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CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

Oliveira, Aristeu de
Cálculos trabalhistas / Aristeu de Oliveira. – 29. ed. – São Paulo: Atlas, 2017.

Inclui bibliografia.
ISBN 978-85-97-01373-3

1. Remuneração – Custos. 2. Previdência social – Impostos. 3. Legislação social. 4.


Direito do trabalho. I. Título.
17-44135 CDU:331.542
CDU: 331.2
Dedico este livro aos amigos do GEN | Atlas, cujos apoio e incentivo
foram fundamentais para sua concretização. São anos de parceria
mútua. Agradeço a todos que vêm colaborando comigo direta ou
indiretamente. Reconheço a eficácia do trabalho realizado e
cumprimento a todos cordialmente.
Material Suplementar

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gendigital@grupogen.com.br
S
Sumário

Introdução

1 Folha de Pagamento
1 Salário
1.1 Salário-hora para 40 horas semanais: divisor 200 (duzentos)
1.2 Depósito de salários em conta bancária
2 Horas extras
2.1 Integração das horas extras ao repouso semanal e feriado
3 Remuneração variável
3.1 Horas extras
3.2 Garantia de salário
3.3 Repouso semanal e feriado em comissões
3.3.1 Cálculo do repouso semanal remunerado em percentual
4 Adicional de insalubridade
5 Adicional de periculosidade
6 Adicional noturno
7 Desconto nos rendimentos do empregado parao INSS
7.1 Obrigatoriedade de contribuição do INSS ao aposentado
8 Imposto de Renda
9 Horista
9.1 Horas trabalhadas e repouso semanal remunerado
9.2 Rescisão do contrato de trabalho do horista: cálculode 1/12
10 Mensalista
10.1 Desconto do repouso semanal remunerado (RSR) para mensalista e
quinzenalista
10.2 Semana para desconto do repouso semanal remunerado (RSR)
10.3 Domingo e feriado no mesmo dia
10.4 Compensação do sábado, quando o sábado já é feriado
10.5 Intervalo para repouso e alimentação não concedido pelo
empregador
10.5.1 Intervalo intrajornada para repouso e alimentação
10.6 Requisitos para redução de intervalo intrajornada
10.7 Trabalho aos domingos nas atividades do comércio em geral
11 Período de descanso
12 Faltas e atrasos
13 Atestados médicos
14 Prática de incidências nos pagamentos feitos a empregados (INSS, FGTS e
IR)
14.1 Aviso-prévio indenizado e indenização adicional
14.2 Não incidência do INSS no pagamento do aviso-prévio indenizado
14.3 Não incidência do IRRF sobre férias indenizadas e abono
pecuniário
15 Modalidades de cálculos de folha de pagamentos
15.1 Mensalista com horas extras
15.2 Mensalista com desconto da contribuição sindical
15.3 Mensalista admitida no decorrer do mês
15.4 Mensalista com falta não abonada
15.5 Comissionado + fixo
15.6 Horista com falta e adicional de periculosidade
15.7 Horista com adicional de insalubridade e falta não abonada
15.8 Horista com hora extra noturna
15.9 Horista com adicional noturno
16 Folha de pagamento preenchida

2 Vale-Transporte
1 Controle dos vales-transportes
2 Base de cálculo do vale-transporte

3 Férias
1 Condições em que a ausência do empregado não é considerada falta ao
serviço
2 Férias: perda do direito
3 Prescrição das férias
3.1 Anotações de férias na CTPS e livro ou ficha de registro de
empregados
4 Férias: um terço a mais do que o salário normal
5 Férias na vigência do contrato de trabalho
6 Férias na rescisão do contrato de trabalho
7 Férias pagas na rescisão do contrato de trabalho
8 Desconto do INSS sobre férias indenizadas
9 Pagamento da primeira parcela do 13o salário por ocasião das férias
10 Desconto do Imposto de Renda sobre as férias
10.1 Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11 Férias coletivas
12 Férias proporcionais
13 Modalidades de cálculos de férias
13.1 Férias normais de 30 dias – mensalista
13.2 Férias normais com 15 dias de faltas não abonadas – mensalista
13.3 Férias em dobro e pagamento complementar – mensalista
13.4 Horista que recebe adicional noturno
13.5 Mensalista que recebe adicional de periculosidade, ficando afastado
por um período e recebendo auxílio-doença
13.6 Férias normais com início em um mês e término no seguinte (uma
parte em dobro)
13.7 Férias com início em um mês e término no seguinte e pagamento
complementar
13.8 Férias com início em um mês e término no seguinte, com 12 faltas
não abonadas e pagamento complementar
13.9 Férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3, conforme
Constituição Federal
13.10 Controvérsia de entendimento sobre abono pecuniário mais 1/3 do
salário normal
13.11 Férias de acordo com o primeiro e o segundo entendimento
13.11.1 Mensalista com pagamento complementar
13.11.2 Horista com adicional de periculosidade
13.11.3 Mensalista que teve férias coletivas
13.11.4 Horista com horas extras e 15 faltas não abonadas
14 Férias parceladas em três períodos
14.1 Férias em regime de tempo parcial

4 Rescisão do Contrato de Trabalho


1 Documentos a serem apresentados
1.1 Categoria diferenciada
1.2 Lista de procedimentos de desligamento
2 Esclarecimentos sobre os modelos, sistema e instrumentos de termos de
rescisão de contrato de trabalho
2.1 Explicações complementares
2.2 Procedimentos para assistência e homologação na rescisão de
contrato de trabalho
2.3 Sistema HOMOLOGNET de assistência na rescisão de contrato de
trabalho
3 Enunciados da Secretaria de Relações do Trabalho
4 Condições em que é vedada a dispensa sem justa causa (estabilidade
provisória)
4.1 Dispensa fictícia seguida de recontratação (ato fraudulento)
5 Indenização por tempo de serviço
5.1 Indenização adicional do empregado dispensado sem justa causa no
período de 30 dias antes da correção salarial (art. 9o das Leis nos
6.708/79 e 7.238/84)
5.2 Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço – Empregador e
empregado
5.2.1 Controvérsias de entendimento quando é iniciativa do
empregado
5.2.2 Quadro demonstrativo
5.2.3 Súmulas do egrégio TST sobre aviso-prévio
6 Causas de afastamento – direitos do empregado
6.1 Rescisão por pedido de dispensa antes de completar um ano de
serviço
6.2 Rescisão por pedido de dispensa com mais de um ano de serviço
(empregado solicitou dispensa do aviso-prévio)
6.3 Rescisão por dispensa sem justa causa antes de completar um ano
de serviço
6.4 Rescisão por dispensa sem justa causa com mais de um ano de
serviço
6.5 Pedido de demissão com aviso-prévio cumprido
6.6 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (comissão +
fixo)
6.7 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido
6.8 Dispensa sem justa causa com adicional de insalubridade e aviso-
prévio cumprido (férias em dobro)
6.9 Rescisão antecipada do contrato de experiência pelo empregador
(nos termos do art. 479 da CLT)
6.9.1 Rescisão antecipada do contrato de experiência pelo
empregado (nos termos do art. 480 da CLT)
6.10 Rescisão por término do contrato de experiência
6.11 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (desligamento
antes de 30 dias da data-base)
6.12 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (período de
mais de seis meses em auxílio-doença)
6.13 Dispensa sem justa causa com um período de não optante
6.14 Dispensa sem justa causa, com adicional noturno e aviso-prévio
cumprido – horista
6.15 Dispensa sem justa causa, com aviso-prévio indenizado e
recebimento de adicional de periculosidade – horista
6.16 Dispensa sem justa causa com média de horas extras – horista
6.17 Morte do empregado antes de completar um ano de serviço
6.18 Morte do empregado com mais de um ano de serviço
6.19 Lei sobre pagamento aos dependentes do de cujus
7 Culpa recíproca
7.1 Culpa recíproca antes de completar um ano de serviço
7.2 Culpa recíproca com mais de um ano de serviço
8 Rescisão por dispensa com justa causa
8.1 Rescisão por dispensa com justa causa antes de completar um ano
de serviço
8.2 Rescisão por dispensa com justa causa com mais de um ano de
serviço
8.3 Transação do tempo anterior à Constituição
9 Manual do empregador do FGTS
9.1 Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social
9.2 Recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico – obrigatório
10 Código de saque – movimentação da conta vinculada
11 Fiscalização do FGTS e Contribuições Sociais

5 13o Salário – Gratificação Natalina


1 Esclarecimentos
2 Primeira parcela
2.1 Recibos da 1a parcela do 13o salário – gratificação natalina
3 Segunda parcela
4 O que integra o 13o salário
4.1 Auxílio-doença previdenciário
4.2 Auxílio-doença por acidente de trabalho
4.3 Serviço militar
4.4 Adicional noturno
4.5 Adicional de insalubridade e periculosidade
4.6 Hora extra e gratificação periódica
4.7 Salário de benefício e remuneração do 13o salário
4.8 Desconto do INSS do empregado no pagamento final
4.9 Recolhimento do INSS sobre o 13o salário
4.10 Salário variável
4.11 Salário-maternidade – mãe adotiva ou guarda judicial (pagamento
pela empresa e pelo INSS)
4.11.1 Reembolso do 13o salário correspondente ao período de
licença-maternidade
4.12 Imposto de Renda
4.13 Recibos da 2a parcela do 13o salário – Gratificação Natalina

6 Contribuição Sindical dos Empregados e Empregadores


1 Contribuição sindical para os empregados
2 Contribuição assistencial e/ou confederativa para associação sindical ou
profissional
3 Contribuição sindical da empresa para o sindicato patronal

7 FGTS: Alteração de Multa Rescisória de 40% para 50% e Contribuição de


8% para 8,5%, durante 60 Meses

8 eSocial – Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais,


Previdenciárias e Trabalhistas
1 Introdução
2 Significado das siglas
3 Manual de orientação do eSocial – Versão 2.1
3.1 Leiautes do eSocial – Sumário
3.2 Regras de Validação – Anexo II – Versão 2.1
3.3 Tabelas do eSocial – Sumário na íntegra
4 Perguntas e Respostas do eSocial Versão 2.0
5 Embasamento legal
5.1 Constituição Federal
5.2 Lei Ordinária
5.3 Decreto no 6.022, de 22-1-2007 – DOU dia 22-1-2007 – Edição
extra
5.4 Ato Declaratório Executivo SUFIS no 05, de 17-7-2013
5.5 Portaria no 79, de 28 de janeiro de 2015
5.6 Decreto no 8.373, de 11 de dezembro de 2014 – DOU de 12-12-
2014
5.7 Resolução no 1, de 20 de fevereiro de 2015
5.8 Caixa Econômica Federal – Circular no 761, de 12/04/2017–DOU
de 17-4-2017

Bibliografia
I
Introdução

Os antigos utilizavam pequenas pedras (calculus) nas operações aritméticas


elementares. A palavra perdeu o significado antigo e passou a significar as próprias
operações aritméticas. Modernamente, os que trabalham em escritórios de pequenas,
médias e grandes empresas às vezes aborrecem-se com um sem-número de cálculos
que devem realizar para preencher formulários da área trabalhista. A legislação na
área é farta e é alterada continuamente, e apenas os que militam cotidianamente com
tais papéis e transformam sua vida em pesquisas intermináveis podem dar conta dos
segredos de que se reveste esta parte essencial de um Departamento de Recursos
Humanos.
No Brasil, a legislação trabalhista tem características singulares, talvez em parte
devido ao meio, à cultura burocrática, herdada de Pero Vaz de Caminha, com sua
famosa carta, e em parte devido a leis elaboradas apressadamente, que muitas vezes
são insuficientes para dar conta da realidade do mundo do trabalho. Algumas delas
são bem-feitas, mas trazem uma complexidade de tal monta que só os iniciados
podem, com competência, entendê-las e praticá-las. Assim, podemos dizer que são
três, pelo menos, as características relevantes nesse meio: o excesso de leis, a
incompletude delas e a complexidade de papéis e cálculos que elas geram.
Este livro visa, sobretudo, explicitar algumas normas das relações trabalhistas,
como folha de pagamento, vales-transportes, férias, rescisão do contrato de trabalho,
décimo terceiro salário (gratificação natalina), contribuição sindical de empregados e
empregadores. Para explicitar leis, decretos, súmulas, utilizamos exercícios práticos.
Quando o comentário se faz necessário, como no caso do abono pecuniário,
abandonamos a neutralidade e expusemos nossos pontos de vista, com base em
argumentos sólidos. Este talvez seja um dos pontos mais altos deste livro: todas as
afirmações e indicações de procedimentos vêm embasadas pela legislação pertinente.
O livro é constituído de uma reunião dos instrumentos legislativos atuais que
possibilitam a prática trabalhista segura. Entendemos que o caminho mais breve para
uma empresa evitar insucessos e frustrações futuras, com ações que terminam em
multas penosas, é seguir o que estabeleceu o legislador democraticamente constituído.
Uma sociedade se faz com homens probos escolhidos para nos representar no
Congresso Nacional. As leis que dos deputados e senadores advêm são legítimas e,
portanto, merecedoras de respeito. Nossos tribunais de trabalho poderiam ater-se a
questões realmente litigiosas, oriundas de pontos falhos ou ambíguos da lei. No
entanto, o que se vê com frequência são ações, embora legítimas, originadas de ações
de má-fé. Aqueles que procuram a correção e fogem dos truques desonestos que
lesam empregadores ou empregados encontrarão neste texto um conjunto de normas
que poderão tornar seu trabalho mais ameno e não sujeito a ações trabalhistas.
No Capítulo 1, tratamos da folha de pagamentos, um dos formulários mais
comuns do mundo do trabalho. Elencamos uma série de itens que normalmente
costumam oferecer dificuldades de cálculo. Assim é que consideramos em primeiro
lugar o salário, buscando dirimir dúvida quanto ao número de horas mensais. Se, antes
da Constituição de 1988, tínhamos 240 horas, agora temos apenas e tão somente 220
horas. Evidentemente, trata-se de um número máximo; os números inferiores
dependerão de contratos específicos. No tópico em que tratamos de horas extras,
fizemos questão de transcrever a Instrução Normativa no 1, de 12-10-1988, para
esclarecer questões relativas à duração e condições do trabalho da mulher. Ainda
dentro de horas extras, apresentamos cálculo sobre a integração das horas
extraordinárias no repouso semanal e no feriado. Finalmente, por meio da citação
direta da Súmula no 291, tratamos da supressão, pelo empregador, do serviço
suplementar prestado com habitualidade.
Outros assuntos, como remuneração variável, adicional de insalubridade,
adicional de periculosidade, adicional noturno, foram detidamente examinados. Nossa
preocupação foi sempre examinar a legislação do ponto de vista de cálculos a efetuar.
Se repouso semanal e feriado em comissões oferecem dificuldades de cálculo para o
profissional de recursos humanos, aí então penetramos e analisamos todas as
possibilidades. Quando súmulas são necessárias para o esclarecimento do leitor,
empreendemos criteriosa e vasta pesquisa para supri-lo da melhor informação, como
no caso de adicional noturno.
Os descontos para o INSS realizados nos rendimentos do empregado, embora
normalmente não sejam motivos de dúvida, pelo menos numa questão eles poderiam
acarretar dificuldades para quem trabalha com cálculos trabalhistas: como tratar o
aposentado que continua ou volta ao trabalho? O leitor que tiver esse tipo de dúvida
encontrará no item 7.1 do primeiro Capítulo a resposta segura: os aposentados por
idade ou por tempo de contribuição não estão isentos de contribuir para a Previdência
Social, art. 12, § 4o, da Lei no 8.212/91.
O Imposto de Renda também foi objeto de exame e mereceu de nossa parte a
citação do art. 16 da Lei no 8.134, de 27-12-1990, que trata da incidência do imposto
no décimo terceiro salário, bem como de itens da Lei no 11.482, de 31-5-2007, com
alteração dada pela Lei no 13.149, de 21-7-2015, que cuida do cálculo do Imposto de
Renda na Fonte a partir de 1o-4-2015.
Outra grande dificuldade que surge na prática trabalhista refere-se aos
procedimentos de cálculos quanto aos horistas. Vários exemplos apresentados
permitem o esclarecimento da matéria. Da mesma forma, os procedimentos relativos
aos mensalistas também foram detidamente examinados. Assim, enfocamos o
desconto do repouso semanal remunerado (RSR) para mensalista e quinzenalista.
Nessa oportunidade, além dos arts. 6o e 7o da Lei no 605/49, do art. 11 do Decreto no
27.048/49, citamos jurisprudência relativa ao desconto do repouso semanal
remunerado do mensalista ou quinzenalista. No subitem 10.2, foi objeto de estudo o
que se entende por semana. A ausência de precisão quanto ao domínio do conceito
pode levar a uma prática incorreta. Daí a nossa preocupação em citar o art. 11, § 4o, do
Decreto no 27.048/49, para dirimir dúvida no caso de falta do empregado. O domingo
e o feriado que caem no mesmo dia não levam à acumulação da remuneração. Tudo
isso pode parecer muito simples, mas onde está o fundamento legal? Nós o
oferecemos no subitem 10.3. Relativamente à compensação de sábado, quando o
sábado já é feriado, preferimos citar a decisão de um tribunal. Já em período de
repouso semanal remunerado, matéria do item 11, citamos a Súmula no 110 do TST. O
repouso do empregado, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade
imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo.
Faltas, atrasos, atestados médicos são outras questões que trazem dificuldades
para o profissional que milita na área de recursos humanos. Por isso, focalizamos a
matéria buscando esclarecer várias possibilidades.
A incidência de INSS, FGTS e Imposto de Renda na remuneração do empregado é
apresentada em quadro simples e prático, adequando-se à Lei no 13.467, de 13 de
julho de 2017 (Reforma Trabalhista). O leitor pode verificar o que estamos afirmando
correndo a vista pelo item 14 do Capítulo 1.
Para finalizar o capítulo em que tratamos da folha de pagamento, apresentamos
uma série de modalidades de cálculo de folha de pagamento, procurando focalizar
questões como: pagamento no último dia útil do mês, mensalista com desconto da
contribuição sindical, mensalista com falta não abonada, horista com adicional de
periculosidade, horista com hora extra noturna. No item 16, uma folha de pagamento
preenchida permite ao leitor tomar contato com a complexidade de todos os elementos
requeridos para o preenchimento deste importante formulário do mundo trabalhista.
No Capítulo 2, tratamos de vales-transportes, focalizamos o controle e a base de
cálculo. Como a matéria tem sido alvo de controvérsia, transcrevemos um parecer da
Secretaria de Administração Pública – Secretaria de Serviços Gerais, da Presidência
da República. Nosso objetivo foi resolver a questão sobre o entendimento quanto ao
desconto de 6% sobre o salário básico ou sobre os vencimentos do empregado. Nesse
sentido, adicionamos o Parecer no 15, da Coordenação de Análise, Orientação e
Normas (Canor), de 28-12-1992. Aqui, podemos dizer que o mundo das relações
trabalhistas é tão complexo que mesmo as normas mais simples podem oferecer
possibilidade de ambiguidade, como é o caso dos vales-transportes.
Estrategicamente, colocamos no Capítulo 3 um dos assuntos mais intrincados do
mundo do trabalho: o cálculo da remuneração das férias. Partimos de questões
elementares, como período de férias no caso de faltas do empregado e condições em
que a ausência do empregado não é considerada falta ao serviço. Também
consideramos a perda total do direito de férias e a prescrição do direito de pleitear a
reparação de crédito de férias resultante da relação de trabalho.
Um problema que enfrentamos e que tem sido objeto de controvérsias diz respeito
ao acréscimo de um terço ao salário normal quando do gozo das férias. Embasamos
nossos argumentos na Instrução Normativa no 1/1988, bem como na Súmula no 328 do
TST, que trata do terço constitucional.
Outros assuntos relativos a férias, como férias na vigência do contrato de trabalho,
férias na rescisão do contrato de trabalho, férias pagas na rescisão do contrato de
trabalho, o não desconto de INSS e IRRF sobre férias indenizadas, pagamento da
primeira parcela do 13o salário por ocasião das férias, desconto do imposto de renda
sobre férias, férias coletivas, férias proporcionais, foram examinados sempre levando
em conta possíveis dificuldades e explicitando os artigos de lei. E para facilitar a
aprendizagem nessa importante área de recursos humanos, apresentamos variadas
modalidades de cálculos: férias normais de 30 dias (mensalista), férias normais com
15 dias de faltas não abonadas (mensalista), férias em dobro e pagamento
complementar (mensalista), horista que recebe adicional noturno, horista que recebe
adicional de periculosidade e ficou afastado um período e recebeu auxílio-doença,
férias com período de gozo que tem início em um mês e término no seguinte, férias
com início em um mês e término no seguinte e pagamento complementar, férias com
início em um mês e término no seguinte com 12 faltas não abonadas e pagamento
complementar, férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3, conforme
Constituição Federal, inclusive em até três períodos, conforme Reforma Trabalhista
(Lei no 13.467/2017). Aqui, permita-nos o leitor, alongamos a explicitação, porque
sabemos que o assunto é por demais polêmico. Apresentamos vários exemplos e
variados entendimentos. Esperamos ter oferecido resposta segura para os que militam
na área. Ainda com relação às modalidades de férias, cuidados nos casos de horista
com adicional de periculosidade, mensalista que teve férias coletivas, horista com
horas extras e 15 faltas não abonadas. Assim, tendo apresentado um número grande
de casos práticos, estamos certos de que o leitor poderá, exercitando-se, assimilar a
matéria.
No mundo das relações do trabalho, o profissional, além de sólidos conhecimentos
matemáticos, precisa de conhecimentos legislativos, que exigem aperfeiçoamento
contínuo. Quem se dispõe a trabalhar nessa área de importância relevante para o
sucesso de uma empresa, além de habilidade no manuseio de papéis e documentos,
deve gostar de cálculo e da pesquisa legislativa. A consulta permanente de livros e de
jornais e a participação em cursos de treinamento para reciclagem e aprimoramento
são indispensáveis. Pouco adiantará a excelência de conhecimentos matemáticos e de
aparelhos eletrônicos, se não se dispuser a cultivar a pesquisa e decodificar as leis
trabalhistas, atuais e antigas.
Dito isso, passemos a examinar o que foi objeto de nossos estudos no Capítulo 4,
que trata da rescisão do contrato de trabalho. Como nos demais capítulos, chamamos
a atenção para os documentos a serem apresentados. Em seguida, apresentamos:
condições em que é vedada a dispensa sem justa causa (estabilidade provisória),
dispensa fictícia seguida de recontratação (ato fraudulento), bem como do prazo para
pagamento da rescisão do contrato de trabalho. No item 5 do capítulo sob enfoque,
tratamos ainda da indenização por tempo de serviço e art. 9o das Leis nos 6.708/79 e
7.238/84, que trata da indenização adicional do empregado dispensado sem justa
causa no período de 30 dias antes da correção salarial. Para resolver problemas de
entendimento, transcrevemos as Súmulas nos 182 e 314 e um parecer da Comissão de
Súmula do Tribunal Superior do Trabalho.
Mais à frente, examinamos rescisão por pedido de dispensa antes de completar um
ano de serviço, rescisão por pedido de dispensa com mais de um ano de serviço e
empregado que solicitou dispensa do aviso-prévio, rescisão por dispensa sem justa
causa antes de completar um ano de serviço, rescisão por dispensa sem justa causa
com mais de um ano de serviço, pedido de demissão com aviso-prévio cumprido,
dispensa sem justa causa com aviso-prévio cumprido (comissão + fixo), dispensa sem
justa causa, com aviso-prévio cumprido, dispensa sem justa causa, com adicional de
insalubridade, aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço e aviso-prévio cumprido
(férias em dobro), rescisão do contrato de experiência pelo empregador (nos termos
do art. 479 da CLT), rescisão antecipada do contrato de experiência pelo empregado
(nos termos do art. 480 da CLT), rescisão por término do contrato de experiência,
dispensa sem justa causa, com aviso-prévio cumprido (desligamento com 30 dias
antes da data-base), dispensa sem justa causa, com aviso-prévio cumprido (período de
mais de seis meses em auxílio-doença), dispensa sem justa causa, com um período de
não optante, dispensa sem justa causa, com adicional noturno e aviso-prévio cumprido
(horista), dispensa sem justa causa, com aviso-prévio indenizado e recebimento de
adicional de periculosidade (horista), dispensa sem justa causa, com média de horas
extras (horista).
Foram ainda objeto de nossos cálculos: rescisão em caso de morte do empregado
antes de completar um ano de serviço, morte do empregado com mais de um ano de
serviço. Transcrevemos a Lei no 6.858, de 24-11-1980, que dispõe sobre o pagamento
aos dependentes ou sucessores de valores não recebidos em vida pelos respectivos
titulares.
Outras questões igualmente importantes foram tratadas: culpa recíproca antes de
completar um ano de serviço, culpa recíproca com mais de um ano de serviço.
Ao final do Capítulo 4, cuidamos da rescisão por dispensa com justa causa antes
de completar um ano de serviço e rescisão por dispensa com justa causa com mais de
um ano de serviço.
Embora em desuso, parece ser assunto relevante, consideramos ainda a transação
do tempo de serviço anterior à Constituição de 1988.
Os Capítulos 5 e 6 tratam, respectivamente, do 13o salário ou gratificação natalina
e contribuição sindical de empregados e empregadores. No primeiro caso,
consideramos as possibilidades mais corriqueiras, como mensalista, diarista, horista,
salário variável, salário variável mais fixo, salário por tarefa. E para fechar o Capítulo
5, examinamos os direitos que integram ou não o 13o salário, como auxílio-doença
previdenciário, auxílio-doença por acidente de trabalho, serviço militar, adicional
noturno, adicional de insalubridade e periculosidade, hora extra e gratificação
periódica, o salário de benefício, o aviso-prévio não trabalhado (indenizado). Também
foram objetos de nossas considerações o desconto do INSS do empregado no
pagamento final da gratificação natalina e o Imposto de Renda. E, com base no art.
216, § 1o, do Decreto no 3.048, de 6-5-1999 – DOU de 12-5-1999 do Regulamento da
Previdência Social, ensinamos que o recolhimento da contribuição em favor do INSS
sobre o 13o salário seja realizado até o dia 20 de dezembro ou no dia imediatamente
anterior em que haja expediente bancário.
O Capítulo 7 corresponde ao FGTS na alteração da multa rescisória de 40% para
50% sendo que 10% refere-se à contribuição social e o período de (2002 a 2006)
contribuição de 8% para 8,5%.
O capítulo final (8) refere-se ao eSocial – Sistema de Escrituração Fiscal Digital
das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, consistindo na unificação, por
meio eletrônico, do envio de informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e
fiscais.
Nosso objetivo em todo o livro foi oferecer soluções práticas para cálculos muitas
vezes aparentemente complexos. Esperamos ter alcançado o objetivo de oferecer um
texto que, se seguido, evitará que o empregado recorra aos Tribunais em busca de um
direito que não foi cumprido pelo empregador, que, por meio de seu Departamento de
Recursos Humanos, veio a cometer erros por desconhecer o procedimento correto
estabelecido pelas normas trabalhistas e previdenciárias.
1
Folha de Pagamento

O uso da folha de pagamento é obrigatório para o empregador, conforme preceitua a


Lei no 8.212/91, art. 32, inciso I, da Consolidação da Legislação Previdenciária – CLP.
Ela pode ser feita a mão (manuscrita), ou por meio de processos mecânicos ou
eletrônicos. Nela são registrados mensalmente todos os proventos e descontos dos
empregados. Deve ficar à disposição da fiscalização, da auditoria interna e externa e
estar sempre pronta para oferecer informações necessárias à continuidade da empresa.
A folha de pagamento divide-se em duas partes distintas: proventos e descontos.
A parte de proventos engloba:

• Salário.
• Horas extras.
• Adicional de insalubridade.
• Adicional de periculosidade.
• Adicional noturno.
• Salário-família.
• Diárias para viagem.
• Ajuda de custo.
• Outros proventos previstos em lei.

A parte de descontos compreende:

• Quota de previdência.
• Imposto de Renda.
• Contribuição sindical.
• Seguros.
• Adiantamentos.
• Faltas e atrasos.
• Vale-transporte.
• Outros descontos previstos em lei.

Algumas empresas fazem o pagamento de seus empregados no último dia do mês;


nesse caso, é necessário fechar a folha de pagamento alguns dias antes, ganhando-se
assim tempo necessário para cálculo dos devidos proventos e descontos. Outras
empresas realizam o pagamento no limite máximo exigido por lei: o quinto dia útil do
mês subsequente ao vencido, se o pagamento for mensal, ou o quinto dia subsequente,
quando o pagamento for semanal ou quinzenal, conforme Instrução Normativa
no01/89 e art.459, §1o, da CLT.
O apontamento é feito em geral por meio da folha de ponto; o sistema soma as
horas trabalhadas, inclusive as horas extras, e observam-se as faltas e os atrasos para o
não pagamento.

1 Salário
É a contraprestação devida e paga diretamente pelo empregador a todo empregado.
Ele pode ser pago mensal, quinzenal, semanal ou diariamente, por peça ou tarefa; o
salário nunca poderá ser inferior ao salário mínimo; ao menor aprendiz, salvo na
condição mais favorável, será garantido o salário mínimo hora (art. 428, § 2o, da CLT,
com redação dada pela Lei no 10.097/2000).
Para alguns profissionais, como médicos, dentistas, engenheiros, químicos,
arquitetos, agrônomos, veterinários, radiologista etc., o salário mínimo (salário
profissional) é maior que o salário mínimo; esses valores são expressos em lei.
Exemplo: o salário mínimo de um engenheiro é seis vezes o valor do salário mínimo.
Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as
comissões pagas pelo empregador.
As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-
alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para viagem, prêmios e
abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de
trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e
previdenciário.
O pagamento do salário, qualquer que seja a modalidade de trabalho, não deve ser
estipulado por período superior a um mês, salvo no que concerne a comissões,
percentagem e gratificações legais.
O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se
o salário mensal por 220 horas, limite máximo, ou número inferior, dependendo do
contrato. Exemplo: um empregado recebe um salário mensal de R$ 1.320,00, trabalha
7h20min de segunda a sábado, atendendo às 44 horas semanais, conforme preceitua o
art. 7o, inciso XIII, da Constituição Federal.

7h20min por dia = 440min × 30 dias = 13.200min por mês


13.200min ÷ 60min = 220h
R$ 1.320,00 ÷ 220h = R$ 6,00
Salário-hora normal = R$ 6,00

Se o número de dias for inferior a 30, adotar-se-á para o cálculo o número de dias
trabalhados no mês.
No caso de empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o
salário diário, correspondente à duração do trabalho (7h20min ou menos, dependendo
do contrato), pelo número de horas efetivamente trabalhadas.

Exemplo: um empregado ganha R$ 47,80 por dia


R$ 47,80 ÷ 7,33 = R$6,52
(devemos usar como índice divisor 7,33, pois a máquina de calcular está
regulada para 100 e não para 60).
Salário-hora normal = R$ 6,52.

1.1 Salário-hora para 40 horas semanais: divisor 200


(duzentos)

Súmula no 431 do TST


SALÁRIO-HORA. EMPREGADO SUJEITO AO REGIME GERAL
DE TRABALHO (ART. 58, CAPUT, DA CLT). 40 HORAS
SEMANAIS. CÁLCULO. APLICAÇÃO DO DIVISOR 200
(REDAÇÃO ALTERADA NA SESSÃO DO TRIBUNAL PLENO
REALIZADA EM 14-9-2012) – Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25,
26 e 27-9-2012.

Para os empregados a que alude o art. 58, caput, da CLT, quando sujeitos a 40
horas semanais de trabalho, aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor
do salário-hora.

Exemplo:
Empregado trabalha 8 (oito) horas diárias de segunda a sexta-feira,
perfazendo um total de quarenta horas semanais, seu divisor para o cálculo
de salário-hora é de 200 (duzentos); veja o cálculo a seguir:
Cálculo 40 horas × 60 minutos = 2.400 minutos
2.400 minutos : 6 dias da semana = 400 minutos
400 minutos × 30 dias no mês = 12.000 minutos
12.000 minutos : 60 minutos = 200 horas

* Nota: embora o empregado não tenha trabalhado no sábado, devo incluí-


lo e dividir por seis e não por cinco dias na semana, pois o sábado é dia útil
não trabalhado. São 40 horas semanais de trabalho e a semana trabalhista é
de segunda a domingo, excluindo apenas o domingo por ser dia de RSR
(art. 11, §4o, do Decreto no 27.048, de 12-8-1949).

1.2 Depósito de salários em conta bancária


A Lei no 9.528, de 10-12-1997, acrescentou o parágrafo único ao art. 464 e deu nova
redação ao art. 465 da CLT, dispondo que o comprovante de depósito de salários do
empregado em conta bancária terá força de recibo, como vemos a seguir:
“Terá força de recibo o comprovante de depósito em conta bancária,
aberta para esse fim em nome de cada empregado, com o consentimento
deste, em estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho”
(parágrafo único do art. 464 da CLT).
“O pagamento dos salários será efetuado em dia útil e no local do
trabalho, dentro do horário do serviço ou imediatamente após o
encerramento deste, salvo quando efetuado por depósito em conta
bancária, observado o disposto no artigo anterior” (art. 465 da CLT).

2 Horas extras
A Constituição determinou que o mínimo da remuneração de horas extras seja de
50%, conforme o § 1o do art. 59 da CLT, determinado pela Lei no 13.467, de 13-7-
2017.
A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de duas horas, mediante
acordo individual entre empregador e empregado, ou mediante acordo coletivo ou
convenção coletiva de trabalho, devendo obrigatoriamente o empregador pagar, pelo
menos, mais 50% sobre a hora normal.

Exemplo:
Salário-hora normal = R$ 12,00 × 50% = R$ 6,00
R$ 12,00 + R$ 6,00 = R$ 18,00
Hora extra = R$ 18,00

Nova redação dada ao caput do art. 59 da CLT: “A duração diária do trabalho


poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo
individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho”.
Segundo o inciso I do art. 611-A da CLT (convenção e o acordo coletivo de
trabalho têm prevalência sobre a lei). “I – pacto quanto à jornada de trabalho,
observados os limites constitucionais”.
O que determinam os limites constitucionais?
O inciso XIII do art. 7o da Constituição Federal preceitua: “duração do trabalho
normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho”.
Vejamos o que preceitua a Instrução Normativa no 01, de 12-10-1988 (DOU, 21-
10-1988):
“Os empregados maiores (homens e mulheres) poderão ter a jornada
prorrogada no máximo em 2 (duas) horas, respeitado o limite de 10 (dez)
horas diárias, mediante acordo individual, coletivo, convenção ou sentença
normativa, com acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) sobre
a hora normal. Aos menores é vedada a prorrogação da jornada de
trabalho, salvo para efeito de compensação.
Na ocorrência de força maior, não há limite de jornada para os
empregados maiores (homens e mulheres), cuja remuneração será a da
hora normal. Em se tratando de menores, o limite da prorrogação será de 4
(quatro) horas diárias, com adicional de, no mínimo, 50% (cinquenta por
cento) sobre a hora normal. Os casos de força maior deverão ser
comunicados ao órgão local do Ministério do Trabalho, no prazo de 10
(dez) dias para os empregados maiores, e 48 (quarenta e oito) horas no
caso dos menores.
Tratando-se de serviços inadiáveis, a jornada poderá ser aumentada em
até 4 (quatro) horas diárias, exclusivamente para os empregados maiores,
com acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) da hora normal.
Os casos de serviços inadiáveis deverão ser comunicados ao órgão local do
Ministério do Trabalho, no prazo de 10 (dez) dias.
As horas não trabalhadas em decorrência de causas acidentais ou de
força maior, poderão ser repostas pelos empregados na base de 2 (duas)
horas por dia, no máximo de 45 (quarenta e cinco) dias ao ano, respeitado
o limite de 10 (dez) horas diárias. As referidas horas não sofrerão
acréscimo salarial.”

Essa Instrução Normativa, fundamentando-se na Constituição Federal, altera


vários artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, particularmente no que se refere
a duração e condições do trabalho da mulher. Homens e mulheres devem receber
tratamento igualitário. A mulher pode fazer horas extraordinárias e compensação de
horas de trabalho mediante acordo individual, excetuando-se apenas os menores.
Em se tratando de força maior e serviços inadiáveis, o tratamento é o mesmo tanto
para homem maior quanto para mulher maior.
As horas extras pagas com habitualidade, assim como os adicionais de
insalubridade, periculosidade e noturno, integram o aviso-prévio indenizado. Se o
aviso-prévio for trabalhado, serão pagos em separado, não integrando o aviso, pois
trata-se de salário e não de indenização.
Conforme as Súmulas nos 24, 45 e 115 do TST, também as horas extras
habitualmente prestadas são inseridas, integradas ou incluídas na indenização por
antiguidade, no cálculo da gratificação natalina (13o salário), das gratificações
semestrais e por ocasião das férias.
Quanto ao bancário, a Súmula no 102 do TST preceitua:

Súmula no 102 do TST


Bancário. Cargo de confiança (mantida) – Res. 174/2011, DEJT
divulgado em 27, 30 e 31-5-2011.
I – A configuração, ou não, do exercício da função de confiança a
que se refere o art. 224, § 2o, da CLT, dependente da prova das reais
atribuições do empregado, é insuscetível de exame mediante recurso de
revista ou de embargos. (ex-Súmula no 204 – RA 121/2003, DJ 21-11-
2003)
II – O bancário que exerce a função a que se refere o § 2o do art. 224
da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já
tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. (ex-
Súmula no 166 – RA 102/1982, DJ 11-10-1982 e DJ 15-10-1982)
III – Ao bancário exercente de cargo de confiança previsto no art.
224, § 2o, da CLT são devidas as 7a e 8a horas, como extras, no período
em que se verificar o pagamento a menor da gratificação de 1/3. (ex-OJ
no 288, DJ 11-8-2003)
IV – O bancário sujeito à regra do art. 224, § 2o, da CLT cumpre
jornada de trabalho de 8 (oito) horas, sendo extraordinárias as
trabalhadas além da oitava. (ex-Súmula no 232 – RA 14/1985, DJ 19-9-
1985)
V – O advogado empregado de banco, pelo simples exercício da
advocacia, não exerce cargo de confiança, não se enquadrando,
portanto, na hipótese do § 2o do art. 224 da CLT. (ex-OJ no 222 –
Inserida em 20-6-2001)
VI – O caixa bancário, ainda que caixa executivo, não exerce cargo
de confiança. Se perceber gratificação igual ou superior a um terço do
salário do posto efetivo, essa remunera apenas a maior responsabilidade
do cargo e não as duas horas extraordinárias além da sexta. (ex-Súmula
no 102 – RA 66/1980, DJ 18-6-1980 e republicada DJ 14-7-1980)
VII – O bancário exercente de função de confiança, que percebe a
gratificação não inferior ao terço legal, ainda que norma coletiva
contemple percentual superior, não tem direito às sétima e oitava horas
como extras, mas tão somente às diferenças de gratificação de função,
se postuladas. (ex-OJ no 15 – Inserida em 14-3-1994)

Nota do autor: Banco de horas: com a nova Lei da reforma trabalhista, art. 59, § 5º,
da CLT, o banco de horas pode ser pactuado em acordo individual,
tácito ou escrito, desde que a compensação ocorra no período
máximo de seis meses. Se for pactuado via convenção coletiva, o
acordo coletivo de trabalho passa a ser anual (art. 611-A, inciso II,
da CLT).

2.1 Integração das horas extras ao repouso semanal e


feriado
De acordo com a Lei no 605/49, art. 7o, alínea b, com redação dada pela Lei no 7.415,
de 9-12-1985, computam-se no cálculo do repouso semanal remunerado as horas
extraordinárias habitualmente prestadas.
Somam-se as horas extras da semana e divide-se o resultado pelo número de dias
trabalhados; tem-se então o número de horas extras feitas por dia útil.

Exemplo: suponha-se uma empresa que trabalha de segunda a quinta-feira,


9h por dia e na sexta-feira 8h, compensando o sábado. O empregado
trabalhou extraordinariamente 1 hora na segunda-feira, 1 hora na terça, 1
hora na quarta, 1 hora na quinta e 2 horas na sexta-feira.
Somam-se: 1 + 1 + 1 + 1 + 2 = 6 horas extras.
Divide-se o resultado pelo número de dias úteis da semana:
6 ÷ 6 = 1

Soma-se 1 hora extra no total, 6 + 1 = 7; tem-se, portanto, direito a 7 horas


durante a semana, sendo uma de repouso remunerado ou feriado.

291 – Horas extras. Habitualidade. Supressão. Indenização. (Revisão da


Súmula no 76 – Res. 1/1989, DJ 14-4-1989. Nova redação – Res. 174/2011 – DeJT 27-
5-2011)

“A supressão total ou parcial, pelo empregador, de serviço suplementar


prestado com habitualidade, durante pelo menos 1 (um) ano, assegura ao
empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês
das horas suprimidas, total ou parcialmente, para cada ano ou fração igual
ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal.
O cálculo observará a média das horas suplementares dos últimos 12
(doze) meses anteriores à mudança, multiplicada pelo valor da hora extra
do dia da supressão.”

3 Remuneração variável

3.1 Horas extras


O empregado, sujeito a controle de horário, remunerado à base de comissões, tem
direito de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) pelo trabalho em horas extras,
calculado sobre o valor das comissões recebidas no mês, considerando-se como
divisor o número de horas efetivamente trabalhadas. (Súmula no 340 do TST, com a
nova redação dada pela Resolução no 121, de 28-10-2003. Revisão do Enunciado no
56)

Exemplo prático:
Total das comissões mensal: R$ 2.400,00
Jornada efetivamente trabalhada no mês: 176 horas
Horas extras realizadas no mês: 24 horas
Horas efetivamente trabalhadas no mês: 176 h + 24 h (horas extras) = 200
horas
Valor hora das comissões: R$ 2.400,00 : 200 h = R$ 12,00
Adicional da hora extra sobre comissão: R$ 12,00 × 50% (no mínimo) =
R$ 6,00
Valor hora extra da comissão: R$ 6,00
Valor a ser pago = R$ 6,00 × 24 h (número de horas extras) = R$ 144,00
Empregado tem um valor fixo de R$ 1.760,00
Valor fixo: R$ 1.760,00
Jornada mensal: 220 horas
Valor hora: R$ 1.760,00 : 220 horas = R$ 8,00
Valor da hora extra: R$ 8,00 + 50% (no mínimo) = R$ 12,00
Valor das horas extras do valor fixo: R$ 12,00 × 24 h = R$ 288,00
Valor a ser pago de horas extras: R$ 288,00 (parcela fixa) + R$ 144,00
(extras das comissões) = R$ 432,00

3.2 Garantia de salário


Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração
variável (art. 7o, inciso VII, da Constituição Federal).

3.3 Repouso semanal e feriado em comissões


É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado
comissionista, ainda que pracista (Súmula TST no 27).

Exemplo: a comissão de um vendedor no mês foi de R$ 3.840,00; nesse


mês, houve cinco domingos e um feriado. Como calcular a remuneração do
repouso semanal e feriado?
Deduzam-se dos 30 dias (mensalista) os seis dias de repouso semanal e o
feriado = 24 dias; divide-se o valor da comissão pelos 24 dias; multiplica-
se o resultado pelos seis dias e soma-se o resultado com o valor da
comissão:
30 dias – 6 (repouso semanal e feriado) = 24 dias
R$ 3.840,00 ÷ 24 = R$ 160,00
R$ 160,00 × 6 = R$ 960,00
A remuneração do repouso semanal e do feriado do mês é de R$ 960,00
Valor a receber no mês: R$ 960,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.800,00

3.3.1 Cálculo do repouso semanal remunerado em


percentual
Outra forma de calcular a remuneração do repouso semanal é achar um percentual
que, multiplicado pelo valor da comissão, obtém de imediato a remuneração do
repouso semanal remunerado.

1o exemplo
No mês, o empregado teve uma comissão de R$ 3.840,00
30 dias no mês, com cinco domingos e um feriado; portanto, são 24 dias
úteis e seis dias de repouso semanal.
6 ÷ 24% = 25; considerar 25%.
Comissão de R$ 3.840,00 × 25% = R$ 960,00
Repouso semanal remunerado = R$ 960,00
Valor a receber no mês: R$ 960,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.800,00

2o exemplo
30 dias no mês, com cinco domingos; portanto, são 25 dias úteis e cinco
dias de repouso semanal.
5 ÷ 25% = 20; considerar 20%.
Comissão de R$ 3.840,00 × 20% = R$ 768,00
Repouso semanal remunerado = R$ 768,00
Valor a receber no mês: R$ 768,00 + R$ 3.840,00 = R$ 4.608,00

3o exemplo
30 dias no mês, com quatro domingos; portanto, são 26 dias úteis e quatro
dias de repouso semanal.
4 ÷ 26% = 15,384615; considerar 15,384615%.
Comissão de R$ 3.840,00 × 15,384615% = R$ 590,76
Repouso semanal remunerado = R$ 590,76
Valor a receber no mês: R$ 590,76 + R$ 3.840,00 = R$ 4.430,76

4o exemplo
Empregado trabalhou 14 dias no mês e durante este período houve dois
domingos; portanto, são 12 dias úteis e dois dias de repouso semanal. Sua
comissão nesse período foi de R$ 1.920,00.
2 ÷ 12% = 16,666666; considerar 16,666666%.
Comissão de R$ 1.920,00 × 16,666666% = R$ 320,00
Repouso semanal remunerado = R$ 320,00
Valor a receber no período: R$ 320,00 + R$ 1.920,00 = R$ 2.240,00

4 Adicional de insalubridade
Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza,
condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à
saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade
do agente e do tempo de exposição a seus efeitos.
Há três graus de insalubridade: máximo, médio e mínimo; os empregados que
trabalham em condições insalubres têm assegurada a percepção de adicional
respectivamente de 40%, 20% e 10% do salário mínimo (art. 192 da CLT), salvo se,
por força de lei, convenção coletiva ou sentença normativa, percebem salário
profissional. Nesse caso, o adicional será calculado com base no salário profissional.
(Vide a seguir neste Capítulo a Súmula Vinculante no 4 do STF)
Vide Lei no 11.350/2006, art. 9o-A, § 3o e incisos I e II, incluído pela Lei no
13.342/2016 – DOU de 11/1/2017, que preceitua que o cálculo do adicional de
insalubridade seja calculado sobre “vencimento ou salário-base”. Embora seja Lei
específica do órgão Competente do Poder Executivo Federal, aos agentes, evocou o
art. 192 da CLT.
As atividades e operações insalubres estão mencionadas na Portaria no 3.214, de
8-6-1978, NR 15, e obedecem a normas especiais. São elas:

a. exame médico a cada período ou a intervalos menores, a critério do médico


encarregado;
b. abreugrafia ou telerradiografia de tórax, sempre que o empregado estiver exposto
a qualquer tipo de poeira ou outro agente que possa causar danos ao aparelho
respiratório;
c. proibição de trabalho de menor (art. 405, inciso I, da CLT);
d. licença prévia das autoridades competentes em matéria de medicina do trabalho
para a realização de hora extra (art. 60 da CLT);
e. existência de um lavatório para cada 10 trabalhadores, conforme Portaria no 3.214,
de 8-6-1978, NR 24.1.8.

Enquanto percebido, o adicional de insalubridade integra a remuneração para


todos os efeitos legais (Súmula no 139 do TST).
O cálculo do valor da hora extra para o empregado que recebe adicional de
insalubridade é feito considerando-se o adicional de insalubridade; usa-se o mesmo
critério para o cálculo de horas extras de trabalho com adicional noturno.
Primeiro, calculam-se 40%, 20% ou 10% do salário mínimo ou salário
profissional, somando-se com o salário e, depois, a hora extra de 50% (art. 192 da
CLT).

Súmula no 448 do TST


ATIVIDADE INSALUBRE – CARACTERIZAÇÃO – PREVISÃO NA
NORMA REGULAMENTADORA No 15 DA PORTARIA DO
MINISTÉRIO DO TRABALHO No 3.214/78. INSTALAÇÕES
SANITÁRIAS. (conversão da Orientação Jurisprudencial no 4 da SBDI-
1 com nova redação do item II) – Res. 194/2014, DEJT divulgado em
21, 22 e 23.05.2014.
I – Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial
para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo
necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial
elaborada pelo Ministério do Trabalho.
II – A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo
de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar
à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional
de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da
NR-15 da Portaria do MTE no 3.214/78 quanto à coleta e
industrialização de lixo urbano.

Súmula no 264 do TST


HORA SUPLEMENTAR – CÁLCULO – A remuneração do serviço
suplementar é composta do valor da hora normal, integrado das parcelas
de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em lei, contrato,
acordo ou convenção coletiva ou sentença normativa (DJU, 30-10, 3 e
4-11-1986).

Súmula Vinculante no 4 do STF


SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO, O
SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR
DE BASE DE CÁLCULO E VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO
OU DE EMPREGADO, NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO
JUDICIAL.
Fonte de Publicação
DJe no 83/2008, p. 1, em 9-5-2008.
DO de 9-5-2008, p. 1.
Legislação
Constituição Federal de 1988, art. 7o, IV e XXIII, art. 39, § 1o e § 3o,
art.42, § 1o, art. 142, § 3o, X.”
Súmula no 228 DO TST
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO (redação
alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26-6-2008). (Res. 148/2008,
DJ 4 e 7-7-2008 – Republicada DJ 8, 9 e 10-7-2008. SÚMULA CUJA
EFICÁCIA ESTÁ SUSPENSA POR DECISÃO LIMINAR DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Res. 185/2012. DEJT divulgado em
25, 26 e 27-9-2012.)
A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de
insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais
vantajoso fixado em instrumento coletivo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar
Mendes, suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do
salário base no cálculo do adicional, “a nova redação estabelecida para
Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4,
porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico
no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.
A liminar concedida no dia 15 de julho, em atendimento à
Reclamação Constitucional no 6.266, apresentada ao STF pela
Confederação Nacional da Indústria. A CNI sustenta, entre outras
alegações, que a Súmula 228 estaria em desacordo com a Súmula
Vinculante no 4 do STF, que vedou a utilização do salário mínimo como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de
empregado, bem como proibiu a sua substituição por decisão judicial.

FUNDAMENTO ADOTADO PELA SÉTIMA TURMA


DO TST
4 TST – Insalubridade: Sétima Turma aplica o salário mínimo como base de cálculo
27-5-2008.
A Súmula Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal reconheceu a
inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo do
adicional de insalubridade, mas vedou a substituição desse parâmetro por decisão
judicial. Até que o novo critério seja adotado, por lei ou por negociação coletiva, ele
continuará a ser aplicado quando a categoria não tiver piso salarial. Esse fundamento
foi adotado pela Sétima Turma do Tribunal do Trabalho em duas decisões sobre a
matéria.
Diante do exposto, entendemos que quando existir salário profissional, será sobre
este calculado, ou, tendo piso salarial/salário normativo, também sobre este será
calculado.
Como o salário básico está suspenso pelo STF, a sétima turma do TST aplica o
salário mínimo quando não tem salário profissional, ou salário normativo/piso
salarial.
Como o assunto ficou muito controverso, sugerimos que deve ser objeto de
negociação entre categoria econômica e profissional.

EXCLUSÃO DO PAGAMENTO DO ADICIONAL DE


INSALUBRIDADE

Súmula no 80 do TST
A eliminação da insalubridade, pelo fornecimento de aparelhos
protetores aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo, exclui
a percepção do adicional respectivo.

5 Adicional de periculosidade
São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação
aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de
trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos, em
condições de risco acentuado.
O empregado que trabalha em condições de periculosidade recebe um adicional de
30% sobre o salário efetivo, não incidindo esse percentual sobre gratificações,
prêmios ou participações nos lucros da empresa.
Se o empregado trabalhar em serviço insalubre e perigoso, deverá optar pelo
adicional de um dos dois.
A caracterização e a classificação de insalubridade ou periculosidade, segundo
normas do Ministério do Trabalho, serão feitas por meio de perícia a cargo de Médico
do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrado no Ministério do Trabalho.
É proibido o trabalho do menor em serviços perigosos ou insalubres, conforme
quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho.
É importante notar que o adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário-
base e não sobre o salário mínimo.

Exemplo:
Salário-base = R$ 1.600,00 + adicional de periculosidade
30% = R$ 480,00
Total = R$ 2.080,00

Súmula no 191 do TST


ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. BASE DE
CÁLCULO (cancelada a parte final da antiga redação e inseridos os
itens II e III) Res. 214/2016, DEJT divulgado em 30-11-2016 e 1o e 2-
12-2016.

I – O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e


não sobre este acrescido de outros adicionais.
II – O adicional de periculosidade do empregado eletricitário,
contratado sob a égide da Lei no 7.369/1985, deve ser calculado sobre a
totalidade das parcelas de natureza salarial. Não é válida norma
coletiva mediante a qual se determina a incidência do referido
adicional sobre o salário básico.
III – A alteração da base de cálculo do adicional de periculosidade do
eletricitário promovida pela Lei no 12.740/2012 atinge somente
contrato de trabalho firmado a partir de sua vigência, de modo que,
nesse caso, o cálculo será realizado exclusivamente sobre o salário
básico, conforme determina o § 1o do art. 193 da CLT.

A partir da no Lei 12.740, de 8-12-2012, DOU de 10-12-2012, o cálculo


será realizado exclusivamente sobre o salário básico, conforme preceitua o §
1o do art. 193 da CLT. Exemplo: o empregado eletricitário, admitido após
9/12/2012, fez 30 horas extras durante o mês e ganha por hora R$ 8,00; com
os 50% do adicional extraordinário, a hora extra é de R$ 12,00. O adicional
incide apenas sobre o valor hora base (R$ 8,00) e não sobre R$ 12,00.
Portanto, temos 30h × R$ 2,40 (30% de R$ 8,00) = 72,00 e não 30h × R$
3,60 (30% de R$ 12,00) = R$ 108,00; não devemos considerar o valor
adicional extra.
Valor correto a ser considerado: R$ 72,00.
Para o empregado eletricitário admitido sob a égide da Lei no
7.369/1985, até a Lei no 12.740/2012, aplica-se sobre o total das parcelas, ou
seja, sobre o valor-hora base, R$ 3,60, ficando o valor correto a ser
considerado: R$ 108,00.

6 Adicional noturno
Tem direito ao adicional noturno o empregado que trabalha no período entre as 22
horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte:
O adicional noturno é de 20%, pelo menos, sobre a hora diurna.

Exemplo: um empregado trabalha das 15h até as 23h45min com 1h de


descanso e ganha R$ 9,00 por hora. Cálculo: 2 horas por dia com 20% de
adicional noturno. Tem-se, então, 6 horas, ganhando R$ 9,00 por hora e 2
horas, ganhando R$ 10,80 por hora, sendo: R$ 9,00 + 1,80 de adicional
noturno.
A hora do trabalho noturno é de 52 minutos e 30 segundos (art. 73, §
o
1 , da CLT).
Exemplo: um empregado que trabalha das 22h às 5h perfaz um total de 8
horas (7 horas × 60min = 420min ÷ 52,5 = 8). Nos horários mistos que
abrangem períodos diurnos e noturnos, aplicam-se as horas de trabalho
noturno, ou seja, a hora de 52 minutos e 30 segundos (§ 4o do art. 73 da
CLT), para período noturno.
As Súmulas nos 214 e 313, do Supremo Tribunal Federal, e as Súmulas
nos 60, 112 e 265, do Tribunal Superior do Trabalho, preceituam:

Súmula no 214 do STF


A duração legal da hora de serviço noturno (52 minutos e 30 segundos)
constitui vantagem suplementar, que não dispensa o salário adicional.

Súmula no 313 do STF


Provada a identidade entre o trabalho diurno e noturno, é devido o
adicional, quanto a este, sem a limitação do art. 73, § 3o, da CLT,
independentemente da natureza da atividade do empregador.

Súmula no 60 do TST
ADICIONAL NOTURNO. Integração no salário e prorrogação em
horário diurno. (incorporada a Orientação Jurisprudencial no 6 da SDI-1
– Res. 129/05 – DJ 20-4-2005)
I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário
do empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula no 60 – RA 105/1974,
DJ 24-10-1974)
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e
prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas
prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5o, da CLT. (ex-OJ no 06 – Inserida
em 25-11-1996)

Súmula no 112 do TST


O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração,
perfuração, preparação, produção e refinação de petróleo,
industrialização de xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo
e seus derivados por meio de dutos, é regulado pela Lei no 5.811, de
1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52’30” do art. 73, § 2o da
CLT.

Súmula no 265 do TST


ADICIONAL NOTURNO – alteração do turno de trabalho –
possibilidade de supressão – A transferência para o período diurno de
trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno.

7 Desconto nos rendimentos do empregado para o INSS


A contribuição de cada segurado empregado, filiado ao Instituto Nacional do Seguro
Social, inclusive o doméstico e o avulso a partir de 1o de janeiro de 2013, é de 8%, 9%
e 11%, de acordo com o salário de contribuição.
O INSS incide sobre o salário mais horas extras, adicional de insalubridade,
periculosidade, adicional noturno, diárias para viagem acima de 50% do salário
percebido, 13o salário e outros valores admitidos em lei pela previdência social. Esse
valor é descontado na folha de pagamento.
A contribuição do empregado das microempresas também será igual aos demais,
conforme art. 20, § 2o, da Lei no 8.212/91, alterada pela Lei no 8.620, de 5-1-1993.
Há um limite máximo para o desconto do INSS. Quando o empregado ganhar um
valor superior ao limite máximo (teto), só se poderá descontar-lhe do salário o limite
estabelecido.
O limite máximo é apenas para o segurado empregado; a empresa recolhe a
contribuição previdenciária sobre o total da folha de salários.

Exemplo:
CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS E TRABALHADORES
AVULSOS
Conforme Portaria do MF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a
tabela de alíquota é a seguinte:

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO


DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE JANEIRO/2017

Alíquota para fins de recolhimento ao INSS


Salário de contribuição (R$)
(%)

até 1.659,38 8,00


de 1.659,39 até 2.765,66 9,00
de 2.765,67 até 5.531,31 11,00

7.1 Obrigatoriedade de contribuição do INSS ao


aposentado
A partir da competência agosto de 1995, o aposentado que estiver exercendo ou que
voltar a exercer atividade abrangida pelo Regime Previdenciário é segurado
obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições para fins de
custeio da Seguridade Social, conforme preceitua o art. 12, § 4o, da Lei no 8.212/91,
alterada pela Lei no 9.032, de 28-4-1995.
Diante do exposto, os aposentados por idade ou por tempo de serviço não estão
isentos de contribuir para a Previdência Social.
Transcrevemos a seguir a Portaria do Ministro de Estado da Fazenda no 8, de 13-
1-2017 – DOU de 16-1-2017, que dispõe sobre o reajuste do INSS e dos demais
valores constantes do Regulamento da Previdência Social, aplicável a partir de 1o de
janeiro de 2017.

PORTARIA No 8, DE 13 DE JANEIRO DE 2017 – DOU de 16-1-2017


Dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo
Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e dos demais
valores constantes do Regulamento da Previdência Social
– RPS.

O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso da atribuição que


lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
tendo em vista o disposto na Emenda Constitucional no 20, de 15 de
dezembro de 1998; na Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de
2003; na Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; no art. 41-A da Lei no 8.213,
de 24 de julho de 1991; na Lei no 13.152, de 29 de julho de 2015; no
Decreto no 8.948, de 29 de dezembro de 2016; e no Regulamento da
Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de
1999, resolvem:
Art. 1o Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social –
INSS serão reajustados, a partir de 1o de janeiro de 2017, em 6,58% (seis
inteiros e cinquenta e oito décimos por cento).
§ 1o Os benefícios a que se refere o caput, com data de início a partir de 1o
de fevereiro de 2016, serão reajustados de acordo com os percentuais
indicados no Anexo I desta Portaria.
§ 2o Para os benefícios majorados por força da elevação do salário mínimo
para R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), o referido aumento deverá
ser descontado quando da aplicação do reajuste de que tratam o caput e o §
1o.
§ 3o Aplica-se o disposto neste artigo às pensões especiais pagas às vítimas
da síndrome da talidomida, aos portadores de hanseníase de que trata a Lei
no 11.520, de 18 de setembro de 2007, e ao auxílio especial mensal de que
trata o inciso II do art. 37 da Lei no 12.663, de 5 de junho de 2012.
Art. 2o A partir de 1o de janeiro de 2017, o salário de benefício e o salário
de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 937,00 (novecentos e trinta
e sete reais), nem superiores a R$ 5.531,31 (cinco mil quinhentos e trinta e
um reais e trinta e um centavos).
Art. 3o A partir de 1o de janeiro de 2017:
I – não terão valores inferiores a R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete
reais), os benefícios:
a) de prestação continuada pagos pelo INSS correspondentes a
aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão (valor global) e pensão por
morte (valor global);
b) de aposentadorias dos aeronautas, concedidas com base na Lei no 3.501,
de 21 de dezembro de 1958; e
c) de pensão especial paga às vítimas da síndrome da talidomida;
II – os valores dos benefícios concedidos ao pescador, ao mestre de rede e
ao patrão de pesca com as vantagens da Lei no 1.756, de 5 de dezembro de
1952, deverão corresponder, respectivamente, a 1 (uma), 2 (duas) e 3 (três)
vezes o valor de R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), acrescidos de
20% (vinte por cento);
III – o benefício devido aos seringueiros e seus dependentes, concedido
com base na Lei no 7.986, de 28 de dezembro de 1989, terá valor igual a R$
1.874,00 (um mil oitocentos e setenta e quatro reais);
IV – é de R$ 937,00 (novecentos e trinta e sete reais), o valor dos seguintes
benefícios assistenciais pagos pela Previdência Social:
a) pensão especial paga aos dependentes das vítimas de hemodiálise da
cidade de Caruaru no Estado de Pernambuco;
b) amparo social ao idoso e à pessoa portadora de deficiência; e
c) renda mensal vitalícia.
Art. 4o O valor da cota do salário-família por filho ou equiparado de
qualquer condição, até 14 (quatorze) anos de idade, ou inválido de qualquer
idade, a partir de 1o de janeiro de 2017, é de:
I – R$ 44,09 (quarenta e quatro reais e nove centavos) para o segurado com
remuneração mensal não superior a R$ 859,88 (oitocentos e cinquenta e
nove reais e oitenta e oito centavos);
II – R$ 31,07 (trinta e um reais e sete centavos) para o segurado com
remuneração mensal superior a R$ 859,88 (oitocentos e cinquenta e nove
reais e oitenta e oito centavos) e igual ou inferior a R$ 1.292,43 (um mil
duzentos e noventa e dois reais e quarenta e três centavos).
§ 1o Para fins do disposto neste artigo, considera-se remuneração mensal do
segurado o valor total do respectivo salário de contribuição, ainda que
resultante da soma dos salários de contribuição correspondentes a
atividades simultâneas.
§ 2o O direito à cota do salário-família é definido em razão da remuneração
que seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de
dias efetivamente trabalhados.
§ 3o Todas as importâncias que integram o salário de contribuição serão
consideradas como parte integrante da remuneração do mês, exceto o
décimo terceiro salário e o adicional de férias previsto no inciso XVII do
art. 7o da Constituição, para efeito de definição do direito à cota do salário-
família.
§ 4o A cota do salário-família é devida proporcionalmente aos dias
trabalhados nos meses de admissão e demissão do empregado.
Art. 5o O auxílio-reclusão, a partir de 1o de janeiro de 2017, será devido aos
dependentes do segurado cujo salário de contribuição seja igual ou inferior
a R$ 1.292,43 (um mil duzentos e noventa e dois reais e quarenta e três
centavos), independentemente da quantidade de contratos e de atividades
exercidas.
§ 1o Se o segurado, embora mantendo essa qualidade, não estiver em
atividade no mês da reclusão, ou nos meses anteriores, será considerado
como remuneração o seu último salário de contribuição.
§ 2o Para fins do disposto no § 1o, o limite máximo do valor da
remuneração para verificação do direito ao benefício será o vigente no mês
a que corresponder o salário de contribuição considerado.
Art. 6o A partir de 1o de janeiro de 2017, será incorporada à renda mensal
dos benefícios de prestação continuada pagos pelo INSS, com data de
início no período de 1o janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2016, a
diferença percentual entre a média dos salários de contribuição
considerados no cálculo do salário de benefício e o limite máximo em vigor
no período, exclusivamente nos casos em que a referida diferença resultar
positiva, observado o disposto no § 1o do art. 1o e o limite de R$ 5.531,31
(cinco mil quinhentos e trinta e um reais e trinta e um centavos).
Art. 7o A contribuição dos segurados empregado, inclusive o doméstico e
do trabalhador avulso, relativamente aos fatos geradores que ocorrerem a
partir da competência janeiro de 2017, será calculada mediante a aplicação
da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o salário de
contribuição mensal, de acordo com a tabela constante do Anexo II desta
Portaria.
Art. 8o A partir de 1o de janeiro de 2017:
I – o valor a ser multiplicado pelo número total de pontos indicadores da
natureza do grau de dependência resultante da deformidade física, para fins
de definição da renda mensal inicial da pensão especial devida às vítimas
da síndrome da talidomida, é de R$ 426,53 (quatrocentos e vinte e seis
reais e cinquenta e três centavos);
II – o valor da diária paga ao segurado ou dependente pelo deslocamento,
por determinação do INSS, para submeter-se a exame médico-pericial ou
processo de reabilitação profissional, em localidade diversa da de sua
residência, é de R$ 92,43 (noventa e dois reais e quarenta e três centavos);
III – o valor da multa pelo descumprimento das obrigações, indicadas no
caput do art. 287 do Regulamento da Previdência Social (RPS), varia de R$
300,49 (trezentos reais e quarenta e nove centavos) a R$ 30.050,76 (trinta
mil e cinquenta reais e setenta e seis centavos);
IV – o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do RPS, para a
qual não haja penalidade expressamente cominada no art. 283 do RPS,
varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 2.284,05 (dois mil duzentos
e oitenta e quatro reais e cinco centavos) a R$ 228.402,57 (duzentos e vinte
e oito mil quatrocentos e dois reais e cinquenta e sete centavos);
V – o valor da multa indicada no inciso II do art. 283 do RPS é de R$
22.840,21 (vinte e dois mil oitocentos e quarenta reais e vinte e um
centavos);
VI – é exigida Certidão Negativa de Débito (CND) da empresa na
alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel incorporado ao seu
ativo permanente de valor superior a R$ 57.100,07 (cinquenta e sete mil
cem reais e sete centavos); e
VII – o valor de que trata o § 3o do art. 337-A do Código Penal, aprovado
pelo Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, é de R$ 4.883,27
(quatro mil oitocentos e oitenta e três reais e vinte e sete centavos).
Parágrafo único. O valor das demandas judiciais de que trata o art. 128 da
Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, é limitado em R$ 56.220,00
(cinquenta e seis mil e duzentos e vinte reais), a partir de 1o de janeiro de
2017.
Art. 9o A partir de 1o de janeiro de 2017, o pagamento mensal de benefícios
de valor superior a R$ 110.626,20 (cento e dez mil seiscentos e vinte e seis
reais e vinte centavos) deverá ser autorizado expressamente pelo Gerente-
Executivo do INSS, observada a análise da Divisão ou Serviço de
Benefícios.
Parágrafo único. Os benefícios de valor inferior ao limite estipulado no
caput, quando do reconhecimento do direito da concessão, revisão e
manutenção de benefícios serão supervisionados pelas Agências da
Previdência Social e Divisões ou Serviços de Benefícios, sob critérios
aleatórios preestabelecidos pela Presidência do INSS.
Art. 10. A Secretaria da Receita Federal do Brasil, o INSS e a Empresa de
Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) adotarão as
providências necessárias ao cumprimento do disposto nesta Portaria.
Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 12. Fica revogada a Portaria Interministerial MTPS/MF no 1, de 8 de
janeiro de 2016.
HENRIQUE DE CAMPOS MEIRELLES

ANEXO I
FATOR DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS DE ACORDO COM
AS RESPECTIVAS DATAS DE INÍCIO, APLICÁVEL A PARTIR DE JANEIRO DE
2017

Data de Início do Benefício Reajuste (%)

Até janeiro de 2016 6,58

em fevereiro de 2016 4,99

em março de 2016 4,01

em abril de 2016 3,55

em maio de 2016 2,89

em junho de 2016 1,89

em julho de 2016 1,42

em agosto de 2016 0,77

em setembro de 2016 0,46

em outubro de 2016 0,38

em novembro de 2016 0,21

em dezembro de 2016 0,14


ANEXO II
TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017

Salário de contribuição (R$) Alíquota para fins de Recolhimento ao INSS

até 1.659,38 8%

de 1.659,39 até 2.765,66 9%

de 2.765,67 até 5.531,31 11%

8 Imposto de Renda
A tributação do Imposto de Renda sobre os rendimentos do trabalho assalariado pago
incide sobre: salários, ordenados, soldos, soldadas, subsídios, honorários, adicionais,
vantagens, extraordinários, suplementação, abonos, bonificações, gorjetas,
gratificações, 13o salário, participações, percentagens, prêmios, cotas-partes em
multas ou receitas, comissões, corretagens, vantagens por transferência de local de
trabalho, verbas de representações, e outros rendimentos admitidos em lei pela
Receita Federal.

• 13o salário: o art. 16 da Lei no 8.134, de 27-12-1990, preceitua:

“O imposto de renda previsto no art. 26 da Lei no 7.713, de 1988,


incidente sobre o décimo terceiro salário (art. 7, VIII, da Constituição),
será calculado de acordo com as seguintes normas:
I – não haverá retenção na fonte, pelo pagamento de antecipações;
II – será devido, sobre o valor integral, no mês de sua quitação;
III – a tributação ocorrerá exclusivamente na fonte e separadamente
dos demais rendimentos do beneficiário;
IV – serão admitidas as deduções autorizadas pelo art. 7o desta lei,
observada a vigência estabelecida no parágrafo único do mesmo artigo;
V – a apuração do imposto far-se-á na forma do art. 25 da Lei no 7.713,
de 1988, com a alteração procedida pelo art. 1o da Lei no 7.959, de 21 de
dezembro de 1989.”
Transcrevemos a seguir a Lei no 13.149, de 21-7-2015 – DOU de 22-7-2015, que
dispõe sobre o cálculo do Imposto de Renda na Fonte e recolhimento (carnê-leão) de
pessoas físicas a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.

LEI No 13.149, DE 21 DE JULHO DE 2015 –


DOU, DE 22-7-2015
Altera as Leis nos11.482, de 31 de maio de 2007, para
dispor sobre os valores da tabela mensal do Imposto
sobre a Renda da Pessoa Física, 7.713, de 22 de
dezembro de 1988, 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e
10.823, de 19 de dezembro de 2003.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso


Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 1o da Lei no 11.482, de 31 de maio de 2007, passa a vigorar
com as seguintes alterações:
“Art.1o .......................................................................................................
...................................................................................................................
VIII –para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a março do
ano-calendário de 2015:
...................................................................................................................
IX –a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:

Tabela Progressiva Mensal


Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)

Até 1.903,98 – –

De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13

Acima de 4.664,68 27,5 869,36

............................................................................................” (NR)
Art. 2o A Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art.6o .......................................................................................................
...................................................................................................................
XV .............................................................................................................
...................................................................................................................
h) R$ 1.787,77 (mil, setecentos e oitenta e sete reais e setenta e sete
centavos), por mês, para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a
março do ano-calendário de 2015; e
i) R$ 1.903,98 (mil, novecentos e três reais e noventa e oito centavos), por
mês, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;
.................................................................................” (NR)
“Art. 12-A. Os rendimentos recebidos acumuladamente e submetidos à
incidência do imposto sobre a renda com base na tabela progressiva,
quando correspondentes a anos-calendário anteriores ao do recebimento,
serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do recebimento ou
crédito, em separado dos demais rendimentos recebidos no mês.
...............................................................................” (NR)
“Art. 12-B. Os rendimentos recebidos acumuladamente, quando
correspondentes ao ano-calendário em curso, serão tributados, no mês do
recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos, diminuídos do valor
das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento, inclusive
de advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização.”
Art. 3o A Lei no 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art.4o ........................................................................................................
...................................................................................................................
III – .............................................................................................................
...................................................................................................................
h) R$ 179,71 (cento e setenta e nove reais e setenta e um centavos), para o
ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a março do ano-calendário
de 2015; e
i) R$ 189,59 (cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos), a
partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;
...................................................................................................................
VI – .............................................................................................................
...................................................................................................................
h) R$ 1.787,77 (mil, setecentos e oitenta e sete reais e setenta e sete
centavos), por mês, para o ano-calendário de 2014 e nos meses de janeiro a
março do ano-calendário de 2015; e
i) R$ 1.903,98 (mil, novecentos e três reais e noventa e oito centavos), por
mês, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015;
...............................................................................” (NR)
“Art.8o.........................................................................
II – .............................................................................................................
...................................................................................................................
b) ...............................................................................................................
9. R$ 3.375,83 (três mil, trezentos e setenta e cinco reais e oitenta e três
centavos) para o ano-calendário de 2014; e
10. R$ 3.561,50 (três mil, quinhentos e sessenta e um reais e cinquenta
centavos), a partir do ano-calendário de 2015;
c) ..............................................................................
...................................................................................................................
8. R$ 2.156,52 (dois mil, cento e cinquenta e seis reais e cinquenta e dois
centavos) para o ano-calendário de 2014; e
9. R$ 2.275,08 (dois mil, duzentos e setenta e cinco reais e oito centavos) a
partir do ano-calendário de 2015;
...................................................................................................................
j) (VETADO).
..................................................................................” (NR)
“Art. 10 ......................................................................................................
...................................................................................................................
VIII – R$ 15.880,89 (quinze mil, oitocentos e oitenta reais e oitenta e nove
centavos) para o ano-calendário de 2014; e
IX – R$ 16.754,34 (dezesseis mil, setecentos e cinquenta e quatro reais e
trinta e quatro centavos) a partir do ano-calendário de 2015.
...................................................................................” (NR)
Art. 4o A Lei no 10.823, de 19 de dezembro de 2003, passa a vigorar
acrescida do seguinte art. 1o-A:
“Art. 1o-A Fica o Poder Executivo autorizado a conceder subvenção
econômica em percentual ou valor do prêmio do seguro rural contratado no
ano de 2014, na forma estabelecida no ato específico de que trata o art. 1o
desta Lei, devendo a obrigação assumida em decorrência desta subvenção
ser integralmente liquidada no exercício financeiro de 2015.
Parágrafo único. Aplicam-se as demais disposições desta Lei à subvenção
estabelecida no caput deste artigo.”
Art. 5o (VETADO).
Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7o Fica revogado oart. 12 da Lei no7.713, de 22 de dezembro de 1988.

Brasília, 21 de julho de 2015; 194o da Independência e 127o da República.

DILMA ROUSSEFF
Joaquim Vieira Ferreira Levy
Kátia Abreu
Nelson Barbosa

9 Horista

9.1 Horas trabalhadas e repouso semanal remunerado


Como calcular os valores no caso de meses com 31, 30 e 28 dias?

Exemplos:
1o Março de 2018 = 31 dias
1a semana – de quinta a sábado: 3 dias × 7h20min = 22h
2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
3a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
5a semana – de segunda a sexta: 6 dias × 7h20min = 44h
Total 198h
Total de horas efetivamente trabalhadas = 198h
(+) RSR, 4 domingos = 4 dias × 7h20min = 29h20min
Total 227h20min
Para o mês de 31 dias = 227h20min

2o Junho de 2018 = 30 dias:


1a semana – de sexta a sábado: 2 dias × 7h20min = 14h40min
2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
3a semana – de segunda a sábado (quinta feriado): 5 dias × 7h20min = 36h40min
4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
5a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
Total 183h20min
Total de horas efetivamente trabalhadas = 183h20min
(+) RSR, 4 domingos e 1 feriado = 5 dias × 7h20min = 36h40min
Total 220h
Para o mês de 30 dias = 220 horas.

3o Fevereiro de 2018 = 28 dias:


1a semana – de quinta a sábado: 3 dias × 7h20min = 22h
2a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20 = 44h
3a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
4a semana – de segunda a sábado: 6 dias × 7h20min = 44h
5a semana – de segunda a quarta (terça feriado): 2 dias × 7h20min = 14h40min
Total 168h40min

Total de horas efetivamente trabalhadas = 168h40min
(+) RSR, 4 domingos e 1 feriado = 5 dias × 7h20min = 36h40min
Total 205h20min
28 dias × 7h20 = 205h20min
Para o mês de 28 dias = 205h20min

9.2 Rescisão do contrato de trabalho do horista:


cálculo de 1/12

Exemplo: Um empregado que ganhe R$ 12,00 por hora:


a. 220h × R$ 12,00 = R$ 2.640,00, por mês
R$ 2.640,00 ÷ 12 = R$ 220,00
1/12 = R$ 220,00
b. 220h ÷ 12 = 18,3333 (18,333 é igual a 18h20min, pois a máquina de
calcular está regulada para 100 e não 60; 33,33 é 1/3 de 100, enquanto 20 é
um terço de 60). R$ 12,00 por hora × 18,3333 = R$ 220,00
1/12 = R$ 220,00

c. 220h ÷ 12 = 18,3333 que é igual a 18h20min


18h20min = 1.100min (18h × 60min + 20min)
R$ 12,00 por hora = 0,2 por minuto (R$ 12,00 ÷ 60)
1.100min × R$ 0,2 = R$ 220,00
1/12 = R$ 220,00

10 Mensalista
Sempre serão considerados 30 dias para o cálculo de dias de trabalho por mês (art. 64,
parágrafo único, da CLT), mesmo que o mês tenha o número inferior ou superior a 30.
Com a redução da jornada de trabalho para 44 horas semanais, o número de horas
por mês do mensalista também é de 220 horas.

Exemplo: um mensalista trabalha, de segunda a sexta-feira, 8 horas diárias


e aos sábados 4 horas, perfazendo o total de 44 horas semanais previsto na
Constituição; têm-se então:
Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h
Sábado = 1 dia × 4h = 4h
Domingo = 1 dia = 7h20min
Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h
Sábado = 1 dia × 4h = 4h
Domingo = 1 dia = 7h20min
Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h
Sábado = 1 dia × 4h = 4h
Domingo = 1 dia = 7h20min
Segunda a sexta-feira = 5 dias × 8h = 40h
Sábado = 1 dia × 4h = 4h
Domingo = 1 dia = 7h20min
Segunda a sexta-feira = 2 dias × 7h20min = 14h40min
Total = 30 dias = 220h
Observação: Os dois últimos dias foram considerados 7h20min; na realidade, o
empregado trabalhou 8 horas diárias compensando 80 minutos do sábado, que serão
considerados no mês seguinte.

10.1 Desconto do repouso semanal remunerado (RSR)


para mensalista e quinzenalista
Há controvérsia de entendimento sobre o desconto do Descanso Semanal Remunerado
de empregado mensalista ou quinzenalista, quando ocorre falta ao trabalho sem
justificativa legal.
Os que defendem o não desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista
fundamentam sua justificativa no art. 7o, § 2o, da Lei no 605/49, que preceitua:

“Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do


empregado mensalista ou quinzenalista cujo cálculo de salário mensal ou
quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número
de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente.”

O que fica muito claro no art. 7o, § 2o, da Lei no 605/49 é que o mensalista ou
quinzenalista vai receber apenas 30 diárias no mês e 15 diárias na quinzena, e não 30
diárias + 4 domingos, ou 15 diárias + 2 domingos; consideram-se já remunerados,
dentro das 30 diárias ou 15 diárias, os dias de repouso semanal.
Os que defendem o desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista têm como
fundamento o art. 6o da Lei no 605/49 e o art. 11 do Decreto no 27.048/49, que
preceituam:

“Art. 6o Não será devida a remuneração quando, sem motivo


justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana
anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.”

Segundo o art. 11 do Decreto no 27.048/49, que regulamenta a Lei no 605/49,

“perderá a remuneração do dia do repouso o trabalhador que, sem motivo


justificado ou em virtude de punição disciplinar, não tiver trabalhado toda
a semana, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho”.
Tanto o art. 6o, quanto o art. 11 do regulamento preceituam: “o empregado”, ou “o
trabalhador” que não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, ou trabalhado
durante toda a semana cumprindo integralmente seu horário de trabalho. Em meu
entender, mensalista, quinzenalista, semanalista, diarista e horista são empregados ou
trabalhadores, não existindo discriminação ou privilégios.
Entendo ter procedimento o desconto do RSR do mensalista e quinzenalista;
todavia, se o empregador vem usando o critério de não descontar o RSR e vier a fazê-
lo, poderá ser nula essa alteração por contrariar o art. 468 da CLT, que só considera
lícita a alteração das respectivas condições do contrato individual de trabalho desde
que não resultem direta ou indiretamente prejuízos ao empregado.
Se a empresa já vinha, ou a partir de sua organização, efetuando o desconto do
Repouso Semanal Remunerado do mensalista ou quinzenalista, então será lícito seu
desconto, pois a Lei não pode ser discriminatória. Causa-me estranheza o não
desconto do RSR do mensalista ou quinzenalista, pois, se o empregado mensalista
faltar durante todo o mês (ausências não legais) e esse mês for de cinco domingos e
um feriado, o empregador deverá pagar-lhe seis dias (cinco domingos e um feriado),
por ser proibido seu desconto. Será que é isso que ocorre?

JURISPRUDÊNCIA
Entendimento jurisprudencial de que o mensalista ou quinzenalista estão sujeitos ao
desconto do Repouso Semanal Remunerado (RSR).

“Em alcançando o salário do mensalista a remuneração dos trinta dias


do mês – art. 7o, § 2o, da Lei no 605 – tem-se como pertinente o disposto no
artigo 6o, segundo o qual a falta injustificada no correr da semana torna
indevido o pagamento do repouso, autorizando, portanto, o desconto não só
do dia da ausência, como também daquele destinado ao repouso.
Entendimento diverso leva ao estabelecimento de verdadeiro privilégio,
com a manutenção, em relação aos mensalistas, do direito ao repouso,
independentemente da assiduidade, durante a semana”. (Acórdão unânime
do Plenário do TST – E – RR 4019/79 – Rel. Min. Marco Aurélio – DJU de
11-3-1983, p. 2.542)
10.2 Semana para desconto do repouso semanal
remunerado (RSR)
Segundo o art. 11, § 4o, do Decreto no 27.048/49, para efeito do pagamento da
remuneração, entende-se como semana o período de segunda-feira a domingo,
anterior à semana em que cair o dia do repouso. Assim, se o empregado faltou dia 7-
8-2017 (segunda-feira), não faz jus ao repouso do dia 20-8-2017 (domingo).
Existe, contudo, entendimento por costume e parte da doutrina de que a “semana
anterior” é aquela que inclui o repouso da semana em que ocorreu a falta, ou seja, a
falta do dia 7-8-2017 acarretou a perda do RSR do dia 13-8-2017 (domingo).
10.3 Domingo e feriado no mesmo dia
Não serão acumuladas a remuneração do repouso semanal e a de feriado civil ou
religioso que caírem no mesmo dia (art. 11, § 3o, do Decreto no 27.048/49).

10.4 Compensação do sábado, quando o sábado já é


feriado
Existem muitos acordos coletivos de compensação de horas, para que o sábado seja
livre; neste sentido trabalha-se diariamente de segunda a sexta-feira, 8h48min,
perfazendo o total de 44 horas semanais.
Quando ocorrer feriado no sábado, sugerimos mencionar no próprio acordo
coletivo que os empregados trabalharão diariamente, nessa semana, também 8h48min,
para compensar os feriados que caírem de segunda a sexta-feira, pois, sempre que o
feriado cair de segunda a sexta-feira, o empregado deixará de trabalhar 1h28min para
compensar o sábado. Para que não haja perda das partes acordadas
(empregador/empregado), os empregados trabalharão diariamente 8h48min para
compensar o sábado. Trabalhando 8h48min diariamente na semana em que o feriado
for no sábado, compensarão os feriados que caem de segunda a sexta-feira.
Decisão do Tribunal dando esse entendimento:

“O empregado que trabalha em regime de compensação de horas, para


não trabalhar aos sábados, se o feriado cai nesse dia, só tem direito a
receber a remuneração correspondente; quando o feriado cai em outro dia
da semana, a empresa só lhe paga as 8 horas normais (hoje 7h20min), com
exclusão das horas compensadas.” (Processo TRT – 2a Região no 2.934/69-
AC. 1a Turma no1.343/69 de 23-12-1969 – Relator Juiz Paulo Marques
Leite.)

10.5 Intervalo para repouso e alimentação não


concedido pelo empregador
Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a
concessão de um intervalo para repouso e alimentação, o qual será, no mínimo, de
uma hora e, salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário, não poderá
exceder de duas.
Quando o intervalo para o repouso e alimentação não for concedido pelo
empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um
acréscimo de no mínimo 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da
hora normal de trabalho, conforme preceitua o § 4o do art. 71 da CLT, parágrafo
acrescido pela Lei no 8.923, de 27-7-1994 (DOU, de 28-7-1994).
Veja a seguir o art. 71 da CLT e seus parágrafos:

“Art. 71. Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6


(seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou
alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas)
horas.
§ 1o Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto,
obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração
ultrapassar 4 (quatro) horas.
§ 2o Os intervalos de descanso não serão computados na duração do
trabalho.
§ 3o O limite mínimo de 1 (uma) hora para repouso ou refeição poderá
ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio,
quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar
que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à
organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não
estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.
(Redação dada pelo Decreto-lei no 229, de 28-2-1967, DOU de 28-2-1967).
§ 4o A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada
mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais,
implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período
suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da
remuneração da hora normal de trabalho. (Nova redação dada pela Lei no
13.467, de 13-7-2017).
§ 5o O intervalo expresso no caput poderá ser reduzido e/ou fracionado,
e aquele estabelecido no § 1o poderá ser fracionado, quando
compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da
última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo
coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições
especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas,
cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de
veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de
passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso
menores ao final de cada viagem.” (Parágrafo alterado pela Lei no 13.103/
2015 – DOU de 3-3-2015)

10.5.1 Intervalo intrajornada para repouso e


alimentação

Súmula no 437 do TST


– INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E
ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT (conversão das
Orientações Jurisprudenciais nos 307, 342, 354, 380 e 381 da SBDI-1) –
Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.
I – Após a edição da Lei no 8.923/94, a não concessão ou a
concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total
do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com
acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora
normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da
efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.
II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque
este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho,
garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7o, XXII,
da CF/1988), infenso à negociação coletiva.
III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4o, da
CLT, com redação introduzida pela Lei no 8.923, de 27 de julho de
1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo
mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim,
no cálculo de outras parcelas salariais.
IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho,
é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora,
obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e
alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo
adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4o, da CLT.

10.6 Requisitos para redução de intervalo intrajornada


Ver art. 611-A, inciso III, da CLT, quando a convenção e o acordo coletivo de trabalho
têm prevalência sobre a lei. “III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo
de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas (Lei nº 13.467, de 13-7-2017).
A Portaria no 1.095, de 19-5-2010 – DOU de 20-5-2010, disciplinou os requisitos
para a redução de intervalo intrajornada, como vemos a seguir:

PORTARIA No 1.095, DE 19 DE MAIO DE 2010

Disciplina os requisitos para a redução do intervalo intrajornada.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da


competência que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II da
Constituição, resolve:

Art. 1o A redução do intervalo intrajornada de que trata o art. 71, § 3o, da


Consolidação das Leis do Trabalho – CLT poderá ser deferida por ato de
autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego quando prevista em
convenção ou acordo coletivo de trabalho, desde que os estabelecimentos
abrangidos pelo seu âmbito de incidência atendam integralmente às
exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os
respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a
horas suplementares.
§ 1o Fica delegada, privativamente, aos Superintendentes Regionais do
Trabalho e Emprego a competência para decidir sobre o pedido de redução
de intervalo para repouso ou refeição.

§ 2o Os instrumentos coletivos que estabeleçam a possibilidade de redução


deverão especificar o período do intervalo intrajornada.

§ 3o Não será admitida a supressão, diluição ou indenização do intervalo


intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos.

Art. 2o O pedido de redução do intervalo intrajornada formulado pelas


empresas com fulcro em instrumento coletivo far-se-ão acompanhar de
cópia deste e serão dirigidos ao Superintendente Regional do Trabalho e
Emprego, com a individualização dos estabelecimentos que atendam os
requisitos indicados no caput do art. 1o desta Portaria, vedado o
deferimento de pedido genérico.

§ 1o Deverá também instruir o pedido, conforme modelo previsto no anexo


desta Portaria, documentação que ateste o cumprimento, por cada
estabelecimento, dos requisitos previstos no caput do art. 1o desta Portaria.

§ 2o O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego poderá deferir o


pedido formulado, independentemente de inspeção prévia, após verificar a
regularidade das condições de trabalho nos estabelecimentos pela análise
da documentação apresentada, e pela extração de dados do Sistema Federal
de Inspeção do Trabalho, da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS
e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED.

Art. 3o O ato de que trata o art. 1o desta Portaria terá a vigência máxima de
dois anos e não afasta a competência dos agentes da Inspeção do Trabalho
de verificar, a qualquer tempo, in loco, o cumprimento dos requisitos
legais.

Parágrafo único. O descumprimento dos requisitos torna sem efeito a


redução de intervalo, procedendo-se às autuações por descumprimento do
previsto no caput do art. 71 da CLT, bem como das outras infrações que
forem constatadas.

Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5o Revoga-se a Portaria no 42, de 28 de março de 2007.

CARLOS ROBERTO LUPI

ANEXO
FORMULÁRIO DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO PARA
REDUÇÃO DE INTERVALO INTRAJORNADA NOS TERMOS DO
ART. 71, § 3o, CLT

Ao Senhor Superintendente Regional do Trabalho e Emprego,


_______________________________________________________________
(IDENTIFICAÇÃO DO EMPREGADOR: NOME, CNPJ/CPF) vem
solicitar, com fulcro no instrumento coletivo anexo,
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

(IDENTIFICAÇÃO DA CLÁUSULA QUE AUTORIZA


EXPRESSAMENTE A REDUÇÃO DO INTERVALO
INTRAJORNADA), seja deferido o pedido de redução do intervalo
intrajornada dos empregados que prestam serviços no estabelecimento.

_____________________________________________________________________

(IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO: NOME E ENDEREÇO


COMPLETO).

Para tanto, a Requerente declara, sob as penas da lei, que o estabelecimento


identificado atende as condições fixadas no art. 71, § 3o, da CLT, relativas
ao atendimento integral das exigências concernentes à organização dos
refeitórios e da não submissão dos empregados que ali prestam serviços a
regime de trabalho prorrogado a horas suplementares, conforme
documentação comprobatória acostada.

10.7 Trabalho aos domingos nas atividades do comércio


em geral
Por meio da Lei no 11.603, de 5-12-2007 – DOU de 6-12-2007, às atividades de
comércio em geral fica autorizado o trabalho aos domingos, desde que o Município
onde se encontre a sede do comércio não tenha nenhuma legislação contrária.
Para os feriados seguem o mesmo critério, desde que autorizado em convenção
coletiva de trabalho.
A seguir, Lei na íntegra:

LEI No 11.603, DE 5 DE DEZEMBRO DE 20071


Altera e acresce dispositivos à Lei no 10.101, de 19 de
dezembro de 2000.

Faço saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória no


388, de 2007, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Narcio Rodrigues,
Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso Nacional, no exercício da
Presidência, para efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal,
com redação dada pela Emenda Constitucional no 32, combinado com o art.
12 da Resolução no 1, de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 6o da Lei no 10.101, de 19 de dezembro de 2000, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6o Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do
comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30,
inciso I, da Constituição.

Nota do autor: O art. 30, inciso I, da Constituição preceitua:


“Art. 30. Compete aos Municípios:
I – legislar sobre assuntos de interesse local”;
Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo
menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo,
respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem
estipuladas em negociação coletiva.” (NR)
Art. 2o A Lei no 10.101, de 2000, passa a vigorar acrescida dos seguintes
dispositivos:
“Art. 6o-A. É permitido o trabalho em feriados nas atividades do comércio
em geral, desde que autorizado em convenção coletiva de trabalho e
observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da
Constituição.” (NR)
“Art. 6o-B. As infrações ao disposto nos arts. 6o e 6o-A desta Lei serão
punidas com a multa prevista no art. 75 da Consolidação das Leis do
Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943.
Parágrafo único. O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de
multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do
Trabalho.” (NR)
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Congresso Nacional, em 5 de dezembro de 2007; 186o da Independência e
119o da República.

Deputado NARCIO RODRIGUES


Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso Nacional, no exercício da
Presidência.

11 Período de descanso
Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 horas consecutivas
para descanso.
Todo empregado tem direito a um descanso semanal de 24 horas consecutivas.
Esse descanso, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do
serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte.

“O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre


subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de
trabalho. A permissão será concedida a título permanente nas atividades
que, por sua natureza ou pela conveniência pública, devem ser exercidas
aos domingos, cabendo ao Ministro do Trabalho expedir instruções em que
sejam especificadas tais atividades. Nos demais casos, ela será dada sob
forma transitória, com discriminação do período autorizado, o qual, de
cada vez, não excederá de sessenta dias” (art. 68, parágrafo único, da CLT).
“No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao
repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11
horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas
como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional” (Súmula no
110 do TST).

Salvo por motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço


(com autorização da autoridade competente em matéria de trabalho), é proibido o
trabalho em feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislação própria.
Conforme o regulamento do Decreto no 27.048, de 12-8-1949, todo empregado
tem direito a repouso remunerado, num dia de cada semana, preferentemente aos
domingos, nos feriados civis e nos religiosos, de acordo com a tradição local, com
exceção dos casos em que a execução dos serviços for imposta pelas exigências
técnicas das empresas.
Constituem exigências técnicas aquelas que, em razão do interesse público, ou
pelas condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde as mesmas
exercem suas atividades, tornem indispensável a continuidade do trabalho.
Pode ser concedida pela autoridade em matéria de trabalho uma autorização em
caráter permanente para o trabalho em feriados civis e religiosos (desde que se
estabeleça folga em outro dia da semana) nas atividades constantes da relação do
Decreto no27.048, de 12-8-1949.

12 Faltas e atrasos
Quando o empregado, sem motivo justificado, faltar ou chegar atrasado ao trabalho, o
empregador poderá descontar-lhe do salário quantia correspondente à falta; poderá
descontar inclusive o repouso semanal, quando o empregado não cumprir
integralmente seu horário de trabalho na semana anterior.
O art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que o empregado
poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário ou do repouso
semanal:
a. em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa
que, declarada, em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua
dependência econômica, até dois dias consecutivos;
b. em virtude de casamento, até três dias consecutivos;
c. em caso de nascimento de filho, por cinco dias:2
d. a cada doze meses de trabalho em caso de doação voluntária de sangue
devidamente comprovada, por um dia;
e. para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei, até dois dias, consecutivos ou
não;
f. no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências de Serviço Militar
referidas na letra c do art. 65 da Lei no 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do
Serviço Militar);
g. nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de vestibular para
ingresso em estabelecimento de ensino superior (acréscimo do inciso VII do art.
473 da CLT, dado pela Lei no 9.471, de 14-7-1997 – DOU de 15-7-1997);
h. pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo (inciso
VIII do art. 473 da CLT, acrescido pela Lei no 9.853, de 27-10-1999 – DOU de 28-
10-1999);
i. pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de
entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo
internacional do qual o Brasil seja membro (acrescentado pela Lei no 11.304, de
11-5-2006).
j. quando o empregado servir como testemunha, devidamente arrolada ou
convocada;
k. comparecimento à Justiça do Trabalho – Súmula no 155 do TST.

Além dos itens do art. 473 da CLT, são consideradas faltas legais:

a. se sua ausência for devidamente justificada, segundo critério da administração do


estabelecimento;
b. quando houver paralisação do serviço nos dias em que, por conveniência do
empregador, não tenha havido trabalho;
c. se a falta ao serviço estiver fundamentada na lei sobre acidente do trabalho;
d. em caso de doença do empregado, devidamente comprovada;
e. faltas abonadas previstas em acordo ou dissídio coletivo de trabalho.

A doença será comprovada mediante atestado fornecido por médico da instituição


de previdência social a que estiver filiado o empregado; na falta deste, será
comprovada por médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria; por médico
da empresa ou por ela designado; por médico a serviço da repartição federal, estadual
ou municipal, incumbida de assuntos de higiene ou de saúde pública; se não existir
nenhuma dessas possibilidades na localidade em que trabalhar, o atestado poderá ser
de médico de sua escolha.
Nas empresas em que vigorar regime de trabalho reduzido, a frequência exigida
corresponderá ao número de dias em que o empregado tiver de trabalhar.

13 Atestados médicos
Conforme Portaria no 3.291, de 20-2-1984, do MPAS, todos os atestados médicos,
para terem sua eficácia plena, deverão conter:

a. tempo de dispensa concedida ao segurado, por extenso, numericamente;


b. diagnóstico codificado, conforme o Código Internacional de Doença;

Obs.: A Portaria no 3.370, de 9-10-1984, do MPAS, preceitua que a inclusão do


diagnóstico codificado do Código Internacional de Doença (CID) no atestado médico
depende da expressa concordância do paciente.

c. assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo do qual conste nome


completo e registro do respectivo Conselho Profissional.

O início da dispensa deverá coincidir obrigatoriamente com os registros que


determinaram a incapacidade.
Nos serviços próprios do SUS – Serviço Unificado de Saúde – (ex-Inamps), será
utilizado modelo padronizado para emissão dos respectivos atestados médicos.
As entidades conveniadas e/ou contratadas poderão utilizar impresso próprio
timbrado do qual conste razão social, CGC e o tipo de vínculo mantido com o SUS.
O afastamento por incapacidade além do 15o dia é de competência da Previdência.
Quando a empresa dispuser de serviços médicos, conveniados ou não, assumirá a
justificativa de falta por doença. Essa situação deverá ser comunicada ao SUS, para
fins administrativos.

14 Prática de incidências nos pagamentos feitos a


empregados (INSS, FGTS e IR)
Apresentam-se, agora, os encargos sociais incidentes sobre os pagamentos efetuados a
empregados e outros, acompanhados dos respectivos fundamentos legais.
Incidências
Pagamentos
INSS FGTS IR

NÃO
Lei no 8.212/91, art. 28, § NÃO
Abonos e prêmios 9o, alínea z, e § 2o do art. § 2o do art. 457 da CLT, SIM
Exceto o de férias. 457 da CLT, redação dada redação dada pela Lei no Lei no 7.713/88, arts.3o e 7o.
pela Lei no 13.467, de 13-7- 13.467, de 13-7-2017.
2017.

NÃO
NÃO Solução de Divergência no
Abono pecuniário de férias
Art. 28, § 9o, alínea e, item 6 1, de 2-1-2009 – DOU de 6-
Concessão de 1/3 do NÃO
da Lei no 8.212/91, com 1-2009 – e Ato Declaratório
período em dinheiro (até 20 CLT, art. 144.
redação dada pela Lei no Interpretativo no 28, de 16-
dias).
9.711, de 20-11-1998. 1-2009 – DOU de 19-1-
2009.

Adicionais SIM SIM


Insalubridade, Lei no 8.212/91, art.28, Lei no 8.036/90, art. 15 e §
SIM
periculosidade, noturno, de inciso I e § 1o do art. 457 da 1o do art. 457 da CLT,
Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
função e as gratificações CLT, redação dada pela Lei redação dada pela Lei no
legais. no 13.467, de 13-7-2017. 13.467, de 13-7-2017.

NÃO
Lei no 7.713, de 22-12-
1988, DOU de 23-12-1988,
art. 6o, incisos I e XX;
NÃO
NÃO ajudas de custo destinadas a
Lei no 8.212/91, art.28, § 9o,
Ajuda de custo e auxílio- Lei no 8.036/90, art. 15, e § atender às despesas com
alínea g, e § 2o do art. 457
alimentação (vedado seu 2o do art. 457 da CLT, transporte, frete e
da CLT, redação dada pela
pagamento em dinheiro) redação dada pela Lei no locomoção do beneficiado e
Lei no 13.467, de 13-7-
13.467, de 13-7-2017. seus familiares, em caso de
2017.
remoção de um município
para outro, sujeita à
comprovação posterior pelo
contribuinte.

SIM
Os depósitos efetuados
devem ser não somente dos
15 primeiros dias a cargo da
SIM SIM
empresa, mas de todo o
Auxílio-doença por Como no auxílio-doença Como o auxílio-doença,
tempo em que o empregado
acidente do trabalho. durante os primeiros 15 dias durante os primeiros 15 dias
estiver afastado – RFGTS,
a cargo da empresa. a cargo da empresa.
art. 28, inciso III, e § 1o do
art. 4o da CLT, redação
dada pela Lei no 13.467, de
13-7-2017.

Auxílio-doença SIM
SIM SIM
Primeiros 15 dias a cargo da Lei no 8.212/91, art.28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713, arts.3o e 7o.
empresa. inciso I.

NÃO
Art. 15, § 6o da Lei no
Auxílio-doença NÃO 8.036/90, com redação dada
SIM
complementar extensivo a Lei no 8.212/91, art.28, § 9o, pela Lei no 9.711, de 20-11-
Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
todos os empregados alínea n. 1998, elencada no § 9o,
alínea n do art. 28 da Lei no
8.212/91.

NÃO
Solução de Consulta no
SIM NÃO
99.014, de 18-10-2016
Aviso-prévio indenizado Súmula no 305 do TST. DJU Lei no 7.713/88, art. 6o,
DOU de 27-3-2017 da RFB
de 5-11-1992. inciso V.
e ADIN no 1.659-6, de 27-
11-1997 do STF.

SIM
SIM SIM
Aviso-prévio trabalhado Lei no 8.212/91, art. 28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

CESTA BÁSICA
(Alimentação ao NÃO
NÃO
Trabalhador) Art. 15, § 6o, da Lei no NÃO
Art. 28, § 9o, alínea c, da Lei
Desde que aprovado pelo 8.036/90, com redação dada Decreto no 5, de 14-1-1991
no 8.212/91, com redação
Ministério do Trabalho pela Lei no 9.711, de 20-11- – DOU de 15-1-1991, art.
dada pela Lei no 9.528, de
através do Programa de 1998, elencada no § 9o do 6o.
10-12-1997.
Alimentação ao Trabalhador art. 28 da Lei no 8.212/91.
PAT.

SIM
SIM SIM
Comissões Lei no 8.212/91, art. 28,
Lei no 8.063/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

Contribuinte individual
(Trabalhadores autônomos e SIM NÃO e SIM
equiparados, empresários e Lei no 8.212/91, com É facultativo apenas ao
cooperados para fins redação dada pela Lei no diretor não empregado, só SIM
previdenciários passaram a 9.876, de 26-11-1999, art. para esse que faculta ser sim Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
chamar-se contribuinte 22, incisos I, III, IV e § 1o. – Lei no 8.036/90, art. 16.
individual)

NÃO NÃO
Décimo terceiro salário 1ª SIM
Art. 216, § 1o, do Decreto no Lei no 7.713/88, art.26 e IN
parcela Lei no 8.036/90, art. 15.
3.048/99 do RPS. do SRP, item 7.4.

SIM
SIM
Lei no 8.134/90, art. 16
2ª parcela ou na rescisão Art. 216, § 1o, do RPS, SIM
(veja item 2.2.2 – Imposto
contratual sobre o valor integral da Lei no 8.036/90, art. 15.
de Renda), sobre o valor
remuneração.
integral da remuneração.

Diárias para viagem


Valor pago habitualmente
para cobrir despesas de
IR – as diárias, exclusivamente, ao pagamento de despesas de alimentação e pousada, por
execução de serviço externo
serviço eventual realizado em município diferente do da sede de trabalho (Lei no
realizado pelo empregado,
7.713/88, art. 6o, inciso II).
tais como despesas com
alojamento, transporte,
alimentação etc.

NÃO
NÃO
Lei no 8.212/91, art. 28, §
Lei no 8.036/90, art. 15, § 6o NÃO
9o, alínea h e § 2o do art.
Diárias para viagem e § 2o do art. 457 da CLT, Lei no 7.713/88, art. 6o,
457 da CLT, redação dada
redação dada pela Lei no inciso II.
pela Lei no 13.467, de 13-7-
13.467, de 13-7-2017.
2017.

Estagiários (aceitos pela NÃO


NÃO SIM
Lei no 11.788, de 25-9- Lei no 8.212/91, art. 28, §
art. 27, alínea b, do RFGTS. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
2008) 9o, alínea i.

NÃO
Férias indenizadas NÃO NÃO
Solução de Divergência no
(inclusive em dobro, Lei no 8.212/91, art. 28, § Lei no 8.036/90, art. 15, §
1, de 2-1-2009 – DOU de 6-
proporcionais e 1/3 da CF) 9o, alínea d. 6o.
1-2009.

Férias normais
SIM
(individuais ou coletivas SIM SIM
Lei no 8.212/91, art. 28,
proporcionais com menos Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.
de um ano)

a) excluindo o adicional
SIM

Lei no 8.212/91, art. 28,
Férias pagas em dobro, na SIM
inciso I, excluso o adicional SIM
vigência do contrato de Lei no 8.036/90, art. 15.
b) Apenas ao adicional Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
trabalho
(valor correspondente ao
1/3 a mais do que o salário
dobro das férias).
normal (veja item 3 deste NÃO
NÃO SIM
livro). Instrução Normativa no
Art. 214, § 9o, inciso IV do Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
3/96, item II, alínea q.
RPS.
Férias: concessão de 1/3 do
período em dinheiro (veja

abono pecuniário de
férias)

SIM
SIM SIM
Gorjetas Lei no 8.212/91, art.28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

SIM
SIM SIM
Gratificações legais Lei no 8.212/91, art. 28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

Gratificação de Natal (veja


décimo terceiro salário)
O art. 7o, inciso VIII, da
Constituição Federal
estabeleceu a expressão
“décimo terceiro salário”,
para a gratificação natalina.

SIM
SIM SIM
Horas extras Lei no 8.212/91, art.28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

Indenização adicional NÃO


Empregado dispensado no NÃO Art. 15, § 6o da Lei no
período de 30 dias que Art. 28, § 9o, alínea e, item 9 8.036/90, com redação dada NÃO
antecede a data de sua da Lei no 8.212/91, com pela Lei no 9.711, de 20-11- Lei no 7.713/88, art. 6o,
correção salarial. Lei no redação dada pela Lei no 1998, elencada no item 9, inciso V.
6.708/79, art. 9o ou Lei no 9.711, de 20-11-1998. alínea e, § 9o da Lei no
7.238/84, art. 9o 8.212/91.

Indenização por tempo de


serviço
NÃO
Inclusive acordo do tempo
Lei no 8.212/91, art. 28, § NÃO
anterior à opção e rescisão NÃO
8o, alínea e, itens 2 e 3, Lei no 7.713/88, art. 6o,
antecipada do contrato de Lei no 8.036/90, art. 15.
alterada pela Lei no 9.528, inciso V.
trabalho por prazo
de 10-12-1997.
determinado nos termos do
art. 479 da CLT

Menor assistido
NÃO NÃO
(Programa do Bom SIM
Decreto no 94.338/87, art. Decreto no 94.338/87, art.
Menino) – Bolsa de Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
13, parágrafo único. 13, parágrafo único.
iniciação ao trabalho

SIM
Calculado em separado dos
NÃO demais rendimentos
Participação nos lucros ou NÃO
Quando for paga ou recebidos no mês, quando
resultados, desvinculada
da remuneração, conforme creditada de acordo com lei Nos termos do art. 7o, inciso for nos termos do art. 7o,
art.7o, inciso XI, da CF específica, § 9o, alínea j, do XI, da Constituição Federal. inciso XI, da Constituição
art. 28 da Lei no 8.212/91. Federal. Lei no 10.101/2000,
art.3o, § 5o.

NÃO
NÃO SIM
Prêmios Lei no 8.212/91, art. 28, §
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
9o, alínea z.

SIM
Quebra de caixa
SIM Quando pago aos bancários.
Quebra de caixa (paga aos SIM
Lei no 8.212/91, art. 28, Súmula no 247 do TST e IN
bancários). Ver Súmula no Lei no 7.713/88, art. 7o, § 1o.
inciso I. no 25, de 20-12-2001, item
247 do TST
XX.

SIM
Retiradas de diretores SIM SIM
Lei no 8.212/91, art. 28,
empregados Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

SIM (vide obs.) NÃO e SIM


Retiradas de diretores SIM
Lei no 8.212/91, art. 28, É facultativo. Lei no
proprietários Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso III. 8.036/90, art. 16.

SIM (vide obs.) NÃO e SIM


Retiradas de titulares de SIM
Lei no 8.212/91, art. 28, É facultativo. Lei no
firma individual Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso III. 8.036/90, art. 16.

SIM
SIM SIM
Salário Lei no 8.212/91, art. 28,
Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso I.

NÃO
NÃO
NÃO Lei no 8.218, de 29-8-1991
Salário-família Lei no 8.212/91, art. 28, §
Lei no 8.036/90, art. 15. – DOU de 30-8-1990, art.
9o, alínea a.
25.

SIM
Salário-maternidade SIM SIM
Lei no 8.212/91, art. 28, §
(normal) RFGTS, art. 28, inciso IV. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
2o.

Serviços autônomos de
SIM
prestador inscrito na NÃO SIM
Lei no 8.212/91, art. 28,
Previdência Social Lei no 8.036/90, art. 15. Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
inciso III.
(Contribuinte individual)

OBS.: a) O STF deferiu o pedido de medida liminar de ação direta de inconstitucionalidade, para suspender, até a
decisão final da ação, a contribuição a cargo da empresa aos segurados empresários e autônomos, conforme Diário da
Justiça de 9-8-1994, p. 19.658;
b) Serviços prestados sem vínculo empregatício – contribuição das empresas ao INSS (trabalhadores autônomos e
equiparados, empresários e cooperados agora chamados contribuinte individual), conforme art. 22, incisos I, III, IV e §
1o da Lei no 8.212/91, com redação dada pela Lei no 9.876, de 26-11-1999.
Vale-transporte NÃO NÃO NÃO
Lei no 8.212/91, art. 28, § Decreto no 95.247/87, art. Lei no 7.713/88, art. 6o,
9o, alínea f. 6o, inciso II. inciso I.

OBS.: a) O STF deferiu o pedido de medida liminar de ação direta de inconstitucionalidade, para suspender, até a
decisão final da ação, a contribuição a cargo da empresa aos segurados empresários e autônomos, conforme Diário da
Justiça de 9-8-1994, p. 19.658;
b) Serviços prestados sem vínculo empregatício – contribuição das empresas ao INSS (trabalhadores autônomos e
equiparados, empresários e cooperados agora chamados contribuinte individual), conforme art. 22, incisos I, III, IV e §
1o da Lei no 8.212/91, com redação dada pela Lei no 9.876, de 26-11-1999.

Significados das siglas


ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade.
CF – Constituição Federal.
CLP – Consolidação da Legislação Previdenciária – Determinada pelo art. 6o da Lei no
9.032, de 28-4-1995.
CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-lei no 5.452/43.
CST – Coordenação do Sistema de Tributação (Secretaria da Receita Federal).
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.
IN – Instrução Normativa.
PN – Parecer Normativo.
RIR – Regulamento do Imposto de Renda – Decreto no 85.450/80.
RPS – Regulamento da Previdência Social.
SAF – Secretaria de Arrecadação e Fiscalização do INSS.
SPS – Secretaria da Previdência Social.
SRF – Secretaria da Receita Federal.
SRFB – Secretaria da Receita Federal do Brasil.
STF – Supremo Tribunal Federal.
TST – Tribunal Superior do Trabalho.

14.1 Aviso-prévio indenizado e indenização adicional


A partir da MP no 1.523-7, de 10-4-1997, passou a integrar o salário de contribuição o
valor pago ao aviso-prévio indenizado e indenização adicional (art. 9o das Leis nos
6.708/79 e 7.238/84), vigorando a partir da competência agosto/97. Essa determinação
prevaleceu até a MP no 1.596-14, de 10-11-1997, quando Medidas Provisórias deram
nova redação à alínea b do § 8o do art. 28 da Lei no 8.212/91, preceituando que as
parcelas indenizatórias pagas ou creditadas a qualquer título, inclusive em razão de
rescisão do contrato de trabalho, integravam o salário de contribuição pelo seu valor
total. Com a transformação da Medida Provisória na Lei no 9.528, de 10-12-1997
(DOU de 11-12-1997), a integração foi vetada na alínea b do § 8o do art. 28 da Lei
no8.212/91. Entendemos que a partir da publicação desta Lei continua a não
incidência do salário de contribuição no valor pago ao aviso-prévio indenizado e
indenização adicional (art. 9o das Leis nos 6.708/79 e 7.238/84).
Transcrevemos na íntegra a circular de Brasília do Diretor Substituto de
Arrecadação e Fiscalização, orientando a fiscalização no que concerne à incidência ou
não de contribuição previdenciária sobre valores pagos nas férias e aviso-prévio
indenizado, como vemos:
ORIGEM: NÚMERO:
DESTINO:
01-600.0 013

LOCAL E DATA:
Brasília-DF, 28 de janeiro de 1998.

CIRCULAR

Ref.: Incidência de Contribuição

Tendo em vista as diversas consultas formuladas sobre a aplicação do disposto


nas Medidas Provisórias nos 1.523-7/97 e republicações, 1.596-14/97 e na Lei no
9.528, de 10-12-1997, no que concerne à incidência ou não de contribuição
previdenciária sobre valores pagos nas férias e aviso-prévio, informamos:
A partir da MP no
o
Antes da MP n 1.523-7/97 até a Com a vigência da
Descrição/Período
1.523-7/97 vigência da MP no Lei no 9.528/97
1.596-14/97

Férias gozadas (normais)


• Férias Sim Sim Sim
• 1/3 constitucional Sim Sim Sim

Férias indenizadas (rescisão)


• Vencidas/proporcionais Não incide Não incide Não incide
• 1/3 constitucional Não incide Não incide Não incide

Abono pecuniário
• Dias gozados + 1/3 constitucional
• Dias vendidos (art. 143 da CLT) + 1/3 Sim Sim Sim
constitucional Não incide Sim Sim*

Férias com abono (20 dias)



• Férias normais Sim
Sim Sim
• 1/3 constitucional Sim
Sim Sim
• Abono não excedente de 20 dias do salário
Sim Sim*
(art. 144 da CLT) Não incide

Férias em dobro
• Dias gozados Sim Sim Sim
• 1/3 constitucional Sim Sim Sim
• Dobra + 1/3 constitucional Não incide Sim (*) Não incide

Férias em dobro (rescisão)


• Vencidas Não incide Não incide Não incide
• 1/3 constitucional Não incide Não incide Não incide
• Dobra + 1/3 constitucional Não incide Não incide Não incide

Aviso-prévio trabalhado Sim Sim Sim

Aviso-prévio indenizado Não incide Sim (*) Não incide

(*) Exigibilidade suspensa a partir de 27-11-1997 (ADIN 1.659.6) – Ver Circular 01-
600.0/002/98.
JOÃO DONADON
Diretor de Arrecadação e Fiscalização
Substituto
*Nota: Não, a partir de 28-5-1998, pela MP no 1.663-10 e reedições subsequentes,
que deram nova redação ao art. 28, § 9o, alínea e, item 6 da Lei no 8.212/91.

“AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE No 1.659-6 –
medida liminar

PROCED.: UNIÃO FEDERAL


RELATOR: MIN. MOREIRA ALVES
REQTE.: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI
ADVDOS.: ...
REQDO.: PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Decisão: O Tribunal, por votação unânime, suspendeu o processo da
presente Ação Direta de Inconstitucionalidade quanto às alíneas d e e do §
9o do art. 28, da Lei no 8.212, de 24-7-1991, com a redação dada pela
Medida Provisória no 1.523-13, de 23-10-1997, e, ainda, por unanimidade,
deferiu o pedido de medida cautelar, para suspender, com eficácia ex nunc,
até a decisão final da ação, o § 2o do art. 22, da citada Lei no 8.212/91,
com a redação dada pela Medida Provisória no 1.596-14, de 10-11-1997.
Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Celso de
Mello, Presidente, e Nelson Jobim. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro
Carlos Velloso, Vice-Presidente. Plenário, 27-11-1997.”

14.2 Não incidência do INSS no pagamento do aviso-


prévio indenizado
O Decreto no 6.727, de 12-1-2009, revoga a alínea f do inciso V do § 9o do art.214,
aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6-5-1999, eliminando a não integração do salário
de contribuição do valor pago do aviso-prévio indenizado.
Entendemos que continua a não integração do INSS sobre o aviso-prévio
indenizado por ser objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no
1.659-6, de 27-11-1997 – medida liminar do Supremo Tribunal Federal, sobre a não
incidência do salário de contribuição no valor pago em caso de aviso-prévio
indenizado, conforme esclarecimento no item anterior (14.1) neste livro.
Com a publicação da ADIN em 27-11-1997, foi vetada a alínea b do § 8o do art.
28 da Lei no 8.212/91, inserida pela Lei no 9.528, de 10-12-1997, que transformou em
lei a Medida Provisória no 1.596-14, de 10-11-1997, que determinava tal
procedimento.
A revogação da alínea f do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS dá a entender que
incide o INSS sobre o aviso-prévio indenizado, mas é preciso considerar que há uma
ADIN do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto. Revogada a alínea f, passa a ter
validade a alínea m do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS, que dispõe: “outras
indenizações, desde que expressamente previstas em lei”. A falta do aviso-prévio do
empregador dá ao empregado o direito dos salários correspondentes ao prazo do aviso
(art. 487, § 1o, da CLT), caracterizando uma indenização prevista em lei.
Transcrevemos a seguir o Decreto no 6.727, de 12-1-2009, que revogou a alínea f
do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS:

DECRETO No 6.727, DE 12 DE JANEIRO DE


20093
Revoga a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o art.
291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da
Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6
de maio de 1999.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere


o art.84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no
8.212, de 24 de julho de 1991, e na Lei no 11.457, de 16 de março de 2007,

DECRETA:
Art. 1o Ficam revogados a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o
art.291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da Previdência Social,
aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999.
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de janeiro de 2009; 188o da Independência e 121o da


República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Guido Mantega

“Boletim de Jurisprudência do Tribunal Regional do


Trabalho – São Paulo
AVISO-PRÉVIO

Contribuição previdenciária e FGTS. Incidência

AVISO-PRÉVIO INDENIZADO. ACORDO. NATUREZA


INDENIZATÓRIA. A parcela relativa ao aviso-prévio indenizado tem
natureza indenizatória, pois não visa retribuir a prestação de serviços, nos
termos do art. 487 da CLT. Neste aspecto, embora tenha sido excluído do
rol do art. 28, § 9o, da Lei no 8.212/91, em razão da edição da Lei no
9.528/97, não tem caráter de salário, mas é indenização substitutiva,
portanto, não sofre a incidência de contribuição previdenciária. Por fim,
cumpre observar que a revogação da alínea “f”, § 9o, do art. 241, V do
Decreto no 3.048/99, pelo Decreto no 6.727/09, com vigência a partir de 13-
1-2009, que excluiu o aviso-prévio indenizado do rol das parcelas não
integrantes da base de cálculo previdenciária, por si só, não tem o condão
de afastar a natureza indenizatória da verba em questão, em razão da
ausência de dispositivo normativo a definir o aviso-prévio indenizado como
parcela de natureza salarial a compor a base de cálculo dos recolhimentos
previdenciários. Desta forma, em razão da ausência de lei a estabelecer o
aviso-prévio indenizado como parcela tributável, consoante estabelece o
princípio constitucional da legalidade tributária (arts. 5o, inciso II, e 150,
ambos da Constituição Federal e no art. 97 do Código Tributário Nacional),
não se pode afastar a natureza indenizatória da verba. (TRT/SP
01947200808302000 – RO – Ac. 2ª T. 20100172568 – Rel. Odette Silveira
Moraes – DOE 19-3-2010)”

14.3 Não incidência do IRRF sobre férias indenizadas e


abono pecuniário
A Ementa no 1, de 2-1-2009, preceitua, por meio do ato declaratório editado pelo
Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei
no10.522, de 19-7-2002, que fica desobrigada a fonte pagadora de reter o tributo
devido pelo contribuinte relativamente às férias indenizadas na rescisão do contrato
de trabalho, sejam elas normais, proporcionais, em dobro, bem como do adicional de
um terço previsto na Constituição Federal (art. 7o, XVII, da CF).
Nas matérias sobre isenção de retenção, é citado o abono pecuniário. O abono
pecuniário (arts. 143 e 144 da CLT) só existe durante a vigência do contrato de
trabalho; por esse motivo, entendo estar isento de retenção o abono pecuniário pago
na vigência do contrato de trabalho. O Ato Declaratório Interpretativo no 28, de 16-1-
2009 (DOU de 19-1-2009), veio confirmar a desobrigação de retenção do IRRF sobre
o valor pago ou creditado relativo a abono pecuniário, visto que dispõe serem
rendimentos isentos no preenchimento do DIRF e do comprovante Anual de
Recebimentos Pagos ou Creditados.
A seguir, transcrevemos na íntegra a solução de divergência e ato declaratório
interpretativo publicados pela Receita Federal do Brasil:

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO


BRASIL4
COORDENAÇÃO-GERAL DE TRIBUTAÇÃO

SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA No 1, DE 2 DE JANEIRO DE 2009

ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF

EMENTA: FÉRIAS NÃO GOZADAS CONVERTIDAS EM PECÚNIA –


Rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou exoneração.

As verbas referentes a férias – integrais, proporcionais ou em dobro –, ao


adicional de um terço constitucional, e à conversão de férias em abono
pecuniário compõem a base de cálculo do Imposto de Renda. Por força do
§ 4o do art. 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002, a Secretaria da
Receita Federal do Brasil não constituirá os créditos tributários relativos
aos pagamentos efetuados por ocasião da rescisão do contrato de trabalho,
aposentadoria, ou exoneração, sob as rubricas de férias não gozadas –
integrais, proporcionais ou em dobro – convertidas em pecúnia, de abonos
pecuniários, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a
pagamento de férias, observados os termos dos atos declaratórios editados
pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias. A
edição de ato declaratório pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, nos
termos do inciso II do art. 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002,
desobriga a fonte pagadora de reter o tributo devido pelo contribuinte
relativamente às matérias tratadas nesse ato declaratório.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 19, II, e § 4o, da Lei no 10.522, de 19 de


julho de 2002; arts. 43, II, e 625 do Decreto no 3.000, de 26 de março de
1999; Atos Declaratórios Interpretativos SRF no 5, de 27 de abril de 2005 e
no 14, de 1o de dezembro de 2005; Atos Declaratórios PGFN nos 4 e 8,
ambos de 12 de agosto de 2002, no 1, de 18 de fevereiro de 2005, nos 5 e 6,
ambos de 16 de novembro de 2006, no 6, de 1o de dezembro de 2008, e no
14, de 2 de dezembro de 2008; e Parecer PGFN/PGA no 2.683/2008, de 28
de novembro de 2008.

OTHONIEL LUCAS DE SOUSA JÚNIOR


Coordenador-Geral

LEI No 10.522, DE 19 DE JULHO DE 2002


. . . . . . . . . .

Art. 19. Fica a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional autorizada a não


contestar, a não interpor recurso ou a desistir do que tenha sido interposto,
desde que inexista outro fundamento relevante, na hipótese de a decisão
versar sobre: (Redação dada pela Lei no 11.033, de 21-12-2004)

. . . . . . . . . .

II – matérias que, em virtude de jurisprudência pacífica do Supremo


Tribunal Federal, ou do Superior Tribunal de Justiça, sejam objeto de ato
declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, aprovado pelo
Ministro de Estado da Fazenda.

. . . . . . . . . .

§ 4o A Secretaria da Receita Federal não constituirá os créditos tributários


relativos à matérias de que trata o inciso II do caput deste artigo. (Redação
dada pela Lei no 11.033, de 21-12-2004)

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO


BRASIL5
ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO No 28, DE 16 DE
JANEIRO DE 2009
Dispõe sobre o preenchimento da Declaração do Imposto
de Renda Retido na Fonte (Dirf) e do Comprovante Anual
de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de
Imposto de Renda na Fonte relativos ao ano-calendário
de 2008, na situação que especifica.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SUBSTITUTO,


no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 224 do Regimento
Interno da Secretaria Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF no 95,
de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o disposto no Ato Declaratório
PGFN no 6, de 16 de novembro de 2006, e o que consta do Processo no
10168.000077/2009-77, declara: Artigo único. No preenchimento da
Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) e do Comprovante
Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de
Renda na Fonte relativos ao ano-calendário de 2008, os valores pagos a
título de abono pecuniário de férias de que trata o art. 143 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-lei no5.452, de 1o de
maio de 1943, deverão ser informados na subficha “Rendimentos Isentos”,
e o Imposto Retido na Fonte (IRF), relativo a esse abono pecuniário, deverá
ser informado na subficha “Rendimentos Tributáveis” juntamente com o
IRF relativo aos demais rendimentos pagos no mesmo período.

OTACÍLIO DANTAS CARTAXO

15 Modalidades de cálculos de folha de pagamentos


FOLHA DE PAGAMENTO DE 1o/IX/2017 A 30/IX/2017

TABELA DO INSS

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO


DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Conforme Portaria do MEF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a
tabela de alíquota é a seguinte:

Alíquota ao INSS
Salário de contribuição (R$)
(%)

até 1.659,38 8,00


de 1.659,39 até 2.765,66 9,00
de 2.765,67 até 5.531,31 11,00

Parcela a deduzir

Até 1.903,98 Isento –

De 1.903,99 a 2.826,65 7,5% 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05 15% 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 636,13

Acima de 4.664,68 27,5% 869,36

Dependente: R$ 189,59 cada um a partir de abril/2015 a 2017


Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00

SALÁRIO-FAMÍLIA (Remuneração mensal)

Até 859,88 – R$ 44,09

+ de 859,88 até 1.292,43 – R$ 31,07

15.1 Mensalista com horas extras


1o – Maurício Antônio Silva
Salário R$ 3.300,00 por mês.
Fez uma hora extra por dia durante todo o mês.
Tem dois dependentes, sendo: esposa e um filho menor de 14 anos.
Teve R$ 1.320,00 de adiantamento por conta de salário.
Não teve faltas durante o mês.
Adicional de hora extra: 50%
Proventos
Salário R$ 3.300,00
25 horas extras a R$ 22,50 cada uma R$ 562,50
5 horas extras de RSR a R$ 22,50 cada uma R$ 112,50
Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto não tem
R$ –
direito
Total de proventos R$ 3.975,00

Descontos
INSS: 11% sobre 3.975,00 R$ 437,25
IRF: 3.300,00 de salário + 675,00/hora extra e RSR = 3.975,00 – 379,18 (dois dependentes) – 437,25
(INSS) = 3.158,57.
Base de cálculo:
3.158,57 × 15% = 473,79 – 354,80 (parcela a deduzir), tabela de
R$ 118,99
2015/2017
Adiantamento por conta do salário R$ 1.320,00
Total de descontos R$ 1.876,24
Total de proventos: R$ 3.975,00 – R$ 1.876,24 descontos = R$ 2.098,76
Líquido a receber R$ 2.098,76
FGTS a recolher: R$ 3.300,00 (salário) + R$ 675,00 (hora extra) = R$
R$ 318,00
3.975,00 × 8% =
15.2 Mensalista com desconto da contribuição sindical
2o – Leandro Gomes
Salário: R$ 4.050,00 por mês.
Foi admitido no dia 1o-8-2017, e não teve registro em sua carteira de
trabalho de janeiro a julho/2017.
Tem três dependentes, sendo: esposa e dois filhos menores de 14 anos.
Teve R$ 1.620,00 de adiantamento por conta de salário.
Não teve faltas durante o mês.
Proventos
Salário R$ 4.050,00
Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto.
Não tem direito R$ –
Total de proventos R$ 4.050,00

Descontos
INSS: 11% sobre 4.050,00 R$ 445,50
Contribuição Sindical: 1/30 de R$ 4.050,00 R$ 135,00
IRF: 4.050,00 (salário) – 568,77 (3 dep.) – 445,50 (INSS) = 3.035,73.
Base de cálculo 3.035,73 × 15% = 455,36 – 354,80 (parcela a deduzir),
R$ 100,56
tabela de 2015
Adiantamento por conta de salário R$ 1.620,00
Total de descontos R$ 2.301,06
Total de proventos: R$ 4.050,00 – R$ 2.301,06 desc. = R$ 1.748,94
Líquido a receber R$ 1.748,94
FGTS a recolher: R$ 4.050,00 (salário) × 8% = R$ 324,00
15.3 Mensalista admitida no decorrer do mês
3o – Karin Aguiar
Salário: R$ 1.292,40 por mês.
Foi admitida em 12-IX-2017, tem dois filhos menores de 14 anos.
Não teve adiantamento de salário.
Não teve faltas.
Proventos
Salário 19 dias, de 12 a 30-IX-2017 a 43,08 = R$ 818,52
Salário-família: duas cotas proporcionais 19 dias a 1,0357 = R$ 19,68 × 2
R$ 39,36
cotas (valor de janeiro/17)
Total de proventos R$ 857,88

Descontos
INSS: 8% sobre 818,52 R$ 65,48
IRF (isento) –
Total de descontos R$ 65,48

Total de proventos: R$ 857,88 – R$ 65,48 descontos = R$ 792,40
Líquido a receber R$ 792,40
FGTS a recolher: R$ 818,52 × 8% = R$ 65,48
15.4 Mensalista com falta não abonada
4o – Márcia Regina
Salário: R$ 2.700,00 por mês.
Não tem dependentes.
Teve R$ 1.080,00 de adiantamento por conta de salário.
Falta não abonada dia 18-IX-2017, descontar o RSR.
Proventos
Salário R$ 2.700,00
Total de proventos R$ 2.700,00

Descontos
INSS: 9% sobre 2.520,00 (sobre 28 dias) R$ 226,80
1 falta + 1 RSR = 2/30 de R$ 2.700,00 = R$ 180,00
IRF: 2.700,00 (salário) – 180,00 (falta + RSR) – 226,80 (INSS) = 2.293,20.
Base de cálculo: 2.293,20 × 7,5% = 171,99 – 142,80 (parcela a deduzir),
R$ 29,19
tabela de 2015 =
Adiantamento por conta de salário R$ 1.080,00
Total de descontos R$ 1.515,99
Total de proventos: R$ 2.700,00 – R$ 1.515,99 descontos = R$ 1.184,01
Líquido a receber R$ 1.184,01
FGTS a recolher: R$ 2.700,00 – R$ 180,00 (faltas) = R$ 2.520,00 × 8% = R$ 201,60
15.5 Comissionado + fixo
5o – Mário Rossi
Salário:
R$ 1.170,00 por mês.
No mês IX de 2017, vendeu R$ 117.000,00, com uma comissão de 4%
sobre o valor das vendas.
Tem quatro dependentes, sendo: esposa e três filhos menores de 14 anos.
Teve R$ 975,00 de adiantamento por conta de salário.
Não teve faltas durante o mês.
No mês IX de 2017, teve 4 domingos e 1 feriado.
Proventos
Salário R$ 1.170,00
Comissão: R$ 117.000,00 × 4% R$ 4.680,00
RSR da Comissão: 30 dias – 5 (domingos e feriado) = 25 R$ 4.680,00/25
R$ 936,00
dias = R$ 187,20 × 5 (vide obs.)
Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto.
Não tem direito R$ –
Total de proventos R$ 6.786,00

Descontos
INSS: 11% sobre 5.531,31 (limite máximo de janeiro/2017) R$ 608,44
IRF: 1.170,00 salário + 4.680,00 (comissão) + 936,00 RSR = 6.786,00 –
608,44 (INSS) – 758,36 quatro dep. = 5.419,20. Base de cálculo =
R$ 620,92
5.419,20 × 27,5% = 1.490,28 – 869,36 (parcela a deduzir), tabela de
2015 =
Adiantamento por conta de salário R$ 975,00
Total de descontos R$ 2.204,36
Total de proventos: R$ 6.786,00 – R$ 2.204,36 descontos = R$ 4.581,64
Líquido a receber R$ 4.581,64
FGTS a recolher: R$ 6.786,00 × 8% = R$ 542,88

Súmula no 27 do TST
É devida a remuneração do repouso semanal e dos feriados ao
empregado comissionista, ainda que pracista. Embora exista a Súmula
201 do STF, o RSR foi acordado na convenção coletiva de trabalho.

Obs.: O repouso semanal remunerado pode ser calculado em percentual.


Considerando 30 dias no mês, sendo 25 dias úteis e 5 RSR (domingos e feriado),
temos:
5 (domingos e feriado)/25% = 20; considerar 20% para o RSR.
R$ 4.680,00 (comissão) × 20% = 936,00
RSR = R$ 936,00

15.6 Horista com falta e adicional de periculosidade


6o – Jair Soares
Salário: R$ 5,58 por hora.
Recebe adicional de periculosidade.
Tem seis dependentes, sendo: esposa e cinco filhos menores de 14 anos.
Teve R$ 491,04 de adiantamento por conta de salário.
Falta não abonada dia 13-IX-2016, descontar o RSR.
Proventos
Salário: 25 dias a 7,3333 por dia = 183,3333 = 183h20min (vide obs.)
R$ 1.023,00
183,3333 × 5,58
RSR: 5 dias a 7,3333 = 36,6666 (vide obs.) × 5,58 R$ 204,60
Adicional de periculosidade: 30% s/ R$ 1.145,76 (salário + RSR – faltas) R$ 343,73
Salário-família: cinco cotas, acima do valor previsto.
Não tem direito R$ 00,00
Total de proventos R$ 1.571,33

Descontos
1 falta + RSR = 14h40min
14,666 × 5,58 R$ 81,84
INSS: 8% s/ 1.489,49 R$ 119,16
IRF: remuneração = R$ 1.023,00 + R$ 204,60 + R$ 343,73 – R$ 1.137,54

– (6 dep. a 189,59 cada) – 119,16
(INSS)= 314,53 (Isento) 00,00
Adiantamento por conta de salário R$ 491,04
Total de descontos R$ 692,04
Total de proventos: R$ 1.571,33 – R$ 692,04 descontos = R$ 879,29
Líquido a receber: R$ 879,29
FGTS a recolher: R$ 1.489,49 (remuneração – faltas) × 8% = R$ 119,16
Obs.: A máquina de calcular está regulada para 100 e não para 60. Então veremos:

60/20 = 3;
100/3 = 33,333.
60/40 = 1,5;
100/1,5 = 66,666.

Assim sendo, temos:

a) onde for 7h20min = 7,33


b) onde for 14h40min = 14,66
c) onde for 7h30min = 7,5
e assim sucessivamente.
24 dias × 7,3333 = 176h
6 RSR × 7,3333 = 44h

15.7 Horista com adicional de insalubridade e falta não


abonada
7o – Márcio Teixeira
A empresa tem adotado para cálculo do adicional de insalubridade o
vencimento ou salário-base, ou seja, R$ 6,75 x 220h = R$ 1.485,00 por
mês.
Insalubridade máxima.
Tem um dependente (esposa).
Teve R$ 594,00 de adiantamento por conta de salário.
Falta não abonada em 22-IX-2017, descontar-lhe o RSR.

Proventos
Salário: 25 dias a 7,3333 por dia = 183h20min = 183,3333 × 6,75 R$ 1.237,50
RSR: 5 dias a 7,3333 = 36h40min = 36,6666 × 6,75 R$ 247,50
Adicional de insalubridade: 440% s/1.485,00 = 594,00/30x28 dias (30 dias
R$ 554,40
– 1 falta e 1 RSR)
Total de proventos R$ 2.039,40

Descontos
INSS:9% sobre 1.940,40 R$ 174,64
IRF: 1.940,40 (remuneração) – 174,64 INSS – 189,59 um dependente =
R$ 00,00
1.576,17 base de cálculo (isento)
1 falta não abonada 7h20min = 7,3333 × 6,75 R$ 49,50
1 RSR não abonado 7h20min = 7,3333 × 6,75 R$ 49,50
Adiantamento por conta de salário R$ 594,00
Total de descontos R$ 867,64

Total de proventos: R$ 2.039,40 – R$ 867,64 descontos = R$ 1.171,76


Líquido a receber: R$ 1.171,76
FGTS a recolher: R$ 1.940,40 × 8% = R$ 155,23

Comentário do autor: ver Lei no 11.350, de 5-10-2006, art. 9o-A, § 3o e incisos I


e II, incluído pela Lei no 13.342/2016, publicada no DOU de 11-1-2017, que evocou
no inciso I do § 3o do art. 9o-A o art. 192 da CLT, determinando que, para essa Lei
específica, seja calculado o adicional de insalubridade, sobre o vencimento ou
salário-base.
Vejamos a seguir como preceitua:

LEI No 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006


Regulamenta o § 5o do art. 198 da Constituição, dispõe
sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo
parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no
51 de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.
Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida
Provisória no 297, de 2006, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Renan
Calheiros, Presidente da Mesa do Congresso Nacional, para os efeitos do
disposto no art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela
Emenda Constitucional no 32, combinado com o art. 12 da Resolução no 1,
de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1o..........................................................................................................
[...]
Art. 9o-A. O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o
vencimento inicial das Carreiras de Agente Comunitário de Saúde e de
Agente de Combate às Endemias para a jornada de 40 (quarenta) horas
semanais. (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)
§ 1o O piso salarial profissional nacional dos Agentes Comunitários de
Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias é fixado no valor de R$
1.014,00 (mil e quatorze reais) mensais. (Incluído pela Lei no 12.994, de
2014)
§ 2o A jornada de trabalho de 40 (quarenta) horas exigida para garantia do
piso salarial previsto nesta Lei deverá ser integralmente dedicada a ações e
serviços de promoção da saúde, vigilância epidemiológica e combate a
endemias em prol das famílias e comunidades assistidas, dentro dos
respectivos territórios de atuação, segundo as atribuições previstas nesta
Lei. (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)
§ 3o O exercício de trabalho de forma habitual e permanente em condições
insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo órgão
competente do Poder Executivo federal, assegura aos agentes de que trata
esta Lei a percepção de adicional de insalubridade, calculado sobre o seu
vencimento ou salário-base: (Incluído pela Lei no 13.342, de 2016 – DOU
de 11-1-2017)
I – nos termos do disposto no art. 192 da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no5.452, de 1o de maio de
1943, quando submetidos a esse regime; (Incluído pela Lei no 13.342, de
2016 – DOU de 11-1-2017)
II – nos termos da legislação específica, quando submetidos a vínculos de
outra natureza. (Incluído pela Lei no 13.342, de 2016 – DOU de 11-1-2017)
Art. 9o-B. (VETADO). (Incluído pela Lei no 12.994, de 2014)
[...]

Súmula no 228 do TST


ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Base de cálculo (redação
alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26-6-2008) – (Res. 148/2008,
DJ 4 e 7-7-2008 – Republicada DJ 8, 9 e 10-7-2008. SÚMULA CUJA
EFICÁCIA ESTÁ SUSPENSA POR DECISÃO LIMINAR DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Res. 185/2012, DEJT divulgado
em 25, 26 e 27-9-2012).
“A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de
insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais
vantajoso fixado em instrumento coletivo.”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, suspendeu a


parte do dispositivo que permite a utilização do salário base no cálculo do adicional,
“a nova redação estabelecida para Súmula 228/TST revela aplicação indevida da
Súmula Vinculante 4, porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo
salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.
A liminar concedida no dia 15 de julho, em atendimento à Reclamação
Constitucional no 6.266, apresentada ao STF pela Confederação Nacional da Indústria.
A CNI sustenta, entre outras alegações, que a Súmula 228 estaria em desacordo com a
Súmula Vinculante no 4 do STF, que vedou a utilização do salário mínimo como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, bem
como proibiu a sua substituição por decisão judicial.
FUNDAMENTO ADOTADO PELA SÉTIMA
TURMA DO TST
4 TST – Insalubridade: Sétima Turma aplica o salário mínimo como base
de cálculo 27-5-2008.

A Súmula Vinculante no 4 do Supremo Tribunal Federal reconheceu a


inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo
do adicional de insalubridade, mas vedou a substituição desse parâmetro
por decisão judicial. Até que o novo critério seja adotado, por lei ou por
negociação coletiva, ele continuará a ser aplicado quando a categoria não
tiver piso salarial. Esse fundamento foi adotado pela Sétima Turma do
Tribunal do Trabalho em duas decisões sobre a matéria.

Diante do exposto, entendemos que quando existir salário profissional será


sobre este calculado, ou, tendo piso salarial/salário normativo também
sobre este será calculado.

Como o salário básico está suspenso pelo STF, a sétima turma do TST
aplica o salário mínimo quando não tem salário profissional, ou salário
normativo/piso salarial.

Como o assunto ficou muito controverso, embora seja uma lei específica,
sugerimos que o cálculo seja feito sobre o vencimento ou salário básico,
por evocar o art. 192 da CLT, pela Lei no 11.350/2006, no seu § 3o, incisos I
e II do art. 9o-A, com redação dada no DOU de 11-1-2017.
15.8 Horista com hora extra noturna
8o – Carlos Alberto Rizzo
Horário de trabalho: das 13h40min às 17h e das 18h às 22h; faz duas horas
extraordinárias desde sua admissão das 22h às 23h45min (hora extra
noturna).
Salário: R$ 12,00 por hora.
Tem dois dependentes, sendo: esposa e um filho menor de 14 anos.
Não teve faltas durante o mês.
Adicional de hora extra: 50%.
Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna.
Teve R$ 1.056,00 de adiantamento por conta de salário.

Proventos
Salário: 25 dias a 7h20min por dia = 7,3333 = 183h20min 183,3333 × R$
R$ 2.200,00
12,00
RSR: 5 dias a 7,333 = 36h40min = 36,6666 × R$ 12,00 R$ 440,00
Hora extra noturna: R$ 12,00 × 1,50 hora extra = R$ 18,00 × 50h R$ 900,00
RSR: 10h × R$ 18,00 (4 domingos e 1 feriado) R$ 180,00
Adicional noturno/hora extra noturna = 60h × R$ 3,60 (20% de R$ 18,00) R$ 216,00
Ver Súmula no 264 do TST e Lei no 605/49, art. 7o, alíneas a e b
Salário-família: remuneração mensal acima do valor previsto: não tem
R$ 00,00
direito
Total de proventos R$ 3.936,00

Descontos
INSS: 11% sobre 3.936,00 R$ 432,96
IRF: 3.936,00 (remuneração) – 432,96 INSS – 379,18 (dois dep.) =

3.123,86. Base de cálculo R$ 3.123,86.
3.123,86 × 15% = 468,58 – 354,80 (parcela a deduzir). R$ 113,78
Adiantamento por conta de salário R$ 1.056,00
Total de descontos R$ 1.602,74

Total de proventos: R$ 3.936,00 – R$ 1.602,74 (descontos) = R$ 2.333,26
Líquido a receber: R$ 2.333,26
FGTS a recolher: R$ 3.936,00 remuneração × 8% = R$ 314,88

Súmula no 264 do TST


HORA SUPLEMENTAR – Cálculo – A remuneração do serviço
suplementar é composta do valor da hora normal, integrado por parcelas
de natureza salarial e acrescida do adicional previsto em lei, contrato,
acordo ou convenção coletiva ou sentença normativa (DJU, 31-10, 3 e
4-11-1986).
Lei no 605/49, art. 7o, alíneas a e b, com a nova redação dada pela Lei no 7.415, de
9-12-1985:

“A remuneração do repouso semanal corresponderá: a) para os que


trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de serviço,
computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas; b) para os
que trabalham por hora, à sua jornada normal de trabalho, computadas as
horas extraordinárias habitualmente prestadas.”

15.9 Horista com adicional noturno


9o – Dirceu Andrade
Salário: R$ 6,48 por hora.
Horário de trabalho: das 22h à 1h30min e das 2h30min às 5h20min.
Dependente: um filho menor de 14 anos.
Teve R$ 570,24 de adiantamento por conta de salário.
Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna.
Não teve faltas durante o mês.

Proventos
Salário: 25 dias a 7h20min por dia = 7,3333 = 183h20min
183,3333 × 6,48 R$ 1.188,00
RSR: 5 dias a 7h20min = 7,3333 = 36,6666 × 6,48 R$ 237,60
Adicional noturno: das 22h às 5h20min = 8h20min (8h de 52,5min +
20min) – 1h de descanso = 7h20min × 30 dias (25 dias + 5 RSR) = 220h R$ 285,12
× 1,296 (20% de 6,48) =
Salário-família: uma cota, acima do valor previsto.
Não tem direito R$ 00,00
Total de proventos R$ 1.710,72

Descontos
INSS: 9% sobre 1.710,72 R$ 153,96
IRF: 1.710,72 – 153,96 (INSS) – 189,59 (1 dep.) = 1.367,17.
Base de cálculo = 1.367,17 (isento). R$ 00,00
Adiantamento por conta de salário R$ 570,24
Total de descontos R$ 724,20
Total de proventos: R$ 1.710,72 – R$ 724,20 descontos = R$ 986,52
Líquido a receber: R$ 986,52
FGTS a recolher: R$ 1.710,72 × 8% = R$ 136,86

OBS.: Neste exercício, considerei o trabalho noturno até as 5h20min e não


somente até as 5 h. Houve trabalho durante todo período noturno com uma
prorrogação de mais 20 minutos. O § 5o do art. 73 determina que quando
houver prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto daquele
capítulo da duração do trabalho.

Súmula no 60 do TST
ADICIONAL NOTURNO. Integração no salário e prorrogação em
horário diurno. (Incorporada a Orientação Jurisprudencial no 6 da SDI-1
– Res.129/05 – DJ 20-4-2005)
I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário
do empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula no 60 – RA 105/1974,
DJ 24-10-1974)
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e
prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas
prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5o, da CLT. (ex-OJ no 06 – Inserida
em 25-11-1996)
16 Folha de pagamento preenchida
____________
1
DOU de 6-12-2007.
2
Art. 10, § 1o, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e Instrução Normativa
no 01, de 12-10-1988 (DOU 21-10-1988), inciso II das Disposições Específicas, item 5.
3
DOU de 13-1-2009.
4
DOU de 6-1-2009.
5
DOU de 19-1-2009.
2
Vale-Transporte

1 Controle dos vales-transportes


Apresentam-se a seguir os modelos de controles dos vales-transportes.
As colunas são preenchidas por ocasião da solicitação dos vales-transportes.
2 Base de cálculo do vale-transporte
O entendimento sobre o desconto de 6% do salário básico ou vencimento do
empregado tem sido objeto de controvérsia. Alguns entendem que devem ser
descontados 6% apenas dos dias trabalhados no mês, ou seja, dias do mês para os
quais foi concedido o vale-transporte; outros entendem que deve o desconto ser
realizado sobre o salário básico percebido no mês, independentemente dos dias de
trabalho prestado.
Para dirimir dúvidas, transcrevemos integralmente o parecer da Secretaria de
Normas e Orientação do Tesouro Nacional, publicado no Diário Oficial da União, em
9-11-1988:

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Secretaria de Serviços Gerais
PARECER
Assunto: Vale-Transporte
01. Através do ofício SENOR/STN/No 2.809, de 13-9-1988, a Secretaria de
Normas e Orientação da Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do
Ministério da Fazenda, solicita à SESG/SEDAP orientação para que “sejam
uniformizados os procedimentos a serem adotados pelos diversos órgãos da
Administração Pública Federal”, estabelecendo-se uma fórmula única para
apuração da base de cálculo objetivando a determinação da parcela a cargo
do beneficiário do Vale-transporte, constante dos arts. 9o e 10 do Decreto no
95.247, de 17-11-1987;
02. A legislação do Vale-transporte bem como a Instrução Normativa
SEDAP no 207, de 1o-6-1988, se omitem quanto à fórmula para se apurar a
parcela dedutível a cargo do beneficiário, a não ser, exclusivamente, o
percentual de 6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento,
excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;
03. Entendemos que só se deve descontar o valor da parcela do beneficiário
que exercer o respectivo direito do Vale-transporte, pois cabe ao empregado
ou servidor a faculdade de decidir sobre a concessão ou não desse benefício
exclusivamente destinado a recursos para deslocamentos por meios de
transporte entre sua residência e o local de trabalho e vice-versa nas
condições definidas em lei, cabendo ao órgão empregador, através de
normas internas, estabelecer a seus servidores ou empregados as condições
de desistência, interrupção, suspensão e o restabelecimento do benefício e
outras resoluções inerentes ao assunto;
04. Visando à uniformidade de procedimentos, e por não confrontar com o
espírito da instituição do Vale-transporte, julgamos conveniente esclarecer
que, do salário ou vencimento básico, isto é, o valor da referência ou
padrão no qual o beneficiário esteja posicionado, se estabeleça a seguinte
base de cálculo:
(Salário básico ou vencimento ÷ 30) x no de dias úteis no mês = y;
passando, assim, a MARGEM CONSIGNÁVEL, isto é, o valor que
corresponde a seis por cento da base de cálculo do beneficiário, o valor
máximo passível de consignação a ser consubstanciada no cálculo = 0,06 x
y, procedimento este já adotado ou prestes a ser adotado pelo Ministério da
Fazenda, ressaltando que o valor mínimo do cálculo do salário ou
vencimento deva ser o Piso Nacional de Salário, mesmo que este venha a
ser complementado pela Administração Pública Federal, em virtude de o
salário ou vencimento de algum servidor ou empregado não atingir o
salário mínimo vigente no país.
A superior-consideração.
ABELARDO ANTÔNIO MENDES
Assessor

De acordo.
À consideração do Senhor Secretário de Serviços Gerais, com proposta
de restituição ao órgão de origem.
Brasília, 26 de outubro de 1988
JOSÉ AILTON GONDIM SILVA
Coordenador de Transportes
COTRAN/SESG/SEDAP

Com o parecer técnico desta Secretaria, que concordo, restitua-se à


Secretaria de Normas e Orientação da S.T.N.
Brasília, 31 de outubro de 1988
URACY ALVES DA SILVA
Secretária de Serviços Gerais
Substituta”1

Diante do exposto, podemos afirmar que a base de cálculo é a seguinte:


salário básico ou vencimento ÷ 30 × número de dias úteis do mês = Y
O valor correspondente a 6% de Y é: 0,06 × Y.

Exemplo: O empregado ganha R$ 1.920,00 por mês e trabalhou 22 dias


úteis:
R$ 1.920,00/30 = R$ 64,00 × 22 dias = R$ 1.408,00 × 0,06 = R$ 84,48

O valor a ser descontado do empregado, considerando os dias de trabalho


prestado, é: R$ 84,48.
Já o Parecer no 15, da Coordenação de Análise, Orientação e Normas – Canor –,
de 28-12-1992, não publicado no Diário Oficial da União, entende que o desconto de
6% é do salário devido e pago pelo empregador, independentemente dos dias de
trabalho prestado. A seguir transcrevemos integralmente o Parecer no 15 e pedimos a
atenção principalmente do leitor para o item III, Das Conclusões.

PARECER No 15, DA COORDENAÇÃO DE ANÁLISE, ORIENTAÇÃO


E NORMAS

Ministério do Trabalho
Secretaria de Fiscalização do Trabalho
Coordenação de Análise, Orientação e Normas

PARECER No 15/CANOR
Interessado: Lojas... S/A.
Assunto: Formula consulta acerca da parcela a ser suportada pelo
beneficiário usuário do vale-transporte instituído pela Lei no 7.418, de 16-
12-1985.
Ementa: Inteligência dos arts. 9o e 10, do Decreto no 95.247, de 17 de
novembro de 1987, ante ao disposto no art. 4o da Lei no 7.418/85.

I – DA INTRODUÇÃO:

1 Lojas... S/A, sediada no Rio de Janeiro, à Rua..., através de petição


direcionada à Secretaria de Fiscalização do Trabalho, subscrita pelo seu
Supervisor de Rotinas de Pessoal, formula consulta acerca do procedimento
de desconto da parcela correspondente ao fornecimento de vale-transporte
aos seus empregados.

1.1 Objetivando demonstrar a forma de efetuar o desconto em tela devido


pelos seus empregados, a postulante apresenta exemplos em que, segundo a
orientação promanada da então Coordenadoria de Normalização da
Inspeção do Trabalho Urbano e Rural, a base de cálculo é: ‘o período a que
se refere o salário por ocasião do pagamento’, e não ‘os dias trabalhados no
mês’.
II – DO DIREITO:

2 Observa-se da leitura da exposição de motivos ora apresentada que, não


obstante a existência de uma orientação firmada pelo órgão competente,
acatada e posta em prática pela peticionária, esta estaria sendo objeto de
autuações por parte de Agentes da Inspeção do Trabalho, em exercício na
Delegacia Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, que entendem não ser
correta a interpretação dada ao caso em exame.

2.1 Liminarmente é de bom alvitre registrar que a divergência de ponto de


vista sempre existiu e existirá, quando se pretende fazer um juízo
valorativo em torno da melhor e mais justa aplicação de uma norma legal.
E para contornar isto é que há os órgãos administrativo e judiciais,
inclusive de instância superior, que são chamados a dizer como e quando
deve ser corretamente aplicada a lei.

2.2 Acontece, todavia, que não deve prosperar é a divergência de


procedimento, posto que esta cria, de logo, uma ideia de falta de direção,
orientação ou comando, de tal modo que cada um atua à sua maneira,
ensejando uma completa falta de segurança por parte daqueles que estão
obrigados a cumprir as normas de proteção ao trabalho, no caso, os
empregadores, porquanto passam a agir de uma forma, embora receosos de
autuação, ao sabor do entendimento deste ou daquele Agente da Inspeção
do Trabalho.

2.3 E é imbuído deste propósito que passaremos a fazer uma análise


detalhada em torno da matéria submetida à apreciação desta Coordenação,
cujo resultado, uma vez aprovado pela autoridade competente, seja o
norteamento a ser seguido por todos aqueles que, dia a dia, labutam na
árdua missão de zelar pela correta aplicação das normas de proteção ao
trabalho, neste imenso solo pátrio.

2.4 Desse modo, vejamos, de princípio, o que dispõe a Lei no 7.418, de 16


de dezembro de 1985, mais precisamente o seu art. 4o, in verbis:

‘Art. 4o A concessão do benefício ora instituído implica a aquisição pelo


empregador dos vales-transportes necessários aos deslocamentos do
trabalhador no percurso residência-trabalho e vice-versa, no serviço de
transporte que melhor se adequar.

Parágrafo único. O empregador participará dos gastos de deslocamento do


trabalhador com a ajuda de custo equivalente à parcela que exceder a 6%
(seis por cento) de seu salário básico.’

2.5 Ademais, vamos ver o que diz a respeito do assunto a regulamentação


daquele dispositivo, no caso, os arts. 9o e 10 do Decreto no 95.247, de 17 de
novembro de 1987, in verbis:

‘Art. 9o O vale-transporte será custeado:

I – pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu


salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;
II – pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior.

Parágrafo único. A concessão do vale-transporte autorizará o empregador a


descontar, mensalmente do beneficiário que exercer o respectivo direito, o
valor da parcela de que trata o item I deste artigo.

Art. 10. O valor da parcela a ser suportada pelo beneficiário será


descontado proporcionalmente à quantidade de vale-transporte concedida
para o período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu
pagamento, salvo estipulação em contrário, em convenção ou acordo
coletivo de trabalho, que favoreça o beneficiário.’

2.6 Ora, da atenta leitura dos dispositivos retrotranscritos, há de se deduzir,


forçosamente, que o legislador, tanto no parágrafo único do art. 4o, da Lei,
quanto no item II do art. 9o do Decreto, impõe sistematicamente ao
empregador a obrigação de custear o vale-transporte dado ao beneficiário,
na parte que ‘exceder a 6% (seis por cento) do salário básico’ do
empregado.

2.7 É de notar, ainda, por outro lado, que a regra definida pelo art. 10, do
Decreto, há de ser analisada e interpretada à luz das disposições contidas no
seu artigo anterior, e sobretudo do art. 4o, parágrafo único, da Lei,
porquanto, ali está anunciado e estabelecido que o custeio do vale-
transporte por parte do empregado É DE e não ATÉ 6% (seis por cento) do
salário básico.

2.8 Daí, se prevalecente à tese, segundo a qual a proporcionalidade há de


ser considerada em razão da quantidade de vale-transporte fornecida em
face dos dias trabalhados, a regra estabelecida pela Lei (parágrafo único do
art. 4o) e no próprio Decreto (art. 9o), jamais seria observada,
transformando-se em letra morta, visto que a legislação trabalhista não
permite ao empregado o trabalho nos 28, 29, 30 ou 31 dias do mês, e, para
tanto, existe o repouso semanal remunerado de que trata a Lei no 605/49.

2.9 Vale acrescer, ainda, que a proporcionalidade indicada no art. 10 do


Decreto, pelo legislador, se estivesse vinculada aos dias de trabalho
prestado, não teria utilizado a expressão ‘para o período a que se refere o
salário básico ou vencimento’, nem teria estabelecido, na Lei e no Decreto,
‘parcela equivalente a 6% (seis por cento)’, inclusive não diria que a
parcela a ser custeada pelo empregador seria a que ‘exceder a 6% (seis por
cento)’.

2.10 Há de se perguntar, entretanto, o porquê da regra regulamentadora


contida no art. 10 do Decreto. Seria ela letra morta? Entendemos que não.
Ela pretende evitar que o empregador, diante do disposto na Lei e no
Decreto (art. 9o), na prática, venha o beneficiário do vale-transporte a sofrer
um desconto maior de 6%. E isto aconteceria, sem dúvida, toda vez que o
empregado, por um motivo ou outro, percebesse o seu salário mensal com
redução de valor, motivado por falta não justificada que determina a perda
do dia e do descanso semanal remunerado, ou no caso de gozo de férias
iniciadas na fluência do mês, como, por exemplo, no dia 21, o desconto há
de ser calculado levando-se em conta o salário dos 20 dias, e assim por
diante.

III – DAS CONCLUSÕES:


3 Em face do exposto, somos pelas seguintes conclusões:

A – O empregador concessionário de vale-transporte aos seus empregados,


por força da lei e de seu regulamento, somente é responsável pelo custeio
da parcela que ‘exceder a 6% (seis por cento) do salário básico ou
vencimento’ do respectivo beneficiário.

B – O empregado, por seu turno, tem o ônus de responder com a parcela de


6% (seis por cento) do seu salário básico ou vencimento, levando-se em
conta o deslocamento da residência-trabalho e vice-versa, ocorrido no
período a que se refere o salário devido e pago pelo empregador,
independentemente dos dias de trabalho prestado.

C – A proporcionalidade indicada no art. 10 do Decreto no 95.247/87 não


pode se vincular a dias de trabalho, pois esta não foi a intenção do
legislador, visto que se assim o fosse, a regra contida no art. 10 estaria
destoando do art.9o, do mesmo Decreto, e sobretudo do parágrafo único do
art. 4o da Lei, o que não é possível.

D – A parcela devida pelo beneficiário do vale-transporte, sem dúvida,


somente será inferior a 6% (seis por cento) do salário básico em duas
hipóteses: 1o – quando o valor dos vales-transportes for inferior a este
percentual; e 2o – quando o empregado sofrer redução de salário motivada,
por exemplo, por falta não justificada, oportunidade em que há de verificar
o período a que ele se refere, desprezando-se, portanto, o seu valor mensal
total.

3.1É o nosso parecer, salvo melhor juízo.

Brasília – DF, 28 de dezembro de 1992.


Osvaldo Martins de Morais
Coordenador de Análise, Orientação e Normas

Protocolize-se e restitua-se para esta Secretaria.


Brasília, 28 de dezembro de 1992.
Orlando Vila Nova
Secretário-Adjunto

“PROCESSO No 24000.008727/92

Ao GAB/SEFIT:

1 Elaborar Ofício-Circular às Delegacias Regionais do Trabalho remetendo


o Parecer no 15/92 da Coordenação de Análise, Orientação e Normas-
CANOR;

2 Encaminhar o presente processo à Delegacia Regional do Trabalho no


Estado do Rio de Janeiro, com a seguinte orientação:

a. determinar aos Fiscais do Trabalho a adoção do Parecer no 15/92;

b. informar à empresa que a fiscalização está orientada quanto ao


procedimento a ser adotado acerca da matéria, diante das dúvidas
suscitadas, sendo essa orientação de caráter interno. Informar, também, que
em relação aos autos de infração lavrados a empresa deve observar o rito
previsto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho.

Brasília, 28 de dezembro de 1992.

Orlando Vila Nova


Secretário-Adjunto

Segundo o Parecer MTb no 15, de 28-12-1992, da Secretaria de Fiscalização do


Trabalho – Coordenação de Análise, Orientação e Normas –, a base de cálculo do
vale-transporte é de 6% sobre o salário básico mensal, mesmo que os dias de trabalho
prestados sejam inferiores a 30 dias.

Exemplo: O empregado ganha R$ 1.920,00 por mês e trabalhou 22 dias


úteis:
R$ 1.920,00 × 6% = R$ 115,20
ou
R$ 1.920,00 × 0,06 = 115,20
Valor a ser descontado: R$ 115,20
____________
1
DOU, de 9-11-1988.
3
Férias

Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá


direito ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração, na seguinte
proporção, conforme estabelece o art. 130 da CLT:

“Art. 130. ...


I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais
de 5 (cinco) vezes;
II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a
14 (quatorze) faltas;
III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23
(vinte e três) faltas;
IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro)
a 32 (trinta e duas) faltas.”

1 Condições em que a ausência do empregado não é


considerada falta ao serviço
Estabelece o art. 131 da CLT:

“Art. 131. ...


I – até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge,
ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira
de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica;
II – até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;
III – por cinco dias, em caso de nascimento de filho;1
IV – por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de
doação voluntária de sangue devidamente comprovada;
V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar
eleitor, nos termos da lei respectiva;
VI – no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do
Serviço Militar referidas na letra c do art. 65 da Lei no 4.375, de 17 de
agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar) (art. 473, incisos I a VI, da CLT);
VII – nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de
exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior
(Inciso VII do art. 473 da CLT, acrescido pela Lei no 9.471, de 14-7-1997 –
DOU de 15-7-1997).
VIII – pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer
a juízo (Inciso acrescido pela Lei no 9.853, de 27-10-1999).
IX – pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de
representante de entidade sindical, estiver participando de reunião oficial
de organismo internacional do qual o Brasil seja membro (acrescentado
pela Lei no 11.304, de 11-5-2006).
X – durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de
maternidade ou aborto, observados os requisitos para percepção do
salário-maternidade custeado pela Previdência Social;
XI – por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo
Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, excetuada a hipótese de o
empregado ter percebido da Previdência Social prestação de acidente de
trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, mesmo em
períodos descontínuos;
XII – justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que não tiver
determinado o desconto do correspondente salário;
XIII – durante a suspensão preventiva para responder a inquérito
administrativo ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou
absolvido; e
XIV – nos dias em que não tenha havido serviço, salvo se o empregado
deixar de trabalhar com percepção de salários, por mais de 30 (trinta)
dias.”

2 Férias: perda do direito


Não terá direito a férias o empregado quando, no curso do período aquisitivo,
conforme estabelece o art. 133 da CLT:

“I – deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 (sessenta)


dias subsequentes à sua saída;
II – permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por
mais de 30 (trinta) dias;
III – deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30
(trinta) dias em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da
empresa; e
IV – tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de
trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora
descontínuos.”

Para os fins previstos no item III a empresa comunicará ao órgão local do


Ministério do Trabalho, com antecedência mínima de quinze dias, as datas de início e
fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa e, em igual prazo,
comunicará, nos mesmos termos, ao sindicato representativo da categoria profissional,
bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho, conforme preceitua o § 3o
do art. 133 da CLT, parágrafo acrescido pela Lei no 9.016, de 30-3-1995 (DOU de 31-
3-95).
A lei dá ao empregador o direito de marcar a época de concessão das férias aos
seus empregados.
O empregador tem um limite de 12 meses subsequentes à aquisição do direito pelo
empregado para marcar as férias; ultrapassando esse período, o empregador deverá
pagá-las em dobro.

Súmula no 450 do TST


FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO
PRAZO. DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT. (conversão da
Orientação Jurisprudencial no 386 da SBDI-1) – Res. 194/2014, DEJT
divulgado em 21, 22 e 23.05.2014
É devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído
o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que
gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo
previsto no art. 145 do mesmo diploma legal.

Comentário do autor
Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha
concedido as férias, o empregado tem o direito de ajuizar reclamações
pedindo a fixação, por sentença, da época do gozo das mesmas, sendo
que essa sentença cominará pena diária de 5% do salário mínimo,
devida ao empregado até que seja cumprida (art. 137, §§ 1o e 2o, da
CLT).
Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser
usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser
inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores
a cinco dias corridos, cada um (Vide item 14 deste capítulo).
É vedado o início das férias no período de dois dias que antecede
feriado ou dia de repouso semanal remunerado. (§§ 1o e 3o do art. 134
da CLT. Redação dada pela Lei no 13.467, de 13-7-2017).
O empregado estudante, menor de 18 anos, terá o direito a fazer
coincidir suas férias com as férias escolares.
Os membros de uma família que trabalharem no mesmo
estabelecimento ou empresa terão direito a gozar férias no mesmo
período, se assim o desejarem e se disso não resultar prejuízo para o
serviço.

3 Prescrição das férias


Conforme o inciso XXIX do art. 7o da Constituição, prescreve em cinco anos o direito
de pleitear a reparação de crédito resultante da relação de trabalho; assim sendo, os
direitos dos empregados podem ser reclamados até cinco anos contados da época de
sua exigência. No caso das férias, a prescrição só se efetua após cinco anos do
término do prazo mencionado. Exemplo: suponhamos um empregado admitido em 5-
1-2017. O período aquisitivo é de 5-1-2017 a 4-1-2018. Período para gozar as férias:
5-1-2018 a 4-1-2019. Prescrição a partir de 5-1-2024.
3.1 Anotações de férias na CTPS e livro ou ficha de
registro de empregados
O empregado não poderá entrar em gozo de férias sem a apresentação da Carteira de
Trabalho e Previdência Social (CTPS) para a devida anotação.

ANOTAÇÕES NO LIVRO OU FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADOS

A anotação deve ser feita também no livro ou ficha de “Registro de Empregados”.

FÉRIAS CONCEDIDAS
4 Férias: um terço a mais do que o salário normal
De acordo com o disposto no inciso XVII do art. 7o da nova Constituição, ficou
instituído o pagamento de um terço a mais do que o salário normal, por ocasião do
gozo de férias anuais remuneradas.
Deve-se entender por salário normal o salário fixo acrescido das gorjetas,
gratificações legais e comissões. Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno,
insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da
remuneração das férias. (art. 457, § 1o, e 142, § 5o, da CLT, com alteração dada pela
Lei no 13.467, de 13-7-2017).
O pagamento de um terço a mais que o salário normal também será obrigatório
nos casos de férias em dobro, simples ou proporcionais, observando-se o disposto nos
arts. 130, 146 e 147 da CLT.

Súmula no 328 – Férias – Terço Constitucional:


O pagamento de férias, integrais ou proporcionais, gozadas ou não, na
vigência da Constituição da República de 1988, sujeita-se ao acréscimo
do terço previsto em seu art. 7o, inciso XVII.

Esse direito é adquirido a partir do pagamento de férias (em dobro, simples ou


proporcionais), INSS, FGTS e IR para o adicional de 1/3 do salário normal, do
mesmo modo que o adota para as férias, como vemos nos itens 5 e 6 a seguir.

5 Férias na vigência do contrato de trabalho


Férias normais (individuais ou coletivas, inclusive coletivas proporcionais com
menos de um ano)

INSS – SIM: Lei no 8.212/91, art. 28, Inciso I.


FGTS – SIM: Lei no 8.036/90, art. 15.
IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.

Férias pagas em dobro, na vigência do contrato de trabalho

a. Excluindo o adicional
INSS – SIM: Lei no 8.212/91, art. 28, inciso I, excluso o adicional.
FGTS – SIM: Lei no 8.036/90, art. 15.
IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.
b. Apenas ao adicional (valor correspondente ao dobro das férias)
INSS – NÃO: art. 214, § 9o, inciso IV, do RPS.
FGTS – NÃO: art. 15, § 6o, da Lei no 8.036/90, com redação dada pela Lei
no9.711, de 20-11-1998, elencada no art. 28, § 9o, alínea d, da Lei
no8.212/91.
IR – SIM: Lei no 7.713/88, arts. 3o e 7o.

6 Férias na rescisão do contrato de trabalho


Férias indenizadas (inclusive em dobro e proporcionais)

INSS – NÃO: Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea d.


FGTS – NÃO: Lei no 8.036/90, art. 15, § 6o, com redação dada pela Lei
no9.711, de 20-11-1998, elencada no art. 28, § 9o, alínea d, da Lei no
8.212/91.
NÃO: Solução de Divergência no 1, de 2-1-2009 – DOU de 6-1-2009.

Segundo o princípio do Direito, o acessório acompanha o principal, entendemos


que 1/3 da Constituição Federal sobre as férias indenizadas não incide o INSS.
A concessão das férias será participada, por escrito, ao empregado, com
antecedência de, no mínimo, trinta dias, cabendo a este assinar a respectiva
notificação (art.135 da CLT).
O pagamento da remuneração das férias será efetuado até dois dias antes do início
do respectivo período (art. 145 da CLT).
Os parágrafos do art. 142 da CLT dispõem:

“§ 1o Quando o salário for pago por hora, com jornadas variáveis,


apurar-se-á a média do período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário
na data da concessão de férias.
§ 2o Quando o salário for pago por tarefa, tomar-se-á por base a média
da produção no período aquisitivo do direito a férias, aplicando-se o valor
da remuneração da tarefa na data da concessão das férias.
§ 3o Quando o salário for pago por percentagem, comissão ou viagem,
apurar-se-á a média percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que
precederem a concessão das férias.
§ 4o A parte do salário paga em utilidades será computada de acordo
com a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social.
§ 5o Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou
perigoso serão computados no salário que servirá de base no cálculo da
remuneração das férias.
§ 6o Se, no momento das férias, o empregado não estiver percebendo o
mesmo adicional do período aquisitivo, ou quando o valor deste não tiver
sido uniforme, será computada a média duodecimal recebida naquele
período, após a atualização das importâncias pagas, mediante incidência
dos percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes.”

7 Férias pagas na rescisão do contrato de trabalho


O empregado que já tenha direito adquirido correspondente ao período de férias, por
ocasião da cessação do contrato de trabalho, não importando sua causa, terá direito a
remuneração simples ou em dobro, conforme o caso.
O empregado que for desligado por pedido de dispensa com menos de 12 meses
de serviço terá direito a férias proporcionais, fazendo jus ao seu recebimento como
aqueles que forem desligados sem justa causa ou cujo contrato de trabalho se
extinguir em prazo determinado.

“Na cessação do contrato de trabalho, após 12 (doze) meses de serviço,


o empregado, desde que não haja sido demitido por justa causa, terá direito
à remuneração relativa ao período incompleto das férias” (férias
proporcionais) (art. 146, parágrafo único, da CLT).

Súmula no 261 do TST – Nova redação pela Res.


121/2003 – DJ 19-11-2003.
O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de
serviço tem direito a férias proporcionais.

As férias proporcionais são calculadas na base de 1/12 por mês de serviço ou


fração superior a 14 dias.
A proporcionalidade é calculada sempre de acordo com o artigo 130 da CLT.
Exemplo: suponha-se um empregado que tenha sido admitido em 16-2-2017 e pedido
demissão em 20-9-2017. Desligou-se em 20-10-2017 com salário mensal de R$
1.920,00. Gozou normalmente as férias vencidas em 15-2-2017. No período de 16-2-
2017 a 20-10-2017 teve sete faltas não abonadas. Calcular o valor do salário
correspondente às férias proporcionais. São 8/12 de 24 dias:

R$ 1.920,00 /30 = R$ 64,00 p/ dia


R$ 64,00 × 24 = R$ 1.536,00
R$ 1.536,00/12 = R$ 128,00
R$ 128,00 × 8 = R$ 1.024,00
8/12 de 24 dias = R$ 1.024,00

O pagamento a mais de 1/3, conforme preceitua o art. 7o, inciso XVII, da


Constituição Federal, é também sobre R$ 1.024,00.

1/3 de R$ 1.024,00 = R$ 341,33

Conforme o art. 130 da CLT, há o seguinte quadro de faltas não justificadas:


Até 5 faltas – 30 dias corridos
De 6 a 14 faltas – 24 dias corridos
De 15 a 23 faltas – 18 dias corridos
De 24 a 32 faltas – 12 dias corridos

O empregado receberá R$ 1.365,33 correspondente a 8/12 de 24 dias de férias,


mais 1/3 da Constituição Federal (R$ 1.024,00 + R$ 341,33 = R$ 1.365,33).

8 Desconto do INSS sobre férias indenizadas


As férias indenizadas (inclusive em dobro ou proporcionais) não estão sujeitas à
incidência da Previdência Social (Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea d, do Plano de
Custeio da Previdência Social, com redação pela Lei no 9.528, de 10-12-1997).

9 Pagamento da primeira parcela do 13o salário por


ocasião das férias
O empregado poderá receber, antecipadamente, por ocasião do gozo de suas férias a
primeira parcela do 13o salário, entre os meses de fevereiro a novembro de cada ano.
Para que o empregado faça jus ao recebimento da primeira parcela do 13o salário por
ocasião das férias, é necessário que redija um requerimento no mês de janeiro do
correspondente ano, conforme modelo que segue:

Modelo de comunicação de pedido de antecipação da 1ª


parcela do 13o salário
A(o)

_______________________________
(nome do empregador)


Conforme Lei no 4.749, de 12-08-1965, art. 2o, § 2o, venho requerer o pagamento da primeira parcela do 13o
salário por ocasião do gozo de minhas férias.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . de . . . . . . . . . . . . . . . . . . de 20. . . . .
_____________________________________ _________________________

Ciente do empregador Assinatura do empregado

10 Desconto do Imposto de Renda sobre as férias


As férias (remuneração, um terço a mais do salário normal previsto na Constituição e
abono pecuniário) devem sofrer tributação EM SEPARADO dos salários.
Vejamos o que preceitua a Instrução Normativa no 25, de 29-4-96 (DOU de 2-5-
1996), arts. 15, 19, 36, 37 e 47, e art. 1o da Instrução Normativa no 101, de 30-12-
1997 (DOU de 31-12-1997), que alterou o art. 23 da Instrução Normativa no 25/96, e
art.1o da MP no 22, de 8-1-2002.

Férias
“Art. 15. No caso de pagamento de férias, inclusive as em dobro, a base
de cálculo corresponde ao salário relativo ao mês de férias, acrescido,
conforme o caso, de um terço do seu valor e dos abonos previstos no § 1o
do art. 78 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e no art. 143 da
Consolidação das Leis do Trabalho.
§ 1o O cálculo do imposto deve ser efetuado em separado de qualquer
outro rendimento pago no mês.
§ 2o O valor da diferença de férias decorrente de reajuste salarial em
mês posterior deve ser tributado em separado, no mês do pagamento.
§ 3o No caso de férias indenizadas, inclusive proporcionais, pagas em
rescisão de contrato de trabalho, a tributação também deve ser efetuada em
separado dos demais rendimentos do mês.
Nota do Autor: O abono pecuniário de férias (concessão de 1/3 do
período em dinheiro até 20 dias) e férias indenizadas na rescisão do contrato
de trabalho (inclusive em dobro, proporcionais e 1/3 da CF) não incide o
imposto de renda (vide item 14.3 neste livro).
§ 4o Na determinação da base de cálculo poderão ser efetuadas as
deduções previstas no art. 19, correspondentes às férias.
§ 5o Na Declaração de Ajuste Anual, as férias devem ser tributadas em
conjunto com os demais rendimentos.
[...]

Base de Cálculo do IR Fonte


Art. 19. A base de cálculo sujeita à incidência mensal do Imposto de
Renda na Fonte será determinada mediante a dedução das seguintes
parcelas do rendimento tributável:
I – contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios (art. 36);
II – contribuições para as entidades de previdência privada
domiciliadas no País, observado o disposto no art. 36;
III – dependentes (art. 37);
IV – pensão alimentícia (art. 47);
V – o valor de até R$ 900,00 (novecentos reais) correspondente à
parcela isenta de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva
remunerada ou reforma (art. 51).

Nota do Autor: A Lei no 13.149, de 21-7-2015, dispõe o valor de


R$1.903,98, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.
§ 1o Na determinação da base de cálculo, sujeita à incidência do
imposto, poderá ser deduzida a quantia mensal de R$ 90,00 (noventa reais)
por dependente.
Nota do Autor: A Lei no 13.149, de 21-7-2015, dispõe o valor de
R$189,59, a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.
§ 2o Na determinação da base de cálculo do 13o salário deverão ser
observados os seguintes procedimentos:
a) os valores relativos à pensão alimentícia e à contribuição
previdenciária poderão ser deduzidos, desde que correspondentes a esse
rendimento, não podendo ser utilizados para a determinação da base de
cálculo de quaisquer outros rendimentos;
b) poderá ser excluída a parcela isenta de até R$ 900,00 (novecentos
reais) dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão,
transferência para a reserva remunerada ou reforma, correspondente ao
13o salário pago pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público
interno ou por entidades de previdência privada, no caso de contribuinte
com idade igual ou superior a 65 anos.
Veja nota do autor: correção de R$ 900,00 para R$ 1.903,98, a partir do
mês de abril para o ano-calendário de 2015.
. . . . . . . .
A Lei nº 13.149, de 21-7-2015, publicou a tabela do Imposto de Renda
da Pessoa Física a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015.2
Parcela a Deduzir do Imposto
Alíquota % Base de Cálculo em R$
em R$

– Isento Até 1.903,98


142,80 7,5 De 1.903,99 até 2.826,65
354,80 15 De 2.826,66 até 3.751,05
636,13 22,5 De 3.751,06 até 4.664,68
869,36 27,5 Acima de 4.664,68

DEDUÇÕES
Contribuição Previdenciária
Art. 36. Serão admitidas como deduções as contribuições cujo ônus
tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinadas a seu próprio
benefício:
I – para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios;
II – para as entidades de previdência privada domiciliadas no País,
destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da
Previdência Social.
§ 1o A dedução mensal das contribuições para as entidades de
previdência privada aplica-se, exclusivamente, à base de cálculo relativa a
rendimentos do trabalho com vínculo empregatício, bem assim de
administradores, de aposentados, de pensionistas, quando a fonte
pagadora for responsável pelo desconto e respectivo pagamento das
contribuições previdenciárias.
§ 2o Quando a fonte pagadora não for responsável pelo desconto da
contribuição previdenciária, o valor pago a esse título poderá ser
considerado para fins de dedução da base de cálculo sujeita ao imposto
mensal, desde que haja anuência da empresa e que o beneficiário lhe
forneça o original do comprovante de pagamento.
§ 3o Às contribuições não deduzidas na forma dos parágrafos
anteriores é assegurada a dedução dos valores pagos a esse título na
Declaração de Ajuste Anual.

Dependentes
Art. 37. Poderão ser considerados como dependentes:
a) o cônjuge;
b) o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum
por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho;
c) a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer
idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
d) o menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do
qual detenha a guarda judicial;
e) o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde
que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando
incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
[...]
Pensão Alimentícia
Art. 47. Poderão ser deduzidas as importâncias pagas a título de
pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em
cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente,
inclusive a prestação de alimentos provisionais.
Parágrafo único. É vedada a dedução cumulativa dos valores
correspondentes a pensão alimentícia e a de dependente, quando se
referirem à mesma pessoa, exceto na hipótese de mudança na relação de
dependência no decorrer do ano-calendário.”

10.1 Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a


R$10,00
Segundo o art. 67 da Lei no 9.430, de 27-12-1996 (DOU de 30-12-1996), fica
dispensada a retenção de Imposto de Renda, de valor igual ou inferior a R$ 10,00 (dez
reais), incidentes na fonte sobre rendimentos que devam integrar a base de cálculo do
imposto devido na declaração de ajuste anual.
A Receita não aceitará DARF com valor inferior a R$ 10,00 (dez reais).
Vejamos a seguir os arts. 67 e 68 da Lei no 9.430/96:

“Dispensa de Retenção de Imposto de Renda


Art. 67. Fica dispensada a retenção de Imposto de Renda, de valor
igual ou inferior a R$ 10,00 (dez reais), incidente na fonte sobre
rendimentos que devam integrar a base de cálculo do imposto devido na
declaração de ajuste anual.

Utilização de DARF
Art. 68. É vedada a utilização de Documentos de Arrecadação de
Receitas Federais para o pagamento de tributos e contribuições de valor
inferior a R$10,00 (dez reais).
§ 1o O imposto ou contribuição administrado pela Secretaria da
Receita Federal, arrecadado sob um determinado código de receita, que,
no período de apuração, resultar inferior a R$ 10,00 (dez reais), deverá ser
adicionado ao imposto ou contribuição de mesmo código, correspondente
aos períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$
10,00 (dez reais), quando, então, será pago ou recolhido no prazo
estabelecido na legislação para este último período de apuração.
§ 2o O critério a que se refere o parágrafo anterior aplica-se, também,
ao imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro e sobre prestações
relativas a títulos e valores mobiliários – IOF.”

11 Férias coletivas
Conforme o art. 139 da CLT, as férias coletivas são aquelas “concedidas a todos os
empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da
empresa”.
Podem ser gozadas em até dois períodos anuais, desde que nenhum deles seja
inferior a dez dias corridos.
Conforme o art. 611 da CLT, a empresa pode conceder férias coletivas a seus
empregados por meio do sindicato representativo dos empregados pelo acordo
coletivo, ou de convenção coletiva entre sindicatos das categorias econômicas e
profissionais.
Na falta desses, cabe ao empregador determinar a época das férias dos
empregados.
Proporcionando férias coletivas adotadas por meio de convenção coletiva ou
adotadas livremente, o empregador deverá comunicar o fato ao órgão local do
Ministério do Trabalho e enviar cópia da aludida comunicação aos sindicatos
representativos da respectiva categoria profissional, com antecedência mínima de 15
dias; deverá salientar as datas de início e fim de férias, precisando quais os
estabelecimentos ou setores abrangidos pela medida, além de providenciar a fixação
de aviso nos locais de trabalho. A seguir apresenta-se um modelo de comunicação que
deverá ser feita pelo empregador.
Entendemos que um terço a mais do salário normal previsto no art. 7o, inciso
XVII, da Constituição Federal é devido também no caso de férias coletivas.

Modelo de comunicação para férias coletivas


Ao
Setor de Relações do Trabalho da SRTE
Nesta

A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ., com sede
(nome da empresa)
na Rua . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . ., no . . . . . . . . . . ., inscrita no CNPJ do Ministério da Fazenda sob no . . . . . . . .,
atendendo ao disposto no § 2o do art. 139 da CLT, comunica que, no período de . . . . . . . a . . . . . . . . . ., concederá férias
coletivas a todos os empregados existentes nesta empresa (ou no setor de . . . . . . . . . . . . .)

Local e data, . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

(carimbo e assinatura do responsável legal da empresa)

Os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão, na oportunidade, de


férias proporcionais, principiando-se, então, novo período aquisitivo, que se inicia a
partir do primeiro dia de gozo. Exemplo: se o período de férias coletivas é de 21-12-
2017 a 1o-1-2018, seu novo período aquisitivo começa em 21-12-2017.

12 Férias proporcionais
Se as férias proporcionais forem superiores às férias coletivas, o empregado fica com
um saldo favorável, cuja concessão do período de gozo fica a critério do empregador,
observando-se sempre o período aquisitivo.
12 dias 18 dias 24 dias 30 dias
Férias Proporcionais
(de 24 a 32 faltas) (de 15 a 23 faltas) (de 6 a 14 faltas) (até 5 faltas)

1 dia 1,5 dia 2 dias 2,5 dias 1/12


2 dias 3 dias 4 dias 5 dias 2/12
3 dias 4,5 dias 6 dias 7,5 dias 3/12
4 dias 6 dias 8 dias 10 dias 4/12
5 dias 7,5 dias 10 dias 12,5 dias 5/12
6 dias 9 dias 12 dias 15 dias 6/12
7 dias 10,5 dias 14 dias 17,5 dias 7/12
8 dias 12 dias 16 dias 20 dias 8/12
9 dias 13,5 dias 18 dias 22,5 dias 9/12
10 dias 15 dias 20 dias 25 dias 10/12
11 dias 16,5 dias 22 dias 27,5 dias 11/12
12 dias 18 dias 24 dias 30 dias 12/12

Se as férias proporcionais forem inferiores às férias coletivas, o empregado não


faz jus a todo o período de férias coletivas, mas elas devem ser pagas como licença
remunerada para que não haja redução salarial do empregado.
Deve ser anotada na CTPS e no livro ou fichas de “Registro de Empregados” a
concessão das férias.
No caso de férias coletivas, a conversão de 1/3 do período de férias a que o
empregado tem direito

“deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato


representativo da respectiva categoria profissional (sindicato dos
empregados), independendo de requerimento individual a concessão do
abono” (art. 143, § 2o, da CLT).

O pagamento das férias coletivas e do abono, se for o caso, deve ser feito também
até dois dias antes do correspondente gozo, ocasião em que o empregado quita o
pagamento em recibo com indicação do início e do término das férias.

13 Modalidades de cálculos de férias

13.1 Férias normais de 30 dias – mensalista


EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Rosana Rodrigues
CTPS no/série 062.691 – 00034 – SP.
Departamento Comercial.
Período aquisitivo: 1o-8-2016 a 31-7-2017.
Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 31-10-2017.
Remuneração: R$ 2.475,00 por mês.
Teve cinco faltas não abonadas no período aquisitivo.
Não tem dependentes.

Cálculo para preenchimento do recibo das férias
30 dias de férias de out./2017 a R$ 82,50 = R$ 2.475,00
(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 825,00
Total da remuneração das férias = R$ 3.300,00
(–) INSS 11% sobre R$ 3.300,00 = R$ 363,00
(–) IRF (R$ 3.300,00 férias – R$ 363,00 INSS = R$ 2.937,00).
Base de cálculo = R$ 2.937,00×15% = 440,55 – 354,80 = R$ 85,75
(parcela a deduzir)
Líquido a receber = R$ 2.851,25

Conforme Portaria do MEF no 8, de 13/1/2017 (DOU de 16-1-2017), a tabela de


alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
13.2 Férias normais com 15 dias de faltas não abonadas
– mensalista
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Renata Caetano
CTPS no/série 59.336 – 00060 – MG.
Departamento Produção.
Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016.
Período de gozo das férias: 1o-9-2017 a 18-9-2017.
Remuneração: R$ 1.440,00 por mês.
Teve 15 faltas não abonadas no período aquisitivo.
Não tem dependentes.
Cálculo para preenchimento do recibo das férias
18 dias de férias de set./2017a R$ 48,00 = R$ 864,00
(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 288,00
Total da remuneração férias = R$ 1.152,00
(–) INSS 8% s/1.152,00 = R$ 92,16
(–) IRF (R$ 1.152,00 – 92,16 INSS = 1.059,84, isento). –
Líquido a receber = R$ 1.059,84

Conforme Portaria do MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a tabela de


alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).

RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).

13.3 Férias em dobro e pagamento complementar –


mensalista
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Antônio Ramalho
CTPS no/série 086.559 – 168ª – SP.
Departamento Comercial.
Período aquisitivo: 1o-9-2015 a 31-8-2016.
Período de gozo de férias: 2-10-2017 a 31-10-2017.
Remuneração: R$ 2.059,20 por mês.
Teve três faltas não abonadas no período aquisitivo.
Teve 15% de promoção a partir de 2-10-2017; fazer recibo complementar.
Tem um dependente.

Cálculo para preenchimento do recibo das férias


30 dias de férias de out./2017 a R$ 68,64 = R$ 2.059,20
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 686,40
Adicional do dobro das férias 30 dias em out./2017 = R$ 2.059,20
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal) sobre o dobro das férias = R$ 686,40
Total da remuneração e adicional das férias = R$ 5.491,20
(–) INSS 9% sobre 2.745,60 (sem adicional, art. 214, § 9o, inciso IV, do RPS). = R$ 247,10
(–) IRF R$ 5.491,20 – R$ 247,10 (9%) INSS – R$ 189,59, 1 dep. = R$ 5.054,51.
Base de cálculo = R$ 5.054,51 × 27,5% =
R$ 1.389,99 – R$ 869,36 = R$ 520,63
Líquido a receber = R$ 4.723,47

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15 8,00 até 1.659,38
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS
O Sr. Antônio Ramalho teve uma promoção com um reajuste salarial de 15% a partir
de 02-10-2017.
Maior remuneração a partir de 2-10-2017, R$ 2.059,20 × 1,15 = R$ 2.368,08.
Cálculo do complemento de férias
30 dias de férias de out./2017 a R$ 78,93 = R$ 2.368,08
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 789,36
Adicional do dobro das férias de 30 dias em out./2017 = R$ 2.368,08
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal), sobre o dobro das férias = R$ 789,36
(–) Valor pago em 29-9-2017 = (R$ 5.491,20)
Total do complemento em out./2017 = R$ 823,68
(–) INSS 11% sobre 3.157,44 = R$ 347,32
(+) INSS valor descontado em 29-9-2017 = (R$ 247,10)
IRF sobre R$ 533,87 não incide (isento). –
Líquido a receber da remuneração complementar de férias = R$ 723,46

OBS.: IRF : R$ 723,46 – R$ 189,59 (1 dep.) = R$ 533,87 (Isento)


13.4 Horista que recebe adicional noturno
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Silvano Cândido
CTPS no/série 023.432 – 00005 – SC.
Departamento de Impressão.
Período aquisitivo: 1o-7-2016 a 30-6-2017.
Período de gozo das férias: 2-10-2017 a 31-10-2017.
Horário de trabalho: das 22h às 1h30min e das 2h30min às 5h20min.
Salário: R$ 8,80 por hora e recebe adicional noturno.
Não teve faltas no período aquisitivo.
Não tem dependentes.

Cálculo para preenchimento do recibo das férias

Adicional noturno: 20% sobre a hora diurna (art. 73 da CLT)


Das 22h às 5h, são 8 horas de trabalho de 52 minutos e 30 segundos
Adicional noturno: 22h às 5h20min = 8h20min (8h de 52,5min +
20min) – 1h de descanso
(1h30min às 2h30min) = 7h20min
30 dias de férias × 7h20min = 220h de adicional noturno para as férias
R$ 8,80 hora diurna × 20% = R$ 1,76
R$ 1,76 × 220h = R$ 387,20
Adicional noturno que será computado nas férias = R$ 387,20
Salário R$ 8,80 por hora × 220h = R$ 1.936,00
(+) Adicional noturno (art. 142, § 5o, da CLT). = R$ 387,20
Maior remuneração para as férias = R$ 2.323,20

Férias 30 dias a R$ 77,44 por dia = R$ 2.323,20
(+) Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 774,40
Total da remuneração. = R$ 3.097,60
(–) INSS 11% s/3.097,60 = R$ 340,74
(–) IRF 3.097,60 – 340,74 = 2.756,86 × 7,5% = 206,76 – 142,80 = R$ 63,96
Líquido a receber = R$ 2.692,90

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a Alíquota para fins


Alíquota Base de Cálculo
deduzir Salário de contribuição
de recolhimento ao
Isento Até 1.903,98 R$
– INSS (%)
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
13.5 Mensalista que recebe adicional de periculosidade,
ficando afastado por um período e recebendo
auxílio-doença
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Wilson de Castro
CTPS no/série 74.221 – 321ª RS.
Departamento de Abastecimento.
Admissão: 1o-6-2015, ficou afastado por motivo de auxílio-doença no
período de 1o-7-2015 a 2-3-2016, retornando ao trabalho dia 3-3-2016.
Período aquisitivo: 3-3-2016 a 2-3-2017; iniciou novo período aquisitivo,
quando de seu retorno ao serviço, por ter ficado no curso do período
aquisitivo afastado por auxílio-doença por mais de seis meses, art. 133,
inciso IV e § 2o, da CLT.
Período de gozo das férias: 6-9-2017 a 29-9-2017.
Salário: R$ 1.458,00 por mês e recebe adicional de periculosidade.
Teve oito faltas não abonadas no período aquisitivo.
Não tem dependentes.

Cálculo para preenchimento do recibo de férias
Salário = R$ 1.458,00
(+) Adicional de periculosidade (30%) = R$ 437,40
Maior remuneração = R$ 1.895,40
O cálculo deverá ser feito sobre a maior remuneração, conforme preceitua o art.
= R$ 1.516,32
142, § 5o, da CLT Férias 24 dias (art. 130 da CLT) a R$ 63,18
+ Acréscimo (1/3 da Constituição Federal) = R$ 505,44
Total da remuneração = R$ 2.021,76
(–) INSS 9% sobre R$ 2.021,76 = R$ 181,96
(–) IRF (R$ 2.021,76 – R$ 181,96 INSS = R$ 1.839,80). Isento –
Líquido a receber = R$ 1.839,80

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins


deduzir
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao Salário de contribuição
– 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%) R$
142,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13 27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
CÁLCULO DE FÉRIAS COM PERÍODO DE GOZO
QUE TEM INÍCIO EM UM MÊS E TÉRMINO NO
SEGUINTE

Desconto do INSS
A incidência da contribuição para o INSS sobre a remuneração das férias ocorrerá no
mês a que elas se referirem, mesmo quando pagas antecipadamente na forma da
legislação trabalhista, conforme preceitua o § 14 do art. 214 do RPS, de 6-5-1999
(DOU de 12-5-1999).
Quando o período de gozo das férias tem início em um mês e término no outro,
deve-se descontar o INSS correspondente aos dias de cada mês por ocasião do dia do
pagamento das férias, por ser uma antecipação de salários.

Exemplo: O empregado entra em gozo de férias no período de 20-10-2017


a 18-11-2017: o pagamento será efetuado até o dia 17-10-2017, conforme
legislação trabalhista (art. 145 da CLT).
O pagamento das férias (antecipação de salários), com um terço a mais
determinado pela Constituição Federal, será efetuado até dois dias antes do
respectivo período. Se a empresa está pagando férias até 18-11-2017
(salários), deve descontar o INSS dos 12 dias de outubro e também dos 18
dias de novembro, separadamente; se os 12 ou 18 dias de remuneração de
férias de cada mês atingirem o limite máximo do salário de contribuição,
deve a empresa descontar dois limites máximos, sendo: um referente a 12
dias da remuneração das férias de outubro e o outro dos 18 dias das férias
de novembro; assim, haverá uma Guia de Previdência Social para cada
mês de sua respectiva competência.
Se o recolhimento não for feito dessa forma, como proceder se o
empregado, ao retornar do período de gozo de férias, solicitar demissão e
não cumprir o aviso-prévio, ou o empregador despedi-lo sem justa causa,
com o aviso-prévio indenizado, ou o empregado vier a falecer? Como
descontar o INSS dos 18 dias de novembro se já foi efetuado esse
pagamento, acrescido de 1/3 da Constituição Federal, em 17-10-2017?
Por isso, deve-se efetuar o desconto também dos 18 dias de novembro
por ocasião do pagamento das férias até 17-10-2017, e deixá-lo
provisionado na contabilidade, para competência novembro/2017.

A seguir, para melhor compreensão e esclarecimento, apresentaremos alguns


exemplos práticos de recibos de férias que têm início em um mês e término em outro.
13.6 Férias normais com início em um mês e término
no seguinte (uma parte em dobro)
HOSPITAL PERCEPÇÃO
Luís Gonçalves
CTPS no/série: 19.837 – 00064 CE.
Departamento Administrativo.
Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016.
Período de gozo das férias: 16-9-2017 a 15-10-2017.
Remuneração: R$ 1.440,00 por mês.
Teve duas faltas não abonadas no período aquisitivo.
Tem três dependentes.

Cálculo para preenchimento do recibo de férias

Período aquisitivo: 1o-10-2015 a 30-9-2016, período concessivo: 1o-10-


2016 a 30-9-2017; como o período de gozo das férias vai até 15-10-2017,
15 dias devem ser pagos em dobro.
15 dias de férias de set./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 240,00
Total da remuneração de set./2017 = R$ 960,00
(–) INSS 8% sobre 960,00 (15 dias de set./2017) = R$ 76,80
Total líquido do mês de set./2017 = R$ 883,20

15 dias de férias em out./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00


Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 240,00
Adicional do dobro das férias: 15 dias em out./2017 a R$ 48,00 = R$ 720,00
Acréscimo (1/3 da CF) sobre o dobro das férias = R$ 240,00
Total da remuneração de out./2017 = R$ 1.920,00
(–) INSS 8% s/ 960,00 (sem o adicional, art. 28, § 9o, alínea d, da Lei no
= R$ 76,80
8.212/91)
(–) IRF (R$ 960,00 de set./2017 + R$ 1.920,00 de out./2017 = R$ 2.880,00) –
INSS R$ 153,60 [8%] de set. e out. – R$ 568,77 de três dependentes = R$ = R$ 19,02
2.157,63 R$ 2.157,63 × 7,5% = R$ 161,82 – R$ 142,80
Total líquido do mês de out./2017 = R$ 1.824,18
Total líquido a receber: mês de set./2017 R$ 883,20 + R$ 1.824,18 mês de
R$ 2.707,38
out./2017 =
Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-
1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
13.7 Férias com início em um mês e término no
seguinte e pagamento complementar
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Suzy Machado
CTPS no/série: 81.412 – 00012 MG.
Departamento de Recursos Humanos.
Período aquisitivo: 2-6-2016 a 1o-6-2017.
Período de gozo das férias: 24-11-2017 a 23-12-2017.
Remuneração: R$ 2.880,00 por mês.
Não teve faltas no período aquisitivo.
Tem dois dependentes.
Teve uma promoção com 15% de reajuste a partir de 1o-12-2017; fazer
recibo complementar.

Cálculo para preenchimento do recibo de férias
7 dias de férias de nov./2017 = R$ 672,00
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 224,00
Total da remuneração de nov./2017 = R$ 896,00
(–) INSS 8% s/ 896,00 (um dia de nov./2017) = R$ 71,68
Total líquido no mês de nov./2017 = R$ 824,32

23 dias de férias de dez./2017 a R$ 96,00 = R$ 2.208,00


Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 736,00
Total da remuneração de dez./2017 = R$ 2.944,00
(–) INSS 11% s/ 2.944,00 (tabela de agosto/17). = R$ 323,84
(–) IRF (R$ 896,00 de nov./2017 + R$ 2.944,00 de dez./2017 = R$ 3.840,00 –
INSS R$ 395,52 de nov. e dez./2017 – R$ 379,18 de 2 dependentes = R$
= R$ 104,99
3.065,30. Base de cálculo: R$ 3.065,30 × 15% = R$ 459,79 – 354,80 parcela a
deduzir = R$ 104,99)
Total líquido no mês de dez./2017 = R$ 2.515,17
Total líquido a receber no mês de nov./2017: R$ 824,32 + R$ 2.515,17 mês de
= R$ 3.339,49
dez./2017

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins


deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%) R$
142,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13 27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS
A Srª Suzy Machado teve uma promoção com um reajuste salarial de 15% a partir de
1o-12-2017. Temos então: R$ 2.880,00 × 1,15 = R$ 3.312,00.

Cálculo do complemento de férias


23 dias de férias de dez./2017 a R$ 110,40 = R$ 2.539,20
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 846,40
(–) Valor pago em 21-11-2017 = (R$ 2.944,00)
Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 441,60
– (INSS descontado sobre a diferença do valor máximo em 21-11-2017). = 48,58
– (IRF) sobre R$ 441,60; não há incidência (isento). = –
Líquido a receber das férias complementares = R$ 393,02
13.8 Férias com início em um mês e término no
seguinte, com 12 faltas não abonadas e pagamento
complementar
EDITORA PERCEPÇÃO S.A.
Abílio Soares
CTPS no/série 25.103 – 00061 BA.
Departamento Financeiro.
Período aquisitivo: 16-7-2016 a 15-7-2017.
Período de gozo de férias: 24-11-2017 a 17-12-2017.
Remuneração: R$ 1.920,00 por mês.
Teve 12 faltas não abonadas no período aquisitivo.
Teve 12% de reajuste a partir de 1o-12-2017. Fazer recibo complementar.
Não tem dependentes.

Cálculo para preenchimento do recibo de férias
7 dias de férias de nov./2017, a R$ 64,00 = R$ 448,00
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 149,33
Total da remuneração de nov./2017 = R$ 597,33
(–) INSS 8% sobre 597,33 = R$ 47,79
Total líquido do mês de nov./2017 = R$ 549,54

17 dias de férias de dez./2017 a R$ 64,00 = R$ 1.088,00


Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 362,67
Total da remuneração de dez./2017 = R$ 1.450,67
(–) INSS 8% sobre 1.450,67 = R$ 116,05
(–) IRF (R$ 597,33 de nov./2017 + 1.450,67 de dez./2017 = 2.048,00 – INSS R$
= –
163,84 de nov. e dez. = R$ 1.884,16) Isento
Total líquido no mês de dez./2017 = R$ 1.334,62
Total líquido a receber no mês de nov./2017: R$ 549,54 + R$1.334,62 mês de
= R$ 1.884,16
dez./2017

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE FÉRIAS
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS
O Sr. Abílio Soares teve um reajuste salarial de 12% a partir de 1o-12-2017. Temos
então: R$ 1.920,00 × 1,12 = R$ 2.150,40.

Cálculo do complemento de férias


17 dias de férias de dez./2017 a R$ 71,68 = R$ 1.218,56
Acréscimo (1/3 da Constituição Federal). = R$ 406,19
Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 1.624,75
(–) Valor pago em 21-11-2017 = (R$ 1.450,67)
Total das férias complementares em dez./2017 = R$ 174,08
INSS 8% s/1.624,75 = R$ 129,98
(–) Valor descontado em 21-11-2017 = (R$ 116,05) = R$ 13,93
Líquido a receber das férias complementares (174,08 – 13,93). = R$ 160,15
13.9 Férias com abono pecuniário e acréscimo de 1/3,
conforme Constituição Federal
Todo empregado poderá converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver
direito em abono pecuniário, no valor da remuneração das férias, já acrescida de um
terço (1/3), referido no citado artigo 7o, inciso XVII, da Constituição Federal. Para
isso é necessário que o empregado requeira tal abono até 15 dias antes do término do
período aquisitivo.
O pagamento do abono pecuniário das férias será efetuado até dois dias antes do
início do respectivo período.
Incidência do INSS, FGTS e IRF
Abono pecuniário de férias, concessão de 10 dias em dinheiro da remuneração das
férias, já acrescida do adicional de 1/3 do salário normal (até 20 dias).

INSS – Não: Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e, item 6, com redação
dada pela Lei no 9.711, de 20-11-1998.
FGTS – Não: CLT, art. 144.
IR – Não: Solução de Divergência no 1, de 2-1-2009, e Ato Declaratório
Interpretativo no 28, de 16-1-2009 – DOU de 19-1-2009 (vide item 14.3 do
Capítulo 1, neste livro).

13.10 Controvérsia de entendimento sobre abono


pecuniário mais 1/3 do salário normal
Após percorrer todo o Brasil, realizando cursos e palestras sobre a prática trabalhista e
considerando a Constituição Federal (inciso XVII do art. 7o), foi possível verificar que
uma das grandes controvérsias atuais da área refere-se ao abono pecuniário e ao
pagamento de 1/3 a mais do que o salário normal por ocasião do gozo de férias anuais
remuneradas. Em virtude disso, passo a demonstrar três formas de realizar o cálculo
para o pagamento do abono.
De acordo com o disposto no inciso XVII do art. 7o da Constituição brasileira,
ficou instituído o pagamento de 1/3 a mais do que o salário normal, por ocasião do
gozo de férias anuais remuneradas.
Deve-se entender por salário normal o salário fixo acrescido das gorjetas,
gratificações legais e comissões. Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno,
insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da
remuneração das férias (art. 457, § 1o, e 142, § 5o, da CLT, com alteração dada pela
Lei no 13.467, de 13-7-2017).
O pagamento de um terço a mais que o salário normal também será obrigatório
nos casos de férias em dobro, simples ou proporcionais, observando-se o disposto nos
arts. 130, 146 e 147 da CLT.
Conforme o art. 130 da CLT, o quadro de faltas não justificadas é o seguinte:

Até 5 faltas = 30 dias corridos


De 6 a 14 faltas = 24 dias corridos
De 15 a 23 faltas = 18 dias corridos
De 24 a 32 faltas = 12 dias corridos

Considerando a Instrução Normativa citada, a prescrição de pagar 1/3 a mais do


que o salário normal passou a ser 1/3 a mais da remuneração de férias de 30, 24, 18 ou
12 dias, de acordo com o número de faltas não abonadas no período aquisitivo.
Se o empregado não solicitou o abono pecuniário, não há divergência quanto ao
pagamento. Como, porém, no caso de havê-lo solicitado, podem ocorrer dúvidas,
passamos a seguir a explicitar os fatos.

PRIMEIRO EXEMPLO
A remuneração mensal de um empregado é de R$ 2.160,00; seu direito de férias é de
30 dias e vai gozar todo o período completo de férias, sem o abono pecuniário.
Temos, então:
30 dias de gozo de férias R$ 2.160,00
(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00
Total a receber R$ 2.880,00

A incidência do INSS, FGTS e IR deve ser sobre R$ 2.880,00.


Como dissemos, a controvérsia de entendimento existe quando o empregado
solicita o abono pecuniário de 30, 24, 18 ou 12 dias, de acordo com o número de
faltas não abonadas no período aquisitivo. Neste caso, três tipos de cálculos podem
ser realizados. Vamos apresentá-los um a um, esclarecendo o que entendemos ser o
correto.

SEGUNDO EXEMPLO
Um empregado com remuneração mensal de R$ 2.160,00, com direito a 30 dias de
gozo de férias, que tenha solicitado o abono pecuniário.

Primeiro entendimento
A Instrução Normativa no 1 (item 3) preceitua que

“o abono pecuniário, previsto no art. 143 da CLT, será calculado sobre a


remuneração das férias, já acrescida de um terço, referido no citado art. 7o,
inciso XVII, da Constituição Federal”.

Segundo o primeiro entendimento, a remuneração das férias deve ser sobre 30, 24,
18 ou 12 dias e não sobre o período de gozo das férias de 20, 16, 12 ou 8 dias. Para
calcular o abono pecuniário, conforme a Instrução Normativa citada, temos:
Remuneração de férias de 30 dias R$ 2.160,00
(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00
Total a receber R$ 2.880,00

Abono pecuniário = R$ 2.880,00/3 = R$ 960,00


Abono pecuniário = R$ 960,00

Esse cálculo é igual a 1/3 de R$ 2.160,00 mais 1/3 de 1/3, ou seja, o somatório de
1/3 de R$ 2.160,00 (que é igual a R$ 720,00) mais 1/3 de R$ 720,00 (que é igual a R$
240,00).

Abono pecuniário = R$ 960,00

Para o restante dos cálculos, temos:


20 dias do período de gozo de férias (20 × R$ 72,00 por dia) R$ 1.440,00
(+) Abono pecuniário de férias R$ 960,00
(+) 1/3 da remuneração integral, conforme art. 7o, XVII, da CF, e não do período
R$ 720,00
de gozo das férias (R$ 2.160,00)
Valor a ser pago R$ 3.120,00

O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamento: R$ 720,00.


Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre
R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)
R$ 720,00 (1/3, conforme CF)
R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 720,00 (1/3, conforme CF)
R$ 2.880,00 R$ 2.160,00

O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salário (10 dias), que é de


R$720,00, deve ser feito separadamente, conforme o art. 15, § 1o, da Instrução
Normativa no 25/96 da Receita Federal.

Esclarecimento: Esse é o procedimento que entendemos ser o correto;


respeitamos, contudo, os juristas que não pactuam com tal interpretação. Neste caso,
seguir o segundo entendimento.

Segundo entendimento
O cálculo do abono pecuniário é realizado da seguinte maneira:
Remuneração do período de gozo das férias (20 dias). R$ 1.440,00
(+) 1/3, conforme art. 7o, inciso XVII, da CF, do valor total da remuneração das
R$ 720,00
férias (R$ 2.160,00).
Total R$ 2.160,00
Abono pecuniário = R$ 2.160,00/3 = R$ 720,00
Abono pecuniário = R$ 720,00

Esse cálculo refere-se apenas a 1/3 de R$ 2.160,00, sem considerar mais 1/3 do
1/3. Para o restante dos cálculos, temos:
20 dias do período de gozo das férias (20 × R$ 72,00 por dia) R$ 1.440,00
(+) Abono pecuniário das férias R$ 720,00
(+) 1/3 da remuneração integral das férias e não do período de gozo de férias
R$ 720,00
(R$ 2.160,00).
R$ 2.880,00

O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamento: R$ 720,00.


Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre
R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)
R$ 720,00 (1/3 conforme CF)
R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 720,00 (1/3 conforme CF)
R$ 2.880,00 R$ 2.160,00

O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salários (10 dias = R$ 720,00)


deve ser feito separadamente, conforme o art. 15, § 1o, da Instrução Normativa no
25/96 da Receita Federal.

Esclarecimento: Há diferença entre o primeiro entendimento e o segundo. Neste, o


cálculo do abono pecuniário é feito sobre a remuneração do período de gozo das férias
de 20, 16, 12 ou 8 dias, e não sobre a remuneração de férias (conforme art. 130 da
CLT) de 30, 24, 18 ou 12 dias. Neste caso, a incidência de INSS e FGTS está correta,
mas o empregado recebe menos R$ 240,00 no abono pecuniário.

Há entendimento de que este procedimento é o correto. Fica, pois, a critério de


cada empregador solicitar ao departamento jurídico de sua organização uma
apreciação da matéria e adotar o primeiro ou o segundo entendimento.

Terceiro entendimento
Cálculo do abono pecuniário, conforme a Instrução Normativa no 1:
Remuneração das férias (30 dias). R$ 2.160,00
(+) 1/3 da remuneração, conforme art. 7o, XVII, da CF R$ 720,00
Total R$ 2.880,00

Abono pecuniário = R$ 2.880,00/3 = R$ 960,00

Abono pecuniário = R$ 960,00

Esse cálculo é igual a 1/3 de R$ 2.160,00 mais 1/3 de 1/3, ou seja, o somatório 1/3
de R$ 2.160,00 = R$ 720,00 mais 1/3 de R$ 720,00 = R$ 240,00.

R$ 720,00 (1/3 de R$ 2.160,00)


R$ 240,00 (1/3 de R$ 720,00)
R$ 960,00

Abono pecuniário = R$ 960,00


Para o restante dos cálculos, temos:
20 dias do período de gozo das férias (20 × 72,00 por dia) R$ 1.440,00
(+) Abono pecuniário das férias R$ 960,00
(+) 1/3, conforme CF, da remuneração apenas do período de
gozo das férias (R$ 1.440,00) R$ 480,00
Valor a ser pago R$ 2.880,00

O saldo de salários de 10 dias será pago via folha de pagamentos: R$ 720,00.

Incidência de FGTS e INSS sobre Incidência de Imposto de Renda sobre


R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias) R$ 1.440,00 (20 dias de gozo de férias)
R$ 480,00 (1/3, conforme CF)
R$ 720,00 (10 dias de saldo de salários) R$ 480,00 (1/3, conforme CF)
R$ 2.640,00 R$ 1.920,00

O cálculo do Imposto de Renda sobre o saldo de salários (10 dias), R$ 720,00,


deve ser feito separadamente, conforme art. 15, § 1o, da Instrução Normativa no 25/96
da Receita Federal.
Esclarecimento: Este cálculo diverge do cálculo feito segundo o primeiro
entendimento, uma vez que, para alguns, 1/3 (conforme prescreve o art. 7o, inciso
XVII, da Constituição Federal) deve ser sobre o valor pago referente ao período de
gozo das férias (20 dias), que é igual a R$ 1.440,00, e não sobre o valor da
remuneração das férias (30 dias = R$ 2.160,00), pagando apenas R$ 480,00 e não R$
720,00. Neste caso, o empregado recebe R$ 240,00 a menos. Alertamos o empregador
de que o total das incidências do FGTS e INSS, neste caso, foi de R$ 2.640,00; estão
faltando R$ 240,00, e o auditor fiscal do Trabalho vai exigir o depósito do FGTS
sobre R$ 240,00, e o fiscal da Previdência Social (INSS) vai levantar débito sobre R$
240,00. Se o empregado tivesse gozado os 30 dias de férias, o valor do FGTS incidiria
sobre R$ 2.880,00. Ora, não é porque o empregado solicitou o abono pecuniário que
este valor vai reduzir-se para R$ 2.640,00.

13.11 Férias de acordo com o primeiro e o segundo


entendimento

13.11.1 Mensalista com pagamento complementar


Editora Percepção S.A.
Kátia Rodrigues
CTPS no/série 35.216 – 223ª PA.
Departamento Editorial
Período aquisitivo: 18-8-2016 a 17-8-2017.
Período de gozo: 02-10-2017 a 21-10-2017.
Remuneração: R$ 1.380,00 por mês.

A empregada solicitou 1/3 em abono pecuniário, sendo-lhe concedido no


período de 22-10-2017 a 31-10-2017.
Não teve faltas.
Tem cinco dependentes.
Teve 20% de reajuste a partir de 1o-10-2017. Fazer recibo complementar.

CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO


ENTENDIMENTO
1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias
20 dias de gozo de férias a R$ 46,00 = R$ 920,00
(+) acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias = R$ 460,00
Total da remuneração das férias = R$ 1.380,00
(–) INSS 8% s/ 1.380,00 = R$ 110,40
(–) IRF R$ 1.380,00 de férias e 1/3 da CF – R$ 110,40 INSS – R$ 947,95, 5 dep.
= R$ –
= R$ 321,65 (Isento).
Líquido a receber = R$ 1.269,60

CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO


ENTENDIMENTO
2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias
20 dias de gozo de férias a R$ 46,00 = R$ 920,00
(+) acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 20 dias = R$ 306,67
Total da remuneração das férias = R$ 1.226,67
(–) INSS 8% s/ 1.226,67 = R$ 98,13
(–) IRF (R$ 1.226,67 de férias e 1/3 da CF – R$ 98,13 INSS – R$ 947,95, 5 dep.
= R$ –
= R$ 180,59): Isento
Líquido a receber = R$ 1.128,54

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).

1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)


O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).

* Cálculo do IRF: R$ 1.380,00 (férias + 1/3 do CF) – R$ 110,40 (INSS) – R$ 947,95


(5 dep.) = R$ 321,65 (isento).

2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)


Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do
período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 920,00, e não sobre o valor da
remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 1.380,00. Esse cálculo reduz o
valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse
gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria
sobre R$ 1.840,00 (1.380,00 30 dias + 460,00 1/3, conforme Constituição Federal).
Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:

R$ 920,00 (20 dias de gozo de férias)


R$ 306,67 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)
R$ 460,00 (10 dias de saldo de salário)
R$ 1.686,67

Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS


incidiria sobre R$ 1.840,00; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre
os 20 dias, reduz-se para R$ 1.686,67, ficando uma diferença a menor de R$ 153,33.
* Cálculo do IRF: R$ 1.226,67 (férias + 1/3 do CF) – R$ 98,13 (INSS) – R$ 947,95 (5
dep.) = R$ 180,59 (isento).

3. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


Kátia Rodrigues

ABONO PECUNIÁRIO DE ACORDO COM O PRIMEIRO


ENTENDIMENTO
(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)
Cálculo do abono de férias
Abono de 10 dias (1/3 de 30 dias de férias) a R$ 46,00 = R$ 460,00
(+) acréscimo (1/3, conforme Constituição Federal). = R$ 153,33
Total do abono pecuniário (1/3 de 40 dias). = R$ 613,33

4. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO

(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão


explicitados no item 13.10.)
Cálculo do abono de férias
Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 46,00 = R$ 920,00
(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (1.380,00). = R$ 460,00
Total = R$ 1.380,00
Abono pecuniário: R$ 1.380,00/3 = 460,00
Abono pecuniário = R$ 460,00

5. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro


entendimento)
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
6. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo
entendimento)
7. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS
Kátia Rodrigues

CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO


(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017, passando o salário de R$ 1.380,00
para R$ 1.656,00 por mês)

Cálculo do complemento de férias


20 dias de gozo de férias de out./2017 a R$ 55,20 R$ 1.104,00
(+) Acréscimo (1/3 conforme CF) de 30 dias R$ 552,00
(–) Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.380,00)
Total das férias complementares em out./2017 R$ 276,00
(–) INSS 8% s/ 1.656,00 em out./2017 R$ 132,48
(+) Valor desc. em 29-9-2017 R$ (110,40)
(–) IRF R$ 276,00 de complemento de férias: isento –
Líquido a receber das férias complementares R$ 253,92

7-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS


(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)
8. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS
CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO
(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017, passando o salário de R$ 1.380,00
para R$ 1.656,00 por mês)
Cálculo do complemento de férias
20 dias de gozo de férias de out./2017 a R$ 55,20 R$ 1.104,00
(+) Acréscimo (1/3, conforme CF) de 20 dias R$ 368,00
(–) Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.226,67)
Total das férias complementares em out./2017 R$ 245,33
(–) INSS 8% s/ 1.472,00 em out./2017 R$ 117,76
(+) Valor desc. em 29-9-2017 R$ (98,13)
(–) IRF R$ 245,33 de complemento de férias: isento –
Líquido a receber das férias complementares R$ 225,70

8-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS


(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)
Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do
período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 1.104,00, e não sobre o valor da
remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 1.656,00. Esse cálculo reduz o
valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse
gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria
sobre R$ 2.208,00 (1.656,00 30 dias + 552,00 1/3, conforme Constituição Federal).
Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:

R$ 1.104,00 (20 dias de gozo de férias)


R$ 368,00 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)
R$ 520,00 (10 dias de saldo de salários)
R$ 2.024,00

Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS


incidiria sobre R$ 2.208,00; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre
os 20 dias, reduz-se para R$ 2.024,00, ficando uma diferença a menor de R$ 184,00.

9. RECIBO COMPLEMENTAR DE FÉRIAS (Reajuste


de 20% a partir de 1o-10-2017)
10. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE
FÉRIAS
CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO
A Sra. Kátia Rodrigues teve um reajuste salarial de 20% a partir de 1o-10-
2017. O preenchimento do recibo complementar do período de gozo das
férias de 02-10-2017 a 21-10-2017, que foram pagas em 29-9-2017,
observará os seguintes cálculos:
Maior remuneração mensal = R$ 1.380,00 × 1,20 = R$ 1.656,00.
Cálculo do complemento de abono de férias
Abono de 10 dias (1/3 de 30 dias de férias) a R$ 55,20 R$ 552,00
(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 184,00
(–) Valor pago em 28-9-2017. (R$ 613,33)
Total do complemento do abono de férias em out./2017 R$ 122,67

10-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE


FÉRIAS (PRIMEIRO ENTENDIMENTO)
(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)
11. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO E DE
FÉRIAS
(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)
CÁLCULOS DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO

Recibo complementar de férias


(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)
Maior remuneração mensal = R$ 1.380,00 × 1,20 = R$ 1.656,00

Cálculo do complemento de abono de férias


Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 55,20 R$ 1.104,00
(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (R$ 1.656,00/3). R$ 552,00
Valor pago em 29-9-2017 (R$ 1.380,00)
Total R$ 276,00
Complemento do abono de férias em out./2017:

R$ 276,00/3 = R$ 92,00

Complemento do abono de férias em out./2017 R$ 92,00

11-A. RECIBO COMPLEMENTAR DE ABONO DE


FÉRIAS (SEGUNDO ENTENDIMENTO)
(Reajuste de 20% a partir de 1o-10-2017)
13.11.2 Horista com adicional de periculosidade
Indústria Metalúrgica Ltda.
Paulo Alexandre
CTPS no 48.838 – 00084 PE.
Departamento de Ferramentaria.
Período aquisitivo: 1o-2-2016 a 31-1-2017.
Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 21-10-2017
O empregado solicitou 1/3 de suas férias em abono pecuniário, que lhe foi
concedido no período de 22-10-2017 a 31-10-2017.
Salário: R$ 7,80 por hora e recebe adicional de periculosidade.
Não tem dependentes e não teve faltas no período aquisitivo.
Remuneração mensal:
Salário 220 h × R$ 7,80 por hora = R$ 1.716,00
Adicional de periculosidade 30% s/1.716,00 = R$ 514,80
Maior remuneração mensal = R$ 2.230,80

CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO


(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)

1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias


20 dias de férias a R$ 74,36 R$ 1.487,20
(+) Acréscimo (1/3, conforme CF, de 30 dias). R$ 743,60
Total da remuneração de férias R$ 2.230,80
(–) INSS 9% sobre R$ 2.230,80 R$ 200,77
(–) IRF R$ 2.230,80 de férias e 1/3 da CF – INSS de R$ 200,77 = R$ 2.230,80;
base de cálculo = R$ 2.030,03 × 7,5% = R$ 152,25 – R$ 142,80 (parcela a –
deduzir) = R$ 9,45 (dispensa de retenção).
Líquido a receber R$ 2.030,03

CÁLCULO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO


ENTENDIMENTO

(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão


explicitados no item 13.10.)

2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias


20 dias de gozo de férias a R$ 74,36 R$ 1.487,20
(+) Acréscimo (1/3, conforme CF, de 20 dias). R$ 495,73
Total da remuneração de férias R$ 1.982,93
(–) INSS 9% sobre R$ 1.982,93 R$ 178,46
(–) IRF: R$ 1.982,93 (férias + 1/3 da CF) – R$ 178,46 (INSS) = R$ 1.804,47.

Base de cálculo = R$ 1.804,47 (isento).
Líquido a receber R$ 1.804,47
Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-
1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
*Cálculo do IRF: R$ 2.230,80 (férias + 1/3 da CF) – R$ 200,77 (INSS) = R$
2.030,03. Base de cálculo = R$ 2.030,03 × 7,5% = R$ 152,25 – R$ 142,80 (parcela a
deduzir) = R$ 9,45 (dispensa de retenção) – R$ 10,00.

CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO


ENTENDIMENTO
(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)

2. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro


entendimento)
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
Cálculo do abono de férias
Remuneração do período de gozo das férias, 20 dias a R$ 74,36 R$ 1.487,20
(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 30 dias (2.230,80). R$ 743,60
Total R$ 2.230,80

Abono pecuniário: R$ 2.230,80/3 = R$ 743,60

Abono pecuniário R$ 743,60


2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)
Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do
período de gozo das férias, 20 dias, que é igual a R$ 1.487,20, e não sobre o valor da
remuneração das férias de 30 dias, que é igual a R$ 2.230,80. Esse cálculo reduz o
valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse
gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria
sobre R$ 2.974,40 (2.230,80 30 dias + 746,60 1/3, conforme Constituição Federal).
Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e INSS sobre:

R$ 1.487,20 (20 dias de gozo de férias)


R$ 495,73 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 20 dias)
R$ 743,60 (10 dias de saldo de salários)
R$ 2.726,53

Se o empregado tivesse gozado 30 dias de férias, o valor do FGTS e do INSS


incidiria sobre R$ 2.974,40; esse cálculo de 1/3, conforme Constituição Federal, sobre
os 20 dias, reduz-se para R$ 2.726,53, ficando uma diferença a menor de R$ 247,87.

RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)


Cálculo do IRF: R$ 1.982,93 (férias + 1/3 do CF) – R$ 178,46 (INSS) = R$ 1.804,47
(isento).

CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO


ENTENDIMENTO
(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)
Paulo Alexandre

1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


Cálculo do abono de férias
Salário mensal = R$ 7,80 por hora × 220h = R$ 1.716,00
Maior remuneração mensal = R$ 1.716,00 + R$ 514,80 (30% de adicional de
periculosidade) = 2.230,80
Abono de 10 dias a R$ 74,36 R$ 743,60
(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 247,87
Total do abono pecuniário (1/3 de 40 dias). R$ 991,47

1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo


entendimento)
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
13.11.3 Mensalista que teve férias coletivas
Editora Percepção S.A.
André Pereira
Admitido em 4-9-2007.
CTPS no/série 00559 – 00079 GO.
Departamento Administrativo.
Período aquisitivo: 4-9-2016 a 3-9-2017.
Período de gozo das férias: 16-9-2017 a 21-9-2017.
Remuneração: R$ 1.620,00 por mês.

O empregador concedeu férias coletivas ao Sr. André Pereira no período de


24-12-2016 a 2-1-2017.
O empregado solicitou 1/3 das férias em abono pecuniário, que lhe foi
concedido no período de 22-9-2017 a 29-9-2017.
Teve 14 faltas não abonadas no período aquisitivo.
Não tem dependentes.

CÁLCULOS DE ACORDO COM O PRIMEIRO ENTENDIMENTO

(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão


explicitados no item 13.10.)
Cálculo do abono de férias
Abono de 8 dias (1/3 de 24 dias de férias) a R$ 54,00 R$ 432,00
(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 144,00
Total do abono pecuniário (1/3 de 32 dias). R$ 576,00

Cálculo para o recibo de férias

O empregado teve 14 faltas; portanto, tem direito a 24 dias de férias. Como


pediu 1/3 de suas férias em abono pecuniário, elas serão de 16 dias menos
10 dias de férias coletivas. O saldo é de 6 dias de férias (24 dias – 8 dias de
abono – 10 dias de férias coletivas = 6).
6 dias de férias a R$ 54,00 R$ 324,00
(+) Acréscimo de 1/3, conforme CF, de 14 dias R$ 252,00
Nota: quando o empregado saiu em férias coletivas, durante dez dias, recebeu na ocasião 1/3 da
remuneração, conforme Constituição Federal (24 dias de férias – 10 dias de férias coletivas = 14 dias).

Total da remuneração das férias R$ 576,00


(–) INSS: 8% de R$ 576,00 R$ 46,08
(–) IRF: R$ 576,00 (férias e 1/3 da CF) – R$ 46,08 (INSS) = 529,92): isento
Líquido a receber R$ 529,92

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins
deduzir Salário de contribuição
Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao
– R$
7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
142,80
15% De 2.826,66 até 3.751,05
354,80
22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
636,13
27,5% Acima de 4.664,68
869,36
8,00 até 1.659,38
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
* Cálculo do IRF: (isento).

CÁLCULO DE DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O SEGUNDO


ENTENDIMENTO
(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)
André Pereira

Cálculo do abono de férias


Remuneração do período de gozo das férias, 16 dias a R$ 54,00 R$ 864,00
(+) 1/3, conforme CF, de 24 dias (R$ 1.296,00). R$ 432,00
Total R$ 1.296,00

Abono pecuniário: R$ 1.296,00/3 = R$ 432,00

Abono pecuniário = R$ 432,00

RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.

RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
13.11.4 Horista com horas extras e 15 faltas não
abonadas
Indústria Metalúrgica Ltda.
Francisco de Almeida
CTPS no/série 48.345 – 225ª AL.
Departamento de Produção.
Período aquisitivo: 15-4-2016 a 14-4-2017.
Período de gozo das férias: 02-10-2017 a 13-10-2017.
Salário: R$ 6,84 por hora. O empregado faz hora extra desde sua admissão
(hora extra com adicional de 50%).
O empregado solicitou 1/3 de suas férias em abono pecuniário, que lhe foi
concedido no período de 14-10-2017 a 19-10-2017.
O empregado teve 15 faltas não abonadas em fev./2017.
O empregado tem cinco dependentes.

Cálculos de acordo com o PRIMEIRO ENTENDIMENTO


(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão
explicitados no item 13.10.)

Média de horas extras – período aquisitivo: 15-4-2016 a 14-4-2017.

A Súmula no 347 do TST preceitua:


“Horas extras habituais. Apuração. Média física. O cálculo do valor das
horas extras habituais, para efeito de reflexos em verbas trabalhistas,
observará o número das horas efetivamente prestadas e sobre ele aplica-
se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas.
(Res. 121/2003, DJ 20 e 21-11-2003)”

Horas extras

trabalhadas

12h Abril/2016

40h Maio/2016

25h Junho/2016

26h Julho/2016

42h Agosto/2016

Média mensal de horas extras = 348h : 12 meses = 29 horas. 35h Setembro/2016


Salário mensal: R$ 6,84 × 220 horas R$ 1.504,80
25h Outubro/2016
(+) Média de hora extra: 29h a R$ 10,26 (adicional de 50%) R$ 297,54
Maior remuneração R$ 1.802,34 24h Novembro/2016

35h Dezembro/2016
26h Janeiro/2017

10h Fevereiro/2017

37h Março/2017

11h Abril/2017

348h

1. Cálculo para preenchimento do recibo de férias


O empregado teve no período aquisitivo 15 faltas não abonadas, fazendo
jus a 18 dias corridos de férias (art. 130, inciso III, da CLT).
Conversão de 1/3 em abono pecuniário (6 dias), restando-lhe 12 dias
corridos de férias.
12 dias de férias a R$ 60,08 R$ 720,96
(+) Acréscimo de 1/3, conforme Constituição Federal, de 18 dias R$ 360,48
Total da remuneração de férias R$ 1.081,44
(–) INSS 8% sobre 1.081,44 R$ 86,52
(–) IRF R$ 1.081,44 de férias e 1/3 da CF – INSS – dependentes: isento –
Líquido a receber R$ 994,92

Cálculo de férias de acordo com o SEGUNDO ENTENDIMENTO


2. Cálculo para preenchimento do recibo de férias
12 dias de gozo de férias a R$ 60,08 R$ 720,96
(+) Acréscimo de 1/3, conforme CF, de 12 dias R$ 240,32
Total da remuneração de férias R$ 961,28

(–) INSS 8% sobre 961,28 R$ 76,90


(–) IRF: isento = –
Líquido a receber = R$ 884,38

Conforme Portaria Interministerial do MTPS/MF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-


1-2017), a tabela de alíquota é a seguinte:

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO
DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017.
Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física a partir do mês
de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a
deduzir Alíquota Base de Cálculo Alíquota para fins Salário de contribuição
– Isento Até 1.903,98 de recolhimento ao R$
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 INSS (%)
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
869,36 27,5% Acima de 4.664,68

8,00 até 1.659,38


Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15
9,00 de 1.659,39 até 2.765.66
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

AVISO DE FÉRIAS
O aviso de férias será entregue ao empregado por escrito, pelo empregador, com
antecedência mínima de 30 dias (art. 135 da CLT).
1. RECIBO DE FÉRIAS (primeiro entendimento)
O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
2. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)
Nesse recibo, calculamos o acréscimo de 1/3 do art. 7o, inciso XVII, sobre o valor do
período de gozo das férias, 12 dias, que é igual a R$ 720,96, e não sobre o valor da
remuneração das férias de 18 dias, que é igual a R$ 1.081,44. Esse cálculo reduz o
valor de depósito do FGTS e da contribuição sobre o INSS. Se o empregado tivesse
gozado 18 dias de férias, o valor do FGTS e da contribuição sobre o INSS incidiria
sobre R$1.081,44 (1.081,44 18 dias + 360,48 1/3, conforme Constituição Federal +
720,96 12 dias de saldo de salário). Nesse cálculo incidirá o depósito do FGTS e
INSS sobre:

R$ 720,96 (12 dias de gozo de férias)


R$ 240,32 (1/3, conforme Constituição Federal, dos 12 dias)
R$ 1.081,44 (18 dias de saldo de salários)
R$ 2.042,72

Se o empregado tivesse gozado 18 dias de férias + 1/3 da CF + 12 dias de saldo de


salário, o valor do FGTS e do INSS incidiria sobre R$ 2.162,88; esse cálculo de 1/3,
conforme Constituição Federal, sobre os 12 dias, reduz-se para R$ 2.042,72, ficando
uma diferença a menor de R$ 120,16.

2-A. RECIBO DE FÉRIAS (segundo entendimento)


O recibo de férias, documento que assegura que o empregador quitou as férias, deve
ser assinado pelo empregado até dois dias antes do início do respectivo período de
férias (art. 145 da CLT).
CÁLCULO DE ABONO DE FÉRIAS DE ACORDO COM O PRIMEIRO
ENTENDIMENTO

(Os variados entendimentos sobre o pagamento do abono pecuniário estão


explicitados no item 13.10.)
Francisco de Almeida
1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS
Cálculo do abono de férias
Abono de 6 dias (1/3 de 18 dias de férias) a R$ 60,08 R$ 360,48
(+) Acréscimo (1/3 conforme Constituição Federal). R$ 120,16
Total do abono pecuniário (1/3 de 24 dias). R$ 480,64

CÁLCULO DE ACORDO COM O SEGUNDO ENTENDIMENTO

2. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS


Cálculo do abono de férias
Remuneração do período de gozo das férias, 12 dias a R$ 60,08 R$ 720,96
(+) 1/3, conforme Constituição Federal, de 18 dias (R$ 1.081,44). R$ 360,48
Total R$ 1.081,44

Abono pecuniário: R$ 1.081,44/3 = R$ 360,48

Abono pecuniário R$ 360,48

1. RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (primeiro


entendimento)
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
RECIBO DE ABONO DE FÉRIAS (segundo
entendimento)
O recibo de férias e o recibo de abono de férias, documentos que asseguram que o
empregador quitou as férias, devem ser assinados pelo empregado até dois dias antes
do início do respectivo período de férias (art. 145 da CLT).
O recibo de abono de férias não integrará a remuneração do empregado para fins
trabalhistas e previdenciários (art. 144 da CLT e Lei no 8.212/91, art. 28, § 9o, alínea e,
item 6). IRF, não há incidência, ver item 14.3 do Capítulo 1, neste livro.
14 Férias parceladas em três períodos
Com a reforma trabalhista, por meio da Lei no 13.467, de 13 de julho de 2017, desde
que haja a concordância do empregado, as férias poderão ser usufruídas em até três
períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a catorze dias corridos e os
períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um.
A reforma também proíbe que o início das férias ocorra no período de dois dias
que anteceda feriado ou dia de repouso semanal remunerado.
No caso de férias parceladas em até três vezes, com pagamento proporcional aos
respectivos períodos, uma das frações deve corresponder a pelo menos duas semanas
de trabalho.

Exemplo em três períodos


Para empregado que teve até cinco faltas não abonadas (injustificadas).

PRIMEIRO EXEMPLO
Os três períodos de férias devem ocorrer dentro do período concessivo (1o-8-2017
a 31-7-2018)
1o período:16 a 29-10-2017 = 14 dias
2o período:10 a 17-12-2017 = 8 dias
3o período:15 a 22-1-2018 = 8 dias
Total de 30 dias dentro do período concessivo
Lembre-se que em cada pagamento há 1/3 a mais, previsto no inciso XVII da CF.

SEGUNDO EXEMPLO (em dois períodos)


Os dois períodos de férias e abono pecuniário – período concessivo (1o-6-2017 a
31-7-2018) – com direito a 30 dias de férias.

Comentário do autor
Com o abono pecuniário, não há condições de as férias ocorrem em três períodos, e
sim em apenas dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 14 dias.
1o período: 9-4-2018 a 22-4-2018 = 14 dias
Abono pecuniário: 23-4-2018 a 2-5-2018 = 10 dias
2o período: 11-6-2018 a 16-6-2018 = 6 dias
Total de 30 dias dentro do período concessivo
Lembre-se que em cada pagamento há 1/3 a mais, previsto no inciso XVII da CF.

14.1 Férias em regime de tempo parcial


Houve alteração no período de gozo de férias para aquelas em regime de tempo
parcial.
É permitido fazer horas extras, com restrições.
Foi revogado o § 4o do art. 59 da CLT, podendo o trabalhador em regime de tempo
parcial realizar horas extras dentro das normas legais estabelecidas.

Artigos da CLT
“Art. 134. As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só
período, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o empregado tiver
adquirido o direito.
§ 1o Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser
usufruídas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior
a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco
dias corridos, cada um.
§ 2o (Revogado).
§ 3o É vedado o início das férias no período de dois dias que antecede
feriado ou dia de repouso semanal remunerado.”

Comentário do autor
As férias em regime de tempo parcial têm os mesmos procedimentos das férias de
tempo integral.
____________
1
Art. 10, § 1 o, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e Instrução
Normativa no 01, de 12-10-1988 (DOU 21-10-1988), inciso II, das Disposições Específicas, item 5.
2
A Lei no 13.149, de 21-7-2015, é apresentada na íntegra no Capítulo 1o, item 8, neste livro.
4
Rescisão do Contrato de Trabalho

A homologação de todos os contratos individuais de trabalho vigentes há mais de um


ano, por ocasião de sua rescisão, deve ser feita obrigatoriamente no sindicato da
categoria profissional ou perante o órgão do Ministério do Trabalho e da Previdência
Social; não havendo esses órgãos, poderá prestar assistência o Representante do
Ministério Público ou, onde houver, Defensor Público, e, na falta ou impedimento
destes, Juiz de Paz. Somente serão homologadas nos órgãos acima citados as rescisões
de contratos de trabalho resultantes de acordos, dispensa sem justa causa, dispensa
com justa causa, quando houver reconhecimento expresso de culpa por parte do
empregado e pedido de demissão do empregado.
Com a Reforma Trabalhista, na “Extinção do Contrato de Trabalho”, a partir de 13
de novembro de 2017, não será necessária mais a homologação.
Por meio da Lei no 13.467, de 13 de julho de 2017, a extinção do contrato de
trabalho passa a ter o seguinte procedimento, devendo entrar em vigor a partir de 13-
11-2017:

“Art. 477. Na extinção do contrato de trabalho, o empregador deverá


proceder à anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social,
comunicar a dispensa aos órgãos competentes e realizar o pagamento das
verbas rescisórias no prazo e na forma estabelecidos neste artigo.
§ 1o (Revogado).
§ 2o O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja
a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a
natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor,
sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas.
§ 3o (Revogado).
§ 4o O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado:
I – em dinheiro, depósito bancário ou cheque visado, conforme acordem
as partes; ou
II – em dinheiro ou depósito bancário quando o empregado for
analfabeto.
§ 5o Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo
anterior não poderá exceder o equivalente a 1 (um) mês de remuneração do
empregado.
§ 6o A entrega ao empregado de documentos que comprovem a
comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o
pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de
quitação deverão ser efetuados até dez dias contados a partir do término do
contrato.
a) (revogada);
b) (revogada).
§ 7o (Revogado).
§ 8o A inobservância do disposto no § 6o deste artigo sujeitará o infrator
à multa de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a
favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente
corrigido pelo índice de variação do BTN, salvo quando,
comprovadamente, o trabalhador der causa à mora.
§ 9o (Vetado) (Acrescentado pela Lei no 7.855, de 24-10-89, DOU 25-
10-89)
§ 10. A anotação da extinção do contrato na Carteira de Trabalho e
Previdência Social é documento hábil para requerer o benefício do seguro-
desemprego e a movimentação da conta vinculada no Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço, nas hipóteses legais, desde que a comunicação
prevista no caput deste artigo tenha sido realizada.” (NR)
“Art. 477-A. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas
equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização
prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou
acordo coletivo de trabalho para sua efetivação.”
Nota do autor: PLÚRIMA, que se refere a múltiplos, vários, que abarca ou
implica vários.
“Art. 477-B. Plano de Demissão Voluntária ou Incentivada, para
dispensa individual, plúrima ou coletiva, previsto em convenção coletiva ou
acordo coletivo de trabalho, enseja quitação plena e irrevogável dos
direitos decorrentes da relação empregatícia, salvo disposição em contrário
estipulada entre as partes.”
Nota do autor: A alteração do artigo 477 da CLT e seus parágrafos foi
apenas do órgão de homologação, devendo o empregador
cumprir todas as obrigações legais necessárias, conforme
preceitua os artigos 477, parágrafos, 477-A e 477-B. Quando
em vigor, uma série de procedimentos será desnecessária.
Tratando-se de menor de 18 anos, a rescisão de contrato de trabalho só terá
validade mediante a assistência do pai ou da mãe, ou do responsável legal (art. 439 da
CLT).
O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da
rescisão do contrato de trabalho, em dinheiro ou cheque visado, ou mediante
comprovação de depósito bancário em conta-corrente do empregado, ordem bancária
de pagamento ou ordem bancária de crédito, desde que o estabelecimento bancário
esteja situado na mesma cidade do local de trabalho, salvo se o empregado for
analfabeto, quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro.
Qualquer compensação no pagamento (desconto de vales, adiantamentos,
empréstimos etc.) não poderá exceder ao equivalente a um mês de remuneração do
empregado (art. 477, § 5o, da CLT).

1 Documentos a serem apresentados


Para rescisão de contrato de trabalho, devem ser apresentados os seguintes
documentos:

a. Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e extrato atualizado da conta


vinculada e o comprovante de recolhimento dos valores relativos ao mês da
rescisão, imediatamente anterior se não houve recolhimento e o da multa
rescisória (40%), no caso de despedida sem justa causa ainda que indireta pelo
empregador.

NOTA
Aumento para contribuições sociais:
A partir da competência janeiro de 2002, a multa rescisória passa de 40%
para 50%; 10% refere-se a contribuição social (veja no Capítulo 7, neste
livro, os empregadores domésticos ficaram isentos).
b. Carta de preposto; quem representa a empresa deve apresentar uma carta de
preposto, conforme modelo que segue:

Ao
Setor de Relações do Trabalho da SRTE
ou Sindicato dos Empregados
Seção de Homologações e Rescisões Contratuais – SHRC

Ref.: Carta de Preposição

A empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ., com escritório na rua .


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . cidade . . . . . . . . . . . . Estado . . . . . .
. . . ., CGC no . . . . . . . . . . . . . . . , na presente pessoa de seu representante
legal abaixo assinado, pelo presente instrumento de carta de preposição,
nomeia o(a) . . . . . . . . . . . . . . . portador(a) da CTPS no . . . . . . . . . . série . .
. . . . empregado(a) da preponente para finalidade de representá-la perante
essa DRT ou sindicato, nos atos contratuais do(s) seguinte(s)
empregado(s).

Local e data,

O procurador ou preposto terá de levar sua carteira de trabalho para provar sua
identidade. Se o representante da empresa for o proprietário da firma, diretor ou
sócio, deverá exibir documento oficial dessa qualidade.
c. Carteira de trabalho e previdência social do empregado devidamente atualizada,
com todas as anotações necessárias, tais como: data da admissão; salário total
(quantum e forma de pagamento); férias; outras anotações sobre alterações do
contrato de trabalho; e data de dispensa.
d. Livro ou ficha de “Registro de Empregados”, ou cópia dos dados obrigatórios do
registro de empregados, quando informatizados, nos termos da Portaria do MTE
no41, de 28-3-2007.
e. Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho, modelo aprovado pelo Ministro do
Trabalho e da Previdência Social.
f. Comunicação de Dispensa – CD, se for o caso, para o seguro-desemprego.
g. Cópia do acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho ou sentença
normativa, se houver.
h. Exame médico demissional, conforme item 7.4.3.5 da Norma Regulamentadora
no7, com redação dada pela Portaria no 8, de 8-5-1996.
i. Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS – GRRF –, para os depósitos do mês
da rescisão e ao imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido em
outras situações necessárias para a movimentação da conta vinculada de imediato.
j. Comprovante do aviso-prévio ou do pedido de demissão.
l. Ato constitutivo do empregador com alterações ou documento de representação.
m. Demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores
devidos da rescisão contratual.
n. Prova bancária de quitação, quando for o caso.
o. Chave de identificação fornecida pela empresa por meio da CEF.
Nota do autor: Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP): Embora não seja
exigido no ato da homologação por ser competência da Auditoria
Fiscal da Previdência Social, o art. 58, § 4o, da Lei no 8.213/91, e
arts. 68, § 6o, e 283, alínea h, do RPS aprovado pelo Decreto no
3.048/1999, a empresa que submeter seus empregados a agentes
nocivos prejudiciais à saúde e à integridade física deverá fornecer,
por ocasião do desligamento, o Perfil Profissiográfico
Previdenciário (PPP).

1.1 Categoria diferenciada

Súmula no 374 do TST


NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA.
ABRANGÊNCIA (conversão da Orientação Jurisprudencial no 55 da
SBDI-1 – Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25-4-2005.
Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o
direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento
coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de
sua categoria. (ex-OJ no 55 da SBDI-1 – inserida em 25-11-1996)

1.2 Lista de procedimentos de desligamento


Nome: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . .

Data do desligamento: . . . . ./. . . . ./. . . . . Data da homologação: . . . . ./. . . . ./. . . .


.

DOCUMENTOS PARA HOMOLOGAÇÃO


1. ( ) Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (com ressalva no verso quando
for homologar na DRT)
2. ( ) GRRF paga
3. ( ) Chave de identificação + Extrato do FGTS
4. ( ) Exame médico de demissão
5. ( ) Carta de dispensa ou pedido de demissão
6. ( ) Comprovante de crédito em conta-corrente
7. ( ) Demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos
valores devidos na rescisão contratual
8. ( ) Espelho de ponto
9. ( ) Comunicação de Dispensa – CD e Requerimento do Seguro-desemprego
(quando houver)
10. ( ) CTPS atualizada e com baixa
11. ( ) Ficha de registro atualizada
12. ( ) Carta de preposto para homologação ou documento de representação
13. ( ) Cópia do acordo coletivo ou sentença normativa aplicáveis
14. ( ) Comprovante de recolhimento do FGTS (mês ou meses que não constem
no extrato)
15. ( ) Cópia do acordo de PLR (se houver)

CANCELAR
16. ( ) Seguro de vida (quando houver)
17. ( ) Convênio médico (quando houver)
18. ( ) Vale-refeição (quando houver)
19. ( ) Vale-transporte
20. ( ) Conta-corrente no Banco (comunicar)
21. ( ) E-mail corporativo
22. ( ) Exclusão de senhas pelo TI

DEVOLVER
23. ( ) Crachá
24. ( ) Carteirinhas do convênio médico
25. ( ) Chaves de armários e mesas (se houver)
26. ( ) Telefone celular da empresa (se houver)
27. ( ) Veículo da empresa (se houver)

COMUNICAR
28. ( ) Portaria
29. ( ) Recepção
30. ( ) Telefonista

DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

2 Esclarecimentos sobre os modelos, sistema e


instrumentos de termos de rescisão de contrato de
trabalho
A seguir, Portarias instituindo o Sistema Homolognet, aprovação de Modelos do
TRCT e Termos de Homologação.

PORTARIA No 1.620, DE 14 DE JULHO DE 20101

Institui o Sistema Homolognet.


O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das
atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da
Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:

Art. 1o Instituir o Sistema Homolognet para fins da assistência prevista no §


1o do art. 477 da CLT, a ser utilizado conforme instruções expedidas pela
Secretaria de Relações do Trabalho – SRT.

Art. 2o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS ROBERTO LUPI

PORTARIA No 1.621, DE 14 DE JULHO DE 20102


Aprova modelos de Termos de Rescisão de Contrato de
Trabalho e Termos de Homologação.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das


atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da
Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:

Art. 1o Aprovar os modelos de Termos de Rescisão de Contrato de


Trabalho – TRCT e Termos de Homologação, que devem ser utilizados
como instrumentos de quitação das verbas devidas nas rescisões de
contrato de trabalho.

Art. 2o Nas rescisões contratuais sem necessidade de assistência e


homologação, bem como naquelas em que não for utilizado o Homolognet,
será utilizado o TRCT previsto no Anexo I desta Portaria.

Art. 3o Serão gerados pelo Homolognet, os seguintes documentos anexos a


esta Portaria:
I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – Anexo II;
II – Termo de Homologação sem ressalvas – Anexo III; e
III – Termo de Homologação com ressalvas – Anexo IV.

Art. 4o É facultada a confecção do Termo de Rescisão de Contrato de


Trabalho previsto no Anexo I em formulário contínuo e o acréscimo de
rubricas nos campos em branco, de acordo com as necessidades das
empresas, desde que respeitada a sequência das rubricas estabelecidas no
modelo e nas instruções de preenchimento e a distinção dos quadros de
pagamentos e deduções.

Art. 5o Os documentos previstos nesta Portaria poderão ser impressos em


verso e anverso.

Art. 6o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7o Revoga-se a Portaria no 302, de 26 de junho de 2002, sendo


permitida a utilização, até o dia 31 de dezembro de 2010, do TRCT por ela
aprovado.

CARLOS ROBERTO LUPI

PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO EMPREGO – MTE No


2.685, DE 26-12-20113
Altera a Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010, que
aprovou os modelos de Termos de Rescisão de Contrato
de Trabalho e Termos de Homologação.

O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Interino, no uso das


atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da
Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943,

Resolve:

Art. 1o Os arts. 2o, 3o e 4o da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010,


passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o
sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:
I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida
assistência e homologação; e
II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a
assistência e homologação.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser
utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.

Art. 3o (...)
IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser
impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o
empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,
sendo uma para o empregador e três para o empregado.

Art. 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria com a


inserção de rubricas, de acordo com as necessidades do empregador, desde
que respeitada a sequência numérica de campos estabelecida nas Instruções
de Preenchimento, previstas no Anexo VIII, e a distinção de quadros de
pagamentos e deduções”.

Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão do


contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os
campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (retificada no
DOU de 12-7-2012).
“Art. 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o
sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:
I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida
assistência e homologação; e
II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a
assistência e homologação.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser
utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.

Art. 3o ..........
IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser
impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o
empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,
sendo uma para o empregador e três para o empregado.

Art. 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria em


formulário contínuo e a inserção de rubricas, de acordo com as
necessidades do empregador, desde que respeitada a sequência numérica de
campos estabelecida nas Instruções de Preenchimento, previstas no Anexo
VIII, e a distinção de quadros de pagamentos e deduções.”

Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão de


contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os
campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010.

Art. 3o Ficam alterados e acrescidos anexos à Portaria no 1.621, de 14 de


julho de 2010, na forma dos anexos a esta portaria.

Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


PAULO ROBERTO DOS SANTOS PINTO.

PORTARIA MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO No


1.057 DE 6-7-20124
Retificada no DOU de 12-7-2012 (ao final)

Altera a Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010, que aprovou os modelos


de Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho e Termos de
Homologação.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das
atribuições que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inc. II, da
Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 913 da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, resolve:

Art. 1o Os artigos 2o, 3o e 4o da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010,


passam a vigorar com a seguinte redação:
“Artigo 2o Nas rescisões de contrato de trabalho em que não for utilizado o
sistema Homolognet, deverão ser utilizados os seguintes documentos:
I – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VI, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida
assistência e homologação; e
II – TRCT previsto no Anexo I desta Portaria, impresso em 2 (duas) vias,
sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do
Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho, previsto no
Anexo VII, impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três
para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-
desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a
assistência e homologação.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo I desta Portaria deve ser
utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico.

Artigo 3o (...)
IV – Termo de Quitação de Rescisão do Contrato de Trabalho – Anexo V.
Parágrafo único. O TRCT previsto no Anexo II desta Portaria deverá ser
impresso em 2 (duas) vias, sendo uma para o empregador e outra para o
empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em quatro vias,
sendo uma para o empregador e três para o empregado.

Artigo 4o É facultada a confecção dos Termos previstos nesta Portaria com


a inserção de rubricas, de acordo com as necessidades do empregador,
desde que respeitada a sequência numérica de campos estabelecida nas
Instruções de Preenchimento, previstas no Anexo VIII, e a distinção de
quadros de pagamentos e deduções.”

Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão do


contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os
campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (retificada no
DOU de 12-7-2012).

Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão do


contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os
campos de TRCT aprovado na Portaria no 1.621, de 2010 (redação
anterior).

Art. 3o Ficam alterados e acrescidos anexos à Portaria no 1.621, de 14 de


julho de 2010, na forma dos anexos a esta portaria.

Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


ANEXO I

ANEXO II
ANEXO III
ANEXO IV
ANEXO V
ANEXO VI
ANEXO VII
ANEXO VIII

Instruções Gerais
Instruções de Impressão

1. O modelo deverá ser plano e impresso em papel A4, na cor branca, com
297 milímetros de altura e 210 milímetros de largura em papel com, ao
menos, 75 gramas por metro quadrado.
2. Nas áreas hachuradas, aplicar retícula positiva a 25%.
3. A utilização das fontes deverá observar o seguinte:
3.1. Os números e nomes dos campos deverão ser impressos em fonte
normal Arial 8, utilizando-se caixa alta no início e caixa baixa no
restante das palavras;
3.2. Os títulos (TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE
TRABALHO, TERMO DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO
CONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO
CONTRATUAL) deverão ser impressos todos em caixa alta, em fonte
negrito Arial 13;
3.3. Os demais títulos deverão ser impressos em fonte negrito Arial 9,
em caixa alta, exceção feita às palavras “Rubrica” e “Valor”, que deverão
ter apenas a letra inicial em caixa alta;
4. As linhas deverão possuir altura de:
4.1. 8 mm nos campos 1 a 20 e 23 a 32 e de 12,5 mm nos campos 21 e
22, inclusive nos TERMO DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO
CONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO
CONTRATUAL;
4.2. 7,5 mm nos campos 50 a 116.
5. As linhas de título deverão ter altura de 3,5 mm, salvo as destinadas ao
título do documento
(TERMO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO, TERMO
DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL e TERMO DE
HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL), que deverão possuir
5 mm de altura e a linha destinada ao aviso de que “A ASSISTÊNCIA NO
ATO DA RESCISÃO CONTRATUAL É GRATUITA”, que deve possuir
13 mm.
6. As margens direita e esquerda deverão ser de 15 mm e as superior e
inferior de 10 mm.
7. Não poderá haver abreviação de palavras constantes do modelo, além
das já existentes.
8. É facultado o acréscimo de rubricas nos campos em branco, de acordo
com as necessidades das empresas, desde que respeitada a sequência
numérica das rubricas estabelecidas no modelo e nas instruções de
preenchimento e a distinção dos quadros de pagamentos e deduções, de
forma que os campos com numeração superior fiquem nos campos
seguintes.
9. Não é permitida a supressão de campos constantes do modelo.

Instruções de Preenchimento
– Os campos de número 01 a 118 e 150 serão preenchidos pelo
empregador. No preenchimento dos campos, não poderá ser utilizada fonte
de tamanho inferior à da fonte Arial 10.
– A localidade e as datas, constantes dos Termos de Quitação de Rescisão
Contratual e de Homologação de Rescisão Contratual serão preenchidas
pelo trabalhador, de próprio punho, salvo quando se tratar de analfabeto.
Campo 01 – Informar o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
– CNPJ ou do Cadastro Específico do INSS – CEI.
Campos 02 a 07 – Informar dados de identificação do empregador
constantes do CNPJ ou CEI.
Campo 08 – Informar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas
– CNAE.
Campo 09 – Informar o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
– CNPJ ou do Cadastro Específico do INSS – CEI da empresa tomadora de
serviços ou da obra de construção civil, quando for o caso.
Campos 10 a 20 – Informar dados de identificação do trabalhador. No
Campo 19 usar o formato DD/MM/AAAA.
Campo 21 – Informar o tipo de contrato, dentre as seguintes opções:
1. Contrato de trabalho por prazo indeterminado.
2. Contrato de trabalho por prazo determinado com cláusula assecuratória
de direito recíproco de rescisão antecipada.
3. Contrato de trabalho por prazo determinado sem cláusula assecuratória
de direito recíproco de rescisão antecipada;
Campos 22 e 27 – Informar a causa e o código do afastamento do
trabalhador, conforme quadro a seguir:
Causas do Afastamento Código

Despedida sem justa causa, pelo empregador SJ2

Despedida por justa causa, pelo empregador JC2

Rescisão antecipada, pelo empregador, do contrato de trabalho por prazo determinado RA2

Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual sem continuação da


FE2
atividade da empresa

Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual por opção do


FE1
empregado

Rescisão antecipada, pelo empregado, do contrato de trabalho por prazo determinado RA1

Rescisão contratual a pedido do empregado SJ1

Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregado FT1

Extinção normal do contrato de trabalho por prazo determinado PD0

Rescisão Indireta RI2

Rescisão por culpa recíproca CR0

Rescisão por força maior FM0

Rescisão por nulidade do contrato de trabalho, declarada em decisão judicial NC0

Campo 23 – Informar o valor da remuneração do trabalhador no mês


anterior ao da rescisão contratual. Caso não haja remuneração no mês
anterior, informar o valor projetado para 30 dias, no mês da rescisão.
Campo 24 – Informar a data da admissão do trabalhador, no formato
DD/MM/AAAA.
Campo 25 – Informar a data em que foi concedido o aviso-prévio, no
formato DD/MM/AAAA.
Campos 26 – Informar a data do efetivo desligamento do trabalhador do
serviço, no formato DD/MM/AAAA.
Campos 28 e 29 – Informar o percentual devido a título de pensão
alimentícia, definida em decisão judicial, mesmo que seja 0,00%.
Campo 30 – Indicar a categoria do trabalhador, de acordo com o quadro a
seguir:

Tabela de Categorias de Trabalhador

Categoria Cód.
Empregado 01

Trabalhador não vinculado ao RGPS, mas com direito ao FGTS 03

Empregado – contrato de trab. por prazo determ. (Lei no 9.601/98) 04

Empregado Doméstico 06

Menor Aprendiz (Lei 10.097/2000) 07

Campo 31 – Informar o código sindical. Em caso de não haver entidade


representativa da categoria do trabalhador, informar o código
“999.000.000.00000-3”, relativo à Conta Especial Emprego e Salário. Em
caso de trabalhador rural, o campo deverá permanecer em branco.
Campo 32 – Informar o CNPJ e o nome da entidade sindical laboral. Em
caso de não haver entidade representativa da categoria do trabalhador,
informar: 37.115.367/0035-00 – Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
Campos 50 a 99 – Informar os valores das verbas rescisórias
correspondentes às rubricas conforme relação abaixo:
Campo 50 – Informar o saldo líquido de dias de salário (número de dias do
mês até o afastamento, descontadas as faltas e o DSR referente às semanas
não integralmente trabalhadas). Na coluna “Valor”, informar o valor devido
a título de Saldo líquido de Salários.
Campo 51 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente às comissões
devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 52 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à gratificação
devida no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 53 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao adicional de
insalubridade devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 54 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao adicional de
periculosidade devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 55 – Informar o total de horas noturnas trabalhadas no mês e o
percentual incidente sobre estas horas noturnas. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente ao adicional noturno devido no mês do
afastamento do trabalhador.
Campo 56.1 – Informar total de horas extras trabalhadas no mês e o
percentual incidente sobre estas horas extras. Caso existam percentuais
diversos, poderão ser criados os subitens 56.2, 56.3... Na coluna “Valor”,
informar o valor referente às horas extras devidas no mês do afastamento
do trabalhador.
Campo 57 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente às gorjetas
devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 58 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Descanso
Semanal Remunerado (DSR) devido no mês do afastamento do trabalhador
horista ou diarista. No caso de o salário ser mensal, informar o pagamento
do DSR devido quando da última semana integralmente trabalhada.
Campo 59 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Reflexo do
DSR sobre Salário Variável devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 60 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à Multa prevista
no Art. 477, § 8o/CLT, se devida.
Campo 61 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente à Multa prevista
no Art. 479/CLT, se devida.
Campo 62 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Salário-
Família devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 63 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao Décimo
Terceiro Salário Proporcional devido no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 64.1 – Informar o exercício a que se refere o Décimo Terceiro
Salário. Caso exista mais de um exercício devido, poderão ser criados os
subitens 64.2, 64.3.... Na coluna “Valor”, informar o valor devido ao
trabalhador.
Campo 65 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Férias
Proporcionais devidas ao trabalhador.
Campo 66.1 – Informar o período aquisitivo a que se refere as Férias
Vencidas, no formato DD/MM/AAAA. Caso exista mais de um exercício
devido, poderão ser criados os subitens 66.2, 66.3,... Na coluna “Valor”,
informar o valor devido ao trabalhador.
Campo 67 – Rubrica Férias Vencidas (Reflexo/Dobra) Per. Aquisitivo
_________ a _________. Informar o período aquisitivo a que se refere o
Reflexo/Dobra das Férias Vencidas, no formato AAAA. Caso exista mais
de um exercício devido, criar os subitens 67.1, 67.2, 67.3... Na coluna
“Valor”, informar o valor devido ao trabalhador.
Campo 68 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente a 1/3 da
soma dos valores relativos aos campos 65, 66, 67 e 71.
Campo 69 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente ao Aviso-
Prévio Indenizado, se for o caso.
Campo 70 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente ao
Décimo Terceiro Salário incidente sobre o Aviso-Prévio Indenizado.
Campo 71 – Na coluna “Valor”, informar o valor correspondente às Férias
incidentes sobre o Aviso-Prévio Indenizado.
Campo 72 – Percentagem. Na coluna “Valor”, informar o valor referente às
percentagens devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 73 – Prêmios. Na coluna “Valor”, informar o valor referente aos
prêmios devidos no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 74 – Viagens. Na coluna “Valor”, informar o valor referente às
viagens devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 75 – Sobreaviso _____ horas _____%. Informar o número de horas
de sobreaviso e o percentual devido. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a sobreavisos devidos no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 76 – Prontidão _____ horas _____%. Informar o número de horas
de prontidão e o percentual devido. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a prontidão devida no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 77 – Adicional Tempo Serviço. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a adicional por tempo de serviço devido no mês do afastamento
do trabalhador.
Campo 78 – Adicional por Transferência de Localidade de Trabalho. Na
coluna “Valor”, informar o valor referente a adicional por transferência de
localidade de trabalho devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 79 – Salário-Família Excedente ao Valor Legal. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a salário-família excedente ao valor legal devido
no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 80 – Abono/Gratificação de Férias Excedente ______ Dias Salário.
Na coluna “Valor”, informar o valor referente a abono/gratificação de
férias, desde que excedente a 20 dias de salário, concedido em virtude de
cláusula contratual, de regulamento da empresa ou de convenção ou acordo
coletivo, devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 81 – Valor Global Diárias para Viagem – Excedente 50% Salário.
Na coluna “Valor”, informar o valor referente a diárias para viagem, pelo
seu valor global, quando excederem a cinquenta por cento da remuneração
do empregado, desde que não haja prestação de contas no montante gasto,
devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 82 – Ajuda de Custo. Na coluna “Valor”, informar o valor referente
a ajuda de custo prevista no Art. 470/CLT devida no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 83 – Etapas. Marítimos. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a etapas marítimos devidas no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 84 – Licença-Prêmio Indenizada. Na coluna “Valor”, informar o
valor referente a licença-prêmio indenizada devida no mês do afastamento
do trabalhador.
Campo 85 – Quebra de Caixa. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a quebra de caixa devida no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 86 – Participação nos Lucros ou Resultados. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a participação nos lucros ou resultados devida no
mês do afastamento do trabalhador.
Campo 87 – Indenização a Título de Incentivo à Demissão.
Na coluna “Valor”, informar o valor referente a indenização a título de
incentivo à demissão devida no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 88 – Salário Aprendizagem. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a bolsa aprendizagem devida no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 89 – Abonos Desvinculados do Salário. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a abonos desvinculados do salário devidos no
mês do afastamento do trabalhador.
Campo 90 – Ganhos Eventuais Desvinculados do Salário. Na coluna
“Valor”, informar o valor referente a ganhos eventuais desvinculados do
salário devidos no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 91 – Reembolso Creche. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a reembolso creche devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 92 – Reembolso Babá. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a reembolso babá devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 93 – Gratificação Semestral. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a gratificação semestral devida no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 94 – Salário do Mês Anterior à Rescisão. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a salário do mês anterior à rescisão ainda não
pago, devido no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 95 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a outras verbas
devidas no mês do afastamento do trabalhador. Caso exista mais de uma
verba, criar os subitens 95.1, 95.2, 95.3.... Discriminar o nome da verba na
coluna Rubrica.
Campo 96 – Indenização Art. 9o, Lei no 7.238/84. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a indenização do Art. 9o, Lei no 7.238/84
(demissão na véspera da data-base) devida no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 97 – Indenização Férias Escolares. Na coluna “Valor”, informar o
valor referente a indenização férias escolares devida no mês do afastamento
do trabalhador.
Campo 98 – Multa do Art. 476-A, § 5o da CLT. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a multa do Art. 476-A, § 5o, da CLT devida no
mês do afastamento do trabalhador.
Campo 99 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao saldo
devedor da rescisão contratual, a fim de que o valor rescisório não fique
negativo.
Campos 100 a 116 – Informar os valores das deduções correspondentes às
rubricas conforme relação abaixo:
Campo 100 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a pensão
alimentícia descontada no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 101 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a adiantamento
salarial descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 102 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a adiantamento
de 13o salário descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 103 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente ao aviso-prévio
indenizado descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 104 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a indenização
prevista no Art. 480 CLT descontada no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 105 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a empréstimo
em consignação descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 106 – Vale-Transporte. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a vale-transporte adiantado, não utilizado e não restituído,
descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 107 – Reembolso do Vale-Transporte. Na coluna “Valor”, informar
o valor referente a reembolso do vale-transporte descontado no mês do
afastamento do trabalhador.
Campo 108 – Vale-Alimentação. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a vale-alimentação adiantado e não restituído, descontado no mês
do afastamento do trabalhador.
Campo 109 – Reembolso do Vale-Alimentação. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a reembolso do vale-alimentação descontado no
mês do afastamento do trabalhador.
Campo 110 – Contribuição para o FAPI. Na coluna “Valor”, informar o
valor referente a contribuição para o FAPI descontado no mês do
afastamento do trabalhador.
Campo 111 – Contr. Sindical Laboral. Na coluna “Valor”, informar o valor
referente a contribuição sindical laboral descontada no mês do afastamento
do trabalhador.
Campo 112.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Previdência
Social descontada no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 112.2 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a Previdência
Social sobre o 13o Salário descontada no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 113 – Contr. Previdência Complementar. Na coluna “Valor”,
informar o valor referente a contribuição previdência complementar
descontada no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 114.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a IRRF
descontado no mês do afastamento do trabalhador.
Campo 114.2 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a IRRF sobre
13o Salário descontado no mês do afastamento do trabalhador. Caso exista
IR sobre Participação nos Lucros ou Resultados e/ou Complem. IRRF, ref.
Rendimento Total Receb. Mês Quitação Rescisão, poderão ser criados os
subitens 114.3 e 114.4. Na coluna “Valor”, informar o valor referente a
IRRF sobre participação nos lucros ou resultados descontado no mês do
afastamento do trabalhador e/ou o valor referente a Complementação do
IRRF, referente ao rendimento total recebido no mês de quitação da
rescisão.
Campo 115.1 – Na coluna “Valor”, informar o valor referente a outros
descontos realizados no mês do afastamento do trabalhador.
Caso exista mais de um desconto, poderão ser criados os subitens 115.2;
115.3.... Discriminar o nome do desconto na coluna Desconto.
Campo 116 – Valor Líquido de TRCT Quitado – Decisão Judicial. Na
coluna “Valor”, informar o valor referente a desconto de valor líquido de
TRCT quitado – decisão judicial descontado no mês do afastamento do
trabalhador.
Campo 118 – Comp. Dias Salário Férias – Mês Anterior Rescisão. Na
coluna “Valor”, informar o valor referente a compensação de dias de salário
de férias referentes ao mês do afastamento, pagos no mês anterior à
rescisão (Art. 145/CLT).
Campo 150 – Assinatura do empregador ou de seu representante
devidamente habilitado.
Campo 151 – Assinatura do trabalhador. Em caso de analfabeto, deverá ser
inserida a digital.
Campo 152 – Assinatura do responsável legal do trabalhador.
Em caso de analfabeto, deverá ser inserida a digital.
Campo 153 – Carimbo e assinatura do assistente.
Campo 154 – Identificar o nome, endereço e telefone do órgão que prestou
a assistência ao empregado. Quando for entidade sindical, deverá, também,
ser informado o número do seu registro no Ministério do Trabalho e
Emprego.
Campo 155 – Ressalvas realizadas pelo assistente. Caso não caibam no
campo, poderão ser continuadas no verso ou em folha à parte. Constar do
campo 155 que a complementação consta em outro local.
Campo 156 – Prestar informações, conforme instruções expedidas pela
Caixa Econômica Federal.

Retificação:
A Portaria publicada no DOU de 9-7-2012 foi retificada no DOU de 12-7-
2012, nos termos abaixo:

Na Portaria no 1.057, de 6 de julho de 2012, publicada no DOU de 9 de


julho de 2012, Seção 1, páginas 108 a 118:

Onde se lê:
PORTARIA No 1.057, DE 6 DE JULHO DE 2011

Leia-se:
PORTARIA No 1.057, DE 6 DE JULHO DE 2012

Onde se lê:
Art. 2o Serão aceitos, até 31 de julho de 2012, termos de rescisão (...).

Leia-se:
Art. 2o Serão aceitos, até 31 de outubro de 2012, termos de rescisão (...).
Nota do autor: Nos Campos 50, 58 e 59 dos Anexos I e II, entendemos
que a sigla correta é RSR (Repouso Semanal
Remunerado) e não DSR (Descanso Semanal
Remunerado).

Fundamentação legal:
Todos preceituam o termo: Repouso Semanal Remunerado (RSR)
Constituição Federal: Art. 7o, inciso XV.
Lei no 605/49 e Decreto no 27.948/49.
Supremo Tribunal Federal (STF): Súmulas 201, 462 e 464.
Tribunal Superior do Trabalho (TST): 15, 27, 113, 172, 225, 351, 354 e
360.
2.1 Explicações complementares
A Circular no 698, de 17-11-2015 (DOU de 18-11-2015), da Caixa Econômica Federal
– CEF, nos itens de nos 25 a 29, apresenta outros procedimentos necessários:

25 DO FORMULÁRIO DE RESCISÃO CONTRATUAL


O Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT, formulário aprovado pela
Portaria MTE 1.621, de 14/07/2010, utilizado para rescisões de contratos de trabalho
efetuadas até 31/01/2013, prazo prorrogado pela Portaria MTE no1.815, de
31/10/2012, ou o Termo de Homologação da Rescisão de Contrato de Trabalho –
THRCT ou o Termo de Quitação da Rescisão de Contrato de Trabalho – TQRCT,
aprovados pela Portaria MTE no 1.057, de 06/07/2012, utilizados nas rescisões de
contratos realizadas a partir de 01/02/2013, são os instrumentos de quitação das
verbas rescisórias, e serão utilizados para o saque da conta vinculada do FGTS, nas
hipóteses que exijam rescisão/extinção do contrato de trabalho, e deve ser apresentado
em via original.
O TRCT, o THRCT e o TQRCT devem, obrigatoriamente, ser assinados pelo
empregador/preposto, devidamente habilitado no campo “Carimbo e assinatura do
empregador ou preposto” do formulário, não sendo permitida a assinatura sobre
carbono.
O TRCT, o THRCT e o TQRCT devem, obrigatoriamente, ser assinados pelo
trabalhador no campo ”Assinatura do Trabalhador”, não sendo permitida a assinatura
sobre folha carbono.
O recibo de quitação de rescisão de contrato de trabalho – TRCT, THRCT
ouTQRCT – somente serão válidos quando formalizado de acordo com a legislação
vigente, notadamente quanto à respectiva homologação.

26 DA COMUNICAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO POR


MEIO ELETRÔNICO
Para os códigos de saque 01, 02, 03 ou 04, é facultado ao empregador comunicar a
movimentação dos trabalhadores pela Rede Mundial de Computadores – Internet, por
meio do canal eletrônico de relacionamento Conectividade Social, utilizando-se de
Certificação Eletrônica.
Compete ao usuário do Conectividade Social, ao se valer do canal, anotar a chave
de identificação por este gerada, no canto superior direito do TRCT ou em campo
próprio do THRCT ou do TQRCT, objetivando o registro da homologação da rescisão
contratual, via Internet, pela entidade sindical representativa da categoria profissional
do trabalhador ou Delegacia Regional do Trabalho, se for o caso.
O registro da homologação da rescisão contratual por meio do Conectividade
Social não altera ou substitui os procedimentos previstos pela CLT.
A comunicação de movimentação do trabalhador por meio da Internet não isenta o
trabalhador da apresentação dos documentos necessários à liberação dos valores do
FGTS, nos termos da legislação vigente.
Entretanto, para os códigos de saque iguais a 01, 03 ou 04, quando o valor a
receber for igual ou menor que R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), é facultado ao
trabalhador dirigir-se aos serviços de autoatendimento da CAIXA ou em casas
lotéricas, desde que este tenha o Cartão do Cidadão e senha válidos.
Para o código de saque igual a 02 de qualquer valor e para os códigos de saque
iguais a 01, 03 e 04 de valor a ser recebido maior que R$ 1.500,00, permanece a
exigência de ser apresentada a documentação comprobatória do saque ao atendente da
CAIXA.
A faculdade de outorga da procuração eletrônica pelo empregador, na forma
estabelecida para uso do canal eletrônico de relacionamento Conectividade Social,
não o exime da responsabilidade civil e penal, respondendo o outorgante,
solidariamente com o outorgado, por toda e qualquer informação prestada via Internet,
bem como pelo uso indevido da aplicação.
O empregador, a entidade homologadora ou a autoridade competente é
responsável por toda e qualquer informação prestada via Internet, bem como pelos
efeitos decorrentes desta e pelo uso indevido do aplicativo.

27 COMPROVAÇÃO DOS DEPENDENTES PARA


SAQUE DO FGTS
Dependente – Documentação Comprobatória Exigida
Cônjuge: certidão de casamento
Companheiro, inclusive do mesmo sexo: escritura Pública de Declaração de União
Estável realizada em Cartório; e prova de Coabitação;

Filho ou enteado menor de 21 anos ou com idade até 24 anos ou absolutamente


incapaz:

• filho menor de 21 anos: certidão de Nascimento ou documento de identidade;


• enteado menor de 21 anos: certidão judicial de guarda, tutela ou curatela e
certidão de Nascimento ou documento de identidade;
• filho com idade entre 22 e 24 anos: documento de identidade e comprovante de
que está cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau;
• enteado com idade entre 22 e 24 anos: certidão judicial de guarda, tutela ou
curatela, documento de identidade e comprovante de que está cursando ensino
superior ou escola técnica de segundo grau;
• termo de curatela para o filho ou enteado com idade superior a 21 anos, que seja
absolutamente incapaz.

Reconhecidos pela Previdência Social ou órgão equivalente:


certidão/declaração emitida pelo INSS.
Relacionados na Declaração de IRPF: declaração do IRPF do ano-base
imediatamente anterior ao ano do pedido de liberação da conta vinculada do FGTS;

Como prova de coabitação são solicitados os documentos:

– cópia de certidão de nascimento de filho (só quando e se havidos da união); ou


– comprovante de pagamento de conta de água, gás, luz ou telefone para demonstrar
endereço em comum.

28 DO USO DE INSTRUMENTO DE PROCURAÇÃO


Não é admissível a representação mediante instrumento de procuração, público ou
particular, no pedido de movimentação e no pagamento do saldo da conta vinculada
do FGTS para as modalidades previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X do artigo 20
da Lei 8.036/1990, com as alterações introduzidas em legislação posterior.
Os citados incisos referem-se aos códigos de saque 01, 02, 03, 05, 05A, 86, 87N,
04 e 06.
Para esses códigos de saque, é admitida a representação por instrumento público
de procuração, desde que este contenha poderes específicos para este fim, nos casos
de grave moléstia, comprovada por perícia médica relatada em laudo, no qual conste a
incapacidade de locomoção do titular da conta vinculada do FGTS.
Nos termos do Parecer emitido no Processo-Consulta CFM no 752/2003, o
relatório de uma Junta Médica ou o relatório circunstanciado do médico assistente são
considerados como documentos médicos equivalentes ao laudo pericial exigido para a
outorga de procuração no caso de doença grave que impeça o comparecimento do
titular da conta, nos termos estabelecidos pela MP no2.197-43 ou no caso de este
titular se encontrar em estágio terminal em razão da doença que o acometeu,
consoante o contido no inciso IV do art. 5o do Decreto no 3.913/2001.
Para os demais códigos de saque, é admissível a representação mediante
instrumento de procuração, público ou particular, no pedido de movimentação e no
pagamento do saldo da conta vinculada do FGTS, independente do tipo da conta
vinculada, desde que contenha poderes específicos para este fim.
Para que o instrumento de procuração particular seja válido, a assinatura do
outorgante deve ser reconhecida em cartório.

29 DO PAGAMENTO DO FGTS NO EXTERIOR –


JAPÃO, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, CANADÁ,
EUROPA e AMÉRICA DO SUL
O titular da conta vinculada residente no Japão, nos Estados Unidos ou na Europa que
atender aos motivos do código de saque 01, 04, 05, 86 e 87N poderá solicitar a
movimentação de sua conta vinculada FGTS em uma representação consular do
Brasil naquele país, observadas as condições constantes desta Circular.
O trabalhador preenche e assina o formulário“Solicitação de Saque
FGTS”disponível no endereço www.caixa.gov.br ou www.fgts.gov.br e o apresenta
junto com a documentação necessária em uma das Representações Diplomáticas do
Brasil a seguir: Setor Consular da Embaixada do Brasil em Berlim – Alemanha,
Consulado do Brasil em Frankfurt – Alemanha, Consulado do Brasil em Munique –
Alemanha; Setor Consular da Embaixada do Brasil em Viena – Áustria; Consulado-
Geral do Brasil em Bruxelas – Bélgica; Consulado-Geral do Brasil em Barcelona –
Espanha; Consulado-Geral do Brasil em Madri – Espanha; Consulado-Geral do Brasil
em Atlanta – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Boston – Estados
Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Chicago – Estados Unidos; Consulado-Geral
do Brasil em Hartford – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Houston –
Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles – Estados Unidos;
Consulado-Geral do Brasil em Miami – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil
em Nova York – Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em São Francisco –
Estados Unidos; Consulado-Geral do Brasil em Washington – Estados Unidos;
Consulado-Geral do Brasil em Paris – França; Consulado-Geral do Brasil em Roterdã
– Holanda; Setor Consular da Embaixada do Brasil em Dublin – Irlanda; Consulado
do Brasil em Milão – Itália; Consulado-Geral do Brasil em Roma – Itália; Consulado-
Geral do Brasil em Hamamatsu – Japão; Consulado-Geral do Brasil em Nagoya –
Japão; Consulado-Geral do Brasil em Tokyo – Japão; Consulado-Geral do Brasil em
Faro – Portugal; Consulado-Geral do Brasil em Lisboa – Portugal; Consulado-Geral
do Brasil em Porto – Portugal; Consulado-Geral do Brasil em Londres – Reino Unido;
Consulado-Geral do Brasil em Genebra – Suíça; Consulado-Geral do Brasil em
Zurique – Suíça; Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires – Argentina;
Consulado-Geral do Brasil em Córdoba – Argentina; Consulado-Geral do Brasil em
Mendoza – Argentina; Consulado-Geral do Brasil em Montevidéu – Uruguai;
Consulado-Geral do Brasil em Assunção – Paraguai; Vice-Consulado do Brasil em
Concepción – Paraguai; Vice-Consulado do Brasil em Encarnación – Paraguai;
embaixada do Brasil em La Paz – Bolívia; Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz
de La Sierra – Bolívia; Consulado-Geral do Brasil em Cochabamba – Bolívia;
Embaixada do Brasil em Camberra – Austrália; Embaixada do Brasil em Sidney –
Austrália; Consulado Geral do Brasil em Montreal – Canadá; Embaixada do Brasil em
Ottawa – Canadá; Consulado Geral do Brasil em Toronto – Canadá; Consulado Geral
do Brasil em Vancouver – Canadá; Embaixada do Brasil em Bogotá – Colômbia;
Embaixada do Brasil em Georgetown – Guiana; Consultado Geral do Brasil em
Caiena – Guiana Francesa; Embaixada do Brasil em Paramaribo – Suriname;
Consulado Geral do Brasil em Caracas – Venezuela; Consulado Geral do Brasil em
Ciudad Guayana – Venezuela; Vice-Consulado do Brasil em Puerto Ayacucho –
Venezuela. O pagamento será realizado por meio de crédito em conta da Caixa ou de
outro banco no Brasil que seja de titularidade do trabalhador.
No caso de não possuir conta bancária no Brasil, o trabalhador pode indicar
alguém de sua confiança, informando os dados bancários deste para crédito do valor.
O pagamento deverá ocorrer até 15 dias úteis após a entrega da documentação,
condicionada à certificação de que as condições exigidas para movimentação da conta
vinculada FGTS foram atendidas.

2.2 Procedimentos para assistência e homologação na


rescisão de contrato de trabalho
Transcrevemos a seguir na íntegra a Instrução Normativa SRT no 15, de 14-7-2010 –
DOU de 15-7-2010, que estabelece os procedimentos para a assistência e a
homologação na rescisão do contrato de trabalho.

INSTRUÇÃO NORMATIVA SRT No 15, DE 14


DE JULHO DE 2010
Estabelece procedimentos para assistência e
homologação na rescisão de contrato de trabalho.

A SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO


MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 5o, inciso IX, do Regimento Interno da Secretaria de
Relações do Trabalho, aprovado pela Portaria Ministerial no 483, de 15 de
setembro de 2004, e tendo em vista o disposto nas Portarias no 1.620 e no
1.621, de 14 de julho de 2010, resolve:

Capítulo I

Seção I
Disposições Preliminares

Art. 1o A assistência na rescisão de contrato de trabalho, prevista no § 1o do


art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo
Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, obedecerá ao disposto nesta
Instrução Normativa.
Art. 2o Na assistência à rescisão do contrato de trabalho, o Sistema
Homolognet, instituído pela Portaria no 1.620, de 14 de julho de 2010, será
utilizado gradualmente, conforme sua implantação nas Superintendências
Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências Regionais do Trabalho e
Emprego e Agências Regionais.
§ 1o Nas rescisões contratuais em que não for adotado o Homolognet, será
utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT previsto no
Anexo I da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010.
§ 2o Quando for adotado o Homolognet, serão utilizados os seguintes
documentos:
I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, previsto no Anexo II da
Portaria no 1.621, de 2010;
II – Termo de Homologação sem ressalvas, previsto no Anexo III da
Portaria no1.621, de 2010;
III – Termo de Homologação com ressalvas, previsto no Anexo IV da
Portaria no1.621, de 2010;
IV – Termo de Comparecimento de uma das partes;
V – Termo de Comparecimento de ambas as partes, sem homologação da
rescisão em face de discordância quanto aos valores constantes no TRCT; e
VI – Termo de Compromisso de Retificação do TRCT.

Art. 3o O empregador, ao utilizar o Homolognet, deverá acessar o Sistema


por meio do portal do MTE na Internet: <www.mte.gov.br>, cadastrar-se
previamente e:
I – incluir os dados relativos ao contrato de trabalho e demais dados
solicitados pelo Sistema;
II – informar-se com o órgão local do MTE, para verificar a necessidade de
agendamento da homologação; e
III – dirigir-se ao órgão local do MTE, munido dos documentos previstos
no art.22 desta Instrução Normativa.

Seção II
Disposições Gerais

Art. 4o A assistência na rescisão de contrato de trabalho tem por objetivo


orientar e esclarecer empregado e empregador acerca do cumprimento da
lei, bem como zelar pelo efetivo pagamento das parcelas rescisórias, e é
devida:
I – nos contratos de trabalho firmados há mais de um ano;
II – quando o cômputo do aviso-prévio indenizado resultar em mais de um
ano de serviço; e
III – na hipótese de aposentadoria em que ocorra rescisão de contrato de
trabalho que se enquadre nos incisos I e II deste artigo.
Parágrafo único. Conta-se o prazo de um ano e um dia de trabalho pelo
calendário comum, incluindo-se o dia em que se iniciou a prestação do
trabalho.

Art. 5o Não é devida a assistência na rescisão de contrato de trabalho em


que são partes a União, os estados, os municípios, suas autarquias e
fundações de direito público, e empregador doméstico, ainda que optante
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

Capítulo II

Seção I
Da Competência

Art. 6o São competentes para prestar a assistência na rescisão do contrato


de trabalho:
I – o sindicato profissional da categoria do local onde o empregado laborou
ou a federação que represente categoria inorganizada;
II – o servidor público em exercício no órgão local do MTE, capacitado e
cadastrado como assistente no Homolognet; e
III – na ausência dos órgãos citados nos incisos I e II deste artigo na
localidade, o representante do Ministério Público ou o Defensor Público e,
na falta ou impedimentos destes, o Juiz de Paz.
Art. 7o Em função da proximidade territorial, poderão ser prestadas
assistências em circunscrição diversa do local da prestação dos serviços ou
da celebração do contrato de trabalho, desde que autorizadas por ato
conjunto dos respectivos Superintendentes Regionais do Trabalho e
Emprego.

Seção II
Dos procedimentos

Art. 8o Diante das partes, cabe ao assistente:


I – inquirir o empregado e confirmar a veracidade dos dados contidos no
TRCT; e
II – verificar a existência de dados não lançados no TRCT, observados os
prazos previstos no inciso XXIX do art. 7o da Constituição Federal.
Parágrafo único. O assistente deverá esclarecer às partes que:
I – a homologação de rescisão por justa causa não implica a concordância
do empregado com os motivos ensejadores da dispensa; e
II – a quitação do empregado refere-se somente ao exato valor de cada
verba especificada no TRCT.

Art. 9o São itens de verificação obrigatória pelo assistente:


I – a regularidade da representação das partes;
II – a existência de causas impeditivas à rescisão;
III – a observância dos prazos legais ou, em hipóteses mais favoráveis, dos
prazos previstos em convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença
normativa;
IV – a regularidade dos documentos apresentados;
V – a correção das informações prestadas pelo empregador;
VI – o efetivo pagamento das verbas devidas;
VII – o efetivo recolhimento dos valores a título de FGTS e de
Contribuição Social, prevista no art. 1o, da Lei Complementar no 110, de 29
de junho de 2001, devidos na vigência do contrato de trabalho;
VIII – o efetivo pagamento, na rescisão sem justa causa, da indenização do
FGTS, na alíquota de 40% (quarenta por cento), e da Contribuição Social,
na alíquota de 10% (dez por cento), incidentes sobre o montante de todos
os depósitos de FGTS devidos na vigência do contrato de trabalho,
atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros
remuneratórios, não se deduzindo, para o cálculo, saques ocorridos; e
IX – indícios de qualquer tipo de fraude, especialmente a rescisão
contratual que vise somente ao saque de FGTS e à habilitação ao Seguro-
Desemprego.

Art. 10. No caso de incorreção ou omissão de parcela devida, o assistente


deve solucionar a falta ou a controvérsia, por meio de orientação e
esclarecimento às partes.
§ 1o Quando a incorreção relacionar-se a dados do contrato de trabalho ou
do empregado, tais como tipo do contrato de trabalho, categoria
profissional, causa de afastamento, data de admissão e afastamento,
percentual de pensão alimentícia a ser retida na rescisão, data do aviso-
prévio, dentre outros, o TRCT deverá ser retificado pelo empregador,
devendo o assistente lavrar o Termo de Compromisso de Retificação do
TRCT.
§ 2o Havendo incorreções não sanadas, o assistente deve comunicar o fato
ao setor de fiscalização do trabalho do órgão para as devidas providências.
§ 3o Desde que haja concordância do empregado, a incorreção de parcelas
ou valores lançados no TRCT não impede a homologação da rescisão,
devendo o assistente consignar as devidas ressalvas no Homolognet.

Art. 11. Na correção dos dados ou na hipótese do § 3o do art. 10 desta


Instrução Normativa, será impresso o Termo de Homologação gerado pelo
Homolognet, que deverá ser assinado pelas partes ou seus prepostos e pelo
assistente.
Parágrafo único. Devem constar das ressalvas:
I – parcelas e complementos não pagos e não constantes do TRCT;
II – matéria não solucionada, nos termos desta Instrução Normativa;
III – a expressa concordância do empregado em formalizar a homologação;
e
IV – quaisquer fatos relevantes para assegurar direitos e prevenir
responsabilidades do assistente.

Seção III
Dos impedimentos
Art. 12. São circunstâncias impeditivas da homologação:
I – nas rescisões de contrato de trabalho por iniciativa do empregador,
quando houver estabilidade do empregado decorrente de:
a) gravidez da empregada, desde a sua confirmação até cinco meses após o
parto;
b) candidatura para o cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção
de Acidentes – CIPA, desde o registro da candidatura e, se eleito, ainda que
suplente, até um ano após o final do mandato;
c) candidatura do empregado sindicalizado a cargo de direção ou
representação sindical, desde o registro da candidatura e, se eleito, ainda
que suplente, até um ano após o final do mandato;
d) garantia de emprego dos representantes dos empregados, titulares ou
suplentes, em Comissão de Conciliação Prévia – CCP, instituída no âmbito
da empresa, até um ano após o final do mandato; e
e) demais garantias de emprego decorrentes de lei, convenção ou acordo
coletivo de trabalho ou sentença normativa;
II – suspensão contratual, exceto na hipótese prevista no § 5o do art. 476-A
da CLT;
III – irregularidade da representação das partes;
IV – insuficiência de documentos ou incorreção não sanável;
V – falta de comprovação do pagamento das verbas devidas;
VI – atestado de saúde ocupacional – ASO com declaração de inaptidão; e
VII – a constatação de fraude, nos termos do inciso IX do art. 9o desta
Instrução Normativa.

Seção IV
Das partes

Art. 13. É obrigatória a presença de empregado e empregador para que seja


prestada a assistência à rescisão contratual.
§ 1o Tratando-se de empregado com idade inferior a dezoito anos, será
obrigatória a presença e a assinatura de seu representante legal no Termo de
Homologação, exceto para os emancipados nos termos da lei civil.
§ 2o O empregador poderá ser representado por procurador legalmente
habilitado ou preposto designado por carta de preposição em que conste
referência à rescisão a ser homologada e os poderes para assinatura dos
documentos na presença do assistente.
§ 3o O empregado poderá ser representado, excepcionalmente, por
procurador legalmente constituído em procuração com poderes expressos
para receber e dar quitação e com firma reconhecida em cartório.

Art. 14. No caso de morte do empregado, a assistência na rescisão


contratual será prestada aos beneficiários habilitados perante o órgão
previdenciário, reconhecidos judicialmente ou previstos em escritura
pública lavrada nos termos do art. 982 do Código de Processo Civil, desde
que dela constem os dados necessários à identificação do beneficiário e à
comprovação do direito, conforme o art. 21 da Resolução no 35, de 24 de
abril de 2007, do Conselho Nacional de Justiça, e o art. 2o do Decreto no
85.845, de 26 de março de 1981.

Seção V
Do Aviso-Prévio

Art. 15. O direito ao aviso-prévio é irrenunciável pelo empregado, salvo se


houver comprovação de que ele obteve novo emprego.

Art. 16. O período referente ao aviso-prévio, inclusive quando indenizado,


integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais.

Art. 17. Quando o aviso-prévio for indenizado, a data da saída a ser


anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS deve ser:
I – na página relativa ao Contrato de Trabalho, a do último dia da data
projetada para o aviso-prévio indenizado; e
II – na página relativa às Anotações Gerais, a data do último dia
efetivamente trabalhado.
Parágrafo único. No TRCT, a data de afastamento a ser consignada será a
do último dia efetivamente trabalhado.

Art. 18. Caso o empregador não permita que o empregado permaneça em


atividade no local de trabalho durante o aviso-prévio, na rescisão deverão
ser obedecidas as mesmas regras do aviso-prévio indenizado.

Art. 19. É inválida a comunicação do aviso-prévio na fluência de garantia


de emprego e de férias.

Subseção I
Da Contagem dos Prazos do Aviso-Prévio

Art. 20. O prazo de trinta dias correspondente ao aviso-prévio conta-se a


partir do dia seguinte ao da comunicação, que deverá ser formalizada por
escrito.
Parágrafo único. No aviso-prévio indenizado, quando o prazo previsto no
art.477, § 6o, alínea “b” da CLT recair em dia não útil, o pagamento poderá
ser feito no próximo dia útil.

Art. 21. Quando o aviso-prévio for cumprido parcialmente, o prazo para


pagamento das verbas rescisórias ao empregado será de dez dias contados a
partir da dispensa de cumprimento do aviso-prévio, salvo se o termo final
do aviso ocorrer primeiramente.

Seção VI
Dos Documentos

Art. 22. Para a assistência, é obrigatória a apresentação dos seguintes


documentos:
I – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT, em quatro vias;
II – Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, com as anotações
atualizadas;
III – Livro ou Ficha de Registro de Empregados;
IV – notificação de demissão, comprovante de aviso-prévio ou pedido de
demissão;
V – extrato para fins rescisórios da conta vinculada do empregado no
FGTS, devidamente atualizado, e guias de recolhimento das competências
indicadas como não localizadas na conta vinculada;
VI – guia de recolhimento rescisório do FGTS e da Contribuição Social,
nas hipóteses do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, e do art. 1o
da Lei Complementar no 110, de 29 de junho de 2001;
VII – Comunicação da Dispensa – CD e Requerimento do Seguro-
Desemprego, nas rescisões sem justa causa;
VIII – Atestado de Saúde Ocupacional Demissional, ou Periódico, durante
o prazo de validade, atendidas as formalidades especificadas na Norma
Regulamentadora – NR 7, aprovada pela Portaria no 3.214, de 8 de junho de
1978, e alterações posteriores;
IX – documento que comprove a legitimidade do representante da empresa;
X – carta de preposto e instrumentos de mandato que, nos casos previstos
nos §§2o e 3o do art. 13 e no art. 14 desta Instrução Normativa, serão
arquivados no órgão local do MTE que efetuou a assistência juntamente
com cópia do Termo de Homologação;
XI – prova bancária de quitação quando o pagamento for efetuado antes da
assistência;
XII – o número de registro ou cópia do instrumento coletivo de trabalho
aplicável; e
XIII – outros documentos necessários para dirimir dúvidas referentes à
rescisão ou ao contrato de trabalho.

Seção VII
Do Pagamento

Art. 23. O pagamento das verbas rescisórias constantes do TRCT será


efetuado em dinheiro ou em cheque administrativo, no ato da assistência.
§ 1o O pagamento poderá ser feito, dentro dos prazos estabelecidos no § 6o
do art. 477 da CLT, por meio de ordem bancária de pagamento, ordem
bancária de crédito, transferência eletrônica ou depósito bancário em conta-
corrente ou poupança do empregado, facultada a utilização da conta não
movimentável – conta salário, prevista na Resolução no 3.402, de 6 de
setembro de 2006, do Banco Central do Brasil.
§ 2o Para fins do disposto no § 1o deste artigo:
I – o estabelecimento bancário deverá se situar na mesma cidade do local
de trabalho; e
II – o empregador deve comprovar que nos prazos legais ou previstos em
convenção ou acordo coletivo de trabalho o empregado foi informado e
teve acesso aos valores devidos.
§ 3o O pagamento das verbas rescisórias será efetuado somente em dinheiro
na assistência à rescisão contratual de empregado não alfabetizado, ou na
realizada pelos Grupos Especiais de Fiscalização Móvel, instituídos pela
Portaria MTE no 265, de 6 de junho de 2002.

Capítulo III

Seção I
Disposições Finais e Transitórias

Art. 24. Não comparecendo uma das partes, ou na falta de homologação da


rescisão em face de discordância quanto aos valores, o assistente emitirá os
Termos de Comparecimento gerados pelo Homolognet.

Art. 25. Havendo homologação do TRCT, os Termos de Homologação


serão assinados pelas partes e pelo assistente e, juntamente com as vias do
TRCT, terão a seguinte destinação:
I – três vias para o empregado;
II – uma via para o empregador.

Art. 26. A assistência prestada nas homologações de rescisões de contrato


sem utilização do Homolognet obedecerá, no que couber, ao disposto nesta
Instrução Normativa, devendo ser observado:
I – o servidor público em exercício no órgão local do MTE, mediante ato
próprio do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, ficará
autorizado a prestar assistência na rescisão do contrato de trabalho;
II – em caso de incorreção de parcelas ou valores lançados no TRCT, o
assistente deverá consignar as devidas ressalvas no verso;
III – é obrigatória a apresentação do demonstrativo de parcelas variáveis
consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na rescisão contratual
e de cópia do instrumento coletivo aplicável;
IV – o assistente deverá conferir manualmente os valores das verbas
rescisórias.
Art. 27. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 28. Fica revogada a Instrução Normativa no 3, de 21 de junho de 2002.

ZILMARA DAVID DE ALENCAR

2.3 Sistema HOMOLOGNET de assistência na


rescisão de contrato de trabalho
A Portaria no 1.620, de 14-7-2010 – DOU de 15-7-2010, instituiu o Sistema
Homolognet para fins de assistência na rescisão de contrato de trabalho. A Portaria no
1.621, de 14-7-2010 – DOU de 15-7-2010, aprova modelos de Termos de Rescisão de
Contrato de Trabalho (TRCT) por meio de quatro ANEXOS, sendo:

Anexo I – Nas rescisões que não for utilizado o Homolognet;


Anexo II – Modelo de Termo de Rescisão de Trabalho gerado pela
Homolognet;
Anexo III – Modelo de Termo de Homologação sem ressalvas; e
Anexo IV – Modelo de Termo de Homologação com ressalvas.

A Instrução Normativa SRT no 15, de 14-7-2010, preceitua em seu art. 2o, caput e§
1 o:
Art. 2o Na assistência à rescisão do contrato de trabalho, o Sistema Homolognet,
instituído pela Portaria no 1.620, de 14 de julho de 2010, será utilizado gradualmente,
conforme sua implantação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego,
Gerências Regionais do Trabalho e Emprego e Agências Regionais.
§ 1o Nas rescisões contratuais em que não for adotado o Homolognet, será
utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT previsto no
Anexo 1 da Portaria no 1.621, de 14 de julho de 2010.
. . . . . . . . . . .
Diante, do exposto, vem sendo utilizado o Termo de Rescisão de Contrato de
Trabalho (TRCT), Anexo I (ver itens 6.1 a 6.19 do Capítulo 4, neste livro) até sua
total implantação nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências
Regionais do Trabalho e Agências Regionais.
O empregador que for utilizar o Homolognet deverá acessar na Internet
<www.mte.gov.br> e cadastrar-se previamente, como vemos a seguir:

Prezado(a) Senhor(a)

Informamos que o CPF no (número do CPF) foi inserido como usuário do


Sistema HomologNet para a Empresa:
CNPJ/CEI: (número do CNPJ ou CEI)
Razão Social: EDITORA (nome do empregador)

Dados de Acesso do Usuário:


Usuário: (número do CPF)
Senha: (senha emitida pelo MTE)

Atenciosamente,

COORDENAÇÃO-GERAL DE RELAÇÕES DO TRABALHO – CGRT


SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO

Favor não responder esta mensagem, pois foi gerada automaticamente pelo
sistema.

A Instrução Normativa da Secretaria de Relações do Trabalho estabelece os


procedimentos para assistência e homologação na rescisão do contrato de trabalho,
bem como sua adoção do Sistema Homolognet encontra-se transcrita na íntegra no
item 2.2 deste capítulo.
A seguir as perguntas e respostas disponibilizadas no site do MTE.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O


HOMOLOGNET – VERSÃO 3.0 ÍNDICE
01. GENERALIDADES
01.01 Qual o significado das siglas, acrônimos e abreviaturas aqui utilizados?
01.02 Que funcionalidades o HomologNet oferece?
02. IMPLANTAÇÃO E ABRANGÊNCIA
02.01 Qual é a legislação específica do HomologNet?
02.02 O HomologNet foi implantado em todas as Unidades Federativas?
02.03 O HomologNet foi implantado no MTE e nas entidades sindicais?
02.04 O HomologNet poderá ser utilizado nas rescisões assistidas em sindicato?
02.05 A utilização do HomologNet é obrigatória?
03. ACESSO AO HOMOLOGNET
03.01 Como é acessado o HomologNet?
03.02 Como é feito o cadastro do Empregador no HomologNet?
03.03 Cada Usuário tem uma senha de acesso?
03.04 Como se cadastra outro Usuário para o mesmo Empregador?
03.05 O Responsável pode atuar também como Usuário do HomologNet?
03.06 Quantos Usuários podem ser cadastrados para um Empregador?
03.07 O mesmo Usuário pode ser cadastrado para mais de um Empregador?
03.08 Como alterar a senha?
03.09 Como é feita a exclusão de um Usuário?
04. CADASTRO DE INFORMAÇÕES DA RESCISÃO NO HOMOLOGNET
04.01 Como é realizado o cadastro (inclusão, alteração e exclusão) das
informações referentes à rescisão de contrato de trabalho?
04.02 Como é produzido um arquivo para transmissão de informações de
rescisão de contrato de trabalho?
04.03 Como se identifica o que foi alterado no Layout do Arquivo de
Importação?
04.04 No arquivo XML de importação de dados pelo HomologNet pode ser
informado mais de um empregador?
04.05 Na página inicial do Módulo Offline de transmissão de arquivos é
requerido o preenchimento de campos contendo informações relativas às
rescisões de contrato de trabalho, conforme figura abaixo. Essas
informações devem valer para todas as rescisões incluídas no mesmo lote?
04.06 No caso de rescisões rejeitadas pelo processamento do arquivo no
momento da importação pelo HomologNet, o lote completo de rescisões
deve ser reenviado ou somente as rescisões que foram rejeitadas?
04.07 As informações de saída do HomologNet, como a discriminação das
verbas rescisórias e das deduções, com seus respectivos valores, ficam
disponíveis no HomologNet após a homologação da rescisão?
04.08 Se os dados informados pelo Empregador divergem dos direitos que as
normas trabalhistas garantem ao Trabalhador, como, por exemplo, o
percentual mínimo de remuneração de horas extras, o HomologNet faz
alguma crítica?
05. ESPECIFICIDADES DE PREENCHIMENTO
Aba Empregador
05.01 Como informar a Contribuição Sindical Patronal de Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional?
Aba Contrato
05.02 Como informar a data de afastamento na hipótese de aviso-prévio
trabalhado em que o empregado faz opção por faltar os sete últimos dias do
contrato de trabalho?
05.03 Como deve ser informada a Rescisão de Contrato de Aprendizagem?
05.04 O que é contrato de trabalho por prazo determinado “com” ou “sem”
cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada?
05.05 Como informar o “Contrato de Experiência” no Sistema HomologNet?
05.06 Como é preenchido o campo Data-Base da Categoria Profissional?
Aba Férias
05.07 Como informar férias parcialmente quitadas?
05.08 Como informar faltas nas abas “Férias”, “13o Salário” e “Descontos”?
Aba Financeiro
05.09 Como criar e utilizar uma Rubrica Externa?
05.10 A regra de informação da remuneração do mês de afastamento é a mesma
de informação da remuneração dos meses anteriores?
05.11 Como informar a remuneração nos casos de movimentações em que a
remuneração é suportada pela Previdência Social ou por terceiros?
05.12 Quando a rubrica Garantia é considerada informação obrigatória?
Aba Dados Auxiliares
05.13 Para que é informado se “A jornada de trabalho da semana do
afastamento foi cumprida integralmente”?
05.14 Como informar se a jornada de trabalho da semana do afastamento foi
cumprida integralmente no caso de Escala de Revezamento?
05.15 Para que é informado se “A jornada do sábado da semana do afastamento
foi compensada durante a semana”?
Aba Desconto
05.16 Como criar e utilizar um Desconto Externo?
05.17 Para que é informada a data de quitação de verbas rescisórias?
06. TRCT
06.01 Como é gerado o TRCT?
06.02 O TRCT pode ser retificado após ser transmitido pelo HomologNet?
06.03 É necessário que o TRCT seja impresso com a orientação de página
Vertical?
07. ASSISTÊNCIA E HOMOLOGAÇÃO
07.01 O HomologNet exibe convenções e acordos coletivos de trabalho?
07.02 As homologações podem ser agendadas?
07.03 Como são colhidas as assinaturas das partes?
07.04 O HomologNet trouxe alguma alteração na forma de recolhimento do
FGTS?
07.05 O formulário do Seguro-Desemprego continua sendo pré-impresso?

01. GENERALIDADES
01.01 Qual o significado das siglas, acrônimos e abreviaturas aqui utilizados?

CEI – Cadastro Específico do INSS


CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
CPF – Cadastro de Pessoas Físicas
DSR – Descanso Semanal Remunerado
FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego
SRT – Secretaria de Relações do Trabalho
SRTE – Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
TRCT – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho
XML – Extensible Markup Language

01.02 Que funcionalidades o HomologNet oferece?


Permite ao Empregador o cadastro (inclusão, alteração e exclusão) das informações
referentes à rescisão de contrato de trabalho. Recebidas as informações, o
HomologNet realiza crítica, faz cálculos e gera o TRCT.
Possibilita ao Trabalhador consultar informações sobre sua rescisão de contrato
de trabalho.
Dá suporte ao MTE nos procedimentos de assistência à rescisão de contrato de
trabalho.

02. IMPLANTAÇÃO E ABRANGÊNCIA


02.01 Qual é a legislação específica do HomologNet?
A legislação específica do HomologNet encontra-se no Portal do Trabalho e
Emprego, no endereço Internet
<http://www.mte.gov.br/ass_homolog/leg_default.asp>, sendo:

a) Portaria no 1.620, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (56kb), que institui o Sistema


HomologNet;
b) Portaria no 1.621, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (67kb), que aprova modelos de
TRCT e Termos de Homologação; e
c) Instrução Normativa no 15, de 14-7-2010 – Arquivo PDF (52kb), que estabelece
procedimentos para assistência e homologação na rescisão de contrato de
trabalho.

02.02 O HomologNet foi implantado em todas as Unidades Federativas?


Foi implantado no dia 15-7-2010 nas sedes das seguintes SRTE: DF, PB, RJ, SC e
TO.
Sua extensão para as sedes das SRTE das demais Unidades Federativas ocorreu
em 18-11-2010.

02.03 O HomologNet foi implantado no MTE e nas entidades sindicais?


Foi implantado apenas no âmbito do MTE.

02.04 O HomologNet poderá ser utilizado nas rescisões assistidas em sindicato?


Para que as entidades sindicais possam utilizar o HomologNet nas assistências é
necessário o desenvolvimento de um novo e específico módulo. Tal módulo fará uso
de Certificação Digital.

02.05 A utilização do HomologNet é obrigatória?


A utilização do HomologNet é facultativa. Nas rescisões contratuais sem necessidade
de assistência e homologação, bem como naquelas em que não for utilizado o
HomologNet, será utilizado o TRCT previsto no Anexo I da Portaria no 1.621/10. É
permitida a utilização do TRCT aprovado pela Portaria SRT no 302/02, até o dia 31-
12-2010.

03. ACESSO AO HOMOLOGNET


03.01 Como é acessado o HomologNet?
Para utilizar o HomologNet é necessário acessar o Portal do Trabalho e Emprego
na Internet, no endereço <www.mte.gov.br>.

3 Enunciados da Secretaria de Relações do Trabalho


Transcrevemos a seguir na íntegra a Portaria da SRT no 4 de 16-09-2014
(DOU de 19-09-2014).

PORTARIA SECRETARIA DE RELAÇÕES DO TRABALHO – SRT


No 4 DE 16-09-2014 – DOU de 19-09-2014
Aprova, revisa e revoga enunciados da Secretaria de
Relações do Trabalho.
O Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e
Emprego, no uso das atribuições previstas no art. 17 do Decreto no 5.063,
de 3 de maio de 2004, e no Anexo VII, do art. 1o da Portaria no 483, de 15
de setembro de 2004.
Considerando a necessidade dar maior eficiência ao atendimento ao público
prestado pelas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego por
meio da padronização dos procedimentos administrativos; e
Considerando as orientações e os entendimentos normativos emanados
desta Secretaria,
Resolve:
Art. 1o Revisar as ementas aprovadas pela Portaria SRT no 01, de 26 de
maio de 2006 e pela Portaria no 4, de 22 de julho de 2008, que passarão a
ser denominadas de “enunciados” e vigorarão com as redações e as
referências constantes no Anexo I.
Art. 2o Revogar os enunciados nos 08, 36 e 40.
Art. 3o Aprovar os enunciados nos 41 a 60.
Art. 4o Os enunciados aprovados pela Secretaria de Relações do Trabalho
devem orientar a atuação e atividade dos servidores e chefes das seções ou
setores de relações de trabalho das Superintendências Regionais do
Trabalho e Emprego, e daqueles que compõem a Secretaria de Relações do
Trabalho no desempenho de suas respectivas atribuições.
Art. 5o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ENUNCIADO No 01
HOMOLOGAÇÃO. EMPREGADO EMANCIPADO.
Não é necessária a assistência por responsável legal, na homologação da
rescisão contratual, ao empregado adolescente que comprove ter sido
emancipado.
Ref.: Art. 439 da CLT e art. 5o do Código Civil.
ENUNCIADO No 02
HOMOLOGAÇÃO. APOSENTADORIA.
É devida a assistência prevista no § 1o, do art. 477, da CLT, na ocorrência
da aposentadoria espontânea acompanhada do afastamento do empregado.
A assistência não é devida na aposentadoria por invalidez.
Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT; Art. 4o, III, da IN no 10, de 2010; STF RE
449.420-5/PR
ENUNCIADO No 03
HOMOLOGAÇÃO. EMPREGADO FALECIDO.
I – No caso de falecimento de empregado, é devida a homologação e a
assistência na rescisão do contrato de trabalho aos beneficiários habilitados
perante o órgão previdenciário ou assim reconhecidos judicialmente,
porque a estes se transferem todos os direitos do de cujus.
II – No caso de haver beneficiários com idade inferior a 18 (dezoito) anos,
suas quotas deverão ser depositadas em caderneta de poupança, consoante
Lei no 6.858/1980 e Decreto no 85.845/1981, sendo imprescindível a
apresentação desta conta bancária para depósito, ou de autorização do juiz
que ampare a aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua
família ou o dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.
Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT; Lei no 6.858, de 1980, Decreto no 85.845, de
1981; Art. 14 da IN no 15, de 2010.
ENUNCIADO No 04
HOMOLOGAÇÃO. IMPEDIMENTOS.
As seguintes circunstâncias, se não sanadas no decorrer da assistência,
impedem o assistente do Ministério do Trabalho e Emprego de efetuar a
homologação, ainda que o empregado com ela concorde:
I – a irregularidade na representação das partes;
II – a existência de garantia de emprego, no caso de dispensa sem justa
causa;
III – a suspensão contratual, exceto na hipótese do art. 476-A, da CLT;
IV – a inaptidão do trabalhador declarada no atestado de saúde ocupacional
(ASO);
V – a fraude caracterizada;
VI – a falta de apresentação de todos os documentos necessários ou
incorreção não sanável;
VII – a falta de comprovação do pagamento das verbas rescisórias;
VIII – a recusa do empregador em pagar pelo menos parte das verbas
rescisórias.
Ref.: CLT; NR-07; IN no 15, de 2010.
ENUNCIADO No 05
HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE PAGAMENTO DE VERBA
RESCISÓRIA DEVIDA. CIÊNCIA DO EMPREGADO.
O assistente deverá informar o trabalhador quanto à existência de
irregularidades. Cientificado o empregado, caso este concorde com a
rescisão, exceto nas hipóteses relacionadas na Ementa no 4, o assistente não
poderá obstá-la, e deverá consignar aquela anuência no verso do TRCT.
Ref: arts. 10, §§ 1o, 2o e 3o, e 26, II, da IN no 15, de 2010
ENUNCIADO No 06
HOMOLOGAÇÃO. MEIOS DE PROVA DOS PAGAMENTOS.
A assistência ao empregado na rescisão do contrato de trabalho
compreende os seguintes atos: informar direitos e deveres aos interessados;
conciliar controvérsias; conferir os reflexos financeiros decorrentes da
extinção do contrato; e zelar pela quitação dos valores especificados no
Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. Dada a natureza de ato
vinculado da assistência, o agente somente deve admitir os meios de prova
de quitação previstos em lei ou normas administrativas aplicáveis, quais
sejam: o pagamento em dinheiro ou cheque administrativo no ato da
assistência; a comprovação da efetiva transferência dos valores, para a
conta-corrente do empregado, por meio eletrônico, por depósito bancário,
transferência eletrônica ou ordem bancária ou vale postal de pagamento ou
de crédito.
Ref: Art. 477, § 4o, da CLT e art. 23 da IN no 15, de 2010.
ENUNCIADO No 07
HOMOLOGAÇÃO. DEPÓSITO BANCÁRIO. MULTAS.
Não são devidas as multas previstas no § 8o, do art. 477, da CLT quando o
pagamento integral das verbas rescisórias, realizado por meio de depósito
bancário em conta-corrente do empregado, tenha observado o prazo
previsto no § 6o, do art. 477, da CLT. Se o depósito for efetuado mediante
cheque, este deve ser compensado no referido prazo legal. Em qualquer
caso, o empregado deve ser, comprovadamente, informado desse depósito.
Este entendimento não se aplica às hipóteses em que o pagamento das
verbas rescisórias deve ser feito necessariamente em dinheiro, como, por
exemplo, na rescisão do contrato do empregado analfabeto ou adolescente e
na efetuada pelo grupo móvel de fiscalização.
Ref.: Art. 477, §§ 6o e 8o, da CLT; e art. 23 da IN no 15 de 2010.
ENUNCIADO No 08 – REVOGADO
ENUNCIADO No 09
HOMOLOGAÇÃO. FEDERAÇÃO
DE TRABALHADORES. COMPETÊNCIA.
As federações de trabalhadores são competentes para prestar a assistência
prevista no § 1o, do art. 477, da CLT, nas localidades onde a categoria
profissional não estiver organizada em sindicato.
Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 611, § 2o, da CLT.
ENUNCIADO No 10
ASSISTÊNCIA. RESCISÃO. COMPETÊNCIA DOS SERVIDORES.
I – A assistência e a homologação de rescisão do contrato de trabalho
somente poderão ser prestadas por servidor público em exercício no MTE.
II – Compreendem-se no conceito de servidores públicos, em sentido
amplo, os servidores estatutários e ocupantes de cargo público; os
empregados públicos contratados sob regime da legislação trabalhista; e os
servidores temporários contratados à luz do art. 37, IX, da Constituição
Federal e da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993.
Ref.: Art. 477, § 1o, da CLT. Constituição Federal e Lei no 8.745, de 9 de
dezembro de 1993.
ENUNCIADO No 11
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO.
O período do aviso-prévio, mesmo indenizado, é considerado tempo de
serviço para todos os efeitos legais. Dessa forma se, quando computado
esse período, resultar mais de um ano de serviço do empregado, deverá ser
realizada a assistência à rescisão do contrato de trabalho prevista no § 1o,
do art. 477, da Consolidação das Leis do Trabalho.
Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 487, § 1o, da CLT.
ENUNCIADO No 12
HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO.
O prazo de um ano e um dia de trabalho, a partir do qual se torna necessária
a prestação de assistência na rescisão do contrato de trabalho, deve ser
contado pelo calendário comum, incluindo-se o dia em que se iniciou a
prestação do trabalho. A assistência será devida, portanto, se houver
prestação de serviço até o mesmo dia do começo, no ano seguinte.
Ref.: art. 132, § 3o, do CC.
ENUNCIADO No 13
HOMOLOGAÇÃO. TRCT.
Os comandos, determinações e especificações técnicas referentes ao Termo
de Rescisão do Contrato de Trabalho, aprovado pela Portaria no 302, de 26
de junho de 2002 ou pela Port. Portaria no 1.621, de 15 de julho de 2010,
não comportam alterações ou supressões, ressalvadas as permitidas na
própria regulamentação.
Ref.: Art. 477 da CLT e Portaria no 1.621, de 2010.
ENUNCIADO No 14
HOMOLOGAÇÃO.TRCT.IDENTIFICAÇÃO DO ÓRGÃO
HOMOLOGADOR
I – Devem constar, em campo reservado do TRCT, o nome, endereço e
telefone do órgão que prestou assistência ao empregado na rescisão do
contrato de trabalho.
II – Referida identificação pode ser aquela impressa automaticamente pelo
sistema Homolognet, no caso de sua utilização para a assistência à rescisão,
ou mediante outro meio, como carimbo, que contemple estas informações.
III – Tratando-se de entidade sindical, deverá ser informado, também, o
número da carta sindical ou do processo que concedeu o registro sindical
no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ref.: Portaria no 1.057, de 6 de julho de 2012.
ENUNCIADO No 15 – Revogado pela Portaria no 3, de 9 de novembro de
2006, Seção 1, pág. 106.
ENUNCIADO No 16
HOMOLOGAÇÃO. PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO.
Não compete aos assistentes do MTE exigir a apresentação do Perfil
Profissiográfico Previdenciário – PPP, previsto na Lei no 8.213, de 1991 e
no Decreto no 3048, de 1999, no ato da assistência e homologação das
rescisões de contrato de trabalho, uma vez que tal exigência é de
competência da Auditoria-Fiscal da Previdência Social.
Ref.: Art. 58, § 4o, da Lei no 8.213, de 1991; art. 68, § 2o, do Decreto no
3.048, de 1999; e Informação CGRT/SRT no 12, de 2004.
ENUNCIADO No 17
HOMOLOGAÇÃO. EMPRESA EM PROCESSO DE RECUPERAÇÃO
JUDICIAL.
As empresas em processo de recuperação judicial não têm privilégios ou
prerrogativas em relação à homologação das rescisões de contrato de
trabalho. Portanto, devem atender a todas as exigências da legislação em
vigor.
Ref.: Art. 6o da Lei no 11.101, de 2005, e art. 477 da CLT.
Ref.: Art. 6o da Lei no 11.101, de 2005, e art. 477 da CLT.
ENUNCIADO No 18 – Revogado pela Portaria no 9, publicada no DOU de
15-4-2011.
ENUNCIADO No 19
HOMOLOGAÇÃO. ART. 9o DA LEI No 7.238, de 1984. INDENIZAÇÃO
ADICIONAL. CONTAGEM DO PRAZO DO AVISO-PRÉVIO.
É devida ao empregado, dispensado sem justa causa no período de 30 dias
que antecede a data base de sua categoria, indenização equivalente ao seu
salário mensal.
I – Será devida a indenização em referência se o término do aviso-prévio
trabalhado ou a projeção do aviso-prévio indenizado se verificar em um dos
dias do trintídio;
II – O empregado não terá direito à indenização se o término do aviso-
prévio ocorrer após ou durante a data base e fora do trintídio, no entanto,
fará jus aos complementos rescisórios decorrentes da norma coletiva
celebrada.
Ref.: Art. 9o da Lei no 7.238, de 1984, e art. 487, § 1o, da CLT.
ENUNCIADO No 20
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO CUMPRIDO EM CASA. FALTA
DE PREVISÃO LEGAL. EFEITOS.
Inexiste a figura jurídica do “aviso-prévio cumprido em casa”.
O aviso-prévio ou é trabalhado ou indenizado. A dispensa do empregado de
trabalhar no período de aviso-prévio implica a necessidade de quitação das
verbas rescisórias até o décimo dia, contado da data da notificação da
dispensa, nos termos do § 6o, alínea “b”, do art. 477, da CLT.
Ref.: Art. 477, § 6o, “b”, e art. 487, § 1o, da CLT; Orientação
Jurisprudencial no 14 do TST.
ENUNCIADO No 21
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. CONTAGEM DO PRAZO.
O prazo do aviso-prévio conta-se excluindo o dia da notificação e incluindo
o dia do vencimento. A contagem do período de trinta dias será feita
independentemente de o dia seguinte ao da notificação ser útil ou não, bem
como do horário em que foi feita a notificação no curso da jornada.
Ref.: Art. 487 da CLT; art. 132 do CC; e Súmula no 380 do TST
ENUNCIADO No 22
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO INDENIZADO. PRAZO PARA
PAGAMENTO.
No aviso-prévio indenizado, o prazo para pagamento das verbas rescisórias
deve ser contado excluindo-se o dia da notificação e incluindo-se o do
vencimento.
Ref.: Art. 477, § 6o, “b” da CLT; art. 132 do CC; e Orientação
Jurisprudencial no 162 da SBDI-1/TST.
ENUNCIADO No 23
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. DISPENSA DO CUMPRIMENTO.
PRAZO.
No pedido de demissão, se o empregador aceitar a solicitação do
trabalhador de dispensa de cumprimento do aviso-prévio, não haverá o
dever de indenização pelo empregador, nem de cumprimento pelo
trabalhador. A quitação das verbas rescisórias será feita até o décimo dia,
contado do pedido de demissão ou do pedido de dispensa do cumprimento
do aviso-prévio.
Ref.: Art. 477, § 6o, “b” da CLT.
ENUNCIADO No 24
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. DISPENSA DO EMPREGADO
DURANTE O CUMPRIMENTO DO AVISO. PRAZO PARA
PAGAMENTO.
Quando, no curso do aviso-prévio, o trabalhador for dispensado pelo
empregador do seu cumprimento, o prazo para o pagamento das verbas
rescisórias será o que ocorrer primeiro: o décimo dia, a contar da dispensa
do cumprimento, ou o primeiro dia útil após o término do cumprimento do
aviso-prévio.
Ref.: Art. 477, § 6o, da CLT.
ENUNCIADO No 25
HOMOLOGAÇÃO. AVISO-PRÉVIO. CONTRATO POR PRAZO
DETERMINADO.
Nos contratos por prazo determinado, só haverá direito a aviso-prévio
quando existir cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão
antecipada, uma vez que, neste caso, aplicam-se as regras da rescisão dos
contratos por prazo indeterminado.
Ref.: Art. 7o, XXI, da CF; arts. 477 e 481 da CLT.
ENUNCIADO No 26
HOMOLOGAÇÃO. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO.
DESCANSO SEMANAL REMUNERADO.
Nos contratos por prazo indeterminado, será devido o pagamento do
descanso semanal remunerado por ocasião da rescisão do contrato de
trabalho nas seguintes hipóteses: quando o descanso for aos domingos e a
carga horária semanal tiver sido cumprida integralmente; quando o prazo
do aviso-prévio terminar em sábado ou sexta-feira e o sábado for
compensado; quando existir escala de revezamento e o prazo do aviso-
prévio se encerrar no dia anterior ao do descanso previsto.
Ref.: Arts. 67 e 385 da CLT; Lei no 605, de 1949, e Decreto no 27.048, de
1949.
ENUNCIADO No 27
HOMOLOGAÇÃO. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO.
FÉRIAS. PARCELAS VARIÁVEIS. CÁLCULO.
Ressalvada norma mais favorável, o cálculo da média das parcelas
variáveis incidentes sobre as férias será efetuado das seguintes formas:
I – com base no período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário devido
na data da rescisão;
II – quando pago por hora ou tarefa, com base na média quantitativa do
período aquisitivo, aplicando-se o valor do salário devido na data da
rescisão;
III – se o salário for pago por porcentagem, comissão ou viagem, com base
na média dos salários percebidos nos doze meses que precederam seu
pagamento ou rescisão contratual.
Ref.: Arts. 7o, VII e XVII, da CF; art. 142 da CLT; Súmula no 199 do STF;
e Súmula no 149 do TST.
ENUNCIADO No 28
CAPACIDADE SINDICAL. COMPROVAÇÃO.
A capacidade sindical, necessária para a negociação coletiva, para a
celebração de convenções e acordos coletivos do trabalho, para a
participação em mediação coletiva no âmbito do Ministério do Trabalho e
Emprego, para a prestação de assistência à rescisão de contrato de trabalho,
bem como para figurar como beneficiário do recolhimento da contribuição
sindical compulsória, é comprovada, sem prejuízo da necessidade de
inscrição válida e ativa no cartório de pessoas jurídicas, por meio do
registro sindical e da regularidade e atualização da diretoria no Cadastro
Nacional de Entidades Sindicais deste Ministério.
Ref.: Art. 8o, I, IV da CF; arts. 578 e 611 da CLT; Inst. Normativa no 16, de
15.10.2013; Portaria MTE no 186, de 10-4-2008 e Port. 326, de 1o-3-2013.
ENUNCIADO No 29
CONVENÇÃO OU ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. DEPÓSITO
E REGISTRO. ANÁLISE DAS CLÁUSULAS.
I – O instrumento coletivo, para ser registrado no MTE, deve cumprir as
formalidades previstas em lei aplicáveis ao processo de negociação,
inclusive quanto à capacidade jurídica e/ou sindical daqueles que o
subscrevem, assim como quanto à correspondência de categorias e bases
territoriais.
II – Não será indeferido o registro por questões de mérito ou conteúdo das
cláusulas convencionadas, as quais poderão ser objeto de controle de
legalidade pelos órgãos competentes.
Ref.: Art. 7o, XXVI, da CF; arts. 611 e 614 da CLT; IN no 16, de 2013.
ENUNCIADO No 30 – Revogado pela Portaria no 3, de 9 de novembro de
2006, Seção 1, pág. 106.
ENUNCIADO No 31
CONVENÇÃO OU ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. PRAZO
PARA DEPÓSITO.
I – O instrumento coletivo de trabalho deverá observar os requisitos de
validade dos atos e negócios jurídicos em geral, razão pela qual não será
depositado quando expirada sua vigência.
II – A alteração do instrumento coletivo por Termo Aditivo deve obedecer
às mesmas regras previstas para o depósito da solicitação de registro.
Ref.: Arts. 613 e 614 da CLT; IN no 16, de 2013.
ENUNCIADO No 32
COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO
INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.
ASSISTÊNCIA AO EMPREGADO NA RESCISÃO DO CONTRATO DE
TRABALHO.
I – A Comissão de Conciliação Prévia – CCP e o Núcleo Intersindical de
Conciliação Trabalhista – NINTER não têm competência para a assistência
e homologação de rescisão de contrato de trabalho de empregado com mais
de um ano de serviço.
II – O termo de conciliação celebrado no âmbito da CCP ou do NINTER,
ainda que ultime uma rescisão, não está sujeito à homologação prevista no
art. 477 da CLT.
Ref.: Art. 477, § 1o, e art. 625-E, parágrafo único, da CLT.
ENUNCIADO No 33
COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO
INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.
DESCUMPRIMENTO DE PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VERBAS
RESCISÓRIAS.
I – Os prazos para pagamento das verbas rescisórias são determinados pelo
§ 6o, do art. 477, da Consolidação das Leis do Trabalho.
II – O acordado em âmbito de CCP ou NINTER não tem o condão de ilidir
a incidência da multa prevista no § 8o do art. 477 da CLT, quando a
quitação não ocorra nos prazos previstos no § 6o do mesmo dispositivo.
Ref.: Art. 477, §§ 6o e 8o, e art. 625-D, § 1o, da CLT.
ENUNCIADO No 34
COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – CCP E NÚCLEO
INTERSINDICAL DE CONCILIAÇÃO TRABALHISTA – NINTER.
FGTS.
Não produz efeitos o acordo firmado no âmbito de CCP e NINTER
transacionando o pagamento diretamente ao empregado da contribuição do
FGTS e da multa de quarenta por cento, prevista no § 1o, do art. 18, da Lei
no 8.036, de 11 de maio de 1990, incidentes sobre os valores acordados ou
devidos na duração do vínculo empregatício, dada a natureza jurídica de
ordem pública da legislação respectiva.
Ref.: Arts. 18 e 23 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990; arts. 625-A e
625-H da CLT.
ENUNCIADO No 35
MEDIAÇÃO DE CONFLITOS COLETIVOS DE TRABALHO.
ABRANGÊNCIA.
I – A mediação coletiva será realizada pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, observados os limites de sua competência, para:
a) Promoção de celebração de instrumentos coletivos de trabalho;
b) Resolução de conflitos nas relações de trabalho;
c) Resolução de conflitos intersindicais relativos à representação das
categorias.
II – Caso as partes não compareçam à mediação proposta ou não cheguem
a um acordo para a regularização dos conflitos existentes, o processo
poderá ser encaminhado à Seção de Fiscalização do Trabalho para as
providências cabíveis, especialmente quando versarem sobre garantias ou
direitos dos trabalhadores que estejam sendo inobservados ou
descumpridos.
Ref.: Art. 626 da CLT, art. 11, da Lei no 10.192, de 14 de dezembro de
2001; art. 4o da Lei no 10.101, de 19 de dezembro de 2000; art. 2o do
Decreto no 1.256, de 1994; art. 2o do Decreto no 1.572, de 28 de julho de
1995; art. 18 do Decreto no 4.552, de 27 de dezembro de 2002; art. 7o, da
Portaria no 343, de 23 de maio de 2000; arts. 22 e 24 da Portaria 326 de
2013; Instrução Normativa no 16, de 15 de outubro de 2013.
ENUNCIADO No 36 – REVOGADO.
ENUNCIADO No 37
MEDIAÇÃO DE CONFLITOS COLETIVOS DE TRABALHO.
TRANSAÇÃO DE DIREITOS INDISPONÍVEIS. VEDAÇÃO.
Na mediação decorrente de descumprimento de norma legal ou
convencional, os direitos indisponíveis não poderão ser objeto de transação.
Ref.: Art. 11 da Lei no 10.192, de 14 de dezembro de 2001; arts. 2o e 6o do
Decreto no 1.572, de 28 de julho de 1995.
ENUNCIADO No 38
TRABALHO TEMPORÁRIO. PRORROGAÇÃO DO CONTRATO.
LOCAL DE RECEBIMENTO DO PEDIDO.
I – Os pedidos de prorrogação do contrato de trabalho temporário devem
ser realizados até cinco dias antes do termo final inicialmente previsto,
mediante inserção da solicitação no Sistema de Registro de Empresa de
Trabalho Temporário – SIRETT.
II – Independe de autorização do órgão regional do MTE a prorrogação de
contrato de trabalho temporário, quando a duração total da contratação, já
somada a prorrogação, não exceder a três meses.
III – A análise das solicitações será feita pela Seção de Relações do
Trabalho – SERET da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
do local da prestação do serviço.
IV – Em caso de negativa do pedido, o interessado pode, em até dez dias
daquele ato, apresentar pedido de reconsideração à autoridade que proferiu
a decisão, a qual, se não a reconsiderar, o encaminhará à autoridade
superior.
Ref.: Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974; arts. 55, 56 e 59 da Lei no
9.784, de 1999, Portaria no 789, de 2 de junho de 2014.
ENUNCIADO No 39
TRABALHO TEMPORÁRIO.
PRORROGAÇÃO DO CONTRATO. PRAZOS PARA PEDIDO E PARA
ANÁLISE
I – Pedidos de registro de contratos fora dos prazos previstos na Port. no
789/2014 implicam indeferimento da solicitação.
II – A Administração tem cinco dias para analisar os pedidos, salvo motivo
de força maior. Este prazo pode ser dilatado até o dobro, mediante
comprovada justificação.
Ref.: Port. 789, de 2 de junho de 2014; arts. 24 e 48 da Lei no 9.784/1999.
ENUNCIADO No 40 – REVOGADO.
ENUNCIADO No 41
TRABALHO TEMPORÁRIO. MOTIVO JUSTIFICADOR. INDICAÇÃO.
ALTERAÇÃO.
I – O art. 2o da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974 serve apenas para
enumerar as hipóteses de contratação de trabalho temporário.
II – A empresa deve obrigatoriamente, sob pena de indeferimento,
descrever o motivo justificador, entendido como o fato determinado e
identificável que ampara a contratação temporária, não sendo suficiente a
mera referência às hipóteses legais.
III – A alteração da hipótese legal ou do motivo justificador não amparam
prorrogação do contrato de trabalho temporário, mas ensejam nova
contratação, a ser analisada à luz dos normativos vigentes.
Ref.: Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974; Portaria no 789, de 2 de junho
de 2014.
ENUNCIADO No 42
EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO. SÓCIO ESTRANGEIRO.
I – A empresa de trabalho temporário pode possuir em seu quadro sócio
estrangeiro, visto que a limitação constante no art. 6o, alínea “a” da Lei no
6.019/1974 não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988,
consoante Parecer CONJUR no 342/1997, aprovado em caráter normativo
pelo Sr. Ministro do Trabalho e Emprego.
II – Se um dos sócios, pessoa física ou jurídica, for estrangeiro, deve
apresentar seus documentos de identificação ou de contrato social, com
tradução juramentada, além de procuração que atribua plenos poderes a
procurador residente no Brasil para, em nome da pessoa física ou jurídica
domiciliada no exterior, tratar e resolver definitivamente quaisquer
questões perante o MTE.
Ref.: Parecer CONJUR no 342/1997, publicado no Diário Oficial da União
em 30 de junho de 1997, e Parecer CONJUR no 528/2005.
ENUNCIADO No 43
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. FORMA E COMPROVANTE DE
RECOLHIMENTO.
I – Considerando que o art. 583, § 1o, da Consolidação das Leis do
Trabalho – CLT, estabelece que o recolhimento da contribuição sindical
urbana, que tem natureza tributária, obedecerá ao sistema de guias, de
acordo com instruções do Ministério do Trabalho e Emprego, os
recolhimentos, seja da parte laboral ou patronal, devem observar as regras
constantes da Port. no 488, de 23 de novembro de 2005.
II – A contribuição sindical rural também é tributo, à luz do art. 149 da
Constituição Federal, e seu recolhimento é realizado em rede bancária
conforme guias emitidas pelas entidades que a administram.
III – Pagamentos efetuados de modo diverso não são considerados, posto
que, além de atentar contra a distribuição entre os beneficiários legais e
lesar a conta pública de emprego e salário do Fundo de Amparo do
Trabalhador – FAT, é uma ofensa ao princípio da legalidade.
Ref.: Art. 149 da Constituição Federal. Arts. 586 a 591 da CLT; Dec.-Lei no
1.166, de 15-4-1971; Lei no 8.847, de 28-1-1994; Lei no 9.393, de 19-12-
1996, Port. no 488, de 23-11-2005; Port. no 982, de 5-5-2010; Port. no 189,
de 5-7-2007 e Port. no 186, de 26-1-2014.
ENUNCIADO No 44
DEPÓSITO, REGISTRO E ARQUIVAMENTO DOS INSTRUMENTOS
COLETIVOS. LEGITIMAÇÃO, HABILITAÇÃO, ALTERAÇÃO E
PRAZOS
I – Consoante Instrução Normativa no 16, de 15 de outubro de 2013, os
instrumentos coletivos, como negócios jurídicos que são, devem ser
subscritos pelas pessoas legitimadas a fazê-lo, à luz dos arts. 115 a 120 da
Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).
II – A inclusão da norma coletiva no sistema MEDIADOR deve ser feita
por pessoa habilitada pelos signatários para a realização do ato.
III – A análise formal de que trata a IN no 16/2013, para fins de registro e
depósito, demanda verificação dos documentos apresentados assinados
pelos signatários, sem rasuras; a existência de procuração, quando for o
caso; a correspondência de categorias entre as partes signatárias e a
correspondência da base territorial de abrangência do instrumento coletivo.
IV – Constatado que o requerimento não é original, encontra-se rasurado
ou sem assinatura, as partes deverão ser notificadas para as devidas
correções.
V – Verificada a ausência de procuração ou procuração inválida, as partes
deverão ser notificadas para apresentarem procurações que concedam
poderes a seus representantes legais para atuarem no instrumento coletivo.
VI – Havendo erro de categoria, as partes serão notificadas para fazer a
retificação devida por meio do sistema e transmitir novamente o
instrumento, ocasião em que será gerado um novo requerimento que deverá
ser assinado e protocolado no MTE ou em seus órgãos regionais, conforme
o caso.
VII – Enquanto o instrumento coletivo não for transmitido, via sistema,
para a base de dados do MTE, o solicitante poderá alterar cláusulas já
inseridas. No entanto, se já tiver sido feita a transmissão, a alteração das
cláusulas só poderá ser feita através de Termo Aditivo ou mediante nova
solicitação.
VIII – Quando se tratar de acordo coletivo, a categoria de trabalhadores
deverá ser equivalente à atividade econômica da empresa, e em todos os
casos a categoria deverá ser compatível com o que consta no cadastro da
entidade no CNES.
IX – O protocolo de instrumento coletivo ocorrido quando expirada sua
vigência enseja imediato arquivamento sem registro.
X – A competência para análise, registro e arquivo de instrumento coletivo
de abrangência nacional ou interestadual é da Secretaria de Relações do
Trabalho, mas quaisquer termos aditivos que possuam base estadual,
intermunicipal ou municipal serão registrados pela SRTE correspondente,
independente de onde esteja registrado o processo principal.
Referência: Instrução normativa no 16, de 15 de outubro de 2013.
ENUNCIADO No 45
HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE PAGAMENTO DE VERBA
RESCISÓRIA DEVIDA. RESSALVA. AUTO DE INFRAÇÃO.
As irregularidades deverão ser especificamente ressalvadas no Termo de
Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT ou do Termo de Homologação.
I – Se o assistente for Auditor-Fiscal do Trabalho, deverá lavrar o auto de
infração cabível, consignando sua lavratura no ato da homologação;
II – Se o assistente não for Auditor-Fiscal do Trabalho, deverá comunicar a
irregularidade ao setor de fiscalização para os devidos fins.
Ref.: Arts. 10, §§ 1o, 2o e 3o, e 26, II, da IN no 15, de 2010.
ENUNCIADO No 46
ASSISTÊNCIA À HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO DO TRABALHO.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Administração Pública
Indireta. Regime Jurídico.
A rescisão de contratos de trabalho com prazo superior a 01 (um) ano,
regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está sujeita à
homologação prevista no Art. 477 da CLT, inclusive quando figure como
empregador ente pertencente à Administração Pública Indireta.
Ref.: Art. 173, § 1o, II, CF-88, e art. 477 da CLT.
Instrução Normativa no 15, de 14 de julho de 2010.
ENUNCIADO No 47
REVOGAÇÃO OU ALTERAÇÃO DO PLANO DE CARGOS E
SALÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO
Cláusulas do Plano de Cargos e Salários, que revoguem ou alterem
vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos
após a revogação ou alteração do Plano.
Ref.: Súmula no 51, TST, inciso I. Nota Informativa CGRT SRT no
121/2014.
ENUNCIADO No 48
COEXISTÊNCIA DE PLANOS DE CARGOS E SALÁRIOS. OPÇÃO
DO EMPREGADO
Havendo a coexistência de Planos de Cargos e Salários da empresa, a
opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras
do sistema do outro.
Ref.: Súmula no 51, TST, inciso I. Nota Informativa CGRT SRT no
121/2014.
ENUNCIADO No 49
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. NÃO APLICAÇÃO DE
CLÁUSULAS
Havendo reivindicação de direito estabelecido no Plano de Cargos e
Salários, ainda quando submetido à homologação no Ministério do
Trabalho e Emprego, a competência para apreciação da demanda é da
Justiça do Trabalho.
Ref.: Súmula no 19, TST. Nota Informativa CGRT SRT no 40/2014.
ENUNCIADO No 50
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. EFEITOS PECUNIÁRIOS.
DIFERENÇA DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
I – Promoção por antiguidade não se confunde com adicional por tempo de
serviço, sendo estes institutos distintos e independentes.
II – A promoção, tanto por antiguidade quanto por mérito, segue os
critérios estabelecidos no PCS, refletindo em efetivo aumento salarial
através da incorporação da promoção ao valor do salário-base.
III – O Adicional por Tempo de Serviço leva em consideração somente o
critério temporal e, ainda que importe em aumento da remuneração, não
altera o salário-base, nem tem o condão de alterar a classe ou o nível do
trabalhador dentro do quadro de carreira.
Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 40/2014.
ENUNCIADO No 51
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. TRABALHADORES EM
FUNÇÃO DE CONFIANÇA OU COMISSIONADOS.
I – Empregados que estejam ocupando função de confiança ou cargo
comissionado na empresa permanecem beneficiários das progressões
previstas no PCS, conforme seus critérios.
II – Ocupantes de função de confiança, tais como diretores, conselheiros e
afins, podem ser abrangidos pelo Plano de Cargos e Salários, conforme
discricionariedade da empresa, desde que expressamente previsto neste.
Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 92/2014.
ENUNCIADO No 52
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. IGUALDADE TEMPORAL NOS
CRITÉRIOS DE PROMOÇÃO POR MÉRITO E TEMPO DE SERVIÇO
I – O Plano de Cargos e Salários deve conter, de forma detalhada, os
critérios a serem aplicados para fins de reflexos pecuniários em favor dos
empregados contemplados pela progressão na carreira, tanto no caso de
progressão por mérito quanto por tempo de serviço.
II – A progressão deve contemplar a alternância entre as duas modalidades,
de forma que ocorra um tipo a cada período idêntico de tempo,
sucessivamente.
III – Uma vez cumpridos todos os requisitos detalhadamente previstos para
a progressão por antiguidade ou por mérito, o PCS não pode sujeitá-la a
qualquer tipo de aprovação ou aval posterior, seja de cunho subjetivo ou de
disponibilidade orçamentária.
Ref.: Nota Informativa CGRT SRT no 39/2014.
ENUNCIADO No 53
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. ABRANGÊNCIA E
UNIVERSALIDADE.
I – O Plano de Cargos e Salários compreende toda a universalidade de
empregados da empresa, independentemente de adesão.
II – Não será homologado o PCS que contenha cláusulas excludentes,
proibitivas, discriminatórias ou restritivas para promoção, progressão ou
reclassificação do empregado.
Ref.: Lei no 9.029, de 13-4-1995.
ENUNCIADO No 54
HOMOLOGAÇÃO. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
Quando submetidos à homologação por parte do MTE, cabe análise do
plano de cargos e salários de empresa pública ou sociedade de economia
mista, desde que se refira a relações de emprego regidas pela Consolidação
das Leis do Trabalho.
Ref.: Art. 173, § 1o, II, CF-88, e art. 461, § 2o, da CLT. Port. MTE no
02/2006.
ENUNCIADO No 55
ATOS PROCESSUAIS. MEIO ELETRÔNICO. ASSINATURA DIGITAL.
A assinatura autenticada com certificação digital ou meio equivalente que
comprove sua autenticidade é hábil a substituir firmas ou assinaturas de
declarações, requerimentos ou solicitações, constantes dos documentos em
forma eletrônica, presumindo-se verdadeira em relação aos signatários.
Ref.: Medida Provisória no 2.200-2, de 24-8-2001, Lei no 12.682, de 9-9-
2012, e art. 968, II, da Lei no 10.406, de 10-1-2002 (Código Civil).
ENUNCIADO No 56
TRABALHO PORTUÁRIO. ENQUADRAMENTO SINDICAL.
CATEGORIA DIFERENCIADA.
I – O trabalho portuário pode se dar na modalidade avulsa ou com vínculo
empregatício.
II – Para efeito do enquadramento do trabalhador na categoria diferenciada,
é suficiente a verificação do exercício de atividades tipicamente portuárias,
sendo irrelevante se a forma de contratação é avulsa ou com vínculo de
emprego, assim como independentemente das atividades serem
desempenhadas dentro ou fora da área do porto organizado.
Ref.: Art. 511, § 3o, da CLT. Lei no 12.815, de 5-6-2013. Parecer CONJUR
no 058/2011. Parecer CONJUR/CGU/AGU no 065/2013. Nota Técnica SRT
no 15/2013.
ENUNCIADO No 57
DIREITO DO TRABALHO. CATEGORIA DOS AGRICULTORES
FAMILIARES.
Não se aplica o inciso VI do art. 3o da Portaria no 326, de 1o-3-2013.
Desnecessária a apresentação da cópia da Carteira de Trabalho e
Previdência Social – CTPS, para solicitação de pedido de registro no caso
da categoria laboral dos agricultores familiares.
Ref.: Nota Técnica no 023/2013/SRT/MTE.
ENUNCIADO No 58
DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. REGISTRO DE
ESTATUTOS DE ENTIDADES SINDICAIS. LIBERDADE SINDICAL.
Quando for oposto impedimento, no caso de atualização de mandato de
diretoria, de registro pelos cartórios de atas de eleição e de posse com
fundamento em duração de mandato superior a três anos ou inobservância
do quantitativo de dirigentes, a entidade sindical apresentará ao MTE estes
documentos, acompanhados da negativa cartorária, para depósito e registro
no CNES.
Ref.: NOTA INFORMATIVA/CGRT/SRT/no 159/2014. NOTA TÉCNICA
no 37/2014/GAB/SRT/MTE. Art. 49 da Portaria no 326, de 1o-3-2013. Art.
8o da Constituição Federal.
ENUNCIADO No 59
DIREITO CONSTITUCIONAL E DO TRABALHO. ESTATUTOS DE
ENTIDADES SINDICAIS. LIBERDADE E ORGANIZAÇÃO
SINDICAL.
No que tange à composição ou quantificação dos órgãos diretivos da
entidade sindical, assim como à duração dos mandatos de seus dirigentes, a
análise do pedido de registro sindical verificará se tais informações estão
em consonância com as disposições constantes no estatuto da entidade.
Ref.: Arts. 3o e 49 da Portaria no 326, de 1o-3-2013. Art. 8o da Constituição
Federal.
ENUNCIADO No 60
REGISTRO SINDICAL. CONTAGEM DOS PRAZOS.
A prática dos atos previstos na Port. no 326, de 1o-3-2013 deverá observar o
que segue:
I – Computar-se-ão os prazos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se
o do vencimento.
II – Os prazos só se iniciam e se vencem em dias úteis e/ou de expediente
normal dos órgãos do ministério.
Ref.: Portaria no 326/2013. Art. 66, § 1o, da Lei no 9.784/99. Art. 184, caput
e § 2o do Código de Processo Civil.

MANOEL MESSIAS NASCIMENTO MELO

4 Condições em que é vedada a dispensa sem justa


causa (estabilidade provisória)
Da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até o quinto mês após o
parto (art. 10, inciso II, alínea b, do Ato das Disposições Transitórias da Constituição
Federal).
Empregado eleito para cargo de direção da CIPA, desde o registro de sua
candidatura até um ano após o final de seu mandato (art. 10, inciso II, alínea a, do Ato
das Disposições Transitórias da Constituição Federal).

A Súmula no 339 do TST preceitua:


No 339. CIPA. Suplente. Garantia de emprego. CF/1988. (incorporadas
as Orientações Jurisprudenciais nos 25 e 329 da SDI-1) – Res. 129/05 –
DJ 20-4-05.
I – O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art.
10, II, “a”, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal
de 1988. (ex-Súmula no 339 – Res. 39/1994, DJ 20-12-1994 e ex-OJ
no25 – Inserida em 29-3-1996)
II – A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem
pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que
somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Extinto o
estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo
impossível a reintegração e indevida a indenização do período
estabilitário. (ex-OJ no 329 – DJ 9-12-2003)

Comentário do autor
Do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento de sua
candidatura a cargo de direção ou representação da entidade sindical ou
de associação profissional, até 1(um) ano após o final do seu mandato,
caso seja eleito, inclusive como suplente (art. 543, § 3o, da CLT).
O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo
prazo mínimo de 12 (doze) meses, a manutenção de seu contrato de
trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário,
independentemente de percepção do auxílio-acidente (art. 118 da Lei no
8.213, de 24-7-1991, do Plano de Benefício da Previdência Social).
Representantes dos empregados membros da Comissão de
Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometerem falta grave, nos termos da lei (art. 625-B,
§ 1o, da CLT). Reiteramos que são os representantes dos empregados.
Suspensão contratual.
Demais empregados com garantia de emprego por força de acordo,
convenção coletiva, sentença normativa ou Lei.

ESTABILIDADE PROVISÓRIA

SÚMULAS DO TRIBUNAL SUPERIOR DO


TRABALHO (TST)
1 – ESTABILIDADE DA GESTANTE INCLUSIVE
NO CONTRATO A TERMO
TST No 244 – GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA
(redação do item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada
em 14-9-2012) – Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-
2012.
I – O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não
afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade
(art. 10, II, “b”, do ADCT).
II – A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se
esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia
restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de
estabilidade.
III – A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória
prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante
contrato por tempo determinado.

2 – DIRIGENTE SINDICAL
TST No 369 – ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do item I
alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14-9-2012) – Res.
185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.
I – É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente
sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da
eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5o,
da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra
na vigência do contrato de trabalho.
II – O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de
1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3o, da
CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes.
III – O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical
só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à
categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente.
IV – Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base
territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade.
V – O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente
sindical durante o período de aviso-prévio, ainda que indenizado, não
lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3o do art.
543 da Consolidação das Leis do Trabalho.

3 – ESTABILIDADE DE ACIDENTE DE
TRABALHO INCLUSIVE NO CONTRATO A
TERMO
TST No 378 – ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO
TRABALHO. ART. 118 DA LEI No 8.213/1991. (inserido item III)
Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-2012.
I – É constitucional o artigo 118 da Lei no 8.213/1991 que assegura
o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a
cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. (ex-OJ no 105 da
SBDI-1 – inserida em 1o-10-1997)
II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o
afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-
doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença
profissional que guarde relação de causalidade com a execução do
contrato de emprego. (Primeira parte – ex-OJ no 230 da SBDI-1 –
inserida em 20-6-2001)
III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo
determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de
acidente de trabalho prevista no art. 118 da Lei no 8.213/91.

4 – DISPENSA DE EMPREGADO PORTADOR DE


DOENÇA GRAVE
TST no 443 – Dispensa discriminatória. Presunção. Empregado
portador de doença grave. Estigma ou preconceito. Direito à
Reintegração. Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27-9-
2012.
Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do
vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito.
Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego.

4.1 Dispensa fictícia seguida de recontratação (ato


fraudulento)
O Ministro de Estado do Trabalho e da Administração considera fraudulenta a
rescisão seguida de recontratação ou de permanência do trabalhador em serviço
quando ocorrida dentro dos 90 dias subsequentes à data em que formalmente a
rescisão se operou, conforme preceitua a Portaria no 384, de 19-6-1992 (DOU 22-6-
1992), como vemos na íntegra a seguir:

“PORTARIA No 384, DE 19 DE JUNHO DE 1992

O Ministro de Estado do Trabalho e da Administração, no uso das


atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II,
da Constituição Federal, e pelo art. 6o, inciso IV, alínea ‘a’, e
CONSIDERANDO a necessidade de orientar a fiscalização do trabalho no
sentido de coibir a prática de dispensas fictícias, seguidas de recontratação,
com o único propósito de facilitar o levantamento dos depósitos da conta
vinculada do trabalhador no FGTS;
CONSIDERANDO que tal procedimento caracteriza-se como fraudulento,
não só em razão do fracionamento do vínculo de emprego, mas também em
decorrência da diminuição de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço, o que determina correspondente redução de importâncias a serem
aplicadas na construção de habitações populares, obras de saneamento
urbano e infraestrutura, resolve:
Art. 1o A inspeção do trabalho dará tratamento prioritário, entre os atributos
de rotina, à constatação de casos simulados de rescisão do contrato de
trabalho sem justa causa, seguida de recontratação do mesmo trabalhador
ou de sua permanência na empresa sem a formalização do vínculo,
presumindo, em tais casos, conduta fraudulenta do empregador para fins de
aplicação dos §§ 2o e 3o, do art. 23, da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
Art. 2o Considera-se fraudulenta a rescisão seguida de recontratação ou de
permanência do trabalhador em serviço quando ocorrida dentro dos
noventa dias subsequentes à data em que formalmente a rescisão se operou.
Art. 3o Constatada a prática da rescisão fraudulenta, o agente da inspeção
do trabalho levantará todos os casos de rescisão ocorridos nos últimos vinte
e quatro meses para verificar se a hipótese pode ser apenada em
conformidade com o art. 1o desta Portaria.
Parágrafo único. O levantamento a que se refere este artigo envolverá
também a possibilidade de ocorrência de fraude ao seguro-desemprego,
hipótese em que será concomitantemente aplicada a sanção prevista no art.
25 da Lei no7.998, de 11 de janeiro de 1990.
Art. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.”

JOÃO MELLÃO NETO


5 Indenização por tempo de serviço
O empregador que, sem justa causa, despedir o empregado não optante anterior à
Constituição será obrigado a pagar-lhe na rescisão do contrato a indenização de um
mês de remuneração por ano de serviço efetivo ou por fração igual ou superior a seis
meses.
Vejamos o que preceitua o art. 14, §§ 1o ao 4o, da Lei no 8.036, de 11-5-1990:

“Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à


data da promulgação da Constituição Federal de 1988, já tinham direito à
estabilidade no emprego, nos termos do Capítulo V do Título IV da CLT.
§ 1o O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de
outubro de 1988, em caso de rescisão sem justa causa pelo empregador,
reger-se-á pelos dispositivos constantes dos arts. nos 477, 478 e 497 da
CLT.
§ 2o O tempo de serviço anterior à atual Constituição poderá ser
transacionado entre empregador e empregado, respeitando o limite mínimo
de 60% da indenização prevista.
§ 3o É facultado ao empregador desobrigar-se da responsabilidade da
indenização relativa ao tempo de serviço anterior à opção, depositando na
conta vinculada do trabalhador, até o último dia útil do mês previsto em lei
para o pagamento de salário, o valor correspondente à indenização,
aplicando-se ao depósito, no que couber, todas as disposições desta Lei.
§ 4o Os trabalhadores poderão, a qualquer momento, optar pelo FGTS
com efeito retroativo a 1o de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão,
quando posterior àquela.”

Obs.: sobre a indenização por tempo de serviço não incide INSS, FGTS e IR (ver
prática de incidências nos pagamentos feitos a empregados).
5.1 Indenização adicional do empregado dispensado
sem justa causa no período de 30 dias antes da
correção salarial (art. 9o das Leis nos 6.708/79 e
7.238/84)
O empregador que dispensar empregado “sem justa causa, no período de 30 (trinta)
dias que antecede a data de sua correção salarial, dará direito a este à indenização
adicional equivalente a um salário mensal”.
Com referência ao Aviso-Prévio Indenizado, se o último dia do aviso-prévio cair
no período de 30 dias que antecede a correção salarial, esse fato gera direito à
indenização, posteriormente à saída física do empregado, considerando que esse
aviso-prévio fica integrado ao período de serviço, conforme art. 487, § 1o, da CLT.
Exemplo: suponha-se um empregado admitido em 1o-7-2011, cuja correção salarial
ocorra a partir de 1o-9-2012 e que tenha sido demitido sem justa causa com aviso-
prévio indenizado em 23-7-2012. Apesar de sua saída física em 24-7-2012, o período
correspondente ao prazo do aviso integra o seu tempo de serviço; portanto, o término
do aviso-prévio ocorrerá em 22-8-2012, e o empregado tem direito a uma indenização
adicional equivalente a um salário mensal. Essa indenização não sofrerá descontos
relativos ao INSS, FGTS e IR, conforme § 1o do art. 4o do Decreto no 84.560, de 14-3-
1980.
A Súmula 182 do TST orienta:

“O tempo de aviso-prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito de


indenização adicional do art. 9o da Lei no 6.708/79.”

A Súmula no 242 do TST preceitua:


Indenização da Lei no 6.708/79 – A indenização adicional, prevista no
art. 9o das Leis nos 6.708/79 e 7.238/84, corresponde ao salário mensal,
no valor devido à data da comunicação do despedimento, integrado
pelos adicionais legais ou convencionados ligados à unidade de tempo
mês, não sendo computável a gratificação natalina (DJU, 5-12-1985).
Embora haja entendimento quanto à extinção do art. 9o das Leis nos 6.708/79 e
7.238/84, é importante reiterar que desde 1979, época da publicação da lei, toda a
legislação posterior pertinente à política salarial sempre preservou as datas-bases das
categorias profissionais, épocas de aumento e correção real e fixação das cláusulas
destinadas a regular o emprego durante o ano da respectiva vigência.

“INDENIZAÇÃO ADICIONAL – LEI No 6.708/79 – COMISSIONISTA


– PAGAMENTO DEVIDO
Comissionista. Indenização adicional. Lei no 6.708/79. 1 – É devida aos
comissionistas a indenização adicional prevista no art. 9o da Lei no
6.708/79. 2 – Revista desprovida.” (Ac da 3ª T do TST – mv, no mérito –
RR 2.529/89.4 – 2ª R – Red. Designado Min. Francisco Fausto – j 08-05-
1991 – DJUI 18-10-1991, p. 14.646 – ementa oficial)

A Súmula no 314 esclarece:


Ocorrendo a rescisão contratual no período de 30 dias que antecede à
data-base, observada a Súmula de no 182 do TST, o pagamento das
verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à
indenização adicional prevista nas Leis nos 6.708/79 e 7.238/84.

COMENTÁRIO DO AUTOR
Há controvérsia de interpretação da Súmula 314; alguns órgãos homologadores
exigem a indenização adicional cumulativamente com a correção salarial, quando o
último dia do aviso-prévio trabalhado recair no mês da data-base, ou no caso de o
despedimento, anunciado no trintídio que anteceder à revisão salarial, vir a consumar-
se posteriormente à ocorrência da data-base, o que acontece com o aviso-prévio
indenizado.
O direito a indenização adicional é devido ao desligamento do empregado, sem
justa causa, no período de 30 dias que antecede à data-base, observando a projeção do
aviso-prévio indenizado, não importando se o empregador paga antecipadamente por
mera liberdade as verbas rescisórias com o valor já corrigido, quando não tem essa
obrigação.
Informamos que, se a dispensa anunciada por meio do aviso-prévio indenizado ou
trabalhado no período de 30 dias que antecede à correção salarial consumar-se dentro
do mês da data-base, não é devido o pagamento da indenização adicional, sendo
apenas legalmente obrigatório o pagamento das verbas rescisórias por meio de uma
rescisão complementar com o salário corrigido pelo acordo, convenção ou dissídio
coletivo da categoria profissional.
A seguir, para maiores esclarecimentos, transcrevemos na íntegra o parecer da
Comissão de Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, que deu origem à Súmula
314.

“PROCESSO No TST-IUJ-RR-5110/85.6
PARECER

Veio, o processo em epígrafe, à Comissão de Súmula, em virtude de


incidente de uniformização de jurisprudência suscitado pelo Eminente
Ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, decorrente do conflito de
entendimento entre as Primeira e Segunda Turmas desta Corte, as quais
manifestam opinião antagônica a respeito de ser devido – ou não – o
pagamento da indenização adicional prevista no art. 9o da Lei no 6.708/79.
Sustenta, a Primeira Turma, em decisão proferida no RR-6402/83,
julgado em 26 de março de 1985, que
‘A indenização adicional objetiva coibir o exercício abusivo do direito
de despedimento...
Assim, o fato de o empregador haver pago as verbas indenizatórias com
o salário corrigido não afasta o direito à indenização adicional prevista no
art. 9o da Lei no 6.708/79.
O fato gerador do direito à indenização adicional é o despedimento no
período de trinta dias que antecede à data da correção salarial, pouco
importando pague o empregador, por antecipação e mera liberalidade, as
verbas indenizatórias com o valor já corrigido.’
Por outro lado, a Egrégia Segunda Turma, no Acórdão no 5.250/85,
Processo RR-2306/85.1, julgado em 10 de dezembro de 1985, pronunciou-
se em sentido oposto, nos seguintes termos:
‘Dado o caráter compensatório da indenização prevista na Lei no
6.708/79, implica em bis in idem seu pagamento cumulativo com as verbas
rescisórias, quando estas foram calculadas com base no salário já
reajustado pelos novos índices.’
Estribou-se, a Douta Segunda Turma, ao fundamentar sua tese, no
caráter compensatório, atribuído à indenização prevista na Lei no 6.708/79,
para concluir que seu pagamento cumulativo com as verbas rescisórias já
reajustadas configuraria um bis in idem.
Ocorre que a lei supracitada, assim como a de no 7.238/84, que repetiu,
em seu art. 9o, os precisos termos da legislação anterior, não opôs qualquer
restrição ao pagamento da indenização adicional, estabelecendo, simples e
claramente, que é devido o pagamento de indenização adicional
equivalente a um salário mensal ao empregado dispensado, sem justa
causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção
salarial. Verifica-se, da leitura do texto legal, que a única condição imposta
pelo legislador foi no sentido de que o despedimento se verificasse sem
justa causa e que ocorresse no trintídio que antecede a data-base.
E foi exatamente neste sentido que a Comissão de Súmula propôs – e o
Egrégio Tribunal Pleno aprovou – novo Enunciado que tomou o número
306, sobre a obrigatoriedade legal de tal pagamento.
Se, por ato de mera liberalidade, o empregador efetua,
antecipadamente, o pagamento das verbas indenizatórias com base no valor
do salário já corrigido, tal gesto não pode, em absoluto, suprimir o direito
legalmente assegurado ao empregado de receber a indenização de que
tratam os arts. 9o das Leis nos 6.708/79 e 7.238/84. Não cabe, ao intérprete,
efetivamente, ver mais na lei do que viu o legislador – ou identificar uma
mens legis que pode ser a mente do intérprete e não, necessariamente,
daquele que elaborou o texto legal.
Outro deve ser o entendimento, porém, na opinião desta Comissão de
Súmula, no caso de o despedimento, embora anunciado no trintídio que
anteceder à revisão salarial, vir a consumar-se posteriormente à ocorrência
da data-base. Nesta hipótese, devido não é o pagamento da indenização
adicional a que se referem os artigos das duas precitadas leis, sendo apenas
legalmente obrigatório o pagamento das verbas indenizatórias com o
salário corrigido.
Em consequência desta interpretação, que lhe pareceu a mais lógica e
de acordo com o espírito da lei e com o objetivo de não somente solucionar
o incidente de uniformização de jurisprudência em apreço, mas também o
de oferecer um balizamento adequado para futuras decisões desta Corte
sobre a matéria em causa, a Comissão de Súmula transmite a essa
Presidência a proposta de Enunciado a seguir transcrita, para que seja
elevada à alta consideração do Tribunal Pleno, o qual, aprovando sua
redação definitiva, terá solucionado o presente incidente de uniformização
de jurisprudência e evitado o surgimento de futuras controvérsias.”

Súmula no [sic]
INDENIZAÇÃO ADICIONAL. AVISO-PRÉVIO
Se, com o cômputo do prazo de aviso-prévio, mesmo indenizado, no
tempo de serviço do empregado, a data da rescisão do contrato de
trabalho se dá no período de 30 dias antes da data da correção salarial
da categoria profissional, devida é a indenização prevista nos arts. 9o
das Leis nos 6.708/79 e 7.238/84, independentemente de haver o
empregador pago as verbas rescisórias com base no salário reajustado.
Se, porém, com a soma do prazo do aviso-prévio, a data da rescisão
ultrapassar a data-base, a indenização adicional não é devida.

Brasília, de dezembro de 1992.

NEY PROENÇA DOYLE


Presidente da Comissão de Súmula

5.2 Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço –


Empregador e empregado
A Constituição da República Federativa do Brasil, com sua promulgação em 5 de
outubro de 1988, no art. 7o, inciso XXI, preceitua:

Art. 7o São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros


que visem à melhoria de sua condição social:
[...]
XXI – aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo
de trinta dias, nos termos da lei.
[...]

Após sua promulgação, ficou aguardando uma lei ordinária para sua
regulamentação; no dia 11-10-2011 é decretada pelo Congresso Nacional e
sancionada pela Presidente da República Dilma Rousseff, sendo publicada no Diário
Oficial da União, no dia 13-10-2011, a Lei no 12.506, que entrou em vigor na data de
sua publicação, como vemos na íntegra a seguir:

“Art. 1o O aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da


Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, será concedido na proporção de 30 (trinta)
dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma
empresa.
Parágrafo único. Ao aviso-prévio previsto neste artigo serão
acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa,
até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90
(noventa) dias.”

A lei ordinária que regulamenta o inciso XXI do art. 7o da Constituição Federal


faz menção do Capítulo VI do Título IV da CLT. A seguir transcrevemos na íntegra o
Capítulo VI do Título IV da CLT para melhor esclarecimento:

TÍTULO IV
DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO
[...]

Capítulo VI
Do Aviso-Prévio

Art. 487. Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo,
quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a
antecedência mínima de:
I – 8 (oito) dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior;
Vide o art. 7o, XXI, que prejudicou este inciso, determinando garantia aos
trabalhadores urbanos e rurais, com aviso-prévio proporcional ao tempo de
serviço, sendo no mínimo de 30 (trinta) dias.
II – 30 (trinta) dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que
tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa.
§ 1o A falta do aviso-prévio do empregador dá ao empregado o direito aos
salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida a integração desse
período no seu tempo de serviço.
§ 2o A falta de aviso-prévio por parte do empregado dá ao empregador o
direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo.
§ 3o Em se tratando de salário pago na base de tarefa, o cálculo, para os
efeitos dos parágrafos anteriores, será feito de acordo com a média dos
últimos 12 (doze) meses de serviço.
§ 4o É devido o aviso-prévio na despedida indireta. (§ 4o acrescentado pela
Lei no 7.108, de 5-7-1983)
§ 5o O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso-prévio
indenizado. (§ 5o acrescentado pela Lei no 10.218, de 11-4-2001)
§ 6o O reajustamento salarial coletivo, determinado no curso do aviso-
prévio, beneficia o empregado pré-avisado da despedida, mesmo que tenha
recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso,
que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais. (§ 6o
acrescentado pela Lei no10.218, de 11-4-2001)

Art. 488. O horário normal de trabalho do empregado, durante o prazo do


aviso, e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, será reduzido
de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral.
Parágrafo único. É facultado ao empregado trabalhar sem a redução das 2
(duas) horas diárias previstas neste artigo, caso em que poderá faltar ao
serviço, sem prejuízo do salário integral, por 1 (um) dia, na hipótese do
inciso I, e por 7 (sete) dias corridos, na hipótese do inciso II do art. 487
desta Consolidação. (Parágrafo acrescentado pela Lei no 7.093, de 25-4-
1983)

Art. 489. Dado o aviso-prévio, a rescisão torna-se efetiva depois de


expirado o respectivo prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o ato,
antes de seu termo, à outra parte é facultado aceitar ou não a
reconsideração.
Parágrafo único. Caso seja aceita a reconsideração ou continuando a
prestação depois de expirado o prazo, o contrato continuará a vigorar, como
se o aviso não tivesse sido dado.

Art. 490. O empregador que, durante o prazo do aviso-prévio dado ao


empregado, praticar ato que justifique a rescisão indireta do contrato
sujeita-se ao pagamento da remuneração correspondente ao prazo do
referido aviso, sem prejuízo da indenização que for devida.

Art. 491. O empregado que, durante o prazo do aviso-prévio, cometer


qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisão perde
o direito ao restante do respectivo prazo.

5.2.1 Controvérsias de entendimento quando é


iniciativa do empregado
Citamos a seguir dois entendimentos sobre quando a iniciativa é do empregado e
como será sua aplicação nos exercícios práticos:

Primeiro entendimento
Entende-se que se devem aplicar os direitos preceituados no art. 7o, inciso XXI, já que
a Lei Ordinária no 12.506, de 11 de outubro de 2011, que regulamentou o preceito
constitucional, citou apenas o Capítulo VI do Título IV, não fazendo nenhuma
distinção entre os §§ 1o e 2o do art. 487 da CLT. Assim, caso a iniciativa seja do
empregado, também terá de avisar da sua resolução em prazo que respeite a
proporcionalidade ao tempo de serviço. Esse entendimento se aplica nos dois casos,
inclusive de que o empregado cumpra de 30 até 90 dias; caso não o faça, dá ao
empregador o direito de descontar dos salários os dias correspondentes ao prazo
respectivo, não ficando apenas restrito a 30 (trinta) dias.
A nova lei não faz restrição ao princípio da reciprocidade no cumprimento do
aviso-prévio, ou seja, o empregado que apresenta demissão ao seu empregador
também está sujeito ao aviso-prévio estendido em razão do seu tempo de serviço. O
pré-aviso é uma obrigação mútua, devendo uma parte contratante notificar a outra,
quando houver um rompimento unilateral do contrato de trabalho. Quando qualquer
das partes não cumprir, cabe a indenização, conforme preceitua os §§ 1o e 2o do art.
487 da CLT: “A falta de aviso-prévio por parte do empregador dá ao empregado o
direito dos salários correspondentes ao prazo do aviso [...]. A falta de aviso-prévio por
parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários
correspondentes ao prazo respectivo”.
Como o aviso-prévio consiste na obrigação de uma parte notificar à outra que
pretende romper o contrato de trabalho, tendo como a finalidade principal de evitar os
efeitos de uma cessação inesperada, abrupta, repentina, brusca e súbita do contrato,
quanto maior for o tempo de serviço do empregado demissionário, mais difícil será ao
empregador a substituição à altura sem prejuízo para o sistema produtivo.
Segundo esse entendimento, não há razão para sustentar que se trata de um direito
unilateral do empregado, sem reciprocidade em relação ao empregador, apenas porque
o aviso-prévio proporcional está previsto no art. 7o da Constituição Federal, que
trataria apenas de “direitos dos trabalhadores”. Os que defendem tal ponto de vista
confundem o direito em si com a sua forma de aplicação, que deve observar todos os
princípios, normas e doutrina aplicáveis ao instituto do aviso-prévio tradicional.
Sempre houve, portanto, obrigação mútua, equivalente, de indenizar a outra parte caso
a rescisão do contrato de trabalho não seja precedida de comunicação da rescisão.
Impraticável é considerar que o empregado poderá simplesmente deixar de
trabalhar, sem qualquer pré-aviso ao empregador, ou que ao empregador esteja
reservado apenas o direito de exigir prévia comunicação de 30 (trinta) dias do
empregado que se demite, embora conte tempo de serviço superior a dois anos.
Segundo entendimento
Segundo esse entendimento, aplica-se a proporcionalidade apenas quando o
empregador (art. 487, § 1o) desliga o empregado e resolve pagar-lhe os dias
correspondentes ao prazo do aviso, sendo de 30 até 90 dias de acordo com os anos de
serviço com o mesmo empregador; não cumprindo o empregador o inciso II do art.
487 de avisá-lo com antecedência. Fundamenta-se no caput do art. 7o da Constituição
Federal: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social”. Esse direito do trabalhador é visto estritamente
como benefício. Visto que o objetivo do preceito constitucional tem como objetivo
dar um tratamento diferenciado para o empregado que tem mais tempo de casa, é
razoável que um trabalhador que está no mesmo emprego há mais tempo precise de
um período maior para sua recolocação no mercado de trabalho.
Esse entendimento, fazendo uma explicação cuidadosa da nova lei e ao próprio
art. 7o da Constituição, não permite a controvertida reciprocidade. Para tanto, a lei em
referência prevê a proporcionalidade como um direito do trabalhador, já que
expressamente dispõe, no art. 1o, que o aviso-prévio “será concedido na proporção de
30 (trinta) dias aos empregados”, enquanto o parágrafo único afirma com segurança
que “ao aviso-prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano”. Se
pretendesse a lei que o novo aviso-prévio também fosse direito do empregador, teria
feito referência às partes ou a empregado e empregador. E de outra forma não poderia
ser, já que o art. 7o, caput, da Constituição, reconhece a proporcionalidade do aviso-
prévio como direito do trabalhador, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social. O aviso-prévio devido pelo empregado que se demite, portanto, é de
30 dias, independentemente de quaisquer que sejam os anos de serviços prestado na
mesma empresa.
Diante do exposto, a aplicação dos 30 dias mais a proporcionalidade de seu tempo
de serviço prestado ao mesmo empregador não se aplica quando o empregado pede
demissão sem justo motivo, ficando restrita apenas aos 30 dias a falta de aviso-
prévio por parte do empregado, “tanto no cumprimento, quanto no desconto dos
salários pelo empregador ao prazo respectivo”, não se acrescentando os 3 (três)
dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, conforme determina o parágrafo
único do art. 1o da Lei no 12.506, de 11-10-2011.
5.2.1.1 Aplicação do autor nos exercícios práticos
Embora fazendo a ressalva de que não se trata de posição oficial da pasta, o Poder
Executivo, Ministério do Trabalho, por meio de memorando interno da Secretaria de
Relações do Trabalho e da oposição de assistência dos órgãos homologadores
(sindicatos), considera que o empregado que pede demissão sem justo motivo fica
restrito apenas aos 30 (trinta) dias, tanto no cumprimento quanto no desconto dos
salários pagos pelo empregador ao prazo respectivo, não se acrescentando os 3 (três)
dias por ano de serviço prestado na mesma empresa.
Nos exercícios exemplificados neste livro, estou considerando apenas 30 (trinta)
dias quando a iniciativa de rescindir o contrato sem justo motivo for do empregado; e
acrescentando ao empregador que rescindir sem justo motivo, além dos 30 (trinta)
mais 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, conforme determina
o parágrafo único do art. 1o da Lei no 12.506, de 11-10-2011.
Fico no aguardo da posição do Poder Judiciário sobre o assunto, de que a
controvérsia chegue ao Egrégio Supremo Tribunal Federal ou Tribunal Superior do
Trabalho e tenhamos uma Súmula relatando maior esclarecimento.
Dada a controvérsia de quando o empregado rescindir sem justo motivo ser
obrigado a cumprir ou indenizar, além dos 30 (trinta) dias, o acréscimo de 3 (três) dias
por ano prestado ao mesmo empregador, será mais um item a ser objeto de negociação
entre categoria econômica e profissional.

5.2.2 Quadro demonstrativo


A seguir novo quadro demonstrativo elaborado pela Secretaria de Relações do
Trabalho a partir de 7-5-2012.

“AVISO-PRÉVIO PROPORCIONAL – LEI No 12.506


DE 11-10-2011

NOTA TÉCNICA 184/2012 DE 7-5-2012 – ITEM 02


Após diversas conversações, esta Secretaria modificou o entendimento anterior
oferecido por ocasião da confecção do Memorando Circular no 10 de 2011 (itens 5 e
6). Por isso, apresenta novo quadro demonstrativo, a seguir:

Tempo de serviço
Aviso-Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (no de dias)
(anos completos)

30 0

33 1

36 2

39 3

42 4

45 5

48 6

51 7

54 8

57 9

60 10

63 11

66 12

69 13

72 14

75 15

78 16

81 17

84 18

87 19

90 20

O dispositivo citado é voltado estritamente em benefício dos trabalhadores, sejam


eles urbanos, rurais, avulsos ou domésticos. (Item 01), ou seja: será aplicado somente
no caso de DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA. NO CASO DE PEDIDO DE
DEMISSÃO, SERÃO CONSIDERADOS APENAS 30 DIAS.
Nota Técnica da Secretaria de Relações do
5.2.2.1 Trabalho

Secretaria de Relações do Trabalho


Coordenação-Geral de Relações do Trabalho

REFERÊNCIA: Processo no 46034.000170/2011-69


INTERESSADO: Assessoria Parlamentar
ASSUNTO: Lei no 12.506, de 11 de outubro de 2011

NOTA TÉCNICA No 184 2012/CGRT/SRT/MTE


I. Introdução
Com advento da Lei 12.506, de 11 de outubro de 2011, publicada no Diário Oficial da
União de 13-10-2011, que trata do aviso-prévio proporcional, esta Secretaria
diariamente é demandada a esclarecer quanto aos procedimentos a serem adotados
pelos empregadores e empregados nas rescisões de contrato de trabalho.
Em princípio esta Secretaria expediu o Memorando Circular no 10 de 2011, com o
fito de orientar as Superintendências quanto aos procedimentos a serem adotados
pelos servidores das Relações do Trabalho que exercem atividades relativas à
assistência a homologação das rescisões de contrato de trabalho. Entretanto, passados
seis meses da publicação da lei, diversos estudos, debates e discussões foram
realizados acerca do tema. Dessa forma, a Secretaria observou a necessidade de
apresentar a presente nota técnica sobre o tema em questão, com os seguintes
posicionamentos:

II. Análise

1. Da aplicação da proporcionalidade do aviso-prévio em prol exclusivamente


do trabalhador
Com base no art. 7o, XXI, da Constituição Federal, entendemos que o aviso
proporcional é aplicado somente em benefício do empregado.
O entendimento acima se fundamenta no fato de que durante o trâmite do projeto
de lei, fica evidenciado o intuito do poder legiferante em regular o disposto no
referido dispositivo. Ora, o dispositivo citado é voltado estritamente em benefício
dos trabalhadores, sejam eles urbanos, rurais, avulsos e domésticos.
Ademais, o art. 1o da Lei no 12.506/11 é de clareza solar e não permite margem a
interpretação adversa, uma vez que diz que será concedida a proporção aos
empregados:

Art. 1o O aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da


Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, será concedido na proporção de 30 (trinta)
dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma
empresa.

2. Do lapso temporal do aviso em decorrência da aplicação da regra da


proporcionalidade
O aviso-prévio proporcional terá uma variação de 30 a 90 dias, conforme o tempo de
serviço na empresa. Dessa forma, todos os empregados terão no mínimo 30 dias
durante o primeiro ano de trabalho, somando a cada ano mais três dias, devendo ser
considerada a projeção do aviso-prévio para todos os efeitos. Assim, o acréscimo de
que trata o parágrafo único da lei somente será computado a partir do momento em
que se configure uma relação contratual que supere um ano na mesma empresa.
Neste ponto específico, após diversas conversações, esta Secretaria modificou o
entendimento anterior oferecido por ocasião da confecção do Memorando Circular
no10 de 2011 (itens 5 e 6). Por isso, apresenta novo quadro demonstrativo, conforme
abaixo:

Tempo de Serviço
Aviso-Prévio Proporcional ao Tempo de Serviço (no de dias)
(anos completos)

30 0

33 1

36 2
39 3

42 4

45 5

48 6

51 7

54 8

57 9

60 10

63 11

66 12

69 13

72 14

75 15

78 16

81 17

84 18

87 19

90 20

3. Da projeção do aviso-prévio para todos os efeitos legais


Ressaltamos que o aviso-prévio proporcional será contabilizado no tempo de serviço
do trabalhador para todos os efeitos legais.
Nesse sentido, a projeção será devidamente levada em consideração, na
conformidade do § 1o do art. 487 e Orientação Jurisprudencial da Seção de Dissídios
Individuais – I no 367, do TST, respectivamente:

“Art. 487.................
§ 1o A falta do aviso-prévio por parte do empregador dá ao empregado
o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida
sempre a integração desse período no seu tempo de serviço.” (grifamos)
“OJ 367. Aviso-prévio de 60 dias. Elastecimento por norma coletiva.
Projeção. Reflexos nas parcelas trabalhistas. O prazo de aviso-prévio de
60 dias, concedido por meio de norma coletiva que silencia sobre alcance
de seus efeitos jurídicos, computa-se integralmente como tempo de
serviço, nos termos do § 1o do art. 487 da CLT, repercutindo nas verbas
rescisórias.” (grifamos)

4. Da impossibilidade de acréscimo ao aviso-prévio em proporcionalidade


inferior a três dias
Oportuno ainda ressaltar que, diante do disposto no parágrafo único do art. 1o da
Lei em comento, pode nascer dúvida quanto à possibilidade de o acréscimo ao aviso-
prévio ser concedido inferior a três dias. Nessa hipótese, entende-se que tal
compreensão não deve prosperar, uma vez que o regramento trazido pela lei não
possibilitou tal hipótese.

5. Da impossibilidade de aplicação retroativa da Lei no 12.506/11 e o Princípio


da Segurança Jurídica
Temos no ordenamento jurídico o princípio do ato jurídico perfeito, insculpido no
inciso XXXVI do art. 5o da Constituição Federal de 1988, que consagra: “a lei não
prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Portanto,
constitui ato jurídico perfeito o aviso-prévio concedido na forma da lei aplicável à
época da sua comunicação.
Também é princípio constitucional no Direito Brasileiro o da legalidade, segundo
o qual, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei”, garantido no inciso II do art. 5o da Constituição Federal, motivo pelo
qual ao conceder o aviso-prévio sob a vigência da lei anterior o empregador não
estava compelido a regramentos futuros ainda não vigentes.
Temos ainda no ordenamento jurídico pátrio o Princípio tempus regit actum.
Segundo este postulado, entende-se que a lei do tempo do ato jurídico é a que deve
reger a relação estabelecida. Demais disso, é cediço que a lei não pode modificar uma
situa-ção já consolidada por lei anterior, salvo no caso de autorização expressa, o que
não ocorre no presente caso.
Ademais, o art. 2o da norma informa que suas disposições entraram em vigor na
data de sua publicação, ou seja, a partir de 13 de outubro do corrente ano. Dessa
forma, os seus efeitos serão percebidos a partir de tal data, não havendo a
possibilidade de se aplicar o conteúdo da norma para avisos-prévios já iniciados.
Desta feita, segue-se a regra de que é do recebimento da comunicação do aviso
que se estabelece os seus efeitos jurídicos.
De mais a mais, não se desconhece o conteúdo do Parecer no 570/2011/CONJUR-
MTE/CGU/AGU, que sustenta ser a proporcionalidade incidente tanto sobre os
avisos-prévios firmados a partir da data da vigência da Lei no 12.506/11, quanto em
relação aos avisos-prévios em curso naquela data. Porém, por se tratar de matéria de
alto grau de complexidade, pugna-se pela manutenção do entendimento atual desta
Secretaria, enquanto nenhum posicionamento se configure como majoritário.

6. A Lei no 12.506/11 e o disposto no art. 488 da CLT


Outra dúvida que se apresenta é acerca da aplicação da proporcionalidade ao
disposto no art. 488 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, in verbis:

“Art. 488. O horário normal de trabalho do empregado, durante o


prazo do aviso, e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, será
reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral.
Parágrafo único. É facultado ao empregado trabalhar sem a redução
das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo, caso em que poderá
faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por 1 (um) dia, na
hipótese do incisoI, e por 7 (sete) dias corridos, na hipótese do inciso II do
art. 487 desta Consolidação.” (Incluído pela Lei no 7.093, de 25.4.1983)

O dispositivo acima trata do cumprimento de jornada reduzida ou faculdade de


ausência no trabalho durante o aviso-prévio. Todavia, a Lei no 12.506/2011 em nada
alterou sua aplicabilidade, pois que nenhum critério de proporcionalidade foi
expressamente regulado pelo legislador. Assim, continuam em vigência redução de
duas horas diárias, bem como a redução de 7 (sete) dias durante todo o aviso-
prévio.
Mais uma vez, não se desconhece o entendimento do Parecer no
570/2011/CONJUR-MTE/CGU/AGU na questão, que defende a revogação da
aplicação do parágrafo único do art. 488 da CLT, para os empregados com direito ao
aviso-prévio com duração superior a trinta dias. Entretanto, em que pese o respeito
por esse ângulo de visão, tem-se que o melhor posicionamento na questão é exposto
pela Nota Técnica no 35/2012/DMSC/GAB/SIT. Assim, para a Secretaria de Inspeção
do Trabalho, tese a qual esta Secretaria já defendia por ocasião da assinatura do
Memorando Circular no 10 de 2011, o trabalhador poderá optar pela hipótese mais
favorável entre as oferecidas pelo parágrafo único do art. 488 da CLT quando da
hipótese de aviso-prévio proporcional.

7. A Lei no 12.506/11 e o disposto no art. 9o da Lei no 7.238/84


Por derradeiro, no que tange à indenização devida ao trabalhador no caso de
dispensa ocorrida nos 30 dias que antecedem a data-base da categoria, prevista no art.
9o da Lei no 7.238, de 29-10-1984:

“Art. 9o O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30


(trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à
indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou
não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.”

Na hipótese, compreende-se que o aviso-prévio proporcional deverá ser observado


em sua integralidade para a verificação da hipótese. Desta feita, a lei sob comento não
alterou esse entendimento. Assim, recaindo o término do aviso-prévio proporcional
nos trinta dias que antecedem a data-base, faz jus o empregado despedido à
indenização prevista na Lei no 7.238/84.

III. Conclusão
Em síntese, estes são os entendimentos que submetem-se à consideração superior
para fins de aprovação:

1) a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso-prévio já iniciado;


2) a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. 1o da norma sob
comento aplica-se, exclusivamente, em benefício do empregado;
3) o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado ao mesmo empregador
computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual supere um ano
na mesma empresa;
4) a jornada reduzida ou a faculdade de ausência no trabalho, durante o aviso-prévio,
previstas no art. 488 da CLT, não foram alterados pela Lei no 12.506/11;
5) a projeção do aviso-prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais;
recaindo o término do aviso-prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a
6) data-base, faz jus o empregado despedido à indenização prevista na Lei no
7.238/84; e
7) as cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso-
prévio proporcional deverão ser observadas, desde que respeitada a
proporcionalidade mínima prevista na Lei no 12.506, de 2011.

EDER BARBOSA RAMOS


Agente Administrativo

De acordo.
Encaminha-se a Senhora Secretária de Relações do Trabalho, para apreciação.
Brasilia, 07 de maio de 2012.

ANDRÉ LUIS GRANDIZOLI


Secretário-Adjunto da Secretaria das Relações do Trabalho

Aprovo o conteúdo da NOTA TÉCNICA No 184 /2012/CGRT/SRT/MTE.


Encaminhe-se cópia desta às Seções de Relações do Trabalho para conhecimento e
providências. Dê-se ciência aos integrantes do Conselho de Relações do Trabalho.
Brasília, 07 de maio de 2012.

ZILMARA DAVID DE ALENCAR


Secretária de Relações do Trabalho

5.2.3 Súmulas do egrégio TST sobre aviso-prévio

44 – Aviso-prévio (RA 41/1973, DJ 14-6-1973)


A cessação da atividade da empresa, com o pagamento da indenização,
simples ou em dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso-
prévio.

73 – Despedida. Justa causa (RA 69/1978, DJ 26-9-1978. Nova redação – Res.


121/2003, DJ 19-11-2003)
A ocorrência de justa causa, salvo a de abandono de emprego, no decurso do
prazo do aviso-prévio dado pelo empregador, retira do empregado qualquer
direito às verbas rescisórias de natureza indenizatória.

182 – Aviso-prévio. Indenização compensatória. Lei no 6.708, de 30-10-1979


(Res. 3/1983, DJ 19-10-1983. Redação dada pela Res. 5/1983, DJ 9-11-1983)
O tempo do aviso-prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito da
indenização adicional prevista no art. 9o da Lei no 6.708, de 30-10-1979.

212 – Despedimento. Ônus da prova (Res. 14/1985, DJ 19-9-1985)


O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a
prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da
continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.

230 – Aviso-prévio. Substituição pelo pagamento das horas reduzidas da jornada


de trabalho (Res. 14/1985, DJ 19-9-1985)
É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso-
prévio, pelo pagamento das horas correspondentes.

253 – Gratificação semestral. Repercussões (Res. 1/1986, DJ 23-5-1986. Nova


redação – Res. 121/2003, DJ 19-11-2003)
A gratificação semestral não repercute no cálculo das horas extras, das férias
e do aviso-prévio, ainda que indenizados. Repercute, contudo, pelo seu
duodécimo na indenização por antiguidade e na gratificação natalina.

276 – Aviso-prévio. Renúncia pelo empregado (Res. 9/1988, DJ 1o-3-1988)


O direito ao aviso-prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de
dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor,
salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego.

305 – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Incidência sobre o aviso-prévio


(Res. 3/1992, DJ 5-11-1992)
O pagamento relativo ao período de aviso-prévio, trabalhado ou não, está
sujeito a contribuição para o FGTS.
354 – Gorjetas. Natureza jurídica. Repercussões (Revisão da Súmula 290 – Res.
71/1997, DJ 30-5-1997)
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas
espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não
servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno,
horas extras e repouso semanal remunerado.

371 – Aviso-prévio indenizado. Efeitos. Superveniência de auxílio-doença no


curso deste. (Conversão das Orientações Jurisprudenciais nos 40 e 135 da SDI-1
– Res. 129/2005, DJ 20-4-2005)
A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso-
prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no
período de pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias. No caso de
concessão de auxílio-doença no curso do aviso-prévio, todavia, só se concretizam
os efeitos da dispensa depois de expirado o benefício previdenciário (ex-OJs nos
40 e 135 – Inseridas respectivamente em 28-11-1995 e 27-11-1998).

441 – AVISO-PRÉVIO. PROPORCIONALIDADE – Res. 185/2012, DEJT


divulgado em 25, 26 e 27-9-2012
O direito ao aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço somente é
assegurado nas rescisões de contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação
da Lei no12.506, em 13 de outubro de 2011.

6 Causas de afastamento – direitos do empregado


Relacionamos a seguir algumas causas de afastamento e os direitos do empregado,
com exercícios práticos.

6.1 Rescisão por pedido de dispensa antes de


completar um ano de serviço
O empregado tem direito a:
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
Segundo o art. 15 da Lei no 8.036/90, as empresas ficam obrigadas a depositar, até
o dia sete de cada mês, em conta bancária vinculada, importância correspondente
a 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador.
Portanto, tem direito ao FGTS do mês da quitação e do anterior. No mês da
quitação, os 8% serão referentes às verbas que incidem o FGTS, cujo depósito se
fará até o dia sete do mês subsequente.
• Férias proporcionais (Súmulas nos 171 e 261 do TST, com a nova redação dada
pela Resolução no 121, de 28-10-2003 – DJU de 19-11-2003).
• Acréscimo sobre férias (mínimo 1/3), art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no 328
do TST.

O empregado não terá direito a:

• Aviso-prévio (o empregado, neste caso, é que deve dar aviso-prévio ao


empregador, art. 487 da CLT).
• 40%/50%5 do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001.

EXERCÍCIO 1 – PEDIDO DE DEMISSÃO COM


MENOS DE 1 ANO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário
de 2015 (R$)
CNPJ/CEI: 57.850.375/0001-80
Parcela a Editora Percepção S.A. – CNAE: 58.11-5/00
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Rua Bonança, 123 – CEP 01523-123
– Isento Até 1.903,98
Bairro: Esperança – Município: São Paulo
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
UF: SP
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
José Rocha
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS nº 22034 – Série 00004 – SP
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CPF: 524.371.171-34
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. PIS-PASEP: 10.384.358.664
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Data de nascimento: 15-10-1981

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Admissão: 1º-10-2016


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Afastamento: 27-9-2017
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Maior remuneração: R$ 1.200,00 por mês
tabela de alíquota é a seguinte:
Aviso-prévio: 28-8-2017 (no final do
Alíquota para fins de expediente)
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%) Pedido de demissão
8,00 até 1.659,38 Data-base: 1º de outubro de cada ano
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Cinco dependentes: esposa e quatro filhos
menores de 14 anos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Cód. afastamento: SJ1
Salário-família (R$)
Categoria do trabalhador. 01 – EMPREGADO
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: R$ 1.200,00/30 × 27 dias = R$ 1.080,00.
• Salário-família: R$ 31,07/30 × 4 dependentes × 27 dias = 111,85
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 1.200,00 = R$ 900,00.
• Décimo terceiro salário na indenização – Súmula no 148 do TST: não tem direito.
• Férias proporcionais: tem direito (empregado que pede demissão com menos de
um ano tem direito a férias proporcionais – Súmulas nos 171 e 261 do TST) =
12/12 de 30 dias = 30 dias × R$ 40,00 = R$ 1.200,00.
• Férias vencidas: não tem direito.
• 1/3 salário sobre férias proporcionais: relativo à Constituição Federal: = R$
400,00.
• Aviso-prévio: empregado pediu demissão e cumpriu.
• Art. 9o da Lei no 7.238/84: não tem direito; foi pedido de demissão.
• Comissões, horas extras, gratificação adicional de insalubridade/periculosidade,
adicional noturno: não tem.
• FGTS – mês da rescisão/mês anterior: fazer depósito normal através do Sistema
Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – SEFIP.
Extrato analítico e guias de recolhimento que não constem no extrato.
• FGTS – multa rescisória: não tem direito; empregado pediu demissão.

Descontos
Previdência: saldo de salários: R$ 1.080,00 × 8% = R$ 86,40
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 900,00 × 8% = 72,00
Imposto de Renda na Fonte

Décimo terceiro salário Outros: saldo de salários

R$ 1.040,00 R$ 900,00

(INSS) (8%) – 83,20 INSS (8%) – 72,00

– 5 dep. – 5 dep.

Isento Isento
6.2 Rescisão por pedido de dispensa com mais de um
ano de serviço (empregado solicitou dispensa do
aviso-prévio)
O empregado terá direito a:
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Art. 15 da Lei no 8.036/90. Tem direito ao FGTS do mês da quitação e do mês
anterior, se for o caso, os quais deverão ser depositados em conta vinculada
(FGTS). No mês da quitação, os 8%6 serão referentes às verbas que incidem o
FGTS, cujo depósito se fará até o dia sete do mês subsequente.
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3), art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no
328 do TST.

O empregado não terá direito a:

• Aviso-prévio; deverá dar o aviso ao empregador (art. 487 da CLT).


• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, ver item 5.2 neste livro
(empregado pediu demissão e solicitou dispensa do aviso-prévio e a empresa
concedeu-a).
• 40%/50%* do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001.

EXERCÍCIO 2 – PEDIDO DE DEMISSÃO COM A


DISPENSA DO AVISO-PRÉVIO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 61.351.876/0001-51
de 2015 (R$)
Jornal “O Proletário’’ – CNAE: 5812300
Parcela a Rua Lábios de Mel, 424 – CEP 04598-876
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Bairro: Iracema – Município: Fortaleza
– Isento Até 1.903,98
UF: CE
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
Elaine Rodrigues
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 CTPS no 21506 – Série 00023 – CE
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CPF: 371.168.457-22
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 121.456.732-32

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 9-2-1988

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 2-1-2011


CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 20-9-2017 (solicitou dispensa do
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A aviso-prévio e a empresa concedeu-a)
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Maior remuneração: R$ 1.643,40 por mês
o
Conforme Portaria MEF n 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
Aviso-prévio: –
tabela de alíquota é a seguinte:
Pedido de demissão
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Férias: 2015/2016 foram gozadas; das férias
Recolhimento do INSS (%)
2016/2017 a empresa concedeu dez dias de
8,00 até 1.659,38 férias coletivas
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 No mês de janeiro de 2017, teve sete faltas não
abonadas
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Data-base: 1o de outubro de cada ano
Salário-família (R$) Não tem dependentes
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 Cód. afastamento: SJ1
= R$ 31,07.
Categoria do trabalhador. 01 – EMPREGADO

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: R$ 1.643,40/30 × 20 dias = R$ 1.095,60.
• Comissões, horas extras, gratificação adicional de insalubridade, periculosidade,
adicional noturno: não há.
• Salário-família: não há.
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 1.643,40 = R$ 1.232,55.
• Décimo terceiro salário na indenização – Súmula no 148 do TST: não tem.
• Férias proporcionais: 9/12 de 24 dias (sete faltas) = 24/12 × 9 = 18 dias × 54,78 =
R$ 986,04
• Férias vencidas: saldo de 20 dias a R$ 54,78 = R$ 1.095,60.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 1.095,60 + R$ 986,04
= R$ 2.081,64/3 = R$ 693,88.
• Aviso-prévio: pedido de demissão.
• FGTS – mês da rescisão/mês anterior e multa rescisória: pedido de demissão,
depósito normal. Multa rescisória não tem direito. Extrato analítico e guias de
recolhimento que não constem no extrato.

Descontos
Previdência: saldo de salários: R$ 1.095,60 × 8% = R$ 87,65.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 1.232,55 × 8% = R$ 98,60.
Imposto de Renda na Fonte

Décimo terceiro salário Outros: saldo de salários

R$ 1.095,60 R$ 1.232,55

INSS (8%) – 87,65 INSS (8%) – 98,60

R$ 1.007,95 R$ 1.133,95

Isento Isento
6.3 Rescisão por dispensa sem justa causa antes de
completar um ano de serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (art. 147 da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3), art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no
328 do TST.
• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).
• Art. 18 da Lei no 8.036/90. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho por parte
do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do trabalhador
no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%7 do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001, que será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos seguintes
prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

FGTS – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – código 01.

EXERCÍCIO 3 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


ANTES DE COMPLETAR UM ANO DE SERVIÇO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário
de 2015 (R$) CNPJ/CEI: 22.184.931/0001-36

Parcela a Fábrica de Chuveiros Ltda. – CNAE: 2759799


Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua das Pedras, 87 – CEP 02442-145
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Água Viva – Município: Vilhena
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: RO

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 JAIRO CAMARGO

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 72043 – Série 00011-RO


CPF: 268.134.191-08
869,36 27,5% Acima de 4.664,68
PIS-PASEP: 125.437.732.13
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 6-10-1991
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 4-1-2017

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 15-5-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Maior remuneração: R$ 1.584,00 por mês
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Aviso-prévio: 15-5-2017 (no final do
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a expediente)
tabela de alíquota é a seguinte:
Dispensa sem justa causa
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Data-base: 1o de janeiro de cada ano
Recolhimento do INSS (%)
Dependentes: três filhos menores de 14 anos
8,00 até 1.659,38
Extrato do FGTS: R$ 450,25 (competência
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 abril/ 2017)
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Cód. afastamento: SJ2
Salário-família (R$) Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 15 dias = R$ 1.584,00/30 × 15 dias = R$ 792,00.
• Comissões, horas extras, gratificação, adicional de insalubridade, periculosidade,
adicional noturno: não há.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 5/12 de R$ 1.584,00 = R$ 660,00.
• Décimo terceiro salário na indenização: como o aviso-prévio foi dado no dia 15-5-
2017, no final do expediente, sua integração, contando a partir do dia 16-5-2017,
vai até o dia 14-6-2017; como ficam apenas 14 dias no mês de junho, não atendeu
ao § 2o do art. 1o da Lei no 4.090, de 13-7-1962, que preceitua que deve ser
superior ou igual a 15 dias.
• Férias proporcionais: período de 3-1-2017 a 15-5-2017 = 4/12 de R$ 1.584,00/30
dias = R$ 528,00.
• Férias vencidas: não tem direito.
• 1/3 Constitucional de férias: R$ 528,00/3 – R$ 176,00.
• Aviso-prévio: 30 dias = R$ 1.584,00. Incide o FGTS no aviso-prévio indenizado,
Súmula no 305 do TST.
• Férias (aviso-prévio indenizado): 1/12 de 1.584,00 = R$ 132,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: Saldo de Salário R$
792,00 + aviso-prévio R$ 1.584,00 + décimo terceiro salário R$ 660,00 = R$
3.036,00 × 8% = R$ 242,88, valor que será depositado na conta vinculada do
empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 450,25 (extrato) + R$ 242,88 (8%) da rescisão =
R$693,13 × 50% (multa) = R$ 346,56; desse valor (50%) que será depositado,
40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social,
recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 792,00 × 8% = R$ 63,36.
Previdência: décimo terceiro salário = R$ 660,00 × 8% = 52,80.

Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

saldo de salários R$ 792,00 R$ 660,00

INSS (8%) – 63,36 INSS (8%) – 52,80

três dependentes – 568,77 três dependentes – 568,77

159,87 R$ 38,43

Isento Isento
6.4 Rescisão por dispensa sem justa causa com mais
de um ano de serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• Férias proporcionais indenizadas (art. 146, parágrafo único, da CLT).
• Férias vencidas se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no
328 do TST.
• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Art. 18 da Lei no 8.036/90. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte
do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do trabalhador
no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%8 do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001, que será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos seguintes
prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 4 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA COM


AVISO-PRÉVIO INDENIZADO (COM MAIS DE UM
ANO)
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 81.137.481/0001-73
de 2015 (R$)
Previdência Social Ltda. – CNAE: 6542100
Parcela a SQS, 104/304 – CEP 70.059-902
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Bairro: Entrequadras Sul – Município Brasília
– Isento Até 1.903,98
UF: DF
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
SÉRGIO CUSTÓDIO
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 CTPS no 015575 – Série 00045 RJ
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CPF: 424.182.754-31
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 106.782.361-34
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 23-5-1971
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 12-11-2009

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 31-8-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Maior remuneração: R$ 1.212,00 por mês
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Dispensa sem justa causa
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
tabela de alíquota é a seguinte: Aviso-prévio: 31-8-2017 (no final do
expediente)
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Férias: 2014/2015 e anos anteriores foram
Recolhimento do INSS (%)
gozadas
8,00 até 1.659,38
Data-base: 1o de julho de cada ano
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Quatro dependentes: esposa e três filhos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 menores de 14 anos
Extrato do FGTS: R$ 6.748,56 (competência
julho/2017).
Salário-família (R$)
Cód. afastamento: SJ2
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07. Categoria do trabalhador: 01
– EMPREGADO

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 30 dias = R$ 1.212,00.
• Salário-família: 3 cotas × R$ 31,07 = R$ 93,21
• Décimo terceiro salário: 8/12 de R$ 1.212,00 = R$ 808,00.
• Férias proporcionais: 10/12 de 30 dias = 25 dias × R$ 40,40 = R$ 1.010,00.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 1.212,00.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 1.010,00 +
R$1.212,00 + R$ 202,00 = R$ 2.424,00/3 = R$ 808,00.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: admitido em 12-11-2009 e
demitido em 31-8-2017 = 7 anos completos, que corresponde a 21 dias = 51 dias.
R$1.212,00/30 = R$ 40,40 por dia × 51 dias = R$ 2.060,40. Incide o FGTS no
aviso-prévio indenizado, Súmula no 305 do TST.
• Contagem do aviso-prévio para integração no seu tempo de serviço (art. 487, § 1o)
que será de 1o-9-2017 a 21-10-2017.
• Décimo terceiro salário na indenização: 2/12 de R$ 1.212,00 = R$ 202,00
(integração do aviso-prévio indenizado).
• Férias (aviso-prévio indenizado) 2/12 de 30 dias = 5 dias × R$ 40,40 =R$ 202,00
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: R$ 1.212,00 de saldo de
salários + R$ 1.010,00 de décimo terceiro salário + R$ 2.060,40 aviso-prévio =
R$4.282,40 × 8% = R$ 342,59; valor que será depositado na conta vinculada do
empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 6.748,56 (extrato) + R$ 342,59 (8%) da rescisão =
R$7.091,15 × 50% (multa) = R$ 3.545,58; desse valor (50%) que será depositado,
40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social,
recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001, no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 1.212,00 × 8% = 96,96.
Aviso-prévio indenizado: não há incidência do INSS, conforme ADIN no 1.659-6,
de 27-11-1997, do STF, e alínea m do item V, § 9o, do art. 214 do RPS (veja itens 14.1
e 14.2 do Capítulo 1 neste livro).
Previdência do décimo terceiro salário: R$ 808,00 × 8% = R$ 64,64 (sobre 8/12,
pois sobre 2/12 do aviso-prévio indenizado não incide o INSS).
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.212,00 R$ 808,00

INSS (8%) – 96,96 INSS (8%) – 64,64

quatro dependentes 758,36 quatro dependentes 758,36

– –

Isento Isento
6.5 Pedido de demissão com aviso-prévio cumprido
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• FGTS: deve-se efetuar o depósito normal utilizando-se a Guia de Recolhimento ao
FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP.

EXERCÍCIO 5 – PEDIDO DE DEMISSÃO


Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 71.731.841/0001-37
de 2015 (R$)
Sindicato do Trabalhador – CNAE: 9420100
Parcela a Q17, Conjunto B – Guará I – CEP 70.056-900
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Bairro: St. Tradicional – Município: Brasília
– Isento Até 1.903,98
UF: DF
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
WALTER MENEGUELLI
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 CTPS no 054878 – Série 343a DF
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CPF: 044.153.457-13
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 108.737.979-32

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 14-4-1967

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 7-2-2013

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 29-9-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Maior remuneração: R$ 1.212,60 por mês
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Pedido de demissão
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
tabela de alíquota é a seguinte: Aviso-prévio: 30-8-2017 (no final do
expediente)
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Férias: 2015/2016 e anos anteriores foram
Recolhimento do INSS (%)
gozadas
8,00 até 1.659,38
Data-base: 1o de outubro de cada ano
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Cinco dependentes: esposa e quatro filhos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 menores de 14 anos.
Cód. afastamento: SJ1
Salário-família (R$)
Categoria do trabalhador: 01
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07. – EMPREGADO
Discriminação das verbas rescisórias
• Saldo de salários: 29 dias = R$ 1.212,60/30 × 29 dias = R$ 1.172,18.
• Salário-família: 4 cotas, 29 dias = R$ 31,07/30 × 29 × quatro cotas = R$ 120,14
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 1.212,60 = R$ 909,45.
• Férias proporcionais: 8/12 de 30 dias = 30/12 × 8 = 20 dias × R$ 40,42 = R$
808,40.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 1.212,60.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 1.212,60 + R$
808,40 = R$ 2.021,00/3 = R$ 673,67.
• Aviso-prévio: cumprido (pediu demissão).
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, ver item 5.2.1.1 neste livro,
embora exista controvérsia de entendimento, será considerado ao empregado que
pede demissão e cumpre apenas 30 dias.
• FGTS – mês de rescisão/mês anterior: deve-se efetuar o depósito normal na
SEFIP.
• FGTS – multa rescisória: o empregado não tem direito quando pede demissão.
Extrato analítico e guias de recolhimento que não constem no extrato.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 1.172,18 × 8% = R$ 93,77.
Previdência do décimo terceiro salário = R$ 909,45 × 8% = R$ 72,76.

Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.172,18 R$ 909,45

Isento Isento
6.6 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio
cumprido (comissão + fixo)
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Comissões (art. 457, § 1o).
• Repouso semanal remunerado sobre as comissões previsto em acordo coletivo de
trabalho (Súmula no 27 do TST).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• 1/3 do salário sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no 328 do TST).
• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).
• Indenização, se houver (segundo art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84).
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%9 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90), que serão depositados na conta
vinculada do empregado por meio da GRRF, nos seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

Nota do autor: Embora disponha a Súmula no 27 do TST: “É devida a remuneração


do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado comissionista, ainda que
pracista”, temos a Súmula 201 do STF, que preceitua: “O vendedor pracista,
remunerado mediante comissão, não tem direito ao repouso semanal remunerado”.

EXERCÍCIO 6 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


(COMISSIONADO + FIXO)
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 43.153.678/0001-15
de 2015 (R$)
Fábrica de Calçados S.A. – Código: 15.31-
Parcela a 9/01
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Simpatia, 465 – CEP 02441-150
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Paraíso – Município: São Paulo
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: SP

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 MARCÍLIO MARQUES ALMEIDA

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 045982 – Série: 00014-SP


CPF: 434.821.128-39
869,36 27,5% Acima de 4.664,68
PIS-PASEP: 102.785.438-91
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 17-4-1971
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
Admissão: 1o-6-2010
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Afastamento: 20-11-2017
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 Maior remuneração: R$ 1.800,00 + comissões
o
Conforme Portaria MEF n 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Aviso-prévio: 30-9-2017 (no final do
tabela de alíquota é a seguinte: expediente)
Alíquota para fins de Dispensa sem justa causa
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Férias: 2015/2016 e períodos anteriores foram
8,00 até 1.659,38 gozadas

9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Dois dependentes: esposa e um filho menor de


14 anos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Extrato do FGTS: R$ 26.535,75 (competência
outubro/2017)

Salário-família (R$) Data-base: 1o de dezembro de cada ano

Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 Cód. afastamento: SJ2
= R$ 31,07. Categoria do trabalhador: 01
– EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 51


(cinquenta e um) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra
apenas 30 (trinta) dias e os restantes 21 (vinte e um) dias sejam indenizados. Neste
caso o empregado solicitou o cumprimento dos 51 (cinquenta e um) dias para
contagem na sua aposentadoria por tempo de contribuição.

MARCÍLIO MARQUES ALMEIDA


RESCISÃO DE COMISSIONADO (SALÁRIO VARIÁVEL)
RELAÇÕES MENSAIS DAS COMISSÕES E REPOUSO SEMANAL
REMUNERADO
Média dos
últimos 12 meses
Meses do período para efeito de:
Meses do período Repouso semanal
do 13o salário (do Indenização,
das férias remunerado Comissões
corrente proporcionais Aviso-prévio, RSR
exercício) Férias dobradas,
Férias simples

Ano 2016

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro 10
1.472,25 294,45 1.177,80
dias

2.850,00 551,61 2.298,39 Dezembro

ANO 2017

2.247,75 2.247,75 435,05 1.812,70 Janeiro

2.700,00 2.700,00 385,71 2.314,29 Fevereiro

7.200,00 7.200,00 1.161,29 6.038,71 Março

2.250,00 2.250,00 450,00 1.800,00 Abril

5.400,00 5.400,00 870,97 4.529,03 Maio

6.300,00 6.300,00 6.300,00 1.050,00 5.250,00 Junho

7.500,00 7.500,00 7.500,00 1.209,68 6.290,32 Julho

9.000,00 9.000,00 9.000,00 1.161,29 7.838,71 Agosto

4.050,00 4.050,00 4.050,00 675,00 3.375,00 Setembro

7.200,00 7.200,00 7.200,00 1.393,55 5.806,45 Outubro

Novembro (vide
obs. de como
8.250,00 8.250,00 8.250,00 2.062,50 6.187,50
calcular o RSR
de 20 dias)
Dezembro

R$ 62.097,75 R$ 42.300,00 R$ 66.420,00 R$ 11.701,10 R$ 54.718,90 TOTAL

RSR = Nov. 2 dias; Dez. 6 dias; Jan. 6 dias; Fev. 4 dias; Mar. 5 dias; Abr. 6 dias; Maio
5 dias; Jun. 5 dias; Jul. 5 dias; Ago. 4 dias; Set. 5 dias; Out. 6 dias; Nov. 5 dias até o
dia 20 e Dez. 5 dias.
Vide como calcular RSR em percentual no item 3.3.1 deste livro (folha de pagamento)

Salário fixo em novembro/2017: R$1.800,00 mensal


Média comissional dos últimos 12 meses de 21-11-2016 a 20-11-2017:
R$ 66.420,00/12 = R$ 5.535,00
Média comissional das férias proporcionais: R$ 42.300,00/6 = R$ 7.050,00
Média comissional do 13o salário do corrente ano: R$ 62.097,75/11 = R$
5.645,25
RSR: Nov./2016=2 RSR; 2/8%=25, considerar 25%; R$ 1.177,80 × 25% =
R$294,45.

Como o empregado foi desligado no dia 20-11-2017, para achar a média


comissional dos últimos 12 meses, foi considerado o período de 21-11-2016 a 20-11-
2017, ou seja: 10 dias nov./2016 e 20 dias nov./2017, perfazendo os 30 dias.

Obs.: A comissão do empregado em novembro/2017 foi de R$ 6.187,50; até o dia


20-11-2017 houve 3 domingos e 2 feriados. Cálculo do RSR: 20 dias – 5 (domingos e
feriado) = 15 dias

R$ 6.187,50/15 × 5 = R$ 2.062,50
R$ 6.187,50 (comissão) + R$ 2.062,50 (RSR) = R$ 8.250,00

Nota: Existem acordos coletivos que consideram no cálculo das verbas


remuneratórias a média comissional de 3, 6 ou 12 meses, prevalecendo a média maior.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 20 dias = R$ 1800,00/30 = R$ 60,00 × 20 dias = R$ 1.200,00.
• Comissões: 20 dias de novembro = R$ 6.187,50.
Repouso semanal remunerado sobre as comissões: 20 dias – 5 (domingos e

feriados) = 15 dias.
• R$ 6.187,50/15 = R$ 412,50 × 5 (RSR) = R$ 2.062,50.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 11/12 avos de R$ 7.445,25 (média do décimo terceiro
salário: R$ 5.645,25 + R$ 1.800,00 fixo). R$ 7.445,25/12 = 620,4375 × 11 = R$
6.824,81.
• Férias proporcionais: 6/12 de R$ 7.950,00 (média das férias proporcionais:
R$7.050,00 + R$ 1.800,00 fixo).
• R$ 8.850,00/12 = R$ 737,50 × 6 = R$ 4.425,00.
• Férias vencidas: R$ 5.535,00 (média dos 12 últimos meses) + R$ 1.800,00 (fixo)
= R$ 7.335,00.
• 1/3 salário sobre férias relativamente à Constituição Federal: R$ 4.425,00 +
R$7.335,00 = R$ 11.760,00/3 = R$ 3.920,00.
• Aviso-prévio: cumprido (admitido em 1o-6-2010 e aviso-prévio em 30-9-2017 = 7
anos, ver tabela item 5.2.2 neste livro = 51 dias).
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84; lançar no campo 43 R$ 5.535,00 (média
dos 12 últimos meses) + R$ 1.800,00 (fixo) = R$ 7.335,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: saldo de salário R$
1.200,00 + comissões R$ 6.187,50 + RSR R$ 2.062,50 + décimo terceiro salário
R$ 6.824,81 = R$ 16.274,81 × 8% = R$ 1.301,98, valor que será depositado na
conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das
verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 26.535,75 (extrato) + R$ 1.301,98 (8%) da rescisão
= R$ 27.837,73 × 50% = R$ 13.918,86; desse valor (50%) que será depositado,
40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social,
recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
Descontos
Previdência: saldo de salários + comissão + RSR = limite máximo em
janeiro/2017 R$ 5.531.31 x 11% = R$ 608,44.
Previdência: décimo terceiro salário: limite máximo em janeiro/2017: R$ 5.531,31
× 11% = R$ 608,44.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários, comissões e RSR Décimo terceiro salário

saldo de salário 1.200,00 R$ 6.824,81 R$

comissões 6.187,50 R$ INSS 608,44 –

RSR 2.062,50 R$ dois depend. 379,18 –

9.450.00 R$ 5.837,19 R$

INSS 608,44 – 27,5% ×

dois depend. 379,18 – 1.605,23 R$

8.462,38 R$ parc. a deduzir 869,36 –

27,5% × 735,87 R$

2.327,15 R$

parc. a deduzir 869,36 –

1.457,79 R$
6.7 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio
cumprido
O empregado terá direito a:
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no
328 do TST).
• Indenização, se houver, segundo art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84.
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%10 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90), que será depositado na
conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência
do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

EXERCÍCIO 7 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA COM


AVISO-PRÉVIO CUMPRIDO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 031.634.436/0001-70
de 2015 (R$)
Fabricação de Papel-Moeda S.A. – CNAE:
Parcela a 17.21-4/00
Alíquota Base de Cálculo
deduzir MSPW, Q1 – CEP 70.048-900
– Isento Até 1.903,98 Bairro: St. Norte – Município: Brasília
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: DF

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 FERNANDO HENRIQUE SILVA

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 075474 – Série 242a SP


CPF: 392.293.751-28
869,36 27,5% Acima de 4.664,68
PIS-PASEP: 102.564.321-42
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 12-6-1963
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
Admissão: 5-3-2016
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Afastamento: 21-9-2017
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 Maior remuneração: R$ 2.160,00 por mês
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Dispensa sem justa causa
tabela de alíquota é a seguinte:
Aviso-prévio: 19-8-2017 (no final do
Alíquota para fins de expediente)
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Férias: não foram gozadas
8,00 até 1.659,38
Data-base: 1o de outubro de cada ano
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Três dependentes: esposa e dois filhos menores
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 de 14 anos
Extrato do FGTS: R$ 1.943,12 (competência
agosto/2017).
Salário-família (R$)
Cód. afastamento: SJ2
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07. Categoria do trabalhador: 01
– EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 33 (trinta e


três) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra apenas 30
(trinta) dias e o restante seja indenizado.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 21 dias = R$ 2.160,00/30 × 21 dias = R$ 1.512,00.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 2.160,00 = R$ 1.620,00.
• Férias proporcionais: 7/12 de 30 dias = 30/12 × 7 = 17,5 dias × R$ 72,00 =
R$1.260,00.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 2.160,00.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 2.160,00 +
R$1.260,00 = R$ 3.420,00/3 = R$ 1.140,00.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: cumprido.
• Décimo terceiro salário na indenização – Súmula no 148 do TST: não há.
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84; lançar no campo 42 = R$ 2.160,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: saldo de salário
R$1.512,00 + décimo terceiro salário R$ 1.620,00 = R$ 3.132,00 × 8% = R$
250,56; serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF,
até a data de pagamento das verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 1.943,12 (extrato) + R$ 250,56 (8%) da rescisão =
R$2.193,68 × 50% = R$ 1.096,84; desse valor (50%) que será depositado, 40%
serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 1.512,00 × 8% = R$ 120,96.
Previdência do décimo terceiro salário = R$ 1.620,00 × 8% = R$ 129,60.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.512,00 R$ 1.620,00

INSS – 120,96 INSS – 129,60

(três dependentes) – 568,77 (três dep.) – 568,77

R$ 822,27 R$ 921,63

Isento Isento
6.8 Dispensa sem justa causa com adicional de
insalubridade e aviso-prévio cumprido (férias em
dobro)
• Saldo de salário (art. 462 da CLT e Súmula no 17 do TST).
• Adicional de insalubridade (art. 192 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas e em dobro, conforme o caso (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Indenização, se houver, conforme art. 9o das Leis nos 6.708/89 ou 7.238/84.
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês de rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%11 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90 e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 8 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA COM


ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 42.936.639/0001-90
de 2015 (R$)
Britadora de Pedras Ltda. – Código: 23.91-
Parcela a 5/01
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Ribeiro Barata, 412 – CEP 01010-101
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Esperança – Município: Telêmaco
Borba – UF: PR
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
VANDERLEI SABINO
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
CTPS no 23.245 – Série 00005 – PR
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
CPF: 637.736.376-39
869,36 27,5% Acima de 4.664,68
PIS-PASEP: 117.891.371-23
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 14-5-1988
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 7-8-2014

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 18-9-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Salário: R$ 1.350,00 por mês e recebe
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 adicional de insalubridade de grau médio
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Maior remuneração: R$ 1.350,00 + R$ 270,00
tabela de alíquota é a seguinte: de adicional de insalubridade (20% de
Alíquota para fins de 1.350,00, salário ou vencimento em set./2017)
Salário de contribuição R$ = R$ 1.620,00
Recolhimento do INSS (%)
Aviso-prévio: 10-8-2017 (no final do
8,00 até 1.659,38
expediente)
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Dispensa sem justa causa
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Férias: 2014 e 2015 foram gozadas
Três dependentes: 2 filhos menores de 14 anos
e esposa

Data-base: 1o de janeiro de cada ano


Salário-família (R$)
Extrato do FGTS: R$ 5.154,00 (competência
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 agosto/2017)
= R$ 31,07.
Cód. afastamento: SJ2
Categoria do trabalhador: 01

– EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 39 (trinta


e nove) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra apenas 30
(trinta) dias e o restante seja indenizado.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 18 dias = R$ 1.350,00/30 × 18 = R$ 810,00.
Obs.: vejamos que é saldo de salários e não de remuneração.
• Adicional de insalubridade: 20% de R$ 1.350,00, salário base ou vencimento = R$
270,00/30 × 18 dias = R$ 162,00.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 1.620,00 = R$ 1.215,00.
• Férias proporcionais: 1/12 de 1.620,00 = R$ 135,00.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 1.620,00.
• Férias em dobro: R$ 1.620,00 em dobro = R$ 3.240,00 lançar no campo 67.
1/3 Constitucional de férias: R$ 3.240,00 + R$ 1.620,00 + R$ 135,00 =
• R$4.995,00/3 = R$ 1.665,00
• Aviso-prévio: cumprido.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: saldo de salário R$
810,00 + adicional de insalubridade R$ 162,00 + décimo terceiro salário R$
1.215,00 = R$ 2.187,00 × 8% = R$ 174,96; será depositado na conta vinculada do
empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 5.154,00 (extrato) + R$ 174,96 (8%) da rescisão =
R$5.328,96 × 50% = R$ 2.664,48; desse valor (50%) que será depositado, 40%
serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários R$ 810,00 + R$ 162,00 de adicional de
insalubridade = R$ 972,00 × 8% = R$ 77,76.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 1.215,00 × 8% = R$ 97,20.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários e adicional de insalubridade Décimo terceiro salário

810,00 R$ 1.215,00 R$

162,00 R$ três dep. 568,77 (–)

972,00 R$ INSS 97,20 (–)

três dep. 568,77 (–) 549,03 R$

INSS 77,76 (–)

325,47 R$

Isento Isento

Base de cálculo para o adicional de insalubridade.


Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua
natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes
nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e
da intensidade do agente e do tempo de exposição a seus efeitos.
Há três graus de insalubridade: máximo, médio e mínimo; os empregados que
trabalham em condições insalubres têm assegurada a percepção de adicional
respectivamente de 40%, 20% e 10% do salário mínimo (art. 192 da CLT), salvo
se, por força de lei, convenção coletiva ou sentença normativa, percebem salário
profissional. Nesse caso, o adicional será calculado com base no salário
profissional. (Vide a seguir neste Capítulo a Súmula Vinculante no 4 do STF)
Vide Lei no 11.350/2006, art. 9o-A, § 3o e incisos I e II, incluído pela Lei no
13.342/2016 – DOU de 11-1-2017, preceitua que o cálculo do adicional de
insalubridade seja calculado sobre “vencimento ou salário-base”. Embora seja
Lei específica do órgão Competente do Poder Executivo Federal, aos agentes,
evocou o art. 192 da CLT.

Súmula Vinculante no 4 do STF


SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO, O
SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR
DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR
PÚBLICO OU DE EMPREGADO, NEM SER SUBSTITUÍDO POR
DECISÃO JUDICIAL.
Fonte de Publicação
DJe no 83/2008, p. 1, em 9-5-2008.
DO de 9-5-2008, p. 1. Legislação
Constituição Federal de 1988, art. 7o, IV e XXIII, art. 39, § 1o e § 3o,
art. 42, § 1o, art. 142, § 3o, X.

Súmula no 228 do TST


Adicional de insalubridade. Base de cálculo. (Res. 14/1985, DJ 19-9-
1985. Nova redação – Res. 121/2003, DJ 19-11-2003. Redação alterada
– Res. 148/2008, DJe do TST 4-7-2008 – DJe do TST de 4-7-2008 –
Republicada no DJ de 8-7-2008 em razão de erro material. (Suspensa
liminarmente pelo STF – Recl. 6.266.
A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula
Vinculada no 4 do Supremo Tribunal Federal, o adicional de
insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo critério mais
vantajoso fixado em instrumento coletivo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar
Mendes, suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do
salário-base no cálculo do adicional, “a nova redação estabelecida para
Súmula 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante 4,
porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico
no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.
A liminar foi concedida no dia 15 de julho, em atendimento à
Reclamação Constitucional no 6.266, apresentada ao STF pela
Confederação Nacional da Indústria. A CNI sustenta, entre outras
alegações, que a Súmula 228 estaria em desacordo com a Súmula
Vinculante no 4 do STF, que vedou a utilização do salário mínimo como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de
empregado, bem como proibiu a sua substituição por decisão judicial.

EXCLUSÃO DO PAGAMENTO DO ADICIONAL DE


INSALUBRIDADE

Súmula no 80 do TST
A eliminação da insalubridade, pelo fornecimento de aparelhos
protetores aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo, exclui
a percepção do adicional respectivo.
6.9 Rescisão antecipada do contrato de experiência
pelo empregador (nos termos do art. 479 da CLT)
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Indenização por metade a que teria direito até o termo do contrato (art. 479 da
CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (art. 147 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%12 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 9 – RESCISÃO ANTECIPADA DO


CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PELA EMPRESA
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário
de 2015 (R$)
CNPJ/CEI: 56.987.632/0001-72
Parcela a Armação de Ferro S.A. – Código 71.19-7/99
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Rua Relógio das Flores, 21 – CEP 05498-595
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Rosário – Município: Curitiba
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: PR
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 RAFAEL MARTINS

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 35.412 – Série 112o – PR

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CPF: 721.127.271-32

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. PIS-PASEP: 112.456.789-76

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Data de nascimento: 13-8-1992


CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Admissão: 7-7-2017
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A
Afastamento: 25-8-2017
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Maior remuneração: R$ 1.200,00 por mês
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
tabela de alíquota é a seguinte: Rescisão antecipada do contrato a termo pela
empresa
Alíquota para fins de Data-base: 1o de dezembro de cada ano
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Dois dependentes: esposa e um filho menor de
8,00 até 1.659,38 14 anos

9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Contrato de experiência de 90 dias nos termos


do art. 479 da CLT
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Cód. afastamento: RA2
Salário-família (R$)
Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: R$ 1.200,00/30 × 25 dias = R$ 1.000,00.
• Comissões, horas extras, gratificação adicional de insalubridade, periculosidade,
adicional noturno: nada há.
• Indenização: nos termos do art. 479 a empresa é obrigada a indenizá-lo por
metade até o termo do contrato; trabalhou 25 dias em julho e 25 dias em agosto =
50 dias. Para um contrato de experiência de 90 dias faltam 40 dias; 50% = 20 dias
× R$40,00 por dia = R$ 800,00; lançar no campo 61 do Termo de Rescisão.
• Salário-família: uma cota, 25 dias = R$ 31,07/30 × 25 = R$ 25,89.
• Décimo terceiro salário: 2/12 de R$ 1.200,00 = R$ 200,00.
• Férias proporcionais: 2/12 de 30 dias = 5 dias × 40,00 = R$ 200,00.
• Férias vencidas: não há.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 200,00/3 = R$ 66,67.
• Aviso-prévio: não há.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: décimo terceiro salário
R$ 200,00 + saldo de salário R$ 1.000,00 = R$ 1.200,00 × 8% = R$ 96,00; será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de
pagamento das verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 80,00 (8% de R$ 1.000,00 de jul./2017) + R$ 96,00
(8%) da rescisão = R$ 176,00 × 50% = R$ 88,00; desse valor (50%) que será
depositado, 40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição
social, recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas
rescisórias (homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários: R$ 1.000,00 × 8% = R$ 80,00.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 200,00 × 8% = R$ 16,00.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.000,00 R$ 200,00

INSS (8%) – 80,00 – INSS

dois dependentes – 379,18 – 2 dep.

R$ 540,82

Isento Isento
6.9.1 Rescisão antecipada do contrato de experiência
pelo empregado (nos termos do art. 480 da CLT)
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• 13o proporcional (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais e acréscimo de 1/3 (art. 147 da CLT e Súmulas 171 e 261 do
TST).
• FGTS – depositar em conta bancária vinculada 8% das verbas rescisórias sobre as
quais incidem o FGTS, até o dia 7 do mês subsequente (Lei no 8.036/90, art. 15).

Indenização ao empregador
O empregado pode ser obrigado a indenizar o empregador em até 50% dos dias até o
término do contrato se causar algum prejuízo ao empregador, por ter rescindido
antecipadamente, sem justa causa, o contrato a termo (art. 480 da CLT).

6.10 Rescisão por término do contrato de experiência


O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o proporcional (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (art. 147 da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3), art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no
328 do TST.
• FGTS – art. 20, inciso IX, da Lei no 8.036/90. Extinção normal do contrato a
termo, valor que será depositado na conta vinculada do empregado por meio da
GRRF, nos seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

O empregado não terá direito a:

1. Aviso-prévio (art. 487 da CLT, só quando for sem justa causa pelo
empregador).
EXERCÍCIO 10 – TÉRMINO DO CONTRATO DE
EXPERIÊNCIA
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário
de 2015 (R$)
CNPJ/CEI: 90.134.431/0001-18
Parcela a Fábrica de Espuma de Material Plástico Ltda.
Alíquota Base de Cálculo
deduzir – Código: 22.22-6/00
– Isento Até 1.903,98 Rua da Esquina, 65 – CEP 01153-103
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 Bairro: Bonoco – Município: Salvador

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 UF: BA

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 MÁRIO PEREIRA

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CTPS no 44325 – Série 00045 – BA


CPF: 001.431.134-44
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
PIS-PASEP: 118.322.742-34
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
Data de nascimento: 23-04-1972
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Admissão: 03-08-2017
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 Afastamento: 31-10-2017
o
Conforme Portaria MEF n 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Maior remuneração: R$ 1.560,00 por mês.
tabela de alíquota é a seguinte:
Término do contrato a termo, por iniciativa do
Alíquota para fins de empregado (contrato a termo de 90 dias)
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Teve dez faltas não abonadas em setembro de
8,00 até 1.659,38 2017

9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Não tem dependentes

11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Data-base: 1o de novembro de cada ano


Cód. afastamento: PD0
Salário-família (R$)
Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 30 dias = R$ 1.560,00.
• Comissões, horas extras, gratificação, adicional de insalubridade/periculosidade,
adicional noturno: não há nada nesta rescisão com respeito a esses itens.
• Indenização: não tem direito (29 dias de agosto + 30 dias de setembro + 31 dias de
outubro = 90 dias)
• Salário-família: não tem.
• Décimo terceiro salário: 3/12 de R$ 1.560,00 = R$ 390,00.
• Férias proporcionais: 3/12 de 24 dias = 24/12 × 3 = 6 dias a 52,00 = R$ 312,00.
• Férias vencidas: não tem.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 312,00/3 = R$ 104,00.
• Aviso-prévio: não tem direito; término do contrato a termo.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: décimo terceiro salário
R$390,00 + saldo de salário R$ 1.560,00 = R$ 1.950,00 × 8% = R$ 156,00; será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de
pagamento das verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: não há. Código de saque: 04 – Término do contrato a
termo.

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários – R$ 1.560,00 × 8% = R$ 124,80.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 390,00 × 8% = R$ 31,20.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.560,00 R$ 390,00

INSS (8%) – 124,80 INSS (8%) – 31,20

R$ 1.435,20 R$ 358,80

Isento Isento
6.11 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio
cumprido (desligamento antes de 30 dias da data-
base)
O empregado terá direito a:
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (art. 147 da CLT).
• Férias vencidas se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Indenização adicional de uma remuneração (art. 9o das Leis nos 6.708/79 e
7.238/84, e Súmula no 242 do TST).
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho por
parte do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do
trabalhador no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da
rescisão e ao imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem
prejuízo das cominações legais.
• 40%/50%13 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 11 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


COM AVISO-PRÉVIO CUMPRIDO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 09.431.314/0001-81
de 2015 (R$)
Lapidação de Pedras Preciosas S.A. – Código:
Parcela a 32.11-6/02
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua da Alegria, 84 – CEP 01521-142
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Savassi – Município: Belo Horizonte
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: MG

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 ROSANA MARTINS

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 15.432 – Série 223a MG


CPF: 741.417.842-65
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 112.435.638.97

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 7-5-1980

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 26-11-2015

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 25-8-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Maior remuneração: R$ 2.100,00 por mês
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Aviso-prévio 23-7-2017 (no final do
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a expediente)
tabela de alíquota é a seguinte:
Dispensa sem justa causa
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Não gozou férias desde sua admissão
Recolhimento do INSS (%)
A empregada recebeu auxílio-doença no
8,00 até 1.659,38 período de 26-6-2016 a 25-4-2017
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 Viúva com um filho menor de 14 anos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Extrato do FGTS: R$ 1.962,80 (competência
julho/2017)
Data-base: 1o de setembro de cada ano
Salário-família (R$)
Cód. afastamento: SJ2
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43
= R$ 31,07. Categoria do trabalhador: 01

– EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 33 (trinta


e três) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra apenas 30
(trinta) dias e o restante seja indenizado.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: R$ 2.100,00/30 × 25 dias = R$ 1.750,00.
• Comissões, horas extras, gratificação adicional de
insalubridade/periculosidade/adicional noturno: nada há a relacionar.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 4/12 de R$ 2.100,00 = R$ 700,00. (Ficou afastada por
motivo de auxílio-doença no período de 1o-1-2017 a 25-4-2017, tendo direito
apenas no período de 26-4-2017 a 25-8-2017.)
• Férias proporcionais: 9/12 de R$ 2.100,00 = R$ 1.575,00 (o período de
afastamento não refletiu nas férias proporcionais, pois de 26-11-2016 a 25-4-2017
ficou afastada também apenas por cinco meses).
Férias vencidas: R$ 2.100,00 (o período de afastamento não refletiu nas férias,

pois dentro do período aquisitivo, 26-11-2015 a 25-11-2016, ficou apenas cinco
meses afastada).
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 1.575,00 + R$ 2.100,00
= R$ 3.675,00/3 = R$ 1.225,00.
• Aviso-prévio: cumprido (aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço – ver
tabela prática no item 5.2.2).
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84; lançar no campo 96 R$ 2.100,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: décimo terceiro salário
R$ 700,00 + saldo de salário R$ 1.750,00 = R$ 2.450,00 × 8% = R$ 196,00; será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de
pagamento das verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 1.962,80 (extrato) + R$ 196,00 (rescisão) =
R$2.158,80 × 50% = R$ 1.079,40; desse valor (50%) que será depositado, 40%
serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salário = R$ 1.750,00 × 9% = R$ 157,50.
Previdência: décimo terceiro salário = R$ 700,00 × 8% = R$ 56,00.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.750,00 R$ 700,00

(1 depend.) – 189,59 (1 depend.) – 189,59

INSS – 157,50 INSS (8%) – 56,00

R$ 1.402,91 R$ 454,41

Isento Isento
6.12 Dispensa sem justa causa com aviso-prévio
cumprido (período de mais de seis meses em
auxílio-doença)
O empregado terá direito a:
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
Nota: Iniciar-se-á decurso de novo período aquisitivo, após o retorno do
auxílio-doença, quando o empregado ficar afastado por mais de seis meses no
curso do período aquisitivo (art. 133, inciso IV e § 2o, da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula no 328
do TST).
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%14 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 12 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


(PERÍODO EM AUXÍLIO-DOENÇA)
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 57.765.675/0001-10
de 2015 (R$)
Impressão Tipográfica Ltda. – Código: 18.13-
Parcela a 0/99
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Mar Hotel, 444 – CEP 05823-453
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Boa Viagem – Município: Recife
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: PE

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 MARCOS CAVALCANTI

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 13972 – Série 234a – PE


CPF: 367.763.637-71
869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 123.452.738-65

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 25-10-1972

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 10-08-2010

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 14-08-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Maior remuneração: R$ 1.008,00 por mês
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Aviso-prévio: 27-06-2017 (no final do
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a expediente)
tabela de alíquota é a seguinte:
Dispensa sem justa causa
Alíquota para fins de
Salário de contribuição R$ Férias: 2014/2015 foram gozadas e anos
Recolhimento do INSS (%)
anteriores
8,00 até 1.659,38 O empregado recebeu auxílio-doença no
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 período de 13-10-2016 a 21-5-2017
Quatro dependentes: três filhos menores de 14
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
anos e esposa
Extrato do FGTS: R$ 4.857,00 (competência
Salário-família (R$) julho de 2017)

Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 Data-base: 1o de julho de cada ano
= R$ 31,07. Cód. afastamento: SJ2
Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 39 (trinta


e nove) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra apenas 30
(trinta) dias e o restante seja indenizado.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 14 dias = R$ 1.008,00/30 × 14 = R$ 470,40.
• Comissões, horas extras, gratificação adicional de insalubridade/periculosidade,
adicional noturno: nada com relação a esta rescisão.
• Salário-família: 31,07/30 × 3 × 14 dias = R$ 43,50.
• Décimo terceiro salário: 2/12 de R$ 1.008,00 = R$ 168,00, ficou afastado até 21-
5-2017, recebendo auxílio-doença.
• Férias proporcionais: 3/12 de R$ 1.008,00 (30 dias) = R$ 252,00.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 1.008,00.
• No período aquisitivo 2016/2017, o empregado ficou afastado recebendo auxílio-
doença por mais de 6 meses, iniciando novo período aquisitivo a partir de 22-5-
2017.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 252,00 + R$ 1.008,00
= R$ 1.260,00/3 = R$ 420,00.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: admitido em 10-8-2010, com
aviso-prévio em 27-6-2017 e afastamento em 14-8-2017 – 6 meses que ficou com
o contrato de trabalho suspenso = 6 anos completos, que corresponde a 18 dias
(ver tabela no item 5.2.2) + 30 dias = 48 dias (cumprido).

Obs.: Existe entendimento que considera a suspensão do contrato de trabalho


como serviço prestado na mesma empresa. Neste exercício o autor não
considerou, excluiu.

• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: décimo terceiro salário
R$168,00 + saldo de salário R$ 470,40 = R$ 638,40 × 8% = R$ 51,07; será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de
pagamento das verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 4.857,00 (extrato) + 51,07 (8%) da rescisão =
R$4.908,07 × 50% = R$ 2.454,03, desse valor (50%) que será depositado, 40%
serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários – R$ 470,40 × 8% = R$ 37,63.
Previdência: décimo terceiro salário – R$ 168,00 × 8% = R$ 13,44.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 470,40 R$ 168,00

Isento Isento
6.13 Dispensa sem justa causa com um período de não
optante
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 452 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: indenizado (art. 487, § 1o, da CLT
e Lei no 12.506, de 11-10-2011, art. 1o e parágrafo único).
• Indenização do tempo de não optante (art. 478 da CLT).
• 13o salário na indenização (Súmula no 148 do TST).
• Indenização, se houver, segundo o art. 9o das Leis nos 6.708/89 ou 7.238/84.
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%15 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90 e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nas
seguintes condições:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 13 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


COM UM PERÍODO COMO NÃO OPTANTE
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 33.431.545/0001-77
de 2015 (R$)
Reparação de Aviões Ltda. – Código: 30.41-
Parcela a 5/00
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Espumoso, 584 – CEP 05641-150
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Passo Fundo – Município: Porto
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 Alegre
UF: RS
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
PEDRO BOFF
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 01342 – Série 355a RS

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CPF: 035.961.169-17


PIS-PASEP: 114.543.123-76
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 04-05-1958
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
Admissão: 1o-12-1985
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Opção: 20-06-1988
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 Afastamento: 11-8-2017
o
Conforme Portaria MEF n 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Maior remuneração: R$ 1.800,00 por mês
tabela de alíquota é a seguinte:
Aviso-prévio: 11-8-2017 (no final do
Alíquota para fins de expediente)
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Dispensa sem justa causa
8,00 até 1.659,38
Férias 2013/2015 e anos anteriores foram
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 gozadas; na 2o quinzena de junho de 2017 teve
dez faltas não abonadas
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Data-base: 1o de dezembro de cada ano
Três dependentes: esposa e dois filhos menores
de 14 anos
Salário-família (R$)
Extrato do FGTS: R$ 48.607,40 (competência
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 julho/2017)
= R$ 31,07.
Cód. afastamento: SJ2
Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 11 dias = R$ 1.800,00/30 × 11 = R$ 660,00.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 7/12 de R$ 1.800,00 = R$ 1.050,00.
• Férias proporcionais: 8/12 de 24 dias = 24/12 = 2 dias × 8 = 16 dias × 60,00 =
R$960,00.
• Férias vencidas: 30 dias = R$ 1.800,00.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 960,00 + 1.800,00 +
R$ 360,00 = R$ 3.120,00/3 = R$ 1.040,00.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: admitido em 1o-12-1985 e
demitido em 11-8-2017 = 31 anos completos, que corresponde a 60 dias (ver
tabela no item 5.2.2) + 30 dias = 90 dias. R$ 1.800,00/30 = R$ 60,00 × 90 dias =
R$ 5.400,00, incide o FGTS no aviso-prévio indenizado, Súmula 305 do TST.
• Décimo terceiro salário na indenização: 3/12 de R$ 1.800,00 = R$ 450,00
(integração do aviso-prévio indenizado), lançar no campo 70 do Termo de
Rescisão.
• Férias do aviso-prévio indenizado: 3/12 de 24 dias = 6 dias × R$ 60,00 = R$
360,00.
• Indenização: dois anos, seis meses e 20 dias como não optante. Para cada ano de
serviço efetivo ou por fração igual ou superior a seis meses, a indenização será de
um mês de remuneração: R$ 1.800,00 × 3 = R$ 5.400,00, lançar no campo 95 do
Termo de Rescisão.
• Décimo terceiro na indenização – Súmula no 148 do TST: 3/12 de R$ 1.800,00 =
R$450,00, lançar no campo 95.1 do Termo de Rescisão.
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84. Lançar no campo 96 do Termo de Rescisão
R$ 1.800,00. O aviso-prévio vai até 9-11-2017.
• Contagem do aviso-prévio para integração no seu tempo de serviço (art. 487, §
1o), que será de 12-8-2017 a 9-11-2017.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: aviso-prévio R$ 5.400,00
+ R$ 1.050,00 de décimo terceiro salário + R$ 660,00 de saldo de salários =
R$7.110,00 × 8% = R$ 568,80; será depositado na conta vinculada do empregado
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 48.607,40 (extrato) + 568,80 (8%) da rescisão =
R$49.176,20 × 50% (multa) = R$ 24.588,10; desse valor (50%) que será
depositado, 40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição
social, recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas
rescisórias (homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 660,00 × 8% = R$ 52,80.
Aviso-prévio indenizado: não há incidência do INSS, conforme ADIN no 1.659-6,
de 27-11-1997 do STF e alínea m do item V, § 9o, do art. 214 do RPS (veja itens 14.1
e 14.2 do Capítulo 1 neste livro).
Previdência: décimo terceiro salário = R$ 1.050,00 × 8% = 84,00.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 660,00 R$ 1.050,00

INSS (8%) – 52,80 INSS (8%) – 84,00

três dependentes – 568,77 três dependentes – 568,77

R$ 38,43 R$ 397,23

Isento Isento
EXERCÍCIO 13A – RESCISÃO COMPLEMENTAR EM
SETEMBRO/20177
PEDRO BOFF
De acordo com a convenção coletiva, todos os empregados da Reparação de Aviões
Ltda. tiveram correção salarial de 5% a partir de 1o-9-2017. Como o aviso-prévio
indenizado integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais (art. 487, § 1o, da
CLT) e foi dado aviso-prévio ao empregado no dia 11-8-2017 no final do expediente,
ele se estende até 9-11-2017. Reiteramos que a data-base é a partir de 1o de dezembro,
a correção de 5% em setembro refere-se apenas à convenção coletiva.
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a deduzir
Isento
– Até 1.903,98
7,5%
142,80 De 1.903,99 até 2.826,65
15%
354,80 De 2.826,66 até 3.751,05
22,5%
636,13 De 3.751,06 até 4.664,68
27,5%
869,36 Acima de 4.664,68

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/2015


Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00

A Instrução Normativa no 101, art. 4o, § 5o, de 30-12-1997 (DOU de 31-12-1997),


preceitua:

“§ 5o No caso de pagamento de complementação do 13o salário,


posteriormente ao mês de quitação, o imposto deverá ser recalculado sobre
o valor total desta gratificação, utilizando-se a tabela do mês de quitação.
O valor retido anteriormente será deduzido do imposto assim apurado.”

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO


DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE JANEIRO/2017.

Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a tabela de


alíquota é a seguinte:

Alíquota para fins de Recolhimento do Salário de contribuição


INSS (%) R$

8,00 até 1.659,38


9,00 de 1.659,39 até 2.765,66
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31

Salário-família (R$)
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 = R$ 31,07.
Discriminação das verbas rescisórias
• Saldo de salários: não há; foi pago em agosto/2017.
• Décimo terceiro salário: 7/12 de R$ 90,00 = 90,00/12 × 7 = R$ 52,50.
• Férias proporcionais: 5% de R$ 960,00 = R$ 48,00.
• Férias vencidas: 5% de R$ 1.800,00 = R$ 90,00.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 48,00 (férias prop.)
+ R$ 90,00 (férias) + R$ 18,00 (férias do aviso-prévio indenizado) = R$ 156,00 ÷
3 = R$ 52,00.
• Aviso-prévio: saldo do aviso-prévio indenizado de 70 dias (30 d. de set. + 31 d. de
out. + 9 d. de nov.) = 5% de R$ 1.800,00 = R$ 90,00/30 × 70 d. = R$ 210,00.
Incide o FGTS no aviso-prévio indenizado. Súmula no 305 do TST.
• Décimo terceiro salário na indenização: 3/12 de R$ 1.800,00 = R$ 450,00 × 5% =
22,50 (lançar no campo 70 do Termo de Rescisão)
• Férias do aviso-prévio indenizado: 5% de R$ 360,00 = R$ 18,00 (lançar no campo
71 do Termo de Rescisão).
• Indenização: 5% de R$ 5.400,00 = R$ 270,00.
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84 = 5% de R$ 1.800,00 = R$ 90,00; lançar no
campo 67 do Termo de Rescisão.
• 13o salário indenizado: 5% de R$ 450,00 = R$ 22,50.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: aviso-prévio R$ 210,00
+ R$ 52,50 de décimo terceiro salário = R$ 262,50 × 8% = R$ 21,00; será
depositado na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de
pagamento das verbas rescisórias (homologação) – entendimento do autor.
• FGTS – multa rescisória: R$ 21,00 (8%) da rescisão × 50% (multa) = R$ 10,50;
desse valor (50%) que será depositado, 40% serão na conta vinculada do
empregado e 10% de contribuição social, recolhida por meio da GRRF, até a data
de pagamento das verbas rescisórias (homologação) – entendimento do autor.

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: não há.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 52,50 × 8% = R$ 4,20.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: Saldo de salários e adicionais. Décimo terceiro salário – Tab. ago./2017

ago./2017 R$ 1.050,00

aviso-prévio ind. R$ 450,00

complemento R$ 52,50

complemento R$ 22,50

R$ 1.575,00

INSS ago./2017 – 84,00

INSS complemento – 4,20

três dependentes – 568,77

R$ 918,03

Não há Isento
6.14 Dispensa sem justa causa, com adicional noturno e
aviso-prévio cumprido – horista
O empregado tem direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Adicional noturno e RSR dos mesmos (art. 73 da CLT e Súmula no 60 do TST).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT)
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Indenização, se houver, conforme art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84.
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%16 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 14 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


COM ADICIONAL NOTURNO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 68.137.732/0001-26
de 2015 (R$)
Prontidão Vigilância S.A. – Código: 84.24-
Parcela a 8/00
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Brusque, 7 – CEP 89804-230
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Bela Vista – Município: Chapecó
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: SC

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 MILTON RODRIGUES

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS nº 11.298 – Série 0008 – SC

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CPF: 961.832.531-66


PIS-PASEP: 127.532.864-54
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 15-01-1994
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$10,00 Admissão: 4-12-2015

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 26-9-2017


EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Salário R$ 7,00 por hora
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
Horário fixo desde sua admissão: das 22h à
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
1h30min e das 2h30min às 5h20min
tabela de alíquota é a seguinte:
Para calcular a maior remuneração temos que
Alíquota para fins de somar o adicional noturno, como vemos a
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%) seguir: horário noturno das 22h às 5h20min. =
8h20min. (8h de 52,5 min + 20 min) – 1h de
8,00 até 1.659,38
descanso = 7h20min. por dia ? 30 dias = 220h
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 por mês de adicional noturno

11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Adicional noturno: 20% de R$ 7,00 = R$1,40


??220h = R$ 308,00 por mês de adicional
noturno
Maior remuneração mensal: R$ 7,00 ? 220 h =
R$ 1.540,00 + R$ 308,00 (adicional noturno) =
R$ 1.848,00
Aviso-prévio: 24-8-2017 (no final do
expediente)
Dispensa sem justa causa
Salário-família (R$)
Não gozou férias desde sua admissão; em
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 nov./2016 teve 15 faltas não abonadas
= R$ 31,07.
Data-base: 1º de outubro de cada ano
Dois dependentes: esposa e um filho menor de
14 anos

Extrato do FGTS: R$ 2.565,10 (competência


agosto/2017)
Cód. afastamento: SJ2

Categoria do trabalhador: 01 – EMPREGADO

Nota do autor: Embora neste exercício o empregado tenha cumprido os 33 (trinta


e três) dias de aviso-prévio, há entendimento de que o empregado cumpra apenas 30
(trinta) dias e o restante seja indenizado.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 26 dias, sendo 21 dias de trabalho e 5 dias de RSR: 21 dias a
7h20min = 154h, ou seja, 21 dias × 7,333 = 154 × R$ 7,00 = R$ 1.078,00. Obs.:
Vejamos que é saldo de salário e não saldo de remuneração.
• RSR = 5 dias × 7,333 = 36,666 × 7,00 = R$ 256,66.
• Adicional noturno: 21 dias × 7,333 = 154 × R$ 1,40 (20% de 7,00) = R$ 215,60.
• RSR sobre adicional noturno: 5 dias 7,333 = 36,665 × 1,40 (20% de 7,00) =
R$51,33.
• Salário-família: não tem direito. Remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 1.848,00 = R$ 1.386,00.
• Férias proporcionais: 10/12 de 30 dias = 30/12 × 10 = 25 dias a R$ 61,60 =
R$1.540,00.
• Férias vencidas: 18 dias, teve 15 faltas não abonadas no período aquisitivo:
R$1.848,00/30 × 18 = R$ 1.108,80.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 1.540,00 + R$ 1.108,80
= R$ 2.648,80/3 = R$ 882,93.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: cumprido.
• Indenização: art. 9o da Lei no 7.238/84; lançar no campo 72, sobre a maior
remuneração (Súmula no 242 do TST) = R$ 1.848,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: saldo de salário
R$1.334,66 + adicional noturno R$ 266,93 + décimo terceiro salário R$ 1.386,00
= R$ 2.987,59 × 8% = R$ 239,00; que será depositado na conta vinculada do
empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 2.565,10 (extrato) + 239,00 (8%) da rescisão =
R$2.804,10 × 50% = R$ 1.402,05; desse valor (50%) que será depositado, 40%
serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida
por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: saldo de salários + adicional noturno = R$ 1.601,59 × 8% = 128,13.
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 1.386,00 × 8% = R$ 110,88.
Imposto de Renda na Fonte
Outros: saldo de salários e adicional noturno Décimo terceiro salário

R$ 1.601,59 R$ 1.386,00

INSS (9%) – 128,13 INSS (8%) – 110,88

dois dependentes – 379,18 dois dependentes – 379,18

R$ 1.094,28 R$ 895,94

Isento Isento
6.15 Dispensa sem justa causa, com aviso-prévio
indenizado e recebimento de adicional de
periculosidade – horista
O empregado tem direito a:
• Indenização, se houver, conforme art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84.
• Aviso-prévio indenizado (art. 487, § 1o, da CLT).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Saldo de salário (art. 462 da CLT).
• Adicional de periculosidade (art. 193, § 1o, da CLT).
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%17 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001), que
serão depositados na conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos
seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 15 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


COM AVISO-PRÉVIO INDENIZADO – HORISTA E
RECEBE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 61.731.543/0001-27
de 2015 (R$)
Indústria de Pólvora S.A. – Código 20.92-4/01
Parcela a Rua Teresa Batista, 894 – CEP 08534-786
Alíquota Base de Cálculo
deduzir
Bairro: Praia do Sol – Município: Aracaju
– Isento Até 1.903,98
UF: SE
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
SEVERINO DE ABREU
354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05
CTPS no 026123 – Série 343a – SE
636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CPF: 123.345.678-12

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 PIS-PASEP: 116.134.276-54

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 28-9-1969

Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 19-10-2015


Afastamento: 18-8-2017
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Salário: R$ 8,00 por hora e recebe adicional de
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 periculosidade

Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Maior remuneração: R$ 8,00 + R$ 2,40 de
tabela de alíquota é a seguinte: adicional de periculosidade = R$ 10,40

Alíquota para fins de Aviso-prévio: 18-8-2017 (no final do


Salário de contribuição R$ expediente)
Recolhimento do INSS (%)

8,00 até 1.659,38 Dispensa sem justa causa


Não gozou férias desde sua admissão
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66
Data-base: 1o de outubro de cada ano
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Sete dependentes: esposa, uma filha solteira, e
cinco menores de 14 anos
Salário-família (R$) Extrato do FGTS: R$ 3.591,00 (competência
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 julho/2017)
= R$ 31,07. Cód. afastamento: SJ2

Categoria do trabalhador: 01 EMPREGADO

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: 18 dias, sendo 16 dias de trabalho e 2 de RSR: 16 dias ×
7,33333 × R$ 8,00 = 938,67.
Obs.: vejamos que é saldo de salário e não de remuneração: o valor da hora é
de R$ 8,00.
RSR = 2 dias × 7,33333 = 14,66666 × R$ 8,00 = R$ 117,33.
• Adicional de periculosidade: 18 dias, sendo 16 dias de trabalho e 2 de RSR: 16
dias × 7,33333 × R$ 2,40 (30% de 8,00) = R$ 281,60.
• RSR sobre adicional de periculosidade: 2 dias × 7,33333 × R$ 2,40 (30% de 8,00)
= R$ 35,20.
• Salário-família: não tem direito. Remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário 8/12 de 2.288,00 = R$ 1.525,33 ou 8/12 de 146h40min =
146,666 × 10,40 = R$ 1.525,33.
Férias proporcionais: 10/12 de 30 dias = 25 dias a R$ 76,2666 = 1.906,67 ou

10/12 de 220h = 183,333 × R$ 10,40 = R$ 1.906,67.
• Férias vencidas: 220h × 10,40 = 2.288,00.
• 1/3 sobre férias relativas à Constituição Federal: R$ 1.906,67 + R$ 2.288,00 +
R$190,67 = R$ 4.385,32/3 = R$ 1.461,77.
• Aviso-prévio: 33 dias = 242h × 10,40 = R$ 2.516,80. Incide o FGTS no aviso-
prévio indenizado. Súmula no 305 do TST (ver tabela prática no item 5.2.2 neste
livro).
• Décimo terceiro salário na indenização: 1/12 de R$ 2.288,00 = R$ 190,67
(integração do aviso-prévio indenizado) ou 220/12 = 18,333 × R$ 10,40 = R$
190,67.
• Férias (aviso-prévio indenizado): 1/12 de 30 dias = 2,5 dias a 76,2666 = R$
190,67 ou 1/12 de 220h = 18,3333 × R$ 10,40 = R$ 190,67.
• Indenização: art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84; como aviso-prévio
indenizado integra no tempo de serviço, vai até 20-9-2017, data-base 1o-10-2017,
devemos indenizá-lo com uma remuneração mensal e não com um salário mensal
(Súmula 242 do TST); lançar no campo 67 do Termo de Rescisão 220h × R$
10,40 (1.760,00 + 528,00 de adicional de periculosidade) = R$ 2.288,00.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: (saldo de salários +
RSR) R$ 1.056,00 + (adicional de periculosidade + RSR) R$ 316,80 + décimo
terceiro salário R$ 1.525,33 + aviso-prévio R$ 2.516,80 + 13o sal. (Aviso-Prévio
Indenizado) R$ 190,67 = R$ 5.605,60 × 8% = R$ 448,45; será depositado na
conta vinculada do empregado por meio da GRRF, até a data de pagamento das
verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 3.591,00 (extrato) + R$ 448,45 (8%) da rescisão =
R$4.039,45 × 50% (multa) = R$ 2.019,72; desse valor (50%) que será depositado,
40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social,
recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.


Descontos
Previdência: saldo de salários + adicional de periculosidade + RSRs = R$
1.372,80 × 8% = R$ 109,82.
Aviso-prévio indenizado: não há incidência do INSS, conforme ADIN no 1.659-6,
de 27-11-1997, do STF, e alínea m do item V, § 9o, do art. 214 do RPS (veja itens 14.1
e 14.2 do Capítulo 1 neste livro).
Previdência: décimo terceiro salário: R$ 1.525,33 × 8% = R$ 122,03 (apenas
sobre 9/12, pois sobre 1/12 do aviso-prévio indenizado não incide o INSS).
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários e adicional de periculosidade Décimo terceiro salário

R$ 1.056,00 R$ 1.525,33

R$ 316,80 (–) INSS e 7 dependentes

R$ 1.372,80

(–) INSS e 7 dependentes

Isento Isento
EXERCÍCIO 15A – RESCISÃO COMPLEMENTAR EM
SETEMBRO/2017
SEVERINO DE ABREU
Conforme o acordo coletivo, todos os empregados da Indústria de Pólvora S.A.
tiveram correção salarial de 5% a partir de 1o-9-2017. Como o aviso-prévio
indenizado integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais (art. 487, § 1o, da
CLT) e foi dado aviso-prévio ao empregado no dia 18-8-2017 no final do expediente,
ele se estende até 20-9-2017. Reiteramos que a data-base é a partir de 1o de outubro;
os 5% de correção em setembro referem-se apenas ao acordo coletivo da empresa.
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015 (R$)

Parcela a deduzir

142,80
354,80 Isento Até 1.903,98
636,13 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65
869,36 15% De 2.826,66 até 3.751,05
Dependente: R$ 189,59 cada 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68
um, a partir de abril/2015 27,5% Acima de 4.664,68
Dispensa de retenção de valor
igual ou inferior a R$ 10,00

Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/2015.


Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00

A Instrução Normativa no 101, art. 4o, § 5o, de 30-12-1997 – DOU de 31-12-1997,


preceitua:

“§ 5o No caso de pagamento de complementação do 13o salário,


posteriormente ao mês de quitação, o imposto deverá ser recalculado sobre
o valor total desta gratificação, utilizando-se a tabela do mês de quitação.
O valor retido anteriormente será deduzido do imposto assim apurado.”

CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO


DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A PARTIR DE JANEIRO/2017.

Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 – DOU de 16-1-2017, a tabela de


alíquota é a seguinte:

Alíquota para fins de Recolhimento do Salário de contribuição


INSS (%) R$

8,00 até 1.659,38


9,00 de 1.659,39 até 2.765,66
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31
Salário-família (R$)
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 = R$ 31,07.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários: não há; foi pago em agosto/2017.
• Adicional de periculosidade: não há, foi pago em agosto/2017.
• Décimo terceiro salário: 8/12 de 114,40 (5% de 2.288,00) = 114,40/12 × 8 =
R$76,27.
• Férias proporcionais: 5% de R$ 1.906,67 = R$ 95,33.
• Férias vencidas: 5% de R$ 2.288,00 = R$ 114,40.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: 5% de R$ 1.461,77 =
R$ 73,09.
• Aviso-prévio: saldo do aviso-prévio indenizado de 20 dias = 5% de 2.288,00 =
114,40/30 × 20 dias = R$ 76,27.
• Incide o FGTS no aviso-prévio indenizado. Súmula no 305 do TST.
• Décimo terceiro salário na indenização: 1/12 de R$ 114,40 = R$ 9,53 (da
integração do aviso-prévio indenizado).
• Férias (aviso-prévio indenizado) 1/12 de R$ 2.288,00 = R$ 190,67x5% = R$ 9,53.
• Indenização: art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84 = 5% de R$ 2.288,00 =
R$114,40; lançar no campo 42 do Termo de Rescisão.
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: aviso-prévio R$ 76,27 +
décimo terceiro salário de R$ 85,80 (76,27 + 9,53) = R$ 162,07 × 8% = R$ 12,97;
será depositado na conta vinculada do empregado, por meio da GRRF, até a data
do pagamento da rescisão complementar (entendimento do autor).
• FGTS – multa rescisória: R$ 12,97 (8%) da rescisão × 50% (multa) = R$ 6,48. No
dia 10-9-2016 a correção do FGTS foi de 1% (percentual hipotético).
• Corrigir em 1% a multa rescisória: R$ 3.591,90 × 1% = 35,91 × 50% = R$ 19,95
+ 6,48 = R$ 26,43; desse valor (50%) que será depositado, 40% serão na conta
vinculada do empregado e 10% de contribuição social, recolhida por meio da
GRRF, até a data de pagamento da rescisão complementar (entendimento do
autor).
Obs.: Ver art. 1o da LC no 110/2001 no Capítulo 7 deste livro.

Descontos
Previdência: não há.
Previdência do décimo terceiro salário: R$ 76,27 × 8% = R$ 6,10 (sobre 9/12,
pois sobre 1/12 do aviso-prévio indenizado não incide o INSS).
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salário e adicional de


Décimo terceiro salário
periculosidade

ago./2017 R$ 1.716,00

complemento (set./2017) R$ 85,80

R$ 1.801,80

Não há Isento
6.16 Dispensa sem justa causa com média de horas
extras – horista
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Horas extras e RSR sobre as mesmas (art. 59, § 1o, da CLT, e art. 7o, alínea b, da
Lei no 605/49, com a nova redação dada pela Lei no 7.415, de 9-12-1985)
• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• Férias vencidas, se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo (mínimo de 1/3) sobre férias (art. 7o, inciso XVII, da CF, e Súmula
no328 do TST).
• Aviso-prévio indenizado (art. 487, § 1o, da CLT).
• Indenização, se houver, conforme art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84.
• FGTS (art. 18 da Lei no 8.036/90). Depositar na conta vinculada do trabalhador no
FGTS os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior que ainda não tiverem sido recolhidos, sem prejuízo das
cominações legais.
• 40%/50%18 do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90) que será depositado na
conta vinculada do empregado por meio da GRRF, nos seguintes prazos:
a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou
b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da
ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu
cumprimento.

EXERCÍCIO 16 – DISPENSA SEM JUSTA CAUSA


COM MÉDIA DE HORAS EXTRAS
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 65.137.286/0001-79
de 2015 (R$)
Fábrica de Barbeador Elétrico S.A. – Código:
Parcela a 27.59-7/01
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Rio Solimões, 544 – CEP 04403-120
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Zona Franca – Município: Manaus
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: AM

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 JOÃO DA SILVA

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 072135 – Série 114a AM

869,36 27,5% Acima de 4.664,68 CPF: 112.421.843-19


PIS-PASEP: 116.432.138-76
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15. Data de nascimento: 12-10-1977
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 Admissão: 15-3-2016
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, Afastamento: 27-10-2017
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A
Maior remuneração: R$ 5,92 por hora + média
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017
de horas extras
Conforme Portaria MEF no 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a
Aviso-prévio: 27-10-2017(no final do
tabela de alíquota é a seguinte:
expediente)
Alíquota para fins de Dispensa sem justa causa
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Não gozou férias desde sua admissão
8,00 até 1.659,38
Quatro dependentes: esposa e três filhos
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 menores de 14 anos
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Extrato do FGTS: R$ 1.127,20 (competência
setembro/2017)
Salário-família (R$) Data-base: 1o de setembro de cada ano
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 Cód. afastamento: SJ2
= R$ 31,07.
Categoria do trabalhador: 01 EMPREGADO

JOÃO DA SILVA
MÉDIA DE HORAS EXTRAS
Quando as horas extras não são contínuas, devem-se achar as médias de horas
extraordinárias e repouso semanal remunerado para as férias vencidas, proporcionais,
décimo terceiro salário e últimos 12 meses para efeito de indenização, aviso-prévio
etc.

A Súmula no 347 do TST preceitua:


“Horas extras habituais. Apuração. Média física
O cálculo do valor das horas extras habituais, para efeito de reflexos
em verbas trabalhistas, observará o número das horas efetivamente
prestadas e sobre ele aplica-se o valor do salário-hora da época do
pagamento daquelas verbas.
(Res. 57/1996 – DJ 28-6-1996)”

EXERCÍCIO 16 (Continuação)
Desligamento: 27-10-2017 Admissão: 15-3-2016

Férias
Últimos 12 meses 28- 13o salário: 1o-1-2017 Férias vencidas:
proporcionais: 15-3-
10-2016 a 27-10-2017 a 27-10-2017 10 15-3-2016 a 14-3-
2017 a 14-10-2017 7
12 meses meses 2017 12 meses
meses

Ano: 2016

34h Março 17 dias

45h Abril

26h Maio

60h Junho

62h Julho

62h Agosto

30h Setembro

4 (4 dias) 31h Outubro

56h 56h Novembro

62h 62h Dezembro

Ano: 2017

31h 31h 31h Janeiro

29h 29h 29h Fevereiro

– – – – Março

– – – Abril

– – – Maio

45h 45h 45h Junho

31h 31h 31h Julho

62h 62h 62h Agosto

58h 58h 58h Setembro

54h 54h 28h (14 dias) Outubro 27 dias

432h 310h 224h 528h TOTAL

O empregado ganha R$ 5,92 por hora, hora extra com adicional de 50% =
(R$5,92+ R$ 2,96 de adicional de 50%) = R$ 8,88 por hora.

• Férias vencidas: no período aquisitivo de 15-3-2016 a 14-3-2017 fez 528 horas


extras/12 = 44h × R$ 8,88 = R$ 390,72.
• Férias proporcionais: do vencimento até o mês do desligamento, ou seja, de 15-3-
2017 a 14-10-2017; num total de sete meses fez 224 horas extras/7 = 32 h ×
R$8,88 = R$ 284,16.
• Décimo terceiro salário: de 1o-1-2017 a 27-10-2017; num total de dez meses fez
310 horas extras/10 = 31 h × R$ 8,88 = R$ 275,28.
• Média dos 12 últimos meses: período de 28-10-2016 a 27-10-2017; num total de
12 meses fez 432/12 = 36 h × R$ 8,88 = R$ 319,68. Esta média é utilizada para
efeito de aviso-prévio, indenização e outros, se houver.

Discriminação das verbas rescisórias


• Saldo de salários de 27 dias, sendo 23 dias de trabalho e 4 de RSR.
• 23 dias a 7,33333 = 168,666666 × R$ 5,92 = R$ 998,51.
• 4 dias de RSR × 7,33333 = 29,333333 × R$ 5,92 = R$ 173,65.
• Horas extras: em outubro fez 54 horas extras, sendo 23 dias de trabalho e 4 de
RSR.
• 23 dias a 2h extras = 46h × R$ 8,88 por hora = R$ 408,48.
• 4 dias a 2h extras = 8h × R$ 8,88 por hora = R$ 71,04.
• Salário-família: não tem direito, remuneração mensal acima do valor previsto.
• Décimo terceiro salário: 10/12 de R$ 1.577,68 (1.302,40 = 220h + 275,28 de
média de horas extras do décimo terceiro salário) = R$ 1.577,68/12 × 10 = R$
1.314,73.
• Férias proporcionais: 7/12 de R$ 1.586,56 (1.302,40 = 220 h + 284,16 de média
de horas extras das férias proporcionais) = R$ 1.586,56/12 × 7 = R$ 925,49.
• Férias vencidas: 220h a R$ 5,92 = R$ 1.302,40 + R$ 390,72 (média de horas
extras) = R$ 1.693,12.
• 1/3 do salário sobre férias relativo à Constituição Federal: R$ 925,49 + R$
1.693,12 + R$ 132,21 = R$ 2.750,82/3 = R$ 916,94.
• Aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço: 33 dias = 30 dias × 7,33333 =
220h × 5,92 = R$ 1.302,40 + R$ 319,68 (médias de horas extras) = R$
1.622,08/30 × 33 dias = R$ 1.784,29. Incide o FGTS no aviso-prévio indenizado.
Súmula no 305 do TST (ver tabela no item 5.2.2 neste livro).
Décimo terceiro salário na indenização: 1/12 de R$ 1.577,68 = R$ 131,47
• (integração do aviso-prévio indenizado).
• Férias (aviso-prévio indenizado) 1/12 de R$ 1.586,56 = R$ 132,21.
• Indenização: não tem direito (conforme art. 9o das Leis nos 6.708/79 ou 7.238/84).
• FGTS – mês anterior: já foi depositado; mês da rescisão: saldo de salários + RSR
R$1.172,16 (998,51 + 173,65) + horas extras + RSR R$ 479,52 (408,48 + 71,04)
+ décimo terceiro salário R$ 1.446,20 (1.314,73 + 131,47) + aviso-prévio
R$1.784,29 (33 dias) = R$ 4.882,17 × 8% = R$ 390,57; que será depositado na
conta vinculada do empregado, por meio da GRRF até a data de pagamento das
verbas rescisórias (homologação).
• FGTS – multa rescisória: R$ 1.127,20 (extrato) + R$ 390,57 (8%) da rescisão =
R$ 1.517,77 × 50% (multa) = R$ 758,88; desse valor (50%) que será depositado,
40% serão na conta vinculada do empregado e 10% de contribuição social,
recolhida por meio da GRRF, até a data de pagamento das verbas rescisórias
(homologação).

Descontos
Previdência: saldo de salários + horas extras = R$ 1.651,68 × 8% = R$ 132,13.
Aviso-prévio indenizado: não há incidência do INSS, conforme ADIN no 1.659-6,
de 27-11-1997 do STF e alínea m do item V, § 9o, do art. 214 do RPS (veja itens 14.1
e 14.2 do Capítulo 1 neste livro).
Previdência do décimo terceiro salário: R$ 1.314,73 × 8% = R$ 105,18 (sobre
10/12, pois sobre 1/12 do aviso-prévio indenizado não incide o INSS).
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários e horas extras Décimo terceiro salário

saldo de salários R$ 1.172,16 R$ 1.314,73

horas extras + 479,52 INSS (8%) – 105,18

R$ 1.651,68 quatro dependentes – 758,36


INSS (8%) – 132,13 R$ 451,19

quatro dependentes – 758,36

R$ 761,19

Isento Isento

6.17 Morte do empregado antes de completar um ano


de serviço
Os dependentes, segundo a Lei no 6.858/80, terão direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• Férias proporcionais e acréscimo de 1/3 (art. 146, parágrafo único, combinado
com o art. 147, da CLT, e Súmula no 171 do TST com a nova redação dada pela
Resolução no 121, de 28-10-2003).

Súmula no 171
FÉRIAS PROPORCIONAIS. Contrato de Trabalho. Extinção – nova
redação dada pela Resolução no 121, de 28-10-2003 (DJU de 19-11-
2003) do TST.
“Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a
extinção do contrato de trabalho sujeita o empregador ao pagamento da
remuneração das férias proporcionais, ainda que incompleto o período
aquisitivo de 12 (doze) meses (art. 146, parágrafo único, combinado
com o art. 147, da CLT).”

Os dependentes não terão direito a:

• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).


• 40% do FGTS (art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90).
EXERCÍCIO 17 – AFASTAMENTO POR MORTE DO
EMPREGADO
Tabela do Imposto de Renda a partir do mês de abril do ano-calendário CNPJ/CEI: 42.245.431/0001-33
de 2015 (R$)
Cooperativa de Serviços Médicos Ltda. –
Parcela a Código: 65.50-2/00
Alíquota Base de Cálculo
deduzir Rua Itapeva, 34 – CEP 01510-203
– Isento Até 1.903,98 Bairro: Bela Vista – Município: São Paulo
142,80 7,5% De 1.903,99 até 2.826,65 UF: SP

354,80 15% De 2.826,66 até 3.751,05 EDSON SERRANO

636,13 22,5% De 3.751,06 até 4.664,68 CTPS no 98.764 – Série 227a SP


CPF: 444.341.682-38
869,36 27,5% Acima de 4.664,68
PIS-PASEP: 103.178.456-45
Dependente: R$ 189,59 cada um, a partir de abril/15.
Data de nascimento: 23-9-1977
Dispensa de retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
Admissão: 10-12-2016
CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO A Afastamento: 14-10-2017 (falecimento)
PARTIR DE 1o DE JANEIRO/2017 Maior remuneração: R$ 3.030,00 por mês
o
Conforme Portaria MEF n 8, de 13-1-2017 (DOU de 16-1-2017), a Causa do afastamento: morte do empregado
tabela de alíquota é a seguinte:
Dois dependentes: 1 filho menor de 14 anos e
Alíquota para fins de esposa
Salário de contribuição R$
Recolhimento do INSS (%)
Data-base: 1o de novembro de cada ano
8,00 até 1.659,38
Obs.: Os valores das verbas rescisórias, FGTS
9,00 de 1.659,39 até 2.765,66 e PIS-PASEP serão pagos em quotas iguais,
aos dependentes habilitados perante a
11,00 de 2.765,67 até 5.531,31 Previdência Social, sendo que a quota do filho
menor será depositada em caderneta de
poupança, rendendo juros e correção
monetária, sendo liberado quando o mesmo
Salário-família (R$) completar 18 anos, salvo autorização judicial.
Remuneração mensal até 859,88 = R$ 44,09; + de 859,88 até 1.292,43 Lei no 6.858, de 24-11-1980, art. 1o e § 1o, ver
= R$ 31,07. Lei na íntegra no item 6.19 neste livro.
Cód. afastamento: FT1
Categoria do trabalhador: 01 EMPREGADO

Discriminação das verbas rescisórias


Nota do autor: O cálculo das verbas rescisórias por morte do empregado que será
pago aos dependentes habilitados pela Previdência e reconhecidos judicialmente é
semelhante ao pedido de demissão, excetuando o código de saque para o FGTS que é
o 23.

• Saldo de salário: 14 dias = R$ 3.030,00/30 × 14 = R$ 1.414,00.


• Salário-família: não tem direito, valor acima da remuneração mensal prevista.
• Décimo terceiro salário: 9/12 de R$ 3.030,00 = R$ 2.272,50.
• Férias proporcionais: o empregado que vier a falecer com menos de 12 meses de
serviço terá direito a férias proporcionais: 10/12 de R$ 3.030,00 = 3.030,00/12 ×
10 = R$ 2.525,00.
• 1/3 salário sobre férias relativo à Constituição Federal: 2.525,00/3 = R$ 841,67
• Aviso-prévio: em caso de morte do empregado não existe aviso-prévio.
• Décimo terceiro salário na indenização: não há.
• FGTS – mês da rescisão/mês anterior: Fazer depósito normal mediante a Guia de
Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. Caso o
pagamento das verbas rescisórias aos dependentes habilitados ocorrer antes do
depósito normal, efetuar o depósito por meio da GRRF.
• FGTS – multa rescisória: afastamento por morte do empregado, não há multa
rescisória.

Descontos
Previdência: saldo de salários = R$ 1.414,00 x 8% = 113,12
Previdência: décimo terceiro salário = R$ 2.272,50 × 9% = R$ 204,52.
Imposto de Renda na Fonte

Outros: saldo de salários Décimo terceiro salário

R$ 1.414,00 R$ 2.272,50

dois dependentes – 379,18 dois dependentes – 379,18

INSS (8%) – 113,12 INSS (9%) – 204,52

R$ 921,70 R$ 1.688,80

Isento Isento
6.18 Morte do empregado com mais de um ano de
serviço
Conforme preceitua o art. 14 da IN no 15 da Secretaria de Relações do Trabalho do
Ministério do Trabalho e Emprego de 14-7-2010 – DOU de 15-7-2010:
“Na ocorrência de morte do empregado, a assistência na rescisão
contratual é devida aos beneficiários habilitados perante o órgão
previdenciário, reconhecidos judicialmente ou previstos em escritura
pública lavrada nos termos do art. 982 do Código de Processo Civil, com a
redação dada pela Lei no 11.441, de 2007, desde que dela constem os dados
necessários à identificação do beneficiário e à comprovação do direito,
conforme art. 21 da Resolução no 35, de 2007, do Conselho Nacional de
Justiça, e o art. 2o do Decreto no 85.845, de 1981 (Redação dada pela
Instrução Normativa no 12, de 5 de agosto de 2009).”

Os dependentes, segundo a Lei no 6.858/80, terão direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• FGTS – Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho – Código 23.
• Férias vencidas, se não foram gozadas em vida (art. 146 da CLT).
• Férias proporcionais (art. 146, parágrafo único, da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo 1/3), art. 7o, inciso XVII, da CF.

Os dependentes não terão direito a:

• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).


• 40%/50% do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001.

6.19 Lei sobre pagamento aos dependentes do de cujus


Morte de empregado – rescisão do contrato de trabalho

LEI No 6.858 – DE 24 DE NOVEMBRO DE 1980


Dispõe sobre o pagamento aos dependentes ou sores de
valores não recebidos em vida pelos titulares.

O Presidente da República,
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1o Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os


montantes das contas individuais do Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço e do Fundo de Participação PIS-PASEP, não recebidos em vida
pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos dependentes
habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação
específica dos servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores
previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independentemente de
inventário ou arrolamento.
§ 1o As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em caderneta de
poupança, rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após
o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo autorização do juiz para
aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou
para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.
§ 2o Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores de que trata este
artigo reverterão em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e
Assistência Social, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do
Fundo de Participação PIS-PASEP, conforme se tratar de quantias devidas
pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS-PASEP.

Art. 2o O disposto nesta lei se aplica às restituições relativas ao imposto


sobre a renda e outros tributos, recolhidos por pessoa física, e, não
existindo outros bens sujeitos a inventários, aos saldos bancários e de
contas de cadernetas de poupança e fundos de investimento de valor até
500 (quinhentas) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional.
Parágrafo único. Na hipótese de inexistirem dependentes ou sucessores do
titular, os valores referidos neste artigo reverterão em favor do Fundo de
Previdência e Assistência Social.

Art. 3o Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 4o Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, em 24 de novembro de 1980; 159o da Independência e 92o da


República.

JOÃO FIGUEIREDO – Ibrahim Abi-Ackel – Ernane Galvêas – Hélio


Beltrão.

(DOU de 25-11-1980)

O art. 982 do Código de Processo Civil preceitua:

Art. 982 do Código de Processo Civil: “Havendo testamento ou interessado


incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial; se todos forem capazes e
concordes, poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a
qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.”
Parágrafo único do art. 982 do Código de Processo Civil: “O tabelião
somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem
assistidas por advogado comum ou advogados de cada uma delas, cuja
qualificação e assinatura constarão do ato notarial.”

7 Culpa recíproca
Com sentença irrecorrível na Justiça do Trabalho, havendo culpa recíproca, o Tribunal
reduzirá a indenização que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador à
metade (art. 484 da CLT).
O empregado tem direito a 50% do valor do aviso-prévio, das férias proporcionais
e do décimo terceiro salário do ano respectivo (TST, Súmula no 14 com a nova
redação dada pela Resolução no 121, de 28-10-2003 (DJU de 19-11-2003).

7.1 Culpa recíproca antes de completar um ano de


serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• FGTS – Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho – código 02.
• 20% do FGTS, art. 18, § 2o, da Lei no 8.036/90.
O empregado terá direito a 50% de:

• Aviso-prévio (TST, Súmula no 14).


• Décimo terceiro salário do ano respectivo (TST, Súmula no 14).
• Férias proporcionais (TST, Súmula no 14).
• Acréscimo sobre férias proporcionais (mínimo de 1/3) (art. 7o, inciso XVII, da
Constituição Federal).
7.2 Culpa recíproca com mais de um ano de serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• Férias vencidas se ainda não foram gozadas (art. 146 da CLT).
• Acréscimo sobre férias vencidas (mínimo de 1/3) (art. 7o, inciso XVII, da
Constituição Federal).
• FGTS – Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho – código 02.
• 20% do FGTS, art. 18, § 2o, da Lei no 8.036/90.

O empregado terá direito a 50% de:

• Aviso-prévio (TST, Súmula no 14).


• Décimo terceiro salário do ano respectivo (TST, Súmula no 14).
• Férias proporcionais (TST, Súmula no 14).
• Acréscimo sobre férias proporcionais (mínimo de 1/3) (art. 7o, inciso XVII, da
Constituição Federal).

8 Rescisão por dispensa com justa causa

8.1 Rescisão por dispensa com justa causa antes de


completar um ano de serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• FGTS: Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho sem mencionar o código; não
poderá o empregado movimentar o FGTS.
• Art. 15 da Lei no 8.036/90. Tem direito ao FGTS do saldo de salário, que deverá
ser depositado em conta vinculada do empregado, o valor relativo ao mês da
rescisão e ao mês anterior, se for o caso.
O empregado não terá direito a:

• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).


• Férias proporcionais (art. 147 da CLT).
• Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) (art. 7o, inciso XVII, da CF).
• 13o salário (art. 3o da Lei no 4.090/62).
• 40%/50% do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001.

8.2 Rescisão por dispensa com justa causa com mais


de um ano de serviço
O empregado terá direito a:

• Saldo de salário (art. 462 da CLT).


• Salário-família (art. 15 da Lei no 4.266/63 e arts. 65 a 70 da Lei no 8.213/91).
• FGTS: Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho sem mencionar o código; não
poderá o empregado movimentar o FGTS.
• FGTS: art. 15 da Lei no 8.036/90. Tem direito ao FGTS do saldo de salário, que
deverá ser depositado em conta vinculada do empregado, o valor relativo ao mês
da rescisão e ao mês anterior, se for o caso.
• Férias vencidas se ainda não as tiver gozado (art. 146 da CLT).
• Acréscimo sobre férias vencidas não gozadas de no mínimo 1/3 (art. 7o, inciso
XVII, da CF).

O empregado não terá direito a:

• Aviso-prévio (art. 487 da CLT).


• Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).
• 1/3 sobre férias proporcionais (art. 7o, inciso XVII, da CF).
• 13o salário (art. 7o do Decreto no 57.155, de 3-11-1965).
• 40%/50% do FGTS, art. 18, § 1o, da Lei no 8.036/90, e LC no 110/2001.

8.3 Transação do tempo anterior à Constituição


O tempo de serviço do não optante anterior à atual constituição poderá ser
transacionado entre o empregador e o empregado, respeitando o limite mínimo de
60% da indenização prevista.
O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988,
em caso de rescisão sem justa causa pelo empregador, reger-se-á pelos dispositivos
constantes dos arts. 477, 478 e 479 da CLT.
Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à data da promulgação
da Constituição Federal de 1988, já tinham o direito à estabilidade no emprego nos
termos do Capítulo V do Título IV da CLT.
É facultado ao empregador desobrigar-se da responsabilidade da indenização
relativa ao tempo de serviço anterior à opção, depositando na conta vinculada do
trabalhador, até o último dia útil do mês previsto em lei para o pagamento de salário,
o valor correspondente à indenização, aplicando-se ao depósito, no que couber, todas
as disposições desta Lei.
Os trabalhadores poderão, a qualquer momento, optar pelo FGTS com efeito
retroativo a 1o de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão, quando posterior àquela
(Lei no 8.036, de 11-5-1990, art. 14, §§ 1o ao 4o).

Exemplo:
Suponhamos que o empregado tenha 5 anos de não optante anterior à atual
Constituição e acordou com o empregador de fazer uma transação do
tempo de não optante, com o limite mínimo de 60% da indenização
prevista.
Sua remuneração mensal é de R$ 1.500,00.
Então temos:
5 anos correspondem a 5 salários de indenização mais 5/12 da última
remuneração, referente ao 13o sal. na indenização.
Indenização 5 × R$ 1.500,00 R$ 7.500,00
(+) 13o sal. na indenização (Súmula no 148 do TST), 5/12 de R$ 1.500,00 R$ 625,00
Total R$ 8.125,00
60% de R$ 8.125,00 = R$ 4.875,00
Valor a pagar = R$ 4.875,00

9 Manual do empregador do FGTS


A Instrução Normativa da RFB no 880, de 16-10-2008 – DOU de 17-10-2008, aprova
o Manual da GFIP/SEFIP, versão 8.4, como vemos na íntegra a seguir:

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB No 880, DE 16-


10-2008 – DOU DE 17-10-2008
Altera o Manual da Guia de Recolhimento do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço e Informações à
Previdência Social (GFIP) e do Sistema Empresa de
Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência
Social (SEFIP) para usuários do SEFIP 8, bem como
aprova a versão 8.4 do SEFIP e dá outras providências.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL


SUBSTITUTO, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art.
224 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
aprovado pela Portaria MF no 95, de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o
disposto no inciso I do § 2o do art. 149 da Constituição Federal, no art. 14-
A da Lei no 5.889, de 8 de junho de 1973, no art. 32 da Lei no 8.212, de 24
de julho de 1991, e na Resolução CGSN no 6, de 18 de junho de 2007,
resolve:

Art. 1o Ficam aprovadas as alterações do Manual da Guia de Recolhimento


do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência
Social (GFIP) e do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e
Informações à Previdência Social (SEFIP) para usuários do SEFIP 8, na
forma do Anexo Único a esta Instrução Normativa, bem como a versão 8.4
do SEFIP.
§ 1o A partir de 22 de novembro de 2008, a GFIP deverá obrigatoriamente
ser preenchida utilizando-se o SEFIP versão 8.4.
§ 2o O Manual da GFIP/SEFIP e o programa SEFIP versão 8.4 estão
disponíveis nos sítios da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e da
Caixa Econômica Federal na Internet, nos endereços
http://www.receita.fazenda.gov.br e http://www.caixa.gov.br.
§ 3o O SEFIP versão 8.4 destina-se, inclusive, à retificação ou à entrega em
atraso de GFIP relativa às competências a partir de janeiro de 1999.

Art. 2o Ficam convalidadas as GFIP apresentadas para as competências de


06/2007 a 11/2008 sem a informação do campo “CNAE Preponderante”.

Art. 3o O produtor rural, conforme definido no art. 240 da Instrução


Normativa MPS/SRP no 3, de 14 de julho de 2005, quando da prestação de
informações no SEFIP, deverá observar o disposto neste artigo.

Art. 3o O produtor rural, conforme definido no art. 165 da Instrução


Normativa RFB no 971, de 13 de novembro de 2009, quando da prestação
de informações no SEFIP relativas às receitas decorrentes de exportação de
produtos rurais alcançadas pela não incidência disciplinada no art. 170 da
mesma Instrução Normativa, deverá observar o disposto neste artigo
(Redação dada pela Instrução Normativa RFB no 1.338, de 26 de março de
2013).
§ 1o Quando nos campos “Comercialização da Produção – Pessoa Jurídica”
ou “Comercialização da Produção – Pessoa Física” forem declaradas
somente receitas decorrentes de exportação de produtos rurais, o valor
devido ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) deverá ser
calculado manualmente e recolhido em Guia da Previdência Social (GPS)
no código de pagamento “2615 – Comercialização da Produção Rural –
CNPJ – Pagamento exclusivo para Outras Entidades (SENAR)” ou no
código de pagamento “2712 – Comercialização da Produção Rural – CEI –
Pagamento exclusivo para Outras Entidades (SENAR)”.
§ 1o Quando no campo “Comercialização da Produção – Pessoa Jurídica”
ou no campo “Comercialização da Produção – Pessoa Física” forem
declaradas somente receitas decorrentes de exportação de produtos rurais, a
soma dos valores da Contribuição Patronal Previdenciária calculados pelo
SEFIP e demonstrados no campo “Comprovante de Declaração das
Contribuições a Recolher à Previdência Social”, nas linhas
“Comercialização Produção” e “RAT” da coluna FPAS 744, deverá ser
lançada no Campo “Compensação” para efeitos da geração correta de
valores devidos em Guia de Previdência Social (GPS) (Redação dada pela
Instrução Normativa RFB no 1.338, de 26 de março de 2013).
§ 2o Quando nos campos “Comercialização da Produção – Pessoa Jurídica”
ou “Comercialização da Produção – Pessoa Física”, além das receitas
previstas no § 1o forem declaradas receitas de comercialização de produtos
rurais não decorrentes de exportação, o valor devido efetivamente à
Previdência Social e às outras entidades e fundos deverá ser calculado
manualmente e recolhido em GPS em código apropriado, de acordo com a
relação de códigos de pagamento constante do Anexo I à Instrução
Normativa MPS/SRP no 3, de 2005.
§ 2o Quando no campo “Comercialização da Produção – Pessoa Jurídica”
ou no campo “Comercialização da Produção – Pessoa Física” forem
declaradas receitas decorrentes e não decorrentes de exportação de
produtos rurais, deverá ser lançado no Campo “Compensação” somente o
valor da contribuição previdenciária sobre a receita decorrente de
exportação de produtos rurais, que deverá ser apurado à parte pelo
declarante (Redação dada pela Instrução Normativa RFB no 1.338, de 26
de março de 2013).
§ 3o Os campos “Período Início” e “Período Fim” devem ser preenchidos
com a mesma competência da GFIP/SEFIP (Incluída pela Instrução
Normativa RFB no 1338, de 26 de março de 2013).
§ 4o A dedução da compensação na GPS deverá ser feita primeiramente nos
códigos de GPS referentes ao FPAS principal da empresa (2003, 2100,
2208, 2402 e 2429) e posteriormente nos códigos de GPS referentes ao
FPAS 744 (2607, 2704 e 2437) (Incluída pela Instrução Normativa RFB no
1338, de 26 de março de 2013).
§ 5o A não incidência disciplinada no art. 170 da Instrução Normativa RFB
no971, de 2009, não se aplica à contribuição devida ao Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural (Senar) (Incluída pela Instrução Normativa RFB no
1338, de26 de março de 2013).
§ 6o O valor calculado pelo SEFIP a título do Senar não deverá ser lançado
no campo compensação, sendo devido o seu recolhimento (Incluída pela
Instrução Normativa RFB no 1338, de 26 de março de 2013).

Art. 4o As microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP)


optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Simples Nacional), enquadradas no código FPAS 736, quando do
preenchimento do SEFIP versão 8.4, deverão observar o disposto no art. 1o
da Instrução Normativa RFB no 763, de 1o de agosto de 2007.
Parágrafo único. As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional,
enquadradas no código FPAS 736 e para as quais não se aplique a situação
prevista no art. 1o da Instrução Normativa RFB no 763, de 2007, deverão
utilizar o código FPAS 507 para prestar as informações na GFIP.

Art. 5o O produtor rural pessoa física que contratar trabalhador rural por
pequeno prazo, para o exercício de atividades de natureza temporária, na
forma do art. 14-A da Lei no 5.889, de 8 de junho de 1973, deve preencher
as seguintes informações no SEFIP versão 8.4:
I – no campo “CATEGORIA”: “01-Empregado”;
II – no campo “CBO”: “06210”; e
III – no campo “OCORRÊNCIA”:
a) quando a remuneração mensal do trabalhador ultrapassar a 1a (primeira)
faixa da tabela de contribuição dos segurados empregados, aprovada pela
Portaria Interministerial MPS/MF no 77, de 11 de março de 2008, deverá
ser informado o código de ocorrência “05”;
b) se houver exposição do trabalhador a agentes nocivos, informar os
códigos de ocorrência “06”, “07” ou “08”, de acordo com o tipo de
exposição.
Parágrafo único. Para os códigos de ocorrência descritos nas alíneas “a” e
“b” do inciso III, a contribuição previdenciária a cargo do segurado deverá
ser calculada pelo empregador, no percentual de 8% (oito por cento) sobre
a remuneração, e deverá ser informada no campo “VALOR
DESCONTADO DO SEGURADO”.

Art. 6o Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7o Fica revogada a Instrução Normativa MPS/SRP no 19, de 26 de


dezembro de 2006.
OTACILIO DANTAS CARTAXO

9.1 Recolhimento ao FGTS e informações à


Previdência Social
A Circular no 758 da CEF, de 27-3-2017 (DOU de 29-3-2017), estabelece
procedimentos pertinentes aos recolhimentos mensais e rescisórios do FGTS e das
Contribuições Sociais, como vemos a seguir:

CIRCULAR No 758, 27 de março de 2017


Divulga a versão 4 do Manual de Orientação ao
Empregador – Recolhimentos Mensais e Rescisórios ao
FGTS e das Contribuições Sociais.

A Caixa Econômica Federal – CAIXA, na qualidade de Agente Operador


do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, no uso das atribuições
que lhe são conferidas pelo artigo 7o, inciso II, da Lei no 8.036/90, de 11-5-
1990, e de acordo com o Regulamento Consolidado do FGTS, aprovado
pelo Decreto no 99.684/90, de 8-11-1990, alterado pelo Decreto no
1.522/95, de 13-6-1995, em consonância com a Lei no 9.012/95, de 11-3-
1995, a Lei Complementar no 110/01, de 29-6-2001, regulamentada pelos
Decretos no 3.913/01 e 3.914/01, de 11-9-2001, e a Lei Complementar no
150, de 1o-6-2005, resolve:
1 Divulgar atualização do Manual de Orientação – Recolhimentos Mensais
e Rescisórios ao FGTS e das Contribuições Sociais que dispõe sobre os
procedimentos pertinentes a arrecadação do FGTS, versão 4,
disponibilizada no sítio da CAIXA, www.caixa.gov.br, opção “download”
– FGTS – Manuais Operacionais.
2 Esta Circular CAIXA entra em vigor na data de sua publicação e revoga a
Circular CAIXA 734/2016.

VALTER GONÇALVES NUNES


Vice-Presidente – Em Exercício.
FGTS Manual de Orientações Recolhimentos Mensais e
Rescisórios ao FGTS e das Contribuições Sociais
SUMÁRIO DA NORMA
1 CAPÍTULO I – FGTS RECOLHIMENTO MENSAL E RESCISÓRIO PARA
DOMÉSTICO
1.1 REGRA GERAL
1.2 RECOLHIMENTO MENSAL
1.3 RECOLHIMENTO RESCISÓRIO
1.4 PRESTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS
1.5 ENVIO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS VIA CONECTIVIDADE
SOCIAL
1.6 GUIAS DE RECOLHIMENTO PARA O EMPREGADOR DOMÉSTICO
1.6.1 GUIA DE RECOLHIMENTO VIA ESOCIAL – DOCUMENTO
DE ARRECADAÇÃO ESOCIAL (DAE)
1.6.2 GRF INTERNET – EMPREGADOR DOMÉSTICO (VÁLIDO
PARA COMPETÊNCIAS ATÉ 09/2015)
1.6.3 GRRF INTERNET – EMPREGADOR DOMÉSTICO (VÁLIDO
PARA RESCISÕES DO TRABALHADOR DOMÉSTICO
OCORRIDAS ATÉ 31-10-2015 E MULTA RESCISÓRIA DE
RECOLHIMENTOS MENSAIS ANTERIORES A
OBRIGATORIEDADE DO DAE)
2 CAPÍTULO II – FGTS RECOLHIMENTO MENSAL E RESCISÓRIO
(DEMAIS EMPREGADORES)
2.1 FGTS – RECOLHIMENTO MENSAL
2.2 FGTS – RECOLHIMENTO RESCISÓRIO
2.3 PRESTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS
2.4 ENVIO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS VIA CONECTIVIDADE
SOCIAL
2.5 REGRAS GERAIS PARA RECOLHIMENTO DO FGTS
2.6 GUIAS DE RECOLHIMENTO DO FGTS
2.6.1 GUIA DE RECOLHIMENTO DO FGTS – GRF – GERADA
PELO SEFIP
2.7 GUIA DE RECOLHIMENTO RESCISÓRIO DO FGTS
2.7.1 REGRA GERAL
2.7.2 GRRF GERADA PELO APLICATIVO CLIENTE
2.7.3 GRRF GERADA PELO CONECTIVIDADE SOCIAL
2.8 RECOLHIMENTO RECURSAL GERADO PELO SEFIP OU GRF
INTERNET RECURSAL – GUIA DE RECOLHIMENTO PARA FINS
DE RECURSO JUNTO À JUSTIÇA DO TRABALHO – CÓDIGO 418
2.9 RECOLHIMENTO POR ENTIDADES COM FINS FILANTRÓPICOS –
CÓDIGO
2.10 GUIA DE REGULARIZAÇÃO DE DÉBITOS DO FGTS – GRDE
2.11 DOCUMENTO ESPECÍFICO DE RECOLHIMENTO DO FGTS – DERF
3 CAPÍTULO III – APLICATIVOS DE RECOLHIMENTO FGTS
3.1 APLICATIVO SEFIP
3.2 APLICATIVO GRRF (CLIENTE E INTERNET)
3.3 APLICATIVO GRF INTERNET RECURSAL
3.4 APLICATIVO GRF E GRRF INTERNET DOMÉSTICO
4 CAPÍTULO IV – INFORMAÇÕES PARA RECOLHIMENTO DO FGTS
4.1 LOCAL DE RECOLHIMENTO
4.2 PRAZOS DE RECOLHIMENTO
4.2.1 REGRAS GERAIS
4.2.2 PRAZO DE RECOLHIMENTO DA GRF, GRF INTERNET E
DAE
4.2.3 PRAZO DE RECOLHIMENTO DA GRRF E DAE RESCISÓRIO
4.2.4 PRAZO DE RECOLHIMENTO DA GUIA DE RECOLHIMENTO
RECURSAL E DA GUIA DE RECOLHIMENTO PARA
ENTIDADES FILANTRÓPICAS
4.2.5 PRAZO DE RECOLHIMENTO DA GRDE
4.2.6 PRAZO DE RECOLHIMENTO DO DERF
4.3 CENTRALIZAÇÃO DO RECOLHIMENTO
5 CAPÍTULO V – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
6 CAPÍTULO VI – CONFISSÃO DE DÉBITOS PARA COM O FGTS
INCLUSIVE RELATIVOS À CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVISTA NO
ARTIGO 2o DA LC 110/2001
7 CAPÍTULO VII – CADASTRAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DOS
EMPREGADORES E TRABALHADORES NO SISTEMA FGTS
8 CAPÍTULO VIII – CONSIDERAÇÕES GERAIS
9 ANEXOS
9.1 ANEXO I – TABELA DE CÓDIGOS DE RECOLHIMENTO FGTS
9.2 ANEXO II – RELAÇÃO DE GIFUG X ABRANGÊNCIA
9.3 ANEXO III – PREENCHIMENTO E A CONFERÊNCIA DAS
INFORMAÇÕES DA GRF INTERNET RECURSAL, GRF E GRRF
INTERNET DO DOMÉSTICO
9.4 ANEXO IV – CÓDIGOS DE MOVIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR
NO SEFIP
9.5 ANEXO V – TABELA DE CONVERSÃO PARA OS CÓDIGOS DE
MOVIMENTAÇÃO CRIADO PELO MTE – NOVO TRCT X FGTS

PREFÁCIO

TÍTULO
FGTS Manual de Orientações Recolhimentos Mensais e Rescisórios ao FGTS e
das Contribuições Sociais

ALTERAÇÕES EM RELAÇÃO À VERSÃO ANTERIOR

INCLUSÃO:
1 CAPÍTULO I – FGTS Recolhimento Mensal e Rescisório para Doméstico –
consolida as regras aplicadas ao recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico;
2.3.3.1 Prestação das Informações do FGTS – informa que o empregador
doméstico deve observar orientações contidas no CAPÍTULO I.
2.4.2 Envio das Informações do FGTS via Conectividade Social – informa sobre a
obrigatoriedade do recolhimento pelo empregador doméstico;
2.5.7.2 Regras Gerais para Recolhimento do FGTS – informa sobre a
centralização do processamento dos recolhimentos no DAE na base Rio Grande do
Sul, sob administração da GIFUG/PO (Anexo II);
2.7.1.3 Regra Geral – informa que o empregador doméstico deve observar
orientações descritas no Capítulo I para realizar o recolhimento do FGTS;
2.7.1.7 Regra Geral – informa que a partir de 31-10-2015, na hipótese de rescisão
do contrato do empregado doméstico, os depósitos rescisórios devidos são realizados
via DAE, bem como os depósitos mensais realizados para competências a partir de
10/2015;
2.7.2.2.2 GRRF Gerada pelo Aplicativo Cliente – informa que o empregador
doméstico deve observar orientações descritas no Capítulo I para a apuração do
“Valor Base para Cálculo do Recolhimento Rescisório”;
2.7.3.4.1 GRRF do Conectividade Social – informa sobre a não utilização do
aplicativo na hipótese de cálculo automático do valor base para cálculo do
recolhimento rescisório pelo empregador doméstico no caso de unificação de contas
decorrentes da centralização do recolhimento na base Rio Grande do Sul, a partir da
1o-11-2015;
3.4.5 Aplicativo GRF e GRRF Internet Doméstico – informa sobre a
obrigatoriedade de recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico e que deve
observar orientações descritas no Capítulo I para realização deste recolhimento;
4.1.2 Local de Recolhimento – informa sobre local para quitação do DAE;
4.1.2.1 Local de Recolhimento – informa sobre a centralização do processamento
do recolhimento do FGTS via DAE na base Rio Grande do Sul, sob administração da
GIFUG/PO;
4.2.1.6 Regras Gerais – informa sobre regras para cálculo de recolhimento em
atraso por meio do DAE;
5.4 Capítulo IV – Contribuição Social – informa sobre a não aplicação do
recolhimento da Contribuição Social ao empregador doméstico;
6.8 Capítulo V – Confissão de Débitos para com o FGTS inclusive relativos à
Contribuição Social prevista no Artigo 2o da LC no 110/2001 – informa que a
prestação de informações via portal constitui confissão de débito para o empregador
doméstico na hipótese de não quitação do DAE.

ALTERAÇÃO:
Regulamentação Utilizada – acrescentada a Circular Caixa no XXX/2015, Decreto
no 8.373/2014 e Lei Complementar no 150/2015;
Definições: acrescenta DAE, ESOCIAL, INSS, MPS e RFB e ajusta definição de
Banco conveniado para descrever que o convênio pode ser com o FGTS ou com a
RFB;
2 Capítulo II – FGTS Recolhimento Mensal e Rescisório – ajusta o título que
passa para Capítulo II – FGTS Recolhimento Mensal e Rescisório (demais
empregadores)
2.1.2.1 FGTS – Recolhimento Mensal – ajusta remetendo o empregador a
observar orientações contidas no Capítulo I para recolhimento do FGTS;
2.2.1 FGTS – Recolhimento Rescisório – ajusta remetendo o empregador a
observar orientações contidas no Capítulo I para recolhimento do FGTS;
2.2.3.1 e 2.2.3.2 FGTS – Recolhimento Rescisório – itens renumerados para
vincular ao item 2.2.3;
2.2.4.2 FGTS – Recolhimento Rescisório – ajusta detalhando sobre a incidência
de multa rescisória para Diretor Não Empregado;
2.3.1 Prestação das Informações do FGTS – ajusta para orientar que o empregador
doméstico deverá prestar informações eSocial;
2.3.3 Prestação das Informações do FGTS – ajusta para orientar sobre forma de
recolhimento do FGTS pelo empregador doméstico após a obrigatoriedade e a
observar orientações contidas no CAPÍTULO I;
2.5.1 e 2.5.2 Regras Gerais para Recolhimento do FGTS – ajusta para prever o
recolhimento do depósito compulsório para o doméstico e detalha quais as guias
aplicadas ao recolhimento pelo empregador doméstico;
2.5.7 Regras Gerais para Recolhimento do FGTS – ajusta para prever exceções na
regra de processamento centralizado dos recolhimentos do FGTS;
2.5.9 Regras Gerais para Recolhimento do FGTS – ajusta para prever transmissão
de informações ao eSocial;
2.5.10 Regras Gerais para Recolhimento do FGTS – ajusta para definir que o
formulário GFIP passa a ser acatado apenas para o recolhimento recursal.
2.6.1.5 Guia de Recolhimento do FGTS – GRF – Gerada pelo SEFIP – ajusta para
prever que o SEFIP é utilizado pelo empregador doméstico para competências até
09/2015;
2.7.2.2.3 – GRRF Gerada pelo Aplicativo Cliente – informa que o aplicativo não
deve ser utilizado pelo empregador doméstico no caso de unificação de contas
decorrentes da centralização do recolhimento na base Rio Grande do Sul;
4.1.1 Local de Recolhimento – ajusta detalhando que o recolhimento de guias
FGTS, exceto DAE, ocorre na rede conveniada do FGTS;
4.2.2 Prazo de Recolhimento da GRF, GRF Internet e DAE – ajuste do título
incluindo o DAE;
4.2.3 Prazo de Recolhimento da GRRF e DAE Rescisório – ajuste do título
incluindo o DAE;
4.2.3.1 Prazo de Recolhimento da GRRF e DAE Rescisório – ajusta incluindo o
DAE Rescisório;
4.2.3.1.1 e 4.2.3.1.2 Prazo de Recolhimento da GRRF e DAE Rescisório – ajusta
para prever situação onde não é devido recolhimento da parcela multa rescisória;
7.1 CAPÍTULO VI – Cadastramento e Identificação dos Empregadores e
Trabalhadores no Sistema FGTS – ajusta para prever cadastramento por prestação de
informação via eSocial;
7.2 CAPÍTULO VI – Cadastramento e Identificação dos Empregadores e
Trabalhadores no Sistema FGTS – ajusta para prever a inscrição do tipo CPF e
prestação de informação via eSocial.

Excluído – migrado para capítulo I


2.3.5.1 Prestação das Informações do FGTS – conteúdo migrado para o Capítulo
I;
2.6.2 GRF internet – Empregador Doméstico – conteúdo migrado para o Capítulo
I;
2.7.4 GRRF Internet – Empregador Doméstico – conteúdo migrado para o
Capítulo I;

REGULAMENTAÇÃO UTILIZADA
Circular CAIXA no 694, de 28 de setembro de 2015;
Circular CAIXA no 669, de 29 de dezembro de 2014;
Decreto-Lei no 94/67;
Decreto no 8.373, de 11 de dezembro de 2014;
Decreto no 99.684, de 8 de novembro de 1990;
Decreto no 1.522, de 13 de junho de 1995;
Decreto no 3.913, de 11 de setembro de 2001;
Decreto no 3.914, de 11 de setembro de 2001;
Instrução Normativa MPS SRP no 20, de 11 de janeiro de 2007;
Instrução Normativa RFB no 748, de 28 de junho de 2007;
Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001;
Lei no 5.433, de 8 de maio de 1968;
Lei no 5.859/72, de 11 de dezembro de 1972;
Lei no 5.958, de 10 de dezembro de 1973;
Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990;
Lei no 8.935, de 18 de novembro de 1994;
Lei no 9.012, de 11 de março de 1995;
Lei no 9.601, de 21 de janeiro de 1998;
Lei no 10.097, de 19 de dezembro de 2000;
Lei no 10.208, de 23 de março de 2001;
Lei Complementar no 105, de 10 de janeiro de 2001;
Lei Complementar no 110, de 29 de junho de 2001;
Lei Complementar no 150, de 1o de junho de 2015;
Lei no 10.936, de 12 de agosto de 2004;
Portaria CAT-14, de 10 de março de 2006 (Coordenador da Administração
Tributária);
Resolução do Conselho Curador do FGTS no 339, de 26 de abril 2000;
Resolução do CCFGTS no 388, de 27 de maio de 2002;
Resolução do Conselho Curador do FGTS no 627, de 23 de março de 2010;
Resolução do Conselho Curador do FGTS no 780, de 24 de setembro de 2015.

FGTS Manual de Orientações Recolhimentos Mensais e Rescisórios ao FGTS e


das Contribuições Sociais

OBJETIVO
O Manual de Orientação ao Empregador – Recolhimentos Mensais e Rescisórios
ao FGTS e das Contribuições Sociais define as normas e procedimentos relativos à
matéria, servindo como instrumento normativo a ser adotado, doravante, por todos os
entes envolvidos no processo do FGTS.
Este Manual reúne informações e orientações, aprovadas por meio da Circular
CAIXA no 694, publicada no Diário Oficial da União de 28-9-2015, atualizada,
referentes ao processo de recolhimento mensal, rescisório e recursal do FGTS e das
contribuições sociais.

DEFINIÇÕES

• Banco Conveniado – composta pela CAIXA e demais Instituições Financeiras


conveniadas mediante contrato específico para realização das transações com o
FGTS ou com a Receita Federal do Brasil, no caso do DAE;
• CC – Circular CAIXA;
• CCFGTS – Conselho Curador do FGTS;
• CEI – Cadastro Específico do INSS;
• CI – Inscrição do Contribuinte Individual;
• CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas;
• CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica;
• CÓDIGO DE RECOLHIMENTO – código numérico instituído pela CAIXA para
identificar o tipo de recolhimento nas guias do FGTS, Anexo I;
• CONECTIVIDADE SOCIAL – Canal eletrônico de relacionamento, moderno,
ágil e seguro, facilmente adaptável ao ambiente de trabalho das empresas ou
escritórios de contabilidade que tenham que cumprir suas obrigações em relação
ao FGTS;
• DAE – Documento de Arrecadação do eSocial;
• DIRETOR NÃO EMPREGADO – Pessoa física que exerça cargo de
administração previsto em lei, estatuto ou contrato social, independentemente da
denominação do cargo, em empresas sujeitas ao regime da CLT, que pode ser
equiparado aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS. Equipara-se a
diretor não empregado, para efeito do recolhimento facultativo do FGTS, o
membro do Conselho de Administração de empresa cujo estatuto determina, com
fundamento na Lei no 6.404/76, art. 138, que a administração/gestão/gerência da
sociedade compete, inclusive, àquele órgão;
• DOU – Diário Oficial da União;
• DERF – Documento Específico de Recolhimento do FGTS;
• ESOCIAL – Sistema de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias
e trabalhistas gerido pela CAIXA, INSS, MPS, MTE e RFB e que visa à
unificação da prestação das informações realizadas pelo empregador;
• FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
• FPAS – Fundo da Previdência e Assistência Social;
• GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social;
• GRRF – Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS – a partir de 1o-8-2007;
• GRDE – Guia de Regularização de Débitos do FGTS;
• ICP – Infraestrutura de Chaves Pública e Privada;
• INSS – Instituto Nacional do Seguro Social;
• Instituições Financeiras – condição da CAIXA e demais bancos do sistema
financeiro;
• LC – Lei Complementar;
• MPS – Ministério da Previdência Social;
• MTE – Ministério do Trabalho e Emprego;
• OPÇÃO PELO FGTS – Opção pelo regime do FGTS, criada com a promulgação
da Lei no 5.107 de 13-9-1966, sendo facultativa até 4-10-1988. A partir da
promulgação da Constituição Federal de 5-10-1988, o regime do FGTS passou a
ser compulsório;
• PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público;
• PIS – Programa de Integração Social;
• PTC – Pedido de Transferência de Contas Vinculadas;
• QUALIFICAÇÃO DE CONTAS – Condição de consistência da conta vinculada
quanto aos dados “nome”, “PIS/PASEP” e “data de nascimento”, nos cadastros do
FGTS e PIS;
• RDT – Retificação de Dados do Trabalhador;
• RFB – Receita Federal do Brasil;
• RESPONSÁVEL LEGAL – Aquele que é revestido de poder legal para assinar em
nome do empregador e executar os procedimentos descritos neste Manual.
• SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência
Social;
• SRP – Secretaria da Receita Previdenciária;
• TOMADOR ADMINISTRATIVO – Designação aplicada ao empregador que,
para informar o pessoal administrativo e operacional na GFIP/SEFIP, tem sua
inscrição CNPJ informada nos campos de identificação do empregador e do
tomador, e alocar/vincular os trabalhadores da administração neste tomador
(própria empresa).

CAPÍTULO I – FGTS RECOLHIMENTO MENSAL E RESCISÓRIO PARA


DOMÉSTICO

1.1 REGRA GERAL


1.1.1 É facultado a opção pelo FGTS ao empregador doméstico a partir da
competência 03/2000 e até a competência 09/2015, passando a ser
obrigatório após o primeiro recolhimento ou a partir da competência
10/2015, quando não houver recolhimento de competências anteriores.
1.1.2 A partir da competência 10/2015 o recolhimento do FGTS pelo
empregador doméstico se dará por meio de regime unificado e em
conjunto com o pagamento de tributos, de contribuições e dos demais
encargos devidos.
1.1.2.1 A prestação de informações unificada e geração da guia de
recolhimento dar-se-á mediante registro no Sistema de
Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e
Trabalhistas – eSocial, disponibilizado no endereço eletrônico
www.esocial.gov.br.
1.1.2.2 O eSocial foi instituído pelo Decreto no 8.373, de 11-12-2014,
e é gerido pela CAIXA, INSS, MPS, MTE e RFB, que
utilizam-se das informações prestadas pelo empregador,
observadas suas competências legais.
1.1.2.3 Na impossibilidade de utilização do eSocial, a CAIXA
divulgará orientações sobre forma de prestação da informação
e geração da guia para recolhimento do FGTS.
1.1.3 O recolhimento unificado se dará mediante Documento de Arrecadação
Empregador – DAE, e viabilizará o recolhimento mensal e rescisório
das seguintes parcelas incidentes sobre a folha de pagamento:
• 8% (oito por cento) a 11% (onze por cento) de contribuição
previdenciária, a cargo do segurado empregado doméstico, nos
termos do art. 20 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991;
• 8% (oito por cento) de contribuição patronal previdenciária para a
seguridade social, a cargo do empregador doméstico, nos termos
do art. 24 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991;
• 0,8% (oito décimos por cento) de contribuição social para
financiamento do seguro contra acidentes do trabalho;
• 8% (oito por cento) de recolhimento para o FGTS;
• 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) destinada ao
pagamento de FGTS da indenização compensatória da perda do
emprego, sem justa causa, por culpa recíproca, na forma do art. 22
desta Lei; e
• imposto sobre a renda retido na fonte de que trata o inciso I do art.
7o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, se incidente.
1.1.3.1 Os depósitos do FGTS incidem sobre a remuneração paga ou
devida no mês anterior, a cada empregado, incluída a
remuneração do 13o salário correspondente a gratificação de
natal.
1.1.3.2 Os valores destinados ao pagamento de FGTS da indenização
compensatória da perda do emprego, sem justa causa, por
culpa recíproca serão depositados na conta vinculada do
empregado, distinta daquela em que se encontrarem os valores
oriundos dos depósitos de 8% e somente poderão ser
movimentados por ocasião da rescisão contratual, observadas
as orientações contidas em Circular CAIXA que estabelece
procedimentos para movimentação das contas vinculadas do
FGTS.
1.1.4 O empregador doméstico é obrigado a arrecadar as parcelas mensais
previstas no item 1.1.3 até o dia 7 do mês seguinte ao da competência,
relativo aos fatos geradores ocorridos no mês anterior.
1.1.4.1 Os valores referentes ao FGTS, previstos no item 1.1.3 e não
recolhidos até a data de vencimento serão corrigidos conforme
Art. 22 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
1.1.5 Para rescisões de contrato de trabalho do trabalhador, doméstico o
empregador observa as seguintes orientações:
1.1.5.1 Rescisões ocorridas até 31-10-2015 para recolhimento
rescisório o empregador doméstico deve utilizar-se da GRRF
observando as orientações contidas no item 1.3 deste Capítulo.
1.1.5.2 Rescisões do contrato de trabalho do doméstico ocorridas a
partir de 1o-11-2015, considerando a obrigatoriedade de
recolhimento mediante Documento de Arrecadação
Empregador – DAE, é aplicado ao recolhimento rescisório o
disposto no Art. 477 da CLT no que se refere a valores de
FGTS devidos ao mês da rescisão, ao aviso prévio indenizado,
quando for o caso, e ao mês imediatamente anterior, que ainda
não houver sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais
previstas na Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
1.1.5.3 O prazo para arrecadação pelo empregador doméstico dos
valores rescisórios é definido conforme o tipo de aviso prévio,
a saber:
1.1.5.3.1 Aviso-Prévio Trabalhado: o prazo para
recolhimento das parcelas, mês anterior à rescisão,
mês da rescisão e multa rescisória é o 1o dia útil
imediatamente posterior à data do efetivo
desligamento. Em se tratando do mês anterior à
rescisão se este dia útil for posterior ao dia 07 do
mês da rescisão, a data de recolhimento desta
parcela deverá ser até o dia 07.
1.1.5.3.2 Aviso-Prévio Indenizado e Ausência/Dispensa de
Aviso-Prévio: o prazo para recolhimento do mês
anterior à rescisão é até o dia 07 do mês da rescisão.
O prazo para recolhimento do mês da rescisão,
aviso-prévio indenizado e multa rescisória é até o
10o dia corrido a contar do dia imediatamente
posterior ao desligamento.
1.1.5.3.3 Caso o 10o dia corrido seja posterior ao dia 07 do
mês subsequente, o vencimento do mês da rescisão
e do aviso-prévio indenizado ocorre no dia 07.
1.1.5.4 Para recolhimento da multa rescisória devida sobre os valores
recolhidos para as competências recolhidas por meio da GRF
(Guia de Recolhimento FGTS) o empregador deve observar
orientações contidas no item 1.3 deste Capítulo.
1.1.6 O acompanhamento dos depósitos do FGTS é realizado pelo
empregador e pelo empregado doméstico mediante consulta ao extrato
da conta vinculada do FGTS.
1.1.6.1 O extrato da conta vinculada que abriga o depósito do valor
correspondente a 3,2% de FGTS destinado ao pagamento da
indenização compensatória é fornecido exclusivamente ao
empregador doméstico.
1.1.7 O produto da arrecadação de que trata o recolhimento unificado via
DAE será centralizado na Caixa Econômica Federal.
1.1.7.1 A Caixa Econômica Federal, com base nos elementos
identificadores do recolhimento realizado via DAE, transferirá
para a Conta Única do Tesouro Nacional o valor arrecadado do
FGTS, das contribuições e dos impostos previstos no item
1.1.3, segundo critérios definidos entre a CAIXA e o
Ministério da Fazenda.
1.1.8 O recolhimento do DAE será realizado em Instituições Financeiras
integrantes da rede arrecadadora de receitas federais.
1.1.9 As informações prestadas ao eSocial têm caráter declaratório,
constituindo instrumento hábil e suficiente para a exigência dos
depósitos do FGTS delas resultantes e que não tenham sido recolhidos
no prazo consignado para pagamento definido nos itens 1.1.4 e 1.1.5.
1.1.10 Para vínculos que o empregador doméstico tenha optado pelo
recolhimento do FGTS de período anterior a obrigatoriedade, quando
não foi realizado depósitos de competência igual ou menor que
SET/2015, deverá o empregador realizar o depósito utilizando-se da
GRF Internet Doméstico disponível no portal eSocial
(www.esocial.gov.br) ou via aplicativo SEFIP, observando orientações
contidas neste Manual de Orientação.
1.1.11 É de responsabilidade do empregador o arquivamento de documentos
comprobatórios do cumprimento do recolhimento do FGTS.
1.1.12 Não é devido recolhimento de FGTS para o trabalhador doméstico em
caso de licença saúde reconhecido pelo INSS.
1.1.13 Para efeito de vencimento, considera-se como dia não útil, o sábado, o
domingo e todo aquele constante do Calendário Nacional de feriados
bancários divulgados pelo Banco Central do Brasil – BACEN.
1.1.13.1 Caso o dia de vencimento seja coincidente com dia não útil ou
com o último dia útil do ano, o recolhimento é antecipado para
o primeiro dia útil imediatamente anterior.
1.1.13.2 Caso a quitação seja realizada em canais alternativos no
sábado, domingo, feriado nacional ou último dia útil do ano, é
considerado como data de recolhimento o primeiro dia útil
imediatamente posterior.
1.1.13.3 O descumprimento do prazo de recolhimento sujeita o
empregador às cominações previstas no artigo 22 da Lei no
8.036/90, com a redação dada pelo artigo 6o da Lei
no9.964/2000, de 10-4-2000.
1.1.13.4 Para recolhimento em atraso por meio do DAE o cálculo dos
encargos ocorre por interface CAIXA × SERPRO para
apuração automaticamente ou, na hipótese de contingência, é
disponibilizada tabela de índices ao site www.esocial.gov.br.

1.2 RECOLHIMENTO MENSAL


1.2.1 Como documento de arrecadação mensal o empregador doméstico
observa a seguinte regra:
1.2.1.1 Para competências até 09/2015 o recolhimento mensal é
efetuado por meio da GRF Internet do Doméstico gerada na
área não logada do portal eSocial www.esocial.gov.br ou por
meio do SEFIP disponível no endereço eletrônico
www.caixa.gov.br.
1.2.1.2 Para competência a partir de 10/2015 o recolhimento mensal é
efetuado por meio do DAE (Documento de Arrecadação
eSocial) gerado na área logada do portal eSocial
www.esocial.gov.br.
1.2.2 O recolhimento mensal do doméstico é efetuado até o dia 07 de cada
mês, em relação à remuneração do mês anterior, observando a data de
validade para pagamento expressa no documento de arrecadação.
1.2.3 É responsabilidade do empregador doméstico gerar a guia para
recolhimento com antecedência mínima de dois dias úteis da data de
recolhimento, com vistas a evitar dificuldades em função de eventual
congestionamento do site www.esocial.gov.br ou www.caixa.gov.br,
conforme o caso.
1.2.3.1 Não são acatadas pela Rede Bancária quaisquer outras formas
de geração de guia que não as previstas neste manual, ainda
que tenham semelhança com os modelos oficiais.

1.3 RECOLHIMENTO RESCISÓRIO


1.3.1 Como documento de arrecadação dos valores rescisórios o empregador
doméstico observa a seguinte regra:
1.3.1.1 Rescisões ocorridas até 31-10-2015 para recolhimento
rescisório o empregador deve utilizar-se da GRRF Internet do
Doméstico gerada na área não logada do portal eSocial
www.esocial.gov.br (item 1.6.3), da GRRF gerada por meio do
aplicativo Cliente (item 2.7.2) ou GRRF do CSE (item 2.7.3).
1.3.1.2 Rescisões do contrato de trabalho do doméstico ocorridas a
partir de 1o-11-2015, para recolhimento das parcelas rescisórias
devidas deve utilizar-se do Documento de Arrecadação
Empregador – DAE gerado na área logada do portal eSocial
www.esocial.gov.br.
1.3.2 O recolhimento rescisório do doméstico incide sobre os devidos ao mês
da rescisão, ao aviso prévio indenizado, quando for o caso, ao mês
imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, e multa
rescisória, este último para rescisões ocorridas até 31-10-2015, sem
prejuízo das cominações legais previstas.
1.3.3 O recolhimento rescisório do doméstico é efetuado observando prazo de
vencimento conforme tipo de aviso prévio e a data de validade para
pagamento expressa no documento de arrecadação.
1.3.3.1 Aviso-Prévio Trabalhado: o prazo para recolhimento das
parcelas, mês anterior à rescisão, mês da rescisão e multa
rescisória é o 1o dia útil imediatamente posterior à data do
efetivo desligamento. Em se tratando do mês anterior à
rescisão se este dia útil for posterior ao dia 07 do mês da
rescisão, a data de recolhimento desta parcela deverá ser até o
dia 07.
1.3.3.2 Aviso-Prévio Indenizado e Ausência/Dispensa de Aviso-
Prévio: o prazo para recolhimento do mês anterior à rescisão é
até o dia 07 do mês da rescisão. O prazo para recolhimento do
mês da rescisão, aviso-prévio indenizado e multa rescisória é
até o 10o dia corrido a contar do dia imediatamente posterior ao
desligamento.
1.3.3.3 Caso o 10o dia corrido seja posterior ao dia 07 do mês
subsequente, o vencimento do mês da rescisão e do aviso-
prévio indenizado ocorre no dia 07.
1.3.4. É responsabilidade do empregador doméstico gerar a guia para
recolhimento com antecedência mínima de dois dias úteis da data de
recolhimento, com vistas a evitar dificuldades em função de eventual
congestionamento do site www.esocial.gov.br ou www.caixa.gov.br,
conforme o caso.
1.3.4.1 Não são acatadas pela Rede Bancária quaisquer outras formas
de geração de guia que não as previstas neste manual, ainda
que tenham semelhança com os modelos oficiais.
1.3.5 Para recolhimento rescisório devido sobre as rescisões contratuais do
trabalhador doméstico ocorridas até 31-10-2015 é devido recolhimento
via GRRF, inclusive da multa rescisória na hipótese de despedida sem
justa causa ou despedida por culpa recíproca ou força maior
reconhecida pela Justiça do Trabalho.
1.3.5.1 A multa rescisória é apurada sobre o montante dos depósitos
devidos ao FGTS durante a vigência do contrato de trabalho,
acrescida das remunerações aplicáveis às contas vinculadas,
aqui designado “Valor Base para Cálculo do Recolhimento
Rescisório”, na seguinte proporção:
• nos casos de dispensa sem justa causa, inclusive a
indireta a multa rescisória é de 40% (quarenta por cento).
• nos casos de rescisão decorrente de culpa recíproca ou de
força maior, reconhecida por sentença da Justiça
Trabalhista, transitada em julgado, a multa rescisória é de
20% (vinte por cento).
1.3.5.2 O preenchimento e a conferência das informações constantes
da GRRF são de responsabilidade do empregador bem como a
correta apuração do “Valor Base para Cálculo do Recolhimento
Rescisório”.
1.3.5.3 O empregador, para fins de apuração do “Valor Base para
Cálculo do Recolhimento Rescisório” e cálculo para o
recolhimento da multa rescisória, utiliza o extrato.
1.3.5.4 São formas previstas de consulta ao “Valor Base para Cálculo
do Recolhimento Rescisório”:
• Extrato de conta vinculada do FGTS, obtido nas
Agências da CAIXA pelo empregador doméstico;
• Para empregador que possui certificado digital ICP:
• Extrato de conta vinculada do FGTS, obtido no
Conectividade Social;
• Informação do “Valor Base para Cálculo do
Recolhimento Rescisório” solicitado por intermédio do
aplicativo cliente da GRRF;
• Informação do “valor Base para Cálculo do
Recolhimento Rescisório”, em forma de arquivo
magnético (IS – Informação de Saldo), obtida por meio
do Conectividade Social.
1.3.5.4.1 O fornecimento do extrato com as informações
relativas ao doméstico solicitado na Agência ocorre
em até cinco dias úteis, contados a partir do dia
seguinte à data do protocolo da solicitação na
CAIXA.
1.3.5.5 Os saques efetuados pelo trabalhador na vigência do contrato
de trabalho, devidamente atualizados, compõem o “Valor Base
para Cálculo do Recolhimento Rescisório” da conta vinculada
para efeito de cálculo da multa rescisória e seu
acompanhamento é de responsabilidade do trabalhador.
1.3.6 É imputada ao empregador a responsabilidade pela inexistência ou
inexatidão do “Valor Base para Cálculo do Recolhimento Rescisório”
disponibilizado pela CAIXA quando esse houver realizado
recolhimento sem a devida e correta individualização na conta
vinculada do trabalhador, recolhimento a menor, ausência de
recolhimento.
1.3.7 Não há incidência de Contribuição Social de que trata a LC no 110/01
para recolhimento realizado pelo empregador doméstico.

1.4 PRESTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS


1.4.1 A prestação das informações pelo empregador doméstico ocorre:
• via GRF Internet doméstico (recolhimento mensal) e via a
transmissão no conectividade social do arquivo SEFIP para
recolhimento mensal até competência até 09/2015;
• via GRRF Internet Doméstico (recolhimento rescisório), via a
transmissão no conectividade social do arquivo GRRF e
informação online via GRRF CSE para recolhimentos rescisórios
que envolvam rescisão do contrato de trabalho até 31-10-2015;
• via GRRF Internet Doméstico (recolhimento rescisório) para
recolhimentos da multa rescisória para vínculos com depósitos
anteriores a obrigatoriedade do recolhimento via DAE;
• via eSocial mensal para competências a partir de 10/2015 e
rescisórios para desligamentos a partir de 1o-11-2015.
1.4.2 O empregador doméstico obtém orientações detalhadas sobre a forma
de prestação de informação ao FGTS na Internet – www.caixa.gov.br,
download, pasta FGTS – EMPREGADOR DOMÉSTICO ou
www.esocial.gov.br.
1.4.2.1 No eSocial as informações são prestadas na forma de eventos.
1.4.3 Para competência até 09/2015 o empregador doméstico somente está
obrigado a apresentar informações ao FGTS quando da realização de
recolhimento para o FGTS.
1.4.4 A partir de 1o-11-2015 as informações prestadas pelo empregador
doméstico por meio de eventos transmitidos para o eSocial e,
independente da quitação da guia de recolhimento, constituem débito
junto ao FGTS.
1.4.5 Na ausência do fato gerador (sem movimento) das contribuições para o
FGTS em decorrência do desligamento do trabalhador doméstico o
empregador está dispensado de prestar informações para as
competências subsequentes, até a ocorrência de novo fato gerador.
1.5 ENVIO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS VIA CONECTIVIDADE
SOCIAL
1.5.1 Para envio de informações via Conectividade Social o empregador
doméstico observa o disposto no item 2.4 deste Manual.

1.6 GUIAS DE RECOLHIMENTO PARA O EMPREGADOR DOMÉSTICO


1.6.1. GUIA DE RECOLHIMENTO VIA ESOCIAL – DOCUMENTO DE
ARRECADAÇÃO eSOCIAL (DAE)
1.6.1.1 O DAE é o documento de arrecadação do FGTS e de tributos
de uso obrigatório pelo empregador doméstico a partir de 1o-
11-2015 e é gerado na área logada do endereço eletrônico
www.esocial.gov.br.
1.6.1.2 As orientações para prestação das informações no eSocial e
geração do DAE estão dispostas no Manual da Empregador
Doméstico, obtidos no site da CAIXA (www.caixa.gov.br) ou
www.esocial.gov.br onde também constam o tutorial de
navegação no sistema.
1.6.1.3 Após a transmissão dos eventos no eSocial pelo empregador é
permitida consulta às informações prestadas no ambiente do
eSocial, bem como as informações do FGTS são tratadas pela
CAIXA onde podem ser consultadas pelo empregador
doméstico no extrato empresa e extrato empregado.
1.6.1.4 O DAE é composto conforme definido no item 1.3 e é gerado
para o empregador doméstico nas seguintes situações:
• para o recolhimento mensal, a partir da competência
10/2015, quando os depósitos do FGTS incidem sobre a
remuneração paga ou devida no mês anterior, a cada
empregado, incluída a remuneração do 13o salário
correspondente a gratificação de natal;
• para recolhimento rescisório, de rescisões do contrato de
trabalho do doméstico ocorridas a partir de 1o-11-2015,
quando incide sobre os devidos ao mês da rescisão, ao
aviso-prévio indenizado, quando for o caso, ao mês
imediatamente anterior, que ainda não houver sido
recolhido, sem prejuízo das cominações legais previstas.
• Na hipótese do recolhimento rescisório envolver duas
competências serão gerados documentos diferentes e por
competência abrangida.
1.6.1.5 Quanto à data de vencimento do DAE observar o disposto nos
itens 1.1.4 para o recolhimento mensal e no item 1.1.3 para o
recolhimento rescisório.
1.6.1.5.1 Os valores do FGTS arrecadados via DAE não
recolhidos até a data de vencimento serão
corrigidos e terão a incidência da respectiva multa,
conforme a Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
1.6.1.6 O DAE gerado pelo eSocial é impresso em uma única folha,
sendo que a parte superior corresponde ao comprovante do
empregador e a parte inferior, com código de barras, é
destinada ao banco arrecadador.
1.6.1.7 O DAE é quitado nas agências da CAIXA e dos demais
Bancos Arrecadadores conveniados com a Receita Federal do
Brasil, bem como em Lotéricos, no Internet Banking ou
Autoatendimento, observada a data de validade expressa no
documento e desde que seja aproveitado o código de barras ou
a sua representação numérica.
1.6.1.7.1 A quitação no Internet Banking ou
Autoatendimento é condicionada a disponibilização
do serviço pelo Banco Arrecadador.
1.6.1.8 Independente da UF onde ocorre a quitação do DAE os
recolhimentos do FGTS são processados de forma centralizada
na base Rio Grande do Sul, sob administração da GIFUG/PO
(Anexo II).
1.6.1.9 Caso não haja quitação do DAE gerado a partir da transmissão
de eventos no eSocial o processo de individualização não
ocorre, sendo o empregador responsável por eventuais
prejuízos que essa ocorrência possa causar bem como as
informações prestadas constituem confissão de débito.
1.6.2 GRF INTERNET – EMPREGADOR DOMÉSTICO (VÁLIDO PARA
COMPETÊNCIAS ATÉ 09/2015)
1.6.2.1 A GRF Internet para o empregador doméstico constitui-se em
uma solução simplificada que permite, exclusivamente, ao
empregador doméstico, por meio do endereço eletrônico
www.esocial.gov.br, gerar a guia de recolhimento do FGTS
com códigos de barras, viabilizando assim a sua quitação nas
agências da CAIXA e dos demais Bancos Arrecadadores do
FGTS, bem como em Lotéricos e no Internet Banking,
observada a data de validade expressa no documento e desde
que seja aproveitado o código de barras ou a sua representação
numérica.
1.6.2.2 Para a geração da guia por meio do endereço eletrônico
www.esocial.gov.br, o empregador doméstico observa as
orientações no Anexo III e de uso da solução no “Tutorial GRF
Internet Doméstico” disponível no endereço eletrônico
www.caixa.gov.br, Downloads/FGTS/Empregador Doméstico.
1.6.2.3 Para fins de quitação da guia gerada pela Internet, o
empregador doméstico apresenta-a em 2 (duas) vias, cuja
destinação é:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO;
• 2a VIA – EMPREGADOR.
1.6.2.4 O recolhimento ao FGTS para empregado doméstico era
facultativo desde a competência 03/2000, passando a
obrigatório, para aquele vínculo, a partir do primeiro
recolhimento efetuado.
1.6.3 GRRF INTERNET – EMPREGADOR DOMÉSTICO (VÁLIDO PARA
RESCISÕES DO TRABALHADOR DOMÉSTICO OCORRIDAS ATÉ
31-10-2015 E MULTA RESCISÓRIA DE RECOLHIMENTOS
MENSAIS ANTERIORES À OBRIGATORIEDADE DO DAE)
1.6.3.1 A GRRF Internet para o empregador doméstico constitui-se em
uma solução simplificada que permite, exclusivamente, ao
empregador doméstico, por meio do endereço eletrônico
www.esocial.gov.br, gerar a guia de recolhimento rescisório do
FGTS com códigos de barras, viabilizando assim a sua
quitação nas agências da CAIXA e dos demais Bancos
Arrecadadores do FGTS, bem como em Lotéricos e no Internet
Banking, observada a data de validade expressa no documento
e desde que seja aproveitado o código de barras ou a sua
representação numérica.
1.6.3.2 Para a geração da guia por meio do endereço eletrônico
www.esocial.gov.br, o empregador doméstico observa as
orientações no Anexo III e de uso da solução no “Tutorial
GRRF Internet Doméstico” disponível no endereço eletrônico
www.caixa.gov.br, Downloads/FGTS/Empregador Doméstico.
1.6.3.3 Para fins de quitação da guia gerada pela Internet, o
empregador doméstico apresenta-a em 2 (duas) vias, cuja
destinação é:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO;
• 2a VIA – EMPREGADOR.

CAPÍTULO II – FGTS RECOLHIMENTO MENSAL E RESCISÓRIO


(DEMAIS EMPREGADORES)

2.1 FGTS – RECOLHIMENTO MENSAL


2.1.1 Por recolhimento mensal ao FGTS entende-se aquele relativo à
contribuição devida em face do disposto no Art. 15 da Lei no 8.036/90 e
aquela instituída pelo Art. 2o da Lei Complementar – LC no 110/01.
2.1.2 O recolhimento de que trata o Art. 15, acima referido, corresponde a 8%
da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador,
inclusive quando referente a empregado doméstico, observadas as
disposições da Lei no 5.859/72, com as alterações introduzidas pela Lei
no 10.208/01.
2.1.2.1 O recolhimento ao FGTS para empregado doméstico é tratado
no CAPÍTULO I.
2.1.3 Tratando-se de contratos de aprendizagem, conforme disposição da Lei
no 10.097/00, e de contrato de trabalho por prazo determinado, para
competências 01/1998 a 01/2003, nos termos da Lei no 9.601/98 a
alíquota de recolhimento corresponde a 2%.
2.1.4 A Contribuição Social de que trata o Art. 2o da LC no 110/01,
corresponde à alíquota de 0,5% vigente para as competências de
01/2002 a 12/2006.

2.2 FGTS – RECOLHIMENTO RESCISÓRIO


2.2.1 Por recolhimento rescisório ao FGTS entende-se aqueles devidos em
face do disposto no Art. 18 da Lei no 8.036/90 e no Art. 1o da LC no
110/01, observadas as regras para o empregador doméstico definidas no
CAPÍTULO I.
2.2.2 O recolhimento referido no Art. 18, acima citado, contempla os valores
de FGTS devidos relativos ao mês da rescisão, ao aviso-prévio
indenizado, quando for o caso, e ao mês imediatamente anterior, que
ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais.
2.2.3 Contempla, ainda, a Multa Rescisória cuja base de cálculo corresponde
ao montante dos depósitos devidos ao FGTS durante a vigência do
contrato de trabalho, acrescida das remunerações aplicáveis às contas
vinculadas (valor base para cálculo do recolhimento rescisório), em
caso de despedida sem justa causa, despedida por culpa recíproca ou
força maior reconhecida pela Justiça do Trabalho.
2.2.3.1 Nos casos de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta a
multa rescisória é de 40% (quarenta por cento).
2.2.3.2 Nos casos de rescisão decorrente de culpa recíproca ou de
força maior, reconhecida por sentença da Justiça Trabalhista,
transitada em julgado, a multa rescisória é de 20% (vinte por
cento).
2.2.4 Para o Diretor Não Empregado é devido o recolhimento referido no
Art.18, a citado, contemplando os valores de FGTS devidos relativos ao
mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior, que ainda não houver
sido recolhido, sem prejuízo das cominações legais, não se aplicando o
Aviso-Prévio, seja ele indenizado ou trabalhado.
2.2.4.1 O recolhimento da Multa Rescisória para Diretor Não
Empregado é facultativo para as empresas privadas e
obrigatório para as empresas públicas, para os casos de
exoneração antecipada de mandato ou quando houver
exoneração para as nomeações sem prazo de vigência.
2.2.4.2 No caso de recolhimento de multa rescisória para Diretor Não
Empregado, a base de cálculo corresponde a todos os depósitos
efetuados ao FGTS, durante a vigência do mandato e incluído
o período de quarentena, se for o caso, acrescida das
remunerações aplicáveis às contas vinculadas, do valor do
depósito do mês da rescisão e do mês imediatamente anterior.
2.2.5 A contribuição de que trata o Art. 1o da LC no 110/01 corresponde à
alíquota de 10% (dez por cento) sobre o valor base para cálculo do
recolhimento rescisório e é devida quando a movimentação do
trabalhador ou Diretor Não Empregado tiver ocorrido em data igual ou
posterior a 1o-1-2002.

2.3 PRESTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS


2.3.1 A prestação das informações via a transmissão do arquivo SEFIP e da
GRRF ou via eSocial, este último apenas para o empregado doméstico,
bem como o recolhimento para o FGTS é de responsabilidade do
empregador, do Órgão Gestor de Mão de obra – OGMO, do sindicato
ou do tomador de serviço, conforme o caso, que se sujeitará às
cominações legais em virtude de inconsistências das informações e/ou
do valor recolhido e individualizado ao trabalhador ou trabalhador
avulso.
2.3.1.1 Em se tratando de trabalhador avulso portuário, a
responsabilidade é do OGMO ou ente indicado em contrato,
acordo ou convenção coletiva de trabalho entre trabalhadores e
tomadores de serviços onde disponha que o ente precede o
órgão gestor e dispensa sua intervenção nas relações entre
capital e trabalho no porto.
2.3.1.1.1 Na prestação das informações no arquivo SEFIP e
na GRRF, o OGMO ou o Sindicato responsável
figuram como empregador, conforme o caso.
Em se tratando de trabalhador avulso não portuário, a
2.3.1.2 responsabilidade é do tomador de serviço e o Sindicato
representativo da categoria figura como empregador no SEFIP
e na GRRF.
2.3.2 O empregador ou seu responsável legal, o Órgão Gestor de Mão de obra
– OGMO, o Sindicato e o tomador de serviço passam a ser
denominados “EMPREGADOR”, no presente Manual para fins de
definição de competência e responsabilidade.
2.3.3 O empregador presta as informações ao FGTS utilizando-se do Sistema
Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social
– SEFIP, do aplicativo cliente da Guia de Recolhimento Rescisório do
FGTS – GRRF, da GRF Internet Recursal e da GRRF CNS, conforme o
caso, obtidos no endereço www.caixa.gov.br ou do aplicativo internet
disponível no endereço eletrônico www.esocial.gov.br para GRF
Internet Doméstico (para competência até 09/2015), GRRF Internet
Doméstico (para rescisões do contrato de trabalho do doméstico
ocorridas até 31-10-2015 e para multa rescisória de período
recolhimentos até competência 09/2015).
2.3.3.1 O empregador doméstico, a partir de OUT/2015 presta
informação ao FGTS observando orientações contidas no
CAPÍTULO I.
2.3.4 Sempre que há atualização dos aplicativos SEFIP e GRRF, a CAIXA
publica no Diário Oficial da União – DOU “Comunicado” divulgando a
nova versão para captura pelo empregador via Internet com a
informação dos itens contemplados e a data da obrigatoriedade de sua
utilização.
2.3.5 Na ausência do recolhimento mensal, o empregador presta as
informações referentes ao FGTS, utilizando o aplicativo SEFIP, na
modalidade 1, que corresponde a uma declaração de débito para com o
Fundo dos valores dela decorrentes.
2.3.6 Na ausência do fato gerador (sem movimento) das contribuições para o
FGTS e para a Previdência Social, o arquivo SEFIP é transmitido para a
primeira competência da ausência de informações, sendo dispensada a
transmissão de arquivos, para as competências subsequentes, até a
ocorrência de novo fato gerador.
2.4 ENVIO DAS INFORMAÇÕES DO FGTS VIA CONECTIVIDADE
SOCIAL
2.4.1 A CAIXA desenvolveu um canal de relacionamento eletrônico,
denominado Conectividade Social, para troca de arquivos e mensagens
por meio da rede mundial de computadores – Internet, de uso
obrigatório por todas as empresas ou equiparadas que recolhem o FGTS
ou prestam informações ao FGTS e à Previdência Social, exceto o
empregador doméstico.
2.4.1.1 No canal Conectividade Social são transmitidos os arquivos
gerados pelo aplicativo SEFIP e também da GRRF.
2.4.1.2 Para a transmissão dos arquivos no Conectividade Social, é
necessário que a empresa possua Certificado Eletrônico para
uso do Conectividade Social ou Certificado digital emitido por
uma autoridade certificadora habilitada no âmbito da ICP-
BRASIL, observado o disposto em circular CAIXA que trata
do uso da certificação digital emitida no modelo ICP-Brasil,
como forma de acesso ao canal eletrônico de relacionamento
Conectividade Social.
2.4.1.3 O arquivo do SEFIP e da GRRF transmitidos pelo
Conectividade Social são acatados apenas se o CNPJ/CEI do
Certificado Digital utilizado for igual ao CNPJ/CEI informado
no campo Responsável, do respectivo arquivo.
2.4.2 A partir da competência 10/2015, obrigatoriamente, o empregador
doméstico presta informações do FGTS por meio de eventos
transmitidos para o eSocial, conforme detalhado no CAPÍTULO I.
2.4.3 A geração da Guia de Recolhimento do FGTS – GRF e da Guia de
Recolhimento Rescisório do FGTS – GRRF ocorre após a transmissão
do arquivo do SEFIP e da GRRF o que viabiliza a disponibilização, no
Conectividade Social, do protocolo de entrega do arquivo.
2.4.3.1 O protocolo disponibilizado pelo Conectividade Social é salvo
para geração e impressão, por meio do aplicativo cliente, da
guia que permite o recolhimento do FGTS.
É responsabilidade da empresa verificar na respectiva caixa postal do
2.4.4 Conectividade Social a existência de mensagem comunicando sobre
eventual rejeição do arquivo transmitido, o que ocorre até 7 dias após a
transmissão.
2.4.5 Na hipótese de rejeição do arquivo transmitido ou caso seja solicitado
pela CAIXA a empresa se responsabiliza pelo imediato envio, por meio
do Conectividade Social, de novo arquivo.
2.4.6 Por meio de contrato específico a CAIXA presta serviço à Previdência
Social de envio das informações geradas via SEFIP sendo, portanto
entregue cópia do mesmo arquivo recepcionado pela CAIXA sem
aplicação de tratamento do conteúdo, cabendo a cada ente
esclarecimentos sobre a apropriação ou não das informações em seu
cadastro.

2.5 REGRAS GERAIS PARA RECOLHIMENTO DO FGTS


2.5.1 Para realização dos recolhimentos mensais nas contas tituladas pelos
trabalhadores, vinculadas ao FGTS, de que tratam as Leis nos 8.036/90,
9.601/98 e 10.097/00, das Contribuições Sociais instituídas pela LC no
110/01 e do depósito compulsório para o doméstico de que trata a LC
150/2015 (vide CAPÍTULO I), o empregador utiliza-se,
obrigatoriamente, das seguintes guias, conforme o caso:
• Guia de Recolhimento do FGTS – GRF – emitida pelo SEFIP ou
pela Internet para o doméstico (para competência até 09/2015);
• Guia de Recolhimento do FGTS para Empresas Filantrópicas –
emitida pelo SEFIP;
• Documento de Arrecadação eSocial – documento de arrecadação
unificada para o empregador doméstico (item 1.6.1).
2.5.2 Para o recolhimento rescisório das importâncias de que trata o item 3.2,
quando devidas, o empregador utiliza, obrigatoriamente, a GRRF
gerada nas formas abaixo:
• GRRF – Aplicativo Cliente – guia gerada no aplicativo após a
transmissão do arquivo rescisório por meio do Conectividade
Social;
• GRRF – Conectividade Social – guia gerada pelo empregador no
serviço do CNS;
• GRRF Doméstico – guia gerada pelo empregador na Internet (para
rescisões do contrato de trabalho doméstico ocorridas até 31-10-
2015);
• GRRF Doméstico ou GRRF – Aplicativo Cliente ou GRRF –
Conectividade Social – guia gerada pelo empregador para
recolhimento da multa rescisória para rescisões do contrato de
trabalho doméstico quando existirem depósitos de FGTS anteriores
aos depósitos via DAE.
2.5.2.1 É utilizada a GRRF para recolhimento rescisório do FGTS nos
casos em que a data de rescisão seja posterior a 15 de fevereiro
de 1998.
2.5.3 Para a realização de recolhimentos específicos o empregador utiliza-se,
obrigatoriamente, das seguintes guias, conforme o caso:
• Guia de Recolhimento para Fins de Recurso junto à Justiça do
Trabalho – emitida pelo SEFIP ou pela GRF WEB Empregador na
Internet;
• Guia de Regularização de Débitos do FGTS – GRDE;
• Documento Específico de Recolhimento do FGTS – DERF.
2.5.4 Compete ao empregador, para fins de controle e fiscalização, manter em
arquivo, pelo prazo legal de 30 anos, conforme previsto no Art. 23, § 5o,
da Lei n 8.036, de 11-5-1990: o comprovante de recolhimento (cópia da
guia quitada);
• o Demonstrativo do Trabalhador, para recolhimento rescisório;
• o arquivo magnético do SEFIP ou GRRF, observado que os
registros constantes nesses arquivos magnéticos não necessitam da
reprodução concomitante em meio papel, porém, o empregador
preservá-los pelo prazo legal;
• o Protocolo de Envio de Arquivos gerado pelo Conectividade
Social que é o comprovante da transmissão do arquivo.
2.5.5 Quanto ao local de recolhimento da guia o empregador deve observar a
circunscrição regional onde está localizado o estabelecimento, exceto na
hipótese em que o empregador optou por efetuar o recolhimento mensal
de forma centralizada onde o recolhimento é feito na UF indicada pelo
empregador.
2.5.6 Na hipótese da quitação da guia por meio do Internet Banking ou
Autoatendimento, a conta-corrente utilizada para quitar a guia deve ser
uma agência localizada no mesmo município para onde foi transmitido
o arquivo SEFIP, que, por sua vez, deve ser o mesmo onde se localiza a
empresa.
2.5.7 Quanto a base de processamento do recolhimento realizado pelo
empregador ocorre conforme UF de recolhimento e GIFUG de
vinculação (Anexo II), excetuando-se esta regra o processamento dos
recolhimentos situações específicas.
2.5.7.1 A partir de 27-5-2013, da “Guia de Recolhimento para Fins de
Recurso Junto à Justiça do Trabalho” e “Guia de Recolhimento
do FGTS para Empresas Filantrópicas” geradas pelo SEFIP e a
“Guia de Recolhimento para Fins de Recurso Junto à Justiça
do Trabalho” gerada pela Internet que são processados de
forma centralizada na base Paraná, sob administração da
GIFUG/CT (Anexo II).
2.5.7.2 A partir da competência 10/2015, recolhimentos no DAE
realizados pelo empregador doméstico, são processados de
forma centralizada na base Rio Grande do Sul, sob
administração da GIFUG/PO (Anexo II).
2.5.8 Cabe à empresa e ao empregador doméstico apresentarem a via da guia,
quando quitada em canais alternativos, ao banco conveniado FGTS ou a
Caixa Econômica Federal, se solicitado, dentro do prazo de 03 (três)
dias úteis, sob pena sujeitar-se às sanções previstas na legislação
vigente.
2.5.9 É responsabilidade do empregador gerar a guia para recolhimento
mediante transmissão do arquivo SEFIP, da GRRF, na Internet
(doméstico ou recursal) ou transmissão ao eSocial, conforme o caso,
com antecedência mínima de dois dias úteis da data de recolhimento,
com vistas a evitar dificuldades em função de eventual
congestionamento do site www.caixa.gov.br ou www.esocial.gov.br,
conforme o caso.
2.5.10 Excepcionalmente, a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à
Previdência Social – GFIP, formulário obtido no site da CAIXA
(www.caixa.gov.br), é acatada para recolhimentos, para uso exclusivo
pelo empregador para recolhimento recursal.
2.5.11 Não são acatadas pela Rede Bancária quaisquer outras formas de
geração de guia que não as previstas neste manual, ainda que tenham
semelhança com os modelos oficiais.

2.6 GUIAS DE RECOLHIMENTO DO FGTS


2.6.1 GUIA DE RECOLHIMENTO DO FGTS – GRF – GERADA PELO
SEFIP
2.6.1.1 A GRF gerada pelo SEFIP é o documento de arrecadação do
FGTS e da Contribuição Social de uso obrigatório pelo
empregador.
2.6.1.2 As orientações para prestação das informações no SEFIP e
geração da GRF estão dispostas no Manual da GFIP/SEFIP
para usuários do SEFIP e no Manual Operacional, que são
obtidos no site da CAIXA (www.caixa.gov.br), da Previdência
Social (www.previdencia.gov.br) e da Receita Federal
(www.receita.fazenda.gov.br).
2.6.1.3 Para possibilitar a geração da GRF o empregador utiliza a
modalidade Branco (Recolhimento ao FGTS e Declaração à
Previdência) para os empregados contemplados, observa as
demais orientações contidas no item 2.1 deste manual e
transmite o arquivo SEFIP pelo Conectividade Social.
2.6.1.4 Após a transmissão do arquivo SEFIP pelo empregador ou
responsável por ele designado é disponibilizado no
Conectividade Social o “protocolo” (CNS ICP) ou “selo”
(CNS AR) que é salvo para a geração e a impressão da Guia de
Recolhimento do FGTS – GRF, pelo SEFIP.
2.6.1.5 Para o empregador doméstico o SEFIP só é permitido para
competências até 09/2015 e as orientações para uso do SEFIP
constam no “Tutorial GRF Doméstico SEFIP” disponível no
endereço eletrônico www.caixa.gov.br,
Downloads/FGTS/Empregador Doméstico.
2.6.1.6 É gerada uma GRF para cada tipo de recolhimento, a saber:
• Trabalhadores com taxa de juros remuneratórios de 3%
a.a. (percentual de recolhimento do FGTS de 8%);
• Trabalhadores com taxa de juros remuneratórios de 6%
a.a. (percentual de recolhimento do FGTS de 8%);
• Trabalhadores com categoria 4 e 7 (taxa de juros
remuneratórios de 3% a.a.) (percentual de recolhimento
do FGTS de 2%).
2.6.1.7 Todas as guias GRF de uma mesma empresa, geradas no
mesmo movimento, são quitadas na mesma data.
2.6.1.8 A GRF para recolhimento regular gerada pelo SEFIP é
impressa em uma única folha, sendo que a parte superior
corresponde ao comprovante do empregador e a parte inferior,
com código de barras, é destinada ao banco arrecadador.
2.6.1.9 A GRF gerada pelo SEFIP é quitada nas agências da CAIXA e
dos demais Bancos Arrecadadores do FGTS, bem como em
Lotéricos e no Internet Banking, observada a data de validade
expressa no documento e desde que seja aproveitado o código
de barras ou a sua representação numérica.
2.6.1.9.1 A individualização tempestiva dos valores do FGTS
nas contas vinculadas dos empregados somente é
efetivada quando o arquivo gerado pelo SEFIP for
transmitido para o mesmo município de quitação da
GRF.
2.6.1.9.2 No caso da quitação da GRF por meio do Internet
Banking ou Autoatendimento, a conta-corrente
utilizada para quitar a GRF deve ser uma agência
localizada no mesmo município para onde foi
transmitido o arquivo SEFIP, que, por sua vez, é o
mesmo onde se localiza a empresa.
2.6.1.10 Caso não haja quitação da GRF para a qual o arquivo SEFIP
foi transmitido, por meio do Conectividade Social, o processo
de individualização não ocorre, assim como nos casos em que
for gerada mais de uma guia e não houver a quitação de
alguma delas, sendo da empresa a responsabilidade por
eventuais prejuízos que essa ocorrência possa causar.
2.7 GUIA DE RECOLHIMENTO RESCISÓRIO DO FGTS
2.7.1 REGRA GERAL
2.7.1.1 O preenchimento e a conferência das informações constantes
da GRRF são de responsabilidade do empregador bem como a
correta apuração do “Valor Base para Cálculo do Recolhimento
Rescisório”.
2.7.1.2 O empregador, para fins de apuração do “Valor Base para
Cálculo do Recolhimento Rescisório” e cálculo para o
recolhimento da multa rescisória – §§ 1o e 2o do artigo 18 da
Lei no 8.036/90, com a redação dada pela Lei no 9.491/97, de
9-9-1997, utiliza o extrato observadas as orientações para sua
obtenção contidas no “Manual de Orientações Emissão de
Extrato e Informações de Contas Vinculadas”, disponível no
site da CAIXA – www.caixa.gov.br.
2.7.1.2.1 São formas previstas de consulta ao “Valor Base
para Cálculo do Recolhimento Rescisório”:
• Extrato de conta vinculada do FGTS, obtido
no Conectividade Social;
• Extrato de conta vinculada do FGTS, obtido
nas Agências da CAIXA, no caso de
empregador doméstico;
• Informação do Valor Base para Cálculo do
Recolhimento Rescisório solicitado por
intermédio do aplicativo cliente da GRRF;
• Informação do Valor Base para Cálculo do
Recolhimento Rescisório, em forma de
arquivo magnético (IS – Informação de
Saldo), obtida por meio do Conectividade
Social.
2.7.1.2.1.1 O fornecimento do extrato com as
informações relativas ao doméstico
ou do complemento de atualização
monetária solicitados na Agência
ocorre em até cinco dias úteis,
contados a partir do dia seguinte à
data do protocolo da solicitação na
CAIXA.
2.7.1.3 O empregador doméstico deve observar orientações descritas
no Capítulo I.
2.7.1.4 Para as demissões sem justa causa e por culpa recíproca ou
força maior, ocorridas a partir de 1o de maio de 2002,
referentes a trabalhador cuja data de admissão, seja anterior a
1o-3-1990, é devida a inclusão, na base de cálculo para a multa
rescisória, do complemento de atualização monetária de que
trata a LC no 110/01, de 29-6-2001.
2.7.1.4.1 Referidos complementos integrarão a base de
cálculo da multa rescisória, obrigatoriamente, caso
o trabalhador tenha formalizado o Termo de
Adesão, na forma da LC no110/01, até 30 de
dezembro de 2003.
2.7.1.4.1.1 O empregador é responsável por obter
essas informações por meio do
Conectividade Social, serviço
Consultar Extrato – Créditos
Complementares – LC no 110/2001
ou dirigindo-se a uma agência da
CAIXA munida de solicitação formal,
conforme disposto no “Manual de
Orientações Emissão de Extrato e
Informações de Contas Vinculadas”,
disponível no site da CAIXA –
www.caixa.gov.br, opção
Downloads/FGTS/Extrato e
Retificação de Dados.
2.7.1.4.2 Nos casos em que o crédito de complemento não
tenha decorrido de adesão do trabalhador à LC no
110/01 ou decorre de determinação judicial, o
cômputo desses valores na base de cálculo da multa
rescisória depende de decisão facultativa da
empresa, casos em que a CAIXA é informada pela
empresa por ocasião da solicitação do Valor Base
para Cálculo do Recolhimento Rescisório.
2.7.1.4.2.1 Nesses casos, cabe a empresa dirigir-
se a uma agência da CAIXA para
solicitação do extrato, observado o
disposto no “Manual de Orientações
Emissão de Extrato e Informações de
Contas Vinculadas”, disponível no
site da CAIXA – www.caixa.gov.br.
2.7.1.5 Os saques efetuados pelo trabalhador na vigência do contrato
de trabalho, devidamente atualizados, compõem o “Valor Base
para Cálculo do Recolhimento Rescisório” da conta vinculada
para efeito de cálculo da multa rescisória e seu
acompanhamento é de responsabilidade do trabalhador.
2.7.1.5.1 Na hipótese dos saques na vigência do contrato de
trabalho ocorridos na conta vinculada em período
anterior à centralização do cadastro FGTS na
CAIXA, naquele momento, integraram o valor base
para cálculo do recolhimento rescisório pelo seu
valor nominal.
2.7.1.5.2 Para a atualização do saque na vigência realizado
antes da centralização do cadastro FGTS na
CAIXA, caso ainda não tenha sido feita, o
empregador ou o trabalhador observa orientações
contidas no “Manual de Orientações – Retificação
de Dados, Transferência de Contas Vinculadas e
Devolução de Valores Recolhidos a Maior”,
disponível no site da CAIXA – www.caixa.gov.br.
2.7.1.6 É imputada ao empregador a responsabilidade pela inexistência
ou inexatidão do “Valor Base para Cálculo do Recolhimento
Rescisório” disponibilizado pela CAIXA quando esse houver
realizado recolhimento sem a devida e correta individualização
na conta vinculada do trabalhador, recolhimento a menor,
ausência de recolhimento, bem como não incluir os valores
correspondentes ao complemento de que trata a LC no
110/2001.
2.7.1.7 A partir de 31-10-2015 na hipótese de rescisão do contrato do
empregado doméstico o recolhimento do mês anterior a
rescisão se ainda não recolhido e o mês da rescisão são
realizados via DAE e, para os depósitos realizados para
competências a partir de 10/2015 não é devida apuração de
percentual de multa rescisória em decorrência de o
recolhimento ser realizado no DAE MENSAL.
2.7.2 GRRF GERADA PELO APLICATIVO CLIENTE
2.7.2.1 A GRRF gerada pelo Aplicativo Cliente, disponibilizado
gratuitamente pela CAIXA, no endereço www.caixa.gov.br,
permite inclusão de um ou mais trabalhadores no mesmo
arquivo.
2.7.2.2 As orientações para a utilização do aplicativo estão dispostas
no “Manual de Preenchimento e Manual Operacional”, que é
obtido no site da CAIXA (www.caixa.gov.br), opção
Downloads/FGTS/GRRF ou quando da instalação do
aplicativo.
2.7.2.2.1 Quando da utilização da informação do “Valor Base
para Cálculo do Recolhimento Rescisório” para
preenchimento do campo “Valor informado pela
empresa”, no aplicativo Cliente GRRF, o
empregador verifica a data a que se refere o saldo,
acrescentando de forma manual os valores e
atualizações devidas, quando for o caso.
2.7.2.2.2 O empregador doméstico, para fins de apuração do
“Valor Base para Cálculo do Recolhimento
Rescisório” e cálculo para o recolhimento da multa
rescisória, na hipótese de rescisão do contrato de
trabalhador doméstico ocorrida a partir de 1o-11-
2015 observa orientações descritas no Capítulo I.
2.7.2.2.3 Quando o valor base para cálculo do recolhimento
rescisório for solicitado por intermédio do
aplicativo Cliente GRRF, a atualização do campo
“Valor Informado pela Caixa” ocorre de forma
automática, e não deve ser utilizado pelo
empregador doméstico no caso de unificação de
contas decorrentes da centralização do recolhimento
na base Rio Grande do Sul, a partir da 1o-11-2015.
2.7.2.2.4 Identificando qualquer irregularidade no valor, o
empregador procura uma agência da CAIXA para
regularizar a ocorrência.
2.7.2.2.5 Havendo valores a serem incluídos para a formação
do valor base para cálculo da multa rescisória,
referente a depósitos não processados, não
efetuados ou não individualizados a empresa,
acresce-os ao saldo apresentado, utilizando a
funcionalidade “Complemento de Saldo” do
aplicativo Cliente GRRF (competência e
remuneração).
2.7.2.2.6 No caso da GRRF do Conectividade Social, os
somatórios dos valores, devidamente atualizados,
são preenchidos nos campos “Valor Recolhido e
Não Processado” e “Competências em Atraso e
Não Recolhidas”.
2.7.2.2.7 No aplicativo cliente da GRRF ou no
Conectividade Social o empregador soma o Valor
Base para Cálculo do Recolhimento Rescisório da
conta vinculada ao complemento de atualização
monetária de que trata a LC no 110, de 29-6-2001,
de forma manual.
2.7.2.3 Para fins de quitação, a guia é impressa em uma única folha,
sendo que a parte superior corresponde ao comprovante do
empregador e a parte inferior, com código de barras, é
destinada ao banco arrecadador.
2.7.2.4 A GRRF gerada pelo Aplicativo Cliente é quitada nas agências
da CAIXA e dos demais Bancos Arrecadadores do FGTS, bem
como em Lotéricos e no Internet Banking, observada a data de
validade expressa no documento e desde que seja aproveitado
o código de barras ou a sua representação numérica.
2.7.2.5 A GRRF prevê relacionar trabalhadores com diferentes datas
de afastamento, no prazo e/ou em atraso, sendo que todos terão
os cálculos posicionados para a mesma data de validade.
2.7.2.6 Somente após a transmissão do arquivo GRRF pelo
empregador ou responsável por ele designado é
disponibilizado no Conectividade Social protocolo que é salvo
para a geração e a impressão da Guia.
2.7.2.6.1 Concomitante à geração da guia consolidada é
gerado o Demonstrativo do Trabalhador
discriminando os valores devidos individualmente.
2.7.2.7 A comprovação do recolhimento rescisório do empregado, para
fins de fiscalização ou homologação da rescisão de contrato de
trabalho, é feita através da verificação do identificador da
GRRF quitada com o identificador constante do Demonstrativo
do Trabalhador que devem ser coincidentes.
2.7.3 GRRF GERADA PELO CONECTIVIDADE SOCIAL
2.7.3.1 A GRRF do Conectividade Social é gerada via Internet pela
empresa certificada ou por seu procurador devidamente
autorizado no Conectividade Social.
2.7.3.2 Para fins de quitação da GRRF gerada pelo Conectividade
Social, o empregador apresenta-a em 2 (duas) vias, cuja
destinação é:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO;
• 2a VIA – EMPREGADOR.
2.7.3.3 Essa guia permite a inclusão de apenas um empregado por guia
e cuja conta vinculada esteja, previamente, cadastrada na base
do FGTS e apresente consistência cadastral dos seguintes
dados na comparação dos sistemas do FGTS e do PIS/PASEP:
• nome do trabalhador;
• data de nascimento;
• NIS.
2.7.3.4 Para o cálculo dos valores rescisórios é exigido, além da
remuneração e da base de cálculo da multa rescisória, o
preenchimento dos campos “FPAS”, “Código de Saque”,
“Código de Movimentação”, “Data de Movimentação”,
“Aviso-Prévio”, “Data de Quitação” e “Código SIMPLES”.
2.7.3.4.1 Quando o valor base para cálculo do recolhimento
rescisório for apurado de forma automática não
deve ser utilizado pelo empregador doméstico no
caso de unificação de contas decorrentes da
centralização do recolhimento na base Rio Grande
do Sul, a partir da 1o-11-2015.

2.8 RECOLHIMENTO RECURSAL GERADO PELO SEFIP OU GRF


INTERNET RECURSAL – GUIA DE RECOLHIMENTO PARA FINS DE
RECURSO JUNTO À JUSTIÇA DO TRABALHO – CÓDIGO 418
2.8.1 É aquele depósito estabelecido pelo Art. 899 da Consolidação das Leis
do Trabalho – CLT, devido em decorrência de processo trabalhista,
como condição essencial à interposição de recurso do empregador
contra decisão proferida pela Justiça do Trabalho, utilizando-se do
código de recolhimento 418.
2.8.2 As guias geradas pela CAIXA obedecem ao estabelecido na Instrução
Normativa no 26, de 02 de setembro de 2004 – TST.
2.8.3 Cada guia de recolhimento corresponde ao depósito recursal relativo a
apenas um processo e é efetivado em conta vinculada do FGTS, aberta
para este fim específico.
2.8.4 Por meio da GRF Internet Recursal, no endereço eletrônico
www.caixa.gov.br, opção FGTS/Para o Empregador/Depósito Recursal
FGTS ou opção Empresa/Depósito Recursal FGTS, é gerada, de forma
simplificada, a Guia de Recolhimento para Fins de Recurso junto à
Justiça do Trabalho, sem a necessidade de certificado digital e mediante
preenchimento de dados do recolhimento de acordo com a determinação
judicial.
2.8.4.1 Para gerar esta guia o empregador precisa ter em mãos os
seguintes dados: número da inscrição CNPJ/CEI do
empregador, Nome e Telefone do responsável pelo
recolhimento e o número da sua inscrição CNPJ/CEI/CPF,
Número do PIS/PASEP e Nome do reclamante, Número do
Processo/Vara e Valor do depósito e observa as orientações no
Anexo III.
2.8.5 A Guia de Recolhimento para Fins de Recurso junto à Justiça do
Trabalho gerada pelo SEFIP e pelo aplicativo GRF Internet Recursal
apresenta códigos de barras, permitindo assim a sua quitação nas
agências da CAIXA e dos demais Bancos Arrecadadores do FGTS, bem
como em Lotéricos e no Internet Banking desde que seja aproveitado o
código de barras ou a sua representação numérica.
2.8.6 Para fins de quitação das guias geradas pelo SEFIP e pelo aplicativo
GRF Internet Recursal, o empregador apresenta-a em 2 (duas) vias, cuja
destinação é:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO;
• 2a VIA – EMPREGADOR.
2.8.7 A partir de 27-5-2013, o processamento dos recolhimentos da “Guia de
Recolhimento para Fins de Recurso Junto à Justiça do Trabalho”
gerados pelo SEFIP e pelo aplicativo GRF Internet Recursal são
processados de forma centralizada na base Paraná, sob administração da
GIFUG/CT (Anexo II).
2.9 RECOLHIMENTO POR ENTIDADES COM FINS FILANTRÓPICOS –
CÓDIGO 604
2.9.1 Tratando-se de recolhimento das Entidades Filantrópicas,
exclusivamente relativo a competências anteriores a 10/1989, nos
termos do Decreto-Lei no194/67, quando houver rescisão ou extinção do
contrato de trabalho e no recolhimento espontâneo, são observadas as
instruções a seguir:
Os depósitos são efetuados com base no montante devido ao empregado
2.9.2 posicionado na data do último crédito de JAM – Juros e Atualização
Monetária.
2.9.3 A quitação é realizada até o primeiro dia útil posterior ao crédito de
JAM, imediatamente após o afastamento.
2.9.4 No caso de recolhimento para utilização em moradia própria, o
montante devido ao empregado, corrigido até o dia 10 precedente à data
do efetivo recolhimento é atualizado, a partir daí, até o dia que antecede
a quitação, com base na Taxa Referencial – TR do dia primeiro do mês,
mais juros de 6%(seis por cento) ao ano “pro rata die”.
2.9.4.1 O depósito é efetuado em até 05 (cinco) dias úteis após o
recebimento da comunicação do Agente do Sistema
Financeiro.
2.9.5 O recolhimento das Entidades Filantrópicas – código 604, efetuado após
os prazos estipulados implica o pagamento de cominações, calculadas a
partir do montante devido ao trabalhador posicionado no dia do último
crédito de JAM anterior à data em que o recolhimento era devido.
2.9.5.1 As cominações abaixo incidem sobre o montante devido ao
trabalhador convertido para a moeda da data da quitação,
acrescido da atualização monetária:
• Juros de mora de 0,5% (meio por cento) ao mês ou
fração;
• Multa de 10%(dez por cento), reduzindo-se esse
percentual para 5% (cinco por cento) se o recolhimento
ocorrer até o último dia útil do mês em que era devido.
2.9.6 A Guia de Recolhimento do FGTS para Empresas Filantrópicas é
gerada pelo SEFIP, após a transmissão do arquivo por intermédio do
Conectividade Social.
2.9.7 Para fins de quitação das guias geradas pelo SEFIP do tipo Guia de
Recolhimento do FGTS para Empresas Filantrópicas, o empregador
apresenta-a em 2 (duas) vias, cuja destinação é:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO;
• 2a VIA – EMPREGADOR.
2.9.8 A partir de 27-5-2013, o processamento dos recolhimentos gerados pelo
SEFIP da “Guia de Recolhimento do FGTS para Empresas
Filantrópicas” são processados de forma centralizada na base Paraná,
sob administração da GIFUG/CT (Anexo II).
2.10 GUIA DE REGULARIZAÇÃO DE DÉBITOS DO FGTS – GRDE
2.10.1 A GRDE é o documento emitido nas agências da CAIXA, mediante
solicitação do empregador ou do seu representante legal, devidamente
identificado ou pelo empregador via Conectividade Social.
2.10.2 A GRDE destina-se a regularizar débitos junto ao FGTS, parcelados ou
não, em fase administrativa de cobrança ou inscritos em Dívida Ativa,
ajuizados ou não, constituídos por saldo de notificações, saldo de
parcelamentos rescindidos e diferenças de encargos verificadas nos
recolhimentos mensais ou rescisórios, inclusive daqueles de que trata a
LC no 110, de 29-6-2001.
2.10.2.1 Para os débitos inscritos em Dívida Ativa, ajuizados ou não,
são emitidas guias específicas, por número de inscrição de
dívida.
2.10.3 Para débito cujo recolhimento exige identificação do trabalhador
beneficiado é recomendada a realização do recolhimento por meio da
GRF gerada pelo SEFIP utilizado o código do recolhimento que deu
origem ao débito ou à confissão.
2.10.3.1 Neste caso, se gerada a GRDE a guia contém orientação
específica quanto à necessidade de identificação dos
trabalhadores no campo de avisos da guia.
2.10.4 A ausência da individualização no ato do recolhimento é condicionada a
transmissão do arquivo de individualização por meio do Conectividade
Social, caracteriza irregularidade da empresa perante o FGTS,
sujeitando-a às penalidades previstas na legislação de regência do
FGTS, com comunicação ao órgão de fiscalização do trabalho,
observado o seguinte prazo:
• até 30 dias para o caso de quitação à vista;
• até 60 dias no caso de quitação de prestação de acordo de
parcelamento de débitos junto ao FGTS.
2.10.5 A GRDE emitida em duas vias é utilizada para três tipos de
recolhimento conforme orientação constante do campo de avisos, a
saber:
2.10.5.1 Tipo 1 – Regularização total ou parcial dos débitos cujo
registro contemple a identificação do trabalhador beneficiado.
Este tipo de documento refere-se aos débitos rescisórios.
2.10.5.2. Tipo 2 – Regularização total ou parcial dos débitos relativos a
diferença de encargos que não contemplem parcelas a que faz
jus o trabalhador, geradas por recolhimento a menor,
contemplando os seguintes débitos:
• Diferença de juros de mora;
• Multa;
• Contribuição Social de que trata a LC no 110/01 e
• Encargos instituídos pela Lei no 8.844/94.
2.10.5.3 Tipo 3 – Regularização dos débitos cujo registro não
contemple a identificação do trabalhador, quando envolver
parcelas a que esse faz jus, para a regularização de débitos,
inclusive quanto aos encargos instituídos pela Lei no 8.844/94,
registrados sem identificação do trabalhador.
2.10.6 Os códigos de recolhimento previstos na GRDE são os constantes do
Anexo I deste Manual, além dos seguintes códigos aplicados em
situações específicas:
SITUAÇÃO CÓDIGO
Recolhimento de débito de diferença da Contribuição Social de 0,5% (meio por cento) 725
Recolhimento de débito de diferença da Contribuição Social de 10% (dez por cento) 727
Recolhimento de débitos de diferença de Multa 728
Recolhimento de débitos de diferença de JAM 736

2.10.6.1 Sempre que a GRDE apresentar no detalhamento o código de


recolhimento 736, a individualização é efetuada por meio do
Programa REMAG, disponível nas filiais do FGTS, utilizando
o código 027, para competências anteriores a 01/2000 e para as
demais competências é utilizado o formulário DERF com o
código de recolhimento 736, observado o disposto no item
2.11.
2.10.7 A GRDE apresenta os seguintes códigos de lançamentos:
SITUAÇÃO CÓDIGO
Recolhimento de débitos do recolhimento mensal 160
Recolhimento de débitos do recolhimento rescisório 170

2.10.8 A GRDE é um documento que pode conter várias competências


discriminadas, com débitos em vários estágios de cobrança, seus valores
devidos e, quando for o caso, as remunerações.
2.10.9 Para as individualizações das competências constantes de GRDE, o
empregador utiliza o código de recolhimento inerente a cada ocorrência,
excetuando-se os casos abaixo identificados, para os quais é utilizado o
código do recolhimento que deu origem ao débito ou à confissão,
independente daquele constante na GRDE, mesmo que o débito esteja
consolidado na guia:
• Código de recolhimento 130 – recolhimento referente a trabalhador
avulso;
• Código de recolhimento 135 – recolhimento referente a trabalhador
avulso não portuário;
• Código de recolhimento 150 – recolhimento de empresa prestadora
de serviços com cessão de mão de obra e empresa de trabalho
temporário, em relação aos empregados cedidos, ou de obra de
construção civil – empreitada parcial;
• Código de recolhimento 155 – recolhimento referente à obra de
construção civil – empreitada total ou obra própria.
2.10.10 Nos arquivos SEFIP gerados para individualização das ocorrências
listadas na GRDE é observado que o valor de remuneração constante
em cada competência corresponde ao somatório das remunerações dos
empregados com modalidade branco e caso existam mais empregados
na competência, para estes é atribuída a modalidade 1 ou 9, conforme a
situação descrita no Capítulo V.
2.10.11 O empregador certifica-se da correção dos dados constantes na GRDE
antes de efetuar o recolhimento, ficando sob sua responsabilidade
qualquer inconsistência.

2.11 DOCUMENTO ESPECÍFICO DE RECOLHIMENTO DO FGTS – DERF


2.11.1 Documento utilizado para recolhimento de diferenças devidas ao FGTS
e quitação de saldo devedor da empresa sendo previstos os seguintes
códigos de recolhimento:
SITUAÇÃO CÓDIGO
Recolhimento de débito de diferença da Contribuição Social de 0,5% (meio por cento) 725
Recolhimento de débito de diferença da Contribuição Social de 10% (dez por cento) 727
Recolhimento de débitos de diferença de Multa 728
Recolhimento de débitos de diferença de JAM 736
Recolhimento de valor devedor da empresa 809

2.11.1.1 É valor devedor da empresa quitado pelo código 809 àquele


que regulariza débito gerado por individualização maior que o
valor pago pelo empregador.
2.11.1.2 Na hipótese de recolhimento para regularização de ausência do
recolhimento da Contribuição Social de 10%, bem como dos
seus encargos, quando for o caso, incidente sobre o saldo para
fins rescisórios e utilizando-se do DERF no código 727
observar que:
• é utilizado um DERF para cada data de vencimento;
• cada DERF contém a lista dos empregados com a mesma
data de vencimento, mesmo tratando-se de débito
somente da contribuição social e não devido ao
trabalhador visando o correto abatimento da dívida.
2.11.2 O DERF é obtido em qualquer agência da CAIXA, gratuitamente, para
total preenchimento pelo empregador, cujas informações são de sua
responsabilidade.
2.11.3 Para fins de quitação do DERF, o empregador apresenta-o em 2 (duas)
vias, cuja destinação é a seguinte:
• 1a VIA – CAIXA/BANCO CONVENIADO
• 2a VIA – EMPREGADOR

CAPÍTULO III – APLICATIVOS DE RECOLHIMENTO FGTS


3.1 APLICATIVO SEFIP
3.1.1 Com o objetivo de facilitar o cumprimento das obrigações pelo
empregador, a CAIXA desenvolveu o aplicativo SEFIP disponível
gratuitamente no site da CAIXA, no endereço eletrônico
www.caixa.gov.br, opção Downloads/FGTS/SEFIP.
3.1.2 Por meio do SEFIP o empregador/contribuinte consolida os dados
cadastrais e financeiros, da empresa e trabalhadores, a serem repassados
ao FGTS e à Previdência Social e ainda gera a Guia de Recolhimento
do FGTS – GRF, observadas as orientações para prestação das
informações dispostas no “Manual da GFIP/SEFIP para usuários do
SEFIP” e no “Manual Operacional”, que é obtido no site da CAIXA
(www.caixa.gov.br), da Previdência Social (www.previdencia.gov.br) e
da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).
3.1.3 Todos os valores monetários são informados em moeda vigente na
competência da ocorrência do fato gerador, entretanto, o SEFIP apura o
Total a Recolher em moeda da data da quitação da guia.
3.1.4 Para a transmissão dos arquivos do SEFIP no Conectividade Social, é
necessário que a empresa possua Certificado Eletrônico para uso do
Conectividade Social, observado o disposto em circular CAIXA que
trata do uso da certificação digital emitida no modelo ICP-Brasil, como
forma de acesso ao canal eletrônico de relacionamento Conectividade
Social.
3.1.5 Após a transmissão do arquivo SEFIP, é disponibilizado no aplicativo
Conectividade Social protocolo que é salvo para a geração e a
impressão da GRF, pelo SEFIP.
3.1.5.1 O SEFIP emite a GRF englobando todos os tomadores de
serviço relativo ao trabalhador avulso portuário e gera a RET –
Relação de Empresas Tomadoras de Serviço, discriminando
cada tomador.
3.1.5.2 Para os tomadores de serviço relativo ao trabalhador avulso
não portuário é emitida uma GRF para cada tomador.
3.1.6 As orientações para prestação das informações do trabalhador
doméstico no SEFIP estão disponíveis para consulta no endereço
www.caixa.gov.br, área de Download, clicando em FGTS, em seguida
em Empregador Doméstico e selecionando o arquivo “Tutorial GRF
Doméstico SEFIP”.
3.1.7 Os indicadores de Recolhimento FGTS a serem informados no SEFIP
são:
FINALIDADE CÓDIGO
Recolhimento no prazo – é utilizado quando o recolhimento for efetuado até o dia 07 de
1
cada mês, em relação à remuneração do mês anterior;
Recolhimento em atraso – é utilizado quando o recolhimento for efetuado após o dia 07 de
2
cada mês, em relação à remuneração do mês anterior;
Recolhimento em atraso – Ação Fiscal – é utilizado quando o recolhimento for efetuado
após o dia 07 de cada mês, em relação à remuneração do mês anterior e a empresa estiver 3
sob ação de fiscalização do auditor do trabalho, tanto a direta quanto a indireta;
Individualização – é utilizado quando o recolhimento já foi efetuado e não ocorreu a
5
correspondente individualização nas contas vinculadas;
Individualização – Ação Fiscal – é utilizado quando o recolhimento já foi efetuado e não
ocorreu a correspondente individualização nas contas vinculadas e a empresa estiver sob 6
ação de fiscalização do auditor do trabalho, tanto a direta quanto a indireta.

3.1.8 Os códigos de recolhimento ou declaração previstos no SEFIP, para


informação pelo empregador estão definidos no Anexo I, bem como os
códigos de características aplicados aos códigos de recolhimento 650 e
660 para qualificar o recolhimento em termos da especificidade de seu
fato gerador.
3.1.9 As categorias previstas no SEFIP, para utilização pelo empregador, nas
situações em que é devido o FGTS são:
CATEGORIA CÓDIGO
Empregado. 01
Trabalhador avulso. 02
Trabalhador não vinculado ao RGPS, mas com direito ao FGTS. 03
Empregado sob contrato de trabalho por prazo determinado – Lei no 9.601/98, com as
04
alterações da Medida Provisória no 2.164-41, de 24-8-2001.
Contribuinte individual – Diretor não empregado com FGTS – Lei no 8.036/90, Art. 16. 05
Empregado doméstico. 06
Menor aprendiz – Lei no 10.097/2000. 07

3.1.9.1 As categorias 11 a 26 são exclusivas da Previdência, sendo que


o descritivo e a orientação quanto à utilização das mesmas
estão dispostas no “Manual da GFIP/SEFIP, para usuários do
SEFIP” obtido conforme descrito no item 2.1.2.
3.1.10 As modalidades previstas no SEFIP que visam identificar o
recolhimento, a declaração, e/ou a confirmação de informações são as
seguintes:
CONCEITO MODALIDADE
Recolhimento ao FGTS e Declaração à Previdência. Branco
Declaração ao FGTS e à Previdência. 1
Confirmação de informações anteriores (Recolhimento ao FGTS e Declaração à
Previdência/Declaração ao FGTS e/ou à Previdência) 9

3.1.11 Os códigos de movimentação previstos no SEFIP, para informação pelo


empregador constam no Anexo IV:
3.1.11.1 Para os códigos de movimentação definidos pelo MTE para
utilizados no modelo vigente do Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho (TRCT), é utilizada a tabela de
conversão constante no Anexo V.
3.1.11.2 Nos casos de movimentação temporária, entende-se como data
de afastamento o dia imediatamente anterior ao do efetivo
afastamento e, como data de retorno o último dia do
afastamento.
3.1.11.3 Tratando-se de movimentação definitiva, entende-se como data
de afastamento o último dia de vigência do vínculo
empregatício.
3.1.11.4 O código de movimentação V3, entende-se como data de
movimentação o último dia do vínculo.

3.2 APLICATIVO GRRF (CLIENTE E INTERNET)


3.2.1 Com o objetivo de facilitar o recolhimento rescisório do FGTS,
conforme disposto no Art. 18, da Lei no 8.036/90, com redação dada
pela Lei no 9.491/97, a CAIXA disponibiliza gratuitamente o aplicativo
que gera a Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS – GRRF,
disponível no site da CAIXA, no endereço www.caixa.gov.br, opção
Downloads/FGTS/GRRF.
3.2.2 Após a transmissão do arquivo rescisório, pelo Conectividade Social, é
gerada a GRRF para impressão e quitação na CAIXA, nos bancos
conveniados FGTS, nos lotéricos, nos correspondentes bancários
autorizados ou pela Internet.
3.2.3 As orientações para a utilização do aplicativo estão dispostas no
“Manual de Preenchimento e Manual Operacional”, que é obtido no site
da CAIXA (www.caixa.gov.br), opção Downloads/FGTS/GRRF ou
qu