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Unidade 1: A problemática do estudo da história de Moçambique

A visão geral da históriografia da história de Moçambique

Antes do povoamento bantu em Moçambique, nos anos 8000 a.c houve as áreas extensas do
território nacional eram ocupadas por comunidades de caçadores e recolectores, os khoisan,
ou seja, comunidade de bosquimanos e hotentotes. Elas caracterizam-se pela: economia
recolectora caça e pesca; sem organização social claramente definida, pois as suas relações
eram de certa forma curtas e descontínuas; comunidades designadas paleolíticas.

A partir dos anos 200/300 a.c caracterizava-se porexistência da vida comunitária, onde a
população viviam em pequenos grupos e eram nômades, isso quer dizer deslocavam de um
ponto a outro, vivendo de caça e da recolecção dependendo quase exclusivamente da natureza
e estes povos praticavam agricultura e a pastorícia, da metalurgia de ferro.

De 1886-1830 foram anos de publicação do acto colonial e este período caracteriza-sepelas


conquistas militares portuguesa em Moçambique e pelas disputas entre as potencias coloniais
Europeias pela posse de algumas partes de Moçambique.

Entre 1930-1964 foi um período que inicia com a publicação do acto colonial, 1930 o
documento que definia o estatuto das colônias de Portugal. Nesta altura cresce a
contextualização e denunciam as injustiças sociais como o aparelho repressivo era maior, em
1960 surgem os partidos políticos que aprendiam lutar para inverter a situação ( MANU,
UDENAMO, UNAMI) que em 1962 se uniram formando a FRELIMO

Em 1964- 1975 foi a fase própria de guerraque tendo iniciado na província de Cabo Delgado
com o ataque ao posto de Chai, nos dias e meses seguintes, ação armada de FPLM ( Forcas
popular de libertação de Moçambique) também se fez sentir nas províncias de Niassa e Tete.

.Esta derrota militar portuguesa, intensificou oprecipitando descontentamento popular em


Portugal precipitando o golpe do Estado em 25 de Abril de 1974.

De 1975-1992 com assinatura a proclamação da independência a 25 de Junho de 1975 e este


período prolonga-se até no dia 4 de outubro de 1992 com assinatura do acordo geral de paz
em Roma capital de Itália, é uma fase caracterizada pela de único partido.
Em 2000 regista-se cheias ocorridas no primeiro tremestre que provocou as mortes de 700
pessoa se 500000 refugiados.. Esta situação viria a transformar-se numa guerra civil de 16
anos.

SamoraMachel foi o primeiro presidente de Moçambique independente e ocupou este cargo


até à sua morte em 1986. O seu sucessor, Joaquim Chissano, negociou o fim da guerra civil e
introduziu um sistema multipartidário que integrou o principal movimento rebelde, a
Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Neste novo sistema, a FRELIMO
permaneceu no poder até os dias actuais, tendo ganhado as eleições parlamentares realizadas
em 1994, 1999, 2004 e 2009, mesmo com acusações de fraudes.

Em 2012, grandes reservas de gás natural foram descobertas em Moçambique, receitas que
podem mudar drasticamente a economia do país.

No entanto, a economia de Moçambique tem sido abalada por uma série de escândalos de
corrupção política. Em julho de 2011, o governo propôs novas leis anticorrupção para
criminalizar o peculato, o tráfico de influência e a corrupção, depois de inúmeros casos de
desvio de dinheiro público. De acordo com um relatório de 2005 feito pela Agência dos
Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID - sigla em inglês), "a escala e
o âmbito da corrupção em Moçambique constituem um motivo de alerta."Em 2007 houve o
cesso a nível nacional que forneceu dados de toda população Moçambicana que serviu como
inquérito a influenciar dados reais de todos cidadãos mocacmbicanos.

Em 2013, cerca de 80% dos habitantes do país estava empregada no sector agrícola, a maioria
dos quais dedicados à agricultura de subsistência em pequena escala, que ainda sofre com
uma infraestrutura, redes comerciais e níveis de investimento inadequados. Apesar disso, em
2012, mais de 90% das terras cultiváveis de Moçambique ainda não tinham sido exploradas.
Em 2013, um artigo da BBC informou que, desde 2009, portugueses estão a voltar para
Moçambique por causa do crescimento da economia local e pela má situação económica de
Portugal, devido a crise da dívida pública da Zona Euro.

Em 2012, grandes reservas de gás natural foram descobertas em Moçambique, receitas que
podem mudar drasticamente a economia do país.

GOMES, Rodrigues. Introdução ao pensamento Histórico. Lisboa, 1988, p.367


RECAMA2010, p.9)
Aquestão das fontes e a sua problemática para o período

As fontes da história são constituídas por tudo quanto nos permita reconstituir a vida da
sociedade humana, na falta da observação directa. “E actualmente é muito aplicado o
sinônimo das “fontes históricas” e “ documentos” escritos ou não escritos. Sendo assim a
compreensão das fontes é variadíssima como a papelada do funcionamento da
administraçãopública e privada, transecções comerciais, causas jurídicas, monumentos resto
da actividade material e espiritual.

A classificação das fontes é inclinada mais vezes tendo em conta as escolas historiografias e
os contrastes dos autores. BERNHEIN citado por (JOSÉ1991, p.2) classificou as fontes em “
traços” ou “ vestígios” da actividade humana (inclusive obras escritas) dos testemunhos
(documentos escritos, manuscritos comemorativos). Para este autor os testemunhos são um
legado conscientede uma sociedade do passado que se pretende mostrar a outras que lhe vêm
seguir.

Desta forma no geral as fontes são classificadas por materiais ou imateriais, isto é, os
imateriais são todos os vestígios do passado que sobrevive nas sociedades actuais como os
fenómenos sociais (instituições sociais costumes, tradições, lendas, praticas religiosas,
superstições, línguas). E as materiaiscompreendem os monumentos e documentação (apenas
escritas, manuscritas ou empresas) de acordo com esta classificação os testemunhos ou fontes
directas, vejamos as fontes imateriais nas tradições orais, ou materiais , as fontes indirectas
podem ser apresentadas por uma fonte material, é o caso do teatro “ ode a paz” da companhia
nacional do canto e dança que em forma geral apresenta a forma como deflagrou a guerra e o
processo da pacificação dopaís; uma fonte material como um monumento, um documento
como a constituição de 1990 em Moçambique

De acordo com a sua intenção as fontes podem subdividir-se em duas grandes fontes
conscientes e as fontes inconscientes. As fontes conscientes são aqueles em o homem de uma
forma propositada deixou de se registar ao longo da sua vivência aspectos que permitissem o
seu estudo posterior por outras gerações. Estes podem ser materiais ou não materiais. As
fontes materiais são os monumentos erguidos em homenagem a figuras importantes e
documentos (apenas escritos, monumentos, e imprensas) materiais audiovisuais, objectos de
uso pessoal ou de grupo, dados não materiais como as tradicionais, canções populares, lendas
que de forma propositada foram deixados como testemunhos desse passado longinquio.

A problematização do estudo da história de Moçambique

Começando no período da antiguidade de 1000 a.c até 5000 a.c prolongado até d.c no neo –
Clássica de 200 a.c até1500 a.c, para esse povo começaram um sociedade homogenia não
heterogenia nos anos 8000 a.c tinham a arqueologia aplicada como:

 Andavam juntos
 Não tinham sítios fixos, mas era conduzidose e marcavam uma extrema Hole-Hole e
Matala
 A habitação populacional era relativa de continuar no mesmo marco
 As suas marcas de arqueologia prevaleciam no mesmo istp não teria o pensamento
progressivo e a partir de 1500 já tinha marca sucessivo da evolução isto é
homogenidade e não heteronidade.

Com a participação das primeiras sociedades sedentárias passado pela civilização afro-
burocráticos como Kush, Axum e Egipto até a porção que deu o apogeu no declínio dos
estados dos agricultores como Gana para o período ressurge-te.

Para começar a debruçar sobreas fontes locais princípio ilustra-se a particularidade e os


ofícios historiadores, devido a uma série de factoresde escassez das fontes e as
deficiênciasem termo da cronologia e predominante de mito.

MOERE, Carlos,
Unidade 2: Moçambique no período dos primeiros caçadores

A teoria sobre a origem do homem – visão geral

Nessa perspectiva destacamosduas correntes tais como: monogenismo e poligenismo. O


monogenismo defende que a humanidade constitui uma e única espécie descendentes de
ancestralcomum. Enfatizando essa teoria as crenças foram aceite a partir dos meados do
século XIX, o facto é que o ensino de monogenismo é adotado por criacionistas, para se fazer
a defesa da origem de única o casal, porém , também é adotado por evolucionistas para se
fazer a mesma defesa, todavia não a partir de um casal de humanos mas de símios , a partir
do monogenismo tem origem o poligenismo que ensina basicamente ea mesma coisa que o
monogenismo dos cristãos liberais e cientistas evolucionistas, com a diferença basicaa com a
origem à raças mas uma pequena população de símios e o ensino do monogenismoveio
ensina distoricido graças a chegada do evolucionismo,religião em que repousa o ateísmo,
disfarçada de ciência.

OS monogenistas ou adamistas segurados estreitamente à epopeia biblicada criação. Eles


aceitaram a história de Adão e Eva literalmente e explicaram as raças dp mundo como tendo
descendido das oito pessoas que sobreviveram ao Dilúvio e repousaram no monte Ararat. A
ciência não entrou de nenhuma maneira na origem do Homem com os partidários Adamista.

Isto não foi realmente uma teoria mas um artigo de fé. Uma segunda facçaoentre os
monogenistas tentou-se a encomodar ao adamistas Bíblicos e os desenvolvimentos de ciência.
Eles produziram uma enterpretação híbrida, uma combinação de cristianismo liberal e alta
crítica da ciência.

Todos com efeito desde Adão até à Consumação dos tempos, nascidos e mortos com o
mesmo Adão e a sua mulher Eva nascerão de outros pais, mas foi criado da terra e com a
outra costeira do varão.

O monogenismo, baseva numa noção de origemúnica para a humanidade, estabelecia uma


enquidade ou nível de evolução. Eles pensavam que a humanidade pertencia a uma nica
espécie com o mesmo ppotencial inato.

Poligenismo

Essa teoria defende que a humanidade não tem uma origem comum, isto é que diversos
grupos humanos pré –históricos e as raças humanas actuais descendem de espécies distintas.
A teoria que admite variedade da origem na espécie humana, como isso, todos seres humanos
não descende de um só casal (Adão e Eva ). Esta teoria parte da creencia de que a evolução é
um facto estabelecido.

O poligenismo é contrário ao ensino de igreja católica na qual sempre tem ensinado o


monogenismo (todos homens procedem de um homem que é Adão)

De toda forma teriam a mesma oportunidade de evoluir independentemente das suas


características físicas e superficiais.

 Para focalizar os aspectos supostamente biologicas naturais, interpretaçào;


 Com vista o assunto abordado percebemos que o pensamento poligenista não há
mobilidade entre as raças inferiores ou seja determinismo biologica não possibilidade
de uma possível;
 Para o poligenismo a origem do homem veio do único troncco e a partir dai foram-se
envolvido e com o cruzanento entre raças e com o meio ambiente foram ganhando
varias características no processo de evolução socio-humano;
 Pois d Darwin o monogenismo ganhou o raciocionio cintificos e desenvolvido e
basedo em varias ideias poligenistas;
 A escola determinista geografica baseava-se no meio ambiente, e defini a o
desenvolivimento cultural de uma nação. O Darwinismo social defende o cruzamento
de miscigenação era uma falha que não se transmitiam os caracteres adquiridos nem
por meio de um processo de evolução.

A civilização pré-bantu em Moçambique

Os primeiros homens pre-bantu que habitaram em Moçambique admitem que os primeiros


habitantes da África austral incluindo os khoi (hotentotes), San os (Bosquímanos), e eles
eram um grupo de comunidade dos caçadores, recoletores e eram as comunidades designadas
paleolíticas, isto é, comunidade que ainda viviam na idade de pedra havia fraco nível da força
produtiva, além disso, eram nômades.

SCHWARCZ, L. Uma história de diferenciação desigualdades raciais do século XIX. In


espetáculo das raças, são Paulo: ciência das letras, Pp.43-66.
A evolução do género Humano na África Oriental

Nossítios às margens dos lagos da África oriental, ao longo do Nilo Médio e no Saara, o
desenvolvimento da civilização aquática foi datado entre -8000 e -5000, ao passo que os
recipientes da cerâmica são os mais antigos da África e encontra-se entre os primeiros
fabricados no mundo, visto que consideram essa cultura como simples variante das culturas
baseadas na caça e colecta da Late Stone age seria negra suas características distintase suas
realizações. É possível que essas populações não vivessem nas comunidades verdadeiras
permanentes, mas , com fontes de alimentos asseguradas pelos grandes lagos e rios e com
uma tecnologia que lhes permitiam explorar eficazmente esses recursos, assim foram
capazes de manter instalações comunitárias maiores e mais estáveis do que as de quaisquer
outras populações anteriores. Esses factoresproporcionaram não só o crescimento
demografico, como também a criação de um novo ambiente social e intelectual, caracterizado
por um artesanato complexo, indispensável à fabricação de embarcação, arpões, cestos e
cerêmica; pelo modo de vida mais evoluído que o uso desses objectosimpunha. Devido a sua
fragilidade, a cerâmica tem uma utilidade limitada para sociedades nômades, sem bases fixas,
ou seja, para a maior parte das sociedades de caçadores- recoletores eram permanentes,
organizadas, a cerâmica tem um significado carregado de civilização, permitindo maior
versatilidade com a introdução ou aperfeiçoamento dos modos de preparar e cozinhar os
alimentos.

O nível dos lagos baixou, e a economia de exploração dos recursos aquáticossofreuum


declínio, embora persistisse por mais algum tempo no RifftValley do Quênia ao passo que
durante o segundo e o primeiro milênio da era Cristã, novas populações, vinda da Etiópia
chegaram à região, trazendo gado e provavelmente algumas práticas agrícolas.

África austral

Darwin e Huxley consideravam os trópicos, incluindo o continente africano, como o habitat


original do homem, pois é nessa região que são encontrados o Chimpazé, e o gorila, seus
parentes mais próximos entre os primatas. Assim como o ancestral comum ao homem e aos
macacos antropoides, esses pongídeos são arborícolas; as características morfológicas
indicam que sua evolução deve ter completado no decorrer do tempo de adaptação à vida nas
florestas tropicais da áreas das montanhas médias e terras baixas.
Na África oriental e Austral os mais antigos fósseis de hominídeos fora encontrados nas
pradarias semiáridas nas matas de vegetação decídua. Ali, ancestrais tivem de enfrentar
problemas de sobrevivência completamente diferentes, contando com recursos em potenciais
infinitamente mais variados que aqueles que despunham os antropoides. Até agora não se
chegou a um acordo sobre a época em que as famílias dos hominídeos e dos pongídeos se
diferenciaram. A partir da interpretação dos testemunhospaleontológicos, se calculou que
essa diferenciação que ocorreu durante o Cenozoico Antigo,no decorrer do Mioceno Inferior,
háaproximadamente 25 milhões de anos. Os primeiros indícios inequivos da presença de
hominídeos remontam a cerca de 5 milhões de anos atrás, época em que os
australopithecusou “homem-macacos” já tinham surgido na parte oriental do Rift Valley.
Esses australopithecus ocupavam tanto as savanas do sul as da Africa oriental e
acreditavamque os mais antigos fosseis da Africa do sul datem do fim do plioceno Antigo-
entre -2,5 e -3 milhões de anos.

A maior partre do plioceno caracteriza-se por um clima relativamente estável, que facilitou o
desenvolvimento e a expansão nas savanasde espécies biologicamente adaptadas. Esse
periodo de relativa estabilidade chegou ao fim com a diminuição temperatura no mundo
inteiro e com grandes movimentostectônicos e fenómenos vulcânicos, em particular em toda
a extensão do Riftvalley; nessa época ,o sistema de drenagem de inúmeras bacias fluviais,
lacustres africanas também sofreram modificações, muitas vezes consideráveis , devido aos
dobramentos tectônicos da crusta terrestre.

Ki-ZERBO, Joseph. Hstória geral de africa, Metologia e pre-história.Vol. 1, ed. 2,


Brasília:UNESCO, 2010, Pp.595-599
Localização das estações arqueologicas em Moçambique
Pinturas Rupestres da Serra
Vumba- Manica
Pinturas Rupestres da Serra Vumba localiza-se na Província de ManicaeDistrito do mesmo
nome 

A cadeia montanhosa da Serra Vumba, a três quilómetros da cidade de Manica, abriga várias
estações arqueológicas, contendo pinturas rupestre, com destaque para Chinhamapere. As
pinturas encontram-se praticamente em boas condições de conservação, intactas, podendo-.se
atribuir esta situação à descoberta tardia do local, pois, é principalmente a interferência
humana mal direccionada que causa a deterioração na maioria das estações com pinturas
rupestres. As crenças e tradições populares ligadas à Chinhamapere fazem com que este local
seja relevante para as comunidades. As pinturas constituem uma das mais antigas criações
artísticas, provavelmente, datadas de cerca de 3 mil anos atrás. A sua autoria atribui-se ás
comunidades de caçadores e recolectores A África Austral é a região mais rica onde existe
arte deste género.
As pinturas rupestres de Ntonvulocaliza-se no posto adminnistrativo de Mualadzia200kms a
sede do disrito de Chiúta na província de tete, apresenta desenhos de animais e pessoas na
pedra porque a arte moçambicana era representada em forma de objectos , animais e pessoas
e traços sobrios, vigorosos e belos , de vida papitante, como sucede nas danças, cenas de
caça, actos de cultos. Representemos a figura de Ntonvu em seguida.
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Unidade 3: organização social das comunidades de caçadores e recoletores

As comunidades de caçadores e recoletores

Antes do povoamento Bantu em Moçambique, extensas áreas do nosso paíseram ocupadas


por comunidades de ca,cdores e recoletores, os khoisan ou seja,comunidades de bosquimanos
e Hontetotes. A economia desse povo era recoletora e caça, sem organização social
claramente definida, pois as suas relações era de certa forma curtas e descontinuas.

Os khoisanpossuiam as comunidades designadas paleoliticas, o que significa as comunidades


que ainda viviam na idade de pedra.

Por ser dominante a econimiarecoletora tinha o fraco nível de desenvolvimentodas forças


produtivas, de outra maneira dizer que acentua-se o fraco conhecimento da natureza e
consequentemente grande dependência em relação a ela.

Eram as comunidades com um pocesso produtivo nulo (imediatismo na produção e


consumo), ou seja, iam buscarna natureza a sua substância sem trabalhar nem restaurar.
Eles eram nómados, por facto de condicionou a existência de fracos lançsdeparentesco , isto
é, a costente deslocação a procura dre melhores condiões de vida originava uma instabilidade
permenente e consequentemeneinexistênciade forte lanços de parentescos

Sem exploração do homem pelo o homem e consequentemente esm estado; divisão do


trabalho por sexo e idade.

Os rendimentos das operações de caça eram instantanio e cotidianos e exigiu cooperação para
sa operações de elevado rendimento (caçadas com rede ou para caça de grandes animais e ara
defesa contra os grande predadores)

Na africa austral, os povos com estas características foram os khi-khi e os sans ou khisan ou
comunidades de Bosquímanos e hontetotes. Os primeiros eram de estrutura media e robustos,
caçadores e os segundos eram altos e esquiosreconhicidamenterecoletores. O grupo
remanescennte desta comunidade ainda hoje vive no inóspelo deserto de kalahari, foram estes
poos que estavam emm interação ou foram dominados pelos povos de origem bantu.

RECAMA, Dionísio Calisto. História de Moçambique, de África e Universal.PluralEditores.


Maputo. 1999 p.11.

As primeiras mainifestações: religiosas culturais (enterramento e atre rupestre)

ARTE RUPESTRE - Conjunto de manifestações artístico-simbólicas representados nas


paredes e tectos de cavernas e abrigos rochosos (arte parietal). As principais manifestções
consistem em pinturas e há várias interpretações sobre o significado da arte rupestre, como as
seguintes:
teoria da "arte pela arte", que defende a hipótese segundo a qual os nossos antepassado se
dedicariam à arte pelo simples prazer estético;
para outros estas representações simbólicas estariam ligadas a práticas de magia ou feitiçaria:
é a teoria mágica ou simbólica (pretendiam, por exemplo, apelar aos antepassados e deuses
para a obtenção de bons resultados no decurso de uma caçada);
certos investigadores defendem a ideia de estas práticas artísticas estarem relacionadas com
uma procupação psicológica ligada à sexualidade (necessidade de reprodução social).   

Em Moçambique foram até agora descobertas várias pinturas rupestres nas zonas
montanhosas das províncias de Manica, Zambézia, Tete, Nampula e Niassa. A sua variedade,
tanto no estilo como no conteúdo, permite-nos deduzir que foram realizadas ao longo de
várias épocas, desde a Idade da Pedra Final até às Primeiras Comunidades Agro-Pecuárias,
altura em que os povos Bantu povoaram esta região. 

SWAN, L. Early Gold Mining on the Zimbabwe Plateau.Fil.lic.thesis. Studies in African


Archaeology .Uppsala: DepartmentofArchaeology, Uppsala University, 1994,
http:\\rupestreweb. Tropod. Com\conceito.html- consultado em 26. 10. 2014; as 7: 12h

Os painéis rupestres em Moçambique

Pinturas rupestres do Monte Chinhamapere, na Serra do Vumba (província de Manica) -


Devem ter sido feitas há cerca de 8000 anos. O tão conhecido friso dos seis caçadores com
arco e aljava, pintadas a ocre escuro, situa-se na parte superior de um grande painel com
cerca de 3m2. Podem observar-se dezenas de figuras de animais e humanas, todas pintadas
em várias cambiantes de ocre, laranja, castanho e vermelho. Esta pintura faz-nos lembrar
essas intermináveis marchas dos caçadores em linha, pelos carreiros de África, de arco na
mão e aljava às costas, a procura de caça.
Por toda a Serra Vumba, existem vários pequenos abrigos rochosos. Evidenciam-se, através
deste tipo de manifestação artística, a presença humana em tempos remotos.
Ainda no monte Chinhamapere, relativamente próximo do painel anterior, está um magnífico
antílope representado quase em tamanho natural. Destaca pelo seu realismo e pela delicadeza
do traço com que foi executado.

Pinturas rupestres do monte Musé, perto de Iapala (província de Nampula). Apresentam


também figuras humanas de caçadores assim como animais, pintados a ocre escuro.
Instrumentos de pedra encontrados em pesquisas arqueológicas sugerem que estas pinturas
deverão remontar ao período final da Idade da Pedra.

Pinturas rupestres da Serra de Riane (província de Nampula). Apresentam um estilo


característico, de certo modo homogéneo e diferente das outras pinturas atrás referidas (Serra
do Vumba e Musé). Escavações arqueológicas demostram que este local foi habitado ao
longo de várias épocas a partir de há cerca de cinco mil anos, data mais antiga recolhida. A
sua decifração é muito mais enigmática, pois, dá-nos a ideia de que um grande simbolismo
que transparece em cada imagem. Parece evidente que inúmeros motivos apresentados se
relacionam com a fertilidade, enquanto outras mostram homens lidando com animais. Trata-
se possivelmente de povos pastores. Nota-se grande sobreposição de figuras, muitas das quais
já quase indecifráveis, que atestam igualmente a utilização deste abrigo rochoso durante um
período bastante longo. 

Pinturas rupestres de Namolepiwa (província de Nampula, Distrito de Monapo). Podem ser


consideradas a "arte moderna" da pintura rupestre. Os seus motivos simbólicos e geométricos
pintados a branco, fazem lembrar uma escrita indecifrável. No entanto, podem ser
identificadas diversas figuras tais como dois lagartos, instrumentos utilizados na agricultura e
mesmo certos distintivos já de influência colonial como a cruz, que atestam a data
relativamente recente da sua execução.

Pinturas rupestres de Chiúta (província de Tete), onde estão gravadas patas de muitos
animais. 
Pinturas rupestres do monte Chinkópalé, (província de Tete, Localidade de Tsungo, Distrito
de Moatize), onde está gravada a palma da mão de uma pessoa.
Pinturas rupestres de Furancungo (província de Tete, Distrito de Macanga).
SWAN, L. Early Gold Mining on the Zimbabwe Plateau. Fillip. Thesis. Studies in African
Archaeology. Uppsala: DepartmentofArchaeology, Uppsala University,
1994http:\\rupestreweb. Tropod. Com\conceito.html- consultado em 26. 10. 2014; as 13: 53h

Unidade 4: o povoamento de Moçambique e os primeiros estados

A Expansão e Fixação Bantu em Moçambique

Substituindo a comunidade primitiva e o predomínio da caça e da recolecção, vários grupos


populacionais foram chegando a Moçambique desde há cerca de 1700 anos, povoando
gradualmente as bacias fluviais costeiras e quase ao mesmo tempo as encostas e os planaltos
do interior. Este processo de expansão ficou conhecido por expansão Bantu.

A palavra Bantu tem uma conotação exclusivamente linguística e surgiu em 1862, sob
proposta do linguista alemão Bleek, para assinalar o grande parentesco de cerca de 300
línguas, as quais utilizam esse vocábulo para designar os homens (singular Muntu). Porém,
não existe uma raça Bantu.

Por volta dos anos 200/300 ou um pouco antes, concretamente nos anos 1700, a região
Austral da África, sofreu a penetração do povo Bantu, grupo etnolinguístico conhecedor da
técnica de ferro, agricultura e pecuária. Foram estes que introduziram ou inauguraram a idade
de ferro nesta região.

O processo de expansão é ainda hoje motivo de controvérsia. Segundo a teoria do linguista J.


H. Greemberg, o povoamento da população Bantu na África Austral teria resultado de um
processo de expansão encetado na Orla Noroeste das grandes florestas congolesas a cerca de
300 anos, para a bacia do Congo e para África oriental e de uma migração relativamente
rápida para o sul.

A difusão quase em simultâneo da nova tecnologia de ferro, na zona dos grandes lagos e
África Austral, entre cerca de 500 anos a.C e o ano 0, teria acelerado o processo nos três anos
seguintes.

O que podemos acreditar como verdadeiras causas da expansão Bantu é que este fenómeno
na África Austral ocorreu como resultado do conhecimento e da difusão de ferro, do
conhecimento e difusão das actividadesagro-pecuárias e do aumento populacional.

e difusão.

Com o conhecimento das actividadesagropecuárias-, criou uma estabilidade no núcleo Proto-


Bantu, que entre outros aspectos representou uma melhoria das suas condições de vida,
ocasionando o aumento populacional que levou a disputa de terras férteis para a prática da
agricultura, daí o movimento populacional.

No que se refere a nova tecnologia de ferro, teve sua importância na migração Bantu, uma
vez que a descoberta deste metal permitiu a esta população o fabrico de instrumentos mais
cortantes, resistentes e eficazes, contribuindo desta maneira no aumento da produção e da
productividade o que criou condições para o surgimento do excedente. Dentre os vários
cereais cultivados pelo povo Bantu pode-se destacar a Mapira e a Mexoeira.
A maior parte destas estações arqueológicas, são testemunhos de um conjunto populacional
que escolheu as planícies costeiras para sua gradual progressão, em relação ao sul atingindo a
Baia do Maputo e Mpumalanga na R.S.A por volta dos anos 200 n.e.

No que se refere a nova tecnologia de ferro, teve sua importância na migração Bantu, uma
vez que a descoberta deste metal permitiu a esta população o fabrico de instrumentos mais
cortantes, resistentes e eficazes, contribuindo desta maneira no aumento da produção e da
productividade o que criou condições para o surgimento do excedente.

O processo migratório a fixação Bantu, relação e contatos entre os agricultores e as


comunidades de caçadores e recoletores

Com o conhecimento das actividades de agro-pecuária, criou um estabilidade no núcleo


proto-Bantuque entre outros aspectos representou uma melhoria das condições da vida, e
levou a desputas das terras férteis para a prática da agricultura, dai o movimento
populacional. A nova tecnologia de ferro, teve sua importância n a migração Bantu, uma vez
que a descoberta deste metal permitiu a esta população o fabrico de instrumentos mais
cortantes, resistentes e eficazes, contribuindo desta maneira no aumento da produção e da
produtividade o que criou condições para o surgimento do excedente.
A diferenciação etnolingística em Moçambique

A população de Moçambique é maioritamente de origem Bantu. Os principais grupos


etnolinguísticos de Moçambique são: Cheua, Chona e Tsongas.

A norte do Zambeze, os Cheuas e suas respectivas divisões: a norte de Zambezia: Macuas e


Lomué; alto Zambezia, Nampula, Cabo-Delgadoe Niassa: Ajaua; Nyanjas, Nsenga,Taura,
Tonga, Sena, Bárué e Yao no Niasssa e Tete; Maconde no planalto de Moeda e Cabo-
Delgado; Kote, Nahara e Muani: na costa norte de moçambique, Nampula e Cabo-Delgado.

Ao sul de Zambézia os Tsongas e suas respectivas divisões: Chopes, Rongas, Changanas,


Tsua.

Os Chonas e suas ramificações: ainda encontramos os Chonas que se ramificam em Zezulus,


Ndaus, Macorres, Tewes, Manhicas, Nhungues.

As três fases de expansão dos povos bantu

Com a definição do termo "bantu" em 1862, o Dr. Wilhelm Bleek avançou a hipótese do
enorme número de línguas com características comuns terem tido origem numa única língua.

Guthrie analisou várias línguas bantu e concluiu que as mais estereotípicas eram as da
Zâmbia e sul da actualRepública Democrática do Congo, propondo teoria alternativa de ser
esta região a originária dos bantu. Esta teoria é apoiada por fontes norte-africanas e do Médio
Oriente que não falam da existência de bantu a norte de Moçambique antes do ano
1000.Hipotese e causa expressao e fixação bantuLíngua.
RECAMA, Dionísio Calisto. História de Moçambique, de África e Universal.Plural Editores.
Maputo. 1999 p.9.

Da economia de caça e recolecção a economia agrícola: as comunidades de agricultores


e pastores, século IV-IX.

Com a chegada dos novos povos de expressões civilizacionais distintas aos khoisans
caracterizam se por constituírem sociedade domestica de agricultores de complexos de
agregados regista-se muitas consequências.

A primeira consequência é a passagem da economia recolectora para a economia produtora


que ele próprio criava através do trabalhopossibilitando a existência de excelente, tornando
as sociedades mais numerosas tribo como consequência disso verificou-se uma diferenciação
do trabalho

Uma das consequências também foi, a nova tecnologia de ferro trazida pelos bantus,uma vez
que possibilitou o fabrico de instrumentos mais cortantes, resistentes e eficazes, contribuindo
desta maneira no aumento da produção e da productividade o que criou condições para o
surgimento do excedente. As principais consequências económicas são:

Agricultura
Uma das principais consequências da fixação bantu é a pratica da agricultura, visto que os
Khoisan desconheciam esta actividade. Dentre os vários cereais cultivados pelo povo após a
migração bantu pode-se destacar a Mapira e a Mexoeira.

Para além da agricultura as comunidades de agricultores também praticavam outras


actividades auxiliares na sustentabilidade da comunidade e principais para algumas famílias.
Para a além das actividades acima citadas podem se encontrar a caca como uma das
actividades desenvolvidas por essas comunidades.

Olaria ou cerâmica
Essa actividade era praticada maioritariamente por mulheres em que produto destinado ao uso
domestico e ou como objectos de adorno. Os praticantes desta actividade não faziam maia
outras actividades, os utensílios produzidos serviam para carregar agua, armazenamento de
cereais e para decoração das casas dos chefes das linhagens.

Com a chegada do povo bantu conhecedor da prática agrícola como se destacou nas
consequências sociais. A primeira consequência foi Sedentarismo passando do nomadismo
para a semi-permanência das comunidades numa região.

O desenvolvimento de sedentarismo aumenta agregação populacional e levou a formação de


sociedades estáveis.

Com o sedentarismo assiste-se o surgimento de aldeias semi-permanentes constituídas por


casa feitas de barro aplicando a acabado de varras ou estacas Com a chegada dos bantus a
organização social começou e torna se mais complexa duma forma paulatina passando de
famílias alargadas para clãs; de clãs para tribos e de tribo para linhagem.

RECAMA, Dionísio Calisto. História de Moçambique, de África e Universal.Plural Editores.


Maputo. 1999 p.11.
O surgimento de comunidades sedentárias semi-permanente

 Os aglomerados populacionais mais atrasados aos estudados pelos etnógrafos são bastante
mais evoluídos do que os homens fósseis. Além disso, a vida da primeira colectividade
humana não pode ser conhecida senão em harmonia com os materiais arqueológicos, o que
faz com que as nossas ideais sobre a sua organização social sejam muito incompletas e
hipotéticas.

 O próprio fabrico do instrumento não é possível senão com colectividade, pois é esta última
que conserva e consolida os conhecimentos, a experiência primitiva em matéria de produção,
assegurando a sua transmissão hereditária.
Nascimento do pensamento e da linguagem

 O nascimento do pensamento resulta da actividade produtiva dos homens. A passagem do


emprego instintivo da moca ou da pedra para o fabrico de instrumentos por mais grosseiros
que sejam, engendra a actividade racional do homem, a consciência. Os conhecimentos de
produção constituem a primeira experiência do homem e fixam-se no seu espírito.

As primeiras noções gerais não se teriam revelado à colectividade se não tivessem sido fixa-
das por sons. Os contactos entre os homens e o trabalho colectivo teriam sido impossíveis
sem a linguagem.

 De resto, os dados sobre a origem das religiões são excessivamente pobres e imprecisos. Os
primeiros testemunhos incontestáveis do aparecimento do culto

Os instrumentos utilizados para a procura do alimento são mais variados: fabricam-se


azagaias, cujas pontas são de marfim de mamute ou de sílex, punhais em forma de chifre,
arpões de caça e de pesca, raspadores e placas para esquartejar os animais mortos e tratar as
peles; cosem-se vestimentas de peles de animais selvagens com agulhas de osso.
Fémures de mamutes sustentavam um tecto em estacaria recoberto de terra. No meio da habi-
tação existia uma ou mais lareiras alimentadas por ossos de animais. Ao lado das habitações
escavavam-se buracos para a conservação da carne de rena e de outros víveres.

A formação do clã.

 O desenvolvimento gradual das forças produtivas e a passagem à vida sedentária cimentam a


colectividade humana, o que tem como efeito reprimir «o individualismo zoológico». O
rebanho primitivo cede o lugar a uma organização social mais elevada.

 Estrutura do rebanho evolui essencialmente em três direcções. Em primeiro lugar o aumento


da produtividade do trabalho permite aos homens associarem-se em grupos menos
numerosos, que se apartaram do rebanho inicial, mas continuam a manter com ele relações
económicas. Esses grupos consideram-se como aparentados e podem entreajudar. se, até
convidarem-se mutuamente para o seu território de caça.

 A exogamia não conseguiu estabelecer-se senão numa determinada etapa, pois o rebanho
primitivo era uma colectividade fechada, sem contacto com os outros. Tornou-se possíveis
depois que os grupos maternal e filial se reconheceram parentes e que os seus membros
continuaram a casar-se entre si. Portanto, à parte o princípio negativo — proibição do
casamento no interior de uma colectividade, a exogamia inclui um princípio positivo: a
obrigação de estabelecer casamentos com os membros de uma colectividade diferente, mas
ainda assim determinada

 Os etnógrafos assinalam a divisão do trabalho, segundo a idade e o sexo, em diversos


aglomerados humanos. Assim as mulheres e as crianças pescavam e colhiam as dádivas da
Natureza, enquanto que os homens caçavam.

 Daí resulta certa distinção entre homem e mulher da tribo: instalam-se separadamente não
preparam a mesma comida, falam dialetos diferentes.

RECAMA, Dionísio Calisto. História de Moçambique, de África e Universal.Plural Editores.


Maputo. 1999 p.14.
Unidade 5: Consequências do povoamento Bantu: situação política, econômica, social e
cultural.

Consequências Politicas.

 Surgimento de um chefe;
 Sistematização ou Hierarquização do poder politico;
 Divisão do poder político, religioso e Jurídico políticos;
 Conflitos inter-intra tribais pelo poder;
 Organização da sociedade;
 Evolução dos órgãos políticos;
 Desenvolvimento na capacidade de gestão dos recursos e meios;
 Aldeias semi –permanentes,Consolidação dos grupos étnicos com poderes políticos;
 O poder hereditário.

Consequências econômicas.

 Desenvolvimento da prática da agricultura;


 Existência de excedentes;
 O uso de instrumento de ferro;
 Desenvolvimento da técnica da metalurgia de ferro;
 Aperfeiçoamento da domesticação do gado;
 Desenvolvimento da cerâmica e olaria;
 Multiplicação do gado,Surgimento do comércio baseada na troca directa;
 Aperfeiçoamento da agricultura;
 Objectos de adorno.
 Consequências Sociais.
 Sedentarismo,efectivo, existência de tribos;
 Alargamento de aldeias populacionais;
 Existência de sociedades estáveis e segurasAumento demográfico e densidade
populacional;
 Surgimento de vários grupos populacionais;
 Divisão de tarefas domésticas;
 Alargamento de famílias;
 Construção de abrigos;
 Casamento ou formação de famílias.

Consequências Culturais.

 Aperfeiçoamento da crença magico-religioso;


 Formação de grupos etno-turisticos;
 Formação e consolidação de linhagem;
 Distinção de grupos com poderes religiosos;
 Controlo de aliança matrilinear;
 Desenvolvimento de poderes sociolinguístico e cultural;
 Sistematização das culturas;
 Valorização dos hábitos e costumes;
 Invocação de deuses para proteção;
 Pratica da magia negra.

SERRA, Carlos. História de Moçambique. 2000, Pp.12-14

Sistematização da agriculturaem Moçambique


Com as invenções agrícolas e pastoris, assim como do cultivo de plantas e domesticação de
animais. O homem passou da apropriaçãode alimentos (colecta, caça) à produção(cultivo,
criação).
A sistematização da agricultura e da criação de animais foi a mudança fundamental que
permitiu ao homem adaptar-se a diversos ambientes emodificar os complexos biológicos,
fazendoos produzir mais ou fornecer gêneros alimentares outros que os produzidos por meios
naturais.
Em consequência do novo papel do homem, agricultor ou criador, operaram se
transformações mais ou menos profundas nos meios naturais, bem como na quantidade e
qualidade dos seus produtos.
No entanto, apesar do domínio do homem sobre os elementos de seu ambiente natural, ele
não foi capaz de se libertar completa e imediatamente de todas as imposições desse
ambiente.Explica que esta sistematização da agricultura, contribuiu para existência de
grandes aldeias de carácter semi-permanenteque sugere, sem duvida, uma economiabaseada
em grande parte na produção de alimentos.
Quando as precipitações eram suficientes, esta região se prestava a policultura: escapamentos
de arenito eram cobertos por um solo cultivável e por florestas mistas; um clima quentee
precipitações moderadas fizeram crescer ricas savanas;o Limpopo forneceram reservas de
água quase permanentes.
Esta sistematização da agricultura deveu-se a introdução das tenicas de ferro que
contribuíram para a intensificação do fabrico de instrumentos da produção agrícola tais como:
Catana, enxada, e outros.
A natureza das células de produção

As células de produção eram consubstanciadas estabelecendo uma relação entre os diversos


produtos cultivados. Esta simbiose das células de produção praticando varia culturas na
mesma machamba, mas em porções diferentes.

Os bantus na mesma machamba cultivavam a Mexoeira, mapira, em porções diferentes. Mas,


a finalidade desta consubstanciação era rotatividade das culturas, permitindo a preservação da
fertilidade dos solos.

O impacto da sistematização da agricultura


Após a expansão e fixação do povo bantu em Moçambique, surgem várias consequências
benéficas visto que a sua expansão foi pacífica. E estão divididos em quatro aspectos a saber:
politico; económico; sócio - cultural.

Impacto económico
Como impacto da sistematização da agricultura verificou-se a domesticação de animais
como gado bovino, caprino e ovino. Até hoje praticada com muita persistência em
Moçambique. Especialização em ramo de produção, o aumento de produção conduziu
relativamente a organização política, económica com tendência de centralização e
consequentemente o surgimento de novo tipo de poder político mais hierarquizado.
Outras actividades económicas como a olaria, tecelagem, metalurgia do ferro e artesanato
também foram bastante desenvolvidas houveram maior dinamismo na construção de grupos
sociais independentemente da agricultura.

Impacto político:
Com o incremento da força produtiva, surge de seguida a sedentarização e posteriormente a
divisão social do trabalho surgindo pessoas capazes de organizar e administrar Associados a
cumulação primitiva de excedente obrigou alguns chefes locais a acumularem as suas receitas
capitais, desligando-se da produção. Surge desta forma os primeiros estados centralizados em
Moçambique.

MOKHTAR, Gamal. História geral de África. Vol.2. Brasília: Unesco 2010,p. 803.

Actividades complementares: metalurgia de ferro e olaria

A metalurgia de ferro estava directamente ligada a agricultura com a intenção de revolucionar


os instrumentos agrícolas para o aumento da produção e estas atividades eram praticadas por
um grupo de famílias especializadas no fabrico de instrumentos sabendo que a técnica do uso
de ferro deveu-se a presença do povo Bantu na comunidade Moçambicana e permitiu um
incremento da produtividade agrícolas em uma quantidade apreciável na quantidade de
trocas e essas atividades sustentavam na construção de grupo social especializado e
relativamente independente da agricultura e fluxo de excedente agrícola mas também a
produção artesanal e minério eram trocados entre diferentes grupos clánicos.

A produção do ferro permitiu aperfeiçoamento de instrumentos da pesca, da caça e da própria


agricultura, ao passo que, os instrumentos da pesca eram complementares por pontas de
flechas de ferro mais eficazes e anzóis modelados entretanto, os agricultores na idade do ferro
tornaram-se mais empreendedores ao praticar a cerâmica no aperfeiçoamento do fabrico de
utensílios e tambores.

Com as informações de algumas culturas de África no âmbito da cerâmica, contribuiu para


uma visão mais ampla de estudo e de evolução destas comunidades primitivas por inaugurar a
idade do ferro no sul da África.

Olaria ou cerâmica
Essa actividade era praticada maioritariamente por mulheres em que produto destinado ao uso
doméstico e ou como objectos de adorno. Os praticantes desta actividade não faziam mais
outras actividades, os utensílios produzidos serviam para carregar agua, armazenamento de
cereais e para decoração das casas dos chefes das linhagens.

RECAMADionísio. Historia de Moçambique, de África e universal. Plural, editores,


Maputo, 1999, p. 11

Desenvolvimento e diferenciação das sociedades

Emtodas as sociedades ha uma diferenciação social, isto também verifica-se nas sociedades
dos agricultores isso como consequência da diferenciação das sociedades e proliferação de
outros ramos tais como: metalurgia de ferro e a cerâmica.

Na medida em que o tempo foi passando o numero de pessoas afectavam outras áreas
diferentes de agricultores foi crescendo: emigraram assim as sociedades de ferreiros.

Na cerâmica verifica-seum dinamismo semelhante que também culminou com a formação de


um grupo de olareiros

Assim sendo, o nível de produção e rendimento dessa famíliacomeçam a se diferenciarde


acordo com atividades praticadas pela a família e pela capacidade por motivo multiplicação
das atividades quer na metalurgia de ferro e na cerâmica houve uma diferenciação social
causada pela diferenciação de tarefas, ofícios e também a multiplicação de papeis na
comunidade culminou com o surgimento dos chefes, clãs e mais tarde a tribo

A produção do ferro permitiu aperfeiçoamento de instrumentos da pesca, da caça e da própria


agricultura, ao passo que, os instrumentos da pesca eram complementares por pontas de
flechas de ferro mais eficazes e anzóis modelados entretanto, os agricultores na idade do ferro
tornaram-se mais empreendedores ao praticar a cerâmica no aperfeiçoamento do fabrico de
utensílios e tambores.

Com as informações de algumas culturas de África no âmbito da cerâmica, contribuiu para


uma visão mais ampla de estudo e de evolução destas comunidades primitivas por inaugurar a
idade do ferro no sul da África.

SERRA, Carlos. História de Moçambique. Vol.1, 2010, 8-12

Nomes: bernardinoChandoLuoAmice e DominingosIreneu António Banhira

A formação dos primeiros grupos etinos em Moçambique

As unidades e atribuições etno-linguístico que conhecemos hoje são resultados de um longo


processo de transformaçãoe assimilações não apenas de diferenciações entre os primeiros
Bantus imigrados por volta de 200 anos d.c. A maior parte deste processo, incluindo também
a diferenciação entre os povos de filiação matrinear e patrinear esta ainda por se construir.

Apenas no século XVI começaram a ter algumas fontes contemporâneos que documentou
algumas mudanças de cultura e identidade.

Os nomes das unidadesetno-linguísticos surgiram em períodos diferentes. Assimo nome


Macua (Nakuawa) já existia nos finais do século XVI igualmente os nomes de Tsonga no
Vale de Zambeze e talvesLolo ou Lomué como surge a designação Bororo bastante velha
deve ser também a designação Maka ou Manga, utilizado para identificar descendentes de
muçulmanos imigrados na zona costeira. É devido da designação para o principal centro do
islão, Macca (província de Maccca ).

Com o desaparecimento de Estados Marave afirma-se que os nomes etno- geográficos com
Nianja (Niassas gente do lago) e Yao gente a volta a montanha Yao. Outros nomes regionais
o Mwani, gente da costa os quais se opõem provávelmente aos Macondes, gente do interior.

Os nomes Chopi e Ndau surgiram por volta de 1830, durante o M’fecane estes grupos etnico-
sociaisdiferem-se inicialmente em torno do seu relacionamento com os Nguni, já no século
XVII fala-se de uma lingua de sena, masnão ainda uma etnia como hoje.

O nome Chona apareceu ou ganhouo significado actualmente no século XIX entre 1850-1885
e ficou aceite em Moçambique no século XX. Uma carreira semelhante ao termo
Tsongacomo designação geral para Ronga (Rtonga, Changana e Tswa ) Changana surgiu no
século, e foi o primeiro termo político (subdito de estado de Gaza ) passando a designar o
grupo regional embora com alguns variantes dialetais

SERRA, Carlos. História de Moçambique. Vol. editora, Maputo, U & M, 2000, Pp.20-21.

Unidade 6: Formação dos primeiros estados de Moçambique e o comércio com os


árabes(séculos IX-XV)

Os mercadores Asiáticos e o comérciodo litoral

Entre os séculos IX e XIII encontramos evidência de uma progressiva elenta fixação de


populações provenientes principalmente de Golfo Pérsico os qual eram dos principais centros
comerciais no índico no século X.

Essas populações estabeleceram-se em toda a costa oriental e principalmente Ilhas de


Zanzibar e de Pemba apareceram no século XIII que maior número de emigrantes se fixou
em entrepostos comerciais ao longo da costa oriental da África, no vale do Zambeze e no
planalto de Zimbabwe.
Muitos geógrafos daquele tempo referem de um activo comércio com as terras de Sofala. Foi
talvez duranteo século XII que Mogadício surgiu como centro de a solução dos rendimentos
do comércio de ouro feito por Sofala tendo em conta por ter sido rapidamente substituído
pelos povos provenientes das cidades comerciais do Índico: Quiloa, o sul da costa Tanzânia
que nos séculos XIX-XX exercem a hegemonia sobre os Komoros na acosta do Oeste de
Madagascar e por alguns postos da costa de Moçambique como Waniza, Quilimba, Ilha de
Moçambique e Sofala.

Com os Arabes é possível identificaros mecanismos dessas actividades Mercantis e


provavelmente na sua localização de entrepostos costeiras em Moçambique; por exemplo Al
Masadi refere em 493 da n.e, que Bilad de Sayunaum centro comercisl provavelmente
localizada na foz do rio Zambeze.

O mesmo autor afirma que os Zany controlavam o hinlerland a partir das cidades costeiras.
Os barros asiáticos que apertavam essas cidades a trocar tecidos indianos por ouro e com
outros metais.

Escreveu o Al Masadi que sofala era o limite do extremo ao sul que reais visitados por
Omanistas (de Oman, a sudeste da península Arábica) e Sarafis (de Sivaf, porto Xiraz no
golfo Pérsico). Em sua opinião, Sofala não definia qualquer estabelecimento particular, mas
significava a baixo ou terras baixas.

A actividades comerciais, as migrações por mar, os casamentos e contactos com só outros


povos das caraterísticas diferentes entre os grupos locais e os recem-chegada dos árabes que
na Quênia e na Tanzânia, deram origem a uma cultura costeira dos swahili e estimulou em
Moçambique o aparecimento de Núcleos linguísticos diversos, como por exemplo, Mwani e
Nahara na ilha de Moçambique e regiões litorais do continente vizinho e o koti de Angoche

Em paralelo ao movimento dos comerciantes Árabes pérsas houve um movimento de


elementos Swahili, intermédios do comércio, que entravado vale de Zambeze com a expansão
comercial e do advento do Islão, os núcleos islamizados da costa do norte estrutura-se em
comunidades políticas como os xeicados e sultanatos que depois de reprimidos pelos
portugueses nos séculos XVI –XVI havia de ressurgir com o comercio dos escravos no século
XVIII.

SERRA, Carlos. História de Moçambique. Vol. 1, Pp.25-26


Estabelecimentos das relações comerciais de Moçambique

Penetração Mercantil estrangeira é o período em que as relações entre as comunidades


Moçambicanas e outros povos se traduziram a trocas comerciais a partir das quais se
verificou uma penetração estrangeira gradual em todas as esferas da vida daquelas, no
período que se estendeu desde os anos 800 até 1886 ou seja, entre os séculos IX à XIX.
Relações deste tipo em Moçambique conheceram duas etapas fundamentais:

É importante salientar aqui que estas fases se sucederam, sem no entanto significar que o
começo duma etapa fosse a extinção completa da fase subsequente ou anterior.
Fora destes três ciclos de penetração (Ouro, Marfim e Escravos), também foram
comercializados os seguintes produtos: peles de animais, carapaças de tartaruga, cerram de
abelha, etc.

Estas três fases ou ciclos de penetração, são historicamente determinados pelo forte impacto
que a procura de cada uma destas mercadorias teve sobre as comunidades locais.

É também importante referir que a penetração mercantil estrangeira corresponde a primeira


grande etapa da integração da costa oriental africana no comércio internacional.

Foi no contexto da penetração mercantil estrangeira que se fortificaram e desapareceram os


grandes estados e impérios, formaram-se grandes e pequenos estados militares do vale do
Zambeze, reinos Afro-Islâmicos da costa (Sultanatos e Xeicados), os prazos de coroa e que
algumas estruturas de parentesco foram abaladas.

A necessidade de expandir a religião Islâmica, a desertificação da parte da Arábia, a procura


de mercados seguros, dadas suas tradições comerciais, foi entre outras razões que levaram a
que grupos Árabes, deixassem a sua terra natal – região do Golfo Pérsico e se fixassem na
costa oriental africana a partir do século VII, tendo se sustentado que a primeira fixação em
Moçambique tenha ocorrido nos anos 800 (século IX).

A partir do século VII, verifica-se a fixação na costa oriental africana do povo proveniente
do Golfo Pérsico, da península arábica, da pérsia, da índia e da china. Esta penetração fez-se
sentir quase em toda costa oriental africana, desde Mogadíscio na Somália até Sofala em
Moçambique.

Foram estes povos que entraram em contacto comerciais com os povos africanos, formando-
se intermediários no comércio entre África oriental e Ásia. Esta actividade levou a criação de
entrepostos comerciais ao longo da costa oriental, dando origem a grandes cidades como
Mogadíscio, Melinde, Mombaça, Kílwa, zanzibar e mais tarde a sul da costa de Moçambique
em Angoche e Sofala. Entre os séculos IX e VIII encontramos evidências de uma progressiva
e lenta fixação de povos provenientes principalmente do Golfo Pérsico, com objectivos
meramente comerciais.
Os mercadores asiáticos traziam consigo missangas, porcelanas, tecidos, vidros, banana,
câmaras, perfumes e em troa recebiam ouro, marfim e escravos e em menor escala Âmbar,
Cerra, etc.

http://escola.mmo.co.mz/historia/os-estados-de-mocambique-e-a-penetracao-mercantil-
estrangeira/#ixzz3E4Xzlj4D-www. Google. com-25.10.19:12

Os primeiros contatos mercantis em Moçambique

Foram estes povos que entraram em contacto comerciais com os povos africanos, formando-
se intermediários no comércio entre África oriental e Ásia. Esta actividade levou a criação de
entrepostos comerciais ao longo da costa oriental, dando origem a grandes cidades como
Mogadíscio, Melinde, Mombaça, Kílwa, zanzibar e mais tarde a sul da costa de Moçambique
em Angoche e Sofala. Entre os séculos IX e VIII encontramos evidências de uma progressiva
e lenta fixação de povos provenientes principalmente do Golfo Pérsico, com objectivos
meramente comerciais.

Os mercadores asiáticos traziam consigo missangas, porcelanas, tecidos, vidros, banana,


câmaras, perfumes e em troa recebiam ouro, marfim e escravos e em menor escala Âmbar,
Cerra, etc.

Os Impactos do comércio nas sociedades de agricultores

A nível sociopolítico:

– Aprofundamento das desigualdades sociais;

– Surgimento de novas unidades políticas denominadas Reinos Afro-Islâmicos da Costa


(Sultanatos e Xeicados);

– Os casamentos dos árabes com os nativos.

A nível Cultural:

Em Moçambique a influência árabe é visível pelo surgimento de uma nova língua o Swahili,
que favoreceu nos contacto entre os moçambicanos e os árabes e os Koti em Angoche. É
também assistida uma forte influência da religião islâmica. O uso dos Cofiós e o Mwalide são
reflexos da cultura árabe. Outra influência foi a formação ou delimitação dos grupos etno-
linguísticos em Moçambique.

A nível económico:

Acumulação por parte dos aristocratas de bens de prestígio. Acumulação primitiva do capital
por parte dos comerciantes. Introdução de algumas culturas como banana, Coco, Laranja,
Limão, Cana-de-açúcar e arroz.

http://escola.mmo.co.mz/historia/os-estados-de-mocambique-e-a-penetracao-mercantil-
estrangeira/#ixzz3E4Xzlj4D-www. Google. com-25.10.19:12
Os Estados em Moçambique e territórios vizinhos: características gerais de Schroda e
mapungubwe

As manifestações deste processo actualmente estão disponíveis respeitando a sua sequência


de centro de pôr entre os séculos IX-XII no Limpopo em Schroda e Mapungubwe, que por
sua vez foram ultrapassados por um centro muito maior como de grande Zimbabwe nas
margens do planalto ao nordeste noséculo XIII.
A Schroda e Mapungubwe foram as mais relevantes dos grupos de estaçõesarqueológicas que
se encontra perto da influência do Limpopo e do seu afluente principal, o Shashi no sul da
actual Zimbabwe.

Pode-se comentar que em Schroda era uma estação colina ocupado de 800, e ai encontrava-se
objectos como marinha de marfim, missanga que mostraram produção especializadaque
dependia do comércio a longa distância com Índico.

Com isso a Schroda tornou-se a contemporânea de Chibuene ao sul do Vilánculo, e Também


era considerada como uma estação de comércio ligado no contacto com Interland.

E Mapungubwe foi o segundo estado que ocupou entre 1050-1150, e é o mais alta de onde
foram encontradas missangas, vidros sem quantidade e a cerâmica chinesa importada.

Sobretudo, sintetizemos que em Schroda apresentava os ossos de gado bovino se muito mais
deles eram maior de idade quantidade, em Mapungubwe, entretanto os habitantes tinham a
capacidade de controlar e defender o espaço para a actividade complexa. Mais com a
presença de arte o facto de ouro em Mapungubwe o que provocou a extinção dos jazigos
destes mineiros na zona surge às bases de riquezas de extração e foi a sua capacidade de
controlar o ouro produzido nas minas mais de 100 km a nordeste no século XIII as minas
passaram a ser controladas pelos contratos dominantes que era responsável da construção das
grendes ruínas de grende Zimbabwe, depois de chegaram a dominar o espaço de grande parte
de planalto entre o Limpopo e Zambeze.

O estado de Zimbabwe existiu entre 1250-1450 como o centro de poder de vale do Limpopo.
Os amuralhados eram demonstração de poder, e o mesmo separava o estrato dominante social
visualmente. O grande Zimbabwe foi conhecido como vários centros regionais e as
habitações eram circundadas por murros de pedras, como manyikene no distrito actual de
vilanculo, Inhambane que era situada a 50km da baia e 450km do grande Zimbabwe.

O Mayikene enquadra-se na arquitetura material, arqueológicas e datações absolutas,


durantes os circuloscampanhas, entre 1975-1980, constitui o primeiro museu arqueológico de
Moçambique.

A formação dos primeiros grupos etos em Moçambique

As unidades e atribuições etno-linguístico que conhecemos hoje são resultados de um longo


processo de transformaçãoe assimilações não apenas de diferenciações entre os primeiros
Bantus imigrados por volta de 200 anos d.c. A maior parte deste processo, incluindo também
a diferenciação entre os povos de filiação matrinear e patrinear esta ainda por se construir.

Apenas no século XVI começaram a ter algumas fontes contemporâneos que documentou
algumas mudanças de cultura e identidade.

Os nomes das unidades etno-linguísticos surgiramem períodos diferentes. Assim o nome


Macua (Nakuawa) já existia nos finais do século XVI igualmente os nomes de Tsonga no
Vale de Zambeze e talvez Lolo ou Lomué como surge a designação Bororo bastante velha
deve ser também a designação Maka ou Manga, utilizado para identificar descendentes de
muçulmanos imigrados na zona costeira. É devido da designação para o principal centro do
islão, Macca (província de Maccca ).

Com o desaparecimento de Estados Marave afirma-se que os nomes etno- geográficos com
Nianja (Niassas gente do lago) e Yao gente a volta a montanha Yao. Otors nomes regionais o
Mwani, gente da costa os quais se opõem provavelmente aos Macondes, gente do interior.

Os nomes Chopi e Ndau surgiram por volta de 1830, durante o M’fecane estes grupos etnico-
sociaisdiferem-se inicialmente em torno do seu relacionamento com os Nguni, já no século
XVII fala-se de uma língua de sena, mas não ainda uma etnia como hoje.

O nome Chona apareceu ou ganhouo significado actualmente no século XIX entre 1850-1885
e ficou aceite em Moçambique no século XX. Uma carreira semelhante ao termo
Tsongacomo designação geral para Ronga (Rjonga, Changana e Tswa ) Changana surgiu no
século, e foi o primeiro termo político (súbdito de estado de Gaza ) passando a designar o
grupo regional embora com alguns variantes dialetais

SERRA, Carlos. História de Moçambique. Vol. editora, Maputo, U & M, 2000, Pp.29-32.

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