Você está na página 1de 80

INSPEÇÃO ANTE-MORTEM E

ABATE DE EMERGÊNCIA

Curso de Medicina Veterinária


INSPEÇÃO HIGIÊNICA SANITÁRIA E TECNOLOGIA DE PRODUTOS
CÁRNEOS
Prof. Dr. Hugo Azevedo
hugo.azevedo@faa.edu.br
Feedback da Aula Anterior
• Características dos estabelecimentos
destinados ao abate de animais produtores
de carne e critérios para vistoria de um
estabelecimento
Objetivos da Aula de Hoje
•Objetivos e particularidades da inspeção
ante mortem
•Abate de emergência

2
INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE CARNES E DERIVADOS
RIISPOA - ART. 84

• Nos estabelecimentos sob inspeção federal, é permitido o abate de bovinos,


bubalinos, equídeos, suídeos, ovinos, caprinos, ...

3
INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE CARNES E DERIVADOS
RIISPOA - ART. 84
• Nos estabelecimentos sob inspeção federal, é permitido o abate de aves domésticas
e lagomorfos e de animais exóticos, animais silvestres e ANFÍBIOS E RÉPTEIS.

4
INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE CARNES E DERIVADOS
RIISPOA - ART. 84

• Art. 84-A. Os estabelecimentos de abate são RESPONSÁVEIS por garantir a


identidade, a qualidade e a rastreabilidade dos produtos, desde sua obtenção na
produção primária até a recepção no estabelecimento, incluído o transporte.
• § 1º Os estabelecimentos de abate que recebem animais ORIUNDOS DA
PRODUÇÃO PRIMÁRIA devem possuir cadastro atualizado de produtores.
• § 2º Os estabelecimentos de abate que recebem animais da produção primária
são responsáveis pela IMPLEMENTAÇÃO de programas de melhoria da qualidade
da matéria-prima e de educação continuada dos produtores."

(ALTERADO PELO DECRETO 10.468/2020)

5
INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE CARNES E DERIVADOS
RIISPOA - ART. 84

• O abate de diferentes espécies em um mesmo estabelecimento pode ser realizado


desde que seja evidenciada:
• a COMPLETA SEGREGAÇÃO entre as diferentes espécies e seus respectivos
produtos
• respeitadas as particularidades de cada espécie, inclusive quanto à higienização
das instalações e dos equipamentos.

6
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
FUNDAMENTO LEGAL
Título V, capítulo I, Seção I do RIISPOA – Decreto nº 9013 de 29/03/2017 – (2020)

7
RECEBIMENTO DE ANIMAIS PARA ABATE

• RIISPOA - Art. 85 e 86
• Deve ser realizado com o prévio conhecimento do SIF
• Verificar os documentos de trânsito, para assegurar a
procedência dos animais

8
RECEBIMENTO DE ANIMAIS PARA ABATE

• RIISPOA - Art. 87
• Os animais devem ser desembarcados e alojados em instalações apropriadas e exclusivas,
até serem avaliados pelo SIF.
• Respeitadas as particularidades de cada espécie

9
RECEBIMENTO DE ANIMAIS PARA ABATE

• RIISPOA - Art. 87

Recepção de animais de abate sem risco Realizada com o prévio


sanitário conhecimento do SIF

Recepção de animais de abate em caminhão Realizada somente na presença


lacrado por determinação sanitária de um servidor do SIF

10
ESTABELECIMENTOS SOB SIF

• RIISPOA - Art. 88

• O estabelecimento é OBRIGADO a adotar medidas para EVITAR maus tratos aos


animais e aplicar ações que visem à proteção e ao bem-estar animal, desde o
embarque na origem até o momento do abate.

11
BEM - ESTAR ANIMAL
ABATE HUMANITÁRIO

• IN nº 3, de 17/01/2000
Objetivo:
• Estabelecer, padronizar e modernizar os MÉTODOS HUMANITÁRIOS DE
INSENSIBILIZAÇÃO dos animais de açougue para o abate, assim como o manejo
destes nas instalações.
Âmbito de Aplicação:
• Todos os estabelecimentos industriais que realizam o abate dos animais de
açougue.

12
BEM - ESTAR ANIMAL
ABATE HUMANITÁRIO
• IN nº 3, de 17/01/2000
Procedimentos de abate humanitário:
• Conjunto de diretrizes técnicas e científicas que garantam o bem-estar dos
animais desde a recepção até a operação de sangria
Requisitos:
• Instalações e equipamentos apropriados ao desembarque dos animais dos meios
de transporte;
• Os animais devem ser descarregados o mais rapidamente possível após a
chegada; protegidos contra condições climáticas extremas e beneficiar-se de uma
ventilação adequada;

13
BEM - ESTAR ANIMAL
ABATE HUMANITÁRIO

• IN nº 3, de 17/01/2000
Requisitos:
• Os animais que corram o risco de se ferirem mutuamente devido à sua espécie,
sexo, idade ou origem devem ser mantidos em locais adequados e separados;
• Os animais devem ser movimentados com cuidado;
• Os instrumentos destinados a conduzir os animais devem ser utilizados apenas
para esse fim e unicamente por instantes;

14
BEM - ESTAR ANIMAL
ABATE HUMANITÁRIO

• IN nº 3, de 17/01/2000
Requisitos:
• Os dispositivos produtores de descargas elétricas APENAS poderão ser utilizados,
em caráter excepcional, nos animais que se recusem mover, desde que essas
descargas não durem mais de dois segundos e haja espaço suficiente para que os
animais avancem;
• As descargas elétricas, com voltagem estabelecidas nas normas técnicas que
regulam o abate de diferentes espécies, quando utilizadas serão aplicadas
somente nos membros;

15
BEM - ESTAR ANIMAL
ABATE HUMANITÁRIO

• IN nº 3, de 17/01/2000
Requisitos:
• Os animais mantidos nos currais, pocilgas ou apriscos devem ter livre acesso a
água limpa e abundante e, se mantidos por mais de 24 (vinte e quatro) horas,
devem ser ALIMENTADOS em quantidades moderadas e a intervalos adequados;
• Nas espécies que apresentarem acentuada natureza gregária, não deve haver
reagrupamento ou mistura de lotes animais de diferentes origens, evitando assim
que corram o risco de ferirem-se mutuamente.

16
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 89
• O estabelecimento deve apresentar ao SIF, previamente ao abate:
• Programação de abate
• Documentação de identificação, manejo e procedência dos lotes
• Demais informações previstas em legislação específica para a verificação das
condições físicas e sanitárias do lote.

17
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 89
• Nos casos de SUSPEITA de uso de substâncias proibidas ou de falta de
informações sobre o cumprimento do prazo de carência de produtos de uso
veterinário, o SIF poderá:
• Apreender os lotes de animais ou os produtos, proceder à coleta de amostras e
adotar outros procedimentos que respaldem a decisão acerca de sua destinação.
• Sempre que o SIF julgar necessário, os documentos com informações de interesse
sobre o lote devem ser disponibilizados com, no mínimo, 24 horas de
antecedência.

18
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
✓CONCEITO:
• Inspeção realizada desde o momento de chegada do animal ao estabelecimento
até sua liberação para a sala de matança.

19
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

✓ATRIBUIÇÃO:
• Servidor competente do SIF
• Auditor Fiscal Federal Agropecuário
• Durante as 24 horas do período de jejum, descanso e dieta hídrica, os Auxiliares de
Inspeção podem, eventualmente, observar a movimentação dos currais, convocando
o Médico Veterinário em casos especiais.

20
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
PROCEDIMENTOS:
1. Observar, no descarregamento do animal,
quaisquer sinais indicativos de alteração na
integridade do animal.
2. Na estadia dos animais nos Currais de Chegada,
os mesmos são avaliados mais detalhadamente
e, caso necessário, desviados para os Currais de
Observação para exames mais apurados.

21
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

PROCEDIMENTOS:
3. Caso não sejam encontradas alterações, liberar os animais para os Currais de
Matança, onde os mesmos aguardarão seu momento final.
Durante esse período, os mesmos continuarão a ser avaliados em sua
integridade, para que cheguem na sala de matança em plenas condições de abate.

22
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
LOCAL:

• Currais de Chegada e Seleção, Matança e Observação.

23
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
OBJETIVOS:

• Avaliar a integridade física e fisiológica dos animais.

24
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
IMPORTÂNCIA:
1. Fornecer dados para inspeção "post mortem".
2. Detectar animais com doenças infectocontagiosas.
3. Surpreender doenças que não apresentam substrato anatomopatológico
macroscopicamente marcante.
4. Promover ação de policia sanitária.

25
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 90
• É OBRIGATÓRIA a realização do exame ante mortem dos animais destinados ao
abate por servidor competente do SIF.
• O exame ante mortem compreende:
• a avaliação documental,
• do comportamento,
• do aspecto do animal e
• dos sintomas de doenças de interesse para as áreas de saúde animal e de saúde
pública

26
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 90
• Qualquer caso suspeito implica a identificação e o isolamento dos animais
envolvidos. Quando necessário - isolamento de todo o lote.
• Os casos suspeitos serão submetidos à avaliação por Auditor Fiscal Federal
Agropecuário, com formação em MEDICINA VETERINÁRIA, que pode
compreender exame clínico, necropsia ou outros procedimentos com o fim de
diagnosticar e determinar a destinação, aplicando-se ações de saúde animal
quando o caso exigir.

27
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 90
• O exame ante mortem deve ser realizado no menor intervalo de tempo possível
após a chegada dos animais no estabelecimento de abate.
• O exame será repetido caso decorra período superior a 24 horas entre a primeira
avaliação e o momento do abate.
• Dentre as espécies de abate de pescado, somente os anfíbios e os répteis devem
ser submetidos à inspeção ante-mortem

28
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 91
• Na inspeção ante mortem, quando forem identificados animais suspeitos de
zoonoses ou enfermidades infectocontagiosas, ou animais que apresentem
reação inconclusiva ou positiva em testes diagnósticos para essas enfermidades,
o abate deve ser realizado EM SEPARADO dos demais animais, adotadas as
medidas profiláticas cabíveis.

• No caso de suspeita de doenças não previstas neste Decreto ou em normas


complementares, o abate deve ser realizado também EM SEPARADO, para melhor
estudo das lesões e verificações complementares.

29
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 91
Animais suspeitos
de:

Reação inconclusiva
Enfermidades
Zoonoses ou positiva em
Infectocontagiosas
testes diagnósticos

ABATE EM SEPARADO

30
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 91 Animais suspeitos de:

DOENÇAS NÃO PREVISTAS

ABATE EM SEPARADO
Para melhor estudo das lesões e verificações complementares
31
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 92
• Quando houver SUSPEITA de doenças infectocontagiosas de NOTIFICAÇÃO
IMEDIATA determinada pelo serviço oficial de saúde animal, além das medidas já
estabelecidas, cabe ao SIF:

I - notificar o serviço oficial de saúde animal, primeiramente


na área de jurisdição do estabelecimento;

32
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 92
• Quando houver SUSPEITA de doenças infectocontagiosas de NOTIFICAÇÃO
IMEDIATA determinada pelo serviço oficial de saúde animal, além das medidas já
estabelecidas, cabe ao SIF:

II - isolar os animais suspeitos e manter o lote sob


observação até definição das medidas epidemiológicas de
saúde animal a serem adotadas;

33
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 92
• Quando houver SUSPEITA de doenças infectocontagiosas de NOTIFICAÇÃO
IMEDIATA determinada pelo serviço oficial de saúde animal, além das medidas já
estabelecidas, cabe ao SIF:

III - determinar a imediata desinfecção dos locais, dos


equipamentos e dos utensílios que possam ter entrado em
contato com os resíduos dos animais ou qualquer outro
material que possa ter sido contaminado

34
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 93
• Quando no exame ante mortem forem constatados CASOS ISOLADOS DE
DOENÇAS NÃO CONTAGIOSAS que permitam o aproveitamento condicional ou
impliquem a condenação total do animal, este deve ser abatido por último ou em
instalações específicas para este fim.

35
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

Casos isolados de
• RIISPOA - Art. 93 doenças não
contagiosas:

Aproveitamento
Condenação total
condicional

Abatidos por último ou em


instalações específicas
36
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 95
• As fêmeas com sinais de parto recente ou
aborto somente poderão ser abatidas após no
mínimo dez dias, contados da data do parto,
DESDE QUE NÃO SEJAM PORTADORAS DE
DOENÇA INFECTOCONTAGIOSA.

37
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 96
• Os animais de abate que apresentem hipotermia ou hipertermia podem ser
condenados.

38
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 97
• A existência de animais mortos ou impossibilitados de locomoção em veículos
transportadores que estejam nas instalações para recepção e acomodação de
animais ou em qualquer dependência do estabelecimento deve ser
IMEDIATAMENTE levada ao conhecimento do SIF, para que sejam providenciados
a NECROPSIA ou o ABATE DE EMERGÊNCIA e sejam adotadas as medidas que se
façam necessárias, respeitadas as particularidades de cada espécie.

39
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM
Deve ser imediatamente levado ao
conhecimento do SIF:
• RIISPOA - Art. 97

Animais mortos ou
impossibilitados de
locomoção

Necrópsia

Abate de Emergência
40
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 97
• O lote de animais no qual se verifique qualquer caso de morte natural só deve
ser abatido depois do resultado da necropsia.

Animais mortos

O lote ao qual pertence


somente deve ser abatido
APÓS RESULTADO DA
NECRÓPSIA
Morte Natural Morte Acidental
41
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 98
• As carcaças de animais que tenham morte
acidental nas dependências do estabelecimento,
desde que imediatamente sangrados, podem ser
destinadas ao APROVEITAMENTO CONDICIONAL
após exame post mortem, a critério do Auditor
Fiscal Federal Agropecuário, com formação em
Medicina Veterinária.

42
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 98 Animais mortos

Morte Natural Morte Acidental

APROVEITAMENTO CONDICIONAL
Morte nas dependências do estabelecimento,
imediatamente sangrado, após exame post-mortem

43
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 99
• Quando o SIF autorizar o transporte de animais mortos
ou agonizantes para local onde será realizada a
NECROPSIA, deve ser utilizado veículo ou contentor
apropriado, impermeável e que permita desinfecção
logo após seu uso.
• No caso de animais mortos com suspeita de doença
infectocontagiosa, deve ser feito o tamponamento das
aberturas naturais do animal antes do transporte, de
modo a ser EVITADA a disseminação das secreções e
excreções.

44
INSPEÇÃO ANTE-MORTEM

• RIISPOA - Art. 99
APÓS NECRÓPSIA
• Confirmada a suspeita de DOENÇA INFECTOCONTAGIOSA - o animal morto e os
seus resíduos devem ser:
• I - incinerados;
• II - autoclavados em equipamento próprio; ou
• III - submetidos a tratamento equivalente, que assegure a destruição do
agente.
• Concluídos os trabalhos de necropsias, o veículo ou contentor utilizado no
transporte, o piso da dependência e todos os equipamentos e utensílios que
entraram em contato com o animal devem ser LAVADOS E DESINFETADOS.

45
Inspeção Ante-mortem

• RIISPOA - Art. 100


• As necropsias, independentemente de sua motivação, devem ser realizadas em
local específico e os animais e seus resíduos serão destinados nos termos do
disposto neste Decreto e nas normas complementares.
• RIISPOA - Art. 101
• O SIF levará ao conhecimento do SERVIÇO OFICIAL DE SAÚDE ANIMAL o resultado
das necropsias que evidenciarem doenças infectocontagiosas e remeterá, quando
necessário, material para diagnóstico, conforme legislação de saúde animal.

46
ABATE

• RIISPOA - Art. 102


• Nenhum animal pode ser abatido sem autorização do SIF.

• RIISPOA - Art. 103


• É PROIBIDO o abate de animais que não tenham permanecido em descanso,
jejum e dieta hídrica, respeitadas as particularidades de cada espécie e as
situações emergenciais que comprometem o bem-estar animal.
• O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabelecerá parâmetros referentes
ao descanso, ao jejum e à dieta hídrica dos animais em normas complementares.

49
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 105

Os animais que chegam ao estabelecimento em condições precárias de


saúde, impossibilitados ou não de atingirem a dependência de abate por
seus próprios meios, e que foram EXCLUÍDOS DO ABATE NORMAL APÓS
EXAME ANTE MORTEM, devem ser submetidos ao abate de emergência.

50
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 105


• Estas situações compreendem:
✓Animais doentes,
✓com sinais de doenças infectocontagiosas de notificação imediata,
✓agonizantes,
✓contundidos,
✓com fraturas,

51
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 105


• Estas situações compreendem:
✓hemorragia,
✓hipotermia ou hipertermia,
✓impossibilitados de locomoção,
✓com sinais clínicos neurológicos
✓Com sinais clínicos de paralisia decorrente de alterações metabólicas ou patológicas

Podem ser
retirados do estabelecimento
para tratamento
52
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 106


• É proibido o abate de emergência na ausência de Auditor Fiscal Federal Agropecuário,
com formação em MEDICINA VETERINÁRIA.

• RIISPOA - Art. 107


• O SIF deve coletar material dos animais destinados ao abate de emergência que
apresentem sinais clínicos neurológicos e enviar aos laboratórios oficiais para fins de
diagnóstico e adotar outras ações determinadas na legislação de saúde animal.

53
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 108


• Animais com sinais clínicos de PARALISIA decorrente de alterações metabólicas ou
patológicas devem ser destinados ao abate de emergência.
• No caso de paralisia decorrente de ALTERAÇÕES METABÓLICAS, é permitido:
• retirar os animais do estabelecimento para tratamento, observados os
procedimentos definidos pela legislação de saúde animal.

54
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 109


• Nos casos de dúvida no diagnóstico de processo septicêmico, o SIF deve realizar
coleta de material para análise laboratorial, principalmente quando houver:
• inflamação dos intestinos,
• do úbere,
• do útero,
• das articulações,
• dos pulmões, da pleura, do peritônio,
• lesões supuradas e gangrenosas.

55
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 110


• São considerados IMPRÓPRIOS PARA CONSUMO HUMANO os animais que, abatidos
de emergência, se enquadrem nos casos de CONDENAÇÃO previstos neste Decreto
ou em normas complementares.

• RIISPOA - Art. 111


• As carcaças de animais abatidos de emergência que não foram condenadas podem
ser destinadas ao APROVEITAMENTO CONDICIONAL ou, não havendo qualquer
comprometimento sanitário, serão LIBERADAS, conforme previsto neste Decreto ou
em normas complementares.

56
ABATE DE EMERGÊNCIA

• RIISPOA - Art. 110 e 111


Destinos das carcaças

Condenação Aproveitamento Liberadas


Condicional
Impróprios para consumo Se não condenada Se não houver
comprometimento
sanitário

57
ABATE DE EMERGÊNCIA
• Marcação na orelha (etiq. nº 6)
• Para animais que estão em precárias condições físicas ou de saúde
• Provenientes dos currais de observação
1. Imediata (politraumatizados)
2. Mediata (após a matança)
• Condenação total (doenças contagiosas = abatidos na sala de necrópsia)
• Condenação parcial (doenças não contagiosas = após a matança)
• Todos os animais serão enviados ao DIF
• O destino será dado pelo MV (na ausência deste, ficam os órgãos e carcaças
guardados na câmara fria de sequestro)

58
FRATURA
FRATURA?
EMACIAÇÃO + MUCO PURULENTO
HÉRNIA
ATAXIA (SEM COORDENAÇÃO MOTORA)
ARTRITE
POLIARTRITE
ABSCESSOS
ARTRITES
CORRIMENTO/METRITE
PERICARDITE
TRAUMÁTICA
RETENÇÃO DE
URINA
FEBRE AFTOSA
PAPILOMATOSE
TUMOR
TUMOR
Feedback da Aula
▪ Objetivos da inspeção ante mortem
▪ Particularidades da inspeção ante mortem
▪ Abate de emergência
▪ Próximo Assunto...
▪ Inspeção Post-Mortem: Aspectos gerais e
linhas de inspeção
▪ Departamento de Inspeção Final (DIF)

78
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• ORDÓÑEZ, J. A. Tecnologia de Alimentos. Alimentos de Origem Animal. Vol 2. Ed. Artimed.


2005, 279 pg.
• BRASIL. Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017. Regulamenta a Lei nº 1.283, de 18 de
dezembro de 1950, e a Lei n. 7.889, de 23 de novembro de 1989, que dispõem sobre a
inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. 2017
• PARDI, M.C.; SANTOS, I.F.; SOUZA, E.R.; PARDI, H.S. Ciência, Higiene e Tecnologia da Carne.
Vol.II. Goiânia: EDUFF/CEGRAF, 1994. p.593 – 1110.
• WILSON, W.G. Wilson's: inspeção prática da carne. 7.ed. São Paulo: Roca, 2010.

79
80

Você também pode gostar