Você está na página 1de 17

1a lista do prof.

Campos

2.2.Tubulações de esgoto foram instaladas num local arborizado utilizado para


acampamento – camping – . Neste acampamento estão 200 pessoas, 100 pessoas em
alojamentos e cabanas, e 50 pessoas em apartamentos de férias. Assuma que as pessoas
que ficam alojadas utilizam a sala de jantar para 3 refeições diárias e um restaurante self-
service com um banco de 5 poltronas com 4 funcionários e uma quantidade estimada de
100 clientes por dia está sendo construído. O comparecimento diário no centro de visitantes
possui uma expectativa de 50% da capacidade. Outras instalações incluem 10 máquinas de
lavar, 20 lugares para sentar no saguão do hotel e 3 postos de gasolina – 265 gal/d por
posto. Calcule a vazão média em m3/dia usando as vazões de cada unidade.

Solução :
Utilizar a tabela 2-12, página 29 do Metcalf.
1) Acampamento: 200.30.3,7854 = 22712 L/d = 22,71 m3/d
2) Cabanas: 100. 40.3,7854 = 15141 L/d = 15,14 m3/d
3) Apartamentos: 50.60.3,7854 = 11356,2 L/d = 11,36 m3/d
4) Refeitório: 300 refeições.7.3,7854 = 7949,3 L/d = 7,95 m3/d
5) Restaurante Self-service: 4 funcinários.10.3,7854 = 151,4 L/d = 0,15 m3/d
100 clientes.2.3,7854 = 2271,2 L/d = 2,27 m3/d
6) Centro de visita: 0,5.350.3,7854 = 3312,2 L/d = 3,31 m3/d
7) Dez máquinas de lavar roupas: 10.550.3,7854 = 20819,7 L/d = 20,82m3/d
8) Saguão do hotel: 20.20.3,7854 = 1514,2 L/d = 1,51 m3/d
9) Três postos de gasolina: 265.3.3,7854 = 3009 L/d = 3 m3/d

Qmédia (Σ 1,2,..9) = 88,2 m3/d

6. Foram feitas determinações de DBO e de vazão no local de lançamento de um


emissário de uma cidade.
Esse trabalho foi efetuado em dois dias distintos: sexta-feira e Domingo, em que
ocorrem o máximo e o mínimo consumo de água.
Os dados obtidos são apresentados na tabela abaixo:

Hora Vazão DBO Vazão DBO


(l/s) (mg/l) (l/s) (mg/l)
125 200 28 200
218 180 19 220
316 80 18 100
415 100 16 16
512 180 12 250
610 180 9 180
712 100 8 112
822 140 15 112
926 160 22 128

1
10 31 188 27 144
11 32 380 30 188
12 39 600 30 300
13 48 800 33 630
14 42 680 34 400
15 38 600 32 300
16 32 400 30 200
17 40 200 29 300
18 42 320 39 308
19 40 600 26 330
20 33 400 26 300
21 28 200 23 260
22 21 160 19 240
23 20 160 19 200
24 25 180 20 200

Pede-se:
a) Fazer as curvas de variação de vazão e de DBO ao longo dos dias estudados;
b) Determinar o volume total diário de esgotos para cada caso;
c) Determinar o valor médio diário da DBO, considerando-se a média aritmética e
a média ponderada;
d) Fazer curvas da DBO acumulada ao longo dos dias estudaos:
e) Calcular a carga horária em termos de DQO (kg DQO/dia)
f) Estimar o coeficiente da hora de maior consumo (K2)

Resolução:
Sexta-Feira
Domingo
a) 50

40

30
Vazão(l/s)

20

10

0
0 6 12 18 24
Horário

Figura 1.1. Curva de variação de vazão durante os dias de sexta-feira e domingo.

2
Sexta-Feira
Domingo

800

600
DBO(mg/l)

400

200

0 6 12 18 24

Horário

Figura 1.2. Curva de variação da DBO durante os dias de sexta-feira e domingo.

b)
l 3600 s 24 h
Vtotal diário de esgoto (sexta-feira)= Σ vazões = 667 × × = 57.628.800 l×
s 1h 1 dia
1m3
1000 l

∴ Vtotal diário de esgoto (sexta-feira) = 57.628,8 m3

l 3600 s 24 h
Vtotal diário de esgoto (domingo)= Σ vazões = 564 × × = 48.729.600 l ×
s 1h 1 dia
1m3
1000 l

∴ Vtotal diário de esgoto (domingo) = 48.729,6 m3

c)

DBOmédia diária (aritmética) = 299,5 mg/l(sexta-feira)

DBOmédia diária (aritmética) = 234,1 mg/l(domingo)

DBOmédia diária (ponderada) = 363,82 mg/l(sexta-feira)

DBOmédia diária (ponderada) = 260,89 mg/l(domingo)

3
Admitindo que QHMC = k2.Qmédio
- Sexta-feira

QHMC = 48 L/s e Qmédio = 27,79 L/s


k2 = 1,73

- Domingo

QHMC = 39 L/s e Qmédio = 23,5 L/s


Kk2 = 1,66

8. Quais as etapas que devem ser seguidas desde o momento da decisão


administrativa de uma comunidade por tratar seus esgotos, até a conclusão do projeto
executivo?
Primeiramente devem ser feitas a avaliação técnica, econômica, ambiental, social,
política, arquitetônica e paisagística do local onde vai ser instalada a E.T.E. através de uma
equipe multidisciplinar.
Decidida à viabilidade da E.T.E. deve-se modular as estações, pois quando se procura
concentrar todo o volume de esgotos de uma cidade em um ponto único, tem-se de
aumentar o diâmetro das canalizações à medida que aumenta a área servida. Além disso,
geralmente, tem-se de construir sistemas de bombeamento para, eventualmente, lançar os
esgotos nas sub - bacias até canalizações que posteriormente conduzem os esgotos até o
local de tratamento (Campos1, 1994).
Campos observa também que ao se modular uma estação reduz-se drasticamente a
necessidade de construí-la de uma única vez, eliminando a necessidade de grandes
empréstimos e diluindo a responsabilidade de sua evolução, por exemplo, em uma, duas ou
três gestões administrativas. Naturalmente, à primeira gestão caberá a elaboração do
projeto, desapropriação da área e implantação de um certo número inicial de módulos. Nas
gestões seguintes a obrigação se restringirá à continuidade de novos módulos.
Na minha opinião, as etapas a serem seguidas neste caso são análogas a elaboração de
um Estudo de Impacto Ambiental (E.I.A.). Abaixo é discutida a necessidade de um EIA.
Segundo Tommasi2 muitos países em desenvolvimento, como o nosso, têm percebido
que muitas ações e projetos podem gerar, potencialmente, impactos ambientais prejudiciais,
os quais devem ser evitados, ainda na fase de planejamento dos mesmos. Um exemplo de
projeto muito danoso ao meio ambiente é o da mineração.
Dentre os temas, com relação ao meio ambiente, já questionados pela sociedade, ao
longo dos tempos, pode-se citar vários, segundo a “Folha de São Paulo” (18/08/89, p. H-5):

1
Campos, J.R. ALTERNATIVAS PARA TRATAMENTO DE ESGOTOS – PRÉ TRATAMENTO DAS
ÁGUAS DE ABASTECIMENTO, Americana: Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios
Piracicaba e Capivari, 1994.

2
Tommasi, Luiz Roberto. ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL, 1a ed., 1994, CETESB, São
Paulo

4
- em 1870, Goadoy na “Nature”, dizia que a construção de canais marítimos
merecia um estudo de impacto ambiental;
- na década de 60, a preocupação mundial foi a eutrofização (fenômeno no qual
ocorre o crescimento abrupto de microorganismos devido ao aumento da quantidade de
nutrientes, acarretando uma queda no nível da concentração de oxigênio)
- posteriormente esta preocupação foi substituída pelos metais pesados, pelos
fertilizantes organoclorados, pela chuva ácida, e atualmente, para as grandes mudanças
climáticas.
Nos EUA, a crescente consciência de que o sistema de aprovação de projetos não
mais podia, como até então, considerar apenas aspectos tecnológicos e de custo - benefício,
excluindo aspectos relevantes como questões culturais e sociais, as questões ambientais e a
participação das comunidades diretamente afetadas pelo projeto, levou à criação de uma
legislação ambiental que culminou com a implantação do sistema de Estudo de Impacto
Ambiental (EIA).
Beanlands e Duinker (1983), afirmam que o EIA é hoje um fenômeno sócio - político
baseado na percepção e nos valores da sociedade, os quais encontra expressões no nível
político, através de processos administrativos do governo. É , em elevado grau, um
processo de auto-avaliação.
Depois disso vários países adotaram, e adaptaram na sua legislação, políticas e
processos de planejamento semelhantes aos princípios do EIA.
Uma das grandes críticas que têm sido levantadas contra o EIA é que este induz um
atraso na implantação de um projeto que pode apresentar, inclusive, relevância social. A
experiência tem demonstrado, porém, que tal fato não pode ser generalizado. Segundo
Dean (1979), se para alguns casos houve esse atraso, em muitos a realização de um EIA
levou a uma considerável redução do período de tempo necessário à obtenção das
aprovações oficiais para implantação do projeto. Além disso, conduziu à efetiva proteção
ambiental, da saúde pública e economizou recursos dos responsáveis do projeto.
Em suma, ainda que, teoricamente, um EIA possa mostrar a inviabilidade ambiental
de todas as alternativas de um projeto; ele não deve, a priori, ser utilizado nem como um
instrumento para rejeitar projetos nem, ao contrário para aprová-los. O EIA deve ser
considerado como um valiosíssimo instrumento para a discussão do planejamento, em
todos os níveis, permitindo que o mesmo atinja plenamente os anseios conservacionistas,
sociais, e econômicos da sociedade. Ele deve também propor alternativas tecnológicas que
minimizem efeitos indesejáveis, alternativas locacionais que evitem a implantação do
projeto em ambientes impróprios, impactáveis. Com isso surge uma das importantes
características do EIA, a da viabilização, pois atendendo aquelas alternativas, o projeto
poderá se tornar ambientalmente viável.
Fazendo ainda um parêntese quanto à duração da produção de um EIA, é que nos
EUA, a elaboração deste estudo requer não menos de 10 meses e podem custar dezenas,
centenas ou até mesmo milhões de dólares. No Brasil, muitos desses relatórios, senão as
maiorias, têm sido elaboradas em apenas cerca de três meses. Para um emissário submarino
de esgotos municipais, por exemplo, seriam necessários, pelo menos, 9 meses de estudos
oceanográficos.
Pode-se estimar um custo médio do EIA, de 0,1 a 5% do custo total do projeto. Há
EIA/RIMA no Brasil cujo valor ultrapassa um milhão de dólares.

5
Figura 1.1. Fluxograma do conteúdo mínimo de um Estudo de Impacto Ambiental.

Após estar concluído há a necessidade da divulgação do EIA à crítica pública,


através de audiências públicas, e além disso o mesmo deve estar acessível a todos que dele
desejem tomar conhecimento.
No Brasil, o EIA não é utilizado como deveria já que tal estudo é uma imposição
constitucional. É visto como um obstáculo ao progresso, e o número de anulações
(derrogações) de tal lei vem aumentando consideravelmente.
A legislação básica sobre os estudos de impacto ambiental (EIA) e sobre os
relatórios de impacto ambiental(RIMA) é constituída pelo inciso IV do parágrafo
primeiro do artigo 225 da Constituição Federal, Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981
(art. 9o, III) e Resoluções CONAMA no 1, de 23 de janeiro de 1986; CONAMA no 9, de
03 de dezembro de 1987 e CONAMA no 1, de 13 de junho de 1988.

2a lista (continuação)

5.3.(3a edição) Qual a explicação que você dá para as curvas de traçador mostradas
abaixo, obtidas pelo mesmo reator tubular (plug-flow) num ensaio com cloro?

6
C o n c e n t ra ç ã o
5

0 1 2 3 4 5 6
T e m p o
t e m p o m é d io d e r e s id ê n c ia

Figura 5.3.1. Ensaio 1 com traçador cloro.

C o n c e n t ra ç ã o
5

0 1 2 3 4 5 6
T e m p o
t e m p o m é d io d e r e s id ê n c ia

Figura 5.3.2. Ensaio 2 com traçador cloro.

Segundo Levenspiel, volume 2, a curva C pode dar indicações sobre maus contatos e
vazões no equipamento do processo.
A mesma bibliografia relata que pode haver três explicações para o atraso no
aparecimento do traçador no ensaio 1, supondo que os tempos de residências dos dois
ensaios sejam iguais a 3.
Q
a) Há um erro na medida da vazão, pois tresidência = ;
Vreator
b) Houve um tempo morto na instrumentação, pois um deslocamento no tempo é
provavelmente conseqüência disso;
c) Há um erro no volume disponível para o fluido (foram considerados os vazios dos
poros, no caso de reatores com material suporte – recheio –, ou o volume dos
eletrodos de registro);

7
d) O traçador não é um material inerte como deveria ser, mas é seguro e adsorvido
nas superfícies ou
e) A concentração do traçador está alta e houve acúmulo no fundo do reator. No
caso de uma solução de NaCl concentrada, há uma região de concentração alta no
fundo do reator, se o utilizarmos como traçador.

5.8. (3a edição) Determine o número de câmaras de contato (reatores de mistura


perfeita) arranjadas em série, cada uma com tempo de detenção de 30 min, requeridas para
reduzir o n0 de bactérias de uma água poluída simples de 106 organismos/mL para 14,5
organismos/mL. A reação de desinfecção é de primeira ordem e a constante de velocidade é
de 6,1 h-1 . Se câmaras de contato de cloro, com escoamento semelhante ao de um plug-
flow, com mesmo tempo de detenção do arranjo em série (mistura perfeita), qual seria a
contagem das bactérias após o tratamento?

Solução :

Quando se faz ensaios com traçadores obtendo uma curva que representa a
concentração do traçador em função do tempo, além de se verificar a presença de espaços
mortos, curtos-circuitos, regiões estagnantes podem-se avaliar também a eficiência de
desinfecção para uma dada câmara de contato ou reator. Após ter sido calculada a
distribuição do tempo de residência ou o tempo médio de residência na câmara, calcula-se a
eficiência de desinfecção através de vários modelos.
N0 − N
A eficiência de desinfecção é definida por: Ef(%) = × 100
N0
Os modelos nada mais são que hipóteses do tipo de escoamento que ocorre dentro da
câmara de contato, os quais podem variar do escoamento em mistura perfeita ao
escoamento pistonado (“ plug flow ”).
Levenspiel3 menciona que para reatores de mistura completa e mesma capacidade em
série tem-se:
C i −1 C0 t N
= (1+k. t i )N ⇒ = (1+k. )
Ci CN N
onde N é o número de reatores em série.
O modelo de reatores de mistura completa em série é uma alternativa ao modelo de
dispersão, e é também largamente utilizado para representar escoamentos não-ideais. Na
modelagem de tanques em série vê-se o fluido escoando através de uma série de tanques de
igual tamanho igualmente agitados.

t = 30 min = 0,5 h(para cada câmara)


k = 6,1 h-1
10 6
= (1+6,1 h-1.0,5 h)N ⇒ 68965,5 = 4,05N ⇒ log 68965,5 = N.log 4,05
14 ,5
log 68965,5
N = log 4,05 ⇒ N = 8 reatores

3
Levenspiel, O. Engenharia das reações químicas; tradução: Sérgio Fuchs Calil e Pedro Maurício Büchler.
São Paulo, Edgard Blücher, 1974.

8
A equação de projeto de um reator tubular ideal no estado estacionário, para uma
cinética de 1a ordem para a redução de microrganismos, é dada por:
CAf
dC A CA
t =- ∫ que integrada fica = e-k.t
C
k.C a
C A 0
A0

N
ou = e −k .t
N0

ttubular = 8.tmistura(individual) ⇒ ttubular = 8.0,5 h ⇒ ttubular = 4 h

N N
N0
= e-6,1.1/ h. 4 h ⇒ N = 2,5.10-11 ⇒ ∴ Ef ≅ 100 %
0

5.15. (3a edição) Desenvolver uma curva de carga sustentada mássica de sólidos
suspensos para o projeto de uma planta de tratamento cuja vazão é 1 m 3/s. Considere que a
concentração média de longa duração de sólidos suspensos é 220 mg/L. Utilize os fatores
de pico de sólidos suspensos da figura 5.6(b). Calcule a carga mássica em unidades
métricas e construa a curva de carga mássica.

Solução :

Cálculo do valor diário de carga de sólidos solúveis:


mg 10 3 L 1 m 3 3600 s 24 h 1g 1 kg kg
S.Sdiário = 220 . . . . . 3 . 3 = 19008
L 1m 3
s 1h 1 dia 10 mg 10 g dia
kg
S.Sdiário = 19008
dia

Duração do Fator de pico Pico da carga Carga mássica


pico (dias) de S.S.(kg/dia) total(103 kg)
1 2,6 49420,8 49,4208
2 2,4 45619,2 91,2384
3 2,1 39916,8 119,7504
4 1,9 36115,2 144,4608
5 1,8 34214,4 171,072
10 1,5 28512 285,12
15 1,4 26611,2 399,168
20 1,3 24710,4 494,208
30 1,25 23760 712,8
365 1,0 19008 6937,92

Tabela 5.15.1. Valores da duração do pico, fator de pico, pico de carga e carga
mássica total.

9
Fator de pico
Carga de sólidos solúveis
2000 3,0
Carga de sólidos solúveis(kg/dia)

2,5
1500

Fator de Pico
2,0

1000 1,5

1,0
500
0,5

0 0,0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
Duração dos picos sustentados(dias)

Figura 5.15.1. Curva de carga sustentada de sólidos suspensos.

A interpretação do gráfico acima é se houver uma duração dos picos de carga nos
últimos 10 dias, a quantidade de sólidos solúveis que seriam recebidos na estação de
tratamento durante o período de 10 dias seria de 285,12 toneladas. A quantidade
correspondente a um período de pico de 1 ou 2 dias seria respectivamente, de 49,42 e 91,24
toneladas.

5.6. (2a edição) Um esgoto doméstico deve ser tratado em um reator de mistura
completa. Assuma que a reação é irreversível e de primeira ordem (rc = k.C) com constante
de velocidade igual a 0,15 d-1, determine a vazão que pode ser tratada se o reator tem um
volume de 20 m3 e eficiência de tratamento de 98% . Qual o volume necessário para tratar
uma vazão acima determinada se foi solicitada uma eficiência de 92%.

Solução :

A equação de projeto originada a partir de um balanço de massa num reator de


mistura completa é fornecida abaixo:
CA 1
=
C A0 1 + k. t
onde t é o tempo de residência e definido como V/Q(volume do reator/vazão).
A eficiência de remoção de DBO é dada por:

10
C A0 − C A CA
Ef = =1−
C A0 C A0
Substituindo-se t por V/Q, e a primeira equação na segunda obtém-se:
(1 − Ef )
Q = k.V. Ef
k = 0,15 d-1
V = 20 m3
Ef = 98%

Q = 0,06 m3/d

Se Ef = 92%, o volume do reator será de V = 4,6 m3.

5.9. (2a edição) A DBOu de um rio que entra em sistema de duas lagoas em série é 20
mg/L. Se a reação de degradação da DBO é de primeira ordem e a constante K 1 é igual a
0,35 d-1 e ocorre mistura completa em cada lago, qual é a DBOu na saída de cada lago? A
vazão do rio é igual a 4000 m3/d e o volume do primeiro e segundo lago é respectivamente
20000 m3 e 12000 m3 . Assuma que o regime é permanente.

Solução :
Primeiro lago:
20 mg/L
3
S0 -1 20000 m
S= ⇒ S = (1 + 0,35 d . ) ⇒ S = 7,27 mg/L
(1 + k.t) m3
4000
d

Segundo lago:
7,27 mg/L
3
S0 -1 12000 m
S= ⇒ S = (1 + 0,35 d . ) ⇒ S = 3,55 mg/L
(1 + k.t) m3
4000
d
3. (lista 2)
a) Para o caso sem reciclo:
Na saída do primeiro reator a concentração de substrato(S) é dada por: S1 =
S0
(1 + k.t)
Na saída do segundo reator a concentração de substrato(S) é dada por: S 2 =
S0
(1 + k.t)
(1 + k.t)
S0
⇒ S2 =
(1 + k.t) 2

b) Para o caso com reciclo:

11
Na saída do primeiro reator a concentração de substrato(S) é dada por: S1 =
S0
(1 + k.t)
Na saída do segundo reator a concentração de substrato(S) é dada por:
S0
+SL S0 SL
S2 = (1 + k.t) ⇒ S2 = +
(1 + k.t) 2
(1 + k.t)
(1 + k.t)

Como se pode observar a recirculação é prejudicial, pois S2 é maior que S1, com
relação ao parâmetro analisado S. Na verdade, o objetivo da recirculação é enviar uma
massa de microrganismos tal que a matéria orgânica seja consumida na melhor taxa
possível, e não enviar mais substrato ao segundo reator.
“Assim, mesmo que por um lado a DBO solúvel possa ter sofrido uma apreciável
redução no reator, a DBO em suspensão, representada pelos sólidos biológicos no efluente,
pode ser responsável por uma deterioração da qualidade do mesmo”.
“Baseados neste conceito, vários sistemas de tratamento incorporam uma unidade de
decantação após o reator, de forma a reter os sólidos biológicos, visando impedir que
atinjam o corpo receptor ou o tratamento posterior na mesma concentração em que se
encontravam no reator.” (Von Sperling, M. Princípios básicos de tratamento de esgotos v-2,
pág. 126 e 127, UFMG, 1996)”.

5.14. (2a edição) Se uma reação possui cinética de segunda ordem (rc = -k.C2),
determine a concentração na saída do sistema de reatores mostrado abaixo. Para simplificar
os cálculos, assuma que são fornecidos os seguintes dados:
k = 1,0 m3/kg.d
Q = 1,0 m3/d
Vtubular = 1,0 m3
Vmistura = 1,0 m3
C0 = 1,0 kg/m3

R e a t o r t u b u la r R e a to r d e m is t u r a
c o m p le t a

Figura 5.14.a. Sistema de reatores de tipos diferentes (híbridos) em série. Neste caso
um tubular (Plug-Flow) seguido de um reator de mistura completa(C.S.T.R.).

12
R e a t o r d e m is t u r a R e a t o r t u b u la r
c o m p le t a

Figura 5.14.b. Sistema de reatores de tipos diferentes (híbridos) em série. Neste caso
um reator de mistura completa (C.S.T.R.) seguido de um tubular(Plug-Flow).

Solução :

Para o caso a tem-se:


CAf
Vtubular dC A Vtubular 1 1 1
ttubular =
Q
=- ∫
CA 0
2 ⇒
k.C A Q
=
k
.( C − C )
Af A0

1m 3
1 1 1

m = 1 m
3 3
.( C A f 1 kg ) ⇒ C A f = 0,5 kg/m3(tubular)
1 kg.d
d m3

Vmistura C A0 − C Af Vmistura C A0 − C Af
tmistura = = ⇒ =
Q - ra f Q k.C2A f
kg
1m3 0,5 3 - C A f
m
m3 = m3
⇒ C A f = 0,366 kg/m3(mistura)
1 1 2
.C A f
d kg.d

Portanto, a concentração na saída do sistema de reatores do item a é 0,366 kg/m3.


Logo a eficiência na conversão de A é de 63,4 %.

Para o caso b tem-se:

Vmistura C A0 − C Af Vmistura C A0 − C Af
tmistura = = ⇒ =
Q - ra Q k.C2A f
kg
1m3 1 3 - C Af
m
m3 = m 3 ⇒ C A f = 0,618 kg/m3(tubular)
1 1 2
.C A f
d kg.d

13
CAf
Vtubular dC A Vtubular 1 1 1
ttubular =
Q
=- ∫
CA 0
k.C A

Q
=
k
.( C − C )
Af A0

1m3 1 1 1

m3 = 1 m
3
.( C A f 0,618 kg ) ⇒ C A f = 0,382 kg/m3(tubular)
1 kg.d
d m3

Portanto, a concentração na saída do sistema de reatores do item b é 0,382 kg/m3.


Logo a eficiência na conversão de A é de 61,8 %.

Levenspiel, página 118, relata que para se obter máxima eficiência de um sistema de
reatores ideais deve-se obedecer às regras gerais apontadas a seguir.
1. Para uma reação cuja curva velocidade - concentração cresce monotonicamente
(reação de ordem n, n>0), os reatores devem ser conectados em série. Devem ser ordenados
de modo a manter mais alta possível a concentração do reagente se a curva velocidade -
concentração é côncava(n > 1), e mais baixa possível se a curva é convexa(n < 1). Como
exemplo, neste caso, a disposição de reatores deve ser: reator tubular seguido do de mistura
para n >1; a disposição inversa deverá usada quando n < 1.
2. Para reações onde a curva velocidade – concentração passa por um máximo ou
mínimo, o arranjo das unidades depende da forma da curva, da conversão desejada e das
unidades do sistema. Não se podem sugerir regras simples.
3. Qualquer que seja a cinética e o sistema de reatores, um exame da curva 1/(-ra)
versus Ca é um método para determinar o melhor arranjo das unidades.

4.(lista 2)
O balanço de massa será feito para o reagente A:
Para o primeiro reator tem-se :

entra = sai + consumo da reação + produzido na reação + acúmulo (a quantidade


produzida é zero; e admitindo que se esteja em regime permanente, acúmulo = 0)

entra = Q. C A 0

sai = Q. C A f
consumo da reação = (-r1)S.V1, onde r1 é um valor estimado nas condições de saída –
S – , e que são as mesmas no interior do reator.

0,93
Q. C A 0 = Q. C A f + (-r1)S.V1 ⇒ Q. C A 0 = Q. C A f + k. C A f .V1
Q.C A 0
Af =
C 0,93
A f + k.V1
Q.C 0,07
Observa-se que não se pode isolar C A , isto é, C A é um valor implícito. Logo, a
f f

determinação de C A f será através de métodos numéricos iterativos.


Após a determinação de C A , que agora será denominado de X tem-se:
f

14
Para o segundo reator :

entra = sai + consumo da reação + produzido na reação + acúmulo (novamente a


quantidade produzida é zero; e admitindo que se esteja em regime permanente, acúmulo =
0)

(C A 0 − X)
entra = Q. C A .(1- convertido) = Q. C A .(1- ) = Q.X
0 0
C A0
sai = Q. C Af

consumo da reação = (-r2)S.V2, onde r1 é um valor estimado nas condições de saída –


S – , e que são as mesmas no interior do reator.

0,12
Q.X = Q. C A + (-r1)S.V1 ⇒ Q.X = Q. C A + k. C A f .V2
f f

Q.X
C 0,12
A =
f
Q.C A + k.V 2
0,88
f

Novamente resolve-se tal equação por métodos iterativos, como por exemplo, o
método de Newton – Raphson.

5.

k = 0,8 d-1
Ef = 80%
Q = 1000 m3/d
C A = 480 mg/L
0

A lagoa aerada atua no substrato analogamente ao regime hidráulico de mistura


completa, e portanto a um reator de mistura completa. Logo se pode escrever que:
CA 1
=
C A0 1 + k. t
onde t é o tempo de residência e definido como V/Q(volume do reator/vazão).
A eficiência de remoção de DBO é dada por:
C A0 − C A C
Ef = =1− A
C A0 C A0
Substituindo-se t por V/Q, e a primeira equação na segunda obtém-se:
Q.Ef
V = k. (1 −Ef ) ⇒ V = 5000 m3

4.(lista 1)

Censo População (habitantes)


1940 5886
1950 12768
1960 24399
1970 37800

15
1980 53652
1988 67456
1995 82600

Dados do censo

80000
População(habitantes)

60000

40000

20000

0
1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030
Ano

Figura 4.1. Gráfico da população estimada de uma cidade em função dos anos através
do método manual.

Dados do censo
Equação de ajuste:
ano / 27,53
Pop. = 11466,06.e
80000
População(habitantes)

60000

40000

20000

1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 16
Ano
Figura 4.2. Gráfico da população estimada de uma cidade em função dos anos através
do método exponencial.

17