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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas


Curso de Matemática

Adriano Caires
Ana Paula Gonçalves
André Luiz Barbosa
Isabelle Rodrigues
Mateus Almeida
Thalita Honório
Williany Franco

RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO: ARMADILHA DE


PERNILONGOS

Montes Claros - MG
Junho / 2021
Adriano Caires
Ana Paula Gonçalves
André Luiz Barbosa
Isabelle Rodrigues
Mateus Almeida
Thalita Honório
Williany Franco

RELATÓRIO TÉCNICO CIENTÍFICO: ARMADILHA DE


PERNILONGOS

Relatório técnico apresentado ao professor


José Higino Dias, como requisito
parcial para obtenção de aprovação na
disciplina de Física 3, do curso de
Matemática da Universidade Estadual de
Montes Claros.

Montes Claros - MG
2021
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 3
2. OBJETIVOS ............................................................................................................................... 4
3. METODOLOGIA ....................................................................................................................... 5
3.1 Materiais utilizados ................................................................................................................... 5
3.2 Realização do experimento ....................................................................................................... 8
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................................ 13
5. CONCLUSÃO ........................................................................................................................... 15
6. REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 16
1. INTRODUÇÃO

Pernilongos são insetos de hábitos noturnos que se abrigam durante o dia em locais
úmidos, escuros e protegidos do vento. Quando adultos, se escondem atrás de móveis,
ambientes úmidos como banheiros e locais escuros. É um inseto bastante conhecido por conta
do som que emite, que é considerado irritante e causa incômodos aos seres humanos. Além
disso, sua picada pode causar ulcerações na pele.
A solução dos humanos para se livrar desses insetos são inúmeras, podendo
destacar: instalação de barreiras físicas, como tela de proteção nas janelas; evitar manter frestas
e buracos abertos; eliminar depósito de água suja e parada; utilizar inseticidas; utilizar
repelentes e roupas compridas no período da noite.
Outras soluções são algumas armadilhas comercializadas na internet ou lojas e
supermercados, onde são confeccionadas a base de luzes de led 's. A luz é uma ferramenta
muito utilizada como armadilha para insetos, pois a luz serve de localização para os mesmos
e, para isso precisam de pontos fixos de luz, como o sol, a lua e as estrelas. Quando a lâmpada
é acesa, cria-se uma "lua artificial" que confunde a navegação dos insetos, fazendo com que
eles tentem corrigir o voo voando em círculos ao redor da lâmpada, até cansarem e caírem.
Portanto, como as armadilhas comercializadas possuem um certo custo, é viável
pensar em uma armadilha caseira utilizando a mesma metodologia das luzes, sendo uma
alternativa mais benéfica financeiramente.

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2. OBJETIVOS

O objetivo desse experimento prático é a fabricação de uma armadilha caseira para


captura de pernilongos e comprovação de sua viabilidade, além de aplicar a teoria de que os
insetos são atraídos pela luz ultravioleta.

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3. METODOLOGIA

3.1 Materiais utilizados

Para a fabricação da armadilha caseira de insetos, foram utilizados alguns materiais


e objetos simples e de fácil aquisição. Alguns materiais já eram disponíveis em casa por
membros da equipe e outros foram comprados em lojas de eletrônica. Foram utilizados os
seguintes materiais:
- Pote plástico cilíndrico com tampa;
- Um pequeno pedaço de tecido “tule”;
- Ventoinha de computador com fonte;
- Led’s ultra violeta com resistor;
- Fita adesiva;
- Cola quente;
- Ferro de solda com solda branca;
- Fio flexível de cobre;
- Palitos de churrasco;
- 01 interruptor;

As figuras 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7 a seguir demonstram os materiais adotados para o


experimento.
Figura 1 - Interruptor e Conector

Fonte: Autoria própria (2021).

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Figura 2 - Ferro de solda com solda branca

Fonte: Autoria própria (2021).

Figura 3 - Ventoinha de computador

Fonte: Autoria própria (2021).

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Figura 4 - Resistores

Fonte: Autoria própria (2021).

Figura 5 - Tecido de tule

Fonte: Autoria própria (2021).

Figura 6 - Potes de plástico

Fonte: Autoria própria (2021).

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Figura 7 - Led’s

Fonte: Autoria própria (2021).

3.2 Realização do experimento

Toda a estrutura do equipamento é montada no pote plástico.


Primeiro adaptou-se a tampa, fazendo um círculo na mesma e retirando parte de
sua superfície. Logo após o tecido de tule foi preso a tampa, de modo que o tule cubra toda a
área que foi retirada, conforme ilustra a Figura 1.

Figura 8 - Início do experimento

Fonte: Autoria própria (2021).

Foi realizado um corte no meio do pote, dividindo-o em duas partes. A ventoinha


estava localizada na extremidade oposta ao lado que o tule foi preso, como mostra a Figura 8.
Na parte do pote em que o tule foi instalado era importante atentar-se para que não houvesse
espaços entre a ventoinha e as laterais do pote, assim, os espaços foram preenchidos com fita
adesiva, como mostrado na Figura 9. A ideia principal era fazer uma espécie de funil até a

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ventoinha, para que o mosquito não conseguisse escapar por nenhum dos lados e ficasse retido
no recipiente final.

Figura 9 - Acoplamento da ventoinha

Fonte: Autoria própria (2021).

A etapa seguinte do processo consistiu em soldar o resistor no terminal positivo do


led, o que foi feito em todos os led´s utilizados no experimento, conforme apresentado na
Figura 10. Em seguida, os led’s foram instalados com os polos positivos para cima e os
negativos pra baixo e, todos foram unidos com um pedaço de plástico retirado de um pote,
como mostra a Figura 11.

Figura 10: Solda entre Led e resistor

Fonte: Autoria própria (2021).

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Figura 11 - Esquema de ligação

Fonte: Autoria própria (2021).

Foi utilizado o esquema de ligação apresentado na figura 12.

Figura 12 - Circuito de ligação

Fonte: Autoria própria (2021).

O circuito é alimentado por uma fonte, sendo necessário também, um conector para
fazer a ligação direta com os aparelhos. Este conector possui um polo positivo e um negativo.
o polo positivo foi ligado ao interruptor. Os fios que saem dos polos negativos dos leds e da

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ventoinha são unidos e ligadas no polo negativo deste conector. Feito isso, os fios positivos dos
dois aparelhos são também unidos e por sua vez são ligados ao interruptor, fechando o circuito.

Figura 13 - Acoplamento dos led’s a armadilha

Fonte: Autoria própria (2021).

Figura 14 - Acoplamento do interruptor a armadilha

Fonte: Autoria própria (2021).

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Por fim, as duas partes do pote plástico foram unidas com o auxílio dos palitos de
picolés, de forma que os led’s ficassem expostos, conforme orientado no vídeo explicativo do
experimento.
A Figura 7 traz o equipamento completamente montado e em funcionamento,
estando pronto para uso.

Figura 15 - Equipamento totalmente montado e em funcionamento

Fonte: Autoria própria (2021).

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4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Após dez dias do experimento em ação, foi possível a comprovação da eficiência


do aparelho através dos pernilongos que foram capturados.
Durante o período de análise, o equipamento esteve numa residência familiar,
localizada em perímetro urbano, na cidade de Montes Claros - MG e, com pouca presença de
pernilongos, o que justifica a quantidade de insetos capturados. No entanto, caso o experimento
se encontrasse numa região onde ocorre maior presença de pernilongos e afins, a quantidade
de insetos capturados seria ainda mais significativa.
No segundo dia de ação do experimento, foi observado que o equipamento não
estava operando da forma que deveria e os insetos capturados não estavam ficando retidos.
Constatou-se que a abertura do tecido utilizado estava facilitando a fuga dos mesmos. Para
solucionar o problema, foi realizada a troca do tecido para um tecido com aberturas mais
fechadas, de modo a segurar os insetos capturados e alcançar o objetivo proposto pelo
experimento.

Figura 16 - Pernilongos retidos no tecido

Fonte: Autoria própria (2021).

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Figura 17 - Pernilongos retidos com 3 dias de prática

Fonte: Autoria própria (2021).

Figura 18 - Pernilongos retidos com 5 dias de prática

Fonte: Autoria própria (2021).

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5. CONCLUSÃO

Após o período de prática e análise dos resultados obtidos com o experimento


“Armadilha de Pernilongos”, foi possível concluir que se trata de um equipamento caseiro e
eficaz, uma vez que foi obtido sucesso em relação ao objetivo proposto, tornando-se então,
uma alternativa de armadilha em substituição a métodos mais agressivos, como o uso de
inseticidas, que pode ser prejudicial à saúde.
Vale ressaltar ainda que quanto maior for a presença de pernilongos no local da
prática, maior será a eficiência do equipamento, uma vez que ele conseguirá fazer a captura de
uma maior quantidade dos insetos.

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6. REFERÊNCIAS

THENÓRIO, Iberê Francisco. Faça a ARMADILHA de PERNILONGOS que pega um


MONTE!. Canal Manual do Mundo. Youtube, dez./2020. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=IUaeHCLCTUw&ab_channel=ManualdoMundo>.
Acesso em: 19 jun. 2021

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