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Os 144 mil do capítulo 14, os santos do capítulo 13 e o

remanescente do capítulo 12 são um só e o mesmo grupo: a


igreja de Deus no tempo do fim. Créditos da imagem: Fotolia
O grupo dos 144 mil é mais um dos muitos detalhes do
Apocalipse que têm cativado a curiosidade de milhares de
cristãos. E não são poucas as hipóteses quanto à identidade
deles. Mas, afinal, o que sabemos de certo sobre esse grupo?
No capítulo 7, João descreve os 144 mil como sendo o número
dos selados entre todas as tribos de Israel (v. 4-8), o que significa
que, por haverem escolhido permanecer leais a Deus, Ele os
protege da apostasia e perseguição final (v. 2, 3; cf. Êx 12:7, 12-
13; Ez 9:4).
Descrição mais detalhada encontra-se no capítulo 14. Ali, o
grupo especial de seguidores de Jesus (v. 4) aparece em pé com
Ele sobre o monte Sião (v. 1). Eles parecem ser aqueles que
foram perseguidos e condenados por causa de sua lealdade a
Deus (13:7) e que, em lugar da marca da besta, trazem em sua
fronte o nome do Cordeiro e do Pai (14:1).
Os 144 mil pertencem a Deus; foram redimidos entre todos os
povos da Terra (v. 4); entoam um cântico de vitória diante do
trono que ninguém pode cantar (v. 3); mesmo que não
pudessem comprar nem vender (13:17), Deus os comprou (14:3);
eles se diferenciam por não terem se contaminado com
mulheres (v. 4), ou seja, não comprometeram sua lealdade a
Deus ao entrar em relação com sistemas religiosos falsos (17:1,
2; 18:2-4) e em cuja boca não se achou dolo (14:5). Em 13:7 e
14:12, os 144 mil são descritos como os “santos” de Deus.
O contexto dos capítulos 7 e 14 não deixa dúvida de que os 144
mil são o povo de Deus no tempo do fim. Em Apocalipse 6:12-14,
temos a abertura do sexto selo, que se refere aos sinais que
antecedem a volta de Jesus. Diante de todas as calamidades
impostas por esses sinais, surge a pergunta: “Quem é que pode
suster-se?” (v. 17). A resposta vem em seguida: os 144 mil (7:1-
8), que são selados pelos anjos de Deus para que sejam
protegidos (v. 2, 3).
Já no capítulo 14 a perspectiva não é tanto a da volta de Jesus
propriamente dita, mas a da crise religiosa que a antecede (Ap
13). Nesse contexto, os 144 mil são aqueles que aceitam e
proclamam a tríplice mensagem angélica (14:6-12). Isso faz dos
144 mil o remanescente de Deus do tempo do fim, grupo
introduzido logo antes da descrição do falso culto que seduzirá
toda a Terra (12:17), com exceção dos “santos” que não
aceitarão a marca da besta (Ap 13:7-10).
Esse é o mesmo grupo que, em seguida ao surgimento da
segunda besta, aparece em pé com o Cordeiro sobre o monte
Sião (14:1-5). Portanto, não há dúvida de que os 144 mil do
capítulo 14, os santos do capítulo 13 e o remanescente do
capítulo 12 são um só e o mesmo grupo. Nesse caso, aquilo que
é dito acerca do remanescente (12:17) e dos santos (13:10;
14:12) deve se aplicar aos 144 mil.
No entanto, a pergunta mais recorrente quanto aos 144 mil é se
o número é literal ou simbólico. Não há dúvida de que ele deve
ser tomado simbolicamente. No capítulo 7, a referência aos 144
mil é imediatamente precedida por uma série de símbolos (v. 1-
3). O mesmo ocorre no capítulo 14, no verso 4. Não bastasse a
referência ao Cordeiro, que é nitidamente simbólica, se o
número fosse literal, então os 144 mil, grupo formado por 12 mil
fiéis de cada tribo de Israel (7:4-8), seriam apenas judeus cristãos
do sexo masculino que nunca foram casados. Conclusão que
beira ao ridículo.
No Apocalipse, “mulher” é um termo simbólico (cf. 12:1-6, 13-17;
17:1-8), como o é “Cordeiro” (cf. 5:1-14; 6:1, 7, 12, 16; 8:1; etc.).
Portanto, o número 144 mil – 12 x 12 x 1.000 – também deve ser
tido como simbólico, e seu significado seria a plenitude do povo
de Deus no tempo do fim. A referência às tribos de Israel
também reforça essa interpretação. Além do fato de a tribo de
Dã estar ausente da lista e a de Manassés tecnicamente ser parte
da tribo de José (note que Efraim, irmão de Manassés e filho de
José, não é citado), a maior parte das tribos já não existe. Além
disso, no Novo Testamento, “Israel” é utilizado simbolicamente
como referência à igreja cristã (Rm 2:28, 29; Gl 6:16).
Assim, os 144 mil representam a igreja de Deus no tempo do fim,
aqueles que vão resistir às provações que antecedem a volta de
Jesus e que estarão em pé com Ele sobre o monte Sião.

NOVO ESTUDO

 Os 144 mil


Quem são os 144 mil de Apocalipse 14?
Alberto R. Timm
Em Apocalipse 14 encontramos uma estrutura proléptica, na
qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para
então serem mencionadas as três mensagens angélicas
responsáveis pela origem desse grupo (versos 6-12). Tanto a
proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são
descritas como ocorrendo no período final da história humana,
que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-
20).
Nesse contexto, os 144 mil aparecem como a última geração dos
verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os
mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste
com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a
sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11).
O fato de Apocalipse 7:1-8 mencionar o mesmo grupo de 144 mil
como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel”
(verso 4) tem levado alguns comentaristas a sugerir que esse
grupo será formado por judeus literais, em cumprimento a certas
promessas do Antigo Testamento para com a nação de Israel.
Essa interpretação carece, no entanto, de base bíblica e de
fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em
Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem
na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gn 49:1-28);
(2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil
pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinções
tribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à
deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver
II Rs 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz
toda e qualquer distinção étnica (ver Gl 3:26-29). Diante disso,
somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados
pela última geração do povo remanescente de Deus, também
chamado de Israel espiritual (ver Rm 9:6-8; I Pe 2:9 e 10).
Uma vez que as doze tribos de Apocalipse 7 devem ser
interpretadas simbolicamente, surge a indagação: podemos
entender o seu número como literal? Embora alguns
comentaristas o façam, existe uma forte tendência de ver nessa
multiplicação de 12 vezes 12.000 (= 144.000) apenas um símbolo
da totalidade de componentes da última geração dos salvos
que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo.

Fonte: Sinais dos Tempos, julho de 1998, p. 29 (usado com


permissão)
NOVO ESTUDO

Introdução
O número 144.000 é um dos vários
números aparentemente enigmáticos
de Apocalipse, o que tem gerado muitas
especulações. Gerações de cristãos,
incluindo os adventistas, têm estudado
este símbolo. No passado, o Instituto de
Pesquisas Bíblicas já tinha publicado um
artigo sobre os 144.000 e a Grande
Multidão de Beatrice Neill.1 O presente
artigo é uma tentativa deste autor em
lidar com a informação bíblica. Quando
abordarmos este tópico, as seguintes
questões devem ser levantadas: Que
espécie de grupo é os 144.000? Quando
aparecem? Que relação ele tem com a
grande multidão e o remanescente? É
um número literal ou simbólico?
I. Os 144.000 como Um Grupo
Nas Escrituras, os 144.000 aparecerem
sob esta designação apenas duas vezes,
a saber em Apocalipse 7 e Apocalipse
14. Eles são um grupo específico de
seres humanos que mantêm um
relacionamento especial com Jesus. Em
Apocalipse 14:1, ele estão com o
Cordeiro no Monte Sião. Aqueles, que
foram condenados e perseguidos em
Apocalipse 13, agora triunfam com o
Cordeiro.2 Em vez de a marca da besta
em suas frontes ou em suas as mãos,
essas pessoas levam o nome do
Cordeiro e do Pai em suas frontes. Elas
pertencem a Deus. Ele as guarda. Eles
se assemelham a Ele. Eles cantam um
novo cântico, um cântico de sua
experiência pessoal, aquela a qual eles
enfrentaram na batalha final entre a
verdade e o erro, entre Deus e Satanás.
Mesmo estando impossibilitados de
comprar ou vender (Ap 13:17), Jesus
lhes comprou. A salvação foi cara.
Custou a vida de Jesus.
Os 144.000 não se contaminaram com
mulheres. Eles são virgens. Isso significa
que eles não entraram em um
relacionamento com a religião falsa ou
eles se separaram dela.3 Eles seguem
Jesus aonde quer que Ele vá (cp. Jo
10:27–28) e são transformados pela
graça de Deus. Sendo as primícias, eles
são um grupo especial de filhos de
Deus. De acordo com o contexto de
Apocalipse 14, eles aceitaram as
mensagens dos três anjos e podem
também tê-las proclamado. Em
Apocalipse 14:12, os santos é um outro
nome para os 144.000. Esses santos são
caracterizados pela
resistência/paciência, por guardar os
mandamentos e pela fé de Jesus. Assim,
Apocalipse 14 fornece informações
sobre o caráter e comportamento
deles.
Apocalipse 7, no entanto, contém
pouco a respeito. Nós ouvimos que os
144.000 são os servos de Deus que
estão a ser selados (Ap 7:3). O selo de
Deus em suas frontes aponta para o
fato de que eles são propriedade de
Deus e que eles estão, pelo menos,
protegidos contra a apostasia.4
II. O Tempo de Sua Aparição e de Seu
Ministério
Embora os 144.000 já estejam
apresentados no Monte Sião, a sua
aceitação e o seu envolvimento óbvio
na proclamação da mensagem dos três
anjos que ocorre imediatamente antes
do segundo advento de Cristo, deixa
claro que eles são o povo do tempo do
fim de Deus.
O mesmo é verdade quando analisamos
Apocalipse 7. O sexto selo contém os
sinais celestiais da segunda vinda de
Jesus (Ap 6:12–14) e do Dia do Senhor,
que é o Segundo Advento. O capítulo
termina com a pergunta: “quem poderá
suportar?” (Ap 6:17). Os versos
anteriores (Ap 6:15-16) retratam
pessoas que não são capazes de
sobreviver no dia da ira de Deus e do
Cordeiro. Por outro lado, Apocalipse 7
aponta para as pessoas que são capazes
de subsistir. Por conseguinte,
Apocalipse 7 responde a pergunta de
Apocalipse 6:17 nos dizem que os
144.000 são capazes de subsistir (Ap
7:1–8). A grande multidão (Ap 7:9–17 já
está descrita como servindo a Deus nos
céus, em Seu santuário celestial diante
do Seu trono (Ap 7:15). Os 144.00 estão
ligados ao momento próximo ao
segundo advento até o momento
quando os santos estarão com Deus nos
céus. Uma vez mais, como em
Apocalipse 14, os 144.000 de
Apocalipse 7 são povo de Deus do
tempo do fim, aparentemente aqueles
que estarão vivos quando Jesus retorna
para levar Seus filhos ao lar.
III. Os 144.000 e A Grande Multidão
As opiniões variam sobre a relação
entre a grande multidão e os 144.000.
Os dois grupos podem ser distintos uns
dos outros; os 144.000 podem ser
parte da grande multidão; ou os
144.000 e a grande multidão pode ser
um grupo aparecendo sob nomes
diferentes.5 Os argumentos para esta
última opção parecem ser os mais
convincentes. Obviamente, os 144.000
e a grande multidão, que encontrar-se-
á diante do trono de Deus em Seu
santuário, referem-se a um mesmo
grupo.6
1. Em apocalipse 5, Deus tem um livro
em Sua mão que, inicialmente,
ninguém é digno de abrir. Enquanto
João chora, um ancião diz a ele (Ap
5:5) que o Leão da tribo de Judá,
Jesus, venceu e é capaz de abrir o
livro. João ouve sobre o leão, mas
quando em Apocalipse 5:6 ele
observa, ele não vê um leão, mas
um cordeiro. Jesus o Leão é Jesus o
Cordeiro.7 Este fenômeno é
encontrado na cena introdutória da
visão do selo. É repetido na mesma
visão, no capítulo 7. Em Apocalipse
7:4, João ouve o número dos
selados, mas em Apocalipse 7:9 ele
vê que os 144.000 foram selados e
formaram uma grande multidão. Os
144.000 e a grande multidão são o
mesmo grupo retratado a partir de
diferentes perspectivas. A primeira
designação é um termo simbólico, o
último descreve realidade.8
2. A resposta à questão de quem
será capaz de suportar (Ap 6:17) é
fornecida por todo o sétimo
capítulo. Ambas as representações
de um grupo, os 144.000 e a grande
multidão são aqueles que são
capazes de suportar e apontam para
o mesmo grupo.
3. Os 144.000 são introduzidos
como uma resposta imediata à
questão de Apocalipse 6:17. Eles
não são mais descritos, e a
consequência de ser capaz suportar
no grande dia da ira não é mostrada
em Apocalipse 7a, mas apenas em
Apocalipse 7b. No entanto, a grande
multidão recebe uma descrição mais
detalhada e é retratada como
estando diante de Deus. O mesmo
termo ἵστημι [hístemi] é usado em
Apocalipse 6:17 [suportar] e em
Apocalipse 7:9 [em pé].
4. Os 144.000, bem como a grande
multidão, tem de passar por tempos
difíceis. Os 144.000 são selados
antes dos ventos soprarem e terem
de suportar as dificuldades que se
sucedem. A grande multidão veio da
grande tribulação.
5. Os 144.000 são a igreja do
tempo do fim de Deus na terra. A
grande multidão é a igreja do
tempo do fim no céu. Os 144.00 são
a igreja do tempo do fim militante
de Deus. A grande multidão é a
igreja do tempo do fim triunfante
de Deus.
6. Os 144.000 são a plenitude da igreja
do tempo do fim de Deus, 12 vezes
12 vezes mil. Esse número nos
lembra das doze tribos de Israel e
dos doze apóstolos do Cordeiro (Ap
21:12,14). O número mil pode
apontar para uma unidade militar
no antigo Israel (Nm 31:4-6). Por
conseguinte, os 144.000
representam a igreja militante do
fim do tempo.9 A grande multidão é
a igreja do tempo do fim
consumada. A informação sobre a
grande multidão complementa o
que faltava quanto aos 144.000. O
selamento dos 144.000 mil seria
incompleto se não levasse à
consumação final, como ilustrado
pela experiência da grande
multidão.
7. Os 144.000 são “servos do nosso
Deus” (Ap7:3). A grande multidão
“serve” a Deus (Ap 7:15). Ambos os
termos gregos são usados para o
mesmo grupo em Apocalipse 22:3.
Parece ser melhor entender os 144.000
e a grande multidão como o mesmo
grupo, visto de perspectivas diferentes.
A grande multidão não compreende os
redimidos de todas as gerações. Este
não é o foco em Apocalipse 7, nem é
negado que haverá salvos de todas as
gerações. Na verdade, isto está
implicado em Apocalipse 14:4,
chamando os 144.000 de primícias. Há
de ser uma colheita universal dos
redimidos de todas as gerações
passadas.
IV. A Grande Multidão e O
Remanescente
A visão central de Apocalipse se foca de
forma especial na igreja. Considerando
que o Apocalipse 12 se inicia com a
igreja primitiva, destaca a igreja
durante o período medieval e introduz
o remanescente do tempo do fim. Os
dois capítulos seguintes se focam
especificamente no povo de Deus do
tempo do fim e no destino dele.
Apocalipse 12:17 fala sobre o
remanescente. Apocalipse 13:1–10
segue e menciona que os santos não
estão envolvidos em uma adoração
universal falsa. Apocalipse 13:11-18 fala
de um grupo que não é mencionado
por um nome específico, que não aceita
a marca da besta, e não adora a besta
ou a sua imagem. Apesar do universal
boicote e o decreto de morte que visam
remanescente fiel de Deus, há um
grupo de sobreviventes, que vivem com
Jesus, os 144.000 de Apocalipse 14.
Obviamente, o remanescente, os
santos, aqueles que não recebem a
marca da besta e não adoram a besta e
a sua imagem, e os 144.000, são o
mesmo grupo. As passagens estão
ligadas linguística e estruturalmente.10
A frase “guerrear contra” é encontrada
tanto em Apocalipse 12:17 quanto
Apocalipse 13:7. Em Apocalipse 12:17, a
guerra é travada contra o
remanescente. Em 13:7 a guerra é
travada contra o santos.
Aparentemente, o remanescente de
Apocalipse 12:17 e os santos de
Apocalipse 13:7 descrevem o mesmo
grupo.11 Assim como a besta do mar
reflete as bestas de Daniel 7, os santos
de Apocalipse 13 nos relembra dos
santos encontrados em Daniel
7.12 Embora os santos em Apocalipse 13
pareçam descrever o remanescente do
tempo do fim, não obstante, eles são a
continuação do santos por toda a
história cristã, bem como o
remanescente é a descendência e a
continuação da mulher de Apocalipse
12.
Apocalipse 12:17, Apocalipse 13:10 e
Apocalipse 14:12 estão interligados e
descrevem as características principais
do remanescente aparecendo sob
nomes diferentes.
Apocalipse   Apocalips   Apocalipse
12:17 e 13:10 14:12
Guardam os   Guardam os
mandament mandament
os os
  Paciência Paciência
Testemunho Fé Fé de Jesus
de Jesus
V. Resumo das Características dos
144,000
Se é verdade que os 144.000 e os
remanescentes são o mesmo grupo,
então as características dos 144.000
mencionadas em Apocalipse 14:1–5 são
características adicionais do
remanescente, e as características do
remanescente se aplicam também aos
144.000.
1. Guardando Os
Mandamentos  (Ap 12:17; 14:12)
O remanescente guarda os
mandamentos de Deus e demonstra,
assim, o amor e a lealdade dele para
com o seu Senhor. Os mais
proeminentes dos mandamentos,
juntamente ao mandamento do amor a
Deus e do amor ao próximo, são os Dez
Mandamentos. Na cena introdutória
para a visão central de Apocalipse
(11:19), a Arca da Aliança já apontava
indiretamente para eles. A observância
dos mandamentos de Deus inclui a
guarda do sábado bíblico ancorada no
quarto mandamento.
2. Testemunho de Jesus  (12:17)
O remanescente tem o testemunho de
Jesus. De acordo com a 19:10, isto é o
“espírito de profecia”, o Espírito Santo
que fala por meio do dom de profecia.
No texto paralelo, Apocalipse 22:9, o
termo “profetas” substitui a frase
“testemunho de Jesus”. O
remanescente exalta a Palavra de Deus
e as manifestações genuínas do dom de
profecia (1 Co 12:7–11; Ef 4:11),
incluindo o livro de Apocalipse que vem
de Jesus e no qual Jesus testifica de Si
mesmo.13
3. Paciência  (Ap 13:10; 14:12)
O remanescente é caracterizado pela
paciência ou pela perseverança. Em
momentos difíceis, eles não desistem,
não abandonam seu relacionamento
com Deus, e não perdem sua esperança
no retorno de Jesus que ocorrerá em
breve.
4. Fé  (Ap 13:10; 14:12)
Apocalipse 13:10 fala sobre a fé dos
santos. Em Apocalipse 14:12, os
remanescentes são identificados pela fé
em/de Jesus. Naturalmente, os santos
têm a fé em Jesus, e alguns intérpretes
entendem esta expressão desta
maneira. Outros sugerem traduzir a
frase como “a fé de Jesus”, e entendem
que ela reflete a doutrina cristã
conforme contida no Novo Testamento.
Em todo caso, o remanescente firma-se
em Jesus e em Suas doutrinas
fielmente.14
5. Propriedade de Deus e de
Jesus  (Ap 14:1, 3–4)
5.
a. Nomes de Jesus e do Pai na
testa (Ap 14:1)
b. Comprados (Ap 14:3–4)
c.Primícias (Ap 14:4)
6. Sem falsa adoração  (Ap 14:4)
6.
a. Não se contaminaram com
mulheres (Ap 14:4)
b. Virgens (Ap 14:4)
7. Seguidores do Cordeiro (Ap 14:4)
8. Fidedignos e imaculados como
animais para sacrifício  (Ap 14:5)
8.
a. Sem mentira (Ap 14:5)
b. Sem defeito (Ap 14:5)15
9. A proclamação mundial das
mensagens dos três anjos  (Ap 16:6–
12). Isso inclui:
a. Proclamação do evangelho
eterno (Ap 14:6)
b. Chamado para adorar a Deus,
temendo e honrando-O (Ap 14:7)
c.Anúncio do juízo (Ap 14:7)
d. Adoração ao Criador (Ap 14:7,
9–11)
e. Apelo para separar-se da
Babilônia (Ap 14:8)16
VI. Um Número Simbólico?
Fica, agora, bastante claro que os
144.00 devem ser compreendidos de
forma simbólica em vez de forma
literal.
O contexto imediato é claramente
simbólico (Ap 7:1-3), a mencionar os
quatro cantos do mundo, os quatro
ventos da terra, o mar, a terra, as
árvores e o selo de Deus. Mas, também,
o contexto estendido, a saber,
Apocalipse 6, é amplamente simbólico,
por exemplo, os cavaleiros apocalípticos
e os mártires debaixo do altar. A
passagem paralela em Apocalipse 14:1–
5 deve ser compreendida
simbolicamente. Diz-nos que os
144.000 “não se contaminaram com
mulheres.” Eles são “castos” e seguem
o “Cordeiro.” O grupo não consiste em
homens não casados apenas. O termo
“mulher” é um símbolo em Apocalipse,
bem como o termo “Cordeiro.“
Portanto, a linguagem simbólica é
também esperada para Apocalipse 7:4–
8. O número é simbólico—12 vezes 12
vezes 1.000—e aponta para a plenitude
do povo de Deus. A enumeração das
tribos é muito incomum. A tribo de Dan
está ausente, enquanto Manassés já
deveria estar contida em José. Efraim
não é mencionada, no entanto, Levi é
contada.17 Judá é encontrada em
primeiro lugar e de Benjamim em
último, formando um parêntese que
engloba as tribos do Reino do
Norte.18 Tal lista não é encontrada em
nenhum outro lugar nas Escrituras. A
maioria das doze tribos não existem
mais hoje. Portanto, dificilmente seja
possível encontrar os 144.000 israelitas
literais, conforme as suas tribos listadas
em Apocalipse 7 formando o povo de
Deus no tempo do fim. No entanto, o
NT conhece os descendentes de Abraão
que não são descendentes literais (Rm
4:11-12), bem como um Israel espiritual
(Rm 2:28-29; Gl 6:16).
Conclusão
As Escrituras retratam os 144.000 como
o igreja especial de Deus no tempo do
fim De acordo com Apocalipse 7, eles
são capazes de “sobreviver” quando
Jesus retorna. Eles são chamados de
“primícias”, indicando que uma colheita
maior será realizada e que eles não são
os únicos a serem salvos. Por terem
seguido o Cordeiro por onde que Ele
foi, e já que eles não se juntaram à falsa
adoração, eles estarão com Jesus no
Monte Sião, e diante do trono de Deus
em Seu santuário celestial. Podemos
não ser capazes de resolver todas as
questões relacionadas aos 144.000, e,
provavelmente, isso não é tão
importante assim. O mais importante é
viver de tal forma para poder ser
contado dentre eles.
Apêndice: E. G. White e Os 144.000
Este apêndice contém diferentes
citações Ellen G. White sobre os
144.000 encontradas em seus escritos.
A maioria dele ocorre em mais de um
livro e/ou artigos, no entanto, apenas
uma fonte será indicada na seguinte
compilação. Listaremos, primeiro, essas
citações, e, então, brevemente,
comentaremos-nas.
1. Declarações Refletindo
Passagens Bíblicas
“Os santos vivos, em número de
144.000, reconheceram e entenderam a
voz, ao passo que os ímpios julgaram
fosse um trovão ou terremoto.” “Os
144.000 estavam todos selados e
perfeitamente unidos“ (PE 15).
“Houve um forte terremoto. As
sepulturas se abriram, e os mortos
saíram revestidos de imortalidade. Os
144.000 clamaram ‘Aleluia!’, quando
reconheceram os amigos que deles
tinham sido separados pela morte, e no
mesmo instante fomos transformados e
arrebatados juntamente com eles para
encontrar o Senhor nos ares” (PE 16).
“Ali, sobre o mar de vidro, os 144.000
ficaram em quadrado perfeito” (EW 16).
“E quando estávamos para entrar no
santo templo, Jesus levantou Sua bela
voz e disse: ‘Somente os 144.000
entram neste lugar’, e nós exclamamos:
‘Aleluia’!” (1T 69).
“Saiu um decreto para se matarem os
santos, o que fez com que estes
clamassem dia e noite por livramento.
Este foi o tempo da angústia de Jacó.
Então todos os santos clamaram com
angústia de espírito, e alcançaram
livramento pela voz de Deus. Os cento e
quarenta e quatro mil triunfaram. Sua
face se iluminou com a glória de Deus”
(PE 36–37).
“Os cento e quarenta e quatro mil. E
cantavam um ‘cântico novo’ diante do
trono – cântico que ninguém podia
aprender senão os cento e quarenta e
quatro mil. É o hino de Moisés e do
Cordeiro —hino de livramento.
Ninguém, a não ser os cento e quarenta
e quatro mil, pode aprender aquele
canto, pois é o de sua experiência – e
nunca ninguém teve experiência
semelhante. ‘Estes são os que seguem o
Cordeiro para onde quer que vai.’
‘Estes, tendo sido trasladados da Terra,
dentre os vivos, são tidos como as
primícias para Deus e para o Cordeiro’
(Ap 14:1-5; 15:3). ‘Estes são os que
vieram de grande tribulação’ (Ap 7:14);
passaram pelo tempo de angústia tal
como nunca houve desde que houve
nação;passaram pelo tempo de
angústia tal como nunca houve desde
que houve nação; suportaram a aflição
do tempo da angústia de Jacó;
suportaram a aflição do tempo da
angústia de Jacó; permaneceram sem
intercessor durante o derramamento
final dos juízos de Deus” (GC 648–649).
“Os 144.000 Sem Engano—Um dos
aspectos relevantes na representação
dos 144 mil é que em sua boca não se
achou engano. O Senhor disse: ‘Bem-
aventurado o homem em cujo espírito
não há dolo.’ Eles professam ser filhos
de Deus e são apresentados como
seguidores do Cordeiro por onde quer
que vá. Eles nos são prefigurados como
estando sobre o monte Sião, cingidos
para o serviço sagrado, vestidos de
linho puro, que são as justiças dos
santos. Mas todos os que seguirem o
Cordeiro no Céu primeiro terão seguido
a Ele na Terra, em obediência confiante,
amorosa e voluntária; seguido a Ele,
não de maneira relutante e inconstante,
mas confiante e sinceramente, como o
rebanho segue o pastor. . . .” (3ME
424).
“Esforça-se para Estar Entre os 144.000.
—[Ap 7:9-17 citado]. Aqueles a quem o
Cordeiro guiará para as fontes de águas
vivas e de cujos olhos enxugará toda
lágrima, serão os que agora recebem o
conhecimento e a compreensão
revelados na Bíblia, a Palavra de
Deus. . . . Procuremos, com todo o
poder que Deus nos tem dado, estar
entre os cento e quarenta e quatro mil”
(RH 9 de março de 1905).
“O Sinete do Céu.—João viu o Cordeiro
sobre o Monte Sião, e com Ele 144.000
mil tendo o nome de Seu Pai escrito em
suas testas. Eles suportaram o sinete do
céu. Eles refletiram a imagem de Deus.
Eles estiveram cheios da luz e da glória
do Santo. Se quisermos ter a imagem e
inscrição de Deus sobre nós, devemos
nos afastar de toda iniquidade.
Devemos abandonar todo mau
caminho, e, então, devemos confiar
nossos casos nas mãos de Cristo.
Enquanto estivermos buscando nossa
própria salvação com temor e tremor,
Deus operará em nós o querer e o
efetuar de Sua própria boa vontade (RH
19 de Março de 1889)” (SDA Biblical
Commentary, vol. 7, p. 978)
Ellen White afirma que os 144.000 são
aqueles que estão vivos na Segunda
Vinda de Jesus. Eles foram selados e
passaram pela grande tribulação.
Assim, Ellen White parece confirmar
que os 144.000 e a grande multidão são
o mesmo grupo. Ela também lhes
chama de “santos”, fazendo-nos
relembrar Apocalipse 13 e 14. De
acordo com ela, o cântico de Moisés e o
cântico do Cordeiro mencionados em
Ap 15:3 e 4 são os cânticos dos 144.000.
Este é o novo cântico de Apocalipse
14:3, que, no entanto, não está
registrado nesse capítulo. As
características dos 144.000 encontradas
em Apocalipse também são atribuídas a
eles por Ellen White.
2. Declarações se Opondo às
Interpretações Errôneas sobre os
144.000
“Irmão Arnold afirmou que os 1000
anos de Apocalipse 20 se cumpriram no
passado; e que os 144.000 eram
aqueles despertados na ressurreição de
Cristo” (2 Spiritual Gifts 98).
Ellen G. White escreveu uma carta para
um determinado irmão [Chapman] que
afirmava: “. . . os 144.000 serão os
judeus que reconhecerão a Jesus como
o Messias.” Ela respondeu, dentre
outras coisas, dizendo: “Precisamos
acautelar-nos, não seja que, sob a capa
de procurar verdade nova, Satanás nos
desvie a mente de Cristo e das verdades
especiais para este tempo. Foi-me
mostrado que é a tática do inimigo
levar as mentes a se deterem em algum
ponto obscuro ou sem importância,
alguma coisa que não foi plenamente
revelada ou não é essencial a nossa
salvação. Isso se torna o tema de todos
os momentos, a “verdade resente”,
quando todas as suas pesquisas e
suposições só servem para tornar as
coisas mais obscuras que dantes, e
confundir o espírito de alguns que
deviam estar buscando unidade
mediante a santificação da verdade”
(1ME 159). “Suas ideias das duas
personagens que você menciona não se
harmonizam com a luz que Deus me
deu” (14 Manuscript Releases 179).
Não somente Ellen White sustentava o
ensino bíblico dos 144.000. Ela também
se opunha a pontos de vista errôneos.
Como vimos, os 144.000 são aqueles
que estão vivos quando Jesus retorna.
Desafiando uma espécie de
compreensão literal dos 144.000, ela
sustentou a interpretação simbólica
apontando que não devemos
transformar questões secundárias em
doutrinas essenciais.
3. Declarações a respeito dos Que
Pertencem ou Não Pertencem aos
144.000
“Disse então o anjo: ‘Deves voltar e, se
fores fiel, juntamente com os 144.000
terás o privilégio de visitar todos os
mundos e ver a obra das mãos de
Deus’” (PE 40).
“Vi que ela [se referindo a Sra. Hastings,
um esposa e mãe, que tivera falecido]
estava selada, e à voz de Deus
ressurgiria e se ergueria sobre a terra, e
estaria com os 144.000” (2ME 263).
“Não é Sua vontade que eles se metam
em discussões acerca de questões que
os não ajudam espiritualmente, tais
como: Que pessoas vão constituir os
cento e quarenta e quatro mil? Isto,
aqueles que forem os eleitos de Deus
hão de sem dúvida, saber em breve”
(1SM 174).
“Quando Não Havia Luz: Não tenho luz
sobre o assunto [quem constituem
precisamente os 144.000] . . . (3SM 51).
As duas primeiras citações não afirmam
que Ellen White ou Sra. Hastings
pertencem aos 144.000. Ambas são
vistas com os 144.000. Isso, contudo,
não implica que elas são parte deles.
Novamente, somos exortados a
ficarmos satisfeitos com o que podemos
saber sobre os 144.000, e não
problematizar.
4. Outras Declarações sobre Os
144.000
“Vi lá mesas de pedra, em que estavam
gravados com letras de ouro os nomes
dos 144.000” (1T 69).
“Por que foram eles [os 144.000],
então, especialmente apontados?
Porque ele tinham de portar uma
verdade maravilhosa diante do mundo
inteiro, e receber oposição por parte
dele, e, enquanto recebendo esta
oposição, eles tinham de lembrar que
eles eram filhos e filhas de Deus e que
devem ter a esperança da glória de
Cristo dentro dele. Eles sempre tiveram
em vista a grande e bendita esperança
que está diante deles” (1 Sermons and
Talks 72–73)
Parece que, com o segundo declaração,
Ellen White associa os 144.000 às três
mensagens angélicas. Eles têm aceitado
e pregado a verdade maravilhosa.
Sumário
Obviamente, E. G. White não fez muitas
declarações definitivas sobre os
144.000. Por conta disso, devemos ser
cuidadosos em não ler em suas
declarações o que ela disse.
Aparentemente, ela optou por uma
compreensão simbólica dos 144.000,
que estarão vivos na Segunda Vinda de
Cristo, e parece ter descrito a grande
tribulação como a experiência dos
144.000. Mais importante pode ser os
seus conselhos para não nos
preocuparmos com detalhes que não
são importantes e não tentar
interpretar o que não pode ser
determinado, mas, em vez disso, viver
uma vida de tal forma que possamos
ser contado dentre eles.

Notas
1 Beatrice S. Neall, “Sealed Saints and
the Tribulation,” em Symposium on
Revelation–Book I: Introductory and
Exegetical Studies, e. F. B. Holbrook,
Daniel and Revelation Committee
Series, vol. 6 (Silver Spring, MD: Biblical
Research Institute, 1992), pp. 245–278.
2 Cp., Eduard Lohse, Die Offenbarung
des Johannes, NTD 11 (Göttingen:
Vandenhoeck & uprecht, 1988), p. 84,
que diz Sião ser o lugar de socorro no
tempo do fim.
3 Cp. a mulher no capitulo 12, a
meretriz no capítulo 17 e Jezabel em
2:20, além de 2:14 e 18:2, 4.  Ez 9:4.
4 Ver Ez 9:4.
5 Ver, por exemplo, o grande número
dos nomes, títulos e descrições
simbólicas utilizados para Deus Pai,
Jesus e a igreja em Apocalipse.
6 Ver, por exemplo, Richard
Bauckham, “The List of the Tribes in
Revelation 7 Again,” Journal for the
Study of the New Testament 42 (1991):
102–103; R. H. Charles, The Revelation
of St. John, 2 vols, International Critical
Commentary (New York: Charles
Scribner’s, 1920), 1:201; J.
Comblin, “L’Épître (Ap 7, 2-12): Le
rassemblement de l’Israel de
Dieu,” Assemblées du Seigneur:
Catechèse des dimanches et des
fètes 66 (1966): 22-23, 25; Gerhard A.
Krodel, Revelation, Augsburg
Commentary on the New Testament
(Minneapolis: Augsburg Publishing
House, 1989), p. 184; George E. Ladd, A
Commentary on the Revelation of
John (Grand Rapids, MI: Wm. B.
Eerdmans Publishing Company, 1972),
p. 116; Alfred Loisy, L`Apocalypse de
Jean (Frankfurt: Minerva, 1972), p. 164;
Beatrice S. Neall, pp. 245, 269–270;
William S. Sailer, “Francis Bacon Among
the Theologians: Aspects of
Dispensational
Hermeneutics,” Evangelical Journal 6
(1988): 80-81; Kenneth A. Strand, “The
‘Spotlight-On-Last-Events’ Sections in
the Book of Revelation,” Andrews
University Seminary Studies 27 (1989):
206; e Henry Barclay Swete, The
Apocalypse of St. John: The Greek Text
with Introduction Notes and
Indices (London: Macmillan and Co.,
1917), p. 97. Esta interpretação é
rejeitada, por exemplo, por Wilhelm
Bousset, Die Offenbarung Johannis
(Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht,
1906), p. 287; Balmer H.
Kelly, “Revelation 7:9-
17,” Interpretation 40 (1986): 289-290;
e John F. Walvoord, The Revelation of
Jesus Christ: A Commentary  (Chicago:
Moody Press, 1966), pp. 139–149. As
diferentes opções são discutidas por
Neall, pp. 267–272.
7 Isso é chamado audição.
8 A audição e a visão de descrevem a
mesma pessoa a partir de diferentes
perspectivas.
9 Sua contraparte é encontrada sob a
sexta trombeta (Ap 9:16), o exército
demoníaco de 200 milhões. A frase
“ouvi o seu número” aparece apenas
duas vezes em Apocalipse (7:4 e 9:16),
e contrasta o exército de Deus na terra
com o exército de Satanás na terra.
10 Para uma discussão mais detalhada
sobre o remanescente, ver Ekkehardt
Mueller, “The End Time Remnant in
Revelation,” Journal of the Adventist
Theological Society 11(2000):188-204.
11 Entretanto, mesmo se o santos de
Apocalipse 13:7 forem compreendidos
como povo de Deus durante a Idade
Medieval, o versículo subsequente
salienta que aqueles cujos nomes são
encontrados no livro da vida não
participam na adoração escatológica
universal da besta no verso 10; eles são
chamados de “santos”, e, claramente,
são os remanescentes.
12 Daniel 7:18, 21, 22, 25, 27.
13 Uma discussão exaustiva sobre a
questão de traduzir este texto com um
genitivo subjetivo ou com um genitivo
objetivo pode ser encontrada em um
artigo de Gerhard Pfandl, “The Remnant
Church and the Spirit of Prophecy,” em
Symposium on Revelation, Book
II, Daniel & Revelation Committee
Series, Volume 7, e. Frank B. Holbrook
(Silver Spring: Biblical Research Institute
General Conference of Seventh-day
Adventists, 1992), pp. 295–333. Nas
páginas 321–322 ele resume os
resultados importantes:
(1) No Novo Testamento o termo
μαρτυρία ([martyría] testemunho) é
usado principalmente por João.
(2) Fora do Livro de Apocalipse martyría
é usado em uma construção genitiva e é
sempre um genitivo subjetivo.
(3) Em Apocalipse, todas as referências
a martyría podem ser interpretadas
como um genitivo subjetivo.
(4) O paralelismo em 1:2, 9 e 20:4,
entre a “palavra de Deus” e o
“testemunho de Jesus,” torna evidente
que o “testemunho de Jesus” é o
testemunho que o próprio Jesus dá,
assim como a “palavra de Deus” é a
palavra que Deus fala. Isto aplica-se
também ao paralelismo em 12:17 entre
os “mandamentos de Deus” e o
“testemunho de Jesus.”
(5) Em 12:17, o remanescente “tem” o
“testemunho de Jesus.” Isto não
encaixa a ideia de dar testemunho
acerca de Jesus
(6) O contexto do Novo Testamento
torna necessário interpretar o conteúdo
do “testemunho de Jesus” como o
próprio Jesus. O testemunho de Jesus é
a própria revelação de Cristo por meio
dos profetas. É o Seu testemunho, e
não o testemunho do crente sobre Ele.
(7) O paralelismo entre 19:10 e 22:8-9
indica que aquele que tem o
“testemunho de Jesus” tem o dom da
profecia. O “testemunho de Jesus” é o
Espírito Santo que inspira os profetas.
Portanto, o remanescente, como um
grupo, tem, de acordo com Apocalipse
12:17, o dom de profecia. Cp. Richard
Bauckham, The Theology of the Book of
Revelation, New Testament
Theology (Cambridge: Cambridge
University Press, 1993), p. 72, e Robert
H. Mounce, The Book of Revelation,
revisado e editado, New International
Commentary on the New
Testament (Grand Rapids: William B.
Eeerdmanns, 1998), p. 242. Os
adventistas do sétimo dia, por esta
razão, aplicam a frase “espírito de
profecia” como um sinônimo de
“testemunho de Jesus” também, mas
não exclusivamente ao ministério de E.
G. White.
14 Neste caso, é um genitivo objetivo.
Cp. R. H. Charles, 1:369; Mounce, p.
277; Pfandl, p. 322.
15 Cp. Hubert Ritt, Offenbarung des
Johannes, Die Neue Echter
Bibel (Würzburg: Echter Verlag, 1988),
p. 74. Ele resume as características dos
144.000 em quatro pontos.
16 Cp. Johnson, pp. 36–39. Ele não fala
especificamente sobre o remanescente,
chamando-no de, em vez disso, de povo
de Deus, mas ele descreve o povo de
Deus em Apocalipse 14:1–12 em 10
pontos.
17 Levi foi deixado à parte, e não foi
contado com as outras tribos. José foi
dividido em Efraim e Manassés,
permitindo, assim, doze tribos, sem
Levi.
18 Realmente, uma inclusão é
encontrada em Apocalipse 7:5–8. As
doze tribos são enumeradas, mas o
particípio “selados” só aparece com as
12.000 pessoas da primeira tribo, Judá,
e as 12.000 pessoas da última,
Benjamin. Ver, também, François
Rousseau, L’Apocalypse et le milieu
prophétique du Nouveau Testament:
Structure et préhistoire du
texte (Tournai: Desclée & Cie., 1971),
pp. 188-189.

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