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J O H N D E W E Y
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Ú L T I M O S E S C R I T O S ,
son 1110 €S6L-SZ61
1 9 2 5 - 1 9 5 3
u v 31 o VION31H2dX3
A R T E C O M O E X P E R I Ê N C I A
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Organização:
01 N01saxog NNV
JO ANN BOYDSTON
ap e.toupa.•mxal
Editora de texto:
Isurld NONIS
HARRIET FURST SIMON
Introdução:
vNYHvugv
ABRAHAM KAPLAN
.•op5npe11
Tradução:
VERA RIBEIRO
su!uew
martins
sewos suæen
Martins Fontes
VAIA vur11YIHD V
A CRIATURA VIVA
d .10 eum sep sazaA seunuu anb seD!uo.1!
Por uma das perversidades irônicas que muitas vezes
wequeduuooe sep epuaF!xa e 'smuauupaluooe sop osano o
a c o m p a n h a m o curso dos a c o n t e c i m e n t o s , a existência das
ap op5euu.10J e apuadap S!enb sep aue ap se-tqo eum epoal
obras de arte das quais depende a formação de uma teoria
nou.101 as um p otllpaduua uqos ewoal •sep e.lecl
estética se tornou um empecilho à teoria sobre elas. Para
eun 'oezea se.lqo sessa -spa ap sopelop smnpoad ops
citar uma razão, essas obras são produtos dotados de exis-
epuel a eu.lölxa et\l ap eaqo e 'urnu10D oe5daouoo
tência externa e física. Na concepção c o m u m , a obra de ar¬
epeoynuap! aluaulöluanba.l} 0 'opån.usuoo e uroo '0.1A!1
te é f r e q u e n t e m e n t e identificada com a construção, o livro,
no upenb o e wa lemnsa epuelspca ens -adxa ep
o quadro ou a estátua, em sua existência distinta da expe-
anb OIS!A •eueuuntl e.tqo e aue ap lea-I anb ounbe
riência h u m a n a . Visto que a obra de arte real é aquilo que
mnpo.ld o zeJ a 'epuewadxa eu opellnsa.l o opu L-OAeJ
o produto faz c o m e na experiência, o resultado não favo¬
aoa.l ap op5!0J.xad ewd91d e 'oss!p u191Y •opsuaaxdwoo e -le
rece a c o m p r e e n s ã o . Além disso, a própria perfeição de al-
sunfi 'wanssod sap anb 0!ßnsa.1d o 'smnpoad sassap .10d
guns desses produtos, o prestígio que eles possuem, por
eun eßuol ego 'IDA?uonsanbu! opåe.l!tupe ap L-uoo
u m a longa história de admiração inquestionável, cria con¬
•saos!A seAou se uuellledelle anb sap5uaA opuenö coad tun
venções que atrapalham as novas visões. Quando um pro¬
'opouu unfile ap 'oo!ssyp ap smels o aßuge oonsnae Olnp
duto artístico atinge o status de clássico, de algum m o d o ,
ap seueuuntl sap5!puoo sep elos! as anb 10} ope!1D a
ele se isola das condições h u m a n a s em que foi criado e
sep epuewadxa eu eaa% anb seueumq sepuenbasuoo lea-I
das consequências h u m a n a s que gera na experiência real
•ep!A ap
de vida.
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09 19
JOHN DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA
NHOf VIDNAIHAdXA OVNOD

Q u a n d o os objetos artísticos são separados das condi- comumente chamada de apreciação. É perfeitamente pos-
-!puoo sep sopeaedas oes soonsyue sma(qo so opuenC) •opåepa.lde ap epeuueup aluauunu10D -sod aluaueuaJ.xad

ções de origem e funcionamento na experiência, constrói-se sível nos comprazermos com as flores, em sua forma colo-
uuaßwo ap sa05 a muaweuopun} as-!011suoo 'enuewadxa eu souuaze.lduuoo sou PAYS woo se Isa.101J -0103 eU110J ens tua

em torno deles um muro que quase opacifica sua significa¬ rida e sua fragrância delicada, sem n e n h u m conhecimento
wa 011.101 sapp un ens eoypedo asenb anb oanul epu?.1ße.1J ens a ep!.l muauupaquoo unquau was 'epeoqap

ção geral, com a qual lida a teoria estética. A arte é remetida teórico das plantas. Mas quando alguém se propõe a com-
ep!l lenb e UIOD 'le.laß oe5 epoal e •eD!191sa V ave epnawa.1 apdoad as wpnßle opuenb sen •selueld sep e -11103

a um campo separado, onde é isolada da associação com os preender o florescimento das plantas tem o compromisso de
e um apuo lopeaedas oduueo so UIOD op5eposse ep epelos! o npuaud muawpsaaou selueld sep ap oss!uuo.lduuoo o

materiais e objetivos de todas as outras formas de esforço, descobrir algo sobre as interações do solo, do ar, da água e
ap seu110J se.uno se sepol ap sorxna(qo a s!ewaleuu '05.10Jsa oßle xwqoosap uqos sap5exa1L1! se op '010s op 'le ep a enfiy

sujeição e realização h u m a n o s . Assim, impõe-se uma tare¬ do sol que condicionam seu crescimento.
as-aedul! 'uussy •soueuuntl op5ez!1ea1 a eum L--a.tel op 10s •muaupsa.1D nas weuop!puoo anb

fa primordial a q u e m toma a iniciativa de escrever sobre a O Partenon é, por consenso, uma grande obra de arte.
e} tuanb e e aaqos aarxansa ap ezxgep!ll! e eu101 O uouauecl '9 .10d 'osuasuoo eun •ave ap eaqo apuelß

filosofia das belas-artes. Essa tarefa é restabelecer a conti¬ Mas só tem estatura estética na medida em que se torna uma
•saue-sepq sep eyosol!} ep.lel essa L-nuoo e .laoapqelsa.1 sen ps e.ltuelsa wa empaul eu eu101 as anb eun

nuidade entre, de um lado, as formas refinadas e intensifi¬ experiência para um ser h u m a n o . E se o sujeito quiser ir além
apemnu sepeuya.l setu.10J se 'opel tun ap 'a-qua L-Y!sua1L1! a eaed epuewadxa um •oueuuntl aas oua(ns o as -tas!nb ul?le

cadas de experiência que são as obras de arte e, de outro, do deleite pessoal e entrar na formação de uma teoria sobre
anb epuewadxa ap sepeo se oes aue ap seaqo 'a 'o.nno ap auapp op leossad -te.uua a eu op5euu.10J uqos ewoal eun ap

os eventos, atos e sofrimentos do cotidiano universalmente a grande república da arte da qual essa construção é mem¬
01uauqes.10A!un oue!pnoo op smuaul!.uos a sop 'smuazxa so op5n.usuoo essa lenb ep aue ep eoqqpda.l apue.l% e L-uuaul

reconhecidos como constitutivos da experiência. Os picos bro, terá de se dispor, em algum m o m e n t o de suas reflexões,
soppaquooa.l 011103 so •epuewadxa ep SOANtunsuoo SOD!d 'o.lq unfile tua 'aodsp as ap muawouu Isaoxaua.l sens ap

das m o n t a n h a s não flutuam no ar sem sustentação, tam¬ a se desviar dele para os cidadãos atenienses apressados, ar¬
ou uuemnu opu sequeluouu sep -le was 'op5e1ua1sns L-uuel .leyxsap as e ued app 'sopessaade sasua!uap soppepp so I-le

pouco apenas se apoiam na terra. Eles são a terra, em uma gumentadores e agudamente sensíveis, com seu senso cívico
•enal eu we!0de as seuade oonod tua 'enal e oys salA eun saaopeluaumß a aluauuepnße OD!AID osuas nas uroo 'spA1suas

de suas operações manifestas. Cabe aos que se interessam identificado com uma religião cívica de cuja experiência es¬
anb soe aqeo •selsanueuu sap5exado sens ap uuessaaalll! as UIOD opeoynuap! eun e(no ap eD!AID epuewadxa I-sa

pela teoria da terra - geógrafos e geólogos - evidenciar esse se templo foi uma expressão, e que o construíram não como
enal ep epoal epd - sop.lßpaß a soß019aß - assa -tepuapyxa 01duua1 as 10} eun OUIOD oeu uue.lln.usuoo o anb a 'oessa.ldxa

fato em suas várias implicações. O teórico que deseja lidar uma obra de arte, mas sim como uma comemoração cívica.
me} •sap5eD!1du1! sel.1YA sens tua 0 e(asap anb -tep!l eun e.tqo sew 'ave ap ul!S ouuoo eum oe5uouuau10D

filosoficamente com as belas-artes t e m uma tarefa seme¬ Esse voltar-se para eles se dá na condição de seres humanos
UIOD aluaueoyosol!} se eum wal saue-sepq I-awas eJa.1e1 sap ued as-le110A assA as eu soueumq suas ap

lhante a realizar. que tinham necessidades, as quais foram uma exigência pa¬
lez!lea.l e aluetll •

Se alguém se dispuser a admitir essa postura, n e m que ra a construção e foram levadas à sua realização nela; não se
e -tasnds!p as uupnßle as 'eamsod essa wau anb e.l I.epu opåezqea.l ens e seperxal we.10J a op5n.usuoo e oeu as

seja apenas a título de um experimento temporário, verá que trata de um exame como o que poderia ser feito por um so¬
awexa tun ap 011103 ewapod anb 0 -las aod um LOS

daí decorre uma conclusão surpreendente, à primeira vis¬ ciólogo em busca de material relevante para seus fins. Q u e m
yep eun anooap 'aluapuaaadms oesnpuoo p L-S!A 0901913 wa ap eosnq aluerxap.l legaleuu tuanö •suy snas eaed

ta. Para compreender o significado dos produtos artísticos, se propõe teorizar sobre a experiência estética encarnada no
e.lecl o .lapuaa.lduoo smnpoad sop 'soonsyue ou epeu.leoua eonalsa epuewadxa e aaqos -tezwoal apdo.ld as

temos de esquecê-los por algum tempo, virar-lhes as cos¬ Partenon precisa descobrir, em pensamento, o que aquelas
ap souual se sat11-ae.1!A 'oduual unfile .10d sol-aoanbsa I-SOD 'i!lqoosap espa.ld uouauecl tua sepnbe anb o 'muauesuad

tas e recorrer às forças e condições comuns da experiência pessoas em cuja vida o templo entrou, como criadoras e co¬
a sel a se5.10J se epuewadxa ep sunwoo ou10D 'no-nua 01duua1 0 ep!A e(no tua seossad a se.10pe!1D

que não costumamos considerar estéticas. Temos de chegar mo as que se compraziam com ele, tinham em c o m u m com
sowewmsoo oeu anb -teaamsuoo aeßaup ap souax 'ap UIOD we!zelduuoo as anb se OUI uuetlll!l woo unwoo ua

à teoria da arte por meio de um desvio. É que a teoria diz as pessoas de nossas próprias casas e ruas.
aue ep ewoal .10d maul •opxsap tun ap epoal e anb sewd91d sessou ap seossad se •sena a seseo

respeito à compreensão, ao discernimento, não sem excla¬ Para compreender o estético em suas formas supremas
oe 'oesuaa.lduoo e ouadsa.l was oeu I-epxa e-tecl o npuaudtuoo 031191sa ua sens seu110J secuaadns

mações de admiração e sem o estímulo da explosão afetiva e aprovadas, é preciso começar por ele em sua forma bruta;
ep 01nuunsa o was a op5e1!uupe ap sap5eu1 eA!10Je opsoldxa 'sepeA01de a ospa.ld .10d .xe5au10D ap ens tua I.elnaq eu110J
VIDNAIHAdXA OVNOD €9
NHOf
JOHN DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 63
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op5 ua a otlleqell nas opuemno nas ap op5!0Je eulnuaß
LIAno o a aet110 0 uuapuaad anb seuao a smuauupaluooe sou
nos acontecimentos e cenas que prendem o olhar e o ouvi¬ ção em seu trabalho e cuidando com genuína afeição de seu
seluauue1.10J sens a legaleuu '
a assa.lalll! nas atll coad •ope(eßua aluaweons!l.te nsa V
opueuadsap 'wauuotl op smuap op
do atentos do h o m e m , despertando seu interesse e lhe pro¬ material e suas ferramentas, está artisticamente engajado. A
a aopellleqell assa a-qua e5ua.10J!p wauuoq o a 01dau! I-sap
opueuop.tod a aet110 oe laze-ld
porcionando prazer ao olhar e ouvir: as visões que cativam
uuenxgeo anb sa0SIA se diferença entre esse trabalhador e o h o m e m inepto e des¬
opp!llnuu e -
opemno nas eoueuuep anb otlleqe.ll L-pyo eu apue.lß
used anb souaquuoq ap odi0D op optlll!uueo o
a multidão - o caminhão do corpo de bombeiros que pas¬ cuidado que atamanca seu trabalho é tão grande na ofici¬
oeu apod mnpo.ld o 'sazaA seunvv •mpmsa ou muenb eu -las
'.z010A es eu sooeanq sauuoua tuerxeosa anb seu!nbyuu se na quanto no estúdio. Muitas vezes, o produto pode não ser
sa veloz; as máquinas que escavam enormes buracos na ter¬
anb sop 031191sa osuas o eaed aluae.ue e sevv •uuez!lnn o L-eJ
'.ea e 1.01101 so
opueleosa eueumtl eosoul e
ra; a mosca humana escalando a lateral de uma torre; os
ap eun atraente para o senso estético dos que o utilizam. Mas a fa¬
'seß!A opueßo( a 'etll woo seu anb op aopellleqell ou souauu nsa 'epuenba.1J
ua sopeudueoua suawoq
h o m e n s encarapitados em vigas, jogando e apanhando pa¬
ced opuequede lha, com frequência, está menos no trabalhador do que nas
sostue.l epuewadxa eu ave ep suaßwo sy •saluaosapueou! •eugsap as mnpo.ld nas anb e opextaul op se as
rafusos incandescentes. As origens da arte na experiência condições do mercado a que seu produto se destina. Se as
a sapemunuodo uuewas 'saluuanp wassoJ sel!0J
eueumtl oe.las tuanb aod sempua.lde OUIOD e5e.1ß e L-ual condições e oportunidades fossem diferentes, seriam feitas
humana serão aprendidas por quem vir como a graça ten¬
L-opepadsa ap oppulnuu e e!ßeluoo eloq ap aopeßo( op es ses!0D sot110 so e.led muenb sepynpo.ld se
sa do jogador de bola contagia a multidão de espectado¬ coisas tão significativas para os olhos quanto as produzidas
'.sa.l .10d .10d •saaowalue soesaue
ap ep!no anb eseo ap euop ep auapp o .1e10u uuanb
res; por quem notar o deleite da dona de casa que cuida de por artesãos anteriores.
o a selueld sens assaaalll! ep!no oppeuu nas anb UIOD a selseA aluauqnns se oes anb sepp!
suas plantas e o interesse atento com que seu marido cuida Tão vastas e sutilmente disseminadas são as ideias que
05epad op uup.te( ap ua .10d I.eseo p o aaqaoaad uuanb e uuenus aue un wa 'onbuyßuol Plsapad eunu anb I-uaß
do pedaço de jardim em frente à casa; por quem perceber o situam a arte em um pedestal longínquo, que muita gen¬
xopepadsa op xazead e .xaxauua.l oe eu aple anb equal e.l!a.lel ewguas as 'laze-ld ap zaA tua 'eslnda.l atll anb wassass!p
prazer do espectador ao remexer a lenha que arde na lareira te sentiria repulsa, em vez de prazer, se lhe dissessem que
sese.lq se a salue(apaep seuuecp se -terxaasqo oe a anb L-sap as ep 'sepednooa.ldsap sap5eana.1 sens ap eln.gsap opd souauu
e ao observar as chamas dardejantes e as brasas que se des¬ ela desfruta de suas recreações despreocupadas, pelo menos
'seossad sessg •uuazeJ as opze.l e asselunß.lad saul uupnßle apepqenb ep op5unJ ua 'aved ua saue sy •selsap
fazem. Essas pessoas, se alguém lhes perguntasse a razão em parte, em função da qualidade estética destas. As artes
•sepsuas selsodsa.l uuewaoau10J epyxpp was 'sop snas ap O ses!0D oes e!ppul eossad e eaed apepqeurx slew a(oq uuel anb
de seus atos, sem dúvida forneceriam respostas sensatas. O que têm hoje mais vitalidade para a pessoa média são coisas
so axauua.l anb uuauuotl esuq wa equal ap s05epad anb ep anb o 'sauqy so '01duaxa aod :saue e.lamsuoo oeu 'zzv[
h o m e m que remexe os pedaços de lenha em brasa diria que que ela não considera artes: por exemplo, os filmes, o ]azz,
o -teaotllaul e.led zeJ o '.0ß0J opeupseJ aeoy ap expp opu sew so soquwpenb 'a suaßeuoda.l se 'epuenba.l} epe!seuuap
o faz para melhorar o fogo; mas não deixa de ficar fascinado os quadrinhos e, com demasiada frequência, as reportagens
snas ap alue!p epeuaoua e5uepnuu ep opp010D ewe-Ip o UIOD ap seque5eJ a smeu!ssesse 'sosuoue soseo aaqos spuao( ap
com o drama colorido da mudança encenada diante de seus de jornais sobre casos amorosos, assassinatos e façanhas de
sot110 ap a app •op5eu!ßeu1! eu ul?lueuu as opu •sompueq souuaoaquoo anb ounbe opuenb 'anb 011103 ave
olhos e de participar dele na imaginação. Ele não se m a n t é m bandidos. E que, quando aquilo que c o n h e c e m o s como arte
011103 lopepadsa tun O 0 aaqos ass!p aßpwa10D anb
como um espectador frio. O que Coleridge disse sobre o lei¬ fica relegado aos museus e galerias, o impulso incontrolável
uueoy anb so sopol e 'euaueul ens e 'eD!1de as e!saod ap 101 sepuewadxa aeosnq ap tua sesuaze.ld L-nA1eA se e.ouooua
tor de poesia se aplica, à sua maneira, a todos os que ficam de buscar experiências prazerosas em si encontra as válvu¬
aluauua.lßale wa souosqe I-odi0D a spluaul sapepyxge sens sel seunvq •euopaod01d oue!pnoo maul o anb adeosa ap I-sad
alegremente absortos em suas atividades mentais e corpo¬ las de escape que o meio cotidiano proporciona. Muitas pes¬
aAap -las operxal no aluawe.tauu oeu alue!pe welsa101d anb seos e e.ouoo aue ep eD!ß910asnuu op5daouoo
rais: "O leitor deve ser levado adiante não meramente ou soas que protestam contra a concepção museológica da arte
opd opmaaqos 03!ueoauu oslndul! opd opu 'apemsowno ep uuequuedu10D epup e •op5daouoo essa e101q lenb ep
sobretudo pelo impulso mecânico da curiosidade, não pelo ainda compartilham a falácia da qual brota essa concepção.
.leßaup ap 010!nba.11! o(asap op5mos 'leuy epd sew I-epyxge ap u19A01d .lelndod op50u e anb eun e a-nua op5eaedas I—le
desejo irrequieto de chegar à solução final, mas pela ativida¬ E que a noção popular provém de uma separação entre a ar¬
osmxtad op esuaze.ld ap tua a sma(qo so a epuewadxa ep seuao sounuu anb
de prazerosa do percurso em si". te e os objetos e cenas da experiência corriqueira que muitos
a soowoal uuetllnßao as ua a .lelualsns Ple L-uasap
0 03!ueoau1 opequadwa ens tua L-ep!Age teóricos e críticos se orgulham em sustentar e até desen¬
O mecânico inteligente, e m p e n h a d o em sua ativida¬ JOAIOA • samseoo sy tua smaps sma(qo anb a smugs!p oes
ap opessa.lalll! a wa 'el-nnoaxa tuaq -eJsnes opue.uuooua volver. As ocasiões em que objetos seletos e distintos são
de e interessado em b e m executá-la, encontrando satisfa-
NHOf
JOHN DEWEY
VIDNAIHAdXA OVNOD 99
64 ARTE COMO EXPERIÊNCIA 65
sap5ednoo sep smnpo.ld so woo sopeuopep.l aluauueua.usa •eue!pnoo ep!A ep sossaooad sop sepotllaul we-ta ses zaA
estreitamente relacionados com os produtos das ocupações sas eram melhorias dos processos da vida cotidiana. Em vez
anb tua sepnbe oes spnuqetl e op5epude a souaul!.ld sop ap tua.tas sepeuxap e un ep aved we!zeJ sep
habituais são aquelas em que a apreciação dos primeiros é de serem elevadas a um nicho distinto, elas faziam parte da
spu aluepunqe a 'opuenö •epnße slew esuaul! ens .10d e5uauad ep opåelsanueuu ep 'epyad ap op5!qpca a sodn.lß e
mais abundante e mais aguda. Quando, por sua imensa dis¬ exibição de perícia, da manifestação da pertença a grupos e
seuno seossad sepd soppaquooa.l sma(qo so lepti?l 011103
tância, os objetos reconhecidos pelas pessoas cultas como clãs, do culto aos deuses, dos banquetes e do jejum, das lu¬
tuaoaaed saue-sepq ap se-tqo e eaed endod esseuu 'sel ap a e5eo ep se sepol se.D!u111.1 sas!.1D uuemuod anb o I-nu
obras de belas-artes parecem anêmicos para a massa popu¬ tas, da caça e de todas as crises rítmicas que pontuam o flu¬
-tel ' au10J e o aeosnq e apual •me.leq o a •ep!A ep ox
lar, a fome estética tende a buscar o vulgar e o barato. xo da vida.
se-opueuxap 'saue-sepq se uueaeoywolfi anb sa.10PJ so V e5uep a ave ep suaßwo leuuuumued e Ile-ueal L-sa.101J
Os fatores que glorificaram as belas-artes, elevando-as A dança e a pantomima, origens da arte teatral, flores¬
tua un ep ouquue ou uue.l!ßms oeu '01ueF!p Plsapad a 'aue sapåe.lqapo a sou.l ap oved OUIOD y aue
em um pedestal distante, não surgiram no âmbito da arte, e ceram como parte de ritos e celebrações religiosos. A arte
'seossad seunuu eaecl •saue sp aßu!llsa.l as oeu epuen1JL1! ens leD!snuu ua ap -leuupap op eplda.l sep.10D op 'sepeumsual
sua influência não se restringe às artes. Para muitas pessoas, musical era repleta do dedilhar de cordas tensionadas, do
eme eun o OA10Aua apep!lea.ll! a epuaaazxa.l ap epepsauu -tapq sapd ap •sooun( ap ae.ldos op 'sepeonsa seu
uma aura mesclada de reverência e irrealidade envolve o bater de peles esticadas, do soprar de juncos. Até nas caver¬
o a 'muenbua 'alse.uuoo tua e! .191euu„ , 'seu sepeu.lope tueaa seueuunq sap5euqet1 se suaßeul!
"espiritual" e o "ideal", enquanto, em contraste, "matéria" nas, as habitações humanas eram adornadas com imagens
'sep!.1010D wequnueuu anb I-uewadxa se sopnuas sou seA!A
tornou-se um termo depreciativo, algo a ser explicado ou coloridas, que mantinham vivas nos sentidos as experiên¬
opd as lenb sy •aedlnosap se5.10J anb se oes oss!u salueme woo sep sop ep!A e sopeß!l aluauueul!lll! ounuu spuuue so
pelo qual se desculpar. As forças atuantes nisso são as que cias com os animais muito intimamente ligados à vida dos
e we-telseJe uusse 011103 op 'save-sepq se L-ueD1e sasnap snas uuerxeßwqe anb seamn.usa sy •soueumq suas a
afastaram a religião, assim como as belas-artes, do alcan¬ seres h u m a n o s . As estruturas que abrigavam seus deuses e
anb op ao a •eweuunuuoo ep!A ep no 'unwoo op.tauuoo o uueAe1!1peJ anb sopul so saaapod so I-adns
ce do que é comum, ou da vida comunitária. Historicamen¬ os meios que facilitavam o comércio com os poderes supe¬
saosyup a smuaweD01sap smuel weavnpo.ld se510J sessa sa.10!.1 sope!1D cue-ta tun 0111!nba.1 •lepadsa sen se I—le
te, essas forças produziram tantos deslocamentos e divisões riores eram criados com um requinte especial. Mas as ar¬
ep a ep!A muawesuad op anb sou.lapouu e aped opu ave -sa eD!spuu ep 'ewe-tp op sal ' uusse 'e.lmaunble ep a e.lmu!d ep
da vida e do pensamento modernos que a arte não pôde es- tes do drama, da música, da pintura e da arquitetura, assim
souuespa.ld 0? N •epuen1JL1! ens e -ledeo suyuoo so ap 'sepeoy!lduuaxa eumquau uuequn opu UIOD -teqnoad oe5eß!1
capar a sua influência. Não precisamos viajar até os confins exemplificadas, não tinham n e n h u m a ligação peculiar com
ep wau enac oduual ou smueuuu aenoa.l e.led cod .le.uuooua 'so-neal aved we!zed •snasnul no sewaleß ep!A ep
da Terra n e m recuar milênios no tempo para encontrar po¬ teatros, galerias ou museus. Faziam parte da vida significati¬
SOA ued so opm spnb o eDH!sua1L1! anb muawnuas L-e!paul! •sepez!ueßao sapemunuuoo ap eA
vos para os quais tudo que intensifica o sentimento imedia¬ va de comunidades organizadas.
ep!A ap 01 ma(qo apue.lß ap V •op5euupe op op5eoyweosa
to de vida é objeto de grande admiração. A escarificação do A vida coletiva que se manifestava na guerra, no culto
exope so a sos0F!A smueuu so 'salueuoso setunld se 'odi0D
corpo, as plumas oscilantes, os mantos vistosos e os ador¬ anb o a-nua op5eaedas euunquau epauuoo oeu um.19J ou no
ou no fórum não conhecia n e n h u m a separação entre o que
ap saluaznp.l sou uno we-teu110J 'ape( a epleaausa 'ep.ld a
nos reluzentes de ouro e prata, esmeralda e jade, formaram ua se a sap5e.1ado a sa.leßnl sassap oogspape.teo
era característico desses lugares e operações e as artes que
anb save
saue ap oppaluoo o 'seD!191sa 'a 'uumsa.ld souuapod anb oe
o conteúdo de artes estéticas, e, ao que podemos presumir, neles introduziam cor, graça e dignidade. A pintura e a escul¬
was e op apepweß1t1A L-eduuooe anb eF!ssep
sem a vulgaridade do exibicionismo classista que acompa¬ enu eum op5eß!1 'eamaunble e e! anb
tura tinham uma ligação orgânica com a arquitetura, já que
ap S!0A9tu 'soonspuop so!llsualfl •spme soß01yue snas equ
nha seus análogos atuais. Utensílios domésticos, móveis de erxez!uouu.tetl as elsa woo lepos apepqeuy e
esta se harmonizava com a finalidade social a que serviam as
e wepxaas anb se
sepual a no soxte Isa10d 'sone( 'soupedeo 'sapdel 'seseo ap
tendas e de casas, tapetes, capachos, jarros, potes, arcos ou •sapån.usuoo V o a eolsnul mueo sop setunuy saved we-la
construções. A música e o canto eram partes íntimas dos ri¬
se5ue1 UIOD souaJ um a(oq anb opelueoua oel aoul!.ld
lanças eram feitos com um primor tão encantado que hoje o erxeumsuoo as anb tua seluoull.lao a SOI
tos e cerimônias em que se consumava o significado da vi¬
ep
saul a souue5eo so sowep eauotl ap saaeßnl ua sossou I-nul
os caçamos e lhes damos lugares de honra em nossos mu¬ op ep •odn.lß V eaa op5ezneuue.tp eum
da do grupo. A dramatização era uma reencenação vital das
op5euaouaa.1 sep
•ave ap snas ON 'muelua leanl a eood? ens ' -103 sessa
seus de arte. No entanto, em sua época e lugar, essas coi- sepual a ep ocusatu Luo N •ledn.lß ep!A ep wa seua1Y
lendas e da história da vida grupal. N e m m e s m o em Atenas é
99 NHOf
66 JOHN DEWEY ARTE
VIDNAIHAdXA ovv03
COMO EXPERIÊNCIA 67
I-uewadxa eu op5aasu! ens ap saue sessa -tapuaadsap lazyssod euaapouu ave ep sessap op5euu.10J ep soul-IOI
possível desprender essas artes de sua inserção na experiên¬ ua
instrutiva da arte moderna em termos da formação dessas
ep ep.l!p 'a nas -leuuasa.ld Ioduual ouusauu oe sapå!mnstl! I-eB e
cia direta e, ao m e s m o tempo, preservar seu caráter significa¬ anb seuaapoul
instituições nitidamente modernas que são o museu e a ga¬
a nasnuu o oes
uusse 'soonppe savodsa so •OAH a uuerxeaqapo 'o.neal 0 011103 sunßle .leleu!sse OSSOd •sap5!sodxa ap egal •sopeoelsap
tivo. Os esportes atléticos, assim como o teatro, celebravam e leria de exposições. Posso assinalar alguns fatos destacados.
opti!n.ustl! Is!edn.lß a sppe.l sap5!pe.11 weAe510Ja.1 '0A0d o
reforçavam tradições raciais e grupais, instruindo o povo, co¬ asenö so sopol snadoma snasnuu 'oes 'ses10D se.uno a-nua
Quase todos os museus europeus são, entre outras coisas,
0111nß10 0 opuaoa1e1.10J a se!191fi opueaouuaul
memorando glórias e fortalecendo o orgulho cívico. •ousqewadul! op a ouusqeuopeu op oesuaose ep spwouuaul
memoriais da ascensão do nacionalismo e do imperialismo.
oeu 'sap5!puoo sessaN ap -te.l!uupe anb soßa.lß so
Nessas condições, não é de admirar que os gregos ate¬ leudeo epox ap nas emunosa 'eamu!d ap nasnuu
Toda capital tem de ter seu museu de pintura, escultura e t c ,
oe 'sasua!u epp! e opeu110J uuequal 'ave e aaqos .uqpca e
nienses, ao refletirem sobre a arte, tenham formado a ideia wa opeD!pap aved opessed nas ap ezapue.lß e
em parte dedicado a exibir a grandeza de seu passado ar¬
ap me um ua ep anb •op5euu1! ap no op5npo.1da.1 ap ep!lllooa.l uuaßetll!d e .uqpca e
de que ela era um ato de reprodução ou de imitação. Há opeD!pap aved
tístico, em parte dedicado a exibir a pilhagem recolhida por
aod
sap5a(qo seunul e ep apepwelndod e sen •op5daouoo essa
muitas objeções a essa concepção. Mas a popularidade da 'sap5eu se.uno ap eF!nbuoo eu sexteuouu snas
seus monarcas na conquista de outras nações, a exemplo
01duuaxa e
ewoal eua.usa ep ouunuualsal tun a-qua se -sepq
teoria é um testemunho da estreita ligação entre as belas- ou e.uuooua as anb opa10deN ap so!19dsa ap op5e1nuunoe ep
da acumulação de espólios de Napoleão que se encontra no
opp.10D0 egal oeu epp! essa '.eue!pgoo ep!A e a saue- L-u!u e
-artes e a vida cotidiana; essa ideia não teria ocorrido a nin¬ •a-luxnor-l e a-qua op5eß!1 e uuelsap salA ewapouu oeåefiaaßas
Louvre. Eles atestam a ligação entre a moderna segregação
as 'uupnß ave e e S!0d •ep!A ep sassaaalll! sop alueF!p assoJ
guém, se a arte fosse distante dos interesses da vida. Pois a ave ep a ous!leuopeu o o a OEN •ouusweuuuu ap epyxpp
da arte e o nacionalismo e o militarismo. Não há dúvida de
oeu eu!.unop ave e anb assoJ eum e!d9D
doutrina não significava que a arte fosse uma cópia literal 'smuauuouu sunßle tua 'anb e n!A.1as oe5eß!1 essa un I-9d01d
que, em alguns m o m e n t o s , essa ligação serviu a um propó¬
sew 'sop(qo ap ul!S ep anb se egaua.l sap50wa use sepp! a
de objetos, mas sim que ela refletia as emoções e ideias as¬ ous oe 'anb 'oedel op oseo ou ocuoo -te.uua ou ossaoo.ld
sepepos sp s!edpuwd Luas O!lelcl •lepos ep!A ep sapå!mnstl!
sito útil, como no caso do Japão, que, ao entrar no processo
sociadas às principais instituições da vida social. Platão sen¬ somosal snas ap sounuu noA1es 'op5ez!1e1uappo ap I.-gsyue
de ocidentalização, salvou muitos de seus tesouros artísti¬
ng essa ap euu.10J esualll! ep anb nouxal o epp! p
tiu essa ligação de forma tão intensa que ela o levou à ideia 'SOD opuezqeuopeu so anb solduual so •wequnuoo
soßameuueap 'selaod .xexnsuao ap apemssaoau ep a
cos, nacionalizando os templos que os continham.
da necessidade de censurar poetas, dramaturgos e músicos. O ouusqeudeo op muauupsa.1D 10} eun cod epuenuu!
anb -tazp oe opeaaßexa equal ap zarxlex eoo.ll e ep euu.10J
O crescimento do capitalismo foi uma influência po¬
Talvez ele tenha exagerado ao dizer que a troca da forma esuap I-enbape ael o ou10D nasnul op muau1!A10Auasap ou
epd eowop epas eD!snuu eu eun ep e.uauao eaosmoa.ld derosa no desenvolvimento do museu como o lar adequa¬
dórica pela lídia na música seria uma precursora certeira da op se.lqo se e-ted epp! ep op50uuo.1d eu OUIOD uusse 'ave ap
op5uauaßap •I!AP unquau sen nas oauwoduualuoo L-!Anp
do para as obras de arte, assim como na promoção da ideia
degeneração civil. Mas n e n h u m contemporâneo seu duvi¬ ep!A ep sepuedas oes sep anb ap •unwoo 'SOD!I-SOAOU so
eD!spu1 e anb ap eyep oved ua alue.lßalll! op 011.1}dsa sep a de que elas são separadas da vida comum. Os n o v o s - r i c o s ,
daria de que a música era parte integrante do espírito e das oes anb mnpoadqns alueuodul! un 'elsqeudeo etuaF!s op
•apemunu10D ep V ap e!ap! wau „aue epd aue„ que são um importante subproduto do sistema capitalista,
instituições da comunidade. A ideia de "arte pela arte" nem sopnauuo.lduuoo aluauqepadsa as-uueanuas e as ap
•empuaalduuoo ewas aanbas sentiram-se especialmente comprometidos a se cercar de
sequer seria compreendida. 'anb aue ap seaqo 'sue-I tua.tas .10d uue.la upquuel I-uads!p
obras de arte que, por serem raras, eram t a m b é m dispen¬
aAap saoze.l L-uaul!ßms o e.led •sesmp 03!d11 -topeuopa10D o 'spaaß sequ!l elsqeudeo 0
Então, deve haver razões históricas para o surgimen¬ diosas. Em linhas gerais, o colecionador típico é o capitalista
01 LSON •saue-sepq sep epez!leluauunaeduuoo op5daouo,D ep
to da concepção compartimentalizada das belas-artes. Nos¬ e-tecl ep oduueo ou op5!sod eoq ens .1eA01du10D
típico. Para comprovar sua boa posição no campo da cultura
sos spme snasncu a spnb sou 'sewaleß oes aue ap se-tqo se elnuunoe a op soonsyue
sos atuais museus e galerias, nos quais as obras de arte são ap 'aowadns semnsa 'supenb
superior, ele acumula quadros, estátuas e jóias artísticos do
sep!tllooa.l anb sesneo sep seuunßle uue.usnu 'sepeuazeuuae a
recolhidas e armazenadas, ilustram algumas das causas que snas a sap5e sens anb opoul ouusauu soltll}l cod ens uuelsap
m e s m o modo que suas ações e seus títulos atestam sua po¬
uue.l!fie 'ave e aeßa.lßas ap opuuas ou wa el-y.lamsuoo ap zaA
agiram no sentido de segregar a arte, em vez de considerá-la op5!S opunuu ou
sição no mundo econômico.
un se.uno ap a uun.19J op 'oldulöl op alueuuuoouoo
um fator concomitante do templo, do fórum e de outras for¬ OEN seuade sew uupquuel
Não apenas indivíduos, mas também comunidades e na¬
sapemunuoo I-eu a
sew aarxansa IDA1ssod ewas •enxneposse ep!A ap eun
mas de vida associativa. Seria possível escrever uma história 'sap5 wepuapyxa OISO% uuoq nas le.ltlllno -suoo e alue!pauu
ções, evidenciam seu b o m gosto cultural mediante a cons-
89 NHOf
JOHN DEWEY
VIDNAIHAdXA OVNOD 69
68 ARTE COMO EXPERIÊNCIA 69
op5n.11 ap so-neal ap 'e.1ad9 we-nsouu salsA •snasnuu a sewaleß a(otl •uaßwo ens ap sap5!puoo sep sopelos! eF!A
trução de teatros de ópera, galerias e museus. Estes mostram we u
n a m hoje isolados das condições de sua origem. Em vista
ezanb!l eu euosqe aluauue.l!ölll! nsa oeu apemunuuoo e anb cunu10D epuewadxa ep sopelnouyxsap upquuel oes loss!p a
que a comunidade não está inteiramente absorta na riqueza disso, são t a m b é m desvinculados da experiência comum e
lewaleuu ' anb e apds!p as -telsefi 0!upo.ued ou sonnl snas ap se!ußysu! ap tuauuas woq ap sopelsap a OISO% eun ulno
material, já que se dispõe a gastar seus lucros no patrocínio servem de insígnias de b o m gosto e atestados de uma cul¬
sassa afiwa eld •saue sep a oppaluoo nas euopa10D enu •lepadsa
das artes. Ela erige esses prédios e coleciona seu conteúdo tura especial.
op ses!0D sessA •s!e.lpaleo 10.usuoo anb opouu ouusauu L-aua.l epuanooap seu se5uepnuu sep L-snptl!
do m e s m o modo que constrói catedrais. Essas coisas refle¬ Em decorrência das mudanças nas condições indus¬
a lemuno smels o uuaoapqelsa '.10!.xadns muenbua ens o eF!1.xe opel ap 01S0d wa op5e1a.1 se salua.110D
tem e estabelecem o status cultural superior, enquanto sua triais, o artista foi posto de lado em relação às correntes
ep!A ep opåeßaaßas unwoo OleJ 0 opu sep anb ap L-eJ op spdpu!.ld assa.lölll! •onxge V 'as-noz!ueoaul e!.usnpu! a
segregação da vida comum reflete o fato de que elas não fa¬ principais do interesse ativo. A indústria mecanizou-se, e
waz ap aved eum e.tnuno a OPS •eaueluodsa eun csa un eF!1.xe apod opu aetlleqe.ll eaed 01uaueD!ueoau1 L-npo.ld e
zem parte de uma cultura inata e espontânea. São uma es¬ um artista não pode trabalhar mecanicamente para a produ¬
ap 011101eA!nba ap appd eun oeu emqpca 'euonelues apmne op5 wa •esseuu souauu ope.lßalll! oxnu ou salue anb op
pécie de equivalente de uma atitude santarrona, exibida não ção em massa. Fica menos integrado do que antes no fluxo
ua 'spl 011103 seossad se opåep.l sew I-noo a sassa.lölll! soe sop leuuou s05!A.xas •sppos ellnsau yep um
em relação às pessoas como tais, mas aos interesses e ocu¬ normal dos serviços sociais. Resulta daí um "individualis¬
anb sap5ed .10!eu1 e uuarxaosqe aued e!ßlaua ep a odulöl op ocu n 0D!191sa so •aeqnoad selsg.le anb uueupe satll 01adu10D
pações que absorvem a maior parte do tempo e da energia m o " estético peculiar. Os artistas acham que lhes compete
•apemunuuoo ep ua as-uuuequadwa 011103 otlleqell nas ap opelos! maul
da comunidade. e m p e n h a r e m - s e em seu trabalho como um meio isolado de
um
opaauuoo o a e!llsnpu! tual sou.lapoul aoueD1e •„leossad opssudxa, e.lecl uuaaapuap oeu e epuepual sep
V
A indústria e o comércio modernos têm um alcance in¬
un "expressão pessoal". Para não atenderem à tendência das

leuopeu.löl o elsap snasnul sop a sewaleß sep oppaluoo se5.10J 'seonuouooa a sopeßwqo as-uuaanuas uunu10D I-exa e
O
ternacional. O conteúdo das galerias e dos museus atesta o forças econômicas, é comum sentirem-se obrigados a exa¬
muaume ouusnqodouusoo op V op apemuqouu ae.lafi 'op5eaedas ens e muod •apepp!lluaoxa e uuaaeßacp ap
aumento do cosmopolitismo econômico. A mobilidade do gerar sua separação, a ponto de chegarem à excentricidade.
'sap5e1ndod sep a op.tauuoo wa L!uueuooa euuaF!s op op5unJ d .10 uuaumsse soonsyue smnpo.ld so 'alli!nßasuoo ne.lß tua
comércio e das populações, em função do sistema econômi¬ Por conseguinte, os produtos artísticos assumem em grau
'03 no naoanbe.uua se.lqo se a-qua 01nou1A o tun.usap ave ap epup e .10!eu1 aluapuadapu! oßle ap epueaede •oD!.1910sa a
co, enfraqueceu ou destruiu o vínculo entre as obras de arte ainda maior a aparência de algo independente e esotérico.
o a SII!uaS eood? tua 'lenb op POI '101101ue sep -xa e we-IOJ
e o genius loci do qual, em época anterior, elas foram a ex-
•le.ltueu oessa.ld V anb empauu se.lqo se ave ap I-lad we-10} op5e e opuelunf sessa sepol ap 'se5.10J se
pressão natural. À medida que as obras de arte foram per¬ Juntando a ação de todas essas forças, as condições
'au01D91ne smels nas opuap smels OAOU tun - o -l!lspca
weuunbpe anb uue!.1D -101np01d o a-qua
dendo seu status autóctone, adquiriram um novo status - o ecumsoo anb ous!qe o
que criam o abismo que costuma existir entre o produtor
a
/
'saue-sepq sep sawppdsa wa-tas ap •spu epeu a
de serem espécimes das belas-artes, e nada mais. Além dis¬ Iomuunsuoo o opuuas ou uuaße 'eu.tapoul apepapos eu
e o consumidor, na sociedade moderna, agem no sentido
'os a(oq Isoß!ue so-uno ocuoo se-tqo tuaznpo.ld as ave ap
so, tal como outros artigos, hoje se produzem obras de arte uupqwel ap um e a-qua ouus!qe epuewadxa e a cunu10D
de t a m b é m criar um abismo entre a experiência c o m u m e a
eD!191sa •
para serem vendidas no mercado. O patrocínio econômico epuewadxa assap op5eAo.1du10D OUIOD 'aluauqeu!d
experiência estética. Finalmente, como comprovação desse
oppuaJ0 .10d sonpyzupu! a 'sosuapod seunuu I-eoo
oferecido por indivíduos ricos e poderosos, em muitas oca¬ uuassoJ as ou10D souueuaoe lows!qe
abismo, aceitamos como se fossem normais as filosofias da
spuuou ep seyosol!} se
ou laded tun noyuadwasap 'sams op5npo.1d I—le
siões, desempenhou um papel no incentivo à produção ar¬ uuenus e anb ave eum ua epeuqetl opu .10d L-nquau
arte que a situam em uma região não habitada por nenhu¬
•eonsn seunul anb IOAYA01d soq!.ll uuequal suaßerqas ap
tística. É provável que muitas tribos de selvagens t e n h a m e.1me!1D e.uno eul ' a ap uuezne}ua anb euu.10J epeusodo.ldsap
ma outra criatura, e que enfatizam de forma despropositada
opu •seuaoauu snas 'e.10ße sevv ap LOS oe5eß!1 ap 01ue1 assa
tido seus mecenas. Mas agora, até esse tanto de ligação so¬ o op orxnelduualuoo aluawe.tauu •oD!191sa V opstuuoo
o caráter meramente contemplativo do estético. A confusão
ap apepqeossadul! eu ap.tad as eua.usa lep un opeo.laul
cial estreita se perde na impessoalidade de um mercado L-sanö •op5uedas e -temuaoe eaed euao tua e.uua sa.101eA ap
de valores entra em cena para acentuar a separação. Ques¬
le!punul • opessed ou anb sma(qo a sop!1YA uue.10J
mundial. Objetos que no passado foram válidos e signifi¬ ap '10dxa ap 'leuopa10D ap laze-ld o OUIOD 'sepuuarxpe sam
tões adventícias, como o prazer de colecionar, de expor, de
.10d -opun} 'apemunwoo eum ap ep!A eu aeßnl nas
cativos, por seu lugar na vida de uma comunidade, funcio- unssod l!qpca a ' sa.101eA uuelnuus V -e10Je a
possuir e exibir, simulam valores estéticos. A crítica é afeta-
VIDNAIHAdXA OVVOD IL
NHOf
JOHN
k AMAa
DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 71
70
•ep sosnelde sounuu set11!Ae.teuu se e.led op5epude ep a se-tqo aue ap I-uaa.1du10D e as-eßatl) •s!el ocuoo seppaquooa.l
da. Há muitos aplausos para as maravilhas da apreciação e obras de arte reconhecidas como tais. Chega-se à compreen¬
se sel.191fi ezapq ep 'ave ep aluapuaosue.ll I-sad se S!enb sp ops epd epeosnq ewoal spzxe.ue ap un opueu.101a.1 10!Asap
as glórias da beleza transcendente da arte, às quais as pes¬ são buscada pela teoria através de um desvio, retornando à
as seos -leuxal eli10D op epuewadxa unwoo osmo no 'ses!0D sep o.uauno.l e
was uueßa.uua wa ounuu
soas se entregam sem levar muito em conta sua capacidade
apeppedeo ens experiência do curso c o m u m ou rotineiro das coisas, a fim
xwqoosap ap e apepqenb essa anb epuewadxa I-sod
oe5daoaad ap
de percepção estética no concreto.
•manuoo ou de descobrir a qualidade estética que essa experiência pos¬
•Ins V apod ps ewoal e ae5au10D .l!l.led aue ap seaqo sep
nan oeu 'u1910d '0Ana(qo a au e .1eD!pap eum sui. A teoria só pode começar a partir das obras de arte reco¬
Meu objetivo, porém, não é me dedicar a uma interpre¬
opuenb seppaqu 0D!191sa o no opez!leluauuueduuoo nsa
op5e1 ep aetuaye souaul ounuu 'save sep nhecidas quando o estético já está compartimentalizado ou
tação econômica da história das artes, muito m e n o s afirmar
opuenb aluauos selsod ops aue ap seaqo se
'
um ua
eu110J ap 'anb no IDAeweAL1! ep.l!p
que, de forma invariável ou direta, as condições econômi¬
I-Ilueuooa sap5!puoo se somente quando as obras de arte são postas em um nicho à
'aved wa ouuoo seppaquooa.l 'sap5e.10uuau10D tuaaas ap zaA
ocusauu no 'laze-ld o a oe5daoaad e eaed salueuxala.l oes seo
cas são relevantes para a percepção e o prazer, ou m e s m o parte, em vez de serem c o m e m o r a ç õ e s , reconhecidas como
'lel ses!0D sep •unwoo epuewadxa ep epuewadxa eun
opåela.ld.lölll! e e-ted •spnppuptl! ave ap se-tqo ap nan I-Old tal, das coisas da experiência comum. Até uma experiência
para a interpretação de obras de arte individuais. Meu pro¬
as 'eosol .10} 'eumuaß aep e elde spuu elsa eun ep elS!d I-eu
ouspd ens a ave e uuelos! anb svyoaq se anb aeo!pu! L-a.lde tosca, se for genuína, está mais apta a dar uma pista da na¬
pósito é indicar que as teorias que isolam a arte e sua apre¬
se-opueD010D lop5ep um wa opelnouyxsap lowd9.1d odueo tureza intrínseca da experiência estética do que um objeto já
ciação, colocando-as em um campo próprio, desvinculado
•epuewadxa ep apep!lepouu e.uno -tanblenb ap opuedas I-as
oeu '-teluauuwadxa op sapepqepouu se.uno sep L-uaaau! oes separado de qualquer outra modalidade da experiência. Se¬
das outras modalidades do experimentar, não são ineren¬
opu!nß 'elS!d essa xwqoosap sowapod 011103 aue ap eaqo e
sal sew 'munsse oe exa sap5!puoo ap apm.1!A tua uuaßans guindo essa pista, podemos descobrir como a obra de arte
tes ao assunto, mas surgem em virtude de condições ex¬
aluauueonswape.leo a anb o emuaoe a DA10Auasap as L-0!1eA
seu.löl wapod anb -las seu oelsa anb sepwasul se desenvolve e acentua o que é caracteristicamente valio¬
ternas que podem ser explicitadas. Inseridas que estão nas
op ses!0D seu os laze-ld op as-aqaxtad Joseo assaN •ep e
souqytl sou a sapå!mnsu! 'ep!A ep sessa uueme so nas coisas do prazer do dia a dia. Nesse caso, percebe-se
instituições e nos hábitos da vida, essas condições atuam ouald o opuenb 'seu1!11B selsap e101q oogsyue mnpo.ld o anb
ap wetlleqe.ll anbaod 'zeoya euaueul ap eul.10J L-uapsuoou! que o produto artístico brota destas últimas, quando o pleno
de maneira eficaz, porque trabalham de forma inconscien¬ epuewadxa ep opuuas 'essaadxa as e.uanb!.1.10D ouusauu op
•al 'OSSI 031.1001 0 eu sepwasu! oelsa sep anb awnsa.ld sentido da experiência corriqueira se expressa, do m e s m o
te. Com isso, o teórico presume que elas estão inseridas na ap op.1PD1e op salue.10D tua%ans anb opouu 'etllnq ap opuenb
ezumeu •ses!0D sep 'muelua ON epuen1JL1! e L-uoo sessap modo que surgem corantes do alcatrão de hulha, quando ele
natureza das coisas. No entanto, a influência dessas con¬ aqaoa.l un •lepadsa muawep.ll
oeu sap5!p aßu!.usa.l as ou10D •epoal cap ep recebe um tratamento especial.
dições não se restringe à teoria. C o m o já indiquei, ela afe¬
sap5daD.1ad opuelsep 'ep!A ep eony.ld e aluauuepunp.ld el uualspca uqos sewoal seunuu •ave e as eumßle
ta profundamente a prática da vida, afastando percepções Já existem muitas teorias sobre a arte. Se há alguma
se.D!191sa anb salua!pa.lßll! oes ep sowessaoau no erxneoygsn( e-ted spuu aodoad eun op eyosol!} '03!191sa ep
estéticas que são ingredientes necessários da felicidade ou justificativa para propor mais uma filosofia do estético, ela
IDA1u oe se-opuvnpa.l L-!sue.ll ap uual aas epe.uuooua eun wa L-eu!qu10D •uaßep.loqe eAou
sewmesuaduuoo sap5euoxa ap
reduzindo-as ao nível de excitações compensatórias transi¬ tem de ser encontrada em uma nova abordagem. Combina¬
uuapod salualspca sewoal a-nua sap5e1nuuad a sap5 -las
•sprxepelße a se1191 ções e permutações entre teorias existentes podem ser facil¬
tórias e agradáveis.
anb sopd selsodo.ld aluauu •op5eu!1DL1! essa uuel e-tecl
anb oe sossaAe oes anb saaoual so eaed
Até para os leitores que são avessos ao que foi dito aqui,
10} oup 'Inbe mente propostas pelos que têm essa inclinação. Para mim,
salualspca sewoal sep etualqo.ld o 'u1910d anb waued sep
sap5euu.1ye sep sap5eD!1du1! se sel!0J wapod -las eaed porém, o problema das teorias existentes é que elas partem
as implicações das afirmações já feitas podem ser úteis para
ap eun ap no eluo.ld op5ez!1e1uauuuedu10D eum oe5daouoo
e .uuyap ezumeu ap o :euualqo.ld op
definir a natureza do problema: o de recuperar a continuida¬
e -luadnoa.l L-emnuguoo de uma compartimentalização pronta ou de uma concepção
op5eß!1 ep e-opue.lna.l '„ezqenuudsa„ e anb aue ep woo so
epuewadxa ep ap op S!euuou sossaoo.ld so woo LIA da arte que a "espiritualiza", retirando-a da ligação com os
de da experiência estética com os processos normais do vi¬
ep sma(qo V epnuoo epuewadxa • L-P!dsa essa e erxgeu.laue
V ave ep opsuaa.lduuoo a eu laded nas ap oeu objetos da experiência concreta. A alternativa a essa espiri¬
ver. A compreensão da arte e de seu papel na civilização não
oeu 'muela.uua 'op5ez!1em aluepelßap op5ez!1ewa1euu e a
sa10An01 ap soul-IN-led aod eppa10AeJ e wau ep .10d sou tualização, entretanto, não é a materialização degradante e
é favorecida por partirmos de louvores a ela n e m por nos
'ave ap seaqo sep eo!eso.ld eun sew anb oe5daouoo -auxa.l
'aluauueuusnpxa souuednoo '05au10D o apsap sep sapue.l% prosaica das obras de arte, mas uma concepção que reve-
ocuparmos exclusivamente, desde o começo, das grandes
NHOf
JOHN DEWEY VIDNAIHAdXA OVNOD A1 H v
72 ARTE COMO EXPERIÊNCIA 73
01 euaueul anb ap se-tqo sessa sapepqenb tuezqeap! L-uooua
le de que maneira essas obras idealizam qualidades encon¬ aod 'essod anb sepeqeoe Ips eu no oesuaa.lduoo eu lepn(e
acabadas que possa, por si só, ajudar na compreensão ou na
sepe.ll •unwoo epuewadxa eu as se wassoJ aue ap seaqo ap op5e.taß sy •suqo sa101J wapod -las was sepepaade
tradas na experiência comum. Se as obras de arte fossem geração de tais obras. As flores podem ser apreciadas sem
tun tua sepeD010D eunsa eu oueuunq aluauuelaup
colocadas em um contexto diretamente h u m a n o na estima apemum e 'le o '010s o a-nua sap5eaa1L1! se uue5aquoo as anb
que se c o n h e ç a m as interações entre o solo, o ar, a umidade
Ilelndod uue!.löl un onxge.ue ounul .10!euu wapod anb op aas
popular, teriam um atrativo muito maior do que podem ter wapod opu sen •weunsa.l sep S!enb sep saluauuas se a
e as sementes das quais elas resultam. Mas não podem ser
opuenb se wequeß ave ep sepezqeluauuueduuoo sewoal svpwuaudtuoo aluauuelsn( anb sessa sap5e.xa1L1! we(as
quando as teorias compartimentalizadas da arte ganham compreendidas
was
sem que justamente essas interações sejam
op5euaoe •leaaß
sepeuxal eli10D - ewoal e a L-uaa.1du10D ap 0!1sanb
aceitação geral. wa
levadas em conta - e a teoria é uma questão de compreen¬
eun
eun eued anb saue-sepq sep op5daouo,D op5eß!1 ep •ops ewoal .10d as-essa.lalll! awqoosap e ep I-Old
Uma concepção das belas-artes que parta da ligação V
são. A teoria interessa-se por descobrir a natureza da pro¬
ezumeu
sepp eu seuaqoosap sapepqenb se unwoo epuewadxa op5np se.lqo sep aue ap a auapp nas op e-ted •opådaxtad e
delas com as qualidades descobertas na experiência comum dução das obras de arte e do seu deleite para a percepção.
so aeo!pu! yaapod se5.10J a sa.10PJ op5n10Aa e uaoa10AeJ anb ocuoo anb e emuaJ e e-ted YL10A0 ses!0D ap euanb!1.10D 1-10}
poderá indicar os fatores e forças que favorecem a evolução C o m o é que a feitura corriqueira de coisas evolui para a for¬
ap samsanb eaed sunu10D seueumtl sapepyxne sep leuuou op ecu -laze} anb aluaweu!nuaß Z eonsyue opouu anb aa
normal das atividades humanas comuns para questões de ma do fazer que é genuinamente artística? De que modo
-101eA •oonsyue y.lapocl upquuel .leleu!sse anb sap5!puoo se sap5enus a seuao UIOD oue!pgoo laze-ld ossou e-ted Iti10Aa
valor artístico. Poderá t a m b é m assinalar as condições que nosso prazer cotidiano com cenas e situações evolui para
letuaou 01uawpsa.1D nas •
wepnb01q so aaqos uuarxansa anb -teqnoad op5eJsges e equedwooe anb e epuewadxa L-neJua
bloqueiam seu crescimento normal. Os que escrevem sobre a satisfação peculiar que acompanha a experiência enfati¬
e ewoal eD!191sa ' ap 0!1sanb e weluerxal 'sazaA seunuu e aluauueo i eD!191sa aAap ewoal e anb selunß.lad se sessa ops
a teoria estética, muitas vezes, levantam a questão de a filo¬ camente estética? São essas as perguntas que a teoria deve
egos oeu no -lapod .1epn(e ou OA!11no op5epude ep •aapuodsa.l OEN sou oeu as 'selsodsa.l se -te.uuooua ou10D
sofia estética poder ou não ajudar no cultivo da apreciação responder. Não há como encontrar as respostas, se não nos
eD!191sa • oe5eßepu! essg ewoal ep ocuea le.taß ep
um
estética. Essa indagação é um ramo da teoria geral da críti¬ souuasnds!p sane-I se a sauuafi so .lwqoosap e samsanb seu
dispusermos a descobrir os germes e as raízes nas questões
'eo anb oe 'lenb e au anßasuoo oeu 'aoaaed L-euald -l!.lduuno sowe.lamsuoo oeu aluauqeme anb epuewadxa ep
ca, a qual, ao que me parece, não consegue cumprir plena¬ da experiência que atualmente não consideramos estéticas.
opu opuenb ep.tel ens aluauu ' eo!ptl! aemoo.ld anb o a anb o saluawas sessa uaqoosap ap s!0daa 'sezxne souuapod L-tuooe
mente sua tarefa, quando não indica o que procurar e o que Depois de descobrir essas sementes ativas, podemos acom¬
sma(qo sou -te.uuooua aa •smanuoo LOUI aanblenb ens ap os.tno o -tequed ap op5n10Aa se sepeAap spuu sew.10J
encontrar nos objetos estéticos concretos. De qualquer mo¬ panhar o curso de sua evolução até as mais elevadas formas
u1910d 'op ' -laz!p anb eun eu101 as ave ep eyos01!J epeqeoe ave ap •epelll!nba.l a
do, porém, é lícito dizer que uma filosofia da arte se torna de arte acabada e requintada.
aue ep op5unJ ep azuuapsuoo sou anb souatu e tua
estéril, a menos que nos conscientize da função da arte em 'souuapod opu anb omqes aluauunu10D e oeu .10d -las
op5e1a.1 anb souaul e Iepuewadxa ep sapep!lepouu se.uno e
E comumente sabido que não podemos, a não ser por
relação a outras modalidades da experiência, a menos que 'aluappe o muauupsan a muaupsa.101J o L-ueld sep
acidente, dirigir o crescimento e o florescimento das plan¬
aluauue!10PJsnesu! oel a op5ut1J essa anb aod anb!ptl! L-uuno
indique por que essa função é tão insatisfatoriamente cum¬ 'sel .10d anb sepepa.lde a se-topelueoua slew 'we(as was
tas, por mais encantadoras e apreciadas que sejam, sem
epwd essa sap5!puoo anb tua e.l!ßns anb souauu e a I-as
prida e a m e n o s que sugira em que condições essa tarefa se¬ euazxaa •spsneo sap5!puoo sens -lapuaa.lduuoo -las L-uauqenß!
•ouxa UIOD epelnoaxa ey
compreender suas condições causais. Deveria ser igualmen¬
ria executada com êxito. -taqes anb e oesuauduuoo - Plugs!p
te corriqueiro saber que a compreensão estética - distinta
y ap epueßaauua e a-qua op5eaedu10D se.lqo aue ap e leossad laze-ld oand op - op oved '010s op -xe sop znl ep a
A comparação entre a emergência de obras de arte a do puro prazer pessoal - parte do solo, do ar e da luz dos
.1!ued sepuewadxa ap I-sepaleuu ap muauueuya.l o a sunuuoo uuelo.lq S!enb aluaueonalsa ses!0D •spuxe.l!uupe L-uoo sessa
partir de experiências comuns e o refinamento de matérias¬ quais brotam coisas esteticamente admiráveis. E essas con¬
eaed euß!pll! e5ued zaA1e1 SOSO!PA smnpo.ld tua setupd- 2101du10D weu.101 anb sa.10PJ so a sap5!puoo se oes sap5!p
-primas em produtos valiosos talvez pareça indigna para al¬ dições são as condições e os fatores que tornam completa
as 'sunfi eun oeu ap eA!P1ua1 e.uapep.10A se-tqo sessa uznpa.l muenö •unwoo epuewadxa eum csa souuaoaquooa.l spuu
guns, se não uma verdadeira tentativa de reduzir essas obras uma experiência comum. Quanto mais reconhecermos es¬
e •
spp.tau10D suy e.led sopeameJnueuu soffue ap as ap alue!p souuauaqoosap sou slew um a 'euualqoad
à condição de artigos manufaturados para fins comerciais. se fato, mais nos descobriremos diante de um problema, e
V 'u1910d '0!1sanb opu anb seaqo ap ope!selxa .10An01 ap opu eum eonsyue apepqenb e as •leuy op5mos a
A questão, porém, é que não há louvor extasiado de obras não de uma solução final. Se a qualidade artística e estética
VDN41HAdXA OVNOD
NHOf ARTE COMO EXPERIÊNCIA
74 JOHN DEWEY
nsa euaueuu anb ap 'leuuou epuewadxa epol tua ap smatu oes soau?lnoqns sopß.19 snas '.apd ens qos aluauu
está implícita em toda experiência normal, de que maneira mente sob sua pele; seus órgãos subcutâneos são meios de
oe5eß!1 nso anb o Plod-100 e.tmn.usa ens ap ul?le ' oe a
OUIOD souuaaeo!ldxa .10d a ounuu opoul ap 'anb opu ep ligação com o que está além de sua estrutura corporal, e ao
explicaremos como e por que, de modo muito geral, ela não
'lenb e.led ep 'as-aeldepe espa.ld spnxe.ue ep L-ouuooe
anßasuoo e.led 'anb 10 d ias-aeuo!ldxa eun ap opp!llnuu I-sad qual, para viver, ela precisa adaptar-se, através da acomo¬
consegue explicitar-se? Por que, para uma multidão de pes¬
a op5ep sew 'esapp ep •els!nbuoo ep uupqwel opol I-ocu
-las
e 'seos csa syed V
aoued aue ap opeuodul! mnpo.ld tun
soas, a arte parece ser um produto importado de um país es¬
un dação e da defesa, mas t a m b é m da conquista. A todo mo¬
ouaßue.ll aas Imuauu a eA!A e.1me!.1D e anb maul op soßwad soe elsodxa e
ued aoaaed 031101sa o a epuewadxa
trangeiro para experiência e o estético parece ser sinônimo
ouuueu!s mento, a criatura viva é exposta aos perigos do meio que a
oßle ap i 'epunxtp e a muauuouu epeo espa.ld euunßle e 1-103
de algo artificial? circunda, e a cada m o m e n t o precisa recorrer a alguma coi¬
assau es ued maul •sapemssaoau sens .1azeJsnes V e.uaneo
sa nesse meio para satisfazer suas necessidades. A carreira
ap ougsap o a un -las snas e sopeß!1 0!1sa OA!A
uusse 'selunfilad sessa e lapuodsa.l souuapod 0! N
Não podemos responder a essas perguntas, assim co¬ e o destino de um ser vivo estão ligados a seus intercâm¬
SO!q woo 0 '010111 sew aluaweu.lölxa oeu ' ap eun I-eul
ave ep muaW!A10Auasap o .lequeduuooe souuapod opu ocu e bios com o meio, não externamente, mas sim de uma ma¬
mo não podemos acompanhar o desenvolvimento da arte a
'eue!pnoo epuewadxa ep .1!ued e souuequal anb souauu eun neira mais íntima.
partir da experiência cotidiana, a menos que t e n h a m o s uma
eaep epp! a -tazp L-xa„ O tun ap opeuso.l anb as uqos expqe ens
sowapuaF1d anb op
ideia clara e coerente do que pretendemos dizer com "ex¬
woo O rosnado de um cão que se abaixa sobre sua comi¬
'ep

ep aeueqe o 'oppqos a ep.tad ap smuawouu sou OA!n nas


epuewad „leuuaou 'aluauuz!löd
periência normal". Felizmente, o caminho para chegar a es¬ da, seu uivo nos m o m e n t o s de perda e solidão, o abanar da
oß!lue nas ap e110A e epneo oes L-sa.ldxa
a.1A!1
as •opezqeu!s uuaq a opm 'oueumq
nsa muauupaquoo
se conhecimento está livre e b e m sinalizado. A natureza da
V ep ezaxmeu cauda à volta de seu amigo h u m a n o , tudo isso são expres¬
op op5eD!1du1! ep saos / anb
ep sppuassa sap5!puoo sepd epetl!uu.lölap a epuewadxa LIA lempu maul um wa
sões da implicação do viver em um meio natural, que inclui
experiência é determinada pelas condições essenciais da vi¬
'se-IOJ
L-emssaoau epoc •noonsawop ap anb leuuue o a uuauuotl o
sep a saAe sep alua.lanp e(as oueuunq aas o eaoqu1A •ep
da. Embora o ser h u m a n o seja diferente das aves e das feras, o h o m e m e o animal que ele domesticou. Toda necessida¬
'souueß!p 'ap e no 01uau1!1e ap eueJ ae Iomd eun L-ueaeo
sep woo seD!syq spl!A sap5unJ equuedu10D
compartilha funções vitais básicas com elas e tem de fazer os
so -laze} ap uual a de, digamos, a falta de alimento ou ar puro, é uma carên¬
aas!nb as 'spseq salsn(e sousauu -terxal ap ossaoo.ld o alue!pe cia que denota, no mínimo, a ausência temporária de uma
m e s m o s ajustes basais, se quiser levar adiante o processo de
maul oe epenbape op5e1depe •aluepurLD1!D sen uupquuel
opuax se sapemssaoau sewsauu cap uuauuotl o adaptação adequada ao meio circundante. Mas é t a m b é m
viver. Tendo as mesmas necessidades vitais, o h o m e m de¬
eun 'ompad um alua!que ou eosnq cue-leo essa l!ldns eaed
so eA11 sopd sopuu S!enb 'e.l!dsa.l 'aAno a OA 'as-eluau1!Aouu um pedido, uma busca no ambiente para suprir essa carên¬
riva os meios pelos quais respira, movimenta-se, vê e ouve,
ep tun souaul oe opu!n.usuoo 'op5e1depe e .laoapqelsa.l a
oaqa.tao owd9.1d o a woo snas a sopnuas snas euapaooo anb cia e restabelecer a adaptação, construindo ao menos um
e o próprio cérebro com que coordena seus sentidos e seus •owyaoduual owqyunba V OF!suoo ep!A ewd91d wa seu saseJ
so •spuuue sopessedalue snas ap 'smuau1!Aouu sopß.19 woo equilíbrio temporário. A própria vida consiste em fases nas
movimentos, de seus antepassados animais. Os órgãos com
ap.lad ouus!ueßao o Slenb ossedwoo o sep eup.leuu ep 1-103
uxaA01d sew 'app seuade oes oeu OA!A ul?lueul as ap anb quais o organismo perde o compasso da marcha das coi¬
que ele se mantém vivo não são apenas dele, mas provêm
ses e euuma.l s!0dap a sep woo epuapeo - I-as
sep seltll ap seF!nbuoo a eum sp.usaoue ap uuaßequ!l eßuol sas circundantes e depois retoma a cadência com elas - se¬
das lutas e conquistas de uma longa linhagem de ancestrais
'05.10Jsa .10d e! e(as .10d oseoe 'A eun wa ep!A

leuuue opunuu ou
un
ja por esforço, seja por um acaso fortuito. E, em uma vida
no mundo animal.
ua '01uau110sa.1D e eounu op5eaadnoa.1 oaaul a 0111010.1 tun e
d .10 'avos eun op ewoal -teßnl L-uewadxa eu eD!191sa ep em crescimento, a recuperação nunca é mero retorno a um
Por sorte, uma teoria do lugar da estética na experiên¬ S!0d '101.101ue opelsa epd eppanbwua ap op5enus I-eds!p
ep oe 'sosopntl!uu salllelap tua lap-tad as ap uual oeu estado anterior, pois é enriquecida pela situação de dispa¬
cia não tem de se perder em detalhes minuciosos, ao iniciar apep!.l anb epuaF!sa.1 a nossazxe.ue •ossaons opuenö
wa epuewadxa epd eu110J ens welseg .leluauap• so ridade e resistência que atravessou com sucesso. Quando
pela experiência em sua forma elementar. Bastam os contor¬ a ouus!uefi10 0 a-qua ouus!qe o maul o apue.lß 'spuap e
•spaaß sou V euaul!.ld op5eaamsuoo apue.lß anb as ep!A e o abismo entre o organismo e o meio é grande demais, a
nos gerais. A primeira grande consideração é que a vida se eppa10AeJ a oeu apepyxne ens opuenö •anoul e.1me!1D I-ad
pp tua un esneo aod sew 'apu seuade oeu '.alua!quue maul criatura morre. Quando sua atividade não é favorecida pe¬
dá em um meio ambiente; não apenas nele, mas por causa el op5eua!1e ' ep •aF!sqns aluauusalduus V ep!A
epd lapp op5e.xa1L1! •ap UIOD eumquaN -e.lauu OA!A la alienação temporária, ela simplesmente subsiste. A vida
dele, pela interação com ele. N e n h u m a criatura vive mera-
76 77
9L
JOHN DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA
NHOf VIDNAIHAdXA OVNOD

cresce quando o descompasso temporário é uma transição veito da ordem que existe em torno delas, incorporando-a a
aosa.l' osseduuoosap o opuenb 01.1?.10duua1 eun op5!sue.11 anb uuap.10 ep ouaA e e-opue.10d.10DL1! 'sepp 011101 tua alspca

para um equilíbrio mais amplo das energias do organismo elas mesmas. Em um mundo como o nosso, toda criatura vi-
ouus!ueßao op se!ß.laua sep 01dwe slew owqyunba tun e-ted sep •secusatu un epol lossou o OUIOD opunuu -IA

com as das condições em que ele vive. va que atinge a sensibilidade acolhe a ordem de b o m grado,
tua sap5!puoo sep se uroo ap anb •aA!A anb eA e afiune uuoq ap uuapao e atllooe lope.lß

Esses lugares-comuns biológicos são algo mais do que com uma resposta de sentimento harmonioso, toda vez que
sunuuoo-sueßnl sassa anb op spuu oßle oes eun woo anb zaA epol 'osmuoul.letl muauunuas ap elsodsa.l

isso; chegam às raízes da estética na experiência. O mundo encontra u m a ordem congruente à sua volta.
I.oss! ep sane-I se weßacp •epuewadxa eu O opunuu e.ouooua eun aluanaßuoo uuapao •e110A ens e

é cheio de coisas que são indiferentes ou até hostis à vida; Isso porque só ao compartilhar as relações ordeiras de
no saluaaanpu! oes anb ses!0D ap Ple susoq '.ep!A ap se.uap10 sapåep.l se aequueduuoo oe ps anbaod OSSI

os próprios processos pelos quais a vida se m a n t é m tendem seu meio é que o organismo garante a estabilidade essencial
uuapual ul?lueul as ep!A e S!enb sopd sossaooad sowd91d so maul nas anb e Ollie-tea ouus!ueßao o lepuassa

a desajustá-la de seu meio. No entanto, quando a vida con¬ à vida. E, quando essa participação vem depois de uma fase
•maul nas ap el-nsn(esap e ON euoo ep!A e opuenb 'muelua •ep!A ap s!0dap uuaA op5edpgaed essa opuenb eum aseJ

tinua e, ao continuar, se expande, há uma superação dos de perturbação e conflito, ela traz em si os germes de uma
enun 'a Iapuedxa as 'lenunuoo oe eun sop op5uadns op5eqmuad ap a ep Iouuuoo tua zeal ap sauuaß so eun
fatores de oposição e conflito; há uma transformação de¬ consumação semelhante ao estético.
I.ouuuoo a op5!sodo ap sa.10PJ eun cap op5euu.10Jsue.11 oe aluelllauas op5eumsuoo

les em aspectos diferenciados de uma vida mais energiza- O ritmo da perda da integração ao meio e da recupera¬
sal wa ap sopepuaaanp sopadse eun -ez!ßaaua slew ep!A

da e significativa. A maravilha da adaptação orgânica, vital,


V
ção da união não apenas persiste no h o m e m , como se tor¬
ep a op5e1depe ep et11!Aeaeu1 le1!A '
seuade oeu oe!un ep als!s.lad ou as ouuoo /uuauuotl

através da expansão (e não da contração e da acomodação na consciente com ele; suas condições são o material a partir
spuxe.ue opsuedxa ep a) op5e.uuoo ep opu a op5epowooe ep woo aluapsuoo eu
'.ap sap5!puoo sens e lewaleuu o oes

passiva), realmente acontece. Aí se encontram, em germe, o do qual ele cria propósitos. A emoção é o sinal conscien-
•aoaluooe aluauqea.l '(erqssed as we-quooua ' o 'acuaaß tua op50uua V •souspdo.ld ego ap lenb op o a leu!s -uapsuoo

equilíbrio e a harmonia atingidos através do ritmo. O equi¬


O
te de uma ruptura real ou iminente. A discórdia é o ensejo
owqyunba e!uouu.letl e a sop!ßune spzxe.ue op •oull!l L!nba ap eun e.lmdn.l lea-I no •aluatl!ul! V o(asua 0

líbrio não surge de maneira mecânica e inerte, mas a partir que induz à reflexão. O desejo de restabelecimento da união
euaueuu ap aßms oeu owq}l 'avail! a eDiueoauu sew l!l.xed e znpu! anb •opxaua.l O ep muawpapqelsa.l ap o(asap

e por causa da tensão. converte a simples emoção em um interesse pelos objetos,


•oesual ep esneo .10d a op50uua salduus e auazxuoo wa tun assa.lölll! 'sop(qo sopd

Existe na natureza, m e s m o abaixo do nível da vida, algo como condições de realização da harmonia. C o m a realiza¬
op oxpqe ocusauu 'eza.lmeu eu alspca oßle 'ep!A ep 011103 e!uouuetl ep opåezqea.l ap sap5!puoo • e L-ez!lea.l

ção, o material da reflexão é incorporado pelos objetos como


opxaua.l ep legaleuu o 'op5 ope.10d10DL1! sopd ouuoo sop(qo
além de mero fluxo e mudança. A forma é atingida toda vez
IL191e ap •e5uepnuu a oxnu V euu.10J zaA epol ep!fiune

que se atinge um equilíbrio estável, embora móvel. As mu¬ o significado deles. Uma vez que o artista se importa de mo¬
anb as owqyunba tun afiune e.loquua 'IDA?1sa sy IOA9u1• I-nul o •sapp eun o anb zaA as LOW ap euodul!

do peculiar com a fase da experiência em que a união é al¬


ua epuewadxa
danças se entrelaçam e se sustentam. Sempre que essa coe¬
se5uep a uue5e1a.uua as anb a.lduuas •uuelualsns as I-aoo essa op e UIOD .leqnoad ep aseJ oe!un e anb Lle

cançada, ele não evita os m o m e n t o s de resistência e tensão.


ap 'epe5ueo •oesual a epuals!sa.l ap smuauuouu so eunxa oeu
rência existe, há persistência. A ordem não é imposta de fora
'alspca epue.l •epuaF!s.1ad V oeu uuapao ap elsodul! e-IOJ

para dentro, mas feita das relações de interações harmonio¬ Ao contrário, cultiva-os, não por eles m e s m o s , mas por suas
e.led ap sapåep.l sep euaJ sew 'o.nuap I-O!uouu.leq oy 'owe-quoo 'so-erx!llno opu .10d sew 'sousauu sap sens aod

sas que as energias têm entre si. Por ser ativa (e não algo es¬
se!ßaaua se anb ses a-nua 10 d a) ezxge aas oeu oßle I-sa
potencialidades, introduzindo na consciência viva uma ex¬

tático, por ser alheio ao que se passa), a própria ordem se periência unificada e total. Em contraste com a pessoa cujo
.10d -las '(essed as anb oe 010111e e wapao ewd91d as epuewad le101 a • alse.uuoo o(no eossad e

desenvolve. E passa a incluir em seu movimento equilibra¬ objetivo é estético, o cientista se interessa por problemas,
0Ana(qo '0D!191sa a elsguap o 'seuualqo.ld .10d essaaalll! as

do uma variedade maior de mudanças. por situações em que a tensão entre o conteúdo da observa-
apepaweA eum op .10!euu •se5uepnuu ap .10d ua sap5enus -PA xasqo ep oppaluoo o a-qua oesual e anb

ção e o do pensamento é acentuada. É claro que ele se im-


o a muauesuad op •epetuuaoe -uu as ap anb o.tep
Só se pode admirar a ordem em um mundo constan¬
tuapao e .le.uuupe apod as PS un ua uuelsuoo opunuu

porta com a resolução desses problemas. Mas não para por


euod e opu sen •sewalqo.ld sassap op5mosa.1 .10d e-ted
temente ameaçado pela desordem - em um mundo em que
epd ope5eauue tuap.tosap - tua wa opunuu un anb
aí; segue adiante rumo a outro problema, usando a solução
as criaturas vivas só podem continuar a viver "tirando pro-
se uuapod ps seAIA se-tme!1D e -tenunuoo -Old
NHOf
JOHN DEWEY VIDNAIHAdXA OVNOD
78 ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 79
seuade epe5ueD1e e ne.lßap tun OUIOD L nelstl! lenb op ouuoo sleuosuas 'S!el sew e OUIOD ses!0D sep
alcançada apenas como um degrau a partir do qual instau¬ sensoriais como tais, mas a discriminação das coisas como
.1e.1 •sa05eßepu! seAou spr•xe10AeJ no •susotl ewapod ou10D -las zalua.tanp I-adxa
rar novas indagações. favoráveis ou hostis. C o m o poderia ser diferente? A expe¬
V
V e5uaaaup lenpalalll! o a 03!191sa o a-qua ' 'mueuod
A diferença entre o estético e o intelectual, portanto, é ep LUDA ep.l!p epua!.l ezumeu ep a suas so a-nua
riência direta vem da natureza e da interação entre os seres
un aseJua e anb tua saaeßnl sop leoa.l uqos o essaN •soueumtl 'op5e.ta1L1! 'epelnuunoe a eueuuntl e!ßlaua e
um dos lugares em que a ênfase recai sobre o ritmo cons¬ humanos. Nessa interação, a energia humana é acumulada,
eA!A e.tme!1D ep op5e.ta1L1! e eoaecu anb aluel •maul nas •esop01!A a epeilsn.l} 'epesa.lda.l 'epe.laq!l sap5es1nd
tante que marca a interação da criatura viva com seu meio. liberada, represada, frustrada e vitoriosa. Há pulsações rít¬
V euua.ldns ewaleuu epuewadxa eu saseJua senp sep I-saw e a ap seD!u1 'op5ez!1ea.1 a o(asap op soslnd -laze} op a I-adul! -las
A matéria suprema das duas ênfases na experiência é a mes¬ micas de desejo e realização, pulsos do fazer e do ser impe¬
0 ou10D 'eul ens uupquuel euu.10J •luaß V ap epp! eque.usa opp laze} ap •
ma, como o é t a m b é m sua forma geral. A estranha ideia de dido de fazer.
o anb els!l.le esuad opu a oeu ooynuap .10peßnsaAL1! o anb ap sap5e.ta1L1! se e Lue10Je e a 1-10
que o artista não pensa e de que o investigador científico não sepox anb
Todas as interações que afetam a estabilidade e a or¬
e.uno zeJ ellnsa.l es!0D ap oesaarxuoo ep eun ap epueß10A!p e5uepnuu ep alueuoquq.ltll oxnu ou •soull!l oes I-spcg
faz outra coisa resulta da conversão de uma divergência de wap
dem no fluxo turbilhonante da mudança são ritmos. Exis¬
ritmo e ênfase em uma diferença de qualidade. O pensador e a 0101sys e 'oxnua.l o a oxn1JL1! o e5uepnuu e
tem o influxo e o refluxo, a sístole e a diástole: a mudança
ap uuexpp sepp! sens opuenb 0D!191sa muauuoul nas -las
tem seu m o m e n t o estético quando suas ideias deixam de ser ap o.nuap arxouu as elSA •e.uapao •sauul!l so -tessede.lllfl
ordeira. Esta se move dentro de limites. Ultrapassar os li¬
se-tauu sou weuu.10Jsue.11 as a sepp! sop alerunba soppapqelsa sauul e a opå!n.usap e
meras ideias e se transformam nos significados coletivos dos mites estabelecidos equivale à destruição e à morte, a partir
'avow
•sma(qo O elsnae a setualqo.ld snas muenbua esuad L-e.ll
objetos. O artista tem seus problemas e pensa enquanto tra¬ uuao.nsuoo as 'muela.uua 'S!enb sep V •soull!l SOAOU
das quais, entretanto, se constroem novos ritmos. A inter¬
•etlleq muauuesuad nas sen e.tod.10DL1! as spuu euaueul ap se5uepnu1 sep leuopaodoad oe5dao uuapao
balha. Mas seu pensamento se incorpora de maneira mais cepção proporcional das mudanças estabelece uma ordem
eun aoapqelsa
•ma(qo oe ep!paul! op op5unJ aluauuenxneaedwoo ap a 'lepedsa op.tped oeu :leaodulöl seuade 011103 sepuo se
imediata ao objeto. Em função do caráter comparativamente de padrão espacial, e não apenas temporal: como as ondas
o 'wy nas ap 01011101 -topetlleqe.ll ooynuap e.lado Lugs op '.1euu sap5e1npuo se ep.le ep apuo se sepuo a I-a-I
remoto de seu fim, o trabalhador científico opera com sím¬ do mar, as ondulações da areia onde as ondas fluíram e re¬
souffs a se.1Ae1ed 'soloq O •soonyuapul els!l.te 0A10Auasap
bolos, palavras e signos matemáticos. O artista desenvolve no se suaAnu •oanosa opunJ ap se a sesouel O euoo
fluíram ou as nuvens lanosas e as de fundo escuro. O con¬
seu raciocínio nos meios muito qualitativos em que traba¬ e a-qua alse.ll 'apnuuald e a e eltll no op5ez!1ea1 e a
traste entre a falta e a plenitude, a luta e a realização ou
'etll uueoy soul-IOI so a LOId ap anb ma(qo op souuxp.ld o uuamnsuoo epeumsuoo apepwelnßa.ll! ep s!0dap Olsn(e o
lha, e os termos ficam tão próximos do objeto que ele pro¬ o ajuste depois da irregularidade consumada constituem o
anb znp as woo aluauuelaup uuapun} •also ewe-Ip a oes es!0D
duz que se fundem diretamente com este. ua 'oe5e anb muawnuas
drama em que ação, sentimento e significado são uma coisa
eun
O oeu OA!A leuuue ap .1e1a(o.1d sou sap50wa L-a(qo salsa •muauueaoueleqe.uuoo o a owqyunba o uueunsa.l yea •ps
O animal vivo não tem de projetar emoções nos obje¬ só. Daí resultam o equilíbrio e o contrabalanceamento. Estes
•sopepuaA!A SOI eza.lmeu a eß!auu 'eD!J91eu1 a eso.lauaß oes oeu wau soonnsa uuessa.1dxA •soD!ueoau1 eum e5.10J anb
V
tos vivenciados. A natureza é generosa e maléfica, meiga e não são estáticos n e m mecânicos. Expressam uma força que
a aluel!l.l! 'eluaßnqe.l ap salue ounuu 'e.topepsuoo L-aleuu aas 'esualll! aod aas ep op5eaadns epd empatu so
rabugenta, irritante e consoladora, muito antes de ser mate¬ é intensa, por ser medida pela superação da resistência. Os
ap ocusaul no epeoyqenb aluaweoneuu aas opuau101ße tun sop(qo no wepyauaq
maticamente qualificada ou m e s m o de ser um aglomerado objetos circundantes beneficiam ou prejudicam.
usewypunoas„ sapepqenb ap •sew.10J sens a sa.10D se OUIOD anb tua spuyssod sopunul ap sod!l Slop e
de qualidades "secundárias", como as cores e suas formas. Há dois tipos de mundos possíveis em que a experiência
epuewadxa
011103 serxeled a no „ouno„ a ODO„ •ewanooo oeu eonalsa ap opunul 'oxnu I-nul e
Até palavras como "comprido" e "curto" ou "sólido" e " o c o " un
estética não ocorreria. Em um mundo de mero fluxo, a mu¬
epup e uuauuusue.ll maoxa 'sopol csa aluauqenpalölll! soe as e op5a1!p
ainda transmitem a todos, exceto aos intelectualmente es¬ oeu 'erxnelnumo euas oeu e5uep
dança não seria cumulativa, não se moveria em direção a um
wa ewaA0tu un
eum 'sopezqepad a le.touu op5e10L10D •eA!10Je O owyuop!p •ocpa}sap
pecializados, uma conotação moral e afetiva. O dicionário V •uuewnspca oeu osnoda.l o a
desfecho. A estabilidade e o repouso não existiriam. Mas é
sen
e eul.10JL1! osn o anb -tellnsuoo o tuanb ap se.1Ae1ed anb 0.1!apep10A aluauqenß! 'opynpuoo 'opeqeoe opunuu
informa a quem o consultar que o uso primitivo de palavras un
igualmente verdadeiro que um mundo acabado, concluído,
„oß.leuue„ a „aoop„ ou10D opu e 10} sapepqenb ap op5e10uap s05e.11 a as!.1D a
como " d o c e " e " a m a r g o " não foi a denotação de qualidades egal oeu asuadsns ap
não teria traços de suspense e crise e não ofereceria oportu-
-nuodo ewaoa10J0 oeu
08 NHOf VIDNAIHAdXA OVNOD 18
80 JOHN DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 81
ap sapemu •op5n10sa.1 opuenö opt-Ll Ylsa opu '0101du10D anb oe5 ze.ll tua 'sap5e1depe seAou ap lapod o tua.las e
nidades de resolução. Quando tudo já está completo, não há ção que traz em si o poder de novas adaptações, a serem fei¬
o aazeld UIOD souueldualuoo PS •op5ez!1ea.1 a eueA.1!N eun spnxe.ue sel ep O op5eumsuoo ep oduual ap o uupqwel
realização. Só contemplamos com prazer o Nirvana e uma tas através da luta. O tempo da consumação é t a m b é m o de
uuep(oad as sap anb10d auuonun legsapo e5ueamuaAe-uuaq un -lanblenö •05auuooa.1 aemadlad ap tuple op I-eld
bem-aventurança celestial uniforme porque eles se projetam um recomeço. Qualquer tentativa de perpetuar além do pra¬
'leme opunul ossou ap opunJ ap oued ou a opsual ap ap oduual oe alueuuuoouoo ozoß o oz e!uouu.letl a opåezqea.l
no pano de fundo de nosso mundo atual, feito de tensão e zo o gozo concomitante ao tempo de realização e harmonia
opunuu o ap me} 010 d •OUIJUOD 'lea-I 'SOUIOA!A anb tua also -las !mnsuoo um d •opunuu op 01uauue1seJe .10 e eleu!sse 'OSSI
conflito. Pelo fato de o mundo real, este em que vivemos, ser constitui um afastamento do mundo. Por isso, assinala a di¬
eun a seamdn.l ap lopåeu!uqno a Oluau1!Aou1 ap op5eu!qu10D
uma combinação de movimento e culminação, de rupturas e minuição e a perda da vitalidade. Contudo, através das fa¬
OA!A las op epuewadxa e 'so-quoouaa.l ap IOA1ssed eun L-enb sas op5eqmuad ap a als!s.lad epeß!ene e5ue.1qwa1 e
reencontros, a experiência do ser vivo é passível de uma qua¬ ses de perturbação e conflito, persiste a lembrança arraigada
apep!l O aluauuepnada.l aoapqelsa.l a ap.lad OA!A aas ap eun ep!A e eluanba.l} op5esuas e(no 'aluaoe(qns e!uouueq
lidade estética. O ser vivo perde e restabelece repetidamente de uma harmonia subjacente, cuja sensação frequenta a vida
•aluepunoap maul o UIOD owqyunba o O cessed ap muauuouu ap op5esuas e OUIOD tua ope5aaD!1e aelsa as eun •eupo.l
o equilíbrio com o meio circundante. O momento de passa¬ como a sensação de se estar alicerçado em uma rocha.
uuaß op5eqmuad ep e!uouu.leq e e.led spuu ep!A ap 0 •esualll! V spuoul sop ego!eul anb ap epuapsuoo a unwoo
gem da perturbação para a harmonia é o de vida mais intensa. A maioria dos mortais tem consciência de que é comum
um ouos o 'opeqeoe opunuu e a wewapod opu -las
Em um mundo acabado, o sono e a vigília não poderiam ser ocorrer uma cisão entre sua vida atual e seu passado e futuro.
•somnßugs!p um opu 'opeqmuad aluauqe101 opunuu I-as o 'oseo assaN uqos esad opessed tun OUIOD sap L-eAL1! '.op.le}
distinguidos. Em um mundo totalmente perturbado, não se¬ Nesse caso, o passado pesa sobre eles como um fardo; inva¬
ew lazyssod •sepuelsunoap se e.ouoo opunuu tun UIOD aluasaad o ap 'lesad ap op5esuas sapemunuodo ap
ria possível lutar contra as circunstâncias. Em um mundo feito eun
de o presente com uma sensação de pesar, de oportunidades
smuauuouu 'ossou op sap.lped so opunßas L-uod oe5ez!1ea1 ap ap souuelaelsofi anb sepuenbasuoo ap a sepeuaA01de opu I-sap
segundo os padrões do nosso, momentos de realização pon¬ não aproveitadas e de consequências que gostaríamos de des¬
uuem e epuewadxa UIOD soleux.lölll! •sopeln.gsap •laze} uqos as-eluassv o 011103 aluasa.ld eun 'oessudo tua
tuam a experiência com intervalos ritmicamente desfrutados. fazer. Assenta-se sobre o presente como uma opressão, em
V e!uouu.letl ps eßacp as opuenb epe5ueD1e ap zaA -las um ap 01.10PAaasa.1 sos.tnoa.l woo S!enb so .1e5uerxe
A harmonia interna só é alcançada quando se chega vez de ser um reservatório de recursos com os quais avançar
• e apod '.opessed nas elope eA!A
opouu unfile ap e •maul o L-uenö sen aluauualueyuoo
woo muauupualua un
de algum modo a um entendimento com o meio. Quan¬ confiantemente. Mas a criatura viva adota seu passado; pode
anooo ap op oeu anb saseq se.uno se unu -tep!l UIOD Ple aluauqarxeß!uue 'saD!101 sens se-opuesn 011103
do ele ocorre em outras bases que não as "objetivas", é ilu¬ lidar amigavelmente até com suas tolices, usando-as como
-
opos sou e 'souua.uxa soseo -teßacp ap •apemuesu! •leme elölneo e uue!lduue anb sepuauarxpe ap zaA
muod
sório - nos casos extremos, a ponto de chegar à insanidade. advertências que ampliam a cautela atual. Em vez de tentar
e-ted 'aluauuz!löd as-eßacp Iepuewadxa ep apepaweA e L-ua e anb op .1anb equal anb esn ep 'opessed ou opuqo
Felizmente, para a variedade da experiência, chega-se a en¬ viver do que quer que tenha sido obtido no passado, ela usa
seuaueuu seunul ap smuauupual - 'semppap seuaueuu tua sossaons so •aluasa.ld o .leluauun.usu! e-ted saaowa1ue epoc
tendimentos de muitas maneiras - maneiras decididas, em os sucessos anteriores para instrumentar o presente. Toda
'asqyue eul!11B opd assaaalll! tuapod saaaze.ld so •orxnaps OAap eA!A epuewadxa ezanb!.l ens -Buouap eueKe1ues anb oe
última análise, pelo interesse seletivo. Os prazeres podem experiência viva deve sua riqueza ao que Santayana denomi-
ap 'aluaweunuodo 'nou sap5eaaq.taAa.1„ sepeanuunul 1
advir mediante o contato fortuito e a estimulação; tais pra¬ nou, oportunamente, de "reverberações murmuradas" .
suaz sopeza.ldsap aas uuarxap opu un wa opunuu 0101da.1 ap
zeres não devem ser desprezados em um mundo repleto de
•.10P sen e ozoß o a •alua.taup es!0D ap od!l tun ops
dor. Mas a felicidade e o gozo são um tipo de coisa diferente. sessa„ 'seppaqu0D elou sesso s 'soaesspd sop sepeaqulöl uuaq assa
.10d 1. " E s s a s flores c o n h e c i d a s , e s s a s n o t a s b e m l e m b r a d a s dos p á s s a r o s , esse
1
uuaßms ap maul eun L-unJ01d se e5ueD1e anb op5ez!1ea1 woo nas 0111 ! 1 q sopeae so duteo sassa enb epeo 'sopeA101
Surgem por meio de uma realização que alcança as profun¬ c é u c o m seu b r i l h o i n t e r m i t e n t e , e s s e s c a m p o s a r a d o s c r e l v a d o s , cada qual c o m
euosaod ap appdsa eun 1 ! anb ape p e lad e p ! 10Ju03 aqas -03 ses!0D
ossou ap sezap -las - eum anb opåezqea.l eun op5e1depe u m a e s p é c i e de p e r s o n a l i d a d e que lhe é c o n f e r i d a p e l a s e b e c a p r i c h o s a , c o i s a s c o -
dezas de nosso ser - uma realização que é uma adaptação ops sesso out e e nßu}l
mo essas são a língua m a t e r n a
ap '0? 5 e u !ßeut! essou
de n o s s a i m a g i n a ç ã o ,
op epeßane) enfiu}l e
a l í n g u a c a r r e g a d a d e to¬
-las se sep se suns sap5eposse o sepd sepex!ap ep sozeflnJ seaoq
ap opm ossou o •ep!A ap ON LIA ap ossaooad das as a s s o c i a ç õ e s sutis e inextricáveis deixadas pelas horas f u g a z e s da i n f â n c i a .
de todo o nosso ser às condições de vida. No processo de vi¬ oe laze ad OSSON '10s eutea% eu Elle op assessed opu z0A1e1 'a(oq op wn e
N o s s o p r a z e r a o sol, n a g r a m a alta d e h o j e , t a l v e z n ã o p a s s a s s e d e u m a tênue per¬
0 10s o e fl e ' L-u!e
ap op5noasuoo e owqyunba ap opouad ousauu oe wassoJ opu 'sepesue) seuqe ap op5d03 we 1 smueF!p soue op onb
c e p ç ã o d e a l m a s c a n s a d a s , n ã o f o s s e m o sol e a g r a m a d e a n o s d i s t a n t e s , q u e a i n ¬
um
ver, a consecução de um período de equilíbrio é, ao m e s m o
ep wa spu o op5dooaod essou we / .10 , as 1009) Luo
da vivem em nós e transformam nossa percepção em amor/' ( G e o r g e Eliot, em
w e W 10 Jsue.ll
o 'odulöl ap eum 'opul o UIOD opåep.l eAou eun -epa O oqt1!0tu uqos 0 •(0!1
t e m p o , o início de uma nova relação com o meio, uma rela- O moinho sobre o rio).
VIDNAIHAdXA OVNOD €8
NHOf
JOHN DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 83
82
e.lecl o -las 'osou!uuo a oeu on-qrLJ o 'OAIA aluauueuald epnbe opu!tunsuoo 101uau1!A0tu o UIOD UIOD leuuue eåeafi
Para o ser plenamente vivo, o futuro não é ominoso, com o movimento, constituindo aquela graça animal com
ou10D aluasa.ld o •eloune o anb -las oueuunq ap apeplnoy!p eluel O anb
'.essauoad eun uus a
e sim uma promessa; cerca o presente como uma auréola.
eun que o ser h u m a n o tem tanta dificuldade de rivalizar. O que
sepuuas 011103 anb op assod e e.1me!.1D e opessed op euuasaad PA!A a uadsa 0.1mnJ op L-unJ
wa als!suoo
Consiste em possibilidades sentidas como a posse do que a criatura viva preserva do passado e espera do futuro fun¬
•e10ße a Inbe alspca anb ep!A 'ep!A aluaueuapep.tarx a ou sapåeluawo ouuoo euop •aluasa.ld O eounu oeo L-uepad
eN
existe aqui e agora. Na vida que é verdadeiramente vida, tu¬ ciona como orientações no presente. O cão nunca é pedan¬
op as ap&adns •apunJ as a OEN 'o.te.l tua souugspca Iu1910d wau ses!0D sessa S!0d '03!uuapeoe opuenb seuade uuaßans
do se superpõe e se funde. Não raro, porém, existimos em te n e m acadêmico, pois essas coisas surgem apenas quando
opessed o epuapsuoo eu aluasaad op ompup a
meio a apreensões sobre o que o futuro poderá trazer e fi¬ o passado é cindido do presente na consciência e instituí¬
oeu opuenb ouusavv •spu ap o.nuap sop!pyqp souueo L-elsa oppouu OUIOD op e -las euo 0!.10PAaasa.1 ou10D no 'ope!d0D
camos divididos dentro de nós. Mesmo quando não esta¬ do como modelo a ser copiado, ou como reservatório on¬
opu 'sosmsue aluauuepuaßexa soul 'aluasa.ld o souueln.gsap •lewaleuu -teosnq ap opd oppuosqe opessed O zeJ aluasa.ld
mos exageradamente ansiosos, não desfrutamos o presente, de buscar material. O passado absorvido pelo presente faz
nsa anb ounbp soweu!p.loqns o anb10d •aluasne epea e '
ennduua le5ueAe •alue!pe e-ted
porque o subordinamos àquilo que está ausente. Dada a avançar, empurra para adiante.
oe a opessed oe aluasa.ld op ouopueqe assap epuenba.l} L-nJ •uaßerxps op ep!A eu oppaltuqwa ap ounul I-a-oug
frequência desse abandono do presente ao passado e ao fu¬ Há muito de embrutecido na vida do selvagem. Entre¬
'0.1m sopoyad so saz!10J epuewadxa eun ap L-a1du10D e.loße ap anb ou 'muel spuu ap a 'OA!A aluaweuuns L-e,uasqo
turo, os períodos felizes de uma experiência agora comple¬ tanto, no que ele tem de mais vivo, é sumamente observa¬
'el tua IDA.xosqe aod sezxnepadxa a opessed op se5uuquua1 -lop opunuu op •e!ßaaua ap osual aluauueums a extao o anb
ta, por absorver em si lembranças do passado e expectativas dor do mundo que o cerca e sumamente tenso de energia.
loamnJ op e uuessed un umnsuoo •oD!191sa leap! aluauuos anb o aerxaasqo oy 'e110A ens e axaul as ap •axauu as uupquuel
do futuro, passam a constituir um ideal estético. Somente Ao observar o que se mexe à sua volta, ele t a m b é m se mexe.
-teqmuad ap expp opessed o opuenb se a op senxnepadxa
quando o passado deixa de perturbar e as expectativas do Sua observação é ato em preparação e antevisão do futuro.
nas o opol 'las ap OAHe .lelnosa a .1et110 oe muenb
futuro não são aflitivas é que o ser se une inteiramente com Com todo o seu ser, ele é tão ativo ao olhar e escutar quanto
maul nas 'a UIOD 'OSSI aluaweuald eoy •OA!A V e.tqapo aue oe no 'esaad e -leuaadsa oe -telseJe as ap 01uauueA!11t1J um
seu meio e, com isso, fica plenamente vivo. A arte celebra ao espreitar a presa, ou ao se afastar furtivamente de um ini¬
so -teqnoad apemsualll! wa smuauuouu opessed o anb •oß!tu muauuesuad op sepunuas oes sopnuas snas L-e!paul!
com intensidade peculiar os m o m e n t o s em que o passado migo. Seus sentidos são sentinelas do p e n s a m e n t o imedia¬
a 01 smsod oes sazaA seluel 011103 'oeu a 'op5e ep sope5ueAe
reforça o presente e em que o futuro é uma intensificação do to e postos avançados da ação, e não, como tantas vezes são
anb •e.10ße alspca se!A se.lauu 'oosouoo sepd legaleuu o S!enb 'op!lllooa.1 eaed
que existe agora. conosco, meras vias pelas quais o material é recolhido, para
opeuazeuu.le aas e-ted apemuq!ssod eun elocua.l a epe!pe •
eaecl lapuaaade salt10J se epuewadxa ep LIOd ser armazenado para uma possibilidade adiada e remota.
Para apreender as fontes da experiência estética, por¬
'muel a owessaoau eposa ep oxpqe leuuue ep!A e anb 'mueuod 'epueaouß! salduus e e erxal anb aodns
tanto, é necessário recorrer à vida animal abaixo da escala É a simples ignorância, portanto, que leva a supor que
ep sapepyxge sy •eueuunq 'esode.l op uuapod Y!qes op a e opådaxtad ep a ave ep op5eß!1 e epuewadxa
h u m a n a . As atividades da raposa, do cão e do sabiá podem a ligação da arte e da percepção estética com a experiência
a salaaqulöl OUIOD -teanßy souauu oe apepp!un ep soloqugs eum epueuodul! ens ap a •apemuß!p
ao menos figurar como lembretes e símbolos da unicidade significa uma diminuição de sua importância e dignidade.
o opuenb 'souueuope.l} 01ue1 anb epuewadxa ep otlleqe.ll ua empauu eu Iepuewadxa V anb ? eu OF!suoo 'epuewadxa
da experiência que tanto fracionamos, quando o trabalho é A experiência, na medida em que é experiência, consiste na
•opunul op epueF!p sou muauuesuad o a onp.l? 05.10Jsa op5emuaoe •apepqeur•x ep ap zaA un -xenaoua -
un
um esforço árduo e o pensamento nos distancia do mundo. acentuação da vitalidade. Em vez de significar um encerrar -
0 OA!A leuuue 'aluasa.ld aluauueuald as-eupe as- IsopeA!1d sap5esuas a smuauunuas eun 1-0.11
O animal vivo acha-se plenamente presente, inteiramente -se em sentimentos e sensações privados, significa uma tro¬
'sosolölneo suet110 sou :sop snas so sopol euale a enxge eo I.opunul o wa 'aßne nas eun
wa
participante em todos os seus atos: nos olhares cautelosos, ca ativa e alerta com o mundo; em seu auge, significa uma
ou .1e(a.teJ sep 01dn.1qe .leladsa ou 'IDA}suas •set11a.10 sopox so a na o a-qua 2101du10D op5e11auad.ta1L1! sma(qo sop opunuu o
no farejar sensível, no espetar abrupto das orelhas. Todos os interpenetração completa entre o eu e o mundo dos objetos
ou aluauqenfi! uue.uuooua as sopnuas !llb •ama oy LYA.xasqo •smuauupaluooe a ap zaA soe op5!pua.1 e I-eo
sentidos se encontram igualmente no qui vive. Ao observᬠe acontecimentos. Em vez de significar a rendição aos ca¬
101- opuuas o UIOD as-I!punJ 01uau1!Aou1 0 souuaA a opuuas o a sot1D!.1d essou euop.todo.ld 'uuapaosap p -e.osuouuap
-lo, vemos o movimento fundir-se com o sentido e o sentido prichos e à desordem, proporciona nossa única demonstra-
NHOf
JOHN DEWEY
84
ap op5 eun alerqnba opu anb sew 'op5euße1sa V VAIA SVSIOD„ SV
ção de uma estabilidade que não equivale à estagnação, mas A CRIATURA VIVA E AS " C O I S A S E T É R E A S "
10 d •erxnn10A0 a -las ap opåezqea.l e um ouus!ueßao
é rítmica e evolutiva. Por ser a realização de um organismo
wa a seltll sens seF!nbuoo un tua opunuu L-adxa e 'ses10D ap
em suas lutas e conquistas em um mundo de coisas, a expe¬
ouusavv •letl!uuafi opelsa tua ave e a enua!l wa seu110J sens
riência é a arte em estado germinal. Mesmo em suas formas
'sueluaul!pn.l esuaze.ld oe5daoaad ep essauuo.ld e
rudimentares, contém a promessa da percepção prazerosa
anb e a epuewadxa
que é a experiência estética.
anb 10 d e ap se saaowadns ses!0D a spam
Por que a tentativa de ligar as coisas superiores e ideais
epuewadxa ep sazle.l se eF!A a seD!seq spl!A ' eluel UIOD
da experiência às raízes vitais básicas é vista, com tanta fre¬
ocuoo 'epuenb eun e op5!e.11 eza.lmeu ens a eun ap op5eßau
quência, como uma traição a sua natureza e uma negação de
nas d 101eA anb 10 d eslnda.l alspca opuenb sap5ez!1ea.1 se I-ns
seu valor? Por que existe repulsa quando as realizações su¬
selsod ops epeuya.l aue ep sa.lowad wa woo ep!A e
periores da arte refinada são postas em contato com a vida
'unwoo e suas so sopol uroo sowequuedu10D anb ep!A LIA
comum, a vida que compartilhamos com todos os seres vi¬
d ZSOA .10 ou10D ep!A eu esuad as anb eun ap 0!1sanb I-ade
vos? Por que se pensa na vida como uma questão de ape¬
eu 'no suowaJL1! saul 'sasa19d!L1 sep eum ap es!0D
tites inferiores ou, na melhor das hipóteses, uma coisa de
ap uual anb op -teouadsap e eluo.ld Iseuasso.lß sap5esuas I-aul
sensações grosseiras, pronta a despencar do que tem de me¬
10111 éeltuq apeppn.l,o ep a eyxpsel ep langu o e.led eun I-sax
lhor para o nível da lascívia e da crueldade bruta? Uma res¬
elölduuoo elS0d e ap op5epa.1 e ewaA10Aua selunßaad sessa
posta completa a essas perguntas envolveria a redação de
eun anb leaouu ep se assasndxa anb I-aeoe
uma história da moral que expusesse as condições que acar¬
oza.ldsap o weaela.l opd 'odi0D e a sap5esuas sep opauu o
retaram o desprezo pelo corpo, o medo das sensações e a
ep op5!sodo •ou.l}dsa oe auaeo
oposição da carne ao espírito.
• '10S enrl e ' e nos a oppmuoo ops ses!0D aeuu.10J e aed
1. "O Sol, a L u a , a Terra e seu c o n t e ú d o são um m a t e r i a l p a r a f o r m a r coisas
'sol 0! e 'p sea a 91 a ses!0D - se -e ! 13 0! ad91d Olöd
m a i o r e s , isto é, coisas etéreas - coisas m a i o r e s do que as feitas pelo próprio C r i a -
W onb op so .10! e w ses!0D
„•aop (spay uqof)
dor." (John Keats)
98 NHOf
86 JOHN Drwl'.Y VIDN41HAdXA OVNOD
ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 87
essap opadse alueuxap.l e-ted ossou
Um aspecto dessa história é tão relevante para nosso Luo A
vém da compreensão profunda dos significados intrínse-
souauu oe xaqaoa.l OAap anb eulölqo.ld eun cessed op5uau1 •soo soD!ueoauu solnuuusa ocuoo sa05esuas se
problema que deve receber ao menos uma menção passa¬ sowepuaA!A
cos. Vivenciamos as sensações como estímulos mecânicos
•e.l!aß V apemueuuntl ep leuoptunstl! ep!A epeoaeul epd sap5e1nuunsa no 'sepel!l.l! anb apep!lea.l ep e!ap! soul-GI was
geira. A vida institucional da humanidade é marcada pela ou estimulações irritadas, sem termos ideia da realidade que
•op5ez!ueß10sap 'sazaA seunvq uuap.tosap essa epe5.1eJs!p sepu .10d a sy-II :sepp apue.lfi tua -adxa essou ap aued
desorganização. Muitas vezes, essa desordem é disfarçada há nelas e por trás delas: em grande parte de nossa expe-
opd uumsse ap eu110J e eonnsa oesyqp eun ap a-nua 'epua!.l tuaun as oeu sopguas salua.taup sossou ae1L10D eaed
pelo fato de assumir a forma de uma divisão estática entre riência, nossos diferentes sentidos não se unem para contar
a 'sassep op5uedas essa e ocuoo euaoe a eonelsa ewd91d csa a was souuaA •epe!ldwe -IAno '.aguas
classes, e essa separação estática é aceita como a própria es¬ eun unwoo
uma história comum e ampliada. V e m o s sem sentir; ouvi-
anb apsap 'wapao ep epuas e(as exy a oeu anb euaoe - -unflas
sência da ordem, desde que seja tão fixa e tão aceita que não oeu epunßas ua oppa un ocuoo seuade sew 'sow
mos, mas apenas como um relato em segunda mão - segun-
•souaqe souuuoo V ep!A 'epez!leluauuuedwoo so a •ops!A epd ope5.10Ja.1 aas oeu ap aod opul ep sew 'soweD01 o
gere conflitos abertos. A vida é compartimentalizada, e os da mão por ele não ser reforçado pela visão. T o c a m o s , mas o
ocuoo sopeoy!ssep oes sopez!leuoptugsu! smuaul!ueduuoo oeu anb10d 'lepuaßuel aoaueuuad as woo apun} se
compartimentos institucionalizados são classificados como contato permanece tangencial, porque não se funde com as
suowadns a a soueJ01d 011103 Isa.101eA snas -yaadns ep oxpqe wetllnß.lauu anb sopnuas sop sapepqenb
superiores e inferiores; seus valores, como profanos e espiri¬ qualidades dos sentidos que mergulham abaixo da superfí-
'
s!ewapul s!em a so •spam sassa.lölll! sun sopeuopep.l oes aeuadsap eaed sopnuas so sowesn •ap e oeu sew 'opqed
tuais, materiais e ideais. Os interesses são relacionados uns cie. Usamos os sentidos para despertar a paixão, mas não
'eDiueoauu a eu.lölxa euaueuu ap so-uno so sazxe.ue ap eaed .1!A1as oe assa.lölll! anbaod oeu 'muauuuaaos!p op I-sa
com os outros de maneira externa e mecânica, através de para servir ao interesse do discernimento, não porque es¬
um ap euuaF!s a anb OIS!A •s05ue1eq e assaaalll! as oeu e(alsa ou aluasa.ld aluauqepua10d 0!DID1axa
um sistema de verificações e balanços. Visto que a religião, se interesse não esteja potencialmente presente no exercício
e 'lexouu e so a soppßau uual sowd91d snas L-aeduuoo anb ep!A ap sap5!puoo e souuapao anb10d sew 'lewosuas op
a moral, a política e os negócios têm seus próprios compar¬ do sensorial, mas porque cedemos a condições de vida que
epeo anb UI?AUOD S!enb sop o.nuap 'smuaul!l L-aueuuad sap5euoxa OUIOD wa-lölueul as e sopnuas so we5.10J I-y.ladns
forçam os sentidos a se manterem como excitações superfi¬
um
timentos, dentro dos quais convém que cada um permane¬
'25 aAap ave e uupquel •opeA!1d a aeqnoad ouqul? nas •spp O 0!ßnsa.1d PA eaed wesn anb sapnbe e was aluaul e
ça, t a m b é m a arte deve ter seu âmbito peculiar e privado. A
V ciais. O prestígio vai para aqueles que usam a mente sem a
sa05ednoo sep sassa.lölll! a e aluauueweD!A tuaße anb a odi0D op op5edpnaed spnxe.ue op
compartimentalização das ocupações e interesses acarreta a
epneoe participação do corpo e que agem vicariamente através do
a-nua op5eaedas etu.10J e epeuuecp aluauunu10D apeppxge ap
separação entre a forma de atividade comumente chamada controle dos corpos e do trabalho de terceiros.
ap o a op5eu!ßeu1! e a-qua oesuaa.ldwoo e a -laze} opuuas o 'sap5!puoo sessaN I-ep-leuu uueoy auaeo e a
de "prática" e a compreensão entre a imaginação e o fazer Nessas condições, o sentido e a carne ficam mal-afa¬
ouspdo.ld o a-nua '0Annoaxa a-qua Iotlleqell o a •sopeuu els!le.touu ' 'muep.uua uual spuu epp!
executivo, entre o propósito significativo e o trabalho, entre O
mados. O moralista, entretanto, tem uma ideia mais ver¬
eun
e ap 'op50uua um a 'opel muauuesuad o •o.nno ap 'op5e e a e.l!apep sewnuy saoxauoo sep 0 UIOD sopguas sop 01sa.1 ap
a emoção, de um lado, e o pensamento e a ação, de outro. dadeira das conexões íntimas dos sentidos com o resto de
un epeo cap lenb ou lowd9.1d aeßnl nas upquuel uual salsap ossou -las o a 090193!sd o anb op 'spumssyo.ld L-uua
Cada um destes tem t a m b é m seu lugar próprio, no qual de¬ nosso ser do que o psicólogo e o filósofo profissionais, em¬
ep e!u101eue e uuarxansa anb sapnbe 'uussy •laoaueuuad OA saoxauoo sessap muauupualua nas eaoq eß!S op5aup eun
ve permanecer. Assim, aqueles que escrevem a anatomia da bora seu entendimento dessas conexões siga uma direção
wapdns epuewadxa sessa anb salua.tatl! oes L-9.1d anb sapep!lea.l se avaAL1! sppua10d ep!A essou ap ua I-epa
experiência supõem que essas divisões são inerentes à pró¬ que inverte as realidades potenciais de nossa vida em rela¬
•eueumtl ezaameu ep op5!mnsuoo ewd maul oe op5 •alua!quue SON soß019D!sd so 'soduual a
pria constituição da natureza humana. ção ao meio ambiente. Nos últimos tempos, os psicólogos e
eun y apue.lß epuewadxa essou ap aued - lel OUIOD opelsa uuel sops91!J sopeoaoqo op euualqo.ld o
A uma grande parte de nossa experiência - tal como filósofos têm estado tão obcecados com o problema do co¬
aluaweA!10Ja seu spme spuopmnsll! L-ooa anb muauupaqu „sa05esuas„ se so-taw 011103 L-uuoo
efetivamente vivida nas atuais condições institucionais eco¬ nhecimento que tratam as " s e n s a ç õ e s " como meros com¬
a seD!Luou cedas sessa anb ouapep.10A ounuu a •app saluauod 0 o anb aqes eF!1e.tou1 nso leposuas opeß!l
nômicas e jurídicas - é muito verdadeiro que essas sepa¬ ponentes dele. O moralista sabe que o sensorial está ligado
sap5e.1 as •uueD!1de seunuu ap ep!A eu 'aluauqeumseoo PS soslnduu 'sap50ua se a d •saulade .10 'OSSI ozoß o epunuap
rações se aplicam. Só ocasionalmente, na vida de muitas às emoções, impulsos e apetites. Por isso, denuncia o gozo
-Old anb muauunuas op sopeßaneo oes sopguas so 'seossad op .1et110 op op5!pua.1 ep oved OUIOD •au-leo -guapl
pessoas, os sentidos são carregados do sentimento que pro- do olhar como parte da rendição do espírito à carne. Identi-
VIDNAIHAdXA OVNOD 68
88 NHOf
JOHN DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 89
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lensuas o a lensuas o •orxpsel o 'epezqea.1 a eun ep op5euu.10Jsue11 wa I-pgaed
owosuas o eoy
fica o sensório com o sensual e o sensual com o lascivo. Sua
ens te realizada, é uma transformação da interação em partici¬
ewoal le.loul oe L-uapsuoo uual o UIOD 'spwosuas sopß.19 so anb OIS!A •op5eD!unu10D a oe5ed
sew 'esopuapual ap souaul
teoria moral é tendenciosa, mas ao menos ele tem consciên¬ pação e comunicação. Visto que os órgãos sensoriais, com o
01110 0 opu ope1a(01d 'oua}.ladul! o!dposalöl oupaede -1010111 anb satll nso Lied essap sopuu so oes 'opeß!l
anb ap ep um
cia de que o olho não é um telescópio imperfeito, projetado aparelho motor que lhes está ligado, são os meios dessa par¬
legaleuu op lenpalölll! op5daoa.1 e eaed / ul!J e o .10Aowo.1d ap uuapao ap e(as 'sapp op5ep!1eAL1! lanblenb a epol
para a recepção intelectual do material, a fim de promover o ticipação, toda e qualquer invalidação deles, seja de ordem
muauupaquoo •salueF!p sma(qo ap eowoal no eony.ld ' 'a 'oduual ocusaul oe ouap ap esneo a un
conhecimento de objetos distantes. prática ou teórica, é, ao m e s m o t e m p o , efeito e causa de um
exteqe „opnuas„ o muaweua.usa a epuewadxa ep muauueloquua tun •ep!A ap
O eum :soppaluoo ap eweß elseA
O "sentido" abarca urna vasta gama de conteúdos: o estreitamento e um e m b o t a m e n t o da experiência de vida.
sy legaleuu a euqe 'od10D a aluauu a-qua sap5!sodo I-wydsa
L-uawnuas o a mesuas o 'IDA1suas o 'leuooesuas o 'lewosuas
sensorial, o sensacional, o sensível, o sensato e o sentimen¬ As oposições entre mente e corpo, alma e matéria, espíri¬
•lensuas o opauu ou 'aluauqe1uauuepunJ 'sepol as-uueu!ßwo au-teo a 01
woo mun( anbocp o apsap 'opm asenb
tal, junto com o sensual. Inclui quase tudo, desde o choque to e carne originam-se todas, fundamentalmente, no medo
anb op e apod ep!A laze-II • ap seueuu OPS a op5e.uuo,o
a opuuas o ap nn leuopouua tua - o 'elas no do que a vida pode trazer. São marcas de contração e retrai¬
físico e emocional cru até o sentido em si - ou seja, o signi¬
opeoy saluasa.ld ses!0D sep epeo •ep!paul! epuawadxa eu 'Olueuocl •muaul apemnunuoo ep ouald muauupaquooa.l o
ficado das coisas presentes na experiencia imediata. Cada mento. Portanto, o reconhecimento pleno da continuidade
'sopß.19 so a-nua ep soolseq soslndul! a sapemssaoau e.1me!.1D
termo se refere a uma fase e aspecto reais da vida de urna entre os órgãos, necessidades e impulsos básicos da criatura
eueumtl a oeu spuuue sopessedalue snas eD!1du1! I-a-I
lel sopß19 sop sazxe.ue anooo ep!A e OUIOD humana e seus antepassados animais não implica uma re¬
eun
criatura orgânica, tal como a vida ocorre através dos órgãos
wauuoq op ewessaoau op5np sop langu oe •sot1D!q oy euoo
•s!ewosuas sen ocuoo 'opuuas o un L-ep.l!p dução necessária do h o m e m ao nível dos bichos. Ao con¬
sensoriais. Mas o sentido, como um significado tão direta¬
e ap -las
ep leluauepun} ma(o.ld tun ap ope5e.11 0 euuqssod
epuawadxa eu opeuaeoua aluauu muod
mente encarnado na experiencia a ponto de ser seu próprio
owd91d nas trário, possibilita o traçado de um projeto fundamental da
eD!up e e e.lmn.usuadns e eßaa as lenb o uqos eueumtl epuewadxa
'oppaaepsa
significado esclarecido, é a única significação que expressa a
essaadxa anb experiência humana sobre o qual se erga a superestrutura
op5unJ sopß.19 sop opuenb spwosuas sopeuxal euald L-!lea.l
epuewadxa ep •uuauuoq op erxguns!p a esot11!Aeaeuu O anb
função dos órgãos sensoriais quando levados à plena reali¬ da experiência maravilhosa e distintiva do h o m e m . O que
wau10L1 ou orxnugs!p ap atll auuuaad -taosap op oxpqe I-yu
so •op5ez so oes sopnuas sopd sopß19 LIA e.1me!1D e S!enb há de distintivo no h o m e m lhe permite descer abaixo do ní¬
zação. Os sentidos são os órgãos pelos quais a criatura vi¬
eA sepuenooo sep aluawelaup nas e opunul op IDA upquuex •spuuue sop atll euuq!ssod I-ou se.ltllle e -terxap
va participa diretamente das ocorrências do mundo a seu vel dos animais. T a m b é m lhe possibilita elevar a alturas no¬
•aopa.l 01sap lopualdsa o a a seA was e saluapaoa.ld op 'oslndul! op a opuuas op
essaN oaqwosse o
redor. Nessa participação, o assombro e o esplendor deste vas e sem precedentes a união do sentido e do impulso, do
LIA 01110 'o.tqa.19D anb loppxno a 'leuuue ep!A eu
eaed spa-I weu101 as opunuu ep anb sapepqenb seu ep
mundo se tornam reais para ela nas qualidades que ela vi¬ cérebro, olho e ouvido, que é exemplificada na vida animal,
apod opu lewaleuu assg •epuaA -las 'oe5e e e-opueames so UIOD ep soperxwap saluapsuoo
woo opelselluoo
vencia. Esse material não pode ser contrastado com a ação, saturando-a com os significados conscientes derivados da
op5eD!unu10D a •epeaaqqap opssudxa ep
oqpaede o anb10d 1010111 smaul so oes „ape1L10A„ ewd9.1d e a comunicação e da expressão deliberada.
porque o aparelho motor e a própria "vontade" são os meios
sopd essa S!enb a oqeo e eperxal OEN eul!ld uuauuoq epd apeppcalduuoo a epd sep eppu!tu
pelos quais essa participação é levada a cabo e dirigida. Não O
O h o m e m prima pela complexidade e pela minúcia das
pode ser contrastado com o "intelecto", porque a mente é •sap5epuuanp ap epueß!xa e !mgsuoo OleJ salduus assA
diferenciações. Esse simples fato constitui a exigência de
o opd maul epunoaJ eu101 as op5edpgaed e lenb spzxe.ue op spuu sapåep.l seunuu a saluaßue.lqe sepxa I-odu10D so a-nua
o meio pelo qual a participação se torna fecunda através do muitas relações mais abrangentes e exatas entre os compo¬
ozyn( '[osuas] opd so lenb oes sa.101eA a L-ye.uxa nas ap saluau •aas anb salueuodul! slew 10 d I-uns!p se uue(as
juízo [senso], pelo qual os significados e valores são extraí¬ nentes de seu ser. Por mais importantes que sejam as distin¬
sopeD010D a soperxaasa.ld 'sop 05!A.xas e 'samsanb se.uno ap a sap5 'sepeuuq!ssod uusse sapåep.l e oeu eu!uu.löl
dos, preservados e colocados a serviço de outras questões, ções e relações assim possibilitadas, a história não termina
ep op5e1a.1 eu anb maul o UIOD eA!A e •ye sapemunuodo spuu cap spuu loesual a epuaF!sa.1 ap
na relação da criatura viva com o meio que a cerca. aí. Há mais oportunidades de resistência e tensão, mais de¬
op5uaAL1! a op5e1uauuwadxa ap sepueuu 'a 'alli!nßasuoo aod
epuewadxa V ep esuaduuooa.l e a leu!S o 'opellnsa.1 0
A experiência é o resultado, o sinal e a recompensa da mandas de experimentação e invenção e, por conseguinte,
.10!euu 'op5e eu .10!eu1 op apempunJ01d a anbal
-uauueuald opuenb 'anb maul a ouus!ueß10 a-qua op5eaa1L1!
interação entre organismo e meio que, quando p l e n a m e n - maior ineditismo na ação, maior leque e profundidade do
06 NHOf 16
90 JOHN DEWEY ARTE
VIDNAIHAdXA OVNOD
C O M O EXPERIÊNCIA 91
.10!eu1 a epueßund sop V •smuawnuas L-!pauu •op5e.tn1 e apemnunuoo ep op5e1sanueuu ap eun I-adxa
discernimento e maior pungência dos sentimentos. À medi¬ turação. É a manifestação da continuidade de uma expe¬
anb ep un 'apeppcalduoo ens eluauune ous!ueß.10 soull!l so 'epeuap.10 le.loduual epilep ouqps -teduuy aluelsu! ap
da que um organismo aumenta sua complexidade, os ritmos riência temporal ordenada, em um súbito instante ímpar de
un ua
ap opåep.l ens tua op5euunsuoo a maul o L-uueL1101 •xeu1}1D 'opelosl ap oel ewas e
de luta e consumação em sua relação com o meio tornam¬ clímax. Isolado, ele é tão sem sentido quanto seria a tra¬
muenb opuuas was
-se variados e prolongados e passam a incluir em si uma va¬ as oseo '4011ueH ap e un os.10A no
gédia de Hamlet, caso se restringisse a um único verso ou
so •sounw-qns ap IDA?puyu! apepa!l oes ep!A ap sop(o.ld 'erxeled -tanblenb aseiJ e 01sa.1 on
riedade infindável de sub-ritmos. Os projetos de vida são was
palavra, sem qualquer contexto. Mas a frase "o resto é si¬
sen
a sope!lduue •soppanbwua V e5peuu spuu a op5ez!1ea.1 uual a „opuel
ampliados e enriquecidos. A realização é mais maciça e tem ap opsnpuoo OUIOD alueu%a.ld aluauueuuyu!
lêncio" é infinitamente pregnante como conclusão de um
un
•suns slew se5uenu ewe-Ip
nuanças mais sutis. opd opeuaoua I-saw o '.oduual ou muau1!A10Auasap
drama encenado pelo desenvolvimento no tempo; o mes¬
loss! anb op spuu oßle as-eu101 05edsa o un L-eA OLLI 10.11030 e
C o m isso, o espaço torna-se algo mais do que um va¬ apod woo ap eaueluauouu oe5dauad
mo pode ocorrer com a percepção m o m e n t â n e a de uma ce¬
eun
opd oy aelnquueaad lenb ' 'opelllnuod a Inbe 'Ile ses!0D ap
zio pelo qual perambular, pontilhado, aqui e ali, de coisas •leameu eu V 'eu110J seu aluasaad ou10D a 'save ap ave e
na natural. A forma, tal como presente nas artes, é a arte de
tun as-eu.101 •saulade so uuazeJsnes anb ses!0D a sesoßwad -texgap eu OPIA10Aua nso anb o oaep 05edsa op
perigosas e coisas que satisfazem os apetites. Torna-se um deixar claro o que está envolvido na organização do espaço
owyuao a aluaßue.lqe ou opeLID0J as lenb euap10 e a tua
cenário abrangente e fechado no qual se ordena a multipli¬ epemßya.ld 'oduual op
e do t e m p o , prefigurada em todo curso de uma experiência
epuewadxa eun ap osano opol
sop ap apepp a wauuoq o anb wa sepuewadxa •e(eßua as le1!A •muau1!A10Auasap tua
cidade de atos e experiências em que o h o m e m se engaja. vital em desenvolvimento.
O expp oduual aas ap oxnu o a lazxypuytl! no auuonun e I-ns
O tempo deixa de ser o fluxo infindável e uniforme ou a su¬ op5euu1!1 ep ouadsap e Isa-leanl a smuauuouu so
Os m o m e n t o s e lugares, a despeito da limitação físi¬
oessao smuod ap L-euuye sops91!J sunfile anb soatl?luelsu!
el!llsa.l '
cessão de pontos instantâneos que alguns filósofos afirma¬ op5ez!1eD01 ep a eo
ca e da localização restrita, são carregados de acúmulos de
ap solnuupe ap sopeßaneo oes
anb we-I opez!ueß10 maul o uupquuel a lopez!ueß10 ep!L110D e!ßaaua e 0111010.1
ram que é. Ele é t a m b é m o meio organizado e organizador aluemp •oduual ounul
energia colhida durante muito tempo. O retorno a uma ce¬
0 eun
oxnua.l a oxn1JL1! op 'saluepadxa soslndul! ap L-yxoul
do influxo e refluxo rítmicos de impulsos expectantes, movi¬ ep eu 'epu?JL1! epexpp 0 epunu! 'salue soue
na da infância, deixada anos antes, inunda o local com uma
uroo eum
'asuadsns a epuaF!sa.1 ap a onoa.l a 05uerxe ap smuauu woo
mentos de avanço e recuo e de resistência e suspense, com ap op5uaq!1 a se5ue.tqwa1
liberação de lembranças e esperanças refreadas. Encontrar
ae.uuooug •sepea.ga.l se5uuadsa
•opåeuunsuoo a op5ez!1ea1 eun L-uaupsa.l' op op5euap.10
realização e consumação. E uma ordenação do crescimen¬ syed tun tua oppaquoo un ouaßue.usa letu.10JL1! cod eseo ap
em um país estrangeiro um conhecido informal de casa po¬
a 01 muauupunpeuue op - 011103 souuapuaade 'sauef ass!p
to e do amadurecimento - como disse James, aprendemos ap eun levadsap op5eJsnes eßacp anb epnße I-ocua e
de despertar uma satisfação tão aguda que chega a emo¬
e ap s!0dap 'oeaaA ou -leuned ou ope5au10D •ou.10AL1!
a patinar no verão, depois de haver começado no inverno. •leu01D 0 sowelsa opuenb anooo os muauupaquooa.l oaatu
cionar. O mero reconhecimento só ocorre quando estamos
O '01uauupsa1D a 'e5uepnuu ep op5ez!ueßao ocuoo 'oduual a
O tempo, como organização da mudança, é crescimento, e eossad e no ma(qo o oeu anb es!0D e.uno UIOD sopednoo I-a-I
ocupados com outra coisa que não o objeto ou a pessoa re¬
muauupsa.1D o anb eun se5uepnuu ap epeweA awas
o crescimento significa que uma série variada de mudanças eleu!ssv •soppaquoo eum oe5dnna1L1! eum no ap
conhecidos. Assinala uma interrupção ou uma intenção de
sou e.uua solerx.lölll! anb sapsnpuoo ap 'osnoda.l a esned ap
entra nos intervalos de pausa e repouso, de conclusões que OUIOD oppaquooa.l a anb o aesn um maul I-uaaanp oßle eaed
usar o que é reconhecido como um meio para algo diferen¬
so weu.101 as smuod ap sossaoo.ld SOAOU ap L-uasap
se tornam os pontos iniciais de novos processos de desen¬ •al A '.10 aaqaxtad ' eoyguap! 0? N •laoaquooa.l anb op slew
aluauu e '010s o ou10D lex •muau1!A10A opuenb te. Ver, perceber, é mais do que reconhecer. Não identifica
volvimento. Tal como o solo, a mente é fertilizada quando aluasaad oßle ua soul-IOI ap um cap opelnoupxsap opessed
nsa as-.unßas Ple lerxnnpo.ldul! un ap ouns OAOU •op5e.101J
algo presente em termos de um passado desvinculado de¬
está improdutiva, até seguir-se um novo surto de floração. •ocusauu 01 O opessed as cuedxa 'aluasaad o Pled aodsue.ll
le mesmo. O passado se transpõe para o presente, expan¬
um opuenö uuaßespd eum eti!umu L-nosa opup oppaluoo o opuepunpade a •ou1!11B 01sap e.usnu as
Quando um relâmpago ilumina uma paisagem escu¬ dindo e aprofundando o conteúdo deste último. Aí se ilustra
lei sen •sop(qo sop oau?luauuouu muauupaquooa.l un ep op5npe.11 e op apemnunuoo e eaed 011.101xa odulöl
ra, há um reconhecimento m o m e n t â n e o dos objetos. Mas emd
a tradução da pura continuidade do tempo externo para a
muauupaquooa.l o tua oeu a un o.taul muod •oduual ou wap.to a op5ez!ueßao •epuewadxa ep op5eoynuap!
o reconhecimento em si não é um mero ponto no tempo. ordem e organização vitais da experiência. A identificação
V
opåeu!uqno e a soßuol ap leD0J smual -ecu ap sossaoo.ld a euaoe
E a culminação focal de longos e lentos processos de m a - auyap 0!1ua no •alue!pe anßas
acena e segue adiante. Ou então define um m o m e n t o pas-
um -sed muauuouu
NHOf VIDNAIHAdXA OVNOD €6
92 JOHN DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 93
eu eoaeuu 'opelos! o.uaßes muod un epuawadxa 0110111 anb a 'os op.usqns o als!s.lad eaopelnuunsa aseq e OUIOD
sageiro isolado, marca na experiencia um ponto morto que é so, o substrato orgânico persiste como a base estimuladora
•op!tpuaa.ld aluauue.tauu O ne.lß ap ossaooad o anb tua esneo ap sapåep.l sep e.10d •eputuoad a a ouap L-aameu ep
meramente preenchido. O grau em que o processo de viver e profunda. Fora das relações de causa e efeito da nature¬
un eun no e-1011 aanbs!enb -telmo.l e as-znpa.l 'sap5enus 'ez oe5daouoo e e a tuewapod opu op5uaAL1! •-1!1spca I-eaedas
um dia ou uma hora quaisquer reduz-se a rotular situações, za, a concepção e a invenção não poderiam existir. Separa¬
use oessaons eaacu wa „spnb a 011103 sma(qo a smuazxa ap sossaoo.ld sop op5e1a.1 ep ep op5ez!1ea.1 a
eventos e objetos como "tais e quais" em mera sucessão as¬ da da relação dos processos de conflito e realização rítmicos
L-uapsuoo epuewadxa eun 011103 ep!A ep op5essa,D e eleu!s ap ep!A01dsap ewas epuewadxa e 'leuuue ep!A ep a ma(o.ld
sinala a cessação da vida como uma experiência conscien¬ da vida animal, a experiência seria desprovida de projeto e
eun tua semqaxtad sapemnunuoo sy •al eu110J a •owped sopessedalue sop sopep.taq sopß.19 sop sepuedas
te. As continuidades percebidas em uma forma individual e padrão. Separadas dos órgãos herdados dos antepassados
epuassa e oes •eul!11B elsap ap sep!A01dsap uuewas apepqeuy e a e!ap! e 'spuuue un
distinta são a essência desta última. animais, a ideia e a finalidade seriam desprovidas de um
'ave 'mueuod sossaooad sowd91d sou as-eanßya.ld ap ocus!ueoaul •op5ez!1ea.1 eza.lmeu ep sezuuul!.ld saue sy a
y
A arte, portanto, prefigura-se nos próprios processos mecanismo de realização. As artes primitivas da natureza e
ops leuuue ep!A ep lel e muod legaleuu o 'a 's!eaaß sequ!l tua
do viver. O pássaro constrói seu ninho, e o castor, seu di¬ da vida animal são a tal ponto o material e, em linhas gerais,
opuenb 'anb saossa.ld se seu.lalll! UIOD uueaad00D lel e oppouu o muod tuauuotl op spuopualll! sap5ez!1ea1 sep
que, quando as pressões orgânicas internas cooperam com a tal ponto o modelo das realizações intencionais do h o m e m
anb eaed ouaalxa lewapul o se o a uuaz!lea.l as I-as apep!leluaul ap seossad se anb we.lelndul! eum
o material externo para que as primeiras se realizem e o se¬ que as pessoas de mentalidade teológica imputaram uma
opunß opeu110Jsue.11 elas eun wa op5eu!u11t1D •e!.19PJsnes eza.lmeu ep eamn.usa e aluapsuoo op5ua1L1! - msod o anb
gundo seja transformado em uma culminação satisfatória. intenção consciente à estrutura da natureza - posto que o
souuapocl -leusatl wa e .1eD!1de '„aue„ e.1Ae1ed e e! anb anb 'wau10L1 tua sapepyxge seunuu woo unwoo o I-eul
Podemos hesitar em aplicar a isso a palavra " a r t e " , já que h o m e m , que tem muitas atividades em comum com o ma¬
ap eåuasaad ep sowepyxnp eum •erxga.l!p op5ua1L1! epm sen .xesuad e apual looeo sepu ocuoo eun nas ap op5euu1! I-pad
duvidamos da presença de uma intenção diretiva. Mas toda caco, tende a pensar nelas como uma imitação de seu pró¬
salue ses!0D ap elo.lq aluapsuoo op5ua1L1! epol 'op5eaaqqap •oquaduuasap ogd
deliberação, toda intenção consciente brota de coisas antes prio desempenho.
sepelnoaxa aluaueD!uefi10 epd ap se!ß.laua emeu ave ep epualspca anb op epaouoo eA01d e L-eoe
organicamente executadas pela interação de energias natu¬ V
A existência da arte é a prova concreta do que aca¬
oeu Wisse as e 'assoJ ave ewe5.taD!1e as ua epae L-arxouu ap noq -las ua opeuuye •sop.usqe soul-IOI erxo.ld e anb ap
rais. Se assim não fosse, a arte se alicerçaria em areia move¬ bou de ser afirmado em termos abstratos. E a prova de que
'e5!P no ou ae V op erxguns!p se!ßxaua se a slewapul so esn uuauuotl o woo eza.lmeu ep
diça, ou melhor, no ar instável. A contribuição distintiva do o h o m e m usa os materiais e as energias da natureza com
L-aameu eu sepelluooua sap5e1a.1 sep epuapsuoo e a wau10L1 ap op5ua1L1! e -tellduue ap zeJ o anb ap a 'ep!A ewd91d ens
h o m e m é a consciência das relações encontradas na nature¬ a intenção de ampliar sua própria vida, e de que o faz de
•ez ap sapåep.l se auazxuoo ap 'epuapsuoo ep sarxe.uv L-neo op.tooe woo e ous!ueßao nas ap eamn.usa - sopß.19 'o.tqa.l?'
za. Através da consciência, ele converte as relações de cau¬ acordo com a estrutura de seu organismo - cérebro, órgãos
eu sepelluooua ouap a es ezumeu sopuu ap sapåep.l wa a spposuas •lelnosnuu etuaF!s a aue euoo a eAIA eA01d e
sa e efeito encontradas na natureza em relações de meios e V
sensoriais e sistema muscular. A arte é a prova viva e con¬
•epuenbasuoo 'opuaz!p e wa epuansuoo e a wauuoq o anb ap I-aluapsuoo 'aaoapqelsa.l ap zedeo
consequência. Melhor dizendo, a consciência em si é a ori¬ creta de que o h o m e m é capaz de restabelecer, consciente¬
•op5eu1.10Jsue.11 essap uuaß ua anb O as-eu101 anb0LID aluaul 'a op oueld ou 'mueuod e a-qua
gem dessa transformação. O que era mero choque torna-se mente e, portanto, no plano do significado, a união entre
um '.aunxuoo as-euu.10Jsue.11 epuaF!sa.1 e wa L-esn aas e oßle oslndul! 'apemssaoau 'opuuas a anb oe5e a eonsyape.leo
um convite; a resistência transforma-se em algo a ser usa¬ sentido, necessidade, impulso e ação que é característica
op e.led ep salualspca so(uene so .1epnuu L-ep!lpe} se op -las •OA!A V eluaosane epuapsuoo ep e I-ax
do para mudar os arranjos existentes da matéria; as facilida¬ do ser vivo. A intervenção da consciência acrescenta a re¬
•sepp! ap op5noaxa ep saluaße as-uueu101 se110Auasap sap e 'op5e1nß op5aps ap apeppedeo a d •op5euapaoa1 e .10 loss!
des desenvoltas tornam-se agentes da execução de ideias. gulação, a capacidade de seleção e a reordenação. Por isso,
'sap5eaado sessaN um 01nuunsa -lopeuod as-eu.101 ens sevq •spuxepuyu! seuaueuu ap save se
Nessas operações, um estímulo orgânico torna-se portador diversifica as artes de maneiras infindáveis. Mas sua inter¬
ap tua weuu.10Jsue.11 as se.1010uu selsodsa.l se a Lupqwel op5uaA 'erxal 'odulöl o p aue ep 011103
de significados, e as respostas motoras se transformam em venção t a m b é m leva, com o t e m p o , à ideia da arte como
oessudxa ap smuauun.usu! '.oe5eD!unu10D a wexpp ap -las aluapsuoo epp! - opåezqea.l .10!eu1 e eu
instrumentos de expressão e comunicação; deixam de ser ideia consciente - a maior realização intelectual na histó¬
op50u10D01 ap sopuu so-taw op5ea.1 a •ep.up muenbua -s! •apemueuunq ep ew
meros meios de locomoção e reação direta. Enquanto is- ria da h u m a n i d a d e .
NHOf
94 JOHN DEWEY
V eu saue sep op5PJaad e a apepayeA uuexezxal
A variedade e a perfeição das artes na Grécia levaram
eun aeploul e saxopesuad so ep epez!leaauaß oe5daouoo -le
os pensadores a moldar uma concepção generalizada da ar-
eum ap leap! o xela(oxd e a ap aue sapeppxge se
te e a projetar o ideal de uma arte de organizar as atividades
seueumq 011.103 - ep aue e -OD lel 'lexoux ep a
humanas como tais - a arte da política e da moral, tal co-
ou-l emqaouoo •opplcl a sap.1D9S lod sy 'op5daouo,o ap sepp!
mo concebida por Sócrates e Platão. As ideias de concepção,
ouspdoxd no apepqeuy a opxped 'tuap10 'ma(oad -!ßlauua
projeto, ordem, padrão e finalidade ou propósito emergi-
as-opu!nßugsp wea -eal ens tua sopeßaaduua slewaleuu sop
ram distinguindo-se dos materiais empregados em sua rea-
a op5eZ!l se-opueuopepa u-IOD •sap V op op5daouoo tuatuotl
lização e relacionando-as com eles. A concepção do homem
-eq e 'oduual ocusau-l oe 'as-nouxol aue e esn anb las 0 011103
como o ser que usa a arte tornou-se, ao mesmo tempo, a ba-
uuaq 'ezaxmeu ep msa.l o a tuatuotl o aqua op5ugs!p ep as
se da distinção entre o homem e o resto da natureza, bem
011103 o anb 01nou}A op eß!l opuenö •ezaameu -daouoo e
como do vínculo que o liga à natureza. Quando a concep-
aue ep 05e11 ou10D op onxgugs!p 10} tuatuotl
ção da arte como traço distintivo do homem foi explicitada,
aod aas oeu e 'anb ap ezauao e auxnoq eum -leoax ela1du10D
houve a certeza de que, a não ser por uma completa recaí-
oxpqe apemueumq ep ep Ple -emuq!ssod e 'eyaßeA1as ep
da da humanidade abaixo até da selvageria, a possibilida-
ep ap osn op opel oe 'euaoaueuuad saue seAou ap
de da invenção de novas artes permaneceria, ao lado do uso
saue sep leap! 0 011103 'seßgue •apemueumtl ep lopeauou
das artes antigas, como o ideal norteador da humanidade.
muauupaquooa.l o eaoquug OleJ assap epup 'alueltllöl elas
Embora o reconhecimento desse fato ainda seja relutante,
ep aapod o anb salue seppapqelsa sap5!pe11 se sepep -xe
dadas as tradições estabelecidas antes que o poder da ar-
oeu enua1D eyd91d e 'oppaquooaa aluawepenbape assoJ
te fosse adequadamente reconhecido, a própria ciência não
ap essed eum aue -ez!lgn a op5e.xaß eu ell!xne anb le.uuao
passa de uma arte central que auxilia na geração e utiliza-
sealno ap op5
2
saue
ção de outras artes .
01!auumsoo 'a ap smuod sunßle opunßas 'elS!A -saoau
E costumeiro e, segundo alguns pontos de vista, neces-
aqua op5ugs!p eum xaoapqelsa aue a saue-selaq
sário estabelecer uma distinção entre belas-artes e arte útil
muod o sen •eD!ß910uoa1 no ap l!lled e elS!A op -SIP essa lenb
ou tecnológica. Mas o ponto de vista a partir do qual essa dis-
euessaDau ooastl}.uxa aluauuewdoad aue ap eaqo e
tinção é necessária é extrínseco à obra de arte propriamente
'solqond SOIPUI sop
•Z !AIOAuosoa muod msa •uro ant;vN puv aouayadxq vpueyadxal a '[vzun;vu ()AON
2. Desenvolvi este ponto em. Experience and Nature [Experiência e natureza],
no Capítulo 9, "Experiência, natureza e arte". No que concerne à colocação atual, S'?1NMVfl
epefioneo op eu110J 'ove onb ap opåeuuye eu as-elluooua opsnpuoo e
a conclusão encontra-se na afirmação de que "a arte, forma de atividade carregada
opåeu!uqno e 'epe1n1Jsop muourele!poul! ossod eun op op
de significados passíveis de uma posse imediatamente desfrutada, é a culminação
znpuoo anb euos e 'opewdo.lde opuuas ou 'epuep e o 'ezaxmeu ep e101du10D so
completa da natureza, e a ciência, no sentido apropriado, é a serva que conduz os
[69Z •d '1 •IOA 'SVOM (gg€ •d) „z!10J leuy asso e s!enueu SOILIOAO
eventos naturais a esse final feliz" (p. 358) [Later Works, vol. 1, p. 269].
96 NHOf
96 JOHN DEWEY VIDNAIHAdXA
ARTE C O M O EXPERIÊNCIA
ONOD
97
•eup V eu aluauusalduus as-epseq lenuqetl op5uns!p L-laoe
dita. A distinção habitual b a s e i a - s e simplesmente na acei¬ apue.lß a epe!pe ep!A ap ownsuoo op aved
de vida adiada e grande parte do c o n s u m o t o r n o u - s e um
tun as-nou.101
seuao ap op5e1 anb oquodns •salualspca sppos
tação de certas condições sociais existentes. S u p o n h o que laze-ld mso&adns soe soln.1J op •matlle otlleqe.ll
prazer superposto aos frutos do trabalho alheio.
so op -1011nosa uuequal oueo!.ue 01ßau L-!suoo
os fetiches do escultor negro africano t e n h a m sido consi¬
odn.lß nas eaed leq!.ll ' slew Ile.lafi
aluauqeuopdaoxa sopuap tug op5ea1
derados excepcionalmente úteis para seu grupo tribal, mais eun
Em geral, há uma reação hostil à concepção da arte
aue ep op5daouoo
uupaod 'e.loßy •edno.l e a se5ue1 se anb op Ple ' wamnsuoo
até do que as lanças e a roupa. Agora, porém, constituem anb effl e ep sapepyxge sp •alua!que nas tua eA!A
que a liga às atividades da criatura viva em seu ambiente.
ave ap seaqo a ou tuaA1as' -teudsu! e-ted 'xx 01noas eum
obras de arte e servem, no século xx, para inspirar uma re¬ y apep!lnsotl saue-sepq sep op5eposse L-saooad so
A hostilidade à associação das belas-artes com os proces¬
•s!euopuazxuoo weaeu101 as anb saue tua oe5eAou ON L-ua
novação em artes que se tornaram convencionais. No en¬ op spuuou sos a .10AIA um no 03!191ed oweluauuoo Ple
sos normais do viver é um comentário patético ou até trá¬
muel ' o anb10d aue ap se.lqo oes os els!l.te naA!A ouuueue
tanto, só são obras de arte porque o artista a n ô n i m o viveu uqos 'ep!A e lel aluaumuuoo OUIOD aluawos
gico sobre a vida, tal como comumente vivida. E somente
a ap ossaooad o aluemp seuald ounuu sepuewadxa -las 'epe.l.l!lll
e teve experiências muito plenas durante o processo de opd ep!A e ap me} ounuu aluauqensn
pelo fato de a vida ser usualmente muito mirrada, abortada,
Iepeuoqe
apod aopeosad uun •op5npo.1d was opeosad nas .10d
produção. Um pescador pode comer seu pescado sem por ap epp! e eluaul!le as anb epeßaneo no epeloquua
embotada ou carregada que se alimenta a ideia de haver um
un xauxeq
op5eJsges e lap-tad nopuaA!A anb o -te5ue1 oe
isso perder a satisfação estética que vivenciou ao lançar o antagonismo intrínseco entre o processo da vida normal e a

•leosad a lozue op apma1du10D ap neaß assa exa eu a op5e!.1D se.lqo eD!191sa
anzol e pescar. E esse grau de completude do viver, na ex¬ op5epude ap ave ep
criação e apreciação de obras da arte estética. Afinal, ainda
epup 'leuyy
-taqao.lad a -laze} '
i
epuewad ap e5uaaanp e aoapqelsa anb a
periência de fazer e perceber, que estabelece a diferença o anb lewaleuu„ o a sopeaedas we(as
que o "espiritual" e o " m a t e r i a l " sejam separados e opostos
smsodo
anb o a-nua ave eu 03!191sa no opq a oeu anb o e as a-qua 'IS aarxetl
entre o que é belo ou estético na arte e o que não é. Se a aAap
entre si, deve haver condições em que o ideal seja passível
IDA}ssed e(as leap! o anb
epynpo.ld es!0D 'epez!lnn oeu no 'saladel 'sa10d OUIOD - 'OSSI a
coisa produzida é ou não utilizada, como potes, tapetes, op5ez!1ea1 a op5uod.10DL1! ap
de incorporação e realização - e isso, fundamentalmente, é
'aluauqeluawepun}
'a aquatuvoasuuqtll •aluerxala.l.l!
• a,
'seuue no sednoi 'opue1eJ O e! 191eu1„
roupas ou armas, é, intrinsecamente falando, irrelevante. O opm anb o essa ocuoo euaueuu ewd9.1d
tudo o que significa " m a t é r i a " . A própria maneira como essa
no sounuu ap e ap zarxlel sop L-ysualn a soß!l.le
fato de muitos ou talvez de a maioria dos artigos e utensí¬ nou.101 as op5!sodo 'mueuod elsap ' oe5e e I-e.laua%
oposição se tornou corrente atesta, portanto, a ação genera¬
sope!.1D a(otl SOH aluauueu!nuaß uuuas oeu osn eaed
lios hoje criados para uso não serem g e n u i n a m e n t e estéti¬ l!mgsuoo ewapod anb ounbe uuauazxuoo anb se510J ap epez!l
lizada de forças que convertem aquilo que poderia constituir
'ouapepaaA a SOD aluauuz!10JL1! • sen a ouapep.10A saoze.l .10d
cos é verdadeiro, infelizmente. Mas é verdadeiro por razões spaaq!l sepp! -telnoaxa ap sopul wa sop.1eJ anb a 'sozussaxdo
meios de executar ideias liberais em fardos opressivos, e que
septlle o a „opq„ o a-nua opåep.l •spl ou10D apuo so uueuxal tua 'sexno.1J eul!1D
alheias à relação entre o "belo" e o " ú t i l " como tais. Onde spam sapåeudse uuuas e
levam os ideais a serem aspirações frouxas, em um clima in¬
un
o uue5adu1! anb S!el uue(as sap5!puoo se anb .xanb me ap
quer que as condições sejam tais que i m p e ç a m o ato de omßas a was
seguro e sem alicerces. •saxtaoqe
ap op5npo.1d -las ua epuewadxa eum ep apep!1e101 e anb
produção de ser uma experiência em que a totalidade da e eaoqu1A wa aue e e(as ap epuelspca ep eA01d
a eA!A e(alsa e.1me!1D enssod ep lenb eu spzxe.ue ep!A ens op Embora a arte em si seja a melhor prova da existência de
criatura esteja viva e na qual ela possua sua vida através do eun oe!un a 'epezqea.l mueuod a legaleuu o a-nua 'IOAyz!1ea.1
y.xeue} laazead op uuapao ep oßle mnpo.ld oe •oD!191sa 10 d uma união realizada, e portanto realizável, entre o material e
prazer, faltará ao produto algo da ordem do estético. Por 'leap! o smuawnß.le •acuexa tua asal e tue!0de anb
ap anb slew elas oeu 'sopeuul!l a sppadsa suy eaed o ideal, há argumentos gerais que apoiam a tese em exame.
mais que ele seja útil para fins especiais e limitados, não anb zaA epox e apemnunuoo eA01d ep snuo o 'lazyssod leoa.l
Toda vez que a continuidade é possível, o ônus da prova recai
será útil no grau supremo - o de contribuir, direta e liberal¬ so aaqos weuuye anb a op5!sodo e •ousqenp o V eza.lmeu
aluauu ' a op5e!1duue e e-ted muaupanbwua •ep!A ep V sobre os que afirmam a oposição e o dualismo. A natureza é
m e n t e , para a ampliação e enriquecimento da vida. A his¬ o a aeul e 1214!qvq 'oueuuntl aas op epup Ie.uno .10d zaA 'anb
a mãe e o habitat do ser h u m a n o , ainda que, vez por outra,
tória da separação e da oposição nítida e final entre o útil e a else.lpeuu elas un ael oonod lopatllooe • O e ap OleJ
Olaq o e muaW!A10Auasap op le!llsnpu! ' L-ue!paul seja madrasta e um lar pouco acolhedor. O fato de a civiliza¬
o belo é a história do desenvolvimento industrial, median¬ aemplad oe5 unflasso.ld e.lnllno e ap a - ae5uerxe sazaA se a
nou101 as op5np01d ep oved apuelfi lenb 0 eun eu110J ção perdurar e de a cultura prosseguir - e às vezes avançar
te o qual grande parte da produção se tornou u m a forma - -uooua souewntl sorxga(qo a se5ueaadsa se anb ap eA01d
- é prova de que as esperanças e objetivos humanos encon-
VIDNAIHAdXA OVNOD 66
ARTE C O M O EXPERIÊNCIA
86 NHOf
JOHN DEWEY 99
98
V euos uuaßeL110J a 'sepuemua sauou seu 'esoumld
opledsa.l a aseq uue.ll uussy •ezaameu eu L-uaupsa.l,0 0 011103 A folhagem solta e plumosa, nas noites enluaradas, ti¬
tram base e respaldo na natureza. Assim como o crescimen¬ opoaueoua opadse um equ essa eve} anb xeqnoad L-le
n h a um aspecto encanecido peculiar que fazia essa ár¬
to evolutivo do indivíduo, desde o embrião até a maturidade,
ellnsa.l ep op5e.ta1L1! woo ous!ueß10 op 'aluepunD1!D maul o vore parecer mais i n t e n s a m e n t e viva do que outras, mais
resulta da interação do organismo com o meio circundante, aluapsuoo •eåuasa.ld equ!uu ep a ul!tu ap [OBIE
eatillno e s0510Jsa ap opu mnpo.ld sopd sompuaa.lduua LOCI consciente de mim e da m i n h a presença. [...] [Era algo]
a cultura é produto não de esforços empreendidos pelos ho¬ anb oe5esuas e aluelllauuas eun ap egal eossad las L-IS!A
s e m e l h a n t e à sensação que u m a pessoa teria de ser visi¬
ep sew 'sousaul sap UIOD seuade no 'oyeA ou suauu
mens no vazio, ou apenas com eles mesmos, mas da intera¬ cun aod epel 'lempuuqos L-uauueua}lad assaAusa as
tada por um ser sobrenatural, se estivesse perfeitamen¬
•maul o UIOD PA!P1nuuno a epeßu0101d oe5 V apempunp.ld
ção prolongada e cumulativa com o meio. A profundidade ap anb ap eppuaAuoo enelsa Ile ua 'eåuasald ens
te convencida de que ele estava ali em sua presença,
ave ap seaqo sepd sepeD0A01d sap5ea1 sep L-nuoo e e.osouu
das reações provocadas pelas obras de arte mostra a conti¬ opeleo ap aesade 'langsyxul a aluauueluap e-opueM10 a
apesar de calado e invisível, o l h a n d o - a a t e n t a m e n t e e
anb apemnu se a SVIa a-qua epuewadxa essap sap5eaado
nuidade que há entre elas e as operações dessa experiência urn epeo •smuawesuad snas ap
adivinhando cada um de seus p e n s a m e n t o s .
sy •emopemp se-tqo uueD0A01d sep anb sa05ea1 se a L-uoo oes
duradoura. As obras e as reações que elas provocam são con¬
op sossaooad sowd9.1d soe senuu oes salsa OUIIOJUOD
tínuas aos próprios processos do viver, conforme estes são aluauualuelsuoo a uos.1au1A
Emerson é constantemente visto como um pensador auste¬
011103 OIS!A un lopesuad L-alsne
e soperxal eum •e!.19PJsges op5ez!1ea.1 epeaadsau!
levados a uma inesperada realização satisfatória. •oa ON 'muelua 10} o.nuap uuaq lass!p anb ounpe uosaauug 0
ro. No entanto, foi o Emerson adulto que disse, bem dentro
muenö op op510sqe p 0D!191sa 'ezaameu eu un oseo op epe1!D uuaßessed ep ou.l}dsa :uospnH ap aessazxe.ue
Quanto à absorção do estético na natureza, cito um caso do espírito da passagem citada de Hudson: "Ao atravessar
'omznpolda.l wa 'empauu evao sa.lequuu tua sew 'seossad ap
reproduzido, em certa medida, em milhares de pessoas, mas un salduus woo 'anbled oe 'auxau ap se50d sens
um simples parque, com suas poças de neve, ao cair da noite
auou ep
IDA?10u .10d oms .10d ossa.ldxa tun els!l.te spuu op Olle 'apunb
notável por ter sido expresso por um artista do mais alto quilate, was 'opelqnu nao o qos o eumuuau muawesuad ou 1-1030
o sob o céu nublado, sem ter no pensamento nenhuma ocor¬
nmsa opuenö„ •uospnH •H afiuol ewelß ep OPS!A ep I-san
W. H. Hudson. "Quando estou longe da visão da grama cres¬ ap epue.l eun ap Pln.1Jsap 'lepadsa avos eum ewoJna I-PJ.1ad
rência de uma sorte especial, desfrutei de uma euforia perfei¬
'spana suos so sopol a suessyd sop sazoA sep a 'eA!A a L-u1S
•el lanb!d e .leßaup ap
cente e viva, e das vozes dos pássaros e todos os sons rurais, sin¬ muod
ta. Fiquei feliz a ponto de chegar à beira do temor".
op euaq
01 nmsa oeu anb •OA!A aluauuewdo.ld a, :euuye ap 'alue!pe s!evq
to que não estou propriamente vivo." Mais adiante, ele afirma: euaueuu o(aA OEN e -teo!ldxa ap ap I-xa
Não vejo maneira de explicar a multiplicidade de ex¬
ep oßle as-opue.uuooua) od!l assap sepuewad I-enb ecusaul
periências desse tipo (encontrando-se algo da m e s m a qua¬
-uncu o cueupe oeu anb uuaxaz!p seossad 05no opuenb•••
...quando ouço pessoas dizerem que n ã o a c h a m o m u n - '(ep!ßeoo opu 'eau?luodsa eD!191sa op5ea.1 epol tua apep!l e
lidade em toda reação estética espontânea, não coagida), a
ep!A e a op e saluessa.lölll! a srarxepelße muod as ap
do e a vida tão agradáveis e interessantes a p o n t o de se oeu -las epe.uua eu aseq ua sepueuossa.l ap apepyxne
não ser com base na entrada em atividade de ressonâncias
0 01 uauueuaxas uuexeoua anb no 'sap aod urueuoxqede
apaixonarem por eles, ou que encaram s e r e n a m e n t e o ap sapåep.l seu sepp!nbpe op LIA aas
de disposições adquiridas nas relações primitivas do ser vi¬
nas I-ewd01d uuexarxgsa eounu anb aesuad e opual
seu fim, tendo a pensar que nunca estiveram propria¬ OA 'Olaul nas e anb a spzxy.ladnoa.l.ll oes epuapsuoo eu e-tep
'SPAIA aluauu wau uue11A u-IOD eun opunuu o exep OPSIA vo a seu meio, e que são irrecuperáveis na consciência clara
m e n t e vivas, n e m viram com u m a visão clara o m u n d o no •lenpalölll! OUIOD sepuewadxA se sepeuopuauu -uuerxal
oel uuesuad anb ap no esroo app 011uap ecunßle -
ou intelectual. Experiências como as mencionadas levam-
de que p e n s a m tão m a l , ou coisa alguma dentro dele - sou e eun elsap anb oe5e.1amsuoo e.uno e apemnunuoo
wau cun ocusauu •uudeo ap nos a uma outra consideração que atesta a continuidade
n e m m e s m o um talo de capim. learqeu • 0! N ap apeppedeo e eaed auul!l e epuewadxa
natural. Não há limite para a capacidade de a experiência
tua aauuosqe ep!paul! lewosuas 'anb sa.101eA a
V eßa.uua epnße ep eonsyul elaoeJ ' anb eu.101 e sensorial imediata absorver em si significados e valores que,
A faceta mística da aguda entrega estética, que a torna tão wa a IS .10d IS - OF! wa soul-IOI sop.usqe cap tueuas
'eppued 011103 'epuewadxa so anb o UIOD I-eup em si e por si - isto é, em termos abstratos -, seriam de¬
parecida, como experiência, com o que os religiosos cha¬ ocuoo sopeuß!s a V els!uuue
'epe!selxa opqunuuoo ap uueuu uospnH aod epuquuap.1 e signados como "ideais" e "espirituais". A corrente animista
m a m de comunhão extasiada, é relembrada por Hudson a epuewadxa ep sop e5ueaqwa1 eu epeuaeoua
.l!l.led •ou!uauu ap ep!A ens ap eleJ opu ouap op opp.taxa da experiência religiosa, encarnada na lembrança dos tem¬
partir de sua vida de menino. Ele fala do efeito nele exercido ep sod .10d 'uospnH um opep tun tua 01dwaxa -yu
epd :sepeoe sep oes!A pos da infância por Hudson, é um exemplo em um dado ní-
pela visão das acácias:
001 NHOf VIDNAIHAdXA OVNOD 101
100 JOHN DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 101
IDA •epuewadxa ap lenb elas '031190d o nas o souuapod 'sopeuaoua 01uauua1uaF!s 'ezauao ap lesade
vel de experiência. E o poético, seja qual for o seu veículo, é sistentemente encenados, podemos ter certeza, apesar de
a.ldwas um •els!uuue op ouup<9.1d alua.ted 'A sou as L-.1e110A sopol sosseoe.l} so eu 'eony.ld .10d uuuas -aul! sap5eDY!sua1L1!
sempre um parente próximo do animista. E, se nos voltar¬ todos os fracassos na prática, por serem intensificações ime-
sow e eun 'sopadse sounuu qos 'anb ave as ou e.uuooua ap epuewadxa ep sep!p •aaA!A so alua.laup oßle uue.10J souuu
mos a uma arte que, sob muitos aspectos, se encontra no diatas da experiência de viver. Os mitos foram algo diferente
msodo 010d - e empunb.le zarqel 'sepp! se anb souua10A wauuotl op sels!lenpalalll! seA!P1ua1 ap oduueo ou
polo oposto - a arquitetura -, veremos que as ideias, talvez de tentativas intelectualistas do h o m e m primitivo no campo
sepeplouu aluauqep!ll! muawesuad un wa aluauuelle •epuep ep O -aquoosap me} Ianblenb ap alue!p 01.10Juoosap
inicialmente moldadas em um pensamento altamente téc¬ da ciência. O desconforto diante de qualquer fato desconhe-
011103 '03111 eoneuuapul ep 0 ' ap spzyssed ops op5e.10d.10DL1! noquaduuasap aluauueuao opp •laded nas sen -lazead o e
nico, como o da matemática, são passíveis de incorporação cido certamente desempenhou seu papel. Mas o prazer com a
qos ep.l!p eul.10J e lewosuas • V ses!0D sep IDA}suas apy.ladns
direta sob a forma sensorial. A superfície sensível das coisas lezxneneu o muaume e a eoq eum ap op5!sodxa
narrativa, com o aumento e a exposição de uma boa história,
eounu aluauue.laul a eun souuapocl •ap}J1adns e lel ocuoo a(otl zeJ
nunca é meramente uma superfície. Podemos discriminar a 'alueu!tuop laded nas 0!1ua noquaduuasap
desempenhou então seu papel dominante, tal como faz hoje
upad 'apyaadns epd seuade opeoqap a ouy laded op OIS!A
pedra do papel fino e delicado apenas pela superfície, visto sep 01uauupsa.1D ou -uauuap o os OEN •saaelndod
no crescimento das mitologias populares. Não só o elemen-
anb se op saosual sep aluanooap zapqos e a
que as resistências do tato e a solidez decorrente das tensões lewosuas 01 maup - e a op50ua eum op apep!lepouu -l!luas -
to sensorial direto - e a emoção é uma modalidade do sentir -
aluauueF1du10D uue10J aelnosnuu euuaF!s o OPOI ap cod-10311!
de todo o sistema muscular foram completamente incorpo¬ uupquuel OUIOD '0Aneap! oppaluoo o OPOI .10A10sqe e apual ' e
tende a absorver todo o conteúdo ideativo, como também, à
ossaD01d assa •oes!A e sepu ued opu ap op5eu.1eoua e UIOD
radas à visão. Esse processo não para com a encarnação de eum aved elsoduu 'lepadsa .10d un meaede
apempunJ01d opp anb spwosuas sapepqenb se.uno L-nuas ap
parte uma disciplina especial, imposta por um aparato físico,
outras qualidades sensoriais que dão profundidade de senti¬ eßn(qns a opm anb o lenpalölll! aluauue.lauu •
•apy.ladns p op epeN o anb wauuoq Olad ope5ueD1e equal subjuga e digere tudo o que é meramente intelectual.
do à superfície. Nada que o h o m e m já tenha alcançado pelo y eu leameuaaqos op op5np011L1! e a
slew Olle no 'muauuesuad op OOA opeapuad equal anb A introdução do sobrenatural na fé e a facílima rever¬
mais alto voo do pensamento, ou em que tenha penetrado slew ounul oes leameuaaqos oe eueumtl ops eun oelsanb
são humana ao sobrenatural são muito mais uma questão
por um minucioso discernimento, é intrinsecamente tal que
ap anb se.lqo eaaß ap anb op aue ap un 05.10Jsa
essod opu au-100 0 a op5e.10D o -teu.101 as •sopnuas sop de psicologia que gera obras de arte do que de um esforço
não possa se tornar o coração e o cerne dos sentidos.
eoynuap op5eD!1dxa ap e weoy!sualll! selfl •eoyps01!J a L-e.tq!A
eun '„010qugs„ 'earxeled ecusaul a epesn -teuffsap eaed de explicação científica e filosófica. Elas intensificam a vibra¬
U m a mesma palavra, "símbolo", é usada para designar leuopouua oe5 a lanblenb e aluaunaad assualll! o uuemuod
saossa.ldxa muawesuad ap eoneulöleuu eu ocuoo 'op.usqe ' a ção emocional e pontuam o interesse pertinente a qualquer
expressões de pensamento abstrato, como na matemática, e •eppaquoo euno.l eu eamdn.l epuen1JL1! e as lexmeuuqos op
011103 ses!0D no euapueq eun um we-10&103111 anb 'oxypn.1D ruptura na rotina conhecida. Se a influência do sobrenatural
coisas como uma bandeira ou um crucifixo, que incorporam muawesuad ou aluauuerusnpxa assoJ oueumtl - no Ple I-a-ld
un o a [epos -101eA opunJ01d ep op a no pensamento h u m a n o fosse exclusivamente - ou até pre¬
um profundo valor social e o significado da fé histórica e do
aluauualueu!uuop - eum lenpalalll! oelsanb ' ap ewas
opal' O so 'osuaou! souls ap .lelepeq o dominantemente - uma questão intelectual, seria de certo
credo teológico. O incenso, os vitrais, o badalar de sinos in¬
opouu we-teldeo se!uoßouusoo a se!ß010a1 sy
op uuaßep.toqe e uuequedwooe sopep.loq smueuu so a modo insignificante. As teologias e cosmogonias captaram
visíveis e os mantos bordados acompanham a abordagem do
op5eu!ßeu1! e uua.löl .10d saosspo.ld aod sepequeduuooe
anb opuamsuoo •oupup V ap uuafiwo e a-qua oe5eß!1 L-!nuu a imaginação por terem sido acompanhadas por procissões
que é considerado divino. A ligação entre a origem de mui¬
o 'eD!snuu Isopep.toq smueuu 'osuaou! 'sauaps 0111!.xq ap
so a save sel slew as-eu.101 sozuuul!ld e aluappxa I-eo solenes, incenso, mantos bordados, música, o brilho de lu¬
tas artes e os rituais primitivos torna-se mais evidente a ca¬
•opessed ou soß019do.uue sop opsmotl! ep 0!1sa anb so PS a sepp010D saz werxeuadsap anb a epua.lazxa.l
da incursão dos antropólogos no passado. Só os que estão zes coloridas e histórias que despertavam reverência e in¬
sepuewadxa sep salueF!p ap we-tap-tad anb weynp e eun •eonpud!tl op5euuupe se.uno 'se.1Ae1ed
tão distantes das experiências primitivas, que perderam de duziam a uma admiração hipnótica. Em outras palavras,
anb .l!npuoo ap sazedeo oes 'opuuas nas eF!A a soul so spnxe.ue uuauuotl oe uueaefiacp opde tun ap L-nuas soe 010.1!p
vista seu sentido, são capazes de concluir que os ritos e ce¬ chegaram ao h o m e m através de um apelo direto aos senti¬
cue-ID soruusods!p so-taw e aeanßasse eaed e a sop epopuu V •leposuas op5eu!ßeu1! sep L-nuap!
rimônias eram meros dispositivos técnicos para assegurar a dos e à imaginação sensorial. A maioria das religiões identi¬
•etllepq eu ossaons o no e.tnorxel e IsaoaeA soul!} so 'erxncp smuauuenes snas nooy ep so-teouyd so se5ua.1D se a 'ave
chuva, os filhos varões, a lavoura ou o sucesso na batalha. E ficou seus sacramentos com os píncaros da arte, e as crenças
sap anb oaep op5ua1L1! essa uuetlll!l sew -lad we-10J sepezqeqe spuu as-cue-I!lsazxa.l ap eun eduuod ap tuaßedno.l
claro que eles tinham essa intenção mágica, mas foram per- mais abalizadas revestiram-se de uma roupagem de pompa
NHOf A AMHa
102 JOHN DHWEY VIDNAIHAdXA OVVOD €01
ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 103
'sosmpue.lß solnonadsa a tun uuezxeuop.lodo.ld anb -laze-ld
e espetáculos grandiosos, que proporcionavam um prazer urn a oquxq cun uroo onpyx!pu! oe sope510J01
ao indivíduo com um brilho e um relevo reforçados -
0P!pau1! sot110 soe se5peuu sap50uua uuerxeoorxa a soppxno a
imediato aos olhos e ouvidos e evocavam emoções maciças epol ecu.10Jsue11 as opp!L11auu.10A wa
toda vermelhidão se transforma em sangue; toda água,
'enßy epol '.anßues
'asuadsns ap uqwosse •epua.lazxa.l a SOOA so a SOD!SIJ sop
de suspense, assombro e reverência. Os voos dos físicos e ua epeuezxsap apepqensuas e yea
em lágrimas. D a í a sensualidade desvairada e convulsa
a eslnnuoo
spuu uuapuodsa.l alou ap souuoue.use e apemssaoau
astrônomos de hoje respondem mais à necessidade estética e!ppvq apepl ep e!saod e epol ap ' ep ses!0D se lenb eu
de toda a poesia da Idade Média, na qual as coisas da
epueß!xa -tanblenb e anb op op5eu!ßeu1! ep op5eJsnes ap
de satisfação da imaginação do que a qualquer exigência ri¬ lequaduuasap e uuexe5auuoo eza.ltueu um oque.usa I-ed
natureza c o m e ç a r a m a d e s e m p e n h a r um estranho pa¬
ep seA!10Je oeu seA01d ap esuoß •leuope.l
gorosa de provas não afetivas da interpretação racional. •alue.l!lap lad sea ses10D 'ezumeu ep 12A0!pauu aluauu e
pel delirante. Das coisas da natureza, a m e n t e medieval
swepv apepl ep e!ß010a1 e anb oaep noxpp
Henry Adams deixou claro que a teologia da Idade Mé¬ um equn cap equn anb osuas o sew '.opunJ01d osuas
tinha um senso profundo; mas o senso que tinha de¬
eun anb ep op5ua1L1! eusauu e UIOD opån.usuoo L-ya exa oeu '0Aga(qo exa oeu sel I-untu o exed leal eßn}
dia foi uma construção com a m e s m a intenção da que eri¬ eun
las n ã o era objetivo, não era u m a fuga real para o mun¬
•sp.tpap,o se 'leaafi '
aluauuelndod e!ppvq apepl essa
giu as catedrais. Em geral, essa Idade Média, popularmente was op •sou
do sem n ó s .
epeaamsuoo 011103 ep aßne op oessaadxa e ou L-uncu
considerada como a expressão do auge da fé cristã no mun¬
'leluappo op eun ap sopnuas sop -tapod op op5e.usuouuap ooyy.lßmqmne 0!esua nas evo vu vjuvyo
do ocidental, é uma demonstração do poder dos sentidos de V opeltll!lll!
Em seu ensaio autobiográfico intitulado A criança na ca¬
se aarxaosqe •sepezqenuudsa aluauueue spuu sepp! V L--!spul
absorver as ideias mais altamente espiritualizadas. A músi¬ 'vs nso anb o noz!luauaß lap d 'waßessed essau
sa, Pater generalizou o que está implícito nessa passagem,
'eo '
'eamaunbae e 'emunosa e emlll!d e L-ueuo.l o a o.neal o
ca, a pintura, a escultura, a arquitetura, o teatro e o roman¬ dizendo:
ep souuas tueaa ao 01ue1 muenb e we-ta o epuap a
ce eram servos da religião, tanto quanto o eram a ciência e
e werxeßaup lew save sy •op5!pnaa e epuelspca e-IOJ ep
a erudição. As artes mal chegavam a ter existência fora da noßaup ap 'sa10!101sod soue e
Em anos posteriores, ele chegou a filosofias que muito
ounuu anb seyos01!J
Ie(a.lßl a sou.l so a saue tueaa soonse!sapa se!uouuwao L-ua
Igreja, e os ritos e cerimônias eclesiásticos eram artes en¬ o uruednoo op5e!1eAe eu smuauuap sop sa05xod01d sep
o ocuparam na avaliação das proporções dos e l e m e n t o s
anb sap5!puoo tua sepeuao satll lazyssod ouuxyul o uueuxep
cenadas em condições que lhes davam o máximo possível sop 'oueuunq 01 uauupaquoo ou s!eap! a sreuosuas I-ed
sensoriais e ideais no c o n h e c i m e n t o h u m a n o , dos pa¬
opde ap •ozxneu!ßeul! a leuopouua OEN las oe eyep anb o
de apelo emocional e imaginativo. Não sei o que daria ao '.apu urao.laxa anb soA!P1a1 'a wa ecuanbsa nas
péis relativos que exercem n e l e ; e, em seu esquema inte¬
save sep op5e1sanueuu ep 0111!Ano a lopepadsa eun L-a.uua
espectador e ouvinte da manifestação das artes uma entre¬ 'lenpal e opeA01 muauuesuad oe outssynbnod
lectual, foi levado a atribuir pouquíssimo ao p e n s a m e n t o
wezxelsa sep anb ap op5D!AL10D e anb op aluafiund slew eB
ga mais pungente do que a convicção de que elas estavam nas e 011nuu a '0P11sqe no
abstrato, e muito a seu veículo ou ocasião sensível.
•IOA1suas oetseoo
ep sowessaoau sopul sop sepeußa.ldul! e!191ß a ep L-uuaq
impregnadas dos meios necessários da glória e da bem¬
- •seu.löla e5ue.1 OUI!IIB
- aven tu rança eternas.
m uaAe
E ste último
sy se.1Ae1ed lap d ap uuaoaaauu -las sepeuo
As seguintes palavras de Pater merecem ser citadas
:mxaluoo assau lanblenb ap owessaoau aluelluuoouoo o as-nou101 I-lad
nesse contexto: t o r n o u - s e o concomitante necessário de qualquer per¬
oe5dao 'sesroo sep lea-I exed aluelseq o no osad L-uoo
cepção das coisas, real o bastante para ter peso ou con¬
[
O apepl ep wa 'n05ueAe iod 'awed as-nou10L
O cristianismo cia Idade Média avançou, em parte, por •muauuesuad op eseo ens ua enuenbas
sequência em sua casa do p e n s a m e n t o . [... ] Tornou-se
ezapq ens 'eD!191sa opuuas aluauuepunJ01d ouncu oßle
sua beleza estética, algo muito p r o f u n d a m e n t e sentido ap zedeoul sreuu zaA epeo as no euqe e uroo levodul!
cada vez mais incapaz de se importar com a alma ou
sopd 'sounel seFB1!L1 'anb v.1Vd vpvo 12110M
p e l o s h i n i s t a s l a t i n o s , que, para cada sentimento moral lesuad epu oeuas 011103 opuelsa um ua od10D 'lea-I no
pensar nela senão c o m o estando em um corpo real, ou
ou espiritual, tinham uma centena de imagens sensoriais. uroo apnbe oeuas opunuu xanblenb
com qualquer m u n d o senão aquele em que se encon¬
L-uooua as anb tua
eun opqed selt1A1eA segno sepepaA oelsa adeosa ap L-aß
U m a paixão cujas válvulas de escape estão vedadas ge¬ e cue 11 enßy a 'sa10A.1e se a suauuoq apuo uual sa.lalllnuu a
tram a água e as árvores, e onde h o m e n s e mulheres têm
ex eun eßaup IOAysuas opunuu o lenb eu esoA.1au oesual
ra u m a tensão nervosa na qual o m u n d o sensível chega 'epue.lede lenb no a uueuade •apep.10A ap soeuu
tal ou qual aparência, e apertam mãos de verdade.
VIDNAIHAdXA OVVOD sot
NHOI
JOHN
A AMAa
DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 105
104
ep!A ep oes10A!p e ellD 01 uauu e e.led PA nelnoadsa • use d
y op op5eAa10 leap! eupe me!paul! opuuas op ul?le a L-unJ cria a diversão da vida para a m e n t e especulativa. Pas¬
A elevação do ideal acima e além do sentido imediato fun¬
oras
nouop 01-yu101 eaed seuade oeu a sew 'anßuexa n!ße seio pelos c a m p o s e vislumbro um a r m i n h o ou um rato
cionou não apenas para torná-lo pálido e exangue, mas agiu
as-opuessalde a-usaA1!s - tua op5aup e V anb e.xme!13
wpquel ' ocuoo lope-I!dsuoo woo e ou 'lensuas aluauu silvestre a p r e s s a n d o - s e - em direção a quê? A criatura
t a m b é m , como um conspirador com a mente sensual, no
un
uroo cuazn101 sot110 snas a 'ouspdoxd urn D •ap I-lure
opuuas -tepelßap a -taouqoduua ap opm anb o L-adxa ep t e m um propósito, e seus olhos reluzem com ele. Cami¬
sentido de empobrecer e degradar tudo o que é da expe¬ oqu so a-nua lod apepp eun ap smp?ld urn o(aA a 1-011
epua!l •elöl!p n h o por entre os prédios de u m a cidade e vejo um ho¬
riencia direta.
m e m a p r e s s a n d o - s e - em direção a quê? A criatura t e m
No título deste capítulo, tomei a liberdade de buscar um uuaznp.l sot110 snas o 'ous9d01d woo •ap • •
um propósito, e seus olhos reluzem c o m ele...
ua e.1Ae1ed e „soa191a„ ' ued so -teuß!sap
em Keats a palavra " e t é r e o s " , para designar os significa¬ ocusavv 'ossiu 'u1910d OAHU!ISUI osxno ocusauu o
sunßle a SOJOS91!J sounul anb sa101eA a sop wapdns M e s m o nisso, porém, sigo o m e s m o curso instintivo
dos e valores que muitos filósofos e alguns críticos supõem 0101duuoo slew op wa oueuunq leuuue essod anb L-uad
do mais c o m p l e t o animal h u m a n o em que possa pen¬
nas .10d 'sopnuas soe spA1ssaoeu! Luo-tas
serem inacessíveis aos sentidos, por seu caráter espiritual, fies lod '[exoquua] s!euu na anb cuaA0( 'elas oe eAansa na
sar, [embora], por mais jovem que eu seja, eu escreva ao
les.10A!un a - woo 'opueoy!ldwaxa 'OSSI ouusqenp o
eterno e universal - exemplificando, com isso, o dualismo au-opue510Jsa 'oseoe znl ap seltnoyued aeldeo .10d
acaso, e s f o r ç a n d o - m e por captar partículas de luz em
tua
unwoo a-qua ezumeu a •ou.l}dsa aul-ueuuuxacl cou
comum entre natureza e espírito. P e r m i t a m - m e citar no¬ e 010111 was 'oepwnosa apuelß eun o laoaquoo
m e i o a u m a grande escuridão, sem conhecer o signifi¬
aluauueA •se.1Ae1ed sens els!l.le '10S on .le.tamsuoo e
'
O apod PA!1euuye xanblenb ap opeo ap •etunßle L-S!N
vamente suas palavras. O artista pode considerar "o Sol, a cado de qualquer afirmativa, de opinião alguma. Nis¬
'
e 'sep.usa se 'enrl enac [OWOD] oppa1L10D nas a L-apul tun 'os u1910d na ewelsa oeu a.1A!1
Lua, as estrelas, a Terra e seu conteúdo [como] um mate¬ exaneq 0! N zopeoad ap
so, porém, não estaria eu livre de pecado? N ã o haverá
leg .1eu110J e.led OF! Isaaoleul ses!0D sea.löla ses10D 'a - ses!0D anb saxowadns suas as uroo apmge lanblenb
rial para formar coisas maiores, isto é, coisas etéreas - coisas seres superiores que se divirtam com qualquer atitude
sa.10!euu anb op sel!0J se owd91d opd lope!.1D •a, oy also -laze} 'PA!1unsu1 e.toquua 'esope.lß wa equ!uu anb I-sod aluauu
maiores do que as feitas pelo próprio Criador". Ao fazer este graciosa, e m b o r a instintiva, em que m i n h a m e n t e pos¬
ap osn epup o aluauu tua ap anb ap L-yguap! es muenbua acu woo oquap.uua e
uso de Keats, tive ainda em mente o fato de que ele identifi¬ sa incorrer, e n q u a n t o me e n t r e t e n h o com a vigilância
e noo op els!l.le op e UIOD aas seuade oeu a 'OA!A zaJ o
apmge
cou a atitude do artista com a do ser vivo, e não apenas o fez alerta de um a r m i n h o ou com a ansiedade de um cer¬
' ens I-a-I
OA i en.l e!ßlaua e 'esmpo elas
v o ? A n d a que u m a briga de rua seja odiosa, a energia
ou uupquuel OUIOD 'e!saod ens ap ap eßwq e W n anb e p u v
no teor implícito de sua poesia, como t a m b é m , em sua re¬
•se.1Ae1ed tua Plau emqpca {empueldsa suauuotl sop tunuuoo sreuu o
epp! essa aluauueuo!ldxa nossaadxa 'opxau
flexão, expressou explicitamente essa ideia em palavras. Co¬
COD exibida nela é esplêndida; o mais c o m u m dos h o m e n s
ua osopelß SOIS!A •eßwq ens .10d urn L-meuuqos
tua narxansa ocu eun eueo :oeulll nas e é gracioso em sua briga. Vistos por um ser sobrenatu¬
mo escreveu em uma carta a seu irmão:
'lex sossou zamel sortilD010e1 uueumsse ut01 oursauu o
ral, talvez n o s s o s raciocínios a s s u m a m o m e s m o tom -
e loqua wapod 'soauona uas •sompueldsa Oluatuvpxa
V 101euu oved nas anßas suauuotl sop woo oqu!tueo e e m b o r a errôneos, p o d e m ser esplêndidos. É exatamente
A maior parte dos h o m e n s segue seu c a m i n h o c o m a
anb osszu •tusaod v aqszsuoo
ap lazxeuxsapu! OHIO ocusauu o a apepyxnunsul ecusauu nisso que consiste a poesia.
m e s m a instintividade e o m e s m o olho indesviável de
apod 'smuoope.l 'sew eun uuaumsse sap opuenb
anb souspdoxd snas •oeyxeß ou
seus propósitos que há no gavião. O gavião quer um
O urn xanb oeyxeß Pode haver raciocínios, mas, quando eles assumem uma
clue sop smuau1!Aouu a seu110J sep e 011103 'ezxgunsu! eu110J
uracuotl 0 011103 uusse '011031ed - 'S!OP so e.xed 01110 sap forma instintiva, como a das formas e movimentos dos ani¬
parceiro, assim c o m o o h o m e m - olhe para os dois, eles
sap 'Slew •e5e1ß uuel '.sompueldsa oes 'e!saod ops
01-psnq ap a ep 01-01qo L-uuy •enaueuu ecusauu mais, eles são poesia, são esplêndidos; têm graça.
tratam de buscá-lo e o b t ê - l o da m e s m a maneira. Am¬
'eueo e.ono tug spay OUIOD a-leadsa>leqs e as-nwaJa.1
b o s querem um n i n h o , e a m b o s tratam de c o n s e g u i - l o Em outra carta, Keats referiu-se a Shakespeare como
un ezxneßau edlno„ auuoua ap uuauuoq anb uupnßle e.la
do m e s m o m o d o ; o b t ê m seu alimento da m e s m a for¬ um h o m e m de enorme "culpa negativa", alguém que era
•etu uqou O nas ecun} oueuuntl leuuue I-ed sowaF!tu Isezauaou! seu -tepanb as ap zedeo, a was 'seppxpp
m a . O nobre animal h u m a n o fuma seu c a c h i m b o pa¬ "capaz de se quedar nas incertezas, mistérios e dúvidas, sem
as ex - oepxeß o as :suaAnu seu e5ue1eq a essa eosnq eunuuau sop a assaN •„opzea ep -se
ra se divertir - o gavião se b a l a n ç a nas n u v e n s : essa é nenhuma busca irritadiça dos fatos e da razão". Nesse as-
a única diferença entre suas formas de lazer. E isso que
901 NHOI
JOHN DEWEY
106 VIDNAIHAdXA LOI
ARTE COMO EXPERIÊNCIA
ONOD
107
'opad nmse.uuoo a-leadsa>leqs owd91d nas woo -uualuoo
pecto, contrastou Shakespeare com seu próprio contem- muauuesuad sens e euopaps •sapsnpuoo ap aed a L-uoo lopel
pensamento a suas conclusões. Seleciona e põe de lado, con¬
oauwod anb 'aßpwa10D euxexpp -tapaad as eun oe5daoaad
porâneo Coleridge, que deixava se perder uma percepção snas OUIIOJ smuawnuas •uuarxouu as sonxneu!ßeul! V oeze.l„
forme seus sentimentos imaginativos se movem. A "razão",
opu anb10d 'apepwnosqo ap epextao ua ep opuenb eonpod
poética quando ela era cercada de obscuridade, porque não wa nas 'afine apod opu e a 2101du10D oesuaa.lde e .1e5ueD1e
em seu auge, não pode alcançar a apreensão completa e a
uuaßenßu!l eu 'epod opu '.aluauqenpalalll! el-pynsn( e!P0d
podia justificá-la intelectualmente; não podia, na linguagem ezauao wax •euuoumne ap oe5eu!ßeu11 eu - eu L-.leoua
certeza autônoma. Tem de recair na imaginação - na encar¬
uroo as-lazeJsges 'spay ap un „muauupaquoo/uuas„ •
de Keats, satisfazer-se com um "sem/conhecimento". Creio •opeßaneo aluauqeuopouua osuas tun tua sepp! sep op5eu
nação das ideias em um senso emocionalmente carregado.
essaadxa as epp! euusaul e anb ap opuenb tua 'ZIP eun eueo
que a mesma ideia se expressa quando ele diz, em uma carta o opunos!p uual as ounvq spay anb aaz!p napuala.ld ua
Muito se tem discutido o que Keats pretendeu dizer em
eounu„ anb 'Kaueg e [!t1J] ocuoo -taqaoaad ap 'acou Ple 'zedeo
a Bailey, que "nunca [fui] capaz, até hoje, de perceber como snas :sos.10A sa.tqa19D ezapg„ 'apep.10A 'apep10A ezapq -
seus célebres versos: "Beleza é verdade, verdade, beleza -
as apod es!0D etunßle aluauue.l!apepaarx -taoaquoo opd cope-I
se pode conhecer verdadeiramente alguma coisa pelo racio¬ 'enal eu saqes ano /opm sp a opt-Ll /aaqes sespaad anb
eis tudo/ Que sabes na Terra, e tudo que precisas saber,"
cínio consecutivo. [...] Será possível que nem m e s m o o maior S!nb anb o a -taz!p e wa epuß0D op5euuye :esoad O,
e o que quis dizer com a afirmação cognata em prosa: "O
SOJOS91!J sop aed was 0Aga(qo nas e opeßaup equal
dos filósofos jamais tenha chegado a seu objetivo sem pôr aAap ezapq ocuoo eldeo op5eu!ßeu1! e anb -las apep.10A e
opel ap sesuawnu •„ésap5a(qo Iouap elunß.lad
que a imaginação capta como beleza deve ser a verdade".
de lado numerosas objeções?". Com efeito, Keats pergunta aved apue.1D oessnos!p essap opueaouß! epvnpuoo e
Grande parte dessa discussão é conduzida ignorando a tra¬
oeu uupqwel eupope.l anb apnbe as sens tua .1eyuoo ap
se aquele que raciocina também não tem de confiar em suas op5!P .1e1t1D!1.xed wa anb 'narxansa a opuuas eAep anb
dição particular em que Keats escreveu, e que dava sentido
' anb ounbeu sepuewadxa sep u19Ape I-osuas
"intuições", naquilo que lhe advém das experiências senso¬ oe essaN •„apep.10A„ 'op5!pe.11 oeu „apepaaA„ I-luffs
ao termo "verdade". Nessa tradição, "verdade" não signi¬
-a(qo se opuewe.uuoo ocusauu 'sep!paul! sleuol,oowa a Slew
riais e emocionais imediatas, m e s m o contrariando as obje- aaqos s!enpalalll! sapåeuuye sep op5a.1.10D e eoy ses!0D se
fica a correção das afirmações intelectuais sobre as coisas
opxaua.l e anb sap5 •eluasaade OSSI ap anbaod 'ZIP wa
ções que a reflexão lhe apresenta. Isso porque ele diz, em wau apep.10A lel oe5daoe ens ocuoo I-uanuu! a(oq
nem significa verdade tal como sua acepção é hoje influen¬
anb lemnßas sens equal zaA1e1 enxgeu!ßeul! aluauu salduus
seguida, que "a simples mente imaginativa talvez tenha suas elouaa •epuep epd epep e suauuoq so lenb epd ewopaqes
ciada pela ciência. Denota a sabedoria pela qual os h o m e n s
sesuaduuooa.l muauueuopun} nas ap sap5nada1 seu I-opuaus
recompensas nas repetições de seu funcionamento silencio¬ lepadsa tua 'u10A!A aaqes uaq op a op -uaul eu
vivem, em especial "o saber do bem e do mal". E, na m e n -
'os anb atll weßacp oe aluauuenunuoo epq eum woo
so, que lhe chegam continuamente ao espírito com uma bela ap epefi!l aluauu.te1t1D!11ed ezxelsa ap 0!1sanb p I-sn(
te de Keats, estava particularmente ligada à questão de jus¬
,apeppueuqns - anb ownuau10D ep spuu
subitaneidade" - comentário que contém mais da psicologia o uaq a 'apu aeyuoo .xesade lew op epuepunqe ep a
sounuu anb op 0Annpo.1d muauuesuad op •sopele.ll
tificar o b e m e confiar nele, apesar da abundância do mal e
do pensamento produtivo do que muitos tratados. •opå!n.usap ep V „eyosoly„ ua e aapuodsa.l ap I-ex
da destruição. A "filosofia" era a tentativa de responder ra¬
op -tesadv 'spay ap sap5euu.1ye sep 0D!1dqa Slop •oplsanb essa e aluauqeuop ap e5ua1D wa spay anb wau
Apesar do caráter elíptico das afirmações de Keats, dois V
cionalmente a essa questão. A crença de Keats em que n e m
smuod •tuaß.lacua ens a sapp so anb ap SOJOS91!J so ocusaul we!pod aep!l woo lel cap was oelsanb
pontos emergem. Um deles é sua convicção de que os "ra¬ mesmo os filósofos podiam lidar com tal questão sem de¬
„smuoop uual eun uuafiwo eppued ap smuau1!Aouu so ap lapuad senxneu!ßeul! naqaoa.l op5euuye eun
ciocínios" têm uma origem parecida com os movimentos de pender de intuições imaginativas recebeu uma afirmação
i
eun e.tme!.1D sap anb ap '0Ana(qo nas e op5aup ua uuaßerqas aluapuadapu! a tua ezapq„ ep op5eoynuap! ens
uma criatura selvagem em direção a seu objetivo, de que eles independente e positiva em sua identificação da " b e l e z a "
wapod as 'soau?luodsa a ap as oe 'anb apep10A„ e UIOD - apep.10A e 'euopmos anb I-ed
podem se tornar espontâneos, "instintivos", e de que, ao se com a "verdade" - a verdade particular que soluciona, pa¬
•soonpod 'sop!paul! a slewosuas oes 'SOANU!ISU! wa-teu.101 ep a opå!n.usap ep eulölqoad alueuaouoosap o 'wauuotl o ea
tornarem instintivos, são sensoriais e imediatos, poéticos. ra o h o m e m , o desconcertante problema da destruição e da
- anb I-elsn(
O outro lado dessa convicção é sua crença em que n e n h u m avow 'spay ua aluelsuoo ounul osad tun
morte - que tinha um peso muito constante em Keats, justa¬
ep!A e anb tua oduueo ou aluaul ell-Ll I-euua.ldns e -leuuye eaed
"raciocínio", como raciocínio, isto é, excluindo a imaginação mente no campo em que a vida luta para afirmar a suprema¬
•apepaaA e .1e5ueD1e apod 'sopguas so a .10!euu sop I-y •ep wauuoq O DA!A um wa 'sap5!sodns ap opunuu a
e os sentidos, pode alcançar a verdade. Até "o maior dos fi¬ cia. O h o m e m vive em um mundo de suposições, mistério e
„SOJOS91 aoaaxa eun nas -te!nß e.led eosaleuuue epue.tap.ld •sezauaou! O opepeJ nsa 0111eJ aas e ap eaed -
lósofos" exerce uma preferência animalesca para guiar seu incertezas. O "raciocínio" está fadado a ser falho para ele -
SOL NHOf
108 J O H N DEWEY
eum 'euplnop anb 'oxep -wal ounuu alueanp epeu!sua vnn VIDNAIHAdXA
uma doutrina, é claro, que foi ensinada durante muito tem- TER UMA EXPERIÊNCIA
ap apemssaoau e uueuxelualsns anb sopd od eum opåepuxaa
po pelos que sustentavam a necessidade de uma revelação
•euyup oeu a muauxalduuoo assa eunxellaoe mmgsqns
divina. Keats não aceitava esse complemento e substituto
•opzel ep 0 ep las epxap op5eu!ßeu1! -uapyns
da razão. O discernimento da imaginação devia ser suficien-
opt-tl Naqes sespald anb opnl a 'enal eu saqes anb
te: "Eis tudo que sabes na Terra, e tudo que precisas saber".
sy oes slepnn selAeled enal - no tua 'elas 01011.1 e
As palavras cruciais são "na Terra" - ou seja, em meio a
um eosnq„ e anb tua 01.1?uaD oezel ep a SOP} sop
um cenário em que a "busca irritadiça dos fatos e da razão"
aputyuoo a sou ap zaA tua .xeA01 •muauupaaepsa oe
confunde e distorce, em vez de nos levar ao esclarecimento.
eag u-10 op5d0D1ad esualll! slew ep smuauuouu eD!191sa anb
Era em momentos da mais intensa percepção estética que
spa» -unJ01d Slew sens a ouuaadns Olosuoo nas euxelluooua
Keats encontrava seu consolo supremo e suas mais profun-
lex •sap5D!AL10D sep 0 tug •apo ep leuy ou opells!ßaa
das convicções. Tal é o fato registrado no final da Ode. Em
eul!11V1 •seyos01Y senp seuade tualspca 'asqyue eun sepp
última análise, existem apenas duas filosofias. Uma delas
V anbxod 'aluauuenuguoo anooo enuewadxa e -e.101L11
e a epiA e ellaoe woo eoueyadxa 'ezauaoul ens e epol -Situ A experiência ocorre continuamente, porque a intera-
aceita a vida e a experiência com toda a sua incerteza, mis-
op *las OA!A ep!A10Aua nso splua!quue sap5!puoo se
e110A a 'muauxpaquo,ouuas a eppxpp
tério, dúvida e semiconhecimento, e volta essa experiência
epueyadxa essa ção do ser vivo com as condições ambientais está envolvida
ap ossaD01d 0!1d91d ou •xaA!A seN a epualslsax ap sap5enus
a aepunJ01de ap tuy e 'etusauu ela exed -91d sens no próprio processo de viver. Nas situações de resistência e
para ela mesma, a fim de aprofundar e intensificar suas pró-
'OI!IJUOD opunuu op a na op smuauuap a sopadse so -eD!ldu1!
ued - sapepqenb sepd •aue e a op5eu!ßeu1! e
prias qualidades - para a imaginação e a arte. É essa a filo-
essa -01!} e conflito, os aspectos e elementos do eu e do mundo implica-
sop op5eaa1L1! essau e enueyadxa sap50uua
•spa» a axeadsavqs ap egos
sofia de Shakespeare e Keats. dos nessa interação modificam a experiência com emoções
anb opouu ap 'sepp! a e aßlauua seunvv •aluapsuoo
e ideias, de modo que emerge a intenção consciente. Muitas
'sazaA eouewadxa e Iu1910d •alua!dptl! a ep!AIA sy oes ses10D
vezes, porém, a experiência vivida é incipiente. As coisas são
oeu sew 'sepeluaugxadxa as e opouu ap eun tua waxodu10D
experimentadas, mas não de modo a se comporem em uma
epuewadxa uti111Stgs -lasqo anb o '.opsaadsp a op5e1F!p
experiência singular. Há distração e dispersão; o que obser-
'souualqo anb o a sowe(asap anb o 'sowesuad anb o a souueA
vamos e o que pensamos, o que desejamos e o que obtemos,
aqua uuepxoosp ou soetu se SOUIOd sotue11A a opexe ued
discordam entre si. Pomos as mãos no arado e viramos para
equal epueyadxa e anbaod opu soweaed a souxe5au-10D
trás; começamos e paramos não porque a experiência tenha
sew 'epep!ll! lenb op au-lou tua tuy o op!ßuge esneo 10d
atingido o fim em nome do qual foi iniciada, mas por causa
ep no seuaalxa saoådnnalll! ap e!ßxe101
de interrupções externas ou da letargia interna.
alse.uuoo tug woo souual 'enueyadxa essa eun -adxa
Em contraste com essa experiência, temos uma expe-
eoue!l *1211nStgs opepuaA!A legaleuu o opuenb zeJ -moaad o
riência singular quando o material vivenciado faz o percur-
os ap •op5noasuoo ens '0!1ua ps a ep a epeißalll!
so até sua consecução. Então, e só então, ela é integrada e
-no ap 01110!uaA01d epuewadxa ep luaß oxnu ou epeD1euuap
demarcada no fluxo geral da experiência proveniente de ou-
VIDNAIHAdX'A OVNOD 111
011 NHOf ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 111
110 JOHN DEWEY
um tua aluexnelsa.l ep asua!syed ZIP as lenb
sell •sepuewadxa eun as-lnpuoo -91eJsges opoux ap eaqo refeição em um restaurante parisiense da qual se diz "aquilo
tras experiências. Conclui-se uma obra de modo satisfató- •„epueyadxa eun anb elfl as um ou10D eoelsap -ouuau-l
'.0!1 un oßo( tun '.op5n10s ens aqaoa.l eulölqoxd ope,ogexd é que foi uma experiência". Ela se destaca como um memo-
rio; um problema recebe sua solução; um jogo é praticado omopemp leg apod emu10D e anb op •xas -anbe tupquuel
eum /.uxy o Ple laze} ap e elas 'op5enus eum aeßo( rial duradouro do que a comida pode ser. Há também aque-
até o fim; uma situação, seja a de fazer uma refeição, jogar el anb aod apelsaduxal as eu nossed e!ssauxell op
emued eum ap eum I!znpuoo 'zupex tun 10Aansa les10AL10D la tempestade por que se passou na travessia do Atlântico
uma partida de xadrez, conduzir uma conversa, escrever um eun - 'eynJ ens tua 'anb eluau1101 lel -ed 'epenuaA!A ou10D
OIA!I equedweo eum ap ledpgaed no ap as-!npuoo - uma tormenta que, em sua fúria, tal como vivenciada, pa-
livro ou participar de uma campanha política, conclui-se de naoa.l numsaa tua opm anb o eun apod apelsaduual fias
nas anb opouu muawenaoua eum oeu a 'oe5eumsuoo receu resumir em si tudo o que uma tempestade pode ser,
tal modo que seu encerramento é uma consumação, e não tua e101du10D IS as-101 lod as-opueoelsap 'euxsauu -!nßugsp
eun •op5essao enuewadxa essa a um a OPOI wa eßaneo completa em si mesma, destacando-se por ter-se distingui-
uma cessação. Essa experiência é um todo e carrega em si OPA anb op op •s!0dap a salue
nas as-epax •epuepynssmne ens a lop ezqenppupu! do do que veio antes e depois.
seu caráter individualiza dor e sua autossuficiência. Trata-se
ap Vtun •eoueyadxa Nessas experiências, cada parte sucessiva flui livremen-
de uma experiência.
was a oe5dnna1L1! was 'sop!tpuaaxd opu soueA ued o
so so azusnpu! 'SOJOS91Y ens tua 'uuele} te, sem interrupção e sem vazios não preenchidos, para o
Os filósofos, inclusive os empíricos, falaram, em sua anb •a!nßas e oy 'odu-löl ouusau-l oeu ep opyyoes
epueyadxa ep 'egoleuu •leaaß tua V 'elmeu.10A tuaßenßu!l que vem a seguir. Ao mesmo tempo, não há sacrifício da
maioria, da experiência em geral. A linguagem vernácula, aelnßu!s apepguap! -unsp oßle ou10D 'oy cun •saued sep
'senueyadxa e as-axaJ01 'muela.uua epe,o spnb sep eun identidade singular das partes. Um rio, como algo distin-
entretanto, refere-se a experiências, cada uma das quais é ap 01 um 'Ohl saued sens e pp oxnu nas sevq -Issaons
a xelnßll!s •tuy a 05au-10D oeu ep!A e anb10d eun -letu to de um lago, flui. Mas seu fluxo dá a suas partes sucessi-
singular e tem começo e fim. Porque a vida não é uma mar- eun seA ezaaep assaxalll! a seu salt10F1xa so anb op sa101euu
oxnu tun no eup •oldnnalll!ll! a au110J!un ap euaJ vas uma clareza e interesse maiores do que os existentes nas
cha ou um fluxo uniforme e ininterrupto. E feita de histórias, seaueßouuotl saued um ap •oßel eun tug -nu o 'epuewadxa
partes homogêneas de um lago. Em uma experiência, o flu-
cada qual com seu enredo, seu início e movimento para seu PA ox ap •oßle eaed oßle aued eum anb empatu V euxal -no e
xo vai de algo para algo. À medida que uma parte leva a ou-
fim, cada qual com seu movimento rítmico particular, cada
a ell aued eun anb epeo 'salue 010A anb oe apemnuguoo
lenb woo lod essedxad e anb Iepgadaa opu apepqenb ens -u! tra e que uma parte dá continuidade ao que veio antes, cada
qual com sua qualidade não repetida, que a perpassa por in- eum equeß tua op5ugs!p O OPOI omopemp as
eun Slew xod 'epeosa anb 'elas lod apaooxd uma ganha distinção em si. O todo duradouro se diversifica
teiro. Uma escada, por mais mecânica que seja, procede por •sepeyeA sa10D sens ap saseJua oes anb 'seA1ssaons saseJ tua
snexßap eum lod opu a oessuß01d em fases sucessivas, que são ênfases de suas cores variadas.
degraus individuais, e não por uma progressão indiferencia-
aocl oeu 'enunuoo oesnJ ep esneD sap5un( 'sooeanq
a 'ep um oueld opeL1!1DL1! ap as-anßugsp 'ses10D se.uno ou Por causa da fusão contínua, não há buracos, junções
da, e um plano inclinado distingue-se de outras coisas, no
seD1ueoauu wau souou-l solluao opuenb souual eum -adxa
apemnuguoosap eun lod 'ouguitu •eldnaqe mecânicas nem centros mortos quando temos uma expe-
mínimo, por uma descontinuidade abrupta.
epilep •vitillljtgs sap sew 'osnodal ap saaeßnl 'sesned
V opguas assau 'enueyadxa Ile1!A -enus sepd as-auyap riência singular. Há pausas, lugares de repouso, mas eles
A experiência, nesse sentido vital, define-se pelas situa- tuatunsau •muauuyxouu op apepqenb e tuauyap a uuemuod
anb e sopps!da a sa05 -OD aluauueaueluodsa souuyapa sou pontuam e definem a qualidade do movimento. Resumem
ções e episódios a que nos referimos espontaneamente co- ens tuapadul! a nossed as anb lod ounbe ens a
OLLI senueyadxa„ „s!eaa - oe 'souxaqp anb ap ses10D sepnbe aquilo por que se passou e impedem sua dissipação e sua
mo "experiências reais" - aquelas coisas de que dizemos, ao op5eaodeAa V enunuo) op5exapoe epwopqsa
:sel-yp.xooa.l oss! anb apod •epueyadxa oms oßle evaporação displicente. A aceleração contínua é esbaforida
recordá-las: "isso é que foi experiência." Pode ter sido algo •op5ugs!p uuel!nbpe saued se anb apadul! a eun ap eaqo
epuauuall ap eun - epueuodul! anb tupnßle woo eßyq un e impede que as partes adquiram distinção. Em uma obra de
de tremenda importância - uma briga com alguém que um so 'aue senuanooo no sopps!da 'sop as -uewsap
10} eum un lod epeunxa tuyua no arte, os diferentes atos, episódios ou ocorrências se desman-
dia foi íntimo, uma catástrofe enfim evitada por um triz. Ou as a uueqo sew 'apemun eu tuapunJ tuaoaxedesap oeu wau
apod oms 'anb oßle 'sorryexedu10D souuaal cham e se fundem na unidade, mas não desaparecem nem
pode ter sido algo que, em termos comparativos, foi insig- nas tuaplad ogd91d 01-ezeJ oe - 'ou10D lel u-10 eun
alueDY!L1 - a eyd91d ens lod zamel 'anb -snu perdem seu caráter próprio ao fazê-lo - tal como, em uma
nificante - e que, talvez por sua própria insignificância, ilus-
ell epup anb 0 las epnbe ou10D •epueyadxa eun conversa amistosa, há um intercâmbio e uma mescla contí-
tra ainda melhor o que é ser uma experiência. Como aquela
NHOf VIDNAIHAdXd OVNOD €11
112 J O H N DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 113
epeo sew 'sonu -ueo nas ezuasald seuade opu ap eum sap5eyeA oes {op5n10Aa tua aluaoe(qns apepqenb
nuos, mas cada interlocutor não apenas preserva seu cará- de uma qualidade subjacente em evolução; são variações
Ileossad 011.103 op ezuep Slew woo elsaJ!ueuu o tupquuel sepuedas oeu ou-10D 'saluapuadaptl! a sepeuueqo se
ter pessoal, como também o manifesta com mais clareza do móveis, não separadas e independentes, como as chamadas
anb •atumso,o nas ap syns sazgeuu uns a 'atunH a ayporl ap saossaxdul! a sepp!
que é seu costume. ideias e impressões de Locke e Hume, e sim matizes sutis de
V epuewadxa u-101 xelnßll!s eun anb apemun atll -um eun •muau1!A10Auasap tua a aluellauad apepqeuol
A experiência singular tem uma unidade que lhe con- uma tonalidade penetrante e em desenvolvimento.
au-lou nas - vpnbv apnbe lapelsaduual epnbe V ap ous9d01d eun -azp 'muauuesuad ap epueyadxa
fere seu nome - aquela refeição, aquela tempestade, aquele A propósito de uma experiência de pensamento, dize-
V •apez!tue ep muaul!duuox -sum apemun essap epuelspca sow eum no oesnpuoo e 'sazaA seunvq •ep e xeßaup
rompimento da amizade. A existência dessa unidade é cons- mos tirar uma conclusão ou chegar a ela. Muitas vezes, a
epyrll!l lod eun anb xedul} apvpyvnb e essedaad epueyadxa op5elnu110J ossaooad assap anb souuaal tua eua} -sa
tituída por uma qualidade ímpar que perpassa a experiência formulação teórica desse processo é feita em termos que es-
•tuapduuoo e anb saved sep op5eyeA ep ouadsap e „oesnpuoo„ ep e5ueqpuuas e 0101du10D lod tuapuoo e
inteira, a despeito da variação das partes que a compõem. condem por completo a semelhança da "conclusão" com a
oeu apemun essg eD!1Y1d 'eA!10Je wau -sa S!0d ' lenpalalll! aseJ epuewadxa epeo etunsuoo anb •op5n10A0 tua leißalll!
Essa unidade não é afetiva, prática nem intelectual, pois es- fase que consuma cada experiência integral em evolução.
sas anb sap5ugs!p uuelauuou sou1101 e apod opxauaa laze} xyaed e sepeßgstl! oes sap5e1nu110J sessa 'aluauualuuedv
ses termos nomeiam distinções que a reflexão pode fazer Aparentemente, essas formulações são instigadas a partir
011uap osmosp ON •epp uqos eun souuauxap 'epueyadxa -Isodoad ep a 'sessuuald ops anb 'sepuedas sap5!sod01d ap
dentro dela. No discurso sobre uma experiência, devemos de proposições separadas, que são premissas, e da proposi-
ap sorrya(pe sassap sou-11A1as •op5e1a1d101L1! oy xessedal 'opsnpuoo e It-unsuoo anb oe5 lel eu!ßyd eu tuaoaaede ou10D
servir-nos desses adjetivos de interpretação. Ao repassar ção que constitui a conclusão, tal como aparecem na página
eun aluaulleluauu 'epuewadxa S!0dap -apod 'anooo ep anb as-eD!d •essaxdul! woo tuaF1xa onauuyd anb ap oessaadul! e
mentalmente uma experiência, depois que ela ocorre, pode- impressa. Fica-se com a impressão de que primeiro existem
eum anb xeplsuoo soul e.uno oeu a apepayd01d 10} -uapyns -elnd!ueuu oes anb 'saluapuadaptl! a seluoxd sapepgua senp
mos constatar que uma propriedade e não outra foi suficien- duas entidades prontas e independentes, que são manipula-
ezuapeaeo anb opouu ap 'alueu!tuop aluauual e epuewadxa ap tuy e sep eun e tuaßyo lep eN 'apep10A eun tua
temente dominante, de modo que caracteriza a experiência das a fim de dar origem a uma terceira. Na verdade, em uma
-uenb tuaßaauua os sessuuald se Imuawesuad ap epueyadxa
como um todo. Há investigações e especulações intrigan- experiência de pensamento, as premissas só emergem quan-
o a elsguap o anb sal opsmy -uewadxa„ ou10D uuepxooa.l oesnpuoo eun op eu101 as V ou10D 'epueyadxa
tes que o cientista e o filósofo recordam como "experiên- do uma conclusão se torna manifesta. A experiência, como
ens tug •oogwua opuuas ou „se1D oes sela 'leuy eum IDA ap e aßne nas l!ßuge apelsaduual a -epeiß
cias" no sentido enfático. Em sua significação final, elas são a de ver uma tempestade atingir seu auge e diminuir grada-
tua 'sen •spnpa101L1! epuanooo ens uuexo} tupquuel 'eA!10Ja 'aluauueA!1 ul!SSV •setual sop onuuuoo muau-11Aou-1 tun ap
intelectuais. Mas, em sua ocorrência efetiva, também foram tivamente, é de um movimento contínuo dos temas. Assim
{sleuopouua un uuexaA11 ous9d01d uue10J a ON -ua ou-10D 'eosenoq e aluemp oueaoo ou eum 'sepuo ap alias
emocionais; tiveram um propósito e foram volitivas. No en- como no oceano durante a borrasca, há uma série de ondas,
oeu enueyadxa e 'muel s05e11 sassap etuos e anb saplsaßns as a tuapualsa as no 'opuo.usa woo wexqanb
tanto, a experiência não foi a soma desses traços diferentes, sugestões que se estendem e se quebram com estrondo, ou
uuexaplad as spnb so epu •sonxgugsp s05e11 ou10D unquaN alue!pe sepeA01 oes anb opuenö •euxguad00D epuo eun aod
os quais se perderam nela como traços distintivos. Nenhum que são levadas adiante por uma onda cooperativa. Quando
'op5edmo ens xaoxaxa apod aopesuad souau-l e anb oplelle elas as ep 'oesnpuoo eum e eßaup -ue ap muau1!Aouu tun ap e
pensador pode exercer sua ocupação, a menos que seja atraído se chega a uma conclusão, ela é a de um movimento de an-
a sepueyadxa 10d opesuaduuooa.l -eA anb Is!e101 'op5e1nuunoe a op5edpa1 um aluauqeuy anb muau1!Aouu as
e recompensado por experiências integrais, totais, que va- tecipação e acumulação, um movimento que finalmente se
•Inpuoo V oeu „oesnpuoo„ eum es10D -uadaptl! a
lham a pena intrinsecamente. Sem elas, ele nunca saberia conclui. A "conclusão" não é uma coisa distinta e indepen-
anb o -edeou! aluauuelölduuoo eyeoy a xesuad aluauqea.1 '.aluap op5eumsuo,o e um ap •muau11Aouu
o que é realmente pensar e ficaria completamente incapa- dente; é a consumação de um movimento.
ap opeu,o muauuesuad o leaa •oppdsa oßgxe op u-101
O aesuad ap epueyadxa vtun 'Olueuocl eyd91d ens
citado de distinguir o pensamento real do artigo espúrio. O Portanto, uma experiência de pensar tem sua própria
as aesuad 'sepp! ap soxnu tua sew uueu110J os sepp! se apepqenb •eD!191sa -aquooaa oes anb sepueyadxa sep
pensar se dá em fluxos de ideias, mas as ideias só formam qualidade estética. Difere das experiências que são reconhe-
eogneue eE010D!sd e anb op Slew ouncu tuaaas lod oxnu tun sepp 'seD!191sa 011103 •legaleuu nas tua aluauuos zeJ o
um fluxo por serem muito mais do que a psicologia analítica sew
cidas como estéticas, mas o faz somente em seu material. O
O
aluauueogeld a enrgap 'sase} OES •sepp! ap euxeqo -adxa ep o '.sapepqenb tua als!suoo saue-sepq sep legaleuu
chama de ideias. São fases, afetiva e praticamente distintas, material das belas-artes consiste em qualidades; o da expe-
NHOf
114 JOHN DEWEY VIDNAIHAc1XA OVNOD SIL
ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 115
anb epua!l u-101 eum 0F1suoo lenpalalll! oesnpuoo -IS u-10
rienda que tem uma conclusão intelectual consiste em si- oe5e ap sosano so as-uuenlls 'eDiueoatu I-ua so anb sop -ns
mecânica, situam-se os cursos de ação em que os atos su-
nais ou símbolos sem qualidade intrínseca própria, mas que SOA1ssa,o sopessedxad ops um lod ap muauuguas
tuapod 'epueyadxa ealno tua 'anb ses10D uueluasaxdax las
cessivos são perpassados por um sentimento de significado
representam coisas que, em outra experiência, podem ser 'aluaosa.l,o op5a1!p tua elnuunoe as a opezuasuoo a anb um e
•sepepuaA!A aluauuezxgel!lenb V e5uaaaJ!p •aunoua eum crescente, que é conservado e se acumula em direção a um
qualitativamente vivenciadas. A diferença é enorme. É uma tuy um ap op5eumsuoo e ou-10D OPIAIA •ossaoold so
sapze.l sep anb lod e aue lenpalalll! aluauuel!llsa eounu -as
fim vivido como a consumação de um processo. Os políticos
das razões por que a arte estritamente intelectual nunca se- -OD selspelsa tua cueu110Jsue11 as anb 'ossaons ap spaauaß a
e ouuoo lelndod ex oeN e 'aluelsqo enueyadxa tua IS
e generais de sucesso, que se transformam em estadistas co-
rá popular como a música. Não obstante, a experiência em si tua uuel 'opa10deN a aespo ocu op oßle •uvtumoqs 'ps
u-101 tun !nssod anbaod '01191eJsges leuooouua -DILI!
mo César e Napoleão, têm em si algo do showman. Por si só,
tem um caráter emocional satisfatório, porque possui inte- 'ave a oeu ossi sew a um 'leu!S o anb ap Ina assaaalll!
opåeaß um a opul 10d op!ßuge oupa}sap um ap -ow isso não é arte, mas é um sinal, creio eu, de que o interesse
gração interna e um desfecho atingido por meio de um mo- oeu leoaa ou 'aluauqedpuwd opu zamel no 'aluauuergsnpxa
essa •opez!ueß10 a 01!ap10 muau1!A eit-un11sa apod eogsnae não recai exclusivamente, ou talvez não principalmente, no
vimento ordeiro e organizado. Essa estrutura artística pode opeaamsuoo opellnsal I-ua -uepya exatu ep oseo ou ocuoo)
'empatu essaN •mepaul! ap epguas eptl!v •eD!191sa resultado considerado em si (como no caso da mera eficiên-
ser sentida de imediato. Nessa medida, é estética. Ainda '(ep sew •ossaooad tun ap oupaJsap 011103 opeunsa.l ou uus
alueuodul! Slew apepqenb essa ps oeu anb ap me} 0 um cia), mas sim no resultado como desfecho de um processo.
mais importante é o fato de que não só essa qualidade é um I!npuoo tua assualll! eun •epueyadxa anb 10A1ssod
OAAOUI aapuaalduua as eaed eun oe5eßgsaAL1!
Há interesse em concluir uma experiência. E possível que
motivo significativo para se empreender uma investigação essa enueyadxa elas -nsuoo ens anb a 'opunuu oe
uxpquxel 011103 'eappepaaA el-@lueuu a lenpalalll! eumquau essa experiência seja prejudicial ao mundo, e que sua consu-
intelectual e mantê-la verdadeira, como também nenhuma •puy(asaptl! elas op5euu un tual ep sen •oD!191sa
lenpalalll! apeppxge um muarxa vtun) leißalll! '(epuewadxa mação seja indesejável. Mas ela tem um caráter estético.
atividade intelectual é um evento integral (uma experiência), V elnpuoo eoq ep eßaxß op5eoyguap! -npuoo e
essa aod epeluauualduuoo elas anb souauu e was •apepqenb A identificação grega da boa conduta com a condu-
a menos que seja complementada por essa qualidade. Sem el ap epelop /uowvSv-u01tD1 e 'e!uouuetl a e5e1ß lop5aod01d
'ela muauuesuad o e 'etuns tug •ouusnpuootl! a epueyadxa ta dotada de proporção, graça e harmonia, a kalon-agathon,
ela, o pensamento é inconclusivo. Em suma, a experiência um apepqenb ep 0!Aq9 Slew 01duuaxa eD!191sa -unsp anb
eD!191sa apod opu ep emnßugs!p lenpa101L1! '
é um exemplo mais óbvio da qualidade estética que distin-
estética não pode ser nitidamente distinguida da intelectual, lod essed anb ounbep ouapp apuelß tun •leaouu op5e e ana
eun anb zaA elsa espa.ld epoueqo eun -1191sa
gue a ação moral. Um grande defeito daquilo que passa por
uma vez que esta última precisa exibir uma chancela estéti- nas a leaouu aeoy!lduuaxa ap zaA tug eun
•elölduuoo xas eaed eo
moral é seu caráter inestético. Em vez de exemplificar uma
ca para ser completa. a ellilosal oe5e -um ap eu110J e aumsse ossi
ação resoluta e entusiástica, isso assume a forma de con-
V etusau-l anb oe5e ap osano tun e eD!lde as op5euuye
A mesma afirmação se aplica a um curso de ação que a slepled sapssao sen •xazxap op sepueåxa se sepguassaa
cessões parciais e ressentidas às exigências do dever. Mas
aluauualueu!tuop e(as OF! tun tua eFisuoo anb .xaoaxnosqo uue5eJ ps zaA1e1 sap5e.usnl! se
seja dominantemente prático, isto é, que consista em um as ilustrações talvez só façam obscurecer o fato de que qual-
me} o -lenb anb ap
•aaze} oouel} puyssod aas oeu a op5e eu aluapya eun
franco fazer. E possível ser eficiente na ação e não ter uma eAou1 as a epeißalll! elas anb apsap 'eD!1Y1d apepyxge aanb
quer atividade prática, desde que seja integrada e se mova
•aluaosuoo enueyadxa eun apod apepyxge las
experiência consciente. Uma atividade pode ser automáti- 'op5eumsuoo e eaed oslndul! 0!1d91d nas 10d
por seu próprio impulso para a consumação, tem uma qua-
eum tual -enb
eo eum Ill!uuad ued spuuap anb e ounbep op5esuas -01 as apepq •eD!191sa
ca demais para permitir uma sensação daquilo a que se re- lidade estética.
ew •PA apuo ued ap a eßaup Ituy oe sew e oeu um
fere e de para onde vai. Ela chega ao fim, mas não a um zarxlex sowessod eun 'lexaß op5e11snl! -!ßeul! as
so •epuepsuoo eu op5eumsuo,o no oupaJsap oes solnonsqo Talvez possamos ter uma ilustração geral, se imagi-
desfecho ou consumação na consciência. Os obstáculos são anb souueu eun anb eapad e101 oxpqe onouu tual eum
oeu sew 'zeßes apemuqeq epd sopexadns -xa e uueluaul!le
narmos que uma pedra que rola morro abaixo tem uma
superados pela habilidade sagaz, mas não alimentam a ex- •epuewadxa WOD ap as-epil 'ezauao eum -yns apeppxge
•epueyad anb sepnbe tupquuel uueltlla.l eu -asu! 'op5e
experiência. Com certeza, trata-se de uma atividade sufi-
periência. Há também aquelas que relutam na ação, inse- aluauualuap • V aued upad as a xeßnl unfile ap
semß seA1snpuoou1 a ou-10D ep sazueuu so •e,mssep
cientemente "prática". A pedra parte de algum lugar e se
guras e inconclusivas como os matizes da literatura clássica. 'DAOtu woo e sepd emuuuad epuaF!suoo 'sepue1sunD11D
move, com a consistência permitida pelas circunstâncias,
Entre os polos da inexistência de propósito e da eficiência ued a *leßnl tun um osnodaa u10 yaeoy anb tua opelsa - tua
para um lugar e um estado em que ficará em repouso - em
911 NHOf VIDNAIHAdX'A ovqoo
116 J O H N DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 117
e 'souaapca sopep sassa e souualuaosal,ov •tuy tun e op5aup *leßrtl anb a xelnogxed - opuuas ou xessao ap - 11.10
direção a um fim. Acrescentemos a esses dados externos, à lugar particular e que termina - no sentido de cessar - em
anb ap epp! e 'op5eu!ßeu1! ap es!nß epsue expad -01 Olad •ooypadsatl! .xeßnl tun ON 'msodo 010d a opsuadsns e 0!1sa
guisa de imaginação, a ideia de que á pedra anseia pelo re- um lugar inespecífico. No polo oposto, estão a suspensão e
opeuns '.1euy anb ap essaaalll! as -uooua anb ses10D sepd e apsap uue5ueAe anb se anb saued seuade
sultado final; de que se interessa pelas coisas que encon- a constrição, que avançam desde as partes que têm apenas
eum oe5eß!1 aqua eDiupau1 um alspcg oaauxpu apuelß
tra no caminho, pelas condições que aceleram e retardam uma ligação mecânica entre si. Existe um número tão grande
'05ueAe nas u-IOD ouadsaa ou sepp epuenutl! '.1euy anb ap sod!l Slop sassap sep 'aluawaluapsuoou! 'anb epuewadxa ap
seu avanço, com respeito à influência delas no final; de que desses dois tipos de experiência que, inconscientemente, elas
afie -sqo ap op5unJ e au110JL10D sep e op5e1a1 tua aluas as a wessed aas e sepu ou-10D 'uussv •epuewadxa epol ap etuaou e
age e se sente em relação a elas conforme a função de obs- passam a ser tidas como a norma de toda experiência. Assim,
no 011}xne anb satll leuy epeßaqo e anb ap a o aoaxede opuenb '0D!191sa ap elselluoo
táculo ou auxílio que lhes atribui; e de que a chegada final quando aparece o estético, ele contrasta tão nitidamente
euonep.l as osnodal oe opm anb o e ou-10D 'salue 010A u-IOD anb epueyadxa e uqos epeu110J tuaßeul! e 10A1ssodu1!
ao repouso se relaciona com tudo o que veio antes, como a com a imagem formada sobre a experiência que é impossível
assaN •onuuuoo Oluau11Aouu tun ap opåeu!uqno lose,o -ad e aetl!quuoo sapepqenb sens se u-IOD slepadsa ep seousllapexeo
culminação de um movimento contínuo. Nesse caso, a pe- combinar suas qualidades especiais com as características da
up eun 'enueyadxa a eouewadxa eun -epqenb aqaoaa 0D!191sa o a 'uuaßeul! um a *leßnl um •sou.xapca srqels
dra teria uma experiência, e uma experiência com qualida- imagem, e o estético recebe um lugar e um status externos.
ap •eD!191sa V anb epueyadxa ep Inbe euaJ op5yosap aluauxalueu!tuop
de estética. A descrição feita aqui da experiência que é dominantemente
oyyu!ßeul! oseo assap sounessed as ued eyd91d essou apua101d eD!1Y1d a lenpap1L1! *lealsouu anb lel oeu alse.uuoo
Se passarmos desse caso imaginário para nossa própria intelectual e prática pretende mostrar que tal contraste não
'epueyadxa souuaaar•x app aved apuelß anb -IX91d Slew elsa ou OP!A10Aua as-101 eun oe 'anb '.epuewadxa
experiência, veremos que grande parte dele é mais próxi- está envolvido no ter-se uma experiência; que, ao contrário,
aoaluooe anb op eux woo e upad lanblenb anb op leal -IOD -emun eun Itugsuoo ody unquau ap epueyadxa eumquau
ma do que acontece com a pedra real do que qualquer coi- nenhuma experiência de nenhum tipo constitui uma unida-
es exdumo anb •leup ap noqeoe e!selue} e anb sap5!puoo se 'ap apepqenb equal anb souauu e •eD!191sa
sa que cumpra as condições que a fantasia acabou de ditar. de, a menos que tenha qualidade estética.
sou oeu 'enuewadxa essou ap ounuu tua 'anbxod OSSI -0111! so sofful!ll! oogyad o oes oeu 0D!191sa op wau o -ul
Isso porque, em muito de nossa experiência, não nos inte- Os inimigos do estético não são o prático nem o in-
souuessal epd aluapptl! tun ap op5eß!1 u-IOD o OGA anb -ue •lenpapl 'e!umououu e ops e woo exed op5uapsap se
ressamos pela ligação de um incidente com o que veio an- telectual. São a monotonia, a desatenção para com as
oessuuqns e 'sepuapuad se eu sa05uaAL10D a eD!1Y1d ou
tes e o que vem depois. Não há um interesse que controle a pendências, a submissão às convenções na prática e no
eu opequeßao yaas anb op eluap op5aps e no -xa muauupaooxd •lem,oalalll! enueugsqv opss!tuqns 'esoaoß!l
rejeição ou a seleção atenta do que será organizado na ex- procedimento intelectual. Abstinência rigorosa, submissão
eoueyad •op5n10Aa tua sy 'uuaoaluooe ses10D sew oes oeu aod lezauallsa a ep!ßeoo um -ueaaoou! lopypxadsap 'opel
periência em evolução. As coisas acontecem, mas não são coagida e estreiteza, por um lado, desperdício, incoerên-
-eA /.sepynpxa aluauueA1spap ulau sepynptl!
definitivamente incluídas nem decisivamente excluídas; va- cia e complacência displicente, por outro, são desvios em
souxeß •ezaluanoo e woo opxooe ap souuapao oessaxd e ap apemun ep selsodo sap501!p eun setunßlv •epueyadxa
gamos com a correnteza. Cedemos de acordo com a pressão direções opostas da unidade de uma experiência. Algumas
•souuezyoduualuo,o a sougßry no eu.lölxa -sao a s05au10D ody assap sap5examsuoo zaAle1 oms cuequal nynptl! anb o
externa ou fugimos e contemporizamos. Há começos e ces- considerações desse tipo talvez tenham sido o que induziu
oeu sew 'sap5es •soonuelne saosnpuoo a eun es10D sap191syv e aeDOAL1! e -euß!sap ou-10D „leuopxodoxd
sações, mas não inícios e conclusões autênticos. Uma coisa Aristóteles a invocar a "média proporcional" como designa-
'e.uno Itugsqns oeu sew e wau anosqe •aluepe eA01 e anb ounbep epenbape ou a apn11!A eu oogsyape.xeo
substitui outra, mas não a absorve nem a leva adiante. Há ção adequada daquilo que é característico na virtude e no
tupaod 'epuewadxa ela exno.l} oeu anb ezusxnosp a a •031191sa aluauqeu110J errelsa •010.1103 ON '01ue1ua -pulli
experiência, porém ela é tão frouxa e discursiva que não é estético. Ele estava formalmente correto. No entanto, "mé-
epueyadxa eum •nunStgs anb aazp owessaoausap -xa Slel oes oeu „op510d01d„ a opu las tuazxap
uma experiência singular. E desnecessário dizer que tais ex- dia" e "proporção" não são autoexplicativas, não devem ser
senuewad •seD1101sau1 oes tua sepeu101 um opguas v oogyuualeuu -Old ops seul
periências são inestéticas. tomadas em um sentido matemático a priori, mas são pro-
o 'mueuocl tug •sauul!l Slop aqua as-enlis sapepayd e saluaugxad eum anb epuewadxa un u-101 -yrouu
Portanto, o inestético situa-se entre dois limites. Em priedades pertinentes a uma experiência que tem um movi-
oessaons e elsa '010d 'e110S e5au10D oeu anb I-ua unquau
um
um polo, está a sucessão solta, que não começa em nenhum mento evolutivo rumo a sua consumação.
VIDNAIHAdX'A OVNOD ill" 611
NHOf AKTI! C O M O EXPERIÊNCIA 119
118 JOHN DEWEY
euao 'eluoxd eun oonod no ounuu aemp ap zedeo apepgua
lazyeJLIA epuayadxa epol anb -ed eD01sap as cena já pronta, uma entidade capaz de durar muito ou pouco
Enfatizei que toda experiencia integral se desloca pa- Ioduual muauupsa1D 'oe5eanp e(no sew a eapneo -uezxap.lll
um ex '011D0Jsap um eum anb S!0dap eaed PS anb zaA
ra um desfecho, um fim, uma vez que só para depois que as
se lempo, mas cuja duração, crescimento e carreira é irrelevan-
01 opuenb 'apep10A eN •ezaxmeu ens ued se
se!ßxaua epu nas uuaze} salueme otlleqe.ll assa •openbape le para sua natureza. Na verdade, quando significativas, as
energias nela atuantes fazem seu trabalho adequado. Esse ap sapepqenb ops sap50uxa eum anb exalduuoo epueyadxa
um ap muauueqoa} eEaaua ap ounoap
fechamento de um circuito de energia é o oposto da parali-
msodo 0 -Hexed ep emoções são qualidades de uma experiência complexa que
eluau1!Aouu as •e1011e as a opuvnb 'anbaod
O •asv;sa ep 'op5es muauupaanpeuue
sação, da estase. O amadurecimento e a fixação são opostos
a smsodo ops op5exy e se movimenta e se altera. Digo quando significativas porque,
eyd91d
V •saae10d ellil o a 'sope1n1Jsap las tuapod de outro modo, elas não passam de explosões e irrupções de
polares. A própria luta e o conflito podem ser desfrutados, •opeqmuad eqaq um ap sap5eoyqenb ops sap50uua se sepox
tun ou-10D sopepuaA!A opuenb 'sosoxopp tuaaas ap lesade
apesar de serem dolorosos, quando vivenciados como um um bebê perturbado. Todas as emoções são qualificações de
etuup as a
um woo -ZIG •etuup op aepxuasap o
10A10Auasap exed maul eun uuaze} {epueyadxa
meio para desenvolver uma experiência; fazem parte dela
epp aued um drama e se modificam com o desenrolar do drama. Diz-
'as anb IsazaA se as seossad se weuoxpde •eF!A
-uasaad tuaaelsa aod seuade opu a 'aluepe eu-uuuezxal lod
por levarem-na adiante, e não apenas por estarem presen- se, às vezes, que as pessoas se apaixonam à primeira vista.
oeu saaotue ap tuaeo anb xod ounbe sevq eum -ep es!0D
•sal loonod tua 011uap souxaaaA ou10D
tes. Há, como veremos dentro em pouco, um componente
un aluauoduuoo Mas aquilo por que caem de amores não é uma coisa da-
apnb •aluelstl! apuo tua omu111du10D assoJ as 'xouue o eye,oy
ap 'op5p(ns ap -adxa epol tua 'mel opguas ou
de sujeição, de sofrimento no sentido lato, em toda expe- quele instante. Onde ficaria o amor, se fosse comprimido em
•epil?ll 'owe11L10D um 05edsa assauxnoq opu anb tua muauuou-l ued a etuusa e
oseo op op5exod10DL1! eun euauxeq opu
riência. Caso contrário, não haveria uma incorporação do um momento em que não houvesse espaço para a estima e
Zaprqpqos e V eu as-elsauueuu op50uxa ep eumuy ezurqeu
anb •salue 010A anb tua
que veio antes. E que "incorporar", em qualquer experiência
eoueyadxa xanblenb a solicitude? A natureza íntima da emoção manifesta-se na
e aF!sse tuanb ap epueyadxa eun no ODIed ou e5ad 01 tun
'le1!A ou oßle aed anb op Slew Olle 'enuepsuoo ep eu-11De experiência de quem assiste a uma peça no palco ou lê um
vital, é mais do que pôr algo no alto da consciência, acima •aoueu101 e a '.euuell ep muau1!A10Auasap oe alueuuuoouoo
anb op omqes •salue eum OAIOAUA -od anb op5n11suooa1 romance. E concomitante ao desenvolvimento da trama; e a
do que era sabido antes. Envolve uma reconstrução que po-
un 05edsa um 'ODIed um aanbaa etuell anb a aaA10Auasap as
•esoaopp las ap aseJ e as op ewessaoau
de ser dolorosa. Se a fase necessária do submeter-se a algu-
-nßle e as-101auuqns trama requer um palco, um espaço cm que se desenvolver e
V •luqopsap as exed oduua) epueyadxa epu sew
es10D etu esoxopp no esuazead tua
ma coisa é prazerosa ou dolorosa em si mesma, depende de
IS ap apuadap letusatu (empo para se desdobrar. A experiência é afetiva, mas nela
•sap50uxa sepeuueup 'sepeaedas ses10D u-10F1xa oeu
•seoypadsa e eaed apepqenb eD!191sa não existem coisas separadas, chamadas emoções.
condições específicas. É indiferente para a qualidade estética
'le101 opu e las opd ap me} xazxetl sepueyadxa seonod 'opouu ouusauu oa -uau-11D01uooe e as-uueß!l sap50uua se
total, a não ser pelo fato de haver poucas experiências esté- Do mesmo modo, as emoções ligam-se a acontecimen-
oes anb seog ouaoaa •sesouqn( sela oeu tuazxap ua sma(qo a oeu e 'sepeA!1d ops OEN •muau11Aouu nas
ticas que são totalmente jubilosas. Decerto elas não devem tos e objetos em seu movimento. Não são privadas, a não
sepuaazup 011103 sepezyapeaeo xas 'a 'sou axqos tuauppul oe soseo tua las Ple eum op50uua
ser caracterizadas como divertidas e, ao incidirem sobre nós, ser em casos patológicos. E até uma emoção "anobjetal"
muau111Jos a Wisse e lapuald as anb e etusauu epp tuple oßle affxa 'a aod -afi loss!
um tuaA10Aua epup anb
envolvem um sofrimento que ainda assim é coerente com a
woo exige algo além dela mesma a que se prender e, por isso, ge-
el oßle ap elle} eu 'oesnu •lea.l op50wa
-
epeltll}sap elölduuoo op5daoxad e 'no eun aluaweluoxd V
percepção completa desfrutada - ou, a rigor, é parte dela.
•epp aued ra prontamente uma ilusão, na falta de algo real. A emoção
zeJ na op aued zeJ sen •aluauue110D 'na op aued opessaaalll!
Pled eun epuopane anb eD!191sa apepqenb ep
Falei da qualidade estética que arredonda uma experiên-
-uewadxa faz parte do eu, certamente. Mas faz parte do eu interessado
op5aup tua smuau-11D01uooe sop muau1!Aouu ou e um -sap
zaAle1 •leuopouua ou-10D 'apemun a apmalduuoo ens tua 'eo
cia, em sua completude e unidade, como emocional. Talvez no movimento dos acontecimentos em direção a um des-
sou oe me!paul! ap souuelncl •ope(asapu! no ope(asap
essa asneo sou aesuad e souuapuax
essa referência cause dificuldades. Tendemos a pensar nos fecho desejado ou indesejado. Pulamos de imediato ao nos
anb tua aluelsul ou souuaosaqmua ou10D Wisse 'souuelsnsse
smuauuguas a saldugs oel ses10D ouuoo
sentimentos como coisas tão simples e compactas quanto as
muenb sepedu10D se assustarmos, assim como enrubescemos no instante em que
opequoß10Aua meoaa o a msns o sevq •equoß10A souuuuas
woo semepd •souueu!uxouap so anb
palavras com que os denominamos. Alegria, tristeza, espe-
-adso 'ezaF!11 sentimos vergonha. Mas o susto e o recato envergonhado
tug •soA!10Je sopelsa Isoseo sassau 'oes oeu 'IS uuessed opu
'opacu Ie5ue1 enxlex ou10D sopep.ll oes apemsoyno no 'as xod não são, nesses casos, estados afetivos. Em si, não passam
rança, medo, raiva ou curiosidade são tratados como se, por -Old 'spuooouua tuaaeuxol as uecl •soonyuumne soxauax ap
IS epeD um assoJ equa anb apepgua ap appdsa eum tua de reflexos automáticos. Para se tornarem emocionais, pre-
si só, cada um fosse uma espécie de entidade que entra em
NHOf
JOHN DEWEY VIDNAIHddXA OVNOD
120 ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 121
ap aued laze} wes1D eun a euusnpu! op5enus emopemp anb
cisam fazer parte de uma situação inclusiva e duradoura que eAou eun eA10Auasap as anb tua op,öeaalll! eum enooo -xa
ocorra uma interação em que se desenvolva uma nova ex-
assualll! o eAlOAUO sopd •soupaJsap snas xod a sma(qo O ap op5wosap lel -adxa
envolva o interesse pelos objetos e por seus desfechos. O eun aeosnq souuazxap apuo •epueyad
periência. Onde devemos buscar uma descrição de tal expe-
opauu um tua as-eu110Jsue.11 msns ap Olnd -uenb leuooouua zepll?ll so.us!ßaa tua ap opelell
pulo de susto transforma-se em um medo emocional quan- OEN un tua wau spqnuoo
riência? Não em registros contábeis nem em um tratado de
um xyspca apdns as no eplsuoo as op o Ixope5eawe ma(qo
do se constata ou se supõe existir um objeto ameaçador, o ou sew 'leuonez!ueß10 eE010D!sd no eE010pos 'euuouooa
economia, sociologia ou psicologia organizacional, mas no
lenb UI?AUOD lenb op no xeluayua ospald •l!ßry O aoqn.l
qual é preciso enfrentar ou do qual convém fugir. O rubor oileal eu no ulapod ps epueuodul! a ezaameu ens
teatro ou na ficção. Sua natureza e importância só podem
tua as-auauxuoo eum -uad tua 'opuenb equoß10A ap op50uua anb10d laue elad as-xessudxa -ueyadxa
converte-se em uma emoção de vergonha quando, em pen- ep apemun eum
expressar-se pela arte, porque há uma unidade da experiên-
eossad e 101uauues effl me um nooneld anb e eum op5ea.1 •epuewadxa -xa
samento, a pessoa liga um ato que praticou a uma reação eun 011103 essudxa las apod ps anb ep
cia que só pode ser expressa como uma experiência. A ex-
V
Slew cupnßle ap IDA?10AeJsap •ela e moueyad e5ueAe a asuadsns ap opeßaneo legaleux tun ap
desfavorável de alguém mais a ela. periência é de um material carregado de suspense e avança
ops 'enal ep suyuoo sop sepu!A 'seo!sy ses!0D -e,0FIJ
Coisas físicas, vindas dos confins da Terra, são fisica- ued lod op5euunsuoo ens eun -uapptl! ap epeß!1101L1! aups
para sua consumação por uma série interligada de inciden-
sepeuodsuell aluauu l!ßeal a l!ße e sepeA01 01uauueD!sy a sy •spAY1aeA sal 'seyyul!ld sap50uua Imempueo op aued xod
mente transportadas e fisicamente levadas a agir e reagir les variáveis. As emoções primárias, por parte do candidato,
seum •ma(qo OAOU tun ap op5n11suo,o eu 'sellno se axqos 0 tuapod las ou e5uuadsasap e no e5ueaadsa e -na e a
umas sobre as outras, na construção de um novo objeto. O podem ser a esperança ou a desesperança no início, e a eu-
ep alßeuuu oßle anb oppued -adxa euln tua anooo -yuenb sap50uxa sessg •leuy ou muauueluodesap o no eyoJ
milagre da mente é que algo parecido ocorre em uma expe- foria ou o desapontamento no final. Essas emoções qualifi-
auodsuell was wau tuaßeluouu V a op50uua e uueo enueyadxa 011103 'sevv anb empauu e
riência sem transporte nem montagem físicos. A emoção é •apemun eun
cam a experiência como uma unidade. Mas, à medida que
e510J e anb o euopaps •aluepqosuoo a -uamßuoo elsy•xallua e -ypunoas sap50uua as-tuaA10Auasap 'anßassoad
a força motriz e consolidante. Seleciona o que é congruen- a entrevista prossegue, desenvolvem-se emoções secundá-
u-IOD elil!d a anb o saaoo sens 'op!M10Dsa u-IOD -um Iseu op sap5eyeA ouuoo map •aluaoe(qns oil?tuyd -sod
te e pinta com suas cores o que é escolhido, com isso con- rias, como variações do afeto primário subjacente. É pos-
opti!10J apemun eun aluauueuxapca spyaleux e Ple PA}S apmge epeo anb epeo 'msaß a 'ase.l} epeo asenb
ferindo uma unidade qualitativa a materiais externamente sível até que cada atitude e gesto, cada frase, quase cada
•salueqpwassap a saxedsyp 'ossi apemun euopaod01d Slew cueznpold 'emepd eum anb op eu op5e1pso -Isualll!
díspares e dessemelhantes. Com isso, proporciona unidade palavra, produzam mais do que uma oscilação na intensi-
a seu aqua se opuenö •epuewadxa eum ap sepeyeA saued -npoxd Iserxeled se.uno tua /.1e1uauxepunJ op50uua ep apep
nas e entre as partes variadas de uma experiência. Quando dade da emoção fundamental; em outras palavras, produ-
e apemun ody op '0111Dsap epueyadxa e u-101 -Yleo tun uuez eum 'apepqenb ens tua op5e1010D a zyeuu ap e5uepnuu
a unidade é do tipo já descrito, a experiência tem um cará- zam uma mudança de matiz e coloração em sua qualidade,
ouusau-l '0D!191sa oeu anb 'e(as 'aluauxalueu!uxopaad eun O sap5ea1 sepd91d sens ap opul aod 'awaos!p xopeßalduua
ter estético, mesmo que não seja, predominantemente, uma O empregador discerne, por meio de suas próprias reações
eouewadxa •eD!191sa IseA!10Je o aluaweyeu!ßeul! 0-e1a(01d •meppueo op
experiência estética. afetivas, o caráter do candidato. Projeta-o imaginariamente
Sloa '.uuelluooua as suauuotl sapp tun um e mempueo ou e otlleqe.ll ens eqezxe a epd oppude -03 enaueuu
Dois homens se encontram; um deles é candidato a um no trabalho a ser feito e avalia sua aptidão pela maneira co-
ou-l 'anboqo tua uuellua a tuaunaa as euao ep smuauuap so
emprego, enquanto o outro detém a possibilidade de deci- mo os elementos da cena se reúnem e entram em choque,
V •oelsanb e apod eF!Aa11ua xod elsoduuoo 'eDiueoauu no V •uuex!eoua as a e5uasa1d -empueo op muauueuodu10D o
dir a questão. A entrevista pode ser mecânica, composta por ou se encaixam. A presença e o comportamento do candida-
-Yladns wappap selsodsa.l segno 'sepequoaped selunßxad as-uuenuouuetl 01 cueilua no 'so(asap a saprqge sens
perguntas padronizadas, cujas respostas decidem superfi- to harmonizam-se com suas atitudes e desejos, ou entram
SIOP so anb ula enueyadxa eun OEN •munsse o aluauqep tua 'sassa ou10D sa101ed •uueooup as a apepqenb ap
cialmente o assunto. Não há uma experiência em que os dois em conflito e se chocam. Fatores como esses, de qualidade
eun e(as oeu anb epeu 'we5aquoo as suauuoq lod 'op5gada1
homens se conheçam, nada que não seja uma repetição, por intrinsecamente estética, são as forças que levam os compo-
no op5euaoe ep opul 'esnoa.l anb oßle ap -azap naoaluooe ep sopeyeA saluau e elspxallua um -ug •ozuspap oupa}sap
meio da aceitação ou recusa, de algo que já aconteceu deze- nentes variados da entrevista a um desfecho decisivo. En-
•sazaA ap seu V op5enus as ou-10D epelell um assoJ -IDIaxa uue.ll ens 10} lenb elas 'op5enus aanblenb ap op5n10sa.1 eu
nas de vezes. A situação é tratada como se fosse um exercí- tram na resolução de qualquer situação, seja qual for sua
op tun tua op5e10ue ap sen •uqnuoo anb 10A1ssod •asuadsns a ezauaotl! e(eq anb tua 'alueu!tuop ezaameu
cio de anotação em um registro contábil. Mas é possível que natureza dominante, em que haja incerteza e suspense.
VIDNAIHdc1XA OVVOO
NHOf ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 123
122 JOHN DEWEY
ap OA eum •epueyadxa V ap epueyadxa eun apod e5ue!1D
-xa seuer•x e sunuuoo saoaped tuaF!xa 'alll!nßasuoo vo de uma experiência. A experiência de uma criança pode
Por conseguinte, existem padrões comuns a várias ex- 'esualll! las lod 'sew elleJ ap eun -ue senuewadxa ap aseq
sep anb salua10J!p Slew xod 'sepuewad uue(as aqua sou ser intensa, mas, por falta de uma base de experiências an-
periências, por mais diferentes que elas sejam entre si nos
•oppaluoo nas ap satllelap 'seua}sges tuaxas e sap5!puoo teriores, as relações entre o estar sujeita a algo e o fazer são
detalhes de seu conteúdo. Há condições a serem satisfeitas, -!punJ01d apuexß tual oeu epueyadxa e a 'sempuaaade-leux
was se spnb e apod opu eoueyadxa e •xas so sou.101uoo mal-apreendidas, e a experiência não tem grande profundi-
sem as quais a experiência não pode vir a ser. Os contornos apep wau •ezanßxel -epwmeuu eun aßuge spuue( tupnßu!N
ops umu10D opaped op opd sopeup -adxa epol anb ap dade nem largueza. Ninguém jamais atinge uma maturida-
do padrão comum são ditados pelo fato de que toda expe- ap lel •sep!A10Aua saoxauoo se sepol eqaoaad anb euao
eouall ep opeunsa.1 op5exa1L1! eum aqua eAIA exrqe11D -le a de tal que perceba todas as conexões envolvidas. Certa vez,
riência é resultado da interação entre uma criatura viva e al- um amne o) aqu opelnl!lll! aoueuuoa tun naAansa (UOIU!H
anb tua opunuu op opadse tunß •aA!A ela cun zeJ tuatuoq um autor (o sr. Hinton) escreveu um romance intitulado The
gum aspecto do mundo em que ela vive. Um homem faz •[xopapuaadesap O] nuvalun et•xelellöl op5eanp e epol
:oßle 'soweåp elueuxal eun lossp epuenbasuoo tug •upad Unleaner [O desaprendedor]. Ele retratava toda a duração
algo: digamos, levanta uma pedra. Em consequência disso, ep euuytl! auou-l e S9de ep!A um ou10D -uappu! sop
:oßle alJOS 'oßle e oua(ns eoy o 'osad o eat-uxal e '0510}sa ep infinita da vida após a morte como um reviver dos inciden-
fica sujeito a algo, sofre algo: o peso, o esforço, a textura da tua sop1110D0 sal eun 'enal eu euro ep!A eum ua -oasap
ep apyladns •epelueuxal es!0D sy -uaA!A uusse sapepaydoad tes ocorridos em uma vida curta na Terra, em urna deseo-
superfície da coisa levantada. As propriedades assim viven- sep enunuoo euaq sap5e1a.1 aqua sep!A10Aua •sala
op5e e cuetl!tuxalap sepep upad V •leuoppe -ad aas apod berta contínua das relações envolvidas entre eles.
ciadas determinam a ação adicional. A pedra pode ser pe- V enueyadxa lod epeuulll se sepol anb sesneo -10111!
aluauualuapynstl! no 'slewap esolnßue no epes /.ep!19s no A experiência é limitada por todas as causas que inter-
sada ou angulosa demais, ou insuficientemente sólida; ou
sepepuaA!A sapepaydoad se '0!1ua u-lellsouu ep anb -said as ferem na percepção das relações entre o estar sujeito e o fa-
então, as propriedades vivenciadas mostram que ela se pres- •aaz apod op ossaoxa opd epueaaJ101L1! *lazeJ opd no
•eugsap as anb e osn o eaed el 0 l!ßaauua Ple anßas ossaD01d
ta para o uso a que se destina. O processo segue até emergir zer. Pode haver interferência pelo excesso do fazer ou pelo
ep ossaoxa anb e ounbep as •opgauuqns O
eum -uewadxa essa a 'ma(qo o a na o aqua empuu op5e1depe
uma adaptação mútua entre o eu e o objeto, e essa experiên- excesso da receptividade daquilo a que se é submetido. O
op5daoaad e eloquua sopel sassap lanblenb tua
eßaup eoypadsa eo •tuy oe 0 01duuaxa assa e eD!1de as anb
cia específica chega ao fim. O que se aplica a esse exemplo desequilibrio em qualquer desses lados embota a percepção
e eu101 a sapåepa sep epueyadxa a lepied woo 'eppxmsp
saldul!s ep souuaal tua 'eu110J -ueyadxa se sepol e das relações e torna a experiência parcial e distorcida, com
simples é aplicável, em termos da forma, a todas as experiên- tun no osseosa •os1eJ O 01S0ß opd elsue e 'laze}
•sep V lopesuad tun aas apod aluerue I-ua -!qeß nas um significado escasso ou falso. O gosto pelo fazer, a ânsia
cias. A criatura atuante pode ser um pensador em seu gabi- oueuxntl opul ou opmaxqos 'seossad seunuu exiap 'op5e ap
0 a sopmsa ap 01011.1 ap anb woo afieaalll! apod de ação, deixa muitas pessoas, sobretudo no meio humano
nete de estudos e o meio com que ele interage pode consistir
anb tua aluapedul! a opessude 'SOUIOAIA senueyadxa woo
ap zaA tua sepp! tua eum •expad sen
em ideias em vez de uma pedra. Mas a interação dos dois
SIOP sop op5eaa1L1! e apressado e impaciente em que vivemos, com experiências
-ON •sppyaadns sepol 'lazyupanetl! asenb ezaxqod eun ap
enueyadxa e Itugsuoo a IepepuaA!A le101
constitui a experiência total vivenciada, e o encerramento
muauuenaoua o de uma pobreza quase inacreditável, todas superficiais. Ne-
epuewadxa eumuu epelos! u-101 e apemunuodo as ap -um
!npuoo e anb e eun ap
que a conclui é a instituição de uma harmonia sentida.
•epguas e!uouxxetl nhuma experiência isolada tem a oportunidade de se con-
e.uua onpygpu! o anbaod 'l!np enno wa u-IOD es!0D eunu
eun opaped tual epueyadxa eat-unalsa a oeu anbaod cluir, porque o indivíduo entra em outra coisa com muita
Uma experiência tem padrão e estrutura porque não •opåeudpaxd O anb eoy epueyadxa ap opeuueqo -SIP
seuade eun op a laze} op epueuxaue e oua(ns -le precipitação. O que é chamado de experiência fica tão dis-
apenas é uma alternância do fazer e do ficar sujeito a al- •atuou assa aaouatu e eßaup letu anb opexms!tu a osxad V
sew -opep.l ses10D senp seu als!suoo anbxod cupquuel perso e misturado que mal chega a merecer esse nome. A
go, mas também porque consiste nas duas coisas relacio- epepll a enuals!sax 011.103 eun 'eppuaA las e op5n11sqo a
•sepeu opu 0%0} ou oeu e 'a 'aluauueuessaoau eum resistência é tratada como uma obstrução a ser vencida, e
nadas. Pôr a mão no fogo não é, necessariamente, ter uma ou10D oeu um •opxaua.l O -snq e essed
•epueyadxa V a op5e enuenbasuoo ens .xelsa tuauxap -lun não como um convite à reflexão. O indivíduo passa a bus-
experiência. A ação e sua consequência devem estar uni- anb op aluauualuansuootl! epup slew eun lod etlloosa
opåepa essg •op5daoaad eu sep anb 0 '.opeDY!uås car, mais ainda inconscientemente do que por uma escolha
das na percepção. Essa relação é o que confere significado; ap ougxyuu o xazeJ essod anb tua sap5enus 'epuaqqap -103
01-epuaude •oesuaalduuoo epol ap 0Aga(qo 0 O ouquue deliberada, situações em que possa fazer o máximo de coi-
apreendê-lo é o objetivo de toda compreensão. O âmbito
oppaluoo o tuapauu sapåepx sep oppaluoo o a sas no prazo mais curto possível.
e o conteúdo das relações medem o conteúdo significati-
NHOf VIDNAIHAdXA ONOD SZL
124 J O H N DEWEY AKTIi C O M O EXPERIÊNCIA 125
sepuewadxa sy uupquuel nas muawpaanpewe •op5noaxa ep eza-usap eu se5u010J!p ON auaaouoo anb -enb
As experiências também têm seu amadurecimento diferenças na destreza da execução. No que concerne à qua-
anb o Joseo assaN •apeppxgdaoa-l ap ossaoxa opd opeyxaaqe 'supenb sop eD!syq apepq 'e5L1010J!p e woo apuadap
abreviado pelo excesso de receptividade. Nesse caso, o que lidade básica dos quadros, a diferença, com efeito, depende
ez!101eA as 0 0.10111 Jessed -lod -uapuadapu! 'ounbe no OF! smu op5d0D10d eu epeß01duua epueß!101L1! ep apepqenb ep
se valoriza é o mero passar por isto ou aquilo, independen- mais da qualidade da inteligência empregada na percepção
anb op sap5ep-1 sep es!0D e.uno lanblenb ap - 'e.xoqwa -ep
temente da percepção de qualquer significado. O acúmulo das relações do que de qualquer outra coisa - embora, é cla-
sapssaldul! seluel ap muenb 10A}ssod JOJ 011103 '0.1 opu epueß!101L1! e -leaedas essod as apemuqsuas ep -IP
de tantas impressões quanto for possível é tido como "vida", ro, não se possa separar a inteligência da sensibilidade di-
a o(ape un anb op spuu e(as sepp eunuuau uoquua ounul u-191e 'ela.l ep ap 'epeß!l Eielso epup ap anb evi!aueuu slew
muito embora nenhuma delas seja mais do que um adejo e reta, além de ela estar ligada, ainda que de maneira mais
a se!se1ueJ slew wassed zaA1eI •essaadap omqaq 010B tun 'eu-101xa •apemuqeq
um gole bebido depressa. Talvez passem mais fantasias e externa, à habilidade.
-os op no eF!1e1uawguas op epuepsuoo epd sapssaldul! ep owyssaoau laded o aoaquoosap anb epp! epox -u!
impressões pela consciência do sentimentalista ou do so- Toda ideia que desconhece o papel necessário da in-
opyxouu uuawoq op
epd anb op aopequ epd •op5e ap e!sue ave ap suqo ap opånpoad eu epueß!101 as epseq -uap! eu
nhador do que pela do homem movido pela ânsia de ação. teligência na produção de obras de arte se baseia na iden-
epueyadxa ens sen epeu anb10d 'epp.10F!p aluauqenß! ap osn o woo muowesuad op op5eDY!1 un legaleuu ap od!l
Mas sua experiência é igualmente distorcida, porque nada tificação do pensamento com o uso de um tipo de material
eu sage-I ego opu opuenb owqyunba a -IBe o a-qua spq10A souås ap ooypadsa -lesuacl •seelAe1ed a -uaweA!10J0
cria raízes na mente quando não há equilíbrio entre o agir e específico de signos verbais e palavras. Pensar efetivamen-
o •aaqaoa.l eum ewyssaoau eA!spap op5e ued anb -else as soul-101 sep sap5e1a-1 'sapepqenb a-qua eun -ueßpca
o receber. É necessária uma ação decisiva para que se esta- te, em termos das relações entre qualidades, é uma exigên-
e5apq melli0D woo sapep!lea.l se ep e.xed a 'eppx -uu se anb ep oe e.10Aas muenb muouuesuad aesuad soul-101 ap
beleça contato com as realidades da vida, e para que as im- cia tão severa ao pensamento quanto pensar em termos de
as-leuopela.l uuessod sapssaad ap sop} so lel e.gaueul sopquus •soonyulöleuu a spq10A eun anb zaA
pressões possam relacionar-se com os fatos de tal maneira símbolos verbais e matemáticos. Aliás, uma vez que é fácil
nas anb -101eA •opez!ueß10 a opeF01 e(as ap op5np01d e '01uaweD!ueoau1 selAe1ed se aelnd!ueuu eum
que seu valor seja testado e organizado. manipular as palavras mecanicamente, a produção de uma
ep op5d0D10d e ou10D op5e1a.1 anb o a-qua o a 01uau110AeA01d aue ap e.lqo eonuelne afi!X0 slew -ueß!101L1!
Como a percepção da relação entre o que é feito e o autêntica obra de arte provavelmente exige mais inteligên-
anb Imusuoo opeuodns -03 a 'epueß!101L1! ep otlleqe.ll o anb op ep -10!eu1 e pp as anb muowesuad opeuueqo op oved
que é suportado constitui o trabalho da inteligência, e co- cia do que a maior parte do chamado pensamento que se dá
ow o eF!1.xe 'ope1011L10D ap ossaoo.ld nas -lod '0111eqe.11 ap uueL11nß10 as anb so a-qua
mo o artista é controlado, em seu processo de trabalho, por entre os que se orgulham de ser "intelectuais".
sua apreensão da conexão entre o que ele já fez e o que fa-
ap esuad opu elsgae o anb ap epp! e 'i!nßas e e.l!aueul '-levilsouu lamoo-lcl o anb 'solmydeo sassau oeu
rá a seguir, a ideia de que o artista não pensa de maneira tão Procurei mostrar, nesses capítulos, que o estético não é
a eli101e ooynuap aopeß!F0AL1! o muenb 01ue11auad -qe
atenta e penetrante quanto o investigador científico é ab- algo que se intromete na experiência de fora para dentro, se-
•epms O -10111!d 0 01uau101uapsuo,o aepu0A!A ap e( opd oxnl epd no osopo 'leluapuaosue.ll opåezqeap! sew
surda. O pintor tem de vivenciar conscientemente o efeito ja pelo luxo ocioso ou pela idealização transcendental, mas
opuazeJ nso anb o Flaqes opu no pp anb epepou!d epeo ap anb 01110W!A10Auasap 0 oppuepsa a ap -ell
de cada pincelada que dá ou não saberá o que está fazendo que é o desenvolvimento esclarecido e intensificado de tra-
wau e.xed PA apuo nas 'OSS!P u191V •ollleqe.ll ap uuaouauad anb s05 e -WOD 01uauqeuuou epueyadxa epol
nem para onde vai seu trabalho. Além disso, tem de discer- ços que pertencem a toda experiência normalmente com-
essg •e101d apep!lea-l e oaamsuoo anb e unflas aseq
nir uma relação particular entre o agir e o suportar em rela- pleta. Essa é a realidade que considero a única base segura
aapuaaady •aynpo-ld e(asap anb OPOI oe sap5e101 as lenb e a-Iqos apod elsau •eD!191sa epoal e -le -1110ßns
ção ao todo que deseja produzir. Apreender tais relações é sobre a qual se pode erigir a teoria estética. Resta sugerir al-
-uawesuad op saluaßpca spuu sapepqepouu sep eum 'aesuad sewnß •aluaoe(qns apep!lea.l ep sap5eD!1du1!
pensar, uma das modalidades mais exigentes do pensamen- gumas implicações da realidade subjacente.
•01 V ap soapenb so aqua e5u010J!p as sav101L1!d eN enfiu}l opu esolßu! eum eviAe1ed ap enptl! anb
to. A diferença entre os quadros de diferentes pintores se Na língua inglesa não há uma palavra que inclua de
muel anap se5L1010J!p e apeppedeo ap assa 01ue!pe aeA01 ap anb o eoouynbau! eu110J -gsyue„ selAe1ed sepd ossaldxa
deve tanto a diferenças de capacidade de levar adiante esse forma inequívoca o que é expresso pelas palavras "artísti-
apemuq!suas ap se5uaaaup e muenb Jesuad soldugs e a a anb OF! A as „oogsyue„
pensar quanto a diferenças de sensibilidade à simples cor e a co" e "estético". Visto que "artístico" se refere primordial-
9ZL NHOf
126 JOHN DEWEY VIDNd1HAdX'A OVNOD
AK'TTí C O M O EXPERIENCIA 127
oe aluauu me a 'opånpoxd ap a op5daoaad ap oe
mente ao ato de produção, e "estético", ao de percepção e ap euxeup e plouxv maquevv muenbua '„op5noaxa eu
feição na execução", enquanto Matthew Arnold a chama de
ap epualspcatl! e 'xazud um 011.1101 -un(uoo o auåsap anb
prazer, a inexistencia de um termo que designe o conjun- end
"habilidade pura e impecável".
1110Apadu1! a
sossaooad Slop sop 01 o 'sazaA sy •puxnuauuel -SIP
to dos dois processos é lamentável. Às vezes, o efeito dis- V erreled 'as-uaF1 011103 e 'soweleu!sse
A palavra "estético" refere-se, como já assinalamos, à
so é separá-los um do outro, é ver a arte como algo que se -ap Slen •auapp a op5daoxad 'opåepaxde ou-10D enueyadxa
experiência como apreciação, percepção e deleite. Mais de-
superpõe ao material estético ou, por outro lado, leva à su- o elou muod ap elS!A •xmnpoxd op o anb op lop!tunsuoo op
nota o ponto de vista do consumidor do que o do produtor.
ap op5!sod 011103 'anb aue e um e 'op5e!1D ap ossaoold
posição de que, como a arte é um processo de criação, a o 'o;snS o lel 'a '.01S0ß op5e exep e leyyuqno eu ou-10D -!qetl
É o gusto, o gosto; e, tal como na culinária, a clara ação habi-
aazeld o a elap op5daoxad epp anb !e.uxa as epeu tua uuel
percepção dela e o prazer que dela se extrai nada têm em 'smuauuqe so uedald anb oapquyoo op opel op eoy esop!l
Iidosa fica do lado do cozinheiro que prepara os alimentos,
o me ou10D elas tun -0311!
'011.103
unwoo
comum com o ato criativo. Seja como for, há um certo incô- uusse Ixop!tunsuoo op opel op eoy 01S0ß o muenbua
enquanto o gosto fica do lado do consumidor, assim como,
0 lesn e sopqaduxoo sounas elo ap me} ou leqxaA opouu -101
modo verbal no fato de ora sermos compelidos a usar o ter- 'uuaßeupae( eu aqua op5ugs!p eun
na jardinagem, há uma distinção entre o jardineiro que plañ-
-geld anb
011.1 odweo o aaßuexqe eaed 01-yuul!l e exo
mo "estético" para abranger o campo inteiro, ora a limitá-lo el anb lopexouu o a emn,o a elli1Jsap mnpoxd op •opeqeoe
-oxyau •op5eaado e epol ap 0A!1d0D01 lemdaoaad opadse oe
ta e cuida e o morador que desfruta do produto acabado.
ao aspecto perceptual receptivo de toda a operação. Refiro- -epi e ou10D unsse 'tupaod 'sapåe.usnu sepd91d sessg
au-1- sop} sassa e ou-10D so!Aq9 ap eun Essas próprias ilustrações, porém, assim como a rela-
-me a esses fatos óbvios como preliminar de uma tentativa as oe 011101spca aqua epuewadxa eum -y o a l!ße o
ap .xellsou-l enueyadxa ep oe5daDL10D e anb alual,osuoo 011.103
ção existente ao se ter uma experiência entre o agir e o fi-
de mostrar que a concepção da experiência consciente como
car sujeito a algo, indicam que a. distinção entre o estético
a percepção de uma relação entre o fazer e o estar sujeito a a apod opu oogsyue o e epezxal las muod aeuaol as ap eun
anb op5eß!1 e xapuaalduxoo auuuad oßle e aue ou-10D -npoxd e o artístico não pode ser levada a ponto de se tornar uma
algo permite compreender a ligação que a arte como produ- •op5exedas V apod opu op5noaxa eu op5PJaad las empatu
lod 'oe5 um a op5daD1ad e a 'opel op5epude 'xazexd ou10D
separação. A perfeição na execução não pode ser medida
ção, por um lado, e a percepção e apreciação como prazer, emuyap no sou-llöl tua ep eD!1du1! '.0E5n,oaxa anb salanbe
ou definida em termos da execução; implica aqueles que
por outro, mantêm entre si. uueln.ysap a tuaqaD10d mnpoxd op •opelnoaxa O -!aquyoo
percebem e desfrutam do produto executado. O cozinhei-
V aue um elouap ap ossaooad *laze} no -uel OSSI
A arte denota um processo de fazer ou criar. Isso tan- 01 exedud -eA op empatu e a 'xomumsuo,o o exed ep!tuoo e
ro prepara a comida para o consumidor, e a medida do va-
as 01 sp muenb saue-sepq saue sp •seD!ß910LID01 V
to se aplica às belas-artes quanto às artes tecnológicas. A 101 anb op •oumsuoo ou e.uuooua as opuedald V eaauu
lor do que é preparado se encontra no consumo. A mera
aue laaoull?tu o *letllelua 'eußle e aeplouu DAIOAua o
arte envolve moldar a argila, entalhar o mármore, fundir o -pad snas tua aluauuepelos! epeßln( 'op5noaxa eu op5!0J10d
perfeição na execução, julgada isoladamente em seus pró-
xeD!1de lazuoxq 'smuawß!d -ueo xelueo
bronze, aplicar pigmentos, construir edifícios, cantar can- eyapod aluauqaAeA01d 'sounal soyd -ueD1e tuaq Slew las
prios termos, provavelmente poderia ser mais bem alcan-
'smuauun.ustl! xeD01 'sap5 ou spded lequaduuasap -e} 'ODIed
ções, tocar instrumentos, desempenhar papéis no palco, fa- eum aod epe5 •eueumtl aue elod anb op eu!nbyux 'PS IS aocl
çada por uma máquina do que pela arte humana. Por si só,
smuau11Aouu laz oßle zeJ aue epox •e5uep eu u-IOD
zer movimentos rítmicos na dança. Toda arte faz algo com ep oeu anb selsgxe sapueaß tuaF1xa a 'ougxeuu ou
ela é técnica, no máximo, e existem grandes artistas que não
legaleuu unfile no odi0D o e euaalxa es10D etunßle 'ala
algum material físico, o corpo ou alguma coisa externa a ele, seu urem%y sel!öl!} sop suoyadns e) ap 01duuaxa
figuram nas fileiras superiores dos técnicos (a exemplo de
u-IOD was no smuauunllstl! ap osn o u-IOD a 'salualuaz\lölll!
com ou sem o uso de instrumentos intervenientes, e com anb opoux ocusatu op '(auuezpo sapuexß anb
seF!A oßle ap op5np01d no 10A}pne •10A}ßue1 OPI
Cézanne), do mesmo modo que há grandes pianistas que
vistas à produção de algo visível, audível ou tangível. Tão mio são grandes no plano estético, e que Sargent não é um
epemuaoe errue aseJ e op no so anb aue eu -opp apuelß
acentuada é a fase ativa ou do "agir" na arte que os dicio- grande pintor.
el-!uyap cueuu-usoo soupu I-ua ep 'esomuqetl op5e ep souuaal
nários costumam defini-la em termos da ação habilidosa, da e.xecl anb e apemuqeq e(as opguas ou 'eonsnae ela Ileuy
•op5noaxa eu apemuqetl O pnJxo ellsnu e woo Para que a habilidade seja artística, no sentido final, ela
habilidade na execução. O Oxford Dictionary a ilustra com espud aluauuepunpxd as-leuodul! espald
precisa ser "amorosa"; precisa importar-se profundamente
uma citação de John Stuart Mill: "A arte é o esforço de per- woo ecual o uqos e lenb o apemuqeq sou-uuaA •eppaaxa
com o tema sobre o qual a habilidade é exercida. Vem-nos
NHOf VIDNAIHAdX'A OVNOD 6ZL
J O H N DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 129
128
so(no aounosa tun aluauu e smsnq aluauuesoqunxeaeuu cue(as 'sowequodns -euy ma(qo tun anb lop5e11sn1! ap es!nß
à mente um escultor cujos bustos sejam maravilhosamente Suponhamos, à guisa de ilustração, que um objeto fina-
•smexa elas zaA1eI ap eyelß010J ep e5uasud eu 'aaqp 'opexoqep aluauu ule(as op5aod01d a earqxal e(no -uauueums
exatos. Talvez seja difícil dizer, na presença da fotografia de mente elaborado, cuja textura e proporção sejam sumamen-
um ap a sapp eye.1ß010J euln op lenb eossad ep e spuypexße e(as 'op5da,oaad ou-10D OA0d tun ap eaqo
um deles e de uma fotografia do original, qual é a da pessoa te agradáveis à percepção, seja tido como obra de um povo
tua ON -allua •spuxel!tupe oes sap lotus1son11!A op oueld anb seA01d as-uxuqoosap 's!0daa -aelell uuepzxax
em si. No plano do virtuosismo, eles são admiráveis. Entre- primitivo. Depois, descobrem-se provas que revelam tratar-
xope!1D o as laqes elsax 'muel smsnq sop epueyadxa eun ap as- um ou10D •leluappe leameu mnpoad 'euxapca es10D
tanto, resta saber se o criador dos bustos teve uma experiência -se de um produto natural acidental. Como coisa externa,
enunuoo las e anb o aluauuepxa exiap sevq •salue
pessoal, a. qual se interessou por fazer com que fosse compar- ele continua a ser exatamente o que era antes. Mas deixa
epetll!l -ppep10A aas exed •smnpoxd snas uuezuasqo anb SOIad ap aluauueluoad las e.xqo aue ap tua eu110Jsue11 as a
tilhada pelos que observam seus produtos. Para ser verdadei- eun
prontamente de ser uma obra de arte e se transforma em
exqo eun leonsnxe aluauuea ap tual tupquuel eD!191sa las - no
ramente artística, uma obra também tem de ser estética - ou napemsowno„ eun e essecl •leameu xeßnl um wa nasntu
uma "curiosidade" natural. Passa a ter lugar em um museu
eun exed epeplouu 'elas •esuazexd euxgdaoaa op5daoxad -ep
seja, moldada para uma percepção receptiva prazerosa. E cla- ap um tua oeu a tempu •aue ap nasnu-l
de história natural, e não em um museu de arte. E o extraor-
-loe.uxa o
-ua 'aope!1D o eaed eyyssaoau a aluelsuoo oe5erxaasqo e anb 01
ro que a observação constante é necessária para o criador, en- anb e oeu epynpoad uusse
dinário é que a diferença assim produzida não é apenas de
ap seuade
'sen •znpoxd ap muenb as opu op5daD10d ens ap tupquuel
quanto ele produz. Mas, se sua percepção não for também de eum as-ego -daoxad eu e5uuaJ!p
classificação intelectual. Cria-se uma diferença na percep-
ezaarqeu elas um 014 a oumouou-l muauxpaquooa.l
natureza estética, será um reconhecimento monótono e frio oe5 eapueuu ap a •ela.l!p e 'mueuocl eoueyadxa
anb op opesn 'opynpoxd 011103 ued 01numsa o -as ossed
ção apreciativa, e de maneira direta. Portanto, a experiência
do que foi produzido, usado como estímulo para o passo se-
estética - em seu sentido estrito - é vista como inerente-
guinte, em um processo essencialmente mecânico. epeß!l aluauu ap epueyadxa
'eums tug 'eu110J ens tua laue e aun op5e101 euxsau-l e
mente ligada à experiência de criar.
Em suma, a arte, em sua forma, une a mesma relação opuenö sop leyosuas op5eJsges e sot110 -no a
o aqua -ua ap e a epæs ap e!ßlaua e aqua '*1040s o a Quando estética, a satisfação sensorial dos olhos e ou-
entre o agir e o sofrer, entre a energia de saída e a de en- 0 soppy oeu anbxod alspca sew 'equyos epeß!l apeppxge
Iepell anb ze} eoueyadxa eun anb elas eun •epueyadxa vidos o é porque não existe sozinha, mas ligada â atividade
trada, que faz que uma experiência seja uma experiência. anb ap •epuenbasuoo lepeled op saaazead so -ed
se5e1D oeu anb o opnl ap Inq!lluoo ued -10 e de que é consequência. Até os prazeres do paladar têm pa-
Graças à eliminação de tudo o que não contribui para a or- ea uasude anb ep aluaxaup apepqenb eum ouuouellseß o
sun opådaoa.l ep a op5e ep saxop} sop eooadpa.l op5equeß ra o gastrônomo uma qualidade diferente da que apresen
ganização recíproca dos fatores da ação e da recepção uns Luel ued oe smuaul!le sop „alsoß„ aluauuexauu anb tupnßle
a 'so.uno sou wa elS!A ep et110Dsa sopadse sop seuade -ell a tam para alguém que meramente "goste" dos alimentos ao
nos outros, e em vista da escolha apenas dos aspectos e tra- •sol-etuoo opu e5ua10J!p essa •apemsualll! ap seuade O
comê-los. Essa diferença não é apenas de intensidade. O
ços que contribuem para sua interpenetração recíproca, o ouuouo.useß u-101 xoqes o anb op Slew out-uu ap epuaosuoo
mnpold aue ap exqo eum •eD!191sa O 'elseqsap tuatuotl gastrônomo tem consciência de muito mais do que o sabor
produto é uma obra de arte estética. O homem desbasta, assaN •ep!tuoo ep 'xoqes -uauuwadxa aluauuelöl!p ouuoo
a equasap Ieploux 'elnogsaß 'e5uep 'elueo 'etllelua •elil!d O da comida. Nesse sabor, tal como diretamente experimen-
entalha, canta, dança, gesticula, molda, desenha e pinta. O
ap ens e epil?10Ja1 ep tuapuadap anb sapepqenb uuellua 'opel
o no laze} omqaoaad opeunsa.l o opuenb oogsnxe
fazer ou o criar é artístico quando o resultado percebido é de tado, entram qualidades que dependem da referência a sua
'sapepqenb svns anb ezaltueu 'svp!qauad OUIOO e epeß!l 'opåexedaad ap eu110J ens e a -aoxa ap
tal natureza que suas qualidades, tal como percebidas, con-
-um fonte e a sua forma de preparação, ligada a critérios de exce-
•opånpoxd ep 0!1sanb e uue1011 O opuenb 'xynpoxd ap me uussv •epuel tua aazuosqe OAap opånpoxd e ou-10D -enb se
trolam a questão da produção. O ato de produzir, quando lência. Assim como a produção deve absorver em si as qua-
epd opeauou ap anb oßle elas eu opeltll}sap 'mnpoxd op sapep!l ou-10D lel xod epelnßal aas a 'semqaoxad
norteado pela intenção de criar algo que seja desfrutado na lidades do produto, tal como percebidas, e ser regulada por
-P} anb sapepqenb tual 'op5daoxad ep ep!paul! epuewadxa as-uueuaol lepeled o a op5!pne e 'oes!A e 'sep lod
experiência imediata da percepção, tem qualidades que fal- elas, a visão, a audição e o paladar tornam-se estéticos, por
uuel oeu no eau?luodsa apepyxge •epe1011L10D O oe 'elsgae
tam à atividade espontânea ou não controlada. O artista, ao outro lado, quando a relação com uma forma distinta de ati-
tua eaod10DL1! 'xetlleqe.ll e apmge •.xopepadsa op apep!A anb o •omqaoxad
trabalhar, incorpora em si a atitude do espectador. vidade classifica o que é percebido.
NHOf 11,1V ONOD VIDNAIHAdXd
130 J O H N DEWEY Al'II COMO EXPERIÊNCIA 131
um op5daoaad epol tua opxpd ap aluauoduuoo -sa op5eß!l ep lel apod opu aas opuenb epe5ueD1e e seuade oeu
Há um componente de paixão em toda percepção es- tal da ligação não pode ser alcançada quando apenas a mão
ON sopeu101 souuos opuenb 101ue1ua epd -OD 'opxpd •sopeD!1du1! oelsa sot110 so a opu soquue opuenö -03 tuaße
tética. No entanto, quando somos tomados pela paixão, co- e os olhos estão implicados. Quando ambos não agem co-
OLLI eu 'eu\le.l atuno ou no opauu ou e 'souua.uxa enueyadxa a OLLI op sopß19 alspca 'le101 las epuenbas eun seuade -eoatu
mo na raiva, no medo ou no ciúme extremos, a experiência é mo órgãos do ser total, existe apenas uma sequência mecâ-
aluauuepppap oeN aluas as eun op5e101 woo se 'muau11Aouu a osuas ap e,mu um tua ou-10D •oogyuumne xepue
decididamente inestética. Não se sente uma relação com as nica de senso e movimento, como em um andar automático.
•opqed e noxaß anb apeppxge ep sapepqenb .10d V 'OHIO o a opul opuenb e enueyadxa 'eD!191sa seuade ops
qualidades da atividade que gerou a paixão. Por conseguin- A mão e o olho, quando a experiência é estética, são apenas
uue11eJ oyqyunba ap smuauxap epueyadxa ep legaleuu oe smuauunllsu! uado spnb sopd -Indul! 'eA!A earqe!1D e epol
te, faltam ao material da experiência elementos de equilíbrio instrumentos pelos quais opera toda a criatura viva, impul-
•op510d01d a 'opuenb saluasald aelsa tuapod ps salsa anb -saxdxa e 'mueuocl •oduual o OPOI aluexnp aluerqe a epeuo!s
e proporção. É que estes só podem estar presentes quando, sionada e atuante durante todo o tempo. Portanto, a expres-
anb elnpuoo eu ou10D u-101 o 'apemuß!p no e5e1ß me -1103 oes a leuopouxa •ous9d01d tun lod
como na conduta que tem graça ou dignidade, o ato é con- são é emocional e guiada por um propósito.
ope1011 um lod sep opeuya.l osuas ap anb sapåepa elualsns se5e1D anb o aqua op5e101 anb o a 'oppps
trolado por um senso refinado das relações que ele sustenta Graças à relação entre o que é feito e o que é sofrido,
- oe5enbape ens •oe5enus e a oeiseoo um op5daoxad eu mepaul! opguas ses!0D sep -woo ouuoo
- sua adequação à ocasião e à situação. há na percepção um sentido imediato das coisas como com-
O -!ueßao as-euopelöl opånpoad tua aue ep ossaooxd no s10Aued seaope510Ja.1 'sprxueduxootl! no •saluaaaJ101L1! sv
O processo da arte em produção relaciona-se organi- patíveis ou incompatíveis, reforçadoras ou interferentes. As
aluauueo op5daD1ad eu 031191sa o - ou-10D lel eu 'snaa me op sepuenbasuoo ap 'laze} lel sou sepultusuell ou10D
camente com o estético na percepção - tal como Deus, na consequências do ato de fazer, tal como transmitidas nos
e a exqo ens nouopadstl! 'op5e!1D nuamsuoo •eoq -y anb ounbe as we.usoul 'sopguas autusue.ll anb epp! e
criação, inspecionou sua obra e a considerou boa. Até fi- sentidos, mostram se aquilo que é feito transmite a ideia que
leo aluauqemdaoxad u-IOD 01!0Jsges anb o 'zeJ o -1103 elsgxe elsa no epelnoaxa opuas um eleu!sse a 0!Asap eun •eamdtu
car perceptualmente satisfeito com o que faz, o artista con- está sendo executada ou assinala um desvio e uma ruptura.
enun a *lep10tu e •.1ep10LL101 O laze} opuenb tuy oe eßaqo empatu eN tua enueyadxa eun ap muau1!A10Auasap o anb
tinua a moldar e remoldar. O fazer chega ao fim quando Na medida em que o desenvolvimento de uma experiência
uxoq ou10D openuaAIA a opellnsaa nas - a epueyadxa essa aluauuep!paul! sapåepx sessa e epua.xap.l tua 'opv10UL100 a
seu resultado é vivenciado como bom - e essa experiência é controlado, em referência a essas relações imediatamente
oeu tun aod a lenpalölll! muauueßln( sew 'owapca ap sepuuas 'op5ez!1ea1 a uuapao epueyadxa essa e essed
não vem por um mero julgamento intelectual e externo, mas sentidas de ordem e realização, essa experiência passa a ter
•epa!p op5daD1ad eu O -ueqpuuas snas e opeaeduxoo 'elsgxe ezumeu eum eD!191sa aluauualueu!tuopaad • O eaed oslndul!
na percepção direta. O artista, comparado a seus semelhan- uma natureza predominantemente estética. O impulso para
'sal saxapod ap opelop aluauqepadsa seuade opu tupnßle oslndul! tun as-eu101 op5e e ued anb op5e ap ody o -Insaa
tes, é alguém não apenas especialmente dotado de poderes a ação torna-se um impulso para o tipo de ação que resul-
ap tupquuel sew lop5noaxa ap eun epeusntl! um tua op5daoxad eu 0119PJsges ma(qo •ela.l!p O 0110101u
de execução, mas também de uma sensibilidade inusitada te em um objeto satisfatório na percepção direta. O moleiro
essg •ses!0D sep sapepqenb sp -uayo tupquuel
às qualidades das coisas. Essa sensibilidade também orien- molda o barro para fazer um pote útil para guardar cereais,
el sop snas •sap5e!1D a opouu tun ap zeJ o sew epd opelnßaa sap5d0D1ad ap apps
ta seus atos e criações. mas o faz de um modo tão regulado pela série de percepções
ov 'souuetllo oe '.souuuuas a souueool 'souuelnd!ueux a10d o anb laze} op sppuanbas sop so tuatunsal anb -aeu-1
Ao manipularmos, tocamos e sentimos; ao olharmos, que resumem os atos sequenciais do fazer que o pote é mar-
oe '.souuaA •sou-11Ano 'souuelnosa as u-IOD -nße e op5enus V •somopemp mueoua a e5e1ß eum 10d opeo -afi
oeu V
vemos; ao escutarmos, ouvimos. A mão se move com a agu- cado por uma graça e encanto duradouros. A situação ge-
etll eaed epesn woo no •pou!d o 0 01110 equeduuooe um l!dlnosa no upenb un aelll!d as oe etusauu e •msnq
lha usada para gravar ou com o pincel. O olho acompanha ral é a mesma ao se pintar um quadro ou esculpir um busto.
anb ounbep epuenbasuoo e epp.l a essa e se5e1D 'ossp wa edela epeo eun anb op opåedpalue
e relata a consequência daquilo que é feito. Graças a essa Além disso, há em cada etapa uma antecipação do que virá.
101101sod laze} o 'euxguy op5eß!1 a 10Age1nuuno eun oeu op5edpa1ue essg 0 op nas e 0111!nßas laze} o effl anb
ligação íntima, o fazer posterior é cumulativo, e não uma Essa antecipação é o elo que liga o fazer seguinte a seu efeito
ap 0!1sanb 011D!1deo wau tug •eugo.l ap eum -adxa eonwua •sopguas so eaed O anb anb o a -ueuod 'opepuaAIA
questão de capricho nem de rotina. Em uma enfática expe- para os sentidos. O que é feito e o que é vivenciado, portan-
epue!l op,öelaa e 'eD!191sa-oogsyue anb eua.usa oel e1011L10D
riência artístico-estética, a relação é tão estreita que controla to, são instrumentais um para o outro, de maneira recípro-
o oduual ouusauu oe *lazeJ essg •op5daoxad e a -IA 'eo •enunu0D a eA!P1numo
ao mesmo tempo o fazer e a percepção. Essa intimidade vi- ca, cumulativa e contínua.
NHOf VIDNAIHAc1XA OVNOD
132 J O H N DEWEY ARTE COMO EXPERIÊNCIA 133
0 laze} apod *1040s o a '0D!ß19ua aas apod opnße a •apnl emqaouoo op5!sodu10D e a 'aluauqeluauu mueuod
O fazer pode ser enérgico, e o sofrer pode ser agudo e tude. Até a composição concebida mentalmente, e portanto
•osualll! anb souauu e 'opmuoo as aqua uuauopep.l ued 'epeA!1d aluauueD!sy oppa1L10D nas tua eoqqpd
intenso. Contudo, a menos que se relacionem entre si para fisicamente privada, é pública em seu conteúdo significante,
um *leu110J opu euaJ es!0D e 'oe5daoxad eu OPOI -uauueuald anb emqaouoo -Old tun tua oe5noaxa e epuaaap.l
formar um todo na percepção, a coisa feita não é plenamen- visto que é concebida com referência à execução em um pro-
op5!qpca eum xas apod '01duxaxa aod 'laze} 0 •eD!191sa ap anb Olnp opunux oe 'mueuod 'aouauad anb a 10A}1d0D10d
te estética. O fazer, por exemplo, pode ser uma exibição de duto que é perceptível e que pertence, portanto, ao mundo
eum 'xenu0AIA o a '03111301 ou-1S1sonVIAsmuauuuuas ap epuo oseo •unwoo '011e11L10D euas eum no op5enaqe um oquos
virtuosismo técnico, e o vivenciar, uma onda de sentimentos comum. Caso contrário, seria uma aberração ou um sonho
eum e05!0Jaade opu elsgae o opuenö •opuezxap um no -ou •ol!aßessed V lessudxa ap e!sue spuxelle -enb se emlll!d ep
ou um devaneio. Quando o artista não aperfeiçoa uma no- passageiro. A ânsia de expressar através da pintura as qua-
ap ossaooad nas tua oes1A eA laazeJ ap aluauueD1ueoau-1 afie sapepq tuaßespd eum ap semqaxxad enßnuoo epueuuap
va visão em seu processo de fazer, ele age mecanicamente lidades percebidas de uma paisagem é contígua à demanda
ou10D opexy 'oppoux OHIOA unfile Oladaa a eun -!eq elueld ap eun was •potl!d no -uewadxa e 'euxapca op5euaeoua
e repete algum velho modelo, fixado como uma planta bai- de lápis ou pincel. Sem uma encarnação externa, a experiên-
•aluauu ens tua ex eun asop a op5ezuasqo ap ody op aoaueuuad ep soullöl tua {elölduuoou! -opunJ a
xa em sua mente. Uma dose incrível de observação e do tipo cia permanece incompleta; em termos fisiológicos e funcio-
-gel!lenb sap5e1a1 ap op5daD1ad eu oppaaxa epueß!lalll! ap 'sleu saamouu sopß19 oes sopguas sop sopß19 so cueß!l as a
de inteligência exercido na percepção de relações qualitati- nais, os órgãos dos sentidos são órgãos motores e se ligam
OAHe11D otlleqell o ezyape.xeo seA sy •aue eu -ap sap5e101 ep maul lod 'oueumq odi0D ou se!ßxaua ap a
vas caracteriza o trabalho criativo na arte. As relações de- por meio da distribuição de energias no corpo humano, e
u-IOA seuade opu sepelou las ouadsa.l seum Isellno se •saamou-l sopß19 sollno e 'aluauueD!tumeue seuade opu OEN
vem ser notadas não apenas com respeito umas às outras, não apenas anatomicamente, a outros órgãos motores. Não
'senp e senp sew -laxa oes '.op5n11suoo tua OPOI oe sepeß!l eun lod anb eonsynßuq epueppu!0D ' -suoo„
duas a duas, mas ligadas ao todo em construção; são exer- é por uma coincidência linguística que "edificação", "cons-
tuaßms •op5eA1asqo eu muenb op5eu!ßeu1! eu muel sepp
cidas tanto na imaginação quanto na observação. Surgem trução" e "obra" designam tanto um processo quanto seu
anb sepueA01a11! /.sexopelual sap5e1F!p oes as-wuaßns -IP mnpoad •leuy was o op loq.10A 0Ague1sqns op o
irrelevâncias que são distrações tentadoras; sugerem-se di- produto final. Sem o significado do verbo, o do substantivo
•muauupanbwua ap sepe5aeF!p saossaxß tua smuauuou-l aoaueunad •olzeA
gressões disfarçadas de enriquecimento. Há momentos em permanece vazio.
aoanbeyua as alueu!tuop epp! ep oesuaaxde e anb -slue o a xousodu10D o 'xounsa 'leo!snuu o no 1011nosa o -tild
que a apreensão da ideia dominante se enfraquece e o artis- O
O escritor, o compositor musical, o escultor ou o pin-
el 'el-eqouaaad e opeA01 aluauualuaosuoou! ap -esuad nas wapod 'leåellaa ounbe 'opånpoxd ap ossaooxd o alueanp
ta é inconscientemente levado a preenchê-la, até seu pensa- tor podem retraçar, durante o processo de produção, aquilo
muauu as e .xe110A O 01!apep10A otlleqe.ll op elsgxe •aluauuaoyalue cuexazy anb opuenö OSSI oeu '01191eJsges a
mento voltar a se fortalecer. O verdadeiro trabalho do artista que fizeram anteriormente. Quando isso não é satisfatório,
*11t111suoo a oe5daoxad eu aluaaaoo elas anb epueyadxa aseJ %
eun eu no lemdaD1ad tua muauxepue sala 'enuewadxao„ep
é construir uma experiência que seja coerente na percepção na fase perceptual ou em andamento da experiência, eles
eAou1 as anb oduual owsauu oe u-IOD saluelsuoo se5uepnuu 'wapod Ple ap ae5au10D 'muod xeåe.uaa assa •OAOU opu
ao mesmo tempo que se mova com mudanças constantes podem, até certo ponto, começar de novo. Esse retraçar não
•muau11A10Auasap nas tua exruaunbxe ep oseo ou aezqeaa ap - anb o -as zaA1e1
em seu desenvolvimento. é fácil de realizar no caso da arquitetura - o que talvez se-
opuenö sepp! laded ou aed 101!1Dsa tun -uawexep e! eum sapze.l sep ap •sep} sap5n11suoo seluel so -xe
Quando um escritor põe no papel ideias já claramen- ja uma das razões de haver tantas construções feias. Os ar-
'sepeuapxo aluauualuaxaoo a semqaouoo -IOA o anbaod smaunb salue oesnpuoo e sepp! sens aeA01 e sopeßyqo oes
te concebidas e coerentemente ordenadas, é porque o ver- quitetos são obrigados a levar suas ideias à conclusão antes
01!apep 10} otlleqell •aluauuepxaxd no zamel ap 'oelua -lad ep 0101du10D ma(qo tun tua sepp op5npe11 e enooo anb
dadeiro trabalho foi feito previamente. Ou então, ele talvez que ocorra a tradução delas em um objeto completo da per-
anb tua ayuoo .10!euu e epd epynpu! -IA!1e •op5da,o V e aluaweauellnuus 11t111suoo ap apemuq!ssodul!
confie em que a maior perceptibilidade induzida pela ativi- cepção. A impossibilidade de construir simultaneamente a
op opsnpuoo ens tualuawo 10A1suas oessuusuell ens a apep apdul! euxga(qo op5euxeoua ens a epp! eum •tuaße1ueAsap
dade e sua transmissão sensível orientem sua conclusão do ideia e sua encarnação objetiva impõe uma desvantagem.
me oxau-l O •otlleqe.ll op5yosue11 ap aluauueogalsa -01011! ON sepp! sens aexoqep e sope510J oes tupquuel sap 'muelua
trabalho. O mero ato de transcrição é esteticamente irrele- No entanto, eles também são forçados a elaborar suas ideias
wa empatu eu oeu e 'alueA anb aluaullelßalll! e.uua eu -daD1ad ep ma(qo op a op5euaeoua ap maul op soullöl tua
vante, a não ser na medida em que entra integralmente na em termos do meio de encarnação e do objeto da percep-
epueyadxa eun ap op5eu110J -aldu10D e exed auxotu as anb 'leuy op5 oeu e anb tuatlleqell enauetu ap a eDiueoauu
formação de uma experiência que se move para a comple- ção final, a não ser que trabalhem de maneira mecânica e
NHOf VIDNAIHddXA OVNOD
134 JOHN DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 135
•e.l!augoa anb IDA?A01d e apepqenb eD!191sa spapapo sep ap o(uea arxxas satllelap •op5eoyguap! saldugs e exed elS!d ap
rotineira. É provável que a qualidade estética das catedrais ranjo de detalhes serve de pista para a simples identificação.
-n.usuoo ens ap me} oe 'empatu euao tua 'euxap as spuxa!paux ON 'muauupaquooal 0111011103 salduus assa aeD!1de elseq
medievais se deva, em certa medida, ao fato de sua constru- No reconhecimento, basta aplicar esse simples contorno
oeu oms epe1011L10D muenb aod a(oq ap se oes ma(qo oe 011103 'aluasaxd ou 'sazaA sy •uouelsa
ção não ter sido tão controlada quanto são as de hoje por um
ao objeto presente, como um estêncil. Às vezes, no contato
we! sma(oad so •opuualue ap souaJ sap5eoypadsa a sma(oad eaed epeuxeqo op5ua1e e souual 'oueumq las 's05e11
projetos e especificações feitos de antemão. Os projetos iam um
com um ser humano, temos a atenção chamada para traços,
woo mung opuaosa1D cun ocusauu 'muela.llug •sap5tmusuoo se seousyapexeo ap seuade zaAle1 'seDFIJ oeu salue spnb sop
crescendo junto com as construções. Entretanto, mesmo um talvez apenas de características físicas, dos quais antes não
ap ogd91d mnpoxd apdnssald 'oogsyue opuas um eounu souuaqaD1ac1 •muauxpaquoo -payuoo
produto próprio de Minerva, sendo artístico, pressupõe um tínhamos conhecimento. Percebemos nunca ter conheci-
opouad sap5daoxad a sop so lenb ou 'op5e1saß ap •alueußaxd opguas tun tua OIS!A el-?l oeu 'eossad elanbe op
período anterior de gestação, no qual os atos e percepções do aquela pessoa, não tê-la visto em um sentido pregnante.
eu sopela(oad as a tuaßeaalll! op5eu!ßeu1! -emnuu •„el-euuosqe„ a el-ypmsa e 0!1ua souue5au10D op5da,oaad
projetados na imaginação interagem e se modificam mutua- Começamos então a estudá-la e "absorvê-la". A percepção
V
ap opxped o a oueld o anßas aue ap eaqo epox •aluauu eun •muauupaquooal oaauu o Imusqns tun me ap -n.usuooa.l
mente. Toda obra de arte segue o plano e o padrão de uma substitui o mero reconhecimento. Há um ato de reconstru-
anb opuazeJ Ielölduuoo eoueyadxa elas ela epguas -eux ap eAou as-eu101 enuaosuoo e a 'oe5 assa •eAIA a ap
experiência completa, fazendo que ela seja sentida de ma- ção, e a consciência torna-se nova e viva. Esse ato de ver
me
enou sleu-l •epe.uuaouoo a esua1L1! smuauuap ap op5exad00D e OAIOAUO e.xoquua 'saxmouu sap
neira mais intensa e concentrada. envolve a cooperação de elementos motores, embora eles
OEN ounuu ou a aqaoaad tuanb ap oseo Iepude tue5aueuuad as ap zaA tua -IOAua a
Não é muito fácil, no caso de quem percebe e aprecia, permaneçam implícitos, em vez de se explicitarem, e envol-
op etuguy oeiun e lapuaalduxoo laze} woo o 011103 lel 'aayos uuessod anb sepelnuunoe sepp! se sepol ap op5eaad00D e
compreender a união íntima do fazer com o sofrer, tal como ve a cooperação de todas as ideias acumuladas que possam
e sopeuxal souuos •.xopeyo ou pp as -uus onauuyd o anb 1!A.xas eAou e ae101du10D exed •op5eu110J u10 tuaßeul! 0 -0301
se dá no criador. Somos levados a crer que o primeiro sim- servir para completar a nova imagem em formação. O reco-
anb o azuosqe aluauxsald eu110J qos alspca was 'epeqeoe as muauupaqu epuansuoo eun aeuadsap eaed spuuap
plesmente absorve o que existe sob forma acabada, sem se nhecimento é fácil demais para despertar uma consciência
-edu10D sapeppxge OAIOAUO op510sqe essa anb ap eli10D lep
dar conta de que essa absorção envolve atividades compa- vívida. Não há resistência suficiente entre o novo e o velho
op se •.xope!1D sen oeu •apepyussed enueyadxa ep epuansuoo e xemßasse ued oeo o
ráveis às do criador. Mas receptividade não é passividade. para assegurar a consciência da experiência vivida. Até o cão
ep tupquuex sop ap apps eum lod msoduuoo ossaooad tun o eueqe a apl anb oqe.l oe aluauuaaßale ouop nas xe110A
Também ela é um processo composto por uma série de atos que late e abana o rabo alegremente ao ver seu dono voltar
op5a1!p tua uuelnuunoe as anb sonxueaa opåezqeax •euxga(qo o anb op offuue op ep!L110De ens tua OA!A aluauxeuald Slew
reativos que se acumulam em direção à realização objetiva. é mais plenamente vivo em sua acolhida do amigo do que o
'oe5daD1ad epauxeq oeu 'oyy.uuo,o oseo sew -uauupaquooa.l las anb oueuunq elua1L10D as woo 0 •muauuoaquooal
Caso contrário, não haveria percepção, mas reconhecimen- ser humano que se contenta com o mero reconhecimento.
•01 V Slop so allua e5uaxaJ!p •esuau-ll 0 muauupaquooa.1 exye as opuenb as-ze}sges muauupaquooal saldugs
to. A diferença entre os dois é imensa. O reconhecimento é O
O simples reconhecimento satisfaz-se quando se afixa
ap salue epeayaa op5daoxad e e -ap as ap
a percepção refreada antes de ter a possibilidade de se de- uma etiqueta ou um rótulo apropriado, tendo "apropriado"
05au10D o aF1xa 'muauupaquooaa ON •aluau101A!l IOAIOAUOS anb apnbep opuuas o e auxaas oe ouxalxa ous9d01d
senvolver livremente. No reconhecimento, existe o começo um
o sentido daquele que serve a um propósito externo ao ato
me
-
opezymne opu 05au10D assa sen •op5daD1ad ap me II-in ap xaoaquooaa ap -guap! xopapuaA tun anb opouu ouusau-l op
de um ato de percepção. Mas esse começo não é autorizado de reconhecer - do mesmo modo que um vendedor identi-
-IOD ep euald op5daoxad eun ap muau1!A10Auasap oe e lod seyopeD1auu eoy •e.usouue -nquau OAIOAUO oeu
a servir ao desenvolvimento de uma percepção plena da coi- eum
fica mercadorias por uma amostra. Ele não envolve nenhu-
anb tua
muod ou opuap •eppaquooaa es e auxaas eun vuno op op5e1!ße etu locus!ueßxo eumquau sevq •euaalll! op50u10D
sa reconhecida. É detido no ponto em que serve a uma outra ma agitação do organismo, nenhuma comoção interna. Mas
'apepqeuy ou-10D oe un souuaoaquooaa exed etu eu tuatuoq o tuapualsa as anb sepuo aod apaooad oe5daD1ad ap I-ua
finalidade, como ao reconhecermos um homem na rua para me
o ato de percepção procede por ondas que se estendem em
anb o IDA exed opu a '01-npxa no 01-nuaul!lduuno •alau oe5daoxad eu 0F!xa oeu 'uussv •ouus!ueß10 0 OPOI lod apps
cumprimentá-lo ou evitá-lo, e não para ver o que há nele. série por todo o organismo. Assim, não existe na percepção
ON 'muauupaquooa.l lel ou ou10D soulleoaa 'odgpaxalsa um no um •op50uua ep oppsanv 11Ano O euao no ma(qo
No reconhecimento, tal como no estereótipo, recaímos um ver ou um ouvir acrescido da emoção. O objeto ou cena
tun •opeu110J aluauue!A01d euxanbsa tun tua atllelap no -le omqaD1ad aluauue1PIL1! epd opessedxad •op50uua opuenö
em um esquema previamente formado. Um detalhe ou ar- percebido é inteiramente perpassado pela emoção. Quando
VIDNAIHAc1XA OVVOO
NHOf
J O H N DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 137
136
omqaoxad legaleuu o epuuad opu epeuadsap op50uua eum ued epeuueup opåuap lel muod lenb no a Inbe 'oue Ille opu
uma emoção despertada não permeia o material percebido atenção chamada para tal ou qual ponto alto, aqui e ali, não
'opesuad no ela no •eD!ß9101ed
ou pensado, ela é preliminar ou patológica. percebe; só por acaso é que há sequer interesse em ver um
V eD!191sa aseJ eoueyadxa ep lepuaA!A no •eA!1daoa.1 etual nas 10d oapenb •opezqea.l
A fase estética ou vivencial da experiência é receptiva. quadro por seu tema vividamente realizado.
eßauua e sevq •opå!puaa eum OAIOAUA PS na op epenbape lopezuasqo no lopepadsa o 'xaqaoxad uecl u-101 nun ap
Envolve uma rendição. Mas a entrega adequada do eu só é Para perceber, o espectador ou observador tem de criar
puyssod sprxe.ue eun ap apepyxge Iepe1011L10D apod ulaq anb
possível através de uma atividade controlada, que bem pode sua experiência. E a criação deve incluir relações compa-
•esualll! aas anb o woo op5ua1L1! essou ap aued apue.lß tua se sprxe.l amnpoad opd sepe1DuaA!A sew oes oeu
ser intensa. Em grande parte de nossa interação com o que ráveis às vivenciadas pelo produtor original. Elas não são
Iseoguep! opuuas •lexal!l apnbeu muel sen -lad anb
-
sou opauu aod eao 'soulle1101 sou sou anb e(as
um tua
nos cerca, nós nos retraímos, ora por medo - nem que seja wau idênticas, em um sentido literal. Mas tanto naquele que per-
effaaua ap errxasal essou aluauueppxaptl! xelseß ap - lod eao aqao muenb OAap elsgae ou eum -ap sop op5euapxo
de gastar indevidamente nossa reserva de energia - ora por cebe quanto no artista deve haver uma ordenação dos ele-
oeåednooaad - -0301 ens tua 'anb mun(uoo op smuaul 'eu110J sou oeu eaoquua
samsanb se.uno
preocupação com outras questões - como no caso do reco- op oseo ou ou10D mentos do conjunto que, em sua forma, embora não nos
•muauupaqu op5daoxad eaed effaaua ep epyes ap elas 'satllelap -uapsuoo op5ez!ueßxo ap ossaoold oe e,oguep!
V me um
nhecimento. A percepção é um ato de saída da energia para detalhes, seja idêntica ao processo de organização conscien-
ap oeu a 'xaqaoaa -aeußaxdul! sou uecl •e!ßxaua ep me um was •eaqo ep aope!1D opd opepuaA!A ap -aa
receber, e não de retenção da energia. Para nos impregnar- temente vivenciado pelo criador da obra. Sem um ato de re-
ap soul eun 'eyneuu •epu aetllnßlauu ap souual 'op5e!1D eun ouuoo omqaoxad opu ma(qo o •aue ap eaqo O
mos de uma matéria, primeiro temos de mergulhar nela. criação, o objeto não é percebido como uma obra de arte. O
opuenö sorussed seuade souuos 'euao ep sou elsæe 'natlloosa -uapuoo a noyxaxqe Inaouepsa 'nooy!lduus
eum ap aluep
Quando somos apenas passivos diante de uma cena, ela nos artista escolheu, simplificou, esclareceu, abreviou e conden-
eu!tuop 'a lod elleJ -aqaoaad opu 'elsodsa.l ap apep!Age ap nos e.xqo e woo opaooe ap nas •assaaalll! apnby anb et110
domina e, por falta de atividade de resposta, não percebe- sou a obra de acordo com seu interesse. Aquele que olha
ap souuax •euolssaxd sou anb ounbe soul a e!ßaaua sessa lod xessed aAap woo opxooe ap 'sap5uado nas muod
mos aquilo que nos pressiona. Temos de reunir energia e eleve passar por essas operações, de acordo com seu ponto
•nuosqv exed 0A!1daoa1 u101 tun tua el-YD010D de vista e seu interesse. Em ambos, ocorre um ato de abs-
colocá-la em um tom receptivo para absorver.
'op5e11 OF! anb ounbep op5e11xa ap tug
anb tuaqes sopox ued opez!puude um ospaxd -ua tração, isto é, de extração daquilo que é significativo. Em
Todos sabem que é preciso um aprendizado para en-
spuxelle *leßxax ap um -ed no 'o!dpsapl tun no 0!dps01D1tu ambos, existe compreensão, na acepção literal desse termo
xergar através de um microscópio ou um telescópio, ou pa-
'9 OISI - eum -eD!sy sapepwelnogxed a satllelap ap oe!unaa
eun IDA ex tuaßespd lel o ou10D e V anb ap epp! - isto é, uma reunião de detalhes e particularidades fisica-
ra ver uma paisagem tal como o geólogo a vê. A ideia de que
aluau-l •opepuaA!A opol tun tua sosladsp un otlleqell
oe5daD1ad e smuauuouu ap munsse a a sleuolseoo mente dispersos em um todo vivenciado. Há um trabalho
a percepção estética é assunto de momentos ocasionais é
ose.ue o eaed sapze.l sep aqua saue sep •spu o a 0410 uusse 'aqaD1ad tuanb ap aued lod ou-10D tun -ell
eum
uma das razões para o atraso das artes entre nós. O olho e o
0 feito por parte de quem percebe, assim como há um tra-
0111eq op aued xod •elsgae tuanö 'os05!nßa1d spuuap xod
tuapod lens!A oypxede a 'sopelll! .xelsa apod ma(qo o .xelsa balho por parte do artista. Quem é por demais preguiçoso,
aparelho visual podem estar intactos, e o objeto pode estar
eaed sap5uaAuo,0 10d opeloquua no OAueu1 -ell assa aelnoaxa
aluasaxd aluauueD!sy - -01
0 no acuea a110N ap le.lpapo e
fisicamente presente - a Catedral de Notre Dame ou o re- inativo ou embotado por convenções para executar esse tra-
•Ipueaqu10H lod opelll!d spJJ01S a(ypwpuaH ap meal 0111eq „op5epude„ ens •aAno wau OA oeu eum ap epsaux
trato de Hendrickje Stoffels pintado por Rembrandt. Em um
um tug balho não vê nem ouve. Sua "apreciação" é uma mescla de
sotllela.l ap se apemu110JL10D e u-IOD aaqes ep setuxou -!tupe
tuapod sma(qo so 'salduus opuuas las aas tuapocl retalhos de saber com a conformidade às normas da admi-
sentido simples, os objetos podem ser "vistos". Podem ser
a 'soppaquooaa aluauqazussod 'sopetllo a leuonuauxuoo op5e1 eum woo 'estuuoo enrgap op5eßloduua
olhados, possivelmente reconhecidos, e ter os nomes corre-
-anoo satuou so ração convencional e com uma empolgação afetiva confusa,
•sala e sopeß!l SOI aod 'sevv elle} ap op5eaa1L1! •eumuaß anb ouusauu
eun
tos ligados a eles. Mas, por falta de uma interação contínua
enunuoo mesmo que genuína.
entre o organismo total e os objetos, estes não são perce-
cun •aluauueogalsa oeu ouaoap 'somq 'salueus!A ap odnxß sy sap5eaamsuo,o sepeluasude -atuas e
bidos, decerto não esteticamente. Um grupo de visitantes, As considerações já apresentadas implicam a seme-
opynpuoo tun lod tua eum e opual 'exmu!d ap egaleß -ua 'seoypadsa sase}ue e se5e1ß 'e5ueqpuuassap e a eåuetll
conduzido por um guia em uma galeria de pintura, tendo a lhança e a dessemelhança, graças a ênfases específicas, en-
NHOf AHM sy A1 VIDN41HAdXA OVNOD
138 J O H N D E WHY Ais IE C O M O EXPERIÊNCIA 139
vtun all opuuas ou Iepueyadxa e a 'alueußald epueyadxa lexpal um no oeu aoueu101 e oes ase.l} so anb otusau-l 'leuy
tre uma experiência, no sentido pregnante, e a experiência teatral ou um romance não são a frase final, mesmo que os
•eD!191sa V u-101 eum apepqenb ullsse as '.eD!191sa sopeueosap uue(as suaßeuosxad ou-10D opuaA!A soz!10J ued
estética. A primeira tem uma qualidade estética; se assim personagens sejam descartados como vivendo felizes para
oeu 'assoJ eyeanßyuoo as oeu legapuu nas tua eun -adxa •axduxas epuewadxa eun tug setunßle 'eD!191sa
não fosse, seu material não se configuraria em uma expe- sempre. Em uma experiência nitidamente estética, algumas
epuall •aelnßu!s oeN 10A1ssod aqua xuedas 'IS senueyadxa sealno tua sepenuap seousuapexeo uuepzxa.l as
riência coerente singular. Não é possível separar entre si, características atenuadas em outras experiências se revelam
tua enueyadxa eum 'le1!A o o o a '0A!10Je se '.salueu!tuop sepeupaoqns seaope1011uo,o as-cueuaol - e
em uma experiência vital, o prático, o intelectual e o afetivo, dominantes; as subordinadas tornam-se controladoras - a
sop seogsyapeaeo se elli10D sun ap sapepaydoad se xeßo( a se 'aaqes spnb sep apn11!A tua seousyapeaeo e enueyadxa a
e jogar as propriedades de uns contra as características dos saber, as características em virtude das quais a experiência é
aod e101du10D a epeißalll! enuewadxa eum •ps IS
outros. A fase afetiva liga as partes em um todo único; "in- uma experiência integrada e completa por si só.
o elatuou aluauusaldugs „lenpapl -uewadxa e anb ap epueyadxa epol tug 'eu110J alspca anb10d -slxa
telectual" simplesmente nomeia o fato de que a experiên- Em toda experiência integral existe forma, porque exis-
ep a '.opguas o anb aßeaalll! ouus!ueßxo op5equeß10 eoltueup ap op5ez!ueß10 e OUIUID
cia tem sentido; e "prático" indica que o organismo interage te organização dinâmica. Chamo a organização de dinâmica
anb sma(qo a smuarxa so •uueD10D o V exalduxoo Slew um aas aod 'epe101du10D aas ued oduual aeA01 ep lod -psalD
com os eventos e objetos que o cercam. A mais complexa por ela levar tempo para ser completada, por ser um cresci-
eoypsol!} oe,öeßgsauxul eoynuao no e a sleu-l esop!quxe -lul O •op5eumsuoo 'muau1!A10Auasap •muauu legaleuu
investigação filosófica ou científica e a mais ambiciosa ini- mento. Há início, desenvolvimento, consumação. O material
a oppaßll! epd oppaåp op5e101L1! op5ez!ueßxo epnbe
ciativa industrial ou política têm, quando seus diversos in- é ingerido e digerido pela interação com aquela organização
epueyadxa eum tuamgsuoo saluapaaß apepqenb le1!A anb 101101ue epuewadxa ep sopeunsa.l sop e It-unsuoo
gredientes constituem uma experiência integral, qualidade vital dos resultados da experiência anterior que constitui a
•eD!191sa saued sens 'muauuou-l assau 'anb -u! as sepe1xeA op •xopetlleqe.ll V -Inbe anb Ple anßassoxd op5eqnDL1!
estética. É que, nesse momento, suas partes variadas se in- mente do trabalhador. A incubação prossegue até que aqui-
tuaaapaons aluauue.xauu ap zaA tua 'uueß!1101 sewn •sealno se 01 anb omqaouoo -OD IDAHdaoxad opeuxol a ope(aued elas
terligam, em vez de meramente sucederem umas às outras. lo que é concebido seja partejado e tornado perceptível co-
as-tuaA0tu 'epepuaA!A op5eß!1 ens aod 'saved se eum eaed OLLI opunul op aued eun •unwoo epueyadxa os eD!191sa
E as partes, por sua ligação vivenciada, movem-se para uma mo parte do mundo comum. Uma experiência estética só
op5eumsuoo a um eaed opu a 'oupaJsap eun oe5essao exauu apod tua as-aepedu-10D um tun ap opguas ou muauuouu -JID
consumação e um desfecho, e não para uma mera cessação pode compactar-se em um momento no sentido de um clí-
'ossp u191Y •oduual ou lel -sum eu eaadsa oeu op5eumsuoo aeßaup as op5emp eßuol ap saxoyalue sossaooad ap xetu wa
no tempo. Além disso, tal consumação não espera na cons- max de processos anteriores de longa duração se chegar em
•enpuoo as epeualduua e epol anb Ple epuep epedpalue anb leuopdaoxa muau11Aou-1 tun u10 anbleqe IS -no se sepol
ciência até que toda a empreitada se conclua. É antecipada um movimento excepcional que abarque em si todas as ou-
a ossaooxd o OPOI alueanp epeuoqes aluauuepeaauaa u-IOD e e5eJ o a ses!0D seal muod •oppanbsa aas msaa o OPOI ap 0
durante todo o processo e reiteradamente saboreada com tras coisas e o faça a ponto de todo o resto ser esquecido. O
•apemsualll! lepadsa eoueyadxa eun anßugs!p anb oesaaAL10D e a eD!191sa ou10D
especial intensidade. que distingue uma experiência como estética é a conversão
-ueu!tuopaxd ops oelsanb tua sepueyadxa se 'eyrepox anb sap5e1pxa ap 'saosual sep a epuals!sax ep tua IS -ual oes
Todavia, as experiências em questão são predominan- da resistência e das tensões, de excitações que em si são ten-
no spnpalölll! 'seD!1Y1d oeu a tua muau-11A0tu tun tua 'oessalß!p e exed sap5e1 um e op5a1!p
temente intelectuais ou práticas, e não distintivamente esté- tações para a digressão, em um movimento em direção a um
IseD!1 op op5unJ tua assaaalll! anb ous9d01d op a uueplll! se •alueoygexß a OA!snpu! oupa}sap
ticas, em função do interesse e do propósito que as iniciam desfecho inclusivo e gratificante.
•uue1011L10D se a eoueyadxa eun tug e 'lenpalalll! -npuoo
e as controlam. Em uma experiência intelectual, a conclu- Vivenciar a experiência, como respirar, é um ritmo de
oes *101eA tual xod •gs apod epyellxa aas eum ouuoo elnu119J oessaons ens •sapslndxa a sap5xosqe epemuod -10}sue11 a
são tem valor por si só. Pode ser extraída como uma fórmula absorções e expulsões. Sua sucessão é pontuada e transfor-
eum no ' a apod epesn wa ens -u! apep!1e101
ou uma "verdade", e pode ser usada em sua totalidade in- mada em um ritmo pela existência de intervalos, períodos
aluapuadap ou-10D um tun a -eßgsauxtl! sealno tua e!nß wa anb eun a epessao a aseJ eum ealno a lep!lll -uedald
dependente como um fator e um guia em outras investiga- em que uma fase é cessada e uma outra é inicial e prepara-
•e!191 za} satuel eunuodo op5exedu10D eum o aqua
ções. O fim, o término, é importante não por si, mas como tória. William James fez uma comparação oportuna entre o
•saued sep op5e1ßa1L1! OEN •epuelspca e.uno tual eun e5ad ap osmo eum sosnod a SOOA so a aluaosuoo enueyadxa -le
integração das partes. Não tem outra existência. Uma peça curso de uma experiência consciente e os voos e pousos al-
VIDNd1HddXA OVNOD
140
NHOf
JOHN DEWEY ARTE C O M O EXPERIÊNCIA 141
sopeuxal as-weß!l sosnod a SOOA so •oxessyd -eul!lll! opuenb es10D Ianblenb ap saluetl!tu.lölap so.101eJ so
un ap
ternados de um pássaro. Os voos e pousos ligam-se intima- tética, quando os fatores determinantes de qualquer coisa
oes oeu /.sollno soe sun aluauu smuauue51e ap opeqund anb as enueyadxa ap aetueup essod Viti111Stgs -Inuu uuezxap as
un
mente uns aos outros; não são um punhado de alçamentos que se possa chamar de experiência singular se elevam mui-
aluauqenß! soyu!lles sunßle aod somnßas Isopeuope101 opu eu11De 01 op wet1101 as a op5daD1ad ep 10d
não relacionados, seguidos por alguns saltinhos igualmente to acima do limiar da percepção e se tornam manifestos por
epeo •sopeuopepa opu .xeßrtl 'enuewadxa eu 'osnodal ap sap •sousau-l
não relacionados. Cada lugar de repouso, na experiência, é eles mesmos.
um sepuuosqe oes anb tua aeouaAIA se sepexodxooul a -um
um vivenciar em que são absorvidas e incorporadas as con-
sop ap senuenbas 'saxollölue 'a sassa anb souauu e sop -as
sequências de atos anteriores, e, a menos que esses atos se-
cue( no oupydeo ouuauxa ap emd 'eunu zeal tun epeo IS I-ua
jam de extremo capricho ou pura rotina, cada um traz em si
tun anb ou-10D lex •openxxasuoo a opye.uxa ou
um significado que foi extraído e conservado. Tal como no
tun ap 05ueAe anb op soqueß so sopol -ap
avanço de um exército, todos os ganhos do que já foi efe-
'sopepqosuoo aluauxeo!powad ops openl u-IOD aidl-uas seF!A
tuado são periodicamente consolidados, sempre com vistas
anb oe pxas sou as •a!nßas e souuar•xotu essudap 'sleuuap
ao que será feito a seguir. Se nos movemos depressa demais,
smuauuwdns ap aseq ep sou-ouuelsep - ap op5e1nuunoe ep
afastamo-nos da base de suprimentos - da acumulação de
lepyxadns 'epeuße as-eu.101 epueyadxa e a
significados -, e a experiência torna-se agitada, superficial
opyexpca aauxeq ap S!0dap 'spuuap souuuouuap as •estuuoo a
e confusa. Se demoramos demais, depois de haver extraído
tun *101eA ap anotu enueyadxa e 'omnb}l •opå!uetl!
um valor líquido, a experiência morre de inanição.
op vuuoJv nsa 'mueuod so sopol tua aluasald
A forma do todo, portanto, está presente em todos os
•so.xquuauu oeu a 'senuuuoo sap5unJ oes xeumsuoo a *lezqeau
membros. Realizar e consumar são funções contínuas, e não
seuade tua sopezqeool suy suauu •leßnl tun O o 'aopeAe1ß
meros fins localizados em apenas um lugar. O gravador, o
o no -alduuoo ap ossaooxd ou as-cue.uuooua
pintor ou o escritor encontram-se no processo de comple-
nas ap edela epeo e oßle •otlleqe.ll V 'muauuouu epeo
tar algo a cada etapa de seu trabalho. A cada momento, têm
nap as anb o litunsaa a lezuasald ap a OPOI tun ou-10D salue
de preservar e resumir o que se deu antes como um todo e
anb OPOI tun e eouaxap.l woo •ellA oseo 'oyelluo,o opu
com referência a um todo que virá. Caso contrário, não há
e5uemßas wau enuaxaoo tua sop snas •soA1ssaons -saons
coerência nem segurança em seus atos sucessivos. A suces-
V
são de feituras no ritmo da experiência confere variedade e
-gadaa sep a e!umououx ep otlleqell o aß0101d '.01uau1!Aou1
movimento; protege o trabalho da monotonia e das repeti-
•s!ölnu! sa05 sy so oes sepeluauuaadxa senuaA!A smuawap
ções inúteis. As vivências experimentadas são os elementos
ou saluapuodsano,o -0101d '.apemun uueuoplodold a oull!l
correspondentes no ritmo e proporcionam unidade; prote-
otlleqell o tuaß ep elle} ap ous9d01d ap eum oessaons exauu
gem o trabalho da falta de propósito de uma mera sucessão
ma(qo tun •sap5e1pxa ap -uauxalueu!uxopald a .xeqnoad
de excitações. Um objeto é peculiar e predominantemen-
ep oogsyapexeo lazead o opueaaß -sa op5daoaad
te estético, gerando o prazer característico da percepção es-