Você está na página 1de 18

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Neuropsicopedagogia

clínica, Instrucional e Hospitalar.

O PAPEL DO NEUROPSICOPEDAGOGO NO ATENDIMENTO DE


CRIANÇAS COM PARASELIA CEREBRAL NA ESTIMULAÇÃO
PRECOCE.

1
RESUMO:
A paralisia cerebral é resultado de danos nas áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor,
tendo origem na gestação ou logo após o nascimento sendo um problema não progressivo
manifestando- se no comprometimento ou perda do controle sobre a musculatura voluntária. O
cérebro é o órgão que controla todo o funcionamento do organismo. É muito sensível e sofre
logo com a falta de combustível (oxigênio) que mantém suas células vivas. A falta de oxigênio
para o cérebro é uma das maiores causas de lesão cerebral e traz prejuízo para o
desenvolvimento normal e pode acontecer antes, durantes ou depois do parto. O Cuidado à
saúde da criança, por meio do acompanhamento do desenvolvimento infantil nos primeiros anos
de vida é tarefa essencial para a promoção à saúde, prevenção de agravos e a identificação de
atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor. deve ter seu início no período que engloba desde
a concepção até os três anos de idade. Esta é a fase em que o cérebro se desenvolve mais
rapidamente, constituindo uma janela de oportunidades para o estabelecimento das fundações
que repercutirão em uma boa saúde e produtividade no futuro

ABSTRACT:
Cerebral palsy is a result of damage to the areas of the brain responsible for motor control,
originating from gestation or soon after birth, and is a non-progressive problem manifesting in
the impairment or loss of control over the voluntary musculature. The brain is the organ that
controls all the functioning of the organism. It is very sensitive and suffers quickly with the
lack of fuel (oxygen) that keeps your cells alive. Lack of oxygen to the brain is one of the
biggest causes of brain damage and causes damage to normal development and can happen
before, during or after childbirth. Child health care through the monitoring of early childhood
development in children is an essential task for health promotion, disease prevention and the
identification of delays in neuropsychomotor development. should begin in the period from
conception to three years of age. This is the stage in which the brain develops more rapidly,
providing a window of opportunity for the establishment of foundations that will affect good
health and productivity in the future

2
INTRODUÇÃO
O processo de formação e adequação do Sistema Nervoso Central – SNC, inicia-se na
fase embrionária e ao longo de todo o Ciclo Vital do indivíduo permanece a sua capacidade de
adaptabilidade e plasticidade neural, garantindo assim a possibilidade morfológica de
recuperação ou minimização de funções perdidas em decorrência de patologias diversas que
afetam diretamente o SNC (STEIN, BRAILOWSKY, S. & WILL, 1995; LUNDYEKMAN,
2004). Dentre essas patologias estão as síndromes e a Paralisia Cerebral ou Encefalopatia
Crônica da Infância, que ocorrem nas condições do desenvolvimento pré-natal (antes do
nascimento), nos processos perinatal (durante o nascimento) e pós-natal (depois do
nascimento).
Segundo Dias, 2010 as lesões neurológicas ocorridas na infância acarretam
comprometimentos diversos ao sistema nervoso, sendo a paralisia cerebral (PC) um dos
problemas neurológicos mais comuns e importantes, que ocorre na fase de desenvolvimento
encefálico. A paralisia cerebral é atribuída a um grupo de distúrbios não progressivos
decorrentes de lesão do cérebro em maturação, e descrita como um conjunto de desordens
posturais e de movimento que acabam levando à limitação funcional da criança. O atraso motor,
na maioria das vezes, pode vir acompanhado de alterações de comunicação, cognição,
percepção, comportamento, funções sensoriais e crises convulsivas. A etiologia da paralisia
cerebral é multifatorial e pode ser desencadeada nos períodos pré, peri ou pós-natal.
Ainda segundo Dias, 2010 o quadro clínico da paralisia cerebral é caracterizado por
anormalidades motoras, posturais e alterações no tônus muscular, de modo que um movimento
voluntário que normalmente é complexo, coordenado e variado torna-se descoordenado,
estereotipado e limitado. As crianças com essas características neuropatológicas apresentam
déficit no desenvolvimento das habilidades funcionais quando comparadas às crianças normais.
O prognóstico da função motora grossa de crianças é variável. Já foi demonstrado que a
avaliação do nível de funcionalidade tem valor preditivo para quantificar as habilidades motoras
grossas. Assim, para atender à necessidade de um sistema padronizado de classificação baseado
nas habilidades e limitações da função motora grossa.
A paralisia cerebral apresenta diversas complexidades; o diagnóstico tem-se rbaseado
historicamente a uma falta de oxigênio ou a uma agressão relacionada ao cérebro imediatamente
antes ou durante processo de nascimento (UMPHRED, 1994).
A heterogeneidade do quadro clínico apresentada pelas crianças com paralisia cerebral
dificulta a classificação do comprometimento da disfunção motora, é um desafio para as equipes

3
multiprofissionais envolvidas na reabilitação, trabalharem com medidas baseadas no seu
desempenho funcional.

O papel do neuropsicopedagogo clínico

Neuropsicopedagogia clínica, embora estude o funcionamento do cérebro e o


comportamento humano, tem os alicerces de sua prática nas teorias de aprendizagem e nas
estratégias para o ensino-aprendizagem.
Ainda segundo o mesmo autor, o papel do neuropsicopedagogo na estimulação precoce
se torna essencial a partir do momento que se torna chave principal da intervenção destas
crianças, para trabalhar com estimulação precoce que visa minimizar os déficits intelectuais,
cognitivo, motor, sociais,etc., que as crianças apresentem.
O profissional de neuropsicopedagogia pode trabalhar com a psicomotricidade, que é
considerada e conceituada com intenção de melhorar o comportamento da criança com seu
corpo. Há quem defina a psicomotricidade como uma ciência que estuda o indivíduo por meio
de seu movimento e a interação social, e utilizado como recurso ou estratégias podendo obter
resultados em diversas áreas como desempenho cognitivo, social, motor, da criança.
Após conhecermos como corre o desenvolvimento de uma criança nos primeiros
três anos de vida, podemos compreender melhor o que pode ser considerado fora dos
padrões, quando se fala em trauma, acredito que não basta diagnosticar e falar de sintomas,
pois tudo está relacionado à forte vontade de viver que estas crianças têm em si mesmas,
se não fosse esta vontade, jamais conseguiriam suportar a situação pela qual
passaram, e estes comportamentos “diferentes”, foi a melhor maneira que encontraram para
sobreviver.
Conforme Russo (2015) a Neuropsicopedagogia Clínica estabelece relações entre os
estudos das neurociências com os conhecimentos da psicologia cognitiva e da pedagogia. Trata-
se de um campo transdisciplinar que estuda a relação entre o funcionamento do sistema nervoso
e a aprendizagem humana. Com objetivo de promover a reintegração pessoal, social e
educacional a partir da identificação, do diagnóstico, da reabilitação e da prevenção de
dificuldades e distúrbios da aprendizagem.
Segundo a normas técnica de atuação profissional nº 01/2016 “o neuropsicopedagogo
busca compreender e atender a uma queixa ou a um fato relatado pela família, escola entre
outros que reflitam o universo social em que aquele esteja inserido” (p.05)

4
A avaliação neuropsicopedagógica fornece informações sobre a linguagem, memória,
senso percepção, cognição, comportamentos sociais e motricidade. O trabalho do
neuropsicopedagogo pauta -se nos processos neurocognitivos, contudo, associa -se tais
conhecimentos com os estudos da Psicologia Cognitiva, do comportamento humano e da
Pedagogia o que possibilita um olhar integral sobre o sujeito.

Estimulação precoce

Os primeiros anos de vida de uma criança é um período onde ocorrem diversas


modificações importantes e se apresentam características de desenvolvimento de habilidades
cognitivas e motoras. É nesta etapa de maturação que o organismo se torna apto ao
aparecimento dos marcos do desenvolvimento que possibilitam as crianças o processo linear de
seu crescimento global. A falta da estimulação nos primeiros anos de vida de uma criança
diminui o ritmo do processo evolutivo e aumenta as chances de transtornos psicomotores, sócio
afetivos, cognitivos e da linguagem.
Segundo Brandão;

O trabalho de estimulação precoce tem como princípio básico, o acompanhamento


clínico-terapêutico de crianças e bebês de alto risco e com patologia orgânica, na
direção de propiciar, na intervenção junto a estes e sua família, que os fatores
estruturais (maturação, estruturação psíquica e cognitiva) e instrumentais (linguagem
e comunicação, brincar, aprendizagem, psicomotricidade, início da autonomia e
socialização), possam se articular de forma que a criança consiga o melhor
desenvolvimento possível. O ponto central de referência é a estruturação ou
reestruturação da função materna, abrindo espaço para a constituição da criança como
sujeito psíquico capaz de auto significar-se (1990, p. 95).

O estímulo precoce tem como objetivo desenvolver e potencializar através de exercícios,


jogos, atividades, técnicas e outros recursos as atividades do cérebro das crianças, beneficiando
seu lado intelectual, físico e afetivo, uma criança bem estimulada aproveitará sua capacidade
de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma simples, intensa e rápida. O
estímulo une adaptabilidade do cérebro à capacidade de aprendizagem, é uma forma de
orientação do potencial e das capacidades dos pequenos, estimulando a criança abre-se um
leque de oportunidades e experiências que o fará explorar, adquirir habilidades e entender o que
ocorre ao seu redor. Buscando construir bases e alicerces para o aprendizado, a criança pequena

5
com deficiência também necessita experimentar, movimentar-se e deslocar-se (mesmo do seu
jeito diferente), necessita tocar, perceber e comparar, entrar, sair, compor e desfazer necessita
significar o que percebe com os sentidos, como qualquer outra criança de sua idade.
O programa de estimulação precoce consiste no acompanhamento da criança e de seus
pais, seguindo regularmente o desenvolvimento pisco-afetivo-social deste bebê e sua família,
acreditando que este oferecerá suporte para um melhor desenvolvimento da criança. Busca-se
com isto abrir um novo campo de comunicação entre os pais e seu filho, campo este
interrompido pelas dificuldades impostas pelo próprio diagnóstico. Os pais através deste
trabalho irão descobrir que sabem mais do que supunham sobre seu filho.
A estimulação precoce deverá ser iniciada a partir do momento em que a criança for
diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, onde serão
estimuladas as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolo, o sentar, o engatinhar, a
deambulação, a coordenação visual e motora, a socialização e a cognição. O acolhimento e o
cuidado a essas crianças e a suas famílias são essenciais para que se conquiste o maior ganho
funcional possível nos primeiros anos de vida, fase em que a formação de habilidades primordiais
e a plasticidade neuronal estão fortemente presentes, proporcionando amplitude e flexibilidade
para progressão do desenvolvimento nas áreas motoras, cognitiva e de linguagem (MARIA-
MENGEL; LINHARES, 2007).
O estímulo precoce tem como objetivo desenvolver e potencializar através de exercícios,
jogos, atividades, técnicas e outros recursos às atividades do cérebro das crianças, beneficiando
seu lado intelectual, físico e afetivo. Uma criança bem estimulada aproveitará sua capacidade de
aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma forma simples, intensa e rápida. O estímulo
une adaptabilidade do cérebro à capacidade de aprendizagem. É uma forma de orientação do
potencial e das capacidades da criança. Estimulando-a, abre-se um leque de oportunidades e
experiências que o fará explorar, adquirir habilidades e entender o que ocorre ao seu redor
(WILLRICH et al., 2009).
O termo "estimulação precoce" tem sido comparado a um conjunto de ações que
proporcionam a crianças especiais a estimulações necessárias a partir de seu nascimento, de
forma a garantir o desenvolvimento inicial da sua vida. É uma abordagem que não acelera o
desenvolvimento, porem ela irá contribui para organizar suas fases do desenvolvimento (SÀ,
2001).

6
Segundo a autora, no Brasil a estimulação precoce ainda é um programa novo e que
antigamente não era valorizado, não se dava importância a um ambiente sério que era visto
como apenas brincadeira ou passa tempo.
Entende-se por estimulação precoce toda atividade ou brincadeira que a criança tenha
contato e que fortaleça o seu desenvolvimento neuropsicomotor, em atividades que envolvam
repetição, diferentes exercícios sensoriais, sequência, etc. (SÀ, 2001).
De acordo com o Ministério da Educação: “O conceito de estimulação precoce refere-
se às ações que proporcionam as crianças experiência que favoreçam seu desenvolvimento
integral de modo de agir o máximo de seu potencial” (BRASIL, 1997, p.61).
Para Honora e Frizanco (2008) a estimulação é necessária a toda criança pequena,
quando falamos de criança com alguma deficiência se torna essencial na vida da criança,
quando mais cedo à estimulação for feita mais resultados positivos a criança terá.
Para as autoras a estimulação precoce tem o objetivo de evitar ou amenizar os distúrbios
do desenvolvimento neuropsicomotor e possibilitando à criança desenvolver-se. Para
possibilitar a intervenção precoce nos atrasos de uma criança é fundamental a identificação no
seu desenvolvimento no seu primeiro ano de vida.
Conforme Perez-Ramos (1996), o conhecimento sobre a estimulação precoce tem obtido
muitos progressos na vida das crianças, principalmente quando diagnosticado precocemente.
A estimulação precoce é uma intervenção psicoterapêutica mais preventiva do que
curativa por ter como foco apenas crianças pequenas que estão na fase de adaptação postural e
de construção de esquema corporal, este período de estimulação é essencial para a criança, pois
ela irá começar a desenvolver suas habilidades táteis, visuais, auditivas e motoras. (HERREN;
HERREN, 1989).
Para Maia (2002) a estimulação precoce é uma ação do desenvolvimento afetivo que
visa facilitar a aquisição de habilidades de crianças com deficiência. Os recursos utilizados na
estimulação precoce visa estimular e promover experiência adequada para a criança fazendo
com que seu corpo e mente responda aos estímulos dados na primeira infância.
Segundo Carraro (2010), o desenvolvimento infantil é de extrema importância
principalmente no período sensório motor (zero a dois anos de idade) nesta fase é onde a criança
tem sua base do seu desenvolvimento, onde se constrói a estrutura da criança onde ela vai
adquirir sua independência e individualidade através da estimulação.
As mudanças importantes para o desenvolvimento da criança ocorrem durante os 24
meses após o nascimento e influenciam dramaticamente por toda a vida da criança, e

7
apresentando uma deficiência a criança tem que estar sendo estimulado diariamente por um
profissional direcionado que irá desenvolver um currículo adaptado para atender as
necessidades da criança (SANTOS, 2001).

A estimulação precoce é definida de acordo com o Programa de Capacitação de


Recursos Humanos do ensino Fundamental: “Um conjunto dinâmico de atividades e
de recursos humanos e ambientais incentivadores que são destinados a
proporcionar a criança seus primeiros anos de vida, experiências significativas para
alcançar pleno desenvolvimento no seu processo evolutivo (BRASIL, 1997, p 11).

A ação preventiva de atrasos e distúrbios de desenvolvimento pode ser conduzida em três


níveis: prevenção primária, secundária e terciária. A prevenção primária tem como objetivo de
intervenção a redução da incidência de determinadas condições de excepcionalidade na
população por meio de identificação, remoção ou redução dos efeitos de fatores de risco que
produzem tais condições. Esta prevenção assumiria uma forma mais genérica se as instituições
da sociedade promovessem melhores condições de saúde, educação, trabalho e moradia para
toda a população e, de forma mais restrita, a ação preventiva primária deveria focalizar
determinados segmentos da população mais vulneráveis, como as famílias que vivem em
extrema pobreza. Neste nível os programas educativos deveriam estar voltados para a saúde e
desenvolvimento humano, considerando a qualidade do meio ambiente (NUNES apud PERIN
2010).

A identificação precoce deve ser periódica e planificada, adotando a observação nas


idades críticas. Um ano e meio, dois anos, para a motricidade e início da linguagem,
de quatro anos e meio para o domínio sintático e as aquisições psicomotoras
elementares (FONSECA, 1995, p.24).

O benefício que a estimulação precoce vem trazendo principalmente para crianças com
deficiência intelectual de extrema importância se tornou um programa fundamental para
educação infantil desde o nascimento até os eis anos de idade. Este programa tem por objetivo
cuidar das habilidades do desenvolvimento, da autonomia da criança, da aprendizagem, etc.
(BRASIL, 1997).
Segundo o Programa de Capacitação de Recursos Humanos do ensino Fundamental e
suas diretrizes educacionais de estimulação precoce, o programa necessita de um grande suporte

8
para ter seu trabalho fundamentado à estimulação precoce necessita de uma equipe além do
pedagogo especializado que é a parte fundamental necessita também de uma terapeuta
ocupacional, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, neurologista, etc. estes membros da
equipe interdisciplinar devem realizar o trabalho em um ambiente em que todos possam ter um
trabalho em conjunto (BRASIL, 1997).
A ação preventiva de atrasos e distúrbios de desenvolvimento pode ser conduzida em
três níveis: prevenção primária, secundária e terciária. A prevenção primária tem como objetivo
de intervenção a redução da incidência de determinadas condições de excepcionalidade na
população por meio de identificação, remoção ou redução dos efeitos de fatores de risco que
produzem tais condições. Esta prevenção assumiria uma forma mais genérica se as instituições
da sociedade promovessem melhores condições de saúde, educação, trabalho e moradia para
toda a população e, de forma mais restrita, a ação preventiva primária deveria focalizar
determinados segmentos da população mais vulneráveis, como as famílias que vivem em
extrema pobreza. Neste nível os programas educativos deveriam estar voltados para a saúde e
desenvolvimento humano, considerando a qualidade do meio ambiente (NUNES apud PERIN,
2010).

A identificação precoce deve ser periódica e planificada, adotando a observação nas


idades críticas. Um ano e meio, dois anos, para a motricidade e início da linguagem,
quatro, quatro anos e meio, para o domínio sintático e as aquisições psicomotoras
elementares (FONSECA, 1995, p.24).

Para Jerusalinski (1999), com a chegada de um bebê deficiente, ocorre uma decepção
no imaginário familiar causando um trauma convívio familiar. Os planos e desejos que a família
tinha terão que ser modificados, para receber este novo filho, com novos planos. Ainda segundo
o mesmo autor a família deve ser trabalhada desde a notícia até o nascimento para que possam
ver que mesmo com um filho especial, a criança terá uma vida e irá precisar de seus pais.

Pais e mães são os primeiros, os principais e mais duradouros educadores de suas


crianças. Quando pais e profissionais trabalham juntos durante a infância, os
resultados têm um impacto positivo no desenvolvimento da criança e na sua
aprendizagem. Então, cada etapa do desenvolvimento deve buscar uma parceria
efetiva com os pais (MITTLER, 2003, p.210).

Já Perin (2010, p. 56) afirma que:

9
Nos trabalhos de estimulação, os pais aprendem com diversos profissionais de
diferentes áreas a estimular a criança, pois, quanto mais cedo haver o estímulo mais
ativa acriança se tornará, conseguindo atingir suas capacidades. A finalidade da
estimulação precoce deve ser que a criança gere sua própria personalidade, sua
situação familiar e social. As técnicas para desenvolver estímulo adequado são
variadas, mas, devem responder a um plano ou programa, que de forma geral auxilie
no desenvolvimento infantil abordando desde aspectos educacionais, até salutares e
sócio afetivos.

Para Perin (2010), quase todas as crianças, nascem em um ambiente acolhedor de afeto
e proteção que é fundamental para seu desenvolvimento físico, e emocional. As primeiras
manifestações podem-se ver através de choros, sorrisos, abraços, balbucios, com isso a criança
irá criar vinculo de relacionamento já estando em uma fase de socialização. A criança é um ser
independente de sua capacidade mental, física, motora, ela necessitara de toda atenção, para
ficar atento aos mínimos detalhes para que possa ter suas habilidades reforçadas desde crianças.

Nesse sentido, a estimulação precoce para crianças com deficiência é de total


relevância, pois, no futuro garantirá a autoestima da criança, a confiança nas suas
próprias possibilidades, o conhecimento das suas dificuldades, a adaptação ao seu
meio que compreende não só as pessoas envolvidas no processo de desenvolvimento,
mas a sociedade, essa adaptação implica na capacidade de atuar, agir, modifica r e
produzir alterações ao seu redor, possibilitando seu desenvolvimento e crescimento
pessoal (PERIN, 2010, p.12).

O principal eixo é a aceitação da criança, a sua afetividade, um ambiente rodeado de


estímulos, a participação da família em trabalho conjunto com a equipe multidisciplinar, esses
são e sempre serão aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil (PERIN, 2010).
“O aprendizado é mais do que a aquisição de capacidade para pensar; é a aquisição de
muitas capacidades especializadas para pensar sobre várias coisas” (VYGOTSKY, 1997, p.55).
O trabalho de orientação familiar vem ao encontro com as dificuldades e necessidades
encontradas pela deficiência da criança, a família participando junto à equipe de profissionais
que atendem a criança é de extrema importância no desenvolvimento psicomotor, cognitivo e
social, buscando um acompanhamento para dar continuidade no seu cotidiano. O apoio, e a
participação da família como filho, os professores e equipe técnica amenizará a deficiência,
pois a técnica desenvolvida em sala de aula ajudará no aprendizado da criança. (BRASIL,
2004).
10
Segundo Fonseca (1995), os pais devem ser envolvidos no processo de integração,
visto que são os primeiros agentes de intervenção educacional, é recomendável que eles sejam
vistos como pré-terapeutas, como primeiros educadores por excelência. É necessário haver o
envolvimento da família com os profissionais que desenvolvem atividades e técnicas para que
a criança desenvolva sua capacidade facilitando a continuidade do trabalho desenvolvido em
sala de aula e no âmbito familiar, promovendo benfeitores para criança e toda família. É comum
a família ter resistência para algumas atividades, pois incomodam a criança e a fazem chorar,
mas essas são atividades que darão resultados na estimulação.
Segundo Mendes (2010, p. 47-48):

Os primeiros anos de vida de uma criança têm sido considerados cada vez mais
importantes. Os três primeiros anos, por exemplo, são críticos para o desenvolvimento
da inteligência, da personalidade, da linguagem, da socialização, etc. A aceleração do
desenvolvimento cerebral durante o primeiro ano de vida é mais rápida e mais
extensiva do que qualquer outra etapa da vida, sendo que o tamanho do cérebro
praticamente triplica neste período. Entretanto, o desenvolvimento do cérebro é muito
mais vulnerável nessa etapa e pode ser afetado por fatores nutricionais, pela qualidade
da interação, do cuidado e da estimulação proporcionada à criança.

O objetivo deste trabalho será realizar um estudo de caso com crianças que apresentam
diagnóstico compatível a paralisia cerebral, o objeto de estudo será o Inventario Portage
operacionalizado para família.
O Inventário Portage Operacionalizado (IPO) orienta o aplicador para uma descrição
de comportamentos de crianças de 0 a 6 anos de idade com o objetivo de construir um parecer
para posterior intervenção no ambiente natural da criança avaliada, pois através da sua aplicação
pode-se visualizar o seu desempenho, usá-lo para elaborar uma intervenção e avaliar os
progressos da criança ao longo e depois de um período de intervenção (VIERA; ROBEIRO;
FORMIGA, 2009). A intervenção é feita por meio de treinamento dado aos pais, outros
familiares ou mesmo profissionais que possam realizar atividades de estimulação, quanto às
atividades e registro, visando aceleração do desempenho destas crianças durante a idade pré-
escolar (WILLIAMS; AIELLO, 2001).

11
Método:
Serão avaliadas 2 meninas com diagnóstico de paralisia cerebral estática que participam
do programa estimulação precoce.
Caracterização do paciente 1:
Aluna S.T.I de 2 anos 3 anos e 7 meses de idade, do sexo feminino é diagnosticada com
paralisia cerebral, possui limitação nas áreas de desenvolvimento motor, linguagem, cognição,
sendo assim o estudo foi realizado a partir de suas dificuldades. A aluna possui limitação na
fala apenas aponta e reproduz algumas palavras, faz uso de meio auxiliar de locomoção, seus
membros são rígidos.
Para a aplicação do Portage foi utilizada uma adaptação do instrumento feita por
GROSSI (2003), folhas de sulfite, lápis grafite e colorido e os próprios brinquedos do
participante. A avaliação foi realizada em duas semanas com 10 visitas domiciliares com dia e
horário previamente marcado. Na primeira avaliação estavam presentes duas aplicadoras, a
criança e a mãe, na seguinte somente uma aplicadora estava presente juntamente com a
responsável: Na primeira avaliação foi observado paciente em contexto natural e foram
utilizados os brinquedos que possuía na casa e da sua preferência para a operacionalização dos
comportamentos, tanto por observação como entrevista com a mãe. Posteriormente, em
supervisão, foi feito um levantamento sobre quais comportamentos não puderam ser observados
e na visita seguinte foi possível levar os materiais necessários a fim de concluir a avaliação. A
avaliação foi realizada com base nos comportamentos esperados para a idade de 1 a 2 anos e de
2 a 3 anos.
A partir das avaliações realizadas, nota-se que não apresentou alguns comportamentos
que já deveriam ser executados para a sua idade. Na faixa etária de 0 a 1 ano para a área motora,
apresentou bom desempenho, totalizando 95,5% dos comportamentos. Porém, na margem de 1
a 2 anos, na qual a criança se encontra, emitiu apenas 39% dos comportamentos. É importante
destacar que não foi possível observar seis atividades na área motora de 1 a 2 anos, como
“coloca 4 aros em uma pequena esteira”, “retira pinos de 2,5 cm, em uma prancha ou tabuleiro
de encaixe”, “encaixa pinos de 2,5 cm, em uma prancha de encaixe”, “desce escadas sentado,
colocando primeiro os pés”, “usa cadeira ou cavalo de balanço” e “sobe escadas com ajuda”,
totalizando 33% dos comportamentos não observados. Neste caso, a porcentagem poderia
aumentar caso todos os comportamentos tivessem sido observados. Nos comportamentos de
autocuidados de 0 a 1 ano, a criança apresentou 77% das condutas e na faixa etária seguinte,
apenas 33%. Na área de socialização, na faixa etária de 0 a 1 ano, a criança apresenta 85% dos

12
comportamentos. Já nos comportamentos listados de 1 a 2 anos, apresentou um total de 66%
dos comportamentos, sendo uma das áreas mais desenvolvidas pela criança.
Para os comportamentos da área de cognição de 0 a 1 ano, a criança apresentou 92%
dos pré-requisitos, sendo que para a faixa etária de 1 à 2 anos, apresentou 60% dos
comportamentos, apresentando um bom desenvolvimento, se comparada as outras áreas. Na
área de linguagem, a mais afetada, atingiu apenas 50% dos comportamentos esperados na faixa
etária de 0 a 1 ano e para 1 a 2 anos, emitiu apenas 16% dos comportamentos. Nota-se que a
criança atinge o pré-requisito de 75% na maioria das áreas avaliadas na faixa etária de 0 à 1
ano, ficando abaixo apenas na área da linguagem. Na faixa etária seguinte, o garoto não atingiu
a porcentagem desejada em nenhuma área avaliada, o que indica um atraso em seu
desenvolvimento global.
A paciente possui 2 anos e 7 meses e se encontra na faixa etária de 0 a 1 ano. A partir
destes resultados, foram estruturadas atividades para estimular o desenvolvimento da criança
nas diferentes áreas. Dentre estas, estão: Ensinar passo a passo do comportamento de andar,
narrando as etapas: “Primeiro essa perna, depois a outra”; ajudá-lo quando necessário e pedir
para que a criança observe como um adulto faz; elogiar quando a criança emitir
comportamentos compatíveis aos das solicitações; Estimular a criança fazer atividades
sozinhas, como por exemplo, durante a alimentação, ensiná-lo a manusear talheres através de
explicações verbais e imitação; estimular a criança a se trocar de forma independente, narrando
o que deve ser feito e auxiliando quando necessário; deixar que a criança fique sozinha por um
período, mesmo que solicite atenção.
É importante que a mãe consiga realizar suas atividades, como cozinhar e arrumar a
casa, sem que a criança interfira. Estimular contato com outras crianças de sua idade. Quando
esta manifestar comportamentos agressivos, ao invés de tirá-la da brincadeira, ensinar
comportamentos alternativos, explicando a situação para a criança; colocar a criança em uma
creche durante meio período para que seja estimulada, tenha contato com outras pessoas e
consiga se tornar mais independente da mãe.
Quando a criança apontar indicando querer alguma coisa, a mãe deve perguntar qual a
sua vontade, se a criança não conseguir responder, deve verbalizar o pedido e solicitar repetição;
ensinar novas palavras durante atividades cotidianas como passeios, hora da alimentação e
banho e solicitando repetição; brincar de imitar sons: “au-au”, “miau”, “muuu”; utilizar livros
e revistas para contar histórias para a criança. Novas orientações serão elaboradas e transmitidas
conforme envolvimento e necessidade da criança.

13
Caracterização do paciente 2:

G.O.S., 3 anos e 6 meses de idade, sexo feminino e atualmente frequenta o centro de


educação infantil público perto da sua residência. Mora com a mãe, pai e duas irmãs mais
velhas. A participante apresenta dificuldades no desenvolvimento neuropsicomotor.
A avaliação foi realizada em duas etapas, sendo a primeira na casa da paciente e a
segunda na creche frequentada por ela. Na primeira avaliação estavam presentes duas
aplicadoras, a criança, a mãe e a irmã do meio. Na creche foi possível observá-la dentro da sala
de aula juntamente com seus colegas de turma e sua professora.
A avaliação foi realizada em duas etapas, sendo a primeira na casa da paciente e a
segunda na creche frequentada por ela. Na primeira avaliação estavam presentes duas
aplicadoras, a criança, a mãe e a irmã do meio, dá na creche foi possível observá-la dentro da
sala de aula juntamente com seus colegas de turma e sua professora.
Na primeira avaliação, iniciou-se a aplicação do instrumento para a faixa etária de 3 a
4 anos, no entanto foi necessário retroceder à faixa etária anterior, ou seja, de 2 a 3 anos.
Inicialmente K. foi observada em contexto natural e foram utilizados os brinquedos que possuía
na casa para a operacionalização dos comportamentos, conforme procedimento do instrumento.
Em supervisão, foi feito um levantamento sobre quais comportamentos não puderam ser
observados e na visita seguinte foi checado os comportamentos que ela apresentava ou não no
ambiente escolar, além da conversa com a professora.
Diante de tais resultados foi verificado que para a área motora é umas das mais
desenvolvidas no seu repertório comportamental uma vez que na faixa etária de 2 a 3 anos ela
alcançou a porcentagem de 82,35% e na idade de 3 a 4 anos 73,3 %. Na última faixa etária
citada ela não alcançou o esperado que seria 75%, porém foi uma das suas melhores pontuações
nesta faixa. Não foram realizados 3 de 17 atividades por falta de material na situação natural da
criança, da faixa etária de 2 a 3 anos, nas duas faixas etárias a paciente ,não alcançou a
porcentagem esperada na área de autocuidados, sendo que na de 2 a 3 anos chegou a 74,04% e
na faixa entre 3 e 4 anos teve apenas 40% de sucesso nas atividades apresentadas. Na faixa
etária de 2 a 3 anos esta parte do instrumento foi realizado através de perguntas para a mãe e
para a professora e a faixa etária de 3 a 4 anos foi feita a partir de observações realizadas pelas
avaliadoras.

14
A cognição foi uma das áreas mais comprometidas da paciente, uma vez que na faixa
etária de 2 a 3 anos obteve a porcentagem de 31,25% e na faixa etária de 3 a 4 anos o resultado
foi 33,3%. Na faixa etária de 2–3 anos quando as avaliadoras davam alguma instrução
costumava repetir verbalmente o que tinha sido dito e quando as avaliadoras exemplificavam a
atividade ela repetia de maneira automática os mesmos movimentos. Nesta faixa etária não
foram realizadas 2 atividades de 16 por falta de material na situação natural da criança. Na área
da socialização alcançou 87,5% de comportamentos realizadas na faixa etária de 2 a 3 anos e
50% na faixa etária de 3 a 4 anos. A área da linguagem é a mais comprometida do
desenvolvimento da criança uma vez que na faixa etária de 2 a 3 ano obteve apenas 10% dos
comportamentos pedidos e na faixa etária de 3 a 4 anos alcançou 16,66%.
Pode -se observar que a paciente consegue aprender e emitir comportamentos mais
simples que podem ser apreendidos através de imitação, comportamentos mais complexos que
precisam de processamentos intelectuais como a linguagem, possui maiores dificuldades. A
criança possui 4 anos e 6 meses e possui comportamentos de uma criança que está na faixa
etária de 2 a 3 anos, isso demonstra o atraso no desenvolvimento desta. Diante de tais resultados
foram estruturadas 4 atividades nas quais psicólogas e familiares podem utilizar com o objetivo
de estimular os comportamentos deficitários: Ler livros de histórias infantis para a criança com
o objetivo de: nomear objetos, cores, sentimentos entre outras figuras que possam aparecer nos
livros e pedir para a criança repetir de forma adequada, contar a história para a criança e depois
pedir para ela contar a história, num primeiro momento é aconselhável que a criança conte a
história do seu próprio modo. Depois o adulto pode direcionar para a criança ir contando na
ordem apresentada e com linguagem clara, interromper e questionar quando ela não realizar a
atividade da maneira proposta. Realizar brincadeiras que necessitem que um adulto ofereça
alguma instrução para a criança e só de como cumprir a atividade após a mesma realizar de
maneira adequada o que foi solicitado. Por exemplo: Pedir para a criança desenhar a escola, a
família, o brinquedo.

Conclusão

Nota-se a importância da atuação do neuropsicopedagogo na atuação em instituições


de ensino que forneçam o atendimento de estimulação precoce, esse programa é de estrema
importância para que o profissional de neuropsicopedagogia possa intervir no déficit da criança
com paralisia cerebral e suprir suas dificuldades.

15
Na intervenção precoce é essencial intervir junto das crianças o mais cedo possível,
tendo em conta as suas dificuldades e suas competências, garantindo a sua segurança e bem-
estar nas actividades propostas por forma a promover o seu desenvolvimento global e a sua
inclusão junto das outras crianças.
A necessidade de estabelecer uma planificação, com objetivos e estratégias específicas
e adequadas ao desenvolvimento de cada criança, garantindo sempre o envolvimento de todos
os que participam na intervenção.
A atenção em ouvir as famílias, quanto as suas necessidades e preocupações,
envolvendo-as sempre em todo o processo, consolidando uma colaboração com a família,
ajudando-a a encontrar respostas para os problemas com que se deparam tendo sempre no
horizonte o desenvolvimento harmonioso da criança.
Necessidade em se reflectir permanentemente sobre a acção de modo a se avaliar o
trabalho que vai sendo desenvolvido e os resultados que daí advêm planificando novas acções.
Nos dois casos nota-se claramente a evolução no quadro que apresentavam um déficit
/atraso em algumas áreas especificas do desenvolvimento. A família demostrou-se colaborativa
e interessada em realizar os estímulos em casa, e tendo compromisso em traze-los
frequentemente nos atendimentos. As crianças apresentaram boa compreensão durante os
atendimentos, possuem facilidade com interação social, facilitando atendimentos e as
atividades. Ambas crianças conseguiram atingir a meta para esse período onde as mesmas iram
continuar os atendimentos para maiores resultados futuros.

Referências
BRASIL. Decreto n. 5.296, de 2 de Dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro
de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
16
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm>. Acesso em: 23 fev. 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação


Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. 2007. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf>. Acesso em: 23 fev.2018

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Subsídios para Diretrizes


Curriculares Nacionais Específicas da Educação básica. Brasília:MEC/SEB, 2009. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/subsidios_dcn.pdf> Acesso em: 26 fev. 2018

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica.


Resolução n. 4, de 2 de outubro de 2009a. Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento
Educacional Especializado na Educação. Brasília: MEC/CNE/CEB, 2009a. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf>. Acesso em: fev. 2015.

CARVALHO, Erenice Natália Soares; MACIEL, Diva Maria Moraes de Albuquerque. Nova concepção
de deficiência mental segundo a American Association on Mental AAMR: sistema 2002. Temas psicol.,
v.11, n.2, p. 147-156, 2003a. Disponível em : <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v11n2/v11n2a08.pdf>.
Acesso em: 2 abr. 2018.
CUNHA, Eugenio. Práticas Pedagógicas para inclusão e diversidade. Rio de Janeiro: WAK, 2011.
DANTAS, Andrade Luciana. Concepções sobre educação inclusiva. Cuiabá, 2009.
FIERRO, Alfredo. Os alunos com deficiência mental. In: COLL, César; MARCHESI, Álvaro;
PALACIOS, Jesus. Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e
necessidades educativas especiais. 2ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
FONSECA, Vitor da. Educação Especial: Programa de estimulação precoce - uma introdução as ideias
de Feuerstein. 2° Ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1995.
JERUSALINSKY, Alfredo. Psicanálise e Desenvolvimento infantil. 2° Ed. Porto Alegre: Artes e
Ofícios, 1999.

PERIN, Eugenia. Estimulação Precoce sinais de alerta e benefícios para o Desenvolvimento. Revista de
Educação do Ideal, v. 5, dez., 2010.

RUSSO, R. Neuropsicopedagogia Clínica: introdução, conceitos, teoria e prática. Curitiba: Juruá,


2015

SÁ, M. R. C. Prevenção, diagnóstico, Intervenção: abordagem fisioterapêutica. In SANTOS, Santa


Marli P. dos. A ludicidade como ciência. Petrópolis-RJ: Vozes.
WILLRICH, A.; AZEVEDO, C. C. F.; FERNANDES, J. O. Desenvolvimento motor na infância:
influência dos fatores de risco e programas de intervenção. Revista Neurociências, v. 17, n. 1, p. 51-
56, 2009.

17
18

Você também pode gostar