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Universidade Federal de Uberlândia

Relatório Brasil II:

“Nem cidadãos, nem brasileiros – Indígenas na formação do Estado Nacional brasileiro


e conflitos na província de São Paulo”

Cap. 2: “Os caminhos da política indigenista: a construção do Estado”

Gustavo Fernandes Domingues

João Vitor Solano

Vinícius Passos Paulucci

Ituiutaba MG

2019
O artigo “Nem cidadãos, nem brasileiros – Indígenas na formação do Estado
Nacional brasileiro e conflitos na província de São Paulo” de Fernanda Sposito, trata da
questão indígena na formação do Estado nacional brasileiro, especialmente nas duas
primeiras décadas. Assim, estudou-se o período compreendido entre 1822 e 1845 com
vistas a perceber como o Império e seus membros foram se relacionando com as
populações nativas até o momento em que foi implementado o primeiro projeto
referente a elas, o "Regulamento acerca das missões de catequese e civilização dos
índios". Para apreender esse processo buscou-se mapear as leis e medidas
administrativas adotadas no centro do Império, bem como os discursos produzidos por
intelectuais e políticos. Além disso, para obter uma dimensão mais concreta da vivência
dos nacionais com os indígenas, optou-se por estudar como essa relação se deu na
província de São Paulo, procurando reconstruir os conflitos entre os grupos nativos e os
paulistas.

Portanto o capítulo analisado, intitulado “Os caminhos da política indigenista: a


construção do Estado”, busca através das políticas e do imaginário, compreender a
relação entre os nativos e o governo, compreendendo as necessidades econômicas
contidas das políticas indigenista.

A política indigenista no Brasil Império teve sua lógica alterada, antes com o
propósito maior de exercer um papel dominação através da fé católica, agora tal esfera
perde consideravelmente espaço para a esfera da necessidade de mão de obra. Em meio
a crise do Sistema Colonial, as políticas coloniais ficam mais severas, no caso das
indígenas, Pombal decreta o fim dos aldeamentos para fins de conversão religiosa, e
passa a pregar a ideia de forma cidadãos para moverem o sistema político implantado,
ou melhor, superar a crise enfrentada. Portanto, a logica de alterou no estado em que o
que importava não era a catequização e salvação dos indígenas, mas sim a civilização de
tais sujeitos, a fim de os prepararem para integrar de forma produtiva, o sistema do
governo.

Assim com a chegada da família real, a Coroa buscava integrar os indígenas aos
seus súditos, ignorando os propósitos de vida dos indígenas, e os forçando compor um
cenário político no qual não tinham sentido de acordo com suas perspectivas de vida
[indígenas].

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