a si mesma de
“feia”, exatamente como ela acha
que faria sua mãe. Pode imitar os
movimentos de seu pai ao dirigir o
automóvel da família. Pode, ainda,

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