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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ELETRICIDADE APLICADA

JHONATAN DOS SANTOS RIBEIRO FERREIRA (2019109856)

RAQUEL DA CRUZ SARCINELLI DOS SANTOS (2016202056)

EXPERIMENTO N° 1 - EQUIPAMENTOS, RESISTORES E LEI DE


OHM

VITÓRIA

2021
1. INTRODUÇÃO

Tales de Mileto, ao esfregar âmbar em um pedaço de pele de carneiro,


proporcionou ao mundo um novo jeito de se enxergar a realidade, com a descoberta
da eletricidade. Com esse marco histórico, tivemos o advento de vários equipamentos
elétricos, que se tornaram rotineiros do cotidiano do mundo moderno, sendo assim
necessário o incentivo à pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias, para
amenizar seus custos e tornar-se cada uma das suas peculiaridades.

No Brasil, o consumo elétrico tem se intensificado ainda mais no ambiente


residencial, processo natural tendo em vista a “quarentena” forçada pelo COVID-19,
onde segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo elétrico
teve um aumento de 5,3% nas regiões residenciais. Sendo assim, é de suma
importância o estudo da eletricidade, para minimizar perdas e aumentar a eficiência
dessa tecnologia. Para tal, temos a ajuda de modelos matemáticos, cujo
comportamento se espelha ao da vida real, tornando assim mais fácil a elaboração
de circuitos elétricos para analisar o comportamento das peculiaridades atreladas à
eletricidade. Esses circuitos elétricos, nada mais são do que uma matriz de pontos,
também conhecida como protoboard, onde podemos analisar os efeitos dos
diferentes componentes elétricos numa simulação, tanto em formato digital através
de programas adequados ou em laboratórios especializados na área.

Fundamentalmente no sistema elétrico temos a carga elétrica, que dão origem


a tensão quando separadas e existe uma corrente elétrica seguindo o fluxo do
movimento. A parte responsável por transformar a energia não elétrica em elétrica é
a fonte, sendo denominada de fonte ideal se mantiver uma corrente constante em
seus terminais. A parte responsável por medir a tensão ou corrente no circuito elétrico
é o multímetro, ele também pode medir outras grandezas relacionadas, além das já
citadas.

As cargas se movimentam no circuito através de algum meio material, e cada


material emprega uma determinada dificuldade das cargas se movimentarem, isso
com base na sua composição natural de cada material. A isso dá-se o nome de
resistência elétrica, sendo simulada com a ajuda de um resistor, que simula tal
resistência. A relação da tensão(v), resistência(R) e corrente(i) é encontrada através
da Lei de Ohm, onde v = iR, ou seja, tomando como constante a tensão(v) podemos
dizer que quanto maior a resistência(R) menor a corrente(i), é vice-versa.

2. OBJETIVOS

Os objetivos do presente relatório são:


1. Utilizar a fonte de tensão para alimentar os circuitos elétricos;
2. Realizar medições de grandezas elétricas com o multímetro;
3. Utilizar o código de cores para determinar a resistência e a tolerância
de diversos resistores;
4. Diversos resistores;
5. Verificar experimentalmente a Lei de Ohm.

3. METODOLOGIA

Para a montagem dos circuitos abaixo (Figura 1-a e 1-b) foi utilizado o
Tinkercard que é um programa de modelagem tridimensional online gratuito que roda
em um navegador web.

Figura 1 (a) - Circuito resistivo para Figura 1 (b) - Circuito resistivo para
levantamento da curva Vx x Ix dos levantamento da curva Vx x Ix dos
resistores. resistores.

Após a montagem dos circuitos, foram utilizados os valores de resistência


560Ω, 1k8Ω, 4k7Ω e 15kΩ e variando o valor da fonte de tensão (Vt) para 3V, 4V, 5V,
7.5V, 10V e 12V para observar e anotar os valores de tensão e corrente medidos.
Além disso, também foi registrado o código de cores para cada resistência.
Após obtidos os resultados de tensão (Vx) e corrente (Ix) de cada resistor, com
auxílio do editor de planilhas Microsoft Excel foram plotados gráficos da tensão versus
a corrente. Com esses gráficos, foi possível calcular a resistência de cada resistor
calculando a inclinação da curva.
4. RESULTADOS OBTIDOS

Utilizando o programa TinkerCard foram montados os seguintes circuitos


(Figura 2 e 3).
Figura 2 – Circuito A montado no Tinkercard.

Figura 3 – Circuito B montado no Tinkercard.


Com o auxílio do TinkerCard também foram registrados os códigos de cores
para cada resistência nominal dada e a resistência medida (Tabela 1) e calculado a
corrente para diversas fontes de tensão (Tabela 2).

Tabela 1 – Registro do código de cores para cada resistência medidos nos circuitos
A e B.
Resistência 560 1k8 4k7 15k
nominal (Ω)
Código de cores Verde, azul, Marrom, cinza e Amarelo, violeta, Marrom, verde e
marrom ( 5, 6, 1) vermelho (1, 8, 2) vermelho (4, 7, 2) laranja (1, 5, 3)
Resistência 560 1800 4700 15000
medida (Ω)

Tabela 2 – Valores de tensão e corrente medidos no circuito A e B.


Resistência 560 Ω 1k8 Ω 4k7 Ω 15 kΩ

Fonte de tensão (Vt) V I V I V I V I

3V 3V 5,36 3V 1,67 3V 638 µA 3V 200 µA


mA mA
4V 4V 7,14 4V 2,22 4V 851 µA 4V 267 µA
mA mA
5V 5V 8,93 5V 2,78 5V 1,06 5V 333 µA
mA mA mA
7,5 V 7,5 V 13,4 7,5 V 4,17 7,5 V 1,60 7,5 V 500 µA
mA mA mA
10 V 10 V 17,9 10 V 5,56 10 V 2,13 10 V 667 µA
mA mA mA
12 V 12 V 21,4 12 V 6,67 12 V 2,55 12 V 800 µA
mA mA mA
Com auxílio do software Excel e os dados da tabela 2 foram esboçados os
gráficos de Tensão (Vx) versus Corrente (Ix) para cada resistor (Gráficos 1 a 4).

Gráfico 1- Tensão x Corrente para o resistor de 560Ω.

Tensão x Corrente - 560Ω


14

12

10
Tensão (V)

0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025
Corrente (A)

Gráfico 2- Tensão x Corrente para o resistor de 1k8Ω.

Tensão x Corrente - 1k8Ω


14

12

10
Tensão (V)

0
0 0,001 0,002 0,003 0,004 0,005 0,006 0,007 0,008
Corrente (A)
Gráfico 3- Tensão x Corrente para o resistor de 4k7Ω.

Tensão x Corrente - 4k7Ω


14

12

10
Tensão (V)

0
0 0,0005 0,001 0,0015 0,002 0,0025 0,003
Corrente (A)

Gráfico 4- Tensão x Corrente para o resistor de 15kΩ.

Tensão x Corrente - 15kΩ


14

12

10
Tensão (V)

0
0 0,0002 0,0004 0,0006 0,0008 0,001
Corrente (A)
Além disso foi esboçado o gráfico de Tensão x Corrente para todos os
resistores com o objetivo de comparação (Gráfico 5).

Gráfico 5 - Comparação de Tensão x Corrente para todos os resistores.

Tensão x Corrente
14

12

10
Tensão (V)

8 560 Ohm

6 1800 Ohm
4700 Ohm
4
15000 Ohm
2

0
0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025
Corrente (A)

Calculando a inclinação de cada curva (Gráficos 1 a 4) foi possível obter as


resistências. Os valores obtidos para cada curva foram expressos na tabela abaixo
(Tabela 3).
Tabela 3 – Valor de resistência obtida para cada curva.
Curva Resistência (Ω) Erro (%)
Gráfico 1 560,06 0,0107
Gráfico 2 1798,88 0,0623
Gráfico 3 4699,16 0,0179
Gráfico 4 14997,51 0,0166
5. DISCUSSÕES E CONCLUSÃO

Os valores de resistência encontrados na Tabela 5 não concordam com os


valores encontrados na Tabela 1. Isso se dá, pelo fato de a resistência ser a inclinação
da reta no gráfico da tensão x corrente, ou seja, o valor obtido no cálculo da derivada
é baseado na ideia de que a corrente tem exatamente os valores usados para
preencher a Tabela 1, mas o tinkercad fornece apenas um valor aproximado, visto
que não apresenta mais de duas casas decimais após a vírgula. Sendo assim, é
correto afirmar que os valores obtidos no Tinkercad, possuem um erro, mas não
alteram mais do que 0,07% o valor real da resistência.
Como esperado pela lei de Ohm, a relação entre tensão e corrente é constante.
Ademais, pode-se observar que a curva referente ao resistor de 15 000 Ω é mais
inclinada do que a curva do resistor de 560 Ω, o que nos mostra que quanto maior a
resistência, menor o valor de corrente passando no resistor (ou seja, mais difícil das
cargas fluírem de um lado para o outro).

6. REFERÊNCIAS

Consumo de energia no âmbito residencial sendo a EPE. Disponível em:


<https://www.epe.gov.br/pt/imprensa/noticias/resenha-mensal-o-consumo-de-
eletricidade-no-brasil-em-janeiro-de-2021-apresentou-avanco-de-2-9-em-relacao-ao-
mesmo-mes-de-2020>. Acesso em: 8 de julho de 2021.

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