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FACULDADES INTEGRADAS DO EXTREMO SUL DA BAHIA

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA GERENCIAL.

SIRLEY NERIS SANTOS


Rua Antonio Osório, 07 centro. Porto Seguro – BA
73/ 3288 – 5765
Email – sirley_neris@hotmail.com
8° período de Ciências Contábeis.

YDINARA FERREIRA LIMA BAIÃO


Rua Índia, 40 Dinah Borges. Eunápolis – BA
73/ 3262 - 0228
Email – ydinara@yahoo.com.br
8° período de Ciências Contábeis.
RESUMO

Diariamente, devido a grande concorrência e as mudanças que ocorrem na


economia, faz-se necessário que as empresas de pequeno e médio porte
tenham uma idéia exata de quanto está gerando de lucro a curto e médio
prazo, e quanto ela disponibiliza de recursos para arcar com seus
compromissos.
A gerencia de uma organização depende de informações cruciais para tomada
de decisões, para isso a ferramenta básica e precisa é a DFC que traz a
natureza do ciclo operacional com mais rapidez e eficiência.
Para Micro e Pequenas Empresa, o Fluxo de Caixa evidencia os fatos
necessários para analisar mês a mês o controle das despesas e se sofreram
alterações e posteriormente fazer um comparativo de um mês com outro, para
melhor analisar se sua meta estão sendo cumpridas . Alem disso a intenção é
controlar os ingressos e desembolso de caixa para um determinado período,
onde é fundamental que se tenha um planejamento financeiro para não
necessitar de desembolsos desnecessários.
FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA GERENCIAL.

Tendo a contabilidade como ferramenta primordial nas operações de


uma entidade, os gestores estão submetidos a usá-la para que estejam
preparados para o mercado competitivo. Diante desta evolução das
demonstrações contábeis que auxilia os gestores para que desenvolva um bom
trabalho diante das empresas as quais coordenam.
As informações vindas da contabilidade são necessárias para entidade
reconhecer o seu patrimônio, tendo em mãos ferramentas úteis para a tomada
de decisões e montar estratégias para gerenciá-la. Informações estas que
devem conter clareza e transparência, para que evidencie confianças nas
decisões. A Demonstração do Fluxo de Caixa de uma empresa traz bastantes
informações para tomada de decisão, e é essa demonstração que leva o gestor
formar decisões fixas e cabíveis dentro de sua empresa para assim maximizar
seu lucro, e como a DFC pode auxiliar o gestor na tomada de decisão?
A DFC trata de um instrumento gerencial que proporciona as
informações pertinentes a todas as movimentações financeiras de uma
empresa, e é composto de dados extraídos do dia a dia da empresa como
contas a pagar, contas a receber, vendas e despesas.
O auxilio que esta ferramenta traz ao administrador da empresa prevê o
que ocorrerá com as finanças da empresa em um determinado período e
devido o seu fácil entendimento a DFC é de extrema importância para a
administração, dando equilíbrio e precisão nas decisões.
Há na contabilidade vários tipos de demonstrações contábeis que
podem auxiliar o gestor, dentre elas o Balanço Patrimonial, que se destina a
evidenciar fatos quantitativos e qualitativos de uma empresa, dando posição do
seu patrimônio financeiro, de certo período. Porem a DFC evidencia fatos que
ocorrem diariamente, com detalhes que podem ser observados de perto pelos
colaboradores, dando ênfase nas tomadas de decisões repentinas.
Segundo Lourivaldo Lopes da Silva, o objetivo do Fluxo de Caixa é a
projeção das entradas e saídas de recursos financeiros com intuito de melhor
planejar e controlar os ingressos e desembolsos de caixa para um determinado
período. Por intermédio de um melhor planejamento financeiro, diante disso as
empresas poderão saldar as obrigações na data do vencimento, sem
desembolso desnecessário.
Iudícibius e Marion afirmam que a Demonstração de Fluxo de Caixa
“demonstra a origem e a aplicação de todo dinheiro que transitou pelo caixa em
um determinado período e o resultado desse fluxo”, a vista que esse resultado
corresponde ao caixa, às disponibilidades imediatas da empresa.

A DFC se subdivide em dois Métodos, o método Direto e o Método


Indireto.
O método direto demonstra toda movimentação de recebimentos e
pagamentos de um período, é o retrato das entradas e saídas de recursos no
caixa ou banco, estando inclusas as atividades operacionais, investimento e
financiamento como clientes, fornecedores, pagamentos e outras despesas
onde resulta no saldo final liquido de caixa sendo ele equivalente a um certo
período.
Já o método indireto parte do lucro liquido da DRE, sendo confrontados
pelas despesas e receitas que não afetam o caixa, obedecendo ao regime da
competência, onde independe do seu recebimento ou pagamento deve ser
registrado no ato de sua ocorrência como a depreciação e exaustão.
Segundo as normas aplicadas pela a FASB no enfoque da DFC que
incluem a estrutura das Atividades Operacionais, que são relacionadas com a
parte funcional da empresa, que envolve produção e vendas, onde
normalmente são contas que aparecem na DRE, já as Atividades de
investimento ocorre o aumento ou a redução dos itens que compõem o ativo
imobilizado e as Atividades de Investimento têm-se quaisquer valores que
afetam o caixa (caixa banco conta movimento) sendo oriundo de aumento ou
redução de capital social seja financiamento de curto ou longo prazo.
Encontra a diferença entre os métodos Direto e Indireto apenas no grupo
das atividades operacionais, porque a DFC direta apresenta dentro do grupo
operacional em primeiro lugar a receita de venda para em seguida subtrair dos
pagamentos.
A Demonstração do Fluxo de Caixa é baseado nas informações
extraídas da DRE e do Balanço Patrimonial, por esse motivo segue o anexo.
Tabela 01
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO
Descrição
Vendas 50.000,00
(-) CMV (20.000,00)
Lucro bruto 30.000,00
(-) Despesas com vendas (5.000,00)
(-) Despesas com salários (8.000,00)
(-) Despesas com depreciação (2.500,00)
(-) Despesas com devedores duvidosos (1.000,00)
(-) Despesas financeiras (juros) (3.000,00)
(-) Despesas com seguros (1.000,00)
(+) Receitas financeiras 2.000,00
Resultado operacional 11.500,00
(+) Ganho na venda de um imobilizado 3.500,00
Resultado antes do IRPJ 15.000,00
(-) Provisão para IRPJ (20% - hipótese) (3.000,00)
Lucro liquido do exercício 12.000,00
Segundo a lei n. 6.404/76, a DRE é apurada de forma dedutiva, ou seja,
toma como partida, as vendas totais do período da empresa, deduzindo diante
dela os gastos inerentes aos custos e despesas, obtendo-se lucro ou prejuízo
liquidam do exercício, conforme retratado na demonstração anterior.
As informações que são apuradas na DRE servem como base para
gerar a DFC, sendo ela de Método Direto ou Indireto. Para fins gerenciais, a
analise da DRE traz vantagens que são aproveitados pelo gestor, pois após as
notas explicativas, que também é um tipo de demonstração contábil, o
administrador extrai os dados necessários para tomada de decisões.
Tabela 02
BALANÇO PATRIMONIAL
CONTAS 1 2 VARIAÇÃO
Caixa 3.000,00 4.000,00 1.000,00
Banco conta Movimento 14.000,00 16.000,00 2.000,00
Duplicatas a Receber 15.000,00 19.000,00 4.000,00
(-) Duplicatas Descontadas 0,00 (4.000,00) (4.000,00)
(-) Provisões p/Dev.Duvidosos 0,00 (1.000,00) (1.000,00)
Estoques 10.000,00 15.000,00 5.000,00
Despesas Antecipadas 700,00 500,00 (200,00)
Ativo Imobilizado 10.000,00 18.000,00 8.000,00
Depreciação Acumulada (3.000,00) (5.000,00) (2.000,00)
TOTAL DO ATIVO 49.700,00 62.500,00 12.800,00
Fornecedores 16.000,00 23.000,00 7.000,00
Empréstimos 12.000,00 4.000,00 (8.000,00)
Salários a Pagar 5.000,00 4.000,00 (1.000,00)
Provisão para IRPJ 7.000,00 3.000,00 (4.000,00)

Patrimônio Liquido
Capital Social 8.000,00 23.000,00 15.000,00
Lucros Acumulados 1.700,00 5.500,00 3.800,00
Total do Patrimônio Líquido 9.700,00 28.500,00 18.800,00
TOTAL DO PASSIVO 49.700,00 62.500,00 12.800,00

O Balanço Patrimonial é uma ferramenta que é essencial para tomada de descisão,


tomando pelo ponto que demonstra o verdadeiro grau de liquidez

DEMOSNTRACAO DO FLUXO DE CAIXA


METODO DIRETO
Descrição VALOR
Atividades operacionais
Entradas
Recebimento de Clientes 46.000,00
Recebimento de Receita Financeira 2.000,00
Duplicatas descontadas 4.000,00
Saídas
Pagamento de fornecedores (18.000,00)
Pagamento de impostos (7.000,00)
Pagamento de salários (9.000,00)
Pagamento de juros (3.000,00)
Pagamento de despesas antecipadas (800,00)
Pagamento de despesas com vendas (5.000,00)
1 . Caixa liquido de atividades operacional 9.200,00

Atividades de investimentos
Entradas
Recebimento na venda do ativo imobilizado 5.000,00
Saídas
Pagamento na aquisição - ativo imobilizado (10.000,00)
2 . Caixa liquido da atividade investimento (5.000,00)

Atividade de financiamento
Entradas
Aumento de capital social 15.000,00
Saídas
Pagamento de empréstimos (8.000,00)
Pagamento de dividendos (8.200,00)
3 . Caixa liquido da atividade de financiamento (1.200,00)

4 . Caixa gerado no período (1 + 2 + 3) 3.000,00


5 . Saldo anterior do caixa 17.000,00
6 . Saldo atual do caixa 20.000,00

DEMOSNTRACAO DO FLUXO DE CAIXA


METODO INDIRETO
DESCRICAO VALOR
Atividade Operacional
Lucro Liquido do Exercício 12.000,00
(+) Depreciação 2.500,00
(+) Provisão para devedores duvidosos 1.000,00
(+) Aumento da conta de fornecedores 7.000,00
(+) Aumento de duplicatas descontas 4.000,00
(+) Redução das despesas antecipadas 200,00
(-) Lucro na venda do ativo imobilizado 3.500,00
(-) Aumento de duplicatas a receber 4.000,00
(-) Aumento de estoque 5.000,00
(-) Redução do salário a pagar 1.000,00
(-) Redução do imposto a pagar 4.000,00
1.Caixa Líquido da atividade operacional 9.200,00

Atividades de Investimentos
Entradas
Recebimento na venda do ativo imobilizado 5.000,00
Saídas
Pagamento na aquisição do ativo imobilizado 10.000,00
Caixa liquido da atividade de Investimento 5.000,00

Atividade de financiamento
Entradas
Aumento de capital social 15.000,00
Saídas
Pagamento de empréstimos 8.000,00
Pagamento de dividendos 8.200,00
3 . Caixa liquido da atividade de financiamento 1.200,00

4 . Caixa gerado no período (1 + 2 + 3) 3.000,00


5 . Saldo anterior do caixa 17.000,00
6 . Saldo atual do caixa 20.000,00
CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERENCIAS