Você está na página 1de 26

Um Mundinho para Todos

Planejamento semanal
Turma: pré 5 – Educação Infantil
Duração: uma semana
Título do Projeto: Um Mundinho para Todos

1º dia

Construção do Conceito: Ser alto, baixo, magro, gordo, branco, negro, amarelo, pardo,
cabelo crespo, liso, ondulado, olhos azuis, pretos ou verdes ou castanhos, são várias
características que fazem um ser humano diferente do outro. É essa diversidade corporal
que também faz das pessoas únicas e diferentes. Trabalharemos a ideia de que essas
diferenças são uma qualidade. Levaremos os alunos a compreenderem que todos os
seres humanos são diferentes e requerem respeito.
Trabalhar com a literatura: O cabelo de Lele. 

Artes: Após realizar a leitura da historia com as crianças e conversarmos sobre os


questionamentos de Lelê em relação ao seu cabelo, realizamos a construção individual
da boneca “Lelê". A história possibilitará reflexões referentes às características físicas, e
as origens de cada pessoa. Escrever a frase e expor no mural da escola: "Ninguém nasce
odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se elas podem aprender a odiar, podem ser
ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o
seu oposto." (Nelson Mandela).

Opção 2: boneca com bexiga 

# Fazer o cartaz e expor na saída.


Tarefa: Fazer um levantamento utilizando pesquisa com os pais, para saber a
descendência de cada aluno da sala.
2º dia
Português: escrever o nome dos países da descendência de cada aluno.
Matemática: montar um gráfico referente à descendência de cada aluno.

Português: trabalhar a música do Luiz Cláudio – Aquarela doSenhor

As crianças irão confeccionar em forma de livreto a música do Luiz Cláudio – Aquarela


do Senhor.
Livro: capa – pintar a aquarela e passar cola colorida nos lugares das tintas.

3º dia
Construiremos juntamente com os alunos, uma grande maquete com uso de tnt verde,
com a imagem do globo terrestre gigante. Confeccionaremos crianças de várias etnias
ao redor dele. Sugestão: Os bonequinhos podem ser feitos pela criança com ajuda da
família, a professora que irá designar qual etnia a família vai representar. Para expormos
no mural da escola, e posteriormente entregues as crianças.

Integração com os Pais: Ensaiar com os alunos a música: Crianças Iguais de Luiz


Claudio. Para uma apresentação para os pais na escola.  

Português: p.1 – Cor e amor se unem pra dizer que há/ um Deus que tem muito poder

Coração e com cola colorida passar no meio do coração – utilizar diversas cores.
Livro: colorir a figura de um mundo.
P.2- Ao criar o mundo belo assim, fez por
mim também fez por você.   

4º dia

Mascote da turma: Cada turma será responsável em confeccionar suamascote


especial, para que fique exposta na sala, cada turma fará uma apresentação no pátio da
escola para o restante dos alunos, explicando a sua limitação e os cuidados que elas
requerem e respeito 

5º dia
Livro: carimbar a mão das crianças para formar a nuvem e no meio fazer o arco íris.
P.3- Arco-íris multicor é aquarela do Senhor
Há um poema de amor em cada cor
Arco-íris multicor é aquarela do Senhor
Há um poema de amor em cada cor

P.4- de um lado da folha fazer de crepom verde do outro para representar o mar guache.
 O verde das florestas, o azul do imenso mar
A rosa amarela revela o seu amor·.

p.5 – papel laminado dourado e prata representar o sol e a lua e, para a neve bolinha de
isopor.
A prata do luar, o ouro do astro rei
A branca neve traz de Cristo a doce paz.

P.6- E mesmo o céu cinzento, também


me faz sorrir
Pois sei que a chuva boa, logo logo vai cair.
Valorização do outro

 Compartilhar por E-mail




 Compartailhar no Orkut

 
23/04/2012
Autor e Coautor(es)

Autor: NEUSA RODRIGUES DOS SANTOS

CONTAGEM - MG EM VALTER FAUSTO DO AMARAL


Coautor(es): 

Márcia Basília de Araújo


Estrutura Curricular

MODALIDADE / NÍVEL DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR TEMA

Ensino Fundamental Inicial Língua Portuguesa Língua oral: valores, n

Ensino Fundamental Inicial Alfabetização Papel da interação ent

Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

 Reconhecer as diferenças e necessidades individuais das pessoas com deficiências;


 Valorizar as pessoas independente das condições físicas e psíquicas;
 Estimular a linguagem oral;
 Exercitar atitudes cooperativas;
 Respeitar as pessoas com Necessidades Educacionais Especiais.

Duração das atividades

04 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

 Compreender  que o princípio básico de qualquer convivência saudável é o respeito ao ser humano,
valorizando-o independente das condições físicas e psíquicas.
Estratégias e recursos da aula

1º Momento
Dinâmica do Espelho
Material:
Um espelho escondido dentro de uma caixa, de modo que ao abrí-la o integrante veja seu próprio reflexo.
Essa dinâmica permite que os estudantes sintam-se valorizados e reconhecidos.
A professora motivará  os estudantes utilizando o texto abaixo:
" Cada um irá pensar em alguém muito especial. Uma pessoa muito importante para você, a que  gostaria
de dedicar a maior atenção em todos os momentos, alguém que você ama de verdade...e que merece
todo o seu carinho, com os motivos que tornam tão amada por você, que fazem dela o grande sentido da
sua vida."
Dica:  Deve ser criado um ambiente que propicie momentos individuais de reflexão,  inclusive com
o auxílio de alguma música de meditação. Após estes momentos de reflexão, a professora deverá
continuar.
" Agora vocês vão se encontrar aqui,  frente a frente,  com esta  pessoa que é o grande significado
da sua vida.Em seguida,  a professora, orientará os estudantes para que se dirijam ao local onde
está a caixa (um por vez). Todos deverão olhar o conteúdo e voltarem  silenciosamente para seu
lugar, continuando a reflexão sem se comunicarem com o seu colega."
2º Momento
Roda de conversa
 Nesse momento a professora deverá  conversar com os estudantes sobre a atividade realizada.

 Quais foram as impressões que tiveram?


 Será que todos viram a mesma coisa?
 O que cada um viu?

Em seguida deverá ser abordada a questão das diferenças e a necessidade de se respeitar e valorizar
todas as pessoas apesar dessas diferenças.
A roda de conversa,  permitirá discutir questões relacionadas a dinâmica e a professora retomará
os conhecimentos prévios dos estudantes acerca do tema da aula.
É importante ressaltar que durante a aula,  a professora utilizará a câmara digital,  para registrar os
momentos mais significativos.
 
3º Momento
 Apresentação do livro " Um mundinho para todos" em  formato digital.
Autora : Ingred Biesemeyer Bellinghausen
http://www.youtube.com/watch?v=YXITphHkyhk
A professora deverá assentar-se na rodinha  com as crianças e pedir  que observem os colegas. Em
seguida apresentará questões como:

 Todos nós somos iguais?


 O que nos fazem diferentes um do outro?

Após essa conversa, a professora  deverá convidar os estuantes para ouvirem  a história  do livro: "Um
mundinho para todos." Essa história é  muito interessante porque fala de um mundinho onde as pessoas
respeitam as diferenças de cada um e são felizes.
 
Sinopse do livro
Era uma vez um mundinho em que cada habitante tinha um jeito de ser bem diferente do outro .Uns
viviam no norte e gostavam de andar descalços, outros no sul e adoravam tomar chocolate quente,
alguns não enxergavam muito bem e precisavam de ajuda.E cada um tinha sua forma de agradecer por
viver num lugar tão feliz.
Observação: A sinopse consta apenas no planejamento .Os estudantes não terão acesso e ela.
Análise da capa do livro
 

 
 
     http://www.travessa.com.br/UM_MUNDINHO_PARA_TODOS/artigo/c84c9c63-4484-4d2a-85bc-
63a2c07b6d40
A professora apresentará uma lista de palavras : (Paz , tristeza, Amor, Colorido, Humano,  União,
Respeito)
Questões que poderão ser apresentadas para a interpretação oral da capa do livro, relacionando com as
palavras:
Interpretação oral

 Qual é o assunto do livro?

 O estudante deverá observar  lista de palavras e a capa do livro e responder :

 A lista apresentada traz palavras relacionadas com o texto do livro?


 O que significa as carinhas coloridas na capa do livro?
 Você acha que o mundo precisa melhorar? Em quê?

 
4º Momento
A professora contará a história
http://www.youtube.com/watch?v=YXITphHkyhk
Questões que poderão  ser apresentadas para a compreensão do texto:
Interpretação oral da história

 Quais eram as diferenças com as quais eles conviviam desde que eram bebês?
 E nós, somos todos do mesmo jeito, ou também apresentamos diferenças entre nós?
 Será que aprendemos no mesmo rítmo? E sabemos fazer as mesmas coisas? Todos sabem
nadar?    Andar de bicicleta?
 Que atitudes devemos ter no dia-a-dia, com os colegas que apresentam dificuldades para
aprender?

O educando poderá se expressar através da linguagem oral e a professora deverá registrar os


depoimentos e sugestões.
Interagindo com a história

  Em grupo, a profesora irá sugerir aos estudantes que façam um painel coletivo com o tema : "
Diferença não é Desigualdade"  tendo como eixo norteador o livro "Um mundinho para todos",
utilizando  revistas,  jornais,  e outros suportes.

 visitar o site da autora ( www.ingridautora.com.br ) Verifique se ela tem outros livros que tratem
do mesmo assunto.

Recursos Complementares

Recurso Multimídias / Links

 Televisão, câmera digital, DVD, Data Show.


 http://www.youtube.com/watch?v=YXITphHkyhk
 www.ingridautora.com.br
 http://www.travessa.com.br/UM_MUNDINHO_PARA_TODOS/artigo/c84c9c63-4484-4d2a-85bc-
63a2c07b6d40

 
Fontes complementares:
Blogs :
http://www.portaldasjoias.com.br/Junho_05/Destaque/destaque.htm
Para fundamentação teórica do professor.
Revistas Nova Escola:

 Edição / Maio 2005


 Edição /Abril 2009
 Edição Especial -Inclusão /Julho 2009
Legislação que regulamenta a Educação Especial no Brasil:

 Constituição Federal de 1988- Educação Especial


 Lei nº 9394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional - LDBN- Educação Especial
 Lei nº 8069/90  - Estatuto da Criança e do Adoslecente - Educação Especial
 Lei nº 8859/94  - Estágio
 Lei nº 10.098/94 - Acessibilidade
 Lei nº 10.436/02 -  libras

Avaliação

A professora deverá avaliar o estudante, durante as aulas  e pelas atitudes cooperativas  e colaborativas
com os colegas na construção do painel "Diferença não é Desigualdade".

EDUCAÇÃO INFANTIL
UM BOM COMEÇO PARA A DIVERSIDADE

PROJETO: “UM NOVO OLHAR SOBRE A DIVERSIDADE”

APRESENTAÇÃO

TEMÁTICA: Diversidade na educação infantil


INSTITUIÇÃO: Escola Municipal de Educação Infantil

Professor Ernest Sarlet

MUNICÍPIO: Novo Hamburgo/RS


PÚBLICO ALVO: Crianças de zero a cinco anos de idade
TEMPO PREVISTO: Todo o ano letivo

JUSTIFICATIVA:

Cada escola tem a sua história, seus pressupostos teóricos, seus ideais e sua
caminhada. A comunidade escolar por sua vez, é formada por pessoas advindas de
diferentes famílias, com crenças, etnias, culturas e costumes diversos (são
professores, funcionários, equipe diretiva, familiares e alunos). Diante de tamanha
diversidade surge o desafio de favorecer uma convivência pacífica e um ambiente
propício para o desenvolvimento das individualidades, potencialidades e da
coletividade.
A EMEI Professor Ernest Sarlet e sua comunidade escolar vivenciaram a partir
de fevereiro deste ano letivo o período de adaptação, sendo um momento importante
para estabelecer vínculos afetivos, criar espaços para a comunicação, estabelecer
combinações e a organização/estabelecimento de uma rotina estruturada, porém
flexível. Gomes (2007, p. 19) afirma que é preciso olhar de perto a escola, seus
sujeitos, suas complexidades e rotinas e fazer as indagações sobre sua realidade. Por
isso, as interações, observações e vivências entre criança-família-escola permitiram
identificar as prioridades a serem trabalhadas na escola, favorecendo uma ação
pedagógica que tenha relação com a vida das crianças, que integre o cuidar e o
educar, que seja contextualizada e que seja um espaço lúdico voltado para as
aprendizagens de toda a comunidade escolar. Também é uma ocasião onde todos
puderam conhecer-se melhor, sobretudo saber sobre as crianças, sua história de vida,
sua caminhada na escola, seus saberes, suas necessidades, seus desejos e suas
particularidades.

Ao observarmos tanta diversidade dentro deste espaço escolar, percebemos


que esta é uma questão atual e relevante para a nossa realidade, e que exige da
escola a reflexão sobre qual cidadão estamos construindo, que sociedade estamos
propiciando e quais valores morais estamos deixando para as futuras gerações.
Historicamente falando, a escola tem dificuldade para lidar com a diversidade, pois as
diferenças tornam-se problemas ao invés de oportunidades para produzir saberes em
diferentes níveis de aprendizagens.

De acordo com Gomes (2007, p.17)

“Do ponto de vista cultural, a diversidade pode ser entendida como a construção histórica,
cultural e social das diferenças. A construção das diferenças ultrapassa as características
biológicas, observáveis a olho nu. As diferenças são também construídas pelos sujeitos sociais
ao longo do processo histórico e cultural, nos processos de adaptação do homem e da mulher
ao meio social e no contexto das relações de poder. Sendo assim, mesmo os aspectos
tipicamente observáveis, que aprendemos a ver como diferentes desde o nosso nascimento, só
passaram a ser percebidos dessa forma, porque nós, seres humanos e sujeitos sociais, no
contexto da cultura, assim os nomeamos e identificamos”
Para que o trabalho pedagógico seja articulado, intencional, consciente e
reflexivo, é necessário compreender que diversificar não significa formar grupos
homogêneos com as mesmas dificuldades ou habilidades, nem tão pouco deixar que
as individualidades se sobressaiam ao coletivo. É preciso considerar que, no que se
refere a idéia de unidade e multiplicidade do ser humano, o homem é ao mesmo
tempo singular e múltiplo, conforme Morin (2001, p. 57). Para o autor existem duas
tendências que envolvem esta afirmativa: “os que vêem a diversidade das culturas
tendem a minimizar ou ocultar a unidade humana; os que vêem a unidade humana
tendem a considerar como secundária a diversidade das culturas. Ao contrário, é
apropriado conceber a unidade que assegure e favoreça a diversidade, a diversidade
que se inscreve na unidade”. Toda diversidade existente no grupo favorecerá a troca
de experiência e o crescimento de cada membro, favorecendo, desta forma a
consolidação da coletividade. Uma escola que permita a convivência e a consciência
da diversidade possibilitará o preparo para a cidadania e o desenvolvimento humano
para todos.

Um desafio proposto e aceito pela comunidade da EMEI Professor Ernest


Sarlet é a inclusão de crianças portadoras de necessidades educativas especiais
(PNEE’s), uma vez que já há o entendimento de que incluir vai além de aceitar as
diferenças, pois passa por uma mudança no modo de ver o outro e de agir para que
todos tenham seus direitos respeitados e garantidos (Mantoan, 2001, p. 107). O
comprometimento por parte de quem conduz o processo educativo é eminente,
imprimindo novas maneiras de ver, aprender, olhar, acompanhar, pesquisar, escutar,
participar, acolher e compartilhar. Mas sempre é possível ir além, na busca por novos
conhecimentos, resgatar saberes adquiridos e construir uma prática pedagógica
dinâmica e transformadora. O caminho pedagógico da inclusão é um trajeto a ser
construído por todos, ou seja, pais, alunos, corpo docente e funcionários,
vislumbrando uma escola infantil de qualidade e comprometida com cada sujeito em
sua singularidade.

Enfrentar o desafio de trabalhar a diversidade na escola infantil é uma tarefa


árdua e uma caminhada que exige reflexão e pesquisas permanentes por parte dos
professores e equipe diretiva. A escola é o lugar em que todos os alunos devem ter as
mesmas oportunidades, mas com estratégias de aprendizagens diferentes, e, por isso,
se faz necessário um currículo flexível e interdisciplinar. Da mesma forma é preciso
entender o projeto pedagógico da escola como instrumento da ação democrática,
admitindo as diferenças como elementos fundamentais dos processos de ensino e de
aprendizagem, vislumbrando assim a formação de um novo homem e uma nova
sociedade.

Gomes (2007) afirma que o ser humano se constitui por meio de um processo
complexo: todos são, ao mesmo tempo, semelhantes (enquanto gênero humano) e
muito diferentes (quanto a sua história, cultura, formação, gênero, etnia, etc.), Pode-se
dizer que o que os torna mais semelhantes enquanto gênero humano é o fato de todos
apresentarem diferenças. E mais: somos desafiados pela própria experiência humana
a aprender a conviver com as diferenças. O nosso grande desafio está em
desenvolver uma postura ética de não hierarquizar as diferenças e entender que
nenhum grupo humano e social é melhor ou pior do que outro. Na realidade, as
pessoas são diferentes, e toda diversidade deve ser valorizada, respeitada e
promovida.

OBJETIVOS GERAIS DO PROJETO

       CRIANÇAS - Proporcionar vivências significativas, envolventes, desafiadoras e


prazerosas às crianças, permitindo a elas conhecerem e instigarem a diversidade do
mundo a iniciarem por si mesmas.

       FAMÍLIAS – Proporcionar momentos de integração e reflexão sobre a diversidade


através de palestras, dinâmicas de grupo, informativos e rodas de conversa.
       PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS – Refletir sobre os conceitos de diversidade e
inclusão, mobilizando-os também a buscar alternativas para realizar uma prática
educativa desafiadora, intencional e acolhedora.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Crianças:

       Fortalecer a identidade da criança, oportunizando a ela descobrir e expressar seus


desejos, saberes, necessidades e preferências;

       Fortalecer as relações sociais da criança com o mundo que a cerca, sua família,
comunidade, natureza, colegas, professores e consigo mesma;

       Propiciar a interação com seus pares, oportunizando conhecer o outro e compreendê-


lo como sujeito com características e peculiaridades a partir do brincar e do conviver;

       Refletir e enfatizar atitudes e valores positivos perante si mesmo e perante o outro,


tais como, respeito, colaboração, responsabilidade e amizade, entre outros.

Professores:

       Propiciar um espaço para a reflexão sobre a diversidade e valorização de cada


indivíduo;

       Realizar discussões, debates e seminários sobre diversidade e inclusão com o intuito


de instrumentalizar a prática pedagógica e combater/minimizar ações discriminatórias
frente às diferenças.

Famílias:

       Propiciar um espaço para integração e reflexão sobre a diversidade e inclusão,


enfatizando o respeito, compreensão e aceitação de cada indivíduo e suas
particularidades.

RECURSOS:

       Livros de histórias infantis;

       Jornais e revistas;
       Artigos científicos, reportagens, sites, dinâmicas de grupo;

       Material plástico: papéis, tesoura, cola, lápis de cor, caneta hidrocor, giz de cera,
tintas, pincéis, sucatas, outros.

       Eletrônicos: rádio, televisão, DVD, computador, internet, músicas, vídeos.

OPERACIONALIZAÇÃO:

Para cada segmento da comunidade escolar serão realizadas atividades


diferenciadas, uma vez que existem objetivos gerais e específicos para cada qual,
considerando o seu papel social, nível de entendimento e comprometimento.

PROPOSTAS PARA AS CRIANÇAS:

Acreditamos que a questão diversidade é algo muito presente nas turmas de


educação infantil, pois o universo da criança, caracterizado inicialmente pelo convívio
familiar, amplia-se com a sua inserção na escola, trazendo consigo muitas
descobertas, desafios, curiosidades e conhecimentos: seu corpo, a diversidade dos
outros, o desenvolvimento da linguagem oral, a estimulação da autonomia, o
estabelecimento de canais de comunicação, a socialização, o brincar, o vínculo, a
construção de valores, enfim, a descoberta do mundo, começando por si própria.
Conforme o Referencial Curricular Nacional “a criança é um ser social que nasce com
capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem desejo de estar próxima às
pessoas e é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender
e influenciar seu ambiente. Ampliando suas relações sociais, interações e formas de
comunicação, as crianças sentem-se cada vez mais seguras para se expressar,
podendo aprender, nas trocas sociais, com diferentes crianças e adultos cujas
percepções e compreensões da realidade também são diversas”.

Este projeto propõe alternativas, instrumentos e sugestões para se trabalhar a


diversidade de uma forma lúdica, prazerosa, livre de preconceitos e comprometida
com a cidadania de cada pessoa, mas, ao mesmo tempo apresenta-se aberto, sujeito
a reflexões e mudanças – afinal é impossível trabalhar a diversidade sem falar em
democracia e flexibilidade. Desta forma sugerimos que a ação pedagógica esteja
calcada no brincar, pois “as crianças precisam brincar, independentemente de suas
condições físicas, intelectuais ou sociais, pois a brincadeira é essencial a sua vida. O
brincar alegra e motiva as crianças, juntando- as e dando-lhes oportunidade de ficar
felizes, trocar experiências, ajudarem-se mutuamente; as que enxergam e as que não
enxergam, as que escutam muito bem e aquelas que não escutam, as que correm
muito depressa e as que não podem correr (Siaulys, 2005, p. 9).

Outro recurso que consideramos rico e cheio de possibilidades é a literatura


infantil, pois se apresenta como um caminho que leva a criança a desenvolver a
imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Sendo assim,
algumas literaturas foram elencadas no projeto a fim de abordar a diversidade de
forma pontual, ou seja, relacionadas às questões, vivências e curiosidades da criança
desta faixa etária.

Como o projeto foi construído para toda a comunidade escolar, se faz


necessário que todos estejam engajados e dispostos a contribuir no enriquecimento do
mesmo. A proposta inicial para as turmas é a realização da “Hora do conto” com a
professora responsável pela biblioteca, cujo cronograma de atividades irá organizar e
socializar com as demais docentes, com o intuito de desafiá-las a dar continuidade aos
apontamentos/aprendizagens vivenciados na oficina através de brincadeiras,
atividades dirigidas, reflexões durante a rotina, levando em consideração as
características e particularidades de cada turma. Em anexo citamos algumas
sugestões de literatura infantil sobre diversidade (ANEXO 1).

PROPOSTAS PARA OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS:

      Para dar início ao projeto será necessária a adesão primeiramente deste segmento
da comunidade, uma vez que é a base e alicerce para toda a ação pedagógica
subseqüente. Para este grupo serão oferecidos momentos para reflexão, estudo,
debate e planejamento acerca da diversidade, dentro e fora do espaço escolar, e,
sempre que possível no horário de trabalho. Para tanto serão realizados alguns
encontros de formação com o objetivo de fazer o movimento: ação-reflexão-
transformação. Algumas propostas do projeto são:

       Propor a atividade coletiva: “Dinâmica das percepções” (ANEXO 2) para gerar uma
desacomodação e, consequentemente, a reflexão sobre as nossas diferenças e
semelhanças e instigar o modo pelo qual estamos lidando com a diversidade dentro da
escola;
       Propor a leitura do texto “Diversidade e currículo” (Nilma Lino Gomes, p. 17 a 27,
ANEXO 3), seguida de debate sobre o que se entende por diversidade e como
estamos lidando com este assunto dentro da escola;

       Com auxílio de recursos da informática (computador, data show, Power point) fazer a
apresentação de slides sobre os aspectos jurídicos que asseguram a diversidade e a
inclusão (Constituição Federal, LDB, ECA, Convenção de Guatemala);

       Oferecer orientações pedagógicas sobre a diversidade (cultural, étnica, gêneros,


biodiversidade, social, familiar, outros) e inclusão de pessoas portadoras de
necessidades educativas especiais (deficiência física, mental, auditiva, visual);

       Seminário e debate sobre os conhecimentos, reflexões, vivências, mudanças de


postura, entendimento e comprometimento despertados ou renovados nos encontros
anteriores sobre a diversidade. Sugestão para direcionamento da atividade: “questões
para discussão nos processos de formação em serviço” (Nilma Lino Gomes, p. 44,
ANEXO 4);

       Revisão deste projeto pelos professores e funcionários, agregando novas propostas


(inclusive específicas de cada turma/faixa etária), reorganizando/reestruturando os
tempos e espaços da escola infantil.

Vídeos:

Abaixo sugerimos alguns vídeos para sensibilização e reflexão sobre a forma


como vemos e convivemos com o diferente.

       Vídeo “Vista a minha pele”

http://www.youtube.com/watch?v=fNssyjM3_Y8

       Livro “A cor da vida”


Vídeo chamado “Nem pior nem melhor, apenas diferente”

http://www.youtube.com/watch?v=pgy7NRQixX8&NR=1

       Livro: “Diversidade, somos diferentes, únicos e especiais”

http://www.planetanews.com/produto/L/729961/diversidade--

somos-diferentes--Unicos-e-especiais-ciranda-cultural--ed--.html

       Vídeo: “Na minha escola todo mundo é igual”

http://www.youtube.com/watch?v=aSwdAWkLGmM

       Vídeo: “As diferenças” com música de Cláudia Leite

http://www.youtube.com/watch?v=ESC1IGiqPT4&NR=1

       Vídeo “Ser diferente é normal”

http://www.youtube.com/watch?v=wQmHIcv13KE&feature=related

PROPOSTAS PARA AS FAMÍLIAS:

Para este segmento escolar será proposto um momento de reflexão a partir de


uma palestra que enfatize:

       A diversidade e inclusão no mundo em que vivemos (conceituando e exemplificando);

       Algumas teorias e leis sobre diversidade e inclusão;

       Respeito, promoção e valorização das diferenças;

       Outros aspectos legais e orientações pedagógicas.

AVALIAÇÃO:
A avaliação irá ocorrer de forma integral e permanente, considerando o
processo de aprendizagem e envolvimento de toda comunidade escolar.

Serão considerados como critérios de avaliação o desenvolvimento do projeto,


as construções individuais e coletivas, as vivências, a apropriação do conhecimento e
a participação do grupo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

       Ao receber o desafio de olhar com mais atenção para a diversidade nas cidades,
saí em busca de boas e interessantes fotos sobre as pessoas, a natureza, as
disparidades sociais, etc. Ao tentar escrever sobre as coisas que encontrei... consegui
relacioná-las com o tema proposto: diversidade. Entretanto, não consegui estabelecer
uma relação significativa com minhas vivências, com o que realmente faz sentido para
mim enquanto pessoa, enquanto educadora... Pensei: bom mesmo é a diversidade
dentro da escola, tantas semelhanças e tantas diferenças, tantas possibilidades e nem
sempre tantos conhecimentos e recursos... Pensei bem: a diversidade que conheço,
valorizo, acredito e vivencio todos os dias é lá na escola que posso encontrar. E
depois de tanto pensar, resolvi agir, observando, analisando, questionando e propondo
este projeto para a escola onde trabalho... Afinal, qual é o melhor lugar onde podemos
fazer a diferença na vida das pessoas? É na escola, claro! Então, depois de pensar e
agir, o próximo passo é trabalhar... para transformar as diferenças em tesouros e
talentos através de um olhar permanente sobre a diversidade.

ANEXO 1 – SUGESTÕES DE LITERATURA INFANTIL

Diversidade social e familiar:

 As famílias do mundinho – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo,


editora DCL, 2006. (o livro sugere que cada um pense na sua família... e também
pense na de seu amigo, seu vizinho... como são diferentes. Cada família é de um jeito,
mas o amor é sempre igual, e que respeitando as diferenças é possível ser feliz).

 Vida de criança – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo, editora DCL,


2007. (Vida de criança é assim: cheia de brincadeiras, novidades, diversão... vida de
criança é coisa séria também, mas tem gente que se esquece disso).
 Um mundinho para todos – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo,
editora DCL, 2005. (Era uma vez um mundinho onde cada habitante tinha um jeito de
ser: uns viviam no norte e gostavam de andar descalços; outros, no sul adoravam
tomar chocolate quente; alguns não enxergavam muito bem e precisavam de ajuda.
Nesta história as crianças percebem as diferenças que existem entre lugares, coisas e
pessoas. Com texto impresso em Braille, esta obra é, também, destinada a leitores
com visão subnormal e deficientes visuais).

 Uma família parecida com a da gente  – Autora: Rosa Amanda Strausz, São
Paulo, editora Ática, 2007. (Cada bicho tem uma família diferente. Nesse ponto, eles
se parecem com a gente. Com qual bicho sua família mais se parece?Com a da ema,
do leão? Procure descobrir, vai ser a maior diversão!).

 A galinha que criava um ratinho – Autora: Ana Maria Machado, São Paulo,
editora Ática, 2008. (Era uma vez um galo e uma galinha que não tinham pintinhos e,
como queriam ter filhos, pegaram um ratinho para criar. Certo dia a galinha saiu e o
galo, com preguiça, pediu para o ratinho abrir a porta e... aconteceu a maior confusão
quando apareceu a raposa).

 O livro da família - Autor: Todd Parr, São Paulo, Editora Panda, 2004. (Há
muitas maneiras diferentes de ser uma família. Sua família é especial, independente
do tipo que ela é).

 O abraço do Antônio - Autor: Luciana Rigueira, São Paulo, Editora Paulinas,


2009. (Antônio conta pra vocês a história de quando sua mãe, Rita, o procurava por
toda a parte até que, finalmente, o encontrou. A primeira vez em que se viram, não foi
após o parto, pois Antônio não nasceu da barriga de Rita, ele foi adotado por ela. Mas,
naquele primeiro abraço, eles sentiram a emoção e o amor do momento do
nascimento).

Diversidade de pessoas:

 Menina bonita do laço de fita – Autora: Ana Maria Machado, São Paulo,
editora Ática, 2000. (A história conta a história de um coelho branco apaixonado por
uma menina negra que, curioso, indagava assim: “Menina bonita do laço de fita, qual
teu segredo para ser tão pretinha?”, e a menina sem saber explicar inventava vários
motivos... até que sua mãe lhe conta a história de sua família).
        Kirikú e a feiticeira – Diretor: Michel Ocelot., 1998, 74 min,
França/Bélgica/Luxemburgo. (Kiriku é um garoto pequeno, mas muito inteligente e
com dons especiais, que nasceu com a missão de salvar sua aldeia. A cruel feiticeira
Karaba secou a fonte do lugar onde Kiriku mora com amigos e parentes e,
possivelmente, comeu o pai e os tios do menino. Encontrando amigos e seres
fantásticos pelo caminho, Kiriku vai resolver a situação. História baseada em uma
lenda da África Ocidental.

        Pequenos robôs – Autor: Mike Brownlow, São Paulo, editora Panda, 2004. (De uma
forma divertida, o autor descreve as preferências e diferenças dos robôs, enfatizando
que cada um é singular e especial pelo seu jeito de ser).

 Rápido com um gafanhoto – Audrey Wood, São Paulo, Editora Brinquebook,


2006. (Com um texto rico e lindas ilustrações, a história trata da grande diversidade
que existe em cada um de nós, que às vezes somos rápidos como gafanhotos, mas
também podemos ser lentos como um caracol, etc.).

 Tudo bem ser diferente - Autor: Todd Parr, São Paulo, Editora Panda, 2006.
(Tudo bem ser diferente. Você é importante e especial apenas por ser como você é).
Podemos encontrar esta história no vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=WyJ6TlEGEeA&feature=related

 Maria vai com as outras – Sylvia Orthof, São Paulo, editora Ática, 2003. (O
livro fala, através de uma escrita singela, que é preciso ter coragem para fazermos
nossas escolhas. E foi isso que a ovelha Maria fez).

 Jeito de ser – Autora: Nye Ribeiro, São Paulo, editora do Brasil, 2000. ( é uma
história que fornece elementos para lidarmos com a diversidade. Reconhecendo e
respeitando as diferenças e semelhanças, descobrinhos que não há o melhor ou o
pior, mas sim o jeito de ser de cada um. Somando nossas diferenças é que podemos
construir um mundo mais rico e mais bonito).

 Belinda, a bailarina – Autora: Amy Young. (Belinda tinha um problema, na


verdade dois problemas... e bem grandes, mas no fim das contas tinha um talento tão
especial que seus problemas ficaram no passado).
 O amigo do rei – Autora: Ruth Rocha, São Paulo, editora Ática, 2008. (De uma
forma encantadora o livro fala sobre a amizade de dois meninos que viam o mundo
além da cor de suas peles).

 Diversidade - Autora: Tatiana Belinky, Ed. Ática (Se todo mundo fosse
igualzinho, o mundo não teria graça! Mas só reconhecer que as pessoas são
diferentes não basta. É preciso respeitar as diferenças. E os versos de 'Diversidade'
nos ensinam isso, que não há um jeito único de ser- 'assim ou assado, todos são
gente, tudo é humano').

 Todo mundo é igual: conversando sobre racismo – Autor: Ivan Alcântara,


São Paulo, editora Escala Educacional. (Para falar de um assunto complicado, mas
fundamental como o racismo, nada melhor do que a linguagem leve e instigante,
capaz de fazer com que a criança reflita sobre a igualdade dos seres humanos e o
absurdo que é a prática, mesmo velada, do racismo).

Diversidade cultural:

 Bruxa Merreca e Bruxa Zimia viajando pelo Brasil  – Autora: Léia Cassol,
Porto Alegre, editora Cassol. (A Bruxa Merreca, a Bruxa Zamya e o Motobruxo vão
participar de um congresso de bruxaria que vai acontecer em Brasília. Mas antes,
vejam só, os três resolveram dar uma voltinha pelo Brasil e... O que será que e eles
vão descobrir?).

Biodiversidade:

 Os animais do mundinho – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo,


editora DCL, 2007. (Todos animais têm um habitat natural. Alguns deles vivem nas
matas, outros nos mares, outros nas cidades. Mas, o mais importante é que todos eles
cabem num único mundinho, o nosso planeta Terra).

 Bichos diversos – Autor: Aristides Torres Filho, São Paulo, editora Scipione,
2004. (Com poesias divertidas o autor fala de diversos bichos: o dinossauro não diz
sua idade, não insista. A zebra só usa pijama de lista... o coelho é livre e detesta que
peguem no seu pé. E você, que bicho é?).
 O seu lugar – Autor: Patrício Dugnami, São Paulo, editora Paulinas, 2008. (É
uma história que apresenta a questão da diferença e da adaptação ao mundo. Cada
página traz um instante lúdico, onde seres se apresentam por suas características
mais marcantes. A soma dessas diferenças delimita o lugar onde todos se encontram.
No seu lugar).

Convivência

 Vamos abraçar o mundinho – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo,


editora DCL, 2007. (Era uma vez um mundinho... lá viviam homenzinhos que faziam
de tudo para deixá-lo feliz, pois sabiam como ele era importante. O mundinho ficava
ainda mais feliz. Todos de mãos dadas num grande e forte abraço).

 Um mundinho de paz – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo, editora


DCL, 2005. (Era uma vez um mundinho... nele viviam homenzinhos que faziam de
tudo pela paz. Um dia, resolveram escrever o significado da palavra paz para que
ninguém esquecesse).

 O trânsito do mundinho – Ingrid Biesemeyer Bellinghausen – São Paulo,


editora DCL, 2005. (O livro fala que para uma boa convivência é necessário a criação
das leis de trânsito).

 O que é o amor? (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo Horizonte,


Editora Soler, 2007. (Na sala de aula, Alice deu a maior prova do que é o amor
verdadeiro).

 A força do exemplo (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo


Horizonte, Editora Soler, 2007. (Servir de exemplo não é a melhor forma de ensinar; é
a única forma de ensinar).

 O lado bom das pessoas  (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo
Horizonte, Editora Soler, 2007. (Clara aprendeu que, antes de criticar as pessoas, é
preciso olhar o que elas têm de bom).

 Ecos da vida (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo Horizonte,


Editora Soler, 2007. (Tudo o que fazemos, mais cedo ou mais tarde, retorna para nós).
 Perdoar, sempre!!! (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo
Horizonte, Editora Soler, 2007. (O pai da Aninha lhe mostrou uma lição: não devemos
ficar com raiva de ninguém).

 Desculpe-me (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo Horizonte,


Editora Soler, 2007. (Faça com que suas palavras sejam tão suaves como o silêncio).

 A honestidade sempre vence (Coleção pequenas lições), autor: Legrand,


Belo Horizonte, Editora Soler, 2007. (“Instrui a criança no caminho em que deve andar;
e até quando envelhecer não se desviará dele”).

 O valor da ética (Coleção pequenas lições), autor: Legrand, Belo Horizonte,


Editora Soler, 2007. (Tiago aprendeu a diferença entre o certo e o errado.
Compreendeu que ética é praticar o certo, mesmo em condições difíceis).

 Os dois amigos – Autor: Mario Pirata, São Paulo, Editora Paulinas, 2007. (A
história trata de dois amigos e de um acontecimento que causou confusão. Mas, afinal,
como podemos resolver nossos conflitos? Vamos refletir...) – Com texto impresso em
Braille, esta obra é, também, destinada a leitores com visão subnormal e deficientes
visuais.

 Aprendo com meus amigos – Autor: Taro Gomi, São Paulo, Cosac Naify,
2009. (A história fala de uma maneira terna e doce o quanto podemos aprender com a
diversidade do mundo, realçando os dons e talentos de cada ser).

 Diga paz – Sam Williams e Mique Moriuchi, São Paulo, editora Scipione, 2005.
(A importância da paz em uma abordagem sensível para pequenos leitores.
Compreenda os diferentes povos. Com amor, faça a sua parte, diga paz).

 O livro da paz – Autor: Todd Parr, São Paulo, Editora Panda, 2004. (Paz é ser
diferente, sentir-se bem com você mesmo e ajudar o próximo).

 O fusquinha cor-de-rosa – Autor: Caio Riter, São Paulo, Paulinas, 2008. (De
uma maneira muito divertida o livro traz um questionamento: existe brinquedo de
menina e brinquedo de menino? Aventure-se, divirta-se e reflita sobre isso junto com o
Beto, a Bia e o fusquinha cor-de-rosa).
 Menina não entra – Telma Guimarães Andrade, São Paulo, editora do Brasil,
2006. (Nesta história um grupo de amigos recebe “um jogador” muito especial, que irá
surpreender todo mundo).

Inclusão

 Uma joaninha diferente – Regina Célia Melo, São Paulo, editora Ática, 2006
(Você já viu uma joaninha sem bolinhas? Esta é diferente de todas as outras
joaninhas... mas será que é preciso ser igual a todos para ser aceito?).

 A felicidade das borboletas – Patrícia Engel Secco, Editora Educar


Dpaschoal, 2005. (O livro conta a história de Marcela, uma menina com deficiência
visual que estuda balé e vai fazer sua primeira apresentação - e sua fantasia é de
borboleta. Emocionada e alegre, ao entrar em cena, Marcela enxerga a felicidade no
coração de cada uma de suas amigas bailarinas e esse sentimento especial é capaz
de fazê-la voar, livre como as borboletas).

 O pequeno rei Arthur: convivendo com a Síndrome de down  - Autora:


Lúcia Cyreno, São Paulo, Editora Paulinas, 2007. (O pequeno Arthur é uma criança
como você: adora aprender coisas novas e fazer travessuras. Só é um pouco diferente
porque nasceu com síndrome de Down. Neste livro, ele quer mostrar que as
diferenças fazem parte de nossa vida e que são elas que nos tornam especiais. Afinal,
a vida não teria nenhuma graça se fôssemos todos iguais).
Postado por Márcia Moraes Corrêa às 18:14 Nenhum comentário: 

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com


o Pinterest

SEGUNDA-FEIRA, 23 DE MAIO DE 2011

Uma visão psicopedagógica sobre o processo de aprendizagem


O processo de aprendizagem pode ser definido de forma geral como a maneira
pela qual como os indivíduos adquirem novos conhecimentos, ampliam competências
e transformam o comportamento. No entanto, a complexidade do processo de
aprendizagem dificilmente pode ser explicada apenas a partir de uma definição
específica, uma vez que está impregnada de pressupostos politico-ideológicos,
relacionados com a visão de homem, sociedade e conhecimento.

Alguns teóricos consideram a aprendizagem como um processo de alteração


de conduta de um indivíduo, seja por condicionamento operante, experiência ou
ambos, de uma forma razoavelmente permanente. As informações podem ser
absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos.

Para Vygotsky (1991), a aprendizagem precede o desenvolvimento, ou seja, o


processo de desenvolvimento segue-se ao de aprendizagem, e para isso é preciso a
intervenção do processo social da educação.  Ainda de acordo com esta abordagem, a
linguagem tem um papel construtor e propulsor do pensamento e as aprendizagens
potencializam os processos de desenvolvimento, embora estes sejam mais lentos que
os processos de aprendizagem.

A partir da teoria psicogenética, Piaget afirma que o conhecimento não pode


ser aceito como algo predeterminado desde o nascimento, pois resulta das ações e
interações do sujeito com o ambiente onde vive. Todo o conhecimento é uma
construção que vai sendo elaborada desde a infância, através da interação sujeito com
os objetos que procura conhecer, sejam eles do mundo físico ou cultural. Este autor
afirma que a aprendizagem é um processo necessariamente equilibrante, pois faz com
que o sistema cognitivo busque novas formas de interpretar e compreender a
realidade enquanto o aluno aprende.

Piaget denominou que o processo de assimilação é a entrada de qualquer


aspecto da realidade na vida do indivíduo e nomeou o processo de acomodação como
o momento em que esta realidade passa a integrar os próprios esquemas do
indivíduo. A partir da construção de acomodações e assimilações, completa-se o
processo a que Piaget chamou de adaptação. A cada adaptação constituída e
realizada, o esquema assimilador se torna solidificado e disponível para que a pessoa
realize novas acomodações. O que promove este movimento é o processo de
equilibração, conceito central na teoria construtivista.

Segundo Bossa (2000) a aprendizagem é o fruto da história de cada sujeito e


das relações que ele consegue estabelecer com o conhecimento ao longo da vida.
Porém, ao se falar sobre a aprendizagem, não se pode relacionar a questão somente
com o sujeito, pois, a aprendizagem não é um processo individual, ou seja, é um
processo coletivo que envolve a interação entre o sujeito, o ensinante e o
conhecimento.
Fernández (2001), acredita na importância da família para as aprendizagens
das crianças, uma vez que os pais são os primeiros ensinantes e os mesmos
determinam algumas modalidades de aprendizagem dos filhos. Esta consideração
também deve evocar a relação professor-aluno, pois  “quando aprendemos,
aprendemos com alguém, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e
direito de ensinar.”. Almeida (1993), também considera que a aprendizagem ocorre no
vínculo com outra pessoa, a que ensina, “aprender, pois, é aprender com alguém”. É
no campo das relações que se estabelecem entre professor e o aluno que se criam às
condições para o aprendizado, seja quais forem os objetos de conhecimento
abordados.

O processo de aprendizagem se inscreve na dinâmica da transmissão da


cultura, segundo Pain (2001), e constitui a definição mais ampla da palavra educação.
Para Fonseca (1995) a aprendizagem constitui uma mudança de comportamento
resultante da experiência, ou seja, “é uma resposta modificada, estável e durável,
interiorizada e consolidada no próprio cérebro do indivíduo”. A aprendizagem
compreende uma relação entre o sujeito e o conhecimento, e é o reflexo da
assimilação e acomodação do mesmo.

Conforme Pain (1989) a aprendizagem possui quatro funções


interdependentes: função mantenedora da educação (transmissão das aquisições
culturais); função socializadora da educação (transforma o sujeito num ser social);
função repressora da educação (objetiva conservar e reproduzir as limitações
socioeconômicas das classes e grupos sociais); e função transformadora da educação
(revela formas de expressão revolucionária). Em suma, a aprendizagem garante a
conservação do processo histórico e da sociedade, embora também cumpra um papel
na implementação das transformações sociais.

Fonseca (1995) afirma que a aptidão para a aprendizagem exige a equação de


diversos fatores, como por exemplo: fatores biológicos (maturidade global,
crescimento, organização cerebral e sua estabilidade, a conscientização da imagem
do corpo, a visão, a audição, a psicomotricidade, o funcionamento dos órgãos da
linguagem articulada, etc); fatores sociais ( que incluem o nível econômico, as
experiências e oportunidades do sujeito e a relação da família com o conhecimento);
fatores emocionais ( estabilidade emocional, concentração e motivação para a
aprendizagem); fatores intelectuais ( capacidade mental, percepção e raciocínio).
Pain (1989) destaca que se pode falar de condições externas (estímulo) e
condições internas (motivação) que favorecem a aprendizagem.  Em relação às
condições externas Pain cita três planos estreitamente inter-relacionados: o corpo
(organismo), a cognição (presença de estruturas capazes de organizar os estímulos
do conhecimento) e dinâmica do comportamento (uma vez que a aprendizagem é um
processo dinâmico que determina uma mudança qualitativa na possibilidade de atuar
sobre a realidade). Sendo assim, é importante que o psicopedagogo considere estes
aspectos para que ao realizar o diagnóstico e a intervenção, possa conduzir o ser
humano à apropriação do saber, com o intuito de favorecer um desenvolvimento livre e
autônomo.

Tanto Pain (1989) quanto Fonseca (1995) afirmam que para aprender é
necessário motivação e interesse, mas ponderam que há necessidade de uma
condição interior própria do organismo. A diversidade de estímulos, as expectativas,
prêmios, castigos, necessidades adquiridas, a maior ou menor clareza na
representação da finalidade e o prazer lúdico são variáveis que também condicionam
a aprendizagem. Os aspectos de amor e sustentação, desafio e autonomia são
condições necessárias para que qualquer aprendizagem seja possível.

Para Weiss (2000), a prática psicopedagógica deve considerar o sujeito como


um ser global, composto pelos aspectos orgânico, cognitivo, afetivo, social e
pedagógico. O aspecto orgânico diz respeito à construção biológica do sujeito,
portanto, a dificuldade de aprender de causa orgânica estaria relacionada ao corpo. O
aspecto cognitivo está relacionado ao funcionamento das estruturas cognitivas. Nesse
caso, o problema de aprendizagem residiria nas estruturas do pensamento do sujeito.
O aspecto afetivo diz respeito à afetividade do sujeito e de sua relação com o
aprender, com o desejo de aprender. O aspecto social refere-se à relação do sujeito
com a família, com a sociedade, seu contexto social e cultural. Por último, o aspecto
pedagógico, que está relacionado à forma como a escola organiza o seu trabalho, ou
seja, o método, a avaliação, os conteúdos, a forma de ministrar a aula, entre outros.
Para a autora a aprendizagem é a constante interação do sujeito com o meio. Pode-se
dizer também que é a constante interação de todos os aspectos relacionados.

Em contrapartida, a dificuldade de aprendizagem é o não-funcionamento ou o


funcionamento insatisfatório de um dos aspectos apresentados, ou ainda, de uma
relação inadequada entre eles. Scoz (1998) vê os problemas de aprendizagem não se
restringindo em causas físicas ou psicológicas. É preciso compreendê-los a partir de
um enfoque multidimensional enfocando fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais
e pedagógicos. Ou seja, para aprender é necessário que exista uma relação de
condições entre fatores externos e internos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALMEIDA, S. F. C. O lugar da afetividade e o desejo na relação ensinar-aprender; In:


Revista Temas em Psicologia. Ribeirão Preto – SP: Sociedade Brasileira de
psicologia, 1993, n.1.

BOSSA, N. Dificuldades de aprendizagem: o que são e como tratá-las? Porto Alegre:


Arres médicas, 2000.

DSM-IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre:


Artes Médicas, 1995.

FERNÁNDEZ, A. Os idiomas do aprendente. Porto Alegre: Artes Médicas: 2001.

FONSECA, Vitor. Introdução às dificuldades de aprendizagem. Porto Alegre: Artes


Médicas, 1995.

PAIN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre:


1989.

PIAGET, JEAN. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

SCOZ, B. Psicopedagogia e realidade escolar, o problema escolar e de aprendizagem.


Petrópolis: Vozes,1998.

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

WEISS, Maria L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de


aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

Você também pode gostar