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Universidade Federal Fluminense / PROEX / COLUNI

Pré-Universitário Oficina do Saber


Disciplina: Geografia Data:
Código Google Classroom: ocyiqss

LITOSFERA

Prof. Giba

Considera-se tempo geológico aquele transcorrido através de fenômenos naturais desde a


formação da Terra até os dias de hoje, o tempo histórico se inicia com o surgimento dos primeiros
ancestrais do ser humano e é muito curto em comparação com o tempo geológico.

O tempo geológico tem início com a formação da Terra, há cerca de 4,56 bilhões de anos.
Durante esse tempo muitas mudanças ocorreram no nosso planeta, continentes se formaram,

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surgiram e desapareceram oceanos, o clima se modificou, surgiram e desapareceram várias espécies
de animais, etc.

As mudanças no decorrer do tempo geológico normalmente não são perceptíveis para


algumas gerações de seres humanos, sabemos delas através de evidências científicas. Dentro desse
tempo, também temos ocorrências relativamente recentes como o surgimento das grandes
montanhas (Andes, Himalaia, Alpes, etc) e a extinção dos dinossauros. Outros eventos são antigos,
como a formação das primeiras rochas e o surgimento dos oceanos.

O tempo histórico se inicia por volta de 2 milhões de anos quando apareceram os primeiros
ancestrais do ser humano. É o tempo no qual os seres humanos, podemos dizer assim, deixou
marcas. Ele é muito recente se comparado ao tempo geológico, o ser humano não assistiu grandes
alterações no planeta Terra, do ponto de vista geológico. Pois quando ele surgiu a configuração
geológica do planeta era praticamente a mesma.

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Uma diferença notável entre a Terra e os demais planetas rochosos é a variedade de formas
da superfície terrestre. A superfície de Mercúrio parece-se bastante com a da Lua, com extensas
planícies cravejadas por crateras. Marte apresenta feição desse tipo em parte de sua superfície, o
que se explica pela pequena densidade da atmosfera que o envolve. Vênus é predominantemente
recoberto por suaves planícies vulcânicas. Existem algumas grandiosas montanhas em Marte e
Vênus, maiores que as do Himalaia, mas não se observa nesses dois planetas o caleidoscópio de
formas de relevo que, quase por toda parte, caracteriza o nosso planeta.

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A estrutura interna da Terra não é conhecida por observações diretas, pois as perfurações
mais profundas, realizadas em programas de pesquisa geológica, não ultrapassam 15 quilômetros.
O que sabemos sobre a composição interior do planeta deve-se, essencialmente, ao estudo da
propagação das ondas sísmicas geradas pelos terremotos. Essas ondas são propagações de energia
que produzem vibração na crosta. Por meio de sismógrafos, é possível medir a velocidade de
propagação das ondas de energia dos terremotos.

O modelo da estrutura interna do


planeta distingue três grandes camadas
concêntricas: a crosta, o manto e o
núcleo. As camadas estão separadas por
descontinuidades que são limites
definidos por mudanças na densidade e
composição dos materiais, como mostra
o esquema ao lado. A crosta encontra-se
separada do manto pela
descontinuidade de Mohorovicic,
localizada a profundidades que variam
entre 30 e 70 quilômetros, e o manto
está separado do núcleo pela descontinuidade de Wiechert-Gutenberg, localizada a cerca de 2.900
quilômetros de profundidade.

A crosta terrestre é camada sólida, a


mais externa, onde vivemos e também
chamada de superfície terrestre ou litosfera.
Formada principalmente por rochas a base de
silício, magnésio e alumínio.

Constituída por placas tectônicas, que


se encaixam e estão em constante movimento
e pode ser dividida em duas camadas:

1. SIAL é o segmento de rochas a base de


silício e alumínio. Mais leves, portanto, predomina na parte superior da litosfera, e também pode
ser chamada de crosta continental;
2. SIMA é a camada rochosa a base de silício e magnésio. Mais densa, predominando na parte
inferior da litosfera, no fundo dos oceanos.

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O manto é formado por
materiais silicáticos em estado
pastoso, chamado de magma.
Ocupa cerca de 80% do volume do
planeta e fica logo abaixo da
litosfera e chega até a 2900km
abaixo da superfície. Sua
temperatura varia de 100ºC, na
região em contato com a litosfera,
até a 3500ºC próximo ao núcleo. Estas diferenças de temperatura são responsáveis pelas correntes
de convecção formadas no manto, que vão provocar o movimento das placas tectônicas na superfície
terrestre.

O núcleo é a camada existente no centro da esfera terrestre, formada principalmente por


níquel e ferro, sendo por isso também chamado de NiFe. As temperaturas chegam até a 5000ºC. As
pressões exercidas sobre a camada são tão elevadas que, mesmo a altas temperaturas, o núcleo
interno se encontra em estado sólido. O núcleo interno é isolado do resto do planeta pelo núcleo
externo, o qual se apresenta em estado líquido ou plástico.

Profundidade Temperatura
Camada Constituição Densidade
(km) (°C)
Crosta
SIAL 2,7 800
Superior
30 - 70
Crosta
SIMA 3 1.000
Inferior

Descontinuidade de Mohorovic

Silicatos de ferro
2.900 Manto de 3,3 a 5,5 2.000
e de magnésio

Descontinuidade de Wiechert-Gutenberg

Núcleo
5.100 9 a 11 3.000
Externo
Núcleo Níquel e Ferro
6.370 12 a 14 5.000
Interno (NIFE)

De acordo com determinadas teorias científicas, a crosta terrestre não é uma camada rochosa
inteiriça, e sim, fragmentada. A primeira teoria a defender essa tese ficou conhecida como Deriva
Continental. Exposta pela primeira vez em 1912 pelo geofísico e meteorologista alemão Alfred Lothar
Wegener (1880-1930), a teoria estabelece que continentes e oceanos estariam se deslocando "à
deriva". Wegener utilizava como evidência o contorno de continentes, que se encaixavam como um
grande "quebra-cabeças", como no caso do litoral do Brasil e da África Ocidental. Para ele, tal fato
não era mera coincidência, mas sim a prova de que, em um passado remoto, todas as terras emersas

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do planeta formaram um único continente, chamado Pangea ("Terra Total"), circundado por um
único oceano, denominado Pantalassa ("Mar Total").

Contudo, a comprovação das idéias de Wegener aconteceria somente na década de 1960, por
meio de pesquisas realizadas por geofísicos ingleses que analisaram e dataram amostras de rochas
e sedimentos recolhidos do fundo oceânico. Esses dados fundamentaram a chamada teoria da
tectônica Alfred Lothar global de placas, cuja tese propunha que as partes da crosta, denominadas
Wegener placas litosféricas ou tectônicas, "flutuavam" sobre o magma do manto, compreendendo
partes de continentes e o fundo de oceanos e mares.

Supõe-se que as correntes de convecção (o magma circulante no interior do manto)


funcionam como um motor, gerando forças que empurram horizontalmente a crosta e movimentam
as placas litosféricas. Detectou-se por meio de vários indícios que, em determinadas regiões do
globo, nas chamadas zonas de divergência, as placas afastam-se umas das outras, enquanto em
outras partes, nas zonas de convergência, elas encontramse em processo de colisão.

Observe nos mapas abaixo as etapas de evolução da Deriva Continental e, no planisfério da


página seguinte, as placas litosféricas que compõem a crosta terrestre e as zonas de convergência e
de divergência do planeta.

Recentemente, a análise dos resultados de medições periódicas feitas por satélites artificiais
em órbita terrestre comprovaram os movimentos das placas litosféricas. Os dados indicaram um
processo extremamente lento de colisão ou afastamento, a uma velocidade média de 2 a 3
centímetros por ano.

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As rochas constituem a parte sólida do planeta e são compostas de um ou vários minerais. Os
minerais são compostos de elementos químicos. Certos elementos químicos podem ser encontrados
na natureza em estado puro, mas em geral eles se combinam formando os minerais. Como existem
muitos minerais diferentes, as diversas combinações e agrupamentos dão origem a uma grande
variedade de rochas.

As rochas magmáticas são formadas a partir da solidificação do magma.


Podem se formar lentamente no interior da crosta pela solidificação do magma,
sendo chamadas, nesse caso, de rochas magmáticas intrusivas (ou plutônicas, ou
abissais). Como se formam em profundidade, apresentam cristais grandes,
estruturados num lento processo de resfriamento. São exemplos o granito, o
sienito e o gabro.

As rochas magmáticas extrusivas (ou


vulcânicas, ou efusivas) se consolidam na superfície. Chegam em
estado de fusão à superfície através de vulcões ou de fendas na
litosfera e, em contato com a atmosfera, resfriam-se mais
rapidamente, muitas vezes sem formar cristais visíveis a olho nu.
São exemplos o basalto e o riólito.

Os metais fazem parte da composição dos minerais. As rochas magmáticas podem conter
minerais metálicos, formando jazidas importantes do ponto de vista econômico. O mineral do qual
se pode extrair economicamente um ou mais metais é denominado minério.

Qualquer rocha exposta à ação do vento, da chuva, da temperatura passa a sofrer a ação do
intemperismo, ou seja, do conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que provocam a
desintegração das rochas. Quando as rochas perdem a coesão, seus sedimentos passam a ser
transportados por diferentes agentes, como o vento, a chuva e a gravidade. Esse processo é
conhecido como erosão. A deposição desse material em outro ambiente é denominada
sedimentação.

As rochas sedimentares se formam pela deposição dos detritos de outras rochas, pelo
acúmulo de detritos orgânicos ou de precipitados químicos. Esses detritos são consolidados por meio
de cimentação natural, compactação por pressão ou reações químicas num processo conhecido
como diagênese, que transforma sedimentos inconsolidados em rocha sedimentar.

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As rochas formadas pelo acúmulo de fragmentos de outras rochas são denominadas rochas
sedimentares clásticas ou detríticas. Um exemplo é o arenito, formado pela deposição de areia. As
que se formam por meio de processos químicos, como as estalactites e estalagmites de cavernas,
são denominadas rochas sedimentares químicas. As que se formam a partir de restos de animais e
vegetais, como o carvão mineral, são as rochas sedimentares orgânicas.

As rochas sedimentares apresentam camadas ou estratos que se depositam horizontalmente,


as mais novas sobre as anteriores. A disposição horizontal das camadas pode ser perturbada por
forças internas da Terra. No meio desses estratos podemos encontrar vestígios fósseis de seres vivos,
preservados ao longo do tempo, trazendo informações sobre a história geológica e a evolução da
vida no planeta. Também podem conter petróleo, gás natural e carvão, fontes de energia essenciais
no mundo atual.

Arenito Estalactites Carvão Mineral

As rochas metamórficas se formam a partir de transformações (metamorfismo) sofridas por


qualquer outra rocha, quando submetida a novas condições de temperatura e pressão. Nesse novo
ambiente os minerais se modificam, reorientando-se e formando outros minerais. O alinhamento
dos cristais dá a essas rochas uma nova característica de orientação de camadas. São exemplos o
quartzito, o mármore e o gnaisse, provenientes respectivamente do arenito, do calcário e do granito.

Mármore Gnaisse Quartzito

A análise dessas rochas permite identificar condições e eventos que ocorreram no passado.
Por exemplo, a deriva dos continentes e sua colisão submeteram parte das rochas a pressões e
temperaturas elevadas.

As rochas se modificam com o tempo. O chamado ciclo das rochas se refere às diversas
possibilidades de formação e transformação de um tipo de rocha em outro. É um processo

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ininterrupto, que ocorre com os movimentos da crosta terrestre, com o vulcanismo, com o
intemperismo, com a erosão etc.

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