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1.

Imposto
Para que serve? Como se define (noção)? Que objetivos pretende alcançar? Figuras afins

Vivemos numa Sociedade Organizada. Nesta Sociedade, o Estado tem a responsabilidade de


satisfazer as necessidades coletivas dos cidadãos: justiça, educação, saúde, cultura, desporto, segurança
social, família, bem-estar social, segurança, etc – para tal desenvolve uma atividade para obter os meios
económicos – atividade financeira do estado.

O Estado necessita de fundos que provêm das receitas públicas para fazer face às despesas
(segurança social, saúde, escolaridade, etc). As receitas públicas podem surgir dos impostos, taxas,
participações financeiras, rendas, empréstimos, emissão de moeda, juros.

CRP – Artgs 63º a 104º

O Imposto é uma prestação patrimonial, definitiva e unilateral, estabelecida pela lei a favor de uma
pessoa coletiva de Direito Público, para realização de fins públicos, e a qual não constitui sanção de um ato
ilícito. Tem como finalidade a receita pública e a redistribuição de riqueza.

Características do Imposto:

 Prestação patrimonial (não necessariamente pecuniária, ou seja, em dinheiro);


 Definitivo (não reembolsável, não é um empréstimo);
 Unilateral (não recebo nada em troca, mas como contribuinte tenho direito à saúde, educação,
estradas, etc);
 Estabelecido por lei (assembleia);
 A favor da pessoa coletiva;
 Não sancionatório (não se destina a punir uma ação).

LGT – Artgs 3º, 18º, 20º a 24º e 28º

Classificações do Imposto:

 Direto (IRS, IRC) – Quem suporta o imposto, também o paga;


 Indireto (IVA) – Não é quem suporta o imposto que o paga;
 Reais ou Objetivos;
 Pessoais ou Subjetivos (IRS é o único) – Tem em conta as características do individuo;
 Estaduais – Inclui os locais e centrais;
 Não estaduais;
 Periódicos (IRS, IMI) – Ocorrem todos os anos, pago no fim do período;
 Obrigação Única (IMT) – Ocorre só uma vez, pago quando ocorre;
 Ordinários;
 Extraordinários – Ocorre em circunstâncias excecionais (guerras, crises económicas);
 Prestação Fixa;
 Prestação Variável;
 Principais
 Dependentes
 Acessórios – Adicionais, acrescem ao principal (coleta) ou Adicionamentos (matéria coletável);
 Sintéticos;
 Analíticos.
Imposto incide sobre:

 Rendimento;
 Capital;
 Despesa.

Elementos do Imposto:

 Objetivo, prestação unilateral, definitiva e coativa, exigida por entidades que exercem funções
públicas;
 Subjetivo, é exigida a detentores de capacidade contributiva a favor de entidade que exerce
funções públicas;
 Finalista, para realização das funções do estado sem carácter sancionatório.

Sujeito Ativo - Capacidade para estabelecer tributos e exigir à generalidade dos agentes económicos.

Sujeito Passivo - Quem de uma forma genérica e abstrata está sujeito ao poder tributário dentro do
território de um estado.

Fases do Imposto:

 Incidência: A Incidência definição geral e abstrata feita pela lei dos atos sujeitos a imposto.
- Incidência Real: aspeto material (o que está suj. ao imposto?); aspeto temporal (quando está
suj. ao imposto?); aspeto espacial (onde é tributado?); aspeto quantitativo (quanto?)
- Incidência Pessoal (quem?)
Não incidência: Não está sujeito ao imposto (ex: eu não estou sujeita a IRC)
ISENÇÃO: Está sujeito a imposto, mas está isento (ex: Estado)
 Lançamento: Conjunto de operações administrativas que conduzem à identificação dos Sujeitos
Passivos e determinação da Matéria Coletável (nesta fase identificam-se as pessoas obrigadas ao
imposto e determina-se a matéria coletável)
 Liquidação: Operações de cálculo do montante a pagar – aplicação da taxa à matéria coletável -
feitas pela Administração Fiscal ou pelo Contribuinte (autoliquidação): Coleta; Deduções à Coleta
 Cobrança: Operações de Pagamento do Imposto

Exercício
Num país X a autoridade competente criou um imposto a incidir sobre os rendimentos obtidos por pessoas maiores
residentes em cidades.
O montante do imposto corresponde a 10% do rendimento obtido anualmente e é determinado e pago até 20 de
março do ano seguinte.
Não pagam imposto os deficientes com grau de invalidez superior a 60%.
Incidência:
- O que está sujeito a imposto? O rendimento obtido
- Quando é sujeito? Anualmente
- Onde? No país X, residentes em cidades
- Quanto? Rendimento obtido anualmente
- Quem? Pessoas maiores residentes em cidades
Isenção: Deficientes com grau de invalidez superior a 60%
Não sujeitos: Não residentes em cidades e menores
Matéria coletável: Rendimento obtido anualmente
Taxa: 10%
Coleta: Matéria coletável x Taxa (Liquidação)
Cobrança: 20 março do ano seguinte
Extinção do Imposto:

 Pagamento: modo normal de satisfazer o imposto, em regra a pronto, pagamento em prestações


– artg. 31º Regime Cobrança do IR
 Quem paga: sujeito passivo, representante legal (incapazes), representante voluntário – 91º
CPPT (sub-rogação)

Outras Formas de Extinção do Imposto:

 Dação em pagamento: entrega de bens par fazer face à dívida do imposto - artg. 40º nº2 LGT
 Caducidade – o direito de liquidar tributos se a liquidação não for feita no prazo de 4 anos –
artgº 45º da LGT
 Prescrição - as dividas tributárias prescrevem no prazo de 8 anos – artg. 48º da LGT
 Compensação – um sujeito passivo que tenha a haver um crédito do Estado pode solver com o
mesmo a sua dívida fiscal – artg. 40º LGT -
 Confusão - concorrência na mesma pessoa de Sujeito Passivo (devedor - contribuinte) e Sujeito
Ativo (credor - Estado) Ex: quando uma pessoa sem família morre, o Estado é o herdeiro (sujeito
passivo) e o cobrador (sujeito ativo). Sub-rogação.

Pagamento com Juros:

 De mora - atraso no pagamento (Artg. 44º nº 1 e 3 LGT) – associado à fase da cobrança


 Compensatórios - atraso na liquidação (Artg. 35º LGT) – associado à fase da liquidação
 Indemnizatórios - Estado paga ao contribuinte (Artg. 43º LGT)

Exercício
A administração liquidou em janeiro de 2020 a declaração de IRS de 2014, 2015 e 2016, as respetivas liquidações
foram no valor de 3.000€, 4.000€ e 5.000€.
Não pretende pagar qualquer uma porque alega que já caducaram.
A declaração de 2017, entregue dentro do prazo legal, evidencia um crédito a favor do António no montante de
1.000€.
Quanto tem António a pagar/receber, sabendo que a declaração de 2013, notificada ao fim de 2 anos, liquída 500 €?
Em relação às declarações de 2014 e 2015 estão caducadas, não temos de pagar nem os 3000€ nem os 4000€ (artg. 45
nº1).
A declaração de 2016 não caducou, logo tem de ser paga no valor de 5000€ (artg. 45 nº1).
Como em 2017 temos um crédito de 1000€ vamos compensar a dívida e ficamos a dever só 4000€ (artg. 40 nº2).
A declaração não está caducada pois foi bem notificada, no entanto a declaração ainda não prescreveu, prescreve em
2021, logo ainda pode ser cobrada (artg. 48 nº1).
Tinha a pagar 4500€.

2. Fontes de Direito
Fontes de Direito são as formas e modos pelos quais o direito se manifesta. A CRP – 1º lugar na
hierarquia das fontes de direito. Define os princípios básicos aos quais o legislador deve obedecer.

CRP – Artgs 13º, 103º e 104º

Princípios:

 Da legalidade (artg. 103º), obrigatoriedade de os encargos serem votados na Assembleia da


República.
 Da igualdade (artg. 13º)
 Generalidade, todos os cidadãos com capacidade contributiva devem pagar impostos.
 Uniformidade, na tributação deve igualdade de sacrifícios, mas não só…

Exceção – Lei é fonte de direito:

 Decretos-lei com autorização legislativa.


 Decretos legislativos regionais (artg. 227 nº1 i) CRP)

Regulamentos:

São diplomas emanados do poder executivo no desempenho da atividade administrativa, para


conveniente execução das leis, encontram-se subordinados à lei, logo não a podem contrariar, nem
disciplinar matérias que lhe estejam reservadas. Ex: Decretos regulares, portarias, despachos.

Exercício

Em março de 2020 o Ministro das finanças, verificou que no ano anterior o deficit orçamental foi de 3,5 %, como
pretende baixá-lo, decidiu criar um novo imposto para o ano de 2019.
Todos os cidadãos de origem chinesa ou italiana devem pagar 1% do rendimento anual até ao final do mês.
Decidiu ainda antecipar em 10 dias o pagamento do IVA e retirar o subsídio de férias a quem aufere mais de
2000€/mês.
Nos termos do artg. 165º da CRP é da exclusiva competência da Assembleia da República legislar a criação de impostos.
Nos termos do artg. 103º nº3 da CRP ninguém pode ser obrigado a pagar impostos com natureza retroativa, não pode
ser criado para 2019.
Nos termos do artg. 13º nº2 da CRP ninguém pode ser prejudicado em razão do território de origem.
Antecipação dos 10 dias à partida não teria nenhum problema.
Nos termos do artg. 13º nº2 da CRP não pode ser retirado o subsídio de férias.

3. Avaliação da Matéria Coletável


 Método da avaliação direta, procura estimar o valor real da MC. (artg. 57º CIRS)
 Método da avença, fixa-se antecipadamente o imposto que resulta do exercício duma atividade.
 Método indiciário, ou indireto ou de sinais exteriores, renuncia à avaliação exata, opta pelo
cálculo em termos aproximados. (artg. 87º LGT)

Avaliação por declaração:

- Declaração pelo Sujeito Passivo participação ativa dos Sujeitos Passivos têm competência para
avaliar a sua própria MC

 leva ao conflito entre o interesse material e o dever de cidadania.


 necessidade de controlo.
 desigualdade grave onde não há controlo. Ex: mais valias.

Declaração por um terceiro

- a comunicação é feita por outrem.

- alguém que conhece bem o Sujeito Passivo, banco, patrão.

- problema da igualdade entre cidadãos.


4. Fraude Fiscal
A fraude consiste na transgressão da legalidade com o objetivo de reduzir a tributação. Pode ser de 3
formas:
 Dissimulação material, quem sem contabilidade omite ou falseia a declaração da MC;
 Dissimulação contabilística, empolar custos ou reduzir proveitos;
 Dissimulação jurídica, simulação de uma figura jurídica diferente para ser menos onerado.

5. Planeamento, Evasão e Elisão


Planeamento
 Lícito
 Escolha soluções
 Liberdade de estabelecimento
Evasão
 Viciação, ocultação, simulação
Elisão
 Habilidade, não colide com lei

Código Civil – Artg 334º & LGT – Artg 38º

6. Interpretação da Lei
a) «In dubio contra fiscum» (na dúvida contra o fisco)

b) «In dubio pro fiscum» (na dúvida a favor do fisco)

c) Interpretação literal
- casos análogos – aplicação da analogia
- criação de uma norma dentro do espírito do sistema

d) Aplicação às leis fiscais dos princípios gerais


 No tempo
- Início da vigência: Os Diplomas entram em vigor no dia neles fixado ou, na falta de fixação, no
5º dia após a publicação (Lei 74/98) (Continente)
- Termo da Vigência: A vigência de uma lei pode cessar por caducidade (quando termina o prazo
fixado para a sua vigência) ou por revogação
- Não retroatividade das leis fiscais: Uma lei fiscal não pode ser expressamente retroativa nº 3
Artº103 CRP
 No espaço
- Princípio da territorialidade: As leis tributárias de um Estado são as únicas que se aplicam no
território desse Estado e só se aplicam nesse território
- Residentes: Incidência pessoal ilimitada
- Não Residentes: Incidência real limitada
e) Interpretação económica
f) Interpretação funcional
Código Civil – Artg 9º & LGT – Artg 11º

7. Dupla Tributação
Fenómeno em que o mesmo facto/pressuposto é previsto em mais que uma lei (pais), fenómeno
que ocorre quando 2 pressupostos estão relacionados com mais do que um espaço territorial. Deve ser
eliminado para eliminar o obstáculo ao investimento.

Métodos para eliminar a dupla tributação:


 Isenção
- Integral
- Com Progressividade: para efeito de aplicação de taxa quando a taxa é progressiva
 Imputação ou crédito
- Integral: deduz o montante pago no estrangeiro
- Ordinária: fração do seu próprio imposto (81º IRS / 91º IRC)

IRC – Artgs 68º e 91º

8. Alteração das Taxas de Imposto


Repercussão fiscal/ translação fiscal.

O contribuinte de direito transfere para outro agente económico o ónus financeiro do imposto.

Prof. Teixeira Ribeiro, considera repercutível se o preço dos bens / serviços sofre alterações.

Repercussão progressiva, transfere-se o encargo para o cliente

Repercussão regressiva, quando se consegue exigir uma redução do preço no fornecedor.

Elasticidade

Elasticidade da procura: a repercussão varia na razão inversa da elasticidade da procura.

Elasticidade da oferta: a repercussão varia na razão direta da elasticidade da oferta, no caso de


oferta rígida, a possibilidade de repercutir o imposto é menor.

Os ciclos económicos, em fases de ciclo económico expansivas é mais fácil repercutir os impostos.

9. Garantias e Direitos dos Contribuintes


Garantias materiais

- Direito à informação 57 CPPT 56/68 LGT

- Direito à avaliação da situação fiscal a pedido 47 LGT

- Direito à fundamentação e notificação 77 LGT

- Direito à dedução, reembolso e restituição

- Direito a juros indemnizatórios 61 CPPT e 30/43 LGT

- Direito a redução de coimas 29 RGIT

- Direito à caducidade e prescrição 45 a 48 LGT


- Direito à confidencialidade 64 LGT 22 RCPIT 91/115 RGIT

Garantias adjetivo - processuais do Contribuinte: Oferecem ao Contribuinte o direito de intervir no


procedimento e processo tributário em defesa dos seus direitos e interesses

- Audição prévia 60 LGT


- Revisão da Matéria coletável 91 LGT
- Recurso hierárquico 80 LGT
- Reclamação graciosa 69 CPPT
- Impugnação judicial 99 CPPT

10. IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas


IRC – Artgs 2º a 14º

São sujeitos passivos do IRC, as pessoas coletivas (não inclui apenas as empresas).

Alguns sujeitos passivos do IRC não têm a obrigação de cumprir certas normas (ex: a câmara
municipal não tem de pagar imposto).

Enquanto a sociedade não for à conservatória, não tem personalidade jurídica.

Incidência (Artg 2º)


a) Pessoas Coletivas - Residentes
b) Entidades desprovidas de personalidade – Residentes
c) Entidades com ou sem personalidade – Não Residentes

Artg 3º - Base do Imposto

Artg 4º - Extensão da Obrigação do Imposto


a) Incidência Pessoal ilimitada»
b) Incidência real limitada»

Artg 5º - Estabelecimento Estável


a) Instalação fixa – Act nat Com Ind ou Agrícola
b) Extensão do conceito (nº 6)

Artg 6º - Transparência Fiscal

Artg 7º - Não sujeição a IRC


Não estão sujeitos a IRC os rendimentos diretamente dependentes das atividades do jogo

Artg 8º - Período de Tributação


Regra Geral – O IRC é devido por cada exercício económico, o qual coincidirá com o ano civil.

Artg 9º a 14º - Isenções


Determinação do IRC

RLP

+- Variações patrimoniais

+- Correções Fiscais

= Lucro tributável / Prejuízo para efeitos fiscais.

- Prejuízos fiscais anos anteriores

- Benefícios fiscais

= Matéria coletável

* Taxa = Coleta

+ derrama Estadual – Dupla Tributação – Benefícios fiscais – PEC- AIMI = IRC liquidado

- Retenções na fonte - pagamentos por conta + derrama + TA

= IRC

Exercício
a) A Sociedade Comercial B com sede em Lisboa vendeu 100000€.
b) A Junta de Freguesia M arrenda casa por 2000€.
c) A Fundação recebe 1000€ no restaurante, 2000€ em saúde e 3000€ em rendimentos de capitais. (isento)
d) Para a construção do aeroporto, C junta-se a D.
e) O João e o Pedro juntam-se para vender cromos num site.
f) O Tiago morre e deixa a mercearia aos seus 3 filhos.

a) Sujeito passivo de IRC (artg. 2 nº1a); Incidência sobre o lucro (artg.3 nº1a)
b) Sujeito passivo de IRC (artg. 2 nº1a); Isenta de IRC, não tributado (artg. 9 nº1b)
c) Sujeito passivo de IRC (artg. 2 nº1a); Incidência sobre o rendimento global (artg. 3 nº1b)
d) ? caso específico, é sujeito passivo de IRC
e) Sujeito passivo de IRC (artg. 2 nº1b); Incidência sobre o lucro (artg.3 nº1a)
f) Sujeito passivo de IRC, passa de IRS para IRC (artg. 2 nº1b e nº2); Incidência sobre o lucro (artg.3 nº1a)

IRC – Artgs 17º Lucro Tributável = RLP +/- Variações + Correções


Contabilidade CIRC
Gastos Rendimentos Gastos Rendimentos
Sal 0,5M 1M Sal 0,5M 1M
FSE 0,3M FSE 0,3M
Ferrari 0,2M Ferrari 0
Total 1M 1M Total 0,8M 1M
Lucro = 0 Lucro = 0,2
Correção Fiscal = +0,2
CONT = - 0,2M
CF = + 0,2M
CIRC = 0

IRC – Artgs 20º, 23º, 23ºA e 88º


Exercício Gastos
a) Manuela, empregada limpeza, recebe subsídio desemprego, não emite recibos. Para receber a quantia de 300€ a
gerência realizou um levantamento de caixa e considerou o gasto de 300€.
b) Gasto com almoço – 3 melhores clientes – 2000€
c) O João recebeu 1000€ de ajudas de custo, respeitantes a 20 dias no norte do país.
d) Aluguer de VLP, cujo preço de aquisição é de 20.000€, por 5.000€ /ano.
e) Aluguer duma VLP elétrica, cujo preço de aquisição é de 40.000€, por 10.000€/ano.
f) A viagem de finalistas do filho de gerente ao Brasil permitiu considera o gasto de 2.000€.
g) O Sr. Manuel da Luzes reparou a instalação elétrica duma loja. Recebeu 200€, tendo emitido uma nota com
identificação do seu nome, NIF, morada, bem como os dados da empresa.
h) O IRC estimado pela empresa foi de 1.000€.
i) O João, melhor vendedor da empresa, está com dificuldades financeiras. Como não consegue pagar o IUC da sua
viatura automóvel, que utiliza ao serviço da empresa, o gasto foi assumido pela mesma no valor de 300€.
j) Aluguer de barco para passear no Tejo com clientes que façam aquisições superiores a 5.000€.

Determine o IRC, ainda que de forma simplificada, considerando que o RLP foi de 1.200€

a) Gasto não aceite (artg. 23 nº6 e 23-A nº1b); Tributação autónoma 150€ (artg. 88 nº1); CF = 300€
b) Gasto aceite, é despesa de representação; Tributação autónoma 200€ (artg. 88 nº7);
c) Gasto aceite, considerando mapa (artg. 23-A nº1h); Tributação autónoma 50€ (artg. 88 nº9)
d) Gasto aceite (artg. 23); Tributação autónoma 500€ (artg. 88 nº3a e nº5)
e) Gasto aceite (artg. 23); Não tem tributação autónoma (artg. 88 nº3)
f) Gasto não aceite (artg. 23 nº1); Tributação autónoma 200€ (artg. 88 nº7); CF = 2000€
g) Gasto não aceite, não tem fatura (artg. 23 nº2a e nº6); Não tem tributação autónoma; CF = 200€
h) Gasto não aceite (artg. 23-A nº1a); Não tem tributação autónoma; CF = 1000€
i) Gasto não aceite (artg. 23-A nº1f); Não tem tributação autónoma; CF = 300€
j) Gasto não aceite (artg. 23-A nº1k); Não tem tributação autónoma; CF = 5000€
RLP = 1200€
CF = 300 + 2000 + 200 + 1000 + 300 + 5000 = 8800€
Lucro Tributável = RLP + CF = 1200 + 8800 = 10000€
Tx 21 = 10000 x 0,21 = 2100 (coleta de IRC)
TA = 1100€
IRC = Tx + TA = 2100 + 1100 = 3200€

Exercício Gastos
A empresa X dedica-se à venda de sabonetes. No ano de 2019, contavam os seguintes gastos:
a) Jantar em 2019, melhores clientes de 2018, no dia de reis – 700€
b) Armazenagem de mercadoria, retida na China em 2018, chegou à empresa em janeiro de 2019 – 1000€
c) Água de dezembro de 2018, fatura chega em janeiro 2019, pagamento em fevereiro 2019 – 200€
d) Eletricidade de dezembro 2019, fatura chega em janeiro 2020, pagamento fevereiro 2020 – 300€
e) Contrato de manutenção computadores, válido de 01/01/2019 a 31/12/2020 – 6000€
f) Seguro VLP, adquirida por 20000€, seguro válido de 01/04/2019 a 31/03/2020 – 1200€

a) Gasto aceite (artg. 18 nº1 e 23 nº1); Tributação autónoma 70€ (artg. 88 nº7)
b) Gasto aceite, gasto imprevisível (artg. 18 nº2); Não tem tributação autónoma
c) Gasto não aceite, diz respeito a 2018 (artg. 18 nº1); Não tem tributação autónoma; CF = 200€
d) Gasto aceite, diz respeito a 2019 (artg. 18 nº1); Não tem tributação autónoma
e) Gasto não aceite, gasto tem de ser dividido (artg. 18 nº1); Não tem tributação autónoma; CF = 3000€
f) Gasto não aceite, gasto tem de ser dividido (artg. 18 nº1); Tributação autónoma 120€ (artg. 88 nº3a e nº5); CF =
300€
RLP = 1200
CF = 3500
Lucro Tributável = 4700
Tx 21 = 987
TA = 190
IRC = 1177
Exercício Gastos
RLP = (2000)
a) Pagamento da eletricidade respeitante ao ano 2018, por esquecimento não foi paga naquele ano. A empresa
pagou em 2019 e considerou o gasto – 1000€
b) Multa de estacionamento – 200€
c) Gasóleo VLP – 100€
d) Viagem com fornecedor a uma feira – 2000€
e) Juros de mora por atraso no pagamento do IVA – 250€
f) Ajudas de custo pagas ao Diretor Comercial – 6000€. O valor é inferior ao que teria sido pago pelo Estado a um
funcionário
g) Pagou uma fatura no montante 2000€, respeitante a 2018, que por culpa do fornecedor, só chegou à empresa
em 2019

a) Gasto não aceite (artg. 18 nº1); Não tem tributação autónoma; CF = 1000€
b) Gasto não aceite (artg. 23-A nº1); Não tem tributação autónoma; CF = 200€
c) Gasto aceite (artg. 23 nº1); Tributação autónoma 10€ (artg. 88 nº3a e nº5)
d) Gasto aceite (artg. 23 nº1); Tributação autónoma 200€ (artg. 88 nº7)
e) Gasto não aceite (artg. 23-A nº1e); Não tem tributação autónoma; CF = 250€
f) Gasto aceite (artg 23 nº2d e 23-A nº1e); Tributação autónoma 300€ (artg. 88º nº9)
g) Gasto aceite (artg 18 nº2); Não tem tributação autónoma
RLP = -2000€
CF = 1000 + 200 + 250 = 1450€
Lucro Tributável/Prejuízo Fiscal = -550€
Tx21 = 0 (coleta) porque apresenta prejuízo
TA = 20 + 400 + 900 = 1320€ (artg. 88 nº14)
IRC = 1320€

Exercício Depreciações
A sociedade “Bolas de Berlim, Lda”, uma pequena empresa, tem sede em Lisboa, o seu objeto social consiste na
produção de bolas de Berlim. No ano de 2019, prevê apresentar um RLP positivo de 10000€. Na contabilidade, entre
outros, prevê-se que constem os seguintes factos:
a) Aq. Telemóvel 1200€ taxa 33,33%
b) Aq. Computador portátil usado por 1100€ taxa 33,33% decrescentes
c) Aq. Expositor itinerante 2000€, taxa 10%, adquirido em 2010
d) Aq. VLP – a carrinha das bolas, para transporte de bolas de Berlim paras as praias da linha de Cascais, pelo
valor de 14000€, taxa 25%, método linha reta
e) Aq. VLP – gerente, pelo valor de 30000€, taxa 20%, linha reta
f) Aq. Aparelho de som 700€, taxa 25%

a) Taxa max 20% logo 240€ (tabela g 2251)


CF = - 399,96 – 240 = + 159,96
b) Taxa 33,33 aceite (tabela g 2240), não pode usar o método decrescentes porque é usado (artg 30 nº2a e 4).
CF = - 549,945 - 366,63 = + 183,315
c) Taxa min 12,5% logo 250€ (tabela g 2186) Período max vida útil 8 anos, ou seja até 2017 logo não aceite, não
podemos depreciar (artg 34 nº1d)
CF = - 200 – 0 = + 200
d) Taxa 25% aceite (tabela g 2375), linha reta aceite (artg. 30 nº1), inferior a 25000€ aceite (Artg 34 nº1e) – 3500€
Não há CF
TA = 3500 x 10% = 350€
e) Taxa 20% aceite (tabela g 2375), linha reta aceite (artg. 30 nº1), superior a 25000€ não aceite (Artg 34 nº1e)
CF = - 6000 – 5000 = + 1000
TA = 6000 x 27,5% = 1650€
f) Inferior a 1000€ logo pode ser totalmente depreciado (artg 33º)
Não há CF
RLP = 10000€
CF = 1543,28€
Lucro Tributável = 10000 + 1543,28 = 11543,28€
Tx21 = 11543,28 x 21% = 2424,09€ (coleta)
TA = 1790€
IRC = 4214,09€

Exercício Imparidades
No ano de 2019, a sociedade “impar“ obteve um RLP de 2.000€.
Na contabilidade constam, entre outros, os seguintes factos:
a) Constituiu uma imparidade de 1.000€, para um crédito de 2.000€, por ter verificado que a empresa já tem
um processo executivo a decorrer;
b) Constitui uma imparidade de 2.000€ para um crédito de igual montante. Para tal intentou uma acção judicial
10 dias após o cliente entrar em mora;
c) No ano de 2018, foram adquiridas mercadorias por 3.000€. No final do ano de 2019, apenas são vendáveis
por 2.500€. A empresa constituiu uma imparidade de 500€;
d) Um cliente, amigo de longa data do gerente, tem uma dívida em mora há 9 meses, no valor de 4.000€. A
amizade existente levou a que não fosse constituída qualquer imparidade;
e) No dia 3 de Maio de 2019 foram vendidas mercadorias a crédito no valor de 6.000€. O cliente dispunha de
60 dias para pagar, não o tendo realizado até final do ano, foi decidido constituir uma imparidade de 1.500€;
f) A Junta de Freguesia, onde se localiza a sede da empresa está em mora desde o dia 1 de Abril de 2018. A
empresa decidiu constituir uma imparidade de 25% sobre o crédito de 1.000€
g) No dia 31 de dezembro fez 9 meses que um antigo cliente entrou em mora. Para não perturbar futuras
vendas, não foi ainda feito qualquer contato para tentar cobrar o crédito. A empresa constitui uma
imparidade de 25% sobre o crédito de 10.000€
h) A empresa holding da sociedade “impar”, detém 11% do capital social, está em mora desde 1 de dezembro
de 2018. A empresa constituiu uma imparidade de 25% sobre o crédito de 20.000€.

a) Imparidade aceite (artg 28-B nº1a)


b) Imparidade aceite (artg 28-B nº1b)
c) Imparidade aceite (artg 28 nº1)
d) Não se considera imparidade, não há obrigação de reconhecer imparidade.
e) Imparidade não aceite, está em mora há 5 meses (artg 28-B nºc)
CF = + 1500€
f) Imparidade não aceite, é Estado (artg 28-B nº3a)
CF = + 250€
g) Imparidade não aceite, não tentou cobrar o crédito (artg 28-B nº1c)
CF = + 2500€
h) Imparidade não aceite (artg 28-B nº3c)
CF = + 5000€
RLP = 2000€
CF = 1500 + 250 + 2500 + 5000 = 9500
Lucro Tributável = 2000 + 9500 = 11500
Tx21 = 2415 (coleta)
TA = 0
IRC = 2415

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